Fruto do Espírito Santo

– Gl. 5. 22-23

Após o NOVO NASCIMENTO (João 3. 3 c/c Ef. 4. 23-34), todos os Cristãos devem ter TODO o fruto do espírito, uma vez que não são repartidos (ao contrário dos dons).

a)     CARIDADE (amor):  

b)     ALEGRIA:  

c)      PAZ:  

d)     PACIÊNCIA (longanimidade):  

e)     AFABILIDADE (benignidade):  

f)       BONDADE:  

g)     FIDELIDADE:  

h)     BRANDURA (mansidão):  

i)       TEMPERANÇA (domínio próprio):  

- AZUL: Nosso relacionamento com Deus 

- VERMELHO: Nosso relacionamento com as outras pessoas. 

- VERDE: Nosso relacionamento interno (com nós mesmos). 

  

Porque devemos lutar contra a CARNE (ver também: Ap. 21. 8) ? 

 a)     FORNICAÇÃO (prostituição):  

b)     IMPUREZA:  

c)      LIBERTINAGEM (lascívia):  

d)     IDOLATRIA:  

e)     SUPERSTIÇÃO (feitiçarias):  

f)       INIMIZADES:  

g)     BRIGAS (porfias):  

h)     CIÚMES:  

i)       ÓDIO (iras):  

j)       AMBIÇÃO (glutonaria):  

k)      DISCÓRDIAS (dissensões):  

l)       PARTIDOS (facções):  

m)   INVEJAS:  

n)     BEBEDEIRAS:

o)     OUTRAS SEMELHANTES (concupiscências, etc.).
 

OBS: Quem pratica estas coisas, NÃO HERDARÁ O REINO DOS CÉUS (Gl. 5. 19-21) ! 

Precisamos nos deixar-mos conduzir pelo Espírito Santo de Deus (Gl. 5. 16) 

POR QUÊ ? Porque os desejos da carne se opõem aos desejos do Espírito (Gl. 5. 17) 

Os DONS ESPIRITUAIS são aqueles dons que o Espírito Santo de Deus nos agracia: Rom. (12.6 Profeta, 12.7 Ministério, 12.7 Ensino, 12.8 Exortação, 12.8 Contribuição, 12.8 Presidir, 12.8 Misericórdia); I Cor. (12.8 Palavra de Sabedoria, 12.8 Palavra de Conhecimento, 12.9 Fé, 12.9 Curas, 12.10 Milagres, 12.10 Discernimento de Espíritos, 12.10 Línguas, 12.10 Interpretação de Línguas, 12.28 Apóstolos, 12.28 Socorro, 12.28 Administração) e Ef. (4.11 Profeta, 4.11 Evangelista, 4.11 Pastor e 4.11 Doutor). Cada cristão pode receber mais de um dom. 

Para verdadeiramente ser um DISCÍPULO de Deus é necessário que o Crescimento Espiritual esteja baseado no Fruto do Espírito Santo (João 15. 8). Mas, COMO CRESCER ESPIRITUALMENTE? 

a)     Desejar crescer (I Pe. 2. 2). 

b)     Amadurecer (I Cor. 3. 2). 

c)      Comunhão constante  (João 15. 4-5). 

d)     Estar crucificado com Cristo (G. 2. 20). 

e)      Andar no Espírito Santo (Gl. 5. 16-25). 

f)       Mortificar as obras da carne (Ef. 6. 10). 

g)     Alimentar-se com a PALAVRA (Mt. 4. 4). 
 

Uma das funções principais do Espírito Santo é repartir conosco a santidade de Deus, o que Ele faz desenvolvendo em nós um caráter semelhante a Cristo – um caráter marcado pelo fruto do Espírito. O propósito de Deus é que nós nos tornemos “pessoas maduras, crescendo até alcançarmos a altura espiritual de Cristo” (Ef. 4. 13). 

No meio das dificuldades e do sofrimento é que mais precisamos do fruto do Espírito, e é nestas ocasiões que Deus pode atuar através de nós de maneira especial para levar outras pessoas a Cristo. Quando temos em nós o fruto do Espírito outros verão em nós “a imagem de seu Filho” (Rom. 8:29) e serão atraídos para o Salvador. 

A Igreja local só crescerá se crescermos individualmente primeiro, portanto (mas não só por isso) urge que nos transformemos IMEDIATAMENTE !!! Até porque a HORA É AGORA e Jesus baterá à porta logo-logo !

1ª Igreja Batista em Bezerros – Estado de Pernambuco 

Rua Maj. Miguel, 193, Centro, tel. (81) 8793.9876 – CNPJ/MF nº 11.473.030/0001-31  – Pastor: VICENTE PAIXÃO

O “PARAFRASEAR” nas pregações induzem os desavisados a crer naquilo que NÃO ESTÁ NA BÍBLIA (“versículos não-bíblicos”) !

A Síndrome do Papagaio

Você já percebeu como as pessoas gostam de repetir o que os outros falam? Não vou lhe dizer que essa prática seja imprópria, mas é bom conferir tudo o que se ouve, para evitar situações constrangedoras… Na famosa igreja de Beréia, os cristãos recebiam de bom grado as pregações. Mas não as recebiam como verdades bíblicas sem antes conferir nas Escrituras (At 17:11).
 
Essa síndrome do papagaio se verifica nos diversos versículos “novos” que alguns pregadores insistem em repetir. Ouviram alguém, um dia, pronunciar um desses versículos e começaram a citá-los como verdade, sem, antes, ter o cuidado de confirmar a sua autenticidade bíblica.
 
Há alguns anos, tive o cuidado de reunir, com a ajuda de meus alunos do seminário teológico, várias “pérolas” que muitos repetem pensando ser versículos bíblicos… Você está curioso para conhecê-las? Quer saber se tem empregado alguma?
 
“A voz do povo é a voz de Deus”
Ouvi um pregador citando essa frase antibíblica e extrabíblica, oriunda do latim vox populi, vox Dei, como se fosse bíblica! Quando Jesus andou na terra, a opinião do povo a seu respeito era variada. Uns o consideravam pecador (Jo 9:16) ou endemoninhado (Mt 12:24), e outros criam que ele era um profeta (Mt 16:13,14). Enquanto isso, a voz de Deus ecoava: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3:17). Como a voz do povo pode ser a voz de Deus?
 
“Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”
Esse provérbio popular alude à persistência. Trata-se de um bom pensamento, mas extrabíblico! Conquanto não apareça nas páginas sagradas, realça o princípio da perseverança na oração (Mt 7:7,8; Lc 18:1-8). Isso, porém, não nos autoriza a citar a frase como se fosse um versículo inspirado da Palavra de Deus.
 
“Até 1000 irá; de 2000 não passará”
Essa frase já virou história… Muitos “profetas da última hora” a usaram para alertar acerca da iminente volta de Cristo, antes ou durante o ano 2000. Mas o que a Bíblia realmente diz acerca da vinda de Jesus? As palavras de Cristo quanto ao Arrebatamento da Igreja são mais do que claras: “… daquele dia e hora ninguém sabe…” (Mt 24:36). Leia também Atos 1:7, I Tessalonissenses 5:1 e II Pedro 3:8.
 
“Da semente da mulher levantarei um que esmagará a cabeça da serpente”
É comum ouvir pregadores citando essa frase como sendo a primeira promessa com relação à obra redentora de Jesus. Mas essa promessa não aparece nas Escrituras. Em Gênesis 3:15, Deus disse para Satanás, personificado em uma serpente: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”.
É importante observar que o texto bíblico não usa o verbo “esmagar” e sim “ferir”. De acordo com a Palavra de Deus, o inimigo ainda não foi esmagado, isto é, derrotado por completo. Ele já está julgado (Jo 16:11), e, na cruz, Jesus o feriu (Cl 2:14,15). Entretanto, “… o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo de vossos pés” (Rm 16:20).
 
“Deus cegou os entendimentos dos incrédulos”
É sério! Ouvi um pregador dizendo isso… Mas não foi Deus quem cegou o entendimento dos incrédulos! A Bíblia diz: “… o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (II Co 4:4). Esse “deus” é o diabo, e não o Deus verdadeiro que ilumina os que estão em trevas (Jo 8:12; I Jo 1:7).
 
“Diga-me com quem tu andas, e eu te direi quem és”
Clássica, não? Quantos pregadores não usam esse versículo… Alguém já chegou a dizer acerca dele: “Não está na Bíblia? Então devia estar!” Bem, a Bíblia apresenta versículos parecidos, que podem ser usados em lugar da frase em questão: “O homem violento persuade o seu companheiro, e guia-o por caminho não bom” (Pv 16:29); “Não entres na vereda dos ímpios, nem andes pelo caminho dos maus. Evita-o, não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo” (Pv 4:13,14).
 
“É dando que se recebe”
Essa conhecida frase é extrabíblica, mas não chega a ser antibíblica. Ela confirma as palavras de Jesus em Lucas 6:38. Não deve, porém, ser usada como um versículo bíblico inspirado. O pregador só deve usar a frase “A Bíblia diz” quando for citar uma passagem sagrada. Caso contrário, deve deixar claro aos ouvintes que se trata apenas de uma boa frase.
 
“Esforça-te, e eu te ajudarei”
A expressão “Esforça-te” aparece 12 vezes na Bíblia, mas nunca acompanhada da frase “Eu te ajudarei”. Observe: “Esforça-te, e tem bom ânimo” (Js 1:6,7,9,18; I Cr 22:13; 28:20); “Esforça-te, e esforcemo-nos” (I Cr 19:13); “Esforça-te, e faze a obra” (I Cr 28:10); “Esforça-te, e clama” (Gl 4:27). No plural, ela aparece oito vezes, sem o complemento citado (Nm 13:20; Js 10:25; 23:6; I Sm 4:9; 13:28; II Cr 15:7; Sl 31:24; Ag 2:4). Apesar disso, não há dúvida de que o Senhor ajuda os que se esforçam.
 
“Eu venci o mundo, e vós vencereis”
É claro que através da vitória de Cristo todos os seus seguidores autênticos, nascidos de Deus (1 Jo 5:4), se tornam mais do que vencedores (Rm 8:37). Não obstante, as palavras de Jesus ditas em João 16:33 foram apenas: “Tenho-vos dito isto para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. O complemento “e vós vencereis” é um acréscimo às palavras do Mestre, prática que ele mesmo proibiu (Ap 22:18).
 
“Fazei o bem sem olhar a quem”
Essa frase é uma distorção de Gálatas 6:10: “Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé”. O cristão deve fazer o bem, pois ele tem a bondade, um dos elementos do fruto do Espírito (Gl 5:22). Mas fazer o bem “de olhos fechados” pode ser perigoso.
Existem muitos vigaristas dizendo-se missionários ou pastores. Eles sempre contam casos tristes para aplicar os seus golpes, e os irmãos bondosos, por não olharem a quem estão ajudando, acabam sendo lesados. Cabe-nos ajudar as pessoas comprovadamente necessitadas: “Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra” (Dt 15:11).
 
“Jesus é o Médico dos médicos”
Certos pregadores afirmam: “A Bíblia diz que Jesus é o Médico dos médicos”. Nas Escrituras, não existe esta menção. Jesus é chamado de Senhor dos senhores e Rei dos reis (Ap 17:14). Em nenhum lugar ele é chamado de Médico dos médicos. A expressão hebraica que demonstra o seu poder de curar os enfermos é “Yahweh-Roph´eka”, que significa “O Senhor que te sara”, também traduzida como: “O Senhor, teu Médico” (Êx 15:26).
 
“Mente vazia é oficina do diabo”
De fato, a pessoa que não ocupa a sua mente com as “coisas que são de cima” (Cl 3:1,2) acaba ficando vulnerável aos ataques do adversário. Como ser espiritual, ele tem influência sobre a mente dos incrédulos (2 Co 4:4; Ef 6:17). Segue-se que a frase é apenas apropriada para ilustrar o papel do diabo como tentador, não devendo ser usada com um versículo sagrado.
 
“Não cai uma folha de uma árvore sem a vontade de Deus”
A Bíblia mostra claramente que Deus é o Controlador da natureza. Em Isaías 40:12-31, vemos como ele tem o Universo em sua mão e faz o que lhe apraz. Apesar disso, a frase em questão não é um versículo bíblico!
 
“O amor encobre uma multidão de pecados”
Essa frase possui um acréscimo sutil, capaz de torcer a mensagem bíblica. Encobrir significa esconder, ocultar. E, de acordo com a Bíblia, “O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará” (Pv 28:13). É preciso atentar para o que realmente as Escrituras dizem: “… a caridade cobrirá uma multidão de pecados” (I Pe 4:8).
Dentro do contexto bíblico, cobrir significa perdoar. E a diferença entre cobrir e encobrir pecados é vista principalmente no Salmo 32: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto” (v. 1); “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri” (v. 5).
 
“O cair é do homem, mas o levantar é de Deus”
É comum o uso dessa frase para animar irmãos que fracassam na fé. Quem a usa, tenta demonstrar que a pessoa caída não precisa se preocupar. Deus a levantará em tempo oportuno. Entretanto, se o homem não tomar uma posição, levantando-se, tal como o filho pródigo, Deus não o socorrerá (Lc 15:17-24).
O texto de Tiago 4:8 mostra que o primeiro passo deve ser dado pelo homem. A Bíblia não diz: “Quando Deus se chegar a ti, chega-te para ele”. O homem precisa querer, desejar se chegar a Deus. Em toda a Escritura, observa-se que Deus convida o homem a se levantar, pois o cair é do homem, e o levantar também é do homem (Pv 24:16; Ef 5:14)!
 
“O dinheiro é a raiz de todos os males”
Às vezes, por não lerem a Bíblia com atenção, alguns pregadores caem no erro de omitir parte dos versículos bíblicos, gerando confusão. O dinheiro é importante e precisamos dele para a nossa manutenção. O errado é pôr o coração nele (Mt 6:19-21). É por esse motivo que Paulo não condenou o dinheiro, mas sim a ganância e a avareza: “Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (I Tm 6:10).
 
“O pouco com Deus é muito”
Há pregadores citando essa frase como se fosse bíblica. É verdade que a matemática de Deus é diferente, pois quanto mais se tira tanto mais é acrescentado (Pv 11:24). Todavia, conquanto a frase em questão seja correta, ela não está registrada no Livro Sagrado.
 
“Os viciados não herdarão o reino de Deus”
A palavra “viciado” se aplica à pessoa que possui qualquer tipo de vício (do latim vitiu, tendência habitual para o mal). Mas a Bíblia não condena de forma explícita os viciados, como ocorre neste pseudo-versículo bíblico. Alguém poderá perguntar: “Se a Bíblia não condena especificamente o cigarro ou algum tipo de droga, eu tenho permissão para usá-los?”
Quando o cânon do Novo Testamento foi encerrado, ainda não havia o cigarro nem as drogas conhecidas hoje, não havendo razão para os escritores neotestamentários condená-los de modo específico. Contudo, está claro nas páginas sagradas que os que destroem o corpo, independentemente da maneira como o fazem, não herdarão o reino de Deus (I Co 6:10-20; Gl 5:19-21). Ademais, Zofar alertou: “Porque ele [Deus] conhece os homens vãos, e vê o vício; e não o terá em consideração?”, Jó 11:11.
 
“Quem com ferro fere, com ferro será ferido”
Essa frase, empregada para enfatizar a justiça de Deus, não está registrada na Bíblia Sagrada. É uma deturpação das palavras de Jesus ditas a Pedro, em Mateus 26:52: “Mete no seu lugar a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão”.
 
“Quem dá aos pobres, empresta a Deus”
Usada principalmente pelos católicos romanos, essa frase já está nos lábios de alguns cristãos. Todavia, o versículo bíblico que mais se aproxima de tal afirmação é Provérbios 19:17: “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, e ele lhe pagará o seu benefício”. Alguém dirá: “Mas não é a mesma coisa?” Não! Pois o versículo bíblico possui o selo da inspiração!
 
“Quem não vem pelo amor, vem pela dor”
É verdade que muitas pessoas, depois de passarem por uma dolorosa experiência, entendem a vontade de Deus (Dn 4:30-37; At 9). Entretanto, isso não é uma regra. Existem pessoas que nem mesmo pela dor se arrependem. Por isso, a Palavra de Deus alerta: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura” (Pv 29:1).
 
“Vem a mim como estás”
Jesus recebe o pecador arrependido na condição em que está. Todavia, a frase em questão não está registrada nos Evangelhos, apesar de ser usada com freqüência por muitos pregadores. Em seu lugar, pode-se usar um versículo bíblico autêntico, como Mateus 11:28: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”.
Portanto, não seja como o papagaio, que repete, repete, repete… Seja como os bereanos, que examinavam nas Escrituras tudo o que ouviam. Afinal, a própria Bíblia Sagrada diz: “Examinai tudo. Retende o bem” (I Ts 5:21).
 
Autor: Pr. Ciro Sanches Zibordi

VERSÍCULOS “NÃO-BÍBLICOS” (?)

1. “Onde está seu coração, ali está o seu tesouro.”

Este “versículo” é tão usado pelos presbíteros, e citado pelos cristãos em geral, que é difícil encontrar alguém que identifique sua falsidade. De forma que podemos considerá-lo até como um “aspirante a versículo”. Na verdade, a maioria dos evangélicos acredita que, tão certo quanto o fato de Deus ser composto por três Pessoas, estas palavras são da própria Bíblia. A confecção deste texto inverídico deve ter sido feita após uma leitura desatenta do Sermão da Montanha, especificamente na parte em que o Mestre prega sobre o ajuntamento ilícito de riquezas na terra. Repare a diferença entre o trecho original e o texto distorcido pelos homens:

“Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”
(Mt 6.21)

Os descuidados invertem o dito do Senhor Jesus: colocam “coração” onde está escrito “tesouro” e põe “tesouro” onde está escrito “coração”. Isso para que dê a aparência de que Cristo ensinava que não importa a quantidade de bens materiais que a pessoa possua: bastaria ela colocar o coração em Deus que estaria tudo resolvido.

O que Jesus disse, realmente, é que nós podemos saber onde está o coração de uma pessoa observando onde ela ajunta suas riquezas: no céu ou na terra.

Vale lembrar que isso não condena o enriquecimento material, defendido como uma bênção divina em toda a Bíblia (Ec 5.19; 1Tm 6.17). O Messias estava apenas usando um recurso semítico de linguagem, comum na Bíblia, onde o lado natural era enfraquecido para enfatizar o lado espiritual. Por exemplo:

a) “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna…” (Jo 6.27)

Será que Jesus estava condenando o hábito de trabalhar pelo sustento material, ou Ele queria apenas dar importância ao ato de buscar as coisas de Deus? Outro exemplo do recurso semítico usado por Jesus é encontrado no Antigo Testamento, onde José diz:

b) “…não fostes vós que me enviastes para cá, e, sim, Deus…” (Gn 45.8)

Assim, poderíamos concluir que os irmãos de José não o mandaram para Egito. Mas, quatro versículos antes, ele havia dito: “Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito.” (vs. 4)

Pregando sobre a forma de amar aos semelhantes, o apóstolo João declara:

c) “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.” (1Jo 3.18)

Fica claro que João não desejava proibir o uso de palavras no exercício do amor, mas somente afirmar que o amor não pode se limitar ao uso delas. De qualquer forma, não devemos e não podemos criar textos bíblicos para defender o ajuntamento de riquezas terrenas, pois a própria se encarrega de fazer tal defesa em inúmeras outras porções.

2. “A fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus.”

Igual ao versículo anterior, esta frase é corriqueiramente declarada aqui e ali, sempre que o assunto tocado é fé. Ele é tão engenhosamente elaborado que muitos homens e mulheres de Deus o “soltam” de vez em quando, crendo piamente de que estão proferindo a Palavra de Deus. Na verdade, o que a Bíblia ensina é:

“De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus.”
(Rm 10.17) [ARC]

O apóstolo dos gentios está afirmando que o “ouvir” é produzido pela Palavra de Deus, e que é por esse “ouvir” que vêm a fé. É bem diferente do que os descuidados fazem a Bíblia parecer ensinar, pois, conforme a “pérola” pseudo-escriturística que eles criaram, é o ouvir do homem que gera a fé. Para entender melhor a diferença entre as versões de Rm 10.17, veja o que diz a Revista e Atualizada:

“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.”

A palavra “ouvir”, empregada em várias traduções, tem o sentido de “entender”, “compreender” a mensagem do evangelho, por meio da pregação expositiva, e não ao mero ato de escutar.

3. “Os anjos queriam pregar o Evangelho, mas Deus reservou esta tarefa aos homens.”

É difícil entender de onde se originou esta tese teológica. Ela é tão espalhada pelas igrejas que se tornou quase um “adendo” popular à Bíblia, um versículo extraído da cartola mágica cada vez que se fala sobre a necessidade de levar as boas-novas aos perdidos. Apesar da raiz desta árvore infrutuosa não ser de tão fácil identificação, podemos sugerir que ela se encontra nas palavras de Pedro, o apóstolo dos judeus:

“A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar.” (1Pe 1.12)

Talvez alguém que não conhece o sentido do termo “perscrutar” tenha lido o texto e daí tirado uma falsa conclusão, imaginando que o pescador de homens teria escrito que as “coisas” que os anjos anelam perscrutar é a atividade da pregação, e que perscrutar significa “fazer”. Embora seja essencial conhecer o sentido dos termos usados na Bíblia, o indivíduo que fez o versículo “abíblico”, que estamos desmascarando, vir à luz, não precisava recorrer ao dicionário para interpretar adequadamente o escrito de Pedro.

Veja o que diz a Revista e Corrigida:

“..para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.”

A tradução dos monges de Maredsous reza:

“Revelações estas, que os próprios anjos desejam contemplar.”

O que os seres celestiais desejam receber são as revelações proféticas de Deus, e não o encargo de levar o evangelho aos pecadores.

4. “E vi uma taça de ouro no céu. E perguntei: Que é isso, meu senhor? E me respondeu: Lágrimas de santos.”

Diferentemente das revelações divinas que os anjos queriam conhecer, as invenções humanas que vimos até aqui são pérolas baratas, recolhidas nas águas rasas do relaxo para com a Palavra de Deus. O pseudo-versículo transcrito acima foi citado duas ou três vezes por um querido pastor, a quem considero como grande pregador, e que possui uma igreja de tamanho médio, o que prova que ninguém está livre de soltar das suas “furadas” de vez em quando.

Este presbítero afirmou, com uma certeza tão segura quanto sua fé na auto-existência de Deus, que o diálogo acima foi tecido durante uma visão do apóstolo João, no livro de Apocalipse. Por incrível que pareça, ele não se preocupou em procurar este texto na Bíblia, quer antes de citá-lo, quer após, na repetição de seu erro. O mais próximo que lemos no livro das revelações ao que o referido pastor disse é o que segue:

“E, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.” (Ap 5.8)

“Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, que são e donde vieram? Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro (…) E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.” (Ap 7.13,14,17)

A junção desalinhada destes versículos deve ter resultado naquela prole híbrida que, infelizmente, foi apresentada no púlpito daquela congregação ao povo que ali estava, como sendo a Palavra de Deus. Resta saber quem foi o pai da criança, o qual não apareceu na apresentação da bastarda.

5. “Ficai em Jerusalém até que seja glorificado do alto”.

Igual ao versículo anterior, esta “muamba” é o resultado da fusão de dois textos inspirados. O que o torna mais abominável que todos os outros é que tem, em sua genealogia, um problema semelhante ao visto na distorção de 1Pe 1.12: a falta de compreensão acerca de uma determinada palavra.

“Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de águas vivas. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado.” (Jo 3.37-39)

“E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes” (At 1.4)

Durante um estudo bíblico que ocorria em uma célula um certo rapaz, a quem estimo e tenho como um servo de Deus, disse que havia uma parte da Bíblia em que Jesus aconselhava seus apóstolos a ficarem em Jerusalém até que Ele fosse glorificado, ocasião em que o Espírito Santo desceria sobre eles. De acordo com aquele jovem, isso significava que Cristo ficou esperando que os discípulos o louvassem, glorificando-o, a fim de que o batismo no Espírito Santo fosse concedido a eles. Na realidade, o apóstolo do amor, em sua biografia de Jesus, não empregou a palavra “glorificado” com o sentido de “elogiado” ou “louvado”. Eles quis dizer que Jesus, como homem, ainda não havia sido “engrandecido”, ou “exaltado”, o que só ocorreria quando fosse levado à presença de Deus, a fim de se sentar ao lado do trono e ser reconhecido como Deus por Sua criação (Fp 2.9-11; cf. Is 45.23).

Confira o que a Bíblia na Linguagem de Hoje verte em Jo 7.39:

“Jesus estava falando a respeito do Espírito Santo, que aqueles que criam nele iriam receber. Essas pessoas não tinham recebido o Espírito porque Jesus ainda não havia voltado para a presença gloriosa de Deus.”

O apóstolo Pedro confirmou que Cristo foi glorificado por Deus, na ocasião de sua assunção e exaltação divina:

“Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis. (…) Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” (At 2.33,36)

6. “Toda a terra se encherá da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar.”

Esta passagem fictícia é muito bonita – existe até uma canção que entoamos sobre ela em minha igreja – mas não faz parte dos escritos inspirados. Na realidade, o que a Bíblia afirma é:

“Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Is 11.9)

“Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Hc 2.14)

Como se vê, em momento algum se afirma que a terra se encherá da glória do Senhor. E isso para o desgosto dos que, mesmo com dezenas de anos de Evangelho nos ombros, tinham a frase supra-citada como sendo uma autêntica profecia divina.

7. “E Moisés disse: Que hei de fazer, Senhor? Pois eis que os egípcios se reúnem contra mim e contra este povo, a quem escolheste. E o Senhor disse a Moisés: Toca na águas.”

Deus não ordenou que Moisés tocasse no mar, e, realmente, não foi isso o que este profeta fez. Leia o relato singelo que se contrasta com a idéia exposta acima:

“Disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta o teu bordão, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar seco.(…) Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor, por um forte vento oriental que soprou toda aquela noite, fez retirar-se o mar, que se tornou terra seca, e as águas foram divididas.” (Êx 14.15,16,21)

Para quem possui dúvidas, basta atentar em que Moisés dividiu o mar não pelo toque de seu bordão na água do mar, mas pelo fato de estendê-lo sobre a água, fazendo com que um vento leste soprasse por toda a noite até dividir aquela massa líquida, que teria se juntado ao sangue hebreu caso Deus não houvesse intervindo com tal milagre (que, repetindo, não envolveu nenhum toque de vara).

Parece que há pessoas que não gostam do legislador de Israel, pois, como se não bastasse ele haver tocado na pedra para dela extrair água – desobedecendo à ordem de Deus para somente falar à pedra –, ainda querem fazê-lo incorrer em um delito de igual gravidade. Deste jeito, não era nem preciso esperar chegar nos limites de Canaã: nem mesmo da terra do Egito o escolhido de Deus teria passado. Tsc, tsc, tsc…

8. “Jovens, vós sois a força da igreja.”

A fim de defender a importância dos cristãos jovens, um querido e dedicado líder de igreja tinha por costume citar este “versículo”, a fim de dizer que eles seriam o motor do Corpo de Cristo. Isso é uma distorção grosseira e irresponsável da Palavra de Deus, que afirma algo muito diferente, porém também honroso acerca dos jovens convertidos do 1º século:

“Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.” (1Jo 2.14c)

Oremos fervorosamente para que os jovens da Igreja Contemporânea também exibam estas três características, removendo e enterrando o que é velho (cf. At 5.5,6) para dar lugar às coisas novas do Senhor, uma nova porção do Espírito que caia como vinho fresco sobre a Igreja (Lc 5.37-39; Ef 5.18), abundando em conhecimento da Palavra (Mt 13.51,52; 1Jo 2.20,27), para que esta venha a ter cumprimento: “…e os jovens terão visões” (At 2.17).

9. “E, aconteceu que, subindo a arca do Senhor a Jerusalém, ao som da harpa, do alaúde e da cítara, Davi dançava no Espírito, com todas as suas forças.”

Hoje em dia, há pessoas que não aceitam o que a Bíblia ensina, em sua totalidade, acerca do louvor a Deus. Apesar de tão espirituais, elas são atingidas por uma “micalite aguda” (cf. 2Sm 6.20), que soa como um gongo pseudo-moralista toda vez que, numa reunião de culto, um crente se coloca a expressar sua gratidão e alegria ao Senhor usando todo o seu corpo, além dos lábios e das mãos. Para disfarçar essa mentalidade carnal, alguns afirmam que Davi – e também a profetiza Miriã –, dançou tomado pelo Espírito Santo, em uma ocasião única e inigualável, ignorando outras porções escriturísticas (Jz 21.19,20; Sl 149.3; 150.4; At 3.8).

É certo que o rei hebreu dançou mesmo no Espírito. Afinal, tudo o que os servos de Deus fazem é sob a direção Dele.

“Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.” (Gl 5.25)

Se a dança davídica não fosse espiritual, o Senhor não teria se agradado dela, da mesma forma que Ele não se agrada quando alguém lhe entoa um cântico “na carne”, sem meios de render-lhe sacrifícios de louvor com os lábios (Hb 13.15).

Mas afirmar que o rei foi possuído por Deus enquanto levava a arca, dançando em estado de êxtase, é forçar o que está escrito e ir além da verdade – embora estas experiências fossem comuns entre os profetas daquele tempo.

10. “Tocava Davi sua harpa no palácio de Saul. E havia que, subindo sua adoração ao Senhor, o rei era liberto do espírito que o atormentava.”

Esse é um dos maiores mitos disseminados entre os evangélicos. As Escrituras não afirmam que Davi louvava a Deus perante o rei Saul, e tampouco que o demônio saía deste em razão da sua “adoração ungida”. Na verdade, os toques do jovem israelita, dedilhando as cordas de seu instrumento, acalmava a mente perturbada do monarca, causando-lhe um efeito terapêutico. Isso era meramente paliativo, pois o espírito voltava a atacar periodicamente, necessitando que Davi tocasse novamente para reverter o estado frenético em que o rei d’Israel ficava ao ser controlado por aquele demônio de loucura.

“E sucedia que, quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa e a dedilhava; então, Saul sentia alivio e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele.” (1Sm 16.23)

Isso revela que, muitas vezes, métodos humanos podem surtir efeitos benéficos sobre vítimas de espíritos de cegueira, epilepsia, mudez, transtornos mentais, e outros.

11. “Cristo virá, e os mortos ressuscitarão; num instante, num abrir e fechar de olhos, nós subiremos a ele, e para sempre estaremos com o Senhor.”

Creio que este seja um dos dez principais contrabandos, vendidos nas igrejas evangélicas, como autênticos versículos bíblicos. É de uma natureza tão torpe, que é triste averiguar a imensa popularidade que conquistou em todas as camadas, dos novos convertidos até os maiores mestres da Palavra. Veja por si mesmo o que ensina a Palavra divina:

“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” (1Co 15.51,52)

O que o ministro dos gentios está dizendo? Que o arrebatamento será tão rápido como um piscar d’olhos, ou que a transformação dos nossos corpos –de mortais a incorruptíveis– será assim? É claro que a segunda opção é correta.

Esta história de Jesus voltar e os cristãos serem transformados e transladados, num milésimo de segundo, conseguiu se entremear nas páginas bíblicas em razão da aceitação do dispensacionalismo, um sistema escatológico que ensina que a Igreja não passará pela Grande Tribulação. Como os crentes poderiam ser arrebatados sem que o mundo os visse subindo até o Senhor? A resposta está neste texto pseudo-escriturístico.

12. “Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução; antes, embriagai-vos com o Espírito Santo.”

Esse é usado para defender as experiências de êxtase, nas quais os crentes balançam, caem, riem e fazem outras coisas mais. É uma tolice recorrer a uma invencionice tão descarada para embasar estas coisas. Há textos verídicos que abrem espaço para crermos que o Espírito Santo pode fazer as pessoas ficarem como ébrias. Para saber mais sobre isso, consulte o estudo “As Escrituras e os Êxtases Espirituais”.

13. “Em verdade, em verdade vos digo: o diabo vem para matar, roubar e destruir. Mas eu vim para tenhais vida, e vida em abundância.”

“O ladrão não vem senão para matar, roubar e destruir. Mas eu vim para que tenhais vida, e vida em abundância.” (Jo 10.10)

Quem é o ladrão que mata, rouba e destrói? O contexto clarifica a identidade de tal personagem:

“Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.” (vs. 8)

No vs. 10, Cristo não está especificando uma pessoa em particular como “ladrão supremo”, que seria Satanás, mas afirmando um conceito genérico: uma pessoa que recebe o título de “ladrão” tem por ocupação a apropriação total do bem alheio, mesmo que isso inclua roubar, destruir e matar aos outros. Contrariamente a isso, Jesus não é ladrão, pois Sua obra é o oposto disso: trazer a vida abundante, que é a vida eterna, espiritual. Em momento algum o Mestre cita a existência ou atuação do diabo.

14. “Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas.”

15. “Vós escolhestes a Saul sobre vós e vossos filhos, mas eu, o Senhor, não o escolhi; eis agora a Davi, homem segundo o meu coração, a quem tirei do aprisco de seu pai para reinar em Israel.”

16. “Irmãos, não desfaleçais; pois nos últimos dias virá o enganador, transfigurado em anjo de luz, o diabo e Satanás, que seduzirá a terra inteira. Ele surgirá como homem, falando e enganando a muitos, mas os escolhidos não lhe darão crédito.”

17. “E Sansão crescia em força e graça diante do povo de Israel; e era o varão mais forte de toda a terra, pois ninguém se igualava a ele entre os hebreus, os filisteus, os egípcios ou dos do lado da banda do oriente.”

18. “Aproveitando o sono de seu marido, Dalila foi e cortou-lhe as madeixas da cabeça, nas quais não passara navalha desde o nascimento; pelo que perdeu ele suas forças.”

19. “E, após os apóstolos terem visto o Senhor manifestado, chegou Tomé ao lugar em que estavam reunidos; contando-lhe os discípulos que o Senhor ressuscitara, e que havia aparecido a eles, não creu ele, pois era incrédulo, e duro de coração.”

20. “Vigiando em todo o tempo acerca do vosso falar e do vosso trato com os outros, pois Satanás anda em derredor, anotando nossas palavras; vede, portanto, que vossos dizeres não sejam usados para condenação, mas para glória no Dia do Senhor Jesus.”

21. “Acautelai-vos, pois Satanás, vosso inimigo, aguarda o momento de vosso desânimo para vos arrastar para o inferno, onde há pranto e ranger de dentes.”

22. “O diabo marca toda palavra que falamos.”

23. “E aconteceu que, com a pregação de Pedro, mais de três mil almas se converteram no dia de Pentecostes.”

Com certeza, muitos outros versículos “falseados” tem aparecido pelo mundo afora. Estes são os que conheci até hoje, sem contar as conclusões totalmente infundadas que alguns têm feito sobre textos bíblicos, tais como:

a) Pregar que Jesus levou nossas doenças físicas, baseando-se em Is 53.4,5, que é uma profecia do Antigo Testamento, que deveria ser interpretada à luz do Novo Testamento, em Mt 8.16,17 e 1Pe 2.24;
b) Ensinar que a prosperidade é um direito dos cristãos, com base nas promessas de Dt 28.1-14, enquanto as instruções sobre as guerras aos cananeus são espiritualizadas;
c) Declarar que a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação, construindo um castelo de areia sobre 1Ts 5.9, em vez de ler este versículo à luz de Ap 14.10;
d) Isolar o texto de Dt 6.4 para negar a pluralidade de Pessoas na unidade de Deus, enquanto o Novo Testamento ensina que essa unicidade é formada por “o Pai, a Palavra e o Espírito Santo” (1Jo 5.7, Almeida), sendo que o próprio Antigo Testamento já deixa isso implícito (Gn 1.26 c.c. Is 44.24).

Além disso, ouvimos também as frases engraçadas, que são facilmente identificadas por qualquer conhecedor mediano das Escrituras:

“Se ajude, e Eu te ajudarei”.

“Quem pariu Mateus que o cuide”.

E por aí vai.

Rafael Gabas Thomé de Souza
bereianos.blogspot

Teologia Sistemática (Parte II)

8) TIPOS DE OFERTAS DADAS AO SENHOR:

No A.T., a oferta tinha vários propósitos sacrificiais para Deus:

hebraico“hxnm minchah”-sign.:OFERTA DE MANJARES – para repartir, conceder; presente, tributo, oferta,oblação,oferta para Deus, de cereais (Gn.4:3;Lv 2.1-16; 6.14-23).

Jesus, nosso presente enviado por Deus, que nos ofereceu a salvação, gratuita.  

 

hebraico “hmwrt t@ruwmah ou hmrt t@rumah”-Siq.OFERTA ALÇADA DE CEREAL-(Contribuição)-2 Cr.31:3; Ed.8:25; Ez.45:16 para exaltar,tornar conhecido; erguer, dinheiro.(Ex.25:2).

Jesus;nossa oferta moída,como grão de trigo moído, vendido por dinheiro (ls.53:5).

 

• hebraico “hntm mattanah” Sig.: OFERTA DE CONSAGRAÇÃO – Presentear com a idéia de garantia, compromisso, entrega e consagração.(Ex.28:38); Jesus é nossa garantia de vitória, que se entregou por nós e se comprometeu a voltar para nós.

 

• hebraico ”hva ‘ishshah” – Sign.: OFERTA QUEIMADA (holocaustos) pelo fogo da ira de Deus no altar; oferta feita com fogo.(Ex.29:18).Animal é queimado totalmente; o animal inteiro era sacrificado; couro era dos sacerdotes.O fiel colocava as mãos sobre o animal; sangue aspergido sobre o altar.

Representa o sacrifício de Jesus na Cruz.  

 

• hebraico “hpwnt t@nuwphah”- Siqn.:OFERTA MOVIDA como pecado atirado longe pela mão de Deus;balanço, ondulação. (Ex.29:26)

Jesus lançou para longe de nós, nossos pecados).

 

• hebraico “hajx chatta’ah ou  tajx chatta’th” – sign. OFERTA PELA CULPA em sua condição, culpa, punição e purificação dos pecados de impureza cerimonial. (Ex.29:36);

Jesus foi punido pelos nossos pecados e cerimonialmente nos purificou com seu sangue.

 

• hebraico “Kon necek ou Kon necek” – OFERTA DE LIBACAO: -algo derramado como imagem fundida, moldando novo ser (Ex.29:41);tipo de oferta em que se derramava vinho (Lv 23.13)

Jesus derramou seu sangue para nos propiciar um novo nascimento.

 

• hebraico “xyr reyach xwxyn nichowach ou  xxyn niychoach”-Sign.OFERTA DE PERFUME AGRADAVEL-Deus teve prazer, sentiu cheiro e trouxe calma, suave,tranqüilo.(Ex.29:41);

O sacrifício de Jesus nos fez ser agradáveis a Deus; o seu ato cumpriu a lei e fomos salvos.  

 

• hebraico “hbdn n@dabah” – Sign.: OFERTA VOLUNTARIA - Ser incitado e impelido pelo Espírito Santo; de livre vontade. (Ex.35:29);

Jesus foi impelido pelo Espírito Santo ao deserto, e de livre vontade se ofereceu para morrer por nossos pecado..  

 

• hebraico e aramáico “Nbrq qorban ou  Nbrq qurban” – Sig.:OFERTA DE OBLAÇÃO – e em grego korban korban e  korbanav korbanas Dom oferecido a Deus como tesouro sacro; como a santa ceia. Chegar perto de Deus c/oferecimento de pão,vinho,farinha,azeite ou incenso pelo sacerdote. (Lv.1:2).

Farinha, massa cozida ou grãos com azeite e incenso. Oferta espontânea feita a Deus.

Uma parte é queimada como memorial no altar para pedir que Deus se lembrasse do fiel; sustento para os sacerdotes e o melhor que o fiel pudesse oferecer.

Representa os dízimas e ofertas a Deus.

Corpo de Jesus é o pão e seu sangue é o vinho e ele foi moido como oliva. para enviar o Espírito Santo. 

 

• hebraico “tyvar re’shiyth” -Sign.: OFERTA DAS PRIMICIAS - Primeiro, parte principal, selecionada, (sentido de sacudir); O Senhor é cabeça principal (Lv.2:12).

Também • hebraico “rwkb bikkuwr- Primeiros frutos da colheita e frutas maduras colhidas, oferecidas como no ritual do Pentecoste e pão feito dos grãos novos de trigo.(Lv.2:14). 

Jesus é o primeiro a ressuscitar dentre os mortos.

 

• hebraico “rpk kaphar” – Sign.: OFERTA PELO PECADO - Sentido de cobrir, purificar, fazer expiação e reconciliação, como arca de Noé, com betume. (Lv.5:10).

Quando alguém pecava contra outra pessoa ou contra Deus, este pecado profanava o lugar santo e deveria ser purificado.

Sangue do sacrifício era aspergido como sinal de morte ocorrida purificando a profanação.

Se o fiel visse o sacerdote comer a carne sem sofrer dano, Deus tinha aceito seu arrependimento.

Representa o sangue de Jesus cobriu nossos pecados, fez expiação e nos reconciliou como arca da vida e nosso intercessor.

 

• hebraico ”Mva ‘asham”-Sign.:OFERTA PELA IGNORANCIA-Sentido: Reconhecer ofensa e sentir-se incriminado pelo pecado de não conhecer Lei; (Lv.5:15)

Jesus nos salvou e gera arrependimento nos homens ao ouvirem evangelho.  

 

•hebraico “xbz zebach” – Sign.: SACRIFICIO DE GRATIDAO OU AÇAO DE GRAÇAS - Deus abateu o sacrifício no julgamento divino (Lv.7:12):

Também hebraico “hdwt towdah – Dar sacrifício em louvor a Deus, com confissão e gratidão pois Deus expulsou o pecado (2 Cr.29:31);

Jesus nos deu um novo motivo para agradecermos a Ele e a Deus pela salvação.  

 

• hebraico “Mlv shelem”-Sig.: OFERTA PACÍFICA - Fazer as pazes com Deus; retribuição, sacrifício por aliança ou amizade, voluntário de agradecimento. (Lv.7:14);

 Jesus é o príncipe da Paz e nos deu a Paz que o mundo não conhece.

 

• hebraico “lwlh hilluwl” – Sign.: OFERTA DE LOUVORES - Como louvor de júbilo pela alegria do brilho da glória de Deus. (Lv.19:24);

Jesus é o motivo de nosso louvor e nossa adoração a Deus pela presença do Espírito Santo.

 

• hebraico “hrkza ‘azkarah” – Sign. OFERTA MEMORATIVA - Porção da oferta de alimentos queimados para registro sempre presente diante de Deus. (Nm.5:26).

Jesus nos instituiu a Santa Ceia como Memória do que Ele fez por nós.

  

• hebraico “xop pecach” e em grego “pasca pascha”Siqn. OFERTA DE PASCOA - Como festa de sacrifício da vítima; Deus passou por cima de nossos pecados, ainda que mancamos.(Dt.16:2).

Jesus é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, morto.

Vemos que o propósito desses sacrifícios cumpre-se em Cristo;sacrifício perfeito; qualquer outro meio é maldito.

9) OS PASSOS PARA  A  APRESENTAÇAO DE UM SACRIFICIO DE ANIMAIS:

Com variações, são os seguintes passos:

a) Ofertante se purificava e animal era examinado por funcionários do Templo. Jesus foi examinado no Templo (Mt.21:23);

b) O ofertante levava o animal ao altar, que ficava do lado de fora do Templo, e o apresentava ao sacerdote. Jesus foi levado ao sumo-sacerdote (Mt.26:57) Jesus foi crucificado no Gólgota ou Calvário (Altar) fora do Templo(Jerusalém);

c) O ofertante punha as mãos na cabeça do animal como sinal de que o estava dedicando a Deus. Jesus usou coroa de espinhos na cabeça como sinal (Mt.27:29);

d) O ofertante ou o sacerdote matava o animal, cortando as artérias do pescoço. Jesus foi traspassado (Jo.19:34);

e) O sacerdote borrifava um pouco do sangue nos lados do altar. O sangue de Jesus derramou no chão (Lc.22:44);

f) O sacerdote tirava o couro, que ficava para ele. Nicodemos e outros servos de Jesus requisitaram o corpo (Mt.27:58);

g) Aí cortava o animal em pedaços e os colocava sobre a lenha do altar. Jesus disse que comamos dEle (Mt.26:26);

h) A carne era toda queimada ou só uma parte dela, conforme o tipo do sacrifício. Jesus cumpriu todos os sacrifícios.

i) Depois do sacrifício pacífico havia uma refeição comum, em que o sacerdote e o ofertante comiam parte da carne do animal. A refeição comum era a santa ceia e a igreja reunida, onde todos eram ofertantes e sacerdotes.(At.2:46).

Os sacrifícios do AT eram provisórios (Hb 10.4) e apontavam para o Cordeiro de Deus (Jô.1.29; Hb.9.9-15), cujo sangue (sua morte na cruz) nos limpa de todo pecado (1Jo 1.7).

10) EFICACIA DO SACRIFICIO:

Entre o AT e o NT, temos: O AT é imperfeito, provisório, mas bom, na finalidade e no propósito. Porque foi ordenado por Deus e estava em seu propósito, reconciliando seu povo na graça.

O israelita esclarecido trazia oferta, consciente de que não bastava estar arrependido; teria que ver o seu sacrifício ofertado e além disso, aprendia que sem o coração voltado, tudo era só formalidade. Já o NT é perfeito, eterno e novo porque somente Jesus tem a imagem de Deus e o animal não é voluntário nem traz comunhão entre ofertante e vítima.

A lei trouxe a convicção dos pecados e os sacrifícios apenas inoperavam os pecados contra a ira divina. (Rm. 3.20).

Os animais não purificam o coração dos pecadores, não aperfeiçoam o adorador, não  trazem edificação de caráter ou dão posição perfeita perante Deus.

São repetidos e oferecidos por sacerdotes falhos. Houve exceções; pessoas santas que alcançaram estatura espiritual: Abraão, Enoque e Elias, salvos por antecipação do futuro sacrifício realizado. (Hb.9:15) – Jesus justificou a todos.

NOVO TESTAMENTO: Jesus sabia desde o início, que o seu sofrimento e morte faziam parte do seu destino ordenado.

A ceia é um rito que comemora a redenção da humanidade p/sua morte, como a páscoa foi para os israelitas. Como Deus é santo, se ira contra o pecado do homem porque o homem prefere ouvir sua vontade que a do Criador.

A expiação de Jesus foi necessária e possível. O castigo do pecado foi pago no Calvário e a lei divina foi honrada.

11) MORTE DE JESUS É:

a)Expiação (cobrir, purificar, quitar, reconciliar)-Levou no seu corpo nossos pecados, afastando do transgressor;

b) Propiciação (juntar, ser favorável, reconciliar)-Jesus, o mediador, leva o pecador a Deus;  

c) Substituição - Cristo fez o que não podíamos fazer, morrendo por nós, como vítima, no altar;  

d) Redenção.tornar a comprar por um preço)-livrar da servidão, retirar do mercado; (condições:Parente, estar disposto a pagar um novo preço) Jesus veio nos resgatar (Mt.20:28);   

e) Reconclilação - Deus estava em Cristo, reconciliou o mundo (2Co.5:18).

12) TIPOS DE EXPIAÇAO: a. expiação pelo santuário, a tenda da congregação, e o altar (Lv.16.16-20); b. expiação pelo povo (Lv 16.10); c. expiação pelo sumo sacerdote (Lv. 16:6-24):

13) EFICACIA NA CRUZ: Perdão da Transgressão (Jo.1:29); Livramento do Pecado (Jo.3:5); Liberto da Morte Física e Espiritual (Jo.11:26); Dom da vida eterna (Jo.3:16) Vida vitoriosa (GI. 2:20); contra o diabo (Jo.12:31;Ap.12:11).

14) A PASCOA: “xop pecach” e em grego “pasca pascha

Do Antigo Testamento:

1-O abate do cordeiro puro, com cujo sangue foram redimidos os primogênitos israelitas.

2-A travessia do Mar Vermelho pelos judeus e a libertação do cativeiro.

3-Admissão na aliança com Deus no 50. dia após o êxodo do Egito e recebimento dos Mandamentos.

4-A peregrinação durante 40 anos pelo deserto e as diversas provações.

5-O comer do milagroso Maná enviado por Deus.

6- A edificação da serpente de cobre: os judeus contemplando, eram curados das picadas de cobras.

7-O ingresso dos judeus na terra prometida.

 

Do Novo Testamento:

1-A morte na Cruz do Cordeiro de Deus, com cujo sangue são redimidos os primogênitos cristãos.

2-O batismo liberta as pessoas do cativeiro do pecado.

3-A descida do Espírito Santo no 50º dia após a Páscoa, pelo Qual foi estabelecido o Novo Testamento.

4-A vida do cristão entre provações e sofrimentos.

5-O comer do “Pão Celestial,” Corpo e Sangue de Cristo pelos fiéis.

6-A Cruz de Cristo, à Qual os fiéis contemplando, salvam-se das ciladas do demônio.

7-O recebimento do Reino Celeste pelos fiéis.

15) FESTAS DE ISRAEL:

Páscoa e Azimos (Nisan-Março/Abril)-Cada família sacrificava um cordeiro (Deus passou por cima do pecado)Comia-se com pão sem  fermento às pressas; representa Jesus;páscoa, sem fermento;

 

Primícias (Nisan-Abril)-No último dia da festa dos ázimos, apresentava a Deus o 1a feixe da colheita – representa (Jesus-primogênito dos mortos).

 

Semanas ewbv shabuwa‘ ou ebv shabua‘ também (fem.) habv sh@bu‘ah (Pentecostes)-Março a Maio-Nisan,Lyyar e Sivan- Colheita da Cevada,Colheita Geral e vinhas)-No fim da colheita de cereais, sacerdote oferecia dois pães feitos de farinha nova e holocausto de animais, durante 50 dias.-representa a descida do Espírito Santo;

 

Trombetas hruux chatsots@rah (Ano Novo)-Setembro (Elul e Tishri)-Colheitas de Azeitonas/Aradura-O começo de cada mês assinalado pelas festas tocadas pelas trombetas (Shofar)-No 10º dia do 70º mês, anuncia-se descanso ao culto do sábado(Rosh Hashanah) Representa a Vinda do Messias.

 

Dia da Expiação Mwy yowm rpk kippur ou (plural)  Myrpk - Setembro/Outubro-Tishri-Aradura-vyrx chariysh – Pede-se o Perdão a Deus-representa Jesus,o salvador; 

Colheita-gx chag ou gx chag Pyoa ‘aciyph ou  Poa ‘aciph –Tabernáculo – hko cukkah – Tendas lha ‘ohel - representa Jesus,nosso salvador.

 

Dedicaçâo(Luzes)hknx chanukka’(aramaico) – em grego egkainia egkainia – Dezembro- Purificação do 2° templo com luzes nas casas-representa Jesus, nossa Luz.

Purim-rwp Puwr (pl.)  Myrwp Puwriym ou  Myrp Puriym - Fevereiro/Março – Livramento dos judeus na época de Ester-Representa Jesus,nossa liberdade e alegria.

 

Sábado-tbv shabbath - Dia de descanso sagrado para os judeus – Representa Jesus nosso descanso eterno;

 

Lua nova-vdx chodesh - No Início de cada mês, tocavam trombetas,lembrando-se da criação do mundo- Representa Novo nascimento.

 

Ano Sabático- A cada 07 anos,era descanso da terra.Representa Jesus, riqueza e libertação.

 

Jubileu-50 anos – Jesus é nossa libertação e salvação.

 

16) O TABERNÁCULO:Nkvm mishkan – Lugar de Moradia e adoração a Deus.

 

Veja fotos em (http://www.vivos.com.br/62.htm)

 

O PÁTIO: rux chatser – REPRESENTA A CONVERSÃO (CORPO)

Local mais exterior do Tabernáculo, totalmente descoberto.

A maioria dos crentes ainda está no pátio, expostos às intempéries do tempo, como primeira experiência do homem com Deus. Composto por 3 elementos:

 

1) A PORTA: xtp pethach A porta é o local onde entramos no tabernáculo- Não se pode entrar por outro lugar.

A porta é Yeshua (Jesus)-A porta do Tabernáculo ficava virada para o leste, o lado do sol.Jesus é o nosso sol da justiça. (Profana o Pátio, quem não entra pela Porta, que é aceitar a Jesus).

Isso nos fala de salvação. Quando passamos pela porta, saímos do mundo (pecado) e entramos numa nova vida, com o objetivo de crescermos até a “Estatura de varão perfeito”.

Características:a)Estreita (Mt.7:14); b)Porta do Pastor (Jo.10:2); c)Jesus é a porta (Jo.10:7,9); d)Palavra (Cl.4:3); e)Porta do Juiz (Tg.5:9);f)Do coração (Ap.3:20)

 

2)O ALTAR DO SACRIFÍCIO: xbzm mizbeach hle ‘olah ou  hlwe ‘owlah (REPRESENTA A CRUZ DO CALVÁRIO, LUGAR ONDE CRISTO FOI CRUCIFICADO)

O altar é o local da morte.

É ali que a nossa vida é colocada como um sacrifício para Deus.

No altar nós morremos para nossas próprias convicções, vontades, desejos, expectativas.

No altar morremos para a nossa vida a fim de podermos viver uma nova vida para com Deus. No altar tem fim o velho homem.

O desejo do coração de Deus é que após termos um verdadeiro encontro com Ele, possamos verdadeiramente “morrer.”

Quando o sacrifício queimava, subia um cheiro que se desprendia da vítima.

Deus espera que quando nossa vida for oferecida, possamos liberar um cheiro suave a fim de agradá-lo.(Profana o Pátio, quem não coloca sua vida no altar de Deus).

Características:a)Altar de Reconciliação (Mt.5:24); b)Sacerdotes participam dele(1 Co.9:13); c)Jesus, nosso altar específico (Hb.9:13); d)Representa sacrifício, morte, amor e testemunho (Ap.6:9); e)Fogo (Ap.8:5) f)Ouro(pureza)na presença de Deus (Ap.11:1). g)renúncia e seguimento (Mt.16:24); h)Preparação para o descanso (Jo.19:31); i)Palavra de Poder divino (1Co.1:18); j)Perseguição (Gl.6:12);k)Abstenção do mundanismo (Gl.6:14); l)Reconciliação (Ef.2:16);m)humilhação e obediência(Fil.2:8);n)consumação da fé e gozo, olhando para Jesus(Hb.12:2)

 

3)PIA DE BRONZE OU LAVATÓRIO: rwyk kiyowr ou  ryk kiyor tvxn n@chosheth (REPRESENTA O BATISMO-PURIFICAÇÃO E O INÍCIO DA SANTIFICAÇÃO)-Após a nossa”morte”, temos que consolidar nossa vida cristã, testemunhando de forma plena a experiência da conversão.

Pia nos fala de limpeza onde nossos pecados são “lavados” publicamente e somos integrados a uma nova realidade.

Tipifica a nossa morte e ressurreição a fim de vivermos uma nova vida em Cristo.(Profana o Pátio, quem não se batiza em sinal de arrependimento).

Características:a)Lavagem da água da Palavra(Ef.5:26);b)Lavagem da renovação e regeneração do Espírito Santo (Tt.3:5); c)Lavagem dos pecados no sangue de Jesus (Ap.1:5); d)Lavagem de arrependimento (Mt.3:11); e)Galardão (Mt.10:42); f)Novo nascimento no Espírito e entrada no Reino de Deus (Jo.3:5); g)Jesus é a Água de vida eterna(Jo.4:14); h)Cura (Jo.5:4); i)Certeza de fé e purificação (Hb.10:22); j)Sangue(1 Jo.5:6-8); k)Água da vida(Ap.21:6, 22:1,17);l)Fuga da Ira(Mt.3:7);m)Cálice de Cristo (Mt.20:22);n)Sepultamento e ressurreição (Cl.2:12); o)Indagação de uma boa-consciência (1Pe.3:21)

 

O SANTO LUGAR tyb bayith; (interior); vdq qodesh (santa)  e em grego “agion hagion” – REPRESENTA A COMUNHÃO:(ALMA)

Local onde adentramos na presença do Eterno Deus, pois todos os mobiliários são de ouro, que nos fala de divindade, realeza e eternidade.Composto por 3 elementos:

 

1)MESA DOS PÃES: Nxlv shulchan Mynp paniym  (SIMBOLIZA CRISTO, O PÃO DA VIDA)-Nos fala do alimento que provêm de Deus, a fim de saciar nossa fome.

Os pães eram colocados em duas fileiras de seis, perfazendo doze pães, trocados a cada semana. Isso nos ensina que o pão que alimenta viria das doze tribos de Israel.

(Profanar o Santo Lugar é não entrarmos na presença do Senhor e não saciarmos nossa fome com o pão da Palavra).

Características:a)Bem-aventurança e fartura (Lc.6:21);b)Jesus é o pão da vida (Jo.6:35); )Palavra de Deus (Mt.4:4); d)A cada dia (Mt.6:11); e)Doutrina (Mt.16:12); f)Corpo de Cristo (Mc.14:22); g)Saciar a fome de Deus(Jo.6:26); h)Pão da Vida(Jo.6:31-58);i)Perseverar na doutrina, comunhão e oração (At.2:42); j)unanimidade, alegria e simplicidade em união (At.2:46); k)Comunhão do corpo de Cristo (1Co.10:16); l)um só corpo(1 Co.10:17); )Anúncio da morte de Jesus (1Co.11:26); n)justiça(2Co.9:10);o)trabalho com sossego (2 Ts.3:8,12);verdade e ação de graça (1Tm.4:3).

 

2)CANDELABRO: hrwnm m@nowrah ou  hrnm m@norah (SIMBOLIZA  CRISTO COMO A LUZ DO MUNDO)-

Tudo deve ser feito pelo mover do Espírito Santo.

Nos fala da presença do Espírito Santo em nossas vidas, alimentados pelo Óleo da Unção de Deus.

O fogo nos fala da iluminação que precisamos e da Palavra revelada pelo Espírito Santo.

(Profanar o Santo lugar é não aceitar a unção e a luz do Espírito Santo dirigindo nossas vidas).

Características:a)Luz entre as trevas e sombra da morte(Mt.4:16);b)A igreja(nós)-(Mt.5:14); c)Nossas boas obras(Mt.5:16); d)Nossos olhos (Mt.6:22); e)proclamação (Mt.10:27); f)Transfiguração (Mt.17:2); g)Luz p/nações e glória p/Israel (Lc.2:32); h)Vida em Cristo(Jo.1:4);i)Resplandecer nas trevas(Jo.1:5); j)Testemunho de fé(Jo.1:7); k)verdade(Jo.1:9;3:21); l)condenação do mal(Jo.3:19-21);m)ardor e alegria(Jo.5:35); n)Jesus é a luz do mundo (Jo.8:2;9:5;12:46); o)resplendor celeste (At.9:3); p)salvação (At.13:47);q)conversão, remissão, herança e santificação (At.26:18); r)armas contra as trevas(Rm.13:12); s)manifesto e desígnio do coração em louvor(1Co.4:5);t)evangelho da glória de Cristo(imagem de Deus)-(2Co.4:3); u)conhecimento da glória de Deus na face de Cristo(2 Co.4:6); v)herança dos santos(Cl.1:12);w)imortalidade(1Tm.6:16); x)Aparição de Jesus Cristo,manifestação do Evangelho(2Tm.1:10);z)dádiva e dom(Tg.1:17); z1)geração eleita, sacerdócio real e nação santa(1Pe.2:9); z2)Deus é Luz(1Jo.1:5); z3)comunhão e purificação pelo sangue(1Jo.1:7); z4)Amor(1Jo.2:10);z5)Glória de Deus (Ap.21:11); z6)Salvação,glória e honra (Ap.21:24);z7)Luz de Cristo na Eternidade (Ap.22:5).

 

3)ALTAR DE INCENSO: xbzm mizbeach trjq q@toreth (REPRESENTA  A INTERCESSÃO DE CRISTO NA GLÓRIA)-

O altar de incenso nos fala de nossas verdadeiras orações feitas no espírito, não segundo os desejos carnais.As orações são acompanhadas da verdadeira adoração e louvor.

E diferente da oração no pátio, sem entendimento.

Essas orações são dirigirias pelo Espírito Santo, numa nova dimensão espiritual. (Profanar o santo lugar é não adorar nem louvar no altar de oração).

Características:a)lncensos são as orações dos santos(Ap.5:8;8:3-4);b)Oração expulsa os demônios(Mt.17:21);c)Tudo o que pedir,crendo, recebe(Mt.21:2);d)deve ser com perseverança, unanimidade e súplica(At.1:14);e)perseverar com a Palavra(At6:4); f)Acompanhada de boas obras(At.10:31 ); g)intercede a salvar almas(Rm.10:1); h)Oração em súplica,perseverança e vigilância(Ef.6:18); i)Fazendo com alegria(Fp.1:4); Resulta em socorro do Espírito Santo(Fp.1:19);k)sem inquietação com ações de graça(Fp.4:6; Cl.4:2);l)Santifica na Palavra(1Tm.4:5);m)Salva,levanta e perdoa(Tg.5:15);n)Confissão de culpa e intercessão mútua(Tg.5:16);o)aproxima do fim de todas as coisas(1Pe.4:7). p)Sem vãs repetições(Mt.6:7);q)Na vontade divina(MI.26:39);r)aplicando o perdão (Mc.11:25); s)A oração transfigura (Lc.9:29); t)Nos torna dignos a Deus(Lc.21:36);u)Abre Porta da Palavra(Cl.4:3):v)Supre a falta de fé(1Ts.3:10); x)Age na natureza(Tg.5:17); z)Edifica no Espírito (Jd.1:20).

 
SANTO DOS SANTOS 
rybd d@biyr ou rbd d@bir (REPRESENTA A ADORAÇAO)

E o lugar mais interior do Tabernáculo.Há somente a arca e a presença do Senhor.

Tudo pára:tempo,vida,anseios,desfrutando a presença de Deus e recebendo dEle o que está no nosso coração.

 

Composto por 3 elementos:O VEU.A ARCA DA ALIANCA E O PROPICIATORIO:

1 )VEU: tkrp poreketh E a única coisa que separa o santo lugar dos santos dos santos.E uma barreira que nos mostra que somente podemos entrar pela oração.

Com a morte de Jesus, o véu do templo se rasgou e temos acesso a Deus (Profanamos o Santo dos Santos quando não cieremos ter acesso a Deus por Jesus).

Característícas:a)véu posto é o sentido e coração endurecido(2Co.3:13-15);b)véu tirado é liberdade, glória e imagem de Jesus pelo Espírito Santo (2Co.3:16-18);c)entrada de Jesus como sumo-sacerdote(nossa esperança fiel e verdadeira)-(Hb.6:19);d)Cristo, perfeito tabernáculo,mediador único da nova aliança(Hb.9);e)verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa (Hb.10:23)-Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança (Hb.10); (Profanar o Santo dos Santos é não rasqar o véu do coração para Deus.(JoeI 2:13)

 

2)ARCA DA ALIANÇA – Nwra ‘arown ou Nra ‘aron tyrb b@riyth-(SIMBOLIZA A JUSTIÇA E A PRESENÇA DE DEUS)-

E o objeto mais sagrado do Tabernáculo,onde Deus se manifestava a Israel.

Características:a)Herdar a justiça que vem da fé(Hb.11:7);b)salvação(1 Pe.3:20);c)Entrar no Templo de Deus(Ap.11:9);

Composto por 3 elementos:

a)Tábuas da Torah(Lei)-Fala da Palavra de Deus como dádiva:tipifica a pureza da Palavra com conteúdo divino. Características:a)Jesus é a pedra que edifica a lgreja(Mt.16:18);b)diferencia dos artifícios humanos(idolos-At.17:29); c)A Pedra é Cristo(1Co.10:4) ;d)Somos carta de Cristo escrita com o Espírito na carne(2Co.3:3);e)Edificar fundamento(Ef.2:20); f)Pedra viva,eleita e preciosa(1Pe.2:4);g)novo nome(Ap.2:17);h)refletir a glória e a luz de Deus(Ap.21:11);

b)Maná-Fala de alimento diário dado por Deus. Características:a)Jesus é o maná que veio dos Céus(enviado)-(Jo.6:58);b)Jesus é o maná escondido,dado ao vencedor(Ap.2:1 7);

c)Vara de Arão que floresceu(Nm.17:6-10)-Características-a)Dar frutos em Cristo(Jo.15:2-6);b)correção(1Co.4:21/Ap.2:27)-Vara florescer,fala de autoridade conferida; brota nos corações.

AULA 8 – SALVAÇÃO:

 

NOMENCLATURA NO ANTIGO TESTAMENTO:

* hewvy y@shuw‘ah – salvação por Deus, libertação, prosperidade (Gn.49:18);

* hewvt t@shuw‘ah ou hevt t@shu‘ah – livramento (geralmente por Deus mediante agência humana) e salvação (em sentido espiritual) – (Jz.15:18);

* evy yesha‘ ou  evy yesha‘ – libertação, salvação, resgate, segurança, bem-estar, prosperidade, vitória (2 Sm.22:3);

NOMENCLATURA NO NOVO TESTAMENTO:

* swthria soteria – livramento, preservação, segurança, salvação da moléstia de inimigos e num sentido ético, aquilo que confere às almas segurança ou salvação messiânica como a posse atual de todos os cristãos verdadeiros e a  salvação futura, soma de benefícios e bênçãos que os cristãos, redimidos de todos os males desta vida, gozarão após a volta visível de Cristo do céu no reino eterno e consumado de Deus.

 

A SALVAÇÃO NA PALAVRA DE DEUS:

NO ANTIGO TESTAMENTO: É o próprio Deus (Gn.32:30; Ex.15:2; 2 Sm.22:3; 2 Sm. 22:47; Jô.13:16; Sl.3:8; Sl.18:2; Sl.27:1; Sl.35:3; Sl. 38:22; Sl.68:20; Is. 12:2; Is.45:17; Era esperada (Gn.49:18);

NO NOVO TESTAMENTO: (Lc.1:69; Lc.2:30; Lc.19:9; Jo.4:22; At.4:12; Rm.1:16; Rm.10:10; 1 Ts.5:9; 2 Ts.2:13; 2 Tm.3:15; Hb.5:9; Hb.9:28; Ap.12:10; Ap.19:1).

1)CONCEITO DE SALVAÇÃO: Espírito Justificado, alma regenerada e corpo santificado para Deus. Não alcançada por regras ou dores, mas pela obediência, fé e amor.

 

2) CONDIÇÕES PARA SALVAÇÃO:

A) Arrependimento (abandonar pecado): Convicção de culpa e esforço sincero e deixar o pecado,

No intelecto(descobrir seu erro), 

No emocional (auto-acusação e tristeza sincera e ter ofendido a Deus)

Na prática (mudar de idéia ou propósito, produzindo frutos dignos).

O Espírito Santo aplica a Palavra de Deus à consciência, comove o coração e fortalece o desejo de abandonar o pecado. 

B) Ter fé (buscar a Deus); realizar o batismo nas águas (símbolo exterior da fé interior cristã)-Mc.16:16;At.22:16. É crer e confiar, agindo no intelecto pela vontade.

No Intelecto (crença nas verdades reveladas);

Na vontade-aceitação e aplicação como regra de vida. A fé que salva é a graça divina;nos faz olhar para os méritos de Cristo,ajudada pelo Espírito Santo, que nos faz confiar. Ter fé é a pronta dedicação da própria vida para com o Senhor, em verdade.  

 

C)Batismo:De arrependimento para perdão dos pecados, como sepultados em sua morte – como uma verdadeira figura, que agora salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo, para ressuscitarmos na fé nele e no seu poder (1 Pe.31:21).  

 

D)Conversão: Abandonar o pecado e aproximar-se de Deus, em firme propósito de ser obediente (At.3:19).  

A conversão é o lado humano da salvação;o divino é o perdão e a dádiva de um novo coração. 

Conversão é o resultado humano da sobrenatural graça.(At.3:19 e 26).

A conversão e regeneração envolvem o intelecto, emoções e vontade, atuando de forma conjunta.

3) TRÊS ASPECTOS DA SALVAÇÃO:(por Cristo e pelo Espírito Santo):

• JUSTIFICAÇÃO (PARA O ESPÍRITO): (At.13:39; Rm.2:13; Rm.3:20-30; Rm.3:28; Rm.5:1; Rm.5:9; Rm.8:33; 1 Co.6:11; Gl.2:16; Gl.3:24; Tt.3:7).

NO NOVO TESTAMENTO: * dikaiosunh dikaiosune  – num sentido amplo: estado daquele que é como deve ser, justiça, condição aceitável para Deus; doutrina que trata do modo pelo qual o homem pode alcançar um estado aprovado por Deus; integridade; virtude; pureza de vida; justiça; pensamento, sentimento e ação corretos; num sentido restrito, justiça ou virtude que dá a cada um o que lhe é devido.

Espírito culpado e condenado perante Deus é absolvido,declarado justo;(mudança de posição em condição):Deus julga,Cristo advoga;pecado é o crime;expiação satisfaz lei;o arrependido é perdoado, testificado pelo Espírito Santo, passa a viver em vida cristã perfeita, já cumpridora da Lei. 

a) Natureza: (absolver e declarar justo, aceito, somente pelo ato de Jesus (Rm.1:17;3:21).O condenado é absolvido, de ofensor para justo. Ela  subtrai e cancela os pecados e depois, adiciona a imputação de justiça. O  Evangelho revela aos homens como se mudar de posição e condição;

b) Necessidade:  todos os homens necessitam; gentios tinham revelação natural e buscaram idolatria (Rm.1:19) e judeus transgrediram a lei, que não fazia o povo ser justo, mas normatizava a justiça quanto ao vil pecado.Cristo é a nova dispensação em relação de Deus aos homens.

c) A fonte:  A Graça:  favor imerecido. Servir a Cristo não é forma de pagamento, mas expressão de devoção e amor. Ela não abranda a penalidade,pois depreciaria a justiça de Deus, mas provê expiação para justificar e santificar as almas.

 

OBS: TRÊS FORMAS DE GRAÇA:  

Graça proveniente ou eficiente-atrai homens para Cristo (Jo.6:44) e convence desobedientes (At.7:51), produzindo conversão (Jo.5:40);

Graça efetiva-capacita homens e resistirem tentação e fazer obra;

Graça habitual-efeito da morada do Espírito Santo em vida plena (Gl.5:22).

d) Fundamento:A Justiça de Cristo expiou nossa culpa,satisfez a lei,na obediência, sofrimento e substituição;unidos com ele na fé,sua morte é nossa morte;sua obediência é nossa obediência e Deus nos aceita.Redenção completa libertação p/preço pago.Incoerência é dizer viver Cristo, sem provas dignas dEle.

e) Meio:A Fé; apropriando-se da salvação pela promessa divina;(não há auto-justiça, nem auto-esforço, nem medo de fracasso).

Ela concede paz à consciência e esperança espiritual.

As obras são o resultado, prova  e a consumação da fé, não a causa da salvação (Ef.3:17); motiva atitude receptiva de amor, envolvendo a vontade em boas ações e sujeita-se à justiça divina (Rm.10:3).

Crer no coração é desejar,muito,a Jesus.

 

• REGENERAÇÃO (PARA A ALMA): (Tt.3:5);

NO NOVO TESTAMENTO: paliggenesia paliggenesia – novo nascimento, reprodução, renovação, recreação, regeneração, produção de uma nova vida consagrada a Deus, mudança radical de mente para melhor, como o sinal e gloriosa mudança de todas as coisas (no céu e na terra) para melhor, aquela restauração da condição primitiva e perfeita das coisas que existiam antes da queda de nossos primeiros pais, que os judeus esperavam em conecção ao advento do Messias, e que os cristãos esperavam em conexão com a volta visível de Jesus do céu.

Alma morta em transgressões e ofensas é adotada por Deus;(chamada e eleição) Deus é Pai;Cristo é irmão mais velho;pecado é teimosia; expiação é reconciliar, mortificando a velha natureza,refletindo Cristo.

a) natureza:(ato divino de conceder ao homem,crer numa vida nova,de elevada união pessoal com Jesus).

5 descrições no Novo Testamento:

Nascimento (ato da graça criadora – Jo.5:1; Jo.3:8);

Purificação (Alma lavada das imundícies em novidade de vida;  experiência simbólica expressa no ato de batismo – Tito 3:5; At.22:16);

Vivificação(essência da regeneração é nova vida pelo Pai, mediante Jesus, pela operação do Espírito Santo, transformando nosso caráter, desejos e propósitos;

Criação (Homem recriado pelo sopro divino,no Éden, recriado pela operação do Espírito Santo (2Co.5:17; Ef.2:10; Gl.6:15;

Ressurreição (Como barro enviveceu, alma pecaminosa ressurge: regeneração - mudança que Deus opera na alma, quando é vivificada.(divina comunicação de nova vida à alma humana).Surge rápida, misteriosa e desenvolve gradativa;aspecto singular do Cristianismo.

b) Necessidade: Causas:

• Fome espiritual (estar farto de ritualismos);

• Falta de convicção profunda (precisar ser purificado e transformado);

• Auto-complacência (supor ter qualificação suficiente para ser membro do Reino de Deus).

Há necessidade da carne ser transformada somente pelo Espírito Santo para ser capaz de viver no Reino Espiritual, em mudança completa e natureza e caráter.

c) Meios:

• Trindade Divina (Pai gera, Cristo vivifica por sua morte  e envia o Espírito Santo que vivifica.)

• Preparação humana:(toma parte, agradecendo com arrependimento e fé).

d) Efeitos: 3 Pontos:

• Posicionais (adoção)-torna-se filho e beneficiário dos privilégios-Gl.4:1-7;

Espirituais união com Deus (mediante o Espírito Santo, resulta em novo caráter; crente deve manter contato com Deus, preservando e nutrindo sua vida espiritual.(2Pe.1:4 e Rm.6:4).

Práticos(pessoa nascida odiará o pecado-1Jo.3:9 e 5:8;em obras de justiça, amor fraternal e vitória que vence o mundo.

OBSERVAÇÃO: ESTAMOS SUJEITOS A FALHAR: (Não podemos habituar com o pecado, mas se pecarmos, não voluntariamente, de forma premeditada,temos o bom advogado(1Jo.2:1 e 3:9) Temos que vigiar e orar.

• SANTIFICAÇÃO (PARA O CORPO): (Rm.1:4; Rm.6:19; Rm.6:22; 1 Co.1:30; 2 Co.7:1; 1 Ts.4:3-7; 2 Ts.2:13; Hb.12:14; 1 Pe.1:2).

NO NOVO TESTAMENTO: * agiasmov hagiasmos – consagração, purificação.

A pessoa em novidade de vida, dedica-se a servir a Deus.(separação / dedicação e purificação):Deus é o Santo;Cristo é Sumo-sacerdote; pecado é impureza; o arrependimento(consciente da impureza),me faz ter um substituto no altar e assim, vivo p/servir ao nosso Deus.  

a) NATUREZA: (consagração)

Cinco Sentidos:

• Separação(para perfeição moral e uso divino);

•  Dedicação(consagração à comunhão e serviço;dedicação exclusiva a Deus);

• Purificação (limpeza pela palavra,sangue de Jesus e Espírito Santo);

• Consagração (vida santa e justa, regenerada, conforme a lei;exortação à purificação (2Co.7:1);

• Serviço (Servir como sacerdote,oferecendo sacrifício de louvor (Hb.13:15);

Sacrifício Vivo (Rm.12:1).

b) TEMPO: 2 Idéias: 1Co.1:2-

• Posicional-Instantânea perante Deus.

• Prática e Progressiva como santos(separados),santificados(na Palavra); precisamos ter exemplos de cristãos.

Separação  inicial é começo de uma separação diária,pois Deus exige maneira santa de viver pela purificação p/melhorar a consagração até a perfeição;os mortos p/o pecado são exortados a mortificar seus membros;revestir do novo homem (Ef.4:22; 1Pe.1 e Cl.3).

c) MEIOS:

• Sangue de Jesus (Provisão objetiva-Eterno-hb.13:12)-Santificação absoluta perante Deus;

• Espírito Santo (Provisão-subjetiva-interior-Rm.15:16)-início da obra de Deus nos corações,conduzindo ao inteiro conhecimento da justificação no sangue de Jesus;

Palavra (Externa/prática – Jo.17:17)-Desperta a compreensão da insensatez e da impiedade pessoal (espelho para a alma).

d) Santificação quanto à Carne: O pecado original não é erradicado dela,por si mesma(pois não haveria morte), nem pode ser libertar por observância de regras e regulamentos (pois a lei não santifica-Legalismo)e não pode tentar subjugar a carne por privações e sofrimentos (pois é a alma e não o corpo que peca.-Ascetismo).

e) Verdadeiro Método:

• Fé na expiação-Novidade de vida nos fatos e promessas bíblicos. • Cooperação c/o Espírito-libertação e crescimento de santidade.

 

OBS:03 mortes que crente está sujeito:

1) morte no pecado-física-condenação Ef.2:1; 

2) morte pelo pecado: justificação (Gl.2:20);

3) Morte p/o pecado - santificação (Rm.6:11).

 

f) Santificação Completa:

Perfeição=sincero e reto (Gn.6:9 e Jó.1:1)relativa e progressiva em Cristo (Gl.3:3),concedida como dom da graça e efetuada no caráter do crente.(Fil.3:12 e Hb.6:1).

g) SEGURANÇA: Não sejamos descuidados nem negligentes.Desviar-se é voltar atrás ou virar-se.

A salvação depende de Deus mas devemos ser sinceros em fazer sua vontade.

 Podemos resistir à graça divina, p/a perdição eterna(apostasia)(Jo.6:40;Hb.6:6 e 46).

Não confiemos em privilégios ou posições.estar na graça é estar no favor da comunhão com Deus;o pecado interrompe essa comunhão.

Somos chamados a uma profunda amizade com Deus e nossa obediência ao chamado nos torna escolhidos. Quem obedece, não perece!

 

4) PREDESTINAÇÃO(Rm.8:29-30; Ef.1:5; Ef.1:11):

NO NOVO TESTAMENTO: * proorizw proorizo  – decidir de antemão; no NT do decreto de Deus desde a eternidade; preordenar, designar de antemão. (NOTE-SE QUE É EM CRISTO).

Predestinar é determinar o futuro. Há 3 povos predestinados na Bíblia:Israel, da semente de Abraão; (Gn.17:6); Impios, que serão lançados no inferno (Sl.9:17); Igreja,predestinada a ir ao céu (1Ts.4:16-17).

Conheceu grego “proginoskw proginosko- significa sentiu, como a atração entre o homem e a mulher judáicos.

predestinou grego “proorizw proorizo- designou antes, nomeou, conforme estava escrito no Novo testamento.

imagem grego “eikwn eikon” -  ser como, em excelência moral e mente santa.

chamou grego “kaleo” - convidou, como um Pai convida um filho.

justificou – grego “dikaiow dikaioo” – pronunciou alguém justo, pela observância às leis divinas, usado para aquele cujo o modo de pensar, sentir e agir é inteiramente conforme a vontade de Deus, e quem por esta razão não necessita de retificação no coração( vida).

glorificou – grego “doxazw doxazo”-honrar, estimar, manifestar sua dignidade como condição gloriosa de bem-aventurança dos cristãos em face da sua condição de verdadeiros adoradores e convertidos a Deus.

SENTIDO: Deus sentiu, de antemão, o futuro amor das almas pecadoras por Ele e lhes deu a oportunidade de terem um novo nome pela Lei do Novo testamento, pois sabia que guardariam sua lei, não rejeitariam seu convite e viveriam conforme sua vontade, o que seriam mostrados como dignos de serem honrados como

(Note-se que não é uma escolha fatalista de Deus, antecipando quem vai ou não ao céu.)

 

ESCOLHA DE DEUS:

Deus escolheu Jesus para pagar nossos pecados (Jo.6:38);

Deus escolheu Israel c/3 propósitos:(Manifestar seu poder,trazer palavra divina,manifestar Jesus ao mundo).

Deus escolheu Igreja com 3 propósitos:(Anunciar evangelho; produzir frutos e manifestar visível poder divino).

(Escolha de propósito é diferente de escolha para salvação)

Deus escolhe homens para cumprir seus propósitos vocacionais e ministeriais,diferente da salvação;

Deus escolheu homens para serem profetas, como Moisés, Davi, Sansão, Samuel, Elias e muitos outros.

São escolhas de Deus para o ministério para aperfeiçoar os santos no Plano do Reino de Deus (Ef.4:1). Em Ap.13:8 – fala do cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo, pois sabia que o homem iria pecar.

Quem aceita a Jesus, participa do plano elaborado antes da fundação do mundo.

 

FUNDAÇÃO DO MUNDO:

Herança e reino preparado (Mt.25:34);

Entramos no repouso quando cremos (Hb.4:3);

Ao aceitar a Jesus, participamos do plano e em Cristo, estamos predestinados ao céu.

A nossa fé e a graça de Deus participam juntas (At. 15:11); Temos que permanecer no evangelho senão nossa fé é em vão (1Co.15:2);

Ef. 1:4-5: Somos eleitos no propósito de sermos santos e irrepreensíveis diante de Deus, predestinados para filhos na adoção por Jesus Cristo. Isso fala no plural, onde indica que somos Eleitos em Cristo para salvação.

Rm.8:29-30: conheceu, predestinou para serem conforme imagem de seu filho e chamou, justificou e glorificou:

Conhecer: (1 Jo.3:6) – Quem peca, não permanece nele nem o conhece;

Imagem (Cl.3:10) – Temos que nos revestir do novo, renovados no conhecimento;

• Chamar (1 Ts. 4:7)  – Deus nos chamou para a santificação (1 Pe.1:15; Hb.12:14).

OBS: Este chamado não é completo, mas um processo dinâmico (1 Pe.5:10)

Justificar: (Rm.3:30) – Deus justifica pela fé, que é imputada como justiça (Rm.4:5);

Deus chamou a todos:

Todos pecaram (Rm.3:9-12);

A justiça e salvação é para todos (Rm.3:22-23);

A graça foi para todos (Rm.5:18);

Condição para todos serem filhos (Rm.8:14; Jo.3:16);

Deus entregou Jesus por todos nós (Rm.8:32; Jo.6:39);

Deus é rico para com todos os que o invocam (Rm.10:12);

Misericórdia é para todos (Rm.11:32);

Santos são todos os que invocam a Jesus (1Co.1:2);

Todos mortos em Adão e todos vivificados em Cristo (1Co.15:22);

Jesus morreu por todos, mas todos os querem? (2 Co.5:15);

Deus quer que todos se salvem pelo único mediador (1 Tm.2:3-6) e se arrependam (2Pe.3:9);

Jesus morreu por todos (Hb.2:9);

LIVRE-ARBÍTRIO: Adão e Eva escolheram desobedecer a Deus e comer da árvore do bem e do mal (Gn.3:11); Homem pode fazer o bem ou o mal (Gn.4:7); Os homens escolhem se querem servir ou não, a Deus (Js.24:15); Os homens podem escolher entre a porta estreita e a larga (Mt.7:13).

 

5) ELEIÇÃO: (para Israel: Rm. 9:11; Rm.11:5-28); Para a igreja (1 Ts.1:4; 2 Pe.1:10).

Eleição grego “eklogh ekloge” - Ato soberano de Deus em graça, pelo qual Ele escolheu em Jesus Cristo para a Salvação todos aqueles que de antemão Ele sabia que O aceitariam.2 PE 1:5-12 – 1 PE 1:2

Presciência grego “prognwsiv prognosis – ter pré-conhecimento, dos que chegam a vir conhecer (Jo. 6:64).

SE: Se não se arrepender,der fruto, perdoar, guardar a Palavra,entrar pela porta,crer, mortificar as obras do corpo, confessar com a boca e crer no coração a cada instante, permanecer, amar a Jesus, combater o combate e ser fiel, PERDE A SALVAÇÃO DADA, pois Jesus pode vir e você ficar no arrebatamento ou morrer sem ter fruto pela comunhão do Espírito Santo.

AULA 9 – ESPÍRITO SANTO

 

NO ANTIGO TESTAMENTO:

* xwr ruwach vdq qodesh – Espírito Santo (Sl.51:11; Is.63:10-11).

 

NO NOVO TESTAMENTO:

* pneuma pneuma agiov hagios – Espírito Santo.

 

ESPIRITO SANTO:(Conhecido por seus nomes e símbolos).

1)É uma pessoa;exerce atributos de personalidade:a)Mente (Rm.8:27); b) Vontade (1 Co.12:11); c) Sentimento (Ef.4:30); A Ele são atribuídos atividades pessoais: a) Revela (2Pe.1:21); b) Ensina (10.14:26); c) Clama (Gl.4:6); d) intercede (Rm.8:26); e) fala (Ap.2:7); f) Ordena (At.16:6,7); g) testifica (1Jo.15:26); h) se entristece (Ef.4:30); i) se mente contra Ele (At.5:3); j) pode ser blasfemado (Mt.12:31,32).

Personalidade indicada por vir em forma de pomba (Mt.3:16) e de se distinguir de seus dons (1Co.12:11).

O Espírito é como o vento, real apesar de não ter forma corpórea.

Conceituá-Io é difícil porque:

a) Suas operações nas Escrituras são invisíveis, secretas e internas;

b) Ele nunca fala de si mesmo ou se apresenta, sempre se ocultando atrás do Senhor Jesus e nas profundezas de nosso homem interior. (Jo.16:13).

Tem personalidade distinta e separada de Deus:Procede de Deus,é enviado por Deus e é dom dado aos homens, mas não é independente de Deus, representando o único Deus nas esferas do pensamento, da vontade e da atividade.

 

2) Nomes:

a)Espírito de Deus (Lc. 11:20):

b) Deus absoluto: Cria e preserva o Universo.

É Deus absoluto pelos seus atributos divinos.

Além disso, Ele cria (Gn.1:2), regenera (Jó.33:4) e ressuscita (10.3:5-8;Rm.8:11) sendo classificado com o Pai e o Filho.(1Co.12:4-6; 2Co.13:13; Mt.28:19; Ap.1:4).

c) Espírito de Cristo (Rm.8:9) Motivos:

1)Enviado em nome de Jesus(Jo.14:26);

2)Enviado por Cristo (Jo.4:10),que também batiza com Ele(Mt.3:11);

3)Sua missão glorifica Jesus (Jo.16:14);

4)Cristo presente na Igreja por Ele (não tomar o lugar de Jesus, mas fazê-lo real, tornando-o onipresente no mundo) Mt.18:20-Conexão entre Cristo e Espírito é tão íntima que se confunde:Crente em Cristo como no Espírito (Gl.2:20;Rm.8:9,10);

d) Consolador (Nos ajuda, ensina, guia e está conosco para enfrentar o mal (Jo.14:16)-Consolador-Parácleto, no grego-Nos tribunais antigos,um amigo era chamado para eventualidades (Advocatus-latim), assistiam seus amigos por amor e consideração, ajudando nos sábios conselhos, amparando nas provas, dificuldades e perigos, sem recompensa ou remuneração.

O ESPIRITO SANTO FAZ DE FORMA INVISIVEL, O QUE JESUS FARIA DE FORMA VISIVEL Jesus enviou Espírito mas é presente nEle(Mesmo nível).

CRISTO VIVE EM MIM – A vida de Jesus, sua natureza, sentimentos e virtudes são comunicados aos crentes, pelo Espírito Santo. Jesus continua agindo no céu nos defendendo do acusador dos irmãos e o Espírito Santo faz calar os acusadores da Igreja amada.

Não é o Cristo terreno que o Espírito comunica, mas o Cristo Celestial, reinvestido de poder e glória.

A vida terrena de Jesus era pobreza (2Co.8:9), ganhou a riqueza da graça na cruz (Ef.1:7) e no trono assegurou sua riqueza de glória (Et.3:16)

Depois da ascensão ao Pai,enviou o Espírito Santo para comunicar as riquezas de sua herança e ensina mais do que Cristo ensinou, embora nEle.

e)Espírito Santo – Santo porque é o Espírito do Santo e a sua obra principal é a santificação. Jesus fez algo por nós e em nós, agora.

f) Espírito da Promessa Sua graça e poder são algumas das bênçãos prometidas no Antigo Testamento. (Ez.36:7 e Joel 2:28);

g) Espírito da Verdade Veio revelar o filho, como intérprete celestial. abrindo a mente dos homens para Cristo, guiando à verdade (Jo.16:13).

h) Espírito da Graça Dá graça ao homem para que se arrependa; concede poder para santificação, perseverança e serviço (Quem se afasta dele, se separa da misericórdia de Deus.(Hb.10:29; Zc.12:10);

i) Espírito da Vida Criador que preserva a vida natural (Rm.8:2; Ap.11:1); 1) Espírito de Adoção (Rm.8:15)-Ele testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus.

3)Símbolos:

 (meramente descrevem suas operações adotados, devido a pobreza da linguagem humana.)

a) Fogo (Is. 4:4; Mt.3:1 1; Lc.3:16)-limpeza, purificação, intrepidez ardente, zelo produzido pela unção, pois o fogo aquece, ilumina, espalha-se e purifica (Jr.20:9);

b)Vento (Ez.37:7-10; Jo.3:8,At.2:2)-Obra regeneradora do Espírito,de maneira misteriosa e independente, penetrante, purificante e vivificante.

c) Agua (Ex. 17:6; Ex.36:25-27;47:1; Jo.3:5; 4:14; 7:38,39)-Fonte de água viva, mais pura, rio da vida inundando nossas almas, limpando a poeira do pecado, refrescando, saciando a sede, tornando frutífero o estéril, purifica o que está sujo e restaura a beleza. “água viva”correnteza que não está parada como a água fétida de cisternas e brejos; representa a novidade de vida, a cada dia.

d) Selo (Ef.1:13; 2Tm.2:1 9)-Expressa: Possessão – sinal seguro de propriedade divina (2 Tm.2:19; Ef.1:13; Ap.7:3); Penhor ou herança, garantia da glória vindoura; zelo pela impressão (Et4:30).

e) Azeite – (Símbolo mais comum e conhecido, simbolizando utilidade, frutificação, beleza, vida e transformação. Era usado para alimento, iluminação, lubrificação, cura e alívio da pele. Assim, o Espírito fortalece, ilumina, liberta, cura e alivia a alma.

f) Pomba - Significa brandura, doçura, amabilidade, inocência, suavidade, paz, pureza e paciência.Tradução judáica:”o Espírito pousou como pomba sobre as águas.(Gn.1:2)

“A pomba que Noé soltou, simboliza a graça de Deus que achou ramo verde.(Gn.8:8)

 

4)No Antigo Testamento:Revelado de 3 Maneiras:

a)Criador ou Cósmico-Manifesta-se pelas leis da natureza, que são evidências de sua presença e operação. Ele sustenta o homem, crente ou ímpio (Gn.2:7,Jó.33:4; Dn.5:23; At.17:28);

b) dinâmico ou doador de poder- Cria o homem para o Reino de Deus, em consagração. Duas Classes: Obreiros (homens de ação, organizadores e executivos) ex. Josué, Otoniel, José, Moisés, Gideão, Sansão; etc. e Locutores (profetas e mestres) Profetas: recebiam mensagens de Deus e entregavam ao Povo, poder que descia de tempos em tempos para mensagens não concebidas por suas mentes, que o distinguia dos falsos profetas (Ez.13:2)”profeta”, indica inspiração, borbulhar-eloquência-(Jo.7:38).

Expressões proféticas indicavam inspiração repentina e sobrenatural, de 3 formas: Origem: Deus derramou, pôs, deu, encheu com o Espírito aos profetas; Variedade:

O Espírito estava com eles, descansava neles e o tomava *lnfluêncía:

Estavam cheios, movidos, tomados pelo Espírito Santo que falava por eles.

O “extase” era um domínio espiritual profético, como arrebatamento de espírito (Ez.8:1-3,ls.6; Ap.1:10; At.22:17), semelhantes à experiência de ser batizado ou cheio com o Espírito-Impacto direto do Espírito Santo no espírito humano, onde a pessoa fica num estado estático.

c)Espírito Regenerador:Sua presença acentuada,destacada como bênção futura, com a vinda do Messias, reunindo 4 características:

* Operativo não acentuado-transformador da natureza humana, como presença santificadora que influencia o caráter(SI.51:11);

* Bênção futura – derramar geral do Espírito como fonte de santidade, sem precedentes, para purificar o coração do povo (bel 2:28-32),

Sobre toda a carne:sem distinção de idade, sexo ou posição;

* Conexão(vinda-Messias)-Ponto culminante do derramamento é a vinda do Messias-Rei, onde o Espírito Santo pousará com poder (Profeta Perfeito).

Messias é o doador do E.Santo.Cristo morre,é glorificado,parte e envia o consolador (Jo.16:7; Jo.7:39; Jo.12:23)

* Características Especiais – Espírito pleno viria somente após obra do filho; seria dado universalmente e moraria permanentemente (Dom).Exceção Elias e Enoque-”cheios”dEle.

O Espírito de Deus é Deus em ação dentro de nós, sobre nós ou em torno de nós. É Deus operando, fazendo coisas acontecerem no mundo.

Não podemos ver o Espírito, mas podemos ver os resultados do seu poder.

O Espírito de Deus estava presente quando o mundo foi criado.

Deus enviou seu Espírito para fazer coisas poderosas entre seu povo, Israel.

Mais tarde, Deus enviou seu Espirito quando Jesus viveu na terra e desde então o Espírito tem estado presente com os cristãos.

O ESPíRITO NO VELHO TESTAMENTO

A Bíblia usa a palavra “espírito” de três maneiras diferentes.

É um vento de Deus, o sopro da vida e um espírito que enche uma pessoa com emoção forte e poder.

DESCRIÇÕES

No livro de Gênesis, foi o vento de Deus que fez com que as águas do Dilúvio parassem de subir (Gênesis 8:1).

Este mesmo vento de Deus soprou gafanhotos por todo o Egito (Êxodo 10:13) e enviou codornizes para os israelitas comerem (Êxodo 14:21).

Deus soprou vento de suas narinas para abrir as águas do Mar Vermelho de tal maneira que os israelitas pudessem atravessar em terra seca.

Em Gênesis 2:7, lemos que Deus criou o homem soprando Seu Espírito dentro dele. Os seres humanos só têm vida por causa do sopro da vida , ou espírito que está dentro deles.

Através do seu Espírito, Deus é a fonte de toda a vida, tanto animal quanto humana.

No Velho Testamento o Espírito de Deus algumas vezes enchia as pessoas, fazendo com que elas dissessem ou fizessem coisas que normalmente não poderiam fazer, de modo a atender os propósitos de Deus.

As pessoas cheias do Espírito passavam a ter grande responsabilidade por causa do Espírito que estava dentro delas. Líderes eram reconhecidos por causa do Espírito dentro deles.

Em Juízes 3, O Espírito de Deus encheu um homem chamado Otniel.

Ele se tornou juiz e foi capaz de vencer uma guerra e manter a paz em Israel durante quarenta anos.

O Espírito de Deus também encheu outros juízes tais como Gideão e Jefté.

Por causa do Espírito de Deus, eles foram capazes de conquistar seus inimigos. Algumas vezes, como no caso de Saul, Deus mandaria um espírito mau para preencher alguém a fim de que seus planos se cumprissem (I Samuel 16:14-16; Juízes 9:23; I Reis 22:19-23).

O ESPíRITO ATUANDO ENTRE OS PROFETAS

Os profetas no Velho Testamento tinham a tarefa de entregar mensagens do Espírito de Deus para o povo.

Era importante para o povo saber a diferença entre um falso profeta e o verdadeiro profeta de Deus.

O termo “Espírito Santo” é usado nos Salmos e em Isaías para separar o Espírito de Deus de qualquer outro espírito, tanto de homem quanto de Deus (Salmo 51:11; Isaías 63:10-11).

Um falso profeta não tinha o Espírito Santo. Um profeta que tinha uma mensagem do Espírito Santo deveria ter o caráter de uma pessoa obediente a Deus.

O povo poderia reconhecer o falso profeta pela avaliação de seu caráter bem como pela mensagem que ele entregava. Os profetas escreveram sobre o Espírito de duas maneiras significativas.

O Espírito inspirava profecia que seria conhecida novamente no futuro, quando Jesus estivesse na terra. Os últimos profetas, como Ezequiel, Ageu e Zacarias, proclamaram que o Espírito era o inspirador da profecia.

Isto significa que o Espírito lhes deu as palavras que proclamaram e registraram.

O Espírito de Deus era responsável por tudo que os escritores da Bíblia registraram.

Os profetas também escreveram que Deus mostraria seu poder através do Espírito no futuro. Isaías profetizou que o Espírito viria outra vez para ungir um homem que traria salvação para todas as pessoas (Isaías 11:2; Isaías 42:1; Isaías 61:1).

Ele estava falando de Jesus, o Messias. O Messias era o rei que os judeus estavam esperando. Através de Jesus, o Espírito teria liberdade sobre Israel (Ezequiel 39:29; Joel 2:28-29; Zacarias 12:10) como parte de uma nova aliança entre Deus e o homem (Jeremias 31:31-34; Ezequiel 36:26-27).

A aliança era uma promessa de Deus de que mandaria seu Espírito para dirigir seu povo. Os israelitas haviam quebrado sua antiga aliança com Deus porque continuaram a desobedecê-lo. Sob a nova aliança, Deus prometeu perdoá-los.

Entre o tempo do Velho e do Novo Testamento, acreditava-se que o Espírito não estava mais presente em Israel.

Durante aquele tempo a voz do Espírito não era mais ouvida através da voz dos profetas. Mas o Espírito foi conhecido de novo quando o Messias, Jesus Cristo, veio à terra.

Ele é a terceira pessoa da TRINDADE. Ele aplica na vida das pessoas as bênçãos da salvação (Jo 7.38-39).

Como Auxiliador (Jo 16.7, NTLH; RA e RC, Consolador), ele dá nova vida (Gl 6.8), convence (Jo 16.8-11), dá força (Rm 8.26-27), distribui DONS (1Co 12.1-11), produz virtudes (Gl 5.22-26). V. ADVOGADO.

 

REFERENCIA DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO:

 
 

 

GN 1:2- E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

EX 31:3- E o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência, em todo o lavor;

NM 11:17 - Então eu descerei e ali falarei contigo, e tirarei do Espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que tu não a leves sozinho.

JZ 3:10 - E veio sobre ele o Espírito do SENHOR, e julgou a Israel, e saiu à peleja;
JZ 14:6 - Então o Espírito do SENHOR se apossou dele tão poderosamente que despedaçou o leão, como quem despedaça um cabrito, sem ter nada na sua mão; porém nem a seu pai nem a sua mãe deu a saber o que tinha feito.

1 SM 10:6- E o Espírito do SENHOR se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te-ás um outro homem.

1 SM 11:6- Então o Espírito de Deus se apoderou de Saul, ouvindo estas palavras; e acendeu-se em grande maneira a sua ira.

1 SM 16:13 - Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá.

2SM 23:2 - O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua palavra está na minha boca.
NE 9:20 - E deste o teu bom Espírito, para os ensinar; e o teu maná não retiraste da sua boca; e água lhes deste na sua sede.

NE 9:30 - Porém estendeste a tua benignidade sobre eles por muitos anos, e testificaste contra eles pelo teu Espírito, pelo ministério dos teus profetas; porém eles não deram ouvidos; por isso os entregaste nas mãos dos povos das terras.

SL 33:6 - Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca.

SL 104:30 - Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra.
SL 139:7- Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face?
SL 143:10 – Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana.

IS 11:2 - E repousará sobre ele o Espírito do SENHOR,o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.

IS 32:15 - Até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então o deserto se tornará em campo fértil, e o campo fértil será reputado por um bosque.

IS 40:13 - Quem guiou o Espírito do SENHOR, ou como seu conselheiro o ensinou? Com quem tomou ele conselho, que lhe desse entendimento, e lhe ensinasse o caminho do juízo, e lhe ensinasse conhecimento, e lhe mostrasse o caminho do entendimento?
IS 42:1 - EIS aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se apraz a minha alma; pus o meu Espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios.

IS 44:3 - Porque derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes.
IS 48:16- Chegai-vos a mim, ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que aquilo se fez eu estava ali, e agora o Senhor DEUS me enviou a mim, e o seu Espírito.

IS 59:19 - Então temerão o nome do SENHOR desde o poente, e a sua glória desde o nascente do sol; vindo o inimigo como uma corrente de águas, o Espírito do SENHOR arvorará contra ele a sua bandeira.

IS 59:20-21- E virá um Redentor a Sião e aos que em Jacó se converterem da transgressão, diz o SENHOR. Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles, diz o SENHOR: o meu espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se desviarão da tua boca nem da boca da tua descendência, nem da boca da descendência da tua descendência, diz o SENHOR, desde agora e para todo o sempre.

IS 61:1 - O ESPIRITO do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;

IS 63:10- Mas eles foram rebeldes;contristararn seu Espírito Santo; por isso se lhes tomou em inimigo, e ele mesmo pelejou contra eles. Todavia se lembrou dos dias da antiguidade, de Moisés, e do seu povo, dizendo: Onde está agora o que os fez subir do mar com os pastores do seu rebanho? Onde está o que pôs no meio deles o seu Espírito Santo?
IS 63:14- Como o animal que desce ao vale, o Espírito do SENHOR lhes deu descanso; assim guiaste ao teu povo, para te fazeres um nome glorioso.

EZ 3:12 - E levantou-me o Espírito, e ouvi por detrás de mim uma voz de grande estrondo, que dizia: Bendita seja a glória do SENHOR, desde o seu lugar.

EZ 8:3 - E estendeu a forma de uma mão, e tomou-me pelos cabelos da minha cabeça; e o Espírito me levantou entre aterra e o céu, e levou-me a Jerusalém em visões de Deus, até à entrada da porta do pátio de dentro, que olha para o norte,

EZ 36:27 - E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.

EZ 37:1 - VEIO sobre mim a mão do Senhor e ele me fez sair no Espírito do Senhor;me pôs no meio do vale que estava cheio de ossos.

EZ 37:9 - E ele medisse: Profetiza ao Espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao Espírito: Assim diz o Senhor DEUS: Vem dos quatro ventos, ó Espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.

JL 2:28 - E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.

MQ 2:7 - O vós que sois chamados casa de Jacó, porventura encurtou-se o Espírito do SENHOR? São estas as suas obras? E não é assim que fazem bem as minhas palavras ao que anda retamente?

MQ 3:8 - Mas estou cheio do poder do Espírito do Senhor, de juízo e força, p/anunciar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado.

AG.2:5- Segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o meu Espírito permanece no meio de vós; não temais.

ZC.4:6- E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força riem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.

ZC.7:12 - Sim, fizeram os seus corações como pedra de diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o SENHOR dos Exércitos enviara pelo seu Espírito por intermédio dos primeiros profetas; daí veio a grande ira do SENHOR dos Exércitos.

ZC 12:10- Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.

AULA 10 – TRINDADE:

 

PNEUMÁTOLOGIA-Doutrina do Espírito Santo: Ensina, orienta, convence e intercede pela Igreja.

 

5)ESPÍRITO SANTO EM CRISTO: O Messias seria ungido com o Espírito Santo que opera sobre, dentro e por meio de Cristo.

Os títulos “Espírito de Cristo e Espírito de Jesus Cnsto”, indicam sua íntima relação não compartilhada por nenhum outro homem. Desde o princípio ao fim de sua vida terrena, Jesus esteve intimamente ligado ao Espírito Santo.

Cristo é o “Espírito Vivificante” (1Co.4:5)não significa que Jesus é o Espírito,mas que Ele dá o Espírito e através dEle, exerce onipresença.Vejamos as fases do aspecto do ministério de Cristo:

a) Nascimento: O Espírito Santo foi o agente da milagrosa concepção de Jesus, descendo sobre Maria.Deus, o Pai, operou a substância da natureza humana de Jesus, em ato divino.

Cristo imaculado e perfeitamente consagrado (Um nascido de mulher, homem, santo, e filho de Deus, esmagando cabeça do diabo-Gn.3:15; 1 Co.15:45-47).

b)Batismo-Concebido pelo Espírito e Sendo Templo do Espírito, Jesus foi agora, ungido pelo Espírito;Assim como desceu sobre Maria na concepção, desceu em Jesus, ungindo-o como Sacerdote, Profeta e Rei.

c) Ministério:Foi levado pelo Espírito ao deserto(Mar 1:12) e sabia que o Espírito estava sobre Ele para se cumprir o ministério profetizado em lsaías.(ls.11:2 e 61:1) .

Além disso, pelo dedo de Deus,o Espírito, expulsou demônios (Lc.11:20/At.10:38)

Jesus testificou que o Pai estava nEle e era o operador de milagres.(Jo.14:10);

d)Crucificação: Lhe deu força para continuar até a morte(Hb.9:14); suportando a afronta e dor pelo Espírito Santo (Hb.12:2);

e)Ressurreição: O Espírito Santo foi o agente vivificante na ressurreição de Cristo (Rm.1:4;8:11);

Jesus “soprou”o Espírito Santo sobre Eles e disse, recebei o Espírito(Jo.20:22;At.1:2).

O sopro divino simbolizava um ato criador. Não foi a Pessoa do Espírito Santo que foi comunicada, mas a inspiração de sua Vida,ou certeza de sua presença, como dom da ascensão. (graça de dotação).

f)Ascensão:Após a ascensão,o Espírito veio a ser o Espírito de Cristo no sentido de ser concedido a outros; “Repousar”-Jo.1:33(ou derramar do Espírito)

Jesus envia o Espírito sobre outros, como Messias (At.2:33 e Ap.5:6).

Jesus concede a bênção que Ele mesmo desfruta, o Espírito Santo, fazendo-nos co-participantes com Ele mesmo.

Não apenas do dom, mas da comunhão com o Espírito Santo, em comum privilégio de bênção de ser o Espírito Santo concedido a nós

Todos os membros do corpo de Cristo, como reino de sacerdotes,participam da mesma unção que mana da cabeça, Cristo, nosso Sumo Sacerdote que está nos céus.

 

6)ESPÍRITO SANTO NO HOMEM:Sete considerações:

a)Convicção: Promotor de Justiça, convencendo sobre a verdade espiritual:

1)Pecado de incredulidade;

2)Justiça de Cristo (Jo.1 6:10);

3) juízo sobre satanás(Jo.16:11 /Lc.11:21)

b)Regeneração(vivificar alma como novo fôlego de vida);

c)Habitação (Relação pessoal,interior:Deus e homem)- vontade sujeita, adoração única,prática cristã,caráter-fruto espiritual e fé,receber espírito da verdade;

d)Santificação

e)Revestir de poder(dons)e

f)Glorificação-vindouro.

7)TRIUNO DEUS(TRINDADE)-nome significa união de três partes ou expressões em uma só.Expressão usada a primeira vez por Tertuliano Séc.II DC Ex. Água nos 3 estados num mesmo recipiente.Ex.

(1Jo. 5:7- Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.

1 Jo.5:8 – E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num.Deus é um.

O monoteísmo é uma verdade e a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é uma verdade.

A Unidade Divina é uma Unidade Composta, onde há realmente três pessoas distintas, cada uma das quais é a unidade, mas cada um é consciente das outras duas, em comunhão.

Não é o caso de haver três deuses independentes com existência própria.

Os três cooperam unidos no mesmo propósito. (Eu e o Pai somos um- Jo.10:30 e não,Eu Sou o Pai.)O pai cria (o filho e o Espírito São cooperadores); o filho redime (0 Pai e o Espírito enviam o filho a redimir) e o Espírito Santo santifica (Pai e filho cooperam nesta Obra).

A trindade é uma comunhão eterna, mas a obra da redenção do homem, tornou sua manifestação histórica.

A Doutrina da trindade é uma doutrina revelada e não concebida pela razão humana. (1Co.2:16).

Essa Palavra não aparece na Bíblia, mas encontra-se na Bíblia, provas de sua existência.

E muito difícil achar termos humanos para expressar a unidade da Divindade e a distinção das Pessoas.

(Não são três deuses, nem três aspectos ou manifestações de Deus, como prega o TRITEISMO).

Não é uma pessoa apenas, apesar de ser um Só Deus, como prega o SABELIANISMO. O Pai ama e envia o filho; o filho veio do Pai e voltou para o Pai. O Pai e o filho enviam o Espírito; O Espírito intercede junto ao Pai. (Jo.17:1).Para combater estas duas heresias, a doutrina da trindade foi preservada através de dogma Credo de Atanásio Séc.V:“Adoramos um Deus em trindade, trindade em unidade.”

 

As três pessoas que compõe o ser único de Deus – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – são chamados de a Trindade.

A palavra “Trindade” não aparece na bíblia.

Os estudiosos criaram-na para descrever os três seres que constituem Deus.

Através da bíblia, Deus está presente como sendo o Pai, o Filho e o Espírito Santo – não são três “deuses”, mas sim três personas do único Deus (veja, por exemplo, Mateus 28:19; 1Coríntios 16:23-24; 2 Coríntios 13:13).

As Escrituras apresentam o Pai como a fonte da criação, o que dá a vida e Deus de todo o universo (veja João 5:26; 1 Coríntios 8:6; Efésios 3:14-15).

O Filho é retratado mais como a imagem do Deus invisível, a representação exata do seu ser e de sua natureza e o Messias redentor (veja Filipenses 2:5-6; Colossenses 1:14-16; Hebreus 1:1-3).

O Espírito é Deus agindo, Deus alcançando as pessoas – influenciando-as, mudando-as internamente, enchendo-as e guiando-as (veja João 14:26 ; 15:26; Gálatas 4:6; Efésios 2:18).

Todos os três formam uma trindade, vivendo dentro do outro e trabalhando juntos para cumprir seu plano divíno para o universo (veja João 16:13-15).

A união das três pessoas — Pai, Filho e Espírito Santo — formando um só Deus. Deus é ao mesmo tempo uno e trino (Mt 3.13-17; 28.19; 2Co 13.13).

 

PROVAS DA TRINDADE NA BÍBLIA:

Nome de Deus em hebráico (im-indica plural) – Elohyim (Gn. 1:1);

Verbo no plural Façamos… (Gn.1:26);

Expressão como um de nós (plural) – (Gn.3:22);

Verbo no plural Desçamos (Gn.11:7);

Aparições de Jesus no AT antes de nascer por Maria: (Reconhecido como Deus e como homem): Deus teria aparência de homem  e homem teria aparência divina (Gn.1:27);

Deus e Abraão (Gn.18:2);

Deus e Jacó (Gn.32:24);

Deus e Josué (Js.5:13);

Deus e Israel (Jz.2:4);

Deus e Gideão (Jz.6:21);

Deus e Manoá (Jz.13:3-6);

Deus e deuses? (Sl.82:1);

Deus e homem (Sl.82:6-7);

Deus tem um filho (Pv. 30:4);

Deus fala que olharão para Ele, que é aquele (Jesus) que traspassaram (Zc.12:10);

O Senhor diz que o (outro) Senhor repreenda? 2 Senhores? (Zc.3:2);

Deus Forte se fez menino (Is.9:6);

Por isso Deus, o teu Deus… (Sl. 45:7);

O Eterno, o Senhor, o Criador (3 substantivos seguidos de artigo; 3 pessoas) – (Is.40:28);

 

8) SETE SIGNIFICADOS_DE IMPORTÂNCIA DA TRINDADE:

1) Confere a compreensão acerca da natureza de Deus – porque somos formados por uma alma, um corpo e um espírito, onde o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus.

2) Deus é triúno, com cada pessoa divina com função e propósito; o homem combina os 3 aspectos (material, espiritual e sentimental).

3)Deus opera em sua Criação-Deus Pai planeja, o Filho é o agente e o Espírito Santo realiza;

4)Tira a idéia de Estagnação-Deus é dinâmico e Ele é a própria plenitude da vida;

5) Conceito nega o deismo-afinal, Deus age na criação, Ele quer conduzir homens ao seu seio familiar (Rm.8:29);

6) Sub-entende unidade na adversidade-Cristo é o centro de tudo, mas os homens não perdem identidade;

7) Limita rivais ao seu poder- falsos,supostos deuses.

 

Analise os comparativos:
Pai testifica do Filho (Mt.3:17); Filho Testifica do Pai (Jo.5:19); Filho Testificou do Espírito (Jo.14:26); Espírito Testificou do Filho (Jo.15:26).

Atributos Divinos da trindade: PAI FILHO E. SANTO:

Onipresença: Jr.23:24; Mt.28:20; SI.139:7;

Onipotência: Gn.17:1; Mt.28:18; Lc.1:35;

Onisciência: 1Pe.1:2; Jo.21:17; 1Co. 2:10;

Criador: Gn. 1:1; lo. 1:3; ló. 33:4;

Eternidade: Rm. 16:26; Ap.22:13; Hb. 9:14;

Santidade: Ap. 4:8; At. 3:14; 1 Jo. 2:20;

Santificador: Jo. 10:36; Hb. 2:11; 1 Pe. 1:2;

Salvador: Is. 43:11: 2 Tm.1:1O TI. 3:5;

 

9) FRUTO DO ESPÍRITO SANTO x REVESTIMENTO DE PODER (BATISMO NO ESPÍRITO SANTO)

* FRUTO DO ESPÍRITO: karpov karpos pneuma pneuma  O CRISTÃO:

O homem no qual habita o Espírito Santo! Santificado como o Tabernáculo; Santo, por dever guardar a Santidade do Seu Templo interior (1 Co.6:19 e Rm.12:1).

O Espírito Santo opera na alma gradualmente; fé fortalecida pelas provas e amor fortificado pelas dificuldades e tentações.

O Evangelho que foi o nosso Novo Nascimento, continua a ser nosso Crescimento na Vida Cristã.

O Espírito Santo age diretamente sobre a alma, produzindo virtudes especiais do caráter cristão conhecidos como fruto do Espírito (GI.5:22-3).

A obra do Espírito é progressiva, de dentro para fora, atacando falhas e fazendo um dia, o homem ser perfeito, glorificado e resplandecente pelo Espírito Santo. Essa é a regeneração para a vida eterna.

* REVESTIMENTO DE PODER: enduow enduo dunamiv dunamis – Jesus: Encarnado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, mas batizado no Espírito Santo, como adulto: LC 1:35 – E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. MC 1:7 – E João pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das suas alparcas. Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.E aconteceu naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré da Galiléia, foi batizado por João, no Jordão. E, logo que saiu da água, viu os céus abertos, e o Espírito, que como pomba descia sobre ele. E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo. E logo o Espírito o impeliu para o deserto.

Batismo no Espírito Santo antes do Batismo nas Águas: (At.10:44-Cornélio e sua família):E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus.

Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo? E mandou que fossem batizados em nome do SENHOR. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.

(Batismo de Paulo):At.19:7- Manias foi, e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o SENHOR Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo. E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado.

Batismo no Espírito Santo após o Batismo nas águas - (At.19:1-Paulo e alguns discípulos em Éfeso):Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam. E estes eram, ao todo, uns doze homens.
a) Sua natureza:Mas recebereis a virtude do Espírito (At.1:8);

1) Poder para servir;não a regeneração para a vida eterna.(Espírito vem, repousa, enche).

2) Essas palavras de Atos, foram dirigidas a homens que já estavam em íntima relação com Cristo. Foram enviados a pregar; armados com poder espiritual (Mt.10:1).(At.8:12-16)-Pessoas batizadas nas águas em Cristo,receberam o Espírito Santo dias depois.Existe a possibilidade de uma pessoa estar em contato com Cristo e ser seu discípulo, mas carecer do revestimento especial.

3)  Houve manifestação especial (At.2: 1-4), dessa promessa (AI. 1:8), com falar em outros idiomas(Sobrenatural)-At.10:44-46; 19:1-6 e 9:14-19.

4) Esse revestimento é descrito como batismo (At.1:5) Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. Quando Paulo fala que há um só batismo, se referia ao batismo literal nas águas. (Ef.4:5)-Tanto os judeus como os pagãos praticavam lavagens cerimoniais, mas o batismo anunciado por João era o batismo cristão, realizado uma única vez.

5) Batismo é usado para experiência espiritual porque é a imersão no poder vitalizante do Espírito, descrevendo como ser cheio do Espírito Santo.

 

b) Características Especiais:É claro que a pessoa não pode ser cristã sem ter o Espírito(Rm.8:9); todas as pessoas regeneradas têm o Espírito, então, que há de diferente no Batismo no Espírito Santo?E claro que é o mesmo Espírito que regenera(conversão), santifica(produzindo fruto do Espírito), dá vigor, ilumina e reveste de dons espirituais.

ATENÇAO: Existe um propósito especial de dar energia à natureza humana para o serviço da obra de Deus.

Poder que vem do céu, produzindo efeitos extraordinários. O batismo com o Espírito Santo é um batismo de poder, de caráter especial, que nem todos os cristãos têm experimentado, ainda.

LÍNGUAS ESTRANHAS – Evidência na igreja primitiva por necessidade da época (1 Co.12:30), mas após o batismo sempre aparece algum dom.

 

c) Evidência inicial:Acompanhada da expressão oral repentina e sobrenatural.

A glossolália (o falar em línguas) era o dom mais popular dos primeiros séculos da igreja.(1 Co.14).

A recepção do Espírito Santo não é uma cerimônia, nem teoria doutrinária, mas uma verdadeira experiência. (Língua Estranha no NT: Mc.16:17; At.2:3-1 1;At.1O:46; At.19:6; 1 Co.12:10).

O Novo testamento estava em processo de formação;

O Espírito Santo precisava ajudar as igrejas a se orientarem na verdade.

Os apóstolos eram poucos, as igrejas distantes, os meios de transporte e comunicação vagarosos.

As idéias se propagavam nos passos das pessoas e as igrejas em toda parte eram infestadas de falsos mestres, a afirmarem toda espécie de coisas a respeito de Cristo, sem nenhum registro escrito de veracidade.

O dom de línguas, provavelmente, estrangeiras, em Corinto evidenciava que se um irmão se levantasse numa reunião e falasse em uma língua que os seus conhecidos soubessem que ele não havia estudado a língua, era clara evidência de que estava no domínio direto do Espírito Santo.

AULA 11 – DONS ESPIRITUAIS:

10) CONSIDERAÇÕES PESSOAIS:

O Espírito Santo estará conosco para sempre (Jo.4:14).

Ele é o começo da nossa salvação completa, como:

a) garantia e penhor da herança(Ef.1:14;2Co.5:5);

b) Primícia da vida futura (gloriosa colheita vindoura em oferta de primícia de Deus (Rm.8:23);

c) Pequena porção de graça e enriquecimento espiritual (Hb.6:5 e Ap.7:17).

Pecados contra o Espírito Santo:

a) pelos crentes:(entristecer–(Ef.4:30);habitação interna; mentir – (At.5:3); e extinguir seu poder-(1Ts.5:19)-  derramamento para servir.

b) pelos incrédulos: Blasfemar-(At.7:51) e resistir ao seu poder-(Mt.12:31-32)-contra sua obra regeneradora.

O pecado contra o Espírito Santo não tem perdão, pois Ele é o mediador entre nós e Cristo.

Quem teme esse pecado, “não o cometerá”.

11) DIFERENÇA IMPORTANTE: DOM DO ESPIRITO E DONS DO ESPIRITO:

DOM: 1) Capacidade ou talento que o Espírito Santo concede aos servos de Deus para uso em favor dos outros (Hb 2.4, RC; 1Pe 4.10). No NT há duas listas de dons: Rm 12.6-8 e 1Co 12.4-10. 2) Presente (Ef 2.8). 3) Oferta (Hb 5.1).

 

A)                                   Conceitos:

DOM DO ESPIRITO- Concessão do Espírito aos crentes, conforme ministrado por Cristo glorificado (At.2: 33);

DONS DO ESPIRITO - Capacidades sobrenaturais concedidas pelo Espírito para ministérios especiais. Paulo tala dos dons espirituais em três aspectos:

charismata-variedade de dons pelo mesmo espírito (1Co.12:4,7);

diakonai - variedade de serviços prestados na causa do mesmo Senhor;

energimata - variedade de poder do mesmo Deus que opera tudo em todos.

B) Propósito Principal dos dons-São capacidades espirituais concedidas com o propósito de edificar a Igreja de Deus, instruindo os crentes e ganhando novos convertidos. (Ef.4:7-1 3).

C) Maneira de Recepção:

a)perseverar unânime em oração e súplicas.(At.1:14);

b)Iigada às orações de obreiros cristãos.(imposição de mãos)-(AL.8:1 5,17);

c) orações em comum na igreja. (At.4:31 )“Moveu-se o lugar”=algo espiritual e sobrenatural foi sinal naquele lugar, no dia de Pentecostes.

d)Derramamento espontâneo em corações purificados pela fé (At.10:44;15:9);

e) Como esse batismo é um dom (At. 10:45) O crente pode requerer diante do trono da graça o cumprimento da promessa de Jesus (Lc.11:13).Como pecadores,aceitamos a Jesus para salvação e como crentes, o Espírito Santo para poder e consagração.

f) Oração individual. Saulo orou e jejuou 3 dias para receber (at.9:9-17);

g)Obediência:O Espírito Santo é a pessoa que Deus dá aqueles que lhe obedecem (At.5:32).

 

 

12) CLASSIFICAÇÃO DOS DONS DO ESPÍRITO SANTO:

(1 Co.12:8-10) – Nove (9) Dons,divididos em 3 grupos:

 

*Aqueles que concedem poder para saber sobrenaturalmente:

Palavra de Sabedoria, Palavra de Ciência e de discernimento;

 

*Aqueles que concedem poder para agir sobrenaturalmente:

fé (diferente da fé natural), milagres e curas (divinas).

 

* Aqueles que concedem poder para falar sobrenaturalmente:

profecia, línguas estranhas e interpretação dessas línguas.

 

A)Classe de Dons para poder para saber sobrenaturalmente:

 

*PALAVRA DE SABEDORIA: logov logos sofia sophia Habilidade/capacidade sobrenatural para expressar conhecimento.

(Características:)

a) Aplicada na arte de interpretar sonhos e dar conselhos sábios. (At. 7: 10);

b) Inteligência para esclarecer o significado de algum número ou visão misterioso (Ap.13:18;17:9);

c) Prudência em tratar de assuntos:(At.6:3);

d) Habilidade santa no trato de pessoas fora da Igreja (Cl. 4:5);

e) Jeito e discrição em comunicar verdades cristãs (Cl.1:28);

f) Conhecimento e prática para uma vida piedosa e reta (Tg.1:5; 3:13,17).

g) Conhecimento e habilidades necessários para uma defesa eficiente da causa de Cristo (Lc.21:15);

h)Conhecimento prático de coisas divinas e de deveres humanos, unindo a aplicação bíblica. (Mt.13:54; Mc.6:2;At.6:10)

i) Sabedoria com que João Batista e Jesus ensinavam aos homens o plano da salvação (Mt.11:19).

OBS:São Pessoas sensíveis, com discernimento, práticas, sábias, justas, com experiência, com bom senso;

Cuidados: Podem falhar; não devem ser o centro da dependência alheia; precisam ser longânimas com os que não tem o dom. Versículos: (Jr.9:23-24; 1Co.2:3-16; 1Co.12:8; Tg.3:13-18).

*PALAVRA DA CIENCIA: logov logos gnwsiv gnosis – Pronunciamento ou declaração de fatos inspirados de modo sobrenatural.

(Características:)

a)Conhecimento de Deus tal como é oferecido nos evangelhos (2 Co.2:4)-Ex. Paulo (2Co.10:5);

b) Conhecimento das coisas que pertencem a Deus (Rm.11:13);

c) Inteligência e entendimento (Ef. 3:19);

d) Conhecimento da fé Cristã (Rm.15:14; 1Co.1:5);

e) Conhecimento mais profundo, mais perfeito e mais amplo da vida cristã, mais avançada. (1Co.12:8; 13:2,8; 2Co.6:6; 8:7; 11:16);

f)Conhecimento mais elevado das coisas divinas e cristãs das quais os falsos mestres se gabam. (1Tm.6:20);

g) Sabedoria moral como se demonstra numa vida reta (2 Pe.1:5);

h)Sabedoria moral nas relações com os demais (1Pe.3:7);

i) Conhecimento concernente às coisas divinas e aos deveres e segredos dos seres humanos. (Rm.2:20; Cl.2:3);

Diferença:Sabedoria x Ciência: Ciência é o conhecimento profundo em si e sabedoria é o conhecimento prático (habilidade/ação).

OBS: São pessoas curiosas, sensíveis, observadoras, com discernimento, reflexivas, estudiosas e verdadeiras.

Cuidados: Para não se ensoberbecer, lembrar-se que a mensagem é de Deus e ter responsabilidade com o conhecimento adquirido. (Mc.2:6-8: Jo.1:45-50; 1Co.12:8).

 

*DISCERNIMENTO DE ESPIRITOS: diakrisiv diakrisis pneuma pneuma – Habilidade/capacidade sobrenatural para diferenciar a inspiração verdadeira do Espírito Santo,da falsa,oriunda do homem da carnes ou de espíritos malignos enganadores (demônios)

(características:)

a) Capacita o possuidor determinar se o profeta está falando ou não pelo Espírito de Deus.

b) Faz o possuidor “enxergar” todas as aparências exteriores e conhecer a verdadeira natureza de uma inspiração.

c) Operação do dom de discernimento pode ser examinada de duas formas: doutrinária (1Jo.4:1-6) e a prática (Mt.7:15-23).

d) Dom capacita alguém a discernir o caráter espiritual de uma pessoa.

OBS:Diferente da percepção humana e da critica pessoal humana.

e) Operação do dom ilustrada em: Jo:1:47-50; 2:25; 3:1-3; 2Rs.5:20-26; At. 5:3; 8:23; 16:16-18).

São Pessoas Perceptivas, com discernimento, sensíveis, intuitivas, decisivas, desafiantes e verdadeiras.

Cuidados: Podem ter dificuldade em saber como expressar suas percepções e sentimentos; podem ser duras ao confrontar pessoas em vez de falar de amor; Precisam confirmar suas percepções antes de comunicá-las. (Mt.16:21-23; At.5:1-4; 1Co.12:10).

 
B)Classe de Dons para poder para agir sobrenaturalmente:

*FE:(ESPECIAL, diferente da Fé Salvadora e da confiança em Deus)-(Hb.11:6) pistiv pistis

(Características:)

Em Ef.2:8, a fé salvadora é dada como dom, no sentido de favor imerecido (Graça), diferenciando de obras, diferente de dotação especial do Espírito Santo (1Co.12:9).Conforme Mc.11:22 e Mt.17:20, é qualidade de fé miraculosa e sobrenatural.

Exemplo de aplicação deste dom: (1 Rs.18:33-35;At.3:4.)

São pessoas com atitude de oração, otimistas, confiantes, crédulas, positivas, estimulantes dos outros e esperançosas.

Cuidados: Precisam agir de acordo com a fé, precisam ouvir e considerar o conselhos e planos de outros crentes cheios do Espírito Santo. (Rm.4:18-21; 1Co.12:9; 13:2; Hb.11:1.).

*OPERAÇÃO DE MlLAGRES: energhma energema dunamiv dunamis – ”Obras de Poder” (Jo.14:12; At.1:8).Milagres em Éfeso. (At.19:11,12; 5:12-15);

(Características:)

a) Falam a verdade de Deus autenticada por sinais;

b) Expressam a confiança na fidelidade, capacidade da presença de Deus;

c) Transmitem o ministério e mensagem de Jesus com poder;

d) Reconhecem e glorificam Deus como fonte de milagre;

e) Representam Cristo e induzem pessoas a terem relacionamento com Deus.

OBS:São pessoas ousadas, corajosas, com autoridade divina, tementes a Deus, convincentes, em atitude de oração e sensíveis;

Cuidados: Precisam saber que o milagre veio pela fé; não devem encarar dom como responsabilidade pessoal porque Deus determina o local e o tempo da manifestação de suas obras; Devem ter cuidado para não clamar pela manifestação poderosa de Deus por motivos puramente pessoais. (Lc.5:1-11; Jo.2:1-11; 1Co.12:10, 28,29).

*DONS DE CURAR: carisma charisma iama iama – (Plural-variedade de curas: emocional, relacional, espiritual, física, etc.) Restaurar instantaneamente-

(Características):

a)usado por Deus para, de maneira sobrenatural, dar saúde a enfermos por meio da oração.”dom-sinal”, de valor especial ao evangelista para atrair o povo ao evangelho (At.8:6,7; 28:8-10);

b) deve-se dar lugar à soberania de Deus e à atitude e condição espiritual do enfermo, não se supondo que todos serão curados, pois pode haver incredulidade. (Mt.13:58)

Todos podermos orar por enfermos (Mc.16:18;Tg.5:14).

São pessoas com compaixão, confiança em Deus, atitude de Oração, cheios de fé, humildes, sensíveis e obedientes. (Mc.2:6-8; Jo.1:45-50;1Co.12:8).

3)Classe de Dons para poder para falar sobrenaturalmente:

* PROFECIA: profhteia propheteia – Expressão vocal inspirada por Deus (Falar Antes).(Características:)

a) podem ser mediante revelação, sonho, visão ou Palavra de Deus, inspirando no momento, para exaltar e adorar a Cristo, admoestar exortativamente, confortar e encorajar o s crentes.

b) Se distingue da pregação comum porque é resultado da inspiração espiritual espontânea.

c)a Pessoa que tem esse dom é constituído como profeta (At.15:32; 21:9; 1Co.14:3);

d) O propósito do dom é edificar, exortar e consolar os crentes (1Co.14:3).

e)A profecia não está no mesmo nível das escrituras. Devemos provar e julgar as mensagens proféticas (1Co.14:29)-Pode ser sua mensagem de autoria meramente humana(Jr.23:16; Ez.13:2,3).

f) Em 1 Ts.5:19-20, trata-se da operação do dom de profecia. Provemos a mensagem, retenhamos o bem e deixemos o mal.

g) Notemos que Deus vivifica a profecia (1Co.14:14), podendo ser usada na 1a. e 3a. pessoa do singular (Lc.1 :67-79).

São pessoas com discernimento, constrangedoras, não comprometedoras da verdade, falam abertamente, com autoridade, convicção e confrontam as pessoas (No Espírito).

Cuidados: Devem transmitir mensagem com amor e compaixão, sabendo que poderão ser rejeitadas; precisam evitar orgulho e ter discernimento e apoiar no Evangelho as mensagens proféticas. (Rm.12:6; 1Co.12:10, 28; 13:2; 2 Pe.1:19-21). Profeta no A.T. era ministério e no N.T. é dom de profecia.)
*LINGUAS ESTRANHAS(IDIOMAS)- genov genos glwssa glossa – Variedade de Línguas-Poder de falar sobrenatural uma língua nunca aprendida por quem fala.

(Características):

Duas classes:Louvor em êxtase dirigido a Deus somente (1Co.14:2); Mensagem definida para a Igreja (1 Co.14:5).

OBS: Línguas como sinal difere do dom de línguas:Sinal é para todos (At.2:4); Língua é para quem tem dom (1Co.12:30)-São pessoas sensíveis, em atitude de oração, confiantes, dedicadas, espontâneas e receptivas.

Cuidados: Devem permanecer caladas na igreja ou falando baixo, se não houver interpretação; Não devem  esperar que outros manifestem este dom como autenticação do Espírito; Devem lembrar que todos os dons são para edificação da Igreja. (At.2:1-11; 1Co.12:10; 28-30; 13:1; 14:1-39; Mc.16:17).

OBS:1 Co.13:8-O amor(fruto) nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão;havendo ciência, desaparecerá.

Porque,em parte, conhecemos e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado”-refere-se à 2a. vinda de Jesus e não ao aparecimento das Escrituras.

ESSE DOM NAO DEVE SER PROIBIDO NAS IGREJAS (Pelo menos nas que realmente crêem e entendem o que está escrito na Bíblia).
* INTERPRETAÇAO DE LINGUAS ESTRANHAS: ermhnia hermeneia glwssa glossa – (Tornar inteligível as expressões do êxtase inspirados pelo Espírito que se pronunciou em língua desconhecida para torná-la comum ao povo congregado.

(Características):

a)Operação puramente espiritual, não provendo do intelecto.

b)A interpretação é inspirada, extática(êxtase consciente) e espontânea.

OBS: Línguas com interpretação toma o valor da profecia (1Co.14:5)-Línguas são um sinal para os incrédulos (1Co.14:22).

São pessoas obedientes, responsivas, dedicadas, sábias, com discernimento e espiritualidade sensível.

Cuidados: Devem lembrar que a mensagem interpretada deve refletir somente a vontade de Deus, este dom deve promover a edificação da Igreja e deve acontecer de forma ordenada. (1Co.12:10; 14:5; 14:26-28).

O milagre de Deus ocorre pela mensagem apropriada às vidas presentes, que serão alcançadas.

* Outros (talentos/dádivas),não necessariamente ligados ao Batismo no Espírito Santo,agindo em qualquer crente:

* Administração: Conduzir e fazer funcionar o ministério (Ex.18:13-26; At.6:1-7; 1Co.12:28);

*Apostolado:Iniciar e supervisionar Igrejas-(At.13:2,3; Rm.1:5; 1Co.12:28,29; Ef.4:11,12);

* Artesanato:Elaborar criativamente itens/adornos para serem usados.(Ex.31:3; 35:31-35; 2 Rs.22:5,6; At.9:39).

* Comunicação Criativa:Através da arte. (2Sm.6:14,15; SI.150:3-5); Mc.4:2,33.

* Encorajamento:Fortalecer, consolar e estimular outros.(At.11:22-24; At.15:30-32; Rm.12:8);

* Evangelismo:Levar as boas-novas eficazmente.(Lc.19:1-10; At.8:26-40; Ef.4:11);

* Contribuição:Dar recursos para a obra do Senhor,com amor.(Ex.35:21;Lc.21:1-4 Rm.12:8;2Co.6:8);

* Serviço:Realizar tarefas práticas/necessárias(apóia e supre outros).(At.6:1-4;Rm.12:7; Rm.16:1-2;1Co.12:28);

* Hospitalidade: Cuidar, alimentar e acomodar pessoas,quando preciso. (Rm.12:13; Hb. 13:1-2;1Pe.4:9-10);

* Intercessão:Orar regularmente por pessoas,com resultados. (Jo.17:9-26; Rm.8:26-27; Cl.1:9-10; 4:12; 1Tm.2:1-2);

* Liderança:Motivar e direcionar povo com harmonia aos propósitos divinos. (Lc.22:35-36; Rm.12:8; Hb.13:17);

* Misericórdia: Ajudar(alegre),na prática os que sofrem e necessitam. (Mt.5:7; Mc.10:46-52; Lc.10:25- 37; Rm.12:8);

* Pastorado: Nutrir, cuidar e guiar o povo à maturidade espiritual. (Jo.10:1-18; Ef.4:1 1,12; 1 Pe. 5:1-4);

.* Ensino: Entender e explicar claramente a Palavra de Deus.Versículos:At.18:24-28; Rm. 12:7; 1Co.12:28,29; 2 Tm. 2:2.

 * Canto:Salmos e hinos espirituais(melodias inspiradas)e congregacionais aos corações. (Ef.5:18,19);

 
13) REGULAMENTO DOS DONS:

Devem ser regulados para edificar a Igreja:

a)Valor proporcional-pela edificação na Igreja;

b) Edificação- para encorajar e converter;

c) Sabedoria – Com bom senso(sem meninices);

d) Autodomínio-Controle e educação espiritual; e)Ordem: saber render-se ao Espírito(sentir o mover’);

e)Suscetível de ensino-Humildade e mansidão para aprender uns com os outros.

No primeiro século, o Espírito Santo era muito conhecido na Igreja, mas hoje, há grande descuido quanto à sua obra e manifestação.

OBS 2:Manifestação é diferente de reação: Entendamos suas manifestações nas reuniões e as reações nas pessoas(natureza frágil).

AULA 12 – ANJOS E DEMÔNIOS:

 

Anjos são Mensageiro de Deus (1Rs 19.5-7).

Os anjos são espíritos que servem a Deus e ajudam os salvos (Hb 1.14).

Foram criados santos, mas alguns se revoltaram contra Deus (Jd 6; 2Pe 2.4).

Em algumas passagens bíblicas Deus e o Anjo do SENHOR (de Javé) são a mesma pessoa (Gn 16.7-13; 22.11-18; Êx 3.2-22; Jz 6.11-24).

1) CONSIDERAÇÕES INICIAIS:

O QUE SÃO ANJOS? Mateus 1:18-25 – Projetando ele isto, em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. (Mt. 1:20)

 

OS ANJOS SÃO SERES CRIADOS PARA O PROPÓSITO DE DEUS:

A concepção e o nascimento de Jesus Cristo são eventos sobrenaturais, além do raciocínio ou da lógica humana (veja Mateus 2:13, 19; Lucas 1:11, 26; 2:9).

Anjos são seres espirituais criados por Deus que ajudam a levar a sua obra aqui na terra.

Eles trazem as mensagens de Deus para as pessoas (Lucas 1:26), protegem o povo de Deus (Daniel 6:22), encorajam as pessoas (Gênesis 16:7), dão orientação (Êxodo 14:19), executam punições (2 Samuel 24:15-17), patrulham a terra (Zacarias 1:9-14) e lutam contra a força do mau (2 Reis 6:16-18; Apocalipse 20:1-2).

Existem anjos bons e maus (Apocalipse 12:7), mas porque os anjos maus estão aliados com o diabo, ou Satanás, eles tem menos poder e autoridade do que anjos bons. Eventualmente, o maior papel dos anjos vai ser de oferecer louvores a Deus (Apocalipse 7:11-12; Lucas 1:5-20 – Respondeu-lhe o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para falar-te e dar-te estas alegres novas. (Lc.1:19)

OS ANJOS SERVEM COMO MENSAGEIROS DE DEUS:

Os anjos são seres espirituais que vivem na presença de Deus e fazem a sua vontade. Somente dois anjos são mencionados pelo nome nas escrituras – Miguel e Gabriel – mas há vários que atuam como mensageiros de Deus.

Aqui, Gabriel deu uma mensagem especial a Zacarias (1:19). Isso não foi um sonho ou uma visão.

O anjo apareceu numa forma visível e falou palavras audíveis para o sacerdote. ( Mateus 18:10-14-Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos. Pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus.

OS ANJOS SÃO GUARDIÕES ESPECIAIS:

A nossa preocupação com crianças tem que ser igual a maneira com que Deus as trata.

Certos anjos são incumbidos de cuidar de crianças e eles tem acesso direto a Deus.

Há culturas em que as crianças não são levadas em conta, são ignoradas ou abortadas.

Se os seus anjos tem acesso direto a Deus, o mínimo que podemos fazer é permitir que as crianças se aproximem de nós com facilidade apesar de nossas agendas lotadas (Hebreus 1:1-14-Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação?

OS ANJOS TEM VÁRIAS FUNÇÕES:

Os anjos são seres espirituais criados por Deus e debaixo de sua autoridade (Colossenses 1:16).

Eles tem várias funções: servir aos que crêem (Hebreus 1:14), proteger os necessitados (Mateus 18:10), proclamar a mensagem de Deus (Apocalipse 14:6-12) e executar a punição de Deus (Atos 12:1-23; Apocalipse 20:1-3).

2) CONCEITOS BÍBLICOS: ANGELOLOGIA: Doutrina dos Anjos (Mensageiros de Deus à serviço de Israel e da Igreja de Jesus):

ANJOS: Existência ensinada nos 34 livros da Bíblia;ocorre 286 vezes.Cristo sabia deles e ensinava várias vezes(Mt.1 8:1 O;26:53);

 

NO ANTIGO TESTAMENTO:

* Kalm mal’ak – mensageiro, representante; o anjo teofânico. (Gn.19:1);

 

NO NOVO TESTAMENTO:

* aggelov aggelos – trazer notícias – um mensageiro, embaixador, alguém que é enviado, um anjo, um mensageiro de Deus. (Mt.4:6);

3) QUANTO À CRIAÇÃO:

Representa 3 Características Importantes:a)Fato(C11:16); b)Tempo (Jô.38:6-7); c)Estado(Judas 6);

 

4) NATUREZA:

a)Criaturas-Criados,antes do homem,pelo poder de Deus,cujo”Pai”é Deus (Jó.1:6).Recusam adoração (Ap.19:10) e ao homem é proibido adorá-los (Cl.2:18).

b)Espíritos – não limitados às condições naturais e físicas,muito rápidos; aparecem e desaparecem à vontade; podem assumir formas humanas visíveis.(Gn.19:1-3;Hb.1:4).

c) Imortais-não estão sujeitos à morte (Lc.20:34-36);

d)Numerosos-Número muito grande (Dn.7:10; Mt.26:53; Lc.2:13; Hb.12:22); Deus é o Senhor dos Exércitos.

e)Sem sexo-Apesar de descritos como varões,significando autoridade,não propagam sua espécie (Gn.18:1-2;Mc.12:25;Lc.20:34,35);

f)Podem se aparentar com forma de mulheres(Zc.5:9);

g) Distintos dos Seres humanos (Sl.8:4-5);

h) Poderosos (2Pe.2:11;Sl.103:20);

5)PERSONALIDADE: Têm: a)Intelecto (1Pe.1:12); b) Emoções (Lc.2:13); c) Vontade Própria (livre arbítrio)(Judas 6).

 
6)CARÁTER: a)Obedientes-Não questionam nem vacilam-(Sl.103:20;Jd.6 e 1Pe.3:22); b)Reverentes – Adoradores (Ne.9:6; Fil.2:9-11; Hb.1:6); c)Sábios-”Como um anjo…p/ discernir o bem e mal-ditado israelita (2Sm.14:17).”-Sua inteligência excede às dos homens aqui;não discernem os pensamentos(1 Rs.8:39);Seus conhecimentos dos mistérios da graça são limitados(1 Pe.1:12). d)Mansos – Sem ressentimentos ou injúrias-(2Pe.2:11 Jd.9); e)Santos-Separados por Deus para Ele – Anjos Santos.(Ap.14:10);

7)CLASSIFICAÇÃO:Em posto e atividade (exércitos); (1Pe.3:22) ..anjos,autoridades, potências…”; (Cl.1:16;Ef.1:20,21);

a) Anjo do Senhor – Ser incriado: Nome dado ao Senhor Jesus, antes de ser encarnado em Maria.Características: Pode perdoar ou reter pecados (ls.63:9; Ex.23:21); *0 Nome de Deus está nEle – Seu Caráter revelado(Ex.23:20-23)e a presença de Deus-Rosto de Jeová – (Ex.32:34;Ex.33:14;ls.63:9);Jacó identificou o anjo como o próprio Deus. (Gn.32:24-30; 48:15,16);

b) Arcanjo: arcaggelov archaggelos – Miguel é mencionado como o anjo principal (Jd.9;Ap.12:7;1 Ts.4:16), como protetor da nação israelita (Dn.12:1);

c) Gabriel é mencionado como classe muito elevada, diante de Deus. (Lc.1:19), como mensageiro importante do Reino de Deus (Dn.8:16;9:21).

d)Primeiros Príncipes (Principados)ou Anjos das Nações-(Dn.10:13)Cada nação tem seu anjo protetor, podendo ser bom ou mal (Ef.3:10; Cl.2:15; Ef.6:12);

d)Anjos Eleitos-Anjos que permaneceram fiéis a Deus durante a rebelião de satanás. (1 Tm.5:21; Mt.25:41)

e)Anjos da Guarda: Para todos (Hb.1:14); Para crianças (Mt.18:10);

f)Querubins: bwrk k@ruwb – Xeroubin cheroubim – Classe elevada de anjos com propósitos retribuitivos (Gn.3:24) e redentores(Ex.25:22) – Rostos implicam perfeição de criaturas(Rostos): força de leão; inteligência de homem; rapidez de águia;serviço semelhante ao do boi.(Assegura-se que a própria criação será libertada do cativeiro da corrupção-(Rm.8:21)-Ligados à santidade de Deus.

g)Serafins: = Prs saraph -  “ardentes”-(ls.6)-Ordem elevada de anjos com ardente amor a Deus. São ligados à adoração a Deus.

 
8)OBRA E MINISTÉRIOS
: 1)Agentes de Deus – Executores de pronunciamentos de Deus(Gn.3:24;Nm.22:22-27;Mt.1 3:39-41,49;16:27;24:31; Mc.13:27; Gn.19:1; 2 Sm.24:16; 2Rs.19:35;At.12:23); 2)Mensageiros de Deus-(Anjo significa Iiteralmente ”mensageiro”). Por meio dos anjos, Deus envia: a)Anunciações:(Lc.1:11-20;Mt.1:20,21);b)Advertências (Mt.2:13;Hb.2:2);c)lnstrução(Mt.28:2-6;At.10:3;Dn.4:13-17); d)Encorajamento (At.27:23; Gn.28:12); e)Revelação (At.7:53;Gl.3:19;Hb.2:2; Dn.9:21-27; Ap.1:1);3)Servos de Deus – espíritos ministradores enviados para:a)servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação(Hb.1:14);b)sustentar (Mt.4:11;Lc.22:43;1Rs.19:5);c)preservar (Gn.16:7; 24:7; Ex.23:20; Ap.7:1); d)resgatar (Nm.20:16; Sl.34:7;91:11; Is.63:9; Dn.6:22; Gn.48:16; Mt.26:53); d)interceder (Zc.1:12; Ap.8:3,4);e)para servir aos justos depois da morte (Lc.16:22);

OBSERVAÇAO:”Doutrina de Anjos Protetores”-Com base em Mt.18:10 e At.12:1 5, os cristãos primitivos acreditavam que cada crente teriam um anjo especial designado para guardá-lo e protegê-lo durante a vida; a única coisa que se sabe é que promessas de ajuda por parte de anjos são numerosas e claras para ajudar os crentes.

 

CUIDADO: Anjos de Deus não entram em corpos de crentes, pois têm corpo celeste; Quando se diz que alguém foi usado como anjo,”mistérios de Deus”, implica que o Espírito Santo usou como anjos “mensageiros”. e nunca que o anjo entrou em alguém.Evangelho não é espiritismo.

9)DESCREVENDO OS MINISTÉRIOS:

A)QUANTO A JESUS CRISTO:

1)Predisseram nascimento(Lc.1:26-33);

2)Anunciaram nascimento (Lc.2:13);

3)Protegeram a criança (Mt.2:13);

4)Fortaleceram Jesus após tentação (Mt.4:11);

5)Preparados para defende-lo (Mt.26:53);

6) Confortaram-no no Getsemani (Lc.22:43);

7)Rolaram a Pedra do Sepulcro(Mt.28:2);

8)Anunciaram a Ressurreição de Jesus.

 

B)QUANTO AOS CRENTES(IGREJA):

1) Ministério Geral de Ajuda (Hb.1:14);

2)Envolvidos com respostas de orações (At.12:7);

3)Observam as experiências dos Crentes(1Co.4:9;1Tm.5:21);

4)Encorajam nas horas de perigo(At.27:23-24);

5)lnteressados nos esforços evangelísticos dos crentes (Lc.5:10; At.8:26); 6)Ministram aos justos na hora de sua morte (Lc.16:22; Jd.1:9)

 

C)QUANTO ÀS NAÇÕES:1)Miguel – relacionamento estreito com  lsrael (Dn.12:1); 2)Anjos:agentes de Deus na execução de sua providência (Dn.10:21); 2)Anjos estão envolvidos nos juízos da Tribulação (Ap.8,9,16).

 

D)QUANTO AOS DESCRENTES:

1)Anunciam juízos iminentes (Gn.19:13; Ap.14:6- 7);

2)Inflingem o juízo divino (At.12;23);

3) Agem como ceifeiros na separação definitiva no fim dos tempos (Mt. 13:39).

 

B) SANATOLOGIA – Doutrina sobre satan (pai da Mentira):

1)EXISTENCIA: Uma de suas maiores armas é a mentira sobre si mesmo.Sua existência é ensinada em sete livros do Antigo Testamento e por todos os autores do Novo Testamento. Cristo reconheceu e ensinou sobre a existência de satanás (Mt.13:39; Lc.10:18;11:18).

A concepção do diabo com chifres, pé de cabra e aparência horrível não é bíblica, mas pagã; afinal, a 2a. mentira dele é justamente negar a sua própria aparência.

A terceira mentira dele é que o contrário de Deus é diabo; Deus não tem contrário, pois é único.

De acordo com as escrituras, Satanás era Lúcifer(O que leva a Luz)-O mais glorioso dos anjos, mas ele aspirou ser como o Altíssimo e caiu na condenação do diabo (1Tm.3:6).- ls.14:12-15;Ez.28:12-19-Os reis de Babilônia e Tiro inspiram a queda do diabo: Motivos Práticos:EIes reinvindicavam adoração como seres divinos, o que é blasfêmia (Dn.3:1-12;Ap.13:15; Ez.28:2; At.12:20-23) e faziam de seus súditos, jogo de ambição cruel. Lição Prática:

Se Deus castigou o orgulho deste anjo rebelde, não castigará a todos os que se atrevam a afrontá-Io?

O diabo quis contagiar o primeiro casal com a semente do orgulho(Gn.3:5; ls.14:14); quer ser adorado como deus deste mundo(Mt.4:9;2Co.4:4); e anticristo (Ap.13:4).

Como castigo, satanás foi lançado do céu,com o grupo de anjos que havia alistado em sua rebelião. (Mt.25:41; Ap.12:7; Ef.2:2; Mt.12:24).

2)DESIGNAÇÔES:A)NOMES:

1)satanás(adversário) – Njs satan – satanav satanas lntentos maliciosos e persistentes para obstruir os propósitos de Deus (1Cr.21 :1) – OBS: ele quer destruir a igreja de duas maneiras: a) interiormente (falsos ensinos)-(1Tm.4:1; Mt.13:38,39) e b) exteriormente (Perseguição)-(Ap.2:10); 

2)diabo(difamador/caluniador)- diabolov diabolos – Mt.4:1;ele calunia:a)Deus- (Gn.3:2,4,5); b)homem (Ap.12:10; Jó.1:9;Zc.3:1,2; Lc.22:31);

3)lúcifer (fiIho da alva); -

4)belzebú beelzeboul Beelzeboul ou  beelzeboub  – senhor da casa – (maioral dos demônios – Mt.12:24);

4) beliaI  leylb b@liya‘al  - companheiro vil;(lndignidade- Perversidade-2 Co.6:15);

4)destruidor-Apollyon(Grego)/Abaddon-(hebráico)-Ódio contra o criador e suas obras,querendo ser o deus da destruição(Ap.9:11)

B)TITULOS:

a)Maligno-mundo no poder e influenciado por ele(1Jo.5:19 e 1 Jo.2:16);

b)Tentador – significa provar ou testar, diferente de Deus, que prova homens para o bem, ele prova para destruir. (1Ts.3:5;Mt.4:3);

c)príncipe e deus deste mundo-influente na sociedade organizada fora ou à parte da vontade de Deus.”

Mundo jaz no maligno”, nas atividades humanas baseada na fama, prazer e bens.com falsas idéias de prazer, honra, riqueza e dignidade(materialismo) (Jo.12:31; 2Co.4:4; Ef.2:2); d)Acusador de nossos irmãos (Ap.12:10);

C) SUAS REPRESENTAÇÕES: serpente (Gn.3:1 e Ap.12:9); dragão (Ap.12:3): anjo da luz (2Co.11:4).

3)CARÁTER:1)Criatura (Ez.28:14):b)espírito(Ef.6:11-12):c)era querubim (Ez.28:14);d )Era um anjo exaltado(Ez.28:12);

 
4)PERSONALIDADE:
Traços de ldentidade:

1)lntelecto (2 Co.11:3);

2)Emoções (Ap.12:1 7);

3)Vontade (2Tm.2:26);

4)Moralmente penalizável por seus atos(Mt.25:41);

5)Descrito por pronomes pessoais.(Jó.1:6);

6)homicida (Jo.8:44);

7)Mentiroso(Jo.8:44);

8)pecador(1 Jo.3:8);

9)Acusador(Ap.12:10);

10)Adversário(1Pe.5:8);

11)Presunçoso (Mt.4:4,5);

12)Orgulhoso (1Tm.3:6);

13)Poderoso(=forte,diferente de todo-poderoso, quem é somente Deus) (Ef.2:2);

14)maligno (Jó.2:4);

15) Astuto (Gn.3:1;2Co.11:3);

16) Enganador (Ef.6:11);

17)feroz e cruel(1Pe.5:8).

 

5)ATIVIDADES/ATUAÇOES:

1)QUANTO À OBRA DE JESUS:

a)Causa conflito(Gn.3:15);

b)Tenta(Mt.4:1-11);

c)usa pessoas contra a obra (Mt.2:16; Jo.8:44; Mt.16:23);

d)Usou Judas(Jo.13:27).

2)QUANTO AOS CRENTES:

a)O tenta a mentir (At.5:3);

b)Acusa e difama (Ap.12:10);

c) dificulta o trabalho (1Ts.2:18);

d)Usa demônios para derrotar o crente (Ef.6:11-12);

e)O tenta à imoralidade (1Co.7:5);

f) Semeia joio entre eles (Mt.13:38-39);

g) lncita perseguições (Ap2:10);

h)Perturba a obra (1Ts.2:18);

i)opõe-se à Obra (Mt.13:19;2 Co.4:4);

j)aflige os santos (16.1:12);

k)Tenta os santos de Deus (1Ts.3:5);

3)QUANTO AOS DESCRENTES/NAÇÕES:

a)domina (Lc.22:3);

b)cega (2 Co.4:4);

c)engana (Ap.20:3.7):

d)laça (1Tm.3:7);

e)arrebata a Palavra (Lc.8:12);

f)reúne para o Armagedon (Ap.16:13-14).

 
6)LOCAIS DE SUA ATUAÇAO:
Não somente entre ímpios, mas muitas vezes age como anjo de luz (2 Co.11:4), assistindo reuniões religiosas, como ajuntamento de anjos (Jó.1), visando implementar uma doutrina de demônios (1Tm.4:1), estando nas igrejas pretendendo transformá-la em Sinagoga de satanás(Ap.2:9), agindo como “ministro de justa”(2 Co.11:15).

 
7)O PORQUÊ DE SUA IRA:Ele aborrece a imagem de Deus em nós, odeia nossa natureza humana com que se revestiu Jesus. Odeia a glória externa de Deus; iremos aos céus, seremos semelhantes a Cristo e somos filhos de Deus e por isso,o diabo nos inveja.

8)SEUS LIMITES: Reconheçamos que ele é forte para os que cedem à tentação, mas não exageremos seu poder;

a)ele é derrotado (Jo.12:31);

b)ele é covarde(Tg.4:7);

c) (Não é onisciente/infinito;

d)Pode ser resistido pelo crente (Tg.4:7);

e)Deus o limita (Jó.1:12);

f)Não pode, sem a permissão de Deus: tentar(Mt.4:1); afligir (Jó.1:16); matar (Jó.2:6; Hb.2:14);ou tocar no crente.

9)DEFESA DO CRENTE CONTRA ELE:

a)Temos a constante Intercessão de Cristo (Jo.17:15);

b)Deus pode usar o diabo para propósitos benéficos na vida do crente(2 Co.12:7);

c)Não devemos falar do inimigo com desprezo, para não cairmos no mesmo pecado(Judas 8- 9);

d)Sempre vigiar(1Pe.5:8);

e)Devemos resistir(Tg.4:7);

f)Devemos usaras armaduras espirituais (Ef.6:11-18).

 

10)SEU DESTINO OU JUIZO: EM QUEDA CONSTANTE:

a) No princípio, expulso do Céu (Entre Gn.1:1 e 2, com sua queda, terra que foi feita por Deus bela,tomou-se sem forma e vazia com queda de lúcifer. (Luc.10:18); Ez.28:16;Is.14:18-19);

b)julgado no Éden (Gn.3:14-15);

c) julgado na cruz (Jo.12:31);

d) Expulso dos céus na 1/2 da tribulação (Ap.12:9,13);

e) Preso no abismo no lnício (Milênio-Ap.20:2);

f) Lançado no Geena,ou lago de fogo, para sempre. (fim do milênio-Ap.20:10).

g) seu pecado – (Is.14:12-20 e Ez.28: 16-19).

C)DEMONOLOGIA: Doutrina dos demônios (espíritos malignos):

Espírito imundo (Lc 9.1), muito astuto, que se opõe a Deus e ataca as pessoas com todo tipo de males (Mc 7.26).

Demônio é um anjo que se rebelou contra Deus ao seguir as ordens de Satanás.

Os demônios executam as ordens de Satanás e tentar induzir as pessoas a desobedecerem o desejo de Deus.

Quando eles entram realmente na vida dos seres humanos, isso é chamado de possessão demoníaca.

Há muitos exemplos na Bíblia e uma grande parte do trabalho de Jesus na terra envolveu a cura de pessoas controladas pelos demônios.

QUEM SÃO OS DEMÔNIOS

A palavra demônio é de origem grega e significa “falsa deidade” (I Coríntios 10:20).

Qualquer deidade que não seja o Deus verdadeiro é um espírito que se opõe a Ele, logo é um espírito do mal ou um demônio.

Há só um diabo, que é conhecido por uma variedade de nomes e títulos na Bíblia.

O diabo governa sobre todos os outros demônios, que lhe são sujeitos.

Muitas vezes na Bíblia a palavra “espírito” é usada por demônio, com um descritivo.

Por ex. a Bíblia menciona “espírito do mal” (Atos 19:12-13), “espírito imundo” (Mateus 10:1, Marcos 1:23, 26; Atos 5:16), “espírito de enfermidade” (Lucas 13:11) e “espírito mudo e surdo” (Marcos 9:25).

Alguns demônios possuem o espírito de assassinato, suicídio, medo ou mentira, o que os associa com vários pecados ou atitudes contrários à vontade de Deus.

Demônios são seres criados.

São imortais e não podem voltar a ter seu relacionamento anterior com Deus.

Têm grandes poderes quando comparados a humanos, mas seus poderes não se comparam com o poder de Deus.

Deus nos deu autoridade sobre eles e os cristãos que crêem no poder de Jesus não podem ser conquistados pelo poder dos demônios.

O QUE FAZEM OS DEMÔNIOS

Os anjos foram criados para adorar e louvar a Deus, servi-lO e agir como seus mensageiros. A Bíblia afirma que eles são “espíritos enviados por Deus para cuidar daqueles que receberão salvação”(Hebreus 1:14).

Os demônios têm função similar, mas servem a um mestre diferente. São governados por Satanás, a quem servem sem temor.

Atuam nas vidas dos seres humanos, mas seu propósito é cumprir os esquemas de Satanás e fazer oposição a Deus.

Tentam, enganam e iludem as pessoas com a intenção de trazê-las para a condenação eterna.

Constantemente atacam, oprimem e acusam o povo de Deus.

Uma vez que Satanás não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, usa os demônios para executarem diferentes tarefas.

Por ex., na parábola do semeador (Mateus 13:3-9, Marcos 4:1-20, Lucas 8:4-15) os demônios arrancam fora a palavra antes que ela possa enraizar (Marcos 4:15).

Muitas vezes, Satanás promove o afastamento de algumas pessoas de Deus antes que façam um genuíno compromisso (Marcos 4:17).

Basicamente, os demônios trabalham de acordo com o padrão estabelecido por Satanás na sua tentação de Eva no Jardim do Éden.

Primeiro, negam a verdade da Palavra de Deus e contestam as afirmações que faz.

Em seguida, negam a realidade da morte.

Finalmente, apelam para a vaidade e orgulho humanos dizendo que homens e mulheres podem ser iguais a Deus ou mesmo serem deuses (Gênesis 3:1-5).

Esses são os métodos e ensinos básicos que estão por trás da maioria dos cultos e das falsas religiões.

O DESTINO FINAL DOS DEMÔNIOS

A Bíblia nos conta que Deus tomou os anjos que pecaram contra Ele e os “precipitou no inferno e os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo” (II Pedro 2:4).

Jesus falou sobre o fogo eterno preparado para o diabo e seus demônios. Também descreveu como as pessoas que não crerem nEle terão da mesma forma esse horrível destino na eternidade (Mateus 25:41).

Eventualmente Satanás e seus demônios serão lançados no lago de fogo (Apocalipse 20:10), que é o lugar de tormenta eterna para todas as pessoas cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida (Apocalipse 20: 12-15).

POSSESSÃO DEMONíACA

A possessão demoníaca ocorre quando um demônio ocupa o espírito de um ser humano. A Bíblia nos fala que demônios podem entrar no corpo de uma pessoa (Lucas 8:30, 22:3) a fim de controlar seus pensamentos e ações.

Todos os cristãos pertencem a Jesus Cristo e seus espíritos humanos são selados pelo Espírito Santo (Efésios 1:13).

Os demônios conhecem e reconhecem este selo.

Eles podem também entrar no corpo de animais (Marcos 5:13); são associados com livros de mágica (Atos 19:19) e ídolos (I Coríntios 10:19-21). Com freqüência causam doença ou deficiência física.

Envolvimento com cartas de tarô, horóscopos ou qualquer outra forma de adivinhações podem dar aos demônios a oportunidade de entrar na vida de um cristão.

Tais práticas podem ser inofensivas para a maioria das pessoas, mas Satanás usa as menores chances para obter vantagens sobre as pessoas.

MANIFESTAÇÃO

Com freqüência os demônios preferem se esconder para que possam exercer controle sem oposição. Possuem poderes sobrenaturais (Apocalipse 16:14) e exibem esses poderes através de suas vítimas (Marcos 5:4-5; 9:18-20).

Muitas vezes Jesus repreendeu os demônios para livrar pessoas que sofriam por suas possessões.

EXORCISMO

Expulsão de demônios ou exorcismo era uma parte normal do ministério de Jesus, que ordenou a seus seguidores que fizessem o mesmo.

Essa ordem nunca cessou e se faz ainda mais importante hoje uma vez que as forças do mal grassam com tanta intensidade no mundo.

Os seguintes princípios vêm da prática de Jesus, das Escrituras e da observação e envolvimento pessoais:

1.Jesus se dirigia aos demônios e ordenava-lhes que saíssem (Marcos 1:25; 9:25). Amaldiçoava-os “com uma palavra” (Mateus 8:16).

Jesus deu autoridade a seus seguidores para usar Seu nome na expulsão de demônios e usar isto como sinal do discípulo cristão (Marcos 16:17).

O nome de Jesus não é uma fórmula mágica e seu uso depende do relacionamento entre o Senhor e a pessoa que usa Seu nome (Atos 19:11-18).

2. Jesus expulsa demônios pelo Espírito de Deus (Mateus 12:28).

Deus ungiu Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder para curar todos os oprimidos por Satanás (Lucas 4:18-19; Atos 10:38).

3. Jesus ensinou claramente sobre “amarrar o valente” (Mateus 12:29; Marcos 3:27) e sobre ligar e desligar no céu (Mateus 18:18).

4. A oração é arma importante para lidar com demônios.

Quando os discípulos perguntaram por que não podiam expulsar um certo tipo de demônio, Jesus respondeu que muitos tipos só poderiam ser dominados com muita oração (Marcos 9:28).

5. Apocalipse 12:11 descreve o poder que “o sangue do Cordeiro” tem sobre Satanás. Os demônios não gostam de ouvir sobre o sangue de Jesus e ficam agitados quando isso é mencionado.

6. Deus equipou o discípulo cristão com arma de defesa em batalha espiritual contra os demônios (Efésios 6:10-17).

7. O Senhor respondeu a Satanás com passagens da Bíblia. A Palavra de Deus nos foi dada como ferramenta de defesa e para atacar Satanás (Efésios 6:17; Hebreus 4:12).

8. Devemos ir contra os demônios do inferno com ajuda dos céus, não com nossos limitados recursos terrenos (Efésios 2:6).

9. Devemos reconhecer que a última vitória já foi ganha por Jesus, que veio para destruir as obras do diabo (I João 3:8) e para destruir o poder de Satanás sobre a morte (Hebreus 2: 14-16).

Quando Jesus gritou na cruz “Está consumado”, quis dizer que sua obra redentora estava feita.

Quando ressuscitou dos mortos, demonstrou poder sobre a morte. Somos vencedores somente se tomamos parte na vitória de Jesus sobre Satanás e seus demônios.

NO ANTIGO TESTAMENTO:

* dv shed ou (plural) Mydv – arruinar, destruir, espoliar, devastar; (Lv.17:7);

 

NO NOVO TESTAMENTO:

* daimonion daimonion – espírito, ser inferior a Deus, superior ao homem; espíritos maus ou os mensageiros e ministros do mal (Mt.7:22).

 

1)ORIGEM (falsos pressupostos:

a)Almas de homens maus mortos(paganismo não biblico);

b) espiritos desencarnados de raça pré-adâmica(nunca existiu tal raça);

c) descendentes de homens e mulheres antediluvianos-Apesar do registro bíblico de sua existência (Gn.6:1-4) essa hipótese não é possível de veracidade porque após a morte segue-se ao juízo (Hb.9:27).

A verdade Bíblica: satanás era anjo príncipe dos demônios (Mt.12:24); demônios são anjos e não uma raça pré-adâmica.

Ele tem uma hierarquia bem organizada de anjos maus ou demônios, que pecaram ou foram lançados fora dos céus (Jo.8:44; 2Pe.2:4; Judas 6; Ef.6:11-12).Segundo a Escritura, os anjos maus passam parte do tempo no inferno (2Pe.2:4) e parte no mundo, especialmente nos ares que nos rodeam (Jo.12:31; 14:30; 2Co.4:4; Ap.12:4;7-9). Alguns demônios já estão presos (2Pe.2:4;Judas 6) e alguns estão à solta, cumprindo ordens de satanás.

 

CUIDADO: (Gn.6:1-4): Se os “filhos de Deus” descritos fossem espíritos caídos, não poderiam ser chamados de filhos de Deus.

Se fossem anjos do Senhor, não iriam deixar sua posição de obediência e adoração a Deus, portanto,neste caso, fllhos de Deus não denota anjos, mas descendentes piedosos de Sete ou reis e líderes da época).

 

2)CARACTERÍSTICAS:

a)Natureza: seres espirituais (espírito imundo-Mt.17:18; Mc.9:25; Ef.6:12).

b)Seu intelecto:conhecem: Jesus (Mc.1:24); *seu destino final (Mt.8:29); plano da salvação (Tg.2:19); Têm sua própria doutrina distorcida.

c)Sua moralidade:São chamados de espíritos imundos e sua doutrina leva a uma conduta imoral e depravada não santidade(1Tm.4:1-2).

 

3)CONCEITO: São espíritos maus sem terem corpos que entram nas pessoas, podendo mais de um demônio fazer morada na mesma vítima (Mc.16:9; Lc.8:2).

Os efeitos dessa possessão são loucura e enfermidades do sistema nervoso (Mt.8:33; 12:22; Mc.5:4-5).

4)SUAS ATIVIDADES: Em Geral:

a)Tentam subverter os propósitos de Deus(Dn.10:10-14; Ap.16:13-16);

b)Tentam estender a autoridade de satanás(Ef.6:11-12);

c) Podem ser usados por Deus na realização de seus propósitos (1 Sm.16:14;2 Co.12:7);

Em particular:

a) podem causar doenças (Mt. 9:33; Lc.13:11,16);

b) Podem possuir humanos(Mt.4:24);

c) Podem possuir animais (Mc.5:13);

d)Se opõem ao crescimento dos filhos de Deus(Ef.6:12);

e) disseminam doutrinas falsas, heresias e fofocas no seio da igreja. (1Tm.4:1).

 

5)FORMAS DE ATUAÇÃO: 

1)De fora para Dentro: Podemos ser tentados e oprimidos sem estarmos endemoniados. Jesus padeceu estas duas formas de ataque demoníaco, sendo tentado (Mt.4:1) e oprimido (ls.53:7):

a) Tentação (carne);

b) Opressão (Alma);

 

2) De dentro para fora:

c) Possessão(Espírito,alma e corpo):Habitação de demônios numa pessoa, exercendo controle e influência sobre ela.

OBS: O verdadeiro crente não pode ser possuido por demônios porque tem o Espírito Santo dentro de si mesmo, contudo alguém que se diga ser o que não é, pode manifestar os demônios dentro de si mesmo.

Características(Possessão):

a)doenças físicas e mentais (Mt.9:32-33;Mt.17:15);

OBS:Nem toda doença é possessão maligna (At.5:16)-A possessão permanece até o poder do Evangelho de Jesus Cristo chegar.

6)SEU DESTINO:

a)Temporário: Alguns lançados no abismo(Lc.8:31; Ap.9:11);

Outros serão soltos na grande tribulação (Ap.9:1-11;16:13-14). b)Definitivo:Lago de Fogo/Geena-(Mt.25:41).

OBS:Os demônios se apoderam dos corpos para induzirem pessoas a pecar e adorar ao diabo por rituais,pela dor, falsas promessas e ameaças terríveis.

O corpo é um lugar desejado que traz descanso e prazer; essa”nova criatura”, com dons do espírito maligno de adivinhação e força sobrenatural representam a imitação do poder do Espírito Santo nas pessoas.

PEÇAMOS O DOM DO DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS a DEUS!

AULA 13 – IGREJA:

 

1) O QUE É IGREJA?

Igreja é um grupo de pessoas que se reúnem para aprender sobre Deus e adorá-Lo. Sempre.

No tempo do Novo Testamento era um termo novo, que aparece só em dois versículos dos Evangelhos (Mateus 16:18 e Mateus 18:17).

Lucas o usou bastante no livro de Atos tornando-o mais comum.

Paulo também escreveu sobre a igreja na maioria de suas cartas; e João, no Apocalipse.

Igreja são o grupo de seguidores de Cristo que se reúnem em determinado lugar para adorar a Deus, receber ensinamentos, evangelizar e ajudar uns aos outros (Rm 16.16). 

Como a totalidade das pessoas salvas em todos os tempos (Ef 1.22).

No Velho Testamento Israel era simplesmente “a congregação”.

A palavra era também usada pelos primeiros cristãos.

Com freqüência os cristãos se referiam a si próprios como a igreja ou a congregação.

De fato, este é o real significado da palavra “igreja”, que se aplicava tanto a todos os fiéis no mundo como para qualquer grupo local. Significava a presença total de Deus num dado local.

O Novo Testamento freqüentemente usa o singular “igreja” mesmo quando muitos grupos de fiéis se reúnem (Atos 9:31; II Coríntios 1;1).

O termo “igrejas” é raramente encontrado (Atos 15:41; 16:5).

Cada grupo era o lugar onde Deus estava presente (Mateus 16:18; 18:17).

Deus comprou a congregação com o sangue de seu Filho (Atos 20:28). No mundo grego, “igreja” designava uma assembléia de pessoas ou reunião.

Podia ser um grupo político ou simplesmente um ajuntamento de pessoas.

A palavra é usada com esse sentido em Atos 19:32, 39, 41.

Os usos cristãos específicos dessa palavra variam amplamente no Novo Testamento.

Algumas se referem a uma reunião de igreja. Paulo diz aos cristãos em Corinto: “…quando vos reunis como igreja É”(I Coríntios 11:18).

1. Isso significa que os cristãos são o povo de Deus, especialmente quando se juntam para adoração.

2. Em textos como Mateus 18:17, Atos 5:11, I Coríntios 4:17 e Filipenses 4:15, “igreja” se refere a todo o grupo de cristãos morando num lugar.

Com freqüência, se refere à localização específica de uma congregação cristã. Observe as frases “a igreja em Jerusalém” (Atos 8:1), “em Corinto” (I Coríntios 1:2), “em Tessalônica” (I Tessalonicenses 1:1).

3. Em outros lugares, reuniões de cristãos nas casas são chamadas igrejas.

Por exemplo, alguns se reuniam na casa de Priscila e Áquila (Romanos 16:5, I Coríntios 16:19).

4. Através do Novo Testamento, “a igreja” se refere à igreja universal. Todos os fiéis pertencem a ela (Atos 9:31; I Coríntios 6:4; Efésios 1:22; Colossenses 1:18).

A primeira palavra de Jesus sobre o fundamento do movimento cristão em Mateus 16:18 tem esse sentido mais amplo: “Edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela”.

A igreja é uma realidade universal. Mas em sua expressão local, Paulo a ela se refere como “a igreja de Deus” (I Coríntios 1:2; 10:32) ou “as igrejas de Cristo” (Romanos 16:16).

Dessa forma um termo grego comum recebe seu significado cristão distinto.

Ela faz uma distinção entre a assembléia/ajuntamento/comunidade cristã e todos os outros grupos seculares ou religiosos.

A comunidade cristã se aceitou como a comunidade dos tempos finais.

Ela se viu como um povo chamado para cumprir os propósitos de Deus em enviar Jesus de Nazaré e sua divina presença.

Assim, Paulo diz aos cristãos de Corinto que eles são aqueles “sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (I Coríntios 10:11).

Isto é, Deus chamou de novo povo tanto o judaísmo como o mundo gentio. Eles receberiam o poder do Espírito Santo.

Compartilhariam as Boas Novas (Evangelho) do amor absoluto de Deus pela sua criação (Efésios 2:11-22).

Os Evangelhos nos relatam que Jesus escolheu 12 discípulos que se tornaram base desse novo povo. Entendia-se que a igreja era o preenchimento da intenção de Deus em chamar Israel para ser “luz para os gentios, para seres a minha salvação até a extremidade da terra” (Isaías 49:6; Romanos 11:1-5).

Nessa nova comunidade as velhas barreiras de raça, posição social e sexo seriam derrubadas. “Não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28).

Essa entidade é chamada “corpo de Cristo”.

Paulo é o único dentre os escritores do Novo Testamento a falar da igreja como corpo de Cristo (Romanos 12:5; Efésios 1:22-2, 4:12; I Coríntios 12:12-13). O pensamento de Paulo pode ter duas explicações:

1. A experiência da estrada de Damasco.

Conforme relatos no livro de Atos, Jesus se identifica com seus discípulos perseguidos (Atos 9:3-7, 22:6-11, 26:12-18).

Na perseguição aos primeiros cristãos, que formavam um corpo, Paulo estava de fato lutando contra o próprio Cristo.

2. O conceito hebreu de solidariedade.

Paulo era hebreu de hebreus (Filipenses 3:5) e nesse contexto, o indivíduo é totalmente considerado parte de uma nação, não tendo via real isolada do todo.

Ao mesmo tempo, todo o povo pode ser representado por um indivíduo.

A realidade dessa íntima relação entre Cristo e sua igreja é vista por Paulo como análoga à unidade e conexão do corpo físico (Romanos 12:4-8, I Coríntios 12:12-27).

Assim, todas as funções do corpo têm seu lugar exato.

Divisão no corpo (isto é, na igreja) revela que há algo doente nele.

Por diversas vezes Paulo exortou o “corpo de Cristo” à unidade.

REUNIÕES DA IGREJA

A palavra grega ecclesia é normalmente traduzida como “igreja”.

O Novo Testamento algumas vezes fala de uma assembléia grega secular (Atos 19:32,41).

Em muitas passagens, como em I Coríntios 14: 19, 28, 35, Paulo se refere a igreja como uma reunião de fiéis que formam uma congregação local.

Igreja também pode significar todos os fiéis (passados, presentes e futuros) que formam a igreja universal, o completo corpo de Cristo.

Há muitas igrejas citadas no Novo Testamento, às quais os apóstolos escreveram cartas de exortação, aconselhamento e instrução (Romanos 16: 3-5, 14, 15: I Coríntios 1:1; I Coríntios 16: 19-20; Colossenses 4: 15-16; Filemom 1: 1-2).

ADORAÇÃO

Quando a igreja se iniciou em Jerusalém, os fiéis se reuniam nos lares para comunhão e adoração.

Atos 2: 42-47 nos conta que os primeiros cristãos se reuniam nos lares para ouvir os ensinamentos dos apóstolos e para celebrar a Comunhão (“o partir do pão”).

Nesses encontros, também compartilhavam refeições (II Pedro 2:13; Judas 1:12), recitavam as Escrituras, cantavam hinos e salmos e alegremente louvavam ao Senhor (Efésios 5:18-20, Colossenses 3: 16-17).

Também se reuniam nos lares para orar (Atos 12:12), ler a Palavra e para ouvir a leitura de uma carta dos apóstolos (Atos 15:30, Colossenses 4:16).

 

2) ECLESIOLOGIA: DOUTRINA DA IGREJA: ekklhsia ekklesia:

Não é o judaísmo ampliado, mas o “sinal” do Reino Divino.

A verdadeira Igreja de Jesus Cristo são os corações humildes dos servos fiéis e adoradores, que aguardam sua vinda.

3) NATUREZA DE IGREJA: Projeto de Jesus para a sociedade;parte do Reino de Deus e não é organização ou governo,mas viva e espiritual.

4) A INSTITUIÇAO E OS CRISTAOS:

QUANTO À INSTITUIÇÃO:

Palavra grega: “EKKLESIA”, significa uma assembléia de chamados para fora. Este termo se aplica a:

a) todo o corpo de cristãos de uma sociedade (At.11:22;13:1);

b) uma congregação (1Co.1:2; 1Co.14:19,35;Rm.16:5);

c) todo o corpo de crentes na terra (Ef.5:32);

d) A assembléia do povo de Israel  (At.7:38);

OBSERVAÇÃO: O Templo (LOCAL),difere de denominação (Política), que difere de membrezia (humana), que é diferente de Corpo de Cristo (espintual), que é o grupo dos regenerados desde Pentecostes ao arrebatamento.

 

QUANTO AOS SEGUIDORES: Outros nomes:

a)Irmãos:A igreja é uma fraternidade ou comunhão espiritual, devendo ser abolidas as divisões que separam a humanidade.

Ex: ”Nem grego nem judeu”-mais profunda das divisôes religiosas;

“Nem grego nem bárbaro”-mais profunda das divisões culturais;

“Nem servo nem livre”-mais profunda das divisões socio-econômicas;

“Nem macho nem fêmea”-mais profunda de todas as divisões humanas vencidas”,conforme (1Co.14:26; Cl.3:11; Gl.3:28).

b)Crentes-Porque na sua doutrina a característica é a fé no Senhor Jesus, conforme (1 Co.1:21; Gl.3:22; 1Tm.6:2);

c) Santos-(consagrados ou piedosos) porque estão separados do mundo e dedicados a Deus, conforme (Rm.1:7;1Co.7:14; Ef.3:8);

d)Os eleitos ou escolhidos porque Deus os escolheu para um ministério importante e um destino glorioso, conforme (Cl.3:21; Rm.11:7;Mc.13:20);

e)Discípulos-Aprendizes-sob preparação espiritual com instrutores inspirados por Cristo, conforme(Mt.5:1;At.21:4;Jo.21:8);

f)Cristãos-porque a sua religião gira em torno da Pessoa de Cristo, conforme (At.11:26);

g) Os do Caminho: Nos dias primitivos porque viviam de acordo com uma maneira especial de viver(At.9:2).

h) Da seita(dos nazarenos)- porque somos seguidores de Jesus Cristo de Nazaré, conforme (At.24:5).

OBS :Nome “Católico” é uma transliteração do termo grego Kathólicos, que significa universal ou geral.

No século II D.C., essa palavra tornou-se sinônimo de ortodoxo, ou seja, a igreja que mantinha a doutrina verdadeira, em contraste com heresias da época.

Durante a Reforma Protestante, a palavra veio a designar as igrejas que aderiram ao papado.

Foi durante a cristianização do império romano, quando surgiu um clero formal e oficial, que a igreja se institucionalizou.

Conforme Cipriano (258 D.C.)

A igreja era uma “instituição salvadora”.

A Igreja Cristã é espiritual e fiel.
5) ILUSTRAÇÕES DA IGREJA:

a)Corpo de Cristo:Cristo: Está presente no mundo por meio da igreja, o qual é seu corpo tomado da raça humana em geral.

A vida de Jesus continua a ter expressão por meio dos seus discípulos como se evidencia no livro de Atos dos Apóstolos e pela subsequente história da lgreja.(Jo.20:21). Cristo prometeu assumisse novo corpo (Jo.15:5).

Jesus é conhecido no mundo mediante os que tomam o seu nome e participam de sua vida. Na medida em que a igreja tem contato com Crista, sua cabeça, assim tem participado de sua vida e experiências.

Tal qual Jesus, a igreja foi ungida, ameaçada, perseguida, mas ressuscita indestrutivelmente (Cl.1:24).

O corpo de Cristo é composto de almas nascidas de novo (1Co.12:13). O cristão não é meramente seguidor de Cristo, mas membro de Cristo e membros uns dos outros.

b) Templo de Deus: (1Pe.2:5-6): Templo é um lugar em que Deus, que habita em toda parte, se localiza a sim mesmo em determinado lugar, onde o seu povo o possa achar “em casa, referencial de fé.”

Assim como Deus morou no tabernáculo e no templo, assim vive, por seu Espírito na lgreja (Pessoas transformadas e não na denominação).

Neste templo espiritual, os cristãos, como sacerdotes oferecem sacrifícios espirituais, sacrifícios de oração, louvor e boas obras cristãs.(Ef.2:21,22; 1Co.3:16,17).

c) Noiva de Cristo: llustração usada tanto no Antigo Testamento quanto no Novo testamento, descrevendo a união e comunhão de Deus com seu povo. (2Co.11:2; Ef.5:25-27; Ap.19:7; 21:2; 22:17).

 

6) FUNDAÇÃO DA IGREJA:

a)Profeticamente: Assim como Israel foi uma nação chamada dentre outras para servir a Deus, na tradução do Antigo testamento para o Grego, a palavra congregação (de israel) foi traduzida para “ekklesia”(igreja), que continuaria sua obra na terra (Mt.16:18).

b)Historicamente: Surgida no dia de Pentecostes pela unção do Espírito Santo, como retorno da shekinah, a Glória manifestada no tabernáculo, onde a obra foi feita pelo Espírito, operando mediante os apóstolos, que lançaram os fundamentos e edificaram a igreja por sua pregação, ensino e organização. (Ef.2:20).

 

7) MEMBROS DA IGREJA: Condições:

a)Fé implícita no Evangelho e confiança sincera e de coração em Cristo como único e divino salvador (At.16:31);

b)submeter-se ao batismo nas águas como testemunho simbólico da fé em Cristo (Cl.2:12;1Pe.3:21);

c)confessar verbalmente esta fé (Rm.10:9,10; Mt.3:6;1 Jo.1:9).

Entrar na Igreja não é questão de unir-se à organização, mas tornar-se membro de Cristo.

Atualmente, a igreja tem aumentado em número e popularidade, com batismo e catequese (ensino),mas poucos se convertem, ou seja, poucas pessoas são verdadeiramente cristãs de coração, assim, existem cristãos verdadeiros em meio a cristãos de nome.

Devemos distinguir a igreja invisível (composta dos verdadeiros cristãos de todas as denominações, cujos nomes estão escritos no livro da vida (Fl.4:3;Ap.3:5), da igreja visível (composta de todos os que professam ser cristãos, cujos nomes estão escritos no rol de membros (Mt.13:36-43; 47-49; 2Tm.2:19-21).

lgreja é uma fase do Reino de Deus, fato este descrito por:a) ensino (Mt.16:18-19); b)parábolas (Mt.13) e c)descrição de Paulo da obra cristã como parte do Reino de Deus (CoI.4:11).

A igreja pode ser considerada como arte do reino de Deus porque prega a mensagem que trata do novo nascimento do homem, pelo qual se obtêm entrada nesse Reino. (Jo.3:3-5;1 Pe.1:23).

 
8) OBRAS DA IGREJA:

a) Pregar a Salvação a toda criatura (mat.28:19,20) e explanar o plano de salvação tal qual é ensinado nas escrituras. Cristo tornou acessível a salvação para provê-Ia; a igreja deve torná-la real por proclamá-Ia.

b)Prover meios de adoração Assim como Israel possuia um sistema de adoração divinamente estabelecido, a igreja deve ser uma casa de oração para todos os povos, onde Deus é cultuado em adoração, oração e testemunho.

c)Prover comunhão religiosa:O homem é um ser social e anela por comunhão e amizade, por isso precisa se congregar com os que participam da mesma realidade espiritual.

A igreja provê uma comunhão baseada na paternidade de Deus e no fato de ser Jesus o Senhor de todos, nesta fraternidade de experiência espiritual comum, livrando-os da solidão e desamparo pela solidariedade, no calor do amor da comunhão.

d)Sustentar uma norma de conduta moral:A igreja é a “luz do mundo”, significando afastar a falta de entendimento da ignorância moral; é o “sal da terra”, que preserva podridão da corrupção moral. A igreja deve ensinaras homens a viverem bem e se prepararem para a morte.

e)Deve proclamar o plano de Deus para regulamentar todas as esferas da vida e sua atividade, contra as tendências de corrupção social, admoestando contra os perigos malignos.

 

9) ORDENANÇAS DA IGREJA:O Cristianismo não é uma religião baseada somente em ritos (normas religiosas de culto).

O Espírito Santo nos dá liberdade para o adorarmos. Sacramento é a participação direta da graça ao que participa da ordenança. Há duas cerimônias essenciais e divinamente ordenadas: O Batismo e a Ceia.

a) O BATlSMO NAS AGUAS:

O batismo de Jesus foi o principal evento de sua vida porque marcou o início de seu ministério.

Muito poucos estudiosos discutem hoje o fato de que João Batista batizou Jesus, mas o exato propósito e importância do seu batismo ainda são matéria controversa.

Os relatos dos Evangelhos concordam que quando João batizava outras pessoas esse ato era um sinal do arrependimento delas (Mateus 3:6-10; Marcos 1:4-5 e Lucas 3:3-14).

Ele proclamava que o reino dos céus estava próximo e que o povo de Deus deveria se prepara para a vinda do Senhor pela renovação da fé em Deus.

Para João, isso significava arrependimento, confissão de pecados e vida de retidão. Se era assim, por que Jesus precisaria ser batizado?

Se Jesus não era pecador, como o Novo Testamento diz (II Coríntios 5:21); Hebreus 4:15 e I Pedro 2:22), por que Ele se submeteu ao batismo de arrependimento para perdão de pecados?

Os Evangelhos respondem.

O BATlSMO NAS AGUAS NO EVANGELHO DE MARCOS

Marcos apresenta o batismo de Jesus como uma preparação necessária para seu período de tentação e ministério.

Em seu batismo Jesus recebeu a aprovação do Pai e a unção do Espírito Santo (Marcos 1:9-11). A ênfase de Marcos na relação especial de Jesus com o Pai, – “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo”(Marcos 1:11) – aproxima duas importantes referências do Velho Testamento.

A messianidade de Jesus é apresentada de uma maneira totalmente nova, na qual o Messias reinante (Salmo 2:7) é também o Servo Sofredor do Senhor (Isaías 42:1).

A crença popular judaica esperava um Messias reinante que estabeleceria o reino de Deus, não um Messias que sofreria pelo povo.

No pensamento dos judeus a chegada do reino dos céus estava também associada com ouvir a voz de Deus e com a dádiva do Espírito de Deus.

O BATlSMO NAS AGUAS NO EVANGELHO DE MATEUS

O relato de Mateus sobre o batismo de Jesus é mais detalhado do que o de Marcos.

Começa destacando a relutância de João Batista em batizar Jesus (Mateus 3:14), que foi persuadido somente depois de Jesus lhe ter explicado: “Deixa por enquanto, porque assim nos convém cumprir toda a justiça.” (Mateus 3:15).

Embora o significado pleno dessas palavras seja impreciso, elas pelo menos sugerem que o batismo de Jesus era necessário para cumprir a vontade de Deus.

Tanto no Velho como no Novo Testamento (Salmo 98:2-3; Romanos 1:17) a justiça de Deus é vista como a salvação Dele para o Seu povo.

Por isso o Messias pode ser chamado de “O Senhor é nossa justiça” (Jeremias 23:6, Isaías 11:1-5). Jesus disse a João Batista que seu batismo era necessário para fazer a vontade de Deus em trazer a salvação sobre seu povo.

Assim a declaração do Pai no batismo de Jesus é apresentada na forma de uma declaração pública.

Enfatizava que Jesus era o servo ungido de Deus pronto para iniciar seu ministério, trazendo a salvação do Senhor.

O BATlSMO NAS AGUAS NO EVANGELHO DE LUCAS

Lucas menciona rapidamente o batismo de Jesus, colocando-o em paralelo ao batismo de outros que se referiram a João Batista (Lucas 3:21-22).

Ao contrário de Mateus, Lucas coloca a genealogia de Jesus depois de seu batismo e antes do início de seu ministério.

O paralelo com Moisés, cuja genealogia ocorre logo antes do início de seu trabalho (Êxodo 6:14-25), não é mera coincidência.

Provavelmente pretendeu-se ilustrar o papel de Jesus ao trazer livramento (salvação) ao povo de Deus assim como Moisés fez no Velho Testamento.

Em seu batismo, na descida do Espírito Santo sobre si, Jesus estava apto a desempenhar a missão para a qual Deus O havia chamado.

Em seguida a sua tentação (Lucas 4:1-13), Jesus entrou na sinagoga e declarou que havia sido ungido pelo Espírito para proclamar as boas novas (Lucas 4:16-21).

Que o Espírito se fez presente no Seu batismo para ungi-lo (Atos 10:37-38).

Em seu relato, Lucas tentou identificar Jesus com as pessoas comuns. Isso é visto no berço da história (com Jesus nascido num estábulo e visitado por humildes pastores, Lucas 2: 8-20) e através da genealogia (enfatizando a relação de Jesus com toda a humanidade, Lucas 3:38) logo depois do batismo.

Assim, Lucas via o batismo como o primeiro passo de Jesus para se identificar com aqueles que Ele veio salvar.

Somente alguém que era semelhante a nós poderia se colocar em nosso lugar como nosso substituto para ser punido com morte pelo pecado.

Jesus se identificou conosco a fim de mostrar Seu amor por nós.

No Velho Testamento o Messias era sempre inseparável do povo que representava (veja Jeremias 30:21 e Ezequiel 45-46).

Embora o “servo” em Isaías seja algumas vezes visto de maneira conjunta (Isaías 44:1) e outras vezes como indivíduo (Isaías 53:3), ele é sempre visto como o representante do povo de Deus (Isaías 49:5-26), assim como o servo do Senhor.

Evidentemente Lucas, bem como Marcos e Mateus, estava tentando mostrar que Jesus, como representante divino do povo, tinha se identificado com ele no batismo.

O BATlSMO NAS AGUAS NO EVANGELHO DE JOÃO

O quarto Evangelho não diz que Jesus foi batizado, mas que João Batista viu o Espírito descendo sobre Jesus (João 1:32-34).

O relato enfatiza que Jesus foi a João Batista durante seu ministério de pregação e batismo; João Batista reconheceu que Jesus era o Cristo, que o Espírito de Deus estava sobre Ele e que era o Filho de Deus.

João Batista também reconheceu que Jesus, batizava com o Espírito Santo, ao contrário de si mesmo (João 1: 29-36).

João Batista descreveu Jesus como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29).

O paralelo do Velho Testamento mais próximo desta afirmação se encontra na passagem do “servo do Senhor” (Isaías 53: 6-7).

É possível que “Cordeiro de Deus” seja uma tradução alternativa da expressão aramaica “servo de Deus”.

A idéia de Jesus como aquele que tira os pecados das pessoas é obviamente o foco do quarto Evangelho.

Seu escritor sugere que João Batista entendeu que Jesus era o representante prometido e salvador do povo.

 

O BATISMO CRISTÃO: baptisma baptisma – Rito de Ingresso na Igreja Cristã, e simboliza o começo da vida espiritual.

Sugere a fé em Cristo e é administrado somente uma só vez porque pode haver somente um começo de vida espiritual.

Batismo é o anúncio público de uma experiência pessoal.

É um ato cristão de obediência e um testemunho público do desejo do crente de se identificar com Cristo e segui-lo.

Jesus nos deu seu exemplo e ordenou o ensino sobre o batismo.

João Batista batizou Jesus no Rio Jordão, deixando-nos o exemplo para fazer o mesmo como uma afirmação pública da nossa fé.

Da mesma forma, Jesus mandou que seus discípulos batizassem outros crentes (Mateus 28:19).

O batismo é um símbolo da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo.

É uma visão externa da mudança interna de uma pessoa.

O crente deixa para trás a velha maneira de viver em troca de uma nova vida em Cristo.

É símbolo de salvação – não um requisito para a vida eterna.

Entretanto, como um ato de obediência, também não é opcional para os cristãos.

O batismo indica nosso desejo de dizer à nossa igreja e ao mundo que estamos comprometidos com a pessoa de Jesus e seus ensinamentos.

 

O BATISMO DE JOÃO

Batismo significa mergulhar ou imergir.

Um grupo de palavras diversas podem ser usadas para significar um rito religioso para um ritual de limpeza.

No Novo Testamento, se tornou o rito de iniciação na comunidade cristã e era interpretado como morte e nascimento em Cristo.

João, o Batista, pregava o “batismo de arrependimento para o perdão dos pecados” (Lucas 3:3).

Todos os evangelistas concordam sobre isso (Mateus 3:6-10; Marcos 1:4-5; Lucas 3:3-14).

Reconhecemos o batismo como símbolo do nosso redirecionamento na vida.

Nós nos arrependemos de nossa velha maneira de viver em pecado e desobediência.

Mudamos a rota e damos uma nova partida.

As origens do batismo de João são difíceis de traçar.

Possui semelhanças e diferenças em relação a obrigações e exigências feitas pelos judeus aos pagãos novos convertidos, tais como o estudo da Torá, circuncisão e o ritual do banho para expiar todas as impurezas do passado gentio.

A prática do batismo de João tinha os seguintes resultados:

1. Era intimamente relacionado com arrependimento radical, não somente dos judeus, mas também dos gentios.

2. Indicava claramente ser preparado para o Messias, que batizaria com o Espírito Santo e traria o batismo de fogo (Mateus 3:11).

3. Simbolizava purificação moral e assim preparava as pessoas para a vinda do reino de Deus (Mateus 3:2; Lucas 3:7-14).

4. A despeito da óbvia conexão entre o cerimonial de João e a igreja primitiva, o batismo realmente desapareceu do ministério direto de Jesus.

De início, Jesus permitiu que seus discípulos continuassem o ritual (João 3:22), porém mais tarde aparentemente ele descontinuou essa prática (João 4:1-3), provavelmente pelas seguintes razões:

1. A mensagem de João era funcional, enquanto a de Jesus era pessoal.

2. João antecipou a vinda do reino de Deus, enquanto Jesus anunciou que o Reino já havia chegado.

3. O rito de João era uma passagem intermediária até o ministério de Jesus.

AS CONCLUSÕES DOS EVANGELHOS

Nos quatro Evangelhos está claro que o Espírito Santo veio sobre Jesus no seu batismo para capacitá-lo a fazer a obra de Deus.

Os quatro escritores reconheceram que Jesus foi ungido por Deus para cumprir sua missão de trazer salvação ao mundo.

Essas idéias são a chave para o entendimento do batismo de Jesus.

Naquela ocasião no início de seu ministério, Deus ungiu Jesus com o Espírito Santo para ser o mediador entre Deus e o seu povo.

No seu batismo Jesus foi identificado como aquele que carregaria os pecados das pessoas; Jesus foi batizado para se identificar com o povo pecador.

Da mesma forma, nós somos batizados para nos identificarmos com o ato de obediência de Jesus.

Seguimos seu exemplo fazendo uma pública confissão do nosso comprometimento com a vontade de Deus.

Cerimônia em que se usa água e por meio da qual uma pessoa se torna membro de uma igreja cristã.

O batismo é sinal de arrependimento e perdão (At 2.38) e união com Cristo (Gl 3.26-27), tanto em sua morte como em sua ressurreição (Rm 6.3-5).

 

CARACTERISTICAS DO BATISMO:

a)MODO: ”batizar”significa mergulhar ou imergir.

Do grego “baptisma”, significa imersão, submersão:

a) de calamidades e aflições nas quais alguém é submergido completamente;

b) do batismo de João, aquele rito de purificação pelo qual as pessoas, mediante a confissão dos seus pecados, comprometiam-se a uma transformação espiritual, obtinham perdão de seus pecados passados e qualificavam-se para receber os beneficios do reino do Messias que em breve sena estabelecido.

Este era um batismo cristão válido e foi o único batismo que os apóstolos receberam.

c)do batismo cristão; um rito de imersão na água, como ordenada por Cristo,pelo qual alguém, depois de confessar seus pecados e professar a sua fé em Cristo, tendo nascido de novo pelo Santo Espírito para uma nova vida, identifica-se publicamente com a comunhão de Cristo e a igreja (Mt.28:19,20).

Em Rm 6:3, Paulo afirma que fomos “batizados na sua morte”, significando que estamos não apenas mortos para os nossos antigos caminhos, mas que eles foram sepultados. Retornar a eles é tão inconcebível para um Cristão quanto para alguém desenterrar um cadáver.

O mandamento judáico sugeria batismo de prosélito”conversão de um pagão ao judaismo”.

O convertido ficava de pé na água até o pescoço e enquanto era lida a Lei, ele submergia na água como sinal de que fôra purificado das contaminações do paganismo e começara uma vida nova como membro do povo da aliança PAGÃO:AQUELES NÃO RECONHECIDOS JUDES, SEGUIDOR PRATICANTE DA LEI DE MOISÉS.

Submersão x Aspersão (Derramar Agua):lnfluenciada por idéias pagãs não-bíblicas, a aspersão é administrada somente aos enfermos e moribundos que não podem ser imergidos em água.

O método prático se generalizou.

Contudo, o método correto e bíblico é a imersão o qual corresponde ao significado simbólico do batismo, a saber, morte, sepultura e ressurreição de Jesus (Rm.6:1-4).

b) PEDOBATISMO (BATISMO DE CRIANÇAS): O batismo não é a mesma coisa que circuncisão (tirar o prepúcio dos meninos como aliança de Moisés) e não era o mesmo sentido de santificação moral como em (1Co.7:14).

Não é possível porque restringe-se sua prática aos que podem exercer a fé conscientemente e além disso, batismo de famílias não as incluíam, podendo terem sido batizadas as maiores que já entendessem o seu significado (1Pe.3:21).

Infantes não têm pecado para se arrependerem e não podem exercer a fé; podem ir a Cristo (Mt.19:13,14) e serem apresentados (consagrados), conforme (Lc.2:21-34); Fórmula: Batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt. 28:19).

Em (At.2:38), o original grego fala do batismo “sobre” o nome de Cristo, significando uma declaração de reconhecimento de fé em Jesus e não uma fórmula batismal.

Ser batizado em nome de Jesus significa encomendar-se inteira e eternamente a Ele como Salvador enviado do Céu, e a aceitação de sua direção como guia e enviado (Mt.28-19).

Esta fórmula trinitariana testifica a submersão em comunhão espiritual da Trindade. Recebemos: A graça de Jesus, o Amor de Deus e a Comunhão com o Espírito Santo. (Bênção Apostólica – 2Co.13:13).

c) APTOS AO BATISMO: Todos os que sinceramente se arrependem dos seus pecados e exercitam uma fé viva em Jesus, agindo em confissão de fé (At.8:37), Oração (At.22:16) e Voto de Consagração (1Pe.3:21).

É importante o discipulado para que possam crescer na fé cristã, antes e depois do batismo.

d) EFICÁCIA DO BATISMO: O batismo nas águas não tem poder para salvar, pois se batizam os salvos que aceitaram a Jesus, mas é essencial para a integral obediência a Cristo.

A eleição do Convertido se completa por sua pública admissão como membro da igreja de Cristo (Como o presidente eleito pelo povo e depois,toma posse do cargo ou como a noiva que casa e agora vai à lua-de-mel). E uma etapa progressiva como” namorar,enoivar, casar e ter filhos”.

e) SIGNIFICADO DO BATISMO: Sugere Quatro Idéias:

1)SALVAÇÃO: A descida do convertido às águas retrata a morte de Jesus efetuada.A submersão do convertido fala da morte ratificada(sepultamento) e o levantamento do converso significa a conquista sobre a morte(ressurreição).

2)EXPERIÊNCIA: O fato desses atos serem efetuados pelo convertido, demonstra sua identificação espiritual com Jesus.Cristo morreu pelo pecado para morrermos para o pecado; Cristo ressuscitou dentre os mortos a fim de vivermos uma nova vida de justiça.

3)REGENERAÇÃO: A experiência do novo nascimento é descrita como “lavagem”ou “banho”renovador e restaurador(Tito 3:5) porque pelo meio dela, a lavagem, os pecados (contaminações da vida de outrora) foram lavados. Deus, em união com a morte de Cristo e pelo Espírito Santo, purifica a alma.

O batismo nas águas significa esta purificação(At. 22:16).

4)TESTEMUNHO: Ser batizado é ser revestido de Cristo (61.3:7). Batismo nas águas, significa que o convertido, pela fé,”vestiu-se” de Cristo (Seu caráter)de modo que as pessoas possam ver Cristo nele; é como “vestir o uniforme do Reino de Deus. como soldado alistado e_em treinamento para o combate contra o mal, o diabo e o pecado.”
A CEIA DO SENHOR(COMUNHAO): deipnon deipnon:

Rito distintivo da adoração Cristã, instituída por Jesus na véspera de sua morte. Consiste na participação solene do pão e vinho, os quais sendo apresentados ao Pai, em memória do sacrificio único e eterno de Jesus, tornam-se um meio de graça pelo qual somos incentivados a uma fé mais viva e a uma fidelidade maior a Ele.

Cerimônia que Cristo instituiu na noite em que foi traído, logo depois da refeição da PÁSCOA, para servir de lembrança da sua morte (1Co 11.23-34).

Para os católicos e alguns evangélicos a ceia é um sacramento e um meio de graça (EUCARISTIA); para outros é um MEMORIAL

Conforme (Jo.6:56)-Comer da minha carne – Sentir a mesma vontade(desejo)de ser revestido, transladado ao Celestial; superar o terreno.

Beber do meu sangue-receber na alma o que serve para refrescar e nutrir, fortalecer para a vida eterna (sede da vida eterna); nutrir o mesmo sentimento pelo Pai, que há em Cristo.

PAO E VINHO (Vinho no sentido de”embriagar-se do Espírito de Jesus Cristo”, esquecendo-se da vida passada-(Ef.5:18); (Pão como em Israel, bolo retangular ou arredondado, da grossura aproximada de um polegar, e do tamanho de um prato ou travessa.

Por isso não era para ser cortado, mas quebrado; consagrados ao Senhor e usado nos ágapes (“festas de amor e de comunhão”) e na Mesa do Senhor, simbolizando a conquista de Jesus na Cruz.

SIGNIFICADO DA CEIA: Alegrem-se todos no Espírito Santo (vinho) porque EU VENCI E A VITORIA E DE TODOS (Pão).

Se não puderem aguentar beber vinho tendo o perigo de se embriagar na carne, é melhor usar suco de uva sem álcool, pois a embriaguês incitada é a do Espírito Santo e não a da carne.

 

CARACTERÍSTICAS DA CEIA:

a)COMEMORAÇÃO:Em memória de Jesus”.

Comemorando de um modo especial a morte expiatória de Jesus que os libertou dos pecados.

Comemorar a morte porque foi o evento culminante do seu ministério que nos salvou.

b)lNSTRUÇÃO:A Ceia nos dá uma lição objetiva sobre dois fundamentos do Evangelho: A Encarnação-O verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo.1:14).

O Pão de Deus é aquele que desceu dos céus e dá vida ao mundo(Jo.6:33) e a Expiação: As bênçãos decorrentes da encarnação nos são dadas mediante a morte de Cristo.

O pão e o vinho simbolizam os dois resultados na morte: a separação do corpo e da vida; a separação da carne e do sangue.

O pão partido simboliza que o pão deve ser quebrantado na morte(Calvário) a fim de ser distribuído entre os espiritualmente famintos.

O vinho derramado nos diz que o sangue de Cristo, o qual é sua vida, deve ser derramado na morte a fim de que seu poder purificador e vivificante possa ser outorgado às almas necessitadas.

c)INSPIRAÇÃO: As várias uvas espremidas formam o vinho; somos participantes da mesma natureza de Cristo pela comunhão com Ele; o ato da ceia nos recorda e assegura que, pela fé, podemos receber o Espírito Santo e sermos o reflexo de seu caráter.

d) SEGURANÇA: O cálice do sangue (Novo Testamento:1 Co.11:25)é um ato solene como o pacto de sangue da aliança, onde Deus aceitou o sangue de Jesus (Hb.9:14-29).

O sangue de Jesus é a garantia e devemos crer e testificar desta aliança (Rm.3:25,26) e (1Pe.1:2).

e) RESPONSABILIDADE: Os indígnos(quanto às ações pecadoras) não podem ser admitidos na Ceia do Senhor, praticando algo que impeça de apreciar o significado dos elementos da Santa Ceia, ceando sem atitude solene, meditativa e reverente.

Os sinceros se sentem indignos e assim, são dignos pelo reconhecimento, mas os indignos nem ao menos refletem, se exaltando e pecando.

 

AS PALAVRAS E AÇÕES DE JESUS NA CEIA DO SENHOR

Para entender o significado completo da Ceia do Senhor, temos que examinar cuidadosamente o que Jesus falou e fez na ceia última ceia com seus discípulos.

“ESTE É O MEU CORPO” 

Todas as fontes bíblicas dizem a mesma coisa sobre o que Jesus fez quando ele começou a ceia (veja Mateus 26:26; Marcos 14:22; Lucas 22:19; 1 Coríntios 11:23-24).

Ele fez três coisas:

  1. Ele pegou o pão
  2. Ele agradeceu a Deus
  3. Ele partiu o pão

Curiosamente, como vemos em Marcos 6;41 e Marcos 8:6, ele fez as mesmas três coisas quando ele alimentou os cinco mil e os outros quatro mil.

De acordo com os quatro relatos da última ceia, o que ele disse quando pegou o pão foi “este é o meu corpo”.

Há diferentes opiniões sobre o significado preciso dessas palavras. Mas, o que é certo é que Jesus estava indicando que ele daria o seu corpo em sacrifício para que nós tivéssemos vida.

Isso se encontra mais claro em 1 Coríntios 11:24, aonde esta escrito “Esse é o meu corpo que entregue por vós” (ou em alguns manuscritos mais antigos “Esse é o meu corpo que é partido por vós”).

“FAZEI ISSO EM MEMÓRIA DE MIM” 

De cara, essa instrução pareceria o jeito que Jesus encontrou de dizer aos seus seguidores que repetissem essa ação como um sacramento, ou uma cerimônia religiosa, através dos tempos.

Mas, como essa ordem só é encontrada em Lucas 22:19 e 1 Coríntios 11:24, algumas pessoas argumentam que o Senhor não tinha a intenção que aquela atitude fosse repetida.

Será que este argumento está correto? Provavelmente não.

Nós temos que lembrar que todos os evangelhos foram escritos quando o partir do pão já era uma prática comum na vida da igreja.

Mateus e Marcos, no entanto, podem ter achado desnecessário expressar a intenção de Jesus com essas palavras.

A comunhão não é para repetir o sacrifício de Cristo, mas para relembrar com gratidão que Cristo nos amou a ponto de morrer por nós. (Hb.10:10).

“ESTE É O CÁLICE DA NOVA ALIANÇA”

Jesus pegou uma taça de vinho, deu graças e deu a seus discípulos para que todos eles bebessem.

Esse foi o mesmo jeito que ele fez quando distribuiu o pão.

Mas nas palavras Jesus falou do vinho, ele introduziu um novo conceito na discussão sobre a aliança.

Mateus e Marcos recordam as palavras de Jesus como “isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança” (Mateus 26:28; Marcos 14:24). Lucas 22:20 fala “Este é o cálice da Nova Aliança no meu sangue derramado por vós” e 1 Corínthios 11:25 é semelhante a isso.

Todas essas referências à aliança nos levam de volta ao ritual do Velho Testamento de fazer uma aliança (um acordo ou tratado) com sacrifício, como na aliança entre Deus e Israel depois do Êxodo (Êxodo 24:1-8).

Eles também sugerem que a esperança de uma nova aliança, descrita em Jeremias 31:31-34, foi realizada em Cristo.

“É DERRAMADO PARA PERDOAR OS PECADOS DE MUITOS”

O significado da morte de Cristo como um sacrifício está ligado com um entendimento da páscoa e da aliança.

No entanto, é importante que nós reconheçamos que a ceia do Senhor também está ligada com o que Isaías 53 diz sobre o Servo sofrido do Senhor se colocou “por expiação do pecado” (Isaías 53:10). Lucas 22:37 inclui entre as palavras de Jesus: “Porquanto vos digo que importa que se cumpra em mim isto que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Pois o que me diz respeito tem seu cumprimento.”

O verso que Jesus cita – Isaías 53:12 – também diz que “derramou a sua alma até a morte,” e que ele ; “levou sobre si o pecado de muitos”.

Mateus 26:28 diz que o sangue de Jesus foi “derramado por muitos para remissão dos pecados”.

A taça da comunhão, então, deve nos lembrar do sangue de Jesus derramado como uma oferta para cuidar de nossos pecados.

AULA 14 – IGREJA (Parte 2)

 

10) DÍZIMOS E OFERTAS:

O dízimo sempre fez parte da piedade religiosa de muitos povos como gregos, romanos, cartagineses e árabes.

No Antigo testamento, a raiz ASAR(dez) dá idéia de acumular, crescer, ficar rico (Gn.28:22). “..Dai a Deus o que é de Deus.”(Mt.22:21)

 

DIZIMO:A décima parte, tanto das colheitas como dos animais, que os israelitas ofereciam a Deus (manutenção dos ritos religiosos) – (Lv.27.30-32; Hb 7.1-10).

O dízimo era usado para o sustento dos LEVITAS (Nm 18.21-24),dos estrangeiros, dos órfãos e das viúvas (Dt.14.28-29).

O Novo Testamento é acima de tudo, um pacto de liberdade, onde cada pessoa deveria contribuir conforme sua prosperidade.

Jesus não condenou o pagamento de dízimos à Casa de Deus, mas a falta de justiça, amor, misericórdia e fé dos fariseus (Mt.23:23).

Na parábola do fariseu e publicano, o fariseu não foi justificado porque dava o dízimo, mas porque foi orgulhoso e presunçoso (Lc.18:12).

“Hb.7:8 – E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive”Jesus está acima dos levitas os quais eram sacerdotes e recebiam dízimos.

Quem é nascido de novo, tem prazer em dar”.

A Lei do Espírito é agir com senso de responsabilidade e generosidade, sabendo que é privilégio do cristão manter com parte de sua renda, a manutenção da adoração da igreja.

O amor é mais exigente que a Lei. Se vivemos na lei do amor, a falta de pelo menos o dízimo ou o questionamento do não pagamento, pode revelar pouca sensibilidade e visão espiritual e consideração pela Obra do Senhor Jesus Cristo.

Quanto maior a espiritualidade de um crente, maior será sua liberalidade para com o dinheiro a ser contribuído para a causa do Evangelho. Se semearmos com abundância, seremos superabundados (2Co.9:6-8).

Em Mt.5:20 -“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”, essa justiça “dikaiosune” e retratada como, num sentido amplo estado daquele que é como deve ser, justiça, condição aceitável para Deus.

Doutrina que trata do modo pelo qual o homem pode alcançar um estado aprovado por Deus em integridade; virtude; pureza de vida; justiça pensamento,sentimento e ação corretos e num sentido restrito, justiça ou virtude que dá a cada um o que lhe é devido. Jesus quis dizer que se a nossa consideração para com Deus não for maior que a dos religiosos, estaremos muito longe de Deus.

OFERTAS E SACRIFíCIOS

O povo de Israel fazia ofertas e sacrifícios a Deus regularmente, assim como os cristãos hoje em dia tomam a comunhão na igreja, dão ofertas e oram.

Os Israelitas entregavam a Deus ofertas e sacrifícios para restabelecer um relacionamento com Deus.

Eles faziam isso numa época específica do ano, como na lua nova e na colheita.

Eles também faziam quando um voto era quebrado ou quando uma pessoa era julgada suja por causa de um problema médico.

Alguns sacrifícios e ofertas eram feitos para comemorar alguns tempos chaves na história de Israel, como por exemplo a páscoa.

As regras quanto a ofertas e sacrifícios eram bem detalhadas e Deus esperava que os israelitas as seguissem minuciosamente.

A PERFORMANCE E A ORDEM DOS SACRIFíCIOS

A fonte principal de uma descrição de sacrifícios é o início do livro de Levitico (Levítico 1:1-17).

Ele consiste de duas partes.

A primeira parte lida com duas categorias de sacrifícios (Levitico 1:1-6:7).

A primeira categoria inclui os sacrifícios com “cheiro suave ao Senhor”, e isso inclui a oferta queimada (Levitico 1:1-17), a oferta de cereais (Levitico 2:1-16) e os sacrifícios de ofertas pacíficas (Levitico 3:1-17).

A segunda parte inclui os sacrifícios expiatórios (aqueles que expiam ou reparam os erros).

Isso inclui sacrifício pelos pecados (Levitico 4:1-5:3) e oferta pela culpa (Levitico 5:14-6:7).

É prestada uma enorme atenção aos detalhes desses rituais e eles são agrupados de acordo com suas associações lógicas.

A oferta do grão sempre segue a queimada porque sempre a acompanhava na prática em si (Numeros 15:1-21; 28:1-29).

Também podia acompanhar a oferta pacífica (Levitico 7:12-14; 15:3-4).

Uma ênfase especial é colocada em queimar as partes internas de um sacrifício no altar para fazer um “cheiro suave ao Senhor” (Levitico 1:9; 1:17; 2:2; 2:9; 2:12; 3:5; 3:11; 3:16).

Quando o Senhor estava satisfeito com o sacrifício (Gênesis 8:21), era um sinal de favor divino.

Quando se recusava a reconhecer a oferta e cheirar o aroma agradável, mostrava que Deus não estava satisfeito (Levitico 26:31).

É evidente que o sacerdote sabia como ler os sinais e falaria a pessoa que estava fazendo a oferta se o seu sacrifício tinha sido aceito ou não (1 Samuel 26:19; Amós 5:21-23).

As ofertas de culpa e pecado permitia que a pessoa restaurasse o seu relacionamento quebrado com Deus (Levitico 4:1-6:7; 4:20).

As situações que requeiram tais ofertas estão listadas e uma ênfase especial é feita ao descrever como se devia lidar com o sangue no ritual.

A segunda parte principal nessa passagem (Levitico 6:8-7:38) enfatiza os detalhes administrativos das varias ofertas.

Essa seção consiste de uma série de instruções para cada tipo de oferta a respeito da distribuição do material sacrificado.

Umas partes pertenciam ao sacerdote, outras a pessoa que havia oferecido o sacrifício e outras eram queimadas no altar ou jogadas fora do acampamento.

Aqueles sacrifícios que o sacerdote considerava mais santos eram para ser comidos somente por aqueles membros qualificados do sacerdócio (Levitico 2:3; 2:10; 10:12-17; 14:13; Números 18:9).

As ofertas queimadas são primeiramente discutidas porque eram inteiramente consumidas no altar e não eram comidas por ninguém.

Depois dela, os sacrifícios que eram distribuídos aos sacerdotes são descritos (Levitico 6:17; 6:26; 6:29; 7:1; 7:6).

E então finalmente as ofertas pacíficas são descritas.

Uma parte significativa da oferta pacífica era devolvida as pessoas que tinham feito a oferta.

A ordem em que os sacrifícios são lidados, corresponde a freqüência com a qual eles eram realizados durante o curso do ano religioso (Números 28:19; 2 Crônicas 31:3; Ezequiel 45:17).

Isso seria particularmente importante para os sacerdotes e para os levitas de serviço no templo porque eles eram responsáveis pela organização dos sacrifícios diários, especialmente durante os feriados.

Durante as festas e os festivais, dirigir os sacrifícios no templo era uma tarefa formidável (1 Crônicas 23:28-32; 26:15; 26:20-22; 2 Crônicas 13:10-11; 30:3-19; 34:9-11).

As ofertas pacíficas não tinham uma parte no calendário sagrado exceto durante o Festival da Colheita (Levitico 23:19-20).

Em todas as outras ocasiões, com duas exceções (o voto de nazireu e a instalação de um novo sacerdote), as ofertas pacíficas eram sacrifícios puramente voluntários e ele não requeria nenhum tipo de escrituração.

Em outros contextos bíblicos, os sacrifícios são listados de acordo com a mesma escrituração ou ordem administrativa.

Estes incluem ofertas queimadas, ofertas de grão, ofertas de bebida e ofertas pelo pecado.

As instruções para que tipo de oferta trazer quando sacrifícios eram requeridos em casos específicos seguem o mesmo tipo de seqüência.

Quando um voto de Nazireu era terminado, o Nazireu trazia ofertas queimadas, pelo pecado e pacíficas. No entanto, o sacerdote fazia o ritual numa ordem diferente.

A oferta pelo pecado era feita primeiro seguida pela oferta queimada e por último a oferta pacífica (Números 6:16-17).

No caso de um voto incompleto, o primeiro passo seria oferecer uma oferta pelo pecado e depois a oferta queimada para renovar o voto (Números 6:11).

O renovamento do voto de Nazireu requeria uma oferta de culpa especial que era um ritual distinto (Números 6:12).

A descrição das ofertas feitas pelo príncipe de Israel nos últimos dias, apresenta o mesmo contraste entre os dois tipos diferentes de sacrifícios.

Em feriados festivos o príncipe trazia ofertas queimadas, de grão e de bebida, mas ele as oferecia como ofertas pelo pecado, ofertas de grão, ofertas queimada e ofertas pacífica (Ezequiel 45:17).

Essa segunda ordem dos sacrifícios na qual a oferta de pecado vinha antes da oferta queimada, também era seguida durante a rededicação do altar (Ezequiel 43:18-27).

A ordem detalhada dos sacrifícios ilustra a idéia no Velho Testamento de como Deus poderia ser abordado.

Primeiro, tinha que ser feito uma expiação pelo pecado e depois a pessoa fazendo o sacrifício tinha que ser consagrada.

Quando essas condições tinha sido alcançadas, a pessoa fazendo a oferta poderia expressar a sua devoção continua com mais ofertas queimadas e ele também poderia fazer parte nos sacrifícios em comunhão aonde ele mesmo ganhava uma grande parte do animal morto para dividir com seus amigos (Deuteronômio 12:17-19).

11) ADORAÇÃO DA IGREJA:

Existiam duas reuniões:Festa do Amor “Ágape” em adoração e a reunião de oração, louvor e pregação.

O culto público era realizado conforme o Espírito movesse as pessoas, com orações, testemunhos e salmos, onde a adoração inspirada pelo Espírito era meio poderoso para atrair e evangelizar os não-convertidos (1 Co. 14:24,2 5).

O culto particular “partir do pão”(At.2:42) era refeição em comum entre os discípulos; ao pedirem a bênção de Deus sobre o alimento, se lembravam da última páscoa de Cristo e a ceia terminava em culto de adoração.

A vida e a adoração a Deus estavam muito ligadas naqueles dias).

Depois,as reuniões se separaram.

12)ORGANIZAÇAO DA IGREJA PRIMITIVA: Após o Pentecostes, os cultos eram nas casas e no Templo (At.2:46).

Não havia organização e o ensino era dado pelos apóstolos(At.2:46).

Quando a Igreja cresceu numericamente, houve a necessidade de organização para separar pessoas para o Ministério e para resolver problemas internos.

Apóstolos e anciãos presidiam as reuniões democráticas e as igrejas não eram unificadas em Ministérios denominacionais.

Não havia governo centralizado e cada igreja era autônoma e “livre” (mantinharn relações cooperativas umas com as outras-(Rm.15:26; 2Co.8:9; Gl.2:10; Rm.15:1; 3Jo.8).

Os 12 apóstolos eram respeitados e exerciam autoridade, como Paulo que não tinha nada “oficial”, mas puramente espiritual.

Nos séculos primitivos as igrejas locais, embora nunca lhes faltasse o sentimento de pertencerem a um só corpo, eram comunidades independentes e com governo próprio, se relacionando com comunhão fraternal por visitas de “delegados”, cartas, assistência e consagração de pastores.

Hoje, o mundo é diferente e a igreja precisa se organizar conforme as leis do país, mas precisa voltar à prática e ao sentimento cristão primitivo de ser corpo de Jesus Cristo.

SAIBAMOS QUE SOMOS MEMBROS DO CORPO ESPIRITUAL DE CRISTO,DONO DE SUA IGREJA.

13)MINISTÉRIOS DA IGREJA:

1) Desempenho de um serviço (At 7.53).

2) Exercício de um serviço religioso especial, como o dos levitas, sacerdotes, profetas e apóstolos (1Cr 6.32; 24.3; Zc 7.7; At 1.25).

3) Atividade desenvolvida por Jesus até a sua ascensão (Lc 3.23).

4) Cargo ou ofício de MINISTRO, conforme (2Co 6.3; 2Tm 4.5).

 

A) Ministério Geral e Profético:

a)Apóstolos:

Cada um dos 12 homens que Jesus escolheu para serem seus seguidores e para lançarem as bases da Igreja (Mt 10.2-4; Ef 2.20).

Apóstolo quer dizer “mensageiro”, isto é, aquele que é enviado para anunciar a mensagem de Deus.

Por anunciarem o evangelho, Paulo e alguns outros também foram chamados de apóstolos (1Co 15.9; At 14.14).

Receberam a comissão de Jesus (Mt.5:10;GI.1:1); viram Cristo após a ressurreição (At.1:22; 1Co.9:1);gozavam de inspiração especial (GI.1:11; 1Ts.2:13); exerciam administração na igreja (1 Co.5:3-6;2Co.10:8; Jo.20:22); levavam credenciais sobrenaturais (2 Co.12:12), cujo trabalho principal era estabelecer igrejas em campos novos (2 Co.10:16).

APOSTOLO = MISSIONÁRIO (At.14:14; Rm.16:7).

 

b)Profetas e Profetizas:

Profeta ou profetisa era um homem ou mulher escolhido por Deus para falar por Ele e relatar fatos no plano divino.

Quando Jesus ressuscitou o filho da viúva, os circunstantes responderam dizendo, “Grande profeta se levantou entre nós!” (Lucas 7:16; comparar com Marcos 6:15; 8:28).

No pensamento judeu, os acontecimentos religiosos mais claros encontram seu foco na chamada e ministério de um profeta.

Essa era a forma como Deus se comunicava com seu povo.

Quando responderam a Jesus, as pessoas estavam de fato mais certas do que imaginavam. Deus os visitara através dele.

Embora Jesus tenha sido mais do que um profeta, foi na verdade o clímax da ordem profética predita por Moisés (Deuteronômio 18:15-19).

Tinham o dom da expressão inspirada. Enquanto o apóstolo e o Evangelista levava a sua mensagem aos incrédulos (Gl.2:7,8), o ministério do profeta era particular aos cristãos.

Pessoa que profetiza, isto é, que anuncia a mensagem de Deus.

No AT, os profetas não eram intérpretes, mas sim porta-vozes da mensagem divina (Jr 27.4).

No NT, o profeta falava baseado na revelação do AT e no testemunho dos apóstolos, edificando e fortalecendo assim a comunidade cristã (At 13.1; 1Co 12.28-29; 14.3; Ef 4.11).

A mensagem anunciada pelo profeta hoje deve estar sempre de acordo com a revelação contida na Bíblia.

João Batista (Mt 14.5; Lc 1.76) e Jesus (Mt 21.11,46; Lc 7.16; 24.19; Jo 9.17) também foram chamados de profetas. Havia falsos profetas que mentiam, afirmando que as mensagens deles vinham de Deus (Dt 18.20; At 13.6-12; 1Jo 4.1).

c)Mestres:

Dotados de dons para exposição da Palavra.

1) Professor; instrutor (Sl 119.99; Mt 10.24).

2) Título de Jesus, que tinha autoridade ao ensinar (Mc 12.14).

3) Pessoa perita em alguma ciência ou arte (Êx 35.35).

4) Pessoa que se destaca em qualquer coisa (Pv 24.8; Ez 21.31).

5) Capitão (Jn 1.6).

B) Ministério Local e Prático:

Toda organização tem pelo menos uma pessoa que trabalha nos bastidores.

Esta é a função do diácono ou presbítero na igreja.

Eles trabalham nos bastidores servindo e ministrando às necessidades das pessoas.

Algumas igrejas indicam “presbíteros”, termo que descreve aqueles que exercem um papel de liderança similar dentro da igreja.

Diáconos e presbíteros podem estar ou não na liderança durante um culto dominical típico como um pastor ou ministro de adoração.

Entretanto, seu trabalho de bastidores, conduzindo os negócios da igreja e o trabalho de Cristo, é primordial.

 

a)Presbíteros ou Anciãos: presbuterov presbuteros – Lider da igreja.

Os presbíteros se dedicavam à direção das igrejas, ao ensino da doutrina cristã e à pregação do evangelho.

A palavra grega presbyteros quer dizer “ ANCIÃO “, mas era usada para os líderes cristãos sem referência à sua idade.

Nos tempos do NT os presbíteros também eram chamados de BISPOS (At 20.17,28; 1Tm 3.1-7; Tt 1.5-9).nomeado pela Igreja, com certas características (1Tm.3): (Bispos)-supervisores ou superintendentes sobre a igreja local, especialmente em relação ao cuidado pastoral e à disciplina – 1 Timóteo 3:2-7 e Tito 1:6-9 listam as qualidades que uma pessoa tinha que ter para se tornar um bispo, um oficial dentro da igreja.

A palavra grega que nos deu o título “bispo” e a palavra “episcopal”, é freqüentemente traduzida, nas bíblias modernas, como “ancião”, “capataz”, “pastor” ou “guardião”. Jesus é chamado de “Pastor e Bispo das vossas almas” (1 Pedro 2:25).

Um bispo, obviamente, tinha uma posição de autoridade, mas as tarefas de um bispo não são definidas com clareza no Novo Testamento. Um de seus trabalhos era combater a heresia (Tito 1:9) e ensinar e explicar as Escrituras (1 Timóteo 3:2).

Há também alguma evidência de que eles ajudavam a cuidar dos pobres, além de supervisionar a congregação.

As cartas de Paulo a Timóteo e a Tito indicam que um bispo era considerado um líder na congregação e uma pessoa que representava a igreja cristã a um mundo não cristão.

Dirigente da igreja cristã – Os bispos se dedicavam ao ensino da doutrina e à pregação do evangelho.

A palavra grega epíscopos, que é traduzida por “bispo”, quer dizer supervisor ou superintendente.

Nos tempos apostólicos, o bispo cuidava de uma igreja local e era também chamado de PRESBÍTERO (At 20.17-28; 1Tm 3.1-7; Tt 1.5-9; v. ANCIÃO).

Só mais tarde os bispos se tornaram responsáveis por um grupo de igrejas de determinada região.

O serviço do diácono diferia do serviço do presbítero.

Enquanto diáconos e diaconisas eram escolhidos por suas fortes características pessoais, os presbíteros obtinham sua posição por laços de família ou indicação.

Seguindo um padrão definido relacionado ao sistema tribal (Números 11: 16-17; Deuteronômio 29:10), o presbítero exercia funções de liderança e jurídica em razão de sua posição na família, clã ou tribo; ou em razão de sua personalidade, destreza, status ou influência; ou ainda por um processo de indicação e ordenação.

Os presbíteros tinham várias funções. Por exemplo: I Timóteo 5:17 fala de presbíteros que pregavam e ensinavam; Tiago 5:14 os mostra envolvidos num ministério de cura; I Pedro 5;2 os exorta a apascentar o rebanho.

Assim, os profetas e mestres que dirigiam a igreja de Antioquia (Atos 13:1-3) podem ter sido os presbíteros daquela comunidade.

O PRESBíTERO NA COMUNIDADE CRISTÃ

Segundo o relato de Lucas sobre a origem e expansão do Cristianismo, os presbíteros já estavam presentes na igreja de Jerusalém.

Em Atos, vemos os cristãos de Antioquia enviando mantimentos “aos presbíteros (das igrejas da Judéia) por intermédio de Barnabé e Saulo (11:30).

Em sua primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé “promoveram os discípulos em cada igreja” (Atos 14;23).

Mais tarde, foram enviados de Antioquia para Jerusalém “para os apóstolos e presbíteros” a fim de esclarecê-los sobre o assunto da circuncisão dos gentios cristãos (Atos 15:2) e “foram bem recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros” (Atos 15:4), que se reuniram para ouvir sobre o caso e resolver a questão (Atos 15:6-23).

Não se sabe quem eram e como foram escolhidos esses presbíteros. Mas certamente foram consideradas sua idade e proeminência lhes conferiu o privilégio de prestar serviço especial dentro de suas comunidades.

Parece que atuavam de maneira semelhante aos anciãos das comunidades judaicas e do Sinédrio (Atos 11:30; 15:2-6.22-23; 16:4; 21:18).

 

b) Pastores: As vezes, os presbíteros se chamavam pastores poimhn poimen – como guardador de gado (Gn 13.7).

2) Governante (Jr 3.15).

3) Deus (Sl 23.1) e Jesus (Jo 10.11).

4) Ministro da igreja (Hb 13.17, 1Pe 5.2).dom de cuidar do rebanho (Ef.4:11; At.20:28);

c) Evangelistas – Pastores-evangelistas – Pregador que vai de lugar em lugar anunciando a boa-nova de Jesus Cristo (At 21.8).

Deviam cuidar ou supervisionar (1Tm.3:1);presidir (1Tm.5:17); defender a sã doutrina (Tt.1:9); Qualificações (1Tm.3:8-10;12-13); Ordenação (1Tm.4:4; Tt.1:5).

Durante o primeiro século, cada comunidade cristã era governada por um grupo de anciãos ou bispos, diferente de hoje.

Mas, no início do terceiro século, homens foram colocados à frente.

 

b) Diáconos e Diaconisas-”Servos ou ajudantes”- diakonov diakonos(At.6:1-4; Fil.1:1) e (Rm.16:1; FiI.4:3)-Qualificações(1Tm.3:8-13)-Auxiliares dos presbíteros (At.6:1-6)-Oficialmente reconhecidos na igreja (Fil.1:1), cujo trabalho era visitar de casas e exercer ministério prático entre os pobres e necessitados (1Tm.5:8-11) e ajudando os anciãos na Ceia do Senhor.

Pessoa que ajudava nos trabalhos de administração da igreja e cuidava dos pobres, das viúvas e dos necessitados em geral.

O diácono também pregava o evangelho e ensinava a doutrina cristã (At 6.1-8; 1Tm 3.8-13).

 

OS DIÁCONOS NA IGREJA PRIMITIVA

O termo diácono vem do grego e significa servo ou ministro.

A palavra “diaconato” descreve o serviço do grupo de diáconos e diaconisas dentro de uma igreja.

VISÃO DO NOVO TESTAMENTO

Várias referências seculares dão a diácono o sentido de garçon, servo, administrador ou mensageiro.

Escritores bíblicos usam esta palavra para descrever vários ministérios e serviços.

Só bem mais tarde na igreja primitiva foi usado para indicar um grupo distinto de oficiais da igreja.

Entre seus usos comuns, diácono se refere a quem serve a refeição (João 2:5,9), servos do rei (Mateus 22:13), ministro de Satanás (II Coríntios 11:15), ministro de Deus (II Coríntios 6:4), ministro de Cristo (II Coríntios 11:23), ministro de Deus (Colossenses 1:24-25) e autoridade (Romanos 13:4).

O Novo Testamento apresenta o ministério do serviço como uma marca de toda a igreja, isto é, como uma conduta normal para todos os discípulos (Mateus 20: 26-28; Lucas 22: 26-27).

Os ensinamentos de Jesus no julgamento final equiparam esse ministério com: alimentar os famintos, acolher o próximo, vestir os que estão despidos, visitar os enfermos e encarcerados (Mateus 25: 31-46).

Todo o Novo Testamento enfatiza a compaixão pelas necessidades físicas e espirituais dos indivíduos bem como quanto nos devemos doar para satisfazer essas necessidades.

Deus nos capacita para o serviço com vários dons espirituais. Quando realizamos esse serviço, em última análise, ministramos ao próprio Cristo (Mateus 25:45).

ORIGEM

Alguns estudiosos da Bíblia estabelecem uma relação entre o “hazzan” da sinagoga judaica e o serviço cristão do diácono.

O “hazzan” abria e fechava as portas da sinagoga, mantinha-a limpa e distribuía os livros para leitura.

Jesus provavelmente passou o rolo do livro de Isaías para um diácono depois que acabou de lê-lo (Lucas 4:20).

Outros estudiosos do Novo Testamento dão atenção considerável à escolha dos sete (Atos 6:1-6); vêem aquele ato como um precursor histórico de uma estrutura mais desenvolvida (Filipenses 1:1; I Timóteo 3:8-13 – as duas referências específicas ao “ofício” de diácono).

Cada apóstolo já estava sobrecarregado com várias responsabilidades.

No entanto, os doze apóstolos propuseram uma divisão do trabalho para assegurar assistência às viúvas gregas na distribuição diária que a igreja fazia de alimento e donativos.

Sete homens de boa reputação, cheios do Espírito de Deus e de sabedoria (Atos 6:3), se destacaram na congregação de Jerusalém, praticando caridade e atendendo necessidades físicas.

Alguns lembram que o diaconato não devia ser relacionado somente a caridade, pois os diáconos eram pessoas de estatura espiritual.

Estêvão, por exemplo, “cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (Atos 6:8).

Filipe, apontado como um dos sete, “os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo” (Atos 8:12).

Filipe também batizava (Atos 6:38) e é mencionado como um evangelista (Atos 21:8).

Muitas igrejas provavelmente adotaram como modelo “os sete de Jerusalém” no seu quadro de diáconos.

Em I Timóteo 3:8-13 são dadas instruções sobre as qualificações da função de diácono, a maioria delas se relacionando ao caráter e comportamento pessoais.

Um diácono deveria falar a verdade, ser marido de uma só mulher, “não dado a muito vinho”, e um pai responsável. Alguns diáconos: Timóteo (I Tessalonicenses 3:2; I Timóteo 4:6), Tíquico (Colossenses 4:7), Epafras (Colossenses 1:7), Paulo (I Coríntios 3:5) e o próprio Cristo (Romanos 15:8).

A diaconia bíblica não se caracteriza por poder e proeminência mas por serviço ao próximo, por cuidados pastorais.

DIACONISAS:

As mulheres também exerciam a função de diaconisas.

Em Timóteo 3:11, lemos que elas deveriam ser “respeitáveis, não maldizentes, mas temperantes e fiéis em tudo”.

Por causa do grande número de mulheres convertidas (Atos 5:14; 17:4), as mulheres atuavam na área de visitação, instruíam sobre discipulado e assistiam no batismo.

Em Romanos 16:1-2, lemos que Paulo elogiou Febe por ser uma ajudadora no serviço da igreja de Cencréia.

Em Romanos 12:8 e I Timóteo 3:4-5 encontramos outras qualidades desejadas no diácono.

d)Obreiro: Todo cristão que realiza a obra de Deus; Trabalhador; operário (1Cr 4.21; 2Tm 2.15). 2) Pessoa que pratica ou planeja (Sl 14.4).

 

14) FIGURAS DA IGREJA:

a)Pastor e ovelhas (Jo.10);

b)Videira e ramos (Jo.15);

c)Pedra Angular e as pedras do edifício (Ef.2:19-21);

d)Sumo-sacerdote e reino de sacerdotes(1 Pe 2);

e)Ultimo Adão e a nova Criação (Rm.5);

f)Cabeça e corpo (1Co.12;

g) Noivo e noiva; marido e esposa (Ef.5;Ap.19);

Fim de sua Época: Arrebatamento-(2 Ts.2; Ap.3:10-q1;1Ts.1:10).

15) ESCATOLOGIA – A DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS:

(BREVE COMENTÁRIO) – Relacionando a Igreja e nossa vida como cristãos e o futuro:

A Paurosia ”2a.vinda de Jesus” é citada 300 vezes no Novo Testamento.

1)Sua vinda será:

a) Pessoal (Jo.14:3 At.1:10; 1 Ts.4:16; Ap.1:7; 22:7);

b)Literal:(At.1:10; 1 Ts.4:16; Ap.1:7; Zc.14:4);

c)Visível (Hb.9:28;Fil.3:20; Zc.12:10);

d) Gloriosa(Mt.16:27; 25:31; 2 Ts.1:7-9; Cl.3:4);

 

2)O tempo exato está oculto (Mt.24:;36-42;Mc. 13:21,22);

 

3)Tempo de sua vinda:

a)Servos de Jesus levarão sua obra (Lc.19:11-27);

b)Evangelho pregado a todas as nações (Mt.24:14);

c)Muitos duvidarão do seu retorno (Lc.18:1-8);

d)Muitos serão negligentes (Mt.25:1-11);

e)Haverá ministros infiéis (Lc.12:45);

 

4)Propósitos de sua vinda:

a)Igreja encontra o Senhor e crentes serão galardoados;

b)Depois de sete anos, restaurará IsraeI;

c)As nações serão julgadas.

AULA 15 – NOÇÕES DE DISCIPULADO E EVANGELISMO:

 

Um discípulo é alguém que segue uma outra pessoa ou um estilo de vida.

Um discípulo se submete a disciplina ou ensinamento do líder ou do estilo.

Na bíblia, o termo discípulo é quase sempre encontrado nos evangelhos e no livro de Atos.

No Velho Testamento as vezes a palavra é traduzida como “aprendeu” e “ensinou”.

Onde quer que tenha um professor e pessoas sendo ensinadas, há a idéia de discipulado está presente.

Nos evangelho, os seguidores mais íntimos de Cristo são chamados de discípulos.

Os doze foram chamados pela autoridade de Jesus em circunstâncias variadas.

No entanto, todos aqueles que aprovavam os seus ensinamentos e estavam engajados a ele eram são chamados de discípulos.

O chamado desses discípulos aconteceu numa época em que outros professores tinham os seus discípulos.

Os mais notáveis eram os fariseus (Marcos 2:18; Lucas 5:33) e João Batista (Mateus 9:14).

Discípulos são almas salvas regeneradas, transformadas peIo Espírito Santo, produtivos na Obra de Deus.

Pessoa que segue os ensinamentos de um mestre.

No NT se refere tanto aos APÓSTOLOS (Mt 10.1) como aos cristãos em geral (At 6.1).

 

NO ANTIGO TESTAMENTO:

* Nb bem –  como filhos;

* dwml limmuwd / dml limmud - ensinado, instruído, acostumado. (Is.8:16).

NO NOVO TESTAMENTO:

* mayhthv mathetes – aprendiz, pupilo, aluno, discípulo.

1) VOCÊ PRECISA SABER:

Amados irmãos e irmãs em Jesus Cnsto!

Parabéns pelo seu término de Curso e Início da Caminhada Cristã.Ministramos a vocês 14 aulas sobre os rudimentos bíblicos.

Verdades imprescindíveis para os que desejam fazer a vontade do Senhor Jesus de forma honesta e piedosa.

Esse curso é pré-requisito para o Evangelismo responsável e para participar do Batismo nas águas.

Os novos convertidos precisam ter uma idéia clara da Bíblia para voluntariamente se firmarem no Evangelho.

Não “ACEITEI A JESUS, ESTOU CONVERTIDO E SALVO”, que dáa idéia de perfeccionismo; o correto é CONFESSEI A JESUS, CRI NO CORAÇÃO, ESTOU ME CONVERTENDO E GUARDANDO A SALVAÇÃO QUE RECEBI PELA GRAÇA E ISSO, TODOS OS DIAS.

Deus tem um plano maravilhoso para nossas vidas, mas o pecado atrapalha.

Somente Jesus Cristo pelo Espírito Santo, através da Palavra nos capacita para o serviço de ministração divino e nos dá um novo nascimento que é uma mudança pessoal plena envolvendo a nova realidade espiritual que em nós processa.
2) QUE É SER DISCÍPULO DE CRISTO:

Não basta apenas se converter a Cristo, mas amadurecer no Evangelho através de uma nutrição espiritual fortificando as almas.

Um discípulo (seguidor) maduro tem de ensinar a outros crentes como viver uma vida que agrade a Deus, equipando-os a treinar outros para que ensinem a outros, afinal, ninguém é um fim em si mesmo.

Deus escolhe um método sólido e eficaz para edificar o seu Reino.

A sua Igreja é um movimento dinâmico, em que o discipulado é o único meio de se produzir tanto a qualidade como a quantidade de crentes que Deus deseja.

Discípulo é aquele que tem um caráter semelhante ao de Cristo em evidência que morreu para si mesmo, fato mais importante que nossas capacidades e habilidades.

 
3) COMO SER DISCIPULO DE CRISTO:

Precisamos conhecer a Palavra de Deus, no compromisso de querer obedecer, estudando fielmente e procurando exercer a nossa vontade na obediência à Palavra de Deus.

Cristo Reina hoje, através de autoridades delegadas da Igreja que precisam ser obedecidas em submissão, porque usam sua autoridade para nos servir.

Nossa atitude deve ser confiar em Deus, perdoando e aceitando o perdão de Jesus, vivendo em comunidade, afinal, Deus usa pessoas de espírito quebrantado, com corações humildes, desinteressados em promoções pessoais, gloriando-se somente na cruz de Cristo.

Esse caráter é formado pela comunicação com Deus, não em superficialidade, mas em intimidade, para tanto, precisamos estar dispostos a ouvir atentamente, com coerência e honestidade, afinal, isso é essencial para o Cristão.

 
4) REQUISITOS PARA SER DISCIPULO DE CRISTO:

Se você é sincero na multiplicação espiritual de sua igreja, querendo assumir um compromisso na morte de seu “eu”, comprometido a conduzir novos crentes à maturidade.

Deus se responsabilizará pelos novos crentes sobre os quais Ele nos colocará como supervisores.

Tenha um alto padrão espiritual desejando conhecer intimamente a Deus; procure ser uma pessoa disponível a ajudar os outros; seja submisso às autoridades, fiel a Deus, à Doutrina e às finanças da lgreja procure fazer discípulos, sem receio de orientar os outros pelo que você já sabe; ore diligentemente a Deus que lhe mostrará o que fazer.

Pelo Espírito Santo, procure selecionar com cuidado as pessoas que você vai ajudar espiritualmente, mas não esqueça de antes, treinar esta pessoa na Palavra de Deus, orientando de perto, tomando a iniciativa de fazer o convite ao Estudo, explicando o relacionamento espiritual que deseja realizar.

Comunique a visão do projeto, que é o ensino da Palavra em grupos ou individual, se for o caso, mas deixe a pessoa decidir se quer ser ensinada, sem força ou coação; deixe-a à vontade.

 
5) COMO O DISCIPULO DEVE SER RELACIONAR:

Seja amoroso, com calor humano, com lealdade a Deus e à pessoa para não fofocar ou espalhar segredos, agindo com maturidade, sem deixar de dar exortações, conselhos quando necessário, afinal, o amigo verdadeiro corrige o errado.

Tenha disponibilidade, paciência para lidar com os problemas dos outros, sendo honesto no aconselhamento e sempre motivando a pessoa a prosseguir na jornada da fé.

Nesse relacionamento, o propósito principal é a adoração a Deus em atitude de respeito, temor e amor.

Procure memorizar a escritura, meditando em seus versículos, ensinando a pessoa a pensar sobre o que você já sabe, mas sem orgulho ou exaltação pessoal.

O processo de tomada de atitudes envolve alternativas viáveis de resolução, aplicação de versículos específicos ao caso, implicações de atos tomados e conselhos de líderes mais experientes.

Devemos corrigir nossas fraquezas, orando juntos, estudando a Bíblia e aplicando de forma prática.

Convêm salientar que sempre é melhor orientar uma pessoa do mesmo sexo, evitando uma brecha para o infortúnio ou queda, afinal, a carne é fraca e Jesus nos manda fugir do que pode ser motivo de queda.

“Somos responsáveis pelos que nós cativamos”, assim dizia Exúpery de “o Pequeno Príncipe”.

Que a nossa Palavra seja acompanhada de atos verdadeiros e autênticos, numa conduta de amor e de fé e pureza no modelo do Mestre.

Não sejamos presunçosos de querer saber tudo, mas devemos ser claros e inspirarmos confiança, mas sempre despertando a responsabilidade pessoal de cada cristão para com a Obra de Deus.

6) COMO O DISCÍPULO DEVE AGIR NA EVANGELIZAÇÃO:

a) Quando visitar pessoas, evite fazer muitas perguntas pessoais ou agredir o motivo da fé da pessoa, mesmo estando errado; lembre-se de que você também desconhecia o Evangelho;não penses que sabes tudo; sem o Espírito Santo, nada acontece.

b) Dê seu testemunho com convicção da Palavra, com verdadeiro interesse na pessoa, não falando de reunião, mas de Jesus Cnsto.

Se possível, ore antes, jejue e peça os dons da sabedoria, discernimento, ciência e da Ministração da Palavra.

c) Se for o caso, dê apenas o endereço da Igreja e não o seu endereço pessoal e sempre procure falar com a pessoa em conjunto com um outro irmão ou irmã da Equipe de Evangelismo.

d) Que cada pessoa visite alguém do seu mesmo sexo, aconselhando com cuidado, prudência e equilíbrio para não ser fanático ou legalista; evite usar novos convertidos que não tenham conhecimentos bíblicos para não serem confundidos.

e) Esteja atento aos srnaisde perigo do lugar não sendo iisistente para a pessoa “aceitara lesus na marra”, pois isso não é tudo; é apenas o começo, pois não adianta forçar alguém a dizer sim para satisfazer o ego de quem evangeliza e esquecer a alma depois.

f) Procure usar linguagem clara, sem palavrões, gírias ou apelidos; seja seguro, não fazendo promessas, sempre atualizando o Evangelho com o dia-a-dia da realidade da pessoa visitada.

g) Seja paciente com auto-controle, estando fisicamente e espiritualmente saudável, com humor estável, submisso aos horários, controlando a língua para falar para edificação e não acusação às igrejas ou a terceiros.

h) Seja flexível com o temperamento das pessoas pois existem (mecanismos de defesa para reagir a conversas não desejadas).

* Negação (inconscientemente se nega para proteger-se do sofrimento;

* Transferência (inconscientemente transfere seu problema ou insatisfação para o conjuge, filhos, etc…);

* Projeção (fazer uma falsa realidade mental contra quem não se aceita);

* Racionalização (Tentativa de arranjar explicação justificativa para males feitos);

* Repressão (Procurar considerar algo desagradável como nunca ocorrido);

* ”Conversão”: Diferente da Cristã, transforma insatisfação em sintoma ou queixa de doença, após frustração ou ansiedade.

i) Tenha boa aparência pessoal e não use roupas indecentes ou sensuais para não despertar o olhar cobiçoso do ouvinte; se notar que o olhar dele ou dela te causa inquietação carnal, encerre a conversa, afinal, setas malignas estão te atingindo por alguma brecha na tua espiritualidade.

j) Respeite as opiniões e os direitos dos outros, ouvindo com empatia, mas evitando entrar na intimidade da pessoa, tendo amor e sabendo ouvir.

k) Procure anotar nome, endereço, telefone, marcação de fatura visita a pedido do visitado, acontecimentos e dê ao líder do setor do Evangelismo e/ou pastor de sua igreja.

l) Nunca se exponha, falando de sua intimidade, pois não conhece a pessoa que está ouvindo sua conversa.

m) Quando for aconselhar, saiba que as áreas que mais afetam as vidas são:

a)vida pessoal (Lc.9:23);

b)futuro(Mt.6:31-34);

c)dinheiro(Cl.3:1);

d)Casamento(1Co.7:3,4);

e)Filhos(Sl.127:3).

n) Quando for lidar com pessoas em crise, observe:

a)Ansiedade:Estabeleça compa-rações, abordando sentimento de culpa, traumas de infância ou fracasso de algum ideal, procurando remover causas referentes ao 1° dia de trabalho, viagem ou nova realidade social como casamento. (Mt.6:25-34;Sl.37:5;Pv.24:10; Rm.14:23; Ef.6:10; 1Pe.5:7);

b) Baixa Estima-referente ao nosso retrato mental da alma;fale de sua importância para Deus e a morte de Jesus pela vida (Pv. 23:7; Gn. 1:26,27; Rm.8:16);

c) Depressão-prisão da mente em frustração, sentimento de perda ou traição pessoal. Fale firmente da Palavra de Deus, enfrentando os pensamentos contrários, resistindo em nome de Jesus, exortando a pessoa a não se isolar, a cuidar-se, a definir objetivos úteis sociais e a orara Deus (Hb.11:1;Sl.37:5;Tg.4:7; Fp.4:8; 1Co.3:16; 1Ts.5:17);

d)Culpa-Envolve problemas psicológicos e íntimos de remorso ou auto-condenação; Cuidado no uso do Eu e Tu pois a pessoa pode se sentir ofendida ou com complexo de inferioridade e partir para agressão.

Ouça-a com amor de Deus, procurando promover seu alto sentimento em Deus, fale especificamente sobre seu problema, sem radicalismos ou preconceitos, na Palavra de Deus.

Utilize um pouco do que aprendeu de psicologia, aplicando a Palavra com humildade, não colocando em Deus somente a resposta de tudo pois Deus faz o que não podemos fazer.

Seja amável, compreensivo, sincero, pedindo sabedoria ao Espírito Santo, testemunhando de si com mansidão e temor.
7) LEMBRETES AOS PROFESSORES/MINISTRADORES DO CURSO DE DISCIPULADO CRISTÃO:

Nunca pense que sabe tudo a respeito do Evangelho; Frequente e convide pessoas à Escola Dominical de sua Igreja;

Nunca seja exclusivista de dizer que somente sua igreja é a certa; seja humilde e não provocativo;

Nunca espere bons resultados no início de sua caminhada; dê de graça como recebestes de graça.

 

AO ENSINAR A PALAVRA DE DEUS NUMA SALA DE AULA:(MÁXIMO 1H30min.)

a) Ore antes e Incite perguntas;

b) Transforme a vontade do aluno em conversar em instrumento de aprendizagem pela exposição do tema à turma;

c) Seja assíduo e pontual;

d) Estruture sua aula antes de ministra-la;

e) Seja interessado para com o aluno;

f) Seja calmo e sereno;

g) Tenha bom humor mas seja moderado;

h) FaIe de modo a ser entendido pelo aluno;

i) Tenha auto-estima com autoridade;

j) Aceite as diferenças pessoais;

k) Seja um ótimo ouvinte, remindo o tempo;

l) Se coloque no lugar do aluno;

m) Compreenda as idéias dos outros; m)deixe os alunos falarem o que pensam;

n) Seja rápido, mas não apressado;

o) Conclua a aula de maneira amistosa, sem dúvidas;

p) Cobre colaboração de todos, sem ensaiar demais o improviso;

q) Nunca se compare com outros professores;

r) Cumpra suas promessas;

s) Cuidado com os gestos e palavras;

t) Seja bem-apresentado;

u) Seja humilde;

v) Mantenha-se atualizado;

x) Explique o projeto a eles;

z) Somente dê apostila específica na aula: evite dar logo todo o material:se deres, eles perdem interesse e curiosidade.

 

8) NOÇÕES SOBRE ÉTICA CRISTÃ:

O comportamento cristão deve ser um referencial para a sociedade.

No mundo, os valores morais divinos serão gravados na mente das pessoas pela Palavra de Deus, pois o pecado e os vícios fazem os homens terem condutas impróprias e errôneas.

A etica Cristã se fundamenta nos ensinos de Cristo (2 Co.5:15;Ef.2:10; Ec.12:13).

A REFLEXÃO DE NOSSOS ATOS NOS APRIMORA E DESENVOLVE!

 

a) Aspecto que nos valoriza:Nosso exemplo pessoal:

Atitudes falam mais que muitas palavras.

Quando nosso comportamento não condiz com o que falamos, perdemos a credibilidade e nosso testemunho se torna infiel.

Quando a nossa vida é exposta ao público, os rastros de nossas ações terão número cada vez maior de seguidores que simplesmente copiarão o nosso modelo pela força do exemplo.

b) Quanto aos mandamentos (Decágono): Os dez mandamentos não foram abolidos com a chegada do Evangelho.

Os princípios espirituais e morais da lei integram às leis do Reino de Jesus, expostas no Sermão do Monte.

Os antigos cumpriam os mandamentos e estatutos em Israel de modo formal e frio.

Jesus deu aos mandamentos um sentimento muito mais elevado, aprofundado e ampliando o seu entendimento, tornando-os instrumento de justiça, bondade e amor de Deus (Mt.5:17-21). Lembremos que Jesus veio cumprir toda a Lei e não a abolir.

c) Guerras-(Ex.15:3; Nm.31:3) Atividade normal nos tempos do AT (2Sm 11.1).

Os inimigos dos israelitas eram considerados inimigos de Deus (1Sm 30.26).

Deus era representado como guerreiro, combatendo em favor de Israel (Êx 15.3; Sl 24.8; Is 42.13) ou usando a guerra para castigar Israel (Is 5.26-30; Jr 5.15-17) e outras nações (Is 13; Jr 46.1-10).

Mas Isaías também profetizou uma era de paz (Is 2.1-5; 65.16-25).

Nos tempos apostólicos, quando os romanos dominavam Israel, a linguagem da guerra só aparece em METÁFORAS (Ef 6.11-17) e para descrever a batalha do fim dos tempos (Ap 20.7-10).

O cristão tem dupla cidadania; terrena e celestial, devendo cumprir seus deveres para com o Estado.

Estamos na dispensação da graça e o cristianismo é pacífico, mas temos um compromisso com as leis do governo onde vivemos. (Rm.13:1-7; 1Tm.2:2; Tt.3:1; e 1Pe2:13-14).

Além disso, temos o direito de nos defendermos porque isso é justo diante de Deus.

Se as leis forem injustas, prevalece a Palavra de Deus, acima da Constituição (Dt.17:18-20 e At.4:19-20).

Se o cristão é militar, deve militar contra o narcotráfico, crime organizado, potência agressora,injustiças.

Não se trata de fazer guerras particulares, mas ir contra o que pode atacar e querer destruir a igreja e a família.

Somente a morte não pretendida poderia ser expiada no Antigo Testamento e no Novo não traria culpa ao aqressor.

A lei da semeadura é real.

d) Aborto:  A vida no útero materno (Jeremias 1:1-5): Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e antes que saísses da madre, te consagrei e te constitui profeta às nações.

AS PESSOAS TÊM VALOR MESMO ANTES DE NASCEREM.

Deus lhe conheceu, como conheceu a Jeremias, muito antes de você nascer ou ser concebido.

Ele lhe conheceu, pensou a seu respeito, fez planos para você.

Quando você se sentir desencorajado ou inadequado, lembre-se que Deus sempre o considerou valioso e sempre teve um propósito para você. (Sl.139:1-24 – Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste.

DEUS OBRA NA VIDA DAS PESSOAS AINDA DENTRO DO ÚTERO.

O caráter de Deus participa na criação de cada pessoa.

Quando você se sente sem valor, ou começa a se odiar, lembre-se que o Espírito de Deus está pronto e disposto a obrar em você.

Deus pensa em você constantemente (Salmo 139:1-4). Devemos nos respeitar tanto quanto o Criador nos respeita.

O QUE ESTÁ POR TRÁS DO ABORTO HOJE? Vidas (2 Crônicas 28:1-8-Tinha Acaz vinte anos de idade, quando começou a reinar,e reinou dezesseis anos em Jerusalém; e não fez o que era reto perante o Senhor, como Davi seu pai (2 Crônicas 28:1).

O ABORTO É UM PECADO CONTRA DEUS.

Tente imaginar a monstruosidade de uma religião que oferece criancinhas como sacrifícios.

Deus permitiu que Judá sofresse pesados danos como conseqüência das maldades de Acaz. Esta prática perdura até os dias atuais.

O sacrifício de crianças aos duros deuses da conveniência, economia e desejos fugazes continua em clínicas esterilizadas em quantidades que assombrariam ao próprio Acaz.

Se queremos permitir que crianças se aproximem de Jesus, precisamos primeiro permitir que venham ao mundo.

Diante do valor da vida humana concedida por Deus no ventre materno, o aborto provocado é crime praticado contra uma vida inocente e indefesa.

O movimento feminista prega a mulher usar o corpo como dela, mas seu corpo é de Deus, que a criou.

Existem muitos casos em que a sociedade alega razões sem respaldo bíblico.

Com exceção do caso em que a vida não é totalmente desenvolvida do bebê, como os anencéfalos (sem cérebro), constituindo uma grande ameaça (morte) para a vida plenamente desenvolvida da mãe, tudo possível ao Deus de milagres, não há motivo justificável na Bíblia.(Ex.21:22;Jó.3:16;Sl.139:13).

Quem não tiver umbigo, que se habilite.

e) Planejamento Familiar-Ter ou não filhos, não é questão meramente biológica, mas que envolve fé, amor e obediência aos princípios de Deus para a família.

Filhos são bênçãos do Senhor (SI.127:3-5;128:3,4) e não devem ser evitados por razões egoísticas e utilitaristas.

A limitação de filhos por vaidade é pecado; contudo, dependendo da vontade de Deus, a possibilidade do cuidado com os filhos(1Tm.5:8) deve ser observado.

Ser irresponsável é ignorância e precisamos reter o bem (1Ts.5:21).

O potencial do casamento é a paternidade que deve ser observada(responsável).

Para usar o controle hormonal em problemas nos ovários à controle médico, medicação especializada deve ser consultada. OREM.

 

f) Sexualidade: Deus diferenciou macho e fêmea para seus propósitos e a sexualidade era normal.

A estrutura fisica-emocional e instinto sexual para a reprodução é propósito de Deus no casamento.

O sexo foi feito por Deus, mas a intimidade e interação sexual é privativa dos casados.

A satisfação amorosa é incentivada.

A lua-de-mel no A.T. durava 1 ano(Dt.24:5). O sexo deve ser exclusivo, monogâmico, alegre, natural e santo(sem aberrações ou bestialidades,etc.).

O relacionamento envolve também a Deus que o ordenou; não é algo apenas biológico ou psicológico.

Fornicação (envolve solteiros-Ap.21:8;Gl.5:19; 1Co.6:18)

Adúlteros (casados-Mt.5:27;Mc.10:9;Rm.13:9;Pv.5:1-5);

Prostituição (práticas pecaminosas sexuais – Dt.23;17; Pv.7:4-10; 1Co.6:15-18);

HomossexuaIismo (envolvendo pessoas de mesmo sexo-Lv.20:13; 18:22; Dt.23:17,18; Gn.19:5; Dt.23:17;1Co.6:9,10);

Masturbação(pecado por contrariar plano de Deus, egoísta e fantasioso)-não serão salvos se continuarem com a falta de santidade (Gn.38:9).

 

g) Divórcio: O divórcio primordialmente não tem aprovação de Deus, sendo apenas permitido em casos extremos. (Os.5:1-7).

No A.T., o divórcio poderia ser pedido por motivos banais, a não ser por causa de virgem deflorada e mulher falsamente acusada de traição.

O propósito da criação de dois sexos é a solidariedade, estabilidade e felicidade da raça humana, sendo os dois, uma só carne.

Mas há casos, em que a convivência se torna uma verdadeira escravidão.

Não deve partir do fiel a iniciativa da separação, mas se o cônjuge quiser, será feito.

Somente pela infidelidade conjugal (sexual e moraI, prostituição e adultério, é que o divórcio é aplicado, quando há grande desarmonia sem possibilidade de reconciliar.

Cada caso é específico e não adianta estar”casado”sem amor.

h) Pena de Morte: Todos morremos; a vida é um dom divino que somente a Ele cabe conceder ou suprimir, sem que se configure crime.(Gn.20:13;Ex.21:12-16;Mt.5:17-22;Rm.13:1-4)

No tempo de Noé a pena de morte foi vista como forma de frear a violência da civilização, mas na lei de Moisés ela foi regulamentada e ampliada.

Nos Evangelhos, não houve suavização, tanto que Jesus se submeteu a ela, cumprindo toda a Lei.

Na frase”não matarás”,no original, trata-se de uma morte premeditada,deliberada, proposital e dolorosa.

Na Bíblia ela é tratada (Mt. 5:21 ,22).Jesus ministrava ensinos de amor, justiça e paz como regra geral para seus seguidores.

Ananias e Safira morreram pela aplicação da Pena Capital por Deus.

Nas epístolas, quem resiste à autoridade, poderá morrer(Rm.13:1-4;Ec.8:11 ;ls.26:9-10).

No princípio não existia argumento bíblico contra pena de morte ,aplicada em crimes sexuais,violentos e barbárie,mas existiam penas alternativas.

Em casos extremos ela poderia ser moralmente permitida, mas não é ideal de Jesus Cristo.

Nossa justiça deve ser temperada de amor; o ladrão da pena de morte, no fim de sua vida, se converteu e jesus o salvou na cruz, loevando-o ao paraíso. (é preferível a prisão perpétua.)

i) Eutanásia/Suicídio-O término da vida provocado pelo homem deve basear-se nas Escrituras.(1Sm.2:6; Jó:2:7-10; Pv.31:6) – A concessão da vida é de seu proprietário(Deus).

Não é de competência do homem decidir o momento da vida ser extinta.

O conceito da misericórdia dado à Eutanásia é equivocado porque implica em prestar socorro até o fim. Desistir da vida é não crer nos valores eternos.

O suicídio é condenado porque é assassinato de um ser à imagem de Deus (Gn.1:17; Ex.20:1 3;Jo.10:10): devemos nos amar (Mt.22:39;Ef.5:29); é falta de confiar em Deus(Rm.8:38-39); devemos lançar em Deus e não na morte, nossa confiança (1Jo.1:7 e 1 Pe.5:7). Nosso corpo é propriedade de Deus.

j) Doação de Órgãos-(Mt.7:12;Lc.6:38;At.20:35;1 Co.1 5:35-42;At.20:35)

A doação de órgãos é um ato de amor e de solidariedade;o cristão deve estar sempre atento para a sua consciência,em parâmetros bíblicos para andar na reta justiça.

Muitos argumentam receio de comercialização, discriminação social, integridade do corpo, esperança de milagre ou preocupação com a ressurreição para não doarem.

Doação de órgãos em vida, como no caso de transfusão de sangue ou transplante de rins não deve ser objeto de reprovação, com ressalvas à consciência.

No caso de órgãos de falecidos, deve-se respeitar sua vontade e à da família. Na ressurreição não há problemas-corpo é glorioso(Fp.3:21).

Deus pode distinguir e manter separados dos outros corpos as partículas do pó de cada pessoa,sem mistura.(Ez.37:7-10).

k) Finanças-(1 Cr.29:12-14; 1Tm.6:9-10)-O cristão, como filho de Deus, recebe coisas, inclusive o dinheiro, que deve ser utilizado de maneira correta, sensata e temente a Deus para a Glória de seu nome. Temos que ser equilibrados, ganhando com práticas honestas e fugindo das práticas ilícitas.

E lícito desfrutarmos dos benefícios que o dinheiro traz, mas não apegarmos à cobiça a qualquer custo para conseguir dinheiro.

Podemos usar o dinheiro para dízimos, ofertas, no lar, no trabalho e em lazer.

Evitemos dívidas fora do alcance, procurando comprar à vista, fugindo dos fiadores, pagando impostos e pagando justo salários como patrões.

Avareza é idolatria; não se pode”comprar a Deus”com o dízimo.

Além disso, deve-se haver economia doméstica, com liberdade moral e responsável, evitando conflitos, pois o dinheiro é de uso do casal.

l) Vícios-(Pv.23:31-32:Is.5:11,12:28:1-7)-Os vícios não transformam, levando à compulsão e ilusão, perdendo o senso da responsabilidade.

m) Política-(Rm.8:17;Hb.11:13;Pv.28:12,28)-Como cidadãos do Céu, temos o representante legítimo, o Espírito Santo.

O aprisco do Senhor não é curral eleitoral. Como cidadãos da terra, precisamos influir nos destinos da nação.

A política exerce influência em todas as áreas da vida; mesmo que o crente não seja militante, deve se informar, orar pelos eleitos e exercer sua cidadania, consciente de seus direitos e deveres.

Devemos votar, mostrando a diferença como sal e luz (Mt.5:13,14), orando antes(Rm.14:23);não vendendo o voto, preferindo candidatos cristãos(com perfil do Reino), tendo exemplo de políticos sábios, como Daniel, José do Egito, Neemias.

Mas há maus evangélicos.

O Púlpito não deve ser usado para comício.

A igreja (lnstituição) não pode se envolver.

A política divide as pessoas.

Precisamos combatera impiedade de projetos de leis de homens malignos. (Haja discernimento.)

9) UMA CARTA FINAL PARA VOCÊ ENTENDERO SENTIDO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO:

Jesus pregava reino de cura (Mt.4:23 e Mt. 9:35)
O Evangelho de cura e ressurreição (Mt.11:5)

sendo pregado no mundo para testemunho (Mt.24:14)

mas João Batista foi preso por pregá-lo. (Mc.1:14)
Necessita de fé e arrependimento (Mc.1:15)

e quem negar-se por Jesus e Evangelho, se salva (Mc.8:35)
O Amor deve ser maior que à família. (Mc.10:29)

 fomos mandados ir e pregar evangelho (Mc.16:15)
Espírito Santo nos unge para evangelizar (Lc.4:18)

 como Jesus e os doze discípulos pregavam. (Lc.8:1)
Muitos judeus desafiavam Jesus (Lc.20:1)

 mas nossa vida deve ser vivida para Deus (At.20:24)
Não devemos nos envergonhar do Evangelho (Rm.1:16)

pois um dia, Deus julgará os homens (Rm.2:16)
Pregamos,mas nem todos obedecem. (Rm.10:15-16)

judeus serão chamados à salvação (Rm.11:27-28)
Temos que ser agradáveis aos outros (Rm.15:16)

e o Espírito Santo fará sinais e prodígios (Rm.15:19)
Temos que nos esforçar no evangelho (Rm.15:20)

 e seremos abençoados no Evangelho (Rm.15:29)
Cristo nos revelará seus mistérios (Rm.16:25)

O Evangelho é real e não apenas palavras (1 Co.1:17)
Cristo nasce em nós,no evangelho (1 Co.4:15)

 e Deus cobrará dos que não anunciam. (1 Co.9:16)
Não podemos abusar do evangelho (1 Co.9:18)

 e quem não conhece, está perdido (2 Co.4:2)
Os incrédulos são cegos pelo diabo (2 Co.4:3)

 os irmãos louvam em várias igrejas (2 Co.8:18)
A Prova de nossa submissão é o dar-se, (2 Co.9:13)

 agindo até os nossos limites (2 Co.10:14)

 em lugares que outros não foram. (2 Co.10:16)
Somente o Jesus da Bíblia (2 Co.11:4)

deve ser anunciado de graça (2 Co.11:7)
não mudado depressa para outro evangelho (Gl.1:7);

mesmo anunciado por um anjo ou espírito (Gl.1:8-9)

 O Evangelho não é criação de homens (Gl.1:11)
pois fomos revelados (Gl.2:2)
permanecemos na verdade (Gl.2:5)
que Deus justifica pela fé aos homens (Gl.3:8)

 Mesmo com nossas fraquezas, (Gl. 4:13)
ouvimos, cremos e receberemos o E.Santo (Ef.1:13)

 onde Deus nos traz a sua Paz (Ef.2:17)
Somos participantes da promessa (Ef.3:6)
como santos nas riquezas (Ef.3:8)
sendo sacerdotes nas igrejas (Ef.4:11)
preparados para falar dessa paz. (Ef.6:15)

Abrimos a boca e falamos mistérios (Ef.6:19)
cooperando desde o início até agora (Fp.1:5)
amando os outros no coração (Fp.1:7)
onde tudo coopera para o proveito (Fp.1:12)

 Por amor, defendemos o evangelho (Fp. 1:17)

animados e dignos de ânimo e fé (Fp.1:27)
com experiência, como filhos ao Pai (Fp.2:22)

 Homens/mulheres escritos no livro da vida(Fp.4:3)
têm esta esperança nos céus (Cl.1:5)
ficando firmes na fé (Cl.1:23)
no evangelho de poder e muita certeza, (1 Ts.1:5)

 Combatemos erros, mesmo sofrendo (1 Ts. 2:2)
agradando somente a Deus (1 Ts.2:4)
comunicando com alegria (1 Ts. 2:8)
não sendo pesado a ninguém. (1 Ts.2:9)

 Confortamos as pessoas na fé (1 Ts.3:2)
avisando aos desobedientes (2 Ts.1:8)
que para alcançar a glória de Deus (2 Ts. 2:14)
e ser bem-aventurado, confiando. (1 Tm.1:11)

 Não devo me envergonhar de Jesus (2 Tm.1:8)
pois Ele venceu a morte e deu vida (2 Tm.1:10)

 ressuscitando, conforme o evangelho. (2 Tm. 2:8)
Temos que cumprir a obra de Jesus (2 Tm. 4:5)
querendo e servindo (Fm.1:3)
pois nos foi revelado e não aos anjos (1 Pe.1:12)
sabendo que o evangelho é eterno. (1 Pe.1:25)
Éramos mortos e recebemos apalavra, (1 Pe.4:6)
pois breve os desobedientes serão julgados (1 Pe. 4:17)

 quando o juízo de Deus chegar. (Ap.14:6-7)
Jesus amou o moço rico (Mc.10:21)
enviado por Deus que amou o mundo (Jo. 3:16)

e amou os seus até o fim na cruz. (Jo.13:1)
Disse que amava os seus como o Pai (Jo.15:9)

 que ama o que crer em Cristo (Jo.16:27)
fazendo-nos mais que vencedores (Rm.8:37)
Sejamos “crucificados” em amor (Gl.2:20)

neste Deus riquíssimo de misericórdia (Ef.2:4)
andando em suave amor como Jesus (Ef.5:2).
Jesus nos elege para a salvação;(2 Ts.2:13)

 e nos deu boa esperança de graça (2 Ts.2:16)
Deus corrige o que ama e quer bem (Hb.12:6)
e Ele mandou Jesus morrer por nós. (1 Jo.4:10)
nos exige que nos amemos uns aos outros (1 Jo.4:11)
pois nos amou primeiro, antes que nós (1 Jo.4:19)

 Jesus:fiel testemunha e primogênito (Ap.1:5)
quer que sejamos zelosos e arrependidos (Ap. 3:19)
Deus tem algo preparado para nossas vidas (Mt. 3:3)

 tendo que ser batizados e beber seu cálice (Mt. 20:23)
dignos de sua boda (nupcias) com a igreja (Mt. 22:8)
Tenhamos a unção da luz em nossas vidas (Mt.25:10)

para possuirmos a nossa herança preparada (Mt.25:34)
cujos desobedientes malditos não receberão (Mt.25:41)

Jesus se preparou para morrer, ungido (Mt.26:12)
e antes, preparou a páscoa com os discípulos (Mt. 26:17)

 depois, sendo acusado pelos religiosos (Mt.27:62)
Deus pedirá nossa alma a qualquer tempo (Lc.12:20)

 pois tudo já está preparado para a festa (Lc.14:1)
e o Senhor nos foi preparar lugar (Jo.14:2)
Ele virá brevemente para nos buscar para si (Jo.14:3)
pois é o nosso rei e rei dos judeus, também. (Jo.19:4)
mas o crucificaram com 2 ladrões no sábado. (Jo. 19:31)
jesus foi sepultado,mas ressuscitou. (Jo. 19:42).
Pedro entendeu que ninguém é indigno (At.10:10)

 mas Deus suporta os que o rejeitam, ainda. (Rm.9:22)

 glorificando mais tarde, os obedientes. (Rm. 9:23)
Deus nos preparou o que não conhecemos (1 Co.2:9)

mas temos que nos preparar para a batalha (1 Co. 14:8)

 preparados pelo Espírito Santo que nos rege. (2 Co.5:5)
Somos como uma virgem pura para Cristo (2 Co.11:2)

 criados por Jesus para praticarmos boas obras (Ef.2:10)

 santificados, purificados e idôneos para Deus (2 Tm.2:21)
Assim, nos sujeitemos aos líderes e mestres (Tito 3:1)

 orando sempre em união conjunta (Fm.1:22)

 como a tenda de Deus no Antigo Testamento (Hb.9:22)
Esses sacrifícios eram preparados para Deus (Hb.9:6)

 mas Deus não quer mais sacrifícios de animais (Hb.10:5)

 mas preparou a arca, Jesus, de Salvação e fé (Heb.11:7)
O Senhor preparou uma cidade celestial (Hb. 11:16)
essa é a razão da esperança que há em nós (1 Pe.3: 15)
mas os que forem rebeldes não se salvarão. (1 Pe.3:20)
pois todos os mortos serão julgados (1 Pe.4:5)

 Jesus nasceu para nos salvar dos pecados (Mt. 1:21)
mas precisamos confessar e sermos batizados (Mt.3:6)
para que nossos pecados sejam perdoados (Mt. 9:2)
pois o mais fácil é Jesus nos perdoar (Mt.9:5)

 Ele chama pecadores ao arrependimento (Mt.9:13)
seu sangue derramado nos redime dos pecados (Mt.26:28)

 mas não podemos nos envergonhar dEle (Mc.8:38)
Jesus morreu e ressuscitou ao terceiro dia (Lc.24:7)
seu nome se prega o perdão e arrependimento (Lc.24:4)
como Cordeiro de Deus que tira o pecado (Jo. 1:29)
e quem não crer, morrerá nos pecados (Jo. 8:24)

 Quem ouve o Evangelho, não tem desculpas (Jo.15:22)
O Espírito Santo convence do pecado,justiça e juizo (Jo.16:8)
e quem se converte o pecado é perdoado (At.3:19)
pois ninguém é justo pelas obras praticadas. (Rm.3:20)

 Devemos”morrer”para o pecado (Rm.6:11)
obedecer à doutrina que nos foi dada a saber (Rm.6: 1 )
pois o salário do pecado é morte para almas (Rm.6:23)
e o pecado guerreia dentro de minha carne. (Rm.7:23)

 Confessamos o Senhor e fomos salvos (Rm.10:9)
assim, louvemos ao Senhor na Igreja (Hb.2:12)
não deixando de vir à Igreja (Hb.10:25)
lembrando sempre dos pastores (Hb.13:7)

 Assim, recebamos a Palavra exortada (Hb.13:22)
não apenas como ouvintes, mas cumprindo (Tg.1:23)
tendo novo nascimento pela Palavra ouvida (1 Pe.1:23)
poiso que recebemos de Deus é eternidade. (1 Pe.1:25)

 Viver agradável a Deus é o culto Racional (Rm. 12:2)

 LEMBRETE_FINAL: (Ap.22:18);

Por Darlan Lima, Alexandre Arcanjo e Orlando Nascimento.

I Parte (clique aqui)

Teologia Sistemática (Parte I)


Estamos vivendo tempos de fome espiritual, onde heresias têm procurado se instalar no seio da Igreja; Deus levantou o projeto para um grande avivamento espiritual.

Não basta apenas termos talentos naturais ou compreensão das conseqüências das crises que o mundo atravessa.

Precisamos, exercer influências com nosso testemunho perante os que dispomos a ensinar a Palavra de Deus.

Esse treinamento da Doutrina Sistemática é muito importante porque nos dará ampla visão da teologia Divina, atrairá futuros líderes ao aprendizado e criará um ambiente mais espiritual na nossa Igreja (Koinonia).

Aprendizados errados geram desastres e resistência à Obra de Deus.

Somente o correto de forma correta leva ao sucesso, na consciência e submissão ao Espírito Santo que rege a igreja. Temos que combinar estratégias de ensino com o nosso caráter revelado em nossas vidas; devemos incentivar a confiança dos alunos na Escritura, com coerência e potencial.

Temos capacidade, em Deus, de mudarmos o mundo, começando do mundo interior das consciências humanas dos alunos, que se tornarão futuros evangelizadores capacitados na Palavra de Deus.

Professor: Tome esta certa decisão: Estude, antes, o material, reúna seus alunos, apresente os planos de aula, dê um tempo para refletirem, divulgue a doutrina, em conjunto, como facilitador do processo educacional, tranqüilize e encoraje os outros a fazerem parte de novas turmas.

Não preguemos a verdade para ferirmos os outros ou para destruir, mas para ajudar e corrigir as almas, com amor, esperando que Deus lhes conceda o entendimento do Reino dos Céus.

Como facilitador da visão de ensino, conheça os quatro pilares da Educação:

 

1) Aprender a Conhecer: - Tenha a humildade de saber que não sabes tudo; Seja competente, compreensivo, útil, atento, memorizador e informe o assunto de forma contextualizada com a realidade atual.

 

2) Aprender a fazer: - Seja preparado para ministrar as aulas, conhecendo a matéria previamente, estimulando a criatividade dos alunos, preparando-os para a tarefa determinada de Jesus de serem discípulos.

 

3) Aprender a Viver juntos: – Estimule a descoberta mútua entre os alunos da Palavra de Deus, em forma de solidariedade, cooperativismo, promovendo autoconhecimento e auto-estima entre os alunos, na solidariedade da compreensão mútua; o objetivo do curso não é apenas ter conhecimento, mas “ser cristão”.

 

4) Aprender a Ser: – Resgate a visão holística (completa) e integral dos alunos, preparando-os para integrarem corpo, alma e espírito com sensibilidade, ética, responsabilidade social e espiritualidade, formando juízo de valores, levando-os a aprenderem a decidir por si mesmos, com a ajuda do Espírito Santo.

Lembrem-se de que a primeira impressão é a que fica marcada na consciência. Temos que ser perceptivos, hábeis para lidar com as dúvidas, sem agressões, procurando soluções com base bíblicas sem fundamentalismo de usar textos sem contextos por pretextos de posicionamentos individuais.

Estimule os alunos, com liberdade de pensamento para terem respostas.

Torne comum a mensagem, filtrando os resultados no bom-senso.

Seja amável, compreensivo, sincero, sem ter uma visão exclusivista do seu ponto de vista, em detrimento da Palavra de Deus, que sempre é o referencial.

 

São 14 (catorze) lições, apresentadas de forma sistemática, visando levar os alunos a aprenderem e vislumbrarem a verdade do Evangelho.

São lições a serem ministradas a novos-convertidos, membros e até mesmo a leigos e não-crentes.

Que este estudo te ajude a crescer o número de salvos em qualidade, para que as pessoas possam construir as suas vidas em Jesus, aplicando a Palavra de Deus, restaurando suas vidas espirituais e buscando viver de modo semelhante ao de nosso Senhor Jesus Cristo.

Agradecemos a Deus, aos amados Líderes e aos alunos por seu interesse.

Deus vos abençoe.

Darlan Lima, Alexandre Arcanjo (Evangelistas)

Orlando Nascimento (Cooperador)

Referências pastorais:

Nosso Pastor: (Pr. Jecér Góes) – prjecergoes@ministeriocanaa.com.br

AULA 1 – DOUTRINA

1) CONCEITO DE DOUTRINA:

Doutrinar é ensinar as verdades fundamentais da Bíblia, organizadamente.

É o conjunto de princípios que servem de base ao cristianismo, compreendendo desde o ensinamento, pregação, opinião das lideranças religiosas, desde que embasadas em Textos de obras Bíblicas escritas, como Regra de fé, preceito de comportamento e norma de conduta social, referente a Deus, a Jesus, ao Espírito Santo e Salvação.

 

2) CONCEITO DE DOUTRINA NO ANTIGO TESTAMENTO:

 

Doutrina (hebraico ”xql Ieqach”) - (Dt. 32:2; Pv.4:2; Pv.9:9; Pv. 13:14) – ensinamento, ensino, percepção, capacidade de persuasão. Palavra proveniente de laqach, que significa tomar, pegar, buscar, segurar, apanhar, receber, adquirir, comprar, trazer, casar, tomar esposa, arrebatar, tirar, carregar embora, tomar em casamento.

A doutrina escorrerá suavemente em todos os lugares. Além disso, é uma boa lei que dá instrução ao sábio e ensina aos justos uma fonte de vida e como se desviar dos laços da morte.

 

Doutrina (hebraico ”hrwt towrah ou hrt torah) – (Is. 28:9; Is.29:24) – lei, orientação, instrução, orientação (humana ou divina), conjunto de ensino profético na era messiânica de orientações ou instruções sacerdotais legais, referente aos costumes e hábitos.

Palavra oriunda de yarah que significa lançar, atirar, jogar, derramar, como lançar flechas, jogar água, atirar, apontar, mostrar, dirigir, ensinar, instruir.(Ter uma direção definida).

Ela dá entendimento aos errados de espírito e é um aprendizado aos murmuradores.

 

3) CONCEITO DE DOUTRINA NO NOVO TESTAMENTO:

 

Doutrina (grego “didach didache”) – (Mc. 1:22; Lc. 4:32; At.2:42; Rm. 6:17) ensino, doutrina, instrução nas assembléias religiosas dos cristãos, fazer uso do discurso como meio de ensinar, em distinção de outros modos de falar em público.

Palavra oriunda de didasko, significando conversar com outros a fim de instruí-los, pronunciar discursos didáticos; desempenhar o ofício de professor conduzir-se a dar instrução, explicar ou expor algo a alguém.

 

Doutrina (grego “didaskalia didaskalia”) - (1 Tm.4:6; 1 Tm.4:16; 1 Tm.6:1; Tt.2:1;Tt.2:10) – ensino, instrução, preceitos; palavra oriunda de didaskalos – No NT, alguém que ensina a respeito das coisas de Deus, e dos deveres do homem; como os mestres da religião judaica, que pelo seu imenso poder como mestres atraem multidões, como João Batista.

Jesus, pela sua autoridade, refere-se a si mesmo como aquele que mostrou aos homens o caminho da salvação e como os apóstolos e Paulo, que, nas assembléias religiosas dos cristãos, encarregavam-se de ensinar, assistidos pelo Santo Espírito contra os falsos mestres entre os cristãos.

 

 

Doutrina (grego “logov logos”) - (Hb. 6:1) – Ato da palavra, proferida a viva voz, que expressa uma concepção ou idéia dos ditos de Deus, envolvendo seus decretos, mandatos ou ordens dos preceitos morais dados por Deus, como as profecias do Antigo Testamento dadas pelos profetas, bem como narrativas de assuntos em discussão, com respeito à MENTE em si, razão, a faculdade mental do pensamento, meditação e raciocínio.

Em João, denota a essencial Palavra de Deus, Jesus Cristo, a sabedoria e poder pessoais em união com Deus. Denota seu ministro na criação e governo do universo, a causa de toda a vida do mundo, tanto física quanto ética, que para a obtenção da salvação do ser humano, revestiu-se da natureza humana na pessoa de Jesus, o Messias, a 2ª pessoa na Trindade, anunciado visivelmente através suas palavras e obras.

Este termo era familiar para os judeus e na sua literatura muito antes que um filósofo grego chamado Heráclito fizesse uso do termo Logos, por volta de 600 a.C., para designar a razão ou plano divino que coordena um universo em constante mudança. 

Era palavra apropriada para o objetivo de João 1:1. Quem prega outro Jesus, irá sofrer (2 Co.11:4)

4) CARACTERÍSTICAS DA DOUTRINA DE CRISTO:

O bom Ministro é o criado na fé e na Doutrina (1Tm.4:6)

A)Expulsa os espíritos malignos, pois é vinda de Deus (Jo.7:16);

B)Pode ser provada como verdadeira (Jo.7:17);

C)Deve ser perseverada (At.2:42);

D)Deve ser obedecida de coração (Rm.6: 17);

E)Tem mesmo valor que revelação,ciência e profecia (1Co.14:6) e interpretação de língua(1Co.14:26);

F)Temos que cuidar dela para nossa salvação(1Tm.4:16);

G)Indica modo de vida na fé (2Tm.3:10);

H)Convence contradizentes (Tt.1:9);

I)Deve ter incorrupção,seriedade e sinceridade (Tt.2:7), levando à perfeição em Cristo (Hb.6:1).

5) QUANTO ÀS FALSAS DOUTRINAS DA ÉPOCA DE JESUS CRISTO E O ALERTA À IGREJA CRISTÃ:

Os judeus se maravilhavam da doutrina de Jesus pois Ele ensinava com autoridade, mas eram advertidos contra a doutrina dos Fariseus e dos Saduceus: Mas quem ultrapassa a doutrina, não tem Deus (2 Jo.1:9-10).

DOUTRINA DOS FARISEUS(grego “farisaiov Pharisaios”) = Chamados Separados –  Reconheciam na tradição oral um padrão de fé e vida.

Procuravam reconhecimento e mérito pela observância externa de ritos e formas de piedade,como lavagens cerimoniais,jejuns,orações e esmolas.Mas negligenciavam a genuína piedade,orgulhavam-se em suas boas obras.

Mantinham de forma persistente a fé na existência de anjos bons e maus, e na vinda do Messias; e tinham esperança de que os mortos, após uma experiência preliminar de recompensa ou penalidade no Hades, seriam novamente chamados à vida por ele, e seriam recompensados, cada um de acordo com suas obras individuais.

Em oposição à dominação de Herodes e do governo romano, eles de forma decisiva sustentavam a teocracia e a causa do seu país, e tinham grande influência entre o povo comum.

De acordo com Josefo, eram mais de 6000.

Eram inimigos de Jesus e sua causa; foram, por outro lado, duramente repreendidos por ele por causa da sua avareza, ambição, confiança vazia nas obras externas, e aparência de piedade a fim de ganhar popularidade.

DOUTRINA DOS SADUCEUS(grego “saddoukaiov Saddoukaios”) = Chamados Justos – Partido religioso judeu da época de Cristo, que negava que a lei oral fosse revelação de Deus aos israelitas, e que cria que somente a lei escrita era obrigatória para a nação como autoridade divina. Negavam a ressurreição do corpo, a imortalidade da alma, a existência de espíritos e anjos, mas afirmavam o livre arbítrio.

OBS:Outro Evangelho, mesmo dito por um anjo, seja maldito (Gl.1:6-9).

Doutrina(qrego “eterodidaskalew heterodidaskaleo” ) – 1Tm.1:3 – Ensino de outra ou diferente doutrina, desviando-se da verdade.

Há os que provocam divisões e escândalos em desacordo com a doutrina (Rm.16:17), inventando ventos de doutrinas errôneas (Ef.4:14),sendo impuros mentirosos (1Tm.1:10).Se alguém ensina outra doutrina diferente da Palavra, seja maldito (1Tm.6:3-4).Temos que repreender, usando a doutrina pois não a suportarão (2 Tm.4:2-3).

 

6) NECESSIDADE DA DOUTRINA:

 A) Verdade precisa (opinião final):Todas as pessoas tem uma teologia e os seus atos demonstram suas crenças, pois a vida humana é uma viagem e as pessoas precisam estar certas do que Deus lhes planejou.Pode-se teólogo sem ser religioso e ser religioso, sem o conhecimento teológico da doutrina.

B) Essencial para desenvolver o caráter cristão: Sem uma crença firme e bem definida,que é parte da religião,não haverá crescimento correto, pois podemos viver a vida dita cristã, sem conhecer a doutrina;mas não haverá experiências cristãs.

C) Abrigo contra mentira e erros de interpretação: Deus é eterno; homens ignorantes criaram conceitos errôneos,originando males na consciência e as Doutrinas bíblicas expulsam falsas idéias que conduzem os homens para a cegueira e perdição.

D) Necessária para ensinar a Palavra Divina: A Bíblia fala de muitas verdades espalhadas nos seus diversos livros, obedecendo o tema:JESUS. É necessário relacionar os diversos temas e organizá-los de maneira a facilitar o seu estudo.

A doutrina estuda a fé Cristã, sobre a verdade da realidade espiritual, única, envolvendo a existência de Deus, a possibilidade dos milagres, a confiabilidade das escrituras, a divindade de Cristo, a encarnação de Deus em Cristo e a verdade da Bíblia como a Palavra de Deus genuína.

 

7) DOUTRINA E TEOLOGIA:

 

TEOLOGIA - Estudo das questões referentes ao conhecimento da divindade, de seus atributos e relações com o mundo e com os homens, e à verdade religiosa, expressa na doutrina de Cristo, que como já dissemos, ensina as verdades fundamentais da Bíblia,organizadamente.

Teologia é o estudo racional dos textos sagrados, dos dogmas e das tradições do cristianismo, geralmente ministrados em cursos ou faculdades, formando os teólogos. É a ciência que trata do nosso conhecimento de Deus e das relações com o homem; ciência, pois organiza em seqüência lógica,fatos comprovados, podendo aplicar na religião.

Visa entender a revelação,fé e tradição na atual prosperidade,exorcismo e curas.

8) ÁREAS DE ESTUDO DA TEOLOGIA:

 

a) Teologia Fundamental - Analisa a realidade cristã da auto-manifestação de Deus, sua plenitude e o plano da Salvação por Jesus Cristo. Explica a razão do mistério, a liberdade e a necessidade que temos de conhecer esse plano, querendo ou não termos compromisso com Deus.

Fala sobre o que é teologia e sobre as condições básicas que possibilitam a fé num contexto sócio-histórico e cultural.

b)Teologia Bíblica - Estuda a introdução a geral da Bíblia, com estudo dos livros do Antigo e Novo testamento, falando sobre a história do povo de Deus e reflete temas gerais, familiarizando os alunos com termos bíblicos e as línguas bíblicas, como hebraico e grego.

Usa a “exegese”-que analisa criticamente o texto, desde a seleção do texto, sua estrutura gramatical, sua mensagem e tema central para hoje “hermenêutica”, aplicando a mensagem para hoje.

c)TeoIogia Moral - Visa refletir sobre a resposta concreta que o cristão dá a Deus nos diversos âmbitos de sua existência seja pessoal, interpessoal, comunitária, social, familiar e política., analisando as bases e os critérios de como o cristão deve agir e sobre temas globais como sexualidade, ética e ecologia, política, globalização, etc.

d)Teologia Sistemática ou Dogmática - Compreende uma série de disciplinas estudadas pela igreja, como cristologia (Jesus), eclesiologia (igreja), trindade, antropologia teológica (vendo o homem quanto à criação, pecado, graça e salvação), escatologia (últimas coisas) e Heresiologias (Seitas e Heresias).

Ademais, não se ocupa em repetir dogmas, que são declarações de fé do que as pessoas crêem., tenta entender a vida, e refletir a real e pura fé cristã.

e) História da Igreja - Visa conhecer uma visão panorâmica das grandes fases da história universal, as relações da igreja cristã com o mundo, os conflitos de mentalidades, idéias e movimentos sociais e as idéias e eventos do passado que repercutem hoje em dia.

Compreende desde a história antiga, medieval, moderna, contemporânea e atual.

f) Espiritualidade - Envolve não apenas disciplinas teológicas, mas dimensões da vida cristã como fé, louvor, reino de Deus, o seguimento a Jesus e outros temas, como cruz, esperança, caridade, piedade, liberdade cristã.

g)Outros – (Patrologia:Estudo dos pensadores cristãos até o século V; Teologia Pastoral, Teologia das Religiões, Homilética (Arte de pregar).

Religiosidade Popular (tradições culturais),Aconselhamento Pessoal e Missões.

9) DOUTRINA E RELIGIÃO:

Religião(qrego “deisidaimonia deisidaimonia”) –  (At.25:19) – Em um bom sentido, reverência a Deus ou aos deuses,dependendo do culto, num sentido piedoso, religioso; e num mau sentido, a superstição.

Religião(qrego “yrhskeia threskeia”) - (At.26:5; Tg.1:26-27) – Adoração religiosa externa; aquilo que consiste de cerimônias com disciplina religiosa.A religião deveria significar adoração a Deus, mas adorava também a falsos deuses, como cumprimento da obrigação de alguém.

O problema era haver o cumprimento de obrigações de todos os tipos, tanto para com Deus como para com as pessoas, não significando qualquer tipo de adoração correta a Deus.

Havia também, o adorador ansioso e escrupuloso, que cuidava para não mudar nada que deveria ser observado na adoração, e temeroso de ofender.

Significa devoto, e pode ser aplicado a um aderente de qualquer religião, sendo especialmente apropriado para descrever o melhor dos adoradores judaicos, adorando pelo elemento de medo.

Enfatiza fortemente as idéias de dependência e de ansiedade pelo favor divino.

Pode originar um medo sem fundamento, no sentido de supersticioso.

Existem pessoas religiosas de todos os lugares (At.2:5), mas precisam estar na graça de Deus (At.13:43) para não serem incitadas por falsos líderes contra a obra de Deus (At.13:50), numa religião de vãos falatórios, sem santidade e sem obras sociais (Tg.1:26-27).

O sagrado é uma experiência da presença de Deus, sobrenatural, na medida em que se realiza o impossível às forças e capacidades humanas.

Religião(Latim “religio=re+ligare”) - A religião tenta ser um vinculo entre o mundo profano e o mundo sagrado, operando em várias culturas, criando templos que se erguem aos céus como que querendo unir o espaço novo do sagrado (ar) com o consagrado (no solo).

A religião cria a idéia de um espaço sagrado, como que querendo unir a mitologia dos falsos deuses gregos do Olimpo com as montanhas do deserto do Sinai onde Deus se manifestou.

Enquanto que a religião pode ser apenas uma narrativa, um mito, uma fábula ilusória, a espiritualidade requer algo mais, a fé, que se expressa na confiança e plena adesão às verdades ouvidas.

OBSERVAÇÃO:

Enquanto que a religião externa uma forma de crer, a doutrina é uma crença racional, baseada na Palavra de Deus, onde fé e razão andam juntas.

A fé usa a razão é a razão não pode ser bem sucedida sem a fé, na descoberta da verdade.

A razão não pode produzir fé , mas a acompanha, pois a fé não vem de um questionamento, mas de Deus.

Contudo, a pessoa pode tentar compreender aquilo em que acredita, envolvendo a vontade de descobrir, por exemplo, a lógica de que Deus existe, se relaciona com as pessoas e que através da teologia, poderemos defender racionalmente, a verdade das coisas de Deus pela investigação escriturística da doutrina.

Defendamos nossa fé (1 Pe.3:15; 2 Co.10:4-5),combatendo as heresias (Fp.1:7; Jd.3; Jd.22; Tt.1:9; 2Tm.2:24-25).

COMPARATIVAS DE RELIGIÕES:

 

O QUE A BÍBLIA DIZ E QUE NÓS ACREDITAMOS:

 

Nome: Cristianismo Bíblico (NT-Bíblia Sagrada) (At.11:26); Fundador: Jesus Cristo, filho de Deus Bendito (1 Co.3:11); Mensagem: Jesus morreu p/salvar pecadores(1Co.15:3-8); Igreja: Formada por aqueles que são salvos (1 Co.1:2); Deus: É a Trindade – três pessoas em um Deus. (Mt.28:19; Jesus: 2ªpessoa da Trindade,filho de Deus-Pai(1Jo.5:11-14); Salvação: Pela Graça, através da Fé só em Jesus. (At.15:11); Ressurreição: Jesus subiu no corpo que morreu; (At.1:9); Escrituras: Bíblia- única Palavra de Deus (66 livros) (2 Tm.3:16).

 

Nome do grupo: Catolicismo Romano; Fundador: Jesus, sobre a pedra que é Pedro (considerado como primeiro Papa); Mensagem: Sacramentos, caridade, culto a Maria e aos “Santos”; Igreja: Os membros da Igreja Católica Apostólica Romana; Deus: Trindade três pessoas em um Deus; Jesus: Deus em carne. 2ª pessoa da Trindade; Salvação:Fora da Igreja Católica Apostólica Romana não há Salvação; Ressurreição  de Jesus: Sim; Escrituras:A Bíblia (+ 7 livros apócrifos) + a tradição (Dogmas).

Nome do grupo: Legião da Boa Vontade – LBV; Fundador: Alziro Zarur,04-03-1949. Mensagem: Assim como Jesus, todos poderão alcançar a perfeição após muitas reencarnações. Igreja: Todos são cristãos independentes da religião; Deus: Impessoal      ; Jesus:  Não é Deus nem teve corpo humano; Salvação: Através da caridade e reencarnações sucessivas; Ressurreição de Jesus: Não; Escrituras: Livros da LBV.

Nome do grupo: Espiritismo Kardecista; Fundador: Dr. Hippolyte Léon Denizard Rivail, vulgo Allan Kardec (1857); Mensagem: Assim como Jesus, todos poderão alcançar a perfeição após muitas reencarnações. Igreja: O Espiritismo é a Igreja restaurada e o Consolador prometido por Jesus;        Deus: Não é Pessoa; Jesus: Não é Deus nem teve corpo humano; Salvação: Através da caridade e  por reencarnações sucessivas; Ressurreição  de Jesus: Não; Escrituras: Livros de Allan Kardec e outros.

  

Nome do grupo: Testemunhas de Jeová; Fundador: Charles Taze Russell(1852-1916) Fundada em 1881; Mensagem: Jesus abriu a porta para conquistarmos nossa salvação; Igreja: 144.000 ungidos que irão para o céu. Deus: Jeová, que é uma só Pessoa; Jesus:Não é Deus; é o Arcanjo Miguel, a primeira e única criatura de Jeová. Salvação: Obedecendo as ordens da Sociedade Torre de Vigia; Ressurreição  de Jesus: Não; Escrituras: Bíblia deles (Tradução do Novo Mundo) + literaturas dos líderes.

Nome do grupo: Maçonaria; Fundador: Anderson e Desagulliers (Londres, 1717); Mensagem: Buscar o próprio aperfeiçoamento; Igreja: —; Deus: Impessoal como força superior; Jesus:Um grande mestre semelhante a Buda, Maomé, e etc. Salvação: “”Erguer templos à virtude e cavar masmorras aos vícios””; Ressurreição  de Jesus:Não; Escrituras: Rituais e manuais secretos.

  

Nome do grupo: Adventistas do Sétimo Dia; Fundador: Ellen Gould White(1860); Mensagem: Crer em Jesus e observar a Lei; Igreja: Somente os adventistas; Deus:Trindade três pessoas em um Deus; Jesus: Deus em carne. 2ª pessoa da Trindade; Salvação: Guardando o sábado e os mandamentos;  Ressurreição de Jesus:Sim; Escrituras: Bíblia e livros de Ellen White          

Nome do grupo: Mormonismo; Fundador: Joseph Smith (1805-1844) fundado em 1830; Mensagem: Alcançar a divindade pelas ordenanças do evangelho mórmon; Igreja: Membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Deus: Tríade 3 deuses; Jesus:Não é Deus. É irmão de Lúcifer e dos homens; Salvação: Salvação pelas boas obras da igreja mórmon; Ressurreição  de Jesus: Sim; Escrituras:A Bíblia, Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios, Pérola de Grande Valor.

Nome do grupo: Teosofia; Fundador: Madame Helena Blavatsky (1831-1891) fundada em 1875; Mensagem:Igreja: —; Deus: Deus é um princípio; Jesus: Um grande Mestre; Salvação:—Ressurreição  de Jesus: Não; Escrituras:A Doutrina Secreta, Isis sem Véu, A Chave para a Teosofia e A Voz do Silêncio.

Nome do grupo: Ciência Cristã; Fundador: Mary Baker Eddy (1821-1910); Mensagem: Crenças religiosas extraídas dos ensinos de Jesus. Rejeitam a expiação; Igreja: Uma coletânea de idéias espirituais           ; Deus: É uma presença Impessoal Universal; Jesus: Um homem afinado com a consciência divina; Salvação:Pensamento correto; Ressurreição  de Jesus: Não; Escrituras:Ciência e Saúde com Chave para as Escrituras, Miscelânea

Nome do grupo: Unitarismo; Fundador: Charles Filmore(1854-1948) fundado 1889; Mensagem: Os princípios gerais do Unitarismo; Igreja: Uma coleção de idéias espirituais; Deus: Força Universal Impessoal; Jesus:Um homem, não o Cristo; Salvação: Adotando a correta Unidade através de princípios; Ressurreição  de Jesus: Não; Escrituras: Revista Unitarista, Dicionário Bíblico de Metafísica

Nome do grupo: Moonismo; Fundador: Sun Myung Moon(1920); Mensagem: Moon é o Rei dos reis, e Senhor dos senhores, e o Cordeiro de Deus. Igreja: Igreja da Unificação; Deus: Deus é tanto positivo como negativo. Não há Trindade. Deus precisa de Moon para fazê-lo feliz; Jesus:Jesus foi um homem perfeito, não Deus. Jesus falhou em sua missão. Moon vai completar sua obra; Salvação:Obediência e aceitação dos verdadeiros pais (Moon e sua esposa); Ressurreição  de Jesus: Jesus não ressuscitou fisicamente; Escrituras:Princípio divino por Sun Myung Moon, Esboço do Princípio, Nível 4 e a Bíblia     

 

Nome do grupo: Cientologia; Fundador: Ron Hubbard(1954); Mensagem: Todos são “”thetans””, espíritos imortais com poderes ilimitados; Igreja: —      Deus: Rejeita o Deus revelado na Bíblia. Raramente mencionado. Jesus:Jesus não morreu pelos pecados de ninguém; Salvação:Salvação é a libertação da reencarnação. Ressurreição  de Jesus:— ; Escrituras: Dianética: A Ciência Moderna da Saúde Mental, e outros de Hubbard, e A Chave para a Felicidade.

Nome do grupo: Meninos de Deus; Fundador: Daniel Brandt Berg (1968); Mensagem: Desistir de tudo para seguir a Jesus. Já usaram a prostituição para atrair novos adeptos; Igreja: Família do Amor; Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, mas não Trindade          ; Jesus: Foi uma criação de Deus.        Salvação:—; Ressurreição  de Jesus: —; Escrituras: Cartas MO – cartas escritas por David “Moses” Berg. Mesmo nível de inspiração do Antigo e Novo Testamentos.

Nome do grupo: Nova Era; Fundador: —     Mensagem: Todos são deuses e só precisam se conscientizar disso; Igreja: —;  Deus: Deus é uma força impessoal ou princípio, não uma pessoa. Tudo e todos são Deus; Jesus: Não é o verdadeiro Deus nem Salvador, mas um mestre elevado; Salvação: O mau carma tem que ser compensado com bom carma; Ressurreição de Jesus:Jesus não ressuscitou fisicamente, mas subiu a um nível espiritual mais alto; Escrituras: Escritos I Ching, hindus, budistas, taoístas, crenças americanas nativas e magia em geral.

Nome do grupo: Hinduísmo; Fundador: —   Mensagem: O homem deve se conformar com sua condição para alcançar uma vida melhor na próxima encarnação            Igreja:Deus:        O Absoluto. Um espírito universal (Brahman). Vários deuses são manifestações dele; Jesus: É um mestre ou avatar   (uma encarnação de Vishnu). Ressurreição  de Jesus: Sua morte não foi expiatória; Salvação: Libertação dos ciclos de reencaranção, e absorção em Brahman alcançadas através da Yoga e meditação. Ressurreição  de Jesus: —; Escrituras: Vedas, Upanishads, Bhagavad Gita

  

Nome do grupo: Budismo       Fundador: Buda (Siddartha Gautama em 525 a.C.)Mensagem: O alvo da vida é o Nirvana para escapar do sofrimento  Igreja:Deus:Não existe. Buda é considerado por alguns como uma consciência universal iluminada   Jesus: —; Salvação: O Nirvana (inexistência) que pode ser alcançado seguindo-se o Caminho das Oito Vias; Ressurreição  de Jesus: —; Escrituras: A Tripitaka (Três Cestos),que têm mais de100 volumes    

Nome do grupo: Islamismo    Fundador: Maomé (610 d.C.)           Mensagem: Só Allah é Deus e Maomé o seu profeta; Igreja: —; Deus: Alá, um juiz severo. Não é descrito como amoroso    É um dentre mais de 124 mil profetas enviados por Deus a várias culturas. Jesus:Não é Deus, não foi crucificado, voltará para viver e morrer;  Salvação: O equilíbrio entre as boas e más obras determina o destino eterno no paraíso ou no inferno; Ressurreição  de Jesus:Não ressuscitou, porque não morreu. Escrituras: Corão e Hadith. A Bíblia é aceita, mas considerada corrompida.     

Nome do grupo: Judaísmo     Fundador: Deus (o Eterno), através de Abraão, formou o povo escolhido; Mensagem: O Eterno é o único Deus Igreja:Deus: O Eterno, chamado de Jeová ou Iavé; Jesus: Simples judeu Salvação: Obediência à Lei e aos Mandamentos; Ressurreição  de Jesus: Negam;  Escrituras: Tanach (o Velho Testamento), dividido em Lei, Profetas e Escritos   

Nome do grupo: Umbanda     Fundador:Mensagem: Solução de problemas imediatos com a ajuda dos espíritos. Igreja: —   Deus: Zambi é único, onipotente, irrepresentável, adorado sob vários nomes; Jesus: Oxalá novo. Salvação: Prática de caridade material e espiritual como meio de evolução cármica; Ressurreição  de Jesus:— Escrituras:Tradição oral .

 

Nome do grupo: Candomblé  Fundador: Primeiro templo erguido na Bahia, na primeira metade do século XIX; Mensagem: Dança religiosa de origem africana através da qual as pessoas homenageiam seus orixás; Igreja: —    Deus: Olodumarê, criador de todas as coisas, eterno e todo-poderoso; Jesus:Salvação: Ao morrer o candomblecista vai para o Orum (nove céus sob o comando de Iansã) Ressurreição  de Jesus:—; Escrituras:Tradição oral        

Nome do grupo: Ateísmo        Fundador:Mensagem: A evolução é um fato científico, portanto ética e moral são relativas   Igreja: —        Deus: Não há Deus ou diabo, uma vez que não podem ser provados cientificamente    Jesus:Jesus foi um mero homem; Salvação:Não há vida após a morte; Ressurreição  de Jesus: Não há ressurreição, pois não existem milagres; Escrituras:

 

AULA 2 – ESCRITURAS:

A Bíblia em si, recebe outros nomes como Palavra de Deus, Sagrada Escritura, Lei, Lei e os Profetas, Livro Sagrado, Sagradas Letras, Divina Revelação, etc.

1. OS ORIGINAIS

Grego, hebraico e aramaico foram os idiomas utilizados para escrever os originais das Escrituras Sagradas.

O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns poucos textos foram escritos em aramaico. O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, que era a língua mais utilizada na época.

Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias de cópias.

Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se perderam.

As edições do Antigo Testamento hebraico e do Novo Testamento grego se baseiam nas melhores e mais antigas cópias que existem e que foram encontradas graças às descobertas arqueológicas.

Para a tradução do Antigo Testamento, a Comissão de Tradução da SBB usa a Bíblia Stuttgartensia, publicada pela Sociedade Bíblica Alemã.

Já para o Novo Testamento é utilizado The Greek New Testament, editado pelas Sociedades Bíblicas Unidas.

Essas são as melhores edições dos textos hebraicos e gregos que existem hoje, disponíveis para tradutores.

2. O ANTIGO TESTAMENTO EM HEBRAICO

Muitos séculos antes de Cristo, escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo hebreu mantiveram registros de sua história e de seu relacionamento com Deus.

Estes registros tinham grande significado e importância em suas vidas e, por isso, foram copiados muitas e muitas vezes e passados de geração em geração.

Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos em coleções conhecidas por A Lei, Os Profetas e As Escrituras.

Esses três grandes conjuntos de livros, em especial o terceiro, não foram finalizados antes do Concílio Judaico de Jamnia, que ocorreu por volta de 95 d.C.

A Lei continha os primeiros cinco livros da nossa Bíblia. Já Os Profetas, incluíam Isaías, Jeremias, Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis.

E As Escrituras reuniam o grande livro de poesia, os Salmos, além de Provérbios, Jó, Ester, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Daniel, Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas.

Os livros do Antigo Testamento foram escritos em longos pergaminhos confeccionados em pele de cabra e copiados cuidadosamente pelos escribas.

Geralmente, cada um desses livros era escrito em um pergaminho separado, embora a Lei freqüentemente fosse copiada em dois grandes pergaminhos.

O texto era escrito em hebraico – da direita para a esquerda – e, apenas alguns capítulos, em dialeto aramaico.

Hoje se tem conhecimento de que o pergaminho de Isaías é o mais remoto trecho do Antigo Testamento em hebraico.

Estima-se que foi escrito durante o Século II a.C. e se assemelha muito ao pergaminho utilizado por Jesus na Sinagoga, em Nazaré.

Foi descoberto em 1947, juntamente com outros documentos em uma caverna próxima ao Mar Morto.

3. O NOVO TESTAMENTO EM GREGO

Os primeiros manuscritos do Novo Testamento que chegaram até nós são algumas das cartas do Apóstolo Paulo destinadas a pequenos grupos de pessoas de diversos povoados que acreditavam no Evangelho por ele pregado.

A formação desses grupos marca o início da igreja cristã. As cartas de Paulo eram recebidas e preservadas com todo o cuidado.

Não tardou para que esses manuscritos fossem solicitados por outras pessoas. Dessa forma, começaram a ser largamente copiados e as cartas de Paulo passaram a ter grande circulação.

A necessidade de ensinar novos convertidos e o desejo de relatar o testemunho dos primeiros discípulos em relação à vida e aos ensinamentos de Cristo resultaram na escrita dos Evangelhos que, na medida em que as igrejas cresciam e se espalhavam, passaram a ser muito solicitados.

Outras cartas, exortações, sermões e manuscritos cristãos similares também começaram a circular.

O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é um pequeno pedaço de papiro escrito no início do Século II d.C. Nele estão contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras referentes aos versículos 37 e 38.

Nos últimos cem anos descobriu-se uma quantidade considerável de papiros contendo o Novo Testamento e o texto em grego do Antigo Testamento.

4. OUTROS MANUSCRITOS

Além dos livros que compõem o nosso atual Novo Testamento, havia outros que circularam nos primeiros séculos da era cristã, como as Cartas de Clemente, o Evangelho de Pedro, o Pastor de Hermas, e o Didache (ou Ensinamento dos Doze Apóstolos).

Durante muitos anos, embora os evangelhos e as cartas de Paulo fossem aceitos de forma geral, não foi feita nenhuma tentativa de determinar quais dos muitos manuscritos eram realmente autorizados.

Entretanto, gradualmente, o julgamento das igrejas, orientado pelo Espírito de Deus, reuniu a coleção das Escrituras que constituíam um relato mais fiel sobre a vida e ensinamentos de Jesus. No Século IV d.C. foi estabelecido entre os concílios das igrejas um acordo comum e o Novo Testamento foi constituído.

Os dois manuscritos mais antigos da Bíblia em grego podem ter sido escritos naquela ocasião – o grande Codex Sinaiticus e o Codex Vaticanus. Estes dois inestimáveis manuscritos contêm quase a totalidade da Bíblia em grego.

Ao todo temos aproximadamente vinte manuscritos do Novo Testamento escritos nos primeiros cinco séculos.

Quando Teodósio proclamou e impôs o cristianismo como única religião oficial no Império Romano no final do Século IV, surgiu uma demanda nova e mais ampla por boas cópias de livros do Novo Testamento.

É possível que o grande historiador Eusébio de Cesaréia (263 – 340) tenha conseguido demonstrar ao imperador o quanto os livros dos cristãos já estavam danificados e usados, porque o imperador encomendou 50 cópias para as igrejas de Constantinopla. Provavelmente, esta tenha sido a primeira vez que o Antigo e o Novo Testamentos foram apresentados em um único volume, agora denominado Bíblia.

5. HISTÓRIA DAS TRADUÇÕES

A Bíblia – o livro mais lido, traduzido e distribuído do mundo -, desde as suas origens, foi considerada sagrada e de grande importância. E, como tal, deveria ser conhecida e compreendida por toda a humanidade.

A necessidade de difundir seus ensinamentos através dos tempos e entre os mais variados povos, resultou em inúmeras traduções para os mais variados idiomas e dialetos.

Hoje é possível encontrar a Bíblia, completa ou em porções, em mais de 2.000 línguas diferentes.

6. A PRIMEIRA TRADUÇÃO

Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego.

Porém, não eram apenas os judeus que viviam no estrangeiro que tinham dificuldade de ler o original em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina também já não falavam mais o hebraico.

Denominada Septuaginta (ou Tradução dos Setenta), esta primeira tradução foi realizada por 70 sábios e contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica; pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C.

A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia.

Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas.

Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.

7. OUTRAS TRADUÇÕES

Outras traduções começaram a ser realizadas por cristãos novos nas línguas copta (Egito), etíope (Etiópia), siríaca (norte da Palestina) e em latim – a mais importante de todas as línguas pela sua ampla utilização no Ocidente.

Por haver tantas versões parciais e insatisfatórias em latim, no ano 382 d.C, o bispo de Roma nomeou o grande exegeta Jerônimo para fazer uma tradução oficial das Escrituras.

Com o objetivo de realizar uma tradução de qualidade e fiel aos originais, Jerônimo foi à Palestina, onde viveu durante 20 anos.

Estudou hebraico com rabinos famosos e examinou todos os manuscritos que conseguiu localizar.

Sua tradução tornou-se conhecida como “Vulgata”, ou seja, escrita na língua de pessoas comuns (“vulgus”). Embora não tenha sido imediatamente aceita, tornou-se o texto oficial do cristianismo ocidental.

Neste formato, a Bíblia difundiu-se por todas as regiões do Mediterrâneo, alcançando até o Norte da Europa.

Na Europa, os cristãos entraram em conflito com os invasores godos e hunos, que destruíram uma grande parte da civilização romana.

Em mosteiros, nos quais alguns homens se refugiaram da turbulência causada por guerras constantes, o texto bíblico foi preservado por muitos séculos, especialmente a Bíblia em latim na versão de Jerônimo.

Não se sabe quando e como a Bíblia chegou até as Ilhas Britânicas. Missionários levaram o evangelho para Irlanda, Escócia e Inglaterra, e não há dúvida de que havia cristãos nos exércitos romanos que lá estiveram no segundo e terceiro séculos.

Provavelmente a tradução mais antiga na língua do povo desta região é a do Venerável Bede. Relata-se que, no momento de sua morte, em 735, ele estava ditando uma tradução do Evangelho de João; entretanto, nenhuma de suas traduções chegou até nós.

Aos poucos as traduções de passagens e de livros inteiros foram surgindo.

8. AS PRIMEIRAS ESCRITURAS IMPRESSAS:

Na Alemanha, em meados do Século 15, um ourives chamado Johannes Gutemberg desenvolveu a arte de fundir tipos metálicos móveis.

O primeiro livro de grande porte produzido por sua prensa foi a Bíblia em latim.

Cópias impressas decoradas a mão passaram a competir com os mais belos manuscritos.

Esta nova arte foi utilizada para imprimir Bíblias em seis línguas antes de 1500 – alemão, italiano, francês, tcheco, holandês e catalão; e em outras seis línguas até meados do século 16 – espanhol, dinamarquês, inglês, sueco, húngaro, islandês, polonês e finlandês.

Finalmente as Escrituras realmente podiam ser lidas na língua destes povos. Mas essas traduções ainda estavam vinculadas ao texto em latim. No início do século 16, manuscritos de textos em grego e hebraico, preservados nas igrejas orientais, começaram a chegar à Europa ocidental.

Havia pessoas eruditas que podiam auxiliar os sacerdotes ocidentais a ler e apreciar tais manuscritos.

Uma pessoa de grande destaque durante este novo período de estudo e aprendizado foi Erasmo de Roterdã. Ele passou alguns anos atuando como professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Em 1516, sua edição do Novo Testamento em grego foi publicada com seu próprio paralelo da tradução em latim.

Assim, pela primeira vez estudiosos da Europa ocidental puderam ter acesso ao Novo Testamento na língua original, embora, infelizmente, os manuscritos fornecidos a Erasmo fossem de origem relativamente recente e, portanto, não eram completamente confiáveis.

9. DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS

Várias foram as descobertas arqueológicas que proporcionaram o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos mais antigos que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C.

Existem, porém, partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do segundo século da era cristã.

Mas sem dúvida a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó.

Durante nove anos vários documentos foram encontrados nas cavernas de Qumrân, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos da Bíblia hebraica que se têm notícias.

Escondidos ali pela tribo judaica dos essênios no Século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C., aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo, revelando aspectos até então considerados exclusivos do cristianismo.

Estes documentos tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos aos originais.

O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelecem que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C.

Destaca-se, entre estes documentos, uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca de cem anos antes do nascimento de Cristo.

Especialistas compararam o texto dessa cópia com o texto-padrão do Antigo Testamento hebraico (o manuscrito chamado Codex Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram que as diferenças entre ambos eram mínimas.

Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local, como o do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.

As descobertas arqueológicas, como a dos manuscritos do Mar Morto e outras mais recentes, continuam a fornecer novos dados aos tradutores da Bíblia.

Elas têm ajudado a resolver várias questões a respeito de palavras e termos hebraicos e gregos, cujo sentido não era absolutamente claro.

Antes disso, os tradutores se baseavam em manuscritos mais “novos”, ou seja, em cópias produzidas em datas mais distantes da origem dos textos bíblicos.

 

10) A BÍBLIA É ÚNICA:

A BÍBLIA: Divina, Única, Viva, Completa, Verbal, Inspirada e Transforma.

Escrita em: Pedra, Barro, Papiro, Couro, Cacos de Louça e Linho.

NOMES:

•Escritura(Mt.21:42);

•Sagrada(Rm.1:2);

•Livro(Is.34:16);

•Palavra (Mc.7:13; Hb.4:12);

•Oráculo (Rm.3:2);

 

O LIVRO: A Bíblia é um livro singular, produzido no oriente antigo, que molda o ocidental moderno. E o livro mais traduzido, citado, publicado e influente na humanidade, amargo para se viver e doce para se pregar(Ap.10:8-11).

 

Bíblia(grego”Biblos”) - Livro. Esta palavra entrou para as línguas modernas pelo francês. Antes, era o nome que se dava à casca de um papiro do século Xl a.C. Por volta do século II d.C., os cristãos usavam a palavra para os escritos sagrados.

 

COMO LER: (Nome do Livro: NºCapítulo: Nº Verso inicial – Verso final). Ex: João 3:16-17

                     João              3          :      16            _      17

DIVISÃO:

* Em capítulos:1250 DC por Hugo Saint Cher

* Em versículos: (AT),em 1445 pelo Rabi Nathan e o (NT), em 1551, pelo  Pr. Robert Stevens.

PROPÓSITOS (Ler para  que?): 

* Dar respostas(1 Pe.3:15)

* Aprovar (2 Tm.2:15)

* Dar fé(Is.34:16)

* Dar Luz (Sl.119:130)

 

IMPORTÂNCIA (Por que ler?):

* Manual (1Pe.2.9;Ef.2:10)

* Alimento(Mt.4:4:Jr.15:16)

* Espírito Santo usa (Ef.6:17)

* Ela  enriquece (SI.119:72).

 

MANEIRAS (Como Ler?):

* Com Deus(Tg.1:5)

* Diária (Dt.17:19)

* Vontade (Tg.1:21)

* Oração (SI.119:12; Dn.9:21)

* Toda (2 Tm.3:16)

 

ÚNICA EM COERÊNCIA:

a) Escrita durante um período de mais de 1.500 anos;

b) Escrita durante mais de 40 gerações;

c) Escrita por mais de 40 autores de diferentes atividades;

- Moisés – lider político

- Pedro – Pescador

- Amós – Boiadeiro

- Josué – General

- Neemias – Copeiro

- Daniel – 1. ministro;

- Lucas – Médico

- Salomão – Rei

- Mateus – Coletor de Impostos

- Paulo – Rabino

d) Escrita em diferentes condições

- Davi em guerra e Salomão em paz

e) Escrita em diferentes lugares

- Moisés – no deserto

- Jeremias – na masmorra

- Daniel – na colina e em palácios

- Paulo – na prisão

- Lucas – numa viagem

- João – numa ilha (Patmos)

- Outros em companhias militares…

f) Escrita em diferentes circunstâncias

- Uns na alegria e outros no desespero e na dor;

g) Escrita em três continentes

- Ásia, África e Europa

h) Escrita em três idiomas

- Hebraico (Antigo testamento) ou Judaica (2 Rs.18:26-28) ou língua de Canaã (Is.19:18)

- Aramaico – Língua do Oriente Próximo, época de Alexandre o grande, de VI a.C. a IV a.C.

- Grego – (Novo Testamento) – Língua Internacional, na época de Cristo;

i) Escrita trata de Centenas de Temas Controversos

Com harmonia e coerência, desde Gênesis a Apocalipse, onde o Tema é Deus, que redime o homem.

ÚNICA EM CIRCULAÇÃO E TRADUÇÃO:

Não existe outro livro que se iguale em tradução ou circulação: Milhões de exemplares em mais de 240 línguas e dialetos, 739 idiomas, 1.280 línguas com mais de 3.000 tradutores.

ÚNICA EM SOBREVIVÊNCIA:

- Aos Tempos – Desde manuscritos a impressos modernos;

- Às Perseguições – Queima, proibição, ilegalidade

- Às críticas de Incrédulos;

ÚNICA NOS ENSINOS:

Profecia futura sobre o messias; História de Israel (5 Séculos);

Pessoas descritas – Não oculta os pecados e falhas do povo;

ÚNICA EM INFLUÊNCIA SOBRE A LITERATURA:

- Inspira dicionários, enciclopédias, léxicos, atlas e geografia bíblicos;

11. PREPARO DAS ESCRITURAS ANTIGAS:

MATERIAIS:

- Papiro;

- Pergaminho

- Velino (couro de filhotes de cabras)

- Ástraco (Cerâmica do Egito)

- Pedras – Argila e Cera

INSTRUMENTOS:

- CINZEL – De ferro para entalhar pedras;

- ESTILETE DE METAL

- PENA – Tinta (carvão, cola e água).

FORMAS:

- ROLOS – Os discípulos não quiseram fazer o Novo Testamento; liam o AT e apenas escreviam para necessidade dos cristãos.

12. NOMENCLATURA NOS ORIGINAIS HEBRÁICO (ESCRITURA) NO ANTIGO TESTAMENTO:

* btkm miktab – escritura, algo escrito à mão (Ex.32:16); 

* btk kathab – escrito real; refere-se à autoridade divina (Dn.10:21);

13. NOMENCLATURA NOS ORIGINAIS GREGO (ESCRITURA) NO NOVO TESTAMENTO:

* grafh graphe – escritura, denota o livro em si como o seu conteúdo; como certa porção ou seção da Sagrada Escritura (Mc.12:10);

 

14. A BÍBLIA CATÓLICA X EVANGÉLICA:

A igreja católica considera a Bíblia “protestante” como uma Bíblia Católica Incompleta, pois os “protestantes” como ela diz, não aceitam  os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1. e 2. Macabeus, bem como os capítulos 10 a 16 de Ester e os capítulos 3,13 e 14 do livro de Daniel, pois julgam que estas partes não são canônicas ou inspiradas por Deus.

A igreja católica não afirma a verdade quando fala que somente sua Bíblia traz no pé de cada página notas explicativas para os fiéis compreenderem a Bíblia, principalmente quando não afirmam a verdade dizendo que a Bíblia protestante não traz nenhuma nota ou nenhuma explicação, fato inverídico, pois há muitas bíblias de estudo não-católicas, de qualidade.

A igreja católica, num marketing pessoal indica sua bíblia com a palavra latina Imprimatur, como a garantia absoluta da palavra de um bispo fosse algo infalível; na verdade, não se pode dizer que a bíblia que não tiver esta palavra não seja fiel aos originais hebraico e grego, afinal, isso não passa de um marketing de venda das editoras católicas.

A igreja católica é contra o fato de que os “protestantes” afirmam que a Bíblia é a autêntica Palavra de Deus, pois dizem que os protestantes não têm nenhuma ligação com a igreja dos apóstolos, pois nasceram 1.500 anos depois e dizem que o que os protestantes aprenderam foi pela autoridade e tradição da Igreja católica.

Mas esquecem de que é Jesus quem abre a mente das pessoas para entenderem a Palavra de Deus e que toda a Bíblia Sagrada é inspirada por Deus e que o espírito santo foi enviado para ensinar as pessoas e não a placas de igrejas  (Lc. 24:45; 2 Tm.3:16; Jo.15:26).

A igreja católica defende a tradição oral da liturgia como superior ou pé de igualdade com a Escritura sagrada, pois diz que os ensinos de Jesus estão na Bíblia e na tradição; afirma que Jesus não mandou ninguém escrever a Bíblia, mas apenas pregar e ensinar.

Vejamos o que a Bíblia fala sobre tradições:

TRADIÇÃO: São informações, costumes, crenças e práticas religiosas transmitidas oralmente de Geração a geração.

Os fariseus davam mais valor às tradições do que à Lei (Mt.15:1-20).

São as Crenças e práticas religiosas das pessoas em geral, isto é, dos não-judeus, mas também são as verdades ensinadas pelo apóstolo Paulo em todas as suas epístolas e isso não pode contradizer.

* Tradição(grego paradosiv paradosis) – significa objetivamente, aquilo que é proferido, a substância de um ensino e também o corpo de preceitos, especialmente os rituais, que na opinião dos judeus tardios foram oralmente proferidos por Moisés e oralmente transmitidos em íntegra sucessão para gerações subseqüentes.

Esses preceitos, que tanto ilustravam como expandiam a lei escrita, deviam ser obedecidos com igual reverência.

Paulo nos manda ter cuidado com as filosofias do mundo (Cl.2:8), mesmo defendendo aquilo que recebeu do Senhor Jesus (2 Ts.3:6) e o próprio Pedro nos fala que fomos resgatados da tradição oral pelo sangue de Cristo e no final defende a Palavra pregada como algo superior à tradição (Leia 1 Pe.1:18-25).

 

*Temos que guardar o que ouvimos, mas segundo o amor e a fé em Cristo e não conforme o que fere os mandamentos de Cristo (2 Tm. 1:13);

*Temos que reter as tradições que foram ensinadas, mas segundo a palavra e a epístola, o que não pode haver contradição (2 Ts.2:15);

*Temos que nos afastar daquele que não anda segundo a tradição recebida, mas a Palavra deve ter curso em nossa vida, ricamente estudada, sempre no amor e na paciência de Cristo que nos mandou amar uns aos outros como nos amou (2 Ts.3:1-6).

*Temos que ouvir e confiar a homens idôneos a tradição oral, mas também Deus nos dará entendimento em tudo, principalmente na leitura da Palavra (2 Tm.2:1-2 e 7).

E mesmo que muitas outros sinais e não ensinos de Cristo não estejam escritos na Bíblia, (Jo.20:30; Jo.21:25), mesmo assim, o que foi escrito foi inspirado por Deus (2 Tm.3:16) e para nosso aviso da parte de Deus (1 Co.10:11), pois a Palavra nos foi escrita por exortação (1 Co.15:54; Hb.13:22; 2 Pe3:15; 1Jo.2:14), confirmada pelo Espírito Santo (1 Jo.5:7), o qual termina em nós a cada dia (2 Co.3:2-3).

15. QUANTO À INTERPRETAÇÃO CORRETA DA BÍBLIA:

A igreja católica afirma que somente ela (ou os padres, bispos e papas, que também são homens, como todo mundo), pode entender e tem a autoridade nas escrituras. Vejamos o que a Bíblia diz:

* Jesus é quem abre nosso entendimento para entendermos as escrituras (Lc.24:45);

* Paulo diz que o Senhor nos dará entendimento de tudo (2 Tm.2:7);

* Deus mesmo é quem coloca sua lei em nossos corações (Hb. 8:10);

* Deus nos dará entendimento para conhecermos a verdade (1 Jo.5:20);

* Deus dará sabedoria a quem lhe pedir (Tg. 1:5);

Mesmo que a profecia da escritura não seja de particular interpretação, mas o espírito santo inspira a quem quer (2 Pe.1:20-21).

A Igreja católica diz que ensina a única verdade, a única moral e obedece ao único pastor,o papa,mas a Bíblia diz sobre a verdade e sobre quem é nosso pai?

16. O QUE É A VERDADE?

A VERDADE NO ANTIGO TESTAMENTO:

* verdade – hebraico Mnma ‘umnam – fato certo (Gn.18:13);

* verdade – hebraico tma ‘emeth – firme, fiel, constante, como a doutrina de Deus (Gn.24:27);

* verdade – hebraico bwj towb –  bom, apropriado, conveniente, correto em benefício de todos (Gn.24:50);

* verdade – hebraico Nka ‘aken – estáavel, firme, fixo e determinado (Gn.28:16);

* verdade – hebraico Pa ‘aph – de fato, ainda mais, também (idéia de algo maior) – (Dt.33:3);

* verdade – hebraico Mymt tamiym – completo, total, inteiro, são (1 Sm.14:41);

* verdade – hebraico hnwma ‘emuwnah – confiável (Sl.37:3);

* verdade – hebraico qdu tsedeq – justiça, correção, retidão (Is.45:19);

A VERDADE NO NOVO TESTAMENTO:

* verdade – grego amhn amen – “Amém” é uma palavra memorável. Foi transliterada diretamente do hebraico para o grego do Novo Testamento, e então para o latim, o inglês, e muitas outras línguas.

Por isso tornou-se uma palavra praticamente universal.

É tida como a palavra mais conhecida do discurso humano. Ela está diretamente relacionada—de fato, é quase idêntica—com a palavra hebraica para “crer” (amam), ou crente. Assim, veio a significar “certamente” ou “verdadeiramente”, uma expressão de absoluta confiança e convicção.

A verdade é que devemos crescer na graça e no conhecimento de Deus (2 Pe.3:18);

A verdade é que somente Jesus nos leva a Deus, como único mediador entre Deus e os homens  (Hb.9:24-26; Jo.14:6; Jo.17:3; Rm.16:27; Hb.10:12; Jd. 1:4; 1 Tm.2:5; Hb.8:6; Hb.9:15; Hb.12:24);

A verdade é que o Espírito Santo nos guiará à verdade de Deus (Jo.16:13);

A verdade é que a palavra é a verdade que santifica (Jo.17:17);

A verdade é que mudaram a verdade de Deus em mentira adorando ídolos (Rm.1:25);

A verdade é que muitos não andam nela (Gl.2:14);

A verdade é que devemos crescer em Cristo, cabeça da igreja em amor (Ef.4:15);

A verdade é que muitos proíbem o casamento (celibato) e a comida que Deus deu em ações de graça (1 Tm.4:3);

A verdade é que nenhuma mentira vem da verdade (1 Jo.2:21);

A verdade é que Jesus é divino e humano ao mesmo tempo (2 Jo.1:1);

Além disso Pedro era casado, tinha sogra (Mc.1:30) e não podemos chamar a ninguém de papa=pai, pois Jesus nos proibiu isso (Mt.23:9).

17. BÍBLIA SAGRADA

Formada por 66 livros é a mensagem de Deus para o seu povo.

Deus inspirou homens para registrar suas palavras a fim de transmiti-las a outras pessoas.

É ferramenta para entendimento da vontade de Deus para nossas vidas.

Proclama a obra amorosa e redentora de Deus para os que não conhecem Jesus Cristo.

 

ANTIGO TESTAMENTO

Formado por 39 livros escritos originalmente em hebraico, é um relato histórico da obra de Deus na terra antes do nascimento de Jesus. Moisés, Isaías, Daniel e Davi estão entre os escritores que durante milhares de anos escreveram o Velho Testamento, que se divide em 3 partes principais: História, Poesia e Profecia.

 

OS LIVROS HISTÓRICOS: Começam com os 5 livros de Moisés, formando o Pentateuco. Eles contêm a história da criação do universo, Adão e Eva no Jardim do Éden, o grande Dilúvio, o êxodo dos israelitas da escravidão no Egito. O Pentateuco também contém as primeiras leis de Deus para seu povo.

 

OS LIVROS POÉTICOS: No centro do Velho Testamento há 5 livros poéticos escritos principalmente pelos reis Davi e Salomão. Esses livros incluem canções de louvor a Deus (os Salmos), princípios de sabedoria (Provérbios e Eclesiastes) e um maravilhoso poema de amor entre uma noiva e um noivo (Cântico dos Cânticos). Neles encontramos maravilhosas meditações sobre o amor de Deus por nós, seu poder sobre toda a criação e seu desejo do nosso respeito e temor.

 

OS LIVROS PROFÉTICOS: Vêm depois dos livros poéticos e foram escritos por cerca de dezesseis diferentes autores. Isaías, Jeremias e Daniel, que escreveram livros mais longos, são os profetas maiores. Ageu, Zacarias e Malaquias estão entre os profetas menores, cujos livros são mais curtos.

Esses livros falam do desapontamento de Deus porque Israel não seguiu suas ordens, relembram ao povo o amor incondicional de Deus por ele, além de apregoarem a vinda do Messias que redimiria Israel para sempre.

CANON DO ANTIGO TESTAMENTO: Conjunto dos livros do AT que a igreja cristã reconhece como genuínos e inspirados. No cânon aceito pelos evangélicos há 39 livros. O cânon católico tem a mais 7 livros e algumas porções. O cânon do AT é o mesmo para os judeus e os evangélicos.

NOVO TESTAMENTO:

Seus 27 livros escritos foram escritos em grego e num espaço de cerca de 50 anos. Sua mensagem principal se refere à obra redentora de Jesus Cristo e à primitiva igreja cristã, mas também oferece preciosos mandamentos sobre a vida com Deus. Pode ser dividido em 3 partes: Evangelhos, as Epístolas e Profecia.

 

OS EVANGELHOS: Os quatro primeiros livros do Novo Testamento são os Evangelhos, que contam a história do nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus. Eles também relembram os ensinamentos de Jesus para seus discípulos, como segui-lo e continuar sua obra depois de seu retorno ao céu.

Em seguida, vem o livro de Atos onde estão registrados os primórdios da igreja e a obra dos discípulos de Jesus realizando milagres e pregando o Evangelho.

Os evangelhos foram escritos nos anos 65-70 e final do século I, onde o momento histórico foi transmitido pela tradição oral e finalmente redigido.

 

AS EPíSTOLAS: Seguindo Atos vêm as epístolas ou cartas que o apóstolo Paulo e outros escreveram para encorajar os primeiros cristãos na sua caminhada com Jesus. As cartas nos proporcionam ricas diretrizes sobre os desejos de Deus para a nossa atividade diária.

 

O LIVRO PROFÉTICO: O último livro do Novo Testamento é Apocalipse, um livro profético que detalha a próxima vinda de Cristo à terra. A Bíblia foi um trabalho inspirado por Deus e, portanto, perfeito. O apóstolo Paulo escreve que toda Escritura é “inspirada por Deus (II Tímóteo 3:16) e Pedro explica que “nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21).

 

CANÔN(Grego“kanõn” = cana,régua) – Padrão ou norma de um escrito, julgado como inspirado ou dotado de autoridade divina:

Características:a)Idade do Livro;b)Língua usada;c)concordância com outros livros;d)Expressões que atestam a autoridade divina;(Assim diz o Senhor…)e)Função profética verdadeira;f)Confiabilidade doutrinária;g)natureza dinâmica transformadora; h)aceitação do livro pelo povo de Deus;i)características literárias.

CANON DO NOVO TESTAMENTO

Conjunto de 27 livros do NT que a igreja cristã reconhece como genuínos e inspirados. O cânon do NT é igual para evangélicos e católicos. No princípio alguns livros foram aceitos com certa reserva, mas no final do quarto século o cânon atual já era aceito em quase toda parte.

O teste para inclusão era basicamente a inspiração divina e era necessário por algumas razões:

*  Havia divulgações de cânon herege;

*  Igrejas orientais estavam usando livros errôneos;

* Cristãos precisavam conhecer os livros sagrados para não morrerem em vão, conforme a lei de Diocleciano (303 AD), como os mártires Atanásio de Alexandria, Justino o mártir e Irineu.

 

18. APÓCRIFOS:

Livros que o Concílio de Trento, em 1546, declarou inspirados, embora não fizessem parte do Cânon do AT estabelecido pelos judeus da Palestina.

Os católicos chamam esses livros de “deuterocanônicos”, isto é, pertencentes ao “segundo cânon”. “Protocanônicos” (pertencentes ao primeiro cânon) são os livros do AT que os judeus da Palestina consideravam inspirados, e esses são aceitos tanto pelos católicos como pelos evangélicos.

Os livros apócrifos aceitos pelos católicos são os seguintes: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico ou Sirácida, Baruque, Epístola de Jeremias, Primeiro e Segundo Macabeus e os acréscimos a Ester (Ester Grego) e a Daniel (A Oração de Azarias, A Canção dos Três Jovens e as histórias de Suzana e de Bel e do Dragão.

 

APÓCRIFOS DO ANTIGO TESTAMENTO: Os apócrifos possuem erros e discrepâncias históricas e geográficas, ensinam doutrinas falsas divergindo das outras escrituras, possuem estilos artificiais e diferentes das escrituras e faltam elementos de autenticidade, não foram acatados por Jesus e combatidos pelos apóstolos.

 

OS LIVROS APÒCRIFOS:

São livros que Contrariam os Critérios da Inspiração dos judeus palestinos, zelosos preservadores dos ensinos bíblicos que não estiveram sujeitos às influências helenizantes dos judeus de Alexandria. A Igreja Católica Romana se refere ao cânon do Velho Testamento, ela inclui uma série de livros que os protestantes chamam de “Apócrifos” mas os católicos de “Deuterocanônicos”, que não aparecem nas versões evangélicas e hebraica da Bíblia. O resultado disto foi que na opinião popular dos católicos existem duas Bíblias: uma católica e a protestante, mas só há uma Bíblia, uma Palavra (escrita) de Deus. Nas línguas originais (o hebraico e o grego), a Bíblia é uma só e igual para todos, mas há várias versões ou traduções e diferentes idiomas.

DIFERENÇAS ENTRE AS BÍBLIAS HEBRAICAS, PROTESTANTES E CATÓLICAS

1. Bíblia Hebraica – [a Bíblia dos judeus]: a) Contém somente os 39 livros do V.T.; b) Rejeita os 27 do N.T. como inspirado, assim como rejeitou Cristo; c) Não aceita os livros apócrifos incluídos na Vulgata (versão Católico Romana)

2. Bíblia Protestante: a) Aceita os 39 livros do V.T. e também os 27 do N.T.; b) Rejeita os livros apócrifos incluídos na Vulgata, como não canônicos.

3. Bíblia Católica: a) Contém os 39 livros do V.T. e os 27 do N.T. b) Inclui na versão Vulgata, os livros apócrifos ou não canônicos que são: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de Daniel.

COMO OS APÓCRIFOS FORAM APROVADOS:

A Igreja Romana aprovou os apócrifos em 8 de Abril de 1546 como meio de combater a Reforma protestante. Nessa época os protestantes combatiam violentamente as doutrinas romanistas do purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas obras, etc e os romanistas viam nos apócrifos base para tais doutrinas, e apelaram para eles aprovando-os como canônicos.

Houve prós e contras dentro dessa própria igreja, como também depois.

Os debates sobre os apócrifos motivaram ataques dos dominicanos contra os franciscanos. No Concílio de Trento houve várias controvérsias, onde, 40 bispos dos 49 presentes travaram luta corporal. A primeira edição da Bíblia católico-romana com os apócrifos deu-se em 1592, com autorização do papa Clemente VIII.

Os Reformadores protestantes publicaram a Bíblia com os apócrifos, colocando-os entre o AT e NT, não como inspirados, mas bons à leitura e de valor histórico, mas em 1629 as igrejas reformadas excluíram os apócrifos das suas edições da Bíblia.

PORQUE REJEITAR OS APÓCRIFOS:

1. Porque com o Livro de Malaquias (Último do Antigo testamento) , o Cânon bíblico havia se encerrado: Depois de aproximadamente 435 a.C não houve mais acréscimos ao cânon do Antigo Testamento. A história do povo judeu foi registrada em outros escritos, mas eles não foram considerados dignos de inclusão na coleção das palavras de Deus que vinham dos anos anteriores, como 1 Macabeus: (100 a.c.); Josefo: (37/38 d.C.); a literatura rabínica, os Manuscritos do Mar Morto..
        Os judeus estavam de acordo em que acréscimos ao cânon do Antigo Testamento tinham cessado após os dias de Esdras, Neemias, Ester, Ageu, Zacarias e Malaquias. A ausência completa de referência à outra literatura como palavra autorizada por Deus e as referências muito freqüentes a centenas de passagens no Antigo Testamento como dotadas de autoridade divina confirmam com grande força o fato de que os autores do Novo Testamento concordavam em que o cânon do Antigo Testamento, devia ser aceito como a verdadeira palavra de Deus.

2. Porque a Inclusão dos Apócrifos foi acidental:

A conquista da Palestina por Alexandre, o Grande, ocasionou uma nova dispersão dos judeus por todo o império greco-macedônico.

Pelo ano 300 antes de Cristo, a colônia de judeus na cidade de Alexandria, Egito, era numerosa, forte e fluente. Morrendo Alexandre, seu domínio dividiu-se em quatro reinos, ficando o Egito sob a dinastia dos Ptolomeus. O segundo deles, Ptolomeu Filadelfo, foi grande amante das letras e preocupou-se com enriquecer a famosa biblioteca que seu pai havia fundado. Muitos livros foram traduzidos para o grego.

Naturalmente, as Escrituras Sagradas do povo hebreu foram levadas em conta, apreciando-se também a grande importância que teria a tradução da Bíblia de seus antepassados da Palestina para os judeus cuja língua vernácula era o grego.
        Segundo um relato de Josefo, o Sumo Sacerdote de Jerusalém, Eleazar, enviou, a pedido de Ptolomeu Filadelfo, uma embaixada de 72 tradutores a Alexandria, com um valioso manuscrito do Velho Testamento, do qual traduziram o Pentateuco.

A tradução continuou depois, não se completando senão no ano 150 antes de Cristo. Esta tradução, que se conhece com o nome de Septuaginta, ou Versão dos Setenta (por terem sido 70, em número redondo, seus tradutores), foi aceita pelo Sinédrio judaico de Alexandria; mas, não havendo tanto zelo ali como na Palestina e devido às tendências helenistas contemporâneas, os tradutores alexandrinos fizeram adições e alterações e, finalmente, sete dos Livros Apócrifos foram acrescentados ao texto grego como Apêndice do Velho Testamento.

Os estudiosos acham que foram unidos à Bíblia, por serem guardados juntamente com os rolos de livros canônicos, e quando foram iniciados os Códices, isto é , a escrituração da Bíblia inteira em um só volume, alguns escribas copiaram certos rolos apócrifos juntamente com os rolos canônicos.

       Estes livros têm a importância de refletir o estado do povo judeu e o caráter de sua vida intelectual e religiosa durante as épocas que representam, do período intertestamentário (entre Malaquias e João Batista, de 400 anos); é, talvez, por estas razões que os tradutores os juntaram ao texto grego da Bíblia, mas os judeus da Palestina nunca os aceitaram no cânon de seus livros sagrados.

3. Os apócrifos contém Lendas:

Tobias 6.1-4 – “Partiu, pois, Tobias, e o cão o seguiu, e parou na primeira pousada junto ao rio Tigre. E saiu a lavar os pés, e eis que saiu da água um peixe monstruoso para o devorar. À sua vista, Tobias, espavorido, clamou em alta voz, dizendo: Senhor, ele lançou-se a mim. E o anjo disse disse-lhe: Pega-lhe pelas guelras, e puxa-o para ti. Então, puxou para terra, e o começou a palpitar a seus pés.

4. Os apócrifos contêm Erros Históricos e Geográficos:

Por exemplo, a suposição de que Senaqueribe era filho de Salmaneser (1:15) em vez de Sargão II, e que Nínive foi tomado por Nabucodonosor e por Assuero (14:15) em vez de Nabopolassar e por Ciáxares. Judite não pode ser histórico porque contém erros evidentes. [Em 2 Macabeus] há também numerosas desordens e discrepâncias em assuntos cronológicos, históricos e numéricos,que refletem ignorância e  confusão.

 

5. Os apócrifos contêm Heresias:

TOBIAS – (200 a.C.) – É uma história novelística sobre a bondade de Tobiel (pai de Tobias) e alguns milagres preparados pelo anjo Rafael. Ensina a justificação pelas obras (4:7-11; 12:8), mediação dos santos (12:12), superstições (6:5, 7-9, 19), e até um anjo que engana Tobias e o ensina a mentir (5:16 a 19).

JUDITE – (150 a.C.) É a História de uma heroína viúva e formosa que salva sua cidade enganando um general inimigo e decapitando-o. Grande heresia é a própria história onde os fins justificam os meios.

BARUQUE – (100 a.D.) – Apresenta-se como sendo escrito por Baruque, o cronista do profeta Jeremias, numa exortação aos judeus quando da destruição de Jerusalém. A data é muito posterior, quando da 2ª.destruição de Jerusalém, antes de Cristo. Seu principal erro é o ensino da intercessão pelos mortos (3:4).

ECLESIÁSTICO – (180 a.C.) – É muito semelhante ao livro de Provérbios, não fosse as tantas heresias: justificação pelas obras (3:33,34), trato cruel aos escravos (33:26 e 30; 42:1 e 5),incentiva o ódio aos Samaritanos (50:27 e 28).

SABEDORIA DE SALOMAO – (40 a.D.) – Livro escrito com finalidade exclusiva de lutar contra a incredulidade e idolatria do epicurismo (filosofia grega na era Cristã).

Apresenta: o corpo como prisão da alma (9:15), doutrina estranha sobre a origem e o destino da alma (8:19 e 20), salvação pela sabedoria (9:19).

1 MACABEUS – (100 a.C.) – Descreve a história de 3 irmãos da família “Macabeus”, que no chamado período ínterbíblico (400 a.C. 3 a.D) lutam contra inimigos dos judeus visando a preservação do seu povo e terra.

II MACABEUS – (100 a.C.) – Não é a continuação do 1 Macabeus, mas um relato paralelo, cheio de lendas e prodígios de Judas Macabeu. Apresenta: a oração pelos mortos (12:44-46), culto e missa pelos mortos (12:43),  o próprio autor não se julga inspirado (15:38-40; 2:25-27), intercessão pelos Santos (7:28 e 15:14).

ADIÇÕES A DANIEL: Cap.13-A história de Suzana – Nesta lenda Daniel salva Suzana num julgamento fictício de falsos testemunhos. Cap.14-Bel e o Dragão – Fala sobre a necessidade da idolatria; cap. 3:24-90 – o cântico dos 3 jovens na fornalha.

TIPOS DE HERESIAS ENSINADAS NOS APÓCRIFOS:

* Ensinam Artes Mágicas ou de Feitiçaria como método de exorcismo: Tobias 6:5-9E o anjo, respondendo, disse-lhe: Se tu puseres um pedacinho do seu coração sobre brasas acesas , o seu fumo afugenta toda a casta de demônios, tanto do homem como da mulher, de sorte que não tornam mais a chegar a eles.” Este ensino que o coração de um peixe tem o poder para expulsar toda espécie de demônios contradiz tudo o que a Bíblia diz sobre como enfrentar o demônio. Deus jamais iria mandar um anjo seu, ensinar a um servo seu, como usar os métodos da macumba e da bruxaria para expulsar demônios.  Satanás não pode ser expelido pelos métodos enganosos da feitiçaria e bruxaria, e de fato ele não tem interesse nenhum em expelir demônios (Mt 12:26).  Um dos sinais apostólicos era a expulsão de demônios, e o que usaram foi o nome de Jesus (Mc 16:17; At 16:18)

* Ensinam que Esmolas e Boas Obras limpam
pecados e Salvam a Alma: Tobias 12:8, 9
– “a esmola livra da morte (eterna), e é a que apaga os pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna”; Eclesiástico 3:33 – “… a esmola resiste aos pecados”.
Este é o primeiro ensino de Satanás, o mais terrível, e se encontrar basicamente em todas as seitas heréticas. A Salvação por obras, destrói todo o valor da obra vicária de Cristo em favor do pecador. Se caridade e boas obras limpam nossos pecados, nós não precisamos do sangue de Cristo. Porém, a Bíblia não deixa dúvidas quanto o valor exclusivo do sangue como um único meio de remissão e perdão:(Hb 9:11,12,22; I Pe 1:18, 19; Rm.3:20, 24 e 29);

* Ensinam o Perdão dos pecados através das orações: Eclesiástico 3:4 – “O que ama a Deus implorará o perdão dos seus pecados, e se absterá de tornar a cair neles, e será ouvido na sua oração de todos os dias”. O perdão dos pecados não está baseado na oração que se faz pedindo o perdão, não é fé na oração, e sim fé naquele que perdoa o pecado, a oração por si só, é uma boa obra que a ninguém pode salvar. Só a oração de confissão e arrependimento baseadas na fé no sacrifício vicário de Cristo traz o perdão (Pv. 28:13; I Jo 1:9; I Jo 2:1,2)

* Ensinam a Oração Pelos Mortos: 2 Macabeus 12:43-46 – “e tendo feito uma coleta, mandou 12 mil dracmas de prata a Jerusalém, para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos, (…) é, pois, um santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados”.

       Neste texto falso, de um livro não canônico, que contradiz toda a Bíblia, que a Igreja Católica Romana baseia sua falsa e herética doutrina do purgatório.

       Este é novamente um ensino satânico para desviar o homem da redenção exclusiva pelo sangue de Cristo, e não por orações que livram as almas do fogo de algum lugar inventado por homens falhos e pecadores que com tais ensinos negam o claro registro dos ensinos dos apóstolos de Cristo. Após a morte o destino de todos os homens é selado, uns para perdição eterna e outros para a Salvação eterna – não existe meio de mudar o destinos de alguém após a morte. Veja Mt. 7:13,13; Lc 16:26.

* Ensinam a Existência de um Lugar Chamado PURGATÓRIO.

Este é o ensino herético e financeiramente conveniente para a Igreja de que o homem, mesmo morrendo perdido, pode ter uma segunda chance de Salvação.

Sabedoria 3:1-4 – “As almas dos justos estão na mão de Deus, e não os tocará o tormento da morte. Pareceu aos olhos dos insensatos que morriam; e a sua saída deste mundo foi considerada como uma aflição, e a sua separação de nós como um extermínio; mas eles estão em paz (no céu). E, se eles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade”.

 A Igreja Católica baseia a doutrina do purgatório na última parte deste texto, onde diz: “E, se eles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade”.

Eles ensinam que o tormento em que o justo está, é o purgatório que o purifica para entrar na imortalidade. Textos da Bíblia que mostram a impossibilidade do purgatório (1 Jo 1:7; Hb 9:22; Lc 23:40-43; I6: 19-31; I Co 15:55-58; I Ts 4:12-17; Ap 14:13; Ec 12:7; Fp 1:23; Sl 49:7-8; II Tm 2:11-13; At 10:43).

6. Nos Livros Apócrifos Os Anjos Mentem

Tobias 5:15-19“Peço-te que me digas de que família e de tribo és tu? O anjo Rafael disse-lhe: … Mas para que te não ponhas em cuidados, eu sou Azarias, filho do grande Ananias” Um anjo de Deus não poderia mentir sobre a sua identidade, sem violar a própria lei santa de Deus. Todos os anjos de Deus, foram verdadeiros quando lhes foi perguntado a sua identidade. Veja Lc 1:19.

 

7. Nos livros apócrifos, ensina-se que o simples ato de jejuar santifica:

Judite 8:5,6 - “jejuava todos os dias de sua vida …” Este texto legendário tem sido usado por romana relacionado com a canonização dos “santos” de idolatria. Em nenhuma parte da Bíblia jejuar todos os dias da vida é sinal de santidade. Cristo jejuou 40 dias e 40 noites e depois não jejuou mais.

O livro de Judite é claramente uma produção humana, uma lenda para escravizar os homens a ensinos errados e antibíblicos.

8. Nos livros apócrifos se ensinam atitudes anticristãs, como: Vingança, Crueldade e Egoísmo:

VINGANÇA – Judite 9:2 – Contraria o que a Bíblia diz sobre: Vingança (Rm 12:19, 17);

CRUELDADE e EGOÍSMO – Eclesiástico 12:6 – Contraria o que a Bíblia diz sobre Crueldade e Egoísmo ( Pv. 25:21,22; Rm 12:20; Jo 6:5; Mt 6:44-48);

9. A igreja Católica tenta defender a IMACULADA CONCEIÇÃO baseando em uma deturpação dos apócrifos (Sabedoria 8:9,20) – Contradizendo: Lc. 1:30-35; Sl 51:5; Rm 3:23);

Os Apócrifos solapam a doutrina da inerrância porque esses livros incluem erros históricos e de outra natureza. Assim, se os Apócrifos são considerados parte das Escrituras, isso identifica erros na Palavra de Deus.

19. INSPIRAÇAOxREVELAÇAO: Divina, pelo Espírito Santo (2Tm.3:16;2 Pe.1:21). Assim diz o Senhor (Ez.11:5 e 2 Cr.20:14) . Teoria Correta da Inspiração da Bíblia:

TEORIA DA INSPIRAÇÃO PLENÁRIA OU VERBAL

Todas as partes da Bíblia são igualmente inspiradas e os escritores não foram usados inconscientes, mas cooperava com eles o Espírito Santo, que os capacitava. Homens santos escreveram a Bíblia com as palavras de seu vocabulário, mas numa influenciante presença do Espírito Santo, escrevendo a PALAVRA DE DEUS.

REVELAÇÃO X INSPIRAÇÃO:

Revelação é a ação de Deus que se dá a conhecer ao Escritor e que o homem sozinho, nada pode saber (Dn.12.8; 1 Pe.1:10,11). Inspiração não implica em revelação. Toda a Bíblia foi inspirada, mas nem toda ela foi revelada: Ex. de Revelação:  Gênesis, sonhos de José, escritos de Paulo (Gl.1:11; Ef.3:3).

DECLARAÇÃO BÍBLICA X DECLARAÇÃO NA BÍBLIA

A Bíblia não mente, mas registra mentiras de ímpios e do diabo, declarações não inspiradas por Deus, mas registradas; verifique quem, para quem,e quando se fala.

20. DIVISÃO DA BÍBLIA E SEU SIGNIFICADO EM CRISTO:

A Bíblia se compõe de 2 partes, mas Jesus Cristo é o tema Central da Bíblia: O Antigo testamento, escrito pela comunidade hebraica em hebraico e aramaico e o Novo testamento, escrito pelos discípulos de Cristo, ao longo do séc.1 d.C.

Testamento significa aliança, pacto ou acordo, celebrado entre Deus e os judeus, no antigo pacto e no novo pacto, entre Deus e os cristãos. 02 Estruturas ou Testamentos (Grego diayhkh diatheke = aliança ou concerto). Com 66 Livros; sendo 39 no Antigo e 27 no Novo em período de 1600 anos, escrita por 40 autores, traduzida para 240 dialetos, 739 idiomas, 1.280 línguas com 3000 traduções

 

DIVISÃO DO ANTIGO TESTAMENTO:

 

(PREPARAÇÃO) – ORDEM NUMÉRICA DESCRITA-NÃO CRONOLOGIA

 

A)                       LEI – PENTATEUCO – (05 LIVROS):

FUNDAMENTO DA CHEGADA DE CRISTO:

•1°-Gênesis (Gn.)- Significa”ORIGEM”-Do pecado;Jesus,o Descendente da mulher – Autor Moisés, em 1450-140 a.C.-Fala do pecado, da Doutrina de Deus, da civilização, das nações, de Israel, da origem do homem e da redenção prometida.

•2°-Êxodo (Ex.)- Significa ”SAIDA”-Libertação/Promessa;Jesus,o Cordeiro Pascal-Autor é Moisés, em 1450-1410 a.C-Fala da libertação do Egito, a entrega da Lei, a Revelação de Deus (no Maná, nos 10 mandamentos e no Tabernáculo).

•3°-Levítico (Lv.)- Significa ”LEIS”-Fala da exigência para comunhão e o tema é Jesus, o Sacrifício Expiatório- Autor é Moisés, em 1450-1410 a.C.- Fala sobre a santidade de Deus, revela o pecado e a provisão de acesso a Deus.

•4°-Números (Nm.)- Significa ”NO DESERTO”-Fala da Fé x Promessas e o tema é Jesus, a Rocha Ferida – Autor Moisés, em 1450-1410 a.C. – Fala da peregrinação do povo rumo à terra prometida, lembrando a seriedade do pecado.

•5°-Deuteronômio (Dt.)-Significa ”2ª.LEI”-FaIa do Governo de Deus e o tema é Jesus,o Profeta. Autor é Moisés,em 1410 a.C. – Fala da constituição da teocracia de Israel, aborda sobre as bênçãos e maldições, os 10 mandamentos e os falsos profetas.

B)                      POESIA (05 LIVROS):

 ANELO PELA CHEGADA DE CRISTO:

•18°- Jó (Jó) -Significa ”PERSEGUIDO”-FaIa da Soberania x Necessidade. Tema é Jesus,o Redentor Vivo.-Autor e data incertos, talvez 1.500 a.C. Fala do motivo do sofrimento dos justos, declarando a soberania e propósitos divinos.

•19°-Salmos (SI.)-Significa ”LOUVOR”- Tema é Jesus,o Socorro e Alegria. – Vários autores, 73 de Davi, 2 de Salomão, 12 dos filhos de Coré, 12 de Asafe, 01 de Hemã, 01 de Etã e 01 de Moisés, durante o tempo de Davi a Salomão (10. Séc. a.C).

•20°-Provérbios (Pv.)-Significa “COMPARAÇÕES”-Fala de Ensinamentos humanos. O tema é Jesus,a Sabedoria Divina. Autores: Salomão e outros. (Agur escreveu 30 e Lamuel  escreveu 31. Fala de ensinos específicos de relacionamentos humanos.

•21°-Eclesiastes(Ec.)-Significa ”PREGADOR”- Fala para a Assembléia. O tema é Jesus,AIvo Verdadeiro. Autor é Salomão, em 935 a.C. Fala da rotina da vida, da compreensão que ela é dom divino e de que devemos viver, obedecendo a Deus.

•22°-Cantares(Ct.)-Significa ”CANÇÃO” – Fala de Jesus, Nosso Amado;Autor é Salomão em 965 a.C. FaIa e reflete no romance entre Salomão e a Sunamita, num diálogo sobre o Rei, que ganha seu coração, qual Jesus e a sua Igreja.

 

C)                      HISTÓRIA (12 LIVROS):

PREPARAÇÃO PARA A CHEGADA DE CRISTO:

•6°-Josué(Js.)- Significa ”JAVE E SALVAÇÃO” – Fala de Fidelidade e Herança. O tema é Jesus, o Capitão dos Exércitos do Senhor. Autor é Josué,com escritos de Eleazar profeta ou seu filho em 1400-1370 a.C. Fala da fidelidade divina em conceder Canaã a Israel, a importância da Lei e da Santidade de Deus ao julgar os pecados dos cananeus.

•7°-Juízes(Jz.)-Significa ”GOVERNANTE”- FaIa de Obediência e da Paz. O tema é Jesus, Libertador. Autor anônimo,talvez Samuel após a morte de Sansão, em 1050-1000 a.C. Fala da conquista da palestina, monarquia, fidelidade e perdão de Deus.

•8°-Rute(Rt.)-Significa ”AMIZADE”- FaIa de fé para todas as pessoas. O tema é Jesus,o Parente Divino. Autor desconhecido, talvez Samuel, em 1000 a.C. Fala de fidelidade em meio à idolatria e infidelidade, soberania e cuidado de Deus (Resgatador).

•9°-1 Samuel (1Sm.) Tematiza o “CHAMADO AO AVIVAMENTO” – Fala de Pecado x Santidade. Autor é Samuel e outros, em 930 a.C., em diante. Fala sobre Samuel, Saul e Davi e os efeitos do pecado e santidade no povo e líderes.

•10° – 2 Samuel (2 Sm.) – Tematiza a “ASCENSÃO/QUEDA” Na Bíblia hebráica é a segunda parte de 1 Samuel. Fala da morte de Saul e aliança com Davi.

•11°-1 Reis (1 Rs.) – Tematiza a “HISTÓRIA DO REINOS DE JUDÁ E ISRAEL” desde Salomão ao Cativeiro Babilônico-Fala de Fidelidade x Sabedoria. Autor é Jeremias, em 550 a.C., valendo-se de fontes históricas. Descreve o templo até Elias.

•12°-2 Reis (2 Rs.) – Tematiza o “DECLÍNIO/CATIVEIRO”- Na Bíblia hebráica, é parte de 1 Reis. Descreve o cativeiro babilônico até Eliseu.

•13°-1 Crônicas (1 Cr.) – Significa  ”NEGÓCIOS” – FaIa de Aliança,oração de louvor e genealogia.Autor é Esdras em 450-425 a.C. Em Reis e Crônicas, Jesus é o Rei Prometido. Declara aliança, oração e louvor de Davi. (Herança, bênção e pacto).

•14°-2 Crônicas (2Cr.)- Fala de CATIVEIRO/TEMPLO. Na Bíblia Hebráica é parte do 1 Crônicas. Fala de Salomão a Zedequias e a permissão para construir o Templo.Inclui a oração de Salomão pedindo sabedoria, até a duração do Cativeiro.

•15°-Esdras (Ed.)- Significa  ”AJUDA”-Esdras era sacerdote e escriba que trabalhou com Neemias na volta do povo de Israel da Babilônia e na restauração do culto a Javé na Terra Prometida.Fala do cumprimento das promessas de restauração. O Autor é Esdras, em 456-444 a.C. Primeiro voltaram 50.000 pessoas com Artaxerxes e depois com Esdras.

•16° Neemias (Ne)-Significa ”JAVE CONFORTA”. Fala de Restauração.Completa história de restauração do povo que voltou da Babilônia, sob a liderança de Esdras: marca início das 07 semanas de Daniel. Autor é Neemias, 445-425 a.C.

•17°-Ester (Et)- Significa ”ESTRELA”-Fala da Soberania x Providência.Jesus é o Advogado.Autor é incerto, mas certamente judeu, em 465 a.C. Explica a libertação de Deus, a festa de Purim e mostra o controle divino nos acontecimentos.

 

 

D)                      PROFETAS (17 LIVROS):

CERTEZA DA CHEGADA DE CRISTO:

Profetas Maiores (Pela quantidade de Escritos – 05 livros): (Jesus é o Messias Prometido):

•23°-lsaías (Is.) – significa ”JAVE SALVOU” – Fala da Redenção do Messias. Autor: Isaías, em 740-680 a.C. Atacou a apostasia.

•24°-Jeremias (Jr.) – significa “JAVE É ELEVADO”. Fala da Advertência ao pecado e promessa de Juízo. Autor é Jeremias em 627-585 a.C. Fala da severa mensagem de julgamento onde Nabucodonosor conquistou novamente Jerusalém.

•25°-Lamentações (Lm.) – significa ”CHORO EM VOZ ALTA” – 05 poemas melancólicos de lamentação pela destruição de Jerusalém pelos Caldeus. Autor é Jeremias em 586-585 a.C. O livro lembra o fato do que Jesus sentia por Jerusalém.

•26°-Ezequiel (Ez.) – significa “JAVE FORTALECE” – Fala de restauração futura, relembrando aos exilados sobre os pecados que haviam trazido sobre eles o juízo divino, assegurando a bênção futura. Autor é Ezequiel, em 592-570

•27°- Daniel (Dn.) – significa JAVE E MEU JUIZ”-FaIa de Deus,o Juiz futuro, além de futuros impérios gentios, anticristo e doutrinas dos anjos, ressurreição e narrativas dos jovens no fogo e da cova dos leões. Autor é Daniel em 537 a.C.

•Profetas Menores (Mesma importância profética – 12 livros): (Jesus é o Messias Prometido):

•28°-Oséias (Os.) – significa “SALVAÇÃO” – FaIa de amor à infidelidade. Autor é Oséias,em 710 a.C.Fala do amor leal de Deus e da contínua infidelidade de Israel. Retrata a vida do profeta, os pecados do povo, o juízo certo e o amor divino.

•29°-JoeI (Jl.) significa ”JAVE E DEUS” - Autor é Joel em 835 a.C. Fala da intervenção de Deus na história antiga de lsrael, das nações pagãs, do Dia do Senhor e envolve a grande tribulação , a 2ª. Vinda de Jesus (parousia) e o Milênio.

•30°-Amós-(Am.) significa -”CARGA”. Fala de Apelo ao Arrependimento. Atacando os males sociais do culto pagão, lançou apelo para escapar do juízo divino, mesmo tendo Israel, posição privilegiada. Autor é Amós em 755 a.C.

•31°-Obadias (Ob.) significa ”SERVO DE JAVE” – Fala do castigo aos Edomitas, orgulhosos com Israel. Autor é Obadias em 840 ou 586 a.C.

•32°-Jonas (Jn.)–significa“POMBA”.Fala da fidelidade de Deus perante o mundo e há milagres.Autor: Jonas em 760 a.C.

•33°-Miquéias (Mq). significa “QUEM É COMO JAVÉ?”. Fala da futura glória de Israel. Autor é Miquéias em 700 a.C.

•34°-Naum (Na). – significa “CONSOLAÇÃO” – Fala do Caráter de Deus e destruição de Nínive. Autor é Naum em 663-612 a.C.

•35°-Habacuque (Hc). – significa “ABRAÇADOR”- Fala do amor de Deus; salmo de louvor, justificando a fé. Autor é Habacuque, em 607 a.C.

•36°-Sofonias (Sf.) – significa “JAVÉ ESCONDE” – Fala de julgamento. Juizo das nações pagãs e descreve o milênio. Autor é Sofonias, em 625 a.C.

•37°-Ageu (Ag.) – significa “FESTIVO”. Fala  de apelo à coragem, consciência pura, confiar em Deus no futuro e construção do Templo. Autor é Ageu em 520 a.C.

•38°-Zacarias (Zc.)-” – significa “JAVE LEMBRA” – Fala do Reinado do Senhor; refere-se ao retorno de Cristo. Autor é Zacarias, em 520-518 a.C.

•39°-Malaquias (Ml.) – significa “MEU MENSAGEIRO” – Fala do verdadeiro culto a Deus e arrependimento. Autor é  Malaquias em 450-400 a.C.

DIVISÃO DO NOVO TESTAMENTO:

(ORDEM NUMÉRICA DESCRITA NA BÍBLIA – NÃO CRONOLÓGICA)

A)                      EVANGELHOS-(BOAS-NOVAS)- (04 LIVROS):

MANIFESTAÇÃO DE CRISTO (O Salvador):

•40°-Mateus (Mt.) – significa “DOM DE DEUS” – Autor: Mateus, em 60-70 A.D. O tema é Cristo, o Rei, para judeus convertidos.

•41°-Marcos (Mc.) – significa “DEFESA” – Autor: João Marcos, em 50-60 A.D. O tema é Cristo, o servo, para romanos convertidos.

•42°-Lucas (Lc.) – significa “QUE DÁ A LUZ” – Autor: Lucas, o médico, em 60 A.D.-O tema é Cristo, o Filho do Homem, para gregos convertidos.

•43°-João (Jo.) – significa “JAVÉ É DOADOR GRACIOSO” – Autor: Apóstolo João, em 85-90 A.D. Revela Jesus nos 07 milagres.

B)                                                           HISTÓRIA DO INICIO DA IGREJA – (01 LIVRO):

PROPAGAÇÃO DE CRISTO (Ressurgido e Poderoso)

•44°-Atos (At.) – Autor: Lucas, o médico, em 61 A.D. Registra expansão da igreja em 30 anos, enfatizando a prática da doutrina e padrões éticos cristãos.

 

C)                      EPÍSTOLAS-INTERPRETAÇÃO E PROPAGAÇÃO DE CRISTO (21 LIVROS):

(O Cabeça da Iqreja):

•45º-Romanos (Rm.) Autor:Paulo,em 58 A.D.Doutrina da justificação da fé, justiça de Deus p/igreja gentia de Roma.

•46º-1 Coríntios-(1 Co.) Autor:Paulo,em 56.A.D.Fala do uso dos dons espirituais(teologia pastoral) p/ig.de Corinto.

•47º-2 Coríntios-(2 Co.) Autor:Paulo,em 57 A.D.Paulo defende sua autoridade,relembra à igreja,o compromisso de ofertar.

•48º-Gálatas (Gl.)- Autor:Paulo,em 49 ou 55 A.D.Tema é justificação pela fé e fruto do Espírito,polêmica judáica na Galácia.

•49º-Efésios (Ef.)- Autor:Paulo,em 61ª.D.Tema é salvação pela graça e relação entre igreja e Jesus à Igreja de  Éfeso.

•50º-Filipenses (Fp.)- Autor:Paulo,em 61 A.D.Fala da Doutr.de Kenosis(auto-humilhação de Cristo) e oração p/G.de Filipos.

•51º-Colossenses (Cl.): Autor:Paulo;61 A.D. Fala da Supremacia, pessoa,obra de Cristo, conosco contra heresias em Colossos.

•52º-1 Tessalonicenses (1 Ts.) Autor:Paulo,em 51 A.D.Fala do arrebatamento e do dia do Senhor para a Igreja de Tessalônica.

•53º-2 Tessalonicenses(2 Ts.) Autor:Paulo,51 A.D. Fala do homem do pecado, Anticristo,contra imediatismo da igreja.

•54º-1 Timóteo (1 Tm.) Autor:Paulo,63.A.D. Fala da conduta e combate entre doutrina pura e heresia financeira a Timóteo.

•55º-2 Timóteo (2 Tm.) Autor:Paulo,66 A.D.Fala de apostasia, inspiração das Escrituras e coroa de justiça para Timóteo.

•56º-Tito (Tt.) Autor:Paulo,em 65.A.D.Fala sobre presbíteros,faixas etárias na Ig.,governo,regeneração,obras para Tito.

•57º-Filemon (Fl.) Autor:Paulo, 61 A.D. Fala fé e liberdade, compromisso e testemunho de comunhão eficiente a Filemon.

•58º-Hebreus (Hb.)Autor incerto,talvez Paulo,em 64-68 A.D.Sacerdócio de Cristo superior à Lei, a crentes ricos da Itália.

•59º-Tiago (Tg.) Autor:Tiago, em 45-50 A.D. Fala de Conduta,graça,ética cristã, fé x obras, língua e oração para a igreja primitiva

•60º-1 Pedro (1 Pe.) Autor:Pedro, em 63 A.D. Fala da vitória sobre sofrimento e graça de Deus para crentes espalhados no mundo.

•61º-2 Pedro (2 Pe.) Autor:Pedro,em 66 A.D.Fala contra heresias,inspiração da escritura e parousia e verdade do evang.

•62º-1 João (1 Jo.) Autor:João,90 A.D.Fala da realidade da encarnação do verbo e da alta ética da vida de Cristo.

•63º-2 João (2 Jo.) Autor:João,90 A.D.Fala de como se andar nos mandamentos de Cristo contra falsas doutrinas.

•64º-3 João (3 Jo.) Autor:João,90 A.D.Fala dos falsos líderes e dos problemas eclesiásticos para Gaio.

•65º-Judas (Jd.) Autor:Judas,irmão de Tiago e meio irmão de Jesus(Mt.13:55Mc.6:3), em 70-80 A.D. Moral Cristã.

 

D)REVELAÇÃO – CONSUMAÇÃO EM CRISTO (01 livro)

(Alfa e ômega-Cristo volta para Reinar):

 

•66º-Apocalipse: (Ap.) Revelação dos Últimos Tempos. Autor João,90 A.D.Revelação de Jesus para as 7 igrejas da Ásia.

a Inerrância da Bíblia

A autoridade das Escrituras é um tema-chave para a igreja cristã, tanto desta como de qualquer outra época.

Aqueles que professam fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador são chamados a demonstrar a realidade de seu discipulado cristão mediante obediência humilde e fiel à Palavra escrita de Deus.

Afastar-se das Escrituras, tanto em questões de fé quanto de conduta, é deslealdade para com nosso Mestre.

Para que haja uma compreensão plena e uma confissão correta da autoridade das Sagradas Escrituras é essencial um reconhecimento da sua total veracidade e confiabilidade.

A Declaração a seguir afirma sob nova forma essa inerrância das Escrituras, esclarecendo nosso entendimento a respeito dela e advertindo contra sua negação.

Estamos convencidos de que negá-la é ignorar o testemunho dado por Jesus Cristo e pelo Espírito Santo e rejeitar aquela submissão às alegações da própria Palavra de Deus, submissão esta que caracteriza a verdadeira fé cristã.

Entendemos que é nosso dever nesta hora fazer esta afirmação diante dos atuais desvios da verdade da inerrância entre nossos irmãos em Cristo e diante do entendimento errôneo que esta doutrina tem tido no mundo em geral.

Desejamos expressar uma convicção quanto à inerrância das Escrituras e estimular e desafiar uns aos outros e a todos os cristãos a uma compreensão e entendimento cada vez maiores desta doutrina.

O aprofundamento de nossas próprias convicções através dos debates que tivemos juntos e oramos para que esta Declaração que assinamos seja usada para a glória de nosso Deus com vistas a uma nova reforma da igreja no que tange à sua fé, vida e missão.

Muitos  que negam a inerrância das Escrituras não apresentam em suas crenças e comportamento as conseqüências dessa negação, e estamos conscientes de que nós, que confessamos essa doutrina, freqüentemente a negamos em nossas vidas, por deixarmos de colocar nossos pensamentos e orações, tradições e costumes, em verdadeira sujeição à Palavra divina.

Qualquer pessoa que veja razões, à luz das Escrituras, para fazer emendas às afirmações desta Declaração sobre as próprias Escrituras (sob cuja autoridade infalível estamos, enquanto falamos), é convidada a fazê-lo.

Não alegamos nenhuma infalibilidade pessoal para o testemunho que damos e seremos gratos por qualquer ajuda que nos possibilite fortalecer esse testemunho acerca da Palavra de Deus.

UMA BREVE DECLARAÇÃO

1. Deus, sendo ele próprio a Verdade e falando somente a verdade, inspirou as Sagradas Escrituras a fim de, desse modo, revelar-se à humanidade perdida, através de Jesus Cristo, como Criador e Senhor, Redentor e Juiz.

As Escrituras Sagradas são o testemunho de Deus sobre si mesmo.

2. As Sagradas Escrituras, sendo a própria Palavra de Deus, escritas por homens preparados e supervisionados por seu Espírito, possuem autoridade divina infalível em todos os assuntos que abordam: devem ser cridas, como mandamento divino, em tudo o que determinam; aceitas, como penhor divino, em tudo que prometem.

3. O Espírito Santo, seu divino Autor, ao mesmo tempo no-las confirma através de seu testemunho interior e abre nossas mentes para compreender seu significado.

4. Tendo sido na sua totalidade e verbalmente dadas por Deus, as Escrituras não possuem erro ou falha em tudo o que ensinam, quer naquilo que afirmam a respeito dos atos de Deus na criação e dos acontecimentos da história mundial, quer no testemunho que dão sobre a graça salvadora de Deus na vida das pessoas.

5. A autoridade das Escrituras fica inevitavelmente prejudicada, caso essa inerrância divina absoluta seja de alguma forma limitada ou desconsiderada, ou caso dependa de um ponto de vista acerca da verdade que seja contrário ao próprio ponto de vista da Bíblia; e tais desvios provocam sérias perdas tanto para o indivíduo quanto para a igreja.

ARTIGOS DE AFIRMAÇÃO E NEGAÇÃO

* As Sagradas Escrituras devem ser recebidas como a Palavra oficial de Deus. Negamos que a autoridade das Escrituras provenha da Igreja, da tradição ou de qualquer outra fonte humana.

* As Sagradas Escrituras são a suprema norma escrita, pela qual Deus compele a consciência, e que a autoridade da Igreja está subordinada à das Escrituras. Negamos que os credos, concílios ou declarações doutrinárias da Igreja tenham uma autoridade igual ou maior do que a autoridade da Bíblia.

* A Palavra escrita é, em sua totalidade, revelação dada por Deus. Negamos que a Bíblia seja um mero testemunho a respeito da revelação, ou que somente se torne revelação mediante encontro, ou que dependa das reações dos homens para ter validade.

* Deus, que fez a humanidade à sua imagem, utilizou a linguagem como um meio de revelação. Negamos que a linguagem humana seja limitada pela nossa condição de sermos criaturas, a tal ponto que se apresente imprópria como veículo de revelação divina. Negamos ainda mais que a corrupção, através do pecado, da cultura e linguagem humanas tenha impedido a obra divina de inspiração.

* A revelação de Deus dentro das Sagradas Escrituras foi progressiva. Negamos que revelações posteriores, que podem completar revelações mais antigas, tenham alguma vez corrigido ou contradito tais revelações. Negamos ainda mais que qualquer revelação normativa tenha sido dada desde o término dos escritos do Novo Testamento.

* A totalidade das Escrituras e todas as suas partes, chegando às próprias palavras do original, foram dadas por inspiração divina. Negamos que se possa corretamente falar de inspiração das Escrituras, alcançando-se o todo mas não as partes, ou algumas partes mas não o todo.

* A inspiração foi a obra em que Deus, por seu Espírito, através de escritores humanos, nos deu sua Palavra. A origem das Escrituras é divina. O modo como se deu a inspiração permanece em grande parte um mistério para nós. Negamos que se possa reduzir a inspiração à capacidade intuitiva do homem, ou a qualquer tipo de níveis superiores de consciência.

* Deus, em sua obra de inspiração, empregou as diferentes personalidades e estilos literários dos escritores que ele escolheu e preparou. Negamos que Deus, ao fazer esses escritores usarem as próprias palavras que ele escolheu, tenha anulado suas personalidades.

* A inspiração, embora não outorgando onisciência, garantiu uma expressão verdadeira e fidedigna em todas as questões sobre as quais os autores bíblicos foram levados a falar e a escrever. Negamos que a finitude ou a condição caída desses escritores tenha, direta ou indiretamente, introduzido distorção ou falsidade na Palavra de Deus.

* A inspiração diz respeito somente ao texto autográfico das Escrituras, o qual, pela providência de Deus, pode-se determinar com grande exatidão a partir de manuscritos disponíveis. Afirmamos ainda mais que as cópias e traduções das Escrituras são a Palavra de Deus na medida em que fielmente representam o original.

Negamos que qualquer aspecto essencial da fé cristã seja afetado pela falta dos autógrafos. Negamos ainda mais que essa falta torne inválida ou irrelevante a afirmação da inerrância da Bíblia.

* As Escrituras, tendo sido dadas por inspiração divina, são infalíveis, de modo que, longe de nos desorientar, são verdadeiras e confiáveis em todas as questões de que tratam. Negamos que seja possível a Bíblia ser, ao mesmo tempo, infalível e errônea em suas afirmações. Infalibilidade e inerrância podem ser distinguidas, mas não separadas.

* Em sua totalidade, as Escrituras são inerrantes, estando isentas de toda falsidade, fraude ou engano. Negamos que a infalibilidade e a inerrância da Bíblia estejam limitadas a assuntos espirituais, religiosos ou redentores, não alcançando afirmações de natureza histórica e científica. Negamos ainda mais que hipóteses científicas acerca da história da terra possam ser corretamente empregadas para desmentir o ensino das Escrituras a respeito da criação e do dilúvio.

* A propriedade do uso de inerrância como termo teológico referente à total veracidade das Escrituras. Negamos que seja correto avaliar as Escrituras de acordo com padrões de verdade e erro estranhos ao uso ou propósito da Bíblia. Negamos ainda mais que a inerrância seja contestada por fenômenos bíblicos, tais como uma falta de precisão técnica contemporânea, irregularidades de gramática ou de ortografia, descrições da natureza feitas com base em observação, referência a falsidades, uso de hipérbole e números arredondados, disposição do material por assuntos, diferentes seleções de material em relatos paralelos ou uso de citações livres.

* A unidade e a coerência interna das Escrituras. Negamos que alegados erros e discrepâncias que ainda não tenham sido solucionados invalidem as declarações da Bíblia quanto à verdade.

* A doutrina da inerrância está alicerçada no ensino da Bíblia acerca da inspiração. Negamos que o ensino de Jesus acerca das Escrituras possa ser desconsiderado sob o argumento de adaptação ou de qualquer limitação natural decorrente de sua humanidade.

* A doutrina da inerrância tem sido parte integrante da fé da Igreja ao longo de sua história. Negamos que a inerrância seja uma doutrina inventada pelo protestantismo escolástico ou que seja uma posição defendida como reação contra a alta crítica negativa.

* O Espírito Santo dá testemunho acerca das Escrituras, assegurando aos crentes a veracidade da Palavra de Deus escrita. Negamos que esse testemunho do Espírito Santo atue isoladamente das Escrituras ou em oposição a elas.

* O texto das Escrituras deve ser interpretado mediante exegese histórico-gramatical, levando em conta suas formas e recursos literários, e que as Escrituras devem interpretar as Escrituras. Negamos a legitimidade de qualquer abordagem do texto ou de busca de fontes por trás do texto que conduzam a um revigoramento, desistorização ou minimização de seu ensino, ou a uma rejeição de suas afirmações quanto à autoria.

* Uma confissão da autoridade, infalibilidade e inerrância plenas das Escrituras é vital para uma correta compreensão da totalidade da fé cristã. Afirmamos ainda mais que tal confissão deve conduzir a uma conformidade cada vez maior à imagem de Cristo. Negamos que tal confissão seja necessária para a salvação. Contudo, negamos ainda mais que se possa rejeitar a inerrância sem graves conseqüências, quer para o indivíduo, quer para a Igreja.

 

A AUTORIDADE E A INERRÂNCIA BÍBLICA

 

1) EXPLICAÇÃO E BASE BÍBLICA PARA A AUTORIDADE BÍBLICA:

“A autoridade das Escrituras significa que todas as palavras nas Escrituras são palavras de Deus de modo que não crer em alguma Palavra a Bíblia ou desobedecer a ela é não crer em Deus ou desobedecer a ele” Wayne Gruden

Ou seja, a Bíblia é a Palavra de Deus, escrita por homens, mas inspirada por Deus que foram ordenados para que escrevessem de forma fiel aquilo que lhes foi dito.(Nm 22:38, Dt 18:18-20, Jr 1:9; 14:14; 23:16-22; 29:31-32; Ez 2:7; 13:1-16). Vemos alguns fatores que garantem a autoridade bíblica: Todas as palavras nas escrituras são Palavra de Deus

A Bíblia diz isso a seu próprio respeito: O Apóstolo Paulo afirma que toda a Escritura é inspirada por Deus e ainda diz a sua completa utilidade, em várias áreas da vida e da necessidade interior e exterior do homem, caracterizando a autoridade, a inspiração, a inerrância e a suficiência bíblica para o homem em qualquer situação ou dificuldade de sua vida. (2 Tm 3:16).

Em 1 Pe 1:21, o apóstolo Pedro nos afirma que nenhuma escritura veio de propósitos humanos e que nenhuma interpretação é particular ou pertence a uma pessoa ou a um grupo restrito, mas sim que foram homens que escreveram e falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.

Somos convencidos a aceitar as reivindicações da Bíblia de que ela é a Palavra de Deus, vemos que a partir do momento em que lemos a Bíblia e se inicia a ação do Espírito Santo nos mostrando que as palavras da Bíblia são divinas, pois o próprio Espírito Santo passa a falar aos nossos corações na palavra da Bíblia e por intermédio delas. Vemos isto com o Apóstolo Paulo nos falando em 1 Co 2:13,14.

As palavras das Escrituras são autocorroborantes. Elas se confirmam e se comprovam entre si mesmas, e não podem ser comprovadas por nada externo, como exemplo, razão humana, exatidão histórica, ou outros argumentos, caso isso aconteça estamos sugerindo que haja algo maior que a própria Escritura. Cremos que as Escrituras são a Palavra de Deus por que elas reivindicam essa condição e cremos em sua reivindicação porque as Escrituras são a Palavra de Deus.

Não é o único meio de comunicação de Deus, vemos no livro de Hb 1:1, que Deus falou a nós pelos profetas de muitas maneiras.

Outros indícios, a Bíblia é historicamente precisa, tem coerência interna, contém profecias que se cumpriram centenas de anos mais tarde e estão a se cumprir hoje, influenciou e influencia os rumos da História humana, muda a vida de milhões de pessoas, que encontram a salvação por seu intermédio, tem em seus ensinos uma beleza singular e majestosa e de uma profundidade que nenhum outro livro pode superar e afirma centenas de vezes que é a Palavra de Deus. Então em virtude do exposto:

 

2) NÃO CRER EM QUALQUER PALAVRA DA ESCRITURA OU DESOBEDECER A ELAS É NÃO CRER EM DEUS OU DESOBEDECER A ELE.

Vemos que Jesus repreende os discípulos por não crerem nas Escrituras (Lc 24:25). Nós crentes devemos guardar e obedecer às palavras dos discípulos (Jo 15:20). Os cristãos são incentivados a se lembrar “do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos apóstolos” (2Pe 3.2). Desobedecer aos escritos tornava as pessoas passivas de afastamento do corpo de Cristo (2Ts 3:14, 2Co 13:2-3). E, finalmente Deus se alegra em todo aquele que “treme” diante de sua Palavra (Is 66:2).

 

3) VERACIDADE DAS ESCRITURAS

Deus não pode mentir nem falar com falsidade (Hb 6:18)

Todas as palavras nas Escrituras são inteiramente verdadeiras e não contém erros em nenhum lugar.

A Palavra de Deus é o padrão definitivo da Verdade.

Nenhum fato novo poderá contradizer a Bíblia

 

4) AS ESCRITURAS SÃO A AUTORIDADE FINAL

Vemos que Deus quando deu os mandamentos a Moisés, Ele mandou que Moisés preparasse as tábuas em que Ele escreveu como seu próprio dedo (Ex 31:18), ou seja, escritas pelo próprio Deus, o Próprio Senhor fez questão de escrever, registrar, para ser lembrado, para não ser alterado, para que fosse de fácil acesso e de mais fácil obediência e que como conhece o homem saberia de sua facilidade de alterá-la se fosse apenas através da tradição oral, tanto é que as tábuas ainda estão guardadas dentro da arca do concerto, que vai ser achada por nós quando da nossa reunião com o Senhor (Ex 25:16; Ap 11:19).

5)  AS QUATRO CARACTERÍSTICAS DAS ESCRITURAS

INERRÂNCIA BÍBLICA (1)

Antes de mostrarmos as características dessa inerrância, vimos no item anterior que todas as Palavras escritas na Palavra de Deus são proveniente s de Deus e não obedecer a elas significa não obedecer a Deus e que por Ser Palavra de Deus e ser impossível que Deus minta ou fale com falsidade, então podemos dizer que a Palavra de Deus é verdadeira e sem qualquer erro, ou destituída de qualquer imperfeição (Sl 12:6, Pv 30:5, Jo 17:17).

Então podemos entender que os manuscritos bíblicos nos seus originais são desprovidos de quaisquer erros e não afirmam nada contrário aos fatos e sempre diz a verdade a respeito de todas as coisas que trata.

Vejamos algumas características da inerrância bíblica:

* A Bíblia pode ser inerrante e ainda assim usar a linguagem cotidiana, como já vimos a Bíblia foi escrita por vários autores dos mais variados níveis culturais, portanto foi escrito de acordo com a estrutura de linguagem de cada um, sendo geralmente a linguagem usual do povo, no caso de um homem do povo, ou de um sacerdote, no caso de ser escrita por um sacerdote, ou rica em detalhes quando escrita por um médico, ou numa linguagem mais coloquial quando escrita por pescador ou por vaqueiro;

* A Bíblia pode ser inerrante e conter citações livres, no grego original, Koine em que foi escrito o NT não existia sinais de aspas ou pontuações que indicassem a autoria de determinado discurso por parte de uma pessoa, por isso no Original as citações não são diretas e sim livres abertas, porém o que deve ser observado é se elas estão de acordo como conteúdo verdadeiro já existente na própria Palavra;

* A inerrância é compatível com construções gramaticais pouco usuais que estão presentes na Bíblia, por conter muitas vezes a linguagem natural do povo comum, ocorrem erros gramaticais, porém foi feita na linguagem natural do povo, mas que não afetam nem destroem a fidedignidade das declarações e do conteúdo sagrado e verdadeiro das Escrituras.

 

6) ALGUNS DESAFIOS PARA A INERRÂNCIA NOS DIAS DE HOJE

* A Bíblia é a única autoridade em questões de “fé e prática”, algumas pessoas nos dizem que a Bíblia só serve para questões relacionada a fé e a questões éticas de comportamento e conduta, o que abre margem para que outras áreas da Bíblia estejam com erros, porém temos que ver que a Palavra de Deus é a verdade e por ser a verdade e infalível e inerrante em qualquer área, veja o que diz At 24:14.

Em Rm 15:4 diz que tudo o que antes foi escrito foi escrito para o nosso ensino. Podemos dizer que a Bíblia é completamente pura, perfeita e verdadeira. (Sl 12:6, Sl 119:96, Pv 30:5). Vemos que o propósito geral das Escrituras é dizer exatamente tudo o que diz da maneira que diz. Tudo o que está declarado é por que Deus quis que estivesse declarado, tudo tem o seu propósito, apenas dizer que a Palavra só  serve para regra de fé e prática é impor limites a Deus que não tem limites e é perfeito e poderoso para fazer abundantemente além de tudo o que pedimos ou pensamos.

* O termo inerrância é um exagero, a questão da inerrância não está no aspecto gráfico da escrita, mas sim no aspecto de que os propósitos divinos foram atingidos, na perfeição do que foi relatado e escrito, na perfeição do anelo de amor e da grandeza de Deus que estão relatados na Palavra. Então de maneira nenhuma é exagero dizer que a Palavra é inerrante.

* Não possuímos manuscritos inerrantes, portanto não podemos falar de uma Bíblia inerrante. Os erros que se podem encontrar hoje em dia em relação aos manuscritos originais são ínfimos se comparados, chegam a ser menos de 1%, o que podemos falar que mesmo com a tradução permanecerão fiéis em sua integralidade, portanto a inerrância é mantida mesmo nos escritos de hoje mesmo com a diferença que existe em traduções.

* Os escritores bíblicos “adaptaram” suas mensagens a idéias falsas correntes na época deles, afirmando tais idéias de modo incidental. Diz que os escritores incluíram erros ou idéias erradas em seus escritos, só que essa afirmação nega a Soberania de Deus, nem permite mentira ou erro algum, até por que Deus não agiria contra o seu próprio caráter.

* A inerrância superestima o aspecto divino das Escrituras e negligencia o aspecto humano. Sabemos que a Bíblia é composta de dois aspectos, o divino e o humano e que se necessita dar a devida atenção a ambos.

* Há erros evidentes na Bíblia. O grande problema é que muitas pessoas afirmam que a Bíblia contém vários erros, o maior problema é que esses erros não conseguiram ser comprovados até hoje e cremos que não vão ser. O detalhe é que a idéia de erros na Bíblia parte da visão de cada uma das pessoas, por olharem a Palavra a partir dos seus conceitos e valores. Porém a verdade é que já vão muitos e muitos anos e os erros nunca conseguiram ser comprovados e de lá até hoje a Palavra é viva e eficaz e mais cortante que espada de dois gu7mes e penetra até o mais íntimo do ser (Hb 4:11).

 

7) PROBLEMAS COM A REJEIÇÃO DA INERRÂNCIA:

* Sem a inerrância ao imitar Deus vamos mentir intencionalmente em questões secundárias.

* Sem a inerrância será que podemos confiar em tudo o que Deus nos diz?

* Sem a inerrância, faremos de nossa mente humana um padrão de verdade maior que a Palavra de Deus.

* Sem a inerrância e com alguns pequenos itens errados vamos partir para afirmar que determinadas doutrinas fundamentais também estão erradas.

8) A CLAREZA BÍBLICA:

DEFINIÇÃO DE CLAREZA

A Bíblia é escrita de forma que todas as informações que interessam ao homem para a sua salvação e encontro, intimidade e relacionamento com Deus encontram-se bem claramente expostas nas Escrituras e podemos ainda definir da seguinte forma: afirmar que as escrituras são claras é dizer que a Bíblia está escrita de modo que seus ensinamentos podem ser compreendidos por todos os que a lerem em relacionamento com Deus e aplicando a sua vida.

 

A BÍBLIA AFIRMA A SUA PRÓPRIA CLAREZA:

“Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.” Esta passagem fala sobre a clareza e a nossa responsabilidade diante desta Palavra clara. Por outro lado vemos que a Palavra quando ela é dirigida é dirigida aos povos, e não a determinadas pessoas, ou seja, a todos os que estão com o sentimento de aprender de Deus. No Salmo 19:7 “O testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices”, já no Salmo 119:130 diz: “A revelação da tuas palavras esclarece e dá entendimento aos simples”. Ainda em outra passagem a Bíblia nos diz que o Povo de Deus erra por que lhe falta o conhecimento das Escrituras e nem conhece o poder de Deus e ainda a própria Palavra de Deus fala que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação (2Pe 1:20).

AS QUALIDADES ESPIRITUAIS E MORAIS NECESSÁRIAS PARA A COMPREENSÃO CORRETA DA PALAVRA;

Temos que compreender que a compreensão correta da Palavra é mais moral e espiritual do que intelectual “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, pois lhe parecem loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1Co 2:14), a Escritura é clara sim, mas ela só será bem compreendida por quem se dispuser a receber os seus ensinamentos, até por que não é um livro de homens e sim o Livro de Deus para os homens. (1 Co 1. 18 – 3:4; 2Co 3:14-16; 4:3-4,6; Hb 5:14: Tg 1:5-6: 2 Pe3:5; Mc 4:11-12: Jo7:17; 3:43.)

As Escrituras podem e devem ser lida por todos os que buscam sinceramente a salvação e por todos os crentes que a leiam buscando o auxílio de Deus para a sua compreensão, pois nestes casos o Espírito Santo está a agir fazendo as transformações necessárias, trazendo a mudança e fazendo a verdade prevalecer. (Rm 4: 1-25;1: 18-25; Tg1: 5-6, 22-25)

POR QUE AS PESSOAS NÃO COMPREENDEM CORRETAMENTE AS ESCRITURAS?

Por muitas vezes não compreendemos as escrituras por falta de fé ou por dureza de nossos corações (Lc 24: 25), porém para interpretar de maneira correta a Palavra temos que trazer o entendimento a través de princípios corretos de interpretação que é a hermenêutica, que averigua os métodos corretos de interpretação e a inda através do estudo e da explicação de um texto bíblica que é a chamada exegese.

A grande vantagem desta característica da Palavra é que diante de grandes questionamentos e dos grandes embates que o homem faz em torno da Palavra duas coisas apenas podem acontecer a primeira é querermos afirmar verdades em torno do que a Bíblia se cala e aí muitas vezes queremos ser maiores que a Palavra e o outro é no que a Bíblia fala se erramos é por que não interpretamos de forma correta e coerente.

9) A NECESSIDADE BÍBLICA:

A BÍBLIA É NECESSÁRIA PARA SE CONHECER O EVANGELHO

(Rm 10:13-17): “porque “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: “Como são belos os pés dos que anunciam boas novas!” No entanto, nem todos os israelitas aceitaram as boas novas. Pois Isaías diz: “Senhor, quem creu em nossa mensagem?”

Conseqüentemente, a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.” É fundamental para o homem que ele invoque ao Senhor para que seja salvo, só invocamos em quem cremos ou que sabemos que existe e que é poderoso para fazer alguma coisa por nós.

Não podemos crer se não conhecemos ou se não sabemos se ele existe.

E nem ouviremos falar nele se alguém não nos falar,  e finalmente alguém para falar dele vai fala da Palavra DELE, ou seja a Palavra é necessária para as nossas vidas e é necessária para a SALVAÇÃO.

A BÍBLIA É NECESSÁRIA PARA SUSTENTAR A FÉ ESPIRITUAL

Não só de pão viverá o homem mas de toda Palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4: 4), Moisés diz o seguinte: “Elas não são palavras inúteis. São a sua vida. Por meio delas vocês viverão muito tempo na terra da qual tomarão posse do outro lado do Jordão”.(Dt 32:47)  e ainda 1 Pe 2:2 e 1 Pe 1: 23- 25.

A BÍBLIA É NECESSÁRIA PARA SE CONHECER A VONTADE DE DEUS

Sem a Palavra escrita de maneira alguma poderíamos conhecer a vontade de Deus para os homens, para as nossas vidas. Somente através da Bíblia temos os ensinos e as direções que o Senhor quer para as nossas vidas. Na Palavra de Deus temos expressões claras da vontade de Deus para os homens, vejamos (Dt 29: 29) que diz: ““As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei.

Deus quer que sejamos irrepreensíveis por vivermos de acordo com a Palavra de Deus (Sl 119:1), ele quer que o homem seja bem aventurado pois o homem bem aventurado, não anda no conselhos dos ímpios e sim medita na lei do Senhor  de dia e de noite (Sl 1:1,2). Diz ainda que amar a Deus é guardar os seus mandamentos (1 Jo 5: 3), ou seja, se queremos ter um conhecimento preciso da vontade de Deus, devemos então estudar as Escrituras para alcançarmos um conhecimento seguro da Palavra de Deus.

Porém, finalizando este item temos que a Bíblia é necessária para alcançar conhecimento seguro sobre qualquer assunto, pois aquele que criou todas as coisas, o universo e tudo o mais  e que jamais mente ou se engana nos revelou a verdade e o que é verdadeiro.

Mas um pequeno detalhe a BÍBLIA NÃO É NECESSÁRIA PARA SABER QUE DEUS EXISTE e NÃO É NECESSÁRIA  PARA SE SABER ALGO SOBRE O  CARÁTER E AS LEIS MORAIS DE DEUS.

10) A SUFICIÊNCIA BÍBLICA:

DEFINIÇÃO DE SUFUCIÊNCIA

Dizer que as Escrituras são suficientes é dizer que a Palavra que Deus deixou escrita é suficiente e o bastante para que possamos alcançar a salvação, e para que possamos confiar em Deus e obedecê-lo e o mais que necessitamos para uma vida com Deus em todos os aspectos. E mais ainda ela não precisa de acréscimos, nem de ajustes, nem de reparos ou concertos e adequações. (Dt 4:2; Dt  12:32; Pv 30:5-6; Ap 22: 18-19).

* Na Bíblia está contido tudo o que Deus quer que pensemos e façamos; (Dt 29: 29);

* Na Bíblia nada devemos acrescentar e ainda, nada devemos equiparar a Ela. Ex.: Livro de Mórmons, Ciência Cristã (Ciência e saúde com uma chave para as Escrituras, de Mary Baker Eddy,) que afirmam crer na Bíblia mas dão igual valor ou até mesmo superior valor a esses livros em relação a Bíblia.

* Deus não exige que creiamos em nada sobre si mesmo ou sobre sua obra redentora que não se encontre na Palavra.

* Nenhuma revelação moderna de Deus deve ser equiparada a Bíblia no tocante à autoridade.

* Não existe pecado que não seja proibido pelas Escrituras. Quer explicitamente, quer implicitamente, temos que ser irrepreensíveis (Sl 119: 1).

* Deus não exige nada de nós que não esteja escrito e determinado explícita ou implicitamente na sua Palavra. Obedecerei constantemente à tua lei, para todo o sempre. “Andarei em verdadeira liberdade, pois tenho buscado os teus preceitos. Os que amam a tua lei desfrutam paz, e nada há que os faça tropeçar”. (Sl 119: 44-45, 165).

* Devemos enfatizar o que a Bíblia enfatiza e nos contenta com aquilo que Deus nos disse nas Escrituras. (Dt 29: 29);

AULA 3 – DEUS:

 

NOMENCLATURA NO ANTIGO TESTAMENTO EM HEBRÁICO (NOME DE DEUS):

* Myhla ‘elohiym – plural  – o (verdadeiro) Deus  (Gn. 1:1);

* hwhy Yahovah – Javé = “Aquele que existe”; o nome próprio do único Deus verdadeiro; nome impronunciável. (Gn.2:4);

* ynda ‘Adonay – Senhor-título, usado para substituir Javé como expressão judáica de reverência (Gn.15:2);

NOMENCLATURA NO NOVO TESTAMENTO EM GREGO (NOME DE DEUS):

* yeov theos – A divindade suprema; Deus. (Mt. 1:23);

* kuriov kurios – (supremacia) – aquele a quem uma pessoa ou coisas pertence, sobre o qual ele tem o poder de decisão; Mestre, Messias. (Mt.1:20).

1) IDÉIAS SOBRE A REALIDADE DE DEUS: COSMOVISÃO:

Há várias maneiras pelos quais as pessoas podem entender a vida, influenciando a maneira pelo qual a pessoa pode ver Deus, origens, mal, natureza humana, valores e destino.

Cada uma é singular pois seus conceitos são exclusivos.

Apenas uma cosmovisão pode ser verdadeira:

  • Deus é um ser infinito e pessoal (1 Co.8:6);
  • O mundo foi criado e é finito (Sl.89:11);
  • Deus é além do mundo e atua no universo (Rm.1:25);
  • Os milagres são possíveis e reais (Hb.2:4);
  • Possuímos alma imortal e corpo mortal (1 Co.15:54);
  • No destino humano haverá julgamento com recompensas para os justos e juízos para os ímpios (1 Pe.4:17);
  • A origem do mal implica nosso livre arbítrio (Gn.2:17);
  • No fim, o mal será derrotado por Deus (Ap.3:21);
  • A base de toda ética é baseada em Deus (2 Co.1:12);
  • A natureza da ética de Deus é absoluta (Ml.3:6);
  • Na história e seus objetivos, ela é linear, proposital e determinada por Deus (Is. 14:26).

 

ARGUMENTO COSMOLÓGICO:

A ciência exige uma causa para todo efeito:

  • A causa do sem fim é a existência do infinito;
  • A causa da eternidade é a existência do Eterno;
  • A causa do espaço ilimitado é a onipresença;
  • A causa do poder é a onipotência;
  • A causa da sabedoria é a onisciência;
  • A causa da personalidade é o pessoal;
  • A causa das emoções é o emocional;
  • A causa da vontade é a  evolução;
  • A causa da ética é a moral;
  • A causa da espiritualidade é o espiritual;
  • A causa da beleza é a estética;
  • A causa da retidão é a santidade;
  • A causa do amar é o amor;
  • A causa da vida é a existência;
  • A causa de tudo se concentra em Deus.

 

2) A REVELAÇÃO DE DEUS:

 

2 TIPOS: (Natural ou Geral) e (Especial ou Sobrenatural)

Deus é o “mysterium tremendum”, mistério fascinador, oculto e desconhecido (At.17:23), mas a história humana é o registro das ações de Deus no tempo (At.17:26), pois Deus domina sobre todos os homens (Dn.4:17), num plano e propósitos divinos para o Reino de Deus na terra (Dn.2:7).

Se Deus não se revelar, o homem não pode conhecê-lo.Ele é incompreensível;só o Espírito Santo conhece suas profundezas.Deus deseja que o homem o conheça,o adore e viva em sua comunhão.

REVELAÇÃO NATURAL OU GERAL

 A criação pode nos revelar a existência de Deus: Deus é o Criador; é uma norma para a sociedade e meio de condenação (Insuficiente porque o pecado adulterou a fé humana-(Rm.1:19-20).

- Nas Artes: Deus se revela nas artes pois Deus é belo e fez um belo mundo e criou seres para apreciarem essa beleza. O homem é apenas um “subcriador”, dotados de dons criativos que revelam algo de sua natureza maravilhosa.

- Na Música: Deus se revela na música pois os anjos o louvam (Jó.38:7;Is.6:3;Ap.4:8; Ap.5:12). A voz humana é um instrumento musical criado por Deus e também os anjos, foram criados para louvar a Deus (Sl.150:3-5; Ap.8:2; Ap.14:2).

A música manifesta a glória de Deus, bem como a criação.

- Na Natureza: A revelação geral revela Deus como criador, mas não revela o redentor, narrando apenas a grandeza de Deus (Sl.8:1; Is.40:12-17). Ela é ampla, revelando as verdades da ciência, história e matemática, pelas leis da natureza e também é essencial para a razão humana pelo questionamento dos fatos da vida.

- Nos governos: Ademais, a revelação geral de Deus (Criação) é essencial a governo humano pois apesar de nem todas as sociedades estarem debaixo da lei judaica, estão embaixo das leis universais que regem a natureza.

REVELAÇÃO ESPECIAL OU SOBRENATURAL

 A revelação especial nos revela a teologia cristã: Deus é o redentor; é uma norma para a igreja e meio para salvação. A Bíblia é a norma para todo o ensinamento cristão, revelando a graça redentora de Deus e a mensagem da salvação, explicando o acesso do homem a Deus.

Tanto as revelações gerais como especiais são necessárias, pois Deus se revelou em sua Palavra e no mundo.

A verdade é encontrada tanto na Bíblia quanto na ciência, mas temos que distinguir a interpretação bíblica e a do leitor. As revelações de Deus  na Palavra e no mundo nunca se contradizem, pois a Bíblia é inerrante.

 

3) DEFINIÇÃO DE DEUS NA TEOLOGIA:

Deus é o Ser Supremo Espírito Infinito, Eterno, Imutável em seu Ser, Sabedoria, Poder, Santidade, Justiça, Bondade, Verdade e Amor, Único, Perfeito, Criador e Sustentador do universo, Pessoal e subsiste em três Pessoas ou Distinções: Pai, Filho e Espírito Santo.

 

 

 

4) DEFINIÇÃO BÍBLICA DE DEUS:

Deus é testemunha entre os homens (Gn.31:50); zeloso (Dt.4:24); misericordioso (DT.4:31); único (Dt.6:4); grande e poderoso (Dt.10:17); perfeito, verdadeiro, justo e reto (Dt.32:4); salvador (2 Sm.22:3); excelso em poder (Jó.36:22); misterioso e eterno (Jó.36:26); justo juiz (Sl.7:11); bem presente (Sl.46:1); santo (Sl.99:9); a verdade real e eterna (Jr.10:10); Espírito (Jo.4:24); Fiel (2 Co.1:18);  Poderoso (2 Co.9:8); único (Gl.3:20); Amor (1 Jo.4:8); é verdadeiro em seu Filho Jesus Cristo, o verdadeiro Deus e a vida eterna. (1Jo.5:20).

5) EVIDÊNCIAS DE DEUS: (Argumentos de sua existência):

a)Impulsionador Primário:Se tudo é energia, só Deus criou a força para iniciar esta energia geradora de toda a vida.

b) Cosmológico: Existe um universo em vez de não haver nenhum, que deve ter sido causado por algo, além de si mesmo e que precisa continuar existindo; assim, se teve princípio,  teve causa e assim só Deus criou esta  1ª matéria.

c) Possibilidade:Todas as partes do universo dependentes entre si e assim, dependem da existência de um ser independente;Deus.

d) Axiológico (grego Áxios-Valor): Deus entende a vida complexa de todos nós, como a complexidade psico-cerebral.

e) Telológico (grego Telos-Finalidade, Propósito):O Universo é um grande projeto complexo, tendo complexidade (muito cheio de elementos) e especificidade (características nítidas e constantes).

f)Ontológico (grego Ontos-realidade, ser perfeito):Deus é um ser absolutamente perfeito; como a existência é uma perfeição, Deus existe.

g) Eficácia da Razão:Razão admite Deus; é irracional pensar que tudo foi feito ao acaso se na vida tudo há propósito.

h) Moral:Moral vem dEle (Rm.2:12-15)-Leis morais implicam um legislador moral; como há uma lei moral objetiva, há um legislador moral que é Deus.

i)Religiosa:Seres humanos precisam de Deus;os que os seres humanos precisam existe;logo,Deus realmente existe.

j) Autoridade:Existência de líderes;Se há a presença de líderes e de liderados, isso reflete que há um líder maior,Deus.

k) Experiência: Cura, milagre;Curas e milagres em todo o mundo, evidenciam a operação de Deus (realizar milagres.)

l) ”consensus gentium”:Opinião popular;se numa comunidade, pessoas de diferentes padrões atestam, há evidência.

m) felicidade cristã: Senso de Confiança.Testemunhos de pessoas transformadas evidenciam Deus em suas vidas.

n)Argumento da Alegria:Todo desejo tem um objeto real de satisfação;os seres humanos têm um desejo inato e natural pela imortalidade; assim, há uma vida imortal após a morte e conseqüentemente, a presença de Deus, juiz.

6) RELAÇÃO NO MUNDO:

Visão correta:TEÍSTA/MONOTEÍSTA:Há um Deus e somente um único Deus, que é Ele mesmo, em sentido absoluto: Há 3 religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.

 

Criação e Providência

 

1) Deus por seu poder e bondade infinitos, criou o mundo do nada, sem perda de sua substância, deu existência ao mundo;

2) que não abandonou, depois de criá-lo;continua a influir em todo momento sobre ele,com sabedoria e amor,conservando e dirigindo no sentido dos fins dados na ordem da criação.

 

 

Imanência e Transcendência:

a) Deus está unido ao mundo que criou;

b) dele se distingue em real independência de Deus, ser infinito, pessoal, autônomo, inteligente e livre, distinto do universo que criou, o conserva e o dirige.

 

7) MANEIRAS DE SE REVELAR:

 

a)Teofanias(manifestações)-Deus próximo,entre anjos, fogo, nuvem,fumaça,zéfiro suave(voz mansa) e Anjo do Senhor(2ª.pessoa da trindade);

b)Comunicações diretas (auto-revelação):Voz audível, Urim e Tumim (peças da roupa do Sumo-sacerdote),  sonho, revelação, visão e pelo Espírito Santo.

c) Milagres (experiência mística): poder de Deus em situações especiais: Maná, sarça ardente, abertura do Jordão;

d) Escrituras:revelando aspectos de Deus e sua obra;

e) Abordagens: racionais (reflexão); intuitivas (idéias) ou filosóficas (ver a natureza).

8) SUA NATUREZA ESSENCIAL:

 

1)Puramente espiritual,de infinitas perfeições (3 elementos):*Deus é puramente Espírito (Jo.4:24) auto-consciente, auto-determinativo, sem corpo limitado, não visto por nossos sentidos.

2)Pessoal: tem personalidade, inteligência, moral e racional,através de suas ações: vai, vem, sustenta prova,conversa e dá vitória;revelação mais elevada em Cristo;

3) Infinitamente Perfeito:distinguível de todos,sem limites, exaltado; sua essência e propriedade são uma, nada se acrescenta a seus atributos,que dão essência plena de si.

9) ATRIBUTOS DE DEUS (Características Exclusivas):Divide-se em 03 Tipos:

 

1) Incomunicáveis,  absolutos ou  metafísicos: (Não humanos):

  • Simplicidade(não composto de partes)-Jo.4:24
  • Unidade(indivisível e uno)-Dt.6:4
  • Infinidade (nada acima dELe)-At.17:24
  • Imensidade(Não limitado)
  • Onipresença(em todo lugar)-Sl.139:7
  • Imutável(idêntico)-Tg.1:17
  • Eterno(Atemporal)-Gn.21:33
  • Onisciente-(Sabe tudo)-Mt.11:21
  • Onipotente(todo-poderoso)-Ap.19:6
  • Soberano (Governante supremo do Universo)-Ef.:1

 

2)Comunicáveis ou pessoais: (Como o homem):

  • Inteligência:tudo vê e conhece por intuição sem pensar
  • Vontade: basta querer fazer

3)Morais: (manifesta pessoa moral):

  • Sabedoria (faz empregar meios mais eficazes e dignos, inteligência infinitamente perfeita)
  • Bondade-Deus é amor infinito e perfeito;ama as coisas na proporção do valor e mérito; ama a si mesmo e à sua criação
  • Justiça (age com justiça infinitamente perfeita, pune o mal e recompensa o bem)
  • Santidade ou Retidão Moral (inteireza de caráter, legítimo, correto)
  • Amor: (dedicação absoluta de desejar bem do outro)
  • Verdade: (Concordância e coerência em tudo)
  • Liberdade (Independência divina de suas criaturas)

 

10) DECRETOS DE DEUS: Eterno propósito,segundo sua vontade para a sua glória preordenada:Termos relacionados:

1) Onisciência  (Conhece tudo)

2) Presciência (Antevê tudo)

3) Predestinação (Sabe destino dos eleitos)

4) Retribuição (Pune os ímpios)

5)  Eleição (Escolheu povo para si)

6) Preterição(omite não eleitos)

7) Pai: de Cristo (Mt.3:17); de Israel (Dt.32:6); dos Crentes (Ef.4:6); dos Anjos (Jó.1:6); dos Espíritos (Hb.12:9); da Glória (Ef.1:17); das Luzes (Tg.1:17); de todos (Ef.4:6 e Rm.4:11);dos Órfãos (Sl.68:5);da Eternidade(Is.9:6);das Famílias(Mt.19:5); Fonte procedente de tudo.

11) NOMES DE DEUS:

Nas escrituras significa mais que uma combinação de sons; representa seu caráter revelado. Deus revela-se a si mesmo, fazendo-se conhecer ou proclamando o seu nome: Nomes de Deus:

a) El (Deus), Elah, Elohim (aumentativo de El, pra designar Deus supremo, sentido de força e poder), Eloah (Deus da Eternidade);

b)  Jeová (artificialmente criado:YHWH (yahweh)+Adonai (Senhor);

c)Yaweh ou Javé (Eu Sou o que Sou);OBS:Yaweh +: Elohim (Deus dos deuses);Yireh (o que provê);Nissi (minha bandeira);Shalom (paz);tsidquenu(nossa justiça);shammat (está ali); Shapat (juiz);Yasha(Salvador); Palat (libertador); El Roi (Deus vê); Tsaddiq (Justo);Ego eimi (EU SOU); Pater (Pai das Luzes); Elohim (Deus vivo); Elohim Sabaoth ou Kúrios (Senhor dos Exércitos); Eyaluth (Força); Maor (Doador da Luz); Abba (Pai);  Rocha; Theótes ou Théos (Divindade); Senhor dos Senhores; Qadosh (Santo de Israel)

 

AULA 4 – HOMEM

 

ANTROPOLOGIA – A DOUTRINA DO HOMEM: Referências (2 Pe.1:4; 1 Jo. 3:2 )

 

NOMENCLATURA NO ANTIGO TESTEMANTO EM HEBRÁICO:

* Mda ‘adam aw-dawm’ - homem, humanidade (designação da espécie humana) como indivíduo, humanidade (Gn. 1:26);

* rkz zakar – macho (referindo-se a seres humanos e animais) – (Gn.1:27);

*  vya ‘iysh - significa ser existente; criatura humana (alguém) – (Gn.2:24);

* vwna ‘enowsh – homem mortal, pessoa, humanidade (2 Cr.14:11);

* rbg geber  – homem forte, guerreiro (habilidade para lutar)-(Sl.92:14);

NOMENCLATURA NO NOVO TESTEMANTO EM GREGO:

* anyrwpov anthropos  – ser humano, seja homem ou mulher; genericamente, inclui todos os indivíduos humanos, com a noção adicionada de fraqueza. (Mt.4:4);

1)EVOLUÇÃO X CRIAÇÃO:

 

 Argumento científico-Teológico: Será que a evolução tem base bíblica ou científica?

Só Deus estava presente quando tudo começou; ou Deus ou ninguém.

A probabilidade da formação da vida na evolução é tão pequena que exige o milagre pela fé, da geração espontânea.

Quanto ao relativismo, não podemos supor que absolutos não existam porque isso já seria criar o absoluto de que absolutos não existem.

Se tudo é relativo e não há verdade absoluta, é relativo em relação a que absoluto?

Todo mundo é religioso pois não há como provar cientificamente que Deus não existe, pois os ateus crêem na inexistência da divindade e isso é fé, tratada pela religião.

 

QUADRO COMPARATIVO: Modelos para a ciência e a história:                                 

          EVOLUCIONISMO                   x          CRIACIONISMO:

           (Espontâneo/seleção natural)    x   (planejado/proposital)

No princípio:                                                   ???? x Deus

Aparecimento do Espaço, matéria e tempo:   Explosão do Big Bang x Criação temporal (Ato Sobrenatural).

Aparecimento do Universo:  Expansão do Big Bang durante bilhões/anos  x Criação Especial com Idade Aparente.

Aparecimento da Vida Vegetal: Universo Estéril produziu vida espontaneamente x Criação completa, complexa e diversificada;

Aparecimento da Vida Vegetal: universo estéril produziu vida espontaneamente x Criação completa, complexa e diversificada.

Método do Aparecimento: Probabilidade e chance x planejamento e execução.

Tempo de Existência: bilhões de anos (14a20 bi) x milhares de anos(Apx. 10 a 13 mil)

Quem apertou o “botão” do big bang? O que produziu instabilidade no Universo?

Tendências:EVOLUÇÃO x CRIAÇÃO;

Religião: Humanismo x Cristianismo (Deus);

Ética: Relativismo x Absolutos de Deus (Bíblicos);

Moralidade: Relativismo x Padrões morais de Deus;

Sociedade: Relações de libertinagem e prostituição x Tradições e manut. das famílias;

Governo: Totalitarismo x Democracia

MODELOS QUE INFLUENCIARAM A LÓGICA DE PENSAMENTOS:

HISTÓRIA DO PENSAMENTO EVOLUCIONISTA:

 

(Não começou com Darwin há 150 anos atrás…)

* TALES DE MILETO (621 A 543 a.C.): Disse que o mundo evoluiria da água por processos naturais.

* ANAXIMANDRO DE MILETO – seguidor de Tales de Mileto (610 – 547 a.C.): Disse que o mundo surgiu do elemento “apeíron” que seria formado da água, ar, fogo e terra.

* EMPÉDOCLES DE AGRIGENTO (492-430 a.C.): Disse que os animais e vegetais surgiram em épocas diferentes e que sobreviveu o melhor capacitado , pois a vida animal surgiu muito tempo depois da vida vegetal.

* LÉUCIPO (Séc. V a.C.): Fundador da filosofia atômica – Disse que o universo é apenas formado por átomos e espaços vazios.

* DEMÓCRITO (460-370 a.C.):Criador do Atomismo – Disse que a realidade é formada apenas por infinitos átomos.

SÉCULO XVII:

* J.S.Wammerdan (1637-1680): Disse que todas as espécies são oriundas de uma única ancestral (criada).

* G.W. Leibnitz (1656-1716): Disse que todas as classes de animais são ligadas por transições, mas não apresentou nenhuma.

* P.L.M.de Mampertuis (1698-1759): Disse que a sobrevivência seria do ser mais capaz.

SÉCULO XVIII:

* D.DIDEROT (1713-1784): Falou sobre a Seleção Natural.

* ERASMUS DARWIN (1731-1794): Disse que a evolução é dirigida por influências ambientais.

* J.B. DE LAMARCK (1744-1829): Disse que da herança provinha as características adquiridas.

SÉCULO XIX:

* ROBERT CHAMBERS (1802-1871):Disse que havia evolução como processo natural.

* CHARLES DARWIN (1809-1882): Deu introdução a Origem das Espécies, evidenciada em 24/11/1959.

* HERBERT SPENCER (1820-1903): Introduziu o conceito de evolução em um sentido mais moderno.

HISTÓRIA DO PENSAMENTO CRIACIONISTA:

* JÓ (2100 a.C.): Disse que o Universo foi feito por um Criador.

* MOISÉS (1450 a.C.): Disse que o Universo foi feito pelo Criador e com uma idade aparente.

* SALOMÃO (950 a.C.): Disse que o Universo além de ter sido feito pelo Criador, obedece leis estabelecidas.

* PLATÃO (427-347 a.C.): Disse que o Universo foi feito por um Criador de acordo com um plano racional e que o Universo não é eterno.

* ARISATÓTELES – Discípulo de Platão (384 – 322 a.C.): Disse que o Universo foi criado e é eterno – Aceitava a redondeza da terra  e aceitava a geração espontânea de vermes, larvas, vespas e carrapatos.

SÉCULO XVI:

* Johannes Kepler (1571-1630): Disse que o mundo dos homens, da natureza e de Deus todos eles se encaixam e que Deus, o Criador, trouxe à existência, todas as coisas do nada.

SÉCULO XVII:

* Isaac Newton (1683-1727): Disse que aceitava a Bíblia como autoridade em todos os assuntos  e que a ciência não existia para provar a Bíblia, mas a Bíblia para dirigir a boa ciência.

SÉCULO XVIII:

* Leonard Euler (1707-1783): Disse que aceitava a Bíblia como a única verdade absoluta. Dizia que a matemática do Universo é perfeita e um trabalho de um sábio Criador e que nada acontece no Universo sem que uma regra de um máximo ou de um mínimo apareça.

SÉCULO XIX:

* James Clarck Matson (1831-1879): Escreveu sobre a inerrância e a infalibilidade da Bíblia.

SÉCULO XIX:

* Wernher Van Braum (1912-1977): Phd em Ciência Aeronáutica-Disse que ao se contemplar os mistérios da fé, se compreende a existência do Criador. (Fora estes, há cerca de 150 nomes de homens da ciência que aceitavam a Bíblia na íntegra…).

 

PROPOSIÇÕES DO CRIACIONISMO:

 

PROPOSIÇÃO 1: A TEORIA DA CRIAÇÃO ESPECIAL: Todas as coisas criadas constituem um produto de um ato único e soberano por parte de um Criador (Deus) onisciente, onipotente, onipresente e pessoal, o qual não depende de sua criação para a sua existência, nem é parte dela. Ciência do Aprendizado: Quanto mais complexa, mais inteligência.

 

PROPOSIÇÃO 2: TODO UNIVERSO FOI CRIADO EX-NIHILO (do nada), COMPLEXO E FUNCIONAL-MATURIDADE E ESTABILIDADE COM UMA IDADE APARENTE RECENTEMENTE (MILHARES DE ANOS): Matéria, espaço, energia e entropia – a tendência é que tudo fique desorganizado diferente da proposta evolucionista que acha que tudo se organizará. (A ferrugem é prova da desorganização).

PROPOSIÇÃO 3: TODAS AS FORMAS DE VIDA FORAM CRIADAS NO PRINCÍPIO-SOBRENATURALMENTE, COMPLEXAS (Desenho e inteligência), PERFEITAS (Completas), COM DIVERSIDADE BÁSICA. A genética e a palentologia afirmam que a organização e a complexividade diminuem com o tempo. Por exemplo, a escrita cuneiforme babilônica e os hieróglifos egípcios demonstram inteligência dos antepassados. Os cientistas do passado faziam cálculos complexos, sem o uso do computador.

PROPOSIÇÃO 4: A DIVERSIDADE DENTRO DOS GRUPOS DE ORGANISMOS VIVOS-CRIADOS EM ESPÉCIES DISTINTAS, COM FORMAS ORIGINAIS, GENETICAMENTE POLIVALENTES. Todos os tipos básicos foram chamados à existência simultaneamente, onde as variações seriaam dentro dos grupos e não de um só.

PROPOSIÇÃO 5:O PLANETA TERRA EXPERIMENTOU NA SUA EXISTÊNCIA UM DILÚVIO UNIVERSAL RECENTE (CATASTRÓFICO): Isso explica a coluna geológica extratificada, a formação de fósseis e a movimentação das placas continentais (hidroplacas).

PROPOSIÇÃO 6: EXISTEM EVIDÊNCIAS SUBSTANCIAIS ACIMA DA BIOSFERA, NA BIOSFERA E EMBAIXO DA BIOSFERA:  Estas evidências compõem as cinco primeiras proposições da Teoria da Criação Especial. (A própria vida aponta para Deus: Sl.139:14; Rm.1:20).

Quem não tem base científica, não é real:

No ano de 1859, Charles Darwin publica o seu livro “A Origem das Espécies”, desenvolvendo duas hipóteses principais: • Todas as formas presentes de vida se desenvolveram de outras formas primitivas; O processo evolutivo deve ser explicado pela seleção natural (incluindo a doutrina da sobrevivência do mais apto), operando sobre variações ao acaso. (Que já é um ateísmo). Cientistas concordaram com o fato da evolução, mas queriam saber se ela ocorrera realmente e como ocorrera.

A evolução implica em que “todas as formas de vida” que existem atualmente sobre a terra são derivadas de uma (ou de muito poucas) formas originais e primitivas de vida, através de uma série de transformações relacionadas entre si, as quais se originaram todas de forma exclusivamente natural.

 

1 – Tudo que não pode ser observado, não é ciência. (Observação é ponto chave do cientificismo): Não tem como observar a Criação, mas temos a revelação da Palavra que não é científica. A evolução diz que a matéria sempre existiu e auto-capacidade transformou-a em vidas complexas de unicelulares evoluídos e que big-bang explodiu e deu origem a tudo. Não tem como observar evolução da matéria nem big-bang, assim a evolução não é científica.

2 – Evidências da natureza determinam se postulados estão corretos: Criacionistas crêem num Deus que criou tudo perfeito; Evolucionistas acreditam que matéria se evoluiu e o processo de evolução continua. As 4 Leis da Ciência:(Supremacia sobre todas as Leis) falarão a respeito disso comprovando ou a Evolução ou a Criação:

1ª Lei da termodinâmica: Conservação de Energia – Não pode ser criada nem destruída, podendo passar de estado para outro mas a quantidade do universo é sempre a mesma. Se evolução é global, energia deveria estar sendo criada, o que fere esta lei mas não fere a criação de Deus que fez tudo perfeito.

2ª Lei da Termodinâmica: O universo caminha de níveis organizados para níveis cada vez mais desorganizados: A evolução diz o contrário, afirmando que o universo se organiza cada vez mais.No caso da Criação, Deus fez tudo completo, total, puro e grande, mas o pecado entrou no mundo e desorganizou.

3ª (Pasteur) – Lei da Biogênese: Somente um ser vivo pode fazer surgir outro ser vivo semelhante. Como evolução diz que da matéria inanimada surgem seres com vida complexos? Matéria inanimada não produz vida. Criação, a Bíblia diz em Gn.1:26 – Façamos o homem; Deus vivo produziu criaturas vivas.

4ª Lei da Causa e do Efeito – Nenhum efeito é quantitativamente maior e qualitativamente superior à causa. Como o homem um ser vivo complexo pode ter surgido de uma matéria? Pela evolução, a matéria produzindo homem, se ser humano é da matéria, efeito é maior que a causa. Pela criação, somente um Deus superior, inigualável poderia criar seres inferiores; Deus é superior aos homens criados e a tudo criado. (Jr. 32:17; Is.55:8).

2 Postulados Sobre as espécies:  A Criação, em (Gn.1:11-12)  e (Gn.20:21) fala de animais e vegetais segundo a sua espécie, mas a Evolução – Afirma que há variabilidade genética com formas de vida transicionais; uma espécie com outra produz outra. OBS: 1956 – Mendel descobriu código genético:Característica de uma espécie somente passa para a futura, se codificada no código genético da espécie. A moderna genética molecular diz que a estrutura de cada espécie é única e particular p/produzir aquela espécie. Espécies diferentes originam ser sem capacidade de reprodução.

No caso das Mutações: As mutações são aleatórias, quase sempre produzindo lesões aos organismos e assim, desorganizam e não organizam para estágios mais avançados;retiram complexidades do organismo e involuem em vez de evoluir;causam entropia, que é a desordem para o sistema.

No caso dos Fósseis: Os fósseis são animais e plantas soterrados que viram rochas e sítios arqueológicos.

Paleontologia: Fósseis mais completos que existem são dois: Homem de Nerthandal e homem de Cromagno.

 Homem de Nerthandal foi considerado ancestral. Descobriram que a única diferença dos de hoje é o raquitismo.

• Homem Ábilis, descoberto, sendo mais antigo e completo. Se é evolução, como há registro fóssil mais antigo?

• Homem de Cromagno, mais completo: Ciência diz que ele tinha capacidade física mais evoluída e de raciocínio que o de hoje. Após estes, surgiram verdadeiras brincadeiras: 1912- Homem de Nebrasca-Usando 1 dente, Osborn, diretor do Museu de História natural dos Estados Unidos,  concluiu que dente tinha traços de homem e símios.

• Homem de Pitdown -Tempos depois, descobriram que dente era dente de raça de porco extinta.  Fragmentos de mandíbula inferior e superior. Ciência descobriu que ossos foram misturados. Parte de chimpanzé e dentes limados p/parecerem humanos, colocados pela química e envelhecidos • Homem de Pequim – Outra fraude.

 

MÉTODOS DE DATAÇÃO:

Não existe mudança gradual dos registros fósseis; não existem elos perdidos.

Onde estão as espécies transicionais? Se há evolução, onde estão as espécies transicionais nos registros fósseis? Existem fósseis no mundo inteiro, mas não há espécies entre um e outra. Descobriram no registro fóssil espécies complexas anteriores a espécies menos complexas. Não há ordem crescente de espécies no registro fóssil. Cadê a espécie entre protozoários e metazoários invertebrados? Entre invertebrados e vertebrados? Entre peixes e anfíbios? De anfíbio para réptil? De réptil para mamífero? As mesmas lacunas entre espécies no registro fóssil são as encontradas em vida.

Deus estipulou uma lei de cada um segundo sua espécie.

A vida na coluna geológica “aparece de repente”-explosão do cambriano, completos, complexos, diversificado e disperso.

Os fósseis estão na ordem errada: Ex. Pegadas de cavalos aparecem mais antigos que os de dinossauros (Urbesquistão e Virgínia-EUA); Pegadas dos seres humanos e dinossauros (Turkmésia e Arizona-EUA); Pólem de plantas em rochas do período pré-cambriano (Venezuelaa e Grand Quenion); Artefatos humanos em carvões de pedras datadas de milhões de anos?

 

Vida não é obra do acaso; Deus sustenta todas as coisas e a vida não é obra de mera sorte:

• Lua está distante da terra 378.000 km. Se tivesse a 80.000 km da terra, marés cobririam o planeta 7x por dia.

• Se atmosfera fosse mais rarefeita,bombardeio de meteoros diário c/velocidade de 45 km/seg. destruiria tudo.

• A quantidade de oxigênio da atmosfera se fosse um pouco maior, não haveria condições de vida.

• O movimento de rotação, se fosse 1/10 mais lento, os dias teriam 10 x mais duração e as noites 10x e assim tudo seria queimado e congelado de noite.

• A terra em relação ao sol: Se tivesse na mesma distância de mercúrio e vênus a vida seria torrada e se tivesse na distância de marte e plutão, a vida seria congelada.

• O cérebro é a estrutura mais complexa do universo. Possui 10 bilhões de células e cada possui 10.000 a 100.000 fibras interligadas. Se 1/100  dessas interligações funcionasse, seria maior que toda a rede de comunicações da terra e os homens não podem fazer estrutura como o cérebro.

Existem 7 x 10000000000000000000000 estrelas, que é mais que os grãos de areia da terra.

A terra não poderia ter vida há mais de 10.000 anos atrás, pois a distância entre o sol e na terra, o sol diminui 1,5metros por ano e se fosse há mais de 10.000 anos, não dava para ter vida na terra pois aqui seria uma temperatura de 145 graus celsius.

A Bíblia diz:  (Sl.139:14)-Fomos formados de modo assombroso. (Is.45:12) – Fiz a terra e criei nela o homem. A geração espontânea da vida, na Teoria da Evolução exige um milagre equivalente ao argumento teológico (Probabilidades são mínimas de se ocorrer, da vida vindo de algo sem vida).

As cadeias de DNA possuem mais ou menos 1 metro, se esticadas, e se enrolam não aleatoriamente nos ribossomos nucleares.

 

ARGUMENTOS CIENTÍFICOS COMPROVADOS NA BÍBLIA:

Na Bíblia, é preciso entender todo o contexto de assuntos descritos em vários livros, pois toda proposta científica está limitada à percepção humana (pensar; achar). Existem coisas que existem, independente de querermos ou não (Ex. Lei da Gravidade).

Na pesquisa científica, há elementos básicos como:

O cientista (São todos corretos?)

O raciocínio (todo raciocínio procede?)

A evidência (todas são plenas?)

A teoria (Todas são sem dúvida?)

A possibilidade (Todas são 100%?)

Teorias são idéias que geralmente não presenciamos; nas evidências nem sempre a amostragem resumida indica toda a proposição que se quer defender.

Valor de pi (pi=3,14) – (1 Rs.7:15)-Perímetro de 2pir, dado em cálculos das colunas ocas do tabernáculo;

Homem x Macaco: Dizem que há  97 genes com semelhança de 99,4% e diferença de 0,69%? O ser humano possui 30.000 a 40.000 genes. Se o número de genes duplicados fosse de 15.000, teremos que 97 de 15.000 é igual a 0,65%. Se em 0,65% há diferença de 0,6%, 100 % de gene a diferença seria de 92,3%; somos diferentes dos macacos em 92,3%.

ISSO 9000: Avalia em partes cada etapa e depois avalia no todo; Deus fez isso nos dias da criação.

Deriva Continental: No terceiro dia, Deus criou a (única) porção seca (Pangéia).

 

RESUMO SOBRE EVOLUÇÃO: A evolução é uma interpretação que não foi comprovada; portanto, trata-se apenas de uma crença, baseada sobre conclusões filosóficas em lugar de fatos científicos.

A questão da evolução não é simplesmente um problema para a ciência, mas um problema de filosofia.

A ciência consegue reunir uma certa quantidade de dados, mas não bastam para provar a evolução.

Existe uma diferença entre o simples fato de reunir dados e a interpretação dos mesmos ou chegar a uma conclusão baseada neles. O problema é que os filósofos querem ensinar a evolução como uma lei ou um fato científico completamente provado e como algo que realmente ocorreu, quando na verdade, tudo se reduz a uma teoria científica.

 

PROBLEMAS DOS EVOLUCIONISTAS CUJOS FATOS NÃO SÃO CONCLUSIVOS PARA SUAS PROVAS:

Tanto a terra como o universo tiveram um início e nem sempre existiram;

Ausência de dados quanto à origem da vida sobre a terra;

A repentina aparição da vida, como evidenciam os fósseis;

 O fato de muitos tipos do reino animal (phyla) tanto os simples como os mais complexos aparecem, aparecem simultaneamente logo no princípio e seguem existindo hoje sem mudança ou transformação;

Não existem fósseis “de transição” entre as formas vitais mais simples e mais complexas;

Não existe a menor prova de mudança de um tipo “phylum” para outro.

Torna-se necessária a nebulosa e hipotética doutrina da “emergência”, o cientismo, como que possuindo todas as respostas para os problemas transcendentes dos homens;

Em lugar de elos perdidos, falta a corrente inteira: existem tremendos vazios carentes de dados necessários e acerca dos quais estamos na mais completa ignorância.

 

A GRANDE QUESTÃO: Está no fato de que os cientistas não aceitam o sobrenatural para origem de todas as coisas. Os fatos reais que se referem à mente e ao espírito do homem e sua consciência moral e seus sentidos dos valores e estéticos  ou religiosos não concordam com as explicações do naturalismo mecânico. E assim, como os teólogos defendem a Deus como Criador, os evolucionistas têm o direito em crer no Naturalismo.

O Naturalismo é Doutrina que fala daquilo que é produzido pela natureza. Doutrina ou escola literária intensa a qualquer idealização da realidade, e que insiste particularmente nos aspectos que, no homem, resultam da natureza e de suas leis.

Nele, todo conjunto de fenômenos pode ser reduzido, por um encadeamento mecânico, a fatos do mundo concreto material sem a intervenção de nenhuma causa transcendente.

P. ex.: em moral, doutrina que fundamenta a conduta humana na satisfação dos instintos biológicos e assim, preconiza a volta à natureza e à simplicidade primitiva, quer nas instituições sociais, quer na maneira de viver; naturismo, sem a presença ou intervenção divina.. 

 

A VISÃO BÍBLICA DA CRIAÇÃO DO HOMEM:

 

2)CRIAÇÃO DO HOMEM:

Deus criou homem à sua imagem (Gn.1:1),superior aos irracionais (1 Co.15:39). A natureza divina penetrou na sua substância material(corpo)e substância imaterial(alma),que se retira ao corpo morrer.(natureza humana).

Em 1 Tess.5:23 e Heb.4:12, homem possui Espírito,Alma e Corpo;o espírito e alma representam a não-física.Distintos,espírito e alma são inseparáveis, entrosados, quase se confundem(Ec.12:7 e Ap.6:9).

 

3)CORPO: (No Antigo testamento em Hebráico e Aramáico):

* hywg g@viyah – corpo físico (Gn.47:18);              

* rwe ‘owr – pele, couro (Ex.22:27);

* rsb basar  – carne, como algo frágil e errante (Ex.30:32);

* Njb beten – ventre (lugar oco e vazio) – (Sl.31:9);

* rv shor – cordão umbilical, umbigo (Pv.3:8); sentido de parente carnal; força física do corpo (Pv.5:11);

* Mue ‘etsem – sentido de osso, essência e substância do corpo (Pv.16:24);

* Mvg geshem (aramaico) – corpo físico; (Dn.4:33);

 

A palavra corpo em hebráico também pode indicar sentido de corpo sem vida:

* hlbn n@belah – corpo morto, cadáver (1 Rs.13:25);

* hpwg guwphah – corpo morto (Fechado)-cadáver (1 Cr.10:12);

* vpn nephesh – ser outrora vivo (que respirava) – (Ag.2:13);

CORPO (No Novo Testamento em Grego):

* swma soma – corpo físico (que também pode indicar a igreja que projeta a sombra do sol da justiça, que é Jesus) – (Mt.5:29);

* ptwma ptoma – o corpo caído (carcaça sem vida) – (Mc.6:29);

O corpo indica: Casa(2 Co.5:1);Invólucro(Dn.7:15);Templo(1 Rs.8:27) – Parte externa que nos envolve, de carne e pele.

 

4)ESPÍRITO: (No Antigo testamento em Hebraico e Aramáico):

* xwr ruwach – indicando o entusiasmo e vigor (Gn.45:27);

* hmvn n@shamah – indicando respiração, fôlego ofegante (Pv.20:27);

* xwr ruwach (aramaico) – espírito, vento, sede da mente;

(No Novo testamento em Grego):

* pneuma pneuma – fôlego; Capaz de ter conhecimento de Deus e comunhão com Ele, de forma individual. Formado por Deus na parte interna da natureza do homem, capaz de se renovar e desenvolver – (Salmo 51:10).

O ESPÍRITO É:a) O centro e a fonte da vida humana. É o que faz o homem diferente de todas as demais coisas; podendo se tornar a morada do Espírito Santo (Rm.8:16), centro de adoração(Jo.4:23); oração,cântico,bênção(1 Co.4:15) e de serviço (Rm.1:9 e Fp.1:27).

O Espírito representa a natureza suprema do homem, regendo a qualidade do seu caráter, conforme influências: Devemos:• Guardá-lo(Ml.2:15);dominá-lo(Pv.16:32); renová-lo(Ez.18:31); transformá-lo(Ez.11:19). Espírito é comum aos que passaram p/outra vida.(At.23:9); Arrebatar é estado de espírito (Ap.4:2).

5)ALMA: (No Antigo testamento em Hebraico):

* vpn nephesh yx chay – (Alma vivente) lugar das emoções e paixões reanimadas (Gn.2:7);

(No Novo testamento em Grego):

* quch psuche – fôlego, força vital que anima o corpo (respiração), indicando o lugar dos sentimentos, desejos, afeições, aversões (nosso coração), constituída por Deus como um ser moral designado para vida eterna, como uma essência que difere do corpo e não é dissolvida pela morte (distinta de outras partes do corpo).

Também se refere aos mortos:

* apr rapha’ – como almas espirituais abatidas, entristecidas e levadas abaixo (descida) (Jô.26:5);

A alma indica a parte que vemos em relação à vida atual. Pessoas falecidas são “almas”quando ao passado (Ap.20:4).

A alma dá o conhecimento de si próprio.Ela possui e usa o espírito(fonte de vida) e lhe dá expressão no corpo.

A alma é o espírito encarnado mediante o corpo; a combinação destes dois elementos, o espírito e o corpo.

Se há uma paixão opressora, a alma (vida egocêntrica natural) venceu o espírito e o homem é vítima da carne.

Assim,o espírito já não domina e a pessoa está em estado de morte e precisa e uma regeneração divina. (Cl.3:10).

A alma é o princípio inteligente e vivificante que anima o corpo humano, usando para expressar e comunicar.

Veio a existir com o sopro sobrenatural de Deus, mas não é parte de Deus, mas dom e obra dEle. (Zc.12:1).

OBS:A alma distingue a vida animal dos vegetais, que possuem vida inconsciente. Os animais também possuem almas, ou seja, vida consciente.A alma dos homens se distingue dos animais, pois as deles só vivem enquanto durar o corpo (Ec.3:21) Alma do homem é vivificada pelo espírito,que o segue após a morte.

 

ORIGEM DA ALMA: Resultado do sopro de vida no homem e no caso da descendência, se pode explicar como um processo de cooperação entre o Criador (Pai dos Espíritos) e os pais, onde o processo normal de reprodução humana põem em execução as leis da vida,fazendo com que a alma nasça no mundo-Mistério(Ec.11:5;Jó 10:8)

 

• ALMA E CORPO: Relação se descreve assim:

 1)A Alma é a depositária da vida , relacionada ao sustento, risco e perda da vida;muitas vezes, alma, tipifica vida (Gn.9:5; Pv.7:23; At.15:26). A vida é o resultado do entrosamento do corpo com a alma;quando a alma e o corpo se separam, ele não mais existe, restando apenas moléculas materiais em rápida decomposição.

2)A alma permeia e habita em todas as partes do corpo e afeta todos os membros, como sentimentos se atribuem ao corpo: a2) Coração e rins: (Sl. 73:21; Pv.23:16; Jó.38:36); b2) Entranhas: (Jr.4:19; Is.16:11); c2) ventre: (Jó.20:23; Jó.15:35; Jo.7:38).As partes internas(entranhas)descrevem ligação da alma e do corpo como centro dos sentimentos, experiência espiritual e sabedoria.

3)Pelo corpo, a alma recebe impressões do mundo exterior (sentidos);por meio do cérebro e nervos, a alma elabora impressões pelo intelecto, razão, memória e imaginação.

4)Alma estabelece contato com o mundo pelo corpo:o”EU”;sentir, pensar e atos;sem o membro,a alma não funciona bem:-lesão cerebral causa demência.

 

• ALMA E PECADO:A alma vive naturalmente por instintos, impulsos inatos implantados na criatura, como forças motrizes da personalidade que Deus o dotou para sua experiência terrestre,originando e preservando a humanidade.

 

 5 Instintos humanos importantes:(Gênesis.):

 

a)Auto-preservação - Nos avisa dos perigos e nos capacita a cuidar de nós mesmos.(implica proibição de aviso): após o pecado, originou-se egoísmo,irritabilidade, inveja e ira;

b)Aquisição - (conseguir)-conduz a adquirir as provisões para o sustento;(Adão recebeu Éden); após o pecado originou-se roubo e cobiça;

c)Busca de Alimento - impulso que leva a satisfazer a fome natural.(…vos tenho dado todas as ervas que dão semente…); após o pecado, gerou-se bebedice e glutonaria; d)Reprodução - conduz a perpetuação da espécie.(…homem e mulher os criou…frutificai-vos e multiplicai-vos); após o pecado gerou-se impureza, perversão, prostituição e adultério;

e)domínio - conduz a exercer certa iniciativa própria necessária para o desempenho da vocação e responsabilidades.(enchei a terra, sujeitai e dominai). Após o pecado, gerou-se tirania,arrogância, injustiça e implicância. O homem foi elevado à dignidade de possuir livre-arbítrio e razão para se disciplinar, como árbitro de seu destino. Deus impôs uma lei para regulamento das faculdades do homem; entendimento da lei, produziu a consciência (relativo ao conhecimento).

 

ALMA NO PECADO: Alma consciente usa voluntariamente o corpo para pecar contra Deus.Alma pecaminosa + corpo, origina corpo do pecado/carne(Rm.6:6; Gl.5:24). A inclinação e desejo da alma para usar o corpo,denomina de mente carnal (Rm.8:7). Logo, o homem será julgado, segundo o que fez por meio do corpo (2 Co.5:10) e isso envolve ressurreição (Jo.5:28-29). A carne é a soma total dos instintos do homem, anormais pelo pecado de Adão e atos voluntários pecadores.

ALMA E CORAÇÃO: Na escritura, coração significa centro de alguma coisa:centro de sua personalidade, de onde procedem impulsos e caráter (Mt. 12:40; Sl.46:2);Centro do desejo:(Sl.105:3);emoções(Is.65:14);moral(Rm.2:15 e Hb.8:10; Pv.4:23).

 

ALMA E SANGUE: Sangue,fonte da vida física;escala da criatura determina valor do sangue,desde Jesus a animal (Lv.17:11).

À IMAGEM DELE: Parentesco (anthropos) que olha para o alto;Caráter moral(religião); Razão:(arte);imortalidade e domínio.

AULA 5 – PECADO:

 

HAMARTIOLOGIA:ESTUDO DO PECADO-Errar Alvo, dívida, transgressão, queda, derrota  (Ver. Gn. 6:5; 1 Jo.1:18; Hb.12:5)

 

1) CONCEITO DE PECADO: É a falta de conformidade com a lei de Deus, em estado, disposição ou conduta.

Para indicar isso, a Bíblia usa vários termos, tais como:

a) pecado (Sl 51.2; Rm 6.2);

b) desobediência (Hb 2.2);

c) transgressão (Sl 51.1; Hb 2.2);

d) Iniqüidade  {Sl 51.2; Mt 7.23);

e) mal, maldade, malignidade (Pv 17.11; Rm 1.29)

f) perversidade (Pv 6.14; At 3.26);

g) rebelião, rebeldia (1Sm 15.23; Jr 14.7);

h) engano (Sf 1.9; 2;Is 2.10);

i) injustiça (Jr 22.13; Rm 1.18);

j) erro, falta (Sl 19.12; Rm 1.27);

k) impiedade (Pv 8.7; Rm 1.18);

l) concupiscência (Is 57.5; 1Jo 2.16);

m) depravidade, depravação (Ez 16.27,43,58). O diabo quer que pequemos, afirmando que não estamos crescendo na presença de Deus ou estamos falhando. Verdadeiro crescimento contra o pecado é cooperar como Espírito Santo batalhando.

 

2) PALAVRA PECADO NO ANTIGO TESTAMENTO:

* hajx chatta’ah ou  tajx chatta’th  – pecado, envolvendo condição de pecado, culpa pelo pecado, punição, oferta e purificação dos pecados de impureza cerimonial . (Gn. 4:7), procedente de chata’ – pecar, falhar, perder o rumo,  errar o alvo ou o caminho do correto e do dever , incorrendo em culpa, p/sofrer penalidade pelo pecado, perder o direito.

* evp pesha‘ - transgressão, rebelião contra indivíduos, nação contra nação ou contra Deus. (Jó.34:6);

* hum matstsah – conflito, contenda (Pv.17:19), vem de natsah-devastado,desolado,em ruínas  e estar como  montes arruinados.

3) NATUREZA DO PECADO NO ANTIGO TESTAMENTO:

Existe uma variedade de termos, estudando-se o hebráico para expressar esse mal da ordem moral.

Na esfera moral:  a)Errar o alvo, reunindo 3 idéias:errar como arqueiro erra o alvo; errar como viajante erra caminho;  errar como ser achado em falta na balança; (Gn.4:7)-Pecado é a besta pronta para tragar;

b) Tortuosidade ou perversidade, contrário de retidão, tornando-se não reto e sem ideal reto;

c) Mal, pensamento de violência ou infração, violando a lei de Deus. O pecado sem perdão é a incredulidade (Mt 12.31-32)

 

• Na esfera da conduta fraternal:  Violência ou conduta injuriosa, homem maltrata/oprime os seus (Gn.6:11 e Pv.16:29);

 

• Na esfera da santidade:  Ofensor já teve comunhão com Deus; como cada israelita era santo e sacerdote, mas profanaram e tornaram imunda a Lei, sendo irreligiosos, transgressores e criminosos.

• Na esfera da Verdade: Inútil e fraudulento; falar e tratar falsidade, representar e dar falso testemunho, numa vaidade vazia e s/valor, onde a mentira iniciou o 1ºpecado e o 1º pecador, pois todo o pecado contêm elemento do engano (Hb. 3:13).

 

• Na esfera da Sabedoria: Impiedade por não pensar/não querer pensar corretamente, p/descuido/ignorância.

 

* O homem natural não desenvolveu na direção do bem, mas se inclina naturalmente para o mal, ouvindo, mas esquecendo, conduzido para o pecado (Mt.7:26).  O castigo do pecado é a morte física, espiritual e eterna (Rm 6.23).

O homem sem entendimento precipita em julgar coisas que não sabe,impio;nega o que é dado de graça (Pv.8:1-10);

*  O insensato  se prende às coisas da carne e não se disciplina, podendo fazer o bem (Pv.15:20);

O homem impio justifica a impiedade c/argumentos racionais ateísticos; escarnece infiel (Sl.1:1 e Pv.14:6).

 

4) PALAVRA PECADO NO NOVO TESTAMENTO (Em Grego):

* amartia hamartia-  não ter parte; errar o alvo; desviar-se do caminho de retidão e honra, fazer ou andar no erro; desviar-se da lei de Deus, violar a lei de Deus, uma ofensa, violação da lei divina em pensamento ou em ação ou coletivamente, o conjunto de pecados cometidos seja por uma única pessoa ou várias. (Mt.12:31);

krisis – separação, divisão, repartição, julgamento, sentença de condenação, julgamento condenatório, condenação e punição por colégio dos juizes (um tribunal de sete homens nas várias cidades da Palestina; distinto do Sinédrio, que tinha sua sede em Jerusalém) (Mc. 3:29). Da morte espiritual/eterna escapa quem chega a Jesus .(Rm 3.21;8.39).

5) NATUREZA DO PECADO NO NOVO TESTAMENTO:

• Errar o Alvo, na mesma idéia do A.T.;

• Dívida, p/não guarda dos mandamentos de Deus e o homem é incapaz de pagar e necessita de uma remissão ou fiador.

• Desordem, pois o pecado é iniqüidade; o pecador rebelde, idólatra quebra o mandamento por sua vontade, fazendo uma lei para si e constituindo o seu “EU” como uma divindade, numa obstinação;

• Desobediência, ou ouvir mal, sem atenção. (Hb.2:2 e Lc.8:18);

 •Transgressão, ir além do limite (Rm.4:15);

• Queda,cair para um lado sem conduta, no pecado (Ef.1:7);

• Derrota, rejeitando Jesus e perdendo o propósito (Rm.11:12);

• Impiedade, sem adoração ou reverência(Rm.1:18 e 2 Tm.2:16), dando pouca ou nenhuma importância a Deus ou às coisas sagradas, sem temor/reverência;

• Erro, decisões erradas p/desconhecer,quando o homem decide fazer o mal, sem avaliar  conseqüências, mais do que falta pela debilidade.

6) FATO DO PECADO: A história e o íntimo humano testemunham, apesar de muitas teorias contrárias que negam a Deus, negam o livre arbítrio; sustentam a conquista do prazer e fuga à dor.(ensino moderno auto-expressivo).

Como exemplo de “libertar as inibições”, negam a realidade do pecado ou simplesmente consideram o pecado herança do animalismo humano.

Como conseqüência dessas teorias, o ser humano pode pecar contra si e a outros,escolhendo o mal, justificando a imoralidade, num descaso das escrituras, ofendendo a Deus,desprezando a inteligência de saber do plano divino pessoal.

Nos nossos dias é muito comum brincar com o pecado, agora, tudo pode.

 

7) ÁREAS DE ABRANGÊNCIA DO PECADO:

a) Desejos e práticas carnais – cada palavra ato e pensamento que incite à concupiscência sexual ilícita no homem e na mulher como roupas indecentes, contato corporal, gestos insinuantes na dança, linguagens torpes, fotos pornográficas, etc.

b) Atividades religiosas falsas - idolatria e feitiçaria, envolvendo orações contrárias, rejeitando a fidelidade e lealdade de Deus, exaltando qualquer pessoa ou coisa acima dEle;

c) posturas e ações contra o próximo – em atos ou pensamentos invejosos;

d) práticas que destroem o domínio próprio da pessoa – como embriaguez, folia, perdendo o controle da razão e emoção como fãs de jogos esportivos e ídolos da TV ou Gospel.(Gl.5:16)

 

8) ORIGEM DO PECADO:

O pecado teve a origem nos céus (Is.14:12-14), com satanás, que era (Ez.28:14), foi lançado do céu (Ez.28:16; Lc.10:18). Deus deu liberdade ao homem e ele pecou, atingindo a raça, a partir de Adão e Eva (Gn 34; Rm 5.12).

 

9) O PECADO DO ORGULHO:

Pecado inconsciente como os que se gloriam em humildade, perigoso como o caso de Nabucodonosor e sua imagem de ouro, cabeça de toda iniqüidade:

TIPOS DE ORGULHO:

Orgulho Da Riqueza – É difícil os ricos não serem avarentos (Ez..28:5; Tg.5:2; 1 Tm.6:17; 1 Tm.6:9) – O camelo no fundo de uma agulha era o exemplo de um caso de uma porta para pessoas no muro da cidade, fechada no sábado, quando alguns comerciantes inescrupulosos  queriam vender no dia sagrado e proibido às vendas; o camelo deveria passar de joelhos, sem carga, empurrado e puxado pelo pescoço com grande dificuldades.;

• Orgulho da Beleza - Pessoas que se elevam pela aparência (Ez.28:17);

• Orgulho da MoralPessoas se auto-justificam por suas aparente boas-obras, negando necessidade de Cristo.

• Orgulho da Ortodoxia – Os que conhecem mais que os outros da parte de Deus e não o glorificam,retendo a glória.

• Orgulho da PosiçãoPelo cargo na Igreja ou posição social.

• Orgulho da Espiritualidade – Os que se vangloriam pelo uso dos dons espirituais, como “vasos de Deus”;

• Orgulho da Comunidade – Quando a comunidade se autentica como a única representante da Verdade de Deus.

• Orgulho da Denominação  – Quando a placa da igreja está acima do nome Jesus, em importância p/ ela.

 

10) FASES DO PECADO:(Gn. 3)A história espiritual do homem se traduz pela tentação, culpa, juizo e redenção:

A)TENTAÇÃO: (3 Fases):

possibilidade: 2 árvores de destino:bem/mal ou da vida. Deus testou o homem para que pudesse amorosa e livremente escolher servir a Deus e desenvolver o caráter.(Caminho da Vida:Dt.30:15);

origem: A serpente foi o agente empregado por satanás, já lançado fora do céu antes da criação do homem; ela trabalha por meio de agentes. (Ez.23:13 e Is.14:12);

característica(sutileza):sugestões astuciosas que se abraçadas, conduzem a desejos e atos pecaminosos. NOTA:Eva não ouviu diretamente a proibição divina. (Gn.2:16);

• A Serpente espera que Eva esteja só; •Torce palavras de Deus, • Finge surpresa por estarem torcidas, • Semeia dúvidas e suspeitas no coração de Eva; •Insinua-se juiz,lançando 3 dúvidas quanto a Deus: a) Dúvida sobre a bondade de Deus(reter bênção);b)Dúvida sobre retidão de Deus(não morrereis); c) Dúvida sobre santidade de Deus(tem inveja).

 B)CULPA: Evidências: (3 Fases:)

Repentinamente se viram nús, num miserável sentimento de culpa que os fez ter medo de Deus;

Fizeram aventais de folhas, tentando cobrir a nudez, que representa a procura para cobrir a culpa, com o esquecimento ou desculpas.

Esconderam-se da voz divina, no instinto de fugir de Deus, em prazeres e outras atividades.

 

C)JUIZO: (3 Fases):

Para a serpente-punida por ter sido instrumento, pela vontade de Deus de mostrar um tipo e profecia de maldição sobre o diabo e os poderes do mal, para fazer do homem, reconhecedor de que há um castigo para o mal;

Para a mulher-a presença do pecado trouxe sofrimento, principalmente, no momento crítico e penoso de conceber filhos, agravado pela crueldade, loucura e sentimento de falta do homem e corrompendo as relações matrimoniais, tornando a mulher, em muitos lugares, até escrava do homem (Ex. Índia e Ásia);

Para o homem-o trabalho com decepções e aflições, numa maldição e queda da criação e da terra, com difíceis e duras condições de trabalho e a morte física progressiva para o casal.

D)REDENÇÃO: Prometida na luta entre o homem e o mal, prefigurada num animal morto para vestir o casal (Gn.3:21).

 

11) CONSEQUÊNCIAS DO PECADO NA PESSOA:

Pecado é ato;rebelião contra a lei e pecaminoso contra Deus, tendo 2 resultados:resultados dos atos e castigos futuros:

A)Fraqueza Espiritual:

• Desfigura imagem divinaTraz vergonha perante Deus. (Is.59:2; Tg.3:9); Será repreendido pelo mundo (Pv.3:35;1 Co.15:34).

• Pecado inerente/original- Traz engano (Is.64:7;Sl.66:18). – Inclinado para pecar(Sl.51:5), difere de pecado atual (efeito da queda), sendo maldito, estranho, enganoso, inimigo, escravo, morto e filho da ira. Deus vai lhe levar em abismos profundos (Sl.107:26-28).

• Discórdia interna,- Perdemos a comunhão com Deus. Desarmonia;divisão interna e fragilidade(conflitos); transforma a pessoa em perigosa de se estar perto pois a qualquer instante pode descer sobre ela a ira divina.(Mt.8:28; Mt.9:36;1 Sm.31:4;Sl.78:31;Rm.1:18; Jo.3:36).

 

B) Pecado no Corpo (Manifestação):

• BOCA IMPURA – Querer amoldar a Palavra à sua própria vontade (Sl.50:16;Is.53:9;Tg.3:6;Is.58:9; Sl.50:19-23).

• OUVIDOS IMPUROS - Querer ouvir apenas o que lhe agrada (Is.50:4-5; 2 Tm.4:3; 1 Rs.22:13; 2 Cr.28:12;

• OLHOS IMPUROS – Julgar mentalmente as pessoas pelo que se vê (Is.11:3;Sl.50:20-21;Ap.3:18);

• NARIZ IMPURO – Símbolo de pessoas empinadas e orgulhosas (Is.65:5; Is.3:16-25; Ez.8:17);

• CABEÇA IMPURA - Menear a cabeça, reprovando as coisas de Deus (Jó.16:4; Is.1:5);

• CORAÇÃO IMPURO - Pessoa maliciosa que guarda mágoas (Sl.78:18; Sl.95:8; Mt.19:8; Rm.1:24;Ez.14:3). Dureza de coração tem haver com desprezar ouvir e rejeitar a Palavra de Deus (Pv.29:1), de 3 maneiras: * Negligenciar na oração e leitura; Fofocar no meio da igreja e acalentar pecados secretos (Mt.24:19). Envolve dois tipos de pessoas: Os que gostam de ouvir a Palavra de Deus e apreciam o culto, mas não praticam (Ez.33:31-32) e os que apenas querem sair do aperto, pedindo oração.

• PESCOÇO IMPURO – Pessoa que carrega e confia em fardos pesados de pecado (Is.10:27;Ez.21:29);

• BRAÇOS IMPUROS  – Ficar de braços cruzados sem nada fazer para Jesus (Pv.6:10;Mc.10:16;Lc.2:28).

• MÃOS IMPURAS – Agir com roubo, violência e impureza (Jó.16:17; Sl.7:3; Sl.26:10; Sl.28:4; Sl.106:42);

ESTÔMAGOS IMPUROS - Cheios de iniqüidade;desejam prostituir-se no mundo (Ez.7:19; Lc.15:16;1 Co.6:13).  

• RINS IMPUROS – Quando não se expeli de si, o que não presta., guarda o mal, como vingança (Jr.20:12)

VENTRES IMPUROS – Quando apenas se pensa na glória terrestre, como o deus da prosperidade (GL.1:15)

• PERNAS IMPURAS – Quando não se encurva diante de Deus nem se ajoelha diante dele (Pv.26:7;Ez.21:7)

• PÉS IMPUROS – Quando se vacila,pisando nos outros, de modo impuro (Jó.12:5; Jó.18:8; Pv.6:18; Ez.34:18-19).  

• CORPO IMPURO – Desonrar, prostituir-se em sensualidade escarnecedora e impia (Rm.1:24-27;1 Co.6:15;Jd.1:19)

 

C) Castigo Positivo: • Separado da fonte da vida, pela MORTE: MORTE: 3 Fases: 1) morte espiritual na vida (Ef.2:1); 2) morte física (Hb.9:27) e 3) 2a.morte (Ap.21:8).

 

D) OUTRAS CONSEQÜÊNCIAS:

• Efeito do pecado nos animais;(doenças e morte (Gn.6:11; Gn.6:19-20; Gn.3:14; Lv.4:3; Lv.4:27-28; Ec.3:18); 

Efeitos na terra e meio ambiente (Fome, furacão, falta d”água e enchentes, tsunamis; Poluição – (Jr.5:28-29; Gl.6:7; Sl.18:7; Gn. 3:17; Rm.1:26-32; Sf.1:3);

Efeitos do pecado nas nações (Guerras e desentendimentos – (Jr.30:12; 1 Rs.8:46; Sf.2:11; 2 Rs.17:11; Am.9:9).

 

12) COISAS BOAS QUE DEIXAM AS PESSOAS FORA DO CÉU:

Ter zelo pelas coisas boas, deixando de lado as coisas de Deus (Mt.6:33; Cl. 3:2-3; Hb. 10:25).

Ter desatenção à Palavra e ser absorvido pelos próprios interesses (Lc.17:30; Jr. 2:31-32);

Estar tão ocupado com as coisas de Deus que não há tempo para buscá-lo.  (Sl.32:6; Sl. 69:13);

Dar atenção parcial a Jesus (Cl. 1:18; Lc. 14:16-24);

Colocar a família antes do Senhor (Hb.11:7; Ef.2:19);

Não ser apaixonado por Jesus, não se protegendo o tempo todo ao seu lado (Jr.2:31-32; Lc.14:24).  

PERGUNTA-SE: Quando chegar o dia, Jesus nos conhecerá? (Jo.8:55; Mt.7:23; Lc.13:27);

 

13) PERMANÊNCIA NO PECADO: (Por que os cristãos permanecem na prática do pecado?):

Não têm temor a Deus pela falta de graça e por não entenderem o completo perigo do pecado e suas conseqüências (Pv.16:6;Pv.3:7; Ap.3:15; Pv.4:23).

São super confiante em si mesmo achando-se superior às tentações (2 Co.1:3-7).

Têm o pecado oculto arraigado há anos dentro de seu coração. (Sl.32:5; 38:3).

OBSERVAÇÃO: * Deus condena mais os perversos pecados dos cristãos que dos ímpios. (Dt.1:37;Jr.1:16). * Quanto mais tempo no pecado, mais se endurece (Hb.3:12-13); * Quanto mais permanece no pecado, enfrenta a vara de Deus (Sl.89:30-34); * Quanto mais permanece no pecado, enfrenta esvaziamento de paz e força (Sl.31:10; Sl.38:3); * Quanto mais permanece no pecado, enfrenta crescente dúvida e incredulidade (1 Sm.13:13-14).

 

14)PECADOS PRINCIPAIS:

a)IRA-raiva,cólera ou agressividade exagerada em querer destruir os outros. (Jó.5:2);

b)GULA-Querer assimilar tudo, engolindo e não digerindo (Is.56:11);’

c)INVEJA-Desgosto e pesar pelos bens dos outros; o outro é mais que eu (Pv.14:30);

d)ORGULHO-Ser melhor que outros (Sl.90:10);

e)AVAREZA-não confiar em ninguém (Is.57:17);

f)PREGUIÇA-não  querer aprender  nada.(Ec.10:8);

g)LUXÚRIA (desfrutar do poder de dominar)-prazer pelo excesso (Jr.11:15);

h)IDOLATRIA não querer a Deus de modo exclusivo. (2 Rs.17:41; Dt.32:17; 1 Co.10:20; 1 Co.10:14; Js.24:15; 2 Cr.24:18).

 

15)PARA NÃO DAR LUGAR À CARNE:

a) Odiar o pecado(Ver conseqüências antes -Sl.97:10);

b) FUGIR(Não brincar com o pecado-(1 Co.6:19; 2 Tm.2:22;1 Ts.5:22);

c) SER OTIMISTA Quanto à vitória sobre ela (2 Tm.1:7; Hb.2:18; Jo.16:33).

 

16)  O PECADO E O LAZER: lazer vem do latim licere, que significa ser lícito, bem como ter descanso ou folga.

Diversão – Significa mudar de direção para outra parte, desvio.

Entretenimento – Significa distração, desatenção e irreflexão.Assim, diversão e entretenimento quando idolatrados, são pecados; mas ter um lazer mundano, não.

Deus descansou  e quer que descansemos também: Jesus usou comparativas de meninos brincando (Mc.11:16-17) e Ele mesmo descansou (Mt.8:24; Jo.4:6). Em Eclesiastes, diz que o jovem será cobrado no final de sua vida pelo que fez (Ec.8:15; Ec.11:9).

 

17)COMO O LAZER AGRADA A DEUS:

a) Deve auxiliar na nossa comunhão com Deus – (Dízimo do seu tempo)-Veja o que se fala dos prazeres carnais (Pv.11:17;Lc.8:14), pois tudo deve ser para a glória de Deus (Rm.11:36).

b)Deve revelar o amor que temos pelo próximo (não escandalizar, mas trazer saúde e paz)-(1 Co.10:31-33);

c)Deve ser lícito e conveniente – decente conforme a lei de Deus (1 Co.6:12);

d)Deve fazer bem à saúde Somos Templo (1 Co.6:19)-Praticar a Bíblia dá saúde (Ex.15:26;Pv.4:4:Pv.4:19-22).

e)Deve ser praticado na companhia de gente de bem (Sl.1:1; Sl.119:63; Pv.13:20);

f) Deve ser praticado em estado de paz interior não gerando culpa (Rm.2:15).

Você convidaria Jesus p/ ir contigo ao  teu lazer?(Cl.3:17)!

AULA 6 – JESUS CRISTO:

 

NOMENCLATURA NO NOVO TESTAMENTO:

* Ihsouv Iesous, de origem hebraica ewvy – Jesus =” Jeová é salvação”; o filho de Deus, Salvador da humanidade, Deus encarnado.

 

1)CRISTOLOGIA:UM RESUMO DO ESTUDO DE JESUS CRISTO:

Deus tornado ser humano (Jo 1.14) para salvar as pessoas (1Jo 4.14). “Jesus” quer dizer “Javé é Salvador”; é a forma grega de “Josué” (Mt 1.21). “Cristo” quer dizer “Ungido”; é o mesmo que o termo hebraico MESSIAS (At 17.3).Genealogia de Jesus (Lc.3:23-38) Jesus Cristo é o Espírito da Profecia.

 

2)TÍTULOS:

EMANUEL (Mt 1.23); FILHO DE DAVI (Lc 20.41); FILHO DE DEUS (Jo 1.34); FILHO, DO HOMEM (Mt 25.31); SENHOR (At 2.36); VERBO (Jo 1.1-14= Palavra); SERVO; ( Fp 2.7); SERVO DO SENHOR (Is.53); CORDEIRO de Deus (Jo 1.29); SUMO SACERDOTE.(Hb 7.26; Hb.8.6); MEDIADOR (1Tm 2.5);NAZARENO (At.2:22-36); SALVADOR (Mt.1:18-25);PRINCIPE DA PAZ (Is.9:7).

3) QUEM É ELE?Resposta pela declaração explicativa dos nomes e títulos pelos quais Ele é conhecido conforme a Bíblia.

Jesus veio à terra no tempo anunciado por Deus (Gl.4:4), num momento em que o povo esperava  Messias (Mt.11:3; Jo.4:25; Jo.1:41; Ag.2:7).

Mas Jesus era humilde e diferente do que o povo achava para ser o Messias (Jo.1:11).

Jesus queria saber o que as pessoas sabiam dele, apesar de acharem que Ele era João Batista ou Elias ou Jeremias ou um antigo profeta. (Mt.16:13; Mt.14:1-2; Lc.9:8; Ml.4:5-6).

Jesus Cristo é a segunda pessoa da TRINDADE. Através dele o universo foi criado e é mantido em existência (Jo 1.3; Cl 1.16-17).

Ele é o ANJO do Senhor que aparece no AT (Gn 16:7-11; Gn. 22:11-15; Ex.3:2; Nm.22:23-35; Js.2:1-4; Jz.2:4; Jz.6:11-22; Jz.13:3-21; Sl.34:7; Zc.3:5; Zc.12:8; ). Esvaziou-se da sua glória e se humilhou, tomando a forma de ser humano (Fp 2.6-11). O seu ministério terreno durou mais ou menos 3 anos e meio.

Jesus ensinou a verdade de Deus por preceitos e por parábolas.

Ele fez milagres, curando enfermos e endemoniados, fazendo o bem.

Foi rejeitado pela maioria do povo e autoridades, submetido à morte de cruz.

Foi sepultado, mas ressuscitou ao terceiro dia. Depois subiu ao céu, onde está para interceder pelos seus (Hb 7.25).

E o salvo está unido com Cristo, que vive nele pelo seu Espírito (Rm 8.9-11; Gl 2.20; 4.6; Fp 1.19).

Na sua segunda vinda Jesus Cristo julgará os vivos e os mortos (2Tm 4.1).

 

4)JESUS NÃO É:

O Jesus médico obrigado a curar em reuniões concorrentes de igrejas que querem ter fama de milagreiras;

• O Jesus morto dos crucifixos;

• O Jesus de qualquer jeito dos liberais mundanos;

• O Jesus das campanhas publicitárias;

• O Jesus da LBV;

• O Jesus dos espiritualistas médiuns;

• O Jesus que pede a Deus por meio de outra pessoa (Hb. 9:24).

 

5)JESUS PARA OS TEÓLOGOS: Na época em que Ele veio ao mundo, os religiosos o consideravam como blasfemador porque Ele se dizia ser filho de Deus (Lc.22:63-71; Mc.14:63-64).

Hoje em dia:

Teologia da Libertação- Considera Jesus apenas como um referencial ideológico social;

Religião de Mercado- Jesus é apenas uma mercadoria útil e um produto rentável de um ótimo garoto propaganda;

Seitas Heréticas- Consideram Jesus como um ser que não é divino, mas apenas mais desenvolvido;

Teologia Cristã- Eterno:Profeta (Jo.4:19);Sacerdote(Hb.8:3);Rei  (Mt.25:31). Jesus é Deus que se fez homem, sem pecado, tornando-se salvador e Senhor do seu povo através do seu sacrifício na Cruz.

 

6)Para Deus ser humano:  Necessitaria:

a)nascer de modo incomum;

b) ser sem pecado;

c) fazer milagres;

d) conhecer cada pessoa;

e) ter maior mensagem;

f) influência duradoura e universal;

g) matar a fome do homem;

h)ter poder sobre a morte.

i) ascensão. Jesus Cristo é a união da natureza  divina/humana, sem confusão,mudança ou divisão.

 

7)Razões p/crer nEle:

a) Depoimento múltiplo - vários informes;

b) Descontinuidade - Jesus trazia algo novo diferente do judaísmo;

c) Conformidade - Trechos Bíblicos sociais exatos;

d) Explicação necessária: Investigar indícios contraditórios (Jesus explicava suas atitudes);

e) Estilo de Jesus- modo de fala incisivo,com autoridade, solene, sem exigências.

f) Fontes-História:*27 livros do NT e  gregos;*Pais da igreja;*Fontes não Bíblicas – historiadores judeus e gregos.

 

8)DIVINDADE DE JESUS: Características:

Como Criador (Cl.1:16; Hb.1:3);

• Seus desígnios (Rm.11:33-36);

• Se fez homem (Lc.1:26-35);

* Ressuscitou (Lc.24:36-53;At.1:3;  At.2:22-39; At.3:13-26; At.4:10; At.5:30-32; At.10:39-42; At.13:30-32; At.13:37; Rm.1:4; 1Co.6:14; 1Co.15:15; Cl.2:12; Cl.3:1; 1Ts.4:14-16; Hb.13:20; 1Pe.1:2-3; 1Pe.1:21; 1Pe.3:21-23; Ap.5:6-10; Ap.20:6; );

* Tem todo o poder (Mt.28:18; Fp.2:9-11); Poder para perdoar pecados (Mt.9:6; Mc.2:1-12; Lc.5:24);

• É sobre todos (At.10:36; Rm.9:1-5).

* Ele é o resplendor da Glória de Deus (Hb.1:3);

* Imagem de si (Hb.1:3; Cl.1:15-19).

 

9)PROVAS  DO NOVO TESTAMENTO QUE JESUS É DEUS:

a) Jesus é diferente dos líderes; único que convence que é Deus a uma parte do mundo- escárnios pagãos testemunham da adoração a Cristo;

b) Impecabilidade:nas palavras e obras de Jesus há ausência completa de conhecimento ou confissão de pecado(Jo.8:46;Hb.4:15; Hb.9:28);

c) Ele se afirmava como Deus:Igualdade com o Pai: (Jo.10:30;Jo.8:58) (viola o sábado)(Jô.5:18; Jô.9:16);enviado (Jo.20:21);defende sua honra divina (Jo.5:23); Conhecer (Jo.8:19); Crer (Jo.14:1); Ver (Jo.14:9)

d) Aceita reverência a Ele,como adoração divina:(prostrar-se) Jo.4:20-22; At.8:27; Jo.4:24; Mt. 4:10 e Lc. 4:8; leproso (Mt.8:2); cego (Jo.9:35); discípulos  (Mt.14:33; Jo.20:27). Anjos e meros homens não aceitaram essa reverência para si:(At.10:25-26 e Ap.19:10). Referências Bíblicas: (Jo.5:18; Jo.8:42;Jo.8:54;Jo.10:35-36;Jo.13:3;Jo.13:31-32; Jo.16:27; Jo.20:17);

Outras Provas:

Sua igreja o adora por quase 2.000 anos;

mudou a história (AC e DC)

Emanuel(Deus conosco)-(Mt.1:23);

A palavra saia da boca de Jesus-Deus (Mt.4:4;Lc.4:4;);

• Quem estava tentado era Jesus-Deus (Mt.4:7;Lc.4:12;);

• Jesus foi adorado e servido como Deus pelos anjos (Mt.4:10-11;Lc.4:8;Hb.1:6;);

demônios o reconheceram como divino (Mt.8:29; Mc.1:24; Mc.3:11; Mc.5:7; Lc.4:34; Lc.4:41; Lc.8:28; Tg.2:19);

adorado e reconhecido pelos homens (Mt.14:33; Mt.16:16;Mt.27:54; Mc.15:39; Mc.16:19;Lc.2:26-38; Lc.7:16; Lc.9:20; Jo.9:33; Jo.11:27; Jo.16:30; Jo.20:28; At.7:55-56; Paulo (Fil.2:9;Tito 2:13); João Batista (Lc.3:2);Pedro (Mt.16:15 e At.3:26); Tomé (Jo.20:28);Escritor (Hb.1:8); Estevão (At.7:9); leproso (Mt.8:2); cego (Jo.9:35); discípulos (Mt.14:33;Jo.20:27);

• No julgamento:Condenação de Jesus foi por sua confissão induzida, onde “tu  o disseste” é uma maneira educada judáica de responder(Mt.26:64; Mc.14:62; Lc.22:70; Lc.23:42);

• reconhecido por anjos (Mc.1:35; Lc.2:12; Jo.10:33);

• Ensinos  absolutos(não retrata,acha ou muda nada), autoridade suprema”Em verdade,…;

• Confirmado por explicações teológicas bíblicas gerais que explicam a Jesus como Deus (inclusive passagens declaratórias de que Ele é Deus): (Jo.1:1-2; Jo.1:12-13; Jo.1:18; Jo.1:29; Jo.1:34; Jo.1:36; Jo.1:49; Jo.3:16-21; Jo.3:36; Jo.6:69; Jo.17:3; Jo.20:31; At.20:28; Rm.5:10; Rm.6:23;Rm.8:3; Rm.8:34; Rm.9:5; 1Co.1:9; 1 Co.1:24; 1 Co.1:30; 1 Co.6:11; 1 Co.8:6; 2 Co.4:6; 2 Co.15:19; 2 Co.13:13;  Ef.1:3; Fp.2:6-11; Cl.1:13-15; 1 Tm.2:5; 1 Tm.3:6; 2 Tm.4:1; Tt.2:13; Hb.1:1; Hb.1:8-9; Hb.2:9; Hb.2:17; Hb.4:14; Hb.7:3;Hb.9:14; Hb.9:24; Hb.10:12; 1 Pe.3:18; 2 Pe.1:1; 2 Pe.1:17; 1 Jo.4:9; 1 Jo.5:9-13; 1 Jo.5:20; 2 Jo.1:9; Jd.1:4; Ap.14:2; Ap.19:10).

10)JESUS COMO VERBO: No Grego logov logos- (preexistente-anterior à Criação do homem, intimamente ligado  Deus no seio do Pai, não que Jesus seja idêntico  Deus-Pai, mas no mesmo caráter, essência, qualidade e ser de Deus). Jesus é tão perfeitamente o mesmo que Deus em mente, coração e essência (Jo.1:14;Jo.14:9).

(EU SOU):Antigo testamento  hyh hayah hyh hayah (EU SOU O QUE SOU) – (Ex.3:14);

Novo testamento egw ego eimi eimi (Mt.20:15; Mt.20:22; Lc.22:70; Jo.8:24; Jo.8:28; Jo.8:58;Jo.13:19;At.18:10; Ap.2:23);

Outras Referências Bíblicas: O PÃO(Jo:6:35; Jo.6:41; Jo.6:48; Jo.6:51); A LUZ (Jo.8:12;Jo.12:46;); ENVIADO (Jo.8:18); DO CÉU (Jo.8:26)  A PORTA (Jo.10:7; Jo.10:9);  O BOM PASTOR (Jo.10:11;Jo.10:14);A RESSURREIÇÃO E A VIDA (Jo.11:25); O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA (Jo.14:6); A VIDEIRA VERDADEIRA (Jo.15:1; Jo.15:5) REI (Jo.18:37); SENHOR (At.9:5;At.22:8;At.26:15;); SANTO (1 Pe.1:16); ALFA E ÔMEGA (ETERNO) (Ap.1:8,11,17,18; Ap.21:6; Ap.22:13); RAIZ E GERAÇÃO DE DAVI E ESTRELA DA MANHÃ (Ap.22:16);

 

11)JESUS COMO A PALAVRA DE DEUS (expressando seu poder, inteligência e vontade, imagem revelada de Deus ) Referências bíblicas: (Lc.4:32; Lc.4:36; Jo.2:22; Jo.5:24; Jo.8:31; Jo.8:51; Jo.12:48; Jo.14:23-24; Jo.15:3; At.10:36; 1 Co.1:18; 2 Co.2:17; 2 Co.5:19; Ef.1:13; Fp.2:16; Cl.3:16; 1 Tm.1:15; 1 Jo.5:7; Hb.1:3; Ap.1:9; Ap.3:8; Ap.3:10; Ap.6:9; Ap.12:11; Ap.19:13; Ap.20:4).

12)JESUS COMO O Filho de Deus:

Expressão uiov huios yeov theos significa”nascido de Deus”.Título  proclama deidade., num sentido único que mantém relação divina não participada por nenhuma criatura do universo:

CONFIRMANDO A VERDADE:

Consciência de si mesmo - Com 12 anos, Jesus sabia 2 coisas:

1a) uma revelação especial de Deus a quem chama de seu Pai;

2a) uma missão especial na terra “negócios do Pai”.Ele tinha consciência de sua identidade,adquirida no estudo das Escrituras sobre o Messias e o Espírito Santo revelou intimamente que Ele é o Eterno filho de Deus e não,apenas, de Maria.Ele ouviu a voz do Pai no  batismo (Mt.3:17),resistiu à tentação do diabo p/duvidar do fato(Mat.4:3)e falou Abba (paizinho),na cruz.

Referências Bíblicas:(Dn.3:25; Mt.8:29; Mt.14:33; Mt.27:43; Mt.27:54; Mc.1:1; Mc.3:11; Mc.15:39; Lc.1:35;Lc.4:41; Lc.22:70; Jo.1:34;Jo.1:49; Jo.3:18; Jo.5:25; Jo.10:36; Jo.11:4; Jo.11:27;Jo.19:7; Jo.20:31; At.8:37;At.9:20; Rm.1:4; 2Co.1:19; Gl.2:20; Ef.4:13-14; Hb.6;6; Hb.7:3; Hb.10:29; 1Jo.3:8; 1Jo.4:15; 1Jo.5:5; 1Jo.5:10-13; 1Jo.5:20; Ap.2:18).

 

13) SENHOR: Expressão kuriov kurios (grego-kurios)-(supremacia)- título de honra, que expressa respeito e reverência e com o qual servos tratavam seus senhores; título dado: a Deus, ao Messias:(Lc.24:3; Jo.21:7; At.1:21;At.2:36; At.4:33; At.7:59; At.9:17; At.9:29; At.10:36; At.11:7; At.15:11; Rm.10:12; 1Co.12:3; Fp.2:11; 2Jo.1:3; Jd.1:17; Jd.1:21;  Ap.22:20-21). Indica:

a)deidade- transmitia aos judeus e gentios, o pensamento de divindade(equivale a Jeová);

b) Exaltação - Na terra, Jesus merecidamente é Senhor porque morreu e ressuscitou para salvar os homens;

c)Soberano-No AT,se revelou como redentor e salvador de Israel e no Sinai, como Rei (Êxodo 20:2)-2 Cr.13:5; Fp.2:9; Fp.3:14).

Profecias do A.T.: Ex.15:2; Dt.26:19; 1Sm.2:1; 1Sm.2:10; 2Sm.22:47; 1Cr.29:11; Sl.7:6; Sl.18:46; Sl.21:13; Sl.46:10; Sl.57:5; Sl.57:11; Sl.66:17; Sl.97:9; Sl.99:5; Sl.99:9; Sl.107:32; Sl.108:5; Sl.113:4; Sl.118:16; Sl.118:28; Sl.145:1; Sl.148:13; Is.5:16; Is.26:11; Is.33:3;5;10; Is.52:13;

Cumprimento:  (At.2:33; Fp.2:9); Agora Cristo nos redime da destruição do pecado e tem o direito de ser o Senhor de nossas vidas, que nos comprou (1 Co.6:20; 2 Co.5:15).

14) FILHO DO HOMEM:   Expressão hebraica Nb bem Mda ‘adam aw-dawm’ou grega uiov huios anyrwpov anthropos (humanidade)-designação enfática p/o homem, em seus atributos característicos de debilidade e impotência.(Nm.23:19;Jó.16:21). No AT, a expressão denota debilidade e mortalidade, incentivo à vocação profética. No NT, denota-o como participante da natureza e qualidades humanas, sujeito às fraquezas humanas; Também, denota sua deidade porque nEle, significa  pessoa celestial , identificado como representante e salvador, em 3 fases:

a)  vida terrena (Mt.27:63; Lc.24:5; Mc.2:10; Lc.24:23; Jo.6:57; Jo.6:69; Jo.14:19;At.25:19 );

b) sofrimentos expiatórios (Hb.2:17; Mc.8:31; 1 Pe.1:11) e

c) exaltação e domínio sobre a humanidade (Mt.25:31;Dn.7:14). Cristo, homem em sofrimento,debilidade e morte, mas divino em contato com Pai, perdoando pecados acima da religião. O filho de Deus veio a ser o filho do homem pela encarnação, concebido no ventre de Maria pelo Espírito Santo.

Encarnação não significa que Deus se fez homem, mas permanecendo como Deus, tomou natureza nova(humana). O filho de Deus , permanecendo Deus, se uniu de tal forma a do homem, que constituiu uma pessoa, Jesus; assim, o filho de Deus , verdadeiro Deus desde a eternidade, no curso do tempo se fez verdadeiro homem, em uma pessoa, Jesus Cristo, constituído de duas naturezas, a humana e a divina.(Lc.24:39; Jo.1:14; Jo.6:51-56; Jo.17:2; At.2:30; At.2:31; Rm.1:3; Rm.8:3; Rm.9:5; 2Co.3:3; 2Co.5:16; Ef.2:15; Cl.1:22; 1 Tm.3:16; Hb.5:7; Hb.10:20; 1Pe.3:18; 1Pe.4:1; 1Jo.4:2-3; 2Jo.1:7).

 

15) PROPÓSITOS DA VINDA DE JESUS CRISTO:

a) Revelar Deus em si mesmo (Profecias AT: (Dt.29:29;Jó.34:14-16; Dn.2:19; Dn.2:22; Dn.2:28; Dn.2:29; Dn.2:47; Am.3:7; Cumprimento NT: (Mt.10:26;Mt.11:25; Mt.11:27; Mt.16:17; Lc.2:26; Lc.10:21-22; Jo.1:18; Jo.5:19; Rm.16:25; 1Co.2:10; Gl.1:12; Gl.1:16; Ef.1:17; Ef.3:1-5; 1Pe.1:7; 1Pe.1:12-13; 1Pe.4:13; 1Pe.5:1; Ap.1:1). 

b) Formar um modelo, glorificado e adaptado ao destino celestial, para os filhos dos homens, serem filhos de Deus  (Profecias AT: (Ex.25:9; Ex.25:40; Ex.26:30; Js.22:28; Ez.43:10); Cumprimento NT:(At.7:44; 2Tm.1:13; Hb.8:5-6;Jo.1:2).

c) Destruir o pecado  que impedia perfeição humana. (Adão era privado da glória pela justiça original).Profecias AT:(Gn.19:13; Ex.12:13; Ex.15:6; Dt.4:25-26; Dt.12:3; Dt.28:20; Sl.9:5; Sl.54:5; Sl.73:27; Sl.101:8; Sl.143:12; Pv.6:14-15;Pv.21:12; Pv.21:15; Pv.29:1; Ec.5:6; Is.1:28; Is.10:22-23; Is.28:22; Os.4:6; Jó.5:12; Is.25:8);  Cumprimento NT: (Mc.1:24; Lc.1:25; Lc.4:34; 1Co.1:19; 2Co.10:4-5; Jd.1:5;

 1Co.13:10; 1Co.15:24; 1Co.15:26; 2Ts.2:8; Hb.2:14; Hb.9:26).

16) JESUS CRISTO: Xristov Christos – mesmo que messias no grego Messiav Messias, o ungido, e em hebráico xyvm mashiyach”, filho de Jeová, concentrando esperanças de lsrael.(Mc.1:11);

O povo esperava um Messias,mas com conceitos errados. Deus, antes de estabelecer um reino terreno, desejava a purificação do povo. (Ez.36:25 e Jo.3:1); Messias, o autorizado a salvar Israel e as nações, do pecado, como Senhor e Mestre.

Cumprimento NT: (Mt.16:16; Mt.23:8; Mt.26:63-64; Mc.9:41; Lc.2:11; Lc.2:26; Lc.4:41; Lc.9:20; Lc.23:2; Lc.24:26; Lc.24:46; Jo.1:17; Jo.4:42; Jo.6:69; Jo.17:3; Jo.20:31; At.2:36; At.2:38; At.4:10; Rm.1:4; Rm.1:16; Rm.2:16; Rm.3:22-24; Rm.14:9; Rm.15:19; Rm.16:27; 1Co.1:9; 1Co.1:24; 1Co.1:30; 1Co.3:11; 1Co.15:57; 2Co.4:6; 2Co.5:10; 2Co.5:18-20; Gl.2:20; Gl.3:13; Ef.1:20; Fp.2:11; Fp.3:20; Cl.1:27; 1Ts.4:16; 1Ts.5:9; 1Ts.5:23; 2Ts.1:12; 2Ts.2:16; 1Tm.1:15; 1Tm.2:5; 2Tm.1:10; 2Tm.2:8-10; Hb.5:5; Hb.9:11; Hb.9:14; Hb.9:24; Hb.9:28; Hb.13:20; 1Pe.1:2-3; 1Pe.3:18; 2 Pe.1:11; 1Jo.5:20; Ap.1:5; Ap.11:15; Ap.20:6).

 

17) FILHO DE DAVI: No hebráico Nb bem dywd Daviyd; no gregouiov huios dabid Dabid Da linhagem real pela fidelidade de Davi(2 Sm.7:16), renovando a aliança davínica;os seus descendentes. Como filho de Maria, Ele é filho de Davi;Em (ls.9:6),”Pai da eternidade”, significa sábio e justo,qual Pai (Mc.11:10).

Cumprimento NT:(Mt.1:1; Mt.1:20; Mt.9:27; Mt.15:22; Mt.20:30; Mt.22:42-45; Mc.11:10; Lc.1:27; Lc.1:32; Lc.1:69; Lc.2:4; Lc 2:11; At.2:25; Rm.1:3; 2Tm.2:8; Ap.3:7; Ap.5:5; Ap.22:16).

18) OBRA SALVADORA: Deus, salvação e libertador de Israel (Sl.106:21; ls.45;15; Jr.14:48); Deus agindo “(Is.63:9).

O salvador, libertando e perdoando o povo; Filho enviado na plenitude dos tempos (GI.4:4).

Cumprimento AT:(ls.19:20; ls.43:11; ls.45:15; ls.45:21; ls.49:26; ls.60:16; ls.63:8; Os.13:4);

Cumprimento NT:(Lc.1:47; Lc.2:11; Jo.4:42; At.5:31; At.13:23; Ef.5:23; Fp.3:20; 1Tm.1:1; 1Tm.4:10; 2Tm.1:10; Tt.1:3-4; Tt.2:10-13; Tt.3:4-6; 2Pe.1:1; 2Pe.1:11; 2 Pe.2:20; 2 Pe.3:2; 2 Pe.3:18; 1 Jo.4:14; Jd.1:25).

 

19) MILAGRES DE JESUS CRISTO:Classificação Geral:

a)exorcismos: Jesus expulsa demônios;

b) curas: Jesus elimina doença/deformação;perdoa pecados-(exceto Jo.9:1-41; c)ressurreições: Jesus traz de volta a vida dos mortos, (3 casos);

d)milagres sobre natureza: Jesus age sobre os elementos (vento e mar;

e) milagres de transformação: Jesus transforma água em vinho e seca uma figueira; f) milagres de surgimento: Jesus faz surgir peixes, multiplica pães e peixes e faz aparecer o estáter na boca do peixe;

g) milagres de habilidade: Jesus possui a habilidade de mudar as situações,escapando de perseguidores em Nazaré;aparece e desaparece como ressuscitado, ou saber os pensamentos das pessoas e os atos futuros;

h) milagres de epifania: transfiguração e outros milagres como a voz de Deus, a pomba, o véu do templo que se rasgou, a ressurreição de mortos no momento da crucificação e subida aos céus.

i)Outros milagres desconhecidos: (Jo.21:25).

20)RELAÇÃO DOS MILAGRES (Ordem histórica dos Evangelhos):

a)Só em Marcos: (Mc.7:31-37 = Mt.15:29-31);(Mc.8:22-26 = Jo.9:6);

b)Só em Mateus: (9:27-31; 9:35; 12:22-24; 15:29-31; 17:23-26; 21:14-15);

c) Só em Marcos e Mateus: (Mc.1:38-39; Mt. 4:23-24; Mc.6:4-5; Mt.13:57-58; Mc.6:53-56; Mt.14:34-36; Mc.7:24-30; Mt.15:21-28; Mc.8:1-9; Mt.15:32-38; Mc.11:12-14,20-21; Mt. 21:17-20);

d)Só em Lucas: (4:28-30; 5:1-9; 7:11-16; 7:19-22; 8:2; 13:10-13; 14:1-4; 17:11-19; 22:44; 22:49-51 (veja João 18:10).

e) Só em Marcos e Lucas: (Mc.1:23-28; Lc.4:33-37; Mc.16:12; Lc.24:12-35; Mc.16:19; Lc.24:50-51);

f) Só em Mateus e Lucas: (Mt.8:5-8 e13; Lc.7:1-10; Mt.9:32-34; Mt.12:22-24); Lc.11:14-15);

g) Só em Mateus, Marcos e Lucas: (Mc.1:12-13; Mt.4:1-11; Lc.4:1-13; Mc.1:29-31; Mt.8:14-15; Lc.4:38-39; Mc.1:32-34; Mt.8:16-17; Lc.4:40-41; Mc.1:39-44; Mt.8:1-4; Lc.5:12-14; Mc.2:1-12; Mt.9:1-8; Lc.5:17-26; Mc.3:1-5; Mt.12:9-13; Lc.6:6-10; Mc.3:6-12; Mt.12:14-16; Lc.6:17-19; Mc.4:35-40; Mt.8:23-27; Lc.8:22-25; Mc.5:1-15; Mt.8:28-33; Lc.8:26-35; Mc.5:25-34; Mt.9:2-22; Lc.8:43-48; Mc.5:21-24, Mc.35-43; Mt.9:18-19, Mt.23-26; Lc.8:40-42, Lc.49-56; Mc.8:27-33; Mc.9:30-32; Mc.10:32-34; Mt.16:13-23; Mt.17:21-22; Mt.20:17-19; Lc.9:18-22; Lc.9:43-45; Lc.18:31-34; Mc.9:1-8; Mt.17:1-9; Lc.9:28-36; Mc.9:16-26; Mt.17:14-17; Lc.9:37-44; Mc.10:46-52; Mt.20:29-34; Mt.9:27-31; Lc.18:35-43; Mc.11:1-11; Mt.21:1-11; Lc.19:29-40; Mc.13;Mt.24;Lc.21; Mc.15:33-34 e 37-39; Mt.27:45,50-54; Lc.23:44-48).

Só em João: (1:47-51; 2:1-11; 3:23-25; 4:17-18; 4:46-54; Jo.5:1-9; 8:59; 9:1-7; 10:39; 11:11-15; 11:38-45; 8:52; 10:38-42; 16:20; 12:28; 18:3-6; 20:30; 21:1-6,10-11);(repetição de Lucas 7:1-10 e Mateus 8:5-8,13);

Só em Marcos, Mateus e João: (Mc.6:45-56; Mt.14:22-34;Jo.6:16-21);

Só em Mateus,Lucas e João: (Mt.14:13-14;Lc.9:10-11;Jo.6:1-2);

Só em Lucas e João: (Lc.24:36-43;Jo.20:19-23);

Em Marcos, Mateus,Lucas e João (ao mesmo tempo):Mc.1:10-11; Mt.3:13-17; Lc.3:21-22;Jo.1:32 e 12:28;Mc.6:34-44;Mt.14:14-21;Lc.9:11-17;Jo.6:3-14; Mc.14:17-21; Mt.26:20-25; Lc.22:21-22; Jo.13:26; Mc.14:26-31; Mt.26:30-35; Lc.22:31-38; Jo.13:36-38; Mc.16:1-9;Mt.28:1-10; Lc.24:1-8;Jo.20:1-17; Mc.16:1-10; Mt.28:1-10; Lc.24:1-12; Jo.20:11-18).

Em Atos: (1:9; 9:3-7);

Outros milagres do Espírito Santo: (Mt.1:18 e Lc.1:35; Mc.1:10-11; Mt.3:13-17; Lc.3:21-22; Jo.1:32; Mc.1:12; Mt.4:1; Lc.4:1;At.8:39-40; At.2:1-13; 7:56; 10:9-16; 11:28; 19:6; 21:10-11; 1Co.12:10; 2Co.12:1-4; Ap.1:10).

21)O PLANO DE DEUS E AS PROFECIAS MESSIÂNICAS:

 

DE GÊNESIS A DEUTERONÔMIO:
* Deus criou 1° casal à sua imagem e abençoou. (Gn.1:2);
* Ele formou homem,da terra e lhe deu uma alma. (Gn.2:7);
* Deus criou a mulher e uniu,sem malícia. (Gên.2:21);
* O Inimigo enganou esse casal que pecou. (Gênesis 3:7);
* Filho de Eva pisará diabo. (Gn. 3:15) e Gl.4:4 e Mt. 1:20);
* Deus vestiu Adão e Eva, com pele animal (Gn. 3:21-24);
* Abel oferta a Deus, que se agrada: é morto por Caim (Gn.4:2-11);
* Deus vê terra contaminada,resolve destruí-la.(Gn.6:2-5);
* Deus manda Noé construir arca para salvar pessoas (Gn.6:11-13);
* Noé solta pombo,traz ramo verde de oliveira.(Gn.8:6-11);
* Deus fez nova aliança com Noé (arco-íris). (Gn.9:9-16);
* Noé oferta animais no altar em holocausto. (Gn. 8:20);
* Homens:Babel e sua linguagem confusa. (Gn.11:6-9);

* Deus viu Abrão,de Ur; (Gn.12:1-3; Mt.1:1 e Gl.3:16);
* Abrão edifica altar a Deus: invoca seu nome.(Gn.12:7-8);
* Abrão dá dízimo de tudo a Sacerdote (Gn.14:18-20);
* Deus prometeu-lhe herdeiro, Isaque; (Gên.15:1-14);
* Promessa a Isaque (Gn.21:12) e Lc.3:23,24 e Mt.1:2;

* Deus pediu Isaque, como holocausto.(Gn. 22:1-15);

* Abraão ia oferecer Isaque;foi impedido.(Gn. 22:1-15);
* Deus promete-lhe descendência numerosa(Gn.22:16-19);
* Deus apareceu a Isaque;confirma promessa(Gn. 26:2-5);
* Isaque teve visão de Deus;edifica altar;(Gn. 26:24-25);
* Jacó filho de Isaque:direito de herdeiro;(Gn. 28:12-20);
* Jacó fez coluna e edificou altar ao Senhor(Gn.28:18-22);
* Deus muda nome-Jacó para Israel.(bênção).(Gn.32:24-30);
* Promessa a Jacó (Gn.35:10-12) e Lc.3:23-24 e Mt.1:2);
* Jacó:12 filhos;José e Benjamin, mais novos.(Gn. 35:22);
* José traído pelos irmaos,foi ser Rei no Egito.(Gn.3-45);
* Seca em Canaã e Israel e família foram ao Egito (Gn.46:1-7);

* Judá,de Israel(promessa)(Gn.49:8-11 )e Mt. 1:2:Hb: 14);

* O povo aumentou muito e faraó oprimiu povo. (Ex.1:5-14);
* Moisés hebreu salvo criado por filha do faraó.(Ex.2:1-10);
* 40 anos depois, Deus(EU SOU)fala a Moisés:(Ex. 3:2-22);

* Após 10 pragas,povo sai do Egito com riquezas (Ex.7 a 11);

* Deus pede páscoa;cordeiro sem defeito comido (Ex.12:1-29);
* Primogênitos para Deus;sinal nas mãos e olhos (Ex.13:1-16);

* Deus abre mar vermelho e faraó morre. (Êx. 14:1-31);

* Povo murmura pela água e fome no deserto. (Êx.15 a 16);
* Deus: promessas:10 mandamentos no Sinai.(Ex.19 a 31);
* 0 povo faz bezerro de ouro e adora idolatria. (Ex. 32);
* Moisés:véu no rosto,refletia glória de Deus. (Ex.34:29-35);
* Deus:construam tabernáculo,para sacrifícios.(Ex.35 a 40);
* O povo é ordenado sobre leis e rituais (todo levítico);
* Israel(povo) marcha para Canaã,terra prometida.(Nm.1-12);
* Deus proíbe povo ir a Canaã(murmuração)(Nm.13 a 14);
* Vara de Arao, novilha vermelha;rocha ferida;(Nm.1 a 29);
* Murmuração;serpentes mordem(de bronze) (Nm.21:1-9);
* Bênção a Israel, futuro (Rei) Estrela de Jacó (Nm. 24:1);
* Deus escolhe Israel por amor e não por merecer.(Dt.7:7-8);
* Deus fala que provou no deserto por amor; (Deut. 8:2-3);
* Deus requer de Israel, amar e servi-lo. (Dt.10:12-13);
* Deus dará profeta como Moisés,o Messias.(Dt.18:15-19);
* Deus a Josué;dá vitória contra Jericó(Dt.5:13-15 e Dt.6);

DE JOSUÉ A 2° REIS
* O povo entrou em Canaa e teve terras. (Js.21:43-45);
* Coroa de espinhos para os desobedientes (Js. 23:13);
* Deus levanta juízes para salvar povo da terra(Jz. 2:10-23);
* Deus levanta e escolhe profeta Samuel (1 Sm. 2:35,3:19);

* Samuel escolheu o primeiro Rei, Saul. (1 Sm. 12:13-14);
* Deus não quer sacrifícios,mas obediência. (1 Sm. 15:22);
* Deus e Davi(seu filho fará templo a Ele.(2 Sm.7:12-16);
* A rocha de salvação,o ungido enviado.(2 Sm. 22:4 e 51);
* Deus e Salomão, filho de Davi (reino eterno).(1 Rs.9:1-9);
* Deus e Elias,ressuscita mortos (1 Rs.17:1 e 1 Rs.21-24);
* Elias prega fidelidade a Deus.(1 Rs. 18:21);
* Micaías viu Israel, dispersa sem pastor.( 1Rs. 22:1);

*  Deus e Eliseu:multiplica pães e espigas. (2 Rs. 4:41-44);

DE JÓ A ISAÍAS

* Jó: falta um árbitro entre Deus e homem.(Jó.9:31-35);

* Jó e sua testemunha está no céus, seu advogado;(Jó:16:19);

* Jó: redentor viverá,se levantará;homem verá.(Jó.19:25-27);
* Jó: homens ensinados por Deus e o verão. (Jó.42:4-5);

* Salmos fala sobre características do Messias (Jesus): * Davi fala sobre o Rei de Sião, filho e juiz.(Sal. 2 e Mt.3:17); será louvado por crianças, feito homem; (Sl.8:l6); O messias é esperado (Salmo 14:7). O único, bebe cálice e vencerá a morte (Sl.16); vive (Sl.18:46-49); zombado (SI.22:1-19); nosso pastor (Sl.23); entrará nos céus (SI.24:7-10); caluniado (Sl. 2:12); esquecido (Sl. 31:11); sem ossos quebrados (Sl.34:20); espancado;(Sl.35:21); solitário (Sl.38:11);calado (Sl.38:13);proclamado ao Pai (SI.40:7-8); traído (SI.41:9 e Sl.55:12-14); morto (Sl.44:22); remidor dos irmãos; (Sl.49:); ressuscitado (SI.49:15); injuriado pela família(Sl.69:8-9);receberá vinagre (Sl.69:21); receberá presentes de reis (Sl.72:10); beberá cálice (Sl.75:8); invocará o Pai (Sl.89:26-28): guardado por anjos (Sl.91:11-13); acalmará as ondas (Sl.10:25-29); benvindo e pedra angular (Sl.118:19-29): ensinará mestres (Sl.119:99-100): ferido (Sl.129:3);de Davi(Sl.132:11 e Ap.22:16);

* Ele será o nosso fiador esperado (Provérbios 6:1-2);

* Deixou a vitória para nós (Ec.2:21);

* “propriedade”de seu povo (Ct.2:16);

* lsaías diz: Messias será visto no Monte de jerusalém (ls.2:2);

* o povo será endurecido a Ele (Is. 6:8-10);

* Messias nascerá de virgem (ls.7:14-16) e Mt.1:18);

* O povo verá a luz do menino-Deus (Isaías 9:1-7);

* Messias,cheio de Deus (Isaias 11:1-5);Lc.3:23.32;Mt.1:6

* Terra conhecerá;Ele será estandarte do povo (Is.11:9-10);

* O seu exclusivo trono será justo (Is. 16:5);
* O homem olhará para o criador (Is. 17:7);
* O Messias terá sepultura alta. (Is. 22:16);
* O Salvador será pendurado (Is. 22:22-25);
* O Messias vencerá a morte (Is. 25:8-9);
* O Messias ressuscitará mortos com Ele (Is. 26:19);
* O Messias será glorificado por suas obras (Is. 29:23-24);
* O Espirito Santo será derramado (Is.32:15-18);
* O Messias será Ele, o único caminho Santo (Is.35:8);
* Haverá uma voz do deserto antes dele (Is. 40:3-5);
* Falará aos gentios (Is.42);
* Nele seremos salvos (Is.45:22-23);
* Faz chegar a Salvação (Is.46:12);

* O Messias será cuspido (Is. 50:6);

* O Messias será visto (Is. 53:1-12);

* Ele estará entre nós e no céu (Is. 57:15);

* Somente Ele salva (Is. 63:2-5);

 
DE JEREMIAS A MALAQUIAS:

* Jeremias fala que será manso cordeiro(Jr. 11:19-20);
* Ele multiplicará o vinho nos odres (Jr. 13:12);
* Ele escreverá nomes de acusadores no chão (Jr.1:13);
* O Messias é o renovo (Jr. 23:3-6);
* Raquel chorará por Ele (Jr. 31:15);

* Ele é a nossa Justiça (Jr. 33:15-16);

* Ele dará a outra face (Lm. 3:30);

* O messias será rei eterno (Lm. 5:19-22);

* O expulsarão de uma terra (Ez. 11:15);

* O Messias levará a cruz aos ombros (Ez.12:12);

* Será plantado num monte alto (Ez.17:22-24);

* Seu nome será honrado (Ez.20:9);
* Ele será o bom Pastor (Ez. 34:11-17 e 31);
* O Messias será nosso Rio Eterno (Ez.47:12);
* O Messias é a Pedra que veio do céu encherá a terra (Dn. 2:34 e 44);
* O Messias fará sinais e salvará (Dn. 6:2);
* Os santos possuirão o seu Reino (Dn. 7:18);
* Após o 3o. dia, teremos vida. (Os. 6:1-3);
* O menino virá do Egito (Os. 11:1-2);
* Ele nos remirá da morte (Os. 13:14);
* Ele nos nos curará (Os. 14:4);
* O Espírito Santo derramado;toda carne (joel 2:28-32);
* O segredo será revelado aos profetas (Am.3:);

* Dia está perto; haverá livramento (Ob. 1:15 e 17);

* Rei cheio do Espírito Santo no monte (Mq.2:12-13;3:8;4:1-2);

* Ferirão o juiz na face,nascido de Belém. (Mq. 5:1-5);

* A obra maravilhosa (Hc.1:5);
* Messias entre homens, renova amor. (Sf.3:1);

* Ele está vindo para habitar na terra (Zc. 2:10-11);
* O renovo será Rei e Sacerdote (Zc. 6:12-13);

* Alguém pegará sua orla, judeu;ficará curado (Zc.8:22-23);

* Rei entrará em Jerusalém,montado no jumento (Zc. 9:9);
* Ele será estaca (Zc. 10:4);

* Messias será vendido por 30 moedas (Zc.11:12-13);

* Chorarão por ele, traspassado (Zc.12:10);

* Ele será ferido pelos amigos nos braços (Zc.13:6-7);
* O Messias será desonrado (Mal.1:6);
* O Messias instruirá a muitos (Mal. 2:5-8);
* O Messias terá voz antes dele (Mal. 3:1 e 4:5-6);
* O Messias será o sol da justiça (Mal.4:2);

PERÍODO DE TRANSIÇÃO: 400 anos de silêncio/transição para a vinda do Messias) (Por que 400? (Gn. 15:13; Ex.12:40)

 

NOVO TESTAMENTO
(CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS)
Jesus nasceu!
* Geração de Davi e Abraão:Mt.1:1 e 17; Sl. 89:3; Gn. 22:18;
* Raiz de Jessé: Mt. 1:5 e Is.11:11;
* Nasceu de uma virgem Mt. 1:18 e Is. 7:14;
* Teve uma estrela: Mt. 2:2 e Nm. 24:17;

* Nasceu em Belém Mt. 2:6 e Mq. 5:2;
* Recebeu mirra,incenso, ouro Mt. 2:11 e Ct. 1:3 e SI. 45:8;

* Ele foi para o Egito Mt. 2:13 e Os. 11:1;
* Ele voltou do Egito Mt. 2:15 e Nm. 4:22;
* Escapou da morte quando criança.Mt. 2:16 e Ex. 1:16; 

* Raquel chorou Mt. 2:18 e Jr. 31:15;
* Ele seria Galileu Mt. 2:22 e Is. 9:1;
* Habita em Nazaré,desprezo: Mt.2:23 e Is.53:3; SI.22:6;

* Teria o precursor João Batista Mt. 3:1 e Ml. 3:1; Is. 40:3;
* Pregaria o Reino de Deus. Mt. 3:2 e Dn. 2:44;

* Espírito Santo viria sobre Ele como pomba Mt. 3:16 e Gn. 8:8;

* Seria filho amado. Mt. 3:17 e Is. 42:1;
* Seria levado ao deserto Mt. 4:1 e Lv. 16:21;

* Fica 40 dias com fome;Mt.4:2 e Nm. 14:33-34 e Dt. 8:2;
* Tentado a transformar pedras em pães. Mt. 4:3 e Zc. 3:9:
* Disse que o homem viveria da Palavra Mt. 4:4 e Dt. 8:3;

* Disse aos anjos está ordenado: Mt. 4:6 e SI. 91:11-13:
* Disse não tentarás o Senhor… Mt. 4:7 e Dt. 6:16;

* Só a Deus adorarás Mt. 4:9-10 e Dt. 6:13 e Dt. 10:20;

* Foi servido pelos anjos Mt. 4:11 e  Sl.103:21;
* Retirou-se para Galiléia Mt. 4:12-15 e Is. 9:1-2;

* Pregava o arrependimento: Mt. 4:1 e Dn. 7:27;

* Disse para irmos a Ele. Mt. 4:19 e Is. 1:18;

* Mandou acautelar-vos de falsos Mt. 7:15 e Ez. 22:27;

* Disse ao leproso e quis curá-lo. Mt. 8:2 e 2 Rs. 5:3-7;

* Achou fé nos gentios Mt. 8:11 e Is. 49:12;
* Tomou nossas dores e enfermidades Mt. 8:17 e Is. 53:4:
* Mandou vir a ele os cansados; Mt. 11:28-30 e Is. 53;

* Beber o cálice Mt. 20:22 e Jr. 49:12;

* Jumento preso Mt.2 1:2/ Gen. 49:11; Is. 62:11 e Zc. 9:9;

* Pedra angular rejeitada Mt. 21:41 e Sl.118:22-23;

* Disse Assenta-te a minha direita Mt. 22:44 e Sl. 110:1;

* Disse um só é o vosso mestre Mt.23:8 e Sl.133:1 e Sl.22:22;

* Jesus filho do homem Mt. 25:31 e joel 3:2;

* Traído Mt.26:23 e Prov.1:18-19; Sl.41:9; Sl.55:12-14;
* Sangue da nova aliança Mt. 26:2 e Ml.4:4 e Dt 4:23;

* Cálice amargo: Mt. 26:39 e Jr. 49:11-12 e Jr.25:15;

* Morto entre ladrões Mt. 2:44 e Jr. 48:2;

* Autoridade para perdoar pecados. Mc. 2:10 e Jr. 31:34;

* Luz do Mundo Lc. 1:7-9 e Is. 60:1-2;
* Cordeiro de Deus. João 1:29 e Gn. 22:8;

* Ressuscitador Jô. 5:21 e 1 Sm. 2:6;

* Juiz – Jo.5:27 e Jl. 3:2; 2 Tm.4:1 e Is.33:22;

* Escrevia com o dedo em terra Jô.8:6 e Jr.1:13;

* Luz do Mundo Jô.8:12, At.13:4 e Is.60:1-2;

* Alegria de Abraão Jo.8:56 e Gn.18:1 e 17-18;

* O EU SOU Jo.8:58 e Ex. 3:14; Dt.32:29; Is. 43:10;

* A PORTA Jo.10:9 e Ez.3:31;
* O BOM PASTOR Jo. 10:11 e SI. 23:1;

* O CAMINHO Jo.14:6 e Os. 13:4;

* Convencedor do Pecado Jo.16:8 e Mq.3.8;

* Glorificado do Pai Jo.1:1-5; Is.42:8, Is. 48:11; Gen.1:1;

* Túnica rasgada Jo.19:23-24 e Gn. 3:23;
* Ferido com lança ao lado Jo. 19:34 e Ex. 7:17;
* Não me detenhas; ainda não subi. Jo.20:17 e Gn.24:56;
* Mistério da Escritura – Jo. 21:25 e Dt. 29:29;
* Mesa do Senhor(Ceia) Mal.1:7 e 12 e 1 Co.10:21;
* Zeloso pelas coisas divinas – Sl.69 e Jo.2:15-17;
* Milagres Is.35:5 e 32:3,4 e Mt.9:32 e Mc.7:33-35;
* Parábolas:Sl. 78:2 e Mt.13:34;
* Pedra de tropeço aos judeus Sl. 118:22 e Rm.9:32;

* Ressuscitou – Sl.16:10; Sl.30:3 e At.2:31;At.13:33;
* Ascensão – Sl.68:18 e At.1:9;
* À destra de Deus – Sl.110:1 e Hb.1:3 e Mc.16:19;
* Dinheiro atirado – Zc.11:13 e Mt.27:5;
* Preço dado ao oleiro – Zc.11:13 e Mt.27:7;
* Abandonado – Zc.13:7 e Mc. 14:50;
* Acusado por falsos – Sl.35:11e Mt.26:59,60;
* Mudo perante acusadores – Is.53:7 e Mt.27:12;
* Ferido e arranhado – Is.53:5 e Zc.13:6 e Mt. 27:26;
* Espancado e cuspido-Is.50:6; Mq.5:1; Mt.26:67 e Lc.22:63;
* Objeto de zombaria-Sl.22:7,8 e Mt.27:31;
* Caiu sob a cruz – Sl.109:24,25 e Jo.19:17,Lc.23:26;
* Mãos e pés furados- Sl.22:16; Zc.12:10 e Lc.23:33;
* Crucificado entre ladrões-Is.53:12 e Mt.27:38;
* Intercedeu pelos perseguuidores-Is.53:12 e Lc.23:34;
* Rejeitado pelo povo-Is.53:3; Sl. 69:8 e Jo.7,5;Mt.21:42;
* Odiado sem motivo-Sl.69:4 e Is.49:7 e Jo.15:25;
* Amigos à distância-Sl.38:11 e Lc.23:49;
* Menearam a cabeça-Sl.109:25;Sl.22:7 e Mt.27:39;
* Observado pelas pessoas-Sl.22:17 e Lc.23:35;
* Roupas sorteadas-Sl.22:18 e Jo.19:23,24;
* Sofreu sede-Sl. 69:21 e Sl.22:15 e Jo.19:28;
* Fel e vinagre oferecidos-Sl. 69:21 e Mt.27:34;
* Grito de abandono-Sl.22:1 e Mt.27:46;
* Entregou-se a Deus-Sl.31:5 e Lc.23:46;
* Ossos sem quebrar-Sl.34:20 e Jo.19:33;
* Colapso cardíaco-Sl.22:14 e Jo.19:34;
* Traspassado Zc. 12:10 e Jô.19:34;
* Trevas sob a terra-Am. 8:9 e Mt.27:45;
* Em túmulo rico  Is. 53:9 e Mt. 27:57;


ATRIBUTOS DIVINOS:TRINDADE:

ONIPRESENÇA: * Pai: Jr. 23:24; * Filho: Mt. 28:20; *E.Santo: Sl. 139:7;
ONIPOTÊNCIA: * Pai: Gn.17:1; *Filho: Mt.28:18; *ESanto: Lc.1:35;
ONISCIÊNCIA: *Pai: 1 Pe.1:2; *Filho: Jo.21:17; E.Santo: 1 Co.2:10
DEUS CRIADOR: *Pai: Gn.1:1; Filho: Jo.1:3; *E.Santo: Jó.33:4;
ETERNIDADE: *Pai: Rm.16:26; *Filho: Ap.22:13; *Hb.9:14;
SANTIDADE: Pai:Ap.4:8; *Filho: At. 3:14; *E.Santo: 1 Jo.2:20;
SANTIFICADOR: *Pai: Jo. 10:36; Filho:Hb.2:11; *E.Santo: 1Pe.1:2;
SALVADOR: *Pai: Is.43:11; *Filho: 2 Tm.1:10; *E.Santo: Tt.3:5;
OS TRÊS SÃO UM: (1 Jo.5:7);

 

AULA 7 – EXPIAÇÃO

 

1) CONCEITO: O perdão dos pecados dos que se arrependem e confessam, acompanhado de reconciliação com Deus, pelo Sacrifício de vítima inocente,

No AT a vítima era um animal, figura e símbolo do Cristo crucificado (Lv.1-7; Hb.9:19-28).

2) EXPIAÇAO NO ANTIGO TESTAMENTO:

•hebráico“rpk kaphar-Cobrir, purificar,expiação,reconciliar,cobrir com betume; encobrir, pacificar,propiciar,expiar pelo pecado, cobrir, expiar pelo pecado e por pessoas através de ritos legais (Ex.29:36);

•hebráico “hajx chatta’ah ou  tajx chatta’th – relativo a pecado, oferta  e purificação dos pecados de impureza cerimonial (Lv.4:8; Ex.30:15; Lv.5:9; Lv.7:2; Lv.9:7). Compreendendo sacrifício de animais no A.T, para entender o sacrifício de Jesus por nós.

Veja as Profecias: Is.53:10; Sl.40:6;Mt.9:13; Rm.12:1; Ef.5:2; Fp.2:17; Fp.4:18; 2 Tm.4:6; Hb.9:20-25;Hb.10:1-26; Hb.13:8).

 

3) CONCEITO DE SACRIFÍCIO:

No hebraico (xbz zebach) e em Grego yusia thusia – Animais, cereais ou bebidas eram entregues a Deus como parte do culto de adoração.

Chave para significar a morte de Jesus.

O Novo testamento está acima das teorias modernas.

O uso de termos sacrificiais p/expor a morte de Cristo.

O Cordeiro de Deus;seu sangue limpa o pecado e compra a redenção, transformando a morte de Cristo num verdadeiro sacrifício pelo pecado.

Sua morte lembra os sacrifícios do A.T.,de 2 maneiras:

a)Os sacrifícios são ritual de adoração judáico;

b)sinal profético que apontava para um futuro sacrifício perfeito.

Eram proféticos, não apenas a Cristo, como serviram para preparar o povo de Deus para a dispensação melhor que seria introduzida com a vinda de Jesus, afinal, os judeus já estavam familiarizados com sacrifícios, quando João Batista falou que Jesus era o Cordeiro de Deus.

Entendendo o ritual da Lei de Moisés, entenderemos o sentido da morte de Jesus na Cruz.

4) ORIGEM DO SACRIFICIO:

1)ordenado do Céu: Antes da criação do mundo, a expiação estava na mente e no propósito de Deus; Cristo, cordeiro imaculado e incontaminado, conhecido antes da fundação do mundo (Ap. 13:8; 1Pe.1:19).

O cordeiro pascal era preordenado vários dias antes de ser sacrificado (Ex.12:3,6).

Deus prometeu a vida eterna, antes dos tempos dos séculos (Tito 1:2).

Pessoas santificadas pelo sacrifício, antes da fundação do mundo (Ef.1:4).

Pedro disse aos judeus que Cristo foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus (At.2:23). O Cristianismo é a manifestação histórica do propósito eterno.

2) Instituído na terra: Antes do sacrifício de Jesus, Deus ordenou uma instituição que prefigurasse o sacrifício, como meio de graça aos arrependidos e crentes(Sacrifícios de Animais).

A 1ª vítima animal cobriu a nudez do primeiro casal com sua pele (Gn.3), onde Deus fez provisão para redimir o homem.

5) PROPÓSITO DO SACRIFÍCIO: Uma criatura inocente morre para cobrir pecado; cobertura divina,provida pela consciência culpada. Em Gn.3. e Ap. fala do cordeiro:(Ap.5:6).

 

6) NATUREZA DO SACRIFICIO:Modelo original pervertido, origina sacrifícios pagãos, mas se baseiam em 2 idéias fundamentais:

a)O homem reconhece estar debaixo do poder de uma deidade e como submissão, oferece dádivas e sacrifícios;

b) O homem reconhece que o Deus que o fez tem o direito de destruí-lo, a não ser que algo seja feito para restaurar a relação interrompida.

Crenças antigas imolavam vítimas e derramavam seu sangue para aplacar a ira divina e assegurar o favor de Deus.

(O homem decaído, leva alguma marca da original revelação do Criador).

Os filhos de Noé, se afastaram de Deus e adoraram os corpos celestes, numa cegueira espiritual, originando a idolatria, os quais, fazendo deuses conforme concupiscências, se corromperam moralmente.

Deus começou novo plano com Abraão, para restaurar no mundo o conhecimento da glória de Deus, separando Israel, através de um código de leis morais e religiosas.

7) TIPOS DE SACRIFICIOS DE ISRAEL:

Objetivo: Render adoração ao Criador e remover obstáculos a esta comunhão:

• Sacrifício de Expiação. No caso do israelita perturbasse a relação entre Ele e Deus, traria oferta pelo pecado (Morte de Jesus levou o pecado (2 Co.5:21) – Oferta pelo pecado, isto é, para tirar pecados (Lv.4.1-5.13; 6.24-30).

• Sacrifício de Restituição: No caso de ter ofendido o próximo, traria oferta pela culpa (A alma de Jesus pagou a divida. (Is.53:10)-Oferta pela culpa, isto é, para tirar a culpa (Lv 5.14-6.7; 7.1-7).

• Sacrifício de Adoração: (No caso de estar de bem com Deus e com os homens e desejar reconsagrar-se, oferecendo oferta queimada (holocausto) (Morte de Jesus, ato perfeito de oferecimento.(Hb.9:15;Ef.5:2) – Holocausto, em que o animal era completamente queimado no altar (Lv.1.1-17; 6.8-13).

• Sacrifício da Comunhão ( No caso de pronto p/desfrutar feliz comunhão c/Deus, que havia perdoado e aceito,dava uma oferta de paz (Jesus descreveu sua morte;meio da vida eterna,deixando-nos a Paz.(Jo.6:53; conf. Lev.7:1 5).

Sacrifício pacífico ou de paz (Lv 3.1-17; 7.11-21). Das ofertas de paz havia três tipos: por gratidão a Deus (Lv 7.12), para pagar voto ou promessa (Lv 7.16) e a voluntária, que era trazida de livre e espontânea vontade (Lv.7.16).

Por Darlan Lima, Alexandre Arcanjo e Orlando Nascimento.

II Parte (clique aqui)

Os Atributos de Deus

1.   A SOLIDÃO DE DEUS. 2.   OS DECRETOS DE DEUS. 3.   A ONISCIÊNCIA DE DEUS. 4.   A PRESCIÊNCIA DE DEUS. 5.   A SUPREMACIA DE DEUS. 6.   A SOBERANIA DE DEUs. 7.   A IMUTABILIDADE DE DEUS. 8.   A SANTIDADE DE DEUS. 9.   O PODER DE DEUS. 10.   A FIDELIDADE DE DEUS. 11 .   A BONDADE DE DEUS. 12.   A PACIÊNCIA DE DEUS. 13.   A GRAÇA DE DEUS. 14.   A MISERICÓRDIA DE DEUS. 15.   O AMOR DE DEUS. 16.   A IRA DE DEUS. 17.   CONTEMPLANDO A DEUS

 

PREFÁCIO

 “Une-te pois a ele, e tem paz, e assim te sobrevirá o bem (Jó 22:21). “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas. Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor…” (Jeremias 9:23-24). Um conhecimento salvador e espiritual de Deus é a maior de to­das as necessidades de cada criatura humana.

O fundamento de todo conhecimento verdadeiro de Deus só pode ser a clara compreensão mental de Suas perfeições, segundo revelam as Escrituras Sagradas. Não nos é possível servir nem adorar a um Deus desconhecido, nem depositar nEle a nossa confiança. Neste breve livro fez-se um esforço para apresentar algumas das principais perfeições do caráter, divino. Para que o leitor se beneficie realmente com a leitura das páginas que se seguem, ele precisa suplicar a Deus com seriedade e determinação que as abençoe para seu proveito, que aplique Sua verdade à consciência e ao coração, a fim de que a sua vida seja transfor­mada.

Necessitamos algo mais que um conhecimento teórico de Deus. Só conhecemos verdadeiramente a Deus em nossa alma, quando nos rendemos a Ele, quando nos submetemos à Sua auto­ridade e quando os Seus preceitos e mandamentos regulam todos os pormenores da nossa vida. “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor…” (Oséias 6:3), “Se alguém quiser fazer a vontade dele… conhecerá” (João 7:17). “… o povo que co­nhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas” (Daniel 11:32).

Os capítulos que se seguem apareceram pela primeira vez na revista mensal “Studies in the Scriptures” (Estudos nas Escrituras), publicada pelo autor e totalmente dedicada à exposição da Palavra de Deus e à provisão de alimento espiritual para almas famintas. Estes artigos foram reeditados em sua presente forma graças à generosidade de um amigo cristão que financiou o custo total de sua publicação. Se Deus o permitir, o produto da venda deste livro será empregado na publicação de outros, de natureza similar. Seja sobre ele a bênção de Deus.

ARTHUR W. PINK

1. A SOLIDÃO DE DEUS

O título deste capítulo talvez não seja suficientemente claro para indicar o seu tema. Isto se deve, em parte, ao fato de que hoje em dia bem poucas pessoas estão acostumadas a meditar nas perfeições pessoais de Deus. Dos que lêem ocasionalmente a Bí­blia, bem poucos sabem da grandeza do caráter divino, que ins­pira temor e concita à adoração. Que Deus é grande em sabedo­ria, maravilhoso em poder, não obstante, cheio de misericórdia, muitos acham que pertence ao conhecimento comum; contudo, chegar-se a um conhecimento adequado do Seu Ser, Sua natu­reza, Seus atributos, como estão revelados nas Escrituras Sagra­das, é coisa que pouquíssimas pessoas têm alcançado nestes tem­pos degenerados. Deus é único na excelência do Seu Ser. “Ó Senhor, quem é como Tu entre os deuses? Quem é como Tu glorificado em santidade, terrível em louvores, operando maravi­lhas?” (Êxodo  15:11).

“No princípio… Deus…” (Gênesis 1:1). Houve tempo, se é que se lhe pode chamar “tempo”, em que Deus, na unidade de Sua natureza, habitava só (embora subsistindo igualmente em três pessoas divinas). “No princípio… Deus…”. Não existia o céu, onde agora se manifesta particularmente a Sua glória. Não existia a terra, que Lhe ocupasse a atenção, Não existiam os anjos, que Lhe entoassem louvores, nem o universo, para ser sustentado pela palavra do Seu poder. Não havia nada, nem ninguém, senão Deus; e isso, não durante um dia, um ano ou uma época, mas “desde sempre”. Durante uma eternidade passada, Deus esteve só: com­pleto, suficiente, satisfeito em Si mesmo, de nada necessitando.

Se um universo, ou anjos, ou seres humanos Lhe fossem necessá­rios de algum modo, teriam sido chamados à existência desde toda a eternidade. Ao serem criados, nada acrescentaram a Deus essen­cialmente. Ele não muda (Malaquias 3:6), pelo que, essencial­mente, a Sua glória não pode ser aumentada nem diminuída.

Deus não estava sob coação, nem obrigação, nem necessidade alguma de criar. Resolver fazê-lo foi um ato puramente soberano de Sua parte, não produzido por nada alheio a Si próprio; não determinado por nada, senão o Seu próprio beneplácito, já que Ele “faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1:11). O fato de criar foi simplesmente para a manifestação da Sua glória. Será que algum dos nossos leitores imagina que fomos além do que nos autorizam as Escrituras? Então, o nosso apelo será para a Lei e o Testemunho: “… levantai-vos, bendizei ao Senhor vosso Deus de eternidade em eternidade; ora bendigam o nome da tua glória, que está levantado sobre toda a bênção e louvor” (Neemias 9:5). Deus não ganha nada, nem sequer com a nossa adoração. Ele não precisava dessa glória externa de Sua graça, procedente de Seus redimidos, porquanto é suficientemente glorioso em Si mesmo sem ela. Que foi que O moveu a predes­tinar Seus eleitos para o louvor da glória de Sua graça? Foi, como nos diz Efésios 1:5, “…. o beneplácito de sua vontade”.

Sabemos que o elevado terreno que estamos pisando é novo e estranho para quase todos os nossos leitores; por esta razão faremos bem em andarmos devagar. Recorramos de novo às Es­crituras. No final de Romanos capítulo 11, onde o apóstolo con­clui sua longa argumentação sobre a salvação pela pura e sobe­rana graça, pergunta ele: “Por que quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu pri­meiro a ele, para que lhe seja recompensado?” (vers. 34-35). A importância disto é que é impossível submeter o Todo-poderoso a quaisquer obrigações para com a criatura; Deus nada ganha da nossa parte. “Se fores justo, que lhe darás, ou que receberá da tua mão? A tua impiedade faria mal a outro tal como tu; e a tua justiça aproveitaria a um filho do homem” (Jó 35:7-8), mas cer­tamente não pode afetar a Deus, que é bem-aventurado em Si mesmo. “…quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos  servos  inúteis,   porque  fizemos  somente  o  que  devíamos fazer”   (Lucas   17:10)  — nossa  obediência não dá nenhum   proveito a Deus.

De mais a mais, vamos além: nosso Senhor Jesus Cristo não acrescentou nada a Deus em Seu Ser essencial e à glória essencial do Seu Ser, nem pelo que fez, nem pelo que sofreu. É certo, bendita e gloriosamente certo, que Ele nos manifestou a glória de Deus, porém nada acrescentou a Deus. Ele próprio o declara expressamente, e não há apelação quanto às Suas palavra.; “… não tenho outro bem além de ti” (Salmo 16:2; na versão usada pelo autor, literalmente: “… a minha bondade não chega a Ti”). Em toda a sua extensão, este é um Salmo sobre Cristo. A bondade e a justiça de Cristo alcançou os Seus santos na terra (Salmo 16:3), mas Deus estava acima e além disso tudo, pois unicamente Deus é “o Bendito” (Marcos  14:61, no grego).

É absolutamente certo que Deus é honrado e desonrado pelos homens; não em Seu Ser essencial, mas em Seu caráter oficial. É igualmente certo que Deus tem sido “glorificado” pela criação, pela providência e pela redenção. Não contestamos isso, e não ousamos fazê-lo nem por um momento. Mas isso tudo tem que ver com a Sua glória declarativa e com o nosso reconhecimento dela. Todavia, se assim Lhe aprouvesse, Deus poderia ter continuado só, por toda a eternidade, sem dar a conhecer a Sua glória a qualquer criatura. Que o fizesse ou não, foi determinado unicamente por Sua própria vontade. Ele era perfeitamente bem-aventurado em Si mesmo antes de ser chamada à existência a primeira criatura.   E,  que  são para Ele todas  as   Suas  criaturas,   mesmo agora? Deixemos outra vez que as Escrituras dêem a resposta: “Eis que as nações são consideradas por ele como a gola dum balde, e como o pó miúdo das balanças: eis que lança por ai as ilhas como a uma coisa pequeníssima. Nem todo o Líbano basta para o fogo, nem os seus animais bastam para holocaustos. Todas as nações são como nada perante ele; ele as considera menos do que nada e como uma coisa vã. A quem pois fareis semelhante a Deus: ou com que o comparareis?”  (Isaías 40:15-18). Esse é o Deus das Escrituras; infelizmente Ele continua sendo o “Deus desconhecido” (Atos 17:23) para as multidões desatentas. “Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; ele é o que estende os céus como cor­tina, e os desenrola como tenda para neles habitar; o que faz voltar ao nada os príncipes e torna coisa vã os juízes da terra” (Isaías 40.22-23). Quão imensamente diverso é o Deus das Escri­turas do “deus” do púlpito comum!

O testemunho do Novo Testamento não tem nenhuma dife­rença do que vemos no Velho Testamento; como poderia ser, uma vez que ambos têm o mesmo Autor! Ali também lemos: “A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, o único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores; aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver: ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” (1 Timóteo 6:15-16). O Ser que aí é descrito deve ser reverenciado, cultuado, adorado. Ele é solitário em Sua majestade, único em Sua excelência, incomparável em Suas perfeições. Ele tudo sustenta, mas Ele mesmo é independente de tudo e de todos. Ele dá bens a todos, mas não é enriquecido por ninguém.

 Um Deus tal não pode ser encontrado mediante investigação; só pode ser conhecido como e quando revelado ao coração Espírito Santo, por meio da Palavra. É verdade que a criação manifesta um Criador, e isso com tanta clareza, que os homens fi­cam “inescusáveis” (Romanos 1:20); contudo, ainda temos que dizer com Jó: “Eis que isto são apenas as orlas dos seus cami­nhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem pois en­tenderia o trovão do seu poder?” (Jó 26:14). Cremos que o argumento baseado no desígnio, assim chamado, argumento apre­sentado por “apologetas” bem intencionados, tem causado mais dano que benefício, pois tenta baixar o grande Deus ao nível do entendimento finito e, com isso, perde de vista a Sua singular excelência.

Tem-se feito uma analogia com o selvagem que achou  um relógio e que. depois de um detido exame, inferiu a existência de um  relojoeiro.  Até aqui, tudo bem. Tentemos ir mais longe, porém. Suponhamos que o selvagem procure formar uma concepção pessoal desse relojoeiro, de seus afetos pessoais, de suas maneira, de sua   disposição,   conhecimentos  e  caráter   moral — de tudo aquilo que se junta para compor uma personalidade.  Poderia ele chegar a imaginar ou pensar num homem real ___ o homem que fabricou o relógio — de modo que pudesse dizer: “Eu o conhe­ço”? Fazer perguntas como esta parece fútil, mas estará o eterno e infinito Deus tanto mais ao alcance da razão humana? Real­mente, não. O Deus das Escrituras só pode ser conhecido  por aqueles a quem  Ele próprio Se dá a conhecer.

Tampouco o intelecto pode conhecer a Deus. “Deus é espí­rito…” (João 4:24) e, portanto, só pode ser conhecido espiri­tualmente. Mas o homem decaído não é espiritual; é carnal, Está morto para tudo que é espiritual. A menos que nasça de novo, que seja trazido sobrenaturalmente da morte para a vida, miraculosamente transferido das trevas para a luz, não pode sequer ver as coisas de Deus (João 3:3), e muito menos entendê-las (1 Coríntios 2:14. E mister que o Espírito Santo brilhe em nossos cora­ções (não no intelecto) para dar-nos o “… conhecimento da gló­ria de Deus, na face de Jesus Cristo” (2 Coríntios 4:6). E até mesmo esse conhecimento espiritual é apenas fragmentário. A alma regenerada terá de crescer na graça e no conhecimento do Senhor  Jesus (2 Pedro 3:18).

A nossa principal oração e finalidade como cristãos deve ser que possamos “… andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus” (Colossenses 1:10).

 

2. OS DECRETOS DE DEUS

 O decreto de Deus é Seu propósito ou determinação com respeito às coisas futuras. Usamos o singular, como o fazem as Escrituras (Romanos 8:28; Efésios 3:11), porque houve somente um ato de Sua mente infinita acerca das coisas futuras. Entre­tanto, nós falamos como se houvesse muitos, porque as nossas mentes só conseguem pensar em ciclos sucessivos, conforme sur­gem os pensamentos e as ocasiões, ou com referência a vários objetos do Seu decreto, os quais, sendo muitos, parecem-nos re­querer um propósito diferente para cada um deles. O entendi­mento infinito de Deus não avança passo a passo, ou de etapa a etapa. “Conhecidas por Deus são todas as Suas obras desde a eternidade”  (Atos   15:18 versão autorizada KJ,   1611).

As Escrituras fazem menção dos decretos de Deus em muitas passagens, empregando vários termos. A palavra “decreto” acha-se no Salmo 2:7, etc. Em Efésios 3:11 lemos a respeito do Seu “eterno propósito”. Em Atos 2:23, do “… determinado conselho e presciência de Deus… “. Em Efésios 1:9, do “… mistério da sua vontade… “. Em Romanos 8:29 lemos que Ele também “predestinou”. Em Efésios 1:9, sobre “o seu beneplácito”. Os decretos de Deus são denominados Seu “conselho” para significar que são consumadamente sábios. São chamados Sua “vontade” para mostrar que Ele não estava sob nenhum outro domínio, mas agiu de acordo com o Seu beneplácito. Quando a norma de conduta de uma pessoa é a sua vontade, geralmente é caprichosa e irrazoável. Mas nos procedimentos divinos a sabedoria está sempre associada com a  “vontade”  e,  por  conseguinte,  os  decretos   de  Deus  são  descritos como sendo “o conselho da sua vontade” (Efésios 1:11).

Os decretos de Deus se relacionam com todas as coisas futuras, sem exceção: o que quer que seja feito no tempo, foi pré-ordenado antes de iniciar-se o tempo. O propósito de Deus dizia respeito a todas as coisas, grandes e pequenas, boas e más, conquanto, com referência a estas, devemos ter o cuidado de afirmar que, se bem que Deus é o Ordenador e Controlador do pecado, não é o seu Autor do mesmo modo como é o Autor do bem. O pecado não poderia proceder de um Deus santo por criação direta e positiva, mas somente por permissão decretatória e ação negativa. O decreto de Deus é tão abrangente como o Seu governo, estendendo-se a todas as criaturas e a todos os eventos.

Relaciona-se com a nossa vida e com a nossa morte, com o nosso estado no tempo, bem como na eternidade. Como Deus faz todas as coisas segundo o conselho da Sua vontade, ficamos sabendo por Suas obras em que consiste (ou consistiu) o Seu conselho, assim como julgamos a planta de um arquiteto inspecionando o edifício que foi construído sob sua direção.

Deus não decretou meramente criar o homem, colocá-lo na terra, e depois deixá-lo entregue à sua própria direção descontro­lada; antes, fixou todas as circunstâncias do destino dos indiví­duos, e todas as particularidades que a história da raça humana compreende, desde o seu início até o seu fim. Ele não decretou simplesmente o estabelecimento de leis gerais para o governo do mundo, mas dispôs a aplicação dessas leis a todos os casos par­ticulares. Os nossos dias estão contados, como contados estão os cabelos das nossas cabeças. Podemos entender a extensão dos decretos divinos pelas distribuições providenciais, mediante as quais eles são executados. Os cuidados de Deus alcançam as criaturas, mais insignificantes e os mais diminutos eventos, como a morte de um pardal e a queda de um fio de cabelo.

Consideremos agora algumas das propriedades dos decretos divinos.  Em primeiro lugar, são eternos. Supor que sequer um deles foi ditado dentro do tempo, é supor que ocorreu algum novo acontecimento, surgiu algum evento imprevisto ou alguma combinação imprevista de circunstâncias, que induziu o  Altíssimo a idealizar uma nova resolução. Isto favoreceria a idéia de que o conhecimento de Deus é limitado e que Ele vai ficando mais sábio conforme o tempo avança — o que seria uma horrível blasfêmia. Ninguém que creia que o entendimento divino, é infinito, abrangendo o passado, o presente e o futuro, jamais admitirá a errônea doutrina de decretos temporais. Deus não ignora os eventos futuros que serão executados por volições humanos; Ele os predisse em inúmeros casos, e a profecia não é nada menos do que a manifestação da Sua presciência eterna. As Escrituras afirmam que os crentes foram escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo (Efésios 1:4), sim, que foi então que a “graça” lhes foi dada (2 Timóteo  1:9).

Em segundo lugar, os decretos de Deus são sábios? A sabe­doria é evidenciada na seleção dos melhores fins possíveis e dos meios mais apropriados para cumpri-los. Pelo que conhecemos dos decretos de Deus, é evidente que lhes pertence esta característica. Eles se nos revelam por sua execução, e toda evidência de sabe­doria nas obras de Deus é prova da sabedoria do plano segundo o qual eles são realizados. Como declara o salmista, “O Senhor, quão variadas são as tuas obras! Todas as cousas fizeste com sabedoria…” (Salmo 104:24), Na verdade, só podemos observar uma pequeníssima parte delas, mas devemos proceder aqui como fazemos noutros casos, e julgar o todo pela amostra, o desconhe­cido pelo conhecido. Aquele que percebe o funcionamento admiravelmente engenhoso das partes de uma máquina que teve opor­tunidade de examinar, será naturalmente levado a crer que as outras partes são de igual modo admiráveis. Da mesma maneira, devemos persuadir nossas mentes quanto às obras de Deus quan­do nos invadem dúvidas, e repelir as objeções acaso sugeridas por alguma coisa que não podemos conciliar com as nossas no­ções do que é bom e sábio. Quando alcançarmos os limites do finito e contemplarmos os misteriosos domínios do infinito, excla­memos: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus…” (Romanos 11:33).

Em terceiro lugar, são livres. “Quem guiou o Espírito do Senhor? E que conselheiro o ensinou? Com quem tomou conse­lho, para que lhe desse entendimento, e lhe mostrasse as veredas do juízo e lhe ensinasse sabedoria, e lhe fizesse notório o caminho — da ciência?” (Isaías 40:13-14). Deus estava sozinho quando elaborou os Seus decretos, e as Suas determinações não foram influenciadas por nenhuma causa externa. Ele era livre para decretar ou não, e para decretar uma coisa e não outra. É preciso atribuir esta liberdade Àquele que é supremo, independente e soberano em tudo que faz.

Em quarto lugar, são absolutos e incondicionais. Sua execução não depende de qualquer condição que se pode ou não cumprir. Em cada caso em que Deus tenha decretado um fim, decretou também todos os  meios  para esse fim.  Aquele que decretou a salvação dos Seus eleitos, também decretou produzir fé neles, (2 Tessalonicenses 2:13). “…O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade” (Isaías 46:10); mas não poderia ser assim, se o Seu conselho dependesse de uma condição que não pudesse ser cumprida. No entanto Deus “…faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1:11).

Lado a lado com a imutabilidade e invencibilidade dos de­cretos de Deus, as Escrituras ensinam claramente que o homem é uma criatura responsável  e que  tem que  responder por suas ações   E se as nossas idéias se formam com base na Palavra de Deus   a defesa de um daqueles ensinos não levará à negação do r outro (Reconhecemos   sem   reserva   que  há   real   dificuldade   em definir onde um termina e o outro começa) Sempre acontece isto quando há uma conjunção do divino e do humano. A verdadeira-, oração é ditada pelo Espírito e, não obstante, é também o clamor do coração humano. As Escrituras são a Palavra de Deus inspi­rada mas  foram escritas por homens  que eram algo mais que máquinas nas mãos do Espírito. Cristo é Deus e homem.  Ele e onisciente, mas crescia em sabedoria (Lucas 2:52). É todo-poderoso porém “…   foi  crucificado por fraqueza…”  (2  Coríntios 13:4). É o Príncipe da vida e, contudo, morreu. Mistérios profun­dos são estes, mas a fé os recebe sem contestação.

Tem-se assinalado muitas vezes no passado que toda objeção contra os decretos eternos de Deus aplica-se com igual intensidade contra a Sua eterna presciência. “Se Deus decretou ou não todas as coisas que acontecem, aqueles que admitem a existência de Deus reconhecem que Ele sabe de antemão todas as coisas. Pois bem é evidente que se Ele conhece de antemão todas as coisas, Ele as aprova ou não as aprova, isto é, ou quer que se realizem, ou não quer. Mas querer que se realizem é decretá-las  (Jonathan Edwards).

Finalmente, procure-se supor e depois contemplar o oposto. Negar os decretos divinos seria proclamar um mundo, e tudo que se relaciona com ele, regulado somente por acaso ou por destino cego. Então, que paz, que segurança, que consolo haveria para os nossos pobres corações e mentes? Que refúgio haveria para onde fugir na hora da necessidade e da provação? Nada disso haveria. Não haveria nada menos que as densas trevas e o abjeto horror do ateísmo. Oh meu leitor, quão agradecidos devemos estar por­que tudo está determinado pela infinita sabedoria e bondade de Deus! Quanto louvor e gratidão devemos a Ele por Seus decre­tos! Graças a estes “… sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” (Romanos 8.28). Podemos muito bem exclamar: “…glória pois a ele eternamente. Amém”  (Romanos  11:36).

 3. A ONISCIÊNCIA DE DEUS

 Deus é onisciente. Ele sabe todas as coisas — todas as coisas possíveis, todas as coisas reais, todos os eventos, conhece todas as criaturas, todo o passado, presente e futuro. Conhece perfeita­mente todos os pormenores da vida de todos os seres que há no céu, na terra e no inferno. “… conhece o que está em tre­vas…” (Daniel 2:22). Nada escapa à Sua atenção, nada pode ser escondido dEle, não há nada que Ele esqueça! Bem podemos dizer com o salmista: “Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir” (Salmo 139:6). Seu conhecimen­to é perfeito. Ele jamais erra, nem muda, nem passa por alto coisa alguma. “E não há criatura alguma encoberta diante dele: antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hebreus 4:13). Sim, tal é o Deus a quem temos de prestar contas!                                                                          

“Tu conheces o meu assentar e o meu levantar: de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces” (Salmo 139:2-4), Que maravilhoso Ser é o Deus das Escrituras! Cada um dos Seus gloriosos atributos deveria torná-lo honorável à  nossa apreciação. A compreensão da Sua onisciência deveria inclinai-nos diante dEle em adoração. Contudo, quão pouco meditamos nesta perfeição divina! Será por que o só pensar nela nos enche de inquietação?

Quão solene é este fato: nada se pode esconder de Deus! :… quanto às cousas que vos sobem ao espírito, eu as conheço” (Ezequiel 11:5). Embora sendo Ele invisível para nós, não o so­mos para Ele. Nem as trevas da noite, nem as mais espessas cor­tinas, nem o calabouço mais profundo podem ocultar o pecador dos olhos do Onisciente. As árvores do jardim não puderam ocul­tar os nossos primeiros pais. Nenhum olho humano viu Caim assassinar seu irmão, mas o seu Criador testemunhou o crime. Sara pôde rir zombeteira, oculta em sua tenda, mas foi ouvida por Jeová. Acã roubou uma cunha de ouro e a escondeu cuidado­samente no solo, mas Deus a trouxe à luz. Davi escondeu a sua iniqüidade a duras penas, mas pouco depois o Deus que tudo vê enviou-lhe um dos Seus servos para dizer-lhe: “Tu és o homem!” E tanto ao escritor como ao leitor se diz: “… sabei que o vosso pecado vos há de achar” (Números 32:23).

Os homens despojariam a Deidade da Sua onisciência, se pu­dessem — prova de que “… a inclinação da carne é inimizade contra Deus… ” (Romanos 8:7). Os ímpios odeiam esta perfeição divina com a mesma naturalidade com que são compelidos a reco­nhecê-la. Gostariam que não houvesse nenhuma Testemunha dos seus pecados, nenhum Examinador dos seus corações, nenhum Juiz dos seus feitos. Procuram banir tal Deus dos seus pensamentos: “E não dizem no seu coração que eu me lembro de toda a sua mal­dade…” (Oséias 7:2). Como é solene o Salmo 90:8! Boa razão tem todo o que rejeita a Cristo para tremer diante destas pala­vras: “Diante de ti puseste as nossas iniqüidades: os nossos pe­cados ocultos à luz do teu rosto”.

Mas a onisciência de Deus é uma verdade cheia de consolação para o crente. Em tempos de aflição, ele diz com Jó: “Mas ele sabe o meu caminho…” (23:10). Pode ser profundamente misterioso para mim, inteiramente incompreensível para os meus amigos, mas “Ele sabe”! Em tempos de fadiga e fraqueza, os crentes podem assegurar-se de que Deus ” … conhece a nossa estru­tura; lembra-se de que somos pó” (Salmo 103:14). Em tempos de dúvida e vacilação, eles apelam para este atributo, dizendo: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração: prova-me, e conhe­ce os meus pensamentos. E vê se ha em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139:23-24). Em tempos de triste fracasso, quando os nossos corações foram traídos por nossos atos; quando os nossos feitos repudiaram a nossa devo­ção, e nos é feita a penetrante pergunta, “Amas-me?”, dizemos, como o fez Pedro: “… Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo…” (João 21:17).

Aí temos estímulo para orar. Não há motivo para temer que as petições do justo não serão ouvidas, ou que os seus suspiros e lágrimas não serão notados por Deus, visto que Ele conhece os pensamentos e as intenções do coração. Não há perigo de que um santo seja passado por alto no meio da multidão de suplicantes que todo dia e toda hora apresentam as suas variadas petições, pois a Mente infinita é capaz de prestar a mesma atenção a mul­tidões como se apenas um indivíduo estivesse procurando obter a Sua atenção. Assim também a falta de linguagem apropriada, a incapacidade de dar expressão ao anseio mais profundo da nossa alma, não comprometerá as nossas orações, pois, “… será que antes que clamem, eu responderei: estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Isaías 65:24).

“Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu enten­dimento é infinito” (Salmo 147:5). Deus não somente sabe tudo que aconteceu no passado em todos os rincões dos Seus vastos domínios, e não apenas conhece por completo tudo o que agora está ocorrendo no universo inteiro, mas também é perfeito conhe­cedor de todos os acontecimentos, do menor ao maior deles, que haverão de suceder nas eras vindouras. O conhecimento que Deus tem do futuro é tão completo como o Seu conhecimento do passado e do presente, e isso porque o futuro depende totalmente dEle próprio. Se fosse possível ocorrer alguma coisa sem a ação direta de Deus ou sem a Sua permissão, então aquilo seria independente dEle, e Ele deixaria, de pronto, de ser Supremo.

Ora, o conhecimento divino do futuro não é mera abstração, mas é algo inteiramente ligado ao Seu propósito, o qual o acom­panha. Deus mesmo planejou tudo que há de ser, e o que Ele planejou terá que ser efetuado. Como a Sua Palavra infalível afirma, “… segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes?” (Daniel 4:35). E de novo: “Muitos propósitos há no coração do homem, mas o conselho do Senhor permanecerá” (Provérbios 19:21). Como a sabedoria e o poder de Deus são igualmente infinitos, tudo que Deus projetou está absolutamente garantido. (Que os conselhos divinos deixem de cumprir-se, é tão impossível como seria para Deus, três vezes santo, mentir.

Quanto à realização dos conselhos de Deus relativos ao fu­turo, nada é incerto. Nenhum dos Seus decretos é deixado na dependência das criaturas, nem das causas secundárias. Não há evento futuro que seja apenas uma possibilidade, isto é, coisa que pode ou não vir a acontecer. “Conhecidas por Deus são todas as suas obras desde a eternidade” (Atos 15:18). O que quer que Deus tenha decretado é inexoravelmente certo, pois nEle “… não há mudança nem sombra de variação” (Tiago 1:17). Portanto, “logo no início do livro que nos desvenda tantas coisas do futuro, são nos ditas “… as coisas que brevemente devem acontecer…” (Apocalipse   1:1).

O perfeito conhecimento de Deus é exemplificado e ilustrado em todas as profecias registradas em Sua Palavra. No Velho Tes­tamento acham-se vintenas de predições concernentes à história de Israel, as quais se cumpriram até o mínimo pormenor, séculos depois de terem sido feitas. Há também vintenas doutras mais, predizendo a carreira de Cristo na terra, e também se cumpriram literal e perfeitamente. Tais profecias só poderiam ter sido dadas por Alguém que conhecesse o fim desde o princípio, e cujo conhecimento repousasse na incondicional certeza da realização de tudo quanto fosse predito..De modo semelhante, o Velho e o Novo Testamento contêm muitos outros anúncios ainda futuros, e estes também “tem que cumprir-se” (Lucas 24:44, na versão usada pelo autor),  tem que cumprir-se porque preditos por  Aquele que  os decretou.

Contudo, deve-se assinalar que, nem o conhecimento de Deus, nem a Sua cognição do futuro, considerados simplesmente em si mesmos, são causativos. Nada jamais aconteceu, nem acontecerá, apenas porque Deus o sabia. A causa de todas as coisas é a vontade de Deus. O homem que realmente crê nas Escrituras sabe de antemão que as estações do ano continuarão a seguir-se suces­sivamente com infalível regularidade até o fim da história da terra (Gênesis 8:22); todavia, não é o seu conhecimento a causa da referida sucessão de eventos. Assim, o conhecimento de Deus não nasce das coisas porque elas existem ou existirão, mas porque Ele ordenou que existissem. Deus sabia da crucificação do Seu Filho  e  a  predisse muitas  centenas  de  anos   antes   que Ele   Se encarnasse, e isto, porque, segundo o propósito divino, Ele era um Cordeiro morto desde a fundação do mundo. Portanto, lemos que  Ele   “…   foi entregue  pelo   determinado   conselho   e   presciência de Deus…” (Atos 2:23).

Uma ou duas palavras, à guisa de aplicação. O conhecimen­to infinito de Deus deveria encher-nos de assombro. Quão exal­tado é o Senhor, acima do mais sábio dos homens! Nenhum de nós sabe o que o dia nos trará, mas todo o futuro está aberto ao Seu olhar onisciente. O conhecimento infinito de Deus deveria encher-nos de santa reverência. Nada do que fazemos, dizemos ou mesmo pensamos, escapa à percepção dAquele a quem teremos que prestar contas: “Os olhos do Senhor estão em todo o lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15:3). Que freio seria para nós, se meditássemos nisso mais freqüentemente! Em vez de agir descuidadamente, diríamos com Hagar: “Tu, ó Deus, me vês” (Gênesis 16:13) — segundo a versão utilizada pelo autor, A capacidade de compreensão que o conhecimento infinito de Deus tem deveria encher o cristão de adoração. Minha vida a inteira esteve aberta ante os Seus olhos desde o princípio! Ele previu todas as minhas quedas, todos os meus pecados, todas as minhas reincidências; todavia, fixou em mim o Seu coração. Como a percepção disto deveria fazer-me prostrar em admiração e ado­ração diante dEle!

 

 4. A PRESCIÊNCIA DE DEUS

 Que controvérsias têm sido engendradas por este assunto no passado! Mas que verdade das Escrituras Sagradas existe que não se tenha tornado em ocasião para batalhas teológicas e eclesiásti­cas? A deidade de Cristo, Seu nascimento virginal, Sua morte expiatória, Seu segundo advento; a justificação do crente, sua santificação, sua segurança; a Igreja, sua organização, oficiais e dis­ciplina; o batismo, a ceia do Senhor, e uma porção doutras pre­ciosas verdades que poderiam ser mencionadas. Contudo, as con­trovérsias sustentadas não fecharam a boca dos fiéis servos de Deus; então, por que deveríamos evitar a disputada questão da presciência de Deus porque, com efeito, há alguns que nos acusa­rão de fomentar contendas? Que outros se envolvam em conten­das, se quiserem; nosso dever é dar testemunho segundo a luz a nós concedida.

Há duas coisas referentes à presciência de Deus que muitos ignoram: o significado do termo e o seu escopo bíblico. Visto que esta ignorância é tão amplamente generalizada, é fácil aos prega dores e mestres impingir perversões deste assunto, até mesmo ao povo de Deus. Só há uma salvaguarda contra o erro: estar firme na fé. Para isso, é preciso fazer devoto e diligente estudo, e receber com singeleza a Palavra de Deus infundida. Só então ficamos fortalecidos contra as investidas dos que nos  atacam.  Hoje em dia existem os que fazem mau uso desta verdade, com o fim de desacreditar e negar a absoluta soberania  de Deus na salvação dos pecadores. Assim como os seguidores da alta crítica repudiam a divina inspiração das Escrituras e os evolucionistas a obra de Deus na  criação,  alguns mestres pseudo-bíblicos  andam  pervertendo a presciência de Deus com o fim de pôr de lado a Sua incondicional eleição para a vida eterna.

Quando se expõe o solene e bendito tema da pré-ordenação divina, e o da eterna escolha feita por Deus de algumas pessoas para serem amoldadas à imagem do Seu  Filho,  o diabo envia alguém para argumentar que a eleição se baseia na presciência de Deus, e esta “presciência” é interpretada no sentido de que Deus previu que alguns seriam mais dóceis que outros, que responderiam mais prontamente aos esforços do Espírito e que, visto que Deus sabia que eles creriam, por conseguinte, predestinou-os para a salvação. Mas tal declaração é radicalmente errônea. Repudia a verdade da depravação total, pois defende que há algo bom em alguns homens. Tira a independência de Deus, pois faz com que seus decretos se apóiem naquilo que Ele descobre na cria­tura. Vira completamente ao avesso as coisas, porquanto ao dizer que Deus previu que certos pecadores creriam em Cristo e, por isso, predestinou-os para a salvação, é o inverso da verdade. As Escrituras afirmam que Deus, em Sua soberania, escolheu alguns para serem recipientes de Seus distinguidos favores (Atos 13:48) e portanto, determinou conferir-lhes o dom da fé. A falsa teologia faz do conhecimento prévio que Deus tem da nossa fé a causa da eleição para a salvação, ao passo que a eleição de Deus é a causa, e a nossa fé em Cristo, o efeito.

Antes de continuar discorrendo sobre este tema, tão errôneamente interpretado, façamos uma  pausa  para  definir os nossos termos. Que se quer dizer por “presciência”? “Conhecer de antemão”, é a pronta resposta de muitos. Mas não devemos tirar conclusões precipitadas, nem tampouco apelar para o dicionário do vernáculo como o supremo tribunal de recursos, pois não se trata de uma questão de etimologia do termo empregado. O que é preciso é descobrir como a palavra é empregada nas Escrituras. O emprego que o Espírito Santo faz de uma expressão sempre define. ” seu significado e escopo. Deixar de aplicar esta regra simples tem causado muita confusão e erro.  Muitíssimas pessoas  presu­mem que já sabem o sentido de certa palavra empregada nas Escrituras, pelo que negligenciam provar as suas pressuposições por meio de uma  concordância.  Ampliemos  este ponto.

Tomemos a palavra “carne”. Seu significado parece tão óbvio, que muitos achariam perda de tempo examinar as suas várias significações nas Escrituras. Depressa se presume que a palavra é sinônima de corpo físico e, assim, não se faz pesquisa nenhuma. Mas, de fato, nas Escrituras “carne” muitas vezes inclui muito mais que a idéia de corpo. Tudo que o termo abrange, só pode ser verificado por uma diligente comparação de cada passagem em que ocorre e pelo estudo de cada contexto, separadamente.

Tomemos a palavra “mundo”. O leitor comum da Bíblia ima­gina que esta palavra equivale a “raça humana” e, conseqüente­mente, muitas passagens que contêm o termo são interpretadas erroneamente. Tomemos a palavra “imortalidade”. Certamente esta não requer estudo! É óbvio que se refere à indestrutibilidade da alma. Ah, meu leitor, é uma tolice e um erro fazer qualquer su­posição, quando se trata da Palavra de Deus. Se o leitor se der ao trabalho de examinar cuidadosamente cada passagem em que se acham “mortal” e “imortal”, verá que estas palavras nunca são aplicadas à alma, porém sempre ao corpo.

Pois bem, o que acabamos de dizer sobre “carne”, “mundo”, e “imortalidade”, aplicasse com igual força aos termos “conhecer” e “pré-conhecer”. Em vez de imaginar que estas palavras não significam mais que simples cognição, é preciso ver que as dife­rentes passagens em que elas ocorrem exigem ponderado e cuida­doso exame. A palavra “presciência” (pré-conhecimento) não se acha no Velho Testamento. Mas “conhecer” (ou “saber”) ocorre ali muitas vezes. Quando esse termo é empregado com referência a Deus, com freqüência significa considerar com favor, denotando não mera cognição, mas sim afeição pelo objeto em vista. “… te conheço por nome” (Êxodo 33:17). “Rebeldes fostes contra o Se­nhor desde o dia em que vos conheci” (Deuteronômio 9:24). “Antes que te formasse no ventre te conheci…” (Jeremias 1:5). “… constituíram príncipes, mas eu não o soube…” (Oséias 8:4). “De todas as famílias da terra a vós somente conheci…” (Amós 3:2). Nestas passagens, “conheci” significa amei ou designei.

Assim também a palavra “conhecer” é empregada muitas vezes no Novo Testamento no mesmo sentido do Velho Testa­mento. “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci…” (Mateus 7:23). “Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ove­lhas, e das minhas sou conhecido” (João 10:14). “Mas, se al­guém ama a Deus, esse é conhecido dele” (1 Coríntios 8:3). “… o Senhor conhece os que são seus…” (2 Timóteo 2:19).

Pois bem, a palavra “presciência”, como é empregada no Novo Testamento, é menos ambígua que a sua forma simples, “conhecer”. Se cada passagem em que ela ocorre for estudada cuidadosamente, ver-se-á que é discutível se alguma vez se refere apenas à percepção de eventos que ainda estão por acontecer. O fato é que “presciência” nunca é empregada nas Escrituras em relação a eventos ou ações; em lugar disso, sempre se refere a pessoas. Pessoas é que Deus declara que “de antemão conhe­ceu” (pré-conheceu), não as ações dessas pessoas. Para provar isto, citaremos agora cada uma das passagens em que se acha esta expressão ou sua equivalente.

A primeira é Atos 2:23. Lemos ali: “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos”. Se se der cuidadosa atenção à terminologia deste versículo, ver-se-á que o apóstolo não estava falando do conhecimento ..anteci­pado que Deus tinha do ato da crucificação, mas sim da Pessoa crucificada: “A este (Cristo) que vos foi entregue”, etc.

A segunda é Romanos 8:29-30. “Porque os que dantes co­nheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho; a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou”, etc. Considere-se bem o pronome aqui empregado. Não se refere a algo, mas a pessoas, que ele conheceu de antemão. O que se tem em vista não é a submissão da vontade, nem a fé .do coração, mas as pessoas mesmas.

“Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu…” (Ro­manos 11:2). Uma vez mais a clara referência é a pessoas, e so­mente a pessoas.

A última citação é de 1 Pedro 1:2: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai…” Quem são “eleitos segundo a presciência de Deus Pai”? O versículo anterior nô-lo diz: a referência é aos “estrangeiros dispersos”, isto é, a Diáspora, Dispersão, os judeus crentes. Portanto, aqui também a referência é a pessoas, e não aos seus atos previstos.

Ora, em vista destas passagens (e não há outras mais), que base bíblica há para alguém dizer que Deus “pré-conheceu” os atos de certas pessoas, a saber, o seu “arrependimento e fé” e que devido a esses atos Ele as elegeu para a  salvação?   A  resposta é:   absolutamente nenhuma. As Escrituras nunca falam de arrependimento e fé como tendo sido previsto ou pré-conhecido por Deus. Na verdade, Ele sabia desde toda a eternidade que certas pessoas se arrependeriam e creriam; entretanto,  não é a isto que as Escrituras se referem como objeto da “presciência” de Deus.  Esta palavra se refere uniformemente  ao  pré-conhecimento de pessoas; portanto, conservemos “…o modelo das sãs palavras.. .” (2 Timóteo 1:13).

Outra coisa para a qual desejamos chamar particularmente a atenção é que as duas primeiras passagens acima citadas mostram com clareza e  ensinam   implicitamente  que  a   “presciência” de Deus não é causativa, pelo contrário, alguma outra realidade está por trás dela e a precede, e essa realidade é o Seu decreto soberano   Cristo “…   foi entregue pelo  (1) determinado conselho e (2) presciência de Deus” (Atos 2:23). Seu “conselho” ou decreto foi  a base  da  Sua presciência.  Assim  também em  Romanos 8-29. Esse versículo começa com a palavra “porque”, conjunção que nos leva a examinar o que o precede Imediatamente. E o que diz o versículo anterior?  “… todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles… que são chamados por seu decreto”. Assim é que a “presciência” de Deus baseia-se em seu decreto (ver Salmo 2:7).

Deus conhece de  antemão o que será porque  Ele decretou o que há de ser. Portanto, afirmar que Deus elege pessoas porque as pré-conhece é inverter a ordem das Escrituras, é pôr o carro na frente dos bois. A verdade é esta:  Ele as  “pré-conhece” porque as  elegeu. Isto retira da criatura a base ou causa da eleição, e a coloca na soberana vontade de Deus. Deus Se propôs eleger certas pessoas, não por haver nelas ou por proceder delas alguma coisa boa, quer concretizada quer prevista, mas unicamente por Seu beneplácito. Quanto ao por que Ele escolheu os que escolheu, não sabemos, e só podemos dizer: “Sim, ó Pai, porque assim te aprouve” (Mateus 11:26). A verdade patente em Romanos 8:29 é que Deus, antes da fundação do mundo, elegeu certos pecadores e os destinou para a salvação (2 Tessalonicenses 2:13). Isto se vê com clareza nas palavras finais do versículo: “… os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho”, etc. Deus não predestinou aqueles que “dantes conheceu” sabendo que eram “conformes”, mas. Ao contrário, aqueles que Ele “dantes conheceu” (isto é, que Ele amou e elegeu), “predestinou para serem conformes”. Sua conformidade a Cristo não é a causa, mas o efeito da presciência e predestinação divina.

Deus não elegeu nenhum pecador porque previu que creria, pela razão simples, mas suficiente, de que nenhum pecador jamais crê enquanto Deus não lhe dá fé; exatamente como nenhum homem pode ver antes que Deus lhe dê a vista. A vista é dom de Deus, e ver é a conseqüência do uso do Seu dom. Assim também a fé é dom de Deus (Efésios 2:8-9), e crer é a conseqüência do uso deste Seu dom. Se fosse verdade que Deus elegeu alguns para serem salvos porque no devido tempo eles creriam, isso tornaria o ato de crer num ato meritório e, nesse caso, o pecador salvo teria motivo para gloriar-se, o que as Escrituras negam enfaticamente: Efésios 2:9.

Certamente a Palavra de Deus é bastante clara ao ensinar que crer não é um ato meritório. Afirma ela que os cristãos vieram a crer “pela graça” (Atos 18:27). Se, pois, eles vieram a crer “pela graça”, absolutamente não há nada de meritório em “crer”, e, se não há nada de meritório nisso, não poderia ser o motivo ou causa que levou Deus a escolhê-los. Não; a escolha feita por Deus não procede de coisa nenhuma existente em nós, ou que de nós provenha, mas unicamente da Sua soberana boa vontade. Mais uma vez, em Romanos 11:5 lemos sobre “… um resto, segundo a eleição”. Eis aí, suficientemente claro; a eleição mesma é “da graça”, e da graça é favor imerecido, coisa a que não tínhamos direito nenhum diante de Deus.

Vê-se, pois, como é importante para nós, termos idéias claras e bíblicas sobre a “presciência” de Deus. Os conceitos errôneos sobre ela, inevitavelmente levam a idéias que desonram em extremo a Deus. A noção popular da presciência divina é inteiramente inadequada. Deus não somente conheceu o fim desde o princípio, mas planejou, fixou, predestinou tudo desde o princípio. E, como a causa está ligada ao efeito, assim o propósito de Deus é o fundamento da Sua presciência. Se, pois, o leitor é um cristão verdadeiro, é porque Deus o escolheu em Cristo antes da fundação do mundo (Efésios 1:4),  e o fez não porque previu que você creria, mas simplesmente porque Lhe agradou fazê-lo; você foi escolhido apesar da tua incredulidade natural. Sendo assim, toda a glória e louvor pertence a Deus somente. Você não tem base nenhuma para arrogar-se crédito algum. Você creu “pela graça” (Atos 18:27), e isso porque a tua própria eleição foi “da graça” (Romanos 11:5)

5. A SUPREMACIA DE DEUS

 Numa de suas cartas a Erasmo, disse Lutero: “As tuas idéias sobre Deus são demasiado humanas”. Provavelmente o renomado erudito se ofendeu com aquela censura, ainda mais que vinha do filho de um mineiro; não obstante, foi mais que merecida.

Nós também, embora não ocupando nenhuma posição entre os líderes religiosos desta era degenerada, proferimos a mesma acusação contra a maioria dos pregadores dos nossos dias, e con­tra aqueles que, em vez de examinarem pessoalmente as Escri­turas, preguiçosamente aceitam o ensino de outros. Atualmente se sustentam, em quase toda parte, os mais desonrosos e degra­dantes conceitos do governo e do reino do Todo-poderoso.  Para incontáveis milhares, mesmo entre cristãos professos, o Deus das Escrituras é completamente desconhecido.

Na antigüidade, Deus queixou-se a um Israel apóstata: “… pensavas que (eu) era como tu…” (Salmo 50:21). Semelhan­te a essa terá que ser a Sua acusação contra uma cristandade após­tata. Os homens imaginam que o que move a Deus são os senti­mentos, e não os princípios. Supõe que a Sua onipotência é uma ociosa ficção, a tal ponto que Satanás desbarata os Seus desígnios por todos os lados. Acham que, se Ele formulou algum plano ou propósito, deve ser como o deles, constantemente sujeito a mu­dança. Declaram abertamente que, seja qual for o poder que Ele possui, terá que ser restringido, para que não invada a cidadela do “lívre-arbítrio” humano, e o reduza a uma “máquina”. Re­baixam a toda eficaz expiação, a qual de fato redimiu a todos aqueles pelos quais foi feita, fazendo dela um mero “remédio” que as almas enfermas pelo pecado podem usar se se sentem dis­postas a fazê-lo; e enfraquecem a invencível obra do Espírito Santos, reduzindo-a a um “oferecimento” do evangelho que os pecadores podem aceitar ou rejeitar a seu bel-prazer.

O Deus deste século vinte não se assemelha mais ao Soberano Supremo das Escrituras Sagradas do que a bruxuleante e fosca chama de uma vela se assemelha à glória do sol do meio-dia. O Deus de que se fala atualmente no púlpito comum, comentado na escola dominical em geral, mencionado na maior parte da lite­ratura religiosa da atualidade e pregado em muitas das conferên­cias bíblicas, assim chamadas, é uma ficção engendrada pelo ho­mem, uma invenção do sentimentalismo piegas. Os idolatras do lado de fora da cristandade fazem “deuses” de madeira e de pedra, enquanto que os milhões de idolatras que existem dentro da cris­tandade fabricam um Deus extraído de suas mentes carnais. Na realidade, não passam de ateus, pois não existe alternativa possí­vel senão a de um Deus absolutamente supremo, ou nenhum deus. Um Deus cuja vontade é impedida, cujos desígnios são frustra­dos, cujo propósito é derrotado, nada tem que se lhe permita chamar Deidade, e, longe de ser digno objeto de culto, só merece desprezo.

A distância infinita que separa do todo-poderoso Criador as mais poderosas criaturas é um argumento em favor da supremacia do Deus vivo e verdadeiro. Ele é o Oleiro, elas são em Suas mãos apenas o barro que pode ser modelado para formar vasos de honra, ou pode ser esmiuçado (Salmo 2:9), como Lhe apraz. Se todos os habitantes do céu e todos os moradores da terra se juntassem numa rebelião contra Ele, não Lhe causariam perturba­ção e isso teria ainda menor efeito sobre o Seu trono eterno e inexpugnável do que o efeito da espuma das ondas do Mediter­râneo sobre o alto rochedo de Gibraltar. Tão pueril e impotente .é a criatura para afetar o Altíssimo, que as próprias Escrituras nos dizem que quando os príncipes gentílicos se unirem com Israel apóstata para desafiar a Jeová e Seu Ungido, “aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles” (Salmo 2:4).

Muitas passagens das Escrituras afirmam clara e positivamen­te a absoluta e universal supremacia de Deus. “Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é Senhor, o reino, e tu te exaltaste sobre todos corno chefe … e tu dominas sobre tudo…” (1 Crônicas 29:11-12). Observe-se, diz “dominas” agora, e não diz “dominarás no milênio”. “Ah! Senhor, Deus de nossos pais, porventura não és tu Deus nos céus? Pois tu és Dominador sobre todos os reinos das gentes, e na tua mão há força e poder, e não há quem te possa resistir” (nem o pró­prio diabo) (2 Crônicas 20:6). Perante Ele, presidentes e papas, reis e imperadores, são menos que gafanhotos. “Mas, se ele está contra alguém, quem então o desviará? O que a sua alma quiser isso fará” (Jó 23:13). Ah, meu leitor, o Deus das Escrituras não é um falso monarca, nem um mero soberano imaginário, mas Rei dos reis e Senhor dos senhores. “Sei que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido (Jó 42:2, ou, segundo outro tradutor, “nenhum dos teus propósitos pode ser frustrado”. Tudo que designou fazer, Ele o faz. Realiza tudo quanto decretou. “Mas o nosso Deus está nos céus: faz tudo o que lhe apraz” (Salmo 115:3). Por que? Porque “não há sabedoria nem inteligência, nem conselho contra o Senhor” (Provérbios 21:30).

As Escrituras retratam vividamente a supremacia de Deus sobre as obras de Suas mãos. Toda matéria inanimada e todas as criaturas irracionais executam as ordens do seu Criador. Por Sua vontade dividiu-se o Mar Vermelho e suas águas se levantaram e ficaram eretas como paredes (Êxodo 14); e a terra abriu suas fauces e os rebeldes carregados de culpa foram tragados vivos pelo abismo (Números 14). À Sua ordem o sol se deteve (Josué 10), e, noutra ocasião, voltou atrás dez graus do relógio de Acaz (Isaías 38:8). Para exemplificar Sua supremacia, mandou corvos levarem alimento a Elias (1  Reis  17), fez o ferro flutuar (2 Reis 6:5), manteve mansos os leões quando Daniel foi lançado na cova des­sas feras, fez que o fogo não queimasse os três hebreus que foram arrojados às chamas da fornalha. Assim, “Tudo o que o Senhor quis, ele o fez nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos” (Salmo 135:6).

O perfeito domínio de Deus sobre a  vontade dos homens também demonstra a Sua supremacia, Pondere o leitor cuidadosa­mente sobre Êxodo 34:24, Exigia-se que todos os varões de Israel saíssem de casa e fossem a Jerusalém, três vezes por ano. Viviam entre gente hostil, que os odiava por se terem apropriado das suas terras. Então, o que é que impedia aos cananeus aproveitarem a oportunidade e, durante a ausência dos homens, matarem as mu­lheres e as crianças e se apossarem de suas fazendas? Se a mão do Onipotente não estivesse até mesmo sobre a vontade dos ímpios, como poderia Ele ter feito esta promessa, de que ninguém sequer cobiçaria suas terras? Ah, “Como ribeiros de águas, assim é o coração do rei na mão do Senhor; a tudo quanto quer o inclina” (Provérbios 21:1). Mas, poder-se-ia objetar, não lemos uma e outra vez nas Escrituras sobre como os homens desafiavam a Deus, re­sistiam à Sua vontade, transgrediam os Seus mandamentos, me­nosprezavam as Suas advertências e faziam ouvidos moucos a todas as Suas exortações? Certamente que sim; B isto anula tudo que dissemos acima? Se anula, então é evidente que a Bíblia se contradiz, Mas isso não pode ser. A objeção se refere simples­mente à iniqüidade do homem em rebelião contra a Palavra de Deus, escrita ao passo que mencionamos acima o que Deus se propôs em Si mesmo. A regra de conduta que Ele nos dá para seguirmos não é cumprida perfeitamente por nenhum de nós; os Seus “conselhos” eternos são realizados nos mínimos detalhes.

O Novo Testamento afirma com igual clareza e firmeza a absoluta e  universal  supremacia   de  Deus.   Ali se nos  diz que Deus “…  faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1:11). A palavra grega traduzida por “faz” significa “fazer eficazmente”.  Por esta razão, lemos:   “Porque  dele por ele, e para ele, são todas as coisas; glória pois a ele eternamente. Amém” (Romanos 11:56). Os homens podem jactar-se: de que são agentes livres, com vontade própria, e de que têm liberdade de fazer o que querem, mas as Escrituras dizem aos que se jactam:  “…. vós que dizeis: hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos… em   lugar  do  que devíeis dizer:  Se o  Senhor quiser   (Tiago, 5:13-15),

Há aqui, pois, um lugar de repouso para o coração. A nossa vida não é, nem produto do destino cego, nem resultado do acaso caprichoso, mas todas as suas minudências foram prescritas desde toda a eternidade e agora são ordenadas por Deus que vive e reina. Nem um fio de cabelo de nossa cabeça pode ser tocado, sem a Sua permissão. “O coração do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Provérbios 16:9). Que segurança, que poder, que consolo isso deveria dar ao cristão real! “Os meus tempos estão nas tuas mãos…” (Salmo 31:15). Portanto digo a mim mesmo: “Descansa no Senhor, e espera nele…” (Salmo 37:7).

6. A SOBERANIA DE DEUS

 Pode-se definir a soberania de Deus como o exercício de Sua supremacia, estudada no capítulo  anterior.  Sendo infinitamente elevado acima da mais elevada criatura, Ele é o Altíssimo, o Senhor dos céus e da terra. Não sujeito a ninguém, não influenciado por nada, absolutamente independente: Deus age como Lhe apraz, somente como Lhe apraz, sempre como Lhe apraz. Ninguém con­segue frustrá-lo nem impedi-Lo. Assim, Sua Palavra declara ex­pressamente: “… o meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade (Isaías 46:10). “… segundo a sua vontade ele ope­ra com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa estorvar a sua mão…” (Daniel 4:35). O sentido da sobe­rania divina é que Deus é Deus de fato, bem como o é de nome, que Ele ocupa o trono do universo dirigindo todas as coisas, fazendo todas as coisas “… segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1:11).

Acertadamente disse o senhor Spurgeon em seu sermão sobre Mateus 20:15; “Não há atributo mais consolador para os Seus filhos do que o da soberania de Deus, Sob as circunstâncias mais adversas, em meio às mais duras provações, eles crêem que Deus na Sua soberania ordenou as suas aflições, que Ele as dirige soberanamente, e que na Sua soberania santificará todas elas? Para os filhos de Deus não deveria haver nada por que lutar mais zelosamente do que a doutrina de que o seu Senhor domina toda a criação — do reinado de Deus sobre todas as obras de Suas mãos — do trono de Deus e Seu direito de ocupar esse trono. Por outro lado, não há doutrina mais odiada pelos mundanos, nenhuma verdade de que tenham feito joguete a tal ponto como a grandiosa, estupenda, porém certíssima doutrina da soberania do infinito Jeová. Os homens se dispõem a permitir que Deus esteja em toda parte, menos no Seu trono. Dispõem-se a deixá-lo em Sua oficina formando mundos e criando estrelas. Deixarão que esteja em Seu dispensário a distribuir esmolas e a conceder be­nefícios. Permitirão que fique sustentando a terra e mantendo firmes as suas colunas, que acenda os luzeiros do céu e governe as irrequietas ondas do oceano; mas quando Deus sobe ao Seu trono. Suas criaturas rangem os dentes, e quando nós proclamamos um Deus entronizado, e Seu direito de fazer o que quiser com o que lhe pertence, como também de dispor de Suas criaturas como Ele achar melhor, sem consultá-las sobre a questão, então os homens nos vaiam, nos amaldiçoam e se fazem de surdos para não nos ouvir, porquanto Deus no Seu trono não é o Deus que eles amam. Mas é Deus no Seu trono que muito nos agrada pregar. É em Deus no Seu trono que confiamos”.

“Tudo que o Senhor quis, ele o fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos’ (Salmo 135:6). Sim, dileto leitor, tal é o imperial Potentado revelado nas Escrituras Sagradas. Sem rival em majestade, ilimitado em poder, imune de tudo quanto Lhe é alheio. Mas estamos vivendo dias em que até mesmo os mais “ortodoxos” parecem ter medo de admitir em termos pró­prios a deidade de Deus. Dizem que acentuar a soberania de Deus exclui a responsabilidade humana quando, na verdade, a responsabilidade humana baseia-se na soberania divina e desta é  resultado.

“Mas o nosso Deus está nos céus: faz tudo o que lhe apraz” (Salmo 115:3). Ele escolheu soberanamente colocar cada uma de Suas criaturas na condição que pareceu bem aos seus olhos. Deus criou anjos: a alguns, colocou num estado condicional; a outros, deu uma posição imutável diante dEle (I Timóteo 5:21), estabe­lecendo Cristo como sua cabeça (Colossenses 2:10). Não passemos por alto o fato de que tanto os anjos que pecaram (2 Pedro 2:5) como os que não pecaram, eram Suas criaturas. Contudo, Deus previu que aqueles cairiam; não obstante, colocou-os num estado condicional, próprio das criaturas mutáveis, e permitiu que caíssem, embora não sendo o Autor do pecado deles.

Assim também Deus colocou soberanamente Adão no jardim do Éden num estado condicional, Se Lhe aprouvesse, tê-lo-ia colo­cado num estado incondicional; poderia tê-lo colocado numa po­sição tão firme como a dos anjos que não caíram, posição tão segura e imutável como a dos santos em Cristo. Em vez disso, porém, preferiu colocá-lo no Éden sobre a base da responsabili­dade como criatura, de modo que permanecesse ou caísse con­forme correspondesse ou não à sua responsabilidade — de obe­diência ao seu Criador. Adão foi feito responsável a Deus pela lei que o Criador lhe deu. Responsabilidade existia aí no jardim, responsabilidade intacta, submetida à prova sob as mais favoráveis condições.

Ora, Deus não colocou Adão num estado condicional e de criatura responsável porque fazê-lo era justo. Não, era justo porque Deus o fez. Tampouco Deus deu existência às criaturas porque era justo que o fizesse, isto é, porque estava obrigado a criar; mas sim era justo porque Ele o fez. Deus é soberano. Sua vontade é suprema. Longe de estar sujeito a qualquer lei sobre “direito”, Deus é lei para Si próprio, de modo que tudo quanto Ele faz é justo. E ai do rebelde que levante questão sobre a Sua soberania! — “Ai daquele que contende com o seu Criador! O caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes?…” (Isaías 45:9).

Ainda mais, o Senhor Deus colocou soberanamente Israel numa posição condicional. Os capítulos 19, 20 e 24 de Êxodo dão provas abundantes e claras disto. Israel estava sob um pacto de obras. Deus lhe deu certas leis e fez que as bênçãos para a nação dependessem da sua observância dos estatutos divinos. Mas Israel era duro de cerviz e incircunciso de coração. Rebelou-se contra Jeová, abandonou Sua Lei, voltou-se para os falsos deu­ses, apostatou. Em conseqüência, o juízo divino caiu sobre Israel e este foi entregue às mãos dos seus inimigos, foi disperso por toda a terra, e até hoje permanece sob a pesada severidade do desfavor de Deus.

Foi Deus que, no exercício de Sua sublime soberania, colo­cou Satanás e seus anjos, Adão e Israel em suas respectivas posi­ções de responsabilidade. Entretanto, longe de acontecer que a Sua soberania retirasse das criaturas a sua responsabilidade, foi pelo exercício da mesma que Ele as colocou em estado condicio­nal j sob as responsabilidades que julgou apropriadas; em virtude de cuja soberania, vê-se que Ele é Deus sobre todos. Assim, há perfeita harmonia entre a soberania de Deus e a responsabilidade da criatura. Muitos têm dito tolamente que é de todo impossível mostrar onde termina a soberania divina e começa a responsabi­lidade da criatura. A responsabilidade da criatura começa aqui: na ordenação soberana do Criador. Quanto à Sua soberania, não há e nunca haverá nenhum “fim” para ela!

Vamos dar algumas provas de que a responsabilidade da criatura baseia-se na soberania de Deus. Quantas coisas estão re­gistradas nas Escrituras e que eram justas porque Deus as orde­nou, e não seriam justas se Ele não as tivesse ordenado! Que direito tinha Adão de “comer” das árvores do jardim? Sem a permissão do seu Criador (Gênesis 2:16), Adão teria sido um la­drão! Que direito Israel tinha de pedir prata, ouro e vestes aos egípcios (Êxodo 12:35)? Nenhum, se Jeová não o tivesse autori­zado (Êxodo 3:22). Que direito possuía Israel de matar tantos cordeiros para sacrifício? Nenhum, a não ser pelo fato de que Deus ordenou isso. Que direito Israel tinha de eliminar todos os cananeus? Nenhum, salvo porque Jeová mandou. Que direito tem o marido de exigir submissão da esposa? Nenhum, se Deus não o tivesse estipulado. E poderíamos prosseguir nisso mais e mais. A responsabilidade humana está baseada na soberania divina.

Mais um exemplo do exercício da absoluta soberania de Deus. Deus colocou os Seus eleitos num estado diferente do de Adão ou Israel. Colocou-os num estado incondicional. No pacto eterno Cristo foi designado a Cabeça deles, levou sobre Si as suas responsabilidades e cumpriu por eles uma justiça perfeita, irre­vogável e eterna. Cristo foi colocado num estado condicional, pois Ele estava “debaixo da lei, para ganhar os que estavam debaixo da lei”, só que com esta diferença infinita: os outros falharam: Ele não falhou e não podia falhar. E quem foi que colocou Cristo naquele estado condicional? O Trino Deus. A vontade soberana O designou, o amor soberano O enviou, e a autoridade soberana determinou a Sua obra.

Certas condições foram postas diante do Mediador. Ele teria que ser feito em semelhança da carne do pecado; teria que en­grandecer, e dignificar a lei; teria que levar em Seu corpo no madeiro todos os pecados do povo de Deus; teria que fazer plena expiação por eles; teria que suportar o derramamento da ira de Deus; e teria que morrer e ser sepultado. Pelo cumprimento des­sas condições, era-Lhe oferecida uma recompensa: Isaías 53:10-12. Ele haveria de ser o Primogênito entre muitos irmãos; haveria de ter um povo que participaria de Sua glória. Bendito seja o Seu nome para sempre, pois Ele cumpriu essas condições e, uma vez que as cumpriu, o Pai está comprometido, com juramento solene, a preservar sempre e abençoar por toda a eternidade cada um daqueles pelos quais o Seu Filho encarnado fez mediação. Desde que Ele tomou o lugar deles» agora eles participam do dEle. Sua justiça é deles, Sua posição diante de Deus é deles. Sua vida é deles. Não lhes resta sequer uma condição para cumprir, nem uma só responsabilidade da qual desincumbir-se para alcançarem a bem-aventurança eterna. “…  com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados” (Hebreus 10:14).

Eis aí, pois, a soberania de Deus exposta abertamente diante de todos nas diferentes formas pelas quais Ele se relaciona com as Suas criaturas. Alguns dos anjos, Adão e Israel foram coloca­dos numa posição condicional, na qual a continuidade da bênção dependia da sua obediência e fidelidade a Deus. Porém, em mar­cante contraste com  eles,  o  “pequeno  rebanho”   (Lucas   12:32) recebeu uma posição incondicional e imutável no pacto de Deus. nos Seus conselhos e em Seu Filho; a bênção dele depende do que Cristo fez por ele, “… o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: o Senhor conhece os que são seus…” (2 Timó­teo 2:19), O fundamento sobre o qual estão os eleitos de Deus é perfeito; nada se lhe pode acrescentar, e nada se lhe pode tirar (Eclesiastes 3:14). Eis aqui, pois, a maior e mais elevada demons­tração da absoluta soberania de Deus. Verdadeiramente, Ele “… compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer” (Ro­manos 9:18).

  

 7. A IMUTABILÍDADE DE DEUS

 Esta é uma das perfeições divinas não suficientemente exa­minadas. É uma das excelências do Criador que O distinguem de todas as Suas criaturas. Deus é perpetuamente o mesmo: não sujeito a mudança nenhuma em Seu ser, em Seus atributos e em Suas determinações. Daí, Deus é comparado a uma rocha (Deuteronômio 32:4, etc.) que permanece inamovível quando todo o oceano circundante está numa condição de contínua oscilação, exatamente assim, conquanto sendo sujeitas a mudança todas as criaturas, Deus é imutável. Visto que Deus não tem princípio nem fim, não pode experimentar mudança.   Ele é eternamente o “… Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tiago  1:17).

Primeiro, Deus é imutável em Sua essência. Sua natureza  e Seu  ser   são  infinitos  e,  assim,  são   sujeitos   a mutação  alguma, jamais houve tempo quando Ele não era; jamais virá tempo quando Ele deixará de ser. Deus não evoluiu, nem cresceu, nem melhorou. Tudo que Ele é hoje, sempre foi e sempre será. “…eu, o Senhor, não mudo…” (Malaquias 3:6) é a Sua afirmação categórica. Ele não pode mudar para melhor, pois já é perfeito; e, sendo perfeito, não pode mudar para pior. Completamente imune de tudo quanto Lhe é alheio, é impossível melhoramento ou deterioração. Ele é perpetuamente o mesmo. Somente Ele pode dizei “…EU SOU O QUE SOU…” (Êxodo 3:14). Ele é absolutamente livre da influência do curso do tempo. Não há um vinco sequer nos sobrolhos da eternidade. Portanto, o Seu poder jamais pode diminuir, nem Sua glória desvanecer-se.

Segundo, Deus é imutável em Seus atributos. Tudo que atributos de Deus eram antes do universo ser chamado à existência, são precisamente o mesmo agora, e permanecerão assim para sempre. E isto necessariamente, pois eles são as próprias perfeições, as qualidades essenciais do Seu ser, Semper idem (sempre o mesmo) está escrito em cada um deles.  Seu poder é imbatível, Sua sabedoria não sofre diminuição. Sua santidade é imaculada. Os atributos de Deus não podem sofrer mudança mais do que a Deidade pode deixar de existir. Sua veracidade é imutável, pois a Sua Palavra “…permanece no  céu” (Salmo   119:89).   Seu amor é eterno:  “…com  amor  eterno  te amei…”   (Jeremias 31:3) e “…como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13:1). Sua misericórdia não cessa, pois, é “eterna” (Salmo 100:5).

Terceiro, Deus é imutável em Seu conselho. Sua vontade nunca muda. Talvez alguns estejam prestes a objetar que lemos, “Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem.. . ” (Gê­nesis 6;6). Nossa primeira resposta é: então as Escrituras se con­tradizem? Não, isso não pode ser. Números 23:19. é suficiente­mente claro; “Deus não é homem, para que minta: nem filho do homem, para que se arrependa. ..” (Números 23:19). Assim tam­bém em 1 Samuel 15:29: “… a Força de Israel não mente nem se arrepende: porquanto não é um homem para que se arrepen­da”. A explicação é deveras simples. Quando fala de si mesmo, Deus freqüentemente acomoda a Sua linguagem às nossas capa­cidades limitadas. Ele Se descreve a Si mesmo como revestido de membros corporais como olhos, ouvidos, mãos, etc. Fala de Si como tendo despertado (Salmo 78:65) e como “madrugando” (Jeremias 7:13), apesar de que Ele não cochila nem dorme. Quan­do Ele estabelece uma mudança em Seu procedimento para com os homens, descreve a Sua linha de conduta em termos de arre­pender-se.

Sim, Deus é imutável em Seu conselho. “Os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento” (Romanos 11:29). Só pode ser assim, pois, “… se ele está contra alguém, quem então o desviará? Q que a sua alma quiser isso fará” (To 23:13). “Mu­dança e declínio vemos em tudo ao redor; 6 Aquele que não muda, permaneça contigo onde quer que for”. O propósito de Deus nunca se altera. Uma destas duas coisas faz com que um homem mude de opinião e inverta os seus planos: falta de pre­visão para antecipar tudo, ou ausência de poder para executar o que planeja. Mas visto que Deus é onisciente assim como é onipotente, nunca Lhe é necessário rever Seus decretos. Não, “O conselho do Senhor permanece para sempre: os intentos do seu coração de geração em geração” (Salmo 33:11). Portanto, podemos ler sobre “… a imutabilidade do seu conselho…” (Hebreus 6:17).

Aqui podemos perceber a distância infinita que separa do Criador a criatura mais elevada. Mutabilidade e criatura são ter­mos correlatos, Se a criatura não fosse mutável por natureza, não seria criatura; seria Deus. Por natureza tendemos para o nada, como do nada viemos. Nada detém a nossa aniquilação, exceto a vontade e o poder sustentador de Deus. Ninguém pode manter-se nem por um momento. Dependemos do Criador para cada sorvo de ar que aspiramos. Alegremente concordamos com o salmista em que o Senhor sustenta “.. . com vida a nossa alma…” (Salmo 66:9). A compreensão disto deveria fazer com que nos prostrássemos sob o senso da nossa nulidade na presença dAquele em quem “…vivemos, e nos movemos, e existimos…” (Atos 17:28).

Como criaturas decaídas, não somente somos mutáveis, mas tudo em nós é oposto a Deus. Como tais, somos “… estrelas errantes. . , ” (Judas 15), fora da nossa órbita. “… os ímpios são como o mar agitado que não se pode aquietar” (Isaías 57:20). O homem decaído é inconstante. As palavras de Jacó referentes a Rubem aplicam-se com força total a todos os descendentes de Adão; “Inconstante como a água…” (Gênesis 49:4), Desta ma­neira, não é apenas sinal de vida piedosa, mas também elemento de sabedoria, dar ouvido à injunção: “Deixai-vos pois do ho­mem…”‘ (Isaías 2:22), Não se deve ficar na dependência de nenhum ser humano. “Não confieis em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação” (Salmo 146:5). Se desobedeço a Deus, mereço ser enganado por meus companheiros de i existência e decepcionar-me com eles. Pessoas que gostam de você hoje, poderão odiá-lo amanhã. A multidão que clamou “Hosana: bendito o rei de Israel que vem em nome do Senhor”, depressa passou a bradar: “…  tira, tira, crucifica-o (João 12:13;  19:15).

Aqui há firme consolação. Não se pode confiar na natureza humana, mas em Deus sim! Por mais inconstante que eu seja7 por mais volúveis que os meus amigos se mostrem, Deus não muda. Se Ele mudasse como nós, se quisesse uma coisa hoje e outra amanhã, e se fosse controlado por capricho, quem poderia confiar nEle? Mas, todo o louvor ao Seu glorioso nome, Ele é_ sempre o mesmo. Seu propósito é firme, Sua vontade estável, Sua palavra segura. Aqui, pois, está uma Rocha em que podemos firmar os nossos pés, enquanto a poderosa torrente leva tudo de arrasto ao nosso redor. A permanência do caráter de Deus garante o cumprimento de Suas promessas; “Porque as montanhas se des­viarão e os outeiros tremerão; mas a minha benignidade não se desviará de ti, e o concerto da minha paz não mudará, diz o Senhor, que se compadece de ti” (Isaías 54:10).

Aqui há incentivo para a oração, “Que consolo haveria em orar a um deus que, como o camaleão, mudasse de cor a cada momento? Quem elevaria uma petição a um príncipe terreno que fosse tão mutável que atenderia a um pedido um dia e o negaria no dia seguinte?” (S. Charnock, 1670), Se alguém perguntar: “Mas que utilidade hã em orar a um Ser. cuja vontade já foi fi­xada? Respondemos: Porque Ele o exige. Que bênçãos Deus prome­teu sem que nós as busquemos? “.., se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1 João 5:14), e Ele sempre quis tudo que é para o bem dos Seus filhos.

Aqui há terror para os ímpios. Os que O desafiam, transgridem Suas leis, não têm interesse em Sua glória, mas vivem como se Ele não existisse, não devem imaginar que, quando no dia final clamarem a Ele por misericórdia, Ele mudará a Sua von­tade, revogará a Sua Palavra e rescindirá as suas ameaças terrí­veis. Não. Ele declarou: “Pelo que também eu procederei com furor; o meu olho não poupará, nem terei piedade: ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, eu não os ouvirei” (Ezequiel 8:18). Deus não Se negará a Si próprio para gratificar a luxúria deles. Deus é santo, imutavelmente santo. Portanto, Deus odeia o pecado; eternamente odeia o pecado. Daí a eternidade do castigo de todos quantos morrem em seus pecados.

“A imutabilidade divina, como a nuvem que se interpunha entre os israelitas e o exército egípcio, tem um lado escuro, bem como um lado claro. Ela assegura a execução das Suas ameaças, como também a concretização das Suas promessas; e destrói a esperança, carinhosamente acalentada pelos culpados, de que Deus será todo brandura para as Suas frágeis e errantes criaturas, e de que serão tratados de modo muito mais leve do que as declara­ções da Sua Palavra nos levam a esperar. Contrapomos a estas especulações enganosas e  presunçosas  a  solene  verdade  de  que Deus é imutável em Sua veracidade e propósito, em Sua fidelidade e justiça” (J, Dick, 1850).

 

 8. A SANTIDADE DE DEUS

 “Quem te não temerá, ó Senhor e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo…” (Apocalipse 15:4). Somente Ele é independente, infinita e imutavelmente santo. Muitas vezes Ele é intitulado “O Santo* nas Escrituras. Sim, porque se acha nEle a soma total de todas as excelências morais, Ele é pureza absoluta, que nem mesmo a sombra do pecado mancha. “…Deus é luz…” (1 João 1:5). A santidade é a excelência propriamente dita da natureza divina: o grande Deus é “… glorificado em santidade…” (Êxodo 15:11). Daí lermos: Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a vexação não podes contem­plar…” (Habacuque 1:15). Como o poder de Deus é o oposto da fraqueza inata da criatura, como a Sua sabedoria está em contraste com o menor defeito de entendimento ou com a menor insensatez, assim a Sua santidade é a própria antítese de toda mancha ou corrupção moral. No passado Deus designou cantores em Israel para “que louvassem a Majestade santa”, ou, na versão utilizada pelo autor, “que louvassem a beleza da santidade” (2 Crônicas 20:21). “O poder á a mão ou o braço de, Jesus, a  onisciência os Seus olhos, a misericórdia as Suas entranhas, a eter­nidade a Sua duração, mas a santidade é a Sua beleza” (S. Charnock). É isto Que, acima de tudo. torna-O amorável aos que fo­ram libertos do domínio do pecador.

Grande ênfase é dada a esta perfeição de Deus. “Deus é com mais freqüência intitulado Santo do que Onipotente, e é mais exposto por esta parte da Sua dignidade do que por qualquer outra. É fixada ao Seu nome como um (epitéto) mais do que qual­quer outra, Você jamais o vê expresso,”Seu poderoso nome” ou “Seu sábio nome”, mas Seu grande nome e, acima de tudo, Seu santo nome. Este é o maior título de honrar neste último transpa­recem a majestade e a venerabilidade do Seu nome?; (S. Charnock). Como nenhuma outra, esta perfeição é celebrada diante do trono do céu, bradando os serafins: “… Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos…” (Isaías 6:3), Deus mesmo coloca em distinção esta perfeição: “Uma vez jurei por minha santidade que não mentirei a Davi”  (Salmo 89:35). Deus jura por Sua “santidade porque esta é uma expressão do Seu ser, expressão mais completa que qualquer outra coisa. Eis porque somos exortados: “Cantai ao Senhor, vós que sois seus santos, e celebrai a memória da sua santidade” (Salmo 30:4). “Pode-se dizer que este atributo é transcendental e que, por assim dizer, permeia os demais e lhes dá brilho, É o atributo dos atributos” (J. Howe, 1670). Assim, lemos sobre “… a formosura do Senhor. ,.” (Salmo 27:4), que não é outra que “…  a beleza da santidade.. .” (Salmo  110:3),

“Visto que esta excelência parece se colocar acima dê todas as outras perfeições de Deus, assim ela constitui a glória destas; como é a glória da Deidade, assim é a glória de cada uma das perfeições da Deidade; como o poder de Deus é a energia das Suas perfeições, a Sua santidade é a beleza delas: como todas seriam fracas sem a onipotência divina para sustentá-las, seriam todas desgraciosas sem a santidade para adorná-las. Se esta se maculasse, todas as demais perderiam a sua honra; seria como se o sol perdesse a sua luz — no mesmo instante perderia seu calor» seu poder, sua virtude geradora e vivificante. Como no cristão a sinceridade é o brilho de todas as graças, em Deus a pureza é o esplendor de todos os Seus atributos, Sua justiça é santa. Sua sabedoria é santa. Seu braço poderoso é um “braço santo” (Salmo 98:1), Sua verdade ou palavra é uma “santa palavra” (Salmo 105:42). Seu nome, que expressa todos os Seus atributos juntos, é “santo”  (Salmo  103:1)” (S. Charnock).

A santidade de Deus se manifesta em Suas obras. “Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e santo em todas as suas obras” (Salmo 145:17), Nada senão o que é excelente pode pro­ceder d Ele. A santidade é o padrão de todas as Suas ações. No princípio Ele declarou que tudo o que tinha feito ‘”era muito bom” (Gênesis 1:31), e não poderia ter feito o que fez se nisso houvesse algo imperfeito ou impuro. O homem foi feito “reto” (Eclesiastes 7:29), à imagem e semelhança do seu Criador. Os anjos que caíram foram criados santos, pois se nos diz que “… não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua pró­pria habitação…” (Judas 6). Sobre Satanás está escrito: “Per­feito eras nos teus caminhos, desde o dia em, que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti” (Ezequiel 28:15).

A santidade de Deus se manifesta em Sua lei. Essa lei proíbe o pecado em todas as suas variantes -— nas suas modalidades mais refinadas, e nas mais grosseiras, os intentos da mente, como a contaminação do corpo, o desejo secreto como o ato abertamente praticado. Pelo que lemos: “…a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Romanos 7:12). Sim, “… o mandamento do Senhor é puro, e alumia os olhos. O temor do Senhor é limpo e permanece eternamente, os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente” (Salmo 19:8-9).

A santidade de Deus se manifesta na cruz. De maneira espan­tosa, e, contudo, a mais solene, a expiação demonstra a santidade infinita de Deus e Seu ódio ao pecado. Quão odioso para Deus” há de ser o pecado, a ponto de castigá-lo até ao limite extremo do seu merecimento, quando o imputou ao Seu Filho! “Nem to­dos os vasos do juízo já derramados ou por derramar sobre o mundo ímpio, nem a chama ardente da consciência do pecador, i nem a sentença irrevogável pronunciada contra os demônios re­beldes, nem o gemido das criaturas condenadas demonstram o ódio de Deus ao pecado, como o demonstra a ira de Deus derra­mada sobre o Seu Filho. Nunca a santidade divina parece mais bela e mais amorável do que na hora em que o semblante do Salvador ficou por demais desfigurado em meio aos estertores da Sua agonia mortal. Ele próprio o reconhece no Salmo 22. Quando o Senhor afastou dEle o Seu risonho rosto e Lhe fincou no coração aguda faca, provocando Seu terrível brado, “Deus meu, Deu meu, por que me abandonaste?” (vers. 1). Ele adora esta perfei­ção — “Tu és santo” (vers. 3) S. Charnock.

Desde que Deus é santo, Ele odeia todo e qualquer pecado. Ele ama tudo quanto está em conformidade com as Suas leis, e detesta tudo que lhes é contrário. Sua Palavra declara expressa­mente: “… o perverso é abominação para o Senhor…” (Pro­vérbios 3:32), E ainda: “Abomináveis são para o Senhor os pen­samentos do mau., ..” (Provérbios 15:26). Segue-se, pois, que Ele necessariamente tem que punir o pecado. Do mesmo modo como o pecado requer a punição por Deus, exige também o Seu ódio. Deus perdoa muitas vezes o pecador; nunca, porém, perdoa o pecado; e o pecador só é perdoado com base no fato de que Outro levou sobre Si o castigo que lhe era devido; sim, pois; “… sem derramamento de sangue não há remissão (Hebreus 9:22). Razão pela qual se nos diz: “…o Senhor toma vingança contra os seus adversários, e guarda a ira contra os seus inimigos” (Naum 1:2). Por um pecado Deus expulsou do Éden os nossos primeiros pais. Por um pecado toda a posteridade de Cão caiu sob maldição que permanece sobre ela até o dia de hoje. Por um pecado Moisés foi impedido de entrar em Canaã, o servo de Eliseu foi castigado com lepra, Ananias e Safira foram elimi­nados da terra dos viventes.

Temos aqui prova da divina inspiração das Escrituras. Os não regenerados não crêem realmente na santidade de Deus. O conceito que eles têm do caráter de Deus é inteiramente unila­teral. Eles esperam de coração que a Sua misericórdia sobrepuje tudo mais. “… pensavas que era como tu…” (Salmo 50:21) é a acusação que Deus lhes faz. Eles pensam somente num “deus” segundo o padrão dos seus corações maus. Daí permanecerem eles no caminho de uma exacerbada insensatez. A santidade atri­buída pelas Escrituras à natureza e ao caráter de Deus é tal, que demonstra com clareza a sua origem super-humana. O caráter atri­buído aos deuses dos antigos e do, paganismo moderno é justa­mente o inverso daquela imaculada pureza que pertence ao Deus verdadeiro. Um Deus inefavelmente santo, que tem a mais intensa aversão a todo pecado, jamais foi inventado por um dos decaídos descendentes de Adão. O fato é que nada torna mais manifesta a. terrível depravação do coração do homem e a sua inimizade contra o Deus vivo, do que expor diante dele Aquele Ser único que é infinita e imutavelmente santo. A idéia que o homem faz de pecado limita-se praticamente ao que o mundo chama de “crime”. Tudo que fica aquém disso pode ser abrandado como “de­feitos”, “‘enganos”, “‘fraquezas” etc. E mesmo quando se admite a existência do pecado* apresentam-se escusas e atenuantes.

“O “deus” que a imensa maioria dos cristãos professos “ama1‘ é visto como alguém muito parecido com um ancião indulgente, que pessoalmente não tem prazer nas loucuras, mas tolerantemente fecha os olhos para as “indiscrições” da mocidade. Mas a Palavra diz: “… aborreces a iodos os que praticam a maldade” (Salmo 5:5). E mais: “Deus é um juiz justo, um Deus que se ira todos os dias” (Salmo 7:11). Mas os homens se re­cusam a dar crédito a este Deus e rangem os dentes quando o Seu ódio ao pecado lhes é enfática e fielmente apresentado. Não, como o homem preso ao pecado jamais teria criado o lago de fogo no qual seria atormentado para todo o sempre, muito menos haveria a probabilidade dele inventar um Deus santo.

Sendo que Deus é santo, a aceitação da parte dEle, com base nas ações das criaturas, é completamente impossível. Uma criatura caída pode mais facilmente criar um mundo, do que pro­duzir algo capaz de receber aprovação dAquele que é pureza infinita. Podem as trevas morar com a luz? Pode o Ser imaculado sentir prazer com o “trapo da imundícia”? (Isaías 64:6) O me­lhor que o homem pecador pode produzir vem manchado. Uma árvore contaminada não pode dar bom fruto. Deus se negaria a Si próprio, envileceria as Suas perfeições, se tivesse por justo e santo aquilo que não o é em si mesmo; e nada é santo, desde que tenha a mínima mancha do que seja contrário à natureza de Deus. Mas, bendito seja o Seu nome, pois, aquilo que a Sua san­tidade exigiu, a Sua graça supriu em Cristo Jesus,nosso Senhor! Todo pobre pecador que correu para Ele em busca de “refúgio, foi e permanece aceito “no Amado” (Efésios 1:6). Aleluia!

Posto que Deus é santo requer-se de nós que nos aproxime­mos dEle com a máxima reverência. “Deus deve ser em extremo tremendo na assembléia  dos santos, e  grandemente  reverenciado por todos os que o cercam'” (Salmo 89:7), Portanto, “Exaltai ao Senhor nosso Deus, e prostrai-vos diante do escabelo de seus pés, porque ele ê santo” (Salmo 99:5). Sim, “diante do escabelo dos seus pés”, na postura da mais profunda humildade, prostrai-vos. Quando Moisés  ia   aproximar-se   da  sarça   ardente,  disse  Deus: “., . tira os teus sapatos de teus pés… ” (Êxodo 3:5), É preciso servi-lO “com temor” (Salmo 2:11). A exigência que Deus fez a Israel foi: “… serei santificado naqueles que se cheguem a mim, e serei glorificado diante  de  todo o  povo…”   (Levítico   10:3), Quanto mais tomados de temor ficarmos por Sua inefável santi­dade, mais aceitável será o nosso acesso a Ele.

Visto que Deus é santo, devemos querer amoldar-nos a Ele. Seu mandamento é: “…sede santos, porque eu sou santo”  (1 Pedro 1:16). Não somos obrigados a ser onipotentes ou oniscien­tes como Deus ê, mas temos  que ser santos, e isto em  toda a nossa “… maneira de viver” (1 Pedro 1:15). “Esta é a maneira primordial de honrar a Deus. Glorificamos a Deus pelas atitudes de elevada admiração, pelas expressões eloqüentes, pelos pompo­sos serviços de adoração, mas não tanto como quando aspiramos a conversar com Ele com espírito livre de mácula, e a viver para Ele vivendo como Ele vive” (S. Charnock). Então, como só Deus é a origem e a fonte da santidade, busquemos zelosamente dEIe a santidade; seja a nossa oração diária no sentido de que Ele nos “…  santifique em tudo … “; e todo o nosso  “espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vin­da de nosso Senhor Jesus Cristo” (I  Tessalonicenses  5:23),

 

9. O PODER DE DEUS

 Não poderemos ter correto conceito de Deus, se não pensarmos nEle como onipotente, igualmente como Onisciente. Quem não pode fazer o que quer e não pode realizar o que lhe agrada, não pode ser Deus. Como Deus tem uma vontade para decidir o que julga bom, assim tem poder para executar a Sua vontade. “O poder de Deus é aquela capacidade e força pela qual Ele pode realizar tudo que Lhe agrade, tudo que a Sua sabedoria dirija, e tudo que a infinita pureza da Sua vontade resolva. “… como a santidade é a beleza de todos os atributos de Deus, assim o poder é aquilo que dá vida e movimento a todas as perfeições da natu­reza divina. Como seriam vãos os conselhos eternos, se o poder não interviesse para executá-los! Sem o poder, a Sua misericór­dia seria apenas uma débil piedade, as Suas promessas um som vazio, as Sua ameaças mero espantalho. O poder de Deus é como Ele mesmo: infinito, eterno, incompreensível; não” pode ser re­freado, nem restringido, nem frustrado pela criatura” (S. Charnock).

“Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus” (Salmo 62:11). “Uma coisa disse Deus”, ou segundo a versão autorizada, KJ, 1611, “Uma vez falou Deus”: nada mais é necessário! Passarão os céus e a terra, porém a Sua palavra permanece para sempre. “Uma vez falou Deus”: como Lhe fica bem a Sua majestade divina! Nós, pobres mortais, pode­mos falar muitas vezes e, contudo, sem sermos ouvidos. Ele fala somente uma vez, e o trovão do Seu poder é ouvido em mil mon­tanhas. “E o Senhor trovejou nos céus, o Altíssimo levantou a sua voz; e havia saraiva e brasas de fogo. Despediu as suas setas, e os espalhou: multiplicou ratos, e os perturbou, Então foram vistas as profundezas das águas, e foram descobertos os fundamen­tos do mundo; pela tua repreensão, Senhor, ao soprar das tuas narinas”  (Salmo  18:13-15).

“Uma vez falou Deus”: vede a Sua imutável autoridade. Pois quem no céu se pode igualar ao Senhor? Quem é semelhan­te ao Senhor entre os filhos dos poderosos?” (Salmo 89:6). “E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?” (Daniel 4:35), Esta realidade foi amplamente descortinada quando  Deus Se encarnou e tabernaculou entre os homens. Ao leproso Ele disse: “…sê limpo. E logo ficou purificado da le­pra” (Mateus 8:3). A um que jazia no túmulo já fazia quatro dias, Ele bradou: “… Lázaro, sai para fora. E o defunto saiu…” (João 11:43-44). Os ventos tempestuosos e as ondas bravias se aquietaram a uma só palavra dEle, Uma legião de demônios não pôde resistir à Sua ordem repassada de autoridade.

“O poder pertence a Deus”, e somente a Ele. Nem uma só criatura, no universo inteiro, tem sequer um átomo de poder, salvo o que é delegado por Deus. Mas o poder de Deus não é ad­quirido, nem depende do reconhecimento de nenhuma outra auto­ridade. Pertence a Ele inerentemente. “O poder de Deus é como Ele mesmo, auto-existente, auto-sustentado. O mais poderoso dos homens não pode acrescentar sequer uma sombra de poder ao Onipotente. Ele não se firma sobre nenhum trono reforçado; nem se apóia em nenhum braço ajudador. Sua corte não é mantida por Seus cortesãos, nem toma Ele emprestado das Suas criaturas o Seu esplendor. Ele próprio é a grande fonte central e o originador de toda energia” (C. H. Spurgeon). Toda a criação dá testemunho, não só do grande poder de Deus, mas também da Sua inteira independência de todas as coisas criadas. Ouça o Seu próprio de­safio: “Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência, Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de es­quina?” (Jó 38:4-6). Quão completamente o orgulho do homem é lançado ao pô!

“Poder é usado também como um nome de Deus, “…o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu*’ (Marcos 14:62), isto é, à destra de. Deus. Deus e poder são tão inseparáveis que são recíprocos. Como a Sua essência é imensa, não pode ser confinada a um lugar; como é eterna, não pode ser medida no tempo; assim a Sua essência é todo-poderosa, não sofrendo limite para a ação” (S. Charnock). “Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem pois entenderia o trovão do seu  poder?”  (Jó  26:14). Quem  é capaz de  contar  todos  os monumentos do Seu poder? Mesmo aquilo que é demonstrado do Seu poder na criação visível está inteiramente fora da nossa ca­pacidade de compreensão, e menos ainda podemos conceber da onipotência propriamente dita. Há infinitamente mais poder abri­gado na natureza de Deus do que o expresso em todas as Suas obras.

“Partes dos Seus caminhos” contemplamos na criação, na providência, na redenção, mas apenas uma “pequena parte” do Seu poder se vê nessas obras. Isto nos é exposto extraordinaria­mente em Habacuque 3:4: “… e ali estava o esconderijo da sua força”. Dificilmente se pode imaginar algo mais grandiloqüente do que as figuras deste capítulo todo, no entanto nele nada supera a nobreza desta declaração. O profeta (numa visão) viu o pode­roso Deus espalhando os outeiros e abatendo os montes, o que se julgaria espantosa demonstração de força. Nada disso, diz o nosso versículo; isso é mais o ocultamento do que a exibição do Seu poder. Que se quer dizer? Isto: é tão inconcebível» tão imenso, tão incontrolável o poder da Deidade, que as terríveis convulsões que Ele opera na natureza escondem mais do que revelam do Seu poder infinito!

É coisa bela juntar as seguintes passagens: “O que só esten­de os céus, e anda sobre os altos do mar” (Jó 9:8), que expressa o indomável poder de Deus. “…Ele passeia pelo circuito dos céus (Jó 22:14), que fala da imensidade da Sua presença. “…anda sobre as asas do vento” (Salmo 104:3), que expressa a espantosa rapidez das Suas operações. Esta última expressão é deveras notável, Não é que “Ele voa” ou'”corre”, mas que Ele “anda”, e isso, nas “asas do vento” — sobre o mais impetuoso dos elementos, impelido com o máximo furor, e varrendo tudo com quase inconcebível velocidade, todavia sob os Seus pés, de­baixo do Seu controle perfeito!

Consideremos agora o poder de Deus na criação. “Teus são os céus, e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude tu os fundaste. O norte e o sul tu os criaste…” (Salmo 89:11-12). Antes de poder trabalhar, o homem precisa ter ferramentas e material, mas Deus começou com nada, e só por Sua palavra fez do nada todas as coisas. O intelecto não pode captar isto. Deus “… falou, e tudo se fez, mandou, e logo tudo apareceu” (Salmo 33:9). A matéria primeva ouviu a Sua voz. “Disse Deus: Haja… e assim foi” (Gênesis 1). Bem podemos exclamar: “Tu tens um braço po­deroso; forte é a tua mão, e elevada a tua destra” (Salmo 89:13).

Quem, que olha para cima, para o céu da meia-noite e, com os olhos da razão, contempla as suas maravilhas em movimento; quem pode abster-se de indagar: do que foram feitos estes pode­rosos astros? Ê espantoso dizê-lo, foram produzidos sem material nenhum. Brotaram do vazio. A majestosa estrutura da natureza universal emergiu do nada. Que instrumentos foram usados pelo supremo Arquiteto para modelar as partes com tio refinada ele­gância e aplicar tão belo polimento ao todo? Como terá sido feita a junção de tudo numa estrutura primorosamente proporcionada e com tão magnífico acabamento? Um puro e simples fiat realizou tudo. Haja estas coisas, disse Deus. Nada acrescentou; e logo o edifício maravilhoso se ergueu, adornado com todo tipo de beleza, pondo à mostra inumeráveis perfeições, e proclamando em meio a extasiados serafins o louvor do seu grande Criador. “Pela pala­vra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca” (Salmo 33:6)” (James Hervey,  1789),

Considere-se o poder de Deus na preservação. Nenhuma cria­tura tem poder para preservar-se a si mesma. “Porventura sobe o junco sem lodo? Ou cresce a espadana sem água?” (Jo 8:11). Tanto o homem como o animal pereceriam, se não houvesse erva para alimento, e a erva murcharia e morreria, se o solo não fosse refrescado com chuvas frutíferas. Portanto, Deus é denominado o Preservador dos “homens e os animais” (Salmo 36:6), Ele sus­tenta “… todas as coisas, pela palavra do seu poder…” (Hebreus 1:3). Que maravilha de poder divino é a vida pré-natal de todo ser humano! Que uma criança possa sequer viver, e por tantos meses, num alojamento apertado e estranho assim, é inex­plicável sem o poder de Deus. Verdadeiramente, Ele “… sustenta com vida a nossa alma…” (Salmo 65:9).

A preservação da terra, guardando-a da violência dos mares é outro claro exemplo do poder de Deus. Como é que  aqueles elementos em fúria ficaram encerrados dentro daqueles limites em que primeiro se alojaram, permanecendo em suas baías e canais sem inundar a terra e sem fazer em pedaços a parte mais baixa da criação? A condição natural da água é ficar acima da terra, por ser mais leve, e imediatamente abaixo do ar, por ser mais pesada. Quem põe restrições à qualidade natural da água? O ho­mem certamente que não, e não tem poderes para tanto. Ê uni­camente o fiat do Criador da água que a refreia. “E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se quebrarão as tuas ondas empoladas” (Jó 38:11). Que altaneiro monumento ao poder de Deus é a preservação do mundo!

Considere-se o poder de Deus no governo. Tome-se a restri­ção que Ele impõe à ruindade de Satanás, ” .., o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5:8). Satanás está cheio de ódio a Deus, e de diabólica inimizade contra os homens, particularmente contra os santos. Aquele que invejou a Adão no paraíso, não quer que sintamos o prazer de usufruirmos nenhuma das bênçãos de Deus. Se ele pudesse fazer o que deseja, trataria todos os homens como tratou Jó: enviaria fogo do céu sobre os frutos da terra, destruindo o gado» faria vendavais derribarem nossas casas, e co­briria de chagas os nossos corpos. Mas, embora mal percebido pelos homens, Deus o refreia em grande medida, impede-o de levar a cabo os seus maus desígnios, e lhe impõe limites dentro das Suas ordenações.

Assim também Deus restringe a corrupção natural dos ho­mens. Ele suporta suficientes erupções do pecado para mostrar que terríveis estragos têm sido causados pela apostasia do homem, que rompeu com o seu Criador, mas quem pode conceber a que medonho extremo os homens iriam se Deus retirasse a Sua mão repressora? A boca dos ímpios “… está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue” (Ro­manos 3:14-15). Esta é a natureza de cada um dos descendentes de Adão. Então, que desenfreada licenciosidade e obstinada lou­cura triunfariam no mundo, se o poder de Deus não se interpu­sesse para fechar as comportas do mal! Ver Salmo 93:3-4.

Considere o poder de Deus no juízo. Quando Ele fere, nin­guém Lhe pode resistir: ver Ezequiel 22:14, Quão terrivelmente isso foi exemplificado no Dilúvio! Deus abriu as janelas do céu e rompeu as grandes fontes do abismo, e (excetuando-se os que estavam na arca) a raça humana inteira, impotente diante do fu­ror da Sua ira, foi tragada. Uma chuva de fogo e enxofre caiu do céu, e as cidades da planície foram exterminadas. O Faraó e todos os seus exércitos nada puderam, quando Deus soprou sobre eles no Mar Vermelho. Que palavra terrificante, a de Romanos 9:22: “E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição”. Deus manifestará o Seu tremendo poder sobre os reprovados, não apenas encarcerando-os na Geena, mas preservando sobrenaturalmente os seus corpos como também as suas almas em meio às chamas eternas do Lago de Fogo,

Bem que deveriam tremer todos, diante de um Deus tal! Tratar desconsideradamente Aquele que pode esmagar-nos mais fa­cilmente do que nós a uma traça, é suicídio. Desafiar abertamen­te Aquele que esta revestido de onipotência, que pode rasgar-nos em pedaços ou lançar-nos no inferno na hora que quiser, é o cúmulo da insanidade. Para reduzi-lo ao seu plano mínimo, é simplesmente parte da sabedoria dar ouvidos à Sua ordem: “Bei­jai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se inflamar a sua ira…”  (Salmo 2:12),

Bem que a alma iluminada deve adorar um Deus tal! As estupendas e infinitas perfeições de um Ser como Deus requerem fervoroso culto. Se homens de poder e renome reclamam a admi­ração do mundo, quanto mais deve o poder do Onipotente en­cher-nos de assombro e mover-nos a prestar-Lhe homenagem. “O Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, terrível em louvores, obrando maravilhas?” (Êxodo 15:11).

Bem que o santo pode confiar num Deus tal! Ele é digno de implícita confiança. Nada Lhe é demasiado difícil, Se Deus fosse limitado em poder e força, aí sim, poderíamos ficar desesperados.

Mas, vendo que Ele Se reveste de onipotência, nenhuma oração ê tão difícil que Ele não possa responder, nenhuma necessidade é tão grande que Ele não possa suprir, nenhuma cólera é tão forte que Ele não possa subjugar, nenhuma tentação é tão poderosa que Ele não nos possa livrar dela, nenhuma miséria é tão pro­funda que Ele não possa aliviar, “… o Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?” (Salmo 27:1). “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gera­ções, para todo o sempre. Amém” (Efésios 3:20-21),

 

10. A FIDELIDADE DE DEUS

 A infidelidade é um dos pecados mais proeminente nestes maus dias. Com raríssimas exceções, a palavra de um homem não é mais a sua fiança, nos negócios deste mundo. No mundo social, a infidelidade conjugai ocorre por todo lado, sendo que os laços matrimoniais são desfeitos com a mesma facilidade com que uma roupa velha é rejeitada. Na esfera eclesiástica, milhares que se comprometeram solenemente a pregar a verdade, sem nenhum es­crúpulo a negam e a atacam. Nem o autor, como tampouco o lei­tor, podem arrogar-se completa imunidade deste pecado terrível: de quantas maneiras temos sido infiéis a Cristo, e à luz e aos privilégios que Deus nos confiou1. Como é animador então, que indizível benção é erguer os olhos acima desta ruinosa cena e contemplar Aquele que, só Ele, é fiel, fiel em tudo, fiel o tempo todo.

“Saberás, pois, que o Senhor teu Deus é Deus, o Deus fiel…” {Deuteronômio 7:9). Esta qualidade é essencial ao Seu ser; sem ela Ele não seria Deus. Pois, ser Deus infiel seria agir contrariamente à Sua natureza, o que é impossível. “Se formos infiéis, ele permanece fiel: não pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:15). A fidelidade ê uma das gloriosas perfeições do Seu ser, É como se Ele estivesse vestido com esta perfeição; “0 Se­nhor, Deus dos Exércitos, quem é forte como tu, Senhor, com a tua fidelidade ao redor de ri?!” (Salmo 89;8). Assim também, quando Deus Se encarnou, foi dito: “E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade o cinto dos seus rins” (Isaías 11:5).

Que palavra, a do Salmo 36:5 — “A tua misericórdia, Se­nhor, está nos céus, e a tua fidelidade chega até às mais excelsas nuvens”. Muito acima de toda compreensão finita está a imutável fidelidade de Deus. Tudo que há acerca de Deus é grande, vasto, incomparável. Ele nunca esquece, nunca falha, nunca vacila, nun­ca deixa de cumprir a Sua palavra, O Senhor Se mantém estrita­mente apegado a cada declaração de promessa ou profecia, faz valer cada compromisso de aliança ou de ameaça, pois “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se ar­rependa: porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria? (Números 23:19). Daí o crente exclama; “…as suas misericórdias não têm fim, Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade” (Lamentações 3:22-23).

Há nas Escrituras numerosas ilustrações da fidelidade de Deus. Hã mais de quatro mil anos Ele disse: “Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão” (Gênesis 8;22). Cada novo ano dá-nos um novo testemunho de que Deus cumpre esta promessa. Em Gênesis 15 vemos que Jeová declarou a Abraão; “…peregrina será a tua semente em terra que não será tua, e servi-los-ão … E a quarta geração tornara para cá” (versículos 13-16). Os séculos percorreram o seu curso fatigante. Os descendentes de Abraão gemiam entre os fornos de tijolos do Egito. Deus esquecera a Sua promessa? Certamente que não. Leia Êxodo 12:41: “E aconteceu que, passados os quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito”. Por meio de Isaías o Senhor declarou: “…eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (7:14). De novo séculos se passaram, mas, “vindo a plenitude dos tempos,

Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gaiatas 4:4).

Deus é verdadeiro. Sua Palavra de promessa ê certa. Em todas as Suas relações com o Seu povo, Deus é fieL Pode-se con­fiar nEle, com segurança, Nunca houve alguém que tivesse con­fiado nEle em vão. Vemos esta preciosa verdade expressa em quase toda parte nas Escrituras, pois o Seu povo precisa saber que a fidelidade é uma parte essencial do caráter divino. Esta é a base da nossa confiança nEle, Mas, uma coisa é aceitar a fide­lidade de Deus como uma verdade divina, e outra coisa, muito diferente, é agir com base nisso. Deus “nos tem dado grandíssi­mas e preciosas promessas”, mas nós contamos realmente com o seu cumprimento por Deus? Esperamos de fato que Ele vai fazer por nós tudo que disse que fará? Descansamos com implícita se­gurança nestas palavras: ” … fiel é o que prometeu” (Hebreus 10:23)?

Há ocasiões na vida de todos em que não é fácil, nem mes­mo para 05 cristãos, crer que Deus é fiel. Nossa fé é provada dolorosamente, nossos olhos ficam toldados pelas lágrimas, e não conseguimos mais encontrar o rumo dos baluartes do Seu amor. Os nossos ouvidos se distraem com os ruídos do mundo, arruina­dos pelos sussurros ateísticos de Satanás e não conseguimos mais ouvir a doce entonação da voz mansa e delicada do Senhor. So­nhos alimentados foram frustrados, amigos em quem confiávamos falharam conosco, um falso irmão ou irmã em Cristo nos traiu. Vacilamos. Procuramos ser fiéis a Deus, e agora uma trevosa nu­vem O esconde de nós. Achamos difícil, impossível mesmo, à razão carnal harmonizar a Sua sombria providência com as pro­messas da Sua graça, Ah, alma titubeante, companheiro de pere­grinação provado com tanto rigor, procure graça para ouvir Isaías 50:10; “Quem há entre vós que tema. a,Jeová, e ouça a voz do seu servo? Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu Deus”.

Quando você for tentado a duvidar da fidelidade de Deus, brade: “Para trás de mim, Satanás”. Ainda que você não possa harmonizar os misteriosos procedimentos  de Deus com as  Suas declarações de amor, confie nEIe e aguarde mais luz, Na hora dEIe, certa e boa, Ele fará com que você o veja com clareza, “…o que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás de­pois” (João 13:7). A seqüência dos fatos demonstrará que Deus não abandonou nem enganou Seu filho. “Por isso o Senhor espe­rará, para ter misericórdia de vós; e por isso será exalçado, para se compadecer de vós, porque o Senhor é um Deus de eqüidade: bem-aventurados todos os que nele esperam (Isaías 30:18).

“Não julgues o Senhor por tua mente,

porém, confia nEIe por Sua graça.

Por trás de uma severa providência

Ele oculta um semblante sorridente.

Animai-vos, ó santos temerosos!

As nuvens que temíveis vos parecem,

ricas são de mercês, e irromperão

em bênçãos derramadas sobre vós.”

“Os teus testemunhos que ordenaste são retos e muito fiéis” (Salmo 119:138). Deus não nos falou apenas o melhor, mas tam­bém não retirou o pior. Ele descreveu fielmente a ruína efetuada pela Queda. Ele diagnosticou fielmente o terrível estado produ­zido pelo pecado. Fielmente fez conhecido o Seu inveterado ódio ao mal, e que ê preciso que Ele o puna. Advertiu-nos fielmente de que Ele é “fogo consumidor” (Hebreus 12:29). Sua Palavra não contém somente numerosas ilustrações de Sua fidelidade no cumprimento de Suas promessas, mas também registra numerosos exemplos de Sua fidelidade em fazer valer as Suas ameaças. Cada estágio da história de Israel exemplifica esse fato solene. Foi as­sim com indivíduos: Faraó, Core, Acã e uma multidão de outros mais, são outras tantas provas. E será assim com você, meu lei­tor, a menos que você tenha buscado ou busque refúgio em Cristo, as chamas eternas do Lago de Fogo serão a tua porção certa e segura. Deus é fiel.

Deus é fiel na preservação do Seu povo. “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor'” (l Coríntios 1:9). No versículo anterior foi feita a promessa de que Deus confirmará o Seu povo até o fim. A con­fiança do apóstolo na absoluta segurança dos crentes estava ba­seada não na força das resoluções deles ou em sua capacidade para perseverar, mas sim na veracidade dAquele que não pode mentir. Visto que Deus prometeu ao Seu Filho um certo povo como Sua herança, livrá-lo do pecado e da condenação e fazê-lo participante da vida eterna na glória, é certo que Ele não permi­tira que nenhum dos pertencentes a esse povo pereça.

Deus é fiel na disciplina ministrada ao Seu povo. Ele não é menos fiel naquilo que retira, do que naquilo que dá. É fiel quando envia tristeza como quando outorga alegria. A fidelidade de Deus é uma verdade que devemos confessar não somente quan­do a tranqüilidade nos bafeja, mas também quando nos afligirmos sob o castigo mais áspero. Tampouco esta confissão deve ser ape­nas de boca, mas também de coração, Quando Deus nos fere com a vara da punição, é a fidelidade que a maneja. Reconhecer isso significa que nos humilhamos diante dEle, confessamos que merecemos totalmente a Sua correção e, em vez de murmurar, damos-Lhe graças por isso. Deus nunca nos aflige sem algum mo­tivo: “Por causa disto, há entre vós muitos fracos e doentes…” (1 Coríntios 11:30), ilustra este princípio. Quando a Sua vara cair sobre nós, digamos com Daniel; “A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós a confusão de rosto…” (9:7).

“Bem sei eu, ó Senhor, que os teus juízos são justos, e que em tua fidelidade me afligiste” (Salmo 119:75), Problemas e afli­ções não são apenas coerentes com o amor de Deus empenhado na aliança eterna, mas são partes da sua administração. Deus é fiel não só quando afasta as aflições, mas também é fiel quando no-las envia. ‘” Então visitarei com vara a sua transgressão, e a sua iniqüidade com açoites, Mas não retirarei totalmente dele a minha benignidade, nem faltarei à minha fidelidade” (Salmo 89:32-33), O castigo não é apenas conciliável com a benignidade amorosa de Deus, mas também é seu efeito e expressão. A mente dos servos de Deus se tranqüilizaria muito se eles se lembrassem de que a aliança de Deus O obriga a aplicar-lhes correção oportuna. As aflições são-nos necessárias: “…estando eles angustiados, de madrugada me buscarão” (Oséias 5:15).

Deus é fiel na glorificação do Seu povo, “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará” (1 Tessalonicenses 5:24), A refe­rência imediata aqui é aos santos serem “preservados inculpáveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. Deus nos trata, não com base em nossos méritos (pois não temos nenhum), mas por amor do Seu grande nome. Deus é constante para consigo mesmo e segundo o propósito da Sua graça, “… aos que chamou … a estes também glorificou” (Romanos 8:30). Deus dá plena demons­tração da constância de Sua bondade eterna para com os Seus eleitos, chamando-os eficazmente das trevas para a Sua maravilho­sa luz, e isto deveria torná-los seguros da certeza da sua conti­nuidade. “… o fundamento de Deus fica firme…” (2 Timóteo 2; 19), Paulo estava firmado na fidelidade de Deus quando disse: “. . , eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é pode­roso para guardar o meu depósito até àquele dia” (2 Timóteo 1:12).

A percepção desta bendita verdade nos protegera da preo­cupação. Estar cheio de preocupações, ver a nossa situação com prenúncios sombrios, antecipar o amanhã com ansiedade, é ofen­der a fidelidade de Deus. Aquele que vem cuidando do Seu filho através dos anos, não o abandonará quando o filho envelhecer. Aquele que ouviu as orações que você fez no passado, não se negará a suprir suas necessidades na presente emergência. Descanse em Jó 5:19: Em seis angústias te livrará; e na sétima o mal te não tocará”.

A percepção desta bendita verdade catará as nossas murmurações. O Senhor sabe o que é melhor para cada um de nós, e um efeito da confiança nesta verdade será o silenciar das nossas petulantes reclamações. Deus é grandemente honrado quando, sob provação e castigo, temos bons pensamentos sobre Ele, vindicamos a Sua sabedoria e justiça, e reconhecemos o Seu amor mes­mo em Suas repreensões.

A percepção desta bendita verdade gera crescente confiança em Deus. “Portanto também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe as suas almas como ao fiel Criador, fazendo o bem” (1 Pedro 4:19). Quando confiantemente nos re­signarmos e deixarmos todos os nossos interesses nas mãos de Deus, plenamente persuadidos do Seu amor e fidelidade, tanto mais depressa ficaremos satisfeitos com as Suas providências e compreenderemos que “ele tudo faz bem”.

 11. A BONDADE DE DEUS

 “A bondade de Deus permanece continuamente” (Salmo 52:1). A “bondade” de Deus tem que ver com a perfeição da Sua natureza: “… Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas” (1 João 1:5). Hã uma tão absoluta perfeição na natureza e no ser de Deus que nada Lhe falta, nada nEle é defeituoso, e nada se Lhe pode acrescentar para melhorá-lO. “Ele é essencialmente bom, bom em Si próprio, o que nada mais é; pois todas as cria­turas só são boas pela participação e comunicação da parte de Deus. Ele é essencialmente bom; não somente bom, mas é a pró­pria bondade: na criatura, a bondade é uma qualidade acrescen­tada; em Deus, é Sua essência. Ele é infinitamente bom; na cria­tura a bondade é uma gota apenas, mas em Deus há um oceano infinito ou um infinito ajuntamento de bondade. Ele é eterna e imutavelmente bom, porquanto Ele não pode ser menos bom do que é; como não se pode fazer nenhum acréscimo a Ele, assim também não se Lhe pode fazer nenhuma subtração” (Thomas Manton). Deus é summum bonum, o Sumo Bem.

O significado saxônico original do vocábulo inglês. “God” (Deus) é “The Good”  (O Bom ou O Bem). Deus não é somente o maior de todos os seres, mas o melhor. Toda a bondade exis­tente em qualquer criatura foi-lhe infundida pelo Criador, mas a bondade de Deus não é derivada, pois é a essência da Sua natu­reza eterna. Como Deus é infinito em poder desde toda a eterni­dade, desde antes de ter havido alguma demonstração desse poder, ou antes de ter sido executado algum ato de onipotência, assim Ele era eternamente bom, antes de haver qualquer comunicação da Sua generosidade, ou antes de haver qualquer criatura à qual essa generosidade pudesse ser infundida ou exercida. Portanto, a primeira manifestação desta perfeição divina consistiu em dar exis­tência a todas as coisas. “Tu és bom e abençoador…”, ou, na versão utilizada pelo autor: “Tu és bom, e fazes o bem…” (Sal­mo 119:68). Deus tem em Si mesmo um infinito e inexaurível tesouro de todas as bênçãos, capaz de encher todas as coisas.

Tudo que provém de Deus — os Seus decretos, a Sua cria­ção» as Suas leis» as Suas providências — só pode ser bom, como está escrito: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom…” (Gênesis 1:31). Assim, vê-se a bondade de Deus primeiro na criação. Quanto mais de perto se estuda a criatura, mais visível se torna a benignidade do seu Criador, Tome a mais elevada criatura da terra, o homem. Abundantes motivos tem ele para dizer com o salmista: “Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem” (Salmo 139:14). Tudo acerca da estrutura dos nossos corpos atesta a bondade do seu Criador. Que mãos apropriadas para realizar a obra a elas confiada! Que bondade do Senhor, determinar o sono para restau­rar o corpo cansado! Que benévola a Sua provisão, dar aos olhos cílios e sobrancelhas para protegê-los! E assim poderíamos pros­seguir indefinidamente.

E a bondade de Deus não se limita ao homem; é exercida em favor de todas as Suas criaturas. “Os olhos de todos esperam em ti, e tu lhes dás o seu mantimento a seu tempo. Abres a tua mão, e satisfazes os desejos de todos os viventes” (Salmo 145:15-16). Volumes inteiros poderiam ser escritos, na verdade têm sido, para discorrer sobre este fato. Sejam as aves do espaço, os animais das matas ou os peixes no mar, foi feita abundante provisão para suprir todas as suas necessidades. Deus “… dá mantimento a toda a carne; porque a sua benignidade é para sempre” (Salmo 136:25). Verdadeiramente, “… a terra está cheia da bondade do Senhor” (Salmo 33:5).

Vê-se a bondade de Deus na variedade de prazeres naturais que Ele providenciou para as Suas criaturas. Deus poderia ter-Se satisfeito em saciar a nossa fome sem que os alimentos fossem agradáveis ao nosso paladar — como Sua benignidade transparece-nos diversos sabores de que Ele revestiu os diferentes tipos de carne, vegetais e frutas! Deus não nos deu somente os sentidos, mas também nos deu aquilo que os agrada; e isso também revela a Sua bondade. A terra poderia ser tão fértil como é, sem a sua superfície ser tão deleitavelmente variegada, A nossa vida física poderia ser mantida sem as lindas flores para encantarem os nos­sos olhos e para exalarem suaves perfumes. Poderíamos andar pelos campos, sem que os nossos ouvidos fossem saudados pela música dos pássaros. Donde, pois, esta beleza, este encanto, tão livremente difundido pela face da natureza? Verdadeiramente, “O Senhor é bom para todos, e as suas ternas misericórdias são sobre todas as suas obras” (Salmo 145:9).

Vê-se a bondade de Deus em que, quando o homem trans­grediu a lei do seu Criador, não começou de imediato uma dispensação de ira sem contemplação. Bem poderia Deus ter privado as Suas criaturas decaídas de todas as bênçãos, de todos os con­fortos e de todos os prazeres. Em vez disso, Ele introduziu um regime de natureza mista, de misericórdia e juízo. Devidamente considerado, isso é por demais maravilhoso, e quanto mais com­pletamente se examine esse regime, mais transparecerá que ” … a misericórdia triunfa do juízo** (Tiago 2:13). Não obstante os males todos que acompanham o nosso estado decaído, o prato do bem predomina grandemente na balança. Com relativamente ratas exceções, os homens e as mulheres experimentam muito maior numero de dias de boa saúde, do que de enfermidade e dor. Há no mundo muito mais felicidade própria das criaturas do que infelicidade igualmente própria delas. Mesmo as nossas tristezas admitem considerável alívio, e Deus conferiu à mente humana uma versatilidade que lhe possibilita adaptar-se às circunstâncias e tirar delas o melhor proveito possível.

Não se pode com justiça pôr em questão a benignidade de Deus pelo fato de haver sofrimento e tristeza no mundo.  Se o homem peca contra a bondade de Deus, se ele despreza “as ri­quezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade” e, se­guindo a dureza e a impenitência do seu coração entesoura para si mesmo ira para o dia da ira (Romanos 2:4-5), a quem deve culpar, senão a si próprio? Deus seria bom, se não punisse os que usam mal as Suas bênçãos, abusam da Sua benevolência e pisoteiam as Suas misericórdias? Não haverá a menor censura quanto à bondade de Deus, mas, ao contrário, a mais brilhante e modelar demonstração dela, quando Deus eliminar da terra os que quebrantara as Suas leis, desafiam a Sua autoridade, zombam dos Seus mensageiros, escarnecem do Seu Filho e perseguem aque­les pelos quais Ele morreu.

A bondade de Deus foi mais ilustremente visível quando Ele enviou o Seu Filho, “… nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gaiatas 4:4-5). Foi então que uma multidão dos exércitos celestiais louvou seu Criador e disse: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lucas 2:14). Sim, no evangelho a graça (em grego, a benevolência ou bondade) de Deus se há manifestado, trazendo salvação a to­dos os homens” (Tito 2:11). Não se pode pôr em dúvida a be­nignidade de Deus pelo fato de não ter feito Ele a todas as criaturas pecadoras objetos da Sua graça redentora. Não o fez com os anjos decaídos. Se Ele tivesse deixado que todos perecessem, não haveria censura à Sua bondade, A quem quer que desafiasse esta afirmação faríamos lembrar a soberana prerrogativa de nosso Senhor: “Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?” (Mateus 20:15),

“Louvem ao Senhor pela sua bondade, e pelas suas mara­vilhas para com os filhos dos homens” (Salmo 107:8). Gratidão é o justo retorno exigido dos objetos da Sua benignidade; con­tudo, muitas vezes é negada ao grande Benfeitor, simplesmente porque a Sua bondade é tão constante e tão abundante. A bon­dade de Deus é apreciada superficialmente porque é exercida para conosco no curso comum dos eventos. Não a percebemos bem porque a experimentamos diariamente.  “Ou desprezas  tu as riquezas da sua begnidade?…” (Romanos 2:4). A Sua bondade é “desprezada” quando não é utilizada como um meio para levar os homens ao arrependimento, mas, ao contrário, serve para en­durecê-los a partir da suposição de que fecha os olhos para o pecado deles.

A bondade de Deus é o sustentáculo da confiança do crente, É esta excelência de Deus que exerce mais atração sobre os nos­sos corações. Visto que a Sua bondade dura para sempre, jamais deveríamos ficar desanimados-. “O Senhor é bom, uma fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele” (Naum 1:7). “Quando outros nos maltratam, isso deveria somente estimular-nos a dar graças mais calorosamente ao Senhor, porque Ele é bom; e quando nós mesmos nos damos conta de que estamos longe de sermos bons, somente deveríamos bendizem com maior reverência Aquele que é bom jamais deveríamos tolerar um ins­tante de descrença na bondade, do Senhor; seja o que for que possa ser questionado, isto é absolutamente certo, que o Senhor é bom; as Suas dispensações podem variar, mas a Sua natureza é sempre a mesma” (C. H. Spurgeon).

 

12. A PACIÊNCIA DE DEUS

 Tem-se escrito muito menos sobre esta excelência do caráter divino do que sobre as demais. Não poucos dos que têm se es­tendido largamente sobre os atributos divinos, deixaram de lado, sem nenhum comentário, a paciência de Deus. Não é fácil opinar sobre a razão disto, pois certamente a paciência de Deus é igual­mente uma das perfeições divinas, como a Sua sabedoria, poder ou santidade, e igualmente digna de ser admirada e reverenciada por nós. É verdade que esse vocábulo não se acha numa concor­dância tantas vezes como os outros, mas a glória desta graça refulge em quase todas as páginas das Escrituras. O certo é que perdemos muito, se não meditamos com freqüência na paciência de Deus e se não oramos fervorosamente, rogando que os nossos corações a ela se disponham mais completamente.

O mais provável é que a principal razão pela qual tantos escritores deixaram de dar-nos algo, separadamente, sobre a pa­ciência de Deus, é a dificuldade em distinguir este atributo da bondade e da misericórdia divinas, particularmente desta última A longaminidade de Deus é mencionada repetidamente era con­junto com a Sua graça  e misericórdia,  como  se pode  verificar consultando Êxodo 34:6; Números 14:18; Salmo 86:15 etc   Não se pode negar que a paciência de Deus é realmente uma demons­tração da Sua misericórdia, na verdade um modo pelo qual esta se manifesta freqüentemente;  não se pode conceder, porém   que ambas sejam urna só e a mesma excelência e que não se possa separar uma da outra. Embora não seja fácil distinguir entre elas as Escrituras nos autorizam plenamente a afirmar sobre uma delas algumas coisas que não podemos afirmar sobre a outra.

Stephen Charnock, o puritano, define em parte a paciência de Deus assim: “É uma parte da bondade e da misericórdia di­vinas e, contudo, difere de ambas. Sendo Deus a maior bondade tem a maior  brandura; a brandura é   sempre  companheira   da bondade e,  quanto maior a  bondade,  maior a  brandura. Quem houve tão santo como Cristo, e tão gentil? A lentidão de Deus para a ira é um aspecto da Sua misericórdia: “… o Senhor (é) sofredor e de grande misericórdia” (Salmo 145:8; Atualizada, se­melhante à versão da citação: “… o Senhor (é) tardio em irar-se e de grande clemência”). A paciência difere da misericórdia na consideração formal  do  objeto:  a  misericórdia  considera a  cria­tura como infeliz, a paciência considera  a criatura como crimi­nosa; a misericórdia tem pena do ser humano em sua infelicidade a paciência tolera o pecado que gerou a infelicidade e deu nasci­mento a mais infelicidade ainda”.

Pessoalmente, definimos a paciência divina como aquele po­der de controle que Deus exerce sobre Si  mesmo,  levando-0  a tolerar os maus e a demorar-Se a castigá-los. Em Naum 1:3 lemos: “O Senhor e tardio em irar-se, mas grande em força…”, sobre o qual disse o senhor Charnock: “Os homens que são grandes no mundo sofrem rápido impulso da paixão, e não se dispõem a perdoar logo, ou a tolerar um ofensor, como alguém de nível inferior. É a falta de poder sobre o próprio ego que os leva a fazer coisas impróprias sob provocação. Um príncipe capaz de su­jeitar as suas paixões é um rei sobre si mesmo, bem como sobre os seus súditos. Deus é tardio em irar-Se porque é grande em força, Ele não tem menos poder sobre Si mesmo do que sobre as Suas criaturas’.

É na questão acima, pensamos nós, que a paciência de Deus se distingue mais claramente da Sua misericórdia. Embora a cria­tura seja beneficiada por ela, a paciência de Deus diz respeito principalmente a Si próprio, como uma restrição imposta por Sua vontade aos Seus atos, ao passo que a Sua misericórdia esgota-se totalmente na criatura. A paciência de Deus é aquela excelência que O leva a suportar grandes ofensas sem vingar-Se imediata­mente. Ele tem um poder de paciência, como também um poder de justiça. Assim, a palavra hebraica para “longânimo” é tradu­zida por ‘”tardio em irar-se” em Neemias 9:17, Joel 2:13, etc. Não que haja quaisquer paixões na natureza divina, mas que à sabedoria e à vontade de Deus apraz agir com aquela dignidade e sobriedade que vem a ser a Sua exaltada majestade.

Em apoio de nossa definição acima, permita-me assinalar que foi para esta excelência do caráter divino que Moisés apelou, quando Israel pecou tão afrontosamente era Cades-Barnéia, e ali provocou ao Senhor tão dolorosamente. Ao Seu servo disse o Se­nhor: “Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei…” (Números 14:12). Então foi que o mediador tipológico intercedeu: “Agora, pois, rogo-te que a força do meu Senhor se engrandeça; como tens falado, dizendo: O Senhor é Longânimo” (versículos 17 e 18). Portanto, a Sua “longanimidade”” ou paciência é a Sua “for­ça” ou o Seu poder de auto-restrição.

Ainda em Romanos 9:22 lemos: “E que direis se Deus, que­rendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição”. Se Deus imediatamente fizesse em pedaços estes vasos reprova­dos, o Seu poder de auto-controle não apareceria tão eminentemente; tolerando a iniqüidade deles e lhes sobre-levando demoradamente o castigo, o poder da Sua paciência fica demonstrado gloriosamente. É verdade que os ímpios interpretam a paciência de Deus de maneira muito diferente -— “Visto como se não exe­cuta logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal” (Eclesiastes 8:11) — mas o olhar ungido adora o que eles insultam.

“O Deus de paciência” (Romanos 15:5) é um dos títulos divinos. A Deidade é assim denominada, primeiro, porque Deus é tanto o Autor como o Objeto da graça da paciência na criatura. Segundo, porque é isto que Ele é em Si mesmo: a paciência é uma das Suas perfeições. Terceiro, como um padrão para nós: “Revesti-vos pois, como eleitos de Deus, santos, e amados, de en­tranhas de misericórdia, de benignidade, mansidão, longanimida­de” (Colossenses 3:12). E ainda: “Sede pois imitadores de Deus como filhos amados” (Efésios 5:1). Quando tentado a aborrecer-se com a lerdeza doutrem, ou a vingar-se de alguém que o ultra­jou, lembre-se da infinita paciência e longanimidade de Deus para com você.

A paciência de Deus se manifesta em Sua maneira de tratar os pecadores. Quão surpreendentemente foi demonstrada para com os antediluvianos. Quando a humanidade estava universal­mente degenerada, e toda a carne havia corrompido os seus ca­minhos, Deus não a destruiu sem antes adverti-la. “… a longa­nimidade de Deus esperava…” (1 Pedro 3:20), Deus esperou não menos de cento e vinte anos (Gênesis 6:3), tempo durante o qual Noé foi “… pregoeiro da justiça… ” (2 Pedro 2:5). Assim, mais tarde, quando os gentios não só cultuavam e serviam mais a criatura do que ao Criador, mas também cometiam as mais vis abominações contrárias até mesmo aos .ditames da natureza (Ro­manos 1:19-26), e com isso encheram a medida da sua iniqüida­de; todavia, em vez de desembainhar a Sua espada para o exter­mínio desses rebeldes, Deus “… deixou andar todas as gentes em seus próprios caminhos…” e lhes deu “… chuvas e tempos frutíferos…” (Atos 14:16-17).

A paciência de Deus foi maravilhosamente exercida e mani­festada  para   com   Israel.   Primeiro,   Ele  “…suportou  os   seus costumes  no deserto por espaço de quase quarenta anos     (Atos 13.18)   Posteriormente, quando os israelitas entraram em Canaã, mas seguiam os maus costumes das nações ao seu redor e pen­diam para a idolatria, conquanto Deus os castigasse dolorosamen­te    não   os   destruiu   por   completo,   mas   sim   em   sua   angustia, levantava libertadores para eles. Quando a sua iniqüidade subiu a tal ponto que ninguém, senão um Deus de infinita paciência, po­deria   suportá-los,  Ele,   não  obstante,   poupou-os   durante   muitos anos   antes de deixar que fossem levados para a Babilônia. Final­mente   quando a sua rebelião contra  Ele atingiu o clímax pela crucificação de Seu Filho, Deus esperou quarenta anos, antes de enviar os romanos contra eles, e isso, só depois deles Julgarem que não eram “…dignos da vida eterna…     (Atos  13:46)

Quão maravilhosa é a paciência de Deus com o mundo hoje! Por toda parte as pessoas pecam a peito aberto. A lei divina e pisoteada e o próprio Deus é desprezado abertamente. É deveras espantoso que Ele não elimine de vez aqueles que tão descarada­mente O desafiam. Por que Ele  não  corta  da face  da  terra o infiel insolente e o escarnecedor verboso, como fez com Ananias e  Safira?   Por que não faz a  terra  abrir  a boca  e  devorar  os perseguidores do Seu povo para  que,  à  semelhança  de Data  e Abirão   fossem vivos para o Abismo? E que dizer da cristandade apóstata, em que todas as formas de pecado possíveis são agora toleradas e praticadas sob a capa do santo nome de_ Cristo? Por que a justa ira do Céu não põe fim a tais abominações? Somente uma resposta é possível: porque Deus tolera com muita pa­ciência os  vasos  da  ira,  preparados   para   perdição  (Romanos 9:22).

E que dizer do autor e do leitor? Façamos uma revisão em nossas vidas. Não transcorreu muito tempo desde quando nós seguíamos a multidão na prática do mal, não nos interessávamos nem um pouco pela glória de Deus e só vivíamos para gratificar o nosso ego. Quão pacientemente Ele tolerou a nossa conduta vil! E agora que a graça nos tirou como tições do fogo, dando-nos um lugar na família de Deus, e nos gerou para uma herança eterna na glória, quão miseravelmente Lhe retribuímos! Quão superficial a nossa gratidão, quão tardia a nossa obediência e quão freqüen­tes as nossas apostasias! Uma razão pela qual Deus tolera que o crente permaneça carnal é que Ele possa demonstrar a Sua longanimidade para conosco (2 Pedro 3:9). Desde que este atributo divino só se manifesta neste mundo, Deus se empenha mais em mostrá-lo para com “os Seus”.

Oxalá a nossa meditação nesta excelência divina abrande os nossos corações, enterneça as nossas consciências, e possamos aprender na escola da santa experiência a “paciência dos santos’1, a saber, a submissão à vontade divina e a perseverança na prática do bem. Busquemos fervorosamente a graça que nos capacite a imitar esta excelência divina. “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus'” (Mateus 5:48); no con­texto imediato Cristo nos exorta a amar os nossos inimigos, a bendizer os que nos maldizem, a fazer o bem aos que nos odeiam. Deus tolera bastante os ímpios, apesar da multidão dos seus pe­cados; e nós, haveremos de querer vingar-nos por causa de uma única ofensa?

 

 13. A GRAÇA DE DEUS

 Esta perfeição do caráter divino só é exercida em favor dos eleitos. Nem no Velho Testamento nem no Novo jamais se men­ciona a graça de Deus em conexão com a humanidade em geral, e muito menos com as ordens inferiores das Suas criaturas. Nisto a graça se distingue da “misericórdia”, pois a misericórdia é “… sobre todas as suas obras1‘ (Salmo 145:9). A graça é a única fonte da qual fluem a boa vontade, o amor e a salvação de Deus para o Seu povo escolhido. Este atributo do caráter divino foi definido por Abraham Booth em seu proveitoso livro, The Reign of Grace — O Reino da Graça, assim: “É o livre, absoluto e eterno favor de Deus, manifesto na concessão de bênçãos espirituais e eternas a culpados e indignos.

A graça divina é o soberano e salvador favor de Deus exercido na dádiva de bênçãos a pessoas que não têm em si mérito nenhum, e pelas quais não se exige delas nenhuma compensação. Não apenas isso, é ainda mais; é o favor de Deus demonstrado a pessoas que, não só não possuem merecimentos próprios, mas são totalmente merecedoras do inferno. É completamente imere­cida, não é procurada de modo nenhum e não é atraída por nada que haja nos objetos aos quais é dada, por nada que deles pro­venha, e tampouco pelos próprios objetos. A graça não pode ser comprada, nem obtida, nem conquistada pela criatura. Se pudes­se, deixaria de ser graça. Quando dizemos que uma coisa é “de graça”, queremos dizer que seu recebedor não tem direitos sobre ela, que de maneira nenhuma ela lhe era devida. Chega-lhe como pura caridade e, a princípio, não solicitada nem desejada.

A mais completa exposição da maravilhosa graça de Deus acha-se nas epístolas do apóstolo Paulo. Em seus escritos “graça” está em direta oposição a obras e merecimento, todas as obras e todo merecimento, de qualquer espécie ou grau. Vê-se isto com muita clareza em Romanos 11:6, na versão utilizada pelo autor: “E se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se é por obras, já não é pela graça; de outra maneira, as obras já não são obras”. É tão impossível unir a graça e as obras, como o é unir um ácido e um álcali. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie (Efésios 2:8-9). O absoluto favor de Deus não pode harmonizar-se com o mérito humano, mais do que o óleo e a água fundir-se num só elemento. Ver também Romanos 4:4-5.

São três às principais características da graça divina: primei­ra, é eterna. A graça foi planejada antes de ser exercida, e fez parte do propósito divino antes de ser infundida: “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos” (2 Timóteo 1:9). Segunda, é livre, ou gratuita, pois ninguém a pôde comprar jamais: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça…” (Ro­manos 3:24. Terceira, ê soberana, porque Deus a exerce em favor daqueles a quem Lhe apraz, e a estes a concede: “Para que… também a graça reinasse…” (Romanos 5:21). Se a graça “reina”, ocupa um trono, e o ocupante do trono é soberano. Daí o “…   trono da graça…” (Hebreus 4:16).

Exatamente porque a graça é um favor imerecido, exerce-se necessariamente de maneira soberana. Portanto, o Senhor declara: “Terei misericórdia” (ou graça) “…de quem eu tiver misericór­dia,..'” (Êxodo 33:19). Se Deus mostrasse graça a todos os des­cendentes de Adão, os homens logo concluiriam que Ele, sendo justo, estava compelido a levá-los para o céu como uma razoável compensação por ter deixado a raça humana cair em pecado. Mas o grande Deus não está sob nenhuma obrigação para com nenhu­ma de Suas criaturas, menos ainda para com os que são rebeldes contra Ele.

A vida eterna é um dom e, portanto, não pode ser obtida pelas boas obras, nem reivindicada como um direito. Vendo que a salvação é um “dom”, quem tem direito de dizer a Deus a quem Ele deve doá-lo? Não é que o Doador recusa este dom a qualquer que o busque de todo coração e de acordo com as re­gras que Ele prescreveu. Não; Ele não o recusa a ninguém que O busca de mãos vazias e da maneira determinada por Ele. Mas, se de um mundo impenitente e incrédulo Deus está resolvido a exercer o Seu direito soberano escolhendo um número limitado de pessoas para serem salvas, quem sai prejudicado? Estará Deus obrigado a impor o Seu dom aos que não lhe dão valor? Estará Deus compelido a salvar os que estão determinados a seguir o seu próprio caminho!

Nada, porém, enraivece mais o homem natural e mais con­tribui para trazer à tona a sua inata e inveterada inimizade con­tra Deus, do que insistir com ele sobre a eternidade, a gratuidade e a absoluta soberania da graça divina. Dizer que Deus formou Seu propósito desde a eternidade, sem nenhuma consulta à cria­tura, é demasiadamente humilhante para o coração não quebrantado Dizer que a graça não pode ser adquirida ou conquistada pelos esforços do homem, esvazia demais o ego dos que confiam em sua justiça própria. E o fato de que a graça separa os que ela quer para serem os objetos do seu favor, provoca acalorados protestos  dos  rebeldes  arrogantes.  O  barro se  levanta  contra  o Oleiro e pergunta: “Por que Tu me fizeste assim?’   Um rebelde infrator da lei atreve-se a questionar a justiça da soberania divina. Vê-se a distintiva graça de Deus no ato de salvar aqueles que Ele separou  soberanamente  para  serem os  Seus  favoritos.  Com “distintiva” queremos dizer que a graça discrimina, faz diferenças   escolhe alguns e deixa de lado outros. Foi a distintiva graça de Deus que separou Abraão dentre os seus vizinhos idolatras e fez dele “o amigo de Deus”. Foi a distintiva graça que salvou “publicanos e  pecadores”, mas disse acerca dos fariseus: Deixai-os”   (Mateus   15:14).  Em parte nenhuma a glória da livre e soberana graça de  Deus  fulge mais conspicuamente  do que na indignidade e diversidade dos que a recebem. Esta verdade foi belamente ilustrada por James Hervey (1751):

“Onde o pecado abundou, diz a proclamação do tribunal do céu superabundou a graça. Manasses foi um monstro cruel, pois fez passar seus próprios filhos pelo fogo, e encheu Jerusalém de sangue inocente. Manasses foi-perito em iniqüidade, pois, não só multiplicou, chegando a extremos extravagantes, as suas impiedades sacrílegas, como também envenenou os princípios e perver­teu os costumes dos seus súditos, fazendo-os agir pior do que os pagãos idolatras mais detestáveis. Veja 2 Crônicas 33. Contudo, através desta super abundante graça, ele se humilhou, mudou de vida, e se tornou um filho do amor que perdoa e um herdeiro da glória imortal.

“Vede Saulo, aquele perseguidor cruel e sanguinário, quan­do, respirando ameaças e disposto à matança, atormentava as ove­lhas de Jesus e levava à morte os Seus discípulos. A devastação que causara e as famílias inofensivas que arruinara, não eram su­ficientes para mitigar o seu espírito vingativo. Eram apenas uma amostra para o paladar que, em vez de saciar a sede de sangue, fizeram-no seguir mais de perto a presa e ansiar mais ardentemente pela destruição. Continuava sedento de violência e morte. Tão ávida e insaciável era sua sede, que chegava a respirar amea­ças e mortes (Atos 9:1). Suas palavras eram verdadeiras lanças e flechas, e a sua língua, uma espada afiada. Para ele, ameaçar os cristãos era tão natural como respirar. Nos propósitos do seu coração rancoroso, eles não paravam de sangrar. Só devido à falta de poder é que cada sílaba que proferia e cada sopro da sua respiração não espalhavam mais mortes nem faziam cair mais discípulos inocentes. Quem, segundo os princípios da justiça hu­mana, não o teria pronunciado vaso da ira, destinado a inevitável condenação? E mais, quem não estaria pronto a concluir que, se houvesse cadeias mais pesadas e masmorra mais triste no mundo das torturas, certamente se reservariam para tão implacável ini­migo da verdadeira religiosidade? Entretanto, admirai e adorai os inexauríveis tesouros da graça — este Saulo é admitido na santa comunhão dos profetas, é enumerado com o nobre exército de mártires e faz distinguida figura no glorioso colégio dos apóstolos.

“Era proverbial a maldade dos coríntios. Alguns deles cha­furdavam em tão abomináveis libertinagens, e estavam habituados a tão ultrajantes atos de injustiça que eram uma infâmia até para a natureza humana. Contudo, até mesmo esses filhos da violência e escravos do sensualismo foram lavados, santificados, justificados (1 Coríntios 6:9-11). “Lavados” no sangue precioso do Redentor que deu Sua vida; “santificados” pelas poderosas operações do bendito Espírito; “justificados” através das misericórdias infini­tamente ternas do Deus da graça. Os que outrora foram um afli­tivo fardo para a terra, vieram a ser o júbilo do céu, o encanto dos anjos”.

Agora, a graça de Deus se manifesta no Senhor Jesus Cristo, por Ele e através dEle.-“Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo (João 1:17). Isto não significa que Deus nunca exercera a Sua graça em favor de al­guém antes de encarnar-Se o Seu Filho, Gênesis 6:8; Êxodo 33:19; etc; mostram que a verdade é outra. Mas a graça e a verdade foram plenamente reveladas e perfeitamente exemplifica­das quando o Redentor veio a esta terra e morreu na cruz por Seu povo. Ê somente através de Cristo, o Mediador, que a graça de Deus flui para os Seus eleitos. “Muito mais a graça de Deus e o dom pela graça, que é dum só homem (ou “por um ho­mem”), Jesus Cristo… muito mais os que recebem a abundância da graça, e o dom da justiça, reinarão em vida por um só — Jesus Cristo … para que … também a graça reinasse pela jus­tiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor” (Roma­nos 5:15, 17, 21).

A graça de Deus é proclamada no evangelho  (Atos 20:24), o qual é para o judeu confiante em sua justiça própria um “es­cândalo” (ou “pedra de tropeço”), e para o grego presunçoso e filósofo   “loucura”. Por quê? Porque não há nada no evangelho que se preste para gratificar o orgulho do homem. Ele anuncia que se não formos salvos pela graça, não seremos salvos de modo nenhum. Ele declara que, fora de Cristo – o Dom inefável da graça de Deus — o estado de todos os homens é desesperador, irremediável, sem esperança. O evangelho trata os homens como criminosos culpados, condenados e mortos. Declara que o mora­lista mais puro está na mesma condição terrível em que se acha o libertino mais  voluptuoso;  que o religioso confesso e zeloso, com todas as suas práticas religiosas, não é melhor do que o mais profano infiel.

O evangelho considera a todo descendente de Adão como pe­cador decaído, corrupto, merecedor do inferno e desvalido. A gra­ça que o evangelho divulga é a sua única esperança. Todos per­manecem diante de Deus como réus sentenciados, transgressores da Sua santa lei, como criminosos culpados e condenados, não a espera de alguma sentença, mas esperando a execução da sentença já passada sobre eles (João 3:18; Romanos 3:19). Queixar-se da parcialidade da graça é suicídio. Se o pecador insiste em que se lhe faça a pura justiça, então o “lago de fogo” terá que ser o seu quinhão eterno. Sua única esperança está em render-se a sen­tença que a justiça divina lhe passou, apropriar-se da retidão abso­luta que a caracteriza, lançar-se à misericórdia de Deus, e esten­der mãos vazias para servir-se da graça de Deus, que agora chegou a conhecer por meio do evangelho.

A terceira pessoa da Deidade é o comunicador da graça  pelo que e denominado “… o Espírito de graça… ” (Zacarias 12-10) Deus, o Pai, é a fonte de toda graça, pois Ele em Si mesmo deter­minou a aliança eterna da redenção. Deus, o Filho, é o único canal da graça. O evangelho é o divulgador da graça. O Espírito é o doador. Ele aplica o evangelho com poder salvador à alma vivificando os eleitos enquanto ainda mortos, dominando as suas von­tades rebeldes, amolecendo os seus duros corações,  abrindo-lhes os olhos da sua cegueira, limpando-os da lepra do pecado   Pode­mos assim dizer com G. S. Bishop (já falecido): «A graça é uma provisão para homens que se acham tão decaídos que não podem erguer o machado da justiça, tão corruptos que não podem mudar as suas próprias naturezas, tão contrários a Deus que não podem voltar para Ele, tão cegos que não podem vê-10, tão surdos que não podem ouvi-1O, e tão mortos que Ele mesmo precisa abrir os seus túmulos e levantá-los para a ressurreição”.

 

14. A MISERICÓRDIA DE DEUS

 “Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua begnidade (ou misericórdia) dura para sempre” (Salmo 136-1) Deus deve ser grandemente louvado por esta perfeição do Seu caráter. Por três vezes, em três versículos, o salmista convida os santos a louvarem ao Senhor por este atributo adorável. E cer­tamente é o mínimo que se pode pedir aos que tão copiosamente se beneficiaram dele. Quando ponderamos as características desta excelência divina, não podemos senão bendizer a Deus por ela A Sua misericórdia (ou benignidade), é “grande” (1 Reis 3-6- 1 Pedro 1:3), “abundante” (Salmo 86:5), “terna” (Lucas 1-78 ‘na versão utilizada pelo autor); “… de eternidade a eternidade so­bre aqueles que o temem…” (Salmo 103:17). Bem podemos dizer com o salmista: “… louvarei com alegria a tua misericór­dia …  (Salmo 59:16).

“… eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti e apregoarei o nome do Senhor diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem me compadecer” (Êxodo 33:19). Em que a misericórdia de Deus difere da Sua “graça”? A misericórdia de Deus tem sua origem na bon­dade divina. O primeiro fruto da bondade de Deus é Sua benigni­dade ou generosidade, pela qual Ele dá liberalmente a Suas criaturas como criaturas; assim deu Ele o ser e a vida a todas as coisas. O segundo fruto da bondade de Deus é Sua misericór­dia, que denota a pronta inclinação de Deus para aliviar a miséria das criaturas caídas. Assim, “misericórdia” pressupõe pecado.

Embora não seja fácil, à primeira consideração, perceber uma real diferença entre a graça e a misericórdia de Deus, podemos compreendê-la se ponderarmos cuidadosamente os Seus procedi­mentos para com os anjos que não caíram. Ele nunca exerceu misericórdia para com eles, pois jamais tiveram qualquer neces­sidade dela, pois não pecaram, nem ficaram debaixo dos efeitos da maldição. Todavia, eles são objetos da livre e soberana graça de Deus. Primeiro, porque Deus os elegeu do seio de toda a raça angélica (1 Timóteo 5:21), Segundo, e em conseqüência da sua eleição, porque foram preservados da apostasia, quando Satanás se rebelou e arrastou consigo um terço das hostes celestiais (Apocalipse 12:4), Terceiro, tornando Cristo a Cabeça deles (Colossenses 2:10; 1 Pedro 3:22), meio pelo qual eles permanecem eter­namente seguros na santa condição em que foram criados. Quarto, devido à exaltada posição que lhes foi atribuída: viver na pre­sença imediata de Deus (Daniel 7:10), servi-1O constantemente em Seu templo celestial, receber dEle honrosas missões (Hebreus 1:14). Isso é graça abundante para com eles, mas “misericórdia” não é.

No empenho em estudar a misericórdia de Deus como ex­posta nas Escrituras, é preciso fazer uma tríplice distinção, se é que a Palavra da Verdade há de ser “bem manejada” nesse ponto. Primeiro, há uma misericórdia geral de Deus, que se estende não somente a todos os homens, crentes e descrentes igualmente, mas também à criação inteira: “…as  suas  misericórdias  são sobre todas as suas obras” (Salmo 145:9); “… de mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas” (Atos 17:25). Deus tem compaixão da criação animal em suas necessi­dades, e a supre de provisão adequada. Segundo, há uma mise­ricórdia especial de Deus, exercida para com os filhos dos homens, ajudando-os e socorrendo-os, apesar dos seus pecados. Também a estes Deus supre todas as necessidades da vida: “… porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mateus 5:45). Terceiro, há uma miseri­córdia soberana, reservada para os herdeiros da salvação, comu­nicada a estes por meio de uma aliança, através do Mediador.

Acompanhando um pouco mais a diferença entre o segundo e o terceiro pontos distintivos acima expostos, é importante notar que as misericórdias que Deus concede aos ímpios são exclusiva­mente de natureza temporal; quer dizer, limitam-se estritamente a presente vida. Não haverá misericórdia que se estenda a eles além-tumulo: “… este povo não é povo de entendimento- por isso aquele que o fez não se compadecera dele, e aquele que o formou não lhe mostrará nenhum favor” (Isaías 27:11) Neste ponto, porém, pode oferecer-se uma dificuldade a algum dos nos­sos leitores, a saber: não afirmam as Escrituras que a misericórdia de Deus, “…a sua benignidade dura para sempre”?   (Salmo 13b: 1)7 E preciso assinalar duas coisas neste contexto. Deus nunca deixa de ser misericordioso, pois isto constitui uma qualidade da essência divina (Salmo 116:5); mas o exercício da Sua misericór­dia e regulado por Sua vontade soberana. Tem que ser assim, pois não ha fora dEle coisa nenhuma que O obrigue a agir;  se hou­vesse, essa “coisa” seria suprema e Deus deixaria de ser Deus. É somente a pura graça soberana que determina o exercício da misericórdia divina. Deus afirma expressamente este fato em Romanos 9:15: “Pois diz a Moisés:  Compadecer-me-ei de quem compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericór­dia. Não e a desgraça da criatura que O leva a mostrar misericórdia,  pois  Deus não é influenciado por coisas  alheias  a  Si mesmo, como nós somos. Se Deus fosse influenciado pela miséria abjeta dos pecadores leprosos, Ele os limparia e os salvaria a todos. Mas não o faz. Por quê? Simplesmente porque não é do Seu agrado e do Seu propósito agir assim. Menos ainda são os méritos da criatura que O levam a conceder-lhes misericórdias, pois é uma contradição de termos falar em merecer “miseri­córdia”. “Não petas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou…” (Tito 3:5) — aquelas estando em direta antítese a esta. Tampouco são os méritos de Cristo que movem Deus a conceder misericórdias aos Seus elei­tos; isto seria tomar o efeito pela causa. É “através” ou por causa da misericórdia de Deus que Cristo foi enviado ao mundo, ao Seu povo (Lucas 1:78). Os méritos de Cristo tornaram possí­vel a Deus conceder justamente misericórdias espirituais aos Seus eleitos, tendo sido satisfeita plenamente a justiça pelo Fiador! Não, a misericórdia provém unicamente da vontade soberana de Deus.

Ademais, conquanto seja verdade, bendita e gloriosa verdade, que a misericórdia de Deus “dura para sempre”, devemos obser­var cuidadosamente os objetos a quem Deus mostra misericórdia. Até o lançamento dos reprovados no “lago de fogo” é um ato de misericórdia. O castigo dos ímpios deve ser considerado de um tríplice ponto de vista. Do lado de Deus, é um ato de justiça, vindicando a Sua honra, A misericórdia de Deus nunca se mostra cm detrimento da Sua santidade e justiça. Do lado dos ímpios, é um ato de eqüidade, dado que são postos a sofrer a merecida re­compensa das suas iniqüidades. Mas do ponto de vista dos redi­midos, o castigo dos ímpios é um ato de indescritível misericórdia. Quão terrível seria se a presente ordem de coisas continuasse para sempre, quando os filhos de Deus são forçados a viver no meio dos filhos do diabo! O céu logo deixaria de ser céu, se os ouvi­dos dos santos ainda ouvissem a Linguagem blasfema e corrom­pida dos reprovados. Que misericórdia, o fato de que na Nova Jerusalém não entrará “ … coisa alguma que contamine, e cometa abominação… ” (Apocalipse 21:27)!

Para que o leitor não pense que no último parágrafo acima estivemos laborando sobre a nossa imaginação, apelemos para as Escrituras Sagradas em apoio do que foi dito. No Salmo 143:12 vemos Davi orando: “E por tua misericórdia desarraiga os meus inimigos, e destrói a todos os que angustiam a minha alma: pois sou teu servo”. Ainda, no Salmo 136:15 lemos que Deus “derribou a Faraó com o seu exército no Mar Vermelho; porque a sua benignidade (ou misericórdia) dura para sempre”. Foi um ato de castigo a Faraó e aos seus exércitos, mas foi um ato de “mise­ricórdia” para os israelitas. Mais ainda, em Apocalipse 19:1-3 lemos: “… ouvi no céu como que uma grande voz de uma gran­de multidão, que dizia: Aleluia; Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus; porque verdadeiros e jus­tos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. E outra vez disseram: Aleluia. E o fumo dela sobe para todo o sempre”.

Do que se acaba de ver diante de nós, notemos como é vã a presunçosa esperança dos ímpios que, apesar do seu continuado desafio a Deus, mesmo assim contam com uma atitude misericor­diosa de Deus em favor deles. Quantos há que dizem: não acre­dito que Deus me lançará no inferno; Ele é muito misericordio­so. Essa esperança é uma víbora que, se for acalentada no colo deles, irá feri-los com picada morta!. Deus é Deus de justiça, como de misericórdia, e Ele declarou expressamente que “… ao culpa­do não tem por inocente…” (Êxodo 34:7). Sim, Ele disse: “Os ímpios serão lançados no inferno e todas as gentes que se esque­cem de Deus” (Salmo 9:17). Também poderiam raciocinar os homens: se se deixasse acumular o lixo, e os esgotos ficassem estagnados, e as pessoas ficassem privadas de ar renovado, não acredito que um Deus misericordioso as deixaria cair presas de uma febre mortal. O fato é que aqueles que negligenciam as leis da saúde são tomados pela doença, apesar da misericórdia de Deus. Igualmente verdade é que os que negligenciam as leis da saúde espiritual sofrerão para sempre a ”segunda morte”.

É indizivelmente grave ver tantos abusando desta perfeição divina. Continuam desprezando a autoridade de Deus, pisoteando Suas leis; continuam em pecado, e ainda se vangloriam apoiados na Sua misericórdia.   Mas Deus não será injusto para Consigo mesmo. Deus mostra misericórdia para o penitente sincero, não porém para o impenitente (Lucas 13:3). É diabólico continuar em pecado e ainda contar com a misericórdia de Deus para a proscrição do castigo. Equivale a dizer: “Façamos males, para que venham bens”. Dos que falam assim, está escrito: “… A con­denação desses é justa’ (Romanos 3:8). Com toda a certeza, essa presunção se verá frustrada; leia cuidadosamente Deuteronômio 29:18-20. Cristo é a propiciação espiritual, e todos quantos des­prezarem e rejeitarem o Seu senhorio, perecerão “… no caminho, quando em breve se inflamar a sua ira” (Salmo 2:12).

O nosso pensamento final será sobre as misericórdias espiri­tuais de Deus para com o Seu povo. “… a tua misericórdia é grande até aos céus…” (Salmo 57:10). As riquezas da miseri­córdia transcendem os nossos mais elevados pensamentos. “Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem” (Salmo 103:11). Nin­guém pode medi-la. Os eleitos são designados “… vasos de mi­sericórdia…” (Romanos 9:23). Foi a misericórdia que os vivi-ficou quando estavam mortos em pecado (Efésios 2:4-5). A mi­sericórdia os salvou (Tito 3:5). Sua abundante misericórdia os regenerou para uma herança eterna (1 Pedro 1:3). E nos faltaria tempo para falar da misericórdia de Deus que preserva, sustenta, perdoa e supre os Seus. Para eles Deus é “… Pai das misericór­dias…” (2 Coríntios  1:3).

Quando em elevação minha alma sonda

as Tuas misericórdias, ó meu Deus,

a visão me arrebata, e então me absorvo em encanto,

em amor e em louvor.

15. O AMOR DE DEUS

 As Escrituras nos dizem três coisas a respeito da natureza de Deus. Primeira, “Deus é espírito” (João 4:24). No grego não há artigo indefinido. Dizer “Deus é um espírito” é sumamente repreensível, pois O coloca na mesma classificação de outros se­res. Deus é “espírito” no sentido mais elevado. Como é “espíri­to”, é incorpóreo, não tem substância visível. Tivesse Deus um corpo tangível, não seria onipresente, estaria limitado a um lugar; sendo “espírito”, enche os céus e a terra. Segunda, “Deus é luz” (1 João 1:5), o que é oposto às trevas. Nas Escrituras as “trevas” representam o pecado, o mal, a morte; a “luz” representa a san­tidade, a bondade, a vida. “Deus é luz” significa que Ele é a soma de todas as excelências. Terceira, “Deus é amor” (1 João 4:8). Não é simplesmente que Deus ama, porém que ê amor mes­mo. O amor não é meramente um dos Seus atributos, mas sim Sua própria natureza,

Muitos hoje falam do amor de Deus, mas são completamente alheios ao Deus de amor. Comumente se considera o amor divino como uma espécie de fraqueza amável, uma certa indulgência boazinha; fica reduzido a um sentimento enfermiço, modelado nas emoções humanas. Pois bem, a verdade é que nisto, como em tudo mais, os nossos pensamentos precisam ser formulados e regulados por aquilo que é revelado nas Escrituras Sagradas. Que há ur­gente necessidade disto transparece não só na ignorância que ge­ralmente prevalece, mas também no baixo nível de espiritualidade atual que lamentavelmente se evidencia entre os cristãos profes­sos. Quão pouco amor genuíno a Deus existe! Uma das principais razões disso é que os nossos corações pouco se ocupam com o Seu maravilhoso amor por Seu povo. Quanto melhor conheçamos o Seu amor — sua natureza, sua plenitude, sua bem-aventurança — mais os nossos corações serão impelidos a amá-1O.

1. O amor de Deus é imune de influência alheia. Queremos dizer com isso que não há nada nos objetos do Seu amor que possa colocá-lo em ação, e não há- nada na criatura que possa atraí-lo ou impulsioná-lo. O amor que uma criatura tem por outra deve-se a algo existente nelas; mas o amor de Deus é gratuito espontâneo e não causado por nada nem por ninguém. A única razão pela qual Deus ama alguém acha-se em Sua vontade sobe­rana: “O Senhor não tomou prazer em vós,  nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vos éreis menos em número do que todos os povos: mas porque o Senhor vos amava” {Deuteronômio 7:7-8), Deus amou o Seu povo desde a eternidade e, portanto, a criatura nada tem que possa ser a causa daquilo que se acha em Deus desde a eternidade. Seu amor provém dEle próprio: “… segundo o seu próprio propósito…” (2 Timóteo 1:9).

“Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro” (1 João 4:19). Deus não nos amou porque nós O amávamos, mas nos amou antes de nós termos uma só partícula de amor por Ele. Se Deus nos tivesse amado em resposta ao nosso amor, então o Seu amor não seria espontâneo; mas visto que Ele nos amou quando nós não O amávamos, é claro que o Seu amor não foi influenciado. Para que se honre a Deus, e se firme o coração do Seu Filho, é altamente importante que entendamos com absoluta clareza esta verdade preciosa. O amor de Deus por mim e por todos e cada um dos que são “Seus” não foi movido nem moti­vado por coisa nenhuma em nós. Que havia em mim que atraiu o coração de Deus? Absolutamente nada. Ao contrário, porém, havia tudo para O repelir, tudo na medida para levá-lO a detes­tar-me — sendo eu pecador, depravado, corrupto, sem “nenhum bem” em mim.

“O que existia em mim que merecesse estima

ou desse algum prazer ao Criador?

Fosse assim mesmo, ó Pai, eu sempre cantaria

por veres algo bom em mim, Senhor.”

2. É eterno. Necessariamente, Deus é eterno, e Deus é amor; portanto, como Deus não teve princípio, Seu amor também não teve. Mesmo concedendo que esse conceito transcende o alcance das nossas frágeis mentes, contudo, quando não podemos com­preender, podemos inclinar-nos em adoração. Como é claro o tes­temunho de Jeremias 31:3: “… com amor eterno te amei, tam­bém com amorável benignidade te atraí”! Que bem-aventurança saber que o grandioso e santo Deus amava o Seu povo antes do céu e a terra terem sido chamados à existência, que Ele pusera o Seu coração neles desde toda a eternidade! Esta é uma prova clara de que o Seu amor é espontâneo, pois Ele os amou eras sem fim, antes de sequer existirem!

A mesma verdade preciosa é exposta em Efésios 1:4-5: “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade; e nos predestinou…” (ou, na versão empregada pelo autor, “Havendo-nos predestinado em amor”). Que de louvores isto deveria evocar de cada um dos Seus filhos! Que tranqüilidade para o coração saber que, uma vez que o amor de Deus por mim não teve começo, certamente não terá fim! Se é certo que “de eter­nidade a eternidade” Ele é Deus, e é “amor”, então é igualmente certo que “de eternidade a eternidade” Ele ama a Seu povo.

3. É soberano. Isso também é evidente em si mesmo. Deus é soberano, não deve obrigação a ninguém; Ele é Sua própria lei e age sempre de acordo com a Sua vontade dominadora. Assim, pois, se Deus é soberano e é amor, infere-se necessariamente que o Seu amor é soberano. Porque Deus é Deus, faz o que Lhe agrada; porque é amor, ama a quem Lhe apraz. Eis a Sua pró­pria afirmação expressa: “… amei Jacó e aborreci Esaú” (Ro­manos 9:13). Em Jacó não havia mais razão do que em Esaú para ser objeto do amor divino. Ambos tinham os mesmos pais e, gêmeos que eram, nasceram na mesma hora. Contudo, Deus amou um e aborreceu o outro. Por que? Porque assim Lhe aprouve.

A soberania do amor de Deus infere-se necessariamente do fato de que nada do que há na criatura o influencia. Portanto, afirmar que a causa do Seu amor está em Deus é outro modo de dizer que Ele ama a quem Lhe apraz. Por um momento, su­ponha o oposto. Suponha que o amor de Deus fosse governado por outra coisa que a Sua vontade, caso em que Ele amaria se­guindo alguma norma e, amando por alguma norma, Ele estaria subordinado a uma lei do amor e, então, longe de ser livre, Deus seria governado por uma lei. “Em amor nos predestinou para fi­lhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo” — o quê? Alguma virtude que previu neles? Não. O que, então? — “…  segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios  1:4-5).

4. É infinito. Em Deus tudo é infinito. Sua essência enche os céus e a terra. Sua sabedoria não sofre nenhuma limitação, porquanto Ele conhece todas as coisas, do passado, do presente e do futuro. Seu poder é ilimitado, pois não há nada difícil demais para Ele. Assim, o Seu amor é sem limite. Há nele uma profun­didade que ninguém consegue sondar; há nele uma altitude que ninguém consegue escalar; há nele uma largura e um compri­mento que desdenhosamente desafiam a medição feita por todo e qualquer padrão humano. É declarado belamente em Efésios 2:4: “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou”. A palavra “muito” aqui faz paralelo com a expressão “… Deus amou… de tal maneira…” (João 3:16), Diz-nos que o amor de Deus é tão transcendental que não pode ser avaliado.

“Nenhuma língua pode expressar plenamente a infinidade do amor de Deus, e nenhum intelecto pode compreendê-lo: “… ex­cede todo o entendimento…” (Efésios 5:19). As idéias mais am­plas que nossa mente finita possa conceber acerca do amor divino, estão infinitamente abaixo da sua verdadeira natureza. O céu não se acha tão distante da terra como a bondade de Deus está além das mais elevadas concepções que somos capazes de formular dela. A bondade divina é um oceano que se avoluma e se torna mais alto do que todas as montanhas de oposição nos que são objetos dela. E uma fonte da qual dimana todo o bem necessário aos que a ela estão ligados” (John Brine, 1743).

5. E imutável. Como em Deus “… não há mudança nem sombra de variação” (Tiago 1:17), assim o Seu amor não conhe­ce mudança nem diminuição. O verme Jacó dá-nos enfático exem­plo disto: “Amei Jacó”, declarou Jeová, e, a despeito de toda a sua incredulidade e obstinação, Ele nunca deixou de amá-lo. João 13:1 oferece-nos outra bela ilustração. Precisamente naquele noite um dos apóstolos diria “… mostra-nos o Pai. ..”; outro O ne­garia soltando maldições; todos se escandalizariam por causa dEle e O abandonariam. Todavia, “… como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até ao fim”. O amor di­vino não se rende às vicissitudes. O amor divino é “… forte como a morte … as muitas águas não poderiam apagar este amor…” (Cantares de Salomão 8:6-7). Nada nos pode separar dele: Romanos 8:35-39.

“Seu amor não se mede e não conhece fim,

nada pode mudá-lo, nem seu curso.

Eternamente o mesmo, sem cessar dimana

do manancial eterno.”

6.   É santo. O amor de Deus não é regulado por capricho, paixão ou sentimento, mas por princípio. Exatamente como a Sua graça reina, não às suas expensas, mas “pela justiça” (Romanos 5:21), assim o Seu amor nunca entra em conflito com a Sua san­tidade. Que “Deus é luz” (1 João 1:5) se menciona antes de di­zer-se que “Deus é amor” (1 João 4:8). O amor de Deus não é mera fraqueza boazinha, nem brandura efeminada. As Escritu­ras declaram: “… o Senhor corrige o que ama, e açoita a qual­quer que recebe por filho” (Hebreus 12:6). Deus não tolerará o pecado, mesmo em Seu povo. O Seu amor é puro, e não se mis­tura com nenhum sentimentalismo piegas.

7.   É pleno de graça. O amor e o favor de Deus são inseparáveis. Esta verdade é exposta claramente em Romanos 8:32-39. O que é esse amor, do qual,nada nos pode -separar, percebe-se facilmente pelo propósito e alcance do contexto imediato: é aque­la boa vontade ou beneplácito e graça de Deus que O determinou a dar Seu Filho pelos pecadores. Esse amor foi o poder impulsivo da encarnação de Cristo: “… Deus amou o mundo de tal ma­neira que deu o seu Filho unigênito…” (João 3:16). Cristo morreu, não para fazer com que Deus nos amasse, mas porque Ele amava o Seu povo. O Calvário é a suprema demonstração do amor divino. Leitor cristão, sempre que você for tentado a duvi­dar do amor de Deus, volte ao Calvário.

Há aqui, pois, farta causa para confiança e paciência sob a aflição debaixo da mão de Deus. Cristo era amado pelo Pai, po­rém Ele não foi eximido de pobreza, humilhação e perseguição. Cristo teve fome e sede. Assim, quando Cristo permitiu que os homens cuspissem nEle e O golpeassem, isso não foi incompatível com o amor de Deus por Ele. Portanto, que nenhum cristão ques­tione o amor de Deus quando passar por aflições e provações. Deus não enriqueceu a Cristo na terra com prosperidade temporal, pois Ele não tinha “… onde reclinar a cabeça” (Mateus 8:20). Mas Deus Lhe deu o Espírito sem medida {João 3:34). Aprenda o cristão, pois, que as bênçãos espirituais são os principais dons do amor divino. Que bênção saber que, ao passo que o mundo nos odeia, Deus nos ama!

 

 16. A IRA DE DEUS

 É triste ver tantos cristãos professos que parecem considerar a ira de Deus como uma coisa pela qual eles precisam pedir des­culpas, ou, pelo menos, parece que gostariam que não existisse tal coisa. Conquanto alguns não fossem longe o bastante para admitir abertamente que a consideram uma mancha no caráter divino, contudo, estão longe de vê-la com bons olhos, não gostam de pensar nisso e dificilmente a ouvem mencionada sem que surja em seus corações um ressentimento contra essa idéia. Mesmo den­tre os mais sóbrios em sua maneira de julgar, não poucos parecem imaginar que há na questão da ira de Deus uma severidade terrificante demais para propiciar um tema para consideração provei­tosa. Outros dão abrigo ao erro de pensar que a ira de Deus não é coerente com a Sua bondade, e assim procuram bani-la dos seus pensamentos.

Sim, muitos há que fogem de visualizar a ira de Deus, como se fossem intimados a ver alguma nódoa no caráter divino, ou al­gum defeito no governo divino. Mas, o que dizem as Escrituras? Quando a procuramos nelas, vemos que Deus não fez tentativa alguma para ocultar a realidade da Sua ira. Ele não se envergo­nha de dar a conhecer que a vingança e a cólera Lhe pertencem. Eis o Seu desafio: “Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum Deus comigo; eu mato, e eu faço viver; eu  firo, e eu saro; e ninguém há que escape da minha mão. Porque levantarei a minha mão aos céus, e direi: Eu vivo para sempre. Se eu afiar a minha espada reluzente, e travar do juízo a minha mão, farei tornar a vingança sobre os meus adversários, e recompensarei aos meus aborrecedores” (Deuteronômio 32:39-41). Um estudo na concor­dância mostrará que há mais referências nas Escrituras à indigna­ção, à cólera e à ira de Deus, do que ao Seu amor e ternura. Porque Deus é santo, Ele odeia todo pecado; e porque Ele odeia todo pecado, a Sua ira inflama-se contra o pecador Salmo 7:11.

Pois bem, a ira de Deus é uma perfeição divina tanto como a Sua fidelidade, o Seu poder ou a Sua misericórdia. Só pode ser assim, pois não há mácula alguma, nem o mais ligeiro defeito no caráter de Deus, porém, haveria, se nEle não houvesse “ira”! A indiferença para com o pecado é uma nódoa moral, e aquele que não o odeia é um leproso moral. Como poderia Aquele que é a soma de todas as excelências olhar com igual satisfação para a virtude e o vício, para a sabedoria e a estultícia? Como poderia Aquele que é infinitamente santo ficar indiferente ao pecado e negar-Se a manifestar a Sua “severidade” (Romanos 11:22) para com ele? Como poderia Aquele que só tem prazer no que é puro e nobre, deixar de detestar e de odiar o que é impuro e vil? A própria natureza de Deus faz do inferno uma necessidade tão real, um requisito tão imperativo e eterno como o céu o é. Não somente não há imperfeição nenhuma em Deus, mas também não há nEle perfeição que seja menos perfeita do que outra.

A ira de Deus é a Sua eterna ojeriza por toda injustiça. É o desprazer e a indignação da divina eqüidade contra o mal. É a santidade de Deus posta em ação contra o pecado. É a causa motora daquela sentença justa que Ele lavra sobre os malfeitores. Deus está irado contra o pecado porque este é rebelião contra a Sua autoridade, um ultraje à Sua soberania inviolável. Os in­surgentes contra o governo de Deus saberão um dia que Deus é o Senhor. Serão levados a sentir quão grandiosa é aquela Majes­tade que eles desprezaram, e como é terrível aquela ira de que foram ameaçados e a que não deram a mínima importância. Não que a ira de Deus seja uma retaliação maldosa e mal intencionada, infligindo agravo só pelo prazer de infligi-lo, ou devolver a ofensa recebida. Não; embora seja verdade que Deus vindicará o domínio como Governador do universo, Ele não será revanchista.

Evidencia-se que a ira divina é uma das perfeições de Deus, não somente pelas considerações acima apresentadas, mas também fica estabelecido claramente pelas declarações expressas da Sua Palavra. “Porque do céu se manifesta a ira de Deus…” (Roma­nos 1:18). “Manifestou-se quando foi pronunciada a primeira sen­tença de morte, quando a terra foi amaldiçoada e o homem foi expulso do paraíso terrestre; e depois, mediante castigos exem­plares como o dilúvio e a destruição das cidades da planície com fogo do céu, mas, especialmente pelo reinado da morte no mundo todo. Foi proclamada na maldição da lei para cada transgressão, e foi imposta na instituição do sacrifício. No capítulo 8 de Roma­nos, o apóstolo Paulo chama a atenção dos crentes para o fato de que a criação inteira ficou sujeita à vaidade, e geme e tem dores de parto. A mesma criação que declara que existe um Deus, e publica a Sua glória, também proclama que Ele é o inimigo do pecado e o vingador dos crimes dos homens. Acima de tudo, po­rém, do céu se manifestou a ira de Deus quando o Filho de Deus veio a este mundo para revelar o caráter divino, e quando essa ira foi demonstrada nos Seus sofrimentos é morte, de maneira mais terrível do que por todas as provas que Deus antes dera da Sua aversão pelo pecado. Além disso, o castigo futuro e eterno dos ímpios agora é declarado em termos mais solenes e explícitos do que antes. Sob a nova dispensação há duas revelações dadas do céu, uma da ira, a outra da graça” (Robert Haldane).

Mais: que a ira de Deus é uma perfeição divina está demons­trado claramente pelo que lemos no Salmo 95:11: “Por isso jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso”. Duas são as ocasiões em que Deus “jura”: quando faz promessas (Gênesis 22:16), e quando faz ameaças (Deuteronômio 1:34). Na primeira, jura com misericórdia dos Seus filhos; na segunda, jura para aterrorizar os ímpios. Um juramento é feito para confirmação: Hebreus 6:16. Em Gênesis 22:16 disse Deus: “Por mim mesmo, jurei”, No Salmo 89:35 Ele declara; “Uma vez jurei por minha santidade”. Enquanto que no Salmo 95:11 Ele afirma: “Jurei na minha ira”. Assim é que o grande Jeová pessoalmente recorre à Sua “ira” como a uma perfeição igual à Sua “santidade”: tanto jura por uma como pela outra! Ainda: como em Cristo “… ha­bita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9), e como todas as perfeições divinas são notavelmente mani­festadas por Ele (João 1:18), por isso lemos sobre “… a ira do Cordeiro” (Apocalipse 6:16).

A ira de Deus é uma perfeição do caráter divino sobre a qual precisamos meditar com freqüência. Primeiro, para que os nossos corações fiquem devidamente impressionados com a ojeriza de Deus pelo pecado, Estamos sempre inclinados a uma consi­deração superficial do pecado, a encobrir a sua fealdade, a des­culpá-lo com excusas várias, Mas, quanto mais estudarmos e pon­derarmos a aversão de Deus pelo pecado e a maneira terrível como se vinga dele, mais probabilidade teremos de compreender quão horrível é o pecado. Segundo, para produzir em nossas almas um verdadeiro temor de Deus: “… retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e piedade (“san­to temor”); porque o nosso Deus é um fogo consumidor” (Hebreus 12:28-29). Não poderemos servi-1O “agradavelmente” sem a devida “reverência” ante a Sua tremenda Majestade e sem o devido “santo temor” de Sua justa ira, e promoveremos melhor estas coisas trazendo freqüentemente à memória o fato de que “o nosso Deus é um fogo consumidor”. Terceiro, para induzir nossas almas a fervoroso louvor a Deus por ter-nos livrado “… da ira futura” (1 Tessalonicenses  1:10).

A nossa prontidão ou a nossa relutância em meditar na ira de Deus é um teste seguro de até que ponto os nossos corações reagem à Sua influência. Se não nos regozijamos verdadeiramente em Deus, pelo que Ele é em Si mesmo, e por todas as perfeições que nEle há eternamente, como poderá permanecer em nós o amor de Deus? Cada um de nós precisa vigiar o mais possível em oração contra o perigo de criar em nossa mente uma imagem de Deus segundo o modelo das nossas inclinações pecaminosas. Desde há muito o Senhor lamentou: “…pensavas que (eu) era como tu” (Salmo 50:21). Se não nos alegramos “…em memória da sua santidade” (Salmo 97:12), se não nos alegramos por saber que num dia que logo vem, Deus fará uma demonstração suma­mente gloriosa da Sua ira,  tomando vingança em todos os que agora se opõem a Ele, é prova positiva de que os nossos corações não estão sujeitos a Ele, que ainda permanecemos em nossos pe­cados, rumo às chamas eternas.

“Jubilai, ó nações (gentios), com o seu povo, porque vingará o sangue dos seus servos, e sobre os seus adversários fará tornar a vingança…” (Deuteronômio 32:43). E ainda lemos: “E, depois destas coisas, ouvi  no céu  como “que uma grande voz  de uma grande multidão, que dizia: Aleluia; Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus; Porque verda­deiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. E outra vez disseram: Aleluia…” (Apocalipse 19:1 -3). Grande será o regozijo dos san­tos naquele dia em que o Senhor irá vindicar a Sua majestade, exercer o Seu domínio formidável, magnificar a Sua justiça, e derribar os orgulhosos rebeldes que ousaram desafiá-lO.

“Se tu, Senhor, observares (imputares) as iniqüidades, Senhor, quem subsistirá?” (Salmo 130:3). Cada um de nós pode muito bem fazer esta pergunta, pois está escrito que “…os ím­pios não subsistirão no juízo…” (Salmo 1:5). Quão dolorosa­mente a alma de Cristo padeceu ao pensar na ação de Deus observando as iniqüidades do Seu povo quando estas pesaram sobre

Ele! Ele “… começou a ter pavor, e a angustiar-se” (Marcos 14:33). Sua agonia terrível, Seu suor de sangue, Seu grande cla­mor e súplicas (Hebreus 5:7), Suas reiteradas orações, “Se é pos­sível, passe de mim este cálice”, Seu último e tremendo brado, “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” — tudo ma­nifesta que pavorosas apreensões Ele teve quanto ao que era para Deus “observar iniqüidades1‘. Bem que nós, pobres pecadores, podemos clamar: Senhor, quem subsistirá, se o próprio Filho de Deus tremeu tanto sob o  peso da Tua  ira?  Se tu, meu leitor, ainda não correste em busca do refúgio em Cristo, o único Sal­vador, “… que farás na enchente do Jordão?” (Jeremias 12:5). “Quando considero como a bondade de Deus sofre abusos da maior parte da humanidade, não posso senão apoiar quem disse; “O maior milagre do mundo é a paciência e generosidade de Deus para com o mundo ingrato. Se um príncipe tem inimigos metidos numa de suas cidades, não lhes envia provisões, mas mantém sitiado o local e faz o que pode para vencê-los pela fome. Mas o grande Deus, que poderia levar todos os Seus inimigos à destruição num piscar de olhos, tolera-os e se empenha diaria­mente para sustentá-los. Aquele que faz o bem aos maus e in­gratos, pode muito bem ordenar-nos que bendigamos os que nos maldizem. Não penseis, porém, que escapareis assim, pecadores; o moinho de Deus mói devagar, mas mói fino; quanto mais ad­mirável é agora a Sua paciência e generosidade, mais terrível e insuportável será a fúria resultante dos abusos feitos à Sua bon­dade. Nada é mais brando do que o mar; contudo, quando se agita e forma temporal, nada se enfurece mais. Nada é tão suave como a paciência e bondade de Deus, e nada tão terrível como a Sua ira quando se inflama” (William Gurnall, 1660). “Fuja”, pois, meu leitor, fuja para Cristo; fuja “…da ira futura” (Ma­teus 3:7), antes que seja tarde demais. Nós lhe rogamos com todo o empenho, não pense que esta mensagem tem em vista outra pessoa. É para você1. Não fique satisfeito em pensar que você já fugiu para Cristo. Obtenha certeza disso! Rogue ao Senhor que sonde o teu coração e te revele o que tu és.

 

Uma palavra aos pregadores. Irmãos, em nosso ministério temos pregado sobre este solene assunto tanto como devíamos? Os profetas do Velho Testamento muitas vezes diziam aos seus ouvintes que as suas vidas ímpias provocavam o Santo de Israel, e que estavam entesourando para si mesmos irá para o dia da ira. E as condições do mundo hoje não são melhores do que eram então! Nada se presta mais para despertar os indiferentes e fa­zer com que os crentes carnais sondem os seus corações, do que alongar-nos sobre o fato de que Deus “…se ira todos os dias” com os ímpios (Salmo 7:11). O precursor de Cristo exortava os seus ouvintes a fugirem “…da ira futura” (Mateus 3:7). O Sal­vador ordenava a quantos O ouviam: “Temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno, sim, vos digo, a esse temei” (Lucas 12:5). O apóstolo Paulo dizia: “… sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens…” (2 Coríntios 5: li). A fidelidade exige que falemos tão claramente do inferno como do céu.

 17. CONTEMPLANDO A DEUS

Nos capítulos anteriores passamos em revista algumas das maravilhosas e belas perfeições do caráter divino. Dessa débil e defeituosa contemplação dos Seus atributos, deve ter ficado evi­dente para nós que Deus é, primeiramente, um Ser incompreen­sível, e, encantados e absortos ante a Sua grandeza infinita, vemo-nos constrangidos a adotar as palavras de Sofar: “Porventura alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso? Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás tu fazer? Mais profunda é ela do que o inferno; que poderás tu saber? Mais comprida é a sua medida do que a terra, e mais larga do que o mar” (Jó 11:7-9). Quando volvemos os nossos pensamentos para a eternidade de Deus,^ Sua imaterialidade, Sua onipresença, Sua onipotência, vemos que todas elas transcendem nossas mentes.

Mas a incompreensibilidade da natureza divina não é razão para desistirmos da pesquisa reverente e da luta em oração para apreender o que Ele de Si mesmo revelou por Sua graça em Sua Palavra. Dado que somos incapazes de adquirir conhecimento perfeito, seria insensato dizer que, portanto, não faremos nenhum esforço para conseguir qualquer proporção dEle. Com acerto se tem dito que “nada alargará tanto o intelecto, nada engrandecerá tanto a alma do homem, como uma investigação devota, zelosa e continuada do grande tema da Deidade. O mais excelente estudo para a expansão da alma é a ciência de Cristo, e Este crucificado, e o conhecimento do Ser divino na Trindade gloriosa” (C. H. Spurgeon). Para citar um pouco mais o príncipe dos pregadores:

“O estudo próprio do cristão é o da Deidade. A mais alta ciência, a mais elevada especulação, a mais vigorosa filosofia, com o poder de empolgar a atenção de um filho de Deus, é o nome, a natureza, a pessoa, os feitos e a existência do grande Deus, a Quem ele chama seu Pai. Na contemplação da Deidade há algo capaz de comunicar sumo progresso à mente. É um as­sunto tão vasto que todos os nossos pensamentos se perdem em sua imensidade; tão profundo que o nosso orgulho se submerge em sua infinidade. Outros assuntos podemos compreender e ten­tar assimilar; neles sentimos uma espécie de satisfação própria, e seguimos nosso caminho pensando: “Vejam como sou sábio!11 Mas quando chegamos a este assunto magistral, vendo que a nos­sa sonda não consegue sondar a sua profundidade e que o nosso olho de águia não consegue ver a sua altura, vamos embora pen­sando: “Eu sou de ontem apenas, e nada sei” (Sermão sobre Malaquias 3:6).

Sim, a incompreensibilidade da natureza divina deveria ensi­nar-nos humildade, cautela e reverência. Após todas as nossas pesquisas e meditações, temos que dizer com Jó: “Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele!…” (Jó 26:14). Quando Moisés implorou ao Senhor por uma visão da Sua glória, Ele respondeu-lhe: “. . . apregoarei o nome do Senhor diante de ti…” (Êxodo 33:19), e, como já se disse, “o nome é a coleção dos Seus atri­butos”. Acertadamente o puritano John Howe declarou: “Por­tanto, a noção que podemos formar da Sua glória é apenas como a que podemos ter de uma obra volumosa comparada com uma breve sinopse, ou de uma espaçosa região comparada com uma pequena vista panorâmica. Ele nos dá aqui um fiel relato de Si mesmo, mas não completo; o bastante para garantir — graças à orientação que por ele nos vem — que a nossa compreensão fique livre de erro, mas não de ignorância. Podemos aplicar as nossas mentes à contemplação das diversas perfeições pelas quais o Deus bendito nos revela o Seu ser, e em nossos pensamentos podemos atribuí-las todas a Ele, apesar de só termos ainda fraca e defeituosa concepção de cada uma delas. Todavia, na medida em que a nossa compreensão corresponda à revelação que Ele nos dá das Suas várias excelências, temos uma apropriada visão da Sua glória”.

Como é realmente grande a diferença entre o conhecimento de Deus que os Seus santos têm nesta vida e aquele que eles te­rão no céu! Contudo, como o primeiro não deve ser menosprezado por ser imperfeito, o último não deve ser engrandecido acima da realidade. Certo, as Escrituras declaram que então veremos “face a face” e conheceremos como somos conhecidos (1 Coríntios 13:12), mas inferir disto que conheceremos então a Deus tão completamente como Ele nos conhece é deixar-nos iludir pelos simples sons das palavras e não atentar para a restrição delas, restrição que o assunto exige necessariamente. Há uma imensa diferença entre serem glorificados os santos e serem eles divinizados. No seu estado glorificado, os cristãos continuarão sendo cria­turas finitas, e, portanto, nunca serão capazes de compreender plenamente o Deus infinito.

“Os santos no céu verão a Deus com os olhos da mente, pois Ele sempre será invisível aos olhos do corpo; e O verão mais claramente do que poderiam vendo-O pela razão e pela fé, e mais extensamente que tudo que as Suas obras e dispensações dEle revelaram até então; mas as suas mentes não serão aumentadas a ponto de poderem contemplar de uma vez, ou minuciosamente, a excelência completa da Sua natureza. Para compreenderem a per­feição infinita, eles próprios teriam que se tornar infinitos.

Mesmo no céu, o seu conhecimento será parcial, mas ao mesmo tempo a sua felicidade será completa, porque o seu co­nhecimento será perfeito neste sentido: será adequado à capaci­dade do sujeito, sem todavia exaurir a plenitude do objeto. Cremos que será progressivo e que, à medida que se lhes amplie a visão, sua bem-aventurança   aumentará;   nunca,   porém,  chegará a um limite além do qual não haja mais nada para ser descoberto; e depois de se terem passado eras e mais eras, Ele continuará sendo o Deus incompreensível” (John Dick,  1840).

Segundo, um exame das perfeições de Deus mostrará que Ele é um Ser absolutamente suficiente. É-o em Si e para Si mes­mo. Como o primeiro dos seres, Ele não precisa receber nada de outrem, nem pode ser limitado pelo poder de ninguém. Sendo infinito, possui todas as perfeições possíveis. Quando o Deus triúno existia totalmente só, Ele era tudo para Si próprio. Seu entendimento, Seu amor, Suas energias encontravam nEle mesmo um objeto adequado. Se tivesse necessidade de alguma coisa ex­terna, não seria independente e, portanto, não seria Deus. Ele criou todas as coisas, e isso “para ele” (Colossenses 1:16); toda­via, não para preencher alguma lacuna, mas para poder comunicar vida e felicidade a anjos e homens e permitir-lhes a visão da Sua glória. Ê certo que Ele exige a lealdade e os serviços de Suas criaturas dotadas de inteligência, mas não extrai benefício algum das suas funções; toda a vantagem redunda em favor delas mes­mas: Jó 22:2-3. Ele faz uso de meios e instrumentos para realizar os Seus fins; não, porém, por deficiência de poder, mas muitas vezes para demonstrar mais extraordinariamente o Seu poder atra­vés da fragilidade dos instrumentos.

A absoluta suficiência de Deus faz dEle o objeto supremo, que sempre se há de buscar. A verdadeira felicidade consiste uni­camente em fruir a Deus. Seu favor é vida, e Sua amorável bon­dade é mais que a vida. “A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele” (Lamentações 3:24). As nossas percepções do Seu amor, da Sua graça, da Sua glória, são os principais objetos do desejo dos santos e os mananciais da sua mais elevada satisfação. “Muitos dizem: quem nos mostrará o bem? Senhor, exalta sobre nós a luz do teu rosto. Puseste alegria. no meu coração, mais do que no tempo em que se multiplicaram o seu trigo e o seu vinho” (Salmo 4:6-7). Sim, o cristão, quando em são juízo, pode dizer: “Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas: todavia eu me ale­grarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação” (Habacuque 3:17-18).

Terceiro, ao se fazer um exame das perfeições de Deus, vê-se que Ele é o Soberano Supremo do universo. Tem-se dito com acer­to que, “Nenhum domínio é tão absoluto como o que se funda na criação. Aquele que bem podia não ter feito coisa alguma, tinha o direito de fazer todas as coisas de acordo com o Seu be­neplácito. No exercício do Seu poder indomável, Ele fez algumas partes da criação simples matéria inanimada, de textura mais grosseira ou mais refinada, e distinguida por qualidades diferen­tes, mas sempre matéria inerte e inconsciente. Ele deu organiza­ção a outras partes, e as fez suscetíveis de crescimento e expan­são, mas ainda destituídas de vida no sentido próprio do termo. A outras não só deu organização, mas também vida consciente, os órgãos dos sentidos, e energia para auto-motivação. A estas Ele acrescentou, no homem, o dom da razão e um espírito imortal, pelos quais o homem se junta a uma ordem mais elevada de seres localizados nas regiões superiores. Sobre o mundo que criou, Ele empunha o cetro da onipotência. “… eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes? — Daniel 4:34-35″ (John Dick).

Uma criatura, como tal considerada, não tem direitos. Nada pode exigir do seu Criador; e, seja qual for a maneira como é tratada, não lhe compete queixar-se. Contudo, quando pensamos no absoluto domínio de Deus sobre todas as coisas e sobre todos os seres, não devemos perder de vista as Suas perfeições morais. Deus é justo e bom, e sempre faz o que é reto. Não obstante, Ele exerce o Seu domínio de acordo com o beneplácito da Sua vontade soberana e justa. Atribui a cada criatura o lugar que aos Seus olhos parece bom. Ordena as diferentes circunstâncias rela­cionadas com cada criatura de acordo com os Seus conselhos.

Modela cada vaso segundo a Sua determinação independente de toda e qualquer influência. Tem misericórdia de quem Ele quer ter misericórdia, e endurece a quem Lhe apraz. Onde quer que estejamos, Seus olhos estão sobre nós. Quem quer que sejamos, nossa vida e tudo mais está à disposição dEle. Para o cristão, Ele é um Pai amoroso e gentil; para o pecador rebelde, Ele continuará sendo fogo consumidor. “Ora ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém” (1 Timóteo 1:17).

Editora: Bible Truth Depot

Tradução do Inglês: Odayr Olivetti

Primeira Edição em Português:1985

Reimpressão: 1990

Capa: Ailton Oliveira Lopes

Composição: Intertexto Linotipadora S/C Ltda.

Impressão: Imprensa da Fé

Prega a Palavra – Passos para a Exposição Bíblica (PREGAÇÃO EXPOSITIVA)

 

PREFÁCIO DO AUTOR

A exposição bíblica semanal não é feita pela maioria dos pastores. Eles são ativistas e, literalmente, não podem parar para estudar. Alguns realmente tem medo de ficar a sós com Deus e sua Palavra. Outros pregadores não expõem a Palavra de Deus, simplesmente porque não redefiniram sua filosofia funcional sobre o ministério da palavra (At 6.4). Eles estudaram teologia, mas não fizeram através dela uma filtragem ativa de suas filosofias de pregação e prática. O pragmatismo religioso domina a teologia deles muito mais do que se admite abertamente.

Como seminarista, eu gostava das aulas sobre pregação expositiva, mas por alguma estranha razão não usei aquele conhecimento ou prática no campo missionário. Em terras estrangeiras eu pregava rotineiramente homilias textuais e típicas. Agora parece tão estranho o fato de ter trancado em meus arquivos tantas informações úteis sobre exposição bíblica!

Em nosso terceiro período no Brasil, Deus abriu as portas para eu e minha esposa trabalharmos com um grupo brasileiro da ABU. Isto se deu cerca de dez anos depois de eu ter guardado minhas anotações das aulas de pregação expositora. A análise que a ABU fazia da Palavra de Deus era caracterizada por estudos bíblicos indutivos que envolviam parágrafos e capítulos inteiros. Eu ficava fascinado com a unidade de pensamento naqueles parágrafos bíblicos selecionados. Mais do que isso, eu era alimentado com o maná espiritual de Deus. Poderia minha pregação ser baseada em parágrafos inteiros e nutrir outras pessoas da mesma forma?

No início da década de setenta, eu lecionava num instituto bíblico e na Faculdade Teológica Batista de são Paulo. O diretor do instituto bíblico pediu-me que desse um curso sobre exposição bíblica. Os arquivos estavam abertos. Com aquelas anotações da sala de aula e minha tese de mestrado, comecei a formular uma abordagem prática para a pregação expositora no Brasil. Meus alunos queriam saber como preparar um sermão expositivo. Quais eram os passos?

Uma abordagem prática começaria com a filosofia real de uma pessoa sobre o ministério da palavra e o desafio de conformá-la ao molde bíblico. Meus alunos teriam de reexaminar suas bases filosóficas e/ou teológicas do ministério. A menos que houvesse uma alteração de rota neste ponto, eles inevitavelmente também iriam guardar e esquecer suas anotações!

Sob o incentivo de muitas pessoas, coloco agora estas idéias, convicções e passos em forma impressa. Que a sabedoria de Deus esteja com todos os leitores. Possa o Espírito Santo gravar indelevelmente em cada coração aquilo que importa num “ministério da palavra” alegre e eficaz.

INTRODUÇÃO

 

Durante a chamada “Semana Santa” da igreja cristã, comemoramos a ressurreição factual de Jesus Cristo, o filho unigênito de Deus. Eu não teria a menor coragem de pregar o evangelho se qualquer superstição ou “mito teológico” formasse a base da fé na ressurreição de meu Senhor. Estou convencido de que a exposição da Palavra de Deus tem sua razão de ser apenas porque Jesus Cristo está vivo hoje.

O criador da vida está conosco hoje. Ele concede vida à pregação de sua Palavra. Deus, e não a retórica, faz com que a mensagem pregada penetre as fortalezas da vontade humana. Uma vez que Jesus Cristo é o “logos”, a Palavra de Deus personificada, através de sua vida ele aplica ao coração dos ouvintes sua Palavra exposta.

Neste sentido gosto de criar a figura mental de Jesus Cristo ao lado de cada expositor da Bíblia, infundindo vida ao pregador e sua mensagem. Em situações como esta, os ouvintes não terão dúvidas acerca de quem está falando.

É claro que quando o Deus vivo está falando através de Sua Palavra exposta, o instrumento humano sempre poderá ser a pessoa mesma em sua autenticidade. não há necessidade de que ela modifique sua personalidade, quando está atrás de um púlpito. Nem mesmo é preciso que altere sua voz ou simule ser um profeta. Quando o Cristo ressurrecto vitaliza sua Palavra, o mensageiro permanece autenticamente humano, mas a mensagem sempre produz resultados sobrenaturais.

Neste projeto desejo exaltar ao máximo a pessoa viva de Jesus Cristo e sua  Sem estes dois elementos não existe razão ou recursos para a pregação! As técnicas aqui ensinadas são simplesmente técnicas, sem qualquer poder inerente que possa tomar o lugar ativo do Espírito Santo. Todas as coisas devem se curvar diante do Senhor Jesus Cristo; técnicas, oratória, dons espirituais e nós mesmos.

Não é fácil ser um expositor sistemático da Bíblia no mundo tumultuado de hoje. Trata-se de uma tarefa que exige o poder da força de vontade e uma convicção ativa de que a Bíblia é a Palavra de Deus eterna.

No capítulo dois tratamos da herança cultural depositada no Brasil e procuramos compreender como ela pode contribuir com eficácia para o treinamento de expositores bíblicos.

O capítulo três nos informa sobre a formulação (e, às vezes, reformulação) de uma filosofia motivadora (teologia) no ministério da Palavra. Esta é uma necessidade básica para os pregadores de hoje. Isto é verdade, porque a conduta diária de uma pessoa no estudo e no púlpito é regida por essa filosofia.

O capítulo quatro apresenta-nos a difícil tarefa de definir a pregação expositiva. Há muitas definições boas, e tentamos escolher as melhores entre elas. Talvez o que precisemos não seja uma definição perfeita, mas alguns princípios básicos inerentes à pregação expositiva.

No quinto capítulo são esboçadas algumas vantagens práticas resultantes de uma pregação expositiva sistemática. Alguém já disse que quando um pregador expõe a Bíblia, Deus fala muito mais do que o próprio ministro. Esta é uma grande vantagem para milhares de almas famintas!

O capítulo seis toca no problema sempre atual do ministro e seu uso do tempo. No ministério da palavra o tempo é infinitamente mais do que dinheiro. É uma questão profundamente teológica.

A segunda parte deste projeto trata de um método para o preparo de sermões expositivos numa série através de livros específicos da Bíblia.

Este método leva em conta o fato de que muitos pastores Não possuem treinamento teológico nas áreas de línguas originais da Bíblia. Todavia, um contato concentrado e orientado com o parágrafo da Bíblia a ser exposto poderá garantir uma interpretação coerente e inteligente. Quanto mais o expositor conhecer as línguas originais, mais recursos terá à sua disposição. Qualquer que seja seu caso, este método objetiva a criação de um sermão que seja fiel a seu intento original e também humanamente possível. Um contato concentrado com o texto bíblico e o cultivo de um coração sensível à voz de Deus servirão bastante para que o expositor transmita uma mensagem fiel as intenções originais de Deus.

Acreditando que as mensagens expositivas devem ser oferecidas em forma seqüencial, através dos livros da Bíblia, os capítulos sete e oito tratam de um preparo global para as séries. O capítulo sete mostra como trabalhar com os antecedentes históricos e culturais do livro escolhido para a série. O capítulo oito é um guia para leituras panorâmicas e uma familiarização geral com o livro em questão. Isto capacitará o pregador a dividir o livro da Bíblia em uma série de parágrafos claros e autônomos. O capítulo sete oferece um exercício que revela bons materiais de ilustração para as exposições. O preparo indicado no capítulo oito ira produzir um enorme sentimento de paz, pois o arauto saberá, com semanas de antecedência, o que Deus quer que ele pregue. Este é um dos maiores redutores de estresse jamais conhecidos no ministério da palavra.

Os capítulos nove e dez são guias para o preparo real de um sermão específico dentro da série sobre o livro. A premissa básica que está por trás destes passos na pesquisa é a seguinte: um contato concentrado e lógico com o texto bíblico levará o pregador a descobrir a idéia central e desenvolvê-la, atingindo um sermão com um importante desafio.

À primeira vista pode parecer que existem muitos passos. Isto é ilusório, pois, com a prática, o expositor sempre dará dois ou três passos de uma só vez. Muitos alunos formados no seminário mencionaram que, depois de seis meses de preparo fiel destes passos, eles eram capazes de avançar vários deles simultaneamente. Cada um dos passos seguintes é tratado como uma divisão de instruções.

Pesquisa número um: exercícios de familiarização com o texto para se encontrar um tema, fazer uma paráfrase não-técnica, providenciar uma checagem nos parâmetros do parágrafo e fazer um esboço analítico dele. Um esboço analítico mostrara a estrutura literária e a seqüência lógica das principais idéias do parágrafo a ser pregado.

Pesquisa número dois: uma exegese do parágrafo. Isto deve ser feito a partir das línguas originais da Bíblia. Todavia, isto é impossível para milhares de servos do Senhor. Portanto, deve ser feita uma cuidadosa e estudada exegese no vernáculo. Isto pode ser conseguido através do uso de dicionários e comentários. Em ambos os casos, este exercício deve ajudar a tornar gramaticalmente mais correta a primeira paráfrase.

Pesquisa número três: um estudo indutivo do parágrafo a ser pregado. A dinâmica interna da passagem e as aplicações óbvias virão a luz neste ponto. Passagens paralelas do Antigo e Novo Testamentos serão consultadas para sustentar e ilustrar a dinâmica do parágrafo.

Pesquisa número quatro: a proposição central do parágrafo a ser pregado é revelada, condensada e escrita em forma de princípio bíblico ensinável. Nesta idéia central apóiam-se o conteúdo e a estrutura de toda a exposição. Com base nesta pesquisa o expositor continua para compor o sermão. Na realidade, este passo é tanto uma pesquisa quanto um exercício de composição.

Composição número um: são preparadas as divisões principais, baseadas na palavra chave da idéia central e vindicadas no parágrafo a ser pregado. As pesquisas dois e três fornecerão o “recheio” ou argumentação de cada divisão.

Composição número dois: reúnem-se e selecionam-se ilustrações e passagens paralelas que sirvam como “luzes” sobre argumentos e idéias abstratas, visando à aplicação da idéia central na vida.

Composição número três: em um clímax, a conclusão reúne os argumentos sobre a idéia central (proposição) e convoca os ouvintes a uma decisão consciente. A introdução, sendo clara e direta, “fisga” a atenção e conduz os ouvintes ao texto e a idéia central a serem apresentados.

Composição número quatro: um bom esboço de sermão é uma necessidade didática para os ouvintes e um guia para o pregador, de modo que todos possam “ver” para onde estão caminhando.

Em minha opinião, não há dúvida de que a Bíblia é a perfeita revelação daquilo que Deus pensa acerca de nós e de nossos caminhos. Por esta razão, existe uma urgência divina no sentido de que nós, como ministros de Cristo, exponhamos os pensamentos de Deus com convicção e autoridade. Isto exige que estudemos e conheçamos a Bíblia como nenhum outro livro. Oratória e eloqüência nunca esconderão nossa falta de preparo ou a ausência de um caráter cristão profundo. O discernimento espiritual do povo de Deus o fará ouvir imediatamente o sinal de alarme em nossas imitações barulhentas de um profeta de Deus.

Nos parágrafos seguintes elaborei um esboço destes passos da pesquisa. Eles se apresentam em forma de ampulheta. Isto serve para nos ajudar a visualizar o processo de pesquisa que conduz a idéia central do conteúdo da passagem. A abertura externa da ampulheta mostra o processo de composição dos fatos pesquisados em forma de sermão. Este esboço de estudo sofreu muitas revisões durante meus anos de magistério. Esta última revisão parece incorporar no processo aspectos tanto espirituais quanto técnicos. A parte espiritual procede da convivência com as Escrituras durante os passos de pesquisa. Que este esboço gráfico de todo o processo possa ajudar o expositor aspirante a compreender a tarefa bem como a teologia pressupostas.

PASSOS DE PESQUISA E COMPOSIÇÃO PARA SERMÕES EXPOSITIVOS

 

I. PESQUISA

1. Familiarização: percepções globais do parágrafo

2. Exegese: no vernáculo e nos textos originais

3. Estudo bíblico indutivo do texto

4. Proposição central

II. COMPOSIÇÃO

1. As divisões principais

2. As ilustrações (luzes)

3. Conclusão (foco na decisão)

Introdução (o ouvinte é “fisgado”)

4. esboço do sermão (uma direção clara para todos)

Aqui se torna apropriado explicar a lógica dos passos de pesquisa. Durante um período de dez anos, pregadores praticantes e aspirantes foram meus alunos na Faculdade Teológica Batista, em São Paulo. Através de diálogos nas aulas, lutávamos para encontrar uma seqüência de passos de estudo que fosse lógica e relativamente descompassada. Com base em experiências reais no ministério, o leitor poderá oferecer outras idéias.

Os passos de pesquisa serão desenvolvidos numa parte posterior deste projeto. Basta dizer que foi aqui neste ponto que meus alunos descobriram com tristeza que a carne é traiçoeiramente fraca! A pesquisa e o estudo silencioso pareciam bem distantes da experiência tão alegre de expor a Palavra de Deus. Aqueles alunos que lutaram contra a preguiça da carne vieram a perceber o valor desta pesquisa orientada em tarefas imediatas e em ministérios futuros.

Em todo o mundo, para muitos pregadores é extremamente limitada à disponibilidade de livros técnicos que ofereçam materiais sobre os panos de fundo cultural e histórico. Em alguns lugares, livros desse tipo não existem no idioma local. Isto pode ser um obstáculo ao processo de preparo, mas não necessariamente o interrompe. Muitos pregadores descobrem fatos e sinais sobre o pano de fundo cultural da Bíblia que estavam parcialmente ocultos, através de leituras atentas do texto. Discernimento e intuição lhes dão um “sentimento contemporâneo” ao contexto bíblico. Isto pode estar relacionado com o fato de suas culturas serem semelhantes àquelas da Bíblia.

O processo lógico dos passos de pesquisa e composição para mensagens expositivas é o seguinte:

1. Familiarização. Num sentido ético/moral, “o homem é o sermão”. Portanto, a familiarização espiritual e intelectual com o parágrafo a ser pregado é um sine qua non. Um parágrafo de pregação é uma porção da Bíblia que é “um ensaio em miniatura auto-abrangente ou parte de uma obra maior…” (Gefvert 1985, 125). Meus alunos sempre afirmavam que este exercício fazia consistentemente o “fogo arder” em suas almas, criando expectativa e desejo de pregar. Um contato íntimo com o parágrafo a ser pregado ajuda a descobrir o tema e confirma os parâmetros exatos dos versículos do texto. A PARÁFRASE escrita que resulta deste exercício torna pessoal o parágrafo e ajuda o expositor a ver o fluxo lógico de idéias. Este fluxo ajuda a pessoa a fazer um esboço analítico do parágrafo. Este esboço é simplesmente uma percepção da estrutura literária do parágrafo da pregação.

2. Exegese. Este passo na pesquisa terá grandes utilidades, mesmo quando a exegese for feita somente no vernáculo. Muitos pregadores não possuem qualquer treinamento formal nas línguas originais da Bíblia. Outros não tem acesso a comentários e livros de estudo dos vocábulos que possam lhes ajudar. A exegese no vernáculo dependerá (a) do uso inteligente de um bom dicionário do idioma que inclua a etimologia de cada palavra, (b) do uso aplicado de várias traduções confiáveis da Bíblia e (c) de discernimento espiritual.

A exegese existe para ajudar o pregador a entender os significados e usos de palavras e/ou frases em seus contextos gramaticais. Certamente isto capacitara o expositor a corrigir elementos em sua primeira tentativa de parafrasear um texto. O alvo é chegar a uma interpretação cuidadosa das idéias do parágrafo. O guia com instruções para este exercício servirá para ambos os tipos de exegese, isto é, nas línguas vernacular e original.

3. Estudo Indutivo. Este estudo ser feito agora a partir do conhecimento protetor coligido nos materiais sobre antecedentes históricos/culturais, no processo de familiarização e no exercício de exegese. O estudo indutivo deve revelar o tema teológico básico expresso no parágrafo. É no estudo indutivo que o expositor encontra grande parte do conteúdo real de sua mensagem. A tríade tradicional de observação, interpretação e aplicação fornecerá material significativo para o sermão

4. Proposição Central. Também chamada de idéia central ou “grande idéia”. Na realidade é uma afirmação teológica, em “roupa de domingo”, isto é, uma forma homilética conferida ao tema do parágrafo. A proposição é o chamado coração do sermão, no sentido de que fornece parâmetros claros para a estrutura homilética e para o conteúdo da exposição. A partir da proposição são derivadas a forma essencial e a argumentação da introdução, divisões principais e conclusão.

A partir daqui se desenvolve a estrutura do sermão expositivo, que tem como base e corpo o conteúdo descoberto nos passos de pesquisa números um, dois e três. Os passos seguintes são os de composição.

1. Divisões Principais. A palavra chave na proposição nos diz como escrever as divisões principais. A palavra chave deriva explícita ou implicitamente do texto bíblico em questão. Assim fica claro que as divisões principais terão um relacionamento de “sangue” com o parágrafo a ser pregado. Elas não são simplesmente “recursos de homilética”.

2. Ilustrações. O fato de pensar nas ilustrações a esta altura do preparo mantém o expositor na direção carreta. Ele conhece com intimidade seu assunto. Neste ponto ele está consciente das áreas abstratas de toda sua argumentação e pode pensar com eficácia sobre como “iluminá-las” com as ilustrações.

3. Conclusão e Introdução. Embora sejam as menores partes do sermão, elas devem ser preparadas diligentemente, assim como as outras. Incluir a conclusão e a introdução entre os passos de pesquisa ajuda o expositor a superar o impulso de começar extemporaneamente e terminar “com poucas palavras”. A conclusão e a introdução feitas sem preparo geralmente enfraquecem uma boa exposição. Aliás, uma proposição bem escrita é uma fonte fértil para o preparo da introdução. Isto também é verdade quanto as outras partes do sermão. Se composta por último, a introdução terá todos os recursos das informações e inspiração já reunidas. Uma introdução vívida torna possível que o pregador “fisgue” a atenção dos ouvintes e os dirija para o texto e sua proposição central.

4. Esboço do Sermão. Aqui não estamos discutindo se o pregador deve ou não levar um esboço para o púlpito. Esta é uma questão pessoal. O importante é que a mensagem seja esboçada, levando-se em conta que os ouvintes não podem visualizá-la. O pregador-mestre (Efésios 4.11) deve estimular a imaginação do grupo com palavras vívidas e uma lógica fluente.

Antes que avancemos para cada passo da pesquisa, é absolutamente necessário que pensemos outra vez em nossas motivações básicas relacionadas com nosso chamado para o ministério. Precisamos fazer isso, à luz de nossa cultura, filosofia e teologia. Os capítulos de dois a quatro serão dedicados a esta finalidade.

AS ESTRUTURAS SOCIAIS E A EXPOSIÇÃO BÍBLICA

 

Nesta parte examinaremos o ministério da palavra no contexto do cenário cultural. Em meu caso, o cenário é o Brasil, onde ensinei durante dezoito anos na Faculdade Teológica Batista.

O pano de fundo sociológico de meus alunos era como um caleidoscópio, por sua variedade. Havia japoneses de segunda geração, provenientes das denominações Metodista Livre e Holiness. Eles tendiam a ser quietos, aplicados e analíticos. Os alunos do norte tropical eram mais intuitivos e poéticos, refletindo a mistura sangüínea afro-ameríndia. Os seminaristas procedentes do sul mostravam suas raízes euro-germânicas, eram muito organizados, analíticos e dados a leitura. Os alunos da cidade industrial de São Paulo eram ativistas entusiastas, prontos para converter o mundo e relutantes em separar tempo para estudos profundos.

Devido a raras circunstâncias, os primórdios das estruturas sociológicas brasileiras foram pluralistas (europeus, ameríndios e africanos). No Brasil, esta estrutura social pluralista “inata” teve um enorme efeito sobre o papel do ministro como mestre e pregador, conforme veremos.

Enquanto olharmos para o cenário cultural e examinarmos os estilos de pensamento e comunicação, descobriremos que o pregador brasileiro tem um potencial natural para ser um expositor vibrante da Palavra de Deus.

Os Antecedentes Culturais e os Traços de Caráter

 

Os portugueses, descobridores do Brasil, eram pessoas de ampla adaptabilidade cultural. Talvez tenham assimilado isto dos mouros errantes que dominaram seu país durante vários séculos. Aonde quer que os portugueses fossem eles se misturavam com facilidade, “criando uma população híbrida e estabelecendo um modo de vida adaptado as condições locais, apesar de serem basicamente ibéricos nas instituições” (Wagley 1971, 11).

Antes de ser descoberto em 1500 pelos portugueses, o Brasil, na verdade, pertencia aos ameríndios. Apesar de esse povo ser classificado como “selvagem”, a adaptabilidade ibérica ajudou os descobridores a superarem barreiras quanto aos casamentos. A conquista deles não se limitava a novos territórios, mas incluía moças indígenas, que se tornariam mães de uma raça parcialmente “nova”.

Incapazes de forçar os índios ao trabalho metódico nos campos de cana-de-açúcar, os portugueses começaram a importar escravos africanos para o Brasil. Há estimativas de que num período de cem anos eles trouxeram nove milhões de escravos. Novamente, eles não criaram nenhum tabu social, coabitaram e, algumas vezes, se casaram com mulheres negras. Assim, a “mistura” tomou duas direções. Esta circulação de genes entre as raças vermelha, branca e negra produziu os elementos básicos de uma nova cultura.

Em termos de religião, os portugueses ensinaram ativamente o catolicismo institucional com todos os adornos litúrgicos. O escravo negro ateve-se à sua cosmovisão, um politeísmo que via o universo como uma intrincada rede de forças espirituais interativas (Hesselgrave 1978, 150). Esses espíritos africanos foram astuciosamente rebatizados (pelos escravos), de acordo com os nomes de muitos santos católicos, a fim de se evitar censura ou perseguição. A este conglomerado religioso os ameríndios acrescentaram seu conceito monoteísta de um poder soberano chamado Tupã, o supremo manipulador da natureza e de todos seus elementos (Matta e Silva 1981, 23). Esta livre fusão de formas e crenças religiosas finalmente causaria um impacto sobre a mentalidade religiosa brasileira. Por fim, sociólogos iriam empregar o termo “homem cordial” para descrever a tolerância brasileira, sua abertura e atitudes do tipo “viva e deixe viver”. Este homem cordial seria considerado a maior contribuição do Brasil para a civilização mundial (Burns 1968, 6). Podem ser vistas na cultura religiosa brasileira as várias contribuições do cristianismo católico, do espiritismo africano e do xamanismo ameríndio.

Para os portugueses de ambição exagerada, a vida de uma pessoa consistia de trabalho, do nascer ao pôr-do-sol. Em contraste, o índio e o africano viam o tempo como um único evento global, não como uma sucessão planejada de minutos e horas. Os portugueses sabiam muito bem planejar e trabalhar visando o futuro. O africano e o índio aplaudiam o passado “como algo realizado… algo de que se pode ter certeza” (Mayers 1976, 93). É interessante observar que muitos brasileiros da atualidade comemoram fielmente eventos históricos com cerimônia e lazer, olhando para a frente e comemorando o passado! Será que estes rudimentos culturais tem impacto sobre o ministério da Palavra na comunidade evangélica de hoje? Teriam os pregadores brasileiros uma mente mais ligada a eventos do que orientada pelo tempo? As atividades gerais da igreja são mais importantes do que um horário para estudo normalmente planejado e reservado?

Parece que o ministério no Brasil tende a ser mais relacionado com a psicologia de grupo do que com a sincronização de um planejamento. Existe mais consciência a nível de pessoas do que de tempo (Mayers 1976, 91).

Pessoas dirigidas por eventos tendem a embelezar acontecimentos, através de rituais, cores e participação ativa. Isto pode explicar o fenômeno do crescimento da umbanda (mais de doze milhões de adeptos), que, a princípio, falava de perto aos negros, mulatos e índios, quando começou há sessenta anos atrás. Danças, tambores e êxtase são os adornos usados de forma expontânea e audível. A umbanda empresta dos ameríndios o que os nacionalistas brasileiros chamariam de sua verdadeira essência, a invocação dos espíritos de ancestrais para possuir seus líderes e, de forma sobrenatural, conceder-lhes poder.

É claro que não através dos mesmos espíritos, mas com uma forma exterior semelhante, muitos cristãos pentecostais embelezam seus cultos com orquestras, louvores, glossolalia e profecias. Eles buscam ativamente o elemento miraculoso e não dão muita atenção ao tempo que passa (Mayers 1976, 91). Há outros autores, como Bastide (1978) e St. Clair (1971), que tratam desta indiferença em relação ao tempo.

Parece que um espírito servil de imitação ameaçou a autonomia da nova cultura brasileira, em princípios do século XIX. Na mente de alguns observadores, esta imitação cega representaria um obstáculo ao processo de esclarecimento das abordagens brasileiras à vida. Em nosso caso, perguntamos se o espírito de imitação não colocou obstáculos à abordagem criativa na exposição bíblica entre os pregadores evangélicos.

O livro de Gilberto Amado, História da Minha Infância, mostra os extremos deste espírito de imitação, quando escreve:

Naquela época… o Brasil não fabricava um metro de seda, um sapato, um carretel de linha; tudo era importado… O vestuário masculino para um clima tropical era feito de tecido inglês, próprio para a vida nas casas frias do inverno inglês. Perguntei a mim mesmo: como eles suportam o calor?… Em Pernambuco, nós, estudantes universitários, vestíamos paletós matinais e casacos de equitação… Com exceção dos pobres, nunca vi… alguém vestido com tecidos leves (citado por Burns 1968, 40).

Uma crítica semelhante foi expressa em 1923, na inauguração da estátua de Cuautemoc no Brasil. O embaixador mexicano, José Vasconcelos, observou que Cuautemoc havia sido o último imperador asteca e disse:

O primeiro século de nossa vida nacional foi um século (de esforços) para ser uma cópia perfeita do europeu; agora é hora não de retrocesso, mas certamente de originalidade. Cansados… de toda esta civilização de cópias… interpretamos a visão de Cuautemoc como uma profecia acerca do… nascimento da alma latino-americana (Burns 1968, 62).

O apelo de Vasconcelos por uma cultura autóctone em 1923 reflete o temor de alguns brasileiros de hoje, que pensam que a pregação expositiva é um sistema estrangeiro a ser imitado. Talvez este receio se relacione mais ao estilo de pregação do que a real exposição da Bíblia. É claro que a cultura pode ter influência sobre os métodos de preparo ou estilos de pregação, mas é difícil pensar em qualquer cultura, cristã ou pagã, que proíba a exposição das Sagradas Escrituras!

Em nossa tentativa de relacionar as estruturas sociais no Brasil com a arte de expor a Palavra de Deus, vemos analogias nos campos da literatura e da política. Enquanto outras vozes clamavam contra a imitação servil, José de Alencar começou a escrever seus próprios romances indígenas. Sua obra mais famosa é O Guarani. Peri, o protagonista ameríndio, é retratado idealisticamente como forte, honesto e cem por cento brasileiro! Alencar faz que o orgulho e a independência de Peri se destaquem como qualidades reais do verdadeiro caráter brasileiro (Burns 1968, 44, 45). Em certo sentido, ele estava dizendo que esta identidade natural eliminava a necessidade de imitações servis. Na obra de Alencar vemos os tragos de caráter necessários para que o ministro seja um expositor autêntico da Palavra de Deus: força, honestidade e independência.

Havia também o processo de desenvolvimento de um caráter autônomo na dinâmica da política que transformou o Brasil numa república. No início do século XIX, o Brasil decidiu definir com clareza suas fronteiras ao sul. A Argentina reagiu e chamou o Brasil de “inimigo natural” das nações hispânicas. Estas ações nas fronteiras demonstravam o crescente espírito brasileiro de independência.

Em 1840, Dom Pedro II assumiu o lugar de seu pai no trono português no Brasil. Nascido no Brasil, ele tinha dupla cidadania e dupla lealdade. De 1840 a 1889 ele uniu a nação. Embora dependente de Portugal, o Brasil desenvolveu uma infra-estrutura básica que, finalmente, o levaria a autonomia. E assim aconteceu. A Guerra do Paraguai firmou o “exército brasileiro” e aprofundou o espírito de independência. Em 15 de novembro de 1889, este novo exército depôs Dom Pedro II (que não ofereceu resistência) e o Brasil se tornou uma república, embora geralmente governada por militares (Burns 1968, 36-50). Esta mudança da dependência para a independência causaria sobre a mentalidade social do cidadão brasileiro o impacto cultural de uma autonomia crescente.

Hoje é possível sentir uma cuidadosa coexistência de idealismo e realismo na cultura política e religiosa do Brasil. Nacionalismo autônomo e “independência dependente” andam juntos. Talvez os personagens espanhóis Dom Quixote e Sancho Panza personifiquem esta interação de idealismo e realismo no Brasil. O guerreiro idealista sonha com as mais altas glórias. Panza, o companheiro com os pés no chão, sempre traz Dom Quixote de volta para a realidade. O fato de que estes dois homens “eram companheiros constantes, em vez de competidores” (Ida 1974, 37) ilustra a coexistência de idealismo e realismo, típica da personalidade latina.

Em termos de exposição bíblica na América Latina, parece claro que a pluralidade de influências deve servir como base e parâmetro para o desenvolvimento de uma metodologia de exposição. Continuaremos agora para averiguar como a mitologia dos ancestrais dos ameríndios, o espiritismo animista africano e o catolicismo crédulo português contribuíram de forma única para os estilos de cognição e comunicação no Brasil.

Os Estilos Cognitivos e as Formas de Comunicação

 

Os estilos de liderança (políticos, religiosos e outros) são profundamente afetados pelo processo de pensamento/cognição usado em certa cultura. Cada cultura tem seus próprios padrões e expressões de pensamento que retratam “a mente de um povo”. A cosmovisão (padrões de pensamento e formas de reagir a vida) é a chave em nossa busca de uma base para a exposição bíblica. Há quem goste de presumir que existem pontos culturais em comum favoráveis à exposição da Palavra de Deus em todas as culturas. Assim mesmo, “duas pessoas com panos de fundo diferentes podem fazer a mesma coisa, mas para cada uma o ato pode ter conotações que variam, podendo surgir de uma mentalidade que não tem nenhuma relação com a da outra pessoa” (Hesselgrave 1979, 202). A cultura brasileira, sendo uma mistura das culturas européia, africana e ameríndia, desafia-nos a compreendermos estas influências em sua operação nos estilos de cognição e comunicação dos ministros evangélicos da Palavra dos dias atuais.

O brasileiro, embora talvez seja mais intuitivo em média, não é nenhum desajeitado quando se mostra lógico, racional e intelectualmente agressivo. Sua herança do oeste europeu lhe instilou esta característica, e ele pode ser racional, mesmo que os outros dois terços de sua herança cultural pesem mais para o lado da intuição.

Deve-se observar que a maioria das culturas parece ter uma abordagem cognitiva dominante quanto a realidade da vida. F. H. Smith elaborou uma tríade interessante das formas cognitivas de se ver a vida. Ele as diferencia como: 1) conceptual; 2) intuitiva (ou psíquica); e 3) relacional concreta (Hesselgrave 1979, 207-209). De muitas maneiras estas abordagens são representadas pelas três raças integradas que formam a base da sociedade brasileira.

Os portugueses, com seu contexto do oeste europeu, veriam e interpretariam a realidade da vida através de conceitos. A cultura deles seria aprendida e transmitida por meio da articulação de idéias e princípios. A vida seria compreendida de formas racionais, objetivas e quase estóicas.

Os ameríndios, em seu “contexto de natureza”, interpretariam a vida principalmente através da dinâmica da intuição. A cultura deles seria aprendida e transmitida através de rituais espirituais e experiências íntimas. A vida seria compreendida de formas intuitivas e afetivas.

Os africanos fariam das relações concretas a razão de ser do conhecimento e da participação na vida, a qual seria interpretada através de relações de associação experimentadas no contexto da comunidade. A cultura deles seria aprendida e transmitida através de rituais de família, mitos, fábulas, sabedoria tribal e relações ordenadas.

Assim, num sentido histórico estes três estilos cognitivos são partes naturais e integradas da cultura brasileira, causando um impacto na formação da filosofia e método de comunicação. Devemos lembrar que os aspectos intuitivos e relacionais concretos parecerão dominar, dando a impressão de que os estilos de cognição e comunicação anularam o pensamento conceptual. Todavia, é claro que isto não é verdade.

O estilo brasileiro de pregação tende a ser oratório e espontâneo. É algo como aquilo que os professores americanos de oratória chamam de discurso de improviso. Com uma alta porcentagem de pregadores leigos sem qualquer treinamento teológico formal, torna-se compreensível que a pregação tenha se tornado uma arte verbal mais relacionada com o carisma do que com raciocínio preposicional Em outras palavras, parece que dois terços da cultura histórica tiveram um impacto definitivo sobre o método e o pronunciamento de sermões entre pregadores evangélicos.

Em várias ocasiões misturei-me ao povo em grandes comícios políticos. Sempre que eu perguntava o que o político havia dito, a resposta freqüentemente era: “Eu não sei, mas ele fala bonito, não fala?” O Presidente Getúlio Vargas, duas vezes eleito, disse uma vez num discurso de campanha: “Meus inimigos dizem que estou roubando vocês. Bem, quem vocês preferem que os roube?” A multidão o ovacionou. Ser capaz de dizer uma coisa destas e ainda ser ovacionado é algo que exige mais do que atitudes específicas sobre discursos políticos (Condon e Yousef 1978, 236). A dinâmica relacional concreta, tão integrante dos valores tradicionais brasileiros, estava em evidência e operou naquele caso.

Há quem veja naquelas ovações para o presidente a força herdada da arte oral africana, onde “o grupo participa com o orador… num espírito de interação comunal (relacional concreta)” e onde “a habilidade de falar é um pré-requisito ao poder político, e os talentos verbais, sejam para narrar uma história ou defender uma causa no tribunal, são altamente admirados” (Klem 1982, 107, 105).

À luz desta influência evidente da oratória africana sobre os discursos públicos no Brasil, não é possível concordar com Sylvio Romero, que certa vez escreveu que os negros e os índios “se expressavam mal na sociedade e cultura brasileiras”, mesmo que, talvez, ele estivesse se referindo às contribuições políticas (Freyre 1959, 139).

Observa-se que os sermões pentecostais modernos têm muitas vezes baixo teor teológico, mas apresentam muitas histórias relacionais concretas, experiências, curas e emoções (Nida 1974, 144). Este tipo vivaz de pregação tem sido usado como acusação contra a pregação expositiva, citada como seca, conceptual, abstrata e não dirigida às necessidades específicas. Minha pergunta é: a pregação expositiva tem de ser assim? Há alguma lei que diga que uma pessoa com tendência relacional concreta ou intuitiva não pode expor as Escrituras com significado, usando os talentos de comunicação e cognição inerentes em sua cultura? Pregação expositiva significa exclusivamente pregação pesada, conceptual e destituída de sentimentos, emoções e experiências? Ah! Esta caricatura de exposição bíblica não faz justiça à arte nem permite que as riquezas de outras abordagens cognitivas sejam usadas na narração da história de Deus. E isto é uma grande perda! Este retrato não se encaixa com as exposições de Jesus. Ele fez exposições pitorescas e cativantes das verdades do Antigo Testamento. Se alguma coisa pode facilitar a exposição das Escrituras, com formas memoráveis e criativamente artísticas, semelhantes a abordagem do Mestre, esta coisa é o modo intuitivo ameríndio e o relacional concreto africano.

O receio de que a pregação expositiva conduza ao idealismo, por estar desligada das situações da vida, é baseado principalmente em estereótipos. Não há dúvida de que o brasileiro é capaz de expor as Escrituras, usando alegorias, provérbios e ilustrações das situações da vida revestidos de conceitos racionais. Os pregadores brasileiros devem aprender a recorrer a todas os seus recursos culturais na tentativa de expor a Palavra de Deus.

Há um belo exemplo disto no discurso público de Julius Nyerere, Presidente da Tanzânia. Como africano, ele emprega um estilo relacional concreto ao expor suas idéias. Condon e Yousef observam que o Presidente Nyerere pode prender a atenção de alguém durante um discurso de duas horas, mesmo que esta pessoa não entenda uma só palavra do idioma suaíle. Eles escrevem:

Em um de seus discursos durante o período politicamente ativo, em 1966-67, Nyerere começou com alguns risinhos; a audiência também respondeu da mesma forma. Logo estava estabelecida uma relação de risadas, uma forma de comunicação bem diferente de qualquer coisa já vista em discursos ocidentais. Durante sua fala, Nyerere teve ocasião de citar aquilo que um conselheiro inglês havia dito; (ele) faz isso com um sotaque britânico perfeito, com gestos próprios e mímica facial que leva a audiência a loucura. Ele imita vozes – fazendeiros, mulheres, o que quer que seja; faz piadas, fica bravo, provoca os outros, mas conserva sua dignidade, e a linha de argumentação é mantida firme (e) ele recorre a uma importante tradição oral e convenções de discurso não encontradas em nenhum outro lugar (Condon e Yousef 1978, 236; itálicos meus).

Se alguma nação já teve os antecedentes culturais para preencher o lema da Reforma, “A Palavra e o Espírito”, esta nação é o Brasil. “Palavra” e “Espírito” são associados por um teórico dos estilos de cognição as formas de conhecimento analítica e global (Stewart 1974, 78-79). Quanto ao lema da Reforma, poderíamos associar “Palavra” com o lado objetivo ou racional da cultura brasileira (originário dos portugueses) e “Espírito” poderia abranger a dinâmica de cognição e comunicação experimental e relacional concreta afro-ameríndia.

Meus dezoito anos de observação dos seminaristas brasileiros mostram-me que eles tendem a se inclinar a um estilo de comunicação e cognição “orientado pelo Espírito”. Os teóricos chamariam isto de percepção “global” da realidade, onde a pessoa “socialmente tem um senso de dependência muito maior e, emocionalmente, (é) relativamente aberta e expressiva” (Stewart 1974, 81). Inclinam-se eles a isto por causa de um século de pregação evangélica que negligenciou a arte da exposição nas igrejas? Deve-se esta inclinação a uma caracterização errônea que insiste em dizer que a exposição bíblica está fadada a ser uma arte intelectual e conceptual? Parece que a resposta é sim! Meu ensino no curso de pregação expositiva com duração de um semestre era baseado na premissa de que os brasileiros tem antecedentes culturais suficientemente amplos para fazer da pregação expositiva uma poderosa ferramenta a ser usada no processo de maturação da igreja evangélica que tem crescido rapidamente.

Com esta grande mescla na cultura brasileira, quem poderia duvidar das possibilidades educacionais no sentido de uma fusão dos aspectos da “Palavra” (analíticos) e do “Espírito” (globais) num estilo de exposição funcional? Jesus não ministrou à pessoa inteira com suas exposições? Paulo não exortou os cristãos a que aceitassem as pessoas com dons dados pelo Espírito Santo na igreja e não especificou uma dessas pessoas dotadas como sendo “pastor-mestre” (Ef 4.11)?

Tem sido observado que as funções pastorais de condução do rebanho são globais, onde a intuição e a “relação de associação na esfera social” são dominantes, e as funções de ensino são analíticas, “caracterizadas pela objetividade, abstração e diferenciação na esfera intelectual” (Stewart 1974, 80). Com base nestas idéias, Stewart extrai uma preciosa conclusão:

Estaria Paulo fazendo um apelo (a) cada ministro cristão… (por) uma integração destes dois valores e estilos na personalidade? Para aqueles que, por natureza, tendem a ser especialistas na Palavra, isto significaria uma abertura deliberada a situações e pessoas que possam nos ajudar a desenvolver nosso lado espiritual; para aqueles mais intrinsecamente orientados pelo Espírito, isto levaria a uma autodisciplina de estudo, quando seria muito mais confortável continuar simplesmente aproveitando o calor e o apoio de cristãos com opiniões semelhantes… Somente quando reconhecemos e aquilatamos as contribuições necessárias dos dois tipos de estilo, podemos, “seguindo a verdade em amor”, crescer “em tudo naquele que é o cabeça, Cristo” (Efésios 4.15; Stewart 1974, 88).

O brasileiro, com seus estilos cognitivos, pode enriquecer a arte da pregação expositiva. Ele pode fazer que mensagens bíblicas sólidas se tornem a Palavra relevante de Deus, utilizando “as formas de expressão retórica culturalmente influenciadas” (Condon e Yousef 1978, 232). Embora a idéia de pregação expositiva possa ser considerada “ocidental”, uma “importação missionária” questionável ou “muito racional para latinos”, a herança cultural do Brasil fornece as ferramentas retóricas autóctones para provar o contrário. O pregador brasileiro tem diante de si a oportunidade ilimitada de expor a Palavra de Deus e de levar maturidade espiritual a grande e zelosa igreja evangélica.

A REESTRUTURAÇÃO DE UMA FILOSOFIA TEÓLOGICA

 

“Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra” (At 6.4).

Qual a sua filosofia sobre o ministério da palavra? Talvez você responda: “Eu ainda não formulei uma!” Verdade? Nunca passou por sua cabeça que grande parte daquilo em que você crê e que pauta sua vida não está codificada ou formalmente escrita? Por exemplo, você já escreveu um estudo a respeito daquilo que você crê sobre o ato de assistir televisão? Eu não. Todavia, meus hábitos (inconscientes?) diários como telespectador são a encarnação de minha filosofia ainda não formulada. É mais fácil viver uma filosofia do que literalmente escrevê-la.

Sem querer ser dogmático, afirmo que neste exato momento o seminarista e o pastor estão vivendo uma filosofia não-formulada sobre o “ministério da palavra”. Pois aquilo que fazemos reflete bastante o que pensamos, conscientemente ou não. Nossa prática de púlpito é gerada a partir do manancial de nossas crenças básicas (filosofias).

Este pensamento pode ser desconcertante, principalmente porque nos deixa sem nenhuma desculpa. Que ele possa nos conduzir a uma introspecção saudável semelhante àquela dos primeiros apóstolos e que, em oração, possamos nos consagrar ao ministério da palavra. E por que não?

Sem dúvida é difícil admitir que o modus vivendi de uma pessoa reflete sua real filosofia sobre o ministério da palavra. Talvez nos defendamos, dizendo que consideramos esta filosofia não-formulada somente como experimental e que planejamos alterá-la algum dia. Se mudarmos, estamos na boa companhia dos apóstolos, porque eles também mudaram! O ministério da palavra tornou-se o principal parâmetro para tudo que fizeram como arautos de Cristo na igreja. Para eles, a pregação nunca se tornou um frágil apêndice de suas muitas outras atividades eclesiásticas.

Para alguns, um reconhecimento como este poderia lhes abalar o equilíbrio emocional. Por que? Porque penso que muitos servos do Senhor vivem através da dinâmica psicológica e religiosa do idealismo. Quando um servo de Deus não faz diferença entre aquilo que é ideal e o que é real, ele pode facilmente negar a existência de fraquezas pessoais. É como o mau hálito: todo mundo sente, exceto quem o tem! O idealismo religioso dificilmente admite a necessidade de uma análise da própria conduta. Como poderia alguma coisa estar errada? Além disso, o reconhecimento de uma conduta ministerial defeituosa exigiria uma mudança (indesejável?).

Um exemplo desta estranha incoerência entre a “teologia do livro” e a conduta de púlpito é oferecido por alguns pregadores que defendem compulsivamente a inerrância das Escrituras. Eles afirmam sua disposição de morrer no paredão, em vez de negar a inerrância da Bíblia. Isto é admirável! Mas, lamentavelmente, seus sermões, domingo após domingo, num contexto de total liberdade religiosa, são paupérrimos de conteúdo bíblico. Muitas vezes, o teor de suas mensagens reflete uma mente perturbada, em vez do Espírito terapêutica de Deus. O tempo que passam a sós com a Palavra inerrante de Deus é consideravelmente menor do que o tempo gasto com o jornal do dia. Sim, é necessária a convicção teológica, mas se ela não moldar a conduta de púlpito, a incoerência e o dogmatismo psicológico a moldarão. É este tipo de discrepância que rouba desta espécie de pastor a autoridade profética genuína!

Precisamos de uma coragem inflexível para enfrentar nossa verdadeira filosofia (embora não-formulada) do ministério da palavra. É necessária força moral para que alguém confesse a si mesmo e a Deus que nossa conduta de púlpito reflete nossa verdadeira teologia (embora experimental) da tarefa de pregação. Qualquer pessoa que confessar isto com sinceridade receberá do Espírito Santo a forte sabedoria necessária à modificação de conduta. É o Espírito Santo quem nos torna cada vez mais teologicamente coerentes, através do processo vitalício de santificação.

A fim de facilitar uma introspecção saudável e as mudanças necessárias, gastemos algum tempo olhando para as implicação teológicas do ministério da palavra.

Uma Filosofia Teológica

 

Quando os apóstolos se consagraram ao ministério da palavra, eles fizeram uma profunda escolha teológica e disseram claramente que não tinham dúvidas sobre a inspiração e sobre a eficácia espiritual da Palavra de Deus por meio da pregação. Aquela decisão de tornar prioritária a exposição da Bíblia refletiu a fé que possuíam, e eles se mostraram coerentes na crença e na conduta de pregação.

O Seminário Betel, em St. Paul, estado de Minnesota, nos EUA, tem o seguinte lema: “O Servo de Deus Comunicando a Palavra de Deus”. Isto parece expressar de forma bem explícita uma filosofia teológica. Olhe para os elementos básicos neste lema. Primeiro, temos o instrumento, uma pessoa chamada por Deus para servir. Em segundo lugar, temos a tarefa – comunicar e proclamar. Então, por fim, temos a mensagem, as palavras de Deus que convocam as pessoas a adorá-lo. A idéia teológica implícita nisso tudo é que a proclamação da Palavra de Deus torna possível a intervenção divina. Cada vez que a Bíblia é explicada, abre-se uma oportunidade para que Deus entre na vida de algum ouvinte.

Deus fala a seu arauto através da Palavra revelada. O arauto, por sua vez, transmite aos ouvintes aquilo que ele ouviu na Bíblia. Neste processo, havendo fidelidade as Escrituras, o ouvinte experimenta um pouco do mistério da iluminação divina. Embora ele esteja ouvindo uma voz humana na companhia de muitas outras pessoas, a mensagem, de algum modo, é pessoal e penetrante. Há vezes em que o ouvinte tem a impressão de que está absolutamente sozinho na congregação e que, de certa forma, o pregador está oculto. Assim é a realidade singular desta intervenção divina.

Este processo que acabamos de descrever traz à mente aquela passagem bíblica, em Lucas 10.16: “Quem vos der ouvidos, ouve-me a mim…”. Os setenta discípulos enviados por Jesus eram vozes de Deus no sentido de anunciarem as boas notícias do reino, o julgamento vindouro e a alegria da salvação eterna. Quando os demônios se lhes submetiam em nome de Jesus, ficava claro que Deus estava falando através deles. O princípio teológico é que Deus intervém no contexto humano através de sua Palavra falada por servos divinamente comissionados. A confirmação da realidade desta dinâmica espiritual vem do ouvinte, que sabe, sem sombra de dúvida, que Deus falou.

Assim, a Bíblia, a Palavra de Deus escrita em linguagem humana, adequa-se às nossas faculdades cognitivas naturais e espirituais. É esta dimensão humana na Palavra de Deus que torna possível que ela seja exposta e entendida na igreja local. Nas palavras de John R. W. Stott:

A Bíblia é a Palavra de Deus escrita, a Palavra de Deus através das palavras dos homens, falada por meio de bocas humanas e escrita através de mãos humanas (Stott 1982, 97).

Em grande medida, o sermão expositivo permite a repetição da dinâmica divino-humana que operou durante a inspiração da Bíblia. A diferença é que a inspiração atual não acrescenta nada ao texto sagrado nem produz um novo cânon. A exposição da Palavra de Deus pode ser comparada com a inspiração original no sentido de que ela tem os elementos divino e humano numa associação íntima e perceptível.

Deus está vivo! A Bíblia nos diz, através do Espírito da revelação, exatamente como Deus agiu na história terrena de seu povo escolhido. Por causa do “ser” de Deus, eternamente constante, vemos que seus atos na história não estão ligados a um ponto já desaparecido no tempo. Na realidade os atos de Deus são atemporais! O que Deus é, faz ou diz não pode ser fixado num insignificante ponto no tempo. Ele é o mesmo “ontem, hoje e eternamente”. Assim, sua Palavra tem uma mensagem aplicável a todos os pontos no tempo até a eternidade (Stott 1982, 100).

Em seu livro The Essential Nature of New Testament Preaching (“A Natureza Essencial da Pregação Neotestamentária”), Robert Mounce desenvolve esta idéia de modo diferente, visando estimular uma reformulação da filosofia teológica quanto ao ministério da palavra. Em resumo, ele diz que os atos de Deus na história reverberam através do tempo, sem perder qualquer valor espiritual infinito. Por exemplo, cada vez que os apóstolos pregavam a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, eles não estavam falando de um evento que se evaporou num passado nebuloso. A morte e ressurreição de Jesus Cristo foram planejadas na eternidade, mas são eficazes através do tempo reincidente. Assim, quando se expõe a Palavra atemporal de Deus, a essência eterna da cruz é transposta aquele momento. Quando uma transação eterna acontece na alma do ouvinte, o efeito salvífico da morte e ressurreição de Cristo se torna uma experiência simultânea (Mounce 1960, 153-159).

Deus fala hoje. Conhecemos e experimentamos os efeitos desta comunicação divina através de nossa fé espiritualmente concedida. Esta fé vem e é nutrida pelo ouvir da Palavra de Deus. Aqueles que assim crêem explicam as Escrituras com fidelidade e esperam que Deus aja. Uma fé tênue e dúvidas quanto à contemporaneidade da Palavra de Deus produzem sermões que mantêm a verdade no passado distante. Esta espécie de pregação é cansativa e pouco faz em favor da alma.

O que os ouvintes procuram e necessitam com a máxima urgência é um encontro vital com nosso Deus vivo, que salva nos dias de hoje, pois “… eis agora o dia da salvação” (2 Co 6.2b). Deus oferece a salvação agora e experiências de santificação nos sucessivos “agora” da vida. A exposição da Palavra contemporânea de Deus tem o poder simultâneo de gerar “agora” encontros com o Deus vivo. O ministério da palavra é uma continuidade miraculosa, e nos, arautos de Deus, somos os instrumentos privilegiados das intervenções divinas. Se meditarmos no fato de que Deus fala e age numa continuidade que vem desde a eternidade e segue através do tempo, nossa prática de pregação será afetada. Na verdade, a pregação expositiva é um elo entre a eternidade, o passado, o presente e o futuro do pregador e do ouvinte. Ela torna passível a miraculosa transformação de caráter que todos necessitamos. Sem este tipo de pregação, os atos de Deus ficam como se estivessem suspensos no passado, inconscientemente identificados com superstição.

Este conceito das ações contemporâneas de Deus através da exposição das Escrituras pode ter levado o professor H. H. Farmer a caracterizar a pregação como um sacramento (Farmer 1960, 28). Seguramente esta declaração não deve ser confundida com “sacramentalismo”. Nunca devemos confundir o ato da pregação com a graça real de Deus. A graça de Deus independe de quaisquer elementos terrenos e materiais e está eternamente além das manipulações humanas. Mas é claro que a exposição da Palavra imutável faz a mediação do encontro entre Deus e os seres humanos, através da ação soberana do Espírito Santo.

Olhemos para isto de um outro ângulo. Talvez isto também nos ajude a reformular uma nova filosofia teológica do ministério da palavra. Segundo eloqüentes afirmações do apóstolo João, Jesus Cristo é a Palavra (ou Verbo; Jo 1.1). As Escrituras mostram que esta Palavra encarnada demonstra um fato principal: Deus procura se envolver na vida de cada ser humano. Quando a mensagem das Escrituras é explicada de forma correta e coerente, Cristo, a Palavra, tem liberdade para agir em nós e, conseqüentemente, em outras pessoas por nosso intermédio. Em outras palavras, a Bíblia é mais do que uma compilação de palavras e conceitos religiosos; ela está embebida na caráter autônomo de Javé, que decide ir a nosso encontro. Por esta razão, não tenho dúvidas de que Deus representa a si mesmo através de sua Palavra eterna. Neste sentido afirma-se aqui o aspecto sacramental da exposição da Bíblia. Na verdade, o expositor não fala “sobre” Deus. Sermões tópicos e textuais tendem a ter esta característica negativa. A exposição da Palavra eterna permite que Deus fale com a menor quantidade possível de empecilhos humanos. O Espírito Santo tem dois recursos importantes e necessários para que se projete no espírito do ouvinte a própria realidade de Deus (Mounce 1960, 154), isto é, o arauto obediente e as Sagradas Escrituras.

A esta altura devemos estar percebendo que o sermão expositivo não é um experimento religioso, pelo qual o pregador propaga suas opiniões religiosas pessoais, ou qualquer tipo de palestra teológica precipitada. Como podemos ver, é a combinação da dinâmica da Palavra eterna e do arauto que acredita inteiramente na eficácia dela. Este é nosso argumento até este ponto: a Bíblia é a Palavra de nosso Deus vivo, hoje.

E quanto aos instrumentos humanos, os arautos que Deus chamou para transmitir a mensagem da Bíblia? Temos uma convicção firme e sadia de que Deus ainda fala hoje? O povo nas igrejas espera que sim. Com toda certeza, Deus deseja que tenhamos esta convicção!

A teologia liberal pode ter fascinado alguns com o tema aparentemente espiritual de que a Bíblia se torna a Palavra de Deus somente quando fala a nós de forma especial. Este tipo de determinismo antropológico faz com que a Bíblia seja bastante comum a maior parte do tempo! Posso ver como os pregadores que crêem nisto perdem sua autoridade profética. Eles tentam encobrir isto com uma pregação “relevante”, mas acabam desenvolvendo um “ministério de opiniões religiosas”.

A teologia conservadora, num momento de zelo extremado, pode nos conduzir a outro erro muito sutil. Qual seria ele? Ele aparece na gramática da seguinte declaração zelosa e verdadeira: “O que Deus falou, ele falou”. Dessa forma, muitos pregadores conservadores congelam Deus no passado. (Ele tem a forma certa, mas não pode se mover.) A conduta espiritual e psicológica destes pregadores no estudo e no púlpito tende a conservar Deus na insensibilidade do legalismo e da tradição. O Dr. John R. W. Stott aponta este erro sutil, ao dizer que uma postura exageradamente zelosa transmite a idéia de que hoje, a uma distância de séculos, não é possível ouvir a voz de Deus (Stott 1982, 100). Por que pregar se a Palavra de Deus está somente no tempo passado?

O Dr. Walter C. Kaiser Jr., em seu livro Toward an Exegetical Theology (“Diante de uma Teologia Exegética”), descreve a crise na homilética. Ele destaca as várias tentativas de se construir uma ponte sobre o hiato que separa as ações de Deus no passado e seus atos no mundo de hoje. Entre estes esforços, três não tocam no caráter eterno de Deus. Dois edificam sobre esta base e sobre a relação constante de Deus com as pessoas através dos tempos, devido a “Sua fidelidade a Si mesmo” (Kaiser 1981, 37-40) e porque Ele é um Deus que age eternamente no parêntese que chamamos tempo.

Há poucas passagens bíblicas que falam do caráter universal da Palavra de Deus. Hebreus 3.7, 8 e 4.7 são explicações do Salmo 95.7-9: “Ele é o nosso Deus, e nós povo do seu pasto, e ovelhas de sua mão. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz! Não endureçais o vosso coração, como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto; quando vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, não obstante terem visto as minhas obras”. Em Hebreus 3.7, antes de citar o Salmo 95.7-9, o autor inspirado inclui a seguinte frase: “Assim, pois, como diz o Espírito Santo…”. Aqui a análise do Dr. Stott merece menção integral:

Mas ele introduz a citação com as palavras “como diz o Espírito Santo”. Assim ele subentende que o Espírito Santo está hoje apelando a seu povo para que este o ouça, como fez há séculos, quando foi escrito o salmo. Na verdade, é possível detectar aqui quatro estágios sucessivos em que Deus falou e fala. O primeiro foi o tempo de prova no deserto, quando Deus falou, mas Israel endureceu seu coração. A seguir veio a exortação do Salmo 95 ao povo daqueles dias, para que este não repetisse a insensatez anterior de Israel. Em terceiro lugar, temos a aplicação da mesma verdade aos cristãos hebreus do primeiro século A.D., enquanto, em quarto lugar, o apelo chega até nós, ao lermos hoje a Carta aos Hebreus. É neste sentido que a Palavra de Deus é contemporânea: ela se movimenta com o tempo e continua se dirigindo a cada nova geração (Stott 1982, 101).

Esta convicção de que Deus falou e ainda fala à comunidade humana, através de sua Palavra proclamada, deve dominar a consciência do pregador, se ele planeja expor a Bíblia com constância. Num sentido real, esta é a única postura coerente que o arauto de Deus pode assumir. Esta é a essência de uma filosofia teológica.

Há mais um aspecto nesta abordagem. É a essência do significado da palavra arauto. Um arauto anuncia exatamente aquilo que seu senhor lhe diz. Ele faz isto quase como um teclado de piano que reflete a música das cordas. Contudo, no caso do arauto existe o elemento de escolha. Ele pode decidir proclamar aquilo que recebeu ou perverter a mensagem.

O profeta Isaías é um bom exemplo de um arauto obediente. No capítulo sete, versículos três a treze, temos o processo profético:

1) O Senhor entrega a Isaías uma mensagem específica para anunciar: “Agora sai tu… ao encontro de Acaz, que está na outra extremidade do aqueduto do açude superior… (e) dize-lhe: Acautela-te e aquieta-te; não temas…” (w. 3, 4).

2) Embora seja expressa em linguagem humana, ela continua sendo a Palavra de Deus: “Assim diz o Senhor Deus…” (v. 7) e “… continuou o Senhor a falar com Acaz…” (v. 10).

3) Ela pode ser recebida ou rejeitada pelo ouvinte: “Acaz, porém, disse: Não o pedirei…” (v. 12).

4) Todavia, a mensagem vem de Deus através do instrumento humano, o profeta: “Então disse o profeta: Ouvi, agora, ó casa de Davi: Acaso não vos basta fatigardes os homens mas ainda fatigais também ao meu Deus?” (v. 13).

Adotar uma filosofia teológica do ministério da palavra é assumir responsabilidades maiores do que as imaginadas. Mas, uma vez que o chamado vem do Deus viva, podemos nos encher de coragem e contar com sua ajuda. Nossas limitações são reais, mas, apesar delas, a sabedoria de Deus se revelará. O Senhor entende melhor do que nós que seu tesouro está num vaso de barro. A maravilha é que Deus projetou tudo deste modo, a fim de demonstrar a soberania de sua vontade e sua Palavra.

Mais do que qualquer outro aspecto da vida pastoral, este ministério da palavra será testado e provado pelos elementos aparentemente inocentes da vida quotidiana, se não pelo próprio Maligno. Haverá muitas ocasiões em que perguntaremos a nós mesmos: “Estou comprometido de corpo e alma com a vocação do ministério da palavra?” Nossa resposta ao chamado de Deus para ministrarmos sua Palavra exige um compromisso inflexível!

Quanto a isto, deixemos que as palavras de James S. Stewart nos conduzam a uma dedicada dependência da graça capacitadora de Deus:

A menos que estejamos preparados, numa entrega alegre e deliberada, para sermos dirigidos, dominados e controlados pela grande tarefa, devemos nos afastar dela de uma vez por todas, e não zombar de Cristo com lealdades tépidas e interesses divididos. Sem dúvida, este tipo de concentração espiritual é algo totalmente distinto de uma austeridade exagerada e obstinada que se recusa a relaxar. É muito pouco provável que qualquer pregador possa expandir sua eficiência passando de um ano para outro sem ter um feriado ou uma diversão… Todavia, permanece o fato de que o servo do evangelho – mais do que qualquer outra pessoa, mais do que o cientista, o artista, o compositor ou o homem de negócios – deve ser possuído, de coração, mente e alma, pelo empreendimento momentoso que sobre ele tem colocada sua compulsão (Stewart 1946, 169).

Que apelo! Sem dúvida, ele provém de um coração que ama a Deus e a todos os arautos chamados por ele. Seguramente, este apelo é um alerta para aqueles cujo chamado foi motivado por interesses profissionais, vaidade ou sutil compulsão psicológica.

Como expositor sincero, o servo de Deus deve ser caracterizado por domínio próprio (fruto do Espírito), aplicação criativa da inteligência e muita oração. É claro que o ministério da palavra, como qualquer outra profissão, precisa daquela inseparável combinação de paixão e trabalho, para que tenha sucesso. Tal combinação está viva no coração do arauto que acredita ativamente que Deus fala hoje através da exposição da Bíblia. Não se engane! Nossos ouvintes perceberão quando pregarmos por uma simples obrigação e quando proclamarmos as notícias com uma paixão que tem por lastro a disciplina intelectual e espiritual.

Se, como servos de Deus, nos dedicarmos a exposição constante das Escrituras, observaremos um fenômeno bem interessante que acompanhará nosso ministério. Este fenômeno se chama autoridade espiritual, que muitos pregadores inseguros tentam criar por meio de arbitrariedade ditatorial e sonora. Mas a autoridade espiritual é um dom que o rebanho percebe como parte da função profética ativa do pastor. O expositor habitual geralmente não se preocupa com a autoridade como tal, pois sua filosofia teológica lhe informa que Deus intervém através das Escrituras. Se o expositor estiver cônscio desta autoridade coexistente, ele também não irá tirar partido dela. Ele sabe instintivamente que a coragem e a confiança vêm de Deus e que ele fala como alguém a quem “foram confiados os oráculos de Deus” (Rm 3.2) e que fala “de acordo com os oráculos de Deus” (1 Pe 4.11; Stott 1982, 132).

O expositor da Palavra muitas vezes tem a experiência agradável de ser orientado espiritualmente, ao proclamar a verdade. Isto fixa em sua mente uma confiança genuína e projeta aos ouvintes não apenas uma autoridade divina abstrata, mas também a presença real de Deus. As pessoas que presenciam a Palavra sendo explicada percebem Cristo como o Salvador de hoje e experimentam o Espírito Santo em grande intimidade.

Confiança e autoridade foram partes integrantes do ministério da palavra do apóstolo Paulo. Ele escreveu: “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2 Co 2.17). O apóstolo possuía uma profunda convicção de que Deus o havia enviado para expor diligentemente as Escrituras.

Nunca devemos nos esquecer de que a exposição das Escrituras tem todo o poder necessário para penetrar no coração da consciência humana e lá ser ouvida como a voz de Deus. “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12). A exposição da Bíblia fornece ao ouvinte e ao pregador aquele contato singular com a Palavra eterna de Deus. Por esta razão, os sermões tópicos e os que empregam mal os textos tendem a se concentrar nas opiniões particulares da pregador. Os textos prediletos de sua Bíblia tornam-se pretextos para dar cobertura (santificar?) a percepções da vida espiritual humanamente arquitetadas. Isto é o cúmulo da incoerência na vida de um arauto de Deus. Por definição, um arauto proclama aquilo que lhe é dito por seu senhor, em vez de suas opiniões pessoais. O que há de mal nisso tudo é que os membros da congregação discernem intuitivamente as duas vozes. Eles anseiam ouvir a voz de Deus, mas em lugar disso ouvem apenas estranhos ruídos “religiosos”. Eles querem crescer, mas devido à falta de alimento espiritual, acabam numa vida espiritualmente medíocre.

Se nós, servos de Deus, fizermos uma escolha consciente em favor de uma filosofia teológica do ministério da palavra, teremos de dar muito de nós mesmos na preparação e entrega das exposições bíblicas. Seremos motivados a fazer isso pela consciência de que nossa exposição pode se tornar, para muitos dos ouvintes, a “plenitude do tempo”, o momento de um encontro transformador com Deus.

Uma das fortes conotações do termo hebraico dabar (palavra) é de que irá acontecer aquilo que é falado. Falar é criar. Aquilo que Deus fala, acontece. As Escrituras apresentam Javé como aquele cujas palavras realmente criam e dominam toda a realidade (Mounce 1960, 153-155). Oh! que os pregadores do evangelho de Cristo projetem conscientemente esta verdade profunda sobre o ministério da palavra que desempenham e se entreguem de todo coração a exposição da Palavra de Deus que concede vida!

A fim de que uma filosofia teológica pessoal se torne um modus vivendi prático, existem três conceitos básicos úteis. O primeiro é que a atividade e o caráter eternos de Deus são manifestados de modo contemporâneo através da exposição de sua Palavra eterna. Não há nenhuma forma lógica de desligar do espaço e do tempo os atos salvíficos de Deus. Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. Em segundo lugar, a exposição da Bíblia é o instrumento que o Deus trino e uno usa com maior freqüência para intervir no coração que crê. Jesus é a Palavra de Deus em forma e experiência humanas (Jo 1.1, 14). O Espírito Santo é a Palavra de Deus com poder de penetração (Ef 6.17). O Pai é a Palavra criadora que chama à existência todas as coisas (Gn 1 e Cl 1.16). As Escrituras que procedem de nosso Deus trino e uno são inseparáveis de seu caráter inefável. Elas estão impregnadas de Deus e, sob seu comando, fazem a própria mediação do Espírito no coração que crê. Em terceiro lugar, a exposição da Bíblia é o modo espiritual mais eficiente de Deus falar através de instrumentos humanos (2 Co 4.2-6). Isto é verdade, pois Deus fala mais alto do que o expositor, quando a Bíblia é explicada com fidelidade. “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Co 4.7).

Neste ilustre ministério da palavra daremos prioridade total ao estudo e proclamação das Escrituras sagradas? Certamente, o Deus que nos chamou a este ministério irá trabalhar em nós para desejarmos e fazermos sua boa vontade, tornando eficaz sua palavra para transformar vidas. Se nós, à semelhança dos apóstolos, nos entregarmos de todo coração ao ministério da palavra, nossa filosofia e ministério de púlpito se tornarão teologicamente sadios e milagrosamente práticos.

Uma Filosofia Humanística

 

Quanta diferença haveria, se todos os pregadores evangélicos escolhessem e praticassem uma filosofia teológica do ministério da palavra! Infelizmente, há um caminho mais fácil, mais largo, e muitos entram por ele. Enquanto descrevo uma abordagem humanística da tarefa da pregação, espero que sejamos levados a fazer uma avaliação séria e revolucionária de nossa filosofia do ministério da palavra.

Como realmente encaramos a tarefa da pregação? Será que, como muitos seminaristas e pregadores novatos, nós a vemos primeiro como algum tipo de arte retórica, uma “habilidade homilética”? Caso positivo, o sucesso no ministério dependerá de nosso uso e desenvolvimento inteligente das leis da retórica. Nesta abordagem (mais freqüentemente num nível inconsciente), a proclamação se torna primeiro um assunto de estilo retórico, e o conteúdo é secundário. O que é importante é a apresentação e o carisma do apresentador. Parece quase haver um valor exagerado no mecanismo da comunicação e praticamente um endeusamento da personalidade. Infelizmente, tal procedimento filosófico diminui bastante a dimensão espiritual da pregação. A autoridade de Deus e sua revelação escrita são colocadas enganosamente em segundo lugar, sendo, em alguns casos, totalmente negadas.

Cair na filosofia de que a boa pregação surge apenas da manipulação sábia das regras da retórica é criar uma atitude nociva e penetrante na comunidade religiosa. Seminaristas e pregadores são influenciados por este pensamento: a proclamação é avaliada pelos pontos fortes e fracos do pregador em suas relações com a retórica. Caráter e conteúdo bíblico significam quase nada, em comparação com a habilidade de falar. Assim, o pobre orador com caráter e conteúdo bíblico perde para o bom e hábil orador que, com eloqüência, diz muito pouco. É estranho como a oratória, misturada com vivacidade, é quase sempre vista como unção pelos ouvintes que não tem consciência de sua própria pobreza espiritual!

Cegueira espiritual e moral quase sempre é fruto de uma filosofia humanística do ministério da palavra. Há muito pouco compromisso moral inerente nesta abordagem. Por exemplo: muitas pessoas com treinamento profissional são chamadas para fazer discursos a respeito de vários assuntos. Entre estas pessoas estão aquelas que defendem uma coisa no discurso e praticam outra na vida diária. Pense no médico que adverte outras pessoas sobre os perigos do fumo, enquanto traz no bolso um maço de cigarros vazio. Se a tarefa da pregação for vista principalmente como arte retórica, é concebível que o ministro tenha menos responsabilidade moral de obedecer ao que é pregado. Em outras palavras, o conhecimento e a prática de uma boa retórica não exigem necessariamente uma coerência moral entre o orador e aquilo que é falado.

Os ministros que se permitem ser orientados por este tipo de filosofia correm o risco de perder a seriedade espiritual de um verdadeiro servo da Palavra de Deus. São muitos os ministros que têm utilizado o púlpito com pouca consciência espiritual e até mesmo pouco compromisso profético, devido a esta abordagem.

Até que ponto os pregadores que têm este tipo de conduta são totalmente responsáveis por seus atos? Alguns deles teriam boas desculpas? Alguns seriam vítimas de antecedentes sociológicos negativos e de treinamento teológico ruim? Até certo ponto, isto pode ser verdade, mas nenhum deles é um robô! Filosofias e condutas são produtos de escolhas intelectuais e emocionais feitas em meio a todos os tipos de ambiente.

Ao lado disso tudo, o que mais tem faltado na vida de muitos jovens aspirantes ao ministério é um modelo vivo de filosofia teológica do ministério da palavra. Quantos aspirantes tiveram por longos períodos exemplo disso num ministério que expusesse seriamente as Escrituras sagradas? Muitas vezes eu fiz esta pergunta no seminário onde lecionei, e as respostas afirmativas sempre eram escassas. Era doloroso ouvir centenas de jovens seminaristas dizerem que nunca haviam tido um pastor que tivesse o hábito de pregar sermões expositivos. Que saldo negativo nos livros da Igreja de Jesus Cristo! Quanto indício do domínio de uma filosofia humanística na chamada comunidade evangélica!

Há um fator sociológico que tem debilitado a determinação de muitos ministros no sentido de exporem a Palavra de Deus. A sociedade moderna tem prosperado na obtenção de conforto fácil e prazer instantâneo; a gratificação tem de ser imediata. Os esforços físicos e mentais devem ser reduzidos quase a zero. As lições tem de ser “fáceis” e não mais do que dez. Parece que o modus vivendi da sociedade moderna gira em torno de dois semideuses chamados conforto e prazer. Para estas deidades, os cultos de adoração são oferecidos várias vezes ao dia e não apenas aos domingos. Para qualquer pessoa trata-se de um problema se o conforto e o prazer não são obtidos com facilidade, tendo-se de trabalhar mais para alcançar seus benefícios.

Esta realidade sociológica tem causado um impacto moral sobre os seguidores de Jesus Cristo. Aquilo para o qual os primeiros discípulos trabalharam com lutas e sacrifícios, os santos modernos querem obter em programas fáceis e funcionais. Assim, o candidato ao ministério procura o caminho fácil para o sucesso e dificilmente vê a tarefa da pregação em termos de sangue, suor e lágrimas. Além disso tudo, hoje a pessoa não tem muito tempo para esperar, estudar, meditar e equipar-se espiritualmente para o longo trajeto ministerial. Assim, não causa surpresa vermos uma profunda apatia entre seminaristas que tem bebido, consciente ou inconscientemente, da fonte desta ideologia materialista.

A igreja evangélica não tem escapado do impacto desta filosofia. Em geral os membros não gostam do pastor aplicado que deseja trabalhar com exposições que levam longos períodos. Eles também querem resultados imediatos e muita satisfação sem sacrifício. Tanto os pastores quanto as pessoas são freqüentemente pressionados ao imediatismo por todo ambiente da sociedade moderna.

Como são, hoje, os sermões na igreja evangélica? É possível encontrar sermões forjados na bigorna do estudo disciplinado da Palavra e que tenham por lastro intensa oração intercessória? Onde estão os sermões que nasceram de longos contatos de devoção com a Palavra de Deus? Quão bíblicos são os sermões de pregadores que crêem na Bíblia? Até que ponto os sermões apenas falam sobre Deus, em vez de permitirem que o próprio Deus fale de si? Sermões que falam sobre Deus parecem ter pouca energia espiritual e até mesmo pouca iluminação do Espírito. Quantos usam os textos bíblicos como pretextos e dependem mais da retórica e do entusiasmo do que de Deus? Parece que temos forçado Deus a falar através dos bloqueios e filtros de uma filosofia humanística!

Parece que a abordagem humanística tem em si um toque de existencialismo. Trata-se de uma hermenêutica de pragmatismo e imediatismo. A cultura religiosa tem mais valor do que a revelação proposicional, e os sentimentos pesam mais do que a vontade de ser e fazer. O que resta nesta abordagem do ministério da palavra é um discurso bonito e sentimentos religiosos nebulosos sobre o Ser Divino. Alguns pecadores tentam “perder sua perdição sem estarem salvos”, e alguns arautos tentam pregar a verdade sem estarem seguros de Deus e de sua Palavra.

Em grande medida, somos aquilo que pensamos e. praticamos aquilo em que cremos. Geralmente podemos modificar para melhor ou pior pensamentos e práticas. Minha esperança é no sentido de que estas linhas incentivem os ministros a examinarem com sinceridade o ministério da palavra que desempenham hoje e façam mudanças onde for necessária.

Ninguém deve concluir que deprecio as técnicas da comunicação em público. Isto não é verdade. Acredito que os pregadores devem estudar e fazer uso criterioso das regras de retórica. Se, como pensamos, existe alguma verdade na retórica, de onde ela procede, senão do Deus de todas as verdades? Nós, pregadores, precisamos desesperadamente melhorar nossa habilidade na comunicação, sem perder a confiança nas intervenções de Deus através de sua Palavra.

QUE É UM SERMÃO EXPOSITIVO?

 

Não é fácil definir sermão expositivo em relação aos sermões tópicos ou textuais. Uma das razões disto é que as definições quase sempre tendem a limitar demais as coisas. Definições restritivas não permitem que o assunto seja expandido de forma prática; definições muito amplas não permitem uma concentração exeqüível. Nenhuma das duas é boa.

Uma parte da confusão entre os pregadores surge da permuta descuidada dessas duas palavras, “bíblica” e “expositiva”. Absolutamente elas não significam a mesma coisa. “Bíblica” é, por definição, alguma coisa que se relacione (mais ou menos) com a Bíblia. Sermões textuais e tópicos podem se relacionar com a Bíblia sem serem expositivos, assim como mangas se relacionam com as frutas sem serem pêras. Segundo penso, um sermão textual ou tópico pode, na verdade, se relacionar com a Bíblia em graus variados. Mas, em essência, o sermão expositivo não pode ser nada menos do que diretamente bíblico, gerado a partir do texto bíblico e projetando um assunto (tema) inerente a partir daquele texto.

Em seu livro Exposição do Novo Testamento – Do Texto ao Sermão, o Dr. Liefeld sugere que não façamos da definição nosso alvo imediato, mas que primeiro compreendamos as partes conceptuais básicas de um sermão expositivo (Liefeld 1985, 13). Isto é bom porque se concentra na essência do sermão expositivo e não apenas em nomenclaturas externas. John R. W. Stott, em seu livro intitulado I Believe in Preaching (“Creio na Pregação”), não surge primeiro com uma definição, mas, antes, trabalha com o princípio fundamental da explanação. Explanar o conteúdo de um texto bíblico deve ser a própria vida do sermão expositivo (Stott 1982, 125). A obra de Stott enfatiza claramente o centro ontológico do sermão expositivo.

Sob este conceito central da exposição está a idéia da explanação. Seu sentido fundamental é o de aplanar alguma coisa enrugada. A exposição da passagem bíblica é caracterizada por um discurso lógico que “aplana” o texto e o torna compreensível. Assim, a explanação é uma forma clara de expressar pensamentos espirituais, de modo que os ouvintes possam aplicá-los a situações práticas na vida. Desta forma, a explanação vai além de descrições prolixas de palavras e construções gramaticais (Liefeld 1985, 13).

Em íntima relação temos esta outra palavra, explicação, que traz a idéia fundamental de revelar alguma coisa. Os sermões expositivos revelam aos ouvintes as verdades que estão envolvidas pelas vestimentas culturais e teológicas. Se alguém me entrega um mapa dobrado e diz: “Este é o mapa do Brasil”, eu ouço as palavras, mas não compreendo completamente aquele pedaço de papel dobrado, até que ele seja aberto e se exponham o contorno e os detalhes do Brasil.

Estamos tentando aqui dar uma clara percepção da substância do sermão expositivo, sem cairmos em definições formais. A própria palavra “expositivo” nos apresenta mais um conceito central neste tipo de proclamação bíblica. Exposição traz em seu sentido fundamental a idéia de colocar algo em lugar aberto e tornar acessível aquilo que é obscuro ou está fora de alcance.

Mais tarde, aprenderemos que um parágrafo de pregação (uma parte autônoma da Bíblia) tem um tema implícito ou explícito; de outra forma, não seria autônomo. Assim, a explanação e a exposição mantém suas condições básicas quando o pregador extrai o tema e o demonstra com os termos e conceitos contidos naquele parágrafo. É por isso que um comentário contínuo (falsamente chamado de sermão expositivo) é apenas um comentário contínuo, que geralmente não é regido por seu tema inerente nem é desenvolvido por ele. O comentário contínuo não tem um conceito central unificador que possa ser compreendido de forma prática. O simples ato de papagaiar livremente palavras e frases de um texto bíblico quase sempre se torna um comentário fluente que não se estende para outro lugar a não ser o final da passagem. Mesmo quando se inclui um pouco de exegese, o comentário contínuo se torna ainda mais desordenado, devido à falta de um tema dominante.

Algumas vezes se confunde exegese com exposição. Depois de concluir um curso sobre pregação expositiva em São Paulo, um pastor disse o seguinte: “Antes de participar deste curso, eu fazia a exegese e a levava para o púlpito, pensando que aquilo era um sermão. Agora, eu continuo a fazer exegese, mas levo para o púlpito o sermão que ela produz”. O que ele fazia antes era falar sobre a estrutura gramatical do texto. O que ele estava fazendo agora era explicar o significado e o tema extraídos da lógica, da gramática e da estrutura do texto.

O Dr. Walter Kaiser admite que é difícil definir a exegese, mas prossegue e ilustra cuidadosamente sua natureza. Não importa como se defina a exegese, uma parte básica em seu processo deve ser a “lapidação da passagem” (Kaiser 1981, 42). Temos aqui o ponto crucial da questão para o sermão expositivo. Esta “lapidação da passagem” deve ser mais do que uma concentração nas construções gramaticais. A exposição deve ser o resultado final de uma exploração (lapidação) na passagem, que encontra nela sua verdade prática central. O sermão expositivo explica esta verdade central, de modo a torná-la aplicável a vida e ao contexto do ouvinte. Este deve ser o resultado de um “confronto direto com a passagem” (Kaiser 1981, 42).

Se a exposição do pregador no púlpito é um exercício patente de exegese, então a Palavra não se torna carne. O texto de Mateus 1.23, segundo a versão inglesa King James, mostra-nos como a exegese deve conduzir a interpretação: “… vós o chamareis Emanuel que, sendo interpretado, é Deus conosco”. Kenneth Cragg afirma o seguinte:

“Sendo interpretado” é uma forte condição. Ela se coloca entre o tudo e o nada. É o eixo em que gira “Emanuel”. Pois, “Deus conosco” não é simplesmente uma declaração. Uma convicção. Mais do que um aviso, é uma experiência. A menos que seja observada, ponderada e crida, é como se nunca tivesse existido. Significados não transmitidos são significados frustrados (Cragg 1956, 273).

Outro exemplo disto é quando Jesus rebate os saduceus, em Marcos 12.24. Depois de dizer: “Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?” Jesus pergunta: “… não tendes lido no livro de Moisés, no trecho referente a sarça, como Deus lhe falou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ora, ele não é Deus de mortos, e, sim, de vivos”. A explicação que Cristo oferece da importância destas palavras é que a ressurreição dos mortos é tão certa como Deus! Os saduceus precisavam ouvir e compreender tal convicção.

É este fundamento lógico que torna claro que um sermão expositivo não é apenas um exercício de exegese retórica, por mais grandiloqüente que seja. A exegese deve ser feita com habilidade cada vez maior no estudo do pastor, de modo que a exposição possa ser realizada no púlpito com imaginação e convicção. Em outras palavras, a exegese deve ser compartilhada, convertendo-se verdadeiramente em significado prático.

A partir dos fatos culturais relacionados ao antigo arauto grego, temos mais idéias sobre a essência dos sermões expositivos. Para ter um cargo assim, o arauto precisava ser amigo íntimo de seu senhor, ter uma voz clara e ser digno de confiança. Nessa função o arauto fazia proclamações oficiais para o rei e em nome dele. Em muitos exemplos de proclamação (kerussein) do Novo Testamento, a urgência e fidelidade a mensagem revelada de Deus eram características (Mounce 1960, 12-17).

Relacionando isto com o sermão expositivo, vemos o pregador como arauto de Deus, o Rei. Obviamente ele tem de ser um amigo leal de Deus e devotar afeição a à Palavra divina. Ele deve levar em seu coração a convicção clara e indelével de que sua vocação vitalícia visa proclamar os pensamentos de Deus com fidelidade e de forma prática. Em sua essência, o sermão expositivo tem uma relação ontológica com a Bíblia e tem sua melhor caixa de ressonância no caráter e nas palavras do pregador (arauto).

Assim, um sermão expositivo não é um discurso de improviso casual, em que o pregador vagueia por uma longa seqüência de versículos. Acho estranho que um sermão extemporâneo e casual numa sucessão de versículos bíblicos seja chamado impensadamente de exposição bíblica. Como cristãos e pregadores informados podem continuar a acreditar nisso?

Alguns pregadores têm facilidade de esboçar vividamente um parágrafo bíblico. O Dr. Liefeld chama isto de “esboço tópico de uma passagem (bíblica)”. Definitivamente não é um sermão expositivo. Ele ilustra isto com o seguinte esboço de Atos 9.1-9:

1. A Resistência de Saulo

2. A Conversão de Saulo

3. A Comissão de Saulo

Em sua opinião, esboços tópicos tendem a ser “mais descritivos que pastorais” (Liefeld 1985, 26-27). Para mim, isto sempre demonstra um uso talentoso de palavras e não uma projeção da verdade prática. O sermão expositivo não é somente um esboço tópico ou um panorama preciso de um parágrafo da Bíblia que nos mantém apenas na casca externa da passagem.

Em nossa tentativa de atingirmos o centro/essência do sermão expositivo, talvez seja útil fazer uma comparação da estrutura e conteúdo de cada um dos principais tipos de sermão. As partes globais de qualquer sermão são duas, a saber, 1) estrutura e 2) conteúdo. Ao analisarmos os principais tipos de sermão devemos perguntar: quais são as verdadeiras fontes que geram estas duas partes?

O sermão tópico geralmente extrai o esboço (estrutura) e o conteúdo a partir das habilidades literárias criativas do pregador. Se ele for um verbalista talentoso, a estrutura do sermão (tópicos e sub-tópicos) será viva e fácil de reter na memória. Se o pregador for inteligente, o conteúdo será apropriado à cultura e agradável, mas não necessariamente espiritual Verdades e convicções bíblicas podem fazer parte deste tipo de sermão. Isto dependerá em grande parte da piedade do pregador e do propósito na pregação daquele sermão. Na melhor das hipóteses, o sermão tópico é um discurso bíblico. Na pior das hipóteses, ele pode ser uma opinião pessoal tendenciosa sobre Deus e a religião.

Dependendo do pregador, haverá maior ou menor diferença entre o sermão textual e o tópico. Em geral, o sermão textual tem sua estrutura (esboça) numa parte limitada da Bíblia. Não há muitos versículos bíblicos isolados que se dividam naturalmente em três ou quatro partes. Todavia, em muitos sermões textuais o versículo bíblico isolado não é pressionado a produzir um esboço, porque geralmente ele é usado como “introdução” à introdução. Este é um caso clássico de uso do texto como pretexto. O versículo bíblico se torna um trampolim de onde o pregador salta com sua mensagem, sem pregar basicamente a mensagem de Deus. Neste tipo de mensagem, é fácil pregarmos sobre Deus, mas é difícil Deus pregar sobre si. Em termos de conteúdo, novamente tudo depende do pregador. O conteúdo de um sermão textual pode estar mais relacionado com as idéias religiosas do pregador do que com a Palavra de Deus.

Na melhor das hipóteses, o sermão textual irá esboçar e trabalhar em cima do versículo bíblico escolhido para o sermão. Na pior das hipóteses, o sermão textual pode fazer uso fraudulento das Escrituras para “santificar” tendências religiosas pessoais. Mesmo no melhor dos casos, o sermão textual pode facilmente se tornar a palavra do pregador, ignorando o contexto teológico do versículo isolado que se utiliza. É esta negligência casual quanto ao contexto que torna possíveis os mais estridentes erros de interpretação. O sermão textual divorciado de seu contexto nunca poderá ser bíblico no sentido direto do termo.

O sermão expositivo extrai a estrutura e o conteúdo diretamente do parágrafo a ser pregado. As Escrituras são a fonte básica para os dois. Não existe nada daquilo de usar as Escrituras para dar apoio secundário à forma e ao conteúdo do sermão expositivo. H. Grady Davis faz uma pergunta crucial: “A Bíblia é a fonte geradora da forma e do conteúdo, e o sermão realmente diz o que o texto diz?” (Davis 1958, 47).

Estamos chegando a mesma conclusão proposta por Robinson, quando ele escreveu que o sermão expositivo tem uma filosofia subjacente que desafia a definição (Robinson 1983, 15). Neste caso, minha percepção de seu termo “filosofia” aproxima-se das idéias de “mistério” e “teologia”. O mistério do sermão expositivo surge da natureza singular de Deus e de sua Palavra. A teologia da pregação expositiva está no Deus real que, em condescendência, revela-se a nós, através de sua Palavra proposicional.

Se fôssemos obrigados a dar uma definição de sermão expositivo, ela deveria incluir esta convicção geradora de vida: Deus é, e ele está falando a nós. Sua Palavra tem valor real no espaço e no tempo, a semelhança de Deus. O sermão expositivo é uma expressão prática desta convicção geradora de vida. Se Deus não é, então não há Palavra. Se não há Palavra, então não há sermão expositivo.

Uma das mais recentes e completas definições de pregação expositiva é a seguinte, em sua forma estilística:

Pregação expositiva – a comunicação de um conceito bíblico derivado

e transmitido através de um estudo

histórico,

gramatical

e literário de uma passagem em seu contexto,

que o Espírito Santo primeiramente aplica

à personalidade e experiência do pregador,

e, depois, através dele, a seus ouvintes (Robinson 1983, 22).

Visando os propósitos deste manual, modificarei esta definição, sem a intenção de depreciar qualquer uma de suas excelentes qualidades. Faço isto porque há muitos pregadores leigos que não tem acesso direto aos recursos teológicos acadêmicos. Eles não estudaram hebraico e grego, mas assim mesmo desejam expor a Palavra de Deus. A Bíblia no vernáculo que possuem não está tão distante do original, a ponto de Deus ficar incapacitado de falar. Parece estranho que Deus possa exigir que todos os pregadores conheçam hebraico e grego, a fim de exporem sua Palavra. Ele, em sua soberania, já não tomou providências para que sua Palavra salvífica fosse traduzida com clareza para centenas de línguas? Não apenas isto, mas Deus tem usado soberanamente as Bíblias no vernáculo para salvar e santificar literalmente milhões de almas.

Será que um certo elitismo teológico poderia estabelecer exigências estritas para o sermão expositivo, alegando a possibilidade de heresia? Este mesmo elitismo obviamente não tem exigido tanto de outros tipos de sermão. Será que muitas heresias não surgiram dos sermões tópicos e textuais em sua dispensa de uma integridade bíblica mais profunda? Minha preocupação é no sentido de que se os sermões textuais e tópicos podem ser considerados formas legítimas de apresentação da verdade, sem se extrair nada das línguas originais, por que o mesmo não vale para o sermão expositivo? Neste manual, o pregador será ensinado a fazer pleno uso de um parágrafo bíblico autônomo, no vernáculo, dentro de seu próprio contexto. Seu trabalho será orientado por sólidas regras de análise literária e estudo indutivo, que funcionam claramente em qualquer língua.

A definição a seguir depende de tudo que dissemos em termos da essência do sermão expositivo. Em nenhum momento quisemos deixar subentendido que o conhecimento das línguas originais é elitismo supérfluo! Todo conhecimento que alguém possa reunir deve funcionar na produção de uma exposição da Palavra de Deus e captar seu sentido para nós, hoje. Devemos usá-lo e, ao mesmo tempo, depender inteiramente do Espírito Santo.

Agora tentemos dar uma definição que se encaixe na filosofia e metodologia propostas neste manual. Admito que ela foi inspirada na definição dada acima, mas contém elementos chaves necessários para o tipo de exposição visado aqui.

O sermão expositivo vernacular: um discurso bíblico derivado de um

texto vernacular independente,

a partir do qual o tema é revelado,

analisado e explicado,

através de seu contexto,

sua gramática

e sua estrutura literária,

cujo tema é infundido pelo Espírito Santo na vida do pregador e do ouvinte.

O sermão expositivo é maior do que esta definição limitada, pois deriva sua essência e forma da íntima relação com a Palavra eterna de Deus. A Bíblia é o sangue vital do sermão expositivo, e a explanação, explicação e exposição são as partes conceptuais básicas e dinâmicas. O caráter do pregador é a caixa de ressonância da verdade pregada.

AS VANTAGENS DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA

 

O ancião Crisóstomo disse certa vez que o valor da pregação expositiva reside no fato de que Deus fala o máximo e o pregador o mínimo. Que percepção!

Quando o Espírito Santo inspirou o apóstolo Paulo a escrever “prega a palavra” (imperativo; 2 Tm 4.2), ele tinha boas razões. Afinal, Deus falou coisas dignas de serem ouvidas. Ele falou sobre assuntos de interesse de toda a humanidade com exatidão espantosa. “Prega a palavra” é uma frase que exprime convicção e convoca à exposição.

Há muitas vantagens na pregação de sermões expositivos que abranjam livros inteiros da Bíblia. Além de obedecer a um mandamento claro de Deus e encontrar paz, o expositor experimenta muitas outras vantagens práticas.

Em primeiro lugar, a pregação expositiva baseada em livros da Bíblia livra-nos da tarefa dúbia de inventar temas para a pregação a cada domingo. A invenção de temas é um trabalho que consome tempo e devora nossa energia. E quem pode ter certeza de que o tema selecionado é a escolha de Deus? Mesmo esta sombra de dúvida mina nossa convicção espiritual necessária para pregarmos estes temas. A pessoa que prepara sermões a partir de um livro da Bíblia já tem um tema geral dado par Deus, ao lado de outros temas de apoio nos parágrafos de pregação. Nada disso depende da invenção humana. Com um recurso rico como este, o pregador não precisa esgotar suas energias para provar sua capacidade de inventar. Ele fica livre para estudar o parágrafo da pregação na qualidade de Palavra de Deus. Ele tem liberdade para decifrar o tema divinamente inspirado e pregá-lo com bastante convicção. Tal convicção é exatamente o oposto das dúvidas incômodas que muitas vezes acompanham temas arquitetados pelo homem.

Descontando-se as férias do pregador e às vezes em que visitantes vem pregar, restam de trinta e oito a quarenta e três domingos para os quais duas mensagens devem ser preparadas. Isto significa que, em média, o ministro tem de inventar de setenta e seis a oitenta e seis temas apropriados e interessantes, sem ser repetitivo. Esta é uma tarefa considerável, pois nem todos os servos do Senhor foram feitos igualmente criativos. Alguns podem ser capazes de conseguir uma porção de temas para um ano ou dois de pregação, sem reprises. Outros ficarão com um punhado de repetições monótonas. O ponto negativo das repetições está nas reapresentações de temas não gerados pela Palavra. Não poucos pregadores terão bloqueios mentais que os atirarão num poço de desespero e falta de produtividade. Vários seminaristas já entraram em pânico diante da idéia de terem de cunhar dois temas para quase todos os fins de semana no ano. Muitos pregadores jovens encobrem o pânico com novidades em programas destinados a substituir as oportunidades regulares de pregação. Muitas vezes, o peso da culpa que acompanha tais táticas leva os ministros a crises emocionais e físicas. A partir deste ponto resta um pequeno passo para o abandono do ministério.

Ao contrário disso, o servo do Senhor que acredita sinceramente que Deus ainda fala através de sua Palavra exposta descobrirá temas vivos nas Escrituras. E com variedade e relevância! Já se observou que o estudante aplicado da Palavra descobrira temas bíblicos em número maior do que ele teria tempo para preparar e compartilhar.

Pensando em temas bíblicos, devemos lembrar outro aspecto relacionado. Os pregadores que fazem séries de exposições através dos livros da Bíblia apresentarão temas espontaneamente (ou inconscientemente) negligenciados pelos que têm medo ou duvidam. John R. W. Stott relata que ele estava no ministério havia vinte e cinco anos quando, pela primeira vez, pregou sobre o assunto do divórcio. Isto aconteceu enquanto fazia uma série de exposições sobre o Sermão da Montanha. O texto da semana seguinte versava exatamente sobre aquele assunto e não havia meio de evitá-lo. Ele tinha de tratar abertamente sobre o divórcio, e o fez. Sem dúvida, seus ouvintes foram biblicamente informados e edificados.

Numa íntima relação com isto, temos a segunda vantagem de expor temas bíblicos de uma forma natural. O expositor que segue através dos livros da Bíblia tem os temas de Deus para pregar, na seqüência em que eles aparecem. Ele não tem de adaptar a força os temas a certos problemas que surgem durante a semana. Para os pastores é uma grande tentação manipular seus próprios temas para atacar ou resolver problemas do momento. Os pregadores que cedem a isto são, muitas vezes, vistos como intrometidos e não são dignos de inteira confiança. A razão disto é que estes pastores colocam suas ovelhas na defesa. A exposição de temas bíblicos, à medida que surgem na série prescrita, anula a maior parte das acusações de que o pregador está tentando atingir certos membros. Numa série de exposições as pessoas sabem que o texto não foi selecionado por causa de qualquer “ira messiânica” no pastor.

Lembro-me do caso de um pastor recém-chegado que decidiu fazer uma série de exposições sobre o livro de 1 Coríntios. Na quinta mensagem, o expositor teve de lidar com o tema da imoralidade. Ele estava ali e não havia meio de pular o assunto. Em obediência e fé, ele pregou a Palavra. Pouco tempo depois, um membro da igreja o procurou para receber aconselhamento, confessando estar envolvido em conduta imoral. Ele sabia que o pastor não estava ciente da situação e tinha certeza de que a Palavra de Deus viera para convencê-lo através daquele sermão. Esta foi uma daquelas intervenções divinas em que o pecador estava plenamente cônscio da voz de Deus e apenas casualmente consciente do mensageiro. Ele não sentia que o pregador estava lá para atingi-lo, de modo que, humildemente, veio para receber ajuda redentora. Esta “Palavra” em especial chegou ao pecador na “plenitude do tempo” e na seqüência natural das mensagens.

O fator da nutrição é a terceira vantagem da pregação expositiva. A Palavra de Deus é alimento para alma, mente e espírito. Na pregação expositiva, o pregador não tem de impor categorias ” evangelísticas” ou “de edificação” a seu sermão. A Palavra de Deus destina-se a ser todas as coisas para toda a humanidade. Ela traz o novo nascimento a alguns e concede edificação moral a outros, segundo o desejo do Espírito.

“… pois fostes regenerados, não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente. Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente” (1Pe 1.23-25).

A Palavra do Senhor permanece, enquanto tudo mais perece. Ela não produz apenas o novo nascimento, mas também transformações éticas e morais naqueles que a ouvem com vontade. A passagem acima continua:

“Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas, e de toda sorte de maledicências, desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que por ele vos seja dado crescimento para salvação, se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso” (1 Pe 2.1-3).

A Palavra de Deus, não a inteligência do pregador, faz com que um cristão cresça em sua salvação. A Palavra faz parte do ser de Deus, de um modo tal que, quando o Espírito nos capacita para a recebermos internamente, nós participamos da natureza de Deus (como em 2 Pe 1.4). Os cristãos crescem em suas expressões morais da salvação quando são nutridos pelo próprio Deus. Expor a Palavra é apresentar Deus por aquilo que ele é tanto para pecadores quanto para santos! A Palavra eficaz de Deus não depende de qualquer classificação artificial do sermão, seja para cristãos ou pecadores.

A propósito, temos aqui outro princípio amortecedor de tensões para ministros de qualquer lugar: a Palavra de Deus em si é tanto evangelística quanto edificante. O Espírito Santo aplica a Palavra segundo convém, a semelhança dos dons carismáticos. As epístolas do Novo Testamento foram escritas para cristãos. Assim mesmo, tais mensagens tiveram efeito salvífico sobre os não-salvos que as ouviram e leram nas igrejas. Nossa preocupação principal não deve ser com o fato de pregarmos um sermão evangelístico ou de edificação. Devemos nos concentrar em pregar a palavra e, assim, contar com o Espírito de Deus que fará com eficiência as aplicações.

A quarta vantagem da pregação expositiva está na unção específica de autoridade que a acompanha. Com grande freqüência o expositor tem consciência da autoridade divina que acompanha sua mensagem. Em seu coração ele sabe que é Deus quem fala e nem por um momento presume que o poder seja seu. Ele realmente sente a alegria de ser um poderoso porta-voz de Deus.

O apóstolo Pedro, no segundo capítulo de Atos, faz uma exposição sobre Joel 2.28-32 e Salmo 16.8-11. Ele faz isto com tanta autoridade que seus ouvintes clamam convictos: “Que faremos, irmãos?” (‘At 2.37). O resultado daquela autoridade divina foi a conversão de cerca de três mil almas. No capítulo três vemos como Pedro lidou com este influxo de autoridade. Depois de oferecer a cura de Cristo ao mendigo coxo, Pedro diz: “… por que vos maravilhais disto, ou por que fitais os olhos em nós como se pelo nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar?” (At 3.12b). O que é surpreendente na autoridade que vem com a pregação da Palavra de Deus é a clara consciência de que ela pertence a Deus. Tanto o pregador quanto o ouvinte a vêem desse modo.

Filipe, o evangelista, experimentou em sua carne esta autoridade espiritual. Em Atos 8.34, Filipe explica Isaías 53.7, 8 ao eunuco etíope. Se admitirmos que este era seu estilo de pregação, então na primeira parte do capítulo oito, sem dúvida, Filipe expôs a partir daquela mesma passagem messiânica. Os resultados se manifestaram na autoridade de Deus sobre Samaria, onde ele expôs a Palavra.

“Filipe, descendo a cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As multidões atendiam, unânimes, as cousas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando com alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. E houve grande alegria naquela cidade” (At 8.5-7).

Nos poucos versículos seguintes, vemos Filipe cheio do poder da autoridade de Deus, e pessoas de todas as classes são convencidas a crer, sendo batizadas. Até o mágico, que havia enganado aquele mesmo povo, ficou maravilhado com a autoridade divina que sobreveio a Filipe. Como podemos ver, a autoridade na pregação está ligada a Palavra de Deus. Ela é vista por santos e pecadores como procedente de Deus, mesmo quando é demonstrada num ser humano.

O leitor pode querer saber a razão por que foram usados os exemplos de Pedro e Filipe, e não o de Paulo. Certamente, Pedro e Filipe não eram tão eruditos como Paulo. O Novo Testamento não os coloca debaixo da mesma luz do apóstolo. Talvez estes exemplos mostrem que, mesmo quando temos “menos” dons, ainda assim podemos ser fiéis expositores da Palavra viva de Deus.

Há uma quinta vantagem óbvia na pregação expositiva. O pastor e o povo aprofundam-se no conhecimento da Palavra de Deus, não apenas num nível fatual, mas também nas experiências da vida. Ouvir um pregador falar sobre religião é uma coisa. Outra coisa é ouvir Deus falando através do pregador e sentir as transformações miraculosas no caráter de uma pessoa. Em alguns círculos, isto é chamado o processo de santificação. Imagino que a maioria de nós concordaria com o fato de que precisamos mais deste acontecimento na vida dos membros das igrejas. Outra vez vem a nós a palavra do apóstolo Pedro: “Tendo purificado as vossas almas, pela vossa obediência a verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos de coração uns aos outros ardentemente, pois fostes regenerados… mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (1 Pe 1.22, 23).

Uma boa exposição exige uma boa pesquisa. A pesquisa revela novas idéias que renovam o pregador e os ouvintes, a semelhança de um gole de água borbulhante na fonte. Lucas, o autor do evangelho, dá-nos um belo exemplo disso em seu parágrafo inicial, em 1.1-4:

“Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares, e ministros da palavra, igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído” (itálicos meus).

A pesquisa de Lucas torna seu relato da ressurreição “admiravelmente novo e diferente”. O que ele nos transmite em sua narração dos dois homens na estrada de Emaús é a convicção transformadora de vidas de que Jesus está vivo! O que Lucas diz sobre a doutrina e a obra do Espírito Santo, nas vidas de João Batista, Maria, Isabel, Zacarias, Simeão e do próprio Senhor, é um emprego habilidoso e novo de fatos pesquisados. Lucas faz com que “vejamos Jesus como uma figura real da história, não apenas como assunto de uma experiência abstrata” (Tenney 1982, 179-182).

Com o crescimento fenomenal da igreja em certas partes do mundo, a sexta vantagem torna-se importante. A pregação expositiva diminui bastante o desenvolvimento de idéias heréticas. Qualquer pessoa que pregue sobre um livro da Bíblia é forçada a usar seu contexto. O parágrafo da pregação sempre estará no contexto imediato do parágrafo anterior ou posterior. Os primeiros quatro passos da pesquisa (veja a introdução) mantém o expositor perto do texto em seus contextos imediato e geral. O uso de parágrafos como textos da pregação proporcionam uma guarda hermenêutica. Uma palavra ou frase anterior refreia uma interpretação potencialmente herética. Os pensamentos principais no parágrafo indicarão o tema teológico e dirão ao expositor o que e quanto falar sobre ele.

A pregação expositiva através de livros da Bíblia colocará à prova nossas convicções sobre doutrinas que podem ser mais tradicionais do que bíblicas. Assim, o expositor sincero estará mais interessado na integridade e verdade do que em idéias não-bíblicas. Tanto ele como seus ouvintes crescerão na verdade de Deus. E esta vantagem não é de se desprezar!

Faremos do que vem a seguir a sétima vantagem, somente se estiver intimamente relacionado com a vantagem acima. A pesquisa que a pregação expositiva exige do pregador o ajudará a cumprir Efésios 4.11, 12. Por natureza, a pregação expositiva capacita o pastor a ser um mestre, a fim de preparar o povo “para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo”.

Alguns anos atrás, um seminarista e eu trabalhamos juntos na fundação de uma igreja em Atibaia, estado de São Paulo. Dividimos a primeira epístola de João em dez parágrafos de pregação, sendo que, semana sim semana não, cada um se responsabilizava por um sermão. Depois de dois meses de exposições, uma mulher que freqüentava as reuniões me disse o seguinte: “Esta igreja é diferente. Em minha outra igreja eu ouvia durante cinqüenta e dois domingos por ano sobre como nascer de novo. Nestes dois meses aqui, tenho ouvida mais sobre toda a história de Deus do que em todos os anos em que fui membro de minha igreja”.

A exposição da Palavra de Deus através dos livros da Bíblia é uma das melhores instruções teológicas que um pastor pode dar a si mesmo e, depois, a seu povo. O Dr. J. A. Broadus escreveu que o principal papel de um pastor é o de mestre. Com base nisto, sugere-se que a melhor maneira para que um pastor relacione a verdade com a vida diária é através de exposições sistemáticas (Bauman 1972, 211).

A oitava vantagem tem sido verificada por muitos pastores através da história. Todavia, esta vantagem nem sempre se materializa. Infelizmente, alguns expositores podem dar testemunho disto. A oitava vantagem é que a pregação expositiva tende a reavivar toda a dinâmica da igreja. Lideres se comprometem mais com a liderança. Os que lutam em oração passam a orar mais. Almas hesitantes assumem compromissos decisivos com Cristo. Os contribuintes dão mais e os que não contribuem são libertados da avareza. Os membros participam da causa missionária, saindo de uma condição morna para outra fervorosa, de quantidades limitadas para uma generosidade transbordante, de um patrocínio paternalista para um envolvimento pessoal. Os que amam a Bíblia lêem e entendem a Palavra de Deus com mais inteligência e testemunham com maior coragem.

Num artigo intitulado Preach the Word (“Prega a Palavra”), um certo Sr. Ruark relata o seguinte, conforme mencionado no livro He Expounded (“Ele Expunha”):

Depois de dez anos de pregação generalizada, típica e textual, passei os últimos três anos inteiramente na pregação expositiva, obtendo os seguintes resultados: mais almas foram salvas, mais melhorias foram feitas às propriedades da igreja e mais dinheiro foi dado as causas missionárias, mais do que em qualquer outro período da história da igreja; e foi Deus, operando através de Sua Palavra, quem fez tudo isto! (White 1952, 43.)

Segundo foi mencionado acima, nem todas as igrejas reagirão de modo positivo à pregação expositiva. Um de meus alunos de seminário pregou mensagens expositivas durante três anos numa igreja evangélica em São Paulo, e não houve nenhum reavivamento. Nada aconteceu à igreja, mas um grande crescimento espiritual ocorreu na vida do pregador. Num sentido muito real, ele manteve a coerência com sua crença de que a Bíblia é a Palavra de Deus! Ela não foi transmitida apenas em palavras, mas também foi demonstrada numa filosofia teológica coerente. Os membros daquela igreja, que sufocaram a verdade, foram efetivamente julgados pelo Senhor através do pregador e seu ministério fiel a Palavra.

Penso na visão de Isaías, em que Deus disse: “… quem há de ir por nós?” Isaías respondeu com prontidão: “… envia-me a mim”. Então Deus lhe falou que fosse e dissesse ao povo que eles iriam ouvir e realmente não entender; ver e não perceber; eles seriam tocados, mas não obedeceriam. Isaías queria saber quanto tempo ele deveria pregar a um povo endurecido, sem ver qualquer reavivamento. Deus disse que ele deveria fazer aquilo “até” que sobreviesse o julgamento ao povo. Mas, mesmo assim, Deus incluiu a promessa de que sua Palavra, por fim, iria produzir fruto: “Como terebinto e como carvalho, dos quais, depois de derrubados (julgados), ainda fica o toco, assim a santa semente (a Palavra) é o seu toco”. O toco iria, finalmente, recobrar vida (veja Daniel 4.26).

A nona vantagem da pregação expositiva é que ela é uma abordagem de pregação aberta a todos os tipos de pregadores. Um pregador vibrante e extrovertido não tem mais direitos a este tipo de pregação do que o introvertido. A pessoa vibrante que expõe a Palavra de Deus logo perceberá que ela não pode confiar na dinâmica pessoal para realizar a obra do Espírito Santo. Isto não quer dizer que Deus não usa o entusiasmo e os recursos de comunicação de seus servos. Deus usa tudo que lhe dedicamos. O pregador que tem um espírito tranqüilo será confortado em saber que a Palavra de Deus é poderosa em si mesma. Não quero dizer que não se deve aperfeiçoar os recursos de comunicação pessoal. Deus espera que desenvolvamos nossos dons a partir do potencial natural, até a prática eficaz. O argumento é este: a pregação expositiva se concentra na Palavra de Deus, a qual contém em si a ação e energia do Espírito Santo. Não pode existir qualquer divórcio entre a Palavra e Deus, sua fonte. “Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12). O expositor, não importa quais ou quantos dons ele tenha, confia inteiramente no Deus da Palavra.

A décima vantagem da pregação expositiva é a seguinte: uma série de exposições através dos livros da Bíblia preserva e garante a variedade (Jones 1971, 75). Qualquer pessoa que exponha livros inteiros da Bíblia em forma de série tocará em vários assuntos: doutrina, vida interior, devoção a Deus, ética, origem da raça, escatologia, história, biografia, evangelização, dinheiro, sexua