Instabilidade Espiritual (?) – Busque a Face do Senhor

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Embora eu me regozije com conversões súbitas, eu tenho sérias suspeitas quanto a essas pessoas repentinamente felizes que nunca parecem ter se entristecido com o próprio pecado. Receio que esses que vêm tão facilmente à sua religião que freqüentemente a perdem completamente com a mesma facilidade. Saulo de Tarso foi convertido subitamente, mas nenhum homem já passou por maior horror de escuridão do que ele, antes que Ananias viesse a ele com palavras de conforto.
Eu gosto do arado profundo.
A raspagem superficial do solo é trabalho pobre. O corte profundo da terra sob a superfície é grandemente necessário. Afinal de contas, os cristãos mais duradouros parecem ser aqueles que viram que o mal interior que neles há é profundo e repugnante, e depois de algum tempo foram levados a ver a glória da mão curativa do Senhor Jesus conforme Ele a estende no Evangelho.

Receio que em muito da religião moderna há uma carência de profundidade em todos os pontos. Eles não tremem profundamente nem se regozijam grandemente. Eles não se desesperam muito, nem acreditam muito. Oh, cuidado com um verniz piedoso! Proteja-se da religião que consiste em colocar uma fina camada de piedade sobre uma pesada massa de carnalidade. Nós precisamos de uma obra contínua no interior. A graça que alcança o centro e afeta o espírito mais interior é a única graça que vale a pena ter.
Para pôr tudo em uma palavra, uma ausência do Espírito Santo é a grande causa da instabilidade religiosa. Cuidado para não confundir excitação com o Espírito Santo ou as suas próprias resoluções com os profundos mecanismos do Espírito de Deus na alma. Tudo aquilo que a natureza pinta, Deus queimará com ferro quente. Qualquer coisa que a natureza põe em funcionamento, Ele fará parar e jogará fora com os trapos. Você precisa nascer de cima, você precisa ter uma nova natureza forjada em você pelo dedo do próprio Deus, já que de todos os seus santos está escrito, “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus.”
Oh, mas, em todos os lugares eu temo que haja uma ausência do Espírito Santo! Há muita coisa vindo de uma moralidade espalhafatosa, superficial, muitos clamores de “Paz, Paz” onde não há nenhuma paz; e muito pouca ansiedade profunda advinda de um exame do coração para ser completamente purificado do pecado. Verdades bem conhecidas e facilmente lembradas são cridas sem serem acompanhadas da devida uma impressão do peso delas; esperanças sem consistência e confianças infundadas são formadas e é isso que faz com que os enganadores sejam tão abundantes e os espetáculos carnais tão comuns.

“Para pôr tudo em uma palavra,uma ausência do Espírito Santo é a grande causa da instabilidade religiosa.”

Fugir (Combater) das Tentações

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Fuja das Tentações, pois somos frágeis !

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Fugir da tentação é melhor que ficar e explorá-la.

2 Timóteo 2:22

“Foge também das paixões da mocidade, e segue a justiça, a fé, o amor, a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor”.

Fervor

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Romanos 10.2

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O fervor deve ser baseado no conhecimento e entendimento.

Romanos 10.2:

“Porque lhes dou testemunho de que têm zelo por Deus, mas não com entendimento.”

Uma das caracteristicas da nossa vida deve ser o fervor.

Romanos 12.11:

“Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor.”

Arrependimento

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2 Coríntios 7:10

“Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar.”

Covardes e/ou Corajosos – O Perfil do Apóstolo Pedro

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Como é tremenda a mudança na vida do apostolo Pedro, de falastrão a sábio, do que nega o Mestre ao que ousadamente se torna um grande pregador e expositor dos planos de Deus aos homens.

Pedro é esse que nos dá exemplo de nossa humanidade, de nossas fragilidades e limitações. Sua jornada com o Mestre, fala a respeito de nossa própria jornada.

Quando observamos este discípulo em suas afirmações, questionamentos e ações tempestivas de seu temperamento sanguíneo, vemos que Pedro era este para quem num instante o Mestre dizia, “foi Deus quem te revelou” para logo em seguida ser repreendido por apresentar ideias que vieram do inferno. (Mateus 16:16)

Podemos ver em Pedro o desejo de seguir os passos de Jesus, como ele mesmo dizia: “estou disposto a morrer por ti ou contigo”, no entanto, nos momentos de provas reais, vacilou, acovardou-se e fugiu da luta e exposição pública. (Mateus 26:69)

Era um homem como nós, de duplo ânimo, inconstante, incapaz de levar os seus compromissos até o fim, como vemos em várias passagens de sua caminhada com Jesus.

Mas num determinado momento da vida deste apóstolo, algo ocorreu e Pedro passou a ser o grande líder da igreja naqueles primeiros passos.

Aquele que havia negado o amigo e Mestre diante do confronto foi quem se levantou e fez uma das maiores exposições do plano eterno de Deus. O homem que se acovardara agora está cheio de ousadia, se expõe sem medo e restrições. Naquele primeiro sermão de Pedro mais de 3 mil pessoas se agregaram à Igreja. (Atos:14)

O que ocorreu com o Pedro para que tal mudança acontecesse? Como podemos ver estas mudanças em nossa própria vida no dia-a-dia? Como podemos viver a vida que Deus, o Pai, propõe para nós? Como vencer o medo, a timidez, o pecado que tão de perto nos cerca?

Como ter um vida constante diante dos homens e na presença de Deus?

O segredo está na experiência pessoal com o Espírito Santo de Deus que agora já não é mais um Deus distante e externo, mas a vida de Deus em nós. O Espírito de Deus passa habitar no nosso ser. Se quisermos viver a vida de Deus temos que ter uma experiência com o Espírito Santo e precisamos de ser cheios Dele. (Atos 2:3)

Foi isso que mudou a vida de Pedro, ele foi cheio do Espírito Santo e deixou de ser o que se acovardava para ser o homem cheio de coragem que Deus usa.

E se pedirmos do seu Espírito, o Pai nos dará.

Trocando idéias – Olgálvaro Bastos Jr. - Aug 7, 2009

Não Existem Super-Heróis

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Leia e reflita sobre como ser submisso e amável com seus líderes, seja em que âmbito for…

Texto Base: 1Rs 19.1 – 13.

Crescemos vendo super-heróis na TV. Eles eram sempre perfeitos, com seus poderes inimagináveis. A humanidade busca homens perfeitos, que nunca erram. Crescemos, contudo, continuamos buscando esses “super-heróis”. Cobramos muito daqueles que são autoridade sobre nós. Chega a ser uma perfeição subumana. Sejam essas pessoas nossos líderes, pastores, chefes, professores, e principalmente, os nossos pais. Não suportamos ou não sabemos lidar com o erro de quem está num patamar acima do nosso em autoridade. Tudo isso, não justifica as falhas, os erros. E não tira a responsabilidade dos erros das pessoas. Existe uma diferença entre o erro moral e erro comportamental (comportamentos que adquirimos ao longo da vida). Mas esta reflexão serve para alertar, para estimular o amor e o perdão e considerar aqueles que são lideres sobre as nossas vidas. Além disso, traz à tona a velha discussão acerca de alguns crentes que saem de suas igrejas devido à alguma decepção.

Lembremo-nos de Elias, profeta de Israel. Na época de Elias, Acabe e Jezabel reinavam em Israel. Baal era o deus adorado por eles. O capítulo 18 do livro de 1 Reis retrata algumas relatos sobre Elias. Ele era um homem de Deus que foi usado de uma forma maravilhosa. Ele também passou por maus momentos, muitas dificuldades. No entanto, ele permaneceu fiel diante de Deus e dos homens. Elias foi arrebatado por Deus, ele não morreu – 2 Rs 2.9. Quando analisamos a história deste homem de Deus, parece que não conseguimos observar erros em sua trajetória, mas ele errou. Nem por isso, sua história deixa de ter sua importância.

Cada um tem seu limite (vs. 1 a 4)
A rainha Jezabel ficou sabendo de tudo o que Elias fez no monte Carmelo com os profetas de Baal. Ela mandou dizer a ele que iria dar o troco. Com muito medo Elias fugiu para Berseba, ele andou aproximadamente 210 km e depois foi ao deserto. Lá ele assentou debaixo de um zimbro (árvore juniperácea), pegou uma sombra e clamou pela morte. Elias afinou para Jezabel. Ele não esperou pacientemente no Senhor. Ele se sentiu só e errou em não confiar em Deus. E Deus em seu amor e compaixão esperou o momento certo para confrontar Elias e mostrar a ele que há sempre um caminho, cuidando dele em amor e zelo.

Muitas vezes cobramos que as pessoas não errem. E quando elas erram não aceitamos e muitas vezes as rejeitamos, tratando-as com indiferença. Pessoas decepcionadas, em muitos casos até desviam-se da fé que professam, ou da igreja que frequentam, por causa dos erros do próximo. Está escrito na Bíblia em Jeremias 17.5: “Maldito o homem que confia no homem”. Achamos muitas vezes que o próximo é perfeito, um super-herói. Outra coisa que acontece é que achamos que os líderes são perfeitos, como super-heróis. Os líderes geralmente são alvo desses atos de insubmissão e rebeldia, ou ainda, retaliação.

Da mesma forma, os pais: alguns magoam com palavras, ficam muito nervosos, fazem diferença entre os filhos. Cobram demais, exigem tudo (estudo, casa, trabalho, irmãos). Além disso, descontam nos filhos os problemas pessoais. Muitos não têm tempo para estar com os filhos, substituindo a companhia dos filhos por outras coisas. Tantas razões levam muito adolescentes e até mesmo jovens dizerem: “Quero outro pai, outra mãe. Não agüento mais meus pais, não quero morar em casa”. Então o ódio, a raiva, o rancor e mágoa tomam conta do coração

Quem também geralmente enfrenta problemas de submissão e respeito à autoridade, são os professores e patrões. Há muita dificuldade por parte de muitos em respeitá-los e até mesmo em amá-los. Contudo, a maior parte das pessoas esquece que esses também erram. Eles são alvos de comentários e atos de julgamento.

Procure considerar (vs. 5 a 8)
Elias, o personagem dessa reflexão, teve seu limite. Deus buscou ajudá-lo no momento de agonia. Deus mostrou paciência, zelo, cuidado e amor para com Elias, ao enviar alimento e direcionamento a ele por diversas vezes, por meio de um anjo.  

Aplicação
Procure compreender os limites dos outros, cada um tem o seu. Entender, considerar, passar por cima reflete o caráter de Deus em nós.

Algumas coisas a considerar:
Busque entender o momento (crise finaceira, problema no trabalho, TPM, pressão, tristeza) das pessoas. Você também erra, porque as autoridades em sua vida não podem errar? Busque considerar a história do próximo (na família, no trabalho etc). Procure enxergar as coisas boas também. Quando consideramos algumas questões para entender o outro, entendemos a linguagem do amor e mudamos nosso parâmetro de cobrança. Não é fácil ser mãe, pai, padrasto, madrasta, líder, pastor, professor, patrão etc.

Perdão e Amor (vs. 9 a 13)
Depois de tudo, Deus ainda fala com Elias. Elias foi para Horebe, foi envidado por Deus. Ele é levado para que Deus se revelasse, e assim voltaria aos momentos de origem do seu ministério como profeta. Deus se revela a Elias através de um ciclo suave. Deus não queria que Elias estivesse na situação difícil eu estava vivendo. O amor e o perdão são marcas fortes na atitude de Deus para com Elias.

Aplicação
“O amor encobre multidões de pecados”. Existem coisas que só o amor e o perdão podem resolver. Encarar, discutir, ódio, rancor, responder mal, não resolve nada. Ame apesar do erro. Líderes, Pai, mãe não deixam de ser seus pais por causa dos erros. Líderes, pastores, professores não deixarão de ser autoridades por causa do erro deles. As autoridades não aguentam tudo, como você também, mesmo que às vezes eles se mostrem super- heróis. Se coloque um minuto no lugar do próximo, e você será um pouco mais compreensivo.
 
Reflita
Como tem sido a minha relação com as autoridades que tenho em minha vida? Será que tenho buscado nas autoridades super-heróis? Seja mais compreensivo, paciente, amoroso, considere algumas coisas. Perdão e amor são atitudes que devem ser presentes na sua relação com as pessoas. A cura para qualquer dor e trauma familiar passa pelo perdão. Os maiores problemas que temos são dentro família e em nosso relacionamentos mais próximo. Se você deseja crescer, busque o perdão como remédio. Faça da mesma forma que Deus fez com Elias, exerça amor e zelo por aquelas pessoas que Deus colocou próximo a você, e que de alguma forma exercem autoridade a vocês.

::Pastor Bruno Barcelar
Integrante da liderança da Rede de Adolescentes da Lagoinha
Contato: (31) 8404-6457 – E-mail: bruno.barcelar@lagoinha.com
Texto adaptado: Redação Atos Hoje.

Sua vida pode naufragar como o Titanic ! ENTREGUE-SE A JESUS CRISTO AGORA MESMO ! Ele é o ÚNICO Senhor que Salva !

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Jesus disse: “Erguei os vossos olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa. O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para a vida eterna.” 

                                       João 4:35 e 36   

  Leia este livreto meditando na situação das pessoas que você conhece e sabe que estão perdidas. Tente entender o que significa estar perdido eternamente.  

Procure compreender o que representa o seu melhor amigo estar em tormentos eternos, onde não há água para refrescar a língua, conforme sentia o rico no inferno. Luc. 16,24. Com este sentimento leia esta mensagem, como um recado de Deus para sua vida.   

O navio mais famoso do mundo foi construído nos estaleiros de Belfat, na Irlanda – entre a primavera de 1909 e maio de 1911. 

No dia 31 de maio de 1911 o navio deslizou do estaleiro da construção Naval White Star Line. Naquele dia de festa um empregado da construtora disse: “Nem mesmo o próprio Deus pode afundar esse navio.” 

A Sra. Albert Caldwell, embarcava no navio quando perguntou a um tripulante: “É verdade que este navio não pode afundar? “ 

O marujo respondeu arrogantemente: “Minha Senhora, nem Deus poderia afundar este navio.” 

A primeira e última viagem partiu de Southampton, da Inglaterra. 

As 12 h do dia 10 de abril de 1912, o Titanic partiu com destino a Nova Iorque, USA. 

No dia seguinte o navio fez uma última parada, ancorado  ao largo da costa da Irlanda, em Queenstown. Lanchas trouxeram para bordo passageiros para sua viagem à eternidade. 

Existem poucas fotos deste histórico embarque, somente o padre Francis M. Browne, tirou algumas fotos de seus companheiros, a maioria deles embarcou para a eternidade. 

O Titanic levava um total de 2.228 pessoas. 

No início do século XX, este navio era o maior objeto móvel manufaturado do mundo. 

Foi na época o navio mais longo já construído, com mais de 4 quadras de comprimento. 

Acomodações para uma tripulação de 860 pessoas e capacidade para 3.500 passageiros. (Capacidade total era 4.360 pessoas.) 

O Titanic pesava 66.000 toneladas. 

Cada máquina de vapor tinha  9 metros de altura e os motores trabalhavam com 50.000 HP de potência. 

Para transportar a âncora do navio foi necessária uma carroça com 20 cavalos. 

Às 23.40h do dia 14 de abril 1912 o vigia Frederick Fleet avistou um Eisberg bem à proa do navio. 

Imediatamente acionou o alarme. O Primeiro oficial William Murdoch, ordenou: ”Invertam a marcha das máquinas.” 

Mas já era tarde demais. Após meio minuto, embora a proa do navio houvesse se desviado da montanha de gelo, ouviu-se um barulho vindo do fundo do navio. O Titanic havia sido ferido de morte. 

Exatamente as 00:05 horas do dia 14 de abril de 1912, – 25 minutos após a colisão, o capitão Edward Smith, ordenou que os barcos salva-vidas fossem arriados, para transportar os passageiros ao mar. 

Às 2,30h ao som do hino “Mais perto quero estar meu Deus de ti,” e  executado pela orquestra de bordo, do maestro Wallace Harthey, o Titanic mergulhou rapidamente para as profundezas do oceano. 

O radiotelegrafista John Philips, que mandou o telegrafista do navio The Californian “calar a boca” quando o avisava que avia Eisberg na proximidade rogou entre soluços: “Deus me perdoe… Deus me perdoe.” 

300 corpos foram recuperados das águas e entregue às famílias, ou sepultadas em um cemitério na costa do Canadá, onde até hoje as sepulturas são cuidadas pela companhia marítima que sucedeu a White Star Line. 

Os demais 1.223 corpos estão sepultadas no túmulo do vasto Oceano Atlântico Norte, junto ao próprio Titanic, a      4. 000 metros de profundidade. 

Certo dia, quando eu estava começando a preparar a mensagem para o culto, a irmã Mônica Kagiva  chegou a Livraria, contou como sua alma ardia em temor, ao testemunhar para um homem estranho dizendo-lhe: “Se eu não lhe falo da graça de Deus, da salvação que você precisa, imagine, você pode cruzar a rua, morrer ali mesmo e irá para o inferno, e eu serei culpada de sua perdição pois eu não lhe falei nada do socorro que Deus, em Jesus pode dar. O Sr. estará eternamente no inferno, e eu que nada lhe falei do Evangelho de Cristo, como ficarei?” 

Ao sentir como o Espírito Santo agiu no coração desta irmã, que sentia o calor do inferno lançando suas chamas sobre aquele homem estranho, senti o dever de falar sobre o grito de Socorro daqueles que naufragaram com seu “Titanic.” 

Entendemos o que representa o grito de uma alma que está afundando para as chamas do inferno? Ouvimos ainda o pedido de SOS dos náufragos que afundam ao nosso lado? 

A grande maioria dos próprios cristãos estão surdos para com os clamores de multidões de pessoas que estão se agarrando nos últimos destroços de seu “Titanic” que afundou. O “Titanic” mais importante é o barquinho de sua existência e a sua família. 

Quem se importa de socorrer a alma que está se agarrando nos últimos destroços de sua vida, antes de afundar?

A maioria dos cristão dorme tranqüilamente, e ainda critica aqueles que querem ajudar a socorrer os náufragos.

Há muitos cristão que sabem do fogo do inferno, sabem do castigo eterno para os perdidos, mas ficam de braços cruzados, nas poltronas confortáveis de suas igrejas. O problema não é a poltrona, é a preguiça espiritual.

O pior é que muitos reclamam quando é requerido algum sacrifício para ajudar aos que estão se afogando.

Segundo a enciclopédia “Brockhaus,”  morreram no naufrágio do Titanic 1500 pessoas. Outros livros dizem que foram 1523 pessoas. Isso significa que, mais de 1500 pessoas clamaram por socorro depois do naufrágio, na noite escura, nas águas geladas do Atlântico Norte. 

O dia 15 de Abril de 1912 amanheceu com uma frota de botes salva-vidas dispersos, com 705 sobreviventes do Titanic.

Todos os demais flutuavam no lugar do naufrágio, agarrados em pedaços de madeira, uns ainda com vida, outros já mortos.

Um dos navios mais próximos do naufrágio do Titanic, na noite da tragédia,  foi o S.S. Carpathia, da Cunard  Line.

Demorou algumas horas para chegar até o lugar onde os últimos sobreviventes estavam se batendo nas águas geladas.

Muitas vezes já é tarde quando chegamos à casa, ao hospital, ou ao lugar do acidente para socorrer as pessoas que estão morrendo sem Deus.

Mas, em alguns casos as pessoas estão gritando por socorro, ao nosso lado na igreja, na família e na vizinhança, mas existe alguém que quer e pode ajudar aos que estão agarrados nos últimos destroços de sua existência?

O Titanic zarpou  sem Deus e naufragou!

Muitos saíram com sonhos altos, como o filho pródigo, mas em plena viagem da festa, afundaram como o “Titanic”.

Saíram da casa do Pai. Levaram sua herança para o mundo sem Deus.

Viveram felizes até que seu “Titanic”  afundou na lama do sexo, da droga, do fumo e do álcool.

O “Titanic” da vida fácil naufragou!

O CD de Fábio e Ricardo, narra a história de Maria:

Ela saiu de casa, foi trabalhar na cidade. O salário era pouco, então descobriu que vender o corpo na prostituição seria uma saída fácil.

Até que grávida, sozinha e perdida, estava gritando por socorro.

Foi nesta miséria que Deus ainda achou uma saída e salvação para sua alma.

Quantas “Marias” estão se afogando e não há quem lhes estenda a mão.

Com certeza, a criança cresceu, e a solução que Deus lhe deu, ainda trouxe muitas dores e mágoas para ela.

Mas, o socorro de Deus existe e a vida pode ser refeita.

Procure ajuda quando o seu “Titanic” está afundando.

Os “Titanics”  da vida fácil estão afundando mais e mais pela Aids.

Um pastor amigo, socorreu uma jovem, entregou a vida da jovem em oração ao Senhor; carregou a moça algumas vezes ao hospital e logo a jovem morreu, mas sua alma foi salva, no último momento. O pastor ainda levou sua alma aos braços de Jesus.

O que vamos presenciar nos próximos anos pode ser horrível! A revista Veja publicou um relato dos sepultamentos das pessoas que estão morrendo de Aids, na África. Caixões são vendidos como se vende gás em nossas cidades.

Em alguns vilarejos, funerárias vendem milhares de caixões por mês, pois a Adis, está exterminando o povo.

Este é o nosso mundo. Esta é a água gelada onde um “Titanic” após o outro, está naufragando.

Segundo informações extra-oficiais, em uma universidade do PR, foi feita uma campanha para doação sangue. 70% dos alunos cooperaram, mas em 30% do sangue foi constado Aids.

O que vamos  fazer?   A vida de muitos jovens já está com o “casco do Titanic” quebrado.

Já não há mais como reverter o quadro para milhares de pessoas. Mas, podemos ainda lhes falar do único barco salva-vidas no qual ainda devem embarcar, antes que cheguem ao inferno.

O Pastor batista John Harper, segundo o Livro: “Titanic o naufrágio da Soberba” de Arlindo Alves (pg.67) foi visto ainda na última noite antes do naufrágio evangelizando um jovem.

Enquanto outros se divertiam com danças e bebidas fortes, o pastor ouvia o grito da alma do jovem, que estava vivendo sua última chance de salvação.

Segundo o mesmo livro (pg 69) o pastor Harper, ao ouvir o alarme do naufrágio, tomou sua filha Nana que estava com ele, entregou-a a um capitão do convés, com ordens para colocá-la num barco salva-vidas.

(Nana, a filha do pastor, foi resgatada, mandada de volta à Escócia, onde cresceu, casou-se com um pastor, e dedicou toda sua vida ao Senhor a quem seu pai tinha servido.)

O pastor, depois de entregar sua filha, foi socorrer os outros.

Logo o Titanic deslizou para as profundezas do oceano, centenas de pessoas ficaram a se debater nas águas geladas, buscando agarrar-se a qualquer coisa que flutuasse, entre elas estava o pastor John Harper.

A sobrevivente Eva Hart, descrevendo a cena que presenciou afirmou: “O som das pessoas se afogando é algo que não posso descrever…”

O pastor Harper que lutava com as ondas para se manter vivo, vendo se aproximar dele um homem agarrado a uma tábua, gritou-lhe: Você é salvo?” Ante a resposta negativa, retrucou-lhe: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.” Nesse momento a correnteza arrastou o homem para a escuridão. Instantes depois, voltaram a se reencontrar, e Harper, que já estava prestes a se afogar, indagou-lhe novamente: “Você é salvo? “ Outra vez a resposta foi “Não”. E Harper voltou a repetir-lhe: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.”

Não houve tempo para mais nada. Exausto, Harper escorregou do objeto que segurava e afundou, indo ao encontro do Senhor. 

O “Titanic” da vida sem Deus afundou!

O comunismo queria eliminar o cristianismo do mundo. Mas, a Cortina de Ferro caiu, e o Muro da Vergonha foi derrubado.

Caíram as teorias de Karl Max. A fúria de Lenin e do comunismo deixou somente os “náufragos” em terror e pobreza, matando milhões de seres humanos.

Adolf Hitler queria eliminar os judeus e também os cristãos, deixou o “Titanic”  Alemanha no fundo do mar e seu povo clamando por socorro.

Morreram 51 milhões de pessoas, durante a II Guerra Mundial.

Assim acontece com todos aqueles que viajam sem Deus e sem Jesus. Minha avó, nascida em Berlim, que viveu nos dias do naufrágio do Titanic, contava que no Titanic havia um cartaz que dizia: “Viajamos sem Deus e também não precisamos de Jesus.”

O Titanic que zarpou do porto de Southampton na Inglaterra, sem Deus e sem Jesus, matou 1523 pessoas e deixou centenas de pessoas gritando por socorro nas águas geladas, no meio do oceano.

Será simplesmente sem efeito um governante iniciar seu governo sem Deus e sem Jesus?

Será sem efeito um empresário construir sua fábrica ou empresa sem Deus e sem Jesus? 

Será possível conduzir sem tragédia o “Titanic” sem Deus, e sem Jesus, onde dezenas, ou até milhares de pessoas trabalham duramente para manter o barquinho de suas famílias?

Um homem rico de São Paulo, dono de uma grande fábrica, dizia: “Meu deus é o meu dinheiro. Eu não preciso de Deus.”

Alguns dias depois perdeu sua fábrica e ficou sem nada. Onde ficou o seu deus quando toda a sua riqueza derreteu da noite para o dia?

Você talvez está boiando nas águas geladas depois do naufrágio de sua vida sem Deus? Clame por socorro enquanto ainda há tempo.

Peça ajuda!  Aceite o socorro de Deus quando o seu “Titanic” afundar.

O Titanic do crente desviado afundou!

Temos em nossos dias incontáveis  “Titanics” de ex-crentes no fundo do mar, e os ex-irmãos estão clamando por socorro no mar gelado da vida sem Deus. Milhares  de crentes  saíram de suas igrejas, sem Deus, sem Jesus e sem o Espírito Santo.

Muitos deles estão lutando agarrados aos últimos destroços de sua existência.

Alguns já não têm coragem de pedir socorro, nem para seus amigos, e até não possuem mais a coragem de pedir ajuda para Deus.

Lembro de meu amigo, filho de um pastor muito importante, este homem de Deus abriu a porta para o mundo diante de minha vida.

O jovem, aos 18 anos de idade, era o tradutor deu seu próprio pai no púlpito da igreja.

Quando passávamos o domingo juntos, o moço brincava de repórter, fazendo simulações de reportagens, com seu gravador, que na época era algo fantástico. Mas, quando retornou com seus pais para Alemanha, desviou-se dos caminhos de Deus. Tornou-se um solitário que trouxe muito sofrimento ao seu velho pai.

Na última visita a seu pai na Alemanha, o idoso homem disse-me na despedida: “Mário, ore pelo meu filho R.”

Este jovem poderia ser um grande instrumento nas mãos de Deus.

Quando zarpou para uma vida sem Deus, levou ao fundo do mar todos as grandes possibilidades que Deus lhe havia dado pelo nome que seu pai lhe havia deixado.

Você é um ex-crente?  Um ex-irmão da família de fé? 

O seu “Titanic” afundou chocado contra os icesbergs que existem nas fileiras da igreja?

Você quebrou sua fé, sua confiança e seu amor, no choque com um irmão, talvez com o pastor de sua igreja?

Há muitos anos atrás um médico de Curitiba disse-me: “Fazem 8 anos que me desviei de minha igreja.”

O motivo do naufrágio de seu barquinho  de fé foi um desentendimento com o diretor do Hospital, e membro de sua igreja.

Por um saquinho com pedras de gelo, o diretor do hospital, ofendeu seu irmão de fé, seu colega médico da clínica em Belém do Pará. Foi num domingo de muito calor, por algumas pedrinhas de gelo.

O gelo já derreteu há muitos anos, mas o “Titanic” de um médico missionário afundou pela ofensa de seu irmão, diretor do hospital.

Quando o médico concluiu sua triste história, eu estava deitado em sua clínica tomando soro. Levantei-me com todo esforço e disse: “Dr., algum dia o Senhor nosso Deus vai dizer: “Filhos, acabou o jardim de infância. Venham todos para casa.  Eu somente espero que não tenhamos nada de que nos envergonhar quando ele mandar guardar os “brinquedos” de nossa vida.”

Há terríveis brigas entre grandes homens por “brinquedos”.

Grandes homens e grandes mulheres afundam com toda sua existência, porque se chocaram com “icebergs” nas mais insignificantes questões da vida.

Seu “Titanic”, digo a sua vida espiritual, afundou por grandes ou pequenas ofensas?  Talvez pela ofensa do pastor Mário Hort? 

Todos nós somos falhos, tropeçamos, na luta pisamos nos “dedos” de nossos mais queridos irmãos, e eles nos nossos.

Se você foi atingido por algum destes icebergs, chame por socorro!

Se você foi ferido por um pecado ou por algum irmão, peça ajuda de Deus e de seus irmãos.

Se você está se afogando em pequenos “copos de água” ou em grandes oceanos, o inferno tem a mesma temperatura para crentes com razão, como para o maior ladrão.

Volte para casa de seu Pai Celestial e de sua igreja, antes que seja tarde demais.

O “Titanic” de sua família afundou?

Como eu gostaria de ignorar este capitulo de nosso tema! Até a lembrança desta página da vida já nos entristece.

Como seria agradável saber que todas as famílias do mundo estão viajando em plena paz e segurança.

Se ao menos fosse assim, que todas as famílias cristãs estivessem em plena paz e segurança.

Infelizmente o “Titanic”  de muitas famílias afundou, e os familiares estão agarrados em destroços da família, prestes a afundar.

Muitos casais se desentenderam por “objetos da caixa de brinquedos”   do jardim de infância, mas quando já têm cabelos grisalhos, estão dormindo em quartos separados, ou em hotéis  solitários.

Você está vivendo os momentos após o naufrágio de seu “Titanic” familiar?

Seu casamento desabou? 

Seus familiares estão esparramados na casa de pais e parentes, agarrados nos últimos destroços daquilo que era tudo o que vocês, sonhavam?

Ou você está percebendo o seu barquinho familiar ir a pique dia após dia?

Tempos atrás recebemos uma carta de Juiz de Fora – MG  que dizia:

“Trabalho entre muitos funcionários numa metalúrgica de Juiz de Fora.

Notei um rapaz que havia se separado de sua esposa. Foi ele quem tomou esta decisão. Apesar disso, podia-se perceber a grande tristeza estampada em seu rosto, pois foi ele o causador da separação, e no fundo do coração ele amava a sua esposa.

Como nós viajávamos no mesmo ônibus da firma, foi possível observá-lo.

Comecei a orar por ele, para que o Senhor Jesus me desse forças para consertar o erro que ele havia cometido, e pedi graça ao Senhor para aproximar-me dele.

Eu tinha em casa alguns exemplares da revista Ecos da Liberdade nº 49, em cuja capa trás um casal de noivos e no seu interior mensagens maravilhosas para casais.

Orei a Deus e quando ele  passou por mim no ônibus, entreguei-lhe um exemplar dizendo:” Márcio, leia este folheto com muita atenção e medite, ele vai te ajudar muito.”

Ele tomou agradecido e “devorou” a leitura.

No outro dia levou a revista para a esposa de quem estava separado. Alguns dias depois, eu voltava do culto, quando contemplei os dois passeando juntos com alegria no rosto.”     A. D.

Por que você não clama por socorro?  Por que não busca o auxílio do Altíssimo?

Muitas famílias foram resgatadas do inferno, justamente porque suas famílias caíram em ruínas.

Deus é o grande artista que faz dos troncos mais exóticos, a escultura de sua obra da arte de sua misericórdia.

O nosso Deus de amor parece passear pelas praias da vida à procura dos “troncos” expulsos pelas ondas do mar.

Ele, Deus, toma os “troncos”  rejeitados, considerados pelos homens próprios somente para o fogo, mas Ele os leva para sua oficina de escultura, e faz deles a mais bela obra de arte.

O testemunho de várias pessoas que Cristo resgatou depois que seu “Titanic” familiar naufragou, é muito dramático, nem todos podem ser relatados.

Quero lhes apresentar uma história de um jovem que foi resgatado, depois que sua família e tudo o que sonhava afundou:

Será ocultado o nome do jovem pois combinei de que ele me apresentasse sua família, sua esposa e filhos depois de 20 anos, se eu e ele estivermos vivos.

O jovem chegou ao meu escritório desesperado, vendo como única saída o fim de sua vida, pois nada mais lhe restava de esperança.

Ele tinha sido recebido em um orfanato, quando já estava quase morto de fome.

Quando cresceu teve negadas as oportunidades de ser adotado por importantes famílias, inclusive um cônsul queria sua adoção.

No dia em que me procurou ele dizia que já foi crente, abandonou sua fé, e não conseguia mais crer em nada.

Ele lembrava de um erro que cometeu, e achava que jamais Deus lhe perdoaria.

Sentado em nosso escritório chorava inconsolavelmente, pelo seu erro.

Quando eu também não mais sabia como achar consolo e saída para sua vida profetizei para o jovem dizendo:      “Jovem, vamos entregar sua vida agora novamente ao Senhor Jesus. Ele vai perdoar toda sua culpa que você sente sobre sua vida.

Vejo que você é sincero porque confessa claramente os seus erros.”

Depois de entregar o caminho do jovem ao Senhor disse: “Jovem, se eu estiver vivo daqui ha 20 anos, você terá 38 anos de idade e eu 68.

Quero que você venha me visitar com sua esposa e filhos.”  Pois Deus vai cuidar de sua vida e achar uma família para você.

Alguns anos depois da visita do jovem, preparando esta mensagem, recebi uma carta que dizia:

“Querido pastor Mário Hort. Há três anos atrás tive uma longa conversa com o Sr.

Depois daquela conversa comecei a ser dirigido por Deus.

Trabalhei lavando piscinas para ganhar dinheiro.

Lembro como um dia de calor, perambulando pela cidade,  sem rumo e sem onde inclinar a cabeça, uma senhora procurou o meu trabalho e me convidou para ir a um jantar do Ano Novo.

Eu não tinha roupa, nem calçado, mas ela disse: ‘Vem, o importante é participar.’  Então fui e a Sra. me deu um presente. Com o dinheiro na mão corri para a rodoviária para comprar uma passagem à Curitiba.

Sem rumo procurei emprego, mas ninguém queria me aceitar pois eu era menor de idade. Até que conheci uma Sra. que me deu socorro e me hospedou. Fui orando e pedindo a graça de Deus. Hoje dou graças a Deus porque constituí aquilo que o pastor falou para mim naquele dia.

Conheci uma jovem. Ela é cristã e de muita oração. Então Deus preparou tudo.

Comecei a trabalhar em uma igreja da capital. Gostaram muito de mim e disseram que iriam me ajudar.

Pouco tempo depois noivamos, e oito meses depois casamos. Recebi tudo, festa de casamento, tudo, tudo. Aleluia!

Hoje sou servo de Deus. Prego a Palavra de Deus em grandes e pequenos congressos. Deus me levantou.

No último dia 31 de julho 99, nasceu o meu primeiro filho.

Quero agradecer de coração por sua ajuda naquele dia. Estou pronto para testemunhar em sua igreja em M.C.Rondon.”  C.A.D.

Como o jovem colocou seu número de telefone na carta, telefonei imediatamente para falar com o moço.

Sua esposa atendeu o telefone e disse: “Sim é aqui que C. está. Um momento.”

Quando C. chegou ao telefone, disse: “Justamente estou trocando as fraldas de meu filho.”

Este foi um dos sobreviventes de um “Titanic” que foi resgatado das águas pelo orfanato.

Quando depois em sua adolescência  foi novamente jogado na rua, no último momento foi socorrido por Deus, quando pediu ajuda em oração.

Eu não pude fazer nada por ele. Mas o levei em oração ao Senhor Jesus.

Jesus primeiro lavou seu coração do pecado que o separava de Deus.

Depois de algumas provas, ele já está vivendo os primeiros passos de uma caminhada nos fortes braços do Bom Pastor.

Alguns momentos depois de transcrever a carta do jovem C. A. D.,  tocou o telefone, e era o irmão B. de Nova Prata, RS.

Não posso deixar de relatar o socorro que Deus conseguiu depois de afundar o “Titanic” de sua família.

B. saiu de sua casa e ninguém sabia ao certo onde ele estava.

Muitos anos depois da separação, a esposa chegou a um culto em M. C.Rondon, como visitante desconhecida.

Mais tarde aceitou a graça em Cristo e passou a servir ao Senhor com todo seu coração.

Passaram-se 20 anos desde que a Sra. e seu filho não tinham visto seu pai.

Certo dia um homem bem vestido e muito gentil chegou ao meu escritório.

Assim dizia o estranho visitante: “Pastor, o que fizeram com minha esposa e meu filho? Encontrei duas pessoas completamente transformadas.

Que moço educado é meu filho e como ficou diferente minha ex-esposa. Ouço seus cultos pela rádio e quero saber mais sobre o que tem a me dizer.”

Não é fácil retirar o “Titanic” de uma família naufragada há 20 anos.

B. queria saber o que ele deveria fazer agora depois de tantos anos de conflitos de sua vida.

O único conselho que pude lhe dar, foi aquele que eu havia dado a sua esposa e filho: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais o Senhor fará.” Sal.37,5

Foi isso que também G.B. fez. Quando falamos ao  telefone, preparando este seu testemunho ele disse: “Pastor, pode dizer a todos que a partir daquele dia a minha vida começou a mudar. Ainda não alcancei tudo quanto desejo pela fé. Mas, creio que vamos chegar lá.”

Nem sempre é possível retirar o  “Titanic” de uma família arruinada do “fundo do mar.”

Mas, aquele que clama por socorro pode salvar a sua alma da morte e do inferno.

Quem é resgatado, mesmo depois do naufrágio de sua família, pode reconstruir uma vida guiada pelo Espírito Santo, onde o Senhor dia a dia, fará o que é melhor para a sua vida.

Quem deseja sair conosco para buscar os náufragos?

Quando estou sobre a pequena sacada de nosso apartamento pastoral, vejo os telhados do salão social e do templo, mas meus olhos espirituais vêem uma longa história de resgate de pessoas, que já se aproxima para o final de três décadas.

Olhando para tudo o que nos uniu em M. C. Rondon nestes, quase 30 anos, vi a coragem daqueles que conosco foram resgatar os perdidos no “oceano” do pecado.

Muitas vezes temo que venhamos a perder o ânimo e a coragem de para sair sempre mais uma vez, e mesmo depois de estar exaustos, retomar mais novas iniciativas de salvamento, para os que estão agarrados aos últimos destroços de sua existência, à beira da morte.

Naquela noite lembrei de uma antiga história que durante muitos anos nos impeliu a sair, sair e sair sempre novamente para resgatar pessoas:

Há mais um homem morrendo lá fora.

Foi numa noite de forte tempestade, o mar agitado lançou um navio sobre as rochas e a tripulação esperava agonizada a morte certa.

A fúria do mar aumentava, e além de tudo, a noite chegava rapidamente.

Um bote de salva-vidas, com homens corajosos, apareceu e salvou os homens que já tinham perdido toda esperança.

Quando o bote de salva-vidas chegou à praia, João Holden gritou perguntando se todos foram salvos, e a resposta foi: “Todos, menos um homem.”

“E por que não o trouxeram?”

Os homens responderam: “Teríamos colocado em risco a vida de todos, por este motivo o deixamos sobre o navio encalhado.”

Então João disse: “Todos os homens que trabalharam no resgate estão exaustos, quem dos outros quer ir comigo para buscar aquele homem que ficou no navio?”

Seis homens fortes se prontificaram, mas neste mesmo instante veio a mãe de João, agarrou-se ao pescoço de seu filho e disse: “João não vá. Seu pai foi tragado pelas águas enfurecidas, e faz dois anos que seu irmão Guilherme embarcou e nunca mais foi visto. Você é o meu único filho em quem posso confiar e que pode me sustentar. Quem cuidará de mim, se as ondas irão engolir também você?”

João arrancou as mãos de sua mãe de seu pescoço e disse: “ Mãe, há um homem morrendo lá fora. Eu devo ir. Se o mar me tragar, Deus cuidará da Sra., estou certo disso.”

Beijou sua mãe e foi, juntamente com os demais homens para a escuridão da noite.

Encontraram o homem, ainda agarrado no navio, conseguiram tirá-lo e voltaram com ele.

Ao aproximar-se da praia, João Holden gritou: “Salvamos o homem, e digam a minha mãe, que ele é o meu irmão Guilherme.”

Entendemos o nosso compromisso de buscar aquele homem que está morrendo lá fora?

Sabemos o que representa a vida e a alma de um homem que é nosso irmão?

Temos ainda sentimentos por aquele homem estranho que está morrendo lá fora?

Ou estamos apenas preocupados com nosso bem-estar e nossa segurança, não nos importando por aqueles que estão morrendo lá fora?

Quem está disposto a sair conosco para salvar as pessoas que não podem sair das águas geladas sem que alguém lhes estenda a mão?

Quem está disposto a arriscar sua vida para salvar outros?

Quem está disposto a sacrificar sua segurança, sua tranqüilidade, seu bem-estar e colocar em jogo a sua vida no resgate de outros?

Segundo o filme “O Titanic” a Sra Rose, uma sobrevivente encontrada pelo produtor do filme disse:

“Quando o Titanic afundou, 1500 pessoas caíram no mar. Havia 20 barcos nas proximidades do naufrágio, somente um único (O Carpathia)  voltou para socorrer os náufragos.

Os 19 navios se evadiram do lugar e não prestaram socorro às 1500 pessoas que, em sua maioria morreram congeladas, boiando em seus salva-vidas.

Milhões de cristão são omissos para com os “náufragos” que morrem sem Deus e sem Jesus.

Que será daqueles que enterraram seus dons e talentos e não os usaram para resgatar os perdidos?

Que será daqueles que simplesmente tinham muitas ocupações e não foram ajudar os perdidos?

Que será daqueles que simplesmente não fizeram nada pelos perdidos?

O capitão de um navio não socorreu as vítimas de um naufrágio, pois queria vender suas mercadorias. (não sei se foi um dos 19 navios que se evadiram do lugar da tragédia)  O capitão foi levado ao tribunal e condenado à prisão.

Lamentando, ele se desculpava dizendo: “Sr. juiz, eu não fiz nada de mal. Por que sou condenado?” O juiz respondeu: “É exatamente por que o Sr. não fez nada, por este motivo é condenado.”

A omissão do crente que não quer ajudar no serviço de salvamento, é crime contra o irmão que está morrendo lá fora. 

Segundo o filme, a Sra. Rose disse que foram salvos somente 6 pessoas, (entre estas estava Rose) entre as 1500 que caíram no mar. Tudo porque o socorro chegou tarde demais. As águas geladas mataram os sobreviventes nas águas do Atlântico Norte.

Não estamos falando apenas em visitar os cultos e estudos bíblicos.

Não nos referimos apenas à fidelidade nos dízimos e nas ofertas que devemos oferecer para a evangelização.

Não falamos apenas em testemunhos esporádicos que todos nós damos do amor de Deus.

Estamos convidando você para tudo isso e muito mais, para formar uma equipe de SALVA-VIDAS  das almas que estão gritando por socorro.

Estamos convidando para um trabalho de resgate de pessoas que estão a poucos passos do inferno.

Estamos convidando para investir seu corpo e sua alma no resgate de nossos irmãos que estão morrendo lá fora.

Seu irmão está morrendo lá fora.

Muitos que hoje são chamados de irmãos, ainda há  alguns anos estavam morrendo lá fora no pecado.

Muitos deles navegavam cantando e dançando para o inferno, nunca pensaram em pedir socorro, pois não sabiam que seu “Titanic”  navegava para o inferno.

Quero relatar alguns breves testemunhos de pessoas, que eram nossos irmãos, mas ainda estavam lá fora e precisavam de nosso socorro.

Alguns deles viviam muito bem, sem preocupação; sentados em confortáveis poltronas. Mas, caindo no precipício do inferno:

Narci e Hilaine Mensch

Creio que uma das pessoas que mais transmite alegria é  Hilaine Mensch.

Ela sabe sorrir e traz felicidade onde quer que esteja. Assim ela foi antes de sua conversão a Cristo, e assim é depois. Mas, o casal estava mergulhando no abismo da eterna separação de Deus, em viagem com festa a todo vapor.

Certo dia Hilaine encontrou a salvação em Cristo.  Algum tempo depois também o esposo foi achado pela graça de Deus.

Mas, tudo começou quando um dia, um de seus filhos chegou à Hedwich Tierling e disse: “Tia, você não pode me dizer onde existe uma benzedeira, que possa me ajudar, pois eu preciso de ajuda.” Hedwich Tierling lhe disse: “Jovem você precisa é de uma igreja. Procure um pastor, fale com ele. Deus pode lhe ajudar.”

Este jovem ainda não foi resgatado, mas seus pais foram salvos, não por uma feiticeira, mas pelo amor de Deus.

Naqueles dias a família Mensch era estranha e nada significava para nós. Mas, já imaginaram o que aconteceria entre a igreja, se alguém hoje dissesse que o Narci e a Hilaine estão lá fora sobre um navio encalhado?

Ivo e Sônia Scheitel

Quem sabia onde estava Ivo e sua esposa Sônia há  alguns anos atrás?

Jamais alguém imaginava que ele seria o nosso irmão. Algumas vezes sua esposa chegava ao meu escritório. Chorava amargamente. Tremíamos juntos, pois percebíamos claramente que o “Titanic” da família já estava afundado.

Quando telefonei para o Ivo, perguntando se poderia relatar seu testemunho, eu queria saber também quando foi que sua vida foi resgatada. Ele disse: “Foi no dia 29 de setembro, há dois ou três anos atrás.” E disse mais:  “Pastor, pode contar tudo de minha vida.” Hoje ele é nosso irmão, pois alguém lhe estendeu a mão. Cristo lhe estendeu a mão e a família Scheitel pôde ser resgatada das águas que os arrastavam para o inferno.

Famílias Gruber

Arci Pfeifer trabalhava na casa de Olinda Kurz, irmã de Hulda Gruber. A jovem gostava de cantar e convidou a família para os cultos.

A vovó, Ana Sapka, foi a primeira a ser resgatada por Cristo.

Elizane, a neta de Ana, foi a segunda a aceitar a Cristo. Elizane é hoje a esposa do pastor Günter Müller, converteu-se certa noite no velho fusquinha da Igreja, em frente a casa, quando a levamos para casa, pois ela era muito jovem.

Também o pai, Albino e sua esposa Hulda Gruber  foram resgatados pelo braço forte de Jesus. Naquela época Albino estava prestes a naufragar pela bebida alcoólica.

Os três filhos homens: Nahor, Aleri e Norli, também foram resgatados pelo forte braço do Salvador, como também a filha caçula, Nirvane.

No dia do falecimento de João Pedro o genro, Jair Triches queria ir para o baile. Mas, foi convidado para o culto, pois dizia seu amigo Aleri: “Faleceu meu amigo João Pedro. Ele bebia.” Este curto convite mudou o rumo da vida do jovem. 

Jair não foi para o baile, mas chegou à igreja. Sua vida foi resgatada no domingo, depois do sepultamento do jovem pai, João Pedro Albino.

Uma grande árvore genealógica foi resgatada pelo cântico  alegre de Arci Pfeifer e os constantes convites para os cultos.

 Ismael e Amália Morosov   

Quem sabia que Ismael Morosov estava morrendo lá fora, sendo tragado pelas ondas da cerveja? Se ele hoje é nosso irmão, por que ele não o teria sido naqueles dias? Faltava apenas que ele     fosse resgatado.

Certo dia, conforme seu testemunho dado na igreja, na empresa onde trabalhava, o exame de sangue colocou-o diante da realidade: indicando que seu quadro clínico já era o de um alcoólatra.

Mas, a palavra de Deus atingiu fortemente o coração deste homem.

Durante uma visita em sua casa, numa segunda-feira, ele e sua esposa Amália aceitaram a mão de Jesus que se estendeu para resgatar as suas  almas.

No último estudo bíblico Ismael me disse: “Quem esteve no ponto onde eu cheguei, deve saber que nunca pode tomar um gole. Pois aquele único gole pode fazer o vulcão adormecido entrar novamente em erupção.

A Palavra de Deus, os cultos e uma visita pastoral em sua casa, foi como um braço forte usado por Deus para resgatar a família de Ismael e Amália Morosov.

Nelson e Lurdes Mattes

Nelson Mattes estava sentados na igreja entre as pessoas, mas sua alma estava perdida, como os náufragos do Titanic. O tema da mensagem daquela noite foi: “O ponto de onde ainda é possível retornar”

Tudo começou no dia 18 de julho de 97. Lurdes Mattes,  naqueles dias, uma Sra. desconhecida, pediu ajuda espiritual na secretaria da Igreja.

Ela sentia-se perdida e estava aflita à morte, pois o “Titanic” de sua família estava afundando.

Eu não tive o que fazer, a não ser orar com ela e entregar sua família nas mãos do Senhor Jesus. Para nossa alegria, Deus não salvou somente a sua alma, salvou também o “Titanic,” o seu casamento.

Que alegria foi quando o esposo, Nelson Mattes, naquela noite, sentiu que chegou ao ponto de onde ainda seria possível retornar.

Naquela mesma noite de culto, Deus resgatou também o esposo das águas, antes que a família afundasse, e salvou também suas almas da condenação do inferno.

Por este motivo somos gratos pela “torre de vigília”  que temos em nossa clínica pastoral.  

Sempre temos um pastor de plantão, para atender aos chamados de socorro daqueles que querem salvar suas almas da morte eterna.

Cláudio e Tina Metzner

O resgate deste casal começou na clínica de Estética, de Tina. (As vezes não precisamos sair com barco de salva-vidas para o alto mar.)

Herta Tierling era uma cliente que sempre convidava para os cultos.

Certo dia Cláudio e Tina estavam muito felizes, pois souberam que estavam esperando o nascimento de sua filha Barbara.

Então Herta disse em tom claro e sério: “Antes de nascer esta criança, façam algo concreto com Deus. Permitam que esta criança nasça em uma família de Deus.”

Este foi o toque mais forte. Numa segunda-feira pela manhã, Cláudio e Tina compareceram ao meu escritório, e ali tomaram a forte mão de Jesus que os resgatou da perdição e da morte eterna. O trabalho de resgate foi o testemunho e o constante convite de uma cliente que, ao entrar na clínica, se transformou no mais importante salva-vidas da família Metzner.

Deus nos chama para sermos “pescadores” de almas.

Somos chamados para pescar almas.  Não para fisgar os “peixes” com anzóis e redes de traição. Somos chamados para estender-lhes as mãos.

Somos chamados para tirá-los das correntezas que os levam ao inferno.

Somos chamados para erguê-los para o os braços do Salvador Jesus e a “arca” da salvação, que é a igreja do Senhor.

Vamos fazer a nossa parte. No lugar onde o Senhor nos colocou. Com os dons que Deus nos equipou, para a pescaria de almas.

Vamos lembrar que é um resgate de vidas, que não irão para o fundo do oceano, mas para o fundo do inferno.

Vamos nos dar as mãos e formar uma grande corrente humana, de mãos que se estendem até o mais distante irmão, que ainda está perdido pelo Brasil, na África, na Ásia e em outros continentes.

Unidos cumpriremos nosso dever ou morreremos em pleno trabalho de resgate, mas não seremos covardes, e sim soldados valentes que lutam até o fim!

Não podemos sair sozinhos para socorrer os náufragos

É triste sentir-se sozinho, lutando contra as ondas furiosas que tentam tragar os nossos filhos e irmãos.

Sozinhos, nos ensaios do coral, do conjunto, nos dízimos e nas ofertas, perderemos a luta contra as ondas gigantes que a igreja precisa enfrentar.

Sozinhos no testemunho, no convite, na busca do mais religioso como do mais depravado cidadão, desmaiaremos exaustos da luta.

Sozinhos no cuidado e na proteção do rebanho, ficamos sem condições de defender aqueles que já foram resgatados.

Precisamos de sua participação inteligente.

Precisamos do calor de suas mãos. Precisamos da força de seu braço para socorrer e levar até em casa, aqueles que salvamos das correntezas do mar da vida.

Você vai nos ajudar nesta missão de resgate do seu irmão que ainda está lá fora?

Solicite nossa literatura para seu trabalho de Evangelização, escrevendo ao nosso endereço.  

Você também pode ajudar!

Você ainda está se afogando depois do naufrágio de sua família? Sabe que precisa da mão estendida do Salvador para retirar sua vida da perdição?

Entregue agora a sua alma ao Senhor em uma sincera oração. Clame pelo nome de Jesus. Peça que Ele salve sua vida da eterna condenação.

Diga ao Senhor: “Jesus, salva agora a minha alma. Apaga todos os meus pecados. Eu creio que o Senhor é o meu Salvador. A partir deste momento quero viver em plena comunhão com o Senhor pelo Espírito Santo. E desejo ajudar a salvar a vida de outros que estão se naufragando. Em Tuas mãos, Senhor Jesus, entrego a minha alma. Amém”

Ouça a:

“Hora da Irmandade Cristã”

O programa radiofônico internacional das Organizações Ecos da Liberdade, apresentado pelo Pr Mário Hort

Ondas curtas:

Curitiba – PR  – Rádio Marumbi

Aos domingos – 8,00h às 8,30h Fixa 25 – 31 e 49m  e em AM.

Rádio HCJB – Quito, Equador

Faixa  25 – 11.925 khz –16m-17,490

As terças-feiras, das 21:00 às 21,15h

Angola e Moçambique

Rádio HCJB as quartas-feiras 5,30h-Angola e 6,30 h Moçambique.(h. de Brasília) 

Este livreto foi impresso graças a iniciativa dos “Missionários” que se propuseram a pagar os custos da 1º edição de 3.000 de exemplares.

Os “Missionários” são:

Jacob e Susi Klassen

Gerson e Liane Schneider  

Você deseja participar do próximo grupo de “missionários” para divulgar a mensagem do Evangelho de Cristo? Comunique-nos ainda hoje sua decisão.

Necessitamos de sua participação na divulgação do Evangelho de Cristo por rádio e literatura.

Não podemos salvar os náufragos de mãos vazias. É preciso oferecer material apropriado para as pessoas que querem levar a mensagem de salvação aos que estão naufragando.

A contribuição de outros colocou em suas mãos este livreto gratuitamente.

Ajude você também!

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(Envie-nos o comprovante de depósito)

Solicite este tema em CD ou fita K7 pagando somente o preço de custo do material virgem.

Solicite gratuitamente os livretos para seus trabalhos de evangelização.

Oferecemos os seguintes temas:

“O ponto de onde ainda é possível retornar”

“Que é o homem para que Deus lembre-se dele?”

“O Senhor vai bater a sua porta”

“O que acontece quando Deus entra em campo”

“Você também é responsável”

“A melhor notícia de todos os tempos”

Organizações Ecos da Liberdade

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Telefone – FAX 045 254 14 83

E-Mails: hort@rondonet.com.br

Temos que Glorificar a Deus em TUDO o que fazemos

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Assumindo a responsabilidade

O homem é responsável por todos os seus atos, mesmo os inconscientes.

 Arthur Koestler

Uma vez que a atitude influencia as escolhas que determinam o procedimento, uma avaliação honesta de nossos procedimentos pode revelar a qualidade da atitude predominante em nosso cora­ção. Portanto, vamos agora inquirir nosso coração com algumas perguntas.

O que estou fazendo tem a aprovação de Deus?

 Precisamos, diariamente, olhar para nosso procedimento e nos certificar de que a nossa maneira de viver tem a aprovação divina. Nosso modo de vida recebe a aprovação de Deus através da sua palavra?

“Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens.”1 Precisamos proceder com a cons­ciência de que estamos fazendo tudo não aos homens, mas a Deus. Deus aprova o que está vendo em minha vida? Será que estamos prontos para romper, agora mesmo, com o que não tem agradado ao propósito divino?

Sugiro que você interrompa esta leitura por um tempo e ana­lise sua vida. Se encontrar algo que contrarie o propósito de Deus, tenha coragem para romper com isso, coragem para dizer não. Recuse-se a permanecer com qualquer coisa que não tenha a aprovação divina. Se for necessário ser maltratado por optar pelas coisas de Deus, prefira sofrer, mas não fique com nada que interfira na recompensa que Deus preparou para você.2 Além de estragar o plano maravilhoso que Deus tem para nossa vida aqui, ficar com algo que ele não aprova é colocar em risco o compromisso com o tesouro que o Senhor tem para nós na eter­nidade.

O que estou fazendo glorifica a Deus?

O meu procedimento expressa louvores a Deus? Minha vida promove a glória de Deus?

“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.”3 O nosso procedimento precisa promover a glória de Deus. Nossa vida precisa ser como aroma suave a Deus, uma vez que somos o bom perfume de Cris­to.4 Nossa maneira de viver precisa ser uma constante adoração a Deus.

Quando Deus criou a mim e a você, ele tinha um propósito em mente: que fôssemos o louvor da sua glória, e a isso fomos predes­tinados.5 Não encontraremos a felicidade em hipótese alguma, a não ser que cheguemos a esta compreensão: minha vida precisa promover a glória de Deus. Só seremos felizes se passarmos a viver nesta dimensão de vida: adorar a Deus! Assim, seremos plenamen­te realizados.

Talvez aqui esteja um problema: achar que devemos construir nossa felicidade e, para isso, enveredar em tantas buscas, nos esque­cendo de que só seremos felizes quando estivermos fazendo da nos­sa vida o projeto verdadeiro de viver para adorar a Deus.

O que eu estou fazendo promove alguma má impressão?

 Os lugares aonde vamos, os caminhos pelos quais andamos, as pessoas com quem caminhamos, as mesas onde nos assentamos, aproveitamos essas ocasiões para que nossos procedimentos dêem, aos que nos rodeiam, a oportunidade de terem de nós uma boa impressão? Ou deixamos uma má impressão por onde passamos?

“Abstende-vos de toda a aparência do mal.”6 Precisamos elimi­nar do nosso procedimento não só o que claramente sabemos ser contrário a Deus, mas tudo o que pode dar uma aparência pecami­nosa em nossa vida.

Será que existe algo em meus relacionamentos que dá alguma aparência de pecado? O jeito que eu uso as palavras dá alguma bre­cha para o pecado? Os programas de televisão, os filmes aos quais assisto, os livros e revistas que leio, tudo isso tem causado uma má impressão? Minha aparência, o modo como me visto, o jeito com que olho para as pessoas do sexo oposto têm alguma aparência de pecado?

Precisamos romper com qualquer coisa que possa aparentar uma vida distante de Deus.

Nas coisas que faço, existe a presença da dúvida?

 Quando orientou os cristãos de Roma, o apóstolo Paulo apresen­tou o princípio de que precisamos basear nossa vida na certeza da fé. Paulo nos ensinou que o que não provém da certeza da fé é pecado.

Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvida é condenado se comer, porque não come com fé; e tudo o que não provém da fé é pecado.7

A presença da dúvida em nossa vida deve servir de alerta. No mínimo, precisamos colocar-nos em oração para que Deus nos revele se estamos procedendo de acordo com o ensino da sua palavra. Uma boa atitude é procurar o líder espiritual para um aconselhamento.

O que eu vou fazer trará bons resultados para minha vida e para a vida das pessoas a meu redor?

 Nosso procedimento precisa produzir resultados espirituais positivos a nós e aos que nos rodeiam. “Atente bem para a sua pró­pria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agin­do assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem.”8

Uma árvore se dá a conhecer por seus frutos. A árvore boa dá um bom fruto. Do mesmo modo, a nossa nova vida com Cristo é co­nhecida pelos frutos, pelos resultados que produzimos.9 Portanto, podemos avaliar nosso procedimento pelos resultados que ele está promovendo: o que eu estou fazendo edifica os que vivem a meu lado?

Em Romanos 14.19, a Bíblia nos orienta: “Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua”. Um pouco mais à frente, em Gálatas 6.7, Paulo nos adverte sobre o perigo de procedermos sem critérios: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá”.

Não podemos permitir que o jeito Caim de se nos torne cegos, a ponto de vivermos a vida sem nos avaliarmos diariamente. Ah! Se Caim tivesse parado para avaliar-se e corrigir seu procedimento, como sua história teria sido diferente. Mesmo sendo advertido por Deus, ele prossegue desgraçadamente no procedimento errado, culminando numa vida de irrealização, vazio, solidão, derrota e escravidão no pecado.

“Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo.”10 Hoje, a mesma exortação que Deus fez a Caim faz a nós. E nosso dever escolher a maneira certa de agirmos. Não importa o que fizeram conosco no passado. Pode até ser que fomos vítimas de abusos, injustiças e tiranias. Hoje, neste exato momen­to, estamos com o poder de decisão em nossas mãos. Nossos algozes não têm mais nenhum poder sobre nós. Não importa o quanto nosso passado foi errado; agora, podemos escolher agir da forma certa, podemos recomeçar à luz do que Deus já nos deixou claro em sua palavra.

Deus sabe que não fomos, nem somos e jamais seremos perfei­tos por nossa própria força, competência e mérito. Ele não exige perfeição para nos aceitar. Deus espera apenas sinceridade e inte­gridade de nossa parte. Ele deseja que apresentemos nossos passos, nossos pensamentos, nosso coração, nossas atitudes, nossos proce­dimentos à luz do que já nos ensinou.

Hoje é o tempo de recomeçar. A cruz de Cristo é a garantia de que podemos recomeçar, sempre que descobrirmos que nos perde­mos na jornada em direção ao centro de sua vontade.

Levante-se ! Você é responsável

por todos os seus atos !

J. JACÓ VIEIRA, in A Síndrome de Caim

in Maluco por Jesus

Diga NÃO ao DIVÓRCIO (em nome de Jesus Cristo)

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ESTUDO SOBRE O DIVÓRCIO

As estatísticas afirmam que dez anos atrás, havia menos de 100.000 divórcios o Brasil. Hoje são cerca de 200.000. Um em cada quatro casamentos no Brasil acaba em separação. Num período de quase 10 anos, o número de casamentos caiu, e de separações dobrou no país.

As causas do divórcio:

Se divórcio é o atestado do pecado humano, precisamos agora colocar algumas das mais freqüentes razões humanas para a separação. Quais são as razões ou causas da separação entre os casais? Gostaria de mencionar pelo menos quatro causas:

  1. Descuido da vida cristã dos cônjuges
  2. Ausência do perdão
  3. Indisposição à mudanças necessárias
  4. Ausência do amor
  5. Outras razões

 O A. T. já tratava com relação ao divórcio. A grande questão debatida está em Deuteronômio 24:1-4 “Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma carta de divórcio e lha dará na mão, e a despedirá de sua casa”.

 O SIGNIFICADO DA PALAVRA “COISA INDECENTE” DE Dt 24.1

1 – A palavra hebraica, para “indecente” é ‘ervar davar (composto de ‘ervâh, nudez e davar, palavra), “Nudez de Palavra”.

Dando a entender que se trata de algo comprometedor, que a mulher expressa com palavras (palavra nua); palavrões; expressões grosseiras, que revelam falta de respeito; agressividade verbal; rebeldia; insubordinação.

TALMUDE – Doutrina e jurisprudência comentada da lei mosaica com explicações dos textos jurídicos do Pentateuco. O Talmud foi redigido durante aproximadamente mil anos, entre 450 a.C. e 500 d.C. É reconhecido pelos judeus como tendo a mesma autoridade do Antigo Testamento. Esse complexo literário rege a vida judaica até o dia de hoje, e desde longas datas tem exercido forte influência na vida do povo. Define “coisa indecente” de Dt 24:1 de várias maneiras e isso causou um desprezo e banalização do casamento, principalmente para as mulheres, que, logicamente se tornaram as maiores vítimas. Com isso, um judeu poderia dar a carta de divórcio por qualquer coisa, como por exemplo:

a) Abriga atitudes impróprias como andar com o cabelo solto;

b) Andar sozinha pela rua;

c) Conversar com outro homem;

d) Maltratar sogros;

e) Gritar com o marido;

f) Ter má reputação;

g) Revelar hábitos condenáveis.

Tudo isso, segundo  pensamento judaico, está ligado à falta de respeito, a agressividade e à insubordinação da mulher para o casamento.

2 – É evidente que a “coisa indecente” não se referia ao adultério, pois esta era, nesse tempo, condenado com pena de morte – (DT 22.22) – “Se um homem for achado deitado com uma mulher que tem marido, então, ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher e a mulher; assim, eliminarás o mal de Israel”.

O QUE JESUS PREGOU?

MT 19.9 – Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério…“. Gr. “porneia” – dultério, fornicação, homossexualidade, lesbianismo, relação sexual com animais, relação sexual com parentes próximos – Lv 18. A palavra explícita para adultério é “moichao” – ter relação ilícita com a mulher do outro – Mc 10.11-12.

O QUE DEUS PENSA SOBRE O DIVÓRCIO?

Ml 2.16 – Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o divórcio (repúdio)…

ANÁLISE DO TEXTO DE 1CORÍNTIOS 7

O texto de 1Coríntios 7 é que trata de forma mais extensa sobre o divórcio. Algumas questões respondidas por Paulo neste capítulo: sexo no casamento, celibato, divórcio, sobre as virgens e viúvas. Tem três coisas que precisamos ter em mente para entendermos as questões levantadas:

(1)          O dualismo grego. Os coríntios eram cheios de filosofias. A cidade de Corinto só perdia em termos de cultura e literatura para Atenas. Havia várias escolas filosóficas. A idéia que predominava era o dualismo grego: uma visão de mundo que via a realidade sob duas óticas ou o andar de cima e o andar de baixo. Dizia que o que era “espiritual” era bom e tudo que era material era secundário, inferior. Valoriza a alma em detrimento do corpo. Essa idéia influenciava no casamento. Principalmente o sexo. Alguns crentes achavam que o sexo era algo inferior e sem importância no casamento.

(2)          O ambiente sexual da cidade de Corinto. Havia o templo de Afrodite e envolvia a prática da relação sexual com as sacerdotisas (prostituição cultual). Dizem que à noite as sacerdotisas saiam em busca de práticas sexuais na cidade. Um cristão sofria uma pressão muito grande nessa cidade.

(3)          As perseguições aos cristãos corintianos. Poderiam ter os seus bens tomados pelas autoridades da cidade. O que deve um homem fazer? Casar e deixar sua esposa e filhos sujeitos a morte e prisões por causa da perseguição ou ficar solteiro? Posso me separar para servir a Deus? Meu marido não é crente, posso me separar dele para servir melhor a Deus? O que é melhor para os solteiros e as viúvas? Minha filha virgem deve casar-se ou manter-se pura para o Senhor?      

O cap. 7 todo é a resposta de Paulo às perguntas feitas pela igreja de Corinto a respeito da vida conjugal. Suas instruções devem ser lidas à luz do versículo 26: “Tenho, pois, por bom, por causa da instante necessidade”. Um período de grande aflição e perseguição estava para vir sobre os cristãos de então, e nessa situação, a vida conjugal seria difícil.

Podemos inferir do texto algumas perguntas que o Apóstolo Paulo teve que responder.

Resposta a perguntas acerca do casamento

Pergunta: Paulo eu quero servir a Deus, mas o que é melhor, casar ou permanecer solteiro? Resposta: v. 1 e 2.

7.1 – “Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher”.

QUE O HOMEM NÃO TOCASSE EM MULHER. Note-se que “não tocar em mulher” significa, aqui, não ter relações ou contato físico com as mulheres, ou seja, casar-se. É o ato sexual (Gn 20.6; Pv 6.29).

7.2 – “mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido”.

Um dos objetivos do casamento é a satisfação legítima do desejo sexual. Alternativa para a impureza sexual. O padrão aqui é monogâmico. Paulo não era machista, pensa na mulher. 

Pergunta: Como deve ser o sexo para nós casados? Isso não é pecaminoso? Posso casar sem praticar o sexo? Resposta: v. 3 e 4.

7.3 – “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido”. Êx 21.10; 1Pe 3.7.

O MARIDO PAGUE À MULHER. Casou, sexo é dívida. O compromisso do casamento importa em cada cônjuge abrir mão do direito exclusivo ao seu próprio corpo e conceder esse direito ao outro cônjuge. Isso significa que nenhum dos cônjuges deve deixar de atender os desejos sexuais normais do outro. Tais desejos, dentro do casamento são naturais e providos por Deus, e evadir-se da responsabilidade de satisfazer as necessidades maritais do outro cônjuge é expor o casamento às tentações de Satanás no campo do adultério (v.5). A idéia que a abstenção é mais santa veio do paganismo (1Pe 3.7; Hb 13.4).

7.4 – “A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher”.

Poder, i.e., autoridade. Cada cônjuge pertence um ao outro.

Pergunta: Mas Paulo eu gostaria de me santificar me abstendo do sexo, o que fazer? Resposta: v. 5 e 6.

7.5 – “Não vos defraudeis (priveis) um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência”.

Priveis. Defraudeis. Abstenção temporária, com consentimento mútuo e para uma finalidade boa, está certo. Assemelha-se ao jejum (Ec 3.5; Jl 2.16).

7.6 – “Digo, porém, isso como que por permissão e não por mandamento”.

Isto. 7.2-5. Geralmente o homem deve casar-se. Paulo prefere o celibato por boas razões (29, 32, 35) e porque tem um dom (gr charisma) de Deus. O casamento exige dons também (Mt 19.10-12).

Pergunta: O casamento e o celibato são dons ou uma opção? Resposta: v. 7.

7.7 – “Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira, e outro de outra”. At 26.29; 1Co 9.5; 12.11; Mt 19.12. Os Eunucos do Reino (Mt 19.9-12).

Pergunta: Os solteiros e as viúvas devem casar ou não? Resposta: v. 8 e 9.

7.8 – “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu”.

O ideal: ficar livre para melhor servir a Deus (32).

7.9 – “Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se”. 1Tm 5.14

Viver abrasado. Lit. estar no fogo, queimar.

 

Pergunta: E aos que são casados o que tem que fazer? Quando não dá realmente certo? Resposta: v. 10 e 11.

7.10 – “Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido”. 1Co 7.12,25,40; Ml 2.14,16; Mt 5.32; 19.6,9; Mc 10.11; Lc16,18

7.11 – “Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher”.

SE, PORÉM, SE APARTAR, QUE FIQUE SEM CASAR. Paulo está falando da separação sem divórcio formal. Talvez isso se refira a situações em que o cônjuge age de modo a pôr em perigo a vida física ou espiritual da esposa e dos filhos.

Pergunta: E quando um dos dois não é crente, o que fazer? Resposta: v. 12-17.

7.12 – “Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe”.

DIGO EU, NÃO O SENHOR. Não se trata de Paulo meramente dar sua opinião aqui, antes; está declarando que não tem uma citação de Jesus para confirmar o que ele vai escrever. No entanto, o que ele passa a escrever, procede de quem tem autoridade apostólica, sob inspiração divina (25,40; 14.37).

7.13 – “E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe”.

7.14 – “Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido. Doutra sorte, os vossos filhos seriam imundos; mas, agora, são santos”.

MARIDO… MULHER… FILHOS. Por ser crente o marido ou a mulher, ele, ou ela poderá ter uma influência especial para levar o outro cônjuge a aceitar Cristo (1Pe 3.1,2). Isto não significa, todavia, que os filhos de tal lar sejam automaticamente crentes. Eles são santos no sentido de serem separados pela presença de um pai ou mãe crente. Deus por amor do conjugue crente faz uma distinção com relação ao incrédulo. P.ex. Potifar foi abençoado por causa da presença de José em sua casa – Gn 39.3. Abraão intercede por Sodoma e se lá tivesse dez justos o Senhor não a teria destruído – Gn 10.

O Apóstolo Paulo fala no verso seguinte aquilo que os estudiosos entendem como a “exceção Paulina”:

7.15 – “Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz”. Rm 12.18; 14.19; 1Co 14.33; Hb 12.14

NÃO ESTÁ SUJEITO À SERVIDÃO. Se o cônjuge incrédulo escolher a separação, o crente deve aceitá-la, depois de ter feito todo o possível para evitá-la. “não está sujeito à servidão”, significa que o crente fica desobrigado do contrato conjugal. A palavra “servidão” (gr. douloo) significa literalmente “escravizar”. Nesse caso, o crente fiel já não está escravizado aos seus votos conjugais. Tal cônjuge crente abandonado fica livre para casar-se de novo, mas só com um crente (v.39).

7.16 – “Porque, donde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, donde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?”

Este verso pode ser interpretado em duas maneiras: (1) em favor de não dar o divórcio; e, (2) em favor de dar o divórcio. Ou seja, se o descrente quer ir embora não deixe, pode ser que você seja um instrumento para a conversão dele. Ou, se o incrédulo quiser ir embora, deixe que vá, como saberás se salvarás o teu marido? Deus te chamou para paz.

7.17 – “E, assim, cada um ande como Deus lhe repartiu, cada um, como o Senhor o chamou. É o que ordeno em todas as igrejas”.

Pergunta: E no que se refere as ordenanças judaicas, como devemos proceder? Resposta: v. 18-24.

7.18 – “É alguém chamado, estando circuncidado? Fique circuncidado. É alguém chamado, estando incircuncidado? Não se circuncide”. Gl 5.2

7.19 – “A circuncisão é nada, e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus”. Gl 5.6; Jo 15.14; 1Jo 2.3

7.20 – “Cada um fique na vocação em que foi chamado”.

O evangelho pode ser vivido em quaisquer circunstâncias.

7.21“Foste chamado sendo servo? Não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião”.

7.22“porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e, da mesma maneira, também o que é chamado, sendo livre, servo é de Cristo”. Jo 8.36; Rm 6.18; Fm 16; Gl 5.13; Ef 6.6; 1Pe 2.16

7.23 – “Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens”. 1Co 6.20; 1Pe 1.18-19; Lv 25.42

7.24 – “Irmãos, cada um fique diante de Deus no estado em que foi chamado”. 1Co 7.20

Pergunta: E com relação às filhas virgens? Resposta: v. 25-28.

7.25 – “Ora, quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor; dou, porém, o meu parecer, como quem tem alcançado misericórdia do Senhor para ser fiel”. 1Co 7.6,10,40; 8.8,10; 1Tm 1.12,16.

O celibato é apresentado como algo desejável, embora não necessário.

7.26 – “Tenho, pois, por bom, por causa da instante necessidade, que é bom para o homem o estar assim”.

Provavelmente uma circunstância extremamente difícil pela qual passavam os cristãos em Corinto.

7.27 – “Estás ligado à mulher? Não busques separar-te. Estás livre de mulher? Não busques mulher”.

7.28 – “Mas, se te casares, não pecas; e, se a virgem se casar, não peca. Todavia, os tais terão tribulações na carne, e eu quereria poupar-vos”.

“RAZÕES GERAIS DAS RESPOSTAS DE PAULO”

7.29 – “Isto, porém, vos digo, irmãos: que o tempo se abrevia; o que resta é que também os que têm mulheres sejam como se as não tivessem”. Rm 13.11; 1Pe 4.7; 2Pe 3.8-9

7.30 – “e os que choram, como se não chorassem; e os que folgam, como se não folgassem; e os que compram, como se não possuíssem”.

7.31 – “e os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa”.

7.32 – “E bem quisera eu que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor”. 1Tm 5.5

7.33 – “mas o que é casado cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher”.

7.34 – “Há diferença entre a mulher casada e a virgem: a solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido”.

7.35 – “E digo isso para proveito vosso; não para vos enlaçar, mas para o que é decente e conveniente, para vos unirdes ao Senhor, sem distração alguma”.

7.36 – “Mas, se alguém julga que trata dignamente a sua virgem, se tiver passado a flor da idade, e se for necessário, que faça o tal o que quiser; não peca; casem-se”.

7.37 – “Todavia, o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas com poder sobre a sua própria vontade, se resolveu no seu coração guardar a sua virgem, faz bem”.

7.38 – “De sorte que, o que a dá em casamento faz bem; mas o que a não dá em casamento faz melhor”. Hb 13.4

7.39 – “A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo em que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor”. Rm 7.2; 2Co 6.14

7.40 – “Será, porém, mais bem-aventurada se ficar assim, segundo o meu parecer, e também eu cuido que tenho o Espírito de Deus”. 1Co 7.25; 1Ts4.8

Neste v., Paulo não duvida da sua autoridade, mas ironicamente combate os líderes que negaram sua autoridade em Corinto (cf. 1.1, 7; 9.1s; 12.25).

“CONSIDERAÇÕES FINAIS”

1 – Seja qual for a situação dos cônjuges, o divórcio só deveria ser pleiteado depois de esgotados todos os recursos, sob todos os pontos de vista. Daí é permitido o divórcio em caso de adultério e, segundo Paulo, de abandono do lar por parte do descrente.  

2 – Cada casal deve procurar, com ajuda de Deus e da Igreja, resolver seus problemas conjugais, antes que estes destruam seu matrimônio.

3 – A luz da Bíblia, o fim do casamento deve ser a morte de um dos cônjuges, mas nunca o divórcio.

4 – Não podemos entre nós proibir, nem impedir o divórcio, mas podemos e devemos desmotivá-lo e evitá-lo, mediante a exposição da doutrina bíblica.

5 – Deus abomina o divórcio. (Ml 2.14) “portanto cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis”.

6 – Apesar de Deus abominar (aborrece, detesta) o divórcio, Ele permite para amparar e defender o cônjuge ferido.

7 – Mesmo se um crente se divorciar, quando realmente é comprovado que não teve condições de reconciliação, e, conforme Jesus, cometer adultério casando-se com outro, Jesus mesmo perdoa os pecados dos mesmos e os trazem a comunhão com Ele.

in Maluco por Jesus

Afastando-se de Jesus Cristo !!!

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SETE MOTIVOS PARA ABANDONAR SUA IGREJA

    A cada ano milhares de brasileiros se convertem e ingressam numa igreja evangélica. Mas, também, a cada ano, muitos abandonam suas igrejas, fazendo-as parecer um imenso corredor: muitos entrando pela porta da frente; um bom tanto deles saindo pela porta dos fundos.

    Conversando com os “desviados” (é assim que nós os chamamos), ouvimos diversas explicações. Alguns dos motivos apresentados até que são relevantes; outros, porém, são meras desculpas. Mas, no fundo nós sabemos que “… nada pode nos separar do amor de Deus“; em outras palavras, nada é suficientemente forte para afastar da casa de Deus um verdadeiro filho de Deus.

    Este fenômeno, no entanto, não é novo. Se considerarmos que a igreja cristã nasceu na manhã da Páscoa, no dia da ressurreição de Jesus, então, à tarde daquele mesmo dia ela já tinha dois “desviados”. Leia atentamente o relato bíblico:

   “Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios (+ ou – 12 km). E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas. Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles. Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer. Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ide tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos. Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo: És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignora as ocorrências destes últimos dias? Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram. Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras. Quando se aproximavam da aldeia para onde iam, fez ele menção de passar adiante. Mas eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu; então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles. E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras? E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém, onde acharam reunidos os onze e outros com eles, os quais diziam: O Senhor ressuscitou e já apareceu a Simão! Então, os dois contaram o que lhes acontecera no caminho e como fora por eles reconhecido no partir do pão”. Lucas 24.13-35

   Aos que abandonaram suas igrejas ou estão pensando em fazê-lo, quero dizer-lhes as mesmas palavras de Jesus àqueles dois discípulos a caminho de Emaús: Vocês são LOUCOS E DUROS DE CORAÇÃO! Sei que estas palavras são pesadas, mas é exatamente isto que significa a frase de Jesus: “Néscios e tardos de coração para crer…”.

LOUCOS E DUROS DE CORAÇÃO!

   Porque Jesus foi tão severo com eles? Porque seus motivos para abandonar a igreja eram banais e fruto de seus corações endurecidos.

    Inacreditavelmente, estes mesmos motivos podem ser encontrados nas conversas com os “desviados”.

    As palavras de Cleopas e de seu companheiro de viagem revelam-nos toda a verdade de seus corações. Vamos analisar o texto? Vemos ver quais motivos levaram estes dois a fazer tal loucura?

1o Motivo:   Dar ouvidos à conversa fiada – vs. 13-14

   Para que alguém se converta e una-se a uma igreja evangélica, muitas pessoas, de muitas igrejas diferentes, colaboram para isso: Um lhe fala de Jesus pela primeira vez, outro lhe entrega alguma literatura, alguém ora por ele e com ele, outro o socorre numa hora de aflição, alguém o convida, outro o traz ao templo, e assim por diante.

   No entanto, quando alguém chega a se afastar do Caminho, geralmente é pelas mãos de uma única pessoa. Muitas vezes pelas mãos de alguém que ele conheceu na própria igreja e que se fez seu amigo. Alguém que conversa muito ele, mas, ao invés de o encorajar, como recomendam as Escrituras, leva-o a se desviar.

    Repare no texto bíblico:

   “Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas”.

   O que havia em Emaús? Nada! Emaús era uma aldeia tão pequena e inexpressiva, em termos históricos, que só sabemos que ela existiu por causa deste relato bíblico; mas, mesmo que Emaús fosse uma grande cidade, o quê poderia haver lá que fosse mais importante que a notícia da ressurreição? Nada! Absolutamente, nada!

    A verdade é que, enquanto a igreja estava reunida lá em Jerusalém, tentando assimilar os últimos acontecimentos e esclarecer o sumiço do corpo de Jesus, estes dois discípulos estavam voltando para sua antiga vidinha, lá em Emaús. Abandonaram a igreja.

    Porque? Por vários motivos e um deles foi por causa de conversa fiada, pois, como o texto bíblico relata, eles “… iam conversando” pelo caminho.

   O texto bíblico não diz quem desviou quem, mas, como a repreensão de Jesus foi muito severa e somente o nome de um deles é citado, não corremos muito risco em afirmar que Cleopas era o conversador e, o outro, aquele que lhe deu ouvidos.

   Ter amigos na igreja é muito saudável e recomendável, mas, cuide-se, há muitos “Cleopas” em nosso meio; pessoas mal resolvidas em sua fé em Nosso Senhor Jesus, pessoas que querem sair da igreja, mas, como seus motivos são meras desculpas, precisam de alguém que lhe dê ouvidos, alguém que concorde com ele e, de preferência, que saia da igreja junto com ele, para que ele se senta menos mal e culpado.

2o Motivo:   Cegueira espiritual – vs. 15-16

    O texto fala de uma espécie de “cegueira espiritual”. Repare.

    “Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles. Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer”.

    Eles estavam tão compenetrados em si mesmos, tão envolvidos em suas próprias desculpas e justificativas, tão convictos em sua discussão, que nem puderam notar que era o Cristo ressurreto que caminhava com eles.

   Imaginem o ridículo da situação. Iremos ver, logo adiante, que eles não aceitaram a notícia da ressurreição. Provavelmente estavam dizendo: Esta coisa de ressurreição é coisa de louco! É histerismo coletivo! E, ali ao seu lado, estava aquele de quem eles estavam falando.

    Observe outra coisa muito interessante: eles (que estavam cegos) julgaram-se mais informados que o próprio Cristo: “És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignora as ocorrências destes últimos dias?”.

   As pessoas que abandonam o Caminho encontram-se em condições espirituais semelhantes, isto é, cegos. Estão tão preocupadas consigo mesmos que, literalmente, se tornam incapazes de perceber a realidade. Pior que isso, além de estarem cegas, acreditam que são as únicas que enxergam. Enchem o peito de razão, mas, fazem papel de ridículos ao discutirem temas sobre os quais não tem o menor conhecimento e ao classificarem como fanáticos ou histéricos os que ficaram firmes em suas igrejas.

3o Motivo:   Tristeza – vs. 17

    “Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ide tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos”.

   Porque eles estavam tristes? Pela morte de Jesus, é claro!

    Mas, também, pela injustiça praticada pelas autoridades (Como puderam colocar Jesus e Barrabás lado a lado?).

    Pela ingratidão do povo de Israel (Como puderam escolher Barrabás?).

    E, pelos problemas do grupo de Jesus (Como é que Pedro, que era tão valente, não morreu de vergonha por negar o Mestre três vezes? E quanto aos demais, não se acovardaram também, deixando o Cristo padecer sozinho? E as mulheres, então, que na hora da crucificação até que foram valentes, mas, agora, vêm com esta história de que viram e conversaram com anjos, parecendo loucas, alucinadas?).

    Estavam tristes por muitos motivos. Por isso não puderam suportar a pressão. A Bíblia diz que “… a alegria do Senhor é a nossa força”. Crente triste é crente fraco! E, quando estamos fracos, temos a tendência de nos isolarmos, de fugir, de virar a mesa, de abandonar a carreira da fé.

   Cuide-se, meu irmão. Não se entristeça! Nem com as autoridades, nem com a ingratidão do povo e, muito menos ainda, com sua igreja, pois todas as igrejas do mundo são iguais: são formadas por seres humanos fracos e frágeis; valentes numa hora, covardes noutra; maravilhosos num instante, desprezíveis noutro; inspiradores em certas atitudes, desastrosos em outras.

   É verdade que nenhuma igreja pode viver em pecado alegando que “… toda igreja tem problemas, que nenhuma é perfeita” e não fazer nada para mudar esta situação. Se uma igreja admite isso (e a maioria admite) é porque está reconhecendo que tem problemas. Logo, tem a obrigação de dar uma parada e fazer um conserto com Deus, senão, certamente é falsa e hipócrita.

   Por outro lado, no entanto, nenhum crente tem o direito de ficar triste por causa dos problemas de sua igreja, a ponto de abandoná-la. Deve, sim, orar, jejuar e promover a santidade do seu grupo, com paciência e amor. Muito amor! Se, depois de agir assim, sua igreja insistir em permanecer no pecado, então chegou a hora de pedir a Deus licença para sair em busca de um outro lugar para adorar. Porém, jamais ficar sem igreja.

4o Motivo:   Saudosismo – vs. 19

    “És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignora as ocorrências destes últimos dias? Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras”.

    Jesus falou diversas vezes que iria voltar para o Pai e que seus discípulos iriam fazer obras maiores do que as que ele fez, mas, mesmo assim estes dois abandonaram a Igreja, pois aquele “… que era varão profeta, poderoso em obras e palavras…” havia morrido. Jesus já era. Estava morto. Suas obras pertenciam ao passado.

    O dicionário define saudosismo como culto ao passado. Este é um dos principais motivos pelos quais muitas abandonam suas igrejas: Eles vivem do passado. Ah! No tempo daquele outro pastor, sim, a gente via o poder de Deus. Ah! Antigamente a Igreja orava mais, buscava mais a presença de Deus. Ah! No tempo dos apóstolos é que havia poder. Ah! No tempo de Jesus… E, assim vão caminhando e se distanciando, sem entender que o poder de Deus está à disposição de todo aquele que se santifica e que Deus se manifesta hoje em dia no meio do seu povo com a mesma graça e misericórdia de outrora.

    É interessante observar que foi exatamente no momento do maior dos milagres de todos os tempos, a ressurreição, que este dois pensavam que o poder de Deus havia cessado.

    Meu irmão, você acha que sua Igreja anda sem poder? Cuidado! Pode ser que você esteja virando as costas e esteja perdendo de ver as maravilhas de Deus. Mas, se for mesmo verdade que sua igreja anda assim, meio sem poder, não a abandone nesta hora difícil. Seja você aquele que vai iniciar um incêndio espiritual ali. Dedique-se ao estudo da Palavra de Deus, à oração e ao jejum, às boas obras e ao amor fraternal. Pague o preço. Não use isto como desculpa, pois, pode ser que quem está frio e sem poder seja você mesmo.

5o Motivo:   Perda da esperança – vs. 20-21

    “Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam”.

    Naquela época os defuntos eram colocados em cavernas e não enterrados, como fazemos hoje em dia, e a morte era oficialmente confirmada somente após três dias do sepultamento. Tudo isso para evitar que alguém fosse enterrado vivo, pois não tinham como diagnosticar os casos de morte aparente. Mas, depois de três dias, a morte era decretada e acabava-se qualquer raio de esperança dos amigos e parentes.

    Cleopas e seu amigo haviam depositado todas as suas esperanças em Jesus, mas ele morreu. E, após três dias do seu sepultamento, suas esperanças se foram.

    Muitas pessoas abandonam suas igrejas porque perderem a esperança. Toda igreja passa por crises e nestas épocas, ao invés de procurar levantar o moral dos membros, muitos se apresentam como profetas, “Profetas-Só-De-Coisas-Ruins”, sempre anunciando que “há uma nuvem escura sobre a Igreja”, que Deus “está pesando a mão”, que “há pecado na igreja”, etc, etc e tal.

    Desconhecem a história da Igreja Cristã, que já passou por verdadeiras crises e superou cada uma delas, pois “Maior é o que está em nós, que aquele que está no mundo”. Esquecem que “… em Cristo, somos mais que vencedores”.

    As coisas andam feias em sua Igreja? Arregace as mangas e ajude aqueles poucos que ainda estão lutando. Se você parar de reclamar, já está ajudando. Mas, se resolver colocar a mão na massa, a coisa vai!

    Mesmo que sua Igreja já tenha morrido, Deus a pode ressuscitar, pois, no dicionário de Deus não consta a palavra IMPOSSÍVEL.

    A esperança é a última que morre, mas, quando morre, mata o homem.

    Cuide-se para não perder a esperança! Olhe sua Igreja com olhos espirituais; procure ver o que ela será, pela graça de Deus e não sua situação atual.

6o Motivo:   Decepção – vs. 21

    “Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam”.

    Quantas vezes Jesus afirmou que seu reino não é deste mundo? Ele deixou claro que não veio para formar um exército, para ser o governador ou o rei de uma nação, para criar uma dinastia ou qualquer destas coisas que os poderosos tanto apreciam. Apesar disto, os apóstolos pensavam que Jesus iria ser coroado e enfrentar os romanos e “redimir” (libertar) Israel.

    Havia, é claro, um interesse pessoal em cada um deles, para acreditar nisso. Como amigos íntimos do Mestre, certamente eles seriam nomeados generais, ministros, secretários. Imagine, um grupo de pescadores analfabetos nomeados para os altos escalões do novo governo, o governo de Jesus. Fantástico, não é mesmo?

    Mas, eles estavam confusos. Jesus nunca disse isso, nunca lhes deu qualquer esperança neste sentido.

    Ora, a Bíblia diz que quem crê em Jesus jamais será confundido. O quê aconteceu com os apóstolos, para ficaram tão confusos?

    Eles deixaram de ouvir as palavras de Jesus e passaram a acreditar em suas próprias ambições e devaneios.

    Muitas pessoas abandonam suas Igrejas quando se decepcionam com alguma coisa. Mas, como chegam a este ponto?

    Quando deixam de ouvir as verdades de Deus para ouvir seus próprios corações. Quando enganam a si mesmos, afirmando e acreditando que Deus lhes prometeu alguma coisa, quando, no fundo, eles estão apenas tentando satisfazer suas ambições pessoais.

    A Bíblia diz que só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus. Porém, infelizmente, muitos se decepcionam porque deixam de procurar em Jesus as respostas para suas vidas e vão atrás de certos “homens e mulheres de Deus”, mendigando oração e em busca de “revelação”.  Passam a dar ouvidos aos profetas e profetizas de plantão. Passam a dar mais valor a sonhos, visões e sinais, que à presença de Deus e seus ensinos.

    Outros evangélicos organizam suas vidas função de suas Igrejas e de seus líderes, de tal forma que abandonam a família, os amigos, o estudo, o auto-desenvolvimento, o laser, etc. Então, num belo dia, suas Igrejas e seus líderes traem sua confiança, e a decepção vem à cavalo. Daí, não dá mais para segurar a barra. O único jeito de enfrentar a realidade é… bem, é fugindo dela. Abandonando tudo.

    Decepcionado? A culpa é sua, se acreditou em suas próprias ambições e se organizou sua vida em função de homens e Igrejas.

    Jesus nunca decepcionou alguém que tenha organizado sua vida em favor dele.

    É hora de reconhecer os erros, para não cair mais.

7o Motivo:   Falta de fé, descrença – vs. 22-25

   “… mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram”.

   Quase que dá para ouvir o tom de desprezo deles em relação ao testemunho das mulheres, quando se referiram a elas como “algumas mulheres”.

    Não eram apenas algumas mulheres. Eram mulheres bem conhecidas do grupo. Mulheres respeitadas, que tinham nome e sobrenome. Mulheres que apoiaram o ministério de Jesus todo o tempo, não só financeiramente, mas, principalmente, com o serviço de suas próprias vidas. Mas, nada disso tinha qualquer valor para Cleopas e seu companheiro. Imediatamente, eles desqualificaram o testemunho delas, por serem apenas mulheres.

    Mas, sua descrença não parou por aí. Descreram, também, do testemunho dos homens (De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram). À primeira vista parece que o testemunho dos homens os deixou propensos a crer, mas, não!  Se tivessem crido no testemunho daqueles verdadeiros servos de Deus, JAMAIS TERIAM IDO EMBORA para Emaús.

    Descreram da própria ressurreição, apesar dela ter sido apregoada por Jesus.

    Em resumo, descreram das mulheres, dos homens e do poder de Deus. Não é à toa que a repreensão de Jesus foi tão severa.

    Um dos motivos que levam as pessoas a abandonar suas igrejas é quando elas passam a agir de modo semelhante.

    É verdade que nas igrejas têm muita gente exagerada, doidas para dar um “tremendo testemunho”, tentando impressionar, para conquistar o respeito do grupo.

   Por outro lado, no entanto, há os casos verdadeiros. Testemunhos verídicos, comedidos, isentos de exageros. Pessoas que, de fato, têm experimentando uma dose maior da graça de Deus.

   Como diferenciar o falso do verdadeiro? A Bíblia nos ensina a agir com prudência, sobriedade e discernimento.

   Alguém certa vez disse: Para quem quer crer, nenhuma prova é preciso; para quem não quer crer, nenhuma prova basta.

    Seja crente, de verdade. Seja sábio e prudente, mas crente.  Jamais acredite em tudo; jamais duvide de tudo.

    O crente vive pela fé e não por preconceitos.

   Por ser que, neste ponto desta mensagem, você já tenha compreendido porque abandonou sua ou porque está pensando em fazê-lo. A pergunta que vem a seguir é natural: E agora, como voltar? Como sentir de novo a mesma alegria que eu sentia no início?

   Eu estaria mentindo, se lhe dissesse que é fácil voltar ou recuperar a alegria do primeiro amor. Não é nada fácil; mas não é impossível. Vou fazer uma lista dos eventos que motivaram aqueles dois a voltar correndo para Jerusalém:

    a) Jesus foi atrás deles;
    b) Jesus ouviu suas queixas;
    c) Jesus falou aos seus corações:
        “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras”, de tal modo que seus “corações ardiam”;
    d) Eles convidaram Jesus a entrar em sua casa;
    e) Jesus restaurou a comunhão (no partir do pão);
    f) Jesus abriu seus olhos (tirou a cegueira espiritual);
    g) Eles voltaram correndo para Jerusalém.

    Note que, dos sete eventos que os culminaram na volta deles, somente dois foram de iniciativa humana; quanto aos demais, foram de iniciativa e Jesus.

    Em outras palavras: Se Deus não tiver misericórdia de sua vida, você jamais conseguirá voltar à sua igreja ou jamais conseguirá voltar a sentir a mesma alegria do início.

    Meu conselho é que você dobre seu joelho e clame em alta voz:

    Jesus, por favor, venha me buscar!

    E, quando algum irmão ou pastor o procurar e lhe convidar para ir a um culto, vá! E, se o seu coração começar a arder, ao ouvir a Palavra de Deus, convide Jesus a entrar em seu coração e ficar com você nesta “noite fria” que se instalou em seu espírito.

    Aceite o perdão de Deus (coma do pão que Jesus lhe der) e…

    VOLTE PARA SUA IGREJA.

    Se não for possível nem recomendável voltar para sua igreja, peça a Deus para lhe mostrar seu novo lugar de adoração.

    Não seja LOUCO E DURO DE CORAÇÃO!

    Seja crente!

    Crê somente!

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Como Jesus tratou os Desesperançados

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A cidade de Jerusalém foi destruída muitas vezes. Muitas cidades e vilas da Palestina não são mais como eram no tempo de Cristo. Ao longo dos anos as pessoas construíram novas cidades em cima das antigas.

Quando fiz uma excursão à Terra Santa, com algumas outras pessoas, alguns anos atrás, fomos visitar o Poço de Betesda. Ele está cerca de dois metros e meio abaixo da superfície da atual cidade, e você pode caminhar, descendo as escadas sinuosas até o nível do poço, onde ele estava nos dias de Jesus.

Quando você desce aos cinco pavilhões, uma outra escada desce ainda mais adiante na escuridão até a água do poço. Alguém do nosso grupo naquela hora desapareceu acidentalmente no poço, como se estivesse tentando encontrar outro caminho, em vez da escadaria escura para descer. Ele descobriu que as águas o agitaram em vez da água ser agitada!

Entretanto o poço de Betesda ainda está lá e nos permite imaginar como ele era nos dias de Jesus. A história do homem do poço de Betesda encontra-se em S. João capítulo 5:

“Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém.

“Ora, existe ali junto à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pavilhões.

“Nestes jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos [esperando que se movesse a água. Porquanto um anjo descia em certo tempo, agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse].” Versos 1-4.

Esse era o local “milagroso” daquele tempo. Um centro de milagres onde as pessoas iam para encontrar saúde e cura – pelo menos assim pensavam eles.

“Estava ali um homem, enfermo havia trinta e oito anos.

“Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim, havia muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado?

“Respondeu-Lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois enquanto eu vou, desce outro antes de mim.

“Então lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. Imediatamente o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado.” S. João 5:5-9.

O restante do capítulo trata da seqüência ou resultado dessa história. Jesus foi levado diante de um tribunal e processado diante de uma corte terrena. Jesus, o Senhor do sábado, foi acusado de transgredir o sábado. Isso poderia ser engraçado, se não fosse tão trágico. Jesus – o Criador, Aquele que fez todas as coisas, aquele que mantinha os corações batendo nas pessoas que O estavam acusando. Sem dúvida, uma cena interessante.

Em seis diferentes ocasiões, Jesus foi acusado de transgredir o sábado. E ao estudar essas ocasiões você notará que Jesus sempre decidiu em favor das pessoas, enquanto os líderes religiosos decidiram em favor da lei.

Em S. Mateus 12:12 entretanto, Jesus disse: “É licito fazer bem aos sábados.” Assim Jesus “transgrediu” o sábado a fim de guardá-lo. E os líderes judeus, tentando guardá-lo, acabaram transgredindo-o. Quando Jesus decidia em favor das pessoas, Ele estava realmente decidindo também em favor da lei. As duas não se excluem mutuamente. É lícito fazer bem no dia de sábado.

Esta palavra – lícito – é muito interessante. O texto não diz: É bonito fazer bem no dia de sábado, ou é seu privilégio fazer o bem. Ele diz: é lícito fazer o bem. Em outras palavras, isto é o que a lei requer. Isso é como dirigir o carro em uma rodovia onde há uma placa que diz: “Velocidade mínima 60 km por hora.” Não apenas é permitido dirigir acima de 60 km por hora, mas você estará transgredindo a lei se dirigir mais devagar. Fazer o bem no dia de sábado é o que a lei requer. E Jesus veio revelar o verdadeiro propósito do sábado. Ele aparentemente lançou fora toda a precaução, deu um pulo gigante por cima de toda tradição e ritual, e mostrou tudo o que significava verdadeiramente guardar o sábado.

Nesse sábado particular, Jesus estivera caminhando através dos cinco pavilhões. As pessoas ali estavam em situações desesperadoras. Seus amigos ou familiares os haviam trazido ali como último recurso. Alguns tinham erigido rudes abrigos ao redor do poço; outros eram trazidos diariamente ao poço. Todos estavam esperando que a água se agitasse, para que pudessem tentar ser o primeiro a entrar no poço. Os doentes, cegos, coxos, paralíticos e desesperançados estavam em todo lugar – esperando.

Jesus caminhou sozinho e sem ser notado entre os sofredores. Isto foi no início de Seu ministério. Mais tarde, as pessoas em multidão O seguiriam e o povo palmilharia Suas pegadas. Porém, nenhuma multidão O seguia nesse dia para o poço, nenhuma mulher se apressou tentando tocar pelo menos a orla de Sua túnica.

Assim, Jesus caminhou pelos cinco pavilhões olhando para os doentes sofredores e desejando curá-los. Ele realmente queria curar a todos! Se estivesse lá e O reconhecesse e soubesse de Seu poder, eu teria gritado: ”Vai em frente Jesus! Cure todos eles!” Ele, entretanto, não podia fazer isso. Sua missão ainda incluía muitas coisas, e se Ele tivesse curado todos eles, isso teria interrompido Sua obra. Na verdade, por curar apenas um homem, Ele havia dado um grande passo em direção à cruz. Por essa razão Ele não curou todos os leprosos. Isto teria interferido em Sua missão maior – a salvação de toda a humanidade.

Eis a razão por que Deus não trouxe um fim ao pecado há muito tempo atrás. Essa é a razão por que Ele não cura a todos hoje – todos os doentes e enfermos nos hospitais e instituições de saúde. Deus, em Sua sabedoria, permite que o pecado evolua até suas últimas conseqüências, até que todos vejam o que ele realmente é. E quando finalmente chegar o fim do pecado, ninguém nunca mais o desejará.

Ao Jesus caminhar pelos cinco pavilhões, desejando curar a todos e talvez contemplando o dia quando o pecado estaria para sempre eliminado e todos estariam curados, Ele viu um caso mais desgraçado, e Sua compaixão extravasou.

Eis um homem doente por 38 anos. Seus amigos se foram. Sua família se foi. E seu único lar é ali no poço. Jesus pára, olha para ele, e pergunta o que pareceria uma questão tola:

– Queres ser curado?

– Desculpe-me! O que você pensa que eu estou fazendo aqui?

– Queres ser curado? – Evidentemente Ele queria que o homem desse uma resposta.

Bem, você sabe a resposta:

– Sim, é isso que eu estou aqui buscando. Mas não há ninguém aqui. Não tenho ninguém e não sou forte o suficiente para entrar no poço. Alguém sempre desce antes de mim. Isto é desesperador.

Jesus não perde tempo algum. Ele não desperdiça palavras. Ele olha para o homem e, com o poder que vem do Doador da Vida, o Criador, Aquele que fez o Universo – o poder que fez com que o pó se erguesse na Criação – Ele ordenou: “Levanta-te, toma o teu leito e anda.”

Agora, por favor, note aqui a intrigante seqüência. O relato é que (1) imediatamente o homem ficou curado, (2) tomou seu leito (3) e pôs-se a andar.

Quão fácil é nos colocarmos nesse quadro. Queremos justamente um pequeno crédito, uma pequena glória para nós mesmos. E dizemos: “Deus ajuda aqueles que se ajudam.” Queremos que os dons de Deus sejam dependentes de nossa obra de alguma maneira. Talvez você tenha ouvido pessoas dizerem que o que habilitou o homem a caminhar foi que ele colocou sua vontade, seu ânimo e sua determinação em fazer o que Jesus disse, e como pôs seu esforço nessa direção, ele foi curado e ficou apto a caminhar. Não foi assim. Jesus curou-o no momento. Primeiro ele foi curado e então se levantou, tomou o leito e andou. O caminhar e  carregar o leito foram resultados da cura, não a causa.

Você vê o homem caminhando – saltando saindo dali. O que o poço representa? O poço poderia representar alguma coisa que nós tentamos fazer para efetuar nossa salvação ou obter nossa vitória ou nossa justificação.

Talvez uns poucos, cuja doença estivesse apenas na mente, fossem aparentemente curados porque pensavam assim. Mas esse homem estava doente. Ele não tinha nem mesmo força ou energia para entrar no poço. Ele era um caso desesperador.

Está você na situação dele? Não percamos a lição espiritual dessa história. Qual é o seu poço, hoje? Está você tentando ganhar o seu caminho para o Céu – tentando ser suficientemente bom para fazê-lo? É esse o seu poço?

Você nunca vai conseguir por si mesmo.

Você tem tentado obter a vitória sobre algum pecado em sua vida? Tem você estado sem paz? Está você a ponto de se desesperar? É esse o seu poço? E o que dizer dos membros da igreja que estão tentando fazer alguma coisa para fazer com que Cristo volte? Você já ouviu sobre isso? Você já ouviu os slogans e faixas que dizem: “Levantemos e terminemos a obra”? E então você ouve dizer que a população do mundo está crescendo mais rápido do que a pregação do evangelho, e está a ponto de perder a esperança. E esse o seu poço, hoje?

Temos todo o tipo de poços os quais tentamos alcançar. Talvez haja alguém hoje que tem tentado, por 38 anos ou mais, alcançar seu poço e ainda não conseguiu. Eu tenho boas novas para vocês! “Há uma fonte repleta de sangue extraído das veias de Emanuel; e os pecadores, mergulhados nessa fonte, perdem todas as marcas de suas culpas.” Há um manto para aqueles que estão nus, um manto tecido sem nenhum fio de origem humana. Ele é oferecido a você hoje como um presente. Esse é o manto do poder de Jesus em lugar de suas falhas.

Assim, poderia você, por favor, unir-se a mim hoje em um desses cinco pavilhões? Jesus está passando por eles. Ele Se inclina sobre você e pergunta: “Queres ser curado?” Exatamente aqui chegamos àquilo que algumas pessoas chamam de evangelho subjetivo. Elas dizem: “Não fale sobre ser curado. Sejamos objetivos. Não olhemos para nós mesmos.” Pode você imaginar Jesus Se inclinando sobre esse homem no poço, dizendo:

– Você gostaria de ser curado?

E o homem diz:

– Oh, isso é muito subjetivo. Apenas ponha alguma justiça a meu crédito no Céu. Isso será suficiente.

Podemos ser gratos pelo que Jesus fez na cruz, mas podemos ser igualmente gratos pelo que Ele quer fazer em cada vida hoje. Charles Spurgeon, o poderoso pregador de anos passados, colocou isso assim: “E agora meus queridos ouvintes, eu vos farei a pergunta: Quereis ser curados? Desejais ser salvos? Sabeis ó que é ser salvo? Oh, dizeis vós, isto é escapar do inferno. Não, não, não. Isto é o resultado de ser salvo. Ser salvo é uma coisa inteiramente diferente. Quereis ser salvos do poder do pecado? Desejais ser salvos de ser cobiçosos, mundanos, impuros, temperamentais, injustos, descrentes, dominadores, bêbados, ou profanos? Estais vós dispostos a abandonar o pecado que vos é precioso?

” ‘Não’, diz alguém, ‘honestamente não posso dizer que quero tudo isso.’ Então você não é a pessoa a quem eu estou falando hoje.

“Entretanto há alguém que diz: ‘Sim, eu anseio ser libertado do pecado. Eu desejo pela graça de Deus, hoje mesmo, me tornar cristão e ser salvo de meus pecados.’ Então, levante-se, tome seu leito e ande.”

Não aceitaria você o maior Amigo que poderia ter, o próprio Senhor Jesus que caminha entre os cinco pavilhões? Ele veio não para chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento. E Ele diz: “Olhai para Mim e sede salvos, vós, todos os termos da Terra.” Isaías 45:22. Ele estava disposto a correr o risco por você. Sua compaixão sempre contém o melhor dEle. E Ele lhe oferece hoje a cura espiritual que você tanto deseja.

 Morris Venden.

Espírito Santo

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O Espírito Santo é a fonte da verdade.

João 14:16-17

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre, a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós.”

Receber o Espírito Santo significa nascer de novo.

João 3:5-7

“Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.”

Para receber o Espírito Santo é só pedir e depois seguir a Sua direção.

Lucas 11:13

“Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” Atos 5:32 “E nós somos testemunhas destas coisas, e bem assim o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.”

O Espírito Santo é parte da Trindade.

Atos 5:3-4

“Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? Enquanto o possuías, não era teu? e vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.”

O Espírito Santo é Deus vivendo naqueles que creêm.

Mateus 18:19-20

“Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”

O Espírito Santo está presente em tempos de tribulação.

Mateus 10:19-20

“Mas, quando vos entregarem, não cuideis de como, ou o que haveis de falar; porque naquela hora vos será dado o que haveis de dizer. Porque não sois vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós.”

O Espírito Santo ajuda-nos a adorar a Deus.

João 4:23-24

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”

O Espírito Santo dá-nos a habilidade de conversar sobre temas espirituais com convicção.

Atos 1:8

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra.”

II aos Coríntios

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Lição 1

A Defesa do Apostolado de Paulo

TEXTO ÁUREO

“Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também a nossa consolação sobeja por meio de Cristo”
(2 Co 1.5).

VERDADE PRÁTICA

Apesar dos dissabores e angústias de nossa jornada cristã, jamais nos faltará a consoladora presença do Espírito Santo.
HINOS SUGERIDOS 46, 186, 330

LEITURA DIÁRIA

Segunda Sl 59.9 Deus é a nossa alta defesa
Terça Fp 1.16 Paulo, levantado por Deus para a defesa do evangelho
Quarta Fp 1.27 O combate do cristão em defesa da fé
Quinta Tt 1.13 Em defesa de uma fé saudável
Sexta 2 Co 1.9,10 O livramento divino de um defensor da fé
Sábado 1 Co 1.18 Em defesa da palavra da cruz

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 CORÍNTIOS 1.12-14; 10.4,5

INTERAÇÃO

Ao iniciar um novo trimestre, o nosso ânimo parece renovar-se. Pedimos a Deus que nada venha abalar essa disposição e alegria em servi-Lo, mas que ambas perdurem por todo o trimestre. Inicie a primeira aula deste trimestre apresentando o tema geral da revista e comentando que as treze lições analisam a segunda epístola de Paulo aos coríntios, uma carta escrita com muitas lágrimas (2 Co 2.4). O comentarista destas lições é o pastor Elienai Cabral, presidente da Assembleia de Deus em Sobradinho – DF, membro da Casa de Letras Emilio Conde, teólogo e escritor de várias obras publicadas pela CPAD. Que o Todo-Poderoso utilize cada lição para a sua edificação e de seus alunos . Que Deus o abençoe.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Descrever o contexto histórico e cultural da cidade de Corinto.
Explicar os três objetivos da segunda carta de Paulo aos coríntios.
Mencionar as três lições aprendidas com Paulo nesta carta.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para esta primeira aula, sugerimos que seja feito um esboço geral da epístola. Reproduza o esquema abaixo no quadro-de-giz ou tire cópias para os alunos. Explique à classe que Paulo tentou de todas as maneiras ajudar os irmãos coríntios a resolverem os problemas existentes na igreja. Todavia, alguns falsos obreiros começaram a negar a autoridade apostólica de Paulo e a caluniá-lo. Portanto, ele foi obrigado a escrever a Segunda Epístola aos Coríntios para defender sua autoridade apostólica, afirmar seu ministério e refutar os falsos mestres daquela igreja.

2 Epístola de Paulo Aos Coríntios
Título: 2 Coríntios
Autor: Paulo (1.1)
Datae local: Aproximadamente 55-57 d.C, Na Macedônia.
Tema: A solução doutrinária dos conflitos internos da igreja
Estrutura: I. Exposição do ministério apostólico de Paulo (1-7).
II. Paulo defende a causa das ofertas enviadas aos cristãos pobres da igreja de Jerusalém (8-9).
III. Defesa da autoridade apostólica de Paulo, a qual ele recebeu do próprio Cristo, para anular os argumentos dos que negavam seu ministério (10-13).
Características: Esta é uma carta autobiográfica e por excelência a epístola do apostolado
Versículo-chave: 2 Co 5.20
Lugares-chaves: Corinto e Jerusalém

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave:
Apostolado
Missão de apóstolo, alguém comissionado e enviado pelo Senhor Jesus para uma missão.

REFLEXÃO
Estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós. 1 Pedro 3.15

A Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios foi uma resposta ao antagonismo que havia se levantado contra a sua autoridade apostólica, pois o seu modo incisivo de doutrinar havia chocado alguns conceitos dos cristãos de Corinto. Conceitos esses, aliás, que feriam os ensinos de Cristo. Em face dessa oposição, Paulo fez uma defesa do seu apostolado, refutando falsos cristãos que, embora se autodenominassem apóstolos, contradiziam os ensinos genuínos do evangelho de Cristo que Paulo pregava (2 Co 11.4,13).
Esta carta pode ser identificada sob três divisões. Os capítulos 1 a 7 consistem numa exposição do ministério apostólico de Paulo. Nos capítulos 8 e 9, Paulo defende a causa das ofertas enviadas aos cristãos pobres de Jerusalém. Os capítulos 10 a 13, mais uma vez, de forma incisiva e enérgica, são uma defesa da autoridade apostólica de Paulo.

I. O CONTEXTO DA ÉPOCA

1. Uma metrópole estratégica do século I d.C. Corinto achava-se localizada estrategicamente numa região que facilitava as viagens dos povos mediterrâneos dedicados ao comércio. A cidade era muito antiga e fora construída sobre uma estreita faixa de terra, que unia o norte e o sul da Grécia. O bronze, a cerâmica e outros produtos eram escoados através de seu território. Entre 51 a 55 d.C., sua população era estimada entre 100 a 500 mil habitantes; cifras que, para os padrões da época, significavam grandeza e orgulho. Capital da província romana da Acaia, era uma cidade altamente influenciada pela filosofia grega.
2. Uma cidade histórica e libertina. No século II a.C., Corinto havia chegado a um alto grau de prosperidade. Mas, por causa de seu conflito com Roma, foi destruída em 146 a.C. Reconstruída pelo imperador Júlio César, em 44 a.C., logo floresceu, tornando-se o mais próspero centro do sul da Grécia.
Nos dias de Paulo, a cidade era um pólo terrível e vergonhoso de idolatria. A mensagem do evangelho confrontava e condenava esse estado de coisas (2 Co 5.17).
Assim, a atitude correta e firme de Paulo acabou por gerar uma oposição ao seu ministério por parte de alguns crentes daquela localidade (2 Co 2.1-13).
3. Local da carta. Paulo estava na província da Macedônia, possivelmente em Filipos, quando escreveu esta Carta. Filipos foi a primeira igreja fundada na Europa pelo apóstolo Paulo, na qual ele desfrutava de boa aceitação e carinho (Fp 4.15).

SINOPSE DO TÓPICO (1)
A Segunda Carta de Paulo aos Coríntios foi uma resposta ao antagonismo que havia se levantado contra a autoridade apostólica do doutor dos gentios.

II. OBJETIVO DA CARTA

1. Autoria e características da carta. A carta começa com a forma típica do tratamento e endereçamento do primeiro século, com o apóstolo, literalmente, identificando-se: “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo” (1.1). Nesta saudação, temos a evidência da autenticidade da carta. Além disso, o estilo e a linguagem indubitáveis de Paulo indicam ter sido ele quem a escreveu.
2. A carta tem um caráter pessoal. A Segunda Epístola aos Coríntios é a mais autobiográfica das cartas do apóstolo Paulo e, portanto, possui uma marca bastante pessoal. Por causa dos constantes ataques que sofreu da parte dos coríntios (e dos “superapóstolos”, que se infiltraram na igreja), ela é denominada “a carta contristada” ou a “carta dolorosa”. A influência negativa do estilo de vida extremamente pecaminoso da cidade, marcado pela degradação moral e orgulho intelectual, afetou muitos cristãos chegando até mesmo a dominá-los. Isso fez com que Paulo reagisse com firmeza, condenando suas práticas imorais e, ao mesmo tempo, obrigando-o a se expor muito mais do que em qualquer outro de seus escritos.
3. A exposição do ministério e apostolado paulinos e a coleta para os necessitados. Há, basicamente, três objetivos pelos quais Paulo escreveu esta carta. Os pseudocristãos, que viviam e se movimentavam no seio da igreja, levantaram dúvidas acerca do apostolado de Paulo, suscitando contenda e rejeição ao apóstolo por parte do povo (Ver 2 Co 11.26b; Gl 2.4). Esses falsos irmãos promoveram um mal-estar na comunidade de fé coríntia, de tal forma, que trouxe muita aflição de espírito a Paulo. A despeito de tudo, o apóstolo amava essa igreja. Corinto foi a igreja que mais preocupação causou ao doutor dos gentios. É evidente que o apóstolo tratou de outros assuntos (6.14-18 é apenas um desses), entretanto, de certa forma, esses objetivos também oferecem uma estrutura para o estudo de 2 Coríntios:
a) A exposição do ministério paulino (capítulos 1-7). Foi grande o problema enfrentado por Paulo ante a crítica severa à integridade do seu ministério. Duas de suas defesas foram: 1) A apresentação de sua vida ao exame público (algo que o tranquilizava, pois era irrepreensível diante de todos, 2 Co 3.1-4); 2) e o próprio fato de ele padecer por estar realizando a obra de Deus (algo que, longe de o desqualificar, era na verdade uma das provas de que ele era realmente chamado por Deus, 2 Co 6.1-13). Na realidade, a defesa do ministério paulino contém lições preciosas para todos nós sobre como agir e reagir diante de ataques gratuitos e de circunstâncias negativas. Por isso, o objetivo dessa carta (à parte da defesa do apostolado paulino), mesmo tendo sido escrita em “tribulação e angústia do coração”, por causa dos “falsos apóstolos” (2 Co 11.13), é promover a unidade e o crescimento da igreja, com vistas ao amor fraternal.
b) A coleta para os necessitados (capítulos 8-9). Estes dois capítulos, se bem estudados, podem oferecer uma ampla visão do que significa filantropia e oferta como louvor e gratidão a Deus.
c) A defesa do apostolado paulino (capítulos 10-13). Nos capítulos finais, Paulo retoma o assunto e, de maneira ainda mais contundente, defende o seu apostolado como um ministério recebido de Deus. Ele se vê “obrigado” a expor algumas de suas credenciais para contrastar com o perfil dos falsos apóstolos e “superapóstolos”.

SINOPSE DO TÓPICO (2)
O objetivo da Segunda epístola é promover a unidade e o crescimento da igreja, com vistas ao amor fraternal.

III. AS LIÇÕES QUE APRENDEMOS COM PAULO

1. Amar sem ser conivente com o erro. Paulo amava a igreja, que gerara em Cristo, e muito zelava pelo seu vínculo com aqueles irmãos. Por isso, não podia, em sã consciência e segundo as Escrituras, compactuar, nem permitir o mau e escandaloso testemunho de alguns de seus membros (1 Co 5-6; 8). A comunhão com tais pessoas causaria estrago espiritual à igreja. A primeira carta foi enviada, provavelmente, através de Timóteo (1 Co 4.17), mas não produziu o resultado esperado pelo apóstolo. Ao contrário, a igreja continuava envolvida com pecados através de seus membros. Paulo, então, deixou a igreja em Éfeso, e foi a Corinto (2 Co 2.1; 12.14). Nesta viagem missionária, Paulo passou o inverno em Corinto, antes de prosseguir para Jerusalém e levar as ofertas recebidas das igrejas da Ásia Menor aos cristãos necessitados.
2. Ser obreiro é estar disposto a sofrer perseguições internas. Aprendemos com esta carta de 2 Coríntios, e com Paulo, que não estamos livres de enfrentar oposições na vida cristã e no trabalho do Senhor. Ninguém está livre de passar por tristezas, angústias e perseguições. Todavia, Deus não nos abandonará se tivermos sempre em vista o propósito da sua chamada em nossa vida.
3. Paulo não tomou todos por alguns. Apesar de tudo, o apóstolo Paulo sabia que havia crentes fiéis em Corinto, que não tinham entrado pelo caminho da murmuração e da rebeldia. Apesar dos males diversos causados ao apóstolo, ele não desistiu daquelas ovelhas; como pastor espiritual daquele rebanho, estava pronto a defender os fiéis.

SINOPSE DO TÓPICO (3)
Apesar dos males diversos causados ao apóstolo, ele não desistiu daquelas ovelhas, e como pastor espiritual daquele rebanho, estava pronto a defender os fiéis e repelir os lobos predadores.

CONCLUSÃO

Além de todos os aspectos históricos e geográficos que contribuem para que entendamos que Deus conduz a história na realização da sua soberana vontade, é preciso não perder de vista a vocação que cada um de nós recebeu da parte do Senhor. Na realidade, é preciso ir além: Que saibamos, assim como o apóstolo Paulo, sofrer por amor a Cristo, a fim de cumprir o chamado dEle em nossa vida (2 Co 1.5-7; 6.4; Cl 1.24; 2 Tm 1.8; 2.3; 3.11; 4.5).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Geográfico
Corinto
“Uma cidade muito antiga.
Os primeiros colonizadores chegaram à Corinto no quinto ou sexto milênio a.C. Mas a Corinto do período clássico foi realmente estabelecida com a invasão dos dórios. Por volta de 1000 a.C., esse povo grego se estabeleceu no sopé da acrópole de Corinto. Ocupando um lugar de segurança, eles também controlavam a principal rota comercial por terra entre o Peloponeso e a Grécia central, como também a rota Istmiana. Chegando logo a um alto grau de prosperidade, a cidade colonizou Siracusa na Sicília e a ilha de Corcira (a atual Corfu) e alcançou um pico de prosperidade através do desenvolvimento comercial e industrial. A cerâmica e o bronze de Corinto foram largamente exportados pelo Mediterrâneo.
[...] Corinto entrou em conflito com Roma durante o século II a.C., foi finalmente destruída pelos romanos em 146 a.C., e permaneceu virtualmente desabitada até que Júlio César fundou-a novamente em 44 a.C. O crescimento de Corinto foi rápido e, na época de Paulo, ou logo depois, a cidade se tornou o maior e mais próspero centro no sul da Grécia. [...] A prostituição religiosa era comumente praticada em conexão com os templos da cidade. [...] A partir da mobilidade social e dos males das práticas religiosas ali, surgiu uma corrupção geral da sociedade. A péssima ‘moral de Corinto’ se tornou um provérbio pejorativo até mesmo no mundo romano pagão” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2006, pp.460-62).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Bibliológico
O Relacionamento de Paulo com a Igreja
“1 Coríntios, enviada provavelmente por intermédio de Timóteo (1 Co 4.17), não produziu os resultados desejados. O relatório que [Paulo] recebeu informava que as condições da igreja estavam se tornando piores. Portanto, Paulo deixou seu trabalho em Éfeso e fez algo que classificou como uma visita dolorosa a Corinto (2 Co 2.1). Parece que alguma pessoa em particular, algum chefe dos revoltosos, havia se levantado em um arrogante desafio a Paulo (2 Co 2.5-8; 7.12). A igreja ficou do lado deste, e Paulo foi obrigado a fugir às pressas.
2 Coríntios é uma prova de que a polêmica contra o apóstolo havia aumentado e eram muitas as acusações e as críticas contra a sua pessoa. Questionavam a integridade dos seus motivos, do seu comportamento e até do seu ministério apostólico (1.13;; 3.1). Até sua coragem (10.1,10) e sua capacidade foram atacadas (10.11; 11.6). Parece que as críticas a Paulo vieram de uma minoria (2.6) e estavam centralizadas em alguns judeus cristãos (2.6), que haviam conseguido penetrar na congregação através de recomendações e da sua própria indicação (3.1; 10.12,18). De acordo com Kuemmel, eles não eram judaizantes, mas opositores palestinos da missão de Paulo e da dignidade apostólica que haviam se juntado a um grupo divergente, e aparentemente gnóstico, do ministério de Paulo e que já era evidente em 1 Coríntios.
Ao retornar a Éfeso dessa dolorosa visita, Paulo escreveu uma carta triste (2.3,4) e enviou Tito (7.6) para entregá-la em Corinto e tentar recuperar a igreja para ele. Depois da partida de Tito, esta preocupação de Paulo iria impedi-lo de continuar seu trabalho, portanto ele partiu para Trôade e depois para a Macedônia (2.12,13), a fim de aguardar o retorno de Tito. Quando este chegou trazendo a informação de que a igreja havia cuidado do ofensor e que havia novamente se submetido à autoridade do apóstolo, Paulo sentiu-se reconfortado. Portanto, depois de um ano na Macedônia (8.10) e depois de ter escrito 1 Coríntios, Paulo escreveu à igreja de Deus em Corinto. Ele incluiu e todos os santos que estão em toda a Acaia e lhes pediu para preparar o caminho para sua terceira visita. Nessa carta ele expressa seu alívio com o sucesso da missão reconciliadora de Tito e responde às aviltantes acusações dos seus críticos. Em toda essa carta, mas especialmente nos capítulos 10-13, ele entendeu ser necessário defender a legitimidade do seu apostolado. Embora as relações entre o apóstolo e a igreja como um todo tivessem sido restauradas, ainda permanecia alguma oposição a Paulo em Corinto. (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 8: Romanos a 1 e 2 Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 400, 401).

VOCABULÁRIO

Antagonismo: Oposição de ideias ou sistemas.
Conivente: Cúmplice.
Incisivo: Direto, sem rodeios.
Indubitável: Que não pode haver dúvida, incontestável.
Libertino: Devasso, dissoluto, depravado, licencioso.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2007..

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 36.

EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. De acordo com a lição, cite uma das provas da aprovação apostólica de Paulo.
R. 1. As três principais divisões são: I. Exposição do ministério apostólico de Paulo (1-7); II. Paulo defende a causa das ofertas enviadas aos cristãos pobres da igreja de Jerusalém (8-9); III. Defesa da autoridade apostólica de Paulo (10-13).

2. Qual é a melhor e a maior recomendação que um servo de Cristo pode ter?
R. É denominada “a carta contristada” ou a “carta dolorosa”.

3. Explique por que o Segundo Pacto é superior ao Primeiro.
R. Os dons têm a ver com o que fazemos para Deus. O caráter cristão com o que somos para Ele.

4. Cite as principais diferenças entre a Nova Aliança e a Antiga.
R. Afirmar o ministério de Paulo, defender sua autoridade como apóstolo e refutar os falsos apóstolos em Corinto.

5.Explique, com suas palavras, o texto bíblico de 2 Coríntios 3.6.
R. Aprendemos com esta carta de 2 Coríntios, e com Paulo, que não estamos livres de enfrentarmos oposições na vida cristã e no trabalho do Senhor, nem de passar por dissabores, angústias e perseguições provocadas por certos maus elementos dentro da igreja e que, apesar das dificuldades, devemos estar sempre prontos para defender os fiéis.

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Lição 2

O Consolo de Deus em Meio à Aflição

TEXTO ÁUREO

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação”
(2 Co 1.3).

VERDADE PRÁTICA

As aflições nos ensinam a lidar com as circunstâncias e a depender inteiramente de Deus, nosso auxílio e consolo.
HINOS SUGERIDOS 58, 61, 84

LEITURA DIÁRIA

Segunda Sl 23.4 A vara e o cajado de Deus nos consolam
Terça Sl 86.17 Deus consola o seu povo
Quarta 2 Co 7.6 Deus, o Consolador dos abatidos
Quinta 2 Co 1.4,5 O Deus de toda consolação
Sexta Cl 2.2 Consolados e unidos em amor
Sábado 1 Ts 5.14 Consolai os desanimados; amparai os fracos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Coríntios 1.1-7

INTERAÇÃO

Professor, atualmente muitos servos de Deus, influenciados pela Teologia da Prosperidade, acreditam que os crentes fiéis não podem experimentar aflições ou tribulações. A lição desta semana possibilitará a oportunidade de explicar aos alunos que o crente fiel também sofre infortúnios; Paulo é um exemplo. A Segunda Carta aos Coríntios mostra que ele enfrentou oposição, perseguição e experimentou grande sofrimento. Todavia, o Deus que o comissionou não o deixou sozinho, mas esteve ao seu lado em todo o tempo. Permita que Deus traga consolo ao seu coração a fim de que possa consolar seus alunos ou outras pessoas que porventura estejam também enfrentando dificuldades.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender que as aflições por que passamos nos ensinam a lidar com as circunstâncias e a depender de Deus, que nos ajuda e consola.
Conscientizar-se de que o crente fiel também enfrenta lutas e tribulações.
Saber que a confiança em Deus garante consolo e vitória.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, providencie algumas cópias do esquema da página ao lado. Introduza a lição perguntando: “Quais são as principais diferenças entre as cartas de 1 e 2 Coríntios?” Incentive a participação de toda a classe, ouça as respostas com atenção, mas não faça nenhum comentário. Após ouvir os alunos, distribua as cópias e diga que as duas cartas são muito diferentes. A seguir, leia o texto com eles e explique as principais diferenças. Enfatize o fato de Paulo ter entregado sua vida à divulgação do Evangelho.

1 Coríntios 2 Coríntios
Prática Pessoal
Enfoca o caráter da igreja
coríntia.
Enfoca Paulo ao expor sua alma e falar de seu amor pela igreja coríntia.
Lida com as questões do casamento, da liberdade, dos dons espirituais e da ordem na igreja. Lida com o problema dos falsos mestres. Paulo defende sua autoridade e a verdade de sua mensagem.
Paulo fornece instruções em assuntos relacionados ao bem-estar da igreja. Paulo dá seu testemunho porque sabe que a aceitação de seu conselho é vital para o bem-estar da igreja.
Contém conselhos para ajudar a igreja a combater as influências pagãs na pecadora cidade de Corinto. Contém um testemunho para ajudar a igreja a combater a devastação causada pelos falsos mestres.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave:
Consolação
Do grego paraklēsis; alívio, lenitivo, conforto.

REFLEXÃO
Em seu espírito, você está ligado àquEle que tem todas as respostas, soluções, provisões e bênçãos.

A Segunda Epístola aos Coríntios foi escrita quase um ano depois da primeira carta, e contém a apologética mais uniforme da autoridade apostólica de Paulo. O apóstolo achava-se contristado por causa da oposição que lhe moviam os falsos irmãos. Afinal, aquela igreja era fruto do seu trabalho missionário (1 Co 4.14,15; 2 Co 10.13,14). A carta também inclui alguns temas doutrinários, como é o caso da morte e ressurreição do crente (2 Co 5.1-10). Neste texto, o apóstolo expõe o seu coração; revela, de forma vívida, os sentimentos que envolviam sua alma e sua fé. Ele confronta as calúnias e a deslealdade dos falsos irmãos, refutando suas atitudes carnais; bem como enfrenta os falsos apóstolos, que tinham por objetivo corromper a verdade do evangelho de Cristo, a qual o apóstolo pregava com toda sinceridade e dedicação.

I. UMA SAUDAÇÃO ESPECIAL E INSPIRADORA (1.1, 2)

1. Sua identificação pessoal e os destinatários (1.1). O apóstolo dos gentios, como de praxe, inicia o texto com o seu primeiro nome, Paulo, seguindo uma forma predominante na época em que aparecia o nome do autor, o nome do destinatário e, finalmente, a saudação. Em seguida, Paulo destaca o seu apostolado, através do seu poderoso e frutífero ministério no seio da igreja, como alguém que fora chamado e autorizado a ser portador do evangelho pelo próprio Jesus (At 9.15). Já no versículo primeiro ele enfatiza o fato de o seu apostolado ser um chamamento divino (v.1). Nesta sua saudação à igreja de Corinto, Paulo inclui Timóteo, que cooperava com ele em suas atividades missionárias. Timóteo, um jovem obreiro, foi um companheiro leal de Paulo durante todo o seu ministério (At 16.1-3; 17.14,15; 1 Co 4.17). No texto de Atos 18.5 vemos que Timóteo e Silas foram enviados a Corinto para servir a igreja. Posteriormente, Paulo enviou o jovem pastor de Éfeso a Corinto (1 Co 4.17; 16.10). A despeito dos problemas que essa igreja possuía, é digno de menção a forma utilizada por Paulo ao dirigir esta sua nova carta à Corinto:
a) À igreja de Deus que está em Corinto (v.1). Apesar dos falatórios dos rebeldes da igreja de Corinto contra o apóstolo, ele tratou a igreja como um todo, como parte da Igreja universal. Por isso, a denomina “igreja de Deus”. Não havia templos construídos naqueles primeiros tempos do cristianismo; a igreja reunia-se em casas particulares ou ao ar livre. Note que Paulo não está se dirigindo a uma casa, mas “à igreja de Deus que está em Corinto”.
b) “[...] Todos os santos que estão em toda a Acaia” (v.1). Os romanos haviam dividido a Grécia em duas grandes províncias; ao sul, Acaia e, ao norte, Macedônia. Corinto era a capital da Acaia ao sul, onde residia o procônsul romano (At 18.12).
O apóstolo acrescenta à sua saudação um apêndice tipicamente neotestamentário: Ågos santos que estão em toda a Acaia. Os crentes são tratados como santos porque, independentemente da sua estatura espiritual, haviam sido separados da vida mundana para formar o povo de Deus, a Igreja.

SINOPSE DO TÓPICO (1)
Para os rebeldes que incitavam os cristãos de Corinto contra o apostolado de Paulo, ele não receou identificar-se como tal, porque esse título não resultou de uma autonomeação, mas foi-lhe outorgado pela vontade de Deus e, portanto, está diretamente relacionado à soberania do Eterno, que sabia quem era Paulo e, por isso, o chamou e o comissionou para essa obra.

II. AFLIÇÃO E CONSOLO ?(1.3-7)

1. Paulo, sua fé e gratidão. A seguir, o apóstolo agradece a Deus usando a seguinte expressão: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Tal forma de expressar-se fala de sua gratidão a Deus e também comunica uma riqueza doutrinária. Deus é aqui revelado como “o Pai das misericórdias”, indicando que esse Deus Todo-Poderoso é aquEle que nos perdoa. Suas misericórdias são expressões do seu caráter justo e santo, que pune o erro, mas se compadece do pecador arrependido (Sl 103.13-18).
2. O consolo divino e o consolo comunitário. Deus Pai não é apenas um Deus que se compadece de nós em nossas tribulações, mas aquEle que alivia nossos sofrimentos com o bálsamo da consolação do seu Espírito (At 9.31), pois é o “Deus de toda consolação” (2 Co 1.3). A força da palavra “consolação” (gr. paraklēsis), neste versículo, está no termo grego paraklētos (“advogado”, “consolador”), utilizado no Novo Testamento em relação à Pessoa do Espírito Santo como “o outro consolador”, prometido por Jesus antes de ascender aos céus (Jo 14.16; 16.13,14).
No versículo 4, Paulo dá testemunho do consolo divino, afirmando que Deus “nos consola em toda a nossa tribulação”, em uma clara referência às suas várias lutas vividas naqueles dias ante as perseguições e calúnias que sofrera.
Na sequência, o apóstolo esclarece que o consolo que recebemos de Deus, em meio aos sofrimentos, serve de bênçãos para nós mesmos e para os outros, uma vez que aprendemos a lidar com as circunstâncias e nos tornamos canais de consolo divin o para os outros. Na verdade, a Bíblia fala-nos aqui da responsabilidade do crente em relação aos seus irmãos em Cristo, quando enfrentam tribulações, lutas, sofrimentos e dificuldades.
3. A aflição na experiência cristã (vv.5,6). Aflição é uma palavra bíblica que anula o falso conceito da Teologia da Prosperidade, segundo a qual o crente santo e fiel não passa por dificuldades (Jo 16.33). Os sofrimentos e provações que enfrentamos produzem perseverança e esperança (Rm 5.3,4). As aflições são inevitáveis em nossa vida, porém, o consolo divino – bem como o apoio dos nossos irmãos – vem como um rio caudaloso trazendo refrigério e descanso.

SINOPSE DO TÓPICO (2)
Deus Pai não é apenas um Deus que se compadece de nós em nossas tribulações, mas aquEle que alivia nossos sofrimentos com o bálsamo da consolação do seu Espírito, pois é o “Deus de toda a consolação”.

III. AMARGURA E LIBERTAÇÃO (1.8-11)

1. Paulo enfrenta uma terrível tribulação (v.8). O apóstolo passou por uma tribulação esmagadora na Ásia; talvez em Éfeso, a capital da província (At 19.22-28). Nenhum servo de Deus está livre dessas experiências. Ameaças de morte não faltaram em todo o ministério paulino. O que chama a atenção no texto é que a aflição sofrida foi tão forte que Paulo a considerou algo superior às suas forças. A despeito da tenacidade desse homem, sua estrutura emocional era humana e limitada, e ele parecia não encontrar saída para escapar ao problema. Entretanto, Paulo entendeu que essa era uma prova em que ele deveria confiar, não em suas próprias forças, mas em Deus que “ressuscita os mortos” (v.9).
2. Paulo confia em Deus para sua libertação (v.10). O texto diz: “o qual nos livrou de tão grande morte e livrará; em quem esperamos que também nos livrará ainda”. A expressão “tão grande morte” indica que o seu fim parecia-lhe inevitável, mas Deus o livrara. A experiência dava-lhe consolo e ânimo para, em todas as situações, crer e esperar em um Deus que é também o nosso Pai amoroso.
3. Paulo confiou em Deus e foi liberto (v.11). O apóstolo agradece a Deus pelo livramento e apela à igreja de Corinto que ore e interceda pelos seus ministros. Assim, ela também terá motivos para glorificar ao Senhor pelo livramento que dará aos seus servos. Não existem limites para o poder da oração intercessória em nome de Jesus.

SINOPSE DO TÓPICO (3)
Paulo enfrenta uma terrível tribulação, mas confia em Deus e recebe o livramento.

CONCLUSÃO

Nesta lição, aprendemos que o cristão passa por muitas aflições, mas o Senhor sempre o ajuda a enfrentá-las. Ele está conosco, antes, durante e após as provações. O Senhor Jesus Cristo não nos desampara nunca (Mt 28.20).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

A palavra Thlipsis, traduzida como ‘tribulação’ e ‘aflição’, é frequentemente usada no Novo Testamento para descrever intensa aflição espiritual e emocional, causada por pressões externas ou internas. Todo ser humano que vive ou que já viveu é/foi vulnerável, pois nenhum de nós pode exercer controle sobre as circunstâncias da vida.
Esta realidade é expressa mais fortemente na palavra usada na passagem sobre sofrimento, pathema. Na cultura grega, esta raiz expressa a visão comum de que a humanidade é afligida, forçada a suportar experiências além do controle humano, que também causam grande angústia física e mental. Basicamente, a raiz é usada para sofrimento e aflição. Em primeiro lugar, Paulo sente que Deus é a fonte do consolo ou do encorajamento.
Em segundo lugar, tais pressões ensinaram a Paulo uma lição vital. Ele precisa confiar em Deus, não em si mesmo e em sua capacidade. Assim, ao invés de permitir que as pressões o levem a desistir, Paulo olha na frente com esperança (1.10). Esta palavra, esperança (elpizo) é utilizada 70 vezes nas epístolas do NT, onde sempre representa a expectativa em relação a algo bom. Se pensarmos apenas no presente, e nas dificuldades sob as quais vivemos, poderemos ficar presos a desespero permanente. Porém, Paulo nos lembra que devemos pensar no amanhã com grande expectativa e confiar em Deus.” (RICHARDS L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2007, p.370).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Bibliológico
“A Consolação Através de Cristo (1.3-7)
Uma atitude típica de Paulo (cf. Rm 15.1-7; 1 Co 1.18-31; 4.9,10; Fp 2.5-11), e particularmente característica dessa carta é o intercâmbio entre as experiências opostas em Cristo. Aqui existe um intercâmbio entre a consolação e a aflição, que está permeando as palavras de ação de graças de Paulo. O pensamento que une estes dois opostos são as aflições de Cristo, pois Paulo está descrevendo seus próprios sofrimentos em relação aos sofrimentos do nosso Senhor.
Aquele a quem o apóstolo louva como ‘o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo’, ele também experimentou como Pai das misericórdias (Sl 103.12) e o Deus de toda consolação. A continuidade usada por Paulo para enfatizar essa repetição invertida de Deus e Pai está na essência do seu conceito de Divindade. O Pai das misericórdias, como o Deus de toda consolação, consola Paulo e, dessa forma, permite que ele console os outros. Ele é o ‘Deus e Pai’ daquele cujas aflições… são abundantes em nós (5). O Pai é o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo (3). A consequência de Jesus ter se tornado verdadeiramente humano (Jo 1.14; Hb 2.14) foi que se tornou necessário que Ele vivesse em completa dependência de Deus quanto à sua força espiritual (Mc 15.34). Deus é o Pai de Jesus Cristo, pois Jesus também era o divino Filho, que vivia em perfeita obediência ao seu Pai (Jo 5.30). A chave para a perspectiva de Paulo é a verdadeira obediência de Deus como homem, até mesmo para sofrer e morrer pela humanidade (Fp 2.8; Hb 5.8).
Porque as aflições de Paulo estão tão essencialmente relacionadas aos sofrimentos de Cristo, que a sua consolação sobeja por meio de Cristo (5) para os coríntios. O pensamento de Paulo foi bem expresso pela tradução de Phillips. ‘Na verdade, a experiência mostra que quanto mais participantes do sofrimento de Cristo, mais seremos capazes de dar esse encorajamento’. Dessa forma, tanto as aflições como as consolações de Paulo foram por amor aos coríntios (4.15; 12.15), cujos sofrimentos são iguais aos seus. Assim como eles participam dos sofrimentos – que representam a porção de Paulo como servo de Cristo – eles serão capazes de compartilhar, na mesma medida, a consolação que encontra a sua fonte em Cristo. Esta consolação, como Filson interpreta, ‘é mais do que uma consolação na tristeza ou na provação, ela inclui o encorajamento e implica dom divino da força para enfrentar e vencer as crises da vida’ (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 8: Romanos a 1 e 2 Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp. 405-6).

VOCABULÁRIO

Praxe: Rotina, uso, costume.
Tenacidade: Afinco, constância.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

PURKISER, W. T. Comentário Bíblico Beacon. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.
HORTON, Stanley M. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e suas Soluções. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2003.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 37.

EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. De acordo com a lição, cite uma das provas da aprovação apostólica de Paulo.
R. Paulo explica seu apostolado da parte de Jesus Cristo usando a expressão pela vontade de Deus, justamente para enfatizar a origem de sua vocação e de sua posição de apóstolo (Gl 1.15).

2. Qual é a melhor e a maior recomendação que um servo de Cristo pode ter?
R. A graça é a demonstração do favor soberano de Deus mediante o ato salvífico de Jesus no Calvário.

3. Explique por que o Segundo Pacto é superior ao Primeiro.
R. Perseverança, firmeza de caráter e esperança

4. Cite as principais diferenças entre a Nova Aliança e a Antiga.
R. Aflição

5. Explique, com suas palavras, o texto bíblico de 2 Coríntios 3.6.
R. A expressão tão grande morte, indica que o passamento de Paulo parecia-lhe inevitável, mas Deus o livrou.

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Lição 3

A Glória do Ministério Cristão

TEXTO ÁUREO

“E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento”
(2 Co 2.14).

VERDADE PRÁTICA

A glória do ministério cristão está na simplicidade e sinceridade com que se prega o evangelho e na salvação e edificação dos fiéis.
HINOS SUGERIDOS 107, 147, 165

LEITURA DIÁRIA

Segunda Ef 6.6 Servindo a Deus com autenticidade
Terça 2 Co 11.2 Servindo a Deus com zelo
Quarta 2 Sm 12.7 Ministrando com autenticidade
Quinta 2 Ts 2.5,6 Autenticidade na conduta
Sexta Gl 2.7-14 Autenticidade nas convicções
Sábado Jo 2.13-17; 8.46 Cristo, suprema autenticidade e zelo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 CORÍNTIOS 1.12-14,21,22; 2.4,14-17

INTERAÇÃO

Professor, vamos iniciar esta lição com a seguinte indagação: Quem tem condições de representar Cristo?Você já refletiu a respeito disso? Paulo nos ensina na segunda Carta aos Coríntios que não temos capacidade para realizar tal tarefa. Nossa suficiência provém única e exclusivamente de Deus: não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus. É Deus quem nos chama e nos envia (Mt 28.18-20). Os falsos apóstolos se gabavam dos seus feitos. Todavia, Paulo deixa claro que é o Espírito Santo quem nos habilita a realizarmos a obra de Cristo. Sem Ele nada podemos fazer. Se estivermos realizando algo para o Senhor, devemos dar todo crédito ao Todo-Poderoso e não nos vangloriarmos em nossas realizações. Glorifique ao Senhor, dê toda a honra a Ele e tenha uma boa aula.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar-se de que a glória do ministério cristão está na simplicidade e sinceridade com que se prega o Evangelho
Explicar as razões da mudança de planos da ida de Paulo a Corinto.
Saber que somos o bom cheiro de Cristo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, converse com os alunos explicando que Paulo advertiu os coríntios a respeito da ameaça dos falsificadores da Palavra de Deus (2.17). Estes ainda hoje são uma ameaça para a Igreja, por isso precisamos estar atentos para não sermos enganados. Para a aula de hoje, sugerimos que você relacione no quadro-de-giz algumas características desses falsificadores. Você também pode pedir que os alunos relacionem outras.

Falsos Mestres Mestres Autênticos
Procuram obter lucro. Visam unicamente à glória de Deus.
Oferece um “gevangelho” fácil, sem renúncia, sem compromisso, santidade; iludem as pessoas. Oferecem a cruz de Cristo e um caminho estreito para chegar ao céu.
São emissários do Diabo (Jo 8.44). Comissionados e preparados por Deus (Mt 28.19,20).
Ensinam o que as pessoas querem ouvir independentemente se estão erradas ou não (Jr 5.31). Falam não o que gostamos de ouvir, mas o que precisamos ouvir. Corrige-nos sempre quando erramos porque nos ama (Hb 12.6-8).
Aparência de piedade Evidenciam os frutos do Espírito.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave:
Autêntico
Do grego authentikós; genuíno, legítimo.

REFLEXÃO
“A verdadeira integridade se manifesta até quando falhamos, pois é preciso ser sincero para assumir a culpa e confessá-la.”
Geremias do Couto

Após render graças a Deus pela libertação divina que tivera na Ásia (1.12-14), Paulo agora segue, a partir do versículo 12, fazendo uma defesa de sua conduta aos irmãos de Corinto. Ele precisou mudar seu roteiro de viagem, levando alguns, por isso, a acusá-lo de não haver cumprido com a sua palavra. As acusações contra ele tinham por objetivo arruinar sua credibilidade perante a igreja coríntia. Porém, o apóstolo estava ciente de que havia pessoas sinceras e amorosas que o conheciam e estavam seguras de sua sinceridade no trato com a igreja.

I.. O MINISTÉRIO APOSTÓLICO DE PAULO (1.12-22)

1. Confiabilidade, a garantia do ministério (1.12-14). Paulo havia desistido da viagem a Corinto pela terceira vez, e os irmãos coríntios, influenciados por alguns opositores, começaram a alegar que, tal atraso, não passava de displicência do apóstolo. A conclusão é que ele não era confiável. Entretanto, nos versículos 3 a 11, o apóstolo é confortado com o fato de que os próprios coríntios podiam testificar acerca de sua postura moral, espiritual e ministerial.
2. A força de sua consciência (1.12). Paulo era um homem tão íntegro e tinha um caráter tão firme que, diante de tais acusações, apela para a sua consciência como testemunho de sua sinceridade nas ações de seu ministério. Para ele, a consciência significava o seu senso de autoavaliação moral que, com certeza, o denunciaria se ele fosse culpado. Paulo declara, sem medo, que ministrava aos crentes coríntios com “simplicidade e sinceridade de Deus”. Dessa forma, as críticas contra seu ministério, ainda que infundadas, eram suportáveis em face da paz de consciência de que gozava.
3. A autenticidade ministerial (1.18-22). No versículo 18, Paulo diz: “Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não foi sim e não”. Em essência, ele argumenta que suas mensagens não eram vacilantes e que não oscilavam entre sim e não. O apóstolo então apela, de forma incisiva, afirmando que ele e seus companheiros de ministério eram fiéis. Para confirmar o seu testemunho perante a igreja coríntia, Paulo diz que o Jesus que eles pregavam não era “sim e não”, mas “sim”. Qual era a garantia da integridade da mensagem? No versículo 21, ele declarou que a confirmação do seu ministério e o de seus companheiros era a unção que haviam recebido de Deus. Logo a seguir, no versículo 22, Paulo declara que eles foram selados e receberam “o penhor do Espírito Santo”. O “selo” é um elemento que denota posse e autenticidade num documento. Em nossos tempos, denominamos carimbos ou autenticações, os instrumentos investidos de poder que imprimem marcas de propriedade e garantia. Em Cristo, os crentes são selados com o Espírito Santo, tornando-se propriedade exclusiva do Senhor (Ef 1.13,14).

SINOPSE DO TÓPICO (1)
Paulo era um homem tão íntegro e tinha um caráter tão firme que, diante das acusações contra a sua vida, ele apela para a sua consciência pessoal como testemunho de sua sinceridade nas ações de seu ministério..

II. A ATITUDE CONFIANTE DE PAULO EM RELAÇÃO À IGREJA (1.23-2.13)

1. Razões da mudança de planos da ida de Paulo a Corinto (1.23-2.4). Nestes versículos, o apóstolo continua preocupado em justificar as razões que o levaram a desistir de visitar a igreja em Corinto naquela oportunidade. Ele declara que não se tratava de qualquer tipo de capricho, orgulho, covardia e muito menos conveniência pessoal, mas sim o fato de evitar constrangimento maior em face da linguagem forte de disciplina contra alguém que havia pecado, maculando a santidade da igreja. Como essa pessoa era apoiada pelos opositores de Paulo, ele quis poupar a congregação do exercício desagradável de sua autoridade apostólica, que certamente provocaria ainda mais os humores negativos dos rebeldes no seio da igreja e entristeceria os demais. Paulo estava triste e não queria visitá-los em angústia e tristeza (2.2-4), mas queria que todos entendessem que era necessário que o tal pecador se arrependesse e fosse perdoado com todo o amor da igreja, a fim de que não fosse “devorado de demasiada tristeza” (2.6-8).
2. O perdão ao ofensor arrependido e a disciplina eclesiástica (2.5-11). Segundo o texto indica, Paulo deparou-se com um opositor, que o ofendeu e incitou os coríntios a rejeitarem sua autoridade apostólica para o exercício da disciplina ao membro infrator. Essa atitude ganhou adeptos e Paulo ficou muito triste e ofendido (2.4). Os líderes da igreja não tiveram forças para disciplinar tal membro, apesar de ela ter, em sua maioria, percebido que era necessário obedecer a orientação de Paulo (2.6). A rigidez do apóstolo provocou contenda, e isto o obrigou a abrandar sua atitude, preocupando-se com a recuperação do ofensor (2.6-11).
O apóstolo, embora severo, era agora capaz de orientar a igreja a que perdoasse o ofensor, caso este demonstrasse arrependimento. A igreja não pode deixar de administrar a disciplina aos que cometem pecado, para que não haja contaminação dos demais. Isto é, a punição do pecado é inevitável, entretanto, o tratamento com o pecador deve ser feito com atitude corretiva, terapêutica e restauradora, visando proporcionar-lhe o arrependimento e o recomeço da vida cristã. Lamentavelmente, em nome do zelo espiritual, tem-se cometido muitas injustiças, típicas dos fariseus, para criticar e censurar sem misericórdia os faltosos. O objetivo de Paulo, contudo, era levar estes a se arrependerem de seus pecados e a retornarem à plena comunhão com a Igreja de Cristo.
3. A confiança de Paulo no triunfo da Igreja. Nos versículos 12 e 13, Paulo está ansioso por ter notícias de Tito, seu fiel companheiro na batalha pelo Evangelho. Percebe-se uma mistura de sentimentos em seu coração: o cuidado com os companheiros, dos quais não tinha notícias e as “portas” que se abriam para a pregação do Evangelho (2.13). O apóstolo dos gentios interrompe sua preocupação com a chegada de Tito e parte para um assunto que abrange não só a igreja em Corinto, mas as igrejas da Macedônia, de Filipos e Tessalônica, pelas quais ele tinha grande gozo e gratidão. Paulo expressa sua gratidão a Deus por essas comunidades de fé, uma vez que vislumbra o triunfo da Igreja como o cortejo de um exército vitorioso que entra na cidade de cabeça erguida (v.14). A linguagem de Paulo é agora de alegria e felicidade, porque, ao contrário da lembrança deprimente e triste anterior, agora o apóstolo transborda de gratidão a Deus.

SINOPSE DO TÓPICO (2)
A igreja não pode deixar de administrar a disciplina aos que cometem pecado, para que não haja contaminação dos demais, entretanto, o tratamento com o pecador deve ser feito com atitude corretiva, terapêutica e restauradora, visando proporcionar-lhe o arrependimento e o recomeço da vida cristã.

III. PAULO SE PREOCUPA COM OS FALSIFICADORES DA PALAVRA DE DEUS (2.14-17)

1. A visão do triunfo do Evangelho no mundo (2.14). Em algumas versões a palavra “triunfo” dá a ideia de um cortejo militar, onde um general vitorioso conduz seu exército numa marcha triunfal entrando na capital do império. O general traz seus prisioneiros de guerra e exibe-os diante do povo, que assiste ao grande cortejo. Segundo os estudiosos, o povo queimava incensos e exalava fragrâncias variadas de flores, enchendo o ar daquele agradável cheiro. Dessa mesma forma, Paulo contemplava a força da mensagem do Evangelho.
2. Somos o bom cheiro de Cristo (v.15). O texto diz literalmente: “Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo”. O que Paulo estava dizendo à igreja de Corinto era que ele e seus companheiros de ministério eram os agentes que espalhavam a perfumada fragrância de Cristo por onde andavam. Esse aroma emana de Cristo, e na linguagem do Novo Testamento significa um sacrifício como oferta agradável a Deus. Os sofrimentos sugerem, figurativamente, a queima de ramos que exalam bom cheiro, assim como o incenso e outras especiarias do altar de incenso no Tabernáculo. Tipologicamente, a fragrância, que emana do sacrifício de Cristo no Calvário, sobe às narinas divinas para honrar ao Senhor. O texto ainda diz que para alguns a pregação do Evangelho é cheiro de morte, para outros é cheiro de vida (v.16). Morte por rejeitarem a mensagem, e vida por aceitarem a Cristo e sua Palavra (1 Co 1.18).
3. A ameaça dos falsificadores da Palavra de Deus (2.17). A palavra “falsificadores” pode ser entendida como “mercadores” porque tais homens não tratam a Palavra de Deus como a revelação divina, mas como uma mercadoria, um produto de mercado que pode ser vendido e manipulado. Paulo usa a palavra grega kapeleuiein, que se refere ao negociante que procura lucrar injustamente. Pregadores mercadores são aqueles que oferecem um Evangelho de imitação, corrompido, o qual ilude aos interessados. No capítulo 11.13, Paulo condena os falsos apóstolos que torciam o Evangelho para tirar proveito próprio em detrimento dos demais. O apóstolo denuncia essas distorções do Evangelho que visavam apenas enganar o povo de Deus (2 Co 4.2). Porém, declara com toda a sua alma que falava de Cristo com sinceridade na presença de Deus (v.17).

SINOPSE DO TÓPICO (3)
Pregadores mercadores são aqueles que oferecem um evangelho de imitação, corrompido, o qual ilude aos interessados. No capítulo 11.13, Paulo condena os falsos apóstolos que torciam o Evangelho para tirar proveito próprio em detrimento dos demais.

CONCLUSÃO

A glória do ministério cristão está na simplicidade e sinceridade com que se prega o Evangelho. Motivos falsos produzem resultados falsos, por isso, todos os motivos do apóstolo Paulo e de seus companheiros eram o de expandir o Reino de Deus por toda a terra para a glória única do Senhor Jesus.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

SUBSÍDIO HISTÓRICO

“1.Paulo considera seus adversários como ‘falsos apóstolos’ (11.13). As bases sobre as quais faz este julgamento são claras. Existe somente um evangelho apostólico verdadeiro (cf. Gl 1.6-8), e estes homens não o estavam pregando. [...] Além disso, o caráter interior do ministério dos adversários, como um todo, era estrangeiro e desigual ao de Paulo [que] viu em seus adversários a negação de uma identificação consciente com a fraqueza e os sofrimentos de Cristo (11.23-33; 12.7-10) [...]. 2.Paulo vê seus adversários como enganadores. [...] Apresentavam um evangelho estranho e um Jesus estranho, tendo o objetivo de enganar os Coríntios e afastá-los de uma fé simples e pura no Senhor Jesus (11.3). [...]. 3.Paulo descreve seus adversários como ‘carnais’ ou ‘mundanos’, [...] (1.17; cf. 5.17), e condena a vanglória orgulhosa de seus adversários classificando-a como estando de acordo com o modo de agir do mundo (ou ‘da carne’, cf. 11.18), mesmo quando sarcasticamente ilustra esta carnalidade por meio de suas próprias ostentações” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2004, p.1073).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Bibliológico
“Guiado e Enviado por Deus 2.14-17
Paulo divaga para defender seu ministério (incluindo o dos seus companheiros). Embora não tivesse uma visão ou palavra direta de Deus para ir à Macedônia, como teve em sua viagem anterior (a segunda, At 16.9,10), ele sabia que Deus sempre o estava guiando e também à sua equipe, pelo que dá graças a Deus. Alguns escritores interpretam que o ‘triunfar’ tem a ideia de procissão triunfal tendo como chefe o ressurreto e ascendido Cristo, conduzindo em vitória os cativos pelo triunfo de sua redenção e dando-lhes como dons à Igreja (Ef 4.7,8,10-13). A ideia de procissão triunfal não significa que Paulo estava se sentindo triunfante. Scott Hafmann considera 2 Coríntio 2.14 a 3.3 como parte do ‘coração teológico’ de 2 Coríntios. Ele interpreta que ‘nos faz triunfar’ (gr. tbriambeuonti) para descrever um general romano em procissão triunfal de suas tropas. Pondo em exibição os inimigos por ele conquistados à medida que os conduz à morte. Como ex-inimigo de Cristo, Paulo estava sendo conduzido por Jesus à morte. Ao conduzi-lo, o propósito de Cristo era revelar-se. Sofrimento e fraqueza eram essenciais ao plano de Deus para disseminar o Evangelho. Assim, Paulo estava sendo esmagado como pétalas de rosa para extrair a fragrância. Todas as dificuldades de Paulo só lhe tornavam possível mostrar o ‘cheiro do [...] conhecimento [de Cristo]‘ (o qual hoje encontramos na Bíblia) em todas as pessoas e em todos os lugares que fosse. Ele se tornou a doce fragrância de Cristo dirigida a Deus entre os que ‘se salvam’ e os que ‘perecem’, perdidos, encaminhados à morte eterna. Isto quer dizer que Paulo deu a mesma mensagem a todos, mas cada um teve de fazer uma escolha. Para alguns, tornou-se cheiro de vida que trouxe vida, para outros, cheiro de morte que os condenou à morte eterna. Ao perguntar ‘para essas coisas, quem é idôneo?’, Paulo quis dizer que estes resultados não vieram por causa de sua suficiência, competência, qualificações ou mérito. Ninguém pode produzir tais resultados por ser quem é ou por aquilo que é. Eles aparecem por causa da soberania de Cristo, de quem Ele é. Quando estamos fazendo sua obra, nossa suficiência é de Deus” (HORTON, Stanley. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e suas Soluções. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2003, pp.193-94).

VOCABULÁRIO

Sem ocorrências

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 37.

EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. Qual era a garantia da integridade da mensagem de Paulo e de seus companheiros?
R. A confirmação do seu ministério e de seus companheiros era a unção que receberam de Deus..

2. Quais as razões da mudança de planos da ida de Paulo a Corinto?
R. Paulo queria evitar constrangimento maior em face da linguagem forte de disciplina contra alguém que havia pecado, maculando a santidade da igreja.

3. O que Paulo estava querendo dizer ao utilizar a expressão “somos o bom cheiro de Cristo”?
R. Paulo estava dizendo à igreja de Corinto que, ele e seus companheiros de ministério eram os agentes que espalhavam a perfumada fragrância de Cristo por onde andavam

4. O que esse aroma significa na linguagem do Novo Testamento?
R. Significa um sacrifício como oferta a Deus

5. De acordo com a lição, como pode ser entendida a palavra “falsificadores”?
R. Pode ser entendida como mercadores, porque não tratam a Palavra de Deus como a revelação divina, mas como uma mercadoria, um produto de mercado que pode ser vendido e manipulado.

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Lição 4

A Glória das Duas Alianças

TEXTO ÁUREO

“Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece”
(2 Co 3.11).

VERDADE PRÁTICA

A glória da Antiga Aliança desvaneceu ante a glória superior da Aliança revelada em Cristo Jesus.
HINOS SUGERIDOS 287, 374, 432

LEITURA DIÁRIA

Segunda Jr 31.33 Uma nova aliança com a casa de Israel
Terça Mt 26.28 O sangue da nova aliança
Quarta Hb 12.24 Jesus, o Mediador de uma nova aliança
Quinta Is 55.3 Uma aliança perpétua
Sexta Hb 13.20 Uma aliança de sangue
Sábado Gl 4.24-26 Dois concertos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 CORÍNTIOS 3.1-11

INTERAÇÃO

Professor, ao mencionar o título da lição, não se esqueça de destacar o fato de que a Antiga Aliança, ou Antigo Concerto é a Lei de Moisés. Já sabemos que a Lei governou o relacionamento entre os israelitas e o Senhor até a vinda de nosso Salvador Jesus Cristo. Paulo nos ensina que a Lei nunca foi um caminho para a salvação, pois Deus já havia predito um novo Concerto com Israel. Somente o Novo Concerto é capaz de oferecer perdão e um novo coração. O Novo Concerto não estaria registrado em pedras, mas gravado nos corações de judeus e gentios. Aproveite o tema desta lição para explorar as diferenças entre o Antigo Concerto e o Novo. .

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar o aluno de que a glória da Antiga Aliança desvaneceu mediante a glória superior revelada em Cristo Jesus.
Distinguir as duas alianças.
Compreender a superioridade da Nova Aliança sobre a Antiga.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, como recurso didático para esta lição, sugerimos que os esquemas da página ao lado sejam reproduzidos no quadro-de-giz. Explique aos alunos que Paulo utilizou todos os meios disponíveis a fim de que os coríntios compreendessem que ele não precisava de carta de recomendação, pois foi Deus que o escolheu e o preparou para ser ministro de um Novo Concerto. Enfatize a superioridade deste Novo Concerto revelado em Cristo Jesus e as provisões da Nova Aliança.

ANTIGA ALIANÇA NOVA ALIANÇA
Entregue aos israelitas por intermédio Moisés Entregue a humanidade mediante a pessoa de Jesus Cristo.
Aliança da lei. Aliança da graça.
Tinha em seu conteúdo a sentença de morte sobre o culpado Tem em seu conteúdo a justificação e a salvação do culpado.
Revelou o ministério da morte Revelou o ministério da vida e graça.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave:
NOVA ALIANÇA
Providência divina pela qual Deus estabeleceu um novo relacionamento de responsabilidade entre Si mesmo e o seu povo.

REFLEXÃO
A lei moral aponta os nossos pecados, mas o perdão vem somente pela graça e misericórdia de Cristo.

Havia um conhecimento da parte dos coríntios acerca de Paulo, que substituía qualquer documento comprobatório de seu apostolado. Paulo fundara aquela igreja durante a primavera do ano 50 d.C., permanecendo na cidade, inicialmente, por 18 meses (At 18.1,8-11). Os irmãos reuniam-se em casas particulares como a de Tito Justo (At 18.7), e então, começaram a surgir os primeiros líderes daquela igreja (1 Co 1.1,14; 16.17). Esta se fortaleceu, e Paulo teve o cuidado de enviar-lhe obreiros experientes como Timóteo, Silas e Apolo, a fim de a confirmarem doutrinariamente (At 18.5,27,28). Portanto, o pai espiritual da comunidade cristã de Corinto era Paulo, não havendo necessidade de qualquer carta de recomendação vinda de Jerusalém. Entretanto, o apóstolo deparou-se com uma forte oposição, que colocava em dúvidas a legitimidade de seu ministério. Ele então apresenta uma justificativa que se constitui na maior e melhor recomendação que existe: o ministério que recebeu diretamente de Jesus Cristo e o modo como cumpria tal chamada. A prova de sua aprovação apostólica era a própria existência da igreja coríntia (v.2).

I. PAULO JUSTIFICA SUA AUTORRECOMENDAÇÃO (3.1,2)

1. A recomendação requerida (3.1). Era hábito dos judeus que viajavam com frequência, levarem cartas de recomendação para que, assim, ao chegar a lugares onde não eram conhecidos, pudessem ser hospedados durante o período em que ali estivessem. Imagine o fundador da igreja, conhecido de todos, ter de cumprir a exigência de ser portador de “cartas de recomendação”, apenas para satisfazer o espírito opositor que dominava alguns judeus-cristãos, que estavam com dúvidas acerca da autenticidade do seu apostolado! Algo injustificável.
2. Paulo defende sua autorrecomendação (3.1). Todos em Corinto sabiam que Paulo, mesmo não tendo sido um dos doze que estiveram com Jesus, recebera um chamado de Cristo para ser apóstolo. Seu testemunho pessoal era a prova concreta de que não lhe era necessário nenhuma recomendação. Seus sofrimentos por Cristo evidenciavam seu apostolado entre os gentios e, especialmente, em Corinto, dispensando, portanto, qualquer tipo de recomendação por escrito. No texto de 2 Coríntios 5.11, o apóstolo Paulo faz uma defesa de sua atitude dizendo que “o temor que se deve ao Senhor” lhe dava condições de se autorrecomendar, porque a sua vida e ministério eram manifestos na consciência de cada um daqueles crentes. A atitude paulina não tinha por objetivo ofender a ninguém, mas baseava-se na confiança do conhecimento que os coríntios tinham da sua pessoa e ministério.
3. A mútua e melhor recomendação (3.1). Na parte “b” do versículo 1, Paulo questiona: “[...] necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós ou de recomendação de vós?” Tal questionamento é retórico, pois apela para uma reciprocidade que havia entre ele e a igreja, a qual dispensava a recomendação de Jerusalém requerida por alguns opositores do seu ministério, uma vez que ele o havia desenvolvido entre os coríntios. O apóstolo, por sua vez, via-se como insignificante, mas os coríntios eram o seu verdadeiro louvor e glória. Assim, nem os coríntios precisavam de recomendação escrita, porque, dizia: “vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens” (v.2). A maior e melhor recomendação que um servo de Cristo pode ter é a evidência do seu ministério no coração e na vida daqueles que foram por ele alcançados para o Senhor Jesus. Quando Paulo diz aos coríntios que sua carta de recomendação foi escrita no coração deles, pelo próprio Cristo, “não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo” (vv.2,3), a preocupação maior de Paulo era referendar como verdadeiro o caráter do seu ministério apostólico (2 Co 3.6).

SINOPSE DO TÓPICO (1)
Paulo, mesmo não tendo sido um dos doze que estiveram com Jesus, recebera um chamado de Cristo para ser apóstolo. Seu testemunho pessoal era a prova concreta de que não lhe era necessário nenhuma recomendação.

II. A CONFIANÇA DA NOVA ALIANÇA (3.4-11)

REFLEXÃO
“Ao unir-se com seus irmãos em Cristo para perseguir um objetivo comum, você realiza muito mais do que faria sozinho”.
Evelyn Christenson

1. A suficiência que vem de Deus. Após fazer a defesa de sua autorrecomendação perante os coríntios, Paulo usa a figura metafórica da lei escrita em tábuas de pedra, pelo próprio Deus (Êx 31.18; Dt 5.22), e a compara à nova lei, o novo pacto, predito pelos profetas, que afirmaram que Deus a escreveria no coração do seu povo (Jr 31.31-34). Os dois pactos são provenientes de Deus, mas o segundo é superior, porque veio mediante a pessoa de Jesus Cristo, que consumou todas as coisas do Antigo Pacto, em um único ato sacrificial (Hb 7.27; 12.24; 1 Pe 1.2).
2. A distinção entre as duas Alianças (3.6). Paulo mostra aos coríntios que a “velha lei” ou o “velho pacto” tinha em seu conteúdo a sentença de morte sobre o moralmente culpado, por isso, a Antiga Aliança era da “letra”: gravado com letras em pedras (2 Co 3.7). A Nova Aliança é do “Espírito”, e ministrada por Ele (v.8), pois é um ministério da justiça (v.9), o qual vivifica (v.6) e é permanente (v.11). A Antiga Aliança era de condenação; a nova é de justiça e salvação (v.9). O Antigo Pacto veio por Moisés; o novo veio por Cristo (At 20.28; Hb 9.12; 7.27; 12.24).
3. A “letra” que mata (3.6). Por muito tempo, a má interpretação desse texto provocou receio quanto ao estudo secular e mesmo o teológico. Entretanto, como já ficou claro, tal passagem não se refere ao estudo, mas à aplicabilidade das sanções, sentenças e penalidades da lei mosaica que, contrastava-se com o Novo Concerto, o qual tem como propósito único vivificar e absolver.

SINOPSE DO TÓPICO (2)
A Antiga Aliança era de condenação; a Nova é de justiça e salvação (v.9). A Antiga Aliança veio por Moisés; a Nova veio por Cristo (At 20.28; Hb 9.12; 7.27; 12.24).

III. A GLÓRIA DA NOVA ALIANÇA (3.7-18)

1. A superioridade da Nova Aliança sobre a Antiga Aliança (3.7-12). Quando Paulo fala das alianças, ele utiliza paralelos entre a Antiga e a Nova, a fim de esclarecer os crentes quanto às diferenças entre o que era transitório e o que é permanente; entre a lei que condenava e a que liberta. A glória do Antigo Pacto era passageira porque trazia à tona a realidade do pecado, sua maldição e condenação. O Novo Pacto demonstrou outra caraterística da glória de Deus, o seu poder misericordioso para salvar e dar vida. A glória do Primeiro Concerto revelou o ministério da morte, porque condenava e amaldiçoava todo aquele que não cumpria a lei, mas a glória do Segundo Concerto revelou o ministério da vida e da graça de Deus. Por isso, a glória do evangelho é superior à da lei.
2. A glória com rostos desvendados (3.13-16). Quando Paulo usa a figura da glória resplandecente da face de Moisés, ele reforça o fato de que tal glória teve que ser coberta com véu e que se desvaneceu com o tempo, portanto, era transitória. Porém, a glória da Nova Aliança manifestou-se descoberta, sem véu, porque Cristo a revelou no Calvário. Trata-se da liberdade que temos mediante a obra expiatória de Cristo.
3. A liberdade do Espírito e a nossa permanente transformação (3.17,18). A liberdade do Espírito livrou-nos das amarras das tradições religiosas, que nos impediam de um relacionamento direto com o Senhor. Tal relacionamento é fundamental para que possamos ser transformados e conformados à imagem do homem perfeito e completo: Jesus Cristo (Rm 8.29; Ef 4.13).

SINOPSE DO TÓPICO (3)
A glória da Primeira Aliança revelou o ministério da morte, porque condenava e amaldiçoava todo aquele que não cumpria a lei, mas a glória da Segunda Aliança revelou o ministério da vida e da graça de Deus. Por isso, a glória do Evangelho é superior à da lei.

CONCLUSÃO

Hoje, a glória que reflete em nossa vida não é a dos rostos, mas é aquela glória interior, que reflete a transformação na semelhança de Cristo, de forma gradual, de glória em glória, mediante a presença do Espírito de Cristo em cada um de nós.

REFLEXÃO
Quanto mais de perto seguirmos a Cristo, mais parecidos com Ele nos tornaremos.
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico

“A Nova Aliança
A próxima aliança incondicional entre Deus e Israel é a Nova Aliança. Esta aliança é nova porque substituiu a antiga, ou seja, a Aliança Mosaica. Uma vez que Israel foi incapaz de cumprir a aliança mosaica, Deus, graciosamente, prometeu dar-lhes uma nova aliança e um novo coração para obedecerem a Deus. Esta aliança está registrada em Jeremias 31.31-34 [...].
Primeiro, observe que Deus firma esta aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá, expressão que claramente se refere à nação ética de Israel. Em segundo lugar, a frase não conforme o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito volta a restringir o concerto aos descendentes físicos de Abraão, Isaque e Jacó. Em terceiro lugar, esta aliança visa a uma futura restauração do povo não apenas como povo de Deus, mas como um povo perdoado e regenerado, que serve ao Senhor. Quando foi crucificado, o Senhor Jesus Cristo estabeleceu uma Nova Aliança.[...]. As alianças firmadas entre Deus e Israel no Antigo Testamento garantiam que Israel teria um reino eterno na terra que Deus prometera a Abraão. Embora Deus repetidamente os alertasse de que seriam expulsos por causa da desobediência, Ele, ao mesmo tempo, prometia devolver-lhes a terra, onde serviriam como seu povo e sob o governo do Messias” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2008, p.35).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

“A Glória do Novo Concerto (3.7-18)
Nós somos imediatamente surpreendidos pelo uso constante que Paulo faz da palavra ‘glória’, que aparece 12 vezes nestes 11 versículos. O Antigo Concerto tinha glória própria, mas o Novo Concerto tem glória maior. Antes de examinar os contrastes que Paulo desenvolve entre o Antigo e o Novo Concerto, é útil entender o significado de ‘glória’. Sobre este termo, o Zondervan Expository Dictionary of Biblie Words diz: ‘No Antigo Testamento, a glória de Deus está intimamente ligada à auto-revelação do Senhor. Há muitas imagens: esplendor fulgurante, e santidade flamejante que marcam sua presença (por exemplo, Êxodo 16.10; 40.34,35; 2 Crônicas 7.1,2). Mas, nenhum poder elementar ou santidade flamejante expressam a Deus de maneira absolutamente adequada. Desta forma, o Êxodo relaciona a glória de Deus com revelação de seu caráter amoroso. Quando Moisés implorou para que Deus lhe mostrasse sua glória, a Bíblia relata: ‘Ele disse: Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti e apregoarei o nome do Senhor diante de ti; e terei misericórdia e me compadecerei de quem me compadecer. E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá’ (Êx 33.19,20). Com o mesmo sentido de revelação, Deus diz: ‘serei glorificado’, no caso da recusa do Faraó em deixar que Israel saísse do Egito (Êx 14.4). O grande poder redentor de Deus foi exibido no Êxodo (Nm 14.22), da mesma forma como seu poder criativo é exibido quando ‘os céus manifestam’ sua glória (Sl 19.1).
Mas ‘glória’ implica em mais do que revelação de como Deus é. Implica em invasão do universo material, expressão da presença ativa de Deus entre seu povo. Assim, o Antigo Testamento conscientemente relaciona o termo ‘glória’ à presença de Deus em Israel, em tabernáculos e templos (por exemplo, Êxodo 29.43.Ezequiel 43.4,5; Ageu 2.3). A glória objetiva de Deus é revelada por sua vinda, para estar presente conosco ? e para se mostrar a cada um de nós por suas ações neste mundo’ (pp. 310,311).
Agora Paulo argumenta não que o Antigo Concerto não possuía ‘glória’, mas que a glória do Novo Concerto supera aquela do Antigo. Ao falar sobre isto, Paulo fixa nossa atenção em como a glória de Deus é exibida em sua vinda para estar com seu povo sob o Antigo Concerto e sob o Novo. Ao fazer isto, ele também nos mostra como o cristão é verdadeiramente livre para adotar a abordagem de ‘risco’ ao ministério do Novo Concerto, que ele próprio, Paulo exibiu ao mostrar-se vulnerável no capítulo 1.
[...] Esta é a essência do ministério do Novo Concerto: Deus exibe sua glória por meio de sua presença dentro do crente. (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo testamento. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2008, p.35).

VOCABULÁRIO

Sem ocorrências

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.
HORTON, Stanley M. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e suas Soluções. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2003.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 38

EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. De acordo com a lição, cite uma das provas da aprovação apostólica de Paulo.
R. A maior prova da aprovação apostólica de Paulo era a própria existência da igreja coríntia..

2. Qual é a melhor e a maior recomendação que um servo de Cristo pode ter?
R. A maior e melhor recomendação que um servo de Cristo pode ter é a evidência do seu ministério no coração e na vida daqueles que foram por ele alcançados para o Senhor Jesus.

3. Explique por que o Segundo Pacto é superior ao Primeiro.
R. O Segundo é superior, porque veio mediante a pessoa de Jesus Cristo, que consumou todas as coisas do Antigo Pacto, em um único ato sacrificial.

4. Cite as principais diferenças entre a Nova Aliança e a Antiga.
R. A Nova Aliança é do “Espírito”, e ministrada por Ele, pois é um ministério da justiça, o qual vivifica e é permanente. A Antiga Aliança era de condenação; a nova é de justiça e salvação. A Antiga Aliança veio por Moisés; a Nova veio por Cristo.

5. Explique, com suas palavras, o texto bíblico de 2 Coríntios 3.6.
R. Tal passagem não se refere ao estudo, mas à aplicabilidade das sanções, sentenças e penalidades da lei mosaica que, contrastava-se com o Novo Concerto, o qual tem como propósito único vivificar e absolver.

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Lição 5

Tesouro em Vasos de Barro

TEXTO ÁUREO

“Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós”
(2 Co 4.7).

VERDADE PRÁTICA

Embora sejamos frágeis, Deus nos usa para proclamar as Boas Novas e dá-nos poder para realizarmos sua obra.
HINOS SUGERIDOS 306, 432, 486

LEITURA DIÁRIA

Segunda Is 45.9 Cacos de barro
Terça Is 64.8 Barro nas mãos do oleiro
Quarta Jr 18.6 O vaso do oleiro
Quinta Rm 9.21 Vaso para honra
Sexta At 9.15 Um vaso escolhido
Sábado 2 Co 4.5 Vasos utilizados na obra de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Coríntios 4.7-12

INTERAÇÃO

Professor, com certeza você já deve ter ouvido a seguinte afirmação: “os perfumes mais caros estão nos menores frascos”. Às vezes o recipiente é pequeno, mas o conteúdo é de grande valor. Paulo desejava mostrar essa premissa aos coríntios, por isso, ele utilizou a figura de um vaso de barro para fazer ver que o conteúdo que carregamos é muito precioso, de valor inestimável. Você sabe que conteúdo é este? A mensagem da salvação em Jesus Cristo. Deus confiou a nós, “frascos frágeis e imperfeitos”, a grande mensagem redentora. Ele habita em nós e quer nos usar para este propósito.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar-se de que mesmo sendo frágeis, Deus nos usa para transmitir as Boas Novas e nos dá poder para realizarmos sua obra.
Compreender as fragilidades dos vasos de barro.
Saber que no final os vasos de barro serão glorificados pelo Senhor

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, escreva no quadro-de-giz a palavra vaso. Pergunte aos alunos o que vem à mente deles quando ouvem este termo. À medida que forem falando, vá relacionando as palavras no quadro. Depois de ouvi-los, explique que, ao usar a figura do vaso de barro, Paulo indicava a fragilidade e a pequenez de tal utensílio diante de sua riqueza interior. Os vasos de barros eram baratos e quebravam-se com muita facilidade, por isso não eram muito valorizados pelas donas de casas. Depois, peça que os alunos leiam as características e as referências do quadro abaixo.

“Vaso de barro” Reconhece suas fragilidades (Is 6.5)
Útil para o Senhor (2 Tm 2.11)
Supera os sofrimentos
Anuncia as Boas Novas (Is 6.8)
Guarda em seu interior um tesouro
Conhecido por seus bons frutos (Mt 7.17-20)

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave:
Vaso
Utensílio geralmente de barro, frágil e barato, muito utilizado no século I para conter substâncias líquidas ou sólidas.

REFLEXÃO
Quando nos rendemos ao Senhor, Ele nos transforma paulatinamente em vasos valiosos.”
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal

Os seis primeiros versículos do cap[itulo 4 são, na verdade, uma continuação do capítulo 3, a respeito da defesa que Paulo faz de seu ministério e sua autorrecomendação. Na sequência, ele se coloca como um "vaso de barro", pequeno e frágil, porém capaz de guardar um tesouro indestrutível. Evidentemente isso só era possível porque o poder de Deus o capacitava a ser digno de guardar o glorioso tesouro.
Já no versículo 1, Paulo declara que a misericórdia divina foi o dom imerecido que tornou possível ao seu ministério revelar a nova aliança como superior à luz do esplendor de Moisés (3.6-18). O apóstolo não estava fazendo comparações de seu ministério com o de Moisés, mas sentia-se privilegiado pelo Senhor de trazer à tona o que estava encoberto. Esse privilégio deu-lhe conta de sua própria indignidade (1 Tm 1.12-17), mas, ao mesmo tempo, ofereceu-lhe a oportunidade de demonstrar a glória de Deus. Esta lição nos mostrará que, a despeito de nossa fragilidade, o Senhor nos usa na expansão de seu Reino.

I. PAULO APRESENTA O CONTEÚDO DOS VASOS DE BARRO (4.1-6)

1. Um conteúdo genuíno (v.1). Nos versículos de 1 a 6, Paulo prossegue na defesa de seu ministério e, ao usar a figura do "vaso de barro", indica a debilidade e a pequenez de tal utensílio diante de sua riqueza interior. Em síntese, Paulo apresentou, de fato, o caráter sobrenatural do seu ministério. Naqueles dias, surgiam pregadores que falavam como meros profissionais, sem nenhum compromisso com a veracidade daquilo que pregavam. Eram discursos vazios, com elementos falsos, à semelhança dos comerciantes desonestos, que adulteram as substâncias originais de seus produtos, misturando-as com algo mais barato para enganar seus clientes.
Nesse contexto, o apóstolo surge com uma mensagem de esperança e, agindo como bom mestre, declara que o conteúdo de seu ensino não é falsificado (v.2).
2. Um conteúdo que rejeitava coisas falsificadas (vv.1,2). O fato de Paulo utilizar, no versículo 2, o plural "rejeitamos", indica que ele referia-se a si mesmo e aos seus companheiros de ministério. Mas o que eles rejeitavam? Qualquer coisa falsa, ou vergonhosa, que corrompesse a mensagem do Evangelho de Cristo. Seus oponentes acusavam-nos de que havia conteúdos adulterados e falsos em seus discursos, no entanto, Paulo refuta essa acusação, afirmando que a mensagem que ele e seus companheiros anunciavam era genuína e verdadeira.
3. Um conteúdo de coisas espirituais transparentes. Pelo menos três sinônimos aparecem nos versículos 2 e 3 como elementos do conteúdo desse tesouro guardado em "vasos de barro": "Palavra de Deus", "verdade" e "Evangelho". Os cristãos judaizantes, opositores de Paulo, acusavam-no de haver distorcido a mensagem, todavia, o apóstolo defende-se com os seguintes argumentos: o que pregava era algo revelado, a Palavra de Deus, a verdade do Evangelho, as Boas Novas. Por ser algo tão glorioso, Paulo sente-se animado a seguir proclamando o Evangelho com franqueza e audácia.
No versículo 4, Paulo chama Satanás de "deus deste século", a fim de mostrar que o opositor rege o pensamento predominante no mundo. A palavra "século" aparece no grego bíblico como aione pode significar, dependendo do contexto, "era", "época", "tempo". Neste caso, aionse traduz por "era" e pode ser entendido como "pensamento que predomina numa época". Portanto, quando Paulo fala do Diabo como "deus deste século", refere-se à ação entorpecente do pecado que obstrui os entendimentos dos incrédulos, impossibilitando-os de captarem o conteúdo do Evangelho. Para esses, a mensagem estava obscura, porque não podiam ver a sua luz (vv.3,4). Os que rejeitam o Evangelho põem-se sob o poder das trevas, que os impede de conhecer o Senhor Jesus Cristo.

SINOPSE DO TÓPICO (1)
Os cristãos judaizantes opositores do ministério de Paulo o acusavam de distorcer a mensagem, mas o apóstolo declara, sem medo, que o que pregava era algo revelado, porque era a Palavra de Deus, a verdade do evangelho, que são as boas novas públicas a todos os homens.

II. PAULO EXPÕE A FRAGILIDADE DOS VASOS DE BARRO (4.7-12)

REFLEXÃO
"A fraqueza do homem só serve para engrandecer a mensagem."
Frank Carver

1. A metáfora do vaso de barro (v.7). Paulo extasia-se diante do contraste entre o glorioso Evangelho e a indignidade e fragilidade de seus proclamadores. Em vez de a mensagem de salvação ser revelada mediante uma demonstração sobrenatural, a glória do Evangelho é manifesta através de homens frágeis - vasos de barro. Deus tem poder sobre o barro e sobre os vasos; Ele é o Oleiro. Por isso, Paulo sente-se fraco fisicamente, mas o Senhor toma-lhe a fraqueza, tornando-o capaz de revelar a glória do Evangelho aos judeus e gentios (vv.8,9).
2. O paradoxo dos sofrimentos (vv.8-10). Nos versículos 8 e 9, quatro contrastes são apresentados por Paulo para exemplificar suas experiências (cf. 1 Co 4.11-13). Os sofrimentos foram terríveis, entretanto, não chegaram a abatê-lo. No versículo 10, Paulo faz uma descrição dessas experiências, identificando-as com a morte de Jesus; um sentimento de participação nos sofrimentos do Filho de Deus. Contudo, o mesmo poder que ressuscitou a Jesus é o que produziu vida no corpo mortal de Paulo (vv.10,11).
3. Sofrer pela Igreja (vv.11,12). No sofrimento físico de Paulo, Deus o aperfeiçoou, produzindo no apóstolo um senso de total dependência (v.11). Se, por um lado, os sofrimentos experimentados por Paulo fizeram-no chegar bem próximo da morte física, por outro, serviram para beneficiar a Igreja de Cristo (v.15). Paulo, aliás, não tinha dificuldade em enfrentar a morte por amor à Igreja: "De maneira que em nós opera a morte, mas em vós, a vida" (v.12).

SINOPSE DO TÓPICO (2)
Deus manifesta a glória do evangelho através de homens frágeis, tais como vasos de barro. O Senhor tem poder sobre o barro e sobre os vasos que Ele fabrica.

III. PAULO FALA DA GLORIFICAÇÃO FINAL DESSES VASOS DE BARRO (4.13-18)

1. O poder que transformará os vasos de barro (vv.13,14). Quando falamos de "vasos de barro", referimo-nos à fragilidade e à pequenez de nossos corpos ilustradas pelo apóstolo Paulo. Enquanto temos vida física, Deus dignifica-nos a sermos guardiões de um valiosíssimo tesouro - o Evangelho. A esperança que dominava o coração de Paulo - e que não se restringe somente a ele, mas abrange todos os crentes em Cristo - era a glorificação do corpo mortal. Os versículos 13 e 14 indicam que o ato de crer e anunciar baseia-se na verdade de que, assim como Jesus ressuscitou, os crentes também um dia ressuscitarão. Seus corpos transitórios e corruptíveis serão transformados em corpos gloriosos.
2. A esperança capaz de superar os sofrimentos (vv.15,16). Paulo reitera, no versículo 15, que todo o sofrimento experimentado por ele era por amor aos coríntios. Sua fraqueza física manifestaria o poder do Espírito Santo, a fim de que a obra de Deus fosse realizada por meio dele. Ainda que tenha enfrentado a morte muitas vezes, o coração do apóstolo não desfaleceu (v.16). Por isso, ele diz que, exteriormente, nossos corpos físicos se desgastam, mas a esperança da ressurreição garante a vida eterna.
3. Tribulação temporária e glória eterna (vv.17,18). Quando Paulo menciona, no versículo 17, o peso da sua aflição como "leve e momentâneo", queria, de fato, realçar o peso da glória que Deus tem reservado aos fiéis. Desse modo, revela o apóstolo as causas que o sustentaram em meio aos sofrimentos durante seu ministério: amor à obra, confiança na ressurreição, e gozo eterno. As mesmas causas podem sustentar a todos os crentes que padecem por amor a Cristo.

SINOPSE DO TÓPICO (3)
O ato de crer e anunciar baseia-se na verdade de que, assim como Jesus ressuscitou, os crentes também um dia ressuscitarão. Seus corpos transitórios e corruptíveis serão transformados em corpos espirituais.

CONCLUSÃO

Nesta lição, aprendemos a enxergar nossos corpos como frágeis vasos de barro. Todavia, em sua fragilidade, guardam um tesouro incomparável - o conhecimento do Evangelho. Portanto, compartilhe este tesouro com aqueles que ainda não o possuem.

REFLEXÃO
Reconhecer-nos como vasos de barro é reconhecer a maravilhosa graça que nos foi dada.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico

O Paradoxo dos Sofrimentos de Paulo (4.7-11)
Os versículos 8,9 contêm quatro conjuntos de contrates que ilustram tanto a fraqueza de Paulo em executar sua chamada apostólica, como o poder de Deus para superar esta fraqueza e libertá-lo: Paulo conheceu aflições que o pressionavam de todos os lados, porém nunca foi cercado a ponto de ser esmagado. Encontrou circunstâncias desnorteantes, mas nunca chegou a ponto de se desesperar. Seus inimigos haviam perseguido seus passos, mas Deus nunca o deixou cair em suas garras. Abateram-no até o chão, porém foram impedidos de dar o golpe fatal. Em resumo, Paulo descreve estas experiências em termos físicos, identificando-as com a morte de Jesus ou até mesmo como participando desta (v.10), de forma que Deus poderia revelar seu poder de ressurreição. Este poder infunde ao corpo mortal de Paulo a vida de Jesus, preservou-o apesar das tribulações e das ameaças contra sua vida (vv.10,11). Estas não são somente as consequências destas tribulações, mas também o propósito de Deus. [...] Paulo percebe que embora seus sofrimentos o trouxessem face a face com a morte física, são os meios que Deus usou para trazer vida aos coríntios (v.12). A revelação do poder de Deus através da fraqueza humana e da concessão da vida através da morte são temas que residem no âmago da compreensão de Paulo quanto o Evangelho e de sua própria chamada como um apóstolo (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2004, p.1091).

VOCABULÁRIO

Praxe: Rotina, uso, costume.
Tenacidade: Afinco, constância.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.
HORTON, Stanley M. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e suas Soluções. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2003..

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 38

EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. O que Paulo queria indicar ao usar a figura do vaso de barro?
R. Paulo queria indicar a fragilidade e a pequenez de tal utensílio diante de sua riqueza interior.

2. De acordo com a lição, quais são os três termos sinônimos que aparecem nos versículos 2 e 3?
R. Palavra de Deus; Verdade e Evangelho.

3. Quando Paulo fala do Diabo como deus deste século, a que ele se refere?
R. Refere-se à ação entorpecente do pecado que obstrui os entendimentos e impossibilita as pessoas não-crentes de captarem o conteúdo do evangelho.

4. De acordo com a lição, cite três causas que sustentaram Paulo em meio aos sofrimentos.
R. O amor à obra; confiança na ressurreição e gozo eterno.

5. Que lição, para sua vida pessoal, você pode extrair dos sofrimentos de Paulo?
R. Resposta pessoal.

——————————————–

Lição 6

O Ministério da Reconciliação

TEXTO ÁUREO

“E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação”
(2 Co 5.18).

VERDADE PRÁTICA

O ministério da reconciliação consiste, fundamentalmente, na proclamação da obra expiatória do Senhor Jesus Cristo.
HINOS SUGERIDOS 107, 147, 165

LEITURA DIÁRIA

Segunda Ef 2.16 Reconciliados com Deus pela cruz
Terça Cl 1.20 Reconciliados pelo sangue de Jesus
Quarta Hb 2.17 Reconciliação pela expiação
Quinta Rm 3.22 A reconciliação pela fé
Sexta Ef 2.18 A reconciliação permite o acesso ao Pai
Sábado Ef 2.1 Vivificados mediante a reconciliação

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Coríntios 5.14,15,17-21

INTERAÇÃO

Prezado professor, o tema de hoje, como todos do trimestre é muito relevante, pois vamos estudar de modo direto e enfático a respeito da nossa reconciliação com Deus mediante o sacrifício na cruz. Jesus, nosso Salvador, reconciliou-nos com Deus de maneira eficiente, através da sua morte vicária. Por meio desta reconciliação recebemos muitas bênçãos, uma delas é a garantia de que o Todo-Poderoso nos dará a vida eterna. Poderíamos fazer várias afirmações a respeito do ministério da reconciliação, mas que fique gravado na mente e no coração de seus alunos que tal ministério consiste na proclamação da obra expiatória do Senhor Jesus Cristo.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar-se de que o ministério da reconciliação consiste na proclamação da obra expiatória do Senhor Jesus Cristo
Compreender que a grande motivação do ministério de Paulo era o amor de Cristo.
Saber que o amor de Cristo nos constrange e transforma.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, como recurso didático para esta lição, sugerimos que você reproduza a tabela abaixo no quadro-de-giz. Esta tabela vai auxiliá-lo no momento de explicar a respeito das várias bênçãos que são advindas do ministério da reconciliação. Este recurso pode ser utilizado na introdução do tópico III ou na conclusão, a fim de enfatizar bem o tema. É importante que você leia, juntamente com os alunos, as referências bíblicas

Antes da Reconciliação Bênçãos Decorrentes da reconciliação Referências
Ruína Salvação Rm 5.8,9
Pecado Justiça Rm 5.12,15,18,21
Morte Vida Eterna Rm 5.12,16,17,21
Separação de Deus Relacionamento com Deus Rm 5.11,19
Desobediência Obediência Rm 5.12,19
Morte do corpo e da alma Corpo incorruptível, vida eterna 1 Co 15.42-52

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave:
Reconciliar
Do grego katallassō, sugere a ideia de trocar, mudar (neste caso específico, a inimizade com Deus está sendo trocada por relações pacíficas).

REFLEXÃO
“Deus não só nos declara inocentes como nos conduz para perto dEle.”
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal

Nos dez primeiros versículos do capítulo cinco, Paulo continua sua argumentação, falando acerca de seus sofrimentos e das consolações do Senhor. Logo após, ele passa a explicar o contraste entre a vida terrena, mortal e limitada, e a imortal, eterna e espiritual. Sua preferência é clara (v.8), mas isso não o priva de ensinar que é necessário sermos agradáveis ao Senhor, “quer presentes” – neste corpo e nesta vida -, “quer ausentes”, na eternidade (v.9). Do versículo onze em diante, Paulo trata do ministério da reconciliação, assunto que passaremos a estudar.

I. A VIDA PRESENTE E A FUTURA (5.1-10)

1. A confiança doutrinária de Paulo (v.1). Paulo tinha uma segurança absoluta acerca das revelações doutrinárias que havia recebido, por isso, começa o texto, dizendo: “Porque sabemos”. Não se tratava de experiência pessoal, nem de testemunho humano, nem de intuição. Era o conhecimento que a revelação divina havia produzido em seu coração. Ao falar de morte e ressurreição, Paulo não se baseava em conceitos humanistas nem filosóficos, mas na revelação divina. A certeza do lar eterno era tão real que os sofrimentos e ameaças de morte não o intimidavam, pelo contrário, davam-lhe forças para proclamar essa mesma verdade aos crentes.
2. O anelo de Paulo pela vida além-túmulo (vv.1-5). Nesses versículos, algumas expressões revelam a distinção que Paulo faz entre o temporário e o eterno, o terrestre e o celestial, o corruptível e o incorruptível, o transitório e o permanente. O corpo atual é como uma tenda (“tabernáculo”), onde cada um de nós vive neste mundo. Esta tenda será desfeita por um edifício permanente e melhor, que nos dará o Senhor. Agora, “gememos” (v.2) neste corpo terrenal, porque desejamos que o celestial o revista.
A palavra “gememos” (v.4) indica dor e desconforto, mas também significa “anseio” por algo melhor. A doutrina bíblica evidencia que nossos corpos mortais serão revestidos de imortalidade, de incorruptibilidade, e que anelamos por essa transformação (1 Co 15.42-52). A garantia de que isso se efetivará no futuro, mediante a ressurreição ou o arrebatamento da Igreja, é o Espírito, a sua presença em nós (2 Co 1.22,5.5; Ef 1.14).
3. O Tribunal de Cristo para todos os crentes (vv.7-10). No versículo 7, o texto diz que “andamos por fé e não por vista”. A fé dá ao crente a garantia de que existe um lar celestial pelo qual ele aspira e espera; um lugar que é real e não aparente. No versículo 9, Paulo ensina que devemos ter como alvo principal “agradar ao Senhor”.
No versículo 10, o apóstolo apresenta uma doutrina importantíssima da Igreja sobre o comparecimento dos crentes no Tribunal de Cristo. O Tribunal de Cristo, salientamos, não é o Juízo Final. Trata-se de um julgamento de realizações em prol da obra de Deus, o qual acontecerá nos ares e envolverá todos os cristãos salvos, após o arrebatamento dos vivos e a ressurreição dos mortos em Cristo (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.13-18).

SINOPSE DO TÓPICO (1)
O Tribunal de Cristo não é o Juízo Final. Trata-se de um julgamento de realizações em prol da obra de Deus, o qual acontecerá nos ares e envolverá todos os cristãos salvos, após o arrebatamento dos vivos e ressurreição dos mortos em Cristo.

II. O AMOR DE CRISTO CONSTRANGE E TRANSFORMA (5.11-17)

REFLEXÃO
Por meio de Cristo Jesus, nosso passado foi perdoado e nosso futuro está garantido.
Max Lucado

1. A força da persuasão à fé em Cristo (v.11). Paulo inicia o texto destacando o “temor do Senhor” como um modo de convencer as pessoas acerca da fé recebida. Na verdade, as duas grandes motivações paulinas para o cumprimento do ministério são o temor a Deus (v.11) e o seu amor a Cristo (v.14). No versículo 11, “o temor do Senhor” é destacado pelo apóstolo, visto que no Antigo Testamento essa atitude caracterizava aqueles que procuravam andar de modo sábio (Pv 1.7), e que evitavam a prática do mal (Jó 28.28; Pv 16.6). Persuadir os homens por causa do temor a Deus não significa intimidá-los, mas convencê-los através da mensagem do Evangelho.
2. A grande motivação do ministério de Paulo: o amor de Cristo (vv.12,13). Paulo havia acabado de falar da esperança que sustenta seu ministério, levando-o a persuadir a todas as pessoas acerca da verdade de que Cristo é o Senhor e vale a pena ser seu ministro (v.11). Nessa oportunidade, Paulo não está defendendo sua autorrecomendação, mas procurando advertir os crentes fiéis a não permitirem que seus opositores os convençam.
Ele não tinha a presunção de louvar a si mesmo, no entanto, fornecia argumentos para que os coríntios se gloriassem em seu testemunho (v.12). Acerca do versículo 13, as explicações são muitas, podendo referir-se à conversão de Paulo (At 9.1-10), ou às suas experiências espirituais (2 Co 12.1-10). O que importa é que todos os atos do apóstolo eram realizados por amor a Cristo.
3. Um amor que nos constrange a viver integralmente para Cristo (vv.14-17). O amor mencionado pelo apóstolo no versículo 14 tinha a força de constrangê-lo, porque não era o seu amor por Cristo, mas era o amor de Cristo por ele. Conforme vemos no versículo 17, esse amor, quando aceito, crido e recebido, é o motivo supremo da transformação de nossas vidas. A expressão “nova criatura” implica em uma nova forma de viver, na qual desaparece a vida pregressa e os velhos costumes. Assim, tal transformação proporciona um novo estilo de vida ao que a recebe. Tal postura, aliás, é consequência lógica da conversão, pois o amor de Deus pela humanidade (Jo 3.16) constrange-nos a viver integralmente para Ele.

SINOPSE DO TÓPICO (2)
A grande motivação do ministério de Paulo era o amor de Cristo.

III. O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO (5.18-21)

1. Reconciliação, palavra-chave da nova criação (vv.18,19). No grego, o verbo “reconciliar” (katallassō, do substantivo katallagē, que significa “reconciliação”) sugere a ideia de trocar, mudar (neste caso específico, a inimizade está sendo trocada por relações pacíficas). Esta expressão diz respeito ao reajuntamento das pessoas que estavam separadas, assim como um pai e um filho que se separam por divergências familiares. Assim, para que a relação seja restabelecida, é necessário remover os fatores que ocasionaram a inimizade. Na relação rompida entre Deus e a humanidade, a remoção dos elementos que impediam a sua restauração foi realizada pela expiação (Rm 5.10,11).
2. O ministério da reconciliação. O ministério e a palavra da reconciliação consistem na proclamação da obra expiatória realizada por nosso Senhor Jesus Cristo. Dessa forma, Deus propiciou aos cristãos ser um elo de reajuntamento, de reunião e de reconciliação dEle com a humanidade. Assim, a mensagem de reconciliação deve apresentar o perdão em seu sentido mais amplo e restaurar a relação da humanidade com Deus, de forma que esta seja amistosa e correta (Rm 5.1).
3. Embaixadores de Deus (vv.20,21). Paulo escolheu o título “embaixador”, porque o papel de quem possui esta ocupação é o de representar os interesses do seu governo ou líder. Como embaixadores de Deus, temos uma responsabilidade enorme: transmitir a mensagem do Evangelho em sua inteireza, sendo fiel à missão que recebemos do Senhor. Isso o fazemos, em gesto de gratidão àquEle que não tinha pecado, mas que tomou o lugar dos pecadores para redimir-nos. Tal ato proporcionou-nos sermos justificados e termos paz com Deus (Rm 5.1). Por isso, deixemos nossos interesses pessoais e cuidemos da obra; trabalhemos enquanto é dia (Jo 9.4).

SINOPSE DO TÓPICO (3)
A mensagem de reconciliação deve apresentar o perdão em seu sentido mais amplo, o qual é restaurar a relação da humanidade com Deus, de forma que ela seja amistosa e correta

CONCLUSÃO

A mensagem da reconciliação não prega o juízo, mas o perdão do Senhor. Ela é objetiva e suprema, pois consiste em saber que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo (v.19). Dessa maneira, Deus, por intermédio da obra de justiça que seu Filho Jesus Cristo realizou no Calvário, concedeu ao pecador uma anistia total (Rm 3.24-26).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico

Reconciliação
[Seu] significado etimológico é mudança, mas o uso sempre inclui a união de duas ou mais partes pela renovação de bases ou causas de desarmonia. A reconciliação é necessária para por fim à inimizade existente. A doutrina da reconciliação está relacionada com a restauração da comunhão entre o homem pecador e Deus, o Santo Criador, através de Jesus Cristo, o Redentor. Por causa de suas más ações, o homem é declarado inimigo de Deus (Rm 5.8). Teólogos liberais que negam a satisfação penal, propiciatória e substitutiva da justiça divina pela provisão objetiva da expiação, mostram que no NT Deus nunca é o objeto da reconciliação. Eles negam a necessidade da vindicação da justiça divina, e insistem que tudo que é necessário para a reconciliação entre Deus e o homem é uma mudança no homem [...]. O fato de o pecador ser aquele que precisa ser reconciliado com Deus (2 Co 5.20) não constitui um argumento contra a necessidade da propiciação em relação a Deus. Isto deveria ser evidente a partir de uma das passagens do NT, na qual a palavra é usada em um sentido não-soteriológico. Em Mateus 5.23,24, aquele a quem Deus ordenou que se reconciliasse com seu irmão era o ofensor contra quem o irmão tinha uma queixa. A única reconciliação possível era através da remoção objetiva da queixa ou a satisfação da justiça (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.1654).

VOCABULÁRIO

Sem ocorrências

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

MATTHEW, Henry. Comentário Bíblico do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2008.
PURKISER, W. T. Comentário Bíblico Beacon. 1. ed. Vol. 2. Rio de Janeiro, CPAD, 2006.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 39

EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. O que a doutrina bíblica evidencia a respeito de nossos corpos?
R. A doutrina bíblica evidencia que nossos corpos mortais serão revestidos de imortalidade, de incorruptibilidade.

2. De acordo com a lição, o que é o Tribunal de Cristo?
R. Um julgamento de realizações em prol da obra de Deus, o qual acontecerá nos ares e envolverá todos os cristãos salvos, após o arrebatamento dos vivos e ressurreição dos mortos em Cristo.

3. Cite as duas grandes motivações de Paulo para o cumprimento do ministério cristão.
R. O temor a Deus (v.11), e o seu amor a Cristo (v.14).

4. De acordo com a lição, o que significa persuadir os homens por causa do temor a Deus?
R. Significa não intimidá-los, mas convencê-los através da mensagem do Evangelho.

5. Em que consiste o ministério e a palavra de reconciliação?
R. O ministério e a palavra de reconciliação consistem na proclamação da obra expiatória realizada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

——————————————–

Lição 7

Paulo, um Modelo de Líder-Servidor

TEXTO ÁUREO

“E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão”
(2 Co 6.1).

VERDADE PRÁTICA

O líder-servidor não age egoisticamente, antes serve ao povo de Deus com espírito voluntário e solícito.
HINOS SUGERIDOS 115, 127, 394

LEITURA DIÁRIA

Segunda 2 Co 3.1 Paulo, um líder recomendável
Terça 2 Co 4.2 Paulo, um líder exemplar
Quarta Mt 20.26 Paulo, um líder servo
Quinta Rm 5.3 Paulo, um líder paciente
Sexta 2 Co 4.5 Paulo, um líder que pregava somente a mensagem de Cristo
Sábado At 14.22 Paulo, um líder provado pelas adversidades

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 CORÍNTIOS 6.1-10

INTERAÇÃO

Professor, você é um cooperador de Cristo? Atualmente muitos querem exercer liderança, mas poucos querem servir ao Mestre e a Sua Igreja. Jesus, enquanto homem perfeito, é o nosso exemplo de líder-servidor. Certa vez, Ele declarou que não veio a esse mundo para ser servido, mas para servir (Mt 20.26-28). Paulo foi um homem que seguiu as pisadas do Mestre. Ele procurou servir a Jesus em todo o tempo. Mesmo sofrendo retaliação e rejeição de alguns, Paulo amou, liderou e serviu a igreja em Corinto.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar-se de que o líder-servidor não age egoisticamente, antes serve ao povo de Deus com espírito voluntário.
Compreender que o líder na Igreja de Cristo precisa estar pronto para enfrentar as dificuldades inerentes ao ministério.
Identificar quais são as armas de ataque e defesa de um líder-servidor.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, sugerimos que você reproduza em uma cartolina o diagrama abaixo. Leve o cartaz para a sala de aula e fixe-o em um local onde todos possam ver. Explique aos seus alunos que todo líder cristão, a exemplo de Paulo, deve ter um método de trabalho, além de observar alguns princípios bíblicos para que sua liderança seja bem-sucedida. Diga que Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina porque procurou seguir os princípios relacionados.

Princípios Referências
Seja firme e corajoso em toda e qualquer situação 2 Co 7.9; 10.2
Seja preciso e honesto 2 Co 7.14; 8.21
Seja amável depois de ser firme 2 Co 7.15; 13.11-13
Procure utilizar palavras que reflitam a mensagem de Cristo,
e não as suas próprias ideias 2 Co 10.3; 10.12,13; 12.19
Use a disciplina somente quando todos os outros métodos falharem 2 Co 13.2
Desenvolva um amor incondicional 1 Co 13
Procure manter a unidade Jo 17.23
Tenha uma vida de oração Ef 6.18
Viva aquilo que prega Tg 1.22
Busque adquirir conhecimento, sabedoria Pv 4.7
Não faça tudo sozinho 1 Co 3.6

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave:
Líder-servidor
Individuo que, na moderna administração, é visto como o modelo ideal de liderança, pois, em vez de chefiar friamente, serve aos liderados de modo que constrange-os a trabalhar em prol do bem coletivo.

REFLEXÃO
“O líder espiritual deve ter uma “boa reputação” entre os crentes e descrentes.”
Gene A. Getz

Neste capítulo, Paulo ainda continua sua defesa, dando provas e descrevendo seu ministério de reconciliação, no qual ele atuava como embaixador de Cristo, representando os interesses do Reino de Deus na terra. Sua liderança é demonstrada em serviço, e ele até se identifica em algumas de suas cartas como servo (Rm 1.1; 2 Co 4.5; Tt 1.1). Seu modelo de líder-servidor era o próprio Jesus, que nos deixou um grande exemplo (Jo 13.1-17; Fp 2.5-8). Por isso, Paulo exortou aos coríntios que o imitassem assim como ele imitava ao Senhor (1 Co 11.1).

I. PAULO SE IDENTIFICA COMO SERVIDOR DE CRISTO (6.1,2)

1. Paulo se descreve como cooperador de Deus no ministério da reconciliação (v.1). A organização dos capítulos da Bíblia (não somente das epístolas paulinas) muitas vezes não obedece à estrutura lógica dos versículos. Os dois primeiros versículos do capítulo 6 são um complemento do capítulo cinco. Quando Paulo usa o plural e “nós, cooperando também com ele”, refere-se ao Senhor Jesus que realizou a obra expiatória, pois o Pai o fez pecado por nós (5.21), a fim de pagar a dívida da humanidade, reconciliando-nos com o Criador.
Ao tornar conhecida a obra da redenção, Paulo afirma que estamos cooperando com Jesus Cristo. Deus não depende de ninguém para fazer o que precisa ser feito, mas Ele deseja uma relação de comunhão e serviço em conjunto com o homem, para que este tenha o privilégio de participar do ministério da reconciliação.
2. Paulo, um modelo de líder-servidor. Paulo aprendeu com Jesus que o serviço é a postura ideal para quem deseja liderar, pois o Mestre mesmo disse que não tinha vindo ao mundo para ser servido, mas para servir (Mt 20.26-28). O apóstolo dedicou, pois, sua vida e personificou sua liderança como um líder-servidor. Ele procurou imitar o Mestre em tudo, servindo apenas aos interesses da Igreja de Cristo (2 Co 12.15; Fp 2.17; 1 Ts 2.8).
3. Paulo desperta os coríntios para a chegada do tempo aceitável (v.2). O versículo dois é uma citação de Isaías 49.8. Neste vaticínio do profeta messiânico, surge o Servo do Senhor (que é o Cristo profetizado), com a promessa de ajuda no dia em que a salvação for manifestada aos gentios. Paulo usa a profecia para anunciar que o tempo aceitável (favorável) é agora, o dia da salvação é hoje, e a proclamação do Evangelho que pregava está no presente. O tempo aceitável por Deus e pelos homens é agora, e todos podem participar livremente da reconciliação oferecida em Cristo. A parte final do versículo dois evidencia a preocupação paulina com os coríntios em relação à graça de Deus. A graça salvadora é para “agora”, porque este é o momento oportuno de sua aceitação.

SINOPSE DO TÓPICO (1)
Paulo aprendeu com Jesus que o serviço é a postura ideal para quem deseja liderar na vida eclesiástica, pois o Mestre mesmo disse que não tinha vindo ao mundo para ser servido, mas para servir.

II. A ABNEGAÇÃO DE UM LÍDER-SERVIDOR (6.3-10)

1. O cuidado de um líder-servidor. Paulo volta a descrever as agruras do seu ministério apostólico, a fim de fortalecer o fato de que o líder na Igreja de Cristo precisa estar pronto para enfrentar as dificuldades inerentes ao ministério. O apóstolo afirma essa verdade, com as seguintes palavras: “não dando nós escândalo em coisa alguma” (v.3). Em outras palavras, ele estava dizendo que evitava dar qualquer “mau testemunho”, para que o seu ministério em particular e o de seus companheiros não fossem desacreditados.
2. Experiências de um líder-servidor (vv.4-6). Nos versículos 4 a 6, Paulo descreve seu ministério apostólico apresentando uma série de seis tribulações e aflições experimentadas por ele. Didaticamente, ele separa esses acontecimentos em três conjuntos, contendo três “experiências” cada. Nos versículos 4 e 5, ele menciona: “aflições, necessidades e angústias” e “açoites, prisões e tumultos”. O primeiro e segundo conjuntos descrevem as várias situações de sofrimento, que causaram danos físicos e materiais ao apóstolo Paulo. Ainda no versículo cinco, ele menciona “trabalhos, vigílias e jejuns”, referindo-se às dificuldades enfrentadas em seu ministério. Porém, apesar de tudo isso, Paulo não se envergonha do Evangelho de Cristo nem desiste de continuar seu trabalho.
3. Os elementos da graça que o sustentaram nestas experiências (vv.7-10). Em contraposição às seis dificuldades mencionadas acima, no versículo seis, Paulo apresenta outros seis “elementos” que lhe deram força interior, resultantes da graça, e que o sustentaram, bem como a seus companheiros, naquelas tribulações: “pureza, ciência (conhecimento), longanimidade, benignidade, a presença do Espírito Santo e o amor não fingido (verdadeiro)”.
A pureza, que é o primeiro elemento, tem a ver com a atitude de um coração íntegro e mãos limpas para realizar a obra de Deus. Ao citar ciência, Paulo referia-se ao conhecimento da Palavra de Deus. Longanimidade fala da capacidade de suportar injúrias e desprezos, sem nutrir ressentimentos. A benignidade, traduzida às vezes por bondade, possibilita o líder cristão a não agir com revanche ou desforra. Fazer algo no Espírito Santo significa reconhecer a sua direção em todas as decisões da nossa vida. Por último, Paulo fala do amor, que deve este ser a nossa maior motivação para o exercício ministerial. Todos esses elementos positivos têm sua fonte no Espírito Santo (v.6), o qual produz o amor não fingido.

SINOPSE DO TÓPICO (2)
Paulo não se envergonha do Evangelho de Cristo nem desiste de continuar seu trabalho.

III. AS ARMAS DE ATAQUE E DEFESA DE UM LÍDER-SERVIDOR

1. As armas da justiça numa guerra espiritual (v.7). Quando usa a metáfora de armas, a mente de Paulo parece transferir-se para um campo de batalha. Como embaixador de Cristo, sente-se também como um soldado preparado para a luta. Suas armas não são materiais ou exteriores; são espirituais (Ef 6.11-17; 1 Ts 5.8). Sua força interior é o “poder de Deus” que o capacita a enfrentar as adversidades sem se render ou transigir em sua integridade moral e espiritual.
2. Os contrastes da vida cristã na experiência de um líder-servidor (vv.8-10). Nos versículos 8 a 10, o texto mostra alguns paradoxos da experiência de Paulo como servo do Senhor. O Comentário Bíblico Pentecostal da CPAD afirma que Paulo “experimentou louvor e vergonha; foi elogiado e caluniado, visto como um genuíno servo de Deus e como uma fraude enganosa; foi tratado como uma celebridade e também ignorado” (p.1099). Ora, em todas essas ocasiões, Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina. Essas experiências deram-lhe condições de ter alegria frente à tristeza e, pela pobreza material, ter a certeza da inefável riqueza celestial.
3. Paulo dá uma resposta aos adeptos da Teologia da Prosperidade (v.10). “Como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo”. Paulo fala literalmente de pobreza material. Não há nada metafórico nessa frase. Ele fortalece o conceito de que a possessão material não é símbolo de riqueza espiritual. Por isso, a riqueza que Paulo podia oferecer era proveniente do Evangelho de Cristo. Dessa forma, o apóstolo demonstra que a pobreza terrena não significa nada, e que ninguém precisa tornar-se pobre para obter riquezas espirituais. A questão aqui é: Qual a nossa prioridade – Deus ou o dinheiro? Pois ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6.24).

SINOPSE DO TÓPICO (3)
Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina. Estas experiências lhe deram condições de ter alegria frente à tristeza e, pela pobreza material, ter a certeza da riqueza celestial.

CONCLUSÃO

Se quisermos servir ao Senhor com inteireza de coração, precisamos seguir os passos de Jesus que foi, é e sempre será o modelo perfeito de líder-servidor. Ele viveu para fazer a vontade do Pai e servir a todos (Mc 10.45).

REFLEXÃO
Reconhecer-nos como vasos de barro é reconhecer a maravilhosa graça que nos foi dada

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Bibliográfico

“Agora é o Dia da Salvação 6.1,2. Como cooperadores de Deus, que pertencem a Ele, como também trabalham para Ele, e como embaixadores de Cristo (2 Co 5.20), Paulo e sua equipe exortavam os coríntios a não receber a graça de Deus sem resultado algum. Os coríntios tinham recebido a graça de Deus, inclusive a salvação por Cristo, mas eles não deviam supor que a salvação é mantida automaticamente. É possível ‘deixá-la ir por nada’ (2 Co 6.1, NEB). Isto aconteceria se eles voltassem à antiga maneira de viver ou se dessem ouvidos aos críticos ‘superespirituais’ ou aos falsos apóstolos que estavam ensinando um evangelho diferente (cf. 2 Co 11.4; Gl 2.21). Precisamos viver de acordo com a nova vida que nos foi dada (cf. Jo 15.2; Deus tira os ramos que não dão frutos). A seguir, Paulo cita Isaías 49.8 e o aplica aos coríntios. Eles estavam vivendo nos dias em que a profecia estava sendo cumprida. É o dia de Deus, o tempo de Deus. Paulo não diminui a importância da era futura ou as últimas coisas. Mas eles têm de reconhecer que esta é a era final antes da era milenar. Agora é o dia em que Deus torna possível a reconciliação a Ele por Cristo. Hoje é o dia da salvação (cf. Hb 3.12-15). À medida que nos aproximamos do fim dos tempos também temos de aplicar as observações de Paulo à nossa época, de forma que não recebamos a graça de Deus ‘em vão’ [...]. Nada seria mais triste que ter recebido a graça de Deus e, no fim, se perder. (HORTON, Stanley M. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e Suas Soluções. 1.ed. RJ, CPAD, 2003, pp.213-14).

VOCABULÁRIO

Agrura: Dificuldade, obstáculo.
Injúria: Insulto, ofensa.
Nutrir: Alimentar, sustentar.Transigir: Ceder, abrir mão.
Vaticínio: Predição, profecia.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

CLOUD, Henry. 9 Coisas que um Líder Deve Fazer. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.
GETZ, Gene A. Pastores e Líderes: O Plano de Deus Para a Liderança da Igreja. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2004.
.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 39

EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. De acordo com a lição, como Paulo descreve a si mesmo?
R. Como cooperador de Deus no ministério da reconciliação (v.1)..

2. Com quem Paulo aprendeu que o serviço é a postura ideal para quem deseja liderar na vida eclesiástica?
R. Aprendeu com Jesus.

3. Cite as séries de tribulações e aflições experimentadas por Paulo.
R. Aflições, necessidades e angústias e “açoites, prisões e tumultos.

4. Transcreva os seis elementos citados por Paulo que lhe deram forças para superar as tribulações
R. Pureza, ciência (conhecimento), longanimidade, benignidade, Espírito Santo e amor não fingido (verdadeiro).

5. De acordo com a lição, qual a resposta que você daria aos adeptos da Teologia da Prosperidade?
R. Livre

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Lição 8

Paulo, um Modelo de Líder-Servidor

TEXTO ÁUREO

“Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus”
(2 Co 7.1).

VERDADE PRÁTICA

Através de uma vida de santificação e pureza, o crente separa-se das paixões mundanas, dedicando-se sacrificalmente ao serviço de nosso Senhor Jesus Cristo.
HINOS SUGERIDOS 71, 77, 252

LEITURA DIÁRIA

Segunda 1 Pe 1.16 Deus é santo
Terça Lv 11.45 Sede santos, porque eu sou santo
Quarta Hb 13.12 Santificados pelo sangue de Cristo
Quinta 2 Tm 2.21 Santificados e idôneos
Sexta Hb 12.14 Sem santificação ninguém verá o Senhor
Sábado Jo 17.17 Santificados na verdade

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Coríntios 6.14-18; 7.1,8-10

INTERAÇÃO

Todo crente compromissado com o Senhor deseja viver em santidade. A santificação é um processo, longo, é realizada paulatinamente por meio do Espírito Santo naqueles que a buscam com um coração sincero e puro. Paulo amava os coríntios, por isso, os advertiu a viver uma vida de santidade na presença de Deus. O apóstolo, com amor e zelo, advertiu os irmãos a respeito do jugo desigual e da parceria com os incrédulos. Ele enfatizou o fato de que é preciso haver separação entre “luz e trevas”, “justiça e iniquidade”, “templo de Deus” e “templo de ídolos”.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender o que levou Paulo a buscar a reconciliação e a comunhão com os coríntios.
Conscientizar-se a respeito da importância de se ter uma vida santificada.
Explicar o porquê de Paulo ter reiterado seu amor para com os coríntios.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, divida a classe em dois grupos. Depois que já estiverem formados, entregue a cada grupo uma das seguintes questões: O que é jugo desigual? É correto o relacionamento do cristão com os não-crentes? Cada grupo terá três minutos no máximo para discutir seu tema e dois minutos para expor sua opinião à classe. Ouça com atenção a cada exposição. Em seguida, peça aos alunos que leiam as seguintes referências: 2 Co 7.1; 1 Pe 1.15,16; 1 Ts 4.3-8 e Rm 6.19. Conclua explicando que a Palavra de Deus nos exorta a termos uma vida de pureza..

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave:
Santificação
Separação do mal e do pecado, e dedicação total e exclusiva a Deus.

REFLEXÃO
Somente quando você se tornar um homem do Espírito é que deixará de ser um homem da carne
Bruce Wilkinson

Antes da ida de Tito a Corinto, os crentes daquela localidade estavam irredutíveis quanto à rejeição a Paulo. O apóstolo havia escrito uma carta pesada e grave, censurando a atitude dos coríntios por se deixarem influenciar por um grupo rebelde. Porém, ao escrever a segunda carta, além de defender seu ministério perante aquela igreja, Paulo regozija-se por ter havido arrependimento da parte daqueles cristãos. Entretanto, seu zelo com a vida de santidade não foi omitido nesta nova missiva. Ele, mais uma vez, apela à comunhão dos crentes em Cristo, e incentiva-os a viverem em santificação, rejeitando todo envolvimento com as coisas imundas.

I. PAULO APELA À RECONCILIAÇÃO E COMUNHÃO (6.11-13)

1. Paulo apela ao sentimento fraterno dos coríntios (v.11). Paulo sabia ser terno quando se fazia necessário, especialmente, depois do desgaste causado pela primeira carta. Ele interrompe sua defesa apostólica apelando, com veemência, ao afeto mútuo que deve ser nutrido entre um pai e seus filhos (1 Co 4.15). As expressões empregadas pelo apóstolo, no versículo 11, (“nossa boca está aberta para vós” e “o nosso coração está dilatado”) denotam que seus atos e palavras são a expressão verdadeira do seu sentimento. Isso, entretanto, não significa que ele arrefeceria sua postura para com os falsos mestres.
2. Paulo dá exemplo de reconciliação. Após ter expressado seu desejo de reatar os laços estreitos que havia entre ele e os coríntios, Paulo, que já havia exposto as motivações de seu ministério, esperava que fosse compreendido e amado fraternalmente em Cristo. Ele declara que o seu coração tem sido alargado para amar a todos os crentes e que ele e seus companheiros não têm limites nem restrições para amar a todos.
3. Paulo demonstra seu afeto e espera ser correspondido (vv.12,13). Paulo percebeu que o afeto dos coríntios era limitado. Não havia espaço para que eles verdadeiramente amassem seus ministros. No versículo 13, ele dá ênfase ao verbo “dilatar” (o mesmo que alargar). Ao utilizar o imperativo, Paulo insiste com os coríntios que, de igual forma, dilatem (ou alarguem) seus corações, a fim de que recebam o amor que estava no coração do apóstolo. Dessa forma, Paulo visava acabar com os pensamentos negativos a seu respeito.

SINOPSE DO TÓPICO (1)
Paulo demonstra seu afeto pelos coríntios e espera ser correspondido.

II. PAULO EXORTA OS CORÍNTIOS A UMA VIDA SANTIFICADA (6.14-7.1)

1. Uma abrupta interrupção de exortação (vv.14-18). Apesar de Paulo haver expressado seu sentimento de afeto e amor pelos coríntios, era preciso corrigir alguns problemas de ordem espiritual. Assim, ele interrompe o assunto discutido anteriormente, e assume um tom mais grave na discussão.
2. O perigo que ameaça a fé: o jugo desigual. Ele usa uma linguagem objetiva para falar de uma relação que não podia existir na vida de um crente. Tal relação é denominada de “jugo desigual”, que é uma alusão à proibição veterotestamentária de se lavrar a terra com dois animais diferentes, sendo um mais forte que o outro (Dt 22.10). Isso para mostrar que deve haver separação entre “luz e trevas”, “justiça e iniquidade”, “templo de Deus” e “templo de ídolos”.
Assim como água e óleo não se misturam, a comunhão dos santos com os infiéis equivale a um jugo desigual. No versículo 16 ele declara que não há consenso entre Deus e os ídolos, pois se cada crente é templo do Deus vivo, não pode haver em seu interior imundícias que profanem a vida cristã.
A grande lição que Paulo quer que os coríntios aprendam é que a cultura do mundo exterior, extremamente pagã, não deve interferir na vida dos cristãos. Assim, devemos abster-nos de todo tipo de relacionamento que nos leve a transigir nossa fé ante o paganismo. Evitemos, pois, relacionamentos pessoais, matrimoniais e outros que nos induzam a abandonar a fé e a pureza de nossa vida espiritual (2 Co 11.3).
3. O correto relacionamento do cristão com os não-crentes. O apelo de Paulo para o crente não se colocar sob um jugo desigual com o incrédulo não é um incentivo à discriminação social. Numa sociedade, as circunstâncias levam-nos a comunicar-nos com os mais variados tipos de pessoas. Todavia, não devemos praticar, jamais, as obras dos ímpios e inimigos da fé. Pois as ações do crente devem influenciar as pessoas de fora, não o contrário.
A pureza moral e espiritual, no trato com os descrentes, objetiva evitar a contaminação da carne e do espírito (2 Co 7.1). Esta expressão, envolvendo carne e espírito, não se refere a duas categorias de pecados, mas à contaminação da pessoa como um todo, física e espiritualmente (1 Ts 5.23).

SINOPSE DO TÓPICO (2)
A cultura do mundo exterior, extremamente pagã, não deve interferir na vida dos cristãos.

III. PAULO REGOZIJA-SE COM AS NOTÍCIAS DA IGREJA DE CORINTO (7.2-16)

1. Paulo reitera seu amor para com os coríntios (vv.2-4). Como já dissemos (6.1-3), Paulo não perdera seu afeto pelos coríntios. Uma vez que sua consciência e a de seus companheiros estavam limpas, pois não haviam defraudado a ninguém, ou prejudicado a qualquer irmão em Cristo, mais uma vez ele recomenda aos crentes que abram o coração (7.2). Ele tinha razões para escrever desse modo – com ousadia – por causa das boas notícias que obteve da igreja através de Tito, seu companheiro (vv.6,7).
2. Paulo alegra-se com as notícias trazidas por Tito (vv.5-7). A diversidade de assuntos tratados na carta evidencia que ela não foi escrita de uma só vez, mas em várias etapas. Paulo havia viajado de Éfeso para Trôade, depois foi a Macedônia, e em seguida para o Ilírico (atuais Albânia e Iugoslávia – Rm 15.19).
Durante essas viagens, ele ia escrevendo suas cartas, a exemplo dessa segunda aos coríntios. Foi em uma dessas viagens, quando estava na Macedônia, que Tito veio ao seu encontro (v.6). O jovem pastor era portador de boas notícias: o amor demonstrado pelos coríntios ao receberem Tito com carinho e hospitalidade era a principal delas. O jovem pastor trouxe informações da mudança de atitude dos coríntios para com o apóstolo e, por isso, Paulo louva a mudança de coração daquele povo, que soube reconhecer-lhe o zelo pela igreja.
3. A tristeza segundo Deus (vv.8-16). Mesmo enfrentando a sua própria reprovação apostólica manifesta nos atos rebeldes praticados pelos opositores de seu ministério, Paulo se sentia consolado porque, ao reprovar tais atitudes, produziu arrependimento e bem-estar em todos. A tristeza provocada pela repreensão paulina gerou arrependimento e concerto (vv.10-12). Se antes as palavras “tristeza” e “entristecer” estiveram nos lábios e pena do apóstolo, agora, nos versículos 13 a 16, “consolar” e “encorajar” são os novos termos que passaram a constar no vocabulário da carta. Tais verbos revelam o sentimento mútuo que passou a dominar o coração de Paulo e da igreja de Corinto.

SINOPSE DO TÓPICO (3)
Mesmo tendo enfrentado a reprovação apostólica através dos atos rebeldes praticados por opositores ao seu ministério, Paulo se sentia consolado porque, ao reprovar tal atitude, produziu arrependimento e bem-estar em todos.

CONCLUSÃO

Apesar de a relação entre Paulo e a igreja de Corinto ter sido estremecida, a inteireza da fé e a paciência do apóstolo contribuíram para que houvesse uma restauração entre ambos. Assim, após a operação do Espírito Santo na vida da igreja, Paulo pôde então dizer: Regozijo-me de em tudo poder confiar em vós (v.16).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Bibliográfico

Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento…
A palavra traduzida como tristeza é lupe em cada caso. Esta palavra grega, também traduzida como pesar e dor no NT, é um termo amplo que abrange todos os tipos de aflições físicas e emocionais. Aqui, no entanto, a ênfase de Paulo está no fato de que a reação de uma pessoa lupe será segundo Deus ou segundo o mundo. Quando a tristeza leva ao arrependimento Å\ aquela mudança no coração e na mente nos coloca no caminho que leva à salvação Å\ esta tristeza cai na categoria das tristezas segundo Deus. É importante recordar que salvação é frequentemente usada no sentido da liberação atual. Aqui, o que Paulo quer dizer é que o arrependimento reverte nossa corrida para o desastre, e redime a situação, de modo que somos libertos das consequências associadas às escolhas anteriores, e erradas, que fizemos. Por outro lado, a tristeza é do mundo, se tudo o que ela produz é pesar, ou até mesmo um reconhecimento de que estivemos errados Å\ mas, sem nos levar ao arrependimento. (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. RJ, CPAD, 2007, p.378).

VOCABULÁRIO

Arrefecer: Esfriar, desanimar, perder a energia e o vigor.
Missiva: Carta.
Veterotestamentário: Relativo ao Antigo Testamento.
Veemência: Impetuosidade, intensidade.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Sem ocorrências.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 39

EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. Qual o significado das expressões “nossa boca está aberta para vós” e “nosso coração está dilatado” (2 Co 6.11)?
R. .Denotam que seus atos e palavras são a expressão verdadeira do seu sentimento. Isso, entretanto, não significa que ele arrefeceria sua postura para com os falsos mestres.

2. De acordo com a lição, o afeto dos coríntios restringia-se a quem?
R. Restringia-se a eles mesmos.

3. Conforme a lição, que relação não deve existir na vida de um crente?
R. O jugo desigual.

4. O cristão deve se relacionar com os não-crentes? Caso a resposta seja afirmativa, como deve ser esse relacionamento?
R. O cristão deve se comunicar com todas as pessoas, independentemente de suas crenças. O que não deve ser praticado pelo cristão, são as mesmas obras dos ímpios.

5. O que Paulo pôde declarar após a operação do Espírito Santo na vida da igreja?
R. Paulo pôde dizer: Regozijo-me de em tudo poder confiar em vós (v.16).

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Lição 9

O Princípio Bíblico da Generosidade

TEXTO ÁUREO

“Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria”
(2 Co 9.7).

VERDADE PRÁTICA

A generosidade é um princípio que deve preencher o coração alcançado pela graça de Deus.
HINOS SUGERIDOS 195, 200, 393

LEITURA DIÁRIA

Segunda Dt 15.10,11 Deus recompensa a generosidade
Terça Pv 11.25 A alma generosa prosperará
Quarta 1 Tm 6.18 Sejamos generosos
Quinta Gl 5.22 Generosidade, fruto do Espírito
Sexta Rm 12.20,21 Generosidade até para com os inimigos
Sábado Rm 12.13 A generosidade para com os crentes

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Coríntios 8.1-5;9.6,7,10,11

INTERAÇÃO

Professor, vivemos em uma sociedade marcada pelo individualismo e o egoísmo, onde parece não existir mais lugar para a generosidade. Que tal propor a sua classe a possibilidade de praticar essa virtude neste domingo? Leia com a classe Tiago 1.22, e tente descobrir o que sua igreja, congregação ou outras organizações em sua cidade estão fazendo para ajudar os necessitados. Proponha que sua turma participe de alguma forma. Leia para a classe o texto de Tiago 1.27: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo”.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar-se de que o princípio da generosidade está fundamentado na ideia de doar e não de ter.
Compreender que atender ao pobre em suas necessidades é um preceito bíblico.
Saber que a graça de contribuir está fundamentada no princípio de que mais “bem-aventurada coisa é dar do que receber”.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para a aula de hoje sugerimos que você reproduza no quadro-de-giz a tabela da abaixo. Mostre aos seus alunos que o serviço social e a evangelização fazem parte da missão integral da Igreja  somos chamados à evangelização pessoal, mas também ao serviço social. Explique aos alunos que os conceitos baseados em 2 Coríntios 8 e relacionados no quadro vão ajudá-los a construir uma teologia ortodoxa e bíblica a respeito da caridade.

A caridade é um privilégio (8.4)
A caridade nasce do comprometimento (8.5)
A caridade é voluntária (8.8)
A caridade tem um objetivo (8.13-16)
A caridade tem consequência pessoais (9.6)
A caridade envolve coração e mente (9.7)
A caridade tem resultados espirituais, além dos materiais (9.12)

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave:
Generosidade
“Virtude daquele que se dispõe a sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem”.

REFLEXÃO
“Você não pode dar mais do que Deus! Não importa o que dê a Ele, Ele sempre lhe dará mais.”
Warren W. Wiersbe

Os capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios tratam especificamente acerca da obrigatoriedade de amarmos e auxiliarmos os pobres e necessitados. Ambos os capítulos formam o que poderíamos chamar de uma “teologia da generosidade”. O caso que está sendo considerado, indica que a comunidade de fé em Jerusalém passava por sérias dificuldades. Então, os apóstolos solicitaram a Paulo e a Barnabé que se lembrassem dos pobres (Gl 2.9,10), e eles trouxeram uma contribuição de Antioquia a Jerusalém conforme está registrado em Romanos 15.25-32. Esta lição, porém, não se limita à historicidade; ensina-nos que o ato de estendermos as mãos aos menos favorecidos é uma forma de expressarmos o amor de Deus através de nossa vida. .

I. EXEMPLOS DE AÇÕES GENEROSAS (8.1-6,9; 9.1,2)

1. O exemplo dos macedônios (8.1-6). O princípio da generosidade está fundamentado na ideia de doar e não de ter (2 Co 8.12). A prova vem das igrejas macedônias que eram gentias e, apesar de suas dificuldades e pobreza, foram capazes, por causa do amor a Deus, de ofertar o pouco que tinham para socorrer os pobres de Jerusalém. Paulo cita-lhes o exemplo e passa a exortar os coríntios a que observem a mesma prática em termos de contribuição. O apóstolo apela para os cristãos de Corinto serem abundantes na generosidade para com os irmãos necessitados, especialmente, os de Jerusalém, a Igreja-mãe, pois foi onde tudo começou.
2. O exemplo de Jesus Cristo (8.9). Segundo o Dicionário Houaiss, generosidade é a “virtude daquele que se dispõe a sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem”. Esta acepção encaixa-se perfeitamente no que Paulo afirmou acerca do Filho de Deus, dizendo que Ele Ågsendo rico, por amor de vós se fez pobreÅh (v.9). Para o apóstolo dos gentios, o sacrifício de Jesus não começou no Calvário, nem sequer com sua humilhação fazendo-se homem e nascendo de mulher. O sacrifício de nosso Senhor teve início no Céu, quando se despojou de sua glória para vir à Terra e dar a sua vida em resgate da humanidade. Seu exemplo de generosidade vai além de qualquer outro. Paulo diz que Jesus se fez “pobre”, para que, pela sua “pobreza”, nós, cristãos fôssemos enriquecidos (v.9; 1 Co 1.5). O sentimento que dominou o ministério de Jesus é o que deve permear o coração dos crentes, tendo disposição de vontade para fazer o melhor pelo Reino de Deus, inclusive, contribuir com amor fraterno para os necessitados (Fp 2.5).
3. O exemplo da igreja coríntia (9.1,2). O apóstolo é amável e felicita os coríntios pela abundância de bênçãos espirituais que têm experimentado. Em termos de caridade, os coríntios já haviam-na manifestado a Paulo e aos seus companheiros (2 Co 8.7). A fim de defender a importância de tal contribuição, ele afirma que Tito fora sido recebido carinhosamente em Corinto e começado o levantamento de ofertas (8.6-12). Paulo reconhece esse primeiro esforço, entretanto, recorda-lhes que não devem ficar apenas com esse ato inicial, mas que concretizem o propósito de enviar a oferta que prometeram (8.1).

SINOPSE DO TÓPICO (1)
O princípio da generosidade está fundamentado na ideia de doar e não de ter (2 Co 8.12).

II. EXORTAÇÃO AO ESPÍRITO GENEROSO PARA CONTRIBUIR (8.7-15)

1. A igreja de Corinto foi encorajada a repartir generosamente com os necessitados (8.11). Paulo motiva a igreja lembrando suas virtudes positivas e declara que os coríntios têm sido abundantes na fé, no entanto, apela a que sobejem, também, na graça da generosidade (2 Co 8.7). Para não parecer que está exercendo sua autoridade apostólica com atitude interesseira, Paulo apenas dá o seu parecer sobre o assunto. Ele não impõe à igreja qualquer encargo, mas recorre ao espírito generoso dos irmãos quanto à contribuição financeira em favor dos crentes de Jerusalém (v.8).
2. A responsabilidade social da Igreja. Atender ao pobre em suas necessidades é um preceito bíblico (Lv 23.22; Dt 15.11; Sl 82.3; At 11.28-30; Gl 2.10; Tg 2.15,16). A missão assistencial da Igreja no mundo é a continuação da obra iniciada por Jesus. Assim como o Senhor jamais se esqueceu dos pobres, a Igreja não deve desprezá-los (Lc 4.18,19), pois na essência da mensagem do Evangelho está também o atendimento às pessoas necessitadas. A Igreja Primitiva deu ênfase à assistência generosa para com os seus pobres. A Bíblia afirma que os cristãos primitivos “repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade” (At 2.44,45).
3. A generosidade cristã requer reciprocidade mútua dos recursos. O sentimento comunitário é um dos sinais do cristianismo autêntico. Todos são iguais perante o Senhor, e seus direitos são os mesmos. O princípio da igualdade refuta as diferenças sociais quando é possível que algo seja feito. A reciprocidade mútua entre os crentes supre as necessidades dos irmãos que fazem parte da mesma fé. Não pode haver espaço para a fome e a nudez no meio do povo de Deus. A base desse sentimento constitui o critério da generosidade que deve permear a vida cristã.

SINOPSE DO TÓPICO (2)
Assim como o Senhor jamais se esqueceu dos pobres, a Igreja não deve desprezá-los (Lc 4.18,19), pois na essência da mensagem do Evangelho está também o atendimento às pessoas necessitadas.

III. OS PRINCÍPIOS DA GENEROSIDADE (9.6-15)

1. O valor da liberalidade na contribuição. No Antigo Testamento, a entrega do dízimo obedecia a uma lei. Todo israelita tinha a obrigação de entregar o seu dízimo na Casa do Senhor (Dt 14.22). O dízimo, mais que uma regra a ser obedecida, é um princípio de gratidão, fé e obediência. O doador o faz porque reconhece o senhorio de Deus sobre suas finanças.
Na igreja, o cristão obedece ao princípio da fé e do reconhecimento do Senhorio de Cristo. Assim, do ponto de vista bíblico, a contribuição não se restringe aos 10% (o valor mínimo que o crente deve trazer à casa do tesouro); o princípio que a rege é o da liberalidade. Portanto, não há limite para a contribuição (2 Co 9.10). A pessoa oferta o que propuser em seu coração; o que vale é o seu princípio (o dar com liberalidade), não a regra.
Ninguém o faz por força de uma lei ou preceito, mas sim por gratidão ao Senhor, por fidelidade e reconhecimento. As ofertas devem ser espontâneas, de coração aberto, e sem avareza (9.5). Deus se compraz em abençoar a Igreja, dando-lhe bênçãos espirituais e materiais. Assim como Ele abençoa seus filhos, espera que seus filhos abençoem generosamente seus irmãos na fé. Este princípio orienta que devemos dar com alegria, não com tristeza ou por necessidade (2 Co 9.7).
2. A igreja deve socorrer os necessitados obedecendo a três princípios que norteiam o serviço social. A Igreja não apenas prega o Evangelho. Ela deve atender os seus necessitados em termos físicos e materiais (Gl 2.9,10). Três princípios são fundamentais neste exercício: a) Mutualidade: Este princípio se manifesta em generosidade, reciprocidade e solidariedade (At 2.44,45); b) Responsabilidade: Com a obra de Deus e com seus irmãos necessitados (2 Co 8.4; 9.7); c) Proporcionalidade: Nesta perspectiva, o cristão contribui de acordo com as suas possibilidades (2 Co 8.12).
3. A graça de contribuir. A generosidade requerida por Paulo não se constituía de atitudes vazias ou meras formalidades sociais. As igrejas que ajudam às suas coirmãs, ou investem na obra de evangelização e missões, são abençoadas copiosamente; ofertar é um ato de adoração e louvor a Deus (Fp 4.18). Além do mais, a graça de contribuir está fundamentada no princípio de que mais “bem-aventurada coisa é dar do que receber” (At 20.35).

SINOPSE DO TÓPICO (3)
A igreja deve socorrer os necessitados obedecendo a três princípios que norteiam o serviço social: mutualidade, responsabilidade e proporcionalidade.

CONCLUSÃO

Filantropia sem generosidade não tem valor. A boa filantropia é aquela que baseia suas obras no princípio do amor, que supera todas as deficiências e nos torna úteis ao Reino de Deus. Gratidão e disposição para servir uns aos outros anulam a avareza e abrem as despensas de Deus com bênçãos espirituais e materiais (Ml 3.10).

REFLEXÃO
“Dar ajuda aos pobres, era, e é, virtude tão grande no judaísmo assim como o é na grande exortação de Paulo aos coríntios (e a nós!) para que todos sejam generosos com os necessitados”.
Lawrence Richards

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Teológico

“Ação Social: Compromisso de uma Igreja
O avivamento espiritual, que é tanto a causa como o produto de uma Igreja Viva, precisa abranger a igreja como um todo, se não queremos um organismo aleijado ou disforme. Não se pode falar de um avivamento que priorize apenas um aspecto da totalidade do ser humano como, por exemplo, o destino de sua alma, em detrimento de seu bem-estar físico e social. Não nos interessa uma comunidade apenas voltada para o futuro, em prejuízo do hoje, pois isso implica em negligenciar as necessidades imediatas e urgentes do ser humano. O homem vive na dimensão do aqui e agora. Tem fome, frio, doença, sofre injustiças; enfim, tem mil motivos para não ser feliz. Nossa missão, pois, é socorrer o homem no seu todo, para que não somente usufrua paz de espírito, mas também conserve no corpo e na mente motivos de alegria e esperança. O projeto de Jesus é para o homem todo e para todos os homens. Fugir dessa verdade é desobediência e rebelião contra aquEle que nos comissionou. Um verdadeiro avivamento trará de volta ao crente brasileiro o amor pelos quase 50 milhões de irmãos pátrios que vivem na pobreza absoluta. O estilo de vida de uma igreja avivada não se presta a esquisitices humanas, mas à formação de personalidades de acordo com o caráter de Cristo, que não negligenciam o amor ao próximo” (CIDACO, J. Armando. Um Grito pela Vida da Igreja. 1.ed. RJ, CPAD, 1996, pp.87-8).

VOCABULÁRIO

Comprazer: Fazer o gosto, ser agradável.
Comunidade de Fé: Expressão proferida por Martinho Lutero para referir-se à igreja.
Sobejar: Sobrar.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2007.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2008.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 40

EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. De acordo com a lição, o princípio da generosidade está baseado em qual ideia?
R. .O princípio da generosidade está fundamentado na ideia de doar e não de ter (2 Co 8.12).

2. Defina generosidade.
R. “Virtude daquele que se dispõe a sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem”..

3. Atender o pobre em suas necessidades é um preceito bíblico. Cite três referências bíblicas que comprovem essa verdade.
R. Lv 23.22; Dt 15.11; Sl 82.3.

4. De acordo com a lição, qual princípio deve reger a oferta?
R. O da liberalidade.

5. Cite os três princípios que devem nortear o serviço social da igreja.
R. Mutualidade, responsabilidade e proporcionalidade
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Lição 10

A Defesa da Autoridade Apostólica de Paulo

TEXTO ÁUREO

“Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus [...]“
(2 Co 1.1).

VERDADE PRÁTICA

Sem a autoridade ministerial que recebemos de nosso Senhor Jesus Cristo, jamais conseguiremos desempenhar com eficácia o serviço cristão.
HINOS SUGERIDOS 244, 486, 498

LEITURA DIÁRIA

Segunda Ef 4.1,2 A autoridade apostólica exercida com mansidão
Terça Fp 4.5 A autoridade apostólica exercida com retidão
Quarta 1 Co 2.1-3 A autoridade apostólica exercida com humildade
Quinta Rm 13.8,10 A autoridade apostólica exercida com amor fraternal
Sexta 1 Co 3.6 A autoridade apostólica e o trabalho em equipe
Sábado 2 Co 8.21 A autoridade apostólica exercida com honestidade

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 CORÍNTIOS 10.1-8,17,18

INTERAÇÃO

De acordo com Matthew Henry “em nenhum outro lugar o apóstolo Paulo sofreu mais oposição dos falsos profetas do que em Corinto”. Paulo foi duramente provado. Se você é fiel ao Senhor e está enfrentando oposição, não desanime. Siga o exemplo da Paulo,. Não se exaspere, não deixe de realizar a obra que lhe foi confiada por Deus com amor e zalo. O inimigo desejava enfraquecer a Paulo e a sua liderança, impedindo a igreja de avançar. Ele também deseja fazer o mesmo com você. Não tente agir por sí mesmo, por esta é uma batalha espiritual.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar-se de que sem a autoridade ministerial que recebemos de nosso Senhor Jesus Cristo, jamais conseguiremos desempenhar com eficácia o serviço cristão.
Compreender que temos de andar de acordo com as leis do Espírito, lutando sempre com as armas espirituais.
Explicar o significado da palavra autoridade.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para a aula de hoje sugerimos que você providencie, com antecedência, cópias da tabela abaixo para seus alunos. Caso deseje, você também poderá reproduzir a tabela no quadro-de-giz. Depois que todos estiverem com suas cópias, explique que em Corinto, havia um grupo de falsos crentes que não consideravam Paulo como um apóstolo, por isso não levavam a sério seu ensino e suas recomendações. O apóstolo precisou confrontá-los apresentando suas credenciais apostólicas. Diga que as credenciais do apóstolo estão relacionadas no quadro..

CREDENCIAIS DE PAULO
Comissionado por Deus 1.1, 21; 4.1
Falava sinceramente 1.18; 4.2
Agia com santidade, sinceridade e dependia somente de Deus 1.12
Era objetivo e sincero em suas cartas 1.13,14
Tinha o Espírito Santo 1.22
Amava os crentes coríntios 2.4; 6.11; 11.11
Falava com sinceridade e poder de Cristo 2.17
Trabalhou entre eles e mudou suas vidas 3.2,3
Viveu como um exemplo para os crentes 3.4; 12.6
Não desistiu 4.1,16
Ensinava a Bíblia com integridade 4.2
Tinha Cristo como o centro de sua mensagem 4.5
Era embaixador de Cristo chamado para divulgar as Boas Novas 5.18-20

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra-Chave
Autoridade
Poder divino conferido ao homem para liderar a Igreja

No capítulo 10, Paulo usa um tom de cautelosa afeição ao dirigir-se aos seus opositores. A mudança é tão drástica que alguns estudiosos chegam a pensar que os capítulos 10 a 13 desta epístola não tenham sido escritos pelo apóstolo. Entretanto, quando analisamos mais detidamente a personalidade e o temperamento de Paulo, começamos a entender, com mais clareza, a humanidade e o ministério do apóstolo dos gentios.
Os últimos capítulos da epístola, por conseguinte, devem ser estudados com muita atenção. Neles, Paulo defende o apostolado que recebera do Senhor Jesus.

I. PAULO RESPONDE AOS SEUS ADVERSÁRIOS

1. A aspereza versus a delicadeza de Paulo (10.1,2). Paulo era um homem que, à nossa semelhança, sofria os efeitos das emoções. Tinha todas as características, positivas e negativas, de um ser humano normal. Entretanto, por ser extremamente emotivo, sentiu fortemente as injustiças que lhe fizeram alguns coríntios.
A aspereza de suas palavras em 2.4 e 7.8, quando se refere aos seus opositores, provocou uma reação ainda mais hostil por parte de alguns membros da igreja. Todavia, no capítulo 10, Paulo utiliza-se de um teor mais brando e delicado. Todo obreiro, portanto, é um ser humano dotado de sentimentos e que reage às situações; controlado, porém, pelo Espírito, não perde jamais a compostura cristã.
2. Paulo apela para a mansidão e ternura de Cristo (10.1,2). Ao apelar para as virtudes de Cristo (mansidão e benignidade), Paulo foge ao padrão mundano; opta por uma resposta branda. Jesus é o grande exemplo (Mt 11.29). Aos que o acusavam de fraqueza, responde: “Eu que, na verdade, quando presente entre vós, sou humilde (temeroso), mas ausente, ousado (corajoso) para convosco” (v.1).
Essa expressão não tinha nada de timidez. Na verdade, o apóstolo agia assim para evitar um conflito maior, imitando a serenidade de Cristo. Ele queria evitar uma ação disciplinar contra os rebeldes. Além disso, Paulo não desejava amedrontar os cristãos de Corinto, pois eram seus filhos espirituais.
3. Paulo diz que sua conduta não era segundo a carne (10.2,3). O apóstolo usa o termo “carne” em dois sentidos. Primeiro, no sentido físico: andando na carne (v.3). A versão Almeida Século 21 diz: “Embora vivendo com seres humanos, não lutamos segundo os padrões do mundo”. Paulo almejava que os coríntios lembrassem que ele e seus companheiros eram homens comuns.
O segundo sentido da palavra “carne” é figurado; refere-se a uma parte da natureza humana corrompida pelo pecado, que tende a induzir-nos a contrariar as coisas espirituais. Reafirma o apóstolo: “não militamos segundo a carne” (v.3). Em outras palavras, Paulo estava declarando que não seguimos os desejos da carne, porquanto, embora habitemos em corpos físicos, somos guiados pelo Espírito de Deus (Gl 5.16).

SINOPSE DO TÓPICO (1)
Paulo não seguia os ditames da carne, ele era guiado pelo Espírito de Deus.

II. INIMIGOS E ARMAS ESPIRITUAIS DO APOSTOLADO

1. Os inimigos interiores (vv.4,5). No caso da igreja de Corinto, tais inimigos eram os argumentos contra o Evangelho puro, simples e verdadeiro de Jesus Cristo, que Paulo pregava e ensinava, bem como as falsas acusações contra seu ministério. O apóstolo foi um bravo militante na guerra espiritual contra os falsos ensinos na igreja ao longo de seu ministério, pois sabia do estrago que esses inimigos poderiam fazer na mente e coração humanos e, por conseguinte, na igreja.
Nós também enfrentamos tais inimigos poderosos não somente dentro de nossas igrejas, mas também em nossa mente e coração. Em nosso íntimo, existem guerras espirituais sendo travadas. O próprio apóstolo discorre sobre isso em sua carta aos Gálatas (5.17), quando revela a luta entre os desejos da carne e do espírito. Entretanto, Paulo nos revela como vencer essa guerra tão difícil contra inimigos tão poderosos. “Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 5.16). Além disso, existem outras armas espirituais que estão disponíveis para nós utilizarmos, como veremos no próximo tópico.
2. As armas espirituais (vv.4,5). Paulo sabia que nesta guerra espiritual ele não poderia utilizar armas carnais, tais como: capacidade intelectual, influência, posição social etc. O Inimigo não pode ser derrotado com armas semelhantes às suas, por isso, as armas do apóstolo eram espirituais e “poderosas em Deus para destruição das fortalezas.” Tais fortalezas (v.4) são utilizadas para impedir que o conhecimento de Deus avance na mente e no coração do homem (v.5).
Enquanto soldados de Cristo, militando o bom combate aqui na terra, estamos sujeitos às tentações e males dentro e fora da igreja. Portanto, temos de andar de acordo com as leis do Espírito, lutando sempre com as armas espirituais, que são: a Palavra de Deus – a espada do Espírito – a verdade, um caráter justo e reto, a proclamação do Evangelho da paz, a fé, a certeza da Salvação, e uma vida de oração (Ef 6.11-18).

SINOPSE DO TÓPICO (2)
Apesar de vivermos neste mundo sujeitos às tentações, temos de andar de acordo com as leis do Espírito, lutando sempre com as armas espirituais.

III. A PERSPECTIVA DE PAULO SOBRE AUTORIDADE

1. O significado de autoridade. De acordo com o Dicionário Bíblico Wycliffe, uma das palavras gregas para autoridade é exousia, cujo significado é poder, liberdade ou direito de escolher, agir, possuir ou controlar. Tratando-se da questão abordada por Paulo nesta segunda carta, esse termo é o que melhor se enquadra, uma vez que o apóstolo discute exatamente a qualidade espiritual de sua autoridade.
2. A perspectiva de Paulo quanto à autoridade espiritual. Paulo argumenta com os coríntios que a consistência de sua autoridade apostólica encontra-se na coerência entre o seu discurso e a sua prática, as atitudes dele refletiam a sua pregação. Por isso, combatia de modo firme e enérgico àqueles que se opunham ao seu ministério. O apóstolo também questionava as acusações daqueles homens, pois assim como se autodeclaravam de Cristo, Paulo também podia se declarar. Ele assegurou àquela igreja que sua autoridade fora-lhe concedida pelo Senhor “para edificação e não para destruição” dos coríntios (2 Co 10.8). Acima de tudo, a integridade do seu caráter e ministério era o seu principal argumento e defesa.
Outro ponto abordado pelo apóstolo é que ele e seus companheiros tinham sido os primeiros a chegar em Corinto com o evangelho, por isso, a igreja deveria dar crédito à sua palavra.
Por fim, Paulo recomenda que nosso padrão de medida deve ser o Senhor e não os outros, porquanto, se fizermos assim, constataremos que não temos nenhum motivo para se orgulhar. Nos versos finais do capítulo 10, o apóstolo ainda aconselha a buscarmos o reconhecimento divino, e não humano.

SINOPSE DO TÓPICO (3)
Somente Cristo é o alvo, o ponto máximo e convergente da revelação de Deus mediante o Evangelho.

CONCLUSÃO

A autoridade apostólica de Paulo, exercida com tanta seriedade, fora lhe concedida pelo Senhor e encontrava-se fundamentada em seu relacionamento com Deus e na integridade de seu caráter e ministério. Portanto, se estivermos conscientes de nosso chamado divino e exercermos com integridade nosso ministério, não devemos temer falsas acusações, pois essas sempre farão parte da vida de um servo fiel.

REFLEXÃO
“E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”
1 João 2.17

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Bibliológico

“O ofício apostólico e a autoridade de Paulo
[...] Paulo retrata seu ministério apostólico em termos de campanha militar. Ele e sua equipe ministerial viviam no mundo (gr. en sarki, Ågna carne”, cf. “em vasos de barros”, 2 Co 4.7). Mas ele não militava ou empreendia guerra como o mundo faz (gr. kata sarka, “segundo a carne”, isto é, limitado pelo que é finito, humano, terrestre ou meramente físico). Pouco importando o quão fraco, tímido ou humilde Paulo parecesse ser na presença dos coríntios, ele não teve de enfrentar destemidamente ou usar métodos e armas que o mundo usa. Quando o Espírito o ungiu ele tinha armas “poderosas em Deus” para destruir as fortalezas inimigas. Estas armas são o Espírito e a Palavra. As “fortalezas” eram os ardis argumentos contra o Evangelho simples de Cristo que Paulo pregava, como também os esforços em destruir seu ministério e levar seus convertidos à escravidão espiritual pelas falsas doutrinas dos inimigos. Podemos aplicar isto às forças do mal que procuram destruir a Igreja trazendo falsas doutrinas, modos mundanos, entretenimento secular e apresentações terrenas. A Palavra e o Espírito ainda têm o poder de destruir os poderes das trevas (veja Ef 6.14-18)” (HORTON, Stanley M. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e suas Soluções. RJ: CPAD, 2003, pp.234-35).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

“Os limites da jactância de Paulo
Com ironia Paulo rejeita qualquer comparação dele com seus oponentes. Como The Message traduz o versículo 12: ‘Nós, entenda, não nos colocamos em liga com aqueles que se gloriam que nos são superiores. Não ousaríamos fazer isto’. Eles procuravam fazer com que suas realizações parecessem impressionantes, comparando-se totalmente ‘consigo mesmos’. Eles se recusavam a reconhecer o que Deus fez por Paulo em relação à sua comissão aos gentios ? dada a ele por Cristo (At 9.15; Gl 2.9). Eles diziam que Paulo deveria gloriar-se como eles o faziam e que ele era verdadeiro apóstolo. Mas Paulo só gloriará dentro dos limites do ministério que lhe foi dado por Deus, o que inclui Corinto. Dizendo isto, Paulo está denotando que os falsos apóstolos são os instrumentos que estão ferindo a assembleia que Deus o enviou para estabelecer.
A jactância de Paulo não vai muito longe, além dos limites convenientes, porque ele e seus companheiros foram os primeiros a chegar a Corinto com o Evangelho. Este foi o ponto mais distante que ele tinha alcançado em suas viagens missionárias até aqueles dias. Sua esperança porém, era expandir o trabalho em Corinto e depois ir para outras regiões. Na visão de Paulo, abrangeria Ilírico, Roma e Espanha (veja Rm 15.19,23,24,28). Mas ele não seria como os falsos apóstolos, porque não afirmaria que foi o primeiro a levar o Evangelho em território que já tivesse sido de fato evangelizado por outra pessoa.
Paulo limita ainda mais a jactância parafraseando Jeremias 9.24. Esta é outra razão por que ninguém deve se gloriar de assumir algo que é de responsabilidade de outra pessoa.
De fato, toda jactância ou louvor à pessoa ou ministério não é importante. A única coisa que conta é o louvor do Senhor (cf. Rm 2.29; 1 Co 4.3-5). Ele não dará louvor àqueles que buscam exaltar-se. (HORTON, Stanley M. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e suas Soluções. RJ: CPAD, 2003, pp. 237, 238).

VOCABULÁRIO

Concupiscência: Desejo ou vontade carnal intensa.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

RICHRDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2008.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 41

EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. O que Paulo desejava reafirmar ao utilizar a expressão: “não militamos segundo a carne”?
R. Paulo desejava reafirmar que ele não seguia os ditames da carne.

2. O apóstolo usa o termo “carne” em dois sentidos. Quais são eles?
R. Sentido físico, significando ser humano; e sentido figurado referindo-se a uma parte da natureza humana corrompida pelo pecado.

3. Quais são os inimigos interiores do crente?
R.Os argumentos contra o Evangelho e as falsas acusações contra seu ministério.

4. De acordo com a lição, qual o significado da palavra “autoridade” na língua grega?
R. Poder, liberdade ou direito de escolher, agir, possuir ou controlar.

5. Qual era a fonte da autoridade apostólica de Paulo?
R. Jesus Cristo.
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Lição 11

CARACTERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO LÍDER

TEXTO ÁUREO

“Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo”
(2 Co 11.2).

VERDADE PRÁTICA

Um líder cristão autêntico é aquele que tem por objetivo maior servir a Deus e à sua Igreja.
HINOS SUGERIDOS 298, 305, 340

LEITURA DIÁRIA

Segunda Ef 5.18 Paulo, um líder cheio do Espírito Santo
Terça 2 Co 1.1 Paulo, um líder comissionado pelo Senhor
Quarta 2 Co 2.4 Paulo, um líder que amava os crentes coríntios
Quinta 2 Co 4.1,16 Paulo, um líder perseverante
Sexta 2 Co 6.8-10 Paulo, um líder que permaneceu fiel a Deus sob todas as circunstâncias
Sábado 1 Co 11.1 Paulo, um líder exemplar

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Coríntios 10.12-16; 11.2,3,5,6

INTERAÇÃO

Professor, você é um líder à frente de sua classe. Por isso, esteja atento a alguns aspectos importantes da liderança de Paulo que serão apresentados nesta lição. Ele era um líder autêntico, compromissado com Deus e com a sua Obra. Suas credenciais de ministro de Deus são evidenciadas através do seu trabalho árduo, do sofrimento e da preocupação com as ovelhas do Senhor. Como líder ele era exemplo, e sabemos que a liderança na igreja é repleta de desafios. Não menos difícil é o seu papel amado professor, mas confie em Deus, Ele está contigo!

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender que o líder cristão autêntico é aquele que não perde o senso de dependência de Deus.
Distinguir as características de um verdadeiro líder.
Descrever os tipos de lideranças encontradas no seio da igreja.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para a aula de hoje sugerimos que você reproduza o quadro da página ao lado no quadro-de-giz. Junto com os alunos analise cada tópico relacionado no quadro. Apresente as principais diferenças entre os falsos apóstolos e Paulo, líder autêntico. Enfatize o fato de que os falsos líderes eram arrogantes. Gabavam-se por serem eloquentes e terem conhecimento. Sabemos que não há nada errado em ser eloquente e ter conhecimento, porém o líder autêntico depende unicamente de Deus. Leia todas as referências, enfatizando as principais diferenças entre os falsos apóstolos e os autênticos.

FALSOS APÓSTOLOS
(LÍDERES) MARCAS DE UM
APÓSTOLO AUTÊNTICO

Acreditavam possuir conhecimento,
e eloquência superiores (11.6) Cheio de conhecimento e humildade
(At 22.3)
Afirmavam ter visões e revelações (12.1,7) Cheio do poder de Deus e do fruto do Espírito (13.4)
Possuíam cartas de recomendação (3.1) Comissionado por Deus (1.1,21; 4.1); as credenciais de seu apostolado poderiam ser vista na própria igreja (12.12)
Aceitavam dinheiro como pagamento por serviços espirituais (11.12) Nunca corrompeu ou explorou a ninguém (7.2; 11.7-9); trabalhava para não ser pesado a igreja (12.14)
Eram da Palestina, berço do cristianismo primitivo (5.16; 10.7) Nascido em Tarso e treinado como fariseu (Fp 3.5; At 22.3)

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra-Chave
Líder
Indivíduo que chefia, comanda e/ou orienta em qualquer ação.

Paulo é um dos maiores exemplos de liderança do Novo Testamento. Seu modelo máximo é Jesus. E o apóstolo ajustou sua liderança conforme o conhecimento que adquiriu acerca do Mestre. Nesta lição, ele prossegue defendendo o seu apostolado contra os ataques dos falsos apóstolos, e reafirma sua igualdade com os demais apóstolos em termos de autoridade e liberdade para pregar o Evangelho. Porém, a fim de mostrar sua autoridade e liderança em Cristo, Paulo ressalta não ser sua intenção exercer domínio sobre a fé dos coríntios, pelo contrário, ele está pronto a ser humilhado para que eles fossem exaltados (2 Co 11.7).

I. OS DESAFIOS DO APOSTOLADO PAULINO (10.9-18)

1. O desafio da oposição (10.9-11). Nesses quatro últimos capítulos, observamos que se destacam três personagens principais: o apóstolo, os opositores e os coríntios. Nos versículos 9 e 10, o apóstolo discorre sobre a carta que enviara aos coríntios.
Uma regra básica ao escrever cartas, naquela época, é que essas deviam corresponder à personalidade de quem as enviara. Como Paulo havia sido severo na redação de suas cartas, era acusado, agora, de não ter a mesma postura enquanto estava presente entre eles. Os oponentes insinuavam que o apóstolo não tinha coragem ou era incoerente. Na realidade, eles apenas buscavam mais uma oportunidade para o acusarem. Paulo, porém, foi incisivo e firme (vv.11,12).
2. O desafio do orgulho (10.12,13). Nestes versículos, Paulo demonstra a importância de o líder exercer a autocrítica. Ele fala da arrogância dos que se sentiam superiores a ele. Refutando tal orgulho, Paulo admite não estar disposto a classificar-se entre os que louvam a si mesmos. Ele considerava essa atitude uma ousadia incabível no meio da Igreja (v.12). A vaidade dos oponentes era “sem medida” (v.13), e o “critério” de aferição que usavam baseava-se apenas na opinião que os tais tinham de si mesmos. O apóstolo afirma que “esses que se medem a si mesmos e se comparam consigo mesmos estão sem entendimento” (v.12); demonstram falta de lucidez e discernimento espiritual.
3. O desafio do respeito aos limites e da autoglorificação (10.14-18). Respeitar os limites alheios é uma atitude indispensável a um líder. Paulo destaca que todo líder deve conhecer a medida certa de suas ações (v.13). Seja do ponto de vista pessoal, ou coletivo, o líder deve respeitar os limites de sua liderança, e não apossar-se da honra de um trabalho realizado por outros (vv.15,16). Se assim agirmos, não correremos o risco de nos autogloriarmos. Gloriemo-nos apenas no Senhor (v.17). O líder realmente chamado por Deus não precisa louvar a si mesmo; o próprio Senhor o fará (v.18).

SINOPSE DO TÓPICO (1)
Respeitar os limites alheios é uma atitude indispensável a um líder. Todo líder deve conhecer a medida certa de suas ações.

II. AS MARCAS DE UM VERDADEIRO LÍDER (11.2-15)

1. O compromisso de Paulo diante da igreja e de Deus (vv. 2-4). Paulo deixa claro que recebeu do próprio Deus sua autoridade apostólica, a fim de edificar, e não dominar, a Igreja de Cristo. Entretanto, os coríntios, influenciados pelos falsos apóstolos, que agiam na ausência de Paulo, demonstravam superficialidade no conhecimento das coisas espirituais (v.4). O fato decepcionou o apóstolo, pois ele tinha por objetivo prepará-los para apresentá-los “como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (v.2).
2. Paulo se interessa, antes de tudo, pelo bem-estar espiritual da igreja (vv. 5-15). A postura de Paulo de não depender financeiramente da igreja de Corinto, foi utilizada injustamente pelos falsos apóstolos para acusá-lo de não ser ele um apóstolo verdadeiro (vv.5-11). Por sua vez, Paulo afirma que os irmãos da Macedônia (e outras igrejas) haviam-no socorrido em suas necessidades (vv.8,9). O apóstolo dos gentios assim procedeu, a fim de não dar ainda mais ocasião para os seus oponentes o acusarem (v.12).
Naturalmente, é responsabilidade das igrejas sustentar seus pastores. Aquelas congregações, contudo, ainda não tinham condições de assumir tal responsabilidade. Nos versículos 13 e 15, Paulo fica tão irritado com os falsos apóstolos que, para desmascarar-lhes a dissimulação, utilizou a figura de Satanás que, conforme reafirma, disfarça-se até de anjo de luz. É o que faziam os falsos apóstolos.
3. Paulo colocou o ato de servir acima dos interesses pessoais (vv.16-33). Paulo expõe, agora, todos os seus sofrimentos físicos e emocionais por amor a Cristo: fome, sede, nudez, açoites, prisões, naufrágios, ameaças e perigos incontáveis. Ele não somente se identificava com aqueles a quem servia, como também por estes interessava-se, a fim de que fossem beneficiados com o Evangelho. Seu amor pelas igrejas de Cristo dava-lhe forças para seguir em sua missão apostólica (v.28). Era um homem de Deus que se identificava com o rebanho de Cristo em todas as situações (v.29).

SINOPSE DO TÓPICO (2)
O líder autêntico coloca o ato de servir acima dos interesses pessoais.

III. PAULO, UM LÍDER SEGUNDO A VONTADE DE DEUS

Indiscutivelmente, Paulo foi um líder que demonstrou ampla competência para o exercício do seu ministério. Cada igreja, estabelecida por ele, tinha características próprias e exigia dele habilidades específicas, a fim de lidar com situações bastante particulares. Foi o que o apóstolo demonstrou no trato com os coríntios. Servindo-os humildemente, como fez o Senhor Jesus durante o seu ministério terreno, e externando-lhes um amor que só o verdadeiro líder chamado por Deus possui, demonstrou-lhes ser, realmente, um apóstolo chamado por Cristo Jesus, a fim de levar o Evangelho aos gentios até aos confins da terra.
Paulo aprendera com Jesus: o servir é uma das características mais marcantes de um obreiro. O servir, aliás, é o verdadeiro padrão de liderança neotestamentária. É hora de nos apresentarmos como leais servidores a serviço do Rei. Quem não está pronto a servir jamais estará apto para o Reino de Deus.

SINOPSE DO TÓPICO (3)
O padrão bíblico requer que os líderes aprendam a desenvolver atitudes de parcerias, de compartilhamento com seus liderados.

CONCLUSÃO

Que exemplo nos deixou o apóstolo Paulo! Sua liderança não foi estabelecida por homem algum, mas por Deus. Portanto, ele sabia que no Reino de Deus só há uma alternativa para aqueles que amam a Cristo e a sua Igreja: servir, servir e servir. Não foi exatamente isso que fez o Senhor durante o seu ministério terreno? Por que agiríamos de forma diferente?

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Bibliológico

“O status apostólico de Paulo (11.5,6)
[...] Os falsos apóstolos estavam pondo-se em evidência como ‘superapóstolos’ (‘os mais excelentes apóstolos’, 2 Co 11.5), humilhando Paulo. Mas Paulo não aceitava as afirmações que eles faziam. Pode ser que fossem oradores bem treinados, aptos a impressionar as pessoas com o vocabulário e o estilo. [...] Embora Paulo fosse treinado como rabino sob as orientações de Gamaliel (At 22.3), ele não fora treinado no estilo grego de oratória artificial e extravagante. Paulo tinha algo mais importante. Tinha ciência ou conhecimento de Deus que eles não tinham, como bem sabiam os crentes coríntios. Paulo havia demonstrado isto em tudo’, ou seja, dando-lhes ensinamentos poderosos e ungidos em linguagem clara ? não na ‘lógica’ enganosa e na retórica superficial dos falsos apóstolos. A verdade é mais importante que o estilo ou ‘carisma’ do orador. Paulo recusa aceitar pagamento (11.7-12) [...] Ele retoma novamente o fato de que pregou o Evangelho em Corinto ‘de graça’ (veja 1 Co 9). Naqueles dias, até nas universidades os estudantes remuneravam diretamente o professor. É provável que os oponentes de Paulo disseram que o fato de ele não receber contribuições era evidência de que o ensino era de pouco valor e que ele não era verdadeiro apóstolo” (HORTON, Stanley M. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e suas Soluções. RJ: CPAD, 2003, pp.240-41).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

“O Exemplo de Paulo ao Líderes
[...] Como um exemplo para os outros líderes, Paulo demonstrou:
o Humildade e compaixão ? Apesar de ser perseguido por seus irmãos judeus, Paulo serviu ‘ao Senhor com toda a humildade e com muitas alegrias’ (At 20.19). Ninguém poderia questionar sua dedicação ao Senhor e ao seu povo. É impossível fazer este tipo de afirmação a menos que seja absolutamente verdadeira.
o Ensinos e pregações fiéis ? Paulo falou publicamente na escola de Tirano, compartilhando tudo aquilo que pudesse ajudar no crescimento e no fortalecimento da fé cristã dos efésios. No entanto, também ensinava de casa em casa, aparentemente dedicando tempo à família de cada líder (At 20.20).
o Um ministério evangelístico ? Paulo pregava as Boas Novas da graça de Deus a todos aqueles que quisessem ouvir ? tanto judeus quanto gentios ? encorajando-os a abandonar o pecado e a colocar a sua fé no Senhor Jesus Cristo (At 20.21).
o Um ministério de discipulado ? Paulo não somente pregou as Boas Novas da graça de Deus, mas também, à medida que as pessoas respondiam com arrependimentos e fé, ensinava estes novos crentes a viver como verdadeiros cristãos (At 20.27).
o Motivos puros ? Paulo nunca se aproveitou materialmente destes novos crentes. Neste sentido, ele era um grande exemplo para os líderes. Ele às vezes supria sozinho as suas próprias necessidades, bem como as de seus companheiros missionários (At 20.33-35).
o Ter responsabilidade ? Paulo advertiu sobre a necessidade de vigiarem e cuidarem de si mesmos quanto um dos outros.
o Vigiar ? Paulo adverte-os, dizendo: ‘Olhai, pois… por todo o rebanho’ ? incentivando-os a administrarem bem a igreja como um todo (At 20.28).
o Pastorear ? Paulo conclama os pastores a ‘apascentarem a igreja de Deus’ ? a cuidarem dos fiéis e certificarem-se de que eles não estejam se deixando enganar por falsos mestres e profetas enganadores, que ele chama de ‘lobos cruéis’ (GETZ, Gene A. Pastores e Líderes: O Plano de Deus Para a Liderança da Igreja. RJ: CPAD, 2004, pp.105-6).

VOCABULÁRIO

Aferição: Ação ou efeito de medir, avaliar.
Autogloriar: Gloriar em si mesmo.
Neotestamentário: Relativo ao Novo Testamento

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

GLOUD, Henry. 9 Coisas que um Líder Deve Fazer. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.
GETZ, Gene A. Pastores e Líderes: O Plano de Deus para a Liderança da Igreja. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2004.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 41

EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. Mencione os três principais personagens que se destacam nos quatro últimos capítulos da epístola de 2 Coríntios.
R. O apóstolo, os opositores e os coríntios.

2. Qual era a postura de Paulo em relação a depender financeiramente da igreja?
R. Paulo trabalhava para não ser pesado a ninguém.

3. Descreva alguns dos sofrimentos físicos e emocionais experimentados por Paulo.
R. Fome, sede, nudez, açoites, prisões, naufrágios, ameaças e perigos incontáveis.

4. Qual é o verdadeiro padrão de liderança neotestamentária?
R. Jesus.

5. Que exemplo você pode extrair da liderança de Paulo para a sua vida pessoal?
R. Resposta pessoal.

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Lição 12

VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR

TEXTO ÁUREO

“Em verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações
do Senhor”
(2 Co 12.1).

VERDADE PRÁTICA

As experiências espirituais são importantes, mas não devem ser o principal requisito para o reconhecimento ministerial de um obreiro.
HINOS SUGERIDOS 212, 491, 577

LEITURA DIÁRIA

Segunda At 9.3 Uma visão no caminho de Damasco
Terça At 16.9,10 Uma visão missionária
Quarta At 18.9 Uma visão de encorajamento
Quinta At 26.19 Obedecendo à visão divina
Sexta At 27.23,24 Visões e revelações em meio ao perigo
Sábado 2 Co 5.7 Andando por fé e não por vista

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Coríntios 12.1-4,7-10,12

INTERAÇÃO

Nesta lição, estudaremos a respeito das visões e revelações que o apóstolo Paulo recebeu do Senhor Jesus. Trataremos também sobre o seu “espinho na carne”. O objetivo de Paulo ao relatar suas experiências com Deus não era vangloriar-se. Ele já havia dado provas suficientes de sua humildade e nobreza de caráter. Sabemos que o propósito de toda provação não é a fraqueza ou humilhação do crente, mas sim o seu aperfeiçoamento, pois quando estamos fracos, buscamos a Deus com mais intensidade, permitindo que Ele nos preencha com seu poder.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender que a glória maior de Paulo não está em sua biografia e sim no sofrimento padecido por causa do Evangelho.
Saber que nem a igreja nem crente algum pode depender de experiências sobrenaturais, como visões, revelações e arrebatamento de espírito para conhecer a vontade de Deus.
Explicar o paradoxo do gloriar-se nas fraquezas.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, as experiências são enriquecedoras. Selecione previamente alguns alunos e peça-os que em três minutos, no máximo, conte alguma experiência. Depois explique o caráter singular e individual das experiências pessoais, destacando que elas não podem se tornar padrão para a Igreja.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra-Chave
Experiência
Do lat. . Prova de cunho pessoal conferida pelo Senhor.

REFLEXÃO
“De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo”.
Apóstolo Paulo

Visões e revelações são experiências do campo das manifestações espirituais que não se constituem em doutrinas, mas são possíveis à vida do crente desde que estejam em conformidade com a Bíblia. Paulo vinha de um confronto onde os seus oponentes procuravam desacreditar seu ministério. Eles se vangloriavam de possuírem um conhecimento divino e uma espiritualidade superior à do apóstolo. Paulo se viu obrigado a responder que tinha ainda mais razões do que eles para orgulhar-se, mas não faria isso. Preferia gloriar-se em relação às suas fraquezas, as quais o poder de Deus havia convertido em experiências gloriosas (12.9,10).

I. A GLÓRIA PASSAGEIRA DE SUA BIOGRAFIA (VV.11-33)

1. A glória maior de Paulo não está em sua biografia, e sim no sofrimento padecido por causa do Evangelho. O texto deste tópico evidencia que, somente por causa da atitude dos seus oponentes, o apóstolo se vê obrigado a dar-lhes uma resposta, relatando suas experiências de sofrimento. A prova de que não há nenhuma postura de autoexaltação, é que no versículo 30, ele diz: “Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza”.
2. Paulo se opõe à arrogância dos judeus-cristãos. Visto que os “superapóstolos” se orgulhavam de sua herança abraâmica e de suas realizações, Paulo mostra a esse grupo que, se este for o critério, ele tinha muito mais razões para vangloriar-se (22).
3. Paulo responde contrastando os falsos mestres. No versículo 23, ele contesta aqueles falsos mestres, que se diziam “ministros de Cristo”, ao declarar que tinha razões muito mais profundas para assim ser considerado. Não só pelas experiências físicas (listadas nos vv.23-29), mas também as espirituais que teve com Cristo, a exemplo da relatada por ele no capítulo 12.

SINOPSE DO TÓPICO (1)
A glória maior de Paulo não está em sua biografia e sim no sofrimento padecido por causa do Evangelho.

II. A GLÓRIA DAS REVELAÇÕES E VISÕES ESPIRITUAIS (12.1-4)

1. Visões e revelações do Senhor (12.1). Paulo admite que não convém gloriar-se, mas como os adversários recorriam a supostas experiências de caráter espiritual, ele então apela a uma das suas experiências. Por ser a igreja coríntia propensa à supervalorização do sobrenatural (1 Co 14), os falsos apóstolos (que se autojulgavam superespirituais) acabaram ganhando a sua simpatia. A fim de demonstrar que até neste aspecto teria razões para se envaidecer, o apóstolo dos gentios passa a falar das “visões e revelações do Senhor”. Não se trata de algum tipo de alucinação nem qualquer distúrbio emocional. São experiências sobrenaturais que permitem a um ser humano ver algo que outros não podem ver. Note que o texto afirma que tais visões e revelações vêm do Senhor, ou seja, Ele é a causa e a fonte de tal experiência. O apóstolo deixa isso claro ao referir-se a si mesmo na terceira pessoa.
2. O “Paraíso” na teologia paulina (12.2-4). Na teologia de Paulo, o “paraíso” é um lugar celestial onde os santos desfrutam da comunhão com Deus. Esse lugar é a habitação dos santos que morreram, tanto do Antigo como do Novo Testamento, e que aguardam a ressurreição de seus corpos (Lc 16.19-31; 23.43; 1 Co 15.51,52). O apóstolo revela essa experiência singular e sobrenatural e não consegue explicar se ela deu-se Ågno corpo ou fora do corpoÅh, ou seja, ele ficou em uma dimensão ininteligível e inexplicável para os padrões humanos.
3. A atualidade das experiências espirituais. O Espírito de Deus pode trabalhar e revelar a vontade divina através de sonhos e visões. Entretanto, essas experiências não são uma regra doutrinária para dirigir a igreja e nem mesmo a vida de uma pessoa. São meios que só podem ser autênticos quando não se chocam com a Palavra de Deus. Por isso, o crente não pode viver à mercê de visões e revelações para praticar o cristianismo. Nem a igreja, nem crente algum dependem exclusivamente de experiências sobrenaturais, como visões, revelações e arrebatamento de espírito para conhecer a vontade de Deus. Ainda que tais experiências não estejam proibidas, devemos levar em conta sempre a completa revelação da Palavra de Deus. É preciso ter cuidado com a presunção de alguns em fazer viagens ao paraíso, seja comandada por homens seja por anjos, pois tais “experiências” na maioria das vezes constitui-se em fraudes espirituais.

SINOPSE DO TÓPICO (2)
O Espírito de Deus pode trabalhar e revelar a vontade divina através de sonhos e visões.

REFLEXÃO
“Paulo considerava como maior glória para si os seus sofrimentos, enfermidades, prisões, açoites, fomes e perseguições”.

III. A GLÓRIA DOS SOFRIMENTOS POR CAUSA DE CRISTO (12.7-10)

1. O espinho na carne (12.7,8). Essa expressão de Paulo referia-se a um tipo de sofrimento que lhe foi imposto por causa das revelações, a fim de ele não se ensoberbecer. Tem havido várias interpretações, na maioria especulativas, acerca do “espinho na carne”. Entretanto, uma interpretação que prevalece com aceitação maior entre os estudiosos e exegetas bíblicos é de que “o espinho na carne” que atormentava a Paulo refere-se a uma enfermidade física. O que se subentende é que esse “espinho na carne” o atormentava como um “aguilhão”, que o fisgava o tempo todo. O que Paulo deixa transparecer fortemente é que não podia evitar esse sofrimento e que a força de superação de tal flagelo vinha do Senhor, que o confortava (vv.9,10).
2. Paulo reafirma que se gloria na fraqueza (12.10). Paulo considerava como maior glória para si os seus sofrimentos, enfermidades, prisões, açoites, fomes e perseguições. Mesmo não querendo nivelar-se aos oponentes judeus-cristãos (vangloriando-se), ele entende ser necessária uma resposta, a fim de que a igreja de Corinto avalie seu comportamento em relação ao dos rebeldes (11.16-30).
3. A explicação do paradoxo do gloriar-se nas fraquezas (12.9,10). Em uma mente carnal, sofrimento é algo que humilha, que degrada. Não se vê nenhuma glória em sofrer, no entanto, Paulo ensina que o sofrer se constitui num degrau para chegar-se à presença de Deus. Na mente dos coríntios (corrompida pelos ensinamentos deturpados), os verdadeiros apóstolos deveriam ser conhecidos por suas palavras convincentes e carisma. Paulo parece não possuir nenhum desses requisitos ou “dons naturais”. Entretanto, seu testemunho, experiências, escritos e fala continham autoridade espiritual. Ele preferia gloriar-se nos sofrimentos, pois sua fraqueza é a condição mais apropriada para a demonstração da graça poderosa do Senhor.

SINOPSE DO TÓPICO (3)
Paulo ensina que o sofrer se constitui num degrau para chegar à presença de Deus.

CONCLUSÃO

Ao escrever sobre as suas fraquezas, Paulo tinha a intenção de glorificar a Deus, porquanto somente Ele é capaz de aperfeiçoar seu poder através da fragilidade humana.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Bibliológico

“Arrebatado até ao terceiro céu (12.2)
Esta passagem tem causado especulações incalculáveis. Acredita-se que Paulo fez uso da terceira pessoa, para evitar qualquer insinuação de que ele tenha recebido crédito pessoal pelas visões ou revelações que lhe são dadas (12.1). A menção ao “terceiro céu”, normalmente, é compreendida como assumindo uma cosmologia que encara a atmosfera da terra como um primeiro céu; o campo dos corpos celestiais como um segundo; e o campo espiritual, habitado por Deus e seus anjos, como o terceiro. [...] Uma vez que o Novo Testamento não se pronuncia sobre o assunto, parece inútil especular a respeito da cosmologia de Paulo. Mas a insinuação permanece. Ele foi arrebatado a um campo acessível somente por Deus. A incerteza de Paulo, quanto ao fato de que esta visão possa ter sido recebida no corpo ou fora dele (12.3), foi citada por aqueles que argumentam a favor da “projeção astral”, fenômeno no qual se assume que a alma deixa o corpo vivo. Estes parênteses dificilmente apóiam esta teoria. Paulo simplesmente está dizendo que, embora a visão fosse real, não sabe se esteve ou não fisicamente presente naquele paraíso, onde vivenciou tais maravilhas, e ouviu coisas que até aquele momento era incapaz de revelar” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. RJ: CPAD, 2007, p.391).

VOCABULÁRIO

Sem ocorrências

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2007.
HORTON, Stanley. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e Suas Soluções. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2003.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 42

EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. O que é o paraíso segundo a teologia paulina?
R. É um lugar celestial onde os santos comungam com Deus.

2. A que se refere a expressão espinho na carne?
R. Refere-se a um tipo de sofrimento.

3. Qual era o propósito do espinho na carne de Paulo?
R. Para que ele não se ensoberbecesse diante das revelações e visões.

4. Qual era a intenção de Paulo ao chamar a atenção dos coríntios para seus sofrimentos?
R. O sofrer constitui-se num degrau para chegar-se à presença de Deus.

5. Qual a mensagem principal que você extraiu da epístola de 2 Coríntios?
R. Resposta pessoal.

__________________________________
Lição 13

SOLENES ADVERTÊNCIAS PASTORAIS

TEXTO ÁUREO

“Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos”
(2 Co 13.5a).

VERDADE PRÁTICA

Uma das responsabilidades pastorais é disciplinar a igreja com amor, a fim de que esta desenvolva-se espiritualmente sadia.
HINOS SUGERIDOS 298, 305, 340

LEITURA DIÁRIA

Segunda Rm 12.16 “Sede unânimes”
Terça Rm 15.1 Suportai as fraquezas dos fracos
Quarta Fp 2.3 “Nada façais por contenda”
Quinta Fp 4.4 “Regozijai-vos, sempre, no Senhor”
Sexta Cl 3.1 “Buscai as coisas que são de cima”
Sábado Cl 4.6 “A vossa palavra seja sempre agradável”

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Coríntios 12.19-21; 13.5,8-11

INTERAÇÃO

Professor, chegamos ao final de mais um trimestre. A conclusão de uma etapa é sempre um bom momento para se fazer uma avaliação. Paulo, ao concluir a Segunda Epístola aos Coríntios também convida os crentes para uma auto-avaliação: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos” (13.5). O apóstolo exorta a todos para que façam exames espirituais periódicos a fim de ver se ainda estavam na fé. Havia na igreja um grupo que exigia “provas” de que Cristo falava por Paulo (2.13.3), agora é Paulo quem exige que eles se examinem e provem se estão vivendo mediante a fé em Cristo Jesus. Que você possa seguir triunfante o caminho da fé e conduzir seus alunos neste caminho, que levará até o Céu.

TEMAS O QUE APRENDEMOS
Provas Paulo experimentou grande sofrimento, perseguição e oposição em seu ministério. Deus é fiel. Seu poder é suficiente para nos capacitar a enfrentar qualquer dificuldade.
Disciplina Paulo defende seu papel na disciplina da igreja. Nenhuma imoralidade nem qualquer falso ensino deveriam ser ignorados. A meta de toda disciplina na igreja deve ser a correção, não a vingança. Devemos agir com amor em todas as situações.
Esperança Para encorajar os coríntios em meio às provações, Paulo os lembrou de que receberiam novos corpos no céu. Receberemos novos corpos. Nosso serviço fiel resultará em triunfo.
Sã Doutrina Os falsos mestres desafiaram o ministério e a autoridade de Paulo como apóstolo. A sinceridade de Paulo, seu amor a Cristo e sua preocupação com as pessoas eram sua defesa. Nossa motivação em servir ao Senhor e ensinar sua Palavra está no nosso amor a Ele.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Refletir a respeito da firmeza e determinação do apóstolo Paulo.
Compreender que o objetivo da disciplina na igreja é edificar moral e espiritualmente as pessoas, e não destruí-las.
Saber que o amor fraternal deve prevalecer na vida do cristão autêntico.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Para a finalização do trimestre, reproduza o quadro da página ao lado. Utilize-o ao concluir a lição. Mostre aos seus alunos os principais temas encontrados na segunda epístola aos Coríntios. Conclua perguntando à classe o que aprenderam de mais significativo durante o trimestre e que gostariam de relatar à turma. .

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra-Chave
Advertência
Ato de admoestar, aviso, conselho.

Nos capítulos finais desta segunda epístola, Paulo conclui a defesa de sua autoridade apostólica com uma série de advertências à igreja de Corinto e a prepara para a sua terceira visita pastoral. Na primeira visitação, ele a estabeleceu; na segunda, teve uma experiência dolorosa (2.1; 7.12). Agora, porém, apronta-a para uma visita conciliadora e, ao mesmo tempo, disciplinar (13.1,2). Sua responsabilidade pastoral era muito grande, por isso, esforçava-se para solucionar as dúvidas e consolidar a fé dos santos que viviam em Corinto.

I. PREOCUPAÇÕES PASTORAIS DE PAULO (12.19-21)

1. Defender seu apostolado em Cristo (v.19). Paulo, mais uma vez, deixa claro que sua intenção não é se justificar diante de seus acusadores, mas defender seu ministério perante o Senhor que havia lhe chamado. Sua defesa, portanto, tinha por objetivo provar à igreja que Deus era o seu Juiz, e sua comunhão com Cristo dava-lhe autoridade para pregar e representá-Lo na terra.
2. O temor de Paulo em relação à igreja de corinto (v.20). O apóstolo afirma aos coríntios: “Porque receio que, quando chegar, vos não ache como eu quereria” (v.20). A expressão indica sua preocupação com a igreja, pois alguns crentes achavam-se em falta diante da congregação e diante de Deus. Como poderia ele, sendo apóstolo e líder espiritual daquele rebanho, deixar as ovelhas sem a ministração da Palavra de Deus? Por que ele deixaria de usar sua autoridade apostólica em Cristo? Paulo estava ciente de que não podia, como pastor, deixar de tratar os pecados que haviam comprometido a qualidade espiritual daquele rebanho.
Portanto, ele toma atitudes disciplinares severas com relação aos seus membros, a fim de que por ocasião de seu retorno à igreja não encontrasse os mesmos problemas.
3. A situação da igreja de Corinto (v.20,21). Os pecados que destruíam os alicerces dos coríntios tinham de ser eliminados: pendências judiciais, invejas, iras, porfias, difamações, mexericos, orgulhos, tumultos, imundícia, prostituição e desonestidade. Tudo isso evidenciava o quê? Eles ainda não estavam andando plenamente no Espírito.
Lendo a lista acima, nem parece tratar-se de uma igreja com tantos dons. Contudo, isso significa que a espiritualidade de uma igreja não pode ser avaliada pela quantidade de dons, mas pelo seu caráter e amor a Deus e ao próximo. Tais pecados estavam corrompendo os bons costumes, anulando a ética cristã e promovendo dissensões e divisões entre os santos. A disciplina de Paulo parece dura, no entanto, é amorosa, uma vez que ele menciona sua tristeza e frustração por aqueles que, porventura, não se arrependessem (v.21).

SINOPSE DO TÓPICO (1)
A defesa de Paulo tinha por objetivo provar à igreja que Deus era o seu Juiz, e que a sua comunhão com Cristo dava-lhe autoridade para falar e representá-lo na terra.

II. O PROPÓSITO DA DISCIPLINA DA IGREJA POR PAULO (12.21; 13.2-4)

1. Promover a paz e o arrependimento dos pecadores (vv.12.21; 13.2). Paulo deseja fortalecer a fé e desenvolver o amadurecimento espiritual da igreja de Corinto. Para levar os pecadores ao arrependimento, teria de ser rigoroso em sua repreensão. Os problemas de ordem moral exigiam uma postura firme do apóstolo. Caso contrário, as ações diabólicas para destruir a igreja não seriam neutralizadas.
2. Afirmar o caráter cristão de seu apostolado (13.2,3). Considerando que seu apostolado tinha sido concedido pelo Senhor Jesus e que este era seu modelo de líder-servidor, nada mais coerente do que a postura rígida de Paulo contra os pecadores impenitentes. Assim como o Senhor Jesus agia com esses (Mt 23.13-33), o apóstolo também deveria agir, a fim de que os crentes em Corinto pudessem constatar o poder de Cristo em seu ministério.
A Bíblia afirma que o Senhor disciplina aos seus amados filhos, portanto, a correção dos pecados daquela igreja pelo apóstolo revelava o amor que ele, em Cristo, nutria por aqueles crentes.

SINOPSE DO TÓPICO (2)
Os problemas de ordem moral exigiam uma postura firme. Caso contrário, as ações diabólicas para destruir a igreja não seriam neutralizadas.

III. ALGUMAS RECOMENDAÇÕES FINAIS (VV.5-11)

1. Paulo encerra sua carta com uma advertência (13.5). O apóstolo recomenda aos crentes que examinem-se e provem-se, a fim de verificarem se Jesus Cristo, de fato, habita neles.
Até o momento Paulo vinha defendendo seu ministério e sua fé, no entanto, agora, ele resolve testar os cristãos daquela igreja ao admoestá-los que realizem um autoexame. Ora, se Cristo verdadeiramente habita neles, não correm o risco de serem reprovados (v.5). Essa certeza é alimentada pela presença imanente de Cristo em suas vidas. Se não estão reprovados perante o Senhor, não há o que se duvidar da autenticidade do ministério apostólico de Paulo.
Paulo sabe que os fiéis não temerão uma autoavaliação e espera que, assim como reconheceram sua fé em Cristo, sejam capazes de reconhecer o relacionamento sincero e fiel dele com Cristo.
2. Paulo encerra sua carta com um desejo (13.7-9). Ele deseja que aqueles cristãos sejam aprovados nessa autoavaliação. Nesses versículos, o apóstolo demonstra que não pensava em sua própria aprovação, mas no bem estar espiritual da igreja. O desejo sincero de Paulo é evidente: “e o que desejamos é a vossa perfeição” (v.9).
3. Últimas recomendações (13.11). Parece contraditório regozijar-se após tantas advertências, mas eles deveriam estar felizes por serem disciplinados, porque isso revelava o amor de Deus Pai (Hb 5-11).
Paulo também recomenda que os coríntios busquem a maturidade cristã, a fim de que não sejam enganados por falsos mestres.
A expressão “sede consolados” quer dizer “sede encorajados”. O apóstolo desejava que sua carta servisse de motivação para a mudança de comportamento dos crentes daquela igreja. Por último, ele admoesta-os a serem de um mesmo parecer e a viverem em paz. Isto é, todos deveriam estar comprometidos com a verdade do Evangelho e unidos em prol da manutenção desse compromisso.

SINOPSE DO TÓPICO (3)
A disciplina deve ter sempre, como objetivo, edificar moral e espiritualmente as pessoas, e não destruí-las.

CONCLUSÃO

Após tantas defesas, advertências e recomendações severas, Paulo encerra sua carta usando um tom mais ameno e suave. O apóstolo enfatiza a síntese do evangelho mediante a gloriosa bênção trinitariana: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos” (2 Co 13.13). Que esta segunda carta aos coríntios possa produzir em cada crente uma reflexão a respeito de seu ministério, a fim de que possamos declarar como Paulo: “Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas” (2 Co12.15).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Doutrinário

“A Bênção Apostólica
1. Ele apresenta diversas exortações úteis. (1) Que fossem perfeitos ou estivessem unidos em amor, o que serviria grandemente para a vantagem deles como igreja ou sociedade cristã. (2) Que fossem consolados diante de todo sofrimento e perseguição que pudessem enfrentar por amor a Cristo, ou qualquer calamidade e desapontamento que pudessem encontrar neste mundo. (3) Que fossem de um mesmo parecer, o que ajudaria grandemente em relação ao consolo deles. Quanto mais afáveis formos com nossos irmãos maior será a tanquilidade em nossa alma. O apóstolo queria que dentro do possível tivessem a mesma opinião e parecer. No entanto, se isso não pudesse ser alcançado: (4) Ele os exortava a viverem em paz. A diferença de opinião deveria causar uma alienação de sentimentos ? que vivessem em paz entre eles. Ele desejava que todas as divisões entre eles sejam curadas, que não haja mais contendas e iras entre eles e que evitem pendências, invejas, detrações, mexericos e outros inimigos da paz.” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento. RJ: CPAD, 2008, pp. 543-44).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

“A Bênção Apostólica
Uma despedida. Ele transmite um adeus e se despede deles naquele momento, com calorosos votos em relação ao bem-estar deles. Para isso:
Ele apresenta diversas exortações úteis. (1) Que fossem perfeitos ou estivessem unidos em amor, o que serviria grandemente para a vantagem deles como igreja ou sociedade cristã. (2) Que fossem consolados diante de todo sofrimento e perseguição que pudessem enfrentar por amor a Cristo, ou qualquer calamidade e desapontamento que pudessem encontrar neste mundo. (3) Que fossem de um mesmo parecer, o que ajudaria grandemente em relação ao consolo deles. Quanto mais afáveis formos com nossos irmãos maior será a tanquilidade em nossa alma. O apóstolo queria que dentro do possível tivessem a mesma opinião e parecer. No entanto, se isso não pudesse ser alcançado: (4) Ele os exortava a viverem em paz. A diferença de opinião deveria causar uma alienação de sentimentos ? que vivessem em paz entre eles. Ele desejava que todas as divisões entre eles sejam curadas, que não haja mais contendas e iras entre eles e que evitem pendências, invejas, detrações, mexericos e outros inimigos da paz.
Ele os anima com a promessa da presença de Deus entre eles: ‘… o Deus de amor e de paz será convosco’ (v. 11). Deus estará com aqueles que vivem em amor e paz.
Ele dá orientações para saudarem-se mutuamente e envia calorosas saudações daqueles que estavam com ele (v. 12). Ele deseja que testifiquem do amor de uns pelos outros pelo rito sagrado de um beijo de caridade, que era usado na época, mas que há muito deixou de ser costume, para evitar toda ocasião de libertinagem e impureza, no estado mais degenerado e decadente da igreja” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento. RJ: CPAD, 2008, pp. 543,544).

REFLEXÃO
“Pouco importando o quão fraco, tímido ou humilde Paulo parecesse ser na presença dos coríntios, ele não teve de enfrentar destemidamente ou usar métodos e armas que o mundo usa. Quando o Espírito o ungiu, ele tinha armas ‘poderosas em Deus’ para destruir as fortalezas inimigas. Estas armas são o Espírito e a Palavra”.
Stanley Horton

VOCABULÁRIO

Sem ocorrências

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HORTON, Stanley M. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e suas Soluções. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2003.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2008.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 42

EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. De acordo com a lição, como Paulo defende seu apostolado?
R. Paulo defende seu apostolado afirmando que o fazia “em Cristo e diante de Deus” (v.19).

2. De acordo com o tópico II da lição, qual era o objetivo da defesa de Paulo?
R. Paulo tinha como propósito fortalecer a fé e aumentar o proveito espiritual da igreja em Corinto.

3. Qual era a situação de Corinto?
R. A igreja de Corinto estava cheia de pecados, tais como: invejas, porfias, orgulhos, prostituição.

4. Com que advertência Paulo conclui sua carta?
R. Paulo recomenda aos crentes que examinem-se e provem-se, a fim de verificarem se Jesus Cristo habita neles.

5. Mencione as últimas recomendações de Paulo à igreja.
R. Regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de paz será convosco.

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As Bem-Aventuranças

Deixe o seu comentário

1 Jesus, vendo as multidões, subiu a um monte; e, assentando-se, aproximaram-se dEle os seus discípulos,

2 e abrindo a boca, os ensinava, dizendo:

3 Bem-aventurados os pobres (humildes) de espírito, porque deles é o reino dos céus.

Não é pobreza de bens materiais. Os que deixam para trás sua auto-suficiência e procuram a Graça de Deus como único meio legítimo às qualidades que servem unicamente para glorificar o nome do Senhor, cuja conseqüência é a salvação. Reconhecer a grandeza de Deus na sua vida e sua total dependência a Ele (ESPÍRITO QUEBRANTADO).

4 Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.

O choro do arrependimento do pecado, bem como a tristeza de não ter se curvado antes ao Senhor dos Exércitos ou por não conseguir oferecer a Deus aquilo que é necessário (ESPÍRITO PENITENTE).

5 Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.

Humildade e Auto-Disciplina (fruto do espírito). Que se dobram à vontade de Deus. Ser submisso totalmente a Jesus Cristo (ESPÍRITO CONTROLADO / GENTIL).

6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos.

Necessidade de alimentação constante da Palavra do Senhor, sem a qual, todos ficam literalmente vazios, pois quem tem fome será alimentado com o Seu Espírito Santo. Os que buscam a santidade de Deus. Não confiar em si próprio (ESPÍRITO FAMINTO POR DEUS).

7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.

A compaixão pelo semelhante (minoração do sofrimento alheio) gera um efeito para consigo em relação a Deus, pois Ele será misericordioso para conosco na medida em que formos para com os outros (ESPÍRITO COMPASSIVO).

8 Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.

Os que foram libertos do “poder” do pecado pela Graça de Deus e que, agora, se esforçam em agradar a Deus, expurgando os males que por ventura possam circundar seu coração. Amor à Justiça e ódio ao mal. Ter santidade no seu íntimo (ESPÍRITO PURO).

9 Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.

Os que se reconciliam com Deus e tem Paz com Ele mediante a Cruz do Calvário. A busca pela paz consiste também em anunciar as “Boas Novas” (os que semeiam) aqueles que ainda não conheceram a Jesus verdadeiramente (ESPÍRITO DE SABEDORIA / MEDITAÇÃO).

10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.

Lealdade a Jesus. Ser intransigente com o mal. Não podemos nos conformar com esta era perversa (Rom. 12. 2). Tal perseguição gera no “verdadeiro” Cristão, ALEGRIA, pois sabe que está percorrendo o caminho certo e buscam fazer a vontade de Deus, custe o que custar (ESPÍRITO PACIENTE / PERDOADOR).

11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por Minha causa.

Toda a razão de ser do “verdadeiro” Cristianismo é Jesus Cristo, o grandioso nome ao qual devemos defender a nossa fé, pois, salvação, só nEle, ainda que sejamos perseguidos (etc.). O mal dito contra nós precisa ser irreal porque o “verdadeiro” Cristão tem uma vida reta (sem máculas).

12 EXULTAI E ALEGRAI-VOS, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.

A recompensa para os que aceitarem os caminhos anteriores são os galardões celestiais.

O chamado à vida e ao ministério do “Reino” inclui a expectativa de que o fruto e o dom gerados pelo Espírito Santo se desenvolvam no verdadeiro Cristão (João 3. 3 c/c Ef. 4. 23-34).

1ª Igreja Batista em Bezerros (PE): Rua Maj. Miguel, 193, Centro, tel. (81) 8793.9876 – CNPJ/MF nº 11.473.030/0001-31 – Pr. Vicente Paixão

(Pregação: Aldo Corrêa)

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