Com Cristo vivo na Plenitude


Talib Barwani (muçulmana de Zanzibar convertida ao Cristianismo).

Meus antepassados eram do sultanato de Omã, na península da Arábia.

Estabeleceram-se em Zanzibar e se casaram com pessoas africanas. Meus pais eram muito carinhosos comigo; minha mãe, em especial, era uma muçulmana devota. Mandaram-me à escola corânica e aprendi a ler o Corão em árabe (embora sem compreender o significado), a rezar cinco vezes por dia, a jejuar durante do mês de Ramadã e a dar esmolas. Quando era adolescente tive vontade de viajar. Depois de fugir de casa várias vezes, consegui chegar a Bombaim, na Índia. Partindo dali, dei a volta ao mundo, trabalhando como grumete (aprendiz de marinheiro) num navio de carga. Voltei para minha casa, mas depois de um ano parti novamente para a Índia e o Golfo Pérsico. Depois, viajei para a Europa onde trabalhei e estudei, mas não consegui meus objetivos e comecei a viver uma vida licenciosa. Fiz tudo o que meu coração ditava, mas depois de algum tempo percebi que nada me bastava.

Um dia, sentado num café, encontrei-me totalmente decepcionado com meu estilo de vida. Alguém entrou comuns panfletos sobre as Forças Armadas.

Senti que para mim qualquer coisa seria boa, desde que me afastasse do estado em que me encontrava. Assim, ingressei na Força Aérea e, depois das provas de habilitação e de um treinamento básico em eletrônica, enviaram-me à Líbia. Ali desfrutei a vida e fiz muitos amigos. Um deles chamava-se João, com quem costumava nadar e caminhar.

Uma noite ao voltar à barraca que dividíamos com outros três companheiros, vi João ajoelhado, orando. Foi uma surpresa para mim, pois jamais havia pensado nele como uma pessoa religiosa. Admirei-me de sua coragem de ajoelhar-se e orar numa barraca cheia de soldados. Assim que se levantou, perguntei-lhe por que de repente tornara-se tão religioso. Ele disse que não se tratava de ser religioso, sim, de ter Jesus Cristo em sua vida. Para mim, tudo era muito estranho, e pedi-lhe que me explicasse melhor.

Disse-me que Jesus havia vindo ao mundo para salvar os pecadores e que havia tomado nosso lugar na cruz, carregando sobre si o castigo que merecíamos; explicou-me como Ele agora oferece perdão e vida eterna a todo aquele que O recebe com fé em seu coração.

Embora eu não praticasse minha religião, cria no Islamismo. Acreditava que Jesus era um profeta como Abraão, Noé e Moisés, mas, para mim, a idéia de que Ele fosse o Filho de Deus era uma blasfêmia. Eu criticava certos países que se diziam cristãos e, entretanto, maltratavam outros seres humanos em nome de Cristo. Isso contrastava com a fraternidade dos povos muçulmanos do Atlântico à China. Mas eu não sabia que alguns cristãos estavam orando por mim.

Um dia, embora eu realmente não tivesse interesse, conheci outro cristão chamado Pedro, que estava com uma Bíblia aberta nas mãos. Ele era sargento, mas achei-o diferente dos outros sargentos. Pedro mostrou-me como o Antigo Testamento profetizava sobre Cristo e como o Novo mostrava que Ele tinha vindo para cumprir essas profecias. Procurou Apocalipse e leu: “Eis que eu estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo.” (Apocalipse 3.20). Essas palavras do Senhor penetraram no meu coração. Apesar de minha crença de que os cristãos haviam alterado o Novo Testamento, eu sabia que essas palavras eram verdadeiras.

Sabia que Jesus Cristo estava parado, chamando à porta do meu coração, e que somente eu podia abri-la ou fechá-la. Eu não queria tomar tal decisão; assim, despedi-me de Pedro e fui embora.

Lembro-me de que fui diretamente ao cinema para esquecer a experiência, mas as palavras de Jesus vinham sem cessar à minha mente: “Eis que aqui estou à porta e chamo…” Dizia a mim mesmo que isso era uma bobagem, um estado de espírito passageiro. Saí do cinema com a intenção de ir a um clube e beber. Em vez disso, fui à tenda que se usava como Igreja e ali quebrantei-me por completo.

Ajoelhei-me e orei assim: “Senhor Jesus, eu sei que Tu morreste na cruz por meus pecados. Tu és o que me salva de minha maldade: por favor, entra na minha vida agora, abro-te a porta do meu coração, sê meu Salvador e Senhor.” Quando me levantei tinha uma paz profunda e uma grande alegria. Sabia que meus pecados tinham sido perdoados e queria contar para todos a maravilhosa experiência que tinha acabado de viver.

Um mês depois de minha conversão, tive a oportunidade de voltar na férias à minha casa em Zanzibar, após cinco anos de ausência. Eu temia o que poderia ocorrer quando soubesse que eu era cristão. As pessoas tinham a tendência de associar o Cristianismo ao imperialismo ocidental. Quando vi como minha mãe e minha família estavam felizes ao ver-me, procurei ocultar-lhes minha conversão, mas, depois de algum tempo, tive que falar-lhes sobre minha fé em Cristo. Eles não podiam compreender porque eu havia feito isso. Estavam perturbados e eu também, pois amava muito minha mãe. Mas não podia esperar que pessoas não cristãs entendessem que meu amor por Cristo tinha que ser mais forte que meu amor pelos membros mais queridos de minha família. Em resumo, de ambas as partes houve mal-entendidos, dor e lágrimas.

Desde esse momento Deus tem sido muito real para mim. Tive a oportunidade de comprovar quão perto Ele está nos momentos difíceis. Jesus satisfaz os desejos mais profundos de meu coração e nunca me arrependi, nem por um momento sequer, da decisão que tomei há quase dez anos, de abrir-lhe a porta de meu coração. O Senhor me deu uma maravilhosa esposa oriunda do Líbano que compartilha igualmente de minha fé e temos dois filhos pelos quais damos graças a Deus. Queremos servir ao Senhor em países muçulmanos, mas até o momento as portas ainda não nos foram abertas. Por meio do meu trabalho numa companhia especializada em eletrônica, encontro cada vez mais oportunidades para pregar e dar meu testemunho.

Minha fé em Cristo me ajuda a viver plenamente. Antes minha vida era vazia e cheia de preocupações; hoje, estou realmente feliz, pois, para mim, viver tem sentido, e o Senhor me ensinou a não preocupar-me com qualquer situação que se apresente. Aprendi, antes de qualquer coisa, a levar tudo a Deus em oração, tanto o insignificante como o mais importante. Ele me ensinou a não odiar a ninguém, não importando o que me tenham dito ou feito. Tenho uma grande sensação de segurança que não provém do que possuo, mas, sim, da fiança absoluta em meu Senhor.

A vida cristã não é fácil, mas é a mais maravilhosa, emocionante e satisfatória para minha alma que jamais conheci. Esta é a razão pela qual não há nada que dê mais alegria a minha esposa e a mim que aproveitar qualquer oportunidade para contar aos outros a boa nova do grande amor de Deus em Cristo Jesus para com os homens.

Por R F. Wooton in Muçulmanos que encontraram a Cristo – Testemunhos Vivos do Poder do Evangelho entre os seguidores de Maomé.

https://malucoporjesus.wordpress.com

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