Ex Gay: É possível a REGENERAÇÃO (!)

O testemunho que você está prestes a ler foi escrito por um pastor adventista, que usa o pseudônimo de Victor J. Adamson, para proteger sua identidade. Ele escreveu seu testemunho em grande parte como resposta ao artigo “Are Homosexual God’s Children? São os Homossexuais Filhos de Deus?” que apareceu na Adventist Review de Abril de 1997. O artigo, como indicado acima, via a homossexualidade como uma orientação hereditária permanente que não pode ser mudada.

Adamson não partilha desta opinião. A história de sua peregrinação da escravidão à liberdade mostra que, pela graça de Deus “Homossexuais podem ser curados!”. Eu acredito que você gostará de ler este testemunho. Sinta-se livre para compartilhar com seus amigos.

Se você tivesse me perguntado há nove anos, porque eu tinha escolhido ser gay, eu teria respondido a você como eu fiz inúmeras vezes antes, “Eu não escolhi ser gay! Eu escolhi ser um cristão adventista do sétimo dia. Eu escolhi ser educado nas escolas cristãs Adventistas do Sétimo. Eu escolhi ser um estudante missionário. Eu escolhi me graduar e pós graduar em Teologia com distinção. Eu escolhi me casar com uma jovem adventista. Eu escolhi ter filhos adventistas do Sétimo Dia. Eu não escolhi ser gay! Eu finalmente cheguei ao confronto com a realidade e aceitei o fato de que eu era gay. cheguei a acreditar que eu nasci gay”.

Durante anos depois de minha “saída” do armário e experimentando a separação devastadora do meu lar, eu duvidava que alguém me dissesse que a minha “condição” era uma questão de escolha. Eu tinha feito todas as “escolhas” certas na minha vida. Embora lutando com os anseios irritantes do meu coração, eu tinha orado incessantemente para que Deus “Criasse em mim um coração puro, e renovasse um espírito reto dentro de mim.” Eu queria que Deus me ajudasse a amar e ser apaixonado pela minha esposa. Mas, todos os meus esforços foram em vão.

Por fim, eu sucumbi àqueles anseios lancinantes e cai na vida “gay” de relações homossexuais, totalmente convencido de que a minha “condição”, ou “comportamento”, não era o resultado da minha escolha deliberada. Que cristão estaria disposto a optar por estar tão radicalmente fora de sincronia com a sociedade e a igreja? Eu tinha de ser a vítima do meu próprio ambiente, ou eu simplesmente nascera assim.

Meus pais, amigos e familiares todos pensavam em mim como uma pessoa gentil, amável e atenciosa com os outros. Aos seus olhos eu era inteligente, simpático, cortês e talentoso em muitas áreas. Acima de tudo, eu era conhecido por ser profundamente espiritual.

As Tensões do Meu Estilo de Vida “Gay”

Ao entrar no estilo de vida “gay”, eu ainda vivia de acordo com essa imagem, só que eu já não era mais “profundamente espiritual.” Recusei-me a ser um hipócrita. Não havia nenhuma maneira que eu pudesse conciliar a minha homossexualidade com o chamado para fazer parte do povo remanescente que ama a Deus e guarda os seus mandamentos. Para mim a Bíblia era muito clara ao ensinar que “os sodomitas” não entrarão no Reino de Deus (1 Coríntios. 6:9).

Olhando para trás nos anos gastos no estilo de vida “gay”, eu posso honestamente dizer que minha vida se tornou cheia de comportamentos nojentos, depravados e pervertidos. Como todo homossexual que eu conhecia, fiquei lascivo e obcecado por sexo. Em público e entre os amigos, porém, mantia magistralmente a imagem de uma pessoa decente, gentil, atenciosa, educada, amorosa e adorável.

Antes de voltar para Deus, por dezesseis anos eu O culpava por tudo de errado com minha vida, especialmente a minha homossexualidade, porque eu tinha orado para que Ele a tirasse de mim, e ele não o fez. Assim, eu raciocinava, que a culpa de eu ser gay era de Deus e não minha.

Durante esses egoístas anos de “amor”, de promiscuidade, de prazer, de auto-exaltação e auto-satisfação, sentia muita solidão, miséria e sofrimento. No entanto, meus pais e famíliares nunca me fizeram sentir que eu não fosse amado, apreciado, ou aceito. Em Sua misericórdia e paciência, o Senhor cooperava com os membros da minha família para me revelar o verdadeiro significado do amor incondicional para comigo, um pecador, sem condenar meu estilo de vida pecaminoso. Eles manifestaram seu amor incondicional e aceitação, não só para mim, mas também para com os meus amigos e amantes. A sua aceitação incondicional de mim demonstrou o significado das palavras de Jesus: “Nem eu te condeno.”

Em sua aceitação amorosa, no entanto, eles não descartaram o resto da declaração de Jesus: “vá e não peques mais” (João 8:11).

Algumas Perguntas Inquietantes, e um Sonho

A aceitação incondicional dos meus familiares me levaram a parar de culpar a Deus por minha condição. Em vez disso, comecei a olhar honestamente para mim. Afinal, pensei, eu posso culpar a Deus por toda a minha vida e ainda estar perdido. Eu me perguntava: “Qual é o ponto: fingir que não existem consequências para o meu estilo de vida, ou que eu poderia ser salvo apesar disso?” Aos poucos, percebi que eu estava enganando a mim mesmo. Eu precisava parar de correr e de me esconder de Deus, em vez de buscar orientação na Sua Palavra.

A declaração “Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás” (O Grande Conflito, pág 620), parecia falar com a minha própria situação. Aquele era eu. Eu tinha me tornado totalmente vencido por Satanás.

Comecei a pensar: “Não seria trágico me achar algum dia fora da Nova Jerusalém, com uma “boa desculpa”. Por muitos anos fiquei perturbado com um sonho recorrente no qual eu experimentei o horror de estar perdido, enquanto eu olhava para o rosto de Jesus, que vinha nas nuvens de glória. Aparentemente, Jesus usou este sonho para chegar a mim, um homossexual, dizendo: “Meu filho, dá-me o teu coração, antes que seja tarde demais.” Aliás, desde que voltei para ele, eu nunca experimentei outra vez o pesadelo deste sonho!

Jesus nos adverte sobre o destino dos ímpios, dizendo: “Apartai- vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos; …” (Mateus 7:23, 25:41). Tragicamente, o lago de fogo irá conter um número incontável de pessoas a quem Deus ama incondicionalmente. Ele os ama tanto que deu o seu Filho unigênito, para que eles não precisassem morrer. Mas eles optaram por rejeitar o dom da vida eterna. Deus honrou a escolha deles. O resultado é a eterna separação da fonte da vida eterna.

O Desafio de Começar uma Nova Vida

No raciocínio e lógica infantil, eu orava estudando a Palavra de Deus para encontrar qualquer justificativa para a minha homossexualidade, ou o remédio para ela. Por mais que tentasse, não conseguia encontrar justificativa em qualquer lugar na palavra de Deus para continuar meu estilo de vida homossexual. Quanto mais eu estudava as Escrituras mais eu me convencia de que Deus criara o casamento como a união de um homem com uma mulher, tornando os dois uma só carne.

A relação íntima de um homem com um homem ou uma mulher com uma mulher não pode cumprir o propósito de Deus para o casamento. Além disso, a Escrituras condenam relacionamentos do mesmo sexo como “abominação” (Lv 20:13), que vai impedir a entrada no Reino de Deus (1 Coríntios 6:9-10). Estes e outros textos me convenceram de que não havia nenhuma maneira para mim legitimar o meu estilo de vida homossexual.

Era presunçoso para mim viver como se eu tivesse o dom da vida eterna, quando, na realidade, eu estava consciente recebendo o salário do pecado a “morte”. Quando eu comecei a ponderar o meu destino eterno, gradualmente, fiquei convencido de que minha vida tinha que ser mudada. Mas, me sentia impotente para fazer essa mudança. Em retrospecto, posso compreender que a sensação de impotência resultante da minha violação aos princípios morais de Deus, era concebida para despertar em mim a realização da minha necessidade de um Salvador.

No meu desespero eu encontrei conforto no fato de que Deus é o Criador onipotente e Re-Criador de nossas vidas. Através da iluminação da Sua Palavra e do poder capacitador do Seu Espírito, senti que eu poderia ser purificado e curado. Eu vim a perceber que não importa se eu nasci homossexual ou se eu tinha escolhido me tornar um. Todos os descendentes de Adão nascem com tendências para o pecado. Ganhei confiança na promessa de que a graça de Deus poderia permitir-me superar as tendências pecaminosas tanto as herdadas como as cultivadas.

Conforme eu continuava a estudar e orar, sentia mais e mais o amor incondicional de Deus por mim, que era homossexual. Percebi que não importa quão pecador meu passado tivesse sido, Deus podia perdoar e purificar-me. O que eu precisava fazer era desenvolver um ódio pelo pecado e um amor pela verdade e pela justiça.

Foi-me dada a garantia em 1 Coríntios 6:9-11 que eu poderia ser curado de minha homossexualidade. Paulo fala deste pecado, entre outros, quando ele diz: “E tais fostes alguns de vós [pretérito], mas fostes lavados [tempo presente], mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus, [Como?] pelo Espírito do nosso Deus”.

Como eu continuei a minha auto-avaliação, eu vim a perceber mais e mais que eu tinha estado enganado em pensar que eu estava vivendo uma vida de liberdade, quando na realidade eu estava em uma terrível escravidão. O que eu precisava desesperadamente, não era a liberdade da lei de Deus, mas a liberdade da escravidão do pecado: a minha perversão sexual viciante. Essa liberdade se tornou possível graças à habilitação da graça de Deus, que pode trazer “cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:5). Agradeço a Deus por Sua maravilhosa graça, que restaurou um pecador como eu para a família de Deus e fez de mim um membro produtivo trabalhando em Sua causa.

Talvez o maior desafio de começar uma nova vida, fosse convencer meus companheiros crentes adventistas que, pela graça de Deus eu já não era um homossexual. Minha atitude e orientação sexual tinham mudado. Como era angustiante para mim ouvir ministros e leigos desacreditarem a minha experiência de conversão, dizendo: “Claro, eu acredito na vitória sobre o pecado. Mas as pessoas nunca deixam de ser gay! Nunca ninguém que saiu do estilo de vida gay, permaneceu em linha reta por mais de dois anos! Cuidado com ele e mantenha suas crianças longe dele”. Tais críticas revelam uma falta de fé no poder de Deus para perdoar e purificar os pecadores penitentes de todas as práticas pecaminosas, inclusive a homossexualidade.

Questionando a Alma

Os comentários sarcásticos que muitas vezes ouvi de outros crentes, me levaram a questionar a minha alma e a freqüentemente me perguntar: “Teriam os meus sentimentos e emoções em relação aos homens milagrosamente mudado devido a minha conversão? Será que eu realmente experimentei uma mudança radical de atitude, uma mudança psicológica na minha orientação sexual? Ou, ainda tenho a mesma orientação sexual?

Estas questões são de extrema importância para aqueles que estão sinceramente buscando a libertação do pecado de qualquer natureza que nos assedia. Elas merecem uma explicação definitiva. Mas a resposta nem sempre é fácil de encontrar, especialmente quando alguém, como eu, passou por uma experiência traumática. Eu terminei o meu relacionamento com o homem que eu amava profundamente. Meus sentimentos e emoções em relação a ele, não tinham mudado, mas a minha atitude para com o Homem Jesus Cristo e os ensinamentos da Palavra de Deus tinham mudado radicalmente.

A luta de uma Nova Vida

Estando diante de uma escolha entre o meu amante e o homem Jesus, eu decidi seguir o meu Salvador, independentemente das consequências. Como as palavras do hino popular, para mim, tornou-se uma questão de “confiar e obedecer.” Comecei a confiar no meu Criador, sabendo que o “Pai realmente sabe o que é melhor.” E nessa confiança cada vez maior, comecei a obedecê-lo, apesar dos meus sentimentos e emoções, sabendo que Sua vontade para mim era para minha própria felicidade presente e eterna.

Eu aceitei a verdade bíblica de que “o justo viverá pela fé”, não por sentimentos e emoções. Na prática deste princípio bíblico, descobri que os sentimentos e emoções corretos não surgem de imediato. Eles chegam aos poucos, aprendi a aceitar pela fé a vontade do meu Criador para minha vida. Se eu tivesse esperado até conseguir uma vitória sobre minhas inclinações pecaminosas antes de confiar e obedecer a Cristo, então eu já não precisaria de um Salvador!

Como homossexual, eu precisava ser salvo dos meus pecados, exatamente como um cônjuge infiel, um ladrão, um assassino, ou um mentiroso precisa ser salvo dos seus pecados. A salvação do pecado não é uma conquista humana, mas uma provisão da graça divina. É um trabalho de terapia, reprogramação e redirecionamento divinos.

Deixando para trás o amor da minha vida pecaminosa, entrei em meu novo mundo como um indefeso bebê, recém-nascido. Como uma criança começa sua vida com tendências hereditárias para o mal, eu comecei a minha nova vida com todas as tendências que eu havia cultivado durante a minha vida anterior. Mas, confiando em Deus, meu Pai e Cristo, meu Salvador, eu renunciei a minha homossexualidade e me submeti as diretivas divina e comunhão buscada dentro da família de Deus.

Um princípio importante que eu aprendi foi a “proteger o meu novo ambiente.” As tendências herdadas e cultivadas para o mal são como um leão faminto procurando a quem possa tragar. Essa “besta” deve morrer de fome, enquanto o Cordeiro de Deus, deve ser alimentado e cultivado. O mal deve ser substituído com o bem. Os sentimentos e emoções pervertidos podem ser gradualmente substituídos por sentimentos e emoções corretos quando seguimos as instruções estabelecidas para nós, no “Manual do Operador” dado pelo Criador da sexualidade.

A nova luta que enfrentei quando eu decidi virar as costas a tudo e todos que eu tinha conhecido, me fez lembrar da luta que enfrentei quando fugi de Deus no início da minha vida. Eu tive que me separar totalmente da cena e estilo de vida gay, fugindo deles para minha própria vida, como que fugindo das condenadas Sodoma e Gomorra.

Eu comecei uma nova vida rodeando-me de tudo o que eu sabia ser certo para mim. E não era necessariamente tudo que eu queria ao meu redor! Mas, nenhum cristão pode se dar ao luxo de depender do que o faz se sentir bem. Nem eu poderia! A mente espiritual é para governar e trazer em sujeição a concupiscência da carne.

Guardando as Avenidas da Minha Mente

Eu aprendi a importância de guardar bem as vias para a minha mente, ao não me colocar no caminho da tentação. Isto implica ser cuidadoso em relação ao que eu vejo, ao que leio e ao que eu ouço. Isto requer uma determinação diária para não dar a Satanás uma vantagem sobre mim. Como o apóstolo Paulo, também eu, devo “morrer diariamente” (1 Coríntios 15:21), “subjugando o meu corpo, e o reduzindo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado” (1 Coríntios. 9:27 ).

E quando Satanás plantar estes pensamentos e desejos impuros no coração, (e ele o faz), Deus permite que Sua graça seja suficiente para a minha luta contra a homossexualidade. Sua graça permite-me, como Paulo coloca, a trazer “cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Coríntios. 10:5). Eu pratico usando o meu poder de escolha para “virar a página” e “mudar de assunto”. Deus me ajuda a fazer isso, quando eu coloco a minha vontade em Suas mãos.

A injunção bíblica de “Sujeitai-vos pois, a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7), tornou-se muito significativa para mim. Quando tentado, repito as palavras de Filipenses 4:8: “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.

Outro princípio que eu aprendi a colocar em prática é aceitar com gratidão o dom de uma companheira que me foi dispensada por Deus. No Jardim do Éden, Deus criou uma mulher, não um homem, como uma companheira para Adão. Em Sua infinita sabedoria e amor Deus deu ao homem o dom de uma mulher para estar ao lado dele. Não havia alternativa melhor. Deus não cometeu nenhum erro. Ele sabia o que estava fazendo quando Ele criou uma parceira para o homem.

Deus fez um grande esforço para proporcionar ao homem o dom maravilhoso de uma mulher. Alguns dos homens têm torcido o nariz a este dom, “deixando o uso natural da mulher, se inflamando em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro” (Rm 1:27). Eu era um deles. Será que Deus deixou de me amar? Não! Claro que não! Ele continuou a me amar embora eu tenha escolhido usar a minha sexualidade para amar um homem, em vez de uma mulher. É com grande desapontamento que o Criador vê os homens perverterem o destino de sua sexualidade.

Não é pecado uma pessoa viver sem o dom de um parceiro conjugal. Por diversos motivos muitas pessoas acabam vivendo suas vidas sem os prazeres do casamento. Também é errado para as pessoas entregarem-se a um comportamento sexual fora do casamento. E é errado para nós, homens, pervertermos o dom da nossa sexualidade, que foi projetado para uma função procriativa e relacional. É igualmente errado para uma mulher cobiçar e desejar outra mulher a quem Deus criou para o homem. Levou tempo para eu aprender a ser grato a Deus pelo que Ele tem provido para o meu melhor interesse.

Superando a Homossexualidade

O segredo para vencer o pecado da homossexualidade, ou de qualquer outro pecado que nos assedia, encontra-se em ajudar alguém a superar o pecado. Essa premissa é baseada no princípio bíblico de felicidade: A verdadeira felicidade vem em ajudar alguém a ser feliz: Jesus em primeiro lugar, os outros em segundo, você por último.

José, longe de casa na terra de seu cativeiro, nunca se esqueceu deste princípio. “Como posso eu cometer este grande mal e pecar contra Deus?” , ele gritou quando ele fugiu da tentação da esposa de Potifar. Sua preocupação não era “o medo do castigo”, nem era “a esperança de recompensa.” Não, sua fidelidade na obediência resultou em desgraça e confinamento em um calabouço. A preocupação de José era uma total obediência a vontade e a honra do seu Deus, independentemente das consequências. Ele também amou e honrou seu mestre Potifar, pondo os interesses do seu senhor acima dos seus.

Todo o exército celestial estão centrados sobre a felicidade e bem-estar dos outros, incluindo eu e você. Exceto o homem pecador, todos os seres não caídos vivem para o benefício do resto da criação. Este princípio tem sido de grande valia no processo de recondicionar a mim mesmo do meu antigo estilo de vida homossexual. Ajudou-me a abandonar a velha prática da auto-satisfação, buscando o cumprimento dentro do domínio sagrado do casamento.

Ao praticar estes e outros princípios bíblicos, tornei-me totalmente à vontade na minha nova vida como heterossexual. O pensamento de voltar a minha antiga vida tornou-se estranho e repugnante para mim. Submeter-me ao recondicionamento e terapia divina tem realmente resultado em uma nova criação. E Eu me regozijo nas palavras de Paulo sobre a minha nova vida em Cristo: “Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Co 5:17 ).

Por que os cristãos devem duvidar de que essa promessa possa ser verdade para o homossexual, bem como para qualquer outra pessoa? Minha nova e vitoriosa vida heterossexual é um testemunho do poder de Deus para salvar as pessoas da profundidade de seus pecados. E eu O louvo todos os dias por demonstrar o poder da Sua graça em perdoar, limpar e renovar a minha vida.

Pela limpeza e renovação de minha vida, o Salvador encomendou-me com as mesmas palavras que Ele falou ao endemoninhado limpo em Marcos 5:19, “Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes o quanto o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti”. Assim, eu gosto de contar a história através da palavra falada e de minha autobiografia publicada, de como o Senhor me resgatou das profundezas da degradação, para uma nova vida de serviço para Ele.

Essa história de minha peregrinação da escravidão para a liberdade, é projetada para incentivar não só os homossexuais em busca de libertação divina, mas também alguém lutando com o assedio de pecados de qualquer natureza. Neste testemunho eu compartilho os princípios bíblicos que me ajudaram a ganhar a vitória sobre a homossexualidade e agora a me sustentar na heterossexualidade.

Para encerrar eu gostaria de testemunhar que minha vida não foi alterada por meio do raciocínio humano, lógica, filosofia e aconselhamento, mas através da Palavra de Deus e da graça salvadora de Jesus Cristo. Por Sua graça, este pródigo filho homossexual foi libertado de seu pecado e redirecionado para uma vida produtiva e frutífera , para um novo tipo de serviço como um adventista do sétimo dia e ministro do evangelho. Estou alegremente casado e com filhos.

Eu louvo ao Senhor por Sua compaixão, piedade e maravilhoso poder me salvando da minha vida de pecados! Para aqueles que acreditam que os homossexuais nunca mudam, eu posso dizer: “Sim, eles podem mudar ! O poder transformador e a graça de Deus pode torná-los inteiros. Isto é o que Ele fez por mim.”

Texto extraído da newsletter Endtime Issues No. 57, do já falecido Samuele Bacchiocchi, Ph. D. Professor aposentado de Teologia da Universidade Andrews, publicado em seu site Biblical Perspectives. Crédito da tradução: Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/

Arrependimento

2 Coríntios 7:10

“Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar.”

O Problema que só Deus podia Resolver

 

“Tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.”  

Romanos 3.26 

O problema que somente Deus podia resolver é o perdão do pecado. Muitas pessoas, criadas segundo a tradição cristã, nunca reconheceram ser isto um problema. Seu conceito de Deus e suas idéias sobre o pecado são tão confusos que não percebem qual é a dificuldade da questão. A atitude de milhões de pessoas no que diz respeito ao pecado é refletida na observação zombeteira de certo crítico que disse: “Certamente creio que Deus perdoa pecados; afinal, é negócio dele mesmo”. Outros não sentem a necessidade do perdão. O poeta americano, Walt Whitman, diz: “Os animais não ficam acordados a noite inteira chorando por causa dos seus pecados, e nós também não devemos fazê-lo”. 

Embora milhões de pessoas não tenham sentido qualquer problema quanto ao perdão dos pecados, considerando o assunto como matéria vencida, outras tantas rejeitam inteiramente o conceito de pecado. Os grandes pensadores de outras eras reconheceram a realidade da culpa, e compreenderam que existe uma dificuldade real. Lutero percebeu claramente o problema. Lutou com ele durante muitos anos amargos e angustiantes, e quando, finalmente achou a solução na carta de Paulo aos Romanos, foi o maior reavivamento que a igreja já experimentou desde o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes. A Lutero devemos não somente a redescoberta da solução do problema, como também a maneira de exprimi-la em palavras. O problema é: como Deus pode ser justo e ao mesmo tempo perdoar os pecados? F.F. Bruce, no seu comentário sobre Romanos, mostra-nos como o poeta romano, Horácio, oferecendo diretrizes básicas para os escritores de tragédias daquela época, critica os que apelam com demasiada facilidade ao artifício de trazer ao palco um deus para solucionar os emaranhados detalhes desenvolvidos no decurso do enredo. O conselho que Horácio dá aos dramaturgos contemporâneos é no sentido de não colocarem em cena um deus, a não ser que o problema seja tão grave, que haja necessidade da presença de um deus para soluciona-lo. Lutero tomou para si estas palavras, aplicando-as ao perdão dos pecados: “Temos aqui um problema que precisa de Deus para a sua solução”. 

Chegamos neste capítulo à passagem em Romanos onde Lutero descobriu a solução. Nesta parte de Romanos, no capítulo 3, Paulo nos oferece, antes de qualquer coisa, uma declaração exata da natureza do problema, e em seguida, uma explicação exata da solução. 

Examinemos em primeiro lugar a definição que Paulo nos dá do problema da salvação dos pecadores. O primeiro requisito para a solução de qualquer problema é saber qual é realmente o problema. Se você tem lutado com um problema por muito tempo, levando-o a um amigo, você já sabe o que significa receber uma resposta fácil que oferece uma solução errônea e artificial. Quando isso acontece, você fala um pouco contrariado: “Mas você não entende o problema…”. Há hoje em dia um grande número de pessoas com respostas fáceis e inconseqüentes para o problema humano; no entanto, suas respostas demonstram que realmente elas não entendem do que falam. E é a falha do entender o problema do pecado que levou o homem às dificuldades que enfrenta atualmente. Parece que o pecado não constitui problema algum para milhões de pessoas. Caso encontram alguém que se preocupa com isso, alguém que se perturba pela culpabilidade do próprio pecado, têm-no na conta de um fanático, pensam que tal pessoa precisa da psicanálise e não da salvação. O exame clássico de uma consciência culpada acha-se na grande obra de Bunyan, “Graça Abundante”, mas é considerado hoje – até por muitos membros de igrejas – como exagero, ou mórbida e trágica obsessão. É um truísmo dizer que nenhum problema pode ser solucionado até ser entendido, e que nenhuma solução ao problema humano se nos apresentará até que entendamos o problema do pecado. 

O pecado é problema por duas razões: a primeira é que a natureza do homem, conforme demonstramos no capítulo passado, é totalmente depravada. Ele é corrupto; é totalmente incapaz de salvar-se a si mesmo. Não pode remover a culpa do seu próprio pecado, e não consegue se desvencilhar do poder que o pecado exerce sobre ele, prendendo-o. Não pode sarar as chagas, não pode curar a doença. Do ponto de vista humano, o pecado não tem solução nem cura. Esta é a primeira parte do problema. 

Há, porém, outra dificuldade no problema do pecado, que existe em conexão com a natureza de Deus, e é este um ponto central que a maioria dos homens modernos deixa de perceber. O pecado se constitui em problema justamente porque Deus é justo. Foi este o problema de Lutero. Como pode o Deus absolutamente justo perdoar o pecado? Ele é o Juiz de toda a terra, e, “Não agirá retamente o Juiz de toda a terra?” Deixar passar uma injustiça, ignorar um crime, não tomando conhecimento dele, é um ato de injustiça tão grande quanto a condenação de inocentes. A dificuldade quanto ao perdão dado ao homem acha-se na justiça divina. A pergunta não é somente: Quem pode perdoar pecados senão somente Deus: e sim mais profundamente: Como pode o próprio Deus perdoar pecados? Deus é justo, e a justiça significa que as exigências da lei devem ser cumpridas. A penalidade do pecado precisa ser paga. Isto é necessário num universo moral, e é este problema que somente Deus, onipotente e onisciente poderia resolver. Ele o solucionou mesmo, e o resultado disto é um evangelho glorioso para ser pregado aos pecadores. 

Vamos agora examinar a solução do problema. Nesta seção de Romanos 3 não somente anuncia o fato do perdão, como também se nos apresenta uma declaração cuidadosa e analítica que demonstra como Deus perdoa nosso pecado. 

Antes de examinarmos a declaração integral da solução do problema da culpa e do pecado, quero fazer uma pequena pausa para dirigir a atenção do leitor à coisa maravilhosa que é o perdão. Um dos grande estudiosos do Novo Testamento, que viveu no século XIX, disse: “Quanto mais vivo, quanto mais importante e maravilhoso me parece o perdão dos pecados.” O fato do perdão é proclamado tanto no Antigo Testamento como no Novo. O sinal da nova aliança, segundo a descrição de Jeremias é: “Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31.34). Deus anuncia ao Seu povo: “Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi” (Is 44.22). As riquezas da graça perdoadora de Deus são proclamadas em todas as partes do Novo Testamento, e são demonstradas na terra através do ministério público de Jesus Cristo, que disse aos pecadores: “São perdoados os teus pecados; vai e não peques mais”. O perdão, portanto, é um fato, uma realidade. É ponto central da fé cristã, sendo sui generis e distinto, porque se encontra somente no Evangelho glorioso de Jesus Cristo. 

Este Evangelho de Cristo, no entanto, não proclama somente o fato do perdão; ensina-nos como Deus perdoa os pecados. Pelo Evangelho, ficamos sabendo que Deus solucionou o problema do pecado e da desobediência através do Seu Filho, Jesus Cristo. Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo (II Coríntios 5.19). Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e o homem. Ele é o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por Ele (João 14.6). 

O Evangelho, no entanto, faz algo mais do que nos ensinar de modo geral que Deus nos aceita por amor a Jesus. O Novo Testamento é muito mais exato do que isso. Descrevendo como Deus perdoa os nossos pecados, indica-nos a cruz. É na morte de Cristo que a expiação é feita. Segue-se aqui a transcrição da declaração exata que responde à questão do problema que somente Deus poderia solucionar. Solucionou-o em Cristo, e foi da seguinte maneira: 

“Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas;  isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença.  Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus,  ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” 

Esta é uma passagem que cada crente deve saber de memória. É a passagem que cada pregador deve ter como base de todos os seus ensinos e na pregação do Evangelho de Cristo. O Evangelho muitas vezes é descrito em termos gerais como demonstração do amor de Deus; este amor, porém, esta misericórdia e graça de Deus, que resulta no perdão dos pecados, deve ser sempre interpretada à luz do restante da revelação da Bíblia, demonstrando como e por que Deus pode perdoar o pecado. O pecado é apagado porque a sua penalidade já foi paga pelo sangue de Jesus derramado na cruz. Na morte de Cristo Jesus, foi cumprida aquela maravilhosa profecia: “Encontram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85.10). Deus resolveu o problema do pecado, tomando sobre Si a culpa pelo pecado na Pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo. “Aquele que não conheceu o pecado ele o fez pecado por nós; para que nós fôssemos feitos justiça de Deus” (II Coríntios 5.21). Sua justiça foi satisfeita em quem foi paga a penalidade: houve uma morte para expiar o pecado, e era a morte do próprio Filho de Deus, e, quando foi cumprida, Ele exclamou triunfante, “Está consumado!” Por essa razão, todo crente pode agora cantar alegre: 

“Completou-se a grande transação, Sou do Senhor, e Ele é meu.”  

 Ainda acima, eu disse que os homens que mais claramente perceberam o problema do pecado – homens como Lutero e Bunyan – são os mesmos que exprimiram a mais sublime alegria e gratidão na solução do mesmo. Bunyan fala em nome de todos os crentes que já compreenderam o problema do pecado quando diz, em sua autobiografia clássica: “Enquanto andava para cima e para baixo na casa, como quem chegou ao limite da angústia, aquele trecho da Palavra de Deus tomou posse do meu coração:  ‘sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus’ (Romanos 3.24). Mas, oh, quão grande o transtorno que isso me causou. De repente eu fiquei como alguém que desperta de um sonho perturbador. Ouvindo a sentença celestial, senti-me como se estivesse escutando a seguinte explicação: ‘Pecador, tu pensas que, por causa dos teus pecados e das tuas enfermidades, Eu não posso salvar a tua alma, mas eis que o Meu Filho está ao Meu lado e é para Ele que Eu olho, e não para ti, e, assim, Minha maneira de tratar contigo é de acordo com a minha satisfação nEle’.” 

Nosso interesse aqui, no entanto, não é meramente doutrinário ou acadêmico. Minha preocupação não é oferecer-lhe uma solução intelectual à dificuldade que há no perdão dos pecados. Minha preocupação é no sentido de você tirar benefício da solução, e você pode fazer isso, se confessar seus próprios pecados em Nome de Jesus, pedindo o perdão da parte de Deus. Nesta matéria a Bíblia é muito explícita. Depois de ser declarada a promessa de que o sangue de Jesus, o Filho de Deus, nos purifica de todo pecado, registra-se a seguinte orientação: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (I João 1.9). Se você ainda não fez assim, não quer fazê-lo agora? Curve a sua cabeça em oração e entregue sua vida a Deus em Jesus Cristo. 

Estudos em Romanos 1.18 – 5.21 

 Dr. Henry Bast 

 

Sua vida pode naufragar como o Titanic ! ENTREGUE-SE A JESUS CRISTO AGORA MESMO ! Ele é o ÚNICO Senhor que Salva !

 

Jesus disse: “Erguei os vossos olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa. O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para a vida eterna.” 

                                       João 4:35 e 36   

  Leia este livreto meditando na situação das pessoas que você conhece e sabe que estão perdidas. Tente entender o que significa estar perdido eternamente.  

Procure compreender o que representa o seu melhor amigo estar em tormentos eternos, onde não há água para refrescar a língua, conforme sentia o rico no inferno. Luc. 16,24. Com este sentimento leia esta mensagem, como um recado de Deus para sua vida.   

O navio mais famoso do mundo foi construído nos estaleiros de Belfat, na Irlanda – entre a primavera de 1909 e maio de 1911. 

No dia 31 de maio de 1911 o navio deslizou do estaleiro da construção Naval White Star Line. Naquele dia de festa um empregado da construtora disse: “Nem mesmo o próprio Deus pode afundar esse navio.” 

A Sra. Albert Caldwell, embarcava no navio quando perguntou a um tripulante: “É verdade que este navio não pode afundar? “ 

O marujo respondeu arrogantemente: “Minha Senhora, nem Deus poderia afundar este navio.” 

A primeira e última viagem partiu de Southampton, da Inglaterra. 

As 12 h do dia 10 de abril de 1912, o Titanic partiu com destino a Nova Iorque, USA. 

No dia seguinte o navio fez uma última parada, ancorado  ao largo da costa da Irlanda, em Queenstown. Lanchas trouxeram para bordo passageiros para sua viagem à eternidade. 

Existem poucas fotos deste histórico embarque, somente o padre Francis M. Browne, tirou algumas fotos de seus companheiros, a maioria deles embarcou para a eternidade. 

O Titanic levava um total de 2.228 pessoas. 

No início do século XX, este navio era o maior objeto móvel manufaturado do mundo. 

Foi na época o navio mais longo já construído, com mais de 4 quadras de comprimento. 

Acomodações para uma tripulação de 860 pessoas e capacidade para 3.500 passageiros. (Capacidade total era 4.360 pessoas.) 

O Titanic pesava 66.000 toneladas. 

Cada máquina de vapor tinha  9 metros de altura e os motores trabalhavam com 50.000 HP de potência. 

Para transportar a âncora do navio foi necessária uma carroça com 20 cavalos. 

Às 23.40h do dia 14 de abril 1912 o vigia Frederick Fleet avistou um Eisberg bem à proa do navio. 

Imediatamente acionou o alarme. O Primeiro oficial William Murdoch, ordenou: ”Invertam a marcha das máquinas.” 

Mas já era tarde demais. Após meio minuto, embora a proa do navio houvesse se desviado da montanha de gelo, ouviu-se um barulho vindo do fundo do navio. O Titanic havia sido ferido de morte. 

Exatamente as 00:05 horas do dia 14 de abril de 1912, – 25 minutos após a colisão, o capitão Edward Smith, ordenou que os barcos salva-vidas fossem arriados, para transportar os passageiros ao mar. 

Às 2,30h ao som do hino “Mais perto quero estar meu Deus de ti,” e  executado pela orquestra de bordo, do maestro Wallace Harthey, o Titanic mergulhou rapidamente para as profundezas do oceano. 

O radiotelegrafista John Philips, que mandou o telegrafista do navio The Californian “calar a boca” quando o avisava que avia Eisberg na proximidade rogou entre soluços: “Deus me perdoe… Deus me perdoe.” 

300 corpos foram recuperados das águas e entregue às famílias, ou sepultadas em um cemitério na costa do Canadá, onde até hoje as sepulturas são cuidadas pela companhia marítima que sucedeu a White Star Line. 

Os demais 1.223 corpos estão sepultadas no túmulo do vasto Oceano Atlântico Norte, junto ao próprio Titanic, a      4. 000 metros de profundidade. 

Certo dia, quando eu estava começando a preparar a mensagem para o culto, a irmã Mônica Kagiva  chegou a Livraria, contou como sua alma ardia em temor, ao testemunhar para um homem estranho dizendo-lhe: “Se eu não lhe falo da graça de Deus, da salvação que você precisa, imagine, você pode cruzar a rua, morrer ali mesmo e irá para o inferno, e eu serei culpada de sua perdição pois eu não lhe falei nada do socorro que Deus, em Jesus pode dar. O Sr. estará eternamente no inferno, e eu que nada lhe falei do Evangelho de Cristo, como ficarei?” 

Ao sentir como o Espírito Santo agiu no coração desta irmã, que sentia o calor do inferno lançando suas chamas sobre aquele homem estranho, senti o dever de falar sobre o grito de Socorro daqueles que naufragaram com seu “Titanic.” 

Entendemos o que representa o grito de uma alma que está afundando para as chamas do inferno? Ouvimos ainda o pedido de SOS dos náufragos que afundam ao nosso lado? 

A grande maioria dos próprios cristãos estão surdos para com os clamores de multidões de pessoas que estão se agarrando nos últimos destroços de seu “Titanic” que afundou. O “Titanic” mais importante é o barquinho de sua existência e a sua família. 

Quem se importa de socorrer a alma que está se agarrando nos últimos destroços de sua vida, antes de afundar?

A maioria dos cristão dorme tranqüilamente, e ainda critica aqueles que querem ajudar a socorrer os náufragos.

Há muitos cristão que sabem do fogo do inferno, sabem do castigo eterno para os perdidos, mas ficam de braços cruzados, nas poltronas confortáveis de suas igrejas. O problema não é a poltrona, é a preguiça espiritual.

O pior é que muitos reclamam quando é requerido algum sacrifício para ajudar aos que estão se afogando.

Segundo a enciclopédia “Brockhaus,”  morreram no naufrágio do Titanic 1500 pessoas. Outros livros dizem que foram 1523 pessoas. Isso significa que, mais de 1500 pessoas clamaram por socorro depois do naufrágio, na noite escura, nas águas geladas do Atlântico Norte. 

O dia 15 de Abril de 1912 amanheceu com uma frota de botes salva-vidas dispersos, com 705 sobreviventes do Titanic.

Todos os demais flutuavam no lugar do naufrágio, agarrados em pedaços de madeira, uns ainda com vida, outros já mortos.

Um dos navios mais próximos do naufrágio do Titanic, na noite da tragédia,  foi o S.S. Carpathia, da Cunard  Line.

Demorou algumas horas para chegar até o lugar onde os últimos sobreviventes estavam se batendo nas águas geladas.

Muitas vezes já é tarde quando chegamos à casa, ao hospital, ou ao lugar do acidente para socorrer as pessoas que estão morrendo sem Deus.

Mas, em alguns casos as pessoas estão gritando por socorro, ao nosso lado na igreja, na família e na vizinhança, mas existe alguém que quer e pode ajudar aos que estão agarrados nos últimos destroços de sua existência?

O Titanic zarpou  sem Deus e naufragou!

Muitos saíram com sonhos altos, como o filho pródigo, mas em plena viagem da festa, afundaram como o “Titanic”.

Saíram da casa do Pai. Levaram sua herança para o mundo sem Deus.

Viveram felizes até que seu “Titanic”  afundou na lama do sexo, da droga, do fumo e do álcool.

O “Titanic” da vida fácil naufragou!

O CD de Fábio e Ricardo, narra a história de Maria:

Ela saiu de casa, foi trabalhar na cidade. O salário era pouco, então descobriu que vender o corpo na prostituição seria uma saída fácil.

Até que grávida, sozinha e perdida, estava gritando por socorro.

Foi nesta miséria que Deus ainda achou uma saída e salvação para sua alma.

Quantas “Marias” estão se afogando e não há quem lhes estenda a mão.

Com certeza, a criança cresceu, e a solução que Deus lhe deu, ainda trouxe muitas dores e mágoas para ela.

Mas, o socorro de Deus existe e a vida pode ser refeita.

Procure ajuda quando o seu “Titanic” está afundando.

Os “Titanics”  da vida fácil estão afundando mais e mais pela Aids.

Um pastor amigo, socorreu uma jovem, entregou a vida da jovem em oração ao Senhor; carregou a moça algumas vezes ao hospital e logo a jovem morreu, mas sua alma foi salva, no último momento. O pastor ainda levou sua alma aos braços de Jesus.

O que vamos presenciar nos próximos anos pode ser horrível! A revista Veja publicou um relato dos sepultamentos das pessoas que estão morrendo de Aids, na África. Caixões são vendidos como se vende gás em nossas cidades.

Em alguns vilarejos, funerárias vendem milhares de caixões por mês, pois a Adis, está exterminando o povo.

Este é o nosso mundo. Esta é a água gelada onde um “Titanic” após o outro, está naufragando.

Segundo informações extra-oficiais, em uma universidade do PR, foi feita uma campanha para doação sangue. 70% dos alunos cooperaram, mas em 30% do sangue foi constado Aids.

O que vamos  fazer?   A vida de muitos jovens já está com o “casco do Titanic” quebrado.

Já não há mais como reverter o quadro para milhares de pessoas. Mas, podemos ainda lhes falar do único barco salva-vidas no qual ainda devem embarcar, antes que cheguem ao inferno.

O Pastor batista John Harper, segundo o Livro: “Titanic o naufrágio da Soberba” de Arlindo Alves (pg.67) foi visto ainda na última noite antes do naufrágio evangelizando um jovem.

Enquanto outros se divertiam com danças e bebidas fortes, o pastor ouvia o grito da alma do jovem, que estava vivendo sua última chance de salvação.

Segundo o mesmo livro (pg 69) o pastor Harper, ao ouvir o alarme do naufrágio, tomou sua filha Nana que estava com ele, entregou-a a um capitão do convés, com ordens para colocá-la num barco salva-vidas.

(Nana, a filha do pastor, foi resgatada, mandada de volta à Escócia, onde cresceu, casou-se com um pastor, e dedicou toda sua vida ao Senhor a quem seu pai tinha servido.)

O pastor, depois de entregar sua filha, foi socorrer os outros.

Logo o Titanic deslizou para as profundezas do oceano, centenas de pessoas ficaram a se debater nas águas geladas, buscando agarrar-se a qualquer coisa que flutuasse, entre elas estava o pastor John Harper.

A sobrevivente Eva Hart, descrevendo a cena que presenciou afirmou: “O som das pessoas se afogando é algo que não posso descrever…”

O pastor Harper que lutava com as ondas para se manter vivo, vendo se aproximar dele um homem agarrado a uma tábua, gritou-lhe: Você é salvo?” Ante a resposta negativa, retrucou-lhe: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.” Nesse momento a correnteza arrastou o homem para a escuridão. Instantes depois, voltaram a se reencontrar, e Harper, que já estava prestes a se afogar, indagou-lhe novamente: “Você é salvo? “ Outra vez a resposta foi “Não”. E Harper voltou a repetir-lhe: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.”

Não houve tempo para mais nada. Exausto, Harper escorregou do objeto que segurava e afundou, indo ao encontro do Senhor. 

O “Titanic” da vida sem Deus afundou!

O comunismo queria eliminar o cristianismo do mundo. Mas, a Cortina de Ferro caiu, e o Muro da Vergonha foi derrubado.

Caíram as teorias de Karl Max. A fúria de Lenin e do comunismo deixou somente os “náufragos” em terror e pobreza, matando milhões de seres humanos.

Adolf Hitler queria eliminar os judeus e também os cristãos, deixou o “Titanic”  Alemanha no fundo do mar e seu povo clamando por socorro.

Morreram 51 milhões de pessoas, durante a II Guerra Mundial.

Assim acontece com todos aqueles que viajam sem Deus e sem Jesus. Minha avó, nascida em Berlim, que viveu nos dias do naufrágio do Titanic, contava que no Titanic havia um cartaz que dizia: “Viajamos sem Deus e também não precisamos de Jesus.”

O Titanic que zarpou do porto de Southampton na Inglaterra, sem Deus e sem Jesus, matou 1523 pessoas e deixou centenas de pessoas gritando por socorro nas águas geladas, no meio do oceano.

Será simplesmente sem efeito um governante iniciar seu governo sem Deus e sem Jesus?

Será sem efeito um empresário construir sua fábrica ou empresa sem Deus e sem Jesus? 

Será possível conduzir sem tragédia o “Titanic” sem Deus, e sem Jesus, onde dezenas, ou até milhares de pessoas trabalham duramente para manter o barquinho de suas famílias?

Um homem rico de São Paulo, dono de uma grande fábrica, dizia: “Meu deus é o meu dinheiro. Eu não preciso de Deus.”

Alguns dias depois perdeu sua fábrica e ficou sem nada. Onde ficou o seu deus quando toda a sua riqueza derreteu da noite para o dia?

Você talvez está boiando nas águas geladas depois do naufrágio de sua vida sem Deus? Clame por socorro enquanto ainda há tempo.

Peça ajuda!  Aceite o socorro de Deus quando o seu “Titanic” afundar.

O Titanic do crente desviado afundou!

Temos em nossos dias incontáveis  “Titanics” de ex-crentes no fundo do mar, e os ex-irmãos estão clamando por socorro no mar gelado da vida sem Deus. Milhares  de crentes  saíram de suas igrejas, sem Deus, sem Jesus e sem o Espírito Santo.

Muitos deles estão lutando agarrados aos últimos destroços de sua existência.

Alguns já não têm coragem de pedir socorro, nem para seus amigos, e até não possuem mais a coragem de pedir ajuda para Deus.

Lembro de meu amigo, filho de um pastor muito importante, este homem de Deus abriu a porta para o mundo diante de minha vida.

O jovem, aos 18 anos de idade, era o tradutor deu seu próprio pai no púlpito da igreja.

Quando passávamos o domingo juntos, o moço brincava de repórter, fazendo simulações de reportagens, com seu gravador, que na época era algo fantástico. Mas, quando retornou com seus pais para Alemanha, desviou-se dos caminhos de Deus. Tornou-se um solitário que trouxe muito sofrimento ao seu velho pai.

Na última visita a seu pai na Alemanha, o idoso homem disse-me na despedida: “Mário, ore pelo meu filho R.”

Este jovem poderia ser um grande instrumento nas mãos de Deus.

Quando zarpou para uma vida sem Deus, levou ao fundo do mar todos as grandes possibilidades que Deus lhe havia dado pelo nome que seu pai lhe havia deixado.

Você é um ex-crente?  Um ex-irmão da família de fé? 

O seu “Titanic” afundou chocado contra os icesbergs que existem nas fileiras da igreja?

Você quebrou sua fé, sua confiança e seu amor, no choque com um irmão, talvez com o pastor de sua igreja?

Há muitos anos atrás um médico de Curitiba disse-me: “Fazem 8 anos que me desviei de minha igreja.”

O motivo do naufrágio de seu barquinho  de fé foi um desentendimento com o diretor do Hospital, e membro de sua igreja.

Por um saquinho com pedras de gelo, o diretor do hospital, ofendeu seu irmão de fé, seu colega médico da clínica em Belém do Pará. Foi num domingo de muito calor, por algumas pedrinhas de gelo.

O gelo já derreteu há muitos anos, mas o “Titanic” de um médico missionário afundou pela ofensa de seu irmão, diretor do hospital.

Quando o médico concluiu sua triste história, eu estava deitado em sua clínica tomando soro. Levantei-me com todo esforço e disse: “Dr., algum dia o Senhor nosso Deus vai dizer: “Filhos, acabou o jardim de infância. Venham todos para casa.  Eu somente espero que não tenhamos nada de que nos envergonhar quando ele mandar guardar os “brinquedos” de nossa vida.”

Há terríveis brigas entre grandes homens por “brinquedos”.

Grandes homens e grandes mulheres afundam com toda sua existência, porque se chocaram com “icebergs” nas mais insignificantes questões da vida.

Seu “Titanic”, digo a sua vida espiritual, afundou por grandes ou pequenas ofensas?  Talvez pela ofensa do pastor Mário Hort? 

Todos nós somos falhos, tropeçamos, na luta pisamos nos “dedos” de nossos mais queridos irmãos, e eles nos nossos.

Se você foi atingido por algum destes icebergs, chame por socorro!

Se você foi ferido por um pecado ou por algum irmão, peça ajuda de Deus e de seus irmãos.

Se você está se afogando em pequenos “copos de água” ou em grandes oceanos, o inferno tem a mesma temperatura para crentes com razão, como para o maior ladrão.

Volte para casa de seu Pai Celestial e de sua igreja, antes que seja tarde demais.

O “Titanic” de sua família afundou?

Como eu gostaria de ignorar este capitulo de nosso tema! Até a lembrança desta página da vida já nos entristece.

Como seria agradável saber que todas as famílias do mundo estão viajando em plena paz e segurança.

Se ao menos fosse assim, que todas as famílias cristãs estivessem em plena paz e segurança.

Infelizmente o “Titanic”  de muitas famílias afundou, e os familiares estão agarrados em destroços da família, prestes a afundar.

Muitos casais se desentenderam por “objetos da caixa de brinquedos”   do jardim de infância, mas quando já têm cabelos grisalhos, estão dormindo em quartos separados, ou em hotéis  solitários.

Você está vivendo os momentos após o naufrágio de seu “Titanic” familiar?

Seu casamento desabou? 

Seus familiares estão esparramados na casa de pais e parentes, agarrados nos últimos destroços daquilo que era tudo o que vocês, sonhavam?

Ou você está percebendo o seu barquinho familiar ir a pique dia após dia?

Tempos atrás recebemos uma carta de Juiz de Fora – MG  que dizia:

“Trabalho entre muitos funcionários numa metalúrgica de Juiz de Fora.

Notei um rapaz que havia se separado de sua esposa. Foi ele quem tomou esta decisão. Apesar disso, podia-se perceber a grande tristeza estampada em seu rosto, pois foi ele o causador da separação, e no fundo do coração ele amava a sua esposa.

Como nós viajávamos no mesmo ônibus da firma, foi possível observá-lo.

Comecei a orar por ele, para que o Senhor Jesus me desse forças para consertar o erro que ele havia cometido, e pedi graça ao Senhor para aproximar-me dele.

Eu tinha em casa alguns exemplares da revista Ecos da Liberdade nº 49, em cuja capa trás um casal de noivos e no seu interior mensagens maravilhosas para casais.

Orei a Deus e quando ele  passou por mim no ônibus, entreguei-lhe um exemplar dizendo:” Márcio, leia este folheto com muita atenção e medite, ele vai te ajudar muito.”

Ele tomou agradecido e “devorou” a leitura.

No outro dia levou a revista para a esposa de quem estava separado. Alguns dias depois, eu voltava do culto, quando contemplei os dois passeando juntos com alegria no rosto.”     A. D.

Por que você não clama por socorro?  Por que não busca o auxílio do Altíssimo?

Muitas famílias foram resgatadas do inferno, justamente porque suas famílias caíram em ruínas.

Deus é o grande artista que faz dos troncos mais exóticos, a escultura de sua obra da arte de sua misericórdia.

O nosso Deus de amor parece passear pelas praias da vida à procura dos “troncos” expulsos pelas ondas do mar.

Ele, Deus, toma os “troncos”  rejeitados, considerados pelos homens próprios somente para o fogo, mas Ele os leva para sua oficina de escultura, e faz deles a mais bela obra de arte.

O testemunho de várias pessoas que Cristo resgatou depois que seu “Titanic” familiar naufragou, é muito dramático, nem todos podem ser relatados.

Quero lhes apresentar uma história de um jovem que foi resgatado, depois que sua família e tudo o que sonhava afundou:

Será ocultado o nome do jovem pois combinei de que ele me apresentasse sua família, sua esposa e filhos depois de 20 anos, se eu e ele estivermos vivos.

O jovem chegou ao meu escritório desesperado, vendo como única saída o fim de sua vida, pois nada mais lhe restava de esperança.

Ele tinha sido recebido em um orfanato, quando já estava quase morto de fome.

Quando cresceu teve negadas as oportunidades de ser adotado por importantes famílias, inclusive um cônsul queria sua adoção.

No dia em que me procurou ele dizia que já foi crente, abandonou sua fé, e não conseguia mais crer em nada.

Ele lembrava de um erro que cometeu, e achava que jamais Deus lhe perdoaria.

Sentado em nosso escritório chorava inconsolavelmente, pelo seu erro.

Quando eu também não mais sabia como achar consolo e saída para sua vida profetizei para o jovem dizendo:      “Jovem, vamos entregar sua vida agora novamente ao Senhor Jesus. Ele vai perdoar toda sua culpa que você sente sobre sua vida.

Vejo que você é sincero porque confessa claramente os seus erros.”

Depois de entregar o caminho do jovem ao Senhor disse: “Jovem, se eu estiver vivo daqui ha 20 anos, você terá 38 anos de idade e eu 68.

Quero que você venha me visitar com sua esposa e filhos.”  Pois Deus vai cuidar de sua vida e achar uma família para você.

Alguns anos depois da visita do jovem, preparando esta mensagem, recebi uma carta que dizia:

“Querido pastor Mário Hort. Há três anos atrás tive uma longa conversa com o Sr.

Depois daquela conversa comecei a ser dirigido por Deus.

Trabalhei lavando piscinas para ganhar dinheiro.

Lembro como um dia de calor, perambulando pela cidade,  sem rumo e sem onde inclinar a cabeça, uma senhora procurou o meu trabalho e me convidou para ir a um jantar do Ano Novo.

Eu não tinha roupa, nem calçado, mas ela disse: ‘Vem, o importante é participar.’  Então fui e a Sra. me deu um presente. Com o dinheiro na mão corri para a rodoviária para comprar uma passagem à Curitiba.

Sem rumo procurei emprego, mas ninguém queria me aceitar pois eu era menor de idade. Até que conheci uma Sra. que me deu socorro e me hospedou. Fui orando e pedindo a graça de Deus. Hoje dou graças a Deus porque constituí aquilo que o pastor falou para mim naquele dia.

Conheci uma jovem. Ela é cristã e de muita oração. Então Deus preparou tudo.

Comecei a trabalhar em uma igreja da capital. Gostaram muito de mim e disseram que iriam me ajudar.

Pouco tempo depois noivamos, e oito meses depois casamos. Recebi tudo, festa de casamento, tudo, tudo. Aleluia!

Hoje sou servo de Deus. Prego a Palavra de Deus em grandes e pequenos congressos. Deus me levantou.

No último dia 31 de julho 99, nasceu o meu primeiro filho.

Quero agradecer de coração por sua ajuda naquele dia. Estou pronto para testemunhar em sua igreja em M.C.Rondon.”  C.A.D.

Como o jovem colocou seu número de telefone na carta, telefonei imediatamente para falar com o moço.

Sua esposa atendeu o telefone e disse: “Sim é aqui que C. está. Um momento.”

Quando C. chegou ao telefone, disse: “Justamente estou trocando as fraldas de meu filho.”

Este foi um dos sobreviventes de um “Titanic” que foi resgatado das águas pelo orfanato.

Quando depois em sua adolescência  foi novamente jogado na rua, no último momento foi socorrido por Deus, quando pediu ajuda em oração.

Eu não pude fazer nada por ele. Mas o levei em oração ao Senhor Jesus.

Jesus primeiro lavou seu coração do pecado que o separava de Deus.

Depois de algumas provas, ele já está vivendo os primeiros passos de uma caminhada nos fortes braços do Bom Pastor.

Alguns momentos depois de transcrever a carta do jovem C. A. D.,  tocou o telefone, e era o irmão B. de Nova Prata, RS.

Não posso deixar de relatar o socorro que Deus conseguiu depois de afundar o “Titanic” de sua família.

B. saiu de sua casa e ninguém sabia ao certo onde ele estava.

Muitos anos depois da separação, a esposa chegou a um culto em M. C.Rondon, como visitante desconhecida.

Mais tarde aceitou a graça em Cristo e passou a servir ao Senhor com todo seu coração.

Passaram-se 20 anos desde que a Sra. e seu filho não tinham visto seu pai.

Certo dia um homem bem vestido e muito gentil chegou ao meu escritório.

Assim dizia o estranho visitante: “Pastor, o que fizeram com minha esposa e meu filho? Encontrei duas pessoas completamente transformadas.

Que moço educado é meu filho e como ficou diferente minha ex-esposa. Ouço seus cultos pela rádio e quero saber mais sobre o que tem a me dizer.”

Não é fácil retirar o “Titanic” de uma família naufragada há 20 anos.

B. queria saber o que ele deveria fazer agora depois de tantos anos de conflitos de sua vida.

O único conselho que pude lhe dar, foi aquele que eu havia dado a sua esposa e filho: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais o Senhor fará.” Sal.37,5

Foi isso que também G.B. fez. Quando falamos ao  telefone, preparando este seu testemunho ele disse: “Pastor, pode dizer a todos que a partir daquele dia a minha vida começou a mudar. Ainda não alcancei tudo quanto desejo pela fé. Mas, creio que vamos chegar lá.”

Nem sempre é possível retirar o  “Titanic” de uma família arruinada do “fundo do mar.”

Mas, aquele que clama por socorro pode salvar a sua alma da morte e do inferno.

Quem é resgatado, mesmo depois do naufrágio de sua família, pode reconstruir uma vida guiada pelo Espírito Santo, onde o Senhor dia a dia, fará o que é melhor para a sua vida.

Quem deseja sair conosco para buscar os náufragos?

Quando estou sobre a pequena sacada de nosso apartamento pastoral, vejo os telhados do salão social e do templo, mas meus olhos espirituais vêem uma longa história de resgate de pessoas, que já se aproxima para o final de três décadas.

Olhando para tudo o que nos uniu em M. C. Rondon nestes, quase 30 anos, vi a coragem daqueles que conosco foram resgatar os perdidos no “oceano” do pecado.

Muitas vezes temo que venhamos a perder o ânimo e a coragem de para sair sempre mais uma vez, e mesmo depois de estar exaustos, retomar mais novas iniciativas de salvamento, para os que estão agarrados aos últimos destroços de sua existência, à beira da morte.

Naquela noite lembrei de uma antiga história que durante muitos anos nos impeliu a sair, sair e sair sempre novamente para resgatar pessoas:

Há mais um homem morrendo lá fora.

Foi numa noite de forte tempestade, o mar agitado lançou um navio sobre as rochas e a tripulação esperava agonizada a morte certa.

A fúria do mar aumentava, e além de tudo, a noite chegava rapidamente.

Um bote de salva-vidas, com homens corajosos, apareceu e salvou os homens que já tinham perdido toda esperança.

Quando o bote de salva-vidas chegou à praia, João Holden gritou perguntando se todos foram salvos, e a resposta foi: “Todos, menos um homem.”

“E por que não o trouxeram?”

Os homens responderam: “Teríamos colocado em risco a vida de todos, por este motivo o deixamos sobre o navio encalhado.”

Então João disse: “Todos os homens que trabalharam no resgate estão exaustos, quem dos outros quer ir comigo para buscar aquele homem que ficou no navio?”

Seis homens fortes se prontificaram, mas neste mesmo instante veio a mãe de João, agarrou-se ao pescoço de seu filho e disse: “João não vá. Seu pai foi tragado pelas águas enfurecidas, e faz dois anos que seu irmão Guilherme embarcou e nunca mais foi visto. Você é o meu único filho em quem posso confiar e que pode me sustentar. Quem cuidará de mim, se as ondas irão engolir também você?”

João arrancou as mãos de sua mãe de seu pescoço e disse: “ Mãe, há um homem morrendo lá fora. Eu devo ir. Se o mar me tragar, Deus cuidará da Sra., estou certo disso.”

Beijou sua mãe e foi, juntamente com os demais homens para a escuridão da noite.

Encontraram o homem, ainda agarrado no navio, conseguiram tirá-lo e voltaram com ele.

Ao aproximar-se da praia, João Holden gritou: “Salvamos o homem, e digam a minha mãe, que ele é o meu irmão Guilherme.”

Entendemos o nosso compromisso de buscar aquele homem que está morrendo lá fora?

Sabemos o que representa a vida e a alma de um homem que é nosso irmão?

Temos ainda sentimentos por aquele homem estranho que está morrendo lá fora?

Ou estamos apenas preocupados com nosso bem-estar e nossa segurança, não nos importando por aqueles que estão morrendo lá fora?

Quem está disposto a sair conosco para salvar as pessoas que não podem sair das águas geladas sem que alguém lhes estenda a mão?

Quem está disposto a arriscar sua vida para salvar outros?

Quem está disposto a sacrificar sua segurança, sua tranqüilidade, seu bem-estar e colocar em jogo a sua vida no resgate de outros?

Segundo o filme “O Titanic” a Sra Rose, uma sobrevivente encontrada pelo produtor do filme disse:

“Quando o Titanic afundou, 1500 pessoas caíram no mar. Havia 20 barcos nas proximidades do naufrágio, somente um único (O Carpathia)  voltou para socorrer os náufragos.

Os 19 navios se evadiram do lugar e não prestaram socorro às 1500 pessoas que, em sua maioria morreram congeladas, boiando em seus salva-vidas.

Milhões de cristão são omissos para com os “náufragos” que morrem sem Deus e sem Jesus.

Que será daqueles que enterraram seus dons e talentos e não os usaram para resgatar os perdidos?

Que será daqueles que simplesmente tinham muitas ocupações e não foram ajudar os perdidos?

Que será daqueles que simplesmente não fizeram nada pelos perdidos?

O capitão de um navio não socorreu as vítimas de um naufrágio, pois queria vender suas mercadorias. (não sei se foi um dos 19 navios que se evadiram do lugar da tragédia)  O capitão foi levado ao tribunal e condenado à prisão.

Lamentando, ele se desculpava dizendo: “Sr. juiz, eu não fiz nada de mal. Por que sou condenado?” O juiz respondeu: “É exatamente por que o Sr. não fez nada, por este motivo é condenado.”

A omissão do crente que não quer ajudar no serviço de salvamento, é crime contra o irmão que está morrendo lá fora. 

Segundo o filme, a Sra. Rose disse que foram salvos somente 6 pessoas, (entre estas estava Rose) entre as 1500 que caíram no mar. Tudo porque o socorro chegou tarde demais. As águas geladas mataram os sobreviventes nas águas do Atlântico Norte.

Não estamos falando apenas em visitar os cultos e estudos bíblicos.

Não nos referimos apenas à fidelidade nos dízimos e nas ofertas que devemos oferecer para a evangelização.

Não falamos apenas em testemunhos esporádicos que todos nós damos do amor de Deus.

Estamos convidando você para tudo isso e muito mais, para formar uma equipe de SALVA-VIDAS  das almas que estão gritando por socorro.

Estamos convidando para um trabalho de resgate de pessoas que estão a poucos passos do inferno.

Estamos convidando para investir seu corpo e sua alma no resgate de nossos irmãos que estão morrendo lá fora.

Seu irmão está morrendo lá fora.

Muitos que hoje são chamados de irmãos, ainda há  alguns anos estavam morrendo lá fora no pecado.

Muitos deles navegavam cantando e dançando para o inferno, nunca pensaram em pedir socorro, pois não sabiam que seu “Titanic”  navegava para o inferno.

Quero relatar alguns breves testemunhos de pessoas, que eram nossos irmãos, mas ainda estavam lá fora e precisavam de nosso socorro.

Alguns deles viviam muito bem, sem preocupação; sentados em confortáveis poltronas. Mas, caindo no precipício do inferno:

Narci e Hilaine Mensch

Creio que uma das pessoas que mais transmite alegria é  Hilaine Mensch.

Ela sabe sorrir e traz felicidade onde quer que esteja. Assim ela foi antes de sua conversão a Cristo, e assim é depois. Mas, o casal estava mergulhando no abismo da eterna separação de Deus, em viagem com festa a todo vapor.

Certo dia Hilaine encontrou a salvação em Cristo.  Algum tempo depois também o esposo foi achado pela graça de Deus.

Mas, tudo começou quando um dia, um de seus filhos chegou à Hedwich Tierling e disse: “Tia, você não pode me dizer onde existe uma benzedeira, que possa me ajudar, pois eu preciso de ajuda.” Hedwich Tierling lhe disse: “Jovem você precisa é de uma igreja. Procure um pastor, fale com ele. Deus pode lhe ajudar.”

Este jovem ainda não foi resgatado, mas seus pais foram salvos, não por uma feiticeira, mas pelo amor de Deus.

Naqueles dias a família Mensch era estranha e nada significava para nós. Mas, já imaginaram o que aconteceria entre a igreja, se alguém hoje dissesse que o Narci e a Hilaine estão lá fora sobre um navio encalhado?

Ivo e Sônia Scheitel

Quem sabia onde estava Ivo e sua esposa Sônia há  alguns anos atrás?

Jamais alguém imaginava que ele seria o nosso irmão. Algumas vezes sua esposa chegava ao meu escritório. Chorava amargamente. Tremíamos juntos, pois percebíamos claramente que o “Titanic” da família já estava afundado.

Quando telefonei para o Ivo, perguntando se poderia relatar seu testemunho, eu queria saber também quando foi que sua vida foi resgatada. Ele disse: “Foi no dia 29 de setembro, há dois ou três anos atrás.” E disse mais:  “Pastor, pode contar tudo de minha vida.” Hoje ele é nosso irmão, pois alguém lhe estendeu a mão. Cristo lhe estendeu a mão e a família Scheitel pôde ser resgatada das águas que os arrastavam para o inferno.

Famílias Gruber

Arci Pfeifer trabalhava na casa de Olinda Kurz, irmã de Hulda Gruber. A jovem gostava de cantar e convidou a família para os cultos.

A vovó, Ana Sapka, foi a primeira a ser resgatada por Cristo.

Elizane, a neta de Ana, foi a segunda a aceitar a Cristo. Elizane é hoje a esposa do pastor Günter Müller, converteu-se certa noite no velho fusquinha da Igreja, em frente a casa, quando a levamos para casa, pois ela era muito jovem.

Também o pai, Albino e sua esposa Hulda Gruber  foram resgatados pelo braço forte de Jesus. Naquela época Albino estava prestes a naufragar pela bebida alcoólica.

Os três filhos homens: Nahor, Aleri e Norli, também foram resgatados pelo forte braço do Salvador, como também a filha caçula, Nirvane.

No dia do falecimento de João Pedro o genro, Jair Triches queria ir para o baile. Mas, foi convidado para o culto, pois dizia seu amigo Aleri: “Faleceu meu amigo João Pedro. Ele bebia.” Este curto convite mudou o rumo da vida do jovem. 

Jair não foi para o baile, mas chegou à igreja. Sua vida foi resgatada no domingo, depois do sepultamento do jovem pai, João Pedro Albino.

Uma grande árvore genealógica foi resgatada pelo cântico  alegre de Arci Pfeifer e os constantes convites para os cultos.

 Ismael e Amália Morosov   

Quem sabia que Ismael Morosov estava morrendo lá fora, sendo tragado pelas ondas da cerveja? Se ele hoje é nosso irmão, por que ele não o teria sido naqueles dias? Faltava apenas que ele     fosse resgatado.

Certo dia, conforme seu testemunho dado na igreja, na empresa onde trabalhava, o exame de sangue colocou-o diante da realidade: indicando que seu quadro clínico já era o de um alcoólatra.

Mas, a palavra de Deus atingiu fortemente o coração deste homem.

Durante uma visita em sua casa, numa segunda-feira, ele e sua esposa Amália aceitaram a mão de Jesus que se estendeu para resgatar as suas  almas.

No último estudo bíblico Ismael me disse: “Quem esteve no ponto onde eu cheguei, deve saber que nunca pode tomar um gole. Pois aquele único gole pode fazer o vulcão adormecido entrar novamente em erupção.

A Palavra de Deus, os cultos e uma visita pastoral em sua casa, foi como um braço forte usado por Deus para resgatar a família de Ismael e Amália Morosov.

Nelson e Lurdes Mattes

Nelson Mattes estava sentados na igreja entre as pessoas, mas sua alma estava perdida, como os náufragos do Titanic. O tema da mensagem daquela noite foi: “O ponto de onde ainda é possível retornar”

Tudo começou no dia 18 de julho de 97. Lurdes Mattes,  naqueles dias, uma Sra. desconhecida, pediu ajuda espiritual na secretaria da Igreja.

Ela sentia-se perdida e estava aflita à morte, pois o “Titanic” de sua família estava afundando.

Eu não tive o que fazer, a não ser orar com ela e entregar sua família nas mãos do Senhor Jesus. Para nossa alegria, Deus não salvou somente a sua alma, salvou também o “Titanic,” o seu casamento.

Que alegria foi quando o esposo, Nelson Mattes, naquela noite, sentiu que chegou ao ponto de onde ainda seria possível retornar.

Naquela mesma noite de culto, Deus resgatou também o esposo das águas, antes que a família afundasse, e salvou também suas almas da condenação do inferno.

Por este motivo somos gratos pela “torre de vigília”  que temos em nossa clínica pastoral.  

Sempre temos um pastor de plantão, para atender aos chamados de socorro daqueles que querem salvar suas almas da morte eterna.

Cláudio e Tina Metzner

O resgate deste casal começou na clínica de Estética, de Tina. (As vezes não precisamos sair com barco de salva-vidas para o alto mar.)

Herta Tierling era uma cliente que sempre convidava para os cultos.

Certo dia Cláudio e Tina estavam muito felizes, pois souberam que estavam esperando o nascimento de sua filha Barbara.

Então Herta disse em tom claro e sério: “Antes de nascer esta criança, façam algo concreto com Deus. Permitam que esta criança nasça em uma família de Deus.”

Este foi o toque mais forte. Numa segunda-feira pela manhã, Cláudio e Tina compareceram ao meu escritório, e ali tomaram a forte mão de Jesus que os resgatou da perdição e da morte eterna. O trabalho de resgate foi o testemunho e o constante convite de uma cliente que, ao entrar na clínica, se transformou no mais importante salva-vidas da família Metzner.

Deus nos chama para sermos “pescadores” de almas.

Somos chamados para pescar almas.  Não para fisgar os “peixes” com anzóis e redes de traição. Somos chamados para estender-lhes as mãos.

Somos chamados para tirá-los das correntezas que os levam ao inferno.

Somos chamados para erguê-los para o os braços do Salvador Jesus e a “arca” da salvação, que é a igreja do Senhor.

Vamos fazer a nossa parte. No lugar onde o Senhor nos colocou. Com os dons que Deus nos equipou, para a pescaria de almas.

Vamos lembrar que é um resgate de vidas, que não irão para o fundo do oceano, mas para o fundo do inferno.

Vamos nos dar as mãos e formar uma grande corrente humana, de mãos que se estendem até o mais distante irmão, que ainda está perdido pelo Brasil, na África, na Ásia e em outros continentes.

Unidos cumpriremos nosso dever ou morreremos em pleno trabalho de resgate, mas não seremos covardes, e sim soldados valentes que lutam até o fim!

Não podemos sair sozinhos para socorrer os náufragos

É triste sentir-se sozinho, lutando contra as ondas furiosas que tentam tragar os nossos filhos e irmãos.

Sozinhos, nos ensaios do coral, do conjunto, nos dízimos e nas ofertas, perderemos a luta contra as ondas gigantes que a igreja precisa enfrentar.

Sozinhos no testemunho, no convite, na busca do mais religioso como do mais depravado cidadão, desmaiaremos exaustos da luta.

Sozinhos no cuidado e na proteção do rebanho, ficamos sem condições de defender aqueles que já foram resgatados.

Precisamos de sua participação inteligente.

Precisamos do calor de suas mãos. Precisamos da força de seu braço para socorrer e levar até em casa, aqueles que salvamos das correntezas do mar da vida.

Você vai nos ajudar nesta missão de resgate do seu irmão que ainda está lá fora?

Solicite nossa literatura para seu trabalho de Evangelização, escrevendo ao nosso endereço.  

Você também pode ajudar!

Você ainda está se afogando depois do naufrágio de sua família? Sabe que precisa da mão estendida do Salvador para retirar sua vida da perdição?

Entregue agora a sua alma ao Senhor em uma sincera oração. Clame pelo nome de Jesus. Peça que Ele salve sua vida da eterna condenação.

Diga ao Senhor: “Jesus, salva agora a minha alma. Apaga todos os meus pecados. Eu creio que o Senhor é o meu Salvador. A partir deste momento quero viver em plena comunhão com o Senhor pelo Espírito Santo. E desejo ajudar a salvar a vida de outros que estão se naufragando. Em Tuas mãos, Senhor Jesus, entrego a minha alma. Amém”

Ouça a:

“Hora da Irmandade Cristã”

O programa radiofônico internacional das Organizações Ecos da Liberdade, apresentado pelo Pr Mário Hort

Ondas curtas:

Curitiba – PR  – Rádio Marumbi

Aos domingos – 8,00h às 8,30h Fixa 25 – 31 e 49m  e em AM.

Rádio HCJB – Quito, Equador

Faixa  25 – 11.925 khz –16m-17,490

As terças-feiras, das 21:00 às 21,15h

Angola e Moçambique

Rádio HCJB as quartas-feiras 5,30h-Angola e 6,30 h Moçambique.(h. de Brasília) 

Este livreto foi impresso graças a iniciativa dos “Missionários” que se propuseram a pagar os custos da 1º edição de 3.000 de exemplares.

Os “Missionários” são:

Jacob e Susi Klassen

Gerson e Liane Schneider  

Você deseja participar do próximo grupo de “missionários” para divulgar a mensagem do Evangelho de Cristo? Comunique-nos ainda hoje sua decisão.

Necessitamos de sua participação na divulgação do Evangelho de Cristo por rádio e literatura.

Não podemos salvar os náufragos de mãos vazias. É preciso oferecer material apropriado para as pessoas que querem levar a mensagem de salvação aos que estão naufragando.

A contribuição de outros colocou em suas mãos este livreto gratuitamente.

Ajude você também!

Endereço bancário:

Bradesco:

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(Envie-nos o comprovante de depósito)

Solicite este tema em CD ou fita K7 pagando somente o preço de custo do material virgem.

Solicite gratuitamente os livretos para seus trabalhos de evangelização.

Oferecemos os seguintes temas:

“O ponto de onde ainda é possível retornar”

“Que é o homem para que Deus lembre-se dele?”

“O Senhor vai bater a sua porta”

“O que acontece quando Deus entra em campo”

“Você também é responsável”

“A melhor notícia de todos os tempos”

Organizações Ecos da Liberdade

C. P. 100

85 960 000 M. C. Rondon, PR – Brasil

Telefone – FAX 045 254 14 83

E-Mails: hort@rondonet.com.br

A Conversão do PIOR Homem do Mundo

INTRODUÇÃO

1. A história está eivada de homens maus

Os anais da história estão repletos de homens que deixaram um rastro sombrio na nossa lembrança: Homens facínoras, assassinos, feiticeiros, monstros bestiais, pervertidos celerados e déspotas sanguinários. Homens incendiários como Nero. Homens traidores como Judas. Homens perversos como Hitler. Homens truculentos como Mao Tse Tung.

Mas, talvez, nenhum homem tenha excedido em perversidade a Manassés. Esse rei foi o décimo terceiro rei de Judá. Reinou 55 anos, de 697 a 642 a.C. Seu nome significa “Aquele que esquece” e ele esqueceu-se de Deus.

2. Poderia a graça de Deus alcançar aqueles que descem até às profundezas da degradação?

Normalmente achamos que há pessoas irrecuperáveis. Que há pecadores que estão fora do alcance da graça. A história de Manassés vai nos mostrar que não há poço tão fundo que a graça de Deus não possa ser mais profunda. A graça é maior do que o pecado. Onde abundou o pecado superabundou a graça.

I. OS PRIVILÉGIOS DE MANASSÉS

1. Ele era filho de um pai piedoso

Ele cresceu bebendo o leite da verdade e sugando o néctar da piedade. Ele cresceu num lar onde Deus era conhecido e amado. Mas a piedade dos pais não é garantia que os filhos seguirão o mesmo caminho. Manassés tinha exemplo. Tinha modelo dentro de casa. Seu pai promoveu uma grande reforma espiritual em Judá depois do desastrado reinado de Acaz. Ele limpou a casa de Deus.

2. Ele assumiu o trono ainda jovem – v. 1

Manassés nasceu num berço de ouro e começou e assumiu o trono de Jerusalém com doze anos de idade. Ele só teve privilégios na vida. Ele esbanjou suas oportunidades. Ele desperdiçou todas as coisas boas que Deus estava lhe dando desde cedo na vida.

3. Ele teve o reinado mais longo de Judá – v. 1

Ele teve muito tempo para andar com Deus, para fazer o que era certo e para arrepender-se dos seus pecados. Ele governou 55 anos e nesse tempo ele fez o que era mau perante o Senhor. Ele entupiu Jerusalém e a Casa de Deus de idolatria e se prostrou em altares de estranhos deuses, provocando o Senhor à ira.

4. Ele teve a advertência de Deus – v. 10

Deus não o deixou errar sem advertência. Deus o alertou, o corrigiu. Enviou-lhe profetas, mas ele e o povo não quiseram ouvir a voz de Deus. Fecharam o coração. Endureceram a cerviz. Taparam os ouvidos à Palavra e à voz da consciência.

II. OS PECADOS DE MANASSÉS

1. Ele liderou o povo a pecar contra Deus v. 2,9

Manassés foi um líder mau. Ele usou sua influência para desviar as pessoas de Deus. Ele levou sua nação a fazer coisas piores do que as nações pagãs (v. 9). Ele tornou a edificar os altos, liderou o povo na adoração de Baal. Ele se prostrou diante de todo o exército dos céus (v. 3). Ele adorava as estrelas. Ele tornou-se um viciado em astrologia. Ele tornou-se um místico inveterado. Tornou-se um apóstata, um náufrago na fé.

2. Manassés profanou a Casa de Deus – v. 4,5,7

Ele fez pior que Acaz que fechou a casa de Deus. Ele introduziu ídolos abomináveis dentro da Casa de Deus. Ele profanou a Casa de Deus. Ele insultou a santidade de Deus e do culto.

3. Ele se tornou um feiticeiro inveterado – v. 6

A feitiçaria de Manassés chegou a ponto dele sacrificar seus próprios filhos a Moloque. Ele era adivinho. Era agoureiro. Praticava feitiçaria. Tratava com necromantes. Ele consultava os mortos. Ele era feiticeiro, espírita, pai de santo. Ele provocava o Senhor à ira.

Há muitas pessoas mergulhadas até o pescoço com feitiçaria, com espiritismo, com astrologia, com consulta aos mortos, com misticismo pagão.

4. Ele derramou muito sangue inocente – 2 Rs 21.16

Ele matou seus próprios filhos. Matou filhos de outras pessoas. Ele mandou cerrar ao meio o profeta Isaías. Flávio Josefo diz que todos os dias se sacrificavam pessoas em Jerusalém a mando de Manassés. Ele era um homem mau, virulento, truculento, assassino e sanguinário.

III. O JUÍZO DE DEUS SOBRE MANASSÉS

1. A prisão de Manassés – v. 11

Quem não escuta a voz da Palavra, escuta a voz da chibata. Quem não atende a voz do amor, é arrastado pela dor. O rei da Assíria prende Manassés com ganchos, amarra-o com cadeias e o leva cativo para a Babilônia.

2. A humilhação de Manassés – v. 11,12

Manassés desceu ao fundo do poço. Ele é arrancado do trono, de Jerusalém. É levado como um bicho, com canga no pescoço, em anzóis em sua boca e jogado numa prisão. Ele é levado para a Babilônia, o centro da feitiçaria do mundo. Os ídolos da Babilônia que ele adorava não puderam livrá-lo.

3. A angústia de Manassés – v. 12

O pecado não compensa. Quem zomba do pecado é louco. O homem será apanhado pelas próprias cordas do seu pecado. Manassés está cativo, algemado, angustiado. Quem não escuta a voz, escuta a vara.

IV. A CONVERSÃO DE MANASSÉS

1. A infinita graça de Deus – v. 13

Quando lemos essa história temos a vontade de dizer: agora bem feito! Ele deve pagar por todas as suas atrocidades. Mas, este homem clama a Deus e o Senhor o salva. Deus é rico em perdoar. Ele tem prazer na misericórdia. Não causa perdida para ele.

Deus mandou Manassés para a prisão, para não mandá-lo para o inferno. É um acidente, uma doença, uma tragédia familiar. Deus está pronto a mover o céu e a terra para que você não pereça.

2. A humilhação de Manassés – v. 12

A conversão começa com o arrependimento, com a tristeza pelo pecado, com a consciência de que temos feito o que é mau perante o Senhor. Manassés muito se humilhou perante Deus. Ele caiu em si. Ele reconheceu seu erro. Ele não se justificou, nem endureceu seu coração. Ele se curvou, se humilhou. Se arrependeu.

3. A oração de Manassés – v. 12

Manassés vivera toda a sua vida invocando os mortos, adorando os ídolos, levantando altares aos deuses pagãos. Mas, agora, na hora do aperto, ele ora ao Deus do céu e este atende ao seu clamor. Clame por Deus. Grite por socorro. Levante a sua voz. Ainda há esperança para a sua alma.

4. A salvação de Manassés – v. 13

Quando Manassés voltou-se para Deus, Deus voltou-se para ele. Restaurou sua vida, seu reino, sua alma. Manassés, então reconheceu que o Senhor é Deus. Deus o aceitou. Deus o restaurou. Deus o levantou. Deus restituiu o seu reino.

5. As provas do arrependimento de Manassés – v. 13-16

a) Aceitação – (v. 13) – Os ouvidos de Deus estão abertos, suas mãos estão estendidas para você. O Pai está pronto a receber o pródigo de volta e fazer uma festa. Não importa quão longe você tenha ido e quando profundo o poço que você tenha caído, Deus está pronto a perdoar você e aceitar você de volta para ele.

b) Iluminação – (v. 13) – “Então reconheceu Manassés que o Senhor era Deus”. Deus pode abrir os olhos da sua alma nesta noite. Ele pode abrir seu coração para crer. Ele pode tirar a cortina dos seus olhos. Ele pode dar a você entendimento espiritual. Ele pode revelar a você a glória do seu Filho Jesus Cristo.

c) Reforma – (v. 15) – Manassés fez uma faxina na Casa de Deus e na sua vida. Ele tirou toda a abominação que ele mesmo tinha colocado na Casa de Deus. Arrependimento implica em mudança.

d) Consagração – (v. 16) – Manassés não apenas tirou o que estava errado, mas restaurou o altar do Senhor. Ele começou a buscar a Deus novamente. Ele se voltou para Deus de todo o seu coração. Ele foi convertido a Deus e passou a consagrar-se a Deus, liderando sua nação a voltar-se para o Senhor.

CONCLUSÃO

Vamos ver algumas lições:

1) A piedade dos pais não é garantia que os filhos vão andar com Deus;
2) A vida longa não é segurança do favor de Deus;
3) Não há grau de impiedade que esteja além do alcance da graça de Deus e do perdão de Deus;
4) Não espere uma tragédia em sua vida para você voltar-se para Deus.
5) O pecado é algo que Deus abomina e jamais ficará sem julgamento;
6) Hoje é o dia de você voltar-se para Deus de todo o seu coração;
7) Se você voltar-se para ele nesta noite, agora mesmo, ele ouvirá seu clamor e restaurará a sua alma, dando-lhe a salvação!

Rev. Hernandes Dias Lopes

Em julho de 2007