Onde estão as Igrejas que Deveriam Promover o VERDADEIRO Reino de Deus COM ATITUDES ?

Este texto é baseado em um caso real.

Certa família humilde passava por graves privações. E a comunidade cristã tradicional, próxima, não se apercebeu.

Então, um senhor espírita se aproximou; esforçou-se e arranjou um emprego para o pai daquela família. Com o passar do tempo as privações se foram, os filhos se graduaram tornaram-se prósperos e, naturalmente, espíritas.

Quando o Senhor Jesus mostrou para o doutor da Lei quem era o “próximo” do homem ferido pelos ladrões, na parábola, referiu-se a um samaritano. Um homem de um povo estranho transportado de longe por Nabucodonosor, para as terras de Israel. Cristo confrontava uma religiosidade desprovida de compaixão. E compaixão significa estar atento às necessidades do próximo. Nossas mãos a serviço dos olhos do SENHOR.

Eu fico meditando: O que estamos vendo no meio evangélico é bem parecido com o relato da parabóla. Muitas palavras e poucas atitudes. Muitos críticos e poucos “samaritanos”. Muito individualismo e pouca solidariedade. Muitas palestras, escolas de liderança e poucos mestres em SERVIR.

E diante de tudo isso, como falar do amor de Deus para quem só conheceu a generosidade de “Samaritanos”? É, você e eu temos mesmo muito a melhorar!

Joao Cruzué é um dos pioneiros da blogosfera cristã evangélica, e há anos edita o excelente blog OLHAR CRISTÃO. Título original: A parábola do bom samaritano contextualizada.

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Falta Discernimento aos LÍDERES RELIGIOSOS !

Durante dois anos dediquei parte do meu tempo para discutir com relativistas ateus acerca da existência de uma verdade universal e absoluta. Sabe o que eu descobri? Que algumas pessoas têm uma vontade enorme de discordar, mesmo em face das maiores evidências. A segunda grande lição que tirei foi que o relativista é um debatedor desleal; como debater a verdade com alguém que crê que todas as proposições são igualmente verdadeiras (não havendo, consequentemente, nenhuma verdade?).

Mas se há (e eu tenho absoluta certeza que há!) uma verdade acerca da verdade, é que ela independe da nossa opinião sobre ela. Antigamente a humanidade achava que a terra era plana, mas a crença daquele homem primitivo e medieval não pode mudar a verdade de que a terra é redonda. Eles estavam bem intencionados, mas fracassaram. A verdade sempre existirá, independente do modo como nos relacionamos com ela.

Neste mundo pós-moderno com sua porteira aberta para o absurdo, não faltam cidadãos politicamente corretos para tratar de convencer-nos que a moralidade, por exemplo, nada mais é do que uma convenção social. Não existe um comportamento certo ou errado; não há regras exteriores a nós para se cumprir, tudo começa e termina em nós mesmos. Contudo, mesmo o maior dos relativistas abominará a idéia de ter uma esposa “relativamente fiel”. Neste caso, ele está absolutamente seguro que a fidelidade é um padrão moral legítimo, verdadeiro. Para muitos, todo comportamento é correto, até o dia que um tarado pervertido estupre a sua filhinha indefesa. Isso acontece porque a verdade nem sempre é evidente em nossas ações, mas pode ser percebida em nossas reações.

A exegese e a hermenêutica também tem sofrido influencia do relativismo. Há uma multidão de cristãos a-religiosos na blogosfera, tratando de convencer-nos que o balão é azul, roxo e verde ao mesmo tempo. Para estes pseudo-pensadores, as palavras de Jesus tem um milhão de interpretações possíveis (e igualmente válidas). Quanta frescura! É claro que a bíblia às vezes usa metáforas, analogias e parábolas, mas nestes casos o sentido do texto é claro. Do mesmo modo, há inúmeras passagens que são literais, e o sentido destas palavras é igualmente claro.

As vezes penso que esta idéia burrificada de que cada um deve interpretar a bíblia a sua maneira, e que verdades contradizentes podem ser igualmente verdadeiras é produto do péssimo sistema educativo brasileiro. A grande maioria dos alunos do ensino médio é incapaz de interpretar textos simples! Entende a gravidade do problema? Os nossos queridos relativistas morais e religiosos são, em grande parte, vítimas deste processo.

Por tudo isso que eu afirmo sem medo de errar: “não é o excesso de intelectualidade que está sufocando a igreja brasileira, mas a ausência dela”. E nestes dias confusos, quando os homens “chamam o mal de bem e o bem de mal”, nada pode ser mais normal do que uma multidão de ignorantes sendo aclamados como pensadores e filósofos, enquanto os verdadeiros pensadores são relegados ao anonimato. A burrice virou sinônimo de intelectualidade, e aqueles que usam o cérebro e contrariam as convenções pós-modernistas são chamados de intolerantes e irracionais. Lamentável, boçal, triste, porém verdadeiro.

O tempora! O mores!

Leonardo Gonçalves, cristão absolutista e dogmático (nada preocupado em ser politicamente correto), no PÚLPITO CRISTÃO.

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Discernimento

O discernimento é essencial no processo de tomar decisões sábias.

Tiago 1:5

“Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada.”

O discernimento é essencial para o crescimento espiritual.

Hebreus 5:14

“Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal.”

O discernimento é para os humildes.

Salmos 25:9

“Guia os mansos no que é reto, e lhes ensina o seu caminho.”

As coisas espirituais são discernidas espiritualmente.

1 Coríntios 2:13-14

“As quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”

https://malucoporjesus.wordpress.com

Jorge Müller, o Homem que, Literalmente, Ousou pôr em Prática o Evangelho

Jorge Müller nasceu em 1805, de pais que não conhe­ciam a Deus. Com a idade de dez anos, foi enviado a uma universidade, a fim de preparar-se para pregar o Evange­lho, não, porém, com o alvo de servir a Deus, mas para ter uma vida cômoda. Gastou esses primeiros anos de estudo nos mais desenfreados vícios, chegando, certa vez, a ser preso por vinte e quatro dias. Jorge, uma vez solto, esfor­çava-se nos estudos, levantando-se às quatro da manhã e estudando o dia inteiro até as dez da noite. Tudo isso, po­rém, ele fazia para alcançar uma vida descansada de pre­gador.

Aos vinte anos de idade, contudo, houve uma completa transformação na vida desse moço. Assistiu a um culto onde os crentes, de joelhos, pediam que Deus fizesse cair sua bênção sobre a reunião. Nunca se esqueceu desse cul­to, em que viu, pela primeira vez, crentes orando ajoelha­dos; ficou profundamente comovido com o ambiente espi­ritual a ponto de buscar também a presença de Deus, cos­tume esse que não abandonou durante o resto da vida.

Foi nesses dias, depois de sentir-se chamado para ser missionário, que passou dois meses hospedado no famoso orfanato de A. H. Frank. Apesar de esse fervoroso servo de Deus, o senhor Frank, ter morrido quase cem anos antes (em 1727), o seu orfanato continuava a funcionar com as mesmas regras de confiar inteiramente em Deus para todo o sustento. Mais ou menos ao mesmo tempo em que Jorge Müller hospedou-se no orfanato, um certo dentista, o se­nhor Graves, abandonou as Suas atividades que lhe davam um salário de 7.500 dólares por ano, a fim de ser missioná­rio na Pérsia, confiando só nas promessas de Deus para su­prir todo o seu sustento. Foi assim que Jorge Müller, o novo pregador, recebeu nessa visita a inspiração que o le­vou mais tarde a fundar seu orfanato sobre os mesmos princípios.

Logo depois de abandonar sua vida de vícios, para an­dar com Deus, chegou a reconhecer o erro, mais ou menos universal, de ler muito acerca da Bíblia e quase nada da Bíblia. Esse livro tornou-se a fonte de toda a sua inspira­ção e o segredo do seu maravilhoso crescimento espiritual. Ele mesmo escreveu: “O Senhor me ajudou a abandonar os comentários e a usar a simples leitura da Palavra de Deus como meditação. O resultado foi que, quando, a primeira noite, fechei a porta do meu quarto para orar e meditar sobre as Escrituras, aprendi mais em poucas horas do que antes durante alguns meses.” E acrescentou: “A maior di­ferença, porém, foi que recebi, assim, força verdadeira para a minha alma”. Antes de falecer, disse que lera a Bíblia inteira cerca de duzentas vezes; cem vezes o fez es­tando de joelhos.

Quando estava ainda no seminário, nos cultos domésti­cos de noite com os outros alunos, freqüentemente continuou orando até a meia-noite. De manhã, ao acordar, cha­mava-os de novo para a oração, às seis horas.

Certo pregador, pouco tempo antes da morte de Jorge Müller, perguntou-lhe se orava muito. A resposta foi esta: “Algumas horas todos os dias. E ainda, vivo no espírito de oração; oro enquanto ando, enquanto deitado e quando me levanto. Estou constantemente recebendo respostas. Uma vez persuadido de que certa coisa é justa, continuo a orar até a receber. Nunca deixo de orar!… Milhares de almas têm sido salvas em respostas às minhas orações… Espero encontrar dezenas de milhares delas rio Céu… O grande ponto é nunca cansar de orar antes de receber a resposta. Tenho orado 52 anos, diariamente, por dois homens, filhos dum amigo da minha mocidade. Não são ainda converti­dos, porém, espero que o venham a ser. – Como pode ser de outra forma? Há promessas inabaláveis de Deus e sobre elas eu descanso”.

Não muito antes de seu casamento, não se sentia bem com o costume de salário fixo, preferindo confiar em Deus em vez de confiar nas promessas dos irmãos. Deu sobre isso as três seguintes razões:

1) “Um salário significa uma importância designada, geralmente adquirida do aluguel dos bancos. Mas a vontade de Deus não é alugar bancos (Tiago 2.1-6)”.

2) “O preço fixo dum assento na igreja, às vezes, é pesado demais para alguns filhos de Deus e não quero colocar o menor obstáculo no caminho do progresso espiritual da igreja”.

3) “Toda a idéia de alugar os assentos e ter salário torna-se tropeço para o pregador, levando-o a trabalhar mais pelo dinheiro do que por razões espiri­tuais”.

Jorge Müller achava quase impossível ajuntar e guar­dar dinheiro para qualquer imprevisto, e não ir direto a Deus. Assim o crente confia no dinheiro em caixa, em vez de confiar em Deus.

Um mês depois de seu casamento, colocou uma caixa no salão de cultos e anunciou que podiam deitar lá as ofer­tas para o seu sustento e que, daí em diante, não pediria mais nada, nem a seus amados irmãos; porque, como ele disse, “Sem me aperceber, tenho sido levado a confiar no braço de carne, mas o melhor é ir diretamente ao Senhor”O primeiro ano findou com grande triunfo e Jorge Müller disse aos irmãos que, apesar da pouca fé ao come­çar, o Senhor tinha ricamente suprido todas as suas neces­sidades materiais e, o que foi ainda mais importante, ti­nha-lhe concedido o privilégio de ser um instrumento na sua obra.

O ano seguinte foi, porém, de grande provação, porque muitas vezes não lhe restava nem um xelim. E Jorge Müller acrescenta que no momento próprio a sua fé sem­pre foi recompensada com a chegada de dinheiro ou ali­mentos.

Certo dia, quando só restavam oito xelins, Müller pe­diu ao Senhor que lhe desse dinheiro. Esperou muitas ho­ras sem qualquer resposta. Então chegou uma senhora e perguntou: – “O irmão precisa de dinheiro?” Foi uma grande prova da sua fé, porém, o pastor respondeu: – “Mi­nha irmã, eu disse aos irmãos, quando abandonei meu sa­lário, que só informaria o Senhor a respeito das minhas ne­cessidades”. – “Mas”, respondeu a senhora, “Ele me disse que eu lhe desse isto”, e colocou 42 xelins na mão do prega­dor.

Outra vez passaram-se três dias sem terem dinheiro em casa e foram fortemente assaltados pelo Diabo, a ponto de quase resolverem que tinham errado em aceitar a doutrina de fé nesse sentido. Quando, porém, voltou ao seu quarto achou 40 xelins que uma irmã deixara. E ele acrescentou então: “Assim triunfou o Senhor e nossa fé foi fortalecida”.

Antes de findar o ano, acharam-se de novo inteiramen­te sem dinheiro, num dia em que tinham de pagar o alu­guel. Pediram a Deus e o dinheiro foi enviado. Nessa oca­sião, Jorge Müller fez para si a seguinte regra da qual nun­ca mais se desviou: “Não nos endividaremos, porque acha­mos que tal coisa não é bíblica (Romanos 13.8), e assim não teremos contas a pagar. Somente compraremos o que pudermos, tendo o dinheiro em mãos, assim sempre sabe­remos quanto realmente possuímos e quanto temos o direi­to de gastar”.

Deus, assim, gradualmente treinava o novo pregador a confiar nas suas promessas. Estava tão certo da fidelidade das promessas da Bíblia, que não se desviou, durante os longos anos da sua obra no orfanato, da resolução de não pedir ao próximo, e de não se endividar.

Um outro segredo que o levou a alcançar tão grande bênção de confiarem Deus, foi a sua resolução de usar o di­nheiro que recebia somente para o fim a que fora destina­do. Essa regra nunca infringiu, nem para tomar empresta­do de tais fundos, apesar de se ter achado milhares de ve­zes face a face com as maiores necessidades.

Nesses dias, quando começou a provar as promessas de Deus, ficou comovido pelo estado dos órfãos e pobres crian­ças que encontrava nas ruas. Ajuntou algumas dessas crianças para comer consigo às oito horas da manhã e a se­guir, durante uma hora e meia, ensinava-lhes as Escritu­ras. A obra aumentou rapidamente. Quanto mais crescia o número para comer, tanto mais recebia para alimentá-las até se achar cuidando de trinta a quarenta menores.

Ao mesmo tempo, Jorge Müller fundou a Junta para o Conhecimento das Escrituras na Nação e no Estrangeiro. O alvo era: 1) Auxiliar as escolas bíblicas e as escolas do­minicais. 2) Espalhar as Escrituras. 3) Aumentar a obra missionária. Não é necessário acrescentar que tudo foi fei­to com a mesma resolução de não se endividar, mas sem­pre pedir a Deus, em secreto, todo o necessário.

Certa noite, quando lia a Bíblia, ficou profundamente impressionado com as palavras: “Abre bem a tua boca, e ta encherei” (Salmo 81.10). Foi levado a aplicar essas pa­lavras ao orfanato, sendo-lhe dada a fé de pedir mil libras ao Senhor; também pediu que Deus levantasse irmãos com qualificação para cuidar das crianças. Desde aquele mo­mento, esse texto (Salmo 81.10), serviu-lhe como lema e a promessa se tornou em poder que determinou todo o curso da sua vida.

Deus não demorou muito a dar a sua aprovação de alu­gar uma casa para os órfãos. Foi apenas dois dias depois de começar a pedir, que ele escreveu no seu diário: “Hoje re­cebi o primeiro xelim para a casa dos órfãos”.

Quatro dias depois foi recebida a primeira contribuição de móveis: um guarda-roupa; e uma irmã ofereceu dar seus serviços para cuidar dos órfãos. Jorge Müller escreveu naquele dia que estava alegre no Senhor e confiante em que Ele ia completar tudo.

No dia seguinte, Jorge Müller recebeu uma carta com estas palavras: “Oferecemo-nos para o serviço do orfanato, se o irmão achar que temos as qualificações. Oferecemos também todos os móveis, etc, que o Senhor nos tem dado. Faremos tudo isto sem qualquer salário, crendo que, se for a vontade do Senhor usar-nos, Ele suprirá todas as nossas necessidades”. Desde aquele dia, nunca faltaram, no orfa­nato, auxiliares alegres e devotados, apesar de a obra au­mentar mais depressa do que Jorge Müller esperava.

Três meses depois, foi que conseguiu alugar uma gran­de casa e anunciou a data da inauguração do orfanato para o sexo feminino. No dia da inauguração, porém, ficou de­sapontado: nenhuma órfã foi recebida. Somente depois de chegar a casa é que se lembrou de que não as tinha pedido. Naquela noite humilhou-se rogando a Deus o que anelava. Ganhou a vitória de novo, pois veio uma órfã no dia se­guinte. Quarenta e duas pediram entrada antes de findar o mês, e já havia vinte e seis no orfanato.

Durante o ano, houve grandes e repetidas provas de fé. Aparece, por exemplo, no seu diário: “Sentindo grande ne­cessidade ontem de manhã, fui dirigido a pedir com insis­tência a Deus e, em resposta, à tarde, um irmão deu-me dez libras”. Muitos anos antes da sua morte, afirmou que, até aquela data, tinha recebido da mesma forma 5.000 ve­zes a resposta, sempre no mesmo dia em que fazia o pedi­do.

Era seu costume, e recomendava também aos irmãos, guardar um livro. Numa página assentava seu pedido com a data e no lado oposto a data em que recebera a resposta. Dessa maneira, foi levado a desejar respostas concretas aos seus pedidos e não havia dúvida acerca dessas respostas.

Com o aumento do orfanato e do serviço de pastorear os quatrocentos membros de sua igreja, Jorge Müller achou-se demasiadamente ocupado para orar. Foi nesse tempo que chegou a reconhecer que o crente podia fazer mais em quatro horas, depois de uma em oração, do que em cinco sem oração. Essa regra ele a observou fielmente durante 60 anos.Quando alugou a segunda casa, para os órfãos de sexo masculino, disse: “Ao orar, estava lembrado de que pedia a Deus o que parecia impossível receber dos irmãos, mas que não era demasiado para o Senhor conceder”. Ele orava com noventa pessoas sentadas às mesas: “Senhor, olha para as necessidades de teu servo…” Essa foi uma oração a que Deus abundantemente respondeu. Antes de morrer, testificou que, pela fé, alimentava 2.000 órfãos, e nenhuma refeição se fez com atraso de mais de trinta minutos.

Muitas pessoas perguntavam a Jorge Müller como con­seguia ele saber a vontade de Deus, pois não fazia nada sem primeiro ter a certeza de ser da vontade do Senhor. Ele respondia:

1) “Procuro manter o coração em tal estado que ele não tenha qualquer vontade própria no caso. De dez proble­mas, já temos a solução de nove, quando conseguimos ter um coração entregue para fazer a vontade do Senhor, seja essa qual for. Quando chegamos verdadeiramente a tal ponto, estamos, quase sempre, perto de saber qual é a sua vontade.

2) “Tenho o coração entregue para fazer a vontade do Senhor, não deixo o resultado ao mero sentimento ou a uma simples impressão. Se o faço, fico sujeito a grandes enganos.

3) “Procuro a vontade do Espírito de Deus por meio da sua Palavra. É essencial que o Espírito e a Palavra acom­panhem um ao outro. Se eu olhar para o Espírito, sem a Palavra, fico sujeito, também, a grandes ilusões.

4) “Depois considero as circunstâncias providenciais. Essas, ao lado da Palavra de Deus e do seu Espírito, indi­cam claramente a sua vontade.

5) “Peço a Deus em oração que me revele sua própria vontade.

6) “Assim, depois de orar a Deus, estudar a Palavra e refletir, chego à melhor resolução deliberada que posso com a minha capacidade e conhecimento; se eu continuar a sentir paz, no caso, depois de duas ou três petições mais, sigo conforme essa direção. Nos casos mínimos e nas tran­sações da maior responsabilidade, sempre acho esse méto­do eficiente”.Jorge Müller, três anos antes da sua morte, escreveu: “Não me lembro, em toda a minha vida de crente, num período de 69 anos, de que eu jamais buscasse, sincera­mente e com paciência, saber a vontade de Deus pelo ensi­namento do Espírito Santo por intermédio da Palavra de Deus, e que não fosse guiado certo. Se me faltava, porém, sinceramente de coração e pureza perante Deus, ou se eu não olhava para Deus, com paciência pela direção, ou se eu preferia o conselho do próximo ao da Palavra do Deus vivo, então errava gravemente”.

Sua confiança no “Pai dos órfãos” era tal, que nem uma só vez recusou aceitar crianças no orfanato. Quando lhe perguntavam porque assumira o encargo do orfanato, respondeu que não fora apenas para alimentar os órfãos material e espiritualmente, mas “o primeiro objetivo bási­co do orfanato era – afirmava -, e ainda é, que Deus seja magnificado pelo fato de que os órfãos sob os meus cuida­dos foram e estão sendo supridos de todo o necessário, so­mente por oração e fé, sem eu nem meus companheiros de trabalho pedirmos ao próximo; por isso mesmo se pode ver que Deus continua fiel e ainda responde às nossas ora­ções”.

Em resposta a muitos que queriam saber como o crente pode adquirir tão grande fé, deu as seguintes regras:

1) Lendo a Bíblia e meditando sobre o texto lido, che­ga-se a conhecer a Deus, por meio de oração.

2) Procurar manter um coração íntegro e uma boa consciência.

3) Se desejamos que a nossa fé cresça, não devemos evitar aquilo que a prove e por meio do que ela seja fortale­cida.

“Ainda mais um ponto: para que a nossa fé se fortale­ça, é necessário que deixemos Deus agir por nós ao chegar a hora da provação, e não procurar a nossa própria liberta­ção.

“Se o crente desejar grande fé, deve dar tempo para Deus trabalhar.”

Os cinco prédios construídos de pedras lavradas e si­tuados em Ashley Hill, Bristol, Inglaterra, com 1.700 janelas e lugar para acomodar mais de 2.000 pessoas, são teste­munhas atuais dessa grande fé de que ele escreveu.

Cada uma dessas dádivas (devemo-nos lembrar) Jorge Müller lutou com Deus em oração para obter; orou com alvo certo e com perseverança, e Deus lhe respondeu.

São de Jorge Müller estas palavras: “Muitas repetidas vezes tenho-me encontrado em posição muito difícil, não só com 2.000 pessoas comendo diariamente às mesas, mas também com a obrigação de atender a todas as demais despesas, estando a nossa caixa com os fundos esgotados. Havia ainda 189 missionários para sustentar, cerca de 100 colégios com mais ou menos 9.000 alunos, além de 4.000.000 de tratados para distribuir, tudo sob nossa res­ponsabilidade, sem que houvesse dinheiro em caixa para as despesas”.

Certa vez o doutor A. T. Pierson foi hóspede de Jorge Müller no seu orfanato. Uma noite, depois que todos se deitaram, Jorge Müller o chamou para orar dizendo que não havia coisa alguma em casa para comer. O doutor Pierson quis lembrar-lhe que o comércio estava fechado, mas Jorge Müller bem sabia disso. Depois da oração deita­ram-se, dormiram e, ao amanhecer, a alimentação já esta­va suprida e em abundância para 2.000 crianças. Nem o doutor Pierson, nem Jorge Müller chegaram a saber como a alimentação foi suprida. A história foi contada naquela manhã, ao senhor Simão Short, sob a promessa de guardá-la em segredo até o dia da morte do benfeitor. O Senhor despertara essa pessoa do sono, à noite, e mandara que le­vasse alimentos suficientes para suprir o orfanato durante um mês. E isso sem a pessoa saber coisa alguma da oração de Jorge Müller e do doutor Pierson!

Com a idade de 69 anos Jorge Müller iniciou suas via­gens, nas quais pregou centenas de vezes em quarenta e duas nações, a mais de três milhões de pessoas. Recebeu, em resposta às suas orações, tudo de Deus para pagar as grandes despesas. Mais tarde, ele escreveu: “Digo com ra­zão: Creio que eu não fui dirigido a nenhum lugar onde não houvesse prova evidente de que o Senhor me mandara para lá”. Ele não fez essas viagens com o plano de solicitar dinheiro para a junta; não recebeu o suficiente nem para as despesas de doze horas da junta. Segundo as suas pala­vras, o alvo era “que eu pudesse, por minha experiência e conhecimento das coisas divinas, comunicar uma bênção aos crentes… e que eu pudesse pregar o Evangelho aos que não conheciam o Senhor”.

Assim escreveu ele sobre um seu problema espiritual: “Sinto constantemente a minha necessidade… Nada posso fazer sozinho, sem cair nas garras de Satanás. O orgulho, a incredulidade ou outros pecados me levariam à ruína. So­zinho não permaneço firme um momento. Que nenhum leitor pense que devido à minha dedicação, eu não me pos­sa ‘inchar’ ou me orgulhar, ou que eu não possa descrer de Deus!”

O estimado evangelista, Carlos Inglis, contou a respeito de Jorge Müller:

“Quando vim pela primeira vez à América, faz trinta e um anos, o comandante do navio era devoto tal que jamais conheci. Quando nos aproximamos da Terra Nova, ele me disse: ‘Sr. Inglis, a última vez que passei aqui, há cinco se­manas, aconteceu uma coisa tão extraordinária que foi a causa de uma transformação de toda a minha vida de cren­te. Até aquele tempo eu era um crente comum. Havia a bordo conosco um homem de Deus, o senhor Jorge Müller, de Bristol. Eu tinha passado 22 horas sem me afastar da ponte de comando, nem por um momento, quando fui as­sustado por alguém que me tocou no ombro. Era o senhor Jorge Müller. Houve, então, entre nós o seguinte diálogo:

– Comandante – disse o senhor Müller, – vim dizer-lhe que tenho de estar em Quebec no sábado, à tarde.

Era quarta-feira.

– Impossível – respondi.

– Pois bem, se seu navio não pode levar-me, Deus acha­rá outro meio de transporte. Durante 57 anos nunca deixei de estar no lugar à hora em que me achava comprometido.

– Teria muito prazer em ajudá-lo, mas o que posso fa­zer? – Não há meios!

– Vamos aqui dentro para orar – sugeriu.

Olhei para aquele homem e disse a mim mesmo: ‘De qual casa de doidos escapou este?’ Nunca eu ouvira al­guém falar desse modo.

– Sr. Müller, o senhor vê como é espessa esta neblina.

– Não – respondeu ele – os meus olhos não estão na neblina, mas no Deus vivo que governa todas as circuns­tâncias da minha vida.

O senhor Müller caiu de joelhos e orou da forma mais simples possível. Eu pensei: ‘É uma oração como a de uma criança de oito ou nove anos’. Foi mais ou menos assim que ele orou: ‘Ó Senhor, se for da tua vontade, retira esta neblina dentro de cinco minutos. Sabes como me compro­meti a estar em Quebec no sábado. Creio ser isso a tua von­tade.”

Quando findou, eu queria orar também, mas o senhor Müller pôs a sua mão no meu ombro e pediu que não o fi­zesse, dizendo:

– Comandante, primeiro o senhor não crê que Deus faça isso, e, em segundo lugar, eu creio que Ele já o fez. Não há, pois, qualquer necessidade de o senhor orar nesse sentido. Conheço, comandante, o meu Senhor há cinqüen­ta e sete anos e não há dia em que eu não tenha audiência com Ele. Levante-se, por favor, abra a porta e verá que a neblina já desapareceu.

Levantei-me, olhei, e a neblina havia desaparecido. No sábado, à tarde, Jorge Müller estava em Quebec.’”

Para o ajudar a levar a carga dos orfanatos e a apro­priar-se das promessas de Deus em oração, lado a lado com ele, Jorge Müller tinha consigo, havia quase quarenta anos, uma esposa sempre fiel. Quando ela faleceu, milha­res de pessoas assistiram ao seu enterro, das quais cerca de 1.200 eram órfãos. Ele mesmo, fortalecido pelo Senhor, conforme confessou, dirigiu os cultos fúnebres no templo e no cemitério.

Com a idade de 90 anos pregou o sermão fúnebre da se­gunda esposa, como o fizera na morte da primeira. Uma pessoa que assistiu a esse enterro, assim se expressou: -”Tive o privilégio, sexta-feira, de assistir ao enterro da se­nhora Müller… e presenciar um culto simples, que foi, tal­vez, pelas suas peculiaridades, o único na história do mun­do: Um venerável patriarca preside ao culto do início ao fim. Com a idade de noventa anos, permanece ainda cheio daquela grande fé que o tem habilitado a alcançar tanto, e que o tem sustentado em emergência, problemas e traba­lhos duma longa vida…”

No ano de 1898, com a idade de noventa e três anos, na última noite antes de partir para estar com Cristo, sem mostrar sinal de diminuição de suas forças físicas, deitou-se como de costume. Na manhã do dia seguinte foi “cha­mado”, na expressão de um amigo ao receber as notícias que assim explicam a partida: “O querido ancião Müller desapareceu de nosso meio para o Lar, quando o Mestre abriu a porta e o chamou ternamente, dizendo: ‘Vem!’”

Os jornais publicaram, meio século depois da sua mor­te, a seguinte notícia: “O orfanato de Jorge Müller, em Bristol, permanece como uma das maravilhas do mundo. Desde a sua fundação, em 1836, a cifra que Deus tem con­cedido, unicamente em resposta às orações, sobe a mais de vinte milhões de dólares e o número de órfãos ascende a 19.935. Apesar de os vidros de cerca de 400 janelas terem sido partidos recentemente por bombas (na segunda guer­ra mundial), nenhuma criança e nenhum auxiliar foi feri­do”.

Fonte: O livro, “Herois da Fé” de Orlando Boyer
DISCERNIMENTO CRISTÃO

A Sua Fé Vai Ter que Passar pelo Fogo

“Para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” 1 Pedro 1:7

Um jovem pastor muito confuso, cuja fé foi destroçada, me ligou na semana passada pedindo oração e aconselhamento. Ele foi salvo durante o reavivamento hippie no final dos anos 60 e está no ministério há mais de 15 anos. Com o passar dos anos ele ficou profundamente impressionado com os evangelistas de TV e com o seu sucesso em alcançar as massas. Usando métodos semelhantes ele havia levantado uma igreja de aproximadamente 300 membros.

Quando alguns evangelistas da televisão passaram por um exame minucioso e foram descobertos em pecado, sua fé ficou abalada. Simultaneamente a doutrina da prosperidade começou a desiludi-lo e à sua igreja, e mais dúvidas foram se instalando.

Então ele se envolveu com um grupo independente que acreditava representar um novo mover de Deus na terra – profetas! Todos estavam profetizando para todos. A maioria das profecias não se realizavam, mas algumas significativas se realizaram, e isso o impressionou. Como isso poderia estar errado se algumas profecias se cumpriam? Mas havia algo que perturbava sua alma, e que aumentou quando eles introduziram uma coreografia com balé nas convenções e igrejas associadas.

Recentemente ele compareceu à uma dessas convenções, e teve que abandonar a reunião porque era um circo de adulação pessoal em nome da profecia. Os líderes se levantavam, e profetizavam grandes coisas uns para os outros como se fossem guiados por um espírito invisível que dizia: “Você faz boas profecias para mim e eu profetizo coisas boas para você”. Era carnalidade, auto-exaltação e frivolidade. Ele abandonou o local com a fé completamente abalada. Outro suposto mover de Deus nada mais era que um desapontamento.

Ele disse: “Minha igreja ficava comigo por horas trovejando em línguas sobre nossa cidade: amarrando fortalezas, principados e potestades. Nós amarramos o inimigo do leste, oeste, norte e sul, mas a cidade ficava pior. Não há evidência de mudança!”.

“Tenho ouvido muitas vozes. No mês passado escutei uma suave voz me dizendo: ‘Meu filho, a partir de hoje libero todos os fundos financeiros que você precisa. Você nunca mais terá falta de recursos!’ Isso não aconteceu e a situação financeira piorou. Agora estou com medo de ouvir qualquer voz; estou duvidando da validade das línguas e não quero nunca mais ouvir falsas profecias.”

Ele prossegue: “Minha fé está se abalando. Amo ao Senhor, mas não sei mais no que acreditar. Sinto-me tão deslocado. Às vezes, penso que isso vai ter de ser apenas entre Jesus e eu, porque estou muito cauteloso para não cair em outro engano”.

O teste de fé desse pastor não é uma experiência isolada. Agora mesmo multidões dos filhos de Deus estão agüentando as mais duras provas de fé desde que vieram a Cristo. Sua fé tem sido lançada no teste de fogo. Satanás tem enviado um ataque poderoso na fé dos escolhidos. Isso se tornará mais quente e mais intenso nos dias de tribulação que virão. Pedro previne sobre “…tempo …sejais contristados por várias provações” (1 Pedro 1.6).

Paulo, escrevendo a Timóteo, diz: “Esta instrução te dou, meu filho Timóteo…combatas o bom combate, conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, havendo rejeitado, vieram a naufragar na fé” (1 Timóteo 1:18 e 19). Devemos lutar para manter a nossa fé. Não podemos ceder quando vier o ardente teste, ou isso nos levará certamente ao naufrágio.

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Os Filhos de Israel Não Passaram na “Prova da Fé”

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Quando o fogo foi aplicado e a prova se tornou intensa, os israelitas se dobraram, sucumbindo a um espírito de descrença.

“Por isso me indignei contra essa geração, e disse: Estes sempre erram em seu coração, e não conheceram os meus caminhos. Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado. Temo-nos tornado participantes de Cristo, se é que guardamos firmes até o fim a confiança que desde o princípio tivemos. Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação. Ora, quais os que, tendo-a ouvido, o provocaram? Não foram todos os que saíram do Egito por meio de Moisés? E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto? E a quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão aos que foram desobedientes? E vemos que não puderam entrar por causa da incredulidade” (Hebreus 3: 10-19).

A fé deles não se tornou “mais preciosa do que o ouro” mas, antes, o fogo da provação os endureceu na incredulidade. Os corpos de uma geração inteira caíram no deserto. Acabaram como um povo abandonado por Deus, cegos, amargos, cheios de incredulidade. “E vemos que não puderam entrar por causa da incredulidade”.

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Fé Não É Ausência de Aflição e Sofrimento!

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Não é expressão de dúvida chorar ou ser esmagado por um problema. Oh, quantos jogos mentais fazemos cada vez que enfrentamos grandes testes ou provações. Nós negamos nossos sentimentos, e tentamos apagar todos os pensamentos de aflição. Alguns cerram os dentes, respiram fundo e permanecem imóveis, imperturbáveis; e dizem com um sorriso: “Meu coração está tranqüilo; eu creio; estou bem, está tudo bem”. Mas o tempo todo seus corações os condenam, porque na realidade estão pesados e aflitos. Pedro falava a cristãos que eram “pelo poder de Deus…guardados, mediante a fé”. Eles se alegravam no Senhor, “ainda que no presente…sejais contristados por várias provações”.

Estar “contristado” significa grande tristeza, pesar ou sofrimento. Jesus, no Getsêmani, demonstrou sofrimento e contristamento. “…(Jesus) começou a entristecer-se e a angustiar-se muito…Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte” (Mateus 26:37-38).

Aflição e dúvida não são a mesma coisa. Dúvida é a crença ou o medo de que a aflição vencerá, que irá esmagar e destruir – que a provação o derrubará.

Fé é o meio pelo qual nos livramos da aflição. É a firme crença de que o “tempo” de pesar ou da tentação não irá ferir, superar ou destruir você. A fé descansa na promessa de que Deus dará o escape.

Aflição pode cair subitamente sobre mim na forma de imprevisíveis ataques demoníacos, tempestades que agitam as ondas e batem no meu barco, provocando em mim um período de peso no coração, ou momentos de pânico. Mas eu olho para Jesus e a fé diz: “Eu não estou em perigo porque Jesus está comigo no barco!”.

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A Fé Não Pode Se Divorciar do Eterno Propósito de Deus

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Canaã era o tipo de representação do propósito eterno de Deus. Desde o início Deus tem procurado um povo que Ele pudesse trazer para o Seu descanso, para a plenitude em Jesus.

“Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia. Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Hebreus 4:8-9). O que Deus prometeu, na maioria das vezes, ainda não foi reclamado.

O propósito de Deus não é simplesmente livrar as pessoas de seus pecados e tirá-las do Egito, nem testar sua lealdade no deserto – isso não é nem a metade. Deus está interessado em muito mais do que livrá-lo de alguma crise atual, após a qual você testificará: “Ele me salvou! Ele me livrou! Eu estava numa situação desesperadora e Deus abriu um caminho!”. Não, não é só isso! Há uma glória maior. O propósito eternal de Deus é trazer a Cristo um povo que O considere como sendo tudo aquilo que alguma vez necessitarão. Ele deve ser o fim da fé. Ele é um Pai amoroso e não o deixará sofrer além do que você possa suportar, mas dará o escape em qualquer tentação; mas isso não é o suficiente! Simplesmente escapar das provações não é triunfar na fé.

Em dez crises isoladas, os israelitas provaram a fidelidade do Senhor em livrá-los; mesmo que ainda não estivessem “na terra”. Eles não O conheciam ou entendiam Seus caminhos.

Muitos de nós, como os filhos de Israel, temos sido livrados vez após outra de um problema atrás do outro, nos vendo “fora” de perigo, mas não “no” descanso. – Nós não temos aprendido de Jesus e como descansar n’Ele porque falhamos em ver o propósito eterno de Deus nessas coisas. Nossas lutas não são acidentes, elas são permitidas por Deus porque Ele está tentando produzir algo em nós. Ele tem um plano e um propósito para nos levar a algum lugar.

Quando caímos em provações ou problemas, a nossa reação é: “Ai! Eu devo ter entristecido a Deus. Eu fiz alguma coisa errada e agora estou pagando pelo pecado ou falha cometida, seja qual ela for”. No entanto, mais importante do que o motivo pelo qual veio a provação, é como nós reagimos em meio à ela.

Os gigantes da Terra Prometida não eram resultado do pecado de Israel, nem as cidades muradas ou as carruagens de ferro. Eles eram oportunidades para se contemplar o poder de Deus triunfando sobre o inimigo. Muitas de nossas aflições não são resultado de queda pessoal – mas, como os gigantes, são poderes opositores do diabo para nos conservar fora do lugar de descanso em Cristo.

A razão pela qual tenho me oposto tão veementemente ao evangelho da prosperidade dos dias modernos, é porque muito dele tem sido divorciado do propósito eterno de Deus, o qual é ser moldado em santidade à imagem de Cristo. Você não consegue tomar o leite e o mel, as coisas boas prometidas, enquanto não estiver “na terra”. Muitos desejam todas as bênçãos sem entrarem lá, sem guerra espiritual e vitória sobre a carne, o que é exigido de nós para entrarmos em Sua vida!

Todas as riquezas estão em Cristo Jesus. N’Ele reside toda a plenitude da Divindade; e quando você verdadeiramente entra em Cristo, descobre então verdadeiras riquezas. Nós perdemos totalmente o fio da meada se pensamos que a herança de Israel era terra, propriedades. Foi muito, muito mais. O Senhor mesmo devia ser a herança deles.

Ele os trouxe a um lugar onde teriam oportunidade para viver inteiramente consagrados ao Senhor, sem nenhuma outra fonte para suprir todas as suas necessidade. Era um lugar onde Deus poderia revelar-se como Todo Suficiente. “Resta entrarem alguns nele” (Hebreus 4.6). Esse ainda é o propósito de Deus para nós – nos fazer ingressar: em Jesus e à uma total dependência d’Ele, sem nenhuma confiança firmada na carne.

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O Grupo de Calebe

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Em Números 13 e 14 encontramos a linguagem e definições de descrença e verdadeira fé. Os dez espias que entraram na Terra voltaram com o relato do que tinham visto. “Fomos à terra a que nos enviaste; e, verdadeiramente, mana leite e mel…O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as cidades, mui grandes e fortificadas” (Números 13:27-28).

Calebe, a voz da fé, disse para o povo: “Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela”.

O povo gritou, com medo e incredulidade: “Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós. E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. Também vimos ali gigantes” (Números 13:3l-33).

Essa é a linguagem da descrença. “Nós não estamos aptos para enfrentá-los desta vez! Esta crise é diferente. Ela vai nos devorar! Não há como nos levantarmos contra esse inimigo. Já experimentamos outras vitórias, mas essa situação é pior, e muito acima de nós!”.

Conseqüentemente um choro de incredulidade elevou-se de toda a congregação. “Vamos voltar, não podemos com eles. Há muitos inimigos fortes; não dá pra continuar”(v. Números 14:1-4).

E novamente – a fé fala: “A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa…o Senhor…nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel” (Números 14:7-8). Apesar de que os filhos dessa geração incrédula mais tarde tenham entrado – eles nunca possuíram plenamente a terra. Se eles tivessem ido ao descanso verdadeiro, o Senhor não estaria falando ainda de um descanso não reclamado.

Ainda permanece para nós um lugar em Cristo onde interrompemos todo nosso trabalho e esforço próprio: deixamos de confiar no homem; paramos com as manipulações, com a luta e o empenho para que as coisas aconteçam. Antes que o Senhor venha, Ele tem que ter um povo que entre, um povo que usará a fé para derrubar tudo que os mantém longe da plenitude de Jesus.

É para isso que serve a provação. Deus quer saber o que está no seu coração. É o medo dos gigantes e o desejo de voltar ao Egito ou um abandono do Senhor e do cuidado que Ele tem com você. Satanás não quer um povo que cesse suas obras e dependa totalmente de Jesus como Senhor.

Calebe compreendeu os propósitos de Deus. Ele sabia que o inimigo não tinha poder para impedir o povo de Deus de entrar se eles avançassem em fé. “Tão-somente não sejais rebeldes contra o Senhor e não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão, os podemos devorar; retirou-se deles o seu amparo; o Senhor é conosco; não os temais” (Números 14:9).

Satanás está usando aquele gigantesco problema que você enfrenta não para lhe conservar rasteiro, mas para deixá-lo de fora! Não é um julgamento isolado; é o inferno inteiro se enfurecendo contra você para impedi-lo de ingressar na plenitude de Cristo, a um lugar de descanso, à uma vida de confiança, e a um caminhar de paz sob o Seu senhorio.

Todo o céu e o inferno lhe observam quando você se coloca às margens do Jordão. Como lhe verão olhando para o futuro? Você parecerá descrente e dirá: “Se ir com Jesus até o fim significa uma grande batalha de sofrimento, o coração ardendo e tantos problemas gigantescos… eu vou voltar! Ao menos eu posso farrear, beber, ficar dopado e encontrar um pouco de paz”. Ou, a fé prevalecerá e você diz: “Não me rebelarei! Não temerei o que me possa fazer o homem. Meus inimigos não têm poder, porque o seu poder foi esvaziado! Pela fé meu Deus irá devorá-los, pois Ele está comigo. Vou entrar!”.

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Caminhar com Jesus é um Assunto Muito Importante para Deus

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“Apesar disso, toda a congregação disse que os apedrejassem; porém a glória do Senhor apareceu na tenda da congregação a todos os filhos de Israel. Disse o Senhor a Moisés: Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele? Com pestilência o ferirei e o deserdarei; e farei de ti povo maior e mais forte do que este” (Números 4: 10-12).

Moisés apelou para a longanimidade e grande misericórdia de Deus orando: “Perdoa, pois, a iniqüidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia…Tornou-lhe o Senhor: Segundo a tua palavra, eu lhe perdoei. Porém…” (Números 14:19-21).

Que tragédia! Serem perdoados, e mesmo assim serem deixados para morrer num deserto árido e desesperante, impedidos de entrar na terra da promessa.

Você tem ouvido a respeito da doutrina da segurança eterna: “Uma vez perdoado, sempre perdoado”. Essa não é a questão. A questão aqui não é o perdão, mas entrar na herança de Cristo. Aqueles filhos de Deus foram totalmente perdoados mas – por causa de sua incredulidade, de sua má vontade em prosseguir, entrar – eles passaram o resto da vida perdoados, mas desprovidos da intimidade com Deus. Eles tinham somente uma religião morta, uma forma de piedade sem poder. Era um povo perdoado, mas sem ter para onde ir.

Eles nunca verão a glória do Capitão do exército do Senhor derrubando muralhas. Eles nunca irão desfrutar do frescor dos rios, dos pastos verdejantes ou das vitórias “na terra”. O leite e o mel da plenitude nunca serão deles.

Há literalmente milhões de cristãos exatamente neste lugar hoje. Deus os trouxe a um lugar de decisão, chamando-os para um caminhar mais profundo, um andar de fé completa, deixando para trás a morte do deserto. É um chamado para a obediência, devoção e dependência -através da submissão ao Senhor como capitão.

Eles ouviram um “Calebe” em algum lugar chamando-os para continuar a confiar em Deus para a vitória sobre o eu e a carne. Deus está trabalhando em suas vidas, mas eles se fixaram no perdão sem crescimento. Continuam vivendo vidas rasas – na infelicidade, desligados da real obra do Espírito Santo. São deixados para uma vida de tédio espiritual, aridez e morte!

“Nenhum dos homens que, tendo visto a minha glória e os prodígios que fiz no Egito e no deserto…nenhum deles verá a terra que, com juramento, prometi a seus pais, sim, nenhum daqueles que me desprezaram a verá. Porém o meu servo Calebe…eu o farei entrar a terra” (Números 14:21-24).

Deus está sempre “se movendo” com um povo, o grupo de Calebe. Mas estes que continuam são aqueles cuja fé suporta o fogo. Eles se mantêm firmes quando o quadro é desesperador.

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Fé Após O Fato Consumado Não É Aceitável

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Depois de ouvirem a advertência sobre seus cadáveres que seriam abandonados no deserto, os israelitas foram dormir. “E na madrugada seguinte subiram para o alto da região montanhosa, e disseram: Subiremos ao lugar que o Senhor prometeu, pois cometemos pecado” (Números 14:39-40).

Mas o teste havia acabado, o fogo estava morto. Eles tinham fracassado em face das pequenas chances. Era tarde demais.

O Senhor terá um povo que confia nEle em meio ao fogo, e que O glorificará quando testado. Não é fé obedecer quando a provação já acabou – isto é presunção. Fé depois do fato consumado não existe.

Em Lucas 18:8 Jesus pergunta: “Quando…vier o Filho do homem, achará fé na terra?”.

Ele encontrará fé em favor de direitos, fé para bênçãos, fé para prosperidade – mas o que Jesus está realmente perguntando é isso: Acharei Eu fé que leve as pessoas dos últimos dias a se renderem inteiramente a Mim? Quantos irão comigo para um caminhar submisso à vontade de Deus? Haverá pessoas como Paulo que considerou tudo esterco para ganhar a Cristo? Terão fé para continuar numa vida de dependência exclusiva de Mim?

Finalmente, em Hebreus 11:1 nós lemos: “Fé é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem”. Esta certeza, esta prova é a Palavra de Deus! Jesus é a Palavra. A palavra escrita segura e registra toda a prova de que iremos necessitar. Descanse na certeza! Conte com a prova ! Ninguém entra sem conhecer a Palavra.

“Temamos, portanto, que, tendo-nos sido deixada a promessa de entrar no seu descanso, suceda parecer que algum de vós tenha falhado…Ora, nós, os que temos crido, entramos no descanso” (Hebreus 4:1-3).

David Wilkerson/1990
Fonte: http://www.tscpulpitseries.org