Juízo e misericórdia de Deus


Misericórdia

“E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo:

Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.

Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo:

Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação ?

E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.

E disse a Jesus:

Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.

E disse-lhe Jesus:

Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”. (Lucas 23:39-43)

O juízo e a misericórdia de Deus são coisas que o homem natural não pode entender. Seu juízo é perfeito e sua misericórdia é infinita.
O profeta assim declarou sobre a sua misericórdia:

“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim” (Lam. 3:22), bem como o salmista falou do seu juízo: “Os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente”. (Salm. 19: 9).

A Palavra nos dá um alerta:

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Is. 55: 6-9)

A cena apresentada no primeiro texto produz perplexidade em muitos.

Um homem que passou sua vida praticando crimes, no momento de sua morte, clama a Jesus por misericórdia.

Aos olhos das vítimas daquele homem e do povo em geral, havia certamente uma indagação:

Como um homem desses ainda pensa em uma eternidade com Deus ? Só porque a morte se aproxima?

Mas, contrariando nossos raciocínios humanos, eis que Jesus faz aplicação de um ensino seu: “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3:17), e diante de todos testemunha a restauração daquele homem moribundo.

O homem arrependido na cruz fez declarações de alguém que teve convicções nos momentos próximos a sua morte.

Primeiro ele reconheceu seus atos maus, demonstrando arrependimento, afirmando ao outro que blasfemava de Jesus, que eles estavam sendo castigados por atos que eles mereciam, ou seja, acontece aqui um reconhecimento do pecado e uma confissão pública.

 

Ele também reconheceu a Jesus como Senhor, ao clamar a Ele que o levasse consigo aos céus.

Que tremenda conversão e quão tremenda misericórdia de Jesus, ao reconhecer a sinceridade daquele homem e ao declarar publicamente sua eternidade com Ele.

Este fato é uma aplicação prática de uma parábola de Jesus:

“Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha. E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha. E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça, E disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram. Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo. E, saindo perto da hora undécima, encontrou outros que estavam ociosos, e perguntou-lhes: Por que estais ociosos todo o dia? Disseram-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. Diz-lhes ele: Ide vós também para a vinha, e recebereis o que for justo. E, aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o jornal, começando pelos derradeiros, até aos primeiros. E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um. Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um dinheiro cada um. E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família, Dizendo: Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e a calma do dia. Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo um dinheiro ? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu ? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom ? Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mat. 20: 1-16).

Cruz
O outro homem que jazia na cruz, no entanto, permaneceu endurecido, e mais que isto, blasfemava de Jesus.

Tal como pode acontecer com todos nós, ele próprio definiu sua condenação, sobre isto Jesus disse:

“Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia” (João 12:48).

Eis aqui a manifestação do perfeito juízo de Deus.

À multidão que gritava: crucifica-o e também blasfemava de Jesus, Ele emitiu uma palavra atordoante: “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Luc. 23:34).

A Pedro que o negou na sua prisão, o anjo fez um convite especial após sua ressurreição: “Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse” (Marcos 16:7).

A Pilatos, que o mandou a cruz para agradar à multidão, Ele disse: “Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado” (João 19:11). A nenhum desses Jesus negou a oportunidade do arrependimento.

Esses momentos demonstram a grandeza da misericórdia do Senhor, que disse: “Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento” (Mateus 2:17).

Jesus sabia que não havia justos na terra, Ele veio para justificar aos que o reconhecem como Senhor, através do quebrantamento e obediência à sua Palavra. Aos que se consideram bons, Jesus disse que não veio para Eles.

A Bíblia declara: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

A maioria dos homens ainda vê a cruz como um fato histórico, explicado por conjunturas sociais e políticas. Alguns usam ainda para justificar seu anti-semitismo, tal como sugere o filme “A paixão de Cristo”.

Mas, naquela cruz Jesus estava satisfazendo a justiça de Deus. A transgressão do homem não poderia passar impune aos olhos de Deus, por isso o filho se ofereceu para o sacrifício. Sua morte foi decidida nos céus e não na terra.

A sua misericórdia foi estendida a todos os homens, estes é que vão decidir se vão preferir estar debaixo de sua misericórdia ou de seu juízo.

O profeta Isaías escreveu cerca de 600 anos antes de Jesus ter morrido na cruz:

“Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si.” Isaías 53: 4-11

Fonte: http://reieterno.sites.uol.com.br

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