As Sete Cartas do Apocalipse – A Mensagem Final de Cristo à Igreja

http://malucoporjesus.wordpress.com

Lição 1 - Apocalipse, a Revelação de Jesus Cristo

 

 

Lição 2 - A Visão do Cristo Glorificado

 

 

Lição 3 - Éfeso, a Igreja do Amor Esquecido

 

 

Lição 4 - Esmirna, a Igreja Confessante e Mártir

 

 

Lição 5 - Pérgamo, a Igreja Casada com o Mundo

 

 

Lição 6 - Tiatira, a Igreja Tolerante

 

 

Lição 7 - Sardes a Igreja Morta

 

 

Lição 8 - Filadélfia, a Igreja do Amor Pergeito

 

 

Lição 9 - Laodicéia, uma Igreja Morna

 

 

Lição 10 - O Governo do Anticristo

 

 

Lição 11 - O Evangelho do Reino no Império do Mal

 

 

Lição 12 - O Juízo Final

 

Lição 13 - A Formosa Jerusalém

Você acha que sua vida tá ruim ? Então assista esse vídeo e mude de idéia:

 

Sua vida é maravilhosa !

Agradeça a Deus !

Ah ! e por falar em gratidão, PREGUE O EVANGELHO e pratique AÇÃO SOCIAL !

Ameis uns aos outros …

Quer Pregar ? Então, pregue Cristo !

A sacra chamada cristã abarca uma série de obrigações que envolvem tanto ministros do evangelho, quanto todos os cristãos de um modo geral. É comum no chamado cristão observamos o envolvimento da igreja em áreas das mais diversas tais como ação social, ensino, política, entre outras. Mas talvez nenhuma outra área seja mais urgente para a igreja em todos os tempos como o sacro ministério da Palavra.

Este surge com a própria essência da mensagem, ou seja, não é temporal, findando-se em alguma época específica, mas atemporal, pois é a essência do ministério da igreja. Para ser um pregador da Palavra não basta apenas portar um dom retórico ou ser versado em algumas áreas do conhecimento, dominando algum poder persuasivo sobre o público, deve este ser imensamente capacitado de uma unção espiritual, que não pode ser conseguida sem o consentimento divino. Além do quê, aquele que se põe em frente de seus pares não pode ser um neófito, mas um cristão experiente, pois estará a ensinar a sacra doutrina a aqueles que são seus irmãos. Jamais um pregador se coloca acima da congregação que pastoreia. Não é comum a aqueles que têm seu chamado posto a prova arrogar tamanha pretensão. Sei que nesses dias é comum buscar-se títulos para se alcançar primazia frente ao povo de Deus. Mas este não é o procedimento daquele que se dedica fielmente a prediga. Este deve ser sempre voluntarioso e disposto a buscar o serviço de um conservo e não de um líder que se põe acima daqueles que estão ao seu lado.

O pregador da Palavra é, portanto um servo que busca a fidelidade. Não apenas no que se refere ao texto bíblico, mas o é também na vivência da fé cristã. Deve ele fornecer não somente o ensino, mas também a prática daquilo que está ensinando. Este pregador também é alguém intimamente ligado ao cotidiano da congregação que pastoreia, ou seja, ele vive todas as demandas daqueles que o escutam diariamente. Não pode se blindar como se nada acontecesse com ele. Deve viver, razoavelmente parecido no padrão de vida do seu povo, não buscando no poder econômico, que porventura consiga, uma certa diferenciação do povo. Pois, se assim for acabará se mostrando alheio a vida do povo, sendo mais um estrangeiro em meio ao seu povo que deveria admoestar.

Quanto à ministração da mensagem, esta deve ser clara e contundente. Não pode ser rebuscada com rodeios ou com peripécias retóricas para se camuflar o real sentido da Palavra. Deve também ser imensamente compreensível, evitando-se o uso de palavras que dificultem a assimilação por parte do povo. Deve-se buscar a excelência do significado, ainda que se deva ir geralmente a recursos mais rebuscados como o uso de léxicos das línguas estrangeiras que compunham o texto sagrado. Logo, ele é alguém que faz uso de um recurso imensamente erudito, mas que também em sua exposição torna o culto algo simples e inteligível. Os requintes ou a exposição de assuntos mais elevados devem ser guardados para os meios onde tais artifícios são compreendidos, mas isso não significa que a prediga é simplória.

Várias considerações vêem a mente do pregador quando este se põe a frente da igreja, mas a principal delas é que ele é apenas um instrumento da vontade divina. Ele edificará os santos e também convencerá os pecadores. Por meio dele alguns serão chamados, grandes trevas serão dissipadas e uma nuvem de testemunhas deverá atestar seu ensino.

Lamentavelmente nos dias atuais temos visto as mais bizarras figuras que se propõe instruir o povo de Deus. É certo que boa parte deles é exatamente aquilo que os seus ouvintes gostariam que eles fossem. Estes se comportam como se fossem meros funcionários do seu auditório e não profetas. Esta característica do pregador é inerentemente algo que ninguém deveria abrir mão, a não ser que deseje ser apenas uma marionete nas mãos de homens que desejam sentir “coceiras nos ouvidos”. O pregador verdadeiro não aceita comercializar sua pregação, seu envolvimento com o que prediga é altamente recíproco. Ele está tão envolvido com a mensagem que ele mesmo se confunde com ela. Portanto, essas caricaturas de pregadores que vemos hoje não são os genuínos ministros de Deus, são de fato uma aberração, dignos representantes de uma farsa que chamam erroneamente de evangelho, só que este não é outra coisa que não uma monstruosidade corruptora.

Se desejarmos ser aceitos neste ofício precisamos primeiramente do tratamento divino. Este não é uma colônia de férias, nem tão pouco tem lugar para principiantes aventureiros. É lugar para aqueles que foram provados pelo fogo, para aqueles que subiram ao terceiro céu da sublimidade de Cristo, para aqueles que são servos e não senhores. Ao meu modo de ver existem dois tipos de pregadores, aqueles que são forjados por Deus e aqueles que são forjados pela sua congregação. Os primeiros não temem sofrer as agruras do ministério, os últimos repudiam o escárnio da função preferindo as honras dos homens no lugar da de Deus.

Logo, como pregadores somos profetas e como profetas não nos movemos por conveniências ou por ganância. Pregamos o evangelho como disse Charles H. Spurgeon, “mais claro do que nunca”, um evangelho que é escândalo para judeus e loucura para os gentios, o evangelho do poder de Deus, que é mais sábia do que a sabedoria humana. Que não depende dos artifícios intelectualizantes e retóricos, mas do Cristo crucificado. Quem tem posto a mão no arado do ministério não olha para trás, mas avança firmemente na direção de Cristo e seu total empenho, ainda que seja extenuante e exaustivo não é nada daquilo que deveria ser, mas ainda falta muito para alcançar o prêmio da soberana vocação. Pregadores do Evangelho tremam diante do Santo e busquem a fidelidade.

Sola Gratia.

Fonte: [ Evangelismo e Reforma ]

Como Jesus tratou as pessoas comuns

Você já participou do jogo ”siga-o-líder” quando era criança? E ao brincar nesse jogo, você alguma vez se encontrou entrando numa piscina com todas as roupas, caminhando através de um lodaçal ou pulando do alto do telhado da garagem? Se já, provavelmente você aprendeu a questionar seriamente o jogo!

Os carneiros são notórios por seguirem o líder. Em um matadouro na cidade de Nova Iorque um bode foi treinado para ser o líder. Seu nome era Judas. Ele ia entrando pelo portão tão logo este se abria e todos os carneiros o seguiam cegamente. No último minuto, o bode escapava através de um pequeno portão lateral e os carneiros continuavam rumo ao seu destino, enquanto o bode voltava para conduzir outro grupo.

Uma das menores parábolas, contadas por Jesus é sobre o assunto dos perigos do jogo “siga-o-líder” no sentido espiritual. Ela se encontra em S. Lucas 6:39 e 40.

“Propôs-lhes também uma parábola: Pode porventura um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco? O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre.”

Freqüentemente, Jesus compara Seus seguidores a ovelhas, e somos convidados a seguir para onde Ele nos conduz. Assim, o problema não está em seguir, mas com quem está liderando você. Nos dias de Cristo, os fariseus e saduceus eram aceitos como líderes pela vasta maioria do povo comum. Como notamos no último capitulo, os fariseus eram os tradicionalistas, os conservadores; e os saduceus eram os liberais. Ambos eram legalistas, porque ambos os grupos dependiam de seus próprios esforços para garantir a salvação. E as pessoas seguiam seus líderes – seus cegos líderes – e no final uniram-se a eles, rejeitando a Jesus.

É trágico o fato de que o povo raramente se eleva acima de seus ministros, professores ou líderes. O povo judeu pereceu como nação porque eles seguiram seus líderes no erro. Eles não pesquisaram as Escrituras por si mesmos e não decidiram por si mesmos o que era a verdade. Isso não é um grande perigo para nós hoje? Quão fácil é simplesmente seguir, em vez de estudar, pesquisar e orar por nós mesmos para conhecermos a voz do verdadeiro Pastor.

Um outro texto semelhante, concernente a seguir líderes, encontra-se em S. Mateus 15:13 e 14. Isto ocorreu exatamente após Jesus ter dito algumas coisas duras aos líderes religiosos daqueles dias e Seus discípulos Lhe perguntaram: Você sabe que os fariseus ficaram ofendidos quando ouviram o que o Senhor disse? Então Jesus “respondeu: Toda planta que Meu Pai celeste não plantou, será arrancada. Deixai-os: são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco”. Aparentemente é possível encontrar líderes, mesmo em comunidades religiosas, que não foram plantados pelo Senhor. Nem todos os que são externamente membros do corpo de Cristo são árvores de justiça. E o tempo virá, quando aqueles que não são plantados pelo Senhor serão arrancados.

Eu gostaria de fazer aqui uma declaração: quando falamos hoje sobre seguir os líderes, não estamos falando exatamente dos que dirigem a igreja de um local especifico. A prática de seguir o líder não está limitada às sedes da igreja. Isto não é de maneira nenhuma uma crítica ou censura à direção da igreja. As pessoas escolhem seus próprios líderes – dependendo de como desejam viver, e você pode sempre encontrar alguém em algum lugar que lhe indicará a direção que você deseja seguir. Deus tem ordenado a liderança como meio de guiar em Sua obra e em Sua igreja. A liderança tem um propósito e uma função válidos. O ponto aqui é que é perigoso seguir qualquer um cegamente.

Segundo pesquisas e estatísticas disponíveis, apenas uma entre quatro ou cinco pessoas na igreja hoje está gastando algum tempo em comunhão pessoal e estudo da Palavra de Deus. Se este é o caso, então temos hoje, também, um grande número de seguidores cegos. Assim, não vamos apenas olhar para isso como uma lição da história, mas ver onde podemos nos beneficiar das lições que Jesus tentou ensinar ao grande número de seguidores cegos de Seus dias.

Assim, foi nessa situação que Jesus apresentou a parábola de que é possível seguir um líder diretamente para dentro da cova. Por que era assim? Qual era o problema com o povo comum, as multidões que seguiam, que o faziam tão facilmente enganados?

Primeiro, eles não estavam convertidos. Eles nunca haviam experimentado a obra sobrenatural do Espírito Santo no coração humano. A atitude deles para com Deus não havia mudado. Eles nunca haviam permitido que Deus lhes desse uma nova capacidade que eles não possuíam de conhecê-Lo. Eles gastavam pouco tempo em buscar pessoalmente a Deus porque nem mesmo tinham tal capacidade. Nos dias de Cristo, eles amarravam pedacinhos da Escritura ao redor dos punhos e da cabeça, em vez de colocá-los no coração. Todas as suas atividades religiosas se centralizavam no ego. Eles se sentiam satisfeitos com uma religião externa e aceitavam as formas e cerimônias, mas o coração se mantinha intocado pela graça de Deus.

Essas pessoas não tinham relacionamento com Deus. Eram vítimas da salvação pelas obras e o motivo de seus exercícios e padrões religiosos era garantir bênçãos temporais. Eles gostavam da idéia dos gafanhotos pararem e não cruzarem a cerca daqueles que pagavam seus dízimos. Eles estavam interessados no Céu e na oferta de viver para sempre. Ficaram impressionados pelos pães e peixes – e as doenças que foram banidas por poucas e suaves palavras de Jesus. Mas, em S. João 6, quando Jesus falou do pão da vida, eles ficaram decepcionados e disseram: “Duro é este discurso, quem o pode ouvir?” Verso 60.

As pessoas nos dias de Jesus O aceitavam apenas de maneira limitada. Eles estavam dispostos a aceitá-Lo como um grande Mestre. Estavam dispostos a aceitá-Lo como um operador de milagres. Estavam dispostos a crer que Ele era um profeta. Porém, eles se recusavam a aceitá-Lo como Salvador, Senhor ou Deus. Sua limitada aceitação terminou em total rejeição.

As pessoas tinham problemas em aceitar o Espírito de Profecia. Você encontra isso em S. Lucas 16:19-31, onde Jesus usa uma bem-conhecida fábula romana para ensinar várias verdades – e a condição da raça humana após a morte Não é uma delas! Porém o homem rico, como você se lembra estava em tormento, e pediu que Lázaro, o mendigo, fosse enviado para falar a seus cinco irmãos e os advertir da mesma sorte. “Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém (entre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mort0s.” Versos 29-31.

Pouco tempo depois, alguém foi ressuscitado dentre os mortos e seu nome era Lázaro! Eles não apenas se recusaram a aceitar essa evidência, mas conspiraram para matar tanto Jesus como Lázaro, a quem Ele havia ressuscitado. Assim, essas pessoas enfrentaram dificuldades com Moisés e os profetas.

Em S. Mateus 23, é dito que eles adornavam os túmulos dos profetas, e no entanto, eram os filhos daqueles que haviam matado os profetas, tanto em espírito quanto em linhagem. Paulo fala sobre isto em Atos 13:26 e 27. Aqui Paulo está pregando:

“Irmãos, descendência de Abraão… Pois os que habitavam em Jerusalém, e as suas autoridades, não conhecendo a Jesus nem os ensinos dos profetas que se lêem todos os sábados, quando O condenaram cumpriram as profecias. ” Eles liam cada sábado os escritos dos profetas, mas não aceitavam ou compreendiam o que liam. Estêvão disse isso em Atos 7:51-53: ”Homens de dura cerviz e. incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis. Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos, vós que recebestes a lei por ministério de anjos, e não a guardastes.”

Aquilo foi demais para as pessoas ali, e eles se lançaram sobre Estêvão, arrastaram-no para fora da cidade e um jovem chamado Saulo permaneceu ali coletando as vestes, enquanto as pedras começavam a voar. Porém, Estêvão olhando para o céu, teve uma visão de Jesus, em pé à destra do Pai. Eu sempre gostei dessa história. Jesus não ia enfrentar isso assentado! Ele estava em pé ao lado de Estêvão e Estêvão morreu em paz, orando por seus inimigos. Mas ele havia falado a verdade sobre aquelas pessoas. Eles professavam aceitar e reverenciar os profetas, mas na realidade rejeitavam tanto os profetas quanto Aquele anunciado pelos profetas.

Isto é evidenciado também no relacionamento deles com João Batista. Em S. Mateus 21, os líderes religiosos se encontraram numa situação difícil, porque Jesus os havia questionado sobre como eles consideravam João Batista. E eles se recusaram a responder, porque sabiam que as pessoas criam que João era um profeta. Porém, eles deram a João Batista apenas uma limitada aceitação, pois não aceitaram a Jesus como Aquele a quem João Batista havia indicado.

Jesus tentou contar às pessoas comuns que eles não precisavam de lideres? Não. Há um propósito para a liderança. Contudo, é propósito da liderança colocar a verdade nas mãos das pessoas sem lhes perguntar nada? Não! O propósito dos líderes, professores e pregadores é encorajar e motivar as pessoas a compreenderem a verdade, buscando e pesquisando por si mesmas. Um velho adágio afirma: “Dê a um homem um peixe e você vai alimentá-lo por um dia. Ensine-o a pescar e vai alimentá-lo por toda a vida.” Não sei se essa você poderia chamar de uma ilustração vegetariana, mas apesar disso é boa.

Paulo ensinou a verdade? Certamente que sim. Jesus ensinou a verdade? Sim. Seus discípulos ensinaram a verdade? Sim. E os bereanos conferiram isso para ver se era verdade – e foram elogiados por seu discernimento. Jesus não pedia às massas que O seguissem cegamente. Ele não pede a ninguém que O siga cegamente. Contudo, Ele pediu-lhes que O seguissem.

A maioria das pessoas comuns nos dias de Cristo não aceitaram. Mas houve exceções, e elas nos dão hoje, coragem e inspiração.

Nem todos aqueles no meio da multidão eram inconstantes. Nem todos uniam-se àqueles que cantaram Seu louvor na entrada triunfal e poucos dias depois gritaram: “Crucifica-O!” A mulher no poço estava buscando alguma coisa para satisfazer a alma. Ela aceitou a Jesus como o Messias e convenceu uma cidade toda de Seu valor. Lázaro, um trabalhador comum, sem distinção na sinagoga, por ocasião de seu primeiro encontro com Jesus, amou-O com um amor que nunca se atrofiou. O ladrão na cruz voltou a cabeça em meio à dor e gritou: “Senhor, lembra-Te de mim!” Estou feliz e alegre pelas exceções, e você?

Podemos hoje unir-nos às exceções, como fizeram os discípulos no final do discurso de Jesus em S. João 6. As multidões estavam se retirando e Jesus perguntou: Estão vocês se retirando também? Veja verso 67.

Você não quer se unir aos discípulos e dizer, como eles: “Senhor para quem iremos? Tu tens as palavras de vida!” Verso 68. Crer em Jesus não era popular. Isso não era comum, que as multidões continuassem seguindo a Jesus quando Ele esteve aqui – e ainda não é. Mas eu gostaria de convidá-lo a uma dupla experiência que o impedirá de seguir cegamente a qualquer um e ser mal conduzido.

Primeiro, um relacionamento com Jesus por si mesmo. Segundo, uma compreensão inteligente da verdade na qual tal relacionamento está baseado. Ambas são igualmente importantes. Uma sem a outra não funciona. Entretanto, podemos aceitar hoje o privilégio de conhecer a Jesus e a verdade por nós mesmos, bem como buscá-Lo em Sua Palavra e através da oração. E podemos continuar a procurá-Lo até que Ele venha novamente.

Morris Venden.

in Maluco por Jesus

Preparando-se para Pastorear !

Às vezes, acontece que um pastor enfrenta oposição da parte daquelas pessoas que antes o promoviam de maneira entusiástica. Por que isso acontece? Com freqüência, isso ocorre por causa da comunicação superficial que houve entre o pastor em potencial e os membros da igreja, antes de ele assumir seu pastorado. Em nossos dias, é possível que um pastor seja escolhido para uma igreja sem que perguntas sérias lhe sejam dirigidas, e, menos ainda, perguntas a respeito de doutrina. Sugerimos que as igrejas tenham o mais completo diálogo possível sobre os assuntos de doutrina, prática e estilo de vida cristã. Se a igreja falhar em fazer isso, o próprio candidato ao pastorado deve procurar esse tipo de diálogo. Tal procedimento protege tanto o pastor quanto a igreja.

Dois outros assuntos são extremamente importantes. Primeiro, o candidato ao pastorado deve apresentar uma lista de referências. A igreja tem de seguir com muita atenção essas referências e solicitar que as pessoas citadas apresentem outros nomes como referência sobre o pastor. Deve-se tributar atenção ao fato de que, às vezes, pessoas deixam de gostar de outras não por causa dos erros destas. ( O próprio Senhor Jesus foi odiado.) A inquirição por meio de referências lhes assegura que o pastor tem um bom testemunho tanto da igreja como “dos de fora” (1 Tm 3.7). O questionamento das pessoas apresentadas deve centralizar-se na lista de 1 Timóteo 3.1-7 e Tito 1.5-9. Essas listas de qualificações foram escritas para servirem como instrumento de observação das vidas de candidatos à liderança das igrejas, e não como uma lista de perguntas a serem dirigidas aos candidatos. Essa observação é extremamente importante. O ideal seria que a igreja convivesse com o candidato ao pastorado, observando sua vida durante meses ou mesmo anos. Visto que, infelizmente, esse não é o padrão seguido pela maioria das igrejas, vocês têm de depender muito de atentarem às referências fornecidas. Respostas superficiais e subjetivas da parte do próprio candidato podem causar uma distorção da verdadeira situação. A avaliação que sugerimos em seguida se refere às passagens bíblicas mencionadas, mas a sua utilização pode ser mais abrangente. Vocês devem utilizá-las amplamente na conversa com as pessoas apresentadas como referências. Isso não significa que as passagens bíblicas citadas não são extremamente importantes no questionamento que o candidato pode fazer para si mesmo.

Relacionada à primeira, existe uma segunda consideração: devem ser feitos muitos esforços para apresentar à igreja os diversos aspectos da vida do pastor em perspectiva, durante tanto tempo quanto possível, antes de chegarem a alguma decisão. Esse tipo de apresentação não é um problema, quando a igreja tem de escolher pastores dentre os seus próprios membros; todavia, tal apresentação cria realmente um problema considerável para aqueles que trazem um novo pastor de fora da igreja. Um fim de semana de cultos não é suficiente para que as pessoas fiquem corretamente informadas. Devemos lembrar: o pastor, se for chamado a pastorear, estará na igreja durante um extenso período de tempo, influenciando nossas famílias e comunidade para Cristo. Sabemos que vocês estão prontos para receber um novo pastor. Mas existe algo pior do que não ter um pastor — ter o pastor errado.

Apresentamos nossa sugestão final: depois das conversas iniciais, pensem em ter gravadas ou escritas as respostas destas perguntas, por parte daquele que é o mais sério candidato ao pastorado da igreja. Perguntem-lhe se o seu interesse é tão grande, que ele aceitaria avançar para esse estágio de inquirição, dizendo-lhe que isso tomará boa parte de seu valioso tempo. Esse questionamento mais profundo é para aqueles que demonstram um nível de interesse elevado. Perguntas esclarecedoras podem ser feitas, posteriormente, por telefone ou conversas pessoais. Um grupo selecionado destas perguntas pode ser dirigido ao candidato nas grandes reuniões da igreja, a fim de permitir que o pastor em perspectiva fale sobre algumas de suas crenças e outras perguntas lhe sejam apresentadas.

As perguntas alistadas em seguida não estão colocadas em ordem de significância. Algumas delas podem não ser importantes para vocês. Talvez vocês queiram acrescentar outras perguntas. Não existe o pastor perfeito. No entanto, atenção a estas questões, juntamente com extensos períodos de oração, ou mesmo jejum, pode lhes dar garantia de encontrar o pastor certo para a sua igreja.

  1. Existem muitas pessoas que professam seguir a Cristo, mas estão enganadas. Que evidências você tem de que Deus lhe deu vida?
  2. 

  3. O que significa para alguém amar a Deus? De que maneiras você percebe o verdadeiro amor bíblico para com Deus manifestado em sua própria vida? Você percebe o verdadeiro amor bíblico para com Deus na vida de sua esposa e de seus filhos?
  4. O que a sua esposa sente a respeito de seu compromisso com o pastorado? E como os seus filhos reagem?
  5. Por que você acredita que Deus o quer no pastorado?
  6. Examine cuidadosamente cada uma das qualificações bíblicas para pastores e diáconos (1 Tm 3; Tt 1.5-9; At 6.1-6; 1 Pe 5.1-4). Quais são as suas qualificações mais fortes? Com quais dessas qualificações você tem mais dificuldade? Por que você acredita que essas áreas de dificuldade não o desqualificam para o ministério? (Observe a expressão “é necessário” — 1 Tm 3.2).
  7. Um pastor é encarregado por Deus a pregar para a igreja e a pastorear as pessoas de maneira individual. Que aspecto do ministério apela mais a você? De que maneiras específicas você poderia ser auxiliado a desenvolver suas habilidades nessas duas áreas?
  8. Quais são os seus métodos de envolver-se nas vidas das pessoas, enquanto as pastoreia e vela por suas almas?
  9. Que atividades caracterizam seu interesse evangelístico? Como você lida com o assunto do evangelismo pessoal e do coletivo?
  10. O que você pensa a respeito do aconselhamento? Como você administra a abundante necessidade de aconselhamento?
  11. Quais são as suas práticas costumeiras e específicas a respeito de disciplina espiritual (ou seja, oração, estudo bíblico, meditação, mordomia, etc.)?
  12. Como você descreve um pastor bem-sucedido e uma igreja bem-sucedida?
  13. Em que bases o pastor pode ser considerado uma pessoa responsável? Que relacionamentos de sua vida fornecem senso de responsabilidade por suas atitudes e comportamento, tanto em sua vida pessoal como em seu ministério pastoral?
  14. Quais são os seus autores, teólogos e comentaristas evangélicos favoritos? Por quê? Que livros você leu recentemente?
  15. Descreva uma ocasião em que você fez tentativas de reformar a igreja em alguma área importante. Quais foram os resultados? O que isto custou para você mesmo?
  16. Descreva seu estilo de liderança. Quais têm sido alguns de seus pontos fracos e de seus pontos fortes?
  17. Quando você enfrentou oposição, isso ocorreu na maior parte das vezes por causa de seu estilo de liderança, de sua personalidade, de suas crenças ou de alguma outra coisa?
  18. De acordo com sua observação, que doutrinas precisam de ênfase especial em nossos dias?
  19. O que é o verdadeiro arrependimento bíblico?
  20. O que é a verdadeira fé bíblica?
  21. Explique a justificação pela fé. Qual a diferença entre o ponto de vista do Catolicismo Romano e o ponto de vista bíblico a respeito da justificação pela fé?
  22. Explique seu ponto de vista a respeito da santificação. Quais são os vários meios que Deus usa para santificar o crente?
  23. Uma pessoa pode ter Cristo como seu Salvador e não estar em sujeição a Ele como Senhor? Explique.
  24. Qual a sua posição a respeito da inerrância das Escrituras?
  25. Explique a expressão bíblica “Batismo do Espírito”. Quando ocorre esse batismo?
  26. Quais são as suas opiniões sobre o batismo em água?
  27. De que maneira a Bíblia relaciona a soberania de Deus à salvação?
  28. O que a Bíblia ensina a respeito da extensão da depravação do homem?
  29. O que a obra de expiação consumada por Cristo realizou em favor dos crentes?
  30. O que a Bíblia ensina a respeito da perseverança e da preservação dos crentes?
  31. Qual é a utilização correta da lei do Antigo Testamento?
  32. Como você articula sua opinião a respeito dos assuntos escatológicos e dos finais dos tempos?
  33. Você crê que Jesus nasceu de uma virgem? Qual a importância desta sua crença?
  34. Qual a sua interpretação dos ensinos bíblicos sobre o inferno?
  35. Você acredita que os acontecimentos descritos em Gênesis 1 a 11 são verdadeiros ou simbólicos?
  36. O que a Bíblia ensina em referência aos dons espirituais? Descreva sua opinião a respeito de profecias e falar em línguas.
  37. O que você pensa sobre o divórcio e o novo casamento? Você segue estritamente esses pensamentos em sua prática?
  38. Qual a sua opinião sobre a frase “é necessário, portanto, que o bispo [pastor] seja… esposo de uma só mulher” (1 Tm 3.2)?
  39. Quais são as suas exigências para realizar uma cerimônia de casamento?
  40. Explique suas opiniões sobre a disciplina da igreja. Relate alguma experiência pessoal.
  41. Como você lidaria com um caso de escândalo ou imoralidade praticado por um membro da igreja?
  42. O que você pensa a respeito do aborto?
  43. Muitas crianças que pareciam ter sido convertidas na infância não demonstram mais tarde qualquer evidência de conhecerem a Cristo. Como você lida com crianças quando elas o procuram, para aconselharem-se a respeito da conversão?
  44. Qual é um método útil para receber novos membros na igreja? Quais são os requisitos para isso?
  45. Qual a sua opinião sobre os estilos de música da igreja?
  46. Quem deve conduzir a adoração na igreja? Por quê? Que métodos de liderar a adoração corporativa são apropriados? Quais são impróprios?
  47. O que a Bíblia diz sobre o propósito das reuniões semanais da igreja?
  48. Qual o seu ponto de vista a respeito do levantamento de recursos monetários para os vários projetos da igreja? A igreja deveria pedir dinheiro a pessoas que não pertencem à sua membresia?
  49. Quais as suas convicções sobre dívidas na igreja local?
  50. O que a Bíblia ensina sobre mulheres no ministério pastoral?
  51. O que a Bíblia ensina a respeito de como a igreja deve tomar suas decisões?
  52. Como um pastor e sua igreja devem se relacionar com outras igrejas locais e (se filiada a uma denominação) no âmbito mais amplo? Você se sente tranqüilo em cooperar com outras denominações? Você estabelece algumas diretrizes?
  53. Quais são as responsabilidades bíblicas dos presbíteros? Existem distinções entre presbíteros, pastores e bispos?
  54. Quais são as responsabilidades bíblicas dos diáconos? Como devem se relacionar os diáconos e os pastores?
  55. Que ênfase você atribui à liderança dos pais em suas famílias, especialmente no que diz respeito à adoração familiar. Você se envolve pessoalmente na adoração familiar, juntamente com sua esposa e filhos?
  56. Qual a sua visão missionária para a igreja? De que maneira você está demonstrando interesse e envolvimento em missões?

Para ser um ministro bom e fiel, um pastor não tem de fornecer uma resposta completa e imediata para todas essas perguntas. Em algumas dessas perguntas, será aceitável se ele apenas disser: “Eu não sei”; ou: “Ainda não tenho a minha opinião completamente desenvolvida sobre este assunto”.

Entretanto, acautelem-se de um pastor que parece estar evitando apresentar respostas claras. Certamente, em algumas dessas perguntas, ele achará necessário definir termos e esclarecer sua resposta. Sigam em frente cautelosamente, até que ele torne sua opinião tão clara quanto possível.

Se necessário, podem ser feitas outras perguntas sobre assuntos como o Movimento de Crescimento de Igreja, educação familiar, maçonaria, o Movimento Nova Era, atividade política na igreja, relacionamento com outros ministérios ou movimentos evangélicos, etc. Perguntas sobre outros assuntos doutrinários de grande importância devem ser feitas, se necessário (por exemplo, a divindade de Cristo, a aceitação da Trindade, etc.). Tanto o comitê de avaliação como a igreja devem ficar satisfeitos a respeito de qualquer assunto sobre o qual desejem discutir.

Fonte: [ editorafiel.com.br ]
Extraído do site: [ Eleitos de Deus ]