A Fé Protestante

A palavra “protestante”, de acordo com a definição do dicionário se refere a “um membro de uma das igrejas cristãs que terminaram se separando da Igreja católica Romana desde o século XVI; batistas, presbiterianos, congregacionais, e alguns outros; ou se refere a ‘uma pessoa que protesta’”. O termo “protestante” não é um termo pejorativo. A palavra é derivada do latim, da preposição PRO, que significa “para”, e o infinitivo TESTARE, “testemunho”. Um protestante é, então, uma testemunha – um protestante é uma testemunha de Jesus Cristo e da Palavra de Deus. O protestantismo não é meramente o protesto contra a corrupção eclesiástica e o falso ensino; é o renascimento da fé bíblica, um renascer do cristianismo do Novo Testamento, com uma ênfase positiva nas doutrinas das Escrituras.

Mas historicamente o termo “protestante” se originou na Segunda Dieta Imperial Alemã de Speyer (1529) quando os príncipes luteranos leram um “Protesto” contra a decisão da Dieta que declarava que a fé Católica Romana era por lei a única fé. A primeira Dieta de Speyer tinha decidido que o governante de cada estado estava livre para seguir a fé que sentisse ser a correta. Este “protesto” era ao mesmo tempo, uma objeção, um apelo e uma afirmação:

“Qual é a igreja verdadeira e santa? … Não há nenhuma pregação ou doutrina segura senão aquela que permanece fiel à Palavra de Deus. Segundo o mandamento divino, nenhuma outra doutrina deve ser pregada. Todo texto das santas e divinas Escrituras deve ser elucidado e explicado por outros textos. Esse Livro Santo é necessário, em todas as coisas, para o cristão; brilha claramente na sua própria luz e é vista iluminando as trevas. Estamos resolutos, pela graça de Deus e com a Sua ajuda, a permanecermos exclusivamente na Palavra de Deus, no santo evangelho contidos nos livros do Antigo e do Novo Testamento. Somente essa Palavra deve ser pregada, e nada que seja contrário a ela. É a única verdade. É o juiz certo de toda doutrina e conduta cristã. Não pode nos enganar nem lograr”.
Dessa forma, os luteranos e outros defensores da Reforma passaram a ser chamados e conhecidos como “protestantes”.

O Protestantismo surgiu em uma época difícil, de escuridão espiritual e de escândalos no seio da Igreja. O povo vivia na ignorância das Escrituras, cheios de superstições, crendices, e alheios às verdades do Evangelho. O culto a Deus era um emaranhado de invenções humanas. O povo “não conhecia ao Senhor” (Juízes 2:10). Os líderes espirituais eram incultos e viviam na imoralidade. O celibato não funcionava e desde os Papas até ao mais simples sacerdote, muitos estavam envolvidos com relacionamentos ilícitos, com amantes e até filhos. A corrupção do papado estava ligada à riqueza e ao poder. Há claros relatos de perseguições aos que se levantavam em alguns locais procurando obedecer e viver de acordo com as Escrituras. Foi o caso do Papa Inocêncio VIII que ordenou a execução dos Valdenses. A escandalosa perseguição da Inquisição que fez com que Thomas Tacomado, chefe da Inquisição espanhola, queimasse vivos 10 mil pessoas presas a uma estaca. O escândalo das Cruzadas onde milhares de pessoas foram exterminadas com o pretexto da necessidade de se apossar da “maior relíquia”, a cidade de Jerusalém. São pequenos exemplos da negritude da Igreja medieval. São manchas inapagáveis na história da Igreja.

INDULGÊNCIAS: A DEFLAGRAÇÃO

A base doutrinária para a existência de indulgência era o ensino da Igreja de que ela tinha a custódia (a guarda) dos Tesouros dos Méritos que foram adquiridos pelos grandes santos que haviam excedido as boas obras necessárias para a salvação. Esse excesso de méritos se tornava uma fonte que a Igreja poderia distribuir aos que estavam deficientes espiritualmente, os pecadores necessitados. Isso era feito através de um certificado assinado pelo Papa que era adquirido pelo povo e assim se obter os méritos que necessitavam desta “caixa de méritos”, deste tesouro de méritos. Foi nos anos de 1460 a 1470 que o Papa Sixtus IV declarou os benefícios das indulgências para os que haviam ido para o purgatório. Como fruto da ignorância espiritual e da sede de riqueza e poder por parte da Igreja, surgiram a venda das indulgências onde a salvação era comprada por dinheiro. Esse dinheiro era dividido entre os banqueiros da época, o Papa, e uma parte ficava com o mais talentoso vendedor de indulgências: Tetzel. Na venda destas indulgências havia variedade de preços, pois Tetzel era hábil e criou um meio de atingir os ricos e pobres. Quem era rico dava mais e os pobres davam menos, mas todos davam.

Era outono de 1517 quando começaram as vendas destas indulgências. O anúncio era de que os compradores poderiam obter remissão dos pecados das pessoas queridas que já haviam morrido e ido para o purgatório. Consequentemente pessoas faziam esforços tremendos para libertarem seu queridos dos tormentos do purgatório (lugar de punição temporal pelos pecados) e tivessem a entrada no céu assegurada. Para isso bastava comprar os certificados assinados pelo Papa. Tetzel repetia sempre o “jingle”: “Assim que a moeda no cofre tilintar, alma do purgatório saltará”.

Informações destas atividades de Tetzel chegaram ao conhecimento de um professor de Teologia da Universidade de Wittemberg que as recebeu completamente consternado, mas, provocando sua ira. Seu nome era Martinho Lutero. Ele já havia refletido muito sobre sua condição de pecador e sua incapacidade para ser salvo através de obras meritórias e havia chegado a conclusão, pelas Escrituras, que a salvação é pela graça de Deus somente.

No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero, inflamado, desafiou a Igreja protestando de uma forma que ficaria marcada na história da Igreja perpetuamente. Foi à frente da porta da igreja do castelo de Wittemberg com um documento na mão e um martelo na outra, e afixou na porta uma lista com 95 protestos escritos em latim contra a venda das condenáveis e antibíblicas indulgências. Lutero anunciava ao povo que eles estavam sendo cruelmente enganados. A imprensa escrita que havia sido inventada por Gutemberg foi de muita importância para a divulgação das teses de Lutero em toda Europa, sendo traduzidas para vários idiomas. Com isso, a venda de indulgências caiu muito e fez “doer” muito o bolso da Igreja. Isso provocaria a Dieta de Worms onde Lutero mais tarde seria julgado pelos seus escritos e convicções.

Naquela época a Igreja ensinava que o perdão dos pecados poderia ser conseguido através do sacramento da penitência, quando o padre, representando Jesus, absolvia o pecador que confessava seus pecados e dava uma contribuição à Igreja como penitência. Lutero queria uma reforma na Igreja; queria trazê-la de volta às Escrituras para restaurar a pureza da fé. Não queria se tornar fundador de uma igreja separada. Lutero soube depois que a corrupção já havia atingido a cúpula de Roma e que o Papa Leão X e Albrecht, o arcebispo de Mainz haviam organizado a venda das indulgências.

LUTERO E SUAS DÚVIDAS

Lutero nascera de um lar pobre e, contrariando seus pais, desejou ser sacerdote. Era um homem sincero e desejoso de conhecer a Deus e Sua salvação. Mas sua visão de Deus era a de um juiz implacável que condena o homem pecador merecidamente. Era um homem angustiado que buscava sua salvação através de obras, do isolamento em um monastério, através de jejuns e orações; fazia confissões diárias mas não se sentia aceito por um Deus que é todo justiça.

Quando Lutero celebrou sua primeira missa, um grande vexame aconteceu. Toda sua família estava presente inclusive seu pai, o velho Hans Lutero, que já havia aceito a idéia de seu filho tornar-se um sacerdote. Lutero começou a cerimônia com firmeza e equilíbrio. Mas quando chegou o momento da oração de consagração, quando haveria, segundo o ensino católico, o grande milagre da transubstanciação, o monge agostiniano vacilou. Parecia congelado no altar; seus olhos estavam vidrados, suava bastante e um silêncio tomou conta da congregação. Seus lábios tremiam e não conseguia articular nenhuma palavra. Não tinha condições de continuar e voltou à mesa onde os convidados da família estavam e sentou-se. Foi arruinada a cerimônia, desonrada a família e a si mesmo.

Por que aconteceu isso? Lutero explica:

“Com que linguagem posso dirigir-me a tal majestade? …Quem sou eu, para que levante meus olhos e minhas mãos até a majestade divina? Os anjos O rodeiam. À Sua sombra a terra treme. E posso eu, um miserável, dizer: ‘Quero isto, peço aquilo?’. Porque sou pó e cinzas e cheio de pecados e estou falando do vivente, eterno e verdadeiro Deus”.

Na verdade, Lutero tinha um grande conflito que o perseguiu por muito tempo. Era uma pedra de tropeço para ele. Ele odiava a expressão “justiça de Deus” mas amava a palavra “Evangelho” (Boas Novas). Como conciliar as duas coisas? Pensava o Dr Lutero: “Como posso ser Salvo?”. Como poderia ele libertar-se da justiça santa e justa de um Deus que condena não só o pecado, mas aquele que comete o pecado? Por seus próprios esforços? Isso ele já vinha tentando há muito tempo e frustrado via que era totalmente ineficaz. Lutero conhecia as Escrituras e sabia que “todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia…” (Isaías 64:6). Não eram seus pecados que eram como trapo de imundícia, mas suas obras de justiça. Lutero via que estava perdido porque o homem não tem justiça própria. Seus atos são corrompidos e Deus é santíssimo para aceitar qualquer coisa contaminada. No céu só entra santos e justos. Como poderia ser salvo? Esta foi a grande pergunta dos Reformadores. Mas a Bíblia teria a resposta que Lutero tanto desejava.

Ele estava ensinando a Epístola aos Romanos quando se deparou com o versículo 17 do primeiro capítulo desta epístola extraordinária: “…visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”. Seus olhos foram abertos porque viu que a expressão que odiava, “justiça de Deus”, era revelada no que ele mais amava, “no evangelho”. Ele viu pela primeira vez a conexão entre as duas coisas. Viu primeiro que havia uma diferença entre Lei e Evangelho. Ele buscava justificação nas obras da Lei. Mas a Lei só exige, só condena. Ele buscava justificação nas obras da lei, mas ela só vem e “se revela no evangelho” mediante a fé. Ele creu em Cristo como o seu justificador e passou a amar o que odiava: a justiça de Deus. Percebeu que justiça de Cristo (Sua obediência passiva e ativa) havia sido creditada em “sua conta”. Ele compreendeu que a justificação do pecador é pela fé em Cristo e assim somos declarados justos: “O justo viverá por fé”. Agora Lutero se regozijava na salvação pela fé somente. A sua confiança na obra de Cristo dava-lhe o descanso que tanto desejava. Por isso disse: “…esta expressão de Paulo tornou-se para mim a plena verdade, uma porta para o paraíso”. Sua justiça não era a sua, mas a de Cristo.

Como pois aceitar vendas de indulgências para se conseguir salvação? Por isso Lutero detonou suas armas contra os erros de uma Igreja desviada da verdade. Ele deflagrou uma reforma que já havia sido tentada por alguns que haviam sido mortos e considerados hereges como foi o caso de Dr. John Hus, na Boêmia (queimado na estaca); com Savanarola em Florença, Itália (queimado em praça pública), e teria acontecido anteriormente também (como aconteceu com outros) com o erudito Dr. John Wycliffe (Inglaterra), a “Estrela D‘Alva da Reforma”, caso não morresse de derrame cerebral.

QUEM SÃO OS EVANGÉLICOS

Sendo um movimento bíblico e não uma religião organizada, os evangélicos têm existido desde os tempos dos Apóstolos. Pela providência de Deus, sempre tem havido os que rejeitam as tradições inventadas por homens, para crerem na mensagem da Bíblia concernente à salvação pela graça de Deus.

O acontecimento mais notável dos evangélicos teve lugar no século XVI com a Reforma Protestante. Este ocorreu porque alguns sacerdotes católicos e outros eruditos da época começaram a estudar a Bíblia seriamente para entender com mais precisão o ensino original de Jesus e dos Apóstolos. Descobriram sérias diferenças entre a Palavra de Deus e a Igreja Católica. Protestaram sobre estas diferenças insistindo que a Igreja obedecesse à Bíblia. Porém a igreja os rejeitou. Isso nos faz lembrar Jeremias 6.16: “Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vêde, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos”.

Este movimento protestante segue até os dias de hoje, talvez com mais de 55 milhões de membros no mundo. Os evangélicos aceitam a Bíblia como a única autoridade no tocante à doutrina e práticas religiosas. A Igreja Católica, contrariamente, aceita a tradição, os concílios e os decretos do Papa como autoridade final.

Princípios que caracterizam os verdadeiros Evangélicos ou Protestantes

1) SOLA SCRIPTURA – Somente a Escritura

Esta foi a grande marca que deu à Reforma o seu princípio regulador. Os Evangélicos defendem como verdade que só a Bíblia é a única regra de fé e prática. Só ela é completa, perfeita, clara, autoritativa, inerrante e inspirada pelo Espírito Santo. Nada mais. Crêem, como Paulo, que toda a Escritura é “inspirada por Deus”; que a Bíblia é o guia para a salvação e que é através da Palavra escrita de Deus que o crente se torna “perfeitamente habilitado para toda boa obra” (II Tm 3:17). Um evangélico atribui à Bíblia exatamente a mesma autoridade que Jesus Cristo atribuiu à Bíblia de Sua época. Disse Jesus: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: Até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mateus 5:17-18). Jesus falou isso porque a liderança religiosa judaica havia acrescentado muitas coisas à Lei que fora entregue diretamente por Deus a Moisés. Eram tradições rabínicas (apesar de cheia de superstições) consideradas no mesmo nível de autoridade com as Escrituras.

A Igreja Católica também é um grande exemplo de como criar, pela tradição, aquilo que não existe nas Escrituras e que continuam até hoje. Fatos:

Ano 300 – Oração pelos mortos
Ano 300 – Sinal da cruz
Ano 300 – Uso de Velas
Ano 375 – Veneração dos anjos e santos falecidos
Ano 394 – A missa, como celebração diária
Ano 431 – Começo da exaltação de Maria ( o termo “Mãe de Deus” foi-lhe aplicado pela 1ª vez)
Ano 500 – Sacerdotes começam a se vestir de forma diferente
Ano 526 – Extrema unção
Ano 593 – Doutrina do Purgatório, estabelecida por Gregório I
Ano 600 – Latim usado para orações e no culto
Ano 600 – Orações feitas a Maria, santos mortos e anjos
Ano 607 – Título de Papa, ou bispo universal dado a Bonifácio III
Ano 607 – Beijar os pés do Papa
Ano 750 – Poder temporal dos Papas
Ano 786 – Adoração da cruz, imagens e relíquias
Ano 850 – Água Benta misturada com uma pitada de sal e abençoada pelo sacerdote
Ano 890 – Adoração de São José
Ano 995 – Canonização dos santos mortos
Ano 998 – Jejum nas sextas feiras e durante a quaresma
Ano 1050 – A Missa, gradualmente transformada em sacrifício com freqüência obrigatória
Ano 1079 – Celibato obrigatório dos sacerdotes
Ano 1190 – Venda de indulgências
Ano 1215 – Confissão Auricular de pecados a um sacerdote e não a Deus
Ano 1220 – Adoração da hóstia
Ano 1229 – A Bíblia proibida aos leigos
Ano 1215 – Doutrina da Transubstanciação
Ano 1414 – O Cálice da Eucaristia foi tirado do povo e este não mais o tomava
Ano 1439 – Purgatório proclamado como dogma pelo Concílio de Florença
Ano 1439 – A doutrina dos Sete Sacramentos
Ano 1545 – A tradição da Igreja é declarada de autoridade igual à da Bíblia pelo Concílio de Trento
Ano 1546 – Adição de livros apócrifos às Escrituras, depois do Concílio de Trento
Ano 1854 – Dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria.
Ano 1870 – Infalibilidade Papal
Ano 1950 – Ascensão corporal de Maria

Sendo assim, os evangélicos ficam do lado de Jesus na questão da autoridade da Bíblia e renunciam a autoridade das tradições humanas. Esta é uma das grandes diferenças com a Igreja de Roma. Quando Jesus debateu com os fariseus, Ele respondeu às suas críticas com a seguinte acusação: “… E assim invalidastes a Palavra de Deus, por causa da vossa tradição” (Mateus 15:6). Jesus muitas vezes ia de encontro às tradições dos homens mas Ele cumpria, mantinha e defendia a Palavra de Deus. No Sermão do Monte Jesus mostrou claramente a confiança que os judeus depositavam na tradição rabínica quando disse: “Ouvistes o que foi dito aos antigos…Eu porém vos digo… (Mateus 5:21-22). Desta forma Jesus se opunha aos ensinamentos tradicionais dos rabinos que haviam pervertido a Palavra de Deus através de falsas interpretações. É como se Cristo dissesse: “Esqueçam o que os rabinos lhes ensinaram e ouçam o que lhes digo, pois a minha palavra é a Palavra de Deus”.

Lutero combateu a venda de indulgências e das outras superstições da Igreja medieval pois não tinham respaldo bíblico. Combater os erros como fez Lutero, ainda hoje, trará conseqüências penosas e perseguições. O Papa e o imperador se voltaram contra Lutero e os príncipes da Alemanha receberam ordens para investir contra ele. O Papa exigiu que Lutero se apresentasse em Roma para responder às acusações que pesavam contra ele. Lutero, no entanto, tinha um protetor, Frederico o Sábio, Príncipe da Saxônia. Frederico sabia que Lutero não receberia um tratamento justo em um tribunal em Roma. Se ele tivesse de ser julgado, que fosse em um tribunal na Alemanha. Finalmente, tudo foi organizado, e em abril de 1521, o “Santo Imperador Romano”, Carlos V foi à pequena cidade de Worms, na Alemanha, onde ele havia convocado uma assembléia imperial.

Em Worms, estavam unidos os bispos, arcebispos, príncipes do Império, representantes das cidades livres e bem no alto, acima de todos, estava o augusto Carlos V, Rei da Espanha e chamado “Santo Imperador de Roma”.

Diante daquela assembléia imponente, no dia 17 de abril de 1521, estava o humilde clérigo agostiniano, Martinho Lutero, vestido com seu capuz de monge, de pé, diante de uma mesa onde estavam folhetos e vários tratados escritos e publicados por ele. Seu inquisidor era Johann Von Eck, assistente do Arcebispo de Trier. Eck mandou que Lutero reconhecesse publicamente a autoria de toda aquela literatura. Corajosamente Lutero o fez. Quando a Lutero foi solicitado se retratar das suas “heresias”, pediu, para surpresa de todos, um certo tempo para refletir e escrever uma resposta formal. Teria Lutero desistido? Surpresa e tensão, porque Lutero antes de sua chegada havia dito:

“Esta será minha retratação em Worms: ‘Anteriormente disse que o Papa é o vigário de Cristo. Me retrato. Agora digo que o Papa é o adversário de Cristo e o apóstolo do diabo’ “.

Foram-lhe concedidas 24 horas para preparar sua resposta. Na solidão daquela noite, aquele homem de Deus escreveu uma das orações mais comoventes jamais escrita:

“Oh Deus, Deus todo poderoso e eterno! Quão terrível é o mundo! Olha como sua boca se abre para tragar-me, e quão pequena é minha fé em ti!… Oh! A debilidade da carne, e o poder de Satanás! Se eu tenho de depender de alguma força deste mundo – tudo está terminado… O toque dos defuntos tem soado… A sentença tem sido pronunciada…Oh Deus! Oh Deus! Oh Tu, meu Deus! Ajuda-me contra toda a sabedoria deste mundo. Falo e te imploro; tu podes fazê-lo…por teu próprio e vigoroso poder…A obra não é minha, mas tua. Não tenho que meter-me nisto… Não tenho nada pelo que contender com estes grandes homens do mundo! De bom grado passaria meus dias em alegria a paz. Porém, a causa é tua…E é justa e eterna! Oh Deus! Ajuda-me! Oh Deus fiel e imutável! Não descanso no homem. Seria em vão. Qualquer coisa que seja do homem é cambaleante, qualquer coisa que proceda dele deve fracassar. Meu Deus! Meu Deus! Não ouves? Meu Deus! Não estás mais vivo? Não, tu não podes morrer. Só estás te escondendo. Tu me tens elegido para este trabalho. Eu sei!… Portanto, oh Deus, cumpre com Tua vontade! Não me abandones, por teu bem amado Filho, Jesus Cristo, minha defesa, meu escudo, e minha fortaleza.

Senhor…onde estás?…Meu Deus, onde estás?… Vem! Rogo-te, estou pronto…Olha-me preparado para oferecer minha vida por Tua verdade…sofrendo como um cordeiro. Porque a causa é santa…É Tua própria causa…Não vou deixar-te ir! Nem sequer por toda a eternidade! E mesmo que todo o mundo se enchesse de demônios e este corpo, que é obra de Tuas mãos, tivesse quer ser lançado, pisoteado, cortado em pedaços,…reduzido a cinzas, minha alma é Tua. Sim, eu tenho Tua própria Palavra que me assegura. Minha alma te pertence, e morará contigo para sempre! Amém! Ó, Deus, envia Tua ajuda. Amém”.

No dia seguinte aquele monge desconhecido estava diante da Assembléia para pronunciar o discurso que mudou o curso da história e modificou a Igreja para sempre. O mundo e a Igreja jamais foram os mesmos depois que Lutero fez sua declaração arrebatadora:

“Desde que vossa serena majestade e vossas senhorias buscam uma resposta simples, eu a darei assim, sem chifres nem dentes. A menos que seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou por mera razão (pois não confio nem no Papa nem nos Concílios, pois é bem sabido que eles freqüentemente erram e se contradizem), eu estou atado pelas Escrituras que já citei, e a minha consciência está cativa à Palavra de Deus. Eu não posso e não irei me retratar de nada, já que não é seguro nem correto agir contra a consciência”.

Lutero estava arriscando sua vida por Cristo. Outros que tomaram atitude semelhante haviam sido queimados como hereges como foi o caso de Hus por ordem do Concílio de Constança 100 anos antes (John Hus também havia protestado contra as indulgências mesmo antes de Lutero). Lutero teve a garantia do Imperador de que poderia sair de Worms em segurança. Mas a partir daquele momento seria considerado herege e um fora-da-lei. Lutero foi excomungado.

SOLA SCRIPTURA é o princípio daqueles que acreditam que nada mais será acrescentado ou tirado das Escrituras. É o princípio que considera a Bíblia como infalível Palavra de Deus. Nem mesmo novas revelações do Espírito devem ser aceitas (se houvessem). O cânon está completo. A consciência de um evangélico, de um protestante está cativa às Escrituras.
Desde a época de Lutero que um verdadeiro evangélico não aceita revelações novas. Lutero, ao voltar do Castelo de Warburg, onde traduziu a Bíblia para o alemão, teve de lutar contra fanáticos que se diziam “profetas carismáticos” e recebiam revelações especiais de Deus. Eles diziam: “Deus me falou assim…”. Mas os evangélicos reformados crêem que a Palavra de Deus está completa e que o final da época apostólica é o final da revelação. Não pensar assim contraria a própria profecia de grandes profetas ainda do Velho Testamento: Daniel 9:24 e Zacarias 13:1-5.

A Confissão de Fé de Westminster feita por teólogos protestantes do século XVII é clara quanto a esta posição:

“Todo conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens”.

Pouco tempo depois daquele evento histórico em Worms, em várias partes do mundo cristão, outros se voltaram para a Bíblia e descobriram as verdades que estavam obscurecidas há séculos por trás das tradições eclesiásticas. Na Suíça, o grande reformador de Genebra, João Calvino, surge como um grande baluarte da Reforma. Ele disse: “Os profetas não falavam por vontade própria, eles eram instrumentos do Espírito Santo usados para dizer apenas o que era enviado dos céus”. Mas “O Profeta” final já veio – Jesus Cristo (Hebreus 1:1-2). O verdadeiro protestante, o verdadeiro evangélico, insiste que todo e qualquer assunto seja testado pela autoridade de SOLA SCRIPTURA. Ela é a única autoridade da fé cristã e da prática da vida, a “fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3). Por isso um evangélico não acredita em palavra “infalível” dos Papas nem dos Concílios nem em novas revelações. Só na Palavra de Deus escrita.

É SOLA SCRIPTURA que nos diz como devemos cultuar Deus e não nossas invenções humanas. Na sua essência, a Reforma Protestante foi uma reforma do culto.

SOLA SCRIPTURA é o fundamento da Fé Cristã. Se neste século a Igreja falhar em pregar e praticar SOLA SCRIPTURA, está na hora de uma nova Reforma.

2) SOLA GRACIA – Somente a Graça

É o segundo grande slogan de alerta da Reforma. Lutero e seus sucessores todos se ajuntavam em torno deste grande pilar. Os verdadeiros evangélicos se baseiam na Escritura para afirmar que o homem pecador não tem qualquer esperança de salvação pelo seu próprio esforço. São firmes em defender o que a Escritura apresenta: “Pela graça sois salvos, por meio da fé – isto não vem de vós, é dom de Deus – não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9).

O protestantismo nega todos os esquemas de salvação que promovem o homem e suas atividades religiosas como meio de ganhar a vida eterna e o perdão.

Esta questão era óbvia para Lutero: É o homem que inicia e ajuda no perdão divino, ou é Deus quem providencia, inicia, efetua e completa o círculo completo da salvação de pecadores perdidos, para que a glória tenha de ser atribuída somente à Sua graça soberana? Para Lutero a segunda opção era a verdadeira. Lutero respondeu ao humanista católico, Erasmus, que escrevera uma obra defendendo o livre-arbítrio (Diatribe); respondeu escrevendo sua famosa obra “A Escravidão da Vontade” ou “Nascido Escravo” (editora FIEL), enfatizando a prioridade da graça divina na salvação. Lutero insistia que um pecador era tanto incapaz de providenciar um remédio salvífico, como também incapaz de se apropriar do remédio que foi providenciado. Lutero viu que a única forma que poderia fazer ruir um sistema já tão inculcado na mente das pessoas e de peso como o católico Romano, onde eram enfatizadas práticas como compra de indulgências, peregrinações, penitências e outros, era atacar a raiz da controvérsia. Era uma questão de livre graça versus livre arbítrio. Até mesmo Erasmus foi levado a confessar: “Você, e você somente, enxergou um mecanismo sobre o qual tudo gira e aponta para este alvo, para este ponto vital: livre arbítrio versus graça de Deus”.

O homem pensa que é livre, mas não sabe que está escravo do pecado e de satanás. Jesus disse “…Todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8:34). O homem possui um tipo de liberdade, é claro; é livre para fazer o que quer, mas o que ele quer é pecar porque os seus desejos são pecaminosos e o levam cada vez mais para longe de Deus amando o pecado e por fim morrendo nele. O grande pregador inglês do século XVIII, George Whitefield, dizia que o livre arbítrio do homem só o leva para o inferno. Tudo isso porque sua vontade é escrava da sua natureza corrompida pelo pecado. A escravidão do homem é tão completa que ele fica alegremente desapercebido da sua condição de escravo.

Lutero refletia sobre esta condição e a descrevia desta maneira:

“Eu creio que não posso por minha própria razão ou força, acreditar em Jesus Cristo meu Senhor, ou buscá-lo; mas o Espírito Santo me chamou através do Evangelho, me iluminou pelos seus dons, e me santificou e preservou na verdadeira fé; da mesma maneira Ele chama reúne, ilumina e santifica toda a Igreja da terra, e preserva a sua união com Jesus Cristo na verdadeira fé…”.

Este é o Evangelho da graça, da SOLA GRACIA! Pecadores que não merecem nada além da ira de Deus, ganham o privilégio de gozar do Seu favor, pois aprouve ao Senhor ser gracioso para com pessoas que só mereciam sua condenação.

Para um evangélico, que tira a sua doutrina exclusivamente da Bíblia, a salvação é um presente de Deus, imerecido, dado a pessoas indignas. “…a graça de Deus se manifestou salvadora…” (Tito 2:11).

Livre graça é a necessidade gritante da igreja na presente hora. SOLA GRACIA tem que ser o chamado supremo da Igreja em nossos dias e não uma decisão humana, uma manipulação humana, ou métodos seculares do homem moderno para ganhar convertidos feitos por ele, mas sim o antiquado método evangélico. Somente pela graça soberana é a mensagem que captura e transforma os corações de pecadores pelo poder do Espírito Santo.

3) SOLA FIDE – Somente a Fé

Os evangélicos afirmam que a Bíblia é a única verdade autoritativa e que a salvação é unicamente pela graça de Deus. Isso suscita uma pergunta fundamental? Como uma pessoa pode receber esta salvação? Como uma pessoa pode ser aceita por Deus? Era essa a questão que queimava na mente de Lutero e que o levou quase ao desespero.

Lutero não se tornou monge por opção. O biógrafo de Lutero, Roland Baiton conta certo episódio de sua vida:

“Em um sufocante dia de julho de 1505, um viajante solitário estava andando com dificuldade por um caminho ressequido das redondezas da vila de Stotternheim. Era um homem jovem, de baixa estatura, porém robusto, e vestia uma roupa de estudante universitário. Enquanto se aproximava da vila, o céu escureceu. De repente caiu uma chuva e que logo se transformou em uma estrepitosa tormenta. Um raio rasgou a escuridão e lançou o homem por terra. Lutando para levantar-se, gritou aterrorizado: ‘Santa Ana, ajuda-me e serei um monge!’.

O homem que assim invocou a uma santa, mais tarde repudiaria o culto aos santos. Aquele que fez votos de tornar-se monge, mais tarde iria renunciar ao monasticismo. Um filho leal da Igreja católica, mais tarde faria em pedaços a estrutura do catolicismo medieval. Um servo devoto do Papa, mais tarde identificaria os Papas com o Anticristo. Porque este jovem era Martinho Lutero”.
Pouco depois desta experiência, Lutero fez seus votos. Deixou seus estudos das leis e ingressou no monastério agostiniano de Emfurt, para desilusão de Hans, seu pai, que desejava ver seu filho um advogado. No monastério dedicou-se a um tipo de vida rigorosamente austera. Passava noites sem dormir e dias em jejum e orações chegando a formas severas de auto flagelação, castigando severamente seu corpo e rejeitando até mesmo a provisão de um cobertor fazendo-o quase morrer congelado. Como não podia passar nem um dia sem pecar e sabia que seus pecados tinham de ser perdoados, buscava diariamente o confessionário para buscar absolvição e achar a aceitação de Deus. Ao contrário dos outros, passava horas confessando seus pecados. Em uma ocasião chegou a passar seis horas confessando os pecados do dia anterior.

Ele disse depois:

“Eu era um bom monge e seguia a regra da minha ordem tão estritamente, que posso dizer que, se alguma vez um monge chegou ao céu por sua vida monástica, esse fui eu. Todos meus irmãos no monastério, que me conheciam, me apoiavam. Se houvesse continuado por mais tempo, me teria matado com vigílias, orações, leituras e outros trabalhos”.

Lutero buscava justificação para ser salvo, porém, cada vez mais se tornava alienado de Deus. Como os fariseus da época de Jesus, buscava sua própria justiça. Por isso disse mais tarde: “…Eu…estava sendo atormentado perpetuamente”. A visão de Lutero era de um Deus que não passava de um juiz extremamente severo e irado. Podemos imaginar que Lutero fosse um “pouco louco”, mas na verdade o que ele tinha em mente era a grande verdade da justiça de um Deus que é santo. Lutero sempre foi uma pessoa extremamente sábia e inteligente. Era conhecido como alguém que se sobressaia no conhecimento dos pontos difíceis das leis. Era considerado um gênio nas leis. Tinha uma compreensão superior da lei. Por isso aplicava esse conhecimento, de uma forma astutamente legal à Lei de Deus e viu coisas que a maioria das pessoas normalmente passam por cima. As pessoas, quando muito, acham que são, de fato, pecadoras e infringidoras da Lei, mas que também todo mundo é assim. Desse modo concluem que Deus deve fazer “vista grossa” contra seus pecados porque ninguém é capaz de ser perfeito.

Mas Lutero não via desta forma. Se Deus fosse assim, como pensam, teria de comprometer Sua própria santidade. Deus não rebaixa Seus próprios padrões santos para acomodar-se a nós pecadores. Ele é santo, totalmente reto e justo. Lutero via a diferença entre um Deus que é tudo isso e nós, opostamente pecadores imundos e injustos. Este era o dilema de Lutero e que devia ser o dilema muitos. Por isso ele fazia a pergunta fundamental da Reforma: “Como pode um homem injusto sobreviver à presença de um Deus justo?”.

Lutero, ao contrário do jovem rico que conversou com Jesus, sabia que lhe faltava não apenas uma coisa, mas muitas coisas, pois a Lei de Deus exige perfeição total. Ele sabia o homem pecador não pode entrar no céu. A menos que entendesse o evangelho, morreria no inferno. Se o homem não for coberto com a justiça de Cristo estará perdido eternamente.

Enquanto todos estavam tranqüilos, Lutero dizia:

“Sabem vocês que Deus habita em luz inacessível? Nós, criaturas débeis e ignorantes, queremos sondar e entender a majestade incompreensível da insondável luz da maravilha de Deus. Nos aproximamos; nos preparamos para nos aproximar. Que tremendo é, então, que Sua majestade venha e nos faça em pedaços!”.

Mas felizmente ocorreu a experiência religiosa essencial que Lutero tanto desejava. Deus deu-lhe a resposta. Não foi através de uma “luz interior”, uma revelação extra Bíblia, um raio, ou alguma experiência de êxtase, não, mas foi na quietude de seus estudos, no exame das Escrituras. Na chamada “experiência da torre” Lutero mudou sua vida e o curso da história do mundo. Deus o fez entender a Sua misericórdia sem comprometer a Sua justiça santa.

Na Universidade de Wittemberg, Martinho Lutero recebeu a responsabilidade de fazer estudos de trechos bíblicos e, em 1515, dois anos antes de afixar as suas 95 teses contra as indulgências, ele iniciou uma série de palestras na Epístola aos Romanos. Nesse tratado de Paulo ele descobriu o coração do Evangelho.

“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no Evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Romanos 1: 16-17).

Ele mesmo descreve sua experiência:

“Eu anelava grandemente entender a epístola de Paulo aos Romanos e nada se interpunha no caminho exceto uma expressão, “a justiça de Deus”, porque eu a tomei como que significando essa justiça pela qual Deus é justo e trata com justiça ao castigar o injusto. Minha situação era que, apesar de ser um monge impecável, estava diante de Deus como um pecador com a consciência conturbada e não tinha nenhuma confiança em que meus méritos podiam apaziguá-lo. Portanto, eu não amava a um Deus justo e irado, mas o odiava e murmurava contra Ele. Não obstante, me agarrava ao amado Paulo e tinha um grande anelo em saber o que ele queria dizer.

Refleti noite e dia até que vi a conexão entre a justiça de Deus e a afirmação de que ‘o justo viverá por fé’. Então compreendi que a justiça de Deus é aquela retidão pela qual, através da graça e somente da graça de Deus, Ele nos justifica pela fé. Neste ponto me senti renascer e senti que havia entrado através de portas abertas ao paraíso. Toda Escritura tomou um novo significado, e, enquanto anteriormente a ‘justiça de Deus’ me havia enchido de ódio, agora chegou a ser para mim inexplicavemente algo doce em um amor maior. Esta passagem de Paulo chegou a ser para mim a porta do céu…

Se tu tens a fé verdadeira de que Cristo é teu Salvador, então, no momento tens um Deus de graça, porque a fé te guia até dentro do coração e da vontade de Deus, para que possas ver uma graça pura e um amor transbordante. Isto é contemplar a Deus com uma fé que podes olhar Seu coração paternal e amigável no qual agora não há ira nem falta de graça. O crente que vê a Deus como irado não o vê corretamente, mas que olha sob uma cortina como se uma nuvem viesse sobre seu rosto”.

O que Lutero estava dizendo é que não conseguia conciliar “a justiça de Deus” que odiava, com o “Evangelho” que amava. Mas o texto de Romanos fala exatamente que a “justica vem pelo evangelho”. Isso o perturbou. Como entender? Então ele percebeu que a justiça de Deus é revelada em Cristo (o Evangelho), quando realiza Sua obra por pecadores merecedores da condenação e ira de Deus e os cobre com Sua justiça. Assim, Deus nos vê, não como pecadores, mas como santos e nos declara justos diante da Sua Lei. O mérito é todo de Cristo, a justificação é algo que vem de fora, é alienígena, não é obra nossa; a obra de Cristo é a base de nossa justificação. Esta verdade é a primeira parte da questão de Lutero, mas a resposta completa chegou quando ele percebeu, no texto, que esta justificação, que esta “justiça que vem pelo Evangelho” nos é entregue por fé e não por obras. É de “fé em fé” porque “o justo viverá por fé”. Não é por obras como pensam todas as demais religiões. Agora podemos entender o que Paulo diz em Romanos 4.2-5:

“Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim, como dívida. Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica ao ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça”.

A obra de Cristo nos traz a plena absolvição, que tanto Lutero almejava. Agora Deus nos trata como se nunca tivéssemos cometido pecado algum ou jamais tivéssemos sido pecador. E Deus nos trata como se nós pessoalmente tivéssemos cumprido toda a obediência que Cristo cumpriu por nós. Mas, não é nossa fé que merece a absolvição. Não somos justos perante Deus graças a nossa fé. Somos justos perante Deus graças a obra de Cristo na Cruz e cumprindo toda a Lei. Mas a questão é que só podemos possuir esta justificação pela fé somente.

Temos que definir bem o que é a fé. A fé não é uma boa obra nossa que nos faz merecer o perdão. Mas fé é, por assim dizer, a mão com a qual recebemos a justiça de Cristo. Somos justos e recebemos absolvição, não por causa de nossa fé (na verdade ela nos foi dada por Deus – Efésios 2:8), nem sem ela, mas por meio da fé. A fé é o instrumento com que abraçamos a Cristo.

“O justo viverá por fé”. Este foi o grito de guerra da Reforma Protestante. A idéia de que a justificação é só pela fé (SOLA FIDE), só pelos méritos de Cristo, era tão central ao Evangelho que Lutero a chama de “o artigo sobre o qual a Igreja se mantém de pé ou cai”. Lutero sabia que era o artigo sobre o qual ele se mantinha de pé.

Uma vez que Lutero entendeu o ensino de Paulo em Romanos, ele nasceu de novo. O peso da sua culpa foi quitado. Seu tormento enlouquecedor terminou. Isto foi tão significativo para este homem, que ele foi capaz de enfrentar o Papa, o concílio, o príncipe e o imperador e se fosse necessário, o mundo inteiro. Lutero havia passado pelas portas do paraíso e nada o faria voltar atrás. Ele foi um protestante que sabia do que estava protestando! SOLA FIDE! Que esta verdade se transforme numa epidemia tal em nossa nação que faça o povo desesperar pela bênção da justificação pela fé somente.

4) SOLUS CHRISTUS

Nós falamos com freqüência das 95 teses de Martinho Lutero, porém lembramo-nos também que Zwinglio escreveu 67 teses, apenas seis anos depois de Martinho Lutero! Estas teses, ou afirmações teológicas exaltam a Cristo: “A suma do Evangelho é que o nosso Senhor Jesus Cristo, o verdadeiro Filho de Deus, tornou conhecida a nós a vontade de seu Pai celestial e nos redimiu da morte eterna por Sua inocência, e nos reconciliou com Deus” (Tese 2). “Portanto, Cristo é o único meio de salvação para todos que eram, são e serão salvos” (Tese 3). “Quem quer que seja que procure ou que mostre outra porta, erra; sim, é um assassino de almas e um ladrão” (Tese 4). “Cristo é o cabeça de todos os crentes que são o Seu corpo e sem Ele o corpo está morto” (Tese 7). “Cristo é o único mediador entre nós e Deus” (Tese 19). “Cristo é a nossa justiça” (Tese 22).

Um ponto que os reformadores enfatizaram foi que nós só temos um meio de acesso a Deus e um único advogado, um só mediador, um só caminho: Jesus Cristo. Porque Ele se fez homem unindo as duas naturezas divina e humana e se tornou o mediador que o próprio Pai constituiu entre nós; porque não há ninguém, nem no céu, nem na terra ou entre os homens que nos ame mais do que Cristo. “…pois Ele, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homem…” e “…em todas as cousas se tornasse semelhante aos irmãos…” (Filipenses 2:6-7 e Hebreus 2:17).

Nós não podemos buscar outro mediador entre nós e Deus porque só Jesus nos amou a ponto de dar Sua vida por nós, quando nós éramos ainda inimigos de Deus (Romanos 5:8 e 10). Além do mais, a Bíblia diz que só Jesus está à direita do Pai com toda autoridade intercedendo por Seu povo. A quem Deus Pai ouvirá antes de Seu Filho? Ou quem o Pai ouvirá além do Seu Filho? Quem está mais próximo de Deus do que Seu Filho ?

Somente por falta de confiança em Cristo os homens começaram a buscar os santos que já morreram. Eles mesmo quando vivos rejeitaram qualquer manifestação de veneração ou de mediação (Atos 10:26; Atos 14:15). Muitos querem dizer que nós não podemos nos achegar a Deus em orações porque somos indignos. Mas a Bíblia nos diz que Jesus tornou-se “…em todas as cousas…semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas cousas referentes a Deus, e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hebreus 2:17,18). Diz ainda mais que devemos ir a Deus pois “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, antes foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemos-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:14-16). É a Escritura que nos manda ter intrepidez para “entrar no Santo dos santos, pelo sangue de Jesus.. aproximemo-nos …em plena certeza de fé…” (Hebreus 10:19-22). É Jesus que vive intercedendo por Seu povo (Hebreus 7:24-25). Nós não poderíamos nos aproximar de Deus, sem Cristo, pois Ele é “fogo consumidor”. Mas o crente está coberto com a justiça de Cristo. Sua obra foi suficiente.

Então, do que precisamos mais? Jesus mesmo disse certa vez: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Os protestantes não buscam outro advogado, outro mediador porque aprouve a Deus nos dar Seu Filho para realizar esta obra mediadora. O próprio Jesus nos orientou a que buscássemos o Pai em oração, mas em Seu nome (em nome de Jesus). Por meio dEle somente, é que podemos ir à presença de Deus. Ele é o perfeito mediador. Não existe outro.

Nossos antepassados reformados desembaraçadamente proclamavam: “Solus Cristus” (somente Cristo). Em Cristo há vida; fora de Cristo há morte. Sem Ele nada podemos fazer, por meio dEle podemos tudo. Fora de Cristo Deus não pode ser senão um fogo eterno e uma chama que consome; em Cristo Ele é um Pai gracioso. Isso é doutrina da Reforma, pois somente em Cristo a justiça de Deus pode ser satisfeita, isto é, por Sua obediência ativa e passiva.

5) SOLI DEO GLORIA – Só a Deus toda glória

Este era mais um dos slogans da Reforma Protestante. De fato, podemos dizer que este slogan prende em si mesmo toda a essência da Reforma. Esta afirmação resgatou o propósito de vida das pessoas, que estava soterrado sob o entulho da tradição religiosa medieval e da teologia antropocêntrica de Tomás de Aquino. O ponto que este slogan defende é que só Deus deve ser glorificado em nossa salvação, no louvor e nas nossas vidas.

Porque fomos salvos só pela graça, que só vem de Cristo, só pela fé, não existe nenhum lugar onde possamos dizer que ajudamos a Deus, ou fizemos algo em prol da nossa salvação. A reforma recuperou a afirmação bíblica da Total Depravação do Homem e que desde o seu nascimento este homem é incapaz de fazer qualquer coisa para ser salvo diante de Deus. Mesmo todas as obras boas, feitas por aquele que não foi regenerado, são pecado. A nossa justiça é como trapos de imundícia, como Isaías registrou. Ele disse que a nossa justiça, as nossa boas ações são inaceitáveis diante de Deus pois estão manchadas pelo pecado.

Eu e você, não somente precisamos da justiça de Cristo para pagar o preço dos nossos pecados, mas precisamos de Cristo para pagar por tudo aquilo que fizemos pensando que era bom; no entanto eram apenas trapos de imundícia diante do nosso Deus. Existem tantos pecados em nossa “boas ações”, que merecemos o castigo eterno e a condenação de Deus. Mas quando Deus dá a uma pessoa a fé para olhar para a cruz de Cristo e dizer, “isto foi por mim”, esta pessoa imediatamente passa à condição de justificada, declarada justa, pura. Tudo isto pode parecer não ter sentido, que não é verdade. A sua consciência pode tentar dizer que Deus ainda tem muitas exigências a fazer para que você seja declarado justo. Os seus amigos podem dizer que isto não faz sentido e concluem: “Então, se isto for verdade, você pode viver qualquer tipo de vida e ainda ser salvo no final, isto não está certo!”. Estas pessoas não compreenderam o evangelho.
O Evangelho tem um efeito completamente diferente. O que a Lei nunca poderia conseguir – a verdadeira obediência vinda do coração e amor por Deus e pelo próximo – isto o Evangelho conseguiu. Cristo não só pagou o preço dos nossos pecados e zerou a nossa dívida para com Deus, mas cobriu-nos com Sua justiça; Sua justiça foi imputada em nós, creditada em nossa conta. Mesmo quando ainda somos pecadores, ainda assim, estamos justificados. O evangelho foi além e derrubou a ditadura das nossas paixões carnais que nos deixavam buscando apenas a nossa própria alegria, a nossa própria salvação e a nossa própria glória. Diante disso nós não podemos ser egocêntricos. Para dizer a verdade, Calvino reclamava dos crentes da idade média que viviam tão preocupados e sobrecarregados com a tarefa de salvar as suas próprias almas, e se tornaram tão zelosos de boas obras para ter uma vida piedosa, que se esqueciam do próprio Deus, sua Majestade, Sua glória, e de amar ao próximo e querer bem aos seus irmãos.

Se Deus nos escolheu antes da Criação do mundo; se Ele nos redimiu quando ainda éramos seus inimigos (“éramos por natureza filhos da ira” – Ef.2:3); se Ele nos vivificou quando nós estávamos mortos espiritualmente, perguntamos: de que o homem pode se vangloriar? Ou para que o crente viver angustiado como Lutero, antes de se converter? Deus agora nos vê como justos. Agora estamos livres para amar e servir a Deus e aos nossos vizinhos, sem medo de sermos castigados e sem a necessidade de buscarmos recompensa. Buscar recompensa é dizer que somos merecedores e isso “apaga” a glória de Deus.

Aproveitando este tema, este é exatamente o motivo pelo qual muitos afirmam não poder acreditar na doutrina bíblica da Eleição Incondicional. Parafraseando o que diz certo teólogo (arminiano) do passado: “Esta doutrina tira toda a motivação do crente buscar a santificação, que é o medo do castigo e a busca de uma recompensa”.

Se este teólogo tivesse com a razão, isto faria à nossa religião o que fez aos monges medievais, reclusos nos mosteiros: nossas vidas seriam impulsionadas apenas por motivos egoístas! Será que a vida cristã é salvar o seu próprio “pescoço” e viver correndo atrás de medalhas de “honra ao mérito” no céu ?

Os reformadores, Martinho Lutero e João Calvino pregavam o evangelho bíblico que havia sido soterrado e não era mais pregado aos cristãos. Como conseqüência, os ouvintes estavam acostumados com uma espiritualidade centrada no homem, uma espiritualidade egocêntrica, própria da idade média e, por incrível que pareça, própria da nossa época. Quando eles pregaram o evangelho, a mensagem genuinamente bíblica, de repente, as atividades do dia-a-dia, da vida comum, passaram a ter um novo significado, uma nova motivação. Não era uma vida piedosa separada e enclausurada do mundo que iria agradar a Deus (gnóstica). Jesus disse em Sua oração sacerdotal: “Não peço que os tires do mundo, e, sim, que os guardes do mal” (João 17:15) Enclausurar-se num gueto espiritual não foi uma ordem divina. Deus nunca ordenou que, para agradá-lo, os crentes teriam que se isolar do mundo! Não, os Reformadores insistiam que santos são todos aqueles que, nos seus afazeres diários, ordenhando vacas, construindo casas, assando pães, homens e mulheres comuns, vivendo vidas normais, os advogados, cientistas… se dedicam a ser o melhor possível nas suas obrigações, funções ou trabalhos, com o propósito de dar honra e glória ao nome de Deus. Neste sentido, santo é aquele que, com fidelidade, atende ao chamado de Deus para ser o melhor possível onde Deus o colocou. “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo coração, como para o Senhor, e não para homens” (Colossenses 3:23)

Os historiadores modernos ficam extasiados quando observam os efeitos da Reforma Protestante no homem comum daquela época. A sociedade moderna que se desenvolveu no Novo Mundo, teve muito a ver com o que os Reformadores ensinaram. A Reforma protestante, podemos dizer, “liberou a energia” do homem e da mulher comum. Criou a “Escola Pública Universal”; transformou governos em democracias; pronunciou a bênção de Deus sobre todos os que levassem uma vida digna, com trabalho honesto, isto numa época em que a sociedade pregava que a pobreza era o viver mais perto de Deus, que era bom ser pobre. Os Reformadores ensinaram que Deus fica feliz e abençoa o trabalho bem feito dos seus filhos que honram-no agindo responsavelmente e produtivamente; fazendo o melhor. Mas longe deles a idéia de esquecer os pobres ou discriminá-los.

• A Reforma com sua ênfase em dar glórias a Deus e se importar com o próximo, cuidando do pobre, mobilizou a sociedade para, através do serviço ao próximo, cuidar daqueles que o governo não tinha a intenção ou interesse em cuidar.

• Ao mesmo tempo a Reforma gerou artistas de renome como Johan Sebastian Bach, que ao final de cada uma das suas composições escrevia: “SOLI DEO GLORIA”. Junto a ele, outros nomes surgiram como Mendelssohn (compositor, pianista e regente alemão) Rembrandt (maior artista e pintor holandês do século XVII), Vernier (matemático francês do século XVII), Herbert, John Bunyan (puritano, homem simples, que escreveu o famoso livro O Peregrino) e grandes eruditos nas universidades.

Os reformadores aplicavam esta verdade de “Só a Deus Toda Glória” em suas vidas práticas. Eles davam grande ênfase à vocação da pessoa. Enfatizavam que cada pessoa devia glorificar a Deus através de sua vocação secular. Lutero já havia ensinado o sacerdócio universal dos crentes e os que criam nisso aprofundaram esta verdade. Mesmo os estudiosos marxistas do século XX deram crédito aos calvinistas puritanos por terem elevado a moral da classe trabalhadora da Inglaterra naquele período (Século XVII). Ao invés de darem simplesmente recursos às pessoas pobres, eles organizaram muitas sociedades, sistemas, para que as pessoas aprendessem uma vocação. Ensinavam que as pessoas tinham sido criadas por Deus para servir de acordo com os propósitos deste Deus. Que elas tinham sido criadas à imagem e semelhança de Deus sem distinção de classe. Diziam que quando uma pessoa estava varrendo a sua casa devia fazê-lo de forma responsável, pois era para glória de Deus e avanço do Seu Reino.

Dessa forma os pobres começaram a sentir um novo senso de dignidade e a desenvolver seus talentos que Deus havia concedido.

Assim, os crimes, a violência caíram tremendamente naquela época. Criaram sociedades de voluntários para ajudarem e darem treinamento e qualificação aos pobres. Fundaram hospitais de caridade e tudo tinha um propósito: viver para glória de Deus.
Protestantes reformados começaram a criar a Associação de Arte, de Ciências, de Cultura, através de toda a Europa. Nos Estados Unidos as grandes Universidades que foram fundadas com o propósito de anunciar ao mundo e às novas gerações esta postura Reformada, são conhecidas e respeitadas até hoje: Harvard, Dartmouth, Yale, Princeton, Brown e outras. Tudo para que Deus continuasse a ser glorificado enquanto os homens buscavam ser o melhor em suas profissões.

Mas, hoje, a maior ênfase é na glória humana. Evangélicos insensivelmente pragmatas, afirmam que a Reforma estava errada pois era centrada em Deus e não no homem. Eles insistem que o propósito do Evangelho é: “Santificar a busca egoísta do homem”. Dizem mais: que o grande defeito do cristianismo moderno é “o fracasso em proclamar o Evangelho de um modo que possa satisfazer a necessidade mais profunda de cada pessoa, ou seja, o anseio espiritual pela glória humana”.

Com toda esta ênfase que ouvimos hoje nos meios de evangélicos, daquilo que o homem é capaz de fazer com o poder do seu pensamento positivo e livre e de suas capacidades próprias, será que a glória ao nome de Deus está sendo um assunto estudado nas Igrejas Evangélicas dos nossos dias? Será que a Igreja que está se preparando para o século XXI está dando glórias ao nome de Deus? Será que temos hoje uma igreja aplicando este princípio da Reforma onde Deus é glorificado em todos os atos do crente ou será que precisamos de reforma novamente?

A situação de hoje é a mesma da Igreja Católica da Idade Média, estão acrescentado algo às Escrituras. Isto motivou a Reforma.

Precisamos de reforma novamente. A glória de Deus está dividida e obscurecida. Quando é o homem que faz e não Deus, não podemos dizer Soli Deo Gloria. Dizer que só a Escritura é a única regra de fé e prática e a ela não se acrescenta nada mais, mesmo que um anjo com todo seu explendor apareça dizendo novidades, aí está a Glória de Deus.

Quando se ensina presciência em lugar de predestinação; quando se diz que o homem tem livre arbítrio; quando se afirma que Cristo morreu por todos os homens e que este homem é quem decide a sua salvação; que o frágil homem é mais forte do que o Espírito Santo resistindo-o na Sua obra de convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo; quando se afirma que o crente pode ser “desregenerado”, “desjustificado” e “desantificado”, a graça é destruída e por se enfatizar o homem e não a Deus, não podemos afirmar Soli Deo Gloria.
Certa vez, em um programa de rádio, nos Estados Unidos, Dr. Michael Horton perguntou a Dr. James Boyce: “Se a glória de Deus não é o objeto em foco, o que a substitui?” A resposta sábia foi: “Nós vamos dar glória a alguém; ou damos a Deus ou aos homens. …ou louvamos a Deus ou endeusamos a nós mesmos e glorificamos a nós mesmos…construindo nosso próprio reino”.

Como podemos falar na glória de Deus na salvação se o homem seria um parceiro deste Deus na sua salvação. Deus não tem parceria com o homem no seu pacto eterno de salvá-lo. O Pacto divino para salvar o homem é feito com o Filho e os crentes são apenas herdeiros deste pacto. A iniciativa e o mérito é todo de Deus, da Trindade Santa. É Deus quem começa a boa obra e a completa. Foi Ele que disse: tudo está consumado! O amar de antemão, o predestinar para salvação, o chamar de forma eficaz, o justificar pela imputação da justiça de Cristo, e o glorificar na eternidade é o plano gracioso de salvação. Deus não divide Sua glória com ninguém – “A minha glória não darei a outrem” (Is.48:11).

Quando a igreja cria metodologias pragmáticas, técnicas inovativas para fazer o número dos membros crescer baseadas na força do homem, a glória de Deus é desfeita, “apagada”. A Igreja de hoje é tolerante, benevolente e só enfatiza o positivo; o sermão é breve e divertido. Isso descarta o método do próprio Jesus que enfatizava a pregação e o ensino sérios, como algo que O ocupou em todo Seu ministério.

A ênfase na auto-estima, hoje, tem sido evidenciada grandemente e sutilmente. Quando divido a glória da salvação com Deus, estou elevando minha auto-estima e não negando-me a mim mesmo. O negar-se a si mesmo foi a exigência de Cristo e uma marca do eleito de Deus (ITs.1:3). O hino que deve-se cantar hoje não é “Você tem valor”, mas é “Servo inútil sem valor, mas pertenço ao meu Senhor”.
A glória da minha justificação é de Deus, os méritos são de Cristo. Só a Deus toda glória por nossa justificação que é por fé; fé que ele mesmo nos dá gratuitamente. Isso nos faz lembrar as palavras de Cristo: “Graças te dou, ó Pai, Senhor dos céus e da terra, por que ocultastes estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos” (Mt.11:25). Deus escolheu os fracos para envergonhar os fortes; as pessoas humildes, as desprezadas, as que nada são para reduzir a nada as que são, com um propósito: Afim de que ninguém se glorie diante de Deus, pois só este merece a glória (I Co 1:26-29). E nesta humilhação do homem, os crentes, os que são de Cristo, para estes, Cristo é nossa sabedoria – a loucura do Evangelho torna-se sabedoria pois é o próprio Deus encarnado se oferecendo a si mesmo para salvar pecadores. Esta sabedoria está incluindo três coisas:

1. Justiça: Cristo nos justifica com sua morte na cruz e sua obediência à Lei.

2. Santificação: Cristo nos santifica. Jamais poderíamos nos santificar por nossas próprias forças – “…desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fl.2:12-13).

3. Redenção: Cristo pagou o preço de resgate com Seu sangue no Calvário.

Para que ?

Para que o homem veja que ele não fez nada e por isso não tem do que se vangloriar. Assim a glória é toda de Cristo.

Na doutrina protestante o homem é diminuído e Cristo é elevado. A Confissão de Fé de Westminster expressa que Deus pré-ordenou todas as coisas para Sua própria glória, bem como estabelece isso como sendo o fim principal do homem.: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre” (Breve Catecismo pergunta 1). Isso porque a Bíblia diz: “Por que dele e por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém” (Romanos 11:36).

Manoel Canuto (Coordenador do Projeto Os Puritanos)

BIBLIOGRAFIA
1. Bíblia Sagrada – Versão Revista e Atualizada
2. Enciclopédia Histórico Teológica – “Protestantismo” – Edições Vida Nova, Vol III
3. Errol Hulse – Lutero e a Autoridade das Escrituras – Jornal Os Puritanos/A Reforma Protestante/Ano II, N° 4
4. James E. McGoldrick – Três Princípios do Protestantismo – Jornal Os Puritanos/ A Reforma Protestante/Ano II, N° 4
5. Joel Beeke – Revendo Nossos Princípios Reformados – Revista os Puritanos/ Vida Aos Mortos/ Ano VI, N° 4
6. Loraine Boettner – Catolicismo Romano – (Editora Batista Regular)
7. R.C. Sproul – La Santidade de Dios, Cap 5 – La Insania De Lutero

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As Sete Cartas do Apocalipse – A Mensagem Final de Cristo à Igreja

https://malucoporjesus.wordpress.com

Lição 1 – Apocalipse, a Revelação de Jesus Cristo

 

 

Lição 2 – A Visão do Cristo Glorificado

 

 

Lição 3 – Éfeso, a Igreja do Amor Esquecido

 

 

Lição 4 – Esmirna, a Igreja Confessante e Mártir

 

 

Lição 5 – Pérgamo, a Igreja Casada com o Mundo

 

 

Lição 6 – Tiatira, a Igreja Tolerante

 

 

Lição 7 – Sardes a Igreja Morta

 

 

Lição 8 – Filadélfia, a Igreja do Amor Pergeito

 

 

Lição 9 – Laodicéia, uma Igreja Morna

 

 

Lição 10 – O Governo do Anticristo

 

 

Lição 11 – O Evangelho do Reino no Império do Mal

 

 

Lição 12 – O Juízo Final

 

Lição 13 – A Formosa Jerusalém

Como Jesus Cristo tratou os não-membros da Igreja ?

 Um carro lotado de alunos estava indo para as férias, do colégio para casa. Ao trafegarmos, passamos por um sinal que dizia: “Não leia o outro lado deste sinal!” Ninguém disse nada, mas, ao passarmos, cada cabeça do carro virou-se para ler a parte de trás da placa! Publicidade negativa pode ser uma forma muito eficiente de anunciar. Talvez até mesmo Deus pode usá-la ocasionalmente.

Ao Jesus chegar ao final de Sua vida e missão neste mundo, as coisas não pareciam muito boas. Havia um grande número de más informações – má publicidade. Muitas pessoas O estavam abandonando, até mesmo entre aqueles que Ele havia curado. Nove dos dez leprosos aceitaram apenas as bênçãos físicas, enquanto recusaram a oferta de bênçãos espirituais.

Por algum tempo as multidões haviam se apinhado para ouvi-Lo e vê-Lo. Contudo, à medida que Seu tempo na Terra se aproximava do fim, toda Sua Missão tinha a aparência de cruel derrota. O caso parecia desesperador. Aparentemente, Jesus tinha feito pouco da obra que viera fazer.

Ainda assim, a despeito do aparente fracasso, Ele pôde assentar-Se no cume do Monte das Oliveiras, olhar para uma outra montanha que parecia com uma caveira, e dizer: “Este evangelho que Eu ensino irá a todo o mundo.” Do ponto de vista dos recursos humanos não havia a mínima ilusão de uma chance. Ele tinha apenas poucos discípulos e várias mulheres como seguidores e até mesmo Seus discípulos fugiram, quando chegou o momento crucial. Todos achavam que Ele jamais seria aceito pelos líderes da igreja. O sucesso parecia impossível.

Vivemos, porém, para ver o cumprimento de Sua predição – ou pelo menos o potencial em nossos próprios dias para tal cumprimento. Hoje a igreja também está recebendo grande quantidade de má publicidade. Mas Deus também pode alterar isso, assim como as perspectivas negativas foram alteradas nos dias do primeiro advento de Jesus. Má publicidade ainda é publicidade. Dizer que não é para ler o outro lado do sinal pode levar as pessoas a lerem o outro lado do sinal. Assim, hoje, há lições a serem aprendidas do aparente fracasso que marcou os dias justamente antes da crucifixão de Jesus.

Vamos começar lendo S. João 12:20 em diante, onde está relatado um episódio que trouxe ânimo ao coração de Cristo. “Ora, entre os que subiram para adorar durante a festa, havia alguns gregos.” Jesus estava presente na festa, em pé no pátio do templo, pronto para volver-Se e sair daí pela última vez.

Eles, “pois se dirigiram a Filipe que era de Betsaida da Galiléia, e lhe rogaram: Senhor, queremos ver a Jesus. Filipe foi dizê-lo a André, e André e Filipe o comunicaram a Jesus. Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem”. Versos 21-23.

Então começa um parágrafo que à primeira vista pode parecer não muito relevante, mas que à segunda vista se torna muito significativo. “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz fruto.” Verso 24. Jesus estava indicando que Ele seria glorificado, mas precisaria primeiro morrer. Então Ele faz a aplicação aos Seus seguidores. “Quem ama a sua vida, perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo, preservá-la-á para a vida eterna. Se alguém Me serve [ou deveríamos dizer: torna-se Meu servo], siga-Me.” Seguir para onde? Jesus estava no rumo da cruz! ”E onde Eu estou, ali estará também o Meu servo. E se alguém Me servir, o Pai o honrará.” Versos 25 e 26. Assim, Jesus estava indicando que, para sermos glorificados, devemos segui-Lo até a cruz.

“Agora está angustiada a Minha alma e que direi Eu? Pai, salva-Me desta hora?” Compreendemos que, quanto a Jesus, se Ele houvesse tido Sua preferência, não teria ido tão cedo à cruz. Porém, veio então Sua imediata submissão à vontade de Seu Pai e o plano da salvação: “Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o Teu nome.” “Então veio uma voz do céu: Eu já O glorifiquei e ainda O glorificarei. A multidão, pois que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: Foi um anjo que Lhe falou. Então explicou Jesus: Não foi por Mim que veio esta voz, e, sim, por vossa causa.” Versos 27-30. Deus deu mais uma oportunidade, uma última chance para eles ouvirem. Mas note que a voz de Deus soa apenas como o trovão para algumas pessoas. “Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo.” Versos 31 e 32.

Que conforto deve ter sido para Jesus, quando esses homens do Ocidente vieram e disseram: “Nós gostaríamos de ver a Jesus.” Essa foi uma das poucas palavras encorajadoras no final de Sua vida, pois Ele estava sob a sombra da cruz. Ele havia predito isso, embora Seus seguidores não gostassem da idéia. Mas o surgimento desses homens foi como cumprimento de uma profecia relatada em S. Mateus 8:11 e 12. Jesus tinha justamente curado o servo do centurião e elogiado o líder militar por sua grande fé. E então fez esta declaração: “Muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos Céus. Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.”

Jesus predisse uma situação, um tempo no qual Seu próprio professo povo O deixaria – e outro povo viria do leste e do oeste (e Lucas adiciona do norte e sul também) e se assentaria com Abraão, Isaque e Jacó. Bem no início do ministério de Jesus, os sábios vieram do Oriente e perguntaram: “Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a Sua estrela no Oriente e viemos para adorá-Lo.” S. Mateus 2:2. Então, no final de Seu ministério um grupo veio do Ocidente – a continuação do cumprimento desta profecia.

Você notou Filipe e André? Eles tinham as “antenas” ligadas. Seus ouvidos estavam sintonizados com as almas, eles viram os gregos que tinham entrado no pátio do templo. Tempos atrás, no inicio, foi André que trouxe seu irmão Pedro a Jesus. E você pode ver André assentando-se nos fundos da sinagoga, enquanto Pedro está na frente pregando. E André diz a si mesmo: “Que dia maravilhoso foi quando eu trouxe Pedro a Jesus. ” André estava disposto a ficar de lado. Ele não estava sempre na frente, e discursando. Mas estava sempre trazendo alguém a Jesus – mesmo que fosse apenas um menino com cinco pães e dois peixinhos.

Filipe, um dos primeiros discípulos de Jesus, havia trazido Natanael convidando-o a “vir e ver”. Assim, ei-los outra vez, Filipe e André trazendo alguém a Cristo.

Os gregos certamente tinham a motivação certa – “Nós gostaríamos de ver a Jesus”. Eles não pediram para ouvir os resultados da jornada missionária na qual os setenta discípulos estiveram envolvidos. Eles não pediram por uma visita à sinagoga ou por uma discussão de algum ponto teológico. Eles queriam ver a Jesus. Seu pedido foi atendido.

Nessa passagem da Escritura está relatada uma clássica declaração de Jesus: “Eu, quando for levantado … atrairei todos a Mim.” A exaltação de Jesus atrai pessoas a Ele. Jesus elevado na cruz era uma ofensa às pessoas de Seus dias – e é uma ofensa a alguns em nossos dias também. A igreja primitiva teve que enfrentar grande quantidade de publicidade negativa por ter um Deus que foi crucificado. Isso era uma péssima propaganda. Os deuses daqueles dias eram estranhos ao conceito de “Ele salvou outros; a Si mesmo não pode salvar”. Paulo falou aos coríntios sobre a loucura de pregar a cruz. Entretanto aí estava o poder de Deus.

Esses gregos estavam aptos a ir diretamente ao âmago da questão, pedindo e aceitando uma revelação de Jesus, num tempo em que os outros estavam fechando a porta da salvação para si mesmos.

É-nos dito que a igreja no final dos tempos, justamente antes de Jesus voltar outra vez, estará parecendo como se estivesse para cair. Porém, ela não cai. Ao contrário, deverá haver outra vez esta estranha realidade – com os de dentro saindo, e os do Norte e do Sul, do Leste e Oeste, entrando. Note que Abraão, Isaque e Jacó não saem da igreja e vão para fora unir-se às pessoas do Norte e do Sul, do Leste e do Oeste. São as pessoas do Norte e do Sul, do Leste e do Oeste que entram. Não esqueça isso!

Assim você tem, no fim, dentro da igreja organizada, um grande êxodo de pessoas que têm o mesmo problema das pessoas religiosas dos dias de Cristo. Elas O abandonaram. E, ao saírem, grande número de pessoas entram e tomam os seus lugares.

Por que ocorre essa troca? O apóstolo Paulo descreve a situação e dá a resposta. E se isso era bom para aqueles dias, por que não seria hoje?

“Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação vieram a alcançá-la, todavia a que decorre da fé; e Israel que buscava lei de justiça não chegou a atingir essa lei. Por quê? Porque não decorreu da fé, e, sim, como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço, como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nele crê não será confundido. “Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles é para que sejam salvos. Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento. Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus [aqui está o problema], e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus.” Romanos 9:30-33 e 10:1-3.

Eles não haviam ido à cruz ainda e se unido a Jesus, que não salvaria a Si mesmo. Eles não vieram ao lugar onde descobririam que não poderiam salvar a si mesmos. E Paulo termina seu argumento com estas palavras: “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.” Verso 4.

O ponto-chave na salvação pela fé e salvação pelas obras é a linha divisória entre aqueles que aceitam a Jesus, junto com os gregos, e aqueles que O rejeitam junto com os líderes judeus. As pessoas que obtêm algo através de seus próprios esforços, querem mérito e crédito e encontram em Jesus uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo. O legalista é ofendido em Jesus e O deixará no final precisamente pela mesma razão.

E não podemos nos unir a Paulo, quando ele diz: “Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles é para que [quantos?] – sejam salvos.” Todos. Nós não queremos ver milhares de nossa igreja saírem para as trevas, quando o próprio Deus deseja que cada um de nós permaneça na luz. Nós todos podemos estar lá, para nos assentarmos com Abraão, Isaque e Jacó, junto com as multidões que ninguém pode calcular, que vieram de todas as nações, reinos, línguas e povos. Não podemos livrar a nós mesmos de sermos ofendidos, de tropeçarmos naquela pedra de tropeço, exceto por um método e este é cairmos na Rocha e sermos despedaçados por nossa própria livre escolha. Podemos escolher entrar em um relacionamento com Jesus hoje, segui-Lo e nos submetermos à verdade de que não podemos salvar a nós mesmos. Podemos nos unir aos gregos, partilhando com eles na busca para vermos a Jesus hoje.

“Nós temos Cristo” amado as sombras crescem, Ao nosso lado sempre a nos livrar; Sim, quando as forças nossas desfalecem. É nosso Amparo, té o fim chegar.

“Nós temos Cristo” nossa Rocha forte; Oh! Sim, podemos nEle confiar. Dor, negras lutas nem sequer a morte, Já nossa vida podem abalar.

 “Nós temos Cristo” – tudo quanto temos, Fé, gozo e forças Ele nos quer dar; Mas muito breve todos nós teremos. Paz, vida eterna, Cristo, lá no lar.

Anna B. Warner

Morris Venden.

Mais Doutrinas Católicas EXTRA BÍBLICAS !!!

 

O Rosário e suas 15 promessas

1) Introdução

A Igreja Católica Apostólica Romana presta uma espécie de veneração especial a Maria, chamada hiperdulia (algo como hiper veneração). Todos os demais santos são merecedores apenas de dulia (veneração) e apenas a Deus é reservada a latria, que é a adoração.

Teoricamente estas definições podem até ser compreensíveis, porém a prática nos revela algo totalmente diferente.

João Paulo II, grande devoto de Nossa Senhora e que demonstrou isto em toda a sua trajetória como pontífice disse o seguinte no encontro com os jovens na Basílica Vaticana em 10 de janeiro de 1979: 

“O assunto, para o qual desejaria chamar a vossa atenção neste momento, está muito perto da vossa sensibilidade. Quereria, de fato, deter-me convosco a contemplar ainda a cena maravilhosa que o mistério do Natal nos colocou diante dos olhos. É cena que vos é familiar: muitos de vós reviveram-na ativamente nestes dias, construindo o presépio nas suas casas. Pois bem, entre os protagonistas desta cena, convido-vos esta manhã a olhar para Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe.” 

A Igreja mesma nos sugere esta atenção particular para com Nossa Senhora: quis que o Último dia da oitava do Natal, e primeiro dia do ano novo, fosse consagrado à celebração da Maternidade de Maria. É evidente, pois, a intenção de dar realce ao “lugar” da Mãe, diria à “dimensão maternal” de todo o mistério do nascimento humano de Deus.

Não é intenção sua que isto se manifeste só neste dia. A veneração da Igreja para com Nossa Senhora — veneração que supera o culto de qualquer outro santo e toma o nome de “hiperdulia” — invade todo o ano litúrgico.” [1]

Esta é uma pequena demonstração de como a ICAR tem voltado o seu foco sistematicamente para Maria, tirando-o do único e verdadeiro Salvador, Jesus Cristo.

2) O surgimento do rosário

Um instrumento poderoso para este desvio do foco em Cristo, o Santo Rosário, surgiu aproximadamente no ano 800 e consistia na reza de 150 pais-nossos pelos leigos que não sabiam ler, de forma a imitar os monges que rezavam os Salmos (150). Com o passar do tempo formaram-se outros três saltérios com 150 aves-Maria, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria. O Rosário como conhecemos hoje surgiu em 1206, quando a Virgem teria supostamente aparecido a São Domingos e revelado que era uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores. O primeiro documento impresso que explica claramente como rezar o rosário surgiu em Colônia, na Alemanha, em 1476.

Ao longo do tempo recebeu algumas implementações, sendo a última em 16/10/2002 através da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae [2] publicada pelo papa João Paulo II em que adicionou-se mais 50 aves-Maria e 5 pais-Nosso sob o título de Mistérios Luminosos [3] aos já rezados mistérios gozosos, mistérios dolorosos e mistérios gloriosos. Desde tal data o rosário passou a ser composto por 212 aves-Maria, 4 salve-rainhas e 24 pais-nosso [4]. Pela distribuição das rezas fica notável que o foco não é Cristo, mas sim Maria.

3) “Revelações” acerca do rosário

Muitas são as informações que os católicos recebem acerca de diversas supostas aparições de Maria com uma mensagem de estímulo à reza do seu rosário: 

Quero que saiba que, a principal peça de combate tem sido sempre o saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do novo testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu saltério” esta frase teria sido dita a São Domingo em uma aparição da Virgem Maria dos Católicos.

À Beata Alexandrina de Balasar, nascida em 1904 e falecida em 1955, a ICAR afirma que Nossa Senhora muitas vezes lhe falou do rosário, recomendando-o como arma eficaz contra as ciladas do demônio e como oração que agrada a Jesus, porque honra Maria, sua Mãe.

A ICAR diz que a reza do rosário agrada a Cristo, porém ela leva seus praticantes a distanciarem-se do nosso Senhor e Salvador e ter como foco principal a mãe de Jesus.

Dentre as muitas “revelações” dadas pela senhora dos católicos acerca do seu rosário, uma em especial é objeto deste artigo, pois faz com que os rezadores do terço deixem de depositar sua confiança em Cristo, nosso Senhor e único Salvador, e passem e esperar em Maria.

4) As 15 promessas do Santo Rosário

Alain de la Roche, titulado beato pela ICAR, nascido na França em 1428 e falecido na Holanda em 1475, afirma ter recebido uma mensagem especial de Maria acerca do seu rosário. Segundo ele, a senhora dos católicos lhe revelou 15 promessas para os que rezassem o rosário devotamente. Abaixo faremos um confronto entre estas promessas e o que a Bíblia nos diz acerca do que foi prometido:

1) A todos aqueles que recitarem o meu Rosário prometo a minha especialíssima proteção.

O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei? [Sl 27:1]

O SENHOR está comigo; não temerei o que me pode fazer o homem. [Sl 118:6]

Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; porquanto tu foste o meu alto refúgio, e proteção no dia da minha angústia. [Sl 59:16]

2) Quem perseverar na reza do meu Rosário, receberá graças potentíssimas.

Porque o SENHOR Deus é um sol e escudo; o SENHOR dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão. [Sl 84:11]

O homem de bem alcançará o favor do SENHOR, mas ao homem de intenções perversas ele condenará. [Pv 12:2]

Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras da minha entrada. Porque o que me achar, achará a vida, e alcançará o favor do SENHOR. [Pv 8:34-35]

3) O Rosário será uma arma potentíssima contra o inferno, destruirá os vícios, dissipará o pecado e derrubará as heresias.

Tenho posto o SENHOR continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei. Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura. Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. [Sl 16:8-10]

Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. [Rm 5:19-21]

Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. [Gl 5:19-23]

4) O Rosário fará reflorir as virtudes, as boas obras e obterá às almas as mais abundantes misericórdias de Deus.

E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição;

Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou [Rm 9:22-23]

Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; [Ef 2:4-6]

As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. [Lm 3:22-23]

5) Quem confiar-se a Mim, com o Rosário, não será nunca oprimido pelas adversidades.

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. [Jo 16:33]

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. [Fp 4:7]

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. [Mateus 11:28,29]

6) Quem quer que recitar devotadamente o Santo Rosário, com a meditação dos Mistérios, se converterá se pecador, crescerá em graça se justo e será feito digno da vida eterna.

Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. [Jo 16:7-8]

Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém. [2Pe 3:18]

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; [Ef 2:8-9]

7) Os devotos do Meu Rosário na hora da morte, não morrerão sem os sacramentos.

A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. [Rm 10:9-10]

8 ) Aqueles que rezam o Meu Rosário encontrarão, durante sua vida e na hora de sua morte, a luz de Deus e a plenitude das suas graças e participarão aos méritos dos abençoados no Paraíso.

Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. [João 14:6]

9) Eu libertarei, todos os dias, do Purgatório, as almas devotas do Meu Rosário.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; [Ef 2:8-9]

Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; (…) Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; (…) E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna. [Mt 25:34,41,46] (não existe purgatório na Bíblia)

10) Os verdadeiros filhos do Meu Rosário gozarão de uma grande alegria no Céu.

…eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. [João 10:10b]

Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem cairá sobre eles o sol, nem calor algum; porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida; e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima. [Apoc. 7:16,17]

11) Aquilo que se pedir com o Rosário se obterá.

E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. [Jo 14:13]

Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura. [Is 42:8]

12) Aqueles que propagarem o Meu Rosário serão por mim socorridos em todas as suas necessidades.

Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. [Is 46:1]

13) Eu consegui do Meu Filho que todos os devotos do Rosário tenham, por irmãos em sua vida e na hora de sua morte, os Santos do Céu.

E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos. [Atos 4:12]

14) Aqueles que recitarem o Meu Rosário fielmente serão todos filhos meus amantíssimos, irmãos e irmãs de Jesus.

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. [Rm 8:15]

15) A devoção do Santo Rosário é um grande sinal de predestinação.

Nele (Cristo), digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; [Ef 1:11]

Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis. [Ap 17:14]

5) Conclusão

É notório que a ICAR tem permitido e incentivado que seus fiéis afastem-se da verdadeira adoração ao único e exclusivo Senhor e Salvador Jesus Cristo ao desviarem seu foco para a mãe de Jesus, Maria, transformando-a em objeto de esperança [Rm 5:1-2] [Ef 4:4-6] [Cl 1:26-28] [1Ts 1:2-4] [2Ts 2:16] [1Tm 1:1] [Hb 10:23] [1Pe 1:21]

O conhecimento da Bíblia Sagrada, lida sem o filtro da tradição e do magistério, mas sim sob a iluminação do Espírito Santo nos revela o quão equivocada é a atitude de rezar para quem não pode salvar e esperar nas promessas de quem não pode cumpri-las.

Somente o Senhor Jesus é capaz de nos proteger, salvar, livrar do mal e dar Sua graça e misericórdia, pois em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. [At 4:12]

Caminhemos firmes olhando sempre para o autor e consumador de nossa fé, Jesus Cristo [Hb 12:2], esperando apenas Nele.

Notas
[1] http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790110_giovani_po.html acessado em 23/08/2008.
[2]http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_20021016_rosarium-virginis-mariae_po.html acessada em 23/08/2008
[3] http://www.vatican.va/special/rosary/documents/misteri_luminosi_po.html acessada em 23/08/2008
[4] Além das 50 aves-Maria e dos 5 pais-nosso de cada terço, há também outras repetições destas rezas e de algumas outras no decorrer de cada terço rezado.

Fonte: [ NAPEC ]

Liderança

Os bons líderes delegam o trabalho e mostram apreciação pelo trabalho que os outros fazem.

Êxodo 39:43

“Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito; como o Senhor ordenara, assim a fizeram; então Moisés os abençoou.”

Os bons líderes reconhecem os seus limites.

Deuteronômio 1:9

“Nesse mesmo tempo eu vos disse: Eu sozinho não posso levar-vos.”

Os verdadeiros líderes servem uns aos outros.

Lucas 22:25

“Ao que Jesus lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que sobre eles exercem autoridade são chamados benfeitores.”

Os lideres devem dar o exemplo de ser bons trabalhadores.

Eclesiastes 9:10

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”

Trate os que estão sob a sua liderança como gostaria de ser tratado.

Lucas 6:31

“Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também.”

Ser um líder nem sempre é fácil, mas não desista.

2 Crônicas 15:7

“Vós, porém, esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra terá uma recompensa.”

Um bom líder dá ouvido às direções de Deus.

Isaías 30:21

“E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele; quando vos desviardes para a direita ou para a esquerda.”

Como deve ser um líder de Deus na igreja?

1 Timóteo 3:1-7

“Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não neófito, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo. Também é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em opróbrio, e no laço do Diabo.”

Deus dá ajuda ao líder que a necessite.

Tiago 1:5

“Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada.”

Os bons lideres planejam com antecedência.

Lucas 14:28-30

“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar? Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pode acabar.”

Um bom líder busca conselho de outros.

Provérbios 15:22

“Onde não há conselho, frustram-se os projetos; mas com a multidão de conselheiros se estabelecem.”

Um bom líder deve ser paciente.

Provérbios 16:32

“Melhor é o longânimo do que o valente; e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade.”

Alegremo-nos no Senhor Jesus Cristo

Salmos 16:8-9:

“Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; porquanto ele está à minha mão direita, não serei abalado. Porquanto está alegre o meu coração e se regozija a minha alma; também a minha carne habitará em segurança.”