A Heresia do Cinto da verdade


Este é o produto que estava faltando em sua coleção de objetos ungidos. São eles que nos transmitem bênçãos e com as bênçãos a prosperidade.

São facilitadores de nossa fé. São como os trilhos de uma ferrovia. Deslizando por eles a locomotiva não sai da linha, segue rumo a um lugar seguro. Fico feliz quando visito meus seguidores e vejo em suas casas esses facilitadores. No alto da geladeira, o “jumentinho”. Lembram-se dele? Continua ali abençoando o lar. Junto a ele, o “Machado da Prosperidade” flutua dentro de um copo dágua.

Olho para os pés do homem de Deus e vejo que ainda usa as “Sandálias de Jesus”. No rosto, ainda curte uma barbicha bem aparada e ungida. Nosso Deus é um Deus de grandes coisas. Jamais se contentaria em que seu povo ficasse de braços cruzados, a olhar para o passado.

Deseja que seus instrumentos de trabalho sejam renovados a cada dia. A batalha é constante. Não lutamos contra pessoas humanas, mas contra o Maligno. A Bíblia recomenda o uso de determinados apetrechos para que tenhamos vitória. Os que ficam de fora, os que duvidam, os murmuradores não serão abençoados. Leiam: “Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo. Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade” (Ef. 6.10,14). Eis a chave da vitória, do sucesso e da prosperidade.

Com o cinto estaremos seguros e firmes na batalha contra o nosso maior inimigo. Ele, o Diabo, deseja sugar todo o seu dinheiro, se possível, todo o seu salário mensal. Pelo desejo dele, você ficaria sem nada para comer e daria tudo a ele. Mas estou aqui para fortalecê-lo.

Chegou o “Cinto da Verdade”.

Dê adeus aos problemas espirituais e financeiros. Você se sentirá seguro. Vamos todos amarrar Satanás. No exato momento em que você colocar o cinto ungido, sentirá um aperto no abdômen e um alívio no coração. Ninguém pode negar que João Batista foi um homem abençoado. Não foi rico, mas também naquele tempo ele não precisava de dinheiro. Para quê? Ele vivia mesmo no deserto!

Eis o relato bíblico: “As roupas de João eram feitas de pelos de camelo, e ele usava um cinto de couro na cintura” (Mt 3.4). Usava o quê? Um cinto de couro.

Agora, nos tempos modernos, Deus orienta seu povo a usar o “cinto da Verdade” para afastar o inimigo. Colocaremos 400.000 cintos à disposição dos fiéis. Foram fabricados com materiais diversos, de vários tamanhos e cores. Há cintos em couro de primeira qualidade; cintos de linho, largura e comprimento diferenciados.

Para nossas santas mulheres mandamos confeccionar cintos em linho puro, produzidos com lã importada dos campos de Israel. O nosso Departamento de Lançamento de Produtos Ungidos – DELPU já ultimou as medidas de marketing para o lançamento em grande estilo.

O Espírito me disse que quem não participar ficará desprevenido. Já imaginou você no templo vendo todo mundo com o Cinto da Verdade, e você sem? O Espírito também me instruiu para não vender os cintos. Serão distribuídos gratuitamente. Mas há uma condição: o cinto só será entregue mediante um voto de trezentos reais. Se o seu salário for inferior a esse valor, vale um voto de menor valor, mas nunca abaixo de duzentos reais. Para este material, não receberemos cheque pré.

Agora vamos às instruções de uso. Primeiro, durante os sete primeiros dias do mês de agosto de cada ano, todos os fiéis que desejarem participar do “cinturaço”, comparecerão ao culto cingidos com o “Cinto da Verdade”, o CV. O primeiro dia será o da unção. Os fiéis que fizerem e cumprirem o voto, receberão o CV. Depois ficarão de pé e receberão uma oração especial. Somente após a oração é que colocarão os cintos. Será um momento de grande emoção e alegria.

Os demais, que não quiseram fazer o voto, ficarão sentados e envergonhados. Que Deus tenha misericórdia deles.

Nos dias seguintes, todos os participantes continuarão freqüentando o templo e usando o CV. Até o fim dos sete dias os retardatários, os que se arrependeram de seus pecados e resolveram participar, têm chance de fazer o voto e receber o CV. Vamos lá, a nossa segurança está no cinto. Outro dia um irmão me perguntou: – A unção do cinto só dura sete dias? Quanta ingenuidade! O objeto de fé se acaba, mas a unção é duradoura. Outro dia ouvi uma crítica azeda. Diziam que “nossos objetos ungidos funcionam como uma cenoura colocada à frente de um jumento: ele nunca alcança a cenoura, mas continua andando rápido na esperança de alcançá-la”. Quanta falta de fé nos propósitos divinos.

Todos os nossos produtos são lançados com embasamento bíblico.

O melhor é que nossos seguidores não dão ouvidos a vozes discordantes.

Por Airton Evangelista da Costa

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