Costumes nos Tempos Bíblicos

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Conceito - Procedimento particular de uma comunidade, normas a serem praticadas em determinados atos.

Entre os israelitas os costumes adquiridos pelos povos em geral foram substituídos pelos mandamentos impostos por Deus através das suas leis:

“Portanto guardareis o meu mandamento, de modo que não caiais em nenhum desses abomináveis costumes que antes de vós foram seguidos, e para que não vos contamineis com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.” Levítico 18: 30

“E não andareis nos costumes dos povos que eu expulso de diante de vós; porque eles fizeram todas estas coisas, e eu os abominei.” Levítico 20:23

“…e suportou-lhes os maus costumes no deserto por espaço de quase quarenta anos;” Atos 13: 18

Os cristão foram exortados a cuidar dos costumes bíblicos:

“Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.” 1 Coríntios 15:33

 Tanto os judeus como os cristãos eram avessos a qualquer mudança de seus costumes, isto causou alguns embaraços, que resultaram em controvérsias doutrinarias e até sangrentas perseguições:

“…porque nós o temos ouvido dizer que esse Jesus, o nazareno, há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos transmitiu.” Atos 6:14

“…e têm sido informados a teu respeito que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a se apartarem de Moisés, dizendo que não circuncidem seus filhos, nem andem segundo os costumes da lei.” Atos 21: 21

A noção dos costumes era tão importante que os governantes romanos se inteiravam deles para governar pacificamente:

“…mormente porque és versado em todos os costumes e questões que há entre os judeus; pelo que te rogo que me ouças com paciência.” Atos 26:3

Costumes diferentes das nações gentias causaram dificuldades aos cristãos:

“…e pregam costumes que não nos é lícito receber nem praticar, sendo nós romanos.” Atos 16: 21

Francisco Carlos Desideri

Elizete S. P. Desideri

http://www.portojuridico.com.br

Pentecostal e Neo-Pentecostal: Qual a Diferença ?

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INTRODUÇÃO

Ao anunciar esta palestra em rede de comunicação virtual (internet), centenas de irmãos em Cristo, obreiros e pastores das mais variadas denominações e estados brasileiros (e também da América do Norte e Europa) solicitaram que lhes fosse concedida uma cópia do texto, áudio e vídeo, uma vez que não poderiam estar pessoalmente nesta noite, participando da apresentação.

Tal explosão de solicitações vem demonstrar, de forma contundente, que o problema que abordaremos não se restringe a uma denominação, uma região geográfica ou uma opinião isolada. A magia evangélica invadiu igrejas, comunidades, denominações, congressos, vigílias, lares, programas de rádio, televisão, jornais, e hoje a confusão que reina faz estarrecer até o mais cético dos escatologistas.

Parece-nos que o tão proclamado “reavivamento mundial”, “nova unção”, “despertamento da noiva” e tantos outros títulos que apontavam para uma generalizada conversão maciça da população nacional e mundial, deu lugar ao que é chamado de “A Grande Apostasia do Fim dos Tempos”, prenunciada por Paulo em suas epístolas pastorais.

Quero estabelecer alguns limites importantes a esta palestra.

Ela é apenas uma palestra, e não um tratado, uma tese, um livro, um artigo doutrinário ou um curso. Pode ser que no futuro venhamos a concentrar esforços no sentido de recolher material e efetuar análises exaustivas, preparando algo que cubra um tratado, uma tese ou um livro. Esta palestra não pretende ser mais que uma palestra de um pastor de igreja batista tradicional local, com uma linguagem simples, de cunho pastoral, visando alertar  o rebanho de Deus a ele confiado quanto as modernas manifestações estranhas no dito “mundo evangélico”.

Há um farto material referencial, espalhado em centenas de links pela internet, dos mais variados teólogos e articulistas cristãos ou seculares, cujo conteúdo deve ser criteriosamente lido e analisado, e não pretendemos, com esta palestra, servir de material exaustivo sobre a matéria, senão uma breve análise elementar dos fenômenos neopentecostais modernos, a sua relação e semelhança sincrética com as religiões afro-brasileiras e também com a feitiçaria mundial, apontando referenciais bíblicos na sólida direção da autêntica vontade de Deus e do culto racional, espiritual e bíblico.

Também não é o nosso propósito acusar uma denominação evangélica em particular, uma vez que o fenômeno acontece em muitas denominações por toda a parte, sendo injusta qualquer atribuição de culpa a esta ou aquela denominação.

É importante dizer que, conquanto não acusemos grupos, nossa tese parte da absoluta rejeição do que se conhece hoje por “neopentecostalismo”, um sistema moderno de perversão da igreja cristã, que relê a bíblia sob a ótica da prosperidade como fundamento para a fé e que luta com os demônios como causa única de toda pobreza, doença e problemas humanos. O neo-pentecostalismo tem sido rejeitado de forma ampla pelas denominações cristãs de cunho protestante tradicional, e atualmente também tem sido alvo de críticas dos pentecostais clássicos. O neopentecostalismo tornou-se algo estranho ao evangelho e ao protestantismo.

Nosso propósito é pinçar atos e fatos em cultos de algumas igrejas, filmados e disponibilizados através da internet, que demonstram que, ainda que falem o “evangeliquês”, estão longe de serem de fato, evangélicos. É papel da igreja e dos ministros do Evangelho protegerem o rebanho de Deus das investidas de Satanás, que, não raras vezes, traveste-se de Anjo de Luz, faz sinais e maravilhas, opera milagres e, se possível fora, enganaria aos escolhidos de Cristo. Graças, porém, a Deus, que ainda há quem clame pela verdade original da Palavra de Deus.

Essa é a nossa tentativa, e esse é o nosso esforço.

I – CONCEITOS E DIVISÕES CRISTÃS

Há muitas classificações do atual “mundo evangélico” pelos analistas de história da igreja e professores de teologia. A cada dia surgem ramificações em grupos pré-existentes e, não raras vezes, desatualizam nossas tabelas.

Proponho uma tabela que atualiza em um quadro o mundo cristão evangélico e o mundo carismático. Classificaríamos as denominações e grupos da seguinte maneira:

· FUNDAMENTALISTAS – São aqueles que interpretam a Bíblia de forma literal e não aceitam quaisquer outras alternativas. São inimigos de todas as outras ramificações cristãs. Consideram-se a continuidade da Reforma Protestante. Sem nos atermos em sua formação histórica, são críticos das versões modernas da tradução da bíblia e do uso de determinados textos gregos mais populares. São anti-pentecostais, anti-cooperativos, anti-ecumênicos, individualistas e absolutamente rigorosos e independentes. Esse grupo possui nomes, mas também co-existe em igrejas denominacionais separatistas.

· PROTESTANTES (EVANGÉLICOS) TRADICIONAIS – São os “crentes” das denominações evangélicas históricas mais antigas, surgidas na Reforma Protestante ou no tempo dela. São as denominações que deram origem às Missões Modernas e que trouxeram o evangelho ao Brasil. Possuem uma pneumatologia conservadora, não crêem na experiência pentecostal (batismo no Espírito Santo após a conversão, com manifestações visíveis e audíveis de sinais e dons). São estruturados, possuem uma longa história e representam o início de toda igreja cristã evangélica no mundo.

 · PENTECOSTAISSão as denominações evangélicas surgidas após o início do fenômeno Pentecostal, iniciado nos Estados Unidos, em 1906, na famosa Rua Azuza, onde pela primeira vez na história moderna da igreja foram manifestados os modernos “dons de línguas” como provas de batismo com o Espírito Santo. Esse fenômeno atraiu a atenção de crentes ávidos pelo poder de Deus, que, ao presenciarem e admitirem a experiência, originaram novas denominações, seja do zero, seja como facção das antigas. Sua teologia é tradicional, protestante, elaborada, com muita convergência, exceto no que tange à “glossolalia” e ao arminianismo extremado (em alguns casos). Sua liturgia é animada, entusiasmada, e seus cultos são ruidosos, onde todos oram ao mesmo tempo. Estão no Brasil desde 1911, com o início da Assembléia de Deus, em Belém do Pará. São muitas as denominações pentecostais.

· NEOPENTECOSTAISTeologia moderna, surgida do pentecostalismo, que, unindo-se à filosofia do “poder da mente”, passou a explorar a prosperidade como sinal de bênção divina e, em decorrência da fé, a cura de todas as enfermidades. Eles consideram que os demônios estão em toda parte e devem ser expulsos, através de rituais que misturam elementos bíblicos localizados (exemplo: o novelo de lã de Gideão ou os sete mergulhos de Naamã). Eles crêem em rituais especiais para realizar coisas especiais: quebra de maldições, determinar pela fé, desafios para prosperidade financeira, oração em montanhas de Israel, amuletos para trazer sorte, etc. Seu objetivo é criar mega-denominações e tornar seus líderes autênticos semideuses, com poderes extremos, que decretam anos especiais, curas especiais, revelações especiais. Sua teologia é confusa, mística, sem consistência. Parecem-se pentecostais, pois também falam em línguas estranhas e usam elementos pentecostais, mas fogem à ética cristã pentecostal, não são orientados á conversão, mas a terem em Cristo um poderoso realizador de milagres e doador de bênçãos. Raramente se comportam como autênticos crentes, criando, assim, novos caminhos para a salvação, mediante seus líderes e igrejas. São os maiores “evangélicos” do mundo, crescendo a uma proporção fantástica. Suas denominações geralmente são dirigidas por líderes que se auto-intitulam bispos, missionários, apóstolos, etc. Atualmente estão infiltrados em várias denominações tradicionais e pentecostais, que adotam suas práticas esdrúxulas (noite dos empresários, sessão de descarrego, louvor extravagante, nova unção, etc) 

· NEOAPOSTÓLICOSNão satisfeitos com o que tinham, os neopentecostais evoluíram a um passo mais ambicioso ainda: criaram o chamado “mover apostólico”, “poder apostólico”, “evangélico apostólico”. Trata-se de ressuscitar o dom de apóstolo, equiparando a autoridade de seu líder ao da canonicidade de Paulo, João ou Pedro, tornando a palavra deles como inspirada pelo Espírito Santo. São ambiciosos, desejam dominar o país, possuem poder político e estão influenciando grande parte dos neopentecostais declarados e dos infiltrados neopentecostais das demais denominações, que já estão a consagrar também os seus “apóstolos”. Também lutam uns contra outros, buscando dominar um rebanho maior e realizar um apostolado mais poderoso, mais completo.

· CARISMÁTICOS – São os chamados “católicos carismáticos”. Até então um grupo separado dos evangélicos. Contudo, com o império do neopentecostalismo e do neoapostolismo, os carismáticos estão se misturando a eles, com a experiência similar de glossolalia, com canções copiadas dos evangélicos, com uma liturgia praticamente idêntica, mantendo, contudo, o credo católico (dulia, hiperdulia e latria). Crêem em santos, em Santa Maria , na Eucaristia, no Purgatório, mas lêem a bíblia, fazem orações, pregam parecido com os evangélicos e falam em línguas estranhas. A Igreja Católica os mantém sob controle. Canção Nova é a maior expressão atual dos carismáticos. Atualmente os neoapostólicos estão realizando “louvor extravagante” e “horas de louvor e adoração” (Casa de Davi, Mike Shea, Marcos Witt) juntos, e grupos musicais neopentecostais (Diante do Trono) comungam e profetizam vitórias e unidade sem mudanças doutrinárias.

Essa é uma classificação pessoal, que varia de professor a professor, de historiador e sociólogo para outro. Contudo, tem servido de referencial para classificar e auto-classificar a nossa posição dentro do evangelicalismo brasileiro e mundial.

II – NÃO HÁ CRÍTICA AO PENTECOSTALISMO

Nossa posição doutrinária batista, tradicional e cessacionista (posição particular deste pastor) não objetiva nem de longe analisar, criticar ou combater a ramificação pentecostal da Igreja Cristã. Além de não haver tempo hábil, não há motivo para faze-lo, pois, quando há respeito de ambas as partes, pode haver um convívio pacífico, sem que se abra mão de princípios, sem que se negue as diferenças, comungando da convergência e mantendo a separação no que é divergente.

O pentecostalismo é o berço do neopentecostalismo, do neoapostolismo ou apostolicismo, assim como o tradicionalismo é o berço do pentecostalismo. Portanto, não nos cabe analisar aqui o berço e as causas do surgimento. Cabe-nos avaliar o resultado.

Ambos, tradicionais e pentecostais, quando lúcidos e não contaminados com o neopentecostalismo, são unânimes em declarar que tal movimento é falso, é grotesco, é estranho ao evangelho, é engano e engodo de pessoas que querem enriquecer às custas do povo, e seus fenômenos ou são mentirosos, ou produto de treinamento mental, ou ação direta de demônios.

 III – O SINAL DE ALERTA

Dias atrás um abalo císmico foi sentido em São Paulo , vindo de São Vicente, a primeira cidade do Brasil. Algo raro, mas um abalo sísmico apenas. Foi quando uma notícia “evangélica” acendeu o sinal de alerta:

Profecia lançada, profecia cumprida!

Mídia brasileira anuncia tremores de terra 24 horas após liberação de decreto profético estabelecido pelo Apóstolo Renê Terra Nova no útero da Nação

Lilian Bartira

No dia 21 de abril, em Santa Cruz de Cabrália, Apóstolo Renê Terra Nova e congressistas se uniram para reconsagrar o território de Porto Seguro ao Senhor Jesus, entendendo que a partir do solo materno todo o Brasil será atingido com essa demarcação espiritual.

Cinco escunas conduziram cerca de 800 profetas no percurso que foi marcado com intercessões e liberação de palavras proféticas.  Pão, óleo e vinho foram lançados nas águas porto-segurenses como sinal de tomada completa do território brasileiro.

Em Cabrália, outras 500 pessoas já os aguardavam para o segundo momento do ato profético. A fim de estabelecer um memorial eterno de demarcação e posse de um novo Brasil, o Apóstolo Renê Terra Nova fincou uma estaca na primeira faixa de terrra brasileira avistada pelos portugueses.

Contendo óleo de Jerusalém em sua parte interna e a profecia de um outro Brasil em 2008 e rendido aos pés do Senhor em 2010, a estaca foi fincada naquele local ao som de um clamor e de expressões de adoração dos cristãos apaixonados e ansiosos pelo mover de um Brasil diferente.

Pastores de vários estados e representantes da Comunidade Pataxó, dentre eles o Cacique Aruanã testemunharam e se aliaram ao Apóstolo Renê Terra Nova que selou o momento com a palavra de que todo ato profético lançado no mundo espiritual é seguido de um sinal no reino físico num prazo de 24 horas.

No dia seguinte, no púlpito do 9° Congresso de Resgate da Nação, o Apóstolo anunciou o fenômeno císmico que atingiu 5,2 graus na escala Richter e refletido em dezenas de cidades paulistas e em pelo menos quatro outros estados – Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.

O abalo císmico ocorreu a 215 km de São Vicente-SP. A diferença entre o tremor de terça (22/04) e os que ocorrem comumente é de que ele teve uma proporção pouco comum para o território nacional.

O decreto determinado pelo Apóstolo Terra Nova, debaixo dos céus proféticos do útero do Brasil, foi respaldado por Deus e anunciado aos quatro cantos da nação brasileira. Muitos desconhecem a causa do tremor, mas para os congressistas presentes no evento, apenas a resposta de um ato profético.

Pauta para toda a mídia nacional, o terremoto constituiu-se como emblema de um sinal que estabeleceu o “sim” de Deus para um Brasil que se moverá nos dons do Espírito e levará para todas as nações da Terra um avivamento sem precedentes em toda a história. A prova real e concreta de que nasceu em 2008 um novo Brasil.

(Fonte: site do MIR)

O comportamento desse ”apóstolo”, seguido por esses “profetas”, mostra algo incomum entre o culto evangélico-cristão: elementos como DECRETO, ATO PROFÉTICO, ESCUNAS, ÓLEO, PÃO E VINHO DERRAMADOS NAS ÁGUAS, ÓLEO DE JERUSALÉM, ESTACA FINCADA NA PRIMEIRA FAIXA DE TERRA, PRAZO DE 24 HORAS PARA O EFEITO.

Esses elementos todos, juntos e misturados, demonstram terem sido emprestados não do cristianismo, mas das religiões afro-brasileiras, conhecidas como Candomblé, Umbanda, Quimbanda, e dos trabalhos polularmente apelidados de macumbas.

Toda pessoa é livre para exercer sua religião de espiritismo, mistério, misticismo e feitiços. Mas trazer sincreticamente aquelas religiões e aqueles elementos para o ato de culto a Deus, para selar compromissos e pactos com Deus, fazer coisas similares aos trabalhos de macumba e consagrações para orixás, foi realmente estarrecedor.

Gerou então uma garimpagem pelo extenso mundo visual da internet, aliado às múltiplas informações recebidas de amigos, colegas, irmãos, amigos, e inimigos, através de contatos pessoais, através de correspondências, etc.

Limitar-nos-emos à comparação entre o culto do candomblé, da umbanda e da quimbanda, e a similaridade com esse movimento sincretista esparramado, que não apenas faz esses decretos, como desenvolve atividades de exploração espiritual, apelidado jocosamente de RETETÉ. “Vigília do reteté”, “fogo da unção do reteté”, “restauração espiritual”, etc.

IV – OS VÍDEOS

Todos os vídeos selecionados, sejam do Candomblé ou da Umbanda, ou neopentecostais, são de absoluto domínio público, postados em links no site YOUTUBE, à disposição de quem quiser assisti-los. Como esses vídeos não ficam muito tempo no ar, armazenamos seus arquivos em DVD e os numeramos, comentando-os à seguir:

1ª. Série

01 Gira de Umbanda

02 Gira Africano

03 Vigília da Obra de Restauração em Itaquara, Jacarepaguá

04 Vigília Igreja Pentecostal Paz com Deus em Bonsucesso

05 Vigília da Obra da Restauração em Santa Maria

Comentários:

Os vídeos 01 e 02 são cenas de rituais de Umbanda, não são brasileiros, mas seus rituais são similares aos realizados no Brasil.

Os vídeos 03,04 e 05 retratam as chamadas “vigílias do reteté”. Essas vigílias são conhecidas por serem realizadas geralmente às sextas-feiras, com início à meia-noite. São muito populares entre as camadas mais pobres e periféricas das grandes cidades. Geralmente acontecem sem qualquer limite de comportamento, e às vezes coisas estranhas são vistas, como fenômenos paranormais.

Se notarmos com cuidado, a prática do GIRA, que vemos na Umbanda, motivada por demônios e oferecidas a eles, é similar à prática do GIRA nas vigílias filmadas, onde irmãos emocionadamente e descontroladamente rodam, rodam, rodam, até caírem, ou até onde agüentarem. Nota-se também que há mulheres com vestimentas similares às roupas da Umbanda, roupas que não são do uso contínuo, especiais, para o ritual do reteté.

Perguntas para reflexão:

1)    Para que girar?

2)    Será que o  Espírito Santo tornaria a pessoa possessa dEle, como se fosse um demônio possuindo miserável perdido?

3)    Não há como dominar esse fenômeno do rodopio?

4)    Por que os passos que os irmãos dão, juntamente com as irmãs, são similares aos da Umbanda, e também do Carnaval?

5)    Por que o cantor canta e faz voz de quem está a ser esganado?

6)    Onde está na Palavra de Deus que o Criador se manifesta girando os cultuantes?

7)    Que tipo de culto é esse, onde o povo canta, gira, grita e transpira sem parar?

8)    Não seria esse tipo de culto um entretenimento substitutivo aos bailes-funk, aos pagodes e ao próprio Candomblé? Seria isso o tipo de motivação para uma vigília e um culto?

9)    Se alguns ficam tomados “pelo Espírito” e se esse espírito não é Deus, quem seria? Um espírito de anjo? Um demônio?

2ª. Série

06 Gira de Umbanda – Festa da Coroa de Mãe Jandira

07 Culto na Assembléia de Deus em Santa Cruz

08 Vigília do Reteté na Assembléia de Deus

09 Apóstolo Carlos Ribas – Avivamento na Bahia

Perguntas para reflexão:

1)    Por que o salão de cultos tem um guerreiro com espada na mão, pintado na parede?

2)    Por que o cantor está vestido de Pai-de-Santo ou de enfermeiro?

3)    Por que as pessoas giram como se estivessem em transe, sentindo choques e calafrios, e com movimentos idênticos ao da Umbanda?

4)    Por que a vigília do reteté parece uma gira de umbanda, e bem malfeita? Por que aquelas mulheres fazem postura como se estivessem a receber os mesmos espíritos da umbanda?

5)    Por que o Apóstolo Ribas grita tanto? Por que aquelas mulheres estão em histeria? Por que o povo que chacoalha e se contorce, e cai, é considerado “reavivado”, sendo que, no terreiro seria considerado possuído pelo “santo”, e na Bíblia seria considerado endemoninhado? Por que o povo cultiva a loucura generalizada no auditório?

6)    Por que o Apóstolo tem prazer em ir e sugestionar às pessoas que elas devem cair para se levantar espiritualmente? Onde está isso na Bíblia?

7)    Por que esses cultos são tão sincréticos, cheios de espiritismo, rituais, emocionalismo e desajuste emocional?

3ª. Série

10 Umbanda – Umoloco

11 Batismo no Candomblé

12 Série de cenas chocantes, de gente “possuída pelo Espírito Santo”, a manifestar a “unção de animais”, “unção da alegria/unção do riso/nova unção”, “unção da striptease”.

13 Campanha Pega no Tapete de Fogo de Quintino

14 continuação da Campanha Pega no Tapete de Fogo de Quintino

15 idem

Perguntas para reflexão:

01)     Por que o rapaz cai descontrolado, imitando um macaco, e o pastor, ao invés de providenciar socorro, ou expulsar o demônio, realimenta o gracejo e o povo faz dele um palhaço, e ainda consideram tudo como “unção do Espírito Santo”?

02)     Por que o Espírito Santo levaria as pessoas à demência, como aconteceu com esse rapaz?

03)     Por que aquela mulher tira a roupa e grita como uma possuída de espírito imundo ou age pior do que um espírito de Umbanda ou de Candomblé?

04)     Por que a vigília se chama Pegar no Tapete de Fogo? Teria Deus inventado um tapete mágico? Seria um espírito isso?

05)     Por que as pessoas estão vestidas com roupas como um ritual de Candomblé, e rodopiam como no Candomblé?

06)     Por que a mulher grita até perder o fôlego?

07)     Por que as pessoas caem e não são libertadas, mas conduzidas a acalentar essas emoções e espíritos?

08)     Por que uma mulher, no penúltimo vídeo, dança a dança dos orixás?

09)     Por que se tem a impressão de que tornou-se na mesma coisa, uma cerimônia afro-espírita? Por que a letra da música é tão ridícula e sem qualquer significado para ninguém?

10)     Não seria tudo isso uma imitação muito mal feita do batismo do Candomblé?

V – O QUE DIZ A BÍBLIA

Tudo o que vimos foi o resultado do sincretismo religioso, isto é, da mistura entre o sacro e o profano, entre o cristão e o pagão. O fenômeno não é novo, mas o formato e a linguagem sim.

O fenômeno foi combatido por séculos, mediante profetas que instavam com Jerusalém e com Samaria, para que não se misturassem com as nações que o Senhor desarraigava de diante deles. Eles deveriam destruir tudo, e sequer mencionar os seus deuses, não aprender a sua cultura, nem vivenciar a comunhão e intercâmbio de elementos.

Israel falhou. Samaria, a capital do Reino do Norte, foi sitiada e o país desapareceu. Jerusalém falhou. Foi cativa para a Babilônia, voltou para a Palestina e novamente foi destruída.

A Igreja é chamada de Geração Eleita, Israel de Deus, Povo de Propriedade Exclusiva de Deus. A Igreja é o povo que Deus escolheu. E, nessa escolha, escolheu também a sua conduta diante do mundo e do sincretismo religioso:

1)     Deus não é cultuado através de rituais, em locais geográficos ou pela beleza estética. Deus só aceita um culto que seja feito “em espírito e em verdade” (“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”, João 4.23-24). Note que Jesus diz: É NECESSÁRIO (importa). Não é necessária roupa especial. Não são necessários adornos. Não precisa de coreografias e rodopios. Esses rituais são pagãos. A adoração do Pai deve ser espiritual, no íntimo, sem giras ou celebrações delirantes. (“Mas faça-se tudo decentemente e com ordem”, I Coríntios 14.40).

2)     Deus é santo e importa que os seus adoradores também sejam santos, isto é, separados do mundo (do presente século, do pensamento dominante e do culto sincrético-cultural do lugar). Diz a Palavra: “porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo.” (I Pedro 1.16). Também diz:”E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”, Romanos 12.2. Afirmou Deus a Israel algo que plenamente se aplica à Igreja: “ Sucederá, porém, que, se de qualquer maneira te esqueceres de Senhor teu Deus, e se seguires após outros deuses, e os servires, e te encurvares perante eles, testifico hoje contra ti que certamente perecerás. Como as nações que o Senhor vem destruindo diante de vós, assim vós perecereis, por não quererdes ouvir a voz do Senhor vosso Deus.” (Deuteronômio 8.19-20)

3)     Fomos chamados para salgar, não para sermos salgados; iluminar, e não sermos iluminados; conduzir, e não sermos conduzidos; influenciar, e não sermos influenciados. Assim, ao invés de tomar a forma do mundo e cultuar como as religiões pagãs, deveríamos seguir o ensino da Palavra de Deus e cultuar a Deus sem essas magias, feitiçarias e macumbarias. 

4)     O culto a Deus é composto de proclamação da palavra, explicação da mesma, louvores ao Senhor, orações e intercessões e comunhão. Não há lugar para palhaçada e feitiçaria na igreja. Atos como esses não passam de sensualidade e libertinagem, vasão à carne e oportunidade ao pecado, criancice espiritual e brechas para Satanás agir e roubar a atenção, mal testemunho e confusão.

5)     E não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós, porque fizeram todas estas coisas; portanto fui enfadado deles. (Lv 20:23)

6)     Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? (1Co 14:23)

7)     Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. (Gl 5:22)

8)     Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. (1Co 14:26)

9)     E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. (Ap 13:13)

10)   Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria. (Tg 3:13)

11)   A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. (Cl 3:16)

12)   Porém Nadabe e Abiú morreram quando trouxeram fogo estranho perante o Senhor. (Nm 26:61)

CONCLUSÃO

As práticas sincréticas dos neopentecostais, esparramadas pelas diversas denominações cristãs, motivadoras de decretos com implantação e distribuição de objetos e líquidos, a celebração de rituais similares aos das religiões pagãs de quaisquer espécies, as manifestações de possessão espiritual, os descontroles emocionais e a exploração desse misticismo por parte dos cultuantes se chama PECADO, é abominação ao Senhor e deve ser não apenas banido de cultos cristãos, como abominado pela nossa consciência e inteligência.

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem (1Tm 4:16)

Wagner Antonio de Araújo

 OBSERVAÇÕES

Não há tempo hábil, numa palestra e num culto, para o desenvolvimento de tema tão amplo e tão profundo. Sugiro aos que lêem e vêem essa palestra, que procurem aprofundar-se e contribuir para o enriquecimento dos esclarecimentos e que alertem as suas comunidades, para que não vivam sendo presas do Maligno.

Enquanto preparava essa conferência, Satanás se opôs o quanto pôde, buscando-me dissuadir de terminá-la. Recebi um sem-número de e-mails, de pessoas a criticarem a minha atitude, isto é, procurando desmoralizar a minha iniciativa, afirmando que eu estava a trabalhar para Satanás. Pessoas das mais diversas procedências ofenderam-me na minha moral e agrediram-me publicamente. A internet que uso, (AJATO), em dois anos de funcionamento, nunca me dera problema, mas, quando precisei das comunicações finais hoje, para pesquisa e complementação, ela simplesmente parou, e a justificativa no atendimento público era: “decidimos fazer a manutenção no seu bairro até às 20 horas”. Às cinco horas da manhã, depois de passar toda a madrugada a trabalhar no texto e nos vídeos (e há uma seqüência de outros quatro, que não consegui desenvolver o comentário), TODOS OS AZULEJOS da cozinha da minha casa começaram a estralar, ameaçando sair da parede com força e violência. Não estranharia o fato deles caírem, pois são antigos, mas por que TODOS fizeram um barulho generalizado por meia hora, ameaçando cair, e NENHUM caiu, e agora estão todos normais?

Não tenho dúvidas. Satanás está sendo desmascarado, e não ignoro os seus ardis. Seu propósito foi impedir a realização desta palestra. Assim, se você estiver lendo esse texto, é porque a palestra aconteceu e Cristo Jesus me protegeu, e o Espírito Santo deu poder de resistência.

A Deus seja toda a honra, toda a glória, toda a sabedoria, todo o louvor, desde agora e para todo o sempre.

Amém.

MACUMBA EVANGÉLICA

 Wagner Antonio de Araújo

- Palestra apresentada em 18 de junho de 2008 pelo Pastor Wagner Antonio de Araújo no culto intersemanal da Igreja Batista Boas Novas de Osasco SP.

Estas não são coisas de Deus !

4 Comentários

Deturpações do verdadeiro MOVIMENTO PENTECOSTAL:

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Tenho acompanhado desde a minha infância, pastores que oferecem ao povo “diversão”, aqui na minha cidade eles chamam os congressos de “festa da mocidade, festa do círculo de oração, festa das crianças”, com muito cantor e pregador (digo animador de auditório), e ainda assim muitos reclamam que falta “diversão nas igrejas”, enquanto o esgoto da heresia e da politicagem corre a céu aberto dentro das mesmas igrejas.

Participei de cultos onde simplesmente a razão e o bom-censo davam lugar ao “barulho santo” e ao movimento extravagante, tudo em nome do pentecostalismo da rua Azuza. No meio do povo irracional e sem o verdadeiro conhecimento das Escrituras, o que se vê são um bando de gente que vai em busca de emoção e graça (não a graça de Deus), uma graça por parte do animador de auditório (preletor/pregador/pastor).

Certa feita um tal de Marco Feliciano (ainda não era famoso) estava animando o povo em um congresso de jovens (por azar eu estava presente), pra colocar fogo no culto (seria um culto a Deus?), resolveu saltar de cima do altar que media pouco mais de 1,5 metros, aquele ato muito bem pensado, simplesmente arrancou um eco de glória a Deus e aleluia da multidão, dá pra acreditar? Nos tempos dos Apóstolos dava-se Glória a Deus pelos milagres operados (Atos 3.8-9), nos dias de hoje, basta um animador de auditório (palhaço) pular de cima do altar para os espectadores gritarem e pularem no circo, digo, na igreja.

GOSPELE DE OVELHA e Bispo André Santos.

Está ESCRITO: Será ???

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“Está escrito, não é pastor?”.

Vez por outra nós, pastores, somos inquiridos pelos irmãos para darmos alguma explicação de determinado “versículo bíblico” que nem ele – nem nós – conseguimos encontrar. Nesse instante, numa questão de segundos, vem a nossa mente aquela oração piedosa: “E agora Jesus?”. Trago alguns exemplos neste artigo por duas razões:

(1) para que os pastores e líderes prestem mais atenção naquilo que pregam e,

(2) para que alguns membros de nossas igrejas não nos venham mais com estas perguntas. Por favor, não somos, nem queremos ser, os oráculos do desconhecido.

Está escrito:

“Disse Jesus: ‘nenhuma folha cairá sem o consentimento do meu Pai’” ???

– As pessoas confundem o texto de

Mt 10.29-31 – “Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais”.

De onde as pessoas acharam a bendita folha em sua Bíblia.

Está escrito:

“A fruta que Adão e Eva comeram no Éden, e assim transgrediram as ordens de Deus, foi a maçã”.

Não se sabe que fruta era aquela. A Bíblia não dá o nome da fruta, nem da sua árvore – (Gn 3:1-6).

Por favor, deixe-me dizer algo meu irmão: eu gosto de maçã.  

Está escrito:

“Que um querubim, guardava a entrada do Jardim do Éden, com uma espada flamejante, após a queda de Adão e Eva”.

A Bíblia não diz quantos querubins eram. Apenas diz “querubins” (Gn 3.24).

Uma espada inflamada revolvia-se sozinha pelo poder de Deus, no lado leste do jardim, onde estavam também os querubins.

Pouca gente nota que Adão não queria deixar o jardim; foi preciso Deus lançá-lo fora (v. 24). “O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim” (v.23).

Está escrito:

“Deus mudou o nome de Saulo para Paulo”.

Este é um dos erros mais comuns.

Alguns crentes até oram: “Deus, muda a vida de fulano como Tu mudaste o nome de Saulo para Paulo”.

Leia Atos 9 e verá que em nenhum versículo encontramos isso. Paulo depois da conversão é chamado de Saulo diversas vezes – At 9.11, 17, 22, 24; 11.25, 30; 12.25; 13.1-2, 7.

O texto de Atos 13.9 explica onde foi feita a mudança de ênfase por Lucas: “Todavia, Saulo, também chamado Paulo…” 

Daí por diante Saulo é tratado de Paulo. Na realidade Paulo tinha dupla cidadania, era judeu e ao mesmo tempo romano – At 22.25-26, 28. Saulo era seu nome judaico e Paulo, romano.  

Está escrito:

“Que o gigante Golias foi morto pela pedra que Davi atirou com sua funda”.

A pedra feriu mortalmente o gigante e o derrubou, porém Davi acabou de matá-lo com a espada do próprio gigante – (1Sm 17.50, 51).

Nem se fosse um paralelepípedo …

O que ? Não acredito !

Você já vai abrir a sua Bíblia para conferir se o que eu disse é verdade ? …

Faça isso sempre, seja um crente bereano.

Tenha cuidado meu amado irmão para que as muitas letras, ou  os muitos mestres televisivos, não te façam delirar. Lembre-se, está escrito: “Esforça-te e eu te ajudarei!” Ops!… Foi mal!

SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER

* O Pr. Antônio Pereira da Costa Júnior (Co-Pastor da 1ª Igreja Congregacional em Sta Cruz do Capibaribe – PE). Mestrando em Teologia Sistemática pelo SPN – Recife – PE.

juniorapologista@yahoo.com.br

in Maluco por Jesus

Falsas Doutrinas: CUIDADO (obras do Demônio)

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Gálatas 4.15: Qual é, logo, a vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os vossos olhos, e mos daríeis”.

Chamo sua atenção à pergunta dirigida pelo apóstolo aos membros das igrejas na Galácia, para que consideremos juntos outra causa de depressão espiritual, ou infelicidade na vida cristã. Toda a Epístola aos Gálatas realmente trata desta questão. Estes gálatas haviam ouvido a mensagem do evangelho pelo apóstolo Paulo. Tinham sido gentios pagãos típicos. Estavam longe de Deus, sem qualquer conhecimento dEle ou do Seu Filho, ou da grande salvação cristã, mas o apóstolo Paulo veio e pregou a eles, e recebe­ram a mensagem do evangelho com grande alegria. Ele descreve, em detalhes mesmo, seu regozijo quando o encontraram pela pri­meira vez, e ouviram sua pregação. Parece claro que quando o apóstolo esteve entre eles, não estava fisicamente bem. É quase certo que ele estava sofrendo de algum problema dos olhos, porque lembra aos gálatas que, quando estivera entre eles, eles teriam arrancado os próprios olhos, dando-os a Paulo, se isso pudesse ter sido de alguma ajuda. Concluímos que essa dolorosa condição inflamatória dos seus olhos era algo ofensivo e desagradável de se ver. Não havia nada atraente na aparência do apóstolo. Como ele lembra a igreja em Corinto, sua presença era “fraca”. Ele não tinha o que chamaríamos hoje de presença imponente. Era um homem de aparência muito comum, sem levar em consideração a deforma­ção adicional causada por seu problema nos olhos. Mas, como ele os lembra aqui, eles não o desprezaram nem rejeitaram. Ele diz: “Não rejeitastes nem desprezastes isso que era uma tentação na minha carne”, e na verdade o receberam “como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo”, e tinham se regozijado nessa maravi­lhosa salvação. Mas não eram mais assim, tinham se tornado infelizes, e ele se viu forçado a perguntar-lhes: “Qual é, logo, a vossa bem-aventurança?” Eles estavam infelizes consigo mesmos, e quase se voltaram contra o apóstolo. Estavam num, estado de tanta depressão que ele podia até usar este tipo de linguagem: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”.

A pergunta que ele lhes apresenta, a respeito de sua bem-­aventurança anterior, é marcante. Na verdade, ele a tinha apresen­tado em outras formas previamente na mesma carta. No sexto versículo do primeiro capítulo, ele diz: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho”. Então ele o repete no terceiro capítulo, no pri­meiro versículo: “Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado?” Ora, mesmo sem acrescentar outras evidências, creio que está claro que esses cristãos da Galácia que tinham sido tão felizes, tão jubilosos em sua salva­ção,  haviam   se  tornado  espiritualmente  infelizes   e   deprimidos.

A questão à nossa frente é esta: o que causou esta mudança? Que tinha acontecido com eles? E a resposta é perfeitamente simples, e pode ser colocada numa única frase — era tudo devido doutrina falsa. Esse era o problema das igrejas na Galácia; todos os seus problemas emanavam de uma certa doutrina falsa em que haviam acreditado. E isto é algo que é tratado com muita frequência no Novo Testamento. Quase não há uma epístola que não trate deste assunto, de uma forma ou outra. Estas igrejas infantes tinham sido muito perturbadas por certos tipos de mestres que seguiam o apóstolo Paulo, imitando a sua mensagem e pregação em muitos aspectos, mas acrescentando suas próprias idéias. O resultado é que não somente isso causava confusão nas igrejas mas, além disso, cau­sava esta condição deprimente e infeliz na vida de muitos cristãos, Era, obviamente, obra do diabo. O apóstolo não hesita em afirmar isso, e nos lembra que o diabo pode até se transformar em anjo de luz. Ele ataca os cristãos e insinua idéias falsas em suas mentes, conseguindo assim, por um tempo pelo menos, arruinar seu teste­munho cristão e roubar sua felicidade. A história da Igreja Cristã desde o Novo Testamento está cheia de tais ocorrências. Começou já no princípio, e tem continuado desde então, e num certo sentido é verdadeira a afirmação de que a história da Igreja Cristã é a história do surgimento de muitas heresias e a batalha da Igreja contra elas, assim como a libertação da Igreja pelo poder do Espírito de Deus.

Este obviamente é um assunto muito extenso, e posso apenas tocar nele de passagem. Doutrinas falsas podem surgir em muitas formas diferentes; mas podem ser divididas em duas áreas principais. Às vezes, a doutrina falsa assume a forma de negação aberta da ver­dade e dos princípios e dogmas orientadores da fé cristã. Devemos deixar bem claro que às vezes assume esta forma. Pode se apresentar como sendo cristã, mas de fato nega a mensagem cristã. Já existiram, e ainda existem, ensinos que se dizem cristãos, porém que até mesmo negam a deidade do Senhor Jesus Cristo e outros dogmas básicos e fundamentais da nossa fé.

Mas doutrina falsa nem sempre assume esta forma. Há uma outra forma para a qual quero dirigir sua atenção agora. Em certo sentido, esta é muito mais perigosa que a primeira, e é a mesma forma que tinha assumido nas igrejas da Galácia. Não é tanto uma negação da fé, não é tanto uma contradição dos dogmas funda­mentais; mas é uma doutrina que sugere que algo mais é necessário, além do que já cremos. Essa foi a forma peculiar que assumiu no caso dos gálatas. Certos mestres tinham ido às igrejas ali, dizendo e pregando: “Sim, cremos no evangelho e concordamos com a pregação de Paulo. Tudo que ele ensinou está certo, mas ele não ensinou tudo. Ele deixou de fora algo que é absolutamente vital, a circuncisão. Fiquem firmes em tudo que crêem, mas se realmente querem ser cristãos, precisam também ser circuncidados”. Essa era a essência do falso ensino.

Não é difícil perceber como essa doutrina entrou ali. Afinal, os primeiros cristãos foram judeus. Vemos isso nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos. Vamos ser justos com eles. É fácil enten­der sua situação. Eles sabiam que sua velha religião tinha sido dada por Deus, e sabiam que era verdadeira. Sua dificuldade era entender os novos ensinos à luz de sua velha doutrina tradicional. Eles sabiam que a circuncisão fora dada por Deus a Abraão, e tinha continuado desde então; mas aqui estava uma nova doutrina que afirmava que a circuncisão não era mais necessária, que a velha distinção entre judeus e gentios havia sido abolida, que a circuncisão, bem como toda a lei cerimonial, já cumprira seu propósito e o povo de Deus não tinha mais obrigações para com ela. Muitos ficaram perplexos com isso. Eles não tinham problemas com os gentios sendo admitidos à fé. A princípio isso tinha sido um obstá­culo para eles (até o apóstolo Pedro teve dificuldade em aceitar isso, e foi só depois que Deus lhe deu a visão do céu que ele admitiu receber Cornélio e os outros gentios na igreja Cristã). Mas eles ainda não conseguiam entender como um gentio podia se tornar cristão se ele ao mesmo tempo não se tornasse judeu. Entendiam que o cristianismo era o resultado lógico da sua velha religião, mas não entendiam como alguém podia ingressar nele sem passar pela circuncisão. Então eles foram a esses cristãos gentios da Galácia e sugeriram que, se quisessem realmente ser cristãos, teriam que se submeter à circuncisão e se colocar sob a lei.

Esse é o tema que o apóstolo aborda nesta Epístola aos Gálatas. Não podemos lê-la sem nos comovermos. Ele escreve com paixão. Está tão preocupado com a questão que até mesmo deixa fora sua costumeira saudação, e logo depois da abertura da carta ele ime­diatamente aborda o assunto e faz sua pergunta. Por que sente essa paixão, por que está tão emocionado? A resposta, é claro, é que ele sentia que a própria posição cristã dessas pessoas estava em jogo, e se não captassem esta verdade, toda sua posição cristã podia estar em perigo. Não há outra carta em que o apóstolo fale com tanta veemência. Notem o que ele diz: “Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. Vocês não poderiam ler coisa mais veemente. E ele o repete: “Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Essa é a forma em que ele cala qualquer tendência de dizer: “Não importa que essas pessoas não vejam o que eu vejo, somos todos cristãos”. Não é assim; há uma definitiva intolerância aqui porque, como ele sugere e ensina, toda a posição cristã está em jogo nesta questão.

listou chamando atenção para isso não devido a qualquer interesse especial na história dos gálatas em si, mas por causa da sua importância para nós. Essa é a glória do Novo Testamento. Não é um livro acadêmico; é o livro mais atualizado que existe. Não há uma heresia ou problema descrito no Novo Testamento que não possa ser encontrado em alguma forma ou aspecto na Igreja aluai. Não estamos envolvidos numa discussão acadêmica sobre depressão espiritual; estamos falando sobre nós mesmos, e falando uns com os outros; e estou chamando atenção para isso porque estas coisas ainda estão conosco, e essa heresia dos gálatas ainda pode ser encontrada entre nós, numa manifestação moderna. Há muitos cristãos que passaram por essa experiência. Quando encon­traram a verdade pela primeira vez, ficaram assombrados. Disseram: “Nunca pensei que o cristianismo fosse assim”. Receberam-na com alegria e experimentaram bênçãos extraordinárias; mas subsequentemente foram confrontados com outra doutrina. Talvez tenham lido a respeito, ou alguém pregou sobre aquilo, ou foi sugerida por um amigo, e assim entraram em contato com outro tipo de doutrina. Imediatamente essa doutrina os atraiu porque parecia tão espiritual, e porque prometia bênçãos tão especiais se cressem nela, e assim eles a acataram. Mas então passaram a experimentar infelicidade e confusão. Outros que não chegam a aceitar e abraçar tal doutrina, ainda assim sofrem os seus efeitos, porque ela os perturba e porque não sabem como rebatê-la. Sua alegria parece desaparecer, e ficam perplexos e confusos. De qualquer forma, perdem sua felicidade original.

Realmente não há necessidade de mencionar nenhuma dessas doutrinas especificamente, pois tenho certeza que vocês estão fami­liarizados com o que tenho em mente. Todavia, devo mencionar certas coisas à guisa de ilustração, mas sem o propósito de tratar delas em detalhe. À parte de exemplos óbvios, em heresias tais como os Testemunhas de Jeová ou os Adventistas do Sétimo Dia, encontramos isso inerente ao catolicismo romano, com sua insistên­cia em conformidade e obediência a coisas não ensinadas nas Escri­turas. Aparece também na doutrina de que batismo por imersão em idade adulta é essencial à salvação. Também o vemos na ênfase da absoluta necessidade de se falar em outras línguas, se alguém quer ter certeza de que recebeu o Espírito Santo, e às vezes é encontrado em conexão com cura física, na doutrina de que um cristão jamais deveria ficar doente. Essas são apenas algumas ilustrações. Há muitas outras; menciono essas simplesmente para que entendamos que esta é uma questão muito prática, e não simplesmente um pro­blema teórico. Todos temos que enfrentar coisas assim, e, como espero demonstrar, tudo isso é parte do caráter da heresia que estamos considerando.

Creio que aqui o apóstolo estabeleceu de uma vez por todas um grande princípio que precisamos ter sempre em nossa mente, se quisermos nos proteger destes perigos, e assegurar que perma­necemos “firmes na liberdade com que Cristo nos libertou”, sem tornar a cair “debaixo do jugo da servidão”. Foi seu amor por aquelas pessoas que o levou a escrever dessa maneira. E Paulo lhes diz aqui que se sentia como um pai se sente em relação aos seus filhos. Não é que o apóstolo fosse pedante ou de mente fechada, intolerante ou egocêntrico. Pelo contrário, sua única preo­cupação era a vida espiritual e o bem-estar daquelas pessoas. “Meus filhinhos”, ele diz. Ele é como uma mãe; “por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”. E é neste espírito que quero dirigir sua atenção para o assunto. Deus sabe que eu preferiria não tratar dele em absoluto. Vivemos numa época que não aprecia esse tipo de coisas. A tendência é dizer: “Que importância tem?” E esta tendência é aparente não só entre aqueles que estão fora da Igreja, mas também entre os que estão dentro dela. Abordo este tema, portanto, com relutância, e simplesmente porque sinto que estaria traindo minha missão e a chamada de Deus para o ministério cristão se não expusesse a verdadeira doutrina da Palavra de Deus, qualquer que seja a opinião moderna.

Como, então, enfrentamos esse tipo de situação? A primeira coisa que o apóstolo apresenta é a questão de autoridade. Isso tem que vir primeiro. Essas perplexidades e esses problemas não são uma questão de emoção ou experiência, e nunca devem ser julgadas meramente na base dos resultados. Doutrinas falsas podem fazer as pessoas muito felizes. Vamos deixar isto bem claro. Se julgarem somente em termos de experiência e resultados, descobrirão que cada seita e heresia que o mundo ou a Igreja já conheceu pode ser justificada. Qual, então, é a autoridade? O apóstolo nos diz claramente no primeiro capítulo. Na verdade a questão da autoridade é o assunto de que ele trata nos dois primeiros capítulos. Aqui a posição pessoal do próprio apóstolo está envolvida, e é por isso que ele tem de dizer tanto a respeito de si mesmo. Ele assume uma posição em que desafia qualquer um a pregar outro evangelho que não seja o que ele prega. Ele diz: “Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho. . . seja anátema”. Por quê? Qual é o teste? É este: “Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo”. E então ele continua, relatando como entrou no ministério: “Porque já ouvistes qual foi antigamente a minha conduta no judaísmo, como sobremaneira perseguia a igreja de Deus e a assolava. E na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais”. Ele tinha vivido assim até aquele momento na estrada de Damasco, quando o Senhor Jesus Cristo o colocara no ministério para o qual, como ele agora sabia, fora separado desde o ventre de sua mãe. Ele recebera sua missão e sua mensagem diretamente do Senhor Jesus Cristo. Ah, sim, mas Paulo sabia mais até do que isso. Ainda que tivesse ingressado no ministério dessa maneira singular, e pudesse se descrever a si mesmo aos coríntios como um “nascido fora do tempo”, ele todavia diz que o evangelho que lhe fora dado era exatamente o mesmo evangelho que fora dado aos outros, os outros apóstolos que tinham estado com o Senhor nos dias da Sua carne. Quando falou com os outros apóstolos em Jerusalém, descobriu que estava pregando exatamente o mesmo evangelho que eles pregavam. Embora tivesse vindo a ele daquela forma individual como uma revelação direta, os outros estavam pregando exatamente a mesma coisa que ele pregava.

Aí, então, está a base da autoridade — e essa é a autoridade que o apóstolo pleiteia aqui, a qual é a base do seu argumento. Ele diz que não é uma questão de um homem dizer isto e outro dizer aquilo. Ele assevera que não está pregando simplesmente o que ele pensa. A mensagem fora dada a ele da mesma forma que fora dada aos outros apóstolos, e portanto todos estavam proclamando a mesma coisa. O teste da verdade é sua apostolicidade. Ela se conforma à mensagem apostólica? Esse é o teste e esse é o padrão. O evangelho de Jesus Cristo, como é anunciado e ensinado no Novo Testamento, reivindica nada menos do que o fato que vem com a autoridade do Senhor Jesus Cristo, que o deu a esses homens, e eles, por sua vez, o pregaram e escreveram. Aqui está o único padrão. E continua sendo o único padrão.

Não temos qualquer padrão à parte do Novo Testamento, e portanto devemos tomar cada ponto de vista e examiná-lo à luz disto. Ao fazer isso, vamos descobrir que essas doutrinas falsas sempre se revelam erradas em uma de duas maneiras. A primeira é que podem conter menos do que a mensagem apostólica. Vamos ser perfeitamente claros sobre o fato de que há uma mensagem apostólica,  uma  verdade  positiva  com  que  todos  os  apóstolos concordaram e que todos eles pregaram — aí está a mensagem definitiva. Doutrina falsa pode ser culpada de declarar menos que a mensagem integral, e deixar certas coisas de fora. Isso é algo que desencaminha muitos cristãos hoje em dia. Se um homem proclama algo que é patentemente errado, eles podem ver imediatamente que ele está errado, mas não vêem com a mesma rapidez que uma doutrina pode estar errada porque proclama menos que a mensagem apostólica, porque não diz certas coisas. Pode ser menos que o verdadeiro ensino sobre a pessoa do Senhor Jesus Cristo. Pode negar Sua encarnação, ou pode negar as duas naturezas contidas em Sua pessoa; pode negar o nascimento virginal, ou os aspectos miraculosos da Sua vida, ou a Sua ressurreição física literal. Apre­senta-se como cristã, mas é menos que a verdade. Ou pode negar num certo ponto a obra de Cristo. Pode negar o fato que “aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. Pode descrever a morte de Cristo como sendo nada mais que uma extraordinária demonstração do amor. Pode negar que Deus puniu os nossos pecados “em Seu corpo no madeiro”. Isso era o que os apóstolos pregavam, que Cristo “morreu por” nossos pecados. Portanto, se uma doutrina ou ensino deixa isso de fora, é menos que a verdade apostólica. É a mesma coisa com o novo nascimento. Tantas vezes essa doutrina não é ensinada, e sua absoluta necessidade não é enfatizada. Tam­bém encontramos o mesmo problema até no que se refere à conduta e ao comportamento, ainda que o Novo Testamento enfatize isso. Há muitos que dizem crer em Cristo, mas então deduzem que, se alguém crê em Cristo está seguro, e não importa o que ele faz. Entretanto, esse é o terrível erro do antinomianismo. O Novo Testa­mento ensina a importância das obras quando declara que a “fé som obras é morta”. Deixar qualquer um destes aspectos de lado, é não corresponder à mensagem apostólica.

O segundo perigo, como já vimos, é o oposto, o perigo de acrescentar à verdade, e, ao mesmo tempo que reconhecendo a mensagem apostólica como correta, sugerir que algo precisa ser acrescentado a ele. E esta é a questão que estamos tratando aqui. Mais uma vez, devemos lembrar nosso princípio inicial, que cada doutrina deve ser testada pelos ensinos do Novo Testamento, não por emoções, nem por experiências ou por resultados, nem pelo que outras pessoas estão dizendo ou fazendo. Este é o teste-apostolicidade, isto é o ensino do Novo Testamento.

Outro bom teste é este: sempre seja cuidadoso em averiguar as implicações de um ensino ou doutrina. Isso é o que o apóstolo faz no segundo capítulo desta Epístola aos Gálatas. Esta nova dou­trina não parecia estar negando a Cristo, no entanto o apóstolo demonstra claramente que estava negando o Senhor no ponto mais vital. Ele até mesmo teve que fazer isso com o apóstolo Pedro em Antioquia. Pedro, que recebera uma visão com respeito a Cornélio (Atos, capítulo 10), e aparentemente tinha entendido estas coisas muito claramente, foi subsequentemente influenciado pelos judeus e sentiu que não podia comer com os gentios, mas somente com os judeus. Paulo teve que resistir Pedro “na cara, porque era repreensível”, e teve de dizer-lhe claramente que ao fazer aquilo ele estava negando a fé. Pedro não queria fazer aquilo, não queria negar sua salvação por Cristo através da fé somente. Mas alguém teve que mostrar a Pedro claramente a posição que estava assu­mindo, e levá-lo a entender que por suas ações ele estava anun­ciando que algo mais era necessário além da fé em Cristo. Vamos então sempre ponderar as implicações do que dizemos e fazemos. Vou dar-lhes uma ilustração do que quero dizer. Uma senhora cristã com quem certa vez discuti esta questão, estava tendo problemas com isso. Ela não conseguia entender como certas pessoas incré­dulas, que viviam uma vida muito correta, não eram cristãs. Ela disse: “Não sei como você pode dizer que não são cristãs — olhe para suas vidas”. Ela era uma boa cristã, mas estava tendo proble­mas para entender isso. Mas eu disse: “Espere um pouco; você não vê o que está inferindo, não percebe o que está dizendo? Você realmente está dizendo que estas pessoas são tão boas e tão nobres e tão morais que o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, não é necessário em seu caso, que a vinda do Filho de Deus do céu foi desnecessária para elas. Ele não precisaria ter morrido na cruz, pois elas podem se reconciliar com Deus através de suas boas obras e de sua vida exemplar. Você não pode ver que isso é negar a fé — que na verdade, com esse argumento, você realmente está dizendo que o próprio Cristo e Sua morte não são necessários?” E ela percebeu, ao avaliar as implicações daquilo que estava dizendo. Portanto, não avaliem as coisas pelo seu valor aparente apenas, mas verifiquem as suas implicações.

A terceira coisa que, para mim, parece ser uma característica especial desta heresia como está exposta na Epístola aos Gálatas é que ela sempre é um acréscimo à revelação. “Este ensino sobre a circuncisão não é parte da mensagem de Cristo”, Paulo está dizendo. “Essas pessoas pregam isso, mas não o receberam de Cristo. Quando o Senhor me deu a mensagem, Ele não disse que todos deviam ser circuncidados. Isto é algo à parte da Sua revelação, é um acréscimo à   mensagem apostólica”. Vocês vão descobrir que esta é sempre a característica do tipo de heresia que estamos consi­derando. Considerem, por exemplo, as reivindicações dos católicos romanos. A igreja católica romana declara que ela é tão inspirada hoje como eram aqueles primeiros apóstolos, mas ela não tem base bíblica para dizer isso. Ela mesma afirma isso, e ela mesma faz a reivindicação de que esta revelação subsequente foi dada à Igreja. Esta reivindicação é feita abertamente; não há qualquer sutileza nela, e quer dizer que a própria igreja católica tem tanta autoridade quanto a Palavra de Deus. Afirmam que as declarações do papa falando “ex catedra” são tão inspiradas como as epístolas do Novo Testamento, e são um acréscimo a essa revelação. Mas isso não é um lalo só em relação à igreja católica romana, pois há muitos outros que fazem a mesma reivindicação.

Antes de aceitar qualquer um destes ensinos, sempre tomem tempo para ler a respeito das suas origens. Quase sempre vocês vão descobrir que alguém teve uma “visão” — na grande maioria das seitas, foi uma mulher. Leiam a história, e descobrirão que a doutrina está baseada na autoridade de uma mulher. O apóstolo declarou que “não permitia que a mulher ensinasse”. Mas isso não faz diferença para essas pessoas. Não só isso, em geral a mulher leve uma visão e recebeu alguma revelação especial. “Ah”, dizem, “não vão achar isso nas Escrituras, mas foi dado diretamente a esta pessoa por Deus”. Estão acrescentando algo à revelação, é algo mais, alguma coisa mais avançada. Eles declaram que seus funda­dores eram tão inspirados quanto os apóstolos de Jesus Cristo, e baseiam sua autoridade nisso. Apliquem esse teste à maioria desses movimentos, e descobrirão que é verdade. Mas lembrem-se que também é verdade a respeito de muitos que ainda estão nas fileiras da Igreja Cristã, e que no entanto têm esse ponto de vista. “Ah, sim”, dizem, “aqueles homens eram inspirados, mas os homens hoje ainda são inspirados. Não negamos a inspiração, mas dizemos que é possível acrescentar à verdade. Os primeiros séculos não esgotaram a revelação da verdade, e coisas especiais estão sendo revelados a nós através dos nossos avanços em conhecimento e instrução neste século vinte”. Isso é acrescentar à revelação. Sig­nifica que as Escrituras não são mais suficientes; as descobertas da sabedoria moderna têm que ser acrescentadas. Mas ao permitirmos esses acréscimos da mente moderna e da perspectiva atual, na verdade estamos reivindicando uma revelação adicional.

Outra característica invariável é que este ensino ou doutrina sempre enfatiza alguma coisa em particular, dando-lhe grande proe­minência. No caso dos gálatas era a circuncisão. Mas o que quer que seja, esta idéia central é a origem do ensino especial, é o ponto em torno do qual gira todo o movimento. Eles reconhecem que uma pessoa pode ser um verdadeiro crente, mas precisa de uma certa coisa adicional — a observância do sábado, ou o batismo por imersão, ou falar em línguas, ou cura, ou alguma outra coisa. Algo mais sempre é essencial. É isso que importa —- dizem. Sempre ocupa uma posição proeminente, no centro, e acabamos nos tornando mais conscientes disso do que de Cristo, por causa da ênfase que lhe dão. Não podem justificar o movimento à parte dessa coisa específica, circuncisão, ou o que quer que possa ser.

O terceiro ponto é que todas estas coisas são um acréscimo a Cristo. O católico romano diz: “É claro que cremos em Cristo, mas você também precisa crer na igreja, precisa crer na virgem Maria, precisa crer nos santos, precisa também crer no sacerdócio, além de crer em Cristo”. De um ponto de vista puramente doutri­nário e ortodoxo, eu me sinto mais próximo a muitos católicos romanos do que a muitos que fazem parte das fileiras do protestan­tismo, mas onde eu me afasto, e devo me afastar deles, é que acrescentam algo ao que é vital — é Cristo, mais a igreja, mais a virgem Maria, mais os padres, mais os santos, e assim por diante. Do seu ponto de vista, Cristo apenas não é suficiente, e Ele não está colocado, em toda a Sua glória singular, no centro. E é assim com todos os outros. Proclamam que precisamos ter uma experiência especial, precisamos ter alguma crença especial sobre “observar dias”, como o apóstolo o expressa, ou precisamos observar certos ritos ou sacramentos. Então, é sempre “Cristo, mais alguma coisa”, alguma coisa que não podemos deixar de ter.

Então precisamos demonstrar, em quarto lugar, que esta dou­trina errada sempre acaba de alguma forma levando à conclusão que ter fé apenas não é suficiente. O apóstolo deixa isso claro: “Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem virtude alguma; mas sim a fé que opera por caridade” (Gálatas 5:6). Essas doutrinas falsas estão sempre nos ensinando que nós mesmos precisamos fazer alguma coisa; precisamos acrescentar algo, é necessária alguma ação da nossa parte, ou temos que permitir que algo seja feito a nós. Fé não é suficiente. Não vivemos pela fé, e a justificação não é pela fé somente. Precisamos realizar certas obras, precisamos fazer algo especial antes que possamos receber esta grande experiência da salvação. Mas de acordo com Paulo, dizer tais coisas significa que “caimos da graça”.

Mas por último quero enfatizar uma coisa — e dou graças a Deus por este último teste, porque tem sido de tanta ajuda para mim. Crer em tal doutrina sempre leva à negação da experiência cristã anterior. “Qual é, logo, a vossa bem-aventurança?” Vocês sabem o que ele quer dizer com isso. Na verdade ele está dizendo: “Gálatas insensatos, gálatas amados, vocês realmente estariam me dizendo que o que experimentaram quando estive entre vocês pela primeira vez, não teve qualquer valor, foi tudo inútil? Onde está a vossa bem-aventurança? Oh gálatas insensatos, quem vos fascinou?

Vocês sabem que todos os que são das obras da lei estão debaixo da maldição. Vocês sabem que receberam o Espírito. Voltem — lembrem-se que receberam o Espírito. Vocês O receberam pelas obras da lei? Naturalmente que não! Acaso não percebem que estão negando sua própria experiência passada?”

Todas essas doutrinas falhas são culpadas disso. É o que o apóstolo salienta, no relato de sua discussão com Pedro. Disse a Pedro que ele estava renegando sua experiência passada. Isso também é o significado de seu argumento sobre Abraão. Pois Abraão foi abençoado, não depois de sua circuncisão, mas antes dela, por­tanto não se pode afirmar que a circuncisão é essencial, e dizer isso é negar esta experiência. E quantas vezes tive que usar esse argu­mento! Estes ensinos errados são sutis e atraentes, e fazem-nos sentir que precisamos daquilo, e que só pode estar certo. Então de repente nos lembramos deste argumento a respeito da experiência, e ele nos detém. Trazemos à lembrança homens como George Whitefield e John Wesley, por exemplo, que sem dúvida foram cheios do Espírito de uma forma assombrosa, extraordinária e poderosa — notáveis santos de Deus e que estão entre os Seus maiores servos; e no entanto descobrimos que eles observavam o primeiro dia da semana, e não o sétimo; que não foram batizados de uma forma única ou especial, não há registro de que tenham falado em línguas, e não dirigiam reuniões de cura e assim por diante. Vamos afirmar que todos esses homens careciam de conhe­cimento, sabedoria e discernimento? Não percebem que essas novas doutrinas que fazem tantas reivindicações na verdade negam algu­mas das maiores experiências cristãs através dos tempos? Estão virtualmente dizendo que a verdade veio somente através deles, e que por dezenove séculos a Igreja andou em ignorância e em trevas. Isso é monstruoso. Precisamos entender que essas coisas devem ser testadas desta forma: “Qual é, logo, a vossa bem-aventurança?”

Isso me traz à minha última palavra, e o teste final, que é o seguinte. Depois de passar por todos esses testes, vocês estão prontos para se unir a mim e dizer o que o apóstolo disse no versículo 17 do último capítulo desta Epístola aos Gálatas: “Desde agora nin­guém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus”. Que significa isso? O que o apóstolo está dizendo, na verdade, é: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”. “Parem de falar comigo sobre circuncisão, não estou interessado. Parem de me falar sobre os guardadores do sábado, ou qualquer outra seita. Parem de me falar sobre todas essas coisas que são tidas como essenciais, se alguém quer ser um verdadeiro cristão. Eu não as quero. “Longe esteja de mim gloriar-me”, eu não vou me gloriar em nada e em ninguém, em nenhuma doutrina especial — em nada a não ser o Senhor Jesus Cristo, e nEle somente. Ele é suficiente, porque através dEle “o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”.

Para deixar isso bem claro, quero dizer que não vou me gloriar nem sequer na minha ortodoxia, porque até mesmo ela pode se transformar numa armadilha, se eu a tornar num ídolo. Vou me gloriar somente na bendita Pessoa por quem tudo isto foi feito, com quem eu morri, com quem fui sepultado, com quem estou morto para o pecado e vivo para Deus, com quem eu ressuscitei, com quem estou assentado nas regiões celestiais, por quem o mundo está crucificado para mim e eu estou crucificado para o mundo. Qualquer coisa que queira se colocar no centro que é dEle, qualquer coisa que queira se acrescentar a Ele, eu a rejeito. Conhecendo a mensagem apostólica com respeito a Jesus Cristo, em sua integridade, sua simplicidade e sua glória, longe de nós acrescentar qualquer coisa a ela. Que nos regozijemos nEle em toda a Sua plenitude — e nEle somente.

D. MARTIN LLOYD-JONES, in “Depressão Espiritual”.

Idolatria EVANGÉLICA ! Pode ?

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O evangélico é idólatra! Tenho ministrado em alguns grandes congressos e o nível de idolatria assusta. Basta o cantor (ou pregador) ser famoso e pronto, está deflagrado o processo idólatra. Olhinhos brilhando, tietagem, lágrimas, milhares de fotos, celulares brotando do chão, em alguns lugares gritos eufóricos tiram Cristo do foco e assassinam o sagrado.

A mentalidade evangélica do show não é mais novidade – e a idolatria também não – tanto que já não choca, não “escandaliza” ninguém. Já não se respeita o lugar do culto, a ambiência do sagrado, o momento da adoração. O que importa é tirar fotos com o ídolo, abraçar, chorar, entronizar o novo deus do instante.

Os chamados “artistas gospel” adoram isso tudo! Basta ver em seus rostos a expressão de êxtase por estarem na mira dos holofotes. Notei o modus operandi desses deuses de hoje: as mesmas técnicas dos “artistas” seculares em seus shows: “Joga a mão pra cima!” Enquanto o “culto” se desenrola em sua forçada normalidade, o povo tenta esconder sua alarmante ansiedade pelo show, até que chega o momento esperado: “com vocês: o nosso deus!” E o povo… abraça a idolatria em sua mais nefasta expressão – a substituição do Deus verdadeiro pela cópia bizarra do momento.

Eugene Peterson escreveu: “Gostamos dos ídolos porque gostamos secretamente da ilusão de controlá-los. São deuses destituídos de divindade para que nós possamos continuar a ser deuses de nós mesmos. A adoração de ídolos (em todas as dimensões: céu, terra, embaixo da terra) sempre foi o jogo religioso predileto. A adoração de ídolos é o vazio batizado de espiritualidade” Dt. 5. 8-10.

Não preciso lembrar que a idolatria é um pecado que fere profundamente o coração de Deus, preciso? O grande problema na adoração aos ídolos é a inversão teológica que é feita. Passa-se a adorar o objeto criado ao invés do Criador de todas as coisas (Rm. 1.19-23). Alguns estudiosos trabalham com a ideia de que o deus de uma pessoa é aquilo a que ela dedica seu tempo, seus bens e seus talentos; aquilo a que ela se entrega. A ideia teológica dessa linha de pensamento é a de que sempre que alguém, ou algum objeto, ou até mesmo alguma função ocupa o lugar central em nosso coração, mente e intenção, torna-se um ídolo, porque tomou o lugar que pertence a Deus (Mt. 22.37).

Não há problema em gostar do trabalho de alguém, ou mesmo tirar uma foto com ele(a), mas a questão é: dentro do templo? No ambiente do culto? Qual é a intenção em celebrar tão desesperadamente alguém? Em matéria de idolatria, todo cuidado é pouco.

A W Tozer disse: “Um ídolo na mente é tão ofensivo a Deus quanto um ídolo na mão”.

Até mais…

Autor: Alan Brizotti
Fonte: [ Blog do autor ]

A Nova REFORMA Protestante !!!

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Matéria publicada na Revista Época
Rani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.

Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.

Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.

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Irani Rosique (crédito: Revista Época)
Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade”. Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.

Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”

Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da“religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”

Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”

Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”

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Miguel Uchôa e bispo Robinson Cavalcanti,
da Diocese do Recife (crédito: Revista Época)
Uchôa lidera a maior comunidade anglicana da América Latina. Seu trabalho é reconhecido por toda a cúpula da denominação como um dos mais dinâmicos do país. Ele é um dos grandes entusiastas do movimento inglês Fresh Expressions, cujo mote é “uma igreja mutante para um mundo mutante”. Seu trabalho é orientar grupos cristãos que se reúnem em cafés, museus, praias ou pistas de skate. De maneira genérica, esses grupos são chamados de “igreja emergente” desde o final da década de 1990. “O importante não é a forma”, afirma Uchôa. “É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando.”

No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis (leia o quadro na última pág.). Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de recriação de estruturas entre as denominações históricas. A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus frequentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de “palestras” e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda.

“Os seminários teológicos formam ministros para um Brasil rural em que os trabalhos são de carteira assinada, as famílias são papai, mamãe, filhinhos e os pastores são pessoas respeitadas”, diz Ricardo Agreste, pastor da Comunidade e autor dos livros Igreja? Tô fora e A jornada (ambos lançados pela Editora Socep). “O risco disso é passar a vida oferecendo respostas a perguntas que ninguém mais nos faz. Há muita gente séria, claro, dizendo verdades bíblicas, mas presas a um formato ultrapassado.”

Outro ponto em comum entre esses questionadores é o rompimento declarado com a face mais visível dos protestantes brasileiros: os neopentecostais. “É lisonjeador saber que atraímos gente com formação universitária e que nos consideram ‘pensadores’”, afirma Ricardo Agreste. “O grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência, é de ética e honestidade.” Segundo ele, a velha discussão doutrinária foi substituída por outra. “Não é mais uma questão de pensar de formas diferentes a espiritualidade cristã”, diz. “Trata-se de entender que há gente usando vocabulário e elementos de prática cristã para ganhar dinheiro e manipular pessoas.”

Esse rompimento da cordialidade entre os evangélicos históricos e os neopentecostais veio a público na forma de livros e artigos. A jornalista (evangélica) Marília Camargo César publicou no final de 2008 o livro Feridos em nome de Deus (Editora Mundo Cristão), sobre fiéis decepcionados com a religião por causa de abusos de pastores. O teólogo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicou O que estão fazendo com a Igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro (Mundo Cristão), retrato desolador de uma geração cindida entre o liberalismo teológico, os truques de marketing, o culto à personalidade e o esquerdismo político. Em um recente artigo, o presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas, João Flavio Martinez, definiu como “macumba para evangélico” as práticas místicas da Igreja Universal do Reino de Deus, como banho de descarrego e sabonete com extrato de arruda.

Tais críticas, até pouco tempo atrás, ficavam restritas aos bastidores teológicos e às discussões internas nas igrejas. Livros mais antigos – como Supercrentes, Evangélicos em crise, Como ser cristão sem ser religioso e O evangelho maltrapilho (todos da editora Mundo Cristão) – eram experiências isoladas, às vezes recebidos pelos fiéis como desagregadores. “Parece que a sociedade se fartou de tanto escândalo e passou a dar ouvidos a quem já levantava essas questões há tempos”, diz Mark Carpenter, diretor-geral da Mundo Cristão.

O pastor Kivitz – que publicou pela Mundo Cristão seus livros Outra espiritualidade e O livro mais mal-humorado da Bíblia – distingue essa crítica interna daquela feita pela mídia tradicional aos neopentecostais “A mídia trata os evangélicos como um fenômeno social e cultural. Para fazer uma crítica assim, basta ter um pouco de bom-senso. Essa crítica o (programa) CQC já faz, porque essa igreja é mesmo um escracho”, diz ele. “Eu faço uma crítica diferente, visceral, passional, porque eu sou evangélico. E não sou isso que está na televisão, nas páginas policiais dos jornais. A gente fica sem dormir, a gente sofre e chora esse fenômeno religioso que pretende ser rotulado de cristianismo.”

A necessidade de se distinguir dos neopentecostais também levou essas igrejas a reconsiderar uma série de práticas e até seu vocabulário. Pastores e “leigos” passam a ocupar o mesmo nível hierárquico, e não há espaço para “ungidos” em especial. Grandes e imponentes catedrais e “cultos shows” dão lugar a reuniões informais, em pequenos grupos, nas casas, onde os líderes podem ser questionados, e as relações são mais próximas. O vocabulário herdado da teologia triunfalista do Antigo Testamento (vitória, vingança, peleja, guerra, maldição) é reconsiderado. Para superar o desgaste dos termos, algumas igrejas preferem ser chamadas de “comunidades”, os cultos são anunciados como “reuniões” ou “celebrações” e até a palavra “evangélico” tem sido preterida em favor de “cristão” – o termo mais radical. Nem todo mundo concorda, evidentemente. “Eles (os neopentecostais) é que não deveriam ser chamados de evangélicos”, afirma o bispo anglicano Robinson Cavalcanti, da Diocese do Recife. “Eles é que não têm laços históricos, teológicos ou éticos com os evangélicos.”

Um dos maiores estudiosos do fenômeno evangélico no Brasil, o sociólogo Ricardo Mariano (PUC-RS), vê como natural o embate entre neopentecostais e as lideranças de igrejas históricas. Ele lembra que, desde o final da década de 1980, quando o neopentecostalismo ganhou força no Brasil, os líderes das igrejas históricas se levantaram para desqualificar o movimento. “O problema é que não há nenhum órgão que regule ou fale em nome de todos os evangélicos, então ninguém tem autoridade para dizer o que é uma legítima igreja evangélica”, afirma.

Procurado por ÉPOCA, Geraldo Tenuta, o Bispo Gê, presidente nacional da Igreja Renascer em Cristo, preferiu não entrar em discussões. “Jesus nos ensinou a não irmos contra aqueles que pregam o evangelho, a despeito de suas atitudes”, diz ele. “Desde o início, éramos acusados disto ou daquilo, primeiro porque admitíamos rock no altar, depois porque não tínhamos usos e costumes. Isso não nos preocupa. O que não é de Deus vai desaparecer, e não será por obra dos julgamentos.” A Igreja Universal do Reino de Deus – que, na terceira semana de julho, anunciou a construção de uma “réplica do Templo de Salomão” em São Paulo, com “pedras trazidas de Israel” e “maior do que a Catedral da Sé” – também foi procurada por ÉPOCA para comentar os movimentos emergentes e as críticas dirigidas à igreja. Por meio de sua assessoria, o bispo Edir Macedo enviou um e-mail com as palavras: “Sem resposta”.

O sociólogo Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Editora Loyola), oferece uma explicação pragmática para a ruptura proposta pelo novo discurso evangélico. Ateu, ele afirma que o objetivo é a busca por uma certa elite intelectual, um público mais bem informado, universitário, mais culto que os telespectadores que enchem as igrejas populares. “Vivemos uma época em que o paciente pesquisa na internet antes de ir ao consultório e é capaz de discutir com o médico, questionar o professor”, diz. “Num ambiente assim, não tem como o pastor proibir nada. Ele joga para a consciência do fiel.”

A maior parte da movimentação crítica no meio evangélico acontece nas grandes cidades. O próprio pastor Kivitz afirma que “talvez não agisse da mesma forma se estivesse servindo alguma comunidade em um rincão do interior” e que o diálogo livre entre púlpito e auditório passa, necessariamente, por uma identificação cultural. “As pessoas não querem dogmas, elas querem honestidade”, diz ele. “As dúvidas delas são as minhas dúvidas. Minha postura é, juntos, buscarmos respostas satisfatórias a nossas inquietações.”

Por isso mesmo, Ricardo Mariano não vê comparação entre o apelo das novas igrejas protestantes e das neopentecostais. “O destino desses líderes será ‘pescar no aquário’, atraindo insatisfeitos vindos de outras igrejas, ou continuar falando para meia dúzia de pessoas”, diz ele. De acordo com o presbiteriano Ricardo Gouveia, “não há, ou não deveria haver, preocupação mercadológica” entre as igrejas históricas. “Não se trata de um produto a oferecer, que precise ocupar espaço no mercado”, diz ele. “Nossa preocupação é simplesmente anunciar o evangelho, e não tentar ‘melhorá-lo’ ou torná-lo mais interessante ou vendável.”

O advento da internet foi fundamental para pastores, seminaristas, músicos, líderes religiosos e leigos decidirem criar seus próprios sites, portais, comunidades e blogs. Um vídeo transmitido pela Igreja Universal em Portugal divulgando o Contrato da fé – um “documento”, “autenticado” pelos pastores, prometendo ao fiel a possibilidade de se “associar com Deus e ter de Deus os benefícios” – propagou-se pela rede, angariando toda sorte de comentários. Outro vídeo, em que o pregador americano Moris Cerullo, no programa do pastor Silas Malafaia, prometia uma “unção financeira dos últimos dias” em troca de quem “semear” um “compromisso” de R$ 900 também bombou na rede. Uma cópia da sentença do juiz federal Fausto De Sanctis condenando os líderes da Renascer Estevam e Sônia Hernandes por evasão de divisas circulou no final de 2009. De Sanctis afirmava que o casal “não se lastreia na preservação de valores de ética ou correção, apesar de professarem o evangelho”. “Vergonha alheia em doses quase insuportáveis” foi o comentário mais ameno entre os internautas.

Sites como Pavablog , Veshame Gospel , Irmãos.com , Púlpito Cristão , Caiofabio.net ou Cristianismo Criativo fazem circular vídeos, palestras e sermões e debatem doutrinas e notícias com alto nível de ousadia e autocrítica. De um grupo de blogueiros paulistanos, surgiu a ideia da Marcha pela ética, um protesto que ocorre há dois anos dentro da Marcha para Jesus (evento organizado pela Renascer). Vestidos de preto, jovens carregam faixas com textos bíblicos e frases como “O $how tem que parar” e “Jesus não está aqui, ele está nas favelas”.

A maior parte desses blogueiros trafega entre assuntos tão diversos como teologia, política, televisão, cinema e música popular. O trânsito entre o “secular” e o “sagrado” é uma das características mais fortes desses novos evangélicos. “A espiritualidade cristã sempre teve a missão de resgatar a pessoa e fazê-la interagir e transformar a sociedade”, diz Ricardo Agreste. “Rompemos o ostracismo da igreja histórica tradicional, entramos em diálogo com a cultura e com os ícones e pensamento dessa cultura e estamos refletindo sobre tudo isso.”

Em São Paulo, o capelão Valter Ravara criou o Instituto Gênesis 1.28, uma organização que ministra cursos de conscientização ambiental em igrejas, escolas e centros comunitários. “É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia”, afirma Ravara. “O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar.” Ravara publicou em 2008 a Bíblia verde, com laminação biodegradável, papel de reflorestamento e encarte com textos sobre sustentabilidade.

A então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, escreveu o prefácio da Bíblia verde. Sua candidatura à Presidência da República angariou simpatia de blogueiros e tuiteiros, mas não o apoio formal da Assembleia de Deus, denominação a que ela pertence. A separação entre política e religião pregada por Marina é vista como um marco da nova inserção social evangélica. O vereador paulistano e evangélico Carlos Bezerra Jr. afirma que o dever do político cristão é “expressar o Reino de Deus” dentro da política. “É o oposto do que fazem as bancadas evangélicas no Congresso, que existem para conseguir facilidades para sua denominação e sustentar impérios eclesiásticos”, diz ele.

O raciocínio antissectário se espalhou para a música. Nomes como Palavrantiga, Crombie, Tanlan, Eduardo Mano, Helvio Sodré e Lucas Souza se definem apenas como “música feita por cristãos”, não mais como “gospel”. Eles rompem os limites entre os mercados evangélico e pop. O antissectarismo torna os evangélicos mais sensíveis a ações sociais, das parcerias com ONGs até uma comunidade funcionando em plena Cracolândia, no centro de São Paulo. “No fundo, nossa proposta é a mesma dos reformadores”, diz o presbiteriano Ricardo Gouveia. “É perceber o cristianismo como algo feito para viver na vida cotidiana, no nosso trabalho, na nossa cidadania, no nosso comportamento ético, e não dentro das quatro paredes de um templo.”

A teologia chama de “cristocêntrico” o movimento empreendido por esses crentes que tentam tirar o cristianismo das mãos da estrutura da igreja – visão conhecida como “eclesiocêntrica” – e devolvê-lo para a imaterialidade das coisas do espírito. É uma versão brasileiramente mais modesta do que a Igreja Católica viveu nos tempos da Reforma Protestante. Desta vez, porém, dirigida para a própria igreja protestante. Depois de tantos desvios, vozes internas levantaram-se para propor uma nova forma de enxergar o mundo. E, como efeito, de ser enxergadas por ele. Nas palavras do pastor Kivitz: “Marx e Freud nos convenceram de que, se alguém tem fé, só pode ser um estúpido infantil que espera que um Papai do Céu possa lhe suprir as carências. Mas hoje gostaríamos de dizer que o cristianismo tem, sim, espaço para contribuir com a construção de uma alternativa para a civilização que está aí. Uma sociedade que todo mundo espera, não apenas aqueles que buscam uma experiência religiosa”.

***

Comentário de Leonardo Gonçalves:

O leitor do Púlpito Cristão sabe que não endossamos, sob nenhuma hipótese, o open theism (ou teologia relacional – pintam o poço, mas a água é a mesma) que transparece nos textos do Ricardo Gondim e de Ed René Kvitz, ao mesmo tempo que nos identificamos com Paulo Romeiro, Augustus Nicodemus e Ricardo Agreste, bem como apoiamos a marcha pela ética evangélica, realizada por Paulo e Vera nos dois últimos anos. Somos conservadores em nossa teologia, embora amplamente abertos ao debate cultural e novas perspectivas missiológicas.

Definitivamente não somos um grupo de teólogos liberais querendo modificar o cristianismo; somos cristãos apaixonados que buscam viver e ensinar a essência perdida do evangelho de Cristo. No entanto, a presente matéria é extremamente importante, pois nela fez-se distinção entre a liderança corrupta, mensaleira e vergonhosa, e crentes sinceros – ainda que imperfeitos, demonstrando que nem todo mundo é farinha do mesmo saco-gospel.

Espero (e oro) para que cada vez mais pessoas possam reconhecer essas diferenças, que mais gente entenda que existem pastores honrados, comunidades sérias e crentes pensantes – não intelectualóides, mas pensantes – que estão seriamente preocupados com os rumos da igreja evangélica brasileira.

Púlpito Cristão (Por Ricardo Alexandre)

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Semana passada (*) eu colaborei com a revista Época, edição nacional, com a reportagem de capa “A nova reforma protestante”. Foram nove meses para apurar, escrever, pautar fotos e editar sob condições de trabalho que raramente temos nessa profissão. Em termos de repercussão e alcance, talvez seja o trabalho mais importantes nos meus 17 anos de carreira. E também o que envolveu a maior quantidade de sentimentos e convicções pessoais e profissionais.

Evidentemente, apesar do espaço ocupado (nove páginas), a reportagem era só uma introdução a um tema sem fim, a saber: há uma movimentação entre igrejas e movimentos evangélicos que dialoga com o público mais esclarecido leitor da Época e que não só não se parece com o tipo de “gospel” que ele vê nas páginas policiais como o rechaça tanto quanto o nosso leitor. Que esse movimento, no fundo, é mais uma tentativa de recuperar a “igreja” a qual Jesus Cristo se referia em Mateus 16:18, daí o título – “nova reforma protestante”, sem pretensões de cunhar nenhum termo realmente. Para quem ainda não leu a reportagem, o link oficial é este aqui, mas um monte de gente reproduziu o texto na íntegra, como o Pavablog.

Fiquei muito feliz e grato a Deus pela forma com que o espírito da reportagem foi bem compreendido. A própria página de comentários do site da Época se transformou em palco de discussões muito lúcidas e inteligentes. Confira aqui.

E achei muito bacana que o texto tenha dado origem a discussões importantes em outros fóruns. Abaixo, peço licença para fazer uma pequena lista dos que mais me chamaram a atenção:

Augustus Nicodemus Lopes, a quem respeito e admiro enormemente, usou da reportagem para aprofundar a discussão sobre o liberalismo teológico em seu blog O Tempora! O Mores!

Paulo Siqueira, do site As Pedras Clamam, fez uma excelente prospecção do texto à luz do pentecostalismo. Ele toca em um ponto para o qual eu nunca havia atentado: a falta de uma teologia pentecostal. Seu texto está aqui.

Quem se interessa por design e jornalismo, eu recomendaria este post do blog Faz Caber explicando como a capa da revista foi concebida.

Uma das críticas mais comuns feitos pelos irmãos pentecostais é que eu teria pegado pesado demais em definir a visão neopentecostal do dízimo. No texto, eu disse que o discurso de igrejas adeptas da teologia da prosperidade é que a fidelidade do crente é usada pelo fiel na esperança de constranger Deus a resolver seus problemas pessoais. “Ninguém pode constranger a Deus!”, várias pessoas me escreveram dizendo. Bem, não fui eu quem disse isso, foi o Edir Macedo. Veja com seus próprios olhos: “Se nós fizermos nossa parte num pacto com Deus, passamos a ter o direito de cobrar dEle Suas Promessas. E Ele, por sua vez, fica obrigado a cumprir a parte dEle.”

O bispo anglicano dom Robinson Cavalcanti escreveu uma carta muito interessante dizendo-se “deslocado” do contexto da reportagem. Ele tem razão: a versão original do texto, muito maior, tinha outras aspas do bispo em contextos mais adequados, como o papel da igreja protestante na política brasileira. Na edição final, ele acabou entrando em um contexto que pode sugerir que ele, que não tem nada a ver com todo aquele papo de “desinstitucionalização” estivesse contrariando seus princípios. Ele escreveu um comunicado no site da sua Diocese e nós o publicamos na última seção de Cartas da revista.

Evidentemente, como bem notou o Caio Fábio, o texto não defende em nenhum momento o fim das denominações tradicionais ou a destruição das igrejas instituídas. Minha intenção era mostrar que alguns movimentos mais alternativos estão, pela primeira vez, sendo analisados com seriedade pelas igrejas históricas e muitas de suas lições estão sendo debatidas e, eventualmente, assimiladas. O pastor Miguel Uchoa, também da Diocese do Recife da Igreja Anglicana publicou um post muito interessante e equilibrado sobre isso. [Em grande parte, o texto de Uchôa é a reproduçao de um artigo deste blog - Nota do editor]

Bem, e falando em Caio Fábio, no vídeo abaixo, o pastor diz que a reportagem não tem nada de novo e mostra “todo o seu carinho” aos pastores entrevistados por mim. Você pode tirar suas próprias conclusões, mas não pode deixar comentários na página do Youtube:

No dia seguinte, ele postou novo vídeo, talvez para se fazer entender melhor. Chamou todo mundo de “bundão” outra vez:

Por último, gostaria de fazer um esclarecimento e uma correção. O esclarecimento é que, ao contrário do que o Caio sugere, eu não congrego em nenhuma das comunidades citadas na reportagem e nunca havia sequer conversado com nenhum dos pastores antes de começar a reportagem. Muito menos recebi a pauta por encomenda. Foi uma idéia minha que eu apresentei à Época no final do ano passado e que assumi com a condição de não ter data para entregar – e a própria pauta mudou algumas vezes durante a apuração, como deve ser durante um trabalho de apuração honesto. Desculpe se isso soa arrogante, mas eu jamais faria um trabalho nas condições de isenção e ética discutíveis como as que o reverendo sugere.

A correção que eu gostaria de fazer já foi publicada na edição 639 que está nas bancas, mas vale aprofundar aqui: há um erro de informação histórica naquele quadro “Redenção e rupturas” que tenta explicar graficamente a história e os principais grupos cristãos. Fui frustrado na tentativa de sintetizar a frase original, que falava da conversão de Constantino e da oficialização do cristianismo como religião oficial do Império Romano, feita por Teodósio em 380 dC. O que Constantino fez, convertido ao cristianismo do jeito dele, foi garantir a liberdade religiosa e revogar o culto imperial como religião oficial. Evidentemente, ele lançou as bases de prática cristã que seriam oficializadas algumas décadas depois, mas a informação editada estava mesmo errada. Fui cortando e cortando até caber no lay-out e o texto ficou com o nome de um e a data do outro. Milhões de perdões e obrigado pelas dezenas de pessoas que escreveram notando o vacilo.

***
Fonte: Causa Própria. Divulgação: Púlpito Cristão

Comentário de Leonardo Gonçalves:

Conforme já expressei no comentário que fiz à matéria por ocasião da sua publicação, eu mesmo não endosso, sob nenhuma hipótese, a teologia liberal de alguns dos caras citados na matéria, nem estou tentando destruir nenhuma instituição. Definitivamente não quero nem por um segundo modificar o cristianismo; apenas desejo viver e ensinar a essência perdida do evangelho de Cristo.

A matéria de Ricardo Alexandre na revista Época foi singular ao fazer distinção entre a liderança corrupta, mensaleira e vergonhosa, e crentes sinceros – ainda que imperfeitos, demonstrando que nem todo mundo é farinha do mesmo saco-gospel. Por isso, mesmo havendo citado liberais, neo-ortodoxos e conservadores como se fossem jogadores de um mesmo time (não intencionalmente, talvez, mas foi o que acabou parecendo), esta foi uma das poucas matérias que tratou não retratou os evangélicos de modo estereotipado. Mais uma vez, parabéns ao Alexandre e à revista.

Quanto ao reverendo Caio Fábio e seus pronunciamentos videografados, penso que ele definitivamente estava “com a bunda na boca”, e isso de um modo assustadoramente literal (risos). Concordo plenamente com Caio quando ele diz que a igreja evangélica precisa de regeneração, mas não entendo esta obsessão por “desinstitucionalizar” o cristianismo, como se as instituiçoes fossem o demônio. Concordo menos ainda quando o caminho da desinstitucionalização passa pela criação de uma nova instituição (como o Caminho da Graça), o que denota pouco bom senso.

Precisamos continuar repensando o cristianismo, não em suas doutrinas centrais, mas buscando melhores formas de transmití-las com fidelidade, e confrontando todo despotismo, simonismos neopentecostais e a avareza da liderança evangélica, mas devemos ter muito cuidado enquanto fazemos isso, pois se esta “nova reforma” perder o rumo agora, será muito difícil reencontrar os trilhos lá na frente.

(*) A reportagem saiu na Época, dia 9 de agosto de 2010

As Sutilezas do Discurso “Pseudo” Pentecostal

8 Comentários

Veja também o artigo: Falar em Línguas Estranhas (clique aqui)

Por Gutierres Siqueira

Uma análise atenta dos discursos de alguns pregadores dentro do pentecostalismo, ou melhor, do pseudopentecostalismo contemporâneo, mostra um quadro preocupante. Algumas técnicas usadas nas preleções são distantes do cristianismo historio que adoecem o entendimento correto da kerigma. Vejamos algumas dessas técnicas: 

- Entonação emotiva na voz 

Esse aspecto é largamente usado. Tais pregadores querem conquistar suas platéias pelo despertar das emoções em detrimento da razão. Não existe nada de errado no exercício da emoção durante um culto, mas o uso excessivo desse aspecto humano esconde muitas irracionalidades propagadas por meio dos microfones. 

Para uma boa comunicação é necessário voz melosa e emotiva, ou gritos estridentes? É claro que não. O que é essencial para a comunicação, certamente está na clareza, simplicidade, profundidade e transparência do discurso. 

- Uso de propagandas populistas 

Muitas vezes dá até nojo ouvir alguns programas evangélicos nas rádios paulistanas. A propaganda em cima “do grande homem de Deus” chega ao ridículo da bajulação barata e idólatra. Algumas expressões são comuns, tais como “apóstolo da fé”, “o homem que Deus ouve suas orações”, “ o grande missionário”, “o maior pregador de cura desse país” , “o pregador das multidões”, “o profeta que Deus atende” etc. Certamente são propagandas de si mesmo, sendo uma total autopromoção. 

- Maniqueísmo 

Sempre esses pregadores dividem o mundo entre o Bem e o Mal. Eles, como agentes do Bem estão prontos para enfrentar o Mal em qualquer situação, como macumbas, maldições, feitiçarias e se colocam como “libertadores” desses males. Nada mais longe das Escrituras, já que não existe em toda a Bíblia uma batalha equivalente em forças entre Deus e o diabo. 

- O uso excessivo de clichês e palavras de ordem 

Como parte de um apelo populesco e emotivo, os pregadores usam e abusas de palavras de ordem e clichês. Imagine o tempo desperdiçado com tais coisas, enquanto a exposição das Escrituras fica em quinto ou sexto plano. 

É necessário rever essas questões. Pentecostalismo não pode ser confundido com esse discurso tão distante das Escrituras, com uma metodologia no mínimo duvidosa. 

Fé, Razão (?) e Sentimentos – SEM NOÇÃO !!!

 

Devemos empregar o melhor de nossa razão para conhecer quais são as verdadeiras Escrituras canônicas, para expandir o texto para traduzi-lo verdadeiramente, para agregar inferências exatas e justas das declarações das Escrituras, e então aplicar tudo isso em questões de doutrina e adoração.                                        
                                                                                      Richard Baxter – líder puritano
Em nossa revolta contra a razão, mudamos a “fé de uma vez por toda confiada aos santos” (Jd 3) e fracassamos em nos preparar para defender essa fé. 

Embora a razão, a lógica e o pensamento crítico não sejam nossas únicas ferramentas, sem eles somos inclinados a interpretar erroneamente a palavra de Deus, possuindo zelo sem conhecimento e utilizando de modo equivocado os dons celestiais. 

Ondas de romantismo, relativismo e individualismo têm desencadeado uma ênfase crescente no sentimento em prejuízo do pensamento, na emoção em detrimento da doutrina e na experiência em detrimento do intelecto.    

Onde quer que esses valores encontrem adeptos,encontram-nos à custa de se atirarem fora os lemes da razão. Conseqüentemente, isso leva muitos cristãos às correntes da desobediência, para dentro do grande mar da subjetividade, onde nuvens carregadas de misticismo ditam a jornada espiritual.
                                    
Quando isso ocorre, ventos turbulentos de meias verdades sopram, empurrando os náufragos indefesos contra os penhascos violentos da confusão e da espiritualidade insensata. 

É uma pena que tão poucos autores pentecostais- carismáticos  escrevam sobre a a natureza e os perigos do misticismo e da intuição subjetiva. 

Com essa lacuna, parecemos dizer que o problema é raro em nosso meio ou que é comum, todavia insignificante. O misticismo é, de maneira geral, o modo de julgar a verdade e a realidade por meio de sentimentos, impressões e experiências pessoais, formulando assim a visão de vida e ditando as decisões de alguém.                          

Aqueles que abordam a vida espiritual desse modo freqüentemente assumem “que sabem que sabem” e se colocam acima do escrutínio da razão e dos bons conselhos.
 
Mesmo quando a “verdade” acolhida por eles não é aceita, tendem a questionar a não aceitação ou alterar a “verdade” de modo que se ajuste ao que tem que ser. 

Em sua avaliação, a impressão que eles têm apresenta autoridade porque vem de seu interior; e, como vem do interior, deve ter a autoridade do Espírito Santo; e, sendo do Espírito Santo, essa voz não mente.
 
Esse tipo de raciocínio circular não apenas prejudica o testemunho cristão como também causa tremenda dor de cabeça para amigos, familiares e congregações que ficam refém de tais absurdos. 

Qualquer um de nós provavelmente consegue se recordar de numerosas ocasiões estranhas que presenciamos de numerosas ocasiões estranhas que presenciamos como resultado de fortes impressões questionáveis, intuição pessoal e vozes interiores. Isso mostra o tipo de loucura que pode ocorrer quando se descarta a razão. 

Não podemos esquecer também, das multidões que se sentem firmemente guiadas por Deus a determinada igreja, mas que, convenientemente, não se envolvem com ela e se sentem à vontade para ir para outra igreja poucas semanas depois.                                                                     

É de vital importância crermos que o Espírito Santo ainda fala ao corpo de Cristo e que o direcionamento pessoal é  um dos métodos pelo qual Deus dirige seus filhos. Há algo de errado conosco se não nos alegrarmos diante do pensamento de sermos conduzidos pelo Espírito de Deus. 

Entretanto, há também algo de errado se rejeitamos nossa razão, confundindo cada firme opinião interna com a voz de Deus, fundamentando assim nosso sistema de crença em fenômenos sobrenaturais ininterruptos (reais ou imaginários).    

Certamente devemos estar abertos a acontecimentos extraordinários, mas devemos acreditar apenas no que é claramente ensinado nas Escrituras. 

Teste cada espírito, avalie todas as coisas, e, evite todas as formas de ser diferente, porque na maioria das vezes isso é mera vaidade.                                              

Precisamos ser cuidadosos para não seguir toda unção interior (especialmente quando essa é egoísta), não nos inclinarmos a buscar sinais e maravilhas e não nos desvencilharmos da lógica e da razão como se elas fossem inimigas do sobrenatural. 

Os dois grandes extremos entre os quais devemos operar são o ato de apagar o Espírito por um lado e o sensacionalismo pelo outro. 

Devemos conhecer nossas próprias fraquezas e tendências a fim de trazer equilíbrio para nossa vida espiritual. Sem estar aberto a outras visões e sem honestidade diante dos próprios preconceitos, uma pessoa nunca conseguirá descobrir tal equilíbrio.                      

Há muito trabalho a ser feito a fim de dar assistência adequada aos seguidores do Evangelho, para que tenham uma vida plenamente consciente e correta em uma sociedade tão enganadora e confusa. 

Um dos primeiros passos para se atingir esse objetivo é ajudar nosso povo a perceber que razão e fé não são inimigas mortais, ensinando-os também a limitar suas convicções doutrinárias ao campo dos ensinamentos bíblicos explícitos. 

Autor: Rick Nañez é pastor assembleiano (EUA) e missionário no Equador. 

  

Muitas pessoas ainda precisam de muito DISCERNIMENTO ! 

Por que  o “cair no poder” e a “unção do riso” são antibíblicos

Essas manifestações depõem contra o verdadeiro Movimento Pentecostal?

Pentecostais sinceros me perguntam por que o “cair no Espírito” e a “unção do riso” não são manifestações genuinamente pentecostais. O motivo da dúvida desses irmãos é compreensível: quando lemos a respeito do avivamento de Azusa Street, em Los Angeles (1906), e acerca do início da Assembleia de Deus no Brasil (1911), são comuns as menções a momentos em que irmãos caíam sob o poder de Deus ou riam sem parar. Como explicar isso? 

Em primeiro lugar, é preciso fazer distinção entre cair por não suportar a glória de Deus e ser lançado ao chão por um milagreiro, mediante uso de força, persuasão ou sugestão psicológica. E também é necessário distinguir entre alegrar-se na presença do Senhor e rir sem parar, irracionalmente, sem nenhum controle. 

Segundo, as experiências relacionadas com o Movimento Pentecostal de Azusa (Estados Unidos) e de Belém do Pará (Brasil), ainda que envolvam santos como William Seymour e Gunnar Vingren, não devem ser supervalorizadas, a ponto de as equipararmos às incontestáveis verdades da Bíblia (Gl 1.6; 1 Co 4.6; 15.1,2). Respeito esses pioneiros do pentecostalismo, porém, ao escrever este artigo, minha fonte de autoridade — primária, inquestionável, primacial, infalível, inerrante — continua sendo a Palavra de Deus. 

Muitos defensores dos “moveres” em apreço apegam-se a interpretações errôneas da Bíblia, inclusive para compor canções pelas quais dizem que não conseguirão ficar de pé ante a glória do Senhor. Baseiam-se, por exemplo, em 2 Crônicas 5.14 e 1 Reis 8.10,11 e dizem, com a boca cheia: “Os sacerdotes não resistiram a glória de Deus e caíram no poder”. Que engano! Veja o que a Bíblia realmente diz: “E sucedeu que saindo os sacerdotes do santuário, uma nuvem encheu a Casa do SENHOR. E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do SENHOR enchera a Casa do SENHOR” (1 Rs 8.10,11). 

Como se vê, a frase “não podiam ter-se em pé” tem sido entendida como “caíram no poder”. Mas ela, na verdade, denota que os sacerdotes “não puderam permanecer ali”, o que fica ainda mais claro na versão Almeida Revista e Atualiza (ARA). Eles não suportaram permanecer no local ministrando! Não tinham como resistir a glória divina presente ali. Por isso, não permaneceram no local. Onde está escrito que eles caíram no poder? 

O que as Escrituras afirmam em 1 Coríntios 14 acerca do culto pentecostal?  

Primeiro: o propósito principal da multíplice manifestação do Espírito em um culto coletivo é a edificação do povo de Deus (vv.4,5,12). 

Risos intermináveis e supostas quedas de poder edificam em que?

 A faculdade do intelecto não pode ser desprezada no culto em que o Espírito Santo age (vv.15,20). Ninguém genuinamente usado pelo Espírito deixa de raciocinar normalmente, em um culto coletivo a Deus.

Segundo: um culto a Deus não deve levar os incrédulos a pensarem que os crentes estão loucos (v.23).  

O que pensam os não-crentes que assistem a certos “cultos” em que pessoas caem ao chão, riem sem parar, rosnam, latem, mugem, rugem, uivam e rolam umas sobre as outras?  

O culto coletivo deve ter ordem e decência; tudo deve ocorrer a seu tempo: louvor, exposição da Palavra, manifestações do Espírito (vv.26-28,40). Um culto que não tem ordem nem decência é dirigido pelo Espírito? 

Terceiro: no culto genuinamente pentecostal deve haver julgamento, discernimento, a fim de se evitar falsificações (v.29). Leia também 1 Coríntios 2.15 e 1 João 4.1. Haja vista o espírito do profeta estar sujeito ao próprio profeta, é inadmissível que aconteçam manifestações consideradas do Espírito Santo em que pessoas fiquem fora de si (v.32). 

Quarto: o Deus que se manifesta no culto coletivo não é Deus de confusão, senão de paz (v.33). Quando um show-man derruba pessoas carentes de uma bênção ou os seus supostos opositores com golpes de seu “paletó mágico”, além da confusão que se instala no “culto”, tal atitude não é nada pacificadora. E quem recebe a glória, indutivamente, é o próprio show-man

Quinto: Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, deve reconhecer os mandamentos do Senhor (v.37). O leitor está disposto a submeter-se aos mandamentos do Senhor? Ou é um daqueles que, irresponsavelmente, dizem: “Não podemos pôr Deus em uma caixinha. Ele sempre faz coisa nova”. Por que temos a Bíblia, para nada? Não é ela a nossa fonte primária de autoridade? Perderam as Escrituras o primado? Não são mais a nossa regra de fé, de prática e de vida? Gálatas 1.8 perdeu a validade? 

Diante dessas verdades bíblicas, não há como considerar o “cair no Espírito” e a “unção do riso” manifestações genuinamente do Espírito Santo. Não nos enganemos; o verdadeiro avivamento só ocorre quando há submissão à Palavra de Deus e ao Deus da Palavra, e não mediante “moveres” e “unções” que suprimem a exposição das Escrituras.
Ciro Sanches Zibordi 

Fonte: http://www.cpadnews.com.br

 

Neo-Pentecostalismo (?)

Sou pentecostal, membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus desde 1987. Neste ano, fui batizado com o Espírito Santo e nas águas, nessa ordem. Creio em milagres, minha vida é um milagre, tenho visto muitos milagres. Nasci num lar pentecostal e cresci em meio a visões, revelações, curas, línguas estranhas, etc. E, por mais que eu tenha hoje um lado contestador — que não é exclusividade minha, posto que Paulo (2 Co 11.3-15) e o próprio Senhor Jesus (Mt 23; Ap 2-3), só para exemplificar, também se opuseram a heresias e modismos —, sempre cri na multíplice obra do Espírito Santo mediante a diversidade de dons, ministérios e operações (1 Co 12.4-11).

Mesmo assim, sou contra — por que a Palavra de Deus também o é — ao movimento neoassembleiano, que é experiencialista e prioriza manifestações como “cair no poder”, “unção do riso”, “unção do leão”, “unção da lagartixa”, além da ênfase exagerada à prosperidade financeira, que muitos chamam de uma “unção financeira dos últimos dias”.

Na adolescência e na juventude, tive contato com todo o tipo de manifestação pentecostal e pseudopentecostal. Sei o que são cultos no monte; conheço vigílias do “reteté”, que na minha época não recebiam esse adjetivo grotesco e vulgarizante. Fui dirigente de duas congregações em São Paulo e conheci todo o tipo de crente, dos mais frios aos mais fervorosos; desde os mais céticos até os mais fanáticos.

Por graça de Deus, sou ministro do Evangelho desde 1992, ano em que fui consagrado a presbítero (ministro local), mas recebi o título de ministro pela CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus) somente em 1997, na Assembleia de Deus do Belenzinho em São Paulo. Na ocasião, tendo o meu nome apresentado pelo saudoso pastor e pregador do Evangelho Valdir Nunes Bícego, fui consagrado ao santo ministério numa reunião presidida pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa.

Que fique clara uma coisa: não sou um teórico, frio, gelado. Tenho plena convicção bíblica e experiencial de que o “cair no Espírito” e outras manifestações que ora ocorrem no meio da quase-centenária Assembleia de Deus não têm aprovação divina. Não estou sendo apressado em minhas conclusões. Falo com conhecimento de causa, depois de ter analisado cuidadosamente as bases e os resultados das tais manifestações.

Como tenho dito em meus livros editados pela CPAD, pessoas sinceras e tementes a Deus estão certas de que o “cair no Espírito” e a “unção do riso” são bíblicos. E algumas se apegam ao fato de manifestações similares às mencionadas terem ocorrido na Rua Azusa, em Los Angeles, no começo do século XX, e no início da Assembleia de Deus no Brasil. Mas é claro que as experiências relacionadas com o reavivamento do Movimento Pentecostal não se comparam com as aberrações que vemos hoje.

A Assembleia de Deus e o movimento neoassembleiano

Naquela época, não havia paletó e sopro “ungidos”, empurrões “sutis”, uivos, rugidos, latidos, pessoas rastejando pelo chão, grudadas na parede, etc. Além disso, não se deve supervalorizar as experiências vividas pelos pentecostais do começo do século XX, a ponto de as equipararmos às incontestáveis verdades da Bíblia. Devemos, sim, respeitar os pioneiros, mas a nossa fonte primacial, precípua, de autoridade tem de ser a Palavra de Deus.

O “cair no poder”, a “unção do riso” e manifestações afins não se coadunam com os princípios e mandamentos contidos em 1 Coríntios 14. Essas manifestações aberrantes não edificam (v.12); contrapõem-se ao uso da razão, necessário num culto genuinamente pentecostal (vv.15,20,32); levam os incrédulos a pensarem que os crentes estão loucos (v.23); e promovem desordem generalizada (vv.26-28,40).

Muitos neoassembleianos, defensores dessas manifestações, dizem que estão na liberdade do Espírito, porém o texto de 1 Coríntios 14 não avaliza toda e qualquer manifestação. No culto genuinamente pentecostal deve haver julgamento, discernimento, análise, exame (vv.29,33). Por isso, no versículo 37, está escrito: “Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que essas coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”. Leia também 1 Tessalonicenses 5.21 (ARA); João 7.24 e 1 João 4.1.

Não tenho dúvidas de que o Senhor opera milagres extraordinários em nosso meio. Ele é o mesmo (Hb 13.8). Mas o que temos visto hoje em algumas Assembleias de Deus são práticas viciosas e repetitivas. Jesus curou um cego com lodo que fez com a sua própria saliva, porém Ele não metodizou esse modo de dar vista aos cegos. A obra de Deus surpreende, impressiona, positivamente, e deixa todos maravilhados (Lc 5.26). As falsificações são viciosas, premeditadas, propagandeadas, a fim de que o milagreiro receba a glória que é exclusivamente de Deus (Is 42.8).

O “cair no poder”, a “unção do riso” e outros “moveres” não têm apoio das Escrituras e não podem ser equiparados ao batismo com o Espírito Santo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, mencionado com clareza na Palavra de Deus (Jl 2.28,29; Mc 16.15-20; At 2; 10; 19; 1 Co 12-14, etc.). Por isso, os neoassembleianos recorrem a passagens que nada têm que ver com o assunto.

Citam textos como 2 Crônicas 5.14 e 1 Reis 8.10,11 e dizem, com a boca cheia: “Os sacerdotes não resistiram a glória de Deus e caíram no poder”. Que engano! Veja o que a Bíblia realmente diz: “E sucedeu que saindo os sacerdotes do santuário, uma nuvem encheu a Casa do SENHOR. E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do SENHOR enchera a Casa do SENHOR” (1 Rs 8.10,11). Observe que eles saíram do local; não ficaram ali caídos. Não houve também um “arrebatamento em grupo”.

A frase “não podiam ter-se em pé” tem sido empregada de modo errôneo e abusivo pelos neoassembleianos. Eles a interpretam como “caíram no poder”. Mas ela, na verdade, denota que os sacerdotes “não puderam permanecer ali”, o que fica ainda mais claro na versão Almeida Revista e Atualiza (ARA). Eles não suportaram permanecer no local ministrando! Não tinham como resistir a glória divina presente ali. Por isso, não permaneceram no local. Onde está escrito que eles caíram no poder?

Outro texto citado erroneamente em abono às manifestações neoassembleianas é João 14.12, pelo fato de mencionar “coisas maiores” do que as realizadas por Jesus. Mas o termo “obras” (gr. ergon) significa: “trabalho”, “ação”, “ato” (VINE. W.E., Dicionário Vine, CPAD, pp.764,827), e não “milagres” ou “manifestações”, estritamente. Essas obras maiores incluem tanto a conversão de pessoas a Cristo, como a operação de milagres (At 2.41,43; 4.33; 5.12; Mc 16.17,18). Exegeticamente, são obras maiores em número e em alcance. Dizem respeito à quantidade em lugar de qualidade. João 14.12, por conseguinte, não avaliza truques, trapaças, experiências exóticas e antibíblicas, além de fenômenos “extraordinários” (cf. Dt 13.1-4; 2 Ts 2.9; Mt 7.21-23).

O paradigma, o modelo, dos pregadores da Assembleia de Deus deve ser o Senhor Jesus Cristo, que andou na terra fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo porque Deus era com Ele (At 10.38). É perigoso quando resolvemos ter um ministério “sem limites”, em que nada pode ser contestado, à luz da Bíblia. Tudo deve, sim, ser regulado, controlado pelo Espírito Santo e pela vontade de Deus esposada em sua Palavra (Mt 7.15-23; 1 Jo 4.1; 1 Ts 5.21; 1 Co 14.29; Jo 7.24, etc.).

Na Palavra de Deus não há nenhum fundamento para o “cair no poder” e outras aberrações. O Senhor Jesus nunca derrubou ninguém. Ele não arremessa pessoas ao chão mediante sopros “ungidos” e golpes de paletó. Quem gosta de lançar as pessoas ao chão é o Diabo (Mc 9.17-27). Em Lucas 4.35, está escrito: “E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele, sem lhe fazer mal”. Jesus, o maior Pregador que já andou na terra, e seus apóstolos nunca impuseram as mãos sobre pessoas para levá-las ao chão. Eles jamais sopraram sobre elas ou lançaram parte de suas roupas a fim de derrubá-las.

Considero importantes os milagres e as curas, no nosso meio, Mas, na hierarquização feita por Deus, o Ministério da Palavra tem prioridade (1 Co 12.28; Jo 10.41). Os sinais, prodígios e maravilhas devem ocorrer naturalmente, como consequência da pregação do Evangelho (Mc 16.15-20). E Deus precisa estar no controle, sempre. Mas hoje há muita imitação, falsificação, misticismo no meio dito assembleiano, que é na verdade neoassembleiano.

“Converte-nos, SENHOR, a ti, e nós nos converteremos; renova os nossos dias como dantes” (Lm 5.21).

Ciro Sanches Zibordi

 

Quem está OPERANDO ???

Muitos concluem que não temos como distinguir entre a obra do Espírito e as operações naturais de nossas próprias mentes.

É verdade que não temos direito de esperar que o Espírito de Deus opere em nós se negligenciarmos coisas como o estudo bíblico e a oração. É também verdade que o Espírito opera de formas diferentes – às vezes silenciosa e invisivelmente.

Mesmo assim, se a experiência de salvação nos vem de Deus, por que não deveríamos senti-la? Não produzimos salvação por nossos próprios esforços. A operação natural de nossas mentes não produz salvação. É o Espírito do Todo-poderoso que produz salvação em nossos corações. Por que, então, não deveríamos sentir que o Espírito opera em nós? Se sentimos isso, sentimos somente o que é verdadeiro.

Estamos, portanto, errados ao tacharmos as pessoas de iludidas somente por dizerem que sentiram o Espírito Santo operando nelas. Chamar a isso de ilusão é como dizer: “Você sente que sua experiência é de Deus. Bem, isto prova que sua experiência não vem de Deus!”

As Escrituras descrevem a salvação de um pecador como um renascimento (João 3:3), uma ressurreição da morte (Ef. 2:5), uma nova criação (II Cor. 5:17). Essas descrições têm uma coisa em comum. Todos descrevem eventos que não poderiam ser produzidos pela pessoa que os experimentou.

Somente Deus é autor da regeneração do pecador, ressurreição espiritual e nova criação. Porventura um pecador que tem a experiência de Deus operando em sua vida desse modo, não perceberá que é Ele que o está salvando? Sem dúvida é por isso que as Escrituras descrevem a salvação como regeneração, ressurreição e nova criação. Essas palavras testemunham o fato de que a experiência de salvação não se origina em nós mesmos.

Na salvação, Deus opera com um poder que é, obviamente mais que humano. Dessa forma Ele nos impede de nos vangloriar do que nós fizemos.

Por exemplo, quando Deus salvou a Seu povo, nos dias do Velho Testamento, sua experiência tornou claro que não haviam salvo a si próprios. Quando Deus os tirou do Egito, por ocasião do êxodo, primeiro permitiu que sentissem seu próprio desamparo; então os redimiu por Seu poder miraculoso. Ficou claro para eles que Deus era seu Salvador.

Vemos a mesma experiência do poder de Deus na maioria das conversões descritas no Novo Testamento. O Espírito Santo não convertia as pessoas de modo silencioso, oculto e gradual. Geralmente convertia-as com uma demonstração gloriosa de poder sobrenatural. Hoje as pessoas muitas vezes vêem tais experiências de conversão como um sinal certo de ilusão.

Por outro lado, não devemos pensar que nossas emoções sejam verdadeiramente espirituais somente porque não as produzimos com os nossos próprios esforços. Algumas pessoas tentam provar que suas emoções são do Espírito Santo com o seguinte argumento: “Não produzi esta experiência por mim mesmo. A experiência veio a mim quando não a estava buscando. Não posso fazê-la voltar de novo por meus próprios esforços.”

Esse argumento não é saudável. Uma experiência que não venha de nós mesmos pode vir de um espírito falso. Existem muitos espíritos falsos que se disfarçam como anjos de luz (II Cor. 11:14). Imitam o Espírito de Deus com grande maestria e poder. Satanás pode operar em nós, e podemos diferenciar a obra dele do funcionamento natural de nossas mentes. Por exemplo, satanás enche as mentes de algumas pessoas com blasfêmias terríveis e sugestões vis. Essas pessoas têm certeza que essas blasfêmias e sugestões satânicas não vêm de suas próprias mentes. Penso que é igualmente fácil para o poder de satanás encher-nos de confortos e alegrias falsos. Certamente sentiríamos que esses confortos e alegrias não vieram de nós mesmos. Entretanto, isso não provaria que vieram de Deus!

Os transes e arrebatamentos de alguns fanáticos religiosos não são de Deus, e sim de satanás.

Também podemos ter experiências que vêm do Espírito de Deus, as quais não nos salvam nem provam que somos salvos. Lemos em Heb. 6:4-5 sobre pessoas “que uma vez foram iluminadas e provaram o dom celestial e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro”, mas que enfim se revelaram ser incrédulas, (vers. 6-8). Experiências religiosas também podem ocorrer sem a influência de um espírito bom ou mau. Pessoas impressionáveis e com imaginação viva podem ter emoções estranhas e impressões que não foram produzidas por seus próprios esforços. Não produzimos sonhos por nossos esforços quando estamos dormindo. Pessoas imaginativas podem ter sentimentos e impressões religiosas que são como sonhos, embora estejam acordadas.

Fonte: http://www.jonathanedwards.com.br/ 

 

Pseudo-pentecostais: nem evangélicos, nem protestantes !!! 

Um grande equívoco cometido pelos sociólogos da religião é o de por sob a mesma rubrica de “pentecostalismo” dois fenômenos distintos. De um lado, o pentecostalismo propriamente dito, tipificado, no Brasil, pelas Assembléias de Deus; e do outro, o impropriamente denominado “neopentecostalismo”, melhor tipificado pela Igreja Universal do Reino de Deus. Um estudioso propôs denominar essas últimas de pós-pentecostais: um fenômeno que se seguiu a outro, mas que com ele não se conecta, pois “neo” se refere a uma manifestação nova de algo já existente. Correntes de sociologia argentina já os denominaram de “iso-pentecostalismo”: algo que parece, mas não é. Lucidez e coragem teve Washington Franco, em sua dissertação de mestrado na Universidade Federal de Alagoas, quando classificou o fenômeno representando pela IURD de “pseudo-pentecostalismo”: algo que não é. Um estudo acurado dos tipos ideais, Assembléia de Deus e Igreja Universal do Reino de Deus, sob uma ótica sociológica, ou uma ótica teológica, nos levará à conclusão que se trata de duas manifestações religiosas diversas, que não podem — nem devem — ser colocadas sob uma mesma classificação. Ao se somar, a partir do Censo Religioso, esses dois agrupamentos, tem-se um alto índice de “pentecostais”, constituídos, contudo, pelos que o são e pelos que não o são. Equiparar ambos os fenômenos não faz justiça à Igreja Universal e ofende a Assembléia de Deus.  

Podemos afirmar, ainda, um segundo equívoco dos analistas: considerar a IURD e suas congêneres como “evangélicas”. Elas próprias, por muito tempo, relutaram em se ver como tal, pretendendo ser tidas como um fenômeno religioso distinto, e terminaram por aceitar a classificação “evangélica” por uma estratégia política de hegemonizar um segmento religioso mais amplo no cenário do Estado e da sociedade civil. O evangelicalismo é marcado pela credalidade histórica e pela ênfase doutrinária reformada na doutrina da expiação dos pecados na cruz e na necessidade de conversão, ou novo nascimento.  

Se o pseudo-pentecostalismo não é pentecostalismo, nem, tampouco, evangelicalismo, também não é protestantismo. O discurso e a prática dessa expressão religiosa indicam a inexistência de vínculos ou pontos de contatos com a Reforma Protestante do Século 16: as Escrituras, Cristo, a graça, a fé. Chamar o bispo Macedo de protestante é de fazer tremer o Muro da Reforma, em Genebra, e os ossos de Lutero e Calvino em seus túmulos. Muita gente tem incluído a IURD, e assemelhadas, como pentecostais, evangélicas ou protestantes, para inflar, de forma triunfalista, os números, ou por temor de retaliações legais, ou extralegais, vindas daquelas instituições. Se sociólogos têm denominado manifestações novas na cristandade, como as Testemunhas de Jeová, os Mórmons, ou a Ciência Cristã, como “seitas para-cristãs”, podemos denominar a Igreja Universal e congêneres de “seitas para-protestantes”.  

O que se constata, cada vez mais, é que o fenômeno pseudo-pentecostal tem concorrido para uma maior aproximação entre os pentecostais (já tidos como históricos, por sua antigüidade e mobilidade social e cultural) e as igrejas históricas. De um lado, os pentecostais redescobrem o valor da história, de uma confessionalidade e de uma teologia sólida; do outro, os históricos vão flexibilizando (ou ampliando) a sua pneumatologia, reconhecendo a contemporaneidade dos dons do Espírito Santo. O fosso entre pentecostais e pseudo-pentecostais tende a aumentar, não só pela aproximação entre pentecostais e históricos, mas também pela crescente adesão dos pseudo-pentecostais a ensinos e práticas sincréticas, com o catolicismo romano popular e os cultos afro-ameríndios. Quando estudantes de teologia assembleianos, batistas nacionais ou presbiterianos renovados aprendem com teólogos anglicanos (John Stott, J.I. Packer, Michael Greene, Alister McGrath, N.T. Wright), e anglicanos, luteranos ou presbiterianos usam de um louvor mais exuberante e oram por cura e libertação, na expressão de Gramsci, um novo “bloco histórico” vai se formando (retardado pelo extremo fracionamento entre ambos os segmentos), do qual, é claro, não faz parte o pseudo-pentecostalismo. Esse “bloco histórico” em formação, para se consolidar, não apenas deve se conhecer mais mutuamente, somando conceitos e subtraindo preconceitos, mas também responder aos desafios de um pluralismo que inclui a diversidade do catolicismo romano, o pseudo-pentecostalismo, o esoterismo, os sem-religião e um agressivo secularismo, emoldurado pelo relativismo pós-moderno. Isso passa, necessariamente, pelo aprender com a história da igreja — durante, depois e “antes” da Reforma — e pela superação de uma iconoclastia que, equivocadamente, equipara o artístico com o idolátrico.  

Contamos com estadistas do reino de Deus, com humildade, visão e coragem para consolidar esse bloco?  

Dom Robinson Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife e autor de, entre outros, Cristianismo e Política — teoria bíblica e prática histórica e A Igreja, o País e o Mundo — desafios a uma fé engajada.
www.dar.org.br 

Fonte: Revista Ultimato 

Ideologia Mercenária nas Igrejas

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O recente pronunciamento de Índio da Costa sobre o envolvimento de partidos políticos e as FARC, grupo terrorista colombiano, embora não seja nenhuma novidade, tem levantado o debate sobre a legitimidade da guerrilha da Colômbia. Antes de continuar, permita-me esclarecer que não defendo Sendero, nem FARC, nem Fidel Castro. Sou a favor da liberdade de consciência, e me oponho a tudo aquilo que restrinja meu direito de pensar. Lugar de terrorista é na cadeia, e quem se vale da ilegalidade do tráfico de drogas e armas não deveria ser chamado de soldado.

Agora, não pense que eu estou escrevendo isso para fazer uma defesa do Exército Brasileiro ou apenas para demonstrar minha discordância com a guerrilha colombiana ou com os partidos políticos. Eu apenas tomei emprestada essa analogia para exemplificar uma realidade comum ao cristianismo, pois cada dia que passa eu me dou conta que os guerrilheiros estão se apoderando do evangelho, enquanto está cada vez mais raro deparar-se com um verdadeiro soldado.

Mas qual é a diferença entre um soldado e um guerrilheiro? A linha que os divide parece um tanto tênue. Observe que os membros de uma guerrilha quase sempre têm uniformes, coturnos, armas e munição, rádios comunicadores e até se falam com jargões militares. Eles também possuem uma hierarquia, passam por um treinamento severo, tudo muito parecido com um exército “formal”. Apesar disso, não possuem a legitimidade de um verdadeiro exército. Por que razão? Ora, o motivo é simples: Os grupos guerrilheiros lutam por sua própria ideologia, por seus interesses comuns, enquanto soldados lutam pela pátria, estão sob comando da nação e a serviço do seu país. Deu para entender? Vou repetir a idéia: grupos guerrilheiros lutam por sua própria ideologia, por seus interesses comuns, por sua utopia particular, enquanto soldados lutam pela pátria. Captou?

Diante dessa confirmação, eu pergunto a você: Quais os interesses que movem os pastores, missionários e a liderança evangélica de modo geral? Por quem lutam? Seriam eles soldados ou guerrilheiros? Em um conflito de ideologias, qual força prevalece: a claridade das Escrituras ou a força de um estatuto? A palavra de Deus ou as palavras dos homens? O amor à Deus ou o apego à tradição denominacional? Por quem nossos líderes estão lutando?

Ainda lembro com tristeza das muitas vezes que tive que abster-me de gostos e gestos, de interesses e afinidades não porque a bíblia condenava minha conduta, mas porque o mesmo ia contra os famigerados “usos e costumes denominacionais”. Quantas vezes, na minha adolescência e juventude deixei de jogar bola, de freqüentar a piscina do clube, de tomar banho de cachoeira e outras diversões inocentes só para não ir contra as imposições do ministério? Transformaram-me em alguém que eu não era, violentaram a minha individualidade, e eu, simplesmente me deixei levar pela ideologia do grupo, pensando que ao final do treinamento me converteria em um bom soldado. Qual não foi a minha decepção quando descobri que haviam me transformado em um guerrilheiro!

Colegas pastores, ouçam por um momento este jovem que não tem direito sobre vocês, mas que os adverte e exorta com amor de um irmão: Por quem é que nós lutamos? Pelo reino de Deus ou pelos “reinos” dos homens? E se é pela glória de Deus, então alguém me diz, por favor, por que raios os imperativos deste reino não prevalecem nas discussões de Ministério ou nas mesas das Convenções? Porque é que nos recusamos a ensinar certos princípios bíblicos por reverencia a tradições retrógradas que muitas vezes estão em aberta oposição aos princípios do Reino? Será que já não lutamos pelo Reino? Já não defendemos nossa Pátria? Já não somos soldados dAquele Senhor?

Vejo em nossos dias homens e mulheres dispostos a morrer por um ministério, tatuando o rosto do seu apóstolo predileto nas costas, marchando (literalmente marchando!) alienados pelas idéias particulares de coronéis do evangelho, batendo continência para bispos, bispas, apóstolos e patriarcas cuja honra há muito se perdeu, e pergunto se não estamos rodeados por guerrilheiros, os quais andam muito preocupados com “seus evangelhos”, com “suas verdade”, com “seus reinos”, quando deveriam marchar como verdadeiros soldados aos quais somente importam as ordens do verdadeiro General.

Não quero dizer com isso que não se deve obedecer pastores, nem que seja um pecado honrá-los. O mandamento é bíblico, mas não existe nas Escrituras nenhuma razão que nos obrigue a honrar aqueles que negociaram o evangelho, mercadejaram a fé, se corromperam no poder e perderam a honra. Devemos obedecer àqueles que, orientados pela ideologia do Reino, nos guiam na batalha e demonstram fidelidade ao Deus que os comissionou. Quanto à geração de líderes caídos, vendidos e reprovados, valho-me das palavras de Pedro: “É mais importante obedecer a Deus do que aos homens”.

Há tempos venho observando essa guerrilha boba, e há muito já não cedo à suas ideologias e interesses. E como sempre acontece nas ditaduras comunistas, todos aqueles que ousam se opor ao status quo e lutar pela liberdade são taxados de rebeldes, são a “força inimiga”, os “traidores”. Assim, por uma grande ironia, no dia em que decidi lutar pelo meu Senhor aceitando o desafio de ser um autêntico soldado, meu antigo exército me perseguiu, me humilhou, me chamou de rebelde. Quando desejei com toda minha alma ser soldado, a “igreja” “evangélica” me transformou em um guerrilheiro subversivo. Que contradição!

Mas isso já não me importa, pois soldado que é soldado não teme enfrentar um grande exército. Prefiro ir à guerra com 300 valentes que amam à Deus do que lutar ao lado de 32 mil que buscam seus próprios interesses. Nem sempre a verdade está com a maioria, e tratando-se do evangelicismo brasileiro, está cada vez mais provado que a lógica não prevalece.

Mas e você, amigo leitor? Você é Soldado ou Guerrilheiro? De que lado você está?

Relevância do Cristianismo para a Cultura

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O QUE É LEGAL?
Michael McKinley

Mostre-me um homem adulto com barbicha, e eu te mostrarei um jogador de basquete. Mostre-me um homem adulto de barbicha usando sandálias e eu te mostrarei um pastor de jovens.

Quando eu era criança, lembro que o pastor de jovens da minha igreja era totalmente diferente de qualquer outro pastor que eu já tinha visto. Ele citava bandas de rock e ia para a igreja de jeans. Ele era legal de uma forma que os outros adultos no meu convívio não eram. Eu tinha orgulho de chamar meus amigos para a igreja e ver seus estereótipos negativos dos cristãos irem por água abaixo. O grupo de jovens crescia e as crianças ‘de fora’ eram alcançadas. O diferencial do nosso grupo em relação aos outros era que nosso pastor era legal.

Conforme os jovens (e os pastores deles) dos anos 90 se tornaram a igreja e seus pastores nos anos 2000, esse fenômeno aparentemente só cresceu. Agora é uma idéia sem discussão em muitos lugares: a melhor forma de alcançar as pessoas é ser como elas. Para atingir nossa cultura, devemos incorporar o que a cultura define como aceitável e de valor. Devemos ser o mais “legal” possível sem abrir mão do evangelho. Dessa forma, as pessoas vão olhar para nós e não se sentirão rejeitadas. Talvez até queiram ser como nós.

Isso se mostra tanto na vida dos nossos pastores (você rapazes super legais, estou falando sobre vocês e seus óculos de emo) como no louvor da congregação, de onde nós tentamos retirar qualquer coisa que pareça estranho para o visitante que não é da igreja.

De certa forma, eu acho que é bom estarmos relacionados com a cultura ao nosso redor. Mas existem diversas formas que um compromisso em ser legal pode conflitar com o chamado pastoral. Sendo o cara legal do grupo do 9Marks (o que é quase como ser o cara que tem namorada em uma convenção de Jornada nas Estrelas), aqui vão algumas idéias:

1. Estar em contato com a cultura é uma espada de dois gumes.

De alguma forma, todos nós carregamos conosco um conjunto único de interesses, talentos, características e pontos fortes. Esse conjunto pode servir para a proclamação do evangelho, ou atrapalhá-la. Por exemplo, ontem o rapaz da assistência técnica da copiadora passou pela igreja onde sou pastor. Ele é um jovem rapaz que gosta de luta livre. Criamos uma afinidade por conta disso (um dos rapazes de nossa igreja também gosta de artes marciais), e ele se surpreendeu com o fato de que o pastor era tatuado. Compartilhei sobre Cristo com ele, e ele me pediu uma Bíblia. Ponto para a imersão cultural.

Mas há outras formas em que a minha aparência por atrapalhar o evangelismo. Tenho conversado sobre Cristo com um muçulmano que faz sauna no mesmo horário que eu na academia, uma ou duas vezes por semana. Temos certo nível de amizade e quase sempre conversamos sobre questões espirituais. Não tenho a menor dúvida que o fato de haver uma grande raposa tatuada no meu bíceps não o torna mais interessado na minha fé. Um ponto para quem não tem tatuagens. É por causa disso que uso camisa de manga comprida nas manhãs de Domingo. Em um momento, minhas tatuagens me ajudam; em outro, pode dificultar as coisas.

2. Devemos sempre estar alertas contra o orgulho.

Quanto do desejo de um pastor em ser visto como legal ou descolado é motivado por vaidade ou orgulho? Conhecendo a profundidade de nossa depravação, auto-engano e orgulho, devemos sempre nos examinar. O motivo que me leva a me vestir de certa forma ou ouvir determinada música é um bom motivo? Ou alguma parte de mim quer, no mínimo, evitar comparações com Ned Flanders? Devemos estar conscientes que nossa busca pelo legal não deve alimentar a vaidade e o orgulho com os quais devemos lutar diariamente.

De fato, eu temo (e aqui eu falo de algo que vejo em meu próprio coração) que algumas vezes nós somos, nem que seja um pouco, motivados a buscar as pessoas pelo orgulho. Quanto de nosso desejo de sermos legais é um desejo de alcançar pessoas não para a glória do evangelho, mas por nossa própria glorificação? Uma pergunta íntima para qualquer pastor: se o Senhor te chamasse para pastorear 60 crentes chatos até que eles estivessem a salvo, sem qualquer avivamento espetacular ou explosão ministerial, você levaria a sério esse chamado? Ou seria um aparente desperdício de seus dons e de sua vida? Se sim, você está sendo motivado pelo orgulho.

3. Muito do ministério pastoral é extremamente fora de moda.

Nem pense em se tornar um pastor se você quer soar razoável para a maioria das pessoas ou se você quer influenciar um grande grupo de pessoas legais e seus ideais. A proclamação da Cruz é loucura para uma grande parte da comunidade artística hipster. Devemos amar mais o Salvador do que nosso respeito pelos outros.

Além disso, grande parte da atitude que envolve ser muito legal não tem muito a ver com o trabalho de um pastor. Algumas vezes, você deverá ser embaraçosamente empolgado. Você deverá amar as pessoas chatas e extremamente estranhas com um amor real e que não busca rir delas. Você deve chorar com as pessoas quando elas sofrem tragédias inexplicáveis. Muito do que é ser pastor é profundamente “não legal”.

4. Não devemos desprezar nossos irmãos e irmãs de forma alguma.

Há um grande perigo de nos tornarmos tão orgulhosos de nossa liberdade em Cristo para usar roupas pretas que nós começamos a tratar com pouco caso os cristãos estilo Ned Flanders que amam o Senhor e o serviram fielmente por anos. De fato, talvez o Senhor se agrade mais do humilde (mas não tão sofisticado) caminhar deles do que do seu. O fato é, o amor pelos outros cristãos é uma marca do verdadeiro crente (1 João 2.10). Essa marca deve ser ainda mais profunda no pastor. Temos mais em comum com um crente do Myanmar e outro em Duluth (mesmo que você não saiba onde ficam esses lugares, ou até mesmo que eles existam) do que com as pessoas que tentamos alcançar para Cristo.

A grande questão é: nós não podemos escolher quem estará em nosso rebanho, e nem deveríamos tentar. A igreja deveria buscar alcançar “o cara”, diminuindo e desprezando o rapaz comum e sem graça que está lá todo Domingo? Se lermos Efésios com atenção, veremos que a igreja consiste de todo tipo de pessoas: legais e chatos, machos e sensíveis, punks e emos. Sinceramente, baseado na minha experiência, o cara sensível que não se esforça para ser muito legal é provavelmente 10 vezes mais parecido com o perfil bíblico de como um homem deve ser, mesmo que ela não ande de moto e assista esportes violentos na TV. Pastoreie o rebanho, agradeça a Deus pela diversidade do corpo de Cristo e ame as pessoas que não são como você.

5. Com algumas poucas exceções, cristãos que tentam ser legais são péssimos nisso.

Quando estava no ensino médio, um rapaz bem intencionado tentou realizar a performance do que ficou conhecido no Colégio Radnor Junior como o infame “rap de Jesus”. Eram os primeiros dias do sucesso do hip-hop, e o gênero nem tinha se formado totalmente ainda. Bem, esse homem, um rapaz branco e magro, atrasou em uns dez anos o desenvolvimento do hip-hop em cinco excruciantes minutos. Mais tarde descobri que o que ele cantou não havia sido escrito por ele mesmo (graças aos céus), mas mais tarde acabou sendo lançado em disco por outro rapaz.

O ponto é: nem todos os cristãos são bons nisso. Alguns conseguem, mas provavelmente você não consiga. Sério, pergunte a sua esposa. Ela te dirá a verdade. Não tente ser algo que você não é apenas para impressionar os não crentes. É uma má aplicação da teologia e não vai enganar ninguém. É esse tipo de pensamento que produziu a maior parte da música gospel que ouvimos por aí. Por favor, pare. Não, é sério. Agora. Eu insisto.

6. Ser como a cultura pode tornar mais difícil enxergar o evangelho.

Quanto mais entendemos o mundo (e a sua definição do que é atraente e o que é legal), menos devemos nos sentir atraídos por ele. Em uma sociedade que está cada vez mais falida, moralmente e espiritualmente, são as nossas diferenças com a cultura que servem para espalharmos o evangelho. David Wells fala melhor sobre isso do que eu poderia, eu seu livro God in the Wasteland:

No ponto em que chegamos, os evangélicos deveriam estar ansiosos por um avivamento genuíno na igreja, desejando que ela seja novamente um lugar de seriedade onde uma ávida aversão ao padrão desse mundo é cultivada, porque se entende os padrões do mundo, e onde a adoração é separada de tudo que é extravagante, onde a Palavra de Deus é ouvida com atenção, e onde os desolados e desamparados podem achar refúgio.

Oremos para que nossas igrejas recuperem a qualidade de ser avidamente adversa ao padrão desse mundo, mesmo que isso não seja legal.

A conclusão disso tudo é: seja que Deus te fez para ser. Se você é um pouco hipster, que seja. Seja um hipster para a glória de Deus. Se você está indo em outra direção, que bom. Mas Cristo deve ser o centro de tudo aquilo que você busca em seu chamado pastoral. Isso significa sacrificar nosso orgulho e irmos atrás daqueles que não são como nós. Isso significa evangelizar além dos limites de nossos gostos e preferências. E no fim das contas, isso pode nos levar a não sermos legais.

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COMO O CRISTIANISMO PODE SER RELEVANTE PARA A CULTURA ATUAL ? Por Tim Keller
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MATERIAL EXTRA
com vários pontos de vista

O que é a Doutrina da Trindade ?

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Veja Também:
 
A doutrina da Trindade é fundamental para a fé cristã. Ela é crucial para um apropriado entendimento de como Deus é, como Ele se relaciona conosco e como devemos nos relacionar com Ele. Mas ela também levanta muitas questões difíceis. Como Deus pode ser um e três ao mesmo tempo? A Trindade é uma contradição? Se Jesus é Deus, por que os Evangelhos registraram ocasiões nas quais Ele orou a Deus?
Apesar de não podermos entender completamente tudo sobre a Trindade (ou sobre qualquer outra coisa), é possível responder questões como essas e chegar a uma sólida compreensão do que significa ser Deus três em um.

O que significa ser Deus uma Trindade?

A doutrina da Trindade significa que há um Deus que existe eternamente como três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Explicando de outra maneira, Deus é único em essência e triplo em personalidade. Essas definições expressam três verdades cruciais: (1) Pai, Filho e Espírito Santo são pessoas distintas, (2) cada pessoa é totalmente Deus, (3) há somente um Deus.

Pai, Filho e Espírito Santo são pessoas distintas.
A Bíblia fala do Pai como Deus (Fp.1.2), de Jesus como Deus (Tt.2.13) e do Espírito Santo como Deus (At.5.3-4). Seriam essas, então, apenas três diferentes formas de olhar para Deus? Ou ainda, três papéis distintos que Deus desempenha?

A resposta deve ser não, porque a Bíblia também indica que Pai, Filho e Espírito Santo são pessoas distintas. Por exemplo, já que o Pai enviou o Filho ao mundo (Jo.3.16), Ele não pode ser a mesma pessoa que o Filho. Do mesmo modo, depois que o Filho retornou ao Pai (Jo.16.10), o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo ao mundo (Jo.14.26; At.2.33). Portanto, o Espírito Santo deve ser distinto do Pai e do Filho.

No batismo de Jesus, vemos o Pai falando dos céus e o Espírito descendo dos céus na forma de uma pomba, enquanto Jesus saia das águas (Mc.1.10-11). João 1.1 afirma que Jesus é Deus e, ao mesmo tempo, que Ele estava “com Deus”, indicando, assim, que Jesus é uma pessoa distinta de Deus o Pai (cf. Jo.1.18). E em João 16.13-15 vemos que, apesar de haver uma íntima unidade entre todos eles, o Espírito Santo também é distinto do Pai e do Filho.

O fato de Pai, Filho e Espírito Santo serem pessoas distintas significa, em outras palavras, que o Pai não é o Filho, o Filho não é o Espírito Santo e o Espírito Santo não é o Pai. Jesus é Deus, mas Ele não é o Pai nem o Espírito Santo. O Espírito Santo é Deus, mas Ele não é o Filho nem o Pai. Eles são pessoas diferentes, não três diferentes formas de olhar para Deus.

A personalidade de cada membro da Trindade significa que cada pessoa tem um distinto centro de consciência. Assim, elas relacionam-se umas com as outras pessoalmente: o Pai trata a Si mesmo como “Eu”, enquanto Ele trata ao Filho e ao Espírito Santo como “Vós”. Do mesmo modo, o Filho trata a Si mesmo como “Eu”, mas ao Pai e ao Espírito Santo como “Vós”.

Freqüentemente é objetado que “Se Jesus é Deus, então Ele deve ter orado a Si mesmo enquanto esteve na terra”. Mas a resposta a essa objeção encontra-se em simplesmente aplicar o que nós já vimos. Embora Jesus e o Pai sejam Deus, eles são pessoas diferentes. Assim, Jesus orou a Deus o Pai sem orar a Si mesmo. Na verdade, é precisamente o contínuo diálogo entre o Pai e o Filho (Mt.3.17; 17.5; Jo.5.19; 11.41-42; 17.1ss) que fornece a melhor evidência de que eles são pessoas distintas com distintos centros de consciência.

Algumas vezes a personalidade do Pai e do Filho é estimada, mas a personalidade do Espírito Santo é negligenciada, de modo que Ele é tratado mais como uma “força” do que como uma pessoa. Mas o Espírito Santo não é algo, mas Alguém (veja Jo.14.26; 16.7-15; At.8.16). A verdade de que o Espírito Santo é uma pessoa, não uma força impessoal (como a gravidade), também é mostrada pelo fato de que Ele fala (Hb.3.7), raciocina (At.15.28), pensa e compreende (I Co.2.10-11), deseja (I Co.12.11), sente (Ef.4.30) e oferece comunhão pessoal (II Co.13.14). Todas essas são qualidades de uma pessoa. Além desses textos, os outros que mencionamos acima deixam claro que a personalidade do Espírito Santo é distinta da personalidade do Filho e do Pai. Eles são três pessoas reais, não três papéis que Deus desempenha.

Outro erro sério que as pessoas têm cometido é pensar que o Pai se tornou o Filho, que, então, se tornou o Espírito Santo. Contrariamente a isso, as passagens que vimos sugerem que Deus sempre foi e sempre será três pessoas. Nunca houve um tempo em que alguma das pessoas da Divindade não existia. Todas elas são eternas.

Embora os três membros da Trindade sejam distintos, isso não significa que um seja inferior ao outro. Pelo contrário, todos eles são idênticos em atributos, tais como poder, amor, misericórdia, justiça, santidade, conhecimento e em todas as demais qualidades divinas.

Cada pessoa é totalmente Deus.
Se Deus é três pessoas, isso significa que cada pessoa é “um terço” de Deus? A Trindade significa que Deus é dividido em três partes?

Não, a Trindade não divide Deus em três partes. A Bíblia deixa claro que cada uma das três pessoas é cem por cento Deus. Pai, Filho e Espírito Santo são totalmente Deus. Por exemplo, é dito de Cristo que “nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Cl.2.9). Não devemos pensar em Deus como uma torta cortada em três pedaços, cada um deles representando uma pessoa. Isso faria cada pessoa ser menos do que totalmente Deus e, assim, não ser realmente Deus. Antes, “o ser de cada pessoa é igual ao ser integral de Deus”[1]. A essência divina não é algo dividido entre as três pessoas, mas está totalmente em todas as três pessoas sem estar dividida em “partes”.

Assim, o Filho não é um terço do ser de Deus, Ele é todo o ser de Deus. O Pai não é um terço do ser de Deus, Ele é todo o ser de Deus. E, da mesma forma, o Espírito Santo. Assim, como Wayne Grudem escreve: “Quando falamos conjuntamente do Pai, do Filho e do Espírito Santo, não estamos falando de um ser maior do que quando falamos somente do Pai, ou somente do Filho, ou somente do Espírito Santo”[2].

Há somente um Deus.
Se cada pessoa da Trindade é distinta e, ainda assim, totalmente Deus, então, devemos concluir que há mais do que um Deus? Obviamente não, pois a Escritura deixa claro que há apenas um Deus: “Pois não há outro Deus, senão eu, Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Is.45.21-22; veja também 44.6-8; Ex.15.11; Dt.4.35; 6.4-5; 32.39; I Sm.2.2; I Rs.8.60).

Tendo visto que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são pessoas distintas, que cada um deles é totalmente Deus e que não há senão um só Deus, devemos concluir que todas as três pessoas são o mesmo Deus. Em outras palavras, há um Deus que existe como três pessoas distintas.

Se há uma passagem que mais claramente traz tudo isso em conjunto, ela é Mateus 28.19: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Primeiro, note que Pai, Filho e Espírito Santo são distinguidos como pessoas distintas. Nós batizamos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Segundo, note que cada pessoa deve ser divina porque todas elas são colocadas no mesmo nível. Na verdade, você acha que Jesus nos batizaria no nome de uma mera criatura? Certamente que não. Portanto, cada uma das pessoas em cujo nome devemos ser batizados é, necessariamente, divina. Terceiro, note que, apesar de que as três pessoas divinas são distintas, nós somos batizados em seu nome (singular), não em seus nomes (plural). As três pessoas são distintas, mas constituem um único nome. Só pode ser assim se elas compartilharem uma mesma essência.

Notas:
1. Wayne Grudem, Teologia Sistemática (Edições Vida Nova, 1999), p.189.
2. Ibid, p.187

A doutrina da Trindade é fundamental para a fé cristã. Ela é crucial para um apropriado entendimento de como Deus é, como Ele se relaciona conosco e como devemos nos relacionar com Ele. Mas ela também levanta muitas questões difíceis. Como Deus pode ser um e três ao mesmo tempo? A Trindade é uma contradição? Se Jesus é Deus, por que os Evangelhos registraram ocasiões nas quais Ele orou a Deus?
Apesar de não podermos entender completamente tudo sobre a Trindade (ou sobre qualquer outra coisa), é possível responder questões como essas e chegar a uma sólida compreensão do que significa ser Deus três em um.

A Trindade é contraditória?

Essa pergunta leva-nos a investigar mais de perto uma definição muito útil da Trindade que eu mencionei anteriormente: Deus é único em essência, mas triplo em personalidade. Essa formulação pode nos mostrar por que não há três deuses e por que a Trindade não é uma contradição.

Para que alguma coisa seja contraditória, ela deve violar a lei da não-contradição. Esta lei afirma que A não pode ser A (é) e não-A (não é) ao mesmo tempo e no mesmo sentido. Em outras palavras, você se contradiz quando afirma e nega a mesma sentença. Por exemplo, se eu digo que a Lua é feita inteiramente de queijo, mas, então, também digo que a Lua não é feita inteiramente de queijo, estou me contradizendo.

Algumas afirmações podem parecer contraditórias à princípio, mas não o são realmente. O teólogo R.C. Sproul cita como exemplo uma famosa afirmação de Dickens: “Esse foi o melhor dos tempos, esse foi o pior dos tempos”. Obviamente isso é uma contradição se Dickens está dizendo que esse foi o melhor dos tempos no mesmo sentido em que esse foi o pior dos tempos. Porém, essa afirmação não é contraditória, porque ele está dizendo que em um sentido esse foi o melhor dos tempos, mas em outro sentido esse foi o pior dos tempos.

Levando esse conceito à Trindade, não é uma contradição para Deus ser tanto três quanto um porque Ele não é três e um no mesmo sentido. Ele é três num sentido diferente do qual Ele é um. Assim, não estamos falando com uma linguagem dobre. Não estamos dizendo que Deus é um e, então, negando que Ele é um ao dizer que Ele é três. Isto é muito importante: Deus é um e três ao mesmo tempo, mas não no mesmo sentido.

Como Deus é um? Ele é um em essência. Como Deus é três? Ele é três em personalidade. Essência e personalidade não são a mesma coisa. Deus é um em certo sentido (essência) e três em um sentido diferente (personalidade). Já que Deus é um em um sentido diferente do qual Ele é três, a Trindade não é uma contradição. Só haveria contradição se disséssemos que Deus é três no mesmo sentido em que Ele é um.

Então, uma olhada mais de perto para o fato de que Deus é único em essência, mas triplo em personalidade, foi útil para mostrar por que a Trindade não é uma contradição. Mas como isso nos mostra que há apenas um Deus e não três? Muito simples: Todas as três pessoas são um Deus porque, como vimos acima, todas elas são a mesma essência. Essência significa a mesma coisa que “ser”. Assim, já que Deus é uma única essência, Ele é um único ser, não três. Isso torna mais claro por que é tão importante entender que todas as três pessoas são a mesma essência. Pois se nós negamos isso, estamos negando a unidade de Deus e afirmando que há mais do que um ser de Deus (ou seja, há mais do que um Deus).

O que vimos até agora provê um entendimento básico da Trindade. Mas é possível aprofundar-nos mais. Se pudermos entender mais precisamente o significado de essência e personalidade, como esses dois termos diferem e como se relacionam, teremos um mais completo entendimento da Trindade.

Essência e Personalidade

Essência.
O que essência significa? Como eu disse anteriormente, significa o mesmo que ser. A essência de Deus é o Seu ser. Para ser mais preciso, essência é aquilo que você é. Sob o risco de soar muito físico, essência pode ser entendida como o “material” do qual você “consiste”. Certamente estamos falando por analogia aqui, pois não podemos entender essência de uma forma física em relação a Deus. “Deus é espírito” (Jo.4.24). Além disso, claramente não devemos pensar em Deus “consistindo” de outra coisa além da divindade. A “substância” de Deus é Deus, não um monte de “ingredientes” que misturados produzem a divindade.

Personalidade.
Em relação à Trindade, nós usamos o termo “pessoa” diferentemente do que usamos no dia-a-dia. Portanto, geralmente é difícil ter uma definição concreta de pessoa quando usamos esse termo em relação à Trindade. Por “pessoa” não queremos dizer um “indivíduo independente”, assim como eu e outro ser humano somos independentes e existimos separados um do outro. Por “pessoa” queremos dizer alguém que se trata como “eu” e aos outros como “vós”. Então, o Pai, por exemplo, é uma pessoa diferente do Filho porque Ele trata ao Filho como “Tu”, apesar de Se tratar como “Eu”. Assim, em relação à Trindade, podemos dizer que “pessoa” significa um sujeito distinto que Se trata como “Eu” e aos outros dois como “Vós”. Esses sujeitos distintos não são uma divisão no ser de Deus, mas “uma forma de existência pessoal que não é uma diferença no ser”[3].

Como elas se relacionam?
O relacionamento entre essência e personalidade, então, é como segue. Na unidade de Deus, o ser indiviso é um “desdobramento” em três distinções pessoais. Essas distinções pessoais são modos de existência no ser divino, mas não são divisões do ser divino. Elas são formas pessoais de existência e não uma diferença no ser. O antigo teólogo Herman Bavinck declarou algo muito útil sobre isso: “As pessoas são modos de existência no ser; conseqüentemente, as pessoas diferem entre si como um modo de existência difere de outro, e – usando uma ilustração comum – como a palma aberta difere do punho fechado”[4]. Já que cada uma dessas “formas de existência” são relacionais (e assim são pessoas), cada uma delas é um distinto centro de consciência, cada um deles Se tratando como “Eu” e aos outros como “Vós”. Porém, todas essas três pessoas “consistem” da mesma “matéria” (ou seja, o mesmo “o que”, ou essência). Como o teólogo e apologista Norman Geisler explicou, enquanto essência é “o que” você é, pessoa é “quem” você é. Então, Deus é um “o que”, mas três “quem”.

Assim, a essência divina não é algo que existe “acima” ou “separada” das três pessoas, mas a essência divina é o ser das três pessoas. Não devemos pensar nas pessoas como seres definidos por atributos acrescentados ao ser de Deus. Wayne Grudem explica:

“Mas se cada pessoa é plenamente Deus e tem todo o ser divino, então tampouco devemos pensar que as distinções pessoais são alguma espécie de atributos acrescentados ao ser divino… Em vez disso, cada pessoa da Trindade tem todos os atributos de Deus, e nenhuma das pessoas tem algum atributo que não seja também possuído pelas outras. Por outro lado, precisamos dizer que as pessoas são reais, que não são apenas modos diferentes de enxergar o ser único de Deus… a única maneira de fazê-lo é dizer que a distinção entre as pessoas não é uma diferença no “ser”, mas sim uma diferença de “relações”. Trata-se de algo bem distante da nossa experiência humana, na qual cada “pessoa” distinta é também um ser distinto. De algum modo o ser divino é tão maior que o nosso que dentro do seu ser único e indiviso pode haver um desdobramento em relações interpessoais, de forma tal que existam três pessoas distintas”.[5]

Ilustrações Trinitárias?

Há muitas ilustrações que têm sido oferecidas para nos ajudar a entender a Trindade. Embora existam algumas ilustrações úteis, devemos reconhecer que nenhuma ilustração é perfeita. Infelizmente, há muitas ilustrações que não são apenas imperfeitas, mas erradas. Uma ilustração com a qual devemos tomar cuidado diz: “Eu sou uma pessoa, mas também sou um estudante, um filho e um irmão. Isso explica como Deus pode ser tanto um quanto três”. O problema com essa ilustração é que ela reflete uma heresia chamada modalismo. Deus não é uma pessoa que desempenha três diferentes papéis, como essa ilustração sugere. Ele é um Ser em três pessoas (centros de consciência), não simplesmente três papéis. Essa analogia ignora as distinções pessoais em Deus e as transforma em meros papéis.

Resumo

Vamos revisar rapidamente o que vimos.

1. A Trindade não é uma crença em três deuses. Há um único Deus e nós nunca devemos desviar-nos disso.

2. Esse único Deus existe como três pessoas.

3. As três pessoas não são partes de Deus, mas cada uma delas é total e igualmente Deus. No ser único e indiviso de Deus há um desdobramento em três relações interpessoais, de forma tal que existam três pessoas. As distinções na Divindade não são distinções de Sua essência, nem são acréscimos à Sua essência, mas são o desdobramento da unidade de Deus, do ser indiviso, em três relacionamentos interpessoais, de modo que há três pessoas reais.

4. Deus não é uma pessoa que assume três papéis consecutivos. Essa é a heresia do modalismo. O Pai não se tornou o Filho e, então, o Espírito Santo. Pelo contrário, sempre houve e sempre haverá três pessoas distintas na Divindade.

5. A Trindade não é uma contradição porque Deus não é três no mesmo sentido em que Ele é um. Deus é um em essência e três em personalidade.

Aplicação

A Trindade é extremamente importante porque Deus é importante. Conhecer mais completamente a Deus é uma forma de honrá-Lo. Além disso, devemos admitir o fato de que Deus é triuno para aprofundar nossa adoração. Nós existimos para adorar a Deus. E Deus busca pessoas que O adorem “em espírito e em verdade” (Jo.4.24). Portanto, devemos sempre empenhar-nos em aprofundar nossa adoração a Deus, tanto em verdade quanto em nosso coração.

A Trindade tem uma aplicação muito importante na oração. O padrão geral de oração na Bíblia é orar ao Pai através do Filho e no Espírito Santo (Ef.2.18). Nossa comunhão com Deus deve ser reforçada por um conhecimento consciente de que estamos nos relacionando com um Deus tri-pessoal.

A conscientização dos papéis distintos que cada pessoa da Trindade tem em nossa salvação pode servir especialmente para nos dar grande conforto e apreciação por Deus em nossas orações, assim como nos ajudar a ser específicos ao dirigi-las a Deus. Porém, apesar de reconhecer os papéis distintos de cada pessoa, nunca devemos pensar nesses papéis de forma tão separada que as outras pessoas não estejam envolvidas. Pelo contrário, em tudo que uma pessoa está envolvida, as outras duas também estão envolvidas, de uma forma ou de outra.

Notas

3. Wayne Grudem, Teologia Sistemática (Edições Vida Nova, 1999), p.189. Apesar de eu crer que essa é uma definição útil, deve ser reconhecido que o próprio Grudem está oferecendo-a mais como uma explanação do que como uma definição de pessoa.
4. Herman Bavinck, The Doctrine of God, (Great Britain: The Banner of Truth Trust, 1991 edition), p. 303.
5. Grudem, p.187-188.

Recursos adicionais

Agostinho, A Trindade
Herman Bavinck, The Doctrine of God, p. 255-334
Edward Bickersteth, The Trinity
Wayne Grudem, Teologia Sistemática, capítulo 14
Donald Macleod, Shared Life: The Trinity and the Fellowship of God’s People
R.C. Sproul, O Mistério do Espírito Santo
R.C. Sproul , Verdades Essenciais da Fé Cristã
J.I. Packer, O Conhecimento de Deus
John Piper, The Pleasures of God, chapter 1
James White, The Forgotten Trinity

 

Por John Piper. © Desiring God. Website:desiringGod.org
Original:
What is the doctrine of the Trinity?
Tradução e Revisão:
 André Aloísio e Davi Luan do blog Teologia e VidaPermissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações acima e o link deste blog, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Blog: Voltemos ao Evangelho.

O “Verdadeiro” APOSTOLADO !

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O “Título” APÓSTOLO

Começa hoje uma micro-série aqui no blog sobre o verdadeiro apostolado. Além das denúncias que tenho feito no blog, acho importante que seja dado também o ensino sobre este tema. Minha base é a Teologia Sistemática de Wayne Grudem.

Quando sabemos o emprego da palavra apóstolo no Novo Testamento, fica simples respondermos a pergunta: existem apóstolos hoje?

A palavra apóstolo pode ser usada em um sentido amplo ou restrito. Em sentido amplo, ela significa “mensageiro” ou “missionário pioneiro”. Mas em sentido restrito, que é o mais comum no Novo Testamento, refere-se a um ofício específico, “apóstolo de Jesus Cristo”. Esses apóstolos tinham autoridade única para fundar e liderar a igreja primitiva e podiam falar e escrever a palavra de Deus. Muitas de suas palavras escritas tornaram-se as Escrituras do Novo Testamento.
Para se qualificar como apóstolo era preciso: (1) ter visto com os próprios olhos o Cristo ressurreto e (2) ter sido designado apóstolo pelo próprio Cristo. Houve um número limitado de apóstolos, talvez quinze ou dezesseis, ou alguns mais – o Novo Testamento não é explícito sobre o número. [...] Parece que nenhum apóstolo foi designado depois de Paulo e, certamente, já que ninguém hoje pode preencher o requisito de ter visto o Cristo ressurreto com os próprios olhos, não há apóstolos hoje. [...]
Embora alguns hoje usem a palavra apóstolo para referir-se a fundadores de igrejas e evangelistas, isso não parece apropriado e proveitoso, porque simplesmente confunde quem lê o Novo Testamento e vê a grande autoridade ali atribuída ao ofício de “apóstolo”. [...] Se alguns, nos tempos modernos, querem atribuir a si o título de “apóstolo”, logo levantam a suspeita de que são motivados por um orgulho impróprio e por desejos de auto-exaltação, além de excessiva ambição e desejo de ter na igreja mais autoridade do que qualquer outra pessoa deve corretamente ter.

Wayne Grudem, Teologia Sistemática (p. 764).
  

A questão dos MILAGRES

Segundo artigo da micro-série O verdadeiro apostolado. Novamente, Grudem nos dá uma posição bíblica sobre a questão dos milagres no apostolado.

No contexto mais amplo do Novo Testamento, fica claro que outros além dos apóstolos realizavam milagres, como Estevão (At 6,8), Filipe (At 8,6-7), cristãos das várias igrejas da Galácia (Gl 3,5) e pessoas agraciadas com dons de “milagres” no corpo de Cristo em geral (1Co 12,10;28). Os milagres, como tais, não podem ser considerados sinais exclusivamente dos apóstolos. Na verdade, os “operadores de milagres” e os agraciados com os “dons de cura” são de fato distinguidos dos “apóstolos” em 1Coríntios 12,28: “A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar…” [...]
O argumento de que muitos outros cristãos do Novo Testamento operavam milagres é às vezes rebatido pela alegação de que somente os apóstolos e os que eram muito ligados a eles, ou aqueles em quem os apóstolos impunham as mãos, é que operavam milagres. Contudo, isso na verdade prova bem pouca coisa, pois a história da igreja do Novo Testamento é a história daquilo que se fez por meio dos apóstolos e das pessoas intimamente ligadas a eles. Pode-se formular argumento semelhante sobre a evangelização e sobre a fundação de igrejas: “No Novo Testamento, as igrejas só eram fundadas pelos apóstolos ou por pessoas muito ligadas a eles; portanto, não devemos fundar igrejas hoje”.

Wayne Grudem, Teologia Sistemática (p. 294).
 

Os SINAIS

Esta é a última parte da micro-série sobre O verdadeiro apostolado. Para fixar bem a mensagem, este artigo tem algumas declarações dos auto-entitulados apóstolos brasileiros, demonstrando a gritante distância entre estes senhores e os verdadeiros apóstolos.
Grudem (Teologia Sistemática, p. 293) utiliza 2Co 12,12 para lembrar os sinais de um apóstolo:

Não precisamos adivinhar quais são esses sinais, pois noutra passagem de 2 Coríntios Paulo nos diz que o distinguia como verdadeiro apóstolo:

  1. poder espiritual no conflito contra o mal
  2. zeloso cuidado pelo bem-estar das igrejas
  3. verdadeiro conhecimento de Jesus e dos desígnios do seu evangelho
  4. auto-sustento (desprendimento)
  5. não tirar vantagem das igrejas; não atingir as pessoas fisicamente
  6. sofrimentos e dificuldades suportadas por Cristo
  7. ser arrebatado ao céu
  8. contentamento e fé para suportar o espinho na carne
  9. extrair força da fraqueza

[...]
Importa notar que nessa lista Paulo não arrola milagres para provar a legitimidade do seu apostolado. De fato, a maior parte das coisas que ele menciona não o distinguiria de outros cristãos verdadeiros. Mas essas coisas realmente o distinguem dos servos de Satanás, os falsos apóstolos que não são em absoluto cristãos: suas vidas não são marcadas pela humildade, mas pelo orgulho; não pelo desprendimento, mas pelo egoísmo; não pela generosidade, mas pela ganância; não por buscar o benefício dos outros, mas por tirar sua força natural; não por suportar o sofrimento e as dificuldades, mas por buscar o próprio conforto e bem-estar.

Os sinais dos apóstolos brasileiros…
não pela humildade, mas pelo orgulho
Na convenção internacional da qual faz parte, ele [Miguel Ângelo] tem a incumbência de ser o apóstolo para as igrejas de língua portuguesa. “Sou a voz de Deus em português para o mundo. Tenho coberto com o manto apostólico diversos ministérios pastorais na África e em outros continentes”, afirma, esbanjando convicção.
Revista Enfoque sobre os apóstolos brasileiros (2006).

não pelo desprendimento, mas pelo egoísmo
Subiu ainda mais o tom quando o assunto foi o tema “Pai Espiritual”. Estevam expressou seu enorme descontentamento com as discussões internas diante da adoção / orientação acerca desta nova forma dos membros se dirigirem a sua ilustre pessoa.[...] e encerrou a questão: “… eu tenho direito, em vocês, para ser chamado de pai, pois a Palavra foi ministrada a vocês por mim, o apóstolo…”.
Reportagem do Genizah sobre Estevam Hernandes (2010).

não pela generosidade, mas pela ganância
Apesar do perfil pobre do público, os pregadores não hesitam em estabelecer valores altos para as contribuições. Valdemiro já pediu até 30% da renda do fiel, o que foi batizado de “trízimo” : “Você vai dizer para Deus o seguinte: ‘Senhor, 70% de tudo o que o Senhor me der neste mês é meu. E 30% são da sua obra’”, disse. Depois, associou o “30” à “Santíssima Trindade”.
Revista Época em reportagem sobre a IMPD (2010).

não por buscar o benefício dos outros, mas por tirar sua força natural
“Herodes questionou a identidade de Jesus e foi comido por bichos. João Batista questionou a identidade de seu líder Jesus e por isso perdeu a cabeça. Todo aquele que duvida da identidade do líder perde a legitimidade e o legado da liderança de Jesus”, disse o Apóstolo. [...]
“Então não questione o EU SOU na sua vida, não questione a identidade do seu líder , e não questione a sua identidade de nova criatura em Cristo”, finalizou o Ap. Renê Terra Nova.
Rene Terra Nova em seu blog (2009)

não por suportar o sofrimento e as dificuldades, mas por buscar o próprio conforto e bem-estar
“Eles costumavam gastar mensalmente entre R$ 500 mil e R$ 600 mil só com despesas pessoais”, diz o promotor Marcelo Mendroni. Eram freqüentadores de restaurantes como Fogo de Chão e Rubaiyat e clientes de lojas de grife como a Ermenegildo Zegna, do Shopping Iguatemi, e a megabutique Daslu.
Revista Época sobre os Hernandes (2007). 
 
Blog: Nani e Teologia.

E o Dízimo ?

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Deus exige nossos dízimos, hoje em dia?

Não há dúvida que Deus exigiu o dízimo na Bíblia. Mas, para entender sua vontade para os dias de hoje, precisamos examinar as passagens que discutem o dízimo. Pesquisemos brevemente o ensinamento bíblico sobre este assunto.

O dízimo antes da lei de Moisés

Antes que Deus revelasse uma lei escrita a Moisés, para governar os descendentes de Israel, encontramos duas ocasiões quando homens deram ou prometeram dízimos a Deus. Depois do resgate de pessoas e de bens que tinham sido tomados de Sodoma numa guerra, Abraão deu um dízimo a Melquisedeque, o sacerdote de Deus (Gênesis 14:18-20). Mais tarde, Jacó (o neto de Abraão) prometeu devolver a Deus 10% de sua prosperidade (Gênesis 28:22).

Estes dízimos parecem ter sido voluntários. Não há registro de qualquer mandamento de Deus a respeito do dízimo antes do tempo de Moisés. Certamente, o dízimo de Abraão não é mais um padrão para hoje na mesma forma que o exemplo de Noé não exige que nós construirmos uma arca hoje em dia. Pela mesma razão que pregadores hoje em dia não têm o direito de exigir que você construa um grande barco, eles não têm base para usar os exemplos de doações de dízimo do livro de Gênesis para exigir que você dê 10% de sua renda a uma igreja.

O dízimo na lei de Moisés

É indiscutivelmente claro que Deus ordenou o dízimo na lei que ele deu através de Moisés.

Muitas passagens mostram essa exigência (por exemplo, Levítico 27:30-33; Números 18:21-32; Deuteronômio 12:1-19; 26:12-15). O dízimo era uma característica da relação especial entre Deus e o povo escolhido de Israel (Deuteronômio 14:22-29). Nenhum estudante da Bíblia pode negar a necessidade do dízimo, sob a lei de Moisés.

Sempre que as pessoas se referem à lei de Moisés, é importante lembrar que Deus deu essa lei aos israelitas, descendentes de Abraão especialmente escolhidos. A manutenção dessa lei era necessária para mostrar que eles eram um povo separado, escolhido (Êxodo 19:1-6; Deuteronômio 26:16- 19). Estes mandamentos a respeito do dízimo foram parte “da lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel” (Neemias 8:1).

Malaquias viveu no mesmo tempo que Neemias. Ele era um judeu que pregava aos judeus (Malaquias 1:1). Ele viveu sob a lei de Moisés e encorajou outros israelitas a serem obedientes a essa lei (Malaquias 2:4-8, 10; 4:4). Ele usou pensamentos dessa lei para prever as responsabilidades e bênçãos espirituais, ainda por vir, através de um descendente de Abraão, mas não impôs sobre todas as pessoas de todos os tempos a obrigação de dar o dízimo. Qualquer esforço para voltar à lei de Moisés, hoje em dia, é um esforço para reconstruir o muro de separação que Jesus morreu para destruir (Efésios 2:11-16).

Certamente, os verdadeiros seguidores de Jesus não quererão anular seu sacrifício só para acumular dinheiro no tesouro de uma igreja!

O dízimo no Novo Testamento

Todas as pessoas agora vivem sob a autoridade de Cristo, como foi revelada no Novo Testamento (Mateus 28:18-20; João 12:48; Atos 17:30- 31). Sua vontade entrou em vigor depois de sua morte (Hebreus 9:16-28). Estes fatos nos ajudarão a entender as passagens do Novo Testamento, a respeito do dízimo.

Durante sua vida, Jesus reconheceu a autoridade da lei de Moisés. Ele era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4:4) e com a missão de cumprir essa lei (Mateus 5:17-18). Jesus criticou os judeus hipócritas, que negligenciavam outros mandamentos divinos, enquanto zelosamente aplicavam a lei do dízimo (Mateus 23:23; Lucas 11:42; 18:9-14). Jesus não ensinou que a lei do dízimo seria uma parte de sua nova aliança, que entraria em vigor após sua morte.

O livro de Hebreus fala do dízimo, para mostrar a superioridade do sacerdócio de Jesus, quando comparado com o sacerdócio levítico da Velha Lei (Hebreus 7:1-10). Esta passagem não está ordenando o dízimo para hoje em dia. De fato, o mesmo capítulo afirma claramente que Jesus mudou ou revogou a lei de Moisés (Hebreus 7:11-19). O dízimo não é ordenado na lei de Cristo, que é o Novo Testamento.

Que lei se aplica hoje?

Não vivemos sob a lei de Moisés, hoje em dia. Jesus aboliu essa lei por sua morte (Efésios 2:14-15). Estamos mortos para essa lei para que possamos estar vivos para Cristo (Romanos 7:4-7). A lei gravada nas pedras, no Monte Sinai, extinguiu-se e a nova aliança permanece (2 Coríntios 3:6-11). A lei funcionou como um tutor para trazer o povo a Cristo, mas não estamos mais sob esse tutor (Gálatas 3:22-25). Aqueles que desejam estar sob a lei estão abandonando a liberdade em Cristo e retornando à escravidão (Gálatas 4:21-31). As pessoas que voltam a essa lei estão decaindo da graça e se separando de Cristo (Gálatas 5:1-6). Não temos o direito de retornar a essa lei, para obrigar que guardem o sábado, a circuncisão, os sacrifícios de animais, as regras especiais sobre roupas, a pena de morte para os filhos rebeldes, o dízimo e qualquer outro mandamento da lei de Moisés.

Vivemos sob a autoridade de Cristo e temos que encontrar a autoridade religiosa na nova aliança que ele nos deu através de sua morte. Ele é o mediador desta nova aliança (Hebreus 9:15). Seremos julgados por suas palavras (João 12:48-50). Desde que Jesus tem toda a autoridade, temos a responsabilidade de obedecer tudo o que ele ordena (Mateus 28:18-20).

O que o Novo Testamento diz a respeito das dádivas?

Jesus, através de Paulo, ensina que as igrejas devem fazer coletas nas quais os cristãos darão de acordo com sua prosperidade (1 Coríntios 16:1- 2). Temos que dar com amor, generosidade e alegria, conforme tencionamos em nossos corações (2 Coríntios 8:1-12; 9:1-9). Portanto, podemos dar mais do que 10% ou menos do que 10%. Temos que usar nossos recursos financeiros, e todos os outros recursos, no serviço de Deus. Não somos mandados por Deus para darmos uma porcentagem especial.

E a respeito das bênçãos?

Malaquias pregou a uma nação carnal que estava sofrendo as conseqüências carnais do pecado. Ele prometeu bênçãos materiais de Deus para aqueles que se arrependessem de sua desobediência. Não encontramos esta importância material no Novo Testamento. Deus garante aos fiéis que eles não precisam se preocupar com as necessidades da vida (Mateus 6:25-33).

Mas o Novo Testamento não promete luxo, conforto e riquezas. Jesus sofreu nesta vida, e assim seus seguidores sofrerão (Marcos 10:29-30; Lucas 9:57-62). A preocupação com a prosperidade material nos distrai da meta celestial e nos arrasta à idolatria da cobiça (Colossenses 3:1-5). Tais motivos não têm nenhum lugar entre os cidadãos do reino de Deus.

Destorcendo Malaquias 3:10

Aqueles que citam Malaquias 3:10 para exigir o dízimo, e prometem prosperidade material, estão distorcendo a palavra de Deus. Eles estão enchendo os tesouros das igrejas ao desviarem a atenção de seus seguidores das coisas espirituais para darem atenção às posses materiais. Pedro advertiu sobre tais mestres: “Também, movidos pela avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2 Pedro 2:3).

Mirando a meta celestial

 

Deus oferece uma coisa muito melhor aos seus seguidores: um prêmio eterno no céu. Paulo nos desafia a mirar essa meta: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas cousas lá do alto, mas não nas que são da terra” (Colossenses 3:1-2).

 Por Dennis Allan.

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Batismo ”divertido” ?!

Teologia da Prosperidade. “Ser ou Não Ser” ?!

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Desde que comecei a minha militância cristã, tenho tido muitos choques com alguns adeptos da teologia da prosperidade. Com a promessa de riquezas, carros mansões e de uma saúde de ferro, os pastores adeptos desse movimento iludem os “fiéis” manipulando-os ao seu bel prazer.

É muito interessante notar que nos círculos da heresia da prosperidade, a benção do crente sempre está relacionada a algum tipo de sacrifício financeiro: o famoso “toma lá, dá cá”. Deus, nesse sistema teológico mercantil, é uma espécie de banco de crédito: Você dá o dinheiro pra ele, para depois receber o investimento de volta com juros e correção.

Muitos adeptos dessa teologia são telepastores e tele-evangelistas que vivem pedindo dinheiro para manter um programa no ar. O programa deles está sempre fechando as portas por falta de patrocínio, mas a verdade é que esses programas levam anos no ar e nunca fecham. Seria um milagre? Sim, talvez o milagre da multiplicação de marionetes, de novos parceiros-fiéis, socios-contribuintes do Show (da exploração) da Fé.

Acho que o que esses telepastores precisam, além de um bom óleo de peroba para passar na cara, é de uma aula de cristianismo bíblico. Se esses homens lessem a Bíblia, saberiam que Jesus nasceu num estábulo emprestado, proferiu suas pregações num barco emprestado, montou num jumento emprestado, recolheu o que sobrou dos pães e peixes num cesto emprestado e foi sepultado em um túmulo emprestado. Só a cruz era dele.

Pedro e João, quando subiam ao templo para orar foram interpelados por um mendigo coxo que pedia esmolas. Pedro disse àquele coxo: “não tenho ouro nem prata”. Creio que naquele dia o mendigo era mais próspero financeiramente do que Pedro, pois é possível que ele estivesse esmolando ali há algum tempo (o que lhe teria rendido algumas moedas). Contudo, Pedro e João tinham algo que aquele mendigo coxo não possuia: “Mas o que tenho, isso te dou…”

Cada vez que leio a narrativa de Atos dos Apóstolos, fico ainda mais revoltado com o que os modernos pastores estão fazendo com o cristianismo. Nos tempos do cristianismo primitivo, ser pastor significava tornar-se alvo. Eles eram os primeiros a morrer em tempos de crise e perseguição. Hoje é diferente: ser pastor significa ter status. E os crentes? Estes eram humilhados, aprisionados e açoitados, lançados às feras; outros eram queimados vivos na ponta de uma estaca para iluminar os jardins do imperador. Vejo isso e me pergunto onde está a prosperidade desses homens? Onde está a promessa de riqueza na vida deles? Será que eles não eram crentes? Sim, o eram. E em maior proporção que muitos de nós, que em meio à comodidade e ao luxo nos esquecemos de incluir Deus na nossa agenda diária.

E não é só na igreja primitiva que encontramos esses exemplos não: e o que dizer dos crentes de aldeias paupérrimas da África, que padecem das coisas mais necessárias e comuns? Crentes que fazem uma só refeição por dia e ainda agradecem a Deus pelo pouco que têm. Será que eles são amaldiçoados? Será que a promessa de prosperidade não se estende a eles? Quanta hipocrisia!

Quando ouço falar de pastores presidentes que ganham 100 salários mínimos e de telepastores cuja renda mensal ultrapassa a cifra dos milhoes de reais, ou ainda de salafrários que constroem mansões de mármore importado em Campos do Jordão, meu coração entristece ao ver o quanto nos distanciamos daquele cristianismo bíblico, saudável, puro e simples, que não promete riquezas na terra, mas garante um tesouro no céu.

Definitivamente, não posso compactuar com essa corja de ladrões, vendilhões do templo e comerciantes da fé. Não posso concordar com essa doutrina diabólica e anticristã que transforma o evangelho em uma empresa religiosa, em uma sociedade onde o distintivo do crente não é o amor, mas a folha de pagamento do “fiel”. Não consigo deixar de odiar esse sistema porco, imundo, onde o nome de Jesus é usado para ludibriar os ingênuos. Também não posso deixar de desmascarar esses falsos mestres, discípulos de Balaão, que por causa da paixão pelo vil metal vão além dos limites bíblicos e profetizam o que Deus não mandou. Minha alma é protestante, e por isso não posso calar. Sei também que há exceções, e que há muitos pastores que são sérios e não mercadejam a fé, mas acaso não são as exceções a confirmação de uma regra?

Púlpito Cristão

Leonardo Gonçalves

NEO – Pentecostal (Absurdos) !

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Ser um líder neopentecostal não é para qualquer um. Sempre às voltas com escândalos, denúncias na mídia, pressão por resultados, evasão ou falta de colaboração dos membros, etc, etc, o apóstolo/bispo/pastor tem que fazer a Bíblia trabalhar a seu favor.
Pode parecer impossível se livrar de tanta imagem negativa, mas com um versículo aqui e outro ali é possível amarrar a descrença alheia. Com o auxílio da pouca leitura bíblica pelos brasileiros, muitas lágrimas para as câmeras e discursos inflamados nos púlpitos fica ainda mais fácil determinar a vitória final.
Não está acreditando? Repreenda agora mesmo este espírito de dúvida com os episódios abaixo:

Problema: sede fechada pela prefeitura (também serve para desabamentos)

Versículo-solução: A glória desta última casa será maior do que a da primeira (Ag 2,9 – versão Almeida Revista e Atualizada).
Para a maioria da população, este é um caso mais complicado do que erro doutrinário. Problemas estruturais com templos são visíveis e óbvios para qualquer ser humano, independente de sua religião. Sendo assim, não adianta insistir muito tempo no argumento da perseguição – afinal, se todo mundo tem que ter alvará, por que a igreja não foi atrás de um? Uma liderança com foco prefere falar logo do futuro, ou seja, do novo templo.

 

  Imagem a partir de vídeo do Youtube

 
O culto estava para começar, pessoas de todos os lugares com olhares atentos á espera de um milagre, o apóstolo Valdemiro Santiago, sobe ao altar com a igreja lotada. O suposto motivo de a igreja estar cheia, segundo o líder da IMPD:  “A glória da segunda casa será maior que a primeira”
 
Apóstolo Valdemiro Santiago. – texto sobre a reabertura do templo da Mundial no site da denominação.

Problema: possível evasão dos membros devido aos escândalos

Versículo-solução: Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida (Ap 2,10)
Infelizmente, para as lideranças, sempre existem pessoas que saltam do barco na hora da dificuldade. A solução então é contar com um fiel time de defensores, além de tentar aterrorizar os que estão querendo sair e os críticos externos (podem ser utilizadas pragas, maldições e chantagem emocional para isso).

 

  Tatuagem de um presbítero
Foto: Gospel MaisMembros, pastores, bispos e líderes da Igreja Renascer tatuaram em si mesmos as inscrições “Renascer até Morrer”.

Segundo alguns que fizeram a tatuagem, o motivo que os levaram a fazer isso foi o milagre que Deus fez na vida deles atravéz (sic) da Igreja Renascer em Cristo e também por estarem no chamado ano de Elias, onde estão em guerra para vencer.
Os dizeres “Renascer até Morrer” é baseado no versículo bíblico que está em
 
Apocalipse 2:10, “Sê fiel até a morte”. – via Gospel Mais.

Problema: desculpa dos membros para as obrigações (geralmente financeiras) exigidas pela denominação

Versículo-solução: diga o fraco: Eu sou forte (Joel 3,10).
Templo cheio, louvorzão, aleluia para todo o lado e nada de dinheiro na mão do pastor? É só amarrar o espírito de inferioridade e de pobreza com Joel!

 

  Imagem: site Fogueira Santa de IsraelA Palavra de Deus ensina: “Diga o fraco: ‘Eu sou forte’” (Joel 3-10).

Ninguém consegue conquistar algo grande sem sacrificar. Senhor Jesus garante que os sinais são para os que creem! Nem todos creem! Mas aqueles que creem e sacrificam, alcançarão a transformação em suas vidas. A maior expressão da fé é o perfeito sacrifício – site da Fogueira Santa de Israel.

Problema: o desânimo está afetando a igreja.

 
Versículo-solução:  O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10,10).
 
No neopentecostalismo é necessário sempre recarregar as energias, uma vez que perseguir o sucesso material o tempo todo cansa bastante. Então, é só pegar um versículo isolado com certas palavras-chaves (no caso acima é abundância, mas sucesso e bem sucedido funcionam muito bem), conectar-se à mentalidade da nova era e mandar ver na confissão positiva.

 

  Foto: site Igreja Cristo ViveOlhe, o que você acha que merece é o que você vai atrair para a sua vida. Se você diz: “Bispo, eu quero um pedacinho de papel”. É isso que você vai ter. Jesus disse: “Eu vim para que tenham”, não só salvação, vida eterna no céu, mas vida abundante na Terra. Se você diz: “Eu mereço!” Haverá bom futuro. Não será frustrada a esperança.

Então, amado, a partir de hoje haverá bom futuro para você. Aquilo que você acredita ser capaz de se tornar realidade é o que vai acontecer, em nome de Jesus. Você está conectado.- Miguel Angelo na mensagem
 
TOMANDO POSSE DO QUE JESUS TEM PARA MIM.

Uma outra saída é parar de ficar procurando versículos para problemas específicos. Afinal, a liderança neopentecostal quer saber de lucros e não de estudo da Palavra. Saiba que temos em nossa moderna era apostólica um versículo ao qual se atribuem 1001 utilidades, combatendo de maneira mágica os principais problemas, como:

  • perseguição por parte da mídia, poder público ou blogueiros de plantão;
  • críticas feitas por pessoas reais, virtuais e espirituais;
  • insubordinação ou puxadas de tapete contra o pastor, bispo, apóstolo ou semi-deus;
  • inveja de qualquer espécie, inclusive de aquisições aeronáuticas;
  • indignação contra a teologia inventada pela denominação;
  • denúncias contra qualquer desvio de conduta, principalmente os de ordem sexual, emocional ou financeiro;
Versículo-solução: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR (1 Sm 24, 6) ou em sua versão mini “não toqueis no ungido do Senhor”.

 

  Foto: blog Renê Terra Nova“Herodes questionou a identidade de Jesus e foi comido por bichos. João Batista questionou a identidade de seu líder Jesus e por isso perdeu a cabeça. Todo aquele que duvida da identidade do líder perde a legitimidade e o legado da liderança de Jesus”, disse o Apóstolo.[...]

Então não questione o EU SOU na sua vida, não questione a identidade do seu líder, e não questione a sua identidade de nova criatura em Cristo”, finalizou o Ap. Renê Terra Nova.- Renê Terra Nova em seu blog.
 

Pastor Presidente da Assembléia de Deus se Converte ao Islamismo

5 Comentários

Muitos fatos marcaram a permanência do Pastor João de Deus Cabral à frente da Assembleia de Deus na Paraíba.

Presidente da Igreja na Paraíba e Secretário Nacional da Igreja no Brasil durante 15 anos, não foram suficientes para não ser arrebatado ao Islamismo e servir ao Deus Allah.

A revelação foi feita por João de Deus Cabral durante a madrugada deste sábado ao Programa Sales Dantas na TV Litoral/TV Diário. João de Deus agora tem como principal objetivo de sua vida será servir a Alá e construir uma mesquita nos próximos meses na Paraíba.

João de Deus revelou que durante muito tempo servindo na Assembleia de Deus e proferindo palestras pelo Brasil, sempre era indagado sobre o significado do Natal, sobre a Santa Trindade. Essa busca e interrogações levaram a um estudo interno e a busca pela verdade. Viajou por vários países e chegou a conclusão após 5 anos que não existe a Santa Trindade e que o natal não representava o nascimento de Cristo.

Para João de Deus, nome de batismo mesmo, essas datas foram criadas por um imperador de Roma, como forma de estabelecer uma data única que comemorasse dia 25 de dezembro o dia do Deus Sol, mudando logo após para chamarem de nascimento de Cristo, o sol da justiça.

O ex-pastor da Assembleia de Deus na Paraíba agora se diz agora muçulmano porque não é contra os Profetas Abraão, Jacó, Isaac, Ismael, Moisés ou Jesus (que a paz esteja com todos eles), mas porque vai procurar seguir os ensinamentos recebidos por eles revelados pelo nosso Único Deus, o Altíssimo.

Sou muçulmano não por imposição ou submissão a qualquer lei humana, mas porque aprendi a submeter-me voluntariamente a vontade de um Deus amoroso, “que embora não seja meu pai”, age muitas vezes como tal admoestando-me através de suas palavras presentes em seu Alcorão. Pois Ele é Clemente e Misericordioso. Não porque eu é que seja superior a ele, mas porque Allah é muito superior a nós dois. Allah hu Akbah! (Deus é Maior!).

Fonte: ClickPB

Luta por Territórios – Não é assim que Deus ensina

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A FALÊNCIA DO SISTEMA ASSEMBLEIANO DE CAPTANIAS HEREDITÁRIAS E DE FEUDOS

http://www.altairgermano.com/2009/07/falencia-do-sistema-assembleiano-de.html

Tudo que é criado pelo homem, tem o seu tempo de duração determinado.

O sistema de limites territoriais implantado nas Assembléias de Deus no Brasil, que “orientava” o pastor a não evangelizar e abrir igrejas fora do “seu” Estado ou Campo, parece que já não cabe mais. Ruiu e faliu.

Quer exemplos desta realidade?

1. Já existem no Brasil as Convenções de Ministros das Assembleias de Deus Interestaduais e Interegionais;

2. Várias Convenções Estaduais do Sudeste do Brasil já abriram e continuam abrindo ou apoiando trabalhos no Norte e Nordeste. Estas Convenções não poderão reclamar quando as igrejas Assembleias de Deus do Nordeste começarem a abrir trabalhos no Sudeste;

3. Os limites de campos dentro de um Estado não mais existem em boa parte do território brasileiro. Um exemplo claro é aqui em Pernambuco onde a Assembleia de Deus com sede em Recife abre trabalhos no antigo “campo” da Assembleia de Deus em Abreu e Lima, e vice e versa;

4. Aqui no Nordeste, temos ainda o caso de trabalhos antigos da Assembleia de Deus em Alagoas nos Estados de Pernambuco e Bahia;

5. Temos agora o caso inusitado do Pará, onde o pastor da capital desligou-se de sua Convenção Estadual e filiou-se com os seus ministros (a igreja acaba indo junto) a uma Convenção do Tocantins (interestadual).

Em meio a tudo isto, ainda se briga no Brasil por um pedacinho de terra, ou pelo domínio territorial de grandes “propriedades”.

O que há de bom na falência do sistema de Capitanias Assembleianas ou Feudos?

Do meu ponto de vista, ganha o Reino de Deus, quando se parte para abrir ou expandir a igreja do Senhor em lugares onde há uma certa acomodação (por parte do dono da capitania ou feudo) ou dificuldades pertinentes. Há municípios, vilarejos, distritos, comunidades interioranas no Brasil com menos de 1% de evangélicos.

Ganha também por permitir que os crentes tenham a opção de se livrar de alguns jugos pesados, de alguns ditadores e aiatolás da fé, como também de alguns liberais e banalizadores da fé.

Penso ainda que a opção ou a alternativa que uma nova igreja dá, acaba por promover uma melhor e maior atenção do dono da capitania ou do feudo às ovelhas.

O lado ruim, é que muitos abrem igrejas Assembleias de Deus em lugares onde não trabalhavam, com o maléfico propósito de aumentar a sua arrecadação, para demonstrar o seu “grande potencial” expansivo e financeiro, ou por mera pirraça, birra, intriga.

Há aqueles também que saem de seu reduto em razão de cometer pecados dos mais diversos tipos, e por insubmissão, espírito faccioso, etc., para abrir trabalhos longe dos olhares de quem os conhece.

Outro problema são as divisões causadas pela política eclesiástica. Todo mundo que ser presidente de alguma coisa ou de muita coisa. Quando não consegue, se desliga e cria a sua própria Capitania ou Feudo, e diz: aqui ninguém não pode entrar.

O fato, repito, é que o sistema ruiu e já faliu.

É preciso manter um mínimo de bom senso, ética e respeito mútuo entre as partes envolvidas.

É preciso juntar os cacos das amizades e dos relacionamentos que se desfizeram.

É preciso possibilitar que as famílias que foram proibidas de cultuarem juntas voltem a se reencontrar nas igrejas, sem nenhum constrangimento.

É preciso derrubar os muros erguidos.

É preciso revogar as proibições feitas aos obreiros e aos cantores de visitar a “outra igreja”.

É preciso ser crente de verdade.

É preciso autoridade para pregar e ensinar.

É preciso viver o verdadeiro amor.

É preciso falar de perdão e perdoar.

É preciso reconciliação.

É preciso reconhecer os erros.

É preciso rever os conceitos.

É preciso ser humilde.

É preciso saber sofrer o dano.

É preciso um novo rumo.

É preciso orar.

É preciso convidar o Espírito Santo para orientar o processo.

É preciso chegar no céu!

Postado por ALTAIR GERMANO

COMENTÁRIOS AO POST

Miss. Gilberto Diniz – Santo Tome- Argentina disse…
É meu caro Pastor Altair, o senhor colocou que a Asembleia de Deus com sede em Recife, abre trabalhos em su antigo camopo Abreu e lima e vive e versa, se o senhor fosse um pouco mais sincero diria, que Abreu e Lima com seu projeto o Campo é o mundo abriu Igrejas em praticamente em quase todo o Estado de pernambuco, ainda que fechou muito do que abriu, o pastor da Igreja com sede em Recife, fez tudo que foi possivel indo ate a sede do antigo campo de Abreu e Lima no ano de 1999, para falar com o entao pastor sobre o que se estava fazendo, o mesmo se fez de ouvidos surdos, tentou em todos os ambitos como Umadene e até cgadb, nao obtendo nenhuma resposta, só depois disto é que o Pastor com sede em Recife abriu no antigo campo de Abreu e Lima, eu pensei que o senhor era um pouco equilibrado, mas mexeu com meu terreiro as coisas mudam nao é!!!!!!
Infelismente concordo com o senhor que o sistemas ministerios, que nao entendem os limites de etica e respeito ruiram e tentam ruir o que sobrou é uma pena, juntar os cacos é reconhecer os erros e voltar atras, coisa que ninguem quer fazer, a melhor resposta infelismente é ir adiante o futuro dira.
Paz do Senhor.
Miss. Gilberto Diniz

2 de julho de 2009
Escritora Micheline Gomes disse…
Seus escritos são de grande essência bíblica.
Que Deus continue te inspirando e permaneças como arauto da verdade e fé!

Deus te abençoe pastor Altair

Micheline Gomes

2 de julho de 2009
Paulo Mororó disse…
Caro pastor Altair, a Paz do Senhor.
Louvado seja Deus por esta conscientização a respeito dos “feudos” e das “capitanias”. Excelente postagem.
Com a presença de vários “ministérios”, o povo da AD pode se adequar e servir melhor e sem escândalos. Militares das Forças Armadas, caminhoneiros e outros profissionais que mudam de residência constantemente, e suas respectivas famílias, muitas vezes sofrem na pele estas questões de mudanças de “feudo”, por este nosso Brasil.Os problemas e adapatações geralmente estão ligados aos “usos e costumes” e administração eclesiástica (Nepotismo e Dinastias Eclesiaásticas).
Estas questões de disputas de ovelhas vai fazer muitos líderes pensarem e agirem com mais coerência, pois uma geração de jovens assembleianos que nos anos sessenta e setenta receberam o alívio do jugo da “doutrina do uso do chapéu”,mais tarde quando assumiram postos de lideranças, não tiveram o senso de coerência de tirar os “chapéus da irmãs” e outras cargas de doutrinas humanas. Agora com estas aberturas ou “invasões de campos”, estes líderes irão refletir sobre o real valor destas cargas e jugos. Basta somente meditar nos conselhos do apóstolo Paulo em Colossenses 2.18-23.
Gosto sempre de citar esta parte:
“AS QUAIS COISAS TODAS PRERECEM PELO USO, SEGUNDO OS PRECEITOS E DOUTRINAS DOS HOMENS;(…), MAS NÃO SÃO DE VALOR ALGUM, SENÃO PARA A SATISFAÇÃO DA CARNE”
Quem não ouve a Palavra, um dia acaba ouvindo a pancada!
Vamos esperar pelo desenrolar dos fatos.
Um abraço.
PAULO MORORÓ

2 de julho de 2009
Daladier Lima disse…
Prezado Pr. Altair, acho que nosso maior problema neste quesito é a personalização. A instituição deveria estar acima dos dirigentes, mas a eleição passada é a prova disso. Polarizaram-se as opiniões, quando deveríamos ter mais candidatos e deu no que deu. Os nomes mascaram a importância da nossa denominação.

2 de julho de 2009
ALTAIR GERMANO, disse…
Nobre missionário e pastor Gilberto Diniz,

tenho um profundo respeito pelo irmão, a quem conheço desde o tempo em que trabalhou na Livraria Manancial, quando ainda éramos líderes de mocidade. O irmão trabalha em Cidade Tabajara e eu em J. Paulista Baixo.

Talvez o irmão não saiba, mas o atual problema entre Abreu e Lima e Recife foi desencadeado pela abertura de um trabalho em Cafeeiro, limite das “Capitanias Hereditárias” ou “Feudos”.

O pastor Isaac, na época tentou resolver a questão com o ministério de Recife, inclusive formalizando através de carta/documento elaborada pelo ministério de Abreu e Lima, porém sem sucesso.

Ao assumir os trabalhos em Recife-PE, o pastor Ailton, por quem tenho muito respeito e admiração pela grande serviço realizado, simplesmente ignorou a nossa igreja e ministério, nunca veio após a sua posse em Abreu e Lima, em nenhum evento, mesmo o pastor Isaac tendo o honrado, participando de sua eleição, posse e enviado representantes para as suas Escolas Bíblicas e Aniversário.

Em razão disto, foi desencadeado a abertura de trabalhos de Abreu e Lima na Capitania de Recife.

Quando o pastor Ailton Alves tentou fazer com que as coisas voltassem ao que era, o processo já estava avançado, e diante disto
o mesmo partiu para abrir trabalhos na Capitania de Abreu e Lima.

O fato é que muitos sofreram e sofrem com o que resultou disto (famílias, obreiros e a igreja em geral.

Não vale apena entrar em outros pormenores.

E por falar em ser sincero, tenho afirmado que neste processo entre Abreu e Lima e Recife, ouve equívocos de ambas as partes, ou não?

Voltar atrás? Como?

O melhor caminho não seria uma reconciliação pública?

O melhor caminho não seria o perdão mútuo?

Até quando vamos manter as acusações?

Até quando alimentaremos os constrangimentos?

Concordo com as vossas palavras finais: “o futuro dirá”.

Mas, o que queremos que o futuro diga? Queremos que o futuro diga quem estava com a razão?

Ou queremos que o futuro diga que somos irmãos em Cristo, falhos, imperfeitos, mais desejosos de caminhar juntos e unidos para a Glória de Deus?

Nobre amigo e companheiro Gilberto Diniz (penso que posso lhe chamar assim), militamos pela mesma causa.

Irmãos somos.

Uma abraço sincero e a paz do Senhor!

2 de julho de 2009
ALTAIR GERMANO, disse…
Micheline, conto com as vossas orações.

Paz do Senhor!

2 de julho de 2009
ALTAIR GERMANO, disse…
Poi é Paulo, vamos adiante!

Abraços!

2 de julho de 2009
EDILSON disse…
Pastor Altair,

É muito bom Lê os seus escritos. Em minhas orações , tenho orado pelo santo minitério das duas convenções. Do jeito que está, perde Pernambuco e perde o Brasil, pois pederíamos ter um presidente de convenção geral.

Abraço !

2 de julho de 2009
Newton Carpintero, pr. disse…
Prezamado pr. Altair Germano,

A Paz do Senhor!

Excelente postagem! O meu coração se alegrou com esta sua “Falta de Ética”.

Hoje, a ética, passou a ser utilizada para esconder a verdade entre os envolvidos na mesma função, profissão ou regra de fé, como doutores, policiais, advogados e infelizmente “pastores”.

Esta posição que tanto se prega, é disponível aos que pretendem ser beneficiados pela “ética”, em um futuro próximo.

João Batista, utilizou alguma ética quando acusou Herodes? Claro que não! Ele, João Batista foi decepado pela aplicação da “Falta de Ética”. Algo pouco comum
nos dias de hoje. Todos querem manter as suas cabeças no lugar.

Carecemos de viver sem a preocupação da ética, e assim, alertarmos a igreja, mesmo que tenhamos que aplicar a chamada “Falta de Ética”.

O Senhor seja contigo!

pr. Newton Carpintero
www.pastornewton.com

2 de julho de 2009
Pr. Carlos Roberto disse…
Caro Pastor Altair Germano,
A paz do Senhor,

Perfeitas as sua colocações.

Esse fruto azedo que estamos colhendo, não é só no nordeste, mas em todo o Brasil.

Veja que, pela forma de pensar a respeito do assunto, o irmão precisou manifestar firmeza e delicadeza para não ferir um amigo que quase se ofendeu com o que o amado escreveu.

Imagine quantas divisões e afastamentos até mesmo de amizades e até de famílias por conta disso.

É hora de pararmos com isso, acerando as coisas do pnto de vista bíblico e a partir de onde estamos, até porque aqueles que iniciaram muitos desses conflitos, não estão mais entre nós.
Não podemos pagar o preço dessa desunião no reino de Deus.

Parabéns pela lavra!

Um grande abraço!
Pr. Carlos Roberto

2 de julho de 2009
ALTAIR GERMANO, disse…
Nobre Daladier, vou mais além, o Reino deveria estar acima das instituições.

Abraços!

2 de julho de 2009
ALTAIR GERMANO, disse…
Prezado Edilson,

vossas orações, como a de muitos por esta causa, são valiosas.

Paz do Senhor!

2 de julho de 2009
TIAGO VIEIRA disse…
Na verdade, a Assembléia de Deus cresceu desordenadamente. Como a maioria das organizações começa bem, alcança o topo e entra em declínio. A Assembléia de Deus está em caos, está uma bagunça. Existem “pastores” que não são Pastores. E são a maioria que está no poder. Homens sem visão que levam todos que os seguem ao penhasco. A Assembléia de Deus está se desfazendo, está deixando de ser, ou já deixou de ser a muito tempo. O que resta por este Brasil afora são particulas desta tão abençoada e querida igreja. Mas em relação a unidade nacional
hoje é pura utopia, de quem discursa. Ninguém mais sabe o que é Assembléia de Deus. Ela se tornou em conceito subjetivado. Como um proprio titulo de um post do senhor nos diz. Existe várias placas. A Assembléia de Deus agora funciona por segmentação de mercado, e isso é muito triste.
Qual o legado que essa geração de líderes assembleianos estão deixando? Qual é a mensagem que estão passando? Qual tipo de poder que estão demonstrando ao Brasil? poder político? poder financeiro? poder mecadológico? ou Poder de Deus?
O que estão fazendo com a Assembléia de Deus????

2 de julho de 2009
ALTAIR GERMANO, disse…
Prezado pastor Newton,

dentro do hierarquismo ético, quando duas normas universais entram em conflito, se decide pelo bem maior ao maior número de pessoas possível.

Em nossos conflitos éticos, a Ética do Reino de Deus sempre prevalecerá!

Abraços!

2 de julho de 2009
ALTAIR GERMANO, disse…
Nobre pastor e amigo Carlos Roberto,

há casos em que se alguém pudesse, transferiria os sistema de capitanias e feudos para o céu.

“É hora de pararmos com isso”

Paz do Senhor!

2 de julho de 2009
ALTAIR GERMANO, disse…
Prezado Tiago,

“Ninguém mais sabe o que é Assembléia de Deus. Ela se tornou em conceito subjetivado”

Suas palavras são fortes, mas expressam algumas verdades.

“Existem “pastores” que não são Pastores. E são a maioria que está no poder.”

Penso que a maioria são pastores de verdade, mas alguns precisam repensar a sua prática.

Abraços!

2 de julho de 2009
Esequiel Santos disse…
Parabéns Pr. Altair pela postagem. Relevante e inteligente!
O problema existe, com certeza. A questão é que os “caciques” não abrem mão de jeito nenhum de suas “aldeias”, mesmo que estas estejam distantes e pela lógica, outros “caciques” poderiam dá uma assistência melhor. Há muitos índios e muitos “caciques”, os índios se entendem muito bem, mas os “caciques” são vaidosos e ainda tem coragem de pregar contra vaidade, dá para entender?

Fico com as palavras do apóstolo: Importante é que o Evangelho seja pregado!”

Paz do Senhor

2 de julho de 2009
Ev. Paulo André disse…
A paz do Senhor meu pastor.

Fiquei muito antecioso sobre esse comentário. “de alguns ditadores e aiatolás da fé, como também de alguns liberais e banalizadores da fé.” Principalmente sobro os aiatolás, infelizmente, temos visto esse triste episódio, em nossa denominação, e em todos os território brasileiro, nem fazem e não querem deixar outros fazerem, mas sinto-me honrado de termos um pastor como a vossa senhoria, que tem escrevido comentário firmes.
fique na paz meu pastor.

2 de julho de 2009
ALTAIR GERMANO, disse…
Nobre Ezequiel,

oro para que os nossos amados líderes, imperfeitos que são (e somos), busquem cada dia mais o entendimento mútuo.

Abraços!

2 de julho de 2009
ALTAIR GERMANO, disse…
Nobre companheiro Paulo André,

é preciso ser firme, sem porém ser ofensivo.

Precisamos de mais firmeza doutrinária e moral em nossos púlpitos e igrejas.

precisamos de mais amor, misericórdia, compaixão e perdão, sem relativizar a Palavra de Deus.

Precisamos viver o Evangelho de Jesus!

Abraços!

2 de julho de 2009
Anônimo disse…
Pr. Altair, a paz do Senhor
Aqui na minha cidade e olha que não é grande, há mais ou menos 20 anos atrás tínhamos poucas igrejas, agora tem igrejas pra todo gosto, e algumas delas saíram da nossa, o pior que realmente existem tanta indiferença, convenções diversas, todas ligadas à cgadb, sem contar outras denominações que chegaram. Bom seria se fôssem unidas. Eu concordo plenamente com o Tiago Vieira. Eu não estou entendendo mais nada. Que Deus nos guarde e nos livre de todo o mal que está por vir.

2 de julho de 2009
Ebenézer disse…
Paz
Prezado irmão Altair.
Boa postagem e bom assunto abordado.

Na minha percepção sempre achei ridiculo a forma como que a visão desses campos fossem divididos, ora pois esse não foi o objetivo de expansão do evangelho, dessa forma sou obrigado a pensar que isso virou um tipo de Mercado, um mercado com varias filiais onde um não pode abrir no território do outro, é de pensamento simplório fazer esse tipo de coisa e ainda sobrepor o evangelho a isso.
Graças a Deus que isso esta mudando em alguns lugares, como por aqui onde moro por exemplo, existem mais de 4 variedades de ADs de outros campos aqui, e isso é muito bom, pelo fato de que se eu não me sinto bem em uma, tenho opção de congregar em outra, ha diversidade de igrejas mais o espirito é o mesmo, uma boa referencia.

Paz

Ebenezer

2 de julho de 2009
Elisomar disse…
“Toda casa forjada contra si mesma,
não prevalece!

2 de julho de 2009
Kleiton Álvaro disse…
Realmente esse é sempre um assunto polêmico, tanto quanto interessante.Contanto que o Reino de Deus ganhe, não há porque estabelecer áreas restritas a determinadas igrejas, ministérios ou convenções. Deveria ser respeitado apenas um limite mínimo (Ex. tantos metros…, ou coisa do tipo). Se há igrejas que não conseguem evangelizar determinada região, seria aceitável deixar vidas perecer por causa disso? Creio que não. Além do mais somos um só povo… cristãos de todos os povos, raças, tribos e nações. Que o EVANGELHO possa prevalecer a despeito de intrigas, brigas ou conveniências (ou incoveniências) eclesiásticas. Mas uma coisa é certa: “Ai daqueles por quem vem os escândalos…”

2 de julho de 2009
JOSÉ MARCOS ANTUNES disse…
Do jeito que estamos vendo as coisas acontecerem, logo,logo, Deus ira prover para nós um Lutero ( como reformador )o problema é que muitos Luteros irão se candidatar ao posto! Eu uma coisa sei, a Assembléia de Deus esta sufocada pelo desgoverno, mas o Deus da Assembléia há de bradar sobre tudo isto.

2 de julho de 2009
Matias Borba disse…
Não iria comentar aqui, pois sabe-se la´se teria respostas, mas vendo o comentário da minha irmã e amiga Mayalú resolvi fazer a mesma pergunta:O que há que o irmão não publica meus comentários?

Não sei nem entendo o motivo, sinceramente, pois se o problema são ofensas (o que talvez nem seja de fato), meus comentários não soam ofensas, difamações ou seja lá o qu for neste aspecto.

Procuro comentar o que penso de forma clara, sem esconder-me e tentando ao máximo não difamar nem ofender ninguém até mesmo em muitas vezes nem citei nomes, mesmo assim o irmão não publicou o comentário.

O que há de errado? Isso me deixa muitotriste, já mencionei por diversas vezes minha admiração por seu ministério, e por conhecê-lo e conhecer suas sinceridade fico triste por isso acontecer aqui.

Deus abençoe!

2 de julho de 2009
ALTAIR GERMANO, disse…
Prezado Matias,

qualquer comentário não publicado neste blog, não o foi por minha análise subjetiva. O fato de enviar comentários não implica em sua publicação.

Agradeço a vossa sempre importante participação e colaboração.

Abraços,

2 de julho de 2009
antonio saraiva disse…
Não briga dois quando um nãp quer. são dois homens de Deus [ orou e não vigiou]mas com tudo a obra sta crescendo.aqui,ali e mais adiante.oh gloria!….

2 de julho de 2009
JOAO A DA SILVA FILHO disse…
PREZADO, PASTOR ALTAIR GERMANO,
PAZ DO SENHOR.!

O SEGREDO É CONTINUAR FIRME ATÉ O FIM..

4 de julho de 2009
Anônimo disse…
Faço coro com o irmão Tiago Vieira : Que a geração que está crescendo seja “mais firme do que nunca” em DEUS, que ame a ELE e também ame esta Denominação que ELE levantou neste País mas, infelismente, está sendo dilapidada a cada dia. Como eu creio que “tudo é possível ao que crê”, eu creio num reavivamento de DEUS neste aspecto, esta geração mais nova, irá virar a mesa da história e, com amor e coragem, trazer de volta esta importante denominação no Reino de DEUS aqui na terra como referência de pentecostes genuinamente bíblico e de união cristã com ela mesma !

8 de julho de 2009
Blog do Zé disse…
Caro Pastor Altair, ótima sua abordagem e oportuna, pois ela abrange as AD de todo território brasileiro onde ocorre implantação de Ministerios e Convençoes. Vejo com aprovação pois ganha o reino de Deus. Por outro lado, deveria prevalecer a lei do amor nos corações dos magoados pelas supostas invasões. Mas alguns lideres chegam a incitar suas ovelhas contra outras de outras Ministerios/Conveções. Proibem frequentar outras AD e não recebem de coração aberto outras ovelhas. Ignoram totalmente o que diz o apóstolo do amor – João no seu evangelho. “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós que também vós uns aos outros vos ameis” I Jo 13.34. Obs.Postei atrasado porque não tinha lido esta postagem antes.

8 de outubro de 2009
Pb Marcelo Carvalho disse…
Concordo plenamente !

Não se cale os profetas dessa geração !!!

13 de outubro de 2009
Pr João Laurentino disse…
O império dos homens sempre será um fracasso,só o reino de Deus permanece.
O fundamento está lançado,mas olhe como você está edificando,já dizia Paulo.

Pr.João Laurentino AD Montreal-Canadá

26 de novembro de 2009
Alisson Nascimento disse…
Parabéns pelo blog.
Congreguei durante 9 anos na AD Recife, fui na Inauguração da Sede Abreu e Lima, mas era proibido crente ir na igreja do outro (RecifexAbreu e Lima), pergunto este “muro de berlim” já caiu?
Paz.
PS – Hoje congrego na AD em Rio de Janeiro.

13 de dezembro de 2009
Josias O Protestante disse…
A paz do Senhor Jesus, Pastor Altair, estou sempre acessando seu blog, pois o senhor não joga o lixo para baixo do tapete, e isto é também sabedoria.
Em tempo; josiasoprotestante.blogspot.com

15 de dezembro de 2009
Dc. Gilmar Dayvid disse…
A paz do Senhor pastor!
Gostaria de registrar que tudo isso tem um culpado, o desejo de poder e estatus. Aqui no meu estado não é diferente. Uma enxurrada de ministerios tem se instalado. O curioso é que seus lideres dizem fazer missões, mas só abrem templos em comunidades onde há renda sustentavel. Varias cidades pobres e favelas nunca ouviram falar dessas igrejas, quando chegam nesses lugares, é porque já pesquizaram e descobriram que já existe crentes. São pescadores de aquario. Uzão a tv, pois sabem que a amioria dos telespectadores de programas evangelicos são crentes. Ai o crente houve uma palavra do pastor que não lhe agrada, ou não é reconhecido como quer, ou simplesmente e libertino em igreja consevadora, vê que na maioria desses ministérios podesse muita coisa e condecoração é rapida, saem pra lá. Aqui sempre tem uns assim, querem ser pastores a força, ter poder sobre as pessoas ou ganhar “dinheiro facio”. Não perdem a oportunidade.
Que Deus nós abençõe!

A paz do Senhor amado!

7 de janeiro de 2010

Loucos por Dinheiro

3 Comentários

Em nome da fé evangélica algumas denominações estão extrapolando no zelo por arrecadar numerário para a manutenção da Casa do Senhor.

Ora, o compromisso de ajuda pecuniária do crente se restringe única e exclusivamente ao dízimo – dez por cento de seus ganhos – e ao cumprimento das ofertas alçadas, se estas, examinados os motivos, forem indispensáveis ao atendimento de alguma despesa extra.

Vejam:

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que delas vos advenha a maior abastança” (Malaquias 3.10).

O texto também fala em ofertas alçadas (verso 8).

Tem havido uma interpretação perversa dessa passagem bíblica. Os dízimos passaram a ser um meio de salvação, e não há limites na fixação das ofertas. É preciso que os desavisados entendam que não podemos comprar as bênçãos de Deus; que não asseguramos a salvação com as obras de nossas mãos; que devemos buscar “primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33).

Em primeiro lugar devemos garantir a nossa salvação mediante sincero arrependimento, confissão dos pecados, mudança de vida, aceitação de Jesus como Senhor e Salvador. Na qualidade de salvos, de crentes em Jesus, então cumpriremos seus mandamentos, inclusive o de dizimar, e, nessas condições, faremos jus a todas as bênçãos e promessas catalogadas na Bíblia.

Vejam:

“Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé – e isto não vem de vós, é dom de Deus – NÃO PELAS OBRAS, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8).

O dízimo e as ofertas alçadas não salvam, mas os salvos são dizimistas e ofertam com alegria. Somos salvos PARA as boas obras; não somos salvos PELAS boas obras.

Não podemos colocar a fé no dízimo, na campanha da qual participamos, nem na denominação em que congregamos. A fé salvífica é a fé no Senhor Jesus, na Sua morte e ressurreição (João 3.18; Romanos 10.9; Efésios 2.8).

Nenhuma religião ou denominação, seja católica, seja evangélica, é caminho de salvação. O caminho é Jesus (João 14.6).

O que se tem tornado público e notório – e já toma proporções insuportáveis no Corpo de Cristo, se é que dEle fazem parte – é a busca sistemática e insaciável por recursos financeiros junto aos fiéis.

Não resiste a uma análise mais profunda o argumento de que ninguém é forçado a contribuir, de que ninguém contribui contra sua própria vontade.

A grande maioria dos que buscam essas denominações que anunciam um evangelho deturpado e viciado, são almas frágeis, enfraquecidas pelos embates da vida, e ali vão dispostas a fazer o sacrifício que for sugerido ou determinado.

Não têm o conhecimento bíblico para refutar as heresias. Assim, acreditam que se venderem todos os seus bens e entregarem todo o dinheiro “aos pés de Jesus” terão resposta imediata de Deus. A teoria do TUDO OU NADA é antibíblica e, portanto, herética.

Certas denominações têm ensinado que riqueza é um sinal do favor de Deus, e pobreza um sinal da falta de fé. Esta teologia é antibíblica e herética. Aqui e acolá tomamos conhecimento de casos de pessoas desesperadas porque depositaram seus bens no cofre da denominação, e agora não possuem nada; que tentaram “comprar” felicidade e bênçãos divinas, e agora ficaram a ver navios; e, o mais terrível, perderam completamente a fé. Vejam o que Jesus disse:

“Bem-aventurados vós, os pobres, pois vosso é o reino de Deus; bem-aventurados vós, que agora tendes fome, pois sereis fartos; bem-aventurados vós, que chorais, pois haveis de rir; mas ai de vós, os ricos, pois já tendes a vossa consolação” (Lucas 6.20-24).

Só os pobres serão abençoados, e os ricos irão para o inferno?

Não. Há ricos que não colocam o coração nas riquezas, e são salvos; há pobres que anseiam por serem ricos e não são abençoados.

Vejam:

“Os que querem ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Timóteo 6.9-10).

Os exemplos a seguir, pelo inusitado e extravagância teológica, sem paralelo na história recente da Igreja, denotam uma situação de ambição desenfreada, de loucura inteligente, de ânsia incontida, só comparável aos tempos da diabólica Inquisição e da venda de indulgências.

Sabem os promotores do mercantilismo religioso, que o povo brasileiro traz consigo a herança maldita da idolatria, exemplo das imagens dos santos falecidos, como algo tangível, visível, capaz de “auxiliar” na comunhão com Deus.

Sabedores disto, procuram preencher a lacuna substituindo os ícones por outras coisas, seja uma rosa, uma fitinha, um cajado, um manto, uma vassoura. É realmente uma jogada inteligente. É imperioso que o povo de Deus saiba que COISAS não transformam vidas, não trazem bênçãos, não afastam as maldições, não purificam os lares. A finalidade da Igreja não é arrecadar dinheiro, e o principal compromisso dos crentes não é contribuir com somas cada vez maiores.

Vejamos quais são essas coisas.

VASSOURA CONSAGRADA – Durante a campanha os fiéis adquirem por bom preço uma vassoura que, depois de ungida, servirá para varrer toda contaminação da casa. Os comerciantes das localidades onde a campanha da vassoura é lançada lucram muito. Ora, a Bíblia diz claramente que o diabo foge de nós se estivermos sujeitos a Deus (Tiago 4.7). Se não abrirem os olhos espirituais esses fiéis irão pro inferno com vassoura e tudo.

SABONETE DO DESCARREGO – Tomando-se sete banhos com determinado sabonete, adquirido por bom preço, todos os males fogem. Além de Tiago 4.7, temos João 8.32, 36: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará; porque se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. O sabonete só limpará a sujeira do corpo. A sujeira da alma só sairá se deixar o pecado.

ÓLEO DE ISRAEL – O ensino de que o óleo de Israel ou de Jericó é ungido não encontra amparo na Palavra de Deus. Esse óleo, vendido a bom preço nas campanhas, não é em nada superior a qualquer óleo comprado em qualquer mercearia. O óleo não cura; é apenas um complemento. Veja: “Está alguém entre vós doente? Chame os prebísteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo com óleo em nome do Senhor” (Tiago 5.14). As dificuldades e os custos de frete para trazer um tonel de óleo de tão longe colocam dúvida sobre sua real origem.

GOTAS DO SANGUE DE JESUS – Esta é uma das maiores blasfêmias: a venda de doze gotinhas “vermelhinhas e milagrosas”, em cartelas. É o máximo de heresia e falta de temor a Deus. O nome e o sangue de Jesus não devem ser vulgarizados. Ademais, trata-se de uma mentira, e mentira é do diabo, o pai da mentira.

PEDRA DE ISRAEL – Leilão de pedra de Israel. Um absurdo. Muitos crentes pensam que tudo que vem de Israel é santo e purificador. O que nos purifica e santifica é Jesus em nós; é a justificação que recebemos no momento em que O aceitamos como Senhor e Salvador pessoal. Se forem muitas pedras, só servirão para algum serviço de construção, e nada mais.

PAGODE GOSPEL – Pistas de dança destinadas aos imitadores de Cristo. Dançar coladinho ou não coladinho é uma prática incompatível com a vida cristã. Não quis acreditar quando me contaram que há casos em que, após a cerimônia religiosa, afastam-se as cadeiras e a turma cai no embalo, com bebida alcoólica e tudo mais. Jesus faria isso? Jesus convidaria seus discípulos para um forrozinho, após um dia de trabalho? Jesus se agradaria se, ao entrar numa sinagoga, encontrasse um bacanal desse?

QUEIMAR PECADOS E PROBLEMAS – Consiste em cada um escrever seus problemas num papel para serem queimados no púlpito. Com isso, entendem que estão livres de suas aflições, dificuldades e pecados. Mentira do diabo. É preciso arrepender-se, confessar os pecados, e deixá-los (Provérbios 28.13; Atos 2.38; Romanos 10.9),

O MANTO DE JESUS – O manto foi ungido, então todos deverão tocar no manto de Jesus – antes dando sua oferta -, assim como fez a mulher com fluxo de sangue. Mentira do diabo. O manto não é de Jesus, e a graça não virá pelo simples toque num pedaço de tecido comprado na loja da esquina. A graça vem pela comunhão com Deus, pela fé na redenção que há em Jesus Cristo, que morreu para que tivéssemos vida abundante (João 3.16; 10.10).

SAL GROSSO – Sal grosso afasta demônios. Então compre sal grosso. Mentira do diabo. O que expulsa demônios é o poderoso nome de Jesus (Marcos16.17) e uma vida de sujeição a Deus (Tiago 4.7). O que se depreende desses atos indecorosos, é que os fiéis dessas seitas são consumidores cativos em potencial que consomem qualquer coisa, até capim queimado: “Mas os homens maus irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Timóteo 3.13). O sal grosso não serve nem como condimento na culinária doméstica.

CAJADO DE MOISÉS – A bênção estaria num pedaço de madeira, chamado “cajado de Moisés”. Mentira do diabo. O pedaço de madeira foi adquirido no carpinteiro da esquina, não é e não representa o cajado de Moisés. E ainda que fosse, tal objeto nenhuma bênção poderia trazer ao povo de Deus. O crente já é abençoado porque nele mora o Espírito Santo. Coisas não produzem favores divinos. . Já somos herdeiros das bênçãos celestiais: “Se somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo” (Romanos 8.17).

A Bíblia dá a receita para ficarmos livres das investidas do diabo e de seus demônios: “Sujeitai-vos, pois, a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.

Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Lavai as mãos, pecadores, e vós de duplo ânimo, purificai os corações” (Tiago 4.7-8). Para uma pessoa livrar-se do mal basta aproximar-se de Deus com fé e obediência, arrepender-se e afastar-se do pecado. Veja: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7.14).

Não é preciso enxotar o diabo. Ele fugirá diante de um crente fiel.

Dispensáveis, pois, vassoura santa, sabonete ungido, sal grosso, óleo de Jericó e tantas outras inutilidades.

Não sei por qual razão os mercadores ainda não lançaram no mercado da fé produtos de há muito conhecidos, tais como vela de sete dias, rosário, imagens e chifre de boi. E por que não uma pirâmide ungida, uma cabeça de bode, um tridente para ferrar o diabo? Ou uma corda para amarrar os demônios? Por que não santificar e ungir todos os símbolos do Movimento Nova Era e do ocultismo, e vendê-los? Poder-se-ia alegar que o sagrado estava tomando o lugar do profano.

Que tal a idéia da imagem ungida do Senhor Jesus na Glória? Pois o seu sangue e o seu manto já não estão nas prateleiras? Há realmente campo para diversificação nessa área: o perfume de Madalena, já cantado em hinos, poderia ser ungido para ser usado no dia-a-dia; os cabelos que enxugaram os pés de Jesus; o jumentinho ungido, que carregou Jesus; pedaços da cruz de Cristo; pequenas gotas do mar vermelho, por onde o povo passou.; a capa milagrosa de Elias; fios da barba de Arão. Prossigamos:

TUDO OU NADA – Esse é o último sacrifício para quem está no fundo do poço; para quem participou de muitas campanhas e nada conseguiu. É o tiro de misericórdia. As entrevistas televisivas não contemplam os casos de desespero; apresentam os que obtiveram sucesso. Realmente Deus opera por Sua infinita misericórdia, mas não pelo uso de objetos ou entrega de dinheiro. Se você continuar assim, meu amigo, minha amiga; se você continuar confiando em objetos, em coisas, você perderá tudo, ficará sem nada., e colocará em risco sua salvação.

ASSOCIADOS – Aquele que se tornar sócio, e contribuir mensalmente com certa quantia será ricamente abençoado. E já começam a surgiu “entrevistas” de sócios que receberam bênçãos. Os que não aceitam o papel de inscrição de contribuinte ficam numa situação de constrangimento diante da “real” possibilidade de perder a bênção. Isso é mentira do diabo. Na Igreja do Senhor Jesus temos crentes, irmãos, irmãos de Jesus, santos, salvos, justos, filhos de Deus; não temos associados. Igreja não é clube social. Contribua ou não, o crente é um filho de Deus, uma pessoa bem-aventurada e herdeiro das promessas.

As bênçãos recebidas são por sua condição de crente, e não pela qualidade de associado de um ministério.

ROSA DE SAROM – Rosa ungida, adquirida em campanha por bom preço, destinada a ungir a casa e afastar os males. Nada a ver com o evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Nada a ver com a igreja primitiva dos apóstolos. Essas rosas tiradas do jardim mais próximo ou compradas no floricultor nada têm a ver com a declaração da donzela sulamita, em Cantares 2.1: “Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales”. O nome é sugestivo e a rosa é bela… mas para nada serve. É meio de ganhar dinheiro fácil.

PALMILHA SANTA – Se o irmão calçar a palmilha, comprada em campanha por bom preço, conseguirá tudo o que desejar; se entrar num carro novo, numa concessionária, certamente irá ganhar o carro. Heresia e mentira do diabo. Vê-se em toda essa loucura inteligente uma forma criativa de aumentar a renda.

Nenhuma dessas invenções resiste a um confronto com a Palavra de Deus. A Bíblia diz: “Confia no Senhor e faze o bem; habita na terra, e vive tranqüilo” ; “deleita-te no Senhor e ele te concederá os desejos do teu coração”; “entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e ele tudo fará” (Salmos 37.3-5).

ROSÁRIO – O rosário de tal marca é ricamente ungido e beneficia quem o usa. Heresia pura. Rosário de fábrica nenhuma serve pra coisa alguma. Jesus ensinou de forma clara como devemos orar: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos” (Mateus 6.6-7).

Nenhum objeto pode ser veículo da graça de Deus. Jesus ensinou a orar ao Pai, e a adorá-lO em espírito e em verdade (João 4.23) Ouçam: “não useis de vãs repetições”, são palavras de Jesus.

EXIGIR DE DEUS – Uma interpretação estapafúrdia de Marcos 11.24 ensina que devemos exigir de Deus aquilo a que temos direito. O versículo diz: “Por isso vos digo que tudo o que PEDIRDES em oração, crede que recebestes, e será vosso”. Dizem que PEDIR pode ser entendido como EXIGIR. Milhares de pessoas estão de forma arrogante exigindo bênçãos. Quem somos nós para exigirmos de Deus alguma coisa? E a soberana vontade de Deus não conta? Então teremos que alterar outras passagens bíblicas, tais como: Mateus 7.7-8: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á”; “Pois aquele que PEDE, recebe’.

Mudemos para “Aquele que EXIGE, recebe”. Mudemos também todo o enunciado de 2 Crônicas 7.14, em que Deus declara que só responde a orações de pessoas humildes, arrependidas e convertidas. Mudemos então muitos outros versículos que nos ensinam a PEDIR a Deus, e não dEle exigir (João 16.24; Tiago 1.5). Se Paulo soubesse dessa novidade teria EXIGIDO a cura do seu espinho na carne, mas ele pediu três vezes a Deus e não foi atendido (2 Coríntios 12.8).

Devo dar nota dez pela criatividade dessas denominações chamadas “cristãs”.

Realmente o lançamento de objetos (coisas) no mercado da fé é bastante diversificado e tem alcançado os objetivos perseguidos, ou seja, o de elevar a arrecadação. Que essas palavras sirvam de alerta aos irmãos que, por fé, aceitam as orientações e ensinos de seus líderes religiosos. Deus não se manifesta através de objetos, de sabonete, vassoura, imagens, óleo importado, cajado, nem por meio de campanhas destinadas a arrecadar dinheiro. Quem confia num pedaço de pedra de Israel, também confia numa vela de sete dias e num chifre de boi para livrar-se das maldições. O crente não precisa de sal grosso para espantar demônios; ele próprio é sal da terra e luz do mundo, para combater a corrupção e as trevas. Reflitam nas palavras do apóstolo Paulo:

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja amaldiçoado” (Gl 1.8).

E os vendilhões do templo e mercadores da fé reflitam nessas palavras:

“Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniqüidade e ora a Deus, para que, porventura, te seja perdoado o pensamento do teu coração, pois vejo que estás em fel de amargura e em laço de iniqüidade” (Atos 8.20-23).

“E [Jesus] entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam, dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa é casa de oração, mas vós fizestes dela covil de salteadores” (Lucas 19.45-46).

Por Airton Evangelista da Costa.

Pobreza é coisa do Diabo ou Falta de Fé ?

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Pobre é aquele “que não tem o necessário à vida; sem dinheiro ou meios” (Dicionário Aurélio).

“Pobreza – A lei judaica era cuidadosa acerca dos pobres.

Eles tinham direito de apanhar aquém e além o que se deixava ficar no campo depois da ceifa, ou depois da vindima, ou depois da colheita de azeitonas (Lv 19.9,10. Dt 24.19,21; Rt 2.2). No ano sabático eram os pobres autorizados a ter parte nas novidades (Êx 23.11; Lv 25.6); e se eles tinham vendido alguma porção da sua terra, ou tinham cedido a sua liberdade pessoal, tudo isso lhes devia ser restaurado no ano do Jubileu (Lv 25.26 e seg.; Dt 15.12 e seg.).

Além disso, eram protegidos contra a usura (Lv 25.35, 37; Dt 15.7,8; 24.10 a 13); recebiam uma porção de dízimos (Dt 26.12.13); e ainda sob outros pontos de vista tinha de ser considerada a sua situação (Lv 19.13; Dt 16.11,14)” (Dic. Bíblico Universal – Buckland).

A lei mosaica não considerava a pobreza uma falta de fé ou uma obra demoníaca.

Os israelitas amparavam os pobres: “Não fecharás a mão ao teu irmão pobre” (Dt 15.7). Notem que existiam pobres que, apesar dessa condição, eram chamados de irmãos. Deus não garantiu que todos os justos seriam ricos, pelo contrário: “Nunca deixará de haver pobres na terra. Portanto eu te ordeno: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na terra” (Dt 15.11).

Com base nessa palavra, os filhos da teologia da prosperidade deveriam lançar uma campanha nacional em favor dos irmãos pobres, e destinar parte do dízimo para esse fim, utilizando a mesma energia com que usam o Antigo Testamento (Malaquias 3.10) para arrecadar dinheiro. O apóstolo Paulo deixou o exemplo: “Pois pareceu bem a Macedônia e a Acaia fazer uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles” (Rm 15.26-27). Fala-se em ajuda e não em falta de fé.

Jesus teve a mesma postura com relação aos pobres. O auxílio aos pobres foi por Ele usado como um dos requisitos à salvação do jovem rico (Mt 19.21); repetiu a profecia do Pentateuco: “Sempre tereis convosco os pobres” (Mt 26.11), elogiou uma “viúva pobre” que fez uma oferta pequena, mas de bom coração (Mc 12.43) e nunca expulsou um espírito de pobreza. Em nenhum momento, em toda a Bíblia, há qualquer indício de que a pobreza é conseqüência direta da falta de fé.

Jesus curou muitos pobres, pregou as boas novas para milhares de necessitados, mas nunca ensinou que a riqueza provém da fé.

Agora, vejam o contraste nas palavras dos mestres da confissão positiva: “Não somente a ansiedade é um pecado, mas também o ser pobre, quando Deus promete a prosperidade” (Robert Tilton, citado por Hank Hanegraafff, “Cristianismo em Crise”, p.200).

Para Tilton, o pobre é um miserável pecador.

“O diabo é que impede o dinheiro de chegar a você…”. “A doença e a enfermidade procedem de Satanás…” (Kenneth Hagin, citado por John Ankerberg e John Weldon, em Os Fatos sobre o Movimento da Fé).

“Não ore mais por dinheiro … Exija tudo o que precisar. Deus quer que seus filhos usem a melhor roupa. Ele quer que dirijam os melhores carros e quer que eles tenham o melhor de tudo … simplesmente exija o que você precisa” (Kenneth Hagin, citado por Paulo Romeiro, em Supercrentes, 9a edição, 2001, p. 43).

Quão longe estão estas palavras do evangelho do arrependimento, do perdão, do caminho estreito, do carregar a cruz, da humildade!

“Você quer prosperar? O dinheiro vai cair sobre você da esquerda, da direita e do centro. Deus começará a fazê-lo prosperar, pois o dinheiro sempre se segue à retidão … Diga comigo: Tudo que eu possa desejar já está em mim” (Benny Hinn, citado por John Ankerberg).

Os seguidores desses “heróis da fé” ficam sabendo que a vida cristã é um mar de rosas. É só fazer o sacrifício pecuniário e dinheiro vai chover do céu. Jesus disse que os que quisessem segui-lo deveriam carregar sua cruz. Seria carregar uma cruz recheada de dinheiro?

Papas da prosperidade

Ao dizer que pobreza é do diabo, as estrelas da teologia da ganância fazem ouvidos moucos às palavras de Paulo: “Menosprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo” (1 Co 11.22). Nas igrejas onde a pobreza é conseqüência de falta de fé, os pobres são envergonhados e os ricos exaltados. Estes, porque são mais generosos nas ofertas, recebem uma oração especial, específica e demorada. Os gurus exigem das ovelhas ofertas cada vez maiores para que possam – eles ou elas? – receber bênçãos cada vez maiores. Quando o pobre ofertante continua pobre; quando o aposentado, a professora e o operário continuam ano após ano recebendo o mesmo salário, sem perspectiva de melhora, os arautos chegam à mais perversa das conclusões: falta de fé ou espírito maligno. A solução é se submeterem a novos sacrifícios, sempre em dinheiro. Se cem, duzentos ou trezentos ficam desiludidos e se libertam desse ciclo vicioso, não há problema: outros, em maior número, tomam seus lugares e a arrecadação continua crescendo.

Diante dessa situação de crise por que passa o Cristianismo, muito bem se expressou Hank Hanegraaff: “A coragem de Lutero estabeleceu uma poderosa reforma que expôs todas as chantagens e extorsões que grassavam naqueles dias de trevas. Atualmente, uma nova reforma é urgentemente necessária. A pilhagem dos pobres, santificada pelas bulas papais dos anos passados, é estranhamente similar, hoje, aos apelos duma nova geração de “papas da prosperidade”.

Tetzel espoliava os pobres de seus dias prometendo-lhes libertação do purgatório. Os falsos mestres da atualidade estão engrupindo toda uma geração com promessas de liberdade da pobreza e prosperidade” (Cristianismo em Crise, p.211).

Os arautos dessa doutrina ensinam que os cristãos devem ser ricos, buscar a riqueza, exigir de Deus a riqueza. Em contraste, a Palavra aconselha: “Porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos levar dele; tendo, porém, sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Os que querem ficar ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6.7-10).

A Bíblia diz que Deus escolheu os pobres para serem ricos na fé e herdeiros do Reino (Tg 2.5). Eis a prova de que pobreza não é falta de fé. Os pobres, não tendo bens para neles depositar sua confiança, depositam-na exclusivamente no Senhor.

Jesus nasceu em um lar pobre. A oferta de um par de rolas ou dois pombinhos, quando da apresentação do menino ao Senhor, em Jerusalém (Lc 2.24), indica que José e Maria eram pobres, pois assim dizia a lei: “Se os seus recursos não forem suficientes para um cordeiro, então tomará duas rolas ou dois pombinhos, um para o holocausto e outro para a oferta pelo pecado” (Lv 12.8). Tal fato significa dizer que todos devemos ser pobres? Não. Significa que José e Maria não tinham fé suficiente? Que estavam sendo atormentados por um espírito maligno? Inadmissível. Pedro não tinha “nem ouro nem prata” para dar ao mendigo, mas tinha algo muito mais valioso, que era fé em Jesus Cristo, o Nazareno (At 3.6). Se o modismo da confissão positiva existisse no tempo de Paulo, ele seria considerado um fracassado na fé, ou possuído pelo demônio da pobreza. Contrariando a teologia da prosperidade e sem medo de ser chamado de incrédulo, declarou que passou fome, sede, frio e nudez, situação em que os crentes da prosperidade não querem nem ouvir falar (2 Co 11.27).

Além disso teve a ousadia de dizer que sentia prazer nas fraquezas e nas necessidades, “pois quando estou fraco, então é que sou forte” (2 Co 12.10). Nos dias de hoje, se algum filho da confissão positiva fizer declaração semelhante será aconselhado a fazer uma série de sacrifícios pecuniários e a submeter-se a uma sessão de libertação.

Em substituição à teologia da prosperidade e da ganância não podemos pregar a teologia da pobreza. Mas podemos dizer com segurança que a riqueza não deve ser a meta principal do crente. Devemos buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33). Se a riqueza vier, que seja para glória de Deus; se não, estejamos contentes e conformados com o que temos, confiantes em que Deus suprirá nossas necessidades (1 Tm 6.8; cf. Mt 6.25,31,34).

Pontos de contato

Quase todos os desvios doutrinários apresentados no Brasil pelos representantes da teologia da prosperidade são copiados dos gurus norte-americanos. A estratégia do “ponto de contato” (figas, cordões, lenços e lençóis, cajados, água benta, etc) assemelha-se à tática usada por Robert Tilton para aumentar o saldo de sua conta bancária. Vejam sua tática: “Envie-me seu pano verde de oração como meu ponto de contato com você!… Quando eu tocar em seu plano será como se estivesse tocando em você!… Quando você tocar nesse pano, será como pegar minha mão e tocar-me. Quero que a unção que Deus pôs sobre a minha vida, em favor de milagres financeiros e de prosperidade fluam diretamente da minha mão para a sua… Então você reinará na vida como um rei”.

Os falsos mestres da extorsão dizem possuir unção para dar e vender, mais para vender do que para dar. Desejam igualar-se Àquele que disse: “Alguém me tocou; senti que de mim saiu poder” (Lc 8.46).

A idéia é fixar na mente das ovelhas a necessidade de serem ricas, de ajuntarem tesouros aqui na terra, como meio de serem felizes. A felicidade em Cristo, todavia, não advém do ter, mas do ser.

Por Airton Evangelista da Costa.

Em 2009, vi muita coisa errada nas Igrejas Evangélicas !

1 Comentário

No ano de 1993, algo histórico aconteceu para os aficcionados nas sagas dos super-heróis.

Desde a minha pré-adolescência, eu sempre gostei de ler gibis adultos, porque, tinham um enfoque voltado para a realidade e principalmente para os conflitos comuns a um ser humano, mesmo sendo seus personagens fictícios.

O ponto alto desta linha editorial teve a maior repercusão quando aquilo que era mais improvável de acontecer aconteceu: a morte do Super-Homem*!

Lembro-me bem daquela capa de revista preta com seu símbolo ensaguentado.

Quando terminei de lê-la, um sentimento de surpresa me acometeu, porque ninguém poderia imaginar que um dia isso pudesse acontecer. O bom é que sua morte foi sucedida de uma ressurreição, ainda que ele não tenha sido mais o mesmo (mostrando-se emocionalmente instável e inseguro).

Esta sensação de surpresa, eu diria perplexidade me tomou ao longo de todo o ano de 2009 diante de fatos e atitudes pouco prováveis de algumas figuras de destaque no meio evangélico. Pessoas que inspiraram toda uma geração, que nos fizeram querer ser iguais a eles, gradativamente declararam-se o oposto de tudo que defenderam um dia.

Não encontro versos melhores para descrever tamanha frustração senão os do velho Cazuza: “meus heróis morreram de overdose… meus inimigos estão no poder”; e parodiando eu acrescento, “teologia” eu quero uma pra viver…

Eu vi apoio público a sectaristas, pessoas que exaltam suas denominações como a única a ser realmente de Deus.

Eu vi despregarem o que pregaram e repregarem o que antes criticavam.

Eu vi persuasão tomar o lugar da unção.

Eu vi Psicologia no lugar da Teologia.

Eu vi pregações centradas em pregadores.

Eu vi politicagem usada como corporativismo.

Vi defesas e ataques, alianças e parcerias feitas e desfeitas.

Eu vi rivalidade e revanchismo por trás dos microfones.

Eu vi a gestão tomar o lugar do pastoreio.

Eu vi os números e metas tomarem a importância que antes pertencia às ovelhas do aprisco.

Eu vi a profissionalização de ministérios.

Eu vi filiações manobradas.

Eu vi o material se sobrepor às almas.

Eu vi a romanização dos evangélicos.

Vi falência espiritual.

Há os que continuam acreditando nesses “heróis”, talvez pelo que eles foram um dia e não pelo que são hoje. Outros insistem em seguí-los na mesma esperança que havia nos leitores de histórias em quadrinhos, em 1993: a de ressurreição do Super-Homem.

Outro grupo continua defendendo os seus ungidos pelo simples fato de terem morrido junto com eles. Como já diz o outro “cada um tem o evangelho que merece”.

Ao morrer, Super-Homem assassinou seu opositor, o Apocalipse*. Isto lhe trazia um peso enorme porque não tinha sido a primeira vez.

Reconhecimento do seu erro, arrependimento e conserto o levaram a conflitos e incertezas típicos de alguém necessitado de perdão.

Isto é coisa de herói de verdade.

Voltar atrás, ceder, declarar-se culpado, abrir mão de sua razão, pedir perdão são sinônimos de nobreza e hombridade.

Difícil acreditar que se pode ir para o céu sem isso.

Quando o amor de Deus não constrange mais e deixa de ser o único motivo, vem a tolerância com Jezabel e a queda mesmo permanecendo de pé.

Quem tem ouvidos, ouça.

E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto. Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei (Ap 3.1-3).

Título Original: E Cazuza tinha razão … (http://pregacaodosloucos.blogspot.com)

A Heresia do Relógio da Bênção

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Amados irmãos! A partir de amanhã será lançada no mercado uma bênção revolucionária, incapaz de ser superada por qualquer heresiarca. Foram muitos dias de estudo e meditação com nossos 666 pastores.

Desejava descobrir um instrumento capaz de abençoar mecanicamente toda a membresia; capaz de reproduzir a minha voz onde quer que esteja o irmão.

Quando estava em meditação, apareceu a visão de um relógio, e o relógio falava: – Eu te abençôo. A cada hora a bênção era repetida. Então, nasceu a idéia do “Relógio da Bênção”. Ora, a Bíblia recomenda que devemos abençoar as pessoas, e não amaldiçoar.

Adquirindo o tal amuleto, os irmãos serão abençoados em todos os momentos.

Receberão a minha bênção, com a minha voz, ainda que estejam dormindo. Não é formidável? A minha voz é inconfundível. Vocês já a conhecem muito bem. Vejam o que diz a Bíblia: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem” (Jo 10.27).

Dito isto, informo que mandei fabricar dez mil relógios de vários modelos, tamanhos e cores (de pulso, de parede, para crianças e adultos). A partir de amanhã já estarão nos postos de venda. Vocês poderão programar a bênção para ser recebida a cada sessenta minutos, a cada duas, três ou quatro horas. E podem optar por um som mais suave, recomendável durante a noite. Sugiro que os relógios sejam programados para emitir bênçãos de hora em hora.

A mensagem completa que vocês ouvirão é a seguinte:

“Eu o abençôo. Não se esqueça do dízimo e da campanha do mês”.

Vocês poderão adquirir uma unidade para ser usada no pulso, e outra para ser usada na parede de sua casa. Bom será que cada membro da família possua o “Relógio da Bênção”. A melhor notícia: o novo amuleto será vendido pelo menor preço do mercado. As unidades mais simples, sem fundo musical, custarão R$49,99; as mais sofisticadas, com pulseiras cromadas e a prova d´água, podem chegar a R$299,00, com garantia de seis meses.

Em breve, marcaremos uma reunião especial para ungirmos todos os relógios.

Alguém poderia até perguntar o que fazer com os demais amuletos, como, por exemplo, o jumentinho, o mel ungido, o cinto, o capim santo, etc. Ora, não se esqueçam do princípio balizador do uso de amuletos: “O poder de um amuleto é potencializado por outro amuleto”. Isto é, quando mais amuletos, mais bênçãos.

Vocês não devem desprezar os antigos instrumentos. Através deles, muitos ganharam carros importados e mansões; ficaram ricos. Ora, ser cristão é sinônimo de uma vida boa, folgada, livre de doenças, de aflições. Para ficar mais ainda de bem com a vida, adquira já o “Relógio da Bênção”.

Por Airton Evangelista da Costa.

A Heresia do Capacete, das Botas e das Luvas da Salvação

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Amadas ovelhas. Nossos concorrentes chegaram primeiro e acabaram de lançar as “vestes brancas”, capazes de limpar o corpo e a alma de todas as mazelas; de doenças, de traumas, pecados, maldições, setas malignas e pobreza.

Era pensamento meu mandar confeccionar quinhentos mil casacos brancos para serem vendidos abaixo do preço de mercado. Mas deixemos isso de lado. Em compensação, estou lançando, para alegria de vocês, três produtos de uma só vez. Vejam como funcionam:

CAPACETE BRANCO – Usado em cultos de libertação, o capacete protege das setas do diabo, limpa a mente dos pensamentos impuros e garante vida eterna: “Tomai também o capacete da salvação” (Ef 6.17). Atenção: só serve se for de cor branca, símbolo de pureza. Temos em estoque milhares de unidades, de vários tamanhos, para crianças e adultos. As mulheres usarão um modelo especial, com uma florzinha.

BOTAS BRANCAS – As botas brancas, também devem ser usadas nos cultos de libertação, quando vocês se apresentam para a expulsão dos demônios do mês.

Protegem os pés das “astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11). A Bíblia recomenda que calcemos “os pés na preparação do evangelho da paz” (v.15). As botas brancas evitam que as ovelhas andem por caminhos tortuosos; ajudam a pisar na cabeça do diabo: “Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente” (Sl 91.13).

Lembrem-se do seguinte: “Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força do Inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lc 10.19).

Como tomar posse dessa bênção se não estivermos devidamente preparados?

Nossa fábrica de botas está trabalhando a todo vapor para atender a demanda.

LUVAS BRANCAS – São uma proteção espiritual. Protegem as mãos das setas diabólicas que entram pelos dedos; evitam o contágio com o mundo exterior nos dias de purificação. Garantem aos seus usuários o poder para expulsar demônios e curar enfermos: “Imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão” (Mc 16.18).

Como fazer isso se não estivermos com mãos limpas? Leiam: “Chegai-vos a Deus, e Ele se chegará a vós. Limpai as mãos, pecadores” (Tg 4.8). As luvas são fabricadas em couro de camelos dos arredores de Jerusalém. Temos modelos a preços populares fabricados com couro de jumento.

À disposição, portanto, três amuletos de valor espiritual inestimável. Fica aqui nosso lembrete: não dêem ouvidos aos nossos adversários.

Eles dirão que tudo isso não passa de uma palhaçada; que os filhos de Deus não precisam de objetos de bênção; que todos já são ricamente abençoados; que a pior maldição é não estarmos em Cristo, etc. Não ouçam essas doutrinas de demônios. Contra elas, usem os amuletos à disposição de vocês. Alguém me fez uma pergunta interessante: O que fazer com os amuletos anteriores? Respondo: Vocês vão desprezar o prato em que comeram? Se vocês foram muito abençoados com eles, guarde-os; poderão até usá-lo, eventualmente. Muitos ainda estão com prazo de validade em vigor.

Mais uma coisa: no mês do lançamento desses três amuletos, vocês deverão trazer um dízimo dobrado, e receberão uma dupla unção. Última observação: os capacetes, botas e luvas só funcionam se adquiridos em nossos templos, pois eles são ungidos na fase de fabricação.

Por Airton Evangelista da Costa.

A Heresia da Serpente da Fé

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Hoje é noite de bênçãos. Fiquemos atentos, em reverência à Palavra.

Abram suas bíblias no Livro de Números, capítulo 21, versículos de 7 a 9. Diz assim o Livro Sagrado: “O povo veio a Moisés, e disse: Pecamos, pois temos falado contra o Senhor e contra ti. Ora ao Senhor que tire de nós as serpentes. Então Moisés orou pelo povo. Disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente, e põe-na sobre uma haste.

Todo aquele que for mordido, e olhar para ela, viverá. Moisés fez uma serpente de bronze, e a pôs sobre uma haste. Então quando alguém era mordido por alguma serpente, se olhava para a serpente de bronze, vivia”.

Esta palavra me trouxe uma nova revelação. Neste exato momento, enquanto lia a Bíblia, o Espírito falou ao meu ouvido. Tudo está confirmado. A serpente de bronze, criada por Deus, precisa ser restabelecida. O povo tem sofrido por todo esse tempo porque desprezou os símbolos sagrados. Recebi a missão de restaurá-los.

Naquele tempo, o povo foi castigado por seus pecados de murmuração. Não confiou nas promessas de Deus. As serpentes venenosas foram o instrumento usado para castigar os murmuradores.

Quantos, meus irmãos, não andam murmurando contra Deus, por pensamentos ou palavras. Quantos não estão em pecado de omissão, não fazendo aquilo que deveriam fazer. Feche seus olhos, dobre a sua cabeça. Medite em seus pecados.

Você está separado de Deus. Você precisa aumentar a sua fé. Deus enviou o castigo, mas em seguida providenciou a solução. A serpente de bronze é a solução. Se serviu para os israelitas, servirá para vocês.

A serpente é o símbolo da cura. Vamos reaprender a olhar para a serpente e receber a cura; com a cura, receber a prosperidade e com a prosperidade viver de bem com a vida. A serpente serve de exemplo. Leia: “Sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10.16). Não só a prosperidade e cura receberemos dela, mas também a prudência. Observemos seu modus vivendi, como ela se prepara para atacar; a sua agilidade; como ela segura a presa e não solta mais; o magnetismo de seu olhar, tudo isso podemos colocar em prática para sermos prósperos, para tomar posse das bênçãos e não soltá-las facilmente; para sermos ágeis no acúmulo de riquezas. Vocês já viram uma serpente doente? Pois é, com ela aprenderemos a desfrutar perfeita saúde. Dito isto, vamos às instruções.

Mandamos fabricar cinqüenta mil serpentes para aplicativos em broches, colares, pulseiras, brincos, meias, lenços, gravatas, camisas e blusas. Esses objetos poderão ser adquiridos em qualquer de nossas lojas. Os usuários da serpente darão uma grande demonstração de fé, convictos de que não foi em vão a recomendação divina sobre a cura para os que olhassem para a serpente. Para quem desejar algo mais real, em nossas cisternas de répteis estão duas mil serpentes trazidas do deserto do Egito. Antes de embarcarem para cá, elas foram ungidas nas águas do Jordão.

Vamos às instruções.

A cada ano, no último dia de outubro, todos comparecerão ao grande culto da serpente. Amarrada a uma haste de metal, estará uma grande jibóia de vinte metros de comprimento. Ao lado esquerdo desse símbolo, estará um reservatório de água fluidificada, onde a serpente esteve quarenta dias e quarenta noites para infusão da unção. Todos levarão suas bolsas, colares, pulseiras, gravatas, meias, lenços e blusas para receberem os bons fluídos. No lado direito, o Grande Gasofilácio das Ofertas Alçadas. Estipulamos uma oferta de cinqüenta reais.

Portanto, meus irmãos, não fiquem de fora da Campanha da Grande Serpente.

Quem não participar, ficará sem a bênção ofídica. Apressem-se em adquirir os apetrechos recomendados. Doravante, farão parte do quotidiano de vocês, como sinal de fé. Não dêem ouvidos aos contradizentes. Vão dizer que serpente é coisa do diabo; que nós só queremos o dinheiro das ovelhas; que o rei Ezequias destruiu a serpente de bronze para não ser adorada; que as coisas do Antigo Testamento não servem para os dias de hoje, etc. Vocês estão proibidos de ouvir a voz do engano. Confiem na minha palavra. As ovelhas conhecem a voz do pastor e não se deixarão levar pela voz do enganador. Vocês são testemunhas de que nunca fizemos pressão psicológica sobre as ovelhas para fazerem ofertas cada vez maiores; nunca extorquimos ninguém; falamos em dinheiro só o estritamente necessário; nunca vendemos amuletos, etc. tudo fazemos por puro amor às amadas ovelhas. Que a bênção do sucesso continue sendo derramada sobre vocês.

Por Airton Evangelista da Costa.

A Heresia da Arca da Prosperidade

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Sabemos que os amuletos do esoterismo ou do ocultismo não produzem qualquer benefício espiritual. Os que tenho lançado, todavia, possuem um ingrediente que os diferencia dos demais: a unção. Os amuletos do paganismo não são ungidos.

Os meus são diferentes porque passam necessariamente pelo ritual da unção com óleo importado de Israel. Ora, “o justo viverá da fé”, diz a Bíblia. Portanto, sem fé não há amuleto ungido que funcione.

Antes de apresentar meu novo produto, desejo informar que nos primeiros dias da campanha do “sacrifício do voto e da galinha” recebi milhares de aves. Trinta mil galinhas e frangos são sacrificados em minhas granjas, diariamente. Desejo ajudar muitas pessoas pobres, isto é, vender o produto pelo menor preço do mercado.

Mas agora preciso falar do meu mais novo lançamento: A “Arca da Prosperidade”.

A terra estava cheia de violência. Então, Deus mandou Noé construir uma grande “arca de madeira de cipreste”, e lhe disse: “Eu trago o dilúvio sobre a terra, para destruir tudo o que tem vida debaixo dos céus. Mas contigo estabelecerei a minha aliança, e entrarás na arca tu e contigo os teus filhos, a tua mulher e as mulheres de teus filhos”.

Recomendou também que na arca fossem colocados os animais, dois de cada espécie. Como sabemos, todos foram salvos do dilúvio que se abateu sobre a terra (Gn 6,7,8 e 9).

Deus quer renovar o pacto com seu povo. A violência de nossos dias supera em muito a dos tempos de Noé. É hora de aceitarmos a provisão de Deus. Vamos todos entrar na Arca da Prosperidade. Este gesto simbólico produzirá benefícios espirituais imensuráveis. Entrar na arca será uma prova de nossa fé. Naquele tempo, as pessoas não deram atenção ao chamado de Deus. Hoje, os que conhecem a verdade, estão prontos a aceitar o convite. Entrar na arca significa afastar de vez as forças negativas. Deus contemplará cada um que tomar essa decisão.

Mandei construir uma arca de madeira cipreste – a mesma usada por Noé – de vinte metros de comprimento por quatro de largura, que será instalada no meio do templo. As ovelhas entrarão na arca, percorrerão toda a sua extensão e sairão pela porta dos fundos. No seu interior, encontrarão um grande gazofilácio, onde serão depositadas as ofertas do sacrifício, e um depósito com água benzida, que poderá ser bebida ou passada no rosto. Trata-se de uma bênção adicional. Para permitir que a fila ande mais depressa, os familiares do ofertante não entrarão na Arca. Mulher e filhos ficam de fora, em espírito de oração. Serão distribuídos gratuitamente aos ofertantes um broche com a figura de uma arca. O Espírito Santo me falou que esse sacrifício deve ser de cem reais. Maior sacrifício experimentou Noé e seus familiares. Alguém me perguntou se os cem reais podem ser dados diretamente aos pobres. Respondi que não, não e não. O sacrifício válido é aquele depositado aos meus pés, aliás, aos pés do Senhor.

A passagem pelo interior da Arca da Prosperidade redundará em vitória diante do inimigo. Será vencido o dilúvio das doenças, da pobreza, dos problemas conjugais. Da mesma forma como Noé e sua família foram vitoriosos, as ovelhas sairão da barca com mais poder, mais força, mais fé. A Arca ficará em exposição no Templo Central durante a primeira quinzena de setembro. Depois disso, a relíquia percorrerá todas as principais capitais do país.

Nota: Este trabalho objetiva enfatizar a facilidade com que as heresias são criadas, e como facilmente são aceitas e assimiladas pelos desavisados. O “pacote” consiste em vender a idéia com aparência de verdade. Primeiro, escolhese o amuleto; depois procura-se um versículo bíblico que lhe dê sustentação.

O resto é marketing.

Por Airton Evangelista da Cruz.

A Heresia do Capim Santo

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Tenho novidades para vocês. Outro dia, quando iniciava o meu discurso num dos nossos templos, um irmão gritou: “Qual será o preço do sacrifício”? Fiquei feliz e ao mesmo tempo triste. Feliz pelo bom condicionamento em que estão as ovelhas do meu aprisco. Triste fiquei pela ironia implícita. O importante é que todos já estão conscientes de que os sacrifícios precisam ser renovados. Sem sacrifício é impossível agradar a Deus. Como agradaremos a Deus sem as obras do sacrifício? Ora, a fé sem obras é morta.

Nossos adversários alegam que o sacrifício de Jesus foi completo e eficaz e que somos salvos não por nossos méritos e sacrifícios, mas pela graça divina derramada sobre os que nele confiam. Eu lhes digo que vocês não devem dar ouvidos a vozes estranhas. Ouçam o seu pastor: “As ovelhas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não reconhece a voz dos estranhos… O bom pastor dá a vida por suas ovelhas” (Jo 10.5,11). Quem é o pastor de vocês? Quem encaminha vocês diariamente ao matadouro, aliás, ao sacrifício para que tenham vida abundante? Quem criou dezenas de objetos e os ungiu, a fim de a fé de vocês fossem materializadas?

Quem aqui pode sair de casa sem a sua imagem, aliás, sem o seu amuleto de estimação? Quem pode negar que eles proporcionam paz, felicidade, segurança e, especialmente, prosperidade?

Quem não se lembra do “jumentinho”, do “Machado da Prosperidade”, do “Cinto da Verdade”, do “Sacrifício da Galinha”, do “Barbunção”, do “Sandalhaço” e de tantos outros meios de bênçãos colocados à disposição de vocês? Quem não se lembra do “princípio da potencialização da bênção” criado e ensinado por mim, e que tantos benefícios trouxeram a vocês?

Não fiquem ansiosos quanto ao valor do novo sacrifício. Vejo irmãos inquietos já contando seus trocados. Nunca exigi sacrifício superior ao que vocês podem suportar. Primeiro, informo que criei o “Livro de Registro de Heresias”, para evitar plágio. Funciona como registro de patente. A partir de então minhas criações estão patenteadas e só poderão ser copiadas com meu prévio consentimento. O “Termo de Abertura” está assim redigido: “O presente livro com 500 folhas numeradas tipograficamente de 1 a 500 destinase ao registro das heresias criadas pelo Pastor Airton Evangelista da Costa. É proibida a reprodução de métodos e símbolos concernentes às heresias aqui registradas, sob pena de os infratores, respeitados os direitos autorais, responderem criminalmente em juízo e se sujeitarem às penalidades da lei”.

Agora vamos à novidade do dia. Decididamente entramos na era das plantas medicinais como veículo de bênçãos. A de hoje dispensa maiores comentários porque seu nome já diz tudo: Capim Santo. Quem não conhece as qualidades terapêuticas dessa planta? Milhões de pessoas, até ovelhas nossas, vêm utilizando o capim santo para curas de seus males físicos. É sabido que o chá dessa planta, também conhecida como erva cidreira, é usado como refrigerante, como calmante e sedativo; contra gases intestinais, dores musculares, etc. Porém, qual o efeito no plano espiritual?

O “capim santo”, que, como o próprio nome indica, já é santo, fica mais santo ainda quando ungido. Após a unção, adquire propriedades espirituais, tornando-se assim um santo remédio espiritual. Instalamos uma verdadeira indústria para sua manipulação e fabricação do chá, que será acondicionado em garrafas de dois litros. A nossa plantação de 100 hectares do referido capim está bem desenvolvida. Estimamos uma produção de um milhão de garrafas dentro dos próximos 45 dias. O importante é que usaremos água fluidificada na composição do chá.

Alguns chamam de água benta. Além disso, estamos fabricando a “Pasta da Concupiscência”, feita das cinzas do capim, destinada a anular os efeitos nocivos dos desejos carnais. Usada sobre os olhos, nos lábios e orelhas, refreia o desejo de ver, falar e ouvir coisas contrárias à vontade de Deus, como, por exemplo, pornografias. A pasta será acondicionada em latinhas de 200 gramas. O início da distribuição dos novos produtos está previsto para o dia quinze de agosto deste ano. O lançamento será em grande estilo. Defronte à nossa sede será plantado um enorme pé de capim santo.

As propriedades espirituais do santo capim santo são as seguintes: assegura prosperidade econômica e afasta energias negativas. Outros objetos ungidos, anteriormente lançados, tinham essas propriedades, mas estão com prazos de validade vencidos. Modo de usar: duas colheres de sopa ao deitar. A validade desse novo produto é por tempo indeterminado. Terminado o estoque, a ovelha se dirigirá a qualquer um dos nossos pontos de distribuição, cumprirá o voto do sacrifício, como explicarei a seguir, e levará os dois litros de chá e o brinde da pasta.

Falei em distribuição, mas há um detalhe muito importante. Sem o seu sacrifício a bênção não funciona. A Máquina de Flutuação de Machados, a MFM, foi adaptada para receber as ofertas e liberar as garrafas de chá. O sacrifício será de cinqüenta reais. Pagou, levou. Sem sacrifício não há bênção, sem bênção não há salvação.

Nossos adversários poderão até dizer que todo esse dinheiro virá para o meu bolso. Não é verdade. Gasto muito com a criação dos produtos, com sua divulgação, com matéria-prima, com empregados, etc. O lucro se destina à Casa do Tesouro.

A participação de todos é indispensável. Muitas ovelhas já assimilaram a idéia e deram um nome mais popular para o produto: “O Chá da Bênção”. Gostei. A voz do povo é a voz de Deus. Não fique de fora. Tome posse da sua bênção. O chá é seu. Será a sua porção diária de bênção.

Por Airton Evangelista da Costa.

A Heresia do Sacrifício do Voto e da Galinha

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Antes de alguém pensar que se trata de plágio, declaro que a heresia do “Sacrifício do Voto” é completamente diferente da que circula no mercado. O título pode ser semelhante, mas os métodos são diferentes. Heresiarca que se preza não copia as heresias de outro colega.

Eu estava passeando pelas ruas de Paris, onde pretendo comprar um apartamento, quando, de repente, uma voz inaudível falou ao meu coração: “O meu povo está perecendo por falta de sacrifício. Convoque o meu povo para fazer um sacrifício dantes nunca visto na história de minha Igreja. Eu me sacrifiquei por todos, mas ninguém quer sacrificar-se por mim”.

Sabia que o Senhor estava falando comigo. Então, ainda enlevado com aquela voz, perguntei: – “Senhor, o sacrifício pode ser em dinheiro vivo ou em animais? E o Senhor respondeu apenas com uma palavra: “PODE”. Fiquei mais feliz ainda. O pensamento do Senhor ajustava-se ao meu pensamento. Fiquei tão contente que entrei numa loja e comprei cinco ternos para bem me apresentar ungido diante do povo de Deus.

Desta vez, meus irmãos, vocês não terão em mãos qualquer objeto ungido. É fantástico. Assim como Jesus se ofereceu para o sacrifício, vocês farão um “voto de sacrifício” como gratidão ao Senhor, por tudo que Ele fez. Quem ficar de fora desse sacrifício não será abençoado. Perderá a qualidade de filho de Deus, e quando morrer sua alma ficará eternamente ardendo no inferno. Quem deseja fazer o sacrifício do voto? Ótimo, vejo que todos aceitaram. Vamos agora às instruções.

Estão lembrados de que o Senhor permitiu dois tipos de voto: um em dinheiro vivo e um em animais. O Senhor deixou comigo a decisão de escolher quais animais devem ser sacrificados e qual o montante do voto. Louvo a Deus pela confiança depositada neste humilde servo. Outro dia, após apresentar esta heresia num de nossos templos, um irmão me perguntou: – “Meu grande pastor, no mês passado eu fiz um voto de duzentos reais para ser abençoado. Permita-me indagar qual a validade daquela bênção”. Após saber que ele tinha oito anos de fé, respondi: “Meu amado, as bênçãos são adicionadas às já existentes. A cada voto você recebe uma bênção especial. Pelos meus cálculos você já deve ter feito vinte e três votos. Pois bem, quando uma nova bênção se junta à anterior, há um efeito multiplicador. Se nesses oito anos você tivesse feito apenas um sacrifício, teria apenas uma bênçãozinha medíocre, sem expressão, uma bênção que não lhe garantiria nem um prato de comida. Ademais, se não houver constante sacrifício, a sua fé tende a perecer, e “sem fé é impossível agradar a Deus”. Como você demonstrará a sua fé se você não faz o sacrifício? Fé sem obras é morta. Sem voto você é um homem morto. Como Deus vai encher seus bolsos de dinheiro se você rejeita a voz do meu coração, isto é, do coração que recebeu a voz de Deus?

Ou será que você não gosta de prosperidade? Pessoal, quem aqui não gosta de dinheiro? Viu, ninguém levantou a mão. Então, é dando que se recebe. Com Deus o negócio é mão dupla.

Mais uma alma rebelde se levantou contra Deus, e me disse: – “Meu grande pastor, não tenha por mal as minhas ignorantes palavras, mas gostaria de sua orientação. A Bíblia diz que “o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender é melhor do que a gordura de carneiros”, conforme está em 1 Samuel 15.22”. “Diz também, amado pastor das nossas almas, que “Sacrifício e oferta não quiseste…holocausto e expiação pelos pecados não reclamaste…deleito-me em fazer a sua vontade”, como está em Salmos 40, versos de 6 a 8”. “Entendo, amado pastor – continuou a alma rebelde – que já somos salvos e abençoados pela fé no Senhor Jesus Cristo, e, assim, constituídos filhos de Deus, e que nada que façamos poderá aumentar a bênção adquirida pelo eficaz sacrifício do Senhor, na cruz. Já somos propriedade dEle, pois fomos comprados com Seu sangue redentor”.

De vez em quando encontramos esses corações renitentes. São pessoas que em lugar de ficarem atentas ao que seus pastores dizem ficam decorando passagens bíblicas ou lendo coisas indevidas na internete. Respondi-lhe que participar do “Voto de Sacrifício” é um sinal de obediência a Deus. Trazer uma galinha colocá-la aos pés do altar, como veremos a seguir, é também um ato de obediência. Ou querem duvidar de mim? Será que não recebi o mandamento de Deus?

Ou será que não sou um ungido de Deus? Todo o meu ser e meus pertences pessoais são ungidos; minha gravata, meias, lenços, camisas, pijamas, lençóis de cama, óculos, caneta até a minha dentadura é ungida.

Retornemos às instruções. Nos dias trinta de junho e primeiro de dezembro de cada ano, cada família comparecerá ao templo para fazer dois sacrifícios. O primeiro será o “Voto do Sacrifício” , de valor igual a um salário mínimo vigente na época. No mesmo dia os que querem ser abençoados depositarão aos pés do Senhor uma galinha viva, de qualquer raça e idade, desde que sem defeito, em bom aspecto, devidamente alimentada e vacinada. Se não houver galinha disponível, que venham os frangos. A vacina é uma exigência legal. A família que tiver apenas uma galinha, que põe um ovo diário para reforço alimentar, traga-a assim mesmo. Quanto maior o sacrifício, maior a bênção. Este princípio vale para o sacrifício do voto.

Para não dizerem que esta heresia não é bíblica, ouçam: “Quando alguma pessoa cometer ofensa, e pecar por ignorância nas coisas sagradas do Senhor, então trará ao Senhor por oferta um carneiro sem defeito do rebanho…”, como está em Levítico 5.15. São muitas as citações na Bíblia que falam em sacrifício e oferta de animais. No momento estou exigindo uma galinha.

É o começo de uma longa caminhada. Amanhã, conforme as revelações que receber, quem sabe surgirá a necessidade de um porco ou de um bode para o sacrifício. Alguém poderá perguntar: por que os dois votos de sacrifício, o do dinheiro e o da galinha? Aqui funciona o princípio da potencialização da bênção.

Uma bênção sobre outra potencializa os efeitos das duas. Duas bênçãos valem mais do que uma bênção. Dois sacrifícios valem mais do que apenas um sacrifício. Dito isto, desejo explicar a destinação das galinhas.

Mandamos construir uma granja com cem galpões para o sacrifício das aves ofertadas, numa área de dez mil metros quadrados. A comercialização desses animais é uma realidade que se impõe. O lucro correspondente será totalmente carreado para a bendita Casa do Tesouro. Contratamos dez avicultores e cinco sanitaristas para controlar e fiscalizar o desenvolvimento das aves até o seu abate. Cinqüenta obreiros foram convocados para darem o dízimo de seu tempo na recepção das ofertas e manutenção dos galpões. Nosso objetivo é oferecer à população carne congelada de galinha “da terra” e de frango a preços competitivos, em embalagens de até três quilos.

A sua oferta ajudará a população carente. Vejam quão elevados são nossos objetivos. Nos primeiros anos, atenderemos apenas o mercado interno. Esse negócio será “a galinha-dos-ovosde-ouro” que dará grande impulso aos nossos projetos evangelísticos. Na verdade, a galinha ofertada voltará à mesa do ofertante pelo menor preço da praça. E mais, ao passar por nossos frigoríficos toda a produção receberá uma unção especial, a “Unção do Alimento”. E o dinheiro do sacrifício do voto? Será destinado também à abençoada Casa do Tesouro. Vamos todos unidos ao voto do sacrifício e ao sacrifício da galinha.

Por Airton Evangelista da Costa.

A Heresia do Cinto da verdade

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Este é o produto que estava faltando em sua coleção de objetos ungidos. São eles que nos transmitem bênçãos e com as bênçãos a prosperidade.

São facilitadores de nossa fé. São como os trilhos de uma ferrovia. Deslizando por eles a locomotiva não sai da linha, segue rumo a um lugar seguro. Fico feliz quando visito meus seguidores e vejo em suas casas esses facilitadores. No alto da geladeira, o “jumentinho”. Lembram-se dele? Continua ali abençoando o lar. Junto a ele, o “Machado da Prosperidade” flutua dentro de um copo dágua.

Olho para os pés do homem de Deus e vejo que ainda usa as “Sandálias de Jesus”. No rosto, ainda curte uma barbicha bem aparada e ungida. Nosso Deus é um Deus de grandes coisas. Jamais se contentaria em que seu povo ficasse de braços cruzados, a olhar para o passado.

Deseja que seus instrumentos de trabalho sejam renovados a cada dia. A batalha é constante. Não lutamos contra pessoas humanas, mas contra o Maligno. A Bíblia recomenda o uso de determinados apetrechos para que tenhamos vitória. Os que ficam de fora, os que duvidam, os murmuradores não serão abençoados. Leiam: “Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo. Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade” (Ef. 6.10,14). Eis a chave da vitória, do sucesso e da prosperidade.

Com o cinto estaremos seguros e firmes na batalha contra o nosso maior inimigo. Ele, o Diabo, deseja sugar todo o seu dinheiro, se possível, todo o seu salário mensal. Pelo desejo dele, você ficaria sem nada para comer e daria tudo a ele. Mas estou aqui para fortalecê-lo.

Chegou o “Cinto da Verdade”.

Dê adeus aos problemas espirituais e financeiros. Você se sentirá seguro. Vamos todos amarrar Satanás. No exato momento em que você colocar o cinto ungido, sentirá um aperto no abdômen e um alívio no coração. Ninguém pode negar que João Batista foi um homem abençoado. Não foi rico, mas também naquele tempo ele não precisava de dinheiro. Para quê? Ele vivia mesmo no deserto!

Eis o relato bíblico: “As roupas de João eram feitas de pelos de camelo, e ele usava um cinto de couro na cintura” (Mt 3.4). Usava o quê? Um cinto de couro.

Agora, nos tempos modernos, Deus orienta seu povo a usar o “cinto da Verdade” para afastar o inimigo. Colocaremos 400.000 cintos à disposição dos fiéis. Foram fabricados com materiais diversos, de vários tamanhos e cores. Há cintos em couro de primeira qualidade; cintos de linho, largura e comprimento diferenciados.

Para nossas santas mulheres mandamos confeccionar cintos em linho puro, produzidos com lã importada dos campos de Israel. O nosso Departamento de Lançamento de Produtos Ungidos – DELPU já ultimou as medidas de marketing para o lançamento em grande estilo.

O Espírito me disse que quem não participar ficará desprevenido. Já imaginou você no templo vendo todo mundo com o Cinto da Verdade, e você sem? O Espírito também me instruiu para não vender os cintos. Serão distribuídos gratuitamente. Mas há uma condição: o cinto só será entregue mediante um voto de trezentos reais. Se o seu salário for inferior a esse valor, vale um voto de menor valor, mas nunca abaixo de duzentos reais. Para este material, não receberemos cheque pré.

Agora vamos às instruções de uso. Primeiro, durante os sete primeiros dias do mês de agosto de cada ano, todos os fiéis que desejarem participar do “cinturaço”, comparecerão ao culto cingidos com o “Cinto da Verdade”, o CV. O primeiro dia será o da unção. Os fiéis que fizerem e cumprirem o voto, receberão o CV. Depois ficarão de pé e receberão uma oração especial. Somente após a oração é que colocarão os cintos. Será um momento de grande emoção e alegria.

Os demais, que não quiseram fazer o voto, ficarão sentados e envergonhados. Que Deus tenha misericórdia deles.

Nos dias seguintes, todos os participantes continuarão freqüentando o templo e usando o CV. Até o fim dos sete dias os retardatários, os que se arrependeram de seus pecados e resolveram participar, têm chance de fazer o voto e receber o CV. Vamos lá, a nossa segurança está no cinto. Outro dia um irmão me perguntou: – A unção do cinto só dura sete dias? Quanta ingenuidade! O objeto de fé se acaba, mas a unção é duradoura. Outro dia ouvi uma crítica azeda. Diziam que “nossos objetos ungidos funcionam como uma cenoura colocada à frente de um jumento: ele nunca alcança a cenoura, mas continua andando rápido na esperança de alcançá-la”. Quanta falta de fé nos propósitos divinos.

Todos os nossos produtos são lançados com embasamento bíblico.

O melhor é que nossos seguidores não dão ouvidos a vozes discordantes.

Por Airton Evangelista da Costa

A Heresia do Machado da Prosperidade

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A situação daqueles homens era desesperadora. O ferro do machado, com que cortavam a madeira para a construção de uma habitação, caiu na água (2 Reis 6.5).

Talvez você esteja enfrentando o mesmo problema em sua vida. Sua vida financeira está arruinada. Você está sem forças até para lutar. A sua única fonte de renda, o emprego, foi perdida. Seu desespero é semelhante ao daqueles homens. O seu machado caiu. A sua fé desapareceu.

Assim como Eliseu fez flutuar aquele machado, nós iremos fazer reapareceu a sua fé. Você será restabelecido no seu emprego e sua vida espiritual e financeira será reconstruída. Veja o relato da Bíblia: “Perguntou o homem de Deus [Eliseu]: Onde caiu? Mostrando-lhe ele o lugar, Eliseu cortou um pau, lançou-o ali, e fez flutuar o ferro” (v.6).

Iremos usar a mesma fé de Eliseu para fazer flutuar a sua prosperidade. Você poderá achar que tudo foi de água abaixo, que não há mais condições de reaver seus bens, seu emprego, sua paz. Agora, ouça o que você precisa fazer. No próximo mês lançaremos a campanha do “Machado da Prosperidade”. Os que dela não participarem perderão a bênção.

Iremos instalar no templo a “Máquina de flutuação de machados”. No seu interior estarão duzentos mil pequenos machados de plástico, de quatro centímetros de comprimento, fabricados em Jerusalém e, portanto, já ungidos na origem. A Máquina, do estilo caça-níquel, será acoplada a um pequeno tanque com água.

Ao ser acionado um botão, imediatamente um machadinho flutuará no tanque ao lado. Esse será o seu “Machado da Prosperidade”. Guarde-o com carinho. O machadinho poderá ser usado como broche, guardado na carteira ou colocado dentro de um copo dágua benzida. Se usado na água, deverá ficar exposto na sala principal da casa durante sete semanas. Durante esse tempo não será tocado por ninguém. Findo esse prazo, ele estará superungido. Em razão de sua leveza, o machadinho flutua sem problema. Ele será a materialização de sua fé.

Daí para frente é só contar as moedas. Você será próspero.

Talvez você esteja indagando: E a oferta? Pensou bem. Vocês já sabem como funciona. A pergunta revela bom condicionamento. O sacrifício da oferta é indispensável. Antes de acionar o botão da Máquina, você depositará no lugar indicado vinte moedas de R$1,00. Para atender a demanda, a máquina funcionará 24 horas, durante os trinta dias da campanha. As máquinas serão instaladas nas dez maiores capitais do Brasil. A “Máquina de flutuação de machados” possui mecanismos que permitem a imediata contagem das santas ofertas. As moedas serão mecanicamente acondicionadas em sacos plásticos com até duzentas unidades, lacrados com o símbolo de nossa congregação. Um carro-forte ficará à disposição para, ao final do dia, transportar o numerário para um banco, onde será feito o santo depósito da Casa do Tesouro.

Os machadinhos da prosperidade poderão ser entregues em domicílio. Para isso ofereceremos três opções: reembolso postal, depósito prévio em conta a ser anunciada e cheque pré/30 dias. Esta última opção será válida somente para aquisição superior a dez machadinhos.

Até hoje nenhum de nossos lançamentos permaneceu em vigor por mais de quatro meses, mas, se essa “heresia construtiva” vingar, daremos um prazo maior de validade. Alguém perguntará: Por que chamar de heresia o ungido Machado da Prosperidade? É para que vocês aprendam a se defender das investidas de nossos adversários.

Quando disserem que tudo isto são heresias destruidoras, respondam: “Não, não e não. São heresias construtivas e nós estamos nos dando muito bem com elas”.

Alguém poderia perguntar: “O que fazer com as dezenas de objetos abençoados que já possuímos?”. Essa pergunta nem deveria ter sido feita. Nossos verdadeiros e fiéis seguidores não fazem perguntas. Os que fazem tal pergunta são pessoas de pouca fé. Não conhecem a Bíblia nem os desígnios de Deus. Vivemos de glória em glória, de luz em luz. A nossa vida espiritual se renova a cada dia. Diz a Palavra que vivemos em “novidade de vida”. Como é então que querem continuar com as coisas velhas? Ora, o que é velho já passou. Viva a cada dia uma nova unção. E essa nova unção está em suas mãos, agora, via “O Machado da Prosperidade”.

Tome posse dessa bênção e seja feliz.

Por Airton Evangelista da Costa.

A Heresia das Sandálias da Humildade e do Dízimo em Dobro

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Sandalhaço e Dobradinha 

Estive orando três dias e três noites no monte. Pedi a Deus que me mostrasse o caminho para o avivamento de sua igreja. De repente, fui levado em espírito para o céu.

Lá estavam reunidos o Pai, o Filho e o Espírito. Não via rosto nenhum.

Eram três luzes que me ofuscavam e se fundiam numa só.

Não ouvia três vozes, mas uma só.

Compreendia perfeitamente qual dos três estava falando comigo. A comunicação era apenas mental. A Luz, representando o Filho, aproximou-se mais de mim e me disse – “Meu irmão, você está encarregado de uma grande missão. Ouvi a sua súplica.

Vou usá-lo como vaso de honra para reavivar o meu povo que padece por falta de sacrifício. O sacrifício que ordeno agora é o do dízimo duplo, isto é, não mais dez por cento, mas vinte por cento.

Lance uma grande campanha com o título “A dobradinha santa do dízimo”. Todos os anos, nos meses de fevereiro, junho e novembro, meus irmãos deverão participar da dobradinha santa. Lembre-lhes que colhe mais quem mais semeia”. A Luz também me disse que nos meses da dobradinha os que aderirem à campanha, homens, mulheres e crianças deverão calçar sandálias. A vitória é certa para quem usá-las. Abrir-se-ão as portas; os caminhos ficarão mais largos, as dificuldades menores. As sandálias transmitem energia positiva e afastam a negativa. O pai do filho pródigo, quando este retornou, deu-lhe de presente sandálias novas (Lc 15.22). “João Batista disse que não era digno de desatar a correia das minhas sandálias”, disse a Luz.

Agora, meus amados, vamos às instruções. O próximo mês de fevereiro é o primeiro da dobradinha e do sandalhaço.

Vamos mostrar que somos o povo escolhido de Deus.

Não haverá salvação para quem ficar de fora. A partir de janeiro, colocaremos à disposição dos fiéis 500.000 pares de sandálias de várias cores e tamanho. Os preços variam de R$15,00 a R$70,00.

Foram feitas com couro de camelos do Egito, por onde o povo de Deus peregrinou por quarenta anos. É couro ungido.

Estas custam mais caro. Para os menos exigentes, temos sandálias em couro de bode ungido do riquíssimo e abençoado sertão nordestino. As sandálias deverão ser calçadas no primeiro dia do primeiro mês da campanha, e somente deverão ser retiradas no último dia. Somente o usuário poderá atar e desatar as correias das sandálias.

Assim como Jesus se colocou em nosso lugar na cruz, vocês devem fazer esse sacrifício, isto é, usar um calçado que foi usado por Ele. É um ato de gratidão. Leiam: “Sede imitadores de Deus, como filhos amados” (Ef 5.1). Jesus pede que todos façam esses dois sacrifícios: a dobradinha do dízimo e uso das sandálias. Muito mais Ele fez por nós. Nossos adversários irão dizer que isto é uma heresia. Não dêem ouvidos a tais comentários.

Sempre haverá os inimigos da fé, os falsos mestres a ensinar heresias destruidoras. Vocês viram que tudo que falamos aqui é bíblico. No período da campanha, nossos pastores também estarão participando do sandalhaço. Só do sandalhaço.

Por Airton Evangelista da Costa.

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