Parábola da Imagem de Ciúmes


(Ez 8:1-18)

Depois do simbolismo que se con­clui em Ezequiel 5:4, nos capítulos 6 e 7 o profeta pela primeira vez apre­senta as suas profecias em lingua­gem clara. Seu estilo passa da prosa para a forma mais comum de apre­sentação profética: cheia de parale-lismos —característicos da poesia hebraica. No capítulo 8, Ezequiel retoma o método parabólico com a sua nova série de profecias. O mais surpreendente autor dentre todos os profetas, Ezequiel, manifesta uma força e uma energia em suas denún­cias que não encontram precedentes. Suas freqüentes repetições apresen­tam ao leitor os próprios juízos de que ele é porta-voz.

Como os cativos na Babilônia re­clamaram de que Deus os tratara com severidade (Ez 8:15), o Senhor concedeu a Ezequiel uma visão do que estava-se passando no templo de Jerusalém, a despeito dos terríveis juízos impostos sobre eles. A idola­tria era praticada de todas as formas por demais odiosas e abomináveis, até mesmo pelos sacerdotes e pelos anciãos, homens que, por sua auto­ridade, deveriam tê-la condenado. Sentado em sua casa, o profeta sen­tiu o impulso da mão divina sobre ele e viu uma “semelhança como apa­rência de fogo”. Os anciãos senta­ram-se diante dele para ouvir o mo­tivo e o processo do merecido juízo. Como estavam presentes quando a profecia foi entregue, não restavam desculpas a esses líderes. Parece ter havido quatro fases no processo de desmascarar a idolatria oculta:

1. Levado a Jerusalém “em visões de Deus”, Ezequiel contemplou a gló­ria divina na porta do templo e, por meio dessa ofuscante luz, viu os obs­curos recessos da infidelidade de seu

povo (Is 6). Para onde quer que se voltasse, via a perversidade do cora­ção humano, culpado de trocar a gló­ria do Deus eterno por imagens (Rm 1:23). Na entrada do pátio de dentro da casa do Senhor, Ezequiel viu “a imagem que provoca ciúme” de Deus (Dt 32:21; Êx 20:4,5). O Senhor diz a Ezequiel que essa era a razão por que se afastara do santuário. Deus não pode tolerar um rival (Ez 8:5,6; Dt 4:23,24).

2.  Depois o profeta recebe ordem de cavar um buraco na parede e, ao entrar pela porta, descobre, para seu espanto, os anciãos de Israel quei­mando incenso diante de répteis, animais abomináveis e ídolos (8:7-12). Pensaram que não seriam des­cobertos, mas o Senhor penetra to­dos os aposentos da escuridão. Nada lhe é oculto. O incenso aos ídolos é o mau cheiro da iniqüidade, detestá­vel a Deus. Aqueles líderes religio­sos tinham-se afastado tanto da co­munhão com o Senhor, que imagina­vam ter ele abandonado a terra e, portanto, eles não seriam vistos. A respeito desse pecado, Jamieson es­creveu: “Quão terrivelmente agra­vou o pecado da nação o fato de os setenta, depois de ter recebido aces­so ao segredo do Senhor (SI 25:14), agora, ‘nas trevas’, entrarem no ‘conselho’ dos perversos (Gn 49:6) e, apesar de estarem legalmente obri­gados a extinguir a idolatria, serem os que a promoviam”.

3. Adepravação das mulheres de Israel, que choravam por Tamuz, foi a visão seguinte do profeta (Ez 8:13,14). Tamuz era o conhecido deus babilônico da vegetação e da fertili­dade. “Parte da cerimonia que visa­va a garantir o retorno da estação fértil consistia em lamentações por Tamuz, que, nas estações infrutífe­ras do ano, diziam estar morto. Em seu desatino, as mulheres de Israel serviam a um deus pagão, e não ao Deus vivo, o Deus de Israel.” Que oportunas são estes versos de Mil­ton sobre o choro pelo deus Tamuz:

A história de amor

Corrompeu as filhas de Sião com igual ardor;

De quem Ezequiel viu na porta sagrada

A paixão desenfreada.

4. Por último Ezequiel vê 25 ho­mens de costas para o templo, prostrados diante do Sol (Ez 8:15-18). A idolatria de Israel não era meramen­te “um desvio exterior ou o resulta­do da ignorância do povo. Era um afastamento deliberado e consuma­do em relação a Deus, como se todos os sacerdotes, tendo o sumo sacer­dote por cabeça, estivessem de cos­tas para j Santo dos Santos e pres­tassem toda a sua adoração ao deus pagão Sol” (lCr 24:5-9; 2Cr 36:14). A despeito do pranto em alta voz do povo, Deus não desfez a condenação, como mostram os capítulos de 9 a 11. A arma destruidora da condenação divina estava nas mãos de executo­res já designados para castigar os perversos idolatras de Jerusalém (v. Ex 12:23; 2Sm 24; 2Rs 19).

Herbet Lockyer.

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6 thoughts on “Parábola da Imagem de Ciúmes

  1. CELIA DO RIO DE JANEIRO;QUE DEUS ABENçOE :LAMPADADAS PARA MEUS PéS à PALAVRA DE DEUS ESCLARECIDA E EXAMINADA OBRIGADA

  2. Só não gostei das caretinhas das fotos dos comentários! Um blog q fala assuntos bíblicos deveria ter um desenho melhor,tipo uma bíblia,já que se baseia nela! PENSE E REFLITA!
    Obs_ NÃO TENHO ESSE ROSTO MEDONHO Q TA POSTADO ANTES DO MEU COMENTÁRIO! A paz! +~*

  3. A paz,irmão! Abençoado sejas por você, em meio a este blog, levar a palavra de Deus!

  4. Muito produtiva a explicacao, confesso que fiquei em duvida . Esclrarecida.

  5. Sou baiano de Salvador e o menor servo da casa de meu Pai. Hoje pela primeira vez acessei este site e estou por demais maravilhado com tamanha obra que Deus por sua infinita misericordia e graça, vem usando a vida de cada um de vocês – RESPONSAVEIS PELA CONSTRUÇÕA E MANUTENÇAÕ DESTE SITE.

    LOUVADO O NOME DO SENHOR JESUS CRISTO e muito obrigado a vocês.

    PAZ DE CRISTO

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