Parábola de Micaías


(lRs 22:13-28)

 O profeta Micaías, dirigindo-se aqui a Zedequias, não era homem de profanar o seu chamado. Não con­tribuiu para a idéia supersticiosa de que, uma vez que se cresse que a ins­piração dos profetas vinha de Deus, essa inspiração ainda assim poderia ser alterada conforme os profetas achassem melhor, e assim podiam ser subornados, enganados ou obri­gados a profetizar coisas mais acei­táveis. Micaías foi um verdadeiro discípulo de Elias, e a austera res­posta que deu mostrou ser ele um inimigo da corrupção.

A parábola profética de Micaías, expressa numa metáfora impressio­nante e numa visão simbólica, pare­ce-se com a referência de Jó à con­versa de Satanás com o Senhor (1:6-12). Ellicott diz que a idéia expressa pela parábola “é o engano dos falsos profetas por um espírito maligno, numa condenação de Deus pelos pe­cados de Acabe e pela degradação que esses falsos profetas provocaram ao ofício. As imagens são tomadas por empréstimo à ocasião. São obviamen­te extraídas da analogia com uma corte real, onde, como no caso peran­te os olhos de Micaías, o rei procura conselho contra os seus inimigos”.

Herbert Lockyer

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