Amabilidade

Ser amável com aqueles que não merecem é imitar o carácter de Deus.

Lucas 6:35:

“Amai, porém a vossos inimigos, fazei bem e emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os integrantes e maus.”

Amabilidade genuína é a nossa resposta ao amor de Deus.

Romanos 12:14:

“Abençoai aos que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis.”

Amabilidade é uma das características dos filhos de Deus.

Colossenses 3:12:

“Revestí-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade.”

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Tesouros em Vasos de Barro

Vez em quando leio ou ouço pessoas fazendo prevalecer a honra de um vaso de barro sobre os demais tipos de vaso, com o principal argumento que o vaso de barro pode ser refeito, enquanto aqueles feitos de outros materiais não.

Numa análise mais ampla da Bíblia e numa abordagem ilustrativa, leremos que os metais têm serventia para Deus e na Sua própria fala o SENHOR anuncia que refinará o Seu povo “como prata” e “como ouro” (Zacarias 13.9; Malaquias 3.3). Lemos também que o altar do incenso era feito de madeira, assim como os varais, as colunas e a mesa, entre outros objetos do Tabernáculo (Êxodo 25 a seguir), pelo que constatamos que a madeira também tem grande utilidade na Casa de Deus.

“Numa grande casa há vasos não apenas de outro e prata, mas também de madeira e barro; alguns para fins honrosos, outros para fins desonrosos.” (2Timóteo 2.20)

Se o vaso causa desonra, ele será retomado por Deus e refeito. E não precisamos fazer muito esforço para compreendermos que vasos de bronze, prata, ouro, madeira, plástico, vidro, ou qualquer outro material, possa ser refeito sim(!). “Não é a Minha palavra como o fogo – pergunta o SENHOR – e como um martelo que despedaça – a rocha?” (Jeremias 23.29). Pois bem: madeira, plástico e vidro podem ser perfeitamente triturados e reciclados; alumínio, cobre, ferro, bronze, ouro, prata, se submetidos a altas temperaturas, fundem-se e podem ser remodelados como o artesão bem quiser.

O problema não é o material de que é feito o vaso – até porque Deus não formou um exército de robôs, mas de seres humanos, diferentes entre si mas com o mesmo propósito de glorificar ao SENHOR em toda a sua maneira de ser. O problema está no comportamento do vaso, que muitas vezes se permite ser um instrumento que desonra a santidade do nome do Senhor. Contudo, “se alguém se purificar dessas coisas, será vaso para honra, santificado, útil para o SENHOR e preparado para toda boa obra.” (2Timóteo 2.21)

O apontamento bíblico sobre vaso de barro refere-se, principalmente, à humildade, à simplicidade e à fragilidade relativa a Deus com que se portam os verdadeiros adoradores do SENHOR.

O barro pode ser encontrado com facilidade na natureza, diferente do ouro e da boa madeira, por exemplo. Por isso mesmo ele é tão desprezado pelos homens. Essa ilustração do Reino é melhor esclarecida por Tiago:

“Não escolheu Deus os que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos em fé e herdarem o Reino que Ele prometeu aos que O amam? Mas vocês têm desprezado o pobre. Não são os ricos que oprimem vocês? Não são eles os que os arrastam para os tribunais? Não são eles que difamam o bom nome que sobre vocês foi invocado?” (Tiago 2.5-7)

Há que se considerar:

(1) Assim como ao oleiro interessa o barro pelo qual ninguém dá nada, assim também para Deus interessa o pobre e desprezado, aquele que o mundo rejeita, nem tanto pelos seus poucos bens materiais, mas principalmente por causa da sua pequenez egocêntrica que permite ao tal homem seja um grande bem-aventurado diante do SENHOR (Mateus 5.3);

(2) O barro não exige tanto do oleiro para ser moldado, e assim também a simplicidade e a carência de pessoas pobres – pobres tanto de bens quanto de espírito – permitem maior liberdade para Deus trabalhar em (e através de) suas vidas (Oséia 12.7-9; 13.4-6; Lucas 18.9-14);

(3) Aquilo que os homens valorizam costuma ser as coisas mais difíceis de serem alcançadas. Deus, porém, permanece constante em nosso meio e impressiona por ser tão nobre e tão simples ao mesmo tempo. Jesus, sendo Deus e Rei sobre reis, Se fez simples, popular, acessível a todos os homens, e por isso mesmo foi desprezado por aqueles para quem Ele veio (João 1.11). Os homens esperavam o Filho de Deus como um cavaleiro de mais alta pompa, montado sobre um cavalo luxuosamente enfeitado, rodeado de cavalarias, soldados e carruagens blindadas, talvez. Mas o SENHOR desapontou mais essa expectativa humana e veio, de cara, não num berço de ouro, mas em uma vasilha para alimentar cavalos; não numa suíte real mas num estábulo fedendo cocô e xixi de vaca; não recebendo honras de um rei, mas calçando sandálias que não protegiam Seus pés das rachaduras e calos provocados pela aridez do deserto, vestindo panos grosseiros e caminhando no meio de multidões famintas, esfarrapadas, carentes de todo tipo de provisão.

Os homens valorizam o ouro das jazidas distantes e encobertas. Jesus valoriza o barro facilmente encontrado nos prostíbulos, nas bocas-de-fumo, nas penitenciárias e debaixo dos viadutos. Os homens buscam coisas difíceis que lhes preenchem os bolsos mas não a alma. Jesus, porém, é fácil de ser achado e suficiente para transformar toda uma história e salvar qualquer vida.

Há uma nobreza muito grande em ser barro para Deus. E Paulo nos fala sobre ela sob dois aspectos interessantes.

O primeiro, conta-nos que o vaso de barro geralmente é usado para servir, em contraste aos vasos de outros materiais, que geralmente são usados para enfeitar. Vamos voltar dois versos e ler:

“Mas não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o SENHOR, e a nós como escravos de vocês, por causa de Jesus. Pois Deus, que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, Ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo.” (2Coríntios 4.5,6)

O vaso está em plena atividade, vertendo água da vida sobre os sedentos, manifestando o poder do SENHOR e fazendo a luz de Cristo brilhar nas trevas, anunciando a Palavra de Deus (Isaías 6.1-4). Essa é a vida de um servo de Jesus: como o vaso cheio ele se permite servir pelo SENHOR onde estiver, quando for necessário, e o quanto for preciso.

Mais dois versículos à frente, e lemos sobre a realidade dos dias de um vaso de honra nas mãos do SENHOR:

“De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos.” (2Coríntios 4.8,9)

Reforçando: estes vasos estão nas mãos do SENHOR, em plena atividade. Por isso, estão expostos ao desgaste, mas não ao aniquilamento (2Coríntios 4.16-18; Romanos 8.35-39).

O segundo e principal aspecto que levou Paulo a usar um vaso de barro para ilustrar a relação dos servos de Deus com o Seu poder fala sobre a humildade que, a exemplo de Cristo, deve fazer parte de toda personalidade, principalmente daquela que se chama cristã.

Vale à pena recitar o conhecido texto da carta de Paulo aos Filipenses, com o seguinte conselho:

“Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade,
mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.
Cada um cuide, não somente dos seus interesses,
mas também dos interesses dos outros.
Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que,
embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus
era algo a que devia apegar-Se;
mas esvaziou-Se a Si mesmo,
vindo a ser servo, tornando-Se semelhante aos homens.
E sendo encontrado em forma humana,
humilhou-Se a Si mesmo
e foi obediente até a morte, e morte de cruz!”
(Filipenses 2.3-8)

Vasos de barro não chamam a atenção, nem de ladrões nem de pessoas comuns que passam por eles. Mas podem esconder em seu interior preciosidades que abençoam muita gente. Coisas como tesouros, jóias preciosas, por exemplo. E isso nos remete imediatamente ao comportamento que os servos de Deus devem guardar, não querendo glórias para si, tendo sempre em mente que o poder, a honra por causa do poder e a sabedoria para usá-lo vêm somente de Deus:

“Uma vez Deus falou, duas vezes eu ouvi, que o poder pertence a Deus.” (Salmos 62.11)

“Não foram as Minhas mãos que fizeram todas essas coisas, e por isso vieram a existir?, pergunta o SENHOR.” (Isaías 66.2)

“…Tudo vem de Ti, e nós apenas Te damos o que vem das Tuas mãos.” (1Crônicas 29.14)

Os vasos somos nós. O tesouro é a glória de Deus e Seus recursos. Sem eles: (1) ou somos vasos vazios apenas; (2) ou somos vasos cheios de coisa sem valor; (3) ou somos vasos cheios de coisas valiosas que se deterioram com o tempo. “…Sem Mim vocês não podem fazer coisa alguma”, disse Jesus (João 15.5), e isso encerra tudo.

A voz bonita, a eloqüência no falar, o talento para coordenar, a criatividade, os dons… nada disso produz efeito algum se o próprio SENHOR não for a essência e o fim de tudo:

“Tudo isso é para o bem de vocês, para que a graça, que está alcançando um número cada vez maior de pessoas, faça que transbordem as ações de graças para a glória de Deus.” (2Coríntios 4.15)

Diante de todo o exposto, resta-nos lembrar que o barro não é resistente às mudanças e pode ser quebrado sem muito esforço. No Seu ofício, Deus escolheu esconder Sua glória em vasos que podem facilmente ser reparados ou refeitos ao se danificarem. Porque Dele somente é a glória, Deus não escolheu usar materiais que jamais perecem, mas um tipo de matéria sem resistência, que precisa sempre passar por uma revisão. O Seu poder é mais forte quando nós somos mais fracos (2Coríntios 12.9). E isso expõe claramente o prazer que o SENHOR tem em habitar e agir pela vida daquelas pessoas que estão sempre dispostas a Lhe dar atenção e recomeçar com Ele:

“Pois assim diz o Alto e Sublime, que vive para sempre, e cujo nome é Santo: Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito humilde e novo alento ao coração do contrito.” (Isaías 57.15)

Constante deve ser nossa rendição a Deus, para que os aplausos, o reconhecimento pelos feitos retornem sempre a Ele, que a tudo realiza através de Seus vasos, sejam eles de barro, de bronze, de madeira, de ouro, de porcelana, ou do que for.

Que sejam apenas vasos.

Que sejam vasos para a honra de Deus e o louvor da Sua glória.

E que o mundo beba da água contida em seu interior e se farte dos tesouros escondidos dentro de seus corações, sabendo que “isso vem do SENHOR, e é algo maravilhosos para nós.” (Salmos 118.23)

Soli Deo Gloria!

 
 
OBS/Aldo Corrêa: Não é incomum aos líderes das Igrejas Cristãs, p. ex., não perceberem tais vazos, o que atrapalha o desenvolvimento da obra de Deus dentro da própria Igreja e o mais impressionante é que Deus corrige os próprios Pastores, mas, porém, OS MESMOS NÃO ENCHERGAM !

Os Excluídos da Assembléia dos Santos

Meditando sobre a Palavra do Senhor escrita no capítulo 23 do livro de Deuteronômio, fui tocada ao me deparar com as seguintes expressões:

1. Aquele a quem forem trilhados os testículos, ou cortado o membro viril, não entrará na congregação do Senhor.

2. Nenhum bastardo entrará na congregação do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do Senhor.

3. Nenhum amonita nem moabita entrará na congregação do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do Senhor eternamente.

4. Porquanto não saíram com pão e água, a receber-vos no caminho, quando saíeis do Egito; e porquanto alugaram contra ti a Balaão, filho de Beor, de Petor, de Mesopotâmia, para te amaldiçoar.

5. Porém o Senhor teu Deus não quis ouvir Balaão; antes o Senhor teu Deus trocou em bênção a maldição; porquanto o Senhor teu Deus te amava.” (Deuteronômio 23.1-5)

A epígrafe do texto à cima diz: “Pessoas que são excluídas das assembléias santas”

E é esse o assunto que o Senhor colocou no meu coração tratar neste post: QUEM COMPÕE A ASSEMBLÉIA DOS SANTOS QUE IRÃO VIVER NA GLÓRIA?
Observe que a palavra central da epígrafe citada é “excluídas”. Ora, excluídas não são somente aquelas pessoas que não integram, mas também aquelas que faziam parte e foram retiradas.

É bastante polêmico tratarmos sobre esse assunto, com vistas à “tantos evangelhos” anunciados nos dias atuais, pregando uma salvação fácil, que não requer mudanças nem renúncias por parte daqueles que pretendem viver no Céu com Jesus; um evangelho triunfalista, que observa bênçãos e satisfação de interesses temporais, somente nesta vida, e se esquece de tratar dos assuntos do Reino, para a vida futura e eterna, e que engrandecem prioritariamente a glória de Deus.

Desde o início da história do homem, porém, vemos o Senhor tratando o Seu povo com amor e zelo, mas também com muita correção e justiça diante de tantas falhas cometidas por aqueles que deveriam ser, mais na prática do que na teoria, a imagem e semelhança de Deus.

Deus havia liberto Seu povo da escravidão do Egito e instituiu a assembléia solene como uma reunião santa para ofertar honras e sacrifícios pacíficos ao Senhor (Levíticos 23.36; Números 29.35; Deuteronômio 16.8).

Da mesma forma, eu, você e todos quantos receberam Jesus Cristo como único, suficiente e eterno Senhor, Intercessor e Salvador de suas vidas, fomos resgatados por Ele do mundo (Egito), para viver em comunhão com Deus e ter direito de participar da assembléia dos santos que se formará no Céu de Glórias por uma multidão de salvos arrebatados por Jesus para Si.

Gosto muito de analisar os textos bíblicos da época da lei contextualizando-os com a atualidade do tempo da Graça. E, numa analise comparativa, vejo o Senhor, simbolicamente anunciando para nós hoje três tipos de cristãos que não entrarão no Reino dos Céus, por mais que cantem, dancem, pulem, falem em mistérios, sapateiem, profetizem, chorem, preguem em nome de Deus. Vejamos:

1. MEMBROS IMPRODUTIVOS “Aquele a quem forem trilhados os testículos, ou cortado o membro viril, não entrará na congregação do Senhor.” (Deuteronômio 23.1)

Diante de tamanha proliferação do pecado e do mal, Deus teria todos os motivos para destruir ou simplesmente abandonar esse mundo de vez, não fosse pela presença da Igreja sobre a face da terra, a fim de anunciar o Evangelho e contribuir assim para que o nome do Senhor seja ainda mais glorificado. A Igreja tem sido a coluna de sustentação do mundo, e sua permanência aqui é o que não tem permitido com que todo o sistema humano se desmorone de vez e seja completamente dominado pelo império do mal.

Ainda existem milhares de milhares de vidas que precisam ser resgatadas do caminho da perdição. E a missão da Igreja do Senhor Jesus Cristo é esta: anunciar o Evangelho da Salvação em todo o mundo e formar discípulos para o Reino de Deus:
“E [Jesus] disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”

A triste realidade, porém, é que, a cada novo dia, as igrejas, estão crescendo seu número de membros e diminuindo seu número de verdadeiros profetas. Milhares de templos novos são erguidos a cada ano em todo mundo e, no entanto, há um comodismo muito grande na maior parte das pessoas que freqüentam as igrejas e não assumem nenhum compromisso com Deus (e das que assumem, poucas o honram!) em relação à ordem do Senhor Jesus para anunciar o Evangelho e resgatar para Deus vidas das garras do maligno.

Tais pessoas esquecem-se (ou simplesmente nunca atentaram para isso!) que o preço pago pelas vidas que estão dentro das congregações é exatamente o mesmo que foi pago pelas vidas que seguem aos milhões para o abismo eterno. Importam-se consigo mesmas e não demonstram nenhum afeto às vidas que perecem, e às quais Cristo amou de forma tão incomparavelmente sublime, aponto de, por elas também, Se entregar à maldita morte de cruz. Demonstram sim, falta de amor pelo semelhante e pelo sacrifício e pela obra redentora de Cristo no Calvário. Ainda não atentaram para a expressão “TODOS”, que faz toda a diferença na história da crucificação e da salvação do mundo. No Evangelho, segundo escreveu São João, lemos:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu Seu Filho unigênito, para que TODO aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

A morte de Cristo aconteceu por TODOS e não exclusivamente por judeus ou por qualquer outro povo.
“Digno és [Senhor Jesus] de tomar o livro e abrir os seus selos, porque foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.”

Tão pouco aconteceu somente pelas pessoas do tempo em que Jesus viveu ou só pelas pessoas dos dias atuais:
(Mateus 27.50-53)

“E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras. E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; e saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitos.”
O preço pago pelo Senhor Jesus quando imolado como cordeiro santo e imaculado para nos resgatar do cativeiro do pecado… foi por TODOS! E por isso Ele nos convida a dividirmos com nossos semelhantes essa graça que recebemos, e nos incumbe da missão e da honra de levarmos o Seu sacrifício e o Seu amor ao conhecimento de TODOS.
“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”
Ainda em vida, o Senhor Jesus também advertiu Seus discípulos:
“Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. (…) Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi e avós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça.”
O fruto tratado aqui é o fruto do Espírito Santo (Gálatas 5.19-25), que é o caráter de Cristo em nós manifesto através de nossas atitudes e testemunho. Assumir tal caráter também significa, além de viver como Cristo viveu, realizar as mesmas obras (ou maiores até… João 14.12) que Ele fez. Jesus não citou nome de A ou de B quando instruiu Seus discípulos a evangelizar:

“E [Jesus] disse-lhes [aos discípulos que estavam com Ele]: Ide por todo o mundo…”
Portanto, se você hoje é um discípulo de Jesus, essa missão de produzir frutos para o Reino de Deus também cabe a você.

2. MEMBROS SEM IDENTIDADE “Nenhum bastardo entrará na congregação do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do Senhor.” (Deuteronômio 23.2)

Da mesma forma em que as igrejas estão lotas de pessoas sem compromisso com a causa do Evangelho, também está lotada de pessoas que se dizem “filhas de Deus” mas que nunca assumiram a identidade cristã. Isto é, pessoas que desceram às águas do batismo, receberam seus cartões de membro mas nunca tiveram de Deus a paternidade assumida porque nunca nasceram de novo…
“Mas a todos quantos O receberam [a Jesus] deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no Seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus cristo, que, segundo a Sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e que não pode murchar.”
Jesus não disse, em nenhum momento dos registros bíblicos, que a condição para sermos salvos seria somente freqüentar uma igreja ou nos comportarmos como cristãos, Seus seguidores. Há uma diferença muito grande entre “ser crente” e “ser salvo”.
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci.”

“E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.”

Os verdadeiros filhos de Deus devem viver o que pregam. Não devem se mascarar como título de “evangélicos” e continuar com hábitos de vida como os do mundo. O verdadeiro cristão deve ser reconhecido pelo brilho do Espírito Santo em sua vida, que se reflete em seus atos, seus pensamentos, suas palavras, seus valores, seus sentimentos, sua prática de vida. A Palavra de Deus nos diz que os filhos de Deus são “novas criaturas” em Cristo Jesus. E diz também que quando renascem da água e do Espírito, “as coisas velhas já se passaram; eis que tudo se fez novo” (2Coríntios 5.17). O que vemos, porém, é que há muitos que se dizem “filhos de Deus”, isto é, teoricamente mortos para o pecado e renascidos em Cristo, permanecendo e praticando todas as coisas que faziam antes de serem salvos por Jesus. Ora, se permanecem em nós os mesmos desejos de satisfazer as nossas vontades e as mesmas práticas também, definitivamente não nascemos de novo do Espírito.
“Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.”

Existe uma afirmação incoerente dentro da maioria das igrejas e que tem impregnado a mente da maioria dos cristãos, que determina (baseada não sei em quê!) que “Deus quer mesmo é o coração.”

Mas quero discordar dessa ótica, porque vejo nessa afirmação uma monobra para se instaurar um evangelho barato, sem renúncias, onde se fala em Jesus mas não se vive o que Jesus nos ordena a viver, isto é, A SANTIFICAÇÃO, SEM A QUAL NINGUÉM VERÁ A DEUS (Hebreus 12.14).

A 1ª epístola de João, no capítulo 2 e versículos 15 a 17, diz:
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”

Ser cristão tem se tornado cada vez mais fácil no decorrer dos tempos. Ser um cristão autêntico, porém, tem se tornado um desafio para todas as pessoas que querem viver piamente na presença de Deus. O capítulo 19 do livro de Atos narra a história de sete judeus exorcistas ambulantes que tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre pessoas que tinham espíritos malignos, dizendo:

“Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega.”
Respondendo, porém, o espírito maligno, disse aos filhos de Ceva:
“Conheço a Jesus e bem sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?”
Aqueles homens foram envergonhados diante de muitas pessoas quando o homem que tinha o espírito maligno saltou neles e os feriu, espancou, deixou-os nus, obrigando-os a fugir. Isso aconteceu porque eles não possuíam uma identidade que atestasse a paternidade de Deus em suas vidas. Eram bastardos, como tantos que hoje há em nosso meio, a saber, pessoas que usam o nome de Cristo para se manterem rotuladas como “cristãs” mas que se confundem com o mundo e não podem ser (nem são) reconhecidas como filhas de Deus.

A palavra do Senhor nos diz que “o próprio satanás se transfigura em anjo de luz” (2Coríntios 11.14) para fazer “sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos” (Marcos 13.22). Somos o Israel de Deus. Os filhos de Sião. Não podemos nos deixar convencer pela aparência do mal nem permitir que nossas atitudes e testemunho banalizem o Evangelho Genuíno de Cristo. Pois “aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou”. (1João 2.6)

3. MEMBROS SEM AMOR “Nenhum amonita nem moabita entrará na congregação do Senhor; (…) Porquanto não saíram com pão e água, a receber-vos no caminho, quando saíeis do Egito; e porquanto alugaram contra ti a Balaão (…) para te amaldiçoar”. (Deuteronômio 23.3-4)

Houve um momento na história do êxodo de Israel que o povo precisou passar pelas terras dos moabitas e dos amonitas para seguirem o caminho em que o Senhor havia indicado a Moisés. Mas numa expressão de falta de sentimentos por aquele povo outrora 400 anos escravo do Egito, os reis dos termos proibiram aos hebreus passarem por lá. (Deuteronômio 2)

O sofrimento de Israel configura o sofrimento de muitos amados dentro das congregações. Pessoas que passam pelos mais diversos problemas, como fraqueza espiritual, dificuldades financeiras, decepções amorosas, humilhações, problemas conjugais e familiares, discriminação, enfermidades, e não encontram (ou quase não encontram) a orientação ou o apoio por parte dos irmãos da igreja onde congrega. Isso só revela como há hipocrisia no meio dos cristãos! Essa triste verdade é uma realidade dolorosa e vergonhosa entre os que almejam a vida eterna.

Tantos congregados pregam amor ao próximo e guardam dentro de si a mágoa; pregam alegria da salvação mas sofrem dentro de si a incerteza da sua própria salvação; pregam acerca da justiça de Deus, mas são os primeiros a acusar e condenar os irmãos. Quantas pessoas que se acham no direito de julgar e condenar irmãos fracos e caídos na fé, demonstrando na prática toda falta de amor que pregam não dever existir dentro da Igreja! Quantas pessoas insensíveis, que se julgam santas e potentes, ao ponto de humilhar e menosprezar os irmãos menores na fé e na hierarquia apostólica, num legado de favoritismos e discriminações! Quantas mentiras, fofocas, mexericos e profanações diversos proferidos pelos lábios daqueles que pregam o que não vivem e vivem o que não pregam, demonstrando somente a incoerência de suas vidas diante de Deus! São pessoas que não medem conseqüências e não observam o tamanho do estrago que a hipocrisia pode trazer para suas vidas e para as vidas de muitos irmãos que as rodeiam.
“Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem.”
E, como a Igreja é um corpo (1Coríntios 12.27), todo ele acaba por sentir também as dores desse mal que acomete muitos dos seus membros … todo o corpo padece profundamente (1Coríntios 12.26).

A falta de amor ao próximo tem deixado muitas pessoas externas à glória de Deus. Estão envoltas em uma nuvem de ilusões quanto à salvação mas não têm renunciado o seu mal para que Deus verdadeiramente opere o milagre da salvação em suas vidas. Vivem de aparências e acabam por não receberem as bênçãos maravilhosas que o Senhor reserva para todos os limpos e sinceros de coração, que vivem segundo o Seu caráter e amam com o amor do Senhor…

Se Cristo tivesse sido hipócrita e dispensado um falso amor sobre a humanidade (que estava destinada à morte por toda a eternidade), que esperança teríamos hoje? Que seria de nós? Não temos todos nós o direito de entrarmos no Reino dos Céus através da salvação em Cristo Jesus que nos amou de verdade e a Si mesmo se entregou por todos? Qual é, pois o direito que muitos julgam ter para condenar e/ou absolver outros? E sob a determinação de quem foram feitos melhores e mais importantes do que os outros filhos de Deus?

A falta de amor ao próximo tem conduzido muitas pessoas a desprezar outras, não se importando com seus sentimentos e valor diante de Deus e diante do mundo. O orgulho e a arrogância têm sido molas propulsoras nas vidas de muitas pessoas que têm pregado o que não têm vivido e também vivido o que não têm pregado. A queda de muitos irmãos da fé tem se tornado motivo para exclusões, favoritismos, humilhações, iras, facções, justiças com as próprias mãos. Deus, porém, não tem nos ensinado assim, mas instrui Seu povo a amar e se dedicar ao próximo com amor sincero e amigo, a fim de ajudar os irmãos espirituais a se fortalecerem nessa árdua caminhada para o Céu.

Em vez de derrubar ou manter caído um irmão, estendamo-lhes a mão e ajudemo-lho a se levantar e a se firmar diante do Senhor. Lembremo-nos sempre que um dia, um de nossos pés também poderá falhar.

Há alguns dias ouvi uma frase muito séria e certa, que diz:
>”Se a Igreja não parar de julgar as pessoas, ela vai deixar de ser um hospital para ser um tribunal.”
Infelizmente, já alguns tribunais estão funcionando sob o título “igreja”, onde a prática do julgamento é constante. Nenhuma falha gera motivos para julgamentos dos irmãos; uma única falha é motivo para se condenar um irmão; muitas falhas são motivo para exterminá-lo.

Há um ditado que diz: “Pau que nasce torto, morre torto.” E, em relação às mudanças das vidas e a regeneração do homem, a igreja parece ter adotado essa mentira diabólica em seu coração, menosprezando o poderio e a sabedoria de Deus e adotando para si uma postura julgadora e condenatória. Ora, se Cristo era carpinteiro (Marcos 6.3), não há pau que Ele não possa concertar. E, como em toda carpintaria há ferramentas para o carpinteiro trabalhar, Jesus conta comigo e com você, membro da Igreja do Senhor, não para destruirmos vidas com nossos julgamentos e opiniões pessoais, mas como Seus instrumentos de trabalho nessa grande obra de restauração dos pecadores…

Que a improdutividade, a falta de identidade e a falta de amor ao próximo sejam práticas distantes da tua vida, amado(a) leitor(a)! E que todos nós possam viver embaixo da dispensação do Senhor, alheios a qualquer prática que possa interferir no nosso relacionamento com Deus. Só assim poderemos nos encontrar na grande Assembléia dos Santos, que será a maior e mais bela reunião já agendada nos Céus e na terra…

No amor Daquele que mais nos amou…

(1Coríntios 11.30) (Atos 19.15) (Atos 19.13) (João 3.3-6) (Gálatas 5.24-25) (Mateus 7.21-23) (1Pedro 1.3-4) (João 1.1213) (João 15.5-6,16) (1Pedro 2.9) (Apocalipse 5.9-10) (João 3.16) (Mateus 28.19) (Marcos 16.15-16)

Fonte: http://teamomeujesus.blogspot.com (Elaine Cândida)