Quer Pregar ? Então, pregue Cristo !

A sacra chamada cristã abarca uma série de obrigações que envolvem tanto ministros do evangelho, quanto todos os cristãos de um modo geral. É comum no chamado cristão observamos o envolvimento da igreja em áreas das mais diversas tais como ação social, ensino, política, entre outras. Mas talvez nenhuma outra área seja mais urgente para a igreja em todos os tempos como o sacro ministério da Palavra.

Este surge com a própria essência da mensagem, ou seja, não é temporal, findando-se em alguma época específica, mas atemporal, pois é a essência do ministério da igreja. Para ser um pregador da Palavra não basta apenas portar um dom retórico ou ser versado em algumas áreas do conhecimento, dominando algum poder persuasivo sobre o público, deve este ser imensamente capacitado de uma unção espiritual, que não pode ser conseguida sem o consentimento divino. Além do quê, aquele que se põe em frente de seus pares não pode ser um neófito, mas um cristão experiente, pois estará a ensinar a sacra doutrina a aqueles que são seus irmãos. Jamais um pregador se coloca acima da congregação que pastoreia. Não é comum a aqueles que têm seu chamado posto a prova arrogar tamanha pretensão. Sei que nesses dias é comum buscar-se títulos para se alcançar primazia frente ao povo de Deus. Mas este não é o procedimento daquele que se dedica fielmente a prediga. Este deve ser sempre voluntarioso e disposto a buscar o serviço de um conservo e não de um líder que se põe acima daqueles que estão ao seu lado.

O pregador da Palavra é, portanto um servo que busca a fidelidade. Não apenas no que se refere ao texto bíblico, mas o é também na vivência da fé cristã. Deve ele fornecer não somente o ensino, mas também a prática daquilo que está ensinando. Este pregador também é alguém intimamente ligado ao cotidiano da congregação que pastoreia, ou seja, ele vive todas as demandas daqueles que o escutam diariamente. Não pode se blindar como se nada acontecesse com ele. Deve viver, razoavelmente parecido no padrão de vida do seu povo, não buscando no poder econômico, que porventura consiga, uma certa diferenciação do povo. Pois, se assim for acabará se mostrando alheio a vida do povo, sendo mais um estrangeiro em meio ao seu povo que deveria admoestar.

Quanto à ministração da mensagem, esta deve ser clara e contundente. Não pode ser rebuscada com rodeios ou com peripécias retóricas para se camuflar o real sentido da Palavra. Deve também ser imensamente compreensível, evitando-se o uso de palavras que dificultem a assimilação por parte do povo. Deve-se buscar a excelência do significado, ainda que se deva ir geralmente a recursos mais rebuscados como o uso de léxicos das línguas estrangeiras que compunham o texto sagrado. Logo, ele é alguém que faz uso de um recurso imensamente erudito, mas que também em sua exposição torna o culto algo simples e inteligível. Os requintes ou a exposição de assuntos mais elevados devem ser guardados para os meios onde tais artifícios são compreendidos, mas isso não significa que a prediga é simplória.

Várias considerações vêem a mente do pregador quando este se põe a frente da igreja, mas a principal delas é que ele é apenas um instrumento da vontade divina. Ele edificará os santos e também convencerá os pecadores. Por meio dele alguns serão chamados, grandes trevas serão dissipadas e uma nuvem de testemunhas deverá atestar seu ensino.

Lamentavelmente nos dias atuais temos visto as mais bizarras figuras que se propõe instruir o povo de Deus. É certo que boa parte deles é exatamente aquilo que os seus ouvintes gostariam que eles fossem. Estes se comportam como se fossem meros funcionários do seu auditório e não profetas. Esta característica do pregador é inerentemente algo que ninguém deveria abrir mão, a não ser que deseje ser apenas uma marionete nas mãos de homens que desejam sentir “coceiras nos ouvidos”. O pregador verdadeiro não aceita comercializar sua pregação, seu envolvimento com o que prediga é altamente recíproco. Ele está tão envolvido com a mensagem que ele mesmo se confunde com ela. Portanto, essas caricaturas de pregadores que vemos hoje não são os genuínos ministros de Deus, são de fato uma aberração, dignos representantes de uma farsa que chamam erroneamente de evangelho, só que este não é outra coisa que não uma monstruosidade corruptora.

Se desejarmos ser aceitos neste ofício precisamos primeiramente do tratamento divino. Este não é uma colônia de férias, nem tão pouco tem lugar para principiantes aventureiros. É lugar para aqueles que foram provados pelo fogo, para aqueles que subiram ao terceiro céu da sublimidade de Cristo, para aqueles que são servos e não senhores. Ao meu modo de ver existem dois tipos de pregadores, aqueles que são forjados por Deus e aqueles que são forjados pela sua congregação. Os primeiros não temem sofrer as agruras do ministério, os últimos repudiam o escárnio da função preferindo as honras dos homens no lugar da de Deus.

Logo, como pregadores somos profetas e como profetas não nos movemos por conveniências ou por ganância. Pregamos o evangelho como disse Charles H. Spurgeon, “mais claro do que nunca”, um evangelho que é escândalo para judeus e loucura para os gentios, o evangelho do poder de Deus, que é mais sábia do que a sabedoria humana. Que não depende dos artifícios intelectualizantes e retóricos, mas do Cristo crucificado. Quem tem posto a mão no arado do ministério não olha para trás, mas avança firmemente na direção de Cristo e seu total empenho, ainda que seja extenuante e exaustivo não é nada daquilo que deveria ser, mas ainda falta muito para alcançar o prêmio da soberana vocação. Pregadores do Evangelho tremam diante do Santo e busquem a fidelidade.

Sola Gratia.

Fonte: [ Evangelismo e Reforma ]

Inspiração

Que significa inspiração quando se refere à Bíblia?

2 Timóteo 3.16:

“Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça.”

Inspiração significa que Deus é a origem da Bíblia.

2 Pedro 1.20-21:

“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.”

Instabilidade Espiritual (?) – Busque a Face do Senhor

Embora eu me regozije com conversões súbitas, eu tenho sérias suspeitas quanto a essas pessoas repentinamente felizes que nunca parecem ter se entristecido com o próprio pecado. Receio que esses que vêm tão facilmente à sua religião que freqüentemente a perdem completamente com a mesma facilidade. Saulo de Tarso foi convertido subitamente, mas nenhum homem já passou por maior horror de escuridão do que ele, antes que Ananias viesse a ele com palavras de conforto.
Eu gosto do arado profundo.
A raspagem superficial do solo é trabalho pobre. O corte profundo da terra sob a superfície é grandemente necessário. Afinal de contas, os cristãos mais duradouros parecem ser aqueles que viram que o mal interior que neles há é profundo e repugnante, e depois de algum tempo foram levados a ver a glória da mão curativa do Senhor Jesus conforme Ele a estende no Evangelho.

Receio que em muito da religião moderna há uma carência de profundidade em todos os pontos. Eles não tremem profundamente nem se regozijam grandemente. Eles não se desesperam muito, nem acreditam muito. Oh, cuidado com um verniz piedoso! Proteja-se da religião que consiste em colocar uma fina camada de piedade sobre uma pesada massa de carnalidade. Nós precisamos de uma obra contínua no interior. A graça que alcança o centro e afeta o espírito mais interior é a única graça que vale a pena ter.
Para pôr tudo em uma palavra, uma ausência do Espírito Santo é a grande causa da instabilidade religiosa. Cuidado para não confundir excitação com o Espírito Santo ou as suas próprias resoluções com os profundos mecanismos do Espírito de Deus na alma. Tudo aquilo que a natureza pinta, Deus queimará com ferro quente. Qualquer coisa que a natureza põe em funcionamento, Ele fará parar e jogará fora com os trapos. Você precisa nascer de cima, você precisa ter uma nova natureza forjada em você pelo dedo do próprio Deus, já que de todos os seus santos está escrito, “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus.”
Oh, mas, em todos os lugares eu temo que haja uma ausência do Espírito Santo! Há muita coisa vindo de uma moralidade espalhafatosa, superficial, muitos clamores de “Paz, Paz” onde não há nenhuma paz; e muito pouca ansiedade profunda advinda de um exame do coração para ser completamente purificado do pecado. Verdades bem conhecidas e facilmente lembradas são cridas sem serem acompanhadas da devida uma impressão do peso delas; esperanças sem consistência e confianças infundadas são formadas e é isso que faz com que os enganadores sejam tão abundantes e os espetáculos carnais tão comuns.

“Para pôr tudo em uma palavra,uma ausência do Espírito Santo é a grande causa da instabilidade religiosa.”

Arrependimento

2 Coríntios 7:10

“Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar.”

Alegremo-nos no Senhor Jesus Cristo

Salmos 16:8-9:

“Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; porquanto ele está à minha mão direita, não serei abalado. Porquanto está alegre o meu coração e se regozija a minha alma; também a minha carne habitará em segurança.”

Temos que Glorificar a Deus em TUDO o que fazemos

Assumindo a responsabilidade

O homem é responsável por todos os seus atos, mesmo os inconscientes.

 Arthur Koestler

Uma vez que a atitude influencia as escolhas que determinam o procedimento, uma avaliação honesta de nossos procedimentos pode revelar a qualidade da atitude predominante em nosso cora­ção. Portanto, vamos agora inquirir nosso coração com algumas perguntas.

O que estou fazendo tem a aprovação de Deus?

 Precisamos, diariamente, olhar para nosso procedimento e nos certificar de que a nossa maneira de viver tem a aprovação divina. Nosso modo de vida recebe a aprovação de Deus através da sua palavra?

“Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens.”1 Precisamos proceder com a cons­ciência de que estamos fazendo tudo não aos homens, mas a Deus. Deus aprova o que está vendo em minha vida? Será que estamos prontos para romper, agora mesmo, com o que não tem agradado ao propósito divino?

Sugiro que você interrompa esta leitura por um tempo e ana­lise sua vida. Se encontrar algo que contrarie o propósito de Deus, tenha coragem para romper com isso, coragem para dizer não. Recuse-se a permanecer com qualquer coisa que não tenha a aprovação divina. Se for necessário ser maltratado por optar pelas coisas de Deus, prefira sofrer, mas não fique com nada que interfira na recompensa que Deus preparou para você.2 Além de estragar o plano maravilhoso que Deus tem para nossa vida aqui, ficar com algo que ele não aprova é colocar em risco o compromisso com o tesouro que o Senhor tem para nós na eter­nidade.

O que estou fazendo glorifica a Deus?

O meu procedimento expressa louvores a Deus? Minha vida promove a glória de Deus?

“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.”3 O nosso procedimento precisa promover a glória de Deus. Nossa vida precisa ser como aroma suave a Deus, uma vez que somos o bom perfume de Cris­to.4 Nossa maneira de viver precisa ser uma constante adoração a Deus.

Quando Deus criou a mim e a você, ele tinha um propósito em mente: que fôssemos o louvor da sua glória, e a isso fomos predes­tinados.5 Não encontraremos a felicidade em hipótese alguma, a não ser que cheguemos a esta compreensão: minha vida precisa promover a glória de Deus. Só seremos felizes se passarmos a viver nesta dimensão de vida: adorar a Deus! Assim, seremos plenamen­te realizados.

Talvez aqui esteja um problema: achar que devemos construir nossa felicidade e, para isso, enveredar em tantas buscas, nos esque­cendo de que só seremos felizes quando estivermos fazendo da nos­sa vida o projeto verdadeiro de viver para adorar a Deus.

O que eu estou fazendo promove alguma má impressão?

 Os lugares aonde vamos, os caminhos pelos quais andamos, as pessoas com quem caminhamos, as mesas onde nos assentamos, aproveitamos essas ocasiões para que nossos procedimentos dêem, aos que nos rodeiam, a oportunidade de terem de nós uma boa impressão? Ou deixamos uma má impressão por onde passamos?

“Abstende-vos de toda a aparência do mal.”6 Precisamos elimi­nar do nosso procedimento não só o que claramente sabemos ser contrário a Deus, mas tudo o que pode dar uma aparência pecami­nosa em nossa vida.

Será que existe algo em meus relacionamentos que dá alguma aparência de pecado? O jeito que eu uso as palavras dá alguma bre­cha para o pecado? Os programas de televisão, os filmes aos quais assisto, os livros e revistas que leio, tudo isso tem causado uma má impressão? Minha aparência, o modo como me visto, o jeito com que olho para as pessoas do sexo oposto têm alguma aparência de pecado?

Precisamos romper com qualquer coisa que possa aparentar uma vida distante de Deus.

Nas coisas que faço, existe a presença da dúvida?

 Quando orientou os cristãos de Roma, o apóstolo Paulo apresen­tou o princípio de que precisamos basear nossa vida na certeza da fé. Paulo nos ensinou que o que não provém da certeza da fé é pecado.

Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvida é condenado se comer, porque não come com fé; e tudo o que não provém da fé é pecado.7

A presença da dúvida em nossa vida deve servir de alerta. No mínimo, precisamos colocar-nos em oração para que Deus nos revele se estamos procedendo de acordo com o ensino da sua palavra. Uma boa atitude é procurar o líder espiritual para um aconselhamento.

O que eu vou fazer trará bons resultados para minha vida e para a vida das pessoas a meu redor?

 Nosso procedimento precisa produzir resultados espirituais positivos a nós e aos que nos rodeiam. “Atente bem para a sua pró­pria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agin­do assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem.”8

Uma árvore se dá a conhecer por seus frutos. A árvore boa dá um bom fruto. Do mesmo modo, a nossa nova vida com Cristo é co­nhecida pelos frutos, pelos resultados que produzimos.9 Portanto, podemos avaliar nosso procedimento pelos resultados que ele está promovendo: o que eu estou fazendo edifica os que vivem a meu lado?

Em Romanos 14.19, a Bíblia nos orienta: “Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua”. Um pouco mais à frente, em Gálatas 6.7, Paulo nos adverte sobre o perigo de procedermos sem critérios: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá”.

Não podemos permitir que o jeito Caim de se nos torne cegos, a ponto de vivermos a vida sem nos avaliarmos diariamente. Ah! Se Caim tivesse parado para avaliar-se e corrigir seu procedimento, como sua história teria sido diferente. Mesmo sendo advertido por Deus, ele prossegue desgraçadamente no procedimento errado, culminando numa vida de irrealização, vazio, solidão, derrota e escravidão no pecado.

“Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo.”10 Hoje, a mesma exortação que Deus fez a Caim faz a nós. E nosso dever escolher a maneira certa de agirmos. Não importa o que fizeram conosco no passado. Pode até ser que fomos vítimas de abusos, injustiças e tiranias. Hoje, neste exato momen­to, estamos com o poder de decisão em nossas mãos. Nossos algozes não têm mais nenhum poder sobre nós. Não importa o quanto nosso passado foi errado; agora, podemos escolher agir da forma certa, podemos recomeçar à luz do que Deus já nos deixou claro em sua palavra.

Deus sabe que não fomos, nem somos e jamais seremos perfei­tos por nossa própria força, competência e mérito. Ele não exige perfeição para nos aceitar. Deus espera apenas sinceridade e inte­gridade de nossa parte. Ele deseja que apresentemos nossos passos, nossos pensamentos, nosso coração, nossas atitudes, nossos proce­dimentos à luz do que já nos ensinou.

Hoje é o tempo de recomeçar. A cruz de Cristo é a garantia de que podemos recomeçar, sempre que descobrirmos que nos perde­mos na jornada em direção ao centro de sua vontade.

Levante-se ! Você é responsável

por todos os seus atos !

J. JACÓ VIEIRA, in A Síndrome de Caim

in Maluco por Jesus