Parábola do comer e do beber


(Ec 5:18-20)

 Nessa breve parábola, o pregador, Salomão, retorna à conclusão a que já havia chegado (v. 2:24; 3:12,22). O resumo da parábola parece ser que “no deleite das dádivas de Deus, Salomão não pensa muito nas dores e na brevidade da vida”. Não há um duplo significado nessa impressio­nante parábola sobre o comer e o beber? O que Salomão escreveu apli­ca-se à comida espiritual bem como à natural. O apetite natural ou espi­ritual que seja bom e saudável é uma dádiva de Deus, algo pelo que deve­mos ser gratos. Para o corpo ou para a alma, o bom apetite é sinal de saú­de e proporciona saúde. Como pode­remos ter o desejo físico por comida ou a energia espiritual para a Pala­vra de Deus, se nosso apetite for pe­queno?

Em continuação à sua parábola, Salomão mostra que a falta de apetite é uma terrível doença (Ec 6:1,2). A incapacidade de se alimentar, ape­sar de se ter grande variedade de ali­mentos à disposição, pode resultar em sérios danos físicos. Isso não tem uma relação com a vida espiritual? Com a falta de apetite por Deus e por sua Palavra, muitos cristãos professos deixam de “crescer na gra­ça e no conhecimento do Senhor”. E não é difícil perceber o seu estado de magreza e inanição. Ligada a essa parábola temos outra bem pequena em “Não é dos ligeiros o prêmio […] nem tampouco dos sábios o pão” (Ec 9:11). A mera sabedoria carnal nun­ca encontra alimento na Palavra. Toda a verdade é revelação.

Herbert Lockyer.

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