EU AMO A MENSAGEM DA CRUZ

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Texto-Base: 1 Cor. 1.18s

INTRODUÇÃO: A morte de Cristo na cruz é um fato central para o cristianismo. É interessante que é da palavra latina “cruz” vem a palavra “crucial”, isto é, central, importante. “A cruz é o centro da história do mundo. A encarnação de Cristo e a crucificação de nosso Senhor são o centro ao redor do qual circulam todos os eventos de todos os tempos”. Alexander MacLaren Alderi – As três vertentes do neo-pentecostalismo brasileiro hoje: um apóstolo, um bispo e um missionário.

Onde está a cruz de Cristo em tudo isso ?

 O QUE SIGNIFICA A MORTE DE CRISTO

 1. Substituição.

a. Significado. Cristo morreu no lugar dos pecadores.

b. Termos envolvidos.

(1) Anti é uma preposição grega que significa claramente “em lugar de” (Mt 20:28).

(2) Huper é uma preposição grega que às vezes significa “em benefício de” e às vezes “em lugar de” (como numa passagem não soteriológica como Filemom 13 e em passagens soteriológicas como 2 Co 5:21 e 1 Pe 3:18).

c. Resultados.

(1) Os pecados são removidos pela substituição.

(2) A justiça de Cristo é atribuída ao pecador que crê nEle.

 2. Reconciliação.

a. Significado. O estado de alienação em que o homem se encontra em relação a Deus é alterado de modo que ele pode ser salvo (2 Co 5:19).

b. Causa da necessidade de reconciliação – a inimizade existente por causa do pecado (Rm 5:10).

3. Propiciação.

a. Causa de nossa necessidade – a ira de Deus (Rm 1:18).

b. Significado. Deus ficou satisfeito com a morte de Cristo pelo pecado.

c. Texto-chave – 1 João 2:2.

d. Meio – o sangue de Cristo (Rm 3:25).

4. Fim da Lei Mosaica - Romanos 10:4; Colossenses 2:14; 2 Coríntios 3:7-11.

5. Base para a remoção de pecados anteriores à cruz - Romanos 3:25.

6. Base para o julgamento de Satanás e suas hostes - João 12:31.

7. Redenção.

a. Significado.

(1) Pagar o preço do resgate (2 Pe 2:1).

(2) Retirar do mercado de escravos (texto grego de Gl 3:13).

(3) Efetuar plena libertação (Mt 20:28).

b. Benefícios. O preço do pecado foi plenamente pago e o pecador libertado de todas as conseqüências do pecado.

 ESTÁ CONSUMADO: Tetelestai = «Está Consumado» / «Completamente Pago».

 Repare: nos tempos de Jesus, o Império Romano estava em vigor, paralelo ao Império das Trevas; sempre que uma pessoa fosse condenada num tribunal romano, segundo a lei vigente, preparavam um “escrito de dívida”, onde seria citado cada crime que a pessoa em questão cometera. Este documento significava que o prisioneiro devia a César um pagamento fixado por cada crime específico. Assim que isso acontecesse, pegavam naquele documento, o “Escrito de Dívida”, e escreviam: “ESTÁ CONSUMADO”, enrolavam o documento e entregavam para o ex-condenado. Dessa forma, ele nunca mais poderia ser punido pelos mesmos delitos.

 Colossenses 2.13-15 “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”.

 OBS: AS TRÊS PERGUNTAS DE PAULO: 1 Co 1.20

 CONCLUSÃO: “Deus requer satisfação porque é santo, mas dá satisfação porque é amor”. Augustus H. Strong.

 Ilustração: o nadador e a piscina vazia.

 A. W. Tozer: Um recém-convertido aproximou-se de um cristão mais antigo e lhe fez a seguinte pergunta: “O que significa estar crucificado?” “Estar crucificado implica em três coisas. Primeiro, o crucificado tem os olhos sempre voltados para uma só direção; segundo, ele não pode voltar atrás; terceiro, ele não tem mais planos próprios”.

 O QUE FAZER PARA RECEBER ESTES BENEFÍCIOS ?

ARREPENDEI-VOS E CREDES NESTE EVANGELHO !

E dizem que o ISLÃ prega a Paz – Pastor condenado à morte por ser Cristão

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Um pastor cristão no Irã foi condenado à morte por alegadamente renunciar à sua religião muçulmana e enfrenta um possível indiciamento pela mesma acusação de apostasia, de acordo com um grupo ativista que trabalha pelos direitos humanos no país.

Youcef Nadarkhani (foto), um membro de 32 anos do ministério da Igreja do Irã (tradução livre) e pastor de uma congregação de aproximadamente 400 pessoas na cidade de Rasht, enfrenta a morte, segundo a Campanha Internacional para os Direitos Humanos no Irã (tradução livre).

No sul da cidade de Shiraz, outro pastor cristão, Behrouz Sadegh-Khanjani, 35 anos, enfrenta um possível indiciamento por apostasia.

“Isso é parte de uma maior tendência de perseguição contra os cristãos”, disse Firouz Sadegh-Khanjani, irmão de Behrouz e membro do Conselho da Igreja do Irã.

Onda de perseguição

Os cristãos estão sentindo a pressão em outras partes do mundo muçulmano.
No Iraque, os cristãos foram atacados e muitos fugiram de suas casas para outras terras.

No Paquistão, uma mulher cristã enfrenta uma sentença de morte por blasfêmia por ter supostamente ter profanando o nome do profeta Maomé.

Julgamento

Em 22 de setembro, 11º Circuito de Apelações do Tribunal Penal iraniano para a província Gilan, confirmou a sentença de morte e condenação de Nadarkhani por apostasia.

Apostasia é o “ato de renunciar a religião”, afirma o grupo de direitos humanos nesta terça-feira, 07 de dezembro. “Não é um crime contra o Código Penal do Irã islâmico. Em vez disso, o juiz-presidente no caso Nadarkhani concedeu sua opinião pelos textos de estudiosos da religião iraniana.”

“É um ponto negativo de todo o sistema judicial condenar uma pessoa à morte fora de seu próprio ordenamento jurídico”, disse Aaron Rhodes, um porta-voz para a campanha.

“Executar alguém com base na religião que escolher praticar ou não praticar é a melhor forma de discriminação religiosa e desprezo pela liberdade de consciência e de crença”, completa.

No julgamento diz que Nadarkhani nasceu em lar muçulmano, mas se converteu ao cristianismo quando tinha a idade de 19 e ele disse que “durante os interrogatórios Nadarkhani fez uma confissão por escrito de admitir ter deixado o islamismo pelo cristianismo.”

Ele disse que durante seu julgamento que seus “interrogadores o pressionou a fazer a declaração”.

“Eu não sou um apóstata… Antes dos 19 anos de idade eu não aceitava qualquer religião”, disse Nadarkhani no julgamento.

Fonte: Missão Portas Abertas (via G1 Gospel).

Cuidado com sua “Vida” !!!

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AB-D.

Como Jesus tratou as pessoas comuns

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Você já participou do jogo ”siga-o-líder” quando era criança? E ao brincar nesse jogo, você alguma vez se encontrou entrando numa piscina com todas as roupas, caminhando através de um lodaçal ou pulando do alto do telhado da garagem? Se já, provavelmente você aprendeu a questionar seriamente o jogo!

Os carneiros são notórios por seguirem o líder. Em um matadouro na cidade de Nova Iorque um bode foi treinado para ser o líder. Seu nome era Judas. Ele ia entrando pelo portão tão logo este se abria e todos os carneiros o seguiam cegamente. No último minuto, o bode escapava através de um pequeno portão lateral e os carneiros continuavam rumo ao seu destino, enquanto o bode voltava para conduzir outro grupo.

Uma das menores parábolas, contadas por Jesus é sobre o assunto dos perigos do jogo “siga-o-líder” no sentido espiritual. Ela se encontra em S. Lucas 6:39 e 40.

“Propôs-lhes também uma parábola: Pode porventura um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco? O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre.”

Freqüentemente, Jesus compara Seus seguidores a ovelhas, e somos convidados a seguir para onde Ele nos conduz. Assim, o problema não está em seguir, mas com quem está liderando você. Nos dias de Cristo, os fariseus e saduceus eram aceitos como líderes pela vasta maioria do povo comum. Como notamos no último capitulo, os fariseus eram os tradicionalistas, os conservadores; e os saduceus eram os liberais. Ambos eram legalistas, porque ambos os grupos dependiam de seus próprios esforços para garantir a salvação. E as pessoas seguiam seus líderes – seus cegos líderes – e no final uniram-se a eles, rejeitando a Jesus.

É trágico o fato de que o povo raramente se eleva acima de seus ministros, professores ou líderes. O povo judeu pereceu como nação porque eles seguiram seus líderes no erro. Eles não pesquisaram as Escrituras por si mesmos e não decidiram por si mesmos o que era a verdade. Isso não é um grande perigo para nós hoje? Quão fácil é simplesmente seguir, em vez de estudar, pesquisar e orar por nós mesmos para conhecermos a voz do verdadeiro Pastor.

Um outro texto semelhante, concernente a seguir líderes, encontra-se em S. Mateus 15:13 e 14. Isto ocorreu exatamente após Jesus ter dito algumas coisas duras aos líderes religiosos daqueles dias e Seus discípulos Lhe perguntaram: Você sabe que os fariseus ficaram ofendidos quando ouviram o que o Senhor disse? Então Jesus “respondeu: Toda planta que Meu Pai celeste não plantou, será arrancada. Deixai-os: são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco”. Aparentemente é possível encontrar líderes, mesmo em comunidades religiosas, que não foram plantados pelo Senhor. Nem todos os que são externamente membros do corpo de Cristo são árvores de justiça. E o tempo virá, quando aqueles que não são plantados pelo Senhor serão arrancados.

Eu gostaria de fazer aqui uma declaração: quando falamos hoje sobre seguir os líderes, não estamos falando exatamente dos que dirigem a igreja de um local especifico. A prática de seguir o líder não está limitada às sedes da igreja. Isto não é de maneira nenhuma uma crítica ou censura à direção da igreja. As pessoas escolhem seus próprios líderes – dependendo de como desejam viver, e você pode sempre encontrar alguém em algum lugar que lhe indicará a direção que você deseja seguir. Deus tem ordenado a liderança como meio de guiar em Sua obra e em Sua igreja. A liderança tem um propósito e uma função válidos. O ponto aqui é que é perigoso seguir qualquer um cegamente.

Segundo pesquisas e estatísticas disponíveis, apenas uma entre quatro ou cinco pessoas na igreja hoje está gastando algum tempo em comunhão pessoal e estudo da Palavra de Deus. Se este é o caso, então temos hoje, também, um grande número de seguidores cegos. Assim, não vamos apenas olhar para isso como uma lição da história, mas ver onde podemos nos beneficiar das lições que Jesus tentou ensinar ao grande número de seguidores cegos de Seus dias.

Assim, foi nessa situação que Jesus apresentou a parábola de que é possível seguir um líder diretamente para dentro da cova. Por que era assim? Qual era o problema com o povo comum, as multidões que seguiam, que o faziam tão facilmente enganados?

Primeiro, eles não estavam convertidos. Eles nunca haviam experimentado a obra sobrenatural do Espírito Santo no coração humano. A atitude deles para com Deus não havia mudado. Eles nunca haviam permitido que Deus lhes desse uma nova capacidade que eles não possuíam de conhecê-Lo. Eles gastavam pouco tempo em buscar pessoalmente a Deus porque nem mesmo tinham tal capacidade. Nos dias de Cristo, eles amarravam pedacinhos da Escritura ao redor dos punhos e da cabeça, em vez de colocá-los no coração. Todas as suas atividades religiosas se centralizavam no ego. Eles se sentiam satisfeitos com uma religião externa e aceitavam as formas e cerimônias, mas o coração se mantinha intocado pela graça de Deus.

Essas pessoas não tinham relacionamento com Deus. Eram vítimas da salvação pelas obras e o motivo de seus exercícios e padrões religiosos era garantir bênçãos temporais. Eles gostavam da idéia dos gafanhotos pararem e não cruzarem a cerca daqueles que pagavam seus dízimos. Eles estavam interessados no Céu e na oferta de viver para sempre. Ficaram impressionados pelos pães e peixes – e as doenças que foram banidas por poucas e suaves palavras de Jesus. Mas, em S. João 6, quando Jesus falou do pão da vida, eles ficaram decepcionados e disseram: “Duro é este discurso, quem o pode ouvir?” Verso 60.

As pessoas nos dias de Jesus O aceitavam apenas de maneira limitada. Eles estavam dispostos a aceitá-Lo como um grande Mestre. Estavam dispostos a aceitá-Lo como um operador de milagres. Estavam dispostos a crer que Ele era um profeta. Porém, eles se recusavam a aceitá-Lo como Salvador, Senhor ou Deus. Sua limitada aceitação terminou em total rejeição.

As pessoas tinham problemas em aceitar o Espírito de Profecia. Você encontra isso em S. Lucas 16:19-31, onde Jesus usa uma bem-conhecida fábula romana para ensinar várias verdades – e a condição da raça humana após a morte Não é uma delas! Porém o homem rico, como você se lembra estava em tormento, e pediu que Lázaro, o mendigo, fosse enviado para falar a seus cinco irmãos e os advertir da mesma sorte. “Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém (entre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mort0s.” Versos 29-31.

Pouco tempo depois, alguém foi ressuscitado dentre os mortos e seu nome era Lázaro! Eles não apenas se recusaram a aceitar essa evidência, mas conspiraram para matar tanto Jesus como Lázaro, a quem Ele havia ressuscitado. Assim, essas pessoas enfrentaram dificuldades com Moisés e os profetas.

Em S. Mateus 23, é dito que eles adornavam os túmulos dos profetas, e no entanto, eram os filhos daqueles que haviam matado os profetas, tanto em espírito quanto em linhagem. Paulo fala sobre isto em Atos 13:26 e 27. Aqui Paulo está pregando:

“Irmãos, descendência de Abraão… Pois os que habitavam em Jerusalém, e as suas autoridades, não conhecendo a Jesus nem os ensinos dos profetas que se lêem todos os sábados, quando O condenaram cumpriram as profecias. ” Eles liam cada sábado os escritos dos profetas, mas não aceitavam ou compreendiam o que liam. Estêvão disse isso em Atos 7:51-53: ”Homens de dura cerviz e. incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis. Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos, vós que recebestes a lei por ministério de anjos, e não a guardastes.”

Aquilo foi demais para as pessoas ali, e eles se lançaram sobre Estêvão, arrastaram-no para fora da cidade e um jovem chamado Saulo permaneceu ali coletando as vestes, enquanto as pedras começavam a voar. Porém, Estêvão olhando para o céu, teve uma visão de Jesus, em pé à destra do Pai. Eu sempre gostei dessa história. Jesus não ia enfrentar isso assentado! Ele estava em pé ao lado de Estêvão e Estêvão morreu em paz, orando por seus inimigos. Mas ele havia falado a verdade sobre aquelas pessoas. Eles professavam aceitar e reverenciar os profetas, mas na realidade rejeitavam tanto os profetas quanto Aquele anunciado pelos profetas.

Isto é evidenciado também no relacionamento deles com João Batista. Em S. Mateus 21, os líderes religiosos se encontraram numa situação difícil, porque Jesus os havia questionado sobre como eles consideravam João Batista. E eles se recusaram a responder, porque sabiam que as pessoas criam que João era um profeta. Porém, eles deram a João Batista apenas uma limitada aceitação, pois não aceitaram a Jesus como Aquele a quem João Batista havia indicado.

Jesus tentou contar às pessoas comuns que eles não precisavam de lideres? Não. Há um propósito para a liderança. Contudo, é propósito da liderança colocar a verdade nas mãos das pessoas sem lhes perguntar nada? Não! O propósito dos líderes, professores e pregadores é encorajar e motivar as pessoas a compreenderem a verdade, buscando e pesquisando por si mesmas. Um velho adágio afirma: “Dê a um homem um peixe e você vai alimentá-lo por um dia. Ensine-o a pescar e vai alimentá-lo por toda a vida.” Não sei se essa você poderia chamar de uma ilustração vegetariana, mas apesar disso é boa.

Paulo ensinou a verdade? Certamente que sim. Jesus ensinou a verdade? Sim. Seus discípulos ensinaram a verdade? Sim. E os bereanos conferiram isso para ver se era verdade – e foram elogiados por seu discernimento. Jesus não pedia às massas que O seguissem cegamente. Ele não pede a ninguém que O siga cegamente. Contudo, Ele pediu-lhes que O seguissem.

A maioria das pessoas comuns nos dias de Cristo não aceitaram. Mas houve exceções, e elas nos dão hoje, coragem e inspiração.

Nem todos aqueles no meio da multidão eram inconstantes. Nem todos uniam-se àqueles que cantaram Seu louvor na entrada triunfal e poucos dias depois gritaram: “Crucifica-O!” A mulher no poço estava buscando alguma coisa para satisfazer a alma. Ela aceitou a Jesus como o Messias e convenceu uma cidade toda de Seu valor. Lázaro, um trabalhador comum, sem distinção na sinagoga, por ocasião de seu primeiro encontro com Jesus, amou-O com um amor que nunca se atrofiou. O ladrão na cruz voltou a cabeça em meio à dor e gritou: “Senhor, lembra-Te de mim!” Estou feliz e alegre pelas exceções, e você?

Podemos hoje unir-nos às exceções, como fizeram os discípulos no final do discurso de Jesus em S. João 6. As multidões estavam se retirando e Jesus perguntou: Estão vocês se retirando também? Veja verso 67.

Você não quer se unir aos discípulos e dizer, como eles: “Senhor para quem iremos? Tu tens as palavras de vida!” Verso 68. Crer em Jesus não era popular. Isso não era comum, que as multidões continuassem seguindo a Jesus quando Ele esteve aqui – e ainda não é. Mas eu gostaria de convidá-lo a uma dupla experiência que o impedirá de seguir cegamente a qualquer um e ser mal conduzido.

Primeiro, um relacionamento com Jesus por si mesmo. Segundo, uma compreensão inteligente da verdade na qual tal relacionamento está baseado. Ambas são igualmente importantes. Uma sem a outra não funciona. Entretanto, podemos aceitar hoje o privilégio de conhecer a Jesus e a verdade por nós mesmos, bem como buscá-Lo em Sua Palavra e através da oração. E podemos continuar a procurá-Lo até que Ele venha novamente.

Morris Venden.

in Maluco por Jesus

Os gays não verão a Glória de Deus e PONTO FINAL (sem medo de falar as verdades bíblicas, apesar dos traumas)

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Gays

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Desabafo de um pai

Tenho um casal de filhos… (muitos sonham em ter um casal de filhos, mas daqui para frente, pra quê mesmo?)

pelo jeito não poderei mais destacar a diferença deles…

pelo jeito não posso mais falar para eles que um tipo de comportamento é coisa de meninA, ou de meninO…

não poderei mais orar pedindo ao Senhor um marido para minha filha, e uma esposa para meu filho… (capaz de ficarem ouvindo como aconteceu com Daniel)…

não poderei mais dizer para meu filho que ele é homem, ou como ele mesmo diz ‘homem macho’… será crime daqui uns dias… ? …

Não existe mais problema algum em meus filhos verem um ‘casal’(essa palavra é homofóbica?) de homens se beijando… Minha filha olha… ela tem seis anos, não entende… “Uai, [mineira] meu pai falava que mulher casa com homem…?” Não filha… me perdoe… agora eu não posso mais dizer isso…

Meu filho então… está todo empolgado que vai entrar num casamento junto com uma menina para levar… (aquelas coisas de casamento)… ele tem três anos, está achando que vai casar pois vai entrar de ‘noivinhO com a noivinhA’… se ele entrasse com outro menino, ele não diria que era casamento… mas ele agora estará errado?

Como explicarei a diferença e objetivos de seus órgãos sexuais… a desculpem-me… meus filhos, mas esse é o país que vocês enfrentarão quando forem adultos… Cristo, tenha misericórdia de meus filhos…

Brasil, Deus nos deu liberdade, não libertinagem…

… mas o que é isso mesmo?

Desabafo de um pai, presbiteriano…

Fonte: [ MCA ]

Você é “Cristão” ? TEM CERTEZA ?

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A Bíblia não esconde o fato de que além do cristianismo verdadeiro, legítimo, renascido da “água e do espírito”, há também um cristianismo aparente, formado por “cristãos” que não estão ligados a Jesus, não estão enraizados nEle, não vivem nEle e nem por Ele. Mesmo que tudo pareça legítimo, eles não passam de uma imitação. É desses “cristãos” que Paulo fala ao escrever a Timóteo, em sua segunda carta: “…tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2 Tm 3.5). A Edição Revista e Corrigida diz: “…tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”. Na Nova Versão Internacional lemos: “…tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também”.

Sendo cristão sem ser cristão

De acordo com pesquisas nos EUA, quase metade dos americanos se dizem cristãos renascidos. Mas uma análise mais aprofundada revelou que muitos confundem o novo nascimento com uma sensação positiva a respeito de Deus e de Jesus.

Um levantamento estatístico entre os cristãos praticantes nos EUA apresenta resultados desanimadores, o que também é representativo em relação à Europa:

  • 20% nunca oram
  • 25% nunca lêem a Bíblia
  • 30% nunca vão à igreja
  • 40% não apóiam a “obra do Senhor” por meio de ofertas
  • 50% nunca vão à Escola Bíblica Dominical (de todas as faixas etárias)
  • 60% nunca vão a um culto vespertino
  • 70% nunca dão dinheiro para missões
  • 80% nunca freqüentam uma reunião de oração
  • 90% nunca realizam culto em família [1]

Se a situação já é assim na América marcada pela influência do puritanismo, quanto mais na superficial Europa.

O próprio Senhor Jesus advertiu a respeito da confissão nominal, que carece de conteúdo verdadeiro, ou seja, que não está de acordo com o que vai no coração: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mt 7.21-23). Com isso, o Senhor esclarece quatro pontos básicos: há duas coisas que não são de forma alguma suficientes para que alguém seja salvo, e outras duas são imprescindíveis para que alguém seja redimido.

Duas coisas insuficientes para a salvação

Nem a simples confissão “Senhor, Senhor” (1) nem as obras em nome de Jesus (2) são suficientes para alcançar a salvação eterna. Em muitas igrejas, denominações e entidades cristãs as orações são meramente formais, os atos de caridade são feitos em nome de Jesus sem que aqueles que os realizam pertençam a Ele ou sejam filhos de Deus. Quantos indivíduos “cristãos” realizam atos cristãos sem pertencerem a Cristo! É assustador que no fim Jesus até mesmo condena as suas ações como sendo iníquas: “Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

Duas coisas imprescindíveis para a salvação

Precisamos fazer a vontade de Deus (1) e precisamos ser conhecidos por Deus (2).

1. Fazer a vontade do Pai celeste não é realizar muitas boas ações, pequenas e grandes, mas ter fé em Jesus Cristo, entregar conscientemente a vida a Ele e obedecer-Lhe na prática.

O judaísmo da época de Jesus tinha “boas ações” para apresentar: muitos eram fanáticos em seguir a lei, lidavam com a Palavra de Deus, expulsavam maus espíritos e faziam milagres. Mas uma coisa eles não queriam: crer em Jesus Cristo e, assim, aceitar a misericórdia que recebemos por meio dEle. Pensavam que chegariam ao céu sem Ele, que Deus reconheceria as suas obras e lhes permitiria entrar. Porém, foi justamente nesse ponto que Jesus tratou de contrariar seus planos. Eles tinham de aprender e aceitar que a vontade de Deus era que reconhecessem sua própria falência espiritual e cressem em Jesus.

Nós enfrentamos o mesmo problema hoje. “Cristãos” nascidos em um ambiente cristão pensam que conseguirão ir para o céu por meio de obras cristãs. Ao lhes dizermos que nada disso serve, que no fim das contas as suas ações são iniqüidades inaceitáveis aos olhos de Deus e que eles continuam perdidos, a grande maioria reage de forma irritada, por pensar que não precisam de Jesus pessoalmente. Quando Jesus foi questionado: “Que faremos para realizar as obras de Deus?”, Ele respondeu: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado” (Jo 6.28-29).

2. Precisamos ser conhecidos por Deus. Haverá pessoas das quais Jesus dirá naquele dia:“Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

Não é suficiente crer em Jesus de forma superficial, reconhecê-lO, acreditar em Sua existência ou aceitá-lO até certo ponto. Não – é preciso que haja um encontro pessoal com Ele.

Posso dizer: “Conheço o presidente do Brasil”. De onde o conheço? De suas aparições na mídia. Mas será que ele me conhece? Claro que não! No entanto, se eu fosse convidado a visitá-lo, teria a oportunidade de ser conhecido por ele.

O Senhor Jesus convida cada ser humano, de forma pessoal, a entregar-se a Ele: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Quem aceita esse convite, quem se achega a Ele com todos os seus pecados, quem O aceita em seu coração e em sua vida e crê em Seu nome (Jo 1.12), esse é conhecido por Ele. Quem fez isso reconheceu o Pai e o Filho de Deus e entrará no céu: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3).

“Tens nome de que vives…

…e estás morto” (Ap 3.1). Há muitos que se chamam de “cristãos”, mas o são apenas nominalmente. O Senhor Jesus falou de pessoas que imaginariam servir a Deus matando justamente Seus verdadeiros filhos: “Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus. Isto farão porque não conhecem o Pai, nem a mim” (Jo 16.2-3).

Em muitas igrejas, denominações e entidades cristãs as orações viraram rotinas, sem que aqueles que oram pertençam a Jesus.

Eles reivindicam autoridade teológica, pensam servir a Deus, mas não conhecem nem o Pai nem Jesus Cristo. Isso aconteceu, por exemplo, na época das Cruzadas e da Inquisição. Hoje também existe uma teologia que reivindica toda autoridade para si e rejeita os que se baseiam na Palavra de Deus. Basta lembrar das muitas seitas e do islamismo, que afirmam que Deus não tem um Filho.

Já no século VII antes de Cristo, na época do profeta Jeremias, havia dignitários religiosos meramente nominais. Ouvimos o lamento de Jeremias: “Os sacerdotes não disseram: Onde está o Senhor? E os que tratavam da lei não me conheceram, os pastores prevaricaram contra mim, os profetas profetizaram por Baal e andaram atrás de coisas de nenhum proveito” (Jr 2.8).

Mesmo um cristão pode apostatar da fé. Quem com sua boca confessa ser cristão, mas não pratica o cristianismo no dia-a-dia, precisa aceitar que outros lhe perguntem se não está enganando a si mesmo.

Não é exatamente isso que vemos hoje? Muitos teólogos abandonaram a fé bíblica e correm atrás de convicções que não servem para nada. Eles se abriram para religiões e correntes espirituais que não têm absolutamente nada a ver com Jesus Cristo. Isso também já aconteceu na época em que o povo de Israel peregrinou pelo deserto. Depois de ter louvado a grandeza e a soberania de Deus (Dt 32.3-4), Moisés emendou uma declaração sobre os infiéis: “Procederam corruptamente contra ele, já não são seus filhos, e sim suas manchas; é geração perversa e deformada” (v.5). Portanto, realmente é possível que aqueles que não são Seus filhos se tornem infiéis a Ele.

É dito a respeito dos filhos de Eli: “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não se importavam com o Senhor… Era, pois, mui grande o pecado destes moços perante o Senhor, porquanto eles desprezavam a oferta do Senhor” (1 Sm 2.12,17). Não reconheceram ao Senhor porque desprezaram o sacrifício. Enquanto uma pessoa (por mais cristã que se considere) desprezar o sacrifício de Jesus pelo pecado, não reconhecerá o Senhor.

Todos os israelitas saíram do Egito, mas da maior parte deles Deus não se agradou, motivo pelo qual tiveram de morrer no deserto (veja 1 Co 10.1-12).

Como exemplo especial de alguém que era crente nominal e que realizava obras, mas que ainda assim estava espiritualmente morto, lembro de Balaão (veja Nm 22-24):

  • Ele era um homem a quem Deus se revelava, com quem Deus falava (Nm 22.9).
  • No começo ele foi obediente (Nm 22.12-14).
  • Ele afirmava conhecer o Senhor e O chamou de “meu Senhor” e “meu Deus” (Nm 22.18).
  • Ele adorava o Senhor (Nm 22.31).
  • Ele reconhecia a sua culpa (Nm 22.34).
  • Ele estava disposto a servir (Nm 22.38).
  • Deus colocou Suas próprias palavras na boca de Balaão (Nm 23.5).
  • Balaão abençoou Israel três vezes (Nm 23 e 24).
  • Ele testemunhou da sinceridade e da fidelidade de Deus (Nm 23.19).
  • Ele falou três vezes do Messias como Rei de Israel (Nm 23.21; Nm 24.7,17-19).
  • O Espírito Santo veio sobre ele (Nm 24.2).
  • Ele testemunhava ser um profeta de Deus (Nm 24.3-4).
  • Balaão confirmou a bênção e a maldição de Deus sobre os amigos e inimigos de Abraão (Nm 24.9, Gn 12.3).
  • Ele colocou o mandamento de Deus acima de bens materiais (Nm 24.13).
  • Ele falou profeticamente a respeito do futuro dos povos, sobre a chegada do Messias e chegou a mencionar o Império Mundial Romano [Quitim] (Nm 24.14-24).

Apesar de tudo isso, a Bíblia chama Balaão de falso profeta, vidente e sedutor (veja Nm 31.16; Js 13.22; Ne 13.1-3; 2 Pe 2.15-16; Jd 11; Ap 2.14-16). Por quê? Porque Balaão fazia concessões e aceitava comprometimentos, e levou o povo de Deus a se misturar com outros povos. Havia uma discrepância entre suas palavras e ações. “Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas. Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel” (Nm 25.1-3). Balaão havia levado Israel a essa prostituição (Nm 31.16; Ne 13.1-3). Pedro chama Balaão de alguém que“amou o prêmio da injustiça”. Na Epístola de Judas ele é chamado até mesmo de enganador (“erro de Balaão”) e no Apocalipse ele é apresentado como alguém que “armou ciladas”.

A Bíblia diz a respeito das pessoas nos últimos tempos que “os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm 3.13). Quem tende a prostituir-se espiritualmente ou a comprometer sua fé e suporta, permite e pratica essas coisas sem que sua consciência o acuse, tem motivo para crer que, apesar das aparências, não é um cristão verdadeiro. Com isso não estou me referindo à luta contra o pecado, que qualquer filho de Deus enfrenta. Não, aqui não se trata de “derrotas” na fé e na obediência, mas de lidarmos com o pecado de forma consciente e indiferente, de deliberadamente escolhermos a prática pecaminosa.

Não somos salvos por nossas próprias obras, mas somente pela fé em Jesus Cristo, pela conversão a Ele. Só aqueles que O aceitam, ao Filho de Deus, em seu coração e em sua vida, com fé infantil, poderão realizar obras que testemunhem a veracidade de sua fé. Essa fé precisa estar “enraizada” na Palavra de Deus. Em Sua parábola sobre o semeador, Jesus diz que há pessoas que aceitam a Palavra de Deus com alegria, mas não criam raízes para ela e mais tarde a abandonam (Mt 13.20-21). A raiz liga a planta à terra, da qual ela vive, lhe dá firmeza, extrai alimento e o conduz à planta. A raiz é um símbolo do Espírito Santo, por meio do qual estamos enraizados em Deus. O Espírito Santo nos traz a vida em Deus, à medida que extrai alimento das Escrituras.

Podemos aceitar a Palavra de Deus de forma superficial, podemos simpatizar com o Senhor, podemos acompanhar os cristãos durante algum tempo, mas depois nos afastar novamente, porque nunca nascemos realmente de novo e por isso nunca tivemos “raízes”.

Jesus disse aos Seus discípulos, àqueles que O seguiam: “Contudo, há descrentes entre vós. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quais eram os que não criam e quem o havia de trair” (Jo 6.64). De acordo com Hebreus 6.4-6, há pessoas que foram “iluminadas”, que “provaram o dom celestial”, e que até “se tornaram participantes do Espírito Santo” e ainda assim caíram. Por quê?

  • Porque foram iluminadas, mas elas mesmas nunca se tornaram luz. A luz pode se refletir em mim, e então estou iluminado; mas é preciso mais para que eu mesmo seja luz.
  • Porque provaram, mas não comeram (aceitaram). Posso sentir o cheiro do pão, provar o seu sabor (assim como o enólogo, que toma um pouco de vinho na boca para testar seu aroma, mas depois o cospe fora). Mas é preciso que aconteça mais: precisamos comer o pão, ingeri-lo. Não basta “provar” Jesus, ou seja, experimentá-lO – precisamos aceitá-lO em nós (Jo 6.53-56,63; Jo 1.12).
  • Porque participaram do efeito do Espírito Santo, mas nunca O receberam pessoalmente. Ao ler a Palavra de Deus, ao freqüentar um culto, posso participar do efeito do Espírito Santo. Mas isso não é suficiente. Não – é preciso que haja uma renovação espiritual real.

É possível que pessoas assim imitem o cristianismo durante algum tempo, acompanhem e participem de uma igreja local. Mas um dia elas “cairão” e negarão a Jesus. Então muitos se perguntam espantados: “Como isso é possível?”

Quando o Senhor Jesus falou de comer Sua carne e beber Seu sangue para ganhar a vida eterna (Jo 6.53-59), muitos de Seus discípulos disseram: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (v. 60) e se afastaram dEle (v. 66), apesar dEle ter lhe explicado de antemão o que isso significava: “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (v. 63).

Tornar-se cristão apesar de ser “cristão”

Enganam-se a si mesmos os que pensam que todos são cristãos! Muitas vezes, quando questionei pessoas que davam a entender isso, a resposta era: “Meus pais são cristãos”, ou: “Minha família é cristã!” Um conhecido evangelista costumava responder a essas afirmativas: “Se alguém nasce em uma garagem, isso não significa que seja um automóvel! E quando alguém nasce em uma família cristã, ainda falta muito para que se torne cristão!” (extraído de um livro de Wilhelm Busch).

Jesus disse a Pedro: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22.32). Por um lado, o Senhor confirmou a fé de Pedro. Por outro lado, porém, Ele falou da necessidade de sua conversão futura. Pedro poderia ter retrucado: “Senhor, sou judeu, um filho de Abraão. Cumpro os mandamentos, fui circuncidado ao oitavo dia, guardo o sábado, oro três vezes ao dia, celebro a Páscoa e faço os sacrifícios. E  já Te sigo há três anos…” Mesmo assim, ele ainda precisava converter-se. Da mesma forma Paulo, o grande defensor da lei, precisou se converter, assim como todos os outros apóstolos e discípulos.

Toda pessoa precisa se converter se quiser ser salva – inclusive os “cristãos”, sejam eles membros da igreja católica romana, protestantes, evangélicos ou de uma família cristã. Não são poucos os que nascem no cristianismo, da mesma forma como os judeus nascem no judaísmo. Mas, não é esse nascimento que dá a salvação, alcançada somente através de um “novo nascimento”: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3). Precisamos nos converter mesmo que tenhamos sido batizados quando pequenos, freqüentado aulas de catecismo ou participado de cultos. Se não nascermos de novo, continuaremos perdidos.

Mais tarde, quando o apóstolo Pedro se converteu e experimentou o novo nascimento, ele escreveu em sua primeira carta: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros” (1 Pe 1.3-4).

Quem carrega em si o testemunho do Espírito Santo a respeito de seu novo nascimento (Rm 8.16) deve alegrar-se com essa certeza e agradecer a Jesus Cristo por ela. Mas quem não possui esse testemunho inconfundível do Espírito Santo e ainda assim pensa ser cristão, está sujeito a um grande engano. Mas hoje esses “cristãos”, e qualquer pessoa que queira ser salva, pode alcançar a certeza da salvação, se converter-se de forma muito séria a Jesus Cristo. Então, por que esperar mais?

Norbert Lieth

Fonte: Título original, “O Grande Engano”, Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2006.

in Discernimento Cristão (blog)

Idolatria

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Êxodo 20:3-4

 “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.”

Homicídio

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Os mandamentos de Deus proíbem o homicídio.

Deuteronômio 5:17

“Não matarás.”

A ira é uma forma de homicídio.

Mateus 5:21-22

“Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e, quem matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno.”

O Problema que só Deus podia Resolver

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“Tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.”  

Romanos 3.26 

O problema que somente Deus podia resolver é o perdão do pecado. Muitas pessoas, criadas segundo a tradição cristã, nunca reconheceram ser isto um problema. Seu conceito de Deus e suas idéias sobre o pecado são tão confusos que não percebem qual é a dificuldade da questão. A atitude de milhões de pessoas no que diz respeito ao pecado é refletida na observação zombeteira de certo crítico que disse: “Certamente creio que Deus perdoa pecados; afinal, é negócio dele mesmo”. Outros não sentem a necessidade do perdão. O poeta americano, Walt Whitman, diz: “Os animais não ficam acordados a noite inteira chorando por causa dos seus pecados, e nós também não devemos fazê-lo”. 

Embora milhões de pessoas não tenham sentido qualquer problema quanto ao perdão dos pecados, considerando o assunto como matéria vencida, outras tantas rejeitam inteiramente o conceito de pecado. Os grandes pensadores de outras eras reconheceram a realidade da culpa, e compreenderam que existe uma dificuldade real. Lutero percebeu claramente o problema. Lutou com ele durante muitos anos amargos e angustiantes, e quando, finalmente achou a solução na carta de Paulo aos Romanos, foi o maior reavivamento que a igreja já experimentou desde o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes. A Lutero devemos não somente a redescoberta da solução do problema, como também a maneira de exprimi-la em palavras. O problema é: como Deus pode ser justo e ao mesmo tempo perdoar os pecados? F.F. Bruce, no seu comentário sobre Romanos, mostra-nos como o poeta romano, Horácio, oferecendo diretrizes básicas para os escritores de tragédias daquela época, critica os que apelam com demasiada facilidade ao artifício de trazer ao palco um deus para solucionar os emaranhados detalhes desenvolvidos no decurso do enredo. O conselho que Horácio dá aos dramaturgos contemporâneos é no sentido de não colocarem em cena um deus, a não ser que o problema seja tão grave, que haja necessidade da presença de um deus para soluciona-lo. Lutero tomou para si estas palavras, aplicando-as ao perdão dos pecados: “Temos aqui um problema que precisa de Deus para a sua solução”. 

Chegamos neste capítulo à passagem em Romanos onde Lutero descobriu a solução. Nesta parte de Romanos, no capítulo 3, Paulo nos oferece, antes de qualquer coisa, uma declaração exata da natureza do problema, e em seguida, uma explicação exata da solução. 

Examinemos em primeiro lugar a definição que Paulo nos dá do problema da salvação dos pecadores. O primeiro requisito para a solução de qualquer problema é saber qual é realmente o problema. Se você tem lutado com um problema por muito tempo, levando-o a um amigo, você já sabe o que significa receber uma resposta fácil que oferece uma solução errônea e artificial. Quando isso acontece, você fala um pouco contrariado: “Mas você não entende o problema…”. Há hoje em dia um grande número de pessoas com respostas fáceis e inconseqüentes para o problema humano; no entanto, suas respostas demonstram que realmente elas não entendem do que falam. E é a falha do entender o problema do pecado que levou o homem às dificuldades que enfrenta atualmente. Parece que o pecado não constitui problema algum para milhões de pessoas. Caso encontram alguém que se preocupa com isso, alguém que se perturba pela culpabilidade do próprio pecado, têm-no na conta de um fanático, pensam que tal pessoa precisa da psicanálise e não da salvação. O exame clássico de uma consciência culpada acha-se na grande obra de Bunyan, “Graça Abundante”, mas é considerado hoje – até por muitos membros de igrejas – como exagero, ou mórbida e trágica obsessão. É um truísmo dizer que nenhum problema pode ser solucionado até ser entendido, e que nenhuma solução ao problema humano se nos apresentará até que entendamos o problema do pecado. 

O pecado é problema por duas razões: a primeira é que a natureza do homem, conforme demonstramos no capítulo passado, é totalmente depravada. Ele é corrupto; é totalmente incapaz de salvar-se a si mesmo. Não pode remover a culpa do seu próprio pecado, e não consegue se desvencilhar do poder que o pecado exerce sobre ele, prendendo-o. Não pode sarar as chagas, não pode curar a doença. Do ponto de vista humano, o pecado não tem solução nem cura. Esta é a primeira parte do problema. 

Há, porém, outra dificuldade no problema do pecado, que existe em conexão com a natureza de Deus, e é este um ponto central que a maioria dos homens modernos deixa de perceber. O pecado se constitui em problema justamente porque Deus é justo. Foi este o problema de Lutero. Como pode o Deus absolutamente justo perdoar o pecado? Ele é o Juiz de toda a terra, e, “Não agirá retamente o Juiz de toda a terra?” Deixar passar uma injustiça, ignorar um crime, não tomando conhecimento dele, é um ato de injustiça tão grande quanto a condenação de inocentes. A dificuldade quanto ao perdão dado ao homem acha-se na justiça divina. A pergunta não é somente: Quem pode perdoar pecados senão somente Deus: e sim mais profundamente: Como pode o próprio Deus perdoar pecados? Deus é justo, e a justiça significa que as exigências da lei devem ser cumpridas. A penalidade do pecado precisa ser paga. Isto é necessário num universo moral, e é este problema que somente Deus, onipotente e onisciente poderia resolver. Ele o solucionou mesmo, e o resultado disto é um evangelho glorioso para ser pregado aos pecadores. 

Vamos agora examinar a solução do problema. Nesta seção de Romanos 3 não somente anuncia o fato do perdão, como também se nos apresenta uma declaração cuidadosa e analítica que demonstra como Deus perdoa nosso pecado. 

Antes de examinarmos a declaração integral da solução do problema da culpa e do pecado, quero fazer uma pequena pausa para dirigir a atenção do leitor à coisa maravilhosa que é o perdão. Um dos grande estudiosos do Novo Testamento, que viveu no século XIX, disse: “Quanto mais vivo, quanto mais importante e maravilhoso me parece o perdão dos pecados.” O fato do perdão é proclamado tanto no Antigo Testamento como no Novo. O sinal da nova aliança, segundo a descrição de Jeremias é: “Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31.34). Deus anuncia ao Seu povo: “Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi” (Is 44.22). As riquezas da graça perdoadora de Deus são proclamadas em todas as partes do Novo Testamento, e são demonstradas na terra através do ministério público de Jesus Cristo, que disse aos pecadores: “São perdoados os teus pecados; vai e não peques mais”. O perdão, portanto, é um fato, uma realidade. É ponto central da fé cristã, sendo sui generis e distinto, porque se encontra somente no Evangelho glorioso de Jesus Cristo. 

Este Evangelho de Cristo, no entanto, não proclama somente o fato do perdão; ensina-nos como Deus perdoa os pecados. Pelo Evangelho, ficamos sabendo que Deus solucionou o problema do pecado e da desobediência através do Seu Filho, Jesus Cristo. Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo (II Coríntios 5.19). Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e o homem. Ele é o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por Ele (João 14.6). 

O Evangelho, no entanto, faz algo mais do que nos ensinar de modo geral que Deus nos aceita por amor a Jesus. O Novo Testamento é muito mais exato do que isso. Descrevendo como Deus perdoa os nossos pecados, indica-nos a cruz. É na morte de Cristo que a expiação é feita. Segue-se aqui a transcrição da declaração exata que responde à questão do problema que somente Deus poderia solucionar. Solucionou-o em Cristo, e foi da seguinte maneira: 

“Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas;  isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença.  Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus,  ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” 

Esta é uma passagem que cada crente deve saber de memória. É a passagem que cada pregador deve ter como base de todos os seus ensinos e na pregação do Evangelho de Cristo. O Evangelho muitas vezes é descrito em termos gerais como demonstração do amor de Deus; este amor, porém, esta misericórdia e graça de Deus, que resulta no perdão dos pecados, deve ser sempre interpretada à luz do restante da revelação da Bíblia, demonstrando como e por que Deus pode perdoar o pecado. O pecado é apagado porque a sua penalidade já foi paga pelo sangue de Jesus derramado na cruz. Na morte de Cristo Jesus, foi cumprida aquela maravilhosa profecia: “Encontram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85.10). Deus resolveu o problema do pecado, tomando sobre Si a culpa pelo pecado na Pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo. “Aquele que não conheceu o pecado ele o fez pecado por nós; para que nós fôssemos feitos justiça de Deus” (II Coríntios 5.21). Sua justiça foi satisfeita em quem foi paga a penalidade: houve uma morte para expiar o pecado, e era a morte do próprio Filho de Deus, e, quando foi cumprida, Ele exclamou triunfante, “Está consumado!” Por essa razão, todo crente pode agora cantar alegre: 

“Completou-se a grande transação, Sou do Senhor, e Ele é meu.”  

 Ainda acima, eu disse que os homens que mais claramente perceberam o problema do pecado – homens como Lutero e Bunyan – são os mesmos que exprimiram a mais sublime alegria e gratidão na solução do mesmo. Bunyan fala em nome de todos os crentes que já compreenderam o problema do pecado quando diz, em sua autobiografia clássica: “Enquanto andava para cima e para baixo na casa, como quem chegou ao limite da angústia, aquele trecho da Palavra de Deus tomou posse do meu coração:  ‘sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus’ (Romanos 3.24). Mas, oh, quão grande o transtorno que isso me causou. De repente eu fiquei como alguém que desperta de um sonho perturbador. Ouvindo a sentença celestial, senti-me como se estivesse escutando a seguinte explicação: ‘Pecador, tu pensas que, por causa dos teus pecados e das tuas enfermidades, Eu não posso salvar a tua alma, mas eis que o Meu Filho está ao Meu lado e é para Ele que Eu olho, e não para ti, e, assim, Minha maneira de tratar contigo é de acordo com a minha satisfação nEle’.” 

Nosso interesse aqui, no entanto, não é meramente doutrinário ou acadêmico. Minha preocupação não é oferecer-lhe uma solução intelectual à dificuldade que há no perdão dos pecados. Minha preocupação é no sentido de você tirar benefício da solução, e você pode fazer isso, se confessar seus próprios pecados em Nome de Jesus, pedindo o perdão da parte de Deus. Nesta matéria a Bíblia é muito explícita. Depois de ser declarada a promessa de que o sangue de Jesus, o Filho de Deus, nos purifica de todo pecado, registra-se a seguinte orientação: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (I João 1.9). Se você ainda não fez assim, não quer fazê-lo agora? Curve a sua cabeça em oração e entregue sua vida a Deus em Jesus Cristo. 

Estudos em Romanos 1.18 – 5.21 

 Dr. Henry Bast 

 

Proteção do Meio Ambiente

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No princípio, Deus deixou a cargo da humanidade o cuidado do mundo belo e perfeito.

Gênesis 2:15

“Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Édem para o lavrar e guardar.”

Deus quer que sejamos digno de confiança na mordomia dos nossos recursos.

1 Coríntios 4:2

“Ora, além disso, o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel.”

Deus avisa que aqueles que destroem a Terra, serão destruídos.

Apocalipse 11:18

“Iraram-se, na verdade, as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.”

A Depravação do Homem

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 “Como está escrito: Não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.”  

Romanos 3.10-12 

O Evangelho de Jesus Cristo é uma boa nova, mas, como já foi, visto a boa nova começa com más notícias. É neste ponto que Paulo inicia sua exposição da mensagem da redenção em Jesus Cristo, nesta carta à igreja em Roma. As más notícias consistem em ser o homem reconhecido como pecador. Sua natureza é corrompida e ele está condenado à morte. A Bíblia não nos deixa nunca perder de vista essa verdade. Quando fala acerca do amor de Deus ou da Sua graça salienta sempre esse amor que é oferecido somente àqueles que reconhecem ser pecadores. E esta verdade é ressaltada no versículo freqüentemente conhecido como o versículo de ouro da Bíblia: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). E para não perdermos o ensino desta verdade, ele é explicado e amplificado no versículo 18: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito filho de Deus” (João 3.18). São estas, pois, as más notícias: o homem, por si mesmo, está perdido, condenado e arruinado. 

 

Foi neste ponto também que o catecismo histórico das Igrejas Reformadas começa sua exposição da fé cristã. Depois de registrar-se uma declaração introdutória, o catecismo propriamente dito começa com a seguinte pergunta: “Quantas coisas deves conhecer para viveres e morreres na bem-aventurança da consolação?” A resposta é: “Três. Primeiro, a grandeza do meu pecado e miséria. Segundo, como seou libertado de todos os meus pecados e de suas miseráveis conseqüências. Terceiro, que gratidão devo a Deus por essa redenção” (Catecismo de Heidelberg). Os que conhecem o Novo Testamento perceberão que esta declaração é, na realidade, o esboço básico da carta aos Romanos.  

A exposição compreensiva do evangelho cristão histórico, que achamos em Romanos, começa com uma análise completa do pecado e da culpabilidade dos homens. Esta doutrina é a mais relegada nas pregações dos nossos dias, e, na verdade, não erraríamos muito se disséssemos que temos quase perdido a noção da doutrina bíblica do pecado e da culpa humanos. Ou em hipótese alguma deixamos de mencionar o assunto, ou tratamos o mesmo muito superficialmente. É mister restaurarmos o interesse por esta doutrina, porque, sem ela, nunca entenderemos o valor do glorioso evangelho de Jesus Cristo, nunca entenderemos de que fomos salvos.  

Em primeiro lugar, examinemos a acusação formal. Paulo, após ter demonstrado, até esta altura na carta, que todos os homens vivem sob o poder do pecado, passa a lavrar em ata a acusação formal contra o homem. Vamos agora ler a acusação formal registrada contra nós na Palavra de Deus:  

 “Não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis, não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; como língua urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca deles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos.”  

Romanos 3.10-18  

 É esta a acusação formal. Não conseguimos sentir-lhe a força porque a maior parte de nós já perdeu de vista a autoridade com que ela esta revestida. Ressaltamos de tal maneira os escritores humanos da Bíblia, que nos esquecemos de entendê-la e obedecê-la como ela é. A Palavra de Deus. Falamos sobre o conceito que Paulo tem de Deus, o seu ponto de vista no que diz respeito ao homem, ou acerca da doutrina paulina acertca da culpa e do pecado, e mesmo dentro dos círculos evangélicos, esquecemo-nos do fato de que Romanos faz parte das Sagradas Escrituras, que são a própria Palavra de Deus, e que esta declaração é o pronunciamento do próprio Deus no que diz respeito ao homem.  

Esta acusação formal contrao homem é sustentada em toda a Palavra de Deus. A corrupção do coração humano é o tema geral dos Profetas, Salmistas, de todos os Apóstolos, e concentra-se nos ensinos de Jesus. A declaração de Jeremias é o exemplo característico da Palavra do Senhor anunciada em profecia: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, que o conhecerá?” (Jeremias 17.9). A exclamação de Davi é característica dos Salmos: “Eu nasci na iniqüidade, em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51.5). O gentil e bondoso João e discípulo amado fala em nome de todos os apóstolos, quando diz: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (1 João 1.8).  

É este, pois, o ensino da Bíblia quanto à natureza do homem. Na doutrina cristã, é denominada doutrina da depravação total. Isto não quer dizer que todo homem vai até as últimas conseqüências da prática do mal, nem tampouco, quer dizer que ele não possua qualquer grau de bondade. Pessoas há que, sem estarem em Cristo, são decentes e bondosas, graciosas e inteligentes, mas nem por isso deixam de ser pecadoras. A sua própria natureza é depravada. A depravação total implica em duas coisas. Significa primeiro que o pecado se espalhou ao ponto de penetrar e afetar cada aspecto de nossa natureza. A personalidade no seu total é corrupta. Um estudioso no Novo Testamento (Trench), possuindo grande cultura e discernimento, chama a atenção para o grande número de diferentes vocábulos empregados por Paulo, na sua descrição do pecado. Cita as palavras gregas, com seus respectivos equivalentes, que descrevem as variedades do pecado, segundo o Novo Testamento como a seguir: ignorância, carência, violação da lei, errar o alvo, ir além dos limites, desobedecer à razão, relegar a lei, tropeçar, entrar em discórdia etc.  

O segundo aspecto do significado da doutrina da depravação total do homem é que este não tem a mínima capacidade de salvar-se a si mesmo. “Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei” (Romanos 3.20). Paulo desenvolve esta verdade um pouco mais adiante neste mesmo capítulo, ao iniciar a sua explicação sobre a justificação pela fé. Indica que não há nenhum outro caminho para a salvação do pecador, a não ser mediante a fé no Senhor Jesus Cristo, e apresenta a seguinte razão: “Porque não há distinção; pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”.  

Uma vez ouvida a acusação formal, passemos agora a considerar as evidências aduzidas para sustentá-la. Paulo não deixa este assunto da depravação do homem e da sua natureza corrupta como mera asseveração sem evidências que a comprovem. Traça três linhas de evidências que, nesta passagem, apóiam a veracidade da acusação de que todos os homens pecaram e carecem da glória de Deus, não havendo um que faça o bem, que todos se desviaram do caminho e seguiram seus próprios desejos. A primeira linha de evidência advém  de observação. Paulo faz considerável uso deste tipo de evidência, por ser ela acessível a todos; tinha aguçados poderes de percepção, e também a oportuinidade de ver todos os lados da vida no mundo dos seus dias. Fizera viagens de grande alcance pelo mundo pagão, e sua descrição da total corrupção daquela sociedade, que se pode ler no capítulo primeiro da sua carta, é amplamente comprovada nos escritos dos poetas, filósofos, moralistas e estadistas da sua época. Na realidade, Paulo ainda amenizou a sua descrição, sendo que as outras feitas com referência à maldade e corrupção do mundo no primeiro século, pelos próprios pagãos, nem sequer poderiam ser mencionadas entre pessoas decentes.  

Além disso, Paulo era testemunha qualificada do fracasso moral do judaísmo do primeiro século. Era judeu nato, hebreu de hebreus, como ele mesmo disse, e fariseu. Foi educado nas escolas rabínicas, e, quando, no segundo capítulo, lançou um desafio à moralidade daqueles que somente seguiam a conformidade externa da religião, perguntando: “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Dizes que não se deve cometer adultério, e o cometes, abominas os ídolos, e lhes roubas os templos; tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei” (Romanos 2.21-23). As perguntas que surgem daquilo que ele já presenciara e soubera acerca do fracasso moral e espiritual dos judeus.  

A segunda linha de evidência da qual a acusação formal contra o homem foi desenvolvida, surgiu das suas próprias experiências e do seu conhecimento do próprio coração. Há, não somente em Romanos, como em todas as cartas de Paulo, extensas passagens autobiográficas que demonstram que ninguém jamais meditou tão profundamente na maldade e corrupção do seu próprio coração, nem falou objetivamente acerca disso como esse mesmo homem que acusa toda a raça humana de ser pecadora. Diz ele: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço”. Devemos saber isso quando falamos da depravação do homem, que não se trata apenas da prática de atos errados: esta clara e exaustiva asseveração da depravação da natureza humana demonstra quão errada é esta própria natureza; afirma mesmo que a própria pessoa está no erro. Foi o que Paulo aprendeu sobre o seu próprio coração quando disse: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço”. Mais uma vez verifica-se que há uma linha de evidência que é acessível a todos nós. Haveria alguém com ousadia suficiente para com toda a honestidade dizer-se a si mesmo que tem o coração puro ou a consciência perfeitamente limpa? Não clamamos todos nós, juntamente com o poeta?:  

“Oxalá surja em mim um homemque ponha fim ao homem que eu sou.”   

Moule, na sua calorosa e comovente exposição de Romano, em “Expositor’s Bible”, citando o crítico francês, Adolphe Monde, disse que no início da vida de expositor considerava grande e lamentavelmente exagerada a descrição que Paulo faz da natureza humana, pensando que fosse apenas o extravasamento de retórica religiosa. Confessou sentir-se totalmente incapaz de submeter-se a esta terrível verdade, mas, no decurso dos anos, ao sondar sempre mais profundamente os recônditos do próprio coração, a veracidade dessa passagem foi-se imprimindo em sua consciência. Nem assim foram dissipadas todas as dúvidas, mas em seu leito de morte disse: “Tenho certeza que, ao desfazer-se este tabernáculo de carne mortal – reconhecerei naquela passagem o mais verídico retrato que já foi pintado do meu próprio coração natural”. Faço a minha oração no sentido de que ninguém entre nós precise esperar até chegar as umbrais da morte antes de chegar a acertada conclusão quanto ao estado do nosso próprio coração, que este crítico francês percebeu tão tarde na vida.  

A terceira linha de evidência que Paulo oferece para corroborar a acusação da corrupção total da natureza humana é a das Escrituras. A acusação formal que li no começo deste capítulo e que se acha em Romanos 3.10-18, é feita em termos de passagens tiradas exclusivamente do Antigo Testamento. Paulo apresenta-a como uma fórmula familiar de autoridade: “Como está escrito”. Há aqui seis passagens dos Salmos e uma de Isaías. Na maioria dos casos, Paulo apenas tirou uma ou duas linhas da passagem original, havendo, portanto, aqui, sete versículos tirados de sete partes diferentes do Antigo Testamento, não deixando por isso de possuir unidade e coerência marcantes, demonstrando que a Bíblia possui, na sua totalidade, uma doutrina do pecado, e uma só mensagem quanto à salvação. Percebemos, portanto, que a última linha de evidência de Paulo, e a autoridade final a que apela ao edificar a sua doutrina da culpa e do pecado do homem, bem como a total corrupção do seu coração, é a autoridade das Escrituras. A expressão “Como está escrito” encerra a questão. O homem é um pecador perdido. Esta é a palavra de Deus. É esta a acusação que faz contra nós; é dessa forma que Deus nos fala.  

Falta agora salientar mais um só ponto nesse capítulo, e vou fazê-lo na forma de uma pergunta: Você já ouviu a acusação formal. Qual é a sua contestação ao respondê-la? Sinto-me sempre impressionado com esse procedimento no foro. Quando o réu fica em pé diante do juiz, e é lida a acusação, o juiz faz apenas uma pergunta: “Culpado ou inocente?” Nestes dias nos quais é tão difícil e às vezes quase impossível escolher uma alternativa, há pessoas que sempre procuram andar no meio do caminho – mas a justiça não permite o meio termo: você terá que declarar sua culpa ou inocência.  

E agora pergunto-lhe enquanto você está ali, um réu diante do Juiz de todos os homens, o Juiz de toda a terra, que não deixará de exercer a justiça: Qual é a sua resposta? É com Deu que você terá de se haver. O primeiro comentário feito por Paulo após a acusação constatada nessa passagem é: “Ora, sabemos que tudo o que a lei diz ao que vivem na lei o diz, para que se cale toda boca, e todo homem seja culpável perante Deus” (Romanos 3.19). Dessa forma você entende, pois, que terá de prestar contas a Deus? Se nunca confessou uma culpa, se nunca lançou-se aos pés de Jesus Cristo implorando-lhe misericórdia e graça, faça-o agora.  

Comecei declarando neste capítulo que a Palavra de Deus se constitui em más notícias antes de ser uma boa nova. Já anunciei todas as notícias más: que você é pecador, que não pode salvar-se a si mesmo. Você já está sob condenação. Portanto, passo a anunciar a boa nova: independentemente da gravidade do seu pecado, independentemente da grande corrupção que você percebe em seu coração, se você pedir a Deus o perdão, se confessar a Ele a sua culpa e apresentar-lhe suas necessidades, elas lhe serão instantaneamente removidas, e sua natureza será inteiramente renovada. Você preisa apenas dizer, em Nome de Jesus, “Deus, tem compaixão de mim, pecador”, e Ele o salvará no mesmo instante.  

Estudos em Romanos 1.18 – 5.21 

  

Dr. Henry Bast 

Sua vida pode naufragar como o Titanic ! ENTREGUE-SE A JESUS CRISTO AGORA MESMO ! Ele é o ÚNICO Senhor que Salva !

2 Comentários

 

Jesus disse: “Erguei os vossos olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa. O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para a vida eterna.” 

                                       João 4:35 e 36   

  Leia este livreto meditando na situação das pessoas que você conhece e sabe que estão perdidas. Tente entender o que significa estar perdido eternamente.  

Procure compreender o que representa o seu melhor amigo estar em tormentos eternos, onde não há água para refrescar a língua, conforme sentia o rico no inferno. Luc. 16,24. Com este sentimento leia esta mensagem, como um recado de Deus para sua vida.   

O navio mais famoso do mundo foi construído nos estaleiros de Belfat, na Irlanda – entre a primavera de 1909 e maio de 1911. 

No dia 31 de maio de 1911 o navio deslizou do estaleiro da construção Naval White Star Line. Naquele dia de festa um empregado da construtora disse: “Nem mesmo o próprio Deus pode afundar esse navio.” 

A Sra. Albert Caldwell, embarcava no navio quando perguntou a um tripulante: “É verdade que este navio não pode afundar? “ 

O marujo respondeu arrogantemente: “Minha Senhora, nem Deus poderia afundar este navio.” 

A primeira e última viagem partiu de Southampton, da Inglaterra. 

As 12 h do dia 10 de abril de 1912, o Titanic partiu com destino a Nova Iorque, USA. 

No dia seguinte o navio fez uma última parada, ancorado  ao largo da costa da Irlanda, em Queenstown. Lanchas trouxeram para bordo passageiros para sua viagem à eternidade. 

Existem poucas fotos deste histórico embarque, somente o padre Francis M. Browne, tirou algumas fotos de seus companheiros, a maioria deles embarcou para a eternidade. 

O Titanic levava um total de 2.228 pessoas. 

No início do século XX, este navio era o maior objeto móvel manufaturado do mundo. 

Foi na época o navio mais longo já construído, com mais de 4 quadras de comprimento. 

Acomodações para uma tripulação de 860 pessoas e capacidade para 3.500 passageiros. (Capacidade total era 4.360 pessoas.) 

O Titanic pesava 66.000 toneladas. 

Cada máquina de vapor tinha  9 metros de altura e os motores trabalhavam com 50.000 HP de potência. 

Para transportar a âncora do navio foi necessária uma carroça com 20 cavalos. 

Às 23.40h do dia 14 de abril 1912 o vigia Frederick Fleet avistou um Eisberg bem à proa do navio. 

Imediatamente acionou o alarme. O Primeiro oficial William Murdoch, ordenou: ”Invertam a marcha das máquinas.” 

Mas já era tarde demais. Após meio minuto, embora a proa do navio houvesse se desviado da montanha de gelo, ouviu-se um barulho vindo do fundo do navio. O Titanic havia sido ferido de morte. 

Exatamente as 00:05 horas do dia 14 de abril de 1912, – 25 minutos após a colisão, o capitão Edward Smith, ordenou que os barcos salva-vidas fossem arriados, para transportar os passageiros ao mar. 

Às 2,30h ao som do hino “Mais perto quero estar meu Deus de ti,” e  executado pela orquestra de bordo, do maestro Wallace Harthey, o Titanic mergulhou rapidamente para as profundezas do oceano. 

O radiotelegrafista John Philips, que mandou o telegrafista do navio The Californian “calar a boca” quando o avisava que avia Eisberg na proximidade rogou entre soluços: “Deus me perdoe… Deus me perdoe.” 

300 corpos foram recuperados das águas e entregue às famílias, ou sepultadas em um cemitério na costa do Canadá, onde até hoje as sepulturas são cuidadas pela companhia marítima que sucedeu a White Star Line. 

Os demais 1.223 corpos estão sepultadas no túmulo do vasto Oceano Atlântico Norte, junto ao próprio Titanic, a      4. 000 metros de profundidade. 

Certo dia, quando eu estava começando a preparar a mensagem para o culto, a irmã Mônica Kagiva  chegou a Livraria, contou como sua alma ardia em temor, ao testemunhar para um homem estranho dizendo-lhe: “Se eu não lhe falo da graça de Deus, da salvação que você precisa, imagine, você pode cruzar a rua, morrer ali mesmo e irá para o inferno, e eu serei culpada de sua perdição pois eu não lhe falei nada do socorro que Deus, em Jesus pode dar. O Sr. estará eternamente no inferno, e eu que nada lhe falei do Evangelho de Cristo, como ficarei?” 

Ao sentir como o Espírito Santo agiu no coração desta irmã, que sentia o calor do inferno lançando suas chamas sobre aquele homem estranho, senti o dever de falar sobre o grito de Socorro daqueles que naufragaram com seu “Titanic.” 

Entendemos o que representa o grito de uma alma que está afundando para as chamas do inferno? Ouvimos ainda o pedido de SOS dos náufragos que afundam ao nosso lado? 

A grande maioria dos próprios cristãos estão surdos para com os clamores de multidões de pessoas que estão se agarrando nos últimos destroços de seu “Titanic” que afundou. O “Titanic” mais importante é o barquinho de sua existência e a sua família. 

Quem se importa de socorrer a alma que está se agarrando nos últimos destroços de sua vida, antes de afundar?

A maioria dos cristão dorme tranqüilamente, e ainda critica aqueles que querem ajudar a socorrer os náufragos.

Há muitos cristão que sabem do fogo do inferno, sabem do castigo eterno para os perdidos, mas ficam de braços cruzados, nas poltronas confortáveis de suas igrejas. O problema não é a poltrona, é a preguiça espiritual.

O pior é que muitos reclamam quando é requerido algum sacrifício para ajudar aos que estão se afogando.

Segundo a enciclopédia “Brockhaus,”  morreram no naufrágio do Titanic 1500 pessoas. Outros livros dizem que foram 1523 pessoas. Isso significa que, mais de 1500 pessoas clamaram por socorro depois do naufrágio, na noite escura, nas águas geladas do Atlântico Norte. 

O dia 15 de Abril de 1912 amanheceu com uma frota de botes salva-vidas dispersos, com 705 sobreviventes do Titanic.

Todos os demais flutuavam no lugar do naufrágio, agarrados em pedaços de madeira, uns ainda com vida, outros já mortos.

Um dos navios mais próximos do naufrágio do Titanic, na noite da tragédia,  foi o S.S. Carpathia, da Cunard  Line.

Demorou algumas horas para chegar até o lugar onde os últimos sobreviventes estavam se batendo nas águas geladas.

Muitas vezes já é tarde quando chegamos à casa, ao hospital, ou ao lugar do acidente para socorrer as pessoas que estão morrendo sem Deus.

Mas, em alguns casos as pessoas estão gritando por socorro, ao nosso lado na igreja, na família e na vizinhança, mas existe alguém que quer e pode ajudar aos que estão agarrados nos últimos destroços de sua existência?

O Titanic zarpou  sem Deus e naufragou!

Muitos saíram com sonhos altos, como o filho pródigo, mas em plena viagem da festa, afundaram como o “Titanic”.

Saíram da casa do Pai. Levaram sua herança para o mundo sem Deus.

Viveram felizes até que seu “Titanic”  afundou na lama do sexo, da droga, do fumo e do álcool.

O “Titanic” da vida fácil naufragou!

O CD de Fábio e Ricardo, narra a história de Maria:

Ela saiu de casa, foi trabalhar na cidade. O salário era pouco, então descobriu que vender o corpo na prostituição seria uma saída fácil.

Até que grávida, sozinha e perdida, estava gritando por socorro.

Foi nesta miséria que Deus ainda achou uma saída e salvação para sua alma.

Quantas “Marias” estão se afogando e não há quem lhes estenda a mão.

Com certeza, a criança cresceu, e a solução que Deus lhe deu, ainda trouxe muitas dores e mágoas para ela.

Mas, o socorro de Deus existe e a vida pode ser refeita.

Procure ajuda quando o seu “Titanic” está afundando.

Os “Titanics”  da vida fácil estão afundando mais e mais pela Aids.

Um pastor amigo, socorreu uma jovem, entregou a vida da jovem em oração ao Senhor; carregou a moça algumas vezes ao hospital e logo a jovem morreu, mas sua alma foi salva, no último momento. O pastor ainda levou sua alma aos braços de Jesus.

O que vamos presenciar nos próximos anos pode ser horrível! A revista Veja publicou um relato dos sepultamentos das pessoas que estão morrendo de Aids, na África. Caixões são vendidos como se vende gás em nossas cidades.

Em alguns vilarejos, funerárias vendem milhares de caixões por mês, pois a Adis, está exterminando o povo.

Este é o nosso mundo. Esta é a água gelada onde um “Titanic” após o outro, está naufragando.

Segundo informações extra-oficiais, em uma universidade do PR, foi feita uma campanha para doação sangue. 70% dos alunos cooperaram, mas em 30% do sangue foi constado Aids.

O que vamos  fazer?   A vida de muitos jovens já está com o “casco do Titanic” quebrado.

Já não há mais como reverter o quadro para milhares de pessoas. Mas, podemos ainda lhes falar do único barco salva-vidas no qual ainda devem embarcar, antes que cheguem ao inferno.

O Pastor batista John Harper, segundo o Livro: “Titanic o naufrágio da Soberba” de Arlindo Alves (pg.67) foi visto ainda na última noite antes do naufrágio evangelizando um jovem.

Enquanto outros se divertiam com danças e bebidas fortes, o pastor ouvia o grito da alma do jovem, que estava vivendo sua última chance de salvação.

Segundo o mesmo livro (pg 69) o pastor Harper, ao ouvir o alarme do naufrágio, tomou sua filha Nana que estava com ele, entregou-a a um capitão do convés, com ordens para colocá-la num barco salva-vidas.

(Nana, a filha do pastor, foi resgatada, mandada de volta à Escócia, onde cresceu, casou-se com um pastor, e dedicou toda sua vida ao Senhor a quem seu pai tinha servido.)

O pastor, depois de entregar sua filha, foi socorrer os outros.

Logo o Titanic deslizou para as profundezas do oceano, centenas de pessoas ficaram a se debater nas águas geladas, buscando agarrar-se a qualquer coisa que flutuasse, entre elas estava o pastor John Harper.

A sobrevivente Eva Hart, descrevendo a cena que presenciou afirmou: “O som das pessoas se afogando é algo que não posso descrever…”

O pastor Harper que lutava com as ondas para se manter vivo, vendo se aproximar dele um homem agarrado a uma tábua, gritou-lhe: Você é salvo?” Ante a resposta negativa, retrucou-lhe: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.” Nesse momento a correnteza arrastou o homem para a escuridão. Instantes depois, voltaram a se reencontrar, e Harper, que já estava prestes a se afogar, indagou-lhe novamente: “Você é salvo? “ Outra vez a resposta foi “Não”. E Harper voltou a repetir-lhe: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.”

Não houve tempo para mais nada. Exausto, Harper escorregou do objeto que segurava e afundou, indo ao encontro do Senhor. 

O “Titanic” da vida sem Deus afundou!

O comunismo queria eliminar o cristianismo do mundo. Mas, a Cortina de Ferro caiu, e o Muro da Vergonha foi derrubado.

Caíram as teorias de Karl Max. A fúria de Lenin e do comunismo deixou somente os “náufragos” em terror e pobreza, matando milhões de seres humanos.

Adolf Hitler queria eliminar os judeus e também os cristãos, deixou o “Titanic”  Alemanha no fundo do mar e seu povo clamando por socorro.

Morreram 51 milhões de pessoas, durante a II Guerra Mundial.

Assim acontece com todos aqueles que viajam sem Deus e sem Jesus. Minha avó, nascida em Berlim, que viveu nos dias do naufrágio do Titanic, contava que no Titanic havia um cartaz que dizia: “Viajamos sem Deus e também não precisamos de Jesus.”

O Titanic que zarpou do porto de Southampton na Inglaterra, sem Deus e sem Jesus, matou 1523 pessoas e deixou centenas de pessoas gritando por socorro nas águas geladas, no meio do oceano.

Será simplesmente sem efeito um governante iniciar seu governo sem Deus e sem Jesus?

Será sem efeito um empresário construir sua fábrica ou empresa sem Deus e sem Jesus? 

Será possível conduzir sem tragédia o “Titanic” sem Deus, e sem Jesus, onde dezenas, ou até milhares de pessoas trabalham duramente para manter o barquinho de suas famílias?

Um homem rico de São Paulo, dono de uma grande fábrica, dizia: “Meu deus é o meu dinheiro. Eu não preciso de Deus.”

Alguns dias depois perdeu sua fábrica e ficou sem nada. Onde ficou o seu deus quando toda a sua riqueza derreteu da noite para o dia?

Você talvez está boiando nas águas geladas depois do naufrágio de sua vida sem Deus? Clame por socorro enquanto ainda há tempo.

Peça ajuda!  Aceite o socorro de Deus quando o seu “Titanic” afundar.

O Titanic do crente desviado afundou!

Temos em nossos dias incontáveis  “Titanics” de ex-crentes no fundo do mar, e os ex-irmãos estão clamando por socorro no mar gelado da vida sem Deus. Milhares  de crentes  saíram de suas igrejas, sem Deus, sem Jesus e sem o Espírito Santo.

Muitos deles estão lutando agarrados aos últimos destroços de sua existência.

Alguns já não têm coragem de pedir socorro, nem para seus amigos, e até não possuem mais a coragem de pedir ajuda para Deus.

Lembro de meu amigo, filho de um pastor muito importante, este homem de Deus abriu a porta para o mundo diante de minha vida.

O jovem, aos 18 anos de idade, era o tradutor deu seu próprio pai no púlpito da igreja.

Quando passávamos o domingo juntos, o moço brincava de repórter, fazendo simulações de reportagens, com seu gravador, que na época era algo fantástico. Mas, quando retornou com seus pais para Alemanha, desviou-se dos caminhos de Deus. Tornou-se um solitário que trouxe muito sofrimento ao seu velho pai.

Na última visita a seu pai na Alemanha, o idoso homem disse-me na despedida: “Mário, ore pelo meu filho R.”

Este jovem poderia ser um grande instrumento nas mãos de Deus.

Quando zarpou para uma vida sem Deus, levou ao fundo do mar todos as grandes possibilidades que Deus lhe havia dado pelo nome que seu pai lhe havia deixado.

Você é um ex-crente?  Um ex-irmão da família de fé? 

O seu “Titanic” afundou chocado contra os icesbergs que existem nas fileiras da igreja?

Você quebrou sua fé, sua confiança e seu amor, no choque com um irmão, talvez com o pastor de sua igreja?

Há muitos anos atrás um médico de Curitiba disse-me: “Fazem 8 anos que me desviei de minha igreja.”

O motivo do naufrágio de seu barquinho  de fé foi um desentendimento com o diretor do Hospital, e membro de sua igreja.

Por um saquinho com pedras de gelo, o diretor do hospital, ofendeu seu irmão de fé, seu colega médico da clínica em Belém do Pará. Foi num domingo de muito calor, por algumas pedrinhas de gelo.

O gelo já derreteu há muitos anos, mas o “Titanic” de um médico missionário afundou pela ofensa de seu irmão, diretor do hospital.

Quando o médico concluiu sua triste história, eu estava deitado em sua clínica tomando soro. Levantei-me com todo esforço e disse: “Dr., algum dia o Senhor nosso Deus vai dizer: “Filhos, acabou o jardim de infância. Venham todos para casa.  Eu somente espero que não tenhamos nada de que nos envergonhar quando ele mandar guardar os “brinquedos” de nossa vida.”

Há terríveis brigas entre grandes homens por “brinquedos”.

Grandes homens e grandes mulheres afundam com toda sua existência, porque se chocaram com “icebergs” nas mais insignificantes questões da vida.

Seu “Titanic”, digo a sua vida espiritual, afundou por grandes ou pequenas ofensas?  Talvez pela ofensa do pastor Mário Hort? 

Todos nós somos falhos, tropeçamos, na luta pisamos nos “dedos” de nossos mais queridos irmãos, e eles nos nossos.

Se você foi atingido por algum destes icebergs, chame por socorro!

Se você foi ferido por um pecado ou por algum irmão, peça ajuda de Deus e de seus irmãos.

Se você está se afogando em pequenos “copos de água” ou em grandes oceanos, o inferno tem a mesma temperatura para crentes com razão, como para o maior ladrão.

Volte para casa de seu Pai Celestial e de sua igreja, antes que seja tarde demais.

O “Titanic” de sua família afundou?

Como eu gostaria de ignorar este capitulo de nosso tema! Até a lembrança desta página da vida já nos entristece.

Como seria agradável saber que todas as famílias do mundo estão viajando em plena paz e segurança.

Se ao menos fosse assim, que todas as famílias cristãs estivessem em plena paz e segurança.

Infelizmente o “Titanic”  de muitas famílias afundou, e os familiares estão agarrados em destroços da família, prestes a afundar.

Muitos casais se desentenderam por “objetos da caixa de brinquedos”   do jardim de infância, mas quando já têm cabelos grisalhos, estão dormindo em quartos separados, ou em hotéis  solitários.

Você está vivendo os momentos após o naufrágio de seu “Titanic” familiar?

Seu casamento desabou? 

Seus familiares estão esparramados na casa de pais e parentes, agarrados nos últimos destroços daquilo que era tudo o que vocês, sonhavam?

Ou você está percebendo o seu barquinho familiar ir a pique dia após dia?

Tempos atrás recebemos uma carta de Juiz de Fora – MG  que dizia:

“Trabalho entre muitos funcionários numa metalúrgica de Juiz de Fora.

Notei um rapaz que havia se separado de sua esposa. Foi ele quem tomou esta decisão. Apesar disso, podia-se perceber a grande tristeza estampada em seu rosto, pois foi ele o causador da separação, e no fundo do coração ele amava a sua esposa.

Como nós viajávamos no mesmo ônibus da firma, foi possível observá-lo.

Comecei a orar por ele, para que o Senhor Jesus me desse forças para consertar o erro que ele havia cometido, e pedi graça ao Senhor para aproximar-me dele.

Eu tinha em casa alguns exemplares da revista Ecos da Liberdade nº 49, em cuja capa trás um casal de noivos e no seu interior mensagens maravilhosas para casais.

Orei a Deus e quando ele  passou por mim no ônibus, entreguei-lhe um exemplar dizendo:” Márcio, leia este folheto com muita atenção e medite, ele vai te ajudar muito.”

Ele tomou agradecido e “devorou” a leitura.

No outro dia levou a revista para a esposa de quem estava separado. Alguns dias depois, eu voltava do culto, quando contemplei os dois passeando juntos com alegria no rosto.”     A. D.

Por que você não clama por socorro?  Por que não busca o auxílio do Altíssimo?

Muitas famílias foram resgatadas do inferno, justamente porque suas famílias caíram em ruínas.

Deus é o grande artista que faz dos troncos mais exóticos, a escultura de sua obra da arte de sua misericórdia.

O nosso Deus de amor parece passear pelas praias da vida à procura dos “troncos” expulsos pelas ondas do mar.

Ele, Deus, toma os “troncos”  rejeitados, considerados pelos homens próprios somente para o fogo, mas Ele os leva para sua oficina de escultura, e faz deles a mais bela obra de arte.

O testemunho de várias pessoas que Cristo resgatou depois que seu “Titanic” familiar naufragou, é muito dramático, nem todos podem ser relatados.

Quero lhes apresentar uma história de um jovem que foi resgatado, depois que sua família e tudo o que sonhava afundou:

Será ocultado o nome do jovem pois combinei de que ele me apresentasse sua família, sua esposa e filhos depois de 20 anos, se eu e ele estivermos vivos.

O jovem chegou ao meu escritório desesperado, vendo como única saída o fim de sua vida, pois nada mais lhe restava de esperança.

Ele tinha sido recebido em um orfanato, quando já estava quase morto de fome.

Quando cresceu teve negadas as oportunidades de ser adotado por importantes famílias, inclusive um cônsul queria sua adoção.

No dia em que me procurou ele dizia que já foi crente, abandonou sua fé, e não conseguia mais crer em nada.

Ele lembrava de um erro que cometeu, e achava que jamais Deus lhe perdoaria.

Sentado em nosso escritório chorava inconsolavelmente, pelo seu erro.

Quando eu também não mais sabia como achar consolo e saída para sua vida profetizei para o jovem dizendo:      “Jovem, vamos entregar sua vida agora novamente ao Senhor Jesus. Ele vai perdoar toda sua culpa que você sente sobre sua vida.

Vejo que você é sincero porque confessa claramente os seus erros.”

Depois de entregar o caminho do jovem ao Senhor disse: “Jovem, se eu estiver vivo daqui ha 20 anos, você terá 38 anos de idade e eu 68.

Quero que você venha me visitar com sua esposa e filhos.”  Pois Deus vai cuidar de sua vida e achar uma família para você.

Alguns anos depois da visita do jovem, preparando esta mensagem, recebi uma carta que dizia:

“Querido pastor Mário Hort. Há três anos atrás tive uma longa conversa com o Sr.

Depois daquela conversa comecei a ser dirigido por Deus.

Trabalhei lavando piscinas para ganhar dinheiro.

Lembro como um dia de calor, perambulando pela cidade,  sem rumo e sem onde inclinar a cabeça, uma senhora procurou o meu trabalho e me convidou para ir a um jantar do Ano Novo.

Eu não tinha roupa, nem calçado, mas ela disse: ‘Vem, o importante é participar.’  Então fui e a Sra. me deu um presente. Com o dinheiro na mão corri para a rodoviária para comprar uma passagem à Curitiba.

Sem rumo procurei emprego, mas ninguém queria me aceitar pois eu era menor de idade. Até que conheci uma Sra. que me deu socorro e me hospedou. Fui orando e pedindo a graça de Deus. Hoje dou graças a Deus porque constituí aquilo que o pastor falou para mim naquele dia.

Conheci uma jovem. Ela é cristã e de muita oração. Então Deus preparou tudo.

Comecei a trabalhar em uma igreja da capital. Gostaram muito de mim e disseram que iriam me ajudar.

Pouco tempo depois noivamos, e oito meses depois casamos. Recebi tudo, festa de casamento, tudo, tudo. Aleluia!

Hoje sou servo de Deus. Prego a Palavra de Deus em grandes e pequenos congressos. Deus me levantou.

No último dia 31 de julho 99, nasceu o meu primeiro filho.

Quero agradecer de coração por sua ajuda naquele dia. Estou pronto para testemunhar em sua igreja em M.C.Rondon.”  C.A.D.

Como o jovem colocou seu número de telefone na carta, telefonei imediatamente para falar com o moço.

Sua esposa atendeu o telefone e disse: “Sim é aqui que C. está. Um momento.”

Quando C. chegou ao telefone, disse: “Justamente estou trocando as fraldas de meu filho.”

Este foi um dos sobreviventes de um “Titanic” que foi resgatado das águas pelo orfanato.

Quando depois em sua adolescência  foi novamente jogado na rua, no último momento foi socorrido por Deus, quando pediu ajuda em oração.

Eu não pude fazer nada por ele. Mas o levei em oração ao Senhor Jesus.

Jesus primeiro lavou seu coração do pecado que o separava de Deus.

Depois de algumas provas, ele já está vivendo os primeiros passos de uma caminhada nos fortes braços do Bom Pastor.

Alguns momentos depois de transcrever a carta do jovem C. A. D.,  tocou o telefone, e era o irmão B. de Nova Prata, RS.

Não posso deixar de relatar o socorro que Deus conseguiu depois de afundar o “Titanic” de sua família.

B. saiu de sua casa e ninguém sabia ao certo onde ele estava.

Muitos anos depois da separação, a esposa chegou a um culto em M. C.Rondon, como visitante desconhecida.

Mais tarde aceitou a graça em Cristo e passou a servir ao Senhor com todo seu coração.

Passaram-se 20 anos desde que a Sra. e seu filho não tinham visto seu pai.

Certo dia um homem bem vestido e muito gentil chegou ao meu escritório.

Assim dizia o estranho visitante: “Pastor, o que fizeram com minha esposa e meu filho? Encontrei duas pessoas completamente transformadas.

Que moço educado é meu filho e como ficou diferente minha ex-esposa. Ouço seus cultos pela rádio e quero saber mais sobre o que tem a me dizer.”

Não é fácil retirar o “Titanic” de uma família naufragada há 20 anos.

B. queria saber o que ele deveria fazer agora depois de tantos anos de conflitos de sua vida.

O único conselho que pude lhe dar, foi aquele que eu havia dado a sua esposa e filho: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais o Senhor fará.” Sal.37,5

Foi isso que também G.B. fez. Quando falamos ao  telefone, preparando este seu testemunho ele disse: “Pastor, pode dizer a todos que a partir daquele dia a minha vida começou a mudar. Ainda não alcancei tudo quanto desejo pela fé. Mas, creio que vamos chegar lá.”

Nem sempre é possível retirar o  “Titanic” de uma família arruinada do “fundo do mar.”

Mas, aquele que clama por socorro pode salvar a sua alma da morte e do inferno.

Quem é resgatado, mesmo depois do naufrágio de sua família, pode reconstruir uma vida guiada pelo Espírito Santo, onde o Senhor dia a dia, fará o que é melhor para a sua vida.

Quem deseja sair conosco para buscar os náufragos?

Quando estou sobre a pequena sacada de nosso apartamento pastoral, vejo os telhados do salão social e do templo, mas meus olhos espirituais vêem uma longa história de resgate de pessoas, que já se aproxima para o final de três décadas.

Olhando para tudo o que nos uniu em M. C. Rondon nestes, quase 30 anos, vi a coragem daqueles que conosco foram resgatar os perdidos no “oceano” do pecado.

Muitas vezes temo que venhamos a perder o ânimo e a coragem de para sair sempre mais uma vez, e mesmo depois de estar exaustos, retomar mais novas iniciativas de salvamento, para os que estão agarrados aos últimos destroços de sua existência, à beira da morte.

Naquela noite lembrei de uma antiga história que durante muitos anos nos impeliu a sair, sair e sair sempre novamente para resgatar pessoas:

Há mais um homem morrendo lá fora.

Foi numa noite de forte tempestade, o mar agitado lançou um navio sobre as rochas e a tripulação esperava agonizada a morte certa.

A fúria do mar aumentava, e além de tudo, a noite chegava rapidamente.

Um bote de salva-vidas, com homens corajosos, apareceu e salvou os homens que já tinham perdido toda esperança.

Quando o bote de salva-vidas chegou à praia, João Holden gritou perguntando se todos foram salvos, e a resposta foi: “Todos, menos um homem.”

“E por que não o trouxeram?”

Os homens responderam: “Teríamos colocado em risco a vida de todos, por este motivo o deixamos sobre o navio encalhado.”

Então João disse: “Todos os homens que trabalharam no resgate estão exaustos, quem dos outros quer ir comigo para buscar aquele homem que ficou no navio?”

Seis homens fortes se prontificaram, mas neste mesmo instante veio a mãe de João, agarrou-se ao pescoço de seu filho e disse: “João não vá. Seu pai foi tragado pelas águas enfurecidas, e faz dois anos que seu irmão Guilherme embarcou e nunca mais foi visto. Você é o meu único filho em quem posso confiar e que pode me sustentar. Quem cuidará de mim, se as ondas irão engolir também você?”

João arrancou as mãos de sua mãe de seu pescoço e disse: “ Mãe, há um homem morrendo lá fora. Eu devo ir. Se o mar me tragar, Deus cuidará da Sra., estou certo disso.”

Beijou sua mãe e foi, juntamente com os demais homens para a escuridão da noite.

Encontraram o homem, ainda agarrado no navio, conseguiram tirá-lo e voltaram com ele.

Ao aproximar-se da praia, João Holden gritou: “Salvamos o homem, e digam a minha mãe, que ele é o meu irmão Guilherme.”

Entendemos o nosso compromisso de buscar aquele homem que está morrendo lá fora?

Sabemos o que representa a vida e a alma de um homem que é nosso irmão?

Temos ainda sentimentos por aquele homem estranho que está morrendo lá fora?

Ou estamos apenas preocupados com nosso bem-estar e nossa segurança, não nos importando por aqueles que estão morrendo lá fora?

Quem está disposto a sair conosco para salvar as pessoas que não podem sair das águas geladas sem que alguém lhes estenda a mão?

Quem está disposto a arriscar sua vida para salvar outros?

Quem está disposto a sacrificar sua segurança, sua tranqüilidade, seu bem-estar e colocar em jogo a sua vida no resgate de outros?

Segundo o filme “O Titanic” a Sra Rose, uma sobrevivente encontrada pelo produtor do filme disse:

“Quando o Titanic afundou, 1500 pessoas caíram no mar. Havia 20 barcos nas proximidades do naufrágio, somente um único (O Carpathia)  voltou para socorrer os náufragos.

Os 19 navios se evadiram do lugar e não prestaram socorro às 1500 pessoas que, em sua maioria morreram congeladas, boiando em seus salva-vidas.

Milhões de cristão são omissos para com os “náufragos” que morrem sem Deus e sem Jesus.

Que será daqueles que enterraram seus dons e talentos e não os usaram para resgatar os perdidos?

Que será daqueles que simplesmente tinham muitas ocupações e não foram ajudar os perdidos?

Que será daqueles que simplesmente não fizeram nada pelos perdidos?

O capitão de um navio não socorreu as vítimas de um naufrágio, pois queria vender suas mercadorias. (não sei se foi um dos 19 navios que se evadiram do lugar da tragédia)  O capitão foi levado ao tribunal e condenado à prisão.

Lamentando, ele se desculpava dizendo: “Sr. juiz, eu não fiz nada de mal. Por que sou condenado?” O juiz respondeu: “É exatamente por que o Sr. não fez nada, por este motivo é condenado.”

A omissão do crente que não quer ajudar no serviço de salvamento, é crime contra o irmão que está morrendo lá fora. 

Segundo o filme, a Sra. Rose disse que foram salvos somente 6 pessoas, (entre estas estava Rose) entre as 1500 que caíram no mar. Tudo porque o socorro chegou tarde demais. As águas geladas mataram os sobreviventes nas águas do Atlântico Norte.

Não estamos falando apenas em visitar os cultos e estudos bíblicos.

Não nos referimos apenas à fidelidade nos dízimos e nas ofertas que devemos oferecer para a evangelização.

Não falamos apenas em testemunhos esporádicos que todos nós damos do amor de Deus.

Estamos convidando você para tudo isso e muito mais, para formar uma equipe de SALVA-VIDAS  das almas que estão gritando por socorro.

Estamos convidando para um trabalho de resgate de pessoas que estão a poucos passos do inferno.

Estamos convidando para investir seu corpo e sua alma no resgate de nossos irmãos que estão morrendo lá fora.

Seu irmão está morrendo lá fora.

Muitos que hoje são chamados de irmãos, ainda há  alguns anos estavam morrendo lá fora no pecado.

Muitos deles navegavam cantando e dançando para o inferno, nunca pensaram em pedir socorro, pois não sabiam que seu “Titanic”  navegava para o inferno.

Quero relatar alguns breves testemunhos de pessoas, que eram nossos irmãos, mas ainda estavam lá fora e precisavam de nosso socorro.

Alguns deles viviam muito bem, sem preocupação; sentados em confortáveis poltronas. Mas, caindo no precipício do inferno:

Narci e Hilaine Mensch

Creio que uma das pessoas que mais transmite alegria é  Hilaine Mensch.

Ela sabe sorrir e traz felicidade onde quer que esteja. Assim ela foi antes de sua conversão a Cristo, e assim é depois. Mas, o casal estava mergulhando no abismo da eterna separação de Deus, em viagem com festa a todo vapor.

Certo dia Hilaine encontrou a salvação em Cristo.  Algum tempo depois também o esposo foi achado pela graça de Deus.

Mas, tudo começou quando um dia, um de seus filhos chegou à Hedwich Tierling e disse: “Tia, você não pode me dizer onde existe uma benzedeira, que possa me ajudar, pois eu preciso de ajuda.” Hedwich Tierling lhe disse: “Jovem você precisa é de uma igreja. Procure um pastor, fale com ele. Deus pode lhe ajudar.”

Este jovem ainda não foi resgatado, mas seus pais foram salvos, não por uma feiticeira, mas pelo amor de Deus.

Naqueles dias a família Mensch era estranha e nada significava para nós. Mas, já imaginaram o que aconteceria entre a igreja, se alguém hoje dissesse que o Narci e a Hilaine estão lá fora sobre um navio encalhado?

Ivo e Sônia Scheitel

Quem sabia onde estava Ivo e sua esposa Sônia há  alguns anos atrás?

Jamais alguém imaginava que ele seria o nosso irmão. Algumas vezes sua esposa chegava ao meu escritório. Chorava amargamente. Tremíamos juntos, pois percebíamos claramente que o “Titanic” da família já estava afundado.

Quando telefonei para o Ivo, perguntando se poderia relatar seu testemunho, eu queria saber também quando foi que sua vida foi resgatada. Ele disse: “Foi no dia 29 de setembro, há dois ou três anos atrás.” E disse mais:  “Pastor, pode contar tudo de minha vida.” Hoje ele é nosso irmão, pois alguém lhe estendeu a mão. Cristo lhe estendeu a mão e a família Scheitel pôde ser resgatada das águas que os arrastavam para o inferno.

Famílias Gruber

Arci Pfeifer trabalhava na casa de Olinda Kurz, irmã de Hulda Gruber. A jovem gostava de cantar e convidou a família para os cultos.

A vovó, Ana Sapka, foi a primeira a ser resgatada por Cristo.

Elizane, a neta de Ana, foi a segunda a aceitar a Cristo. Elizane é hoje a esposa do pastor Günter Müller, converteu-se certa noite no velho fusquinha da Igreja, em frente a casa, quando a levamos para casa, pois ela era muito jovem.

Também o pai, Albino e sua esposa Hulda Gruber  foram resgatados pelo braço forte de Jesus. Naquela época Albino estava prestes a naufragar pela bebida alcoólica.

Os três filhos homens: Nahor, Aleri e Norli, também foram resgatados pelo forte braço do Salvador, como também a filha caçula, Nirvane.

No dia do falecimento de João Pedro o genro, Jair Triches queria ir para o baile. Mas, foi convidado para o culto, pois dizia seu amigo Aleri: “Faleceu meu amigo João Pedro. Ele bebia.” Este curto convite mudou o rumo da vida do jovem. 

Jair não foi para o baile, mas chegou à igreja. Sua vida foi resgatada no domingo, depois do sepultamento do jovem pai, João Pedro Albino.

Uma grande árvore genealógica foi resgatada pelo cântico  alegre de Arci Pfeifer e os constantes convites para os cultos.

 Ismael e Amália Morosov   

Quem sabia que Ismael Morosov estava morrendo lá fora, sendo tragado pelas ondas da cerveja? Se ele hoje é nosso irmão, por que ele não o teria sido naqueles dias? Faltava apenas que ele     fosse resgatado.

Certo dia, conforme seu testemunho dado na igreja, na empresa onde trabalhava, o exame de sangue colocou-o diante da realidade: indicando que seu quadro clínico já era o de um alcoólatra.

Mas, a palavra de Deus atingiu fortemente o coração deste homem.

Durante uma visita em sua casa, numa segunda-feira, ele e sua esposa Amália aceitaram a mão de Jesus que se estendeu para resgatar as suas  almas.

No último estudo bíblico Ismael me disse: “Quem esteve no ponto onde eu cheguei, deve saber que nunca pode tomar um gole. Pois aquele único gole pode fazer o vulcão adormecido entrar novamente em erupção.

A Palavra de Deus, os cultos e uma visita pastoral em sua casa, foi como um braço forte usado por Deus para resgatar a família de Ismael e Amália Morosov.

Nelson e Lurdes Mattes

Nelson Mattes estava sentados na igreja entre as pessoas, mas sua alma estava perdida, como os náufragos do Titanic. O tema da mensagem daquela noite foi: “O ponto de onde ainda é possível retornar”

Tudo começou no dia 18 de julho de 97. Lurdes Mattes,  naqueles dias, uma Sra. desconhecida, pediu ajuda espiritual na secretaria da Igreja.

Ela sentia-se perdida e estava aflita à morte, pois o “Titanic” de sua família estava afundando.

Eu não tive o que fazer, a não ser orar com ela e entregar sua família nas mãos do Senhor Jesus. Para nossa alegria, Deus não salvou somente a sua alma, salvou também o “Titanic,” o seu casamento.

Que alegria foi quando o esposo, Nelson Mattes, naquela noite, sentiu que chegou ao ponto de onde ainda seria possível retornar.

Naquela mesma noite de culto, Deus resgatou também o esposo das águas, antes que a família afundasse, e salvou também suas almas da condenação do inferno.

Por este motivo somos gratos pela “torre de vigília”  que temos em nossa clínica pastoral.  

Sempre temos um pastor de plantão, para atender aos chamados de socorro daqueles que querem salvar suas almas da morte eterna.

Cláudio e Tina Metzner

O resgate deste casal começou na clínica de Estética, de Tina. (As vezes não precisamos sair com barco de salva-vidas para o alto mar.)

Herta Tierling era uma cliente que sempre convidava para os cultos.

Certo dia Cláudio e Tina estavam muito felizes, pois souberam que estavam esperando o nascimento de sua filha Barbara.

Então Herta disse em tom claro e sério: “Antes de nascer esta criança, façam algo concreto com Deus. Permitam que esta criança nasça em uma família de Deus.”

Este foi o toque mais forte. Numa segunda-feira pela manhã, Cláudio e Tina compareceram ao meu escritório, e ali tomaram a forte mão de Jesus que os resgatou da perdição e da morte eterna. O trabalho de resgate foi o testemunho e o constante convite de uma cliente que, ao entrar na clínica, se transformou no mais importante salva-vidas da família Metzner.

Deus nos chama para sermos “pescadores” de almas.

Somos chamados para pescar almas.  Não para fisgar os “peixes” com anzóis e redes de traição. Somos chamados para estender-lhes as mãos.

Somos chamados para tirá-los das correntezas que os levam ao inferno.

Somos chamados para erguê-los para o os braços do Salvador Jesus e a “arca” da salvação, que é a igreja do Senhor.

Vamos fazer a nossa parte. No lugar onde o Senhor nos colocou. Com os dons que Deus nos equipou, para a pescaria de almas.

Vamos lembrar que é um resgate de vidas, que não irão para o fundo do oceano, mas para o fundo do inferno.

Vamos nos dar as mãos e formar uma grande corrente humana, de mãos que se estendem até o mais distante irmão, que ainda está perdido pelo Brasil, na África, na Ásia e em outros continentes.

Unidos cumpriremos nosso dever ou morreremos em pleno trabalho de resgate, mas não seremos covardes, e sim soldados valentes que lutam até o fim!

Não podemos sair sozinhos para socorrer os náufragos

É triste sentir-se sozinho, lutando contra as ondas furiosas que tentam tragar os nossos filhos e irmãos.

Sozinhos, nos ensaios do coral, do conjunto, nos dízimos e nas ofertas, perderemos a luta contra as ondas gigantes que a igreja precisa enfrentar.

Sozinhos no testemunho, no convite, na busca do mais religioso como do mais depravado cidadão, desmaiaremos exaustos da luta.

Sozinhos no cuidado e na proteção do rebanho, ficamos sem condições de defender aqueles que já foram resgatados.

Precisamos de sua participação inteligente.

Precisamos do calor de suas mãos. Precisamos da força de seu braço para socorrer e levar até em casa, aqueles que salvamos das correntezas do mar da vida.

Você vai nos ajudar nesta missão de resgate do seu irmão que ainda está lá fora?

Solicite nossa literatura para seu trabalho de Evangelização, escrevendo ao nosso endereço.  

Você também pode ajudar!

Você ainda está se afogando depois do naufrágio de sua família? Sabe que precisa da mão estendida do Salvador para retirar sua vida da perdição?

Entregue agora a sua alma ao Senhor em uma sincera oração. Clame pelo nome de Jesus. Peça que Ele salve sua vida da eterna condenação.

Diga ao Senhor: “Jesus, salva agora a minha alma. Apaga todos os meus pecados. Eu creio que o Senhor é o meu Salvador. A partir deste momento quero viver em plena comunhão com o Senhor pelo Espírito Santo. E desejo ajudar a salvar a vida de outros que estão se naufragando. Em Tuas mãos, Senhor Jesus, entrego a minha alma. Amém”

Ouça a:

“Hora da Irmandade Cristã”

O programa radiofônico internacional das Organizações Ecos da Liberdade, apresentado pelo Pr Mário Hort

Ondas curtas:

Curitiba – PR  – Rádio Marumbi

Aos domingos – 8,00h às 8,30h Fixa 25 – 31 e 49m  e em AM.

Rádio HCJB – Quito, Equador

Faixa  25 – 11.925 khz –16m-17,490

As terças-feiras, das 21:00 às 21,15h

Angola e Moçambique

Rádio HCJB as quartas-feiras 5,30h-Angola e 6,30 h Moçambique.(h. de Brasília) 

Este livreto foi impresso graças a iniciativa dos “Missionários” que se propuseram a pagar os custos da 1º edição de 3.000 de exemplares.

Os “Missionários” são:

Jacob e Susi Klassen

Gerson e Liane Schneider  

Você deseja participar do próximo grupo de “missionários” para divulgar a mensagem do Evangelho de Cristo? Comunique-nos ainda hoje sua decisão.

Necessitamos de sua participação na divulgação do Evangelho de Cristo por rádio e literatura.

Não podemos salvar os náufragos de mãos vazias. É preciso oferecer material apropriado para as pessoas que querem levar a mensagem de salvação aos que estão naufragando.

A contribuição de outros colocou em suas mãos este livreto gratuitamente.

Ajude você também!

Endereço bancário:

Bradesco:

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HSBC – Bameerindus:

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Banestado:

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(Envie-nos o comprovante de depósito)

Solicite este tema em CD ou fita K7 pagando somente o preço de custo do material virgem.

Solicite gratuitamente os livretos para seus trabalhos de evangelização.

Oferecemos os seguintes temas:

“O ponto de onde ainda é possível retornar”

“Que é o homem para que Deus lembre-se dele?”

“O Senhor vai bater a sua porta”

“O que acontece quando Deus entra em campo”

“Você também é responsável”

“A melhor notícia de todos os tempos”

Organizações Ecos da Liberdade

C. P. 100

85 960 000 M. C. Rondon, PR – Brasil

Telefone – FAX 045 254 14 83

E-Mails: hort@rondonet.com.br

Quem são os Demônios ?

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A origem de todos os males que afligem a humanidade.

Doenças, miséria, desastres e todos os problemas que afligem o ser humano desde que este iniciou sua vida na Terra têm uma origem: o diabo.

Os deuses famosos da Antigüidade, tanto no Egito, quanto na Mesopotâmia, bem como os da mitologia africana, são, na realidade, demônios que nunca deixaram em paz o homem, seu alvo principal. Os demônios, em sua maioria, personificam os males, atuam como espíritos sem cor, sexo, dimensões, enfim, sem corpos. Procuram seres vivos para através deles se exprimir, e o homem é o seu principal alvo. Como não possuem corpos, vivem se apossando daqueles que não têm cobertura de Deus; são inimigos de Deus e do homem, por ser este a coroa da criação divina.

Possuem os homens não somente para afastá-los de Deus, mas também porque desejam se expressar no mundo físico em que vivemos. São entidades espirituais que atuam organizadamente, atingindo e destruindo constantemente a humanidade, tendo satanás por chefe.

O homem, como já afirmamos, é o alvo principal dos demônios, pois criado à imagem e semelhança do Altíssimo, tem a faculdade de se expressar através dos cinco (ou seis) sentidos que o fazem distinto de todos os animais. Os demônios, em casos especiais, se utilizam dos animais, para possuir os homens, como está registrado no Evangelho de Mateus, capítulo 8.31.

 

Satanás

 

A Bíblia descreve satanás como um anjo caído. Quando foi criado, recebeu a unção de “querubim da guarda”, sendo o chefe de todos os demais anjos. Tinha acesso à presença de Deus. Era chamado de “filho da manhã”; “estrela da manhã”. A palavra lúcifer significa “cheio de luz”. Lúcifer era coberto de pedras preciosas e andava no brilho dessas pedras; era perfeito em sabedoria e em formosura, e foi ungido para proteger, tendo sido estabelecido no Monte Santo de Deus.

No capítulo 28 de Ezequiel, encontramos uma descrição completa da figura de satanás, onde pode-se compreender a sua posição diante dos demais anjos. Lúcifer foi assim até que se achou iniqüidade nele. Esta iniqüidade se deve basicamente ao orgulho, pois desejava, no seu coração, ficar acima das estrelas e estabelecer um trono acima do trono de Deus.

Desejava, no mínimo, ser semelhante ao Altíssimo; queria assumir o trono de Deus e o seu lugar; por isso foi expulso dos céus juntamente com todos os seus seguidores. Em referência a Lúcifer, Isaías diz o seguinte:

“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!

Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.

Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo.”

Isaías 14.12-15

Lúcifer foi lançado por terra e trouxe consigo uma grande parte de anjos. Lúcifer se tornou no diabo ou satanás e os que o acompanharam tornaram-se demônios.

“Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo.”

2 Pedro 2.4

 

“E a anjos, os que não guardaram o seu estado original,mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas,em algemas eternas, para o juízo do grande Dia.”

Judas 1.6

 

“Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem.”

Tiago 2.19

 

“Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.”

Mateus 25.41

Quando, no princípio, Deus criou os céus e a Terra (Gênesis 1.1), Ele o fez em toda a sabedoria e resplendor.

Tudo foi muito bem planejado e os céus e a Terra foram criados com perfeição. Nada era disforme; tudo foi feito corretamente e tudo estava em seu devido lugar.

Não sabemos há quantos milhões de anos o mundo foi criado, entretanto, a narrativa de Gênesis 1 está de acordo com as mais recentes descobertas da Ciência. Interessante é que, quando Deus começa a criar todas as coisas, a Bíblia declara que a Terra “estava sem forma e vazia” e que “havia trevas sobre a face do abismo”. Isto se deve a um estado caótico do mundo que havia passado por grande convulsão. Foi a rebelião de satanás que causou tão grande cataclismo na Terra, deixando-a sem forma e vazia! Vejam que Deus criou tudo perfeito, porém, satanás perverteu a ordem divina, provocando o desastre, que Deus começa a arrumar para criar o homem, de acordo com o livro de Gênesis. Da mesma forma, podemos avaliar a obra de satanás na vida das pessoas.

Deus fez o homem perfeito, porém o diabo, a quem o Senhor Jesus associa com o ladrão (João 10.10), mata, rouba e destrói a criatura, quando esta, sem forças para resistir, não está em harmonia com o seu Criador e fatalmente pode ser derrotada.

“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”

João 10.10

 

Anjos decaídos

 

A palavra anjo significa “mensageiro”. Quando os anjos foram criados, o foram para servir a Deus, mas alguns, rebelando-se contra o Criador e seguindo Lúcifer, se tornaram anjos decaídos, isto é, anjos desprovidos das qualidades que Deus lhes havia outorgado.

Todo o senso de bondade, de amor e de ajuda que eles tinham foi perdido, passando a dar lugar ao ódio, a maldade e à destruição. A Bíblia fala que eles não guardaram o seu estado original e abandonaram o seu próprio domicílio (Judas 1.6).

A situação destes anjos foi semelhante a de seu chefe.

Ficaram desprovidos do amparo divino e passaram a viver errantes à procura do que fazer. São, como o próprio Lúcifer, anjos decaídos, espíritos que vivem a procurar corpos para através deles poderem levar avante seu intento maligno.

Satanás pode facilmente, como também os seus anjos, se transformar em anjo de luz. Por esta razão, muitas pessoas têm enveredado por caminhos que a princípio parecem bons, mas no final são trevas e trazem tristeza, miséria e tragédia.

Muitos procuram os demônios e abrem a vida para eles, porque pensam que são “anjos de luz”. Com nomes bonitos e cheios de aparatos, os demônios vêm enganando as pessoas com doutrinas diabólicas. Chamam-se: orixás, caboclos, pretos-velhos, guias, espíritos familiares, espíritos de luz, etc.

Dizem ser exus, erês, espíritos de crianças, médicos famosos, poetas famosos, etc., mas na verdade são anjos decaídos, na diabólica missão de afastar o homem de Deus e destruí-lo, sendo que, enquanto não fazem isso, se aproveitam dele.

O gato e o rato

 

Certa vez observei como o gato faz com o camundongo. O bichano corre atrás do rato, prende-o entre suas patas e começa a brincar com ele, jogando-o de um lado para o outro. Se o rato fosse de brincadeira, poderia por alguns momentos gozar dos “tapinhas” do gato. O gato brinca, se enrola com o rato; por vezes deixa-o dar uma corridinha e quando o rato pensa que está livre… lá está o bichano, que de um salto, prende o rato em suas garras outra vez. O final da “brincadeira” é a morte. Do rato, é claro.

Assim também os demônios fazem com o homem. No princípio, brincam com ele, dão-lhe tapinhas, e se o homem concorda em brincar, se tornam bons amigos. Mas o homem está sempre sob suas garras e mais cedo ou mais tarde não agüenta a “brincadeira” e os demônios acabam por levá-lo à morte.

Espíritos sem corpos

 

Os demônios, como já dissemos, são espíritos sem corpos. Para se expressarem, precisam de corpos, sem os quais pouco podem fazer. Sempre, na história da humanidade, satanás arranjou um “jeitinho” para conseguir entrar no corpo do homem e usá-lo como lhe convém.

O espiritismo atual, na sua fase “científica”, teve início em 1848. A família Fox tomou posse como inquilina de uma casa em Hydesville, estado de Nova Iorque, EUA. Casa muito pobre, construída principalmente de madeira. Quando tudo parecia tranqüilo, em meados de março, duas entre as seis filhas do casal, Margarette (Maggie) e Kate, com 11 e 13 anos, respectivamente, começaram a ouvir ruídos de pancadas e de móveis sendo removidos. Na noite de 21 de março de 1848, Kate provocou o tal espírito com o estalido dos dedos. A provocação foi aceita e cada estalo era completado no mesmo instante por uma pancada. Assim, os espíritos ganharam a confiança da família e a notícia se espalhou rapidamente.

Muitos acreditaram que eram espíritos sem corpos, de pessoas que haviam falecido, quando na realidade eram os anjos decaídos, mensageiros de satanás, demônios, estabelecendo contato com o mundo físico.

Essas irmãs passaram a ser habitação daqueles espíritos, que se utilizaram dos seus corpos para espargir a mais sórdida e destrutiva doutrina que o mundo já conheceu, a que mais tem levado pessoas aos manicômios, cemitérios, etc. Não

é de admirar que as meninas, vasos para estes demônios, morressem embriagadas, numa vida miserável.

Os espíritos demoníacos ganharam fama e se utilizam de vários métodos para se apossar de um corpo. No espiritismo científico, ou no “alto” espiritismo, eles se apresentam como um ente querido que já tenha falecido à procura de comunicação com seus familiares.

Fazem-se passar por maridos, esposas, filhos ou parentes. Muitas vezes, pessoas são aconselhadas a invocar seus antepassados para resolverem um “problema”. É a maior farsa existente em nosso mundo. Os demônios atuam desde as seitas mais primitivas vindas da África até os salões da sociedade moderna. Atuam também nas religiões orientais e nas ocidentais ligadas ao secretismo.

Vivem procurando penetrar até mesmo nas religiões cristãs onde têm conseguido algum resultado. Perturbam, destroem ou se apossam das pessoas, causando os maiores malefícios possíveis, pois são demônios, mensageiros de satanás.

Espíritos revoltados

 

Imagine uma pessoa que ocupa um lugar relevante na sociedade; tem um cargo invejável, possui um excelente status e é respeitada por todos. Agora, pense o leitor nessa pessoa que após ter tido essa posição se vê na miséria, com a perda dos amigos, dos títulos, do prestígio, das posições, etc.

Assim aconteceu com os demônios, que depois de serem ministros, mensageiros de Deus, o Altíssimo, com toda beleza e resplendor, se viram destituídos de tudo.

Tornaram-se espíritos revoltados; querem fazer o possível e o impossível para verem as outras criaturas de Deus perdidas e sem a imagem do seu Criador. Eles (os demônios) não podem fazer nada contra Deus, mas podem tocar nas Suas criaturas.

Movidos por uma inveja muito grande dos seres humanos, que foram criados menores que eles e acabaram por tomar suas posições, os demônios desencadeiam uma feroz luta contra os homens desejando aproveitar-se destes e levá-los à destruição, a fim de cumprirem seus intentos malignos, o que, quase sempre, implica em um total afastamento de Deus, e à conseqüente submissão a eles.

Graças a Deus por Jesus Cristo, que venceu a potestade maligna e nos dá condições para fazermos o mesmo através do Seu poderoso nome! Aqueles que rejeitam a soberania do Senhor Jesus são presas fáceis para os espíritos demoníacos; aqueles que rejeitam o amor de Deus estão aceitando

indiretamente o ódio dos espíritos revoltados; aqueles que não estão servindo a Deus como templos do Espírito Santo, estão à mercê dos demônios.

Alguns estão servindo como cavalos, aparelhos ou vasos. Que Deus exerça Sua misericórdia sobre essas pessoas.

Edir Macedo, in ORIXÁS, CABOCLOS E GUIAS: Deuses ou Demônios ?

Pentecostal e Neo-Pentecostal: Qual a Diferença ?

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INTRODUÇÃO

Ao anunciar esta palestra em rede de comunicação virtual (internet), centenas de irmãos em Cristo, obreiros e pastores das mais variadas denominações e estados brasileiros (e também da América do Norte e Europa) solicitaram que lhes fosse concedida uma cópia do texto, áudio e vídeo, uma vez que não poderiam estar pessoalmente nesta noite, participando da apresentação.

Tal explosão de solicitações vem demonstrar, de forma contundente, que o problema que abordaremos não se restringe a uma denominação, uma região geográfica ou uma opinião isolada. A magia evangélica invadiu igrejas, comunidades, denominações, congressos, vigílias, lares, programas de rádio, televisão, jornais, e hoje a confusão que reina faz estarrecer até o mais cético dos escatologistas.

Parece-nos que o tão proclamado “reavivamento mundial”, “nova unção”, “despertamento da noiva” e tantos outros títulos que apontavam para uma generalizada conversão maciça da população nacional e mundial, deu lugar ao que é chamado de “A Grande Apostasia do Fim dos Tempos”, prenunciada por Paulo em suas epístolas pastorais.

Quero estabelecer alguns limites importantes a esta palestra.

Ela é apenas uma palestra, e não um tratado, uma tese, um livro, um artigo doutrinário ou um curso. Pode ser que no futuro venhamos a concentrar esforços no sentido de recolher material e efetuar análises exaustivas, preparando algo que cubra um tratado, uma tese ou um livro. Esta palestra não pretende ser mais que uma palestra de um pastor de igreja batista tradicional local, com uma linguagem simples, de cunho pastoral, visando alertar  o rebanho de Deus a ele confiado quanto as modernas manifestações estranhas no dito “mundo evangélico”.

Há um farto material referencial, espalhado em centenas de links pela internet, dos mais variados teólogos e articulistas cristãos ou seculares, cujo conteúdo deve ser criteriosamente lido e analisado, e não pretendemos, com esta palestra, servir de material exaustivo sobre a matéria, senão uma breve análise elementar dos fenômenos neopentecostais modernos, a sua relação e semelhança sincrética com as religiões afro-brasileiras e também com a feitiçaria mundial, apontando referenciais bíblicos na sólida direção da autêntica vontade de Deus e do culto racional, espiritual e bíblico.

Também não é o nosso propósito acusar uma denominação evangélica em particular, uma vez que o fenômeno acontece em muitas denominações por toda a parte, sendo injusta qualquer atribuição de culpa a esta ou aquela denominação.

É importante dizer que, conquanto não acusemos grupos, nossa tese parte da absoluta rejeição do que se conhece hoje por “neopentecostalismo”, um sistema moderno de perversão da igreja cristã, que relê a bíblia sob a ótica da prosperidade como fundamento para a fé e que luta com os demônios como causa única de toda pobreza, doença e problemas humanos. O neo-pentecostalismo tem sido rejeitado de forma ampla pelas denominações cristãs de cunho protestante tradicional, e atualmente também tem sido alvo de críticas dos pentecostais clássicos. O neopentecostalismo tornou-se algo estranho ao evangelho e ao protestantismo.

Nosso propósito é pinçar atos e fatos em cultos de algumas igrejas, filmados e disponibilizados através da internet, que demonstram que, ainda que falem o “evangeliquês”, estão longe de serem de fato, evangélicos. É papel da igreja e dos ministros do Evangelho protegerem o rebanho de Deus das investidas de Satanás, que, não raras vezes, traveste-se de Anjo de Luz, faz sinais e maravilhas, opera milagres e, se possível fora, enganaria aos escolhidos de Cristo. Graças, porém, a Deus, que ainda há quem clame pela verdade original da Palavra de Deus.

Essa é a nossa tentativa, e esse é o nosso esforço.

I – CONCEITOS E DIVISÕES CRISTÃS

Há muitas classificações do atual “mundo evangélico” pelos analistas de história da igreja e professores de teologia. A cada dia surgem ramificações em grupos pré-existentes e, não raras vezes, desatualizam nossas tabelas.

Proponho uma tabela que atualiza em um quadro o mundo cristão evangélico e o mundo carismático. Classificaríamos as denominações e grupos da seguinte maneira:

· FUNDAMENTALISTAS – São aqueles que interpretam a Bíblia de forma literal e não aceitam quaisquer outras alternativas. São inimigos de todas as outras ramificações cristãs. Consideram-se a continuidade da Reforma Protestante. Sem nos atermos em sua formação histórica, são críticos das versões modernas da tradução da bíblia e do uso de determinados textos gregos mais populares. São anti-pentecostais, anti-cooperativos, anti-ecumênicos, individualistas e absolutamente rigorosos e independentes. Esse grupo possui nomes, mas também co-existe em igrejas denominacionais separatistas.

· PROTESTANTES (EVANGÉLICOS) TRADICIONAIS – São os “crentes” das denominações evangélicas históricas mais antigas, surgidas na Reforma Protestante ou no tempo dela. São as denominações que deram origem às Missões Modernas e que trouxeram o evangelho ao Brasil. Possuem uma pneumatologia conservadora, não crêem na experiência pentecostal (batismo no Espírito Santo após a conversão, com manifestações visíveis e audíveis de sinais e dons). São estruturados, possuem uma longa história e representam o início de toda igreja cristã evangélica no mundo.

 · PENTECOSTAISSão as denominações evangélicas surgidas após o início do fenômeno Pentecostal, iniciado nos Estados Unidos, em 1906, na famosa Rua Azuza, onde pela primeira vez na história moderna da igreja foram manifestados os modernos “dons de línguas” como provas de batismo com o Espírito Santo. Esse fenômeno atraiu a atenção de crentes ávidos pelo poder de Deus, que, ao presenciarem e admitirem a experiência, originaram novas denominações, seja do zero, seja como facção das antigas. Sua teologia é tradicional, protestante, elaborada, com muita convergência, exceto no que tange à “glossolalia” e ao arminianismo extremado (em alguns casos). Sua liturgia é animada, entusiasmada, e seus cultos são ruidosos, onde todos oram ao mesmo tempo. Estão no Brasil desde 1911, com o início da Assembléia de Deus, em Belém do Pará. São muitas as denominações pentecostais.

· NEOPENTECOSTAISTeologia moderna, surgida do pentecostalismo, que, unindo-se à filosofia do “poder da mente”, passou a explorar a prosperidade como sinal de bênção divina e, em decorrência da fé, a cura de todas as enfermidades. Eles consideram que os demônios estão em toda parte e devem ser expulsos, através de rituais que misturam elementos bíblicos localizados (exemplo: o novelo de lã de Gideão ou os sete mergulhos de Naamã). Eles crêem em rituais especiais para realizar coisas especiais: quebra de maldições, determinar pela fé, desafios para prosperidade financeira, oração em montanhas de Israel, amuletos para trazer sorte, etc. Seu objetivo é criar mega-denominações e tornar seus líderes autênticos semideuses, com poderes extremos, que decretam anos especiais, curas especiais, revelações especiais. Sua teologia é confusa, mística, sem consistência. Parecem-se pentecostais, pois também falam em línguas estranhas e usam elementos pentecostais, mas fogem à ética cristã pentecostal, não são orientados á conversão, mas a terem em Cristo um poderoso realizador de milagres e doador de bênçãos. Raramente se comportam como autênticos crentes, criando, assim, novos caminhos para a salvação, mediante seus líderes e igrejas. São os maiores “evangélicos” do mundo, crescendo a uma proporção fantástica. Suas denominações geralmente são dirigidas por líderes que se auto-intitulam bispos, missionários, apóstolos, etc. Atualmente estão infiltrados em várias denominações tradicionais e pentecostais, que adotam suas práticas esdrúxulas (noite dos empresários, sessão de descarrego, louvor extravagante, nova unção, etc) 

· NEOAPOSTÓLICOSNão satisfeitos com o que tinham, os neopentecostais evoluíram a um passo mais ambicioso ainda: criaram o chamado “mover apostólico”, “poder apostólico”, “evangélico apostólico”. Trata-se de ressuscitar o dom de apóstolo, equiparando a autoridade de seu líder ao da canonicidade de Paulo, João ou Pedro, tornando a palavra deles como inspirada pelo Espírito Santo. São ambiciosos, desejam dominar o país, possuem poder político e estão influenciando grande parte dos neopentecostais declarados e dos infiltrados neopentecostais das demais denominações, que já estão a consagrar também os seus “apóstolos”. Também lutam uns contra outros, buscando dominar um rebanho maior e realizar um apostolado mais poderoso, mais completo.

· CARISMÁTICOS – São os chamados “católicos carismáticos”. Até então um grupo separado dos evangélicos. Contudo, com o império do neopentecostalismo e do neoapostolismo, os carismáticos estão se misturando a eles, com a experiência similar de glossolalia, com canções copiadas dos evangélicos, com uma liturgia praticamente idêntica, mantendo, contudo, o credo católico (dulia, hiperdulia e latria). Crêem em santos, em Santa Maria , na Eucaristia, no Purgatório, mas lêem a bíblia, fazem orações, pregam parecido com os evangélicos e falam em línguas estranhas. A Igreja Católica os mantém sob controle. Canção Nova é a maior expressão atual dos carismáticos. Atualmente os neoapostólicos estão realizando “louvor extravagante” e “horas de louvor e adoração” (Casa de Davi, Mike Shea, Marcos Witt) juntos, e grupos musicais neopentecostais (Diante do Trono) comungam e profetizam vitórias e unidade sem mudanças doutrinárias.

Essa é uma classificação pessoal, que varia de professor a professor, de historiador e sociólogo para outro. Contudo, tem servido de referencial para classificar e auto-classificar a nossa posição dentro do evangelicalismo brasileiro e mundial.

II – NÃO HÁ CRÍTICA AO PENTECOSTALISMO

Nossa posição doutrinária batista, tradicional e cessacionista (posição particular deste pastor) não objetiva nem de longe analisar, criticar ou combater a ramificação pentecostal da Igreja Cristã. Além de não haver tempo hábil, não há motivo para faze-lo, pois, quando há respeito de ambas as partes, pode haver um convívio pacífico, sem que se abra mão de princípios, sem que se negue as diferenças, comungando da convergência e mantendo a separação no que é divergente.

O pentecostalismo é o berço do neopentecostalismo, do neoapostolismo ou apostolicismo, assim como o tradicionalismo é o berço do pentecostalismo. Portanto, não nos cabe analisar aqui o berço e as causas do surgimento. Cabe-nos avaliar o resultado.

Ambos, tradicionais e pentecostais, quando lúcidos e não contaminados com o neopentecostalismo, são unânimes em declarar que tal movimento é falso, é grotesco, é estranho ao evangelho, é engano e engodo de pessoas que querem enriquecer às custas do povo, e seus fenômenos ou são mentirosos, ou produto de treinamento mental, ou ação direta de demônios.

 III – O SINAL DE ALERTA

Dias atrás um abalo císmico foi sentido em São Paulo , vindo de São Vicente, a primeira cidade do Brasil. Algo raro, mas um abalo sísmico apenas. Foi quando uma notícia “evangélica” acendeu o sinal de alerta:

Profecia lançada, profecia cumprida!

Mídia brasileira anuncia tremores de terra 24 horas após liberação de decreto profético estabelecido pelo Apóstolo Renê Terra Nova no útero da Nação

Lilian Bartira

No dia 21 de abril, em Santa Cruz de Cabrália, Apóstolo Renê Terra Nova e congressistas se uniram para reconsagrar o território de Porto Seguro ao Senhor Jesus, entendendo que a partir do solo materno todo o Brasil será atingido com essa demarcação espiritual.

Cinco escunas conduziram cerca de 800 profetas no percurso que foi marcado com intercessões e liberação de palavras proféticas.  Pão, óleo e vinho foram lançados nas águas porto-segurenses como sinal de tomada completa do território brasileiro.

Em Cabrália, outras 500 pessoas já os aguardavam para o segundo momento do ato profético. A fim de estabelecer um memorial eterno de demarcação e posse de um novo Brasil, o Apóstolo Renê Terra Nova fincou uma estaca na primeira faixa de terrra brasileira avistada pelos portugueses.

Contendo óleo de Jerusalém em sua parte interna e a profecia de um outro Brasil em 2008 e rendido aos pés do Senhor em 2010, a estaca foi fincada naquele local ao som de um clamor e de expressões de adoração dos cristãos apaixonados e ansiosos pelo mover de um Brasil diferente.

Pastores de vários estados e representantes da Comunidade Pataxó, dentre eles o Cacique Aruanã testemunharam e se aliaram ao Apóstolo Renê Terra Nova que selou o momento com a palavra de que todo ato profético lançado no mundo espiritual é seguido de um sinal no reino físico num prazo de 24 horas.

No dia seguinte, no púlpito do 9° Congresso de Resgate da Nação, o Apóstolo anunciou o fenômeno císmico que atingiu 5,2 graus na escala Richter e refletido em dezenas de cidades paulistas e em pelo menos quatro outros estados – Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.

O abalo císmico ocorreu a 215 km de São Vicente-SP. A diferença entre o tremor de terça (22/04) e os que ocorrem comumente é de que ele teve uma proporção pouco comum para o território nacional.

O decreto determinado pelo Apóstolo Terra Nova, debaixo dos céus proféticos do útero do Brasil, foi respaldado por Deus e anunciado aos quatro cantos da nação brasileira. Muitos desconhecem a causa do tremor, mas para os congressistas presentes no evento, apenas a resposta de um ato profético.

Pauta para toda a mídia nacional, o terremoto constituiu-se como emblema de um sinal que estabeleceu o “sim” de Deus para um Brasil que se moverá nos dons do Espírito e levará para todas as nações da Terra um avivamento sem precedentes em toda a história. A prova real e concreta de que nasceu em 2008 um novo Brasil.

(Fonte: site do MIR)

O comportamento desse ”apóstolo”, seguido por esses “profetas”, mostra algo incomum entre o culto evangélico-cristão: elementos como DECRETO, ATO PROFÉTICO, ESCUNAS, ÓLEO, PÃO E VINHO DERRAMADOS NAS ÁGUAS, ÓLEO DE JERUSALÉM, ESTACA FINCADA NA PRIMEIRA FAIXA DE TERRA, PRAZO DE 24 HORAS PARA O EFEITO.

Esses elementos todos, juntos e misturados, demonstram terem sido emprestados não do cristianismo, mas das religiões afro-brasileiras, conhecidas como Candomblé, Umbanda, Quimbanda, e dos trabalhos polularmente apelidados de macumbas.

Toda pessoa é livre para exercer sua religião de espiritismo, mistério, misticismo e feitiços. Mas trazer sincreticamente aquelas religiões e aqueles elementos para o ato de culto a Deus, para selar compromissos e pactos com Deus, fazer coisas similares aos trabalhos de macumba e consagrações para orixás, foi realmente estarrecedor.

Gerou então uma garimpagem pelo extenso mundo visual da internet, aliado às múltiplas informações recebidas de amigos, colegas, irmãos, amigos, e inimigos, através de contatos pessoais, através de correspondências, etc.

Limitar-nos-emos à comparação entre o culto do candomblé, da umbanda e da quimbanda, e a similaridade com esse movimento sincretista esparramado, que não apenas faz esses decretos, como desenvolve atividades de exploração espiritual, apelidado jocosamente de RETETÉ. “Vigília do reteté”, “fogo da unção do reteté”, “restauração espiritual”, etc.

IV – OS VÍDEOS

Todos os vídeos selecionados, sejam do Candomblé ou da Umbanda, ou neopentecostais, são de absoluto domínio público, postados em links no site YOUTUBE, à disposição de quem quiser assisti-los. Como esses vídeos não ficam muito tempo no ar, armazenamos seus arquivos em DVD e os numeramos, comentando-os à seguir:

1ª. Série

01 Gira de Umbanda

02 Gira Africano

03 Vigília da Obra de Restauração em Itaquara, Jacarepaguá

04 Vigília Igreja Pentecostal Paz com Deus em Bonsucesso

05 Vigília da Obra da Restauração em Santa Maria

Comentários:

Os vídeos 01 e 02 são cenas de rituais de Umbanda, não são brasileiros, mas seus rituais são similares aos realizados no Brasil.

Os vídeos 03,04 e 05 retratam as chamadas “vigílias do reteté”. Essas vigílias são conhecidas por serem realizadas geralmente às sextas-feiras, com início à meia-noite. São muito populares entre as camadas mais pobres e periféricas das grandes cidades. Geralmente acontecem sem qualquer limite de comportamento, e às vezes coisas estranhas são vistas, como fenômenos paranormais.

Se notarmos com cuidado, a prática do GIRA, que vemos na Umbanda, motivada por demônios e oferecidas a eles, é similar à prática do GIRA nas vigílias filmadas, onde irmãos emocionadamente e descontroladamente rodam, rodam, rodam, até caírem, ou até onde agüentarem. Nota-se também que há mulheres com vestimentas similares às roupas da Umbanda, roupas que não são do uso contínuo, especiais, para o ritual do reteté.

Perguntas para reflexão:

1)    Para que girar?

2)    Será que o  Espírito Santo tornaria a pessoa possessa dEle, como se fosse um demônio possuindo miserável perdido?

3)    Não há como dominar esse fenômeno do rodopio?

4)    Por que os passos que os irmãos dão, juntamente com as irmãs, são similares aos da Umbanda, e também do Carnaval?

5)    Por que o cantor canta e faz voz de quem está a ser esganado?

6)    Onde está na Palavra de Deus que o Criador se manifesta girando os cultuantes?

7)    Que tipo de culto é esse, onde o povo canta, gira, grita e transpira sem parar?

8)    Não seria esse tipo de culto um entretenimento substitutivo aos bailes-funk, aos pagodes e ao próprio Candomblé? Seria isso o tipo de motivação para uma vigília e um culto?

9)    Se alguns ficam tomados “pelo Espírito” e se esse espírito não é Deus, quem seria? Um espírito de anjo? Um demônio?

2ª. Série

06 Gira de Umbanda – Festa da Coroa de Mãe Jandira

07 Culto na Assembléia de Deus em Santa Cruz

08 Vigília do Reteté na Assembléia de Deus

09 Apóstolo Carlos Ribas – Avivamento na Bahia

Perguntas para reflexão:

1)    Por que o salão de cultos tem um guerreiro com espada na mão, pintado na parede?

2)    Por que o cantor está vestido de Pai-de-Santo ou de enfermeiro?

3)    Por que as pessoas giram como se estivessem em transe, sentindo choques e calafrios, e com movimentos idênticos ao da Umbanda?

4)    Por que a vigília do reteté parece uma gira de umbanda, e bem malfeita? Por que aquelas mulheres fazem postura como se estivessem a receber os mesmos espíritos da umbanda?

5)    Por que o Apóstolo Ribas grita tanto? Por que aquelas mulheres estão em histeria? Por que o povo que chacoalha e se contorce, e cai, é considerado “reavivado”, sendo que, no terreiro seria considerado possuído pelo “santo”, e na Bíblia seria considerado endemoninhado? Por que o povo cultiva a loucura generalizada no auditório?

6)    Por que o Apóstolo tem prazer em ir e sugestionar às pessoas que elas devem cair para se levantar espiritualmente? Onde está isso na Bíblia?

7)    Por que esses cultos são tão sincréticos, cheios de espiritismo, rituais, emocionalismo e desajuste emocional?

3ª. Série

10 Umbanda – Umoloco

11 Batismo no Candomblé

12 Série de cenas chocantes, de gente “possuída pelo Espírito Santo”, a manifestar a “unção de animais”, “unção da alegria/unção do riso/nova unção”, “unção da striptease”.

13 Campanha Pega no Tapete de Fogo de Quintino

14 continuação da Campanha Pega no Tapete de Fogo de Quintino

15 idem

Perguntas para reflexão:

01)     Por que o rapaz cai descontrolado, imitando um macaco, e o pastor, ao invés de providenciar socorro, ou expulsar o demônio, realimenta o gracejo e o povo faz dele um palhaço, e ainda consideram tudo como “unção do Espírito Santo”?

02)     Por que o Espírito Santo levaria as pessoas à demência, como aconteceu com esse rapaz?

03)     Por que aquela mulher tira a roupa e grita como uma possuída de espírito imundo ou age pior do que um espírito de Umbanda ou de Candomblé?

04)     Por que a vigília se chama Pegar no Tapete de Fogo? Teria Deus inventado um tapete mágico? Seria um espírito isso?

05)     Por que as pessoas estão vestidas com roupas como um ritual de Candomblé, e rodopiam como no Candomblé?

06)     Por que a mulher grita até perder o fôlego?

07)     Por que as pessoas caem e não são libertadas, mas conduzidas a acalentar essas emoções e espíritos?

08)     Por que uma mulher, no penúltimo vídeo, dança a dança dos orixás?

09)     Por que se tem a impressão de que tornou-se na mesma coisa, uma cerimônia afro-espírita? Por que a letra da música é tão ridícula e sem qualquer significado para ninguém?

10)     Não seria tudo isso uma imitação muito mal feita do batismo do Candomblé?

V – O QUE DIZ A BÍBLIA

Tudo o que vimos foi o resultado do sincretismo religioso, isto é, da mistura entre o sacro e o profano, entre o cristão e o pagão. O fenômeno não é novo, mas o formato e a linguagem sim.

O fenômeno foi combatido por séculos, mediante profetas que instavam com Jerusalém e com Samaria, para que não se misturassem com as nações que o Senhor desarraigava de diante deles. Eles deveriam destruir tudo, e sequer mencionar os seus deuses, não aprender a sua cultura, nem vivenciar a comunhão e intercâmbio de elementos.

Israel falhou. Samaria, a capital do Reino do Norte, foi sitiada e o país desapareceu. Jerusalém falhou. Foi cativa para a Babilônia, voltou para a Palestina e novamente foi destruída.

A Igreja é chamada de Geração Eleita, Israel de Deus, Povo de Propriedade Exclusiva de Deus. A Igreja é o povo que Deus escolheu. E, nessa escolha, escolheu também a sua conduta diante do mundo e do sincretismo religioso:

1)     Deus não é cultuado através de rituais, em locais geográficos ou pela beleza estética. Deus só aceita um culto que seja feito “em espírito e em verdade” (“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”, João 4.23-24). Note que Jesus diz: É NECESSÁRIO (importa). Não é necessária roupa especial. Não são necessários adornos. Não precisa de coreografias e rodopios. Esses rituais são pagãos. A adoração do Pai deve ser espiritual, no íntimo, sem giras ou celebrações delirantes. (“Mas faça-se tudo decentemente e com ordem”, I Coríntios 14.40).

2)     Deus é santo e importa que os seus adoradores também sejam santos, isto é, separados do mundo (do presente século, do pensamento dominante e do culto sincrético-cultural do lugar). Diz a Palavra: “porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo.” (I Pedro 1.16). Também diz:”E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”, Romanos 12.2. Afirmou Deus a Israel algo que plenamente se aplica à Igreja: “ Sucederá, porém, que, se de qualquer maneira te esqueceres de Senhor teu Deus, e se seguires após outros deuses, e os servires, e te encurvares perante eles, testifico hoje contra ti que certamente perecerás. Como as nações que o Senhor vem destruindo diante de vós, assim vós perecereis, por não quererdes ouvir a voz do Senhor vosso Deus.” (Deuteronômio 8.19-20)

3)     Fomos chamados para salgar, não para sermos salgados; iluminar, e não sermos iluminados; conduzir, e não sermos conduzidos; influenciar, e não sermos influenciados. Assim, ao invés de tomar a forma do mundo e cultuar como as religiões pagãs, deveríamos seguir o ensino da Palavra de Deus e cultuar a Deus sem essas magias, feitiçarias e macumbarias. 

4)     O culto a Deus é composto de proclamação da palavra, explicação da mesma, louvores ao Senhor, orações e intercessões e comunhão. Não há lugar para palhaçada e feitiçaria na igreja. Atos como esses não passam de sensualidade e libertinagem, vasão à carne e oportunidade ao pecado, criancice espiritual e brechas para Satanás agir e roubar a atenção, mal testemunho e confusão.

5)     E não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós, porque fizeram todas estas coisas; portanto fui enfadado deles. (Lv 20:23)

6)     Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? (1Co 14:23)

7)     Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. (Gl 5:22)

8)     Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. (1Co 14:26)

9)     E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. (Ap 13:13)

10)   Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria. (Tg 3:13)

11)   A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. (Cl 3:16)

12)   Porém Nadabe e Abiú morreram quando trouxeram fogo estranho perante o Senhor. (Nm 26:61)

CONCLUSÃO

As práticas sincréticas dos neopentecostais, esparramadas pelas diversas denominações cristãs, motivadoras de decretos com implantação e distribuição de objetos e líquidos, a celebração de rituais similares aos das religiões pagãs de quaisquer espécies, as manifestações de possessão espiritual, os descontroles emocionais e a exploração desse misticismo por parte dos cultuantes se chama PECADO, é abominação ao Senhor e deve ser não apenas banido de cultos cristãos, como abominado pela nossa consciência e inteligência.

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem (1Tm 4:16)

Wagner Antonio de Araújo

 OBSERVAÇÕES

Não há tempo hábil, numa palestra e num culto, para o desenvolvimento de tema tão amplo e tão profundo. Sugiro aos que lêem e vêem essa palestra, que procurem aprofundar-se e contribuir para o enriquecimento dos esclarecimentos e que alertem as suas comunidades, para que não vivam sendo presas do Maligno.

Enquanto preparava essa conferência, Satanás se opôs o quanto pôde, buscando-me dissuadir de terminá-la. Recebi um sem-número de e-mails, de pessoas a criticarem a minha atitude, isto é, procurando desmoralizar a minha iniciativa, afirmando que eu estava a trabalhar para Satanás. Pessoas das mais diversas procedências ofenderam-me na minha moral e agrediram-me publicamente. A internet que uso, (AJATO), em dois anos de funcionamento, nunca me dera problema, mas, quando precisei das comunicações finais hoje, para pesquisa e complementação, ela simplesmente parou, e a justificativa no atendimento público era: “decidimos fazer a manutenção no seu bairro até às 20 horas”. Às cinco horas da manhã, depois de passar toda a madrugada a trabalhar no texto e nos vídeos (e há uma seqüência de outros quatro, que não consegui desenvolver o comentário), TODOS OS AZULEJOS da cozinha da minha casa começaram a estralar, ameaçando sair da parede com força e violência. Não estranharia o fato deles caírem, pois são antigos, mas por que TODOS fizeram um barulho generalizado por meia hora, ameaçando cair, e NENHUM caiu, e agora estão todos normais?

Não tenho dúvidas. Satanás está sendo desmascarado, e não ignoro os seus ardis. Seu propósito foi impedir a realização desta palestra. Assim, se você estiver lendo esse texto, é porque a palestra aconteceu e Cristo Jesus me protegeu, e o Espírito Santo deu poder de resistência.

A Deus seja toda a honra, toda a glória, toda a sabedoria, todo o louvor, desde agora e para todo o sempre.

Amém.

MACUMBA EVANGÉLICA

 Wagner Antonio de Araújo

- Palestra apresentada em 18 de junho de 2008 pelo Pastor Wagner Antonio de Araújo no culto intersemanal da Igreja Batista Boas Novas de Osasco SP.

Deus NÃO tem Favoritos !!!

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“Porque em Deus não há acepção de pessoas” - Romanos 2.11 

(pequeno estudo na Carta Paulina aos Romanos) – O problema da alienação que há entre o homem e Deus surge como resultado da corrupção da sua natureza. No primeiro capítulo, Paulo tira do mundo pagão as evidências que sustentam este ponto de vista quanto à natureza humana. Acusa os pagãos de iniqüidade, fornicação, maldade, cobiça, malícia, e assim por diante, até alistar mais de vinte pecados diferentes nesta descrição da depravação moral do mundo. A profundidade da degradação à qual se lançaram os homens mede-se de forma resumida no último versículo do capítulo 1: “Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (v. 32). Aqui, apresenta-se o quadro de pessoas que são tão depravadas que não somente cometem atos imorais, por sua própria conta, como também se deleitam em ver multiplicar-se a imoralidade. 

É só ler esta lista de pecados, tirada da prática dos pagãos do primeiro século, para se Ter uma idéia da realidade de quão baixo nós temos caído, quanto a moral em nossos dias. Não há um pecado sequer, mencionado naquela lista, que não se pratique abertamente, hoje em dia. Todos os jornais das grandes capitais imprimem reportagens dos mesmos pecados e crimes, revelando a conduta escandalosa da sociedade moderna, que anda afastada de Deus. É o que acontece a uma sociedade que vira as costas ao Deus vivo e verdadeiro. 

Ao dispor as evidências na sua demonstração das conseqüências de o homem Ter-se alienado de Deus, Paulo tem ainda mais coisas a acrescentar. Ainda não encerrou a lista de acusações contra a raça humana; no primeiro capítulo Paulo descreve a sociedade pagã do primeiro século; no segundo capítulo descreve a sociedade religiosa – especificamente a conduta dos judeus que receberam os benefícios da revelação da lei moral de Deus. Aqui, Paulo apresenta o indivíduo complacente. O segundo capítulo contém o juízo de Deus pronunciado contra o moralista. O judeu, com sua lei moral, só sabia desprezar o gentio que estava sem lei semelhante. Orgulhava-se de pertencer ao povo da Aliança de Deus. Os judeus tinham a lei e as ordenanças, sentiam-se seguros por possuírem a permanente aprovação de Deus. Nesta parte de Romanos, no entanto, Paulo faz incidir a luz de mais revelações divinas sobre estas pessoas religiosamente complacentes. Há aqui uma avaliação da moralidade dos que são retos aos seus próprios olhos, e, em seguida, uma exposição prolongada do juízo da mesma. Deus, sendo absolutamente reto, não dissimula a presença do pecado. Esta verdade é declarada mediante uma única expressão nítida e categórica, em Romanos 2.11: “Porque para Deus não há acepção de pessoas.” Este é o tema da seção que estamos estudando neste capítulo, e achamos três princípios de julgamento no desenvolvimento do mesmo, exposto por Paulo. 

O primeiro princípio é do da certeza da condenação divina ao pecado. Nesta altura, podemos voltar a Romanos 1.18, que começa esta discussão do pecado do homem e da sua rebelião contra Deus. Paulo, começando seu argumento que demonstra que todos precisam da salvação, declara: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (Romanos 1.18). Isto demonstra que há no evangelho não somente a revelação da Justiça de Deus, através da qual são salvos os que crêem, como há também a revelação da justiça de Deus, através da qual os pecadores são condenados. Deus revela ambos os aspectos, não escondendo nada. Nada oculta daquilo que Ele há de fazer, e quando falamos da revelação de Deus em Cristo Jesus, devemos saber que é uma revelação de misericórdia e também de condenação. Nos nossos dias modernos, pouca coisa disso tem sido dita com respeito à ira de Deus como parte importantíssima da revelação que Deus faz de Si mesmo, e se é mencionada, é com falta de entendimento ou com tentativas de achar explicações que diminuem seu impacto. A ira de Deus não é semelhante à raiva humana. Sua ira não é paixão nem emoção. A ira de Deus é a Sua justa determinação que punirá todo o pecado; é a resposta da Sua santidade à maldade e à rebeldia do homem. Precisamos receber novamente a revelação básica da Bíblia, de que todos os homens vivem na presença do Deus santo e justo. Tudo quanto fizermos está em aberto diante do Seu escrutínio. Haveremos sempre de prestar-Lhe conta dos nossos atos. É com o próprio Deus vivo que devemos entrar em entendimento. 

Pela revelação, sabemos que é certo e inevitável o juízo, e a nossa consciência confirma esta certeza. A consciência do homem – a não ser que esteja completamente cauterizada – é testemunha pessoal e íntima à realidade do juízo. Paulo apela a este fato nos primeiros versículos do capítulo 2, mostrando que todos os homens reconhecem o princípio do juízo, porque todos nós julgamos aos outros. Diariamente condenamos práticas que não merecem a nossa aprovação. Ficamos escandalizado por aquilo que consideramos atos de injustiça da parte dos outros, e partindo deste fato, Paulo fez um apelo ao julgamento divino dizendo: “No que julgas a outro, a ti mesmo te condenas”. Possuímos mesmo uma consciência do que é o julgamento, porque: “Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade, contra os que praticam tais coisas.” 

Uma segunda linha quanto à certeza do juízo de Deus pronunciado contra o pecado se percebe na própria vida. Este é um universo moral, o homem é uma criatura moral, e não se permite quebrar impunemente a lei moral. Este princípio é demonstrado graficamente na revolução sexual dos nossos dias. Aqueles que desejavam a completa liberdade da expressão sexual já a atingiram em nossa sociedade moderna. Agora, após terem rejeitado todos os mandamentos e os ensinamentos éticos da Bíblia, nos quais se baseava a nossa cultura, após terem derrubado todas as restrições morais à livre expressão dos seus desejos, após terem conseguido impor à sociedade a permissividade que reivindicam, estão começando a entrar em choque contra a lei moral final e suprema que se acha como parte integrante da natureza humana. Os psiquiatras que trabalham principalmente entre universitários nos informam que o número dos pacientes se multiplicou após o advento da nova moralidade. Por estranho que pareça, esses jovens, tanto homens quanto mulheres, são atormentados pela consciência e pelo senso de culpa e, pior ainda, estão perdendo qualquer capacidade de achar o verdadeiro amor e contentamento. 

O segundo princípio do juízo, é que é imparcial, que está de acordo com os fatos do caso. A totalidade do julgamento divino se baseia na situação real das coisas. É isso o que Paulo quer dizer que o juízo de Deus é imparcial, ou que Deus não tem favoritos. Foi esta a mensagem de Paulo aos moralistas, às pessoas para as quais a religião não passava de conformidade legal a certas regras e práticas externas. Tinham certeza de que Deus lhes dedicava Sua aprovação, porque Ele mesmo fizera com eles Sua aliança. Paulo destrói toda a complacência deles ao demonstrar-lhes que o princípio da aliança não é o favoritismo; o julgamento divino se pronuncia imparcialmente em todos os homens. Isto, naturalmente, de modo nenhum entra em conflito com o princípio fundamental do evangelho, que declara que a salvação vem pela graça e que Deus graciosamente perdoa os nossos pecados; pelo contrário, apenas quer dizer que a graça nunca deve ser confundida com favoritismo. A graça de Deus que nos é oferecida mediante o evangelho, é derramada sobre todos em pé de igualdade, sempre com a mesma condição do arrependimento e da fé. Paulo, fazendo resumo da sua própria pregação do evangelho, diz que andava em todos os lugares pregando o arrependimento perante Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Há, portanto, constantes exortações no Novo Testamento, no sentido de nos examinarmos para ver se estamos andando na fé, porque somente por meio desta fé em Jesus Cristo, é que pode haver o livramento do juízo. Bengal, comentando a história do régulo rico que aparece no Evangelho, diz: “Cristo encaminha à lei os que têm confiança em si mesmos; aos penitentes consola com o evangelho”. Este mesmo princípio acha-se no manual para a “Visitação dos Enfermos”, escrito por John Knox, o heróico reformador escocês, onde ele dá a seguinte orientação: “O visitante pode sustentá-lo com doces promessas da misericórdia divina, que são nossas mediante a obra de Cristo, percebe-se que o paciente está com receio das ameaças divinas. Se, pelo contrário, o paciente não se deixa comover pelo sentimento da sua própria culpa, precisa ser humilhado pela exposição da lei divina”. 

O terceiro princípio do juízo divino é aquele baseado em procedimento: “… da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento” (Romanos 2.6). Este princípio é ensinado na Bíblia inteira, e encontra-se em todas as partes do Novo Testamento. Acha-se no Sermão da Montanha, destaca-se no livro de Apocalipse (o livro do juízo por excelência da Bíblia), e aparece nas demais Epístolas, sendo especialmente ressaltado por Tiago. 

Este princípio já deu origem a discussões desnecessárias, sendo que os críticos levantaram objeção de que, neste ponto, a Bíblia entra em contradição consigo mesma. A cuidadosa leitura da exposição deste princípio que Paulo faz em Romanos demonstra, porém, que aqui não há contradição alguma entre a fé e as obras, contradição esta, aliás, que não surge em nenhuma parte da Bíblia. Devemos sempre tomar como ponto de partida o depoimento claro e sem ambigüidade de que a justificação vem pela fé somente, excluindo-se quaisquer considerações secundárias. “Ninguém será justificado diante dele por obras da lei” (Romanos 3.20); “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica ao ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça” (Romanos 4.4,5). Alguém poderá formular a pergunta: Como se reconcilia isto com a declaração de que Deus retribuirá a cada um segundo o seu procedimento, ou seja, suas obras? Em primeiro lugar, devemos entender em que parte jaz a verdaderia discrepância ou dificuldade. A antítese não é entre fé e obras, e sim, entre o merecer a salvação e o recebê-la como Dom gratuito da graça de Deus. Conforme já indiquei, não há nenhuma linha na Bíblia que sugira que qualquer homem pode merecer a própria salvação. Não se obtém a salvação ou a justificação mediante as obras: é sempre o Dom gratuito que Deus oferece mediante a graça. Mesmo assim, as obras pelas quais seremos julgados são o fruto da fé. Paulo diz em Efésios: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; isto não vem de vós, é Dom de Deus, não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2.8-10). Jesus disse: “Os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5.29). O tema central do ensino de Jesus é: “Pelos seus frutos vós os conhecereis”. No final das contas, a realidade da fé que se possui nunca poderá ser medida por meras palavras ou alegações. Lembrem-se das palavras de Jesus: “Nem todo o que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7.21). Somos salvos mediante a fé somente, mas esta fé mediante a qual somos salvos, revela, pelas obras que praticamos que realmente somos salvos. Ou, em linguagem mais teológica, o Novo Testamento inteiro insiste em que nossa justificação seja seguida pelos frutos da justiça. 

Paulo termina sua explanação sobre o juízo fazendo séria advertência aos seus leitores. Não entendam erroneamente a paciência de Deus: o juízo pacientemente adiado não significa que não haverá juízo algum. Deus nem sempre pune imediatamente o pecado. Seguem-se algumas perguntas que Paulo fez aos seus leitores do primeiro século, e que cada um de nós hoje bem podia fazer a si mesmo: “Tu, ó homem, que condenas aos que praticam tais coisas e fazes as mesmas coisas, pensas que te livrarás do juízo de Deus? Ou desprezas a riqueza da Sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Romanos 2.-34). 

Quantas vezes, quando é cometido um assassinato ou outro ato de injustiça, ouvimos alguém dizer: “Por que Deus permite isto?” Comentários desta natureza surgem da parte daqueles que não têm o conceito certo da paciência de Deus. O propósito de Deus em adiar o juízo não visa consolar os pecadores, e sim levá-los ao arrependimento. Deus não está deixando o pecado escapar desapercebido quando demora em aplicar o castigo; é inevitável a condenação de Deus ao pecado, mas Ele adia o pronunciamento do castigo sobre o pecado a fim de que as pessoas possam se arrepender e abandoná-lo. É por essa razão que a Bíblia diz: “Buscai ao Senhor enquanto  se pode achar; invocai-O enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Isaías 55.6,7). 

QUERO FALAR AGORA EM PROL DO EVANGELHO DA GRAÇA DE DEUS. Quero instar com você, leitor, no sentido de que não interprete erroneamente a bondade e a paciência de Deus. Compreenda o que Deus quer com isso: quer levá-lo ao arrependimento. Os homens quebram as leis de Deus, zombam do Seu domínio, blasfemam o Seu nome, como acontece hoje em dia, mesmo assim, quando estas coisas estão acontecendo, Deus ainda está refreando a Sua ira contra tanta maldade e iniqüidade, por ser Ele misericordioso e gracioso, apesar de ser santo e reto. O dia da sua paciência chegará ao fim, e este será o começo do dia do julgamento. Você precisa preparar-se para enfrentar este dia, fazendo exatamente aquilo que a Palavra de Deus insiste com urgência que você faça – arrependa-se e creia. Não despreze a bondade divina, não entenda mal a Sua paciência, porque tudo isso visa levá-lo ao arrependimento. Faça o que é certo para resolver o problema agora mesmo. 

Dr. Henry Bast. 

in Maluco por Jesus

Estas não são coisas de Deus !

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Deturpações do verdadeiro MOVIMENTO PENTECOSTAL:

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Tenho acompanhado desde a minha infância, pastores que oferecem ao povo “diversão”, aqui na minha cidade eles chamam os congressos de “festa da mocidade, festa do círculo de oração, festa das crianças”, com muito cantor e pregador (digo animador de auditório), e ainda assim muitos reclamam que falta “diversão nas igrejas”, enquanto o esgoto da heresia e da politicagem corre a céu aberto dentro das mesmas igrejas.

Participei de cultos onde simplesmente a razão e o bom-censo davam lugar ao “barulho santo” e ao movimento extravagante, tudo em nome do pentecostalismo da rua Azuza. No meio do povo irracional e sem o verdadeiro conhecimento das Escrituras, o que se vê são um bando de gente que vai em busca de emoção e graça (não a graça de Deus), uma graça por parte do animador de auditório (preletor/pregador/pastor).

Certa feita um tal de Marco Feliciano (ainda não era famoso) estava animando o povo em um congresso de jovens (por azar eu estava presente), pra colocar fogo no culto (seria um culto a Deus?), resolveu saltar de cima do altar que media pouco mais de 1,5 metros, aquele ato muito bem pensado, simplesmente arrancou um eco de glória a Deus e aleluia da multidão, dá pra acreditar? Nos tempos dos Apóstolos dava-se Glória a Deus pelos milagres operados (Atos 3.8-9), nos dias de hoje, basta um animador de auditório (palhaço) pular de cima do altar para os espectadores gritarem e pularem no circo, digo, na igreja.

GOSPELE DE OVELHA e Bispo André Santos.

Sobre o Pecado nos Crentes

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John Wesley     

‘Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo’. (II Corintios 5:17)

 I. O pecado permanece em alguém que crê em Cristo?

 II. Qual as diferenças entre o pecado interior e o pecado exterior?

 III.  A carne – a natureza má – opõe-se ao Espírito, até mesmo nos crentes.

 IV. Um homem não pode ser limpo, consagrado, santo, ao mesmo tempo em que é impuro, não consagrado e não santo. 

V. Existe em cada pessoa dois princípios contraries: natureza e graça.

PRIMEIRO

1. Existe, então, pecado naquele que está em Cristo? O pecado permanece naqueles que crêem Nele? Existe algum pecado naqueles que são nascidos de Deus, ou eles estão totalmente livres dele? Que ninguém imagine que esta seja uma questão de mera curiosidade; ou que seja de pequena importância, se for determinado um caminho ou o outro. Antes, é um ponto de extrema relevância para todos os cristãos sérios; decidirem o que mais proximamente concerne à sua felicidade presente e eterna.

2. E, ainda assim, eu não sei se isto foi, alguma vez, discutido na igreja primitiva. Decerto, não existiu espaço para disputas concernentes a ela, já que todos os cristãos estavam de acordo. E, até onde eu tenho observado, todo o corpo de cristãos do passado, que nos deixaram algo escrito, declararam a uma só voz, que, mesmo os crentes em Cristo, até que eles estejam ‘fortalecidos no Senhor, e no poder de sua força’, têm necessidade de ‘lutar com a carne e sangue’, com uma natureza pecaminosa, assim como, ‘com principados e potestades’.        

3. E neste contexto, nossa Igreja (como realmente na maioria dos termos) copia exatamente segundo a igreja primitiva; declarando em seu Nono Artigo: ‘O pecado original é a corrupção da natureza de todo homem, de forma que ele está inclinado ao mal, pela sua própria natureza; assim sendo, a carne cobiça, contrariamente ao Espírito. E esta influência da natureza permanece; sim, naqueles que estão regenerados; de maneira que, a luxúria da carne não é objeto da lei de Deus. E, embora não exista condenação para aqueles que crêem, ainda assim, esta luxúria tem em si mesma a natureza do pecado’.

4. O mesmo testemunho é dado, através de todas as outras igrejas; não apenas, através da igreja grega e romana, mas através de toda igreja reformada na Europa, de qualquer que seja a denominação. De fato, alguns desses parecem levar a coisa muito longe; descrevendo a corrupção do coração do crente, como que dificilmente admitindo que ele tem domínio sobre ela, mas que, antes, é seu escravo; e, por esses meios, eles fazem uma pequena distinção entre um crente e um descrente.

5. Para evitarem este extremo, os muitos homens bem intencionados, particularmente esses, debaixo da direção do recente Conde Zinzendorf [líder Morávio (denominação Protestante, surgida no século XVIII, pela renovação do antigo movimento dos Irmãos Boêmios, que dá ênfase à vida cristã pura e simples e à fraternidade dos homens. Mais comumente conhecida como Irmãos Morávios)], foram para o outro lado, afirmando que ‘todos os crentes verdadeiros não são apenas salvos do domínio do pecado, mas da existência do pecado interior, assim como exterior; de maneira que ele não mais permanece neles’:E desses, por volta de vinte anos atrás, muitos de nossos compatriotas absorveram a mesma opinião de que, até mesmo a corrupção da natureza, não está mais, naqueles que crêem em Cristo.

6. É verdade que, quando os alemães foram pressionados, eles logo admitiram (muitos deles, pelo menos) que ‘o pecado ainda permanece na carne, mas não no coração de um crente’; e, depois de um tempo, quando o absurdo disto foi mostrado, eles razoavelmente desistiram do ponto; admitindo que o pecado ainda permanecia, embora não reinasse, naquele que é nascido de Deus.

7. Mas o inglês que recebeu isto deles (alguns diretamente, alguns de segunda e terceira mão) não foi tão facilmente convencido a se desfazer de uma opinião favorita. E, até mesmo quando a generalidade deles se convenceu de que ela era extremamente indefensável, alguns poucos não puderam ser persuadidos a desistir, mas mantiveram-na até hoje.

SEGUNDO

 1. Por causa desses que realmente temem a Deus, e desejam conhecer ‘a verdade que está em Jesus’; não pode ser impróprio considerar o ponto com calma e imparcialidade. Ao fazer isto, eu uso indiferentemente as palavras, regenerado, justificado, ou crentes; desde que, embora eles não tenham precisamente o mesmo significado (o Primeiro, implicando uma mudança interior, verdadeira; o Segundo, uma mudança relativa; e o Terceiro, os meios pelos quais, tanto uma quanto a outra é forjada); ainda assim, elas convergem para a mesma coisa; já que todos os que crêem são ambos, justificados e nascidos de Deus.

2. Por pecado, eu entendo aqui pecado interior; qualquer temperamento pecaminoso, paixão ou afeição, como orgulho, vontade própria, amor ao mundo, de algum tipo, ou em algum grau; tal como cobiça, ira, impertinência; qualquer disposição contrária à mente que estava em Cristo. 

3. A questão não é concernente ao pecado exterior; quer um filho de Deus cometa pecado ou não. Nós todos concordamos e sinceramente mantemos ‘que ele que comete pecado é do diabo’. Nós concordamos, ‘que quem é nascido de Deus não comete pecado’. Nem agora inquirimos, se o pecado interior irá permanecer sempre nos filhos de Deus; se ele irá continuar na alma, por quanto tempo ela continue no corpo: Nem, ainda assim, inquirimos, se uma pessoa justificada possa reincidir em um pecado interior ou exterior; mas, simplesmente isto: um homem justificado ou regenerado está liberto de todo pecado, tão logo ele seja justificado? Não existe, então, pecado algum em seu coração? – nem mesmo depois, a não ser, se ele cair da graça?

4. Nós admitimos que o estado de uma pessoa justificada é inexprimivelmente grande e glorioso. Ele é nascido novamente, ‘não do sangue; nem da carne; nem da vontade do homem, mas de Deus’. Ele é filho de Deus, um membro de Cristo, um herdeiro do trono dos céus. ‘A paz de Deus, que ultrapassa todo entendimento, mantém seu coração e mente em Jesus Cristo’. Mesmo seu corpo é um ‘templo do Espírito Santo’,  e uma ‘morada de Deus, através do Espírito’. Ele é ‘feito novo em Jesus Cristo’: Ele é lavado; ele é santificado. Seu coração é purificado pela fé; ele é limpo ‘de toda corrupção que está no mundo’; ‘o amor de Deus espalha-se em seu coração, pelo Espírito Santo que é dado a ele’. E, por quanto tempo ele ‘caminha no amor’ (o que ele pode sempre fazer), ele adora a Deus em espírito e em verdade. Ele mantém Seus mandamentos, e faz todos as coisas que são agradáveis aos olhos de Deus; assim, exercitando a si mesmo, como para ‘ter a consciência que evita a ofensa, em direção a Deus, e em direção ao homem’: E ele tem poder, tanto sobre o pecado exterior quanto interior, até mesmo, do momento em que ele é justificado.

TERCEIRO 

1. ‘Mas ele não está, então, liberto de todo pecado, de modo que não exista pecado em seu coração?’.Eu não posso dizer isto; eu não posso acreditar nisso; porque Paulo diz o contrário. Ele está falando para crentes e descrevendo o estados dos crentes em geral, quando ele diz: (Gálatas 5:17) ‘Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis’. Nada pode ser mais explícito. O Apóstolo afirma aqui diretamente que a carne – a natureza pecaminosa, se opõe ao Espírito, mesmos nos crentes; que, mesmo no regenerado, existem dois princípios, ‘contrários um ao outro’.

2. Novamente: Quando ele escreve para os crentes em Corinto; para aqueles que foram santificados em Jesus Cristo, (I Corintios 1:2) ‘À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso’, ele diz: (I Corintios 3:1) ‘E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei, e não com carne, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis, Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?’. Agora aqui o Apóstolo fala junto àqueles que eram inquestionavelmente crentes; a quem,  no mesmo fôlego,  ele denominou seus irmãos em Cristo, — como sendo ainda, em uma medida – carnais. Ele afirma que existia inveja (um temperamento pecaminoso), ocasionando contenda entre eles, e ainda assim, ele não fez a menor insinuação de que eles tivessem perdido sua fé. Mais do que isto, ele manifestadamente declara que eles não haviam perdido; porque, então, eles não seriam bebês em Cristo. E (o que é mais notável de tudo), ele fala de serem carnais, e bebês em Cristo, como uma e a mesma coisa; mostrando plenamente que todo crente que todo crente é (em um grau) carnal, enquanto ele é apenas um bebê em Cristo.  

3. De fato, este grande ponto, o de que existem dois princípios contrários nos crentes, — natureza e graça; a carne e o Espírito, mencionados, através de todas as Epistolas de Paulo; sim, através de todas as Escrituras; quase todas as direções e exortações, neste contexto, estão alicerçadas nesta suposição; apontando para os temperamentos e práticas errôneos naqueles que eram, não obstante, reconhecidos pelos escritores inspirados, serem crentes. E eles eram continuamente exortados a combater e conquistar estes, pelo poder da fé que estava neles.  

4. E quem pode duvidar, a não ser que existia fé no anjo da igreja de Efésios, quando nosso Senhor disse a ele: (Apocalipse 2:2-4) ‘Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e eles não são, e tu os achaste mentirosos. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste’. Mas existia, nesse meio tempo, nenhum pecado em seu coração? Existia, ou Cristo não teria acrescentado: ‘Não obstante, tenho contra ti que deixaste o teu primeiro amor’. Este foi um pecado real que Deus viu em seu coração; do qual, adequadamente, ele é exortado a se arrepender. E ainda assim, nós não temos autoridade para dizer, que, mesmo então, ele não tem fé.

5. Mais do que isso, o anjo da igreja de Pérgamo, também é exortado a se arrepender, o que sugere pecado, embora nosso Senhor expressamente diga: (Apocalipse 2:13, 16) ‘Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. (…) Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca’. E ao anjo na igreja de Sardes, ele diz: (Apocalipse 3:2) ‘Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque eu não achei tuas obras perfeitas diante de Deus’. O bem que ainda restava estava pronto para morrer; mas estava verdadeiramente morto. De modo que ainda havia uma faísca de fé, mesmo nele; o que está de acordo ordenando para segurar firme: (Apocalipse 3:3) ‘Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei’.  

6. Uma vez mais: Quando o Apóstolo exorta os crentes em (2 Coríntios 7:1) ‘Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito; aperfeiçoando a santificação no temor de Deus’, ele plenamente ensina que esses crentes não estavam ainda limpos disso.

Você irá perguntar: ‘Mas ele que se abstêm de toda a aparência do mal, ipso facto, limpa a si mesmo de toda imundícia?’. Não, de maneira alguma. Por exemplo: um homem me insulta: eu sinto ressentimento, o que é imundícia do espírito; ainda assim, eu não digo uma palavra. Aqui, eu ‘me abstenho de toda a aparência do mal’;  mas isto não me limpa da imundícia do espírito, como eu experimento para minha tristeza.

7. E, como esta posição: ‘Não existe pecado em um crente; nenhuma mente carnal; nenhuma inclinação à apostasia’, é, então, contrária à palavra de Deus, assim, é para a experiência de seus filhos. Esses continuamente sentem um coração inclinado à apostasia; uma tendência natural para o mal; uma predisposição a separar-se de Deus, e se aderirem às coisas da terra. Eles estão diariamente conscientes do pecado permanecendo em seus corações, — orgulho, vontade própria, descrença; e do pecado, aderindo a tudo o que eles falam ou fazem, até mesmo, às suas melhores ações, e as mais santas obrigações. Ainda assim, ao mesmo tempo em que eles ‘sabem que são de Deus’; eles não duvidam disto, por um momento. Eles sentem seu Espírito, claramente, ‘testemunhando com o espírito deles, que eles são filhos de Deus’. Eles ‘se regozijam em Deus, através de Jesus Cristo, por meio de quem, eles têm agora recebido a redenção’. De modo que eles igualmente garantiram que o pecado está neles, e que ‘Cristo é neles, a esperança da glória’.

8. ‘Mas Cristo pode estar no mesmo coração, em que o pecado está?’. Sem dúvida que pode; do contrário ele nunca poderia ser salvo disto. Onde está a doença, lá está o médico, exercendo seu trabalho; lutando, até que lance fora o pecado. Decerto que Cristo não pode reinar, onde o pecado reina; nem Ele irá habitar onde algum pecado é permitido. Mas Jesus está e habita no coração de todo crente que esteja lutando contra todo o pecado; embora não seja ainda purificado, de acordo com a purificação do santuário.

9. Foi observado antes, que a doutrina oposta, — a de que não existe pecado nos crentes, — é completamente nova na igreja de Cristo; já que nunca foi ouvida, durante cento e dezessete anos; nunca, até que foi descoberta pelo conde Zinzendorf. Eu não me lembro de ter visto a menor insinuação dela, tanto nos escritores antigos, quanto modernos; exceto, talvez, em alguns dos selvagens e entusiastas antinomianos [os que acreditavam que, pela fé e a graça de Deus anunciadas no Evangelho, os cristãos são libertados, não só da lei de Moisés, mas de todo o legalismo e padrões morais de qualquer cultura]. E esses, igualmente, dizem e desdizem, admitindo que existe pecado na sua carne, embora nenhum pecado em seus corações. Mas, apesar da doutrina ser nova, ela está errada; porque a religião antiga é a única verdadeira; e nenhuma doutrina pode ser correta, a menos que seja exatamente a mesma ‘que fora desde o início’.

10. Um argumento a mais contra essa doutrina nova e não bíblica, pode ser esboçada das conseqüências terríveis dela. Se alguém diz: ‘Eu sinto ira hoje’. Eu devo replicar: ‘Então, você não tem fé?’. Um outro diz: ‘Eu sei que o que você aconselha é bom, mas minha vontade é completamente contrária a isto’. Eu devo dizer a ele: ‘Então, você é um descrente, debaixo da ira e maldição de Deus?’. Qual será a conseqüência natural disto? Porque, se ele acredita no que eu digo, sua alma não apenas será afligida e magoada, mas, talvez, seja totalmente destruída, visto que, como ele ‘irá lançar fora’ aquela ‘confiança que tem na grande recompensa de galardão’: E, tendo lançado fora sua proteção, como ele irá ‘extinguir os dados certeiros do iníquo?’. Como ele irá superar o mundo? – vendo que ‘essa é a vitória que domina o mundo, até mesmo nossa fé?’.

Ele se encontra desarmado, em meio aos seus inimigos; exposto a todos os assaltos deles. Qual a surpresa então, se ele for totalmente dominado; se eles o tornarem escravos da vontade deles; sim, se ele cair, de uma maldade para outra, e nunca mais ver o bem? Por conseguinte, eu não posso, por nenhum meio, receber essa afirmação, de que não existe pecado no crente, do momento em que ele é justificado.

Em Primeiro Lugar, porque é contrário a todo o teor das Escrituras; — Em Segundo Lugar, porque é contrário à experiência dos filhos de Deus, — Em terceiro lugar, porque é absolutamente novo, nunca ouvido no mundo, até ontem; — e, em Último Lugar, porque é naturalmente atendido com as mais fatais conseqüências; não apenas afligindo aqueles a quem Deus não tem afligido, mas, talvez, arrastando-os para a perdição eterna.

QUARTO

 1. Contudo, permita-nos ouvir atentamente aos principais argumentos desses que se esforçam para sustentar isto. Primeiro, é das Escrituras que eles tentam provar que não existe pecado no crente. Eles argumentam assim: ‘As Escrituras dizem que todo crente é nascido de Deus, é limpo, santo e consagrado; é puro no coração; tem um novo coração; e é um templo do Espírito Santo. Agora, como ‘aquele que é nascido da carne, é carne’, é completamente mal, assim, ‘aquele que é nascido do Espírito é espiritual’, e completamente bom. Novamente: Um homem não pode ser limpo, consagrado, santo, e, ao mesmo tempo, impuro, não consagrado, não santo. Ele não pode ser puro e impuro; ou ter um coração novo e velho, juntos. Nem pode sua alma ser não santa, enquanto ele é o templo do Espírito Santo.

Eu tenho colocado essa objeção, tão fortemente quanto possível, para que todo seu peso possa aparecer. Permita-nos examiná-la, parte por parte.

(1) ‘Que aquele que é nascido do Espírito é espiritual, é completamente bom’. Eu admito o texto, mas não a observação. Porque o texto afirma isto, e não mais, — que todo homem que ‘é nascido do Espírito’, é um homem espiritual. Ele o é: Mas embora ele seja, ainda assim, não será completamente espiritual. Os cristãos de Corinto eram homens espirituais; ou eles não teriam sido cristãos, afinal; e, ainda assim, eles não eram completamente espirituais: eles eram, em parte, ainda carnais. — ‘Mas eles eram caídos da graça’. Paulo diz que não. Eles eram até mesmo, bebês em Cristo.

(2) ‘Mas um homem não pode ser limpo, consagrado, santo, e ao mesmo tempo, impuro, não consagrado, não santo’.  Decerto que ele pode. Assim eram os Coríntios: ‘Vocês estão lavados’, diz o Apóstolo, ‘vocês estão consagrados’; ou seja, limpos da ‘fornicação, idolatria, bebedeira’, e todos os outros pecados exteriores.

(I Corintios 6:9) Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido consagrados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus’;  e, ainda assim, ao mesmo tempo, em outro sentido da palavra, eles eram não consagrados; eles não estavam lavados; não interiormente limpos de toda inveja, conjecturas diabólicas, parcialidade, — ‘Mas certo, eles não tinham um novo coração e um velho coração, juntos’. Na verdade, eles tinham, porque, naquele mesmo momento, seus corações eram verdadeiramente, embora que não inteiramente, renovados. A mente carnal deles foi pregada na cruz; ainda assim, não estava totalmente destruída. – (I Corintios 6:19) ‘Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?’; e é igualmente certo, que eles eram, em algum grau, carnais, ou seja, não santos.

2. ‘Entretanto, existe uma Escritura a mais que irá colocar esse assunto fora de questão’: (II Corintios 5:17) ‘Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo’. ‘Agora certamente um homem não pode ser uma nova criatura, e uma velha criatura de uma só vez’. Sim, ele pode: Ele pode ser parcialmente renovado, o que foi o mesmo caso com aqueles em Corinto. Eles foram, inegavelmente, ‘renovados no espírito de suas mentes’, ou eles não poderiam ter sido ‘bebês em Cristo’. Ainda assim, eles não tinham a mente total que estava em Cristo, porque eles invejavam um ao outro. “Mas é dito expressamente: ‘as velhas coisas se passaram: todas as coisas se fizeram novas’”. Mas nós não devemos interpretar as palavras do Apóstolo, de maneira a que ele contradiga a si mesmo.  E se nós o tornarmos consistente consigo mesmo, o significado claro das palavras é este: Seu velho julgamento, concernente à justificação, santidade, felicidade, de fato, concernentes a todas as coisas de Deus, em geral, são agora passadas; assim como seus velhos desejos, objetivos, afeições, temperamentos e conversa. Todos esses se tornaram inegavelmente novos; grandemente mudados do que eles eram; e, ainda assim, embora eles sejam novos, eles não estão totalmente novos. Ainda, ele sente, para sua tristeza e vergonha, restos do velho homem, também a decadência manifesta de seus temperamentos e afeições, anteriores, posto que eles não podem obter vantagem alguma sobre ele, por quanto tempo ele vigia junto à oração. 

3. Todo este argumento: ‘Se ele está limpo, ele é limpo’; ‘Se ele está, ele é santo’; (e vinte expressões mais desse mesmo tipo podem ser facilmente empilhadas). É realmente nada melhor, do que brincar com palavras. É uma falácia argumentar do particular para o geral; inferir uma conclusão geral, de premissas particulares. Proponha a sentença inteira, e ela ficará assim: ‘Se ele é santo, afinal, ele é santo completamente’. Isto não procede: todo bebê em Cristo é santo, e ainda assim, não completamente. Ele está salvo do pecado; ainda assim, não inteiramente: O pecado permanece, embora não reine. Se você pensar que ele não reina (nos bebês, pelo menos, quer seja este o caso com homens jovens ou adultos), você certamente não tem considerado a altura, a profundidade, a largura, e comprimento da lei de Deus; (mesmo a lei do amor, escrita por Paulo, no décimo-terceiro capítulo de Corintios); e que toda anomia, desconformidade, ou desvio, para com esta lei, é pecado. Agora, não existe desconformidade a ela, no coração ou vida de um crente? O que pode ser em um cristão adulto, é outra questão; mas que estranho deve ser para a natureza humana, aquele que pode possivelmente imaginar que este é o caso com todo bebê em Cristo! 

4. ‘Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito’. (Romanos 8:1).

[O que se segue, por algumas páginas, é uma resposta a um documento, publicado na Cristian Magazine, p. 577-592. Eu estou surpreso que o Sr. Dodd tenha dado a tal documento um lugar em sua revista, o que é diretamente contrário ao Nono Artigo – Editor]    

[Esta é a carta escrita por John Wesley ao Sr. Dodd – acréscimo da tradutora] – 05 de Março, 1767

 Ao Editor de Lloyd´s Evening Post       

“Senhor”,

“Muitas vezes, o redator da Christian Magazine tem me atacado sem medo ou finura; e, por este meio, ele tem convencido seus leitores imparciais de uma coisa, pelo menos — que (como, vulgarmente, se diz) seus dedos comicham, para estar diante de mim; que ele tem o desejo passional de medir espadas comigo. Mas eu tenho um outro trabalho em minhas mãos: eu posso aplicar o pouco que resta da minha vida em propósitos melhores!”

 “Os fatos de seu último ataque são esses: Trinta e cinco, ou, trinta e seis anos atrás, eu admirava muito o caráter do cristão perfeito desenhado por Clemens Alexandrinus. Há vinte e cinco, ou, vinte e seis anos, um pensamento me veio à mente: esboçar tal caráter, por mim mesmo; apenas, que de uma maneira mais bíblica e, principalmente, nas próprias palavras da Escrituras: isto eu intitulei: ‘O Caráter de um Metodista, acreditando que, curiosamente, poderia incitar mais pessoas a ler isso, e, também, que alguns preconceitos pudessem, desse modo, ser removidos do homem sincero”.

“Mas, para que ninguém imaginasse que eu pretendia um elogio a mim, ou aos meus amigos, eu me resguardei contra isso, no próprio título da página, dizendo tanto em meu nome como no deles:’Não como se eu já tivesse atingindo, tampouco como se já fosse perfeito’”.

“Para o mesmo efeito, eu falo na conclusão: ‘Esses são os mesmos princípios e práticas de nossa religião; sãos as marcas de um verdadeiro Metodista’; que é, um verdadeiro cristão; como eu, imediatamente, depois, expliquei: ‘por esses princípios apenas fazer com que aqueles que estão no ridículo, assim chamados, desejem ser distinguidos de outros homens’. ‘Por essas marcas fazer com que nós trabalhemos, para distinguir a nós mesmos daqueles, cujas mente e vida, não estão de acordo com o Evangelho de Cristo’”.

“Este inferior, ou Dr. Dodd, diz, ‘Um metodista é, de acordo com o Sr. Wesley, um que é perfeito, e não peca em pensamento, palavra, ou ação’. Senhor, queira me desculpar! Isso não é ‘de acordo com o Sr. Wesley’. Eu tenho dito com todas as palavras que eu não sou perfeito; e, ainda você me permite ser um Metodista! Eu disse a você, categoricamente, que eu não consegui o caráter que eu esbocei. Você irá fixar isso em mim, apesar dos meus dentes? ‘Mas o Sr. Wesley diz que outros Metodistas têm’, Eu não digo tal coisa! O que eu digo, depois de ter dado um relato bíblico de um perfeito cristão, é isso: ‘Por essas marcas o Metodista deseja ser distinguido de outros homens; por essas marcas nós trabalhamos para distinguir a nós mesmos’. E você não deseja e trabalha para o mesmo propósito?”.

“Mas você insiste: ‘O Sr. Wesley afirma que o Metodista (isto é, todos os Metodistas) é, perfeitamente, santo e íntegro’. Onde eu afirmei isso? Não, em alguma propaganda religiosa! Diante disso, eu afirmo justo o contrário; e que eu afirmo isso, seja lá onde for, é mais do que eu sei.  Fique à vontade, senhor, de assinalar o local: até que isso seja feito, tudo o que você acrescentou (amargo, o suficiente) é mera ‘trovoada’; e os Metodistas (assim chamados) podem ainda declarar (sem qualquer punição de sua sinceridade) que eles não vêm à mesa santa ‘confiando em sua própria retidão, mas nas múltiplas e grandiosas misericórdias de Deus’”.

Eu sou, senhor,

Seu,

John Wesley

®            Esses são reunidos, como se eles fossem a mesma coisa. Mas eles não o são. A culpa é uma coisa, o poder outra, e a existência outra, ainda. Que os crentes estão livres da culpa e poder do pecado nós admitimos; que eles estão livres da existência dele, nós negamos. Nem isto, de alguma maneira, se conclui desses textos. Um homem pode ter o Espírito de Deus habitando nele, e pode ‘caminhar, segundo o Espírito’,  embora ele sinta ainda ‘a carne entregando-se à luxúria, contra o Espírito’.

5. “Mas a ‘igreja é o corpo de Cristo’(Colossenses 1:24) ‘Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja’; isto implica que seus membros são lavados de todas as suas sujidades; do contrário irá se seguir que Cristo e Belial estão incorporados um com o outro”. 

®            Não. Pelo fato de ‘aqueles que são o corpo místico de Cristo, ainda sentirem a carne cobiçando contra o Espírito’, isto não quer dizer que Cristo tem alguma camaradagem com o diabo; ou com aquele pecado que ele os capacita a resistir e dominar!

6. Mas os cristãos ‘chegaram ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial’, onde ‘nada corrompido entra?”.(Hebreus 12:22): Ou seja, céu e terra, todos concordam, todos são uma grande família.

®            E são igualmente santos e corrompidos, enquanto eles ‘caminham segundo o Espírito’; embora conscientes que existe um outro princípio neles, e que ‘estes são contrários um ao outro’.

7. ‘Mas os cristãos estão reconciliados para Deus. Agora isto não poderia ser, se alguma mente carnal restasse; porque esta é inimiga contra Deus: Conseqüentemente, nenhuma reconciliação pode ser efetiva, a não ser através de sua total destruição’.

®            Nós estamos ‘reconciliados para Deus, através do sangue na cruz’: E, naquele momento, a corrupção da natureza, que é inimiga de Deus, foi colocada debaixo de nossos pés; a carne não teve mais domínio sobre nós. Mas ela ainda existe; e ela ainda é, em sua  natureza, inimiga com Deus, cobiçando contra seu Espírito. 

8. “Mas em (Gálatas 5:24) ‘E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências’”. “Mais do que isto’, (Colossenses 3:9) ‘eles já despiram o velho homem com seus feitos’”.

®            Eles o fizeram; e, no sentido acima descrito, ‘as coisas velhas são passadas, e todas as coisas se tornaram novas’. Existe ema centena de textos, e eles  podem ser citados, para o mesmo efeito; e todos irão admitir a mesma resposta “Mas, para dizer tudo em uma só palavra’: (Efésios 5:25) Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra; para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível’”. E, assim, será no final: Mas não foi, ainda, desde o começo.

9. ‘Mas que a experiência fala: Todos os que são justificados encontram, naquele momento, uma liberdade absoluta de todos os pecados’.

®            Isto eu duvido; mas se eles encontram, isto acontece, mesmo depois? Caso não alcancem coisa alguma. – ‘Se eles não encontram, é culpa deles’. Isto necessita ser provado.  

10. ‘Mas, na própria natureza das coisas, um homem pode ter orgulho nele, e não ser orgulhoso; ter ira, e ainda assim, não estar irado?’

®            Um homem pode ter orgulho nele; pode pensar, em algumas particularidades, acima do que deveria pensar, (e, assim, ser orgulhoso, naquele particular), mas, no entanto, não ser um homem orgulhoso, em seu caráter geral. Ele pode ter raiva nele; sim, e uma forte inclinação para uma raiva furiosa, sem dar oportunidade a ela. – ‘Mas a ira e o orgulho podem estar naquele coração, onde apenas a mansidão e humildade são sentidos?’. Não. Mas algum orgulho e ira podem estar no coração, onde existe humildade e mansidão.

‘É não é proveitoso dizer que esses temperamentos estão lá, mas que eles não reinam:porque o pecado não pode, em alguma espécie ou grau, existir onde ele não reina; porque a culpa e o poder são propriedades essenciais do pecado. Portanto, onde um deles está, todos deverão estar’.

®            De fato, estranho! ‘O pecado não pode, em alguma espécie ou grau, existir, onde ele não reina?’. Absolutamente contrário, a toda experiência, a todas as Escrituras, a todo bom-senso. Ressentimento de uma afronta é pecado; é anomia, desconformidade para com a lei do amor. Isto tem existido em mim milhares de vezes. Ainda assim, ele não reinou, e não reina. 

‘Mas a culpa e poder são propriedades essenciais do pecado; portanto, onde um está, todos deverão estar’.  

®            Não. No exemplo, diante de nós, se o ressentimento que eu sinto não prolifera, mesmo por um momento, não existe culpa, afinal; nenhuma condenação de Deus sobre esse assunto. E, neste caso, ele não tem poder: embora ele ‘cobice contra o Espírito’,  ele não pode prevalecer. Aqui, portanto, como, em milhares de exemplos, existe pecado, sem tanto culpa ou poder.

11. ‘Mas a suposição de haver pecado em um crente, é significativo com todas as ciosas assustadoras e desanimadoras. Isto sugere a contenda com o poder que tem a possessão de nossa força; mantêm usurpação dele de nossos corações; e lá promove a guerra contra nosso Redentor’.

®            Não assim: A supondo-se que o pecado esteja em nós, isto não implica que ele tem a possessão de nossas forças; não mais do que um homem crucificado tem a posse daqueles que o crucificaram. Como implica pouco que ‘o pecado mantenha sua usurpação de nossos corações’. O usurpador é destronado. Ele permanece, de fato, onde ele uma vez reinou; mas permanece algemado. De maneira que se, em algum sentido, ele ‘efetua a guerra’, ainda assim, ele vai se tornando mais e mais fraco, enquanto o crente segue de força e força, em vitória, em vitória.

12. ‘Eu ainda não estou satisfeito: Ele que tem pecado nele, é um escravo do pecado. Portanto, você supõe que um homem seja santificado, enquanto ele é escravo do pecado. Agora, se você admite que os homens possam ser justificados, enquanto eles têm orgulho, ira, ou descrença neles; mais ainda, se você afirma que esses estão (pelo menos por um tempo), em todo aquele que é justificado; qual a surpresa de termos tantos crentes orgulhosos, irados, descrentes?!

®            Eu não suponho que algum homem que seja justificado, seja um escravo do pecado. Ainda assim, eu suponho que o pecado permaneça (pelo menos por um tempo), em todo aquele que está justificado.

‘Mas, se o pecado permanece em um crente, ele é um homem pecador: Se o orgulho, por exemplo, ele é orgulhoso; se obstinação, então, ele é obstinado; se descrença, então, ele é um descrente; conseqüentemente, não é um crente, afinal. Como, então, ele se difere dos descrentes, dos homens degenerados?’.

®            Isto ainda é brincar com as palavras. Significa não mais do que, se existe pecado, orgulho, obstinação nele, então – existe pecado, orgulho, obstinação. E isto, ninguém pode negar. Neste sentido, então, ele é orgulho, ou obstinado. Mas ele não é orgulhoso ou obstinado, no mesmo sentido que os descrentes são; ou seja, governados pelo orgulho e vontade própria. Neste contexto, ele difere dos homens degenerados. Estes obedecem ao pecado. Ele não. A carne está em ambos. Mas eles caminham ‘segundo a carne’; e ele ‘caminha segundo o Espírito’.

‘Mas como um descrente pode ser um crente?’.

®            Estas ´palavras têm dois significados. Elas significam tanto nenhuma fé, quanto pouca fé; tanto a ausência da fé, ou a fraqueza dela. No primeiro sentido,  o descrente não é um crente; no segundo, eles são todos bebês. A fé deles está comumente misturada com dúvida e temor; ou seja, no segundo sentido, com descrença. ‘Por que temeis’, diz o Senhor, ‘ó homens de pouca fé?’ (Mateus 8:26). Novamente: ‘Ó tu, homem de pouca fé, porque motivo duvidais?’. Vocês vêem aqui, que havia descrença nos crentes; pouca fé e muita fé.

13. ‘Mas esta doutrina de que o pecado permanece no crente; de que um homem pode estar no favor de Deus, enquanto ele tem pecado em seu coração; certamente, tende a encorajar os homens ao pecado’.

®            Entenda a proposição corretamente, e tal conseqüência não irá se seguir. Um homem pode estar no favor de Deus, embora ele sinta pecado; mas não se ele se entrega a ele. Ter pecado não significa perder o favor de Deus; mas dar oportunidade a ele, sim. Embora a carne em vocês ‘cobicem contra o Espírito’, vocês podem ainda ser filhos de Deus; mas, se vocês ‘caminham segundo a carne’, vocês são filhos do diabo. Agora, esta doutrina não encoraja a obedecer ao pecado, mas a resistir a ele, com todas as nossas forças.

QUINTO

 1. A somatória de tudo é esta: Existem, em cada pessoa, mesmo depois que ela é justificada, dois princípios contrários: natureza e graça, denominada por Paulo, de carne e Espírito. Por isso, embora os bebês em Cristo estejam santificados, ainda assim, será apenas em parte. Em um grau, de acordo com a medida da sua fé, eles são espirituais; mas, em outro, são carnais. Desta forma, os crentes são continuamente exortados a vigiar contra a carne, tanto quanto contra o mundo e o diabo. E isto concorda com a experiência constante dos filhos de Deus. Enquanto eles sentem esse testemunho, em si mesmos, eles sentem sua vontade, não totalmente resignada à vontade de Deus. Eles sabem que eles estão Nele; mas ainda, encontram um coração pronto para se separar de Dele; uma propensão para o mal, em muitas instâncias, e uma relutância para o que é bom. A doutrina contrária é totalmente nova; nunca ouvida na Igreja de Cristo, desde o tempo de sua vinda para o mundo, até o tempo do Conde Zinzendorf; e ela é atendida com as mais fatais conseqüências. Ela remove a vigilância contra nossa natureza pecaminosa; contra a Dalila que nos disseram que tinha ido, embora ela ainda esteja em nosso seio. Ela faz em pedaços a proteção dos crentes fracos, despojados de sua fé, e, assim, deixando-os expostos a todos os assaltos do mundo, da carne e do diabo.

2. Que possamos, portanto, segurar firme a doutrina perfeita, ‘uma vez entregue para os santos’, e concedida aos oráculos de Deus na terra, para todas as gerações que se seguiram: A de que, embora estejamos renovados, limpos, purificados, santificados, e verdadeiramente crermos em Cristo, no momento; ainda assim, nós não estamos renovados, limpos, purificados, completamente; já que a carne; a natureza pecaminosa, ainda permanece (embora dominada), e guerreia contra o Espírito. Quanto mais usamos de toda diligência para ‘lutar a boa luta da fé’. Quanto mais sinceramente ‘vigiamos e oramos’ contra o inimigo nela. Quanto mais cuidadosamente permitimos nos ‘colocar no amor total de Deus’; embora, ‘contendamos com a carne, e sangue e principados, e com poderes, e espíritos pecaminosos, nos altos lugares’, mais seremos capazes de resistir, no dia de tentação; e, tendo feito tudo, permanecermos.

 [Editado por Angel Miller, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa, ID), com correções por George Lyons para a Wesley Center for Applied Theology.]

www.esnips.com

in Maluco por Jesus

Deus NÃO aprova o CONCUBINATO

1 Comentário

 Conceito - União ilegítima do homem e da mulher.

1 – A concubina entre os hebreus era na maioria das vezes uma escrava comprada de outras nações ou capturada em guerra, ou vendida pelo próprio pai hebreu (venda por um período de tempo, no máximo seis anos), possuíam alguns direitos, por exemplo:

a) o direito de não ser vendida a um povo estrangeiro:

“Se um homem vender sua filha para ser serva, ela não sairá como saem os servos.

Se ela não agradar ao seu senhor, de modo que não se despose com ela, então ele permitirá que seja resgatada; vendê-la a um povo estrangeiro, não o poderá fazer, visto ter usado de dolo para com ela.” Êxodo 21: 7, 8

b) se desposada obter todos direitos de esposa:

“Mas se a desposar com seu filho, fará com ela conforme o direito de filhas.” Êxodo 21: 9

c) direito a sair livre caso não se cumpra os direitos de esposa:

“Se lhe tomar outra, não diminuirá o mantimento daquela, nem o seu vestido, nem o seu direito conjugal.

E se não lhe cumprir estas três obrigações, ela sairá de graça, sem dar dinheiro.” Êxodo 21: 10, 11

d) direito de seus filhos serem reconhecidos como legítimos herdeiros dos bens do pai:

“Se um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem despreza, e ambas lhe tiverem dado filhos, e o filho primogênito for da desprezada, quando fizer herdar a seus filhos o que tiver, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, preferindo-o ao filho da desprezada, que é o primogênito; mas ao filho da aborrecida reconhecerá por primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo quanto tiver, porquanto ele é as primícias da sua força; o direito da primogenitura é dele.” Deuteronômio 21 15-17

2 – No cristianismo o arranjo do concubinato e da poligamia não se manteve, foi substituído pela monogamia:

“É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar;

Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas.” 1 Timóteo 3: 2, 12

in Maluco por Jesus

Diga NÃO ao DIVÓRCIO (em nome de Jesus Cristo)

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ESTUDO SOBRE O DIVÓRCIO

As estatísticas afirmam que dez anos atrás, havia menos de 100.000 divórcios o Brasil. Hoje são cerca de 200.000. Um em cada quatro casamentos no Brasil acaba em separação. Num período de quase 10 anos, o número de casamentos caiu, e de separações dobrou no país.

As causas do divórcio:

Se divórcio é o atestado do pecado humano, precisamos agora colocar algumas das mais freqüentes razões humanas para a separação. Quais são as razões ou causas da separação entre os casais? Gostaria de mencionar pelo menos quatro causas:

  1. Descuido da vida cristã dos cônjuges
  2. Ausência do perdão
  3. Indisposição à mudanças necessárias
  4. Ausência do amor
  5. Outras razões

 O A. T. já tratava com relação ao divórcio. A grande questão debatida está em Deuteronômio 24:1-4 “Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma carta de divórcio e lha dará na mão, e a despedirá de sua casa”.

 O SIGNIFICADO DA PALAVRA “COISA INDECENTE” DE Dt 24.1

1 – A palavra hebraica, para “indecente” é ‘ervar davar (composto de ‘ervâh, nudez e davar, palavra), “Nudez de Palavra”.

Dando a entender que se trata de algo comprometedor, que a mulher expressa com palavras (palavra nua); palavrões; expressões grosseiras, que revelam falta de respeito; agressividade verbal; rebeldia; insubordinação.

TALMUDE – Doutrina e jurisprudência comentada da lei mosaica com explicações dos textos jurídicos do Pentateuco. O Talmud foi redigido durante aproximadamente mil anos, entre 450 a.C. e 500 d.C. É reconhecido pelos judeus como tendo a mesma autoridade do Antigo Testamento. Esse complexo literário rege a vida judaica até o dia de hoje, e desde longas datas tem exercido forte influência na vida do povo. Define “coisa indecente” de Dt 24:1 de várias maneiras e isso causou um desprezo e banalização do casamento, principalmente para as mulheres, que, logicamente se tornaram as maiores vítimas. Com isso, um judeu poderia dar a carta de divórcio por qualquer coisa, como por exemplo:

a) Abriga atitudes impróprias como andar com o cabelo solto;

b) Andar sozinha pela rua;

c) Conversar com outro homem;

d) Maltratar sogros;

e) Gritar com o marido;

f) Ter má reputação;

g) Revelar hábitos condenáveis.

Tudo isso, segundo  pensamento judaico, está ligado à falta de respeito, a agressividade e à insubordinação da mulher para o casamento.

2 – É evidente que a “coisa indecente” não se referia ao adultério, pois esta era, nesse tempo, condenado com pena de morte – (DT 22.22) – “Se um homem for achado deitado com uma mulher que tem marido, então, ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher e a mulher; assim, eliminarás o mal de Israel”.

O QUE JESUS PREGOU?

MT 19.9 – Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério…“. Gr. “porneia” – dultério, fornicação, homossexualidade, lesbianismo, relação sexual com animais, relação sexual com parentes próximos – Lv 18. A palavra explícita para adultério é “moichao” – ter relação ilícita com a mulher do outro – Mc 10.11-12.

O QUE DEUS PENSA SOBRE O DIVÓRCIO?

Ml 2.16 – Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o divórcio (repúdio)…

ANÁLISE DO TEXTO DE 1CORÍNTIOS 7

O texto de 1Coríntios 7 é que trata de forma mais extensa sobre o divórcio. Algumas questões respondidas por Paulo neste capítulo: sexo no casamento, celibato, divórcio, sobre as virgens e viúvas. Tem três coisas que precisamos ter em mente para entendermos as questões levantadas:

(1)          O dualismo grego. Os coríntios eram cheios de filosofias. A cidade de Corinto só perdia em termos de cultura e literatura para Atenas. Havia várias escolas filosóficas. A idéia que predominava era o dualismo grego: uma visão de mundo que via a realidade sob duas óticas ou o andar de cima e o andar de baixo. Dizia que o que era “espiritual” era bom e tudo que era material era secundário, inferior. Valoriza a alma em detrimento do corpo. Essa idéia influenciava no casamento. Principalmente o sexo. Alguns crentes achavam que o sexo era algo inferior e sem importância no casamento.

(2)          O ambiente sexual da cidade de Corinto. Havia o templo de Afrodite e envolvia a prática da relação sexual com as sacerdotisas (prostituição cultual). Dizem que à noite as sacerdotisas saiam em busca de práticas sexuais na cidade. Um cristão sofria uma pressão muito grande nessa cidade.

(3)          As perseguições aos cristãos corintianos. Poderiam ter os seus bens tomados pelas autoridades da cidade. O que deve um homem fazer? Casar e deixar sua esposa e filhos sujeitos a morte e prisões por causa da perseguição ou ficar solteiro? Posso me separar para servir a Deus? Meu marido não é crente, posso me separar dele para servir melhor a Deus? O que é melhor para os solteiros e as viúvas? Minha filha virgem deve casar-se ou manter-se pura para o Senhor?      

O cap. 7 todo é a resposta de Paulo às perguntas feitas pela igreja de Corinto a respeito da vida conjugal. Suas instruções devem ser lidas à luz do versículo 26: “Tenho, pois, por bom, por causa da instante necessidade”. Um período de grande aflição e perseguição estava para vir sobre os cristãos de então, e nessa situação, a vida conjugal seria difícil.

Podemos inferir do texto algumas perguntas que o Apóstolo Paulo teve que responder.

Resposta a perguntas acerca do casamento

Pergunta: Paulo eu quero servir a Deus, mas o que é melhor, casar ou permanecer solteiro? Resposta: v. 1 e 2.

7.1 – “Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher”.

QUE O HOMEM NÃO TOCASSE EM MULHER. Note-se que “não tocar em mulher” significa, aqui, não ter relações ou contato físico com as mulheres, ou seja, casar-se. É o ato sexual (Gn 20.6; Pv 6.29).

7.2 – “mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido”.

Um dos objetivos do casamento é a satisfação legítima do desejo sexual. Alternativa para a impureza sexual. O padrão aqui é monogâmico. Paulo não era machista, pensa na mulher. 

Pergunta: Como deve ser o sexo para nós casados? Isso não é pecaminoso? Posso casar sem praticar o sexo? Resposta: v. 3 e 4.

7.3 – “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido”. Êx 21.10; 1Pe 3.7.

O MARIDO PAGUE À MULHER. Casou, sexo é dívida. O compromisso do casamento importa em cada cônjuge abrir mão do direito exclusivo ao seu próprio corpo e conceder esse direito ao outro cônjuge. Isso significa que nenhum dos cônjuges deve deixar de atender os desejos sexuais normais do outro. Tais desejos, dentro do casamento são naturais e providos por Deus, e evadir-se da responsabilidade de satisfazer as necessidades maritais do outro cônjuge é expor o casamento às tentações de Satanás no campo do adultério (v.5). A idéia que a abstenção é mais santa veio do paganismo (1Pe 3.7; Hb 13.4).

7.4 – “A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher”.

Poder, i.e., autoridade. Cada cônjuge pertence um ao outro.

Pergunta: Mas Paulo eu gostaria de me santificar me abstendo do sexo, o que fazer? Resposta: v. 5 e 6.

7.5 – “Não vos defraudeis (priveis) um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência”.

Priveis. Defraudeis. Abstenção temporária, com consentimento mútuo e para uma finalidade boa, está certo. Assemelha-se ao jejum (Ec 3.5; Jl 2.16).

7.6 – “Digo, porém, isso como que por permissão e não por mandamento”.

Isto. 7.2-5. Geralmente o homem deve casar-se. Paulo prefere o celibato por boas razões (29, 32, 35) e porque tem um dom (gr charisma) de Deus. O casamento exige dons também (Mt 19.10-12).

Pergunta: O casamento e o celibato são dons ou uma opção? Resposta: v. 7.

7.7 – “Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira, e outro de outra”. At 26.29; 1Co 9.5; 12.11; Mt 19.12. Os Eunucos do Reino (Mt 19.9-12).

Pergunta: Os solteiros e as viúvas devem casar ou não? Resposta: v. 8 e 9.

7.8 – “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu”.

O ideal: ficar livre para melhor servir a Deus (32).

7.9 – “Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se”. 1Tm 5.14

Viver abrasado. Lit. estar no fogo, queimar.

 

Pergunta: E aos que são casados o que tem que fazer? Quando não dá realmente certo? Resposta: v. 10 e 11.

7.10 – “Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido”. 1Co 7.12,25,40; Ml 2.14,16; Mt 5.32; 19.6,9; Mc 10.11; Lc16,18

7.11 – “Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher”.

SE, PORÉM, SE APARTAR, QUE FIQUE SEM CASAR. Paulo está falando da separação sem divórcio formal. Talvez isso se refira a situações em que o cônjuge age de modo a pôr em perigo a vida física ou espiritual da esposa e dos filhos.

Pergunta: E quando um dos dois não é crente, o que fazer? Resposta: v. 12-17.

7.12 – “Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe”.

DIGO EU, NÃO O SENHOR. Não se trata de Paulo meramente dar sua opinião aqui, antes; está declarando que não tem uma citação de Jesus para confirmar o que ele vai escrever. No entanto, o que ele passa a escrever, procede de quem tem autoridade apostólica, sob inspiração divina (25,40; 14.37).

7.13 – “E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe”.

7.14 – “Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido. Doutra sorte, os vossos filhos seriam imundos; mas, agora, são santos”.

MARIDO… MULHER… FILHOS. Por ser crente o marido ou a mulher, ele, ou ela poderá ter uma influência especial para levar o outro cônjuge a aceitar Cristo (1Pe 3.1,2). Isto não significa, todavia, que os filhos de tal lar sejam automaticamente crentes. Eles são santos no sentido de serem separados pela presença de um pai ou mãe crente. Deus por amor do conjugue crente faz uma distinção com relação ao incrédulo. P.ex. Potifar foi abençoado por causa da presença de José em sua casa – Gn 39.3. Abraão intercede por Sodoma e se lá tivesse dez justos o Senhor não a teria destruído – Gn 10.

O Apóstolo Paulo fala no verso seguinte aquilo que os estudiosos entendem como a “exceção Paulina”:

7.15 – “Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz”. Rm 12.18; 14.19; 1Co 14.33; Hb 12.14

NÃO ESTÁ SUJEITO À SERVIDÃO. Se o cônjuge incrédulo escolher a separação, o crente deve aceitá-la, depois de ter feito todo o possível para evitá-la. “não está sujeito à servidão”, significa que o crente fica desobrigado do contrato conjugal. A palavra “servidão” (gr. douloo) significa literalmente “escravizar”. Nesse caso, o crente fiel já não está escravizado aos seus votos conjugais. Tal cônjuge crente abandonado fica livre para casar-se de novo, mas só com um crente (v.39).

7.16 – “Porque, donde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, donde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?”

Este verso pode ser interpretado em duas maneiras: (1) em favor de não dar o divórcio; e, (2) em favor de dar o divórcio. Ou seja, se o descrente quer ir embora não deixe, pode ser que você seja um instrumento para a conversão dele. Ou, se o incrédulo quiser ir embora, deixe que vá, como saberás se salvarás o teu marido? Deus te chamou para paz.

7.17 – “E, assim, cada um ande como Deus lhe repartiu, cada um, como o Senhor o chamou. É o que ordeno em todas as igrejas”.

Pergunta: E no que se refere as ordenanças judaicas, como devemos proceder? Resposta: v. 18-24.

7.18 – “É alguém chamado, estando circuncidado? Fique circuncidado. É alguém chamado, estando incircuncidado? Não se circuncide”. Gl 5.2

7.19 – “A circuncisão é nada, e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus”. Gl 5.6; Jo 15.14; 1Jo 2.3

7.20 – “Cada um fique na vocação em que foi chamado”.

O evangelho pode ser vivido em quaisquer circunstâncias.

7.21“Foste chamado sendo servo? Não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião”.

7.22“porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e, da mesma maneira, também o que é chamado, sendo livre, servo é de Cristo”. Jo 8.36; Rm 6.18; Fm 16; Gl 5.13; Ef 6.6; 1Pe 2.16

7.23 – “Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens”. 1Co 6.20; 1Pe 1.18-19; Lv 25.42

7.24 – “Irmãos, cada um fique diante de Deus no estado em que foi chamado”. 1Co 7.20

Pergunta: E com relação às filhas virgens? Resposta: v. 25-28.

7.25 – “Ora, quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor; dou, porém, o meu parecer, como quem tem alcançado misericórdia do Senhor para ser fiel”. 1Co 7.6,10,40; 8.8,10; 1Tm 1.12,16.

O celibato é apresentado como algo desejável, embora não necessário.

7.26 – “Tenho, pois, por bom, por causa da instante necessidade, que é bom para o homem o estar assim”.

Provavelmente uma circunstância extremamente difícil pela qual passavam os cristãos em Corinto.

7.27 – “Estás ligado à mulher? Não busques separar-te. Estás livre de mulher? Não busques mulher”.

7.28 – “Mas, se te casares, não pecas; e, se a virgem se casar, não peca. Todavia, os tais terão tribulações na carne, e eu quereria poupar-vos”.

“RAZÕES GERAIS DAS RESPOSTAS DE PAULO”

7.29 – “Isto, porém, vos digo, irmãos: que o tempo se abrevia; o que resta é que também os que têm mulheres sejam como se as não tivessem”. Rm 13.11; 1Pe 4.7; 2Pe 3.8-9

7.30 – “e os que choram, como se não chorassem; e os que folgam, como se não folgassem; e os que compram, como se não possuíssem”.

7.31 – “e os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa”.

7.32 – “E bem quisera eu que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor”. 1Tm 5.5

7.33 – “mas o que é casado cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher”.

7.34 – “Há diferença entre a mulher casada e a virgem: a solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido”.

7.35 – “E digo isso para proveito vosso; não para vos enlaçar, mas para o que é decente e conveniente, para vos unirdes ao Senhor, sem distração alguma”.

7.36 – “Mas, se alguém julga que trata dignamente a sua virgem, se tiver passado a flor da idade, e se for necessário, que faça o tal o que quiser; não peca; casem-se”.

7.37 – “Todavia, o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas com poder sobre a sua própria vontade, se resolveu no seu coração guardar a sua virgem, faz bem”.

7.38 – “De sorte que, o que a dá em casamento faz bem; mas o que a não dá em casamento faz melhor”. Hb 13.4

7.39 – “A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo em que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor”. Rm 7.2; 2Co 6.14

7.40 – “Será, porém, mais bem-aventurada se ficar assim, segundo o meu parecer, e também eu cuido que tenho o Espírito de Deus”. 1Co 7.25; 1Ts4.8

Neste v., Paulo não duvida da sua autoridade, mas ironicamente combate os líderes que negaram sua autoridade em Corinto (cf. 1.1, 7; 9.1s; 12.25).

“CONSIDERAÇÕES FINAIS”

1 – Seja qual for a situação dos cônjuges, o divórcio só deveria ser pleiteado depois de esgotados todos os recursos, sob todos os pontos de vista. Daí é permitido o divórcio em caso de adultério e, segundo Paulo, de abandono do lar por parte do descrente.  

2 – Cada casal deve procurar, com ajuda de Deus e da Igreja, resolver seus problemas conjugais, antes que estes destruam seu matrimônio.

3 – A luz da Bíblia, o fim do casamento deve ser a morte de um dos cônjuges, mas nunca o divórcio.

4 – Não podemos entre nós proibir, nem impedir o divórcio, mas podemos e devemos desmotivá-lo e evitá-lo, mediante a exposição da doutrina bíblica.

5 – Deus abomina o divórcio. (Ml 2.14) “portanto cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis”.

6 – Apesar de Deus abominar (aborrece, detesta) o divórcio, Ele permite para amparar e defender o cônjuge ferido.

7 – Mesmo se um crente se divorciar, quando realmente é comprovado que não teve condições de reconciliação, e, conforme Jesus, cometer adultério casando-se com outro, Jesus mesmo perdoa os pecados dos mesmos e os trazem a comunhão com Ele.

in Maluco por Jesus

Fique atento ao seu “Pastor” (e a Igreja)

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Pastores-Cães

Infelizmente, igrejas fundamentadas na Bíblia estão se tornando cada vez mais raras nestes últimos dias. Os fundamentos da doutrina cristã estão sendo abandonados pela aceitação do erro e da heresia. A enganação está aumentando e muitas ovelhas de Deus estão sendo enganadas por charlatões disfarçados de ministro do evangelho. Os promotores desse quadro decadente são os pastores-cães sempre desejosos de agradar e de alcançar a aprovação dos homens. Esses maus líderes gostam de bajular para obter confiança e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples. Em Filipenses 3:2 o apóstolo Paulo assinala: “Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros”. Uma das passagens mais dramáticas da Bíblia é Isaías 56:11 onde o profeta dá as características dos pastores-cães “Estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte”. Como se observa no versículo, os pastores-cães são extremamente cobiçosos, de torpe ganância, avarentos; sevem ao seu próprio ventre; sempre buscam a sua satisfação pessoal deixando as ovelhas ao abandono. A idéia de um cão pastoreando ovelhas é contraproducente ao Evangelho. Jesus enfatizou que “O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas”. O bom pastor, não ladra, não rosna, não rezinga, não ataca, não coloca o rebanho em apuros, não alarga o caminho estreito, mas fala o que convém à sã doutrina. O objetivo primordial do bom pastor é colocar seu rebanho sob o temor contínuo do Senhor.

Os pastores-cães buscam os louvores de seus ouvintes e, jactando-se dos bancos cheios aos domingos, arvoram a bandeira falsa do avivamento. Esses maus líderes estão preocupados em solucionar as neuroses das pessoas, revestindo de açúcar seus sermões. Esquecem eles, que o único remédio para a cura dos males que afligem os homens, seja na mente ou no coração é a Palavra de Deus. Uma estratégia usada pelos pastores-cães é manter um perfil discreto e dar aos ouvintes o que eles querem, esperando que voltem no próximo domingo. Esses enganadores fazem com que as pessoas pensem que foram curadas dos seus pecados quando nunca souberam que estavam enfermas, eles colocam vestimenta de justiça sobre os seus ouvintes quando nunca souberam que estavam nus. Seus sermões são uma espécie de chá de eva-doce para acalmar os pecadores, mantê-los confortáveis e domesticá-los. Pregam um Deus meloso, bonachão que não faz exigências. Suas mensagens não têm a capacidade de arar a terra com profunidade, não rompe o solo rochoso da alma humana, não vai além da superfície.

Nas igrejas dos pastores-cães a fé virou show, a adoração virou entretenimento, a santidade deu lugar ao “não tem nada a ver”, a cruz foi substituída por outra mais macia, ou seja, a freqüência do povo à igreja é comparada com o número de pessoas que vai a um parque de diversões. A igreja desses pastores-cães é a igreja da Aceitação: o pecado não é tratado com seriedade, todos podem entrar e permanecer pecadores contumazes. Esses maus líderes não entendem que clubes sociais construídos sobre o nome de Jesus Cristo não são a igreja do Novo Testamento. Um pregador que deixa de “quebrar alguns ovos” regularmente, por que tem o objetivo de ser popular, não está qualificado para o ministério. Uma característica marcante desses pastores-cães é que as experiências têm maior peso que as Escrituras. Quando as pessoas desmaiam na igreja, ou riem descontroladamente, ou latem como cachorros, ou miam como gatos, ou rugem como leões, ou se arrastam como cobras, esses pastores acham que todas essas manifestações são de Deus. Para esses réprobos a Bíblia somente é importante quando não contradiz suas experiências.

O salário altíssimo é a marca principal desses pastores-cães. A Bíblia diz que o trabalhador é digno do seu salário. Portanto, não há nada de errado um pastor receber um salário adequado. Mas, quando o pastor torna-se milionário e vive em uma grande mansão com carros do último tipo conseguidos do seu rebanho, é um lobo mercenário. Esses mercenários têm mundanizado o Evangelho. Para eles, o sucesso de uma empresa multinacional é o modelo a ser imitado pela sua igreja.

É preciso entender que o mundo dos negócios está preocupado com a aparência e o lucro e não pode ser modelo para a igreja do Senhor Jesus Cristo. O verdadeiro pastor que não é mercenário é como Moisés que “permaneceu firme como quem vê o invisível” (Hb 11:27), ou seja, os seus olhos estavam sobre o invisível, o reino espiritual de Deus, não no reino deste mundo.

Os pastores-cães induzem o povo ao erro através de alianças com o que é profano. Para isso usam de jargões atraentes e diplomáticos do tipo: “Unidade na diversidade”, ”O amor une a doutrina divide”, “Devemos construir pontes e não muros”, “O verdadeiro cartão de identidade do cristão é o amor”. Através dessas frases engenhosamente bem construídas erros doutrinários grosseiros têm sido tolerados em nome do amor. Cristianismo é acima de tudo união de gregos e troianos, judeus e gentios, negros e brancos, ricos e pobres, todos unidos numa só fé. Mas, o cristianismo verdadeiro não tolera a conjugação entre o certo e o errado, a verdade e a mentira, a luz e a escuridão. A unidade não deve ser meramente espiritual, mas acima de tudo deve ser bíblico-doutrinária. Assim como a água e o óleo não se misturam, verdade e erro não podem combinar para produzir algo bom. Deus é amor, mas é também santo por isso não dá para justificar a união do santo com o profano como querem os pastores-cães. Em 2 Tessalonicenses Paulo exorta dizendo : “ Se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal e não vos mistureis com ele”. No capítulo 16 verso 17 aos Romanos, Paulo assinala dizendo: “Rogo-vos irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes, desviai-vos deles”.

No livro apocalipse há uma sentença severa para os pastores-cães “Ficarão de fora os cães” (AP 22:15). Cabem a nós, ovelhas, ficarmos atentos para a solene advertência: CUIDADO: PASTORES-CÃES!

Autor: Ir. Marcos Pinheiro
Fonte: [ Voltemos às Raízes ]

Parábola da Mudança

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(Ez 12:1-28)

 Chegamos agora à segunda série de parábolas de condenação, em ações e em palavras, que se estende até o final do capítulo 14. Lamenta­velmente, também esses sinais não quebraram o orgulho ímpio dos que se julgavam invencíveis! Ezequiel re­cebeu ordens de à vista do povo fa­zer as vezes de um exilado partindo de sua casa e de seu país, preparan­do os “trastes, como para mudança” e levando-os de um lugar para ou­tro. O que o profeta retratou foi a casa rebelde de Israel, com o prínci­pe deixando tudo para trás, exceto “os trastes”, que “levará aos ombros e às escuras”. O rei Zedequias seria levado cativo para Babilônia, mas não a veria. Cegado, morreria sem ver a terra dos seus conquistadores (Jr 39:4-7; 52:4-11; 2Rs 25:1-7).

Ezequiel estava encarregado de fazer ao povo outra demonstração visual, transmitida por um quadro falado de ações, a saber: comeria pão e beberia água com medo e cuidado e, por esse sinal, profetizaria as de­solações cue sobreviriam a Jerusa­lém, quando seus habitantes teriam a escassez de provisões comum em épocas de sítio. O capítulo termina com duas mensagens da parte de Deus (21-25; 26-28) com o propósito de refutar objeções, segundo as quais as profecias de juízo anunciadas ha­via tanto tempo não se cumpririam senão num futuro remoto. Dois pro­vérbios tentam mostrar que a profe­cia não se cumpriu, sendo adiada para um período muito distante. Mas Ezequiel recebe a incumbência de anunciar a iminência do castigo di­vino e o cumprimento de cada pala­vra proferida. Os pecadores que ex­perimentam a paciência, a tolerân­cia e a longanimidade, escondem-se num falso refúgio se acreditam que Deus não executará a sua palavra a respeito da condenação derradei­ra, caso persistam e morram em seus pecados (v. Ec8:ll; Am 6:3; Mt 24:43; lTs 5:3; 2Pe 3:4). No capítu­lo seguinte, Ezequiel denuncia os falsos profetas e profetisas, que, com mensagens mentirosas, haviam dado ao povo um falso senso de se­gurança, que o profeta comparou a uma parede construída com arga-massa fraca, contra a qual o Senhor trará um vento tempestuoso para

que seja furiosamente devastada com os que a construíram (Ez 13:10-16). As falsas profetisas, não men­cionadas em nenhum outro lugar do AT, aí se acham para uma menção especial e para um juízo específico (Ez 13:17-23). O trato severo de Deus com todos esses falsos mensa­geiros e adoradores será motivo de espanto (Ez 14:7-8).

Parábola do homem com um tinteiro

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(Ez 9 e 10)

Essa visão do profeta guarda re­lação com as anteriores. Os capítu­los anteriores trataram de desmas­carar o pecado de Israel; temos ago­ra a conseqüente punição e a identi­ficação dos fiéis. Uma característica marcante desses capítulos é a dife­renciação que Deus faz na hora de aplicar o seu juízo. Podem-se obser­var aí aspectos inconfundíveis, como:

1. O homem com um tinteiro. Entre os seis homens que vinham da porta alta, havia um que não estava armado com uma espada, mas tra­zia um tinteiro de escrivão. Seu “ves­tido de linho” distinguia sua função da dos seis oficiais da vingança. Usado pelo sumo sacerdote, o linho branco simbolizava pureza (Lv 16:4). Na cintura desse homem com aparência de sacerdote havia um “tinteiro”, um pequeno estojo com canetas, tinta e faca, material usa­do pelos escribas orientais. Não te­mos nenhum indício acerca da iden­tidade do homem com o tinteiro. “Ele é simplesmente necessário à visão”, diz Elicott, “um mensageiro angelical, para identificar aqueles cuja fidelidade a Deus em meio aos perversos ao redor os exclui da con­denação” (Ap 7:3). Alguns comenta­ristas vêem nesse homem uma fi­gura do Sumo Sacerdote celeste, cuja tarefa especial é a salvação e carrega seu tinteiro para “marcar” os seus eleitos e escrever seus no­mes no livro da vida (Êx 12:7; Ap 7:3; 9:4; 13:8-11,17; 20:4).

2. O sinal nas testas (Ez 9:4). De­pois que a glória do Senhor se levan­tou do templo, os.seis homens arma­dos passaram pela cidade para matar os habitantes, mas o que estava com o tinteiro foi na frente, marcando na testa os que suspiravam pelas abomi-nações desmascaradas e denunciadas. Enquanto os seis homens seguiam, matando os que não estavam assina­lados, eram poupados os marcados, que choravam pela razão do castigo e o terrível processo de condenação.

Essa marcação simbólica é co­mum nas Escrituras (Êx 12:7,13; 28:36; Ap 7:3; 9:4; 14:1); e era neces­sária para guiar os agentes ange­licais e humanos que deviam execu­tar as ordens divinas. Avisão de con­denação aterrorizou tanto Ezequiel, que clamou em oração, nada tendo por resposta senão que o juízo era irrevogável, sem levar em conta des­cendência ou posição. Somente os marcados, que não tiveram parte na iniqüidade da nação e por ela se en­tristeceram foram por misericórdia poupados do massacre. O fato de te­rem sido marcados na testa (região do corpo de maior destaque) mos­trava que o fato de não incorrem na condenação seria manifesto a todos (Jr 15:11; 39:11-18; Ap 13:16; 14:1,9). Na hora do castigo, Deus faz acepção de pessoas. Isso fica eviden­ciado no fato sentencioso de que o terrível juízo apresentado iniciou-se pelo Santuário (9:6). Deus não poupou os anjos que pecaram, mes­mo sendo anjos.

3. A visão de um trono (Ez 10:1-22). O homem com o tinteiro, que passou pela cidade para marcar os que suspiravam e gemiam, agora obe­dece à ordem de passar por entre as rodas, pegar nas mãos brasas acesas e espalhá-las pela cidade. Os querubins, já vistos por Ezequiel, re­aparecem para assinalar o retorno da glória do Senhor. Aqui estão intima­mente associados ao processo de con­denação que Ezequiel passa a expor. O homem que apanhou o fogo e o es­palhou por Jerusalém passou por entre as rodas, e a glória visível do Senhor, quando se levantou do limi­ar, agora se mescla às rodas e aos querubins. O objetivo dessa visão era evidenciar que o Senhor, entronizado acima dos querubins, executava os seus justos juízos por meio dos babilônios. Israel achava-se condena­do diante do Senhor, o qual, por não tolerar o desprezo para com a sua misericórdia, determinou todo o seu poder, no céu e na terra, para punir a desprezível ingratidão daqueles a quem abençoara de modo tão especi­al. Avisão revela, na perspectiva cor­reta, a lúgubre culpa de Israel e suas horrendas conseqüências.

Robert Lockyer.

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