Tiatira, a Igreja Tolerante (6)

TEXTO ÁUREO
“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Co 6.14,15).

VERDADE PRÁTICA
O verdadeiro amor tudo suporta, mas não pode tolerar o pecado, porque o amoroso Deus exige santidade e justiça de seus filhos.

HINOS SUGERIDOS
75, 192, 396.

LEITURA DIÁRIA
Segunda – At 16.14

Lídia servia a Deus em Tiatira

Terça – At 19.10

Toda Ásia ouvia a Palavra de Deus

Quarta – Ap 2.18

“Olhos” e “pés” do Filho de Deus

Quinta – Ap 2.19

Tiatira, uma igreja que ama

Sexta – Ap 2.23

O Senhor sonda mentes e corações

Sábado – 2 Co 11.3

A simplicidade em Cristo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Apocalipse 2.18-25.

18 – E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao latão reluzente:
19 – Eu conheço as tuas obras, e o teu amor, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras.
20 – Mas tenho contra ti o tolerares que Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensine e engane os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria.
21 – E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu.
22 – Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras.
23 – E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda as mentes e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras.
24 – Mas eu vos digo a vós e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei.
25 – Mas o que tendes, retende-o até que eu venha.

INTERAÇÃO
Das sete cartas enviadas por Jesus às igrejas da Ásia Menor, a de Tiatira é a mais extensa. A cidade de Tiatira não era política e religiosamente importante. Sua singularidade residia no aspecto comercial. Através da sua posição geográfica, o intercâmbio comercial da cidade se dava entre Europa e Ásia. Mas, no entanto, a idolatria estava presente nessa prática comercial. Os membros da igreja de Tiatira deveriam decidir o que fazer nessas circunstâncias, já que muitos eram profissionais da área do comércio. Todavia, a igreja de Tiatira não sofria perseguição religiosa; o perigo estava dentro da própria igreja, e tinha um cognome: Jezabel; a mulher que sustentava o seguinte ensino: Não havia problema de os cristãos amalgamarem-se com o pecado. É nessa perspectiva cultural que se encontra a igreja de Tiatira.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Identificar as principais características igreja de Tiatira.
Saber que se tratava de uma igreja rica em obras.
Conscientizar-se de que o verdadeiro amor não é cego para o pecado.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Caro professor, a lição desse domingo avalia a relação tênue que há entre “amor” e “disciplina”. Para concluir a lição bíblica sobre a igreja de Tiatira, leia Provérbios 3.11,12 e Apocalipse 3.19. Após a leitura, diga aos alunos que Deus é amor, bondade e misericórdia, no entanto, tais atributos não anulam sua natureza disciplinadora: O Pai “repreende” e “corrige” a quem Ele ama e quer bem.

COMENTÁRIO
introdução

Palavra Chave

Tolerância: Ato ou efeito de tolerar; indulgência; condescendência.

Ao contrário de Éfeso, a igreja em Tiatira fizera-se conhecida pelo amor. Mas se a primeira foi elogiada por odiar os maus, a segunda foi repreendida por tolerar o mal. Àquela faltava amor; a esta, o amor até sobejava. Mas nenhum dos dois amores era perfeito. O amor de Éfeso já não amava como antes; o amor de Tiatira amava mais do que antes, mas ainda não era capaz de repulsar o mal.
Sim, Tiatira era amorosa. No entanto, fez-se réproba ao mostrar-se indulgente com uma profetisa que, à semelhança da mulher de Acabe, vinha induzindo os santos ao adultério e à idolatria. O espírito de Jezabel continua a rondar o rebanho do Senhor. Vigilância e oração. Nem tudo que parece espiritual vem do Espírito de Deus.

I. A IGREJA EM TIATIRA

1. A cidade de Tiatira. Embora rica, Tiatira não podia ostentar a riqueza de Éfeso nem era tão importante quanto Pérgamo. Mas sabia como usufruir do progresso que os romanos haviam trazido à região ao transformar a Ásia Menor numa província imperial. Sua produção de tecidos, principalmente o índigo, tornou-a famosa em todo o mundo.
Tiatira fizera-se afamada também pelas guildas que agrupavam os profissionais das mais diversas áreas; eram uma espécie de sindicato.
Hoje, quem visita a moderna Akhisar, na Turquia, depara-se com as ruínas de uma Tiatira que, outrora florescente, perdera todo o viço ao honrar mais a criatura do que ao Criador.
2. A igreja em Tiatira. É bem provável que o Evangelho tenha chegado a Tiatira através de Lídia. Evangelizada por Paulo em Filipos, retornou à cidade natal como portadora das Boas Novas de Salvação (At 16.14). O apóstolo haveria de confirmar o trabalho ali estabelecido em sua terceira viagem missionária (At 19.10).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

A igreja de Tiatira estava localizada numa cidade progressista e comercial.

II. A IDENTIFICAÇÃO DO DESTINATÁRIO

1. Filho de Deus. Apresentando-se como o Filho de Deus, o Senhor torna bem patente, ao anjo da igreja em Tiatira, ser igual ao Pai (Jo 5.18; Fp 2.6; Ap 2.18). Implicitamente, declara-se o cabeça da Igreja. Sim, Jesus Cristo é o chefe supremo e incontestável tanto da igreja local quanto da Igreja Invisível, Militante e Universal. Portanto, peregrinemos de acordo com a sua vontade (1 Pe 1.17).
2. Onisciente. Seus olhos são “como chama de fogo” (Ap 2.18). Sim, Jesus é onisciente. Ele tudo sabe, tudo conhece, tudo vê (Jo 2.25; 16.30). Sonda-nos as mentes e os corações (Ap 2.23). Portanto, o Senhor sabia muito bem o que se passava na igreja em Tiatira.
O que ocorre em nossas igrejas não está oculto aos olhos do Filho de Deus. É tempo de conserto e avivamento.
3. Supremo Juiz. O poder judiciário do Filho de Deus é simbolizado pelo bronze polido de seus pés. Ele é o Juiz Supremo de todas as coisas, porque todas as coisas foram-lhe confiadas pelo Pai (Jo 5.22; Ap 2.18). Em breve, pois, Jesus haveria de submeter a severo julgamento tanto Jezabel quanto os que com ela adulteravam. Deus não mudou. Continua a julgar os lobos que, em sua Igreja, vestem-se como cordeiros, a fim de levar as ovelhas ao pecado (Mt 7.15).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Jesus se apresenta a Tiatira como o chefe supremo e incontestável tanto da igreja local como a da invisível.

III. UMA IGREJA RICA EM OBRAS

Antes de o Senhor Jesus censurar o anjo da igreja em Tiatira, passa a destacar-lhe as qualidades. Aliás, Tiatira, conforme já adiantamos, era tão rica em obras quanto Éfeso. Além disso, fizera-se elogiável pelo amor que consagrava a Deus. No entanto, ainda não havia alcançado o padrão de Filadélfia.
1. Amor. O amor de Tiatira era maior do que antes, mas ainda não era perfeito. Sua imperfeição não estava em amar os maus; residia no aquiescer ao mal (1 Co 13.6,7). O amor que tolera o erro, ainda desconhece o que é certo. Deus ama o pecador, mas odeia o pecado de Jezabel e a abominação dos que, com ela, fizeram-se repugnantes aos seus olhos.
2. Serviço. Obreira incansável, Tiatira vinha notabilizando-se no serviço a Cristo em favor dos santos (Ap 2.19). Evangelizava, socorria os mais necessitados e tudo fazia por expandir o Reino de Deus. Imitando a apostólica Jerusalém, erguia-se como exemplo para as demais igrejas. Todavia, seu amor carecia de perfeições (1 Co 13.1-13).
3. Fé. Por suas obras, Tiatira demonstra a sua fé (Tg 2.18). Uma fé, aliás, que não se limitava a um mero assentimento intelectual (Tg 2.19). Sua confiança em Deus era bem fundamentada. Tinha forças não somente para realizar o impossível, mas para mostrar uma perseverança que ousava além dos limites humanos.
4. Paciência. A paciência é a virtude que nos capacita a suportar o insuportável (Rm 5.4). Sabemos que, juntamente com a luta, o Senhor vem com o escape sempre oportuno (1 Co 10.13). É por isso que o anjo de Tiatira mantinha-se perseverante e calmo.
5. Abundância em obras. O anjo da igreja em Tiatira jamais se mostrou remisso. Trabalhando e esforçando-se cada vez mais, foi elogiado por Cristo por serem as suas últimas obras mais abundantes do que as primeiras (Ap 2.19). Se as primeiras eram boas, as últimas tinham a marca da excelência.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A igreja de Tiatira era rica em amor, serviço, fé, paciência e boas obras.

IV. JEZABEL, E AS PROFUNDEZAS DE SATANÁS

Não obstante suas inigualáveis virtudes, o anjo da igreja em Tiatira foi reprovado por Cristo por estar tolerando uma mulher que, dizendo-se profetisa, encontrava-se a desencaminhar os fiéis à idolatria e à prostituição.
1. A Jezabel de Tiatira. Idólatra e adúltera. Assim era a mulher de Acabe conhecida entre as tribos hebreias. Por causa de sua reputação, ela serviu para nomear a profetisa que, em Tiatira, induzia os homens ao adultério e à apostasia. Curiosamente, Jezabel, em hebraico, significa casta, mas em nada diferia ela de uma rameira (2 Rs 9.22).
2. O ministério de Jezabel. Jezabel apareceu em Tiatira com uma nova doutrina que, em essência, era a velha mentira do Diabo (Gn 3.1-5). Apresentou um ensino novo, uma unção nova e, quem sabe, até um método novo de crescimento da igreja. Nos bastidores, era tudo isso conhecido como as profundezas de Satanás (Ap 2.24). O que parecia uma nova revelação era, na verdade, o engano antigo e caduco que levou nossos pais à ruína (2 Co 11.3).
Além de profetizar, Jezabel ascendera à categoria de mestra na igreja (Ap 2.20). Profetizando e ensinando, seduzia a todos com a sua doutrina. Como lhe fora possível tamanha ascensão sobre o ministério? Não havendo ninguém que lhe barrasse os passos, ela transtornou todo o redil e comprometeu a ortodoxia e a pureza da igreja.
3. A obra de Jezabel. Através de seus ensinos e profecias, a perversa Jezabel induz alguns homens à idolatria e ao adultério (Ap 2.20). Muita vigilância. Não são poucos os que, sob o manto de uma espiritualidade afetada e caricata, desviam os fiéis a práticas vergonhosas e abomináveis.
Cuidado com o rebanho que o Senhor lhe confiou (At 20.28,29). Zele pela sã doutrina e pelos bons costumes. Jamais permita que o lobo lhe devore as ovelhas, utilizando-se de seu púlpito (1 Tm 1.3; 4.16).

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

A profetisa Jezabel, desencaminhava os fiéis de Tiatira do reto caminho à idolatria e a prostituição.

CONCLUSÃO

Em sua misericórdia, Deus concedeu um tempo de arrependimento a Jezabel e aos que com ela pecaram (Ap 2.21). Buscaram eles o favor do Senhor? Não temos o desfecho dessa história. Apesar de estarmos em plena era da graça, o Deus do Antigo Testamento não mudou. Se Ele puniu a Acã, não deixou impunes Ananias e Safira.
Busquemos, pois, no Deus de amor, a perfeição de nosso amor. Não basta amar mais do que antes, é urgente amar como nunca: perfeita e integramente. O perfeito e íntegro amor, embora suporte os maus, não pode tolerar o mal; apesar de amar o pecador, não pode indultar o pecado.

VOCABULÁRIO
Caricata: Grotesca; burlesca; ridícula.
Índigo: Tecido de forte tonalidade azul.
Indultar: Privilegiar, suavizar a punição.
Guildas: Associação que, durante a Idade Média, em certos países da Europa, agrupava pessoas com interesses comuns (negociantes, artesãos, artistas).
Viço: Energia vital; força, vigor. Aquiescer: Condescender, consentir, aceitar.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
LAWSON, S. J. As Sete Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final de Cristo para seu povo. 5.ed., RJ: CPAD, 2004.

EXERCÍCIOS
1. Provavelmente, segundo a lição, através de quem o Evangelho chegou a Tiatira?
R. Provavelmente através de Lídia, que fora evangelizada por Paulo em Filipos.

2. De acordo com a lição, implicitamente, como Jesus declara-se a Tiatira?
R. O cabeça da Igreja.

3. Por que Tiatira notabilizou-se no serviço a Cristo em favor dos santos?
R. Porque evangelizava, socorria os mais necessitados e trabalhava na expansão do Reino de Deus.

4. Por que o anjo da igreja de Tiatira foi reprovado por Cristo?
R. Por estar tolerando uma mulher que, se dizendo profetisa, ensinava o caminho da idolatria e prostituição aos fiéis.

5. Você tem buscado a perfeição do amor de Deus?
R. Resposta pessoal.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teológico

“A carta à Igreja em Tiatira
A cidade de Tiatira estava localizada a aproximadamente sessenta quilômetros a nordeste de Pérgamo. Era um importante centro industrial e comercial da região de Lídia. Na época em que o livro do Apocalipse foi elaborado, essa cidade estava em grande desenvolvimento e ainda viriam dias mais prósperos. Era também a sede de um grande número de associações de mercadores, inclusive daqueles que trabalhavam com vários metais. O nome da cidade aparece apenas uma outra vez no Novo Testamento, como a cidade natal de Lídia, uma cristã vendedora de tecidos de púrpura na cidade de Filipos (At 16.14).
A descrição de Jesus, com ‘os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao latão reluzente’ (2.18) tem sido, há muito, entendida como referência à florescente indústria de metais de Tiatira. Uma descrição semelhante aparece duas outras vezes no Apocalipse (1.14,15; 19.12; cf. Dn 7.9). Essa impressionante imagem lembra o quarto homem, ‘semelhante ao filho dos deuses’ que se colocou no fogo, ao lado de Sadraque, Mesaque e Abedenego (Dn 3.25). O leitor se lembrará que esses três homens se recusaram a inclinar-se perante a estátua de um outro imperador com alusões à divindade — e que Deus os livrou” (ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2003, p.851).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teológico

“Jezabel é julgada
Apesar de todas as coisas boas que Jesus disse sobre a igreja em Tiatira, Ele tem contudo outras contra ela. O problema em Pérgamo parece ter se originado de pressões vindas de forças pagãs (‘o trono de Satanás’ 2.13), de fora da igreja. Mas o problema em Tiatira foi iniciado e fomentado por uma mulher apóstata, membro da igreja. No lugar de ‘aquela mulher’, alguns antigos manuscritos trazem ‘sua mulher’, que poderia significar ‘sua esposa’, ou seja: esposa do pastor. Qualquer que seja o caso, o pastor e a igreja toleravam-na porque a consideravam profetisa. Jesus, entretanto, a chama Jezabel.
Na realidade, ela é pior do que a Jezabel do Antigo Testamento, esposa do rei Acabe, que tentou substituir a adoração ao Senhor, em Israel, pelo culto a Baal, buscando fazer deste um deus nacional. Esta Jezabel, que se diz profetisa, colocava suas palavras e ensinamentos acima dos de Cristo e dos apóstolos. Não somente ensinava que era lícito, aos olhos de Deus, cometer adultério espiritual — participar das adorações idolatras e imorais — como também seduzia, com muita perspicácia, os crentes que realmente procuravam servir ao Senhor, e que lhe eram fiéis. Note que Jesus chama a estes de ‘meus servos’. As boas coisas que Jesus disse da igreja poderiam ser ditas sobre eles. Contudo, estavam agora sob a influência das profecias e ensinos desta Jezabel. Dando-lhe atenção, tornaram-se vítimas.
As profecias devem ser testadas pelas Escrituras; não podem estar baseadas num único versículo, ou metade num versículo aqui e a outra noutro lugar. As profecias devem estar de acordo com os grandes ensinamentos da Bíblia. Os que pertencem ao corpo de Cristo devem julgá-las (1 Co 14.29). Assim, à medida que nos aprofundamos no conhecimento das Escrituras, o Senhor mesmo iluminará nossos corações e mentes, concedendo-nos sua maravilhosa luz.
Jesus já havia tratado com esta Jezabel, e lhe dado um período de tempo (‘espaço’) para que se arrependesse. Mas ela não se arrependeu de sua fornicação — o adultério moral e espiritual. Ela não mudou suas atitudes básicas, e ainda ensinava que a mistura da verdadeira adoração com práticas e adorações pagãs não constituíam qualquer pecado” (HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001, pp.40,41).

Esmirna, a Igreja Confessante e Mártir (4)

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TEXTO ÁUREO

 

Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida(Ap 2.10c).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Nada poderá calar a Igreja de Cristo, nem a própria morte.

 

HINOS SUGERIDOS

 

48, 170, 607.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – Êx 1.1-22

A perseguição de Israel no Egito

 

 

Terça – Êx 17.8-16

A perseguição de Israel no deserto

 

 

Quarta – Et 3.1-15

A perseguição de Israel no Império Persa

 

 

Quinta – At 8.1-3

A Igreja é perseguida em Jerusalém

 

 

Sexta – Ap 2.8-11

A Igreja é perseguida no mundo romano

 

 

Sábado – Ap 7.9-17

A Igreja será perseguida no final dos tempos

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Apocalipse 2.8-11.

 

8 – E ao anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu:

9 – Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.

10 – Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.

11 – Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.

 

INTERAÇÃO

 

Ao iniciarmos o estudo da igreja de Esmirna deparamo-nos com um paradoxo: a cidade era rica e opulenta, mas a igreja era pobre e padecia das mais sórdidas calúnias e perseguições. Diferentemente da igreja de Laodiceia, Esmirna era pobre materialmente, mas rica espiritualmente (“Mas tu és rico,” — v.9). Era blasfemada e perseguida pelos que se diziam judeus, mas apreciada e elogiada pelo Rei dos judeus. A partir dessa igreja, Jesus de Nazaré nos ensina que as aparências podem enganar. Enquanto muitos, pela opulência exalada, pensam estar de pé aos olhos do mundo (mas não passam de caídos aos olhos divinos); outros, pela humildade e padecimento, estão em pé aos olhos de Deus.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Identificar as principais características da igreja de Esmirna (confessante e mártir).
  • Descrever como Jesus se apresentou à igreja de Esmirna.
  • Saber as condições da cidade de Esmirna.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, a lição deste domingo ensina como a igreja de Cristo deve se portar num contexto social e econômico distinto do dela. Para introduzir o tópico III, explique o paradoxo que pode existir entre duas igrejas que servem ao mesmo Senhor. Use o auxílio do esquema abaixo. Fale que mesmo tendo opulência, poder político e econômico, não significa que esta agrade ao Senhor. Conclua dizendo que à Esmirna o Senhor disse: “Não temas”. Mas de Cristo, Laodiceia ouviu: “Tu estás pobre, cega e nua”.

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Mártir: Quem é submetido a suplícios ou à morte, pela recusa de renunciar os seus princípios.

 

A Igreja de Cristo está sendo impiedosamente perseguida. Embora localmente pareça tranquila, universalmente está sob fogo cerrado. A perseguição não é apenas física. Os santos são pressionados tanto pela cultura, quanto pelas instituições de um século que, por jazer no maligno, repudia e odeia os que são luz do mundo e sal da terra.

Esmirna é o emblema da igreja mártir. Se Laodiceia é a cara do mundo, Esmirna é o rosto do Cristo humilhado e ferido de Deus. Por isso, devota-lhe o mundo uma aversão insana e inexplicável. Mas como calar a voz daqueles, cujo sangue continua a clamar ao Juiz de toda a terra? Seu testemunho não será silenciado. Haverá de erguer-se tanto dos túmulos como dos lábios que se abrem com mansidão, para mostrar as razões da esperança cristã.

Compartilhemos o testemunho de Esmirna. Mesmo pressionada pelo inferno, soube como manter-se nas regiões celestiais em Cristo Jesus.

 

I. ESMIRNA, UMA IGREJA MÁRTIR

 

1. Esmirna, uma cidade soberba. A cidade de Esmirna, apesar de inferior a Éfeso e de não possuir os atrativos de Laodiceia, ufanava-se de ser a mais importante da região. Afinal, tinha lá as suas vantagens. Localizada na região sudoeste da Ásia Menor, era também afamada por seu porto e pela mirra que produzia. Utilizada na conservação de cadáveres, a essência era obtida espremendo-se a madeira da commiphora myrrha. Não é uma figura perfeita para uma igreja confessante e mártir?

2. A igreja em Esmirna. Informa Lucas que, durante a estadia de Paulo em Éfeso, toda a Ásia Menor foi alcançada pelo Evangelho: “E durou isto por espaço de dois anos, de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, tanto judeus como gregos” (At 19.10). Infere-se, pois, tenha sido a igreja em Esmirna estabelecida nesse período. Conquanto plantada numa cidade opulenta, ela era pobre, mas ricamente florescia em Deus (Ap 2.9).

Um dos mais notáveis bispos de Esmirna foi Policarpo (69-155 d.C). Diante do carrasco romano, não negou a fé em Cristo.

3. Esmirna, confessante e mártir. A igreja em Esmirna era confessional e mártir. Professando a Cristo, demonstrava estar disposta a sustentar-lhe o testemunho até o fim; sua fidelidade ao Senhor era inegociável (Ap 2.10). Como está a nossa confissão nestes tempos difíceis e trabalhosos?

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A natureza da igreja de Esmirna era ser confessante e mártir. Professando Cristo, estava disposta a testemunhá-lo até a morte.

 

 

II. APRESENTAÇÃO DO MISSIVISTA

 

A uma igreja ameaçada no tempo, apresenta-se Jesus como a própria eternidade: “Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu” (Ap 2.8). Nem a morte pode separar-nos do amor de Deus (Rm 8.35).

1. O Primeiro e o Último. Sendo Jesus o Primeiro, todas as coisas foram criadas por seu intermédio. Sem Ele nada existiria, porque Ele é antes de todas as coisas (Jo 1.1-3). Por isso, o Senhor lembra ao anjo da Igreja em Esmirna que tudo estava sob o seu controle. Até mesmo os que lhe moviam aquela perseguição achavam-se-lhe sujeitos; tudo era criação sua. Aliás, o próprio Diabo estava sob a sua soberania, pois também era criatura sua, apesar de reivindicar privilégios de criador (Ez 28.14,15).

Sendo também o Último, Jesus estará na consumação de todas as coisas como o Supremo Juiz (Jo 5.27; Rm 2.16; 2 Tm 4.1). Portanto, os que se levantavam contra Esmirna já estavam julgados e condenados, a menos que se arrependessem de suas más obras.

2. Esteve morto e tornou a viver (Ap 2.8). Conforme Jesus antecipara ao pastor de Esmirna, o Diabo estava para lançar algumas de suas ovelhas na prisão, onde seriam postas à prova (Ap 2.10). Todavia, nada deveriam temer, pois ao seu lado estaria Aquele que é a ressurreição e a vida (Jo 11.25). Somente Jesus tem autoridade para fazer-nos semelhante exortação, pois somente Ele venceu a morte e o inferno.

Não desejava o Senhor Jesus que o anjo de Esmirna temesse aqueles, cujo poder limita-se a tirar-nos a vida física, mas aquele que, além de nos ceifar a vida terrena, tem suficiente autoridade para lançar-nos no lago de fogo (Mt 10.28). Por conseguinte, o martírio daqueles santos iria tão somente antecipar-lhes a glorificação ao lado de Cristo.

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Jesus Cristo apresentou-se à igreja de Esmirna como o Primeiro e o Último; o que esteve Morto e Reviveu.

 

 

III. AS CONDIÇÕES DA IGREJA EM ESMIRNA

 

1. Tribulação (Ap 2.9). O anjo da igreja em Esmirna sabia perfeitamente que a tribulação é um legado que recebemos do Senhor Jesus: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). Tranquilizado por essa promessa, o pastor de Esmirna refugiava-se na paz que excede todo o entendimento (Fp 4.7). Roguemos, pois, ao Senhor que console os que, neste momento de suprema provação, estão selando a fé com o próprio sangue. Oremos pelos mártires do século XXI.

2. Pobreza. Se Laodiceia de nada tinha falta, Esmirna carecia de tudo. O próprio Senhor reconhece-lhe a extrema pobreza: “Conheço a tua (…) pobreza” (Ap 2.9). Essa pobreza, todavia, era rica. Complementa o Cristo: “Mas tu és rico”. Sim, ela era rica, pois fora comprada por um elevadíssimo preço: o sangue de Jesus (1 Pe 1.18,19).

3. Ataques dos falsos crentes. Além dos ataques externos, internamente a igreja em Esmirna era perseguida por falsos crentes a quem o Senhor Jesus desmascara: “Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.” (Ap 2.9). O que buscava essa gente? Corromper a graça de Cristo através de artifícios humanos. Eles eram tão afoitos na disseminação de suas heresias e modismos, que se desfaziam em blasfêmias contra o pastor e a sua igreja. Mas na verdade estavam blasfemando de Cristo. Todavia, não haviam de ir adiante, pois em breve seriam julgados por aquele que sonda mentes e corações (Ap 2.23).

A Igreja de Cristo, nestes últimos dias, vem sendo atacada por falsos mestres e doutores. Disseminando heresias e modismos em nossos redis, fazem comércio dos santos. E abertamente blasfemam o nosso bom nome. Não irão, porém, adiante; sobre os tais paira o juízo de Deus.

4. Os crentes em prisão. Além dessas contrariedades, alguns membros da igreja em Esmirna (talvez os integrantes do ministério) seriam lançados na prisão, onde uma tribulação de dez dias aguardava-os (Ap 2.10). Foram eles executados? O que sabemos é que perseveraram até o fim, pois almejavam receber a coroa da vida.

Não são poucos os crentes que, neste momento, acham-se presos pelo único crime de professar a fé em Cristo (Mt 24.9). Nossos irmãos são torturados e executados. Em nossas orações, não nos esqueçamos dos mártires.

Oremos para que o nosso país jamais caia sob ideologias totalitárias e tirânicas como o nazismo e o comunismo.

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

As condições humanas da igreja de Esmirna eram de tribulação, pobreza material e ataques caluniosos de falsos crentes.

 

 

CONCLUSÃO

 

Somente os que conhecem a natureza da segunda morte não temem as angústias da primeira. Esta, posto que é morte física, termina uma jornada temporal; aquela, ainda que morte, não morre: inicia um suplício eterno. Eis porque Esmirna sujeitava-se à primeira, porque temia o dano da segunda. Mas a sua principal motivação não era o medo da segunda morte e, sim, o amor que tinha por aquele que é a ressurreição e a vida.

Oremos pela igreja perseguida e mártir! As catacumbas de Roma não ficaram no passado. Num século que se diz tolerante e democrático, acham-se catacumbas e covas tanto nas metrópoles do Oriente quanto nas mégalopoles do Ocidente.

 

VOCABULÁRIO

 

Commiphora Myrrha: Do Lat. Planta nativa do nordeste da África, também conhecida por Mirra arábica.
Jazer: Estar dominado, sepultado.
Megalópoles: Grandes e importantes cidades.
Missivista: Autor de uma missiva ou carta.
Redis: Fonte aberta, armazenamento de algo.
Ufanava-se: Relativo a ufanar, sentir-se orgulhoso.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.
RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 1.ed., RJ: CPAD, 2005.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Onde ficava a igreja em Esmirna?

R. Na cidade de Esmirna, localizada na região sudoeste da Ásia Menor.

 

2. Qual a natureza da igreja em Esmirna?

R. Confessante e mártir.

 

3. Como o Senhor Jesus apresentou-se à Esmirna?

R. Como a própria eternidade: “Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu” (Ap 2.8).

 

4. Como Esmirna enfrentava as perseguições?

R. Refugiando-se na paz que excede todo entendimento (Fp 4.7).

 

5. Que tipos de perseguição enfrentamos hoje?

R. Ataques de falsos mestres e doutores com heresias e modismo que fazem dos santos um grande comércio religioso.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Teológico

 

“Os Vencedores Não Sofrerão o Dano da Segunda Morte (Ap 2.11)

‘Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte’.

Ao concluir esta carta, o Espírito relembra a todas as igrejas de que há alguma coisa pior do que a morte física. Há a ‘segunda morte’, a separação final (Ap 20.11-15; 21.8). Esta morte implica numa eterna separação do plano, promessas, amor, misericórdia e graça de Deus. Fé, ou confiança, em Deus, não mais existirão; a salvação será impossível, e ninguém esperará por mudanças no futuro. A comunhão com Deus será para sempre perdida.

Por outro lado, os que são vitoriosos à medida que habitam no amor de Cristo pela fé, nunca terão medo da segunda morte, pois Deus tem lhes reservado um lugar na Nova Jerusalém, no novo céu e na nova terra.

A implicação contida nesse versículo é que, se alguém não for vitorioso, sofrerá a segunda morte, no lago de fogo. Em Mateus 25.41, Jesus enfatiza que o fogo eterno não foi preparado para os homens, mas ‘para o diabo e seus anjos’. Mas os que se recusarem a se arrepender, e se desviarem, ou descrerem no Filho de Deus, compartilharão do mesmo destino de Satanás” (HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001, pp.32,33).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Sociopolítico

 

“Perseguição Governamental

Esmirna sofria sob a tirania de Roma. Mais adiante, Jesus identifica tal tribulação como prisão ou encarceramento.

A palavra tribulação (thlipsis, no grego) é muito radical. Literalmente, significa esmagar um objeto, comprimindo-o. Descreve a vítima sendo esmagada, e seu sangue, extraído. Descreve pessoas esmagadas até a morte por uma enorme pedra. Também descreve a dor duma mulher ao dar à luz a filhos.

Em Esmirna, os crentes eram dolorosamente esmagados sob as rígidas cláusulas da lei romana. Eram arrancados de suas casas, capturados nas feiras livres e levados cativos. César jogava toda a força de seu poderoso império sobre esta pequena igreja. E muitos desses santos já haviam selado seus testemunhos com o próprio sangue.

Quando a igreja foi fundada em Jerusalém, era Israel quem lhe avultava como ameaça, e não Roma. Além do mais, vigorava naqueles dias a paz romana […]. Embora cada país conquistado pudesse conservar seus próprios líderes e costumes, tinha de prestar cega obediência ao imperador. Aparentemente nada havia mudado. O povo ainda gozava certas liberdades políticas, religiosas e culturais, mas lá estava o Império Romano pronto a reprimir qualquer indisciplina.

Mas tudo mudou repentinamente. Em 67 d.C, um louco chamado Nero subiu ao trono de Roma. Temendo perder o trono, Ele matou suas três primeiras esposas e a própria mãe. Sob sua insanidade, as chamas da perseguição foram inflamadas contra a Igreja. Nero culpou os cristãos por muitos de seus erros políticos. Foi esta a perseguição mencionada nas duas epístolas de Pedro.

Mas Nero morreu cedo, proporcionando momentâneo refrigério à Igreja. Em 81 d.C, porém, outro insano assume o poder. Domiciano era mais cruel que Nero. E logo uma segunda onda de perseguição levanta-se contra os cristãos. Esta é a perseguição a que Jesus se refere na carta à Esmirna [grifo nosso].

Ao expandir-se, Roma conquistou muitos territórios e países, gerando grande diversidade de línguas e culturas no império. Como unificar tantas diversificações? […] A adoração ao imperador foi a resposta. Uniria o império, pois obrigaria cada cidadão romano a prestar, uma vez por ano, pública lealdade diante do busto de César.

Mas para os cristãos, adorar a César era uma traição ao Rei dos reis. […] Ao invés de declarar: ‘César é Senhor’, os primeiros cristãos bravamente confessavam: ‘Cristo é Senhor!’ Como resultado, passou a Igreja a sofrer dolorosamente” (LAWSON, S. J. As Sete Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final de Cristo para seu povo. 5.ed., RJ: CPAD, 2004, pp.100,01).

A visão do Cristo glorificado (2)

TEXTO ÁUREO

Não temas; eu sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno(Ap 1.17,18).

VERDADE PRÁTICA

Embora humilhado e ferido de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou e, gloriosamente, voltará como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

HINOS SUGERIDOS

70, 112, 299.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Jo 1.14

O Cristo encarnado

Terça – Lc 2.1-7

O Cristo que se fez homem

Quarta – Is 53.4

O Cristo ferido de Deus

Quinta – Mt 27.17-26

O Cristo rejeitado

Sexta – Mt 27.32-60

O Cristo crucificado

Sábado – Lc 24.1-53

O Cristo ressuscitado

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Apocalipse 1.9-18.

9 – Eu, João, que também sou vosso irmão e companheiro na aflição, e no Reino, e na paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo.

10 – Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,

11 – que dizia: O que vês, escreve-o num livro e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodiceia.

12 – E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro;

13 – e, no meio dos sete castiçais, um semelhante ao Filho do Homem, vestido até aos pés de uma veste comprida e cingido pelo peito com um cinto de ouro.

14 – E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os olhos, como chama de fogo;

15 – e os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivesse sido refinado numa fornalha; e a sua voz, como a voz de muitas águas.

16 – E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.

17 – E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; eu sou o Primeiro e o Último

18 – e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno.

INTERAÇÃO

O apóstolo João teve uma revelação do Cristo Glorificado. O Senhor apresentou-se ao apóstolo do amor, triunfante, poderoso e ressurreto. Tal aparição demonstra que, sob “os seus olhos [que] eram como chama de fogo” (Ap 19.12), o meigo nazareno acompanha, passo a passo, o caminho existencial de sua Igreja. João recebeu a revelação divina da trajetória histórica da humanidade e testificou a Palavra de Deus e o Testemunho de Seu Filho, Jesus Cristo (1.2). Portanto, nestes últimos dias, onde o culto antropocêntrico tem marcado certas reuniões eclesiásticas, devemos priorizar a exposição da Palavra de Deus e a manutenção de um culto cristocêntrico.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Explicar o conceito e o objetivo da encarnação de Jesus.
  • Reconhecer que Cristo é o humilhado e ferido de Deus.
  • Compreender os eventos que abarcaram o Cristo Glorificado.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, no primeiro capítulo de Apocalipse há algumas expressões que revelam o triunfo e a glorificação de Jesus Cristo: “a fiel testemunha”; “o primogênito dos mortos”; “o príncipe dos reis da terra”. Destaque essas expressões para a classe. Conclua a lição dizendo que o Cristo apresentado a João, o apóstolo, é o mesmo que nos ama, verteu seu sangue no Calvário e removeu os pecados para nos fazer reis e sacerdotes para Deus, o nosso Pai (Ap 1.5,6). Um dia Ele voltará! Todo olho verá que Ele é o Cristo de Deus — o Alfa e o Ômega. A Ele glória, poder e majestade para sempre!

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Cristo: Do hb. “messiah”, ungido; do gr. “christós”, ungido; significa Salvador do mundo.

Foi o Cristo glorificado que se apresentou a João na Ilha de Patmos. Aquele que no Calvário humilhara-se até ao inferno, no céu é soberanamente exaltado. Com a sua morte, Ele trouxe morte à própria morte. Por isso revela-se não apenas em glória, mas como o Senhor de toda a glória. E já entronizado à destra do Pai, apresenta-se Jesus Cristo como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Fp 2.5-11).

Sim, aquele que esteve morto acha-se à direita do Pai. E triunfante virá buscar a sua Igreja (Ap 1.10-20). Está você preparado para receber o Cordeiro de Deus?

Mas, qual o verdadeiro significado da glorificação de Cristo? Só viremos a entendê-la se nos detivermos a compreender-lhe a encarnação.

I. O CRISTO ENCARNADO

Por que a encarnação é o grande mistério da piedade? (1 Tm 3.16). Fazendo-se Filho do Homem, o Filho de Deus manifestou plenamente o amor do Pai (Jo 3.16). E assim Deus revelou-nos a sua graça (1 Jo 4.9).

1. A encarnação. A encarnação foi o ato pelo qual a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade foi concebida, virginalmente, no ventre de Maria (Is 7.14; Lc 1.27). Neste ato sobrenatural, levado a efeito por obra e graça do Espírito Santo, o Filho de Deus fez-se Filho do Homem, e veio habitar entre nós (Jo 1.14). Eis porque afirmamos ser Jesus Cristo Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus.

Na encarnação, o Senhor Jesus Cristo esvaziou-se não de sua divindade, mas da glória que usufruía ao lado do Pai, desde a eternidade mais remota (Fp 2.5-11). Jesus homem não deixou de ser Deus; Jesus Deus não deixou de ser homem. Nele, as naturezas divina e humana são plenas e harmônicas. Era Jesus, então, um homem igual a nós? Ele era melhor do que nós, pois foi achado sumamente perfeito.

Quem não aceita a encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo não tem o Espírito de Deus (1 Jo 4.2).

2. O objetivo da encarnação. Três foram os objetivos da encarnação do Filho de Deus: 1) Consumar o Plano de Salvação que, elaborado na eternidade, foi concretizado na plenitude do tempo (Gn 3.15; Gl 4.4; Ap 13.8); 2) Manifestar o Emanuel (Is 7.14; 9.6) para que, no Novo Testamento, exercesse plenamente os três ministérios do Testamento Antigo: profeta, sacerdote e rei; e: 3) Revelar no Calvário a expressão maior do amor de Deus (Jo 3.16).

O Senhor Jesus, por conseguinte, fez-se Filho do Homem, a fim de que viéssemos a ser filhos de Deus (Jo 1.12). Em sua humilhação, exaltou-nos; em sua morte, reviveu-nos; em sua ressurreição, partilhou-nos sua glória e eternidade.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

O Cristo Encarnado, fazendo-se filho do homem, manifestou plenamente o amor de Deus ao mundo.

II. O CRISTO HUMILHADO E FERIDO DE DEUS

A morte de Cristo não foi entendida nem pelos judeus, nem pelos gregos. Aqueles consideravam-na escândalo; estes, loucura (1 Co 1.23). Se os primeiros buscavam compreendê-la através de uma interpretação equivocada da Lei e dos Profetas, os segundos esforçavam-se por tudo discernir à luz natural da razão. Em sua incredulidade, ambos os povos jamais vieram a aceitar as proposituras do Plano da Salvação.

Afinal, porque um homem teve de morrer para que os demais pudessem vir a ser salvos? É uma lógica humanamente desconhecida.

Todavia, tanto os judeus, quanto os gentios, ao receberem a Jesus, pela fé, passam a entender perfeitamente as implicações, temporais e eternas, da morte e ressurreição de Nosso Senhor (1 Co 1.24).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

O Cristo humilhado e ferido de Deus, não foi compreendido pelos judeus e nem pelos gentios. Todavia, ambos, ao receberem Jesus, pela fé, passaram a entender perfeitamente a morte e a ressurreição do Senhor.

III. O CRISTO GLORIFICADO

A glorificação de Cristo abrange os seguintes eventos: ressurreição, ascensão aos céus, segunda vinda e triunfo sobre as forças do mal.

1. Ressurreição. Afirmou Paulo que, sem a ressurreição de Cristo, a nossa fé seria vã (1 Co 15.14,17). Em toda essa passagem, o apóstolo mostra, com abundantes provas, ter sido a ressurreição do Senhor um fato histórico e não uma mitologia criada pelos discípulos. E foi como o Cristo ressurreto que Jesus apresentou-se a João na ilha de Patmos: “Não temas; eu sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém!” (Ap 1.17,18). É fundamental que se realce que o Senhor Jesus ressuscitou física e corporalmente.

Já egresso dos mortos, o Senhor Jesus recebe do Pai todo o poder nos céus e na terra (Mt 28.18). Em suas mãos, as chaves da morte e do inferno (Ap 1.18).

2. Ascensão aos céus. Ressurreto, apresentou-se o Cristo aos seus discípulos, por um período de quarenta dias, falando das coisas concernentes ao Reino de Deus (At 1.3). Em seguida, é assumpto aos céus numa nuvem, conforme o relato fidedigno e exato de Lucas (At 1.9). Agora, à destra do Pai, partilha daquela glória que sempre desfrutara ao seu lado desde a mais insondável eternidade (Jo 17.5; Hb 8.1). Esta também foi a visão que teve o primeiro mártir do Cristianismo: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus” (At 7.56).

Portanto, o Senhor Jesus ascendeu aos céus num corpo glorificado, levando consigo as marcas do Calvário (Ap 5.6).

3. A segunda vinda. Se a ascensão de Cristo já foi gloriosa, como não será o seu retorno para buscar os redimidos? Em glória virá arrebatar a sua Igreja, para que os salvos participemos de toda a sua glória. Bendita seja a glória do Senhor! Paulo discorre sobre o evento em duas de suas epístolas (1 Co 15.50-58; 1 Ts 4.13-17). João, exilado em Patmos, teve o privilégio de contemplar o Senhor da glória (Ap 1.12-19). Em breve, muito em breve, também o veremos face a face. Aleluia!

SINOPSE DO TÓPICO (III)

O Cristo Glorificado pode ser visto pelas Escrituras nos seguintes eventos: ressurreição, ascensão aos céus, segunda vinda e triunfo sobre as forças do mal.

CONCLUSÃO

Isaías viu o Cristo humilhado e ferido de Deus (Is 53.4). Jesus, porém, ressuscitou. Acha-se, agora, à destra do Pai Celeste. E logo virá buscar-nos. Está você preparado para este momento? Já recebeu a Jesus como o seu Salvador? Tem convicção de vida eterna? Aceite a Cristo, agora mesmo, para que possa desfrutar da glória do Senhor de toda a glória. Como Ezequiel, enalteçamos a glória do Cordeiro de Deus: “Bendita seja a glória do Senhor” (Ez 3.12).

VOCABULÁRIO

Assumpto: Transportado ao céu.
Egresso: Que se retirou, que se afastou.
Propositura: Ato ou efeito de propor; proposição.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD. 2003.
BLOMBERG, C. L. Questões Cruciais do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2010.
HORTON, S. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10.ed., RJ: CPAD, 2007.

EXERCÍCIOS

1. Por que a encarnação de Cristo é o grande mistério da piedade?

R. Fazendo-se filho do homem, o Filho de Deus manifestou plenamente o amor do Pai. E assim Deus revelou-nos o seu amor redentivo.

2. Qual a importância da encarnação de Cristo?

R. Ela foi importante para consumar o Plano de Salvação que, elaborado na eternidade, foi concretizado na plenitude do tempo.

3. Por que a nossa fé seria vã se Cristo não tivesse ressuscitado?

R. Porque a ressurreição estaria fundamentada numa mitologia criada pelos discípulos e não como um fato histórico. Então, estaríamos perdidos em pecado.

4. Segundo a lição, quando de fato teve início a glorificação de Nosso Senhor?

R. Na sua ressurreição.

5. Descreva, com as suas palavras, o Cristo glorificado conforme visto pelo apóstolo João em Patmos.

R. Resposta livre.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico

“Os títulos atribuídos a Jesus no Novo Testamento ajudam-nos a compreendê-lo em termos relevantes para o mundo no qual viveu. Eles também nos ajudam a compreender a sua natureza incomparável.

Senhor e Cristo

Que espécie de Cristologia temos em Atos 2.22-36? Pedro inicia lembrando aos judeus o poder de Jesus para operar milagres, conhecido de todos eles. Era importante. A caracterização feita por Paulo — ‘Os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria’ (1 Co 1.22) — é exata para os dois povos. Mas, como em qualquer afirmação confiável sobre Jesus, Pedro passa rapidamente a falar a respeito da sua morte — Ele foi crucificado, mas Deus o ressuscitou dentre os mortos! Pedro e muitos outros eram testemunhas desse fato. Em seguida, Pedro oferece uma explicação detalhada da ressurreição e de alguns textos do Antigo Testamento que a profetizavam. Empregando hermenêutica séria, comprova que o Salmo 16 não pode ser aplicado somente a Davi, mas certamente também a Jesus (At 2.29,31)” (HORTON, S. M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10.ed., RJ: CPAD, 2007, p.306).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

“Jesus Ascende aos Céus

O terceiro Evangelho é concluído com a ascensão de Jesus, e o Livro de Atos inicia com a ascensão. Tudo no Evangelho de Lucas move-se em direção à ascensão, e tudo em Atos move-se a partir da ascensão. Depois que prometeu aos discípulos o poder do Espírito para eles cumprirem a missão, Deus Pai o tomou para o céu diante dos olhos deles (vv.9-11). Em Lucas 9.51 Jesus começou sua grande jornada a Jerusalém, de onde Ele partiria da terra. Sua jornada só se completou quando Ele alcançou o céu. Podemos definir esta jornada como o caminho para a ascensão. No monte da transfiguração, Moisés e Elias falaram sobre a partida (exodos, ‘êxodo’, Lc 9.31) de Jesus. Seu ‘êxodo’ abrange o trânsito da terra para o céu, incluindo sua morte, ressurreição e ascensão (cf. Lc 24). Sua partida ao céu marca o fim de uma era e o começo de outra, na qual os crentes são capacitados pelo mesmo Espírito que ungiu a vida e missão de Jesus. À medida que Jesus entrava na glória, uma nuvem o encobriu da visão dos discípulos. Eles já não o veem, mas o significado real da nuvem tem o propósito de dizer que Jesus foi recebido na glória de Deus. A shekiná, a presença de Deus, tinha pousado sobre a tenda da reunião nos dias de Moisés (Êx 40.34). Quando Moisés e Elias deixaram o monte da transfiguração, eles foram envolvidos com a nuvem da presença de Deus (Lc 9.34). A nuvem naquela ocasião e a nuvem na ascensão de Jesus indicavam que os últimos dias despontaram na vida e ministério de Jesus. Ele agora parte da terra para a presença glorificante de Deus.

A nuvem também pressagia a maneira na qual Jesus voltará — numa nuvem de glória. De fato, os dois anjos que aparecem na ascensão declaram que Jesus voltará como os discípulos o viram ir para o céu — visível, corporal e pessoalmente (At 1.11). O enfoque está na maneira da volta e não no tempo.

Hoje Cristo está entronizado no céu como Rei, sentado à mão direita de Deus. Elevado à presença de Deus, Ele completou sua jornada e deu o passo final para sua exaltação na glória. O Cristo, nascido de mulher, que vivia uma vida humana e morreu na cruz, agora está sentado à mão direita de Deus. No rio Jordão, o Espírito Santo tinha descido sobre Cristo e tornado-o Profeta, Sacerdote e Rei ungido (Lc 3.21,22). Jesus cumpre seu ofício real na ascensão. Como Rei, Ele derramará o Espírito Santo prometido e no fim voltará outra vez” (ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2003, pp.627,28).

Apocalipse, a Revelação de Jesus Cristo (1)

 

 TEXTO ÁUREO

 “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo(Ap 1.3).

VERDADE PRÁTICA

O crente que lê e estuda o Apocalipse não se espanta com o programa de Deus para estes últimos dias.

HINOS SUGERIDOS

78, 139, 300.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Ap 1.1

O Apocalipse é a revelação de Deus

Terça – Ap 1.3

Quem lê o Apocalipse é bem-aventurado

Quarta – Ap 1.4

O Apocalipse é enviado às igrejas

Quinta – Ap 1.5

Cristo atesta a mensagem do Apocalipse

Sexta – Ap 1.7

A urgência do Apocalipse

Sábado – Ap 1.8

Cristo, o princípio e o fim de todas as coisas

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Apocalipse 1.1-8.

1 – Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João, seu servo,

2 – o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto.

3 – Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.

4 – João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete Espíritos que estão diante do seu trono;

5 – e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,

6 – e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém!

7 – Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!

8 – Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.

INTERAÇÃO

Caro professor, neste trimestre estudaremos o tema: “As Sete Cartas do Apocalipse”. Por isso, comente com os alunos que o Apocalipse será a base temática para o nosso estudo bíblico. Veremos que o Livro Profético mostra-nos o Jesus triunfante, exaltado e poderoso. Desvendando os mais profundos segredos dos fatos que “foram”, “são” e “acontecerão” nos últimos dias (Ap 1.19). O comentarista desse trimestre é o pastor Claudionor de Andrade, que, além de ser ministro do evangelho, é conferencista, autor de várias obras editadas pela CPAD e Gerente de Publicações da Editora.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir o Apocalipse como revelação divina.
  • Conhecer as questões de autoria, data e local do livro.
  • Saber que a leitura do Apocalipse é edificante.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, o Livro do Apocalipse retrata todo o processo de consumação redentora da humanidade através de figuras de linguagens e simbolismos dramáticos. Seu estilo literário é a apocalíptica judaica (Ver subsídio bibliográfico I). Ela é encontrada fartamente no Antigo Testamento, como em Ezequiel e Daniel. Estes, também, apresentam abundantes figuras e simbolismos. Portanto, antes de iniciar a lição deste domingo apresente aos alunos o esboço geral do Livro do Apocalipse proposto no esquema abaixo. Boa aula!

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Revelação: Ato ou efeito de revelar um segredo.

O Apocalipse é um dos livros mais belos e fascinantes da Bíblia. Através de seus símbolos e figuras, mostra-nos Jesus como serão os últimos dias da humanidade. Se no Gênesis tudo é começo, no Apocalipse tudo é consumação. Uma consumação, porém, que recomeça quando a Nova Jerusalém desce dos céus “ataviada como noiva adornada para o seu esposo”.

Neste trimestre, estudaremos o último livro das Sagradas Escrituras. Deleite-se, pois, desde já, nas consolações que nos traz a Escatologia Cristã. Está você preparado para as Bodas do Cordeiro? Então, que a nossa súplica seja: “Ora vem, Senhor Jesus”.

I. O LIVRO DO APOCALIPSE

1. Apocalipse, o único livro profético do NT. Embora haja profecias em quase todos os livros do Novo Testamento, somente o Apocalipse pode ser considerado um documento rigorosamente profético. Aliás, até o seu título é profético. Em grego, Apocalipse denota a remoção de um véu estendido sobre algo que deve e precisa ser conhecido urgentemente por você e por mim.

Quanto ao conteúdo, o Apocalipse é revelação. Se lhe considerarmos a mensagem, é profecia. Enviado como carta aos seus primeiros destinatários, o livro, na verdade, é uma epístola.

2. Um livro de advertências e consolações. O Apocalipse não se limita a descortinar o futuro. Palavra inspirada de Deus, adverte, exorta e ensina os cristãos de todas as épocas e lugares a esperar, em ordem santa, o aparecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Suas consolações no Espírito Santo são abundantes.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

O Apocalipse é o único livro profético do Novo Testamento. Ele serve tanto de advertência como de consolação à Igreja de Cristo.

II. AUTORIA, DATA E LOCAL

1. Autoria. João, filho de Zebedeu, é o autor do Apocalipse (Ap 1.1,4,9; 22.8). Ele também escreveu o quarto evangelho e três das sete epístolas universais. Em virtude de sua profundidade teológica, o apóstolo recebeu dos Pais da Igreja o título de “João, o Teólogo”. Outra alcunha deram-lhe os antigos: João, o Divino. O apóstolo é conhecido igualmente como o discípulo a quem Jesus amava (Jo 21.20). Em todas as suas obras, João sempre buscou realçar, e deixar bem patente, a divindade do Nazareno (Jo 20.31).

2. Data. O Apocalipse foi escrito entre 90 e 96 d.C. Nessa época, imperava o cruel e desapiedado Domiciano. Em nada diferia ele de Nero e de Calígula, os dois mais odiados, perversos e sanguinários governantes de Roma.

3. Lugar. João escreveu o Apocalipse em Patmos (Ap 1.9). Trata-se de uma pequena ilha da Grécia. Distando 55 quilômetros da costa sudoeste da Turquia, faz parte do arquipélago conhecido como Dodecaneso. Sua área total é de 34,6 km² e sua população, hoje, gira em torno de três mil habitantes.

Patmos acha-se dividida em duas partes quase iguais: uma no lado norte e outra na banda do sul, ligadas por uma estreita faixa de terra. De vegetação modesta, a ilha é caracterizada por montes relativamente baixos; o mais elevado é o Profitis Ilias com 269 metros. O lugar era utilizado como reclusão para os inimigos do Império Romano.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

João, filho de Zebedeu, apóstolo do Senhor, é o autor do Livro de Apocalipse. Este foi escrito entre os anos 90 e 96 d.C, na Ilha de Patmos.

III. APOCALIPSE, O LIVRO PROFÉTICO DO NT

1. Tema do Apocalipse. O próprio autor declina o tema do Apocalipse: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer” (Ap 1.1). “Composto por uma série de visões, imagens, símbolos e figuras, o Apocalipse revela os conflitos do povo de Deus e a sua vitória final sobre o império das trevas. E conclui, mostrando os redimidos a desfrutar de todas as eternas bem-aventuranças” (Dicionário de Profecia Bíblica, CPAD).

2. Divisões do Apocalipse. Assim podemos distribuir o conteúdo do livro: 1) “As coisas que tens visto”: a visão do Cristo glorificado no meio dos sete candelabros (cap. 1); 2) “as que são”: as cartas enviadas por Jesus, por intermédio de João, às sete igrejas da Ásia Menor (caps. 2 e 3); 3) e as coisas “que depois destas hão de suceder”: a ascensão do Anticristo, a Grande Tribulação, o Milênio, o Julgamento Final e a inauguração da Jerusalém Eterna e Celeste (caps. 4-21).

No Dicionário de Profecia Bíblica (CPAD), encontramos outras informações acerca da estrutura do Apocalipse: “O conteúdo do livro pode ser dividido em oito partes: 1) As sete cartas às igrejas da Ásia Menor (1-3); 2) Os sete selos (4.1 a 8.1); 3) As sete trombetas (8.2 a 11); 4) As sete figuras simbólicas – a mulher vestida de sol, o dragão, o menino, a besta que saiu do mar, a besta que se levantou da terra, o Cordeiro no monte Sião e o Filho do Homem sobre a nuvem; 5) O derramamento das sete taças (15, 16); 6) A condenação eterna dos ímpios (17-20); 7) As glórias da Nova Jerusalém (21-22.5); 8) Epílogo (22.6-21)”.

3. Objetivos do Apocalipse. João escreveu o Apocalipse, tendo em vista: 1) corrigir as distorções doutrinárias e desvios de conduta das igrejas da Ásia Menor; 2) consolar os santos que eram impiedosa e duramente perseguidos pelas autoridades romanas; 3) mostrar aos santos o que haveria de acontecer nos últimos dias; e: 4) alertar-nos quanto à brevidade e urgência da vinda do Senhor.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

O tema do Apocalipse é: “Revelação de Jesus Cristo das coisas que brevemente acontecerão”.

IV. A LEITURA DO APOCALIPSE

1. A produção de livros no período do Novo Testamento. O livro, na época de João, era um produto dispendioso e caro. Trabalhando cada obra artesanalmente, os escribas, sempre ciosos de sua profissão, cobravam pelo serviço um preço nada módico. Somente os ricos podiam sonhar com um livro à cabeceira.

2. A leitura das Escrituras Sagradas. Na maioria das congregações, havia apenas um exemplar das Sagradas Escrituras. Para que todos fossem edificados, um oficial da igreja punha-se a ler a Palavra de Deus, enquanto a irmandade ouvia-o reverente e atentamente. Por isso a recomendação do Cristo: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Ap 1.3).

3. A liturgia da Palavra. Embora tenhamos amplo acesso à Bíblia Sagrada, voltemos à liturgia da Palavra. Leiamos os profetas, ouçamos os apóstolos. Nesse ensejo, sugiro a leitura integral do Apocalipse, em voz alta, do púlpito de nossas igrejas, logo no primeiro domingo deste trimestre, para que todos, crentes e não crentes, ouçam-no e sejam bem-aventurados.

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

A leitura do Apocalipse é uma bem-aventurança para aquele que lê e guarda a sua mensagem.

CONCLUSÃO

Que ninguém venha a menosprezar o Apocalipse, alegando tratar-se de um livro difícil e enigmático. Se o lermos com discernimento e paciência, viremos a constatar: a chave para a sua interpretação acha-se em suas próprias páginas. O Noivo jamais enviaria uma carta indecifrável à sua Amada.

Você já leu o Apocalipse? Abra a sua Bíblia, e ponha-se a ler, agora mesmo, este maravilhoso e fascinante livro de Deus.

VOCABULÁRIO

Alcunha: Qualificativo especial (p.ex. nobre, leal, etc).
Arquipélago: Conjunto de ilhas dispostas em grupo, em maior ou menor extensão, numa superfície marítima.
Epílogo: Recapitulação, resumo ou desfecho de uma peça literária.
Ciosos: Que tem zelo.
Módico: Pouco, escasso; cujo valor é baixo.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001.
LAWSON, S. J. As Sete Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final de Cristo para seu povo. 5.ed., RJ: CPAD, 2004.

EXERCÍCIOS

1. O que é o Apocalipse?

R. Quanto ao conteúdo, o Apocalipse é revelação. Se lhe considerarmos a mensagem, é profecia.

2. Quem o escreveu?

R. João, o filho de Zebedeu.

3. Quando e em que lugar foi escrito?

R. Entre 90 e 96 d.C, na Ilha de Patmos.

4. Cite os objetivos do Apocalipse.

R. Corrigir as distorções doutrinárias; consolar os santos perseguidos; mostrar aos santos o que haveria de acontecer nos últimos dias e alertamos da urgência da vinda do Senhor.

5. Por que devemos ler o Apocalipse?

R. Para que o ouçamos e sejamos bem-aventurados.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Bibliológico

“O Livro de Apocalipse pertence à categoria geral da literatura apocalíptica. A expressão literatura apocalíptica, no entanto, desagrada a alguns estudiosos por causa de sua ambiguidade. A própria expressão está baseada na palavra grega que significa ‘revelação’ (apokalypsis). Um apokalypse é uma revelação recebida através de uma visão, de um sonho, de uma viagem celestial ou (em alguns casos) de um mensageiro angelical. Acompanhando esse conceito, o livro de Apocalipse é um apokalypse, isto é, contém uma série de visões (Ap 9.17; 13.1; 21.2; 22.8), uma viagem celestial (4.1) e um mensageiro angelical (1.12ss; 10.1,8,9; 17.3,7,15; 22.8,16). Contém, também, uma escatologia apocalíptica, como aparece em uma série de outras passagens bíblicas (por exemplo: Is 24-27; 55-66; Ez 37-48; Dn 7-12; Jl [1 – 3]; Zc 14; Mt 24; Mc 13), mas o termo é demasiadamente controvertido e complicado para que possa ser definido através de uma ou duas frases.

[…] A escatologia apocalíptica parece surgir em momentos de grande tensão social […]. A escatologia apocalíptica é uma tentativa de restaurar ou manter […] [uma] visão global à luz (ou nas trevas!) de um mundo em rápida transformação” (ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2003, pp.1824,25).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

“As Diversas interpretações

Muitos tentam fazer do Apocalipse um livro de adivinhações. Relacionam-no aos acontecimentos de suas respectivas épocas, para descobrir o que há de acontecer no futuro próximo. Esta interpretação é muito proeminente entre os que têm uma visão meramente histórica do livro. Estes intérpretes vêm comparando o Apocalipse com a história da Igreja desde o primeiro século, para realçar coisas como o aparecimento do papado e as invasões mulçumanas. Por conseguinte, não conseguem ver a Grande Tribulação no final dos tempos, pois espalharam os eventos do livro no decorrer da história da Igreja. Como se vê, cada geração de eruditos vem retrabalhando a interpretação do Apocalipse, numa tentativa de encaixar as profecias em suas respectivas épocas.

Outros possuem uma visão preterista do livro, e tentam relacionar suas profecias com eventos registrados no final do primeiro século, tendo-se Roma e seus imperadores mais proeminentes como pano de fundo. Noutras palavras: os preteristas creem que a maior parte do Apocalipse já foi cumprida há muito tempo atrás, restando-nos dele apenas interesse histórico. Devemos observar, porém, que o relacionamento que eles fazem entre o texto e o evento é muito subjetivo e precário.

Há ainda outros que rejeitam a tentativa de se identificar os eventos do livro com as fontes históricas. Optam por uma visão idealística do Apocalipse. Veem os símbolos e figuras simplesmente como representantes da disputa progressiva que há entre o bem e o mal, com a certeza do triunfo derradeiro da justiça. Acham que não haverá cumprimento literal de nenhum evento do livro. O que vemos, porém, é que apesar de o Apocalipse ter muitas figuras simbólicas, representam estas algo real [grifo nosso]. O Anticristo é chamado de a besta, mas será uma pessoa real, e cumprirá as predições feitas sobre ele noutras profecias, tais como 2 Ts 2.3-12, onde se diz que Cristo virá pessoalmente trazer triunfo final.

[…] O pré-milenismo interpreta as profecias do Antigo e do Novo Testamento de maneira literal, observando, porém se o contexto assim o permite.

[…] Reconheço haver cristãos que se consideram a si mesmos evangélicos, nascido de novo, e que sustentam diferentes posições de interpretar o Apocalipse. […] Contudo, depois de muitos anos de estudo e de ensino, creio que há mais evidências em favor da visão pré-milenial e da interpretação literal do que a das outras. A perspectiva pré-milenista e a futurista, juntas, encaixam-se melhor nas orientações de Jesus” (HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001, pp.5,6,8).

As Sete Cartas do Apocalipse – A Mensagem Final de Cristo à Igreja

https://malucoporjesus.wordpress.com

Lição 1 – Apocalipse, a Revelação de Jesus Cristo

 

 

Lição 2 – A Visão do Cristo Glorificado

 

 

Lição 3 – Éfeso, a Igreja do Amor Esquecido

 

 

Lição 4 – Esmirna, a Igreja Confessante e Mártir

 

 

Lição 5 – Pérgamo, a Igreja Casada com o Mundo

 

 

Lição 6 – Tiatira, a Igreja Tolerante

 

 

Lição 7 – Sardes a Igreja Morta

 

 

Lição 8 – Filadélfia, a Igreja do Amor Pergeito

 

 

Lição 9 – Laodicéia, uma Igreja Morna

 

 

Lição 10 – O Governo do Anticristo

 

 

Lição 11 – O Evangelho do Reino no Império do Mal

 

 

Lição 12 – O Juízo Final

 

Lição 13 – A Formosa Jerusalém

Futuro (o que nos espera ?)

 

Deus promete vida eterna àqueles que crêem no Seu Filho.

João 3:16

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

A vida eterna é um dom para os que confiam em Jesus.

1 João 5:11-12

“E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.”

O nosso futuro no céu começa quando Jesus vier pela segunda vez.

1 Tessalonicenses 4:16-17

“Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.”

Na Segunda Vinda, Jesus nos tornará perfeitos assim como Ele é perfeito.

Filipenses 3:20-21

“Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas.”

Que diz a Bíblia sobre o céu?

João 14:2-3

“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”

O futuro está além da nossa compreensão.

1 Coríntios 2:9

“Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.”

Como descreve Isaías as características de um futuro perfeito?

Isaías 65:21-23

“E eles edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o fruto delas. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus escolhidos gozarão por longo tempo das obras das suas mãos: Não trabalharão debalde, nem terão filhos para calamidade; porque serão a descendência dos benditos do Senhor, e os seus descendentes estarão com eles.”

Haverá paz até no reino animal.

Isaías 65:25

“O lobo e o cordeiro juntos se apascentarão, o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor.”

Os deficientes serão curados.

Isaías 35:5-6

“Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se desimpedirão. Então o coxo saltará como o cervo, e a língua do mudo cantará de alegria; porque águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo.”

Deus viverá com o Seu povo e não haverá mais morte, lamento ou dor.

Apocalipse 21:3-4

“E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.”