Era tudo que eu havia sonhado !


Maryam (muçulmana da Indonésia convertida ao Cristianismo).

Normalmente uma pessoa sente-se atraída por uma fé ou um determinado estilo de vida porque tem algum conhecimento a respeito, ainda que esse conhecimento seja limitado. Mas minha experiência foi diferente. Eu me sentiria envergonhada se tivesse que falar de toda a maldade que havia no me coração.

Mas, ao escrever isto, vejo como um espelho que reflete minha própria vida, e quero dizer que não recebi os mandamentos de Deus e a graça da salvação porque os compreendi, mas sim pela grandeza de seu poder.

Como muçulmana de nascimento, fazia todo o possível para cumprir os requisitos do Islamismo. Para mim, era algo muito natural, pois todos os meus antepassados haviam professando essa fé, a qual passaram a ensinar aos seus descendentes.

Talvez o leitor se pergunte se eu conhecia bem o Islamismo e se tinha a segurança de que minha religião me daria a salvação eterna. A resposta é: não!

Eu via que os ensinamentos muçulmanos eram bons. De fato, em certo sentido, não diferem muito do que ensinava Jesus Cristo. No Corão, por exemplo, há instruções sobre como devemos nos comportar, semelhantes às que se encontram no Sermão da Montanha. Mas eu estava insegura quanto ao resultado de tudo o que fazia como muçulmana. Outra pergunta que fazia a mim mesma constantemente era: por que fazia tudo o que me diziam? Tive que admitir que, na realidade, era somente porque haviam me ensinado desde pequena. Além disso, eu achava que ninguém se importava se eu cria ou não em minha religião.

Certamente não devo ser a única pessoa na Indonésia que teve essa experiência.

A maioria em meu país cumpre suas obrigações religiosas pela mesma razão que eu: seguir a religião que receberam de seus pais.

Eu gostaria de contar-lhes como fui atraída à fé cristão, embora seja impossível explicá-lo exatamente. Sempre me pergunto por que ocorreu comigo, mas obviamente tratava-se da iniciativa de Deus para que eu fosse salva. O processo pelo qual cheguei a crer é muito simples. Um senhor que tinha um Bíblia consigo veio visitar meu irmão e, enquanto eles conversavam, comecei a folheá-la.

Gostei de lê-la e pude compreender algumas partes. Mas o homem foi embora com sua Bíblia antes que eu pudesse ler mais. Como me senti muito atraída e tinha aproveitado bastante de sua leitura, pedi uma Bíblia emprestada a um ministro cristão. Ele ficou surpreso, pois sabia que eu era muçulmana.

Depois de ler e reler a Bíblia várias vezes, quis saber mais sobre os segredos que continha. Exerceram grande impacto sobre mim, especialmente os livros de Gênesis e o Evangelho de Mateus; senti um profundo desejo de pôr em prática o que lia. Mas ainda não tinha a coragem para contá-lo a ninguém, de modo que me calei. Não tinha um amigo para pedir ajuda ou fazer perguntas com relação à vida dos cristãos. Eu era muito tímida para ir à Igreja, já que não sabia o que as pessoas faziam ali. Mas, em meu coração, sempre desejara ir.

Finalmente decidi declarar minha fé. Comecei a freqüentar as aulas de religião cristã na minha escola, embora a princípio não compreendesse muito.

Todos os outros estudantes eram cristãos e, quando eles iam à Igreja, eu os acompanhava. Este foi o ponto de partida de minha dedicação: resolvi fazer parte da comunhão dos crentes. Passei a participar ativamente na congregação, a ter mais coragem e a ser mais aberta e sincera com minha família.

Ainda havia muito obstáculos para vencer, pois meus pais e outros familiares, quando souberam que eu fazia parte da comunidade cristã, negaram-me a permissão para que me batizasse, embora não me impedissem de participar dos cultos da Igreja e de minhas atividades. Eu não queria ofendê-los e sabia que o batismo não é o fundamento de nossa salvação em Jesus Cristo, por isso continuei participando da Igreja e mantendo meus amigos cristãos. Vivi assim durante quatro anos. Quanto mais aprendia sobre o companheirismo cristão, mais me atraía. Era tudo o que eu sempre havia desejado, já antes de minha conversão.

Numa noite de Natal, pedi com decisão que me recebessem oficialmente na comunhão da Igreja. Fui batizada apesar de estar passando por uma fase de muita perseguição. Ao participar integralmente da comunhão em Cristo, passei a desejar a mesma vida que os demais crentes estavam experimentando. Sentia-me agora muito feliz, com mais paz, satisfação e estabilidade; comecei a compreender porque estava participando da vida cristã. Provavelmente não haja uma só razão que possa explicar por que minha relação com Deus parece ser hoje mais íntima do que nunca, mas agora tenho mais paz e entreguei-me à Sua vontade para minha vida.

Será que me sinto orgulhosa de ter a esperança de haver sido aceita como digna para apresentar-me perante Deus? Acaso sinto orgulho por compreender que sou pecadora? Não, claro que não! Mas desejo viver profundamente no amor de Jesus Cristo, como outros também o desejam, porque o que sinto como cristã é muito diferente daquilo que experimentei no passado. Sinto a grandeza do amor de Deus. Ele respondeu minhas orações. Esta é uma revelação que em tocou no mais íntimo de meu ser, a de viver no amor de Jesus Cristo.

Minha grande preocupação é ajudar aqueles que ainda não ouviram as boas-novas da salvação de Deus. Creio que não podemos nos dar ao luxo de não nos preocuparmos com aqueles que ainda não conhecem Cristo, nem receberam a salvação baseada em Seu amor. Muitas pessoas crêem que conhecem a Deus, mas na realidade somente conhecem sobre Deus e não são salvos. Seus corações não se abriram para receber Cristo, e isso é algo muito grave. Pensam que suas obras bastam para agradas a Deus, mas não compreendem ainda o verdadeiro significado do que fizeram, nem sabem se algum dia entrarão no reino dos céus. Devemos procurar uma forma de ajudá-los para que conheçam verdadeiramente a Deus por meio de Cristo.

Por R F. Wooton in Muçulmanos que encontraram a Cristo – Testemunhos Vivos do Poder do Evangelho entre os seguidores de Maomé.

https://malucoporjesus.wordpress.com

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