Quer Pregar ? Então, pregue Cristo !

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A sacra chamada cristã abarca uma série de obrigações que envolvem tanto ministros do evangelho, quanto todos os cristãos de um modo geral. É comum no chamado cristão observamos o envolvimento da igreja em áreas das mais diversas tais como ação social, ensino, política, entre outras. Mas talvez nenhuma outra área seja mais urgente para a igreja em todos os tempos como o sacro ministério da Palavra.

Este surge com a própria essência da mensagem, ou seja, não é temporal, findando-se em alguma época específica, mas atemporal, pois é a essência do ministério da igreja. Para ser um pregador da Palavra não basta apenas portar um dom retórico ou ser versado em algumas áreas do conhecimento, dominando algum poder persuasivo sobre o público, deve este ser imensamente capacitado de uma unção espiritual, que não pode ser conseguida sem o consentimento divino. Além do quê, aquele que se põe em frente de seus pares não pode ser um neófito, mas um cristão experiente, pois estará a ensinar a sacra doutrina a aqueles que são seus irmãos. Jamais um pregador se coloca acima da congregação que pastoreia. Não é comum a aqueles que têm seu chamado posto a prova arrogar tamanha pretensão. Sei que nesses dias é comum buscar-se títulos para se alcançar primazia frente ao povo de Deus. Mas este não é o procedimento daquele que se dedica fielmente a prediga. Este deve ser sempre voluntarioso e disposto a buscar o serviço de um conservo e não de um líder que se põe acima daqueles que estão ao seu lado.

O pregador da Palavra é, portanto um servo que busca a fidelidade. Não apenas no que se refere ao texto bíblico, mas o é também na vivência da fé cristã. Deve ele fornecer não somente o ensino, mas também a prática daquilo que está ensinando. Este pregador também é alguém intimamente ligado ao cotidiano da congregação que pastoreia, ou seja, ele vive todas as demandas daqueles que o escutam diariamente. Não pode se blindar como se nada acontecesse com ele. Deve viver, razoavelmente parecido no padrão de vida do seu povo, não buscando no poder econômico, que porventura consiga, uma certa diferenciação do povo. Pois, se assim for acabará se mostrando alheio a vida do povo, sendo mais um estrangeiro em meio ao seu povo que deveria admoestar.

Quanto à ministração da mensagem, esta deve ser clara e contundente. Não pode ser rebuscada com rodeios ou com peripécias retóricas para se camuflar o real sentido da Palavra. Deve também ser imensamente compreensível, evitando-se o uso de palavras que dificultem a assimilação por parte do povo. Deve-se buscar a excelência do significado, ainda que se deva ir geralmente a recursos mais rebuscados como o uso de léxicos das línguas estrangeiras que compunham o texto sagrado. Logo, ele é alguém que faz uso de um recurso imensamente erudito, mas que também em sua exposição torna o culto algo simples e inteligível. Os requintes ou a exposição de assuntos mais elevados devem ser guardados para os meios onde tais artifícios são compreendidos, mas isso não significa que a prediga é simplória.

Várias considerações vêem a mente do pregador quando este se põe a frente da igreja, mas a principal delas é que ele é apenas um instrumento da vontade divina. Ele edificará os santos e também convencerá os pecadores. Por meio dele alguns serão chamados, grandes trevas serão dissipadas e uma nuvem de testemunhas deverá atestar seu ensino.

Lamentavelmente nos dias atuais temos visto as mais bizarras figuras que se propõe instruir o povo de Deus. É certo que boa parte deles é exatamente aquilo que os seus ouvintes gostariam que eles fossem. Estes se comportam como se fossem meros funcionários do seu auditório e não profetas. Esta característica do pregador é inerentemente algo que ninguém deveria abrir mão, a não ser que deseje ser apenas uma marionete nas mãos de homens que desejam sentir “coceiras nos ouvidos”. O pregador verdadeiro não aceita comercializar sua pregação, seu envolvimento com o que prediga é altamente recíproco. Ele está tão envolvido com a mensagem que ele mesmo se confunde com ela. Portanto, essas caricaturas de pregadores que vemos hoje não são os genuínos ministros de Deus, são de fato uma aberração, dignos representantes de uma farsa que chamam erroneamente de evangelho, só que este não é outra coisa que não uma monstruosidade corruptora.

Se desejarmos ser aceitos neste ofício precisamos primeiramente do tratamento divino. Este não é uma colônia de férias, nem tão pouco tem lugar para principiantes aventureiros. É lugar para aqueles que foram provados pelo fogo, para aqueles que subiram ao terceiro céu da sublimidade de Cristo, para aqueles que são servos e não senhores. Ao meu modo de ver existem dois tipos de pregadores, aqueles que são forjados por Deus e aqueles que são forjados pela sua congregação. Os primeiros não temem sofrer as agruras do ministério, os últimos repudiam o escárnio da função preferindo as honras dos homens no lugar da de Deus.

Logo, como pregadores somos profetas e como profetas não nos movemos por conveniências ou por ganância. Pregamos o evangelho como disse Charles H. Spurgeon, “mais claro do que nunca”, um evangelho que é escândalo para judeus e loucura para os gentios, o evangelho do poder de Deus, que é mais sábia do que a sabedoria humana. Que não depende dos artifícios intelectualizantes e retóricos, mas do Cristo crucificado. Quem tem posto a mão no arado do ministério não olha para trás, mas avança firmemente na direção de Cristo e seu total empenho, ainda que seja extenuante e exaustivo não é nada daquilo que deveria ser, mas ainda falta muito para alcançar o prêmio da soberana vocação. Pregadores do Evangelho tremam diante do Santo e busquem a fidelidade.

Sola Gratia.

Fonte: [ Evangelismo e Reforma ]

Inspiração

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Que significa inspiração quando se refere à Bíblia?

2 Timóteo 3.16:

“Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça.”

Inspiração significa que Deus é a origem da Bíblia.

2 Pedro 1.20-21:

“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.”

Instabilidade Espiritual (?) – Busque a Face do Senhor

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Embora eu me regozije com conversões súbitas, eu tenho sérias suspeitas quanto a essas pessoas repentinamente felizes que nunca parecem ter se entristecido com o próprio pecado. Receio que esses que vêm tão facilmente à sua religião que freqüentemente a perdem completamente com a mesma facilidade. Saulo de Tarso foi convertido subitamente, mas nenhum homem já passou por maior horror de escuridão do que ele, antes que Ananias viesse a ele com palavras de conforto.
Eu gosto do arado profundo.
A raspagem superficial do solo é trabalho pobre. O corte profundo da terra sob a superfície é grandemente necessário. Afinal de contas, os cristãos mais duradouros parecem ser aqueles que viram que o mal interior que neles há é profundo e repugnante, e depois de algum tempo foram levados a ver a glória da mão curativa do Senhor Jesus conforme Ele a estende no Evangelho.

Receio que em muito da religião moderna há uma carência de profundidade em todos os pontos. Eles não tremem profundamente nem se regozijam grandemente. Eles não se desesperam muito, nem acreditam muito. Oh, cuidado com um verniz piedoso! Proteja-se da religião que consiste em colocar uma fina camada de piedade sobre uma pesada massa de carnalidade. Nós precisamos de uma obra contínua no interior. A graça que alcança o centro e afeta o espírito mais interior é a única graça que vale a pena ter.
Para pôr tudo em uma palavra, uma ausência do Espírito Santo é a grande causa da instabilidade religiosa. Cuidado para não confundir excitação com o Espírito Santo ou as suas próprias resoluções com os profundos mecanismos do Espírito de Deus na alma. Tudo aquilo que a natureza pinta, Deus queimará com ferro quente. Qualquer coisa que a natureza põe em funcionamento, Ele fará parar e jogará fora com os trapos. Você precisa nascer de cima, você precisa ter uma nova natureza forjada em você pelo dedo do próprio Deus, já que de todos os seus santos está escrito, “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus.”
Oh, mas, em todos os lugares eu temo que haja uma ausência do Espírito Santo! Há muita coisa vindo de uma moralidade espalhafatosa, superficial, muitos clamores de “Paz, Paz” onde não há nenhuma paz; e muito pouca ansiedade profunda advinda de um exame do coração para ser completamente purificado do pecado. Verdades bem conhecidas e facilmente lembradas são cridas sem serem acompanhadas da devida uma impressão do peso delas; esperanças sem consistência e confianças infundadas são formadas e é isso que faz com que os enganadores sejam tão abundantes e os espetáculos carnais tão comuns.

“Para pôr tudo em uma palavra,uma ausência do Espírito Santo é a grande causa da instabilidade religiosa.”

Arrependimento

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2 Coríntios 7:10

“Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar.”

Alegremo-nos no Senhor Jesus Cristo

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Salmos 16:8-9:

“Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; porquanto ele está à minha mão direita, não serei abalado. Porquanto está alegre o meu coração e se regozija a minha alma; também a minha carne habitará em segurança.”

Temos que Glorificar a Deus em TUDO o que fazemos

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Assumindo a responsabilidade

O homem é responsável por todos os seus atos, mesmo os inconscientes.

 Arthur Koestler

Uma vez que a atitude influencia as escolhas que determinam o procedimento, uma avaliação honesta de nossos procedimentos pode revelar a qualidade da atitude predominante em nosso cora­ção. Portanto, vamos agora inquirir nosso coração com algumas perguntas.

O que estou fazendo tem a aprovação de Deus?

 Precisamos, diariamente, olhar para nosso procedimento e nos certificar de que a nossa maneira de viver tem a aprovação divina. Nosso modo de vida recebe a aprovação de Deus através da sua palavra?

“Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens.”1 Precisamos proceder com a cons­ciência de que estamos fazendo tudo não aos homens, mas a Deus. Deus aprova o que está vendo em minha vida? Será que estamos prontos para romper, agora mesmo, com o que não tem agradado ao propósito divino?

Sugiro que você interrompa esta leitura por um tempo e ana­lise sua vida. Se encontrar algo que contrarie o propósito de Deus, tenha coragem para romper com isso, coragem para dizer não. Recuse-se a permanecer com qualquer coisa que não tenha a aprovação divina. Se for necessário ser maltratado por optar pelas coisas de Deus, prefira sofrer, mas não fique com nada que interfira na recompensa que Deus preparou para você.2 Além de estragar o plano maravilhoso que Deus tem para nossa vida aqui, ficar com algo que ele não aprova é colocar em risco o compromisso com o tesouro que o Senhor tem para nós na eter­nidade.

O que estou fazendo glorifica a Deus?

O meu procedimento expressa louvores a Deus? Minha vida promove a glória de Deus?

“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.”3 O nosso procedimento precisa promover a glória de Deus. Nossa vida precisa ser como aroma suave a Deus, uma vez que somos o bom perfume de Cris­to.4 Nossa maneira de viver precisa ser uma constante adoração a Deus.

Quando Deus criou a mim e a você, ele tinha um propósito em mente: que fôssemos o louvor da sua glória, e a isso fomos predes­tinados.5 Não encontraremos a felicidade em hipótese alguma, a não ser que cheguemos a esta compreensão: minha vida precisa promover a glória de Deus. Só seremos felizes se passarmos a viver nesta dimensão de vida: adorar a Deus! Assim, seremos plenamen­te realizados.

Talvez aqui esteja um problema: achar que devemos construir nossa felicidade e, para isso, enveredar em tantas buscas, nos esque­cendo de que só seremos felizes quando estivermos fazendo da nos­sa vida o projeto verdadeiro de viver para adorar a Deus.

O que eu estou fazendo promove alguma má impressão?

 Os lugares aonde vamos, os caminhos pelos quais andamos, as pessoas com quem caminhamos, as mesas onde nos assentamos, aproveitamos essas ocasiões para que nossos procedimentos dêem, aos que nos rodeiam, a oportunidade de terem de nós uma boa impressão? Ou deixamos uma má impressão por onde passamos?

“Abstende-vos de toda a aparência do mal.”6 Precisamos elimi­nar do nosso procedimento não só o que claramente sabemos ser contrário a Deus, mas tudo o que pode dar uma aparência pecami­nosa em nossa vida.

Será que existe algo em meus relacionamentos que dá alguma aparência de pecado? O jeito que eu uso as palavras dá alguma bre­cha para o pecado? Os programas de televisão, os filmes aos quais assisto, os livros e revistas que leio, tudo isso tem causado uma má impressão? Minha aparência, o modo como me visto, o jeito com que olho para as pessoas do sexo oposto têm alguma aparência de pecado?

Precisamos romper com qualquer coisa que possa aparentar uma vida distante de Deus.

Nas coisas que faço, existe a presença da dúvida?

 Quando orientou os cristãos de Roma, o apóstolo Paulo apresen­tou o princípio de que precisamos basear nossa vida na certeza da fé. Paulo nos ensinou que o que não provém da certeza da fé é pecado.

Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvida é condenado se comer, porque não come com fé; e tudo o que não provém da fé é pecado.7

A presença da dúvida em nossa vida deve servir de alerta. No mínimo, precisamos colocar-nos em oração para que Deus nos revele se estamos procedendo de acordo com o ensino da sua palavra. Uma boa atitude é procurar o líder espiritual para um aconselhamento.

O que eu vou fazer trará bons resultados para minha vida e para a vida das pessoas a meu redor?

 Nosso procedimento precisa produzir resultados espirituais positivos a nós e aos que nos rodeiam. “Atente bem para a sua pró­pria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agin­do assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem.”8

Uma árvore se dá a conhecer por seus frutos. A árvore boa dá um bom fruto. Do mesmo modo, a nossa nova vida com Cristo é co­nhecida pelos frutos, pelos resultados que produzimos.9 Portanto, podemos avaliar nosso procedimento pelos resultados que ele está promovendo: o que eu estou fazendo edifica os que vivem a meu lado?

Em Romanos 14.19, a Bíblia nos orienta: “Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua”. Um pouco mais à frente, em Gálatas 6.7, Paulo nos adverte sobre o perigo de procedermos sem critérios: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá”.

Não podemos permitir que o jeito Caim de se nos torne cegos, a ponto de vivermos a vida sem nos avaliarmos diariamente. Ah! Se Caim tivesse parado para avaliar-se e corrigir seu procedimento, como sua história teria sido diferente. Mesmo sendo advertido por Deus, ele prossegue desgraçadamente no procedimento errado, culminando numa vida de irrealização, vazio, solidão, derrota e escravidão no pecado.

“Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo.”10 Hoje, a mesma exortação que Deus fez a Caim faz a nós. E nosso dever escolher a maneira certa de agirmos. Não importa o que fizeram conosco no passado. Pode até ser que fomos vítimas de abusos, injustiças e tiranias. Hoje, neste exato momen­to, estamos com o poder de decisão em nossas mãos. Nossos algozes não têm mais nenhum poder sobre nós. Não importa o quanto nosso passado foi errado; agora, podemos escolher agir da forma certa, podemos recomeçar à luz do que Deus já nos deixou claro em sua palavra.

Deus sabe que não fomos, nem somos e jamais seremos perfei­tos por nossa própria força, competência e mérito. Ele não exige perfeição para nos aceitar. Deus espera apenas sinceridade e inte­gridade de nossa parte. Ele deseja que apresentemos nossos passos, nossos pensamentos, nosso coração, nossas atitudes, nossos proce­dimentos à luz do que já nos ensinou.

Hoje é o tempo de recomeçar. A cruz de Cristo é a garantia de que podemos recomeçar, sempre que descobrirmos que nos perde­mos na jornada em direção ao centro de sua vontade.

Levante-se ! Você é responsável

por todos os seus atos !

J. JACÓ VIEIRA, in A Síndrome de Caim

in Maluco por Jesus

O Fogo Ainda Queima !!!

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O Pastor Scott McDermott, da United Methodist, mudou-se para o interior, no oeste da Pensilvânia, em 1993, para servir a igreja, em Washington Crossing, um subúrbio da Filadélfia. A congregação de 700 membros estava experimentando dificuldades financeiras, naquele tempo, e McDermott começou a pregar, pedindo a direção do Espírito Santo. Ele não fazia idéia de que sua igreja estava para experimentar o que ele agora chama de “o mover soberano de Deus”.

Uma manhã de domingo, enquanto conduzia um estudo do versículo do livro de Neemias, McDermott perguntou aos seus paroquianos o que poderia acontecer, se eles declarassem sete dias de regozijo, similares à celebração registrada na narrativa do Velho Testamento. Alguém na última fileira gritou: “Vamos fazer isso”, e o pastor soube que a idéia tinha sido confirmada. “Quando alguém começa a falar com você, da última fileira de uma Igreja Metodista, você sabe que Deus está se movendo”, McDermott diz, com um sorriso.

Rapidamente, foi programada, para a semana seguinte, uma unção organizada dos serviços especiais de “regozijo”. Na segunda-feira, à noite, por volta de 30 pessoas dirigiram-se para orar. Na noite seguinte, McDermott sentiu-se compelido a ungir com óleo os que estavam presentes, e a orar para que eles fossem preenchidos pelo que ele chama de “espírito de alegria”. Depois de uma hora de louvor e oração, algumas pessoas vieram para o altar. Assim que o pastor orou, a terceira pessoa na fila caiu ao chão, como se estivesse dominada, pelo poder do Espírito Santo. O mesmo acontecendo com os que se seguiram.

Na noite da quarta-feira, 125 pessoas vieram à frente. MacDermott orava por duas horas, ininterruptas. Os congregantes esperavam em uma linha que se estendia atrás das portas dianteiras, ou se colocavam, mais adiante, no chão do santuário.

É desnecessário dizer que esse não era seu serviço típico, na igreja United Methodist. MacDermott esfregava sua cabeça. “Eu estava dizendo, ‘Deus, o que está acontecendo aqui? O que é isto?’”.  Ele se certificou que orando com a congregação, dessa maneira, abriu uma nova dimensão para seu ministério. “Foi como se você pudesse ver dentro do coração das pessoas, e ver o quebrantamento delas’”, ele diz.

Os dias de regozijo, em Washington Crossing, estendeu-se muito mais do que uma semana. A sensação da presença de Deus teve um impacto nos recolhimentos religiosos, e momentos de oração de apoio. O órgão da igreja foi vendido, por fim, e as guitarras, atualmente, foram introduzidas, como serviços de adoração, substituindo a liturgia tradicional. Os serviços religiosos usuais teriam sido ofuscados pela visitação óbvia do poder de Deus.

Em Março, durante o serviço de domingo, uma sessão de oração estendeu-se bem além do tempo de 90 minutos usuais. Exceto por 15 minutos de intervalo, McDermott orou com os paroquianos por seis horas; alguns tendo permanecido em fila por quatro horas. “As pessoas estavam espalhadas pelo chão; nós estávamos empilhando cadeiras para compor uma sala. Pessoas caíam, sob o peso de seus fardos”, ele lembra. Essas orações noturnas atraíram 200 pessoas, e MacDermott passou outras quatro horas orando por eles.

Quando esse reavivamento eclodiu, em 1994, McDermott imaginou que ele precisaria aprender como pastorear uma congregação que está experimentando reavivamento espiritual; um tópico que nunca fora discutido, em suas classes de seminário. Ironicamente, ele encontrou suas respostas, no Diário de John Wesley, o fundador do movimento Metodista. E MacDermott lembrou-se que o Metodismo do passado parecia-se muito mais com o reavivamento Pentecostal do que os United Methodists modernos gostariam de admitir. 

A Chama Intensa

McDermott não foi o único, nos oito milhões de membros da United Methodist Church que está experimentando o toque renovador do poder do Espírito Santo hoje. Nos últimos anos, o reavivamento dos dons da graça tem brotado, na igreja United Methodist, num tempo, em que a denominação tem enfrentado perda de membros e tumultos internos. Embora os bispos da United Methodist estejam ocupados argumentando sobre se o homossexualismo é um pecado, e se a Bíblia é verdadeira, um crescente número de seus membros está redescobrindo que o movimento deles nasceu de um reavivamento que enfatiza santidade, zelo evangelístico, e compaixão pelos pecadores. E esses “cheios-do-Espírito” da United Methodist estão determinados a reclamar essas qualidades.

O fundador do Metodismo, John Wesley (1703-1791), e seu irmão Charles (1707-1788), criaram um movimento que era caracterizado, através da abertura ao Espírito Santo. Sua mensagem varrida, através das Ilhas Britânicas, como um fogo intenso, arremessou-se, no Atlântico, para a América do Norte, onde acendeu o Segundo Grande Despertar. John Wesley registrou algumas 225.000 milhas, em cima de um cavalo, para pregar na fronteira americana, e, no século XVIII e XIX, o circuito de pregadores americanos, montados a cavalo, que ele treinou, estabeleceu os alicerces de uma denominação que pretende hoje 36.000 igrejas em nosso país. O Metodismo atual conduziu para o movimento da Santidade, que enfatizou o poder do Espírito Santo, para purificar o que crê. A ênfase de Wesley, no trabalho secundário de santificação também conduziu indiretamente ao nascimento do Pentecostalismo, no começo deste século.

Mas o fogo não permaneceu queimando. Nos anos recentes, a United Methodist Church tem se tornado tão atolada em liberalismo, na sua linha principal, que Wesley provavelmente não iria reconhecê-la, se ele voltasse dos mortos. A cerimônia de casamento de duas homossexuais em 1997, que ocorreu na Primeira United Methodist Church, em Omaha, foi manchete de primeira página através do país. Mas o que não foi reportado foi que, em muitas congregações da United Methodist, Deus tem trazido a onda da renovação espiritual. É provavelmente muito cedo para rotulá-la como uma tendência, mas quietamente, e poderosamente diz o professor Stephen Seamands, da Asbury Theological Seminary, os United Methodists ”estão molhando seus pés no rio” do reavivamento.

“Wesley foi um apóstolo de sua própria geração, um visionário”, diz Terry Tekyl, um pregador evangelista da United Methodist, baseado no Texas, e líder num esforço de recrutar um milhão de cristãos, no ano de 2000, para orar semanalmente pela denominação. “Wesley não buscou permissão, tanto quanto ele buscou o poder de Deus”, diz Tekyl. “Correndo o risco, ele alcançou as pessoas, onde ninguém mais estava alcançando”. “E isto é o que muitos da United Methodist, que são conduzidos pelo Espírito, estão fazendo hoje”, Tekyl acrescenta. “Vá visitar qualquer Igreja vibrante da United Methodist, e você irá encontrar uma ênfase forte na oração: orações intercessórias, orações de cura, orações através de pessoas leigas para seus pastores, e caminhos de oração através da vizinhança. Há também uma crescente abertura ao Espírito Santo, um chamado forte para o discipulado, e uma nova ênfase em descobrir a intimidade com Deus”.

“Parece que há um foco a mais hoje, no ver a face e o coração de Deus”, diz Gary Moore, presidente da Aldersgate Renewal Ministries, uma rede de “cheios-do-Espírito” da United Methodist, baseados perto de Nashville, Tennessee. O grupo, que tem promovido renovação da graça, entre os United Methodist, desde 1970, tirou seu nome da rua, em Londres, onde John Wesley foi, em suas próprias palavras, “estranhamente aquecido”, quando ele compreendeu que Cristo era seu Salvador. “Os dons espirituais, os dons da graça, são formas secundárias na busca da face de Deus”, Moore acrescenta. “Parece haver mais luta com Deus, que fisicamente impacta a vida das pessoas, do que, provavelmente, houve nos primeiros dias do reavivamento”.   

Na Igreja de Scott McDermott, na Pensilvânia, a ênfase na oração tem conduzido ao crescimento e expansão. Oito ministros agora servem na igreja, e 27 pequenos grupos envolvem aproximadamente 300 adultos. Paroquianos também estão ajudando nos ministérios do centro decadente, nas imediações de Camden, New Jersey. O denominador comum da oração também executa o papel vital, na Pine Forest United Methodist Church, em Pensacola, Flórida. O mesmo vento do reavivamento que tocou a vizinha Assembléia de Deus, de Brownsville, em 1995, fez sua presença conhecida na Pine Forest, no mesmo ano.

Derramando Gasolina no Fogo

O grupo jovem da Pine Forest, verdadeiramente, começou a pregar, oito anos atrás, para seus pais e a comunidade. Quando o reavivamento eclodiu, em Brownsville, os membros curiosos da Pine Forest vieram investigar, conforme a diretora de programa da igreja, Linda Smith.  Os United Methodists, em número cada vez maior foram visitar os encontros Pentecostais. “Isso mudou, então, muito de nós. Mudou em tudo”, diz Smith. “Orações explodiram em nossa igreja. Quando o reavivamento primeiro começou [em Brownsville], nós partimos de um grupo de dois ou três, por semana, para quase seis. Agora, nós temos por volta de 19 grupos que se encontram em uma base semanal, ou bimestral. Alguns desses momentos de oração são extremamente poderosos”. 

O pastor sênior, da Pine Forest, Perry Dalton, diz que os 700 membros da sua igreja estavam experimentando reavivamento, antes de Junho de 1995. “Quando o reavivamento chegou em Brownsville, foi como se derramasse gasolina no que estava acontecendo aqui”, Dalton diz. Como McDermott, Dalton tem renovado seus estudos dos escritos (Diário) de John Wesley. Pine Forest logo começou a hospedar grupos de visitantes de fora da cidade, que tinham vindo “experimentar” Brownsville. Conseqüentemente, a igreja estabeleceu o que tem sido uma Conferência anual, bem atendida, para os pastores da United Methodist, onde cura, arrependimento e a renovação para a santidade dirigiram o dia. O zeloso grupo jovem da Fine Forest viajou a região, a convite, para conduzir os esforços na propagação do Evangelho. 

“O que nós estamos vendo é casamentos restaurados, e pessoas curadas”, Dalton diz. “Pessoas jovens estão voltando das drogas. Outras estão esperando para realmente terem Cristo, em suas vidas, no sentido autêntico”. Esta mesma cura é evidente, na Upton United Methodist Church, em Toledo, Ohio, pastoreada, nos últimos nove anos, por Pat Mckinstry, uma mulher afro-americana. Ela foi questionada para servir Upton, no momento em que o número de membros tinha decrescido, e a igreja estava quase para fechar suas portas. “Eu fui a primeira pessoa negra, e a primeira pastora, nessa igreja de classe-média branca”, Mckinstry registra. “Eu suponho que eles, mais ou menos, me queriam para agir de acordo com a tradição, mas eu soube que elas estavam morrendo. Eu comecei o serviço secundário com doze pessoas. Eu apenas treinei esses doze, e disse, ‘Se é Deus que vai construir sua igreja, então, nós precisamos buscar por ele’”.

Pedidos de oração começaram a fluir da comunidade, e McKinstry e os membros da igreja visitaram as áreas de projeto, em Toledo, onde eles conduziram líderes de gang, negociantes de drogas, e prostitutas para Cristo. Esses indesejáveis, finalmente, encontraram uma casa dentro das paredes de Upton. “Nós depositamos a Palavra”, diz McKinstry. “O estudo da Bíblia é a refeição principal, nessa igreja, em noites de quarta-feira. Alguns têm vindo alterados e bêbados. Nós apenas tocaríamos neles; ninguém iria criticá-los. Eu sei que, se a limpeza da Palavra entrasse em suas vidas, ela iria fazer o que as regras e as regulamentações não poderiam”.  

“Mais do que 650 membros agora atendem Upton — e 75 por cento deles não tinham igreja, quando vieram pela primeira vez. Quase doze nacionalidades diferentes estão representadas, assim como os primeiros Budistas e Testemunhas de Jeová. Nós não erramos, quando usamos os princípios que Jesus colocou ao construir sua igreja. Eu sinto que nós somos o Livro de Atos, hoje”, McKinstry diz.

Não muito longe de Toledo, em Muncie, Indiana, a Union Chapel United Methodist Church tem crescido de um comparecimento, de mais ou menos 70 pessoas, em 1981, para aproximadamente 1.300 hoje, durante o tempo de liderança do pastor sênior Gregg Parris. A renovação da Union Chapel começou logo depois que Parris soube que três senhoras tinham se encontrado, nos últimos 30 anos, para orar pelo reavivamento. Um testemunho de um organista, num domingo, conduziu ao arrependimento público, por um membro chave da igreja, e os fiéis se duplicaram, no domingo seguinte, já que mais de 20 pessoas aceitaram Cristo pela primeira vez.

“Durante quase os últimos 20 anos, tem-se tentado copiar, literalmente, o que Deus está fazendo”, Parris diz. O grupo jovem da igreja tem crescido para mais de 300 pessoas. Através do ministério jovem da Union Chapel, 205 garotos deram suas vidas para Jesus Cristo, nos últimos seis meses.

Existem outros sinais de que a renovação está mexendo na segunda maior denominação Protestante da América:

Em Silverdale: - Em Silverdale, Washington, os fiéis da United Methodist Church estão orando para 280 pastores da United Methodist, na Pacific Northwest Conference — onde existem poucos líderes evangélicos atrás do púlpito. O Pastor Wally Snook acredita que toda igreja nos Estados Unidos precisa estar aberta ao poder do Espírito Santo hoje, porque Deus está conduzindo buscadores curiosos para retornar para a igreja. “Eles precisam encontrar o verdadeiro Evangelho, quando eles entrarem pela porta”, ele diz.

• Em Yuba City, Califórnia, o pastor John Sheppard da First United Methodist Church — que chegou perto de deixar a denominação — acredita que sua congregação continua a crescer, já que ele toma o mais forte posicionamento pela integridade do Evangelho.

Na Alexander United Methodist Church, no oeste de Nova York, do pastor Rich Selden, a congregação tem experimentado um grande “borbulhar efervescente da alegria”, desde que se permitiu que o Espírito Santo trabalhasse livremente. A renovação dos conduzidos pelo Espírito também continua, da mesma forma, nas United Methodists Churches, como a First United Methodist Church, em Bedford, Texas, e First United Methodist Church, em Tulsa, Oklahoma, onde existem mais de 300 grupos pequenos, entre a congregação próspera de aproximadamente 8.500 pessoas, dirigidas por Jimmy Buskirk.  

• Em Magothy United Methodist Church de Pasadena, Maryland, pastoreada por David Wentz, por volta de 180 pessoas regularmente experimentam a cura pelo poder do Espírito Santo, e oram umas pelas outras, em pequenos grupos, durante os serviços de adoração.

• Outras United Methodist churches, cada vez mais, estão erguendo suas sobrancelhas, na denominação, por causa do ministério evangélico forte. Essas incluem a Frazer Memorial, em Montgomery, Alabama; Aloma United Methodist e a First Church Ormond Beach, ambas na Flórida central; First United Methodist, em Memphis, Tennessee; e Ginghamsburg United Methodist, em Tipp City, Ohio. Os pastores dessas igrejas dizem que os United Methodists não estão mortos para Deus.

“É importante que, como pastores, nós permitamos que Deus coloque o fogo de seu Espírito em nossas vidas”, McDermott diz. “Eu realmente penso que Deus está tentando chamar a atenção dos pastores. É uma discussão dupla: renovação espiritual, e desenvolvimento e cultivo da liderança prática, para sustentar o reavivamento”. Ele acrescenta: “É tempo de ir buscá-lo. É tempo de acreditar nele, para uma mudança radical, em nossas próprias vidas pessoais, e nas de nossas congregações. E nosso chamado primeiro é para orarmos”.

Se os pastores atenderem ao desafio de McDermott, e a mesma coisa que aconteceu em seu altar, em 1994, poderia se repetir, na United Methodist churches, por toda a América. Essas igrejas seriam espiritualmente secas (estéreis) hoje, mas, como John Wesley conheceu bem, madeira seca é a melhor para se atear um fogo.

John M. De Marco é pastor da United Methodist, na Florida e a former news editor para a Christian Retailing Magazine. Reimpresso com a permissão da Charisma Magazine, Outubro de 1998, Strang Communications Co., USA.

John M. DeMarco

 http://malucoporjesus.wordpress.com

Igrejas “sem a presença de Deus” (?): Legalismos e Arrogância de Pastores e Líderes – DÊ UM BASTA NO AUTORITARISMO RELIGIOSO – Busque a Deus em outras DENOMINAÇÕES que servem ao Senhor “de verdade” !

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O problema principal da Igreja hoje não é a falta de oração, de estudo da Bíblia, de fé ou de dedicação. O problema é mais profundo. Algo tornou-nos tão fracos, que não queremos orar, ou ler a Bíblia. Eliminou-se, de nós, o entusiasmo pelas coisas de Deus.

Onde está o problema? Quando o cerne do Evangelho não é bem entendido ou bem ensinado, o esgotamento espiritual alcança-nos mais cedo ou mais tarde. Os sintomas deste esgotamento são Igrejas sem nenhum entusiasmo; Igrejas que não refletem o amor de Deus, pois nunca o experimentaram de verdade; igrejas onde Cristo está do lado de fora.

O que aconteceu? Onde se perdeu o fabuloso legado espiritual, que deveria chegar até nós, já que, por ele, foi pago um alto preço na cruz e um alto preço pelos milhares de mártires, mortos por amor de Cristo?

No princípio da história da Igreja, ocorreram dois graves desvios que alcançaram até a Igreja de hoje:

1) O Cristianismo como religião e não como relacionamento com Cristo
Jesus Cristo debateu veementemente o farisaísmo, pois eles ensinavam ao povo que deveriam buscar a aceitação de Deus, mediante méritos pessoais. As palavras mais duras de Jesus foram dirigidas aos fariseus, pois uma carga muito grande estava sobre o povo, dificultando o acesso dos mesmos a Deus. E Jesus debateu esse desvio, pois Ele sabia que ao longo da história da sua Igreja, muitos ficariam no meio do caminho por causa do cansaço espiritual.

Jesus ensinava ao povo que eles eram livres para amar a Deus, e que o Evangelho era simples:…“amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.” Não ao legalismo, não à religiosidade. “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados que eu vos aliviarei…”.

Se alguém encara a vida com Deus entendendo que precisa fazer de tudo para agradá-LO; que precisa trabalhar muito no Reino para tirar um sorriso dos lábios do Senhor; que precisa melhorar o desempenho espiritual visando garantir um terreninho no céu… Saiba que todo esse sacrifício é vão!

A graça é tudo de maravilhoso que poderia acontecer para o ser humano. É de tirar o fôlego! Estamos livres para amá-LO. Não precisamos, desesperadamente, buscar agradar a Deus, pois Ele morreu por saber que nós NUNCA conseguiríamos agradá-LO por nós mesmos. Por causa da cruz, somos declarados puros, diante de Deus, mesmo não o sendo. Fantástico! O esgotamento espiritual vai embora, se as pessoas souberem que Deus quer um coração conquistado, por essa graça, não um coração ansiando arrumar um jeito de escapar do inferno.

Este é o primeiro desvio que têm minado a Igreja de Cristo hoje. O legalismo dos fariseus alcançou-nos, afastando-nos do entendimento do puro Evangelho.

2) A graça foi barateada
O teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer nos sinaliza o segundo desvio sério que alcançou a Igreja de hoje. A graça foi barateada. Que é graça barata? É a pregação do perdão sem arrependimento, graça sem cruz, graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado, graça sem discipulado. Significa justificação do pecado e não do pecador. Graça sem preço, sem custo.

O que é graça preciosa? É o tesouro por amor do qual o ser humano sai e vende tudo o que tem com alegria; é o amor tão intenso a Jesus Cristo pelo qual, o ser humano arranca o olho que o faz tropeçar; é o chamado de Jesus, pelo qual o discípulo larga suas redes e o segue. É preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador. É preciosa por ter custado a Deus a vida de seu Filho. “Vocês foram comprados por preço”. É preciosa porque não pode ser barato a nós aquilo que custou caro a Deus.

Com a expansão do Cristianismo e a secularização crescente da Igreja, a consciência da graça preciosa perdeu-se gradualmente. Tornou-se barata. O mundo estava cristianizado, a graça passou a ser propriedade comum de um “mundo cristão”. Mas a Igreja católica, ainda bem, manteve o monasticismo, pois nele se mantinha viva a consciência da preciosidade da graça. Por amor de Cristo, homens e mulheres abandonavam tudo quanto possuíam. Mas a vida monástica era uma coisa para poucos, não para a massa do povo cristão. Era duro demais. Passaram a serem encaradas essas duas esferas de obediência cristã: uma mais severa e outra mais branda.

Qual o erro do monasticismo e onde ele se distanciou do Cristianismo? Não foi no caminho do discipulado rigoroso e na tentativa de obediência perfeita, mas foi por deixar-se transformar ele próprio na realização excepcional, voluntária, de uns poucos, reivindicando, assim, mérito especial para si. A mudança tinha que acontecer nos recônditos mais íntimos do ser e não em demonstrações superficiais.

Esse desvio tem minado a vida da igreja, pois ela não passa apenas de uma opção morna, enfraquecida, que nos constrange ao lembrarmos-nos dos milhares de cristãos que morreram porque entendiam que ser cristão significava renúncia, significava morrer por Cristo. Tudo infinitamente mais do que encontrarmos com os irmãos, uma vez por semana, para reclamarmos do Pastor e da vida medíocre que levamos no Reino.

Não estejamos no time de cristãos que, por não compreenderem a graça, pensam que precisam se superar para agradar a Deus. E também não fiquemos entre aqueles que pensam que tudo já foi feito na cruz e por isso podem levar uma vida onde a convivência com o pecado é tranquila, sem crise. Fiquemos no ponto de equilíbrio, caro leitor, o qual a graça o alcançou e é preciosa demais, pela qual, por amor, você é impulsionado a largar tudo por Jesus e dizer, sem titubear: “Já estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2.20).

Cristiane Molulo

A-BD

Espírito Santo

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O Espírito Santo é a fonte da verdade.

João 14:16-17

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre, a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós.”

Receber o Espírito Santo significa nascer de novo.

João 3:5-7

“Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.”

Para receber o Espírito Santo é só pedir e depois seguir a Sua direção.

Lucas 11:13

“Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” Atos 5:32 “E nós somos testemunhas destas coisas, e bem assim o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.”

O Espírito Santo é parte da Trindade.

Atos 5:3-4

“Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? Enquanto o possuías, não era teu? e vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.”

O Espírito Santo é Deus vivendo naqueles que creêm.

Mateus 18:19-20

“Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”

O Espírito Santo está presente em tempos de tribulação.

Mateus 10:19-20

“Mas, quando vos entregarem, não cuideis de como, ou o que haveis de falar; porque naquela hora vos será dado o que haveis de dizer. Porque não sois vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós.”

O Espírito Santo ajuda-nos a adorar a Deus.

João 4:23-24

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”

O Espírito Santo dá-nos a habilidade de conversar sobre temas espirituais com convicção.

Atos 1:8

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra.”

As Sutilezas do Discurso “Pseudo” Pentecostal

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Veja também o artigo: Falar em Línguas Estranhas (clique aqui)

Por Gutierres Siqueira

Uma análise atenta dos discursos de alguns pregadores dentro do pentecostalismo, ou melhor, do pseudopentecostalismo contemporâneo, mostra um quadro preocupante. Algumas técnicas usadas nas preleções são distantes do cristianismo historio que adoecem o entendimento correto da kerigma. Vejamos algumas dessas técnicas: 

- Entonação emotiva na voz 

Esse aspecto é largamente usado. Tais pregadores querem conquistar suas platéias pelo despertar das emoções em detrimento da razão. Não existe nada de errado no exercício da emoção durante um culto, mas o uso excessivo desse aspecto humano esconde muitas irracionalidades propagadas por meio dos microfones. 

Para uma boa comunicação é necessário voz melosa e emotiva, ou gritos estridentes? É claro que não. O que é essencial para a comunicação, certamente está na clareza, simplicidade, profundidade e transparência do discurso. 

- Uso de propagandas populistas 

Muitas vezes dá até nojo ouvir alguns programas evangélicos nas rádios paulistanas. A propaganda em cima “do grande homem de Deus” chega ao ridículo da bajulação barata e idólatra. Algumas expressões são comuns, tais como “apóstolo da fé”, “o homem que Deus ouve suas orações”, “ o grande missionário”, “o maior pregador de cura desse país” , “o pregador das multidões”, “o profeta que Deus atende” etc. Certamente são propagandas de si mesmo, sendo uma total autopromoção. 

- Maniqueísmo 

Sempre esses pregadores dividem o mundo entre o Bem e o Mal. Eles, como agentes do Bem estão prontos para enfrentar o Mal em qualquer situação, como macumbas, maldições, feitiçarias e se colocam como “libertadores” desses males. Nada mais longe das Escrituras, já que não existe em toda a Bíblia uma batalha equivalente em forças entre Deus e o diabo. 

- O uso excessivo de clichês e palavras de ordem 

Como parte de um apelo populesco e emotivo, os pregadores usam e abusas de palavras de ordem e clichês. Imagine o tempo desperdiçado com tais coisas, enquanto a exposição das Escrituras fica em quinto ou sexto plano. 

É necessário rever essas questões. Pentecostalismo não pode ser confundido com esse discurso tão distante das Escrituras, com uma metodologia no mínimo duvidosa. 

Fé, Razão (?) e Sentimentos – SEM NOÇÃO !!!

 

Devemos empregar o melhor de nossa razão para conhecer quais são as verdadeiras Escrituras canônicas, para expandir o texto para traduzi-lo verdadeiramente, para agregar inferências exatas e justas das declarações das Escrituras, e então aplicar tudo isso em questões de doutrina e adoração.                                        
                                                                                      Richard Baxter – líder puritano
Em nossa revolta contra a razão, mudamos a “fé de uma vez por toda confiada aos santos” (Jd 3) e fracassamos em nos preparar para defender essa fé. 

Embora a razão, a lógica e o pensamento crítico não sejam nossas únicas ferramentas, sem eles somos inclinados a interpretar erroneamente a palavra de Deus, possuindo zelo sem conhecimento e utilizando de modo equivocado os dons celestiais. 

Ondas de romantismo, relativismo e individualismo têm desencadeado uma ênfase crescente no sentimento em prejuízo do pensamento, na emoção em detrimento da doutrina e na experiência em detrimento do intelecto.    

Onde quer que esses valores encontrem adeptos,encontram-nos à custa de se atirarem fora os lemes da razão. Conseqüentemente, isso leva muitos cristãos às correntes da desobediência, para dentro do grande mar da subjetividade, onde nuvens carregadas de misticismo ditam a jornada espiritual.
                                    
Quando isso ocorre, ventos turbulentos de meias verdades sopram, empurrando os náufragos indefesos contra os penhascos violentos da confusão e da espiritualidade insensata. 

É uma pena que tão poucos autores pentecostais- carismáticos  escrevam sobre a a natureza e os perigos do misticismo e da intuição subjetiva. 

Com essa lacuna, parecemos dizer que o problema é raro em nosso meio ou que é comum, todavia insignificante. O misticismo é, de maneira geral, o modo de julgar a verdade e a realidade por meio de sentimentos, impressões e experiências pessoais, formulando assim a visão de vida e ditando as decisões de alguém.                          

Aqueles que abordam a vida espiritual desse modo freqüentemente assumem “que sabem que sabem” e se colocam acima do escrutínio da razão e dos bons conselhos.
 
Mesmo quando a “verdade” acolhida por eles não é aceita, tendem a questionar a não aceitação ou alterar a “verdade” de modo que se ajuste ao que tem que ser. 

Em sua avaliação, a impressão que eles têm apresenta autoridade porque vem de seu interior; e, como vem do interior, deve ter a autoridade do Espírito Santo; e, sendo do Espírito Santo, essa voz não mente.
 
Esse tipo de raciocínio circular não apenas prejudica o testemunho cristão como também causa tremenda dor de cabeça para amigos, familiares e congregações que ficam refém de tais absurdos. 

Qualquer um de nós provavelmente consegue se recordar de numerosas ocasiões estranhas que presenciamos de numerosas ocasiões estranhas que presenciamos como resultado de fortes impressões questionáveis, intuição pessoal e vozes interiores. Isso mostra o tipo de loucura que pode ocorrer quando se descarta a razão. 

Não podemos esquecer também, das multidões que se sentem firmemente guiadas por Deus a determinada igreja, mas que, convenientemente, não se envolvem com ela e se sentem à vontade para ir para outra igreja poucas semanas depois.                                                                     

É de vital importância crermos que o Espírito Santo ainda fala ao corpo de Cristo e que o direcionamento pessoal é  um dos métodos pelo qual Deus dirige seus filhos. Há algo de errado conosco se não nos alegrarmos diante do pensamento de sermos conduzidos pelo Espírito de Deus. 

Entretanto, há também algo de errado se rejeitamos nossa razão, confundindo cada firme opinião interna com a voz de Deus, fundamentando assim nosso sistema de crença em fenômenos sobrenaturais ininterruptos (reais ou imaginários).    

Certamente devemos estar abertos a acontecimentos extraordinários, mas devemos acreditar apenas no que é claramente ensinado nas Escrituras. 

Teste cada espírito, avalie todas as coisas, e, evite todas as formas de ser diferente, porque na maioria das vezes isso é mera vaidade.                                              

Precisamos ser cuidadosos para não seguir toda unção interior (especialmente quando essa é egoísta), não nos inclinarmos a buscar sinais e maravilhas e não nos desvencilharmos da lógica e da razão como se elas fossem inimigas do sobrenatural. 

Os dois grandes extremos entre os quais devemos operar são o ato de apagar o Espírito por um lado e o sensacionalismo pelo outro. 

Devemos conhecer nossas próprias fraquezas e tendências a fim de trazer equilíbrio para nossa vida espiritual. Sem estar aberto a outras visões e sem honestidade diante dos próprios preconceitos, uma pessoa nunca conseguirá descobrir tal equilíbrio.                      

Há muito trabalho a ser feito a fim de dar assistência adequada aos seguidores do Evangelho, para que tenham uma vida plenamente consciente e correta em uma sociedade tão enganadora e confusa. 

Um dos primeiros passos para se atingir esse objetivo é ajudar nosso povo a perceber que razão e fé não são inimigas mortais, ensinando-os também a limitar suas convicções doutrinárias ao campo dos ensinamentos bíblicos explícitos. 

Autor: Rick Nañez é pastor assembleiano (EUA) e missionário no Equador. 

  

Muitas pessoas ainda precisam de muito DISCERNIMENTO ! 

Por que  o “cair no poder” e a “unção do riso” são antibíblicos

Essas manifestações depõem contra o verdadeiro Movimento Pentecostal?

Pentecostais sinceros me perguntam por que o “cair no Espírito” e a “unção do riso” não são manifestações genuinamente pentecostais. O motivo da dúvida desses irmãos é compreensível: quando lemos a respeito do avivamento de Azusa Street, em Los Angeles (1906), e acerca do início da Assembleia de Deus no Brasil (1911), são comuns as menções a momentos em que irmãos caíam sob o poder de Deus ou riam sem parar. Como explicar isso? 

Em primeiro lugar, é preciso fazer distinção entre cair por não suportar a glória de Deus e ser lançado ao chão por um milagreiro, mediante uso de força, persuasão ou sugestão psicológica. E também é necessário distinguir entre alegrar-se na presença do Senhor e rir sem parar, irracionalmente, sem nenhum controle. 

Segundo, as experiências relacionadas com o Movimento Pentecostal de Azusa (Estados Unidos) e de Belém do Pará (Brasil), ainda que envolvam santos como William Seymour e Gunnar Vingren, não devem ser supervalorizadas, a ponto de as equipararmos às incontestáveis verdades da Bíblia (Gl 1.6; 1 Co 4.6; 15.1,2). Respeito esses pioneiros do pentecostalismo, porém, ao escrever este artigo, minha fonte de autoridade — primária, inquestionável, primacial, infalível, inerrante — continua sendo a Palavra de Deus. 

Muitos defensores dos “moveres” em apreço apegam-se a interpretações errôneas da Bíblia, inclusive para compor canções pelas quais dizem que não conseguirão ficar de pé ante a glória do Senhor. Baseiam-se, por exemplo, em 2 Crônicas 5.14 e 1 Reis 8.10,11 e dizem, com a boca cheia: “Os sacerdotes não resistiram a glória de Deus e caíram no poder”. Que engano! Veja o que a Bíblia realmente diz: “E sucedeu que saindo os sacerdotes do santuário, uma nuvem encheu a Casa do SENHOR. E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do SENHOR enchera a Casa do SENHOR” (1 Rs 8.10,11). 

Como se vê, a frase “não podiam ter-se em pé” tem sido entendida como “caíram no poder”. Mas ela, na verdade, denota que os sacerdotes “não puderam permanecer ali”, o que fica ainda mais claro na versão Almeida Revista e Atualiza (ARA). Eles não suportaram permanecer no local ministrando! Não tinham como resistir a glória divina presente ali. Por isso, não permaneceram no local. Onde está escrito que eles caíram no poder? 

O que as Escrituras afirmam em 1 Coríntios 14 acerca do culto pentecostal?  

Primeiro: o propósito principal da multíplice manifestação do Espírito em um culto coletivo é a edificação do povo de Deus (vv.4,5,12). 

Risos intermináveis e supostas quedas de poder edificam em que?

 A faculdade do intelecto não pode ser desprezada no culto em que o Espírito Santo age (vv.15,20). Ninguém genuinamente usado pelo Espírito deixa de raciocinar normalmente, em um culto coletivo a Deus.

Segundo: um culto a Deus não deve levar os incrédulos a pensarem que os crentes estão loucos (v.23).  

O que pensam os não-crentes que assistem a certos “cultos” em que pessoas caem ao chão, riem sem parar, rosnam, latem, mugem, rugem, uivam e rolam umas sobre as outras?  

O culto coletivo deve ter ordem e decência; tudo deve ocorrer a seu tempo: louvor, exposição da Palavra, manifestações do Espírito (vv.26-28,40). Um culto que não tem ordem nem decência é dirigido pelo Espírito? 

Terceiro: no culto genuinamente pentecostal deve haver julgamento, discernimento, a fim de se evitar falsificações (v.29). Leia também 1 Coríntios 2.15 e 1 João 4.1. Haja vista o espírito do profeta estar sujeito ao próprio profeta, é inadmissível que aconteçam manifestações consideradas do Espírito Santo em que pessoas fiquem fora de si (v.32). 

Quarto: o Deus que se manifesta no culto coletivo não é Deus de confusão, senão de paz (v.33). Quando um show-man derruba pessoas carentes de uma bênção ou os seus supostos opositores com golpes de seu “paletó mágico”, além da confusão que se instala no “culto”, tal atitude não é nada pacificadora. E quem recebe a glória, indutivamente, é o próprio show-man

Quinto: Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, deve reconhecer os mandamentos do Senhor (v.37). O leitor está disposto a submeter-se aos mandamentos do Senhor? Ou é um daqueles que, irresponsavelmente, dizem: “Não podemos pôr Deus em uma caixinha. Ele sempre faz coisa nova”. Por que temos a Bíblia, para nada? Não é ela a nossa fonte primária de autoridade? Perderam as Escrituras o primado? Não são mais a nossa regra de fé, de prática e de vida? Gálatas 1.8 perdeu a validade? 

Diante dessas verdades bíblicas, não há como considerar o “cair no Espírito” e a “unção do riso” manifestações genuinamente do Espírito Santo. Não nos enganemos; o verdadeiro avivamento só ocorre quando há submissão à Palavra de Deus e ao Deus da Palavra, e não mediante “moveres” e “unções” que suprimem a exposição das Escrituras.
Ciro Sanches Zibordi 

Fonte: http://www.cpadnews.com.br

 

Neo-Pentecostalismo (?)

Sou pentecostal, membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus desde 1987. Neste ano, fui batizado com o Espírito Santo e nas águas, nessa ordem. Creio em milagres, minha vida é um milagre, tenho visto muitos milagres. Nasci num lar pentecostal e cresci em meio a visões, revelações, curas, línguas estranhas, etc. E, por mais que eu tenha hoje um lado contestador — que não é exclusividade minha, posto que Paulo (2 Co 11.3-15) e o próprio Senhor Jesus (Mt 23; Ap 2-3), só para exemplificar, também se opuseram a heresias e modismos —, sempre cri na multíplice obra do Espírito Santo mediante a diversidade de dons, ministérios e operações (1 Co 12.4-11).

Mesmo assim, sou contra — por que a Palavra de Deus também o é — ao movimento neoassembleiano, que é experiencialista e prioriza manifestações como “cair no poder”, “unção do riso”, “unção do leão”, “unção da lagartixa”, além da ênfase exagerada à prosperidade financeira, que muitos chamam de uma “unção financeira dos últimos dias”.

Na adolescência e na juventude, tive contato com todo o tipo de manifestação pentecostal e pseudopentecostal. Sei o que são cultos no monte; conheço vigílias do “reteté”, que na minha época não recebiam esse adjetivo grotesco e vulgarizante. Fui dirigente de duas congregações em São Paulo e conheci todo o tipo de crente, dos mais frios aos mais fervorosos; desde os mais céticos até os mais fanáticos.

Por graça de Deus, sou ministro do Evangelho desde 1992, ano em que fui consagrado a presbítero (ministro local), mas recebi o título de ministro pela CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus) somente em 1997, na Assembleia de Deus do Belenzinho em São Paulo. Na ocasião, tendo o meu nome apresentado pelo saudoso pastor e pregador do Evangelho Valdir Nunes Bícego, fui consagrado ao santo ministério numa reunião presidida pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa.

Que fique clara uma coisa: não sou um teórico, frio, gelado. Tenho plena convicção bíblica e experiencial de que o “cair no Espírito” e outras manifestações que ora ocorrem no meio da quase-centenária Assembleia de Deus não têm aprovação divina. Não estou sendo apressado em minhas conclusões. Falo com conhecimento de causa, depois de ter analisado cuidadosamente as bases e os resultados das tais manifestações.

Como tenho dito em meus livros editados pela CPAD, pessoas sinceras e tementes a Deus estão certas de que o “cair no Espírito” e a “unção do riso” são bíblicos. E algumas se apegam ao fato de manifestações similares às mencionadas terem ocorrido na Rua Azusa, em Los Angeles, no começo do século XX, e no início da Assembleia de Deus no Brasil. Mas é claro que as experiências relacionadas com o reavivamento do Movimento Pentecostal não se comparam com as aberrações que vemos hoje.

A Assembleia de Deus e o movimento neoassembleiano

Naquela época, não havia paletó e sopro “ungidos”, empurrões “sutis”, uivos, rugidos, latidos, pessoas rastejando pelo chão, grudadas na parede, etc. Além disso, não se deve supervalorizar as experiências vividas pelos pentecostais do começo do século XX, a ponto de as equipararmos às incontestáveis verdades da Bíblia. Devemos, sim, respeitar os pioneiros, mas a nossa fonte primacial, precípua, de autoridade tem de ser a Palavra de Deus.

O “cair no poder”, a “unção do riso” e manifestações afins não se coadunam com os princípios e mandamentos contidos em 1 Coríntios 14. Essas manifestações aberrantes não edificam (v.12); contrapõem-se ao uso da razão, necessário num culto genuinamente pentecostal (vv.15,20,32); levam os incrédulos a pensarem que os crentes estão loucos (v.23); e promovem desordem generalizada (vv.26-28,40).

Muitos neoassembleianos, defensores dessas manifestações, dizem que estão na liberdade do Espírito, porém o texto de 1 Coríntios 14 não avaliza toda e qualquer manifestação. No culto genuinamente pentecostal deve haver julgamento, discernimento, análise, exame (vv.29,33). Por isso, no versículo 37, está escrito: “Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que essas coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”. Leia também 1 Tessalonicenses 5.21 (ARA); João 7.24 e 1 João 4.1.

Não tenho dúvidas de que o Senhor opera milagres extraordinários em nosso meio. Ele é o mesmo (Hb 13.8). Mas o que temos visto hoje em algumas Assembleias de Deus são práticas viciosas e repetitivas. Jesus curou um cego com lodo que fez com a sua própria saliva, porém Ele não metodizou esse modo de dar vista aos cegos. A obra de Deus surpreende, impressiona, positivamente, e deixa todos maravilhados (Lc 5.26). As falsificações são viciosas, premeditadas, propagandeadas, a fim de que o milagreiro receba a glória que é exclusivamente de Deus (Is 42.8).

O “cair no poder”, a “unção do riso” e outros “moveres” não têm apoio das Escrituras e não podem ser equiparados ao batismo com o Espírito Santo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, mencionado com clareza na Palavra de Deus (Jl 2.28,29; Mc 16.15-20; At 2; 10; 19; 1 Co 12-14, etc.). Por isso, os neoassembleianos recorrem a passagens que nada têm que ver com o assunto.

Citam textos como 2 Crônicas 5.14 e 1 Reis 8.10,11 e dizem, com a boca cheia: “Os sacerdotes não resistiram a glória de Deus e caíram no poder”. Que engano! Veja o que a Bíblia realmente diz: “E sucedeu que saindo os sacerdotes do santuário, uma nuvem encheu a Casa do SENHOR. E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do SENHOR enchera a Casa do SENHOR” (1 Rs 8.10,11). Observe que eles saíram do local; não ficaram ali caídos. Não houve também um “arrebatamento em grupo”.

A frase “não podiam ter-se em pé” tem sido empregada de modo errôneo e abusivo pelos neoassembleianos. Eles a interpretam como “caíram no poder”. Mas ela, na verdade, denota que os sacerdotes “não puderam permanecer ali”, o que fica ainda mais claro na versão Almeida Revista e Atualiza (ARA). Eles não suportaram permanecer no local ministrando! Não tinham como resistir a glória divina presente ali. Por isso, não permaneceram no local. Onde está escrito que eles caíram no poder?

Outro texto citado erroneamente em abono às manifestações neoassembleianas é João 14.12, pelo fato de mencionar “coisas maiores” do que as realizadas por Jesus. Mas o termo “obras” (gr. ergon) significa: “trabalho”, “ação”, “ato” (VINE. W.E., Dicionário Vine, CPAD, pp.764,827), e não “milagres” ou “manifestações”, estritamente. Essas obras maiores incluem tanto a conversão de pessoas a Cristo, como a operação de milagres (At 2.41,43; 4.33; 5.12; Mc 16.17,18). Exegeticamente, são obras maiores em número e em alcance. Dizem respeito à quantidade em lugar de qualidade. João 14.12, por conseguinte, não avaliza truques, trapaças, experiências exóticas e antibíblicas, além de fenômenos “extraordinários” (cf. Dt 13.1-4; 2 Ts 2.9; Mt 7.21-23).

O paradigma, o modelo, dos pregadores da Assembleia de Deus deve ser o Senhor Jesus Cristo, que andou na terra fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo porque Deus era com Ele (At 10.38). É perigoso quando resolvemos ter um ministério “sem limites”, em que nada pode ser contestado, à luz da Bíblia. Tudo deve, sim, ser regulado, controlado pelo Espírito Santo e pela vontade de Deus esposada em sua Palavra (Mt 7.15-23; 1 Jo 4.1; 1 Ts 5.21; 1 Co 14.29; Jo 7.24, etc.).

Na Palavra de Deus não há nenhum fundamento para o “cair no poder” e outras aberrações. O Senhor Jesus nunca derrubou ninguém. Ele não arremessa pessoas ao chão mediante sopros “ungidos” e golpes de paletó. Quem gosta de lançar as pessoas ao chão é o Diabo (Mc 9.17-27). Em Lucas 4.35, está escrito: “E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele, sem lhe fazer mal”. Jesus, o maior Pregador que já andou na terra, e seus apóstolos nunca impuseram as mãos sobre pessoas para levá-las ao chão. Eles jamais sopraram sobre elas ou lançaram parte de suas roupas a fim de derrubá-las.

Considero importantes os milagres e as curas, no nosso meio, Mas, na hierarquização feita por Deus, o Ministério da Palavra tem prioridade (1 Co 12.28; Jo 10.41). Os sinais, prodígios e maravilhas devem ocorrer naturalmente, como consequência da pregação do Evangelho (Mc 16.15-20). E Deus precisa estar no controle, sempre. Mas hoje há muita imitação, falsificação, misticismo no meio dito assembleiano, que é na verdade neoassembleiano.

“Converte-nos, SENHOR, a ti, e nós nos converteremos; renova os nossos dias como dantes” (Lm 5.21).

Ciro Sanches Zibordi

 

Quem está OPERANDO ???

Muitos concluem que não temos como distinguir entre a obra do Espírito e as operações naturais de nossas próprias mentes.

É verdade que não temos direito de esperar que o Espírito de Deus opere em nós se negligenciarmos coisas como o estudo bíblico e a oração. É também verdade que o Espírito opera de formas diferentes – às vezes silenciosa e invisivelmente.

Mesmo assim, se a experiência de salvação nos vem de Deus, por que não deveríamos senti-la? Não produzimos salvação por nossos próprios esforços. A operação natural de nossas mentes não produz salvação. É o Espírito do Todo-poderoso que produz salvação em nossos corações. Por que, então, não deveríamos sentir que o Espírito opera em nós? Se sentimos isso, sentimos somente o que é verdadeiro.

Estamos, portanto, errados ao tacharmos as pessoas de iludidas somente por dizerem que sentiram o Espírito Santo operando nelas. Chamar a isso de ilusão é como dizer: “Você sente que sua experiência é de Deus. Bem, isto prova que sua experiência não vem de Deus!”

As Escrituras descrevem a salvação de um pecador como um renascimento (João 3:3), uma ressurreição da morte (Ef. 2:5), uma nova criação (II Cor. 5:17). Essas descrições têm uma coisa em comum. Todos descrevem eventos que não poderiam ser produzidos pela pessoa que os experimentou.

Somente Deus é autor da regeneração do pecador, ressurreição espiritual e nova criação. Porventura um pecador que tem a experiência de Deus operando em sua vida desse modo, não perceberá que é Ele que o está salvando? Sem dúvida é por isso que as Escrituras descrevem a salvação como regeneração, ressurreição e nova criação. Essas palavras testemunham o fato de que a experiência de salvação não se origina em nós mesmos.

Na salvação, Deus opera com um poder que é, obviamente mais que humano. Dessa forma Ele nos impede de nos vangloriar do que nós fizemos.

Por exemplo, quando Deus salvou a Seu povo, nos dias do Velho Testamento, sua experiência tornou claro que não haviam salvo a si próprios. Quando Deus os tirou do Egito, por ocasião do êxodo, primeiro permitiu que sentissem seu próprio desamparo; então os redimiu por Seu poder miraculoso. Ficou claro para eles que Deus era seu Salvador.

Vemos a mesma experiência do poder de Deus na maioria das conversões descritas no Novo Testamento. O Espírito Santo não convertia as pessoas de modo silencioso, oculto e gradual. Geralmente convertia-as com uma demonstração gloriosa de poder sobrenatural. Hoje as pessoas muitas vezes vêem tais experiências de conversão como um sinal certo de ilusão.

Por outro lado, não devemos pensar que nossas emoções sejam verdadeiramente espirituais somente porque não as produzimos com os nossos próprios esforços. Algumas pessoas tentam provar que suas emoções são do Espírito Santo com o seguinte argumento: “Não produzi esta experiência por mim mesmo. A experiência veio a mim quando não a estava buscando. Não posso fazê-la voltar de novo por meus próprios esforços.”

Esse argumento não é saudável. Uma experiência que não venha de nós mesmos pode vir de um espírito falso. Existem muitos espíritos falsos que se disfarçam como anjos de luz (II Cor. 11:14). Imitam o Espírito de Deus com grande maestria e poder. Satanás pode operar em nós, e podemos diferenciar a obra dele do funcionamento natural de nossas mentes. Por exemplo, satanás enche as mentes de algumas pessoas com blasfêmias terríveis e sugestões vis. Essas pessoas têm certeza que essas blasfêmias e sugestões satânicas não vêm de suas próprias mentes. Penso que é igualmente fácil para o poder de satanás encher-nos de confortos e alegrias falsos. Certamente sentiríamos que esses confortos e alegrias não vieram de nós mesmos. Entretanto, isso não provaria que vieram de Deus!

Os transes e arrebatamentos de alguns fanáticos religiosos não são de Deus, e sim de satanás.

Também podemos ter experiências que vêm do Espírito de Deus, as quais não nos salvam nem provam que somos salvos. Lemos em Heb. 6:4-5 sobre pessoas “que uma vez foram iluminadas e provaram o dom celestial e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro”, mas que enfim se revelaram ser incrédulas, (vers. 6-8). Experiências religiosas também podem ocorrer sem a influência de um espírito bom ou mau. Pessoas impressionáveis e com imaginação viva podem ter emoções estranhas e impressões que não foram produzidas por seus próprios esforços. Não produzimos sonhos por nossos esforços quando estamos dormindo. Pessoas imaginativas podem ter sentimentos e impressões religiosas que são como sonhos, embora estejam acordadas.

Fonte: http://www.jonathanedwards.com.br/ 

 

Pseudo-pentecostais: nem evangélicos, nem protestantes !!! 

Um grande equívoco cometido pelos sociólogos da religião é o de por sob a mesma rubrica de “pentecostalismo” dois fenômenos distintos. De um lado, o pentecostalismo propriamente dito, tipificado, no Brasil, pelas Assembléias de Deus; e do outro, o impropriamente denominado “neopentecostalismo”, melhor tipificado pela Igreja Universal do Reino de Deus. Um estudioso propôs denominar essas últimas de pós-pentecostais: um fenômeno que se seguiu a outro, mas que com ele não se conecta, pois “neo” se refere a uma manifestação nova de algo já existente. Correntes de sociologia argentina já os denominaram de “iso-pentecostalismo”: algo que parece, mas não é. Lucidez e coragem teve Washington Franco, em sua dissertação de mestrado na Universidade Federal de Alagoas, quando classificou o fenômeno representando pela IURD de “pseudo-pentecostalismo”: algo que não é. Um estudo acurado dos tipos ideais, Assembléia de Deus e Igreja Universal do Reino de Deus, sob uma ótica sociológica, ou uma ótica teológica, nos levará à conclusão que se trata de duas manifestações religiosas diversas, que não podem — nem devem — ser colocadas sob uma mesma classificação. Ao se somar, a partir do Censo Religioso, esses dois agrupamentos, tem-se um alto índice de “pentecostais”, constituídos, contudo, pelos que o são e pelos que não o são. Equiparar ambos os fenômenos não faz justiça à Igreja Universal e ofende a Assembléia de Deus.  

Podemos afirmar, ainda, um segundo equívoco dos analistas: considerar a IURD e suas congêneres como “evangélicas”. Elas próprias, por muito tempo, relutaram em se ver como tal, pretendendo ser tidas como um fenômeno religioso distinto, e terminaram por aceitar a classificação “evangélica” por uma estratégia política de hegemonizar um segmento religioso mais amplo no cenário do Estado e da sociedade civil. O evangelicalismo é marcado pela credalidade histórica e pela ênfase doutrinária reformada na doutrina da expiação dos pecados na cruz e na necessidade de conversão, ou novo nascimento.  

Se o pseudo-pentecostalismo não é pentecostalismo, nem, tampouco, evangelicalismo, também não é protestantismo. O discurso e a prática dessa expressão religiosa indicam a inexistência de vínculos ou pontos de contatos com a Reforma Protestante do Século 16: as Escrituras, Cristo, a graça, a fé. Chamar o bispo Macedo de protestante é de fazer tremer o Muro da Reforma, em Genebra, e os ossos de Lutero e Calvino em seus túmulos. Muita gente tem incluído a IURD, e assemelhadas, como pentecostais, evangélicas ou protestantes, para inflar, de forma triunfalista, os números, ou por temor de retaliações legais, ou extralegais, vindas daquelas instituições. Se sociólogos têm denominado manifestações novas na cristandade, como as Testemunhas de Jeová, os Mórmons, ou a Ciência Cristã, como “seitas para-cristãs”, podemos denominar a Igreja Universal e congêneres de “seitas para-protestantes”.  

O que se constata, cada vez mais, é que o fenômeno pseudo-pentecostal tem concorrido para uma maior aproximação entre os pentecostais (já tidos como históricos, por sua antigüidade e mobilidade social e cultural) e as igrejas históricas. De um lado, os pentecostais redescobrem o valor da história, de uma confessionalidade e de uma teologia sólida; do outro, os históricos vão flexibilizando (ou ampliando) a sua pneumatologia, reconhecendo a contemporaneidade dos dons do Espírito Santo. O fosso entre pentecostais e pseudo-pentecostais tende a aumentar, não só pela aproximação entre pentecostais e históricos, mas também pela crescente adesão dos pseudo-pentecostais a ensinos e práticas sincréticas, com o catolicismo romano popular e os cultos afro-ameríndios. Quando estudantes de teologia assembleianos, batistas nacionais ou presbiterianos renovados aprendem com teólogos anglicanos (John Stott, J.I. Packer, Michael Greene, Alister McGrath, N.T. Wright), e anglicanos, luteranos ou presbiterianos usam de um louvor mais exuberante e oram por cura e libertação, na expressão de Gramsci, um novo “bloco histórico” vai se formando (retardado pelo extremo fracionamento entre ambos os segmentos), do qual, é claro, não faz parte o pseudo-pentecostalismo. Esse “bloco histórico” em formação, para se consolidar, não apenas deve se conhecer mais mutuamente, somando conceitos e subtraindo preconceitos, mas também responder aos desafios de um pluralismo que inclui a diversidade do catolicismo romano, o pseudo-pentecostalismo, o esoterismo, os sem-religião e um agressivo secularismo, emoldurado pelo relativismo pós-moderno. Isso passa, necessariamente, pelo aprender com a história da igreja — durante, depois e “antes” da Reforma — e pela superação de uma iconoclastia que, equivocadamente, equipara o artístico com o idolátrico.  

Contamos com estadistas do reino de Deus, com humildade, visão e coragem para consolidar esse bloco?  

Dom Robinson Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife e autor de, entre outros, Cristianismo e Política — teoria bíblica e prática histórica e A Igreja, o País e o Mundo — desafios a uma fé engajada.
www.dar.org.br 

Fonte: Revista Ultimato 

As Bem-Aventuranças

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1 Jesus, vendo as multidões, subiu a um monte; e, assentando-se, aproximaram-se dEle os seus discípulos,

2 e abrindo a boca, os ensinava, dizendo:

3 Bem-aventurados os pobres (humildes) de espírito, porque deles é o reino dos céus.

Não é pobreza de bens materiais. Os que deixam para trás sua auto-suficiência e procuram a Graça de Deus como único meio legítimo às qualidades que servem unicamente para glorificar o nome do Senhor, cuja conseqüência é a salvação. Reconhecer a grandeza de Deus na sua vida e sua total dependência a Ele (ESPÍRITO QUEBRANTADO).

4 Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.

O choro do arrependimento do pecado, bem como a tristeza de não ter se curvado antes ao Senhor dos Exércitos ou por não conseguir oferecer a Deus aquilo que é necessário (ESPÍRITO PENITENTE).

5 Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.

Humildade e Auto-Disciplina (fruto do espírito). Que se dobram à vontade de Deus. Ser submisso totalmente a Jesus Cristo (ESPÍRITO CONTROLADO / GENTIL).

6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos.

Necessidade de alimentação constante da Palavra do Senhor, sem a qual, todos ficam literalmente vazios, pois quem tem fome será alimentado com o Seu Espírito Santo. Os que buscam a santidade de Deus. Não confiar em si próprio (ESPÍRITO FAMINTO POR DEUS).

7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.

A compaixão pelo semelhante (minoração do sofrimento alheio) gera um efeito para consigo em relação a Deus, pois Ele será misericordioso para conosco na medida em que formos para com os outros (ESPÍRITO COMPASSIVO).

8 Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.

Os que foram libertos do “poder” do pecado pela Graça de Deus e que, agora, se esforçam em agradar a Deus, expurgando os males que por ventura possam circundar seu coração. Amor à Justiça e ódio ao mal. Ter santidade no seu íntimo (ESPÍRITO PURO).

9 Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.

Os que se reconciliam com Deus e tem Paz com Ele mediante a Cruz do Calvário. A busca pela paz consiste também em anunciar as “Boas Novas” (os que semeiam) aqueles que ainda não conheceram a Jesus verdadeiramente (ESPÍRITO DE SABEDORIA / MEDITAÇÃO).

10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.

Lealdade a Jesus. Ser intransigente com o mal. Não podemos nos conformar com esta era perversa (Rom. 12. 2). Tal perseguição gera no “verdadeiro” Cristão, ALEGRIA, pois sabe que está percorrendo o caminho certo e buscam fazer a vontade de Deus, custe o que custar (ESPÍRITO PACIENTE / PERDOADOR).

11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por Minha causa.

Toda a razão de ser do “verdadeiro” Cristianismo é Jesus Cristo, o grandioso nome ao qual devemos defender a nossa fé, pois, salvação, só nEle, ainda que sejamos perseguidos (etc.). O mal dito contra nós precisa ser irreal porque o “verdadeiro” Cristão tem uma vida reta (sem máculas).

12 EXULTAI E ALEGRAI-VOS, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.

A recompensa para os que aceitarem os caminhos anteriores são os galardões celestiais.

O chamado à vida e ao ministério do “Reino” inclui a expectativa de que o fruto e o dom gerados pelo Espírito Santo se desenvolvam no verdadeiro Cristão (João 3. 3 c/c Ef. 4. 23-34).

1ª Igreja Batista em Bezerros (PE): Rua Maj. Miguel, 193, Centro, tel. (81) 8793.9876 – CNPJ/MF nº 11.473.030/0001-31 – Pr. Vicente Paixão

(Pregação: Aldo Corrêa)

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