Ainda sou do tempo…


AINDA SOU DO TEMPO…

 

Ainda sou do tempo em que ser crente era motivo de críticas e perseguições. Nós não éramos muitos, e geralmente éramos considerados ignorantes, analfabetos, massa de manobra ou gente de segunda categoria.
Os colegas da escola nos marginalizavam.
Os patrões zombavam de nós.
A sociedade criticava um povo que cria num Deus moral, ético, decente, que fazia de seus seguidores pessoas diferentes, amorosas, verdadeiras e puras.
Não era fácil, mas nós sobrevivemos e vencemos.

Sinto falta daquela perseguição, pois ela denunciava que a nossa luz era de qualidade, e ofuscava a visão conturbada de quem não era liberto. E, por causa dessa luz, muitos incrédulos foram conduzidos ao arrependimento e à salvação.

Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que os crentes não tinham imagens em suas casas, em seus carros ou como adereços de seus corpos. Nós não tatuávamos os nossos corpos e nem colocávamos “piercings” em nossa pele. Críamos que os nossos corpos eram sacrifícios ao Senhor, e que não nos era lícito maculá-los com os sinais de um mundo decadente, um deus mundano e uma cultura corrompida. Dizíamos que tatuar o corpo era pecado. Não tínhamos objetos de culto em nossas igrejas. Aliás, esse era um de nossos diferenciais: nós éramos aqueles que não admitiam imagens em lugar algum.

Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que pornografia era pecado. Nós não considerávamos fotos eróticas ou filmes pornô um “trabalho profissional”, mas uma prostituição do próprio corpo e uma corrupção moral. Ao nos convertermos, convertíamos também os nossos olhos, e abandonávamos as revistas pornográficas, os cinemas de prostituição e os teatros corrompidos. Os que eram adúlteros se arrependiam e pagavam o preço do que fizeram, e começavam vida nova. Os promíscuos mudavam seu comportamento e tornavam-se santos em todo o seu procedimento. Nós, os adolescentes, deixávamos os namoros e os relacionamentos orientados pelos filmes mundanos, e primávamos por ser como José do Egito, que foi puro, ou o apóstolo Paulo, que foi decente.

Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que nos vestíamos adequadamente para o culto. Aliás, além do nosso testemunho moral, nós nos identificávamos pelas roupas. Se pentecostais, usávamos roupas sociais bastante formais, e éramos conhecidos aonde quer que íamos, pois ninguém mais se vestia tão formalmente assim em pleno domingo à tarde. Se de outras denominações, como eu, não chegávamos a esse extremo, mas nos trajávamos socialmente, com o melhor que tínhamos, dentro de nossas possibilidades, porque críamos que, se íamos prestar um culto a Deus, a ocasião nos exigia o melhor, e buscávamos dar o melhor para Deus. Era a famosa “roupa de missa”, “roupa de igreja”. Mesmo pobres, tínhamos o melhor para Deus. E sempre algo decente: camisas sociais, calças bem passadas, um sapato melhor conservado, um blaizer ou uma blusa bem alinhada. As mulheres usavam seus melhores vestidos, suas melhores saias e seus conjuntos mais femininos.

Mas hoje é diferente.

 Ainda sou do tempo em que nossos hinos falavam de Cristo e da salvação. Cantávamos muito, e nossas músicas não eram tão complexas como as de hoje. Mas todos acabávamos por decorá-las. Suas mensagens eram simples e evangelísticas:

 “foi na cruz, foi na cruz”,

“andam procurando a razão de viver”,

“Porque Ele vive, posso crer no amanhã”,

“Feliz serás, jamais verás tua vida em pranto se findar”,

“O Senhor da ceifa está chamando”,

“Jesus, Senhor, me achego a ti”,

“Santo Espírito, enche a minha vida”,

“Foi Cristo quem me salvou, quebrou as cadeias e me libertou”, etc.

 Não copiávamos os “hits” estrangeiros, ou as danças mundanas, mas buscávamos algo clássico, alegre, porém, solene. E dançar o louvor? Jamais! Não ousávamos, nem queríamos; nunca soubéramos que o louvor era “dançante”; as danças deixamos em nossas velhas vidas mundanas. Porém, mesmo não as tendo, éramos alegres e motivados.

 

Mas hoje é diferente.

 Ainda sou do tempo em que as denominações e igrejas tinham personalidade.

 As denominações eram poucas e bastante homogêneas.

 Sabíamos que a Assembléia de Deus era pentecostal e usava indumentária formal; os presbiterianos eram os melhores coristas que existiam; os adventistas tinham uma fé estranha, numa profetisa semi-contemporânea, mas tinham os melhores quartetos masculinos; os melhores solistas eram batistas, etc.

 Nossas liturgias eram bastante diferentes: os conservadores eram formais, seus cultos silenciosos, enquanto um orava, os outros diziam amém. Já os pentecostais oravam todos ao mesmo tempo e cantavam a Harpa Cristã. Nós nos considerávamos irmãos, não há dúvida. Mas tínhamos personalidade.

 Hoje tudo é diferente.

E eu não sou velho! Isso tudo não tem 26 anos ainda!

 Na década de 80 ser crente era ser assim!

 Meu Deus, como o mundo mudou!

 Como a chamada Igreja Evangélica se deteriorou!

Hoje eu sinto vergonha de ser considerado evangélico!

 Hoje é moda ser crente, ou melhor, “gospel”.

 Você é artista pornô, mas é crente.

Você é do forró pé-de-serra, mas é crente.

Você é ladrão, mas é crente.

Você é homossexual assumido, mas é crente.

 Não importa a profissão, o comportamento, a moral, a índole, ser crente é apenas um detalhe. Aliás, dá cartaz ser crente: hoje muitos cantores “viram crentes” pra vender seus CD’s encalhados, pois o “povo de Deus” compra qualquer coisa.

 

Não há diferença entre o santo e o profano, o consagrado e o amaldiçoado, o lícito e o proibido, o justo e o injusto. Qualquer coisa serve. O púlpito pode ser uma prancha de surf, uma cama de motel ou um palanque eleitoral; a forma não importa. Ser crente é apenas um detalhe, uma simples nomenclatura religiosa.

 Hoje os crentes tatuam as suas peles, mesmo sabendo que a Bíblia condena o uso de símbolos e marcas no corpo de quem se consagra a Deus. Criamos nossos próprios símbolos, nossos próprios estigmas e nossas próprias tribos.

Hoje há denominações que dão opções de símbolos para que seus jovens se tatuem. O “piercing” deixou de ser pecado, e passou a ser “fashion”, e está pendurado na pele flácida de roqueiros evangélicos e “levitas” das igrejas, maculando a pureza de um corpo dedicado ao Deus libertador.

 Mulheres há que enchem seus umbigos e outras partes de pequenas ferragens, repletas de vaidade e erotismo mundano, destruindo, assim, qualquer padrão cristão de consagração corporal. Meninos tingem seus cabelos de laranja, e mocinhas destróem seus rostos com produtos, pois agora todo mundo faz, e “Deus não olha a aparência”. (Ainda bem, pois se olhasse, teria ânsia de vômito…)

 Hoje ir à igreja é como ir ao mercado ou às barracas de feira e de artesanato: um evento efêmero, informal, meramente turístico. Não há mais cuidado algum no trajo cultuante. Rapazes vão de bermudas, calções (e, pasmem os senhores, de sungas!), até sem camisa, porque Deus não é “bitolado, babaca ou retrógrado”. Garotas usam suas mini-saias dos “rebeldes” e exibem umbigos cheios de “piercings”, estrelinhas e purpurinas pingando dos cabelos e roupas, numa passarela contínua do modismo eclesiástico. Se alguém ainda vai modestamente ao culto, seja jovem, seja velho, ou é “novo convertido”, ou é “beato”. É típico encontrarmos pastores dizendo aos “engravatados”: “Pra que isso, irmão? Vai fazer exame laboratorial?” E, continuamente, vão demolindo qualquer alicerce de reverência e solenidade para o ato do culto.

 Hoje as nossas músicas pouco falam de Cristo. Somos bitolados por um amontoado de “glórias”, “aleluias”, “no trono”, “te exaltamos”, “o teu poder”, etc. Misturamos essas expressões, colocamos uma pitada de emoções, imitamos os ícones dos megaeventos de louvores, e gravamos o nosso próprio cd, que, de diferente, tem a capa e o timbre de algumas vozes, talvez alguns instrumentos, mas, no mais, não passam de cópias das cópias das cópias.

 E Jesus?

 Ah, quase nunca o mencionamos, e, quando o fazemos, não apresentamos qualquer noção do que Ele é ou representa para o nosso louvor. Não falamos mais que Ele é o caminho, a verdade e a vida, não o apresentamos como Senhor e Salvador, não informamos ao ouvinte o que se deve fazer para tê-lo no coração, apenas citamos seu nome ou dizemos um aleluia para ele.

 Hoje, entrar em uma igreja é como ter entrado em todas: é tudo igual. O mesmo sistema, as mesmas cantorias, a seqüência de eventos, os rituais emocionais, as pregações da prosperidade, de libertação de maldições ou de mega-sonhos “de Deus” (como se Deus precisasse sonhar, como se fosse impotente ou dependente da vontade humana).

Transformamos nossas igrejas em filiais de uma matriz que não sabemos nem aonde fica, mas que se representa nas comunidades da moda. Não há mais corais, não há mais solistas, não há mais escolas dominicais fortes, não há mais denominações com características sólidas, não há mais nada. Tudo é a mesma coisa: uma hora e meia de “louvor”, meia hora de “ofertas” e quinze minutos de “pregação”, ou meia hora de “palavra profética e apostólica”.

 Que desgraça!

 Hoje trouxemos os ídolos de volta aos templos: são castiçais, bandeiras de Israel, candelabros, reproduções de peças do tabernáculo do velho testamento, bugigangas e quinquilharias que vendemos, similares aos escapulários católicos que tanto criticávamos. Hoje não nos atemos a uma cruz sem Cristo, simbólica apenas. Hoje temos anjinhos, Moisés abrindo o Mar Vermelho, Cristo no sermão da Montanha. O que nos falta ainda? Nossas bíblias, para serem boas, têm que ser do “Pastor fulano”, com dicas de moda, culinária, negócios e guia turístico. Hoje temos bíblias para mulheres, para homens, para crianças, para jovens, para velhos, só falta inventarmos a bíblia gay, a bíblia erótica, a bíblia do ladrão, a bíblia do desviado. Bíblias puras não prestam mais. E, mesmo tendo essas bíblias direcionadas, QUASE NINGUÉM AS LÊ!

Trazemos rosas para consagrar, rosas murchas para abençoar e virar incenso em casa, sal groso para purificar, arruda para encantar, folhas de oliveira de Israel e água do Rio Jordão (Tietê?) para abençoar, vara de Arão, de Moisés, e sabe lá de quem mais! Voltamos às origens idólatras! Parece o povo de Israel, que, ao morrer um rei justo, emporcalhavam o país com suas idolatrias e prostitutas cultuais. E se alguém ousa ser autêntico, é taxado de retrógrado. Com isso, surgem os terríveis fundamentalistas, que abominam tudo, ou os neopentecostais, que são capazes de transformar a igreja num circo, fazendo o povo rir sem parar ou grunir como animais.

 

Meu Deus, o que será daqui há alguns anos?

Será que teremos que inventar um nome novo para ser evangélico à moda antiga? Parece que batista, assembleiano, presbiteriano, luterano ou metodista não define muita coisa mais!

Será que ainda haverá púlpitos que prestem, pastores que pastoreiem, louvores que louvem a Deus?

Será que seremos obrigados a usar “piercing” para nos filiarmos a alguma igreja?

Será que  nossos cultos serão naturistas?

Será que ainda haverá Deus em nosso sistema religioso?

 

É CLARO QUE HÁ EXCEÇÕES!

 E eu bendigo a Deus porque tenho lutado para ser uma dessas exceções. É claro que o meu querido leitor, pastor, louvador, membro de igreja, missionário, também tem buscado ser exceção. Mas eu não podia deixar de denunciar essa bagunça toda, esse frenesi maligno, esse fogo estranho no altar de Deus!

 Quando vejo colegas cuspindo no povo, para abençoá-los, quando vejo pastores dizendo ao Espírito Santo “pega! pega! pega!”, como se fosse um cachorrinho, quando vejo pastores arrancando miúdos de boi da barriga dos incautos doentes que a eles se submetem, quando vejo um evangelho podre arrastando milhões, quando vejo colegas cobrando dez mil reais mais o hotel, ou metade da oferta da noite, para pregar o evangelho, então eu me humilho diante de Deus, e digo:

“Senhor, me proteja, não me deixa ser assim!

 “Que Deus tenha piedade de nós.”

 

Pr. Wagner Antonio de Araújo

Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP

 

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13 thoughts on “Ainda sou do tempo…

  1. Venho por meio dessa mensagem dizer que tenho sido massacrada por ter exposto minha opinião sobre a igreja dos dias atuais, ainda SOU do tempo que a direção da igreja era respeitada e que o estatuto da igreja era cumprido a risca e quem ousasse sair fora das normas do estatuto era colocado em disciplina e nem por isso a igreja sucumbiu.Minha alma tem chorado muito a DEUS porque por ter divulgado o estatuto da igreja que congrego ASSEMBLÉIA DE DEUS, todos os dias tenho recebido indiretas de superiores no púlpito, recebi muitas críticas, por ter dito que mulheres tem vindo a igreja com roupas tão curtas e que ao cruzarem as pernas expõem sua nudez, eu na verdade não tive intenção de ofender muito menos impor alguma coisa eu na verdade expus meu parecer no qual não concordo, agora aceitar; eu não tenho opção , o joio tem que crescer junto com o trigo, gostaria de receber uma luz de DEUS quanto o meu parecer, as críticas tem sido muitas, acredito que tudo tem que ter ordem e descem cia se infligirmos uma lei somos punidos se eu andar em uma velocidade acima do permitido eu estou infligindo a lei de transito e cabe a mim uma multa e perante a igreja aprendo que não posso infligir as leis, pois bem, quando nos é imposta pela igreja um estatuto que acredito eu que seja um documento sacramentado no qual devemos levar em consideração e acatarmos sê não colocarmos em prática estamos também infligindo a LEI da IGREJA, esse estatuto ele tem artigos clausula, como se fosse a CLT, no qual o advogado usa para defender os direitos, parece que foi arquivado por muitos pastores esse documento, não cabe a mim dizer á uma igreja sobre seus usos e costumes pois a mim não foi delegado poderes, mais será que o estatuto da igreja não serve para fiéis? afinal qual é o objetivo do estatuto da igreja! em que se aplica esse estatuto; vivemos dias em que por multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriará, minha intenção não foi expor ao ridículo minha congregação eu apenas gostaria que as pessoas sensibilizassem de que a igreja é a casa de DEUS e tivesse mais ordem e descencia, mais quem da crédito a isso, se praticado a risca o estatuto assembleiano seremos tachados tolos inadequados, sê eu expus meu parecer em um pequeno detale e estou sendo massacrada imagina vivermos nos dias atuais as disciplinas que nelas estão contidas!!!, não estamos negligenciando a LEI quando fugimos daquilo que nos foi imposto???? sinceramente minha alma rasga diante de DEUS, tenho batido de frente com meu pastor que admiro e amo ele, mais ele tem usado o púlpito para me atingir e eu tenho usado o facebook para rebater, isso está sendo horrível. GOSTARIA QUE ESSA CARTA fosse lida e alguém pudesse me dizer se estou errada, mais estou disposta a me humilhar perante a igreja se necessário pedir perdão se for o caso mais, preciso de mais opiniois não posso deixar que esse caso que chegou a essa situação venha dar por derrotado, foi nesse site que tenho achado respaldo para minha divergência. SÓ DEUS AGORA

  2. por pouco não fui excluido da assembleia de deus so porque tinha televisão e hoje o pastor presidente do ministerio do belem jose welington tem programa na televisão pra vender livros e revistas da cpad. perdi alguns cultos de santa ceia porque o pastor local exigia dos membros (homens) que fossem tormar ceia camisa manga comprida gravata e carteirinha de membro eu me sentia humilhado pois era novo convertido e não tinha condicões de comprar roupas ou ate mesmo de tirar foto para a carterinha de membro.

  3. que Deus tenha misericórdia ,pois se fosse pregar a doutrina da palavra de Deus mesmo ,ficava só o pastor na igreja

  4. Irmãos vos saúdo na gloriosa paz do Senhor ! Diante de tudo isso digo: Maranata ora vem Senhor Jesus!

  5. Eu tenho,parado pra pensar!!! e até que em fim! consuegui,ler alguma coisa de alguem, que esteja revoltado…com esse evangelho promisco…mais tem um povo,que tem orado,jejuado.,(sera que Deus,tera que permiti, uma perseguição para o povo desperta.

  6. Realmente fico sem palavras diante do nosso cristianismo, pois como disse o Gandih: ” admiro o vosso Cristo, mas não o vosso cristianismo.”

  7. PARABENS PASTOR EU SOU ASSEMBLEIANO MAIS CONCORDO PLENAMENTE COM O IRMAO EU TENHO 17 ANOS MAIS LEMBRO COMO MINHA IGREJA ERA ANTIGAMENTE NO TEMPO EM Q SE CONHECIA UM CRENTE PELO VESTIR PELO FALAR E PELO USO DE COISAS Q TIRAM O BRILHO DA IGREJA DEUS ABENÇOE PREGUE O VERDADEIRO EVANGELHO

  8. Parabéns pelo blog, a verdade é, que o mundo já entrou em algumas igrejas e com a desculpa de que estao salvado almas, passam a chamar de estratégia tudo que por fim encha suas igrejas, é uma pena que o evangelho tem perdido espaço para tanta babozeira que hoje se vê, pois o negocio hoje é ter poder.

  9. Graça e Paz, Alberto.

    Pode usar o texto à vontade !

    Só lhe peço para divulgar a FONTE ORIGINAL, bem como o nosso humilde blog https://malucoporjesus.wordpress.com

    Compreendo o que você me disse e concordo plenamente. Quando escrevi tal comentário eu estava muito decepcionado com o “regime” dos “Usos e Costumes” da Assembléia de Deus (Ministério Caruaru – PE), pois, na época, eu era membro dela (não sou mais) e, por isso, meu comentário foi tendencioso nesse sentido, apesar de legítimo !

    Um forte abraço fraternal em Cristo Jesus !

    Que Deus abençoe você e os seus !

    Amém !

  10. Aldo:

    Interessante sua argumentação! Mas acho que o que o pastor, autor do texto em analise, quis dizer com toda a exposição dada foi somente uma coisa: As igrejas evangélicas estão perdendo sua identidade. O grande crescimento (que no meu ver não vem companhado de qualidade) das mega igrejas tem tornado os cristãos protestantes do brasil em “evangélicos nominais”. existe uma “frequencia” em uma igreja qualquer, porem nao tem havido uma mudança de vida. o evangelho pregado nao é mais o simples e dorido evangelho de alguns anos atras, mas um evangelho vendido que coloca o homem como o centro e Deus como um mero coadjuvante trabalhando em prol da humanidade e de seus anseios. Sinceramente, dizer que os crentes de hj em dia tem a mesma qualidade dos de 20, 30 e 40 anos atras eu acho hipocrisia. Tenho plena convicção de que e pegarmos estes “cristãos miojo” que temos hj e colocarmos em uma igrejinha pequena (ou nem em um templo, como na época de meus avós em que o culto era celebrado debaixo de uma árvore na poeira do sertão e sofriam até com ovos jogados neles durante os cultos), eu duvido que eles se mantenham no evangelho. Os novos cristãos foram doutrinados de que devem ter vida boa em Deus. se vier dificuldade basta sair. Ser cristão protestante, ou evangelico hj é simplismente mais um rótulo. uma crença qualquer. se nao der certo comigo saio e vou para outra religião. o problema das igrejas hj é a matematica:

    IGREJA = MUNDO

    MUNDO = IGREJA

    Mas o certo era o que acontecia antigamente:

    IGREJA # MUNDO

    A diferença sumiu. entre um show de pagode, de rock padrão AC/DC, uma roda de samba, um baile funk e um culto evangelico tem uma simples linha. bem tenue, chegando a ser invisivel… o mundo entrou na igreja. e com a mentalidade atual… NÃO VAI SAIR.

    Forte amplexo; Alberto Olavo

    SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLA DEO O GLORIA, SOLO CRISTUS

  11. Não há mais nada a acrecentar neste texto. perfeito. mostra a realidade imnda em que estamos inseridos hj!!! o mundo entrou nas igrejas, nao foi as igrejas que foram ao mundo… mt triste. Copiei o texto. posso utiliza-lo fixando-o no mural de minha igreja? colocarei ali a fonte e a autoria. graça e paz.

  12. https://malucoporjesus.wordpress.com/2009/12/01/
    O presente post está repleto de sentimentos dicotômicos.

    Se, DE UM LADO, seu idealizador demonstra sua legítima insatisfação com o que acontece hoje com as Igrejas Evangélicas e, realmente, há muita porcaria sendo disseminada, tais como USOS e COSTUMES impostos; mega-evento gospel, p. ex., etc. POR OUTRO LADO, não consegue disfarçar sua INDIGNAÇÃO INCONSEQÜENTE pela EVOLUÇÃO de certos atos e fatos “religiosos” (abertura da igreja para a sociedade; maior conscientização sobre evangelização em massa, etc.), bem como não consegue CAMUFLAR seu PRECONCEITO com os pensamentos divergentes do TRADICIONALISMO.

    Portanto, ao tempo que combate certos erros, erra impiedosamente contra as posturas modernas, porém, coerentes com a Palavra de Deus de tantas outras igrejas.

    Sr. Pastor Wagner (e simpatizantes) ! Só quem é detentor da Verdade é Deus !

    A cada acusação feita é necessário o competente argumento fundado na Bíblia Sagrada, sob pena de leviandade !!!

    Pois bem !
    “A sociedade criticava um povo que cria num Deus moral, ético, decente, que fazia de seus seguidores pessoas diferentes, amorosas, verdadeiras e puras.
    Não era fácil, mas nós sobrevivemos e vencemos”.

    A sociedade continua criticando o mesmo povo e da mesma forma.

    A questão é: o percentual de convertidos é muito maior do que antigamente, por isso, ALEGRÉMO-NOS, a palavra de Deus está sendo dissseminada e, portanto, há bem menos perseguidores.

    Este é um fato bom, ou seja, o trabalho de muitos evangelistas, guiados pelo Espírito Santo de Deus, foi frutífero e a prova está nas estatísticas, p. ex.

    Que mal há nisso ? Afinal de contas, num foi assim que Jesus mandou !?

    E continua sendo difícil, mas, talvez, menos difícil do que nos anos 80. No que isso implica ser ruim ?

    Os seguidores de Cristo ainda são pessoas diferentes, amorosas verdadeiras e puras, porém, são seres humanos, falhos por excelência, e pecadores, como todos são !

    O problema é que as estatísticas dos anos 80 (etc.) nem foram elaboradas, portanto, muita porcaria que acontecia antigamente NEM CHEGOU AO NOSSO CONHECIMENTO !!!

    Pensem nisso !

    “Ainda sou do tempo em que nos vestíamos adequadamente para o culto. Aliás, além do nosso testemunho moral, nós nos identificávamos pelas roupas. Se pentecostais, usávamos roupas sociais bastante formais, e éramos conhecidos aonde quer que íamos, pois ninguém mais se vestia tão formalmente assim em pleno domingo à tarde. Se de outras denominações, como eu, não chegávamos a esse extremo, mas nos trajávamos socialmente, com o melhor que tínhamos, dentro de nossas possibilidades, porque críamos que, se íamos prestar um culto a Deus, a ocasião nos exigia o melhor, e buscávamos dar o melhor para Deus. Era a famosa “roupa de missa”, “roupa de igreja”. Mesmo pobres, tínhamos o melhor para Deus. E sempre algo decente: camisas sociais, calças bem passadas, um sapato melhor conservado, um blaizer ou uma blusa bem alinhada. As mulheres usavam seus melhores vestidos, suas melhores saias e seus conjuntos mais femininos”.

    Ora ! Que bobagem é essa de os crentes têm que se vestirem rigorosamente social para serem luz para o mundo e para estarem separados dele !?!?

    Se vestir adequadamente para o culto é simples e NÃO PRECISA ESTAR VESTIDO RIGOROSAMENTE FORMAL (veja o entendimento da maioria dos evangélicos: https://malucoporjesus.wordpress.com/2009/11/30/usos-e-costumes-saia-cumprida-cabelo-grande-etc-para-as-mulheres-e-paleto-e-gravata-para-os-homens-nas-igrejas-evangelicas-%e2%80%93-tais-tradicoes-%e2%80%9canulam%e2%80%9d-a-palavra-de-deus/ ).

    Alguém que está de calça jeans, tênis e camisa não escandalosa e não sensual ESTÁ VESTIDO DECENTEMENTE, de acordo com a palavra de Deus.

    Me digam o porquê é tão importante ser identificado pelas roupas ? Só se for para querer ser melhor do que os outros !!! Temos que ser diferentes no INTERIOR de nós mesmos e só assim seremos luz para o mundo em trevas, bem como só assim seremos verdadeiramente sal e estaremos, verdadeiramente, separados deste mundo corrupto.

    É ininteligível tal pensamento arcaico e CONTRÁRIO À PALAVRA DE DEUS, principalmente, vindo de um Pastor, o qual, ao menos em tese, estar pastor pela Graça de nosso Senhor.

    Mas somos falhos e é por esta razão que, MESMO OS PASTORES, também estão suscetíveis de gravíssimas falhas, tais como as que denuncio.

    Não sou, obviamente, o dono da verdade, mas Deus me deu senso crítico para combater o FANATISMO RELIGIOSO, que se dissemina dentro das igrejas, inclusive na mente dos líderes religiosos (pastores, presbíteros, diáconos, dirigentes, etc.).

    Sabe o que anda faltando, E MUITO ?

    BOM SENSO, AMOR E OBRAS !

    O pensamento acima é NITIDAMENTE preconceituoso, justamente porque não é por conta das roupas NÃO SOCIAIS que não nos “diferenciamos” deste mundo corrupto e podre, assim como visto alhures !!!

    Isso é pura IDOLATRIA dos próprios crentes (evangélicos): valorizar demasiadamente USOS, COSTUMES e TRADIÇÕES em discrepância com a Palavra de Deus !

    Os crentes criticam os católicos por conta de sua reconhecida idolatraia, mas eles próprios, os crentes, acabam idolatrando outros tipos de coisa.

    Não é assim que Jesus ensina em seu Evangelho !!!

    Ora ! para oferecermos o melhor para Deus não precisamos nos “EMPALETOZAR”, pois Deus não se preocupa com a estética de sua roupa, desde que não seja escandalosa ou sensual.

    Acordem pra Jesus !

    Ele tá preocupado com o que temos em nossas consciências e seus reflexos em nossas atitudes diárias !

    Conheço alguns “crentes falsificados” pelo próprio regime evangélico FORMALISTA, p. ex., que se vestem impecavelmente, mas não oferecem nada que presta ao Senhor nos cultos !

    É assim que esse pensamento se traduz !

    Quer realmente aferecer o melhor pra Cristo Jesus, então se arrependa dos pecados verdadeiramente; leia e medite na Palavra; evangelize a Terra; etc., etc., etc.

    As roupas não mostram o que temos no coração !!!

    A Bíblia condena a roupa exibicionista e estar de paletó e gravata ou, para as mulheres, estar com um vestido “cintilante”, significa nítido EXIBICIONISMO.

    E aí ?

    “Não copiávamos os “hits” estrangeiros, ou as danças mundanas, mas buscávamos algo clássico, alegre, porém, solene. E dançar o louvor? Jamais! Não ousávamos, nem queríamos; nunca soubéramos que o louvor era “dançante”; as danças deixamos em nossas velhas vidas mundanas. Porém, mesmo não as tendo, éramos alegres e motivados”.

    Qual o problema em copiar “hits” para louvar o nosso Redentor ?

    Qual o problema em regionalizarmos os louvores, principalmente, debaixo da submissão a Deus e por inspiração do Espírito Santo ?

    Qual o problema em dançar para mostrar a alegria por estar com o nome escrito no Livro da Vida ?

    Qual o problema em se apresentar novas formas de engrandecer o Nome do Senhor ?

    Falta de personalidade pertence aqueles que SE ACHAM MAIS SANTOS DO QUE OS OUTROS PORQUE USAM UMA ROUPA “ASSIM” OU “ASSADO”, etc.

    “Hoje eu sinto vergonha de ser considerado evangélico!
    Hoje é moda ser crente, ou melhor, “gospel”.

    NÃO SINTO VERGONHA DE SER CONSIDERADO “evangélico”, mas sinto muito mais orgulho de ser chamado de CRISTÃO, justamente porque Jesus não pregou religião alguma, mas ser Cristão é uma dádiva de Deus e pretendo honrar a Jesus Cristo de todas as formas possíveis, ainda que alguns PRECONCEITUOSOS achem que só a eles pertencem o discernimento bíblico.

    Sinto muita alegria em ir prestar culto ao Senhor Jesus na Igreja a qual faço parte e não consigo mais me enchergar distante dos caminhos do Senhor. Agora ! se estou dançando, com calça jeans e tênis branco, e louvando as abençoadas músicas (hinos) de Fernandinho, não contrario a vontade perfeita e boa do meu Salvador.

    Porém, aqueles que estão de roupas excessivamente formais (os puritanos) e querem passar a falsa imagem de que os crentes devem ser como se “fantasiam” para serem verdadeiros adoradores. Estes, sim, CONTRARIAM A BÍBLIA SAGRADA.

    Mas, ainda há o arrependimento para ser exercido a estes, graças a Deus !

    Também não estou dizendo que se trajar desta forma, apenas por se vestir assim, é pecado. Não. Se o indivíduo gosta de se trajar assim, o problema é dele.

    A questão é que não se pode IMPOR a ninguém o que deve usar, com ressalva apenas para a questão do escãndalo e sensualidade !!!

    “Hoje as nossas músicas pouco falam de Cristo. Somos bitolados por um amontoado de “glórias”, “aleluias”, “no trono”, “te exaltamos”, “o teu poder”, etc. Misturamos essas expressões, colocamos uma pitada de emoções, imitamos os ícones dos megaeventos de louvores, e gravamos o nosso próprio cd, que, de diferente, tem a capa e o timbre de algumas vozes, talvez alguns instrumentos, mas, no mais, não passam de cópias das cópias das cópias”.

    Também conheço hinos, extremamente tradicionais que falam muito pouco (ou nada) de Jesus Cristo como nosso único Senhor e Salvador.

    E aí ?

    O problema não está no gênero musical e sim na pessoa que o compôs e suas verdadeiras intenções.

    “É CLARO QUE HÁ EXCEÇÕES!
    E eu bendigo a Deus porque tenho lutado para ser uma dessas exceções. É claro que o meu querido leitor, pastor, louvador, membro de igreja, missionário, também tem buscado ser exceção. Mas eu não podia deixar de denunciar essa bagunça toda, esse frenesi maligno, esse fogo estranho no altar de Deus !”

    Também luto para ser uma exceção, mas não nos parâmetros preconceituosos escritos neste artigo ambíguo, pelo menos naquilo que combati, uma vez que o texto contém muitas verdades também.

    Que Deus tenha piedade de nós !!!

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