Parábola de Jó


(27:1; 29:1)

Embora as oito respostas de Jó a seus amigos se achem nos capítulos de 26 a 31 e sejam cheias de lingua­gem simbólica e cativante, na ver­dade a seção não contém nenhuma parábola de fato, ainda que o termo seja usado duas vezes nos diálogos. As partes que compõem sua primei­ra parábola, como Jó chama a sua réplica no original, podem ser facil­mente percebidas:

1.  a decisão de não negar a sua integridade (27:2-6);

2. a avaliação que faz sobre o des­tino dos perversos (27:7-23);

3. a magnífica avaliação da natu­reza da sabedoria (28);

4.  a comparação de sua vida an­tiga com a sua experiência de então (29 e 30) (Quão saudosamente Jó relata a sua antiga felicidade!);

5. a declaração inequívoca de ino­cência e de conduta irreprovável (31). Neste capítulo temos uma es­plêndida confissão de retidão.

O termo usado por Jó e às vezes traduzido por “parábola” no que se refere aos seus eloqüentes discursos, é m_sh_l, que significa similarida­de, mesmo vocábulo usado nas pro­fecias de Balaão (v. tb. SI 49:4; 78:2). O termo acima é também usado em sentido amplo e vago, englobando poesia profética e também proverbi-al (Nm 21:27).

Herbert Lockyer

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