O Sofrimento de Jesus Cristo na Cruz !!!

 

A Crucificação de Cristo, a partir de um ponto de vista médico

Lendo o livro de Jim Bishop “O Dia Que Cristo Morreu”, eu percebi que durante vários anos eu tinha tornado a crucificação de Jesus mais ou menos sem valor, que havia crescido calos em meu coração sobre este horror, por tratar seus detalhes de forma tão familiar – e pela amizade distante que eu tinha com nosso Senhor. Eu finalmente havia percebido que, mesmo como médico, eu não entendia a verdadeira causa da morte de Jesus. Os escritores do evangelho não nos ajudam muito com este ponto, porque a crucificação era tão comum naquele tempo que, aparentemente, acharam que uma descrição detalhada seria desnecessária. Por isso só temos as palavras concisas dos evangelistas “Então, Pilatos, após mandar açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.”

Eu não tenho nenhuma competência para discutir o infinito sofrimento psíquico e espiritual do Deus Encarnado que paga pelos pecados do homem caído. Mas parecia a mim que como um médico eu poderia procurar de forma mais detalhada os aspectos fisiológicos e anatômicos da paixão de nosso Senhor. O que foi que o corpo de Jesus de Nazaré de fato suportou durante essas horas de tortura?

Dados históricos

Isto me levou primeiro a um estudo da prática de crucificação, quer dizer, tortura e execução por fixação numa cruz. Eu estou endividado a muitos que estudaram este assunto no passado, e especialmente para um colega contemporâneo, Dr. Pierre Barbet, um cirurgião francês que fez uma pesquisa histórica e experimental exaustiva e escreveu extensivamente no assunto.

Aparentemente, a primeira prática conhecida de crucificação foi realizado pelos persas. Alexandre e seus generais trouxeram esta prática para o mundo mediterrâneo–para o Egito e para Cartago. Os romanos aparentemente aprenderam a prática dos cartagineses e (como quase tudo que os romanos fizeram) rapidamente desenvolveram nesta prática um grau muito alto de eficiência e habilidade. Vários autores romanos (Lívio, Cícero, Tácito) comentam a crucificação, e são descritas várias inovações, modificações, e variações na literatura antiga.

Por exemplo, a porção vertical da cruz (ou “stipes”) poderia ter o braço que cruzava (ou “patibulum”) fixado cerca de um metro debaixo de seu topo como nós geralmente pensamos na cruz latina. A forma mais comum usada no dia de nosso Senhor, porém, era a cruz “Tau”, formado como nossa letra “T”. Nesta cruz o patibulum era fixado ao topo do stipes. Há evidência arqueológica que foi neste tipo de cruz que Jesus foi crucificado. Sem qualquer prova histórica ou bíblica, pintores Medievais e da Renascença nos deram o retrato de Cristo levando a cruz inteira. Mas o poste vertical, ou stipes, geralmente era fixado permanentemente no chão no local de execução. O homem condenado foi forçado a levar o patibulum, pesando aproximadamente 50 quilos, da prisão para o lugar de execução.

Muitos dos pintores e a maioria dos escultores de crucificação, também mostram os cravos passados pelas palmas. Contos romanos históricos e trabalho experimental estabeleceram que os cravos foram colocados entre os ossos pequenos dos pulsos (radial e ulna) e não pelas palmas. Cravos colocados pelas palmas sairiam por entre os dedos se o corpo fosse forçado a se apoiar neles. O equívoco pode ter ocorrido por uma interpretação errada das palavras de Jesus para Tomé, “vê as minhas mãos”. Anatomistas, modernos e antigos, sempre consideraram o pulso como parte da mão.

Um titulus, ou pequena placa, declarando o crime da vítima normalmente era colocado num mastro, levado à frente da procissão da prisão, e depois pregado à cruz de forma que estendia sobre a cabeça. Este sinal com seu mastro pregado ao topo teria dado à cruz um pouco da forma característica da cruz latina.

O suor como gotas de sangue

O sofrimento físico de Jesus começou no Getsêmani. Em Lucas diz: “E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.” (Lc 22:44) Todos os truques têm sido usados por escolas modernas para explicarem esta fase, aparentemente seguindo a impressão que isto não podia acontecer. No entanto, consegue-se muito consultando a literatura médica. Apesar de muito raro, o fenômeno de suor de sangue é bem documentado. Sujeito a um stress emocional, finos capilares nas glândulas sudoríparas podem se romper, misturando assim o sangue com o suor. Este processo poderia causar fraqueza e choque. Atenção médica é necessária para prevenir hipotermia.

Após a prisão no meio da noite, Jesus foi levado ao Sinédrio e Caifás o sumo sacerdote, onde sofreu o primeiro traumatismo físico. Jesus foi esbofeteado na face por um soldado, por manter-se em silêncio ao ser interrogado por Caifás. Os soldados do palácio tamparam seus olhos e zombaram dele, pedindo para que identificasse quem o estava batendo, e esbofeteavam a Sua face.

A condenação

De manhã cedo, Jesus, surrado e com hematomas, desidratado, e exausto por não dormir, é levado ao Pretório da Fortaleza Antônia, o centro de governo do Procurador da Judéia, Pôncio Pilatos. Você deve já conhecer a tentativa de Pilatos de passar a responsabilidade para Herodes Antipas, tetrarca da Judéia. Aparentemente, Jesus não sofreu maus tratos nas mãos de Herodes e foi devolvido a Pilatos. Foi em resposta aos gritos da multidão que Pilatos ordenou que Bar-Abbas fosse solto e condenou Jesus ao açoite e à crucificação.

Há muita diferença de opinião entre autoridades sobre o fato incomum de Jesus ser açoitado como um prelúdio à crucificação. A maioria dos escritores romanos deste período não associam os dois. Muitos peritos acreditam que Pilatos originalmente mandou que Jesus fosse açoitado como o castigo completo dele. A pena de morte através de crucificação só viria em resposta à acusação da multidão de que o Procurador não estava defendendo César corretamente contra este pretendente que supostamente reivindicou ser o Rei dos judeus.

Os preparativos para as chicotadas foram realizados quando o prisioneiro era despido de suas roupas, e suas mãos amarradas a um poste, acima de sua cabeça. É duvidoso se os Romanos teriam seguido as leis judaicas quanto às chicotadas. Os judeus tinham uma lei antiga que proibia mais de 40 (quarenta) chicotadas.

O açoite

O soldado romano dá um passo a frente com o flagrum (açoite) em sua mão. Este é um chicote com várias tiras pesadas de couro com duas pequenas bolas de chumbo amarradas nas pontas de cada tira. O pesado chicote é batido com toda força contra os ombros, costas e pernas de Jesus. Primeiramente as pesadas tiras de couro cortam apenas a pele. Então, conforme as chicotadas continuam, elas cortam os tecidos debaixo da pele, rompendo os capilares e veias da pele, causando marcas de sangue, e finalmente, hemorragia arterial de vasos da musculatura.

As pequenas bolas de chumbo primeiramente produzem grandes, profundos hematomas, que se rompem com as subseqüentes chicotadas. Finalmente, a pele das costas está pendurada em tiras e toda a área está uma irreconhecível massa de tecido ensangüentado. Quando é determinado, pelo centurião responsável, que o prisioneiro está a beira da morte, então o espancamento é encerrado.

Então, Jesus, quase desmaiando é desamarrado, e lhe é permitido cair no pavimento de pedra, molhado com Seu próprio sangue. Os soldados romanos vêm uma grande piada neste Judeu, que se dizia ser o Rei. Eles atiram um manto sobre os seus ombros e colocam um pau em suas mãos, como um cetro. Eles ainda precisam de uma coroa para completar a cena. Um pequeno galho flexível, coberto de longos espinhos é enrolado em forma de uma coroa e pressionado sobre Sua cabeça. Novamente, há uma intensa hemorragia (o couro do crânio é uma das regiões mais irrigadas do nosso corpo).

Após zombarem dele, e baterem em sua face, tiram o pau de suas mãos e batem em sua cabeça, fazendo com que os espinhos se aprofundem em sua cabeça. Finalmente, cansado de seu sádico esporte, o manto é retirado de suas costas. O manto, por sua vez, já havia aderido ao sangue e grudado nas feridas. Como em uma descuidada remoção de uma atadura cirúrgica, sua retirada causa dor toturante. As feridas começam a sangrar como se ele estivesse apanhando outra vez.

A cruz

Em respeito ao costume dos judeus, os romanos devolvem a roupa de Jesus. A pesada barra horizontal da cruz á amarrada sobre seus ombros, e a procissão do Cristo condenado, dois ladrões e o destacamento dos soldados romanos para a execução, encabeçado por um centurião, começa a vagarosa jornada até o Gólgota. Apesar do esforço de andar ereto, o peso da madeira somado ao choque produzido pela grande perda de sangue, é demais para ele. Ele tropeça e cai. As lascas da madeira áspera rasgam a pele dilacerada e os músculos de seus ombros. Ele tenta se levantar, mas os músculos humanos já chegaram ao seu limite.

O centurião, ansioso para realizar a crucificação, escolhe um observador norte-africano, Simão, um Cirineu, para carregar a cruz. Jesus segue ainda sangrando, com o suor frio de choque. A jornada de mais de 800 metros da fortaleza Antônia até Gólgota é então completada. O prisioneiro é despido – exceto por um pedaço de pano que era permitido aos judeus.

A crucificação

A crucificação começa: Jesus é oferecido vinho com mirra, um leve analgésico. Jesus se recusa a beber. Simão é ordenado a colocar a barra no chão e Jesus é rapidamente jogado de costas, com seus ombros contra a madeira. O legionário procura a depressão entre os osso de seu pulso. Ele bate um pesado cravo de ferro quadrado que traspassa o pulso de Jesus, entrando na madeira. Rapidamente ele se move para o outro lado e repete a mesma ação, tomando o cuidado de não esticar os ombros demais, para possibilitar alguma flexão e movimento. A barra da cruz é então levantada e colocado em cima do poste, e sobre o topo é pregada a inscrição onde se lê: “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”.

O pé esquerdo agora é empurrado para trás contra o pé direito, e com ambos os pés estendidos, dedos dos pés para baixo, um cravo é batido atraves deles, deixando os joelhos dobrados moderadamente. A vítima agora é crucificada. Enquanto ele cai para baixo aos poucos, com mais peso nos cravos nos pulsos a dor insuportável corre pelos dedos e para cima dos braços para explodir no cérebro – os cravos nos pulsos estão pondo pressão nos nervos medianos. Quando ele se empurra para cima para evitar este tormento de alongamento, ele coloca seu peso inteiro no cravo que passa pelos pés. Novamente há a agonia queimando do cravo que rasga pelos nervos entre os ossos dos pés.

Neste ponto, outro fenômeno ocorre. Enquanto os braços se cansam, grandes ondas de cãibras percorrem seus músculos, causando intensa dor. Com estas cãibras, vem a dificuldade de empurrar-se para cima. Pendurado por seus braços, os músculos peitorais ficam paralisados, e o músculos intercostais incapazes de agir. O ar pode ser aspirado pelos pulmões, mas não pode ser expirado. Jesus luta para se levantar a fim de fazer uma respiração. Finalmente, dióxido de carbono é acumulado nos pulmões e no sangue, e as cãibras diminuem. Esporadicamente, ele é capaz de se levantar e expirar e inspirar o oxigênio vital. Sem dúvida, foi durante este período que Jesus consegui falar as sete frases registradas:

Jesus olhando para os soldados romanos, lançando sorte sobre suas vestes disse: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. “ (Lucas 23:34)

Ao ladrão arrependido, Jesus disse: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lucas 23:43)

Olhando para baixo para Maria, sua mãe, Jesus disse: “Mulher, eis aí teu filho.” E ao atemorizado e quebrantado adolescente João, “Eis aí tua mãe.” (João 19:26-27)

O próximo clamor veio do início do Salmo 22, “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

Ele passa horas de dor sem limite, ciclos de contorção, câimbras nas juntas, asfixia intermitente e parcial, intensa dor por causa das lascas enfiadas nos tecidos de suas costas dilaceradas, conforme ele se levanta contra o poste da cruz. Então outra dor agonizante começa. Uma profunda dor no peito, enquanto seu pericárdio se enche de um líquido que comprime o coração.

Lembramos o Salmo 22 versículo 14 “Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.”

Agora está quase acabado – a perda de líquidos dos tecidos atinge um nível crítico – o coração comprimido se esforça para bombear o sangue grosso e pesado aos tecidos – os pulmões torturados tentam tomar pequenos golpes de ar. Os tecidos, marcados pela desidratação, mandam seus estímulos para o cérebro.

Jesus clama “Tenho sede!” (João 19:28)

Lembramos outro versículo do profético Salmo 22 “Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.”

Uma esponja molhada em “posca”, o vinho azedo que era a bebida dos soldados romanos, é levantada aos seus lábios. Ele, aparentemente, não toma este líquido. O corpo de Jesus chega ao extremo, e ele pode sentir o calafrio da morte passando sobre seu corpo. Este acontecimento traz as suas próximas palavras – provavelmente, um pouco mais que um torturado suspiro “Está consumado!”. (João 19:30)

Sua missão de sacrifício está concluída. Finalmente, ele pode permitir o seu corpo morrer.

Com um último esforço, ele mais uma vez pressiona o seu peso sobre os pés contra o cravo, estica as suas pernas, respira fundo e grita seu último clamor: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lucas 23:46).

O resto você sabe. Para não profanar a Páscoa, os judeus pediam para que o réus fossem despachados e removidos das cruzes. O método comum de terminar uma crucificação era por crucificatura, quebrando os ossos das pernas. Isto impedia que a vítima se levantasse, e assim eles não podiam aliviar a tensão dos músculos do peito e logo sufocaram. As pernas dos dois ladrões foram quebradas, mas, quando os soldados chegaram a Jesus viram que não era necessário.

Conclusão

Aparentemente, para ter certeza da morte, um soldado traspassou sua lança entre o quinto espaço das costelas, enfiado para cima em direção ao pericárdio, até o coração. O verso 34 do capítulo 19 do evangelho de João diz: “E imediatamente verteu sangue e água.” Isto era saída de fluido do saco que recobre o coração, e o sangue do interior do coração. Nós, portanto, concluímos que nosso Senhor morreu, não de asfixia, mas de um enfarte de coração, causado por choque e constrição do coração por fluidos no pericárdio.

Assim nós tivemos nosso olhar rápido – inclusive a evidência médica – daquele epítome de maldade que o homem exibiu para com o Homem e para com Deus. Foi uma visão terrível, e mais que suficiente para nos deixar desesperados e deprimidos. Como podemos ser gratos que nós temos o grande capítulo subseqüente da clemência infinita de Deus para com o homem – o milagre da expiação e a expectativa da manhã triunfante da Páscoa.

© Copyright C. Truman Davis

C. Truman Davis é um Oftalmologista nacionalmente respeitado, vice-presidente da Associação Americana de Oftalmologia, e uma figura ativa no movimento de escolas Cristãs. Ele é o fundador e presidente do excelente Trinity Christian School em Mesa, Arizona, e um docente do Grove City College.

[Esta tradução foi realizada para o site www.hermeneutica.com baseada em várias versões deste relato em inglês e traduções em português. Não há restrição quanto à reprodução desta versão do relato médico. No entanto, pedimos que os interessados tenham a consideração de preservar as referencias à autoria original e uma referencia ao site da www.hermeneutica.com]

in Maluco por Jesus

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Ajude o HAITI, pelo amor de Deus

Por Renato Vargens

Em Julho eu estive no Haiti juntamente com a equipe da M.A.I.S e posso testemunhar que a situação pós- terremoto já era grave, quanto mais agora, com o surto de cólera. Segundo Imogen Wall, a porta-voz da ONU no Haiti, em 48 horas foram registradas 1526 pessoas contaminadas e 138 mortes.

Isto posto, peço a todos que leiam o texto abaixo e divulgue para seus amigos e parentes. O Haiti precisa desesperadamente de nossa Ajuda!

Embora a imprensa esteja em estado de alerta geral acerca dos últimos ocorridos e da quantidade de mortes, nossas informações diretas do Haiti retratam situação ainda pior que o divulgado. A base nacional da missão JOCUM no Haiti fica em St. Marc, região exata onde o surto teria tido início. Terry Snow, diretor nacional da organização, tem enviado notícias alarmantes sobre o pânico que tem acometido a região.

No entanto, considerando os fatores populacionais, nossa grande causa de oração neste momento é a capital Porto Príncipe. Falamos ontem à tarde com Ted Steinhauer, diretor nacional da organização Medical Teams International, parceira direta da MAIS, e segundo Ted o surto ainda não atingiu em cheio a capital, mas a geografia da calamidade segue o fluxo do rio Artibonete, e a chegada da doença à cidade é questão de tempo. A proliferação nos acampamentos seria de proporções catastróficas, visto que as condições de habitação e saneamento são as mais precárias. Em Porto Príncipe são mais de 1,3 milhões de habitantes nos camps.

A M.A.I.S. possui sólidas parcerias no Haiti, e embora creiamos que a oração seja nosso maior recurso nesse momento, temos tentado fazer algo a mais. Foi-nos enviada uma lista de medicamentos e suprimentos médicos, os quais serão usadas por duas organizações de nosso relacionamento: a Medical Teams International e a Humedica. Nesse momento, ambas estão enviando equipes médicas às regiões afetadas pela cólera. Tínhamos em nossos estoques no país uma grande quantidade de soro e penicilina, e tudo já foi despachado. Agora, seguem abaixo outras necessidades, que pretendemos enviar nos próximos dias.

Precisamos de:

Þ Solução de Ringer c/ Lactato IV

Þ Sistema de infusão com agulhas (borboletas 21g e 23g)

Þ Clorin

Þ Doxiciclina

Þ Tetraciclina

Þ Eritromicina líquida

Þ Luvas descataveis

 
As doações em medicamento podem ser enviadas para a sede da M.A.I.S. em Belo Horizonte, e serão levadas por nossas equipes nas próximas 3 semanas. Mas sinta-se a vontade para efetuar a doação em dinheiro, visto que tem havido disponibilidade do referido material para compra no próprio Haiti, e isso seria mais prático e urgente. Seguem abaixo nosso endereço e conta bancária:
ENDERECO: M.A.I.S. – MISSAO EM APOIO A IGREJA SOFREDORA – Rua Uberlândia 620 – Carlos Prates – Belo Horizonte/MG – CEP 30710-230
  
CONTA BANCARIA: BANCO ITAÚ – AG.0937 – CC 44077-4 – CNPJ 12.492.298/0001-83
 
OBRIGADO POR LUTAR CONOSCO EM CRISTO,
 Pr. Mário Freitas – contato@maisnomundo.org

Sexo fora do Casamento (Podridão aos olhos do Senhor) – Adultério e Prostituição

Deixar a esposa ou o esposo, por causa de outra pessoa, é legalmente possível, mas é adultério aos olhos de Deus.

Lucas 16:18:

“Todo aquele que repudia sua mulher e casa com outra, comete adultério; e quem casa com a que foi repudiada pelo marido, também comete adultério.”

Cobiçar a mulher ou o homem alheio é uma forma de adultério.

Mateus 5:27-28:

“Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”.

Tristeza no Coração – Amargura

Manter-se amargurado poder trazer muitas complicações.

Hebreus 12:15

“Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.”

Como Jesus tratou seus DISCÍPULOS

Você já pensou alguma vez em morrer por Cristo? Estaria você disposto a isso? E se estivesse disposto, você estaria apto? Certamente aqueles que têm dado a vida por Cristo, têm recebido auxilio do alto.

Durante a Rebelião BOXER, bandidos raptaram um missionário na China, levando-o para seu refúgio nas montanhas, e tentaram forçá-lo a abandonar a fé. Ele se recusou a fazê-lo. Assim, eles lhe cortaram todos os dedos das mãos e dos pés. Então eles perguntaram: “Agora você vai abandonar sua fé?”

Ele disse: “Não.” Então eles lhe cortaram as mãos no punho e os pés nos tornozelos e gritaram insistindo para que ele renunciasse sua fé em Cristo. Ainda assim ele se recusou. Finalmente lhe cortaram os braços e pernas, e enquanto ele estava morrendo em seu próprio sangue, eles perguntaram: “E agora, você tem alguma coisa a dizer?”

Ele disse: “Sim, vocês podem fazer o favor de dizer ao meu filho que venha e tome o meu lugar na China?”

Bem, temos ouvido esse tipo de história de todas as terras e em todas as épocas. O sangue dos mártires tem fluido desde Abel até o tempo presente. E neste livro, que fala do modo como Jesus tratava as pessoas, seríamos negligentes se não considerássemos como Ele se relaciona com Seus seguidores – não apenas em companheirismo, mas também no sofrimento.

Cristo disse a Seus seguidores: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. ” Apocalipse 2:10. O apóstolo Pedro aprendeu o valor do sofrimento. Houve um tempo em que ele recuou. Você pode recordar sua conversa com Jesus, quando o Mestre falou aos discípulos sobre Sua breve morte. Pedro disse: “Que isto esteja longe de Ti, Senhor.” E Jesus o repreendeu. Veja S. Mateus 16:21 a 23.

Entretanto, Pedro aprendeu a bênção do companheirismo no sofrimento e, em I S. Pedro 4:12 e 13, ele disse: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também na revelação de Sua glória vos alegreis exultando.”

Assim, não é estranho, quando os cristãos sofrem. Você encontra mensagem semelhante do apóstolo Paulo em Filipenses 1:29. “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo, e não somente de crerdes nEle.”

É um privilégio, uma honra e uma dádiva – uma das maiores bênçãos que o Céu poderia outorgar – conhecer o companheirismo do sofrimento e ser fiel até a morte. É um mistério para a mente humana entender por que isso é verdade, mas companheirismo no sofrimento é o que Jesus oferece a todos os Seus seguidores de uma ou de outra maneira.

Por essa razão, focalizemos um dos mais íntimos seguidores de Jesus, de quem o próprio Jesus disse: “Ninguém é maior do que ele.” Seu nome era João, o Batista. Muitos têm questionado sobre sua morte.

João Batista era filho de um milagre, dedicado ao Senhor desde o nascimento. Ele viveu no deserto, vestindo roupas estranhas e comendo vagens de alfarroba (gafanhotos) e mel silvestre. Aprendeu a amar o deserto e os espaços abertos.

Quando iniciou seu ministério público, anunciando a vinda do Messias, não poupou nenhuma palavra. Ele até mesmo repreendeu o rei Herodes sobre seu casamento. A esposa de Herodes não gostou do que ele disse. Assim, ela convenceu o marido a lançá-lo na prisão.

A maioria das pessoas esperava que João fosse libertado em breve. Eles tinham certeza de que a consideração das pessoas e até mesmo do rei Herodes garantiriam a segurança de João. Porém, João Batista, esperou, esperou e esperou. O confinamento em masmorra pesava demais sobre ele, cuja vida havia sido gasta nas montanhas desérticas. As dúvidas começaram a atingir-lhe a mente. Ele chegou a ponto de duvidar de sua missão – duvidar da divindade de Cristo.

Chegou a hora em que ele não pôde mais suportar e enviou mensagem a Jesus, apresentando suas duras questões. E a resposta de Jesus fortaleceu-o.

Então, um dia a esposa de Herodes conseguiu o que desejava. Ela enganou seu marido, através da filha Salomé, e no processo João Batista foi decapitado – aparentemente esquecido por Deus, esquecido por Jesus e deixado sozinho. É assim que Jesus trata Seus discípulos?

É difícil para nós compreender todos os dons que o Céu nos pode outorgar. Companheirismo com Cristo em Seu sofrimento é a mais pesada confiança e a mais elevada honra. Que tipo de companheirismo, João Batista e o missionário da China e todos os outros mártires através dos tempos têm tido com Cristo em Seus sofrimentos? O que são os sofrimentos de Cristo?

Em primeiro lugar, sabemos que Cristo sofreu por causa da justiça. Isso não era sofrimento por causa de Seus próprios pecados. Ele pronunciou uma bênção sobre aqueles que em todas as épocas têm sofrido por causa da justiça.

A injustiça tem sido sempre desconfortável na presença dos justos. Os homens maus odiavam Jesus por Sua vida de pureza e por essa razão tentaram destruí-Lo. Aqueles que têm aceito a justiça de Cristo são advertidos de que eles não serão sempre os mais populares e alguns sofrerão perseguição e até mesmo a morte por causa da justiça.

Jesus também sofreu por causa de outros. Ele é o supremo exemplo de Alguém que estava disposto a entregar a vida por Seus amigos, e outros em todas as épocas têm se unido a Ele nisso. Temos ouvido suas histórias.

Sabemos também que Jesus sofreu porque Ele era submisso ao plano-mestre elaborado antes da fundação do mundo e se o pecado entrasse, Ele viria oferecer uma solução para a raça humana. Jesus não Se desviou desse plano, mas permaneceu sob o controle do Pai durante toda a Sua vida na Terra.

Entretanto, Ele poderia ter salvo a Si mesmo quando os sacerdotes e escribas vieram e disseram: “Salvou os outros, a Si mesmo não pude salvar-Se.” S. Marcos 15:31. Eles estavam falando a verdade. Entretanto, embora pudesse salvar-Se a Si mesmo, Ele não poderia salvar-Se a Si mesmo e os outros também.

Aqueles que têm seguido Jesus em companheirismo, têm descoberto a mesma coisa. Por permanecerem sob o controle de Deus, não têm sido aptos a salvar a si mesmos. O missionário na China aparentemente poderia ter salvado a si mesmo, se estivesse disposto a negar sua fé em Cristo. Mas, porque estava determinado a permanecer sob o controle de Deus e continuar professando sua fé em Cristo, ele não pôde salvar-se.

Assim, um seguidor de Cristo pode sofrer por causa da justiça, pode sofrer por causa de outros e pode sofrer porque permanece sob o controle de Deus. João Batista experimentou esse sofrimento.

Alegremente Jesus teria libertado Seu amado e fiel servo, mas por causa dos milhares que nos anos futuros passariam da prisão para a morte, João teve que beber o cálice do martírio.

João Batista iluminou o caminho para os outros discípulos, dos quais todos, exceto um, morreriam como mártires. Os discípulos pagaram o preço derradeiro, iluminando o caminho para os mártires que os seguiriam. E os mártires que os seguiram iluminaram o caminho para nós hoje, que ainda estamos vivendo em um mundo de dores e sofrimentos, separação e morte.

Talvez possamos compreender a morte de João por causa dos mártires que viriam, mas por que os mártires tinham que morrer?

Para começar, sabemos que Deus planejou Seu mundo de modo que a chuva caísse sobre justos e injustos e o Sol brilhasse sobre o bom e sobre o mau. Se as boas coisas acontecessem apenas para os bons e as más coisas apenas para os maus, não demoraria muito e o mundo estaria cheio de pessoas que serviriam a Deus apenas pelo que eles pudessem obter dEle. Mas Deus quer apenas o serviço de amor. Ele nunca prometeu a Seus seguidores “céu sempre azul”. Ele não prometeu libertá-los dos problemas decorrentes de se viver neste mundo de pecados.

Indubitavelmente, há muitas razões para isso. Uma poderia ser que mesmo para aqueles que são seguidores de Cristo, há necessidade de serem relembrados do horror do pecado, senão nos esquecemos de sua natureza mortal e outra vez caímos em pecado. O plano de Deus é que o Universo inteiro seja limpo, o pecado e os pecadores não mais existam e assim permaneça para sempre. Ele prometeu que o pecado jamais ressurgirá pela segunda vez, e para que isso aconteça, temos que vê-lo claramente pelo que ele é, de modo que nunca mais ele tenha atração para nós.

Entretanto há uma outra razão que deveríamos considerar. Sabemos que o diabo tem constantemente acusado a Deus como sendo injusto. Ele diz que as pessoas servem a Deus unicamente pelas coisas que elas podem obter dEle. Você conhece a história de Jó e como terminou. A acusação do diabo era que Jó servia a Deus devido à maneira como Ele o abençoava. Veja Jó 1:9 e 10. A experiência de Jó pode ser repetida na vida de cada um de nós, hoje.

A promessa de Deus é que não há nada que o diabo possa fazer, nenhum problema que ele possa causar nesse mundo de pecados, que Deus não tenha o poder de nos dar condições de suportar, e ainda continuar confiando nEle. E Deus precisa de demonstrações da vida real de que isto é verdade.

Vamos ser mais específicos ao tentarmos ver como esse princípio atua no grande conflito entre Cristo e Satanás. A Bíblia ensina que no final dos mil anos, quando Jesus voltar a este mundo pela terceira vez, cada pessoa que tenha vivido O encontrará pela primeira ou pela última vez. Haverá alguns do lado de fora da cidade olhando para dentro – lá estarão alguns do lado de dentro da cidade olhando para fora.

Do lado de fora da cidade estarão alguns dos dias do Dilúvio, quando os pensamentos do coração dos homens eram maus continuamente. E eles armarão seus punhos e os agitarão diante de Deus e dirão: “Isto não é justo. Foi muito difícil servi-Lo no tempo em que eu vivia.”

Talvez você possa imaginar uma voz de algum lugar dentro da cidade que diz: “Noé, você pode por favor subir no muro?” Ao Noé subir ali, as pessoas dos dias do Dilúvio nada mais terão para dizer.

Posso ver um grupo fora da cidade, naquele dia, que viveu no tempo da apostasia de Israel. Eles cederam à pressão e se tornaram adoradores de Baal. Eles armam os punhos e agitam diante de Deus dizendo: “Foi muito difícil servi-Lo quando eu estava vivendo na Terra, porque, eu teria sido praticamente o único a fazer isso.”

Deus pede a Elias que suba no muro e eles não têm mais nada a dizer.

Posso ver pessoas da igreja primitiva, quando a perseguição estava em seu auge, que estão do lado de fora do muro agitando os punhos diante de Deus e dizendo: “Foi muito difícil servi-Lo no meu tempo. Eles iam me matar se eu falasse abertamente sobre Jesus Cristo.”

E Deus envia Estêvão ao muro e eles não têm mais nada a dizer.

Vejo um grupo da Idade Média que estão agitando seus punhos diante de Deus, e Huss e Jerônimo são convidados a se levantarem. Vejo alguém da China, dos dias da Rebelião Boxer, do lado de fora do muro, e o missionário que citamos anteriormente é chamado à frente.

Vejo alguém em nossos dias – uma vítima de câncer que sofreu por meses e finalmente morreu, e antes de morrer, revolta-se contra Deus e O culpa por todos os seus problemas, amaldiçoa-O e morre.

Para alguém assim do lado de fora da cidade, Deus pode precisar ter alguém do lado de dentro que sofreu uma tentação semelhante, mas que ainda assim O amou e confiou nEle a despeito de tudo.

Bem, isto significa que Deus é quem trouxe todo esse sofrimento? Não, não. O sofrimento é infligido por Satanás, mas Deus age acima dele, com o propósito da misericórdia. Os discípulos perguntaram a Jesus: “Quem pecou – este homem ou seus pais?” Jesus disse: “Nenhum deles – mas, veja! Agora você verá a glória de Deus. ” Veja S. João 9:3.

Um dia virá, quando a glória de Deus triunfará e os seguidores de Cristo que têm sofrido e têm servido a Ele e por causa dEle – e não por causa própria – terão sua recompensa. Jesus prometeu mais do que resolver isso para nós, por qualquer inconveniência que sofrermos como resultado de termos nascido neste mundo de pecados.

O plano de Deus no grande conflito é proceder de tal maneira que até mesmo os do lado de fora da cidade – até mesmo o próprio Satanás – finalmente admitirão que Deus tem sido imparcial e justo.

Que dia será aquele, quando o problema do pecado será para sempre eliminado e pudermos estar com Cristo em companheirismo para sempre!

Morris Venden.