Quem precisa de cura interior (?)

Maluco por Jesus

  • Você se aceita assim como você é  (aparência, limitações, cor, sexo, casado, solteiro, situação econômica). Ou usa de vários artifícios para mudar?

Þ  Se eu não gosto de mim dificilmente vou gostar dos outros.

Þ  É impossível agradar uma pessoa que não está contente consigo mesma.

Þ  Se você fosse desenhar a si mesmo, como se desenharia?

Þ  Você aceita as responsabilidades de ser homem ou mulher?

Þ  Aceita a si mesmo sem revolta?

 

  • Você se acha, ou acha que as pessoas lhe consideram uma pessoa amarga?

Þ  não tolera a si mesmo.

Þ  Está sempre de mau humor.

 

  • É difícil para você se aproximar de outras pessoas, estabelecer diálogos, romper ambientes?

Þ  Medo de rejeição (não ser aceito)

Þ  Timidez   (esconde o verdadeiro “eu”)

Þ  Carência

Þ  Complexo de inferioridade

 

  • Você está sempre na defensiva ou sempre no ataque? Desconfia de todos?

Þ  Por desconfiar fica na defensiva

Þ  Por desconfiar ataca.

Þ  Não se abre para relacionamentos

Þ  É ferino

 

  • Quando você vai numa reunião você vai cumprimentar os outros? Ou  fica esperando que eles venham?

Þ  Fica observando quem não veio cumprimentar.

Þ  Fica chateado com isso.

 

  • Você acha que é demasiadamente tímido, áspero ou duro com os outros?

Þ  Se passa por humilde.

Þ  Sempre dá respostas grosseiras.

 

  • Você usa com freqüência ironias, zombarias, sendo ferino em suas observações? (Sarcástico)

Þ  Faz caretas trejeitos

Þ  É irreverente

 

  • Você usa ares de suficiência, prepotência com os outros?  (Auto-suficiência)

Þ  Não existe complexo de superioridade. Isso é apenas uma capa para esconder um sentimento de inferioridade e insegurança

 

  • Você tem dificuldade de olhar nos olhos das pessoas para conversar?

Þ  Medo de se expor

Þ  Pode estar escondendo algo

 

  • Você faz caretas, trejeitos ao conversar? É hipócrita, superficial? (fermento, máscara para impressionar)

Þ  Hipócrita – ator

Þ  Você é o que é na sua intimidade (em casa)

 

  • Você acha que as tarefas que os outros fazem são sempre mais importantes que as suas?

Þ  Nunca está contente com o que faz.

Þ  Se acha sem valor.

_____________________________________________

Salmo 139

 

Senhor, tu me sondas, e me conheces.

Tu conheces o meu sentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Esquadrinhas o meu andar, e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos.

Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces.

Tu me cercaste em volta, e puseste sobre mim a tua mão.

Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim; elevado é, não o posso atingir.

Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença?

Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também.

Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, ainda ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.

Se eu disser: Ocultem-me as trevas; torne-se em noite a luz que me circunda; nem ainda as trevas são escuras para ti, mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.

Pois tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe.

Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.

Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e esmeradamente tecido nas profundezas da terra.

Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles.

E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grande é a soma deles!

Se eu os contasse, seriam mais numerosos do que a areia; quando acordo ainda estou contigo.

Oxalá que matasses o perverso, ó Deus, e que os homens sanguinários se apartassem de mim, homens que se rebelam contra ti, e contra ti se levantam para o mal.

Não odeio eu, ó Senhor, aqueles que te odeiam? e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti?

Odeio-os com ódio completo; tenho-os por inimigos.

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno.”

in http://www.adoracao.com

https://malucoporjesus.wordpress.com

Você não ama se não conhece a Deus

Cordeira Única e o Pastor

Em seu livro Mortal Lessons: Notes on the Art of Surgery (Lições Mortais: Notas sobre a Arte Cirúrgica), o Dr. Richard Selzer descreve o seu encontro com uma jovem depois de ter removido um tumor do rosto dela. A cirurgia exigira o corte de um nervo facial, deixando um lado da boca paralisado e torto. O médico estava preocupado com a reação da mulher e do marido à nova aparência dela.

“O marido está no quarto. Ele se colocou do lado oposto da cama e, juntos, eles parecem habitar na luz noturna. Isolados de mim, distantes num mundo só deles. Quem são, pergunto a mim mesmo, ele e esta boca torta que eu fiz, que se fitam e se tocam generosamente, avidamente?

“A jovem mulher pergunta: ‘Vou ficar sempre assim?’. Eu respondo: ‘Sim, o nervo teve de ser cortado.’ Ela concorda em silêncio com um aceno de cabeça. Mas o jovem sorri. ‘Eu gostei, ficou bonitinho.’

“Na mesma hora descubro quem ele é, compreendo e abaixo os olhos. É impossível não se emocionar ao encontrar um deus. Sem se importar, ele se inclina para beijar a boca repuxada dela e estou tão perto que posso ver como torce os lábios para se acomodar aos da mulher, para mostrar-lhe que o beijo deles ainda tem valor. Lembro-me de que os deuses apareceram na Grécia antiga como mortais, seguro a respiração e deixo o prodígio envolver-me.”1

Conforme sugerido pelo Dr. Selzer, o amor é uma qualidade divina. Mas não somos deuses. O amor é algo que os seres humanos precisam e expressam, mas não é a nossa natureza básica. É algo que possuímos, e não algo que somos. O amor reside em nós e opera por meio de nós mediante a presença do Espírito Santo, mas a sua fonte está além de nós. Desde que o amor é um absoluto, ele nunca muda. Portanto, a fonte suprema do amor deve ser tão imutável quanto o próprio amor. Como cristãos, identificamos nosso Deus imutável como a fonte do amor. A Bíblia afirma claramente: “Deus é amor” (I João 4:16). Em contraste com a Sua criação humana, Deus não tem amor, Ele é amor. A atividade do alvor de Deus flui da Sua natureza de amor. Quando Deus ama, Ele está simplesmente sendo Ele mesmo.

Nenhuma ética importante do amor pode evitar o conhecimento do Deus de amor revelado na Escritura. O mandamento para amar nada significa se não soubermos o que o amor é, e o significado do amor está arraigado em Deus. João escreveu, “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (I João 4:8). A ética do amor cristão não é mais segura do que a sua fonte e não pode ser mais aplicável à vida do que o nosso conhecimento da Sua lei.

Como obtemos este conhecimento do amor de Deus? Há duas fontes básicas: o mundo que nos rodeia e as Escrituras. Nossa experiência do amor de Deus na criação e nos relacionamentos humanos é a fonte geral do conhecimento sobre Ele. A Bíblia é uma fonte mais especifica. Vamos considerar ambas.

 

CERCADOS  PELA  NATUREZA  AMOROSA  DE  DEUS

 

A chuva de primavera cai docemente sobre a sua pequenina horta no quintal. Os pingos gotejam nas folhas e nos pés de tomate, abobrinha, alface e cenoura que prometem uma deliciosa colheita de verão. Você não consegue vencer o espanto. Há poucas semanas não havia nada ali senão terra. Você plantou as sementes, regou-as e ficou vigiando diariamente. O sol quente da primavera fez brotar as plantinhas verdes da terra úmida. Quase diante de seus olhos as sementinhas produziram boa quantidade de lindos vegetais, o suficiente para alimentar sua família e dividir com os vizinhos. Você pensa nos fazendeiros que plantam centenas de acres de cereais e outros produtos comestíveis, ganhando a vida com eles. Pensa nos pobres dos países do Terceiro Mundo que cultivam o pouco que podem, a fim de pelo menos sobreviver. Imagina então se eles também reverenciam o milagre da semente, chuva, sol e colheita.

Nossa experiência de vida neste mundo nos informa de que há um Deus que se importa com a Terra que Ele criou e com as criaturas que vivem nela. Paulo pregou aos incrédulos de Listra: Deus “não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo os vossos corações de fartura e de alegria” (At. 14:17). O salmista disse sobre Deus: “Abres a tua mão e satisfazes de benevolência a todo vivente” (Sal. 145:16). Deus prometeu a Noé: “Enquanto durar a terra não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite” (Gên. 8:22). A produtividade abundante e oportuna da terra, sua mistura agradável de simetria e contraste, sua beleza sensorial admirável, e seu desenho complexo – do macrocosmo do espaço ao microcosmo da esfera das subpartículas – é um testemunho do amor de Deus mantendo a Sua promessa através dos milênios.

Paulo falou da nossa completa dependência do Criador amoroso, lembrando aos filósofos não-cristãos na Colina de Marte que Deus “nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais” (At. 17:25). O testemunho da natureza é suficiente para convencer cada ser humano da existência e provisão de um Deus que nos fez e cuida de nossas necessidades. Paulo escreveu, “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis” (Rom. 1:20). A natureza é um testemunho constante e claro da existência de um Deus de amor.

Nosso conhecimento do amor de Deus no mundo que nos rodeia não fica limitado ao que geralmente chamamos de natureza. Deus revelou também o Seu amor por meio do amor da Sua criação humana. O apóstolo João declarou: “O amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus, e conhece a Deus” (I João 4:7). O terno amor de um pai pelo filho, o amor generoso e íntimo entre marido e esposa, e o amor perseverante e dedicado dos amigos de uma vida são evidências de que o Deus que nos criou é um Deus de amor. Toda vez que alguém serve um inválido, fornece refeições a um amigo doente, doa dinheiro ou materiais a vítimas de catástrofes naturais, ajuda um vizinho a trocar a mobília de lugar, ou faz qualquer outro serviço de amor, o amor de Deus é refletido no comportamento humano. Como cristãos, sabemos que somos instrumentos do amor de Deus para outros, pois “o amor de Cristo nos constrange” (2 Cor. 5:14). O amor procede de Deus e os que experimentam o amor verdadeiro, crentes ou não, sentem que há um Deus que se importa.

O amor em nosso mundo é evidentemente distorcido. O pecado e a doença no coração da humanidade transformaram o amor em orgulho, ódio e vingança. O conflito, a inveja e a amargura separaram indivíduos, famílias, raças, grupos socioeconômicos e nações. Todavia, o amor humano é universal. Todas as culturas têm alguma consideração pela decência e respeito nos relacionamentos humanos, como demonstrado em suas leis civis e seus códigos morais. Por exemplo, os hunos de Átila podem ter sido selvagens em seu ódio e destruição dos inimigos, mas amavam suas mulheres, filhos e amigos. A exceção talvez do mais odioso, sádico ou diabólico dos criminosos, teríamos dificuldade para encontrar um indivíduo em todo o mundo que não amasse alguém: um pai ou mãe, um irmão, um mentor, um cônjuge. O mais leve vislumbre de amor no coração humano evidencia a marca do Deus amoroso que nos criou.

 

PALAVRA  FINAL  SOBRE  O  DEUS  DE  AMOR

 

O conhecimento mais explícito do amor de Deus é derivado da Bíblia. Em literalmente centenas de referências de ambos os Testamentos tomamos conhecimento do amor de Deus. Alguns capítulos inteiros, tais como 1 Coríntios 13 – chamado “capítulo do amor” – , são dedicados ao amor. O amor é o tema dominante em livros como Oséias, o evangelho de João e a primeira epístola de João. Segundo Jesus, o amor é o tema supremo da Escritura. Ele disse: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mat. 22:37-40).

No Antigo Testamento, a Lei (os cinco primeiros livros) e os Profetas (os dezessete últimos livros – Mat. 5:17; Luc. 24:27) resumem as instruções de Deus sobre como viver em relação amorosa com Ele e com outros. O resultado desses relacionamentos é descrito nos livros de história e celebrado nos livros de poesia. Quando Jesus disse “Toda a lei e os profetas”, Ele indicou que o amor de Deus permeia o Antigo Testamento. Ao entregar os Dez Mandamentos, Deus prometeu amar “até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos” (Êxo. 20:6). O salmista insere repetidamente a frase: “A sua misericórdia (amor) dura para sempre” (Sal. 136:1 ss.).

Outra frase que descreve a natureza amorosa de Deus, como Ele se revelou a Moisés, é também repetida em todo o Antigo Testamento: “Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado” (Êxo. 34.6,7; veja também Núm. 14:18; Neem. 9:17; Sal. 86:15; 103:8, 145:8; Joel 2:13).

Como indica a experiência de Jonas, o amor de Deus não fica limitado a Israel. Jonas confessou o interesse de Deus pela ímpia Nínive: “Sabia que és Deus clemente, e misericordioso, tardio em irar-se e grande em benignidade, e que te arrependes do mal” (Jonas 4:2). As boas-novas do amor eterno de Deus permeiam o Antigo Testamento de Gênesis a Malaquias.

O amor de Deus se realiza no Novo Testamento, como visto no centro da mensagem bíblica do amor, João 3:16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João ampliou este tema central na sua primeira epístola: “Nisto se manifestou o amar de Deus em nós, em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele” (1 João 4:9). Jesus disse: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém à própria vida em favor dos seus amigos” (João 15:13). O apóstolo João reforçou o pensamento, acrescentando a importância do exemplo de Cristo para nós: “Nisto conhecemos o amor, em que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1 João 3:16).

Paulo se maravilhou por Deus ter agido em amor muito antes que soubéssemos da nossa necessidade do Seu amor: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rom. 5:8). O sacrifício do santo Filho de Deus para remir a raça humana pecaminosa é a quintessência do amor. Não admira que João exulte: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus” (1 João 3:1).

As Escrituras nos asseguram também que Deus é tenaz, e não tênue, em Seu amor por nós. Romanos 8:35, 38, 39 nos dá uma visão estimulante e encorajadora do compromisso de amor de Deus conosco: “Quem nos separará do amor de cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? […] Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”.

O amor de Deus ecoa por todo o Novo Testamento. Vemos o amor de Deus Pai por Seu Filho (Mat. 3:17; Mar. 9:7) e o amor do Filho pelo Pai (João 14:31). Jesus declara que Seu amor por nós tem como modelo o amor do Pai por Ele (João 15:9). Recebemos ordem para corresponder ao amor do Pai por nós, amando a Deus (Mat. 22:37) e amando aos outros (João 13:34,35; Rom. 13:8; 1 Ped. 1:22; 1 João 4:7), inclusive os nossos inimigos (Mat. 5:44). Mas, mesmo quando amamos, nossa capacidade para isso tem origem em Deus e na Sua natureza amorosa: “Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou, e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 João 4:10).

 

DEUS  DE  AMOR  E  DEUS  DE  IRA

 

“Espere um pouco”, muitos irão interromper. “Se Deus é um Deus de amor, por que Ele criou o inferno e por que envia gente para lá?” Boa e importante pergunta. A Bíblia diz que Jesus, que amou tanto o mundo e morreu por ele, irá um dia “tomar vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” (2 Tess. 1:8,9). Para os incrédulos, Jesus dirá: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mat. 25:41). Em sua visão, João notou que “E, se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago do fogo” (Apoc. 20:15). Este lugar é descrito como de tormento, do qual não se pode voltar (Luc. 16:23-26), um lugar em que “haverá choro e ranger de dentes” (Mat. 8:12). A existência de tal lugar não é incompatível com um Deus amoroso por natureza?

A resposta é não. O amor absoluto, longe de ser incompatível com o inferno, na verdade exige a sua existência. Ninguém pode forçar o amor de outra pessoa. Você escolhe amar a Deus; Ele não vai forçar o seu amor. Deus irá, naturalmente, fazer tudo em Seu poder amoroso a fim de oferecer-lhe o convite para amá-Lo. É esse o plano da redenção. Mas, quanto aos que o recusarem até o fim, Deus não violará a liberdade de eles escolherem o próprio destino. C.S. Lewis notou que só existem dois tipos de pessoas no Universo: os que dizem “Seja feita a Tua vontade” a Deus, e aqueles a quem Deus dirá “Seja feita a sua vontade”. Jesus lamentou, compadecido, o desejo de reunir o Seu povo como a galinha ajunta os seus pintinhos, “e vós não o quisestes!” (Mat. 23:37). O inferno é o lugar preparado por um Deus longânimo para os que se recusam a seguir o Seu caminho. Depois de ter tentado atrai-los, Deus irá finalmente dizer a alguns: “Está bem, faça o que quiser”.

Cruel? Sem amor? De modo algum. Pense um pouco: Se Deus permitisse que os incrédulos entrassem no Céu, isso seria pior que o inferno para eles. Como aqueles que detestam orar e louvar a Deus suportarão ser enviados para um lugar onde esta atividade é permanente? Se eles se sentem desconfortáveis durante apenas uma hora na igreja fazendo isto, pense no desconforto que sentirão se tiverem de continuar nessa prática para sempre. Desde que o Céu è um lugar onde as pessoas irão curvar-se e adorar a Deus, como poderia um Deus amoroso forçá-las a ir para lá quando elas não querem adorá-Lo, mas O odeiam ou O ignoram, como já fizeram nesta vida? É mais compatível com a natureza do amor divino não obrigar as pessoas a amá-Lo contra a vontade delas. Portanto, Deus é na verdade misericordioso com os incrédulos ao prover para eles um lugar que esteja de acordo com a rejeição que têm em relação a Ele.

Isto não significa que todos que vão para o inferno gostarão de estar ali. Pelo contrário, a descrição da Bíblia não deixa dúvidas de quanto esse destino eterno pode ser indesejável. As pessoas não querem ir para o inferno, mas ao recusar Cristo é para lá que vão. Esta é a razão por que devemos continuar insistindo para que os membros da família, amigos, vizinhos, colegas de escola e de trabalho se entreguem ao amor de Deus e sigam o Seu caminho. Esta é a razão pela qual advertimos os entes queridos e os estranhos das conseqüências de optar pela rejeição e seguir o próprio caminho. Cremos firmemente que aqueles que viraram as costas para Deus em ira ou apatia podem aprender a amá-Lo como nós fazemos. Todavia, Deus não forçará a ir para o Céu ninguém que não quiser estar lá com Ele. Por mais indesejável que possa ser a escolha de alguns, eles a fizeram e terão de viver com ela para sempre.

Você pode perguntar: “E se alguém que estiver no inferno mudar de idéia? Um Deus amoroso não irá livrar o indivíduo arrependido do inferno e transferi-lo para o céu – melhor tarde do que nunca?”. A resposta é Não. As pessoas só estão no inferno porque Deus sabe que nunca mudarão de opinião sobre Ele. Se outras mil oportunidades na vida as fizessem escolher o caminho dEle, Deus, em amor, teria dado a elas essas oportunidades. Mas, porque Ele sabe todas as coisas antecipadamente, inclusive o fato de que algumas pessoas nunca irão mudar de idéia, Deus as deixa ir e diz: “Aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo” (Heb. 9:27). Deus não deixou de demonstrar Seu amor por elas. Mas, lamentavelmente, nem mesmo o amor divino as conquistou. Deus ofereceu a oportunidade para que tivessem o que há de melhor, embora permitindo que cada um escolhesse algo inferior ao melhor planejado por Ele. Deus, que é todo amor, surpreendentemente permite o supremo insulto ao Seu amor: a rejeição.

Esta descrição do amor de Deus ajuda-nos a compreender melhor a ira de Deus. A ira é o resultado do amor rejeitado. C. S. Lewis observou muito bem que o único lugar do Universo onde as pessoas ficarão livres das perturbações do amor é o inferno. O inferno é onde o amor não funciona nem atrai mais, pois não é possível conquistar ninguém ali. Não se trata de Deus não mais amar. Seu amor radiante ainda brilha, mas o efeito é totalmente diverso quando o amor é rejeitado. O mesmo sol que derrete a cera também endurece o barro. A diferença não é a fonte de calor, mas a reação do objeto aquecido.

O mesmo acontece com o amor de Deus. Quando alguém não está disposto a corresponder ao amor de Deus, surge a ira. Se você já tentou alguma vez amar alguém que não quer ser amado, tem idéia da frustração do amor de Deus. Se você, obstinada ou orgulhosamente, rejeitou o amor que outros lhe estenderam, já experimentou então um pouco do inferno. É terrível necessitar de amor e querer amor, mas, ao mesmo tempo, não se abrir para alguém que nos ama. Os incrédulos são como baldes virados de cabeça para baixo sob as Cataratas do Niágara. “Onde está o amor de Deus e o Deus do amor?”, clamam eles. “Minha vida é vazia e sem significado.” Todavia, eles se recusam a voltar a vida para o outro lado e permitir que a cascata do amor infinito de Deus preencha a existência deles. Deus é amoroso; Seu amor flui como uma torrente poderosa, incessante. Ele quer o bem de cada indivíduo, mas o Seu amor não pode ajudá-los se eles não desejarem o bem maior, aceitando o Seu amor.

 

************************************************

 

Há muitas maneiras de aprofundar o nosso conhecimento e experiência do amor de Deus e do Deus de amor. Desde que a criação de Deus é uma expressão permanente do Seu amor, devemos estudar e apreciar o que Deus fez. O rei Davi escreveu: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres? E o filho do homem, que o visites?” (Sal. 8:3,4). A Escritura nos convida a “considerar” o que Deus fez, olhar para a Sua marca amorosa em tudo o que nos rodeia e louvá-Lo pelo Seu cuidado amoroso.

Desde que os relacionamentos humanos refletem a natureza do Deus de amor, devemos encorajar e afirmar o amor humano generoso onde quer que o encontremos. Um adesivo num pára-choque sugere: “Pratique casualmente atos de bondade”. A Bíblia diz isso da seguinte forma: “Enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos” (Gál. 6.10). Os indivíduos que amam e servem aos outros abnegadamente em nome de Cristo devem ser nossos heróis. Fique perto e aprenda deles, imitando-lhes o espírito de amor.

Acima de tudo, visto que o amor de Deus e o Deus de amor são claramente apresentados na Sua Palavra, devemos conhecer as Escrituras. Estude os atos amorosos de Deus na história bíblica, desde a criação até a redenção. Familiarize-se com as atitudes amorosas de Deus como declaradas em Seus mandamentos, nos ensinamentos de Jesus e nos escritos dos apóstolos. Sacie-se com os hinos e poemas dos salmos, muitos dos quais são cânticos de amor a Deus. Quanto mais conhecer a Palavra de Deus, tanto mais você conhecerá a Deus. E, quanto mais conhecer a Deus, tanto mais claramente ouvirá o pulsar do coração de amor dEle.

 

PERGUNTAS  DIFÍCEIS  E  RESPOSTAS  DIRETAS  SOBRE  O  AMOR  DE  DEUS

 

Se a natureza é uma expressão do amor de Deus, por que Ele permite males naturais, tais como terremotos, furacões, inundações e doenças, que matam centenas de pessoas todos os anos?

As catástrofes naturais resultam do nosso pecado, não sendo uma evidência de que o amor de Deus é incompleto ou ineficaz. Uma transformação ocorreu na terra depois que Adão e Eva desobedeceram a Deus no jardim. Deus disse: “Maldita é a terra por tua causa: em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida […] No suor do teu rosto comerás o teu pão” (Gên. 3:17,19). O mundo ficou corrompido pelo mal físico, e isso quase sempre traz fadiga à vida dos seus habitantes, até mesmo daqueles que amam a Deus. Os que constróem casas e cidades perto de uma zona onde existe uma falha geológica arriscam-se a sofrer ferimentos e morte por causa de terremotos. Se você morar numa região sujeita à passagem de furacões ou ciclones, ou numa planície onde ocorrem inundações, as suas plantações e propriedade podem ser completamente aniquiladas. Se deixar de proteger-se contra doenças, pode tornar-se uma de suas vítimas.

É importante compreender que as pessoas que passam por tragédias devidas a desastres naturais não sofrem por serem mais perversas do que as que não são afetadas por elas (veja Luc. 13:3-5). Pelo contrário, o mal físico entra em nossa vida por diferentes razões. Deus é amoroso e a única maneira de O amarmos é livremente. E o livre-arbítrio é a origem do mal.

1. Alguns males físicos resultam de nossas escolhas livres. Se você construir uma casa perto da falha geológica de San Andreas na Califórnia, poderá ser morto por um terremoto. Se comprar uma fazenda nas margens do rio Mississipi, você e sua propriedade poderão ser varridos por uma inundação. Se você comer demais e exercitar-se pouco, estará arriscando-se a ter um enfarto cardíaco.

2. Alguns males físicos resultam da decisão de não fazer nada. A preguiça pode levar à pobreza. Deixar para depois um exame físico de rotina pode permitir que um câncer não detectado se torne impossível de tratar. Não se dispor a quebrar o mau hábito de dirigir quando cansado pode causar um acidente fatal.

3. Alguns males físicos resultam das escolhas livres de outros. O abuso de crianças, balas perdidas, assaltos e mortes no trânsito devido à embriaguez são exemplos de como pessoas inocentes sofrem males nas mãos de indivíduos irresponsáveis ou perversos.

4. Alguns males físicos são subprodutos de atividades positivas. Algumas pessoas que vão ao lago velejar ou nadar acabarão afogando-se. Os esquiadores, alpinistas e pára-quedistas algumas vezes se machucam ou morrem por causa do seu esporte. Até uma viagem de carro para o prédio da igreja pode terminar num ferimento grave ou morte.

5. Alguns males físicos resultam da atividade de espíritos malignos. Os sofrimentos de Jó foram atribuídos a Satanás (Jó 1:6-12). Os espíritos malignos oprimem e afligem as pessoas doentes (Mat. 17:14-18; Luc. 13:11).

6. Alguns males físicos são advertências de Deus sobre males físicos ainda maiores. Uma dor de dente pode ajudar a evitar problemas dentários futuros. As dores no peito, quando investigadas, podem evitar a morte desnecessária. A dor de perder um parente por causa de câncer pode levar os familiares a fazer exames médicos para detectar a moléstia.

7. Alguns males físicos são advertências de Deus sobre males morais. A dor e a tragédia chamam nossa atenção e nos fazem buscar a Deus muito mais do que outras experiências. Paulo falou sobre a ira de Deus levar ao arrependimento (Rom. 2:4). C.S. Lewis falou do sofrimento como o megafone de Deus.

8. Alguns males físicos são permitidos para ajudar o desenvolvimento moral. Sem tribulação, não haveria paciência. Os irmãos de José o venderam como escravo, mas ele os perdoou e disse: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem” (Gên. 50:20). Jó sofreu muito e disse: “Se ele (Deus) me provasse, sairia eu como o ouro” (Jó 23:10).

9. Alguns males físicos ocorrem porque formas superiores de vida vivem em função das inferiores. Neste mundo físico, os pássaros comem os vermes, os gatos comem os pássaros, e as crianças estouvadas torturam os gatos. Da mesma forma, pessoas e forças maiores nos perseguem ou nos ferem sem justa causa. Algumas vezes nos defendemos contra elas, e outras vezes, apesar dos nossos esforços, não podemos fazê-lo.

 

Por que então nosso Deus onipotente não intervém milagrosamente e evita que o mal físico aconteça? Primeiro, Deus intervém às vezes (quando acha necessário para o Seu plano geral redentor), mas para fazer isso regularmente Ele teria de interferir no pleno exercício do livre-arbítrio, deixando-nos com um mundo algo menos do que completamente moral. Segundo, num mundo de constante intervenção divina contra ações perversas, todo aprendizado moral cessaria. Jamais experimentaríamos as más conseqüências das escolhas erradas e não realizaríamos nosso potencial para o progresso ou desenvolvimento moral.

 

Por que um Deus amoroso permite que as Suas criações humanas maltratem umas às outras? Por que Ele permite que os seres humanos se tornem assassinos, estupradores, abusem de crianças, façam abortos, e assim por diante?

A verdadeira pergunta por trás dessas questões é: “Por que Deus fez criaturas com livre-arbítrio quando Ele sabia que algumas iriam preferir o mal?”. Porque criar indivíduos com livre-arbítrio era a melhor escolha possível dentre pelo menos quatro opções abertas para um Deus amoroso.

Primeiro, Ele poderia ter evitado completamente o pecado deixando de criar o mundo. Mas, Deus é amor, e como um pai amoroso Ele queria uma família com quem compartilhar o Seu amor.

Segundo, Ele não teria escolhido fazer um mundo habitado por criaturas que O amassem sem possibilidade de escolha. O amor forçado é uma contradição. Os robôs não amam realmente, eles são programados para responder.

Terceiro, Ele poderia, hipoteticamente, ter criado um mundo no qual as pessoas tivessem liberdade de escolha mas jamais pecassem. Todavia, desde que as pessoas são livres para escolher o pecado, isso nunca aconteceria.

Quarto, Ele poderia ter criado um mundo em que as pessoas fossem livres e escolhessem pecar – que foi o que Ele fez. Deus criou então Adão e Eva com a capacidade de obedecer e desobedecer, de amar e não amar a Ele e a outros. Eles decidiram finalmente desobedecer e, em conseqüência, o pecado entrou na raça humana.

Para alguns, talvez pareça uma clara contradição à santidade de Deus que Ele tivesse escolhido a única opção na qual o mal poderia ocorrer. Os seres humanos livres podem optar por rejeitar, zombar e desobedecer a Ele face a face – e fazem isso realmente. Os seres humanos também agridem e ferem facilmente uns aos outros. Todavia, o pecado foi a possibilidade permitida por Deus, a fim de nos amar e permitir que O amemos da melhor maneira possível.

Josh McDowell e Norman L. Geisler in LOVE IS ALWAYS RIGHT

A Resposta para:

Dilemas Éticos/Situações Desafiadoras/Decisões Difíceis

© 1996 de Josh McDowell e Norman Geisler

 Tradução: Neyd Siqueira

1ª Edição: janeiro 1998 – 3.000 exemplares

EDITORA E DISTRIBUIDORA CANDEIA

Rua Belarmino Cardoso de Andrade, 108

Interlagos – São Paulo, SP CEP.: 04809-270

https://malucoporjesus.wordpress.com

Está no deserto ? Então pare de murmurar !!!

Murmurar→ dicionário Aurélio.

1) Emitir (som leve, frouxo).
2) Dizer em voz baixa; segredar.
3) Censurar ou repreender disfarçadamente e em voz baixa
4) Dizer mal; maldizer; conceber mau juízo.
5) Falar (contra alguém ou algo); criticar.
6) Conversar, difamando ou desacreditando.
7) Produzir murmúrio ou sussurro; sussurrar.
8) Soltar queixumes; lastimar-se em voz baixa; resmungar, resmonear.

Muitas vezes quando as coisas não saem do jeito que queremos e não entendemos o propósito de Deus, começamos a reclamar, é aí que erramos, pois reclamar não vai resolver o problema, não é assim que recebemos a vitória. Lembra do povo que passou quarenta anos no deserto por causa disso? Tem gente que murmura por costume, já esta acostumado e reclamar de tudo, e de todos, nada está bom pra aquela pessoa.
Vamos entender o que acontece quando murmuramos;

*Quando murmuramos, deixamos de dar testemunho, como cristãos.
*Quando começamos a murmurar é sinal de que estamos duvidando de Deus.
*Quando murmuramos damos brecha para o inimigo, e é isso que ele quer.
*Quando murmuramos é porque a nossa fé esta fraca.
*Quando murmuramos saímos da presença de Deus, pois sua palavra nos diz claramente á respeito disso, isso não agrada a Deus.

E o que nos leva a murmurar?

*A ansiedade
*A falte de fé
*Falta de sabedoria
*Falta de esperança (esperar com paciência)
*Falta de conhecimento da Palavra de Deus.

Geralmente quando murmuramos nos esquecemos que o Deus que servimos é capaz de fazer muito mais do que pedimos, ou pensamos. Ele sabe das nossas necessidades e o que é melhor para nós, não adianta reclamar, acredite, não é a solução. Deus tem o melhor e se alguma coisa não deu certo é porque Deus não quis assim, pois tudo o que acontece é permissão de Deus, nada acontece sem a permissão de Deus.

Você se lembra da história de Jô? Perdeu tudo o que tinha ele poderia ter blasfemado como disse sua mulher, quando gritou; ?amaldiçoa este Deus e morre?. Porém Jô, não fez assim. Ele permaneceu fiel, mais do que isso, foi difícil para ele mais ele adorou ao senhor, ele adorou, é aí que está o segredo. E Deus deixou que o inimigo roubasse seus bens, Deus deixou que o inimigo o ferisse com chagas, e matasse os seus filhos. Mais ele não abriu mão de louvar ao senhor, Jô permaneceu fiel ao senhor.

Paulo e Silas na prisão, o que eles fizeram? Eles louvaram ao senhor apesar de estarem presos, acorrentados, ele não abriram mão do louvor, os outros prisioneiros os escutavam e certamente não entendiam como podiam estar cantando e por volta da meia noite, houve um terremoto tão grande que eles foram libertos, as correntes caíram, e eles saíram, foi assim que Deus os libertou, foi através do louvor.

A lição que podemos tirar disso é que devemos permanecer firmes, haja o que houver devemos louvar ao senhor, nos momentos de lutas e de vitórias, pois nosso Deus é fiel, ele cumpre o que diz e depois Jô recebeu do senhor a prosperidade.

Hoje é dia de louvar ao senhor, pois creio que grandes coisas o senhor fará por nós, mesmo que pareça difícil, mesmo que haja barreiras, lutas, adversidades, O que realmente importa é que Deus esta conosco, ele esta a nossa frente, pronto para nos guiar, pronto para nos proteger, ele é nosso pai, e assim como um pai ama seu filho e quer protege-lo ele também quer, ele também quer nos proteger, nos ajudar, o nosso Deus nos ama, ele provou isso quando deu seu único filho, para que hoje pudéssemos ser livres sem nenhuma condenação. Eu sei que é difícil não reclamar, ainda mais quando tudo parece difícil, quando parece que nada esta acontecendo, muitas vezes aos nossos olhos não vemos nada, mais nos não precisamos ver e sim crer, Deus esta no controle de tudo, deixa ele cuidar da tua vida, deixa ele fazer o melhor para você e comece também a fazer o melhor para ele, isto é, louvando, adorando engrandecendo o seu nome, em vez de murmurar vamos louvar ao nosso Deus.

Quando tudo parece difícil e sem saída , quando não há o que fazer, é aí que devemos levantar as nossas mãos para o céu e louvar ao senhor.

Entregue a tua vida aos cuidados do senhor, nós sabemos que muitas são as nossas aflições, mais o senhor nosso Deus tem poder para nos livrar, para salvar e libertar. E é difícil também não ficarmos ansiosos, é muito difícil, mais devemos descansar em Deus e confiar, basta confiar, nesse Deus que tudo pode.

Como cristãos muitas vezes somos também perseguidos mais Cristo também foi, ele foi perseguido e humilhado, mesmo assim não reclamou ele também foi fiel até o fim, e a morte não o venceu, pois ele vive e reina e esta pronto para ouvir as nossas orações, nos perdoar, nos salvar. Por isso vamos glorificar ao nosso Deus, não deixe as adversidades acabar com a sua alegria, matar a sua fé, os seus sonhos vamos adora-lo, pois é nas lutas que ficamos mais perto de Deus, é nesses momentos que podemos nos achegar, ter mais comunhão com o nosso pai, conversar com ele, sentir o espírito santo nos consolar, temos total liberdade de falar com Deus. Descansar em Deus, estar no centro de sua vontade. Mesmo se não entendermos o propósito de Deus, mesmo se não compreendermos o porque do silêncio, vamos permanecer fiéis, confiar, esperar, vamos louvar ao nosso Deus e no tempo certo nossa vitória vai chegar. Lembre-se que Deus sabe os desejos do teu coração, comece hoje a conversar com ele, e entregar o teu futuro a ele, pois nosso futuro a Deus pertence, somente a ele. E tenha uma vida de comunhão com ele. Comece a dedicar a sua vida a Deus, e quando você menos esperar você vai ver a glória do senhor.

Mesmo sem entender o propósito de Deus devemos ser fiéis a ele, pois ele sabe o que é melhor para nós, entregue a Deus tua vida, tua casa, tua família, entregue tudo nas mãos de Deus, tente não murmurar mais, mesmo que seja difícil, mais sua vida vai mudar, você vai ver.

Mateus 8.26:
E ele disse-lhes: porque temeis homens de pouca fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança.

Hebreus 11.1:
Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.

Salmos 121.1-2
Levantarei meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro?
2 O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra.

https://malucoporjesus.wordpress.com

Encontrando paz nas tribulações

JOÃO

“Conheço as tuas obras- eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar – que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome. Eis farei que alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que a si mesmos se declaram judeus e não são, mas mentem, eis que os farei vir e pros­trar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei.” (Ap 3.8,9.)

O apóstolo João foi uma das figuras mais importantes do cristianismo primitivo. Dedicado, ele conquistou lugar entre as discípulos mais íntimos de Jesus. Flexível, permitiu que Deus o transformasse de “filho do trovão” em “apóstolo do amor”. Produtivo, escreveu um evangelho, três cartas e o livro de Apocalipse, abençoando milhões de leitores.

Já idoso, João viu-se exilado na ilha de Patmos, onde rece­beu uma revelação de consolo para as igrejas atribuladas. Na verdade, a visão acabou trazendo conforto para o próprio após­tolo, que também estava sendo perseguido. Semelhantemente, aquilo que Deus lhes prometeu tem aplicação para a nossa

vida.

Quando um avião é surpreendido por tempestades, eleva-se a maiores alturas, pois o piloto sabe que acima das nuvens o sol continua a brilhar. E quanto a nós? Será que podemos as­cender até o ponto de vista de Deus, encarando as adversida­des de cima e encontrando paz? Sim, e é isso o que o Apocalipse nos ensina. Tal como João e seus contemporâneos, descobri­mos que é possível encontrar paz nas tribulações.

 

Encontramos paz nas tribulações quando lembramos que Jesus nos conhece

Eis uma verdade maravilhosa: talvez não sejamos populares na terra, mas nos tornamos famosos no céu! O cristão mais hu­milde não é um estranho para Jesus. O Senhor declarou: “Co­nheço as tuas obras”. Ele disse também: “Sei que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome”. Nada do que João e seus irmãos estavam fazendo ou experimentando passava despercebido aos olhos de Deus.

Jesus conhece as nossas obras. Ele atenta para tudo o que fazemos, e não deixará nosso esforço sem recompensa. Não desanime quando se deparar com a ingratidão. Não desista quan­do suas contribuições parecerem insignificantes. Lembre-se de que Deus está observando, “para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.12).

Jesus conhece a nossa pouca força. O Senhor está ciente dos nossos limites. Ele não permitirá que enfrentemos prova­ções acima do que podemos suportar. Promete-nos o seu so­corro, bem como o seu livramento. Ele realmente cuida de nós.

Jesus conhece a nossa fidelidade. Ele valoriza o fato de que guardamos a sua palavra e não negamos o seu nome. As vezes nossa fé nos custa um alto preço; porém, não é nada que se compare ao sacrifício do Salvador. Não hesitemos, pois, em testemunhar.

Quando você se lembra de que Cristo o conhece, experi­menta paz em meio às provações. Recorda-se de que ele o con­sola, ajuda, fortalece e recompensa. Tal lembrança enche você de coragem e esperança. Não se esqueça: você pertence ao cir­culo exclusivo dos amigos de Jesus! Nenhum outro privilégio se compara a isso.

 

Encontramos paz nas tribulações quando lembramos que Jesus tem posto uma porta aberta diante de nós

“Eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta”, disse o Mestre. Ele afirmou isso para que soubéssemos que existem caminhos desimpedidos à nossa frente. Assim como João have­ria de alcançar a vitória apesar das perseguições, nós também podemos estar certos de que o Senhor nos conduzirá em triun­fo (2 Co 2.14). Tal certeza não deve nos abandonar, mesmo que passemos por dificuldades.

Alguns países do hemisfério norte têm seus mares congela­dos durante o rigoroso inverno. Isso representa um problema para os navios, os quais ficam impedidos de chegar aos portos por causa da crosta de gelo. O que fazer? É aí” que entram em ação os navios quebra-gelo. Eles são projetados especialmente para romper as barreiras de gelo e neve, abrindo um caminho seguro pelo qual as outras embarcações possam passar.

De modo semelhante, Jesus tem estabelecido à nossa frente um caminho seguro. Para fazer isso ele entregou a própria vida, quebrando todas as barreiras, enfrentando e vencendo a morte. Os portais do céu estão abertos para os que se entregam a Cris­to. Os acessos a uma vida abundante são franqueados aos que o acompanham. Devemos observar o caminho que Jesus abre à nossa frente e segui-lo de perto, com toda a fidelidade.

Quando lembramos que o Senhor colocou diante de nós uma porta aberta, nossas forças são renovadas. Afinal, ele é “o san­to, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá” (Ap 3.7). Quem poderá obstruir uma porta que Jesus abriu? Prossigamos, pois, com ousadia.

 

Encontramos paz nas tribulações quando lembramos que Jesus nos ama

A certeza de que somos amados pelo Filho de Deus nos dá firmeza para vencermos qualquer aflição. João (o discípulo amado) sabia disso. Ele se achava exilado numa ilha rochosa por pregar o evangelho. Seus amigos estavam sendo persegui­dos em todo o império pela mesma razão. Entretanto, o apósto­lo não tinha dúvida de que o Senhor os amava. Essa confiança fazia com que ele mantivesse a serenidade e seguisse adiante.

Chegará um dia em que os nossos adversários saberão o quanto Deus nos quer bem. “Eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei”, prometeu Jesus. Os que haviam sido humilhados serão exaltados, e seus perseguidores se cobri­rão de vergonha. O fato de passarmos por aflições não significa que Deus não se importa conosco. Pelo contrário: ele nos ama, e assegura-nos que um dia todos saberão disso.

A promessa do Salvador é maravilhosa. Contudo, ainda que seja desejável que o mundo saiba que Jesus nos ama, é infinita­mente mais importante que nós mesmos saibamos disso! Em momentos difíceis, talvez nos peguemos questionando o amol­do Senhor. Entretanto, não deveríamos duvidar daquele que ousou morrer em nosso lugar. Outras convicções até poderão nos abandonar, mas não a certeza do amor de Deus12.

Conta-se que o pregador Dwight Moody mandou instalar, na frente do seu púlpito, letras iluminadas a gás formando a frase “Deus é amor”. Certa noite, um mendigo que passava diante do templo olhou pela porta e viu as letras incandescentes. “Não, isso não pode ser verdade”, disse para si mesmo. “Deus não pode me amar, pois não passo de um pecador”. Entretanto, a frase parecia brilhar perante seus olhos com palavras de fogo. Durante toda a semana, não foi capaz de esquecê-la.

No domingo seguinte, ele foi até o templo, sentou-se num dos últimos bancos e ficou a encarar as letras que teimavam em não sair de sua mente. Não ouviu a mensagem; contudo, quan­do o culto terminou, Moody foi encontrá-lo, sentado no mesmo lugar, chorando como uma criança. O pregador então lhe ex­pôs o evangelho e conduziu-o a uma decisão ao lado de Cristo. Inicialmente, aquele homem reagira contra a possibilidade de que o Senhor pudesse amá-lo. Ao final, porém, tal certeza trans­formou o seu viver.

Muitas coisas tentarão dizer-nos que Deus não nos ama. Todavia, não existe nada tão certo em todo o Universo quanto o amor do Senhor por nós. Nunca devemos nos esquecer de que ocupamos um lugar especial no coração do Criador. Essa con­vicção deve falar mais alto em nossos passos do que qualquer adversidade. Ela irá encher de paz a nossa alma e guiar-nos, como um farol, no rumo da vitória.

Tribulações fazem parte da vida. É possível que você, agora mesmo, esteja passando por uma delas. Contudo, a Palavra de Deus é categórica ao nos afirmar que, com Cristo, somos capa­zes de vencer as adversidades. Na Bíblia o Senhor deixou regis­trada a seguinte promessa: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Is 41.10).

Lembre-se: Jesus conhece você, tem colocado uma porta aberta à sua frente, e o ama com um amor infinito. Se você conservar os olhos fixos nessas verdades, encontrará paz nas tribulações. Como Pedro – que foi capaz de andar sobre as águas enquanto olhou para Cristo – você se colocará acima das tem­pestades, e desafiará o ímpeto dos furacões.

A fé é a arma que Deus nos confiou para fazer frente às ad­versidades. É a força que nos move para perto do Criador. É a bússola que nos orienta quando tudo parece incerto. É a razão da nossa coragem, o motivo do nosso louvor, o segredo da nos­sa paz, o crivo da nossa salvação. “Sem fé é impossível agradar a Deus.” (Hb 11.6.) Mire-se no exemplo de João, dos cristãos primitivos e de todos aqueles deixaram lições de fé. Você será mais que vencedor, em nome de Jesus

https://malucoporjesus.wordpress.com

Ter saúde é bom ? SIM ! Ter dinheiro é bom ? SIM ! Mas não ter não significa maldição !!! TEOLOGIA DA PROSPERIDADE É PURA HERESIA !

INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, tem sido apregoada aos quatro cantos do mundo um ensino exagerado sobre a prosperidade cristã. Segundo este ensinamento, todo crente tem que ser rico, não morar em casa alugada, ganhar bem, além de ter saúde plena, sem nunca adoecer. Caso não seja assim, é porque está em pecado ou não tem fé. Neste estudo, procuraremos examinar o assunto à luz da Bíblia, buscando entender a verdadeira doutrina da prosperidade.

I – O QUE É PROSPERIDADE.

No Dic. Aurélio, encontramos vários significados em torno da palavra prosperidade.:

1. PROSPERIDADE (do lat., prosperitate). Qualidade ou estado de próspero; situação próspera.

2. PROSPERAR. Tornar-se próspero ou afortunado; enriquecer; ser favorável; progredir; desenvolver.

3. PRÓSPERO. Propício, favorável, ditoso, feliz, venturoso.

4. BIBLICAMENTE, prosperidade é mais que isso. É o que diz o Salmo 1. 1-3.

II – A MODERNA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE EM CONFRONTO COM A BÍBLIA.

1. NOMES INFLUENTES.

1.1. KENYON. Nasceu em 24.04.1867, Saratoga, Nova York, EUA, falecendo aos 19.03.48. Nos anos 30 a 40, desenvolveram-se os ensinos de Essek William Kenyon. Segundo Pieratt (p. 27), ele tinha pouco conhecimento teológico formal. “Kenyon nutria uma simpatia por Mary Baker Eddy” (Gondim, p. 44), fundadora do movimento herético “Ciência Cristã”, que afirma que a matéria, a doença não existem. Tudo depende da mente. Pastoreou igrejas batistas, metodistas e pentecostais. Depois, ficou sem ligar-se a qualquer igreja. De acordo com Hanegraaff, Kenyon sofreu influência das seitas metafísicas como Ciência da Mente, Ciência Cristã e Novo Pensamento, que é o pai do chamado “Movimento da Fé”. Esses ensinos afirmam que tudo o que você pensar e disser transformará em realidade. Enfatizam o “Poder da Mente”.

1.2. KENNETH HAGIN.

Discípulo de Kenyon. Nasceu em 20.08.1918, em McKinney, Estado do Texas, EUA. sofreu várias enfermidades e pobreza; diz que se converteu após ter ido três vezes ao inferno (Romeiro, p. 10). Aos 16 anos diz ter recebido uma revelação de Mc 11.23,24, entendendo que tudo se pode obter de Deus, desde que confesse em voz alta, nunca duvidando da obtenção da resposta, mesmo que as evidências indiquem o contrário. Isso é a essência da “Confissão Positiva”.

Foi pastor de uma igreja batista (1934-1937); depois ligou-se à Assembléia de Deus (1937-1949), em seguida passou por várias igrejas pentecostais, e , finalmente, fundou seu próprio ministério, aos 30 anos, fundando o Instituto Bíblico Rhema. Foi criticado por ter escrito livros com total semelhança aos de Kenyon, mas defendeu-se , dizendo que não era plágio, que os recebera diretamente de Deus.

OUTROS. 

Kenneth Copeland, seguidor de Haggin, diz que “Satanás venceu Jesus na cruz” (Hanegraaff, p. 36). Benny Hinn. Tem feito muito sucesso. Diz que teve a revelação de que as mulheres originalmente deveriam dar à luz pelo lado de seus corpos (id., p. 36). Há muitos outros nomes, mas este espaço do estudo não permite registrá-los.

III – OS ENSINOS DO EVANGELHO DA PROSPERIDADE EM CONFRONTO COM A BÍBLIA.

Os defensores da “teologia ou do evangelho da prosperidade” baseiam-se em três pontos a serem considerados:

1. AUTORIDADE ESPIRITUAL.

1.1. PROFETAS, HOJE.

Segundo K. Hagin, Deus tem dado autoridade (unção) a profetas nos dias atuais, como seus porta-vozes. Ele diz que “recebe revelações diretamente do Senhor”; “…Dou graças a Deus pela unção de profeta…Reconheço que se trata de uma unção diferente…é a mesma unção, multiplicada cerca de cem vezes” (Hagin, Compreendendo a Unção, p. 7). è

O QUE DIZ A BÍBLIA:

O ministério profético, nos termos do AT, duraram até João (Mt 11.13). Os profetas de hoje são os ministros da Palavra (Ef 4.11). O dom de profecia (1 Co 12.10) não confere autoridade profética.

1.2. “AUTORIDADE DAS REVELAÇÕES”.

Essa autoridade deriva das “visões, profecias, entrevistas com Jesus, curas, palavras de conhecimento, nuvens de glória, rostos que brilham, ser abatido (cair) no Espírito”, rejeição às doenças, ordenando-lhes que saiam, etc. Ele diz que quem rejeitar seus ensinos “serão atingidos de morte, como Ananias e Safira” (Pieratt, p. 48). è

O QUE DIZ A BÍBLIA.

A Palavra de Deus garante autoridade aos servos do Senhor (cf. Lc 24.49; At 1.8; Mc 16.17,18). Mas essa autoridade ou poder deriva da fé no Nome de Jesus e da Sua Palavra, e não das experiências pessoais, de visões e revelações atuais. Não pode existir qualquer “nova revelação” da vontade de Deus. Tudo está na Bíblia (Ver At 20.20; Ap 22.18,19).
Se um homem diz que lhe foi revelado que a mulher deveria ter filhos pelos lados do corpo, isso não tem base bíblica, carecendo tal pessoa de autoridade espiritual. Deveria seguir o exemplo de Paulo, que recebeu revelação extraordinária, mas não a escreveu (cf. 2 Co 12.1-6).

1.3. HOMENS SÃO DEUSES! 

Diz Hagin: “Você é tanto uma encarnação de Deus quanto Jesus Cristo o foi…” (Hagin, Word of Faith, 1980, p. 14). “Você não tem um deus dentro de você. Você é um Deus” (Kenneth Copeland, fita cassete The Force of Love, BBC-56). “Eis quem somos: somos Cristo!” (Hagin, Zoe: A Própria Vida de Deus, p.57). Baseiam-se, erroneamente, no Sl 82.6, citado por Jesus em Jo 10.31-39. “Eu sou um pequeno Messias” (Hagin, citado por Hanegraaff, p. 119).

O QUE A BÍBLIA DIZ. Satanás, no Éden, incluiu no seu engodo, que o homem seria “como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gn 3.5). Isso é doutrina de demônio. Em Jo 10.34, Jesus citou o Sl 82.6, mostrando a fragilidade do homem e não sua deificação: “…Todavia, como homem morrereis e caireis, como qualquer dos príncipes” (v. 7). “Deus não é homem” (Nm 23.19; 1 Sm 15.29; Os 11.9 Ex 9.14). Fomos feitos semelhantes a Deus, mas não somos iguais a Ele, que é Onipotente (Jó 42.2;…); o homem é frágil (1 Co 1.25); Deus é Onisciente (Is 40.13, 14; Sl 147.5); o homem é limitado no conhecimento (Is 55.8,9). Deus é Onipresente (Jr 23.23,24). O homem só pode estar num lugar (Sl 139.1-12). Diante desse ensino, pode-se entender porque os adeptos da doutrina da prosperidade pregam que podem obter o que quiserem, nunca sendo pobres, nunca adoecendo. É que se consideram deuses!
2. SAÚDE E PROSPERIDADE.

Esse tema insere-se no âmbito das “promessas da doutrina da prosperidade”. Segundo essa doutrina, o cristão tem direito a saúde e riqueza; diante disso, doença e pobreza são maldições da lei.

2.1. BÊNÇÃO E MALDIÇÃO DA LEI.

Com base em Gl 3.13,14, K.Hagin diz que fomos libertos da maldição da lei, que são: 1) Pobreza; 2) doença e 3) morte espiritual. Ele toma emprestadas as maldições de Dt 28 contra os israelitas que pecassem. Hagin diz que os cristão sofrem doenças por causa da lei de Moisés.

O QUE DIZ A BÍBLIA.

Paulo refere-se, no texto de Gl 3 à maldição da lei a todos os homens, que permanecem nos seus pecados. A igreja não se encontra debaixo da maldição da lei de Moisés. (cf. Rm 3.19; Ef 2.14). Hagin diz que ficamos debaixo da bênção de Abraão (Gl 3.7-9), que inclui não ter doenças e ser rico. Ora, Abraão foi abençoado por causa da fé e não das riquezas. Aliás, estas lhe causaram grandes problemas. Muitos cristãos fiéis ficaram doentes e foram martirizados, vivendo na pobreza, mas herdeiros das riquezas celestiais (1 Pe 3.7).

Os teólogos da prosperidade dizem que Cristo, na Cruz, “removeu não somente a culpa do pecado, mas os efeitos do pecado” (Pieratt, p. 132). Mas isso não é verdade, pois Paulo diz que “toda a criação geme”, inclusive os crentes, aguardando a completa redenção.
2.2. O CRISTÃO NÃO DEVE ADOECER.

Eles ensinam que “todo cristão deve esperar viver uma vida plena, isenta de doenças” e viver de 70 a 80 anos, sem dor ou sofrimento. Quem ficar doente é porque não reivindica seus direitos ou não tem fé. E não há exceções (Pieratt, p. 135). Pregam que Is. 53.4,5 é algo absoluto. Fomos sarados e não existe mais doença para o crente.

O QUE DIZ A BÍBLIA:

“No mundo, tereis aflições” (Jo 16.33). São Paulo viveu doente (Ver 1 Co 4.11; Gl 4.13), passou fome, sede, nudez, agressões, etc. Seus companheiros adoeceram (Fp 2.30). Timóteo tinha uma doença crônica (1 Tm 5.23). Trófimo ficou doente (2 Tm 4.20). Essas pessoas não tinham fé? Jesus curou enfermos, e citou Is 53.4,5 (cf. Mt 8.16,17).

No tanque de Betesda, havia muitos doentes, mas Jesus só curou um (cf. Jo 5.3,8,9). Deus cura, sim. Mas não cura todos as pessoas. Se assim fosse, não haveria nenhum crente doente. Deve-se considerar os desígnios e a soberania divina. Conhecemos homens e mulheres de Deus, gigantes na fé, que têm adoecido e passado para o Senhor.

2.3. O CRISTÃO NÃO DEVE SER POBRE.

Os seguidores de Hagin enfatizam muito que o crente deve ter carro novo, casa nova (jamais morar em casa alugada!), as melhores roupas, uma vida de luxo. Dizem que Jesus andou no “cadillac” da época, o jumentinho. Isso é ingênuo, pois o “cadillac” da época de Cristo seria a carruagem de luxo, e não o simples jumentinho.

O QUE DIZ A BÍBLIA.

A Palavra de Deus não incentiva a riqueza (também não a proíbe, desde que adquirida com honestidade, nem santifica a pobreza); S. Paulo diz que aprendeu a contentar-se com o que tinha (cf. Fp 4.11,12; 1 Tm 6.8);

Jesus enfatizou que só uma coisa era necessária: ouvir sua palavra (Lc 10.42); Ele disse que é difícil um rico entrar no céu (Mt 19.23); disse, também, que a vida não se constitui de riquezas (Lc 12.15). Os apóstolos não foram ricaços, mas homens simples, sem a posse de riquezas materiais. S. Paulo advertiu para o perigo das riquezas (1 Tm 6.7-10)

3. CONFISSÃO POSITIVA. 

É o terceiro ponto da teologia da prosperidade. Ela está incluída na “fórmula da fé”, que Hagin diz ter recebido diretamente de Jesus, que lhe apareceu e mandou escrever de 1 a 4, a “fórmula”.
Se alguém deseja receber algo de Jesus, basta segui-la:

1) “Diga a coisa” positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo. De acordo com o que o indivíduo quiser, ele receberá”. Essa é a essência da confissão positiva.
2) ” Faça a coisa”. “Seus atos derrotam-no ou lhe dão vitória. De acordo com sua ação, você será impedido ou receberá”.

3) “Receba a coisa”. Compete a nós a conexão com o dínamo do céu”. A fé é o pino da tomada. Basta conectá-lo.

4) “Conte a coisa” a fim de que outros também possam crer”. Para fazer a “confissão positiva”, o cristão dever usar as expressões: exijo, decreto, declaro, determino, reivindico, em lugar de dizer : peço, rogo, suplico; jamais dizer: “se for da tua vontade”, segundo Benny Hinn, pois isto destrói a fé.

Mas Jesus orou ao Pai, dizendo: “Se é da tua vontade…faça-se a tua vontade…” (Mt 26.39,42). “Confissão positiva” se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão” (Romeiro, p. 6).

IV – A VERDADEIRA PROSPERIDADE.

A Palavra de Deus tem promessas de prosperidade para seus filhos. Ao refutar a “Teologia da Prosperidade”, não devemos aceitar nem pregar a “Teologia da Miserabilidade”.

1. A PROSPERIDADE ESPIRITUAL.

Esta deve vir em primeiro lugar. Sl 112.3; Sl 73.23-28. É ser salvo em Cristo Jesus; batizado com o Espírito Santo; é ter o nome escrito no Livro da Vida; é ser herdeiro com Cristo (Rm 8.17); Deus escolheu os pobres deste mundo para serem herdeiros do reino (Tg 2.5); somos co-herdeiros da graça (1 Pe 3.7); devemos ser ricos de boas obras (1 Tm 6.18,19); tudo isso nos é concedido pela graça de Deus.

2. PROSPERIDADE EM TUDO.

Deus promete bênçãos materiais a seus servos, condicionando-as à obediência à sua Palavra e não à “Confissão Positiva”.

2.1. BÊNÇÃOS E OBEDIÊNCIA. Dt 28.1-14. São bênçãos prometidas a Israel, que podem ser aplicadas aos crentes, hoje.

2.2. PROSPERIDADE EM TUDO (Sl 1.1-3; Dt 29.29; ). As promessas de Deus para o justo são perfeitamente válidas para hoje. Mas isso não significa que o crente que não tiver todos os bens, casa própria, carro novo, etc, não seja fiel.

2.3. CRENDO NOS SEU PROFETAS (2 Cr 20.20;). Deus promete prosperidada para quem crê na Sua palavra, transmitida pelos seus profetas, ou seja, homens e mulheres de Deus, que falam verdadeiramente pela direção do Espírito Santo, em acordo com a Bíblia, e não por entendimento pessoal.

2.4. PROSPERIDADE E SAÚDE (3 Jo 2). A saúde é uma bênção de Deus para seu povo em todos os tempos. Mas não se deve exagerar, dizendo que quem ficar doente é porque está em pecado ou porque não tem fé.

2.5. BÊNÇÃOS DECORRENTES DA FIDELIDADE NO DÍZIMO (Ml 3.10,11). As janelas do céu são abertas para aqueles que entregam seus dízimos fielmente, pela fé e obediência à Palavra de Deus.

2.6. O JUSTO NÃO DEVE SER MISERÁVEL. (Sl 37.25). O servo de Deus não deve ser miserável, ainda que possa ser pobre, pois a pobreza nunca foi maldição, de acordo com a Bíblia.

CONCLUSÃO.

O crente em Jesus tem o direito de ser próspero espiritual e materialmente, segundo a bênção de Deus sobre sua vida, sua família, seu trabalho. Mas isso não significa que todos tenham de ser ricos materialmente, no luxo e na ostentação. Ser pobre não é pecado nem ser rico é sinônimo de santidade. Não devemos aceitar os exageros da “Teologia da Prosperidade”, nem aceitar a “Teologia da Miserabilidade”. Deus é fiel em suas promessa. Na vida material, a promessa de bênçãos decorrentes da fidelidade nos dízimos aplicam-se á igreja. A saúde é bênção de Deus. Contudo, servos de Deus, humildes e fiéis, adoecem e muitos são chamados á glória, não por pecado ou falta de fé, mas por desígnio de Deus. Que o Senhor nos ajude a entender melhor essas verdades.

BIBLIOGRAFIA.
– Bíblia Sagrada, ERC. Ed. Vida, S. Paulo, 1982.
– GONDIM, Ricardo. O Evangelho da Nova Era. Abba, S. Paulo, 1993.
– HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em Crise. CPAD, Rio, 1996.
– ROMEIRO, Paulo. Super Crentes. Mundo Cristão, S. Paulo, 1993.

Pr. Elinaldo Renovato de Lima

E quando Deus não está no lar ?

Por se tratar de uma instituição divina, a família tem sido atacada desde o Éden por inimigos mortais. No mundo moderno, esse ataque tem sido extremamente violento, a ponto de muitos já duvidarem da necessidade de constituir família. Há moços que têm receio de se casarem temendo não ter condições de levar adiante a constituição do lar, e também há moças que sentem o mesmo receio. Além disso, há, ainda, os que, inebriados pela propaganda materialista, que prega novas formas de convivência social em substituição ao lar, preferem lançar-se ao mar revolto das aventuras, das libertinagens sexuais, do falso “amor livre”, e de tantas outras fugas, a enfrentarem a realidade, da boa convivência social, com base na instituição familiar.

Por trás de todo o ataque à família, está o inimigo de Deus e dos homens, Satanás. E poucos sabem disso. As famílias cristãs, quando verdadeiramente cristãs, são as que estão em melhores condições, espirituais e morais, de reagirem e vencerem os ataques diabólicos contra o lar. Veremos agora alguns dos terríveis inimigos do lar e da família, e como combatê-los.

O PERIGO DA FALTA DE DEUS NO LAR

A falta de Deus é o inimigo número um do lar. Ele se revela quando o ambiente em casa é destituído de espiritualidade. Quando Deus está presente no lar, sente-se uma at-mosfera diferente, agradável e santa. O pai e a mãe se unem aos filhos para servirem ao Senhor. Deus é o hóspede invisível, mas real, que domina o ambiente da família. Em cada canto da casa, pode-se sentir Deus. Há harmonia entre todos. Há louvores. Há devoção sincera ao Senhor. As coisas de Deus são colocadas em primeiro lugar e o lar é uma continuação da igreja.
Por outro lado, quando Deus não está no lar, sente-se que o ambiente é carnal, pesado, cheio de manifestações mundanas. Não se louva a Deus, mas a criatura. Não se ora, não se busca o Senhor. A Bíblia, se existir, está escondida. As músicas são profanas. Não existe harmonia no ca-sal nem nos filhos. As coisas materiais estão em primeiro lugar. ‘Só se pensa em prazeres materiais, riquezas, dinheiro, diversões e coisas mundanas! a casa é uma continuação do mundo. É bom não esquecer o que diz o salmista: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Sl 127.1).

Quando o Senhor edifica, as bases, as colunas, as paredes espirituais, os muros ficam fortalecidos pelo Supremo Arquiteto. Mas os pais, para começarem com Deus e continuarem com Deus, precisam cumprir os seus deveres cristãos, como já foi dito antes. Em resumo, para ter Deus no lar, é necessário:
Ter no lar uma vida de oração.

· Realizar o culto doméstico, adorando a Deus com a família.
Cultivar e estimular no lar a leitura da Bíblia Sagrada.

– Levar a família, cedo, ao ambiente sadio da igreja. ·

– Estar vigilante quanto às “astutas ciladas do Diabo” contra o lar.

– Combater todas as formas de infiltração do materialismo ateu, seja por via da escola, dos meios de comu-nicação (tevê) ou de outras pessoas. · Levar a família a ocupar-se no serviço do Senhor.

Pr. Elinaldo Renovato de Lima