O Caráter de Deus

ÍNDICE

O Caráter de Deus

A justiça

O abuso humano

A justiça de Deus rejeitada pelos judeus

 A justiça de Deus

 A justiça de Deus através dos tempos

Como se aplica a justiça de Deus no cristão

A verdade

___________________________________________________

Capítulo 1

O Caráter de Deus

São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”

Mateus 6.22,23

      Essas simples palavras revelam todo o caráter de Deus e, por isso mesmo, o Senhor Jesus as proferiu a fim de fazer com que Seus seguidores pudessem compreender a natureza do Criador.

Assim como os olhos são a lâmpada do corpo, também o espírito do homem é a lâmpada do Senhor, a qual esquadrinha todo o mais íntimo do corpo (Provérbios 20.27). Ora, da mesma forma que o espírito do homem revela para Deus o seu íntimo, também os olhos do homem revelam exteriormente o seu caráter, o que ele tem dentro de si.

       Torna-se fácil saber o que está acontecendo com uma pessoa, quando se olha no fundo dos seus olhos. Se ela tem alguma coisa oculta no seu interior, naturalmente procura desviá-los, revelando incons­cientemente sua preocupação; mas se ela encara e não se intimida perante o outro, então, os seus olhos logo refletem a sua tranqüilidade por não estar escondendo nada.

 Diz-se que há uma raça de urubus, que somente comem a carniça depois que o urubu-rei, come­çando pela análise dos olhos do animal morto, liberar o corpo.

Quando o Senhor Jesus ensinou dessa maneira, certamente queria exortar os seus discípulos a tomarem todo o cuidado possível como seu interior, a fim de que este refletisse no exterior a plenitude da presença de Deus. Sim, porque não adianta anunciarmos a Palavra de Deus ao mundo apenas teoricamente, e viver- mos uma vida diferente daquilo que pregamos.

E preciso que tenhamos atitudes semelhantes às do nosso Senhor, pois de que vale pregarmos a Cristo e vivermos o anticristo? De que vale mani­festarmos amabilidade e simpatia no púlpito, se quando descemos dele, ou saímos da igreja, mudamos nossas atitudes?

Não podemos ser como o camaleão, que muda de cor conforme o ambiente em que se encontra. Nossos olhos retratam toda a nossa intimidade, o que está no coração, ainda que a boca esteja calada. Eles não apenas revelam o nosso caráter aos outros, como também nos fazem ver as coisas de acordo com o que temos no coração.

               Observemos os olhos de Deus na pessoa do seu Filho, o Senhor Jesus, quando Ele encontrou a prostituta Maria Madalena. Se os seus olhos fossem maus, certamente Ele a condenaria, a repreenderia e chamaria a sua atenção apenas para que ela não agisse daquela maneira; entretanto, Ele a compreendeu, porque olhou para ela com “bons olhos”, os olhos de amor, ternura e compaixão:

“Não podemos ser como o camaleão que muda de cor conforme o ambiente em que se encontra”

                Ela, como tantos outros que têm sido vistos pelo Mestre, possui o lado bom, isto é, as qualidades também. E é assim que nós cristãos devemos cultivar o nosso interior – fazê-lo acostumar-se a ver as pessoas, quer sejam cristãs ou contrárias à fé, pelo seu lado positivo e bom; com “bons olhos” para que todo o nosso interior seja iluminado.

Se olharmos as pessoas com preconceitos, é cer­to que, mais cedo ou mais tarde, a nossa língua, que vive a coçar, se manifestará e acabará por provocar uma inimizade contra aquela pessoa, chegando até a “vaciná-la” contra o Senhor Jesus, em quem nós tanto cremos.

Se os nossos olhos forem bons, por onde quer que formos, haveremos de manifestar a luz que há em nós… e todos os que nos verem saberão que somos diferentes das demais pessoas desse mundo, pois testemunharemos de modo eficaz d’Aquele que está em nós!

Do modo como vemos, seremos vistos. Como julgamos, seremos julgados; se amamos, seremos amados; se perdoamos, seremos perdoados; se abençoarmos, seremos abençoados.               

Capítulo 2

A justiça

A justiça é a virtude moral que inspira o respeito dos direitos de outrem e que faz dar a cada um o que lhe pertence. Ela revela o que é absolutamente correto, íntegro e verdadeiro e jamais pode se desviar, ainda que seja por uma insignificância, quer para a direita, quer para a esquerda, pois se isto acontecer, então, mais tarde, verificar-se-á o quão longe da verdade se coloca.

Se hoje, por exemplo, tomamos uma decisão de juízo e cometemos um mínimo de injustiça, certamente amanhã constataremos o estrago de todo o resto de justiça exercido. Quer dizer, muitas vezes uma injustiça, por menor que seja, atingindo uma parte, prejudica grandemente o todo

O abuso humano

O ser humano tem abusado, e muito, do amor de Deus, da Sua paciência e compaixão; e talvez por isso mesmo, ele tem omitido a mensagem do Evangelho, negado a fé total no Senhor Jesus Cristo, enfim, se marginalizado em relação a Deus.

Creio que, no fundo, ele acredita que a miseri­córdia divina abafará todos os erros e pecados, e que Deus não terá coragem de lançar os “filhos” desobedientes no lago do fogo.

Apoiado nas Suas misericórdias, muitos se esquecem de que Ele antes de ser amor, bondade, etc., é justiça, e por força da própria justiça ficará impedido de justificar a todos, até porque não poderá permitir que o injusto receba o mesmo tra­tamento que o justo; que aqueles que deram suas vidas por causa da fé cristã, vivam a eternidade com aqueles que lhes tiraram as suas vidas por causa da própria fé cristã.

Bem, o certo é que aqueles que pensam dessa forma desconhecem a Palavra de Deus, que afirma:

“O reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo.”

Romanos 14.17 

Quer dizer: a paz e a alegria não poderiam existir no reino de Deus sem que houvesse a justiça, pois aquelas dependem diretamente desta. E impossível se viver com a consciência tranqüila, sabendo-se que o tipo de vida que se está levando comporta ou é produto da injustiça.

A justiça de Deus rejeitada pelos judeus

O apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos romanos, disse:

“Irmãos, o bom desejo do meu coração e a minha súplica a Deus por Israel é para sua salvação. Porque lhes dou testemunho de que têm zelo por Deus, mas não com entendimento. Porquanto, não conhe­cendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, a, não se sujeitaram à justiça de Deus. Pois Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê.”

Romanos 10.1-4

“E certo que se alguém

conseguisse cumprir

todos, menos um

preceito da lei, ainda

assim estaria em débito”

Ora, isso significa que os judeus, desconhecendo a justiça de Deus, muito embora com zelo e cuidado, têm procurado guardar toda a Lei que Moisés lhes deu sem, entretanto, conseguir cumpri-la toda. Assim, perderam a visão dos propósitos de Deus com respeito à justificação pela fé no Senhor Jesus Cristo, pois, como está escrito:

“O meu justo viverá da fé”.

Hebreus 10.38

“É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: o justo viverá da fé; ora, a lei não é da fé, mas: O que fizer estas cousas, por elas viverá”.

Gálatas 3.11,12

Mas, pergunto eu, qual foi o judeu que durante toda a sua carreira aqui na terra conseguiu cumprir toda a lei? É certo que se alguém conseguisse cumprir todos, menos um preceito da lei, ainda assim estaria em débito. Esta é a principal razão pela qual o Senhor Jesus veio ao mundo, a fim de que cumprisse toda a Lei e assim pudesse servir como Salvador da humanidade, pois, conforme está escrito:

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; para que aos gentios viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa do Espírito. “

Gálatas 3.13,14

Muitos judeus sinceros querem ser justificados diante de Deus, mas cometem um grave erro, porque desejam-no pela obediência à Lei, esquecendo-se de que, mediante ela, ninguém foi ou será justificado.

Como exemplo, temos o pai da nação de Israel, Abraão, que, segundo a Bíblia, creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça (Gênesis 15.6).

Diante do exposto, há que se perguntar: Quais foram, então, os propósitos da Lei? Ora, ela serviu de freio contra os pecados mais grosseiros, conforme 1 Timóteo 1.9,10:

“Tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros, e para tudo quanto se opõe à sã doutrina.

A lei também mostra o pecado de todos os homens, como está escrito:

“Visto que ninguém será justificado diante d’Ele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. “

Romanos 3.20

Além de tudo isso, a Lei é uma clara demonstração da justiça de Deus para com os homens, servindo como base do próprio Direito Humano.

Infelizmente, o mesmo espírito judeu tem se aplicado também àqueles que se consideram cristãos e não o são, pois absorvem mais os mandamentos e preceitos humanos do que propriamente o que diz a Palavra de Deus. Estão mais preocupados no zelo de suas tradições religi­osas do que em abraçar a pureza da fé no Senhor Jesus e nas suas promessas.

Por isso mesmo, não se opõem a qualquer imposição sacrificial ou penitências por acharem que essas práticas trazem a justiça, ou méritos da parte de Deus para com elas; acreditam mais em suas obras de caridade do que na graça de Deus pela fé… Tudo isso é compreensível, pois que lhes têm sido negado, pelas suas próprias tradições, o conhecimento da verdade através da Escritura Sagrada.

Como vemos, não é nova a prática de certas lideranças religiosas em esconder propositalmente a verdade pois, assim sendo, podem controlar as mentes dos seus seguidores para fazerem aquilo que desejam os seus maus instintos (cobiçosos). Enquanto as pessoas leigas desconhecem as verdades eternas, continuarão na prática de

É consumir velas, santos e toda sorte de quinquilharias religiosas, enchendo assim os bolsos daqueles que lhes impõem filosofias baratas.

Uma ocasião o Senhor Jesus propôs a seguinte parábola para as pessoas desse tipo:

“Propôs também esta parábola a alguns que confiavam  em si mesmos por se considerarem justos, e desprezavam outros: Dois homens subiram ao templo como propósito de orar: um fariseu e o outro publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si  para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque e não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto, ganho.

O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta, será humi­lhado; mas o que se humilha, será exaltado. “

Lucas 18.9-14

A parábola surte o efeito esperado para aquilo que se propõe este estudo: sobre a justiça de Deus pela fé e a justiça humana pelas obrigações religiosas.

O publicano (coletor de impostos) representa a justiça de Deus pela fé, pura e simplesmente; enquanto que o fariseu (religioso erudito, prati­cante da lei e, aos seus próprios olhos, justificado pelos seus próprios esforços religiosos) apresenta-se como merecedor de todas as bênçãos de Deus, através de suas caridades. Este, representa uma determinada classe de religiosos hipócritas, que arregalavam os olhos para as suas supostas perfei­ções, mas que só tinham pensamentos contrários à misericórdia e à graça de Deus, através da fé salvadora no Senhor Jesus.

“Não é nova a prática
de certas lideranças
religiosas em esconder
propositalmente a verdade”

Capítulo 3

A justiça de Deus

Se pudéssemos registrar em ordem cronológica as atribuições ou qualificações de Deus, certamente teríamos de considerar, em primeiro lugar, Deus, o Senhor da Justiça. A própria Escritura aponta a base do Trono de Deus:

“Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem.’

                                      Salmos 89.14

Todo aquele que leu ou lê a Bíblia Sagrada, de Gênesis ao Apocalipse, pode sentir a maneira pela qual Deus faz o seu julgamento, ou seja, como Ele opera nas Suas ações e reações para com a Sua criatura, e em tudo isso pode-se constatar um Senhor perfeitamente justo, na Sua maneira de ser e agir.

Ele é um Deus justo, e, por isso mesmo, odeia a injustiça, assim também como nós a odiamos. Aliás, no plano amoroso de Deus, acreditamos ser esta a razão principal por que muitos têm a oportunidade de serem salvos. Devido ao fato de Deus odiar a injustiça, e de ter fome e sede de justiça. O Senhor Jesus disse:

“Bem-aventurado os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. “

Mateus 5.6

Somente aqueles que têm o caráter voltado à justiça  é que são fartos, e essa fartura é exatamente a salvação pela fé no Senhor Jesus Cristo.

O que é a justiça de Deus?

Justiça é uma virtude ou qualidade que consiste na conformidade com o que é direito, correto ou legal. Dentro destes parâmetros, somente poderemos encontrar justiça perfeita e imparcial no próprio Deus. que é a personificação da justiça.

De fato, se o ser humano deseja encontrar uma definição própria para o Senhor, quer seja pelo caráter divino, mostrado pela ações de Deus desde a criação do mundo até o Apocalipse, ou mesmo pelas próprias experiências com Ele, sem dúvida alguma, iniciar-se-á pela Sua Justiça.

Deus é justo, e é isso o que o povo de Israel compreendia como a maior diferença entre Ele e os falsos “deuses” dos outros povos.

A justiça de Deus através dos tempos

Deus sempre usou homens cheios de fé, tementes e corretos no seu caráter, para manifestar a Sua justiça para com eles. Depois da morte de Josué, durante os primeiros 300 anos em Israel, Deus suscitou cerca de 13 juízes para julgarem o Seu povo, porque “naqueles dias não havia rei em Israel: cada um fazia o que achava mais reto” (Juízes 21.25).

Estes juízes eram ungidos para fazer justiça, e assim promover no povo judeu a disciplina que envolve o respeito mútuo entre seus cidadãos e as tribos, com a finalidade de encaminhá-los a Deus. Aqui vemos uma característica importante da verdadeira justiça: a aplicação de uma disciplina que reflita o caráter divino.

Depois vieram os reis que, também ungidos, eram considerados juízes de toda a nação de Israel. Dentre eles se destaca a pessoa de Davi, “um homem segundo o coração de Deus”.

Hoje, Deus tem também os seus “juízes” na terra que, imbuídos de autoridade concedida pelo próprio Senhor Jesus, e ungidos pelo Espírito Santo, procuram levar aos povos a justiça divina através da fé, de acordo com a Palavra de Deus. Por isso é que o Senhor, com vista à implantação do Reino de Justiça ou Reino de Deus entre os homens:

A uns pôs na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. “

                           1 Coríntios 12.28

Como se aplica a justiça de Deus no cristão

Este é um dos pontos mais controvertidos na vida cristã, não porque Deus se mantém omisso às injustiças promovidas contra o Seu povo por parte dos não-cristãos ou dos próprios cristãos, absolu­tamente. A verdade é que quando o cristão se vê injustiçado, se ele não tem o caráter do Senhor Jesus Cristo, então, logo procura, pelos seus próprios meios ou recursos, tomar atitudes concernentes ao seu próprio caráter, isto é, defen­dendo-se com unhas e dentes, observando sua própria justiça ou, pior ainda, pagando a injustiça coma injustiça. Ora, temos aprendido que:

“Não resistais ao perverso, mas a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigara andar uma milha, vai com ele duas. “

                                  Mateus 5.39-41

E o que significa isso, senão, que devemos compreender a injustiça, uma vez que é nelas, e por meio delas, que sofremos e somos provados. Se desejamos conhecer o caráter verdadeiro de uma pessoa, devemos lhe observar, cuidadosamente, nos momentos da provação. O rei Davi disse:

“Fira-me o justo, será isso mercê; repreenda-me, será como óleo sobre a minha cabeça, a qual não há de rejeitá-lo”.

                                   Salmos 141.5

Se quisermos ter um caráter de acordo com o de Davi, o homem segundo o coração de Deus, então aprendamos esta lição: de que a nossa causa esteve, está e sempre estará diante dos olhos do Deus Justo.

Se alguém cometer alguma injustiça conosco, por mais cruel que ela seja, devemos confiar no nosso Justo Juiz que, mais cedo ou mais tarde, fará com que a injustiça cometida contra nós torne-se em justiça, e esta dará a vez ao gozo e à alegria de termos passado na provação.

Portanto, jamais devemos nos defender com nossas próprias forças mediante qualquer ofensa; pelo contrário, devemos nos humilhar confiando que o Justo Juiz defenderá a nossa causa e nos dará a vitória. Se procurarmos nos defender, não só estaremos deixando de lado o nosso Juiz Justo, mas também incorremos no grande erro de manifestar o velho homem corrupto e destinado ao fracasso total na vida cristã.

Para o homem natural é impossível ceder às injustiças cometidas contra ele, e até existem aqueles que afirmam categoricamente: “Pelos meus direitos eu vou até as últimas conseqüências.. .” É por isso mesmo que os cemitérios estão cheios. Quantos não perderam suas vidas defendendo “seus direitos”?! E o caráter deles é este: defender, defender… O Senhor Jesus disse:

“Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. “

Mateus 5.20

Ora, não é a nossa justiça a própria justiça de Deus? Não é o caráter divino que tem que fluir através de nós? Não somos o bom perfume de Cristo? A luz do Mundo? O sal da terra? Então, como poderemos permitir-nos perder a chance de exercer em muito a justiça que vem de Deus diante dos escribas e fariseus?

Sabemos de muitos cristãos e até ministros de Deus. cujas, vidas jamais podem expressar o caráter do Senhor Jesus Cristo. Isso porque jamais admitem ..perder”, e não podendo agredir fisicamente a quem lhe ofendeu, então o fazem com a língua; não podendo fazer pessoalmente, então fazem pelas costas, criando assim animosidade na própria igreja. Para estes está escrito:

“E quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal, e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.”

Mateus 5.22

Finalmente, aprendamos que a justiça de Deus se revela no Evangelho, de fé em fé, como está escrito:

0justo viverá por fé. “

Romanos 1.17

-Todavia, o meu justo viverá pela fé, e: se retroceder, nele não se compraza minha alma. “

Hebreus 10.38

Capítulo 4

A verdade

A verdade é a conformidade com o que é real ou exato. Biblicamente, o Senhor Jesus é a personificação da verdade, como Ele mesmo se auto definiu:

“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.

                                 João 14.6

A verdade jamais pode ser escondida. Nem o tempo consegue encobri-la; é como o óleo na água: está sempre em destaque, não se mistura. Pode até, por um breve período de tempo, parecer ter a mesma substância de outros elementos nos quais está inserida; entretanto, mais cedo ou mais tarde, flutua, assume a sua posição e aparece, conforme o próprio Senhor afirmou:

 “Pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido. “

Mateus 10.26

Assim é a verdade. Uma vez conhecida não admite meio termo. Não existem meias verdades. Há quem concorde que a meia verdade, muitas vezes, é pior do que a mentira.

Todo pecado que se comete está fundamentado na omissão da verdade. Normalmente, ao cometer um pecado, a pessoa, de antemão, já preparou uma mentira a fim de escondê-lo. Por isso mesmo, o Senhor Jesus faz-nos uma séria advertência, quando repreendeu os judeus dizendo:

“Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe aos desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.

João 8.44

Ora, se o cristão tem o caráter de Deus, então a Sua palavra é como a do seu Deus, isto é, a verdade. Mas se o cristão anda e profere a mentira, então já não tem o caráter divino, mas diabólico, uma vez que ele satisfaz aos desejos de seu pai, que é o diabo.

A verdade é como Deus, provém d’Ele e está no caráter de Deus. Eis, então, a razão pela qual muitas vezes o Senhor Jesus usou a expressão: “Em verdade, em verdade vos digo…” Por outro lado, a mentira é como o diabo, provém do diabo e está

no caráter do diabo, razão por que a humanidade vive na mentira, satisfazendo assim ao seu im­perador da mentira. O Espírito Santo declara que:

A ira de Deus se revela do céu contra toda impie­dade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça. “

Romanos 1.18

“Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura, em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. “

Romanos 1.25

A verdade é também a base da armadura que Deus nos tem outorgado, a fim de vencermos os principados e potestades espirituais do mal; ela é a firmeza do caráter divino, onde estão assentados todos os demais componentes da armadura com­pleta de Deus, conforme Efésios 6.14 diz:

“Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade, e vestindo-vos da couraça da justiça.

Quando o Senhor Jesus disse:

 “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar, vem do maligno.”

Mateus 5.37

 Naturalmente que neste conselho está o âmago de uma atitude cristã genuína, pois que há uma definição do comportamento do seguidor do Senhor Jesus Cristo. É óbvio que  num  mundo incrivelmente injusto, onde se procura aparentar algo que realmente não é, a hipocrisia tem se alas­trado até mesmo dentro da igreja cristã, visto que as pessoas estão buscando a qualquer preço assumir posições de destaque, sem se preocupar com a vida espiritual, e por isso mesmo fingem, mentem, enganam, dizem meias verdades, enfim, estão sempre procurando uma maneira incorreta para alcançar seus objetivos.

Até parecem aqueles estudantes que não se importam com os meios para passar a um grau superior, desde que o façam; não tem, então, tanta importância a “cola”.

Infelizmente, tenho visto candidatos a obreiros e a pastores se apresentarem com o ar mais sonso possível, aparentando santidade, mas no íntimo estão cheios de engano. Pensam eles que o santo ministério é feito à base de engodo; o líder espiritual pode facilmente se enganar e permitir que isso aconteça. Entretanto, mais cedo ou mais tarde, toda a maledicência, engano e mentira aparecerão, porque o próprio Senhor já determinou:

 “Nada há encoberto, que não venha a ser revelado… “

Mateus 10.26

 Portanto, segui a verdade, porque nela está a Justiça de Deus!

Fim

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Quem são os Demônios ?

A origem de todos os males que afligem a humanidade.

Doenças, miséria, desastres e todos os problemas que afligem o ser humano desde que este iniciou sua vida na Terra têm uma origem: o diabo.

Os deuses famosos da Antigüidade, tanto no Egito, quanto na Mesopotâmia, bem como os da mitologia africana, são, na realidade, demônios que nunca deixaram em paz o homem, seu alvo principal. Os demônios, em sua maioria, personificam os males, atuam como espíritos sem cor, sexo, dimensões, enfim, sem corpos. Procuram seres vivos para através deles se exprimir, e o homem é o seu principal alvo. Como não possuem corpos, vivem se apossando daqueles que não têm cobertura de Deus; são inimigos de Deus e do homem, por ser este a coroa da criação divina.

Possuem os homens não somente para afastá-los de Deus, mas também porque desejam se expressar no mundo físico em que vivemos. São entidades espirituais que atuam organizadamente, atingindo e destruindo constantemente a humanidade, tendo satanás por chefe.

O homem, como já afirmamos, é o alvo principal dos demônios, pois criado à imagem e semelhança do Altíssimo, tem a faculdade de se expressar através dos cinco (ou seis) sentidos que o fazem distinto de todos os animais. Os demônios, em casos especiais, se utilizam dos animais, para possuir os homens, como está registrado no Evangelho de Mateus, capítulo 8.31.

 

Satanás

 

A Bíblia descreve satanás como um anjo caído. Quando foi criado, recebeu a unção de “querubim da guarda”, sendo o chefe de todos os demais anjos. Tinha acesso à presença de Deus. Era chamado de “filho da manhã”; “estrela da manhã”. A palavra lúcifer significa “cheio de luz”. Lúcifer era coberto de pedras preciosas e andava no brilho dessas pedras; era perfeito em sabedoria e em formosura, e foi ungido para proteger, tendo sido estabelecido no Monte Santo de Deus.

No capítulo 28 de Ezequiel, encontramos uma descrição completa da figura de satanás, onde pode-se compreender a sua posição diante dos demais anjos. Lúcifer foi assim até que se achou iniqüidade nele. Esta iniqüidade se deve basicamente ao orgulho, pois desejava, no seu coração, ficar acima das estrelas e estabelecer um trono acima do trono de Deus.

Desejava, no mínimo, ser semelhante ao Altíssimo; queria assumir o trono de Deus e o seu lugar; por isso foi expulso dos céus juntamente com todos os seus seguidores. Em referência a Lúcifer, Isaías diz o seguinte:

“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!

Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.

Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo.”

Isaías 14.12-15

Lúcifer foi lançado por terra e trouxe consigo uma grande parte de anjos. Lúcifer se tornou no diabo ou satanás e os que o acompanharam tornaram-se demônios.

“Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo.”

2 Pedro 2.4

 

“E a anjos, os que não guardaram o seu estado original,mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas,em algemas eternas, para o juízo do grande Dia.”

Judas 1.6

 

“Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem.”

Tiago 2.19

 

“Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.”

Mateus 25.41

Quando, no princípio, Deus criou os céus e a Terra (Gênesis 1.1), Ele o fez em toda a sabedoria e resplendor.

Tudo foi muito bem planejado e os céus e a Terra foram criados com perfeição. Nada era disforme; tudo foi feito corretamente e tudo estava em seu devido lugar.

Não sabemos há quantos milhões de anos o mundo foi criado, entretanto, a narrativa de Gênesis 1 está de acordo com as mais recentes descobertas da Ciência. Interessante é que, quando Deus começa a criar todas as coisas, a Bíblia declara que a Terra “estava sem forma e vazia” e que “havia trevas sobre a face do abismo”. Isto se deve a um estado caótico do mundo que havia passado por grande convulsão. Foi a rebelião de satanás que causou tão grande cataclismo na Terra, deixando-a sem forma e vazia! Vejam que Deus criou tudo perfeito, porém, satanás perverteu a ordem divina, provocando o desastre, que Deus começa a arrumar para criar o homem, de acordo com o livro de Gênesis. Da mesma forma, podemos avaliar a obra de satanás na vida das pessoas.

Deus fez o homem perfeito, porém o diabo, a quem o Senhor Jesus associa com o ladrão (João 10.10), mata, rouba e destrói a criatura, quando esta, sem forças para resistir, não está em harmonia com o seu Criador e fatalmente pode ser derrotada.

“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”

João 10.10

 

Anjos decaídos

 

A palavra anjo significa “mensageiro”. Quando os anjos foram criados, o foram para servir a Deus, mas alguns, rebelando-se contra o Criador e seguindo Lúcifer, se tornaram anjos decaídos, isto é, anjos desprovidos das qualidades que Deus lhes havia outorgado.

Todo o senso de bondade, de amor e de ajuda que eles tinham foi perdido, passando a dar lugar ao ódio, a maldade e à destruição. A Bíblia fala que eles não guardaram o seu estado original e abandonaram o seu próprio domicílio (Judas 1.6).

A situação destes anjos foi semelhante a de seu chefe.

Ficaram desprovidos do amparo divino e passaram a viver errantes à procura do que fazer. São, como o próprio Lúcifer, anjos decaídos, espíritos que vivem a procurar corpos para através deles poderem levar avante seu intento maligno.

Satanás pode facilmente, como também os seus anjos, se transformar em anjo de luz. Por esta razão, muitas pessoas têm enveredado por caminhos que a princípio parecem bons, mas no final são trevas e trazem tristeza, miséria e tragédia.

Muitos procuram os demônios e abrem a vida para eles, porque pensam que são “anjos de luz”. Com nomes bonitos e cheios de aparatos, os demônios vêm enganando as pessoas com doutrinas diabólicas. Chamam-se: orixás, caboclos, pretos-velhos, guias, espíritos familiares, espíritos de luz, etc.

Dizem ser exus, erês, espíritos de crianças, médicos famosos, poetas famosos, etc., mas na verdade são anjos decaídos, na diabólica missão de afastar o homem de Deus e destruí-lo, sendo que, enquanto não fazem isso, se aproveitam dele.

O gato e o rato

 

Certa vez observei como o gato faz com o camundongo. O bichano corre atrás do rato, prende-o entre suas patas e começa a brincar com ele, jogando-o de um lado para o outro. Se o rato fosse de brincadeira, poderia por alguns momentos gozar dos “tapinhas” do gato. O gato brinca, se enrola com o rato; por vezes deixa-o dar uma corridinha e quando o rato pensa que está livre… lá está o bichano, que de um salto, prende o rato em suas garras outra vez. O final da “brincadeira” é a morte. Do rato, é claro.

Assim também os demônios fazem com o homem. No princípio, brincam com ele, dão-lhe tapinhas, e se o homem concorda em brincar, se tornam bons amigos. Mas o homem está sempre sob suas garras e mais cedo ou mais tarde não agüenta a “brincadeira” e os demônios acabam por levá-lo à morte.

Espíritos sem corpos

 

Os demônios, como já dissemos, são espíritos sem corpos. Para se expressarem, precisam de corpos, sem os quais pouco podem fazer. Sempre, na história da humanidade, satanás arranjou um “jeitinho” para conseguir entrar no corpo do homem e usá-lo como lhe convém.

O espiritismo atual, na sua fase “científica”, teve início em 1848. A família Fox tomou posse como inquilina de uma casa em Hydesville, estado de Nova Iorque, EUA. Casa muito pobre, construída principalmente de madeira. Quando tudo parecia tranqüilo, em meados de março, duas entre as seis filhas do casal, Margarette (Maggie) e Kate, com 11 e 13 anos, respectivamente, começaram a ouvir ruídos de pancadas e de móveis sendo removidos. Na noite de 21 de março de 1848, Kate provocou o tal espírito com o estalido dos dedos. A provocação foi aceita e cada estalo era completado no mesmo instante por uma pancada. Assim, os espíritos ganharam a confiança da família e a notícia se espalhou rapidamente.

Muitos acreditaram que eram espíritos sem corpos, de pessoas que haviam falecido, quando na realidade eram os anjos decaídos, mensageiros de satanás, demônios, estabelecendo contato com o mundo físico.

Essas irmãs passaram a ser habitação daqueles espíritos, que se utilizaram dos seus corpos para espargir a mais sórdida e destrutiva doutrina que o mundo já conheceu, a que mais tem levado pessoas aos manicômios, cemitérios, etc. Não

é de admirar que as meninas, vasos para estes demônios, morressem embriagadas, numa vida miserável.

Os espíritos demoníacos ganharam fama e se utilizam de vários métodos para se apossar de um corpo. No espiritismo científico, ou no “alto” espiritismo, eles se apresentam como um ente querido que já tenha falecido à procura de comunicação com seus familiares.

Fazem-se passar por maridos, esposas, filhos ou parentes. Muitas vezes, pessoas são aconselhadas a invocar seus antepassados para resolverem um “problema”. É a maior farsa existente em nosso mundo. Os demônios atuam desde as seitas mais primitivas vindas da África até os salões da sociedade moderna. Atuam também nas religiões orientais e nas ocidentais ligadas ao secretismo.

Vivem procurando penetrar até mesmo nas religiões cristãs onde têm conseguido algum resultado. Perturbam, destroem ou se apossam das pessoas, causando os maiores malefícios possíveis, pois são demônios, mensageiros de satanás.

Espíritos revoltados

 

Imagine uma pessoa que ocupa um lugar relevante na sociedade; tem um cargo invejável, possui um excelente status e é respeitada por todos. Agora, pense o leitor nessa pessoa que após ter tido essa posição se vê na miséria, com a perda dos amigos, dos títulos, do prestígio, das posições, etc.

Assim aconteceu com os demônios, que depois de serem ministros, mensageiros de Deus, o Altíssimo, com toda beleza e resplendor, se viram destituídos de tudo.

Tornaram-se espíritos revoltados; querem fazer o possível e o impossível para verem as outras criaturas de Deus perdidas e sem a imagem do seu Criador. Eles (os demônios) não podem fazer nada contra Deus, mas podem tocar nas Suas criaturas.

Movidos por uma inveja muito grande dos seres humanos, que foram criados menores que eles e acabaram por tomar suas posições, os demônios desencadeiam uma feroz luta contra os homens desejando aproveitar-se destes e levá-los à destruição, a fim de cumprirem seus intentos malignos, o que, quase sempre, implica em um total afastamento de Deus, e à conseqüente submissão a eles.

Graças a Deus por Jesus Cristo, que venceu a potestade maligna e nos dá condições para fazermos o mesmo através do Seu poderoso nome! Aqueles que rejeitam a soberania do Senhor Jesus são presas fáceis para os espíritos demoníacos; aqueles que rejeitam o amor de Deus estão aceitando

indiretamente o ódio dos espíritos revoltados; aqueles que não estão servindo a Deus como templos do Espírito Santo, estão à mercê dos demônios.

Alguns estão servindo como cavalos, aparelhos ou vasos. Que Deus exerça Sua misericórdia sobre essas pessoas.

Edir Macedo, in ORIXÁS, CABOCLOS E GUIAS: Deuses ou Demônios ?

Crentes endemoniados ? E não são poucos !!!

 

Este capítulo não existiria se eu não tivesse visto constantemente pessoas de várias denominações evangélicas caírem endemoninhadas, como se fossem macumbeiras, ao receberem a oração da fé. De nada adianta fazer jogo de palavras para justificar tais situações. Já li algumas obras onde os autores acham diferença entre opressão e possessão; demonismo e satanismo, alegando com bonitos intercâmbios de palavras que um cristão não pode ficar endemoninhado.

Já vimos no capítulo anterior que se alguém crê em Jesus Cristo, segue-O fielmente, ouve a Sua voz e tem a certeza da vida eterna, está imune às investidas do diabo. É claro que, nesse caso, não há lugar para nenhum demônio em seu corpo ou em sua mente. Isso, entretanto, é um estado e não uma condição.

Convém aos teólogos entenderem que toda a vida cristã é um estado sob o qual a pessoa vive. No sol causticante do deserto, aqueles que encontram uma árvore estão protegidos mas, ao saírem da sombra, se expõem novamente à ação dos raios solares. Assim acontece com quem está em Cristo.

“O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente, diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio.”

Salmos 91.1,2

Conheci uma senhora, membro de uma igreja evangélica por 18 anos consecutivos. Entendia muito bem a Bíblia; era assídua; tinha testemunho exemplar e exercia cargos na igreja. Chegou com uma Bíblia na mão e o braço direito muito inchado, parecendo flebite. Possuía também outras enfermidades e pediu que orasse em seu favor. Quando orei, aquela senhora se entortou e se tornou bastante agressiva, falando palavras desconexas e fazendo gestos estranhos.

Percebi que ela estava completamente endemoninhada. Na conversa que tivemos posteriormente em meu escritório, ela declarou ter sido uma crente fiel durante todos aqueles anos e não sabia explicar o acontecido. Foi um caso muito sério, pois por três meses aquela senhora manifestava em seu corpo os mais estranhos demônios, até ser totalmente libertada, tornando-se, posteriormente, uma fiel obreira da Igreja.

Um outro fato, dentre os milhares que presenciamos, foi o de uma senhora que freqüentou por mais de quatro anos uma denominação evangélica. Foi batizada nas águas e era uma boa auxiliar daquela igreja. Em suas gestações, entre os seis e sete meses, dava à luz uma criança prematura, a qual sobrevivia por algumas horas apenas.

Ao receber nossa oração, uma entidade se manifestou dizendo ser um caboclo e se responsabilizando diretamente pela perda de quatro crianças prematuras. Aquele espírito a acompanhava desde criança, pois seus pais a levavam sempre às sessões espíritas. Ele foi expulso de sua vida e, daquele momento em diante, aquela senhora se tornou uma mulher perfeitamente livre e normal.

Não culpamos os pastores, nem as igrejas. Poderíamos citar dezenas de denominações evangélicas cujos membros apareceram em nossas reuniões endemoninhados. Já tivemos casos de pessoas que até “profetizavam” em suas igrejas, sendo respeitadas pelos demais membros, e que estavam endemoninhadas.

Uma delas sempre assistia às nossas reuniões com uma Bíblia enorme debaixo do braço e, ao colocarmos as mãos sobre ela, caía com Bíblia e tudo no chão, embora louvasse a Deus junto conosco.

Meu cunhado, juntamente com a esposa, ambos evangélicos, dando crédito a uma senhora que se dizia profetisa, comprou uma casa comercial na cidade de Juiz de Fora. Acreditando na “profetisa”, chegou até a se mudar para aquela cidade. No princípio, tudo parecia ir bem, até que meu cunhado foi indo de mal a pior. O seu casamento começou a ruir; os negócios pioraram; ele começou a se embriagar; era o caos.

Um dos nossos pastores orou pelo casal e um demônio se manifestou na empregada dizendo ter sido ele o causador daquela “profecia”. O comércio foi fechado logo depois, o que confirmou não ter sido a vontade de Deus. Meu cunhado e sua esposa estão agora vivendo em outra dimensão de vida.

O leitor pode observar que freqüentar igrejas evangélicas, tornar-se membro delas, participar dos sacramentos, etc., não quer dizer que a pessoa esteja liberta. Uma das pessoas que mais nos deu trabalho para libertar foi uma moça muito inteligente, sobrinha de um dos maiores pregadores do Brasil. Ela também, embora conhecedora da Bíblia, havendo estudado até nos Estados Unidos, crente desde o nascimento, estava possuída por uma legião de demônios.

Depois de conversarmos, contou-nos que fazia parte do coral de sua igreja, porém, depois de se casar com um homem que professava a fé espírita, passou a assistir de vez em quando as sessões, junto com o esposo, que acabou abandonando-a, deixando-a sem dinheiro e à mercê da caridade dos vizinhos.

Poderia citar vários casos. Não estou, entretanto, querendo desmoralizar os nossos irmãos em Cristo, mas apenas denunciar o que verdadeiramente tem acontecido.

Em nossas próprias igrejas há pessoas que freqüentam as reuniões e ainda não estão totalmente libertas. Culpa nossa? Não! Uma jovem senhora que freqüentava assiduamente, já tendo sido liberta havia algum tempo, certa vez, após a oração, caiu endemoninhada. Fomos saber o que estava se passando com ela e verificamos que estava “de caso” com um homem casado. Embora estivesse freqüentando as reuniões, os demônios não a podiam deixar, visto que ainda dava lugar a eles na sua vida. Não é que existam áreas na vida do cristão nas quais os demônios possam se alojar, mas enquanto não houver uma rendição total, por dentro e por fora, a pessoa não está imune aos ataques demoníacos.

Por que existem crentes endemoninhados ?

Se observarmos atentamente as palavras da Bíblia, podemos ficar convictos de que nada, absolutamente nada, nos causará dano algum. Jesus mesmo proferiu uma parábola a respeito do homem sensato e do insensato. O sensato ouviu a palavra e praticou; o insensato ouviu, gostou, mas não a colocou em prática. Conclusão: aqueles que ouvem e praticam, quando o diabo vem com suas investidas ardilosas, têm a espada do Espírito Santo à mão para contra-atacar e o diabo, encontrando resistência, foge.

“Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.”

Tiago 4.7

Quanto ao homem insensato, quando o diabo investe contra ele, ou foge com medo, ou então aceita uma aliança. Nesses casos, o diabo o faz de “cavalo”, “burrinho”, “porteira”, “aparelho”, etc. Jesus disse que se alguém quisesse ir após Ele, deveria negar-se a si mesmo, tomar sua cruz e segui-Lo.

Tem gente que deseja seguir a Jesus, mas quer carregar em suas costas marido, esposa, filhos, parentes e tantos outros, que são verdadeiros fardos, encontrando muita dificuldade para tomar a sua cruz pessoal e seguir ao Mestre. Se você fizer a sua parte, pode ter certeza absoluta de que Deus, a quem cada um dará conta de si mesmo, fará a Sua.

Edir Macedo.