O Mundo está se afogando no LAMAÇAL do PECADO !
As pessoas estão se dirigindo a passos largos pro INFERNO !!!
Portanto, PREGUE A PALAVRA DE DEUS URGENTEMENTE !!!
Eu sou perdidamente apaixonado por Ele ! E você quer ser ? (Deus atraiu você a este blog ! Porque razão ? PENSE NISSO !)
27.04.2012
Evangelismo e Missões, Notícias, Projetos, Vídeos Amor, Amor pelos Perdidos, Evangelismo, Misericórdia, Missões, Piedade 3 Comentários
O Mundo está se afogando no LAMAÇAL do PECADO !
As pessoas estão se dirigindo a passos largos pro INFERNO !!!
Portanto, PREGUE A PALAVRA DE DEUS URGENTEMENTE !!!
20.07.2011
Catolicismo: Respostas Bíblicas !, Cultura, Devocionais, Diversos, História da Igreja, Mundo Gospel Adoração, Amor, Assembleianos, Avivamento, BAtistas, Calvinistas, Caridade, Catolicismo Corrupto, Ceia do Senhor, Comunhão, Confissão de Fé, Congregacionais, Corpo de Cristo, Cristo, Culto, Culto ao Senhor, Denominação Evangélica, Encontro com Deus, Escola Dominical, Escolha, Evangélicos, Evangelismo, Harminianistas, Igraja Católica, Igreja de Cristo, Igreja Evangélica, Igrejas, Maluco por Jesus, Noiva do Cordeiro, Presbiterianos, Protestantes, Reforma Protestante, Roma Corrupta, Sentimento, Servir, Somos Nós, Templo 1 Comentário
“Como eu posso achar uma igreja onde eu ouvirei Cristo pregado por Sua Palavra, sem todos esses erros e distrações?” Esta é uma questão que tenho feito a mim mesmo em muitas ocasiões. É fácil entender a preocupação e até a frustração que acompanha a busca pelo lugar apropriado para adorar. Primeiro, assim como com os rótulos de produtos, é importante examinar o que os rótulos da igreja significam e o que eles não significam. Lendo os rótulos
Se você cresceu na Europa, escolher uma igreja não deve ser tão difícil. Depois da Reforma, cada denominação obteve sua própria “área”; assim, se você tivesse nascido, por exemplo, num cantão italiano na Suíça, você seria católico romano, enquanto uma pessoa nascida em Genebra, de língua francesa, provavelmente seria protestante. Algumas vezes, nações inteiras (ou a linhagem reinante de um monarca) compartilham uma confissão comum: A Igreja da Inglaterra, a Igreja da Escócia, a Igreja da Suécia, a Igreja Reformada Holandesa, e assim por diante.
Quando a América tornou-se o porto para grupos que queriam “recomeçar” no Novo Mundo, trazendo o Evangelho aos nativos e escapando da perseguição em suas igrejas estatais, muitos simplesmente trouxeram seu entendimento de igrejas estatais regionais do Velho Mundo. Por exemplo, os puritanos da Nova Inglaterra instituíram o Congregacionalismo e obstaram a cidadania aos quakers e católicos romanos. Isto foi, na verdade, mais generoso do que a perseguição da política na Europa, na época, quando os não-conformistas eram presos e algumas vezes até executados.
Entretanto, na época que nossa nação foi fundada, ficou claro que não haveria igrejas estatais sancionadas oficialmente pela república americana, mas que os americanos seriam livres para seguir suas consciências. Este processo, não obstante a todos os seus benefícios, criou um livre-para-tudo no qual as denominações competem pelas almas. Esta liberdade estimulou a criação de centenas de novas seitas e cultos no século dezenove; tudo desde mormonismo, racionalismo cristão e testemunhas de Jeová, até culto da comida saudável, seitas pentecostais radicais e grupos que aumentaram seus números de membros fazendo predições sobre os eventos proféticos do fim dos tempos. Os últimos dois anos têm sido um exercício de espiritualidade estilo cafeteria (onde os fregueses servem a si próprios) ou, como um amigo na Inglaterra chama, religião de livre empreendimento. A questão não é tanto a verdade que deve ser defendida e passada adiante, mas “o que funciona pra você”; em outras palavras, escolher uma igreja é uma questão de gosto.
Isto explica a origem dos rótulos. Como nós os lemos? Em primeiro lugar, há as denominações protestantes tradicionais que conceberam e modelaram a origem da maioria das instituições da América no século vinte: os Congregacionalistas, Presbiterianos e Reformados (Holandeses, Alemães, Húngaros, Franceses), Episcopais, Batistas, Luteranos e Metodistas. A primeira grande dissensão no protestantismo aconteceu entre os Luteranos e os Reformados, mas outras denominações protestantes (Congregacionalistas, Presbiterianos, Episcopais) são parte da árvore genealógica dos Reformados ou Calvinistas (nota: enquanto os Batistas Arminianos freqüentemente traçam sua ascendência até os Anabatistas, os Calvinistas Batistas consideram-se como aqueles que divergem do Calvinismo somente nos assuntos relacionados à teologia da aliança e aos sacramentos). Em outras palavras, eles compartilham uma crença comum sobre Deus, humanidade, Cristo, salvação e outras coisas essenciais, mas diferem sobre outros temas importantes. Por exemplo, Congregacionalistas crêem que as igrejas podem ser independentemente governadas pela congregação; Presbiterianos alegam que a palavra “presbítero” no Novo Testamento, significando “ancião”, pressupõe uma forma de governo eclesiástico baseado em irmãos-anciãos ordenando as igrejas em uma área determinada, e os Episcopais insistem numa hierarquia de pastores (bispos) sobre outros pastores (ministros).
Historicamente, a forma de governo da igreja, dividiu estas igrejas e não a discordância sobre o meio de salvação.
O reavivalismo e individualismo fronteiriço nos anos de 1800, levaram a uma explosão de cultos e seitas. Autoproclamados “profetas” afastaram muitas pessoas das igrejas protestantes tradicionais e muitos deles são hoje grupos organizados: a Igreja de Cristo, Discípulos de Cristo e uma hoste de grupos pentecostais. Grupos pietistas (a maioria descendendo dos Luteranos) acrescentaram divisões à lista. Eles criam que o protestantismo tradicional perdera seu primeiro amor por causa da ênfase doutrinária. Entre eles estão as denominações Brethren (dos Irmãos), Igrejas Livres (Evangélica Livre, Aliança Evangélica, etc), e uma multidão de igrejas independentes que surgiram no último século e meio. Na metade do século vinte muitas delas adotaram a teologia dispensasionalista de J. N. Darby.
Enquanto isto, as próprias denominações protestantes tradicionais começaram a tolerar e depois abraçar o Iluminismo, com sua crença na bondade humana, explicações naturais para tudo e a rejeição da necessidade da intervenção divina, revelação ou salvação.
Durante a primeira metade do século vinte, estas denominações experimentaram seu maior cisma. Isto deu origem a uma grande quantidade de novas denominações no cenário religioso. Por exemplo, somente entre os presbiterianos, onde havia somente uma Igreja Presbiteriana na América, existem hoje muitas. (…)[1]
Enquanto existem muitas divisões no protestantismo americano, existe também um constante estímulo à reunião das igrejas divididas, contanto que haja uma fé ortodoxa. Muitas das denominações há pouco mencionadas gozam de íntimas relações fraternas.
As denominações reformadas estão intimamente afiliadas com as presbiterianas; na verdade, a tradição é comumente chamada “a tradição reformada presbiteriana”. Muitas igrejas na Europa são parte das “igrejas regionais” mencionadas anteriormente. Elas têm histórias diferentes, não por causa de diferenças doutrinárias, mas porque vieram de diferentes contextos étnicos, lingüísticos, culturais e históricos. (…)
Congregacionalistas de modo geral, não têm uma confissão de fé ou catecismo. Os presbiterianos usam a Confissão de Fé de Westiminster e os Catecismos Menor e Maior; os reformados usam as “três formas de unidade” – a Confissão Belga, o Catecismo de Heidelberg e os Cânons do Sínodo de Dort; luteranos usam o Livro da Concórdia, que inclue a Confissão de Augsburg e empregam os Catecismos Menor e Maior de Lutero; os episcopais têm os Trinta e Nove Artigos da Religião como sua confissão. Cada uma destas confissões e catecismos foram escritos durante ou logo depois da Reforma. À medida que uma denominação ou igreja julga suas pregações, ensinos, culto e a vida da igreja por estes padrões, ela é “confessional”. A maioria das igrejas “mães” hoje, ou ignora suas confissões, ou permite que seus pastores e oficiais rejeitem sua confissão oficial de fé. Muitos “braços” evangélicos conservadores fazem o mesmo, não tanto pela rejeição absoluta do correto ensino, mas por uma apatia no que se refere a doutrina, credo, confissões e a instrução catequética dos jovens. Em ambos os casos o resultado é o mesmo: uma geração de cristãos professos que desconhece seus próprios credos o suficiente para ser capaz de questionar e examinar.
Seja cuidadoso para não ler os rótulos de muito perto. Por exemplo, embora a Igreja Unida de Cristo (não confundir com as Igrejas de Cristo ou Discípulos de Cristo) seja a mais liberal denominação da nação, julgando pela sua vanguarda diplomática, é possível achar uma paróquia decente desta igreja na sua vizinhança. De fato, é possível que uma congregação da Igreja Presbiteriana dos EUA (mãe) da vizinhança, possa atualmente ser mais comprometida com a fé reformada do que uma igreja que pertença a um ramo evangélico mais conservador do presbiterianismo. Não é provável, mas é possível. Hoje em dia, você não pode julgar sempre uma igreja pelo seu nome.
Tenha certeza que sua “igreja” é uma igreja
Até este século, cristãos de todos os tipos criam que há igrejas verdadeiras e igrejas falsas. Só porque está escrito “igreja” sobre a porta não significa que ela seja uma. Daí porque os reformadores retiraram das Escrituras duas inegáveis marcas da igreja verdadeira: é onde a Palavra de Deus é pregada de forma verdadeira e os sacramentos são administrados corretamente.
Certamente, os reformadores sabiam que isto acontece em graus variados. Por exemplo, mesmo numa igreja protestante conservadora alguém pode ser desapontado com o manuseio de um certo texto. Alguém pode estar absolutamente convencido que o pregador errou em sua explanação, mas isto não significa que esta igreja não deva mais ser considerada como uma igreja verdadeira. Os reformadores tinham em vista que ela tinha de ser uma igreja na qual a clara pregação do texto se focalizava na promessa de Cristo em salvar os pecadores. Em outras palavras, a pregação da Lei e do Evangelho deve ser claramente afirmada e proclamada na paróquia local, para ser considerada uma igreja verdadeira. Quando uma denominação ou uma igreja rejeita oficialmente o Evangelho ou qualquer ensino essencial do Credo Niceno, ela comete apostasia e não faz mais parte do corpo visível de Cristo. Indivíduos dentro dela podem ser salvos, mas a congregação ou denominação apartou-se oficialmente da igreja visível de Cristo.
A segunda marca da igreja verdadeira é que os sacramentos são aceitos e empregados, ao lado da Palavra, como meios de graça. Os protestantes reformados, presbiterianos e luteranos, tradicionalmente têm argüido que “a administração correta dos sacramentos” seguramente requer o batismo infantil e a rejeição de qualquer concepção da Ceia do Senhor que a reduza a um mero símbolo ou memorial. De novo, isto não significa que pessoas que discordam desta definição não são realmente cristãs; é uma questão do que propriamente constitui uma igreja visível ordenada corretamente.
Se uma igreja preenche estas definições, você precisa menosprezar outros problemas. Quando o gosto, ao invés da verdade, é o critério para a escolha de uma igreja, as pessoas colocarão estilo de música, programas e atividades infantis no topo da lista. O ponto mais importante é este: Este é um lugar onde Deus e Sua revelação na pessoa e obra de Cristo são claramente declarados, e onde as pessoas são sérias sobre crescimento em Cristo através da Palavra, sacramento, oração, evangelismo e missões? Este é um lugar onde meus filhos serão ensinados em adição as instruções que receberão em casa? Eles crescerão ouvindo o Evangelho?
De volta aos pontos essenciais – O que você pergunta ao pastor?
Se você não pode julgar uma igreja por seu rótulo, como poderá julgá-la? Aqui estão algumas perguntas para o pastor:
1. Qual é o ponto de vista da igreja sobre a Escritura? Ela é infalível, a única autoridade de fé e prática?
2. Qual é a confissão de fé da igreja? Onde este ministro específico se baseia nela? Ela é o critério para o ensino e a pregação da Palavra de Deus?
Se você realmente for “sortudo”, você pode até achar uma igreja que ainda use seu catecismo. Uma confissão de fé não é igual a Escritura, mas apresenta o que o corpo da igreja crê que a Palavra de Deus ensina e requer que nós saibamos. Um catecismo é simplesmente um meio de instrução sobre a confissão de fé, geralmente através de perguntas e respostas, com textos bíblicos sustentando cada resposta. Em muitas denominações confessionalmente consistentes, alguém poderá achar um currículo da escola dominical que acompanhará a pessoa por todo o caminho desde a idade pré-escolar até o crepúsculo dos anos. Isto é importante, porque organiza nossos pensamentos sobre Deus e o estudo da Escritura num conjunto coerente, claro e sistemático.
3. O culto é conduzido como um encontro de Deus com Seu povo para dar-lhes Sua graça e para que eles lhes respondam em agradecimento? Ou é modelado pelo entretenimento?
4. Jesus Cristo é proclamado como um herói moral ou como Redentor? Em outras palavras, Ele está em igualdade com Freud, Benjamim Franklin, um político e um profeta dos últimos dias, ou a pregação é concernente a “Cristo e este crucificado” como Paulo a colocou?
Se você deve sair
Os cristãos reformados “não jogam o bebê fora junto com a água da banheira” na rejeição dos erros do romanismo. Nós ainda temos uma elevada doutrina da igreja, e isto é o que torna excessivamente difícil deixar uma igreja ou denominação que está corrompida. Muitas vezes é difícil decidir quando chega o tempo da separação.
Se uma congregação local se aparta da fé, é legítimo permanecer nela para tentar mudá-la, enquanto a confissão de fé oficial não tiver sido ainda finalmente rejeitada? Eu creio que sim, e que Deus nos chama para manter nossas igrejas e denominações responsáveis por suas próprias confissões. Enquanto a confissão de fé oficial permanecer, é assumido que cada um no ministério daquela denominação concorda com seus artigos. Se não, os pastores que com suas bocas prometem preservar a confissão estão na realidade fazendo exatamente o oposto e são, portanto, desonestos. Não é você que tem que partir, porque você está sendo fiel à confissão de fé da igreja e até que a denominação oficialmente rejeite esta confissão, você está certamente livre (mas não obrigado) a permanecer nela com o objetivo de trazê-la de volta à prática confidência naquela fé. Aqui, dependendo do regime da denominação, um processo de tribunais eclesiásticos graduados provê reformas justas e ordeiras.
Muitos leitores podem fazer parte de uma igreja sem denominação que não possui um estatuto formal de fé. Como você pode manter seu pastor na pregação e ensino da mensagem evangélica se, pela leitura dele da Escritura, ele é convencido de outra interpretação, não importando o quanto ela seja estranha? Esta é a mais difícil situação. Se a Palavra não é corretamente pregada (ou seja, uma afirmativa clara dos credos essenciais) e os sacramentos não são corretamente ministrados, sendo os pastores responsáveis por alguém além deles mesmos e de seus admiradores, esta não é uma igreja verdadeira. Abandonar uma seita não só é tolerável, mas necessário. Reformar uma igreja é suficientemente difícil, mas se uma assembléia de crentes não é biblicamente propensa para chamar-se “igreja”, e não deseja caminhar nessa direção, o passo mais sábio seria buscar com devoção, uma igreja que está tentando, débil ou dedicadamente, ser uma igreja verdadeira.
O que quer que você faça, resista a tentação (e ela será grande) de abandonar ou diminuir sua freqüência na igreja. Esta não é uma opção para o crente, embora seja muito atrativa, especialmente quando se contentar com o cardápio local algumas vezes não é tão atraente.
Uma última colocação sobre este ponto. Se você precisa sair, faça-o com caridade e civilidade. Não faça alarde sobre isto, tornando sua partida um assunto de conhecimento público. Siga sua consciência, mas entenda que a razão pela qual outros não vêem as coisas do seu jeito é que eles simplesmente não estão persuadidos ainda das convicções que motivaram sua saída. Você precisará de oração, sabedoria e conselhos de vez em quando, como estes.
Buscando sentimento
Finalmente, esteja certo de que a igreja que você escolher “busca sentimento”. Isto tem sido a nova palavra-chave nos círculos de crescimento da igreja, e é geralmente usada como uma desculpa para legitimar o esvaziamento de todo pensamento, liturgia, dignidade e senso de transcendência e centralidade de Deus. A igreja é replanejada para ir ao encontro das necessidades do incrédulo. Depois de ser perguntado que tipo de igreja eles gostariam de freqüentar, os peritos em marketing da igreja moderna dizem aos pastores como construí-las.
Assim, porque eu sugiro a você que a igreja que você escolher deve “buscar sentimento”? Em João 4, Jesus diz a mulher samaritana, “Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo.4: 21-24). Note que assim como depositamos nossa confiança na nossa própria denominação ou congregação como a igreja verdadeira, Jesus nos diz que não é uma questão de em que montanha nós adoramos, porque agora Deus reside no corpo de Cristo, que é a igreja. Deus diz que a adoração deve ser em Espírito e em verdade. Ou seja, o Espírito e a Palavra devem andar juntos. Não pode haver atividade do Espírito Santo independentemente da Palavra, e qualquer atividade da Palavra depende do Espírito Santo para ser eficaz.
Certamente, devemos “buscar sentimento”, mas há uma importante distinção aqui: Deus diz que Ele procura adoradores. O moderno conceito de crescimento de igreja está baseado no erro do arminianismo, onde o homem acha a Deus. Assim, nós deixamos de lado a adoração a Deus pelo critério que Ele estabeleceu (o Espírito Santo e a verdade) com o propósito de “buscar sentimento”. Afinal de contas, nós salvamos pessoas e as trazemos para o reino, certo? Esta é a suposição. Mas se Deus é aquele que busca, nossa missão é achar uma congregação onde Deus é servido com adoração, mesmo quando a mensagem ou estilo possa ser estranho ou mesmo desagradável aos incrédulos. Se for, pode ser por nossa culpa ou também por causa da Palavra de Deus estar fazendo simplesmente o que ela faz. Se este é o caso, estamos em boa companhia com os apóstolos, mártires e reformadores antes de nós.
[1] Certas partes do texto dizem respeito ao desenvolvimento histórico americano das denominações. Por este motivo, foram retiradas do texto por ser específico à realidade norte americana. Estas partes estão identificadas por este sinal: (…)
Por Michael S. Horton
Biblioteca Reformada ARPAV
22.11.2010
TEMÁTICAS Acode, Amor, Carinho, Comum entre Todos, Comunismo, Disponibilidade, Generosidade, Hospedar, Hospitalidade, Maluco por Jesus, Necessidade, Servir Deixe o seu comentário
A hospitalidade é uma forma prática de servir a Deus.
Gênesis 18.3-5:
“E disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo. Eia, traga-se um pouco d’água, e lavai os pés e recostai-vos debaixo da árvore; e trarei um bocado de pão; refazei as vossas forças, e depois passareis adiante; porquanto por isso chegastes ate o vosso servo. Responderam-lhe: Faze assim como disseste.”
Ao aceitar a hospitalidade, damos oportunidade a outros de praticar a generosidade.
Lucas 10.7:
“Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; pois digno é o trabalhador do seu salário. Não andeis de casa em casa.”
A hospitalidade é um dom que melhora quanto mais se usa.
Romanos 12.13:
“Acudi aos santos nas suas necessidades, exercei a hospitalidade.”
Ao ser hospitaleiros, podemos até hospedar anjos.
Hebreus 13.2:
“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.”
29.10.2010
TEMÁTICAS Amor, Boas Novas, Crer, Cruz do Calvário, Doar-se, Evangelho, Jesus Cristo, Maluco por Jesus, Mandamentos, Nova Aliança, Novo Testamento, Obediência, Sacrifício, Salvação 1 Comentário
O Evangelho deve ser comunicado sem distorção.
2 Coríntios 4:2
“Pelo contrário, rejeitamos as coisas ocultas, que são vergonhosas, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; mas, pela manifestação da verdade, nós nos recomendamos à consciência de todos os homens diante de Deus.”
Se eu sei que Jesus morreu por mim, então que devo fazer ? Devo responder tendo fé Nele.
João 1:12
“Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.”
O evangelho requer uma decisão que mude a nossa vida.
1 Tessalonicenses 1:4-5
“Conhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição; porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo e em plena convicção, como bem sabeis quais fomos entre vós por amor de vós.”
Jesus nos deu o comando de levar o evangelho a todo o mundo.
Mateus 28:18-19
“E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”
Devemos comunicar o Evangelho sem nos envergonharmos.
Romanos 1:16
“Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.”
25.10.2010
Devocionais, Vídeos Adolescentes, Adoração, Aldo Corrêa, Amor, Consagração, Coragem, Força, Jovens, Juventude, Maluco por Jesus, Música, Ministério, Mocidade, Rock, Santificação Deixe o seu comentário
Durante a juventude é uma altura para desenvolver uma relação com Deus.
Eclesiastes 12:1:
“Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles.”
20.10.2010
Devocionais, Vídeos Amor, Maluco por Jesus, Aflição, Misericórdia, Aldo Corrêa, Ajuda do Alto, Pena, Dó, Refúgio, Fortaleza, Angústia, Socorro, SOS, Pedido, Pleito, Miserável, Clamor Deixe o seu comentário
Deus ouvirá o seu pedido de ajuda.
Salmos 22:24:
“Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem dele escondeu o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu.”
13.10.2010
TEMÁTICAS Amor, Humildade, Igreja, Jesus, Líder, Liderança, Obediência, Pastor, Servir Deixe o seu comentário
Os bons líderes delegam o trabalho e mostram apreciação pelo trabalho que os outros fazem.
Êxodo 39:43
“Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito; como o Senhor ordenara, assim a fizeram; então Moisés os abençoou.”
Os bons líderes reconhecem os seus limites.
Deuteronômio 1:9
“Nesse mesmo tempo eu vos disse: Eu sozinho não posso levar-vos.”
Os verdadeiros líderes servem uns aos outros.
Lucas 22:25
“Ao que Jesus lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que sobre eles exercem autoridade são chamados benfeitores.”
Os lideres devem dar o exemplo de ser bons trabalhadores.
Eclesiastes 9:10
“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”
Trate os que estão sob a sua liderança como gostaria de ser tratado.
Lucas 6:31
“Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também.”
Ser um líder nem sempre é fácil, mas não desista.
2 Crônicas 15:7
“Vós, porém, esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra terá uma recompensa.”
Um bom líder dá ouvido às direções de Deus.
Isaías 30:21
“E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele; quando vos desviardes para a direita ou para a esquerda.”
Como deve ser um líder de Deus na igreja?
1 Timóteo 3:1-7
“Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não neófito, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo. Também é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em opróbrio, e no laço do Diabo.”
Deus dá ajuda ao líder que a necessite.
Tiago 1:5
“Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada.”
Os bons lideres planejam com antecedência.
Lucas 14:28-30
“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar? Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pode acabar.”
Um bom líder busca conselho de outros.
Provérbios 15:22
“Onde não há conselho, frustram-se os projetos; mas com a multidão de conselheiros se estabelecem.”
Um bom líder deve ser paciente.
Provérbios 16:32
“Melhor é o longânimo do que o valente; e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade.”
12.10.2010
Devocionais, Vídeos Aldo Corrêa, Amar o próximo, Amar-se, Amor, Amor de Deus, Amor Próprio, Caridade, Desprendimento, Glória de Deus, Humildade, Levantar, Maluco por Jesus, Obediência, Santidade, Santificação, Servir, Vaso de Honra, Vencer, Vitória Espiritual Deixe o seu comentário
Deus dá-nos valor por causa do Seu caráter, não do nosso.
Salmos 113:7-8:
“Ele levanta do pó o pobre, e do monturo ergue o necessitado, para o fazer sentar com os príncipes, sim, com os príncipes do seu povo.”
Deus aprecia-nos e estamos constantemente no Seu pensamento.
02.10.2010
Devocionais, TEMÁTICAS, Vídeos Afabilidade, Amabilidade, Amor, Fidelidade, Sagradas Escrituras, Servir Deixe o seu comentário
Romanos 12:14:
“Abençoai aos que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis.”
01.10.2010
A Favor, Devocionais, TEMÁTICAS, Vídeos Alegria, Amor, Avivamento, Espírito Santo, Evagélicos, Exortação, Fidelidade às Sagradas Escrituras, Igreja, Jesus Cristo, Maluco por Jesus, Pentecostal, Presença do Senhor, Regozijai-vos, Restauração, Salvação, Servo Deixe o seu comentário
Salmos 16:8-9:
“Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; porquanto ele está à minha mão direita, não serei abalado. Porquanto está alegre o meu coração e se regozija a minha alma; também a minha carne habitará em segurança.”
01.10.2010
TEMÁTICAS Ajuda, Amor, Ancião, Brandura, Cansaço, Desamparo, Dignidade, Direito, Experiência, Geração, Gratidão, Honra, Idosos, Igreja, Juventude, Maus Tratos, Repreensão, Respeito, Velhice, Velhos Deixe o seu comentário
Devemos honrar os idosos.
Levítico 19:32
“Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião, e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor.”
As mulheres e os homens idosos devem ser tratados com respeito.
1 Timóteo 5:1
“Não repreendas asperamente a um velho, mas admoesta-o como a um pai; aos moços, como a irmãos.”
Devemos apreciar os idosos pela sua experiência.
Provérbios 20:29
“A glória dos jovens é a sua força; e a beleza dos velhos são as cãs.”
Os jovens podem aprender lições valiosas da vida dos idosos.
Salmos 71:18
“Agora, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros.”
A Bíblia dá conselhos aos idosos.
Tito 2:2-5
“Exorta os velhos a que sejam temperantes, sérios, sóbrios, sãos na fé, no amor, e na constância; as mulheres idosas, semelhantemente, que sejam reverentes no seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras do bem, para que ensinem as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos, a serem moderadas, castas, operosas donas de casa, bondosas, submissas a seus maridos, para que a palavra de Deus não seja blasfemada.”
30.09.2010
Projetos, Saúde, TEMÁTICAS Amor, Animais, Ar Puro, Água, Bíblia Sagrada, Castigo, Condenação, Confiança, Criação, Destruição, Ecologia, Fidelidade às Sagradas Escrituras, Gênesis, Jardim do Édem, Maluco por Jesus, Meio Ambiente, Mordomia, Pecado, Preservação, Restauração, Terra, Usos e Costumes Deixe o seu comentário
No princípio, Deus deixou a cargo da humanidade o cuidado do mundo belo e perfeito.
Gênesis 2:15
“Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Édem para o lavrar e guardar.”
Deus quer que sejamos digno de confiança na mordomia dos nossos recursos.
1 Coríntios 4:2
“Ora, além disso, o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel.”
Deus avisa que aqueles que destroem a Terra, serão destruídos.
Apocalipse 11:18
“Iraram-se, na verdade, as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.”
30.09.2010
TEMÁTICAS Aliança, Amor, Casados, Casamento, Cônjuge, Corpo de Cristo, Esposo, Fidelidade, Honra, Maluco por Jesus, Marido e Mulher, Noivo, Restauração, Varão Deixe o seu comentário
Quais são as diretrizes básicas Bíblicas para os maridos ?
Efésios 5:25
Os maridos devem honrar as suas esposas.
1 Pedro 3:7
“Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações.”
27.09.2010
Devocionais, Mensagens, Mundo Gospel, Testemunhos Amor, Apóstolo Pedro, Coragem, Covardia, Discípulo, Fé, Maluco por Jesus, Medo, Práticas Judaizantes no Cristianismo verdadeiro, Presença de Deus, Sermão 1 Comentário









Pedro é esse que nos dá exemplo de nossa humanidade, de nossas fragilidades e limitações. Sua jornada com o Mestre, fala a respeito de nossa própria jornada.
Quando observamos este discípulo em suas afirmações, questionamentos e ações tempestivas de seu temperamento sanguíneo, vemos que Pedro era este para quem num instante o Mestre dizia, “foi Deus quem te revelou” para logo em seguida ser repreendido por apresentar ideias que vieram do inferno. (Mateus 16:16)
Podemos ver em Pedro o desejo de seguir os passos de Jesus, como ele mesmo dizia: “estou disposto a morrer por ti ou contigo”, no entanto, nos momentos de provas reais, vacilou, acovardou-se e fugiu da luta e exposição pública. (Mateus 26:69)
Era um homem como nós, de duplo ânimo, inconstante, incapaz de levar os seus compromissos até o fim, como vemos em várias passagens de sua caminhada com Jesus.
Mas num determinado momento da vida deste apóstolo, algo ocorreu e Pedro passou a ser o grande líder da igreja naqueles primeiros passos.
Aquele que havia negado o amigo e Mestre diante do confronto foi quem se levantou e fez uma das maiores exposições do plano eterno de Deus. O homem que se acovardara agora está cheio de ousadia, se expõe sem medo e restrições. Naquele primeiro sermão de Pedro mais de 3 mil pessoas se agregaram à Igreja. (Atos:14)
O que ocorreu com o Pedro para que tal mudança acontecesse? Como podemos ver estas mudanças em nossa própria vida no dia-a-dia? Como podemos viver a vida que Deus, o Pai, propõe para nós? Como vencer o medo, a timidez, o pecado que tão de perto nos cerca?
Como ter um vida constante diante dos homens e na presença de Deus?
O segredo está na experiência pessoal com o Espírito Santo de Deus que agora já não é mais um Deus distante e externo, mas a vida de Deus em nós. O Espírito de Deus passa habitar no nosso ser. Se quisermos viver a vida de Deus temos que ter uma experiência com o Espírito Santo e precisamos de ser cheios Dele. (Atos 2:3)
Foi isso que mudou a vida de Pedro, ele foi cheio do Espírito Santo e deixou de ser o que se acovardava para ser o homem cheio de coragem que Deus usa.
E se pedirmos do seu Espírito, o Pai nos dará.
Trocando idéias – Olgálvaro Bastos Jr. - Aug 7, 2009
27.09.2010
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Crescemos vendo super-heróis na TV. Eles eram sempre perfeitos, com seus poderes inimagináveis. A humanidade busca homens perfeitos, que nunca erram. Crescemos, contudo, continuamos buscando esses “super-heróis”. Cobramos muito daqueles que são autoridade sobre nós. Chega a ser uma perfeição subumana. Sejam essas pessoas nossos líderes, pastores, chefes, professores, e principalmente, os nossos pais. Não suportamos ou não sabemos lidar com o erro de quem está num patamar acima do nosso em autoridade. Tudo isso, não justifica as falhas, os erros. E não tira a responsabilidade dos erros das pessoas. Existe uma diferença entre o erro moral e erro comportamental (comportamentos que adquirimos ao longo da vida). Mas esta reflexão serve para alertar, para estimular o amor e o perdão e considerar aqueles que são lideres sobre as nossas vidas. Além disso, traz à tona a velha discussão acerca de alguns crentes que saem de suas igrejas devido à alguma decepção.
Lembremo-nos de Elias, profeta de Israel. Na época de Elias, Acabe e Jezabel reinavam em Israel. Baal era o deus adorado por eles. O capítulo 18 do livro de 1 Reis retrata algumas relatos sobre Elias. Ele era um homem de Deus que foi usado de uma forma maravilhosa. Ele também passou por maus momentos, muitas dificuldades. No entanto, ele permaneceu fiel diante de Deus e dos homens. Elias foi arrebatado por Deus, ele não morreu – 2 Rs 2.9. Quando analisamos a história deste homem de Deus, parece que não conseguimos observar erros em sua trajetória, mas ele errou. Nem por isso, sua história deixa de ter sua importância.
Cada um tem seu limite (vs. 1 a 4)
A rainha Jezabel ficou sabendo de tudo o que Elias fez no monte Carmelo com os profetas de Baal. Ela mandou dizer a ele que iria dar o troco. Com muito medo Elias fugiu para Berseba, ele andou aproximadamente 210 km e depois foi ao deserto. Lá ele assentou debaixo de um zimbro (árvore juniperácea), pegou uma sombra e clamou pela morte. Elias afinou para Jezabel. Ele não esperou pacientemente no Senhor. Ele se sentiu só e errou em não confiar em Deus. E Deus em seu amor e compaixão esperou o momento certo para confrontar Elias e mostrar a ele que há sempre um caminho, cuidando dele em amor e zelo.
Muitas vezes cobramos que as pessoas não errem. E quando elas erram não aceitamos e muitas vezes as rejeitamos, tratando-as com indiferença. Pessoas decepcionadas, em muitos casos até desviam-se da fé que professam, ou da igreja que frequentam, por causa dos erros do próximo. Está escrito na Bíblia em Jeremias 17.5: “Maldito o homem que confia no homem”. Achamos muitas vezes que o próximo é perfeito, um super-herói. Outra coisa que acontece é que achamos que os líderes são perfeitos, como super-heróis. Os líderes geralmente são alvo desses atos de insubmissão e rebeldia, ou ainda, retaliação.
Da mesma forma, os pais: alguns magoam com palavras, ficam muito nervosos, fazem diferença entre os filhos. Cobram demais, exigem tudo (estudo, casa, trabalho, irmãos). Além disso, descontam nos filhos os problemas pessoais. Muitos não têm tempo para estar com os filhos, substituindo a companhia dos filhos por outras coisas. Tantas razões levam muito adolescentes e até mesmo jovens dizerem: “Quero outro pai, outra mãe. Não agüento mais meus pais, não quero morar em casa”. Então o ódio, a raiva, o rancor e mágoa tomam conta do coração
Quem também geralmente enfrenta problemas de submissão e respeito à autoridade, são os professores e patrões. Há muita dificuldade por parte de muitos em respeitá-los e até mesmo em amá-los. Contudo, a maior parte das pessoas esquece que esses também erram. Eles são alvos de comentários e atos de julgamento.
Procure considerar (vs. 5 a 8)
Elias, o personagem dessa reflexão, teve seu limite. Deus buscou ajudá-lo no momento de agonia. Deus mostrou paciência, zelo, cuidado e amor para com Elias, ao enviar alimento e direcionamento a ele por diversas vezes, por meio de um anjo.
Aplicação
Procure compreender os limites dos outros, cada um tem o seu. Entender, considerar, passar por cima reflete o caráter de Deus em nós.
Algumas coisas a considerar:
Busque entender o momento (crise finaceira, problema no trabalho, TPM, pressão, tristeza) das pessoas. Você também erra, porque as autoridades em sua vida não podem errar? Busque considerar a história do próximo (na família, no trabalho etc). Procure enxergar as coisas boas também. Quando consideramos algumas questões para entender o outro, entendemos a linguagem do amor e mudamos nosso parâmetro de cobrança. Não é fácil ser mãe, pai, padrasto, madrasta, líder, pastor, professor, patrão etc.
Perdão e Amor (vs. 9 a 13)
Depois de tudo, Deus ainda fala com Elias. Elias foi para Horebe, foi envidado por Deus. Ele é levado para que Deus se revelasse, e assim voltaria aos momentos de origem do seu ministério como profeta. Deus se revela a Elias através de um ciclo suave. Deus não queria que Elias estivesse na situação difícil eu estava vivendo. O amor e o perdão são marcas fortes na atitude de Deus para com Elias.
Aplicação
“O amor encobre multidões de pecados”. Existem coisas que só o amor e o perdão podem resolver. Encarar, discutir, ódio, rancor, responder mal, não resolve nada. Ame apesar do erro. Líderes, Pai, mãe não deixam de ser seus pais por causa dos erros. Líderes, pastores, professores não deixarão de ser autoridades por causa do erro deles. As autoridades não aguentam tudo, como você também, mesmo que às vezes eles se mostrem super- heróis. Se coloque um minuto no lugar do próximo, e você será um pouco mais compreensivo.
Reflita
Como tem sido a minha relação com as autoridades que tenho em minha vida? Será que tenho buscado nas autoridades super-heróis? Seja mais compreensivo, paciente, amoroso, considere algumas coisas. Perdão e amor são atitudes que devem ser presentes na sua relação com as pessoas. A cura para qualquer dor e trauma familiar passa pelo perdão. Os maiores problemas que temos são dentro família e em nosso relacionamentos mais próximo. Se você deseja crescer, busque o perdão como remédio. Faça da mesma forma que Deus fez com Elias, exerça amor e zelo por aquelas pessoas que Deus colocou próximo a você, e que de alguma forma exercem autoridade a vocês.
::Pastor Bruno Barcelar
Integrante da liderança da Rede de Adolescentes da Lagoinha
Contato: (31) 8404-6457 – E-mail: bruno.barcelar@lagoinha.com
Texto adaptado: Redação Atos Hoje.
23.09.2010
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O homem é responsável por todos os seus atos, mesmo os inconscientes.
Arthur Koestler
Uma vez que a atitude influencia as escolhas que determinam o procedimento, uma avaliação honesta de nossos procedimentos pode revelar a qualidade da atitude predominante em nosso coração. Portanto, vamos agora inquirir nosso coração com algumas perguntas.
Precisamos, diariamente, olhar para nosso procedimento e nos certificar de que a nossa maneira de viver tem a aprovação divina. Nosso modo de vida recebe a aprovação de Deus através da sua palavra?
“Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens.”1 Precisamos proceder com a consciência de que estamos fazendo tudo não aos homens, mas a Deus. Deus aprova o que está vendo em minha vida? Será que estamos prontos para romper, agora mesmo, com o que não tem agradado ao propósito divino?
Sugiro que você interrompa esta leitura por um tempo e analise sua vida. Se encontrar algo que contrarie o propósito de Deus, tenha coragem para romper com isso, coragem para dizer não. Recuse-se a permanecer com qualquer coisa que não tenha a aprovação divina. Se for necessário ser maltratado por optar pelas coisas de Deus, prefira sofrer, mas não fique com nada que interfira na recompensa que Deus preparou para você.2 Além de estragar o plano maravilhoso que Deus tem para nossa vida aqui, ficar com algo que ele não aprova é colocar em risco o compromisso com o tesouro que o Senhor tem para nós na eternidade.
O meu procedimento expressa louvores a Deus? Minha vida promove a glória de Deus?
“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.”3 O nosso procedimento precisa promover a glória de Deus. Nossa vida precisa ser como aroma suave a Deus, uma vez que somos o bom perfume de Cristo.4 Nossa maneira de viver precisa ser uma constante adoração a Deus.
Quando Deus criou a mim e a você, ele tinha um propósito em mente: que fôssemos o louvor da sua glória, e a isso fomos predestinados.5 Não encontraremos a felicidade em hipótese alguma, a não ser que cheguemos a esta compreensão: minha vida precisa promover a glória de Deus. Só seremos felizes se passarmos a viver nesta dimensão de vida: adorar a Deus! Assim, seremos plenamente realizados.
Talvez aqui esteja um problema: achar que devemos construir nossa felicidade e, para isso, enveredar em tantas buscas, nos esquecendo de que só seremos felizes quando estivermos fazendo da nossa vida o projeto verdadeiro de viver para adorar a Deus.
Os lugares aonde vamos, os caminhos pelos quais andamos, as pessoas com quem caminhamos, as mesas onde nos assentamos, aproveitamos essas ocasiões para que nossos procedimentos dêem, aos que nos rodeiam, a oportunidade de terem de nós uma boa impressão? Ou deixamos uma má impressão por onde passamos?
“Abstende-vos de toda a aparência do mal.”6 Precisamos eliminar do nosso procedimento não só o que claramente sabemos ser contrário a Deus, mas tudo o que pode dar uma aparência pecaminosa em nossa vida.
Será que existe algo em meus relacionamentos que dá alguma aparência de pecado? O jeito que eu uso as palavras dá alguma brecha para o pecado? Os programas de televisão, os filmes aos quais assisto, os livros e revistas que leio, tudo isso tem causado uma má impressão? Minha aparência, o modo como me visto, o jeito com que olho para as pessoas do sexo oposto têm alguma aparência de pecado?
Precisamos romper com qualquer coisa que possa aparentar uma vida distante de Deus.
Quando orientou os cristãos de Roma, o apóstolo Paulo apresentou o princípio de que precisamos basear nossa vida na certeza da fé. Paulo nos ensinou que o que não provém da certeza da fé é pecado.
Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvida é condenado se comer, porque não come com fé; e tudo o que não provém da fé é pecado.7
A presença da dúvida em nossa vida deve servir de alerta. No mínimo, precisamos colocar-nos em oração para que Deus nos revele se estamos procedendo de acordo com o ensino da sua palavra. Uma boa atitude é procurar o líder espiritual para um aconselhamento.
Nosso procedimento precisa produzir resultados espirituais positivos a nós e aos que nos rodeiam. “Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agindo assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem.”8
Uma árvore se dá a conhecer por seus frutos. A árvore boa dá um bom fruto. Do mesmo modo, a nossa nova vida com Cristo é conhecida pelos frutos, pelos resultados que produzimos.9 Portanto, podemos avaliar nosso procedimento pelos resultados que ele está promovendo: o que eu estou fazendo edifica os que vivem a meu lado?
Em Romanos 14.19, a Bíblia nos orienta: “Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua”. Um pouco mais à frente, em Gálatas 6.7, Paulo nos adverte sobre o perigo de procedermos sem critérios: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá”.
Não podemos permitir que o jeito Caim de se nos torne cegos, a ponto de vivermos a vida sem nos avaliarmos diariamente. Ah! Se Caim tivesse parado para avaliar-se e corrigir seu procedimento, como sua história teria sido diferente. Mesmo sendo advertido por Deus, ele prossegue desgraçadamente no procedimento errado, culminando numa vida de irrealização, vazio, solidão, derrota e escravidão no pecado.
“Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo.”10 Hoje, a mesma exortação que Deus fez a Caim faz a nós. E nosso dever escolher a maneira certa de agirmos. Não importa o que fizeram conosco no passado. Pode até ser que fomos vítimas de abusos, injustiças e tiranias. Hoje, neste exato momento, estamos com o poder de decisão em nossas mãos. Nossos algozes não têm mais nenhum poder sobre nós. Não importa o quanto nosso passado foi errado; agora, podemos escolher agir da forma certa, podemos recomeçar à luz do que Deus já nos deixou claro em sua palavra.
Deus sabe que não fomos, nem somos e jamais seremos perfeitos por nossa própria força, competência e mérito. Ele não exige perfeição para nos aceitar. Deus espera apenas sinceridade e integridade de nossa parte. Ele deseja que apresentemos nossos passos, nossos pensamentos, nosso coração, nossas atitudes, nossos procedimentos à luz do que já nos ensinou.
Hoje é o tempo de recomeçar. A cruz de Cristo é a garantia de que podemos recomeçar, sempre que descobrirmos que nos perdemos na jornada em direção ao centro de sua vontade.
J. JACÓ VIEIRA, in A Síndrome de Caim
23.09.2010
Cultura, TEMÁTICAS Acepção, Alienação, Amor, Apóstolo Paulo, Bíblia Sagrada, Condenação, Corrupção, Depravação, Escolha, Evangelho da Graça, Exposição, Falso Moralismo, Gentio, Henry Bast, Igreja, Igualdade, Imparcialidade, Juízo de Deus, Julgamento, Justo Juízo, Maluco por Jesus, Misericórdia de Deus, Moral, Obediência, Paciência de Deus, Paganismo, Pecados, Reprovação, Revelação, Romanos, Salvação, Sociedade Pagã, Vida ou Morte ? Deixe o seu comentário
“Porque em Deus não há acepção de pessoas” - Romanos 2.11
(pequeno estudo na Carta Paulina aos Romanos) – O problema da alienação que há entre o homem e Deus surge como resultado da corrupção da sua natureza. No primeiro capítulo, Paulo tira do mundo pagão as evidências que sustentam este ponto de vista quanto à natureza humana. Acusa os pagãos de iniqüidade, fornicação, maldade, cobiça, malícia, e assim por diante, até alistar mais de vinte pecados diferentes nesta descrição da depravação moral do mundo. A profundidade da degradação à qual se lançaram os homens mede-se de forma resumida no último versículo do capítulo 1: “Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (v. 32). Aqui, apresenta-se o quadro de pessoas que são tão depravadas que não somente cometem atos imorais, por sua própria conta, como também se deleitam em ver multiplicar-se a imoralidade.
É só ler esta lista de pecados, tirada da prática dos pagãos do primeiro século, para se Ter uma idéia da realidade de quão baixo nós temos caído, quanto a moral em nossos dias. Não há um pecado sequer, mencionado naquela lista, que não se pratique abertamente, hoje em dia. Todos os jornais das grandes capitais imprimem reportagens dos mesmos pecados e crimes, revelando a conduta escandalosa da sociedade moderna, que anda afastada de Deus. É o que acontece a uma sociedade que vira as costas ao Deus vivo e verdadeiro.
Ao dispor as evidências na sua demonstração das conseqüências de o homem Ter-se alienado de Deus, Paulo tem ainda mais coisas a acrescentar. Ainda não encerrou a lista de acusações contra a raça humana; no primeiro capítulo Paulo descreve a sociedade pagã do primeiro século; no segundo capítulo descreve a sociedade religiosa – especificamente a conduta dos judeus que receberam os benefícios da revelação da lei moral de Deus. Aqui, Paulo apresenta o indivíduo complacente. O segundo capítulo contém o juízo de Deus pronunciado contra o moralista. O judeu, com sua lei moral, só sabia desprezar o gentio que estava sem lei semelhante. Orgulhava-se de pertencer ao povo da Aliança de Deus. Os judeus tinham a lei e as ordenanças, sentiam-se seguros por possuírem a permanente aprovação de Deus. Nesta parte de Romanos, no entanto, Paulo faz incidir a luz de mais revelações divinas sobre estas pessoas religiosamente complacentes. Há aqui uma avaliação da moralidade dos que são retos aos seus próprios olhos, e, em seguida, uma exposição prolongada do juízo da mesma. Deus, sendo absolutamente reto, não dissimula a presença do pecado. Esta verdade é declarada mediante uma única expressão nítida e categórica, em Romanos 2.11: “Porque para Deus não há acepção de pessoas.” Este é o tema da seção que estamos estudando neste capítulo, e achamos três princípios de julgamento no desenvolvimento do mesmo, exposto por Paulo.
O primeiro princípio é do da certeza da condenação divina ao pecado. Nesta altura, podemos voltar a Romanos 1.18, que começa esta discussão do pecado do homem e da sua rebelião contra Deus. Paulo, começando seu argumento que demonstra que todos precisam da salvação, declara: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (Romanos 1.18). Isto demonstra que há no evangelho não somente a revelação da Justiça de Deus, através da qual são salvos os que crêem, como há também a revelação da justiça de Deus, através da qual os pecadores são condenados. Deus revela ambos os aspectos, não escondendo nada. Nada oculta daquilo que Ele há de fazer, e quando falamos da revelação de Deus em Cristo Jesus, devemos saber que é uma revelação de misericórdia e também de condenação. Nos nossos dias modernos, pouca coisa disso tem sido dita com respeito à ira de Deus como parte importantíssima da revelação que Deus faz de Si mesmo, e se é mencionada, é com falta de entendimento ou com tentativas de achar explicações que diminuem seu impacto. A ira de Deus não é semelhante à raiva humana. Sua ira não é paixão nem emoção. A ira de Deus é a Sua justa determinação que punirá todo o pecado; é a resposta da Sua santidade à maldade e à rebeldia do homem. Precisamos receber novamente a revelação básica da Bíblia, de que todos os homens vivem na presença do Deus santo e justo. Tudo quanto fizermos está em aberto diante do Seu escrutínio. Haveremos sempre de prestar-Lhe conta dos nossos atos. É com o próprio Deus vivo que devemos entrar em entendimento.
Pela revelação, sabemos que é certo e inevitável o juízo, e a nossa consciência confirma esta certeza. A consciência do homem – a não ser que esteja completamente cauterizada – é testemunha pessoal e íntima à realidade do juízo. Paulo apela a este fato nos primeiros versículos do capítulo 2, mostrando que todos os homens reconhecem o princípio do juízo, porque todos nós julgamos aos outros. Diariamente condenamos práticas que não merecem a nossa aprovação. Ficamos escandalizado por aquilo que consideramos atos de injustiça da parte dos outros, e partindo deste fato, Paulo fez um apelo ao julgamento divino dizendo: “No que julgas a outro, a ti mesmo te condenas”. Possuímos mesmo uma consciência do que é o julgamento, porque: “Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade, contra os que praticam tais coisas.”
Uma segunda linha quanto à certeza do juízo de Deus pronunciado contra o pecado se percebe na própria vida. Este é um universo moral, o homem é uma criatura moral, e não se permite quebrar impunemente a lei moral. Este princípio é demonstrado graficamente na revolução sexual dos nossos dias. Aqueles que desejavam a completa liberdade da expressão sexual já a atingiram em nossa sociedade moderna. Agora, após terem rejeitado todos os mandamentos e os ensinamentos éticos da Bíblia, nos quais se baseava a nossa cultura, após terem derrubado todas as restrições morais à livre expressão dos seus desejos, após terem conseguido impor à sociedade a permissividade que reivindicam, estão começando a entrar em choque contra a lei moral final e suprema que se acha como parte integrante da natureza humana. Os psiquiatras que trabalham principalmente entre universitários nos informam que o número dos pacientes se multiplicou após o advento da nova moralidade. Por estranho que pareça, esses jovens, tanto homens quanto mulheres, são atormentados pela consciência e pelo senso de culpa e, pior ainda, estão perdendo qualquer capacidade de achar o verdadeiro amor e contentamento.
O segundo princípio do juízo, é que é imparcial, que está de acordo com os fatos do caso. A totalidade do julgamento divino se baseia na situação real das coisas. É isso o que Paulo quer dizer que o juízo de Deus é imparcial, ou que Deus não tem favoritos. Foi esta a mensagem de Paulo aos moralistas, às pessoas para as quais a religião não passava de conformidade legal a certas regras e práticas externas. Tinham certeza de que Deus lhes dedicava Sua aprovação, porque Ele mesmo fizera com eles Sua aliança. Paulo destrói toda a complacência deles ao demonstrar-lhes que o princípio da aliança não é o favoritismo; o julgamento divino se pronuncia imparcialmente em todos os homens. Isto, naturalmente, de modo nenhum entra em conflito com o princípio fundamental do evangelho, que declara que a salvação vem pela graça e que Deus graciosamente perdoa os nossos pecados; pelo contrário, apenas quer dizer que a graça nunca deve ser confundida com favoritismo. A graça de Deus que nos é oferecida mediante o evangelho, é derramada sobre todos em pé de igualdade, sempre com a mesma condição do arrependimento e da fé. Paulo, fazendo resumo da sua própria pregação do evangelho, diz que andava em todos os lugares pregando o arrependimento perante Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Há, portanto, constantes exortações no Novo Testamento, no sentido de nos examinarmos para ver se estamos andando na fé, porque somente por meio desta fé em Jesus Cristo, é que pode haver o livramento do juízo. Bengal, comentando a história do régulo rico que aparece no Evangelho, diz: “Cristo encaminha à lei os que têm confiança em si mesmos; aos penitentes consola com o evangelho”. Este mesmo princípio acha-se no manual para a “Visitação dos Enfermos”, escrito por John Knox, o heróico reformador escocês, onde ele dá a seguinte orientação: “O visitante pode sustentá-lo com doces promessas da misericórdia divina, que são nossas mediante a obra de Cristo, percebe-se que o paciente está com receio das ameaças divinas. Se, pelo contrário, o paciente não se deixa comover pelo sentimento da sua própria culpa, precisa ser humilhado pela exposição da lei divina”.
O terceiro princípio do juízo divino é aquele baseado em procedimento: “… da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento” (Romanos 2.6). Este princípio é ensinado na Bíblia inteira, e encontra-se em todas as partes do Novo Testamento. Acha-se no Sermão da Montanha, destaca-se no livro de Apocalipse (o livro do juízo por excelência da Bíblia), e aparece nas demais Epístolas, sendo especialmente ressaltado por Tiago.
Este princípio já deu origem a discussões desnecessárias, sendo que os críticos levantaram objeção de que, neste ponto, a Bíblia entra em contradição consigo mesma. A cuidadosa leitura da exposição deste princípio que Paulo faz em Romanos demonstra, porém, que aqui não há contradição alguma entre a fé e as obras, contradição esta, aliás, que não surge em nenhuma parte da Bíblia. Devemos sempre tomar como ponto de partida o depoimento claro e sem ambigüidade de que a justificação vem pela fé somente, excluindo-se quaisquer considerações secundárias. “Ninguém será justificado diante dele por obras da lei” (Romanos 3.20); “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica ao ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça” (Romanos 4.4,5). Alguém poderá formular a pergunta: Como se reconcilia isto com a declaração de que Deus retribuirá a cada um segundo o seu procedimento, ou seja, suas obras? Em primeiro lugar, devemos entender em que parte jaz a verdaderia discrepância ou dificuldade. A antítese não é entre fé e obras, e sim, entre o merecer a salvação e o recebê-la como Dom gratuito da graça de Deus. Conforme já indiquei, não há nenhuma linha na Bíblia que sugira que qualquer homem pode merecer a própria salvação. Não se obtém a salvação ou a justificação mediante as obras: é sempre o Dom gratuito que Deus oferece mediante a graça. Mesmo assim, as obras pelas quais seremos julgados são o fruto da fé. Paulo diz em Efésios: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; isto não vem de vós, é Dom de Deus, não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2.8-10). Jesus disse: “Os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5.29). O tema central do ensino de Jesus é: “Pelos seus frutos vós os conhecereis”. No final das contas, a realidade da fé que se possui nunca poderá ser medida por meras palavras ou alegações. Lembrem-se das palavras de Jesus: “Nem todo o que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7.21). Somos salvos mediante a fé somente, mas esta fé mediante a qual somos salvos, revela, pelas obras que praticamos que realmente somos salvos. Ou, em linguagem mais teológica, o Novo Testamento inteiro insiste em que nossa justificação seja seguida pelos frutos da justiça.
Paulo termina sua explanação sobre o juízo fazendo séria advertência aos seus leitores. Não entendam erroneamente a paciência de Deus: o juízo pacientemente adiado não significa que não haverá juízo algum. Deus nem sempre pune imediatamente o pecado. Seguem-se algumas perguntas que Paulo fez aos seus leitores do primeiro século, e que cada um de nós hoje bem podia fazer a si mesmo: “Tu, ó homem, que condenas aos que praticam tais coisas e fazes as mesmas coisas, pensas que te livrarás do juízo de Deus? Ou desprezas a riqueza da Sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Romanos 2.-34).
Quantas vezes, quando é cometido um assassinato ou outro ato de injustiça, ouvimos alguém dizer: “Por que Deus permite isto?” Comentários desta natureza surgem da parte daqueles que não têm o conceito certo da paciência de Deus. O propósito de Deus em adiar o juízo não visa consolar os pecadores, e sim levá-los ao arrependimento. Deus não está deixando o pecado escapar desapercebido quando demora em aplicar o castigo; é inevitável a condenação de Deus ao pecado, mas Ele adia o pronunciamento do castigo sobre o pecado a fim de que as pessoas possam se arrepender e abandoná-lo. É por essa razão que a Bíblia diz: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar; invocai-O enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Isaías 55.6,7).
QUERO FALAR AGORA EM PROL DO EVANGELHO DA GRAÇA DE DEUS. Quero instar com você, leitor, no sentido de que não interprete erroneamente a bondade e a paciência de Deus. Compreenda o que Deus quer com isso: quer levá-lo ao arrependimento. Os homens quebram as leis de Deus, zombam do Seu domínio, blasfemam o Seu nome, como acontece hoje em dia, mesmo assim, quando estas coisas estão acontecendo, Deus ainda está refreando a Sua ira contra tanta maldade e iniqüidade, por ser Ele misericordioso e gracioso, apesar de ser santo e reto. O dia da sua paciência chegará ao fim, e este será o começo do dia do julgamento. Você precisa preparar-se para enfrentar este dia, fazendo exatamente aquilo que a Palavra de Deus insiste com urgência que você faça – arrependa-se e creia. Não despreze a bondade divina, não entenda mal a Sua paciência, porque tudo isso visa levá-lo ao arrependimento. Faça o que é certo para resolver o problema agora mesmo.
Dr. Henry Bast.
17.09.2010
Devocionais, Mensagens, Orações, Projetos, Saúde, Testemunhos Abominação, Aliança, Amor, Casamento, Condenação, Divórcio, Exortação, Fé, Fidelidade às Sagradas Escrituras, Filhos, Igreja, Noivos, Obediência, Separação Deixe o seu comentário
ESTUDO SOBRE O DIVÓRCIO
As estatísticas afirmam que dez anos atrás, havia menos de 100.000 divórcios o Brasil. Hoje são cerca de 200.000. Um em cada quatro casamentos no Brasil acaba em separação. Num período de quase 10 anos, o número de casamentos caiu, e de separações dobrou no país.
As causas do divórcio:
Se divórcio é o atestado do pecado humano, precisamos agora colocar algumas das mais freqüentes razões humanas para a separação. Quais são as razões ou causas da separação entre os casais? Gostaria de mencionar pelo menos quatro causas:
O A. T. já tratava com relação ao divórcio. A grande questão debatida está em Deuteronômio 24:1-4 “Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma carta de divórcio e lha dará na mão, e a despedirá de sua casa”.
O SIGNIFICADO DA PALAVRA “COISA INDECENTE” DE Dt 24.1
1 – A palavra hebraica, para “indecente” é ‘ervar davar (composto de ‘ervâh, nudez e davar, palavra), “Nudez de Palavra”.
Dando a entender que se trata de algo comprometedor, que a mulher expressa com palavras (palavra nua); palavrões; expressões grosseiras, que revelam falta de respeito; agressividade verbal; rebeldia; insubordinação.
TALMUDE – Doutrina e jurisprudência comentada da lei mosaica com explicações dos textos jurídicos do Pentateuco. O Talmud foi redigido durante aproximadamente mil anos, entre 450 a.C. e 500 d.C. É reconhecido pelos judeus como tendo a mesma autoridade do Antigo Testamento. Esse complexo literário rege a vida judaica até o dia de hoje, e desde longas datas tem exercido forte influência na vida do povo. Define “coisa indecente” de Dt 24:1 de várias maneiras e isso causou um desprezo e banalização do casamento, principalmente para as mulheres, que, logicamente se tornaram as maiores vítimas. Com isso, um judeu poderia dar a carta de divórcio por qualquer coisa, como por exemplo:
a) Abriga atitudes impróprias como andar com o cabelo solto;
b) Andar sozinha pela rua;
c) Conversar com outro homem;
d) Maltratar sogros;
e) Gritar com o marido;
f) Ter má reputação;
g) Revelar hábitos condenáveis.
Tudo isso, segundo pensamento judaico, está ligado à falta de respeito, a agressividade e à insubordinação da mulher para o casamento.
2 – É evidente que a “coisa indecente” não se referia ao adultério, pois esta era, nesse tempo, condenado com pena de morte – (DT 22.22) – “Se um homem for achado deitado com uma mulher que tem marido, então, ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher e a mulher; assim, eliminarás o mal de Israel”.
O QUE JESUS PREGOU?
MT 19.9 – “Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério…“. Gr. “porneia” – dultério, fornicação, homossexualidade, lesbianismo, relação sexual com animais, relação sexual com parentes próximos – Lv 18. A palavra explícita para adultério é “moichao” – ter relação ilícita com a mulher do outro – Mc 10.11-12.
O QUE DEUS PENSA SOBRE O DIVÓRCIO?
Ml 2.16 – “Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o divórcio (repúdio)…“
ANÁLISE DO TEXTO DE 1CORÍNTIOS 7
O texto de 1Coríntios 7 é que trata de forma mais extensa sobre o divórcio. Algumas questões respondidas por Paulo neste capítulo: sexo no casamento, celibato, divórcio, sobre as virgens e viúvas. Tem três coisas que precisamos ter em mente para entendermos as questões levantadas:
(1) O dualismo grego. Os coríntios eram cheios de filosofias. A cidade de Corinto só perdia em termos de cultura e literatura para Atenas. Havia várias escolas filosóficas. A idéia que predominava era o dualismo grego: uma visão de mundo que via a realidade sob duas óticas ou o andar de cima e o andar de baixo. Dizia que o que era “espiritual” era bom e tudo que era material era secundário, inferior. Valoriza a alma em detrimento do corpo. Essa idéia influenciava no casamento. Principalmente o sexo. Alguns crentes achavam que o sexo era algo inferior e sem importância no casamento.
(2) O ambiente sexual da cidade de Corinto. Havia o templo de Afrodite e envolvia a prática da relação sexual com as sacerdotisas (prostituição cultual). Dizem que à noite as sacerdotisas saiam em busca de práticas sexuais na cidade. Um cristão sofria uma pressão muito grande nessa cidade.
(3) As perseguições aos cristãos corintianos. Poderiam ter os seus bens tomados pelas autoridades da cidade. O que deve um homem fazer? Casar e deixar sua esposa e filhos sujeitos a morte e prisões por causa da perseguição ou ficar solteiro? Posso me separar para servir a Deus? Meu marido não é crente, posso me separar dele para servir melhor a Deus? O que é melhor para os solteiros e as viúvas? Minha filha virgem deve casar-se ou manter-se pura para o Senhor?
O cap. 7 todo é a resposta de Paulo às perguntas feitas pela igreja de Corinto a respeito da vida conjugal. Suas instruções devem ser lidas à luz do versículo 26: “Tenho, pois, por bom, por causa da instante necessidade”. Um período de grande aflição e perseguição estava para vir sobre os cristãos de então, e nessa situação, a vida conjugal seria difícil.
Podemos inferir do texto algumas perguntas que o Apóstolo Paulo teve que responder.
Resposta a perguntas acerca do casamento
Pergunta: Paulo eu quero servir a Deus, mas o que é melhor, casar ou permanecer solteiro? Resposta: v. 1 e 2.
7.1 – “Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher”.
QUE O HOMEM NÃO TOCASSE EM MULHER. Note-se que “não tocar em mulher” significa, aqui, não ter relações ou contato físico com as mulheres, ou seja, casar-se. É o ato sexual (Gn 20.6; Pv 6.29).
7.2 – “mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido”.
Um dos objetivos do casamento é a satisfação legítima do desejo sexual. Alternativa para a impureza sexual. O padrão aqui é monogâmico. Paulo não era machista, pensa na mulher.
Pergunta: Como deve ser o sexo para nós casados? Isso não é pecaminoso? Posso casar sem praticar o sexo? Resposta: v. 3 e 4.
7.3 – “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido”. Êx 21.10; 1Pe 3.7.
O MARIDO PAGUE À MULHER. Casou, sexo é dívida. O compromisso do casamento importa em cada cônjuge abrir mão do direito exclusivo ao seu próprio corpo e conceder esse direito ao outro cônjuge. Isso significa que nenhum dos cônjuges deve deixar de atender os desejos sexuais normais do outro. Tais desejos, dentro do casamento são naturais e providos por Deus, e evadir-se da responsabilidade de satisfazer as necessidades maritais do outro cônjuge é expor o casamento às tentações de Satanás no campo do adultério (v.5). A idéia que a abstenção é mais santa veio do paganismo (1Pe 3.7; Hb 13.4).
7.4 – “A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher”.
Poder, i.e., autoridade. Cada cônjuge pertence um ao outro.
Pergunta: Mas Paulo eu gostaria de me santificar me abstendo do sexo, o que fazer? Resposta: v. 5 e 6.
7.5 – “Não vos defraudeis (priveis) um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência”.
Priveis. Defraudeis. Abstenção temporária, com consentimento mútuo e para uma finalidade boa, está certo. Assemelha-se ao jejum (Ec 3.5; Jl 2.16).
7.6 – “Digo, porém, isso como que por permissão e não por mandamento”.
Isto. 7.2-5. Geralmente o homem deve casar-se. Paulo prefere o celibato por boas razões (29, 32, 35) e porque tem um dom (gr charisma) de Deus. O casamento exige dons também (Mt 19.10-12).
Pergunta: O casamento e o celibato são dons ou uma opção? Resposta: v. 7.
7.7 – “Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira, e outro de outra”. At 26.29; 1Co 9.5; 12.11; Mt 19.12. Os Eunucos do Reino (Mt 19.9-12).
Pergunta: Os solteiros e as viúvas devem casar ou não? Resposta: v. 8 e 9.
7.8 – “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu”.
O ideal: ficar livre para melhor servir a Deus (32).
7.9 – “Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se”. 1Tm 5.14
Viver abrasado. Lit. estar no fogo, queimar.
Pergunta: E aos que são casados o que tem que fazer? Quando não dá realmente certo? Resposta: v. 10 e 11.
7.10 – “Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido”. 1Co 7.12,25,40; Ml 2.14,16; Mt 5.32; 19.6,9; Mc 10.11; Lc16,18
7.11 – “Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher”.
SE, PORÉM, SE APARTAR, QUE FIQUE SEM CASAR. Paulo está falando da separação sem divórcio formal. Talvez isso se refira a situações em que o cônjuge age de modo a pôr em perigo a vida física ou espiritual da esposa e dos filhos.
Pergunta: E quando um dos dois não é crente, o que fazer? Resposta: v. 12-17.
7.12 – “Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe”.
DIGO EU, NÃO O SENHOR. Não se trata de Paulo meramente dar sua opinião aqui, antes; está declarando que não tem uma citação de Jesus para confirmar o que ele vai escrever. No entanto, o que ele passa a escrever, procede de quem tem autoridade apostólica, sob inspiração divina (25,40; 14.37).
7.13 – “E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe”.
7.14 – “Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido. Doutra sorte, os vossos filhos seriam imundos; mas, agora, são santos”.
MARIDO… MULHER… FILHOS. Por ser crente o marido ou a mulher, ele, ou ela poderá ter uma influência especial para levar o outro cônjuge a aceitar Cristo (1Pe 3.1,2). Isto não significa, todavia, que os filhos de tal lar sejam automaticamente crentes. Eles são santos no sentido de serem separados pela presença de um pai ou mãe crente. Deus por amor do conjugue crente faz uma distinção com relação ao incrédulo. P.ex. Potifar foi abençoado por causa da presença de José em sua casa – Gn 39.3. Abraão intercede por Sodoma e se lá tivesse dez justos o Senhor não a teria destruído – Gn 10.
O Apóstolo Paulo fala no verso seguinte aquilo que os estudiosos entendem como a “exceção Paulina”:
7.15 – “Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz”. Rm 12.18; 14.19; 1Co 14.33; Hb 12.14
NÃO ESTÁ SUJEITO À SERVIDÃO. Se o cônjuge incrédulo escolher a separação, o crente deve aceitá-la, depois de ter feito todo o possível para evitá-la. “não está sujeito à servidão”, significa que o crente fica desobrigado do contrato conjugal. A palavra “servidão” (gr. douloo) significa literalmente “escravizar”. Nesse caso, o crente fiel já não está escravizado aos seus votos conjugais. Tal cônjuge crente abandonado fica livre para casar-se de novo, mas só com um crente (v.39).
7.16 – “Porque, donde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, donde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?”
Este verso pode ser interpretado em duas maneiras: (1) em favor de não dar o divórcio; e, (2) em favor de dar o divórcio. Ou seja, se o descrente quer ir embora não deixe, pode ser que você seja um instrumento para a conversão dele. Ou, se o incrédulo quiser ir embora, deixe que vá, como saberás se salvarás o teu marido? Deus te chamou para paz.
7.17 – “E, assim, cada um ande como Deus lhe repartiu, cada um, como o Senhor o chamou. É o que ordeno em todas as igrejas”.
Pergunta: E no que se refere as ordenanças judaicas, como devemos proceder? Resposta: v. 18-24.
7.18 – “É alguém chamado, estando circuncidado? Fique circuncidado. É alguém chamado, estando incircuncidado? Não se circuncide”. Gl 5.2
7.19 – “A circuncisão é nada, e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus”. Gl 5.6; Jo 15.14; 1Jo 2.3
7.20 – “Cada um fique na vocação em que foi chamado”.
O evangelho pode ser vivido em quaisquer circunstâncias.
7.21 – “Foste chamado sendo servo? Não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião”.
7.22 – “porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e, da mesma maneira, também o que é chamado, sendo livre, servo é de Cristo”. Jo 8.36; Rm 6.18; Fm 16; Gl 5.13; Ef 6.6; 1Pe 2.16
7.23 – “Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens”. 1Co 6.20; 1Pe 1.18-19; Lv 25.42
7.24 – “Irmãos, cada um fique diante de Deus no estado em que foi chamado”. 1Co 7.20
Pergunta: E com relação às filhas virgens? Resposta: v. 25-28.
7.25 – “Ora, quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor; dou, porém, o meu parecer, como quem tem alcançado misericórdia do Senhor para ser fiel”. 1Co 7.6,10,40; 8.8,10; 1Tm 1.12,16.
O celibato é apresentado como algo desejável, embora não necessário.
7.26 – “Tenho, pois, por bom, por causa da instante necessidade, que é bom para o homem o estar assim”.
Provavelmente uma circunstância extremamente difícil pela qual passavam os cristãos em Corinto.
7.27 – “Estás ligado à mulher? Não busques separar-te. Estás livre de mulher? Não busques mulher”.
7.28 – “Mas, se te casares, não pecas; e, se a virgem se casar, não peca. Todavia, os tais terão tribulações na carne, e eu quereria poupar-vos”.
“RAZÕES GERAIS DAS RESPOSTAS DE PAULO”
7.29 – “Isto, porém, vos digo, irmãos: que o tempo se abrevia; o que resta é que também os que têm mulheres sejam como se as não tivessem”. Rm 13.11; 1Pe 4.7; 2Pe 3.8-9
7.30 – “e os que choram, como se não chorassem; e os que folgam, como se não folgassem; e os que compram, como se não possuíssem”.
7.31 – “e os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa”.
7.32 – “E bem quisera eu que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor”. 1Tm 5.5
7.33 – “mas o que é casado cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher”.
7.34 – “Há diferença entre a mulher casada e a virgem: a solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido”.
7.35 – “E digo isso para proveito vosso; não para vos enlaçar, mas para o que é decente e conveniente, para vos unirdes ao Senhor, sem distração alguma”.
7.36 – “Mas, se alguém julga que trata dignamente a sua virgem, se tiver passado a flor da idade, e se for necessário, que faça o tal o que quiser; não peca; casem-se”.
7.37 – “Todavia, o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas com poder sobre a sua própria vontade, se resolveu no seu coração guardar a sua virgem, faz bem”.
7.38 – “De sorte que, o que a dá em casamento faz bem; mas o que a não dá em casamento faz melhor”. Hb 13.4
7.39 – “A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo em que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor”. Rm 7.2; 2Co 6.14
7.40 – “Será, porém, mais bem-aventurada se ficar assim, segundo o meu parecer, e também eu cuido que tenho o Espírito de Deus”. 1Co 7.25; 1Ts4.8
Neste v., Paulo não duvida da sua autoridade, mas ironicamente combate os líderes que negaram sua autoridade em Corinto (cf. 1.1, 7; 9.1s; 12.25).
“CONSIDERAÇÕES FINAIS”
1 – Seja qual for a situação dos cônjuges, o divórcio só deveria ser pleiteado depois de esgotados todos os recursos, sob todos os pontos de vista. Daí é permitido o divórcio em caso de adultério e, segundo Paulo, de abandono do lar por parte do descrente.
2 – Cada casal deve procurar, com ajuda de Deus e da Igreja, resolver seus problemas conjugais, antes que estes destruam seu matrimônio.
3 – A luz da Bíblia, o fim do casamento deve ser a morte de um dos cônjuges, mas nunca o divórcio.
4 – Não podemos entre nós proibir, nem impedir o divórcio, mas podemos e devemos desmotivá-lo e evitá-lo, mediante a exposição da doutrina bíblica.
5 – Deus abomina o divórcio. (Ml 2.14) “portanto cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis”.
6 – Apesar de Deus abominar (aborrece, detesta) o divórcio, Ele permite para amparar e defender o cônjuge ferido.
7 – Mesmo se um crente se divorciar, quando realmente é comprovado que não teve condições de reconciliação, e, conforme Jesus, cometer adultério casando-se com outro, Jesus mesmo perdoa os pecados dos mesmos e os trazem a comunhão com Ele.
16.09.2010
Devocionais, Mensagens, Projetos, Testemunhos Amor, Atenção, Caminho, Carinho, Castigo, Correção, Disciplina, Discipulado, Educação, Evagélicos, Exortação, Famlia, Filhos, Hipocrisia, Igreja, Obediência, Oração, Pais, Religião, União 6 Comentários
“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Pv. 22:6)
O provérbio acima é uma promessa ou uma advertência? Segundo o hebraico, a frase “no caminho em que deve andar” não está traduzida de maneira correta. Ela deveria ser “de acordo com seu próprio caminho”. Assim, você tem no capítulo 22, versículo 6, uma predição proverbial de que a criança educada e ensinada, desde o começo, a seguir seu próprio caminho, estará, para todo sempre, ligada a ele.
O provérbio pode ser visto como uma “promessa” encorajadora de dois modos possíveis. Um, o mais comum, o apresenta ensinando que se você “pai-storear” corretamente seu filho de acordo com o seu chamado da aliança, isto resultará em fidelidade eterna. A outra forma “positiva” de entendê-lo, revela um sentido diferente. Salomão aqui, estaria falando do reconhecimento, de antemão, da propensão vocacional existente em seu filho. Se esta propensão for cultivada, ela resultará numa devoção eterna e frutífera para o ofício escolhido. Como tal, o provérbio pode ser tomado como algum tipo de indução a um aprendizado precoce. Se você observa que seu filho gosta de cavalos, por exemplo, deixe-o, o quanto antes, ser treinado nesta área por um perito. A frase ensinar poderia ter então, o sentido de “dedicar” ou mesmo “estimular”. Deixe-o empregar seus dons naturais o quanto antes, e ele os usará naquela área por toda vida.
Mas há um terceiro modo de entender este verso, e esse não como uma promessa, mas como uma advertência. A Palavra pode estar nos ensinando que se você educar a criança de acordo com suas próprias (pecaminosas, naturais) inclinações, você a terá arruinado para a vida.
Assim, este provérbio poderia ser um complemento a muitos outros provérbios que tratam do mesmo assunto. Por exemplo, em 22:15 encontramos: “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” e em 19:18 há a admoestação: “Corrige a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.” Dizendo enquanto há esperança, encontramos o autor sugerindo que haverá um tempo quando o treinamento ou a disciplina serão, humanamente falando, vãos, sem esperança, infrutíferos, inúteis. Se você deixá-lo seguir seus instintos corrompidos fora da porteira (conforme 22:6), mais tarde você não o terá de volta ao caminho.
Este último modo de interpretar Pv. 22:6 é o mais recomendado. Primeiro, ele permite a versão literal a fim de transmitir uma mensagem coerente, sem emendas. Segundo, ele é apoiado por instruções e admoestações muito similares quando o mesmo assunto (criação de filhos) é tratado no mesmo livro inspirado. Terceiro, e este é de vital importância ao testar a interpretação apropriada de um provérbio inspirado, é que ele é legítimo no que se refere à vida e a experiência comum. “Há pouca esperança para crianças que são educadas de maneira imprópria. Se a tinta respingou na lã, é muito difícil tira-la da roupa” diz Jeremiah Burroughs. E muitos são os que têm notado, como fez William Gurnall, que a “Religião cristã não cresce sem que se plante, mas murchará, mesmo onde foi plantada, se não for aguada. Ateísmo, irreligião e profanidade são ervas daninhas que crescerão sem semeadura, mas não morrerão sem que sejam arrancadas”. Deixe uma criança seguir seu próprio caminho quando for jovem e ela crescerá para ser um “jardim” de ervas daninhas.
Acima e abaixo de todas as possíveis interpretações de Provérbios 22:6, está uma pressuposição da maior importância: Como os pais lidam com as dificuldades de suas crianças. Aqueles que principiam seus conceitos com a eleição ao invés de com a aliança podem facilmente cair em alguma sorte de fatalismo não bíblico. Mas pelo fato de Provérbios (para não mencionar o restante das Escrituras) nos falar de diversas conseqüências provenientes de diferentes ações humanas, somos seguramente levados a crer que o modo pelo qual eu crio meus filhos é realmente um assunto muito importante, que, mais do que um modo de falar, pode muito bem influir na definição de onde eles passarão a eternidade.
Nunca é uma honra a Deus que Seu povo fale de Sua soberania de modo a desobrigá-los de suas responsabilidades. Somos levados a crer pelas Escrituras que podemos e devemos ter uma influência tal sobre nossos filhos que não é incomum que ela os conduza à salvação, com a bênção de Deus e o suporte da comunidade da aliança, conforme Gn 18: 16-19; 1 Tm 3: 4,5; Tt.1:6 e também 2 Tm. 3: 14,15.
Assim sendo, devemos saber que nossa ação ou inação bem pode conduzi-los à condenação. E, se falhamos em ouvir os avisos e a direção de Deus encontrados por toda a Escritura, no último dia não seremos autorizados para suplicar pelos decretos de Deus em nossa defesa!
Visto que o inferno é a eterna e atormentadora separação de Deus e do conforto, alguém poderia pensar que o mais fervoroso desejo de um pai seria educar seus filhos, rigorosa e conscientemente, para que escapassem da perdição e achassem refúgio e plenitude de vida em Deus através de Cristo e da aliança. Ainda assim, muitos são os que parecem considerar isto como sendo muito trabalhoso. Para aqueles tão completamente perversos a ponto de serem indiferentes à questão, eu apresento um método para fazer com que isto seja uma certeza. Aqui, através de 18 meios bem fáceis de seguir, está a fórmula comprovada de como mandar seus filhos para o inferno:
1) Crie seu filho para buscar seu próprio caminho. “Se você for educar seus filhos corretamente, então, em primeiro lugar, eduque-os no caminho em que devem andar e não no caminho em que eles escolheriam. Lembre-se: crianças nascem com uma inclinação decidida para o erro, e portanto, se você permitir que escolham por si mesmas, elas certamente escolherão errado”.
A mãe não pode dizer o que seu frágil infante será ao crescer: alto ou baixo, fraco ou forte, sábio ou tolo; ele pode ser qualquer uma destas coisas ou nenhuma delas, pois elas são incertas. Mas uma coisa a mãe pode dizer com certeza: ele terá um coração corrupto e pecador. É natural para nós portar-nos mal. “A estultícia”, diz Salomão, “está ligada ao coração da criança” (Pv. 22:15). “A criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”(Pv. 29:15). Nossos corações são como a terra que pisamos; deixe-a abandonada e certamente produzirá ervas daninhas.
Se então, você for lidar de modo sábio com seu filho, não deve deixá-lo sujeito a sua própria vontade. Pense por ele, julgue por ele, aja por ele, do mesmo modo que você faria por uma pessoa fraca e cega; mas, pelo amor de Deus, não o entregue aos seus próprios gostos e inclinações voluntariosos. Não devem ser suas preferências e desejos que são consultados. Ele ainda não sabe o que é bom para sua mente e alma, mais do que o que é bom para seu corpo. Não o deixe decidir o que ele deve comer, o que ele deve beber, e como ele deve se vestir. Seja consistente, e lide com a mente dele da mesma maneira. Eduque-o no caminho que é bíblico e correto e não do jeito que ele imagina.
Se você não pode decidir-se a este primeiro princípio da educação cristã, é inútil continuar lendo. A vontade própria está perto de ser a primeira coisa que se manifesta na mente da criança, e precisa ser sua primeira resolução, resistir a ela.
Ignore este conselho se você for colocar seu filho rumo à destruição, e ao invés disto, ensine-lhe auto-estima positiva; ensine-o que o maior amor está dentro dele e que o mundo, de fato, gira ao seu redor”.
2) Nunca o discipline corporalmente. Os provérbios que sugerem punição corporal, são bárbaros e ultrapassados. Nós somos civilizados. Nós temos o Ano da Criança! Nós erguemos nossas consciências, não palmatórias! Provérbios 13:24 “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” está errado. Ignore-o. O 22:15 “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela”, também. E esqueça 23:13-14 “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. Se você for tentado a discipliná-los corporalmente, tente estas desculpas: a) “Eu apanhei quando criança e não quero bater nos meus filhos”. Claro, que é o mesmo que dizer “Minha mãe era gorda, por isso eu não alimento meus filhos”; b) É contra a lei; c) Minha sogra não gosta disso. Seja criativo e pense em outras desculpas; você achará fácil criá-las.
3) Quase tão proveitoso quanto nunca discipliná-los é discipliná-los corporalmente insensata e/ou severamente. A correção bíblica é amorosa, firme e controlada. Excesso de correção bíblica o conduziria à outra direção.
4) Esta é a favorita de muitos pais: nunca use a Escritura na correção. Nunca explique para seus filhos qual é a vontade de Deus sobre o assunto. Não tome Deuteronômio 6: 4-9 literalmente (“Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”).
5) Nunca admita que você está errado. Se você deseja que seus filhos cresçam descorteses e hostis, nunca os deixe vê-lo humilhado ou aceitando correção. Nunca lhes peça desculpas; nunca reprima seu orgulho.
6) Seja hipócrita. Esta é boa para lembrar. Ensine-os através das suas ações, que suas palavras não têm valor para você.
7) Instrua-os para escolher sua própria religião. Afinal, você não pode forçá-los a crer.
8) Não ore com eles ou por eles, pública ou privadamente. Se você precisa de uma desculpa, lembre que eles acharam graça de você da primeira vez que você tentou. Normalmente isto é suficiente para fazê-lo desistir.
9) Evite cantar salmos e hinos com seus filhos. Mas se por alguma razão você achar que deve, nunca lhes explique o sentido.
10) Responda cada pergunta religiosa com “Porque nós sempre fizemos assim”. Este é um dos meios mais eficazes de convencê-los que o cristianismo é meramente uma tradição e não a Verdade.
11) Não os previna sobre evolução ou outros mitos populares. Não os informe sobre heresias da história ou suas modernas iterações. Não lhes fale nada sobre teologias antagônicas e o porquê as igrejas ortodoxas as rejeitam.
12) Deixe-os expressarem-se de qualquer modo que escolherem, seja no seu jeito de vestir, no jeito que usam seu cabelo ou no seu linguajar. As novidades sempre devem ser seguidas. Se eles desejam tatuagens ou vários piercings, relaxe e aproveite. Não interfira. Afinal a vida é deles. E nunca olhe aquilo que eles lêem. Eles têm direitos, você sabe. Você não lê os boletins da ACLU (União Americana para Liberdades Civis)?
13) Não os faça trabalhar por nada. O amor, apesar de tudo, deve ser incondicional, certo? Então, lhes dê tudo e não espere nada. (Isto é exatamente o que você obterá).
14) Desde a infância, use uma linguagem simples ao falar com eles. Não espere que alcancem a maturidade e eles satisfarão suas expectativas!
15) Não os abrace ou beije ou lhes faça cócegas, e seja muito parcimonioso com respeito a lhes dizer que os ama. Evite por completo, se possível. Afinal, isto não é muito másculo.
16) Deixe-os mentir sem sofrer punição. Prove com isto que a verdade tem pouco valor em sua casa.
17) Deixe-os desperdiçar tempo, a esmo e sem propósito. Prive-os daquela idéia puritana que descansamos bem para melhor trabalhar. Tente incutir neles a moderna noção que trabalho existe a fim de custear nossa diversão nos fins de semana; damos duro para podermos “badalar”!
18) Mantenha a TV sempre ligada, especialmente durante os comerciais. Este é o meio mais fácil e certo de guiar seus filhos para o inferno. Pense! Ela pode ser pode ser o terceiro (e o único realmente presente) “pai” delas, e a sua melhor amiga. Duas horas na igreja aos domingos não terão um papel eficiente na formação do caráter delas, quando confrontadas com 25 horas de televisão. Todo absoluto, de qualquer fonte, será “relativizado” para sempre. A televisão tem sido a melhor amiga do diabo, então a deixe possuir a sala de estar e a cozinha também. Se possível, deixe-a ligada durante o jantar, assim ela pode reivindicar, sozinha, o título de senhora e mediadora da verdade em sua casa.
Se você seguir estes 18 passos, há pouca dúvida de que seu filho estará entre aquela população infernal.
Mas eu, particularmente, penso que você rejeitará toda esta horrenda insensatez acima e se curvará a mais solene responsabilidade que Deus já lhe deu: Ser pai e mãe. Se Deus nos concede a aptidão de conduzir nossas crianças à perdição, porque alguém duvidaria que Ele nos dá a habilidade, a responsabilidade, na verdade, o privilégio, de conduzi-los ao céu? Se nós fielmente seguirmos Seu método de criação de crianças da aliança, elas estarão entre a população celeste por toda a eternidade. Que incentivo à fidelidade!
A aliança continua por gerações, mas ela continua junto ao caminho da fidelidade, não o da presunção. Nós temos incomparavelmente grandes e preciosas promessas da parte de Deus, bem como admoestações. Ele nos exorta que não fazer nada é a coisa errada. Ensine a criança em seus próprios caminhos, e quando ela for velha, não se desviará dele. Mas Ele promete que fazer a coisa certa ocasionará a uma colheita de promessas cumpridas. Ouça Deus meditando consigo mesmo concernente a Seu amigo Abraão: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (Gênesis 18:19).
Esta promessa é para você e para seus filhos, e para tantos quantos o Senhor, nosso Deus, vier a chamar. É uma promessa com condições; que alegria é cumpri-las, visando a recompensa a que elas conduzem! Amém.
Por Steve M. Schissel.
12.09.2010
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Você já pensou alguma vez em morrer por Cristo? Estaria você disposto a isso? E se estivesse disposto, você estaria apto? Certamente aqueles que têm dado a vida por Cristo, têm recebido auxilio do alto.
Durante a Rebelião BOXER, bandidos raptaram um missionário na China, levando-o para seu refúgio nas montanhas, e tentaram forçá-lo a abandonar a fé. Ele se recusou a fazê-lo. Assim, eles lhe cortaram todos os dedos das mãos e dos pés. Então eles perguntaram: “Agora você vai abandonar sua fé?”
Ele disse: “Não.” Então eles lhe cortaram as mãos no punho e os pés nos tornozelos e gritaram insistindo para que ele renunciasse sua fé em Cristo. Ainda assim ele se recusou. Finalmente lhe cortaram os braços e pernas, e enquanto ele estava morrendo em seu próprio sangue, eles perguntaram: “E agora, você tem alguma coisa a dizer?”
Ele disse: “Sim, vocês podem fazer o favor de dizer ao meu filho que venha e tome o meu lugar na China?”
Bem, temos ouvido esse tipo de história de todas as terras e em todas as épocas. O sangue dos mártires tem fluido desde Abel até o tempo presente. E neste livro, que fala do modo como Jesus tratava as pessoas, seríamos negligentes se não considerássemos como Ele se relaciona com Seus seguidores – não apenas em companheirismo, mas também no sofrimento.
Cristo disse a Seus seguidores: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. ” Apocalipse 2:10. O apóstolo Pedro aprendeu o valor do sofrimento. Houve um tempo em que ele recuou. Você pode recordar sua conversa com Jesus, quando o Mestre falou aos discípulos sobre Sua breve morte. Pedro disse: “Que isto esteja longe de Ti, Senhor.” E Jesus o repreendeu. Veja S. Mateus 16:21 a 23.
Entretanto, Pedro aprendeu a bênção do companheirismo no sofrimento e, em I S. Pedro 4:12 e 13, ele disse: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também na revelação de Sua glória vos alegreis exultando.”
Assim, não é estranho, quando os cristãos sofrem. Você encontra mensagem semelhante do apóstolo Paulo em Filipenses 1:29. “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo, e não somente de crerdes nEle.”
É um privilégio, uma honra e uma dádiva – uma das maiores bênçãos que o Céu poderia outorgar – conhecer o companheirismo do sofrimento e ser fiel até a morte. É um mistério para a mente humana entender por que isso é verdade, mas companheirismo no sofrimento é o que Jesus oferece a todos os Seus seguidores de uma ou de outra maneira.
Por essa razão, focalizemos um dos mais íntimos seguidores de Jesus, de quem o próprio Jesus disse: “Ninguém é maior do que ele.” Seu nome era João, o Batista. Muitos têm questionado sobre sua morte.
João Batista era filho de um milagre, dedicado ao Senhor desde o nascimento. Ele viveu no deserto, vestindo roupas estranhas e comendo vagens de alfarroba (gafanhotos) e mel silvestre. Aprendeu a amar o deserto e os espaços abertos.
Quando iniciou seu ministério público, anunciando a vinda do Messias, não poupou nenhuma palavra. Ele até mesmo repreendeu o rei Herodes sobre seu casamento. A esposa de Herodes não gostou do que ele disse. Assim, ela convenceu o marido a lançá-lo na prisão.
A maioria das pessoas esperava que João fosse libertado em breve. Eles tinham certeza de que a consideração das pessoas e até mesmo do rei Herodes garantiriam a segurança de João. Porém, João Batista, esperou, esperou e esperou. O confinamento em masmorra pesava demais sobre ele, cuja vida havia sido gasta nas montanhas desérticas. As dúvidas começaram a atingir-lhe a mente. Ele chegou a ponto de duvidar de sua missão – duvidar da divindade de Cristo.
Chegou a hora em que ele não pôde mais suportar e enviou mensagem a Jesus, apresentando suas duras questões. E a resposta de Jesus fortaleceu-o.
Então, um dia a esposa de Herodes conseguiu o que desejava. Ela enganou seu marido, através da filha Salomé, e no processo João Batista foi decapitado – aparentemente esquecido por Deus, esquecido por Jesus e deixado sozinho. É assim que Jesus trata Seus discípulos?
É difícil para nós compreender todos os dons que o Céu nos pode outorgar. Companheirismo com Cristo em Seu sofrimento é a mais pesada confiança e a mais elevada honra. Que tipo de companheirismo, João Batista e o missionário da China e todos os outros mártires através dos tempos têm tido com Cristo em Seus sofrimentos? O que são os sofrimentos de Cristo?
Em primeiro lugar, sabemos que Cristo sofreu por causa da justiça. Isso não era sofrimento por causa de Seus próprios pecados. Ele pronunciou uma bênção sobre aqueles que em todas as épocas têm sofrido por causa da justiça.
A injustiça tem sido sempre desconfortável na presença dos justos. Os homens maus odiavam Jesus por Sua vida de pureza e por essa razão tentaram destruí-Lo. Aqueles que têm aceito a justiça de Cristo são advertidos de que eles não serão sempre os mais populares e alguns sofrerão perseguição e até mesmo a morte por causa da justiça.
Jesus também sofreu por causa de outros. Ele é o supremo exemplo de Alguém que estava disposto a entregar a vida por Seus amigos, e outros em todas as épocas têm se unido a Ele nisso. Temos ouvido suas histórias.
Sabemos também que Jesus sofreu porque Ele era submisso ao plano-mestre elaborado antes da fundação do mundo e se o pecado entrasse, Ele viria oferecer uma solução para a raça humana. Jesus não Se desviou desse plano, mas permaneceu sob o controle do Pai durante toda a Sua vida na Terra.
Entretanto, Ele poderia ter salvo a Si mesmo quando os sacerdotes e escribas vieram e disseram: “Salvou os outros, a Si mesmo não pude salvar-Se.” S. Marcos 15:31. Eles estavam falando a verdade. Entretanto, embora pudesse salvar-Se a Si mesmo, Ele não poderia salvar-Se a Si mesmo e os outros também.
Aqueles que têm seguido Jesus em companheirismo, têm descoberto a mesma coisa. Por permanecerem sob o controle de Deus, não têm sido aptos a salvar a si mesmos. O missionário na China aparentemente poderia ter salvado a si mesmo, se estivesse disposto a negar sua fé em Cristo. Mas, porque estava determinado a permanecer sob o controle de Deus e continuar professando sua fé em Cristo, ele não pôde salvar-se.
Assim, um seguidor de Cristo pode sofrer por causa da justiça, pode sofrer por causa de outros e pode sofrer porque permanece sob o controle de Deus. João Batista experimentou esse sofrimento.
Alegremente Jesus teria libertado Seu amado e fiel servo, mas por causa dos milhares que nos anos futuros passariam da prisão para a morte, João teve que beber o cálice do martírio.
João Batista iluminou o caminho para os outros discípulos, dos quais todos, exceto um, morreriam como mártires. Os discípulos pagaram o preço derradeiro, iluminando o caminho para os mártires que os seguiriam. E os mártires que os seguiram iluminaram o caminho para nós hoje, que ainda estamos vivendo em um mundo de dores e sofrimentos, separação e morte.
Talvez possamos compreender a morte de João por causa dos mártires que viriam, mas por que os mártires tinham que morrer?
Para começar, sabemos que Deus planejou Seu mundo de modo que a chuva caísse sobre justos e injustos e o Sol brilhasse sobre o bom e sobre o mau. Se as boas coisas acontecessem apenas para os bons e as más coisas apenas para os maus, não demoraria muito e o mundo estaria cheio de pessoas que serviriam a Deus apenas pelo que eles pudessem obter dEle. Mas Deus quer apenas o serviço de amor. Ele nunca prometeu a Seus seguidores “céu sempre azul”. Ele não prometeu libertá-los dos problemas decorrentes de se viver neste mundo de pecados.
Indubitavelmente, há muitas razões para isso. Uma poderia ser que mesmo para aqueles que são seguidores de Cristo, há necessidade de serem relembrados do horror do pecado, senão nos esquecemos de sua natureza mortal e outra vez caímos em pecado. O plano de Deus é que o Universo inteiro seja limpo, o pecado e os pecadores não mais existam e assim permaneça para sempre. Ele prometeu que o pecado jamais ressurgirá pela segunda vez, e para que isso aconteça, temos que vê-lo claramente pelo que ele é, de modo que nunca mais ele tenha atração para nós.
Entretanto há uma outra razão que deveríamos considerar. Sabemos que o diabo tem constantemente acusado a Deus como sendo injusto. Ele diz que as pessoas servem a Deus unicamente pelas coisas que elas podem obter dEle. Você conhece a história de Jó e como terminou. A acusação do diabo era que Jó servia a Deus devido à maneira como Ele o abençoava. Veja Jó 1:9 e 10. A experiência de Jó pode ser repetida na vida de cada um de nós, hoje.
A promessa de Deus é que não há nada que o diabo possa fazer, nenhum problema que ele possa causar nesse mundo de pecados, que Deus não tenha o poder de nos dar condições de suportar, e ainda continuar confiando nEle. E Deus precisa de demonstrações da vida real de que isto é verdade.
Vamos ser mais específicos ao tentarmos ver como esse princípio atua no grande conflito entre Cristo e Satanás. A Bíblia ensina que no final dos mil anos, quando Jesus voltar a este mundo pela terceira vez, cada pessoa que tenha vivido O encontrará pela primeira ou pela última vez. Haverá alguns do lado de fora da cidade olhando para dentro – lá estarão alguns do lado de dentro da cidade olhando para fora.
Do lado de fora da cidade estarão alguns dos dias do Dilúvio, quando os pensamentos do coração dos homens eram maus continuamente. E eles armarão seus punhos e os agitarão diante de Deus e dirão: “Isto não é justo. Foi muito difícil servi-Lo no tempo em que eu vivia.”
Talvez você possa imaginar uma voz de algum lugar dentro da cidade que diz: “Noé, você pode por favor subir no muro?” Ao Noé subir ali, as pessoas dos dias do Dilúvio nada mais terão para dizer.
Posso ver um grupo fora da cidade, naquele dia, que viveu no tempo da apostasia de Israel. Eles cederam à pressão e se tornaram adoradores de Baal. Eles armam os punhos e agitam diante de Deus dizendo: “Foi muito difícil servi-Lo quando eu estava vivendo na Terra, porque, eu teria sido praticamente o único a fazer isso.”
Deus pede a Elias que suba no muro e eles não têm mais nada a dizer.
Posso ver pessoas da igreja primitiva, quando a perseguição estava em seu auge, que estão do lado de fora do muro agitando os punhos diante de Deus e dizendo: “Foi muito difícil servi-Lo no meu tempo. Eles iam me matar se eu falasse abertamente sobre Jesus Cristo.”
E Deus envia Estêvão ao muro e eles não têm mais nada a dizer.
Vejo um grupo da Idade Média que estão agitando seus punhos diante de Deus, e Huss e Jerônimo são convidados a se levantarem. Vejo alguém da China, dos dias da Rebelião Boxer, do lado de fora do muro, e o missionário que citamos anteriormente é chamado à frente.
Vejo alguém em nossos dias – uma vítima de câncer que sofreu por meses e finalmente morreu, e antes de morrer, revolta-se contra Deus e O culpa por todos os seus problemas, amaldiçoa-O e morre.
Para alguém assim do lado de fora da cidade, Deus pode precisar ter alguém do lado de dentro que sofreu uma tentação semelhante, mas que ainda assim O amou e confiou nEle a despeito de tudo.
Bem, isto significa que Deus é quem trouxe todo esse sofrimento? Não, não. O sofrimento é infligido por Satanás, mas Deus age acima dele, com o propósito da misericórdia. Os discípulos perguntaram a Jesus: “Quem pecou – este homem ou seus pais?” Jesus disse: “Nenhum deles – mas, veja! Agora você verá a glória de Deus. ” Veja S. João 9:3.
Um dia virá, quando a glória de Deus triunfará e os seguidores de Cristo que têm sofrido e têm servido a Ele e por causa dEle – e não por causa própria – terão sua recompensa. Jesus prometeu mais do que resolver isso para nós, por qualquer inconveniência que sofrermos como resultado de termos nascido neste mundo de pecados.
O plano de Deus no grande conflito é proceder de tal maneira que até mesmo os do lado de fora da cidade – até mesmo o próprio Satanás – finalmente admitirão que Deus tem sido imparcial e justo.
Que dia será aquele, quando o problema do pecado será para sempre eliminado e pudermos estar com Cristo em companheirismo para sempre!
Morris Venden.
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