Importante, antes, AGRADAR A DEUS !

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Deus é Fiel

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Aqueles que estão no Ministério logo descobrem que podem conseguir grandes e amigáveis respostas as suas pregações, quando tentam agradar aos homens e mulheres de suas congregações. A. W. Tozer disse: “Nós que testemunhamos e proclamamos o Evangelho, não podemos pensar de nós mesmos como relações públicas enviados para estabelecer a boa vontade entre Cristo e o mundo”.

O número de pregadores, evangelistas, e missionários que falam prioritariamente para agradar as pessoas tem aumentado diariamente. Esta prática, no entanto, está cheia de perigos.

O perigo vem quando este esforço de agradar a homens e mulheres os leva a fazerem uma escolha errada: amando “a aprovação dos homens ao invés da aprovação de Deus” ( Jo 12:43). E quando fazem esta escolha errada, correm o risco de desagradarem a Deus.

Em meu julgamento, isto acontece porque eles acreditam que, fazendo assim, irão conseguir encher suas Igrejas mais rápido. Mas, norteando-se pelo que suas audiências desejam ouvir, eles serão obrigados a fazer mudanças que certamente hão de devastar seus ministérios.

A Bíblia sempre adverte os ministros com relação a agradar a homens, e os perigos que envolvem os que assim fazem. Você pode prevenir ou vencer estes problemas em seu ministério, identificando e evitando estes perigos. .

Esteja alerta em não estabelecer objetivos errados.

1. Buscando respeito – Freqüentemente o desejo do pastor de ganhar o respeito e a amizade do povo de sua Igreja ou comunidade é o começo de um ministério que pode desagradar a Deus. Tendo estabelecido estes objetivos, ele terá que diluir a sã doutrina que sustenta a verdade bíblica em equilíbrio.

Por exemplo, para agradar aos incrédulos, ele terá que ter em consideração o que eles gostam e o que não gostam. Isto é perigoso porque a Bíblia diz que eles amam o pecado e odeiam a justiça. Eles não têm interesse em um Deus que os chamará a prestar contas do que têm feito com a vida que Ele Lhes deu.

A fim de ganhar o respeito deles e sua amizade, o pastor terá que apelar à razão humana, emoções e experiência. Isto significa que ele terá de dar um ” bypass” na autoridade da Bíblia. O pecador deseja um Deus que ele possa manipular e com o qual possa sentir-se confortável. A fim de agradá-los, o pastor não poderá pregar sobre o infinito, imutável e santo Deus da Bíblia.

Esta é a razão por que muitas Igrejas e missões cujas doutrinas são centradas no homem, têm mudado o conceito bíblico de Deus num deus limitado, mutável e imperfeito. Deus, dizem eles, está caminhando para uma maturação ou em processo de crescimento da mesma forma como os homens estão. Esta visão, logicamente, leva a condenar a doutrina do pecado original, a necessidade de expiação, justiça imputada e a credibilidade de Deus e Sua Palavra.

Em seu livro Batalha dos Deuses, Dr. Robert A. Morey transcreve Alan Gomes, instrutor de teologia histórica do Talbot Schoolof Theology, quando diz que estes falsos conceitos tem penetrado em grupos como Jovens Com uma Missão. Diz Morey, “Gomes cuidadosamente documenta que líderes da JOCUM, tais como Roy Elseth e Gordon Olson ensinam que Deus pode pecar, que não conhece o futuro, não está operando Seu plano no mundo, que Ele não guarda a Sua Palavra e nem cumpre as Suas promessas” (pp. 13-14).

É evidente, que os crentes modernos são como muitos descrentes. Não estão dispostos a ficar para ouvir sermões sobre todo o conselho de Deus. O seu estilo de vida superficial os faz sentirem-se desconfortáveis diante do ensino que expõe seus deslizes e hipocrisias, além de mostrar suas tagarelices como tão malignas como fornicação e assassinato. Eles não podem tolerar um Evangelho que ordena a crentes, salvos pela Graça, a negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e a seguirem a Cristo por um caminho estreito.

Para ganhar o respeito e a amizade deles, o pastor tem que adocicar a doutrina do Evangelho de Cristo. Ele tem que transformá-lo num evangelho centrado no homem de “milagres , curas e riquezas” do “poder do pensamento positivo” e da “mente que domina a matéria”.

2. Buscando decisões fáceis - Um pastor irá tentar procurar agradar homens e mulheres, quando pensa que seu poder de persuasão pode produzir um regular crescimento de novos convertidos. Isto é como usurpar a ação divina que envia o Seu Espirito para operar, por meio de um avivamento, o aumento expressivo dos crentes através de genuínas conversões a Cristo. Se um pastor não pode esperar pelo tempo de Deus em matéria de avivamento, e deseja obter muitas “decisões fáceis para Cristo”, ele terá que apresentar conversões a Cristo através de processos espúrios, que não requerem nada mais que uma mera decisão, sem contemplar as verdadeiras implicações do que significa seguir a Jesus.

Assim, se ele quer estas decisões fáceis, não poderá enfatizar todas as verdades do Evangelho bíblico. Não terá coragem de dizer que Deus chama crentes para sofrer, que fé sem verdadeiro arrependimento não é fé, que um pecador não poderá ser salvo a menos que confesse Jesus Cristo como seu Senhor, que fé sem obediência é uma fé fingida. Você não encontrará “decisionismo” entre pessoas que sabem que Deus ordena a todos os crentes a “seguirem a santificação sem a qual ninguém verá ao Senhor” (Heb. 12:l4).

O pastor que desejar conversões fáceis terá que fazer o Evangelho atrativo para o homem natural, algo que ele possa gostar neste mundo. Muitos que professam sua fé em Jesus Cristo hoje não mostram nenhuma mudança na sua maneira de viver, porque pregadores, evangelistas e missionários, querem diluir a mensagem a fim de alcançar resultados. Ávidos por registrarem uma estatística de muitas decisões por Cristo, eles têm-se afastado do que requer a Palavra de Deus.

3. Buscando grandes audiências - Um dos maiores problemas do Cristianismo hoje é o grande número de pessoas não convertidas figurando como membros de Igreja. Se um pastor busca o aumento do número de membros de sua Igreja como seu alvo principal, ele terá que utilizar algumas das técnicas de promooção que os grandes centros de entretenimentos usam, a fim de atrair pessoas. Alguns fazem disputas de Escolas Dominicais entre Igrejas. Outros oferecem prêmios para que as pessoas venham aos cultos. Eu ouvi de uma Igreja que escondia notas de dez dólares debaixo do assento do ônibus da Igreja, a fim de atrair as crianças e estimulá-las a virem à Igreja. Usam ainda jantares especiais, shows modernos, e outras formas de entretenimento. Eu não encontro esse tipo de “esperteza” no Novo Testamento. As pessoas que acorriam às reuniões da Igreja primitiva, não esperavam outra coisa exceto perseguição. Crer em Cristo, no tempo apostólico, eqüivalia a assinar sua própria sentença de morte.

Com a diluição da sã doutrina, e a acomodação do Evangelho ao que as pessoas querem, não é de admirar que muitas Igrejas estejam cheias de crentes não salvos.

4. Buscando fugir da controvérsia – Os ministros tentam agradar a homens, procurando fugir da controvérsia. Numa conversa que eu tive com um líder batista canadense, ele descreveu um pastor amigo como um “causador de problemas”. Quando eu pedi que me explicasse como um homem de Deus podia ser classificado como um causador de problemas, ele disse.. “ele sempre trás à tona questões de controvérsia”.

Como alguém pode pregar o Evangelho e evitar questões de controvérsia? Há um grande conflito entre Deus e os homens, entre a verdade e o erro, entre o bem e o mal. Se um pastor deseja evitar toda controvérsia, ele precisa jogar fora sua Bíblia e dar ao povo uma dieta de sermões adocicados, designados a agradar ao homem natural.

“Eu prego um evangelho positivo!” disse um pastor e “procuro ficar longe de assuntos polêmicos”.

Quando perguntado que assuntos polêmicos ele evitava, então respondeu: soberania de Deus, eleição incondicional, expiação limitada e aquelas doutrinas que fazem diferença entre as denominações.

Um ministro evangélico disse que, para evitar controvérsia, ele estava disposto a aceitar em sua Igreja pessoas batizadas e doutrinadas na Igreja Católica Romana.

Cuidado para não perder a aceitação do Senhor

Alguns pastores vêem o agradar aos homens como o aspecto mais importante de seus ministérios. Um pastor costumava ir constantemente aos membros de sua igreja, para perguntar o que eles estavam achando de sua pregação. Ele estava tão ansioso em agradar as pessoas, que ele queria saber se eles estavam gostando de seus sermões. Quando alguém, com sinceridade, mostrava falhas na sua pregação, ele não podia suportar. Então resignado, deixava o local do culto sem sequer dar uma palavra de despedida aos membros. Há muita imaturidade emocional entre aqueles que fazem do agradar a homens e mulheres a prioridade em seus ministérios.

1. Critério exclusivo – Eu duvido que essa espécie de pregador seja aceito diante de Deus. Paulo disse que tinha por muita pouca coisa o ser julgado em seu ministério pelo homens. “O único que me examina” disse ele, “é o Senhor” (l Cor. 4..4). Devemos usar como meio de avaliação do ministério e conduta dos homens somente a Palavra de Deus. De outra forma como saberemos que um pastor tem a aprovação de Deus quanto ao seu ministério? Não é da aprovação dos homens que o pastor necessita, mas sim da aprovação de Deus.

2. Trabalhando em vão - Aqueles que fazem como seu alvo principal agradar a homens enveredam pelo caminho de fazer com que seus cultos agradem a todos. As pessoas acorrem para as suas reuniões a fim de serem entretidas pelo humor dos púlpitos e estórias engraçadas. Eles vêm porque esperam ver diversão, apresentações dramáticas, ventríloquos, celebridades, heróis esportistas, personalidades da televisão e as últimas novidades da música “gospel”.

A congregação do pastor que guia seu ministério por tais métodos de entretenimento, pode vê-los como ministros poderosos e populares. Porém, tendo assumido esta posição de tentar agradar as pessoas, eles estarão inevitavelmente na condição de não aceitos por Deus.

O primeiro objetivo deles deveria ser agradar a Deus, manifestando a Sua glória. E a não ser que Deus os aceite com o servos, todo o seu trabalho terá sido em vão. Tudo que eles fazem, como orações, estudo bíblico, preparação de sermões, pregação, visitação, testemunho e aconselhamento, será vazio da presença, do poder e da bênção do Senhor.

Fico pensando quantos pastores e ministros têm sempre na mente que terão que prestar contas diante do trono de Cristo? Quantos deles estão realmente apercebidos do alto nível de responsabilidade que têm, não diante dos homens, mas diante de Deus? Quantos se sentiriam confortáveis com a declaração que o apóstolo faz: “E por isso que também nos esforçamos quer presentes, quer ausentes, para lhe ser agradáveis. Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Cor. 5:9-10).

3. Consciência de Deus - Quando um pastor tenta agradar a homens, ele pode deixar de ter consciência de Deus. É muito fácil num ministério popular, procurando agradar as pessoas, alcançar tal sucesso quer resulte num esquecimento da onipresença de Deus. A não ser que um pastor esteja acuradamente cônscio da presença de Deus e O coloca sempre em primeiro lugar em todos os aspectos do seu ministério e vida, ele acabará adotando um estilo fútil de raciocínio e procedimento.

Por exemplo, ele poderá pensar que é mais importante obter direção da parte dos homens que ele está tentando agradar do que da parte de Deus e Sua Palavra. Eu não mencionaria isto se não tivesse visto e ouvido ministros colocarem a opinião de homens a frente da Palavra de Deus. Como é diferente esse tipo de raciocínio dos apóstolos!

Confrontados por homens que tentaram forçá-los a fazer sua vontade no ministério, os apóstolos não pensaram, “qual é a melhor coisa a fazer então?” ou “quais serão as conseqüências se nos opuser-mos à vontade deles? “Ao contrário, eles responderam e disseram-lhes: “Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus” (At. 4:19). Pouco depois, quando foram ordenados pelos mesmos homens e autoridades a pararem de pregar, eles de novo os enfrentaram: “importa antes obedecer a Deus que aos homens” (At. 5:29).

4. Os testes de Deus – Quando alguém estabelece um ministério que desagrada a Deus por tentar agradar a homens, certamente ele se esqueceu que Deus testa seus servos. Não há parte em nosso ministério ou vida onde possamos deixar de lado os interesses de Deus e escaparmos impunes. Deus testa as razões que o Seu povo dá em fazerem o que estão fazendo. Especialmente isso é verdade para aqueles que estão no ministério de Sua Igreja. Paulo, o apóstolo, disse que ele e seus companheiros apóstolos firmaram o propósito de falar ao homens e mulheres, não para lhes agradar, mas para agradar a Deus. E a razão que ele dá é que ele sabia que Deus estava constantemente checando suas motivações.

“Nós falamos” dizia ele, “não como quem agrada a homens, mas a Deus que examina nossos corações” (1 Ts. 2:4).

5. Abandonados por Deus - Curvando-se aos gostos e desprazeres dos homens; pode um pastor tornar-se um abandonado de Deus. Se ele se esforça por agradar a homens e mulheres do mundo; por exemplo; ele pode achar-se, ele mesmo, tão amigo e identificado com eles que chega a ser um com eles. O homem de Deus não pode ter esse tipo, de mistura com as pessoas do mundo, porque a separação do mundo é a marca do verdadeiro ministro de Cristo. “Não sabeis” pergunta Tiago, “que a amizade com o mundo se constitui em inimizade contra Deus?” (Tg. 4:4).

Cuidado para não esquecer que você está numa posição de confiança

Buscando popularidade com as pessoas, pode o pastor esquecer-se que Deus lhe confiou um grande tesouro, o Seu Evangelho da Graça. Em seu ministério apostólico, Paulo nunca se esqueceu de seu senso pessoal de mordomia. Ele repreendeu aqueles cristãos que procuravam seus líderes de acordo com sua popularidade. As pessoas deveriam julgar um ministro, ele disse, pela sua consciência de despenseiro, que vê como sua principal responsabilidade o ser fiel a Deus e Sua Palavra. (I Cor. 4:1-2) Ele também disse que Deus foi condescendente com os homens em permitir que fossem ministros. “Nós fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar Ele o Evangelho… ” (1 Ts. 2:4).

1. Hipocrisia e falta de sinceridade - Os ministros de Deus deveriam ser como Moisés que “permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível”(Heb. 11:27). Seus olhos da fé deveriam estar sobre o invisível, o reino espiritual de Deus, não no reino deste mundo. Quando eles rejeitam esta forma de visão espiritual e começam a olhar para o que é aprazível ao homem, eles caem no mal contra o qual Paulo os adverte na sua carta aos Efésios.

Após falar sobre obediência aos pais e mestres, ele diz que tal obediência deve ser prestada “Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus” (Ef.6:6). Isto também se aplica ao ministro. Um pastor não deveria buscar o olhar de aprovação do povo a quem serve. Isto é tentar fazer seu trabalho “servindo a vista, como para agradar a homens”.

Sua motivação nunca deveria ser o “ser visto” ou o “agradar a homens”. Como servo de Cristo, ele deveria buscar com sinceridade fazer “de coração a vontade de Deus”.

2. Edificação e Lucro - As epístolas do Novo Testamento têm muito que ensinar sobre a construção do caráter. Os apóstolos fazem do cultivo do caráter interior do homem ou a construção do caráter cristão a coisa mais importante, e é nisso que eles gastam a maior parte de suas pregações e escritos. As únicas razões legítimas e permitidas por eles para agradar aos homens eram a salvação de pecadores, o cultivo da alma e o desenvolvimento da personalidade de Cristo neles. Quando um pastor busca agradar a homens por qualquer outro propósito, ele trai sua confiança e falha em alimentar e guardar o rebanho de Deus.

“Portanto cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para a edificação”(Rom.15 :2).

Em seu trabalho evangelístico, os apóstolos também procuraram agradar aos homens para que os mesmos fossem beneficiados e, se possível até se convertessem a Cristo. Em outras palavras no intento de lhes fazer o bem é que se pode compreender essa atitude deles. Eles não faziam nada para alimentar os desejos mundanos dos incrédulos. Ao contrário, os apóstolos procuraram o proveito de todas as pessoas, sem prejuízo de quem quer que fosse, quer judeus, pagãos ou cristãos. Paulo explica isto desta maneira:

“Assim como também eu procurei em tudo ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse mas o de muitos para que sejam salvos” (1 Cor.10:33). Mais tarde ele escreve, “Há muito pensais que nos estamos desculpando convosco. Falamos em Cristo perante Deus, e tudo, ó amados, para vossa edificação ” (2 Co: 12:19).

Cuidado para não perder o senso bíblico dos valores

Os ministros do Novo Testamento sentiam que, se eles tentassem agradar a homens, eles não poderiam mais ser considerados servos de Cristo. Um pastor não pode esperar a sustentação divina em seu ministério, se ele não estiver mais qualificado como servo do Senhor Jesus Cristo. Como Esaú, ele trocou uma grande herança por um ganho temporário. Ele vendeu o dia por causa de uma hora.

1. Cristo, o Modelo – Tão logo um pastor começa a agradar às pessoas, ele perde sua ligação com o ministério de Cristo. Ele esquece que o Filho de Deus é o modelo para o seu ministério e falha em seguir o Seu exemplo. Mateus diz que mesmo os inimigos de Cristo, embora falassem com sarcasmo, sabiam que Ele não procurava agradar a homens, mas ensinava as verdades de Deus, arcando com as conseqüências.

“E enviaram-Ihe discípulos juntamente com os herodianos para dizer-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus, de acordo com a verdade, sem te importares com , quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens ” (Mat. 22:16).

2. Perder a Visão – Quando um pastor desagrada a Deus por tentar agradar a homens, ele pode se esquecer de que não pertence a si mesmo, pois foi comprado com preço. Pregando um Evangelho voltado para resultados e centrado no homem, pode ser levado para longe de Deus e Sua Verdade Eterna, e pode ainda diminuir sua percepção do valor de sua própria redenção. Como o homem que falha em acrescentar elementos do caráter cristão à sua fé, ele irá perder tanto sua visão escatológica como histórica.

Tal homem, diz Pedro, “…é cego, vendo só o que está perto (isto é cegueira escatológica), esquecido da purificação dos seus pecados de outrora (isto é cegueira histórica) ” (2 Pedro 1:9).

3. Comparação de Valores - Agradar aos homens constantemente pode alterar a habilidade de um ministro de fazer de um modo correto uma comparação de valores. Paulo apresenta a redenção como uma grande razão para que nós a apresentemos diante dos homens.

“Por preço fostes comprados; não s vos torneis escravos dos homens ” (1 Cor.7:23).

4. Alterando a Mensagem – Satisfazendo o interesse dos homens e mulheres, muitos ministros tem mudado a mensagem que Cristo lhes ordenou que pregassem. Receosos de receberem a desaprovação dos incrédulos e cristãos mundanos, eles dizem, com efeito, “Nós não nos atrevemos a dizer nada que lhes desagrade”.

Que diferença dos apóstolos! Diante do mais alto tribunal de Jerusalém, enfrentando a ameaça de punição e mesmo a morte, eles confrontaram seus opositores com coragem e disseram, “Pois não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido ” (At.4:20).

 

 

Nota sobre o Autor: George M. Bowman é editor-diretor da Operation Balance, um projeto de literatura destinado ao avanço da sã doutrina, que sustenta a verdade bíblica em equilíbrio. Ele é autor de inúmeros folhetos e panfletos.

Extraído do Jornal “Os Puritanos” ANO IV – Nº 1, com permissão.

Maldição Hereditária ???

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quebra

Por Renato Jr.

Sei que ao escrever esse texto, alguns da minha própria igreja irão querer me contestar, não acho ruim, acho importante para que possamos nos aprofundar no estudo da palavra, e não nos basearmos em experiências pessoais, ou no que este ou aquele escritor (quase sempre americanos, nada contra os americanos) escreveu. Os comentários são bem vindos, exponha sua opinião e apresente seus argumentos bíblicos.

Fico temeroso com o tanto que alguns cristãos ao defenderem suas teses, começam dizendo: “EU ACHO QUE” e não “A BÍBLIA DIZ ASSIM”. Talvez alguns gostem dos meus textos, e outros odeiem, contudo, a Bíblia vai continuar sendo a verdade, haja o que houver (1Pd 1.24-25).

Os que defendem a maldição hereditária, ou maldição de família ou pecado de geração, agora surgiu até o DNA da iniquidade, se baseiam nos seguintes textos, ressaltando que apenas no versículo isolado do contexto:

Êxodo 20:5-6 – (5 Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. 6 e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos).

Êxodo 34:6-7 (6 Tendo o Senhor passado perante Moisés, proclamou: Jeová, Jeová, Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade; 7 que usa de beneficência com milhares; que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado; que de maneira alguma terá por inocente o culpado; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração).

Números 14:18 (18 O Senhor é tardio em irar-se, e grande em misericórdia; perdoa a iniqüidade e a transgressão; ao culpado não tem por inocente, mas visita a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração).

Deuteronômio 5:9-10 (9 não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, 10 e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos).

Primeiramente gostaria de fazer uma avaliação hermenêutica dos versículos e de seus contextos, para isto quero utilizar das palavras do Pr. Valtencir Alves, mestre em divindade e doutor em teologia:

Observe bem estes textos, em todos eles Deus declara que visita a iniquidade dos pais nos filhos. Em Ex. 20:5-6 e Dt. 5:9-10, Deus declara que esta maldição é para aqueles que o “odeiam”. Em Ex. 34:6-7 e Nm. 14:18, Deus declara a sua misericórdia e que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado. O nosso Deus não mudou, a misericórdia do Deus do NT é a mesma do AT. Havendo arrependimento no coração do homem, Deus libera o perdão, liberando o perdão, tudo está cancelado… Na verdade, sempre foi assim.

Antes de continuarmos na progressão da revelação sobre este assunto, o que chamo de hermenêutica diacrônica, vamos refletir sobre duas questões inseridas nestes textos. A primeira é o fato do decreto de Deus estar diretamente e especificamente ligado na iniquidade da idolatria. O segundo é a descrição precisa “daqueles que me odeiam”. Certamente o povo de Deus do tempo da Torá, não compreendeu estes adendos de Deus ao decreto e para resolver este problema de entendimento ele esclarece o assunto revelando a interpretação mais precisa como segue:

O livro de Deuteronômio não é apenas a repetição da Lei como muitos afirmam, este livro cuida de interpretar os quatro primeiros livros da Torá com mais exatidão, é o próprio Deus lançando luz na revelação. Por que Deus escreveria outro livro repetindo as mesmas coisas? Deuteronômio é o intérprete da Torá. O texto é claro, é direto, é esclarecedor, no entanto, o povo daquela época ainda não absorveu o entendimento da revelação que já progrediu. Tudo bem, Deus entende a estrutura frágil do homem e esclarece mais uma vez.

A confusão sobre os problemas genéticos também são enormes, muitas vezes o pai tem um problema e o filho geneticamente também o herda. Pronto, a conclusão do desfecho será: “Maldição hereditária”. Problemas genéticos não são maldições, a impropriedade teológica dos eisegéticos descolore a hermenêutica, fere a exegese e leva ao tropeço os pequeninos. Cristo levou sobre si as maldições, o homem com Cristo está liberto e não há mais condenação sobre ele, as coisas antes de Cristo ficaram para trás, o tempo da ignorância foi perdoado, nada poderá separar o homem do amor de Deus, quando Deus age ninguém pode impedir, certamente maior é aquele que esta em nós e nele podemos tudo. Devemos estar preparados para dar razão da nossa fé, não baseados em fábulas de velhas caducas, mas na santa e bendita palavra de Deus.

Avalie comigo querido alguns pontos na bíblia:

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gálatas 3.13). Jesus tomou sobre si nossas maldições, e carregou nossos pecados.

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36). Dar-se-ia o caso de o crente ficar livre das correntes do pecado, mas permanecer amarrado, ainda, às maldições resultantes de pecados cometidos por seus antepassados?

Essa doutrina diminui e tenta complementar o sacrificio de Cristo. Leiam o Capítulo 10 de Hebreus e vejam o comentário do Teólogo Charles Rylie:

“Neste capítulo o autor enfatiza o caráter definitivo de Cristo,contrastando-o com a natureza repetitiva e incompleta do sistema da lei e dos sacrifícios do Antigo Testamento. A redenção que Cristo oferece não precisa de nenhuma repetição ou complementação. Por isso, a rejeição de seu sacrifício é definitiva e imperdoável.”

(Romanos 8. 1-2) Agora já não existe nenhuma condenação para os que estão unidos com Cristo Jesus. Pois a lei do espírito que nos trouxe vida por estarmos unidos com Cristo Jesus, livrou você da lei do pecado e da morte.

(João 5. 24) Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem ouve as ´minhas palavras e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não será julgado mas, já passou da morte para a vida.

(1João 5.18-21) Sabemos que os filhos de Deus não continuam pecando, porque o Filho de Deus os guarda, e o Maligno não pode tocar neles.

(Colossenses 2.20) Vocês morreram com Cristo e por isso estão livres dos espirítos maus que dominam o Universo, então porque é que vocês estão vivendo como se fossem deste mundo?

 Na verdade, há casos em que famílias de crentes em Jesus, formadas por pessoas dedicadas e sinceras, que sofrem problemas os mais diversos, em termos de saúde, e adversidades financeiras e até de perturbações por parte do maligno. Segundo entendemos, as consequências do pecado de um pai podem passar para os seus descendentes.

Um pai alcoólatra, com sífilis, certamente vai transmitir aos seus filhos as consequências do pecado, mas não o pecado em si. Um pai ou uma mãe aidética passa a enfermidade para o filho no ventre. Esse é um ponto importante: o que se transmite, hereditariamente, são os efeitos do pecado e não o pecado, pois este, segundo a Bíblia, não é hereditário. É de responsabilidade pessoal (Ver Ez 18). A Bíblia diz em Dt 24.16: “Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais: cada qual morrerá pelo seu pecado”.

Vemos aí a justiça de Deus, não permitindo que os filhos, sem culpa, herdem as maldades dos pais, em termos espirituais, a ponto de morrerem por causa de seus antepassados. A responsabilidade moral e espiritual é individual perante Deus. Em Ezequiel , Cap 18, 20-22: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele. Mas se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer juízo e justiça, certamente viverá; não morrerá. De todas suas transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela sua justiça que praticou, viverá”.

Com isso, vemos que o pecado não passa de pai para filho. O que pode passar são os efeitos genéticos e também a influência moral dos pais sobre os filhos; estes tendem a seguir os exemplos bons ou maus de seus pais.

Poderia fazer aqui outras colocações, mais não quero me prolongar e deixar o texto muito longo e cansativo.

Renato Jr. – Blogueiro, articulista, teólogo em formação.
Fonte: [ Blog do autor ]

Para um estudo mais amplo, indico a leitura de um artigo postado aqui no Bereianos alguns anos atrás que aborta a farsa das “maldições hereditárias”. Clique aqui!

Dt. 24.16 Não se farão morrer os pais pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada qual morrerá pelo seu próprio pecado.

O que Deus espera de nós ?

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Deuteronômio 10:12-13

  

“Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor teu Deus requer de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, que guardes os mandamentos do Senhor, e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno para o teu bem?”

Evangelho

1 Comentário

 

O Evangelho deve ser comunicado sem distorção.

2 Coríntios 4:2

“Pelo contrário, rejeitamos as coisas ocultas, que são vergonhosas, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; mas, pela manifestação da verdade, nós nos recomendamos à consciência de todos os homens diante de Deus.”

Se eu sei que Jesus morreu por mim, então que devo fazer ? Devo responder tendo fé Nele.

João 1:12

“Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.”

O evangelho requer uma decisão que mude a nossa vida.

1 Tessalonicenses 1:4-5

“Conhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição; porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo e em plena convicção, como bem sabeis quais fomos entre vós por amor de vós.”

Jesus nos deu o comando de levar o evangelho a todo o mundo.

Mateus 28:18-19

“E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”

Devemos comunicar o Evangelho sem nos envergonharmos.

Romanos 1:16

“Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.”

Vivendo em Santidade

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  Como ter uma vida de santidade, que é um dos atributos de Deus, porque sem santificação é impossível agradar a Deus. Lembre-se de que para haver santificação é necessário que antes haja arrependimento.Este artigo vai lhe mostrar como o seu lar, confuso, desorganizado, agradável ao diabo, pode ser transformado em um lar dirigido pelo Espírito Santo de Deus, no qual o Senhor derramará bênçãos para sempre. 

Que esta leitura venha mudar radicalmente o seu estilo de vida como representante de Deus aqui na terra, com a unção e o doce amor do Espírito de Santo de Deus. 

 O sonho de Deus

 Deus tem um sonho para sua casa. Ele deseja que ela seja um pedaço do céu aqui na Terra. Ele   quer que o lugar onde você habita seja fértil e produtivo, que o Espírito Santo reine nele e que seja o lugar onde você tenha  liberdade para falar das verdades do Senhor. Que as pessoas, ao olharem para você, possam ver que é um homem feliz porque é temente ao Senhor. Em Salmos 128: 1-4 está escrito: “Bem- aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos teus caminhos! Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da sua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor!” 

A maior riqueza que você tem é a sua casa, a sua família. Nada, nada mesmo, se compara à sua família. E quando você está bem, quando a sua casa está bem, pode ter certeza de que tudo vai bem. Mas, se você estiver vivendo problemas dentro de casa, pode saber que tudo vai mal. Quando vocês, marido e mulher estão brigados, podem orar que as coisas não mudam, porque há um céu de bronze sobre vocês e as suas orações não sobem. A sua família continua desorganizada, infeliz, porque Deus não pode realizar o sonho dEle em sua casa. Em primeiro lugar, é necessário que você reconheça onde está o erro e decida consertar. Tudo na vida é questão de escolha, de decisão. Você pode continuar a cair e a levantar, a levantar e a cair, ou ser avivado, sempre cheio do poder de Deus.  

O avivamento em tempo integral. 

O avivamento não se resume apenas no tempo em que você está cantando ou dançando na presença do Senhor. O avivamento deve ser o seu dia-a-dia. Mas quantas vezes tem acontecido de você sair da igreja, e na hora de ir embora você já sai resmungando, reclamando, blasfemando: alguém pisou no seu pé, você não gostou de alguma coisa, o pastor não terminou na hora certa – alguma coisa começou a acontecer. Depois, você chega em de casa, quanta discussão, acessos de raiva freqüentes… Onde esta o avivamento?Quantos homens casados trazem para os filhos e para as esposas palavras de maldição. Depois se queixam e se perguntam: O que há de errado com minha esposa? O que há de errado com meus filhos? Eu não lhes deixo faltar nada, na igreja agem tão corretamente, oram e glorificam o nome do Senhor, mas no dia-a-dia, dentro de casa, são implicantes com coisas às vezes tão bobas, tão sem sentido, como “O bife ficou pequeno, queria um maior”… essas bobeiras! Então você se enfurece e perde a bênção. Vigie, você não tropeça nas montanhas, e sim nas pedrinhas. 

O avivamento não é um sentimento para durar um dia. Pelo contrário, o avivamento deve extravasar, deve jorrar de forma intensa, começando em sua vida, em sua casa. Mas para isso é necessário que você se humilhe e se arrependa diante de Deus. Em 2 Crônicas 7:14 está escrito: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” A “terra”é sua vida, sua casa. A santidade é a característica desse avivamento, porque a santidade é a característica primeira de Deus  

É necessário arrependimento

A necessidade de arrependimento não é apenas para os novos convertidos. A necessidade de arrependimento de lágrimas e de acerto de vida diante do Senhor não termina quando a pessoa se converte. Arrependimento é uma atitude que deve ser constante, deve ser algo pleno em sua vida, dia após dia. O local de arrependimento é dentro de casa. É você voltar para sua esposa e dizer: “Perdoe-me” e vice-versa. É você, como pai, como mãe, pedir perdão aos filhos, e os filhos pedirem perdão aos pais.

Arrependimento é mudança de comportamento. Se você está assistindo a filmes pornográficos, se existem fitas revistas pornográficas dentro da sua casa e seus filhos sabem, eles não acreditam na sua fé. Você precisa experimentar algo chamado arrependimento. 

Filhos que crescem presenciando desavenças, brigas e confusões entre os pais não vão aceitar a disciplina deles. Eles vão é criar revolta no coração dos filhos, porque estes não vêem no dia-a-dia de seus pais o testemunho da fé que deveriam ter. Arrependimento é mudança, é exatamente uma volta para o Senhor.   

Deus é onisciente, sabe de todas as coisas. Deus sabe das coisas das quais você precisa se arrepender, das coisas que você precisa tirar da sua casa, tirar da sua vida. 

Em diversas situações, o Espírito Santo lhe fala que você precisa se arrepender, Você até reconhece, mas não toma decisão. Deus vê todas as coisas, Ele vê o pecado que torna a sua casa seca, estéril. 

O poder e a unção do avivamento vão cessar se você não fizer uma limpeza espiritual em sua casa e em você. 2 Pedro 2:21-22 diz: “Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado. Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal.” 

Lar fértil ou estéril 

Você precisa começar a perceber o que está errado em sua vida, ou em sua casa, que necessita ser mudado. Gritar e amaldiçoar são atitudes negativas e, conseqüentemente, destrutivas.  

Será que você tem prazer de estar em casa? Prazer de estar com a família? Seus filhos têm prazer em tê-lo como pai, como mãe? Porque a beleza da casa são as pessoas. Será que estão a brotar, a florescer, amadurecendo apropriadamente? Ou o crescimento tem sido atrofiado por palavras e por ações destruidoras?  

Deus lhe dá, por meio de Sua Palavra, todas as respostas de como acabar com a esterilidade em sua casa.  Leia o que está escrito no livro de Levítico 14: 33-35: “Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Quando entrardes na terra de Canaã, que vos darei por possessão, e eu enviar a praga da lepra a alguma casa da terra da vossa possessão, o dono da casa fará saber ao sacerdote, dizendo: Parece-me que há como que praga em minha casa.”  

O livro de Levítico dado por Deus a Moisés, a fim de instruir o povo hebreu antes que entrasse na terra prometida, já mostrava os acontecimentos futuros. Saiba que os habitantes de Canaã eram ímpios. Tudo o que você puder imaginar de imoralidade e de idolatria eles praticavam.  

Quem sabe você já começou a perceber a praga na sua casa. Sua casa não tem sido aquele céu que a Bíblia descreve. Sua vida familiar não tem sido o retrato do Salmo 128:3, que diz: “Tua esposa, no interior da tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa.”  

Incredulidade e murmuração  

O contemplar esta situação “Há um praga na minha casa”, alguma coisa está acontecendo; você não pode ficar inerte. Então você se pergunta: “Essa praga foi colocada por quem?”  Em Levítico 34:14, o Senhor diz: “Quando entrardes na terra de Canaã, que vos darei por possessão, e eu enviar a praga…” Deus está dizendo: “Eu vou enviar.” Se você ler esse trecho fora de todo o contexto bíblico,  poderá pensar que toda essa situação de praga foi Deus quem colocou. Todavia, não é exatamente do modo como você está pensando. Vamos verificar o contexto.  

O povo de Israel poderia ter saído do Egito e entrado em Canaã com uma marcha de apenas quarenta dias, porém levaram quarenta anos. Não entraram na terra por causa da incredulidade e porque murmuraram contra o Senhor.  

Quando os doze espias foram verificar a terra que Deus havia lhes prometido e trouxeram aqueles relatórios tão sem esperança, dos doze, apenas Josué e Calebe creram que o poder de Deus era maior que os gigantes e obstáculos que habitavam aquela terra.  

O poder de Deus era, é e continuará sendo maior do que você crê e vê. E justamente Josué e Calebe foram os únicos que saíram do Egito e entraram em Canaã, juntamente com os outros menores de vinte anos e os que nasceram durante a peregrinação,  porque creram no poder de Deus. Todos os outros morreram no caminho, porquanto não creram em Deus, murmuraram. No livro de Números 14:27-35 está escrito:  

“Depois, disse o Senhor a Moisés e a Arão: Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim. Dize-lhes: Por minha vida, diz o Senhor, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros. Neste deserto, cairá o vosso cadáver, como também todos os que de vós foram contados segundo o censo, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes; não entrareis na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. Mas os vossos filhos de que dizeis: Por presa serão, farei entrar nela; e eles conhecerão a terra que vós desprezastes. Porém, quanto a vós outros, o vosso cadáver cairá neste deserto. Vossos filhos serão pastores neste deserto quarenta anos e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que o vosso cadáver se consuma neste deserto. Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades e tereis experiência do meu desagrado. Eu, o Senhor, falei; assim farei a toda essa má congregação, que se levantou contra mim; neste deserto, se consumirão e aí falecerão.”  

Um abismo maior  

Os cananitas tremeram quando souberam que os filhos de Israel eram um grande exército que marchava para Canaã e que em apenas quarenta dias eles estariam possuindo suas casas. Ouviram falar que Deus habitava no meio deles e lhes aparecia face a face, e de como os livrara dos egípcios, abrindo o Mar Vermelho e fazendo perecer o exército de Faraó.  

A fim de derrotar o povo judeu, os cananitas tomaram o ouro, a prata e transformaram tudo em ídolos demoníacos e eróticos, colocando-os exatamente sob as paredes da casa, entre o tijolo e o reboco. Esconderam esses ídolos porque pensaram que os israelitas somente estariam  

de passagem por Canaã, e assim poderiam, depois, voltar e reaver os seus tesouros. Eles tiveram quarenta anos, e não apenas quarenta dias, para encher as suas casas de coisas malignas.  

Deus tudo vê  

Há um processo químico usado quando se fazem determinados exames que consiste em injetar no organismo uma substância corante para marcar alguma parte doente do corpo, a fim de ser melhor visualizada através de aparelhos especializados e devidamente combatida. Isso é necessário porque só podemos ver o que está  materialmente visível.  

A praga descrita no livro de Levítico seria como que essa substância corante ao indicar a doença. Nas casas onde houvesse ídolos ou coisas malignas, as pragas apareceriam, em forma de manchas esverdeadas ou avermelhadas, indicando onde havia sido escondida alguma coisa demoníaca, que poderia até estar incrustada no meio do alicerce da casa. Seria como se o Senhor dissesse: ‘Esconderam ali!”  

Seria como que uma reação química: alguma coisa ia ocorrer no mundo natural. Por isso,  o Senhor trouxe a palavra no livro de  Levítico 14:33-35:  

“Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Quando entrardes na terra de Canaã, que vos darei por possessão, e eu enviar a praga da lepra a alguma casa da vossa possessão, o dono da casa fará saber ao sacerdote, dizendo: Parece-me que há como que praga em minha casa.”  

Você, o sacerdote  

Ainda em Levítico 14: 36-38 está escrito: “O sacerdo       te ordenará que despejem a casa, antes que venha para examinar a praga, para que não seja contaminado tudo que está na casa; depois, virá o sacerdote, para examinar a casa, e examinará a praga. Se, nas paredes da casa, há manchas esverdeadas ou avermelhadas e parecem mais fundas que a parede, então o sacerdote sairá da casa e a cerrará por sete dias.”  

Tudo pode ser resumido em: “Examine a casa.”  A prioridade do sacerdote seria a casa; ele iria examiná-la. Se entrasse e percebesse aquela reação no mundo natural, ele iria fechá-la. Durante sete dias,  ninguém entraria ali.  

Hoje, você é o sacerdote de sua casa; não pode simplesmente fechá-la. Você tem de orar, de gemer na presença de Deus, de reconhecer a praga e de exterminá-la com arrependimento, decisão e mudança na maneira de viver.  

Conte com Jesus  

Nos versículos 39-42 de Levítico 14 está escrito: “Ao sétimo dia, voltará o sacerdote e examinará; se vir que a praga se estendeu nas paredes da casa, ele ordenará que arranquem as pedras em que estiver a praga e que as lancem fora da cidade num lugar imundo; e fará raspar a casa por dentro, ao redor, e o pó que houverem raspado lançarão, fora da cidade, num lugar imundo. Depois, tomarão outras pedras e as porão no lugar das primeiras; tomar-se-á outra argamassa e se rebocará a casa”.  

Como o sacerdote do livro de Livítico, você deve continuar procurando o mal que está contaminando a sua casa. Será necessária uma ação drástica. Um  trabalho de limpeza, não apenas um concerto.  

Talvez, não tenha nada escondido debaixo do reboco das paredes de sua casa, porém você assiste a fitas pornográficas, tem objetos roubados que não foram devolvidos, tem na geladeira uma cervejinha, tem no armário roupas eróticas, minissaias, sobre as quais você diz: “Não tem nada a ver, isso não faz mal”; ou, quem sabe, você tem ídolos que, segundo a Palavra, são esconderijo de demônios. São essas pequenas coisas que levam à destruição. E é por isso que sua casa está do jeito que está.  

Os objetos demoníacos devem de ser quebrados e retirados. O seu caráter precisa ser transformado de acordo com o caráter de Jesus, pois Ele exemplificou e ensinou  para que você tivesse um modelo a imitar. Limpe a sua casa. Jesus já pagou o preço.  

Mantenha a esperança  

Observe como a limpeza era feita. Leia novamente Levítico 14:39-42: “Ao sétimo dia, voltará o sacerdote e examinará; se vir que a praga se estendeu nas paredes da casa, ele ordenará que arranquem as pedras em que estiver a praga e que as lancem fora da cidade num lugar imundo; e fará raspar a casa por dentro, ao redor, e o pó que houverem raspado lançarão fora da cidade, num lugar imundo. Depois, tomarão outras pedras e as porão no lugar das primeiras; tomar-se-á outra argamassa e se rebocará a casa.”  

Se a sua casa ainda estiver com praga, não ignore os sintomas. Você é o sacerdote, a casa é sua. Faça o que for necessário. Mantenha a esperança de ver a sua casa liberta, pois não existe casa mal-assombrada. A pessoa quando morre vai para o céu ou para o inferno. O que existe é casa opressa. Por causa do pecado das pessoas que vivem nela. Se você mantém algum objeto demoníaco e não o joga fora porque não é seu, a opressão vai continuar. Você é o sacerdote. Peça direção ao Espírito Santo e aja.  

Persista na cura  

Diz aqui o texto do livro de Levítico 14: 43-45: “Se a praga tornar a brotar na casa, depois de arrancadas as pedras, raspada a casa e de novo rebocada, então, o sacerdote entrará e examinará. Se a praga se tiver estendido na casa, há nela lepra maligna; está imunda. Derribar-se-á, portanto, a casa, as pedras e suas madeiras, como também todo reboco da casa; e se levará tudo para fora da cidade, a um lugar imundo”.  

Existem situações que são fáceis de mudar. Outras exigem batalha e perseverança. O  que você vê pode quebrar, jogar fora. A casa é a expressão da pessoa. Ao mesmo tempo que você olhar a casa como um conjunto, você precisa olhar a si mesmo e mudar aquilo que precisa ser mudado.  

Leia Levítico 14:46-48:  

“Aquele que entrar na casa, enquanto está fechada, será imundo até à tarde. Também o que se deitar na casa lavará as suas vestes; e  quem nela comer lavará as suas vestes. Porém, tornando o sacerdote a entrar, e, examinando, se a praga na casa não se estiver estendido depois que a casa foi rebocada, o sacerdote a declarará limpa, porque a praga está curada.”  

É  preciso uma limpeza pessoal, uma declaração de cura pessoal, para que Deus declare você e a sua casa limpos, e seja aí local de sua morada. A presença de Deus numa casa traz paz. O Senhor deseja que você sempre possa experimentar a paz.  

A responsabilidade  

A vida de uma pessoa, o testemunho dela, pode com       prometer todo o avivamento. Pode trazer bênção ou maldição, vitória ou derrota na  história da Igreja. Quando o povo de Israel atravessou o Jordão, o primeiro obstáculo que teve pela frente foi vencer a cidade de Jericó. Os muros da cidade caíram. O segundo obstáculo era uma cidade bem pequena. O povo de Israel, após haver vencido Jericó, sofreu uma derrota terrível para esta pequena cidade. Leia o  que está escrito em Josué 7:12-13:  “Pelo  que os filhos de Israel não puderam resistir aos seus inimigos; viraram as costas diante deles, porque Israel se fizera condenado; já não serei convosco, se não eliminardes do vosso meio a cousa roubada. Dispõe-te, santifica o povo e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: Há cousas condenadas no vosso meio, ó Israel; aos vossos inimigos não podereis resistir, enquanto não eliminardes do vosso meio as cousas condenadas.”  

O que estava condenado lá era exatamente um homem chamado Acã, que escondeu ouro e prata em forma de ídolos, coisa condenada, pensando que ninguém estava vendo,  mas Deus viu. Acã levou maldição sobre Israel. Não existe nada que você possa fazer com as portas fechadas que Deus não esteja vendo, ou  uma única chamada telefônica que Ele não esteja ouvindo.  

Você pode até ter tudo para viver bem, cheio de alegria, de prazer, para ter uma família maravilhosa, mas de repente você vê só confusão. A paz não reina, não existe prazer, não existe gozo. É porque  há pecado não confessado, objetos condenados em sua casa. A limpeza é pessoal. A santidade, a pureza e a integridade devem ser constantes em sua vida, e você deve sempre buscá-las.  

As más conversações  

As situações podem ficar delicadas por causa das palavras – conversas que são lixo, coisas torpes que você leva  para  sua casa: fofocas, criticas, palavras de maldição. É como se trouxessem um caminhão de lixo e depositassem na sua casa. Lixo é para ser jogado fora, queimado. Numa casa quem deve dominar é o Espírito Santo, e não o  diabo.  

No livro de Levítico 14:49-54, deparamos com a palavra expiação (ato de expiar). Expiar não é olhar. É cobrir com o sangue. Problemas espirituais requerem soluções espirituais. A febre não é uma doença, é apenas um sintoma. Não adianta você cuidar dos sintomas; tem de cuidar da doença. Não adianta pintar por cima, quando aparecem as manchas, e achar que acabou. O problema não foi resolvido .  

Deus consente que você experimente os sentimentos de culpa, de tristeza,    porque você não pode viver como as pessoas do mundo. Você é uma outra pessoa,  tem outra natureza. Você se sente oprimido. Portanto, a  praga ainda está em sua casa.  

Restauração  

Em Levítico 14:49-54, Deus dá o caminho para restauração:   “Para purificar a casa, tomará duas aves, e pau de cedro, e estofo carmesim, e hissopo, imolará uma ave num vaso de barro sobre águas correntes, tomará o pau de cedro, e o hissopo, e o estofo carmesim, e a ave viva, e os molhará no sangue da ave imolada e nas águas correntes, e aspergirá a casa sete vezes. Assim, purificará aquela casa com o sangue da ave, e com as águas correntes, e com a ave viva, e com o pau de cedro, e com o hissopo e com o estofo carmesim. Então, soltará a ave viva para fora da cidade, para o campo aberto; assim, fará pela expiação da casa, e será limpa. Esta é a lei de toda sorte de praga de lepra e de tinha.”  

Tudo o que está aqui são figuras do Espírito Santo, do sangue de Jesus e do poder perdoador dEle.  

Deus chamou você para ser o sacerdote do seu lar. Se as coisas não vão bem, você, como sacerdote, deve examinar a parede de proteção em volta da sua casa. Faça um inventário da sua casa. Quem sabe não há um devorador, que está levando tudo da sua casa porque encontra legalidade, encontra brecha.  

Examine os que moram em sua casa, as companhias que você e eles têm. Examine se elas têm sido bênçãos na sua casa ou têm sido apenas maldição. A pessoa com quem você tem comunhão é alguém que puxa ou derruba você.  

Se você anda com  um fofoqueiro, você será igual a ele. Se anda com alguém que gosta de lixo, vai gostar também. Existem pessoas que só gostam de desgraça, de carniça. Se você me perguntar por escândalos de pastores, eu não sei, não tenho  prazer em carniça. As pessoas nem falam desses assuntos comigo, pois não dou lugar ao diabo.  

Semeando e colhendo  

Há um poder em nossas palavras. Jesus Cristo disse: “As palavras que vos tenho dito são espírito e são vida.” As palavras que você diz são espírito e vida, e também são espírito e morte. Você pode matar os sonhos dos seus filhos, você pode matar o ideal de Deus neles.  

Você precisa ter o espírito de compreensão. Seus filhos são exatamente o que você faz deles. Se você é crítico, tem o espírito duro, é fofoqueiro, eles também serão. Há uma transferência de espírito.  

Dos doze espias que foram observar a terra, dez falaram: “Nós não vamos conseguir, vamos ser mortos.” O espírito de incredulidade que estava sobre eles  passou para a multidão. Mais de dois milhões receberam o mesmo espírito de incredulidade e disseram: “Nós não vamos entrar na terra”,  por isso não entraram nela.  

No livro de Números 11:25, está escrito: “Então, o Senhor desceu na nuvem e lhe falou; e, tirando do Espírito que estava sobre ele (Moisés), o pôs sobre aqueles setenta anciãos; quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas, depois, nunca mais.” Do mesmo modo que você pode transferir malignidade, crítica, indiferença, sarcasmo, pecado, você também pode transferir o Espírito de Deus para sua família. Você pode passar bênção.  

Mulher, você, cujo marido não é salvo ainda, é a sacerdotisa na sua casa. Você tem de clamar, bradar, encharcar o coração de Deus de lágrimas para a praga que arruína a sua casa seja exterminada. Seus filhos precisam ver em você um exemplo de uma vida de santidade e de oração.  

Tudo na vida é questão de escolha. A febre não é uma doença, é só um sintoma; e é um sintoma para restaurar, é uma escolha natural do corpo, resultado do combate à alguma infecção. No livro de Deuteronômio 30:19 o Senhor disse: “Os céus e a terra tomo, hoje por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”.  

A herança  

O bem não é só para você. O bem é para os seus filhos, para os seus netos, para os seus bisnetos. Quando você tem uma vida santa, assume que é comprometido com o Senhor; você pode reivindicar a promessa que está no livro de Atos 16:31: “Crê no Senhor Jesus, e será salvo tu e a tua casa”. Mas se você leva uma vida errada, com sujeiras escondidas, e pensa que está firme na promessa, você está enganado, você não está vivendo nem crendo.  

“Os céus e a terra tomo, hoje por testemunhas contra ti, que te propus a vida…” O sonho de Deus é que seu lar seja um céu aqui na terra. Pode ser que seja a coisa mais perversa que você esteja vivendo e perceba que tem praga na sua casa. Mas hoje você está sendo confrontado com a Palavra do Senhor. Cuidado com as pessoas que vão à sua casa; cuidado com aqueles que vão lá para, muitas vezes, criticar, para zombar; cuidado com aqueles que muitas vezes têm uma vida perversa e você fica dando ouvido às perversidades deles; cuidado com o irmão que muitas vezes não é irmão, é falso irmão, é lobo vestido de ovelha. Você vai conhece-los pelos frutos, pela sua  vida.  

Procure ser bênção. Cuidado com a transferências de atitudes, de espírito. Não deixe lixo nenhum entrar em sua casa. Deus tem lhe dado todas as ferramentas necessárias para estabelecer uma casa cheia de graça, riso e amor. Deus está à porta e espera. Ele quer encher cada compartimento da sua casa com a doçura do Espírito, com o Seu poder e com a Sua unção.

Liderança

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Os bons líderes delegam o trabalho e mostram apreciação pelo trabalho que os outros fazem.

Êxodo 39:43

“Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito; como o Senhor ordenara, assim a fizeram; então Moisés os abençoou.”

Os bons líderes reconhecem os seus limites.

Deuteronômio 1:9

“Nesse mesmo tempo eu vos disse: Eu sozinho não posso levar-vos.”

Os verdadeiros líderes servem uns aos outros.

Lucas 22:25

“Ao que Jesus lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que sobre eles exercem autoridade são chamados benfeitores.”

Os lideres devem dar o exemplo de ser bons trabalhadores.

Eclesiastes 9:10

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”

Trate os que estão sob a sua liderança como gostaria de ser tratado.

Lucas 6:31

“Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também.”

Ser um líder nem sempre é fácil, mas não desista.

2 Crônicas 15:7

“Vós, porém, esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra terá uma recompensa.”

Um bom líder dá ouvido às direções de Deus.

Isaías 30:21

“E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele; quando vos desviardes para a direita ou para a esquerda.”

Como deve ser um líder de Deus na igreja?

1 Timóteo 3:1-7

“Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não neófito, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo. Também é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em opróbrio, e no laço do Diabo.”

Deus dá ajuda ao líder que a necessite.

Tiago 1:5

“Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada.”

Os bons lideres planejam com antecedência.

Lucas 14:28-30

“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar? Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pode acabar.”

Um bom líder busca conselho de outros.

Provérbios 15:22

“Onde não há conselho, frustram-se os projetos; mas com a multidão de conselheiros se estabelecem.”

Um bom líder deve ser paciente.

Provérbios 16:32

“Melhor é o longânimo do que o valente; e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade.”

Ame-se, mas não se exalte !

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Deus dá-nos valor por causa do Seu caráter, não do nosso.

Salmos 113:7-8:

“Ele levanta do pó o pobre, e do monturo ergue o necessitado, para o fazer sentar com os príncipes, sim, com os príncipes do seu povo.”

Deus aprecia-nos e estamos constantemente no Seu pensamento.

Idolatria

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Êxodo 20:3-4

 “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.”

Arrependimento

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2 Coríntios 7:10

“Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar.”

Grandeza

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Como mede Deus a verdadeira grandeza ?

Marcos 10:42-44

“Então Jesus chamou-os para junto de si e lhes disse: Sabeis que os que são reconhecidos como governadores dos gentios, deles se assenhoreiam, e que sobre eles os seus grandes exercem autoridade. Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos.”

A verdadeira grandeza mede-se através da atitude de servir aos outros.

Mateus 23:11-12

“Mas o maior dentre vós há de ser vosso servo. Qualquer, pois, que a si mesmo se exaltar, será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar, será exaltado.”

O Problema que só Deus podia Resolver

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“Tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.”  

Romanos 3.26 

O problema que somente Deus podia resolver é o perdão do pecado. Muitas pessoas, criadas segundo a tradição cristã, nunca reconheceram ser isto um problema. Seu conceito de Deus e suas idéias sobre o pecado são tão confusos que não percebem qual é a dificuldade da questão. A atitude de milhões de pessoas no que diz respeito ao pecado é refletida na observação zombeteira de certo crítico que disse: “Certamente creio que Deus perdoa pecados; afinal, é negócio dele mesmo”. Outros não sentem a necessidade do perdão. O poeta americano, Walt Whitman, diz: “Os animais não ficam acordados a noite inteira chorando por causa dos seus pecados, e nós também não devemos fazê-lo”. 

Embora milhões de pessoas não tenham sentido qualquer problema quanto ao perdão dos pecados, considerando o assunto como matéria vencida, outras tantas rejeitam inteiramente o conceito de pecado. Os grandes pensadores de outras eras reconheceram a realidade da culpa, e compreenderam que existe uma dificuldade real. Lutero percebeu claramente o problema. Lutou com ele durante muitos anos amargos e angustiantes, e quando, finalmente achou a solução na carta de Paulo aos Romanos, foi o maior reavivamento que a igreja já experimentou desde o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes. A Lutero devemos não somente a redescoberta da solução do problema, como também a maneira de exprimi-la em palavras. O problema é: como Deus pode ser justo e ao mesmo tempo perdoar os pecados? F.F. Bruce, no seu comentário sobre Romanos, mostra-nos como o poeta romano, Horácio, oferecendo diretrizes básicas para os escritores de tragédias daquela época, critica os que apelam com demasiada facilidade ao artifício de trazer ao palco um deus para solucionar os emaranhados detalhes desenvolvidos no decurso do enredo. O conselho que Horácio dá aos dramaturgos contemporâneos é no sentido de não colocarem em cena um deus, a não ser que o problema seja tão grave, que haja necessidade da presença de um deus para soluciona-lo. Lutero tomou para si estas palavras, aplicando-as ao perdão dos pecados: “Temos aqui um problema que precisa de Deus para a sua solução”. 

Chegamos neste capítulo à passagem em Romanos onde Lutero descobriu a solução. Nesta parte de Romanos, no capítulo 3, Paulo nos oferece, antes de qualquer coisa, uma declaração exata da natureza do problema, e em seguida, uma explicação exata da solução. 

Examinemos em primeiro lugar a definição que Paulo nos dá do problema da salvação dos pecadores. O primeiro requisito para a solução de qualquer problema é saber qual é realmente o problema. Se você tem lutado com um problema por muito tempo, levando-o a um amigo, você já sabe o que significa receber uma resposta fácil que oferece uma solução errônea e artificial. Quando isso acontece, você fala um pouco contrariado: “Mas você não entende o problema…”. Há hoje em dia um grande número de pessoas com respostas fáceis e inconseqüentes para o problema humano; no entanto, suas respostas demonstram que realmente elas não entendem do que falam. E é a falha do entender o problema do pecado que levou o homem às dificuldades que enfrenta atualmente. Parece que o pecado não constitui problema algum para milhões de pessoas. Caso encontram alguém que se preocupa com isso, alguém que se perturba pela culpabilidade do próprio pecado, têm-no na conta de um fanático, pensam que tal pessoa precisa da psicanálise e não da salvação. O exame clássico de uma consciência culpada acha-se na grande obra de Bunyan, “Graça Abundante”, mas é considerado hoje – até por muitos membros de igrejas – como exagero, ou mórbida e trágica obsessão. É um truísmo dizer que nenhum problema pode ser solucionado até ser entendido, e que nenhuma solução ao problema humano se nos apresentará até que entendamos o problema do pecado. 

O pecado é problema por duas razões: a primeira é que a natureza do homem, conforme demonstramos no capítulo passado, é totalmente depravada. Ele é corrupto; é totalmente incapaz de salvar-se a si mesmo. Não pode remover a culpa do seu próprio pecado, e não consegue se desvencilhar do poder que o pecado exerce sobre ele, prendendo-o. Não pode sarar as chagas, não pode curar a doença. Do ponto de vista humano, o pecado não tem solução nem cura. Esta é a primeira parte do problema. 

Há, porém, outra dificuldade no problema do pecado, que existe em conexão com a natureza de Deus, e é este um ponto central que a maioria dos homens modernos deixa de perceber. O pecado se constitui em problema justamente porque Deus é justo. Foi este o problema de Lutero. Como pode o Deus absolutamente justo perdoar o pecado? Ele é o Juiz de toda a terra, e, “Não agirá retamente o Juiz de toda a terra?” Deixar passar uma injustiça, ignorar um crime, não tomando conhecimento dele, é um ato de injustiça tão grande quanto a condenação de inocentes. A dificuldade quanto ao perdão dado ao homem acha-se na justiça divina. A pergunta não é somente: Quem pode perdoar pecados senão somente Deus: e sim mais profundamente: Como pode o próprio Deus perdoar pecados? Deus é justo, e a justiça significa que as exigências da lei devem ser cumpridas. A penalidade do pecado precisa ser paga. Isto é necessário num universo moral, e é este problema que somente Deus, onipotente e onisciente poderia resolver. Ele o solucionou mesmo, e o resultado disto é um evangelho glorioso para ser pregado aos pecadores. 

Vamos agora examinar a solução do problema. Nesta seção de Romanos 3 não somente anuncia o fato do perdão, como também se nos apresenta uma declaração cuidadosa e analítica que demonstra como Deus perdoa nosso pecado. 

Antes de examinarmos a declaração integral da solução do problema da culpa e do pecado, quero fazer uma pequena pausa para dirigir a atenção do leitor à coisa maravilhosa que é o perdão. Um dos grande estudiosos do Novo Testamento, que viveu no século XIX, disse: “Quanto mais vivo, quanto mais importante e maravilhoso me parece o perdão dos pecados.” O fato do perdão é proclamado tanto no Antigo Testamento como no Novo. O sinal da nova aliança, segundo a descrição de Jeremias é: “Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31.34). Deus anuncia ao Seu povo: “Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi” (Is 44.22). As riquezas da graça perdoadora de Deus são proclamadas em todas as partes do Novo Testamento, e são demonstradas na terra através do ministério público de Jesus Cristo, que disse aos pecadores: “São perdoados os teus pecados; vai e não peques mais”. O perdão, portanto, é um fato, uma realidade. É ponto central da fé cristã, sendo sui generis e distinto, porque se encontra somente no Evangelho glorioso de Jesus Cristo. 

Este Evangelho de Cristo, no entanto, não proclama somente o fato do perdão; ensina-nos como Deus perdoa os pecados. Pelo Evangelho, ficamos sabendo que Deus solucionou o problema do pecado e da desobediência através do Seu Filho, Jesus Cristo. Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo (II Coríntios 5.19). Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e o homem. Ele é o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por Ele (João 14.6). 

O Evangelho, no entanto, faz algo mais do que nos ensinar de modo geral que Deus nos aceita por amor a Jesus. O Novo Testamento é muito mais exato do que isso. Descrevendo como Deus perdoa os nossos pecados, indica-nos a cruz. É na morte de Cristo que a expiação é feita. Segue-se aqui a transcrição da declaração exata que responde à questão do problema que somente Deus poderia solucionar. Solucionou-o em Cristo, e foi da seguinte maneira: 

“Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas;  isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença.  Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus,  ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” 

Esta é uma passagem que cada crente deve saber de memória. É a passagem que cada pregador deve ter como base de todos os seus ensinos e na pregação do Evangelho de Cristo. O Evangelho muitas vezes é descrito em termos gerais como demonstração do amor de Deus; este amor, porém, esta misericórdia e graça de Deus, que resulta no perdão dos pecados, deve ser sempre interpretada à luz do restante da revelação da Bíblia, demonstrando como e por que Deus pode perdoar o pecado. O pecado é apagado porque a sua penalidade já foi paga pelo sangue de Jesus derramado na cruz. Na morte de Cristo Jesus, foi cumprida aquela maravilhosa profecia: “Encontram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85.10). Deus resolveu o problema do pecado, tomando sobre Si a culpa pelo pecado na Pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo. “Aquele que não conheceu o pecado ele o fez pecado por nós; para que nós fôssemos feitos justiça de Deus” (II Coríntios 5.21). Sua justiça foi satisfeita em quem foi paga a penalidade: houve uma morte para expiar o pecado, e era a morte do próprio Filho de Deus, e, quando foi cumprida, Ele exclamou triunfante, “Está consumado!” Por essa razão, todo crente pode agora cantar alegre: 

“Completou-se a grande transação, Sou do Senhor, e Ele é meu.”  

 Ainda acima, eu disse que os homens que mais claramente perceberam o problema do pecado – homens como Lutero e Bunyan – são os mesmos que exprimiram a mais sublime alegria e gratidão na solução do mesmo. Bunyan fala em nome de todos os crentes que já compreenderam o problema do pecado quando diz, em sua autobiografia clássica: “Enquanto andava para cima e para baixo na casa, como quem chegou ao limite da angústia, aquele trecho da Palavra de Deus tomou posse do meu coração:  ‘sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus’ (Romanos 3.24). Mas, oh, quão grande o transtorno que isso me causou. De repente eu fiquei como alguém que desperta de um sonho perturbador. Ouvindo a sentença celestial, senti-me como se estivesse escutando a seguinte explicação: ‘Pecador, tu pensas que, por causa dos teus pecados e das tuas enfermidades, Eu não posso salvar a tua alma, mas eis que o Meu Filho está ao Meu lado e é para Ele que Eu olho, e não para ti, e, assim, Minha maneira de tratar contigo é de acordo com a minha satisfação nEle’.” 

Nosso interesse aqui, no entanto, não é meramente doutrinário ou acadêmico. Minha preocupação não é oferecer-lhe uma solução intelectual à dificuldade que há no perdão dos pecados. Minha preocupação é no sentido de você tirar benefício da solução, e você pode fazer isso, se confessar seus próprios pecados em Nome de Jesus, pedindo o perdão da parte de Deus. Nesta matéria a Bíblia é muito explícita. Depois de ser declarada a promessa de que o sangue de Jesus, o Filho de Deus, nos purifica de todo pecado, registra-se a seguinte orientação: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (I João 1.9). Se você ainda não fez assim, não quer fazê-lo agora? Curve a sua cabeça em oração e entregue sua vida a Deus em Jesus Cristo. 

Estudos em Romanos 1.18 – 5.21 

 Dr. Henry Bast 

 

A Igreja Emergente !

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Veja também: A Nova Reforma Protestante (clique aqui)

Uma coisa pouco agradável aconteceu quando estávamos a caminho do século XXI. No final do século XX, certos líderes saíram afirmando que precisávamos de “uma maneira nova de fazer igreja”. A religião dos tempos antigos não era boa o suficiente. Então vieram os novos truques, substituindo o Evangelho sólido. Vimos o surgimento do movimento da igreja que é “sensível aos que buscam” e que não ofende a ninguém. A “esquerda religiosa” tornou-se mais proeminente, promovendo seu evangelho social. E depois veio a Igreja Emergente.

Se você perguntar a dez cristãos o que é a Igreja Emergente, provavelmente nove deles ficarão sem ter o que dizer. Não obstante, ela está devorando denominações e igrejas inteiras que antes eram sólidas.

Então, o que é realmente esse fenômeno? Primeiro, ele é místico. Baseia-se em práticas dos antigos “padres do deserto”,* tais como oração contemplativa e meditar caminhando por um labirinto. Inclui também a yoga – tudo para chegar mais perto de Deus. Algumas de suas práticas deixam a pessoa em um estado alterado de consciência. Os emergentes não estão realmente interessados em doutrina; em vez disso, eles querem coisas que se possa sentir, tocar, e cheirar, tais como incenso e ícones.

Esse movimento reinventa o Cristianismo

Ele tira seus olhos da cruz e faz com que você enfoque a experiência. A Escritura já não é autoridade. Não há absolutos, nem na Bíblia. Os emergentes afirmam que, para levarmos o mundo e a igreja para a frente, devemos voltar atrás na história da igreja e abraçar até mesmo as crenças católicas. A doutrina deles está realmente mais perto do budismo, do hinduísmo e da Nova Era do que do cristianismo tradicional.

O inferno, o pecado e o arrependimento são deixados de lado para que ninguém se ofenda. Além disso, eles afirmam que não há absolutos suficientes para podermos falar sobre inferno, pecado e céu.

Os emergentes dizem que estão tentando proporcionar “significado a esta geração”. O que isso significa? No final do século XX, surgiu um anseio para atingir a geração pós-moderna. Conheça o termo pós-moderno! Ele é usado para descrever a geração de menos de 30 anos. E, conforme os emergentes, para alcançar essas pessoas, as tradições antigas tinham que ser abolidas.

Para os pós-modernos, a mensagem sólida do Evangelho é dogmática demais e arrogante. Os emergentes diriam que um evangelho mais moderado tinha que ser inventado para ser aceito pelas massas dentro dessa geração mais jovem.

Infelizmente, os recursos que eles escolheram para fazer isso estão mais de acordo com a adivinhação do que com qualquer outra coisa.

E, o que dizer sobre a escatologia deles? E sobre Israel? Como o enfoque deles é o evangelho social, eles estariam mais de acordo com a teologia do “Reino Agora”, de “tornar o mundo perfeito”. Eles não entendem literalmente nenhuma parte da escatologia bíblica (doutrina das coisas futuras, profecia) – consideram-na alegórica. Israel seria comparável a uma “república de bananas”. A ênfase está no Reino de Deus agora e não nas admoestações das Escrituras sobre o retorno iminente de Cristo em um julgamento que está por vir.

Agora chegamos a um problema muito importante

Essas pessoas são chamadas de evangélicas. De fato, a revista Time disse que o líder emergente Brian McLaren era um dos 25 evangélicos mais influentes no mundo. Um dos livros de McLaren tem o título de Everything Must Change (Tudo Tem Que Mudar). Aí está, a partir do próprio líder: a igreja deve mudar para a cultura dos tempos modernos. As maneiras antigas devem ser descartadas e novas maneiras estão aí; mas elas não são sensatas nem confiáveis.

Outro líder destacado é Rob Bell. Seus vídeos têm sido vistos em todo tipo de igreja evangélica. Em torno deles os grupos de estudos bíblicos das igrejas se juntam, examinando-os e adotando-o como um cristão fantástico do século XXI com novas idéias. O problema é que uma de suas  chocantes afirmações foi: “Essa não é apenas aquela mesma mensagem com novos métodos. Estamos redescobrindo o cristianismo como uma religião oriental”.

Para os pós-modernos, a mensagem sólida do Evangelho é dogmática demais e arrogante. Os emergentes diriam que um evangelho mais moderado tinha que ser inventado para ser aceito pelas massas dentro dessa geração mais jovem. Na foto, o líder emergente Rob Bell

Outros líderes proeminentes da Igreja Emergente incluem: Doug Pagitt, Dan Kimbal, Tony Jones, Dallas Willard e Robert Webber. Há outros, mas a lista é longa.

 Em poucas palavras, a ação social supera as questões eternas; os sentimentos subjetivos são preferidos à verdade absoluta; a experiência se sobrepõe à razão.

Agora você tem alguns dos pontos básicos à sua frente. Espalhe a notícia de que um movimento relativamente novo está seduzindo milhões e que ele não é sadio, não é bíblico, e é alarmante. Essa Igreja Emergente pode fazer a sua igreja afundar!

Fonte: Jan Markell, Israel My Gloryhttp://www.chamada.com.br)

Jan Markell é fundadora/presidente de Olive Tree Ministries em Minneapolis, MN, EUA.

Por DISCERNIMENTO CRISTÃO

Não Existem Super-Heróis

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Leia e reflita sobre como ser submisso e amável com seus líderes, seja em que âmbito for…

Texto Base: 1Rs 19.1 – 13.

Crescemos vendo super-heróis na TV. Eles eram sempre perfeitos, com seus poderes inimagináveis. A humanidade busca homens perfeitos, que nunca erram. Crescemos, contudo, continuamos buscando esses “super-heróis”. Cobramos muito daqueles que são autoridade sobre nós. Chega a ser uma perfeição subumana. Sejam essas pessoas nossos líderes, pastores, chefes, professores, e principalmente, os nossos pais. Não suportamos ou não sabemos lidar com o erro de quem está num patamar acima do nosso em autoridade. Tudo isso, não justifica as falhas, os erros. E não tira a responsabilidade dos erros das pessoas. Existe uma diferença entre o erro moral e erro comportamental (comportamentos que adquirimos ao longo da vida). Mas esta reflexão serve para alertar, para estimular o amor e o perdão e considerar aqueles que são lideres sobre as nossas vidas. Além disso, traz à tona a velha discussão acerca de alguns crentes que saem de suas igrejas devido à alguma decepção.

Lembremo-nos de Elias, profeta de Israel. Na época de Elias, Acabe e Jezabel reinavam em Israel. Baal era o deus adorado por eles. O capítulo 18 do livro de 1 Reis retrata algumas relatos sobre Elias. Ele era um homem de Deus que foi usado de uma forma maravilhosa. Ele também passou por maus momentos, muitas dificuldades. No entanto, ele permaneceu fiel diante de Deus e dos homens. Elias foi arrebatado por Deus, ele não morreu – 2 Rs 2.9. Quando analisamos a história deste homem de Deus, parece que não conseguimos observar erros em sua trajetória, mas ele errou. Nem por isso, sua história deixa de ter sua importância.

Cada um tem seu limite (vs. 1 a 4)
A rainha Jezabel ficou sabendo de tudo o que Elias fez no monte Carmelo com os profetas de Baal. Ela mandou dizer a ele que iria dar o troco. Com muito medo Elias fugiu para Berseba, ele andou aproximadamente 210 km e depois foi ao deserto. Lá ele assentou debaixo de um zimbro (árvore juniperácea), pegou uma sombra e clamou pela morte. Elias afinou para Jezabel. Ele não esperou pacientemente no Senhor. Ele se sentiu só e errou em não confiar em Deus. E Deus em seu amor e compaixão esperou o momento certo para confrontar Elias e mostrar a ele que há sempre um caminho, cuidando dele em amor e zelo.

Muitas vezes cobramos que as pessoas não errem. E quando elas erram não aceitamos e muitas vezes as rejeitamos, tratando-as com indiferença. Pessoas decepcionadas, em muitos casos até desviam-se da fé que professam, ou da igreja que frequentam, por causa dos erros do próximo. Está escrito na Bíblia em Jeremias 17.5: “Maldito o homem que confia no homem”. Achamos muitas vezes que o próximo é perfeito, um super-herói. Outra coisa que acontece é que achamos que os líderes são perfeitos, como super-heróis. Os líderes geralmente são alvo desses atos de insubmissão e rebeldia, ou ainda, retaliação.

Da mesma forma, os pais: alguns magoam com palavras, ficam muito nervosos, fazem diferença entre os filhos. Cobram demais, exigem tudo (estudo, casa, trabalho, irmãos). Além disso, descontam nos filhos os problemas pessoais. Muitos não têm tempo para estar com os filhos, substituindo a companhia dos filhos por outras coisas. Tantas razões levam muito adolescentes e até mesmo jovens dizerem: “Quero outro pai, outra mãe. Não agüento mais meus pais, não quero morar em casa”. Então o ódio, a raiva, o rancor e mágoa tomam conta do coração

Quem também geralmente enfrenta problemas de submissão e respeito à autoridade, são os professores e patrões. Há muita dificuldade por parte de muitos em respeitá-los e até mesmo em amá-los. Contudo, a maior parte das pessoas esquece que esses também erram. Eles são alvos de comentários e atos de julgamento.

Procure considerar (vs. 5 a 8)
Elias, o personagem dessa reflexão, teve seu limite. Deus buscou ajudá-lo no momento de agonia. Deus mostrou paciência, zelo, cuidado e amor para com Elias, ao enviar alimento e direcionamento a ele por diversas vezes, por meio de um anjo.  

Aplicação
Procure compreender os limites dos outros, cada um tem o seu. Entender, considerar, passar por cima reflete o caráter de Deus em nós.

Algumas coisas a considerar:
Busque entender o momento (crise finaceira, problema no trabalho, TPM, pressão, tristeza) das pessoas. Você também erra, porque as autoridades em sua vida não podem errar? Busque considerar a história do próximo (na família, no trabalho etc). Procure enxergar as coisas boas também. Quando consideramos algumas questões para entender o outro, entendemos a linguagem do amor e mudamos nosso parâmetro de cobrança. Não é fácil ser mãe, pai, padrasto, madrasta, líder, pastor, professor, patrão etc.

Perdão e Amor (vs. 9 a 13)
Depois de tudo, Deus ainda fala com Elias. Elias foi para Horebe, foi envidado por Deus. Ele é levado para que Deus se revelasse, e assim voltaria aos momentos de origem do seu ministério como profeta. Deus se revela a Elias através de um ciclo suave. Deus não queria que Elias estivesse na situação difícil eu estava vivendo. O amor e o perdão são marcas fortes na atitude de Deus para com Elias.

Aplicação
“O amor encobre multidões de pecados”. Existem coisas que só o amor e o perdão podem resolver. Encarar, discutir, ódio, rancor, responder mal, não resolve nada. Ame apesar do erro. Líderes, Pai, mãe não deixam de ser seus pais por causa dos erros. Líderes, pastores, professores não deixarão de ser autoridades por causa do erro deles. As autoridades não aguentam tudo, como você também, mesmo que às vezes eles se mostrem super- heróis. Se coloque um minuto no lugar do próximo, e você será um pouco mais compreensivo.
 
Reflita
Como tem sido a minha relação com as autoridades que tenho em minha vida? Será que tenho buscado nas autoridades super-heróis? Seja mais compreensivo, paciente, amoroso, considere algumas coisas. Perdão e amor são atitudes que devem ser presentes na sua relação com as pessoas. A cura para qualquer dor e trauma familiar passa pelo perdão. Os maiores problemas que temos são dentro família e em nosso relacionamentos mais próximo. Se você deseja crescer, busque o perdão como remédio. Faça da mesma forma que Deus fez com Elias, exerça amor e zelo por aquelas pessoas que Deus colocou próximo a você, e que de alguma forma exercem autoridade a vocês.

::Pastor Bruno Barcelar
Integrante da liderança da Rede de Adolescentes da Lagoinha
Contato: (31) 8404-6457 – E-mail: bruno.barcelar@lagoinha.com
Texto adaptado: Redação Atos Hoje.

Temos que Glorificar a Deus em TUDO o que fazemos

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Assumindo a responsabilidade

O homem é responsável por todos os seus atos, mesmo os inconscientes.

 Arthur Koestler

Uma vez que a atitude influencia as escolhas que determinam o procedimento, uma avaliação honesta de nossos procedimentos pode revelar a qualidade da atitude predominante em nosso cora­ção. Portanto, vamos agora inquirir nosso coração com algumas perguntas.

O que estou fazendo tem a aprovação de Deus?

 Precisamos, diariamente, olhar para nosso procedimento e nos certificar de que a nossa maneira de viver tem a aprovação divina. Nosso modo de vida recebe a aprovação de Deus através da sua palavra?

“Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens.”1 Precisamos proceder com a cons­ciência de que estamos fazendo tudo não aos homens, mas a Deus. Deus aprova o que está vendo em minha vida? Será que estamos prontos para romper, agora mesmo, com o que não tem agradado ao propósito divino?

Sugiro que você interrompa esta leitura por um tempo e ana­lise sua vida. Se encontrar algo que contrarie o propósito de Deus, tenha coragem para romper com isso, coragem para dizer não. Recuse-se a permanecer com qualquer coisa que não tenha a aprovação divina. Se for necessário ser maltratado por optar pelas coisas de Deus, prefira sofrer, mas não fique com nada que interfira na recompensa que Deus preparou para você.2 Além de estragar o plano maravilhoso que Deus tem para nossa vida aqui, ficar com algo que ele não aprova é colocar em risco o compromisso com o tesouro que o Senhor tem para nós na eter­nidade.

O que estou fazendo glorifica a Deus?

O meu procedimento expressa louvores a Deus? Minha vida promove a glória de Deus?

“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.”3 O nosso procedimento precisa promover a glória de Deus. Nossa vida precisa ser como aroma suave a Deus, uma vez que somos o bom perfume de Cris­to.4 Nossa maneira de viver precisa ser uma constante adoração a Deus.

Quando Deus criou a mim e a você, ele tinha um propósito em mente: que fôssemos o louvor da sua glória, e a isso fomos predes­tinados.5 Não encontraremos a felicidade em hipótese alguma, a não ser que cheguemos a esta compreensão: minha vida precisa promover a glória de Deus. Só seremos felizes se passarmos a viver nesta dimensão de vida: adorar a Deus! Assim, seremos plenamen­te realizados.

Talvez aqui esteja um problema: achar que devemos construir nossa felicidade e, para isso, enveredar em tantas buscas, nos esque­cendo de que só seremos felizes quando estivermos fazendo da nos­sa vida o projeto verdadeiro de viver para adorar a Deus.

O que eu estou fazendo promove alguma má impressão?

 Os lugares aonde vamos, os caminhos pelos quais andamos, as pessoas com quem caminhamos, as mesas onde nos assentamos, aproveitamos essas ocasiões para que nossos procedimentos dêem, aos que nos rodeiam, a oportunidade de terem de nós uma boa impressão? Ou deixamos uma má impressão por onde passamos?

“Abstende-vos de toda a aparência do mal.”6 Precisamos elimi­nar do nosso procedimento não só o que claramente sabemos ser contrário a Deus, mas tudo o que pode dar uma aparência pecami­nosa em nossa vida.

Será que existe algo em meus relacionamentos que dá alguma aparência de pecado? O jeito que eu uso as palavras dá alguma bre­cha para o pecado? Os programas de televisão, os filmes aos quais assisto, os livros e revistas que leio, tudo isso tem causado uma má impressão? Minha aparência, o modo como me visto, o jeito com que olho para as pessoas do sexo oposto têm alguma aparência de pecado?

Precisamos romper com qualquer coisa que possa aparentar uma vida distante de Deus.

Nas coisas que faço, existe a presença da dúvida?

 Quando orientou os cristãos de Roma, o apóstolo Paulo apresen­tou o princípio de que precisamos basear nossa vida na certeza da fé. Paulo nos ensinou que o que não provém da certeza da fé é pecado.

Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvida é condenado se comer, porque não come com fé; e tudo o que não provém da fé é pecado.7

A presença da dúvida em nossa vida deve servir de alerta. No mínimo, precisamos colocar-nos em oração para que Deus nos revele se estamos procedendo de acordo com o ensino da sua palavra. Uma boa atitude é procurar o líder espiritual para um aconselhamento.

O que eu vou fazer trará bons resultados para minha vida e para a vida das pessoas a meu redor?

 Nosso procedimento precisa produzir resultados espirituais positivos a nós e aos que nos rodeiam. “Atente bem para a sua pró­pria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agin­do assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem.”8

Uma árvore se dá a conhecer por seus frutos. A árvore boa dá um bom fruto. Do mesmo modo, a nossa nova vida com Cristo é co­nhecida pelos frutos, pelos resultados que produzimos.9 Portanto, podemos avaliar nosso procedimento pelos resultados que ele está promovendo: o que eu estou fazendo edifica os que vivem a meu lado?

Em Romanos 14.19, a Bíblia nos orienta: “Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua”. Um pouco mais à frente, em Gálatas 6.7, Paulo nos adverte sobre o perigo de procedermos sem critérios: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá”.

Não podemos permitir que o jeito Caim de se nos torne cegos, a ponto de vivermos a vida sem nos avaliarmos diariamente. Ah! Se Caim tivesse parado para avaliar-se e corrigir seu procedimento, como sua história teria sido diferente. Mesmo sendo advertido por Deus, ele prossegue desgraçadamente no procedimento errado, culminando numa vida de irrealização, vazio, solidão, derrota e escravidão no pecado.

“Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo.”10 Hoje, a mesma exortação que Deus fez a Caim faz a nós. E nosso dever escolher a maneira certa de agirmos. Não importa o que fizeram conosco no passado. Pode até ser que fomos vítimas de abusos, injustiças e tiranias. Hoje, neste exato momen­to, estamos com o poder de decisão em nossas mãos. Nossos algozes não têm mais nenhum poder sobre nós. Não importa o quanto nosso passado foi errado; agora, podemos escolher agir da forma certa, podemos recomeçar à luz do que Deus já nos deixou claro em sua palavra.

Deus sabe que não fomos, nem somos e jamais seremos perfei­tos por nossa própria força, competência e mérito. Ele não exige perfeição para nos aceitar. Deus espera apenas sinceridade e inte­gridade de nossa parte. Ele deseja que apresentemos nossos passos, nossos pensamentos, nosso coração, nossas atitudes, nossos proce­dimentos à luz do que já nos ensinou.

Hoje é o tempo de recomeçar. A cruz de Cristo é a garantia de que podemos recomeçar, sempre que descobrirmos que nos perde­mos na jornada em direção ao centro de sua vontade.

Levante-se ! Você é responsável

por todos os seus atos !

J. JACÓ VIEIRA, in A Síndrome de Caim

in Maluco por Jesus

Deus NÃO tem Favoritos !!!

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“Porque em Deus não há acepção de pessoas” - Romanos 2.11 

(pequeno estudo na Carta Paulina aos Romanos) – O problema da alienação que há entre o homem e Deus surge como resultado da corrupção da sua natureza. No primeiro capítulo, Paulo tira do mundo pagão as evidências que sustentam este ponto de vista quanto à natureza humana. Acusa os pagãos de iniqüidade, fornicação, maldade, cobiça, malícia, e assim por diante, até alistar mais de vinte pecados diferentes nesta descrição da depravação moral do mundo. A profundidade da degradação à qual se lançaram os homens mede-se de forma resumida no último versículo do capítulo 1: “Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (v. 32). Aqui, apresenta-se o quadro de pessoas que são tão depravadas que não somente cometem atos imorais, por sua própria conta, como também se deleitam em ver multiplicar-se a imoralidade. 

É só ler esta lista de pecados, tirada da prática dos pagãos do primeiro século, para se Ter uma idéia da realidade de quão baixo nós temos caído, quanto a moral em nossos dias. Não há um pecado sequer, mencionado naquela lista, que não se pratique abertamente, hoje em dia. Todos os jornais das grandes capitais imprimem reportagens dos mesmos pecados e crimes, revelando a conduta escandalosa da sociedade moderna, que anda afastada de Deus. É o que acontece a uma sociedade que vira as costas ao Deus vivo e verdadeiro. 

Ao dispor as evidências na sua demonstração das conseqüências de o homem Ter-se alienado de Deus, Paulo tem ainda mais coisas a acrescentar. Ainda não encerrou a lista de acusações contra a raça humana; no primeiro capítulo Paulo descreve a sociedade pagã do primeiro século; no segundo capítulo descreve a sociedade religiosa – especificamente a conduta dos judeus que receberam os benefícios da revelação da lei moral de Deus. Aqui, Paulo apresenta o indivíduo complacente. O segundo capítulo contém o juízo de Deus pronunciado contra o moralista. O judeu, com sua lei moral, só sabia desprezar o gentio que estava sem lei semelhante. Orgulhava-se de pertencer ao povo da Aliança de Deus. Os judeus tinham a lei e as ordenanças, sentiam-se seguros por possuírem a permanente aprovação de Deus. Nesta parte de Romanos, no entanto, Paulo faz incidir a luz de mais revelações divinas sobre estas pessoas religiosamente complacentes. Há aqui uma avaliação da moralidade dos que são retos aos seus próprios olhos, e, em seguida, uma exposição prolongada do juízo da mesma. Deus, sendo absolutamente reto, não dissimula a presença do pecado. Esta verdade é declarada mediante uma única expressão nítida e categórica, em Romanos 2.11: “Porque para Deus não há acepção de pessoas.” Este é o tema da seção que estamos estudando neste capítulo, e achamos três princípios de julgamento no desenvolvimento do mesmo, exposto por Paulo. 

O primeiro princípio é do da certeza da condenação divina ao pecado. Nesta altura, podemos voltar a Romanos 1.18, que começa esta discussão do pecado do homem e da sua rebelião contra Deus. Paulo, começando seu argumento que demonstra que todos precisam da salvação, declara: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (Romanos 1.18). Isto demonstra que há no evangelho não somente a revelação da Justiça de Deus, através da qual são salvos os que crêem, como há também a revelação da justiça de Deus, através da qual os pecadores são condenados. Deus revela ambos os aspectos, não escondendo nada. Nada oculta daquilo que Ele há de fazer, e quando falamos da revelação de Deus em Cristo Jesus, devemos saber que é uma revelação de misericórdia e também de condenação. Nos nossos dias modernos, pouca coisa disso tem sido dita com respeito à ira de Deus como parte importantíssima da revelação que Deus faz de Si mesmo, e se é mencionada, é com falta de entendimento ou com tentativas de achar explicações que diminuem seu impacto. A ira de Deus não é semelhante à raiva humana. Sua ira não é paixão nem emoção. A ira de Deus é a Sua justa determinação que punirá todo o pecado; é a resposta da Sua santidade à maldade e à rebeldia do homem. Precisamos receber novamente a revelação básica da Bíblia, de que todos os homens vivem na presença do Deus santo e justo. Tudo quanto fizermos está em aberto diante do Seu escrutínio. Haveremos sempre de prestar-Lhe conta dos nossos atos. É com o próprio Deus vivo que devemos entrar em entendimento. 

Pela revelação, sabemos que é certo e inevitável o juízo, e a nossa consciência confirma esta certeza. A consciência do homem – a não ser que esteja completamente cauterizada – é testemunha pessoal e íntima à realidade do juízo. Paulo apela a este fato nos primeiros versículos do capítulo 2, mostrando que todos os homens reconhecem o princípio do juízo, porque todos nós julgamos aos outros. Diariamente condenamos práticas que não merecem a nossa aprovação. Ficamos escandalizado por aquilo que consideramos atos de injustiça da parte dos outros, e partindo deste fato, Paulo fez um apelo ao julgamento divino dizendo: “No que julgas a outro, a ti mesmo te condenas”. Possuímos mesmo uma consciência do que é o julgamento, porque: “Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade, contra os que praticam tais coisas.” 

Uma segunda linha quanto à certeza do juízo de Deus pronunciado contra o pecado se percebe na própria vida. Este é um universo moral, o homem é uma criatura moral, e não se permite quebrar impunemente a lei moral. Este princípio é demonstrado graficamente na revolução sexual dos nossos dias. Aqueles que desejavam a completa liberdade da expressão sexual já a atingiram em nossa sociedade moderna. Agora, após terem rejeitado todos os mandamentos e os ensinamentos éticos da Bíblia, nos quais se baseava a nossa cultura, após terem derrubado todas as restrições morais à livre expressão dos seus desejos, após terem conseguido impor à sociedade a permissividade que reivindicam, estão começando a entrar em choque contra a lei moral final e suprema que se acha como parte integrante da natureza humana. Os psiquiatras que trabalham principalmente entre universitários nos informam que o número dos pacientes se multiplicou após o advento da nova moralidade. Por estranho que pareça, esses jovens, tanto homens quanto mulheres, são atormentados pela consciência e pelo senso de culpa e, pior ainda, estão perdendo qualquer capacidade de achar o verdadeiro amor e contentamento. 

O segundo princípio do juízo, é que é imparcial, que está de acordo com os fatos do caso. A totalidade do julgamento divino se baseia na situação real das coisas. É isso o que Paulo quer dizer que o juízo de Deus é imparcial, ou que Deus não tem favoritos. Foi esta a mensagem de Paulo aos moralistas, às pessoas para as quais a religião não passava de conformidade legal a certas regras e práticas externas. Tinham certeza de que Deus lhes dedicava Sua aprovação, porque Ele mesmo fizera com eles Sua aliança. Paulo destrói toda a complacência deles ao demonstrar-lhes que o princípio da aliança não é o favoritismo; o julgamento divino se pronuncia imparcialmente em todos os homens. Isto, naturalmente, de modo nenhum entra em conflito com o princípio fundamental do evangelho, que declara que a salvação vem pela graça e que Deus graciosamente perdoa os nossos pecados; pelo contrário, apenas quer dizer que a graça nunca deve ser confundida com favoritismo. A graça de Deus que nos é oferecida mediante o evangelho, é derramada sobre todos em pé de igualdade, sempre com a mesma condição do arrependimento e da fé. Paulo, fazendo resumo da sua própria pregação do evangelho, diz que andava em todos os lugares pregando o arrependimento perante Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Há, portanto, constantes exortações no Novo Testamento, no sentido de nos examinarmos para ver se estamos andando na fé, porque somente por meio desta fé em Jesus Cristo, é que pode haver o livramento do juízo. Bengal, comentando a história do régulo rico que aparece no Evangelho, diz: “Cristo encaminha à lei os que têm confiança em si mesmos; aos penitentes consola com o evangelho”. Este mesmo princípio acha-se no manual para a “Visitação dos Enfermos”, escrito por John Knox, o heróico reformador escocês, onde ele dá a seguinte orientação: “O visitante pode sustentá-lo com doces promessas da misericórdia divina, que são nossas mediante a obra de Cristo, percebe-se que o paciente está com receio das ameaças divinas. Se, pelo contrário, o paciente não se deixa comover pelo sentimento da sua própria culpa, precisa ser humilhado pela exposição da lei divina”. 

O terceiro princípio do juízo divino é aquele baseado em procedimento: “… da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento” (Romanos 2.6). Este princípio é ensinado na Bíblia inteira, e encontra-se em todas as partes do Novo Testamento. Acha-se no Sermão da Montanha, destaca-se no livro de Apocalipse (o livro do juízo por excelência da Bíblia), e aparece nas demais Epístolas, sendo especialmente ressaltado por Tiago. 

Este princípio já deu origem a discussões desnecessárias, sendo que os críticos levantaram objeção de que, neste ponto, a Bíblia entra em contradição consigo mesma. A cuidadosa leitura da exposição deste princípio que Paulo faz em Romanos demonstra, porém, que aqui não há contradição alguma entre a fé e as obras, contradição esta, aliás, que não surge em nenhuma parte da Bíblia. Devemos sempre tomar como ponto de partida o depoimento claro e sem ambigüidade de que a justificação vem pela fé somente, excluindo-se quaisquer considerações secundárias. “Ninguém será justificado diante dele por obras da lei” (Romanos 3.20); “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica ao ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça” (Romanos 4.4,5). Alguém poderá formular a pergunta: Como se reconcilia isto com a declaração de que Deus retribuirá a cada um segundo o seu procedimento, ou seja, suas obras? Em primeiro lugar, devemos entender em que parte jaz a verdaderia discrepância ou dificuldade. A antítese não é entre fé e obras, e sim, entre o merecer a salvação e o recebê-la como Dom gratuito da graça de Deus. Conforme já indiquei, não há nenhuma linha na Bíblia que sugira que qualquer homem pode merecer a própria salvação. Não se obtém a salvação ou a justificação mediante as obras: é sempre o Dom gratuito que Deus oferece mediante a graça. Mesmo assim, as obras pelas quais seremos julgados são o fruto da fé. Paulo diz em Efésios: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; isto não vem de vós, é Dom de Deus, não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2.8-10). Jesus disse: “Os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5.29). O tema central do ensino de Jesus é: “Pelos seus frutos vós os conhecereis”. No final das contas, a realidade da fé que se possui nunca poderá ser medida por meras palavras ou alegações. Lembrem-se das palavras de Jesus: “Nem todo o que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7.21). Somos salvos mediante a fé somente, mas esta fé mediante a qual somos salvos, revela, pelas obras que praticamos que realmente somos salvos. Ou, em linguagem mais teológica, o Novo Testamento inteiro insiste em que nossa justificação seja seguida pelos frutos da justiça. 

Paulo termina sua explanação sobre o juízo fazendo séria advertência aos seus leitores. Não entendam erroneamente a paciência de Deus: o juízo pacientemente adiado não significa que não haverá juízo algum. Deus nem sempre pune imediatamente o pecado. Seguem-se algumas perguntas que Paulo fez aos seus leitores do primeiro século, e que cada um de nós hoje bem podia fazer a si mesmo: “Tu, ó homem, que condenas aos que praticam tais coisas e fazes as mesmas coisas, pensas que te livrarás do juízo de Deus? Ou desprezas a riqueza da Sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Romanos 2.-34). 

Quantas vezes, quando é cometido um assassinato ou outro ato de injustiça, ouvimos alguém dizer: “Por que Deus permite isto?” Comentários desta natureza surgem da parte daqueles que não têm o conceito certo da paciência de Deus. O propósito de Deus em adiar o juízo não visa consolar os pecadores, e sim levá-los ao arrependimento. Deus não está deixando o pecado escapar desapercebido quando demora em aplicar o castigo; é inevitável a condenação de Deus ao pecado, mas Ele adia o pronunciamento do castigo sobre o pecado a fim de que as pessoas possam se arrepender e abandoná-lo. É por essa razão que a Bíblia diz: “Buscai ao Senhor enquanto  se pode achar; invocai-O enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Isaías 55.6,7). 

QUERO FALAR AGORA EM PROL DO EVANGELHO DA GRAÇA DE DEUS. Quero instar com você, leitor, no sentido de que não interprete erroneamente a bondade e a paciência de Deus. Compreenda o que Deus quer com isso: quer levá-lo ao arrependimento. Os homens quebram as leis de Deus, zombam do Seu domínio, blasfemam o Seu nome, como acontece hoje em dia, mesmo assim, quando estas coisas estão acontecendo, Deus ainda está refreando a Sua ira contra tanta maldade e iniqüidade, por ser Ele misericordioso e gracioso, apesar de ser santo e reto. O dia da sua paciência chegará ao fim, e este será o começo do dia do julgamento. Você precisa preparar-se para enfrentar este dia, fazendo exatamente aquilo que a Palavra de Deus insiste com urgência que você faça – arrependa-se e creia. Não despreze a bondade divina, não entenda mal a Sua paciência, porque tudo isso visa levá-lo ao arrependimento. Faça o que é certo para resolver o problema agora mesmo. 

Dr. Henry Bast. 

in Maluco por Jesus

Sobre o Pecado nos Crentes

5 Comentários

 

John Wesley     

‘Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo’. (II Corintios 5:17)

 I. O pecado permanece em alguém que crê em Cristo?

 II. Qual as diferenças entre o pecado interior e o pecado exterior?

 III.  A carne – a natureza má – opõe-se ao Espírito, até mesmo nos crentes.

 IV. Um homem não pode ser limpo, consagrado, santo, ao mesmo tempo em que é impuro, não consagrado e não santo. 

V. Existe em cada pessoa dois princípios contraries: natureza e graça.

PRIMEIRO

1. Existe, então, pecado naquele que está em Cristo? O pecado permanece naqueles que crêem Nele? Existe algum pecado naqueles que são nascidos de Deus, ou eles estão totalmente livres dele? Que ninguém imagine que esta seja uma questão de mera curiosidade; ou que seja de pequena importância, se for determinado um caminho ou o outro. Antes, é um ponto de extrema relevância para todos os cristãos sérios; decidirem o que mais proximamente concerne à sua felicidade presente e eterna.

2. E, ainda assim, eu não sei se isto foi, alguma vez, discutido na igreja primitiva. Decerto, não existiu espaço para disputas concernentes a ela, já que todos os cristãos estavam de acordo. E, até onde eu tenho observado, todo o corpo de cristãos do passado, que nos deixaram algo escrito, declararam a uma só voz, que, mesmo os crentes em Cristo, até que eles estejam ‘fortalecidos no Senhor, e no poder de sua força’, têm necessidade de ‘lutar com a carne e sangue’, com uma natureza pecaminosa, assim como, ‘com principados e potestades’.        

3. E neste contexto, nossa Igreja (como realmente na maioria dos termos) copia exatamente segundo a igreja primitiva; declarando em seu Nono Artigo: ‘O pecado original é a corrupção da natureza de todo homem, de forma que ele está inclinado ao mal, pela sua própria natureza; assim sendo, a carne cobiça, contrariamente ao Espírito. E esta influência da natureza permanece; sim, naqueles que estão regenerados; de maneira que, a luxúria da carne não é objeto da lei de Deus. E, embora não exista condenação para aqueles que crêem, ainda assim, esta luxúria tem em si mesma a natureza do pecado’.

4. O mesmo testemunho é dado, através de todas as outras igrejas; não apenas, através da igreja grega e romana, mas através de toda igreja reformada na Europa, de qualquer que seja a denominação. De fato, alguns desses parecem levar a coisa muito longe; descrevendo a corrupção do coração do crente, como que dificilmente admitindo que ele tem domínio sobre ela, mas que, antes, é seu escravo; e, por esses meios, eles fazem uma pequena distinção entre um crente e um descrente.

5. Para evitarem este extremo, os muitos homens bem intencionados, particularmente esses, debaixo da direção do recente Conde Zinzendorf [líder Morávio (denominação Protestante, surgida no século XVIII, pela renovação do antigo movimento dos Irmãos Boêmios, que dá ênfase à vida cristã pura e simples e à fraternidade dos homens. Mais comumente conhecida como Irmãos Morávios)], foram para o outro lado, afirmando que ‘todos os crentes verdadeiros não são apenas salvos do domínio do pecado, mas da existência do pecado interior, assim como exterior; de maneira que ele não mais permanece neles’:E desses, por volta de vinte anos atrás, muitos de nossos compatriotas absorveram a mesma opinião de que, até mesmo a corrupção da natureza, não está mais, naqueles que crêem em Cristo.

6. É verdade que, quando os alemães foram pressionados, eles logo admitiram (muitos deles, pelo menos) que ‘o pecado ainda permanece na carne, mas não no coração de um crente’; e, depois de um tempo, quando o absurdo disto foi mostrado, eles razoavelmente desistiram do ponto; admitindo que o pecado ainda permanecia, embora não reinasse, naquele que é nascido de Deus.

7. Mas o inglês que recebeu isto deles (alguns diretamente, alguns de segunda e terceira mão) não foi tão facilmente convencido a se desfazer de uma opinião favorita. E, até mesmo quando a generalidade deles se convenceu de que ela era extremamente indefensável, alguns poucos não puderam ser persuadidos a desistir, mas mantiveram-na até hoje.

SEGUNDO

 1. Por causa desses que realmente temem a Deus, e desejam conhecer ‘a verdade que está em Jesus’; não pode ser impróprio considerar o ponto com calma e imparcialidade. Ao fazer isto, eu uso indiferentemente as palavras, regenerado, justificado, ou crentes; desde que, embora eles não tenham precisamente o mesmo significado (o Primeiro, implicando uma mudança interior, verdadeira; o Segundo, uma mudança relativa; e o Terceiro, os meios pelos quais, tanto uma quanto a outra é forjada); ainda assim, elas convergem para a mesma coisa; já que todos os que crêem são ambos, justificados e nascidos de Deus.

2. Por pecado, eu entendo aqui pecado interior; qualquer temperamento pecaminoso, paixão ou afeição, como orgulho, vontade própria, amor ao mundo, de algum tipo, ou em algum grau; tal como cobiça, ira, impertinência; qualquer disposição contrária à mente que estava em Cristo. 

3. A questão não é concernente ao pecado exterior; quer um filho de Deus cometa pecado ou não. Nós todos concordamos e sinceramente mantemos ‘que ele que comete pecado é do diabo’. Nós concordamos, ‘que quem é nascido de Deus não comete pecado’. Nem agora inquirimos, se o pecado interior irá permanecer sempre nos filhos de Deus; se ele irá continuar na alma, por quanto tempo ela continue no corpo: Nem, ainda assim, inquirimos, se uma pessoa justificada possa reincidir em um pecado interior ou exterior; mas, simplesmente isto: um homem justificado ou regenerado está liberto de todo pecado, tão logo ele seja justificado? Não existe, então, pecado algum em seu coração? – nem mesmo depois, a não ser, se ele cair da graça?

4. Nós admitimos que o estado de uma pessoa justificada é inexprimivelmente grande e glorioso. Ele é nascido novamente, ‘não do sangue; nem da carne; nem da vontade do homem, mas de Deus’. Ele é filho de Deus, um membro de Cristo, um herdeiro do trono dos céus. ‘A paz de Deus, que ultrapassa todo entendimento, mantém seu coração e mente em Jesus Cristo’. Mesmo seu corpo é um ‘templo do Espírito Santo’,  e uma ‘morada de Deus, através do Espírito’. Ele é ‘feito novo em Jesus Cristo’: Ele é lavado; ele é santificado. Seu coração é purificado pela fé; ele é limpo ‘de toda corrupção que está no mundo’; ‘o amor de Deus espalha-se em seu coração, pelo Espírito Santo que é dado a ele’. E, por quanto tempo ele ‘caminha no amor’ (o que ele pode sempre fazer), ele adora a Deus em espírito e em verdade. Ele mantém Seus mandamentos, e faz todos as coisas que são agradáveis aos olhos de Deus; assim, exercitando a si mesmo, como para ‘ter a consciência que evita a ofensa, em direção a Deus, e em direção ao homem’: E ele tem poder, tanto sobre o pecado exterior quanto interior, até mesmo, do momento em que ele é justificado.

TERCEIRO 

1. ‘Mas ele não está, então, liberto de todo pecado, de modo que não exista pecado em seu coração?’.Eu não posso dizer isto; eu não posso acreditar nisso; porque Paulo diz o contrário. Ele está falando para crentes e descrevendo o estados dos crentes em geral, quando ele diz: (Gálatas 5:17) ‘Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis’. Nada pode ser mais explícito. O Apóstolo afirma aqui diretamente que a carne – a natureza pecaminosa, se opõe ao Espírito, mesmos nos crentes; que, mesmo no regenerado, existem dois princípios, ‘contrários um ao outro’.

2. Novamente: Quando ele escreve para os crentes em Corinto; para aqueles que foram santificados em Jesus Cristo, (I Corintios 1:2) ‘À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso’, ele diz: (I Corintios 3:1) ‘E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei, e não com carne, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis, Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?’. Agora aqui o Apóstolo fala junto àqueles que eram inquestionavelmente crentes; a quem,  no mesmo fôlego,  ele denominou seus irmãos em Cristo, — como sendo ainda, em uma medida – carnais. Ele afirma que existia inveja (um temperamento pecaminoso), ocasionando contenda entre eles, e ainda assim, ele não fez a menor insinuação de que eles tivessem perdido sua fé. Mais do que isto, ele manifestadamente declara que eles não haviam perdido; porque, então, eles não seriam bebês em Cristo. E (o que é mais notável de tudo), ele fala de serem carnais, e bebês em Cristo, como uma e a mesma coisa; mostrando plenamente que todo crente que todo crente é (em um grau) carnal, enquanto ele é apenas um bebê em Cristo.  

3. De fato, este grande ponto, o de que existem dois princípios contrários nos crentes, — natureza e graça; a carne e o Espírito, mencionados, através de todas as Epistolas de Paulo; sim, através de todas as Escrituras; quase todas as direções e exortações, neste contexto, estão alicerçadas nesta suposição; apontando para os temperamentos e práticas errôneos naqueles que eram, não obstante, reconhecidos pelos escritores inspirados, serem crentes. E eles eram continuamente exortados a combater e conquistar estes, pelo poder da fé que estava neles.  

4. E quem pode duvidar, a não ser que existia fé no anjo da igreja de Efésios, quando nosso Senhor disse a ele: (Apocalipse 2:2-4) ‘Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e eles não são, e tu os achaste mentirosos. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste’. Mas existia, nesse meio tempo, nenhum pecado em seu coração? Existia, ou Cristo não teria acrescentado: ‘Não obstante, tenho contra ti que deixaste o teu primeiro amor’. Este foi um pecado real que Deus viu em seu coração; do qual, adequadamente, ele é exortado a se arrepender. E ainda assim, nós não temos autoridade para dizer, que, mesmo então, ele não tem fé.

5. Mais do que isso, o anjo da igreja de Pérgamo, também é exortado a se arrepender, o que sugere pecado, embora nosso Senhor expressamente diga: (Apocalipse 2:13, 16) ‘Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. (…) Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca’. E ao anjo na igreja de Sardes, ele diz: (Apocalipse 3:2) ‘Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque eu não achei tuas obras perfeitas diante de Deus’. O bem que ainda restava estava pronto para morrer; mas estava verdadeiramente morto. De modo que ainda havia uma faísca de fé, mesmo nele; o que está de acordo ordenando para segurar firme: (Apocalipse 3:3) ‘Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei’.  

6. Uma vez mais: Quando o Apóstolo exorta os crentes em (2 Coríntios 7:1) ‘Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito; aperfeiçoando a santificação no temor de Deus’, ele plenamente ensina que esses crentes não estavam ainda limpos disso.

Você irá perguntar: ‘Mas ele que se abstêm de toda a aparência do mal, ipso facto, limpa a si mesmo de toda imundícia?’. Não, de maneira alguma. Por exemplo: um homem me insulta: eu sinto ressentimento, o que é imundícia do espírito; ainda assim, eu não digo uma palavra. Aqui, eu ‘me abstenho de toda a aparência do mal’;  mas isto não me limpa da imundícia do espírito, como eu experimento para minha tristeza.

7. E, como esta posição: ‘Não existe pecado em um crente; nenhuma mente carnal; nenhuma inclinação à apostasia’, é, então, contrária à palavra de Deus, assim, é para a experiência de seus filhos. Esses continuamente sentem um coração inclinado à apostasia; uma tendência natural para o mal; uma predisposição a separar-se de Deus, e se aderirem às coisas da terra. Eles estão diariamente conscientes do pecado permanecendo em seus corações, — orgulho, vontade própria, descrença; e do pecado, aderindo a tudo o que eles falam ou fazem, até mesmo, às suas melhores ações, e as mais santas obrigações. Ainda assim, ao mesmo tempo em que eles ‘sabem que são de Deus’; eles não duvidam disto, por um momento. Eles sentem seu Espírito, claramente, ‘testemunhando com o espírito deles, que eles são filhos de Deus’. Eles ‘se regozijam em Deus, através de Jesus Cristo, por meio de quem, eles têm agora recebido a redenção’. De modo que eles igualmente garantiram que o pecado está neles, e que ‘Cristo é neles, a esperança da glória’.

8. ‘Mas Cristo pode estar no mesmo coração, em que o pecado está?’. Sem dúvida que pode; do contrário ele nunca poderia ser salvo disto. Onde está a doença, lá está o médico, exercendo seu trabalho; lutando, até que lance fora o pecado. Decerto que Cristo não pode reinar, onde o pecado reina; nem Ele irá habitar onde algum pecado é permitido. Mas Jesus está e habita no coração de todo crente que esteja lutando contra todo o pecado; embora não seja ainda purificado, de acordo com a purificação do santuário.

9. Foi observado antes, que a doutrina oposta, — a de que não existe pecado nos crentes, — é completamente nova na igreja de Cristo; já que nunca foi ouvida, durante cento e dezessete anos; nunca, até que foi descoberta pelo conde Zinzendorf. Eu não me lembro de ter visto a menor insinuação dela, tanto nos escritores antigos, quanto modernos; exceto, talvez, em alguns dos selvagens e entusiastas antinomianos [os que acreditavam que, pela fé e a graça de Deus anunciadas no Evangelho, os cristãos são libertados, não só da lei de Moisés, mas de todo o legalismo e padrões morais de qualquer cultura]. E esses, igualmente, dizem e desdizem, admitindo que existe pecado na sua carne, embora nenhum pecado em seus corações. Mas, apesar da doutrina ser nova, ela está errada; porque a religião antiga é a única verdadeira; e nenhuma doutrina pode ser correta, a menos que seja exatamente a mesma ‘que fora desde o início’.

10. Um argumento a mais contra essa doutrina nova e não bíblica, pode ser esboçada das conseqüências terríveis dela. Se alguém diz: ‘Eu sinto ira hoje’. Eu devo replicar: ‘Então, você não tem fé?’. Um outro diz: ‘Eu sei que o que você aconselha é bom, mas minha vontade é completamente contrária a isto’. Eu devo dizer a ele: ‘Então, você é um descrente, debaixo da ira e maldição de Deus?’. Qual será a conseqüência natural disto? Porque, se ele acredita no que eu digo, sua alma não apenas será afligida e magoada, mas, talvez, seja totalmente destruída, visto que, como ele ‘irá lançar fora’ aquela ‘confiança que tem na grande recompensa de galardão’: E, tendo lançado fora sua proteção, como ele irá ‘extinguir os dados certeiros do iníquo?’. Como ele irá superar o mundo? – vendo que ‘essa é a vitória que domina o mundo, até mesmo nossa fé?’.

Ele se encontra desarmado, em meio aos seus inimigos; exposto a todos os assaltos deles. Qual a surpresa então, se ele for totalmente dominado; se eles o tornarem escravos da vontade deles; sim, se ele cair, de uma maldade para outra, e nunca mais ver o bem? Por conseguinte, eu não posso, por nenhum meio, receber essa afirmação, de que não existe pecado no crente, do momento em que ele é justificado.

Em Primeiro Lugar, porque é contrário a todo o teor das Escrituras; — Em Segundo Lugar, porque é contrário à experiência dos filhos de Deus, — Em terceiro lugar, porque é absolutamente novo, nunca ouvido no mundo, até ontem; — e, em Último Lugar, porque é naturalmente atendido com as mais fatais conseqüências; não apenas afligindo aqueles a quem Deus não tem afligido, mas, talvez, arrastando-os para a perdição eterna.

QUARTO

 1. Contudo, permita-nos ouvir atentamente aos principais argumentos desses que se esforçam para sustentar isto. Primeiro, é das Escrituras que eles tentam provar que não existe pecado no crente. Eles argumentam assim: ‘As Escrituras dizem que todo crente é nascido de Deus, é limpo, santo e consagrado; é puro no coração; tem um novo coração; e é um templo do Espírito Santo. Agora, como ‘aquele que é nascido da carne, é carne’, é completamente mal, assim, ‘aquele que é nascido do Espírito é espiritual’, e completamente bom. Novamente: Um homem não pode ser limpo, consagrado, santo, e, ao mesmo tempo, impuro, não consagrado, não santo. Ele não pode ser puro e impuro; ou ter um coração novo e velho, juntos. Nem pode sua alma ser não santa, enquanto ele é o templo do Espírito Santo.

Eu tenho colocado essa objeção, tão fortemente quanto possível, para que todo seu peso possa aparecer. Permita-nos examiná-la, parte por parte.

(1) ‘Que aquele que é nascido do Espírito é espiritual, é completamente bom’. Eu admito o texto, mas não a observação. Porque o texto afirma isto, e não mais, — que todo homem que ‘é nascido do Espírito’, é um homem espiritual. Ele o é: Mas embora ele seja, ainda assim, não será completamente espiritual. Os cristãos de Corinto eram homens espirituais; ou eles não teriam sido cristãos, afinal; e, ainda assim, eles não eram completamente espirituais: eles eram, em parte, ainda carnais. — ‘Mas eles eram caídos da graça’. Paulo diz que não. Eles eram até mesmo, bebês em Cristo.

(2) ‘Mas um homem não pode ser limpo, consagrado, santo, e ao mesmo tempo, impuro, não consagrado, não santo’.  Decerto que ele pode. Assim eram os Coríntios: ‘Vocês estão lavados’, diz o Apóstolo, ‘vocês estão consagrados’; ou seja, limpos da ‘fornicação, idolatria, bebedeira’, e todos os outros pecados exteriores.

(I Corintios 6:9) Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido consagrados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus’;  e, ainda assim, ao mesmo tempo, em outro sentido da palavra, eles eram não consagrados; eles não estavam lavados; não interiormente limpos de toda inveja, conjecturas diabólicas, parcialidade, — ‘Mas certo, eles não tinham um novo coração e um velho coração, juntos’. Na verdade, eles tinham, porque, naquele mesmo momento, seus corações eram verdadeiramente, embora que não inteiramente, renovados. A mente carnal deles foi pregada na cruz; ainda assim, não estava totalmente destruída. – (I Corintios 6:19) ‘Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?’; e é igualmente certo, que eles eram, em algum grau, carnais, ou seja, não santos.

2. ‘Entretanto, existe uma Escritura a mais que irá colocar esse assunto fora de questão’: (II Corintios 5:17) ‘Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo’. ‘Agora certamente um homem não pode ser uma nova criatura, e uma velha criatura de uma só vez’. Sim, ele pode: Ele pode ser parcialmente renovado, o que foi o mesmo caso com aqueles em Corinto. Eles foram, inegavelmente, ‘renovados no espírito de suas mentes’, ou eles não poderiam ter sido ‘bebês em Cristo’. Ainda assim, eles não tinham a mente total que estava em Cristo, porque eles invejavam um ao outro. “Mas é dito expressamente: ‘as velhas coisas se passaram: todas as coisas se fizeram novas’”. Mas nós não devemos interpretar as palavras do Apóstolo, de maneira a que ele contradiga a si mesmo.  E se nós o tornarmos consistente consigo mesmo, o significado claro das palavras é este: Seu velho julgamento, concernente à justificação, santidade, felicidade, de fato, concernentes a todas as coisas de Deus, em geral, são agora passadas; assim como seus velhos desejos, objetivos, afeições, temperamentos e conversa. Todos esses se tornaram inegavelmente novos; grandemente mudados do que eles eram; e, ainda assim, embora eles sejam novos, eles não estão totalmente novos. Ainda, ele sente, para sua tristeza e vergonha, restos do velho homem, também a decadência manifesta de seus temperamentos e afeições, anteriores, posto que eles não podem obter vantagem alguma sobre ele, por quanto tempo ele vigia junto à oração. 

3. Todo este argumento: ‘Se ele está limpo, ele é limpo’; ‘Se ele está, ele é santo’; (e vinte expressões mais desse mesmo tipo podem ser facilmente empilhadas). É realmente nada melhor, do que brincar com palavras. É uma falácia argumentar do particular para o geral; inferir uma conclusão geral, de premissas particulares. Proponha a sentença inteira, e ela ficará assim: ‘Se ele é santo, afinal, ele é santo completamente’. Isto não procede: todo bebê em Cristo é santo, e ainda assim, não completamente. Ele está salvo do pecado; ainda assim, não inteiramente: O pecado permanece, embora não reine. Se você pensar que ele não reina (nos bebês, pelo menos, quer seja este o caso com homens jovens ou adultos), você certamente não tem considerado a altura, a profundidade, a largura, e comprimento da lei de Deus; (mesmo a lei do amor, escrita por Paulo, no décimo-terceiro capítulo de Corintios); e que toda anomia, desconformidade, ou desvio, para com esta lei, é pecado. Agora, não existe desconformidade a ela, no coração ou vida de um crente? O que pode ser em um cristão adulto, é outra questão; mas que estranho deve ser para a natureza humana, aquele que pode possivelmente imaginar que este é o caso com todo bebê em Cristo! 

4. ‘Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito’. (Romanos 8:1).

[O que se segue, por algumas páginas, é uma resposta a um documento, publicado na Cristian Magazine, p. 577-592. Eu estou surpreso que o Sr. Dodd tenha dado a tal documento um lugar em sua revista, o que é diretamente contrário ao Nono Artigo – Editor]    

[Esta é a carta escrita por John Wesley ao Sr. Dodd – acréscimo da tradutora] – 05 de Março, 1767

 Ao Editor de Lloyd´s Evening Post       

“Senhor”,

“Muitas vezes, o redator da Christian Magazine tem me atacado sem medo ou finura; e, por este meio, ele tem convencido seus leitores imparciais de uma coisa, pelo menos — que (como, vulgarmente, se diz) seus dedos comicham, para estar diante de mim; que ele tem o desejo passional de medir espadas comigo. Mas eu tenho um outro trabalho em minhas mãos: eu posso aplicar o pouco que resta da minha vida em propósitos melhores!”

 “Os fatos de seu último ataque são esses: Trinta e cinco, ou, trinta e seis anos atrás, eu admirava muito o caráter do cristão perfeito desenhado por Clemens Alexandrinus. Há vinte e cinco, ou, vinte e seis anos, um pensamento me veio à mente: esboçar tal caráter, por mim mesmo; apenas, que de uma maneira mais bíblica e, principalmente, nas próprias palavras da Escrituras: isto eu intitulei: ‘O Caráter de um Metodista, acreditando que, curiosamente, poderia incitar mais pessoas a ler isso, e, também, que alguns preconceitos pudessem, desse modo, ser removidos do homem sincero”.

“Mas, para que ninguém imaginasse que eu pretendia um elogio a mim, ou aos meus amigos, eu me resguardei contra isso, no próprio título da página, dizendo tanto em meu nome como no deles:’Não como se eu já tivesse atingindo, tampouco como se já fosse perfeito’”.

“Para o mesmo efeito, eu falo na conclusão: ‘Esses são os mesmos princípios e práticas de nossa religião; sãos as marcas de um verdadeiro Metodista’; que é, um verdadeiro cristão; como eu, imediatamente, depois, expliquei: ‘por esses princípios apenas fazer com que aqueles que estão no ridículo, assim chamados, desejem ser distinguidos de outros homens’. ‘Por essas marcas fazer com que nós trabalhemos, para distinguir a nós mesmos daqueles, cujas mente e vida, não estão de acordo com o Evangelho de Cristo’”.

“Este inferior, ou Dr. Dodd, diz, ‘Um metodista é, de acordo com o Sr. Wesley, um que é perfeito, e não peca em pensamento, palavra, ou ação’. Senhor, queira me desculpar! Isso não é ‘de acordo com o Sr. Wesley’. Eu tenho dito com todas as palavras que eu não sou perfeito; e, ainda você me permite ser um Metodista! Eu disse a você, categoricamente, que eu não consegui o caráter que eu esbocei. Você irá fixar isso em mim, apesar dos meus dentes? ‘Mas o Sr. Wesley diz que outros Metodistas têm’, Eu não digo tal coisa! O que eu digo, depois de ter dado um relato bíblico de um perfeito cristão, é isso: ‘Por essas marcas o Metodista deseja ser distinguido de outros homens; por essas marcas nós trabalhamos para distinguir a nós mesmos’. E você não deseja e trabalha para o mesmo propósito?”.

“Mas você insiste: ‘O Sr. Wesley afirma que o Metodista (isto é, todos os Metodistas) é, perfeitamente, santo e íntegro’. Onde eu afirmei isso? Não, em alguma propaganda religiosa! Diante disso, eu afirmo justo o contrário; e que eu afirmo isso, seja lá onde for, é mais do que eu sei.  Fique à vontade, senhor, de assinalar o local: até que isso seja feito, tudo o que você acrescentou (amargo, o suficiente) é mera ‘trovoada’; e os Metodistas (assim chamados) podem ainda declarar (sem qualquer punição de sua sinceridade) que eles não vêm à mesa santa ‘confiando em sua própria retidão, mas nas múltiplas e grandiosas misericórdias de Deus’”.

Eu sou, senhor,

Seu,

John Wesley

®            Esses são reunidos, como se eles fossem a mesma coisa. Mas eles não o são. A culpa é uma coisa, o poder outra, e a existência outra, ainda. Que os crentes estão livres da culpa e poder do pecado nós admitimos; que eles estão livres da existência dele, nós negamos. Nem isto, de alguma maneira, se conclui desses textos. Um homem pode ter o Espírito de Deus habitando nele, e pode ‘caminhar, segundo o Espírito’,  embora ele sinta ainda ‘a carne entregando-se à luxúria, contra o Espírito’.

5. “Mas a ‘igreja é o corpo de Cristo’(Colossenses 1:24) ‘Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja’; isto implica que seus membros são lavados de todas as suas sujidades; do contrário irá se seguir que Cristo e Belial estão incorporados um com o outro”. 

®            Não. Pelo fato de ‘aqueles que são o corpo místico de Cristo, ainda sentirem a carne cobiçando contra o Espírito’, isto não quer dizer que Cristo tem alguma camaradagem com o diabo; ou com aquele pecado que ele os capacita a resistir e dominar!

6. Mas os cristãos ‘chegaram ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial’, onde ‘nada corrompido entra?”.(Hebreus 12:22): Ou seja, céu e terra, todos concordam, todos são uma grande família.

®            E são igualmente santos e corrompidos, enquanto eles ‘caminham segundo o Espírito’; embora conscientes que existe um outro princípio neles, e que ‘estes são contrários um ao outro’.

7. ‘Mas os cristãos estão reconciliados para Deus. Agora isto não poderia ser, se alguma mente carnal restasse; porque esta é inimiga contra Deus: Conseqüentemente, nenhuma reconciliação pode ser efetiva, a não ser através de sua total destruição’.

®            Nós estamos ‘reconciliados para Deus, através do sangue na cruz’: E, naquele momento, a corrupção da natureza, que é inimiga de Deus, foi colocada debaixo de nossos pés; a carne não teve mais domínio sobre nós. Mas ela ainda existe; e ela ainda é, em sua  natureza, inimiga com Deus, cobiçando contra seu Espírito. 

8. “Mas em (Gálatas 5:24) ‘E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências’”. “Mais do que isto’, (Colossenses 3:9) ‘eles já despiram o velho homem com seus feitos’”.

®            Eles o fizeram; e, no sentido acima descrito, ‘as coisas velhas são passadas, e todas as coisas se tornaram novas’. Existe ema centena de textos, e eles  podem ser citados, para o mesmo efeito; e todos irão admitir a mesma resposta “Mas, para dizer tudo em uma só palavra’: (Efésios 5:25) Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra; para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível’”. E, assim, será no final: Mas não foi, ainda, desde o começo.

9. ‘Mas que a experiência fala: Todos os que são justificados encontram, naquele momento, uma liberdade absoluta de todos os pecados’.

®            Isto eu duvido; mas se eles encontram, isto acontece, mesmo depois? Caso não alcancem coisa alguma. – ‘Se eles não encontram, é culpa deles’. Isto necessita ser provado.  

10. ‘Mas, na própria natureza das coisas, um homem pode ter orgulho nele, e não ser orgulhoso; ter ira, e ainda assim, não estar irado?’

®            Um homem pode ter orgulho nele; pode pensar, em algumas particularidades, acima do que deveria pensar, (e, assim, ser orgulhoso, naquele particular), mas, no entanto, não ser um homem orgulhoso, em seu caráter geral. Ele pode ter raiva nele; sim, e uma forte inclinação para uma raiva furiosa, sem dar oportunidade a ela. – ‘Mas a ira e o orgulho podem estar naquele coração, onde apenas a mansidão e humildade são sentidos?’. Não. Mas algum orgulho e ira podem estar no coração, onde existe humildade e mansidão.

‘É não é proveitoso dizer que esses temperamentos estão lá, mas que eles não reinam:porque o pecado não pode, em alguma espécie ou grau, existir onde ele não reina; porque a culpa e o poder são propriedades essenciais do pecado. Portanto, onde um deles está, todos deverão estar’.

®            De fato, estranho! ‘O pecado não pode, em alguma espécie ou grau, existir, onde ele não reina?’. Absolutamente contrário, a toda experiência, a todas as Escrituras, a todo bom-senso. Ressentimento de uma afronta é pecado; é anomia, desconformidade para com a lei do amor. Isto tem existido em mim milhares de vezes. Ainda assim, ele não reinou, e não reina. 

‘Mas a culpa e poder são propriedades essenciais do pecado; portanto, onde um está, todos deverão estar’.  

®            Não. No exemplo, diante de nós, se o ressentimento que eu sinto não prolifera, mesmo por um momento, não existe culpa, afinal; nenhuma condenação de Deus sobre esse assunto. E, neste caso, ele não tem poder: embora ele ‘cobice contra o Espírito’,  ele não pode prevalecer. Aqui, portanto, como, em milhares de exemplos, existe pecado, sem tanto culpa ou poder.

11. ‘Mas a suposição de haver pecado em um crente, é significativo com todas as ciosas assustadoras e desanimadoras. Isto sugere a contenda com o poder que tem a possessão de nossa força; mantêm usurpação dele de nossos corações; e lá promove a guerra contra nosso Redentor’.

®            Não assim: A supondo-se que o pecado esteja em nós, isto não implica que ele tem a possessão de nossas forças; não mais do que um homem crucificado tem a posse daqueles que o crucificaram. Como implica pouco que ‘o pecado mantenha sua usurpação de nossos corações’. O usurpador é destronado. Ele permanece, de fato, onde ele uma vez reinou; mas permanece algemado. De maneira que se, em algum sentido, ele ‘efetua a guerra’, ainda assim, ele vai se tornando mais e mais fraco, enquanto o crente segue de força e força, em vitória, em vitória.

12. ‘Eu ainda não estou satisfeito: Ele que tem pecado nele, é um escravo do pecado. Portanto, você supõe que um homem seja santificado, enquanto ele é escravo do pecado. Agora, se você admite que os homens possam ser justificados, enquanto eles têm orgulho, ira, ou descrença neles; mais ainda, se você afirma que esses estão (pelo menos por um tempo), em todo aquele que é justificado; qual a surpresa de termos tantos crentes orgulhosos, irados, descrentes?!

®            Eu não suponho que algum homem que seja justificado, seja um escravo do pecado. Ainda assim, eu suponho que o pecado permaneça (pelo menos por um tempo), em todo aquele que está justificado.

‘Mas, se o pecado permanece em um crente, ele é um homem pecador: Se o orgulho, por exemplo, ele é orgulhoso; se obstinação, então, ele é obstinado; se descrença, então, ele é um descrente; conseqüentemente, não é um crente, afinal. Como, então, ele se difere dos descrentes, dos homens degenerados?’.

®            Isto ainda é brincar com as palavras. Significa não mais do que, se existe pecado, orgulho, obstinação nele, então – existe pecado, orgulho, obstinação. E isto, ninguém pode negar. Neste sentido, então, ele é orgulho, ou obstinado. Mas ele não é orgulhoso ou obstinado, no mesmo sentido que os descrentes são; ou seja, governados pelo orgulho e vontade própria. Neste contexto, ele difere dos homens degenerados. Estes obedecem ao pecado. Ele não. A carne está em ambos. Mas eles caminham ‘segundo a carne’; e ele ‘caminha segundo o Espírito’.

‘Mas como um descrente pode ser um crente?’.

®            Estas ´palavras têm dois significados. Elas significam tanto nenhuma fé, quanto pouca fé; tanto a ausência da fé, ou a fraqueza dela. No primeiro sentido,  o descrente não é um crente; no segundo, eles são todos bebês. A fé deles está comumente misturada com dúvida e temor; ou seja, no segundo sentido, com descrença. ‘Por que temeis’, diz o Senhor, ‘ó homens de pouca fé?’ (Mateus 8:26). Novamente: ‘Ó tu, homem de pouca fé, porque motivo duvidais?’. Vocês vêem aqui, que havia descrença nos crentes; pouca fé e muita fé.

13. ‘Mas esta doutrina de que o pecado permanece no crente; de que um homem pode estar no favor de Deus, enquanto ele tem pecado em seu coração; certamente, tende a encorajar os homens ao pecado’.

®            Entenda a proposição corretamente, e tal conseqüência não irá se seguir. Um homem pode estar no favor de Deus, embora ele sinta pecado; mas não se ele se entrega a ele. Ter pecado não significa perder o favor de Deus; mas dar oportunidade a ele, sim. Embora a carne em vocês ‘cobicem contra o Espírito’, vocês podem ainda ser filhos de Deus; mas, se vocês ‘caminham segundo a carne’, vocês são filhos do diabo. Agora, esta doutrina não encoraja a obedecer ao pecado, mas a resistir a ele, com todas as nossas forças.

QUINTO

 1. A somatória de tudo é esta: Existem, em cada pessoa, mesmo depois que ela é justificada, dois princípios contrários: natureza e graça, denominada por Paulo, de carne e Espírito. Por isso, embora os bebês em Cristo estejam santificados, ainda assim, será apenas em parte. Em um grau, de acordo com a medida da sua fé, eles são espirituais; mas, em outro, são carnais. Desta forma, os crentes são continuamente exortados a vigiar contra a carne, tanto quanto contra o mundo e o diabo. E isto concorda com a experiência constante dos filhos de Deus. Enquanto eles sentem esse testemunho, em si mesmos, eles sentem sua vontade, não totalmente resignada à vontade de Deus. Eles sabem que eles estão Nele; mas ainda, encontram um coração pronto para se separar de Dele; uma propensão para o mal, em muitas instâncias, e uma relutância para o que é bom. A doutrina contrária é totalmente nova; nunca ouvida na Igreja de Cristo, desde o tempo de sua vinda para o mundo, até o tempo do Conde Zinzendorf; e ela é atendida com as mais fatais conseqüências. Ela remove a vigilância contra nossa natureza pecaminosa; contra a Dalila que nos disseram que tinha ido, embora ela ainda esteja em nosso seio. Ela faz em pedaços a proteção dos crentes fracos, despojados de sua fé, e, assim, deixando-os expostos a todos os assaltos do mundo, da carne e do diabo.

2. Que possamos, portanto, segurar firme a doutrina perfeita, ‘uma vez entregue para os santos’, e concedida aos oráculos de Deus na terra, para todas as gerações que se seguiram: A de que, embora estejamos renovados, limpos, purificados, santificados, e verdadeiramente crermos em Cristo, no momento; ainda assim, nós não estamos renovados, limpos, purificados, completamente; já que a carne; a natureza pecaminosa, ainda permanece (embora dominada), e guerreia contra o Espírito. Quanto mais usamos de toda diligência para ‘lutar a boa luta da fé’. Quanto mais sinceramente ‘vigiamos e oramos’ contra o inimigo nela. Quanto mais cuidadosamente permitimos nos ‘colocar no amor total de Deus’; embora, ‘contendamos com a carne, e sangue e principados, e com poderes, e espíritos pecaminosos, nos altos lugares’, mais seremos capazes de resistir, no dia de tentação; e, tendo feito tudo, permanecermos.

 [Editado por Angel Miller, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa, ID), com correções por George Lyons para a Wesley Center for Applied Theology.]

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in Maluco por Jesus

Deus NÃO aprova o CONCUBINATO

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 Conceito - União ilegítima do homem e da mulher.

1 – A concubina entre os hebreus era na maioria das vezes uma escrava comprada de outras nações ou capturada em guerra, ou vendida pelo próprio pai hebreu (venda por um período de tempo, no máximo seis anos), possuíam alguns direitos, por exemplo:

a) o direito de não ser vendida a um povo estrangeiro:

“Se um homem vender sua filha para ser serva, ela não sairá como saem os servos.

Se ela não agradar ao seu senhor, de modo que não se despose com ela, então ele permitirá que seja resgatada; vendê-la a um povo estrangeiro, não o poderá fazer, visto ter usado de dolo para com ela.” Êxodo 21: 7, 8

b) se desposada obter todos direitos de esposa:

“Mas se a desposar com seu filho, fará com ela conforme o direito de filhas.” Êxodo 21: 9

c) direito a sair livre caso não se cumpra os direitos de esposa:

“Se lhe tomar outra, não diminuirá o mantimento daquela, nem o seu vestido, nem o seu direito conjugal.

E se não lhe cumprir estas três obrigações, ela sairá de graça, sem dar dinheiro.” Êxodo 21: 10, 11

d) direito de seus filhos serem reconhecidos como legítimos herdeiros dos bens do pai:

“Se um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem despreza, e ambas lhe tiverem dado filhos, e o filho primogênito for da desprezada, quando fizer herdar a seus filhos o que tiver, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, preferindo-o ao filho da desprezada, que é o primogênito; mas ao filho da aborrecida reconhecerá por primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo quanto tiver, porquanto ele é as primícias da sua força; o direito da primogenitura é dele.” Deuteronômio 21 15-17

2 – No cristianismo o arranjo do concubinato e da poligamia não se manteve, foi substituído pela monogamia:

“É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar;

Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas.” 1 Timóteo 3: 2, 12

in Maluco por Jesus

Está ESCRITO: Será ???

2 Comentários

 

“Está escrito, não é pastor?”.

Vez por outra nós, pastores, somos inquiridos pelos irmãos para darmos alguma explicação de determinado “versículo bíblico” que nem ele – nem nós – conseguimos encontrar. Nesse instante, numa questão de segundos, vem a nossa mente aquela oração piedosa: “E agora Jesus?”. Trago alguns exemplos neste artigo por duas razões:

(1) para que os pastores e líderes prestem mais atenção naquilo que pregam e,

(2) para que alguns membros de nossas igrejas não nos venham mais com estas perguntas. Por favor, não somos, nem queremos ser, os oráculos do desconhecido.

Está escrito:

“Disse Jesus: ‘nenhuma folha cairá sem o consentimento do meu Pai’” ???

– As pessoas confundem o texto de

Mt 10.29-31 – “Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais”.

De onde as pessoas acharam a bendita folha em sua Bíblia.

Está escrito:

“A fruta que Adão e Eva comeram no Éden, e assim transgrediram as ordens de Deus, foi a maçã”.

Não se sabe que fruta era aquela. A Bíblia não dá o nome da fruta, nem da sua árvore – (Gn 3:1-6).

Por favor, deixe-me dizer algo meu irmão: eu gosto de maçã.  

Está escrito:

“Que um querubim, guardava a entrada do Jardim do Éden, com uma espada flamejante, após a queda de Adão e Eva”.

A Bíblia não diz quantos querubins eram. Apenas diz “querubins” (Gn 3.24).

Uma espada inflamada revolvia-se sozinha pelo poder de Deus, no lado leste do jardim, onde estavam também os querubins.

Pouca gente nota que Adão não queria deixar o jardim; foi preciso Deus lançá-lo fora (v. 24). “O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim” (v.23).

Está escrito:

“Deus mudou o nome de Saulo para Paulo”.

Este é um dos erros mais comuns.

Alguns crentes até oram: “Deus, muda a vida de fulano como Tu mudaste o nome de Saulo para Paulo”.

Leia Atos 9 e verá que em nenhum versículo encontramos isso. Paulo depois da conversão é chamado de Saulo diversas vezes – At 9.11, 17, 22, 24; 11.25, 30; 12.25; 13.1-2, 7.

O texto de Atos 13.9 explica onde foi feita a mudança de ênfase por Lucas: “Todavia, Saulo, também chamado Paulo…” 

Daí por diante Saulo é tratado de Paulo. Na realidade Paulo tinha dupla cidadania, era judeu e ao mesmo tempo romano – At 22.25-26, 28. Saulo era seu nome judaico e Paulo, romano.  

Está escrito:

“Que o gigante Golias foi morto pela pedra que Davi atirou com sua funda”.

A pedra feriu mortalmente o gigante e o derrubou, porém Davi acabou de matá-lo com a espada do próprio gigante – (1Sm 17.50, 51).

Nem se fosse um paralelepípedo …

O que ? Não acredito !

Você já vai abrir a sua Bíblia para conferir se o que eu disse é verdade ? …

Faça isso sempre, seja um crente bereano.

Tenha cuidado meu amado irmão para que as muitas letras, ou  os muitos mestres televisivos, não te façam delirar. Lembre-se, está escrito: “Esforça-te e eu te ajudarei!” Ops!… Foi mal!

SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER

* O Pr. Antônio Pereira da Costa Júnior (Co-Pastor da 1ª Igreja Congregacional em Sta Cruz do Capibaribe – PE). Mestrando em Teologia Sistemática pelo SPN – Recife – PE.

juniorapologista@yahoo.com.br

in Maluco por Jesus

De Saulo a Paulo (At9.1-20)

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Muito se tem falado sobre Saulo e sua conversão. De grande perseguidor dos cristãos, a apóstolo dos gentios. De perseguidor, a perseguido… De comandante, a comandado…  De zeloso  fariseu,  a apóstolo de Cristo… Era Saulo, e tornou-se Paulo.

 Saulo, de Tarso, é como era chamado, em referência a sua cidade natal, na Cilícia (At 21.39). Era filho de uma família judaica, da Tribo de Benjamim(Rm 11.1; Fp3.5).

Fariseu de nascimento; filho de fariseus (At 23.6), era “irrepreensível na justiça da Lei” (Fp 3.6). Seu paí era cidadão de Tarso (At 21.39) e cidadão romano (At 22.28), cidadania esta que Paulo invocava quando lhe era preciso, como em At 22.24-30.

Instruído aos pés de Gamaliel (At 22.3), culto e de formação rabínica, não podia entender que Jesus fosse o mesmo Messias anunciado na Lei; considerando isso a maior de todas as blasfêmias contra Deus; vindo daí o seu ódio e a implacável perseguição que impunha aos cristãos.

No apedrejamento e morte de Estevão, diz-nos o texto que  “As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo ” (At 7.58). Lá estava ele, ainda jovem, perseguindo e comandando a execução dos cristãos.

Em At 8.3, vemos que Saulo “assolava as igrejas, entrando pelas casas e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere”. Podia fazer isso, por sua dupla cidadania. Pelo poder religioso do jovem fariseu, e pelo poder policial do cidadão romano.

E é respirando ainda esse ódio, que o vemos pedindo ao sumo sacerdote que lhe desse carta de autorização para as sinagogas de Damasco para que, indo àquela cidade, se acaso “achasse alguns que eram do CAMINHO, assim homem como mulheres, os levasse para Jerusalém”. (A{9A,2).

Foi aí, na estrada de Damasco, que se deu o encontro mais importante da sua vida. o encontro que mudou o seu nome, a sua vida, e o seu destino.

Lá se vaí Saulo, o perseguidor, com sua comitiva… “Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor e, caindo por terra. ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? ” (At 9.3,4).

Foi como um relâmpago que caí por perto… Um brilho intenso e súbito, acompanhado de estrepitoso estrondo, que sacode tudo e nos atira ao chão. Seguem-se trevas… E nós, perplexos… permanecemos mudos e quietos por alguns instantes… Saulo “caíu ao chão”. E hoje também… Muitos outros Saulos continuam a cair por terra. Essa “luz do céu” continua a brilhar de formas diferentes: na dor da perda de um ente querido… nas doenças incuráveis… nos abandonos da vida… nas falências e desgraças desse mundo… nas perdas e nas separações… Caí-se por terra e, com perplexidade, ouve-se a mesma voz que falou com Saulo no caminho de Damasco: – “Sanlo, Saulo, por que me persegues? “

- “Quem és tu, Senhor? ” (v. 5).

- “Eu sou Jesus, a quem tu persegues”. (v. 5).

É a voz de Deus, que muitas vezes só escutamos quando caímos por terra. Mas mesmo caídos, perplexos e abalados pelo terremoto que nos jogou no chão, ainda podemos ouvir a voz de Deus, que quer nos levantar:

- “…levanta-te, e entra na cidade, onde te dinlo o que te convém fazer” (v. 6). Antes, orgulhosos e presunçosos, dávamos as ordens. Mas agora, Deus nos mostra que convém que sejamos conduzidos com humildade.

Nós guiávamos. Agora, e hora de sermos guiados e conduzidos pela mão.

Diz-nos o texto que Saulo, “abrindo os olhos, nada podia ver” (v. 8). Esta e a situação imediata dos que caem pela Graça de Deus. Ainda não estão enxergando bem as coisas. Precisam ser conduzidos pela mão de outrem (v. 8).

E lá vai Saulo, assim… “Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu nem bebeu” (v. 9). Resolveu jejuar. Arrependeu-se. Lembrou-se da Lei e dos Profetas: “Voltei o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza”. (Dn93).

Mas Deus já providenciara também alguém para conduzi-lo e para ajudá-lo nesses primeiros passos da sua nova vida como Paulo. (Às vezes, como aconteceu com Paulo, a gente resiste tanto ao Amor de Deus… A gente custa tanto a tirar de campo a nossa vaidade, o nosso orgulho, e a nossa presunção, que é preciso Deus nos derrubar, para que acordemos… E preciso cegar os nosso olhos físicos, para que possamos enxergar com os olhos do coração…).

Deus escolhe Ananias para ajudar Paulo. Mostra-lhe, numa visão, que Paulo tinha sido levado para a casa de Judas, numa rua chamada Direita, na Cidade de Damasco… onde estava orando… (w. 1o,11).

Embora   Ananias   resistisse,   a princípio, porque conhecia bem a fama de Saulo… obedece a Deus, e vai… porque era um cristão! Encontra Paulo; impõe sobre ele as mãos; ora, e Paulo começa a enxergar: “lhe caíram dos olhos como que umas escamas… e, a seguir,… levantou-se  e foi batizado”. (vv. 12 e 18).

Arrependimento – Jejum – Oração – e Batismo.

O Senhor derrubou… e o Senhor curou. Caiu Saulo e levantou Paulo. Caiu, para morrer Saulo; e levantou-se, para nascer Paulo, pelo Batismo cristão. Essa é a necessidade mais urgente após a conversão. Paulo estava há três dias sem comer e sem beber… em oração. Devia estar com fome, mas a primeira coisa que fez ao levantar-se, não foi buscar um prato de comida: foi batizar-se… Porque, convertido, a sua fome espiritual era muito maior. E ele não perdeu tempo. Foi batizado por Ananias, ali mesmo, na casa de Judas, na cidade de Damasco: “Levantou-se e foi batizado”(At 9.18).

Saulo tinha caído, cego… Paulo se levantou… começando a enxergar… E foi assim que foi batizado!

E você, meu irmão? Está de pé, ou caído? Já se levantou, ou está se levantando? Já ouviu o chamado de Deus ou o está ouvindo agora? o que e que você está esperando? Se você hoje é Paulo, nos queremos ser Ananias !

É POR ISSO QUE ESTAMOS AQUI.

MARCELO A. L. CARDOSO

Maluco por Jesus

Diga NÃO ao DIVÓRCIO (em nome de Jesus Cristo)

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ESTUDO SOBRE O DIVÓRCIO

As estatísticas afirmam que dez anos atrás, havia menos de 100.000 divórcios o Brasil. Hoje são cerca de 200.000. Um em cada quatro casamentos no Brasil acaba em separação. Num período de quase 10 anos, o número de casamentos caiu, e de separações dobrou no país.

As causas do divórcio:

Se divórcio é o atestado do pecado humano, precisamos agora colocar algumas das mais freqüentes razões humanas para a separação. Quais são as razões ou causas da separação entre os casais? Gostaria de mencionar pelo menos quatro causas:

  1. Descuido da vida cristã dos cônjuges
  2. Ausência do perdão
  3. Indisposição à mudanças necessárias
  4. Ausência do amor
  5. Outras razões

 O A. T. já tratava com relação ao divórcio. A grande questão debatida está em Deuteronômio 24:1-4 “Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma carta de divórcio e lha dará na mão, e a despedirá de sua casa”.

 O SIGNIFICADO DA PALAVRA “COISA INDECENTE” DE Dt 24.1

1 – A palavra hebraica, para “indecente” é ‘ervar davar (composto de ‘ervâh, nudez e davar, palavra), “Nudez de Palavra”.

Dando a entender que se trata de algo comprometedor, que a mulher expressa com palavras (palavra nua); palavrões; expressões grosseiras, que revelam falta de respeito; agressividade verbal; rebeldia; insubordinação.

TALMUDE – Doutrina e jurisprudência comentada da lei mosaica com explicações dos textos jurídicos do Pentateuco. O Talmud foi redigido durante aproximadamente mil anos, entre 450 a.C. e 500 d.C. É reconhecido pelos judeus como tendo a mesma autoridade do Antigo Testamento. Esse complexo literário rege a vida judaica até o dia de hoje, e desde longas datas tem exercido forte influência na vida do povo. Define “coisa indecente” de Dt 24:1 de várias maneiras e isso causou um desprezo e banalização do casamento, principalmente para as mulheres, que, logicamente se tornaram as maiores vítimas. Com isso, um judeu poderia dar a carta de divórcio por qualquer coisa, como por exemplo:

a) Abriga atitudes impróprias como andar com o cabelo solto;

b) Andar sozinha pela rua;

c) Conversar com outro homem;

d) Maltratar sogros;

e) Gritar com o marido;

f) Ter má reputação;

g) Revelar hábitos condenáveis.

Tudo isso, segundo  pensamento judaico, está ligado à falta de respeito, a agressividade e à insubordinação da mulher para o casamento.

2 – É evidente que a “coisa indecente” não se referia ao adultério, pois esta era, nesse tempo, condenado com pena de morte – (DT 22.22) – “Se um homem for achado deitado com uma mulher que tem marido, então, ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher e a mulher; assim, eliminarás o mal de Israel”.

O QUE JESUS PREGOU?

MT 19.9 – Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério…“. Gr. “porneia” – dultério, fornicação, homossexualidade, lesbianismo, relação sexual com animais, relação sexual com parentes próximos – Lv 18. A palavra explícita para adultério é “moichao” – ter relação ilícita com a mulher do outro – Mc 10.11-12.

O QUE DEUS PENSA SOBRE O DIVÓRCIO?

Ml 2.16 – Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o divórcio (repúdio)…

ANÁLISE DO TEXTO DE 1CORÍNTIOS 7

O texto de 1Coríntios 7 é que trata de forma mais extensa sobre o divórcio. Algumas questões respondidas por Paulo neste capítulo: sexo no casamento, celibato, divórcio, sobre as virgens e viúvas. Tem três coisas que precisamos ter em mente para entendermos as questões levantadas:

(1)          O dualismo grego. Os coríntios eram cheios de filosofias. A cidade de Corinto só perdia em termos de cultura e literatura para Atenas. Havia várias escolas filosóficas. A idéia que predominava era o dualismo grego: uma visão de mundo que via a realidade sob duas óticas ou o andar de cima e o andar de baixo. Dizia que o que era “espiritual” era bom e tudo que era material era secundário, inferior. Valoriza a alma em detrimento do corpo. Essa idéia influenciava no casamento. Principalmente o sexo. Alguns crentes achavam que o sexo era algo inferior e sem importância no casamento.

(2)          O ambiente sexual da cidade de Corinto. Havia o templo de Afrodite e envolvia a prática da relação sexual com as sacerdotisas (prostituição cultual). Dizem que à noite as sacerdotisas saiam em busca de práticas sexuais na cidade. Um cristão sofria uma pressão muito grande nessa cidade.

(3)          As perseguições aos cristãos corintianos. Poderiam ter os seus bens tomados pelas autoridades da cidade. O que deve um homem fazer? Casar e deixar sua esposa e filhos sujeitos a morte e prisões por causa da perseguição ou ficar solteiro? Posso me separar para servir a Deus? Meu marido não é crente, posso me separar dele para servir melhor a Deus? O que é melhor para os solteiros e as viúvas? Minha filha virgem deve casar-se ou manter-se pura para o Senhor?      

O cap. 7 todo é a resposta de Paulo às perguntas feitas pela igreja de Corinto a respeito da vida conjugal. Suas instruções devem ser lidas à luz do versículo 26: “Tenho, pois, por bom, por causa da instante necessidade”. Um período de grande aflição e perseguição estava para vir sobre os cristãos de então, e nessa situação, a vida conjugal seria difícil.

Podemos inferir do texto algumas perguntas que o Apóstolo Paulo teve que responder.

Resposta a perguntas acerca do casamento

Pergunta: Paulo eu quero servir a Deus, mas o que é melhor, casar ou permanecer solteiro? Resposta: v. 1 e 2.

7.1 – “Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher”.

QUE O HOMEM NÃO TOCASSE EM MULHER. Note-se que “não tocar em mulher” significa, aqui, não ter relações ou contato físico com as mulheres, ou seja, casar-se. É o ato sexual (Gn 20.6; Pv 6.29).

7.2 – “mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido”.

Um dos objetivos do casamento é a satisfação legítima do desejo sexual. Alternativa para a impureza sexual. O padrão aqui é monogâmico. Paulo não era machista, pensa na mulher. 

Pergunta: Como deve ser o sexo para nós casados? Isso não é pecaminoso? Posso casar sem praticar o sexo? Resposta: v. 3 e 4.

7.3 – “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido”. Êx 21.10; 1Pe 3.7.

O MARIDO PAGUE À MULHER. Casou, sexo é dívida. O compromisso do casamento importa em cada cônjuge abrir mão do direito exclusivo ao seu próprio corpo e conceder esse direito ao outro cônjuge. Isso significa que nenhum dos cônjuges deve deixar de atender os desejos sexuais normais do outro. Tais desejos, dentro do casamento são naturais e providos por Deus, e evadir-se da responsabilidade de satisfazer as necessidades maritais do outro cônjuge é expor o casamento às tentações de Satanás no campo do adultério (v.5). A idéia que a abstenção é mais santa veio do paganismo (1Pe 3.7; Hb 13.4).

7.4 – “A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher”.

Poder, i.e., autoridade. Cada cônjuge pertence um ao outro.

Pergunta: Mas Paulo eu gostaria de me santificar me abstendo do sexo, o que fazer? Resposta: v. 5 e 6.

7.5 – “Não vos defraudeis (priveis) um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência”.

Priveis. Defraudeis. Abstenção temporária, com consentimento mútuo e para uma finalidade boa, está certo. Assemelha-se ao jejum (Ec 3.5; Jl 2.16).

7.6 – “Digo, porém, isso como que por permissão e não por mandamento”.

Isto. 7.2-5. Geralmente o homem deve casar-se. Paulo prefere o celibato por boas razões (29, 32, 35) e porque tem um dom (gr charisma) de Deus. O casamento exige dons também (Mt 19.10-12).

Pergunta: O casamento e o celibato são dons ou uma opção? Resposta: v. 7.

7.7 – “Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira, e outro de outra”. At 26.29; 1Co 9.5; 12.11; Mt 19.12. Os Eunucos do Reino (Mt 19.9-12).

Pergunta: Os solteiros e as viúvas devem casar ou não? Resposta: v. 8 e 9.

7.8 – “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu”.

O ideal: ficar livre para melhor servir a Deus (32).

7.9 – “Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se”. 1Tm 5.14

Viver abrasado. Lit. estar no fogo, queimar.

 

Pergunta: E aos que são casados o que tem que fazer? Quando não dá realmente certo? Resposta: v. 10 e 11.

7.10 – “Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido”. 1Co 7.12,25,40; Ml 2.14,16; Mt 5.32; 19.6,9; Mc 10.11; Lc16,18

7.11 – “Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher”.

SE, PORÉM, SE APARTAR, QUE FIQUE SEM CASAR. Paulo está falando da separação sem divórcio formal. Talvez isso se refira a situações em que o cônjuge age de modo a pôr em perigo a vida física ou espiritual da esposa e dos filhos.

Pergunta: E quando um dos dois não é crente, o que fazer? Resposta: v. 12-17.

7.12 – “Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe”.

DIGO EU, NÃO O SENHOR. Não se trata de Paulo meramente dar sua opinião aqui, antes; está declarando que não tem uma citação de Jesus para confirmar o que ele vai escrever. No entanto, o que ele passa a escrever, procede de quem tem autoridade apostólica, sob inspiração divina (25,40; 14.37).

7.13 – “E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe”.

7.14 – “Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido. Doutra sorte, os vossos filhos seriam imundos; mas, agora, são santos”.

MARIDO… MULHER… FILHOS. Por ser crente o marido ou a mulher, ele, ou ela poderá ter uma influência especial para levar o outro cônjuge a aceitar Cristo (1Pe 3.1,2). Isto não significa, todavia, que os filhos de tal lar sejam automaticamente crentes. Eles são santos no sentido de serem separados pela presença de um pai ou mãe crente. Deus por amor do conjugue crente faz uma distinção com relação ao incrédulo. P.ex. Potifar foi abençoado por causa da presença de José em sua casa – Gn 39.3. Abraão intercede por Sodoma e se lá tivesse dez justos o Senhor não a teria destruído – Gn 10.

O Apóstolo Paulo fala no verso seguinte aquilo que os estudiosos entendem como a “exceção Paulina”:

7.15 – “Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz”. Rm 12.18; 14.19; 1Co 14.33; Hb 12.14

NÃO ESTÁ SUJEITO À SERVIDÃO. Se o cônjuge incrédulo escolher a separação, o crente deve aceitá-la, depois de ter feito todo o possível para evitá-la. “não está sujeito à servidão”, significa que o crente fica desobrigado do contrato conjugal. A palavra “servidão” (gr. douloo) significa literalmente “escravizar”. Nesse caso, o crente fiel já não está escravizado aos seus votos conjugais. Tal cônjuge crente abandonado fica livre para casar-se de novo, mas só com um crente (v.39).

7.16 – “Porque, donde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, donde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?”

Este verso pode ser interpretado em duas maneiras: (1) em favor de não dar o divórcio; e, (2) em favor de dar o divórcio. Ou seja, se o descrente quer ir embora não deixe, pode ser que você seja um instrumento para a conversão dele. Ou, se o incrédulo quiser ir embora, deixe que vá, como saberás se salvarás o teu marido? Deus te chamou para paz.

7.17 – “E, assim, cada um ande como Deus lhe repartiu, cada um, como o Senhor o chamou. É o que ordeno em todas as igrejas”.

Pergunta: E no que se refere as ordenanças judaicas, como devemos proceder? Resposta: v. 18-24.

7.18 – “É alguém chamado, estando circuncidado? Fique circuncidado. É alguém chamado, estando incircuncidado? Não se circuncide”. Gl 5.2

7.19 – “A circuncisão é nada, e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus”. Gl 5.6; Jo 15.14; 1Jo 2.3

7.20 – “Cada um fique na vocação em que foi chamado”.

O evangelho pode ser vivido em quaisquer circunstâncias.

7.21“Foste chamado sendo servo? Não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião”.

7.22“porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e, da mesma maneira, também o que é chamado, sendo livre, servo é de Cristo”. Jo 8.36; Rm 6.18; Fm 16; Gl 5.13; Ef 6.6; 1Pe 2.16

7.23 – “Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens”. 1Co 6.20; 1Pe 1.18-19; Lv 25.42

7.24 – “Irmãos, cada um fique diante de Deus no estado em que foi chamado”. 1Co 7.20

Pergunta: E com relação às filhas virgens? Resposta: v. 25-28.

7.25 – “Ora, quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor; dou, porém, o meu parecer, como quem tem alcançado misericórdia do Senhor para ser fiel”. 1Co 7.6,10,40; 8.8,10; 1Tm 1.12,16.

O celibato é apresentado como algo desejável, embora não necessário.

7.26 – “Tenho, pois, por bom, por causa da instante necessidade, que é bom para o homem o estar assim”.

Provavelmente uma circunstância extremamente difícil pela qual passavam os cristãos em Corinto.

7.27 – “Estás ligado à mulher? Não busques separar-te. Estás livre de mulher? Não busques mulher”.

7.28 – “Mas, se te casares, não pecas; e, se a virgem se casar, não peca. Todavia, os tais terão tribulações na carne, e eu quereria poupar-vos”.

“RAZÕES GERAIS DAS RESPOSTAS DE PAULO”

7.29 – “Isto, porém, vos digo, irmãos: que o tempo se abrevia; o que resta é que também os que têm mulheres sejam como se as não tivessem”. Rm 13.11; 1Pe 4.7; 2Pe 3.8-9

7.30 – “e os que choram, como se não chorassem; e os que folgam, como se não folgassem; e os que compram, como se não possuíssem”.

7.31 – “e os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa”.

7.32 – “E bem quisera eu que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor”. 1Tm 5.5

7.33 – “mas o que é casado cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher”.

7.34 – “Há diferença entre a mulher casada e a virgem: a solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido”.

7.35 – “E digo isso para proveito vosso; não para vos enlaçar, mas para o que é decente e conveniente, para vos unirdes ao Senhor, sem distração alguma”.

7.36 – “Mas, se alguém julga que trata dignamente a sua virgem, se tiver passado a flor da idade, e se for necessário, que faça o tal o que quiser; não peca; casem-se”.

7.37 – “Todavia, o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas com poder sobre a sua própria vontade, se resolveu no seu coração guardar a sua virgem, faz bem”.

7.38 – “De sorte que, o que a dá em casamento faz bem; mas o que a não dá em casamento faz melhor”. Hb 13.4

7.39 – “A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo em que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor”. Rm 7.2; 2Co 6.14

7.40 – “Será, porém, mais bem-aventurada se ficar assim, segundo o meu parecer, e também eu cuido que tenho o Espírito de Deus”. 1Co 7.25; 1Ts4.8

Neste v., Paulo não duvida da sua autoridade, mas ironicamente combate os líderes que negaram sua autoridade em Corinto (cf. 1.1, 7; 9.1s; 12.25).

“CONSIDERAÇÕES FINAIS”

1 – Seja qual for a situação dos cônjuges, o divórcio só deveria ser pleiteado depois de esgotados todos os recursos, sob todos os pontos de vista. Daí é permitido o divórcio em caso de adultério e, segundo Paulo, de abandono do lar por parte do descrente.  

2 – Cada casal deve procurar, com ajuda de Deus e da Igreja, resolver seus problemas conjugais, antes que estes destruam seu matrimônio.

3 – A luz da Bíblia, o fim do casamento deve ser a morte de um dos cônjuges, mas nunca o divórcio.

4 – Não podemos entre nós proibir, nem impedir o divórcio, mas podemos e devemos desmotivá-lo e evitá-lo, mediante a exposição da doutrina bíblica.

5 – Deus abomina o divórcio. (Ml 2.14) “portanto cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis”.

6 – Apesar de Deus abominar (aborrece, detesta) o divórcio, Ele permite para amparar e defender o cônjuge ferido.

7 – Mesmo se um crente se divorciar, quando realmente é comprovado que não teve condições de reconciliação, e, conforme Jesus, cometer adultério casando-se com outro, Jesus mesmo perdoa os pecados dos mesmos e os trazem a comunhão com Ele.

in Maluco por Jesus

Como mandar seus filhos pro INFERNO

6 Comentários

 “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Pv. 22:6)

O provérbio acima é uma promessa ou uma advertência? Segundo o hebraico, a frase “no caminho em que deve andar” não está traduzida de maneira correta. Ela deveria ser “de acordo com seu próprio caminho”. Assim, você tem no capítulo 22, versículo 6, uma predição proverbial de que a criança educada e ensinada, desde o começo, a seguir seu próprio caminho, estará, para todo sempre, ligada a ele.

O provérbio pode ser visto como uma “promessa” encorajadora de dois modos possíveis. Um, o mais comum, o apresenta ensinando que se você “pai-storear” corretamente seu filho de acordo com o seu chamado da aliança, isto resultará em fidelidade eterna. A outra forma “positiva” de entendê-lo, revela um sentido diferente. Salomão aqui, estaria falando do reconhecimento, de antemão, da propensão vocacional existente em seu filho. Se esta propensão for cultivada, ela resultará numa devoção eterna e frutífera para o ofício escolhido. Como tal, o provérbio pode ser tomado como algum tipo de indução a um aprendizado precoce. Se você observa que seu filho gosta de cavalos, por exemplo, deixe-o, o quanto antes, ser treinado nesta área por um perito. A frase ensinar poderia ter então, o sentido de “dedicar” ou mesmo “estimular”. Deixe-o empregar seus dons naturais o quanto antes, e ele os usará naquela área por toda vida.

Mas há um terceiro modo de entender este verso, e esse não como uma promessa, mas como uma advertência. A Palavra pode estar nos ensinando que se você educar a criança de acordo com suas próprias (pecaminosas, naturais) inclinações, você a terá arruinado para a vida.

Assim, este provérbio poderia ser um complemento a muitos outros provérbios que tratam do mesmo assunto. Por exemplo, em 22:15 encontramos: “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” e em 19:18 há a admoestação: “Corrige a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.” Dizendo enquanto há esperança, encontramos o autor sugerindo que haverá um tempo quando o treinamento ou a disciplina serão, humanamente falando, vãos, sem esperança, infrutíferos, inúteis. Se você deixá-lo seguir seus instintos corrompidos fora da porteira (conforme 22:6), mais tarde você não o terá de volta ao caminho.

Este último modo de interpretar Pv. 22:6 é o mais recomendado. Primeiro, ele permite a versão literal a fim de transmitir uma mensagem coerente, sem emendas. Segundo, ele é apoiado por instruções e admoestações muito similares quando o mesmo assunto (criação de filhos) é tratado no mesmo livro inspirado. Terceiro, e este é de vital importância ao testar a interpretação apropriada de um provérbio inspirado, é que ele é legítimo no que se refere à vida e a experiência comum. “Há pouca esperança para crianças que são educadas de maneira imprópria. Se a tinta respingou na lã, é muito difícil tira-la da roupa” diz Jeremiah Burroughs. E muitos são os que têm notado, como fez William Gurnall, que a “Religião cristã não cresce sem que se plante, mas murchará, mesmo onde foi plantada, se não for aguada. Ateísmo, irreligião e profanidade são ervas daninhas que crescerão sem semeadura, mas não morrerão sem que sejam arrancadas”. Deixe uma criança seguir seu próprio caminho quando for jovem e ela crescerá para ser um “jardim” de ervas daninhas.

Acima e abaixo de todas as possíveis interpretações de Provérbios 22:6, está uma pressuposição da maior importância: Como os pais lidam com as dificuldades de suas crianças. Aqueles que principiam seus conceitos com a eleição ao invés de com a aliança podem facilmente cair em alguma sorte de fatalismo não bíblico. Mas pelo fato de Provérbios (para não mencionar o restante das Escrituras) nos falar de diversas conseqüências provenientes de diferentes ações humanas, somos seguramente levados a crer que o modo pelo qual eu crio meus filhos é realmente um assunto muito importante, que, mais do que um modo de falar, pode muito bem influir na definição de onde eles passarão a eternidade.

Nunca é uma honra a Deus que Seu povo fale de Sua soberania de modo a desobrigá-los de suas responsabilidades. Somos levados a crer pelas Escrituras que podemos e devemos ter uma influência tal sobre nossos filhos que não é incomum que ela os conduza à salvação, com a bênção de Deus e o suporte da comunidade da aliança, conforme Gn 18: 16-19; 1 Tm 3: 4,5; Tt.1:6 e também 2 Tm. 3: 14,15.

Assim sendo, devemos saber que nossa ação ou inação bem pode conduzi-los à condenação. E, se falhamos em ouvir os avisos e a direção de Deus encontrados por toda a Escritura, no último dia não seremos autorizados para suplicar pelos decretos de Deus em nossa defesa!

Visto que o inferno é a eterna e atormentadora separação de Deus e do conforto, alguém poderia pensar que o mais fervoroso desejo de um pai seria educar seus filhos, rigorosa e conscientemente, para que escapassem da perdição e achassem refúgio e plenitude de vida em Deus através de Cristo e da aliança. Ainda assim, muitos são os que parecem considerar isto como sendo muito trabalhoso. Para aqueles tão completamente perversos a ponto de serem indiferentes à questão, eu apresento um método para fazer com que isto seja uma certeza. Aqui, através de 18 meios bem fáceis de seguir, está a fórmula comprovada de como mandar seus filhos para o inferno:

1) Crie seu filho para buscar seu próprio caminho. Se você for educar seus filhos corretamente, então, em primeiro lugar, eduque-os no caminho em que devem andar e não no caminho em que eles escolheriam. Lembre-se: crianças nascem com uma inclinação decidida para o erro, e portanto, se você permitir que escolham por si mesmas, elas certamente escolherão errado”.

A mãe não pode dizer o que seu frágil infante será ao crescer: alto ou baixo, fraco ou forte, sábio ou tolo; ele pode ser qualquer uma destas coisas ou nenhuma delas, pois elas são incertas. Mas uma coisa a mãe pode dizer com certeza: ele terá um coração corrupto e pecador. É natural para nós portar-nos mal. “A estultícia”, diz Salomão, “está ligada ao coração da criança” (Pv. 22:15). “A criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”(Pv. 29:15). Nossos corações são como a terra que pisamos; deixe-a abandonada e certamente produzirá ervas daninhas.

Se então, você for lidar de modo sábio com seu filho, não deve deixá-lo sujeito a sua própria vontade. Pense por ele, julgue por ele, aja por ele, do mesmo modo que você faria por uma pessoa fraca e cega; mas, pelo amor de Deus, não o entregue aos seus próprios gostos e inclinações voluntariosos. Não devem ser suas preferências e desejos que são consultados. Ele ainda não sabe o que é bom para sua mente e alma, mais do que o que é bom para seu corpo. Não o deixe decidir o que ele deve comer, o que ele deve beber, e como ele deve se vestir. Seja consistente, e lide com a mente dele da mesma maneira. Eduque-o no caminho que é bíblico e correto e não do jeito que ele imagina.

Se você não pode decidir-se a este primeiro princípio da educação cristã, é inútil continuar lendo. A vontade própria está perto de ser a primeira coisa que se manifesta na mente da criança, e precisa ser sua primeira resolução, resistir a ela.

Ignore este conselho se você for colocar seu filho rumo à destruição, e ao invés disto, ensine-lhe auto-estima positiva; ensine-o que o maior amor está dentro dele e que o mundo, de fato, gira ao seu redor”.

2) Nunca o discipline corporalmente. Os provérbios que sugerem punição corporal, são bárbaros e ultrapassados. Nós somos civilizados. Nós temos o Ano da Criança! Nós erguemos nossas consciências, não palmatórias! Provérbios 13:24 “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” está errado. Ignore-o. O 22:15 “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela”, também. E esqueça 23:13-14 “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. Se você for tentado a discipliná-los corporalmente, tente estas desculpas: a) “Eu apanhei quando criança e não quero bater nos meus filhos”. Claro, que é o mesmo que dizer “Minha mãe era gorda, por isso eu não alimento meus filhos”; b) É contra a lei; c) Minha sogra não gosta disso. Seja criativo e pense em outras desculpas; você achará fácil criá-las.

3) Quase tão proveitoso quanto nunca discipliná-los é discipliná-los corporalmente insensata e/ou severamente. A correção bíblica é amorosa, firme e controlada. Excesso de correção bíblica o conduziria à outra direção.

4) Esta é a favorita de muitos pais: nunca use a Escritura na correção. Nunca explique para seus filhos qual é a vontade de Deus sobre o assunto. Não tome Deuteronômio 6: 4-9 literalmente (“Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”).

5) Nunca admita que você está errado. Se você deseja que seus filhos cresçam descorteses e hostis, nunca os deixe vê-lo humilhado ou aceitando correção. Nunca lhes peça desculpas; nunca reprima seu orgulho.

6) Seja hipócrita. Esta é boa para lembrar. Ensine-os através das suas ações, que suas palavras não têm valor para você.

7) Instrua-os para escolher sua própria religião. Afinal, você não pode forçá-los a crer.

8) Não ore com eles ou por eles, pública ou privadamente. Se você precisa de uma desculpa, lembre que eles acharam graça de você da primeira vez que você tentou. Normalmente isto é suficiente para fazê-lo desistir.

9) Evite cantar salmos e hinos com seus filhos. Mas se por alguma razão você achar que deve, nunca lhes explique o sentido.

10) Responda cada pergunta religiosa com “Porque nós sempre fizemos assim”. Este é um dos meios mais eficazes de convencê-los que o cristianismo é meramente uma tradição e não a Verdade.

11) Não os previna sobre evolução ou outros mitos populares. Não os informe sobre heresias da história ou suas modernas iterações. Não lhes fale nada sobre teologias antagônicas e o porquê as igrejas ortodoxas as rejeitam.

12) Deixe-os expressarem-se de qualquer modo que escolherem, seja no seu jeito de vestir, no jeito que usam seu cabelo ou no seu linguajar. As novidades sempre devem ser seguidas. Se eles desejam tatuagens ou vários piercings, relaxe e aproveite. Não interfira. Afinal a vida é deles. E nunca olhe aquilo que eles lêem. Eles têm direitos, você sabe. Você não lê os boletins da ACLU (União Americana para Liberdades Civis)?

13) Não os faça trabalhar por nada. O amor, apesar de tudo, deve ser incondicional, certo? Então, lhes dê tudo e não espere nada. (Isto é exatamente o que você obterá).

14) Desde a infância, use uma linguagem simples ao falar com eles. Não espere que alcancem a maturidade e eles satisfarão suas expectativas!

15) Não os abrace ou beije ou lhes faça cócegas, e seja muito parcimonioso com respeito a lhes dizer que os ama. Evite por completo, se possível. Afinal, isto não é muito másculo.

16) Deixe-os mentir sem sofrer punição. Prove com isto que a verdade tem pouco valor em sua casa.

17) Deixe-os desperdiçar tempo, a esmo e sem propósito. Prive-os daquela idéia puritana que descansamos bem para melhor trabalhar. Tente incutir neles a moderna noção que trabalho existe a fim de custear nossa diversão nos fins de semana; damos duro para podermos “badalar”!

18) Mantenha a TV sempre ligada, especialmente durante os comerciais. Este é o meio mais fácil e certo de guiar seus filhos para o inferno. Pense! Ela pode ser pode ser o terceiro (e o único realmente presente) “pai” delas, e a sua melhor amiga. Duas horas na igreja aos domingos não terão um papel eficiente na formação do caráter delas, quando confrontadas com 25 horas de televisão. Todo absoluto, de qualquer fonte, será “relativizado” para sempre. A televisão tem sido a melhor amiga do diabo, então a deixe possuir a sala de estar e a cozinha também. Se possível, deixe-a ligada durante o jantar, assim ela pode reivindicar, sozinha, o título de senhora e mediadora da verdade em sua casa.

Se você seguir estes 18 passos, há pouca dúvida de que seu filho estará entre aquela população infernal.

Mas eu, particularmente, penso que você rejeitará toda esta horrenda insensatez acima e se curvará a mais solene responsabilidade que Deus já lhe deu: Ser pai e mãe. Se Deus nos concede a aptidão de conduzir nossas crianças à perdição, porque alguém duvidaria que Ele nos dá a habilidade, a responsabilidade, na verdade, o privilégio, de conduzi-los ao céu? Se nós fielmente seguirmos Seu método de criação de crianças da aliança, elas estarão entre a população celeste por toda a eternidade. Que incentivo à fidelidade!

A aliança continua por gerações, mas ela continua junto ao caminho da fidelidade, não o da presunção. Nós temos incomparavelmente grandes e preciosas promessas da parte de Deus, bem como admoestações. Ele nos exorta que não fazer nada é a coisa errada. Ensine a criança em seus próprios caminhos, e quando ela for velha, não se desviará dele. Mas Ele promete que fazer a coisa certa ocasionará a uma colheita de promessas cumpridas. Ouça Deus meditando consigo mesmo concernente a Seu amigo Abraão: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (Gênesis 18:19).

Esta promessa é para você e para seus filhos, e para tantos quantos o Senhor, nosso Deus, vier a chamar. É uma promessa com condições; que alegria é cumpri-las, visando a recompensa a que elas conduzem! Amém.

Por Steve M. Schissel.

http://malucoporjesus.wordpress.com

Fique atento ao seu “Pastor” (e a Igreja)

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Pastores-Cães

Infelizmente, igrejas fundamentadas na Bíblia estão se tornando cada vez mais raras nestes últimos dias. Os fundamentos da doutrina cristã estão sendo abandonados pela aceitação do erro e da heresia. A enganação está aumentando e muitas ovelhas de Deus estão sendo enganadas por charlatões disfarçados de ministro do evangelho. Os promotores desse quadro decadente são os pastores-cães sempre desejosos de agradar e de alcançar a aprovação dos homens. Esses maus líderes gostam de bajular para obter confiança e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples. Em Filipenses 3:2 o apóstolo Paulo assinala: “Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros”. Uma das passagens mais dramáticas da Bíblia é Isaías 56:11 onde o profeta dá as características dos pastores-cães “Estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte”. Como se observa no versículo, os pastores-cães são extremamente cobiçosos, de torpe ganância, avarentos; sevem ao seu próprio ventre; sempre buscam a sua satisfação pessoal deixando as ovelhas ao abandono. A idéia de um cão pastoreando ovelhas é contraproducente ao Evangelho. Jesus enfatizou que “O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas”. O bom pastor, não ladra, não rosna, não rezinga, não ataca, não coloca o rebanho em apuros, não alarga o caminho estreito, mas fala o que convém à sã doutrina. O objetivo primordial do bom pastor é colocar seu rebanho sob o temor contínuo do Senhor.

Os pastores-cães buscam os louvores de seus ouvintes e, jactando-se dos bancos cheios aos domingos, arvoram a bandeira falsa do avivamento. Esses maus líderes estão preocupados em solucionar as neuroses das pessoas, revestindo de açúcar seus sermões. Esquecem eles, que o único remédio para a cura dos males que afligem os homens, seja na mente ou no coração é a Palavra de Deus. Uma estratégia usada pelos pastores-cães é manter um perfil discreto e dar aos ouvintes o que eles querem, esperando que voltem no próximo domingo. Esses enganadores fazem com que as pessoas pensem que foram curadas dos seus pecados quando nunca souberam que estavam enfermas, eles colocam vestimenta de justiça sobre os seus ouvintes quando nunca souberam que estavam nus. Seus sermões são uma espécie de chá de eva-doce para acalmar os pecadores, mantê-los confortáveis e domesticá-los. Pregam um Deus meloso, bonachão que não faz exigências. Suas mensagens não têm a capacidade de arar a terra com profunidade, não rompe o solo rochoso da alma humana, não vai além da superfície.

Nas igrejas dos pastores-cães a fé virou show, a adoração virou entretenimento, a santidade deu lugar ao “não tem nada a ver”, a cruz foi substituída por outra mais macia, ou seja, a freqüência do povo à igreja é comparada com o número de pessoas que vai a um parque de diversões. A igreja desses pastores-cães é a igreja da Aceitação: o pecado não é tratado com seriedade, todos podem entrar e permanecer pecadores contumazes. Esses maus líderes não entendem que clubes sociais construídos sobre o nome de Jesus Cristo não são a igreja do Novo Testamento. Um pregador que deixa de “quebrar alguns ovos” regularmente, por que tem o objetivo de ser popular, não está qualificado para o ministério. Uma característica marcante desses pastores-cães é que as experiências têm maior peso que as Escrituras. Quando as pessoas desmaiam na igreja, ou riem descontroladamente, ou latem como cachorros, ou miam como gatos, ou rugem como leões, ou se arrastam como cobras, esses pastores acham que todas essas manifestações são de Deus. Para esses réprobos a Bíblia somente é importante quando não contradiz suas experiências.

O salário altíssimo é a marca principal desses pastores-cães. A Bíblia diz que o trabalhador é digno do seu salário. Portanto, não há nada de errado um pastor receber um salário adequado. Mas, quando o pastor torna-se milionário e vive em uma grande mansão com carros do último tipo conseguidos do seu rebanho, é um lobo mercenário. Esses mercenários têm mundanizado o Evangelho. Para eles, o sucesso de uma empresa multinacional é o modelo a ser imitado pela sua igreja.

É preciso entender que o mundo dos negócios está preocupado com a aparência e o lucro e não pode ser modelo para a igreja do Senhor Jesus Cristo. O verdadeiro pastor que não é mercenário é como Moisés que “permaneceu firme como quem vê o invisível” (Hb 11:27), ou seja, os seus olhos estavam sobre o invisível, o reino espiritual de Deus, não no reino deste mundo.

Os pastores-cães induzem o povo ao erro através de alianças com o que é profano. Para isso usam de jargões atraentes e diplomáticos do tipo: “Unidade na diversidade”, ”O amor une a doutrina divide”, “Devemos construir pontes e não muros”, “O verdadeiro cartão de identidade do cristão é o amor”. Através dessas frases engenhosamente bem construídas erros doutrinários grosseiros têm sido tolerados em nome do amor. Cristianismo é acima de tudo união de gregos e troianos, judeus e gentios, negros e brancos, ricos e pobres, todos unidos numa só fé. Mas, o cristianismo verdadeiro não tolera a conjugação entre o certo e o errado, a verdade e a mentira, a luz e a escuridão. A unidade não deve ser meramente espiritual, mas acima de tudo deve ser bíblico-doutrinária. Assim como a água e o óleo não se misturam, verdade e erro não podem combinar para produzir algo bom. Deus é amor, mas é também santo por isso não dá para justificar a união do santo com o profano como querem os pastores-cães. Em 2 Tessalonicenses Paulo exorta dizendo : “ Se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal e não vos mistureis com ele”. No capítulo 16 verso 17 aos Romanos, Paulo assinala dizendo: “Rogo-vos irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes, desviai-vos deles”.

No livro apocalipse há uma sentença severa para os pastores-cães “Ficarão de fora os cães” (AP 22:15). Cabem a nós, ovelhas, ficarmos atentos para a solene advertência: CUIDADO: PASTORES-CÃES!

Autor: Ir. Marcos Pinheiro
Fonte: [ Voltemos às Raízes ]

Falsas Doutrinas: CUIDADO (obras do Demônio)

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Gálatas 4.15: Qual é, logo, a vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os vossos olhos, e mos daríeis”.

Chamo sua atenção à pergunta dirigida pelo apóstolo aos membros das igrejas na Galácia, para que consideremos juntos outra causa de depressão espiritual, ou infelicidade na vida cristã. Toda a Epístola aos Gálatas realmente trata desta questão. Estes gálatas haviam ouvido a mensagem do evangelho pelo apóstolo Paulo. Tinham sido gentios pagãos típicos. Estavam longe de Deus, sem qualquer conhecimento dEle ou do Seu Filho, ou da grande salvação cristã, mas o apóstolo Paulo veio e pregou a eles, e recebe­ram a mensagem do evangelho com grande alegria. Ele descreve, em detalhes mesmo, seu regozijo quando o encontraram pela pri­meira vez, e ouviram sua pregação. Parece claro que quando o apóstolo esteve entre eles, não estava fisicamente bem. É quase certo que ele estava sofrendo de algum problema dos olhos, porque lembra aos gálatas que, quando estivera entre eles, eles teriam arrancado os próprios olhos, dando-os a Paulo, se isso pudesse ter sido de alguma ajuda. Concluímos que essa dolorosa condição inflamatória dos seus olhos era algo ofensivo e desagradável de se ver. Não havia nada atraente na aparência do apóstolo. Como ele lembra a igreja em Corinto, sua presença era “fraca”. Ele não tinha o que chamaríamos hoje de presença imponente. Era um homem de aparência muito comum, sem levar em consideração a deforma­ção adicional causada por seu problema nos olhos. Mas, como ele os lembra aqui, eles não o desprezaram nem rejeitaram. Ele diz: “Não rejeitastes nem desprezastes isso que era uma tentação na minha carne”, e na verdade o receberam “como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo”, e tinham se regozijado nessa maravi­lhosa salvação. Mas não eram mais assim, tinham se tornado infelizes, e ele se viu forçado a perguntar-lhes: “Qual é, logo, a vossa bem-aventurança?” Eles estavam infelizes consigo mesmos, e quase se voltaram contra o apóstolo. Estavam num, estado de tanta depressão que ele podia até usar este tipo de linguagem: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”.

A pergunta que ele lhes apresenta, a respeito de sua bem-­aventurança anterior, é marcante. Na verdade, ele a tinha apresen­tado em outras formas previamente na mesma carta. No sexto versículo do primeiro capítulo, ele diz: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho”. Então ele o repete no terceiro capítulo, no pri­meiro versículo: “Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado?” Ora, mesmo sem acrescentar outras evidências, creio que está claro que esses cristãos da Galácia que tinham sido tão felizes, tão jubilosos em sua salva­ção,  haviam   se  tornado  espiritualmente  infelizes   e   deprimidos.

A questão à nossa frente é esta: o que causou esta mudança? Que tinha acontecido com eles? E a resposta é perfeitamente simples, e pode ser colocada numa única frase — era tudo devido doutrina falsa. Esse era o problema das igrejas na Galácia; todos os seus problemas emanavam de uma certa doutrina falsa em que haviam acreditado. E isto é algo que é tratado com muita frequência no Novo Testamento. Quase não há uma epístola que não trate deste assunto, de uma forma ou outra. Estas igrejas infantes tinham sido muito perturbadas por certos tipos de mestres que seguiam o apóstolo Paulo, imitando a sua mensagem e pregação em muitos aspectos, mas acrescentando suas próprias idéias. O resultado é que não somente isso causava confusão nas igrejas mas, além disso, cau­sava esta condição deprimente e infeliz na vida de muitos cristãos, Era, obviamente, obra do diabo. O apóstolo não hesita em afirmar isso, e nos lembra que o diabo pode até se transformar em anjo de luz. Ele ataca os cristãos e insinua idéias falsas em suas mentes, conseguindo assim, por um tempo pelo menos, arruinar seu teste­munho cristão e roubar sua felicidade. A história da Igreja Cristã desde o Novo Testamento está cheia de tais ocorrências. Começou já no princípio, e tem continuado desde então, e num certo sentido é verdadeira a afirmação de que a história da Igreja Cristã é a história do surgimento de muitas heresias e a batalha da Igreja contra elas, assim como a libertação da Igreja pelo poder do Espírito de Deus.

Este obviamente é um assunto muito extenso, e posso apenas tocar nele de passagem. Doutrinas falsas podem surgir em muitas formas diferentes; mas podem ser divididas em duas áreas principais. Às vezes, a doutrina falsa assume a forma de negação aberta da ver­dade e dos princípios e dogmas orientadores da fé cristã. Devemos deixar bem claro que às vezes assume esta forma. Pode se apresentar como sendo cristã, mas de fato nega a mensagem cristã. Já existiram, e ainda existem, ensinos que se dizem cristãos, porém que até mesmo negam a deidade do Senhor Jesus Cristo e outros dogmas básicos e fundamentais da nossa fé.

Mas doutrina falsa nem sempre assume esta forma. Há uma outra forma para a qual quero dirigir sua atenção agora. Em certo sentido, esta é muito mais perigosa que a primeira, e é a mesma forma que tinha assumido nas igrejas da Galácia. Não é tanto uma negação da fé, não é tanto uma contradição dos dogmas funda­mentais; mas é uma doutrina que sugere que algo mais é necessário, além do que já cremos. Essa foi a forma peculiar que assumiu no caso dos gálatas. Certos mestres tinham ido às igrejas ali, dizendo e pregando: “Sim, cremos no evangelho e concordamos com a pregação de Paulo. Tudo que ele ensinou está certo, mas ele não ensinou tudo. Ele deixou de fora algo que é absolutamente vital, a circuncisão. Fiquem firmes em tudo que crêem, mas se realmente querem ser cristãos, precisam também ser circuncidados”. Essa era a essência do falso ensino.

Não é difícil perceber como essa doutrina entrou ali. Afinal, os primeiros cristãos foram judeus. Vemos isso nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos. Vamos ser justos com eles. É fácil enten­der sua situação. Eles sabiam que sua velha religião tinha sido dada por Deus, e sabiam que era verdadeira. Sua dificuldade era entender os novos ensinos à luz de sua velha doutrina tradicional. Eles sabiam que a circuncisão fora dada por Deus a Abraão, e tinha continuado desde então; mas aqui estava uma nova doutrina que afirmava que a circuncisão não era mais necessária, que a velha distinção entre judeus e gentios havia sido abolida, que a circuncisão, bem como toda a lei cerimonial, já cumprira seu propósito e o povo de Deus não tinha mais obrigações para com ela. Muitos ficaram perplexos com isso. Eles não tinham problemas com os gentios sendo admitidos à fé. A princípio isso tinha sido um obstá­culo para eles (até o apóstolo Pedro teve dificuldade em aceitar isso, e foi só depois que Deus lhe deu a visão do céu que ele admitiu receber Cornélio e os outros gentios na igreja Cristã). Mas eles ainda não conseguiam entender como um gentio podia se tornar cristão se ele ao mesmo tempo não se tornasse judeu. Entendiam que o cristianismo era o resultado lógico da sua velha religião, mas não entendiam como alguém podia ingressar nele sem passar pela circuncisão. Então eles foram a esses cristãos gentios da Galácia e sugeriram que, se quisessem realmente ser cristãos, teriam que se submeter à circuncisão e se colocar sob a lei.

Esse é o tema que o apóstolo aborda nesta Epístola aos Gálatas. Não podemos lê-la sem nos comovermos. Ele escreve com paixão. Está tão preocupado com a questão que até mesmo deixa fora sua costumeira saudação, e logo depois da abertura da carta ele ime­diatamente aborda o assunto e faz sua pergunta. Por que sente essa paixão, por que está tão emocionado? A resposta, é claro, é que ele sentia que a própria posição cristã dessas pessoas estava em jogo, e se não captassem esta verdade, toda sua posição cristã podia estar em perigo. Não há outra carta em que o apóstolo fale com tanta veemência. Notem o que ele diz: “Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. Vocês não poderiam ler coisa mais veemente. E ele o repete: “Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Essa é a forma em que ele cala qualquer tendência de dizer: “Não importa que essas pessoas não vejam o que eu vejo, somos todos cristãos”. Não é assim; há uma definitiva intolerância aqui porque, como ele sugere e ensina, toda a posição cristã está em jogo nesta questão.

listou chamando atenção para isso não devido a qualquer interesse especial na história dos gálatas em si, mas por causa da sua importância para nós. Essa é a glória do Novo Testamento. Não é um livro acadêmico; é o livro mais atualizado que existe. Não há uma heresia ou problema descrito no Novo Testamento que não possa ser encontrado em alguma forma ou aspecto na Igreja aluai. Não estamos envolvidos numa discussão acadêmica sobre depressão espiritual; estamos falando sobre nós mesmos, e falando uns com os outros; e estou chamando atenção para isso porque estas coisas ainda estão conosco, e essa heresia dos gálatas ainda pode ser encontrada entre nós, numa manifestação moderna. Há muitos cristãos que passaram por essa experiência. Quando encon­traram a verdade pela primeira vez, ficaram assombrados. Disseram: “Nunca pensei que o cristianismo fosse assim”. Receberam-na com alegria e experimentaram bênçãos extraordinárias; mas subsequentemente foram confrontados com outra doutrina. Talvez tenham lido a respeito, ou alguém pregou sobre aquilo, ou foi sugerida por um amigo, e assim entraram em contato com outro tipo de doutrina. Imediatamente essa doutrina os atraiu porque parecia tão espiritual, e porque prometia bênçãos tão especiais se cressem nela, e assim eles a acataram. Mas então passaram a experimentar infelicidade e confusão. Outros que não chegam a aceitar e abraçar tal doutrina, ainda assim sofrem os seus efeitos, porque ela os perturba e porque não sabem como rebatê-la. Sua alegria parece desaparecer, e ficam perplexos e confusos. De qualquer forma, perdem sua felicidade original.

Realmente não há necessidade de mencionar nenhuma dessas doutrinas especificamente, pois tenho certeza que vocês estão fami­liarizados com o que tenho em mente. Todavia, devo mencionar certas coisas à guisa de ilustração, mas sem o propósito de tratar delas em detalhe. À parte de exemplos óbvios, em heresias tais como os Testemunhas de Jeová ou os Adventistas do Sétimo Dia, encontramos isso inerente ao catolicismo romano, com sua insistên­cia em conformidade e obediência a coisas não ensinadas nas Escri­turas. Aparece também na doutrina de que batismo por imersão em idade adulta é essencial à salvação. Também o vemos na ênfase da absoluta necessidade de se falar em outras línguas, se alguém quer ter certeza de que recebeu o Espírito Santo, e às vezes é encontrado em conexão com cura física, na doutrina de que um cristão jamais deveria ficar doente. Essas são apenas algumas ilustrações. Há muitas outras; menciono essas simplesmente para que entendamos que esta é uma questão muito prática, e não simplesmente um pro­blema teórico. Todos temos que enfrentar coisas assim, e, como espero demonstrar, tudo isso é parte do caráter da heresia que estamos considerando.

Creio que aqui o apóstolo estabeleceu de uma vez por todas um grande princípio que precisamos ter sempre em nossa mente, se quisermos nos proteger destes perigos, e assegurar que perma­necemos “firmes na liberdade com que Cristo nos libertou”, sem tornar a cair “debaixo do jugo da servidão”. Foi seu amor por aquelas pessoas que o levou a escrever dessa maneira. E Paulo lhes diz aqui que se sentia como um pai se sente em relação aos seus filhos. Não é que o apóstolo fosse pedante ou de mente fechada, intolerante ou egocêntrico. Pelo contrário, sua única preo­cupação era a vida espiritual e o bem-estar daquelas pessoas. “Meus filhinhos”, ele diz. Ele é como uma mãe; “por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”. E é neste espírito que quero dirigir sua atenção para o assunto. Deus sabe que eu preferiria não tratar dele em absoluto. Vivemos numa época que não aprecia esse tipo de coisas. A tendência é dizer: “Que importância tem?” E esta tendência é aparente não só entre aqueles que estão fora da Igreja, mas também entre os que estão dentro dela. Abordo este tema, portanto, com relutância, e simplesmente porque sinto que estaria traindo minha missão e a chamada de Deus para o ministério cristão se não expusesse a verdadeira doutrina da Palavra de Deus, qualquer que seja a opinião moderna.

Como, então, enfrentamos esse tipo de situação? A primeira coisa que o apóstolo apresenta é a questão de autoridade. Isso tem que vir primeiro. Essas perplexidades e esses problemas não são uma questão de emoção ou experiência, e nunca devem ser julgadas meramente na base dos resultados. Doutrinas falsas podem fazer as pessoas muito felizes. Vamos deixar isto bem claro. Se julgarem somente em termos de experiência e resultados, descobrirão que cada seita e heresia que o mundo ou a Igreja já conheceu pode ser justificada. Qual, então, é a autoridade? O apóstolo nos diz claramente no primeiro capítulo. Na verdade a questão da autoridade é o assunto de que ele trata nos dois primeiros capítulos. Aqui a posição pessoal do próprio apóstolo está envolvida, e é por isso que ele tem de dizer tanto a respeito de si mesmo. Ele assume uma posição em que desafia qualquer um a pregar outro evangelho que não seja o que ele prega. Ele diz: “Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho. . . seja anátema”. Por quê? Qual é o teste? É este: “Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo”. E então ele continua, relatando como entrou no ministério: “Porque já ouvistes qual foi antigamente a minha conduta no judaísmo, como sobremaneira perseguia a igreja de Deus e a assolava. E na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais”. Ele tinha vivido assim até aquele momento na estrada de Damasco, quando o Senhor Jesus Cristo o colocara no ministério para o qual, como ele agora sabia, fora separado desde o ventre de sua mãe. Ele recebera sua missão e sua mensagem diretamente do Senhor Jesus Cristo. Ah, sim, mas Paulo sabia mais até do que isso. Ainda que tivesse ingressado no ministério dessa maneira singular, e pudesse se descrever a si mesmo aos coríntios como um “nascido fora do tempo”, ele todavia diz que o evangelho que lhe fora dado era exatamente o mesmo evangelho que fora dado aos outros, os outros apóstolos que tinham estado com o Senhor nos dias da Sua carne. Quando falou com os outros apóstolos em Jerusalém, descobriu que estava pregando exatamente o mesmo evangelho que eles pregavam. Embora tivesse vindo a ele daquela forma individual como uma revelação direta, os outros estavam pregando exatamente a mesma coisa que ele pregava.

Aí, então, está a base da autoridade — e essa é a autoridade que o apóstolo pleiteia aqui, a qual é a base do seu argumento. Ele diz que não é uma questão de um homem dizer isto e outro dizer aquilo. Ele assevera que não está pregando simplesmente o que ele pensa. A mensagem fora dada a ele da mesma forma que fora dada aos outros apóstolos, e portanto todos estavam proclamando a mesma coisa. O teste da verdade é sua apostolicidade. Ela se conforma à mensagem apostólica? Esse é o teste e esse é o padrão. O evangelho de Jesus Cristo, como é anunciado e ensinado no Novo Testamento, reivindica nada menos do que o fato que vem com a autoridade do Senhor Jesus Cristo, que o deu a esses homens, e eles, por sua vez, o pregaram e escreveram. Aqui está o único padrão. E continua sendo o único padrão.

Não temos qualquer padrão à parte do Novo Testamento, e portanto devemos tomar cada ponto de vista e examiná-lo à luz disto. Ao fazer isso, vamos descobrir que essas doutrinas falsas sempre se revelam erradas em uma de duas maneiras. A primeira é que podem conter menos do que a mensagem apostólica. Vamos ser perfeitamente claros sobre o fato de que há uma mensagem apostólica,  uma  verdade  positiva  com  que  todos  os  apóstolos concordaram e que todos eles pregaram — aí está a mensagem definitiva. Doutrina falsa pode ser culpada de declarar menos que a mensagem integral, e deixar certas coisas de fora. Isso é algo que desencaminha muitos cristãos hoje em dia. Se um homem proclama algo que é patentemente errado, eles podem ver imediatamente que ele está errado, mas não vêem com a mesma rapidez que uma doutrina pode estar errada porque proclama menos que a mensagem apostólica, porque não diz certas coisas. Pode ser menos que o verdadeiro ensino sobre a pessoa do Senhor Jesus Cristo. Pode negar Sua encarnação, ou pode negar as duas naturezas contidas em Sua pessoa; pode negar o nascimento virginal, ou os aspectos miraculosos da Sua vida, ou a Sua ressurreição física literal. Apre­senta-se como cristã, mas é menos que a verdade. Ou pode negar num certo ponto a obra de Cristo. Pode negar o fato que “aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. Pode descrever a morte de Cristo como sendo nada mais que uma extraordinária demonstração do amor. Pode negar que Deus puniu os nossos pecados “em Seu corpo no madeiro”. Isso era o que os apóstolos pregavam, que Cristo “morreu por” nossos pecados. Portanto, se uma doutrina ou ensino deixa isso de fora, é menos que a verdade apostólica. É a mesma coisa com o novo nascimento. Tantas vezes essa doutrina não é ensinada, e sua absoluta necessidade não é enfatizada. Tam­bém encontramos o mesmo problema até no que se refere à conduta e ao comportamento, ainda que o Novo Testamento enfatize isso. Há muitos que dizem crer em Cristo, mas então deduzem que, se alguém crê em Cristo está seguro, e não importa o que ele faz. Entretanto, esse é o terrível erro do antinomianismo. O Novo Testa­mento ensina a importância das obras quando declara que a “fé som obras é morta”. Deixar qualquer um destes aspectos de lado, é não corresponder à mensagem apostólica.

O segundo perigo, como já vimos, é o oposto, o perigo de acrescentar à verdade, e, ao mesmo tempo que reconhecendo a mensagem apostólica como correta, sugerir que algo precisa ser acrescentado a ele. E esta é a questão que estamos tratando aqui. Mais uma vez, devemos lembrar nosso princípio inicial, que cada doutrina deve ser testada pelos ensinos do Novo Testamento, não por emoções, nem por experiências ou por resultados, nem pelo que outras pessoas estão dizendo ou fazendo. Este é o teste-apostolicidade, isto é o ensino do Novo Testamento.

Outro bom teste é este: sempre seja cuidadoso em averiguar as implicações de um ensino ou doutrina. Isso é o que o apóstolo faz no segundo capítulo desta Epístola aos Gálatas. Esta nova dou­trina não parecia estar negando a Cristo, no entanto o apóstolo demonstra claramente que estava negando o Senhor no ponto mais vital. Ele até mesmo teve que fazer isso com o apóstolo Pedro em Antioquia. Pedro, que recebera uma visão com respeito a Cornélio (Atos, capítulo 10), e aparentemente tinha entendido estas coisas muito claramente, foi subsequentemente influenciado pelos judeus e sentiu que não podia comer com os gentios, mas somente com os judeus. Paulo teve que resistir Pedro “na cara, porque era repreensível”, e teve de dizer-lhe claramente que ao fazer aquilo ele estava negando a fé. Pedro não queria fazer aquilo, não queria negar sua salvação por Cristo através da fé somente. Mas alguém teve que mostrar a Pedro claramente a posição que estava assu­mindo, e levá-lo a entender que por suas ações ele estava anun­ciando que algo mais era necessário além da fé em Cristo. Vamos então sempre ponderar as implicações do que dizemos e fazemos. Vou dar-lhes uma ilustração do que quero dizer. Uma senhora cristã com quem certa vez discuti esta questão, estava tendo problemas com isso. Ela não conseguia entender como certas pessoas incré­dulas, que viviam uma vida muito correta, não eram cristãs. Ela disse: “Não sei como você pode dizer que não são cristãs — olhe para suas vidas”. Ela era uma boa cristã, mas estava tendo proble­mas para entender isso. Mas eu disse: “Espere um pouco; você não vê o que está inferindo, não percebe o que está dizendo? Você realmente está dizendo que estas pessoas são tão boas e tão nobres e tão morais que o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, não é necessário em seu caso, que a vinda do Filho de Deus do céu foi desnecessária para elas. Ele não precisaria ter morrido na cruz, pois elas podem se reconciliar com Deus através de suas boas obras e de sua vida exemplar. Você não pode ver que isso é negar a fé — que na verdade, com esse argumento, você realmente está dizendo que o próprio Cristo e Sua morte não são necessários?” E ela percebeu, ao avaliar as implicações daquilo que estava dizendo. Portanto, não avaliem as coisas pelo seu valor aparente apenas, mas verifiquem as suas implicações.

A terceira coisa que, para mim, parece ser uma característica especial desta heresia como está exposta na Epístola aos Gálatas é que ela sempre é um acréscimo à revelação. “Este ensino sobre a circuncisão não é parte da mensagem de Cristo”, Paulo está dizendo. “Essas pessoas pregam isso, mas não o receberam de Cristo. Quando o Senhor me deu a mensagem, Ele não disse que todos deviam ser circuncidados. Isto é algo à parte da Sua revelação, é um acréscimo à   mensagem apostólica”. Vocês vão descobrir que esta é sempre a característica do tipo de heresia que estamos consi­derando. Considerem, por exemplo, as reivindicações dos católicos romanos. A igreja católica romana declara que ela é tão inspirada hoje como eram aqueles primeiros apóstolos, mas ela não tem base bíblica para dizer isso. Ela mesma afirma isso, e ela mesma faz a reivindicação de que esta revelação subsequente foi dada à Igreja. Esta reivindicação é feita abertamente; não há qualquer sutileza nela, e quer dizer que a própria igreja católica tem tanta autoridade quanto a Palavra de Deus. Afirmam que as declarações do papa falando “ex catedra” são tão inspiradas como as epístolas do Novo Testamento, e são um acréscimo a essa revelação. Mas isso não é um lalo só em relação à igreja católica romana, pois há muitos outros que fazem a mesma reivindicação.

Antes de aceitar qualquer um destes ensinos, sempre tomem tempo para ler a respeito das suas origens. Quase sempre vocês vão descobrir que alguém teve uma “visão” — na grande maioria das seitas, foi uma mulher. Leiam a história, e descobrirão que a doutrina está baseada na autoridade de uma mulher. O apóstolo declarou que “não permitia que a mulher ensinasse”. Mas isso não faz diferença para essas pessoas. Não só isso, em geral a mulher leve uma visão e recebeu alguma revelação especial. “Ah”, dizem, “não vão achar isso nas Escrituras, mas foi dado diretamente a esta pessoa por Deus”. Estão acrescentando algo à revelação, é algo mais, alguma coisa mais avançada. Eles declaram que seus funda­dores eram tão inspirados quanto os apóstolos de Jesus Cristo, e baseiam sua autoridade nisso. Apliquem esse teste à maioria desses movimentos, e descobrirão que é verdade. Mas lembrem-se que também é verdade a respeito de muitos que ainda estão nas fileiras da Igreja Cristã, e que no entanto têm esse ponto de vista. “Ah, sim”, dizem, “aqueles homens eram inspirados, mas os homens hoje ainda são inspirados. Não negamos a inspiração, mas dizemos que é possível acrescentar à verdade. Os primeiros séculos não esgotaram a revelação da verdade, e coisas especiais estão sendo revelados a nós através dos nossos avanços em conhecimento e instrução neste século vinte”. Isso é acrescentar à revelação. Sig­nifica que as Escrituras não são mais suficientes; as descobertas da sabedoria moderna têm que ser acrescentadas. Mas ao permitirmos esses acréscimos da mente moderna e da perspectiva atual, na verdade estamos reivindicando uma revelação adicional.

Outra característica invariável é que este ensino ou doutrina sempre enfatiza alguma coisa em particular, dando-lhe grande proe­minência. No caso dos gálatas era a circuncisão. Mas o que quer que seja, esta idéia central é a origem do ensino especial, é o ponto em torno do qual gira todo o movimento. Eles reconhecem que uma pessoa pode ser um verdadeiro crente, mas precisa de uma certa coisa adicional — a observância do sábado, ou o batismo por imersão, ou falar em línguas, ou cura, ou alguma outra coisa. Algo mais sempre é essencial. É isso que importa —- dizem. Sempre ocupa uma posição proeminente, no centro, e acabamos nos tornando mais conscientes disso do que de Cristo, por causa da ênfase que lhe dão. Não podem justificar o movimento à parte dessa coisa específica, circuncisão, ou o que quer que possa ser.

O terceiro ponto é que todas estas coisas são um acréscimo a Cristo. O católico romano diz: “É claro que cremos em Cristo, mas você também precisa crer na igreja, precisa crer na virgem Maria, precisa crer nos santos, precisa também crer no sacerdócio, além de crer em Cristo”. De um ponto de vista puramente doutri­nário e ortodoxo, eu me sinto mais próximo a muitos católicos romanos do que a muitos que fazem parte das fileiras do protestan­tismo, mas onde eu me afasto, e devo me afastar deles, é que acrescentam algo ao que é vital — é Cristo, mais a igreja, mais a virgem Maria, mais os padres, mais os santos, e assim por diante. Do seu ponto de vista, Cristo apenas não é suficiente, e Ele não está colocado, em toda a Sua glória singular, no centro. E é assim com todos os outros. Proclamam que precisamos ter uma experiência especial, precisamos ter alguma crença especial sobre “observar dias”, como o apóstolo o expressa, ou precisamos observar certos ritos ou sacramentos. Então, é sempre “Cristo, mais alguma coisa”, alguma coisa que não podemos deixar de ter.

Então precisamos demonstrar, em quarto lugar, que esta dou­trina errada sempre acaba de alguma forma levando à conclusão que ter fé apenas não é suficiente. O apóstolo deixa isso claro: “Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem virtude alguma; mas sim a fé que opera por caridade” (Gálatas 5:6). Essas doutrinas falsas estão sempre nos ensinando que nós mesmos precisamos fazer alguma coisa; precisamos acrescentar algo, é necessária alguma ação da nossa parte, ou temos que permitir que algo seja feito a nós. Fé não é suficiente. Não vivemos pela fé, e a justificação não é pela fé somente. Precisamos realizar certas obras, precisamos fazer algo especial antes que possamos receber esta grande experiência da salvação. Mas de acordo com Paulo, dizer tais coisas significa que “caimos da graça”.

Mas por último quero enfatizar uma coisa — e dou graças a Deus por este último teste, porque tem sido de tanta ajuda para mim. Crer em tal doutrina sempre leva à negação da experiência cristã anterior. “Qual é, logo, a vossa bem-aventurança?” Vocês sabem o que ele quer dizer com isso. Na verdade ele está dizendo: “Gálatas insensatos, gálatas amados, vocês realmente estariam me dizendo que o que experimentaram quando estive entre vocês pela primeira vez, não teve qualquer valor, foi tudo inútil? Onde está a vossa bem-aventurança? Oh gálatas insensatos, quem vos fascinou?

Vocês sabem que todos os que são das obras da lei estão debaixo da maldição. Vocês sabem que receberam o Espírito. Voltem — lembrem-se que receberam o Espírito. Vocês O receberam pelas obras da lei? Naturalmente que não! Acaso não percebem que estão negando sua própria experiência passada?”

Todas essas doutrinas falhas são culpadas disso. É o que o apóstolo salienta, no relato de sua discussão com Pedro. Disse a Pedro que ele estava renegando sua experiência passada. Isso também é o significado de seu argumento sobre Abraão. Pois Abraão foi abençoado, não depois de sua circuncisão, mas antes dela, por­tanto não se pode afirmar que a circuncisão é essencial, e dizer isso é negar esta experiência. E quantas vezes tive que usar esse argu­mento! Estes ensinos errados são sutis e atraentes, e fazem-nos sentir que precisamos daquilo, e que só pode estar certo. Então de repente nos lembramos deste argumento a respeito da experiência, e ele nos detém. Trazemos à lembrança homens como George Whitefield e John Wesley, por exemplo, que sem dúvida foram cheios do Espírito de uma forma assombrosa, extraordinária e poderosa — notáveis santos de Deus e que estão entre os Seus maiores servos; e no entanto descobrimos que eles observavam o primeiro dia da semana, e não o sétimo; que não foram batizados de uma forma única ou especial, não há registro de que tenham falado em línguas, e não dirigiam reuniões de cura e assim por diante. Vamos afirmar que todos esses homens careciam de conhe­cimento, sabedoria e discernimento? Não percebem que essas novas doutrinas que fazem tantas reivindicações na verdade negam algu­mas das maiores experiências cristãs através dos tempos? Estão virtualmente dizendo que a verdade veio somente através deles, e que por dezenove séculos a Igreja andou em ignorância e em trevas. Isso é monstruoso. Precisamos entender que essas coisas devem ser testadas desta forma: “Qual é, logo, a vossa bem-aventurança?”

Isso me traz à minha última palavra, e o teste final, que é o seguinte. Depois de passar por todos esses testes, vocês estão prontos para se unir a mim e dizer o que o apóstolo disse no versículo 17 do último capítulo desta Epístola aos Gálatas: “Desde agora nin­guém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus”. Que significa isso? O que o apóstolo está dizendo, na verdade, é: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”. “Parem de falar comigo sobre circuncisão, não estou interessado. Parem de me falar sobre os guardadores do sábado, ou qualquer outra seita. Parem de me falar sobre todas essas coisas que são tidas como essenciais, se alguém quer ser um verdadeiro cristão. Eu não as quero. “Longe esteja de mim gloriar-me”, eu não vou me gloriar em nada e em ninguém, em nenhuma doutrina especial — em nada a não ser o Senhor Jesus Cristo, e nEle somente. Ele é suficiente, porque através dEle “o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”.

Para deixar isso bem claro, quero dizer que não vou me gloriar nem sequer na minha ortodoxia, porque até mesmo ela pode se transformar numa armadilha, se eu a tornar num ídolo. Vou me gloriar somente na bendita Pessoa por quem tudo isto foi feito, com quem eu morri, com quem fui sepultado, com quem estou morto para o pecado e vivo para Deus, com quem eu ressuscitei, com quem estou assentado nas regiões celestiais, por quem o mundo está crucificado para mim e eu estou crucificado para o mundo. Qualquer coisa que queira se colocar no centro que é dEle, qualquer coisa que queira se acrescentar a Ele, eu a rejeito. Conhecendo a mensagem apostólica com respeito a Jesus Cristo, em sua integridade, sua simplicidade e sua glória, longe de nós acrescentar qualquer coisa a ela. Que nos regozijemos nEle em toda a Sua plenitude — e nEle somente.

D. MARTIN LLOYD-JONES, in “Depressão Espiritual”.

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