A Verdade BÍBLICA sobre Maria !


Nove “verdades” sobre Maria ! Serão “verdades bíblicas” ?

Maria foi concebida sem Pecado ?

Maria permaneceu sempre Virgem ?

2.1. Parentes eram chamados de irmãos (clique aqui) ?

Maria é Medianeira e Advogada ?

Maria é a Mãe de Deus ?

Maria é nossa Intercessora ?

Maria é a Mãe dos Vivos ?

Maria é nossa Senhora e Padroeira ?

Maria é Co-Redentora nossa ?

Maria foi Assunta ao Céu ?

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O que diz a Palavra de Deus ?

DEVEMOS HONRAR A MARIA

O fanatismo pode levar muitos a não prestarem honras aos que honras merecem. Honrar significa considerar a virtude, o talento, a coragem, a santidade ou as boas qualidades de alguém. A mulher escolhida por Deus para dar à luz a Luz do mundo – a Santa Maria – nos deixou exemplos de fé, obediência, coragem, humildade, de amor e temor a Deus.

Então, honremos a Maria porque Deus a honrou primeiro. Maria foi agraciada mais do que todas as outras mulheres. Foi escolhida para tão nobre missão porque era justa e reta aos olhos do Senhor.

“Eis aqui a serva do Senhor. cumpra-se em mim segundo a tua palavra.”

Este foi um exemplo de fé, obediência e humildade que nos deixou Maria. Com estas palavras ela acatou a missão que lhe acabara de ser anunciada pelo anjo Gabriel, ou seja, a missão de ser a mãe de Jesus, de servir de veículo para que o Verbo se fizesse carne e habitasse entre nós.

Foi exemplo também de coragem. Ela não ficou a meditar se o seu casamento com José seria desfeito ou se José gostaria ou não, se iria compreender ou não a sua gravidez. Ela confiou no Senhor e na Sua Palavra. Seguindo seu exemplo, sejamos submissos à Palavra de Deus e à Sua vontade, ainda que isso nos cause algumas dificuldades no meio em que vivemos. Que bom seria se todos dissessem:

“Cumpra-se em mim, Senhor, segundo a tua palavra”.

Também Maria não se envaideceu diante das declarações de sua prima Isabel, que lhe disse: “Bendita és tu entre as mulheres, e é bendito o fruto do seu ventre”.

Tão logo ouviu estas palavras, dirigiu-se ao Senhor em oração: “A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque atentou na humildade de sua serva, pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lucas 1.39-55). Maria também não se abalou quando um certo homem chamado Simeão, cheio do Espírito Santo, profetizou a respeito do Menino: “Eis que é posto para queda e elevação de muitos… e uma espada traspassará também a tua própria alma” (Lucas 2.34-35). A missão seria difícil tanto para Maria quanto para Jesus. Maria foi uma mãe sofredora. Sofredora, porém resignada. Sofreu na apressada fuga para o Egito, livrando Jesus das mãos de Herodes; sofreu diante das perseguições e das ameaças com vistas a tirar a vida de seu filho; e, finalmente, sofreu muitíssimo ao ver seu filho traído, condenado sem justa causa e morto numa cruz.

Muitos outros santos bíblicos são merecedores, também, de nossa admiração e honra por haverem cumprido fielmente, com fé, obediência e humildade, os encargos que Deus lhes confiou. Exemplo do Santo Noé, homem reto e justo, que recebeu de Deus a incumbência de anunciar o Dilúvio a uma geração depravada, e de construir uma enorme barca.

Exemplo do Santo Abraão, que deixou sua cidade natal, seus parentes, e seguiu em busca de uma terra desconhecida. Exemplo de Moisés, ao qual Deus confiou a espinhosa missão de livrar seu povo da escravidão do Egito.

Exemplo de Josué que, atendendo ao Senhor, passou o Jordão e conquistou a Canaã prometida. Exemplos de tantos profetas que não vacilaram em transmitir as mensagens do Altíssimo ainda que colocando em risco a própria vida. Exemplos como os do Santo João Batista, que pagou com sua vida por haver falado a verdade. Exemplos dos discípulos de Jesus, que não recuaram diante das dificuldades e das perseguições no cumprimento da elevada missão de “pregar o Evangelho a toda criatura”. E muitos foram perseguidos, torturados e mortos.

Maria faz parte, portanto, dessa galeria de santos que souberam cumprir com firmeza, determinação, coragem e fé os encargos que Deus lhes confiou. Que nós, os santos vivos, nós os santos de nossa geração, saibamos cumprir a nossa missão como filhos de Deus, tendo como exemplo os santos do passado, tudo para honra e glória do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

ADOREMOS O FILHO

Como vimos honrar a Maria significa reconhecer que sua missão aqui na terra foi uma das mais nobres e importantes, qual seja, a missão de carregar em seu ventre, alimentar com seu sangue, amamentar e criar nosso redentor.

Todavia não se deve dispensar à Santa Maria, honrarias superiores às que ela merece. Nada podemos fazer para aumentar a posição de Maria diante de Deus. Como justo juiz, Deus não dará à Maria nada mais e nada menos do que ela merece, do que aquilo que ela conquistou com sua fé, humildade e obediência.

E o que ela mais desejou foi a sua salvação, ou seja, viver com Cristo na eternidade. Maria dedicou toda a sua vida ao cumprimento da honrosa missão que lhe confiara o Pai. Ela nunca teve a intenção de ofuscar o ministério de Jesus. E não poderia fazê-lo. Ela sabia que a missão de Jesus era muitíssimo superior à sua. A missão de Jesus era a do Verbo que se fez carne para trazer aos homens, na linguagem dos homens, a mensagem redentora do Pai.

Em momento algum Maria avocou a qualidade de mãe de Jesus para usufruir regalias. Ela nunca demonstrou qualquer intenção de ser alvo das atenções, de roubar a cena, de ofuscar o Filho de Deus. Ademais, as atenções dos discípulos estavam voltadas para o Mestre, porque dEle emanava a verdade, e nEle se via o resplendor da glória do Pai. Não há registro na Bíblia de qualquer adoração a Maria – ou recomendações nesse sentido, enquanto viva ou após a sua morte. Maria manteve uma posição discreta com relação ao trabalho de Jesus. Vemo-la interferindo uma única vez nas bodas em Caná da Galiléia. Vejamos o diálogo:

“E, no terceiro dia, fizeram-se uma bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus. E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para as bodas. E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Sua mãe disse aos empregados: “Fazei tudo quanto ele vos disser” (João 2.1-5).

Ao informar a Jesus que acabara o vinho, Maria deixa implícito que seu filho teria condições de resolver aquele problema. A resposta de Jesus – “que tenho eu contigo, mulher” – não desrespeita sua mãe, não significando uma repreensão, mas é uma recusa. Não era dos planos de Jesus iniciar a manifestação da sua glória naquela oportunidade. Ele disse que a hora dele não havia chegado. Porém, tudo indica que Maria continuou esperançosa de que algo poderia acontecer. Certamente, ela voltou a falar a Jesus sobre os vexames por que passariam os anfitriões em não havendo mais vinho para servir. Percebeu no seu coração que Jesus estava inclinado a reavaliar sua posição. Então, segura de si, chamou os empregados e disse:

“Fazei tudo quanto ele vos disser”. E o milagre aconteceu.

Embora a mensagem de Maria tenha sido específica para aquela ocasião, quando ela orienta os empregados para obedecerem a Jesus, nada impede de estendermos esse apelo aos dias atuais, ou seja, fazermos tudo de acordo com os mandamentos e ensinos de Jesus: “Se me amarem guardarão os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14.15-16).

Então, para que tenhamos o Espírito Santo, ou seja, o outro Consolador, é necessário que guardemos os mandamentos de Jesus. E o grande mandamento de Jesus foi este: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. este é o primeiro e grande mandamento. o segundo, semelhante a este é: amarás o teu próximo com a ti mesmo” (Mateus 22.37-39).

Ora, se você cumpre esse grande mandamento não haverá em seu coração espaço para adorar a outros deuses, a ídolos, a santos falecidos, a santos vivos, a anjos, a homens, a mulheres, a imagens. Jesus, respondendo a Satanás, afirmou: “Vai-te, Satanás, pois está escrito: ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele prestarás culto” (Mateus 4.10; Deuteronômio 6.13).

Se de alguma forma quisermos, nos dias de hoje, atendermos aos apelos de Maria – “fazei tudo quanto Ele vos disser” – estaremos na obrigação de adorar somente a Deus e só a Ele servir. Assim, Maria está excluída de nossa adoração. Ela própria se excluiu. Nenhum santo vivo ou falecido aceita adoração. Nem os anjos aceitam-na. Maria ficou excluída, também, quando Jesus revelou que “ninguém vem ao Pai se não for através de Mim” (João 14.6). Portanto, através da mãe de Jesus ninguém chegará a Deus. Os santos falecidos ficaram de fora quando Jesus disse que todos deveriam buscar nEle a solução para seus problemas: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28).

Aqui, Ele não dá oportunidade para irmos a outra pessoa viva ou falecida, a outro espírito, a outro santo que não seja a Ele, o Santo dos santos.

à Conclui-se, portanto, que a Santa Maria deve ser honrada, e o seu exemplo – exemplo de fé, obediência, amor e humildade – deve ser seguido.

Ela cumpriu sua missão aqui na Terra com bastante zelo, dedicação e confiança no Senhor. Deve ser adorada por isso ? Não. As Escrituras Sagradas não apontam nessa direção. Jesus nos ensinou a orar ao Pai (“Pai nosso que estás nos céus”), e a adorar ao Pai (“Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele prestarás culto”).

Convidou todos os homens a irem a Ele, diretamente a Ele: “Vinde a mim todos vós … ” Aqui Ele não deixa qualquer dúvida de que somente Ele pode resolver nossos problemas, porque somente Ele, e não a Santa Maria, recebeu autoridade e poder.

Vejamos:

“Tudo me foi entregue por meu Pai” (Lucas 10.22). “Ora, para que saibas que o filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados, levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa” (Mateus 9.6). “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mateus 28.18).

A santa Maria, quando viva, recebeu os mesmos poderes outorgados por Jesus aos seus discípulos: “Tendo convocado os doze discípulos, Jesus deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curarem enfermos” (Lucas 9.1);

“Estes sinais hão de seguir os que crerem: em meu nome expulsarão demônios… imporão as mãos sobre enfermos, e os curarão”(Marcos 16.17-18). Observem que esses poderes foram outorgados aos que crerem. Logo, Maria estava incluída. Ela era, obviamente, crente em Jesus. Ela poderia ter exercido o ministério de pregação do Evangelho, ou de libertação. O Espírito Santo estava sobre ela.

Se não o fez é porque já cumprira sua missão. A dura batalha de divulgar as boas novas ficaria para os homens, fisicamente mais fortes. Os afazeres domésticos, a criação dos filhos, o desgaste decorrente da crucificação de Jesus não lhe permitiriam correr mundo, viajar, enfrentar tribulações.

É óbvio que ela passou o resto de sua vida atenta aos acontecimentos; acompanhando à distância o movimento dos discípulos; sofrendo com as más notícias de prisões, perseguições e torturas por que passaram os discípulos; e alegrando-se com as boas notícias de muitas conversões, e com o crescimento do cristianismo.

Como vimos, só Jesus salva, perdoa pecados, cura e liberta. Jesus veio salvar a humanidade; colocou-se em nosso lugar na cruz; pagou o preço da remissão de nossos pecados com Seu sangue. Foi Ele quem morreu em nosso lugar. Quem derramou sangue foi Ele. Somente Jesus e mais ninguém. Não foi José, Benedito, Paulo, João ou Maria. A Ele toda a honra e glória. Portanto, honremos a Maria, mas adoremos o nosso Salvador; honremos a Maria, mas adoremos a Jesus; honremos a mãe, adoremos o filho de Deus.

COMO SURGIU A ADORAÇÃO A MARIA

A falsa adoração (ou também chamada de veneração) a uma virgem, deusa-mãe, rainha dos céus, senhora, madona etc., teve início na antiga Babilônia e se espalhou pelas nações até chegar a Roma. Os babilônicos adoravam Semíramis, os gregos Afrodite, em Éfeso a deusa era Diana, Isis era o nome da deusa no Egito.

Milhares desse tipo de adoradores “aderiram” ao catolicismo em Roma para ficarem mais próximos do poder, haja vista que o Império Romano no século III adotou o cristianismo como religião oficial. Então, esses “cristãos” nominais levaram suas práticas idólatras e pagãs para a Igreja de Roma. Em vez de coibir o abuso e conduzir os fiéis pelos caminhos da fé exclusiva em Deus, os líderes do catolicismo romano contemporizou a situação: aos poucos as imagens pagãs foram substituídas por imagens cristãs; os deuses pagãos, substituídos pelos deuses cristãos (os santos bíblicos) e, na esteira desse sincretismo religioso, a Santa Maria surgiu como “Mãe de Deus”, “Senhora”, “Sempre Virgem”, “Concebida sem Pecado”, “Assunta aos céus”, “Mediadora e Advogada”, “Co-Redentora”. Na seqüência de atos tendentes à cristianização do paganismo, foram dogmatizadas as seguintes crendices pela Igreja Católica Romana:

ANO ACONTECIMENTO NO CATOLICISMO
370 Culto aos Santos por Basílio de Cesária e Gregório de Nazianzo
400 Iniciam-se na Igreja as orações em favor dos mortos
431 Maria é proclamada “Mãe de Deus” , pela primeira vez
789 Inicia-se o culto às Imagens e Relíquias dos Santos
819 Pela primeira vez menciona-se a “Assunção de Maria ao Céu”
880 Tem início a canonização dos Santos mortos
1220 Leigos são proibidos de ler a Bíblia (ela é só para os Padres)
1311 Procissões com o Santíssimo Sacramento e a reza da Ave Maria
1546 A Tradição Católica passa a ter o mesmo valor da Bíblia
1950 A “Assunção de Maria ao Céu” passa a ser dogma de fé católica

 

Além desses atos, as rezas da ”Ave-Maria” chamam-na de “Sempre Virgem”, “Rainha”, “Advogada”, ”Mãe de Deus” e ”Concebida Sem Pecado”. Então, iremos examinar um por um esses títulos à luz da verdade contida na Palavra de Deus, lembrando que a Bíblia é a única regra de fé e prática do verdadeiro cristão.

A TRADIÇÃO CATÓLICA

Segundo o entendimento do Vaticano, a tradição católica tem valor igual à Palavra de Deus. Vejamos o que diz essa Igreja no “Catecismo da Igreja Católica” (CIC):

“Fica, portanto, claro que segundo o sapientíssimo plano divino, a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal modo entrelaçados e unidos que um não tem consistência sem os outros, e que juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas” (CIC pg. 38, item 95).

“O que Cristo confiou aos apóstolos, estes o transmitiram por sua pregação e por escrito, sob a inspiração do Espírito Santo, a todas as gerações, até a volta gloriosa de Cristo. A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só sagrado depósito da Palavra de Deus.” (CIC pg.38, itens 96, 97).

A Tradição do Catolicismo é uma fábrica de “(in)verdades.” Como a Tradição é sagrada e tem autoridade igual à Palavra de Deus, ela dá-se ao luxo de criar dogmas, inventar coisas e até ir contra a Bíblia Sagrada.

Exemplo: A Tradição diz que Maria é nossa advogada, auxiliadora, protetora e medianeira (CIC pg. 274, item 969). A Bíblia diz que “só há um Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2.5). A Tradição diz que Maria é mãe de Deus. A Bíblia diz que Deus é eterno (1Tm 1:17), imutável, onipotente, onisciente, onipresente, e como tal, é um ser incriado, não foi gerado, não tem mãe, nem Pai (Hebreus 7:3). A Tradição do Catolicismo é um poço sem fundo onde cabem todos os absurdos, crendices, idolatrias e fantasias.

Considero um absurdo a declaração de que a Palavra de Deus só pode contribuir eficazmente para a salvação das almas se atuar junto com a Sagrada Tradição (Catecismo pg. 38, item 95). Vejamos mais:

“O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus foi confiado exclusivamente ao Magistério da Igreja, ao Papa e aos bispos em comunhão com ele” (CIC pg. 38, item 100).

Seria o caso de se perguntar quem foi que confiou à Igreja Católica a exclusiva missão de bem interpretar as Escrituras! Eis aí a razão por que essa denominação não incentiva a leitura da Bíblia entre seus fiéis. Se os católicos não sabem, não podem e não devem interpretar a Palavra de Deus – ainda que formados em Teologia – para que usariam a Bíblia? Vejamos o que diz a Palavra:

“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (1 Timóteo 3.16).

“Sabendo primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura provém de particular interpretação” (2 Pedro 1.20).

Paulo nos ensina a estudar a Bíblia: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2.15).

Jesus recomendou: “Examinai as Escrituras…” (João 5.39). Analisemos os vários títulos atribuídos a Maria, não à luz da Tradição, mas da santa e verdadeira Palavra de Deus.

ASSUNÇÃO DE MARIA

O que diz a Tradição:

“Finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do universo. A Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos” (CIC pg. 273, item 966)

Esta expressão – Assunção de Maria – significa que Maria subiu ao céu em corpo e alma, levada por seu Filho. Tal ensino não encontra amparo nas Sagradas Escrituras. É claro que a santa Maria está no céu (ou Paraíso), lugar para onde vão todos os que morrem em Cristo. Como diz o ex-padre José Barbosa de Sena Neto, em suas “confissões”, “a coisa mais espantosa dessa doutrina é que não tem nenhuma prova bíblica”. Aliás, Jesus refutou essa idéia quando declarou que “ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu – o Filho do homem [que está no céu]” (João 3.13). E o ex-padre conclui: “O Papa Pio XII (que promulgou essa doutrina) disse que qualquer um que doravante duvide ou negue esta doutrina apostatou totalmente da divina fé católica; isto – continua o ex-padre – significa que é pecado mortal para qualquer católico romano recusar-se a crer nessa fantasiosa doutrina!”

A Tradição diz que Maria foi assunta ao céu de corpo e alma, e o Senhor a elegeu Rainha do universo. É o caso de se perguntar: Quem viu? Quem escreveu? Onde está escrito isto na Bíblia?

Jesus Cristo, sim, foi assunto ao céu (At 1:11), isto é claro por todo o Novo Testamento. Este sim é Rei dos reis e Senhor dos senhores, e reinará com a sua igreja. Que Maria está na glória não há dúvida. São incontáveis os santos que se encontram no Paraíso, aguardando a plenitude dos tempos para ressuscitarem num corpo espiritual (1 Tessalonicenses 4.16-17).

Você acha plausível que se tivesse acontecido a assunção de Maria, João, que morava com ela (Jo 19: 26-27), não tivesse falado uma só palavra sobre este acontecimento formidável em nenhum de seus cinco livros?

CONCEBIDA SEM PECADO

O que diz a Tradição:

“Desde o primeiro instante de sua concepção, foi totalmente preservada da mancha do pecado original e permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida” (CIC pg. 143, item 508). “Pela graça de Deus, Maria permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida” (CIC pg. 139, item 493).

As expressões “concebida sem pecado” e “imaculada” são comuns nas rezas e escritos romanos. O dogma da Imaculada Conceição de Maria foi definido no ano de 1854.

A única forma de Maria ter sido gerada sem pecado seria mediante a intervenção direta do Espirito Santo no ventre de sua mãe, tal como aconteceu com Jesus. E essa exceção teria registro prioritário na Bíblia.

Contrariando a Tradição, a Palavra de Deus declara de modo enfático, sem rodeios: “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, e são justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3.23). Como resultado da desobediência de Adão e Eva, todos somos pecadores; todos trouxemos ou herdamos a natureza pecaminosa do primeiro casal; todos fomos atingidos pelo “pecado original”. A Bíblia fala em todos. Todos, sem exceção. Dos santos do Antigo Testamento (Noé, Abraão, Moisés, Josué, Davi, Elias, Isaías, dentre outros) aos do Novo Testamento (Mateus, João, João Batista, Paulo, Pedro, José, Maria e outros), todos pecaram e necessitaram da graça de Deus para serem justificados.

E ainda: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12). Ora, “semente gera semente da mesma espécie“. Uma semente de manga vai gerar manga. Assim acontece com a laranja, com o abacate e com as demais frutas. Assim aconteceu com os homens. Somos da semente de Adão. Jesus foi o único que não herdou a maldição do pecado porque Ele foi gerado pelo Espírito Santo.

“Todos estão debaixo do pecado. Não há um justo. Nem um sequer” (Rm 3.9c, 10). Em lugar nenhum da Bíblia está escrito que a Santa Maria foi uma exceção. Maria está incluída no “todos pecaram”. A própria Maria, mãe de Jesus, reconheceu ser pecadora, quando disse: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” (Lc 1.46-47). Ora, uma pessoa sem mácula, sem mancha, sem pecado não precisa de Salvador. O anjo Gabriel quando deu a Maria e José, o nome para colocarem em seu filho, lhes disse claramente: “Ela dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus, porque Ele salvará seu povo dos seus pecados” (Mt 1:21). Ela declarou que sua alma necessitava ser salva. Ela se reconhecia pecadora quando exaltou a Deus como seu salvador. Ela clamou pela graça salvadora de Deus, pois “pela graça somos salvos, mediante a nossa fé” (Efésios 2.8).

De Jesus, porém, a Bíblia diz que “Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” (1 Pedro 2.22). A mesma afirmação não se pode dizer com respeito a Maria, porquanto ela está inclusa no “Todos pecaram”. Assim diz a Palavra de Deus.

Em oposição a essa verdade, dizem os romanistas que para gerar um ser puro – Jesus – Maria teria que ser de igual modo pura, porque um ser impuro não poderia acolher um ser puro. Ora, se admitido como verdadeiro e correto tal raciocínio, teríamos de admitir que a mãe da Santa Maria deveria ser, também, pura para carregar no seu ventre uma pessoa imaculada. A avó de Maria, por sua vez, teria que ser pura. E, nesse passo, chegaríamos ao primeiro casal Adão e Eva. E estaríamos dizendo que a Palavra de Deus é mentirosa, quando afirma: Todos pecaram e destituídos estão da glória de deus” (Romanos 3.23; 5.12).

Vejamos mais alguns versículos que confirmam a extensão do pecado de Adão e Eva a todos, com exclusão de Jesus:

“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5.21). “Não há justo, nem sequer um.” (Romanos 3.10). “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado.” (Gálatas 3.22). “Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque.” (Eclesiastes 7.20).

A SEMPRE VIRGEM MARIA

“Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Não estão entre nós todas as suas irmãs?” (Mateus 13.55-56).

Corroborando essa afirmação, lemos no mesmo livro de São Mateus:

“Estando Maria, sua mãe (mãe de Jesus), desposada com José, antes que coabitassem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. José, seu marido, sendo justo e não querendo difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Projetando ele isso, em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher.

Mas não a conheceu até que ela deu à luz um filho. e ele lhe pôs o nome de Jesus” ( Mt 1.18-20, 24-25 ) .

A expressão “até que” – “não a conheceu até que ela deu à luz um filho” – indica um limite de tempo, no espaço ou nas ações. Poderíamos traduzir assim: José não manteve relações íntimas com Maria enquanto ela estava grávida de Jesus, aliás, em cumprimento à profecia: “a virgem conceberá e dará à luz um filho …” (Is 7.14). Isto é, até o nascimento de Jesus ela manteve-se virgem. O anjo do Senhor falou a José, em sonhos, declarando o seguinte: “Não temas receber a Maria tua mulher”. Isto significa dizer que José deveria continuar casado com Maria, apesar da gravidez inusitada; que o seu projeto de vida a dois não deveria sofrer qualquer retrocesso; que o casal não deveria partir para o desenlace; enfim, eles, José e Maria, deveriam continuar casados. No meu entendimento, se a vontade de Deus fosse perpetuar a virgindade de Maria, a fala do anjo a José seria restritiva e mais objetiva. No entanto, o anjo deixou aberta a possibilidade de os dois viverem uma vida normal de marido e mulher:

“Não temas receber a Maria por tua mulher” (Mateus 1.20). É bom observar a expressão “a tua mulher”. Maria foi a mulher de José.

à Vejamos outras passagens da Bíblia sobre a família de Jesus. “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar-te” (Mateus 12.47). “Não temos o direito de levar conosco…os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? (1Coríntios 9.5). “Depois disto desceu para Carfanaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos” (João 2.12) . “Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor” (Gl 1.18-19). Contra o argumento de que era costume naquela época o tratamento de “irmãos” para todos os parentes e discípulos, lembramos que nas passagens acima vê-se nítida diferença entre ser apóstolo/discípulo e ser irmão do Senhor. E mais: “E foram ter com Ele sua mãe e seus irmãos, e não podiam aproximar-se dEle, por causa da multidão. E foi-Lhe dito: Estão lá fora tua mãe e teus irmãos, que querem ver-Te” (Lucas 8.19-20).

Uma parenta de Maria Chamada Izabel é chamada na Bíblia de Prima e não de

irmã (Lc 1:36).

Ademais, não consta que Maria fizera voto de castidade. José, seu marido, também não cogitou disso. O sexo não é pecado quando praticado entre casados.

O anjo Gabriel ao anunciar a Maria o plano de Deus, de gerar no seu ventre o Salvador, e ao explicar o fato a José, não exigiu dela a manutenção da virgindade, nem de José o sacrifício da abstinência. As mães do mundo inteiro podem gerar muitos filhos e, paralelamente, levarem uma vida de santidade. Maternidade e santidade podem caminhar juntos. O sexo no casamento não é impureza. José e Maria foram abençoados com uma prole de pelo menos seis filhos, afora Jesus, sendo quatro homens e, no mínimo, duas mulheres. Assim diz a Bíblia Sagrada, contrariando a Tradição. Lembremo-nos, finalmente, de que Maria “deu à luz a seu filho primogênito…” (Lucas 2.7a). Primogênito, segundo o Dicionário Aurélio, diz-se “daquele que foi gerado antes dos outros, que é o filho mais velho”.

Jesus foi, portanto, o filho mais velho de José e Maria. Já na relação Deus Pai e Deus Filho, Jesus é chamado de unigênito, ou seja, único gerado por Seu Pai, tal como definido em João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Diante do contraditório, a Tradição declara:

“A isto objeta-se por vezes que a Escritura menciona irmãos e irmãs de Jesus. A Igreja sempre entendeu que essas passagens não designam outros filhos da Virgem Maria: Com efeito, Tiago e José, “irmãos de Jesus” (Mateus 13.55), são os filhos de uma Maria discípula de Cristo” que significativamente é designada como “a outra Maria” (Mateus 28.1). Trata-se de parentes próximos de Jesus, consoante uma expressão conhecida do Antigo Testamento” (CIC pg. 141, item 500).

ààà Convém indagar: Por qual razão Maria andava sempre com esses filhos da outra Maria, discípula de Jesus? Eles não tinham pais? Foram entregues aos cuidados de Maria e José? Se eram filhos de outra Maria, por que eram chamados irmãos de Jesus? Diante do que vimos torna-se insustentável continuar afirmando que Maria manteve-se virgem durante o seu casamento.

MEDIANEIRA, INTERCESSORA, ADVOGADA

Como diz Raimundo F. de Oliveira, “a essência da adoração na Igreja Católica Romana não gira em torno do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mas da pessoa da Virgem Maria. No decorrer dos séculos tem sido as mais diferentes e absurdas crendices, as criadas em torno da humilde mãe do Salvador.” A esse respeito vejamos o que diz a Tradição no Catecismo da Igreja Católica:

“Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora, medianeira” (CIC pg. 274, item 969).

Nosso raciocínio deve ser norteado não pelo que os homens afirmam, declaram, proclamam ou decidem. Em assuntos tais, a Bíblia é a nossa bússola, nosso guia, nossa regra. “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16-17).

A Bíblia declara que só Jesus é Mediador, Intercessor e Advogado nosso junto ao Pai. Vejamos: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2.5).

“Se, porém, alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus cristo, o justo” (1 João 2.1).

“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7.25).

Além dessas afirmações inequívocas, o próprio Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14.6).

Não podemos passar por cima da Escritura. Devemos ser submissos à vontade soberana de Deus. Se Ele declara na Sua Palavra que Jesus é o único Advogado, Intercessor e Mediador, não há razão para acreditarmos que exista outro exercendo as mesmas funções. E se o fizermos, estaremos chamando Deus de mentiroso, dizendo que a Sua Palavra não é a expressão da verdade, e que o próprio Jesus mentiu quando revelou que ninguém iria a Deus Pai se não fosse através dEle, isto é, por Seu intermédio. Logo, não há outros intermediários entre Deus e os homens.

Jesus declarou que somente através dEle os homens teriam comunhão com Deus Pai. Logo, não chegaremos a Deus através da Santa Maria, nem por meio de qualquer outro santo. Em Hebreus 7.25, vimos que Jesus salva os que por Ele se chegam a Deus, confirmando que Cristo é verdadeiramente o caminho. Não há outro caminho. A Santa Maria não é o caminho, nem um dos caminhos. Jesus declara que Ele é o caminho. Note-se o artigo definido – “o” – definindo a existência de um único caminho.

Jesus convidou todos a irem a Ele, sem intermediários:

“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). Aqui, Jesus faz um convite e uma promessa.

Ele não deixa chance para irmos a outros intercessores ou mediadores, ainda que seja a Santa Maria. Jesus é categórico: venham a mim, me procurem, peçam-me, busquem-me e eu resolverei seus problemas. Não há na Bíblia qualquer indicação para procurarmos os santos para o atendimento de nossas necessidades.

Ademais, Maria não ouve os pedidos a ela dirigidos. Por que ela é surda? Não. Porque ela não possui os atributos de Onipresença e Onisciência. Não só ela. Os santos falecidos não são dotados da capacidade de estarem em todos os lugares ao mesmo tempo e de conhecerem todas as coisas. Os atributos da onipresença e da onisciência pertencem a Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. São atributos intransferíveis, exclusivos da Trindade. Em meu estudo “Jesus Cristo, o Santo dos Santos”, apresento dez razões para não adorarmos os santos e não dirigirmos a eles nossas súplicas.

Logo, se a Santa Maria não se encontra em todos os lugares, inútil é falarmos a ela. Se porventura ela ouvisse nossas súplicas, não as poderia levar a Deus. E qual a razão? Ela estaria contrariando a palavra de Deus, que diz claramente:

“Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2.5).

De maneira nenhum a Santa Maria iria tomar a posição de Jesus.

Contrariar a palavra de Deus é contrariar o próprio Deus. Vejamos: “Eu velo sobre a minha palavra, para a cumprir” (Jeremias 1.12).

Nossas ações devem ser dirigidas pelo que diz a palavra de Deus, e não pelo que os homens afirmam ou a Tradição nos ensina. Vejamos:

“Assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus” (Mateus 15.6).

“Deixando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens…” (Marcos 7.8).

“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Colossenses 2.8).

à Sei o quanto é difícil apagar de nossa mente anos e anos de ensino contrário à palavra do Senhor. Mas não existe outra saída para o cristão que deseja realmente reconciliar-se com o Pai, arrepender-se de seus pecados e deixá-los, e permanecer firme na fé em Cristo Jesus. Convém que apaguemos de nossa memória todos os ensinos, dogmas e doutrinas contrários ao que ensina e recomenda a Bíblia.

Reflita:

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7.14).

Vejam bem que Deus estabelece uma condição para atender aos pedidos. Ele requer humildade. Humildade significa reconhecermos que somos pó, somos pecadores e precisamos da Sua graça para sermos salvos. Ele requer oração. Orar significa falar com Deus, não apenas na hora do aperto, da aflição, da angústia, do sufoco. Falar com Ele, também, quando tudo vai bem: “Em tudo daí graças. Ele requer que busquemos a Sua face, ou seja, devemos clamar somente a Ele. Ele requer conversão dos maus caminhos.

Impõe que deixemos os pecados, a idolatria, os intermediários. Conversão implica arrependimento. Sem arrependimento não há perdão; sem perdão não há salvação.

à Jesus, e não Maria, é o nosso advogado, intercessor, auxiliador, ajudador: “Assim, com confiança, ousemos dizer: O Senhor é o meu auxílio; não temerei” (Hebreus 13.6).

“Certamente Deus é o meu ajudador” (Salmos 54.4).

“O Senhor é o meu auxílio…” (Hebreus 13.6).

“Jesus, o Mediador de uma nova aliança…” (Hebreus 12.24).

“Meus Filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, porém, alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João 2.1). Aqui a confirmação de que dentre os homens só existiu um justo, Jesus.

à Nada devemos pedir à Santa Maria, nem a qualquer outro santo. Os santos falecidos nada podem fazer por nós. As suas imagens, as imagens de escultura que os representam, também nada podem fazer em nosso benefício. Elas não falam, não andam, não vêem, não ouvem. São surdas, mudas e cegas. São barro, pedra, madeira, gesso, borracha, porcelana, ouro, ferro, bronze, papel. Não podemos esquecer: somente JESUS pode mediar no céu em nosso favor. Não há outro. Se houvesse, Deus nos teria revelado.

O primeiro mandamento de Deus é direto, taxativo, claro, objetivo, sem circunlóquio:

“Não terás outros Deuses diante de mim” (Êxodo 20.3)

E o segundo mandamento ainda é mais preciso, categórico, cristalino, direto, sem rodeio ou meias palavras:

“Não farás para ti imagens de escultura, nem semelhança nenhuma do que há em cima nos céus… não te encurvarás a elas nem as servirás…”(Êxodo 20.4).

Embora o assunto esteja fora do escopo deste trabalho, abro este espaço para uma rápida análise. Deus proíbe o uso de imagens com semelhança do que há nos céus. Quem está nos céus? Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, os anjos e os santos (todos os santos, bíblicos ou não).

Logo, não se deve usar imagens de Jesus, nem de qualquer pessoa falecida que, por sua fé em Deus, esteja na glória. A associação espírito-imagem é tal que por vezes não se distingue a quem as súplicas e a adoração estão sendo dirigidas: se ao santo falecido, se à sua imagem. O certo é que nem aquele, nem esta, deve ser objeto de nossa adoração.

A Tradição pensa diferente: “Na trilha da doutrina divinamente inspirada de nossos santos Padres e da tradição da Igreja católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos com toda certeza e acerto que as veneráveis e santas imagens, bem como as representações da cruz preciosa e vivificante, sejam elas pintadas, de mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada, devem ser colocadas nas paredes e em quadros, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, como a de Nossa Senhora, a puríssima e santíssima mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos.” (CIC pg.326/327, item 1161). “A beleza e a cor das imagens estimulam minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus” (CIC pg.327, item 1162).

Como se vê, o catolicismo incentiva o uso de ícones e diz que são necessários à verdadeira adoração a Deus. Tudo contra a Palavra. Ainda bem que reconhecem que essas coisas são decorrentes da Tradição. Mas falam de doutrina divinamente inspirada, soprada pelo Espírito Santo. Por que o mesmo Espírito que em nós habita, nos evangélicos, também não nos conduz ao uso de imagens? Jesus disse que “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24).

à Outra proibição é para não nos encurvarmos diante das imagens.

Isto compreende: baixar a cabeça, inclinar o corpo, tirar o chapéu, ajoelhar-se, ou qualquer outro gesto de submissão, reverência ou respeito. A proibição “não as servirás”, compreende: não servir as imagens com lágrimas, com toques, com beijos, com pedidos, com velas, procissão, flores, cânticos, saudações, ofertas em dinheiro ou em alimentos; com promessas e sacrifícios; com cuidados especiais, com jejuns e rezas. É bom não esquecermos que Jesus, na qualidade do Verbo que se fez carne e habitou entre nós, estava presente no Monte Sinai, e escreveu o Segundo Mandamento em tábuas de pedra, e as entregou a Moisés. “Fazei tudo o que Ele vos disser“, disse Maria aos serventes nas bodas de Caná da Galiléia (João 2.1-5) Devemos, portanto, atender ao pedido de Maria, de satisfazermos a Sua vontade, que é a vontade de Deus.

MÃE DE DEUS

Imaginei de início que o titulo “Mãe de Deus” atribuído à humilde mãe de Jesus fosse apenas uma demonstração de carinho. Com o passar dos anos, notei que se tratava de algo mais sério. Muitas crianças, jovens e adultos estão convictos de que Maria é mãe do Altíssimo. Sei que estas palavras escritas não alcançarão a massa de 30 milhões de analfabetos, 30 milhões de alfabetizados, 30 milhões que têm medo de confrontar suas tradições e crenças com a verdade.

Nas páginas seguintes apresentaremos alguns argumentos com vistas a deixar bem claro que Deus não tem mãe, e que por haver sido mãe de Jesus, homem, Maria não é mãe de Deus.

Ouçamos a voz da Tradição:

“Maria é verdadeiramente a “Mãe de Deus”, visto ser a mãe do Filho Eterno de Deus feito homem, que é ele mesmo Deus” (CIC pg.143, item 509).

“Por isso o Concílio de Éfeso proclamou, em 431, que Maria se tornou de verdade Mãe de Deus pela concepção humana do Filho de Deus em seu seio” (CIC pg.131, item 466).

“Denominada nos Evangelhos “a Mãe de Jesus” (Jo 2.1; 19.25). Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito, desde antes do nascimento de seu Filho, como “a Mãe de meu Senhor” (Lc 1.43). Com efeito, Aquele que ela concebeu do Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne não é outro que o Filho eterno do Pai, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus” (CIC pg. 140. item 495).

A Palavra de Deus incomoda. A Bíblia causa uma certa inquietação e até temor. O temor do confronto. A Palavra é como um espelho: quando nos miramos nele percebemos nossas imperfeições, nossas rugas, nossos pecados. E, em face disso, somos movidos a tomar uma decisão.

Desprogramar de nossa mente o que foi armazenado durante cinco séculos é tarefa árdua. Bom, para muitos, é deixar rolar, na onda do “me engana que eu gosto”.

A Bíblia nos revela, de Gênesis a Apocalipse, que Deus é o nosso Pai, o Criador de todas as coisas. A oração-modelo ensinada por Jesus começa assim: “Pai nosso que estás nos céus”.

Todos os que aceitam a Jesus como Senhor e Salvador passam a ser filhos de Deus: “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gálatas 3.26). “Vós sois filhos do Deus vivo” (Oséias 1.10c).

Maria sempre foi temente a Deus; era justa aos olhos de Deus; creu em Jesus, nas suas palavras, na Sua morte e ressurreição. E, assim, ela foi constituída filha de Deus. Quando Jesus disse a Nicodemos que era necessário nascer de novo para ver o reino de Deus, Ele não excluiu sua mãe do processo (Jo 3.3). Também, a declaração de Jesus, a seguir, confirma que sua família – mãe, pai e irmãos – necessitava de submissão a Deus e obediência à Sua Palavra para ser salva:

“Chegaram então seus irmãos e sua mãe e, estando de fora, mandaram-no chamar”. A multidão estava assentada ao redor dele, e lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos te procuram, e estão lá fora”. Jesus lhes perguntou: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” Então, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Portanto, “Qualquer que fizer a vontade de Deus, este é meu irmão, irmã e mãe (Marcos 3.31-35).

Doutra feita, Jesus não permitiu que tivesse prosseguimento a tentativa de exaltar sua mãe. Vejamos:

“Dizendo Ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão levantou a voz, e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste! Mas Jesus respondeu: Antes bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” (Lucas 11.27-28).

Muito mais bem-aventurados são os que obedecem a Deus, disse Jesus. Para defender sua Tradição, os líderes romanistas agarram-se à seguinte fala de Isabel a Maria: “De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?” (Lucas 1.43). Ora, está claro e evidente que a parenta de Maria não estava se referindo ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó; ao Deus de Israel, ao nosso Deus, nosso Pai celestial, nosso Senhor. Seria até hilariante, se não fosse assunto tão sério, imaginar que Isabel estivesse ali saudando Maria como mãe de Deus. Isabel reconheceu Maria como a mãe do Messias tão esperado. As palavras de Simeão e de Ana, no templo, também tiveram este mesmo significado (Lucas 2.25-38).

A Bíblia diz que os que morreram em Cristo ressuscitarão, na Sua volta, num corpo celestial e incorruptível (1 Tessalonicenses 4.16-17).

Logo, de acordo com esta Palavra, a Santa Maria aguarda, como todos, esse dia glorioso. Como, nesse estágio, poderia ser mãe de Deus? Por outro lado, para ser mãe de Deus a Santa Maria, por óbvias razões, deveria possuir os mesmos atributos do Altíssimo, ou seja, ser onipresente, onisciente e onipotente, eterna e imutável. Sabemos que estes atributos são exclusivos de Deus. São absolutos e incomunicáveis. Em resumo, para ser mãe de Deus ela teria que ser igual a Deus.

E mais: se admitirmos a hipótese da existência de uma mãe para Deus, seria válido esquecermos a tese da Santíssima Trindade e, em seu lugar, ensinarmos a do Santíssimo Quarteto, assim compreendido: Deus Pai, Deus Mãe, Deus Filho e Deus Espírito Santo, o que seria um absurdo, além de se contrapor ao que ensina a Bíblia.

Deus é eterno, não teve começo, não foi gerado, e não terá fim.

Deus não tem mãe, nem pai. Maria não pode ser mãe do seu Criador, do seu Salvador. Maria não pode ser mãe do seu próprio Pai. A criatura não pode ser mãe do Criador. A Santa Maria foi mãe de Jesus, homem, escolhida que foi por Deus para que em seu ventre o Verbo se fizesse carne. Mas o Verbo, o Deus Filho, este sempre existiu porque é eterno. O Verbo não foi gerado por Maria.

Leia-se:

“No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele… e o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vemos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.1-3, 14). Esta é uma afirmação da eternidade de Jesus: Ele estava no princípio, esteve presente na Criação, estava com Deus, era Deus. Logo, um ser humano, finito e limitado (Maria) não poderia gerar um ser eterno, divino, infinito e ilimitado. A Tradição confirma a eternidade de Jesus, quando diz que Maria é a Mãe do Filho Eterno de Deus. Ora, o eterno não é gerado e não cabe na vida finita de um ser que precisou ser gerado.

Vejamos as palavras de Maria:

Eu sou a serva do Senhor. cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lucas 1.38). Jesus disse que “o servo não é mais do que o seu senhor” (Mt 10.24). Maria não desejava outra coisa senão ser serva de Deus.

Jamais passou por sua cabeça ser mãe do Altíssimo. Seria completamente impossível uma mulher ser mãe de Deus. Mais adiante ela declara, dando ênfase à sua condição de serva:

“A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, pois olhou para a humildade da sua serva. Desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lucas 1.46-48).

Vê-se que a Santa Maria não almejou nada mais nada menos do que colocar-se na posição de serva do Senhor. E assim ela fez por toda a sua vida.

Por qual razão Jesus não exaltou as qualidades espirituais de sua mãe, sabendo Ele, de antemão, que ela seria aclamada pela Igreja Católica como Mãe do Universo, Mãe de Deus, Rainha do Céu, a Mãe dos Vivos, Intercessora, Advogada, Medianeira, Co-Redentora? Por que Jesus não dividiu Sua glória com sua mãe? Por que Jesus, durante todo o seu ministério, não nos deixou uma única revelação, uma única palavra conduzindo-nos a exaltar a sua mãe? Por que a Mãe de Deus não é exaltada ou glorificada nas cartas paulinas, nas mensagens inspiradas do apóstolo Paulo? Por que a Bíblia só registra o nome de Maria no que é estritamente necessário?

SENHORA, PADROEIRA E CO-REDENTORA

A santa e humilde Maria nunca desejou tomar o lugar do Salvador, do Filho de Deus. A sua posição foi de serva ciente de sua missão: a missão de trazer à luz a Luz do mundo, o Pão da vida, o Verbo de Deus. Até nas suas palavras a mãe de Jesus foi discreta. O registro mais extenso sobre palavras por ela pronunciadas está em Lucas 1.46-55, sob o título “O cântico de Maria.” Nessa oração, como já vimos atrás, Maria se mostra muito feliz e agradecida a Deus por haver sido agraciada com tão nobre missão: “Pois olhou para a humildade da sua serva.

Desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada”. Nos versículos 46 e 47, Maria se declara necessitada de salvação: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”.

Não se encontra nas Escrituras qualquer tipo de adoração a Maria, ou qualquer ensino nesse sentido. Muitas pessoas interpretam mal o título “Bem-aventurada”. Uma pessoa bem-aventurada quer dizer uma pessoa feliz, ditosa e bendita. É o estado “daqueles que, por seu relacionamento com Cristo e com a sua Palavra, receberam de Deus o amor, o cuidado, a salvação e sua presença diária. O arcanjo Gabriel disse: “Bendita és tu entre as mulheres”. A mesma declaração foi feita por Isabel a Maria acrescentando: “… e bendito o fruto do teu ventre” (Lucas 1.42). E a própria Maria afirmou que “desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lucas 1.48b).

Jesus, no “Sermão da Montanha”, chamou de “Bem- aventurados” os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacificadores, os que sofrem perseguição por causa da justiça e os perseguidos por causa dele (Mateus 5.3-11). E bem-aventurada é Maria em razão da missão a ela confiada. Então, os salvos somos bem-aventurados, isto é, somos felizes porque agraciados com bênçãos de Deus. Não há a menor possibilidade de, após a nossa morte – a morte dos bem-aventurados – chegarmos à condição elevada de Senhor ou Senhora, Pai ou Mãe de todos. Vejamos o que diz a Bíblia:

“Ouve, ó Israel: o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Deuteronômio 6.4).

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força. Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração.” (Deuteronômio 6.5-6). Este mandamento foi confirmado por Jesus, quando afirmou que não existia outro mandamento maior do que este (Marcos 12.30-31), porque quem ama cumpre a Lei Moral. Ora, um coração completamente cheio do amor a Deus não possui espaço para amar outro “Senhor” ou “Senhora”.

“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor… nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos a outros deuses” (Josué 24.14-16). Em nenhuma parte da Bíblia a Santa Maria é elevada à posição de Senhora, Padroeira, Protetora ou Co-Redentora, Nenhum homem ou mulher pode, depois da morte física, receber tal sublimação. Quem morreu em nosso lugar foi Jesus, e Ele não divide sua obra redentora com mais ninguém:

E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens , pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12).

“Eu sou o Senhor; este é o meu nome! A minha glória a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42.8).

Mas pela palavra da Tradição, Maria cooperou na obra do Salvador e hoje, no céu, é instrumento de salvação:

“Mas seu papel em relação à Igreja e a toda a humanidade vai mais longe. De modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para restauração da vida sobrenatural das almas” (CIC pg. 273, item 968).

“Assunta aos céus, não abandonou este múnus salvífico, mas, por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna” (CIC pg. 274, item 969).

Entenda-se como “múnus salvífico”: a função de salvar, a função de Co-Redentora.

“Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança” (Salmos 33.12). Daí porque não foi feliz a idéia de, por decreto, eleger Maria à posição de “Padroeira do Brasil”, isto é, defensora e protetora de nosso País. Mais coerente com a nossa fé cristã, seria declararmos o que está na Bíblia, ou seja, que Deus é o nosso Senhor, Salvador, Protetor e Pai:

“Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele prestarás culto” (Lucas 4.8).

Vamos repetir. Jesus, respondendo a Satanás, citou o versículo 13 de Deuteronômio 6. Jesus foi categórico, direto, claro, objetivo. Ele disse que a nossa adoração deve ser dirigida exclusivamente a Deus, e só a Ele devemos servir, servir com o nosso louvor, com o nosso exemplo, com a nossa fé, com nossas orações, nossas lágrimas, nossos jejuns, e obediência à Sua Palavra. Se as nossas lágrimas, súplicas e louvores forem dirigidos à Santa Maria, logo estaremos em oposição à palavra do Senhor Jesus.

Oposição significa desobediência. Desobediência significa rebeldia.

Rebeldia significa pecado. Pecado é morte.

“Há um só Deus e pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos” (Hebreus 4.6). Se até aqui o leitor ainda estava em dúvida, creio que este versículo colocou as coisas no devido lugar. Como já disse, a Bíblia não fala na existência de uma “Senhora”” ou de um outro “Senhor”.

O Deus da Bíblia é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó; o Deus que tirou seu povo da escravidão do Egito; que abriu o Mar Vermelho e o seu povo fez passar; que lhe entregou a Terra da promessa; que não está de braços cruzados, impassível, assistindo à rebeldia da humanidade. Ele é por todos.

Como vimos, a eleição da humilde serva Maria, mãe de Jesus, à posição de Senhora ou de Padroeira não encontra respaldo nas Escrituras. A nossa adoração não pode ficar dividida entre o Senhor Deus e a Senhora Maria. Não se pode “coxear entre dois pensamentos”, seguir dois caminhos, ter dois senhores. Devemos aprender com Maria e declararmos que a “nossa alma exalta e engrandece ao Senhor, e que o nosso espirito se alegra porque estamos em comunhão com Jesus nosso Salvador”.

A Tradição fica longe da Bíblia quando diz que em Maria há salvação. Vimos que em nenhum outro nome há salvação. (Atos 4.12). E mais: “Eu, eu Sou o Senhor, e fora de mim não há salvação (Isaías 43.11).

“Eu sou o caminho e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”(João 14.6).

“Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o povo dos seus pecados ” (Mateus 1.21).

“…E sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (João 4.42).

Mas, apesar de se encontrar na contramão, a Tradição insiste em afirmar:

“…Maria, por um vínculo indissolúvel está unida à obra salvífica de seu Filho: em Maria a Igreja admira e exalta o mais excelente fruto de redenção…” (CIC pg. 300, item 1172).

MÃE DOS VIVOS

O que diz a Tradição:

“A Virgem Maria cooperou para a salvação humana com livre fé e obediência. Pronunciou seu “fiat” (faça-se) em representação de toda a natureza humana. Por sua obediência, tornou-se a nova Eva, Mãe dos viventes” (CIC pg. 143, item 511).

Somente Jesus recebeu o título de “o último Adão” na Palavra de Deus: “O primeiro homem, Adão, foi eleito alma vivente; o último Adão, espírito vivificante” (`1 Coríntios 15.45). Nenhum registro há dando a Maria o título de segunda Eva e mãe da humanidade. Na citação acima a Tradição chegou bem perto de dizer que Maria é Deus.

TRONO DE SABEDORIA

A palavra da Tradição:

“É neste sentido que a Tradição da Igreja muitas vezes leu, com relação a Maria, os mais belos textos sobre Sabedoria. Maria é decantada e representada na Liturgia como o “trono da Sabedoria” (CIC pg.209,item 721)

A Bíblia diz que a sede da Sabedoria é Deus: “Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá liberalmente, e não censura, e ser-lhe-á dada.” (Tiago 1.5). “A sabedoria que vem do alto é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia” (Tiago 3.17). “Com Deus está a sabedoria e a força” (Jó 12.13).

Nenhum espírito humano pode se igualar a Deus em sabedoria, poder, graça e amor.

DEPOSITÁRIA DE PRECES

A palavra da Tradição:

“Porque nos dá Jesus, seu Filho, Maria e Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos lhe confiar todos os nossos cuidados e pedidos: ela reza por nós como rezou por si mesma: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”(Lucas 1.38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com ela à vontade de Deus: “Seja feita a vossa vontade” (CIC pg.687,item 2677).

Maria rezou na sua existência humana, terrena, e sua oração não foi diferente das orações dos santos de ontem e de hoje: dando graças a Deus pela vida, pela salvação, pelos dons, pela missão. No céu as coisas são diferentes. Ela não pode ser intermediária ou mediadora de nossas preces porque a Palavra diz claramente que o único Mediador é Jesus (1 Timóteo 2.5). Maria, a “humilde serva”, desejaria ser igual a Jesus em poder e glória e com Ele sentar-se à destra do Pai? A orientação para a ela confiarmos nossos cuidados e pedidos – o que sugere uma entrega total – está totalmente em desacordo com o padrão da Palavra de Deus.

Vejamos:

“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). “Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado” (Salmos 55.22). “Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Salmos 50.15).

“Orareis assim: Pai nosso que estás nos céus…” (Mateus 6.9).

ORANDO DE ACORDO COM A PALAVRA

Deus não atende a orações mentirosas. Mentirosas são as orações que não estão em consonância com a Sua Palavra. Vamos ver como ocorre este desencontro:

1. Se apresentamos a Maria nossas petições – ou a qualquer santo – estamos dizendo que a oração do “Pai nosso” ensinada por Jesus não é correta. E, então, nossa posição é de rebeldia, de desobediência. Todas as orações registradas na Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, são dirigidas a Deus. Não há uma só oração dirigida por exemplo, a Santo Noé, Santo Moisés, Santo Isaías, São João Batista, ou a qualquer outro;

2. Quando chamamos a Santa Maria de Medianeira ou Advogada, também estamos mentindo e declarando que a Palavra de Deus é mentirosa. A Bíblia declara que só há um Advogado, Mediador e Intercessor entre Deus e os homens: Jesus Cristo (1 Timóteo 2.5, 1João 2.1,Hebreus 7.25).

3. Se em nossas orações dissermos que Maria foi “concebida sem pecado”, também estaremos duvidando da Palavra de Deus.

Em Romanos 3.23 está dito que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. A única pessoa não gerada em pecado, porque gerada pelo Espírito Santo, foi Jesus Cristo. As demais – Pedro, Paulo, José, Maria – herdaram a natureza pecaminosa da semente de Adão e Eva. A Palavra é cristalina, objetiva e direta: Todos pecaram. Todos. É por isso que existem muitos fracos e doentes – doentes da carne e do espírito – porque não oram de acordo com a Palavra, conforme a Palavra, em consonância com a Palavra de Deus.

OS ARGUMENTOS CONTRÁRIOS

A seguir, os argumentos dos que defendem a adoração à Santa Maria, sua atuação como Mediadora e Padroeira, sua qualidade de Mãe de Deus, e outros títulos e missões a ela atribuídos.

“Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lucas 1.48). Esta declaração de Maria é apresentada como justificativa do culto a ela prestado.

Contestação: Segundo o Dicionário Aurélio, “bem-aventurado” quer dizer muito feliz. É também a situação “daquele que, depois da morte, desfruta da felicidade celestial e eterna”. É sinônimo de santo.

Jesus chamou de bem-aventurados os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacificadores, e os que sofrem perseguição por causa da justiça (Mateus 5.3-10). Em Salmos 112.1, lê-se: “Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor, que em seus mandamentos tem grande prazer”. Apocalipse 20.6: “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição”. Jesus disse: “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, pois não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus” (Mateus 16.17).Outras referências: Salmos 1.1; 2.12; 32.1; 106.3; 119.1; 146.5; Mateus 24.46; Apocalipse 22.7. Como se vê, bem-aventurados somos todos nós que seguimos a Jesus. Porém, tal felicidade não nos confere o direito de sermos adorados, quer em vida, quer na morte.

A bem-aventurança que nós asseguramos em vida, pela aceitação do senhorio de Jesus, se estende por toda a eternidade.

O fato de a Santa Maria ter sido chamada de Bem-aventurada, não significa uma doutrina, mandamento ou ensino no sentido de a ela prestarmos culto. Note-se que Isabel, sua prima, declarou ser a santa Maria “Bendita entre as mulheres” (Lucas 1.48), e não “Bendita acima das mulheres”.

Numa festa de casamento, em Caná da Galiléia, a Santa Maria disse aos empregados: “Fazei tudo o que ele vos disser”. (Jo 2.5)

Contestação: Essa passagem bíblica é muitíssimo citada pelos que prestam culto a Maria. Sinceramente, não vejo aí nenhum motivo para justificar tal culto. Se a declaração fosse de Jesus, ordenando que os serviçais teriam que obedecer em tudo à sua mãe, ainda poderíamos parar para meditar. Mas não foi assim. Maria, vendo que Jesus estava disposto a operar o milagre da transformação da água em vinho, recomendou aos empregados que seguissem à risca as instruções do Mestre. Só isso. Nada mais do que isso. A história morre aí. Aliás, se admitida a hipótese de que Maria estava falando às gerações futuras, devemos nos lembrar o que Jesus falou: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele prestarás culto” (Mateus 4.10). Logo, por este mandamento, Maria está excluída de qualquer espécie de adoração. Portanto, atendendo a Maria, façamos o que Jesus nos ordena.

O que aconteceu nas bodas de Caná deve servir, também para a seguinte reflexão: A Santa Maria, ao transferir o problema para Jesus, mostrou-se incapacitada de resolvê-lo. A “Mãe de Deus” não teria poderes para transformar água em vinho? Naquela época ela ainda não era mãe de Deus?

Só passou a sê-lo após sua morte? É evidente que Maria não operava milagres em vida, nem os opera depois de sua morte.

Maria é a nossa mãe espiritual, porque Jesus a entregou aos cuidados de um discípulo, e nós somos discípulos de Jesus.

Contestação: Jesus, já prestes a falecer, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. E disse ao discípulo a quem ele amava: “Eis aí tua mãe”.

“E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa”. Em resumo, Jesus entregou sua mãe aos cuidados do querido discípulo João. Jesus deu um exemplo de amor filial, lembrando-se de sua mãe num momento de grande agonia. A intenção de Jesus não foi constituir a Santa Maria mãe espiritual da humanidade. Desejou apenas que ela não ficasse desamparada na sua velhice (João 19.26-27), morando com seus irmãos incrédulos (João 7:5).

Maria é mãe de Deus porque Jesus é Deus e ela é mãe de Jesus.

Contestação: Se válido o raciocínio acima, poderíamos afirmar que Deus é filho de criação ou filho adotivo de José. Ou José seria padrasto de Deus? Como já dissemos, a Santa Maria foi um instrumento usado por Deus, no Seu plano de salvação da humanidade, para que o Verbo se fizesse carne.

Maria, na qualidade de mãe de Jesus, é co-redentora.

Contestação: A palavra de Deus não ascende Maria à posição de igualdade com o Filho. Seria afirmar que Maria é Deus. Aliás é esta a intenção dos romanos, ou seja, colocar a humilde serva do Senhor como uma quarta pessoa da Trindade. Daí os seus títulos de Mãe de Deus, Advogada, Medianeira, Adjutora, Senhora, co-Redentora, Protetora, Rainha dos Céus, Mãe de todos, Intercessora, Sempre Virgem, Imaculada, Concebida sem pecado, e outros. Só que não há respaldo bíblico para tais títulos. Ora, o Redentor é Jesus, e como Redentor e Messias Ele foi esperado: “E virá um redentor a Sião e aos que se desviarem da transgressão em Jacó, diz o Senhor” (Isaías 59.20).

Não se lê que, paralelamente, viria uma redentora, ou um ajudante do Redentor, ou uma co-Redentora. Em Lucas 4.18, Jesus declara que “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração; a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor”.

Cumpriu-se aqui a profecia de Isaías 61.1-2. A Bíblia não afirma que Maria fora ungida para idêntica missão.

Veja-se 2 Reis 13.5: “O Senhor deu um salvador a Israel…” A Santa Maria não poderia ela própria ser uma salvadora (ou redentora), e ao mesmo tempo precisar ser salva. Mais uma vez, leiam: “Disse, então, Maria: Aminha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, porque atentou na humildade de sua serva…” (Lucas 1.46-48).

Logo, Maria não pode ser redentora ou salvadora porque ela própria precisou do Salvador ou do Redentor. Já o nosso Salvador Jesus Cristo nunca se dirigiu ao Pai declarando-se necessitado de salvação. Quando a Santa Maria fez esta oração, com convicção e plena segurança no que estava dizendo, ela igualou-se a todos, homens e mulheres, herdeiros da natureza pecaminosa do primeiro casal. Ela nivelou-se a todos os mortais. E não poderia ser de outra forma.

Eu considero um grave pecado elegermos Maria à qualidade de redentora, ou de redentora junto a Jesus, ou ajudante de Jesus no trabalho de salvação, ou coisa parecida. A Trindade é soberana, auto-suficiente, onipresente, onisciente, onipotente, imutável, eterna. Não precisa, portanto, do auxílio dos santos falecidos para execução do seu plano de salvação da humanidade. A Igreja de Cristo, que recebeu de Jesus poder e autoridade para, em Seu nome, expulsar demônios e curar enfermos, e recomendação para pregar o Evangelho em todo o mundo, esta sim, pode e deve dar continuidade, na terra, ao trabalho do Salvador. Estamos falando de Igreja viva, atuante, visível. Jesus outorgou poderes a essa Igreja visível. Não deu poderes aos mortos, ainda que em vida tenham sido santos (Marcos 16.15-18).

QUEM SÃO OS SANTOS

Muitas pessoas não têm a exata compreensão do que seja um santo.

Primeiramente, a palavra “santo”, no conceito bíblico, quer dizer “separado para Deus”, “consagrado a Deus”. Dicionário Aurélio: “Que vive segundo os preceitos religiosos; puro, imaculado, inocente; bondoso em extremo”.

Dicionário Teológico: santo é “aquele que se separa do mal, e dedica-se ao serviço divino. O processo de santificação do crente tem como base a Palavra de Deus”.

Pode se referir também a um local determinado, indicando que não pode ser violado ou profanado. Exemplo de lugar santo foi o monte Horebe, onde Deus falou a Moisés: “Continuou Deus: não te chegues para cá. Tira as sandálias dos pés, pois o lugar em que estás é terra santa” (Êxodo 3.5). Com Josué, nas cercanias de Jericó, aconteceu idêntica recomendação: “Respondeu o príncipe do exército do Senhor a Josué: descalça as sandálias de teus pés, pois o lugar em que estás é santo. E Josué fez assim” (Josué 5.15).

Tudo que é separado para o serviço do Senhor é santo, inclusive objetos: dízimo (Levítico 27.32); congregação (Números 16.3); povo (Deuteronômio 14.2, 21); objetos (Esdras 8.28; Ezequiel 22.26); jejum (Joel 1.14); cidade (Mateus 4.5; Apocalipse 21.2, 10); leis e mandamentos (Romanos 7.12); Igreja (Efésios 5.27); nação (Êxodo 19.6).

Agora, vejamos o que a Bíblia diz sobre pessoas santas. Em várias cartas paulinas, os crentes em Jesus são chamados de santos: “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1 Coríntios 1.2). “Aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus” (Efésios 1.1). “A todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos…” (Filipenses 1.1). “Aos santos e irmãos fiéis em Cristo que estão em Colossos” (Colossenses 1.2).

Deus falando ao seu povo: “Eu sou o Senhor vosso Deus. Consagrai-vos e sede santos, porque eu sou santo” (Levítico 11.44; 19.2; 20.7).

Em Levítico 20.26: “Sereis para mim santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos para serdes meus”. O desejo de Deus é que todos sejam santos e irrepreensíveis. O homem criado por Deus era santo. Na queda, perdeu a santidade e ficou afastado do Criador. O plano de salvação da humanidade contempla o retorno do homem à santidade perdida.

A santidade em vida se estende à morte. Em outras palavras, quem é santo aqui na terra será, eternamente, santo no céu. Vejam: “Abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressurgiram” (Mateus 27.52). Os santos participarão do julgamento das nações. Observem: “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo?” (1 Coríntios 6.2-a). Jesus confirma: “Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel” (Mateus 19.28). “E ao que vencer e guardar até o fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações” (Apocalipse 2.26). Nós, os santos, juntamente com Maria, participaremos do julgamento do mundo.

Quando da volta de Jesus, todos os santos falecidos ressuscitarão num corpo celestial. Nessa ocasião, os santos vivos serão arrebatados e, juntamente com aqueles, se encontrarão com Jesus nos ares (1 Tessalonicenses 4.16-17).

Vimos, portanto, que a santidade se adquire em vida. A igreja de Cristo, visível e invisível, é formada de santos. Logo, há milhões de santos ainda vivos, e um número incalculável (bilhões?) de santos que já passaram para a glória. Diante do que se depreende da palavra de Deus, acima, outro não pode ser o entendimento.

Certa vez, alguém escreveu para o povo leitor (caderno dominical do Jornal o povo, desta cidade de Fortaleza, Ceará) em que, opondo-se a uma questão por mim colocada, disse que “não conhecia um só santo evangélico”. Santa ignorância. Para muitas pessoas, não existem santos vivos, pessoas santas. Acreditam que somente alguns, depois da morte – e se houver milagre a eles atribuído – têm o privilégio de serem santos, receberem adoração, serem mediadores junto a Deus de nossas súplicas, e terem uma imagem em cada templo. Ora, os santos somos nós; se cultuarmos os santos, ainda que mortos, estaremos cultuando a nós mesmos.

Noutras palavras, estaria o homem adorando a si próprio, ao seu semelhante.

Homens vivos buscando as bênçãos de homens mortos. Maria foi em vida uma mulher santa, e sua santidade se eternizou após a sua morte.

Ela foi juntar-se a bilhões de santos no Paraíso. O costume de se buscar alívio nos que morreram cheira a espiritismo, a consulta aos mortos, a necromancia. Deus não se agrada dessas coisas. Não devemos apelar para as criaturas de Deus, adorá-las e cultuá-las. O Primeiro Mandamento é incisivo: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3). “Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele prestarás culto” (Lucas 4.8).

Por Airton Evangelista da Costa

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21 thoughts on “A Verdade BÍBLICA sobre Maria !

  1. entaum rogerio como define eh santa ou nao, ou sera que Deus quis mostrar o poder Dele, eu creio que o unico Santo eh Deus , e nao ha outro , pq se estiver outro santo , nao tem porque dizer que Ele , Deus , eh o Unico ,Soberano, Santo dos Santo, Pai da Eternidade, ou seja o Unico merecedor do nosso louvor , nossa gratidao , nosso sacrificio, pq se houver outro santo , Deus perde todas essas caracteristicas

  2. CAROS INTERNAUTAS, PRECISAMOS ENTENDER A DIFERENÇA ENTRE JULGAR E REFUTAR ANTIGAS HERESIAS, DAS RELIGIÕES, JULGA É EU APONTAR SEM PROVAS BÍBLICAS; ISSO É TOTALMENTE DIFERENTE DE UMA ABORDAGEM MAIS PROFUNDA SOBRE A ADORAÇÃO E VENERAÇÃO A MARIA. QUE NÃO TEM NENHUMA BASE TEOLÓGICA BÍBLICA. ISSO NÃO É JULGAR É SERMOS UMA COLUNA DA VERDADE, É NÃO OMITIMOS O QUE MUITA GENTE LEVA PRA DEBAIXO DO TAPETE.PRECISAMOS CONHECER MAIS O CONTEXTO HISTÓRICO DA HISTÓRIAS DAS RELIGIÕES. E SUBMETERMOS AO CRIVO DA BÍBLIA, QUE É A ÚNICA REGRA DE FÉ E PRÁTICA.•MALAQUIAS (cap. 3)VERSICULO18 Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que o não serve.SE VOCÊ SERVA A OUTROS DEUSES, TERÁS O JUSTO JULGAMENTO DE NÃO PARTICIPAR DA BENÇÃO SALVADORA DE JESUS, O CRISTO, O FILHO DEUS. TEMOS O DIREITO ESCOLHA: SERVIR A DEUS OU A BABILÔNIA, COM COM SEUS DEUSES E TODOS TIPO DE MISTICISMO. MEDITE- JOSUÉ (cap. 24) VERSÍCULO 15 Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.O GRANDE LÍDER JOSUÉ JÁ FALAVA ISTO HÁ MILHARES DE ANOS ATRÁS.ESSE JOGO DE NÃO DIGA ISSO,OU AQUILO. É MUITO ANTIGO. OS PODERES DO INFERNO QUEREM AMORDAÇAR, OS SERVOS OS VERDADEIROS SERVOS DO SENHOR. MAS ORDEM ESTA DITA: PELA PALAVRA DO SENHOR.

    DEUS ABENÇOE A TODOS

  3. Para começar deveríamos ser Cristãos! e não ter denominação nehuma, ou templo algum, pois o Nosso Senhor Jesus Cristo – Filho do Criador, disse:
    Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo.
    Mateus 12:6;
    “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18).“Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular”. Atos 4:11.
    “Pois isso está na escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será de modo algum envergonhado.
    Para vós outros, portanto, os que credes é a preciosidade; mas para os descrentes, a pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular, e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos” . 1ª Pedro 2:6-8.
    Os dois textos bíblicos acima, foram declarações do Apóstolo Pedro; em dois momentos diferentes, fazendo uma simbologia referindo-se a Cristo como a pedra angular ou de esquina, rejeitada pelos homens (judeus e romanos).
    O PROBLEMA É QUE TANTO OS CATÓLICOS OU PROTESTANTES, à maioria adicionam muito fermento ao pão que Cristo, e o Messias deixou claro que: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia”Lc 12, 1; Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? 1 Coríntios 5:6. Entendo que o fermento é tudo que vai alem do pão asmo, quer dizer, O NOSSO SALVADOR JESUS CRISTO. são muitas doutrinas e rituais introduzidos por muitos homens. Quem se acha religioso leiam Mateus 23.
    Apesar do Plano da Salvação de Deus está feito desde a fundação do mundo, e revelado na Nova Aliança, após a morte de Jesus, não queremos sentar e assistir um filme, ex: O Evangelho Segundo Mateus, disponível até no youtube, para ver o que Deus – Criador de Tudo – quer que façamos somente, e ver a verdade explícita da maneira que devemos agir, se Jesus não lhe completa, nada mais pode lhe completar, e não viver pecando e arrumar uma Nossa Senhora ou Vários Santos, como se o DEUS CRIADOR NÃO FOSSE SUFICIENTE para resolver o problema do mundo. É muito simples e ao mesmo tempo difícil. Ter Vários Santos, e Senhoras, Penitências, obrigação de ir ao culto regularmente ou missas, Dízmos para poder receber a benção de Deus e perdoar os pecados. Acredito que tudo isso são caminhos largos que Jesus falou.
    Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; João 14:6.
    SEJA QUAL FOR OUTRO CAMINHO, OU ATALHO, OU PONTE, DESVIO, NÃO LEVA A SALVAÇÃO.
    Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna. Mateus 5:37

    SÓ CRISTO SALVA E NÃO HÁ MAIS NINGUÉM, que Deus tenha misericórdias de todos nós e salve desse mundo de pecado!

  4. “O Dragão, vendo que fora precipitado na terra, perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino.” Apocalipse 12, 13
    “Este, então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.” Apocalipse 17

  5. Aldo
    Quando Cristo veio a terra nem ele se propôs a julgar ninguém. Se o Senhor lê-se a bíblia e entrega-se o seu coração teria humildade em Deus e não iria ficar criticando ou apontando o dedo. Tem uma dinâmica que aprendi que é assim, aponta seu dedo e observa sua ação: Quando você aponta o dedo, três dos seus dedos se volta (aponta) para você. Deus é amor, humildade, e não deu poder ao seu filho Jesus de condenar ninguém. E vocês protestante que no entanto é quem mais faz isso.
    -A religião de vocês distorce a bíblia, O termo “AGRACIADA” é uma adulteração protestante pós-Lutero.
    Lc: 1,28
    “Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, CHEIA DE GRAÇA, o Senhor é contigo.” (tradução original)

    BÍBLIA PROTESTANTE (ALMEIDA)
    Lc: 1,28
    “E, entrado o anjo onde ela estava disse-lhe: Salve, AGRACIADA, o Senhor é contigo.”

    Prova da adulteração:
    A expressão cheia de graça conta no original grego como: KARITOU

    O interessante é que o termo KARITOU é usado por São Pedro na carta de efésios (Ef 1,5-6), mas Almeida não adultera, só adultera quando é usado se referindo a Maria.

    Então antes de usar trechos de um texto para julgar ou condenar aquilo que você desconhece Aldo, vai estudar procura saber como surgiu as religiões protestantes, já leu esse trecho bíblico?
    “Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também.”

  6. Esta escrito: não adoraras falsos deuses nem lhe prestara CULTO.
    a ningem mais foi dado a ser glorificado a não ser ao Senhor nosso Deus e a seu filho nosso Senhor Jesus Cristo. Esta escrito também que ninguem nascido do ventre de mulher foi maior que João Batista. Sendo assim deveria ser feito cultos de referencia a ele também. Portanto abaixo do Senhor Jesus só João Batista, acima até de Maria. Essas palavras são do próprio Jesus Cristo. Os católicos adoram Maria pois prostão se dianmte de sua imagem e a veneram. Sendo que o único mediador é Jesus Cristo. Se eu continuar enumerando mais coisas veremos muito mais erros do catolicismo do que se pode imaginar.

  7. REFUTAÇÃO DA OPINIÃO DO AUTOR.

    A bíblia condena a interpretação individual(Pedro). Portanto, a opinião do autor não deve merecer crédito. É apenas a opinião de um homem e maldito o homem que confia no homem.

    A bíblia diz que a igreja é coluna e sustentáculo da verdade(Timóteo). A bíblia não diz que o autor é coluna e sustentáculo da verdade.

    A Bíblia não ensina sola scriptura. Pelo contrário, a Bíblia diz que muitas outras coisas foram ditas e escritas por Jesus e São Paulo diz que devemos guardar a tradição de tudo que foi ensinado.

    A Bíblia não define o canon.

    A Bíblia não defende o fundamentalismo bíblico.

    A Bíblia não define os livros inspirados.

    A Bíblia não define que a Bíblia protestante é a bíblia adequada.

    A Bíblia não define que o tradutor insuspeito é o falsário João Ferreira de Almeida.

    Pela bíblia, não se pode provar o protestantismo, não se pode provar Lutero ou Calvino, não se pode provar o fundamentalismo bíblico, não se pode provar o canon, não se pode provar os livros inspirados, não se pode provar que o autor é confiável, não se pode provar que o autor é coluna e sustentáculo da verdade.

  8. Glorias as excelcius DEI.A adoracao a maria nada mais é do que um dogma decretado por uma “canetada” papal em 1950,Trata-se de um DOGMA HUMANO e nao de DOUTRINA BIBLICA.Jesus rejeitou viemente as tradicoes dogmaticas dos fariseus,

  9. Pingback: APOLOGÉTICA: Catolicismo x Bíblia Sagrada « Assembléia de Deus – Bezerros (PE)

  10. A questão no que se refere em ser católico ou crente não nos posiciona-nos como estar agradando ao diabo,cremos que o senhor nos dar dicernimento do certo e errado.E é exatamente fundamentado neste pensamento que acreditamos na verdade que nos liberta do pecado e nos faz vencedores.Não existe confronto.simplesmente existe a diferença de agradar aquele que nos arregimentou.

  11. Graça e Paz da Parte de Deus, João !

    Jamais falei mal de MARIA e não me atrevo a falar qualquer coisa que a desabone (Deus me livre desse pecado).

    Maria foi uma serva exemplar de Deus, cujo exemplo merece ser seguido, no entanto:

    1. Ela não é onipotente, nisciente, onipresente, portanto, NÃO ESCUTA AS ORAÇÕES DE NINGUÉM.

    2. Ela não é digna de honra, louvor e adora, pois SÓ DEUS É DIGNO de tamanha honraria.

    3. São os homens com pensamento completamente corrompido (CATÓLICOS) que adoram (ou veneram – dá no mesmo) a Maria, quando deveriam adorar O ÚNICO SENHOR de todos.

    4. Não crito religiões, mas combato as FALSAS DOUTRINAS, as quais impregnam as seitas religiosas (o Catolicismo, p. ex.).

    5. JESUS CRISTO ESTÁ EXTREMAMENTE CONTENTE com a postura dos crentes que NÃO TEM MEDO DE COMBATER O BOM COMBATE, ao se posicionarem contra estas MÁS DOUTRINAS (adoração a Maria, “Santos”, imagens, etc. e tal).

    SÓ JESUS CRISTO DE NAZARÉ É DIGNO e ponto final.

    Que Deus dê discernimento aqueles que pensam que adorar/venerar Maria, “Santos”, etc. é o correto, quando NÃO É.

    Deus seja louvado.

    Amém.

  12. Desde quando existe esta religião chamada adventista do sétimo dia??? a católica existe desde a reunião de maria com os apóstolos no cenáculo e olha que faz tempo, não critique Nossa Senhora porque ela não faz distinção de filho nenhum e outra Jesus, penso eu que anda extremamente triste com todos os ditos evangélicos pelas falácias contra sua mãe.

    João

  13. Muito boa a explicação sobre Maria. Se os católicos não se converterem à Palavra de Deus com essa bela explicação e de muita sabedoria, acho meio difícil se converterem depois. Vocês acham que depois que Maria teve Jesus, ela só ficou olhando para cara de José e não fizeram nada, ou seja, não tiveram um relacionamento como marido e mulher? Se atingamente só haviam parteiras, então, Jesus nasceu por parto normal e não cesário…E Maria depois dessa ainda continuou virgem??? Deixem de ser Maria vai com as outras e usem o raciocínio lógico.

  14. Sobre APOCALIPSE 12 :

    A mulher vestida do sol é Israel, donde Jesus saiu; o dragão é o diabo; e o Menino é Jesus. Israel em Apocalipse 12 está: 1) vestida do sol, ou seja, envolvida pela glória divina por toda a História;
    2) com a lua debaixo dos pés, isto é, ela é a nação escolhida pelo Senhor ( Dt 7.6);
    3) com uma coroa com doze estrelas, o que representa claramente os patriarcas que originaram as doze tribos que formam o povo de Israel;
    4) e grávida, com dores de parto, quer dizer, a posição de Israel como povo escolhido traz responsabilidades dolorosas; observe:

    ” Como a mulher grávida, quando está próxima a sua hora, tem dores de parto, e dá gritos nas suas dores, assim fomos nós diante de ti, ó SENHOR! ” (Isaías 26.17)

    e só para terminar , observe o que diz Isaías 27.1-3 sobre ISRAEL :

    ” Naquele dia o SENHOR castigará com a sua dura espada, grande e forte, o leviatã, serpente veloz, e o leviatã, a serpente tortuosa, e matará o dragão, que está no mar.
    Naquele dia haverá uma vinha de vinho tinto; cantai-lhe.
    Eu, o SENHOR, a guardo, e cada momento a regarei; para que ninguém lhe faça dano, de noite e de dia a guardarei. “

  15. Graça e Paz !

    Não só é importante crer em Deus, pois até Satanás crer que Deus existe e é o Senhor sobre todas as coisas !

    É preciso que ACEITEMOS que a Salvação é Graça que nos é concedida por JESUS CRISTO DE NAZARÉ. E só Ele !

    Portanto, nem Maria, nem São … esse ou aquele são capazes, sequer, de nos ouvir, quanto mais nos atender !

    Só Deus é ONIPRESENTE, ONIPOTENTE E ONICIENTE !

    Nós nunca atrapalhamos o julgamento, que pertence a Deus. Se nós ficamos acusando as FALSAS DOUTRINAS é justamente para que os imãos conheçam a ÚNICA VERDADE, que LIBERTA, que é Jesus Cristo, no qual DEFENDEMOS o “verdadeiro” Cristianismo, QUE NÃO É E NUNCA FOI O CATÓLICO (mas pode ser que seja um dia, se houver verdadeira conversão dos católicos, principalmente do “CLERO”).

    Que Deus tenha misericórdia de nós !

  16. louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!!!

    quero falar que em vez de ficarem discutindo se a veneraçao Maria e aos santos esta certa, porque nao deixem que Deus julgue as pessoas pelo seus atos. e se vcs gostam tanto de ler a biblia e dizer que os catolicos nao lem porque que em seus cultos nao falam sobre a passagem do apocalipse cap. 12 “apareceu em seguida em grande sinal no ceu, uma mulher revestida se sol, a lua debaixo dos seus pés, e na cabeça uma coroa com doze estrelas. estava gravida e gritava as dores do parto pois daria a luz ao filho de DEus.”
    outra passagem que gostaria de resaltar que em lucas 8. 40-56 uma mulher se curou pois acreditava que se tocase em Cristo se curaria e Jesus disse “Mulher tua fé te salvou” por isso caros irmaos o importante nao e seguir bandeiras de igrejas e sim ter fé em Deus, pois assim nos iremos um dia todos nos encontrar para viver a vida enterna junto com o Deus que é pai, filho e espirito SAnto.

    um abraço

  17. Sr. Rogério !

    A Graça e a Paz do Senhor esteja cm você e sua família !

    Realmente !

    Infelizmente, NÃO HÁ UNIDADE, quando deveria, no entanto, os debates (se forem DEMOCRÁTICOS e COERENTES, ressalte-se de passagem) servem para aperfeiçoar o pensamento mais próximo o possível da Verdade de Deus, afinal de contas, somos pecadores e tão falhos que nos deixamos levar facilmente por paixõs mundanas e que só o DIABO gosta !

    É importante ressaltar que É IMPOSSÍVEL SER PERFEITO e que erraremos sempre.

    A grande questão é: Estamos com os corações abertos para ouvir, absorver e obedecer a voz (Bíblia Sagrada) do Senhor ???

    Digo isso porque o Senhor é MISERICORDIOSO e, ainda que nunca sejamos dignos de alguma coisa, Deus nos agracia com toda sorte de bênçãos, diariamente, inclusive, muitas as quais nem percebemos.

    Portanto, fica aqui o seguinte posicionamento: LEIAMOS a Bíblia, sempre, pedindo discernimento, sabedoria, ciência e aplicação para que possamos, não só aprendê-la, mas sermos OBEDIENTES a Ela, que é a expressão pura da vontade do Senhor E É PERFEITA E SUFICIENTE !

    Desta forma, nossos erros DIMINUIRÃO !

    Obrigado pelo comentário !

    Que Deus te Abençoe !

  18. eu acho engraçado os teologos, catolicos ou evangelicos, os católicos que não leva abiblia ao pé da letra, afirmam que Jesus está de corpo alma e divindade, na eucaristia, quando Jesus diz isto é meu corpo, os crentes seguem a biblia ao pé da letra em tudo menos nas que enteressam aos catótlicos, eu li na biblia dos crentes e dos católicosa a passagem de Maria e sua parenta isabel. em lucas 1, 41 E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo.
    42 E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre.
    43 E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu “Senhor”?. repare que Senhor esta com letra maiuscula, tanto na biblia dos catolicos qunto nas dos crentes.
    a minha observação é que, pode interpletar a biblia ao pé da letra ou não, desde que é pra beneficiar a minha tese teologica. Todo mundo quer estar certo, eu fco pensando o que Deus acha desses confrontos, os católicos se dividem em opiniao, os evangelicos tambem, tem católico tradicional e pentecostal e crentes também, tem uns crentes que não cortam o cabelo, e outras tradiç~es e outros, já o fazem, o cristianismo está dividido e quem ganha é satanás.

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