Como Jesus Cristo tratou os não-membros da Igreja ?

 Um carro lotado de alunos estava indo para as férias, do colégio para casa. Ao trafegarmos, passamos por um sinal que dizia: “Não leia o outro lado deste sinal!” Ninguém disse nada, mas, ao passarmos, cada cabeça do carro virou-se para ler a parte de trás da placa! Publicidade negativa pode ser uma forma muito eficiente de anunciar. Talvez até mesmo Deus pode usá-la ocasionalmente.

Ao Jesus chegar ao final de Sua vida e missão neste mundo, as coisas não pareciam muito boas. Havia um grande número de más informações – má publicidade. Muitas pessoas O estavam abandonando, até mesmo entre aqueles que Ele havia curado. Nove dos dez leprosos aceitaram apenas as bênçãos físicas, enquanto recusaram a oferta de bênçãos espirituais.

Por algum tempo as multidões haviam se apinhado para ouvi-Lo e vê-Lo. Contudo, à medida que Seu tempo na Terra se aproximava do fim, toda Sua Missão tinha a aparência de cruel derrota. O caso parecia desesperador. Aparentemente, Jesus tinha feito pouco da obra que viera fazer.

Ainda assim, a despeito do aparente fracasso, Ele pôde assentar-Se no cume do Monte das Oliveiras, olhar para uma outra montanha que parecia com uma caveira, e dizer: “Este evangelho que Eu ensino irá a todo o mundo.” Do ponto de vista dos recursos humanos não havia a mínima ilusão de uma chance. Ele tinha apenas poucos discípulos e várias mulheres como seguidores e até mesmo Seus discípulos fugiram, quando chegou o momento crucial. Todos achavam que Ele jamais seria aceito pelos líderes da igreja. O sucesso parecia impossível.

Vivemos, porém, para ver o cumprimento de Sua predição – ou pelo menos o potencial em nossos próprios dias para tal cumprimento. Hoje a igreja também está recebendo grande quantidade de má publicidade. Mas Deus também pode alterar isso, assim como as perspectivas negativas foram alteradas nos dias do primeiro advento de Jesus. Má publicidade ainda é publicidade. Dizer que não é para ler o outro lado do sinal pode levar as pessoas a lerem o outro lado do sinal. Assim, hoje, há lições a serem aprendidas do aparente fracasso que marcou os dias justamente antes da crucifixão de Jesus.

Vamos começar lendo S. João 12:20 em diante, onde está relatado um episódio que trouxe ânimo ao coração de Cristo. “Ora, entre os que subiram para adorar durante a festa, havia alguns gregos.” Jesus estava presente na festa, em pé no pátio do templo, pronto para volver-Se e sair daí pela última vez.

Eles, “pois se dirigiram a Filipe que era de Betsaida da Galiléia, e lhe rogaram: Senhor, queremos ver a Jesus. Filipe foi dizê-lo a André, e André e Filipe o comunicaram a Jesus. Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem”. Versos 21-23.

Então começa um parágrafo que à primeira vista pode parecer não muito relevante, mas que à segunda vista se torna muito significativo. “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz fruto.” Verso 24. Jesus estava indicando que Ele seria glorificado, mas precisaria primeiro morrer. Então Ele faz a aplicação aos Seus seguidores. “Quem ama a sua vida, perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo, preservá-la-á para a vida eterna. Se alguém Me serve [ou deveríamos dizer: torna-se Meu servo], siga-Me.” Seguir para onde? Jesus estava no rumo da cruz! ”E onde Eu estou, ali estará também o Meu servo. E se alguém Me servir, o Pai o honrará.” Versos 25 e 26. Assim, Jesus estava indicando que, para sermos glorificados, devemos segui-Lo até a cruz.

“Agora está angustiada a Minha alma e que direi Eu? Pai, salva-Me desta hora?” Compreendemos que, quanto a Jesus, se Ele houvesse tido Sua preferência, não teria ido tão cedo à cruz. Porém, veio então Sua imediata submissão à vontade de Seu Pai e o plano da salvação: “Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o Teu nome.” “Então veio uma voz do céu: Eu já O glorifiquei e ainda O glorificarei. A multidão, pois que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: Foi um anjo que Lhe falou. Então explicou Jesus: Não foi por Mim que veio esta voz, e, sim, por vossa causa.” Versos 27-30. Deus deu mais uma oportunidade, uma última chance para eles ouvirem. Mas note que a voz de Deus soa apenas como o trovão para algumas pessoas. “Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo.” Versos 31 e 32.

Que conforto deve ter sido para Jesus, quando esses homens do Ocidente vieram e disseram: “Nós gostaríamos de ver a Jesus.” Essa foi uma das poucas palavras encorajadoras no final de Sua vida, pois Ele estava sob a sombra da cruz. Ele havia predito isso, embora Seus seguidores não gostassem da idéia. Mas o surgimento desses homens foi como cumprimento de uma profecia relatada em S. Mateus 8:11 e 12. Jesus tinha justamente curado o servo do centurião e elogiado o líder militar por sua grande fé. E então fez esta declaração: “Muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos Céus. Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.”

Jesus predisse uma situação, um tempo no qual Seu próprio professo povo O deixaria – e outro povo viria do leste e do oeste (e Lucas adiciona do norte e sul também) e se assentaria com Abraão, Isaque e Jacó. Bem no início do ministério de Jesus, os sábios vieram do Oriente e perguntaram: “Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a Sua estrela no Oriente e viemos para adorá-Lo.” S. Mateus 2:2. Então, no final de Seu ministério um grupo veio do Ocidente – a continuação do cumprimento desta profecia.

Você notou Filipe e André? Eles tinham as “antenas” ligadas. Seus ouvidos estavam sintonizados com as almas, eles viram os gregos que tinham entrado no pátio do templo. Tempos atrás, no inicio, foi André que trouxe seu irmão Pedro a Jesus. E você pode ver André assentando-se nos fundos da sinagoga, enquanto Pedro está na frente pregando. E André diz a si mesmo: “Que dia maravilhoso foi quando eu trouxe Pedro a Jesus. ” André estava disposto a ficar de lado. Ele não estava sempre na frente, e discursando. Mas estava sempre trazendo alguém a Jesus – mesmo que fosse apenas um menino com cinco pães e dois peixinhos.

Filipe, um dos primeiros discípulos de Jesus, havia trazido Natanael convidando-o a “vir e ver”. Assim, ei-los outra vez, Filipe e André trazendo alguém a Cristo.

Os gregos certamente tinham a motivação certa – “Nós gostaríamos de ver a Jesus”. Eles não pediram para ouvir os resultados da jornada missionária na qual os setenta discípulos estiveram envolvidos. Eles não pediram por uma visita à sinagoga ou por uma discussão de algum ponto teológico. Eles queriam ver a Jesus. Seu pedido foi atendido.

Nessa passagem da Escritura está relatada uma clássica declaração de Jesus: “Eu, quando for levantado … atrairei todos a Mim.” A exaltação de Jesus atrai pessoas a Ele. Jesus elevado na cruz era uma ofensa às pessoas de Seus dias – e é uma ofensa a alguns em nossos dias também. A igreja primitiva teve que enfrentar grande quantidade de publicidade negativa por ter um Deus que foi crucificado. Isso era uma péssima propaganda. Os deuses daqueles dias eram estranhos ao conceito de “Ele salvou outros; a Si mesmo não pode salvar”. Paulo falou aos coríntios sobre a loucura de pregar a cruz. Entretanto aí estava o poder de Deus.

Esses gregos estavam aptos a ir diretamente ao âmago da questão, pedindo e aceitando uma revelação de Jesus, num tempo em que os outros estavam fechando a porta da salvação para si mesmos.

É-nos dito que a igreja no final dos tempos, justamente antes de Jesus voltar outra vez, estará parecendo como se estivesse para cair. Porém, ela não cai. Ao contrário, deverá haver outra vez esta estranha realidade – com os de dentro saindo, e os do Norte e do Sul, do Leste e Oeste, entrando. Note que Abraão, Isaque e Jacó não saem da igreja e vão para fora unir-se às pessoas do Norte e do Sul, do Leste e do Oeste. São as pessoas do Norte e do Sul, do Leste e do Oeste que entram. Não esqueça isso!

Assim você tem, no fim, dentro da igreja organizada, um grande êxodo de pessoas que têm o mesmo problema das pessoas religiosas dos dias de Cristo. Elas O abandonaram. E, ao saírem, grande número de pessoas entram e tomam os seus lugares.

Por que ocorre essa troca? O apóstolo Paulo descreve a situação e dá a resposta. E se isso era bom para aqueles dias, por que não seria hoje?

“Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação vieram a alcançá-la, todavia a que decorre da fé; e Israel que buscava lei de justiça não chegou a atingir essa lei. Por quê? Porque não decorreu da fé, e, sim, como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço, como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nele crê não será confundido. “Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles é para que sejam salvos. Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento. Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus [aqui está o problema], e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus.” Romanos 9:30-33 e 10:1-3.

Eles não haviam ido à cruz ainda e se unido a Jesus, que não salvaria a Si mesmo. Eles não vieram ao lugar onde descobririam que não poderiam salvar a si mesmos. E Paulo termina seu argumento com estas palavras: “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.” Verso 4.

O ponto-chave na salvação pela fé e salvação pelas obras é a linha divisória entre aqueles que aceitam a Jesus, junto com os gregos, e aqueles que O rejeitam junto com os líderes judeus. As pessoas que obtêm algo através de seus próprios esforços, querem mérito e crédito e encontram em Jesus uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo. O legalista é ofendido em Jesus e O deixará no final precisamente pela mesma razão.

E não podemos nos unir a Paulo, quando ele diz: “Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles é para que [quantos?] – sejam salvos.” Todos. Nós não queremos ver milhares de nossa igreja saírem para as trevas, quando o próprio Deus deseja que cada um de nós permaneça na luz. Nós todos podemos estar lá, para nos assentarmos com Abraão, Isaque e Jacó, junto com as multidões que ninguém pode calcular, que vieram de todas as nações, reinos, línguas e povos. Não podemos livrar a nós mesmos de sermos ofendidos, de tropeçarmos naquela pedra de tropeço, exceto por um método e este é cairmos na Rocha e sermos despedaçados por nossa própria livre escolha. Podemos escolher entrar em um relacionamento com Jesus hoje, segui-Lo e nos submetermos à verdade de que não podemos salvar a nós mesmos. Podemos nos unir aos gregos, partilhando com eles na busca para vermos a Jesus hoje.

“Nós temos Cristo” amado as sombras crescem, Ao nosso lado sempre a nos livrar; Sim, quando as forças nossas desfalecem. É nosso Amparo, té o fim chegar.

“Nós temos Cristo” nossa Rocha forte; Oh! Sim, podemos nEle confiar. Dor, negras lutas nem sequer a morte, Já nossa vida podem abalar.

 “Nós temos Cristo” – tudo quanto temos, Fé, gozo e forças Ele nos quer dar; Mas muito breve todos nós teremos. Paz, vida eterna, Cristo, lá no lar.

Anna B. Warner

Morris Venden.

Como Jesus tratou as pessoas comuns

Você já participou do jogo ”siga-o-líder” quando era criança? E ao brincar nesse jogo, você alguma vez se encontrou entrando numa piscina com todas as roupas, caminhando através de um lodaçal ou pulando do alto do telhado da garagem? Se já, provavelmente você aprendeu a questionar seriamente o jogo!

Os carneiros são notórios por seguirem o líder. Em um matadouro na cidade de Nova Iorque um bode foi treinado para ser o líder. Seu nome era Judas. Ele ia entrando pelo portão tão logo este se abria e todos os carneiros o seguiam cegamente. No último minuto, o bode escapava através de um pequeno portão lateral e os carneiros continuavam rumo ao seu destino, enquanto o bode voltava para conduzir outro grupo.

Uma das menores parábolas, contadas por Jesus é sobre o assunto dos perigos do jogo “siga-o-líder” no sentido espiritual. Ela se encontra em S. Lucas 6:39 e 40.

“Propôs-lhes também uma parábola: Pode porventura um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco? O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre.”

Freqüentemente, Jesus compara Seus seguidores a ovelhas, e somos convidados a seguir para onde Ele nos conduz. Assim, o problema não está em seguir, mas com quem está liderando você. Nos dias de Cristo, os fariseus e saduceus eram aceitos como líderes pela vasta maioria do povo comum. Como notamos no último capitulo, os fariseus eram os tradicionalistas, os conservadores; e os saduceus eram os liberais. Ambos eram legalistas, porque ambos os grupos dependiam de seus próprios esforços para garantir a salvação. E as pessoas seguiam seus líderes – seus cegos líderes – e no final uniram-se a eles, rejeitando a Jesus.

É trágico o fato de que o povo raramente se eleva acima de seus ministros, professores ou líderes. O povo judeu pereceu como nação porque eles seguiram seus líderes no erro. Eles não pesquisaram as Escrituras por si mesmos e não decidiram por si mesmos o que era a verdade. Isso não é um grande perigo para nós hoje? Quão fácil é simplesmente seguir, em vez de estudar, pesquisar e orar por nós mesmos para conhecermos a voz do verdadeiro Pastor.

Um outro texto semelhante, concernente a seguir líderes, encontra-se em S. Mateus 15:13 e 14. Isto ocorreu exatamente após Jesus ter dito algumas coisas duras aos líderes religiosos daqueles dias e Seus discípulos Lhe perguntaram: Você sabe que os fariseus ficaram ofendidos quando ouviram o que o Senhor disse? Então Jesus “respondeu: Toda planta que Meu Pai celeste não plantou, será arrancada. Deixai-os: são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco”. Aparentemente é possível encontrar líderes, mesmo em comunidades religiosas, que não foram plantados pelo Senhor. Nem todos os que são externamente membros do corpo de Cristo são árvores de justiça. E o tempo virá, quando aqueles que não são plantados pelo Senhor serão arrancados.

Eu gostaria de fazer aqui uma declaração: quando falamos hoje sobre seguir os líderes, não estamos falando exatamente dos que dirigem a igreja de um local especifico. A prática de seguir o líder não está limitada às sedes da igreja. Isto não é de maneira nenhuma uma crítica ou censura à direção da igreja. As pessoas escolhem seus próprios líderes – dependendo de como desejam viver, e você pode sempre encontrar alguém em algum lugar que lhe indicará a direção que você deseja seguir. Deus tem ordenado a liderança como meio de guiar em Sua obra e em Sua igreja. A liderança tem um propósito e uma função válidos. O ponto aqui é que é perigoso seguir qualquer um cegamente.

Segundo pesquisas e estatísticas disponíveis, apenas uma entre quatro ou cinco pessoas na igreja hoje está gastando algum tempo em comunhão pessoal e estudo da Palavra de Deus. Se este é o caso, então temos hoje, também, um grande número de seguidores cegos. Assim, não vamos apenas olhar para isso como uma lição da história, mas ver onde podemos nos beneficiar das lições que Jesus tentou ensinar ao grande número de seguidores cegos de Seus dias.

Assim, foi nessa situação que Jesus apresentou a parábola de que é possível seguir um líder diretamente para dentro da cova. Por que era assim? Qual era o problema com o povo comum, as multidões que seguiam, que o faziam tão facilmente enganados?

Primeiro, eles não estavam convertidos. Eles nunca haviam experimentado a obra sobrenatural do Espírito Santo no coração humano. A atitude deles para com Deus não havia mudado. Eles nunca haviam permitido que Deus lhes desse uma nova capacidade que eles não possuíam de conhecê-Lo. Eles gastavam pouco tempo em buscar pessoalmente a Deus porque nem mesmo tinham tal capacidade. Nos dias de Cristo, eles amarravam pedacinhos da Escritura ao redor dos punhos e da cabeça, em vez de colocá-los no coração. Todas as suas atividades religiosas se centralizavam no ego. Eles se sentiam satisfeitos com uma religião externa e aceitavam as formas e cerimônias, mas o coração se mantinha intocado pela graça de Deus.

Essas pessoas não tinham relacionamento com Deus. Eram vítimas da salvação pelas obras e o motivo de seus exercícios e padrões religiosos era garantir bênçãos temporais. Eles gostavam da idéia dos gafanhotos pararem e não cruzarem a cerca daqueles que pagavam seus dízimos. Eles estavam interessados no Céu e na oferta de viver para sempre. Ficaram impressionados pelos pães e peixes – e as doenças que foram banidas por poucas e suaves palavras de Jesus. Mas, em S. João 6, quando Jesus falou do pão da vida, eles ficaram decepcionados e disseram: “Duro é este discurso, quem o pode ouvir?” Verso 60.

As pessoas nos dias de Jesus O aceitavam apenas de maneira limitada. Eles estavam dispostos a aceitá-Lo como um grande Mestre. Estavam dispostos a aceitá-Lo como um operador de milagres. Estavam dispostos a crer que Ele era um profeta. Porém, eles se recusavam a aceitá-Lo como Salvador, Senhor ou Deus. Sua limitada aceitação terminou em total rejeição.

As pessoas tinham problemas em aceitar o Espírito de Profecia. Você encontra isso em S. Lucas 16:19-31, onde Jesus usa uma bem-conhecida fábula romana para ensinar várias verdades – e a condição da raça humana após a morte Não é uma delas! Porém o homem rico, como você se lembra estava em tormento, e pediu que Lázaro, o mendigo, fosse enviado para falar a seus cinco irmãos e os advertir da mesma sorte. “Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém (entre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mort0s.” Versos 29-31.

Pouco tempo depois, alguém foi ressuscitado dentre os mortos e seu nome era Lázaro! Eles não apenas se recusaram a aceitar essa evidência, mas conspiraram para matar tanto Jesus como Lázaro, a quem Ele havia ressuscitado. Assim, essas pessoas enfrentaram dificuldades com Moisés e os profetas.

Em S. Mateus 23, é dito que eles adornavam os túmulos dos profetas, e no entanto, eram os filhos daqueles que haviam matado os profetas, tanto em espírito quanto em linhagem. Paulo fala sobre isto em Atos 13:26 e 27. Aqui Paulo está pregando:

“Irmãos, descendência de Abraão… Pois os que habitavam em Jerusalém, e as suas autoridades, não conhecendo a Jesus nem os ensinos dos profetas que se lêem todos os sábados, quando O condenaram cumpriram as profecias. ” Eles liam cada sábado os escritos dos profetas, mas não aceitavam ou compreendiam o que liam. Estêvão disse isso em Atos 7:51-53: ”Homens de dura cerviz e. incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis. Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos, vós que recebestes a lei por ministério de anjos, e não a guardastes.”

Aquilo foi demais para as pessoas ali, e eles se lançaram sobre Estêvão, arrastaram-no para fora da cidade e um jovem chamado Saulo permaneceu ali coletando as vestes, enquanto as pedras começavam a voar. Porém, Estêvão olhando para o céu, teve uma visão de Jesus, em pé à destra do Pai. Eu sempre gostei dessa história. Jesus não ia enfrentar isso assentado! Ele estava em pé ao lado de Estêvão e Estêvão morreu em paz, orando por seus inimigos. Mas ele havia falado a verdade sobre aquelas pessoas. Eles professavam aceitar e reverenciar os profetas, mas na realidade rejeitavam tanto os profetas quanto Aquele anunciado pelos profetas.

Isto é evidenciado também no relacionamento deles com João Batista. Em S. Mateus 21, os líderes religiosos se encontraram numa situação difícil, porque Jesus os havia questionado sobre como eles consideravam João Batista. E eles se recusaram a responder, porque sabiam que as pessoas criam que João era um profeta. Porém, eles deram a João Batista apenas uma limitada aceitação, pois não aceitaram a Jesus como Aquele a quem João Batista havia indicado.

Jesus tentou contar às pessoas comuns que eles não precisavam de lideres? Não. Há um propósito para a liderança. Contudo, é propósito da liderança colocar a verdade nas mãos das pessoas sem lhes perguntar nada? Não! O propósito dos líderes, professores e pregadores é encorajar e motivar as pessoas a compreenderem a verdade, buscando e pesquisando por si mesmas. Um velho adágio afirma: “Dê a um homem um peixe e você vai alimentá-lo por um dia. Ensine-o a pescar e vai alimentá-lo por toda a vida.” Não sei se essa você poderia chamar de uma ilustração vegetariana, mas apesar disso é boa.

Paulo ensinou a verdade? Certamente que sim. Jesus ensinou a verdade? Sim. Seus discípulos ensinaram a verdade? Sim. E os bereanos conferiram isso para ver se era verdade – e foram elogiados por seu discernimento. Jesus não pedia às massas que O seguissem cegamente. Ele não pede a ninguém que O siga cegamente. Contudo, Ele pediu-lhes que O seguissem.

A maioria das pessoas comuns nos dias de Cristo não aceitaram. Mas houve exceções, e elas nos dão hoje, coragem e inspiração.

Nem todos aqueles no meio da multidão eram inconstantes. Nem todos uniam-se àqueles que cantaram Seu louvor na entrada triunfal e poucos dias depois gritaram: “Crucifica-O!” A mulher no poço estava buscando alguma coisa para satisfazer a alma. Ela aceitou a Jesus como o Messias e convenceu uma cidade toda de Seu valor. Lázaro, um trabalhador comum, sem distinção na sinagoga, por ocasião de seu primeiro encontro com Jesus, amou-O com um amor que nunca se atrofiou. O ladrão na cruz voltou a cabeça em meio à dor e gritou: “Senhor, lembra-Te de mim!” Estou feliz e alegre pelas exceções, e você?

Podemos hoje unir-nos às exceções, como fizeram os discípulos no final do discurso de Jesus em S. João 6. As multidões estavam se retirando e Jesus perguntou: Estão vocês se retirando também? Veja verso 67.

Você não quer se unir aos discípulos e dizer, como eles: “Senhor para quem iremos? Tu tens as palavras de vida!” Verso 68. Crer em Jesus não era popular. Isso não era comum, que as multidões continuassem seguindo a Jesus quando Ele esteve aqui – e ainda não é. Mas eu gostaria de convidá-lo a uma dupla experiência que o impedirá de seguir cegamente a qualquer um e ser mal conduzido.

Primeiro, um relacionamento com Jesus por si mesmo. Segundo, uma compreensão inteligente da verdade na qual tal relacionamento está baseado. Ambas são igualmente importantes. Uma sem a outra não funciona. Entretanto, podemos aceitar hoje o privilégio de conhecer a Jesus e a verdade por nós mesmos, bem como buscá-Lo em Sua Palavra e através da oração. E podemos continuar a procurá-Lo até que Ele venha novamente.

Morris Venden.

in Maluco por Jesus

Como Jesus Cristo tratou os Líderes Religiosos

É você um fariseu? Ou você é um saduceu? Se você teve mesmo que seja um pequeno contato com o relato da Bíblia sobre a vida de Cristo, provavelmente não desejaria ser identificado com qualquer um desses grupos! Porém, nos dias de Cristo, ser um fariseu ou saduceu era uma marca de distinção. Até mesmo o apóstolo Paulo falou sobre ser um fariseu como honroso. Naqueles dias, se você encontrasse com um velho amigo que perguntasse: “O que o seu filho está fazendo agora?” Você se sentiria orgulhoso em dizer: “Meu filho é um fariseu!”

Entretanto, hoje, pensamos nos fariseus e saduceus sobretudo em termos negativos, embora alguns dos problemas que eles tinham possam ser problemas que encontramos em nosso próprio coração. Observemos o que fez com que essas pessoas se tornassem famosas e talvez vejamos como podemos ser salvos dos erros que eles cometeram.

Quem eram os fariseus? Eles eram os conservadores. Eram legalistas rígidos. Eram tradicionalistas. Eles se envolviam em grandes problemas para manter os padrões, as doutrinas e práticas da igreja. Eram vítimas do problema comum daqueles dias – salvação pelas obras. Estavam tentando se salvar por seus próprios esforços. Eles eram os maiores dos dois grupos de líderes religiosos e encontravam sua segurança nos padrões da igreja que apoiavam.

O segundo grupo de líderes da igreja eram os saduceus. Eles eram os liberais dos dias de Jesus. Contudo, ainda eram legalistas, porque eram igualmente vítimas da idéia de que você pode se salvar pelos seus próprios esforços. Entretanto eles encontravam sua segurança nos padrões da igreja que eles abandonaram.

Os saduceus proclamavam crer no princípio “sola scriptura”, em oposição aos fariseus que apoiavam abertamente algumas de suas doutrinas pela tradição. Mas, na verdade, os saduceus tinham também suas próprias tradições e até mesmo em suas ênfases sobre as Escrituras eram freqüentemente muito parciais quanto ao que aceitar e o que rejeitar.

Entre os saduceus estavam os piores inimigos de Jesus. O grupo deles era menor que o dos fariseus, mas o mais poderoso. A posição de sumo sacerdote geralmente era concedida a um saduceu, e eles controlavam o Sinédrio.

Em pesquisas feitas na igreja cristã de hoje, tem sido revelado que a maioria dos líderes religiosos e pessoas tais, ainda estão tentando obter o Céu por suas próprias obras. Isto permeia todas as igrejas cristãs. Por muito tempo esse tem sido o denominador comum de todas as religiões do mundo, e tem se tornado comum também à fé cristã.

Toda igreja luta com a doença conhecida como salvação pelas obras. A maioria dos chamados cristãos não tem tempo para Deus, nenhum tempo para a oração, nenhum tempo para o estudo de Sua Palavra. Qualquer pessoa que vive a vida separada de Deus dia a dia, ainda que espere pelo Céu no final, é um crente na salvação pelas obras. Isso significa que temos uma alta possibilidade de que os fariseus e saduceus estejam entre nós hoje.

Os fariseus e saduceus tinham outras coisas em comum, além da esperança pela salvação com base em seus próprios esforços. Eles tinham um problema comum de má interpretação das Escrituras. Eles interpretavam erradamente a lei, seu propósito e nação. Eles interpretavam erradamente profecias, inclusive as profecias da vinda do Messias. Interpretavam erradamente o reino de Deus e o que estava envolvido nas boas novas de Seu reino. Entretanto eles eram grandes na justificação! O sangue corria como rio em suas festas e festivais religiosas. Eles estavam diariamente envolvidos nos sacrifícios dos cordeiros, do gado e dos pombos. Mas, a despeito de suas crenças e interesses comuns, pouca união existia entre os dois grupos. Eles estavam freqüentemente envolvidos em controvérsias e debates. Com freqüência suas discussões eram sobre a ressurreição e os mortos.

Quando Jesus surgiu, Ele não os tratou muito bem, segundo o padrão deles. Ele não apenas deixava de honrá-los, bem como seus costumes e cerimônias, mas estava realmente insultando-os! É difícil compreender como Ele pôde ter-lhes falado como fez e ainda ter lágrimas em Sua voz, mas segundo o relato essa é a Sua maneira de ser. Em S. Lucas 12:1, Ele chamou tanto aos fariseus como saduceus de hipócritas. Ambos estavam errados. Eles estavam tentando aparentar no exterior alguma coisa diferente daquilo que eram realmente no interior.

Em S. Mateus 23, Jesus usou uma interessante ilustração do problema deles, falando sobre o copo e o prato que eram limpos por fora, mas imundos por dentro. Ainda mais severa foi Sua ilustração sobre os sepulcros dos profetas, nos versos 27 a 30. Disse Ele:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque edificais os sepulcros dos profetas, adornais os túmulos dos justos, e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas.”

Obviamente eles eram vítimas da justificação externa. Sabiam como caminhar de suas casas para a igreja ou sinagoga. Mas Jesus disse em Seu Sermão do Monte que, a menos que a sua justiça excedesse a justiça dos fariseus, não haveria chance para a entrada no reino do Céu.

Esses hipócritas eram dizimistas, eram rígidos guardadores do sábado, eram reformadores da saúde. Eles nem mesmo comeriam, se um mosquito caísse na sopa. Eles eram bons nas obras – especialmente naquelas que pudessem ser vistas pelos outros. Eram grandes no jejum e podiam fazer longas orações. Eram meticulosos em seus banhos cerimoniais e gostavam do primeiro lugar na sinagoga. Mas colocavam sobre os outros fardos impossíveis de ser carregados, e Jesus lhes disse que quando eles conseguiam forçar alguém, colocando-lhe a religião garganta abaixo, faziam de seus conversos “duas vezes mais filhos do inferno do que vós mesmos”. Ver S. Mateus 23:15.

Jesus disse: “E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo.” S. João 12:32. Mas os lideres religiosos disseram: “Se atrairmos todos para nós, então nós seremos levantados.” E isso é precisamente o que eles tentaram fazer.

Esses líderes religiosos não gostavam de Jesus por várias razões: Primeiro, Jesus recebia pecadores e eles não. Os pecadores não tinham sequer uma chance com os fariseus e saduceus. Eles os colocavam para fora da sinagoga, tentavam apedrejá-los e não se associavam com eles. Porém, Jesus recebia pecadores – isto é uma boa nova, ainda hoje, não é?

Você não está contente porque Jesus recebe pecadores?

Uma outra coisa que eles não gostavam sobre Jesus era que, segundo suas regras, Ele transgredia o sábado. Eles O consideravam um liberal, porque Ele não seguia suas regras e tradições. Não gostavam da maneira pela qual Jesus ensinava sem a autorização adequada. Não gostavam da falta de respeito que Ele tinha para com suas posições. Não gostavam das expressões que Jesus usava em relação a eles e Suas francas repreensões às suas atitudes. Eles não gostavam de Suas obras miraculosas e da maneira pela qual as pessoas comuns se aglomeravam ao redor dEle e Lhe proclamavam louvores. Eles diziam: “O mundo todo vai após Ele.” Ver S. João 12:19. E temiam por seu próprio poder e autoridade sobre as pessoas.

Em resumo, eles eram invejosos e cobiçosos, e quando a solitária cruz se erigiu como resultado do seu decidido ódio de Cristo, eles se aproximaram, acenaram a cabeça e disseram: “Ele salvou outros, a Si mesmo não pode salvar.” Eles haviam gasto toda a vida tentando salvar-se a si mesmos, e o fato de que Jesus veio não para salvar-Se a Si mesmo, mas para salvar outros, era insuportável para eles. Jesus podia ter salvo a Si mesmo, mas essa não era a razão por que Ele veio. Ele veio para salvar os outros, inclusive você e eu, e enquanto fazia isso, não podia salvar-Se a Si mesmo também.

A auto-submissão era a essência dos ensinos de Jesus, e isto era particularmente ofensivo aos líderes religiosos. Eles eram suficientemente grandes para lidar com a própria vida. Podiam fazer isto por si mesmos. Especialmente os saduceus foram ofendidos porque eles não criam em um Deus que estava pessoalmente envolvido na vida de Seus filhos. Assim, foram ofendidos pelo ensino e exemplo de Jesus Cristo.

Paulo fala sobre esses religiosos, em I Coríntios 2:7 e 8: ”Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória; sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória.” Jesus sugeriu a mesma idéia em Sua oração na crucifixão: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. S. Lucas 23:34. Aparentemente havia alguma ignorância envolvida, e se eles soubessem que Ele era o Filho de Deus, eles não O teriam crucificado.

Por que eles não sabiam? Os pastores sabiam, e os magos do Oriente sabiam. Os humildes pescadores sabiam, e até mesmo os demônios sabiam e diziam “nós sabemos quem Tu és”. Mas os líderes religiosos não sabiam. Talvez possamos encontrar um indicio da razão por que eles não sabiam, em S. Mateus 11:25: “Por aquele tempo exclamou Jesus: Graças Te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.”

Jesus estava grato porque essas coisas foram ocultadas aos sábios, por quê? O que as pessoas sábias fazem com a verdade? Elas tomam a glória para si mesmas. A tendência é tomarmos a glória para nós mesmos se podemos encontrar a menor desculpa para fazê-lo.

Teria Deus Se assentado lá em Seu trono e dito: “Dê isto aos pescadores e pastores, mas não deixe que os fariseus tenham qualquer verdade”? Ou temos nós mais textos nas Escrituras para examinarmos nesse ponto?

Veja S. Mateus 13, a partir do verso 9:

“Quem tem ouvidos, ouça. Então se aproximaram os discípulos e Lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas? Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus, mas àqueles não lhes é isso concedido.” Não pare aí – continue lendo! “Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. “Por isso lhes falo por parábolas; porque, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem entendem. “De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías: “Ouvireis com os ouvidos, e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis. “Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por Mim curados. “Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. “Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram; e ouvir o que ouvis, e não ouviram. “Atendei vós, pois, à parábola do semeador.” Versos 12 a 16.

Eles fecharam os ouvidos. Eles fecharam os olhos.

Assim, não foi Deus que arbitrariamente deu compreensão a alguns e a outros não. Essa era a diferença das pessoas. O sol brilha sobre a cera, e o sol brilha sobre a argila. A cera derrete; a argila endurece. Por quê? É o mesmo sol brilhando sobre ambas.

Por que eles fecharam os olhos e ouvidos? Jesus, vindo como veio, ameaçou seu orgulho por status. Ele passou pelos líderes religiosos e escolheu os camponeses e estrangeiros para espalhar Sua mensagem. O orgulho por status tinha sido ameaçado.

Segundo, o seu orgulho nacional tinha sido profundamente abalado. Eles esperavam um Messias que viesse liderar os exércitos e subjugasse Roma. Ao contrário, Ele veio de maneira humilde e ofereceu Suas dádivas igualmente a judeus e gentios.

Em terceiro lugar, seu orgulho pessoal foi ameaçado. Os pecadores, as prostitutas e os ladrões aceitaram a Jesus e Ele os aceitou. Como podia ser assim, quando os legisladores religiosos nada sentiam, a não ser desconforto em Sua presença? Assim, eles fecharam os olhos e se afastaram para longe dEle. E exatamente como as pessoas de Nazaré, já que haviam tomado essa atitude, eram muito arrogantes para mudar de posição.

Apesar de suas diferenças, os fariseus e saduceus finalmente se uniram. Eles poderiam ter encontrado unidade na aceitação de Jesus, se estivessem dispostos a submeter seu orgulho e vir a Ele, pois é vindo a Jesus que nos aproximamos uns dos outros. Porém, em vez disso, eles se uniram em sua rejeição dEle e encontraram unidade na sala de julgamento de Pilatos e na crucifixão.

E se você visse a si mesmo ao olhar para esses líderes religiosos dos dias de Cristo? Isso significaria que seu caso é sem esperança? Não. Há boas novas, pois você pode unir-se com aqueles que eram a exceção da regra.

Nicodemos, um fariseu e membro do Sinédrio, era muito orgulhoso até mesmo para aproximar-se de Jesus durante o dia, mas em vez disso buscou-O sob a proteção da noite. Entretanto, ele aceitou um novo nascimento que Jesus tão solenemente enfatizou e tornou-se um fiel seguidor até o final.

Simão, também um fariseu, trilhou o longo caminho até Jesus. Mesmo o fato de ter sido curado de sua lepra, não foi suficiente para modificá-lo, mas chegou o tempo em que Jesus alcançou-lhe o coração – em sua própria festa – e Simão se rendeu ao amor que não o abandonaria.

S. João 12:42 e 43 fala de “muitos” que creram nEle. Houve muitos que aprenderam a futilidade de seus próprios esforços para salvar a si mesmos e chegaram a aceitar a salvação que Jesus tinha a oferecer. Reconheceram que não podiam purificar o templo de seu próprio coração, e convidaram Jesus para entrar, não apenas uma vez, mas dia a dia. Jesus ainda está oferecendo a mesma salvação a cada um de nós e podemos escolher aceitar. Podemos escolher entrar em um relacionamento vital com Ele ao aprendermos a conhecê-Lo melhor como Salvador, Senhor e Amigo.

Morris Venden.

in Maluco por Jesus

Como Jesus Cristo tratou seus Vizinhos

A notícia se espalhou rapidamente de um lugar a outro: Jesus estava vindo à cidade. Não que Ele estivesse longe da cidade por muito tempo. Por quase 30 anos, Ele havia sido um dos moradores de Nazaré. Não fazia nem dois anos que Ele havia empacotado as ferramentas, dito adeus a Sua mãe Maria, e saído para uma missão estranha.

As notícias haviam ido além do rio Jordão, da capital, Jerusalém, e de outras cidades e vilas na Galiléia. Jesus estava fazendo coisas misteriosas. Freqüentemente, junto ao poço da vila ou no mercado, os homens e mulheres em Nazaré discutiam os últimos rumores sobre Jesus. A maioria das histórias parecia bem diferente do caráter do Jesus que eles conheciam. Ali, na cidade de Nazaré, Jesus tinha sido um trabalhador braçal, um gentil ouvinte, um bom vizinho. Ele tinha sido um tanto excêntrico, intensamente interessado nas coisas de Deus e indo além de Seu caminho para ser um auxílio aos que estavam ao Seu redor. Porém, agora, subitamente Ele parecia um tipo de fanático, radical, zelote.

Ele não havia ido muito longe, antes que os habitantes da cidade ouvissem da Sua limpeza do templo em Jerusalém. Ele nunca tinha tentado qualquer coisa desse tipo na sinagoga local, em Nazaré! Mas, afinal, talvez Jerusalém necessitasse daquele tipo de tratamento. As coisas estavam muito corruptas ali na sede da nação – assim diziam.

Jesus tinha viajado bastante pelo país e um crescente número de pessoas O seguia onde quer que fosse. As notícias aumentavam sobre milagres, curas e exorcismos. Ninguém sabia com certeza no que crer, mas todos estavam interessados em saber sobre o Filho da terra, que estava fazendo o bem – ou estaria o Filho da terra criando problemas? Bem, agora eles descobririam por si mesmos, pois Jesus estava voltando a Nazaré para uma visita.

“Então Jesus, no poder do Espírito, regressou para a Galiléia, e a Sua fama correu por toda a circunvizinhança. E ensinava nas sinagogas, sendo glorificado por todos. Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o Seu costume, e levantou-Se para ler.” S. Lucas 4:14-16.

As pessoas de Nazaré observaram com afetuoso orgulho Jesus tendo a honra de ler a Escritura naquela manhã de sábado. Era maravilhoso tê-Lo em casa novamente.

Era maravilhoso o fato dos anciãos locais terem Lhe dado o privilégio de estar na plataforma. Podia-se até ouvir alguém cochichando ao vizinho: “Esse é o filho de José, você sabe. Ele morava na nossa rua, ali embaixo.”

João Batista tinha proclamado Jesus como o Filho de Deus. Seus discípulos acreditavam que Ele era o Messias. As multidões O aceitavam como um grande professor ou profeta. Mas ali em Nazaré Ele era o filho de José. Se havia alguma verdade nas notícias dos milagres e das maravilhas que Ele havia realizado em outros lugares, não era Nazaré um lugar indicado para um espetáculo especial? Não tinham eles o direito de ocupar os bancos da frente? Não tinham eles ”O conhecido antes”? Eles se inclinaram para a frente a fim de captar melhor Suas palavras.

“Então Lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito:

“O Espírito do Senhor está sobre Mim, pelo que Me ungiu para evangelizar aos pobres; enviou-Me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos e apregoar o ano aceitável do Senhor. Tendo fechado o livro, devolveu-o- ao assistente e sentou-Se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nEle.” S. Lucas 4:17-20.

Talvez muitas pessoas de Nazaré não tenham percebido a ênfase dada ao texto. Eles sabiam que a passagem particular das Escrituras era uma declaração messiânica, e eles pensavam no Messias que viria. Talvez uns poucos já estivessem começando a entender – e sentir-se incomodados. Porém, para todos eles, alguma coisa no ar evitou que a cerimônia continuasse, pois a Bíblia diz que os olhos de todos estavam fitos nEle, até mesmo após Ele haver Se assentado.

Então Jesus fala outra vez, no verso 21: “Hoje se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir.” E agora todos os rostos se fecharam. Jesus estava essencialmente dizendo: “Eu sou o Messias.” Palavras muito duras para ser aceitas quando ditas sobre o seu vizinho da porta ao lado. Porém, havia alguma coisa mais difícil para aceitar. Se Jesus estava dizendo: “Eu sou o Messias”, Ele também estava dizendo: “Vocês são pobres. Vocês são cativos. Vocês estão cegos e em prisão.”

Que maneira de Jesus tratar Seus vizinhos! Não mereciam eles Seu respeito e Sua honra? Não tinham eles O tratado polidamente? Que maneira de responder! Se Ele queria que eles cressem nEle – por que não começou curando as doenças e aflições de todos os Seus velhos amigos e vizinhos? Se Ele era o Messias – por que não começou oferecendo-lhes posições de importância em Seu novo reino sobre o qual eles tinham ouvido? Como podia Ele começar insultando-os e então continuar esperando seu apoio e aceitação?

Apesar do interesse em Jesus como o Filho da terra, que havia feito maravilhas em Jerusalém e Cafamaum, apesar das graciosas palavras que Ele falou, apesar da forte influência do Espírito Santo presente naquele dia, as sementes da rejeição eram fortes. As pessoas disseram: “Não é este o filho de José?” Verso 22. O que estavam eles dizendo? Eles estavam dizendo: “Ele é um de nós. Vá em frente Jesus, lute contra a corrupção em Jerusalém. Deixe que todos saibam sobre a pecaminosidade dos gentios e dos samaritanos. Repreenda as prostitutas e os coletores de impostos. Mas aqui é Nazaré! Não trate Seus vizinhos assim! Você é um de nós. Nós O ajudamos a ser o que Você é. Não nos engane – nós O conhecemos. Conhecemos Seus pais e Sua família. Sabemos exatamente que Você é o filho de José.”

Entretanto Jesus ainda não havia terminado. “Disse-lhes Jesus: Sem dúvida citar-Me-eis este provérbio: Médico, cura-Te a ti mesmo; tudo o que ouvimos ter-se dado em Cafarnaum, faze-o também aqui na Tua terra. ” Verso 23. E continuou relembrando-os do tempo de Elias, quando ficou sem chover por três anos e meio e, apesar de muitas viúvas em Israel, Elias foi enviado a uma viúva em Sarepta, uma cidade de Sidom – a alguém de fora. Deus passou por Seu povo daqueles dias e foi aos gentios. Não apenas isso, mas Jesus relembrou-os de Naamã que fora curado por Eliseu, enquanto nenhum dos leprosos em Israel foi curado. E agora Jesus estava sugerindo que a mesma coisa aconteceria outra vez em Nazaré. Isso era demais para aceitar.

“Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira.” Verso 28. Todos eles!

Espere um minuto – essas eram as pessoas com as quais Jesus havia crescido. Essas eram as pessoas que haviam brincado com Ele nas ruas – quando eles estavam brincando, Jesus também brincava. Essas pessoas O tinham visto como menino, saindo da vila de Nazaré bem cedo, cada manhã, ou à noite carregando no braço a Escritura Sagrada, em direção às montanhas, para passar algum tempo em comunhão com Seu Pai. Essas eram pessoas que tinham visto Sua vida perfeita, que tinham recebido um copo de água fria de Suas mãos, que tinham partilhado de Seu lanche quando estavam com fome. Marcos nos conta que Sua própria família estava ali também, embora nós certamente desejássemos esperar que a reação deles fosse uma exceção. Mas o texto diz que todos eles se encheram de ira.

Eles, “levantando-se, expulsaram-no da cidade e O levaram até ao cume do monte sobre o qual estava edificada, para de lá O precipitarem abaixo. Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-Se.” Versos 29 e 30.

Pode você vê-Lo indo embora de Nazaré, sozinho? Pode você vê-Lo cabisbaixo com lágrimas na face? Esses eram os Seus amigos de infância. Certamente, Ele amava essas pessoas de modo especial, mas eles O haviam rejeitado – e não apenas isso, eles tinham tentado matá-Lo! Mais um desgosto profundo tinha vindo a esse Homem de Dores, que estava familiarizado com o sofrimento. Seus próprios vizinhos e amigos e, até mesmo, quem sabe, alguns de Seus próprios familiares O haviam rejeitado.

Qual era a base dessa rejeição? Isto ia muito mais fundo do que a rivalidade de Seus próprios conterrâneos e vizinhos. Eles O rejeitaram porque Ele era puro e eles eram pecadores. A impiedade tem sempre sido desconfortável na presença da piedade. Eles O rejeitaram porque sabiam que teriam que aceitar a mudança, caso aceitassem Seus ensinos. Eles O rejeitaram porque o orgulho nacional havia sido pesadamente atingido. Eles não desejavam considerar os relatos do Antigo Testamento sobre as ocasiões em que os gentios, pagãos e estrangeiros tinham sido honrados acima do povo escolhido. Eles O rejeitaram porque Ele não deu o respeito apropriado à vida religiosa deles, aos costumes religiosos ou até mesmo aos seus líderes religiosos, a quem eles reverenciavam. Eles O rejeitaram porque Ele era um deles – e no entanto não era como eles.

Assim, Jesus foi forçado a afastar-Se de Seus vizinhos de Nazaré e desaparecer pela rua empoeirada com a trágica conclusão de que, para a maioria deles, a rejeição era final. Ele sabia que uma vez que as pessoas rejeitam a Deus é quase inevitável continuarem rejeitando-O. O orgulho humano tende a persistir sempre, mesmo admitindo que isso seja um erro. Uma vez tomada uma posição, não gostamos de voltar atrás. E para a maioria dos vizinhos de Jesus essa rejeição em Nazaré jamais seria modificada.

Contudo, mesmo em Nazaré havia uns poucos. S. Marcos 6:5 indica que Ele curou uns poucos enfermos. Na escolhida nação, entre o povo escolhido de Deus, havia poucas pessoas. Ali sempre têm sido poucos os que O aceitam, e eu quero desesperadamente estar entre aqueles que O aceitam hoje. E você? Jesus veio pregar o evangelho aos pobres. Ali havia alguns poucos pescadores pobres que O aceitaram.

Você gostaria de unir-se a eles hoje? Jesus veio curar os de coração contrito. Ali havia uns poucos de coração contrito, como Maria e Marta, que aprenderam a sentar-se aos Seus pés. Jesus veio pregar liberdade aos cativos. Havia alguns poucos que ouviram as palavras de Jesus acima dos rugidos dos demônios em suas mentes escuras e aceitaram a liberdade que Ele ofereceu. Jesus veio dar visão aos cegos, e havia uns poucos, como o cego Bartimeu que clamou em alta voz pelo auxílio que Ele desejava dar. Havia uns poucos espiritualmente cegos, que sentiram suas necessidades – que se inclinaram por Jesus e cuja visão também foi restaurada. Havia uns poucos que tinham sido agredidos e dilacerados pelo inimigo, que vieram a Jesus e aceitaram Sua liberdade e gritaram louvores a Ele.

Mas havia uns poucos.

Ao ver Jesus descendo pela estrada, forçado a ir embora para longe daqueles que haviam rejeitado Seu amor, não deixe que Ele vá sozinho. Não O deixe ir sozinho hoje, mas caminhe ao Seu lado e diga: “Querido Senhor, conte comigo. Eu estou do Seu lado. Eu não quero rejeitá-Lo.”

Ele ainda está procurando com grande ansiedade os poucos que aceitarão as bênçãos que Ele está desejando outorgar.

Morris Venden

Como Jesus tratou seus DISCÍPULOS

Você já pensou alguma vez em morrer por Cristo? Estaria você disposto a isso? E se estivesse disposto, você estaria apto? Certamente aqueles que têm dado a vida por Cristo, têm recebido auxilio do alto.

Durante a Rebelião BOXER, bandidos raptaram um missionário na China, levando-o para seu refúgio nas montanhas, e tentaram forçá-lo a abandonar a fé. Ele se recusou a fazê-lo. Assim, eles lhe cortaram todos os dedos das mãos e dos pés. Então eles perguntaram: “Agora você vai abandonar sua fé?”

Ele disse: “Não.” Então eles lhe cortaram as mãos no punho e os pés nos tornozelos e gritaram insistindo para que ele renunciasse sua fé em Cristo. Ainda assim ele se recusou. Finalmente lhe cortaram os braços e pernas, e enquanto ele estava morrendo em seu próprio sangue, eles perguntaram: “E agora, você tem alguma coisa a dizer?”

Ele disse: “Sim, vocês podem fazer o favor de dizer ao meu filho que venha e tome o meu lugar na China?”

Bem, temos ouvido esse tipo de história de todas as terras e em todas as épocas. O sangue dos mártires tem fluido desde Abel até o tempo presente. E neste livro, que fala do modo como Jesus tratava as pessoas, seríamos negligentes se não considerássemos como Ele se relaciona com Seus seguidores – não apenas em companheirismo, mas também no sofrimento.

Cristo disse a Seus seguidores: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. ” Apocalipse 2:10. O apóstolo Pedro aprendeu o valor do sofrimento. Houve um tempo em que ele recuou. Você pode recordar sua conversa com Jesus, quando o Mestre falou aos discípulos sobre Sua breve morte. Pedro disse: “Que isto esteja longe de Ti, Senhor.” E Jesus o repreendeu. Veja S. Mateus 16:21 a 23.

Entretanto, Pedro aprendeu a bênção do companheirismo no sofrimento e, em I S. Pedro 4:12 e 13, ele disse: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também na revelação de Sua glória vos alegreis exultando.”

Assim, não é estranho, quando os cristãos sofrem. Você encontra mensagem semelhante do apóstolo Paulo em Filipenses 1:29. “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo, e não somente de crerdes nEle.”

É um privilégio, uma honra e uma dádiva – uma das maiores bênçãos que o Céu poderia outorgar – conhecer o companheirismo do sofrimento e ser fiel até a morte. É um mistério para a mente humana entender por que isso é verdade, mas companheirismo no sofrimento é o que Jesus oferece a todos os Seus seguidores de uma ou de outra maneira.

Por essa razão, focalizemos um dos mais íntimos seguidores de Jesus, de quem o próprio Jesus disse: “Ninguém é maior do que ele.” Seu nome era João, o Batista. Muitos têm questionado sobre sua morte.

João Batista era filho de um milagre, dedicado ao Senhor desde o nascimento. Ele viveu no deserto, vestindo roupas estranhas e comendo vagens de alfarroba (gafanhotos) e mel silvestre. Aprendeu a amar o deserto e os espaços abertos.

Quando iniciou seu ministério público, anunciando a vinda do Messias, não poupou nenhuma palavra. Ele até mesmo repreendeu o rei Herodes sobre seu casamento. A esposa de Herodes não gostou do que ele disse. Assim, ela convenceu o marido a lançá-lo na prisão.

A maioria das pessoas esperava que João fosse libertado em breve. Eles tinham certeza de que a consideração das pessoas e até mesmo do rei Herodes garantiriam a segurança de João. Porém, João Batista, esperou, esperou e esperou. O confinamento em masmorra pesava demais sobre ele, cuja vida havia sido gasta nas montanhas desérticas. As dúvidas começaram a atingir-lhe a mente. Ele chegou a ponto de duvidar de sua missão – duvidar da divindade de Cristo.

Chegou a hora em que ele não pôde mais suportar e enviou mensagem a Jesus, apresentando suas duras questões. E a resposta de Jesus fortaleceu-o.

Então, um dia a esposa de Herodes conseguiu o que desejava. Ela enganou seu marido, através da filha Salomé, e no processo João Batista foi decapitado – aparentemente esquecido por Deus, esquecido por Jesus e deixado sozinho. É assim que Jesus trata Seus discípulos?

É difícil para nós compreender todos os dons que o Céu nos pode outorgar. Companheirismo com Cristo em Seu sofrimento é a mais pesada confiança e a mais elevada honra. Que tipo de companheirismo, João Batista e o missionário da China e todos os outros mártires através dos tempos têm tido com Cristo em Seus sofrimentos? O que são os sofrimentos de Cristo?

Em primeiro lugar, sabemos que Cristo sofreu por causa da justiça. Isso não era sofrimento por causa de Seus próprios pecados. Ele pronunciou uma bênção sobre aqueles que em todas as épocas têm sofrido por causa da justiça.

A injustiça tem sido sempre desconfortável na presença dos justos. Os homens maus odiavam Jesus por Sua vida de pureza e por essa razão tentaram destruí-Lo. Aqueles que têm aceito a justiça de Cristo são advertidos de que eles não serão sempre os mais populares e alguns sofrerão perseguição e até mesmo a morte por causa da justiça.

Jesus também sofreu por causa de outros. Ele é o supremo exemplo de Alguém que estava disposto a entregar a vida por Seus amigos, e outros em todas as épocas têm se unido a Ele nisso. Temos ouvido suas histórias.

Sabemos também que Jesus sofreu porque Ele era submisso ao plano-mestre elaborado antes da fundação do mundo e se o pecado entrasse, Ele viria oferecer uma solução para a raça humana. Jesus não Se desviou desse plano, mas permaneceu sob o controle do Pai durante toda a Sua vida na Terra.

Entretanto, Ele poderia ter salvo a Si mesmo quando os sacerdotes e escribas vieram e disseram: “Salvou os outros, a Si mesmo não pude salvar-Se.” S. Marcos 15:31. Eles estavam falando a verdade. Entretanto, embora pudesse salvar-Se a Si mesmo, Ele não poderia salvar-Se a Si mesmo e os outros também.

Aqueles que têm seguido Jesus em companheirismo, têm descoberto a mesma coisa. Por permanecerem sob o controle de Deus, não têm sido aptos a salvar a si mesmos. O missionário na China aparentemente poderia ter salvado a si mesmo, se estivesse disposto a negar sua fé em Cristo. Mas, porque estava determinado a permanecer sob o controle de Deus e continuar professando sua fé em Cristo, ele não pôde salvar-se.

Assim, um seguidor de Cristo pode sofrer por causa da justiça, pode sofrer por causa de outros e pode sofrer porque permanece sob o controle de Deus. João Batista experimentou esse sofrimento.

Alegremente Jesus teria libertado Seu amado e fiel servo, mas por causa dos milhares que nos anos futuros passariam da prisão para a morte, João teve que beber o cálice do martírio.

João Batista iluminou o caminho para os outros discípulos, dos quais todos, exceto um, morreriam como mártires. Os discípulos pagaram o preço derradeiro, iluminando o caminho para os mártires que os seguiriam. E os mártires que os seguiram iluminaram o caminho para nós hoje, que ainda estamos vivendo em um mundo de dores e sofrimentos, separação e morte.

Talvez possamos compreender a morte de João por causa dos mártires que viriam, mas por que os mártires tinham que morrer?

Para começar, sabemos que Deus planejou Seu mundo de modo que a chuva caísse sobre justos e injustos e o Sol brilhasse sobre o bom e sobre o mau. Se as boas coisas acontecessem apenas para os bons e as más coisas apenas para os maus, não demoraria muito e o mundo estaria cheio de pessoas que serviriam a Deus apenas pelo que eles pudessem obter dEle. Mas Deus quer apenas o serviço de amor. Ele nunca prometeu a Seus seguidores “céu sempre azul”. Ele não prometeu libertá-los dos problemas decorrentes de se viver neste mundo de pecados.

Indubitavelmente, há muitas razões para isso. Uma poderia ser que mesmo para aqueles que são seguidores de Cristo, há necessidade de serem relembrados do horror do pecado, senão nos esquecemos de sua natureza mortal e outra vez caímos em pecado. O plano de Deus é que o Universo inteiro seja limpo, o pecado e os pecadores não mais existam e assim permaneça para sempre. Ele prometeu que o pecado jamais ressurgirá pela segunda vez, e para que isso aconteça, temos que vê-lo claramente pelo que ele é, de modo que nunca mais ele tenha atração para nós.

Entretanto há uma outra razão que deveríamos considerar. Sabemos que o diabo tem constantemente acusado a Deus como sendo injusto. Ele diz que as pessoas servem a Deus unicamente pelas coisas que elas podem obter dEle. Você conhece a história de Jó e como terminou. A acusação do diabo era que Jó servia a Deus devido à maneira como Ele o abençoava. Veja Jó 1:9 e 10. A experiência de Jó pode ser repetida na vida de cada um de nós, hoje.

A promessa de Deus é que não há nada que o diabo possa fazer, nenhum problema que ele possa causar nesse mundo de pecados, que Deus não tenha o poder de nos dar condições de suportar, e ainda continuar confiando nEle. E Deus precisa de demonstrações da vida real de que isto é verdade.

Vamos ser mais específicos ao tentarmos ver como esse princípio atua no grande conflito entre Cristo e Satanás. A Bíblia ensina que no final dos mil anos, quando Jesus voltar a este mundo pela terceira vez, cada pessoa que tenha vivido O encontrará pela primeira ou pela última vez. Haverá alguns do lado de fora da cidade olhando para dentro – lá estarão alguns do lado de dentro da cidade olhando para fora.

Do lado de fora da cidade estarão alguns dos dias do Dilúvio, quando os pensamentos do coração dos homens eram maus continuamente. E eles armarão seus punhos e os agitarão diante de Deus e dirão: “Isto não é justo. Foi muito difícil servi-Lo no tempo em que eu vivia.”

Talvez você possa imaginar uma voz de algum lugar dentro da cidade que diz: “Noé, você pode por favor subir no muro?” Ao Noé subir ali, as pessoas dos dias do Dilúvio nada mais terão para dizer.

Posso ver um grupo fora da cidade, naquele dia, que viveu no tempo da apostasia de Israel. Eles cederam à pressão e se tornaram adoradores de Baal. Eles armam os punhos e agitam diante de Deus dizendo: “Foi muito difícil servi-Lo quando eu estava vivendo na Terra, porque, eu teria sido praticamente o único a fazer isso.”

Deus pede a Elias que suba no muro e eles não têm mais nada a dizer.

Posso ver pessoas da igreja primitiva, quando a perseguição estava em seu auge, que estão do lado de fora do muro agitando os punhos diante de Deus e dizendo: “Foi muito difícil servi-Lo no meu tempo. Eles iam me matar se eu falasse abertamente sobre Jesus Cristo.”

E Deus envia Estêvão ao muro e eles não têm mais nada a dizer.

Vejo um grupo da Idade Média que estão agitando seus punhos diante de Deus, e Huss e Jerônimo são convidados a se levantarem. Vejo alguém da China, dos dias da Rebelião Boxer, do lado de fora do muro, e o missionário que citamos anteriormente é chamado à frente.

Vejo alguém em nossos dias – uma vítima de câncer que sofreu por meses e finalmente morreu, e antes de morrer, revolta-se contra Deus e O culpa por todos os seus problemas, amaldiçoa-O e morre.

Para alguém assim do lado de fora da cidade, Deus pode precisar ter alguém do lado de dentro que sofreu uma tentação semelhante, mas que ainda assim O amou e confiou nEle a despeito de tudo.

Bem, isto significa que Deus é quem trouxe todo esse sofrimento? Não, não. O sofrimento é infligido por Satanás, mas Deus age acima dele, com o propósito da misericórdia. Os discípulos perguntaram a Jesus: “Quem pecou – este homem ou seus pais?” Jesus disse: “Nenhum deles – mas, veja! Agora você verá a glória de Deus. ” Veja S. João 9:3.

Um dia virá, quando a glória de Deus triunfará e os seguidores de Cristo que têm sofrido e têm servido a Ele e por causa dEle – e não por causa própria – terão sua recompensa. Jesus prometeu mais do que resolver isso para nós, por qualquer inconveniência que sofrermos como resultado de termos nascido neste mundo de pecados.

O plano de Deus no grande conflito é proceder de tal maneira que até mesmo os do lado de fora da cidade – até mesmo o próprio Satanás – finalmente admitirão que Deus tem sido imparcial e justo.

Que dia será aquele, quando o problema do pecado será para sempre eliminado e pudermos estar com Cristo em companheirismo para sempre!

Morris Venden.

Como Jesus tratou os Desesperançados

 

A cidade de Jerusalém foi destruída muitas vezes. Muitas cidades e vilas da Palestina não são mais como eram no tempo de Cristo. Ao longo dos anos as pessoas construíram novas cidades em cima das antigas.

Quando fiz uma excursão à Terra Santa, com algumas outras pessoas, alguns anos atrás, fomos visitar o Poço de Betesda. Ele está cerca de dois metros e meio abaixo da superfície da atual cidade, e você pode caminhar, descendo as escadas sinuosas até o nível do poço, onde ele estava nos dias de Jesus.

Quando você desce aos cinco pavilhões, uma outra escada desce ainda mais adiante na escuridão até a água do poço. Alguém do nosso grupo naquela hora desapareceu acidentalmente no poço, como se estivesse tentando encontrar outro caminho, em vez da escadaria escura para descer. Ele descobriu que as águas o agitaram em vez da água ser agitada!

Entretanto o poço de Betesda ainda está lá e nos permite imaginar como ele era nos dias de Jesus. A história do homem do poço de Betesda encontra-se em S. João capítulo 5:

“Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém.

“Ora, existe ali junto à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pavilhões.

“Nestes jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos [esperando que se movesse a água. Porquanto um anjo descia em certo tempo, agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse].” Versos 1-4.

Esse era o local “milagroso” daquele tempo. Um centro de milagres onde as pessoas iam para encontrar saúde e cura – pelo menos assim pensavam eles.

“Estava ali um homem, enfermo havia trinta e oito anos.

“Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim, havia muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado?

“Respondeu-Lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois enquanto eu vou, desce outro antes de mim.

“Então lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. Imediatamente o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado.” S. João 5:5-9.

O restante do capítulo trata da seqüência ou resultado dessa história. Jesus foi levado diante de um tribunal e processado diante de uma corte terrena. Jesus, o Senhor do sábado, foi acusado de transgredir o sábado. Isso poderia ser engraçado, se não fosse tão trágico. Jesus – o Criador, Aquele que fez todas as coisas, aquele que mantinha os corações batendo nas pessoas que O estavam acusando. Sem dúvida, uma cena interessante.

Em seis diferentes ocasiões, Jesus foi acusado de transgredir o sábado. E ao estudar essas ocasiões você notará que Jesus sempre decidiu em favor das pessoas, enquanto os líderes religiosos decidiram em favor da lei.

Em S. Mateus 12:12 entretanto, Jesus disse: “É licito fazer bem aos sábados.” Assim Jesus “transgrediu” o sábado a fim de guardá-lo. E os líderes judeus, tentando guardá-lo, acabaram transgredindo-o. Quando Jesus decidia em favor das pessoas, Ele estava realmente decidindo também em favor da lei. As duas não se excluem mutuamente. É lícito fazer bem no dia de sábado.

Esta palavra – lícito – é muito interessante. O texto não diz: É bonito fazer bem no dia de sábado, ou é seu privilégio fazer o bem. Ele diz: é lícito fazer o bem. Em outras palavras, isto é o que a lei requer. Isso é como dirigir o carro em uma rodovia onde há uma placa que diz: “Velocidade mínima 60 km por hora.” Não apenas é permitido dirigir acima de 60 km por hora, mas você estará transgredindo a lei se dirigir mais devagar. Fazer o bem no dia de sábado é o que a lei requer. E Jesus veio revelar o verdadeiro propósito do sábado. Ele aparentemente lançou fora toda a precaução, deu um pulo gigante por cima de toda tradição e ritual, e mostrou tudo o que significava verdadeiramente guardar o sábado.

Nesse sábado particular, Jesus estivera caminhando através dos cinco pavilhões. As pessoas ali estavam em situações desesperadoras. Seus amigos ou familiares os haviam trazido ali como último recurso. Alguns tinham erigido rudes abrigos ao redor do poço; outros eram trazidos diariamente ao poço. Todos estavam esperando que a água se agitasse, para que pudessem tentar ser o primeiro a entrar no poço. Os doentes, cegos, coxos, paralíticos e desesperançados estavam em todo lugar – esperando.

Jesus caminhou sozinho e sem ser notado entre os sofredores. Isto foi no início de Seu ministério. Mais tarde, as pessoas em multidão O seguiriam e o povo palmilharia Suas pegadas. Porém, nenhuma multidão O seguia nesse dia para o poço, nenhuma mulher se apressou tentando tocar pelo menos a orla de Sua túnica.

Assim, Jesus caminhou pelos cinco pavilhões olhando para os doentes sofredores e desejando curá-los. Ele realmente queria curar a todos! Se estivesse lá e O reconhecesse e soubesse de Seu poder, eu teria gritado: ”Vai em frente Jesus! Cure todos eles!” Ele, entretanto, não podia fazer isso. Sua missão ainda incluía muitas coisas, e se Ele tivesse curado todos eles, isso teria interrompido Sua obra. Na verdade, por curar apenas um homem, Ele havia dado um grande passo em direção à cruz. Por essa razão Ele não curou todos os leprosos. Isto teria interferido em Sua missão maior – a salvação de toda a humanidade.

Eis a razão por que Deus não trouxe um fim ao pecado há muito tempo atrás. Essa é a razão por que Ele não cura a todos hoje – todos os doentes e enfermos nos hospitais e instituições de saúde. Deus, em Sua sabedoria, permite que o pecado evolua até suas últimas conseqüências, até que todos vejam o que ele realmente é. E quando finalmente chegar o fim do pecado, ninguém nunca mais o desejará.

Ao Jesus caminhar pelos cinco pavilhões, desejando curar a todos e talvez contemplando o dia quando o pecado estaria para sempre eliminado e todos estariam curados, Ele viu um caso mais desgraçado, e Sua compaixão extravasou.

Eis um homem doente por 38 anos. Seus amigos se foram. Sua família se foi. E seu único lar é ali no poço. Jesus pára, olha para ele, e pergunta o que pareceria uma questão tola:

– Queres ser curado?

– Desculpe-me! O que você pensa que eu estou fazendo aqui?

– Queres ser curado? – Evidentemente Ele queria que o homem desse uma resposta.

Bem, você sabe a resposta:

– Sim, é isso que eu estou aqui buscando. Mas não há ninguém aqui. Não tenho ninguém e não sou forte o suficiente para entrar no poço. Alguém sempre desce antes de mim. Isto é desesperador.

Jesus não perde tempo algum. Ele não desperdiça palavras. Ele olha para o homem e, com o poder que vem do Doador da Vida, o Criador, Aquele que fez o Universo – o poder que fez com que o pó se erguesse na Criação – Ele ordenou: “Levanta-te, toma o teu leito e anda.”

Agora, por favor, note aqui a intrigante seqüência. O relato é que (1) imediatamente o homem ficou curado, (2) tomou seu leito (3) e pôs-se a andar.

Quão fácil é nos colocarmos nesse quadro. Queremos justamente um pequeno crédito, uma pequena glória para nós mesmos. E dizemos: “Deus ajuda aqueles que se ajudam.” Queremos que os dons de Deus sejam dependentes de nossa obra de alguma maneira. Talvez você tenha ouvido pessoas dizerem que o que habilitou o homem a caminhar foi que ele colocou sua vontade, seu ânimo e sua determinação em fazer o que Jesus disse, e como pôs seu esforço nessa direção, ele foi curado e ficou apto a caminhar. Não foi assim. Jesus curou-o no momento. Primeiro ele foi curado e então se levantou, tomou o leito e andou. O caminhar e  carregar o leito foram resultados da cura, não a causa.

Você vê o homem caminhando – saltando saindo dali. O que o poço representa? O poço poderia representar alguma coisa que nós tentamos fazer para efetuar nossa salvação ou obter nossa vitória ou nossa justificação.

Talvez uns poucos, cuja doença estivesse apenas na mente, fossem aparentemente curados porque pensavam assim. Mas esse homem estava doente. Ele não tinha nem mesmo força ou energia para entrar no poço. Ele era um caso desesperador.

Está você na situação dele? Não percamos a lição espiritual dessa história. Qual é o seu poço, hoje? Está você tentando ganhar o seu caminho para o Céu – tentando ser suficientemente bom para fazê-lo? É esse o seu poço?

Você nunca vai conseguir por si mesmo.

Você tem tentado obter a vitória sobre algum pecado em sua vida? Tem você estado sem paz? Está você a ponto de se desesperar? É esse o seu poço? E o que dizer dos membros da igreja que estão tentando fazer alguma coisa para fazer com que Cristo volte? Você já ouviu sobre isso? Você já ouviu os slogans e faixas que dizem: “Levantemos e terminemos a obra”? E então você ouve dizer que a população do mundo está crescendo mais rápido do que a pregação do evangelho, e está a ponto de perder a esperança. E esse o seu poço, hoje?

Temos todo o tipo de poços os quais tentamos alcançar. Talvez haja alguém hoje que tem tentado, por 38 anos ou mais, alcançar seu poço e ainda não conseguiu. Eu tenho boas novas para vocês! “Há uma fonte repleta de sangue extraído das veias de Emanuel; e os pecadores, mergulhados nessa fonte, perdem todas as marcas de suas culpas.” Há um manto para aqueles que estão nus, um manto tecido sem nenhum fio de origem humana. Ele é oferecido a você hoje como um presente. Esse é o manto do poder de Jesus em lugar de suas falhas.

Assim, poderia você, por favor, unir-se a mim hoje em um desses cinco pavilhões? Jesus está passando por eles. Ele Se inclina sobre você e pergunta: “Queres ser curado?” Exatamente aqui chegamos àquilo que algumas pessoas chamam de evangelho subjetivo. Elas dizem: “Não fale sobre ser curado. Sejamos objetivos. Não olhemos para nós mesmos.” Pode você imaginar Jesus Se inclinando sobre esse homem no poço, dizendo:

– Você gostaria de ser curado?

E o homem diz:

– Oh, isso é muito subjetivo. Apenas ponha alguma justiça a meu crédito no Céu. Isso será suficiente.

Podemos ser gratos pelo que Jesus fez na cruz, mas podemos ser igualmente gratos pelo que Ele quer fazer em cada vida hoje. Charles Spurgeon, o poderoso pregador de anos passados, colocou isso assim: “E agora meus queridos ouvintes, eu vos farei a pergunta: Quereis ser curados? Desejais ser salvos? Sabeis ó que é ser salvo? Oh, dizeis vós, isto é escapar do inferno. Não, não, não. Isto é o resultado de ser salvo. Ser salvo é uma coisa inteiramente diferente. Quereis ser salvos do poder do pecado? Desejais ser salvos de ser cobiçosos, mundanos, impuros, temperamentais, injustos, descrentes, dominadores, bêbados, ou profanos? Estais vós dispostos a abandonar o pecado que vos é precioso?

” ‘Não’, diz alguém, ‘honestamente não posso dizer que quero tudo isso.’ Então você não é a pessoa a quem eu estou falando hoje.

“Entretanto há alguém que diz: ‘Sim, eu anseio ser libertado do pecado. Eu desejo pela graça de Deus, hoje mesmo, me tornar cristão e ser salvo de meus pecados.’ Então, levante-se, tome seu leito e ande.”

Não aceitaria você o maior Amigo que poderia ter, o próprio Senhor Jesus que caminha entre os cinco pavilhões? Ele veio não para chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento. E Ele diz: “Olhai para Mim e sede salvos, vós, todos os termos da Terra.” Isaías 45:22. Ele estava disposto a correr o risco por você. Sua compaixão sempre contém o melhor dEle. E Ele lhe oferece hoje a cura espiritual que você tanto deseja.

 Morris Venden.