Você não ama se não conhece a Deus

Cordeira Única e o Pastor

Em seu livro Mortal Lessons: Notes on the Art of Surgery (Lições Mortais: Notas sobre a Arte Cirúrgica), o Dr. Richard Selzer descreve o seu encontro com uma jovem depois de ter removido um tumor do rosto dela. A cirurgia exigira o corte de um nervo facial, deixando um lado da boca paralisado e torto. O médico estava preocupado com a reação da mulher e do marido à nova aparência dela.

“O marido está no quarto. Ele se colocou do lado oposto da cama e, juntos, eles parecem habitar na luz noturna. Isolados de mim, distantes num mundo só deles. Quem são, pergunto a mim mesmo, ele e esta boca torta que eu fiz, que se fitam e se tocam generosamente, avidamente?

“A jovem mulher pergunta: ‘Vou ficar sempre assim?’. Eu respondo: ‘Sim, o nervo teve de ser cortado.’ Ela concorda em silêncio com um aceno de cabeça. Mas o jovem sorri. ‘Eu gostei, ficou bonitinho.’

“Na mesma hora descubro quem ele é, compreendo e abaixo os olhos. É impossível não se emocionar ao encontrar um deus. Sem se importar, ele se inclina para beijar a boca repuxada dela e estou tão perto que posso ver como torce os lábios para se acomodar aos da mulher, para mostrar-lhe que o beijo deles ainda tem valor. Lembro-me de que os deuses apareceram na Grécia antiga como mortais, seguro a respiração e deixo o prodígio envolver-me.”1

Conforme sugerido pelo Dr. Selzer, o amor é uma qualidade divina. Mas não somos deuses. O amor é algo que os seres humanos precisam e expressam, mas não é a nossa natureza básica. É algo que possuímos, e não algo que somos. O amor reside em nós e opera por meio de nós mediante a presença do Espírito Santo, mas a sua fonte está além de nós. Desde que o amor é um absoluto, ele nunca muda. Portanto, a fonte suprema do amor deve ser tão imutável quanto o próprio amor. Como cristãos, identificamos nosso Deus imutável como a fonte do amor. A Bíblia afirma claramente: “Deus é amor” (I João 4:16). Em contraste com a Sua criação humana, Deus não tem amor, Ele é amor. A atividade do alvor de Deus flui da Sua natureza de amor. Quando Deus ama, Ele está simplesmente sendo Ele mesmo.

Nenhuma ética importante do amor pode evitar o conhecimento do Deus de amor revelado na Escritura. O mandamento para amar nada significa se não soubermos o que o amor é, e o significado do amor está arraigado em Deus. João escreveu, “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (I João 4:8). A ética do amor cristão não é mais segura do que a sua fonte e não pode ser mais aplicável à vida do que o nosso conhecimento da Sua lei.

Como obtemos este conhecimento do amor de Deus? Há duas fontes básicas: o mundo que nos rodeia e as Escrituras. Nossa experiência do amor de Deus na criação e nos relacionamentos humanos é a fonte geral do conhecimento sobre Ele. A Bíblia é uma fonte mais especifica. Vamos considerar ambas.

 

CERCADOS  PELA  NATUREZA  AMOROSA  DE  DEUS

 

A chuva de primavera cai docemente sobre a sua pequenina horta no quintal. Os pingos gotejam nas folhas e nos pés de tomate, abobrinha, alface e cenoura que prometem uma deliciosa colheita de verão. Você não consegue vencer o espanto. Há poucas semanas não havia nada ali senão terra. Você plantou as sementes, regou-as e ficou vigiando diariamente. O sol quente da primavera fez brotar as plantinhas verdes da terra úmida. Quase diante de seus olhos as sementinhas produziram boa quantidade de lindos vegetais, o suficiente para alimentar sua família e dividir com os vizinhos. Você pensa nos fazendeiros que plantam centenas de acres de cereais e outros produtos comestíveis, ganhando a vida com eles. Pensa nos pobres dos países do Terceiro Mundo que cultivam o pouco que podem, a fim de pelo menos sobreviver. Imagina então se eles também reverenciam o milagre da semente, chuva, sol e colheita.

Nossa experiência de vida neste mundo nos informa de que há um Deus que se importa com a Terra que Ele criou e com as criaturas que vivem nela. Paulo pregou aos incrédulos de Listra: Deus “não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo os vossos corações de fartura e de alegria” (At. 14:17). O salmista disse sobre Deus: “Abres a tua mão e satisfazes de benevolência a todo vivente” (Sal. 145:16). Deus prometeu a Noé: “Enquanto durar a terra não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite” (Gên. 8:22). A produtividade abundante e oportuna da terra, sua mistura agradável de simetria e contraste, sua beleza sensorial admirável, e seu desenho complexo – do macrocosmo do espaço ao microcosmo da esfera das subpartículas – é um testemunho do amor de Deus mantendo a Sua promessa através dos milênios.

Paulo falou da nossa completa dependência do Criador amoroso, lembrando aos filósofos não-cristãos na Colina de Marte que Deus “nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais” (At. 17:25). O testemunho da natureza é suficiente para convencer cada ser humano da existência e provisão de um Deus que nos fez e cuida de nossas necessidades. Paulo escreveu, “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis” (Rom. 1:20). A natureza é um testemunho constante e claro da existência de um Deus de amor.

Nosso conhecimento do amor de Deus no mundo que nos rodeia não fica limitado ao que geralmente chamamos de natureza. Deus revelou também o Seu amor por meio do amor da Sua criação humana. O apóstolo João declarou: “O amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus, e conhece a Deus” (I João 4:7). O terno amor de um pai pelo filho, o amor generoso e íntimo entre marido e esposa, e o amor perseverante e dedicado dos amigos de uma vida são evidências de que o Deus que nos criou é um Deus de amor. Toda vez que alguém serve um inválido, fornece refeições a um amigo doente, doa dinheiro ou materiais a vítimas de catástrofes naturais, ajuda um vizinho a trocar a mobília de lugar, ou faz qualquer outro serviço de amor, o amor de Deus é refletido no comportamento humano. Como cristãos, sabemos que somos instrumentos do amor de Deus para outros, pois “o amor de Cristo nos constrange” (2 Cor. 5:14). O amor procede de Deus e os que experimentam o amor verdadeiro, crentes ou não, sentem que há um Deus que se importa.

O amor em nosso mundo é evidentemente distorcido. O pecado e a doença no coração da humanidade transformaram o amor em orgulho, ódio e vingança. O conflito, a inveja e a amargura separaram indivíduos, famílias, raças, grupos socioeconômicos e nações. Todavia, o amor humano é universal. Todas as culturas têm alguma consideração pela decência e respeito nos relacionamentos humanos, como demonstrado em suas leis civis e seus códigos morais. Por exemplo, os hunos de Átila podem ter sido selvagens em seu ódio e destruição dos inimigos, mas amavam suas mulheres, filhos e amigos. A exceção talvez do mais odioso, sádico ou diabólico dos criminosos, teríamos dificuldade para encontrar um indivíduo em todo o mundo que não amasse alguém: um pai ou mãe, um irmão, um mentor, um cônjuge. O mais leve vislumbre de amor no coração humano evidencia a marca do Deus amoroso que nos criou.

 

PALAVRA  FINAL  SOBRE  O  DEUS  DE  AMOR

 

O conhecimento mais explícito do amor de Deus é derivado da Bíblia. Em literalmente centenas de referências de ambos os Testamentos tomamos conhecimento do amor de Deus. Alguns capítulos inteiros, tais como 1 Coríntios 13 – chamado “capítulo do amor” – , são dedicados ao amor. O amor é o tema dominante em livros como Oséias, o evangelho de João e a primeira epístola de João. Segundo Jesus, o amor é o tema supremo da Escritura. Ele disse: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mat. 22:37-40).

No Antigo Testamento, a Lei (os cinco primeiros livros) e os Profetas (os dezessete últimos livros – Mat. 5:17; Luc. 24:27) resumem as instruções de Deus sobre como viver em relação amorosa com Ele e com outros. O resultado desses relacionamentos é descrito nos livros de história e celebrado nos livros de poesia. Quando Jesus disse “Toda a lei e os profetas”, Ele indicou que o amor de Deus permeia o Antigo Testamento. Ao entregar os Dez Mandamentos, Deus prometeu amar “até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos” (Êxo. 20:6). O salmista insere repetidamente a frase: “A sua misericórdia (amor) dura para sempre” (Sal. 136:1 ss.).

Outra frase que descreve a natureza amorosa de Deus, como Ele se revelou a Moisés, é também repetida em todo o Antigo Testamento: “Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado” (Êxo. 34.6,7; veja também Núm. 14:18; Neem. 9:17; Sal. 86:15; 103:8, 145:8; Joel 2:13).

Como indica a experiência de Jonas, o amor de Deus não fica limitado a Israel. Jonas confessou o interesse de Deus pela ímpia Nínive: “Sabia que és Deus clemente, e misericordioso, tardio em irar-se e grande em benignidade, e que te arrependes do mal” (Jonas 4:2). As boas-novas do amor eterno de Deus permeiam o Antigo Testamento de Gênesis a Malaquias.

O amor de Deus se realiza no Novo Testamento, como visto no centro da mensagem bíblica do amor, João 3:16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João ampliou este tema central na sua primeira epístola: “Nisto se manifestou o amar de Deus em nós, em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele” (1 João 4:9). Jesus disse: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém à própria vida em favor dos seus amigos” (João 15:13). O apóstolo João reforçou o pensamento, acrescentando a importância do exemplo de Cristo para nós: “Nisto conhecemos o amor, em que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1 João 3:16).

Paulo se maravilhou por Deus ter agido em amor muito antes que soubéssemos da nossa necessidade do Seu amor: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rom. 5:8). O sacrifício do santo Filho de Deus para remir a raça humana pecaminosa é a quintessência do amor. Não admira que João exulte: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus” (1 João 3:1).

As Escrituras nos asseguram também que Deus é tenaz, e não tênue, em Seu amor por nós. Romanos 8:35, 38, 39 nos dá uma visão estimulante e encorajadora do compromisso de amor de Deus conosco: “Quem nos separará do amor de cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? […] Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”.

O amor de Deus ecoa por todo o Novo Testamento. Vemos o amor de Deus Pai por Seu Filho (Mat. 3:17; Mar. 9:7) e o amor do Filho pelo Pai (João 14:31). Jesus declara que Seu amor por nós tem como modelo o amor do Pai por Ele (João 15:9). Recebemos ordem para corresponder ao amor do Pai por nós, amando a Deus (Mat. 22:37) e amando aos outros (João 13:34,35; Rom. 13:8; 1 Ped. 1:22; 1 João 4:7), inclusive os nossos inimigos (Mat. 5:44). Mas, mesmo quando amamos, nossa capacidade para isso tem origem em Deus e na Sua natureza amorosa: “Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou, e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 João 4:10).

 

DEUS  DE  AMOR  E  DEUS  DE  IRA

 

“Espere um pouco”, muitos irão interromper. “Se Deus é um Deus de amor, por que Ele criou o inferno e por que envia gente para lá?” Boa e importante pergunta. A Bíblia diz que Jesus, que amou tanto o mundo e morreu por ele, irá um dia “tomar vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” (2 Tess. 1:8,9). Para os incrédulos, Jesus dirá: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mat. 25:41). Em sua visão, João notou que “E, se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago do fogo” (Apoc. 20:15). Este lugar é descrito como de tormento, do qual não se pode voltar (Luc. 16:23-26), um lugar em que “haverá choro e ranger de dentes” (Mat. 8:12). A existência de tal lugar não é incompatível com um Deus amoroso por natureza?

A resposta é não. O amor absoluto, longe de ser incompatível com o inferno, na verdade exige a sua existência. Ninguém pode forçar o amor de outra pessoa. Você escolhe amar a Deus; Ele não vai forçar o seu amor. Deus irá, naturalmente, fazer tudo em Seu poder amoroso a fim de oferecer-lhe o convite para amá-Lo. É esse o plano da redenção. Mas, quanto aos que o recusarem até o fim, Deus não violará a liberdade de eles escolherem o próprio destino. C.S. Lewis notou que só existem dois tipos de pessoas no Universo: os que dizem “Seja feita a Tua vontade” a Deus, e aqueles a quem Deus dirá “Seja feita a sua vontade”. Jesus lamentou, compadecido, o desejo de reunir o Seu povo como a galinha ajunta os seus pintinhos, “e vós não o quisestes!” (Mat. 23:37). O inferno é o lugar preparado por um Deus longânimo para os que se recusam a seguir o Seu caminho. Depois de ter tentado atrai-los, Deus irá finalmente dizer a alguns: “Está bem, faça o que quiser”.

Cruel? Sem amor? De modo algum. Pense um pouco: Se Deus permitisse que os incrédulos entrassem no Céu, isso seria pior que o inferno para eles. Como aqueles que detestam orar e louvar a Deus suportarão ser enviados para um lugar onde esta atividade é permanente? Se eles se sentem desconfortáveis durante apenas uma hora na igreja fazendo isto, pense no desconforto que sentirão se tiverem de continuar nessa prática para sempre. Desde que o Céu è um lugar onde as pessoas irão curvar-se e adorar a Deus, como poderia um Deus amoroso forçá-las a ir para lá quando elas não querem adorá-Lo, mas O odeiam ou O ignoram, como já fizeram nesta vida? É mais compatível com a natureza do amor divino não obrigar as pessoas a amá-Lo contra a vontade delas. Portanto, Deus é na verdade misericordioso com os incrédulos ao prover para eles um lugar que esteja de acordo com a rejeição que têm em relação a Ele.

Isto não significa que todos que vão para o inferno gostarão de estar ali. Pelo contrário, a descrição da Bíblia não deixa dúvidas de quanto esse destino eterno pode ser indesejável. As pessoas não querem ir para o inferno, mas ao recusar Cristo é para lá que vão. Esta é a razão por que devemos continuar insistindo para que os membros da família, amigos, vizinhos, colegas de escola e de trabalho se entreguem ao amor de Deus e sigam o Seu caminho. Esta é a razão pela qual advertimos os entes queridos e os estranhos das conseqüências de optar pela rejeição e seguir o próprio caminho. Cremos firmemente que aqueles que viraram as costas para Deus em ira ou apatia podem aprender a amá-Lo como nós fazemos. Todavia, Deus não forçará a ir para o Céu ninguém que não quiser estar lá com Ele. Por mais indesejável que possa ser a escolha de alguns, eles a fizeram e terão de viver com ela para sempre.

Você pode perguntar: “E se alguém que estiver no inferno mudar de idéia? Um Deus amoroso não irá livrar o indivíduo arrependido do inferno e transferi-lo para o céu – melhor tarde do que nunca?”. A resposta é Não. As pessoas só estão no inferno porque Deus sabe que nunca mudarão de opinião sobre Ele. Se outras mil oportunidades na vida as fizessem escolher o caminho dEle, Deus, em amor, teria dado a elas essas oportunidades. Mas, porque Ele sabe todas as coisas antecipadamente, inclusive o fato de que algumas pessoas nunca irão mudar de idéia, Deus as deixa ir e diz: “Aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo” (Heb. 9:27). Deus não deixou de demonstrar Seu amor por elas. Mas, lamentavelmente, nem mesmo o amor divino as conquistou. Deus ofereceu a oportunidade para que tivessem o que há de melhor, embora permitindo que cada um escolhesse algo inferior ao melhor planejado por Ele. Deus, que é todo amor, surpreendentemente permite o supremo insulto ao Seu amor: a rejeição.

Esta descrição do amor de Deus ajuda-nos a compreender melhor a ira de Deus. A ira é o resultado do amor rejeitado. C. S. Lewis observou muito bem que o único lugar do Universo onde as pessoas ficarão livres das perturbações do amor é o inferno. O inferno é onde o amor não funciona nem atrai mais, pois não é possível conquistar ninguém ali. Não se trata de Deus não mais amar. Seu amor radiante ainda brilha, mas o efeito é totalmente diverso quando o amor é rejeitado. O mesmo sol que derrete a cera também endurece o barro. A diferença não é a fonte de calor, mas a reação do objeto aquecido.

O mesmo acontece com o amor de Deus. Quando alguém não está disposto a corresponder ao amor de Deus, surge a ira. Se você já tentou alguma vez amar alguém que não quer ser amado, tem idéia da frustração do amor de Deus. Se você, obstinada ou orgulhosamente, rejeitou o amor que outros lhe estenderam, já experimentou então um pouco do inferno. É terrível necessitar de amor e querer amor, mas, ao mesmo tempo, não se abrir para alguém que nos ama. Os incrédulos são como baldes virados de cabeça para baixo sob as Cataratas do Niágara. “Onde está o amor de Deus e o Deus do amor?”, clamam eles. “Minha vida é vazia e sem significado.” Todavia, eles se recusam a voltar a vida para o outro lado e permitir que a cascata do amor infinito de Deus preencha a existência deles. Deus é amoroso; Seu amor flui como uma torrente poderosa, incessante. Ele quer o bem de cada indivíduo, mas o Seu amor não pode ajudá-los se eles não desejarem o bem maior, aceitando o Seu amor.

 

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Há muitas maneiras de aprofundar o nosso conhecimento e experiência do amor de Deus e do Deus de amor. Desde que a criação de Deus é uma expressão permanente do Seu amor, devemos estudar e apreciar o que Deus fez. O rei Davi escreveu: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres? E o filho do homem, que o visites?” (Sal. 8:3,4). A Escritura nos convida a “considerar” o que Deus fez, olhar para a Sua marca amorosa em tudo o que nos rodeia e louvá-Lo pelo Seu cuidado amoroso.

Desde que os relacionamentos humanos refletem a natureza do Deus de amor, devemos encorajar e afirmar o amor humano generoso onde quer que o encontremos. Um adesivo num pára-choque sugere: “Pratique casualmente atos de bondade”. A Bíblia diz isso da seguinte forma: “Enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos” (Gál. 6.10). Os indivíduos que amam e servem aos outros abnegadamente em nome de Cristo devem ser nossos heróis. Fique perto e aprenda deles, imitando-lhes o espírito de amor.

Acima de tudo, visto que o amor de Deus e o Deus de amor são claramente apresentados na Sua Palavra, devemos conhecer as Escrituras. Estude os atos amorosos de Deus na história bíblica, desde a criação até a redenção. Familiarize-se com as atitudes amorosas de Deus como declaradas em Seus mandamentos, nos ensinamentos de Jesus e nos escritos dos apóstolos. Sacie-se com os hinos e poemas dos salmos, muitos dos quais são cânticos de amor a Deus. Quanto mais conhecer a Palavra de Deus, tanto mais você conhecerá a Deus. E, quanto mais conhecer a Deus, tanto mais claramente ouvirá o pulsar do coração de amor dEle.

 

PERGUNTAS  DIFÍCEIS  E  RESPOSTAS  DIRETAS  SOBRE  O  AMOR  DE  DEUS

 

Se a natureza é uma expressão do amor de Deus, por que Ele permite males naturais, tais como terremotos, furacões, inundações e doenças, que matam centenas de pessoas todos os anos?

As catástrofes naturais resultam do nosso pecado, não sendo uma evidência de que o amor de Deus é incompleto ou ineficaz. Uma transformação ocorreu na terra depois que Adão e Eva desobedeceram a Deus no jardim. Deus disse: “Maldita é a terra por tua causa: em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida […] No suor do teu rosto comerás o teu pão” (Gên. 3:17,19). O mundo ficou corrompido pelo mal físico, e isso quase sempre traz fadiga à vida dos seus habitantes, até mesmo daqueles que amam a Deus. Os que constróem casas e cidades perto de uma zona onde existe uma falha geológica arriscam-se a sofrer ferimentos e morte por causa de terremotos. Se você morar numa região sujeita à passagem de furacões ou ciclones, ou numa planície onde ocorrem inundações, as suas plantações e propriedade podem ser completamente aniquiladas. Se deixar de proteger-se contra doenças, pode tornar-se uma de suas vítimas.

É importante compreender que as pessoas que passam por tragédias devidas a desastres naturais não sofrem por serem mais perversas do que as que não são afetadas por elas (veja Luc. 13:3-5). Pelo contrário, o mal físico entra em nossa vida por diferentes razões. Deus é amoroso e a única maneira de O amarmos é livremente. E o livre-arbítrio é a origem do mal.

1. Alguns males físicos resultam de nossas escolhas livres. Se você construir uma casa perto da falha geológica de San Andreas na Califórnia, poderá ser morto por um terremoto. Se comprar uma fazenda nas margens do rio Mississipi, você e sua propriedade poderão ser varridos por uma inundação. Se você comer demais e exercitar-se pouco, estará arriscando-se a ter um enfarto cardíaco.

2. Alguns males físicos resultam da decisão de não fazer nada. A preguiça pode levar à pobreza. Deixar para depois um exame físico de rotina pode permitir que um câncer não detectado se torne impossível de tratar. Não se dispor a quebrar o mau hábito de dirigir quando cansado pode causar um acidente fatal.

3. Alguns males físicos resultam das escolhas livres de outros. O abuso de crianças, balas perdidas, assaltos e mortes no trânsito devido à embriaguez são exemplos de como pessoas inocentes sofrem males nas mãos de indivíduos irresponsáveis ou perversos.

4. Alguns males físicos são subprodutos de atividades positivas. Algumas pessoas que vão ao lago velejar ou nadar acabarão afogando-se. Os esquiadores, alpinistas e pára-quedistas algumas vezes se machucam ou morrem por causa do seu esporte. Até uma viagem de carro para o prédio da igreja pode terminar num ferimento grave ou morte.

5. Alguns males físicos resultam da atividade de espíritos malignos. Os sofrimentos de Jó foram atribuídos a Satanás (Jó 1:6-12). Os espíritos malignos oprimem e afligem as pessoas doentes (Mat. 17:14-18; Luc. 13:11).

6. Alguns males físicos são advertências de Deus sobre males físicos ainda maiores. Uma dor de dente pode ajudar a evitar problemas dentários futuros. As dores no peito, quando investigadas, podem evitar a morte desnecessária. A dor de perder um parente por causa de câncer pode levar os familiares a fazer exames médicos para detectar a moléstia.

7. Alguns males físicos são advertências de Deus sobre males morais. A dor e a tragédia chamam nossa atenção e nos fazem buscar a Deus muito mais do que outras experiências. Paulo falou sobre a ira de Deus levar ao arrependimento (Rom. 2:4). C.S. Lewis falou do sofrimento como o megafone de Deus.

8. Alguns males físicos são permitidos para ajudar o desenvolvimento moral. Sem tribulação, não haveria paciência. Os irmãos de José o venderam como escravo, mas ele os perdoou e disse: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem” (Gên. 50:20). Jó sofreu muito e disse: “Se ele (Deus) me provasse, sairia eu como o ouro” (Jó 23:10).

9. Alguns males físicos ocorrem porque formas superiores de vida vivem em função das inferiores. Neste mundo físico, os pássaros comem os vermes, os gatos comem os pássaros, e as crianças estouvadas torturam os gatos. Da mesma forma, pessoas e forças maiores nos perseguem ou nos ferem sem justa causa. Algumas vezes nos defendemos contra elas, e outras vezes, apesar dos nossos esforços, não podemos fazê-lo.

 

Por que então nosso Deus onipotente não intervém milagrosamente e evita que o mal físico aconteça? Primeiro, Deus intervém às vezes (quando acha necessário para o Seu plano geral redentor), mas para fazer isso regularmente Ele teria de interferir no pleno exercício do livre-arbítrio, deixando-nos com um mundo algo menos do que completamente moral. Segundo, num mundo de constante intervenção divina contra ações perversas, todo aprendizado moral cessaria. Jamais experimentaríamos as más conseqüências das escolhas erradas e não realizaríamos nosso potencial para o progresso ou desenvolvimento moral.

 

Por que um Deus amoroso permite que as Suas criações humanas maltratem umas às outras? Por que Ele permite que os seres humanos se tornem assassinos, estupradores, abusem de crianças, façam abortos, e assim por diante?

A verdadeira pergunta por trás dessas questões é: “Por que Deus fez criaturas com livre-arbítrio quando Ele sabia que algumas iriam preferir o mal?”. Porque criar indivíduos com livre-arbítrio era a melhor escolha possível dentre pelo menos quatro opções abertas para um Deus amoroso.

Primeiro, Ele poderia ter evitado completamente o pecado deixando de criar o mundo. Mas, Deus é amor, e como um pai amoroso Ele queria uma família com quem compartilhar o Seu amor.

Segundo, Ele não teria escolhido fazer um mundo habitado por criaturas que O amassem sem possibilidade de escolha. O amor forçado é uma contradição. Os robôs não amam realmente, eles são programados para responder.

Terceiro, Ele poderia, hipoteticamente, ter criado um mundo no qual as pessoas tivessem liberdade de escolha mas jamais pecassem. Todavia, desde que as pessoas são livres para escolher o pecado, isso nunca aconteceria.

Quarto, Ele poderia ter criado um mundo em que as pessoas fossem livres e escolhessem pecar – que foi o que Ele fez. Deus criou então Adão e Eva com a capacidade de obedecer e desobedecer, de amar e não amar a Ele e a outros. Eles decidiram finalmente desobedecer e, em conseqüência, o pecado entrou na raça humana.

Para alguns, talvez pareça uma clara contradição à santidade de Deus que Ele tivesse escolhido a única opção na qual o mal poderia ocorrer. Os seres humanos livres podem optar por rejeitar, zombar e desobedecer a Ele face a face – e fazem isso realmente. Os seres humanos também agridem e ferem facilmente uns aos outros. Todavia, o pecado foi a possibilidade permitida por Deus, a fim de nos amar e permitir que O amemos da melhor maneira possível.

Josh McDowell e Norman L. Geisler in LOVE IS ALWAYS RIGHT

A Resposta para:

Dilemas Éticos/Situações Desafiadoras/Decisões Difíceis

© 1996 de Josh McDowell e Norman Geisler

 Tradução: Neyd Siqueira

1ª Edição: janeiro 1998 – 3.000 exemplares

EDITORA E DISTRIBUIDORA CANDEIA

Rua Belarmino Cardoso de Andrade, 108

Interlagos – São Paulo, SP CEP.: 04809-270

https://malucoporjesus.wordpress.com

O Propósito de Deus para a Família

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra. Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”. Gn 2:23-24

“Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e  carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do  varão foi tomada. Portanto deixará o homem a seu pai e a sua  mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne”.

Vamos lançar uma pedra fundamental para tudo que vamos falar  com respeito à família:

– O Senhor é o autor da família.

Que novidade !!!

Nossa função não é trazer novidades, mas repetir a verdade até que ela tome forma em nosso coração e nas nossas vidas.

– Deus é o autor do casamento, da família, do matrimônio.

Antes da fundação do mundo, antes da queda do homem, antes do pecado, Deus instituiu a família e a vida familiar. Antes que houvesse qualquer outra instituição humana, Deus criou a família. É a primeira e básica instituição.

Infelizmente, existem hoje muitos livros que falam sobre a família (até mesmo nas livrarias evangélicas) falam da família, mas tem como base o homem. Começam com o homem e a família, depois Deus com um aditivo, uma coisa para colocar coesão e um pouco de harmonia na vida familiar. Na frouxa e desregrada vida familiar.

Vem a família e depois Deus como um meio de ajudar e abençoar a família. NÃO É ASSIM !

Antes de tudo o Senhor, depois, segundo a sua vontade, Ele constituiu as famílias. Se compreendermos isso o resto vai ser fácil de aprender, compreender e aceitar.

A família começa em Deus. E se o Senhor é o criador da família Ele sabe para que foi feita.

Se queremos saber o propósito para se viver em família, qual o sentido, temos que perguntar para aquele que criou a família. A família não foi instituída por sociólogos.

Quanto não entendemos o propósito de Deus para a família, quando não sabemos o que estava no coração de Deus quando instituiu a família, podemos cair numa série de erros, propósitos e despropósitos os mais variados.

Muita gente está constituindo família, mas por não conhecer o propósito de Deus, estão constituindo família por outros propósitos quaisquer.

Vamos ver alguns erros mais comuns por não conhecer o propósito de Deus:

1 – Casam sem objetivo nenhum (o mais comum):

Não tem propósito, casam porque dá vontade de casar, toda a vida é uma seqüência de coisas despropositadas. Não há propósito. Quando é assim vem os filhos e é um sério problema !!! Os filhos se tornam um sério problema, porque não tem objetivo. Mas como tudo aconteceu e com ele é tudo assim, vai levando os filhos como dá.

Infelizmente, muitos cristãos estão se casando assim, nessa situação.

2 – Objetivos supérfluos. Objetivos errados, por exemplo:

Adquirir bens, prosperar. Levar sua família adiante pelo entusiasmo das compras. “Agora vamos comprar uma sala nova” e a família anda mais três meses porque agora tem uma sala nova. (Leva a família pelo entusiasmo da compras).

Quando éramos recém-casados: faltava um abridor, corria para comprar …

 Isso pode fazer parte, mas não serve como propósito. Não podemos levar a família adiante com estes propósitos.

 Alguns se lançam a buscar dinheiro, buscar prosperidade e riquezas. Tem a família como base debaixo dele para buscar riqueza e prosperidade e destroem sua vida familiar. (Ex.: artistas, atletas, milionários famosos – onde estão suas famílias ? Perderam o que tinham de mais importante).

3 – Por causa dos filhos.

Alguns por não terem objetivo fazem da vocação dos filhos o objetivo para a família. É importante que o filho seja médico, engenheiro, arquiteto, pastor … E se concentram somente nisso.

4 – Satisfação própria.

Casam e constituem família para satisfação própria (buscam felicidade): então casam e o centro da família é o ego do marido. Depois de um tempo querem que tudo seja a seu gosto, exigem, perturbam. Às vezes a mulher tem que andar para cima e para baixo para que as coisas sejam como ele gosta. Qual o propósito?

5 – Deificam a família.

Não sabem colocar a família no seu devido lugar. Por ignorarem ou por desconhecerem o propósito de Deus, deificam a família. Quando é aniversário da filhinha ou do filhinho a reunião que se dane, tem aniversário na família.

Dia das mães (não precisa ir na reunião é dia das mães) e a família toma o lugar de Deus.

 Falo como homem: “às vezes eu desconfio que o dia das mães é invenção do diabo, porque me parece como uma boa desculpa para não honrar a mãe nos outros 364 dias do ano. Boa maneira de não precisar beijar, abraçar, acariciar, atender as necessidades e dizer a mãe como ela é importante – tenho um dia para fazer isso. Então nos sentimos em paz com a nossa consciência dando um presentinho para a mamãe nesse dia”.

6 – Honrar a família.

Aqueles que na vida familiar seu grande objetivo é a honra do seu nome (o nome da família): assim há muitos casos, famílias italianas, chinesas, que matam para manter a honra da família !!!

Bem, esta lista é enorme …

QUAL O PROPÓSITO DE DEUS PARA A FAMÍLIA ?

Que sejamos tomados do conhecimento do propósito de Deus para vivermos do seu inteiro agrado.

1º lugar

Como base do entendimento sobre o propósito de Deus para a família podemos dizer que a família existe para cooperar com o supremo propósito de Deus:

– Ter uma família eterna.

Quantos propósitos Deus tem ? Dez, vinte, cinqüenta … ? Deus tem um propósito de ter uma família eterna.

A família tem sentido à medida que coopera com o supremo propósito de Deus (o propósito eterno de Deus).

Às vezes podemos nos confundir um pouco e não entender bem, pois há tantos incrédulos que vivem em família. Então nos parece que nós temos a vida com Deus e a vida familiar.

Quando Deus instituiu a família não havia pecado. Deus tinha um propósito em seu coração e como parte desse propósito constituiu a primeira família. Ele poderia ter feito um monte de homens e depois um monte de mulheres. Por que não o fez ?

Porque queria constituir família. Para Ele atingir o seu propósito de constituir uma família eterna Ele tinha que constituir uma família na terra.

O casamento é muito mais do que a união de duas pessoas que se amam. Quando namoramos, estamos noivos, parece que o casamento tem um objetivo só: a paixão. Quando casamos, temos filhos, a vida familiar começa a cobrar seu alto propósito dentro do propósito de Deus.

Isso acontece porque estamos formando família e cooperando com o Senhor na formação dessa grande família. Esse é o sentido básico de se viver em família.

– O alto propósito da família é formar família para Deus.

Não podemos entender o propósito de Deus para a família sem entender o propósito de Deus como um todo.

A família coopera com Deus para perpetuar a raça e formar a família que Deus se propôs a fazer antes da fundação do mundo.

A família surgiu antes da igreja. Não foi a igreja que inventou a família. A igreja veio como uma instituição de Deus no mundo para fazer o homem voltar a condição de cumprir o seu propósito. Mas antes que houvesse mundo, igreja e pecado, Deus constituiu a família para cumprir seu propósito:

– Formar uma grande família de filhos semelhantes a seu filho Jesus.

2º lugar

O propósito de Deus ao constituir família é amparar e formar o ser humano. Temos que entender que esse segundo propósito deriva do primeiro. O primeiro é a base, tudo mais que vamos falar deriva dele.

Primeiramente todo homem seja amparado. Falamos mais do que ter um teto para morar (isso não é amparo). A compreensão, o amor, a instrução, tudo aquilo que é necessário no início da vida  para o homem ter um ponto de partida e enfrentar um mundo adverso e difícil (hostil). Então Deus coloca o homem em família.

Pense um pouquinho no amor materno, no amor das mães. É tremendo!!!

Lá está aquela menina, não sabe nada da vida, imatura. Se casa,  tem um filho e em pouquíssimo tempo já se torna professora, enfermeira, era preguiçosa e agora acorda de madrugada …

Não estou me referindo as mães cristãs e sim as incrédulas. Quantas mães não dariam suas vidas pelos seus filhos. A história secular relata muitos casos assim. Quem colocou isso dentro delas ?

Foi colocado porque quando o Senhor instituiu a família queria que todo homem fosse amparado.

Ex.: Holanda. População diminuindo, um filho por casal, cada  geração de 25/30 anos diminui. Formam sociedades livres, grupos de jovens, homens e mulheres para gerarem filhos, que serão mantidos pelo governo. Coisa terrível !!!

Os hippies faziam assim, mas como ninguém sabia de quem era o filho, o filho era de todos. Aquele que é filho de todos não é filho de ninguém, não tem um pai nem uma mãe que vai ampará-lo.

É no lar e somente no lar que o propósito de Deus vai se desenrolar. É no lar que a criança vai se desenvolver fisicamente, psiquicamente e emocionalmente.

– A verdade é que a família existe para formar vidas.

Pergunta: Haveria necessidade de fazer discípulos ? Discipulados de conjuntura de uns que ensinam outros se todos os pais andassem conforme o propósito de Deus ? Ou isso é parte da salvação que Cristo providenciou na igreja ?

Se todos os pais conhecessem a Deus e instruíssem seus filhos não precisaria sermão na igreja. Não precisaria nada !!!

A palavra diz em I Pedro 1.18: “… que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram”.

A igreja precisa ensinar porque recebemos um fútil procedimento legado pelos pais quando são incrédulos e não conhecem a Deus.

Desenvolvimento Físico: passeios, ensinar, motivar a praticar esportes. Vida saudável, os pais devem entender dessa parte. O pai deve ser o primeiro a chutar uma bola com o filho … Desenvolvimento Psíquico: intelectualmente, emocionalmente, não basta somente mandar os filhos para a escola. O professor vai ensinar tudo ?  Tem que haver acompanhamento, ler se informar a respeito.

Desenvolvimento Emocional: bastante carinho é a melhor receita. Preocupação que leia bons livros, ouça boa música.

Ex.: Televisão: filmes e desenhos agitados, barulho, brigas, gritarias … e depois não sabem porque seus filhos estão nervosos e agitados.

– No lar devemos dar todo tipo de educação e bom gosto para nossos filhos.

Desenvolvimento Espiritual: não só fazer cultinho em casa … importante é a presença da palavra de Deus em casa, os filhos aprender vendo a palavra se desenrolar em casa. Os filhos vem a reunião e vêem os pais de um jeito no salão …

Exemplificar.

Em casa vêem a mãe na cozinha xingando, reclamando … gritarias … isso não serve !!!

Não podemos nos tornar os “Santos do Salão”.

Seu filho está contente com alguma coisa ? Põe ele no colo e diz:

– Foi o Senhor que fez isso! Agradeça a Ele. Coisas pequenas durante o dia, todos os dias …

Algo natural, se desenvolve espiritualmente ao ver a palavra de Deus evoluindo, crescendo, permeando dentro de casa.

Os filhos quando saírem de casa vão sair dando graças a Deus pelo seu lar. Se lembram do lar como um lugar de paz, harmonia (ao contrário de muitos aqui que não podem ter essa lembrança).

Um lugar gostoso de se viver, que não queiram sair dele, não queiram ir embora, só queiram sair, ir embora, porque querem formar outro lugar igual aquele.

A FAMÍLIA, A IGREJA E A SOCIEDADE

O lar serve para dar base sólida à igreja e a sociedade. Não há igreja sólida sem família sólida.

– A obra do Senhor de restauração da igreja depende da restauração das famílias.

Se temos famílias frouxas e com vidas desregradas, a igreja será frouxa e desregrada. A melhor coisa que podemos fazer para a solidez da igreja é formar famílias sólidas, assim estaremos cooperando com o propósito de Deus.

Não vai haver igreja estável, forte e sadia, sem que haja famílias que sejam assim.

A igreja é composta de famílias, mas não é só a igreja que é composta de família, mas também a sociedade.

Se tivermos famílias bem desenvolvidas, santas, felizes, vamos abençoar a sociedade e o mundo. Se formarmos famílias, santas, felizes, atrativas, estaremos fazendo o melhor para assegurar ao mundo.

Eu creio que uma família feliz, onde há harmonia é atrativa. Esta é a melhor maneira de mostrar ao mundo a graça e a verdade de Deus. Vale mais que qualquer evangelista, os melhor livros.

– Não existe nada para competir com uma família em harmonia.

Na história da igreja tem havido muitos avivamentos, muitas conversões. Avivamentos que surgiram e se foram. Penso que um dos motivos principais é que não se dedicaram com paciência à formação de famílias sólidas.

Avivamentos desaparecem. Um povo não desaparece.

Ex.: o povo de Israel está aí até hoje porque foi constituído por Deus como povo. Aprendeu a viver em família. Não desapareceu.

Muitos avivamentos, obras do Senhor, obra do Espírito Santo, desapareceram porque eram agregados de indivíduos.

Temos nestes dias dado muita ênfase no discipulado (fazer discípulos). Mas não adianta pregar o evangelho para eles, nós temos que ter uma vida em família que seja exemplo para eles. Aqueles que estão chegando e vão chegar necessitam de exemplo.

COMO ESTÁ O MUNDO HOJE ?

– Uma desagregação total.

Satanás veio para roubar, matar e destruir.

Todos os planos infernais nestes dias estão voltados para a família. Ele reúne seus generais, seus coronéis . Eles estão todos os dias ao redor de uma mesa arquitetando planos para derrubar as famílias da terra.

– Satanás atacou os valores morais indispensáveis que são a base da família. E que lista!

Concubinato: um homem e uma mulher decidem viver juntos.

Muitos dizem que casamento não vale nada, não há mais valor no casamento. Porque não entendem que foi Deus que instituiu o casamento, pensam que é criação do homem. Concubinato é fonte de desgraça na terra.

Divórcio legalizado, casamento de homossexuais legalizados:

Tudo isso é um ataque direto quanto a vida da família. Sem falar na psicologia moderna que é contra a disciplina da criança e que infestou a mente dos pais. Ataque de Satanás !

Os pais não podem entender como disciplinar porque estão ludibriados por estas teorias de homens que não conhecem a Deus.

Feminismo: Um dos ataques mais violentos na vida familiar nesse dias é essa história de libertação da mulher. Plano de igualdade que descaracteriza completamente o papel da mulher. O mundo está repleto de mulheres completamente confusas, com filhos mais confusos ainda porque não sabem o papel da mulher. O diabo as enganou com essa história de libertação feminina.

A corrupção na área do sexo: Propagandas de televisão (não passam dez minutos sem uma propaganda que mostre sexo).

Libertação sexual. Sabe o que isso visa ? Alguns irmãos estão entupidos de novelas e de bobagens na cabeça também.

Ataques satânicos que visam preparar jovens para um futuro casamento arruinado. Casam, primeiro com libertinagens, porpaixão, e estão semeando mais uma família desgraçada.

Distorção das funções do marido e da mulher: Homens que não podem viver em paz porque suas mulheres são sargentonas ou insubmissas. Mulheres que vivem com brutamontes, estúpidos, grossos, mulheres abandonadas e filhos cujos pais se separaram.

Não estou aqui para anunciar más notícias, mas boas notícias.

– Nestes dias Deus está restaurando as famílias.

“O ladrão veio para roubar, matar e destruir.

Eu vim para que tenham vida e vida em abundância”.

– Estou olhando para homens que não amavam suas mulheres e o Senhor operou restauração. Deus está operando nas vidas para operar nas famílias. Para levantar a igreja do Senhor Jesus.

– Mulheres insubmissas estão aprendendo a obedecer e honrar seus maridos.

– Filhos que eram respondões, brigões, rebeldes e hoje estão trazendo luz sobre suas casas.

– Mulheres cujos maridos ainda são incrédulos, mas dentro de suas casas são sementes da restauração de Deus para a família.

Graças ao Senhor que nos livrou das obras de Satanás

Aleluia !!!

Muita coisa boa está acontecendo e Ele quer que tudo isso coopere para sua glória. Deus tem muito mais …

ÁREAS QUE DEUS QUER OPERAR:

1 – Nas famílias que já estão formadas: não é porque já não dá tapas na esposa que está tudo bem. Ainda há muito que o Senhor precisa produzir e aperfeiçoar em nós.

2 – Jovens e moças que vão formar famílias conforme Sua vontade: devem estar conscientes e convictos do propósito de Deus para a família, sabendo que devem se preparar para isso. Os que estão se convertendo agora vem com muitos problemas, muitas coisas que não deverão fazer parte nas famílias que vão constituir.

Que comecem bem, se preparem bem, trabalhem (profissão), estudem, procurem prosperar, aprendam a ter responsabilidades.

– Que rapazes e moças cresçam espiritualmente para formar famílias. Deus quer abençoar o mundo através da igreja e das famílias. Para restaurar a igreja é necessário restaurar as famílias.

QUATRO CONSELHOS PRÁTICOS:

1 – Oriente sua vida familiar pela palavra de Deus.

– Não se deixe guiar por sentimentos enganosos,deixe se levar pela palavra de Deus.

– Não se deixe levar por essas literaturas de homens que não entendem nada. A palavra de Deus é amplamente suficiente para a família em todas as áreas. Ninguém sabe melhor do que Deus como deve ser a família, como ela deve andar. Dê um voto de confiança a Deus.

– Este mundo está cheio de homens de sucesso, comerciantes ricos, intelectuais, sábios, pedagogos, psicólogos que estão completamente perdidos em sua vida familiar. Não dê ouvidos ao que eles dizem, mas ouça a palavra de Deus.

– Muitas vezes somos tentados a achar que a palavra do Senhor é exagerada quando fala da vara, por exemplo. Muitos pais dão mais ouvidos a seus sentimentos do que a palavra. O mesmo acontece com relação à submissão.

Obedeça ao Senhor em tudo e colherá os frutos.

Ex.: Há incrédulos que usam a vara nos filhos e tem bons filhos, maridos que não conhecem a palavra, são cabeças e a casa vai bem. Não por amarem ao Senhor nem a sua palavra, mas por coincidência. A palavra de Deus tem uma doutrina sã. E se colocarmos em prática vamos deixar o mundo de boca aberta.

Dt. 4.5-9: “Eis que vos ensinei estatutos e preceitos, como o Senhor meu Deus me ordenou, para que os observeis no meio da terra na qual estais entrando para a possuirdes. Guardai-os e observai-os, porque isso é a vossa sabedoria e o vosso entendimento à vista dos povos, que ouvirão todos estes, estatutos, e dirão: Esta grande nação é deveras povo sábio e entendido. Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o é a nós o Senhor nosso Deus todas as vezes que o invocamos ? E que grande nação há que tenha estatutos e preceitos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós? Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, para que não te esqueças das coisas que os teus olhos viram, e que elas não se apaguem do teu coração todos os dias da tua vida; porém as contarás a teus filhos, e aos filhos de teus filhos”.

“Que Deus eles têm !!! Que coisas tremendas eles sabem !!!!”.

2 – Viva a vida familiar com propósito.

Não veja a vida como uma seqüência, uma sucessão de dias.

Projete sua vida familiar para aqui dois, três, cinco, dez, vinte anos. Por não fazerem isso muitos não vão a lugar nenhum. Desenvolver relacionamento com os filhos e com a esposa. Não se aplicar mais a um do que a outro, porque depois os filhos se casam, vão embora e o casal não sabe o que fazer.

– Projete, trace alvos, ore.

3 – Busque relacionamento com o corpo de Cristo.

Se envolva com irmãos que se saíram bem. Se você vê que os filhos deles estão se saindo bem, busque orientação com eles.

Se uma irmã tem marido incrédulo e está superando os problemas, troque idéias com ela.

– Busque orientação no corpo de Cristo.

4 – Confie na obra do Espírito Santo.

Quando ouvimos a palavra, adquirimos conhecimento e achamos que já sabemos. Não é tão fácil assim, e nem sempre eu consigo colocar em prática tudo que aprendo. Aí entra Satanás e vem me desanimar e dizer que aquilo não funciona.

É necessário ter paciência com você mesmo e com os outros. O Espírito Santo está mais interessado nessas coisas do que você. Ele se interessa em que você pratique Palavra de Deus.

– Confie nele, dê-lhe tempo, espere no senhor, pratique. O Senhor nos levará de fé em fé, de glória em glória.

ALELUIA !!!

https://malucoporjesus.wordpress.com

Só Cristo Jesus Liberta – Cuidado com a Cultura do Mundo !

 

Jesus Cristo é o ÚNICO Caminho, a ÚNICA Verdade e a ÚNIC A Verdadeira Vida !

Ninguém vai ao Pai senão pelo Cordeiro de Deus !!!

O Caráter de Deus

ÍNDICE

O Caráter de Deus

A justiça

O abuso humano

A justiça de Deus rejeitada pelos judeus

 A justiça de Deus

 A justiça de Deus através dos tempos

Como se aplica a justiça de Deus no cristão

A verdade

___________________________________________________

Capítulo 1

O Caráter de Deus

São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”

Mateus 6.22,23

      Essas simples palavras revelam todo o caráter de Deus e, por isso mesmo, o Senhor Jesus as proferiu a fim de fazer com que Seus seguidores pudessem compreender a natureza do Criador.

Assim como os olhos são a lâmpada do corpo, também o espírito do homem é a lâmpada do Senhor, a qual esquadrinha todo o mais íntimo do corpo (Provérbios 20.27). Ora, da mesma forma que o espírito do homem revela para Deus o seu íntimo, também os olhos do homem revelam exteriormente o seu caráter, o que ele tem dentro de si.

       Torna-se fácil saber o que está acontecendo com uma pessoa, quando se olha no fundo dos seus olhos. Se ela tem alguma coisa oculta no seu interior, naturalmente procura desviá-los, revelando incons­cientemente sua preocupação; mas se ela encara e não se intimida perante o outro, então, os seus olhos logo refletem a sua tranqüilidade por não estar escondendo nada.

 Diz-se que há uma raça de urubus, que somente comem a carniça depois que o urubu-rei, come­çando pela análise dos olhos do animal morto, liberar o corpo.

Quando o Senhor Jesus ensinou dessa maneira, certamente queria exortar os seus discípulos a tomarem todo o cuidado possível como seu interior, a fim de que este refletisse no exterior a plenitude da presença de Deus. Sim, porque não adianta anunciarmos a Palavra de Deus ao mundo apenas teoricamente, e viver- mos uma vida diferente daquilo que pregamos.

E preciso que tenhamos atitudes semelhantes às do nosso Senhor, pois de que vale pregarmos a Cristo e vivermos o anticristo? De que vale mani­festarmos amabilidade e simpatia no púlpito, se quando descemos dele, ou saímos da igreja, mudamos nossas atitudes?

Não podemos ser como o camaleão, que muda de cor conforme o ambiente em que se encontra. Nossos olhos retratam toda a nossa intimidade, o que está no coração, ainda que a boca esteja calada. Eles não apenas revelam o nosso caráter aos outros, como também nos fazem ver as coisas de acordo com o que temos no coração.

               Observemos os olhos de Deus na pessoa do seu Filho, o Senhor Jesus, quando Ele encontrou a prostituta Maria Madalena. Se os seus olhos fossem maus, certamente Ele a condenaria, a repreenderia e chamaria a sua atenção apenas para que ela não agisse daquela maneira; entretanto, Ele a compreendeu, porque olhou para ela com “bons olhos”, os olhos de amor, ternura e compaixão:

“Não podemos ser como o camaleão que muda de cor conforme o ambiente em que se encontra”

                Ela, como tantos outros que têm sido vistos pelo Mestre, possui o lado bom, isto é, as qualidades também. E é assim que nós cristãos devemos cultivar o nosso interior – fazê-lo acostumar-se a ver as pessoas, quer sejam cristãs ou contrárias à fé, pelo seu lado positivo e bom; com “bons olhos” para que todo o nosso interior seja iluminado.

Se olharmos as pessoas com preconceitos, é cer­to que, mais cedo ou mais tarde, a nossa língua, que vive a coçar, se manifestará e acabará por provocar uma inimizade contra aquela pessoa, chegando até a “vaciná-la” contra o Senhor Jesus, em quem nós tanto cremos.

Se os nossos olhos forem bons, por onde quer que formos, haveremos de manifestar a luz que há em nós… e todos os que nos verem saberão que somos diferentes das demais pessoas desse mundo, pois testemunharemos de modo eficaz d’Aquele que está em nós!

Do modo como vemos, seremos vistos. Como julgamos, seremos julgados; se amamos, seremos amados; se perdoamos, seremos perdoados; se abençoarmos, seremos abençoados.               

Capítulo 2

A justiça

A justiça é a virtude moral que inspira o respeito dos direitos de outrem e que faz dar a cada um o que lhe pertence. Ela revela o que é absolutamente correto, íntegro e verdadeiro e jamais pode se desviar, ainda que seja por uma insignificância, quer para a direita, quer para a esquerda, pois se isto acontecer, então, mais tarde, verificar-se-á o quão longe da verdade se coloca.

Se hoje, por exemplo, tomamos uma decisão de juízo e cometemos um mínimo de injustiça, certamente amanhã constataremos o estrago de todo o resto de justiça exercido. Quer dizer, muitas vezes uma injustiça, por menor que seja, atingindo uma parte, prejudica grandemente o todo

O abuso humano

O ser humano tem abusado, e muito, do amor de Deus, da Sua paciência e compaixão; e talvez por isso mesmo, ele tem omitido a mensagem do Evangelho, negado a fé total no Senhor Jesus Cristo, enfim, se marginalizado em relação a Deus.

Creio que, no fundo, ele acredita que a miseri­córdia divina abafará todos os erros e pecados, e que Deus não terá coragem de lançar os “filhos” desobedientes no lago do fogo.

Apoiado nas Suas misericórdias, muitos se esquecem de que Ele antes de ser amor, bondade, etc., é justiça, e por força da própria justiça ficará impedido de justificar a todos, até porque não poderá permitir que o injusto receba o mesmo tra­tamento que o justo; que aqueles que deram suas vidas por causa da fé cristã, vivam a eternidade com aqueles que lhes tiraram as suas vidas por causa da própria fé cristã.

Bem, o certo é que aqueles que pensam dessa forma desconhecem a Palavra de Deus, que afirma:

“O reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo.”

Romanos 14.17 

Quer dizer: a paz e a alegria não poderiam existir no reino de Deus sem que houvesse a justiça, pois aquelas dependem diretamente desta. E impossível se viver com a consciência tranqüila, sabendo-se que o tipo de vida que se está levando comporta ou é produto da injustiça.

A justiça de Deus rejeitada pelos judeus

O apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos romanos, disse:

“Irmãos, o bom desejo do meu coração e a minha súplica a Deus por Israel é para sua salvação. Porque lhes dou testemunho de que têm zelo por Deus, mas não com entendimento. Porquanto, não conhe­cendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, a, não se sujeitaram à justiça de Deus. Pois Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê.”

Romanos 10.1-4

“E certo que se alguém

conseguisse cumprir

todos, menos um

preceito da lei, ainda

assim estaria em débito”

Ora, isso significa que os judeus, desconhecendo a justiça de Deus, muito embora com zelo e cuidado, têm procurado guardar toda a Lei que Moisés lhes deu sem, entretanto, conseguir cumpri-la toda. Assim, perderam a visão dos propósitos de Deus com respeito à justificação pela fé no Senhor Jesus Cristo, pois, como está escrito:

“O meu justo viverá da fé”.

Hebreus 10.38

“É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: o justo viverá da fé; ora, a lei não é da fé, mas: O que fizer estas cousas, por elas viverá”.

Gálatas 3.11,12

Mas, pergunto eu, qual foi o judeu que durante toda a sua carreira aqui na terra conseguiu cumprir toda a lei? É certo que se alguém conseguisse cumprir todos, menos um preceito da lei, ainda assim estaria em débito. Esta é a principal razão pela qual o Senhor Jesus veio ao mundo, a fim de que cumprisse toda a Lei e assim pudesse servir como Salvador da humanidade, pois, conforme está escrito:

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; para que aos gentios viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa do Espírito. “

Gálatas 3.13,14

Muitos judeus sinceros querem ser justificados diante de Deus, mas cometem um grave erro, porque desejam-no pela obediência à Lei, esquecendo-se de que, mediante ela, ninguém foi ou será justificado.

Como exemplo, temos o pai da nação de Israel, Abraão, que, segundo a Bíblia, creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça (Gênesis 15.6).

Diante do exposto, há que se perguntar: Quais foram, então, os propósitos da Lei? Ora, ela serviu de freio contra os pecados mais grosseiros, conforme 1 Timóteo 1.9,10:

“Tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros, e para tudo quanto se opõe à sã doutrina.

A lei também mostra o pecado de todos os homens, como está escrito:

“Visto que ninguém será justificado diante d’Ele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. “

Romanos 3.20

Além de tudo isso, a Lei é uma clara demonstração da justiça de Deus para com os homens, servindo como base do próprio Direito Humano.

Infelizmente, o mesmo espírito judeu tem se aplicado também àqueles que se consideram cristãos e não o são, pois absorvem mais os mandamentos e preceitos humanos do que propriamente o que diz a Palavra de Deus. Estão mais preocupados no zelo de suas tradições religi­osas do que em abraçar a pureza da fé no Senhor Jesus e nas suas promessas.

Por isso mesmo, não se opõem a qualquer imposição sacrificial ou penitências por acharem que essas práticas trazem a justiça, ou méritos da parte de Deus para com elas; acreditam mais em suas obras de caridade do que na graça de Deus pela fé… Tudo isso é compreensível, pois que lhes têm sido negado, pelas suas próprias tradições, o conhecimento da verdade através da Escritura Sagrada.

Como vemos, não é nova a prática de certas lideranças religiosas em esconder propositalmente a verdade pois, assim sendo, podem controlar as mentes dos seus seguidores para fazerem aquilo que desejam os seus maus instintos (cobiçosos). Enquanto as pessoas leigas desconhecem as verdades eternas, continuarão na prática de

É consumir velas, santos e toda sorte de quinquilharias religiosas, enchendo assim os bolsos daqueles que lhes impõem filosofias baratas.

Uma ocasião o Senhor Jesus propôs a seguinte parábola para as pessoas desse tipo:

“Propôs também esta parábola a alguns que confiavam  em si mesmos por se considerarem justos, e desprezavam outros: Dois homens subiram ao templo como propósito de orar: um fariseu e o outro publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si  para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque e não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto, ganho.

O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta, será humi­lhado; mas o que se humilha, será exaltado. “

Lucas 18.9-14

A parábola surte o efeito esperado para aquilo que se propõe este estudo: sobre a justiça de Deus pela fé e a justiça humana pelas obrigações religiosas.

O publicano (coletor de impostos) representa a justiça de Deus pela fé, pura e simplesmente; enquanto que o fariseu (religioso erudito, prati­cante da lei e, aos seus próprios olhos, justificado pelos seus próprios esforços religiosos) apresenta-se como merecedor de todas as bênçãos de Deus, através de suas caridades. Este, representa uma determinada classe de religiosos hipócritas, que arregalavam os olhos para as suas supostas perfei­ções, mas que só tinham pensamentos contrários à misericórdia e à graça de Deus, através da fé salvadora no Senhor Jesus.

“Não é nova a prática
de certas lideranças
religiosas em esconder
propositalmente a verdade”

Capítulo 3

A justiça de Deus

Se pudéssemos registrar em ordem cronológica as atribuições ou qualificações de Deus, certamente teríamos de considerar, em primeiro lugar, Deus, o Senhor da Justiça. A própria Escritura aponta a base do Trono de Deus:

“Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem.’

                                      Salmos 89.14

Todo aquele que leu ou lê a Bíblia Sagrada, de Gênesis ao Apocalipse, pode sentir a maneira pela qual Deus faz o seu julgamento, ou seja, como Ele opera nas Suas ações e reações para com a Sua criatura, e em tudo isso pode-se constatar um Senhor perfeitamente justo, na Sua maneira de ser e agir.

Ele é um Deus justo, e, por isso mesmo, odeia a injustiça, assim também como nós a odiamos. Aliás, no plano amoroso de Deus, acreditamos ser esta a razão principal por que muitos têm a oportunidade de serem salvos. Devido ao fato de Deus odiar a injustiça, e de ter fome e sede de justiça. O Senhor Jesus disse:

“Bem-aventurado os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. “

Mateus 5.6

Somente aqueles que têm o caráter voltado à justiça  é que são fartos, e essa fartura é exatamente a salvação pela fé no Senhor Jesus Cristo.

O que é a justiça de Deus?

Justiça é uma virtude ou qualidade que consiste na conformidade com o que é direito, correto ou legal. Dentro destes parâmetros, somente poderemos encontrar justiça perfeita e imparcial no próprio Deus. que é a personificação da justiça.

De fato, se o ser humano deseja encontrar uma definição própria para o Senhor, quer seja pelo caráter divino, mostrado pela ações de Deus desde a criação do mundo até o Apocalipse, ou mesmo pelas próprias experiências com Ele, sem dúvida alguma, iniciar-se-á pela Sua Justiça.

Deus é justo, e é isso o que o povo de Israel compreendia como a maior diferença entre Ele e os falsos “deuses” dos outros povos.

A justiça de Deus através dos tempos

Deus sempre usou homens cheios de fé, tementes e corretos no seu caráter, para manifestar a Sua justiça para com eles. Depois da morte de Josué, durante os primeiros 300 anos em Israel, Deus suscitou cerca de 13 juízes para julgarem o Seu povo, porque “naqueles dias não havia rei em Israel: cada um fazia o que achava mais reto” (Juízes 21.25).

Estes juízes eram ungidos para fazer justiça, e assim promover no povo judeu a disciplina que envolve o respeito mútuo entre seus cidadãos e as tribos, com a finalidade de encaminhá-los a Deus. Aqui vemos uma característica importante da verdadeira justiça: a aplicação de uma disciplina que reflita o caráter divino.

Depois vieram os reis que, também ungidos, eram considerados juízes de toda a nação de Israel. Dentre eles se destaca a pessoa de Davi, “um homem segundo o coração de Deus”.

Hoje, Deus tem também os seus “juízes” na terra que, imbuídos de autoridade concedida pelo próprio Senhor Jesus, e ungidos pelo Espírito Santo, procuram levar aos povos a justiça divina através da fé, de acordo com a Palavra de Deus. Por isso é que o Senhor, com vista à implantação do Reino de Justiça ou Reino de Deus entre os homens:

A uns pôs na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. “

                           1 Coríntios 12.28

Como se aplica a justiça de Deus no cristão

Este é um dos pontos mais controvertidos na vida cristã, não porque Deus se mantém omisso às injustiças promovidas contra o Seu povo por parte dos não-cristãos ou dos próprios cristãos, absolu­tamente. A verdade é que quando o cristão se vê injustiçado, se ele não tem o caráter do Senhor Jesus Cristo, então, logo procura, pelos seus próprios meios ou recursos, tomar atitudes concernentes ao seu próprio caráter, isto é, defen­dendo-se com unhas e dentes, observando sua própria justiça ou, pior ainda, pagando a injustiça coma injustiça. Ora, temos aprendido que:

“Não resistais ao perverso, mas a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigara andar uma milha, vai com ele duas. “

                                  Mateus 5.39-41

E o que significa isso, senão, que devemos compreender a injustiça, uma vez que é nelas, e por meio delas, que sofremos e somos provados. Se desejamos conhecer o caráter verdadeiro de uma pessoa, devemos lhe observar, cuidadosamente, nos momentos da provação. O rei Davi disse:

“Fira-me o justo, será isso mercê; repreenda-me, será como óleo sobre a minha cabeça, a qual não há de rejeitá-lo”.

                                   Salmos 141.5

Se quisermos ter um caráter de acordo com o de Davi, o homem segundo o coração de Deus, então aprendamos esta lição: de que a nossa causa esteve, está e sempre estará diante dos olhos do Deus Justo.

Se alguém cometer alguma injustiça conosco, por mais cruel que ela seja, devemos confiar no nosso Justo Juiz que, mais cedo ou mais tarde, fará com que a injustiça cometida contra nós torne-se em justiça, e esta dará a vez ao gozo e à alegria de termos passado na provação.

Portanto, jamais devemos nos defender com nossas próprias forças mediante qualquer ofensa; pelo contrário, devemos nos humilhar confiando que o Justo Juiz defenderá a nossa causa e nos dará a vitória. Se procurarmos nos defender, não só estaremos deixando de lado o nosso Juiz Justo, mas também incorremos no grande erro de manifestar o velho homem corrupto e destinado ao fracasso total na vida cristã.

Para o homem natural é impossível ceder às injustiças cometidas contra ele, e até existem aqueles que afirmam categoricamente: “Pelos meus direitos eu vou até as últimas conseqüências.. .” É por isso mesmo que os cemitérios estão cheios. Quantos não perderam suas vidas defendendo “seus direitos”?! E o caráter deles é este: defender, defender… O Senhor Jesus disse:

“Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. “

Mateus 5.20

Ora, não é a nossa justiça a própria justiça de Deus? Não é o caráter divino que tem que fluir através de nós? Não somos o bom perfume de Cristo? A luz do Mundo? O sal da terra? Então, como poderemos permitir-nos perder a chance de exercer em muito a justiça que vem de Deus diante dos escribas e fariseus?

Sabemos de muitos cristãos e até ministros de Deus. cujas, vidas jamais podem expressar o caráter do Senhor Jesus Cristo. Isso porque jamais admitem ..perder”, e não podendo agredir fisicamente a quem lhe ofendeu, então o fazem com a língua; não podendo fazer pessoalmente, então fazem pelas costas, criando assim animosidade na própria igreja. Para estes está escrito:

“E quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal, e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.”

Mateus 5.22

Finalmente, aprendamos que a justiça de Deus se revela no Evangelho, de fé em fé, como está escrito:

0justo viverá por fé. “

Romanos 1.17

-Todavia, o meu justo viverá pela fé, e: se retroceder, nele não se compraza minha alma. “

Hebreus 10.38

Capítulo 4

A verdade

A verdade é a conformidade com o que é real ou exato. Biblicamente, o Senhor Jesus é a personificação da verdade, como Ele mesmo se auto definiu:

“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.

                                 João 14.6

A verdade jamais pode ser escondida. Nem o tempo consegue encobri-la; é como o óleo na água: está sempre em destaque, não se mistura. Pode até, por um breve período de tempo, parecer ter a mesma substância de outros elementos nos quais está inserida; entretanto, mais cedo ou mais tarde, flutua, assume a sua posição e aparece, conforme o próprio Senhor afirmou:

 “Pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido. “

Mateus 10.26

Assim é a verdade. Uma vez conhecida não admite meio termo. Não existem meias verdades. Há quem concorde que a meia verdade, muitas vezes, é pior do que a mentira.

Todo pecado que se comete está fundamentado na omissão da verdade. Normalmente, ao cometer um pecado, a pessoa, de antemão, já preparou uma mentira a fim de escondê-lo. Por isso mesmo, o Senhor Jesus faz-nos uma séria advertência, quando repreendeu os judeus dizendo:

“Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe aos desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.

João 8.44

Ora, se o cristão tem o caráter de Deus, então a Sua palavra é como a do seu Deus, isto é, a verdade. Mas se o cristão anda e profere a mentira, então já não tem o caráter divino, mas diabólico, uma vez que ele satisfaz aos desejos de seu pai, que é o diabo.

A verdade é como Deus, provém d’Ele e está no caráter de Deus. Eis, então, a razão pela qual muitas vezes o Senhor Jesus usou a expressão: “Em verdade, em verdade vos digo…” Por outro lado, a mentira é como o diabo, provém do diabo e está

no caráter do diabo, razão por que a humanidade vive na mentira, satisfazendo assim ao seu im­perador da mentira. O Espírito Santo declara que:

A ira de Deus se revela do céu contra toda impie­dade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça. “

Romanos 1.18

“Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura, em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. “

Romanos 1.25

A verdade é também a base da armadura que Deus nos tem outorgado, a fim de vencermos os principados e potestades espirituais do mal; ela é a firmeza do caráter divino, onde estão assentados todos os demais componentes da armadura com­pleta de Deus, conforme Efésios 6.14 diz:

“Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade, e vestindo-vos da couraça da justiça.

Quando o Senhor Jesus disse:

 “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar, vem do maligno.”

Mateus 5.37

 Naturalmente que neste conselho está o âmago de uma atitude cristã genuína, pois que há uma definição do comportamento do seguidor do Senhor Jesus Cristo. É óbvio que  num  mundo incrivelmente injusto, onde se procura aparentar algo que realmente não é, a hipocrisia tem se alas­trado até mesmo dentro da igreja cristã, visto que as pessoas estão buscando a qualquer preço assumir posições de destaque, sem se preocupar com a vida espiritual, e por isso mesmo fingem, mentem, enganam, dizem meias verdades, enfim, estão sempre procurando uma maneira incorreta para alcançar seus objetivos.

Até parecem aqueles estudantes que não se importam com os meios para passar a um grau superior, desde que o façam; não tem, então, tanta importância a “cola”.

Infelizmente, tenho visto candidatos a obreiros e a pastores se apresentarem com o ar mais sonso possível, aparentando santidade, mas no íntimo estão cheios de engano. Pensam eles que o santo ministério é feito à base de engodo; o líder espiritual pode facilmente se enganar e permitir que isso aconteça. Entretanto, mais cedo ou mais tarde, toda a maledicência, engano e mentira aparecerão, porque o próprio Senhor já determinou:

 “Nada há encoberto, que não venha a ser revelado… “

Mateus 10.26

 Portanto, segui a verdade, porque nela está a Justiça de Deus!

Fim

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Cuidado com sua “Vida” !!!

AB-D.

Futuro (o que nos espera ?)

 

Deus promete vida eterna àqueles que crêem no Seu Filho.

João 3:16

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

A vida eterna é um dom para os que confiam em Jesus.

1 João 5:11-12

“E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.”

O nosso futuro no céu começa quando Jesus vier pela segunda vez.

1 Tessalonicenses 4:16-17

“Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.”

Na Segunda Vinda, Jesus nos tornará perfeitos assim como Ele é perfeito.

Filipenses 3:20-21

“Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas.”

Que diz a Bíblia sobre o céu?

João 14:2-3

“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”

O futuro está além da nossa compreensão.

1 Coríntios 2:9

“Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.”

Como descreve Isaías as características de um futuro perfeito?

Isaías 65:21-23

“E eles edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o fruto delas. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus escolhidos gozarão por longo tempo das obras das suas mãos: Não trabalharão debalde, nem terão filhos para calamidade; porque serão a descendência dos benditos do Senhor, e os seus descendentes estarão com eles.”

Haverá paz até no reino animal.

Isaías 65:25

“O lobo e o cordeiro juntos se apascentarão, o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor.”

Os deficientes serão curados.

Isaías 35:5-6

“Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se desimpedirão. Então o coxo saltará como o cervo, e a língua do mudo cantará de alegria; porque águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo.”

Deus viverá com o Seu povo e não haverá mais morte, lamento ou dor.

Apocalipse 21:3-4

“E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.”