O Pior Homem do Mundo e o Perdão de Deus

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A Conversão do Pior Homem do Mundo

 2 Cr. 33.1-16. 

INTRODUÇÃO

1. A história está eivada de homens maus

Os anais da história estão repletos de homens que deixaram um rastro sombrio na nossa lembrança: Homens facínoras, assassinos, feiticeiros, monstros bestiais, pervertidos celerados e déspotas sanguinários. Homens incendiários como Nero. Homens traidores como Judas. Homens perversos como Hitler. Homens truculentos como Mao Tse Tung.

Mas, talvez, nenhum homem tenha excedido em perversidade a Manassés. Esse rei foi o décimo terceiro rei de Judá. Reinou 55 anos, de 697 a 642 a.C. Seu nome significa “Aquele que esquece” e ele esqueceu-se de Deus.

2. Poderia a graça de Deus alcançar aqueles que descem até às profundezas da degradação?

Normalmente achamos que há pessoas irrecuperáveis. Que há pecadores que estão fora do alcance da graça. A história de Manassés vai nos mostrar que não há poço tão fundo que a graça de Deus não possa ser mais profunda. A graça é maior do que o pecado. Onde abundou o pecado superabundou a graça.

I. OS PRIVILÉGIOS DE MANASSÉS

1. Ele era filho de um pai piedoso

Ele cresceu bebendo o leite da verdade e sugando o néctar da piedade. Ele cresceu num lar onde Deus era conhecido e amado. Mas a piedade dos pais não é garantia que os filhos seguirão o mesmo caminho. Manassés tinha exemplo. Tinha modelo dentro de casa. Seu pai promoveu uma grande reforma espiritual em Judá depois do desastrado reinado de Acaz. Ele limpou a casa de Deus.

2. Ele assumiu o trono ainda jovem – v. 1

Manassés nasceu num berço de ouro e começou e assumiu o trono de Jerusalém com doze anos de idade. Ele só teve privilégios na vida. Ele esbanjou suas oportunidades. Ele desperdiçou todas as coisas boas que Deus estava lhe dando desde cedo na vida.

3. Ele teve o reinado mais longo de Judá – v. 1

Ele teve muito tempo para andar com Deus, para fazer o que era certo e para arrepender-se dos seus pecados. Ele governou 55 anos e nesse tempo ele fez o que era mau perante o Senhor. Ele entupiu Jerusalém e a Casa de Deus de idolatria e se prostrou em altares de estranhos deuses, provocando o Senhor à ira.

4. Ele teve a advertência de Deus – v. 10

Deus não o deixou errar sem advertência. Deus o alertou, o corrigiu. Enviou-lhe profetas, mas ele e o povo não quiseram ouvir a voz de Deus. Fecharam o coração. Endureceram a cerviz. Taparam os ouvidos à Palavra e à voz da consciência.

II. OS PECADOS DE MANASSÉS

1. Ele liderou o povo a pecar contra Deus v. 2,9

Manassés foi um líder mau. Ele usou sua influência para desviar as pessoas de Deus. Ele levou sua nação a fazer coisas piores do que as nações pagãs (v. 9). Ele tornou a edificar os altos, liderou o povo na adoração de Baal. Ele se prostrou diante de todo o exército dos céus (v. 3). Ele adorava as estrelas. Ele tornou-se um viciado em astrologia. Ele tornou-se um místico inveterado. Tornou-se um apóstata, um náufrago na fé.

2. Manassés profanou a Casa de Deus – v. 4,5,7

Ele fez pior que Acaz que fechou a casa de Deus. Ele introduziu ídolos abomináveis dentro da Casa de Deus. Ele profanou a Casa de Deus. Ele insultou a santidade de Deus e do culto.

3. Ele se tornou um feiticeiro inveterado – v. 6

A feitiçaria de Manassés chegou a ponto dele sacrificar seus próprios filhos a Moloque. Ele era adivinho. Era agoureiro. Praticava feitiçaria. Tratava com necromantes. Ele consultava os mortos. Ele era feiticeiro, espírita, pai de santo. Ele provocava o Senhor à ira.

Há muitas pessoas mergulhadas até o pescoço com feitiçaria, com espiritismo, com astrologia, com consulta aos mortos, com misticismo pagão.

4. Ele derramou muito sangue inocente – 2 Rs 21.16

Ele matou seus próprios filhos. Matou filhos de outras pessoas. Ele mandou cerrar ao meio o profeta Isaías. Flávio Josefo diz que todos os dias se sacrificavam pessoas em Jerusalém a mando de Manassés. Ele era um homem mau, virulento, truculento, assassino e sanguinário.

III. O JUÍZO DE DEUS SOBRE MANASSÉS

1. A prisão de Manassés – v. 11

Quem não escuta a voz da Palavra, escuta a voz da chibata. Quem não atende a voz do amor, é arrastado pela dor. O rei da Assíria prende Manassés com ganchos, amarra-o com cadeias e o leva cativo para a Babilônia.

2. A humilhação de Manassés – v. 11,12

Manassés desceu ao fundo do poço. Ele é arrancado do trono, de Jerusalém. É levado como um bicho, com canga no pescoço, em anzóis em sua boca e jogado numa prisão. Ele é levado para a Babilônia, o centro da feitiçaria do mundo. Os ídolos da Babilônia que ele adorava não puderam livrá-lo.

3. A angústia de Manassés – v. 12

O pecado não compensa. Quem zomba do pecado é louco. O homem será apanhado pelas próprias cordas do seu pecado. Manassés está cativo, algemado, angustiado. Quem não escuta a voz, escuta a vara.

IV. A CONVERSÃO DE MANASSÉS

1. A infinita graça de Deus – v. 13

Quando lemos essa história temos a vontade de dizer: agora bem feito! Ele deve pagar por todas as suas atrocidades. Mas, este homem clama a Deus e o Senhor o salva. Deus é rico em perdoar. Ele tem prazer na misericórdia. Não há causa perdida para ele.

Deus mandou Manassés para a prisão, para não mandá-lo para o inferno. É um acidente, uma doença, uma tragédia familiar. Deus está pronto a mover o céu e a terra para que você não pereça.

2. A humilhação de Manassés – v. 12

A conversão começa com o arrependimento, com a tristeza pelo pecado, com a consciência de que temos feito o que é mau perante o Senhor. Manassés muito se humilhou perante Deus. Ele caiu em si. Ele reconheceu seu erro. Ele não se justificou, nem endureceu seu coração. Ele se curvou, se humilhou. Se arrependeu.

3. A oração de Manassés – v. 12

Manassés vivera toda a sua vida invocando os mortos, adorando os ídolos, levantando altares aos deuses pagãos. Mas, agora, na hora do aperto, ele ora ao Deus do céu e este atende ao seu clamor. Clame por Deus. Grite por socorro. Levante a sua voz. Ainda há esperança para a sua alma.

4. A salvação de Manassés – v. 13

Quando Manassés voltou-se para Deus, Deus voltou-se para ele. Restaurou sua vida, seu reino, sua alma. Manassés, então reconheceu que o Senhor é Deus. Deus o aceitou. Deus o restaurou. Deus o levantou. Deus restituiu o seu reino.

5. As provas do arrependimento de Manassés – v. 13-16

a) Aceitação – (v. 13) – Os ouvidos de Deus estão abertos, suas mãos estão estendidas para você. O Pai está pronto a receber o pródigo de volta e fazer uma festa. Não importa quão longe você tenha ido e quando profundo o poço que você tenha caído, Deus está pronto a perdoar você e aceitar você de volta para ele.

b) Iluminação – (v. 13) – “Então reconheceu Manassés que o Senhor era Deus”. Deus pode abrir os olhos da sua alma nesta noite. Ele pode abrir seu coração para crer. Ele pode tirar a cortina dos seus olhos. Ele pode dar a você entendimento espiritual. Ele pode revelar a você a glória do seu Filho Jesus Cristo.

c) Reforma – (v. 15) – Manassés fez uma faxina na Casa de Deus e na sua vida. Ele tirou toda a abominação que ele mesmo tinha colocado na Casa de Deus. Arrependimento implica em mudança.

d) Consagração – (v. 16) – Manassés não apenas tirou o que estava errado, mas restaurou o altar do Senhor. Ele começou a buscar a Deus novamente. Ele se voltou para Deus de todo o seu coração. Ele foi convertido a Deus e passou a consagrar-se a Deus, liderando sua nação a voltar-se para o Senhor.

CONCLUSÃO

Vamos ver algumas lições:

1) A piedade dos pais não é garantia que os filhos vão andar com Deus;
2) A vida longa não é segurança do favor de Deus;
3) Não há grau de impiedade que esteja além do alcance da graça de Deus e do perdão de Deus;
4) Não espere uma tragédia em sua vida para você voltar-se para Deus.
5) O pecado é algo que Deus abomina e jamais ficará sem julgamento;
6) Hoje é o dia de você voltar-se para Deus de todo o seu coração;
7) Se você voltar-se para ele nesta noite, agora mesmo, ele ouvirá seu clamor e restaurará a sua alma, dando-lhe a salvação!

Rev. Hernandes Dias Lopes

in http://malucoporjesus.wordpress.com

Natal – Tempo de HIPOCRISIA !!!

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Como muitas vezes acontece, a Igreja Evangélica Brasileira polemiza sobre assuntos dos mais diversos. Na verdade, têm sido assim no decorrer recente de sua história. Ultimamente, têm-se falado demasiadamente sobre o natal, sua história e implicações. Como era de se esperar, opiniões diferentes surgiram quanto ao assunto. Existem aqueles que não vêem nenhum problema quanto à celebração da data, e outros que radicalizaram abdicando de toda e qualquer celebração relacionada ao tema em questão.

Antes de qualquer coisa , por favor façamos algumas considerações:

o Natal não era considerado entre as primeiras festas da Igreja. Os primeiros indícios da festa provêm do Egito. Os costumes pagãos ocorridos durante as calendas de Janeiro lentamente modificaram-se na festa do Natal”. Foi no século V que a Igreja Católica determinou que o nascimento de Jesus Cristo fosse celebrado no dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do Sol, isto porque não se conhecia ao certo o dia do nascimento de Cristo. Não se pode determinar com precisão até que ponto a data da festividade dependia da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o “Novo Sol”. As festividades pagãs, Saturnália e Brumária estavam a demais profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã. A festividade pagã acompanhada de bebedices e orgias, agradavam tanto que os cristãos viram com benevolência uma desculpa para continuar a celebra-la em grandes alterações no espírito e na forma.

Ontem e Hoje:

A conclusão que chegamos é que o natal surgiu com a finalidade de substituir as práticas idólatras e pagãs que influenciava sociedade da época. Hoje como no passado à humanidade continua fazendo desta festa pretexto pra bebedeiras, danças e orgias. Se não bastasse isso, todos sabemos que milhões de pais em todo o mundo (Muitos destes cristãos) levam seus filhos pequenos a acreditarem em Papai Noel, dizendo-lhes que foi o bochechudo velhinho que lhes trouxe um presente. Ora, a figura do papai Noel tem origem nos países nórdicos, referindo-se a um senhor idoso, denominado Klaus, que saía distribuindo presentes a todos quanto podia. Infelizmente, numa sociedade materialista e consumista, o tal Papai Noel é mais desejado do que Jesus de Nazaré, afinal de contas, ele é o bom velhinho que satisfaz os luxos e desejos de todos quanto lhes escrevem missivas recheadas de vaidades e cobiças. Se não bastasse, junta-se a isso a centralidade em muitos lares cristãos de uma Árvore recheada de bolinhas coloridas.

O espírito consumista e mercantilista do natal, bem como a ênfase na árvore e no papai Noel, se contrapõe a mensagem do evangelho que anuncia que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho pra morrer por nós. Aliás, esta é a grande nova! Deus enviou seu filho em forma de Gente! Sem sombra de dúvidas, sou absolutamente contra, duendes, Papai Noel e outras coisas mais que incentivam este “espírito mercantilista natalino”. No entanto, acredito que antes de qualquer posição, decisão ou dogmatização, quanto ao que fazer “do e no natal” devemos responder sinceramente pelo menos três indagações:

1. Será que existe alguma festividade ou festa no mundo que tenha o poder de convergir tanta gente em torno da família, do lar como o natal?

2. Em virtude do grande poder e influência que o natal exerce na sociedade ocidental será que não deveríamos aproveitar a oportunidade e anunciar a todos quanto pudermos que um “menino nos nasceu e um filho se nos deu”?

3. Seria inteligente de nossa parte desconsiderarmos o natal extinguindo-o definitivamente do “nosso” calendário em virtude do“espírito mercantilista natalino” que impera na nossa sociedade?

Outras considerações:

Apesar de não observarmos textos bíblicos que incentivem a celebração do natal, é absolutamente perceptível em diversas passagens a importância e relevância do nascimento e encarnação do Filho de Deus. As escrituras, narram com efusão o nascimento do Messias. Se não bastasse isso, sem a sua vinda, não nos seria possível experimentarmos da salvação eterna e da vida vindoura. Portanto, comemorar o natal, (ainda que saibamos que o Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro) significa em outras palavras relembrar a toda a humanidade que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, pra que todo aquele que nele cresse não perecesse mais tivesse vida eterna.

Isto nos leva a seguinte conclusão:

1. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de evangelização. Em todos os registros históricos percebemos de forma impressionante o quanto os irmãos primitivos eram apaixonados, entusiastas e extremamente corajosos na proclamação do evangelho. Estes homens e mulheres de Deus eram movidos por um desejo incontrolável de pregar as Boas Novas. Eram pessoas provenientes de classes, níveis e posições sociais das mais diversas: artesãos, sacerdotes, empresários, escravos, gente sofisticada bem como pessoas simples e iletradas. Entretanto, ainda que diferentes, todos tinham em comum o sentimento de “urgência” em anunciar a Cristo. Vale a pena ressaltar que Jesus comumente usou as festas judaicas como meio de evangelização. Os 04 evangelhos, nos mostram o Senhor pregando e ensinando coisas concernentes ao reino de Deus a um número considerável de pessoas em situações onde a nação celebrava alguma festividade. Na verdade, ele aproveitava os festejos públicos pra anunciar as boas novas da salvação eterna. Ora, tanto nosso Senhor quanto à igreja do primeiro século tinham como missão prioritária à evangelização. Portanto, acredito que o natal seja uma excelente ocasião pra anunciar a cristo aos nossos familiares e amigos. Isto afirmo, porque geralmente é no natal onde a maioria das famílias se reúnem. O natal nos propicia uma grande oportunidade de proclamarmos com intrepidez a cristo. Junta-se a isso, que o período de fim de ano é um momento de reflexão e avaliação pra muitos. E como é de se esperar, em um mundo onde a sociedade é cada vez mais competitiva e egoísta, a grande maioria, sofre com as dores e marcas deste mundo caído e mau. É comum nesta época o cidadão chegar a conclusão de que o ano não foi tão bom assim. A conseqüência disto é a impressão na psique do individuo de sentimentos tais como frustração, depressão, angústia e ansiedade.E é claro que tais sentimentos contribuem consideravelmente a uma abertura maior a mensagem do evangelho.

Abertura pro Sagrado

Um outro fator preponderante que corrobora pra evangelização é significativa abertura ao sagrado e ao sobrenatural que a geração do século XXI experimenta. No inicio do século XX, acreditava-se que quanto mais o mundo absorvesse ciência menor seria o papel da religião. De lá pra cá a tecnologia moderna se tornou parte essencial do cotidiano da maioria dos habitantes do planeta e permitiu que até os mais pobres tivessem um grau de informação inimaginável 100 anos atrás. Apesar de todas essas mudanças, no inicio do século XXI o mundo continua inesperadamente místico. O fenômeno é global e no Brasil atinge patamares impressionantes.

A Revista Veja encomendou uma pesquisa ao Instituto Vox Populi, perguntando as pessoas se elas acreditavam em Deus. A maioria absoluta ou seja, 99% dos brasileiros responderam que acreditavam. Sem dúvida, o momento é impar na história, até porque, com exceção de alguns períodos da história mundial o mundo nunca esteve tão aberto ao sagrado como agora. Diante disto, será que o natal não representa uma excelente oportunidade de evangelização?

2. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de reconciliação e perdão.Você já se deu conta que a ambiência do natal proporciona uma abertura maior à reconciliação e perdão? Repare quantas famílias se recompõem, quantos lares são reconstruídos, quantos pais se convertem aos filhos e quantos filhos se convertem aos pais. Será que a celebração do natal não abre espaço nos corações pra reconciliação e perdão? Ora, O senhor Jesus é aquele que tem o poder de construir pontes de misericórdia bem como de destruir as cercas da indiferença e inimizade.

3. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de sermos solidários em uma terra de solitários.Por acaso você já percebeu que no natal as pessoas estão mais abertas a desenvolver laços de fraternidade e compaixão com o seu próximo? Tenho para mim que o natal pode nos auxiliar a lembrarmos que a vida deve ser menos solitária e mais solidária. Isto afirmo porque o natal nos aponta o desprendimento de Deus em dar o seu filho por amor a cada de um nós. O Nosso Deus se doou, se sacrificou e amou pensando exclusivamente no nosso bem estar e salvação eterna. Você já se deu conta que o natal é uma excelente oportunidade pra nos aproximarmos daqueles que ninguém se aproxima além de exercermos solidariedade com aqueles que precisam de amor e compaixão?

Conclusão

Sem qualquer sombra de dúvida devemos repulsar tudo aquilo que seja reflexo deste “espírito mercantilista natalino”. Duendes, Papai Noel, devem estar bem longe da nossa prática cristã. Entretanto, acredito que como portadores da Verdade Eterna, devemos aproveitar toda e qualquer oportunidade pra semear na terra árida dos corações a semente da esperança. Jesus é esta semente! Ele é a vida eterna! O Filho de Deus, que nasceu, morreu e ressuscitou por cada um de nós. A missão de pregar o Evangelho nos foi dada, e com certeza, cada um de nós deve fazer do natal uma estratégia de proclamação e evangelização.

Celebremos irmãos e anunciemos que o Salvador nasceu e vive pelos séculos dos séculos amém.

Soli Deo Gloria

Renato Vargens (Púlpito Cristão).

Parábola das Duas Irmãs

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Idolatria Católica

(Ez 23:1-49).

 Os capítulos 20, 21 e 22 apresen­tam mais um vislumbre da apostasia e do merecido juízo sobre a nação, cujos anciãos mais se entretinham do que se instruíam com as enérgi­cas parábolas de Ezequiel (20:45-49). Ainda julgavam ter direito ao favor divino como escolhidos, mesmo sem eliminar a abominação da idolatria. Assim, com ainda mais símbolos, Ezequiel refere-se à inevitabilidade do juízo prestes a se abater sobre eles, ainda que tivessem sido o povo privilegiado de Deus. A destruição, como fogo inextinguível, os alcança­ria. A espada os devoraria (20:45; 21:32). Na Canção da espada (21:8-17), o profeta mostra que é impossí­vel resistir ao massacre. Ezequiel devia suspirar “com quebran-tamento dos [...] lombos e com amar­gura” para deixar bem claro aos seus céticos ouvintes que a espada sem dúvida exterminaria todos os habi­tantes (21:1-7). O profeta vê o fogo da ira divina derramado sobre todas as classes sociais por causa da corrupção total. Os príncipes, os pro­fetas, os sacerdotes e o povo, todos seriam igualmente surpreendidos pelo holocausto da ira de Deus.

As últimas parábolas relatam o juízo sobre a nação. A primeira de­las é a alegoria das duas irmãs, Oolá e Oolibá. A rejeição de Deus por par­te de seus escolhidos é mais uma vez retratada como a quebra da sagra­da união do matrimônio (cap. 16). Primeiramente, analisemos a iden­tidade dessas duas irmãs libertinas da parábola:

Oolá, cujo significado é sua pró­pria tenda, mostra que a adoração em Samaria, a capital do reino do Norte, era uma invenção do local, nunca ten­do sido sancionada por Deus. Ao con­trário, essa adoração autoconcebida era objeto da ira divina. As tribos do Norte, separadas após a morte de Salomão, estabeleceram uma tenda ou santuário próprio. Samaria, repre­sentada por Oolá, era mais corrupta que a irmã. Prostituiu-se com a Assíria e com o Egito, rejeitando as promessas de Deus e buscando segu­rança na força armada dos falsos deu­ses dos seus vizinhos. “Ela se tornou um provérbio” ou, mais corretamen­te “objeto de ridículo”. A conquista de Samaria fez dela uma vergonha en­tre as nações.

Samaria também é acusada na parábola de ser a primeira a trans­gredir (Ez 23:5-10). Sua proximida­de com a Síria, intimamente associa­da aos assírios, contribuiu para a sua apostasia em primeiro lugar, a qual se iniciou com a adoração ao bezerro de ouro, sob o reinado de Jeroboão (28:3; lRs 12:28). Ela é chamada a mais velha, ou maior, por preceder Judá em sua apostasia e castigo. O profeta vê Samaria totalmente destruída. “Acusada de infidelidade pela aliança com os assírios, uma vez que se deixou seduzir pelas riquezas e pelo poder deles, abandonando a sua lealdade ao Senhor”, é advertida pelo profeta quanto à sua antiga ali­ança com Judá. Por seu duplo peca­do, os zssírios tiveram permissão de aprisioná-la e dominá-la.

Idolatria = Apostasia

Oolibá significa “minha tenda nela” e faz supor que Judá ainda con­servava o santuário do Senhor, em Jerusalém, sua capital. A adoração em Betei (em Samaria) era de inven­ção própria, não determinada por Deus. No entanto, a adoração em Jerusalém foi especialmente institu­ída pelo Senhor, que habitou lá, es­tabelecendo o seu tabernáculo entre o povo como sua habitação (Êx 25:8; Lv 16:11,12; SI 76:2). Mas Oolibá, como a irmã, Oolá, prostituiu-se. O Senhor disse a respeito dela: “Por que te desvias tanto, mudando o teu caminho?” (Jr 2:36). Ela não conhe­cia os seus sentimentos, pois primei­ro apaixonou-se pelos assírios (Ez 23:12) e depois enamorou-se dos caldeus (23:16). Depois os seus sen­timentos se afastaram deles (26:17). Tendo compartilhado do pecado de

Oolá, Oolibá precisava também in­correr na mesma sorte (23:11-35). Ela representava Jerusalém, que deveria beber “o copo de tua irmã [...] copo de espanto e de desolação” (23:33). Como se esqueceu de Deus e o lançou para trás de suas costas, o terror e a desolação seriam a sua porção (23:35).

As duas irmãs eram filhas da mesma mãe, mostrando que Israel e Judá eram uma só nação, nascida de uma só ancestral, Sara. Ambas, po­rém, no início de sua história, prati­caram a idolatria (Js 24:14; Ez 26:6-8). Ainda jovens, quando recebiam extraordinários benefícios de Deus, voltaram o coração para outros deu­ses (16:6). Agora ambas incorrem no juízo divino. Os pecados de Israel e de Judá são enumerados e, graças à transgressão em comum, merecem o mesmo castigo. As mulheres signi­fica “as nações”. Os juízos que sobre-viessem a Israel e a Judá seriam para sempre um monumento notá­vel da severa justiça de Deus. Com linguagem forte, Ezequiel refere-se à perversidade das alianças feitas com as nações vizinhas, referindo-se também à justeza da punição sobre as adúlteras. “Com a imagem do método hebreu de tratar do pecado de adultério, a saber, o apedre-jamento, o profeta apresenta o qua­dro de um conselho contra Jerusa­lém e Samaria a executar esse juízo e a destruir o povo por completo.” Culpa e punição se mesclam num só quadro (Ez 23:36-49). O salário do pecado foi completamente pago às irmãs. Não apenas elas foram ape­drejadas e mortas, mas seus filhos e suas habitações foram destruídos (Ez 23:43). “A história de Oolá e Oolibá delineia a trágica ironia do pecado humano”, lemos em The biblical expositor [O comentarista bíblico]. “Assim como os amantes de Samaria e de Jerusalém são seus executores, também o pecado traz dentro de si o aguilhão da morte.”

Como Israel e Judá trocaram o verdadeiro Deus por deuses falsos, foram severamente punidos e por isso servem de advertência às nações e aos homens. As “cidades da campi­na” (Gn 13:12), já soterradas, ainda falam do juízo de Deus ao mundo; da mesma forma, Samaria e Jeru­salém há milhares de anos anunci­am a retidão. Triste é que tenham demorado a aprender que só podem ser felizes e prósperas tendo o ver­dadeiro Deus como Senhor.

Por Herbert Lockyer.

Amuletos, Crucifixos, Imagens: ABOMINAÇÃO !

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Sempre que os ídolos ou outros sortilégios mágicos são mencionados na Bíblia, a atitude de Deus é de castigar aqueles que os usam.

Salmos 31:6:

“Odeias aqueles que atentam para ídolos vãos; eu, porém, confio no Senhor.”

Álcool (Ingestão de Bebidas Alcóolicas) – Vício

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Gálatas 5.19-21:

19 Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia, 20 a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, 21 as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.

Idolatria

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Êxodo 20:3-4

 “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.”

O Problema que só Deus podia Resolver

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“Tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.”  

Romanos 3.26 

O problema que somente Deus podia resolver é o perdão do pecado. Muitas pessoas, criadas segundo a tradição cristã, nunca reconheceram ser isto um problema. Seu conceito de Deus e suas idéias sobre o pecado são tão confusos que não percebem qual é a dificuldade da questão. A atitude de milhões de pessoas no que diz respeito ao pecado é refletida na observação zombeteira de certo crítico que disse: “Certamente creio que Deus perdoa pecados; afinal, é negócio dele mesmo”. Outros não sentem a necessidade do perdão. O poeta americano, Walt Whitman, diz: “Os animais não ficam acordados a noite inteira chorando por causa dos seus pecados, e nós também não devemos fazê-lo”. 

Embora milhões de pessoas não tenham sentido qualquer problema quanto ao perdão dos pecados, considerando o assunto como matéria vencida, outras tantas rejeitam inteiramente o conceito de pecado. Os grandes pensadores de outras eras reconheceram a realidade da culpa, e compreenderam que existe uma dificuldade real. Lutero percebeu claramente o problema. Lutou com ele durante muitos anos amargos e angustiantes, e quando, finalmente achou a solução na carta de Paulo aos Romanos, foi o maior reavivamento que a igreja já experimentou desde o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes. A Lutero devemos não somente a redescoberta da solução do problema, como também a maneira de exprimi-la em palavras. O problema é: como Deus pode ser justo e ao mesmo tempo perdoar os pecados? F.F. Bruce, no seu comentário sobre Romanos, mostra-nos como o poeta romano, Horácio, oferecendo diretrizes básicas para os escritores de tragédias daquela época, critica os que apelam com demasiada facilidade ao artifício de trazer ao palco um deus para solucionar os emaranhados detalhes desenvolvidos no decurso do enredo. O conselho que Horácio dá aos dramaturgos contemporâneos é no sentido de não colocarem em cena um deus, a não ser que o problema seja tão grave, que haja necessidade da presença de um deus para soluciona-lo. Lutero tomou para si estas palavras, aplicando-as ao perdão dos pecados: “Temos aqui um problema que precisa de Deus para a sua solução”. 

Chegamos neste capítulo à passagem em Romanos onde Lutero descobriu a solução. Nesta parte de Romanos, no capítulo 3, Paulo nos oferece, antes de qualquer coisa, uma declaração exata da natureza do problema, e em seguida, uma explicação exata da solução. 

Examinemos em primeiro lugar a definição que Paulo nos dá do problema da salvação dos pecadores. O primeiro requisito para a solução de qualquer problema é saber qual é realmente o problema. Se você tem lutado com um problema por muito tempo, levando-o a um amigo, você já sabe o que significa receber uma resposta fácil que oferece uma solução errônea e artificial. Quando isso acontece, você fala um pouco contrariado: “Mas você não entende o problema…”. Há hoje em dia um grande número de pessoas com respostas fáceis e inconseqüentes para o problema humano; no entanto, suas respostas demonstram que realmente elas não entendem do que falam. E é a falha do entender o problema do pecado que levou o homem às dificuldades que enfrenta atualmente. Parece que o pecado não constitui problema algum para milhões de pessoas. Caso encontram alguém que se preocupa com isso, alguém que se perturba pela culpabilidade do próprio pecado, têm-no na conta de um fanático, pensam que tal pessoa precisa da psicanálise e não da salvação. O exame clássico de uma consciência culpada acha-se na grande obra de Bunyan, “Graça Abundante”, mas é considerado hoje – até por muitos membros de igrejas – como exagero, ou mórbida e trágica obsessão. É um truísmo dizer que nenhum problema pode ser solucionado até ser entendido, e que nenhuma solução ao problema humano se nos apresentará até que entendamos o problema do pecado. 

O pecado é problema por duas razões: a primeira é que a natureza do homem, conforme demonstramos no capítulo passado, é totalmente depravada. Ele é corrupto; é totalmente incapaz de salvar-se a si mesmo. Não pode remover a culpa do seu próprio pecado, e não consegue se desvencilhar do poder que o pecado exerce sobre ele, prendendo-o. Não pode sarar as chagas, não pode curar a doença. Do ponto de vista humano, o pecado não tem solução nem cura. Esta é a primeira parte do problema. 

Há, porém, outra dificuldade no problema do pecado, que existe em conexão com a natureza de Deus, e é este um ponto central que a maioria dos homens modernos deixa de perceber. O pecado se constitui em problema justamente porque Deus é justo. Foi este o problema de Lutero. Como pode o Deus absolutamente justo perdoar o pecado? Ele é o Juiz de toda a terra, e, “Não agirá retamente o Juiz de toda a terra?” Deixar passar uma injustiça, ignorar um crime, não tomando conhecimento dele, é um ato de injustiça tão grande quanto a condenação de inocentes. A dificuldade quanto ao perdão dado ao homem acha-se na justiça divina. A pergunta não é somente: Quem pode perdoar pecados senão somente Deus: e sim mais profundamente: Como pode o próprio Deus perdoar pecados? Deus é justo, e a justiça significa que as exigências da lei devem ser cumpridas. A penalidade do pecado precisa ser paga. Isto é necessário num universo moral, e é este problema que somente Deus, onipotente e onisciente poderia resolver. Ele o solucionou mesmo, e o resultado disto é um evangelho glorioso para ser pregado aos pecadores. 

Vamos agora examinar a solução do problema. Nesta seção de Romanos 3 não somente anuncia o fato do perdão, como também se nos apresenta uma declaração cuidadosa e analítica que demonstra como Deus perdoa nosso pecado. 

Antes de examinarmos a declaração integral da solução do problema da culpa e do pecado, quero fazer uma pequena pausa para dirigir a atenção do leitor à coisa maravilhosa que é o perdão. Um dos grande estudiosos do Novo Testamento, que viveu no século XIX, disse: “Quanto mais vivo, quanto mais importante e maravilhoso me parece o perdão dos pecados.” O fato do perdão é proclamado tanto no Antigo Testamento como no Novo. O sinal da nova aliança, segundo a descrição de Jeremias é: “Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31.34). Deus anuncia ao Seu povo: “Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi” (Is 44.22). As riquezas da graça perdoadora de Deus são proclamadas em todas as partes do Novo Testamento, e são demonstradas na terra através do ministério público de Jesus Cristo, que disse aos pecadores: “São perdoados os teus pecados; vai e não peques mais”. O perdão, portanto, é um fato, uma realidade. É ponto central da fé cristã, sendo sui generis e distinto, porque se encontra somente no Evangelho glorioso de Jesus Cristo. 

Este Evangelho de Cristo, no entanto, não proclama somente o fato do perdão; ensina-nos como Deus perdoa os pecados. Pelo Evangelho, ficamos sabendo que Deus solucionou o problema do pecado e da desobediência através do Seu Filho, Jesus Cristo. Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo (II Coríntios 5.19). Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e o homem. Ele é o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por Ele (João 14.6). 

O Evangelho, no entanto, faz algo mais do que nos ensinar de modo geral que Deus nos aceita por amor a Jesus. O Novo Testamento é muito mais exato do que isso. Descrevendo como Deus perdoa os nossos pecados, indica-nos a cruz. É na morte de Cristo que a expiação é feita. Segue-se aqui a transcrição da declaração exata que responde à questão do problema que somente Deus poderia solucionar. Solucionou-o em Cristo, e foi da seguinte maneira: 

“Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas;  isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença.  Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus,  ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” 

Esta é uma passagem que cada crente deve saber de memória. É a passagem que cada pregador deve ter como base de todos os seus ensinos e na pregação do Evangelho de Cristo. O Evangelho muitas vezes é descrito em termos gerais como demonstração do amor de Deus; este amor, porém, esta misericórdia e graça de Deus, que resulta no perdão dos pecados, deve ser sempre interpretada à luz do restante da revelação da Bíblia, demonstrando como e por que Deus pode perdoar o pecado. O pecado é apagado porque a sua penalidade já foi paga pelo sangue de Jesus derramado na cruz. Na morte de Cristo Jesus, foi cumprida aquela maravilhosa profecia: “Encontram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85.10). Deus resolveu o problema do pecado, tomando sobre Si a culpa pelo pecado na Pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo. “Aquele que não conheceu o pecado ele o fez pecado por nós; para que nós fôssemos feitos justiça de Deus” (II Coríntios 5.21). Sua justiça foi satisfeita em quem foi paga a penalidade: houve uma morte para expiar o pecado, e era a morte do próprio Filho de Deus, e, quando foi cumprida, Ele exclamou triunfante, “Está consumado!” Por essa razão, todo crente pode agora cantar alegre: 

“Completou-se a grande transação, Sou do Senhor, e Ele é meu.”  

 Ainda acima, eu disse que os homens que mais claramente perceberam o problema do pecado – homens como Lutero e Bunyan – são os mesmos que exprimiram a mais sublime alegria e gratidão na solução do mesmo. Bunyan fala em nome de todos os crentes que já compreenderam o problema do pecado quando diz, em sua autobiografia clássica: “Enquanto andava para cima e para baixo na casa, como quem chegou ao limite da angústia, aquele trecho da Palavra de Deus tomou posse do meu coração:  ‘sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus’ (Romanos 3.24). Mas, oh, quão grande o transtorno que isso me causou. De repente eu fiquei como alguém que desperta de um sonho perturbador. Ouvindo a sentença celestial, senti-me como se estivesse escutando a seguinte explicação: ‘Pecador, tu pensas que, por causa dos teus pecados e das tuas enfermidades, Eu não posso salvar a tua alma, mas eis que o Meu Filho está ao Meu lado e é para Ele que Eu olho, e não para ti, e, assim, Minha maneira de tratar contigo é de acordo com a minha satisfação nEle’.” 

Nosso interesse aqui, no entanto, não é meramente doutrinário ou acadêmico. Minha preocupação não é oferecer-lhe uma solução intelectual à dificuldade que há no perdão dos pecados. Minha preocupação é no sentido de você tirar benefício da solução, e você pode fazer isso, se confessar seus próprios pecados em Nome de Jesus, pedindo o perdão da parte de Deus. Nesta matéria a Bíblia é muito explícita. Depois de ser declarada a promessa de que o sangue de Jesus, o Filho de Deus, nos purifica de todo pecado, registra-se a seguinte orientação: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (I João 1.9). Se você ainda não fez assim, não quer fazê-lo agora? Curve a sua cabeça em oração e entregue sua vida a Deus em Jesus Cristo. 

Estudos em Romanos 1.18 – 5.21 

 Dr. Henry Bast 

 

Mediador

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Jesus é como uma ponte que elimina a separação entre nós e Deus que o pecado criou.

1 Timóteo 2:5-6

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual se deu a si mesmo em resgate por todos, para servir de testemunho a seu tempo.”

Jesus representa-nos diante de Deus.

Hebreus 7:25

“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, porquanto vive sempre para interceder por eles.”

A Depravação do Homem

1 Comentário

 “Como está escrito: Não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.”  

Romanos 3.10-12 

O Evangelho de Jesus Cristo é uma boa nova, mas, como já foi, visto a boa nova começa com más notícias. É neste ponto que Paulo inicia sua exposição da mensagem da redenção em Jesus Cristo, nesta carta à igreja em Roma. As más notícias consistem em ser o homem reconhecido como pecador. Sua natureza é corrompida e ele está condenado à morte. A Bíblia não nos deixa nunca perder de vista essa verdade. Quando fala acerca do amor de Deus ou da Sua graça salienta sempre esse amor que é oferecido somente àqueles que reconhecem ser pecadores. E esta verdade é ressaltada no versículo freqüentemente conhecido como o versículo de ouro da Bíblia: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). E para não perdermos o ensino desta verdade, ele é explicado e amplificado no versículo 18: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito filho de Deus” (João 3.18). São estas, pois, as más notícias: o homem, por si mesmo, está perdido, condenado e arruinado. 

 

Foi neste ponto também que o catecismo histórico das Igrejas Reformadas começa sua exposição da fé cristã. Depois de registrar-se uma declaração introdutória, o catecismo propriamente dito começa com a seguinte pergunta: “Quantas coisas deves conhecer para viveres e morreres na bem-aventurança da consolação?” A resposta é: “Três. Primeiro, a grandeza do meu pecado e miséria. Segundo, como seou libertado de todos os meus pecados e de suas miseráveis conseqüências. Terceiro, que gratidão devo a Deus por essa redenção” (Catecismo de Heidelberg). Os que conhecem o Novo Testamento perceberão que esta declaração é, na realidade, o esboço básico da carta aos Romanos.  

A exposição compreensiva do evangelho cristão histórico, que achamos em Romanos, começa com uma análise completa do pecado e da culpabilidade dos homens. Esta doutrina é a mais relegada nas pregações dos nossos dias, e, na verdade, não erraríamos muito se disséssemos que temos quase perdido a noção da doutrina bíblica do pecado e da culpa humanos. Ou em hipótese alguma deixamos de mencionar o assunto, ou tratamos o mesmo muito superficialmente. É mister restaurarmos o interesse por esta doutrina, porque, sem ela, nunca entenderemos o valor do glorioso evangelho de Jesus Cristo, nunca entenderemos de que fomos salvos.  

Em primeiro lugar, examinemos a acusação formal. Paulo, após ter demonstrado, até esta altura na carta, que todos os homens vivem sob o poder do pecado, passa a lavrar em ata a acusação formal contra o homem. Vamos agora ler a acusação formal registrada contra nós na Palavra de Deus:  

 “Não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis, não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; como língua urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca deles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos.”  

Romanos 3.10-18  

 É esta a acusação formal. Não conseguimos sentir-lhe a força porque a maior parte de nós já perdeu de vista a autoridade com que ela esta revestida. Ressaltamos de tal maneira os escritores humanos da Bíblia, que nos esquecemos de entendê-la e obedecê-la como ela é. A Palavra de Deus. Falamos sobre o conceito que Paulo tem de Deus, o seu ponto de vista no que diz respeito ao homem, ou acerca da doutrina paulina acertca da culpa e do pecado, e mesmo dentro dos círculos evangélicos, esquecemo-nos do fato de que Romanos faz parte das Sagradas Escrituras, que são a própria Palavra de Deus, e que esta declaração é o pronunciamento do próprio Deus no que diz respeito ao homem.  

Esta acusação formal contrao homem é sustentada em toda a Palavra de Deus. A corrupção do coração humano é o tema geral dos Profetas, Salmistas, de todos os Apóstolos, e concentra-se nos ensinos de Jesus. A declaração de Jeremias é o exemplo característico da Palavra do Senhor anunciada em profecia: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, que o conhecerá?” (Jeremias 17.9). A exclamação de Davi é característica dos Salmos: “Eu nasci na iniqüidade, em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51.5). O gentil e bondoso João e discípulo amado fala em nome de todos os apóstolos, quando diz: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (1 João 1.8).  

É este, pois, o ensino da Bíblia quanto à natureza do homem. Na doutrina cristã, é denominada doutrina da depravação total. Isto não quer dizer que todo homem vai até as últimas conseqüências da prática do mal, nem tampouco, quer dizer que ele não possua qualquer grau de bondade. Pessoas há que, sem estarem em Cristo, são decentes e bondosas, graciosas e inteligentes, mas nem por isso deixam de ser pecadoras. A sua própria natureza é depravada. A depravação total implica em duas coisas. Significa primeiro que o pecado se espalhou ao ponto de penetrar e afetar cada aspecto de nossa natureza. A personalidade no seu total é corrupta. Um estudioso no Novo Testamento (Trench), possuindo grande cultura e discernimento, chama a atenção para o grande número de diferentes vocábulos empregados por Paulo, na sua descrição do pecado. Cita as palavras gregas, com seus respectivos equivalentes, que descrevem as variedades do pecado, segundo o Novo Testamento como a seguir: ignorância, carência, violação da lei, errar o alvo, ir além dos limites, desobedecer à razão, relegar a lei, tropeçar, entrar em discórdia etc.  

O segundo aspecto do significado da doutrina da depravação total do homem é que este não tem a mínima capacidade de salvar-se a si mesmo. “Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei” (Romanos 3.20). Paulo desenvolve esta verdade um pouco mais adiante neste mesmo capítulo, ao iniciar a sua explicação sobre a justificação pela fé. Indica que não há nenhum outro caminho para a salvação do pecador, a não ser mediante a fé no Senhor Jesus Cristo, e apresenta a seguinte razão: “Porque não há distinção; pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”.  

Uma vez ouvida a acusação formal, passemos agora a considerar as evidências aduzidas para sustentá-la. Paulo não deixa este assunto da depravação do homem e da sua natureza corrupta como mera asseveração sem evidências que a comprovem. Traça três linhas de evidências que, nesta passagem, apóiam a veracidade da acusação de que todos os homens pecaram e carecem da glória de Deus, não havendo um que faça o bem, que todos se desviaram do caminho e seguiram seus próprios desejos. A primeira linha de evidência advém  de observação. Paulo faz considerável uso deste tipo de evidência, por ser ela acessível a todos; tinha aguçados poderes de percepção, e também a oportuinidade de ver todos os lados da vida no mundo dos seus dias. Fizera viagens de grande alcance pelo mundo pagão, e sua descrição da total corrupção daquela sociedade, que se pode ler no capítulo primeiro da sua carta, é amplamente comprovada nos escritos dos poetas, filósofos, moralistas e estadistas da sua época. Na realidade, Paulo ainda amenizou a sua descrição, sendo que as outras feitas com referência à maldade e corrupção do mundo no primeiro século, pelos próprios pagãos, nem sequer poderiam ser mencionadas entre pessoas decentes.  

Além disso, Paulo era testemunha qualificada do fracasso moral do judaísmo do primeiro século. Era judeu nato, hebreu de hebreus, como ele mesmo disse, e fariseu. Foi educado nas escolas rabínicas, e, quando, no segundo capítulo, lançou um desafio à moralidade daqueles que somente seguiam a conformidade externa da religião, perguntando: “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Dizes que não se deve cometer adultério, e o cometes, abominas os ídolos, e lhes roubas os templos; tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei” (Romanos 2.21-23). As perguntas que surgem daquilo que ele já presenciara e soubera acerca do fracasso moral e espiritual dos judeus.  

A segunda linha de evidência da qual a acusação formal contra o homem foi desenvolvida, surgiu das suas próprias experiências e do seu conhecimento do próprio coração. Há, não somente em Romanos, como em todas as cartas de Paulo, extensas passagens autobiográficas que demonstram que ninguém jamais meditou tão profundamente na maldade e corrupção do seu próprio coração, nem falou objetivamente acerca disso como esse mesmo homem que acusa toda a raça humana de ser pecadora. Diz ele: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço”. Devemos saber isso quando falamos da depravação do homem, que não se trata apenas da prática de atos errados: esta clara e exaustiva asseveração da depravação da natureza humana demonstra quão errada é esta própria natureza; afirma mesmo que a própria pessoa está no erro. Foi o que Paulo aprendeu sobre o seu próprio coração quando disse: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço”. Mais uma vez verifica-se que há uma linha de evidência que é acessível a todos nós. Haveria alguém com ousadia suficiente para com toda a honestidade dizer-se a si mesmo que tem o coração puro ou a consciência perfeitamente limpa? Não clamamos todos nós, juntamente com o poeta?:  

“Oxalá surja em mim um homemque ponha fim ao homem que eu sou.”   

Moule, na sua calorosa e comovente exposição de Romano, em “Expositor’s Bible”, citando o crítico francês, Adolphe Monde, disse que no início da vida de expositor considerava grande e lamentavelmente exagerada a descrição que Paulo faz da natureza humana, pensando que fosse apenas o extravasamento de retórica religiosa. Confessou sentir-se totalmente incapaz de submeter-se a esta terrível verdade, mas, no decurso dos anos, ao sondar sempre mais profundamente os recônditos do próprio coração, a veracidade dessa passagem foi-se imprimindo em sua consciência. Nem assim foram dissipadas todas as dúvidas, mas em seu leito de morte disse: “Tenho certeza que, ao desfazer-se este tabernáculo de carne mortal – reconhecerei naquela passagem o mais verídico retrato que já foi pintado do meu próprio coração natural”. Faço a minha oração no sentido de que ninguém entre nós precise esperar até chegar as umbrais da morte antes de chegar a acertada conclusão quanto ao estado do nosso próprio coração, que este crítico francês percebeu tão tarde na vida.  

A terceira linha de evidência que Paulo oferece para corroborar a acusação da corrupção total da natureza humana é a das Escrituras. A acusação formal que li no começo deste capítulo e que se acha em Romanos 3.10-18, é feita em termos de passagens tiradas exclusivamente do Antigo Testamento. Paulo apresenta-a como uma fórmula familiar de autoridade: “Como está escrito”. Há aqui seis passagens dos Salmos e uma de Isaías. Na maioria dos casos, Paulo apenas tirou uma ou duas linhas da passagem original, havendo, portanto, aqui, sete versículos tirados de sete partes diferentes do Antigo Testamento, não deixando por isso de possuir unidade e coerência marcantes, demonstrando que a Bíblia possui, na sua totalidade, uma doutrina do pecado, e uma só mensagem quanto à salvação. Percebemos, portanto, que a última linha de evidência de Paulo, e a autoridade final a que apela ao edificar a sua doutrina da culpa e do pecado do homem, bem como a total corrupção do seu coração, é a autoridade das Escrituras. A expressão “Como está escrito” encerra a questão. O homem é um pecador perdido. Esta é a palavra de Deus. É esta a acusação que faz contra nós; é dessa forma que Deus nos fala.  

Falta agora salientar mais um só ponto nesse capítulo, e vou fazê-lo na forma de uma pergunta: Você já ouviu a acusação formal. Qual é a sua contestação ao respondê-la? Sinto-me sempre impressionado com esse procedimento no foro. Quando o réu fica em pé diante do juiz, e é lida a acusação, o juiz faz apenas uma pergunta: “Culpado ou inocente?” Nestes dias nos quais é tão difícil e às vezes quase impossível escolher uma alternativa, há pessoas que sempre procuram andar no meio do caminho – mas a justiça não permite o meio termo: você terá que declarar sua culpa ou inocência.  

E agora pergunto-lhe enquanto você está ali, um réu diante do Juiz de todos os homens, o Juiz de toda a terra, que não deixará de exercer a justiça: Qual é a sua resposta? É com Deu que você terá de se haver. O primeiro comentário feito por Paulo após a acusação constatada nessa passagem é: “Ora, sabemos que tudo o que a lei diz ao que vivem na lei o diz, para que se cale toda boca, e todo homem seja culpável perante Deus” (Romanos 3.19). Dessa forma você entende, pois, que terá de prestar contas a Deus? Se nunca confessou uma culpa, se nunca lançou-se aos pés de Jesus Cristo implorando-lhe misericórdia e graça, faça-o agora.  

Comecei declarando neste capítulo que a Palavra de Deus se constitui em más notícias antes de ser uma boa nova. Já anunciei todas as notícias más: que você é pecador, que não pode salvar-se a si mesmo. Você já está sob condenação. Portanto, passo a anunciar a boa nova: independentemente da gravidade do seu pecado, independentemente da grande corrupção que você percebe em seu coração, se você pedir a Deus o perdão, se confessar a Ele a sua culpa e apresentar-lhe suas necessidades, elas lhe serão instantaneamente removidas, e sua natureza será inteiramente renovada. Você preisa apenas dizer, em Nome de Jesus, “Deus, tem compaixão de mim, pecador”, e Ele o salvará no mesmo instante.  

Estudos em Romanos 1.18 – 5.21 

  

Dr. Henry Bast 

A Igreja Emergente !

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Veja também: A Nova Reforma Protestante (clique aqui)

Uma coisa pouco agradável aconteceu quando estávamos a caminho do século XXI. No final do século XX, certos líderes saíram afirmando que precisávamos de “uma maneira nova de fazer igreja”. A religião dos tempos antigos não era boa o suficiente. Então vieram os novos truques, substituindo o Evangelho sólido. Vimos o surgimento do movimento da igreja que é “sensível aos que buscam” e que não ofende a ninguém. A “esquerda religiosa” tornou-se mais proeminente, promovendo seu evangelho social. E depois veio a Igreja Emergente.

Se você perguntar a dez cristãos o que é a Igreja Emergente, provavelmente nove deles ficarão sem ter o que dizer. Não obstante, ela está devorando denominações e igrejas inteiras que antes eram sólidas.

Então, o que é realmente esse fenômeno? Primeiro, ele é místico. Baseia-se em práticas dos antigos “padres do deserto”,* tais como oração contemplativa e meditar caminhando por um labirinto. Inclui também a yoga – tudo para chegar mais perto de Deus. Algumas de suas práticas deixam a pessoa em um estado alterado de consciência. Os emergentes não estão realmente interessados em doutrina; em vez disso, eles querem coisas que se possa sentir, tocar, e cheirar, tais como incenso e ícones.

Esse movimento reinventa o Cristianismo

Ele tira seus olhos da cruz e faz com que você enfoque a experiência. A Escritura já não é autoridade. Não há absolutos, nem na Bíblia. Os emergentes afirmam que, para levarmos o mundo e a igreja para a frente, devemos voltar atrás na história da igreja e abraçar até mesmo as crenças católicas. A doutrina deles está realmente mais perto do budismo, do hinduísmo e da Nova Era do que do cristianismo tradicional.

O inferno, o pecado e o arrependimento são deixados de lado para que ninguém se ofenda. Além disso, eles afirmam que não há absolutos suficientes para podermos falar sobre inferno, pecado e céu.

Os emergentes dizem que estão tentando proporcionar “significado a esta geração”. O que isso significa? No final do século XX, surgiu um anseio para atingir a geração pós-moderna. Conheça o termo pós-moderno! Ele é usado para descrever a geração de menos de 30 anos. E, conforme os emergentes, para alcançar essas pessoas, as tradições antigas tinham que ser abolidas.

Para os pós-modernos, a mensagem sólida do Evangelho é dogmática demais e arrogante. Os emergentes diriam que um evangelho mais moderado tinha que ser inventado para ser aceito pelas massas dentro dessa geração mais jovem.

Infelizmente, os recursos que eles escolheram para fazer isso estão mais de acordo com a adivinhação do que com qualquer outra coisa.

E, o que dizer sobre a escatologia deles? E sobre Israel? Como o enfoque deles é o evangelho social, eles estariam mais de acordo com a teologia do “Reino Agora”, de “tornar o mundo perfeito”. Eles não entendem literalmente nenhuma parte da escatologia bíblica (doutrina das coisas futuras, profecia) – consideram-na alegórica. Israel seria comparável a uma “república de bananas”. A ênfase está no Reino de Deus agora e não nas admoestações das Escrituras sobre o retorno iminente de Cristo em um julgamento que está por vir.

Agora chegamos a um problema muito importante

Essas pessoas são chamadas de evangélicas. De fato, a revista Time disse que o líder emergente Brian McLaren era um dos 25 evangélicos mais influentes no mundo. Um dos livros de McLaren tem o título de Everything Must Change (Tudo Tem Que Mudar). Aí está, a partir do próprio líder: a igreja deve mudar para a cultura dos tempos modernos. As maneiras antigas devem ser descartadas e novas maneiras estão aí; mas elas não são sensatas nem confiáveis.

Outro líder destacado é Rob Bell. Seus vídeos têm sido vistos em todo tipo de igreja evangélica. Em torno deles os grupos de estudos bíblicos das igrejas se juntam, examinando-os e adotando-o como um cristão fantástico do século XXI com novas idéias. O problema é que uma de suas  chocantes afirmações foi: “Essa não é apenas aquela mesma mensagem com novos métodos. Estamos redescobrindo o cristianismo como uma religião oriental”.

Para os pós-modernos, a mensagem sólida do Evangelho é dogmática demais e arrogante. Os emergentes diriam que um evangelho mais moderado tinha que ser inventado para ser aceito pelas massas dentro dessa geração mais jovem. Na foto, o líder emergente Rob Bell

Outros líderes proeminentes da Igreja Emergente incluem: Doug Pagitt, Dan Kimbal, Tony Jones, Dallas Willard e Robert Webber. Há outros, mas a lista é longa.

 Em poucas palavras, a ação social supera as questões eternas; os sentimentos subjetivos são preferidos à verdade absoluta; a experiência se sobrepõe à razão.

Agora você tem alguns dos pontos básicos à sua frente. Espalhe a notícia de que um movimento relativamente novo está seduzindo milhões e que ele não é sadio, não é bíblico, e é alarmante. Essa Igreja Emergente pode fazer a sua igreja afundar!

Fonte: Jan Markell, Israel My Gloryhttp://www.chamada.com.br)

Jan Markell é fundadora/presidente de Olive Tree Ministries em Minneapolis, MN, EUA.

Por DISCERNIMENTO CRISTÃO

Não Existem Super-Heróis

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Leia e reflita sobre como ser submisso e amável com seus líderes, seja em que âmbito for…

Texto Base: 1Rs 19.1 – 13.

Crescemos vendo super-heróis na TV. Eles eram sempre perfeitos, com seus poderes inimagináveis. A humanidade busca homens perfeitos, que nunca erram. Crescemos, contudo, continuamos buscando esses “super-heróis”. Cobramos muito daqueles que são autoridade sobre nós. Chega a ser uma perfeição subumana. Sejam essas pessoas nossos líderes, pastores, chefes, professores, e principalmente, os nossos pais. Não suportamos ou não sabemos lidar com o erro de quem está num patamar acima do nosso em autoridade. Tudo isso, não justifica as falhas, os erros. E não tira a responsabilidade dos erros das pessoas. Existe uma diferença entre o erro moral e erro comportamental (comportamentos que adquirimos ao longo da vida). Mas esta reflexão serve para alertar, para estimular o amor e o perdão e considerar aqueles que são lideres sobre as nossas vidas. Além disso, traz à tona a velha discussão acerca de alguns crentes que saem de suas igrejas devido à alguma decepção.

Lembremo-nos de Elias, profeta de Israel. Na época de Elias, Acabe e Jezabel reinavam em Israel. Baal era o deus adorado por eles. O capítulo 18 do livro de 1 Reis retrata algumas relatos sobre Elias. Ele era um homem de Deus que foi usado de uma forma maravilhosa. Ele também passou por maus momentos, muitas dificuldades. No entanto, ele permaneceu fiel diante de Deus e dos homens. Elias foi arrebatado por Deus, ele não morreu – 2 Rs 2.9. Quando analisamos a história deste homem de Deus, parece que não conseguimos observar erros em sua trajetória, mas ele errou. Nem por isso, sua história deixa de ter sua importância.

Cada um tem seu limite (vs. 1 a 4)
A rainha Jezabel ficou sabendo de tudo o que Elias fez no monte Carmelo com os profetas de Baal. Ela mandou dizer a ele que iria dar o troco. Com muito medo Elias fugiu para Berseba, ele andou aproximadamente 210 km e depois foi ao deserto. Lá ele assentou debaixo de um zimbro (árvore juniperácea), pegou uma sombra e clamou pela morte. Elias afinou para Jezabel. Ele não esperou pacientemente no Senhor. Ele se sentiu só e errou em não confiar em Deus. E Deus em seu amor e compaixão esperou o momento certo para confrontar Elias e mostrar a ele que há sempre um caminho, cuidando dele em amor e zelo.

Muitas vezes cobramos que as pessoas não errem. E quando elas erram não aceitamos e muitas vezes as rejeitamos, tratando-as com indiferença. Pessoas decepcionadas, em muitos casos até desviam-se da fé que professam, ou da igreja que frequentam, por causa dos erros do próximo. Está escrito na Bíblia em Jeremias 17.5: “Maldito o homem que confia no homem”. Achamos muitas vezes que o próximo é perfeito, um super-herói. Outra coisa que acontece é que achamos que os líderes são perfeitos, como super-heróis. Os líderes geralmente são alvo desses atos de insubmissão e rebeldia, ou ainda, retaliação.

Da mesma forma, os pais: alguns magoam com palavras, ficam muito nervosos, fazem diferença entre os filhos. Cobram demais, exigem tudo (estudo, casa, trabalho, irmãos). Além disso, descontam nos filhos os problemas pessoais. Muitos não têm tempo para estar com os filhos, substituindo a companhia dos filhos por outras coisas. Tantas razões levam muito adolescentes e até mesmo jovens dizerem: “Quero outro pai, outra mãe. Não agüento mais meus pais, não quero morar em casa”. Então o ódio, a raiva, o rancor e mágoa tomam conta do coração

Quem também geralmente enfrenta problemas de submissão e respeito à autoridade, são os professores e patrões. Há muita dificuldade por parte de muitos em respeitá-los e até mesmo em amá-los. Contudo, a maior parte das pessoas esquece que esses também erram. Eles são alvos de comentários e atos de julgamento.

Procure considerar (vs. 5 a 8)
Elias, o personagem dessa reflexão, teve seu limite. Deus buscou ajudá-lo no momento de agonia. Deus mostrou paciência, zelo, cuidado e amor para com Elias, ao enviar alimento e direcionamento a ele por diversas vezes, por meio de um anjo.  

Aplicação
Procure compreender os limites dos outros, cada um tem o seu. Entender, considerar, passar por cima reflete o caráter de Deus em nós.

Algumas coisas a considerar:
Busque entender o momento (crise finaceira, problema no trabalho, TPM, pressão, tristeza) das pessoas. Você também erra, porque as autoridades em sua vida não podem errar? Busque considerar a história do próximo (na família, no trabalho etc). Procure enxergar as coisas boas também. Quando consideramos algumas questões para entender o outro, entendemos a linguagem do amor e mudamos nosso parâmetro de cobrança. Não é fácil ser mãe, pai, padrasto, madrasta, líder, pastor, professor, patrão etc.

Perdão e Amor (vs. 9 a 13)
Depois de tudo, Deus ainda fala com Elias. Elias foi para Horebe, foi envidado por Deus. Ele é levado para que Deus se revelasse, e assim voltaria aos momentos de origem do seu ministério como profeta. Deus se revela a Elias através de um ciclo suave. Deus não queria que Elias estivesse na situação difícil eu estava vivendo. O amor e o perdão são marcas fortes na atitude de Deus para com Elias.

Aplicação
“O amor encobre multidões de pecados”. Existem coisas que só o amor e o perdão podem resolver. Encarar, discutir, ódio, rancor, responder mal, não resolve nada. Ame apesar do erro. Líderes, Pai, mãe não deixam de ser seus pais por causa dos erros. Líderes, pastores, professores não deixarão de ser autoridades por causa do erro deles. As autoridades não aguentam tudo, como você também, mesmo que às vezes eles se mostrem super- heróis. Se coloque um minuto no lugar do próximo, e você será um pouco mais compreensivo.
 
Reflita
Como tem sido a minha relação com as autoridades que tenho em minha vida? Será que tenho buscado nas autoridades super-heróis? Seja mais compreensivo, paciente, amoroso, considere algumas coisas. Perdão e amor são atitudes que devem ser presentes na sua relação com as pessoas. A cura para qualquer dor e trauma familiar passa pelo perdão. Os maiores problemas que temos são dentro família e em nosso relacionamentos mais próximo. Se você deseja crescer, busque o perdão como remédio. Faça da mesma forma que Deus fez com Elias, exerça amor e zelo por aquelas pessoas que Deus colocou próximo a você, e que de alguma forma exercem autoridade a vocês.

::Pastor Bruno Barcelar
Integrante da liderança da Rede de Adolescentes da Lagoinha
Contato: (31) 8404-6457 – E-mail: bruno.barcelar@lagoinha.com
Texto adaptado: Redação Atos Hoje.

Sua vida pode naufragar como o Titanic ! ENTREGUE-SE A JESUS CRISTO AGORA MESMO ! Ele é o ÚNICO Senhor que Salva !

2 Comentários

 

Jesus disse: “Erguei os vossos olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa. O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para a vida eterna.” 

                                       João 4:35 e 36   

  Leia este livreto meditando na situação das pessoas que você conhece e sabe que estão perdidas. Tente entender o que significa estar perdido eternamente.  

Procure compreender o que representa o seu melhor amigo estar em tormentos eternos, onde não há água para refrescar a língua, conforme sentia o rico no inferno. Luc. 16,24. Com este sentimento leia esta mensagem, como um recado de Deus para sua vida.   

O navio mais famoso do mundo foi construído nos estaleiros de Belfat, na Irlanda – entre a primavera de 1909 e maio de 1911. 

No dia 31 de maio de 1911 o navio deslizou do estaleiro da construção Naval White Star Line. Naquele dia de festa um empregado da construtora disse: “Nem mesmo o próprio Deus pode afundar esse navio.” 

A Sra. Albert Caldwell, embarcava no navio quando perguntou a um tripulante: “É verdade que este navio não pode afundar? “ 

O marujo respondeu arrogantemente: “Minha Senhora, nem Deus poderia afundar este navio.” 

A primeira e última viagem partiu de Southampton, da Inglaterra. 

As 12 h do dia 10 de abril de 1912, o Titanic partiu com destino a Nova Iorque, USA. 

No dia seguinte o navio fez uma última parada, ancorado  ao largo da costa da Irlanda, em Queenstown. Lanchas trouxeram para bordo passageiros para sua viagem à eternidade. 

Existem poucas fotos deste histórico embarque, somente o padre Francis M. Browne, tirou algumas fotos de seus companheiros, a maioria deles embarcou para a eternidade. 

O Titanic levava um total de 2.228 pessoas. 

No início do século XX, este navio era o maior objeto móvel manufaturado do mundo. 

Foi na época o navio mais longo já construído, com mais de 4 quadras de comprimento. 

Acomodações para uma tripulação de 860 pessoas e capacidade para 3.500 passageiros. (Capacidade total era 4.360 pessoas.) 

O Titanic pesava 66.000 toneladas. 

Cada máquina de vapor tinha  9 metros de altura e os motores trabalhavam com 50.000 HP de potência. 

Para transportar a âncora do navio foi necessária uma carroça com 20 cavalos. 

Às 23.40h do dia 14 de abril 1912 o vigia Frederick Fleet avistou um Eisberg bem à proa do navio. 

Imediatamente acionou o alarme. O Primeiro oficial William Murdoch, ordenou: ”Invertam a marcha das máquinas.” 

Mas já era tarde demais. Após meio minuto, embora a proa do navio houvesse se desviado da montanha de gelo, ouviu-se um barulho vindo do fundo do navio. O Titanic havia sido ferido de morte. 

Exatamente as 00:05 horas do dia 14 de abril de 1912, – 25 minutos após a colisão, o capitão Edward Smith, ordenou que os barcos salva-vidas fossem arriados, para transportar os passageiros ao mar. 

Às 2,30h ao som do hino “Mais perto quero estar meu Deus de ti,” e  executado pela orquestra de bordo, do maestro Wallace Harthey, o Titanic mergulhou rapidamente para as profundezas do oceano. 

O radiotelegrafista John Philips, que mandou o telegrafista do navio The Californian “calar a boca” quando o avisava que avia Eisberg na proximidade rogou entre soluços: “Deus me perdoe… Deus me perdoe.” 

300 corpos foram recuperados das águas e entregue às famílias, ou sepultadas em um cemitério na costa do Canadá, onde até hoje as sepulturas são cuidadas pela companhia marítima que sucedeu a White Star Line. 

Os demais 1.223 corpos estão sepultadas no túmulo do vasto Oceano Atlântico Norte, junto ao próprio Titanic, a      4. 000 metros de profundidade. 

Certo dia, quando eu estava começando a preparar a mensagem para o culto, a irmã Mônica Kagiva  chegou a Livraria, contou como sua alma ardia em temor, ao testemunhar para um homem estranho dizendo-lhe: “Se eu não lhe falo da graça de Deus, da salvação que você precisa, imagine, você pode cruzar a rua, morrer ali mesmo e irá para o inferno, e eu serei culpada de sua perdição pois eu não lhe falei nada do socorro que Deus, em Jesus pode dar. O Sr. estará eternamente no inferno, e eu que nada lhe falei do Evangelho de Cristo, como ficarei?” 

Ao sentir como o Espírito Santo agiu no coração desta irmã, que sentia o calor do inferno lançando suas chamas sobre aquele homem estranho, senti o dever de falar sobre o grito de Socorro daqueles que naufragaram com seu “Titanic.” 

Entendemos o que representa o grito de uma alma que está afundando para as chamas do inferno? Ouvimos ainda o pedido de SOS dos náufragos que afundam ao nosso lado? 

A grande maioria dos próprios cristãos estão surdos para com os clamores de multidões de pessoas que estão se agarrando nos últimos destroços de seu “Titanic” que afundou. O “Titanic” mais importante é o barquinho de sua existência e a sua família. 

Quem se importa de socorrer a alma que está se agarrando nos últimos destroços de sua vida, antes de afundar?

A maioria dos cristão dorme tranqüilamente, e ainda critica aqueles que querem ajudar a socorrer os náufragos.

Há muitos cristão que sabem do fogo do inferno, sabem do castigo eterno para os perdidos, mas ficam de braços cruzados, nas poltronas confortáveis de suas igrejas. O problema não é a poltrona, é a preguiça espiritual.

O pior é que muitos reclamam quando é requerido algum sacrifício para ajudar aos que estão se afogando.

Segundo a enciclopédia “Brockhaus,”  morreram no naufrágio do Titanic 1500 pessoas. Outros livros dizem que foram 1523 pessoas. Isso significa que, mais de 1500 pessoas clamaram por socorro depois do naufrágio, na noite escura, nas águas geladas do Atlântico Norte. 

O dia 15 de Abril de 1912 amanheceu com uma frota de botes salva-vidas dispersos, com 705 sobreviventes do Titanic.

Todos os demais flutuavam no lugar do naufrágio, agarrados em pedaços de madeira, uns ainda com vida, outros já mortos.

Um dos navios mais próximos do naufrágio do Titanic, na noite da tragédia,  foi o S.S. Carpathia, da Cunard  Line.

Demorou algumas horas para chegar até o lugar onde os últimos sobreviventes estavam se batendo nas águas geladas.

Muitas vezes já é tarde quando chegamos à casa, ao hospital, ou ao lugar do acidente para socorrer as pessoas que estão morrendo sem Deus.

Mas, em alguns casos as pessoas estão gritando por socorro, ao nosso lado na igreja, na família e na vizinhança, mas existe alguém que quer e pode ajudar aos que estão agarrados nos últimos destroços de sua existência?

O Titanic zarpou  sem Deus e naufragou!

Muitos saíram com sonhos altos, como o filho pródigo, mas em plena viagem da festa, afundaram como o “Titanic”.

Saíram da casa do Pai. Levaram sua herança para o mundo sem Deus.

Viveram felizes até que seu “Titanic”  afundou na lama do sexo, da droga, do fumo e do álcool.

O “Titanic” da vida fácil naufragou!

O CD de Fábio e Ricardo, narra a história de Maria:

Ela saiu de casa, foi trabalhar na cidade. O salário era pouco, então descobriu que vender o corpo na prostituição seria uma saída fácil.

Até que grávida, sozinha e perdida, estava gritando por socorro.

Foi nesta miséria que Deus ainda achou uma saída e salvação para sua alma.

Quantas “Marias” estão se afogando e não há quem lhes estenda a mão.

Com certeza, a criança cresceu, e a solução que Deus lhe deu, ainda trouxe muitas dores e mágoas para ela.

Mas, o socorro de Deus existe e a vida pode ser refeita.

Procure ajuda quando o seu “Titanic” está afundando.

Os “Titanics”  da vida fácil estão afundando mais e mais pela Aids.

Um pastor amigo, socorreu uma jovem, entregou a vida da jovem em oração ao Senhor; carregou a moça algumas vezes ao hospital e logo a jovem morreu, mas sua alma foi salva, no último momento. O pastor ainda levou sua alma aos braços de Jesus.

O que vamos presenciar nos próximos anos pode ser horrível! A revista Veja publicou um relato dos sepultamentos das pessoas que estão morrendo de Aids, na África. Caixões são vendidos como se vende gás em nossas cidades.

Em alguns vilarejos, funerárias vendem milhares de caixões por mês, pois a Adis, está exterminando o povo.

Este é o nosso mundo. Esta é a água gelada onde um “Titanic” após o outro, está naufragando.

Segundo informações extra-oficiais, em uma universidade do PR, foi feita uma campanha para doação sangue. 70% dos alunos cooperaram, mas em 30% do sangue foi constado Aids.

O que vamos  fazer?   A vida de muitos jovens já está com o “casco do Titanic” quebrado.

Já não há mais como reverter o quadro para milhares de pessoas. Mas, podemos ainda lhes falar do único barco salva-vidas no qual ainda devem embarcar, antes que cheguem ao inferno.

O Pastor batista John Harper, segundo o Livro: “Titanic o naufrágio da Soberba” de Arlindo Alves (pg.67) foi visto ainda na última noite antes do naufrágio evangelizando um jovem.

Enquanto outros se divertiam com danças e bebidas fortes, o pastor ouvia o grito da alma do jovem, que estava vivendo sua última chance de salvação.

Segundo o mesmo livro (pg 69) o pastor Harper, ao ouvir o alarme do naufrágio, tomou sua filha Nana que estava com ele, entregou-a a um capitão do convés, com ordens para colocá-la num barco salva-vidas.

(Nana, a filha do pastor, foi resgatada, mandada de volta à Escócia, onde cresceu, casou-se com um pastor, e dedicou toda sua vida ao Senhor a quem seu pai tinha servido.)

O pastor, depois de entregar sua filha, foi socorrer os outros.

Logo o Titanic deslizou para as profundezas do oceano, centenas de pessoas ficaram a se debater nas águas geladas, buscando agarrar-se a qualquer coisa que flutuasse, entre elas estava o pastor John Harper.

A sobrevivente Eva Hart, descrevendo a cena que presenciou afirmou: “O som das pessoas se afogando é algo que não posso descrever…”

O pastor Harper que lutava com as ondas para se manter vivo, vendo se aproximar dele um homem agarrado a uma tábua, gritou-lhe: Você é salvo?” Ante a resposta negativa, retrucou-lhe: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.” Nesse momento a correnteza arrastou o homem para a escuridão. Instantes depois, voltaram a se reencontrar, e Harper, que já estava prestes a se afogar, indagou-lhe novamente: “Você é salvo? “ Outra vez a resposta foi “Não”. E Harper voltou a repetir-lhe: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.”

Não houve tempo para mais nada. Exausto, Harper escorregou do objeto que segurava e afundou, indo ao encontro do Senhor. 

O “Titanic” da vida sem Deus afundou!

O comunismo queria eliminar o cristianismo do mundo. Mas, a Cortina de Ferro caiu, e o Muro da Vergonha foi derrubado.

Caíram as teorias de Karl Max. A fúria de Lenin e do comunismo deixou somente os “náufragos” em terror e pobreza, matando milhões de seres humanos.

Adolf Hitler queria eliminar os judeus e também os cristãos, deixou o “Titanic”  Alemanha no fundo do mar e seu povo clamando por socorro.

Morreram 51 milhões de pessoas, durante a II Guerra Mundial.

Assim acontece com todos aqueles que viajam sem Deus e sem Jesus. Minha avó, nascida em Berlim, que viveu nos dias do naufrágio do Titanic, contava que no Titanic havia um cartaz que dizia: “Viajamos sem Deus e também não precisamos de Jesus.”

O Titanic que zarpou do porto de Southampton na Inglaterra, sem Deus e sem Jesus, matou 1523 pessoas e deixou centenas de pessoas gritando por socorro nas águas geladas, no meio do oceano.

Será simplesmente sem efeito um governante iniciar seu governo sem Deus e sem Jesus?

Será sem efeito um empresário construir sua fábrica ou empresa sem Deus e sem Jesus? 

Será possível conduzir sem tragédia o “Titanic” sem Deus, e sem Jesus, onde dezenas, ou até milhares de pessoas trabalham duramente para manter o barquinho de suas famílias?

Um homem rico de São Paulo, dono de uma grande fábrica, dizia: “Meu deus é o meu dinheiro. Eu não preciso de Deus.”

Alguns dias depois perdeu sua fábrica e ficou sem nada. Onde ficou o seu deus quando toda a sua riqueza derreteu da noite para o dia?

Você talvez está boiando nas águas geladas depois do naufrágio de sua vida sem Deus? Clame por socorro enquanto ainda há tempo.

Peça ajuda!  Aceite o socorro de Deus quando o seu “Titanic” afundar.

O Titanic do crente desviado afundou!

Temos em nossos dias incontáveis  “Titanics” de ex-crentes no fundo do mar, e os ex-irmãos estão clamando por socorro no mar gelado da vida sem Deus. Milhares  de crentes  saíram de suas igrejas, sem Deus, sem Jesus e sem o Espírito Santo.

Muitos deles estão lutando agarrados aos últimos destroços de sua existência.

Alguns já não têm coragem de pedir socorro, nem para seus amigos, e até não possuem mais a coragem de pedir ajuda para Deus.

Lembro de meu amigo, filho de um pastor muito importante, este homem de Deus abriu a porta para o mundo diante de minha vida.

O jovem, aos 18 anos de idade, era o tradutor deu seu próprio pai no púlpito da igreja.

Quando passávamos o domingo juntos, o moço brincava de repórter, fazendo simulações de reportagens, com seu gravador, que na época era algo fantástico. Mas, quando retornou com seus pais para Alemanha, desviou-se dos caminhos de Deus. Tornou-se um solitário que trouxe muito sofrimento ao seu velho pai.

Na última visita a seu pai na Alemanha, o idoso homem disse-me na despedida: “Mário, ore pelo meu filho R.”

Este jovem poderia ser um grande instrumento nas mãos de Deus.

Quando zarpou para uma vida sem Deus, levou ao fundo do mar todos as grandes possibilidades que Deus lhe havia dado pelo nome que seu pai lhe havia deixado.

Você é um ex-crente?  Um ex-irmão da família de fé? 

O seu “Titanic” afundou chocado contra os icesbergs que existem nas fileiras da igreja?

Você quebrou sua fé, sua confiança e seu amor, no choque com um irmão, talvez com o pastor de sua igreja?

Há muitos anos atrás um médico de Curitiba disse-me: “Fazem 8 anos que me desviei de minha igreja.”

O motivo do naufrágio de seu barquinho  de fé foi um desentendimento com o diretor do Hospital, e membro de sua igreja.

Por um saquinho com pedras de gelo, o diretor do hospital, ofendeu seu irmão de fé, seu colega médico da clínica em Belém do Pará. Foi num domingo de muito calor, por algumas pedrinhas de gelo.

O gelo já derreteu há muitos anos, mas o “Titanic” de um médico missionário afundou pela ofensa de seu irmão, diretor do hospital.

Quando o médico concluiu sua triste história, eu estava deitado em sua clínica tomando soro. Levantei-me com todo esforço e disse: “Dr., algum dia o Senhor nosso Deus vai dizer: “Filhos, acabou o jardim de infância. Venham todos para casa.  Eu somente espero que não tenhamos nada de que nos envergonhar quando ele mandar guardar os “brinquedos” de nossa vida.”

Há terríveis brigas entre grandes homens por “brinquedos”.

Grandes homens e grandes mulheres afundam com toda sua existência, porque se chocaram com “icebergs” nas mais insignificantes questões da vida.

Seu “Titanic”, digo a sua vida espiritual, afundou por grandes ou pequenas ofensas?  Talvez pela ofensa do pastor Mário Hort? 

Todos nós somos falhos, tropeçamos, na luta pisamos nos “dedos” de nossos mais queridos irmãos, e eles nos nossos.

Se você foi atingido por algum destes icebergs, chame por socorro!

Se você foi ferido por um pecado ou por algum irmão, peça ajuda de Deus e de seus irmãos.

Se você está se afogando em pequenos “copos de água” ou em grandes oceanos, o inferno tem a mesma temperatura para crentes com razão, como para o maior ladrão.

Volte para casa de seu Pai Celestial e de sua igreja, antes que seja tarde demais.

O “Titanic” de sua família afundou?

Como eu gostaria de ignorar este capitulo de nosso tema! Até a lembrança desta página da vida já nos entristece.

Como seria agradável saber que todas as famílias do mundo estão viajando em plena paz e segurança.

Se ao menos fosse assim, que todas as famílias cristãs estivessem em plena paz e segurança.

Infelizmente o “Titanic”  de muitas famílias afundou, e os familiares estão agarrados em destroços da família, prestes a afundar.

Muitos casais se desentenderam por “objetos da caixa de brinquedos”   do jardim de infância, mas quando já têm cabelos grisalhos, estão dormindo em quartos separados, ou em hotéis  solitários.

Você está vivendo os momentos após o naufrágio de seu “Titanic” familiar?

Seu casamento desabou? 

Seus familiares estão esparramados na casa de pais e parentes, agarrados nos últimos destroços daquilo que era tudo o que vocês, sonhavam?

Ou você está percebendo o seu barquinho familiar ir a pique dia após dia?

Tempos atrás recebemos uma carta de Juiz de Fora – MG  que dizia:

“Trabalho entre muitos funcionários numa metalúrgica de Juiz de Fora.

Notei um rapaz que havia se separado de sua esposa. Foi ele quem tomou esta decisão. Apesar disso, podia-se perceber a grande tristeza estampada em seu rosto, pois foi ele o causador da separação, e no fundo do coração ele amava a sua esposa.

Como nós viajávamos no mesmo ônibus da firma, foi possível observá-lo.

Comecei a orar por ele, para que o Senhor Jesus me desse forças para consertar o erro que ele havia cometido, e pedi graça ao Senhor para aproximar-me dele.

Eu tinha em casa alguns exemplares da revista Ecos da Liberdade nº 49, em cuja capa trás um casal de noivos e no seu interior mensagens maravilhosas para casais.

Orei a Deus e quando ele  passou por mim no ônibus, entreguei-lhe um exemplar dizendo:” Márcio, leia este folheto com muita atenção e medite, ele vai te ajudar muito.”

Ele tomou agradecido e “devorou” a leitura.

No outro dia levou a revista para a esposa de quem estava separado. Alguns dias depois, eu voltava do culto, quando contemplei os dois passeando juntos com alegria no rosto.”     A. D.

Por que você não clama por socorro?  Por que não busca o auxílio do Altíssimo?

Muitas famílias foram resgatadas do inferno, justamente porque suas famílias caíram em ruínas.

Deus é o grande artista que faz dos troncos mais exóticos, a escultura de sua obra da arte de sua misericórdia.

O nosso Deus de amor parece passear pelas praias da vida à procura dos “troncos” expulsos pelas ondas do mar.

Ele, Deus, toma os “troncos”  rejeitados, considerados pelos homens próprios somente para o fogo, mas Ele os leva para sua oficina de escultura, e faz deles a mais bela obra de arte.

O testemunho de várias pessoas que Cristo resgatou depois que seu “Titanic” familiar naufragou, é muito dramático, nem todos podem ser relatados.

Quero lhes apresentar uma história de um jovem que foi resgatado, depois que sua família e tudo o que sonhava afundou:

Será ocultado o nome do jovem pois combinei de que ele me apresentasse sua família, sua esposa e filhos depois de 20 anos, se eu e ele estivermos vivos.

O jovem chegou ao meu escritório desesperado, vendo como única saída o fim de sua vida, pois nada mais lhe restava de esperança.

Ele tinha sido recebido em um orfanato, quando já estava quase morto de fome.

Quando cresceu teve negadas as oportunidades de ser adotado por importantes famílias, inclusive um cônsul queria sua adoção.

No dia em que me procurou ele dizia que já foi crente, abandonou sua fé, e não conseguia mais crer em nada.

Ele lembrava de um erro que cometeu, e achava que jamais Deus lhe perdoaria.

Sentado em nosso escritório chorava inconsolavelmente, pelo seu erro.

Quando eu também não mais sabia como achar consolo e saída para sua vida profetizei para o jovem dizendo:      “Jovem, vamos entregar sua vida agora novamente ao Senhor Jesus. Ele vai perdoar toda sua culpa que você sente sobre sua vida.

Vejo que você é sincero porque confessa claramente os seus erros.”

Depois de entregar o caminho do jovem ao Senhor disse: “Jovem, se eu estiver vivo daqui ha 20 anos, você terá 38 anos de idade e eu 68.

Quero que você venha me visitar com sua esposa e filhos.”  Pois Deus vai cuidar de sua vida e achar uma família para você.

Alguns anos depois da visita do jovem, preparando esta mensagem, recebi uma carta que dizia:

“Querido pastor Mário Hort. Há três anos atrás tive uma longa conversa com o Sr.

Depois daquela conversa comecei a ser dirigido por Deus.

Trabalhei lavando piscinas para ganhar dinheiro.

Lembro como um dia de calor, perambulando pela cidade,  sem rumo e sem onde inclinar a cabeça, uma senhora procurou o meu trabalho e me convidou para ir a um jantar do Ano Novo.

Eu não tinha roupa, nem calçado, mas ela disse: ‘Vem, o importante é participar.’  Então fui e a Sra. me deu um presente. Com o dinheiro na mão corri para a rodoviária para comprar uma passagem à Curitiba.

Sem rumo procurei emprego, mas ninguém queria me aceitar pois eu era menor de idade. Até que conheci uma Sra. que me deu socorro e me hospedou. Fui orando e pedindo a graça de Deus. Hoje dou graças a Deus porque constituí aquilo que o pastor falou para mim naquele dia.

Conheci uma jovem. Ela é cristã e de muita oração. Então Deus preparou tudo.

Comecei a trabalhar em uma igreja da capital. Gostaram muito de mim e disseram que iriam me ajudar.

Pouco tempo depois noivamos, e oito meses depois casamos. Recebi tudo, festa de casamento, tudo, tudo. Aleluia!

Hoje sou servo de Deus. Prego a Palavra de Deus em grandes e pequenos congressos. Deus me levantou.

No último dia 31 de julho 99, nasceu o meu primeiro filho.

Quero agradecer de coração por sua ajuda naquele dia. Estou pronto para testemunhar em sua igreja em M.C.Rondon.”  C.A.D.

Como o jovem colocou seu número de telefone na carta, telefonei imediatamente para falar com o moço.

Sua esposa atendeu o telefone e disse: “Sim é aqui que C. está. Um momento.”

Quando C. chegou ao telefone, disse: “Justamente estou trocando as fraldas de meu filho.”

Este foi um dos sobreviventes de um “Titanic” que foi resgatado das águas pelo orfanato.

Quando depois em sua adolescência  foi novamente jogado na rua, no último momento foi socorrido por Deus, quando pediu ajuda em oração.

Eu não pude fazer nada por ele. Mas o levei em oração ao Senhor Jesus.

Jesus primeiro lavou seu coração do pecado que o separava de Deus.

Depois de algumas provas, ele já está vivendo os primeiros passos de uma caminhada nos fortes braços do Bom Pastor.

Alguns momentos depois de transcrever a carta do jovem C. A. D.,  tocou o telefone, e era o irmão B. de Nova Prata, RS.

Não posso deixar de relatar o socorro que Deus conseguiu depois de afundar o “Titanic” de sua família.

B. saiu de sua casa e ninguém sabia ao certo onde ele estava.

Muitos anos depois da separação, a esposa chegou a um culto em M. C.Rondon, como visitante desconhecida.

Mais tarde aceitou a graça em Cristo e passou a servir ao Senhor com todo seu coração.

Passaram-se 20 anos desde que a Sra. e seu filho não tinham visto seu pai.

Certo dia um homem bem vestido e muito gentil chegou ao meu escritório.

Assim dizia o estranho visitante: “Pastor, o que fizeram com minha esposa e meu filho? Encontrei duas pessoas completamente transformadas.

Que moço educado é meu filho e como ficou diferente minha ex-esposa. Ouço seus cultos pela rádio e quero saber mais sobre o que tem a me dizer.”

Não é fácil retirar o “Titanic” de uma família naufragada há 20 anos.

B. queria saber o que ele deveria fazer agora depois de tantos anos de conflitos de sua vida.

O único conselho que pude lhe dar, foi aquele que eu havia dado a sua esposa e filho: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais o Senhor fará.” Sal.37,5

Foi isso que também G.B. fez. Quando falamos ao  telefone, preparando este seu testemunho ele disse: “Pastor, pode dizer a todos que a partir daquele dia a minha vida começou a mudar. Ainda não alcancei tudo quanto desejo pela fé. Mas, creio que vamos chegar lá.”

Nem sempre é possível retirar o  “Titanic” de uma família arruinada do “fundo do mar.”

Mas, aquele que clama por socorro pode salvar a sua alma da morte e do inferno.

Quem é resgatado, mesmo depois do naufrágio de sua família, pode reconstruir uma vida guiada pelo Espírito Santo, onde o Senhor dia a dia, fará o que é melhor para a sua vida.

Quem deseja sair conosco para buscar os náufragos?

Quando estou sobre a pequena sacada de nosso apartamento pastoral, vejo os telhados do salão social e do templo, mas meus olhos espirituais vêem uma longa história de resgate de pessoas, que já se aproxima para o final de três décadas.

Olhando para tudo o que nos uniu em M. C. Rondon nestes, quase 30 anos, vi a coragem daqueles que conosco foram resgatar os perdidos no “oceano” do pecado.

Muitas vezes temo que venhamos a perder o ânimo e a coragem de para sair sempre mais uma vez, e mesmo depois de estar exaustos, retomar mais novas iniciativas de salvamento, para os que estão agarrados aos últimos destroços de sua existência, à beira da morte.

Naquela noite lembrei de uma antiga história que durante muitos anos nos impeliu a sair, sair e sair sempre novamente para resgatar pessoas:

Há mais um homem morrendo lá fora.

Foi numa noite de forte tempestade, o mar agitado lançou um navio sobre as rochas e a tripulação esperava agonizada a morte certa.

A fúria do mar aumentava, e além de tudo, a noite chegava rapidamente.

Um bote de salva-vidas, com homens corajosos, apareceu e salvou os homens que já tinham perdido toda esperança.

Quando o bote de salva-vidas chegou à praia, João Holden gritou perguntando se todos foram salvos, e a resposta foi: “Todos, menos um homem.”

“E por que não o trouxeram?”

Os homens responderam: “Teríamos colocado em risco a vida de todos, por este motivo o deixamos sobre o navio encalhado.”

Então João disse: “Todos os homens que trabalharam no resgate estão exaustos, quem dos outros quer ir comigo para buscar aquele homem que ficou no navio?”

Seis homens fortes se prontificaram, mas neste mesmo instante veio a mãe de João, agarrou-se ao pescoço de seu filho e disse: “João não vá. Seu pai foi tragado pelas águas enfurecidas, e faz dois anos que seu irmão Guilherme embarcou e nunca mais foi visto. Você é o meu único filho em quem posso confiar e que pode me sustentar. Quem cuidará de mim, se as ondas irão engolir também você?”

João arrancou as mãos de sua mãe de seu pescoço e disse: “ Mãe, há um homem morrendo lá fora. Eu devo ir. Se o mar me tragar, Deus cuidará da Sra., estou certo disso.”

Beijou sua mãe e foi, juntamente com os demais homens para a escuridão da noite.

Encontraram o homem, ainda agarrado no navio, conseguiram tirá-lo e voltaram com ele.

Ao aproximar-se da praia, João Holden gritou: “Salvamos o homem, e digam a minha mãe, que ele é o meu irmão Guilherme.”

Entendemos o nosso compromisso de buscar aquele homem que está morrendo lá fora?

Sabemos o que representa a vida e a alma de um homem que é nosso irmão?

Temos ainda sentimentos por aquele homem estranho que está morrendo lá fora?

Ou estamos apenas preocupados com nosso bem-estar e nossa segurança, não nos importando por aqueles que estão morrendo lá fora?

Quem está disposto a sair conosco para salvar as pessoas que não podem sair das águas geladas sem que alguém lhes estenda a mão?

Quem está disposto a arriscar sua vida para salvar outros?

Quem está disposto a sacrificar sua segurança, sua tranqüilidade, seu bem-estar e colocar em jogo a sua vida no resgate de outros?

Segundo o filme “O Titanic” a Sra Rose, uma sobrevivente encontrada pelo produtor do filme disse:

“Quando o Titanic afundou, 1500 pessoas caíram no mar. Havia 20 barcos nas proximidades do naufrágio, somente um único (O Carpathia)  voltou para socorrer os náufragos.

Os 19 navios se evadiram do lugar e não prestaram socorro às 1500 pessoas que, em sua maioria morreram congeladas, boiando em seus salva-vidas.

Milhões de cristão são omissos para com os “náufragos” que morrem sem Deus e sem Jesus.

Que será daqueles que enterraram seus dons e talentos e não os usaram para resgatar os perdidos?

Que será daqueles que simplesmente tinham muitas ocupações e não foram ajudar os perdidos?

Que será daqueles que simplesmente não fizeram nada pelos perdidos?

O capitão de um navio não socorreu as vítimas de um naufrágio, pois queria vender suas mercadorias. (não sei se foi um dos 19 navios que se evadiram do lugar da tragédia)  O capitão foi levado ao tribunal e condenado à prisão.

Lamentando, ele se desculpava dizendo: “Sr. juiz, eu não fiz nada de mal. Por que sou condenado?” O juiz respondeu: “É exatamente por que o Sr. não fez nada, por este motivo é condenado.”

A omissão do crente que não quer ajudar no serviço de salvamento, é crime contra o irmão que está morrendo lá fora. 

Segundo o filme, a Sra. Rose disse que foram salvos somente 6 pessoas, (entre estas estava Rose) entre as 1500 que caíram no mar. Tudo porque o socorro chegou tarde demais. As águas geladas mataram os sobreviventes nas águas do Atlântico Norte.

Não estamos falando apenas em visitar os cultos e estudos bíblicos.

Não nos referimos apenas à fidelidade nos dízimos e nas ofertas que devemos oferecer para a evangelização.

Não falamos apenas em testemunhos esporádicos que todos nós damos do amor de Deus.

Estamos convidando você para tudo isso e muito mais, para formar uma equipe de SALVA-VIDAS  das almas que estão gritando por socorro.

Estamos convidando para um trabalho de resgate de pessoas que estão a poucos passos do inferno.

Estamos convidando para investir seu corpo e sua alma no resgate de nossos irmãos que estão morrendo lá fora.

Seu irmão está morrendo lá fora.

Muitos que hoje são chamados de irmãos, ainda há  alguns anos estavam morrendo lá fora no pecado.

Muitos deles navegavam cantando e dançando para o inferno, nunca pensaram em pedir socorro, pois não sabiam que seu “Titanic”  navegava para o inferno.

Quero relatar alguns breves testemunhos de pessoas, que eram nossos irmãos, mas ainda estavam lá fora e precisavam de nosso socorro.

Alguns deles viviam muito bem, sem preocupação; sentados em confortáveis poltronas. Mas, caindo no precipício do inferno:

Narci e Hilaine Mensch

Creio que uma das pessoas que mais transmite alegria é  Hilaine Mensch.

Ela sabe sorrir e traz felicidade onde quer que esteja. Assim ela foi antes de sua conversão a Cristo, e assim é depois. Mas, o casal estava mergulhando no abismo da eterna separação de Deus, em viagem com festa a todo vapor.

Certo dia Hilaine encontrou a salvação em Cristo.  Algum tempo depois também o esposo foi achado pela graça de Deus.

Mas, tudo começou quando um dia, um de seus filhos chegou à Hedwich Tierling e disse: “Tia, você não pode me dizer onde existe uma benzedeira, que possa me ajudar, pois eu preciso de ajuda.” Hedwich Tierling lhe disse: “Jovem você precisa é de uma igreja. Procure um pastor, fale com ele. Deus pode lhe ajudar.”

Este jovem ainda não foi resgatado, mas seus pais foram salvos, não por uma feiticeira, mas pelo amor de Deus.

Naqueles dias a família Mensch era estranha e nada significava para nós. Mas, já imaginaram o que aconteceria entre a igreja, se alguém hoje dissesse que o Narci e a Hilaine estão lá fora sobre um navio encalhado?

Ivo e Sônia Scheitel

Quem sabia onde estava Ivo e sua esposa Sônia há  alguns anos atrás?

Jamais alguém imaginava que ele seria o nosso irmão. Algumas vezes sua esposa chegava ao meu escritório. Chorava amargamente. Tremíamos juntos, pois percebíamos claramente que o “Titanic” da família já estava afundado.

Quando telefonei para o Ivo, perguntando se poderia relatar seu testemunho, eu queria saber também quando foi que sua vida foi resgatada. Ele disse: “Foi no dia 29 de setembro, há dois ou três anos atrás.” E disse mais:  “Pastor, pode contar tudo de minha vida.” Hoje ele é nosso irmão, pois alguém lhe estendeu a mão. Cristo lhe estendeu a mão e a família Scheitel pôde ser resgatada das águas que os arrastavam para o inferno.

Famílias Gruber

Arci Pfeifer trabalhava na casa de Olinda Kurz, irmã de Hulda Gruber. A jovem gostava de cantar e convidou a família para os cultos.

A vovó, Ana Sapka, foi a primeira a ser resgatada por Cristo.

Elizane, a neta de Ana, foi a segunda a aceitar a Cristo. Elizane é hoje a esposa do pastor Günter Müller, converteu-se certa noite no velho fusquinha da Igreja, em frente a casa, quando a levamos para casa, pois ela era muito jovem.

Também o pai, Albino e sua esposa Hulda Gruber  foram resgatados pelo braço forte de Jesus. Naquela época Albino estava prestes a naufragar pela bebida alcoólica.

Os três filhos homens: Nahor, Aleri e Norli, também foram resgatados pelo forte braço do Salvador, como também a filha caçula, Nirvane.

No dia do falecimento de João Pedro o genro, Jair Triches queria ir para o baile. Mas, foi convidado para o culto, pois dizia seu amigo Aleri: “Faleceu meu amigo João Pedro. Ele bebia.” Este curto convite mudou o rumo da vida do jovem. 

Jair não foi para o baile, mas chegou à igreja. Sua vida foi resgatada no domingo, depois do sepultamento do jovem pai, João Pedro Albino.

Uma grande árvore genealógica foi resgatada pelo cântico  alegre de Arci Pfeifer e os constantes convites para os cultos.

 Ismael e Amália Morosov   

Quem sabia que Ismael Morosov estava morrendo lá fora, sendo tragado pelas ondas da cerveja? Se ele hoje é nosso irmão, por que ele não o teria sido naqueles dias? Faltava apenas que ele     fosse resgatado.

Certo dia, conforme seu testemunho dado na igreja, na empresa onde trabalhava, o exame de sangue colocou-o diante da realidade: indicando que seu quadro clínico já era o de um alcoólatra.

Mas, a palavra de Deus atingiu fortemente o coração deste homem.

Durante uma visita em sua casa, numa segunda-feira, ele e sua esposa Amália aceitaram a mão de Jesus que se estendeu para resgatar as suas  almas.

No último estudo bíblico Ismael me disse: “Quem esteve no ponto onde eu cheguei, deve saber que nunca pode tomar um gole. Pois aquele único gole pode fazer o vulcão adormecido entrar novamente em erupção.

A Palavra de Deus, os cultos e uma visita pastoral em sua casa, foi como um braço forte usado por Deus para resgatar a família de Ismael e Amália Morosov.

Nelson e Lurdes Mattes

Nelson Mattes estava sentados na igreja entre as pessoas, mas sua alma estava perdida, como os náufragos do Titanic. O tema da mensagem daquela noite foi: “O ponto de onde ainda é possível retornar”

Tudo começou no dia 18 de julho de 97. Lurdes Mattes,  naqueles dias, uma Sra. desconhecida, pediu ajuda espiritual na secretaria da Igreja.

Ela sentia-se perdida e estava aflita à morte, pois o “Titanic” de sua família estava afundando.

Eu não tive o que fazer, a não ser orar com ela e entregar sua família nas mãos do Senhor Jesus. Para nossa alegria, Deus não salvou somente a sua alma, salvou também o “Titanic,” o seu casamento.

Que alegria foi quando o esposo, Nelson Mattes, naquela noite, sentiu que chegou ao ponto de onde ainda seria possível retornar.

Naquela mesma noite de culto, Deus resgatou também o esposo das águas, antes que a família afundasse, e salvou também suas almas da condenação do inferno.

Por este motivo somos gratos pela “torre de vigília”  que temos em nossa clínica pastoral.  

Sempre temos um pastor de plantão, para atender aos chamados de socorro daqueles que querem salvar suas almas da morte eterna.

Cláudio e Tina Metzner

O resgate deste casal começou na clínica de Estética, de Tina. (As vezes não precisamos sair com barco de salva-vidas para o alto mar.)

Herta Tierling era uma cliente que sempre convidava para os cultos.

Certo dia Cláudio e Tina estavam muito felizes, pois souberam que estavam esperando o nascimento de sua filha Barbara.

Então Herta disse em tom claro e sério: “Antes de nascer esta criança, façam algo concreto com Deus. Permitam que esta criança nasça em uma família de Deus.”

Este foi o toque mais forte. Numa segunda-feira pela manhã, Cláudio e Tina compareceram ao meu escritório, e ali tomaram a forte mão de Jesus que os resgatou da perdição e da morte eterna. O trabalho de resgate foi o testemunho e o constante convite de uma cliente que, ao entrar na clínica, se transformou no mais importante salva-vidas da família Metzner.

Deus nos chama para sermos “pescadores” de almas.

Somos chamados para pescar almas.  Não para fisgar os “peixes” com anzóis e redes de traição. Somos chamados para estender-lhes as mãos.

Somos chamados para tirá-los das correntezas que os levam ao inferno.

Somos chamados para erguê-los para o os braços do Salvador Jesus e a “arca” da salvação, que é a igreja do Senhor.

Vamos fazer a nossa parte. No lugar onde o Senhor nos colocou. Com os dons que Deus nos equipou, para a pescaria de almas.

Vamos lembrar que é um resgate de vidas, que não irão para o fundo do oceano, mas para o fundo do inferno.

Vamos nos dar as mãos e formar uma grande corrente humana, de mãos que se estendem até o mais distante irmão, que ainda está perdido pelo Brasil, na África, na Ásia e em outros continentes.

Unidos cumpriremos nosso dever ou morreremos em pleno trabalho de resgate, mas não seremos covardes, e sim soldados valentes que lutam até o fim!

Não podemos sair sozinhos para socorrer os náufragos

É triste sentir-se sozinho, lutando contra as ondas furiosas que tentam tragar os nossos filhos e irmãos.

Sozinhos, nos ensaios do coral, do conjunto, nos dízimos e nas ofertas, perderemos a luta contra as ondas gigantes que a igreja precisa enfrentar.

Sozinhos no testemunho, no convite, na busca do mais religioso como do mais depravado cidadão, desmaiaremos exaustos da luta.

Sozinhos no cuidado e na proteção do rebanho, ficamos sem condições de defender aqueles que já foram resgatados.

Precisamos de sua participação inteligente.

Precisamos do calor de suas mãos. Precisamos da força de seu braço para socorrer e levar até em casa, aqueles que salvamos das correntezas do mar da vida.

Você vai nos ajudar nesta missão de resgate do seu irmão que ainda está lá fora?

Solicite nossa literatura para seu trabalho de Evangelização, escrevendo ao nosso endereço.  

Você também pode ajudar!

Você ainda está se afogando depois do naufrágio de sua família? Sabe que precisa da mão estendida do Salvador para retirar sua vida da perdição?

Entregue agora a sua alma ao Senhor em uma sincera oração. Clame pelo nome de Jesus. Peça que Ele salve sua vida da eterna condenação.

Diga ao Senhor: “Jesus, salva agora a minha alma. Apaga todos os meus pecados. Eu creio que o Senhor é o meu Salvador. A partir deste momento quero viver em plena comunhão com o Senhor pelo Espírito Santo. E desejo ajudar a salvar a vida de outros que estão se naufragando. Em Tuas mãos, Senhor Jesus, entrego a minha alma. Amém”

Ouça a:

“Hora da Irmandade Cristã”

O programa radiofônico internacional das Organizações Ecos da Liberdade, apresentado pelo Pr Mário Hort

Ondas curtas:

Curitiba – PR  – Rádio Marumbi

Aos domingos – 8,00h às 8,30h Fixa 25 – 31 e 49m  e em AM.

Rádio HCJB – Quito, Equador

Faixa  25 – 11.925 khz –16m-17,490

As terças-feiras, das 21:00 às 21,15h

Angola e Moçambique

Rádio HCJB as quartas-feiras 5,30h-Angola e 6,30 h Moçambique.(h. de Brasília) 

Este livreto foi impresso graças a iniciativa dos “Missionários” que se propuseram a pagar os custos da 1º edição de 3.000 de exemplares.

Os “Missionários” são:

Jacob e Susi Klassen

Gerson e Liane Schneider  

Você deseja participar do próximo grupo de “missionários” para divulgar a mensagem do Evangelho de Cristo? Comunique-nos ainda hoje sua decisão.

Necessitamos de sua participação na divulgação do Evangelho de Cristo por rádio e literatura.

Não podemos salvar os náufragos de mãos vazias. É preciso oferecer material apropriado para as pessoas que querem levar a mensagem de salvação aos que estão naufragando.

A contribuição de outros colocou em suas mãos este livreto gratuitamente.

Ajude você também!

Endereço bancário:

Bradesco:

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HSBC – Bameerindus:

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Banestado:

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(Envie-nos o comprovante de depósito)

Solicite este tema em CD ou fita K7 pagando somente o preço de custo do material virgem.

Solicite gratuitamente os livretos para seus trabalhos de evangelização.

Oferecemos os seguintes temas:

“O ponto de onde ainda é possível retornar”

“Que é o homem para que Deus lembre-se dele?”

“O Senhor vai bater a sua porta”

“O que acontece quando Deus entra em campo”

“Você também é responsável”

“A melhor notícia de todos os tempos”

Organizações Ecos da Liberdade

C. P. 100

85 960 000 M. C. Rondon, PR – Brasil

Telefone – FAX 045 254 14 83

E-Mails: hort@rondonet.com.br

Quem são os Demônios ?

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A origem de todos os males que afligem a humanidade.

Doenças, miséria, desastres e todos os problemas que afligem o ser humano desde que este iniciou sua vida na Terra têm uma origem: o diabo.

Os deuses famosos da Antigüidade, tanto no Egito, quanto na Mesopotâmia, bem como os da mitologia africana, são, na realidade, demônios que nunca deixaram em paz o homem, seu alvo principal. Os demônios, em sua maioria, personificam os males, atuam como espíritos sem cor, sexo, dimensões, enfim, sem corpos. Procuram seres vivos para através deles se exprimir, e o homem é o seu principal alvo. Como não possuem corpos, vivem se apossando daqueles que não têm cobertura de Deus; são inimigos de Deus e do homem, por ser este a coroa da criação divina.

Possuem os homens não somente para afastá-los de Deus, mas também porque desejam se expressar no mundo físico em que vivemos. São entidades espirituais que atuam organizadamente, atingindo e destruindo constantemente a humanidade, tendo satanás por chefe.

O homem, como já afirmamos, é o alvo principal dos demônios, pois criado à imagem e semelhança do Altíssimo, tem a faculdade de se expressar através dos cinco (ou seis) sentidos que o fazem distinto de todos os animais. Os demônios, em casos especiais, se utilizam dos animais, para possuir os homens, como está registrado no Evangelho de Mateus, capítulo 8.31.

 

Satanás

 

A Bíblia descreve satanás como um anjo caído. Quando foi criado, recebeu a unção de “querubim da guarda”, sendo o chefe de todos os demais anjos. Tinha acesso à presença de Deus. Era chamado de “filho da manhã”; “estrela da manhã”. A palavra lúcifer significa “cheio de luz”. Lúcifer era coberto de pedras preciosas e andava no brilho dessas pedras; era perfeito em sabedoria e em formosura, e foi ungido para proteger, tendo sido estabelecido no Monte Santo de Deus.

No capítulo 28 de Ezequiel, encontramos uma descrição completa da figura de satanás, onde pode-se compreender a sua posição diante dos demais anjos. Lúcifer foi assim até que se achou iniqüidade nele. Esta iniqüidade se deve basicamente ao orgulho, pois desejava, no seu coração, ficar acima das estrelas e estabelecer um trono acima do trono de Deus.

Desejava, no mínimo, ser semelhante ao Altíssimo; queria assumir o trono de Deus e o seu lugar; por isso foi expulso dos céus juntamente com todos os seus seguidores. Em referência a Lúcifer, Isaías diz o seguinte:

“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!

Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.

Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo.”

Isaías 14.12-15

Lúcifer foi lançado por terra e trouxe consigo uma grande parte de anjos. Lúcifer se tornou no diabo ou satanás e os que o acompanharam tornaram-se demônios.

“Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo.”

2 Pedro 2.4

 

“E a anjos, os que não guardaram o seu estado original,mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas,em algemas eternas, para o juízo do grande Dia.”

Judas 1.6

 

“Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem.”

Tiago 2.19

 

“Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.”

Mateus 25.41

Quando, no princípio, Deus criou os céus e a Terra (Gênesis 1.1), Ele o fez em toda a sabedoria e resplendor.

Tudo foi muito bem planejado e os céus e a Terra foram criados com perfeição. Nada era disforme; tudo foi feito corretamente e tudo estava em seu devido lugar.

Não sabemos há quantos milhões de anos o mundo foi criado, entretanto, a narrativa de Gênesis 1 está de acordo com as mais recentes descobertas da Ciência. Interessante é que, quando Deus começa a criar todas as coisas, a Bíblia declara que a Terra “estava sem forma e vazia” e que “havia trevas sobre a face do abismo”. Isto se deve a um estado caótico do mundo que havia passado por grande convulsão. Foi a rebelião de satanás que causou tão grande cataclismo na Terra, deixando-a sem forma e vazia! Vejam que Deus criou tudo perfeito, porém, satanás perverteu a ordem divina, provocando o desastre, que Deus começa a arrumar para criar o homem, de acordo com o livro de Gênesis. Da mesma forma, podemos avaliar a obra de satanás na vida das pessoas.

Deus fez o homem perfeito, porém o diabo, a quem o Senhor Jesus associa com o ladrão (João 10.10), mata, rouba e destrói a criatura, quando esta, sem forças para resistir, não está em harmonia com o seu Criador e fatalmente pode ser derrotada.

“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”

João 10.10

 

Anjos decaídos

 

A palavra anjo significa “mensageiro”. Quando os anjos foram criados, o foram para servir a Deus, mas alguns, rebelando-se contra o Criador e seguindo Lúcifer, se tornaram anjos decaídos, isto é, anjos desprovidos das qualidades que Deus lhes havia outorgado.

Todo o senso de bondade, de amor e de ajuda que eles tinham foi perdido, passando a dar lugar ao ódio, a maldade e à destruição. A Bíblia fala que eles não guardaram o seu estado original e abandonaram o seu próprio domicílio (Judas 1.6).

A situação destes anjos foi semelhante a de seu chefe.

Ficaram desprovidos do amparo divino e passaram a viver errantes à procura do que fazer. São, como o próprio Lúcifer, anjos decaídos, espíritos que vivem a procurar corpos para através deles poderem levar avante seu intento maligno.

Satanás pode facilmente, como também os seus anjos, se transformar em anjo de luz. Por esta razão, muitas pessoas têm enveredado por caminhos que a princípio parecem bons, mas no final são trevas e trazem tristeza, miséria e tragédia.

Muitos procuram os demônios e abrem a vida para eles, porque pensam que são “anjos de luz”. Com nomes bonitos e cheios de aparatos, os demônios vêm enganando as pessoas com doutrinas diabólicas. Chamam-se: orixás, caboclos, pretos-velhos, guias, espíritos familiares, espíritos de luz, etc.

Dizem ser exus, erês, espíritos de crianças, médicos famosos, poetas famosos, etc., mas na verdade são anjos decaídos, na diabólica missão de afastar o homem de Deus e destruí-lo, sendo que, enquanto não fazem isso, se aproveitam dele.

O gato e o rato

 

Certa vez observei como o gato faz com o camundongo. O bichano corre atrás do rato, prende-o entre suas patas e começa a brincar com ele, jogando-o de um lado para o outro. Se o rato fosse de brincadeira, poderia por alguns momentos gozar dos “tapinhas” do gato. O gato brinca, se enrola com o rato; por vezes deixa-o dar uma corridinha e quando o rato pensa que está livre… lá está o bichano, que de um salto, prende o rato em suas garras outra vez. O final da “brincadeira” é a morte. Do rato, é claro.

Assim também os demônios fazem com o homem. No princípio, brincam com ele, dão-lhe tapinhas, e se o homem concorda em brincar, se tornam bons amigos. Mas o homem está sempre sob suas garras e mais cedo ou mais tarde não agüenta a “brincadeira” e os demônios acabam por levá-lo à morte.

Espíritos sem corpos

 

Os demônios, como já dissemos, são espíritos sem corpos. Para se expressarem, precisam de corpos, sem os quais pouco podem fazer. Sempre, na história da humanidade, satanás arranjou um “jeitinho” para conseguir entrar no corpo do homem e usá-lo como lhe convém.

O espiritismo atual, na sua fase “científica”, teve início em 1848. A família Fox tomou posse como inquilina de uma casa em Hydesville, estado de Nova Iorque, EUA. Casa muito pobre, construída principalmente de madeira. Quando tudo parecia tranqüilo, em meados de março, duas entre as seis filhas do casal, Margarette (Maggie) e Kate, com 11 e 13 anos, respectivamente, começaram a ouvir ruídos de pancadas e de móveis sendo removidos. Na noite de 21 de março de 1848, Kate provocou o tal espírito com o estalido dos dedos. A provocação foi aceita e cada estalo era completado no mesmo instante por uma pancada. Assim, os espíritos ganharam a confiança da família e a notícia se espalhou rapidamente.

Muitos acreditaram que eram espíritos sem corpos, de pessoas que haviam falecido, quando na realidade eram os anjos decaídos, mensageiros de satanás, demônios, estabelecendo contato com o mundo físico.

Essas irmãs passaram a ser habitação daqueles espíritos, que se utilizaram dos seus corpos para espargir a mais sórdida e destrutiva doutrina que o mundo já conheceu, a que mais tem levado pessoas aos manicômios, cemitérios, etc. Não

é de admirar que as meninas, vasos para estes demônios, morressem embriagadas, numa vida miserável.

Os espíritos demoníacos ganharam fama e se utilizam de vários métodos para se apossar de um corpo. No espiritismo científico, ou no “alto” espiritismo, eles se apresentam como um ente querido que já tenha falecido à procura de comunicação com seus familiares.

Fazem-se passar por maridos, esposas, filhos ou parentes. Muitas vezes, pessoas são aconselhadas a invocar seus antepassados para resolverem um “problema”. É a maior farsa existente em nosso mundo. Os demônios atuam desde as seitas mais primitivas vindas da África até os salões da sociedade moderna. Atuam também nas religiões orientais e nas ocidentais ligadas ao secretismo.

Vivem procurando penetrar até mesmo nas religiões cristãs onde têm conseguido algum resultado. Perturbam, destroem ou se apossam das pessoas, causando os maiores malefícios possíveis, pois são demônios, mensageiros de satanás.

Espíritos revoltados

 

Imagine uma pessoa que ocupa um lugar relevante na sociedade; tem um cargo invejável, possui um excelente status e é respeitada por todos. Agora, pense o leitor nessa pessoa que após ter tido essa posição se vê na miséria, com a perda dos amigos, dos títulos, do prestígio, das posições, etc.

Assim aconteceu com os demônios, que depois de serem ministros, mensageiros de Deus, o Altíssimo, com toda beleza e resplendor, se viram destituídos de tudo.

Tornaram-se espíritos revoltados; querem fazer o possível e o impossível para verem as outras criaturas de Deus perdidas e sem a imagem do seu Criador. Eles (os demônios) não podem fazer nada contra Deus, mas podem tocar nas Suas criaturas.

Movidos por uma inveja muito grande dos seres humanos, que foram criados menores que eles e acabaram por tomar suas posições, os demônios desencadeiam uma feroz luta contra os homens desejando aproveitar-se destes e levá-los à destruição, a fim de cumprirem seus intentos malignos, o que, quase sempre, implica em um total afastamento de Deus, e à conseqüente submissão a eles.

Graças a Deus por Jesus Cristo, que venceu a potestade maligna e nos dá condições para fazermos o mesmo através do Seu poderoso nome! Aqueles que rejeitam a soberania do Senhor Jesus são presas fáceis para os espíritos demoníacos; aqueles que rejeitam o amor de Deus estão aceitando

indiretamente o ódio dos espíritos revoltados; aqueles que não estão servindo a Deus como templos do Espírito Santo, estão à mercê dos demônios.

Alguns estão servindo como cavalos, aparelhos ou vasos. Que Deus exerça Sua misericórdia sobre essas pessoas.

Edir Macedo, in ORIXÁS, CABOCLOS E GUIAS: Deuses ou Demônios ?

Pentecostal e Neo-Pentecostal: Qual a Diferença ?

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INTRODUÇÃO

Ao anunciar esta palestra em rede de comunicação virtual (internet), centenas de irmãos em Cristo, obreiros e pastores das mais variadas denominações e estados brasileiros (e também da América do Norte e Europa) solicitaram que lhes fosse concedida uma cópia do texto, áudio e vídeo, uma vez que não poderiam estar pessoalmente nesta noite, participando da apresentação.

Tal explosão de solicitações vem demonstrar, de forma contundente, que o problema que abordaremos não se restringe a uma denominação, uma região geográfica ou uma opinião isolada. A magia evangélica invadiu igrejas, comunidades, denominações, congressos, vigílias, lares, programas de rádio, televisão, jornais, e hoje a confusão que reina faz estarrecer até o mais cético dos escatologistas.

Parece-nos que o tão proclamado “reavivamento mundial”, “nova unção”, “despertamento da noiva” e tantos outros títulos que apontavam para uma generalizada conversão maciça da população nacional e mundial, deu lugar ao que é chamado de “A Grande Apostasia do Fim dos Tempos”, prenunciada por Paulo em suas epístolas pastorais.

Quero estabelecer alguns limites importantes a esta palestra.

Ela é apenas uma palestra, e não um tratado, uma tese, um livro, um artigo doutrinário ou um curso. Pode ser que no futuro venhamos a concentrar esforços no sentido de recolher material e efetuar análises exaustivas, preparando algo que cubra um tratado, uma tese ou um livro. Esta palestra não pretende ser mais que uma palestra de um pastor de igreja batista tradicional local, com uma linguagem simples, de cunho pastoral, visando alertar  o rebanho de Deus a ele confiado quanto as modernas manifestações estranhas no dito “mundo evangélico”.

Há um farto material referencial, espalhado em centenas de links pela internet, dos mais variados teólogos e articulistas cristãos ou seculares, cujo conteúdo deve ser criteriosamente lido e analisado, e não pretendemos, com esta palestra, servir de material exaustivo sobre a matéria, senão uma breve análise elementar dos fenômenos neopentecostais modernos, a sua relação e semelhança sincrética com as religiões afro-brasileiras e também com a feitiçaria mundial, apontando referenciais bíblicos na sólida direção da autêntica vontade de Deus e do culto racional, espiritual e bíblico.

Também não é o nosso propósito acusar uma denominação evangélica em particular, uma vez que o fenômeno acontece em muitas denominações por toda a parte, sendo injusta qualquer atribuição de culpa a esta ou aquela denominação.

É importante dizer que, conquanto não acusemos grupos, nossa tese parte da absoluta rejeição do que se conhece hoje por “neopentecostalismo”, um sistema moderno de perversão da igreja cristã, que relê a bíblia sob a ótica da prosperidade como fundamento para a fé e que luta com os demônios como causa única de toda pobreza, doença e problemas humanos. O neo-pentecostalismo tem sido rejeitado de forma ampla pelas denominações cristãs de cunho protestante tradicional, e atualmente também tem sido alvo de críticas dos pentecostais clássicos. O neopentecostalismo tornou-se algo estranho ao evangelho e ao protestantismo.

Nosso propósito é pinçar atos e fatos em cultos de algumas igrejas, filmados e disponibilizados através da internet, que demonstram que, ainda que falem o “evangeliquês”, estão longe de serem de fato, evangélicos. É papel da igreja e dos ministros do Evangelho protegerem o rebanho de Deus das investidas de Satanás, que, não raras vezes, traveste-se de Anjo de Luz, faz sinais e maravilhas, opera milagres e, se possível fora, enganaria aos escolhidos de Cristo. Graças, porém, a Deus, que ainda há quem clame pela verdade original da Palavra de Deus.

Essa é a nossa tentativa, e esse é o nosso esforço.

I – CONCEITOS E DIVISÕES CRISTÃS

Há muitas classificações do atual “mundo evangélico” pelos analistas de história da igreja e professores de teologia. A cada dia surgem ramificações em grupos pré-existentes e, não raras vezes, desatualizam nossas tabelas.

Proponho uma tabela que atualiza em um quadro o mundo cristão evangélico e o mundo carismático. Classificaríamos as denominações e grupos da seguinte maneira:

· FUNDAMENTALISTAS – São aqueles que interpretam a Bíblia de forma literal e não aceitam quaisquer outras alternativas. São inimigos de todas as outras ramificações cristãs. Consideram-se a continuidade da Reforma Protestante. Sem nos atermos em sua formação histórica, são críticos das versões modernas da tradução da bíblia e do uso de determinados textos gregos mais populares. São anti-pentecostais, anti-cooperativos, anti-ecumênicos, individualistas e absolutamente rigorosos e independentes. Esse grupo possui nomes, mas também co-existe em igrejas denominacionais separatistas.

· PROTESTANTES (EVANGÉLICOS) TRADICIONAIS – São os “crentes” das denominações evangélicas históricas mais antigas, surgidas na Reforma Protestante ou no tempo dela. São as denominações que deram origem às Missões Modernas e que trouxeram o evangelho ao Brasil. Possuem uma pneumatologia conservadora, não crêem na experiência pentecostal (batismo no Espírito Santo após a conversão, com manifestações visíveis e audíveis de sinais e dons). São estruturados, possuem uma longa história e representam o início de toda igreja cristã evangélica no mundo.

 · PENTECOSTAISSão as denominações evangélicas surgidas após o início do fenômeno Pentecostal, iniciado nos Estados Unidos, em 1906, na famosa Rua Azuza, onde pela primeira vez na história moderna da igreja foram manifestados os modernos “dons de línguas” como provas de batismo com o Espírito Santo. Esse fenômeno atraiu a atenção de crentes ávidos pelo poder de Deus, que, ao presenciarem e admitirem a experiência, originaram novas denominações, seja do zero, seja como facção das antigas. Sua teologia é tradicional, protestante, elaborada, com muita convergência, exceto no que tange à “glossolalia” e ao arminianismo extremado (em alguns casos). Sua liturgia é animada, entusiasmada, e seus cultos são ruidosos, onde todos oram ao mesmo tempo. Estão no Brasil desde 1911, com o início da Assembléia de Deus, em Belém do Pará. São muitas as denominações pentecostais.

· NEOPENTECOSTAISTeologia moderna, surgida do pentecostalismo, que, unindo-se à filosofia do “poder da mente”, passou a explorar a prosperidade como sinal de bênção divina e, em decorrência da fé, a cura de todas as enfermidades. Eles consideram que os demônios estão em toda parte e devem ser expulsos, através de rituais que misturam elementos bíblicos localizados (exemplo: o novelo de lã de Gideão ou os sete mergulhos de Naamã). Eles crêem em rituais especiais para realizar coisas especiais: quebra de maldições, determinar pela fé, desafios para prosperidade financeira, oração em montanhas de Israel, amuletos para trazer sorte, etc. Seu objetivo é criar mega-denominações e tornar seus líderes autênticos semideuses, com poderes extremos, que decretam anos especiais, curas especiais, revelações especiais. Sua teologia é confusa, mística, sem consistência. Parecem-se pentecostais, pois também falam em línguas estranhas e usam elementos pentecostais, mas fogem à ética cristã pentecostal, não são orientados á conversão, mas a terem em Cristo um poderoso realizador de milagres e doador de bênçãos. Raramente se comportam como autênticos crentes, criando, assim, novos caminhos para a salvação, mediante seus líderes e igrejas. São os maiores “evangélicos” do mundo, crescendo a uma proporção fantástica. Suas denominações geralmente são dirigidas por líderes que se auto-intitulam bispos, missionários, apóstolos, etc. Atualmente estão infiltrados em várias denominações tradicionais e pentecostais, que adotam suas práticas esdrúxulas (noite dos empresários, sessão de descarrego, louvor extravagante, nova unção, etc) 

· NEOAPOSTÓLICOSNão satisfeitos com o que tinham, os neopentecostais evoluíram a um passo mais ambicioso ainda: criaram o chamado “mover apostólico”, “poder apostólico”, “evangélico apostólico”. Trata-se de ressuscitar o dom de apóstolo, equiparando a autoridade de seu líder ao da canonicidade de Paulo, João ou Pedro, tornando a palavra deles como inspirada pelo Espírito Santo. São ambiciosos, desejam dominar o país, possuem poder político e estão influenciando grande parte dos neopentecostais declarados e dos infiltrados neopentecostais das demais denominações, que já estão a consagrar também os seus “apóstolos”. Também lutam uns contra outros, buscando dominar um rebanho maior e realizar um apostolado mais poderoso, mais completo.

· CARISMÁTICOS – São os chamados “católicos carismáticos”. Até então um grupo separado dos evangélicos. Contudo, com o império do neopentecostalismo e do neoapostolismo, os carismáticos estão se misturando a eles, com a experiência similar de glossolalia, com canções copiadas dos evangélicos, com uma liturgia praticamente idêntica, mantendo, contudo, o credo católico (dulia, hiperdulia e latria). Crêem em santos, em Santa Maria , na Eucaristia, no Purgatório, mas lêem a bíblia, fazem orações, pregam parecido com os evangélicos e falam em línguas estranhas. A Igreja Católica os mantém sob controle. Canção Nova é a maior expressão atual dos carismáticos. Atualmente os neoapostólicos estão realizando “louvor extravagante” e “horas de louvor e adoração” (Casa de Davi, Mike Shea, Marcos Witt) juntos, e grupos musicais neopentecostais (Diante do Trono) comungam e profetizam vitórias e unidade sem mudanças doutrinárias.

Essa é uma classificação pessoal, que varia de professor a professor, de historiador e sociólogo para outro. Contudo, tem servido de referencial para classificar e auto-classificar a nossa posição dentro do evangelicalismo brasileiro e mundial.

II – NÃO HÁ CRÍTICA AO PENTECOSTALISMO

Nossa posição doutrinária batista, tradicional e cessacionista (posição particular deste pastor) não objetiva nem de longe analisar, criticar ou combater a ramificação pentecostal da Igreja Cristã. Além de não haver tempo hábil, não há motivo para faze-lo, pois, quando há respeito de ambas as partes, pode haver um convívio pacífico, sem que se abra mão de princípios, sem que se negue as diferenças, comungando da convergência e mantendo a separação no que é divergente.

O pentecostalismo é o berço do neopentecostalismo, do neoapostolismo ou apostolicismo, assim como o tradicionalismo é o berço do pentecostalismo. Portanto, não nos cabe analisar aqui o berço e as causas do surgimento. Cabe-nos avaliar o resultado.

Ambos, tradicionais e pentecostais, quando lúcidos e não contaminados com o neopentecostalismo, são unânimes em declarar que tal movimento é falso, é grotesco, é estranho ao evangelho, é engano e engodo de pessoas que querem enriquecer às custas do povo, e seus fenômenos ou são mentirosos, ou produto de treinamento mental, ou ação direta de demônios.

 III – O SINAL DE ALERTA

Dias atrás um abalo císmico foi sentido em São Paulo , vindo de São Vicente, a primeira cidade do Brasil. Algo raro, mas um abalo sísmico apenas. Foi quando uma notícia “evangélica” acendeu o sinal de alerta:

Profecia lançada, profecia cumprida!

Mídia brasileira anuncia tremores de terra 24 horas após liberação de decreto profético estabelecido pelo Apóstolo Renê Terra Nova no útero da Nação

Lilian Bartira

No dia 21 de abril, em Santa Cruz de Cabrália, Apóstolo Renê Terra Nova e congressistas se uniram para reconsagrar o território de Porto Seguro ao Senhor Jesus, entendendo que a partir do solo materno todo o Brasil será atingido com essa demarcação espiritual.

Cinco escunas conduziram cerca de 800 profetas no percurso que foi marcado com intercessões e liberação de palavras proféticas.  Pão, óleo e vinho foram lançados nas águas porto-segurenses como sinal de tomada completa do território brasileiro.

Em Cabrália, outras 500 pessoas já os aguardavam para o segundo momento do ato profético. A fim de estabelecer um memorial eterno de demarcação e posse de um novo Brasil, o Apóstolo Renê Terra Nova fincou uma estaca na primeira faixa de terrra brasileira avistada pelos portugueses.

Contendo óleo de Jerusalém em sua parte interna e a profecia de um outro Brasil em 2008 e rendido aos pés do Senhor em 2010, a estaca foi fincada naquele local ao som de um clamor e de expressões de adoração dos cristãos apaixonados e ansiosos pelo mover de um Brasil diferente.

Pastores de vários estados e representantes da Comunidade Pataxó, dentre eles o Cacique Aruanã testemunharam e se aliaram ao Apóstolo Renê Terra Nova que selou o momento com a palavra de que todo ato profético lançado no mundo espiritual é seguido de um sinal no reino físico num prazo de 24 horas.

No dia seguinte, no púlpito do 9° Congresso de Resgate da Nação, o Apóstolo anunciou o fenômeno císmico que atingiu 5,2 graus na escala Richter e refletido em dezenas de cidades paulistas e em pelo menos quatro outros estados – Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.

O abalo císmico ocorreu a 215 km de São Vicente-SP. A diferença entre o tremor de terça (22/04) e os que ocorrem comumente é de que ele teve uma proporção pouco comum para o território nacional.

O decreto determinado pelo Apóstolo Terra Nova, debaixo dos céus proféticos do útero do Brasil, foi respaldado por Deus e anunciado aos quatro cantos da nação brasileira. Muitos desconhecem a causa do tremor, mas para os congressistas presentes no evento, apenas a resposta de um ato profético.

Pauta para toda a mídia nacional, o terremoto constituiu-se como emblema de um sinal que estabeleceu o “sim” de Deus para um Brasil que se moverá nos dons do Espírito e levará para todas as nações da Terra um avivamento sem precedentes em toda a história. A prova real e concreta de que nasceu em 2008 um novo Brasil.

(Fonte: site do MIR)

O comportamento desse ”apóstolo”, seguido por esses “profetas”, mostra algo incomum entre o culto evangélico-cristão: elementos como DECRETO, ATO PROFÉTICO, ESCUNAS, ÓLEO, PÃO E VINHO DERRAMADOS NAS ÁGUAS, ÓLEO DE JERUSALÉM, ESTACA FINCADA NA PRIMEIRA FAIXA DE TERRA, PRAZO DE 24 HORAS PARA O EFEITO.

Esses elementos todos, juntos e misturados, demonstram terem sido emprestados não do cristianismo, mas das religiões afro-brasileiras, conhecidas como Candomblé, Umbanda, Quimbanda, e dos trabalhos polularmente apelidados de macumbas.

Toda pessoa é livre para exercer sua religião de espiritismo, mistério, misticismo e feitiços. Mas trazer sincreticamente aquelas religiões e aqueles elementos para o ato de culto a Deus, para selar compromissos e pactos com Deus, fazer coisas similares aos trabalhos de macumba e consagrações para orixás, foi realmente estarrecedor.

Gerou então uma garimpagem pelo extenso mundo visual da internet, aliado às múltiplas informações recebidas de amigos, colegas, irmãos, amigos, e inimigos, através de contatos pessoais, através de correspondências, etc.

Limitar-nos-emos à comparação entre o culto do candomblé, da umbanda e da quimbanda, e a similaridade com esse movimento sincretista esparramado, que não apenas faz esses decretos, como desenvolve atividades de exploração espiritual, apelidado jocosamente de RETETÉ. “Vigília do reteté”, “fogo da unção do reteté”, “restauração espiritual”, etc.

IV – OS VÍDEOS

Todos os vídeos selecionados, sejam do Candomblé ou da Umbanda, ou neopentecostais, são de absoluto domínio público, postados em links no site YOUTUBE, à disposição de quem quiser assisti-los. Como esses vídeos não ficam muito tempo no ar, armazenamos seus arquivos em DVD e os numeramos, comentando-os à seguir:

1ª. Série

01 Gira de Umbanda

02 Gira Africano

03 Vigília da Obra de Restauração em Itaquara, Jacarepaguá

04 Vigília Igreja Pentecostal Paz com Deus em Bonsucesso

05 Vigília da Obra da Restauração em Santa Maria

Comentários:

Os vídeos 01 e 02 são cenas de rituais de Umbanda, não são brasileiros, mas seus rituais são similares aos realizados no Brasil.

Os vídeos 03,04 e 05 retratam as chamadas “vigílias do reteté”. Essas vigílias são conhecidas por serem realizadas geralmente às sextas-feiras, com início à meia-noite. São muito populares entre as camadas mais pobres e periféricas das grandes cidades. Geralmente acontecem sem qualquer limite de comportamento, e às vezes coisas estranhas são vistas, como fenômenos paranormais.

Se notarmos com cuidado, a prática do GIRA, que vemos na Umbanda, motivada por demônios e oferecidas a eles, é similar à prática do GIRA nas vigílias filmadas, onde irmãos emocionadamente e descontroladamente rodam, rodam, rodam, até caírem, ou até onde agüentarem. Nota-se também que há mulheres com vestimentas similares às roupas da Umbanda, roupas que não são do uso contínuo, especiais, para o ritual do reteté.

Perguntas para reflexão:

1)    Para que girar?

2)    Será que o  Espírito Santo tornaria a pessoa possessa dEle, como se fosse um demônio possuindo miserável perdido?

3)    Não há como dominar esse fenômeno do rodopio?

4)    Por que os passos que os irmãos dão, juntamente com as irmãs, são similares aos da Umbanda, e também do Carnaval?

5)    Por que o cantor canta e faz voz de quem está a ser esganado?

6)    Onde está na Palavra de Deus que o Criador se manifesta girando os cultuantes?

7)    Que tipo de culto é esse, onde o povo canta, gira, grita e transpira sem parar?

8)    Não seria esse tipo de culto um entretenimento substitutivo aos bailes-funk, aos pagodes e ao próprio Candomblé? Seria isso o tipo de motivação para uma vigília e um culto?

9)    Se alguns ficam tomados “pelo Espírito” e se esse espírito não é Deus, quem seria? Um espírito de anjo? Um demônio?

2ª. Série

06 Gira de Umbanda – Festa da Coroa de Mãe Jandira

07 Culto na Assembléia de Deus em Santa Cruz

08 Vigília do Reteté na Assembléia de Deus

09 Apóstolo Carlos Ribas – Avivamento na Bahia

Perguntas para reflexão:

1)    Por que o salão de cultos tem um guerreiro com espada na mão, pintado na parede?

2)    Por que o cantor está vestido de Pai-de-Santo ou de enfermeiro?

3)    Por que as pessoas giram como se estivessem em transe, sentindo choques e calafrios, e com movimentos idênticos ao da Umbanda?

4)    Por que a vigília do reteté parece uma gira de umbanda, e bem malfeita? Por que aquelas mulheres fazem postura como se estivessem a receber os mesmos espíritos da umbanda?

5)    Por que o Apóstolo Ribas grita tanto? Por que aquelas mulheres estão em histeria? Por que o povo que chacoalha e se contorce, e cai, é considerado “reavivado”, sendo que, no terreiro seria considerado possuído pelo “santo”, e na Bíblia seria considerado endemoninhado? Por que o povo cultiva a loucura generalizada no auditório?

6)    Por que o Apóstolo tem prazer em ir e sugestionar às pessoas que elas devem cair para se levantar espiritualmente? Onde está isso na Bíblia?

7)    Por que esses cultos são tão sincréticos, cheios de espiritismo, rituais, emocionalismo e desajuste emocional?

3ª. Série

10 Umbanda – Umoloco

11 Batismo no Candomblé

12 Série de cenas chocantes, de gente “possuída pelo Espírito Santo”, a manifestar a “unção de animais”, “unção da alegria/unção do riso/nova unção”, “unção da striptease”.

13 Campanha Pega no Tapete de Fogo de Quintino

14 continuação da Campanha Pega no Tapete de Fogo de Quintino

15 idem

Perguntas para reflexão:

01)     Por que o rapaz cai descontrolado, imitando um macaco, e o pastor, ao invés de providenciar socorro, ou expulsar o demônio, realimenta o gracejo e o povo faz dele um palhaço, e ainda consideram tudo como “unção do Espírito Santo”?

02)     Por que o Espírito Santo levaria as pessoas à demência, como aconteceu com esse rapaz?

03)     Por que aquela mulher tira a roupa e grita como uma possuída de espírito imundo ou age pior do que um espírito de Umbanda ou de Candomblé?

04)     Por que a vigília se chama Pegar no Tapete de Fogo? Teria Deus inventado um tapete mágico? Seria um espírito isso?

05)     Por que as pessoas estão vestidas com roupas como um ritual de Candomblé, e rodopiam como no Candomblé?

06)     Por que a mulher grita até perder o fôlego?

07)     Por que as pessoas caem e não são libertadas, mas conduzidas a acalentar essas emoções e espíritos?

08)     Por que uma mulher, no penúltimo vídeo, dança a dança dos orixás?

09)     Por que se tem a impressão de que tornou-se na mesma coisa, uma cerimônia afro-espírita? Por que a letra da música é tão ridícula e sem qualquer significado para ninguém?

10)     Não seria tudo isso uma imitação muito mal feita do batismo do Candomblé?

V – O QUE DIZ A BÍBLIA

Tudo o que vimos foi o resultado do sincretismo religioso, isto é, da mistura entre o sacro e o profano, entre o cristão e o pagão. O fenômeno não é novo, mas o formato e a linguagem sim.

O fenômeno foi combatido por séculos, mediante profetas que instavam com Jerusalém e com Samaria, para que não se misturassem com as nações que o Senhor desarraigava de diante deles. Eles deveriam destruir tudo, e sequer mencionar os seus deuses, não aprender a sua cultura, nem vivenciar a comunhão e intercâmbio de elementos.

Israel falhou. Samaria, a capital do Reino do Norte, foi sitiada e o país desapareceu. Jerusalém falhou. Foi cativa para a Babilônia, voltou para a Palestina e novamente foi destruída.

A Igreja é chamada de Geração Eleita, Israel de Deus, Povo de Propriedade Exclusiva de Deus. A Igreja é o povo que Deus escolheu. E, nessa escolha, escolheu também a sua conduta diante do mundo e do sincretismo religioso:

1)     Deus não é cultuado através de rituais, em locais geográficos ou pela beleza estética. Deus só aceita um culto que seja feito “em espírito e em verdade” (“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”, João 4.23-24). Note que Jesus diz: É NECESSÁRIO (importa). Não é necessária roupa especial. Não são necessários adornos. Não precisa de coreografias e rodopios. Esses rituais são pagãos. A adoração do Pai deve ser espiritual, no íntimo, sem giras ou celebrações delirantes. (“Mas faça-se tudo decentemente e com ordem”, I Coríntios 14.40).

2)     Deus é santo e importa que os seus adoradores também sejam santos, isto é, separados do mundo (do presente século, do pensamento dominante e do culto sincrético-cultural do lugar). Diz a Palavra: “porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo.” (I Pedro 1.16). Também diz:”E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”, Romanos 12.2. Afirmou Deus a Israel algo que plenamente se aplica à Igreja: “ Sucederá, porém, que, se de qualquer maneira te esqueceres de Senhor teu Deus, e se seguires após outros deuses, e os servires, e te encurvares perante eles, testifico hoje contra ti que certamente perecerás. Como as nações que o Senhor vem destruindo diante de vós, assim vós perecereis, por não quererdes ouvir a voz do Senhor vosso Deus.” (Deuteronômio 8.19-20)

3)     Fomos chamados para salgar, não para sermos salgados; iluminar, e não sermos iluminados; conduzir, e não sermos conduzidos; influenciar, e não sermos influenciados. Assim, ao invés de tomar a forma do mundo e cultuar como as religiões pagãs, deveríamos seguir o ensino da Palavra de Deus e cultuar a Deus sem essas magias, feitiçarias e macumbarias. 

4)     O culto a Deus é composto de proclamação da palavra, explicação da mesma, louvores ao Senhor, orações e intercessões e comunhão. Não há lugar para palhaçada e feitiçaria na igreja. Atos como esses não passam de sensualidade e libertinagem, vasão à carne e oportunidade ao pecado, criancice espiritual e brechas para Satanás agir e roubar a atenção, mal testemunho e confusão.

5)     E não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós, porque fizeram todas estas coisas; portanto fui enfadado deles. (Lv 20:23)

6)     Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? (1Co 14:23)

7)     Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. (Gl 5:22)

8)     Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. (1Co 14:26)

9)     E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. (Ap 13:13)

10)   Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria. (Tg 3:13)

11)   A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. (Cl 3:16)

12)   Porém Nadabe e Abiú morreram quando trouxeram fogo estranho perante o Senhor. (Nm 26:61)

CONCLUSÃO

As práticas sincréticas dos neopentecostais, esparramadas pelas diversas denominações cristãs, motivadoras de decretos com implantação e distribuição de objetos e líquidos, a celebração de rituais similares aos das religiões pagãs de quaisquer espécies, as manifestações de possessão espiritual, os descontroles emocionais e a exploração desse misticismo por parte dos cultuantes se chama PECADO, é abominação ao Senhor e deve ser não apenas banido de cultos cristãos, como abominado pela nossa consciência e inteligência.

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem (1Tm 4:16)

Wagner Antonio de Araújo

 OBSERVAÇÕES

Não há tempo hábil, numa palestra e num culto, para o desenvolvimento de tema tão amplo e tão profundo. Sugiro aos que lêem e vêem essa palestra, que procurem aprofundar-se e contribuir para o enriquecimento dos esclarecimentos e que alertem as suas comunidades, para que não vivam sendo presas do Maligno.

Enquanto preparava essa conferência, Satanás se opôs o quanto pôde, buscando-me dissuadir de terminá-la. Recebi um sem-número de e-mails, de pessoas a criticarem a minha atitude, isto é, procurando desmoralizar a minha iniciativa, afirmando que eu estava a trabalhar para Satanás. Pessoas das mais diversas procedências ofenderam-me na minha moral e agrediram-me publicamente. A internet que uso, (AJATO), em dois anos de funcionamento, nunca me dera problema, mas, quando precisei das comunicações finais hoje, para pesquisa e complementação, ela simplesmente parou, e a justificativa no atendimento público era: “decidimos fazer a manutenção no seu bairro até às 20 horas”. Às cinco horas da manhã, depois de passar toda a madrugada a trabalhar no texto e nos vídeos (e há uma seqüência de outros quatro, que não consegui desenvolver o comentário), TODOS OS AZULEJOS da cozinha da minha casa começaram a estralar, ameaçando sair da parede com força e violência. Não estranharia o fato deles caírem, pois são antigos, mas por que TODOS fizeram um barulho generalizado por meia hora, ameaçando cair, e NENHUM caiu, e agora estão todos normais?

Não tenho dúvidas. Satanás está sendo desmascarado, e não ignoro os seus ardis. Seu propósito foi impedir a realização desta palestra. Assim, se você estiver lendo esse texto, é porque a palestra aconteceu e Cristo Jesus me protegeu, e o Espírito Santo deu poder de resistência.

A Deus seja toda a honra, toda a glória, toda a sabedoria, todo o louvor, desde agora e para todo o sempre.

Amém.

MACUMBA EVANGÉLICA

 Wagner Antonio de Araújo

- Palestra apresentada em 18 de junho de 2008 pelo Pastor Wagner Antonio de Araújo no culto intersemanal da Igreja Batista Boas Novas de Osasco SP.

Estas não são coisas de Deus !

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Deturpações do verdadeiro MOVIMENTO PENTECOSTAL:

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Tenho acompanhado desde a minha infância, pastores que oferecem ao povo “diversão”, aqui na minha cidade eles chamam os congressos de “festa da mocidade, festa do círculo de oração, festa das crianças”, com muito cantor e pregador (digo animador de auditório), e ainda assim muitos reclamam que falta “diversão nas igrejas”, enquanto o esgoto da heresia e da politicagem corre a céu aberto dentro das mesmas igrejas.

Participei de cultos onde simplesmente a razão e o bom-censo davam lugar ao “barulho santo” e ao movimento extravagante, tudo em nome do pentecostalismo da rua Azuza. No meio do povo irracional e sem o verdadeiro conhecimento das Escrituras, o que se vê são um bando de gente que vai em busca de emoção e graça (não a graça de Deus), uma graça por parte do animador de auditório (preletor/pregador/pastor).

Certa feita um tal de Marco Feliciano (ainda não era famoso) estava animando o povo em um congresso de jovens (por azar eu estava presente), pra colocar fogo no culto (seria um culto a Deus?), resolveu saltar de cima do altar que media pouco mais de 1,5 metros, aquele ato muito bem pensado, simplesmente arrancou um eco de glória a Deus e aleluia da multidão, dá pra acreditar? Nos tempos dos Apóstolos dava-se Glória a Deus pelos milagres operados (Atos 3.8-9), nos dias de hoje, basta um animador de auditório (palhaço) pular de cima do altar para os espectadores gritarem e pularem no circo, digo, na igreja.

GOSPELE DE OVELHA e Bispo André Santos.

Deus NÃO aprova o CONCUBINATO

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 Conceito - União ilegítima do homem e da mulher.

1 – A concubina entre os hebreus era na maioria das vezes uma escrava comprada de outras nações ou capturada em guerra, ou vendida pelo próprio pai hebreu (venda por um período de tempo, no máximo seis anos), possuíam alguns direitos, por exemplo:

a) o direito de não ser vendida a um povo estrangeiro:

“Se um homem vender sua filha para ser serva, ela não sairá como saem os servos.

Se ela não agradar ao seu senhor, de modo que não se despose com ela, então ele permitirá que seja resgatada; vendê-la a um povo estrangeiro, não o poderá fazer, visto ter usado de dolo para com ela.” Êxodo 21: 7, 8

b) se desposada obter todos direitos de esposa:

“Mas se a desposar com seu filho, fará com ela conforme o direito de filhas.” Êxodo 21: 9

c) direito a sair livre caso não se cumpra os direitos de esposa:

“Se lhe tomar outra, não diminuirá o mantimento daquela, nem o seu vestido, nem o seu direito conjugal.

E se não lhe cumprir estas três obrigações, ela sairá de graça, sem dar dinheiro.” Êxodo 21: 10, 11

d) direito de seus filhos serem reconhecidos como legítimos herdeiros dos bens do pai:

“Se um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem despreza, e ambas lhe tiverem dado filhos, e o filho primogênito for da desprezada, quando fizer herdar a seus filhos o que tiver, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, preferindo-o ao filho da desprezada, que é o primogênito; mas ao filho da aborrecida reconhecerá por primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo quanto tiver, porquanto ele é as primícias da sua força; o direito da primogenitura é dele.” Deuteronômio 21 15-17

2 – No cristianismo o arranjo do concubinato e da poligamia não se manteve, foi substituído pela monogamia:

“É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar;

Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas.” 1 Timóteo 3: 2, 12

in Maluco por Jesus

Idolatria EVANGÉLICA ! Pode ?

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O evangélico é idólatra! Tenho ministrado em alguns grandes congressos e o nível de idolatria assusta. Basta o cantor (ou pregador) ser famoso e pronto, está deflagrado o processo idólatra. Olhinhos brilhando, tietagem, lágrimas, milhares de fotos, celulares brotando do chão, em alguns lugares gritos eufóricos tiram Cristo do foco e assassinam o sagrado.

A mentalidade evangélica do show não é mais novidade – e a idolatria também não – tanto que já não choca, não “escandaliza” ninguém. Já não se respeita o lugar do culto, a ambiência do sagrado, o momento da adoração. O que importa é tirar fotos com o ídolo, abraçar, chorar, entronizar o novo deus do instante.

Os chamados “artistas gospel” adoram isso tudo! Basta ver em seus rostos a expressão de êxtase por estarem na mira dos holofotes. Notei o modus operandi desses deuses de hoje: as mesmas técnicas dos “artistas” seculares em seus shows: “Joga a mão pra cima!” Enquanto o “culto” se desenrola em sua forçada normalidade, o povo tenta esconder sua alarmante ansiedade pelo show, até que chega o momento esperado: “com vocês: o nosso deus!” E o povo… abraça a idolatria em sua mais nefasta expressão – a substituição do Deus verdadeiro pela cópia bizarra do momento.

Eugene Peterson escreveu: “Gostamos dos ídolos porque gostamos secretamente da ilusão de controlá-los. São deuses destituídos de divindade para que nós possamos continuar a ser deuses de nós mesmos. A adoração de ídolos (em todas as dimensões: céu, terra, embaixo da terra) sempre foi o jogo religioso predileto. A adoração de ídolos é o vazio batizado de espiritualidade” Dt. 5. 8-10.

Não preciso lembrar que a idolatria é um pecado que fere profundamente o coração de Deus, preciso? O grande problema na adoração aos ídolos é a inversão teológica que é feita. Passa-se a adorar o objeto criado ao invés do Criador de todas as coisas (Rm. 1.19-23). Alguns estudiosos trabalham com a ideia de que o deus de uma pessoa é aquilo a que ela dedica seu tempo, seus bens e seus talentos; aquilo a que ela se entrega. A ideia teológica dessa linha de pensamento é a de que sempre que alguém, ou algum objeto, ou até mesmo alguma função ocupa o lugar central em nosso coração, mente e intenção, torna-se um ídolo, porque tomou o lugar que pertence a Deus (Mt. 22.37).

Não há problema em gostar do trabalho de alguém, ou mesmo tirar uma foto com ele(a), mas a questão é: dentro do templo? No ambiente do culto? Qual é a intenção em celebrar tão desesperadamente alguém? Em matéria de idolatria, todo cuidado é pouco.

A W Tozer disse: “Um ídolo na mente é tão ofensivo a Deus quanto um ídolo na mão”.

Até mais…

Autor: Alan Brizotti
Fonte: [ Blog do autor ]

DOA EM QUEM DOER: Louvor, Música e Adoração são para o Senhor, e não, para os Cantores (IDOLATRIA manifesta)

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Como músico percebo muito a qualidade dos músicos da igreja, a melodia, a linha de baixo, o riff da guitarra e etc. Sendo assim, também não poderia deixar passar em branco o trabalho dos vocalistas. Enumero aqui alguns problemas com os cantores brasileiros à título de aprimoramento, uma critica construtiva.

Um dos erros mais comuns é a influência. Influência não significa plágio. Influencia é quando um músico admira um outro músico e começa a compor, cantar ou tocar “na linha” do admirado. Aqui, o que vemos é plágio. Todo homem canta igual ao André Valadão, Alex Gonzaga ou Kleber Lucas e toda mulher igual a Ana Paula Valadão, Cassiane ou Aline Barros. É desgastante ouvir plágio.O mundo evangélico precisa de originalidade. Tenha suas influencias, mas cultive seu próprio estilo.

Outro erro muito comum é a postura. A maioria dos cantores evangélicos se comportam como artistas e não como servos. A postura é a de um ídolo e não de um irmão que recebeu um talento. Isso é decisivo para a comunicação do Evangelho através da música. A forma como você conduz seu ministério contagia ou afasta pessoas de Cristo.

Achar que barulho é sinal de relevância. Alguns cantores acham que incitando o povo a fazer barulho, levando-os a histeria coletiva estarão promovendo um mover de Deus. Isso não é verdade. Barulho não é sinal de relevância. Nosso culto precisa ser racional, isso é, lógico. Precisa ser inteligível. A gritaria é extravasar de emoção e não sinal de espiritualidade.

Tratar irmãos e irmãs como fãs. Cantor evangélico não pode alimentar idolatria nas pessoas, mas precisa ser exemplo de simplicidade e serviço. Hoje, as notícias que temos são as piores. cantores que saem do “show” e rumam pro motel com suas fãs, cantores que esnobam as pessoas que querem conversar com eles e por aí à fora.

O erro clássico do cantor evangélico é negociar seu talento. Em nome da fama e do dinheiro ele deixa a gravadora mexer na essência de sua composição e até ditar a composição que ele deve gravar. Alguns chamam isso de profissionalismo, eu chamo de falta de personalidade. Além disso cobram cachês astronômicos para ministrar. Na minha igreja não tem vez… Se quiser, expõe o CD e o que vender, vendeu.

Pois é, esses são apenas alguns dos erros mais comuns entre os cantores evangélicos, existem muitos outros, mas resolvi expôr apenas esses.

E no mais, tudo na mais santa paz!

Márcio de Souza é pastor, escritor e blogueiro conscientizador no Púlpito Cristão

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