A Verdadeira face do CATOLICISMO Romano

A Inquisição Católica

Papa e Bispos no Vaticano - Catolicismo Romano

Como os livros de história foram em grande parte reescritos, de forma a amenizar os fatos reais, poucas pessoas conhecem os detalhes específicos de uma campanha nefanda que em 1200 anos torturou e matou dezenas de milhões de pessoas. Depois de compreender os horrores da Inquisição, você nunca mais verá o catolicismo romano da mesma forma novamente.

A Nova Ordem Mundial está chegando! Você está preparado?Compreendendo o que realmente é essa Nova Ordem Mundial, e como está sendo implementada gradualmente, você poderá ver o progresso dela nas notícias do dia a dia!!

Aprenda a proteger a si mesmo e aos seus amados!

Após ler nossos artigos, você nunca mais verá as notícias da mesma forma.

Agora você está na
THE CUTTING EDGE

A Inquisição Católica Romana foi uma das maiores desgraças que ocorreram na história da humanidade. Em nome de Jesus Cristo, sacerdotes católicos montaram um esquema enorme para matar todos os “hereges” na Europa. A heresia era definida da forma como Roma quisesse definir; isso abrangia desde pessoas que discordavam da política oficial, aos filósofos herméticos (praticantes de Magia Negra), judeus, bruxas, e os reformadores protestantes.

Chacinar os inimigos é claramente fruto espiritual podre. Durante a primeira parte de seu ministério, Jesus Cristo foi abordado por dois de seus discípulos – Tiago e João – que tinham acabado de voltar da pregação da mensagem do evangelho por todo o Israel. Esses dois discípulos estavam aborrecidos, porque algumas cidades inteiras tinham recusado ouvir sua mensagem; eles perguntaram ao Senhor:

“Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?” [Lucas 9:54]

Jesus Cristo ficou horrorizado e respondeu:

“Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.” [Lucas 9:55-56]

Vamos repetir essa frase pertinente: “o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens”.

Em nenhum lugar nas Sagradas Escrituras Jesus matou alguém que discordasse dele, tampouco ensinou que seus seguidores fizessem isso. Nenhum dos apóstolos deu essa instrução à igreja mais tarde no Novo Testamento.

Em outra passagem, Jesus Cristo anuncia o tipo de espírito suave que oferece ao mundo. Veja:

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” [Mateus 11:29-30]

Nosso precioso Salvador nunca ordenou que alguém seja morto por qualquer razão, especialmente por dureza de coração contra sua mensagem, ou por discordar dele em questões espirituais. No entanto, os pagãos regularmente partem para a matança de seus adversários, normalmente com grande gosto e dureza de coração. Em tais matanças, o assassinato não é o bastante; antes que a vítima morra, os pagãos gostam de infligir a máxima dor em suas vítimas. Os praticantes de Magia Branca e Negra acreditam que a dor infligida antes da morte transfere grande poder ocultista para eles, de modo que tentam prolongar a morte de uma pessoa enquanto for possível, infligindo a máxima dor antes que a morte ocorra. Os hábeis executores da Inquisição levavam a vítima ao ponto da morte muitas vezes, e depois paravam a tortura, de forma que a vítima revivesse e depois pudesse ser torturada novamente.

Portanto, a monstruosidade da Inquisição está diante a humanidade como a maior evidência do satanismo inerente da Igreja Católica Romana. Aqueles que tiverem a coragem para examinar esse “fruto podre” final, verão a verdade da Igreja Católica. E não pense que Roma mudou, porque a Bíblia nos diz que um leopardo não muda suas manchas (Jeremias 13:23), e Roma se orgulha de que nunca muda. Uma prova concreta desse fato é que o papa Paulo VI (1963-1978) restaurou o Ofício da Inquisição, renomeado agora como Congregação para a Doutrina da Fé. Hoje, esse nefando Ofício da Inquisição é controlado pelo cardeal Ratzinger.

Por que o papa Paulo VI reinstituiu o Ofício da Inquisição? Será se ele sabe que o Ofício logo poderá ser necessário outra vez? Com todas as profecias sobre o aparecimento do Anticristo ocorrendo quase em conjunto, exatamente como Jesus ratificou (Mateus 24:32-34), o tempo deve ter parecido apropriado para Paulo VI reinstituir esse Ofício sangüinário, pois mesmo apesar de a Inquisição original ter matado dezenas de milhões em 1200 anos, a profecia bíblica nos diz que o Falso Profeta matará bilhões de pessoas em três anos e meio! Visto que o papa católico romano foi escolhido como o futuro Falso Profeta (leia os artigos N1094 e N1519), faz sentido que o Ofício de Inquisição seja reinstalado.

Verdade Arrojada Ou Camuflagem de Sensibilidade?

Lutamos com os detalhes da Inquisição que descobrimos, pois temíamos que ao escrever de forma a expor completamente a barbaridade e a natureza anticristã da Inquisição Católica Romana, poderíamos escandalizar nossos maravilhosos leitores cristãos; temíamos que precisaríamos escrever e mostrar gravuras que ofenderiam as sensibilidades cristãs, para expor completamente a terrível, e freqüentemente pornográfica, verdade. Essa era uma ação que não desejávamos tomar.

Lendo livros de 50-150 anos atrás, vemos autores cristãos lutando com essa mesma questão; eles decidiram “sanear” a verdade de forma a não ofender a sensibilidade cristã. Portanto, seus livros escondem o horror verdadeiro da Igreja Católica Romana! Neste fim dos tempos, em que o Anticristo está aparentemente próximo, e em que o Falso Profeta já foi escolhido e é o papa, e quando as igrejas protestantes liberais estão se tornando íntimas da própria besta que matou um número estimado de até 75 milhões de protestantes, concluímos que chegou o tempo de “tirar fora as viseiras de sensibilidade”. Citaremos documentos católicos exatamente como eles foram impressos, para que você possa ver a verdadeira face dessa besta que matou entre 75-100 milhões de pessoas ao longo de 1200 anos; se você acha que ficará ofendido, não leia o restante deste artigo (fique seguro de que não exibiremos imoralidade grosseira, pois já filtramos isso).

Apresentamos aqui uma extensa exposição sobre a verdadeira face da prática católica romana de adoração ocultista sob a máscara de cristianismo. No fim deste artigo, você verá como é possível que os escândalos sexuais atuais de padres pedófilos puderam ocorrer e ser ocultados pela hierarquia eclesiástica. Você verá quão duro de coração um sacerdote tinha de ser para ameaçar suas paroquianas com a Inquisição se elas se recusassem a fazer sexo com ele; verdadeiramente, tal sacerdote tinha uma “consciência cauterizada por um ferro quente”, e representava a maioria dos sacerdotes católicos.

Esta é a face de Roma.

As Mulheres Penitentes Eram Ameaçadas Com a Inquisição se Não Fizessem Sexo Com o Sacerdote

Padres e SexoNo artigo N1675 (não traduzido), revelamos que os padres ameaçavam suas penitentes no confessionário que, a menos que fizessem sexo com eles, seriam entregues à Inquisição! Tão efetiva era essa ameaça que um sacerdote agonizante revelou em 1710 que “por essas persuasões diabólicas elas estavam ao nosso comando, sem medo de revelar o segredo.” (pg 36, Master-Key to Popery, Padre Givens]

Visto que tão poucas pessoas hoje estudaram até mesmo os rudimentos de história, a maioria não sabe que a Inquisição foi REAL e VERDADEIRA. A maioria das pessoas hoje não tem nenhuma idéia do barbarismo flagrante e da tortura infligida sobre os infelizes habitantes da Europa durante 1200 anos! A maioria das pessoas não tem nenhuma idéia sobre como a população inteira foi consumida pelo medo, pois batidas na porta de alguém no meio da noite significavam o começo imediato de uma morte torturante nas mãos dos inquisidores.

A acusação era equivalente à culpa.

Portanto, se um sacerdote ameaçasse uma mulher dizendo que ele iria mentir sobre ela aos oficiais da “Santa” Inquisição, ela sabia o tipo de tortura e morte que a esperava. O sacerdote poderia provavelmente delatar a mulher aos inquisidores como bruxa. Como você verá em instantes, os inquisidores tratavam as mulheres acusadas de bruxaria com especial deleite, júbilo e atenção.

Neste tratado, tentamos andar em uma linha fina entre a modéstia cristã e o desejo ardente de que você conheça toda a verdade com relação à Inquisição. Visto que muitas das vítimas eram deixadas nuas e torturadas publicamente, ou deixadas nuas e estupradas privadamente, tivemos de omitir muitas gravuras que retratavam nudez; entretanto, incluímos um par de gravuras que, ainda que retratem a nudez da vítima, fazem isso de forma a não mostrar as partes sexuais do corpo. Esperamos que sua sensibilidade não fique ofendida. Se você achar que ela possa estar sendo ofendida, pare a leitura agora.

As Gravuras Contam a História da Inquisição

Muitas das vítimas eram simplesmente queimadas na estaca, como você pode ver aqui. Normalmente, essasTortura Católica execuções na fogueira eram realizadas em público, para que a população visse o que acontecia com aqueles que enfrentavam Roma. Entretanto, na maioria das vezes, as pessoas que eram queimadas em público, primeiro eram torturadas privadamente. Em toda a Europa, os reis e seus súditos sabiam que os torturadores do papa eram absolutamente os melhores; eles podiam forçar “confissões” por meio de técnicas de tortura hábeis e os reis sabiam que podiam contar com eles, caso seus homens não pudessem extrair as confissões. Veja, as confissões proviam a fina fachada de responsabilidade; o rei poderia mostrar a confissão de uma vítima ao público para convencê-lo que a tortura e a morte eram justificadas.

Um historiador secular – John J. Robinson – nos dá uma rápida e singular visão neste mundo papal tenebroso da tortura e do assassinato no ano de 1310. Escrevendo em seu livro, Born In Blood: The Lost Secrets of Masonry [Nascida em Sangue: Os Segredos Perdidos da Maçonaria], Robinson revela:

“Dois anos se passaram, e os Templários interrogados sem tortura não confessaram nada, constantemente reafirmando sua inocência … Em resposta a uma exigência papal que a tortura fosse empregada, o rei Eduardo replicou que ela nunca tinha desempenhado um papel na jurisprudência eclesiástica ou secular na Inglaterra, de modo que ele não tinha no reino nem mesmo pessoas qualificadas que soubessem como realizá-la. Exasperado, o papa Clemente V escreveu, advertindo Eduardo que ele devia considerar o destino de sua própria alma ao mofar dessa maneira das ordens diretas do vigário de Cristo na Terra, e dizendo que iria tentar somente mais uma vez, dando ao rei o benefício da dúvida. O papa estava despachando dez torturadores hábeis à Inglaterra sob a responsabilidade de dois experimentados dominicanos; agora Eduardo não teria mais desculpas …. Diz alguma coisa da resolução do papa que ele separou tempo do seu ofício sagrado na véspera do Natal de 1310, para lidar com o problema dos prisioneiros templários. O presente de Natal dele ao povo inglês foi a introdução da tortura no sistema judicial do interrogatório.” [pg 148]

Embora o imperador Constantino (ano 321) tenha iniciado a política de suprimir todas as pessoas e as doutrinas que não estavam em conformidade com o dogma oficial, a maioria dos estudiosos coloca o começo da Inquisição oficial com o papa Teodoro I (642-649), que iniciou a prática de mergulhar sua pena dentro de vinho consagrado antes de assinar a sentença de morte dos hereges. [The Magic of Obelisks, de Peter Thomkins, pg 55]

No livro Lives of the Popes, ficamos sabendo que o “vinho consagrado” com o qual o papa Teodoro I assinava esses mandados de morte era o vinho da eucaristia [McBrien, pg 105].

A Inquisição foi iniciada nesse período, e foi direcionada contra as heresias dos filósofos herméticos, isto é, os praticantes de Magia Negra da Europa. Nesta gravura, você pode ver o medo que a Inquisição gerava entre a população geral nas aldeias e nas cidades; os agentes da Inquisição entravam na cidade, armados com a bula papal que autorizava o líder das forças papais que tinham entrado na cidade. O representante principal do Vaticano caminhava até a praça central da cidade e, cercado por soldados fortemente armados, lia a declaração papal. Uma vez que a declaração tinha sido lida, os soldados começavam a prender os “hereges” – definidos como aqueles que discordam da Igreja de Roma. O dogma romano era o padrão, não a Bíblia Sagrada.

Tortura nos OlhosExatamente como os pagãos sempre fizeram em todas as eras, os católicos romanos utilizaram a dor e tortura pelo puro pânico que espalham entre as pessoas. Na gravura a seguir, vemos um bispo católico tendo seus olhos arrancados para fora das órbitas por causa de alguma heresia da qual foi acusado e não se arrependeu. O vazamento dos olhos geralmente era aplicado nas pessoas cultas porque seu meio de vida e sua paixão na vida eram o estudo acadêmico. Depois que os olhos eram perfurados ou arrancados, essas pessoas ficavam destituídas e não podiam influenciar mais ninguém com sua “heresia”. Verdadeiramente, esses aterrorizados aldeões logo descobriram que o jugo de Roma era pesado, horrível de ser carregado e terrivelmente opressor. O jugo suave do Salvador parecia uma memória distante, perdida nas névoas de muitos séculos, oculta pelo véu da Roma pagã.

Uma vez que os “hereges” eram presos e ajuntados no local escolhido para as execuções públicas, histeria pura tomava conta dos soldados do Vaticano, ao iniciarem a matança. Os ocultistas não têm nenhuma dificuldade em ver a influência pesada e penetrante das hordas demoníacas tomando esses soldados. Uma vez que começavam a matar, ficavam repentinamente fervilhando no puro poder dos demônios. O pastor Richard Wurmbrand, narrando suas observações pessoais durante as matanças comunistas na Rússia e na China escreveu:

“As revoluções não fazem o amor triunfar. Em vez disso, matar torna-se uma mania. Nas revoluções russa e chinesa, depois que os comunistas tinham assassinado dezenas de milhões de inocentes, não podiam parar de assassinar, e brutalmente matavam-se uns aos outros … O comunismo é uma forma de possessão demoníaca coletiva.” [“Marx and Satan”, Richard Wurmbrand, pg 107-108)

Os praticantes de Magia Negra podem confirmar para você que o período inteiro de 1200 anos da Inquisição representou o ápice da infestação demoníaca em toda a história européia. A “Santa” Inquisição foi “possessão demoníaca coletiva”, como você verá após examinar o documento católico que justificou os 1200 anos de assassinato. Fique conosco, pois assim conhecerá a verdade.

O número de mortes foi incomensurável:

“E assim foi infligido no sul da França um dos mais ferozes massacres da história. Grupos de brigadas do norte pilhavam e saqueavam. Na Catedral de Saint-Nazaire, doze mil ‘hereges’ foram mortos … Aqueles que tentaram fugir foram cortados e mortos. Milhares mais foram queimados na estaca. Em Toulouse, o bispo Foulque levou à morte dez mil pessoas acusadas de heresia. Em Beziers, a população inteira de mais de vinte mil pessoas foi chacinada. Em Citeau, quando questionado sobre como os soldados deveriam distinguir os católicos dos cátaros gnósticos, o abade respondeu com seu cinismo afamado: ‘Matem todos; Deus saberá quais são os seus’.” [Thompkins, pg 58]

 

Não é segredo algum por que os soldados da Inquisição escolhiam queimar na estaca como um de seus métodos favoritos de execução. Satanás literalmente treme de medo ao pensar em seu destino final no Lago de Fogo. Durante este tempo, ele gosta de queimar tantas pessoas quanto puder na estaca. Ele verdadeiramente gostava de queimar os protestantes na estaca, por essa mesma razão.

Durante sacrifícios anuais, como os treze dias do Sacrifício à Besta – de 19 de abril a 1 de maio – os sacrifícios humanos devem ser pelo fogo, e devem produzir tanto terror humano quanto possível. Um sacrifício que é mais agradável ao Senhor Satanás contém os seguintes elementos, cada qual elevado ao mais alto nível possível:

  1. Trauma, tensão, e angústia mental, terror puro.

  2. O ato final do drama deve ser a destruição pelo fogo, preferivelmente uma conflagração.

  3. As pessoas devem morrer como sacrifícios humanos (assunto discutido no artigo N1347)

Depois que a matança começou, o Vaticano decidiu que o esforço era tão válido que precisava ser sistemático, não dependente totalmente dos líderes católicos locais. Nesse tempo, foi estabelecido o Ofício da Inquisição. Não apenas esse Ofício fornecia uma liderança central para a matança, mas também podia usar os recursos da Igreja Católica para melhor treinar os executores e, mais importante de tudo, treinar cuidadosamente homens sádicos selecionados para serem os melhores torturadores do mundo.

Embora a maior parte das execuções fosse realizada publicamente, a tortura para obter “confissões” era realizada em recintos secretos, normalmente em um calabouço em uma igreja, especificamente projetado para a tortura. Nesta gravura, vemos um homem pendurado por cordas amarradas atrás de suas costas, enquanto um oficial da Inquisição se prepara para torturar um prisioneiro usando uma tenaz quente que ele logo colocará na ponta dos dedos do pé do homem. No centro da gravura, um prisioneiro está deJulgamento Católicoitado em uma padiola que está sendo puxada por cordas e correias para uma posição vertical, em que ele permanecerá por várias horas, sujeito a todo tipo de torturas feitas nos ouvidos, olhos, nariz e boca. Nessa posição, bem como no enforcamento que você vê no canto esquerdo superior, as juntas da pessoa podiam facilmente ser deslocadas, produzindo dores terríveis.

Como mencionamos anteriormente, a simples acusação equivalia a ser culpado de um crime. Nenhuma pessoa condenada saía ganhadora da causa, provando sua inocência e saindo livremente. Você pode ver este pobre homem acusado ante os padres que conduzem o espetáculo do julgamento. O crucifixo para o qual o frade está apontando está pendurando à direita do acusado, pois esses homens pensavam que suas atividades de tortura estavam realmente servindo e avançando o reino de Jesus Cristo.

Bem falou Jesus Cristo a respeito desses homens quando disse: “… vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus.” [João 16:2]

Essa profecia descreve a Inquisição católica romana perfeitamente! Por 1200 anos, centenas de milhares de católicos leais torturaram e mataram dezenas de milhões de “hereges”, pensando que estavam servindo ao Salvador por obedecer aos cruéis ditames do papa. Eles realmente pensaram que estavam fazendo “um serviço a Deus”.

Então, Jesus Cristo nos diz por que esses homens podiam fazer tais coisas terríveis aos que criam no nome de Deus.

“E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim.” [João 16:3]

Aí você tem, dos lábios do Salvador; esses pobres iludidos católicos levaram a cabo essas torturas horríveis porque nem eles, nem os bispos, cardeais e o papa conheceram a Jesus Cristo! Eles foram os falsos cristãos acerca de quem Jesus Cristo disse: “… tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão”. [Apocalipse 13:11]

Falsos cristãos!

Nesta gravura, vemos uma das formas de tortura mais comuns. Este pobre homem foi amarrado com uma corda apertada em torno do pescoço e da cintura, que estão presos em uma tábua no formato de uma porta. Os pés do homem foram colocados em um tronco, e diante das solas dos pés está uma bacia com carvão em brasa. O homem sentenciado será torturado com fogo nos pés enquanto seu pescoço será cada vez mais apertado pela correia que está presa à tábua.

A expressão de terror no rosto do homem diz tudo, você não acha? Lembre-se, na feitiçaria, maior poder oculto flui aos perpetradores do sacrifício satânico se a vítima sofrer horrivelmente. Assim, um bruxo que sacrifique uma vítima procurará de todo o modo inflingir a máxima dor enquanto a vítima morre lentamente sob tortura. Todo esse ódio e toda essa tortura planejada faz muito sentido uma vez que você compreenda esse princípio da feitiçaria.

A Tortura Torna-se Mais Sofisticada

À medida que a Inquisição se desenrolou, outro espírito demoníaco varreu a igreja e as pessoas que executavam a Inquisição. Esse espírito era de um absoluto e diabólico ódio à humanidade, acompanhado por um amor correspondente à tortura. Se você olhar atentamente, verá algumas pessoas ricas sentadas do outro lado da vidraça, olhando o pobre homem ser torturado, como se estivessem assistindo a uma ópera! Mulheres e homens estão observando o pobre homem morrer lentamente enquanto ele roda na ponta afiada.

Tortura Católica 3O homem está suspenso por muitas cordas e pode ser girado na ponta afiada que está fincada dentro do seu ânus. A dor era indizível e certamente insuportável. Temos outras gravuras de mulheres sendo suspensas nesse mesmo tipo de ponta afiada, que está fincada dentro de seus genitais!

Na Inquisição, a dor infligida nos órgões sexuais era muito predominante, outro sinal claro da obsessão sexual trazida à luz pelas perversões do celibato. Esse tipo de perversão sexual ocorreu em todas as religiões de mistério em toda a história: os mistérios satânicos babilônios, os mistérios egípcios, os mistérios gregos e os mistérios da Roma Imperial. Os sacerdotes católicos celibatários foram somente os mais recentes a sentir o flagelo da perversão sexual provocada pelo celibato.

As Mulheres Sentiam Um Medo Especial da Inquisição

Se uma mulher fosse acusada de bruxaria, ficava na iminência de sofrer uma tortura muito especial por parte do clero sedento de sexo. Como você descobrirá ao ler o “Malleus Maleficarium”, o manual operacional da Inquisição, as mulheres eram especialmente visadas para perseguição como prováveis bruxas. Se uma mulher fosse meramente lançada de um lugar alto, como vemos aqui, podia chamar a si mesma de sortuda por ter uma morte relativamente rápida e com pouca dor. Como demonstraremos, um espírito demoníaco de obsessão de desvio sexual e luxúria soprou em toda a Inquisição depois da publicação do “Malleus Maleficarium”; em 5 de dezembro de 1484, o papa Inocêncio III emitiu a bula papal que estabeleceu esse documento como o padrão pelo qual a Inquisição deveria ser conduzida. O celibato clerical já estava em vigor há 361 anos, tempo bastante para tornar os sacerdotes em verdadeiros desviados sexuais.

Tortura Católica 4

Essa obsessão sexual rapidamente cresceu ao ponto em que uma mulher vivia com medo de que um dia, a partir do nada, pudesse ser acusada por alguém de ser uma bruxa; visto que a acusação era equivalente à culpa, aquela mulher podia esperar uma morte lenta sob tortura nas mãos de sacerdotes celibatários e com desvio sexual. Essa declaração é fato histórico, e provaremos isso, por meio do documento oficial da “Santa” Inquisição católica romana, o “Malleus Maleficarium”.

Decidimos não inserir a maioria das gravuras que temos retratando mulheres desse período histórico sofrendo abuso sexual e sendo humilhadas durante a Inquisição, simplesmente por que não desejamos mostrar partes sexuais neste site; entretanto, esta gravura demonstra o fato que as mulheres sofriam abuso sexual durante a Inquisição, sem ser tão visualmente obscena.

Aqui, vemos uma mulher condenada, acusada de bruxaria, despida e sendo forçada a engatinhar, diante dos olhares lascivos da multidão, para uma gaiola onde ela será colocada e depois pendurada para todos verem. Os padres acreditavam que uma bruxa perdia seus poderes quando era suspensa do chão; portanto, quando os soldados da Inquisição prendiam uma mulher acusada de bruxaria, podiam puxá-la fisicamente do chão e carregá-la à masmorra de confinamento. Essa gravura transmite a essência dessa crença ridícula.

Um dos mais hediondos de todos os instrumentos de tortura utilizados contra as mulheres na Inquisição eram os “fura-bruxas”, mostrados em seguida. Como você pode ver, esses instrumentos são na verdade facas. O “Malleus Maleficarium” declarava que as bruxas têm uma “marca do Diabo” em algum lugar em seu corpo. Isso exigia que o sacerdote investigador fizesse ele mesmo uma inspeção minuciosa no corpo nu da pobre mulher. Essa inspeção era freqüentemente realizada em meio a um grupo de homens que agiam como voyeurs, mas ostensivelmente eram forçados a testemunhar essa “inspeção” por causa de seu ofício religioso!

“Para aumentar o número de toques [perfurações], foi inventada a noção sutil de que a marca do Diabo deixava um ponto insensível à dor, discernível apenas por um inspetor perito com uma ponta afiada [uma dessas facas]. Assim, surgiu uma guilda de ‘perfuradores de bruxas’, que eram remunerados apenas quando descobriam uma bruxa, o que por sua vez levou à ‘prova cabal’ do sistema de usar uma ponta retrátil auxiliar. O ‘perfurador’ oficial, tendo dolorosa e visivelmente retirado sangue de vários pontos da vítima nua, penetrava o perfurador substituto [a faca] ao máximo, surpreendendo a multidão, e assegurando seus honorários pela bruxa entregue para julgamento.” [Thomkins, pg 391]

Em outras palavras, essa faca retrátil não penetrava na carne quando era pressionada com força, mas retraía para dentro do cabo. No entanto, a multidão não sabia disso, e acreditaria que a razão por que a mulher não gritava, e por que não jorrava sangue ao ser perfurada, era por que ela era uma bruxa.

Matança CatólicaEsses “fura-bruxas” procuravam também outras “marcas do Diabo” no corpo da mulher.

“Segundo a Igreja, em algum lugar no corpo da bruxa, o Diabo deixava sua marca, a mais óbvia das quais era um mamilo supranumerário – ‘sinal seguro’ de dedicação à deusa Diana, de muitos seios, a rainha das bruxas. E, enquanto a profissão médica moderna estima que três de cada cem mulheres tenham tais vestígios, as chances de ‘encontrar’ uma bruxa eram consideráveis. (Nota: O Novo Dicionário Aurélio define “supranumerário” como “que excede o número estabelecido”; portanto, uma mulher com um mamilo a mais tem um “mamilo supranumerário”)

Certamente, os sacerdotes celibatários e “castos” estariam muito interessados em examinar cem mulheres para encontrar três que tivessem um “mamilo supranumerário”! No entanto, os “fura-bruxas” penetravam cada uma dessas “marcas do Diabo” com um desses “perfuradores”, essas repugnantes facas de exame. Visto que o episódio inteiro era conduzido por um sacerdote celibatário e “casto”, eles ficavam excitados sexualmente ao examinar as mulheres dessa maneira. Assim, você pode compreender a próxima revelação de Thomkins.

“… havia aquela depravada compulsão, descrita por Wilhelm Reich como a ‘praga emocional’, em que indivíduos sexualmente não-funcionais, incapazes de sentir prazer na prática natural do sexo, começam a aliviar sua sexualidade reprimida cortando, dilacerando e queimando a própria carne que não podem nem beijar, nem acariciar, nem inflamar com prazer.” [Ibidem]

Assim, o celibato – a “doutrina de demônios” – invadiu e tomou posse de uma parte enorme da “Santa” Inquisição. Para Satanás, foi fácil invadir a Igreja Católica poderosamente, pois já a tinha movido para a prática da feitiçaria desde o ano 321, quando o imperador Constantino afirmou seu comando sobre a igreja. Quando finalmente esse período da Inquisição começou, a Igreja já estava separada da videira verdadeira – Jesus Cristo – há mais de 800 anos.

Tortura Católica 5Portanto, a madeira estava muito seca, suscetível ao fogo do Inferno que Satanás soprou, usando a Inquisição. Um praticante de Magia Negra pode confirmar para você que o espírito do demônio sexual, Larz, e suas hordas demoníacas, virtualmente tomaram posse da Inquisição com sua luxúria e suas obsessões sexuais, uma conquista que foi extremamente fácil devido à imposição do celibato. Os sacerdotes católicos tornaram-se assassinos, estupradores e voyeurs. Um número estimado de 75 milhões de pessoas pagou o preço final, enquanto milhões de outras foram intimidadas, torturadas, e forçadas a manter relações sexuais pelos sacerdotes que manejavam essa arma terrível contra as mulheres que queriam levar para a cama!

Continue com a Parte 2 (Nota: Por ser extremamente extenso, não será viável traduzir esse artigo complementar.)

Sugestões de leitura:O Martelo das Feiticeiras (Malleus Maleficarum), Heinrich Kramer e James Sprenger, Editora Rosa dos Tempos, tradução de Maria Lopes José da Silva.

O Manual dos Inquisidores (Directorium Inquisitorum), Nicolau Eymerich, Editora Rosa dos Tempos, tradução de Paulo Fróes.


Você está preparado espiritualmente? Sua família está preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a razão deste ministério, fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado, você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são um tempo em que podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas.

Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a alegria do Espírito Santo de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia.

Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, mas entendeu que ele é real e que o fim dos tempos está próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da vida eterna nos céus, como se já estivesse lá. Assim, pode ter a certeza que o Reino do Anticristo não o tocará espiritualmente. Se quiser saber como nascer de novo, vá para nossa Página da Salvação agora.

Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam a vindoura Nova Ordem Mundial, o Reino do Anticristo, nas notícias do dia a dia.

Fale conosco direcionando sua mensagem a um dos membros da equipe de voluntários.

Se desejar visitar o site da The Cutting Edge, dê um clique aqui: http://www.cuttingedge.org

Que Deus o abençoe. Autor: David Bay
Tradução: Walter Nunes Braz Jr.
Data de publicação: 17/1/2003
Transferido para a área pública em 22/6/2003
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/n1676.asp

https://malucoporjesus.wordpress.com

Padres gays, orgias e filhos clandestinos são parte da rotina do Vaticano

Capa do livro “Sex and the Vatican” – viaggio segreto nel regno dei casti”, escrito pelo jornalista Carmelo Abbate e lançado na Itália pela editora Piemme

“Os dois acompanhantes lhe homenageiam, espremendo-o no meio, em um sanduíche. Envolvem-no em uma dança muito sensual. Esfregam-se, rodeiam, esmagam-se, abrem a sua camisa, o acariciam, tocam nele. Dirty dancing a três em uma variação homossexual. O grupo olha para eles de cima a baixo. Apreciam. Aplaudem. Incitam. Assobiam. Cutucam. O francês [no meio dos acompanhantes] é um padre. Poucos dias antes havia celebrado a missa da manhã na basílica de São Pedro. No Vaticano.”

A cena é de uma festa em Roma, uma entre as muitas nas qual padres, bispos e cardeais exercem a sexualidade que as regras da sua própria Igreja Católica restringem e condenam, de acordo com a descrição feita pelo jornalista italiano Carmelo Abbate em seu novo livro, “Sex and the Vatican –  viaggio segreto nel regno dei casti” (em tradução livre, “Sexo e o Vaticano – viagem secreta no reino dos castos”).

O fenômeno da sexualidade na Igreja Católica, segundo o autor, é gigantesco e complexo. Fazem parte deste mundo os padres gays que optam por uma vida dupla; os sacerdotes que se relacionam com mulheres clandestinamente; e mesmo os filhos desses relacionamentos, que são abortados, escondidos ou privados de um pai pela vida inteira, para que se evite escândalos.

“Entre os sacerdotes que não respeitam a castidade, há muitos que têm uma verdadeira vida paralela, uma companhia fixa com a qual não apenas fazem sexo, mas com quem vivem uma vida escondida, como marido e mulher”, afirmou Abbate, em uma entrevista exclusiva ao UOL Notícias.

O jornalista conta que a investigação, nascida de uma reportagem publicada na revista italiana “Panorama”, terminou como um extenso mergulho nesse mundo, munido de uma câmera escondida para garantir “provas sobre aquilo que iria contar”.

E apesar de ter seu foco em Roma, Abbate garante que o cenário que ele descreve não está restrito ao núcleo do Vaticano. “Da Alemanha à França, da Espanha à Irlanda, da Suíça à Áustria, da Polônia à África, da América Latina aos Estados Unidos e ao Canadá. Acontece a mesma coisa em toda parte do mundo”, afirma.

Procurada pela reportagem, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disse que não tinha conhecimento do livro e por isso não poderia comentar os temas citados.

Acompanhe abaixo os principais trechos da entrevista.

UOL Notícias: Em seu livro, o senhor denuncia vários casos de padres que têm uma vida religiosa tradicional ao mesmo tempo em que também exercem sua sexualidade. Como o senhor fez a investigação para chegar a essas histórias? Qual era o seu objetivo em publicar o livro?

Carmelo Abbate: Realizei a reportagem com uma câmera escondida, isso com o objetivo de ter provas sobre aquilo que iria contar. O objetivo do meu trabalho é trazer à tona a vida escondida de grande parte do clero católico, como padres que têm uma vida sexual secreta, tanto homossexuais quanto heterossexuais. Há padres que têm uma companhia fixa e até mesmo filhos.

E me choca especialmente a atitude da alta hierarquia eclesiástica, o comportamento dos bispos, quando tomam conhecimento das relações secretas dos religiosos, as tentativas de convencer as mulheres a abortarem, dar o filho para adoção, os contratos que garantem o sustento e compram o silêncio das mães com relação à identidade dos pais destas crianças.

UOL Notícias: O senhor diz que o Vaticano conhece a questão dos padres gays e mesmo dos abortos. Quais são as verdadeiras dimensões do fenômeno?

Abbate: Coletar dados para dimensionar o fenômeno é uma tarefa difícil. Difícil porque, como é óbvio, não há estudos e tabelas oficiais, é preciso se contentar com estimativas parciais, que não têm a pretensão de trazer a verdade científica, mas que podem ajudar a entender quão grande é o terreno sobre o qual caminhamos.

As tentativas mais articuladas vêm dos Estados Unidos. Segundo vários estudos do psiquiatra Richard Sipe, ex-monge beneditino e ex-sacerdote, 25% dos padres americanos tiveram relações com mulheres depois da ordenação. Outros 20% estiveram envolvidos em relações homossexuais ou se identificam como homossexuais ou se sentiram em conflito com essa questão.

No Brasil, o Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) realizou uma pesquisa anônima com 758 padres católicos: 41% admitiram ter tido relações sexuais. Metade se diz contrária ao celibato.

Vamos à Europa. Eugene Drewermann, escritor, crítico, teólogo e ex-padre, afirma que na Alemanha, em um total de 18 mil sacerdotes, pelo menos seis mil vivem com uma mulher.

O jornal “The Guardian” fala de milhares de casos de filhos de padres católicos no Reino Unido. Segundo Pat Buckley, bispo irlandês que fundou um grupo de apoio para amantes de padres, pelo menos 500 mulheres na Irlanda têm uma relação com um padre católico.

E na Itália? Nada de nada. Ninguém nunca tentou esboçar qualquer levantamento. E tente entrar em contato com os psiquiatras que acompanham os casos mais difíceis de padres envolvidos em affaires sexuais. Evitam você como se fosse a peste.

UOL Notícias: Então seria possível afirmar que este é um fenômeno presente no mundo inteiro?

Abbate: Da Alemanha à França, da Espanha à Irlanda, da Suíça à Áustria, da Polônia à África, da América Latina aos Estados Unidos e ao Canadá. Acontece a mesma coisa em toda parte do mundo, não só em Roma e nas vizinhanças do Vaticano.

UOL Notícias: O seu livro conta de padres que procuram espaços para expressar a sexualidade, seja em bares, seja na internet, com perfis secretos no Facebook nos quais assumem a homossexualidade, mas que ao mesmo tempo não desejam abandonar a vida religiosa. Depois de tudo que o senhor conheceu, como vê exigência do celibato?

Abbate: O celibato não funciona, é óbvio. Nunca funcionou. O sexo é onipresente. Estão envolvidos nesses casos não só padres, mas bispos e cardeais. A cultura do sigilo que permeia a Igreja existe há milênios, ditada pelos eclesiásticos. Os eclesiásticos são um círculo restrito que controla toda a igreja e detém todo o poder, e o poder exige um nível de sigilo. O resto do mundo que fique na ignorância.

UOL Notícias: O Vaticano nega os casos? Como reage a Igreja?

Abbate: Para o Vaticano, o centro do problema é o escândalo, não o pecado individual. Porque o escândalo vai além da questão individual e alcança a instituição, alimenta uma série de dúvidas fortes sobre quem é envolvido. O escândalo coloca o problema de uma Igreja que mantém a seu serviço aqueles que não cumprem com sua missão universal, aqueles que traem essa missão. Em resumo, o escândalo afugenta os fiéis da Igreja.

Durante o tempo em que estive envolvido com essa questão, entendi uma coisa: a Igreja não quer problemas. O respeito aos pobres fiéis ingênuos, salvo raríssimas exceções, é fator secundário. Muito diligente nas declarações de princípio, muito hipócrita nas questões práticas: esta é hierarquia vaticana. Esta é a Igreja de Roma. Seu primeiro mandamento é salvaguardar sua espécie, uma espécie a caminho da extinção.

O Vaticano não quis comentar o livro e negou que existam padres homossexuais na Santa Fé.

[Neste trecho, o autor descreve como Michele, um italiano gay de 25 anos, conhece um padre francês em uma sauna de Roma. Tradução livre do original]

•Michele passa. Olha. Eles se olham. Depois volta. Passa de novo. A mão agarra na toalha e o puxa para dentro de uma cabine.

•Beijam-se, tocam-se, amam-se. Não é um encontro de sexo casual como de costume. Tudo é muito suave, tranquilo, educado, leve. Belo. Alcançado o orgasmo, a mão se esgueira até Michele. Aconchega-se ao seu lado, o abraça, em silêncio. Cochilam.

•O despertar não é desconfortável. Apresentam-se, a mão quer saber o que Michele faz da vida, onde mora, quantos anos tem.

“E você, de onde é?”, diz Michele.

“Sou francês”, diz a mão.

“E o que faz em Roma?”, diz Michele.

“Estudo teologia”, diz a mão.

“Ah, vá!”, diz Michele.

“Sim”, diz a mão.

“Legal”, diz Michele.

“Mas você entendeu?”, diz a mão.

“Claro”, diz Michele.

“Se quer me fazer uma pergunta, pode fazer”, diz a mão.

“Você é um padre?”, diz Michele.

“Sim”, diz a mão.

(…) Michele pergunta como pode um padre não conseguir seguir o ensinamento da Igreja. Como pode não ser coerente com as coisas que prega no púlpito. Não julga. Pergunta. A mão não se esquiva. Responde. Quer ser compreendido. Fala da beleza e da grandeza do Senhor, da importância do credo. E de como um padre é antes de tudo um homem, e só depois um padre.

Fonte: UOL Notícias/ 2011

“Aceitar” Jesus não deve ser um ato isolado !!!

“A simples aceitação de um ensinamento verdadeiro sobre a pessoa de Cristo, sem o coração ter sido ganho por Ele, e a vida ter sido devotada a Ele, é apenas mais outra etapa deste caminho “que ao homem parece direito”, mas cujo fim “são caminhos da morte”.  A.W. Pink

Ao contrário do que a maioria de nós crentes imagina, o apelo feito no final do culto para que o perdido entregue sua vida à Cristo, é uma prática relativamente nova, portanto completamente desconhecida dos apóstolos. Durante seus primeiros 1.800 anos, o cristianismo se desenvolveu sem a famosa ajuda do apelo, “Quem quiser aceitar Jesus, levante sua mão”. Há propósito, alguém já encontrou o termo, “Aceite a Cristo” no novo testamento?

“Foram os Metodistas e os Evangelistas reavivalistas do século XVIII que deram luz a esta novidade no cristianismo que se chama de “apelo”. Esta prática de convidar pessoas que desejam orações a colocar-se de pé e vir à frente para recebê-las surgiu de um evangelista Metodista chamado Lorenzo Dow. Posteriormente o reverendo James Taylor foi um dos primeiros a chamar pessoas para virem à frente em sua igreja em 1785 no Tennessee. O primeiro uso do altar de que se tem registro com relação a um convite público aconteceu em 1799 em um acampamento metodista em Rio Vermelho, Kentucky, E.U.A.  [117]

Mais tarde, em 1807 na Inglaterra, os metodistas criaram o “banco de penitentes”. [118] Agora, os pecadores ansiosos tinham um local para confessar seus pecados ao serem convidados para vir à frente. Este método chegou aos Estados Unidos dentro de poucos anos. O evangelista Charles Finney (1792-1872) acatou este “banco de penitentes”. Finney começou a usar este método a partir de sua famosa cruzada de 1830 em Rochester, Nova Iorque. [119] O “banco de penitentes” localizava-se defronte ao lugar onde os pregadores se postavam no púlpito. 120[120] Ali tanto pecadores como santos carentes eram convidados a ir à frente para receber as orações do ministro. [121] Finney elevou o “apelo ao altar” ao nível de uma obra de arte. Seu método consistia em pedir àqueles que queriam ser salvos para que se levantassem e fossem à frente. Finney tornou esse método tão popular que “após 1835, chegou a ser um elemento indispensável no moderno evangelismo”. [122]

Charles Grandison Finney

Charles Grandison Finney (Photo credit: Wikipedia)

Charles Finney (1792-1872)

Com o tempo, esse “banco de penitentes” dos acampamentos feito em fazendas e beira de estradas foi substituído pelo “altar” no salão da igreja. O “caminho de serragem” usado nos acampamentos deu lugar ao corredor da igreja. Assim, pois, surgiu o famoso “apelo ao altar”. [124] Talvez o elemento mais dominante proporcionado por Finney ao moderno cristianismo foi o pragmatismo. Por pragmatismo quero dizer a crença de que se algo funciona ou dá resultados, então deve ser apoiado ou aceito. Finney acreditava que o NT não ensinava nenhuma forma determinada de adoração. [125] Ele ensinava que o único propósito da pregação é ganhar almas. Qualquer mecanismo que ajudasse atingir esta meta poderia ser aceito. [126] Sob Finney, o evangelismo do século XVIII se converteu em uma ciência e foi integrado à corrente principal das igrejas. [127] O cristianismo moderno nunca se recuperou desta ideologia antiespiritual. É o pragmatismo, não a Bíblia ou a espiritualidade, que governa as atividades da maioria das igrejas modernas. (Posteriormente as igrejas atentas aos seus “índices de audiência” foram além de Finney). O pragmatismo é daninho porque ensina que “os fins justificam os meios”. Se o fim é considerado “santo”, qualquer “meio” é válido. Por estas razões Charles Finney é aclamado como “o reformador litúrgico mais influente na história da igreja americana”, [e em conseqüência, da igreja moderna]. [128] Do ponto de vista do genuíno protestantismo, é necessário que a doutrina esteja rigorosamente de acordo com as escrituras para poder ser aceita. Mas pela prática da igreja, tudo é válido desde que resulte em novas conversões! Em todos os aspectos, o Evangelismo reavivalista converteu a igreja em um ponto de pregação, restringindo a experiência da ekklesia a uma missão evangelística. [129] Isto normatizou os métodos reavivalísticos de Finney e criou personalidades do púlpito como a atração dominante. A igreja passou a ser uma questão de preferência individual em vez de ser uma questão coletiva. [130]

Em outras palavras, a meta dos reavivalistas era levar pecadores individualmente a uma decisão individual, por meio de uma fé individualista. Como resultado, a meta da Igreja Primitiva — a edificação mútua e o funcionamento de cada membro manifestando Jesus Cristo coletivamente diante dos principados e potestades — perdeu-se completamente. [131] Ironicamente, João Wesley, [a quem muito admiro],um dos primeiros reavivalistas, compreendeu os perigos do movimento reavivalista. Ele escreveu que “o cristianismo é essencialmente uma religião social […] transformá-lo em uma religião solitária é certamente sua destruição”. [132] O último tempero que o Reavivalismo agregou à liturgia protestante foi fazer o “apelo ao altar” após um hino. Esta é a liturgia que domina o protestantismo até hoje”.

Frank A. Viola

O texto acima introduz um pouco de luz sobre o tema, nos fornecendo mais condições de entender alguns fatores pelo qual as coisas se encontram como estão. A problemática do apelo, é que numa área de extrema complexidade, a salvação do indivíduo, ele apela para um recurso extra bíblico. O apelo também não leva em consideração a necessidade de arrependimento do pecador, como condição para a sua salvação, como as escrituras determinam, “Disse Jesus: Se não se arrependerem, todos de igual modo perecerão”. Lucas 13:3. Mas alguém pode observar, “mas o que pode haver de errado em algo que é extra bíblico, se esse recurso ajuda as almas a se encontrarem com o salvador?” Realmente ajudaria se não atrapalhasse. O apelo acelera um processo que jamais poderia ser apressado. No evangelho, Jesus ensina justamente o oposto:

“Grandes multidões estavam seguindo Jesus. Então Ele fez um discurso assim: “Todo aquele que quer ser meu seguidor deve amar-Me bem mais do que ao seu pai, mãe, esposa, filhos, irmãos ou irmãs – sim, mais do que a própria vida; caso contrário, não pode ser meu discípulo.

E ninguém pode ser meu discípulo se não carregar sua própria cruz e seguir-Me. Mas é preciso pensar muito antes de resolver. Pois quem começaria a construção de um edifício sem primeiro fazer os cálculos e depois verificar se tem dinheiro suficiente para pagar as contas! Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, então todo mundo se riria dele! Estão vendo aquele sujeito ali diriam em tom de gozação: ‘Começou aquela construção e ficou sem dinheiro antes de terminar!’

E qual é o rei que algum dia pensou em ir à guerra sem primeiro sentar-se com os seus conselheiros e discutir se seu exército de 10.000 tem força suficiente para derrotar os 20.000 homens que vêm marchando contra ele’! Se acharem que não, enquanto as tropas inimigas ainda vêm longe, ele mandará uma comissão para combinar as condições de paz. “Assim ninguém pode ser meu discípulo se primeiro não resolver abrir mão de todas as outras coisas, por mim”.

Lucas 14: 25 a 33

Observe que apesar da missão do messias ser fundamentalmente o resgate da humanidade, em momento algum ele minimiza ou rebaixa o padrão pelo qual os homens devem recebê-lo.  Querer resolver tudo em um só evento, em algo de tamanha magnitude, é um erro crasso, é o calcanhar de Aquiles  da pregação do evangelho.  A verdadeira conversão é algo muito mais superior e complexo do que a nossa vã teologia supõe, podemos notar isso pelos termos que Jesus apresenta para aceitar alguém ao seu lado. Na verdade nós é que precisamos ser aceitos por Jesus, e não o contrário como se diz irresponsavelmente. Essa conversa de que a salvação é gratuita é verdade, mas com certas considerações, e jamais sem elas.  Oferecer a salvação como a um brinde que pode ser recebido incondicionalmente, é propaganda enganosa,  uma mentira maldosa para com os pobres ouvintes.

“É impossível alguém se arrepender [segundo os padrões de Cristo] sem ter uma profunda decepção consigo mesmo”

Com esse tipo de apresentação que nos acostumamos a fazer do evangelho, não me admiro que a maior parte dos conversos abandone o caminho após uma leve ciência dos fatos, e outra parcela gigantesca das chamadas ovelhas, estejam na igreja simplesmente interpretando o personagem do cristão, após descobrirem que foram impulsionadas a optarem precipitadamente por um salvador, do qual não conheciam absolutamente nada. E o que as mantém na congregação então? É simples, disseram a elas que a salvação eterna lhes foi oferecida em troca de um consentimento verbal e público de que Jesus era o filho de Deus, o salvador. E que após essa “promoção celestial”, o que se esperava deles seria penas uma leve freqüência nos cultos, algum dinheiro, seguido do abandono de meia dúzia de maus costumes. Como dizem alguns sóbrios homens de Deus, “Nunca ninguém ofereceu tanto, por tão pouco”.

“A natureza da salvação de Cristo é deploravelmente deturpada pelo evangelista de hoje. Eles anunciam um Salvador do inferno ao invés de um Salvador do pecado. E é por isso que muitos são fatalmente enganados, pois há multidões que desejam escapar do Lago de fogo que não têm nenhum desejo de ficarem livres de sua carnalidade e mundanismo”.    A.W. Pink

Outra questão que facilitou a introdução cega do apelo foi a má interpretação da palavra Crer. No mundo secular, a palavra crer tem um significado diferente do que há na bíblia. A igreja de um modo geral, influenciada pelos reavivalistas, pegou textos sobre o tema e os interpretou segundo o contesto humano:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16

“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”. Marcos 16:16

“Quem crê nele não é condenado”. João 3:18

Num país cristão, se você perguntar as pessoas se elas acreditam em Jesus, a maioria dirá que sim, claro! Elas entendem que estamos perguntado se elas acreditam na existência da pessoa e da obra de Jesus Cristo. Mas o problema é que o texto não está questionando isso. O que o texto está indagando é se a pessoa acredita no que Jesus fala, e não se acredita em sua existência pessoal. E isso faz alguma diferença? Claro, faz toda a diferença, porque se tratam de coisas absolutamente diferentes! Acreditar na existência de Cristo e de sua obra, não exige nada de mim. Mas acreditar em suas palavras significa o fim da minha vida como a conheço, significa a morte do meu ego, a extinção de minha independência, a renuncia das coisas que amo, mas que me fazem mal, e o montante de tudo isso é alto demais para que seja calculado em alguns minutos. É por isso que uma decisão dessas não pode levar apenas alguns momentos.  O apelo é a causa do exorbitante número de decisões por Cristo abortadas.

“Quem vende propostas de baixo risco são comerciantes de mercadorias falsificadas. É exatamente isso que as igrejas modernas estão oferecendo”

Em minha igreja jamais faço um apelo. E algumas pessoas me perguntam, “Mas como você sabe que alguém entregou sua vida à Cristo?” Eu respondo: É simples! Quando a vida da pessoa começa a mudar para de acordo com as escrituras, a conexão entre ela e Deus foi efetuada com sucesso.  “Disse Jesus: Pelos frutos os conhecereis…” Então assim está tudo resolvido? De forma alguma! Após uma possível decisão por Jesus, trato de informá-las que uma escolha por Cristo, foi apenas o início do jogo e não o final dele. Foi apenas o primeiro, de diversos passos que deverão se suceder até o fim de suas vidas. Embora isso afete o numero de candidatos a seguidores de Cristo, nem Jesus, nem os apóstolos jamais tiveram compromisso com as estatísticas, mas sim com a verdade. Eles procuravam construir nas pessoas uma fé firme, inabalável, que resistisse a tudo e a todos. Esse tipo de fé não se consegue com decisões instantâneas, de momento, nem com o rebaixamento dos padrões bíblicos, nem com a omissão das condições impostas por Deus.

“A menos que um homem seja posto no nível de sua miséria e culpa, toda nossa pregação é vã. Somente um coração contrito pode receber um [o verdadeiro] Cristo crucificado”.

Robert Murray McCheyne

Existe um prejuízo em seguir ao Cristo escriturístico, existe algo à perder. Se formos sinceros, admitiremos que o messias claramente dificultava a adesão de novos candidatos a discípulo como ficou evidente no episódio do jovem rico. Jesus agia assim porque diferentemente de nós, acima de tudo prezava pela verdade, e a verdade nos obriga a sermos extremamente francos e transparentes, ingredientes indispensáveis para se construir relacionamentos profundos e duradouros.

A igreja evangélica moderna, pelo menos em países pobres e em desenvolvimento, continua se expandindo sob terreno arenoso e irregular, usando técnicas de engenharia extra-bíblicas. Eles visam apenas a multiplicação do empreendimento, sem atentar para a sua solides. Fundamentos duvidosos põem em risco toda a estrutura, mas isso parece não intimidar os alto-afirmados lideres da igreja moderna.

Aos servos sinceros que ainda se preocupam com a voz do mestre, aconselho a abandonarem a fobia por novos convertidos à “sangue-frio”, e a investirem o suor em serem verdadeiros discípulos. Só assim estarão aptos para fazerem discípulos de verdade. Não confundam, a ordem do mestre não foi conseguir o maior numero de “decisões”, mas de discípulos.

 “Não procuramos enganar as pessoas para que creiam, não estamos interessados em fazer trapaça com ninguém. Nunca procuramos fazer com que alguém creia que a Bíblia ensina o que ela não ensina. Nós nos abstemos de todos esses métodos vergonhosos”.

                                                                                                                                 II Coríntios 4:2

Roberto Aguiar

Fonte:  Frank A. Viola, “Cristianismo Pagão”.

[116] Revival and Revivalism, pp. 185-190.

[117] The Effective Invitation, pp. 94-95. Veja também  Protestant Worship: Traditions in Transition, p. 174.

[118] Finney destacou-se também por inovar em termos de apelo e por iniciar revivamentos. Empregando o que era chamado de “novas medidas”, he argüia que não havia nenhuma forma normativa do culto no NT. E tudo que tivesse êxito em trazer pecadores para Cristo seria aprovado (Christian Liturgy, p. 564; Protestant Worship: Traditions in Transition, pp. 176-177).

[119] The Effective Invitation p. 95.: O primeiro uso histórico da frase “banco de  penitente” vem de Charles Wesley .[ “Oh, aquele banco penitente santificado.” Para uma crítica completa sobre o banco de penitentes veja J.W. Nevin’s The Anxious Bench (Chamgersburg: Wipf & Stock, 1843).

[120] Protestant Worship: Traditions in Transition, p. 181; Christian History, Volume VII, No. 4, Issue 20, pp. 7, 19.

[121] Christian History, Volume VIII, No. 3, Issue 23, p. 30;  Christian History, Volume VII, No. 4, Issue 20, p. 7;  Christian Liturgy, p. 566.

[122] Revival and Revivalism, pp. 226, 241-243, 277.

[123] The Effective Invitation, p. 96.

[124]  Dictionary of Pentecostals and Charismatic Movements,  p. 904. Ainda sobre este tema, veja Gordon L. Hall’s  The Sawdust Trail: The Story of American Evangelism (Philadelphia: Macrae Smith Company, 1964). O “caminho da serragem” foi tido depois como uma garantia da eficácia do evangelista. Este uso (“percorrer o caminho da serragem”) foi popularizado pelo ministério de Billy Sunday (1862-1935). Veja Evangelism: A Concise History, p. 161.

[125] Protestant Worship: Traditions in Transition, p. 177.

O Propósito de Deus para a Família

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra. Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”. Gn 2:23-24

“Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e  carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do  varão foi tomada. Portanto deixará o homem a seu pai e a sua  mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne”.

Vamos lançar uma pedra fundamental para tudo que vamos falar  com respeito à família:

– O Senhor é o autor da família.

Que novidade !!!

Nossa função não é trazer novidades, mas repetir a verdade até que ela tome forma em nosso coração e nas nossas vidas.

– Deus é o autor do casamento, da família, do matrimônio.

Antes da fundação do mundo, antes da queda do homem, antes do pecado, Deus instituiu a família e a vida familiar. Antes que houvesse qualquer outra instituição humana, Deus criou a família. É a primeira e básica instituição.

Infelizmente, existem hoje muitos livros que falam sobre a família (até mesmo nas livrarias evangélicas) falam da família, mas tem como base o homem. Começam com o homem e a família, depois Deus com um aditivo, uma coisa para colocar coesão e um pouco de harmonia na vida familiar. Na frouxa e desregrada vida familiar.

Vem a família e depois Deus como um meio de ajudar e abençoar a família. NÃO É ASSIM !

Antes de tudo o Senhor, depois, segundo a sua vontade, Ele constituiu as famílias. Se compreendermos isso o resto vai ser fácil de aprender, compreender e aceitar.

A família começa em Deus. E se o Senhor é o criador da família Ele sabe para que foi feita.

Se queremos saber o propósito para se viver em família, qual o sentido, temos que perguntar para aquele que criou a família. A família não foi instituída por sociólogos.

Quanto não entendemos o propósito de Deus para a família, quando não sabemos o que estava no coração de Deus quando instituiu a família, podemos cair numa série de erros, propósitos e despropósitos os mais variados.

Muita gente está constituindo família, mas por não conhecer o propósito de Deus, estão constituindo família por outros propósitos quaisquer.

Vamos ver alguns erros mais comuns por não conhecer o propósito de Deus:

1 – Casam sem objetivo nenhum (o mais comum):

Não tem propósito, casam porque dá vontade de casar, toda a vida é uma seqüência de coisas despropositadas. Não há propósito. Quando é assim vem os filhos e é um sério problema !!! Os filhos se tornam um sério problema, porque não tem objetivo. Mas como tudo aconteceu e com ele é tudo assim, vai levando os filhos como dá.

Infelizmente, muitos cristãos estão se casando assim, nessa situação.

2 – Objetivos supérfluos. Objetivos errados, por exemplo:

Adquirir bens, prosperar. Levar sua família adiante pelo entusiasmo das compras. “Agora vamos comprar uma sala nova” e a família anda mais três meses porque agora tem uma sala nova. (Leva a família pelo entusiasmo da compras).

Quando éramos recém-casados: faltava um abridor, corria para comprar …

 Isso pode fazer parte, mas não serve como propósito. Não podemos levar a família adiante com estes propósitos.

 Alguns se lançam a buscar dinheiro, buscar prosperidade e riquezas. Tem a família como base debaixo dele para buscar riqueza e prosperidade e destroem sua vida familiar. (Ex.: artistas, atletas, milionários famosos – onde estão suas famílias ? Perderam o que tinham de mais importante).

3 – Por causa dos filhos.

Alguns por não terem objetivo fazem da vocação dos filhos o objetivo para a família. É importante que o filho seja médico, engenheiro, arquiteto, pastor … E se concentram somente nisso.

4 – Satisfação própria.

Casam e constituem família para satisfação própria (buscam felicidade): então casam e o centro da família é o ego do marido. Depois de um tempo querem que tudo seja a seu gosto, exigem, perturbam. Às vezes a mulher tem que andar para cima e para baixo para que as coisas sejam como ele gosta. Qual o propósito?

5 – Deificam a família.

Não sabem colocar a família no seu devido lugar. Por ignorarem ou por desconhecerem o propósito de Deus, deificam a família. Quando é aniversário da filhinha ou do filhinho a reunião que se dane, tem aniversário na família.

Dia das mães (não precisa ir na reunião é dia das mães) e a família toma o lugar de Deus.

 Falo como homem: “às vezes eu desconfio que o dia das mães é invenção do diabo, porque me parece como uma boa desculpa para não honrar a mãe nos outros 364 dias do ano. Boa maneira de não precisar beijar, abraçar, acariciar, atender as necessidades e dizer a mãe como ela é importante – tenho um dia para fazer isso. Então nos sentimos em paz com a nossa consciência dando um presentinho para a mamãe nesse dia”.

6 – Honrar a família.

Aqueles que na vida familiar seu grande objetivo é a honra do seu nome (o nome da família): assim há muitos casos, famílias italianas, chinesas, que matam para manter a honra da família !!!

Bem, esta lista é enorme …

QUAL O PROPÓSITO DE DEUS PARA A FAMÍLIA ?

Que sejamos tomados do conhecimento do propósito de Deus para vivermos do seu inteiro agrado.

1º lugar

Como base do entendimento sobre o propósito de Deus para a família podemos dizer que a família existe para cooperar com o supremo propósito de Deus:

– Ter uma família eterna.

Quantos propósitos Deus tem ? Dez, vinte, cinqüenta … ? Deus tem um propósito de ter uma família eterna.

A família tem sentido à medida que coopera com o supremo propósito de Deus (o propósito eterno de Deus).

Às vezes podemos nos confundir um pouco e não entender bem, pois há tantos incrédulos que vivem em família. Então nos parece que nós temos a vida com Deus e a vida familiar.

Quando Deus instituiu a família não havia pecado. Deus tinha um propósito em seu coração e como parte desse propósito constituiu a primeira família. Ele poderia ter feito um monte de homens e depois um monte de mulheres. Por que não o fez ?

Porque queria constituir família. Para Ele atingir o seu propósito de constituir uma família eterna Ele tinha que constituir uma família na terra.

O casamento é muito mais do que a união de duas pessoas que se amam. Quando namoramos, estamos noivos, parece que o casamento tem um objetivo só: a paixão. Quando casamos, temos filhos, a vida familiar começa a cobrar seu alto propósito dentro do propósito de Deus.

Isso acontece porque estamos formando família e cooperando com o Senhor na formação dessa grande família. Esse é o sentido básico de se viver em família.

– O alto propósito da família é formar família para Deus.

Não podemos entender o propósito de Deus para a família sem entender o propósito de Deus como um todo.

A família coopera com Deus para perpetuar a raça e formar a família que Deus se propôs a fazer antes da fundação do mundo.

A família surgiu antes da igreja. Não foi a igreja que inventou a família. A igreja veio como uma instituição de Deus no mundo para fazer o homem voltar a condição de cumprir o seu propósito. Mas antes que houvesse mundo, igreja e pecado, Deus constituiu a família para cumprir seu propósito:

– Formar uma grande família de filhos semelhantes a seu filho Jesus.

2º lugar

O propósito de Deus ao constituir família é amparar e formar o ser humano. Temos que entender que esse segundo propósito deriva do primeiro. O primeiro é a base, tudo mais que vamos falar deriva dele.

Primeiramente todo homem seja amparado. Falamos mais do que ter um teto para morar (isso não é amparo). A compreensão, o amor, a instrução, tudo aquilo que é necessário no início da vida  para o homem ter um ponto de partida e enfrentar um mundo adverso e difícil (hostil). Então Deus coloca o homem em família.

Pense um pouquinho no amor materno, no amor das mães. É tremendo!!!

Lá está aquela menina, não sabe nada da vida, imatura. Se casa,  tem um filho e em pouquíssimo tempo já se torna professora, enfermeira, era preguiçosa e agora acorda de madrugada …

Não estou me referindo as mães cristãs e sim as incrédulas. Quantas mães não dariam suas vidas pelos seus filhos. A história secular relata muitos casos assim. Quem colocou isso dentro delas ?

Foi colocado porque quando o Senhor instituiu a família queria que todo homem fosse amparado.

Ex.: Holanda. População diminuindo, um filho por casal, cada  geração de 25/30 anos diminui. Formam sociedades livres, grupos de jovens, homens e mulheres para gerarem filhos, que serão mantidos pelo governo. Coisa terrível !!!

Os hippies faziam assim, mas como ninguém sabia de quem era o filho, o filho era de todos. Aquele que é filho de todos não é filho de ninguém, não tem um pai nem uma mãe que vai ampará-lo.

É no lar e somente no lar que o propósito de Deus vai se desenrolar. É no lar que a criança vai se desenvolver fisicamente, psiquicamente e emocionalmente.

– A verdade é que a família existe para formar vidas.

Pergunta: Haveria necessidade de fazer discípulos ? Discipulados de conjuntura de uns que ensinam outros se todos os pais andassem conforme o propósito de Deus ? Ou isso é parte da salvação que Cristo providenciou na igreja ?

Se todos os pais conhecessem a Deus e instruíssem seus filhos não precisaria sermão na igreja. Não precisaria nada !!!

A palavra diz em I Pedro 1.18: “… que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram”.

A igreja precisa ensinar porque recebemos um fútil procedimento legado pelos pais quando são incrédulos e não conhecem a Deus.

Desenvolvimento Físico: passeios, ensinar, motivar a praticar esportes. Vida saudável, os pais devem entender dessa parte. O pai deve ser o primeiro a chutar uma bola com o filho … Desenvolvimento Psíquico: intelectualmente, emocionalmente, não basta somente mandar os filhos para a escola. O professor vai ensinar tudo ?  Tem que haver acompanhamento, ler se informar a respeito.

Desenvolvimento Emocional: bastante carinho é a melhor receita. Preocupação que leia bons livros, ouça boa música.

Ex.: Televisão: filmes e desenhos agitados, barulho, brigas, gritarias … e depois não sabem porque seus filhos estão nervosos e agitados.

– No lar devemos dar todo tipo de educação e bom gosto para nossos filhos.

Desenvolvimento Espiritual: não só fazer cultinho em casa … importante é a presença da palavra de Deus em casa, os filhos aprender vendo a palavra se desenrolar em casa. Os filhos vem a reunião e vêem os pais de um jeito no salão …

Exemplificar.

Em casa vêem a mãe na cozinha xingando, reclamando … gritarias … isso não serve !!!

Não podemos nos tornar os “Santos do Salão”.

Seu filho está contente com alguma coisa ? Põe ele no colo e diz:

– Foi o Senhor que fez isso! Agradeça a Ele. Coisas pequenas durante o dia, todos os dias …

Algo natural, se desenvolve espiritualmente ao ver a palavra de Deus evoluindo, crescendo, permeando dentro de casa.

Os filhos quando saírem de casa vão sair dando graças a Deus pelo seu lar. Se lembram do lar como um lugar de paz, harmonia (ao contrário de muitos aqui que não podem ter essa lembrança).

Um lugar gostoso de se viver, que não queiram sair dele, não queiram ir embora, só queiram sair, ir embora, porque querem formar outro lugar igual aquele.

A FAMÍLIA, A IGREJA E A SOCIEDADE

O lar serve para dar base sólida à igreja e a sociedade. Não há igreja sólida sem família sólida.

– A obra do Senhor de restauração da igreja depende da restauração das famílias.

Se temos famílias frouxas e com vidas desregradas, a igreja será frouxa e desregrada. A melhor coisa que podemos fazer para a solidez da igreja é formar famílias sólidas, assim estaremos cooperando com o propósito de Deus.

Não vai haver igreja estável, forte e sadia, sem que haja famílias que sejam assim.

A igreja é composta de famílias, mas não é só a igreja que é composta de família, mas também a sociedade.

Se tivermos famílias bem desenvolvidas, santas, felizes, vamos abençoar a sociedade e o mundo. Se formarmos famílias, santas, felizes, atrativas, estaremos fazendo o melhor para assegurar ao mundo.

Eu creio que uma família feliz, onde há harmonia é atrativa. Esta é a melhor maneira de mostrar ao mundo a graça e a verdade de Deus. Vale mais que qualquer evangelista, os melhor livros.

– Não existe nada para competir com uma família em harmonia.

Na história da igreja tem havido muitos avivamentos, muitas conversões. Avivamentos que surgiram e se foram. Penso que um dos motivos principais é que não se dedicaram com paciência à formação de famílias sólidas.

Avivamentos desaparecem. Um povo não desaparece.

Ex.: o povo de Israel está aí até hoje porque foi constituído por Deus como povo. Aprendeu a viver em família. Não desapareceu.

Muitos avivamentos, obras do Senhor, obra do Espírito Santo, desapareceram porque eram agregados de indivíduos.

Temos nestes dias dado muita ênfase no discipulado (fazer discípulos). Mas não adianta pregar o evangelho para eles, nós temos que ter uma vida em família que seja exemplo para eles. Aqueles que estão chegando e vão chegar necessitam de exemplo.

COMO ESTÁ O MUNDO HOJE ?

– Uma desagregação total.

Satanás veio para roubar, matar e destruir.

Todos os planos infernais nestes dias estão voltados para a família. Ele reúne seus generais, seus coronéis . Eles estão todos os dias ao redor de uma mesa arquitetando planos para derrubar as famílias da terra.

– Satanás atacou os valores morais indispensáveis que são a base da família. E que lista!

Concubinato: um homem e uma mulher decidem viver juntos.

Muitos dizem que casamento não vale nada, não há mais valor no casamento. Porque não entendem que foi Deus que instituiu o casamento, pensam que é criação do homem. Concubinato é fonte de desgraça na terra.

Divórcio legalizado, casamento de homossexuais legalizados:

Tudo isso é um ataque direto quanto a vida da família. Sem falar na psicologia moderna que é contra a disciplina da criança e que infestou a mente dos pais. Ataque de Satanás !

Os pais não podem entender como disciplinar porque estão ludibriados por estas teorias de homens que não conhecem a Deus.

Feminismo: Um dos ataques mais violentos na vida familiar nesse dias é essa história de libertação da mulher. Plano de igualdade que descaracteriza completamente o papel da mulher. O mundo está repleto de mulheres completamente confusas, com filhos mais confusos ainda porque não sabem o papel da mulher. O diabo as enganou com essa história de libertação feminina.

A corrupção na área do sexo: Propagandas de televisão (não passam dez minutos sem uma propaganda que mostre sexo).

Libertação sexual. Sabe o que isso visa ? Alguns irmãos estão entupidos de novelas e de bobagens na cabeça também.

Ataques satânicos que visam preparar jovens para um futuro casamento arruinado. Casam, primeiro com libertinagens, porpaixão, e estão semeando mais uma família desgraçada.

Distorção das funções do marido e da mulher: Homens que não podem viver em paz porque suas mulheres são sargentonas ou insubmissas. Mulheres que vivem com brutamontes, estúpidos, grossos, mulheres abandonadas e filhos cujos pais se separaram.

Não estou aqui para anunciar más notícias, mas boas notícias.

– Nestes dias Deus está restaurando as famílias.

“O ladrão veio para roubar, matar e destruir.

Eu vim para que tenham vida e vida em abundância”.

– Estou olhando para homens que não amavam suas mulheres e o Senhor operou restauração. Deus está operando nas vidas para operar nas famílias. Para levantar a igreja do Senhor Jesus.

– Mulheres insubmissas estão aprendendo a obedecer e honrar seus maridos.

– Filhos que eram respondões, brigões, rebeldes e hoje estão trazendo luz sobre suas casas.

– Mulheres cujos maridos ainda são incrédulos, mas dentro de suas casas são sementes da restauração de Deus para a família.

Graças ao Senhor que nos livrou das obras de Satanás

Aleluia !!!

Muita coisa boa está acontecendo e Ele quer que tudo isso coopere para sua glória. Deus tem muito mais …

ÁREAS QUE DEUS QUER OPERAR:

1 – Nas famílias que já estão formadas: não é porque já não dá tapas na esposa que está tudo bem. Ainda há muito que o Senhor precisa produzir e aperfeiçoar em nós.

2 – Jovens e moças que vão formar famílias conforme Sua vontade: devem estar conscientes e convictos do propósito de Deus para a família, sabendo que devem se preparar para isso. Os que estão se convertendo agora vem com muitos problemas, muitas coisas que não deverão fazer parte nas famílias que vão constituir.

Que comecem bem, se preparem bem, trabalhem (profissão), estudem, procurem prosperar, aprendam a ter responsabilidades.

– Que rapazes e moças cresçam espiritualmente para formar famílias. Deus quer abençoar o mundo através da igreja e das famílias. Para restaurar a igreja é necessário restaurar as famílias.

QUATRO CONSELHOS PRÁTICOS:

1 – Oriente sua vida familiar pela palavra de Deus.

– Não se deixe guiar por sentimentos enganosos,deixe se levar pela palavra de Deus.

– Não se deixe levar por essas literaturas de homens que não entendem nada. A palavra de Deus é amplamente suficiente para a família em todas as áreas. Ninguém sabe melhor do que Deus como deve ser a família, como ela deve andar. Dê um voto de confiança a Deus.

– Este mundo está cheio de homens de sucesso, comerciantes ricos, intelectuais, sábios, pedagogos, psicólogos que estão completamente perdidos em sua vida familiar. Não dê ouvidos ao que eles dizem, mas ouça a palavra de Deus.

– Muitas vezes somos tentados a achar que a palavra do Senhor é exagerada quando fala da vara, por exemplo. Muitos pais dão mais ouvidos a seus sentimentos do que a palavra. O mesmo acontece com relação à submissão.

Obedeça ao Senhor em tudo e colherá os frutos.

Ex.: Há incrédulos que usam a vara nos filhos e tem bons filhos, maridos que não conhecem a palavra, são cabeças e a casa vai bem. Não por amarem ao Senhor nem a sua palavra, mas por coincidência. A palavra de Deus tem uma doutrina sã. E se colocarmos em prática vamos deixar o mundo de boca aberta.

Dt. 4.5-9: “Eis que vos ensinei estatutos e preceitos, como o Senhor meu Deus me ordenou, para que os observeis no meio da terra na qual estais entrando para a possuirdes. Guardai-os e observai-os, porque isso é a vossa sabedoria e o vosso entendimento à vista dos povos, que ouvirão todos estes, estatutos, e dirão: Esta grande nação é deveras povo sábio e entendido. Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o é a nós o Senhor nosso Deus todas as vezes que o invocamos ? E que grande nação há que tenha estatutos e preceitos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós? Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, para que não te esqueças das coisas que os teus olhos viram, e que elas não se apaguem do teu coração todos os dias da tua vida; porém as contarás a teus filhos, e aos filhos de teus filhos”.

“Que Deus eles têm !!! Que coisas tremendas eles sabem !!!!”.

2 – Viva a vida familiar com propósito.

Não veja a vida como uma seqüência, uma sucessão de dias.

Projete sua vida familiar para aqui dois, três, cinco, dez, vinte anos. Por não fazerem isso muitos não vão a lugar nenhum. Desenvolver relacionamento com os filhos e com a esposa. Não se aplicar mais a um do que a outro, porque depois os filhos se casam, vão embora e o casal não sabe o que fazer.

– Projete, trace alvos, ore.

3 – Busque relacionamento com o corpo de Cristo.

Se envolva com irmãos que se saíram bem. Se você vê que os filhos deles estão se saindo bem, busque orientação com eles.

Se uma irmã tem marido incrédulo e está superando os problemas, troque idéias com ela.

– Busque orientação no corpo de Cristo.

4 – Confie na obra do Espírito Santo.

Quando ouvimos a palavra, adquirimos conhecimento e achamos que já sabemos. Não é tão fácil assim, e nem sempre eu consigo colocar em prática tudo que aprendo. Aí entra Satanás e vem me desanimar e dizer que aquilo não funciona.

É necessário ter paciência com você mesmo e com os outros. O Espírito Santo está mais interessado nessas coisas do que você. Ele se interessa em que você pratique Palavra de Deus.

– Confie nele, dê-lhe tempo, espere no senhor, pratique. O Senhor nos levará de fé em fé, de glória em glória.

ALELUIA !!!

https://malucoporjesus.wordpress.com

A Fé Protestante

A palavra “protestante”, de acordo com a definição do dicionário se refere a “um membro de uma das igrejas cristãs que terminaram se separando da Igreja católica Romana desde o século XVI; batistas, presbiterianos, congregacionais, e alguns outros; ou se refere a ‘uma pessoa que protesta’”. O termo “protestante” não é um termo pejorativo. A palavra é derivada do latim, da preposição PRO, que significa “para”, e o infinitivo TESTARE, “testemunho”. Um protestante é, então, uma testemunha – um protestante é uma testemunha de Jesus Cristo e da Palavra de Deus. O protestantismo não é meramente o protesto contra a corrupção eclesiástica e o falso ensino; é o renascimento da fé bíblica, um renascer do cristianismo do Novo Testamento, com uma ênfase positiva nas doutrinas das Escrituras.

Mas historicamente o termo “protestante” se originou na Segunda Dieta Imperial Alemã de Speyer (1529) quando os príncipes luteranos leram um “Protesto” contra a decisão da Dieta que declarava que a fé Católica Romana era por lei a única fé. A primeira Dieta de Speyer tinha decidido que o governante de cada estado estava livre para seguir a fé que sentisse ser a correta. Este “protesto” era ao mesmo tempo, uma objeção, um apelo e uma afirmação:

“Qual é a igreja verdadeira e santa? … Não há nenhuma pregação ou doutrina segura senão aquela que permanece fiel à Palavra de Deus. Segundo o mandamento divino, nenhuma outra doutrina deve ser pregada. Todo texto das santas e divinas Escrituras deve ser elucidado e explicado por outros textos. Esse Livro Santo é necessário, em todas as coisas, para o cristão; brilha claramente na sua própria luz e é vista iluminando as trevas. Estamos resolutos, pela graça de Deus e com a Sua ajuda, a permanecermos exclusivamente na Palavra de Deus, no santo evangelho contidos nos livros do Antigo e do Novo Testamento. Somente essa Palavra deve ser pregada, e nada que seja contrário a ela. É a única verdade. É o juiz certo de toda doutrina e conduta cristã. Não pode nos enganar nem lograr”.
Dessa forma, os luteranos e outros defensores da Reforma passaram a ser chamados e conhecidos como “protestantes”.

O Protestantismo surgiu em uma época difícil, de escuridão espiritual e de escândalos no seio da Igreja. O povo vivia na ignorância das Escrituras, cheios de superstições, crendices, e alheios às verdades do Evangelho. O culto a Deus era um emaranhado de invenções humanas. O povo “não conhecia ao Senhor” (Juízes 2:10). Os líderes espirituais eram incultos e viviam na imoralidade. O celibato não funcionava e desde os Papas até ao mais simples sacerdote, muitos estavam envolvidos com relacionamentos ilícitos, com amantes e até filhos. A corrupção do papado estava ligada à riqueza e ao poder. Há claros relatos de perseguições aos que se levantavam em alguns locais procurando obedecer e viver de acordo com as Escrituras. Foi o caso do Papa Inocêncio VIII que ordenou a execução dos Valdenses. A escandalosa perseguição da Inquisição que fez com que Thomas Tacomado, chefe da Inquisição espanhola, queimasse vivos 10 mil pessoas presas a uma estaca. O escândalo das Cruzadas onde milhares de pessoas foram exterminadas com o pretexto da necessidade de se apossar da “maior relíquia”, a cidade de Jerusalém. São pequenos exemplos da negritude da Igreja medieval. São manchas inapagáveis na história da Igreja.

INDULGÊNCIAS: A DEFLAGRAÇÃO

A base doutrinária para a existência de indulgência era o ensino da Igreja de que ela tinha a custódia (a guarda) dos Tesouros dos Méritos que foram adquiridos pelos grandes santos que haviam excedido as boas obras necessárias para a salvação. Esse excesso de méritos se tornava uma fonte que a Igreja poderia distribuir aos que estavam deficientes espiritualmente, os pecadores necessitados. Isso era feito através de um certificado assinado pelo Papa que era adquirido pelo povo e assim se obter os méritos que necessitavam desta “caixa de méritos”, deste tesouro de méritos. Foi nos anos de 1460 a 1470 que o Papa Sixtus IV declarou os benefícios das indulgências para os que haviam ido para o purgatório. Como fruto da ignorância espiritual e da sede de riqueza e poder por parte da Igreja, surgiram a venda das indulgências onde a salvação era comprada por dinheiro. Esse dinheiro era dividido entre os banqueiros da época, o Papa, e uma parte ficava com o mais talentoso vendedor de indulgências: Tetzel. Na venda destas indulgências havia variedade de preços, pois Tetzel era hábil e criou um meio de atingir os ricos e pobres. Quem era rico dava mais e os pobres davam menos, mas todos davam.

Era outono de 1517 quando começaram as vendas destas indulgências. O anúncio era de que os compradores poderiam obter remissão dos pecados das pessoas queridas que já haviam morrido e ido para o purgatório. Consequentemente pessoas faziam esforços tremendos para libertarem seu queridos dos tormentos do purgatório (lugar de punição temporal pelos pecados) e tivessem a entrada no céu assegurada. Para isso bastava comprar os certificados assinados pelo Papa. Tetzel repetia sempre o “jingle”: “Assim que a moeda no cofre tilintar, alma do purgatório saltará”.

Informações destas atividades de Tetzel chegaram ao conhecimento de um professor de Teologia da Universidade de Wittemberg que as recebeu completamente consternado, mas, provocando sua ira. Seu nome era Martinho Lutero. Ele já havia refletido muito sobre sua condição de pecador e sua incapacidade para ser salvo através de obras meritórias e havia chegado a conclusão, pelas Escrituras, que a salvação é pela graça de Deus somente.

No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero, inflamado, desafiou a Igreja protestando de uma forma que ficaria marcada na história da Igreja perpetuamente. Foi à frente da porta da igreja do castelo de Wittemberg com um documento na mão e um martelo na outra, e afixou na porta uma lista com 95 protestos escritos em latim contra a venda das condenáveis e antibíblicas indulgências. Lutero anunciava ao povo que eles estavam sendo cruelmente enganados. A imprensa escrita que havia sido inventada por Gutemberg foi de muita importância para a divulgação das teses de Lutero em toda Europa, sendo traduzidas para vários idiomas. Com isso, a venda de indulgências caiu muito e fez “doer” muito o bolso da Igreja. Isso provocaria a Dieta de Worms onde Lutero mais tarde seria julgado pelos seus escritos e convicções.

Naquela época a Igreja ensinava que o perdão dos pecados poderia ser conseguido através do sacramento da penitência, quando o padre, representando Jesus, absolvia o pecador que confessava seus pecados e dava uma contribuição à Igreja como penitência. Lutero queria uma reforma na Igreja; queria trazê-la de volta às Escrituras para restaurar a pureza da fé. Não queria se tornar fundador de uma igreja separada. Lutero soube depois que a corrupção já havia atingido a cúpula de Roma e que o Papa Leão X e Albrecht, o arcebispo de Mainz haviam organizado a venda das indulgências.

LUTERO E SUAS DÚVIDAS

Lutero nascera de um lar pobre e, contrariando seus pais, desejou ser sacerdote. Era um homem sincero e desejoso de conhecer a Deus e Sua salvação. Mas sua visão de Deus era a de um juiz implacável que condena o homem pecador merecidamente. Era um homem angustiado que buscava sua salvação através de obras, do isolamento em um monastério, através de jejuns e orações; fazia confissões diárias mas não se sentia aceito por um Deus que é todo justiça.

Quando Lutero celebrou sua primeira missa, um grande vexame aconteceu. Toda sua família estava presente inclusive seu pai, o velho Hans Lutero, que já havia aceito a idéia de seu filho tornar-se um sacerdote. Lutero começou a cerimônia com firmeza e equilíbrio. Mas quando chegou o momento da oração de consagração, quando haveria, segundo o ensino católico, o grande milagre da transubstanciação, o monge agostiniano vacilou. Parecia congelado no altar; seus olhos estavam vidrados, suava bastante e um silêncio tomou conta da congregação. Seus lábios tremiam e não conseguia articular nenhuma palavra. Não tinha condições de continuar e voltou à mesa onde os convidados da família estavam e sentou-se. Foi arruinada a cerimônia, desonrada a família e a si mesmo.

Por que aconteceu isso? Lutero explica:

“Com que linguagem posso dirigir-me a tal majestade? …Quem sou eu, para que levante meus olhos e minhas mãos até a majestade divina? Os anjos O rodeiam. À Sua sombra a terra treme. E posso eu, um miserável, dizer: ‘Quero isto, peço aquilo?’. Porque sou pó e cinzas e cheio de pecados e estou falando do vivente, eterno e verdadeiro Deus”.

Na verdade, Lutero tinha um grande conflito que o perseguiu por muito tempo. Era uma pedra de tropeço para ele. Ele odiava a expressão “justiça de Deus” mas amava a palavra “Evangelho” (Boas Novas). Como conciliar as duas coisas? Pensava o Dr Lutero: “Como posso ser Salvo?”. Como poderia ele libertar-se da justiça santa e justa de um Deus que condena não só o pecado, mas aquele que comete o pecado? Por seus próprios esforços? Isso ele já vinha tentando há muito tempo e frustrado via que era totalmente ineficaz. Lutero conhecia as Escrituras e sabia que “todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia…” (Isaías 64:6). Não eram seus pecados que eram como trapo de imundícia, mas suas obras de justiça. Lutero via que estava perdido porque o homem não tem justiça própria. Seus atos são corrompidos e Deus é santíssimo para aceitar qualquer coisa contaminada. No céu só entra santos e justos. Como poderia ser salvo? Esta foi a grande pergunta dos Reformadores. Mas a Bíblia teria a resposta que Lutero tanto desejava.

Ele estava ensinando a Epístola aos Romanos quando se deparou com o versículo 17 do primeiro capítulo desta epístola extraordinária: “…visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”. Seus olhos foram abertos porque viu que a expressão que odiava, “justiça de Deus”, era revelada no que ele mais amava, “no evangelho”. Ele viu pela primeira vez a conexão entre as duas coisas. Viu primeiro que havia uma diferença entre Lei e Evangelho. Ele buscava justificação nas obras da Lei. Mas a Lei só exige, só condena. Ele buscava justificação nas obras da lei, mas ela só vem e “se revela no evangelho” mediante a fé. Ele creu em Cristo como o seu justificador e passou a amar o que odiava: a justiça de Deus. Percebeu que justiça de Cristo (Sua obediência passiva e ativa) havia sido creditada em “sua conta”. Ele compreendeu que a justificação do pecador é pela fé em Cristo e assim somos declarados justos: “O justo viverá por fé”. Agora Lutero se regozijava na salvação pela fé somente. A sua confiança na obra de Cristo dava-lhe o descanso que tanto desejava. Por isso disse: “…esta expressão de Paulo tornou-se para mim a plena verdade, uma porta para o paraíso”. Sua justiça não era a sua, mas a de Cristo.

Como pois aceitar vendas de indulgências para se conseguir salvação? Por isso Lutero detonou suas armas contra os erros de uma Igreja desviada da verdade. Ele deflagrou uma reforma que já havia sido tentada por alguns que haviam sido mortos e considerados hereges como foi o caso de Dr. John Hus, na Boêmia (queimado na estaca); com Savanarola em Florença, Itália (queimado em praça pública), e teria acontecido anteriormente também (como aconteceu com outros) com o erudito Dr. John Wycliffe (Inglaterra), a “Estrela D‘Alva da Reforma”, caso não morresse de derrame cerebral.

QUEM SÃO OS EVANGÉLICOS

Sendo um movimento bíblico e não uma religião organizada, os evangélicos têm existido desde os tempos dos Apóstolos. Pela providência de Deus, sempre tem havido os que rejeitam as tradições inventadas por homens, para crerem na mensagem da Bíblia concernente à salvação pela graça de Deus.

O acontecimento mais notável dos evangélicos teve lugar no século XVI com a Reforma Protestante. Este ocorreu porque alguns sacerdotes católicos e outros eruditos da época começaram a estudar a Bíblia seriamente para entender com mais precisão o ensino original de Jesus e dos Apóstolos. Descobriram sérias diferenças entre a Palavra de Deus e a Igreja Católica. Protestaram sobre estas diferenças insistindo que a Igreja obedecesse à Bíblia. Porém a igreja os rejeitou. Isso nos faz lembrar Jeremias 6.16: “Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vêde, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos”.

Este movimento protestante segue até os dias de hoje, talvez com mais de 55 milhões de membros no mundo. Os evangélicos aceitam a Bíblia como a única autoridade no tocante à doutrina e práticas religiosas. A Igreja Católica, contrariamente, aceita a tradição, os concílios e os decretos do Papa como autoridade final.

Princípios que caracterizam os verdadeiros Evangélicos ou Protestantes

1) SOLA SCRIPTURA – Somente a Escritura

Esta foi a grande marca que deu à Reforma o seu princípio regulador. Os Evangélicos defendem como verdade que só a Bíblia é a única regra de fé e prática. Só ela é completa, perfeita, clara, autoritativa, inerrante e inspirada pelo Espírito Santo. Nada mais. Crêem, como Paulo, que toda a Escritura é “inspirada por Deus”; que a Bíblia é o guia para a salvação e que é através da Palavra escrita de Deus que o crente se torna “perfeitamente habilitado para toda boa obra” (II Tm 3:17). Um evangélico atribui à Bíblia exatamente a mesma autoridade que Jesus Cristo atribuiu à Bíblia de Sua época. Disse Jesus: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: Até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mateus 5:17-18). Jesus falou isso porque a liderança religiosa judaica havia acrescentado muitas coisas à Lei que fora entregue diretamente por Deus a Moisés. Eram tradições rabínicas (apesar de cheia de superstições) consideradas no mesmo nível de autoridade com as Escrituras.

A Igreja Católica também é um grande exemplo de como criar, pela tradição, aquilo que não existe nas Escrituras e que continuam até hoje. Fatos:

Ano 300 – Oração pelos mortos
Ano 300 – Sinal da cruz
Ano 300 – Uso de Velas
Ano 375 – Veneração dos anjos e santos falecidos
Ano 394 – A missa, como celebração diária
Ano 431 – Começo da exaltação de Maria ( o termo “Mãe de Deus” foi-lhe aplicado pela 1ª vez)
Ano 500 – Sacerdotes começam a se vestir de forma diferente
Ano 526 – Extrema unção
Ano 593 – Doutrina do Purgatório, estabelecida por Gregório I
Ano 600 – Latim usado para orações e no culto
Ano 600 – Orações feitas a Maria, santos mortos e anjos
Ano 607 – Título de Papa, ou bispo universal dado a Bonifácio III
Ano 607 – Beijar os pés do Papa
Ano 750 – Poder temporal dos Papas
Ano 786 – Adoração da cruz, imagens e relíquias
Ano 850 – Água Benta misturada com uma pitada de sal e abençoada pelo sacerdote
Ano 890 – Adoração de São José
Ano 995 – Canonização dos santos mortos
Ano 998 – Jejum nas sextas feiras e durante a quaresma
Ano 1050 – A Missa, gradualmente transformada em sacrifício com freqüência obrigatória
Ano 1079 – Celibato obrigatório dos sacerdotes
Ano 1190 – Venda de indulgências
Ano 1215 – Confissão Auricular de pecados a um sacerdote e não a Deus
Ano 1220 – Adoração da hóstia
Ano 1229 – A Bíblia proibida aos leigos
Ano 1215 – Doutrina da Transubstanciação
Ano 1414 – O Cálice da Eucaristia foi tirado do povo e este não mais o tomava
Ano 1439 – Purgatório proclamado como dogma pelo Concílio de Florença
Ano 1439 – A doutrina dos Sete Sacramentos
Ano 1545 – A tradição da Igreja é declarada de autoridade igual à da Bíblia pelo Concílio de Trento
Ano 1546 – Adição de livros apócrifos às Escrituras, depois do Concílio de Trento
Ano 1854 – Dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria.
Ano 1870 – Infalibilidade Papal
Ano 1950 – Ascensão corporal de Maria

Sendo assim, os evangélicos ficam do lado de Jesus na questão da autoridade da Bíblia e renunciam a autoridade das tradições humanas. Esta é uma das grandes diferenças com a Igreja de Roma. Quando Jesus debateu com os fariseus, Ele respondeu às suas críticas com a seguinte acusação: “… E assim invalidastes a Palavra de Deus, por causa da vossa tradição” (Mateus 15:6). Jesus muitas vezes ia de encontro às tradições dos homens mas Ele cumpria, mantinha e defendia a Palavra de Deus. No Sermão do Monte Jesus mostrou claramente a confiança que os judeus depositavam na tradição rabínica quando disse: “Ouvistes o que foi dito aos antigos…Eu porém vos digo… (Mateus 5:21-22). Desta forma Jesus se opunha aos ensinamentos tradicionais dos rabinos que haviam pervertido a Palavra de Deus através de falsas interpretações. É como se Cristo dissesse: “Esqueçam o que os rabinos lhes ensinaram e ouçam o que lhes digo, pois a minha palavra é a Palavra de Deus”.

Lutero combateu a venda de indulgências e das outras superstições da Igreja medieval pois não tinham respaldo bíblico. Combater os erros como fez Lutero, ainda hoje, trará conseqüências penosas e perseguições. O Papa e o imperador se voltaram contra Lutero e os príncipes da Alemanha receberam ordens para investir contra ele. O Papa exigiu que Lutero se apresentasse em Roma para responder às acusações que pesavam contra ele. Lutero, no entanto, tinha um protetor, Frederico o Sábio, Príncipe da Saxônia. Frederico sabia que Lutero não receberia um tratamento justo em um tribunal em Roma. Se ele tivesse de ser julgado, que fosse em um tribunal na Alemanha. Finalmente, tudo foi organizado, e em abril de 1521, o “Santo Imperador Romano”, Carlos V foi à pequena cidade de Worms, na Alemanha, onde ele havia convocado uma assembléia imperial.

Em Worms, estavam unidos os bispos, arcebispos, príncipes do Império, representantes das cidades livres e bem no alto, acima de todos, estava o augusto Carlos V, Rei da Espanha e chamado “Santo Imperador de Roma”.

Diante daquela assembléia imponente, no dia 17 de abril de 1521, estava o humilde clérigo agostiniano, Martinho Lutero, vestido com seu capuz de monge, de pé, diante de uma mesa onde estavam folhetos e vários tratados escritos e publicados por ele. Seu inquisidor era Johann Von Eck, assistente do Arcebispo de Trier. Eck mandou que Lutero reconhecesse publicamente a autoria de toda aquela literatura. Corajosamente Lutero o fez. Quando a Lutero foi solicitado se retratar das suas “heresias”, pediu, para surpresa de todos, um certo tempo para refletir e escrever uma resposta formal. Teria Lutero desistido? Surpresa e tensão, porque Lutero antes de sua chegada havia dito:

“Esta será minha retratação em Worms: ‘Anteriormente disse que o Papa é o vigário de Cristo. Me retrato. Agora digo que o Papa é o adversário de Cristo e o apóstolo do diabo’ “.

Foram-lhe concedidas 24 horas para preparar sua resposta. Na solidão daquela noite, aquele homem de Deus escreveu uma das orações mais comoventes jamais escrita:

“Oh Deus, Deus todo poderoso e eterno! Quão terrível é o mundo! Olha como sua boca se abre para tragar-me, e quão pequena é minha fé em ti!… Oh! A debilidade da carne, e o poder de Satanás! Se eu tenho de depender de alguma força deste mundo – tudo está terminado… O toque dos defuntos tem soado… A sentença tem sido pronunciada…Oh Deus! Oh Deus! Oh Tu, meu Deus! Ajuda-me contra toda a sabedoria deste mundo. Falo e te imploro; tu podes fazê-lo…por teu próprio e vigoroso poder…A obra não é minha, mas tua. Não tenho que meter-me nisto… Não tenho nada pelo que contender com estes grandes homens do mundo! De bom grado passaria meus dias em alegria a paz. Porém, a causa é tua…E é justa e eterna! Oh Deus! Ajuda-me! Oh Deus fiel e imutável! Não descanso no homem. Seria em vão. Qualquer coisa que seja do homem é cambaleante, qualquer coisa que proceda dele deve fracassar. Meu Deus! Meu Deus! Não ouves? Meu Deus! Não estás mais vivo? Não, tu não podes morrer. Só estás te escondendo. Tu me tens elegido para este trabalho. Eu sei!… Portanto, oh Deus, cumpre com Tua vontade! Não me abandones, por teu bem amado Filho, Jesus Cristo, minha defesa, meu escudo, e minha fortaleza.

Senhor…onde estás?…Meu Deus, onde estás?… Vem! Rogo-te, estou pronto…Olha-me preparado para oferecer minha vida por Tua verdade…sofrendo como um cordeiro. Porque a causa é santa…É Tua própria causa…Não vou deixar-te ir! Nem sequer por toda a eternidade! E mesmo que todo o mundo se enchesse de demônios e este corpo, que é obra de Tuas mãos, tivesse quer ser lançado, pisoteado, cortado em pedaços,…reduzido a cinzas, minha alma é Tua. Sim, eu tenho Tua própria Palavra que me assegura. Minha alma te pertence, e morará contigo para sempre! Amém! Ó, Deus, envia Tua ajuda. Amém”.

No dia seguinte aquele monge desconhecido estava diante da Assembléia para pronunciar o discurso que mudou o curso da história e modificou a Igreja para sempre. O mundo e a Igreja jamais foram os mesmos depois que Lutero fez sua declaração arrebatadora:

“Desde que vossa serena majestade e vossas senhorias buscam uma resposta simples, eu a darei assim, sem chifres nem dentes. A menos que seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou por mera razão (pois não confio nem no Papa nem nos Concílios, pois é bem sabido que eles freqüentemente erram e se contradizem), eu estou atado pelas Escrituras que já citei, e a minha consciência está cativa à Palavra de Deus. Eu não posso e não irei me retratar de nada, já que não é seguro nem correto agir contra a consciência”.

Lutero estava arriscando sua vida por Cristo. Outros que tomaram atitude semelhante haviam sido queimados como hereges como foi o caso de Hus por ordem do Concílio de Constança 100 anos antes (John Hus também havia protestado contra as indulgências mesmo antes de Lutero). Lutero teve a garantia do Imperador de que poderia sair de Worms em segurança. Mas a partir daquele momento seria considerado herege e um fora-da-lei. Lutero foi excomungado.

SOLA SCRIPTURA é o princípio daqueles que acreditam que nada mais será acrescentado ou tirado das Escrituras. É o princípio que considera a Bíblia como infalível Palavra de Deus. Nem mesmo novas revelações do Espírito devem ser aceitas (se houvessem). O cânon está completo. A consciência de um evangélico, de um protestante está cativa às Escrituras.
Desde a época de Lutero que um verdadeiro evangélico não aceita revelações novas. Lutero, ao voltar do Castelo de Warburg, onde traduziu a Bíblia para o alemão, teve de lutar contra fanáticos que se diziam “profetas carismáticos” e recebiam revelações especiais de Deus. Eles diziam: “Deus me falou assim…”. Mas os evangélicos reformados crêem que a Palavra de Deus está completa e que o final da época apostólica é o final da revelação. Não pensar assim contraria a própria profecia de grandes profetas ainda do Velho Testamento: Daniel 9:24 e Zacarias 13:1-5.

A Confissão de Fé de Westminster feita por teólogos protestantes do século XVII é clara quanto a esta posição:

“Todo conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens”.

Pouco tempo depois daquele evento histórico em Worms, em várias partes do mundo cristão, outros se voltaram para a Bíblia e descobriram as verdades que estavam obscurecidas há séculos por trás das tradições eclesiásticas. Na Suíça, o grande reformador de Genebra, João Calvino, surge como um grande baluarte da Reforma. Ele disse: “Os profetas não falavam por vontade própria, eles eram instrumentos do Espírito Santo usados para dizer apenas o que era enviado dos céus”. Mas “O Profeta” final já veio – Jesus Cristo (Hebreus 1:1-2). O verdadeiro protestante, o verdadeiro evangélico, insiste que todo e qualquer assunto seja testado pela autoridade de SOLA SCRIPTURA. Ela é a única autoridade da fé cristã e da prática da vida, a “fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3). Por isso um evangélico não acredita em palavra “infalível” dos Papas nem dos Concílios nem em novas revelações. Só na Palavra de Deus escrita.

É SOLA SCRIPTURA que nos diz como devemos cultuar Deus e não nossas invenções humanas. Na sua essência, a Reforma Protestante foi uma reforma do culto.

SOLA SCRIPTURA é o fundamento da Fé Cristã. Se neste século a Igreja falhar em pregar e praticar SOLA SCRIPTURA, está na hora de uma nova Reforma.

2) SOLA GRACIA – Somente a Graça

É o segundo grande slogan de alerta da Reforma. Lutero e seus sucessores todos se ajuntavam em torno deste grande pilar. Os verdadeiros evangélicos se baseiam na Escritura para afirmar que o homem pecador não tem qualquer esperança de salvação pelo seu próprio esforço. São firmes em defender o que a Escritura apresenta: “Pela graça sois salvos, por meio da fé – isto não vem de vós, é dom de Deus – não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9).

O protestantismo nega todos os esquemas de salvação que promovem o homem e suas atividades religiosas como meio de ganhar a vida eterna e o perdão.

Esta questão era óbvia para Lutero: É o homem que inicia e ajuda no perdão divino, ou é Deus quem providencia, inicia, efetua e completa o círculo completo da salvação de pecadores perdidos, para que a glória tenha de ser atribuída somente à Sua graça soberana? Para Lutero a segunda opção era a verdadeira. Lutero respondeu ao humanista católico, Erasmus, que escrevera uma obra defendendo o livre-arbítrio (Diatribe); respondeu escrevendo sua famosa obra “A Escravidão da Vontade” ou “Nascido Escravo” (editora FIEL), enfatizando a prioridade da graça divina na salvação. Lutero insistia que um pecador era tanto incapaz de providenciar um remédio salvífico, como também incapaz de se apropriar do remédio que foi providenciado. Lutero viu que a única forma que poderia fazer ruir um sistema já tão inculcado na mente das pessoas e de peso como o católico Romano, onde eram enfatizadas práticas como compra de indulgências, peregrinações, penitências e outros, era atacar a raiz da controvérsia. Era uma questão de livre graça versus livre arbítrio. Até mesmo Erasmus foi levado a confessar: “Você, e você somente, enxergou um mecanismo sobre o qual tudo gira e aponta para este alvo, para este ponto vital: livre arbítrio versus graça de Deus”.

O homem pensa que é livre, mas não sabe que está escravo do pecado e de satanás. Jesus disse “…Todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8:34). O homem possui um tipo de liberdade, é claro; é livre para fazer o que quer, mas o que ele quer é pecar porque os seus desejos são pecaminosos e o levam cada vez mais para longe de Deus amando o pecado e por fim morrendo nele. O grande pregador inglês do século XVIII, George Whitefield, dizia que o livre arbítrio do homem só o leva para o inferno. Tudo isso porque sua vontade é escrava da sua natureza corrompida pelo pecado. A escravidão do homem é tão completa que ele fica alegremente desapercebido da sua condição de escravo.

Lutero refletia sobre esta condição e a descrevia desta maneira:

“Eu creio que não posso por minha própria razão ou força, acreditar em Jesus Cristo meu Senhor, ou buscá-lo; mas o Espírito Santo me chamou através do Evangelho, me iluminou pelos seus dons, e me santificou e preservou na verdadeira fé; da mesma maneira Ele chama reúne, ilumina e santifica toda a Igreja da terra, e preserva a sua união com Jesus Cristo na verdadeira fé…”.

Este é o Evangelho da graça, da SOLA GRACIA! Pecadores que não merecem nada além da ira de Deus, ganham o privilégio de gozar do Seu favor, pois aprouve ao Senhor ser gracioso para com pessoas que só mereciam sua condenação.

Para um evangélico, que tira a sua doutrina exclusivamente da Bíblia, a salvação é um presente de Deus, imerecido, dado a pessoas indignas. “…a graça de Deus se manifestou salvadora…” (Tito 2:11).

Livre graça é a necessidade gritante da igreja na presente hora. SOLA GRACIA tem que ser o chamado supremo da Igreja em nossos dias e não uma decisão humana, uma manipulação humana, ou métodos seculares do homem moderno para ganhar convertidos feitos por ele, mas sim o antiquado método evangélico. Somente pela graça soberana é a mensagem que captura e transforma os corações de pecadores pelo poder do Espírito Santo.

3) SOLA FIDE – Somente a Fé

Os evangélicos afirmam que a Bíblia é a única verdade autoritativa e que a salvação é unicamente pela graça de Deus. Isso suscita uma pergunta fundamental? Como uma pessoa pode receber esta salvação? Como uma pessoa pode ser aceita por Deus? Era essa a questão que queimava na mente de Lutero e que o levou quase ao desespero.

Lutero não se tornou monge por opção. O biógrafo de Lutero, Roland Baiton conta certo episódio de sua vida:

“Em um sufocante dia de julho de 1505, um viajante solitário estava andando com dificuldade por um caminho ressequido das redondezas da vila de Stotternheim. Era um homem jovem, de baixa estatura, porém robusto, e vestia uma roupa de estudante universitário. Enquanto se aproximava da vila, o céu escureceu. De repente caiu uma chuva e que logo se transformou em uma estrepitosa tormenta. Um raio rasgou a escuridão e lançou o homem por terra. Lutando para levantar-se, gritou aterrorizado: ‘Santa Ana, ajuda-me e serei um monge!’.

O homem que assim invocou a uma santa, mais tarde repudiaria o culto aos santos. Aquele que fez votos de tornar-se monge, mais tarde iria renunciar ao monasticismo. Um filho leal da Igreja católica, mais tarde faria em pedaços a estrutura do catolicismo medieval. Um servo devoto do Papa, mais tarde identificaria os Papas com o Anticristo. Porque este jovem era Martinho Lutero”.
Pouco depois desta experiência, Lutero fez seus votos. Deixou seus estudos das leis e ingressou no monastério agostiniano de Emfurt, para desilusão de Hans, seu pai, que desejava ver seu filho um advogado. No monastério dedicou-se a um tipo de vida rigorosamente austera. Passava noites sem dormir e dias em jejum e orações chegando a formas severas de auto flagelação, castigando severamente seu corpo e rejeitando até mesmo a provisão de um cobertor fazendo-o quase morrer congelado. Como não podia passar nem um dia sem pecar e sabia que seus pecados tinham de ser perdoados, buscava diariamente o confessionário para buscar absolvição e achar a aceitação de Deus. Ao contrário dos outros, passava horas confessando seus pecados. Em uma ocasião chegou a passar seis horas confessando os pecados do dia anterior.

Ele disse depois:

“Eu era um bom monge e seguia a regra da minha ordem tão estritamente, que posso dizer que, se alguma vez um monge chegou ao céu por sua vida monástica, esse fui eu. Todos meus irmãos no monastério, que me conheciam, me apoiavam. Se houvesse continuado por mais tempo, me teria matado com vigílias, orações, leituras e outros trabalhos”.

Lutero buscava justificação para ser salvo, porém, cada vez mais se tornava alienado de Deus. Como os fariseus da época de Jesus, buscava sua própria justiça. Por isso disse mais tarde: “…Eu…estava sendo atormentado perpetuamente”. A visão de Lutero era de um Deus que não passava de um juiz extremamente severo e irado. Podemos imaginar que Lutero fosse um “pouco louco”, mas na verdade o que ele tinha em mente era a grande verdade da justiça de um Deus que é santo. Lutero sempre foi uma pessoa extremamente sábia e inteligente. Era conhecido como alguém que se sobressaia no conhecimento dos pontos difíceis das leis. Era considerado um gênio nas leis. Tinha uma compreensão superior da lei. Por isso aplicava esse conhecimento, de uma forma astutamente legal à Lei de Deus e viu coisas que a maioria das pessoas normalmente passam por cima. As pessoas, quando muito, acham que são, de fato, pecadoras e infringidoras da Lei, mas que também todo mundo é assim. Desse modo concluem que Deus deve fazer “vista grossa” contra seus pecados porque ninguém é capaz de ser perfeito.

Mas Lutero não via desta forma. Se Deus fosse assim, como pensam, teria de comprometer Sua própria santidade. Deus não rebaixa Seus próprios padrões santos para acomodar-se a nós pecadores. Ele é santo, totalmente reto e justo. Lutero via a diferença entre um Deus que é tudo isso e nós, opostamente pecadores imundos e injustos. Este era o dilema de Lutero e que devia ser o dilema muitos. Por isso ele fazia a pergunta fundamental da Reforma: “Como pode um homem injusto sobreviver à presença de um Deus justo?”.

Lutero, ao contrário do jovem rico que conversou com Jesus, sabia que lhe faltava não apenas uma coisa, mas muitas coisas, pois a Lei de Deus exige perfeição total. Ele sabia o homem pecador não pode entrar no céu. A menos que entendesse o evangelho, morreria no inferno. Se o homem não for coberto com a justiça de Cristo estará perdido eternamente.

Enquanto todos estavam tranqüilos, Lutero dizia:

“Sabem vocês que Deus habita em luz inacessível? Nós, criaturas débeis e ignorantes, queremos sondar e entender a majestade incompreensível da insondável luz da maravilha de Deus. Nos aproximamos; nos preparamos para nos aproximar. Que tremendo é, então, que Sua majestade venha e nos faça em pedaços!”.

Mas felizmente ocorreu a experiência religiosa essencial que Lutero tanto desejava. Deus deu-lhe a resposta. Não foi através de uma “luz interior”, uma revelação extra Bíblia, um raio, ou alguma experiência de êxtase, não, mas foi na quietude de seus estudos, no exame das Escrituras. Na chamada “experiência da torre” Lutero mudou sua vida e o curso da história do mundo. Deus o fez entender a Sua misericórdia sem comprometer a Sua justiça santa.

Na Universidade de Wittemberg, Martinho Lutero recebeu a responsabilidade de fazer estudos de trechos bíblicos e, em 1515, dois anos antes de afixar as suas 95 teses contra as indulgências, ele iniciou uma série de palestras na Epístola aos Romanos. Nesse tratado de Paulo ele descobriu o coração do Evangelho.

“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no Evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Romanos 1: 16-17).

Ele mesmo descreve sua experiência:

“Eu anelava grandemente entender a epístola de Paulo aos Romanos e nada se interpunha no caminho exceto uma expressão, “a justiça de Deus”, porque eu a tomei como que significando essa justiça pela qual Deus é justo e trata com justiça ao castigar o injusto. Minha situação era que, apesar de ser um monge impecável, estava diante de Deus como um pecador com a consciência conturbada e não tinha nenhuma confiança em que meus méritos podiam apaziguá-lo. Portanto, eu não amava a um Deus justo e irado, mas o odiava e murmurava contra Ele. Não obstante, me agarrava ao amado Paulo e tinha um grande anelo em saber o que ele queria dizer.

Refleti noite e dia até que vi a conexão entre a justiça de Deus e a afirmação de que ‘o justo viverá por fé’. Então compreendi que a justiça de Deus é aquela retidão pela qual, através da graça e somente da graça de Deus, Ele nos justifica pela fé. Neste ponto me senti renascer e senti que havia entrado através de portas abertas ao paraíso. Toda Escritura tomou um novo significado, e, enquanto anteriormente a ‘justiça de Deus’ me havia enchido de ódio, agora chegou a ser para mim inexplicavemente algo doce em um amor maior. Esta passagem de Paulo chegou a ser para mim a porta do céu…

Se tu tens a fé verdadeira de que Cristo é teu Salvador, então, no momento tens um Deus de graça, porque a fé te guia até dentro do coração e da vontade de Deus, para que possas ver uma graça pura e um amor transbordante. Isto é contemplar a Deus com uma fé que podes olhar Seu coração paternal e amigável no qual agora não há ira nem falta de graça. O crente que vê a Deus como irado não o vê corretamente, mas que olha sob uma cortina como se uma nuvem viesse sobre seu rosto”.

O que Lutero estava dizendo é que não conseguia conciliar “a justiça de Deus” que odiava, com o “Evangelho” que amava. Mas o texto de Romanos fala exatamente que a “justica vem pelo evangelho”. Isso o perturbou. Como entender? Então ele percebeu que a justiça de Deus é revelada em Cristo (o Evangelho), quando realiza Sua obra por pecadores merecedores da condenação e ira de Deus e os cobre com Sua justiça. Assim, Deus nos vê, não como pecadores, mas como santos e nos declara justos diante da Sua Lei. O mérito é todo de Cristo, a justificação é algo que vem de fora, é alienígena, não é obra nossa; a obra de Cristo é a base de nossa justificação. Esta verdade é a primeira parte da questão de Lutero, mas a resposta completa chegou quando ele percebeu, no texto, que esta justificação, que esta “justiça que vem pelo Evangelho” nos é entregue por fé e não por obras. É de “fé em fé” porque “o justo viverá por fé”. Não é por obras como pensam todas as demais religiões. Agora podemos entender o que Paulo diz em Romanos 4.2-5:

“Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim, como dívida. Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica ao ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça”.

A obra de Cristo nos traz a plena absolvição, que tanto Lutero almejava. Agora Deus nos trata como se nunca tivéssemos cometido pecado algum ou jamais tivéssemos sido pecador. E Deus nos trata como se nós pessoalmente tivéssemos cumprido toda a obediência que Cristo cumpriu por nós. Mas, não é nossa fé que merece a absolvição. Não somos justos perante Deus graças a nossa fé. Somos justos perante Deus graças a obra de Cristo na Cruz e cumprindo toda a Lei. Mas a questão é que só podemos possuir esta justificação pela fé somente.

Temos que definir bem o que é a fé. A fé não é uma boa obra nossa que nos faz merecer o perdão. Mas fé é, por assim dizer, a mão com a qual recebemos a justiça de Cristo. Somos justos e recebemos absolvição, não por causa de nossa fé (na verdade ela nos foi dada por Deus – Efésios 2:8), nem sem ela, mas por meio da fé. A fé é o instrumento com que abraçamos a Cristo.

“O justo viverá por fé”. Este foi o grito de guerra da Reforma Protestante. A idéia de que a justificação é só pela fé (SOLA FIDE), só pelos méritos de Cristo, era tão central ao Evangelho que Lutero a chama de “o artigo sobre o qual a Igreja se mantém de pé ou cai”. Lutero sabia que era o artigo sobre o qual ele se mantinha de pé.

Uma vez que Lutero entendeu o ensino de Paulo em Romanos, ele nasceu de novo. O peso da sua culpa foi quitado. Seu tormento enlouquecedor terminou. Isto foi tão significativo para este homem, que ele foi capaz de enfrentar o Papa, o concílio, o príncipe e o imperador e se fosse necessário, o mundo inteiro. Lutero havia passado pelas portas do paraíso e nada o faria voltar atrás. Ele foi um protestante que sabia do que estava protestando! SOLA FIDE! Que esta verdade se transforme numa epidemia tal em nossa nação que faça o povo desesperar pela bênção da justificação pela fé somente.

4) SOLUS CHRISTUS

Nós falamos com freqüência das 95 teses de Martinho Lutero, porém lembramo-nos também que Zwinglio escreveu 67 teses, apenas seis anos depois de Martinho Lutero! Estas teses, ou afirmações teológicas exaltam a Cristo: “A suma do Evangelho é que o nosso Senhor Jesus Cristo, o verdadeiro Filho de Deus, tornou conhecida a nós a vontade de seu Pai celestial e nos redimiu da morte eterna por Sua inocência, e nos reconciliou com Deus” (Tese 2). “Portanto, Cristo é o único meio de salvação para todos que eram, são e serão salvos” (Tese 3). “Quem quer que seja que procure ou que mostre outra porta, erra; sim, é um assassino de almas e um ladrão” (Tese 4). “Cristo é o cabeça de todos os crentes que são o Seu corpo e sem Ele o corpo está morto” (Tese 7). “Cristo é o único mediador entre nós e Deus” (Tese 19). “Cristo é a nossa justiça” (Tese 22).

Um ponto que os reformadores enfatizaram foi que nós só temos um meio de acesso a Deus e um único advogado, um só mediador, um só caminho: Jesus Cristo. Porque Ele se fez homem unindo as duas naturezas divina e humana e se tornou o mediador que o próprio Pai constituiu entre nós; porque não há ninguém, nem no céu, nem na terra ou entre os homens que nos ame mais do que Cristo. “…pois Ele, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homem…” e “…em todas as cousas se tornasse semelhante aos irmãos…” (Filipenses 2:6-7 e Hebreus 2:17).

Nós não podemos buscar outro mediador entre nós e Deus porque só Jesus nos amou a ponto de dar Sua vida por nós, quando nós éramos ainda inimigos de Deus (Romanos 5:8 e 10). Além do mais, a Bíblia diz que só Jesus está à direita do Pai com toda autoridade intercedendo por Seu povo. A quem Deus Pai ouvirá antes de Seu Filho? Ou quem o Pai ouvirá além do Seu Filho? Quem está mais próximo de Deus do que Seu Filho ?

Somente por falta de confiança em Cristo os homens começaram a buscar os santos que já morreram. Eles mesmo quando vivos rejeitaram qualquer manifestação de veneração ou de mediação (Atos 10:26; Atos 14:15). Muitos querem dizer que nós não podemos nos achegar a Deus em orações porque somos indignos. Mas a Bíblia nos diz que Jesus tornou-se “…em todas as cousas…semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas cousas referentes a Deus, e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hebreus 2:17,18). Diz ainda mais que devemos ir a Deus pois “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, antes foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemos-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:14-16). É a Escritura que nos manda ter intrepidez para “entrar no Santo dos santos, pelo sangue de Jesus.. aproximemo-nos …em plena certeza de fé…” (Hebreus 10:19-22). É Jesus que vive intercedendo por Seu povo (Hebreus 7:24-25). Nós não poderíamos nos aproximar de Deus, sem Cristo, pois Ele é “fogo consumidor”. Mas o crente está coberto com a justiça de Cristo. Sua obra foi suficiente.

Então, do que precisamos mais? Jesus mesmo disse certa vez: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Os protestantes não buscam outro advogado, outro mediador porque aprouve a Deus nos dar Seu Filho para realizar esta obra mediadora. O próprio Jesus nos orientou a que buscássemos o Pai em oração, mas em Seu nome (em nome de Jesus). Por meio dEle somente, é que podemos ir à presença de Deus. Ele é o perfeito mediador. Não existe outro.

Nossos antepassados reformados desembaraçadamente proclamavam: “Solus Cristus” (somente Cristo). Em Cristo há vida; fora de Cristo há morte. Sem Ele nada podemos fazer, por meio dEle podemos tudo. Fora de Cristo Deus não pode ser senão um fogo eterno e uma chama que consome; em Cristo Ele é um Pai gracioso. Isso é doutrina da Reforma, pois somente em Cristo a justiça de Deus pode ser satisfeita, isto é, por Sua obediência ativa e passiva.

5) SOLI DEO GLORIA – Só a Deus toda glória

Este era mais um dos slogans da Reforma Protestante. De fato, podemos dizer que este slogan prende em si mesmo toda a essência da Reforma. Esta afirmação resgatou o propósito de vida das pessoas, que estava soterrado sob o entulho da tradição religiosa medieval e da teologia antropocêntrica de Tomás de Aquino. O ponto que este slogan defende é que só Deus deve ser glorificado em nossa salvação, no louvor e nas nossas vidas.

Porque fomos salvos só pela graça, que só vem de Cristo, só pela fé, não existe nenhum lugar onde possamos dizer que ajudamos a Deus, ou fizemos algo em prol da nossa salvação. A reforma recuperou a afirmação bíblica da Total Depravação do Homem e que desde o seu nascimento este homem é incapaz de fazer qualquer coisa para ser salvo diante de Deus. Mesmo todas as obras boas, feitas por aquele que não foi regenerado, são pecado. A nossa justiça é como trapos de imundícia, como Isaías registrou. Ele disse que a nossa justiça, as nossa boas ações são inaceitáveis diante de Deus pois estão manchadas pelo pecado.

Eu e você, não somente precisamos da justiça de Cristo para pagar o preço dos nossos pecados, mas precisamos de Cristo para pagar por tudo aquilo que fizemos pensando que era bom; no entanto eram apenas trapos de imundícia diante do nosso Deus. Existem tantos pecados em nossa “boas ações”, que merecemos o castigo eterno e a condenação de Deus. Mas quando Deus dá a uma pessoa a fé para olhar para a cruz de Cristo e dizer, “isto foi por mim”, esta pessoa imediatamente passa à condição de justificada, declarada justa, pura. Tudo isto pode parecer não ter sentido, que não é verdade. A sua consciência pode tentar dizer que Deus ainda tem muitas exigências a fazer para que você seja declarado justo. Os seus amigos podem dizer que isto não faz sentido e concluem: “Então, se isto for verdade, você pode viver qualquer tipo de vida e ainda ser salvo no final, isto não está certo!”. Estas pessoas não compreenderam o evangelho.
O Evangelho tem um efeito completamente diferente. O que a Lei nunca poderia conseguir – a verdadeira obediência vinda do coração e amor por Deus e pelo próximo – isto o Evangelho conseguiu. Cristo não só pagou o preço dos nossos pecados e zerou a nossa dívida para com Deus, mas cobriu-nos com Sua justiça; Sua justiça foi imputada em nós, creditada em nossa conta. Mesmo quando ainda somos pecadores, ainda assim, estamos justificados. O evangelho foi além e derrubou a ditadura das nossas paixões carnais que nos deixavam buscando apenas a nossa própria alegria, a nossa própria salvação e a nossa própria glória. Diante disso nós não podemos ser egocêntricos. Para dizer a verdade, Calvino reclamava dos crentes da idade média que viviam tão preocupados e sobrecarregados com a tarefa de salvar as suas próprias almas, e se tornaram tão zelosos de boas obras para ter uma vida piedosa, que se esqueciam do próprio Deus, sua Majestade, Sua glória, e de amar ao próximo e querer bem aos seus irmãos.

Se Deus nos escolheu antes da Criação do mundo; se Ele nos redimiu quando ainda éramos seus inimigos (“éramos por natureza filhos da ira” – Ef.2:3); se Ele nos vivificou quando nós estávamos mortos espiritualmente, perguntamos: de que o homem pode se vangloriar? Ou para que o crente viver angustiado como Lutero, antes de se converter? Deus agora nos vê como justos. Agora estamos livres para amar e servir a Deus e aos nossos vizinhos, sem medo de sermos castigados e sem a necessidade de buscarmos recompensa. Buscar recompensa é dizer que somos merecedores e isso “apaga” a glória de Deus.

Aproveitando este tema, este é exatamente o motivo pelo qual muitos afirmam não poder acreditar na doutrina bíblica da Eleição Incondicional. Parafraseando o que diz certo teólogo (arminiano) do passado: “Esta doutrina tira toda a motivação do crente buscar a santificação, que é o medo do castigo e a busca de uma recompensa”.

Se este teólogo tivesse com a razão, isto faria à nossa religião o que fez aos monges medievais, reclusos nos mosteiros: nossas vidas seriam impulsionadas apenas por motivos egoístas! Será que a vida cristã é salvar o seu próprio “pescoço” e viver correndo atrás de medalhas de “honra ao mérito” no céu ?

Os reformadores, Martinho Lutero e João Calvino pregavam o evangelho bíblico que havia sido soterrado e não era mais pregado aos cristãos. Como conseqüência, os ouvintes estavam acostumados com uma espiritualidade centrada no homem, uma espiritualidade egocêntrica, própria da idade média e, por incrível que pareça, própria da nossa época. Quando eles pregaram o evangelho, a mensagem genuinamente bíblica, de repente, as atividades do dia-a-dia, da vida comum, passaram a ter um novo significado, uma nova motivação. Não era uma vida piedosa separada e enclausurada do mundo que iria agradar a Deus (gnóstica). Jesus disse em Sua oração sacerdotal: “Não peço que os tires do mundo, e, sim, que os guardes do mal” (João 17:15) Enclausurar-se num gueto espiritual não foi uma ordem divina. Deus nunca ordenou que, para agradá-lo, os crentes teriam que se isolar do mundo! Não, os Reformadores insistiam que santos são todos aqueles que, nos seus afazeres diários, ordenhando vacas, construindo casas, assando pães, homens e mulheres comuns, vivendo vidas normais, os advogados, cientistas… se dedicam a ser o melhor possível nas suas obrigações, funções ou trabalhos, com o propósito de dar honra e glória ao nome de Deus. Neste sentido, santo é aquele que, com fidelidade, atende ao chamado de Deus para ser o melhor possível onde Deus o colocou. “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo coração, como para o Senhor, e não para homens” (Colossenses 3:23)

Os historiadores modernos ficam extasiados quando observam os efeitos da Reforma Protestante no homem comum daquela época. A sociedade moderna que se desenvolveu no Novo Mundo, teve muito a ver com o que os Reformadores ensinaram. A Reforma protestante, podemos dizer, “liberou a energia” do homem e da mulher comum. Criou a “Escola Pública Universal”; transformou governos em democracias; pronunciou a bênção de Deus sobre todos os que levassem uma vida digna, com trabalho honesto, isto numa época em que a sociedade pregava que a pobreza era o viver mais perto de Deus, que era bom ser pobre. Os Reformadores ensinaram que Deus fica feliz e abençoa o trabalho bem feito dos seus filhos que honram-no agindo responsavelmente e produtivamente; fazendo o melhor. Mas longe deles a idéia de esquecer os pobres ou discriminá-los.

• A Reforma com sua ênfase em dar glórias a Deus e se importar com o próximo, cuidando do pobre, mobilizou a sociedade para, através do serviço ao próximo, cuidar daqueles que o governo não tinha a intenção ou interesse em cuidar.

• Ao mesmo tempo a Reforma gerou artistas de renome como Johan Sebastian Bach, que ao final de cada uma das suas composições escrevia: “SOLI DEO GLORIA”. Junto a ele, outros nomes surgiram como Mendelssohn (compositor, pianista e regente alemão) Rembrandt (maior artista e pintor holandês do século XVII), Vernier (matemático francês do século XVII), Herbert, John Bunyan (puritano, homem simples, que escreveu o famoso livro O Peregrino) e grandes eruditos nas universidades.

Os reformadores aplicavam esta verdade de “Só a Deus Toda Glória” em suas vidas práticas. Eles davam grande ênfase à vocação da pessoa. Enfatizavam que cada pessoa devia glorificar a Deus através de sua vocação secular. Lutero já havia ensinado o sacerdócio universal dos crentes e os que criam nisso aprofundaram esta verdade. Mesmo os estudiosos marxistas do século XX deram crédito aos calvinistas puritanos por terem elevado a moral da classe trabalhadora da Inglaterra naquele período (Século XVII). Ao invés de darem simplesmente recursos às pessoas pobres, eles organizaram muitas sociedades, sistemas, para que as pessoas aprendessem uma vocação. Ensinavam que as pessoas tinham sido criadas por Deus para servir de acordo com os propósitos deste Deus. Que elas tinham sido criadas à imagem e semelhança de Deus sem distinção de classe. Diziam que quando uma pessoa estava varrendo a sua casa devia fazê-lo de forma responsável, pois era para glória de Deus e avanço do Seu Reino.

Dessa forma os pobres começaram a sentir um novo senso de dignidade e a desenvolver seus talentos que Deus havia concedido.

Assim, os crimes, a violência caíram tremendamente naquela época. Criaram sociedades de voluntários para ajudarem e darem treinamento e qualificação aos pobres. Fundaram hospitais de caridade e tudo tinha um propósito: viver para glória de Deus.
Protestantes reformados começaram a criar a Associação de Arte, de Ciências, de Cultura, através de toda a Europa. Nos Estados Unidos as grandes Universidades que foram fundadas com o propósito de anunciar ao mundo e às novas gerações esta postura Reformada, são conhecidas e respeitadas até hoje: Harvard, Dartmouth, Yale, Princeton, Brown e outras. Tudo para que Deus continuasse a ser glorificado enquanto os homens buscavam ser o melhor em suas profissões.

Mas, hoje, a maior ênfase é na glória humana. Evangélicos insensivelmente pragmatas, afirmam que a Reforma estava errada pois era centrada em Deus e não no homem. Eles insistem que o propósito do Evangelho é: “Santificar a busca egoísta do homem”. Dizem mais: que o grande defeito do cristianismo moderno é “o fracasso em proclamar o Evangelho de um modo que possa satisfazer a necessidade mais profunda de cada pessoa, ou seja, o anseio espiritual pela glória humana”.

Com toda esta ênfase que ouvimos hoje nos meios de evangélicos, daquilo que o homem é capaz de fazer com o poder do seu pensamento positivo e livre e de suas capacidades próprias, será que a glória ao nome de Deus está sendo um assunto estudado nas Igrejas Evangélicas dos nossos dias? Será que a Igreja que está se preparando para o século XXI está dando glórias ao nome de Deus? Será que temos hoje uma igreja aplicando este princípio da Reforma onde Deus é glorificado em todos os atos do crente ou será que precisamos de reforma novamente?

A situação de hoje é a mesma da Igreja Católica da Idade Média, estão acrescentado algo às Escrituras. Isto motivou a Reforma.

Precisamos de reforma novamente. A glória de Deus está dividida e obscurecida. Quando é o homem que faz e não Deus, não podemos dizer Soli Deo Gloria. Dizer que só a Escritura é a única regra de fé e prática e a ela não se acrescenta nada mais, mesmo que um anjo com todo seu explendor apareça dizendo novidades, aí está a Glória de Deus.

Quando se ensina presciência em lugar de predestinação; quando se diz que o homem tem livre arbítrio; quando se afirma que Cristo morreu por todos os homens e que este homem é quem decide a sua salvação; que o frágil homem é mais forte do que o Espírito Santo resistindo-o na Sua obra de convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo; quando se afirma que o crente pode ser “desregenerado”, “desjustificado” e “desantificado”, a graça é destruída e por se enfatizar o homem e não a Deus, não podemos afirmar Soli Deo Gloria.
Certa vez, em um programa de rádio, nos Estados Unidos, Dr. Michael Horton perguntou a Dr. James Boyce: “Se a glória de Deus não é o objeto em foco, o que a substitui?” A resposta sábia foi: “Nós vamos dar glória a alguém; ou damos a Deus ou aos homens. …ou louvamos a Deus ou endeusamos a nós mesmos e glorificamos a nós mesmos…construindo nosso próprio reino”.

Como podemos falar na glória de Deus na salvação se o homem seria um parceiro deste Deus na sua salvação. Deus não tem parceria com o homem no seu pacto eterno de salvá-lo. O Pacto divino para salvar o homem é feito com o Filho e os crentes são apenas herdeiros deste pacto. A iniciativa e o mérito é todo de Deus, da Trindade Santa. É Deus quem começa a boa obra e a completa. Foi Ele que disse: tudo está consumado! O amar de antemão, o predestinar para salvação, o chamar de forma eficaz, o justificar pela imputação da justiça de Cristo, e o glorificar na eternidade é o plano gracioso de salvação. Deus não divide Sua glória com ninguém – “A minha glória não darei a outrem” (Is.48:11).

Quando a igreja cria metodologias pragmáticas, técnicas inovativas para fazer o número dos membros crescer baseadas na força do homem, a glória de Deus é desfeita, “apagada”. A Igreja de hoje é tolerante, benevolente e só enfatiza o positivo; o sermão é breve e divertido. Isso descarta o método do próprio Jesus que enfatizava a pregação e o ensino sérios, como algo que O ocupou em todo Seu ministério.

A ênfase na auto-estima, hoje, tem sido evidenciada grandemente e sutilmente. Quando divido a glória da salvação com Deus, estou elevando minha auto-estima e não negando-me a mim mesmo. O negar-se a si mesmo foi a exigência de Cristo e uma marca do eleito de Deus (ITs.1:3). O hino que deve-se cantar hoje não é “Você tem valor”, mas é “Servo inútil sem valor, mas pertenço ao meu Senhor”.
A glória da minha justificação é de Deus, os méritos são de Cristo. Só a Deus toda glória por nossa justificação que é por fé; fé que ele mesmo nos dá gratuitamente. Isso nos faz lembrar as palavras de Cristo: “Graças te dou, ó Pai, Senhor dos céus e da terra, por que ocultastes estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos” (Mt.11:25). Deus escolheu os fracos para envergonhar os fortes; as pessoas humildes, as desprezadas, as que nada são para reduzir a nada as que são, com um propósito: Afim de que ninguém se glorie diante de Deus, pois só este merece a glória (I Co 1:26-29). E nesta humilhação do homem, os crentes, os que são de Cristo, para estes, Cristo é nossa sabedoria – a loucura do Evangelho torna-se sabedoria pois é o próprio Deus encarnado se oferecendo a si mesmo para salvar pecadores. Esta sabedoria está incluindo três coisas:

1. Justiça: Cristo nos justifica com sua morte na cruz e sua obediência à Lei.

2. Santificação: Cristo nos santifica. Jamais poderíamos nos santificar por nossas próprias forças – “…desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fl.2:12-13).

3. Redenção: Cristo pagou o preço de resgate com Seu sangue no Calvário.

Para que ?

Para que o homem veja que ele não fez nada e por isso não tem do que se vangloriar. Assim a glória é toda de Cristo.

Na doutrina protestante o homem é diminuído e Cristo é elevado. A Confissão de Fé de Westminster expressa que Deus pré-ordenou todas as coisas para Sua própria glória, bem como estabelece isso como sendo o fim principal do homem.: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre” (Breve Catecismo pergunta 1). Isso porque a Bíblia diz: “Por que dele e por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém” (Romanos 11:36).

Manoel Canuto (Coordenador do Projeto Os Puritanos)

BIBLIOGRAFIA
1. Bíblia Sagrada – Versão Revista e Atualizada
2. Enciclopédia Histórico Teológica – “Protestantismo” – Edições Vida Nova, Vol III
3. Errol Hulse – Lutero e a Autoridade das Escrituras – Jornal Os Puritanos/A Reforma Protestante/Ano II, N° 4
4. James E. McGoldrick – Três Princípios do Protestantismo – Jornal Os Puritanos/ A Reforma Protestante/Ano II, N° 4
5. Joel Beeke – Revendo Nossos Princípios Reformados – Revista os Puritanos/ Vida Aos Mortos/ Ano VI, N° 4
6. Loraine Boettner – Catolicismo Romano – (Editora Batista Regular)
7. R.C. Sproul – La Santidade de Dios, Cap 5 – La Insania De Lutero

A Verdadeira Prosperidade – A Vida Cristã Abundante (Revista CPAD da Escola Bíblica “dominical” – 1º trimestre de 2012)

Lições, Subsídios, Comentários, Metodologias, Dinâmicas de Grupo

e Assuntos Correlatos:

Em construção

1 – O Surgimento da Teologia da Prosperidade

2 – A Prosperidade no Antigo Testamento

3 – Os Frutos da Obediência da na Vida de Israel

4A Prosperidade no Novo Testamento   –   Clique aqui

5 – As Bênçãos de Israel e o que Cabe à Igreja

6 – A Prosperidade dos Bem-Aventurados

7 – “Tudo Posso Naquele que Me Fortalece”

8 – O Perigo de Querer Barganhar com Deus

9 – Dízimos e Ofertas

10 – Uma Igreja Verdadeiramente Próspera

11 – Como Alcançar a Verdadeira Prosperidade

12 – O Propósito da Verdadeira Prosperidade

13 – Somente em Jesus Cristo Temos a Verdadeira Prosperidade