Neo-Evagélico ?

A definição seguinte procede de muitos anos de trato e de estudo dos Neo-Evangelicos. Quando cheguei à Ásia do Sul, em 1979, para iniciar o nosso trabalho missionário, era muito ignorante sobre a natureza do Neo-Evangelicalismo. Mal sabia do problema que iria enfrentar. Em minha ignorância e inexperiência, eu tinha a impressão de que o Neo-Evangelicalismo era, basicamente, um fenômeno dos Estados Unidos e que os crentes das outras partes do mundo, mesmo tendo aderido às organizações típicas dos Neo-Evangélicos, não estariam necessariamente infectadas com este tipo de comprometimento. Como eu estava enganado!

Durante o nosso primeiro ano no Nepal, fui convidado pela organização nacional Campus Crusade for Christ para pregar numa reunião evangelística, e o fiz. (A obra do Evangelho era ilegal, nesse tempo). Usando o Livro de Romanos como esboço, preguei o Evangelho, começando pelo pecado do homem e pela santidade e julgamento de Deus, terminando com o amor e a graça de Deus, através de Jesus Cristo. Comecei onde o apóstolo Paulo começou e terminei onde ele terminou. Após o culto, o líder principal me levou à parte e disse que minha pregação havia sido “negativa demais”. Era o que se esperava, suponho, tendo em vista que as Quatro Leis Espirituais da Campus Crusade for Christ começam com a nota positiva de que “Deus ama você e tem um plano maravilhoso para a sua vida”. Esta foi a primeira vez, embora eu já tivesse tido contatos diretos com os que haviam conscientemente rejeitado as partes negativas do Cristianismo bíblico e sempre se esforçavam para colocar uma pitada positiva em tudo, e fiquei chocado com a sua ostensiva desconsideração pela Escritura. Discutimos o fato de que os apóstolos lidaram com os homens de maneira negativa, tratando primeiro do pecado do homem e da santidade de Deus, antes de falar do Seu amor e de Sua misericórdia; mas eles continuaram impassíveis em sua filosofia de que isto era “negativo demais”, para ser pregado hoje em dia. Nada que eu pude mostrar-lhes na Palavra de Deus parece ter tido impacto algum sobre eles.

Após alguns meses, fui convidado pelos líderes da Nepal Christian Fellowship (cujo líder, naquele tempo, era um dos líderes da Campus Crusade for Christ, no Nepal), para falar em alguns estudo bíblicos nos lares. Escolhi o tópico da salvação bíblica, o qual se tornou um item controverso, sabendo que os jesuítas exerciam uma grande influência naquela área, e que alguns crentes não católicos tinham uma estreita comunhão com eles, descrevi a apostasia do Catolicismo Romano e expliquei o que a Bíblia diz sobre a separação do erro.

A resposta foi rápida e severa! Quando fechei minha Bíblia, uma missionária que estava trabalhando com uma organização ecumênica, e que ensinava numa escola de moças, levantou-se e proclamou em alta voz: ”O senhor não vai me dizer que eu não posso ter comunhão com meus amigos católicos! Eu assisto a missa com eles e eles frequentam a igreja comigo; não vejo coisa alguma de errado com isto!” Embora eu estivesse escalado para dar uma série de estudos bíblicos, aquele primeiro foi o último, pois minha anfitriã decidiu que o meu ensino era controverso demais.

Depois disso, fui convidado pela mesma Fellowship para falar a um grupo de pastores nepalenses. Disseram-me que eles não tinham qualquer erudição bíblica e precisavam de toda ajuda que eu pudesse dar. Eles vieram à capital, de várias partes do Nepal para estas reuniões e resolvi usar o Livro de Tito como esboço, tratando de vários assuntos da vida eclesiástica. Parecia ser um lugar ideal para começar. Tito foi deixado pelo apóstolo Paulo, em Creta, “para que pusesse em boa ordem as coisas que ainda restavam, e de cidade em cidade ele estabelecesse presbíteros, como Paulo já o havia mandado” (Tito 1:5). Era exatamente isto que estava sendo necessário no Nepal. Havia ali uma porção de igrejas pequenas competindo, as quais não possuíam uma organização e instruções apropriadas. Comecei por onde o apóstolo Paulo havia começado, no capítulo 1 de Tito, com o modelo de Deus para os líderes da igreja e de como lidar com os hereges (versos 6-16), porém minha pregação “negativa” comprovou, mais uma vez, ser um tópico controverso!

Um dos homens que assistiam às reuniões, do Nepal Oriental, era considerado o pastor chefe entre uma porção de igrejas espalhadas pela região. Ele foi um dos mais entusiastas em me dizer que o meu ensino era maravilhoso. Depois de cada sessão, ele se aproximava de mim, apertava efusivamente minha mãe e me dizia como essas reuniões lhe serviam de ajuda pessoal. Fiquei encorajado. Meu ministério estava sendo apreciado! Meus dons estavam sendo reconhecidos! Eu estava conseguindo! Haveria algumas mudanças piedosas para a glória de Cristo.

Como eu estava enganado! Logo descobri que aquele homem, exatamente aquele homem, estava vivendo em completa desobediência em relação ao que estávamos observando na Palavra de Deus. Ele tinha três esposas. Não duas, mas três! Estava vivendo com a mais nova dentro do complexo da igreja principal, numa cidade perto da fronteira com a Índia, enquanto as duas esposas mais velhas estavam vivendo com os filhos, em duas outras fazendas que ele possuía. Ele as visitava, de tempos em tempos.

Quando o confrontei sobre o assunto de sua poligamia e o admoestei que não era qualificado para ser um pastor, ele ficou aborrecido. Na sessão seguinte, ele se levantou e se dirigiu a um grupo de homens, descrevendo uma visão, na qual Deus lhe ordenava a “pregar às minhas ovelhas”. Expliquei que ele podia pregar e servir ao Senhor de várias maneiras, mas não estava qualificado para ser um pastor e que Deus não iria contradizer as Escrituras através de uma visão. Ele se recusou a escutar o líder da Campus Crusade e os outros homens o encorajaram a não abandonar o pastorado! Estes ficaram ao lado dele, na maior parte daquela noite, conversando com ele e encorajando-o e não obedecer ao claro ensino da Palavra de Deus.

Não mais fui convidado a falar nas reuniões evangélicas no Nepal. Fiquei ali durante um ano ou coisa assim, e minha carreira como um popular preletor ecumênico chegou ao fim.

Louvo o Senhor pela Sua misericórdia e bondade com um jovem missionário ignorante.

Aprendi que se desejarmos permanecer estritamente na Palavra de Deus, vamos nos tornar [de uma certa forma] “negativos demais”, para a população Neo-Evangelica e que logo haverá uma separação de caminhos.

Um Repúdio aos Aspectos Negativos do Cristianismo Bíblico

Desde aquele tempo, tenho estudado amplamente os Neo-Evangelicos. Aprendi que o que predomina entre eles, numa grande parte do Cristianismo de hoje, além do Catolicismo, do Modernismo e das seitas, e tenho desejado compreendê-los mais ainda.

Descobri que os Neo-Evangelicos repúdiam aos aspectos negativos do Cristianismo bíblico.

É isto que confunde tantas pessoas. Elas ouvem Charles Colson, Charles Swindoll, Billy Graham, Luiz Palau ou Jack Van Impe[Ricardo Gondim, Armando Bispo, R.R. Soares…] e proclamam: “Tudo que eles disseram foi bom. Nada que escutei foi não bíblico”. É o que sempre acontece. O problema maior dos Neo-Evangelicos não é tanto que eles preguem heresias, mas que omitem [parte da] a verdade.

Os Neo-Evangelicos jamais vão pregar abertamente contra o pecado. Não vão pregar sobre a separação [pregada por Cristo e seus apóstolos]. Não vão denunciar os falsos mestres. Eles tem repudiado este tipo de negativismo, embora este seja claramente uma parte do conselho de Deus. Considerem alguns exemplos disto. Começaremos pelas declarações de Billy Graham, um dos pais do Novo Evangelicalismo:

“Sou muito mais tolerante com outros tipos de cristãos do que era antes. Meu contato com os católicos, luteranos e outros líderes – pessoas muito distanciadas de minha tradição Batista do Sul – felizmente me ajudou a seguir a direção certa” (Billy Graham:“I Can’t Play God Any More”, McCall’s Magazine, Janeiro, 1978).

O lider evangélico Billy Graham e o Papa João Paulo II

Observem a palavra ”tolerante”. Esta é a nota chave do Neo-Evangelico. Meus amigos, é absolutamente impossível ser tolerante, no sentido em que Billy Graham está falando, e ser fiel à Palavra de Deus. Deus não é tolerante com o pecado e o erro. Como podem os Seus pregadores achar que podem ser tolerantes com essas coisas e estarem agradando-O? Isto é confusão!

Em 1966, foram feitas a Billy Graham as seguintes perguntas, por um repórter da muito liberal Igreja Unida do Canadá:

P – “Em seu livro, o senhor fala dos falsos profetas. O senhor diz que ‘um esforço em tempo integral de muitos intelectuais é o de evadir-se do plano de Deus’ e fez uma citação de Paul Tillich. O senhor considera Paul Tillich um falso profeta?”

R – “Fiz uma prática de não fazer julgamento a outro clérigo”.
P – “O senhor acha que igrejas como a Igreja Unida do Canadá e as grandes igrejas liberais dos Estados Unidos, as quais são ativas no Movimento Ecumênico… são apóstatas?”

R – Eu jamais poderia, de modo algum, fazer este tipo de julgamento sobre igrejas individuais e clérigos, dentro da Igreja Unida do Canadá… Nossa Associação Evangelística não se preocupa em fazer julgamento… favorável ou contrário … sobre qualquer denominação em particular” (“Billy Graham Answers 26 Provocative Questions”, United Church Observer, 01/07/1966).

A partir desta entrevista, observamos outra característica do Neo-Evangelico. Ele vai admoestar sobre o falso ensino num sentido geral e vago, porém vai se recusar a identificar claramente os falsos ensinos. Os ouvintes dos Neo-Evangélicos não são, portanto, protegidos do erro. Não lhes é dito claramente quem o ensina. Além disso, o Neo-Evangélico vai ter comunhão com os falsos mestres que ele cita, indiscriminadamente, dando, assim sinais de que estes são genuínos irmãos em Cristo.

Em 1986, o mestre evangélico muito popular, Warren Wiersbe, deu-me o seguinte conselho em uma carta:

“Muito francamente, meu irmão, eu gostaria que alguns irmãos retirassem as luvas de boxe e apanhassem uma toalha. Talvez, se as pessoas começassem a lavar os pés umas das outras, houvesse mais amor e unidade” (Warren Wiersbe, Carta a David Cloud, em 23/05/1986).

Eu havia escrito a Warren Wiersbe indagando por que ele havia se associado à Christianity Today (ele era um editor chefe, nesse tempo) e a outras organizações do Neo-Evangelicas, as quais se negavam a falar claramente contra tais coisas como o Catolicismo Romano e o Modernismo. Ele respondeu com o comentário acima. Sem dúvida, precisamos retirar nossas luvas de boxe, quando estamos lutando apenas por um assunto do nosso interesse pessoal, o qual não faça parte da Palavra de Deus; ou quando estamos nos esforçando apenas por um amor carnal à disputa, ou quando somos apenas um causador carnal de problemas. Mas o conselho de Wiersbe foi dado no contexto de contender pela fé e se já existiu um tempo em que precisamos colocar as luvas para batalhar diligentemente pela fé uma vez entregue aos santos, este tempo é o de hoje.

A declaração seguinte foi feita na Conferência de 1986, em Amsterdã, para os evangelistas itinerantes:

“É um erro espiritual… evitar o liberal. Amo estar com os liberais, especialmente quando eles estão querendo ser ensinados, muito mais do que os enrustidos fundamentalistas, que têm todas as respostas… Os evangélicos deveriam construir pontes” (Stephen Olford, citado por Dennis Costella, na “Fundação Amsterdam’s 86, usando o Evangelismo Para Promover o Ecumenismo”, Julho/Agosto, 1986).

A declaração seguinte foi feita por David Hubbard, presidente do Seminário Fuller:

“No Fuller, somos caracterizados pela convicção de que somos uma instituição de ’tanto como’ [N.Tradutora: “tanto aceitemos isto como seu opositor”], em vez de ‘ou/ou’ [N.Tradutora: “ou aceitemos isto ou seu opositor, mas não ambos”], Procuramos ser tanto evangélicos como ecumênicos…”(Hubbard, “Christianity Today”, 03/02/1989, p. 71).

Que linguagem dobre! Um Cristianismo “tanto como” não é tão bíblico como deveria ser; mas, mesmo assim, o Neo-Evangélico se esforça em se gloriar nele.

O muito popular Charles Swindoll fez a seguinte declaração:

“Não sou carismático[pentecostal]. Contudo, acho que não é minha vocação fazer grandes lançamentos de artilharia teológica contra meus irmãos e irmãs carismáticos… Mais do que nunca, precisamos de ministérios de despertamento da graça, os quais libertam, em vez de aprisionar: Vida além da letra da Escritura… Ausência de dogmática imposição bíblica.” (Charles Swindoll, The Grace Awakening, pp. 188, 233).

A “dogmática imposição bíblica”, que Swindoll tanto despreza, é uma descrição perfeita de como os apóstolos apresentavam a Palavra de Deus. Considerem a mensagem de Pedro na 2 Pedro 2. Seria impossível uma linguagem mais áspera ou mais clara do que esta, para descrever os falsos mestres. Um ministério de “despertamento da graça”, segundo a definição de Swindoll, é um que seja mais tolerante com o erro e enfatize o positivo em cada situação. Esta não foi uma característica do ministério do apóstolo Paulo. Somente nas epístolas pastorais, ele identificou os falsos mestres e comprometidos por dez vezes (1 Timóteo 1:20; 2Timóteo 1:15; 2:17; 3:8; 4:10,14).

Os apóstolos não eram Neo-Evangélicos. Com referência aos falsos mestres, eles davam as seguintes instruções: (1) notá-los e deles se desviarem (Romanos 16:17-18); (2) Desviar-se deles (2 Coríntios 6:14-18); (3) Evitar os falatórios profanos (2 Timóteo 2:16-18); (4) Não recebê-lo em casa, nem tampouco saudá-los (2 João 10-11).

Outro exemplo do coração dos Neo-Evangelicos é o ministério de Luis Palau:

“A forma de adoração de Luis Palau apresenta uma mensagem cristã que apela, do mesmo modo, aos protestantes e católicos… [Palau] evita cuidadosamente quaisquer diferenças e controvérsias entre católicos e protestantes”. (The Arizona Republic, 31/10/1992).

Existe uma boa descrição dos Neo-Evangelicos. Eles apresentam uma ampla mensagem cristã, evitando assuntos controversos. É interessante que esta descrição seja dada pela imprensa secular.

Considerem a seguinte descrição do ministério de Peter Wagner: “Wagner não faz afirmações negativas sobre pessoa alguma. Ele tem feito uma carreira buscando o que é bom nas igrejas em crescimento e afirmando isto, sem fazer muitas perguntas críticas.” (Tim Stafford, “Testing the Wine from John Wimber’s Vineyard”, Christianity Today, 08/08/1986, p. 18).

Wagner é um perito popular no Movimento pentecostal da igreja, nos círculos evangélicos. Esta descrição do seu ministério ilustra o que ele quer dizer sobre o Neo-Evangelico. Seu objetivo é ser positivo e até mesmo ignorar ou desprezar o erro.

Desse modo, podemos ver que a principal característica do Neo-Evangelico é o seu repúdio aos aspectos negativos do Cristianismo. Se o pregador que você escuta evita falar de coisas como inferno, julgamento, separação; se ele nunca identifica a apostasia, falando do erro em termos gerais; se ele cautelosamente evita controvérsias; se ele fala mais de auto-estima do que de autonegação, sem dúvida você está escutando um pregador do Neo-Evangelico.

Um Modo de Neutralismo

Outra maneira de identificar o Neo-Evangelico é o seu modo de neutralismo. O Neo-Evangelicalismo é uma filosofia, mas também um modo. Em seu livro discernido sobre o assunto, John Ashbrook observa que o Neo-Evangelicalismo “deveria ser mais apropriadamente rotulado de Novo Neutralismo. Ele procura o campo neutro, não sendo peixe nem galinha, nem direita nem esquerda, nem a favor nem contra… fica em cima do muro” (p. 2).

“O Neo- Evangelho não admite que se veja nem se fale nada em relação ao que esteja errado na espiritualidade, e isso supostamente em nome da “unidade”.

Esse Neo-Evangelho pode ser identificado pelos seguintes termos: macio, cauteloso, hesitante, tolerante, pragmático, acomodado, flexível, não controverso, não ofensivo, não passional e não dogmático.

Sempre que você escutar igrejas e pregadores caracterizados com estes termos, terá encontrado o Neo-Evangelho.

Contrastando o modo de neutralidade do Neo-Evangelho, o Cristianismo bíblico se caracteriza por termos como: forte, audacioso, destemido, dogmático, claro, intolerante, não acomodado (ao pecado e ao erro), inflexível (em relação à verdade), controverso, ofensivo (aos que desobedecem a Deus) e passional.

Enquanto ruge a batalha entre a verdade e o erro, nas últimas horas da era da igreja, o Neo-Evangelico tenta instalar-se na linha do meio.

Cuidado com o Neo-Evangelho. Trata-se de um grande erro, e adotá-lo é entrar numa trilha descendente, a qual conduz a uma crescente cegueira. [espiritual].

Cuidado com Billy Graham. Em seus antigos tempos de ministério, ele pregava contra o Romanismo, o Comunismo e o Modernismo, mas hoje ele não vê problema algum com qualquer destes. Hoje, ele chama o papa de Roma de grande evangelista e amigo dos santos.

Cuidado com Jack Van Impe. Há três décadas, ele pregava em círculos cristãos sérios; contudo, hoje ele sustenta que o papa é um grande defensor da fé.

Cuidado com James Robinson. Há poucos anos apenas, ele levantava ousadamente sua voz contra a apostasia; mas hoje, ele diz que o papa [falecido] era um homem salvo e um grande exemplo de moralidade.

Alguns Neo-Evangélicos Brasileiros:

O pessoal do “Diante do Trono” e sua Lagoinha, “Sara a Nossa Terra”, a turma do “caminho” de Caio Fábio, Ricardo Gondim e suas igrejas Betesda, Igreja Peniel de Fortaleza, R. R. Soares, Igreja Bola de Neve, Igreja Videira de Fortaleza, I Igreja Batista de Fortaleza, Igreja Renascer, Igreja da Paz, as Vineyard, JOCUM, a igreja IBC do pastor Armando Bispo de Fortaleza, Igreja Canaã de Fortaleza, igreja Logos de Fortaleza, igreja Paz e Vida, só para citar uma pequenina parcela.

David Cloud

Título original: “No Coração do Neo-Evangelicalismo” traduzido por Mary Schultze e uma pequenina adaptação de Roberto Aguiar

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Entenda a Filosofia por Trás do Filme “Avatar”

Avatar é um termo da religião hindu e significa uma manifestação corporal de um ser imortal. Deriva do sânscrito, antigo dialeto hindu, Avatara que significa “descida”, normalmente denotando uma encarnação de Vishnu, deus hindu, (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade. Por extensão, muitos não-hindus usam o termo para denotar as encarnações de divindades em outras religiões.

O filme Avatar, de James Cameron, é um fascinante e arrebatador sucesso nos cinemas. Seus efeitos especiais são tão tremendos que transportam a audiência vividamente para um outro mundo, no qual adorar uma árvore e ter comunhão com espíritos não são apenas aceitáveis, mas atraentes. Avatar é também marcadamente panteísta e essencialmente o evangelho segundo James Cameron. Esse tema panteísta, que iguala Deus às forças e leis do Universo, é apresentado claramente pelos heróis e heroínas do filme: todos adoram Eywa, a deusa “Mãe de Tudo”, que é descrita como “uma rede de energia” que “flui através de todas as coisas viventes”.

Sobretudo, o filme é repleto de mágica ritualística, comunhão com espíritos, xamanismo, e descarada idolatria, de forma que condiciona os espectadores a acreditarem nessas mentiras do ocultismo pagão. Além disso, a platéia é levada a simpatizar com o Avatar e termina torcendo por ele quando é iniciado nos rituais pagãos. No final, até mesmo a cientista-chefe torna-se pagã, proclamando que está “com Eywa, ela é real” e que ficará com Eywa após sua morte.

Enquanto a representação fictícia de James Cameron a respeito da religião da natureza presta-se muito bem à mentira da Nova Era de que as religiões dos nativos americanos [indígenas] eram favoráveis à vida e inofensivas, a representação dos sacerdotes maias em Apocalypto (de Mel Gibson), devedores de divindades sedentas por sangue, que exigiam o sangue de suas vítimas sacrificiais, estava muito mais perto da verdade. A maneira adocicada e romântica com que James Cameron mostra os selvagens e os antigos cultos à natureza em Avatar é oposta aos fatos encontrados em antigos códices e achados arqueológicos: estes revelam que os astecas, os maias e os incas estavam todos envolvidos em sacrifícios humanos em massa, inclusive tomando a vida de criancinhas inocentes para apaziguar seus deuses demoníacos.

James Cameron diretor de Avatar

O que poucos conhecem é o histórico das obras de James Cameron em atacar o cristianismo, e especialmente a ressurreição de Cristo no documentário absolutamente desacreditado “The Lost Tomb of Jesus” [exibido no Brasil como “O Sepulcro Esquecido de Jesus” e lançado em DVD como “O Sepulcro Secreto de Jesus”], não deveria nos surpreender que ele escrevesse e dirigisse uma propaganda de 300 milhões de dólares para promover o culto à natureza e aos espíritos [filosofia de fé em ascensão nos dias de hoje]

Claramente, Hollywood tem tido uma influência persistente em arrancar os EUA [e o Ocidente] de suas raízes cristãs conservadoras e levá-los a crenças e práticas do ocultismo da Nova Era. O panteísmo atrai a turma de Hollywood porque ensina que todos somos Deus e que não precisamos nos preocupar em sermos obedientes ou em prestarmos conta diante de um Deus pessoal que criou o Universo. Entretanto, não são apenas os diretores [de cinema] que rejeitam a Cristo que estão buscando fazer com que o mundo abrace a adoração à Terra sob a máscara de sua imaginária Deusa-Mãe Terra[Gaya]; é também o próprio líder do movimento do aquecimento global, Al Gore.

Al Gore o crente-guru da nova era

Em seu livro Earth in the Balance, Gore sugere que voltemos à adoração da natureza e eleva várias seitas de adoradores da natureza e religiões dos nativos americanos ao status de modelo para nós. [Al Gore um evangélico batista diz]:

“Essa perspectiva religiosa pan(Pan: palavra de origem grega que significa “tudo, todas as coisas) poderá mostrar-se especialmente importante no que se refere à nossa responsabilidade pela terra como civilização global. (…) As religiões dos nativos americanos, por exemplo, oferecem um rico conjunto de idéias sobre nosso relacionamento com a terra. (…) Todas as coisas estão interligadas como o sangue que nos une a todos”. (Fonte: Al Gore, Earth in the Balance – Ecology and the Human Spirit [A Terra em Equilíbrio – A Ecologia e o Espírito Humano], 1992, p. 258-259).

Buscando uma síntese da Nova Era que combine várias tradições do ocultismo, Gore cita e favorece o ensinamento hinduísta, dizendo: “A Terra é nossa mãe, e nós todos somos seus filhos”.( Ibid. pag. 161). Incrivelmente, mais adiante Gore afirma que deveríamos buscar novas revelações a partir dessa adoração da deusa do passado e culpa o cristianismo pela quase total eliminação da mesma:

“O sentido espiritual de nosso lugar na natureza… pode ser traçado de volta às origens da civilização humana. Um crescente número de antropólogos e de arqueomitólogos… argumenta que a ideologia da crença prevalecente na Europa pré-histórica e em grande parte do mundo estava baseada na adoração de uma única deusa da terra, que se supunha ser a fonte de toda a vida e irradiadora de harmonia em meio a todas as coisas viventes. (…) O último vestígio de culto organizado à deusa foi eliminado pelo cristianismo. (…) Parece óbvio que um melhor entendimento de uma herança religiosa que precede a nossa própria por tantos milhares de anos poderia nos oferecer novas revelações”.(Ibid. pag. 260).

Não são apenas os diretores [de cinema] que rejeitam a Cristo que estão buscando fazer com que o mundo abrace a adoração à terra sob a máscara de sua imaginária deusa-mãe terra; É também o próprio líder do movimento do aquecimento global, Al Gore [ex-vice-presidente dos EUA].

Gore prossegue declarando que precisamos encontrar uma nova religião baseada na natureza e cita Teilhard de Chardin, o teólogo da Nova Era, em apoio à “nova fé” do futuro:

“Esse ponto foi sustentado pelo teólogo católico Teilhard de Chardin, quando ele disse: “O destino da humanidade, assim como o da religião, depende do surgimento de uma nova fé no futuro”. Munidos de tal fé, poderemos achar possível ressantificar a terra”.(Ibid. pag. 263).

Com os diretores de vanguarda de Hollywood e as figuras políticas de Washington na liderança, os EUA [e o Ocidente] estão rapidamente voltando ao paganismo que envolveu o mundo em trevas espirituais durante milênios. Que Deus nos ajude a prestar mais atenção à admoestação do apóstolo Paulo, encontrada nas Sagradas Escrituras. Ele nos ensinou que a adoração à natureza nos tempos da Antigüidade era resultado do afastamento da adoração ao único e verdadeiro Deus que, para começar, foi quem criou a natureza:

“Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém” (Rm 1.21-25)

Fonte: Pequena adaptação de Roberto Aguiar do texto, “ Avatar e a Vindoura Religião Única”, de Joe Schimmel. Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite. http://www.chamada.com.br


Joe Schimmel é um apologista da
fé cristã e preside o ministério “Bom Combate”. Ele também é pastor sênior da Blessed Hope Chapel em Simi Valley Califórnia.

http://www.goodfight.org

SEITAS e HERESIAS

Um sinal do fim dos tempos

A multiplicação das seitas e a disseminação das heresias dão inconteste prova de que estamos vivendo os últimos dias da Igreja na terra.

Ainda que o engano seja algo inerente à condição do homem caído, é evidente que nunca a verdade foi rejeitada tão veemente e as Escrituras combatidas tão ferozmente quanto nos dias hodiernos.

O questionamento das verdades divinas, por parte dos heresiarcas deste século, tem minado a fé e destruído a convicção espiritual de milhares de cristãos, hoje.

Com o propósito de ajudar o povo de Deus a discernir entre a verdade bíblica e o erro ensinado pelas seitas falsas nos dias atuais, é que este livro foi escrito. Deus espera que estejamos preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que nos pedir a razão da esperança que há em nós (1 Pe 3.1 5), e que nos apiedemos daqueles que estão sendo vencidos pela dúvida, salvando-os e “arrebatando-os do fogo; tendo deles misericórdia” (Jd v.23).

Por Raimundo de Oliveira.

Ecumenismo

O movimento ecumênico é um dos movimentos mais comentados da atual fase da história eclesiástica. Por isso, faz-se necessário estudá-lo, para podermos confiadamente tomar posição.

1. ASPECTOS TEOLÓGICOS DO ECUMENISMO
A palavra “ecumenismo” é de origem grega (oikoumene) e significa: “a terra habitada”, isto é, a parte da terra habitada pelo homem e organizada em comunidades sistemáticas, a saber: vilas, fazendas, cidades, escolas, instituições, etc. Com este significado, a palavra “ecumenismo” aparece nas seguintes passagens do Novo Testamento:

• “… levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo [=oikoumene]. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero” (Lc 4.5,6).

• “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo [=oikoumene], para testemunho de todas as nações. Então virá o fim” (Mt 24.14).

No decorrer dos séculos, três diferentes segmentos do Cristianismo têm se apropriado desta palavra, reivindicando ecumenicidade:

1) A Igreja Católica Romana afirma ser ecumênica por abranger todo o mundo.

2) As igrejas ortodoxas do Oriente alegam sua ecumenicidade, apontando sua ligação com a igreja primitiva.

3) Certas igrejas protestantes, estimuladas pelo “Ecumenismo de Genebra”, desenvolvem atividades no sentido de unir as igrejas de todo o mundo para com isso fazer visível a união da cristandade.

5.2. PROPÓSITO DO ECUMENISMO
Não obstante possuírem elementos distintos, as igrejas Católica Romana, Ortodoxa e protestantes vêm-se esforçando no afã de alcançar um ecumenismo amplo e sem fronteiras, e que culmine com a união de toda a cristandade. E com o propósito de tornar isso possível, duas medidas foram tomadas:

1) Por iniciativa de algumas igrejas protestantes, em 1938 foi fundado o Concilio Mundial de Igrejas (CMI), visando colocar sob uma mesma bandeira todos os segmentos do Protestantismo.

2) A realização do Concilio Vaticano II, no período 1962/65, em que foi largamente tratada a questão dos “irmãos separados” (uma referência aos protestantes) e sugeridos métodos para reuni-los num só rebanho.

Devemos reconhecer que a proposta ecumenista da Igreja Católica Romana, feita pelo Concilio Vaticano II, tem um alcance bem maior do que as medidas ecumenistas propostas pelo Concilio Mundial de Igrejas, pois visa congregar num só rebanho toda a cristandade. O ponto mais alto da questão ecumenista, proposta pela Igreja Romana, consiste num problema de duplo aspecto:

1) as igrejas protestantes e ortodoxas devem lembrar-se de ter deixado o catolicismo, decidindo-se voltar ao seio da “Igreja-Mãe”;

2) devem submeter-se à orientação do papa de Roma como o “único pastor”.

Evidentemente, para os protestantes e para a Igreja Ortodoxa, aceitar a política ecumênica do Vaticano significa a perda de identidade e a renúncia de muitos séculos de luta contra o predomínio católico-romano, a adoração das imagens de escultura, a pretensa infalibilidade papal e demais hábitos e crenças pagas do catolicismo romano.

5.3. ALCANCE DO ECUMENISMO
Após vários anos de relutância contra o ecumenismo proposto pelo Concilio Mundial de Igrejas, as igrejas ortodoxas da Rússia, Bulgária, Romênia e Polônia fizeram-se membros efetivos do Concilio, pelo qual a Igreja Católica Romana, até então indiferente e até mesmo suspeita, passou a demonstrar um profundo interesse.

Na assembléia do Concilio Mundial de Igrejas, reunida em Upsala, em 1968, os quinze observadores oficiais da Igreja Romana foram recebidos com uma calorosa salva de palmas. Inclusive um deles chegou a dizer que esperava o dia em que sua igreja viesse a ser um dos membros efetivos do citado Concilio.

Por todo o mundo onde o Concilio Mundial de Igrejas tem as suas filiais, os católico-romanos e protestantes estão se aproxi¬mando cada vez mais, unindo-se em muitos dos seus projetos e atividades da igreja.

Hoje é muito comum ouvir de cultos e outros eventos religiosos, celebrados por pastores protestantes e sacerdotes católicos, ou vice-versa.

No Brasil, o ecumenismo tem lançado suas bases através do Concilio Nacional de Igrejas, e dele já fazem parte a Igreja Luterana, a Episcopal do Brasil, a Cristã Reformada e a Católica Romana.

5.4. NOSSAS OBJEÇÕES AO CMI E AO ECUMENISMO
O reverendo Alexander Davi, da Igreja Reformada, e professor do Seminário Teológico da Fé, de Gujranwala, Paquistão, abandonou o Concilio Mundial de Igrejas, e justificou a sua decisão com as seguintes palavras:

“O Concilio Mundial de Igrejas está nos levando para a Igreja Católica Romana. O seu programa expresso é conseguir a união de todas as denominações protestantes em primeiro lugar; depois a união com a Igreja Ortodoxa Grega, e finalmente a Igreja Católica Romana.

“Essa união com a Igreja Católica Romana será uma grande tragédia para as igrejas protestantes, porque, em conseqüência, destruirá o testemunho distintivo do protestantismo. A Igreja Católica Romana não modificou a sua doutrina desde os dias da Reforma do século XVI, pelo contrário, tem acrescentado muitas tradições e superstições ao seu credo. Portanto, no caso de uma união, as igrejas protestantes serão, em última instância, absorvidas em uma igreja católica monolítica” (O Presbiteriano Bíblico, dezembro de 69 e maio de 70).

Sede do Conselho Mundial de Igrejas (Genebra, Suíça)

Isto posto, é a seguinte a nossa posição diante do Concilio Mundial de Igrejas e de suas pretensões ecumenistas:

1) A unidade sobre a qual Cristo falou em João 17.19-23 tem o próprio Cristo, e não qualquer outra pessoa (mesmo que seja o papa), como centro de convergência.

2) Insistimos na absoluta necessidade de o homem nascer de novo (Jo 3.3), condição única para a salvação, enquanto o ecumenismo proposto pelo CMI procura congregar num “só rebanho”, salvos e ímpios, como se nenhuma diferença existisse entre ambos.

3) Insistimos na necessidade do cumprimento da ordem missionária de Jesus, o que só será possível se virmos os homens como Cristo os viu, pecadores perdidos, sujeitos ao inferno, não importando a que religião pertençam (Lc 19.10).

4) Insistimos na unidade da Igreja invisível em torno de Jesus Cristo, mas sob a orientação do Espírito Santo, independentemente do que os esforços e a política humana possam fazer.

5) Cremos que o Concilio Mundial de Igrejas, com a sua política ecumenista, está sendo instrumento de Satanás para levantar na Terra uma superigreja que, após o arrebatamento da verdadeira e triunfante Igreja, dará suporte espiritual ao governo do Anticristo, da Besta e do Falso Profeta, durante a Grande Tubulação.

Por estas e tantas outras razões, repudiamos o Concilio Mundial de Igrejas e a sua política ecumenista.

Por Raimundo de Oliveira

Moonismo

O moonismo, ou “Associação do Espírito Santo Para a Unificação da Cristandade Mundial”, foi fundado na Coréia, em 1954, e, em 1973, nos Estados Unidos. Em 1976, proclamava ter entre 500 mil a 2 milhões de adeptos, radicados principalmente na Coréia e no Japão, com modestas ramificações também na Europa.

4.1. RESUMO HISTÓRICO DO MOONISMO
Sun Myung Moon, fundador da “Associação do Espírito Santo Para a Unificação da Cristandade Mundial”, nasceu na Coréia, em 1920. A exemplo de Joseph Smith, fundador do mormonismo, Moon fundamenta as suas crenças e ensinos em alegadas revelações que teria recebido de Deus ainda quando criança.

No seu livro O Divino Princípio, Moon conta que, desde a infância, foi clarividente, isto é, podia ver através do espírito das pessoas. Conta que quando tinha apenas doze anos, começou a orar para que coisas extraordinárias começassem a acontecer. Conta o próprio Moon que, num domingo de Páscoa, quando tinha apenas dezesseis anos, teve uma visão na qual Jesus lhe teria aparecido, dizendo: “Termina a missão que eu comecei”.

Moon procurou se preparar para o cumprimento dessa missão, através do estudo das seitas e dos cultos populares do Japão e da Coréia. Foi assim que, em 1946, começou a pregar a sua própria versão do Cristianismo messiânico. A medida que a seita crescia, Moon enfrentava problemas com as autoridades coreanas, o que culminou com a sua excomunhão pela Igreja Presbiteriana, em 1948, à qual pertencera até então.

4.2. ENSINAMENTOS DE MOON
De acordo com O Divino Princípio, o livro “sagrado” que contém as revelações do reverendo Moon, Deus queria que Adão e Eva se casassem e tivessem filhos perfeitos, estabelecendo as¬sim o Reino de Deus na Terra. Mas Satanás, encarnado na ser¬pente, seduziu Eva, que, por sua vez, transmitiu sua impureza a Adão, causando, então, a queda do homem. Por isso Deus man¬dou Jesus Cristo ao mundo, para redimir a humanidade do pecado. Mas Jesus morreu na cruz, antes de ter podido casar-se e tornar-se pai de uma nova raça de filhos perfeitos. Agora chegou o tempo para um novo Cristo, que finalmente cumprirá os desejos de Deus.

Como você pode ver, o ensino de Moon tem o propósito de desvirtuar a obra de Cristo e anular o testemunho do Evangelho, segundo o qual o propósito de Deus não é constituir uma família perfeita aqui na Terra, através de Moon, mas salvar os pecadores perdidos, através de Jesus Cristo. O ensino moonita é anti-bíblico e satânico, digno do repúdio de todo cristão verdadeiro.

4.3. MOON, UM FALSO MESSIAS
Moon não identifica a si mesmo como o novo Messias, mas diz que este, tal como ele próprio, nasceria na Coréia em 1920. Não obstante, muitos dos seus pensamentos o identificam ora como sendo Deus, ora como Satanás, ora como o Anticristo. Evidentemente, os seus pensamentos contradizem as Escrituras, como você mesmo pode ver e comparar:

Moon
a. “Eu sou o vosso cérebro”.
b. “O que eu desejar, deve ser o que vós haveis de desejar”.
c. “Minha missão é dar novos corações a novas pessoas”.
d. “De todos os santos enviados à Terra por Deus, creio ter sido eu o que até hoje obteve maiores sucessos”.
e. “Tempo virá em que minhas palavras terão quase o mesmo valor que as leis. E tudo aquilo que eu pedir terá de ser feito”.
f. “O mundo está nas minhas mãos. E eu conquistarei e subjugarei todo o mundo”.
g. “Estou pondo as coisas em ordem, para que possamos cumprir os desejos de Deus. Todos os obstáculos que nos venham a ser opostos devem ser aniquilados”.
h. “Nossa estratégia é nos unirmos como se fossemos uma só pessoa. Só assim poderemos vencer o mundo inteiro”.

A Bíblia
a. “Eu sou o Senhor teu Deus” (Êx 20.2).
b. “… o Filho do homem… não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20.28).
c. “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19.10).
d. “Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com alguns que se louvam a si mesmos; mas eles, medindo-se consigo mesmos, e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez” (2 Co 10.12).
e. “Humilhai-vos, portanto, sob a potente mão de Deus, para que ele em tempo oportuno, vos exalte” (1 Pe 5.6).
f. “Ao Senhor pertence a terra, e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (SI 24.1).
g. “Eis que eu vos envio como cordeiros para o meio de lo¬bos” (Lc 10.3; cf Is 42.1-3).
h. “Porque tudo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus? (1 Jo 5.4,5).

Quando se mudou para os Estados Unidos, em 1973, Sun Myung Moon proclamou a “Nova Idade do Cristianismo”, em conferências, banquetes e comícios, culminando com uma concentração no Madison Square Garden, em Nova Iorque, em 1974. No seu discurso, ele deu a sua própria versão da queda do homem e da vinda do Messias esperado: “Esta é a vossa esperança… A única esperança dos Estados Unidos e do resto do mundo.”

4.4. LAVAGEM CEREBRAL E FANATISMO
Em geral, os moonitas, ou seguidores de Moon, cedo assu¬mem a responsabilidade de fazer proselitismo nas esquinas das grandes cidades. As pessoas mais visadas, tidas como moonitas em potencial, são as que se mostram estar sendo vencidas pela solidão. Quando estas pessoas se sentem atraídas, são convidadas para uma conferência da seita, para jantares, para passar um fim de semana num dos centros da comunidade, para estudo.

Esses fins de semana obedecem a um programa rigidamente estruturado, exaustivo, com pouco tempo para dormir e nenhum para refletir. Os neoconvertidos passam por uma verdadeira lavagem cerebral, que envolve uma média de seis a oito horas de preleções baseadas no livro “Divino Princípio”, livro que contém as visões de Moon. Na preleção final, aprendem que Deus mandou Moon para salvar o mundo, em geral, e a eles próprios em particular.

Dentre os adeptos da seita, alguns continuam a fazer seus cursos ou a exercer seus empregos, mas, à noite ou durante os fins de semana, trabalham para a seita, vários deles dando a esta uma parte de seus salários. Os que trabalham com tempo integral, geralmente freqüentam seminários que duram de seis a dezesseis semanas.

Durante os primeiros meses de experiência religiosa, os novos membros da seita freqüentemente recebem telefonemas de pais, parentes e amigos, pedindo que voltem ao seu convívio. Quando alguns deles vacilam, os seus discipuladores lhes dizem que seus pais, parentes e amigos são agora inimigos a serviço de Satanás.

No Brasil, muitas famílias têm tido seríssimos problemas com seus filhos que se têm deixado envolver pelo moonismo. Tem havido casos em que pais, acompanhados de policiais, têm invadido templos da seita (no Rio de janeiro e São Paulo, por exemplo) para arrebatar à força os filhos, que estão sendo programados por manipuladores da seita.

4.5. DUAS PARTICULARIDADES DOUTRINÁRIAS
Dentro do complexo quadro doutrinário do moonismo, podemos destacar as duas particularidades a seguir:

1) Uma das principais exigências do reverendo Moon àqueles que se convertem ao moonismo é que o neoconverso passe a adotar a Coréia como sua nova pátria-mãe, à qual deve jurar lealdade e amor. Assim, um brasileiro, por exemplo, que se converte ao moonismo, já não tem nenhum dever cívico e patriótico para com o Brasil.

Evidentemente, esta tem sido a principal razão do repúdio das autoridades de muitas nações ao moonismo.

2) Outro princípio inviolável do moonismo é que quando um moonita for considerado apto para o casamento, deve ter dado pelo menos sete anos de leais serviços para a promoção da seita. Ainda assim precisa de permissão do reverendo Moon para poder contrair matrimônio.

Os moonitas em idade de se casar podem propor parceiros ou parceiras de sua própria escolha, mas a decisão final é do reverendo Moon, que pode até escolher noivos ou noivas inteiramente desconhecidos um do outro. Os moonitas recém-casados devem viver inteiramente separados durante os primeiros quarenta dias.

4.6. CONCLUSÃO
A história de Moon tem muita semelhança com a história de diversos fundadores de seitas falsas. Envolve sempre os mesmos princípios:

• Foram “iluminados desde criança”.
• Tiveram algum tipo de visão, iluminação, aparição, etc.
• Foram escolhidos para desempenho de uma “nova missão”.
• Foram dotados de “dons” extraordinários.
• Alegam que Buda, Jesus, Maomé ou qualquer outra divinda¬de paga é a base da sua mensagem.
• Têm uma mensagem diferente das demais ouvidas até então.
• Vão revolucionar o mundo.
• Pretendem agrupar todas as religiões, fazendo-as um só rebanho.
Foi sobre homens como Sun Myung Moon que escreveu Judas nos versículos 12 e 13 da sua epístola:

“Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação de frutos, mas de frutos desprovidas; duplamente mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre”.

Durante esses anos, Moon construiu um verdadeiro império industrial nos Estados Unidos, graças aos donativos arrecadados pelos seus seguidores. Porém, como o governo americano resolveu processá-lo por sonegação de impostos, Moon fugiu dos Estados Unidos durante o mês de outubro de 1981. Ao voltar, foi julgado e preso, sendo finalmente solto no final do ano de 1985.

Por Raimundo de Oliveira.

Seicho-no-iê

O Movimento Seicho-no-iê é uma mistura de xintoísmo, budismo e Cristianismo. Foi fundado pelos idos de 1930, por Masaharu Tanigushi, nascido em Kobe, no Japão.

1. ASPECTOS GERAIS DO MOVIMENTO
Esse movimento afirma ser a harmonia de todas as coisas do Universo e a reunião de todas as religiões. Ensina, inclusive, que Cristo, na Judéia, Buda, na índia, e o Xintoísmo, no Japão, são manifestações de Amenominakanushi, o Deus absoluto, e que todas as religiões têm como fundamento a verdade de que todos são irmãos, filhos do mesmo Deus.

O movimento Seicho-no-iê proclama que a sua missão é transmitir ao mundo parte dos ensinamentos de Cristo e de Buda, que não haviam sido ainda suficientemente revelados.

Em 1932, Tanigushi, o fundador do movimento, publicou o livro A Verdade da Vida, obra que contém a filosofia Seicho-no-iê. Em 1963 começou o movimento em vários países, inclusive no Brasil. Tendo a cidade de São Paulo como o seu principal centro, no nosso país, esta falsa igreja já alcançou quase todos os Estados da Federação, tendo adeptos principalmente entre aqueles que buscam cura física.

3.2. PRINCIPAIS ENSINOS
Além de possuir uma crença baseada na compensação material, como saúde, dinheiro e bem-estar, o movimento Seicho-no-iê possui um sistema doutrinário que o identifica como uma seita herética. Veja, por exemplo, a crença Seicho-no-iê sobre os seguintes assuntos:

1) Amenominakanushi é o Deus absoluto. Não importa os nomes que tenha nas diversas religiões, já que todas as crenças e todos os deuses levam o homem a ele.

2) Ser verdadeiramente salvo é compreender por que a doença se cura; por que é possível ter uma vida financeira confortável e por que se pode estabelecer harmonia no lar.

3) O homem pode viver um “reino do céu” desde que compreenda que não existem doenças, males, dores, etc.

4) O pecado é como uma doença, os males e a morte, que não passam de meras ilusões. O pecado não existe, pois Deus não o criou.

5) O homem é perfeito.

3.3. REFUTAÇÃO
O ensino do movimento Seicho-no-iê é de origem satânica, e mostramos por que:

a. Se Amenominakanushi é o Deus absoluto, Deus estaria mentindo quando disse: “Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça” (Is 44.8).

b. Se a verdadeira salvação consiste em compreender por que a doença se cura, em ter uma vida financeira confortável e um lar harmonioso, é de se supor que aquele anjo do Senhor estaria men¬tindo quando disse que Jesus haveria de salvar os pecadores dos seus pecados, e não de uma vida de privações materiais (Mt 1.21).

c. Se o homem pode viver o reino do céu desde que compre¬enda que não existem doenças, males e dores, deduz-se que João estaria mentindo quando registrou no Apocalipse que só no céu não haverá mais lágrimas, morte, luto, pranto ou dor (Ap 21.4).

d. Se o pecado inexiste, então Deus não estaria falando a verdade, quando disse: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.20).

e. Se o homem é perfeito, Paulo não falou a verdade, quando disse: “Não que eu já tenha recebido, ou tenha obtido a perfeição, mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus” (Fp 3.12).

Pelo contrário, seja Deus verdadeiro, e todo o movimento Seicho-no-iê e suas filosofias mentirosas (Rm 3.4).

Por Raimundo de Oliveira.