Em 2009, vi muita coisa errada nas Igrejas Evangélicas !

No ano de 1993, algo histórico aconteceu para os aficcionados nas sagas dos super-heróis.

Desde a minha pré-adolescência, eu sempre gostei de ler gibis adultos, porque, tinham um enfoque voltado para a realidade e principalmente para os conflitos comuns a um ser humano, mesmo sendo seus personagens fictícios.

O ponto alto desta linha editorial teve a maior repercusão quando aquilo que era mais improvável de acontecer aconteceu: a morte do Super-Homem*!

Lembro-me bem daquela capa de revista preta com seu símbolo ensaguentado.

Quando terminei de lê-la, um sentimento de surpresa me acometeu, porque ninguém poderia imaginar que um dia isso pudesse acontecer. O bom é que sua morte foi sucedida de uma ressurreição, ainda que ele não tenha sido mais o mesmo (mostrando-se emocionalmente instável e inseguro).

Esta sensação de surpresa, eu diria perplexidade me tomou ao longo de todo o ano de 2009 diante de fatos e atitudes pouco prováveis de algumas figuras de destaque no meio evangélico. Pessoas que inspiraram toda uma geração, que nos fizeram querer ser iguais a eles, gradativamente declararam-se o oposto de tudo que defenderam um dia.

Não encontro versos melhores para descrever tamanha frustração senão os do velho Cazuza: “meus heróis morreram de overdose… meus inimigos estão no poder”; e parodiando eu acrescento, “teologia” eu quero uma pra viver…

Eu vi apoio público a sectaristas, pessoas que exaltam suas denominações como a única a ser realmente de Deus.

Eu vi despregarem o que pregaram e repregarem o que antes criticavam.

Eu vi persuasão tomar o lugar da unção.

Eu vi Psicologia no lugar da Teologia.

Eu vi pregações centradas em pregadores.

Eu vi politicagem usada como corporativismo.

Vi defesas e ataques, alianças e parcerias feitas e desfeitas.

Eu vi rivalidade e revanchismo por trás dos microfones.

Eu vi a gestão tomar o lugar do pastoreio.

Eu vi os números e metas tomarem a importância que antes pertencia às ovelhas do aprisco.

Eu vi a profissionalização de ministérios.

Eu vi filiações manobradas.

Eu vi o material se sobrepor às almas.

Eu vi a romanização dos evangélicos.

Vi falência espiritual.

Há os que continuam acreditando nesses “heróis”, talvez pelo que eles foram um dia e não pelo que são hoje. Outros insistem em seguí-los na mesma esperança que havia nos leitores de histórias em quadrinhos, em 1993: a de ressurreição do Super-Homem.

Outro grupo continua defendendo os seus ungidos pelo simples fato de terem morrido junto com eles. Como já diz o outro “cada um tem o evangelho que merece”.

Ao morrer, Super-Homem assassinou seu opositor, o Apocalipse*. Isto lhe trazia um peso enorme porque não tinha sido a primeira vez.

Reconhecimento do seu erro, arrependimento e conserto o levaram a conflitos e incertezas típicos de alguém necessitado de perdão.

Isto é coisa de herói de verdade.

Voltar atrás, ceder, declarar-se culpado, abrir mão de sua razão, pedir perdão são sinônimos de nobreza e hombridade.

Difícil acreditar que se pode ir para o céu sem isso.

Quando o amor de Deus não constrange mais e deixa de ser o único motivo, vem a tolerância com Jezabel e a queda mesmo permanecendo de pé.

Quem tem ouvidos, ouça.

E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto. Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei (Ap 3.1-3).

Título Original: E Cazuza tinha razão … (http://pregacaodosloucos.blogspot.com)

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A Heresia da Negação da Divindade de Jesus

Ao perdoar os pecados do ladrão e garantir sua salvação, Jesus estaria agindo como um lunático ou mentiroso?

Não é mais razoável admitir que só quem perdoa pecados é Deus e que naquele momento quem estava perdoando era verdadeiramente o Deus encarnado?

Como Jesus poderia garantir a salvação daquele homem se Ele realmente não fosse Deus?

Ouçam:
“Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta.
Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me vê, vê o Pai. Como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (Jo 14.8-9. V. Jo 1.1,2,3,4,14). ”.