Encontrei o Verdadeiro Gozo


Juan Parwez (Muçulmano Paquistanez convertido ao Cristianismo)

Pertenço a uma família muçulmana do Paquistão. Desde minha infância me interessei por temas religiosos. Aos oito anos, as pessoas me chamavam de “Santo” e muitos vinham a mim para que orasse por eles, pois estavam convencidos de que aconteceria conforme a minha palavra, pois Alá a cumpriria.

Na escola nunca brigava com ninguém e me concentrava nos estudos. Os jogos não me interessavam muito; o que eu gostava era de estar com pessoas religiosas. Minha família compartilhava desse interesse. Meu pai era um muçulmano convicto, muito erudito, e eu queria ser como ele para ganhar o respeito de todos, e, por isso, os estudos chegaram a ser uma obsessão para mim.

Quando terminei o sétimo ano de educação, meu pai morreu. Permaneci mais um ano na escola, mas meu coração estava quebrantado. Perdi o interesse pelo mundo ao meu redor e me isolei, saindo de minha casa para viver em um lugar desolado, sem preocupar-me com a fome ou a sede. Passava semanas inteiras sem voltar para casa.

Depois de um certo tempo, um primo meu levou-me a um sufi de quem me comprometi a ser discípulo. Ele me aconselhou que adotasse um estilo de vida de ascetismo espiritual e, assim, eu passava muitas noites sem dormir lendo o Corão. À vezes, me esquecia de comer e me debilitava a tal ponto que mal podia caminhar. As pessoas começaram a me procurar de dia e de noite para pedir que orasse por suas enfermidades, dores e sofrimentos. Como já não tinha interesse no mundo, não queria ver ninguém, mas quanto mais evitava as pessoas, mais me procuravam.

Continuamente, minha preocupação era observar a lei do Islã através de rezas, vigílias, etc. Mas, embora procurasse com todas as minhas forças fazer boas obras, diariamente, pecava. O orgulho e a vanglória eram os mais freqüentes, porque depois de adorar Alá, acreditava mesmo que eu era santo e os demais, pecadores. Comecei a me preocupar muito porque queria saber como me libertar de minha maldade, pensando que sem boas obras estava definitivamente condenado ao inferno. Esse temor me perseguia constantemente. Sentia que não podia cumprir a lei: esta tinha se tornado uma carga muito pesada para mim.

Pelo fato de ser um muçulmano fiel, eu usava uma barba comprida, mas logo raspei-a completamente a Alá, não tinha necessidade de me preocupar com as aparências. Meus vizinhos começaram a reclamar, argumentando que a lei é um assunto de conduta externa e que somente Alá conhece o coração. Portanto, sendo muçulmano, eu deveria obedecer a lei, orar e jejuar. Não lhes dei importância, mas continuava perturbado.

Por essa ocasião, tive alguns problemas na vista e fui ao hospital cristão de Taxila para fazer tratamento médico. Ali, ouvi alguns pregadores cristãos que proclamavam a Palavra de Deus e nela encontrei o que necessitava: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Este versículo tocou meu coração, pois a lei me oprimia e sentia falta de apoio. Dessa forma, procurei um pregador para conversar com ele.

Ao terminar o tratamento, voltei para minha casa. Eu estava totalmente convencido da veracidade da religião cristã, mas deixar o Islamismo não era algo fácil: o que diriam as pessoas? O que pensariam aqueles que confiavam em mim?

Desde o momento em que ouvi a mensagem do Evangelho, essas perguntas foram um grande obstáculo. Encontrava-me perplexo e em grande conflito espiritual. Mas continuei orando assim: “Oh, Deus, mostra-me o caminho certo e dá-me forças para segui-lo.” Sabia que o Senhor Jesus intercederia em meu favor e me daria paz e consolo.

Graças a Deus, ele me deu graça e decidi retornar a Taxila. Ali, seis meses depois de ter encontrado o Senhor, batizei-me. Imediatamente, enviaram-me a Hyderabad para fazer um curso de estudos bíblicos. Ali, pude compreender a graça e o amor de Deus revelados aos homens através de Seu Filho. Depois disso, senti o desejo de continuar estudando. Agora estou terminando minha carreira universitária. Enquanto isso, dou testemunho de Cristo, especialmente dos muçulmanos porque sei que o Senhor me enviou a eles. Deus me dá um poder maravilhoso para compartilhar com outros o gozo que encontrei ao confiar em Cristo. 

Tive que enfrentar muitas dificuldades em virtude de minha conversão, mas o Senhor sempre me ajudou, dando-me vitória sobre as tentações. No início, minha família opôs-se frontalmente, mas já mudaram um pouco de opinião e é meu grande desejo que possam aceitar ao Senhor. Agora, estou livre de todas as amarras que a lei impõe e me regozigo na salvação pela graça e não pelas obras.

A Palavra de Deus diz: “não há justo, nenhum sequer” (Rm 3:10), e “… porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é Dom de Deus; não vem das obras para que ninguém se glorie” (Ef 2:8,9). Minha vida mudou totalmente. Meu orgulho foi substituído por um espírito de serviço. Depois que me converti, tive que realizar trabalhos muito humildes, como varrer o chão, lavar pratos, ser guarda-noturno etc, e fiz tudo sem reclamar. Alcancei esta benção por confiar em Cristo, que disse: “mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será servo de todos.” (Mc 10.43,44)

Agora, leciono numa escola e estou bastante satisfeito, embora meu salário não seja muito alto. Meu desejo é entrar para um seminário e aprender mais sobre o Senhor e assim servi-lo melhor. Quero que a vontade de Deus seja cumprida em minha vida e continuar testemunhando sobre o que Cristo fez em mim.

 Por R F. Wooton in Muçulmanos que encontraram a Cristo – Testemunhos Vivos do Poder do Evangelho entre os seguidores de Maomé.

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One thought on “Encontrei o Verdadeiro Gozo

  1. gostaria de transmitir a Juan que diante de um mundo tão atordoado na busca da verdade que na maioria das vezes se deixa levar pelas tantas vaidades, encontrar depoimento de quem foi capaz de mudar, transpondo barreiras me deixa contente, que tu não exija mais do que teu coração é capaz de alcançar, seja brando, exigente sim, mas brando contigo!
    grande abraço!

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