Já fui Católico, mas descobri a VERDADE !

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Não são poucos os católicos devotos da virgem Maria que se converteram ao Evangelho, e quando isso acontece, imediatamente eles deixar de ser devotos da Nossa Senhora de Aparecida, a pergunta que muitos se fazem é: porque isso acontece?

O conhecimento na Palavra de Deus e o uso do raciocínio lógico por parte desses ex-católicos é a resposta para a indagação acima.

Vamos entender:

Quando um católico devoto da Aparecida passa a freqüentar uma igreja Evangélica, alguns fatores indagatórios lhes ocorre, que são:

- Porque os pastores não adoram e não veneram a virgem Maria, e ao invés de serem “castigados” por Deus são ainda mais abençoados, ao ponto de enfermos e endemoninhados alcançarem a cura e a libertação por intermédio da oração desses pastores ?

- Porque os padres não ensinam e não comentam nada sobre o segundo mandamento “não farás para ti imagem de escultura, não as adorarás e não as servirás” conforme está escrito na Bíblia Sagrada nos DEZ MANDAMENTOS em Êxodo capítulo 20 ?

- Porque os padres não comentam sobre o salmo 115 onde diz que as imagens não podem abençoar ninguém uma vez que elas não conseguem ver, ouvir, falar, apalpar ou caminhar ?

- Eu aprendi que a virgem Maria seria nossa advogada diante de Deus, mas ao freqüentar uma igreja Evangélica, me mostraram na Bíblia que o Senhor Jesus é o único Advogado que temos diante de Deus, conforme está assim escrito:

Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” 1 João 2:1

- Na igreja católica me ensinaram que a virgem Maria seria a medianeira entre os homens e Deus, más na igreja Evangélica me ensinaram que na Bíblia o único mediador entre Deus e os homens é o Senhor Jesus:

Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” 1 Timóteo 2:5

- Quando eu era católico, aprendi que Maria a mãe do Senhor Jesus aqui na terra permaneceu sempre virgem, porém, ao frequentar uma igreja Evangélica, acabei aprendendo que após o nascimento do Salvador, Maria não só se casou com José como teve outros filhos com ele:

Não é este (Jesus) o filho do carpinteiro ? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas ?“ 

Mateus 13:55

- Ao frequentar uma igreja Evangélica, aprendi que adorar ou venerar “imagens de escultura” seria praticar o pecado de idolatria, e que na Bíblia Sagrada está escrito que os idólatras não herdarão o Reino de Deus:

Ficarão de fora (do Reino de Deus) os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.” Apocalipse 22:15

Após essas indagações, torna-se impossível um católico devoto da virgem Maria permanecer fiel a Nossa Senhora de Aparecida.

 http://www.bispoandresantos.com/

O Dia das Bruxas é AMALDIÇOADO por Deus

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 Halloween – A FESTAS DAS BRUXAS

Algumas escolas comemoram o dia das bruxas como uma festa da cultura americana ou uma festa qualquer sem ao menos conhecer o seu significado e origem. Esta festa é muito comemorada pelas escolas de inglês, e pasmem… tem até a festa de halloween gospel!

Para que eu não possa ser chamado de preconceituoso – (o uso desta palavra está distorcida, pois preconceito é dar um conceito antes de conhecer o objeto do que se fala. Para algumas pessoas o fato de não aceitar já é preconceito) este artigo tem pesquisas em fontes especializadas em bruxaria e dicionários de ocultismo.

Como todos têm o direito de seguir qualquer religião, eu também tenho o direito de levar a verdade sobre o Halloween.

Quero mostrar a você leitor o que as escrituras Sagradas falam sobre a prática da bruxaria. Desta os pais podem decidir se seus filhos devem ou não participar do dia das bruxas.

As escolas podem obrigar o meu filho participar do Halloween?

Não, elas não têm este direito. A constituição brasileira nos permite dizer “não” a qualquer tipo de participação de festas religiosas ou comemorações que vão contra a nossa fé.

Esta posição está amparada no Inciso 5º da Constituição Federal que reza : “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais dos cultos e suas liturgias”.

Fica claro que é inviolável a liberdade religiosa, os nossos filhos não podem ser obrigados a participar de qualquer festa religiosa mesmo que aqueles que as promova não tenha conhecimento da verdade sobre ela.

Mas o que é Bruxaria?
 
Bruxa não é aquela que voa de vassoura. Bruxa é uma praticante do paganismo ou neopaganismo.

A bruxaria é uma religião. Seus adeptos participam de convéns, seus “líderes” são sacerdotisas e sacerdotes, ela é uma religião matrifocal. A mulher tem uma importância maior dentro da bruxaria.

Sua prática de adoração é politeísta (possui diversos deuses) , tem rituais e tradições celtas e dias especiais em seus calendários que promovem a adoração a deusa e do deus.

A bruxaria nos dias de hoje é conhecida como WICCA , o neo paganismo que a cada dia tem alcançado adolescentes e jovens que são instigados pela fábrica do cinema com filmes como “Harry Potter” – O garoto propaganda da neo bruxaria.

O livro Wicca-Crenças e Práticas, Grary Cantrell, Madras Editora, traz a seguinte definição: “Nossa religião (bruxaria-Wicca), é legalmente reconhecida e está sob proteção da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos e, nosso isolamento do resto da comunidade religiosa deve e precisa terminar.”

O sacerdote bruxo afirma : “o nosso oficio está crescendo e se diversificando em alta velocidade fenomenal” (Pag 17 Wicca-Crenças e Práticas, Grary Cantrell, Madras Editora).

Mas o que este tipo de festa pode trazer ao meu filho?

No sentido pedagógico nada. Mas… Ela pode promover a idéia de que a bruxaria é apenas algo que existe na ficção. Através desta idéia, as crianças podem começar a se interessar na verdadeira pratica da bruxaria e buscar informações em outros livros, na internet etc…

O personagem da ficção que leva muitos adolescentes a realidade da bruxaria – Harry Potter – não se cansa em dizer em seus filmes que “quem não gosta de bruxaria é trouxa”.

Idéia que foi comprada e repassada por muitos adolescentes que, para não ser chamados de trouxas, buscaram informações sobre a prática da bruxaria em internet, livros etc… Nenhuma criança gosta de ser considerada trouxa. Você gosta?

Mas isso é um laço do inimigo para que seu filho comece a aceitar a bruxaria como uma fantasia. Bruxaria não é fantasia!

O Halloween pode despertar o interesse em muitas crianças como outras histórias religiosas já levaram a busca de um caminho religioso.

É claro que possuímos o livre arbítrio, mas todo livre arbítrio é influenciado por aquilo que nos cerca!

Não precisamos deixar com que os nossos filhos conheçam nenhuma religião precocemente antes que elas tenham formado o seu caráter ou tenha maturidade suficiente para ter uma escolha própria ou julgamento pessoal.

O exemplo vem do próprio cristianismo, algumas igrejas não batizam crianças porque elas não têm conhecimento suficiente para escolher se vão querer ou não seguir Jesus em sua vida.

O batismo tem uma conotação de testemunho público – como uma criança vai fazer o seu testemunho público se ela não tem conhecimento do que ela está fazendo?

O batismo deve ser feito quando existe consciência de sua escolha, desta forma nós também não queremos que as crianças sejam iludidas pelas festas das quais tem conotações espirituais sem o seu conhecimento prévio. Muitas crianças foram influenciadas por histórias ou musicas, contadas e cantadas, por professores. Veja o artigo feito por uma revista esotérica.

Interesses por religiões desde pequenos

A revista “Bons Fluidos” trouxe uma reportagem de crianças que se envolveram com outras religiões. Um garoto de 6 anos começou a se interessar por hinduísmo depois que a professora ensinou um mantra.

“No quarto de brinquedos de Pedro de Queiroz Ávila, 6 anos, bolas, carrinhos, dinossauros e cobras de borracha convivem com um pequeno altar ecumênico. Arrumadas em um canto do cômodo, imagens de divindades indianas, de Buda e de Nossa Senhora despertam a atenção de quem entra ali pela primeira vez.

O garoto falou do seu gosto sobre os deuses hindus: “Gosto de todos os deuses, mas meu preferido é Brahma, ele tem quatro cabeças e é o mais poderoso do Universo”, conta com desenvoltura.

“Também acho legais Shiva e Vishnu, que, junto com Brahma, comandam tudo”, continua. De modo simples e autêntico, Pedro demonstra que entende um pouco de uma cultura muito distante da sua. Seus três deuses favoritos formam a trindade sagrada que, para o hinduísmo, controla o mundo”.

Como surgiu o interesse pelo hinduísmo?

O interesse de Pedro, aluno da Escola Viva, de São Paulo, surgiu na escola. “Um dia, a gente escutou algumas histórias de deuses. Depois, sentamos e ficamos repetindo om, om, om, que é um mantra”, explica.

A sua mãe conta no artigo que ele se interessou também por mitologia grega. “Para satisfazer a curiosidade dele, passei a pesquisar na internet e a conversar com amigos”, lembra. Eles foram juntos assistir à peça infantil As Jóias de Krishna - “Gostei. Lá, aprendi por que Ganesha, deus da sabedoria, tem cara de elefante. Acho legal que nenhum deus seja só bonzinho. Eles lutam e fazem as pazes”, diz o garoto.

REALIZAR UMA MAGIA – ESTE É O MEU SONHO diz o menino de 9 anos…

“Sentado no alto de uma árvore, A.C.P.M. de 9 anos, tenta recitar um dos feitiços que aprendeu em seu ultramanuseado exemplar de O Livro Secreto dos Bruxos, de Janice Eaton Kilby, Deborah Morgenthal e Terry Taylor, (Ed. Melhoramentos), leitura de cabeceira diária e obrigatória.

“Realizar uma magia: esse é meu maior sonho. Se um dia eu conseguir, serei a criatura mais feliz do planeta”, confessa o menino”.

Fã de Harry Potter – o garoto mago da série homônima criada pela inglesa J. K. Rowling -, o garoto diz que troca qualquer jogo de futebol por uma sessão de bruxaria entre amigos.

“Bruxaria do bem, tá? Não gosto de violência nem de coisas negativas”, faz questão de esclarecer.

No último Natal, pediu de presente uma tenda roxa com estrelas bordadas porque queria um lugar especial para fazer rituais. “Não ganhei, mas tenho fantasia de mago, coleção de duendes e gnomos e minha mãe já disse que, quando eu crescer, vou estudar em uma escola de bruxos”, conta.

Sua mãe concorda que o garoto aprenda bruxaria : “Se encontrarmos um lugar bacana, por que não? Respeito a sensibilidade dele, que sempre teve inclinação para esses assuntos. Estimulo sua vontade de aprender e procuro fornecer leituras adequadas à sua idade”, afirma sua mãe que é católica.”

O que quero mostrar é que a criança possui uma tendência de se envolver a fundo naquilo que é passado através de histórias, programações ou até mesmo festas.

ORIGEM DO HALLOWEEN

Da mesma forma que nós cristãos comemoramos a páscoa e o natal com significados importantes para cristianismo, o Halloween também é comemorado e considerado um dia de suma importancia para a religião pagã.

Existem oito dias de cerimônias sagradas para as bruxas, os quatro maiores e quatro menores.

O Halloween está incluído nos principais Sabás ; IMBOLC, BELTAIN, LUGHNASADH e SAMHAIM (este último é o dia de Halloween).No dia 31 de Outubro é comemorado o festival que introduz a estação das trevas.

De acordo com a história, este dia originou-se nos antigos festivais de outono Celtas que eram ligados à feitiçaria e à magia. Os bruxos acreditam que o portal que separa os mortos dos vivos se abre e eles passam a ter contato com os vivos.

No livro Wicca de Gary Contrell, Wicca-Crenças e Práticas, na pagina 95, o autor faz o seguinte relato referente a Halloween:

“O Sabá do Samhaim celebra o ciclo eterno da reencarnação e marca o início do inverno céltico. O velho Deus morre nesta noite para renascer no Yule, dando continuação à Roda da Vida do Ano. Se o ritual for adequadamente feito, geralmente se percebe a presença de amigos invisíveis.”

Então este dia não é apenas um dia de doces e travessuras, mas o dia em que a religião pagã realiza a prática da necromancia.

Os rituais são marcados por cantos e oferendas de frutas como maças, melões, abóboras, além de cereais ou nozes de outono são decorações típicas do Samhaim. Por mais que pareça uma brincadeira, o dia das bruxas tem uma relação religiosa, ou você acha que ter um contato com mortos é brincadeira de criança?

Os processos ritualísticos a serem feitos são diversos. Um deles é purificar a área ou o círculo, invocar os quadrantes (vento, terra, água e fogo)e o Senhor e a Senhora (deuses) com orações de evocações.

Existem orações que invocam espíritos da morte e a deusa pedindo que os visitem e que os guiem pelo caminho que estes espíritos e a deusa quiser. Estes rituais são acompanhados por diversos processos de invocação, velas e musicas. Os cânticos evocam a reencarnação, a morte e a prática da adoração a deusa.

NECROMANCIA

Buscar as lembranças dos mortos ou até oferecer comida a eles são pontos marcantes nesta festa. Os adeptos a bruxaria neste dia falam de pessoas que já morreram, de amigos e animais que perderam naquele ano, pois o dia é celebrado com a influência da morte.

Depois o sacerdote indica o ritual do bolo e da cerveja para celebrar a possibilidade de contato com eles (em outros convéns podem ser feito outros rituais- cada grupo pode ter o seu ritual personalizado, não precisa ser necessariamente os mesmos).

DOCES OU TRAVESSURAS?

Esta prática é a mesma que os antigos tinham para proteger suas lavouras neste dia.

A prática de dar oferendas aos espíritos está ligada diretamente à proteção de suas lavouras, acreditavam que os mortos vinham com Samhaim e precisavam ser recebidos com oferendas de doces e frutas para que eles não fizessem nenhum dano as suas plantações.

Muitos colocavam fogueiras no canto de suas fazendas para afugentar os maus espíritos e aplacar poderes sobrenaturais que controlavam os processos da natureza.

Nesta festa, os praticantes de bruxaria dizem que deixar uma oferenda de alimentos ou bebida na entrada da casa serve para revigorar as almas dos mortos.( livro Wicca Crenças e Práticas, pág.95)

A invocação dos quadrantes e dos deuses são feitos em lugares purificados em alguns convéns.

Hoje se comemora este dia ao redor das fogueiras, com oferendas de doces e frutas etc…

HALLOWEEN VEM DOS AMERICANOS?

O Halloween foi introduzido nos Estados Unidos pelos Irlandeses. A sua origem remonta as tradições celtas, povo que viveram na Gália e nas ilhas da Grã-Betanha entre 600 e 800 d.C.

Esta prática foi sendo esquecida devido a evangelização cristã nestes territórios, a religião Celta começou a desaparecer. Como eles tinham uma tradição oral, eles não escreveram quase nada sobre a sua religião. Os Estados Unidos receberam estas festas com o surgimento da religião pagã em seu território.

SIMBOLISMO DO HALLOWEEN

Cada peça, brincadeira ou enfeite possui um simbolismo dentro da crença Wicca. Vamos ver algumas delas:

ABOBORA COM ROSTO – Esta vem de uma lenda: um homem chamado Jack morreu e foi lhe foi negado a sua entrada no céu e no inferno. Condenado a viver perambulando pela terra como uma alma penada, ele colocou uma brasa brilhante num grande nabo oco para iluminar o seu caminho à noite. A abóbora iluminada simboliza Jack.

NABOS – O nabo também eram as lanternas que os Celtas acreditavam que mandavam os espíritos embora, este símbolo continua com o uso das abóboras iluminadas.

VELAS - Neste dia é usado muitas velas marrons e alaranjadas. Muitos pentagramas possui estas velas em seus quadrantes.

USO DO PENTAGRAMA – O pentagrama tem sido usado como amuleto, mas ele é um símbolo básico da feitiçaria. É o ponto central do trabalho de encantamento e geralmente é colocado sobre ou na frente do altar – Ele representa o fogo, terra, ar, água e espírito.

PESCAR MAÇÃS EM UM TONEL – Esta antiga prática veio de adivinhar o futuro. O participante que obtinha sucesso poderia contar com a ajuda dos espíritos para uma realização amorosa .

PEDIR DOCES – Esse costume veio da tradição Irlandesa: um homem conduzia uma procissão para angariar contribuições dos agricultores para que suas colheitas não fossem amaldiçoadas por demônios.

Pare e Pense:

As crianças que saem pedindo doces ou travessuras representam o que?
O que acontece se elas não conseguem os doces? Elas fazem as travessuras.
Se você pensar um pouco, o agricultor pedia alguma coisa para dar de oferta aos demônios.

HALLOWEEN A LUZ DA PALAVRA DE DEUS

Pessoas que participam dessa festa têm que se conscientizar sobre estes rituais e práticas religiosas que estão envolvidas com o Halloween.

Nunca esqueça que nós estamos debaixo da lei de semeadura, o que semeamos vamos colher. Se deixarmos os nossos filhos se envolverem com estas práticas mesmo que não pareçam praticas religiosas – o que vamos colher?

Neste tipo de ritual encontramos a Necromancia, animismo, o Politeísmo e práticas pagãs. Estas práticas não condizem com as Sagradas Escrituras.

A bíblia nos da uma posição clara sobre a prática da bruxaria – Nós não devemos nos envolver com suas práticas mesmo que seja de brincadeira.

Feiticeiro é considerado por Deus e pela sua palavra aquele que faz contato com mortos, aquele que busca poder na magia, busca orientação ou conhecimento sobrenatural mediante as práticas mediúnicas e isso é abominação ao Senhor.

Deus pede ao seu povo que não se vire para os encantadores e adivinhadores –
Levíticos 19v. 31: “Não vos virareis para adivinhadores e encantadores, não os busqueis contaminando-vos com eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus”.

Deus não permite que seu povo se envolva com feiticeiros:

Deuteronômio 18 v. 9-12″Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos. Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor, e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti”.

Veja o que está preparado para os feiticeiros:

Apocalipse 21v. 8:”Mas quanto aos tímidos, aos incrédulos, aos abomináveis, aos homicidas, aos fornicadores, aos feiticeiros, aos idolatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte”.

CONTATO COM OS MORTOS

Não há possibilidade de alguém que está morto entrar em contato com o mundo dos vivos, isso é abominado por Deus. A Bíblia nos orienta para não consultar os espíritos.

Isaias 8 v. 19-20″Quando pois, vos disserem:Consultai os que tem espíritos familiares e aos adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo o seu Deus? A favor dos vivos, consultará aos mortos? Á lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles”.

Se estes espíritos não têm luz, quem são eles?

O que não posso deixar de dizer é que os que apóiam ou participam desta festa estão fazendo parte da mesa dos espíritos malignos e demônios.

I Co 10 v. 18-22 : “Vede a Israel segundo a carne; os que comem os sacrifícios não são porventura participantes do altar? Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo estas coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejas participantes com os demônios. Ou irritemos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?”

Seria possível invocar os mortos?

Não. A Bíblia é clara que estas invocações ou evocações são impossíveis. Os mortos não tem consciência do que está acontecendo no mundo dos vivos:

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos… Não têm eles parte em cousa alguma do que se faz debaixo do sol”. (Eclesiastes 9:5,6).

“Pois não pode louvar-te o Seol, nem a morte cantar-te os louvores; os que descem para a cova não podem esperar na tua verdade. O vivente, o vivente é que te louva, como eu hoje faço; o pai aos filhos faz notória a tua verdade” (Isaías 38:18-19).

O livro de Jó revela que aquele que desce a sepultura não volta , nunca tornará a subir.

“Tal como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar o conhecerá mais (Jó 7:9-10).

Uma das passagens do Evangelho diz que Jesus conta uma parábola sobre duas pessoas que morreram e foram para lugares diferentes. Em nenhum momento Jesus diz que existe possibilidade deles voltarem nem se fosse para dar um recado aos seus familiares. Um deles pede para ir até a sua casa para dizer o que acontece depois da morte e que o caminho que eles seguiam estava errado. Ele ainda diz que se ele fosse dar a noticia, eles se arrependeriam. Veja a resposta:

“Respondeu ele: Não! pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender. Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lucas 16:30-31).

A bíblia nos informa que os espíritos tem um juízo e não voltam mais. Então quem volta se dizendo espíritos de familiares que já faleceram?

Hebreus 9 v.27″Pois aos homens esta ordenado viver e morrer uma só vez, depois disso juízo”.

Pense comigo – Halloween é coisa de criança?

E os professores que são obrigados a participar destas festas?

Eu apenas deixo uma passagem para que eles leiam e reflitam sobre a decisão que devem tomar.

Pedro escreveu: “Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis; antes santificai ao Senhor Deus em vossos corações, e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir à razão da esperança que há em vós, tendo uma boa consciência, para que naquilo em que falam de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo. Porque melhor padeceis fazendo bem (se a vontade de Deus assim o quer), do que fazendo mal. (1ª Pe 3 13 -17)

E o que falar para os cristãos que dizem que não tem problema algum participar do Halloween? O que dizer para as “igrejas” que realizam HALLOWEEN GOSPEL?

A bíblia fala sobre esta situação…

“Mas o Espírito expressamente diz: que nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrina de demônios. (I Tm 4v.1)


Quero apenas Lembre que “a nossa luta não é contra carne, mas contra potestades, principados e príncipes das trevas, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais“. EFESIOS 6 V.12.

Deus abençoe

Autor: Pr. Alexandre Farias
Fonte: [ Blog Apologética Infantil ]

Mais Doutrinas Católicas EXTRA BÍBLICAS !!!

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O Rosário e suas 15 promessas

1) Introdução

A Igreja Católica Apostólica Romana presta uma espécie de veneração especial a Maria, chamada hiperdulia (algo como hiper veneração). Todos os demais santos são merecedores apenas de dulia (veneração) e apenas a Deus é reservada a latria, que é a adoração.

Teoricamente estas definições podem até ser compreensíveis, porém a prática nos revela algo totalmente diferente.

João Paulo II, grande devoto de Nossa Senhora e que demonstrou isto em toda a sua trajetória como pontífice disse o seguinte no encontro com os jovens na Basílica Vaticana em 10 de janeiro de 1979: 

“O assunto, para o qual desejaria chamar a vossa atenção neste momento, está muito perto da vossa sensibilidade. Quereria, de fato, deter-me convosco a contemplar ainda a cena maravilhosa que o mistério do Natal nos colocou diante dos olhos. É cena que vos é familiar: muitos de vós reviveram-na ativamente nestes dias, construindo o presépio nas suas casas. Pois bem, entre os protagonistas desta cena, convido-vos esta manhã a olhar para Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe.” 

A Igreja mesma nos sugere esta atenção particular para com Nossa Senhora: quis que o Último dia da oitava do Natal, e primeiro dia do ano novo, fosse consagrado à celebração da Maternidade de Maria. É evidente, pois, a intenção de dar realce ao “lugar” da Mãe, diria à “dimensão maternal” de todo o mistério do nascimento humano de Deus.

Não é intenção sua que isto se manifeste só neste dia. A veneração da Igreja para com Nossa Senhora — veneração que supera o culto de qualquer outro santo e toma o nome de “hiperdulia” — invade todo o ano litúrgico.” [1]

Esta é uma pequena demonstração de como a ICAR tem voltado o seu foco sistematicamente para Maria, tirando-o do único e verdadeiro Salvador, Jesus Cristo.

2) O surgimento do rosário

Um instrumento poderoso para este desvio do foco em Cristo, o Santo Rosário, surgiu aproximadamente no ano 800 e consistia na reza de 150 pais-nossos pelos leigos que não sabiam ler, de forma a imitar os monges que rezavam os Salmos (150). Com o passar do tempo formaram-se outros três saltérios com 150 aves-Maria, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria. O Rosário como conhecemos hoje surgiu em 1206, quando a Virgem teria supostamente aparecido a São Domingos e revelado que era uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores. O primeiro documento impresso que explica claramente como rezar o rosário surgiu em Colônia, na Alemanha, em 1476.

Ao longo do tempo recebeu algumas implementações, sendo a última em 16/10/2002 através da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae [2] publicada pelo papa João Paulo II em que adicionou-se mais 50 aves-Maria e 5 pais-Nosso sob o título de Mistérios Luminosos [3] aos já rezados mistérios gozosos, mistérios dolorosos e mistérios gloriosos. Desde tal data o rosário passou a ser composto por 212 aves-Maria, 4 salve-rainhas e 24 pais-nosso [4]. Pela distribuição das rezas fica notável que o foco não é Cristo, mas sim Maria.

3) “Revelações” acerca do rosário

Muitas são as informações que os católicos recebem acerca de diversas supostas aparições de Maria com uma mensagem de estímulo à reza do seu rosário: 

Quero que saiba que, a principal peça de combate tem sido sempre o saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do novo testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu saltério” esta frase teria sido dita a São Domingo em uma aparição da Virgem Maria dos Católicos.

À Beata Alexandrina de Balasar, nascida em 1904 e falecida em 1955, a ICAR afirma que Nossa Senhora muitas vezes lhe falou do rosário, recomendando-o como arma eficaz contra as ciladas do demônio e como oração que agrada a Jesus, porque honra Maria, sua Mãe.

A ICAR diz que a reza do rosário agrada a Cristo, porém ela leva seus praticantes a distanciarem-se do nosso Senhor e Salvador e ter como foco principal a mãe de Jesus.

Dentre as muitas “revelações” dadas pela senhora dos católicos acerca do seu rosário, uma em especial é objeto deste artigo, pois faz com que os rezadores do terço deixem de depositar sua confiança em Cristo, nosso Senhor e único Salvador, e passem e esperar em Maria.

4) As 15 promessas do Santo Rosário

Alain de la Roche, titulado beato pela ICAR, nascido na França em 1428 e falecido na Holanda em 1475, afirma ter recebido uma mensagem especial de Maria acerca do seu rosário. Segundo ele, a senhora dos católicos lhe revelou 15 promessas para os que rezassem o rosário devotamente. Abaixo faremos um confronto entre estas promessas e o que a Bíblia nos diz acerca do que foi prometido:

1) A todos aqueles que recitarem o meu Rosário prometo a minha especialíssima proteção.

O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei? [Sl 27:1]

O SENHOR está comigo; não temerei o que me pode fazer o homem. [Sl 118:6]

Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; porquanto tu foste o meu alto refúgio, e proteção no dia da minha angústia. [Sl 59:16]

2) Quem perseverar na reza do meu Rosário, receberá graças potentíssimas.

Porque o SENHOR Deus é um sol e escudo; o SENHOR dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão. [Sl 84:11]

O homem de bem alcançará o favor do SENHOR, mas ao homem de intenções perversas ele condenará. [Pv 12:2]

Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras da minha entrada. Porque o que me achar, achará a vida, e alcançará o favor do SENHOR. [Pv 8:34-35]

3) O Rosário será uma arma potentíssima contra o inferno, destruirá os vícios, dissipará o pecado e derrubará as heresias.

Tenho posto o SENHOR continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei. Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura. Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. [Sl 16:8-10]

Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. [Rm 5:19-21]

Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. [Gl 5:19-23]

4) O Rosário fará reflorir as virtudes, as boas obras e obterá às almas as mais abundantes misericórdias de Deus.

E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição;

Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou [Rm 9:22-23]

Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; [Ef 2:4-6]

As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. [Lm 3:22-23]

5) Quem confiar-se a Mim, com o Rosário, não será nunca oprimido pelas adversidades.

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. [Jo 16:33]

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. [Fp 4:7]

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. [Mateus 11:28,29]

6) Quem quer que recitar devotadamente o Santo Rosário, com a meditação dos Mistérios, se converterá se pecador, crescerá em graça se justo e será feito digno da vida eterna.

Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. [Jo 16:7-8]

Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém. [2Pe 3:18]

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; [Ef 2:8-9]

7) Os devotos do Meu Rosário na hora da morte, não morrerão sem os sacramentos.

A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. [Rm 10:9-10]

8 ) Aqueles que rezam o Meu Rosário encontrarão, durante sua vida e na hora de sua morte, a luz de Deus e a plenitude das suas graças e participarão aos méritos dos abençoados no Paraíso.

Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. [João 14:6]

9) Eu libertarei, todos os dias, do Purgatório, as almas devotas do Meu Rosário.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; [Ef 2:8-9]

Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; (…) Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; (…) E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna. [Mt 25:34,41,46] (não existe purgatório na Bíblia)

10) Os verdadeiros filhos do Meu Rosário gozarão de uma grande alegria no Céu.

…eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. [João 10:10b]

Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem cairá sobre eles o sol, nem calor algum; porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida; e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima. [Apoc. 7:16,17]

11) Aquilo que se pedir com o Rosário se obterá.

E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. [Jo 14:13]

Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura. [Is 42:8]

12) Aqueles que propagarem o Meu Rosário serão por mim socorridos em todas as suas necessidades.

Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. [Is 46:1]

13) Eu consegui do Meu Filho que todos os devotos do Rosário tenham, por irmãos em sua vida e na hora de sua morte, os Santos do Céu.

E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos. [Atos 4:12]

14) Aqueles que recitarem o Meu Rosário fielmente serão todos filhos meus amantíssimos, irmãos e irmãs de Jesus.

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. [Rm 8:15]

15) A devoção do Santo Rosário é um grande sinal de predestinação.

Nele (Cristo), digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; [Ef 1:11]

Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis. [Ap 17:14]

5) Conclusão

É notório que a ICAR tem permitido e incentivado que seus fiéis afastem-se da verdadeira adoração ao único e exclusivo Senhor e Salvador Jesus Cristo ao desviarem seu foco para a mãe de Jesus, Maria, transformando-a em objeto de esperança [Rm 5:1-2] [Ef 4:4-6] [Cl 1:26-28] [1Ts 1:2-4] [2Ts 2:16] [1Tm 1:1] [Hb 10:23] [1Pe 1:21]

O conhecimento da Bíblia Sagrada, lida sem o filtro da tradição e do magistério, mas sim sob a iluminação do Espírito Santo nos revela o quão equivocada é a atitude de rezar para quem não pode salvar e esperar nas promessas de quem não pode cumpri-las.

Somente o Senhor Jesus é capaz de nos proteger, salvar, livrar do mal e dar Sua graça e misericórdia, pois em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. [At 4:12]

Caminhemos firmes olhando sempre para o autor e consumador de nossa fé, Jesus Cristo [Hb 12:2], esperando apenas Nele.

Notas
[1] http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790110_giovani_po.html acessado em 23/08/2008.
[2]http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_20021016_rosarium-virginis-mariae_po.html acessada em 23/08/2008
[3] http://www.vatican.va/special/rosary/documents/misteri_luminosi_po.html acessada em 23/08/2008
[4] Além das 50 aves-Maria e dos 5 pais-nosso de cada terço, há também outras repetições destas rezas e de algumas outras no decorrer de cada terço rezado.

Fonte: [ NAPEC ]

Está ESCRITO: Será ???

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“Está escrito, não é pastor?”.

Vez por outra nós, pastores, somos inquiridos pelos irmãos para darmos alguma explicação de determinado “versículo bíblico” que nem ele – nem nós – conseguimos encontrar. Nesse instante, numa questão de segundos, vem a nossa mente aquela oração piedosa: “E agora Jesus?”. Trago alguns exemplos neste artigo por duas razões:

(1) para que os pastores e líderes prestem mais atenção naquilo que pregam e,

(2) para que alguns membros de nossas igrejas não nos venham mais com estas perguntas. Por favor, não somos, nem queremos ser, os oráculos do desconhecido.

Está escrito:

“Disse Jesus: ‘nenhuma folha cairá sem o consentimento do meu Pai’” ???

– As pessoas confundem o texto de

Mt 10.29-31 – “Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais”.

De onde as pessoas acharam a bendita folha em sua Bíblia.

Está escrito:

“A fruta que Adão e Eva comeram no Éden, e assim transgrediram as ordens de Deus, foi a maçã”.

Não se sabe que fruta era aquela. A Bíblia não dá o nome da fruta, nem da sua árvore – (Gn 3:1-6).

Por favor, deixe-me dizer algo meu irmão: eu gosto de maçã.  

Está escrito:

“Que um querubim, guardava a entrada do Jardim do Éden, com uma espada flamejante, após a queda de Adão e Eva”.

A Bíblia não diz quantos querubins eram. Apenas diz “querubins” (Gn 3.24).

Uma espada inflamada revolvia-se sozinha pelo poder de Deus, no lado leste do jardim, onde estavam também os querubins.

Pouca gente nota que Adão não queria deixar o jardim; foi preciso Deus lançá-lo fora (v. 24). “O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim” (v.23).

Está escrito:

“Deus mudou o nome de Saulo para Paulo”.

Este é um dos erros mais comuns.

Alguns crentes até oram: “Deus, muda a vida de fulano como Tu mudaste o nome de Saulo para Paulo”.

Leia Atos 9 e verá que em nenhum versículo encontramos isso. Paulo depois da conversão é chamado de Saulo diversas vezes – At 9.11, 17, 22, 24; 11.25, 30; 12.25; 13.1-2, 7.

O texto de Atos 13.9 explica onde foi feita a mudança de ênfase por Lucas: “Todavia, Saulo, também chamado Paulo…” 

Daí por diante Saulo é tratado de Paulo. Na realidade Paulo tinha dupla cidadania, era judeu e ao mesmo tempo romano – At 22.25-26, 28. Saulo era seu nome judaico e Paulo, romano.  

Está escrito:

“Que o gigante Golias foi morto pela pedra que Davi atirou com sua funda”.

A pedra feriu mortalmente o gigante e o derrubou, porém Davi acabou de matá-lo com a espada do próprio gigante – (1Sm 17.50, 51).

Nem se fosse um paralelepípedo …

O que ? Não acredito !

Você já vai abrir a sua Bíblia para conferir se o que eu disse é verdade ? …

Faça isso sempre, seja um crente bereano.

Tenha cuidado meu amado irmão para que as muitas letras, ou  os muitos mestres televisivos, não te façam delirar. Lembre-se, está escrito: “Esforça-te e eu te ajudarei!” Ops!… Foi mal!

SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER

* O Pr. Antônio Pereira da Costa Júnior (Co-Pastor da 1ª Igreja Congregacional em Sta Cruz do Capibaribe – PE). Mestrando em Teologia Sistemática pelo SPN – Recife – PE.

juniorapologista@yahoo.com.br

in Maluco por Jesus

Falsas Doutrinas: CUIDADO (obras do Demônio)

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Gálatas 4.15: Qual é, logo, a vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os vossos olhos, e mos daríeis”.

Chamo sua atenção à pergunta dirigida pelo apóstolo aos membros das igrejas na Galácia, para que consideremos juntos outra causa de depressão espiritual, ou infelicidade na vida cristã. Toda a Epístola aos Gálatas realmente trata desta questão. Estes gálatas haviam ouvido a mensagem do evangelho pelo apóstolo Paulo. Tinham sido gentios pagãos típicos. Estavam longe de Deus, sem qualquer conhecimento dEle ou do Seu Filho, ou da grande salvação cristã, mas o apóstolo Paulo veio e pregou a eles, e recebe­ram a mensagem do evangelho com grande alegria. Ele descreve, em detalhes mesmo, seu regozijo quando o encontraram pela pri­meira vez, e ouviram sua pregação. Parece claro que quando o apóstolo esteve entre eles, não estava fisicamente bem. É quase certo que ele estava sofrendo de algum problema dos olhos, porque lembra aos gálatas que, quando estivera entre eles, eles teriam arrancado os próprios olhos, dando-os a Paulo, se isso pudesse ter sido de alguma ajuda. Concluímos que essa dolorosa condição inflamatória dos seus olhos era algo ofensivo e desagradável de se ver. Não havia nada atraente na aparência do apóstolo. Como ele lembra a igreja em Corinto, sua presença era “fraca”. Ele não tinha o que chamaríamos hoje de presença imponente. Era um homem de aparência muito comum, sem levar em consideração a deforma­ção adicional causada por seu problema nos olhos. Mas, como ele os lembra aqui, eles não o desprezaram nem rejeitaram. Ele diz: “Não rejeitastes nem desprezastes isso que era uma tentação na minha carne”, e na verdade o receberam “como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo”, e tinham se regozijado nessa maravi­lhosa salvação. Mas não eram mais assim, tinham se tornado infelizes, e ele se viu forçado a perguntar-lhes: “Qual é, logo, a vossa bem-aventurança?” Eles estavam infelizes consigo mesmos, e quase se voltaram contra o apóstolo. Estavam num, estado de tanta depressão que ele podia até usar este tipo de linguagem: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”.

A pergunta que ele lhes apresenta, a respeito de sua bem-­aventurança anterior, é marcante. Na verdade, ele a tinha apresen­tado em outras formas previamente na mesma carta. No sexto versículo do primeiro capítulo, ele diz: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho”. Então ele o repete no terceiro capítulo, no pri­meiro versículo: “Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado?” Ora, mesmo sem acrescentar outras evidências, creio que está claro que esses cristãos da Galácia que tinham sido tão felizes, tão jubilosos em sua salva­ção,  haviam   se  tornado  espiritualmente  infelizes   e   deprimidos.

A questão à nossa frente é esta: o que causou esta mudança? Que tinha acontecido com eles? E a resposta é perfeitamente simples, e pode ser colocada numa única frase — era tudo devido doutrina falsa. Esse era o problema das igrejas na Galácia; todos os seus problemas emanavam de uma certa doutrina falsa em que haviam acreditado. E isto é algo que é tratado com muita frequência no Novo Testamento. Quase não há uma epístola que não trate deste assunto, de uma forma ou outra. Estas igrejas infantes tinham sido muito perturbadas por certos tipos de mestres que seguiam o apóstolo Paulo, imitando a sua mensagem e pregação em muitos aspectos, mas acrescentando suas próprias idéias. O resultado é que não somente isso causava confusão nas igrejas mas, além disso, cau­sava esta condição deprimente e infeliz na vida de muitos cristãos, Era, obviamente, obra do diabo. O apóstolo não hesita em afirmar isso, e nos lembra que o diabo pode até se transformar em anjo de luz. Ele ataca os cristãos e insinua idéias falsas em suas mentes, conseguindo assim, por um tempo pelo menos, arruinar seu teste­munho cristão e roubar sua felicidade. A história da Igreja Cristã desde o Novo Testamento está cheia de tais ocorrências. Começou já no princípio, e tem continuado desde então, e num certo sentido é verdadeira a afirmação de que a história da Igreja Cristã é a história do surgimento de muitas heresias e a batalha da Igreja contra elas, assim como a libertação da Igreja pelo poder do Espírito de Deus.

Este obviamente é um assunto muito extenso, e posso apenas tocar nele de passagem. Doutrinas falsas podem surgir em muitas formas diferentes; mas podem ser divididas em duas áreas principais. Às vezes, a doutrina falsa assume a forma de negação aberta da ver­dade e dos princípios e dogmas orientadores da fé cristã. Devemos deixar bem claro que às vezes assume esta forma. Pode se apresentar como sendo cristã, mas de fato nega a mensagem cristã. Já existiram, e ainda existem, ensinos que se dizem cristãos, porém que até mesmo negam a deidade do Senhor Jesus Cristo e outros dogmas básicos e fundamentais da nossa fé.

Mas doutrina falsa nem sempre assume esta forma. Há uma outra forma para a qual quero dirigir sua atenção agora. Em certo sentido, esta é muito mais perigosa que a primeira, e é a mesma forma que tinha assumido nas igrejas da Galácia. Não é tanto uma negação da fé, não é tanto uma contradição dos dogmas funda­mentais; mas é uma doutrina que sugere que algo mais é necessário, além do que já cremos. Essa foi a forma peculiar que assumiu no caso dos gálatas. Certos mestres tinham ido às igrejas ali, dizendo e pregando: “Sim, cremos no evangelho e concordamos com a pregação de Paulo. Tudo que ele ensinou está certo, mas ele não ensinou tudo. Ele deixou de fora algo que é absolutamente vital, a circuncisão. Fiquem firmes em tudo que crêem, mas se realmente querem ser cristãos, precisam também ser circuncidados”. Essa era a essência do falso ensino.

Não é difícil perceber como essa doutrina entrou ali. Afinal, os primeiros cristãos foram judeus. Vemos isso nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos. Vamos ser justos com eles. É fácil enten­der sua situação. Eles sabiam que sua velha religião tinha sido dada por Deus, e sabiam que era verdadeira. Sua dificuldade era entender os novos ensinos à luz de sua velha doutrina tradicional. Eles sabiam que a circuncisão fora dada por Deus a Abraão, e tinha continuado desde então; mas aqui estava uma nova doutrina que afirmava que a circuncisão não era mais necessária, que a velha distinção entre judeus e gentios havia sido abolida, que a circuncisão, bem como toda a lei cerimonial, já cumprira seu propósito e o povo de Deus não tinha mais obrigações para com ela. Muitos ficaram perplexos com isso. Eles não tinham problemas com os gentios sendo admitidos à fé. A princípio isso tinha sido um obstá­culo para eles (até o apóstolo Pedro teve dificuldade em aceitar isso, e foi só depois que Deus lhe deu a visão do céu que ele admitiu receber Cornélio e os outros gentios na igreja Cristã). Mas eles ainda não conseguiam entender como um gentio podia se tornar cristão se ele ao mesmo tempo não se tornasse judeu. Entendiam que o cristianismo era o resultado lógico da sua velha religião, mas não entendiam como alguém podia ingressar nele sem passar pela circuncisão. Então eles foram a esses cristãos gentios da Galácia e sugeriram que, se quisessem realmente ser cristãos, teriam que se submeter à circuncisão e se colocar sob a lei.

Esse é o tema que o apóstolo aborda nesta Epístola aos Gálatas. Não podemos lê-la sem nos comovermos. Ele escreve com paixão. Está tão preocupado com a questão que até mesmo deixa fora sua costumeira saudação, e logo depois da abertura da carta ele ime­diatamente aborda o assunto e faz sua pergunta. Por que sente essa paixão, por que está tão emocionado? A resposta, é claro, é que ele sentia que a própria posição cristã dessas pessoas estava em jogo, e se não captassem esta verdade, toda sua posição cristã podia estar em perigo. Não há outra carta em que o apóstolo fale com tanta veemência. Notem o que ele diz: “Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. Vocês não poderiam ler coisa mais veemente. E ele o repete: “Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Essa é a forma em que ele cala qualquer tendência de dizer: “Não importa que essas pessoas não vejam o que eu vejo, somos todos cristãos”. Não é assim; há uma definitiva intolerância aqui porque, como ele sugere e ensina, toda a posição cristã está em jogo nesta questão.

listou chamando atenção para isso não devido a qualquer interesse especial na história dos gálatas em si, mas por causa da sua importância para nós. Essa é a glória do Novo Testamento. Não é um livro acadêmico; é o livro mais atualizado que existe. Não há uma heresia ou problema descrito no Novo Testamento que não possa ser encontrado em alguma forma ou aspecto na Igreja aluai. Não estamos envolvidos numa discussão acadêmica sobre depressão espiritual; estamos falando sobre nós mesmos, e falando uns com os outros; e estou chamando atenção para isso porque estas coisas ainda estão conosco, e essa heresia dos gálatas ainda pode ser encontrada entre nós, numa manifestação moderna. Há muitos cristãos que passaram por essa experiência. Quando encon­traram a verdade pela primeira vez, ficaram assombrados. Disseram: “Nunca pensei que o cristianismo fosse assim”. Receberam-na com alegria e experimentaram bênçãos extraordinárias; mas subsequentemente foram confrontados com outra doutrina. Talvez tenham lido a respeito, ou alguém pregou sobre aquilo, ou foi sugerida por um amigo, e assim entraram em contato com outro tipo de doutrina. Imediatamente essa doutrina os atraiu porque parecia tão espiritual, e porque prometia bênçãos tão especiais se cressem nela, e assim eles a acataram. Mas então passaram a experimentar infelicidade e confusão. Outros que não chegam a aceitar e abraçar tal doutrina, ainda assim sofrem os seus efeitos, porque ela os perturba e porque não sabem como rebatê-la. Sua alegria parece desaparecer, e ficam perplexos e confusos. De qualquer forma, perdem sua felicidade original.

Realmente não há necessidade de mencionar nenhuma dessas doutrinas especificamente, pois tenho certeza que vocês estão fami­liarizados com o que tenho em mente. Todavia, devo mencionar certas coisas à guisa de ilustração, mas sem o propósito de tratar delas em detalhe. À parte de exemplos óbvios, em heresias tais como os Testemunhas de Jeová ou os Adventistas do Sétimo Dia, encontramos isso inerente ao catolicismo romano, com sua insistên­cia em conformidade e obediência a coisas não ensinadas nas Escri­turas. Aparece também na doutrina de que batismo por imersão em idade adulta é essencial à salvação. Também o vemos na ênfase da absoluta necessidade de se falar em outras línguas, se alguém quer ter certeza de que recebeu o Espírito Santo, e às vezes é encontrado em conexão com cura física, na doutrina de que um cristão jamais deveria ficar doente. Essas são apenas algumas ilustrações. Há muitas outras; menciono essas simplesmente para que entendamos que esta é uma questão muito prática, e não simplesmente um pro­blema teórico. Todos temos que enfrentar coisas assim, e, como espero demonstrar, tudo isso é parte do caráter da heresia que estamos considerando.

Creio que aqui o apóstolo estabeleceu de uma vez por todas um grande princípio que precisamos ter sempre em nossa mente, se quisermos nos proteger destes perigos, e assegurar que perma­necemos “firmes na liberdade com que Cristo nos libertou”, sem tornar a cair “debaixo do jugo da servidão”. Foi seu amor por aquelas pessoas que o levou a escrever dessa maneira. E Paulo lhes diz aqui que se sentia como um pai se sente em relação aos seus filhos. Não é que o apóstolo fosse pedante ou de mente fechada, intolerante ou egocêntrico. Pelo contrário, sua única preo­cupação era a vida espiritual e o bem-estar daquelas pessoas. “Meus filhinhos”, ele diz. Ele é como uma mãe; “por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”. E é neste espírito que quero dirigir sua atenção para o assunto. Deus sabe que eu preferiria não tratar dele em absoluto. Vivemos numa época que não aprecia esse tipo de coisas. A tendência é dizer: “Que importância tem?” E esta tendência é aparente não só entre aqueles que estão fora da Igreja, mas também entre os que estão dentro dela. Abordo este tema, portanto, com relutância, e simplesmente porque sinto que estaria traindo minha missão e a chamada de Deus para o ministério cristão se não expusesse a verdadeira doutrina da Palavra de Deus, qualquer que seja a opinião moderna.

Como, então, enfrentamos esse tipo de situação? A primeira coisa que o apóstolo apresenta é a questão de autoridade. Isso tem que vir primeiro. Essas perplexidades e esses problemas não são uma questão de emoção ou experiência, e nunca devem ser julgadas meramente na base dos resultados. Doutrinas falsas podem fazer as pessoas muito felizes. Vamos deixar isto bem claro. Se julgarem somente em termos de experiência e resultados, descobrirão que cada seita e heresia que o mundo ou a Igreja já conheceu pode ser justificada. Qual, então, é a autoridade? O apóstolo nos diz claramente no primeiro capítulo. Na verdade a questão da autoridade é o assunto de que ele trata nos dois primeiros capítulos. Aqui a posição pessoal do próprio apóstolo está envolvida, e é por isso que ele tem de dizer tanto a respeito de si mesmo. Ele assume uma posição em que desafia qualquer um a pregar outro evangelho que não seja o que ele prega. Ele diz: “Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho. . . seja anátema”. Por quê? Qual é o teste? É este: “Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo”. E então ele continua, relatando como entrou no ministério: “Porque já ouvistes qual foi antigamente a minha conduta no judaísmo, como sobremaneira perseguia a igreja de Deus e a assolava. E na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais”. Ele tinha vivido assim até aquele momento na estrada de Damasco, quando o Senhor Jesus Cristo o colocara no ministério para o qual, como ele agora sabia, fora separado desde o ventre de sua mãe. Ele recebera sua missão e sua mensagem diretamente do Senhor Jesus Cristo. Ah, sim, mas Paulo sabia mais até do que isso. Ainda que tivesse ingressado no ministério dessa maneira singular, e pudesse se descrever a si mesmo aos coríntios como um “nascido fora do tempo”, ele todavia diz que o evangelho que lhe fora dado era exatamente o mesmo evangelho que fora dado aos outros, os outros apóstolos que tinham estado com o Senhor nos dias da Sua carne. Quando falou com os outros apóstolos em Jerusalém, descobriu que estava pregando exatamente o mesmo evangelho que eles pregavam. Embora tivesse vindo a ele daquela forma individual como uma revelação direta, os outros estavam pregando exatamente a mesma coisa que ele pregava.

Aí, então, está a base da autoridade — e essa é a autoridade que o apóstolo pleiteia aqui, a qual é a base do seu argumento. Ele diz que não é uma questão de um homem dizer isto e outro dizer aquilo. Ele assevera que não está pregando simplesmente o que ele pensa. A mensagem fora dada a ele da mesma forma que fora dada aos outros apóstolos, e portanto todos estavam proclamando a mesma coisa. O teste da verdade é sua apostolicidade. Ela se conforma à mensagem apostólica? Esse é o teste e esse é o padrão. O evangelho de Jesus Cristo, como é anunciado e ensinado no Novo Testamento, reivindica nada menos do que o fato que vem com a autoridade do Senhor Jesus Cristo, que o deu a esses homens, e eles, por sua vez, o pregaram e escreveram. Aqui está o único padrão. E continua sendo o único padrão.

Não temos qualquer padrão à parte do Novo Testamento, e portanto devemos tomar cada ponto de vista e examiná-lo à luz disto. Ao fazer isso, vamos descobrir que essas doutrinas falsas sempre se revelam erradas em uma de duas maneiras. A primeira é que podem conter menos do que a mensagem apostólica. Vamos ser perfeitamente claros sobre o fato de que há uma mensagem apostólica,  uma  verdade  positiva  com  que  todos  os  apóstolos concordaram e que todos eles pregaram — aí está a mensagem definitiva. Doutrina falsa pode ser culpada de declarar menos que a mensagem integral, e deixar certas coisas de fora. Isso é algo que desencaminha muitos cristãos hoje em dia. Se um homem proclama algo que é patentemente errado, eles podem ver imediatamente que ele está errado, mas não vêem com a mesma rapidez que uma doutrina pode estar errada porque proclama menos que a mensagem apostólica, porque não diz certas coisas. Pode ser menos que o verdadeiro ensino sobre a pessoa do Senhor Jesus Cristo. Pode negar Sua encarnação, ou pode negar as duas naturezas contidas em Sua pessoa; pode negar o nascimento virginal, ou os aspectos miraculosos da Sua vida, ou a Sua ressurreição física literal. Apre­senta-se como cristã, mas é menos que a verdade. Ou pode negar num certo ponto a obra de Cristo. Pode negar o fato que “aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. Pode descrever a morte de Cristo como sendo nada mais que uma extraordinária demonstração do amor. Pode negar que Deus puniu os nossos pecados “em Seu corpo no madeiro”. Isso era o que os apóstolos pregavam, que Cristo “morreu por” nossos pecados. Portanto, se uma doutrina ou ensino deixa isso de fora, é menos que a verdade apostólica. É a mesma coisa com o novo nascimento. Tantas vezes essa doutrina não é ensinada, e sua absoluta necessidade não é enfatizada. Tam­bém encontramos o mesmo problema até no que se refere à conduta e ao comportamento, ainda que o Novo Testamento enfatize isso. Há muitos que dizem crer em Cristo, mas então deduzem que, se alguém crê em Cristo está seguro, e não importa o que ele faz. Entretanto, esse é o terrível erro do antinomianismo. O Novo Testa­mento ensina a importância das obras quando declara que a “fé som obras é morta”. Deixar qualquer um destes aspectos de lado, é não corresponder à mensagem apostólica.

O segundo perigo, como já vimos, é o oposto, o perigo de acrescentar à verdade, e, ao mesmo tempo que reconhecendo a mensagem apostólica como correta, sugerir que algo precisa ser acrescentado a ele. E esta é a questão que estamos tratando aqui. Mais uma vez, devemos lembrar nosso princípio inicial, que cada doutrina deve ser testada pelos ensinos do Novo Testamento, não por emoções, nem por experiências ou por resultados, nem pelo que outras pessoas estão dizendo ou fazendo. Este é o teste-apostolicidade, isto é o ensino do Novo Testamento.

Outro bom teste é este: sempre seja cuidadoso em averiguar as implicações de um ensino ou doutrina. Isso é o que o apóstolo faz no segundo capítulo desta Epístola aos Gálatas. Esta nova dou­trina não parecia estar negando a Cristo, no entanto o apóstolo demonstra claramente que estava negando o Senhor no ponto mais vital. Ele até mesmo teve que fazer isso com o apóstolo Pedro em Antioquia. Pedro, que recebera uma visão com respeito a Cornélio (Atos, capítulo 10), e aparentemente tinha entendido estas coisas muito claramente, foi subsequentemente influenciado pelos judeus e sentiu que não podia comer com os gentios, mas somente com os judeus. Paulo teve que resistir Pedro “na cara, porque era repreensível”, e teve de dizer-lhe claramente que ao fazer aquilo ele estava negando a fé. Pedro não queria fazer aquilo, não queria negar sua salvação por Cristo através da fé somente. Mas alguém teve que mostrar a Pedro claramente a posição que estava assu­mindo, e levá-lo a entender que por suas ações ele estava anun­ciando que algo mais era necessário além da fé em Cristo. Vamos então sempre ponderar as implicações do que dizemos e fazemos. Vou dar-lhes uma ilustração do que quero dizer. Uma senhora cristã com quem certa vez discuti esta questão, estava tendo problemas com isso. Ela não conseguia entender como certas pessoas incré­dulas, que viviam uma vida muito correta, não eram cristãs. Ela disse: “Não sei como você pode dizer que não são cristãs — olhe para suas vidas”. Ela era uma boa cristã, mas estava tendo proble­mas para entender isso. Mas eu disse: “Espere um pouco; você não vê o que está inferindo, não percebe o que está dizendo? Você realmente está dizendo que estas pessoas são tão boas e tão nobres e tão morais que o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, não é necessário em seu caso, que a vinda do Filho de Deus do céu foi desnecessária para elas. Ele não precisaria ter morrido na cruz, pois elas podem se reconciliar com Deus através de suas boas obras e de sua vida exemplar. Você não pode ver que isso é negar a fé — que na verdade, com esse argumento, você realmente está dizendo que o próprio Cristo e Sua morte não são necessários?” E ela percebeu, ao avaliar as implicações daquilo que estava dizendo. Portanto, não avaliem as coisas pelo seu valor aparente apenas, mas verifiquem as suas implicações.

A terceira coisa que, para mim, parece ser uma característica especial desta heresia como está exposta na Epístola aos Gálatas é que ela sempre é um acréscimo à revelação. “Este ensino sobre a circuncisão não é parte da mensagem de Cristo”, Paulo está dizendo. “Essas pessoas pregam isso, mas não o receberam de Cristo. Quando o Senhor me deu a mensagem, Ele não disse que todos deviam ser circuncidados. Isto é algo à parte da Sua revelação, é um acréscimo à   mensagem apostólica”. Vocês vão descobrir que esta é sempre a característica do tipo de heresia que estamos consi­derando. Considerem, por exemplo, as reivindicações dos católicos romanos. A igreja católica romana declara que ela é tão inspirada hoje como eram aqueles primeiros apóstolos, mas ela não tem base bíblica para dizer isso. Ela mesma afirma isso, e ela mesma faz a reivindicação de que esta revelação subsequente foi dada à Igreja. Esta reivindicação é feita abertamente; não há qualquer sutileza nela, e quer dizer que a própria igreja católica tem tanta autoridade quanto a Palavra de Deus. Afirmam que as declarações do papa falando “ex catedra” são tão inspiradas como as epístolas do Novo Testamento, e são um acréscimo a essa revelação. Mas isso não é um lalo só em relação à igreja católica romana, pois há muitos outros que fazem a mesma reivindicação.

Antes de aceitar qualquer um destes ensinos, sempre tomem tempo para ler a respeito das suas origens. Quase sempre vocês vão descobrir que alguém teve uma “visão” — na grande maioria das seitas, foi uma mulher. Leiam a história, e descobrirão que a doutrina está baseada na autoridade de uma mulher. O apóstolo declarou que “não permitia que a mulher ensinasse”. Mas isso não faz diferença para essas pessoas. Não só isso, em geral a mulher leve uma visão e recebeu alguma revelação especial. “Ah”, dizem, “não vão achar isso nas Escrituras, mas foi dado diretamente a esta pessoa por Deus”. Estão acrescentando algo à revelação, é algo mais, alguma coisa mais avançada. Eles declaram que seus funda­dores eram tão inspirados quanto os apóstolos de Jesus Cristo, e baseiam sua autoridade nisso. Apliquem esse teste à maioria desses movimentos, e descobrirão que é verdade. Mas lembrem-se que também é verdade a respeito de muitos que ainda estão nas fileiras da Igreja Cristã, e que no entanto têm esse ponto de vista. “Ah, sim”, dizem, “aqueles homens eram inspirados, mas os homens hoje ainda são inspirados. Não negamos a inspiração, mas dizemos que é possível acrescentar à verdade. Os primeiros séculos não esgotaram a revelação da verdade, e coisas especiais estão sendo revelados a nós através dos nossos avanços em conhecimento e instrução neste século vinte”. Isso é acrescentar à revelação. Sig­nifica que as Escrituras não são mais suficientes; as descobertas da sabedoria moderna têm que ser acrescentadas. Mas ao permitirmos esses acréscimos da mente moderna e da perspectiva atual, na verdade estamos reivindicando uma revelação adicional.

Outra característica invariável é que este ensino ou doutrina sempre enfatiza alguma coisa em particular, dando-lhe grande proe­minência. No caso dos gálatas era a circuncisão. Mas o que quer que seja, esta idéia central é a origem do ensino especial, é o ponto em torno do qual gira todo o movimento. Eles reconhecem que uma pessoa pode ser um verdadeiro crente, mas precisa de uma certa coisa adicional — a observância do sábado, ou o batismo por imersão, ou falar em línguas, ou cura, ou alguma outra coisa. Algo mais sempre é essencial. É isso que importa —- dizem. Sempre ocupa uma posição proeminente, no centro, e acabamos nos tornando mais conscientes disso do que de Cristo, por causa da ênfase que lhe dão. Não podem justificar o movimento à parte dessa coisa específica, circuncisão, ou o que quer que possa ser.

O terceiro ponto é que todas estas coisas são um acréscimo a Cristo. O católico romano diz: “É claro que cremos em Cristo, mas você também precisa crer na igreja, precisa crer na virgem Maria, precisa crer nos santos, precisa também crer no sacerdócio, além de crer em Cristo”. De um ponto de vista puramente doutri­nário e ortodoxo, eu me sinto mais próximo a muitos católicos romanos do que a muitos que fazem parte das fileiras do protestan­tismo, mas onde eu me afasto, e devo me afastar deles, é que acrescentam algo ao que é vital — é Cristo, mais a igreja, mais a virgem Maria, mais os padres, mais os santos, e assim por diante. Do seu ponto de vista, Cristo apenas não é suficiente, e Ele não está colocado, em toda a Sua glória singular, no centro. E é assim com todos os outros. Proclamam que precisamos ter uma experiência especial, precisamos ter alguma crença especial sobre “observar dias”, como o apóstolo o expressa, ou precisamos observar certos ritos ou sacramentos. Então, é sempre “Cristo, mais alguma coisa”, alguma coisa que não podemos deixar de ter.

Então precisamos demonstrar, em quarto lugar, que esta dou­trina errada sempre acaba de alguma forma levando à conclusão que ter fé apenas não é suficiente. O apóstolo deixa isso claro: “Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem virtude alguma; mas sim a fé que opera por caridade” (Gálatas 5:6). Essas doutrinas falsas estão sempre nos ensinando que nós mesmos precisamos fazer alguma coisa; precisamos acrescentar algo, é necessária alguma ação da nossa parte, ou temos que permitir que algo seja feito a nós. Fé não é suficiente. Não vivemos pela fé, e a justificação não é pela fé somente. Precisamos realizar certas obras, precisamos fazer algo especial antes que possamos receber esta grande experiência da salvação. Mas de acordo com Paulo, dizer tais coisas significa que “caimos da graça”.

Mas por último quero enfatizar uma coisa — e dou graças a Deus por este último teste, porque tem sido de tanta ajuda para mim. Crer em tal doutrina sempre leva à negação da experiência cristã anterior. “Qual é, logo, a vossa bem-aventurança?” Vocês sabem o que ele quer dizer com isso. Na verdade ele está dizendo: “Gálatas insensatos, gálatas amados, vocês realmente estariam me dizendo que o que experimentaram quando estive entre vocês pela primeira vez, não teve qualquer valor, foi tudo inútil? Onde está a vossa bem-aventurança? Oh gálatas insensatos, quem vos fascinou?

Vocês sabem que todos os que são das obras da lei estão debaixo da maldição. Vocês sabem que receberam o Espírito. Voltem — lembrem-se que receberam o Espírito. Vocês O receberam pelas obras da lei? Naturalmente que não! Acaso não percebem que estão negando sua própria experiência passada?”

Todas essas doutrinas falhas são culpadas disso. É o que o apóstolo salienta, no relato de sua discussão com Pedro. Disse a Pedro que ele estava renegando sua experiência passada. Isso também é o significado de seu argumento sobre Abraão. Pois Abraão foi abençoado, não depois de sua circuncisão, mas antes dela, por­tanto não se pode afirmar que a circuncisão é essencial, e dizer isso é negar esta experiência. E quantas vezes tive que usar esse argu­mento! Estes ensinos errados são sutis e atraentes, e fazem-nos sentir que precisamos daquilo, e que só pode estar certo. Então de repente nos lembramos deste argumento a respeito da experiência, e ele nos detém. Trazemos à lembrança homens como George Whitefield e John Wesley, por exemplo, que sem dúvida foram cheios do Espírito de uma forma assombrosa, extraordinária e poderosa — notáveis santos de Deus e que estão entre os Seus maiores servos; e no entanto descobrimos que eles observavam o primeiro dia da semana, e não o sétimo; que não foram batizados de uma forma única ou especial, não há registro de que tenham falado em línguas, e não dirigiam reuniões de cura e assim por diante. Vamos afirmar que todos esses homens careciam de conhe­cimento, sabedoria e discernimento? Não percebem que essas novas doutrinas que fazem tantas reivindicações na verdade negam algu­mas das maiores experiências cristãs através dos tempos? Estão virtualmente dizendo que a verdade veio somente através deles, e que por dezenove séculos a Igreja andou em ignorância e em trevas. Isso é monstruoso. Precisamos entender que essas coisas devem ser testadas desta forma: “Qual é, logo, a vossa bem-aventurança?”

Isso me traz à minha última palavra, e o teste final, que é o seguinte. Depois de passar por todos esses testes, vocês estão prontos para se unir a mim e dizer o que o apóstolo disse no versículo 17 do último capítulo desta Epístola aos Gálatas: “Desde agora nin­guém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus”. Que significa isso? O que o apóstolo está dizendo, na verdade, é: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”. “Parem de falar comigo sobre circuncisão, não estou interessado. Parem de me falar sobre os guardadores do sábado, ou qualquer outra seita. Parem de me falar sobre todas essas coisas que são tidas como essenciais, se alguém quer ser um verdadeiro cristão. Eu não as quero. “Longe esteja de mim gloriar-me”, eu não vou me gloriar em nada e em ninguém, em nenhuma doutrina especial — em nada a não ser o Senhor Jesus Cristo, e nEle somente. Ele é suficiente, porque através dEle “o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”.

Para deixar isso bem claro, quero dizer que não vou me gloriar nem sequer na minha ortodoxia, porque até mesmo ela pode se transformar numa armadilha, se eu a tornar num ídolo. Vou me gloriar somente na bendita Pessoa por quem tudo isto foi feito, com quem eu morri, com quem fui sepultado, com quem estou morto para o pecado e vivo para Deus, com quem eu ressuscitei, com quem estou assentado nas regiões celestiais, por quem o mundo está crucificado para mim e eu estou crucificado para o mundo. Qualquer coisa que queira se colocar no centro que é dEle, qualquer coisa que queira se acrescentar a Ele, eu a rejeito. Conhecendo a mensagem apostólica com respeito a Jesus Cristo, em sua integridade, sua simplicidade e sua glória, longe de nós acrescentar qualquer coisa a ela. Que nos regozijemos nEle em toda a Sua plenitude — e nEle somente.

D. MARTIN LLOYD-JONES, in “Depressão Espiritual”.

O que é a Doutrina da Trindade ?

1 Comentário

Veja Também:
 
A doutrina da Trindade é fundamental para a fé cristã. Ela é crucial para um apropriado entendimento de como Deus é, como Ele se relaciona conosco e como devemos nos relacionar com Ele. Mas ela também levanta muitas questões difíceis. Como Deus pode ser um e três ao mesmo tempo? A Trindade é uma contradição? Se Jesus é Deus, por que os Evangelhos registraram ocasiões nas quais Ele orou a Deus?
Apesar de não podermos entender completamente tudo sobre a Trindade (ou sobre qualquer outra coisa), é possível responder questões como essas e chegar a uma sólida compreensão do que significa ser Deus três em um.

O que significa ser Deus uma Trindade?

A doutrina da Trindade significa que há um Deus que existe eternamente como três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Explicando de outra maneira, Deus é único em essência e triplo em personalidade. Essas definições expressam três verdades cruciais: (1) Pai, Filho e Espírito Santo são pessoas distintas, (2) cada pessoa é totalmente Deus, (3) há somente um Deus.

Pai, Filho e Espírito Santo são pessoas distintas.
A Bíblia fala do Pai como Deus (Fp.1.2), de Jesus como Deus (Tt.2.13) e do Espírito Santo como Deus (At.5.3-4). Seriam essas, então, apenas três diferentes formas de olhar para Deus? Ou ainda, três papéis distintos que Deus desempenha?

A resposta deve ser não, porque a Bíblia também indica que Pai, Filho e Espírito Santo são pessoas distintas. Por exemplo, já que o Pai enviou o Filho ao mundo (Jo.3.16), Ele não pode ser a mesma pessoa que o Filho. Do mesmo modo, depois que o Filho retornou ao Pai (Jo.16.10), o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo ao mundo (Jo.14.26; At.2.33). Portanto, o Espírito Santo deve ser distinto do Pai e do Filho.

No batismo de Jesus, vemos o Pai falando dos céus e o Espírito descendo dos céus na forma de uma pomba, enquanto Jesus saia das águas (Mc.1.10-11). João 1.1 afirma que Jesus é Deus e, ao mesmo tempo, que Ele estava “com Deus”, indicando, assim, que Jesus é uma pessoa distinta de Deus o Pai (cf. Jo.1.18). E em João 16.13-15 vemos que, apesar de haver uma íntima unidade entre todos eles, o Espírito Santo também é distinto do Pai e do Filho.

O fato de Pai, Filho e Espírito Santo serem pessoas distintas significa, em outras palavras, que o Pai não é o Filho, o Filho não é o Espírito Santo e o Espírito Santo não é o Pai. Jesus é Deus, mas Ele não é o Pai nem o Espírito Santo. O Espírito Santo é Deus, mas Ele não é o Filho nem o Pai. Eles são pessoas diferentes, não três diferentes formas de olhar para Deus.

A personalidade de cada membro da Trindade significa que cada pessoa tem um distinto centro de consciência. Assim, elas relacionam-se umas com as outras pessoalmente: o Pai trata a Si mesmo como “Eu”, enquanto Ele trata ao Filho e ao Espírito Santo como “Vós”. Do mesmo modo, o Filho trata a Si mesmo como “Eu”, mas ao Pai e ao Espírito Santo como “Vós”.

Freqüentemente é objetado que “Se Jesus é Deus, então Ele deve ter orado a Si mesmo enquanto esteve na terra”. Mas a resposta a essa objeção encontra-se em simplesmente aplicar o que nós já vimos. Embora Jesus e o Pai sejam Deus, eles são pessoas diferentes. Assim, Jesus orou a Deus o Pai sem orar a Si mesmo. Na verdade, é precisamente o contínuo diálogo entre o Pai e o Filho (Mt.3.17; 17.5; Jo.5.19; 11.41-42; 17.1ss) que fornece a melhor evidência de que eles são pessoas distintas com distintos centros de consciência.

Algumas vezes a personalidade do Pai e do Filho é estimada, mas a personalidade do Espírito Santo é negligenciada, de modo que Ele é tratado mais como uma “força” do que como uma pessoa. Mas o Espírito Santo não é algo, mas Alguém (veja Jo.14.26; 16.7-15; At.8.16). A verdade de que o Espírito Santo é uma pessoa, não uma força impessoal (como a gravidade), também é mostrada pelo fato de que Ele fala (Hb.3.7), raciocina (At.15.28), pensa e compreende (I Co.2.10-11), deseja (I Co.12.11), sente (Ef.4.30) e oferece comunhão pessoal (II Co.13.14). Todas essas são qualidades de uma pessoa. Além desses textos, os outros que mencionamos acima deixam claro que a personalidade do Espírito Santo é distinta da personalidade do Filho e do Pai. Eles são três pessoas reais, não três papéis que Deus desempenha.

Outro erro sério que as pessoas têm cometido é pensar que o Pai se tornou o Filho, que, então, se tornou o Espírito Santo. Contrariamente a isso, as passagens que vimos sugerem que Deus sempre foi e sempre será três pessoas. Nunca houve um tempo em que alguma das pessoas da Divindade não existia. Todas elas são eternas.

Embora os três membros da Trindade sejam distintos, isso não significa que um seja inferior ao outro. Pelo contrário, todos eles são idênticos em atributos, tais como poder, amor, misericórdia, justiça, santidade, conhecimento e em todas as demais qualidades divinas.

Cada pessoa é totalmente Deus.
Se Deus é três pessoas, isso significa que cada pessoa é “um terço” de Deus? A Trindade significa que Deus é dividido em três partes?

Não, a Trindade não divide Deus em três partes. A Bíblia deixa claro que cada uma das três pessoas é cem por cento Deus. Pai, Filho e Espírito Santo são totalmente Deus. Por exemplo, é dito de Cristo que “nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Cl.2.9). Não devemos pensar em Deus como uma torta cortada em três pedaços, cada um deles representando uma pessoa. Isso faria cada pessoa ser menos do que totalmente Deus e, assim, não ser realmente Deus. Antes, “o ser de cada pessoa é igual ao ser integral de Deus”[1]. A essência divina não é algo dividido entre as três pessoas, mas está totalmente em todas as três pessoas sem estar dividida em “partes”.

Assim, o Filho não é um terço do ser de Deus, Ele é todo o ser de Deus. O Pai não é um terço do ser de Deus, Ele é todo o ser de Deus. E, da mesma forma, o Espírito Santo. Assim, como Wayne Grudem escreve: “Quando falamos conjuntamente do Pai, do Filho e do Espírito Santo, não estamos falando de um ser maior do que quando falamos somente do Pai, ou somente do Filho, ou somente do Espírito Santo”[2].

Há somente um Deus.
Se cada pessoa da Trindade é distinta e, ainda assim, totalmente Deus, então, devemos concluir que há mais do que um Deus? Obviamente não, pois a Escritura deixa claro que há apenas um Deus: “Pois não há outro Deus, senão eu, Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Is.45.21-22; veja também 44.6-8; Ex.15.11; Dt.4.35; 6.4-5; 32.39; I Sm.2.2; I Rs.8.60).

Tendo visto que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são pessoas distintas, que cada um deles é totalmente Deus e que não há senão um só Deus, devemos concluir que todas as três pessoas são o mesmo Deus. Em outras palavras, há um Deus que existe como três pessoas distintas.

Se há uma passagem que mais claramente traz tudo isso em conjunto, ela é Mateus 28.19: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Primeiro, note que Pai, Filho e Espírito Santo são distinguidos como pessoas distintas. Nós batizamos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Segundo, note que cada pessoa deve ser divina porque todas elas são colocadas no mesmo nível. Na verdade, você acha que Jesus nos batizaria no nome de uma mera criatura? Certamente que não. Portanto, cada uma das pessoas em cujo nome devemos ser batizados é, necessariamente, divina. Terceiro, note que, apesar de que as três pessoas divinas são distintas, nós somos batizados em seu nome (singular), não em seus nomes (plural). As três pessoas são distintas, mas constituem um único nome. Só pode ser assim se elas compartilharem uma mesma essência.

Notas:
1. Wayne Grudem, Teologia Sistemática (Edições Vida Nova, 1999), p.189.
2. Ibid, p.187

A doutrina da Trindade é fundamental para a fé cristã. Ela é crucial para um apropriado entendimento de como Deus é, como Ele se relaciona conosco e como devemos nos relacionar com Ele. Mas ela também levanta muitas questões difíceis. Como Deus pode ser um e três ao mesmo tempo? A Trindade é uma contradição? Se Jesus é Deus, por que os Evangelhos registraram ocasiões nas quais Ele orou a Deus?
Apesar de não podermos entender completamente tudo sobre a Trindade (ou sobre qualquer outra coisa), é possível responder questões como essas e chegar a uma sólida compreensão do que significa ser Deus três em um.

A Trindade é contraditória?

Essa pergunta leva-nos a investigar mais de perto uma definição muito útil da Trindade que eu mencionei anteriormente: Deus é único em essência, mas triplo em personalidade. Essa formulação pode nos mostrar por que não há três deuses e por que a Trindade não é uma contradição.

Para que alguma coisa seja contraditória, ela deve violar a lei da não-contradição. Esta lei afirma que A não pode ser A (é) e não-A (não é) ao mesmo tempo e no mesmo sentido. Em outras palavras, você se contradiz quando afirma e nega a mesma sentença. Por exemplo, se eu digo que a Lua é feita inteiramente de queijo, mas, então, também digo que a Lua não é feita inteiramente de queijo, estou me contradizendo.

Algumas afirmações podem parecer contraditórias à princípio, mas não o são realmente. O teólogo R.C. Sproul cita como exemplo uma famosa afirmação de Dickens: “Esse foi o melhor dos tempos, esse foi o pior dos tempos”. Obviamente isso é uma contradição se Dickens está dizendo que esse foi o melhor dos tempos no mesmo sentido em que esse foi o pior dos tempos. Porém, essa afirmação não é contraditória, porque ele está dizendo que em um sentido esse foi o melhor dos tempos, mas em outro sentido esse foi o pior dos tempos.

Levando esse conceito à Trindade, não é uma contradição para Deus ser tanto três quanto um porque Ele não é três e um no mesmo sentido. Ele é três num sentido diferente do qual Ele é um. Assim, não estamos falando com uma linguagem dobre. Não estamos dizendo que Deus é um e, então, negando que Ele é um ao dizer que Ele é três. Isto é muito importante: Deus é um e três ao mesmo tempo, mas não no mesmo sentido.

Como Deus é um? Ele é um em essência. Como Deus é três? Ele é três em personalidade. Essência e personalidade não são a mesma coisa. Deus é um em certo sentido (essência) e três em um sentido diferente (personalidade). Já que Deus é um em um sentido diferente do qual Ele é três, a Trindade não é uma contradição. Só haveria contradição se disséssemos que Deus é três no mesmo sentido em que Ele é um.

Então, uma olhada mais de perto para o fato de que Deus é único em essência, mas triplo em personalidade, foi útil para mostrar por que a Trindade não é uma contradição. Mas como isso nos mostra que há apenas um Deus e não três? Muito simples: Todas as três pessoas são um Deus porque, como vimos acima, todas elas são a mesma essência. Essência significa a mesma coisa que “ser”. Assim, já que Deus é uma única essência, Ele é um único ser, não três. Isso torna mais claro por que é tão importante entender que todas as três pessoas são a mesma essência. Pois se nós negamos isso, estamos negando a unidade de Deus e afirmando que há mais do que um ser de Deus (ou seja, há mais do que um Deus).

O que vimos até agora provê um entendimento básico da Trindade. Mas é possível aprofundar-nos mais. Se pudermos entender mais precisamente o significado de essência e personalidade, como esses dois termos diferem e como se relacionam, teremos um mais completo entendimento da Trindade.

Essência e Personalidade

Essência.
O que essência significa? Como eu disse anteriormente, significa o mesmo que ser. A essência de Deus é o Seu ser. Para ser mais preciso, essência é aquilo que você é. Sob o risco de soar muito físico, essência pode ser entendida como o “material” do qual você “consiste”. Certamente estamos falando por analogia aqui, pois não podemos entender essência de uma forma física em relação a Deus. “Deus é espírito” (Jo.4.24). Além disso, claramente não devemos pensar em Deus “consistindo” de outra coisa além da divindade. A “substância” de Deus é Deus, não um monte de “ingredientes” que misturados produzem a divindade.

Personalidade.
Em relação à Trindade, nós usamos o termo “pessoa” diferentemente do que usamos no dia-a-dia. Portanto, geralmente é difícil ter uma definição concreta de pessoa quando usamos esse termo em relação à Trindade. Por “pessoa” não queremos dizer um “indivíduo independente”, assim como eu e outro ser humano somos independentes e existimos separados um do outro. Por “pessoa” queremos dizer alguém que se trata como “eu” e aos outros como “vós”. Então, o Pai, por exemplo, é uma pessoa diferente do Filho porque Ele trata ao Filho como “Tu”, apesar de Se tratar como “Eu”. Assim, em relação à Trindade, podemos dizer que “pessoa” significa um sujeito distinto que Se trata como “Eu” e aos outros dois como “Vós”. Esses sujeitos distintos não são uma divisão no ser de Deus, mas “uma forma de existência pessoal que não é uma diferença no ser”[3].

Como elas se relacionam?
O relacionamento entre essência e personalidade, então, é como segue. Na unidade de Deus, o ser indiviso é um “desdobramento” em três distinções pessoais. Essas distinções pessoais são modos de existência no ser divino, mas não são divisões do ser divino. Elas são formas pessoais de existência e não uma diferença no ser. O antigo teólogo Herman Bavinck declarou algo muito útil sobre isso: “As pessoas são modos de existência no ser; conseqüentemente, as pessoas diferem entre si como um modo de existência difere de outro, e – usando uma ilustração comum – como a palma aberta difere do punho fechado”[4]. Já que cada uma dessas “formas de existência” são relacionais (e assim são pessoas), cada uma delas é um distinto centro de consciência, cada um deles Se tratando como “Eu” e aos outros como “Vós”. Porém, todas essas três pessoas “consistem” da mesma “matéria” (ou seja, o mesmo “o que”, ou essência). Como o teólogo e apologista Norman Geisler explicou, enquanto essência é “o que” você é, pessoa é “quem” você é. Então, Deus é um “o que”, mas três “quem”.

Assim, a essência divina não é algo que existe “acima” ou “separada” das três pessoas, mas a essência divina é o ser das três pessoas. Não devemos pensar nas pessoas como seres definidos por atributos acrescentados ao ser de Deus. Wayne Grudem explica:

“Mas se cada pessoa é plenamente Deus e tem todo o ser divino, então tampouco devemos pensar que as distinções pessoais são alguma espécie de atributos acrescentados ao ser divino… Em vez disso, cada pessoa da Trindade tem todos os atributos de Deus, e nenhuma das pessoas tem algum atributo que não seja também possuído pelas outras. Por outro lado, precisamos dizer que as pessoas são reais, que não são apenas modos diferentes de enxergar o ser único de Deus… a única maneira de fazê-lo é dizer que a distinção entre as pessoas não é uma diferença no “ser”, mas sim uma diferença de “relações”. Trata-se de algo bem distante da nossa experiência humana, na qual cada “pessoa” distinta é também um ser distinto. De algum modo o ser divino é tão maior que o nosso que dentro do seu ser único e indiviso pode haver um desdobramento em relações interpessoais, de forma tal que existam três pessoas distintas”.[5]

Ilustrações Trinitárias?

Há muitas ilustrações que têm sido oferecidas para nos ajudar a entender a Trindade. Embora existam algumas ilustrações úteis, devemos reconhecer que nenhuma ilustração é perfeita. Infelizmente, há muitas ilustrações que não são apenas imperfeitas, mas erradas. Uma ilustração com a qual devemos tomar cuidado diz: “Eu sou uma pessoa, mas também sou um estudante, um filho e um irmão. Isso explica como Deus pode ser tanto um quanto três”. O problema com essa ilustração é que ela reflete uma heresia chamada modalismo. Deus não é uma pessoa que desempenha três diferentes papéis, como essa ilustração sugere. Ele é um Ser em três pessoas (centros de consciência), não simplesmente três papéis. Essa analogia ignora as distinções pessoais em Deus e as transforma em meros papéis.

Resumo

Vamos revisar rapidamente o que vimos.

1. A Trindade não é uma crença em três deuses. Há um único Deus e nós nunca devemos desviar-nos disso.

2. Esse único Deus existe como três pessoas.

3. As três pessoas não são partes de Deus, mas cada uma delas é total e igualmente Deus. No ser único e indiviso de Deus há um desdobramento em três relações interpessoais, de forma tal que existam três pessoas. As distinções na Divindade não são distinções de Sua essência, nem são acréscimos à Sua essência, mas são o desdobramento da unidade de Deus, do ser indiviso, em três relacionamentos interpessoais, de modo que há três pessoas reais.

4. Deus não é uma pessoa que assume três papéis consecutivos. Essa é a heresia do modalismo. O Pai não se tornou o Filho e, então, o Espírito Santo. Pelo contrário, sempre houve e sempre haverá três pessoas distintas na Divindade.

5. A Trindade não é uma contradição porque Deus não é três no mesmo sentido em que Ele é um. Deus é um em essência e três em personalidade.

Aplicação

A Trindade é extremamente importante porque Deus é importante. Conhecer mais completamente a Deus é uma forma de honrá-Lo. Além disso, devemos admitir o fato de que Deus é triuno para aprofundar nossa adoração. Nós existimos para adorar a Deus. E Deus busca pessoas que O adorem “em espírito e em verdade” (Jo.4.24). Portanto, devemos sempre empenhar-nos em aprofundar nossa adoração a Deus, tanto em verdade quanto em nosso coração.

A Trindade tem uma aplicação muito importante na oração. O padrão geral de oração na Bíblia é orar ao Pai através do Filho e no Espírito Santo (Ef.2.18). Nossa comunhão com Deus deve ser reforçada por um conhecimento consciente de que estamos nos relacionando com um Deus tri-pessoal.

A conscientização dos papéis distintos que cada pessoa da Trindade tem em nossa salvação pode servir especialmente para nos dar grande conforto e apreciação por Deus em nossas orações, assim como nos ajudar a ser específicos ao dirigi-las a Deus. Porém, apesar de reconhecer os papéis distintos de cada pessoa, nunca devemos pensar nesses papéis de forma tão separada que as outras pessoas não estejam envolvidas. Pelo contrário, em tudo que uma pessoa está envolvida, as outras duas também estão envolvidas, de uma forma ou de outra.

Notas

3. Wayne Grudem, Teologia Sistemática (Edições Vida Nova, 1999), p.189. Apesar de eu crer que essa é uma definição útil, deve ser reconhecido que o próprio Grudem está oferecendo-a mais como uma explanação do que como uma definição de pessoa.
4. Herman Bavinck, The Doctrine of God, (Great Britain: The Banner of Truth Trust, 1991 edition), p. 303.
5. Grudem, p.187-188.

Recursos adicionais

Agostinho, A Trindade
Herman Bavinck, The Doctrine of God, p. 255-334
Edward Bickersteth, The Trinity
Wayne Grudem, Teologia Sistemática, capítulo 14
Donald Macleod, Shared Life: The Trinity and the Fellowship of God’s People
R.C. Sproul, O Mistério do Espírito Santo
R.C. Sproul , Verdades Essenciais da Fé Cristã
J.I. Packer, O Conhecimento de Deus
John Piper, The Pleasures of God, chapter 1
James White, The Forgotten Trinity

 

Por John Piper. © Desiring God. Website:desiringGod.org
Original:
What is the doctrine of the Trinity?
Tradução e Revisão:
 André Aloísio e Davi Luan do blog Teologia e VidaPermissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações acima e o link deste blog, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Blog: Voltemos ao Evangelho.

E o Dízimo ?

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Deus exige nossos dízimos, hoje em dia?

Não há dúvida que Deus exigiu o dízimo na Bíblia. Mas, para entender sua vontade para os dias de hoje, precisamos examinar as passagens que discutem o dízimo. Pesquisemos brevemente o ensinamento bíblico sobre este assunto.

O dízimo antes da lei de Moisés

Antes que Deus revelasse uma lei escrita a Moisés, para governar os descendentes de Israel, encontramos duas ocasiões quando homens deram ou prometeram dízimos a Deus. Depois do resgate de pessoas e de bens que tinham sido tomados de Sodoma numa guerra, Abraão deu um dízimo a Melquisedeque, o sacerdote de Deus (Gênesis 14:18-20). Mais tarde, Jacó (o neto de Abraão) prometeu devolver a Deus 10% de sua prosperidade (Gênesis 28:22).

Estes dízimos parecem ter sido voluntários. Não há registro de qualquer mandamento de Deus a respeito do dízimo antes do tempo de Moisés. Certamente, o dízimo de Abraão não é mais um padrão para hoje na mesma forma que o exemplo de Noé não exige que nós construirmos uma arca hoje em dia. Pela mesma razão que pregadores hoje em dia não têm o direito de exigir que você construa um grande barco, eles não têm base para usar os exemplos de doações de dízimo do livro de Gênesis para exigir que você dê 10% de sua renda a uma igreja.

O dízimo na lei de Moisés

É indiscutivelmente claro que Deus ordenou o dízimo na lei que ele deu através de Moisés.

Muitas passagens mostram essa exigência (por exemplo, Levítico 27:30-33; Números 18:21-32; Deuteronômio 12:1-19; 26:12-15). O dízimo era uma característica da relação especial entre Deus e o povo escolhido de Israel (Deuteronômio 14:22-29). Nenhum estudante da Bíblia pode negar a necessidade do dízimo, sob a lei de Moisés.

Sempre que as pessoas se referem à lei de Moisés, é importante lembrar que Deus deu essa lei aos israelitas, descendentes de Abraão especialmente escolhidos. A manutenção dessa lei era necessária para mostrar que eles eram um povo separado, escolhido (Êxodo 19:1-6; Deuteronômio 26:16- 19). Estes mandamentos a respeito do dízimo foram parte “da lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel” (Neemias 8:1).

Malaquias viveu no mesmo tempo que Neemias. Ele era um judeu que pregava aos judeus (Malaquias 1:1). Ele viveu sob a lei de Moisés e encorajou outros israelitas a serem obedientes a essa lei (Malaquias 2:4-8, 10; 4:4). Ele usou pensamentos dessa lei para prever as responsabilidades e bênçãos espirituais, ainda por vir, através de um descendente de Abraão, mas não impôs sobre todas as pessoas de todos os tempos a obrigação de dar o dízimo. Qualquer esforço para voltar à lei de Moisés, hoje em dia, é um esforço para reconstruir o muro de separação que Jesus morreu para destruir (Efésios 2:11-16).

Certamente, os verdadeiros seguidores de Jesus não quererão anular seu sacrifício só para acumular dinheiro no tesouro de uma igreja!

O dízimo no Novo Testamento

Todas as pessoas agora vivem sob a autoridade de Cristo, como foi revelada no Novo Testamento (Mateus 28:18-20; João 12:48; Atos 17:30- 31). Sua vontade entrou em vigor depois de sua morte (Hebreus 9:16-28). Estes fatos nos ajudarão a entender as passagens do Novo Testamento, a respeito do dízimo.

Durante sua vida, Jesus reconheceu a autoridade da lei de Moisés. Ele era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4:4) e com a missão de cumprir essa lei (Mateus 5:17-18). Jesus criticou os judeus hipócritas, que negligenciavam outros mandamentos divinos, enquanto zelosamente aplicavam a lei do dízimo (Mateus 23:23; Lucas 11:42; 18:9-14). Jesus não ensinou que a lei do dízimo seria uma parte de sua nova aliança, que entraria em vigor após sua morte.

O livro de Hebreus fala do dízimo, para mostrar a superioridade do sacerdócio de Jesus, quando comparado com o sacerdócio levítico da Velha Lei (Hebreus 7:1-10). Esta passagem não está ordenando o dízimo para hoje em dia. De fato, o mesmo capítulo afirma claramente que Jesus mudou ou revogou a lei de Moisés (Hebreus 7:11-19). O dízimo não é ordenado na lei de Cristo, que é o Novo Testamento.

Que lei se aplica hoje?

Não vivemos sob a lei de Moisés, hoje em dia. Jesus aboliu essa lei por sua morte (Efésios 2:14-15). Estamos mortos para essa lei para que possamos estar vivos para Cristo (Romanos 7:4-7). A lei gravada nas pedras, no Monte Sinai, extinguiu-se e a nova aliança permanece (2 Coríntios 3:6-11). A lei funcionou como um tutor para trazer o povo a Cristo, mas não estamos mais sob esse tutor (Gálatas 3:22-25). Aqueles que desejam estar sob a lei estão abandonando a liberdade em Cristo e retornando à escravidão (Gálatas 4:21-31). As pessoas que voltam a essa lei estão decaindo da graça e se separando de Cristo (Gálatas 5:1-6). Não temos o direito de retornar a essa lei, para obrigar que guardem o sábado, a circuncisão, os sacrifícios de animais, as regras especiais sobre roupas, a pena de morte para os filhos rebeldes, o dízimo e qualquer outro mandamento da lei de Moisés.

Vivemos sob a autoridade de Cristo e temos que encontrar a autoridade religiosa na nova aliança que ele nos deu através de sua morte. Ele é o mediador desta nova aliança (Hebreus 9:15). Seremos julgados por suas palavras (João 12:48-50). Desde que Jesus tem toda a autoridade, temos a responsabilidade de obedecer tudo o que ele ordena (Mateus 28:18-20).

O que o Novo Testamento diz a respeito das dádivas?

Jesus, através de Paulo, ensina que as igrejas devem fazer coletas nas quais os cristãos darão de acordo com sua prosperidade (1 Coríntios 16:1- 2). Temos que dar com amor, generosidade e alegria, conforme tencionamos em nossos corações (2 Coríntios 8:1-12; 9:1-9). Portanto, podemos dar mais do que 10% ou menos do que 10%. Temos que usar nossos recursos financeiros, e todos os outros recursos, no serviço de Deus. Não somos mandados por Deus para darmos uma porcentagem especial.

E a respeito das bênçãos?

Malaquias pregou a uma nação carnal que estava sofrendo as conseqüências carnais do pecado. Ele prometeu bênçãos materiais de Deus para aqueles que se arrependessem de sua desobediência. Não encontramos esta importância material no Novo Testamento. Deus garante aos fiéis que eles não precisam se preocupar com as necessidades da vida (Mateus 6:25-33).

Mas o Novo Testamento não promete luxo, conforto e riquezas. Jesus sofreu nesta vida, e assim seus seguidores sofrerão (Marcos 10:29-30; Lucas 9:57-62). A preocupação com a prosperidade material nos distrai da meta celestial e nos arrasta à idolatria da cobiça (Colossenses 3:1-5). Tais motivos não têm nenhum lugar entre os cidadãos do reino de Deus.

Destorcendo Malaquias 3:10

Aqueles que citam Malaquias 3:10 para exigir o dízimo, e prometem prosperidade material, estão distorcendo a palavra de Deus. Eles estão enchendo os tesouros das igrejas ao desviarem a atenção de seus seguidores das coisas espirituais para darem atenção às posses materiais. Pedro advertiu sobre tais mestres: “Também, movidos pela avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2 Pedro 2:3).

Mirando a meta celestial

 

Deus oferece uma coisa muito melhor aos seus seguidores: um prêmio eterno no céu. Paulo nos desafia a mirar essa meta: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas cousas lá do alto, mas não nas que são da terra” (Colossenses 3:1-2).

 Por Dennis Allan.

Pedido de RENÚNCIA para o Papa Bento XVI (será que o CATOLICISMO começa a querer dar sinais de “VERDADEIRA” obedência às Sagradas Escrituras ?) – GLÓRIA A DEUS !

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Segundo manifesto, o papa “não tem mentalidade” para responder aos problemas da Igreja.

Associação de teólogos defende a democratização da igreja e que os fieis católicos participem das eleições dos cargos de responsabilidade do Clero.

A Associação de Teólogos João 23 pediu nesta quarta-feira (21), em um manifesto, a renúncia de Bento 16. Segundo o jornal espanhol El País, eles consideram que o papa não tem a idade nem a mentalidade para lidar com os desafios que a Igreja Católica enfrenta.

“Nos parece que o pontificado de Bento 16 está esgotado e que o papa não tem a idade nem a mentalidade para responder adequadamente aos graves e urgentes problemas que a Igreja Católica possui atualmente”, diz o manifesto do grupo, divulgado pelo jornal.

A associação foi criada em 1982 com o objetivo de cultivar o espírito de liberdade e diálogo do Concílio Vaticano 2 e reúne teólogos cristãos. Os membros da associação exigem a saída do papa. “Pedimos para ele, com o devido respeito à pessoa do papa, que apresente a renúncia de seu cargo”.

De acordo com o manifesto, as propostas são destinadas à transformação evangélica da Igreja Católica e incluem iniciar um processo de democratização da Igreja com a participação de todos os fiéis católicos na eleição dos cargos de responsabilidade dentro do clero.

A associação diz que acredita que a atual organização da Igreja Católica é obsoleta e corresponde mais a uma monarquia absoluta do que a um movimento fundado por Jesus. Além disso, eles mencionam que, desde as origens do Cristianismo e durante vários séculos, a igreja foi organizada e governada com a participação do povo.

Teólogo pede que clero se rebele contra pontificado de Bento 16

No dia 15 deste mês, o teólogo suíço Hans Küng pediu que o clero da Igreja Católica se rebele contra o pontificado de Bento 16, diante dos atuais escândalos de abusos de menores.

A questão da pedofilia ganhou força no fim do ano passado, e desde então, a igreja está sendo abalada com inúmeras queixas de casos de padres que abusaram de crianças.

A situação se agravou nos últimos meses quando suspeitas de encobrimento de casos de pedofilia envolveram o próprio papa.

Segundo o Vaticano, o papa não sabia pessoalmente dos abusos cometidos pelos padres. Bento 16 disse que sente vergonha pelos episódios de pedofilia.

AFP/Notícias Cristãs.

Virgindade de Maria – Parentes eram chamados de irmãos ?

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  Não raro leio o seguinte argumento: “Naquele tempo os parentes eram chamados de irmãos”. Com isso, alguns tentam justificar a virgindade de Maria e dar uma interpretação particular ao teor de Mateus 13.55-56:

“Não é ele o filho do carpinteiro? E não se chama a mãe dele Maria e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E as suas irmãs não vivem todas entre nós?  Mateus 13.55-56

        É assim que está na BÍBLIA DE JERUSALÉM, Paulus Editora, 1973, 8a impressão em janeiro/2000, rubricada em 1.11.1980 por Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Metropolitano de São Paulo. O trabalho de tradução foi “realizado por uma equipe de exegetas católicos e protestantes e por um grupo de revisores literários”.

 

Leiam o que está escrito nessa mesma bíblia aprovada pela Igreja Católica:

        “Saúdam-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, primo de Barnabé…” (Colossenses 4.10a).
         De igual modo está na Bíblia Sagrada, aprovada pela igreja romana, edição ecumênica, BARSA, 1977, tradução do Padre Antonio Pereira de Figueiredo, com notas do Mons.José Alberto L. de Castro Pinto, bispo auxiliar do Rio de Janeiro: “Marcos, primo de Barnabé…”.
         As bíblias acima citadas, aprovadas pela Igreja Católica, também não aceitam a perpétua virgindade de Maria. Vejamos o que diz Mateus 1.25: “E [José] não a conheceu [Maria] até o dia em que ela deu á luz um filho, e ele o chamou com o nome de Jesus”. Comentário da Bíblia [católica] de Jerusalém:
 

“O texto não considera o período ulterior [depois do parto] e por si não afirma a virgindade perpétua de Maria [grifo meu], mas o resto do Evangelho, bem como a tradição da Igreja, a supõem”.

        Em outras palavras, os exegetas católicos, que trabalharam na edição da referida Bíblia, reconheceram o óbvio, ou seja, que até o nascimento de Jesus, José e Maria não se “conheceram”. Todavia, dizem bem quando entendem que a Tradição “supõe”, isto é, o dogma da perpétua virgindade de Maria é uma suposição, não uma realidade bíblica.
         Vejamos o comentário da Bíblia Sagrada, BARSA/1977, acima citada, também aprovada pela igreja de Roma, sobre o mesmo versículo:
 

“Enquanto (ou até que): esta palavra portuguesa traduz o latim donec e o grego heos ou, que por sua vez estão calcados sobre a expressão hebraica ad ki que se refere ao tempo anterior a esse limite sem nada dizer do tempo posterior, cf. Gn 8.7; Sl 109.1; Mt 12.20; 1 Tm 4.13. A tradução exata seria: “sem que ele a tivesse conhecido, deu à luz…”, pois a nossa expressão “sem que” tem o mesmo valor”;

        A referida Bíblia Católica afirmou que o “ATÉ” não foi além do nascimento de Jesus, ou seja, enquanto grávida e até dar à luz não houve “conhecimento” mútuo do casal. A expressão “se refere ao tempo anterior a esse limite – até – sem nada dizer ao “tempo posterior”.
         Então, para dar sustentação à virgindade perpétua de Maria, isto é, virgem antes e depois de dar à luz Jesus, faz-se necessário que apresentem argumentos mais consistentes. Primeiro, precisam desmentir os comentários acima, da própria Igreja Católica, inseridos em bíblias com sua chancela. Segundo, explicar a razão de constar dessas bíblias a palavra “primo”, em lugar de parentes, como sustentam.
         O mais sensato, a meu ver, é admitir que não houve mandamento divino que impedisse o casal José e Maria de ter filhos; que santidade e maternidade não são excludentes; que, no casamento, procriar não é pecado; que após o nascimento de Jesus, o casal José e Maria foi abençoado com muitos filhos.

Autor: Pr Airton Evangelista da Costa

Um padre ESPÍRITA !

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São tempos conturbados para o catolicismo …

É público e notório que, na Bahia, as missas da Igreja Católica são repletas de figuras do CANDOMBLÉ e sei lá mais o quê (misticismo), muito embora, além de ser grande afronta à Palavra do Senhor, infelizmente, o povo já se acostumou, mas PADRE ESPÍRITA … Essa é a grande NOVIDADE do momento !

Não me surpreende que tal religião faça MUITO PIOR do que isso, como sempre fez !

Miguel Fernandes Martins se apresenta como um padre médium. De acordo com o Cidade Verde:

Segundo o médium, ele incorpora o espírito do Frei Fabiano de Cristo, que viveu no século XVIII e fez milagres, conseguindo inclusive a cura de algumas pessoas. Ele afirma ter o dom há 25 anos. O padre mora em Brasília e está em Teresina desde ontem (11). [...] 

Como falar com o médium

Ele receberá os teresinenses para consulta, a partir de amanhã, na sede da Fundação Bezerra de Menezes, na Rua 24 de Janeiro, nº 740, Centro/sul, todos os dias, até quinta-feira (18). Os interessados pagarão o valor de R$ 7,00.

No dia 12 de março de 2010, Miguel Fernandes participou do programa Jornal do Piauí. Apenas com o nome completo do telespectador, o padre médium palpitou na vida profissional e emocional de homens e mulheres:

Mas Miguel Fernandes Martins vai ainda mais longe e prevê até resultado de eleição. O Luzilândia On-line divulgou que nesta mesma ocasião,

O Deputado Ismar Marques se encontrava naquela estação de televisão esperando para ser o entrevistado seguinte, Silas Freire quis saber então, do padre-médium, sobre a candidatura do deputado luzilandense, o padre espiritualista respondeu com precisão afirmando que ele será reeleito e irá até para Brasília, se quizer (sic).

Nani e a Teologia, reformulado por Aldo Corrêa.

A Verdade BÍBLICA sobre Maria !

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Nove “verdades” sobre Maria ! Serão “verdades bíblicas” ?

Maria foi concebida sem Pecado ?

Maria permaneceu sempre Virgem ?

2.1. Parentes eram chamados de irmãos (clique aqui) ?

Maria é Medianeira e Advogada ?

Maria é a Mãe de Deus ?

Maria é nossa Intercessora ?

Maria é a Mãe dos Vivos ?

Maria é nossa Senhora e Padroeira ?

Maria é Co-Redentora nossa ?

Maria foi Assunta ao Céu ?

________________________________________________________

O que diz a Palavra de Deus ?

DEVEMOS HONRAR A MARIA

O fanatismo pode levar muitos a não prestarem honras aos que honras merecem. Honrar significa considerar a virtude, o talento, a coragem, a santidade ou as boas qualidades de alguém. A mulher escolhida por Deus para dar à luz a Luz do mundo – a Santa Maria – nos deixou exemplos de fé, obediência, coragem, humildade, de amor e temor a Deus.

Então, honremos a Maria porque Deus a honrou primeiro. Maria foi agraciada mais do que todas as outras mulheres. Foi escolhida para tão nobre missão porque era justa e reta aos olhos do Senhor.

“Eis aqui a serva do Senhor. cumpra-se em mim segundo a tua palavra.”

Este foi um exemplo de fé, obediência e humildade que nos deixou Maria. Com estas palavras ela acatou a missão que lhe acabara de ser anunciada pelo anjo Gabriel, ou seja, a missão de ser a mãe de Jesus, de servir de veículo para que o Verbo se fizesse carne e habitasse entre nós.

Foi exemplo também de coragem. Ela não ficou a meditar se o seu casamento com José seria desfeito ou se José gostaria ou não, se iria compreender ou não a sua gravidez. Ela confiou no Senhor e na Sua Palavra. Seguindo seu exemplo, sejamos submissos à Palavra de Deus e à Sua vontade, ainda que isso nos cause algumas dificuldades no meio em que vivemos. Que bom seria se todos dissessem:

“Cumpra-se em mim, Senhor, segundo a tua palavra”.

Também Maria não se envaideceu diante das declarações de sua prima Isabel, que lhe disse: “Bendita és tu entre as mulheres, e é bendito o fruto do seu ventre”.

Tão logo ouviu estas palavras, dirigiu-se ao Senhor em oração: “A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque atentou na humildade de sua serva, pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lucas 1.39-55). Maria também não se abalou quando um certo homem chamado Simeão, cheio do Espírito Santo, profetizou a respeito do Menino: “Eis que é posto para queda e elevação de muitos… e uma espada traspassará também a tua própria alma” (Lucas 2.34-35). A missão seria difícil tanto para Maria quanto para Jesus. Maria foi uma mãe sofredora. Sofredora, porém resignada. Sofreu na apressada fuga para o Egito, livrando Jesus das mãos de Herodes; sofreu diante das perseguições e das ameaças com vistas a tirar a vida de seu filho; e, finalmente, sofreu muitíssimo ao ver seu filho traído, condenado sem justa causa e morto numa cruz.

Muitos outros santos bíblicos são merecedores, também, de nossa admiração e honra por haverem cumprido fielmente, com fé, obediência e humildade, os encargos que Deus lhes confiou. Exemplo do Santo Noé, homem reto e justo, que recebeu de Deus a incumbência de anunciar o Dilúvio a uma geração depravada, e de construir uma enorme barca.

Exemplo do Santo Abraão, que deixou sua cidade natal, seus parentes, e seguiu em busca de uma terra desconhecida. Exemplo de Moisés, ao qual Deus confiou a espinhosa missão de livrar seu povo da escravidão do Egito.

Exemplo de Josué que, atendendo ao Senhor, passou o Jordão e conquistou a Canaã prometida. Exemplos de tantos profetas que não vacilaram em transmitir as mensagens do Altíssimo ainda que colocando em risco a própria vida. Exemplos como os do Santo João Batista, que pagou com sua vida por haver falado a verdade. Exemplos dos discípulos de Jesus, que não recuaram diante das dificuldades e das perseguições no cumprimento da elevada missão de “pregar o Evangelho a toda criatura”. E muitos foram perseguidos, torturados e mortos.

Maria faz parte, portanto, dessa galeria de santos que souberam cumprir com firmeza, determinação, coragem e fé os encargos que Deus lhes confiou. Que nós, os santos vivos, nós os santos de nossa geração, saibamos cumprir a nossa missão como filhos de Deus, tendo como exemplo os santos do passado, tudo para honra e glória do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

ADOREMOS O FILHO

Como vimos honrar a Maria significa reconhecer que sua missão aqui na terra foi uma das mais nobres e importantes, qual seja, a missão de carregar em seu ventre, alimentar com seu sangue, amamentar e criar nosso redentor.

Todavia não se deve dispensar à Santa Maria, honrarias superiores às que ela merece. Nada podemos fazer para aumentar a posição de Maria diante de Deus. Como justo juiz, Deus não dará à Maria nada mais e nada menos do que ela merece, do que aquilo que ela conquistou com sua fé, humildade e obediência.

E o que ela mais desejou foi a sua salvação, ou seja, viver com Cristo na eternidade. Maria dedicou toda a sua vida ao cumprimento da honrosa missão que lhe confiara o Pai. Ela nunca teve a intenção de ofuscar o ministério de Jesus. E não poderia fazê-lo. Ela sabia que a missão de Jesus era muitíssimo superior à sua. A missão de Jesus era a do Verbo que se fez carne para trazer aos homens, na linguagem dos homens, a mensagem redentora do Pai.

Em momento algum Maria avocou a qualidade de mãe de Jesus para usufruir regalias. Ela nunca demonstrou qualquer intenção de ser alvo das atenções, de roubar a cena, de ofuscar o Filho de Deus. Ademais, as atenções dos discípulos estavam voltadas para o Mestre, porque dEle emanava a verdade, e nEle se via o resplendor da glória do Pai. Não há registro na Bíblia de qualquer adoração a Maria – ou recomendações nesse sentido, enquanto viva ou após a sua morte. Maria manteve uma posição discreta com relação ao trabalho de Jesus. Vemo-la interferindo uma única vez nas bodas em Caná da Galiléia. Vejamos o diálogo:

“E, no terceiro dia, fizeram-se uma bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus. E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para as bodas. E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Sua mãe disse aos empregados: “Fazei tudo quanto ele vos disser” (João 2.1-5).

Ao informar a Jesus que acabara o vinho, Maria deixa implícito que seu filho teria condições de resolver aquele problema. A resposta de Jesus – “que tenho eu contigo, mulher” – não desrespeita sua mãe, não significando uma repreensão, mas é uma recusa. Não era dos planos de Jesus iniciar a manifestação da sua glória naquela oportunidade. Ele disse que a hora dele não havia chegado. Porém, tudo indica que Maria continuou esperançosa de que algo poderia acontecer. Certamente, ela voltou a falar a Jesus sobre os vexames por que passariam os anfitriões em não havendo mais vinho para servir. Percebeu no seu coração que Jesus estava inclinado a reavaliar sua posição. Então, segura de si, chamou os empregados e disse:

“Fazei tudo quanto ele vos disser”. E o milagre aconteceu.

Embora a mensagem de Maria tenha sido específica para aquela ocasião, quando ela orienta os empregados para obedecerem a Jesus, nada impede de estendermos esse apelo aos dias atuais, ou seja, fazermos tudo de acordo com os mandamentos e ensinos de Jesus: “Se me amarem guardarão os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14.15-16).

Então, para que tenhamos o Espírito Santo, ou seja, o outro Consolador, é necessário que guardemos os mandamentos de Jesus. E o grande mandamento de Jesus foi este: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. este é o primeiro e grande mandamento. o segundo, semelhante a este é: amarás o teu próximo com a ti mesmo” (Mateus 22.37-39).

Ora, se você cumpre esse grande mandamento não haverá em seu coração espaço para adorar a outros deuses, a ídolos, a santos falecidos, a santos vivos, a anjos, a homens, a mulheres, a imagens. Jesus, respondendo a Satanás, afirmou: “Vai-te, Satanás, pois está escrito: ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele prestarás culto” (Mateus 4.10; Deuteronômio 6.13).

Se de alguma forma quisermos, nos dias de hoje, atendermos aos apelos de Maria – “fazei tudo quanto Ele vos disser” – estaremos na obrigação de adorar somente a Deus e só a Ele servir. Assim, Maria está excluída de nossa adoração. Ela própria se excluiu. Nenhum santo vivo ou falecido aceita adoração. Nem os anjos aceitam-na. Maria ficou excluída, também, quando Jesus revelou que “ninguém vem ao Pai se não for através de Mim” (João 14.6). Portanto, através da mãe de Jesus ninguém chegará a Deus. Os santos falecidos ficaram de fora quando Jesus disse que todos deveriam buscar nEle a solução para seus problemas: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28).

Aqui, Ele não dá oportunidade para irmos a outra pessoa viva ou falecida, a outro espírito, a outro santo que não seja a Ele, o Santo dos santos.

à Conclui-se, portanto, que a Santa Maria deve ser honrada, e o seu exemplo – exemplo de fé, obediência, amor e humildade – deve ser seguido.

Ela cumpriu sua missão aqui na Terra com bastante zelo, dedicação e confiança no Senhor. Deve ser adorada por isso ? Não. As Escrituras Sagradas não apontam nessa direção. Jesus nos ensinou a orar ao Pai (“Pai nosso que estás nos céus”), e a adorar ao Pai (“Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele prestarás culto”).

Convidou todos os homens a irem a Ele, diretamente a Ele: “Vinde a mim todos vós … ” Aqui Ele não deixa qualquer dúvida de que somente Ele pode resolver nossos problemas, porque somente Ele, e não a Santa Maria, recebeu autoridade e poder.

Vejamos:

“Tudo me foi entregue por meu Pai” (Lucas 10.22). “Ora, para que saibas que o filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados, levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa” (Mateus 9.6). “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mateus 28.18).

A santa Maria, quando viva, recebeu os mesmos poderes outorgados por Jesus aos seus discípulos: “Tendo convocado os doze discípulos, Jesus deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curarem enfermos” (Lucas 9.1);

“Estes sinais hão de seguir os que crerem: em meu nome expulsarão demônios… imporão as mãos sobre enfermos, e os curarão”(Marcos 16.17-18). Observem que esses poderes foram outorgados aos que crerem. Logo, Maria estava incluída. Ela era, obviamente, crente em Jesus. Ela poderia ter exercido o ministério de pregação do Evangelho, ou de libertação. O Espírito Santo estava sobre ela.

Se não o fez é porque já cumprira sua missão. A dura batalha de divulgar as boas novas ficaria para os homens, fisicamente mais fortes. Os afazeres domésticos, a criação dos filhos, o desgaste decorrente da crucificação de Jesus não lhe permitiriam correr mundo, viajar, enfrentar tribulações.

É óbvio que ela passou o resto de sua vida atenta aos acontecimentos; acompanhando à distância o movimento dos discípulos; sofrendo com as más notícias de prisões, perseguições e torturas por que passaram os discípulos; e alegrando-se com as boas notícias de muitas conversões, e com o crescimento do cristianismo.

Como vimos, só Jesus salva, perdoa pecados, cura e liberta. Jesus veio salvar a humanidade; colocou-se em nosso lugar na cruz; pagou o preço da remissão de nossos pecados com Seu sangue. Foi Ele quem morreu em nosso lugar. Quem derramou sangue foi Ele. Somente Jesus e mais ninguém. Não foi José, Benedito, Paulo, João ou Maria. A Ele toda a honra e glória. Portanto, honremos a Maria, mas adoremos o nosso Salvador; honremos a Maria, mas adoremos a Jesus; honremos a mãe, adoremos o filho de Deus.

COMO SURGIU A ADORAÇÃO A MARIA

A falsa adoração (ou também chamada de veneração) a uma virgem, deusa-mãe, rainha dos céus, senhora, madona etc., teve início na antiga Babilônia e se espalhou pelas nações até chegar a Roma. Os babilônicos adoravam Semíramis, os gregos Afrodite, em Éfeso a deusa era Diana, Isis era o nome da deusa no Egito.

Milhares desse tipo de adoradores “aderiram” ao catolicismo em Roma para ficarem mais próximos do poder, haja vista que o Império Romano no século III adotou o cristianismo como religião oficial. Então, esses “cristãos” nominais levaram suas práticas idólatras e pagãs para a Igreja de Roma. Em vez de coibir o abuso e conduzir os fiéis pelos caminhos da fé exclusiva em Deus, os líderes do catolicismo romano contemporizou a situação: aos poucos as imagens pagãs foram substituídas por imagens cristãs; os deuses pagãos, substituídos pelos deuses cristãos (os santos bíblicos) e, na esteira desse sincretismo religioso, a Santa Maria surgiu como “Mãe de Deus”, “Senhora”, “Sempre Virgem”, “Concebida sem Pecado”, “Assunta aos céus”, “Mediadora e Advogada”, “Co-Redentora”. Na seqüência de atos tendentes à cristianização do paganismo, foram dogmatizadas as seguintes crendices pela Igreja Católica Romana:

ANO ACONTECIMENTO NO CATOLICISMO
370 Culto aos Santos por Basílio de Cesária e Gregório de Nazianzo
400 Iniciam-se na Igreja as orações em favor dos mortos
431 Maria é proclamada “Mãe de Deus” , pela primeira vez
789 Inicia-se o culto às Imagens e Relíquias dos Santos
819 Pela primeira vez menciona-se a “Assunção de Maria ao Céu”
880 Tem início a canonização dos Santos mortos
1220 Leigos são proibidos de ler a Bíblia (ela é só para os Padres)
1311 Procissões com o Santíssimo Sacramento e a reza da Ave Maria
1546 A Tradição Católica passa a ter o mesmo valor da Bíblia
1950 A “Assunção de Maria ao Céu” passa a ser dogma de fé católica

 

Além desses atos, as rezas da ”Ave-Maria” chamam-na de “Sempre Virgem”, “Rainha”, “Advogada”, ”Mãe de Deus” e ”Concebida Sem Pecado”. Então, iremos examinar um por um esses títulos à luz da verdade contida na Palavra de Deus, lembrando que a Bíblia é a única regra de fé e prática do verdadeiro cristão.

A TRADIÇÃO CATÓLICA

Segundo o entendimento do Vaticano, a tradição católica tem valor igual à Palavra de Deus. Vejamos o que diz essa Igreja no “Catecismo da Igreja Católica” (CIC):

“Fica, portanto, claro que segundo o sapientíssimo plano divino, a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal modo entrelaçados e unidos que um não tem consistência sem os outros, e que juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas” (CIC pg. 38, item 95).

“O que Cristo confiou aos apóstolos, estes o transmitiram por sua pregação e por escrito, sob a inspiração do Espírito Santo, a todas as gerações, até a volta gloriosa de Cristo. A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só sagrado depósito da Palavra de Deus.” (CIC pg.38, itens 96, 97).

A Tradição do Catolicismo é uma fábrica de “(in)verdades.” Como a Tradição é sagrada e tem autoridade igual à Palavra de Deus, ela dá-se ao luxo de criar dogmas, inventar coisas e até ir contra a Bíblia Sagrada.

Exemplo: A Tradição diz que Maria é nossa advogada, auxiliadora, protetora e medianeira (CIC pg. 274, item 969). A Bíblia diz que “só há um Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2.5). A Tradição diz que Maria é mãe de Deus. A Bíblia diz que Deus é eterno (1Tm 1:17), imutável, onipotente, onisciente, onipresente, e como tal, é um ser incriado, não foi gerado, não tem mãe, nem Pai (Hebreus 7:3). A Tradição do Catolicismo é um poço sem fundo onde cabem todos os absurdos, crendices, idolatrias e fantasias.

Considero um absurdo a declaração de que a Palavra de Deus só pode contribuir eficazmente para a salvação das almas se atuar junto com a Sagrada Tradição (Catecismo pg. 38, item 95). Vejamos mais:

“O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus foi confiado exclusivamente ao Magistério da Igreja, ao Papa e aos bispos em comunhão com ele” (CIC pg. 38, item 100).

Seria o caso de se perguntar quem foi que confiou à Igreja Católica a exclusiva missão de bem interpretar as Escrituras! Eis aí a razão por que essa denominação não incentiva a leitura da Bíblia entre seus fiéis. Se os católicos não sabem, não podem e não devem interpretar a Palavra de Deus – ainda que formados em Teologia – para que usariam a Bíblia? Vejamos o que diz a Palavra:

“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (1 Timóteo 3.16).

“Sabendo primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura provém de particular interpretação” (2 Pedro 1.20).

Paulo nos ensina a estudar a Bíblia: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2.15).

Jesus recomendou: “Examinai as Escrituras…” (João 5.39). Analisemos os vários títulos atribuídos a Maria, não à luz da Tradição, mas da santa e verdadeira Palavra de Deus.

ASSUNÇÃO DE MARIA

O que diz a Tradição:

“Finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do universo. A Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos” (CIC pg. 273, item 966)

Esta expressão – Assunção de Maria – significa que Maria subiu ao céu em corpo e alma, levada por seu Filho. Tal ensino não encontra amparo nas Sagradas Escrituras. É claro que a santa Maria está no céu (ou Paraíso), lugar para onde vão todos os que morrem em Cristo. Como diz o ex-padre José Barbosa de Sena Neto, em suas “confissões”, “a coisa mais espantosa dessa doutrina é que não tem nenhuma prova bíblica”. Aliás, Jesus refutou essa idéia quando declarou que “ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu – o Filho do homem [que está no céu]” (João 3.13). E o ex-padre conclui: “O Papa Pio XII (que promulgou essa doutrina) disse que qualquer um que doravante duvide ou negue esta doutrina apostatou totalmente da divina fé católica; isto – continua o ex-padre – significa que é pecado mortal para qualquer católico romano recusar-se a crer nessa fantasiosa doutrina!”

A Tradição diz que Maria foi assunta ao céu de corpo e alma, e o Senhor a elegeu Rainha do universo. É o caso de se perguntar: Quem viu? Quem escreveu? Onde está escrito isto na Bíblia?

Jesus Cristo, sim, foi assunto ao céu (At 1:11), isto é claro por todo o Novo Testamento. Este sim é Rei dos reis e Senhor dos senhores, e reinará com a sua igreja. Que Maria está na glória não há dúvida. São incontáveis os santos que se encontram no Paraíso, aguardando a plenitude dos tempos para ressuscitarem num corpo espiritual (1 Tessalonicenses 4.16-17).

Você acha plausível que se tivesse acontecido a assunção de Maria, João, que morava com ela (Jo 19: 26-27), não tivesse falado uma só palavra sobre este acontecimento formidável em nenhum de seus cinco livros?

CONCEBIDA SEM PECADO

O que diz a Tradição:

“Desde o primeiro instante de sua concepção, foi totalmente preservada da mancha do pecado original e permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida” (CIC pg. 143, item 508). “Pela graça de Deus, Maria permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida” (CIC pg. 139, item 493).

As expressões “concebida sem pecado” e “imaculada” são comuns nas rezas e escritos romanos. O dogma da Imaculada Conceição de Maria foi definido no ano de 1854.

A única forma de Maria ter sido gerada sem pecado seria mediante a intervenção direta do Espirito Santo no ventre de sua mãe, tal como aconteceu com Jesus. E essa exceção teria registro prioritário na Bíblia.

Contrariando a Tradição, a Palavra de Deus declara de modo enfático, sem rodeios: “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, e são justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3.23). Como resultado da desobediência de Adão e Eva, todos somos pecadores; todos trouxemos ou herdamos a natureza pecaminosa do primeiro casal; todos fomos atingidos pelo “pecado original”. A Bíblia fala em todos. Todos, sem exceção. Dos santos do Antigo Testamento (Noé, Abraão, Moisés, Josué, Davi, Elias, Isaías, dentre outros) aos do Novo Testamento (Mateus, João, João Batista, Paulo, Pedro, José, Maria e outros), todos pecaram e necessitaram da graça de Deus para serem justificados.

E ainda: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12). Ora, “semente gera semente da mesma espécie“. Uma semente de manga vai gerar manga. Assim acontece com a laranja, com o abacate e com as demais frutas. Assim aconteceu com os homens. Somos da semente de Adão. Jesus foi o único que não herdou a maldição do pecado porque Ele foi gerado pelo Espírito Santo.

“Todos estão debaixo do pecado. Não há um justo. Nem um sequer” (Rm 3.9c, 10). Em lugar nenhum da Bíblia está escrito que a Santa Maria foi uma exceção. Maria está incluída no “todos pecaram”. A própria Maria, mãe de Jesus, reconheceu ser pecadora, quando disse: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” (Lc 1.46-47). Ora, uma pessoa sem mácula, sem mancha, sem pecado não precisa de Salvador. O anjo Gabriel quando deu a Maria e José, o nome para colocarem em seu filho, lhes disse claramente: “Ela dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus, porque Ele salvará seu povo dos seus pecados” (Mt 1:21). Ela declarou que sua alma necessitava ser salva. Ela se reconhecia pecadora quando exaltou a Deus como seu salvador. Ela clamou pela graça salvadora de Deus, pois “pela graça somos salvos, mediante a nossa fé” (Efésios 2.8).

De Jesus, porém, a Bíblia diz que “Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” (1 Pedro 2.22). A mesma afirmação não se pode dizer com respeito a Maria, porquanto ela está inclusa no “Todos pecaram”. Assim diz a Palavra de Deus.

Em oposição a essa verdade, dizem os romanistas que para gerar um ser puro – Jesus – Maria teria que ser de igual modo pura, porque um ser impuro não poderia acolher um ser puro. Ora, se admitido como verdadeiro e correto tal raciocínio, teríamos de admitir que a mãe da Santa Maria deveria ser, também, pura para carregar no seu ventre uma pessoa imaculada. A avó de Maria, por sua vez, teria que ser pura. E, nesse passo, chegaríamos ao primeiro casal Adão e Eva. E estaríamos dizendo que a Palavra de Deus é mentirosa, quando afirma: Todos pecaram e destituídos estão da glória de deus” (Romanos 3.23; 5.12).

Vejamos mais alguns versículos que confirmam a extensão do pecado de Adão e Eva a todos, com exclusão de Jesus:

“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5.21). “Não há justo, nem sequer um.” (Romanos 3.10). “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado.” (Gálatas 3.22). “Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque.” (Eclesiastes 7.20).

A SEMPRE VIRGEM MARIA

“Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Não estão entre nós todas as suas irmãs?” (Mateus 13.55-56).

Corroborando essa afirmação, lemos no mesmo livro de São Mateus:

“Estando Maria, sua mãe (mãe de Jesus), desposada com José, antes que coabitassem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. José, seu marido, sendo justo e não querendo difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Projetando ele isso, em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher.

Mas não a conheceu até que ela deu à luz um filho. e ele lhe pôs o nome de Jesus” ( Mt 1.18-20, 24-25 ) .

A expressão “até que” – “não a conheceu até que ela deu à luz um filho” – indica um limite de tempo, no espaço ou nas ações. Poderíamos traduzir assim: José não manteve relações íntimas com Maria enquanto ela estava grávida de Jesus, aliás, em cumprimento à profecia: “a virgem conceberá e dará à luz um filho …” (Is 7.14). Isto é, até o nascimento de Jesus ela manteve-se virgem. O anjo do Senhor falou a José, em sonhos, declarando o seguinte: “Não temas receber a Maria tua mulher”. Isto significa dizer que José deveria continuar casado com Maria, apesar da gravidez inusitada; que o seu projeto de vida a dois não deveria sofrer qualquer retrocesso; que o casal não deveria partir para o desenlace; enfim, eles, José e Maria, deveriam continuar casados. No meu entendimento, se a vontade de Deus fosse perpetuar a virgindade de Maria, a fala do anjo a José seria restritiva e mais objetiva. No entanto, o anjo deixou aberta a possibilidade de os dois viverem uma vida normal de marido e mulher:

“Não temas receber a Maria por tua mulher” (Mateus 1.20). É bom observar a expressão “a tua mulher”. Maria foi a mulher de José.

à Vejamos outras passagens da Bíblia sobre a família de Jesus. “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar-te” (Mateus 12.47). “Não temos o direito de levar conosco…os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? (1Coríntios 9.5). “Depois disto desceu para Carfanaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos” (João 2.12) . “Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor” (Gl 1.18-19). Contra o argumento de que era costume naquela época o tratamento de “irmãos” para todos os parentes e discípulos, lembramos que nas passagens acima vê-se nítida diferença entre ser apóstolo/discípulo e ser irmão do Senhor. E mais: “E foram ter com Ele sua mãe e seus irmãos, e não podiam aproximar-se dEle, por causa da multidão. E foi-Lhe dito: Estão lá fora tua mãe e teus irmãos, que querem ver-Te” (Lucas 8.19-20).

Uma parenta de Maria Chamada Izabel é chamada na Bíblia de Prima e não de

irmã (Lc 1:36).

Ademais, não consta que Maria fizera voto de castidade. José, seu marido, também não cogitou disso. O sexo não é pecado quando praticado entre casados.

O anjo Gabriel ao anunciar a Maria o plano de Deus, de gerar no seu ventre o Salvador, e ao explicar o fato a José, não exigiu dela a manutenção da virgindade, nem de José o sacrifício da abstinência. As mães do mundo inteiro podem gerar muitos filhos e, paralelamente, levarem uma vida de santidade. Maternidade e santidade podem caminhar juntos. O sexo no casamento não é impureza. José e Maria foram abençoados com uma prole de pelo menos seis filhos, afora Jesus, sendo quatro homens e, no mínimo, duas mulheres. Assim diz a Bíblia Sagrada, contrariando a Tradição. Lembremo-nos, finalmente, de que Maria “deu à luz a seu filho primogênito…” (Lucas 2.7a). Primogênito, segundo o Dicionário Aurélio, diz-se “daquele que foi gerado antes dos outros, que é o filho mais velho”.

Jesus foi, portanto, o filho mais velho de José e Maria. Já na relação Deus Pai e Deus Filho, Jesus é chamado de unigênito, ou seja, único gerado por Seu Pai, tal como definido em João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Diante do contraditório, a Tradição declara:

“A isto objeta-se por vezes que a Escritura menciona irmãos e irmãs de Jesus. A Igreja sempre entendeu que essas passagens não designam outros filhos da Virgem Maria: Com efeito, Tiago e José, “irmãos de Jesus” (Mateus 13.55), são os filhos de uma Maria discípula de Cristo” que significativamente é designada como “a outra Maria” (Mateus 28.1). Trata-se de parentes próximos de Jesus, consoante uma expressão conhecida do Antigo Testamento” (CIC pg. 141, item 500).

ààà Convém indagar: Por qual razão Maria andava sempre com esses filhos da outra Maria, discípula de Jesus? Eles não tinham pais? Foram entregues aos cuidados de Maria e José? Se eram filhos de outra Maria, por que eram chamados irmãos de Jesus? Diante do que vimos torna-se insustentável continuar afirmando que Maria manteve-se virgem durante o seu casamento.

MEDIANEIRA, INTERCESSORA, ADVOGADA

Como diz Raimundo F. de Oliveira, “a essência da adoração na Igreja Católica Romana não gira em torno do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mas da pessoa da Virgem Maria. No decorrer dos séculos tem sido as mais diferentes e absurdas crendices, as criadas em torno da humilde mãe do Salvador.” A esse respeito vejamos o que diz a Tradição no Catecismo da Igreja Católica:

“Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora, medianeira” (CIC pg. 274, item 969).

Nosso raciocínio deve ser norteado não pelo que os homens afirmam, declaram, proclamam ou decidem. Em assuntos tais, a Bíblia é a nossa bússola, nosso guia, nossa regra. “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16-17).

A Bíblia declara que só Jesus é Mediador, Intercessor e Advogado nosso junto ao Pai. Vejamos: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2.5).

“Se, porém, alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus cristo, o justo” (1 João 2.1).

“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7.25).

Além dessas afirmações inequívocas, o próprio Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14.6).

Não podemos passar por cima da Escritura. Devemos ser submissos à vontade soberana de Deus. Se Ele declara na Sua Palavra que Jesus é o único Advogado, Intercessor e Mediador, não há razão para acreditarmos que exista outro exercendo as mesmas funções. E se o fizermos, estaremos chamando Deus de mentiroso, dizendo que a Sua Palavra não é a expressão da verdade, e que o próprio Jesus mentiu quando revelou que ninguém iria a Deus Pai se não fosse através dEle, isto é, por Seu intermédio. Logo, não há outros intermediários entre Deus e os homens.

Jesus declarou que somente através dEle os homens teriam comunhão com Deus Pai. Logo, não chegaremos a Deus através da Santa Maria, nem por meio de qualquer outro santo. Em Hebreus 7.25, vimos que Jesus salva os que por Ele se chegam a Deus, confirmando que Cristo é verdadeiramente o caminho. Não há outro caminho. A Santa Maria não é o caminho, nem um dos caminhos. Jesus declara que Ele é o caminho. Note-se o artigo definido – “o” – definindo a existência de um único caminho.

Jesus convidou todos a irem a Ele, sem intermediários:

“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). Aqui, Jesus faz um convite e uma promessa.

Ele não deixa chance para irmos a outros intercessores ou mediadores, ainda que seja a Santa Maria. Jesus é categórico: venham a mim, me procurem, peçam-me, busquem-me e eu resolverei seus problemas. Não há na Bíblia qualquer indicação para procurarmos os santos para o atendimento de nossas necessidades.

Ademais, Maria não ouve os pedidos a ela dirigidos. Por que ela é surda? Não. Porque ela não possui os atributos de Onipresença e Onisciência. Não só ela. Os santos falecidos não são dotados da capacidade de estarem em todos os lugares ao mesmo tempo e de conhecerem todas as coisas. Os atributos da onipresença e da onisciência pertencem a Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. São atributos intransferíveis, exclusivos da Trindade. Em meu estudo “Jesus Cristo, o Santo dos Santos”, apresento dez razões para não adorarmos os santos e não dirigirmos a eles nossas súplicas.

Logo, se a Santa Maria não se encontra em todos os lugares, inútil é falarmos a ela. Se porventura ela ouvisse nossas súplicas, não as poderia levar a Deus. E qual a razão? Ela estaria contrariando a palavra de Deus, que diz claramente:

“Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2.5).

De maneira nenhum a Santa Maria iria tomar a posição de Jesus.

Contrariar a palavra de Deus é contrariar o próprio Deus. Vejamos: “Eu velo sobre a minha palavra, para a cumprir” (Jeremias 1.12).

Nossas ações devem ser dirigidas pelo que diz a palavra de Deus, e não pelo que os homens afirmam ou a Tradição nos ensina. Vejamos:

“Assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus” (Mateus 15.6).

“Deixando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens…” (Marcos 7.8).

“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Colossenses 2.8).

à Sei o quanto é difícil apagar de nossa mente anos e anos de ensino contrário à palavra do Senhor. Mas não existe outra saída para o cristão que deseja realmente reconciliar-se com o Pai, arrepender-se de seus pecados e deixá-los, e permanecer firme na fé em Cristo Jesus. Convém que apaguemos de nossa memória todos os ensinos, dogmas e doutrinas contrários ao que ensina e recomenda a Bíblia.

Reflita:

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7.14).

Vejam bem que Deus estabelece uma condição para atender aos pedidos. Ele requer humildade. Humildade significa reconhecermos que somos pó, somos pecadores e precisamos da Sua graça para sermos salvos. Ele requer oração. Orar significa falar com Deus, não apenas na hora do aperto, da aflição, da angústia, do sufoco. Falar com Ele, também, quando tudo vai bem: “Em tudo daí graças. Ele requer que busquemos a Sua face, ou seja, devemos clamar somente a Ele. Ele requer conversão dos maus caminhos.

Impõe que deixemos os pecados, a idolatria, os intermediários. Conversão implica arrependimento. Sem arrependimento não há perdão; sem perdão não há salvação.

à Jesus, e não Maria, é o nosso advogado, intercessor, auxiliador, ajudador: “Assim, com confiança, ousemos dizer: O Senhor é o meu auxílio; não temerei” (Hebreus 13.6).

“Certamente Deus é o meu ajudador” (Salmos 54.4).

“O Senhor é o meu auxílio…” (Hebreus 13.6).

“Jesus, o Mediador de uma nova aliança…” (Hebreus 12.24).

“Meus Filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, porém, alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João 2.1). Aqui a confirmação de que dentre os homens só existiu um justo, Jesus.

à Nada devemos pedir à Santa Maria, nem a qualquer outro santo. Os santos falecidos nada podem fazer por nós. As suas imagens, as imagens de escultura que os representam, também nada podem fazer em nosso benefício. Elas não falam, não andam, não vêem, não ouvem. São surdas, mudas e cegas. São barro, pedra, madeira, gesso, borracha, porcelana, ouro, ferro, bronze, papel. Não podemos esquecer: somente JESUS pode mediar no céu em nosso favor. Não há outro. Se houvesse, Deus nos teria revelado.

O primeiro mandamento de Deus é direto, taxativo, claro, objetivo, sem circunlóquio:

“Não terás outros Deuses diante de mim” (Êxodo 20.3)

E o segundo mandamento ainda é mais preciso, categórico, cristalino, direto, sem rodeio ou meias palavras:

“Não farás para ti imagens de escultura, nem semelhança nenhuma do que há em cima nos céus… não te encurvarás a elas nem as servirás…”(Êxodo 20.4).

Embora o assunto esteja fora do escopo deste trabalho, abro este espaço para uma rápida análise. Deus proíbe o uso de imagens com semelhança do que há nos céus. Quem está nos céus? Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, os anjos e os santos (todos os santos, bíblicos ou não).

Logo, não se deve usar imagens de Jesus, nem de qualquer pessoa falecida que, por sua fé em Deus, esteja na glória. A associação espírito-imagem é tal que por vezes não se distingue a quem as súplicas e a adoração estão sendo dirigidas: se ao santo falecido, se à sua imagem. O certo é que nem aquele, nem esta, deve ser objeto de nossa adoração.

A Tradição pensa diferente: “Na trilha da doutrina divinamente inspirada de nossos santos Padres e da tradição da Igreja católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos com toda certeza e acerto que as veneráveis e santas imagens, bem como as representações da cruz preciosa e vivificante, sejam elas pintadas, de mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada, devem ser colocadas nas paredes e em quadros, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, como a de Nossa Senhora, a puríssima e santíssima mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos.” (CIC pg.326/327, item 1161). “A beleza e a cor das imagens estimulam minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus” (CIC pg.327, item 1162).

Como se vê, o catolicismo incentiva o uso de ícones e diz que são necessários à verdadeira adoração a Deus. Tudo contra a Palavra. Ainda bem que reconhecem que essas coisas são decorrentes da Tradição. Mas falam de doutrina divinamente inspirada, soprada pelo Espírito Santo. Por que o mesmo Espírito que em nós habita, nos evangélicos, também não nos conduz ao uso de imagens? Jesus disse que “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24).

à Outra proibição é para não nos encurvarmos diante das imagens.

Isto compreende: baixar a cabeça, inclinar o corpo, tirar o chapéu, ajoelhar-se, ou qualquer outro gesto de submissão, reverência ou respeito. A proibição “não as servirás”, compreende: não servir as imagens com lágrimas, com toques, com beijos, com pedidos, com velas, procissão, flores, cânticos, saudações, ofertas em dinheiro ou em alimentos; com promessas e sacrifícios; com cuidados especiais, com jejuns e rezas. É bom não esquecermos que Jesus, na qualidade do Verbo que se fez carne e habitou entre nós, estava presente no Monte Sinai, e escreveu o Segundo Mandamento em tábuas de pedra, e as entregou a Moisés. “Fazei tudo o que Ele vos disser“, disse Maria aos serventes nas bodas de Caná da Galiléia (João 2.1-5) Devemos, portanto, atender ao pedido de Maria, de satisfazermos a Sua vontade, que é a vontade de Deus.

MÃE DE DEUS

Imaginei de início que o titulo “Mãe de Deus” atribuído à humilde mãe de Jesus fosse apenas uma demonstração de carinho. Com o passar dos anos, notei que se tratava de algo mais sério. Muitas crianças, jovens e adultos estão convictos de que Maria é mãe do Altíssimo. Sei que estas palavras escritas não alcançarão a massa de 30 milhões de analfabetos, 30 milhões de alfabetizados, 30 milhões que têm medo de confrontar suas tradições e crenças com a verdade.

Nas páginas seguintes apresentaremos alguns argumentos com vistas a deixar bem claro que Deus não tem mãe, e que por haver sido mãe de Jesus, homem, Maria não é mãe de Deus.

Ouçamos a voz da Tradição:

“Maria é verdadeiramente a “Mãe de Deus”, visto ser a mãe do Filho Eterno de Deus feito homem, que é ele mesmo Deus” (CIC pg.143, item 509).

“Por isso o Concílio de Éfeso proclamou, em 431, que Maria se tornou de verdade Mãe de Deus pela concepção humana do Filho de Deus em seu seio” (CIC pg.131, item 466).

“Denominada nos Evangelhos “a Mãe de Jesus” (Jo 2.1; 19.25). Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito, desde antes do nascimento de seu Filho, como “a Mãe de meu Senhor” (Lc 1.43). Com efeito, Aquele que ela concebeu do Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne não é outro que o Filho eterno do Pai, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus” (CIC pg. 140. item 495).

A Palavra de Deus incomoda. A Bíblia causa uma certa inquietação e até temor. O temor do confronto. A Palavra é como um espelho: quando nos miramos nele percebemos nossas imperfeições, nossas rugas, nossos pecados. E, em face disso, somos movidos a tomar uma decisão.

Desprogramar de nossa mente o que foi armazenado durante cinco séculos é tarefa árdua. Bom, para muitos, é deixar rolar, na onda do “me engana que eu gosto”.

A Bíblia nos revela, de Gênesis a Apocalipse, que Deus é o nosso Pai, o Criador de todas as coisas. A oração-modelo ensinada por Jesus começa assim: “Pai nosso que estás nos céus”.

Todos os que aceitam a Jesus como Senhor e Salvador passam a ser filhos de Deus: “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gálatas 3.26). “Vós sois filhos do Deus vivo” (Oséias 1.10c).

Maria sempre foi temente a Deus; era justa aos olhos de Deus; creu em Jesus, nas suas palavras, na Sua morte e ressurreição. E, assim, ela foi constituída filha de Deus. Quando Jesus disse a Nicodemos que era necessário nascer de novo para ver o reino de Deus, Ele não excluiu sua mãe do processo (Jo 3.3). Também, a declaração de Jesus, a seguir, confirma que sua família – mãe, pai e irmãos – necessitava de submissão a Deus e obediência à Sua Palavra para ser salva:

“Chegaram então seus irmãos e sua mãe e, estando de fora, mandaram-no chamar”. A multidão estava assentada ao redor dele, e lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos te procuram, e estão lá fora”. Jesus lhes perguntou: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” Então, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Portanto, “Qualquer que fizer a vontade de Deus, este é meu irmão, irmã e mãe (Marcos 3.31-35).

Doutra feita, Jesus não permitiu que tivesse prosseguimento a tentativa de exaltar sua mãe. Vejamos:

“Dizendo Ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão levantou a voz, e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste! Mas Jesus respondeu: Antes bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” (Lucas 11.27-28).

Muito mais bem-aventurados são os que obedecem a Deus, disse Jesus. Para defender sua Tradição, os líderes romanistas agarram-se à seguinte fala de Isabel a Maria: “De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?” (Lucas 1.43). Ora, está claro e evidente que a parenta de Maria não estava se referindo ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó; ao Deus de Israel, ao nosso Deus, nosso Pai celestial, nosso Senhor. Seria até hilariante, se não fosse assunto tão sério, imaginar que Isabel estivesse ali saudando Maria como mãe de Deus. Isabel reconheceu Maria como a mãe do Messias tão esperado. As palavras de Simeão e de Ana, no templo, também tiveram este mesmo significado (Lucas 2.25-38).

A Bíblia diz que os que morreram em Cristo ressuscitarão, na Sua volta, num corpo celestial e incorruptível (1 Tessalonicenses 4.16-17).

Logo, de acordo com esta Palavra, a Santa Maria aguarda, como todos, esse dia glorioso. Como, nesse estágio, poderia ser mãe de Deus? Por outro lado, para ser mãe de Deus a Santa Maria, por óbvias razões, deveria possuir os mesmos atributos do Altíssimo, ou seja, ser onipresente, onisciente e onipotente, eterna e imutável. Sabemos que estes atributos são exclusivos de Deus. São absolutos e incomunicáveis. Em resumo, para ser mãe de Deus ela teria que ser igual a Deus.

E mais: se admitirmos a hipótese da existência de uma mãe para Deus, seria válido esquecermos a tese da Santíssima Trindade e, em seu lugar, ensinarmos a do Santíssimo Quarteto, assim compreendido: Deus Pai, Deus Mãe, Deus Filho e Deus Espírito Santo, o que seria um absurdo, além de se contrapor ao que ensina a Bíblia.

Deus é eterno, não teve começo, não foi gerado, e não terá fim.

Deus não tem mãe, nem pai. Maria não pode ser mãe do seu Criador, do seu Salvador. Maria não pode ser mãe do seu próprio Pai. A criatura não pode ser mãe do Criador. A Santa Maria foi mãe de Jesus, homem, escolhida que foi por Deus para que em seu ventre o Verbo se fizesse carne. Mas o Verbo, o Deus Filho, este sempre existiu porque é eterno. O Verbo não foi gerado por Maria.

Leia-se:

“No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele… e o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vemos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.1-3, 14). Esta é uma afirmação da eternidade de Jesus: Ele estava no princípio, esteve presente na Criação, estava com Deus, era Deus. Logo, um ser humano, finito e limitado (Maria) não poderia gerar um ser eterno, divino, infinito e ilimitado. A Tradição confirma a eternidade de Jesus, quando diz que Maria é a Mãe do Filho Eterno de Deus. Ora, o eterno não é gerado e não cabe na vida finita de um ser que precisou ser gerado.

Vejamos as palavras de Maria:

Eu sou a serva do Senhor. cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lucas 1.38). Jesus disse que “o servo não é mais do que o seu senhor” (Mt 10.24). Maria não desejava outra coisa senão ser serva de Deus.

Jamais passou por sua cabeça ser mãe do Altíssimo. Seria completamente impossível uma mulher ser mãe de Deus. Mais adiante ela declara, dando ênfase à sua condição de serva:

“A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, pois olhou para a humildade da sua serva. Desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lucas 1.46-48).

Vê-se que a Santa Maria não almejou nada mais nada menos do que colocar-se na posição de serva do Senhor. E assim ela fez por toda a sua vida.

Por qual razão Jesus não exaltou as qualidades espirituais de sua mãe, sabendo Ele, de antemão, que ela seria aclamada pela Igreja Católica como Mãe do Universo, Mãe de Deus, Rainha do Céu, a Mãe dos Vivos, Intercessora, Advogada, Medianeira, Co-Redentora? Por que Jesus não dividiu Sua glória com sua mãe? Por que Jesus, durante todo o seu ministério, não nos deixou uma única revelação, uma única palavra conduzindo-nos a exaltar a sua mãe? Por que a Mãe de Deus não é exaltada ou glorificada nas cartas paulinas, nas mensagens inspiradas do apóstolo Paulo? Por que a Bíblia só registra o nome de Maria no que é estritamente necessário?

SENHORA, PADROEIRA E CO-REDENTORA

A santa e humilde Maria nunca desejou tomar o lugar do Salvador, do Filho de Deus. A sua posição foi de serva ciente de sua missão: a missão de trazer à luz a Luz do mundo, o Pão da vida, o Verbo de Deus. Até nas suas palavras a mãe de Jesus foi discreta. O registro mais extenso sobre palavras por ela pronunciadas está em Lucas 1.46-55, sob o título “O cântico de Maria.” Nessa oração, como já vimos atrás, Maria se mostra muito feliz e agradecida a Deus por haver sido agraciada com tão nobre missão: “Pois olhou para a humildade da sua serva.

Desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada”. Nos versículos 46 e 47, Maria se declara necessitada de salvação: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”.

Não se encontra nas Escrituras qualquer tipo de adoração a Maria, ou qualquer ensino nesse sentido. Muitas pessoas interpretam mal o título “Bem-aventurada”. Uma pessoa bem-aventurada quer dizer uma pessoa feliz, ditosa e bendita. É o estado “daqueles que, por seu relacionamento com Cristo e com a sua Palavra, receberam de Deus o amor, o cuidado, a salvação e sua presença diária. O arcanjo Gabriel disse: “Bendita és tu entre as mulheres”. A mesma declaração foi feita por Isabel a Maria acrescentando: “… e bendito o fruto do teu ventre” (Lucas 1.42). E a própria Maria afirmou que “desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lucas 1.48b).

Jesus, no “Sermão da Montanha”, chamou de “Bem- aventurados” os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacificadores, os que sofrem perseguição por causa da justiça e os perseguidos por causa dele (Mateus 5.3-11). E bem-aventurada é Maria em razão da missão a ela confiada. Então, os salvos somos bem-aventurados, isto é, somos felizes porque agraciados com bênçãos de Deus. Não há a menor possibilidade de, após a nossa morte – a morte dos bem-aventurados – chegarmos à condição elevada de Senhor ou Senhora, Pai ou Mãe de todos. Vejamos o que diz a Bíblia:

“Ouve, ó Israel: o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Deuteronômio 6.4).

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força. Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração.” (Deuteronômio 6.5-6). Este mandamento foi confirmado por Jesus, quando afirmou que não existia outro mandamento maior do que este (Marcos 12.30-31), porque quem ama cumpre a Lei Moral. Ora, um coração completamente cheio do amor a Deus não possui espaço para amar outro “Senhor” ou “Senhora”.

“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor… nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos a outros deuses” (Josué 24.14-16). Em nenhuma parte da Bíblia a Santa Maria é elevada à posição de Senhora, Padroeira, Protetora ou Co-Redentora, Nenhum homem ou mulher pode, depois da morte física, receber tal sublimação. Quem morreu em nosso lugar foi Jesus, e Ele não divide sua obra redentora com mais ninguém:

E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens , pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12).

“Eu sou o Senhor; este é o meu nome! A minha glória a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42.8).

Mas pela palavra da Tradição, Maria cooperou na obra do Salvador e hoje, no céu, é instrumento de salvação:

“Mas seu papel em relação à Igreja e a toda a humanidade vai mais longe. De modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para restauração da vida sobrenatural das almas” (CIC pg. 273, item 968).

“Assunta aos céus, não abandonou este múnus salvífico, mas, por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna” (CIC pg. 274, item 969).

Entenda-se como “múnus salvífico”: a função de salvar, a função de Co-Redentora.

“Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança” (Salmos 33.12). Daí porque não foi feliz a idéia de, por decreto, eleger Maria à posição de “Padroeira do Brasil”, isto é, defensora e protetora de nosso País. Mais coerente com a nossa fé cristã, seria declararmos o que está na Bíblia, ou seja, que Deus é o nosso Senhor, Salvador, Protetor e Pai:

“Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele prestarás culto” (Lucas 4.8).

Vamos repetir. Jesus, respondendo a Satanás, citou o versículo 13 de Deuteronômio 6. Jesus foi categórico, direto, claro, objetivo. Ele disse que a nossa adoração deve ser dirigida exclusivamente a Deus, e só a Ele devemos servir, servir com o nosso louvor, com o nosso exemplo, com a nossa fé, com nossas orações, nossas lágrimas, nossos jejuns, e obediência à Sua Palavra. Se as nossas lágrimas, súplicas e louvores forem dirigidos à Santa Maria, logo estaremos em oposição à palavra do Senhor Jesus.

Oposição significa desobediência. Desobediência significa rebeldia.

Rebeldia significa pecado. Pecado é morte.

“Há um só Deus e pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos” (Hebreus 4.6). Se até aqui o leitor ainda estava em dúvida, creio que este versículo colocou as coisas no devido lugar. Como já disse, a Bíblia não fala na existência de uma “Senhora”” ou de um outro “Senhor”.

O Deus da Bíblia é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó; o Deus que tirou seu povo da escravidão do Egito; que abriu o Mar Vermelho e o seu povo fez passar; que lhe entregou a Terra da promessa; que não está de braços cruzados, impassível, assistindo à rebeldia da humanidade. Ele é por todos.

Como vimos, a eleição da humilde serva Maria, mãe de Jesus, à posição de Senhora ou de Padroeira não encontra respaldo nas Escrituras. A nossa adoração não pode ficar dividida entre o Senhor Deus e a Senhora Maria. Não se pode “coxear entre dois pensamentos”, seguir dois caminhos, ter dois senhores. Devemos aprender com Maria e declararmos que a “nossa alma exalta e engrandece ao Senhor, e que o nosso espirito se alegra porque estamos em comunhão com Jesus nosso Salvador”.

A Tradição fica longe da Bíblia quando diz que em Maria há salvação. Vimos que em nenhum outro nome há salvação. (Atos 4.12). E mais: “Eu, eu Sou o Senhor, e fora de mim não há salvação (Isaías 43.11).

“Eu sou o caminho e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”(João 14.6).

“Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o povo dos seus pecados ” (Mateus 1.21).

“…E sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (João 4.42).

Mas, apesar de se encontrar na contramão, a Tradição insiste em afirmar:

“…Maria, por um vínculo indissolúvel está unida à obra salvífica de seu Filho: em Maria a Igreja admira e exalta o mais excelente fruto de redenção…” (CIC pg. 300, item 1172).

MÃE DOS VIVOS

O que diz a Tradição:

“A Virgem Maria cooperou para a salvação humana com livre fé e obediência. Pronunciou seu “fiat” (faça-se) em representação de toda a natureza humana. Por sua obediência, tornou-se a nova Eva, Mãe dos viventes” (CIC pg. 143, item 511).

Somente Jesus recebeu o título de “o último Adão” na Palavra de Deus: “O primeiro homem, Adão, foi eleito alma vivente; o último Adão, espírito vivificante” (`1 Coríntios 15.45). Nenhum registro há dando a Maria o título de segunda Eva e mãe da humanidade. Na citação acima a Tradição chegou bem perto de dizer que Maria é Deus.

TRONO DE SABEDORIA

A palavra da Tradição:

“É neste sentido que a Tradição da Igreja muitas vezes leu, com relação a Maria, os mais belos textos sobre Sabedoria. Maria é decantada e representada na Liturgia como o “trono da Sabedoria” (CIC pg.209,item 721)

A Bíblia diz que a sede da Sabedoria é Deus: “Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá liberalmente, e não censura, e ser-lhe-á dada.” (Tiago 1.5). “A sabedoria que vem do alto é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia” (Tiago 3.17). “Com Deus está a sabedoria e a força” (Jó 12.13).

Nenhum espírito humano pode se igualar a Deus em sabedoria, poder, graça e amor.

DEPOSITÁRIA DE PRECES

A palavra da Tradição:

“Porque nos dá Jesus, seu Filho, Maria e Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos lhe confiar todos os nossos cuidados e pedidos: ela reza por nós como rezou por si mesma: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”(Lucas 1.38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com ela à vontade de Deus: “Seja feita a vossa vontade” (CIC pg.687,item 2677).

Maria rezou na sua existência humana, terrena, e sua oração não foi diferente das orações dos santos de ontem e de hoje: dando graças a Deus pela vida, pela salvação, pelos dons, pela missão. No céu as coisas são diferentes. Ela não pode ser intermediária ou mediadora de nossas preces porque a Palavra diz claramente que o único Mediador é Jesus (1 Timóteo 2.5). Maria, a “humilde serva”, desejaria ser igual a Jesus em poder e glória e com Ele sentar-se à destra do Pai? A orientação para a ela confiarmos nossos cuidados e pedidos – o que sugere uma entrega total – está totalmente em desacordo com o padrão da Palavra de Deus.

Vejamos:

“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). “Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado” (Salmos 55.22). “Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Salmos 50.15).

“Orareis assim: Pai nosso que estás nos céus…” (Mateus 6.9).

ORANDO DE ACORDO COM A PALAVRA

Deus não atende a orações mentirosas. Mentirosas são as orações que não estão em consonância com a Sua Palavra. Vamos ver como ocorre este desencontro:

1. Se apresentamos a Maria nossas petições – ou a qualquer santo – estamos dizendo que a oração do “Pai nosso” ensinada por Jesus não é correta. E, então, nossa posição é de rebeldia, de desobediência. Todas as orações registradas na Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, são dirigidas a Deus. Não há uma só oração dirigida por exemplo, a Santo Noé, Santo Moisés, Santo Isaías, São João Batista, ou a qualquer outro;

2. Quando chamamos a Santa Maria de Medianeira ou Advogada, também estamos mentindo e declarando que a Palavra de Deus é mentirosa. A Bíblia declara que só há um Advogado, Mediador e Intercessor entre Deus e os homens: Jesus Cristo (1 Timóteo 2.5, 1João 2.1,Hebreus 7.25).

3. Se em nossas orações dissermos que Maria foi “concebida sem pecado”, também estaremos duvidando da Palavra de Deus.

Em Romanos 3.23 está dito que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. A única pessoa não gerada em pecado, porque gerada pelo Espírito Santo, foi Jesus Cristo. As demais – Pedro, Paulo, José, Maria – herdaram a natureza pecaminosa da semente de Adão e Eva. A Palavra é cristalina, objetiva e direta: Todos pecaram. Todos. É por isso que existem muitos fracos e doentes – doentes da carne e do espírito – porque não oram de acordo com a Palavra, conforme a Palavra, em consonância com a Palavra de Deus.

OS ARGUMENTOS CONTRÁRIOS

A seguir, os argumentos dos que defendem a adoração à Santa Maria, sua atuação como Mediadora e Padroeira, sua qualidade de Mãe de Deus, e outros títulos e missões a ela atribuídos.

“Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lucas 1.48). Esta declaração de Maria é apresentada como justificativa do culto a ela prestado.

Contestação: Segundo o Dicionário Aurélio, “bem-aventurado” quer dizer muito feliz. É também a situação “daquele que, depois da morte, desfruta da felicidade celestial e eterna”. É sinônimo de santo.

Jesus chamou de bem-aventurados os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacificadores, e os que sofrem perseguição por causa da justiça (Mateus 5.3-10). Em Salmos 112.1, lê-se: “Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor, que em seus mandamentos tem grande prazer”. Apocalipse 20.6: “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição”. Jesus disse: “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, pois não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus” (Mateus 16.17).Outras referências: Salmos 1.1; 2.12; 32.1; 106.3; 119.1; 146.5; Mateus 24.46; Apocalipse 22.7. Como se vê, bem-aventurados somos todos nós que seguimos a Jesus. Porém, tal felicidade não nos confere o direito de sermos adorados, quer em vida, quer na morte.

A bem-aventurança que nós asseguramos em vida, pela aceitação do senhorio de Jesus, se estende por toda a eternidade.

O fato de a Santa Maria ter sido chamada de Bem-aventurada, não significa uma doutrina, mandamento ou ensino no sentido de a ela prestarmos culto. Note-se que Isabel, sua prima, declarou ser a santa Maria “Bendita entre as mulheres” (Lucas 1.48), e não “Bendita acima das mulheres”.

Numa festa de casamento, em Caná da Galiléia, a Santa Maria disse aos empregados: “Fazei tudo o que ele vos disser”. (Jo 2.5)

Contestação: Essa passagem bíblica é muitíssimo citada pelos que prestam culto a Maria. Sinceramente, não vejo aí nenhum motivo para justificar tal culto. Se a declaração fosse de Jesus, ordenando que os serviçais teriam que obedecer em tudo à sua mãe, ainda poderíamos parar para meditar. Mas não foi assim. Maria, vendo que Jesus estava disposto a operar o milagre da transformação da água em vinho, recomendou aos empregados que seguissem à risca as instruções do Mestre. Só isso. Nada mais do que isso. A história morre aí. Aliás, se admitida a hipótese de que Maria estava falando às gerações futuras, devemos nos lembrar o que Jesus falou: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele prestarás culto” (Mateus 4.10). Logo, por este mandamento, Maria está excluída de qualquer espécie de adoração. Portanto, atendendo a Maria, façamos o que Jesus nos ordena.

O que aconteceu nas bodas de Caná deve servir, também para a seguinte reflexão: A Santa Maria, ao transferir o problema para Jesus, mostrou-se incapacitada de resolvê-lo. A “Mãe de Deus” não teria poderes para transformar água em vinho? Naquela época ela ainda não era mãe de Deus?

Só passou a sê-lo após sua morte? É evidente que Maria não operava milagres em vida, nem os opera depois de sua morte.

Maria é a nossa mãe espiritual, porque Jesus a entregou aos cuidados de um discípulo, e nós somos discípulos de Jesus.

Contestação: Jesus, já prestes a falecer, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. E disse ao discípulo a quem ele amava: “Eis aí tua mãe”.

“E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa”. Em resumo, Jesus entregou sua mãe aos cuidados do querido discípulo João. Jesus deu um exemplo de amor filial, lembrando-se de sua mãe num momento de grande agonia. A intenção de Jesus não foi constituir a Santa Maria mãe espiritual da humanidade. Desejou apenas que ela não ficasse desamparada na sua velhice (João 19.26-27), morando com seus irmãos incrédulos (João 7:5).

Maria é mãe de Deus porque Jesus é Deus e ela é mãe de Jesus.

Contestação: Se válido o raciocínio acima, poderíamos afirmar que Deus é filho de criação ou filho adotivo de José. Ou José seria padrasto de Deus? Como já dissemos, a Santa Maria foi um instrumento usado por Deus, no Seu plano de salvação da humanidade, para que o Verbo se fizesse carne.

Maria, na qualidade de mãe de Jesus, é co-redentora.

Contestação: A palavra de Deus não ascende Maria à posição de igualdade com o Filho. Seria afirmar que Maria é Deus. Aliás é esta a intenção dos romanos, ou seja, colocar a humilde serva do Senhor como uma quarta pessoa da Trindade. Daí os seus títulos de Mãe de Deus, Advogada, Medianeira, Adjutora, Senhora, co-Redentora, Protetora, Rainha dos Céus, Mãe de todos, Intercessora, Sempre Virgem, Imaculada, Concebida sem pecado, e outros. Só que não há respaldo bíblico para tais títulos. Ora, o Redentor é Jesus, e como Redentor e Messias Ele foi esperado: “E virá um redentor a Sião e aos que se desviarem da transgressão em Jacó, diz o Senhor” (Isaías 59.20).

Não se lê que, paralelamente, viria uma redentora, ou um ajudante do Redentor, ou uma co-Redentora. Em Lucas 4.18, Jesus declara que “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração; a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor”.

Cumpriu-se aqui a profecia de Isaías 61.1-2. A Bíblia não afirma que Maria fora ungida para idêntica missão.

Veja-se 2 Reis 13.5: “O Senhor deu um salvador a Israel…” A Santa Maria não poderia ela própria ser uma salvadora (ou redentora), e ao mesmo tempo precisar ser salva. Mais uma vez, leiam: “Disse, então, Maria: Aminha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, porque atentou na humildade de sua serva…” (Lucas 1.46-48).

Logo, Maria não pode ser redentora ou salvadora porque ela própria precisou do Salvador ou do Redentor. Já o nosso Salvador Jesus Cristo nunca se dirigiu ao Pai declarando-se necessitado de salvação. Quando a Santa Maria fez esta oração, com convicção e plena segurança no que estava dizendo, ela igualou-se a todos, homens e mulheres, herdeiros da natureza pecaminosa do primeiro casal. Ela nivelou-se a todos os mortais. E não poderia ser de outra forma.

Eu considero um grave pecado elegermos Maria à qualidade de redentora, ou de redentora junto a Jesus, ou ajudante de Jesus no trabalho de salvação, ou coisa parecida. A Trindade é soberana, auto-suficiente, onipresente, onisciente, onipotente, imutável, eterna. Não precisa, portanto, do auxílio dos santos falecidos para execução do seu plano de salvação da humanidade. A Igreja de Cristo, que recebeu de Jesus poder e autoridade para, em Seu nome, expulsar demônios e curar enfermos, e recomendação para pregar o Evangelho em todo o mundo, esta sim, pode e deve dar continuidade, na terra, ao trabalho do Salvador. Estamos falando de Igreja viva, atuante, visível. Jesus outorgou poderes a essa Igreja visível. Não deu poderes aos mortos, ainda que em vida tenham sido santos (Marcos 16.15-18).

QUEM SÃO OS SANTOS

Muitas pessoas não têm a exata compreensão do que seja um santo.

Primeiramente, a palavra “santo”, no conceito bíblico, quer dizer “separado para Deus”, “consagrado a Deus”. Dicionário Aurélio: “Que vive segundo os preceitos religiosos; puro, imaculado, inocente; bondoso em extremo”.

Dicionário Teológico: santo é “aquele que se separa do mal, e dedica-se ao serviço divino. O processo de santificação do crente tem como base a Palavra de Deus”.

Pode se referir também a um local determinado, indicando que não pode ser violado ou profanado. Exemplo de lugar santo foi o monte Horebe, onde Deus falou a Moisés: “Continuou Deus: não te chegues para cá. Tira as sandálias dos pés, pois o lugar em que estás é terra santa” (Êxodo 3.5). Com Josué, nas cercanias de Jericó, aconteceu idêntica recomendação: “Respondeu o príncipe do exército do Senhor a Josué: descalça as sandálias de teus pés, pois o lugar em que estás é santo. E Josué fez assim” (Josué 5.15).

Tudo que é separado para o serviço do Senhor é santo, inclusive objetos: dízimo (Levítico 27.32); congregação (Números 16.3); povo (Deuteronômio 14.2, 21); objetos (Esdras 8.28; Ezequiel 22.26); jejum (Joel 1.14); cidade (Mateus 4.5; Apocalipse 21.2, 10); leis e mandamentos (Romanos 7.12); Igreja (Efésios 5.27); nação (Êxodo 19.6).

Agora, vejamos o que a Bíblia diz sobre pessoas santas. Em várias cartas paulinas, os crentes em Jesus são chamados de santos: “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1 Coríntios 1.2). “Aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus” (Efésios 1.1). “A todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos…” (Filipenses 1.1). “Aos santos e irmãos fiéis em Cristo que estão em Colossos” (Colossenses 1.2).

Deus falando ao seu povo: “Eu sou o Senhor vosso Deus. Consagrai-vos e sede santos, porque eu sou santo” (Levítico 11.44; 19.2; 20.7).

Em Levítico 20.26: “Sereis para mim santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos para serdes meus”. O desejo de Deus é que todos sejam santos e irrepreensíveis. O homem criado por Deus era santo. Na queda, perdeu a santidade e ficou afastado do Criador. O plano de salvação da humanidade contempla o retorno do homem à santidade perdida.

A santidade em vida se estende à morte. Em outras palavras, quem é santo aqui na terra será, eternamente, santo no céu. Vejam: “Abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressurgiram” (Mateus 27.52). Os santos participarão do julgamento das nações. Observem: “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo?” (1 Coríntios 6.2-a). Jesus confirma: “Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel” (Mateus 19.28). “E ao que vencer e guardar até o fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações” (Apocalipse 2.26). Nós, os santos, juntamente com Maria, participaremos do julgamento do mundo.

Quando da volta de Jesus, todos os santos falecidos ressuscitarão num corpo celestial. Nessa ocasião, os santos vivos serão arrebatados e, juntamente com aqueles, se encontrarão com Jesus nos ares (1 Tessalonicenses 4.16-17).

Vimos, portanto, que a santidade se adquire em vida. A igreja de Cristo, visível e invisível, é formada de santos. Logo, há milhões de santos ainda vivos, e um número incalculável (bilhões?) de santos que já passaram para a glória. Diante do que se depreende da palavra de Deus, acima, outro não pode ser o entendimento.

Certa vez, alguém escreveu para o povo leitor (caderno dominical do Jornal o povo, desta cidade de Fortaleza, Ceará) em que, opondo-se a uma questão por mim colocada, disse que “não conhecia um só santo evangélico”. Santa ignorância. Para muitas pessoas, não existem santos vivos, pessoas santas. Acreditam que somente alguns, depois da morte – e se houver milagre a eles atribuído – têm o privilégio de serem santos, receberem adoração, serem mediadores junto a Deus de nossas súplicas, e terem uma imagem em cada templo. Ora, os santos somos nós; se cultuarmos os santos, ainda que mortos, estaremos cultuando a nós mesmos.

Noutras palavras, estaria o homem adorando a si próprio, ao seu semelhante.

Homens vivos buscando as bênçãos de homens mortos. Maria foi em vida uma mulher santa, e sua santidade se eternizou após a sua morte.

Ela foi juntar-se a bilhões de santos no Paraíso. O costume de se buscar alívio nos que morreram cheira a espiritismo, a consulta aos mortos, a necromancia. Deus não se agrada dessas coisas. Não devemos apelar para as criaturas de Deus, adorá-las e cultuá-las. O Primeiro Mandamento é incisivo: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3). “Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele prestarás culto” (Lucas 4.8).

Por Airton Evangelista da Costa

Mais um BESTEROL da Igreja Católica (por Bento XVI) – Seria trágico se não fosse cômico (kkkk) !

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Papa Bento XVI decretou o fim do Limbo – local destinado as crianças que morriam sem o batismo

O papa Bento XVI, decretou, em 2007, o fim do limbo. Por sorte, e por ter mais o que fazer, só fiquei sabendo disso agora.

 O “limbo” era o “local destinado às crianças que morriam, ou eram mortas, sem que fossem batizadas pela Igreja Católica”. A palavra significa “borda”. O limbo, segundo meu amigo e filósofo Paulo Pinga, é uma espécie de freezer, “um local muito ruim, que não tem nada pra fazer, um branco total, mas pintado de preto”; propício a que os pais das crianças ficassem com receio de não batizá-las e até pudessem fazer umas doações para a Igreja, quem sabe?

Problema maior é que as tais crianças mortas precocemente, além de morrer cedo, quando não batizadas, segundo essa papaiada e padraiada, iriam para o tal do limbo por culpa dos pais, já que um bebê não consegue, por conta própria, ligar para a sacristia e marcar o seu batismo, pegar um táxi e ficar lendo a Bíblia num domingo. E os coitados dos abortados então? Além de não nascerem, depois iriam morar no limbo!

E o mais interessante, que eu nunca poderia ter idéia, é que todo esse sofrimento poderia acabar, de um minuto para outro, com um decreto desse papa alemão! Não é demais!? A igreja obrigar todo mundo a ficar nesse limbo!? A sofrer esse tempo todo!? Quando poderia soltar esse decreto lá na Idade Média, ou até antes!? E “salvar” essa criançada inocente!

E olhem só o que ficou sem resolver: o que foi feito do pessoal que já estava no limbo? Já que quem escapou foi só quem seria limbado no futuro!? E se só foram livradas as crianças sem batismo, o que será dos adultos sem batismo? E o pessoal que viveu antes de Jesus Cristo?

E mais uma coisa! Já que esses negócios se resolvem por decreto, não dá pra acabar com o inferno também? Deixem lá só o céu e o purgatório (esse também logo deverá ser extinto por decreto papal, já que a exemplo do tal limbo, não aparece na Bíblia).

GosPele de Ovelha.

É preciso comunhão com Deus para entender a sua Palavra Santa

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Quem não está em comunhão com Deus e lê a Bíblia pouco vai entender !

O fato é que aceitar as “doutrinas” de uma religião que profana a própria Palavra de nosso Senhor e Salvador (ÚNICO) apenas por tradição e costume é deparar-se na CONTRA-MÃO do discernimento espiritual !

Os católicos são mestres na arte da heresia, pois praticam muito atos contrários à Palavra de Deus, no entanto, nos deparamos com muitas Igrejas Evangélicas inventando moda (usos e costumes, etc.) igualmente heréticas:

A Igreja Católica e os Tarados

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Na Áustria, , arcebispo foi acusado de ter molestado sexualmente, há 40 anos, uma criança de 11 anos. Na Alemanha, denúncias de abuso físico e sexual no coro da catedral de Regensburg – que foi conduzido pelo irmão do papa Bento 16. Na Holanda, há denúncias de mais de 200 supostos casos de abusos contra menores cometidos por sacerdotes.

Na Áustria Bruno Becker, arcebispo, demitiu-se ao ser acusado de ter molestado sexualmente, há 40 anos, uma criança de 11 anos. Segundo provas, agora apresentadas, Becker terá tentado silenciar a presumível vítima, já adulta, oferecendo-lhe 5000 Euros.

Estas situações estendem-se a outros países. Na Holanda foram divulgados mais de 200 casos de abuso sexual de menores perpetrados não apenas por padres mas por freiras.
Aqui vai recorrer-se a uma comissão independente, fora da igreja católica, para analisar estes relatos de abusos, uma resposta ao crescente número de vítimas que tem surgido.

Na Alemanha a ministra da Justiça acusa o Vaticano de bloquear o trabalho com uma diretriz de 2001 que diz que as suspeitas de abuso sexual devem ser investigadas primeiro no seio da Igreja.

Um dos casos mais falados no país aconteceu no coro de Ratisbona. Georg Ratzinger, o irmão do papa que liderou este grupo, afirma não saber nada sobre os abusos sexuais apesar de admitir que esbofeteou algumas crianças.

O Vaticano defende-se e afirma que a pedofilia acontece em vários sectores da sociedade e diz que acusar apenas a Igreja Católica é deturpar a realidade.

Igreja holandesa anuncia investigação sobre abusos contra menores

A Conferência dos Bispos da Holanda anunciou nesta terça-feira o início de uma investigação independente a respeito de mais de 200 supostos casos de abusos contra menores cometidos por sacerdotes dentro de instituições mantidas pela Igreja Católica no país.

O anúncio foi feito depois de denúncias sobre casos que teriam ocorrido entre as décadas de 1950 e 1970 terem vindo à tona na mídia holandesa nas últimas semanas.

Em uma entrevista coletiva concedida na cidade de Zeist, no centro do país, as autoridades católicas holandesas anunciaram que as investigações serão lideradas pelo ex-ministro e ex-prefeito da cidade de Haia Wim Deetman.

“Nós estávamos procurando por alguém de fora do círculo da Igreja Católica Romana para mostrar que queremos uma investigação o mais aberta possível. Nós não queremos esconder nada e é por isso que nós escolhemos alguém com um bom nome e reputação”, disse o bispo Gerard de Korte na coletiva de imprensa.

O bispo ainda pediu desculpas às vítimas dos abusos cometidos por religiosos.

“É muito doloroso e um pecado que precisa ser confessado por diversos padres e membros da Igreja que não se comportaram com cuidado com crianças e outros jovens em meados do século passado”, disse.

Outros casos

Também nesta terça-feira, veio à tona a notícia de que o líder de um monastério em Salzburgo, na Áustria, teria renunciado após admitir ter abusado de um garoto há 40 anos.

As novas denúncias de abusos – também surgidas na Alemanha – fizeram com que o Vaticano se pronunciasse oficialmente sobre o tema.

Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, afirmou que os escândalos de abuso sexual são “particularmente repreensíveis”, principalmente frente às responsabilidades morais e educacionais da Igreja Católica.

Ele elogiou, no entanto, as reações das autoridades da Igreja na Alemanha, Holanda e Áustria, afirmando que elas demonstraram estarem procurando transparência.

“Eles demonstraram seu desejo por transparência e, de uma certa forma, aceleraram o surgimento do problema ao convidarem as vítimas a falarem, mesmo nos casos que ocorreram há muitos anos”, disse.

Ele ainda negou as acusações feitas pela ministra da Justiça alemã, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, que na última segunda-feira acusou o Vaticano de construir um “muro de silêncio” sobre os escândalos.

As críticas da ministra foram motivadas pelo fato de 18 das 27 dioceses católicas da Alemanha estarem sendo investigadas por supostos abusos de menores.

Ratzinger

Até mesmo irmão do papa Bento 16, o padre alemão Georg Ratzinger, se viu envolvido na polêmica ao admitir, em uma entrevista publicada nesta terça-feira no jornal alemão Passauer Neue Presse, que ele próprio chegou a dar tapas em alunos de um coral que dirigia.

“Alguns alunos me contaram durante viagens sobre o que acontecia (abusos físicos), mas não me ocorreu que eu precisava fazer algo, eu não sabia da extensão destes métodos brutais”, disse.

“No começo, eu também dei tapas nos rostos de pessoas, mas sempre ficava com consciência pesada”, disse, afirmando ter ficado aliviado quando a punição corporal foi banida em 1980.

Ratzinger, no entanto, disse desconhecer qualquer denúncia de abuso sexual envolvendo membros do coro.

Na semana passada, surgiram denúncias de que um dos alunos do coral da catedral de Regensburg – que foi conduzido por Ratzinger entre 1964 e 1994 – teria sofrido abusos.

Vaticano diz que age com rapidez e decisão em relação a pedofilia

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, afirmou que a Santa Sé está confrontando o surgimento das denúncias de pedofilia “com rapidez e decisão” e que “concentrar as acusações na Igreja leva a falsear a perspectiva”.

Em uma nota divulgada pela Rádio Vaticana, o religioso respondeu implicitamente a críticas feitas ontem pela ministra alemã da Justiça, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, que acusou o Vaticano de dificultar as investigações sobre os casos de abuso sexual cometidos por religiosos no país.

De acordo com Lombardi, as principais instituições eclesiásticas envolvidas nas denúncias “deram prova de vontade de transparência” e “em um certo sentido aceleraram a manifestação do problema, convidando as vítimas a falar mesmo quando se tratava de casos de muito tempo atrás”.

“Assim fazendo, confrontaram a questão ‘com o pé certo’, porque o ponto de partida correto é o reconhecimento daquilo que aconteceu e a preocupação pelas vítimas e as consequências dos atos cometidos contra elas”, continuou.

O porta-voz declarou que serão colocadas em prática rapidamente “novas indicações operativas” para uma “estratégia de prevenção” a fim de que “similares gravíssimos fatos não se repitam”.

Ainda na nota, Lombardi ressaltou que episódios de pedofilia também acontecem em outros locais e que “é bom se preocupar com isto”. Como exemplo, ele citou a Áustria, onde por um certo período “os casos ocorridos em instituições ligadas à Igreja foram 17, enquanto aconteceram 510 em outros ambientes”.

“Estes fatos movem a Igreja a elaborar respostas apropriadas e são inseridos em um contexto e problemática mais ampla, que se refere à tutela das crianças e jovens dos abusos sexuais na sociedade”, rebateu o padre.

“Certamente os erros cometidos pelas instituições e por responsáveis eclesiásticos são particularmente reprováveis, dada a responsabilidade educativa e moral da Igreja. Mas todas as pessoas objetivas e informadas sabem que a questão é muito maior, e concentrar as acusações só na Igreja leva a falsear a perspectiva”, disse.

Lombardi ressaltou que no âmbito canônico o crime de abuso sexual contra menores “sempre foi considerado um dos mais graves entre todos”, e que as normas do Vaticano reafirmaram constantemente esse status.

“Se não se pode negar a gravidade do tormento que a Igreja está atravessando, não é preciso renunciar a fazer todo o possível para que se obtenha no final também resultados positivos, de melhor proteção da infância e da juventude e da purificação da própria Igreja”, acrescentou o porta-voz.

Lombardi falou ainda sobre a reunião convocada pelo governo alemão para falar sobre os casos de pedofilia denunciados no país — eles teriam ocorrido em escolas jesuítas nas décadas de 1970 e 1980 e no coro de rapazes da catedral de Regensburg, que foi dirigido pelo irmão do papa Bento XVI, Georg Ratzinger, durante trinta anos.

“Justamente da Alemanha vêm agora iniciativas, propostas pelo Ministério da Família, para convocar uma ‘mesa redonda’ das diversas realidades educativas e sociais para confrontar a questão em uma perspectiva complexa e adequada”, comunicou o padre, dizendo que “a Igreja está naturalmente pronta para participar e se empenhar”.

“Provavelmente sua dolorosa experiência pode ser uma contribuição útil também para os outros”, afirmou Lombardi. Além da Conferência Episcopal Alemã, foram convidados para a reunião, que ocorre em 23 de abril, as ministras do país europeu da Família, Kristina Schröder, e da Educação, Annete Schavan.

Fonte: Ansa, UOL e AFP

O Catolicismo Romano

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Até há bem pouco tempo, os melhores livros escritos sobre seitas e heresias não incluíam a Igreja Católica Romana no seu esquema de estudos, talvez devido ao fato de grande parte deles terem sido escritos em países onde essa igreja não exercia suficiente influência para ser notada como tal. Não é esse o caso do Brasil, onde a grande maioria dos membros de nossas igrejas, teoricamente, veio do catolicismo romano, já que essa igreja é ma¬joritária (pelo menos nominalmente) em nossa pátria desde o seu descobrimento, em 1500.

I. RESUMO HISTÓRICO DO CATOLICISMO
A Igreja Católica menciona o ano 33 d.C. como a data da sua fundação. Isto vem do fato de que toda ramificação do Cristianis¬mo costuma ligar a sua origem à Igreja fundada por Jesus Cristo. Porém, quanto ao desenvolvimento da organização eclesiástica e doutrinária da Igreja Romana, é muito difícil fixar com exatidão a data de sua fundação, porque o seu afastamento das doutrinas bíblicas deu-se paulatinamente.

1.1. COMEÇO DA DEGENERAÇÃO
Durante os primeiros três séculos da Era Cristã, a perseguição à Igreja verdadeira ajudou a manter a sua pureza, preservando-a de líderes maus e ambiciosos. Nessa época, ser cristão significava um grande desafio, e aqueles que fielmente seguiam a Cristo sabi¬am que tinham suas cabeças a prêmio, pois eram rejeitados e per¬seguidos pelos poderosos. Só os realmente salvos se dispunham a pagar esse preço.

Graças à tenacidade e coragem dos Pais da Igreja e dos famosos apologistas cristãos, o combate da Igreja às heresias que surgiram nessa época resultou numa expressão mais clara da teologia cristã. Quando os imperadores propuseram-se a exterminar a Igreja Cristã, só os que estavam dispostos a renunciar o paganismo e a sofrer o martírio declaravam sua fé em Deus.

Logo no início do século IV, Constantino ascendeu ao posto de imperador. Isso parecia ser o triunfo final do Cristianismo, mas, na realidade, produziu resultados desastrosos dentro da Igreja. Em 312, Constantino apoiou o Cristianismo e o fez religião oficial do Império Romano. Proclamando a si mesmo benfeitor do Cristianismo, achou-se no direito de convocar um Concilio em Nicéia, para resolver certos problemas doutrinários gerados por determinados segmentos da Igreja. Nesse Concilio foi estabelecido o chamado “Credo dos Apóstolos”.

1.2. CAUSAS DA DECADÊNCIA DA IGREJA
A decadência doutrinária, moral e espiritual da Igreja começou quando milhares de pessoas foram por ela batizadas e recebidas como membros, sem terem experimentado uma real conversão bíblica. Verdadeiros pagãos que eram, introduziram-se no seio da Igreja trazendo consigo os seus deuses, que, segundo eles, eram o mesmo Deus adorado pelos cristãos.

Nesse tempo, homens ambiciosos e sem o temor de Deus começaram a buscar posições na Igreja como meio de obter influência social e política, ou para gozar dos privilégios e do sustento que o Estado garantia a tantos quantos fizessem parte do clero. Deste modo, o formalismo e as crenças pagas iam-se infiltrando na Igreja até o nível de paganizá-la completamente.

1.3. RAÍZES DO PAPADO E DA MARIOLATRIA
Desde o ano 200 a.C. até o ano 276 da nossa Era, os imperadores romanos haviam ocupado o posto e o título de Sumo Pontífice da Ordem Babilônica. Depois que o imperador Graciano se negara a liderar essa religião não-cristã, Dâmaso, bispo da Igreja Cristã em Roma, foi nomeado para esse cargo no ano 378. Uniram-se assim numa só pessoa todas as funções dum sumo sacerdote apóstata e os poderes de um bispo cristão.

Imediatamente depois deste acontecimento, começou-se a promover a adoração a Maria como a Rainha do Céu e a Mãe de Deus. Daí procederam todos os absurdos romanistas quanto à humilde pessoa de Maria, a mãe do Salvador.

Enquanto se desenvolvia a adoração a Maria, os cultos da Igreja de Roma perdiam cada vez mais os elementos espirituais e a perfeita compreensão das funções sobrenaturais da graça de Deus. Formas pagas, como a ênfase sobre o mistério e a magia, influenciaram essa igreja. O sacerdote, o altar, a missa e as imagens de escultura assumiram papel de preponderância no culto. A autoridade era centralizada numa igreja dita infalível e não na vontade de Deus, conforme expressada pela sua Palavra.

1.4. O CISMA ENTRE O ORIENTE E O OCIDENTE
O cisma entre o Oriente e o Ocidente logo tornou-se evidente. O rompimento final aconteceu, em 1054, com a Igreja Ocidental, ou Romana, sediada em Roma, então Capital do Império, por parte da Igreja Oriental, ou Ortodoxa, que assim separou-se da Igreja Romana, ficando sediada em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. A Igreja Oriental guardou a primazia sobre os patriarcados de Jerusalém, Antioquia e Alexandria.

Desde então, a Igreja Romana, nitidamente desviada dos princípios ensinados por Jesus no seu Evangelho, esteve como um barco à deriva, sem saber onde aportar. Até que veio a Reforma Protestante, liderada por Martinho Lutero. Foi mais um cisma na já combalida Igreja Romana.

II. PAGANIZAÇÃO DA IGREJA ROMANA
Note a seguir o processo da gradual paganização da Igreja Católica Romana, desde que ela começou a abandonar a simplicidade do Evangelho de Cristo, até os nossos dias:

Século Ano Dogma ou Cerimônia
I-II 33-196 Nesse período da História, a Igreja não aceitou nenhuma doutrina anti-bíblica.
II 197 Zeferino, bispo de Roma, começa um movimento herético contra a divindade de Cristo.
III 217 Calixto se torna bispo de Roma, pondo-se à frente da propaganda herética e levando a Igreja de Roma para mais longe do caminho de Cristo.
III 270 Origem da vida monástica no Egito, por Santo Antônio.
IV 370 Culto dos santos professado por Basílio de Cesaréia e Gregório de Nazianzo. Primeiros indícios do turíbulo (incensário), paramentos e altares nas igre¬jas, usos esses introduzidos pela influência dos pagãos convertidos.
IV 400 Orações pelos mortos e sinal da cruz feito no ar.
V 431 Maria é proclamada a “Mãe de Deus”.
VI 593 O dogma do Purgatório começa a ser ensinado.
VI 600 O latim passa a ser usado como língua oficial nas VI celebrações litúrgicas.
VII 609 Começo histórico do papado.
VIII 758 A confissão auricular é introduzida na igreja por religiosos do Oriente.
VIII 789 Início do culto das imagens e das relíquias.
IX 819 A festa da Assunção de Maria é observada pela primeira vez.
IX 880 Canonização dos santos.
X 998 Estabelecimento do Dia de Finados.
X 998 Quaresma.
X 1000 Cânon da Missa.
XI 1074 Proíbe-se o casamento para os sacerdotes.
XI 1075 Os sacerdotes casados devem divorciar-se, compulsoriamente, cada um de sua esposa.
XI 1095 Indulgências plenárias.
XI 1100 Introduzem-se na igreja o pagamento da missa e o culto aos anjos.
XI 1115 A confissão é transformada em artigo de fé.
XII 1025 Entre os cônegos de Lião aparecem as primeiras idéias da Imaculada Conceição de Maria.
XII 1160 Estabelecidos os 7 sacramentos.
XII 1186 O Concilio de Verona estabelece a “Santa Inquisição”.
XII 1190 Estabelecida a venda de indulgências.
XII 1200 Uso do rosário por São Domingos, chefe da inquisição.
XII 1215 A transubstanciação é transformada em artigo de fé.
XIII 1220 Adoração à hóstia.
XIII 1226 Introduz-se a elevação da hóstia.
XIII 1229 Proíbe-se aos leigos a leitura da Bíblia.
XIII 1264 Festa do Sagrado Coração.
XIII 1303 A Igreja Católica Apostólica Romana é proclamada como sendo a única verdadeira, e somente nela o homem pode encontrar a salvação…
XIV 1311 Procissão do Santíssimo Sacramento e a oração da Ave-Maria.
XIV
XV 1414 Definição da comunhão com um só elemento, a hóstia. O uso do cálice fica restrito ao sacerdote.
XV 1439 Os 7 sacramentos e o dogma do Purgatório são transformados em artigos de fé.
XVI 1546 Conferida à Tradição autoridade igual a da Bíblia.
XVI 1562 Declara-se que a missa é oferta propiciatória e confirma-se o culto aos santos.
XVI 1573 É estabelecida a canonicidade dos livros apócrifos.
XIX 1854 Definição do dogma da Imaculada Conceição de Maria.
XIX 1864 Declaração da autoridade temporal do papa.
XIX 1870 Declaração da infalibilidade papal.
XX 1950 A assunção de Maria é transformada em artigo de fé.

Vale salientar que alguns dos dados aqui registrados são apenas aproximados, pois muitas e muitas vezes as doutrinas eram discutidas, algumas durante séculos, antes de serem finalmente aceitas e promulgadas como artigos de fé, ou dogmas. Um exemplo disto é o dogma do Purgatório, introduzido na Igreja Romana em 593, mas só declarado artigo de fé no ano de 1439.

III. É PEDRO O FUNDAMENTO DA IGREJA?
A Igreja Católica Romana considera o apóstolo Pedro como a pedra fundamental sobre a qual Cristo edificou a sua Igreja. Para fundamentar esse ensino, apela, principalmente, para a passagem de Mateus 16.16-19: “E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do Reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

Dessa passagem, a Igreja Romana deriva o seguinte raciocínio:

a. Pedro é a rocha sobre a qual a Igreja está edificada.
b. A Pedro foi dado o poder das chaves, portanto, só ele detém o poder de abrir a porta do Reino dos céus.
c. Pedro tornou-se o primeiro bispo de Roma.
d. Toda autoridade foi conferida a Pedro até nossos dias, atra¬vés da linhagem de bispos e papas, todos vigários de Cristo na Terra.

3.1. UMA INTERPRETAÇÃO ABSURDA
Partindo deste raciocínio, o padre Miguel Maria Giambelli põe o versículo 19 de Mateus 16 nos lábios de Jesus, da seguinte ma¬neira: “Nesta minha Igreja, que é o reino dos céus aqui na terra, eu te darei também a plenitude dos poderes executivos, legislativos e judiciários, de tal maneira que qualquer coisa que tu decretares, eu a ratificarei lá no Céu, porque tu agirás em meu nome e com a minha autoridade” (A Igreja Católica e os Protestantes, p. 68).

Numa simples comparação entre a teologia vaticana e a Bíblia, a respeito do apóstolo Pedro e sua atuação no seio da igreja nascente, descobre-se quão absurda é a interpretação romanista a respeito da pessoa e ministério desse apóstolo do Senhor. Mesmo numa despretensiosa análise do assunto, conclui-se que:

1) Pedro jamais assumiu no seio do Cristianismo nascente a posição e as funções que a teologia católico-romana procura atri¬buir-lhe.
O substantivo feminino petra designa do grego uma rocha grande e firme. Já o substantivo masculino petros é aplicado geralmente a pequenos blocos rochosos, móveis, bem como a pedras pequenas, tais como a pedra de arremesso. Pedro é petros = bloco rochoso e móvel e não petra = rocha grande e firme. Portanto, uma igreja sobre a qual as portas do inferno não prevaleceriam não poderia repousar sobre Pedro.

2) De acordo com a Bíblia, Cristo é a pedra. “Estavas vendo isso, quando uma pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou” (Dn 2.34).

“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (Ef 2.20).

Nestes versículos, “pedra” se refere a Cristo e não a Pedro.

Diz o apóstolo Pedro: “Este Jesus é a pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular” (At 4.11, cf. Mc 12.10e 11). (Se desejar leia ainda Romanos 2.20; 9.33; 1 Coríntios 10.4 e 1 Pedro 2.4.)

3-2. O TESTEMUNHO DOS PAIS DA IGREJA
Dos oitenta e quatro Pais da Igreja antiga, só dezesseis crêem que o Senhor se referia a Pedro quando disse “esta pedra”. Dos outros Pais da Igreja, uns dizem que esta expressão se refere à pessoa de Cristo mesmo, outros, à confissão que Pedro acabara de fazer, e outros, ainda, a todos os apóstolos. Portanto, se apelarmos para os Pais da Igreja dos primeiros quatro séculos, as pretensões da Igreja Romana com referência a Pedro, redundam em sofismas.

Só a partir do século IV começou-se a falar a respeito da pos¬sibilidade de Pedro ser a pedra fundamental da Igreja, e isto estava intimamente relacionado com a pretensão exclusivista do bispo de Roma.

À luz das palavras do próprio apóstolo Pedro, Cristo é apetra (= rocha grande e firme): “Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa” (1 Pe 2.4).

Todos os crentes são petros = blocos rochosos e moveis, “…vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pe 2.5).

IV. O ALEGADO PRIMADO DE PEDRO
Da interpretação doutrinária que a Igreja Católica Romana faz de Mateus 16.16-19, deriva outro grande erro: o ensino de que Jesus fez de Pedro o “Príncipe dos Apóstolos”, pelo que veio a se tornar o primeiro bispo de Roma, do qual os papas, no decorrer dos séculos, são legítimos sucessores.

Esteve Pedro em Roma alguma vez?

Há uma opinião sobre uma remota possibilidade de que Pedro tenha estado em Roma.

Oscar Cullman, teólogo alemão, escreve: “A primeira carta de Pedro… alude em sua saudação final (5.13) à estada de Pedro em

Roma, ao falar de ‘Babilônia’ como lugar da comunidade que envia saudações, pois que a opinião mais provável é que ‘Babilônia’ designa Roma”.

Também Lietzmann, em sua obra Petrus and Paulus in Rome (Pedro e Paulo em Roma), assim se expressa sobre o assunto:

“Mais importante, porém, é a debatida afirmação de que Pedro, no decurso de sua atividade missionária, tenha chegado a Roma e aí morrido como mártir. Visto que esta questão está inti¬mamente relacionada com a pretensão romana ao primado, freqüentemente a polêmica confessional influi na discussão. A resposta a ela só pode ser fruto de pesquisa histórica desinteres¬sada. Como, porém, ao lado das fontes neotestamentárias, vêm, em consideração, principalmente testemunhos extra e pós-canônicos da literatura cristã antiga, e, além disto, documentos litúrgicos posteriores, e ainda escavações recentes, esta questão não pode ser aqui discutida em todos os seus pormenores. Queremos apenas lembrar que, até a segunda metade do século II, nenhum documento afirmava expressamente a estada e martírio de Pedro em Roma”.

4.1. PEDRO, UM PAPA DIFERENTE
Tenha ou não estado em Roma, o fato é que, se Pedro foi papa, foi um papa diferente dos demais que apareceram até agora. Se não, vejamos:

a. Pedro era financeiramente pobre (At 3.6).
b. Pedro era casado (Mt 8.14,15).
c. Pedro foi um homem humilde, pelo que não aceitou ser adorado pelo centurião Cornélio (At 10.25,26).
d. Pedro foi um homem repreensível (Gl 2.11-14).

É de estranhar que Tiago — e não Pedro, o “Príncipe dos Apóstolos”, como ensina a teologia vaticana, fosse o pastor da comunidade cristã em Jerusalém (At 15). Se Pedro tivesse sido papa, cer¬tamente não teria aceito a orientação dos líderes da Igreja quanto à obra missionária (At 15.7). Se Pedro tivesse sido papa, a ordem das “colunas”, conforme Paulo escreve em Gálatas 2.9, seria: “Cefas, Tiago e João”, e não “Tiago, Cefas e João”.

4.2. O PAPA, UM PEDRO DIFERENTE
A própria história do papado é uma viva demonstração de que os papas jamais conseguiram provar serem sucessores do apóstolo Pedro, já que em nada se assemelham àquele inflamado, mas humilde, servo do Senhor Jesus Cristo.

Vejamos, por exemplo:

a. Os papas são administradores de grandes fortunas da igreja. O clérigo José Maria Alegria, da Universidade Gregoriana de Roma, declarou, no final do ano de 1972, que o balanço financeiro do Vaticano dispunha de um ativo de um bilhão de dólares.

b. Os papas são celibatários, isto é, não se casam, não obstante ensinarem que o casamento é um sacramento.

c. Os papas freqüentemente aceitam a adoração dos homens.

d. Os papas consideram-se infalíveis nas suas decisões e decretos.

V. O PURGATÓRIO
A idéia do Purgatório tem suas raízes no budismo e em outros sistemas religiosos da antigüidade. Até a época do papa Gregório I, porém, o Purgatório não havia sido oficialmente reconhecido como parte integrante da doutrina romanista.

Esse papa adicionou o conceito de fogo purificador à crença, então corrente, de que havia um lugar entre o céu e o inferno, para onde eram enviadas as almas daqueles que não eram tão maus, a ponto de merecerem o inferno, mas também, não eram tão bons, a ponto de merecerem o céu. Assim, surgiu a crença de que o fogo do Purgatório tem poder de purificar a alma e todas as suas escórias, até fazê-la apta a se encontrar com Deus.

5.1. ALEGADAS RAZÕES DESSE DOGMA
Buscando provar a existência do Purgatório, a Igreja Romana apela para algumas passagens bíblicas, das quais extrai apenas falsas inferências, e nada mais. Entre os versículos preferidos, destacam-se os seguintes:

• “Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á isso perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir” (Mt 12.32).

• “Digo-vos que toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia de juízo” (Mt 12.36).

• “…se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo” (1 Co 3.15).

5.2. UMA DESCRIÇÃO DO PURGATÓRIO
De acordo com a teologia romanista, o Purgatório, além de ser um lugar de purificação, é também um lugar onde a alma cum¬pre pena; pelo que o fogo do Purgatório deve ser temido grande¬mente. O fogo do Purgatório será mais terrível do que todo o sofri¬mento corporal reunido. Um único dia nesse lugar de expiação poderá ser comparado a milhares de dias de sofrimentos terrenos.

O escritor católico Mazzarelli faz seus cálculos à base de trinta pecados veniais por dia, e, para cada pecado, um dia no Purgatório, perfazendo um total de mil e oitocentos anos, caso o pecador tenha sessenta anos de vida na Terra, devendo-se acrescentar aos veniais os pecados mortais absolvidos, mas não plenamente expiados.

5.3. QUEM VAI PARA O PURGATÓRIO?
A pergunta: Que espécie de gente vai para o Purgatório? — responde o papa Pio IV: “1. Os que morrem culpados de pecados menores, que costumamos chamar veniais, e que muitos cristãos cometem — e que, ou por morte repentina, ou por outra razão, são chamados desta vida, sem que se tenham arrependido destas faltas ordinárias. 2. Os que, tendo sido formalmente culpados de pecados maiores, não deram plena satisfação deles à justiça divina” (A Base da Doutrina Católica Contida na Profissão da Fé).

Pátio da Catedral de São Pedro, em Roma, centro de peregrinação e de paganização do mundo

Apesar do fato de as almas no Purgatório, segundo o ensino da Igreja Romana, terem sido já justificadas no batismo e pelo batismo, a justiça divina, contudo, não ficou plenamente satisfei¬ta. Desse modo, a alma, embora escape do inferno, precisa supor¬tar, por causa dos seus pecados que ainda restam por expiar depois da morte, a punição temporária do Purgatório. Isso foi categoricamente afirmado pelo Concilio de Trento: “Se alguém disser que, depois de receber a graça da justificação, a culpa é perdoada ao pecador penitente, e que é destruída a penalidade da punição eterna, e que nenhuma punição fica para ser paga, ou neste mundo ou no futuro, antes do livre acesso ao reino a ser aberto, seja anátema” (Seção VI).

5.4. SUFRÁGIOS PELOS QUE SE ACHAM NO PURGATÓRIO
Entre o que pode assistir aos que se encontram no Purgatório, há três atos que se destacam no ensino romanista, que são:

5.4.1. ORAÇÕES PELOS MORTOS
E de se supor que a prática romanista de interceder pelos mortos tenha-se gerado da falsa interpretação às seguintes palavras de Paulo: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens” (1 Tm2.1).

5.4.2. MISSAS
As missas são tidas como os principais recursos empregados em benefício das almas que estão no Purgatório, pois, segundo o ensino romanista, a missa beneficia não só a alma que sofre no Purgatório, como também acumula méritos àqueles que as mandam dizer.

5.4.3. ESMOLAS
Dar esmolas com a intenção de aplicá-las nas necessidades da alma que pena no Purgatório “é jogar água nas chamas que a de¬voram”. Pretende a Igreja Romana que, “exatamente como a água apaga o fogo mais violento, assim a esmola lava o pecado”.

Ainda sobre o Purgatório, o Concilio de Trento declarou: “Desde que a Igreja Católica, instruída pelo Espírito Santo nos sagrados escritos e pela antiga tradição dos Pais, tem ensinado nos santos concílios, e ultimamente, neste Concilio Ecumênico, que há o Purgatório, e que as almas nele retidas são assistidas pelos sufrágios das missas, este santo concilio ordena a todos os bispos que, diligentemente, se esforcem para que a salutar doutrina concernente ao Purgatório — transmitida a nós pelos veneráveis pais e sagrados concílios — seja crida, sustentada, ensinada e pregada em toda parte pelos fiéis de Cristo” (Seção XXV).

5.5. REFUTAÇÃO
O Purgatório não é somente uma fábula engenhosamente montada, mas a sua doutrina se constitui num vergonhoso sacrilégio à honra de Deus e num desrespeito à obra perfeita efetuada por Cristo na cruz do Calvário. Essa doutrina, além de absurda e cruel, supõe os seguintes disparates e blasfêmias:

• Não obstante Deus declare que já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8.1), contudo, Ele se contradiz a si mesmo quando lança o salvo no Purgatório, para expiar os pecados já purgados.

• Deus não queima os seus filhos no Purgatório para satisfazer à sua justiça já satisfeita pelo sacrifício de Cristo, mas para satisfazer a si mesmo!

• Ao lançar seus filhos no Purgatório, Deus está com isto dizendo que o sacrifício do seu Filho foi imperfeito e insuficiente!

• Jesus, que dos céus intercede pelos pecadores, vê-se impos¬sibilitado de livrar as almas que estão no Purgatório, porque só o papa possui a chave daquele cárcere!

• Dizer que as almas expiam suas faltas no Purgatório é atribuir ao fogo o poder do sacrifício de Jesus, e ignorar completamente a obra que Cristo efetuou no Gólgota!

• Que o castigo do pecado fica para depois de perdoado!

Estes disparates provêm dum erro da teologia vaticana, segundo o qual a obra expiatória de Cristo satisfez a pena devida aos pecados cometidos antes do batismo, e não daqueles que foram cometidos posteriormente.

Todas estas incoerências sobre o dogma do Purgatório estão em contradição com as seguintes afirmações bíblicas:

a. Quanto à perfeita libertação do pecado (Jo 8.32,36).
b. Quanto ao completo livramento do juízo vindouro (Jo 5.24).
c. Quanto à completa justificação pela fé (Rm 5.1,2).
d. Quanto à intercessão de Cristo (1 Jo 2.1).
e. Quanto ao atual estado dos salvos mortos (Lc 23.43;Ap 14.13).
f. Quanto à bem-aventurada esperança do salvo (Fp 1.21,23;2Co5.8).
O que a Igreja Católica Romana chama “Purgatório”, a Bíblia chama “Gehenna”, ou “Inferno”, lugar de suplício eterno, de onde aqueles que nele são lançados, jamais sairão (leia Lucas 16.19-31 e veja que nada poderá ser feito em favor daqueles infelizes que são lançados nesse lugar de terrível suplício). A esses está ordena¬do morrerem uma só vez, vindo depois disto o juízo (Hb 9.27), quando serão julgados e condenados ao Lago de Fogo.

A salvação oferecida por Cristo é uma salvação perfeita e total, pois ela é o resultado da misericórdia de Deus e do sangue do seu amado Filho.

“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.7,9).

O purgatório do crente é o sangue de Jesus.

VI. A TRADIÇÃO E A BÍBLIA
Em 1929, sobre a Bíblia, escreveu o padre Bernhard Conway: “A Bíblia não é a única fonte de fé, como Lutero en¬sinou no século XVI, porque, sem a interpretação de um apostolado divino e infalível, separado da Bíblia, jamais pode¬remos saber, com certeza, quais são os livros que constituem as Escrituras inspiradas, ou se as cópias que hoje possuímos con¬cordam com os originais. A Bíblia, em si mesma, não é mais do que letra morta, esperando por um intérprete divino; ela não está arranjada de forma sistemática; é obscura, e de difícil entendimento, como São Pedro diz de certas passagens das Cartas de Paulo (2 Pe 3.16, cf. At 8.30,31); como ela é, está aberta à falsa interpretação. Além disso, certo número de verdades reveladas têm chegado a nós, somente por meio da Tradição divina” (The Question Box).

No Compêndio do Vaticano II, lê-se o seguinte: “Não é através da Escritura apenas que a Igreja deriva sua certeza a respeito de tudo que foi revelado. Por isso ambas (Escritura e Tradição) devem ser aceitas e veneradas com igual sentido de piedade e reverência” (p. 127).

6.1. ESTABELECIDA A TRADIÇÃO
Desde que muitas inovações anticristãs começaram a ser aceitas pela Igreja Romana, esta começou a ter dificuldades em como justificá-las à luz das Escrituras. Desse modo, em vez de deixar o paganismo e voltar-se para a Bíblia, o clero fez exatamente o contrário: no Concilio de Tolosa, em 1229, tomaram a medida extre¬ma de proibir o uso da Bíblia pelos leigos.

Até a Reforma Protestante, a Igreja Católica Romana não havia ainda tomado nenhuma posição no sentido de conferir à Tradição autoridade igual à da Bíblia Sagrada. Isto devido à generalizada ignorância do povo a respeito das Escrituras. Porém, com o advento da Reforma Protestante no século XVI, o valor da Bíblia, como única regra de fé e prática do cristão, foi exaltado, e a sua mensagem pregada onde quer que se fizesse sentir a influência desse evento. Como a maioria dos dogmas da Igreja Romana não tivesse o apoio da Bíblia, o clero em mais uma demonstração de rejeição das Escrituras, foi levado a estabelecer a Tradição como autoridade para apoiar os seus dogmas e enganos.

A ênfase bíblica da mensagem reformada forçou o clero da Igreja Romana a reavaliar a decisão do Concilio de Tolosa, e pas¬sou a permitir a leitura da Bíblia pelos leigos, desde que satisfeitas as seguintes exigências:

a. Que a Bíblia fosse editada ou autorizada pelo clero;
b. Que os leigos não formassem juízo próprio dos seus ensinos;
c. Que os leigos só aceitassem a sua interpretação quando fei¬ta pelo clero.
Impedidos de interpretar a Bíblia por si mesmos, os leigos estavam privados da possibilidade de ver quão desrespeitosos à Bíblia são os dogmas acobertados pela Tradição. Só dessa forma, os dogmas fundamentados na Tradição estariam resguardados de julgamento e a Bíblia reduzida, assim, a um livro ininteligível e destituído de autoridade.

“A questão da autoridade na Igreja Romana foi sempre uma dolorosa questão, mas a História revela que a sua tendência sempre foi de flutuar de um para outro ponto, com propensão para fincar-se no papado. Esta foi a evolução da autoridade: das Escrituras para a Tradição, desta para a Igreja, da Igreja para o clero e deste para o papado que, em 1870, diria: A tradição sou eu” (Fé e Vida, maio de 1943).

6.2. TRADIÇÃO, TRAIÇÃO AO EVANGELHO
A Tradição da Igreja Romana é, sem dúvida alguma, um “outro evangelho” (Gl 1.8); antítese do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Ela não tinha lugar na igreja primitiva. O Evangelho só, contém “todo o conselho de Deus” (At 20.27), dispensando, portanto, a tradição vaticana.

Paulo, o maior escritor e doutrinador do Novo Testamento, cujo ministério estava fundamentado no Evangelho, falou sobre a suficiência deste quando escreveu: “Antes de tudo vos entreguei o que também recebi; que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1 Co 15.3,4, ênfase do autor).

A Tradição não pode resistir a uma análise por parte de famosos cristãos da antigüidade, tampouco diante das Escrituras.

Cipriano, no século III, disse: “A tradição, sem a verdade, é o erro envelhecido”.

Tertuliano afirmou: “Cristo se intitulou a Verdade, mas não a tradição… Os hereges são vencidos com a Verdade e não com novidades”.

No ano 450, disse Venâncio: “Inovações são coisas de hereges e não de crentes ortodoxos”.

Jerônimo, o tradutor da “Vulgata”, tradução oficial da Bíblia usada pela Igreja Romana, escreveu: “As coisas que se inventam e se apresentam como tradições apostólicas, sem autoridade e testemunho das Escrituras, serão atingidas pela Espada de Deus”.

A Confissão de Fé de Westminster traz num dos seus decretos algo que os católicos deveriam ler e não esquecer, que diz: “O Supremo Juiz, pelo qual todas as controvérsias de religião são determinadas e todos os decretos de concílios, opiniões de escritores antigos, doutrinas de homens e espíritos privados serão examinados e cujas sentenças devemos acatar, não pode ser outro senão o Espírito Santo, falando através das Escrituras.”

VII. A VIRGEM MARIA
A essência da adoração na Igreja Católica Romana gira não em torno do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mas da pessoa da Virgem Maria.

No decorrer dos séculos as mais diferentes e absurdas crendices têm sido criadas em torno da humilde mãe do Salvador.

7.1. A TEOLOGIA MARIANA
Decreta o Concilio Vaticano II: “Os fiéis devem venerar a memória primeiramente da gloriosa sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Dentre as muitas declarações em torno de Maria, destacam-se as seguintes:

7.1.1. CONCEBIDA SEM PECADO
“Daí não admira que nos Santos Padres prevalece o costume de chamar a Mãe de Deus toda santa, imune de toda mancha de pecado, como que plasmada pelo Espírito Santo e formada nova criatura” (Compêndio Vaticano II, p. 105).

7.1.2. SEMPRE VIRGEM
“Maria sempre foi virgem: Esta é doutrina tradicional da Igreja Católica. No entanto a grande maioria das Igrejas Protestantes afirma que Maria não guardou a sua virgindade e teve outros filhos além de Jesus” (A Igreja Católica e os Protestantes, p. 88).

7.1.3. MEDIANEIRA E INTERCESSORA
“A Bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de Advogada, Auxiliadora, Adjutriz, Medianeira” (Com¬pêndio Vaticano II, p. 109).

7.2. O CÚMULO DO ABSURDO
Há alguns anos foi publicado na imprensa de uma capital latino-americana um discurso de um cardeal católico-romano. O emi¬nente prelado recorda este sonho. Ele sonhou que estava na cidade celestial. Ouviu-se bater à porta. Foi comunicado a Deus que um pecador da Terra estava pedindo entrada. “Cumpriu ele as condições?” foi a pergunta. A resposta foi: “Não!” “Então não pode entrar”, foi o veredicto. Nesse ponto, a virgem Maria, que estava sentada à direita do seu Filho, falou: “Se esta alma não entrar eu me ponho fora”. A porta abriu-se e o pecador entrou.

7.3.0 TESTEMUNHO DAS ESCRITURAS
Invocando o testemunho das Escrituras, concluímos que:

7.3.1. MARIA NÃO FOI CONCEBIDA SEM PECADO
O que a Bíblia declara é que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23). Só a respeito de Cristo é que pode ser dito: “Com efeito nos convinha um sumo sacerdote, assim como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores, e feito mais alto do que os céus” (Hb 7.26).

7.3.2. MARIA TEVE OUTROS FILHOS
Além de João 2.12, o Novo Testamento se refere aos irmãos de Jesus, ainda em Mateus 12.46; 13.55,56; Marcos 3.31; Lucas 8.19; João 7.3,5,10; Atos 1.14; 1 Coríntios 9.5 e Gálatas 1.19. Os ensinadores romanistas dizem que aqueles a quem o Novo Testamento chama de irmãos de Jesus, na realidade são seus primos. Esta interpretação é errônea e visa fortalecer o dogma da perpétua virgindade de Maria (leia Lucas 1.36, e veja que irmãos e primos são distintos no Novo Testamento).

O fato de Maria ter sido virgem no ato da concepção de Jesus é ponto pacífico nas Escrituras, porém, afirmar que ela continuou virgem após o parto é antítese de Mateus 1.25: “Contudo, não a conheceu, enquanto não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus”.

7.3.3. MARIA NÃO EXERCE MEDIAÇÃO A FAVOR DO PECADOR
“Porque há um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Tm 2.5). “Se, todavia, alguém pecar, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 Jo 2.1).

7-3-4- Só CRISTO INTERCEDE PELO PECADOR
“Por isso também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25).

Epifânio, grande apologista cristão do século IV, diz o seguinte aos católicos de hoje:

“Não se devem honrar os santos além do que é justo, mas deve-se honrar o Senhor deles. Maria, de fato, não é Deus nem recebeu do céu o seu corpo, mas de uma concepção de um homem e de uma mulher. Santo é o corpo de Maria; ela é virgem e digna de muita honra mas não foi dada para adoração, antes, ela adora aquele que nasceu da sua carne. Honre-se Maria, mas adore-se o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Ninguém adore a Virgem Maria”.

Ao mesmo tempo, disse Ambrósio de Milão: “Maria era o templo de Deus, não o Deus do templo. Deve-se adorar então somente aquele que opera no templo”.

VIII. A MISSA
Dentre os muitos chamados “sacramentos” da Igreja católica Romana, destaca-se a missa.

8.1. DEFINIÇÃO DA MISSA
O que a missa é no contexto do Catolicismo Romano é definido pelo padre Miguel Maria Giambelli:

“O que nós, católicos, chamamos ‘missa’, os primeiros cristãos de Jerusalém chamavam de ‘partir do pão’, porque foi exatamente isto o que fez Jesus na última ceia: ‘Tomou o pão, deu graças e partiu…’” S. Paulo lembra aos coríntios que todas as vezes que eles se reúnem para comer deste pão e beber deste cálice, anunciam a morte do Senhor, isto é, eles renovam o sacrifício do Calvário.

“O apóstolo Paulo alerta os coríntios de que aquele pão e aquele vinho, após as palavras consagradas, não são mais pão e vinho comuns, mas são algo de misterioso que esconde o corpo sagrado de Jesus, e quem, portanto, se atrever e comer deste pão e beber deste vinho sem as devidas condições espirituais, comete uma pro¬fanação tão sacrílega que o torna réu de um crime contra o corpo e o sangue do Senhor Jesus. Daí porque São Paulo continua alertando os coríntios a tomarem muito a sério o ato de comer deste pão e beber deste cálice consagrado na eucaristia, porque quem os come e bebe sem crer firmemente que são corpo vivo de Cristo, e, portanto, sem fazer distinção entre o pão comum da padaria e pão consagrado ‘come e bebe sua própria condenação!’” (A Igreja Católica e os Protestantes, p. 27).

Deste ensino deduz-se que Giambelli afirma:

a. Missa e santa ceia do Senhor são a mesma coisa.
b. A missa renova o sacrifício do Calvário.
c. O pão e o vinho usados na missa são transubstanciados no próprio corpo de Cristo no momento da celebração.
d. Quem não diferençar o pão que é servido na missa do que é vendido na padaria, “come e bebe sua própria condenação”.

8.2.0 QUE DIZEM AS ESCRITURAS
Esse ensino é errado, portanto, contrário àquilo que as Escrituras Sagradas ensinam.

O recurso que a Igreja Romana usa para confundir o significado da expressão “… em memória…” com a palavra “… renovar”, se constitui numa incoerência, primeiro à luz da Bíblia, e depois à luz da gramática. No Dicionário da Língua Portuguesa, de Augusto Miranda, a expressão “em memória” tem como sinônimo a expressão “em lembrança”; enquanto a palavra “renovar” tem como sinônimo a palavra “recompor”. Portanto, uma nada tem a ver com a outra.

Se a morte de um amigo nos vem à memória, isto não é a mesma coisa que renová-la. Existem vários versículos na Bíblia que falam da impossibilidade de se renovar o sacrifício de Cristo, entre os quais se destacam: Hebreus 7.26,27; 10.12-14; 1 Pedro 3.18 e Romanos 6.9.

8.3. O PROBLEMA DA TRANSUBSTANCIAÇÃO
Não há um só versículo nas Escrituras em apoio à tese do Concilio de Trento de que o pão e o vinho usados na missa, ao serem consagrados, tornam-se, ou transubstanciam-se, em Jesus, física e espiritualmente, assim como Ele está no céu. Veja, por exemplo:

a. Mesmo após a ressurreição, não obstante gozando do privilégio de um corpo espiritual, Jesus não bilocou-se, isto é, Ele não esteve em dois lugares ao mesmo tempo. Se estava em Emaús, não estava em Jerusalém. Ele estava num só lugar de cada vez. Como pretende, pois, a teologia vaticana provar que Jesus esteja fisica¬mente, tanto no céu como nas hóstias espalhadas nos sacrários dos templos católicos por todo o mundo?

b. Quando Jesus diz: “E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28.10), Ele não sugere que estaria fisicamente através do pão e do vinho da missa, mas espiritualmente, assim como esteve com Paulo, conforme Atos 18.9,10.

c. O corpo de Cristo hoje na Terra não é o pão e o vinho usados na celebração da missa, mas a sua Igreja, conforme mostram as seguintes passagens bíblicas: 1 Coríntios 10.16,17; 12.27; Efésios 1.22,23; 4.15,16; 5.30.

Outra prova de que missa e santa ceia do Senhor são cerimônias diferentes, é que na missa os comungantes só tomam um elemento (a hóstia) enquanto o vinho é tomado exclusivamente pelo padre celebrante, quando a ordem novitestamentária é: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice” (1 Co 11.28).

IX. OS LIVROS APÓCRIFOS
Muitas perguntas têm sido feitas e muitas questões têm sido levantadas quanto aos livros apócrifos. Os católicos chegam mesmo a afirmar que a Bíblia usada pelos evangélicos (aos quais chamam “protestantes”) é incompleta e falha por faltarem nela os livros apócrifos. Muitos evangélicos, por sua vez, perguntam por que a nossa Bíblia não contém tais livros.

9.1. DEFINIÇÃO DE “APÓCRIFO”
Empregamos aqui o termo apócrifo num sentido restrito, forçando um pouco o sentido original da palavra, e pondo de parte o caráter de certos escritos, aos quais o referido termo se aplica. A palavra “apócrifo”, literalmente, significa “oculto”. Porém, no decorrer dos tempos e em razão do uso, o termo já não tem o sentido de “oculto”, mas de “espúrio”, isto é, “não-puro”.

No tempo da Reforma, o termo “apócrifo” foi definitivamente aplicado a esses livros não-canônicos contidos na Vulgata, pois não faziam parte do cânon hebraico. Seu significado oposto ao termo “canônico” acarretou, para esses livros, o desprezo que se sentia pela literatura apocalíptica e oculta, tanto judaica como cristã-judaica.

9.2. RELAÇÃO DOS APÓCRIFOS
O número de livros apócrifos vai muito além daqueles que a Bíblia de uso católico contém, porém os mais conhecidos, e aqui citados, são aqueles que foram aprovados pela Igreja Católica no Concilio de Trento, em 1546. Destes, mais da metade são inseridos nas Bíblias de edição católica. Alguns desses livros são também inseridos em Bíblias de editoras protestantes, para estudo e investigação da crítica textual e devido ao seu relativo valor histórico.

Os apócrifos consistem em livros assim chamados, e em acréscimos a livros canônicos. A sua aprovação pela Igreja Católica deu-se, como já dissemos, em 1546, no Concilio de Trento, em meio a intensa controvérsia, havendo inclusive luta física resultante da contenda e dos debates em torno deles. Os livros, e acréscimos a livros canônicos, aprovados, foram os seguintes: Tobias, Judite, acréscimo ao livro canônico de Ester, Sabedoria de Salomão,

Eclesiástico, Baruque (contendo a Epístola de Jeremias), Cântico dos Três Santos Filhos (acréscimo a Daniel), História de Susana e Bel e o Dragão (também acréscimos a Daniel), 1 e 2 Macabeus.

Eram 14 os principais apócrifos do Antigo Testamento. Des¬tes, os não reconhecidos pelo Concilio de Trento foram 1 e 2 Esdras e A Oração de Manasses.

9.3. QUESTÕES A CONSIDERAR
Por que estes livros são considerados apócrifos e não canônicos? A razão óbvia é que eles não suportam uma prova de canonicidade, como é mostrado a seguir:

• Eles nunca fizeram parte do cânon hebraico.
• Eles nunca foram citados no Antigo Testamento.
• Joséfo, o historiador judeu, os omite em seus escritos.
• Nenhum deles reclama a inspiração divina para si.
• Eles contêm erros históricos, geográficos e cronológicos.
• Eles ensinam e apóiam doutrinas que são contrárias às Escrituras em geral.
• Como literatura, às vezes não passam de mitos e lendas.
• Em geral, seu nível espiritual e moral deixa muito a desejar.
• Jesus não os cita em seus escritos.
• Os apóstolos e escritores dos Evangelhos, das Epístolas e do Apocalipse não se referem a eles nos seus escritos.
• Os famosos Pais da Igreja primitiva não se reportam a eles como fonte de inspiração dos seus escritos.
• Eles foram escritos muito tempo depois de encerrado o cânon do Antigo Testamento.
Certamente que nem todas as igrejas têm a mesma opinião quanto ao valor dos apócrifos. A Igreja Reformada, por exemplo, sempre considerou os livros não-canônicos como de relativo va¬lor, “para exemplo de vida e instrução de costumes, ainda que sem autoridade em matéria de fé”.

Por Raimundo Oliveira.

Loucos por Dinheiro

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Em nome da fé evangélica algumas denominações estão extrapolando no zelo por arrecadar numerário para a manutenção da Casa do Senhor.

Ora, o compromisso de ajuda pecuniária do crente se restringe única e exclusivamente ao dízimo – dez por cento de seus ganhos – e ao cumprimento das ofertas alçadas, se estas, examinados os motivos, forem indispensáveis ao atendimento de alguma despesa extra.

Vejam:

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que delas vos advenha a maior abastança” (Malaquias 3.10).

O texto também fala em ofertas alçadas (verso 8).

Tem havido uma interpretação perversa dessa passagem bíblica. Os dízimos passaram a ser um meio de salvação, e não há limites na fixação das ofertas. É preciso que os desavisados entendam que não podemos comprar as bênçãos de Deus; que não asseguramos a salvação com as obras de nossas mãos; que devemos buscar “primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33).

Em primeiro lugar devemos garantir a nossa salvação mediante sincero arrependimento, confissão dos pecados, mudança de vida, aceitação de Jesus como Senhor e Salvador. Na qualidade de salvos, de crentes em Jesus, então cumpriremos seus mandamentos, inclusive o de dizimar, e, nessas condições, faremos jus a todas as bênçãos e promessas catalogadas na Bíblia.

Vejam:

“Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé – e isto não vem de vós, é dom de Deus – NÃO PELAS OBRAS, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8).

O dízimo e as ofertas alçadas não salvam, mas os salvos são dizimistas e ofertam com alegria. Somos salvos PARA as boas obras; não somos salvos PELAS boas obras.

Não podemos colocar a fé no dízimo, na campanha da qual participamos, nem na denominação em que congregamos. A fé salvífica é a fé no Senhor Jesus, na Sua morte e ressurreição (João 3.18; Romanos 10.9; Efésios 2.8).

Nenhuma religião ou denominação, seja católica, seja evangélica, é caminho de salvação. O caminho é Jesus (João 14.6).

O que se tem tornado público e notório – e já toma proporções insuportáveis no Corpo de Cristo, se é que dEle fazem parte – é a busca sistemática e insaciável por recursos financeiros junto aos fiéis.

Não resiste a uma análise mais profunda o argumento de que ninguém é forçado a contribuir, de que ninguém contribui contra sua própria vontade.

A grande maioria dos que buscam essas denominações que anunciam um evangelho deturpado e viciado, são almas frágeis, enfraquecidas pelos embates da vida, e ali vão dispostas a fazer o sacrifício que for sugerido ou determinado.

Não têm o conhecimento bíblico para refutar as heresias. Assim, acreditam que se venderem todos os seus bens e entregarem todo o dinheiro “aos pés de Jesus” terão resposta imediata de Deus. A teoria do TUDO OU NADA é antibíblica e, portanto, herética.

Certas denominações têm ensinado que riqueza é um sinal do favor de Deus, e pobreza um sinal da falta de fé. Esta teologia é antibíblica e herética. Aqui e acolá tomamos conhecimento de casos de pessoas desesperadas porque depositaram seus bens no cofre da denominação, e agora não possuem nada; que tentaram “comprar” felicidade e bênçãos divinas, e agora ficaram a ver navios; e, o mais terrível, perderam completamente a fé. Vejam o que Jesus disse:

“Bem-aventurados vós, os pobres, pois vosso é o reino de Deus; bem-aventurados vós, que agora tendes fome, pois sereis fartos; bem-aventurados vós, que chorais, pois haveis de rir; mas ai de vós, os ricos, pois já tendes a vossa consolação” (Lucas 6.20-24).

Só os pobres serão abençoados, e os ricos irão para o inferno?

Não. Há ricos que não colocam o coração nas riquezas, e são salvos; há pobres que anseiam por serem ricos e não são abençoados.

Vejam:

“Os que querem ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Timóteo 6.9-10).

Os exemplos a seguir, pelo inusitado e extravagância teológica, sem paralelo na história recente da Igreja, denotam uma situação de ambição desenfreada, de loucura inteligente, de ânsia incontida, só comparável aos tempos da diabólica Inquisição e da venda de indulgências.

Sabem os promotores do mercantilismo religioso, que o povo brasileiro traz consigo a herança maldita da idolatria, exemplo das imagens dos santos falecidos, como algo tangível, visível, capaz de “auxiliar” na comunhão com Deus.

Sabedores disto, procuram preencher a lacuna substituindo os ícones por outras coisas, seja uma rosa, uma fitinha, um cajado, um manto, uma vassoura. É realmente uma jogada inteligente. É imperioso que o povo de Deus saiba que COISAS não transformam vidas, não trazem bênçãos, não afastam as maldições, não purificam os lares. A finalidade da Igreja não é arrecadar dinheiro, e o principal compromisso dos crentes não é contribuir com somas cada vez maiores.

Vejamos quais são essas coisas.

VASSOURA CONSAGRADA – Durante a campanha os fiéis adquirem por bom preço uma vassoura que, depois de ungida, servirá para varrer toda contaminação da casa. Os comerciantes das localidades onde a campanha da vassoura é lançada lucram muito. Ora, a Bíblia diz claramente que o diabo foge de nós se estivermos sujeitos a Deus (Tiago 4.7). Se não abrirem os olhos espirituais esses fiéis irão pro inferno com vassoura e tudo.

SABONETE DO DESCARREGO – Tomando-se sete banhos com determinado sabonete, adquirido por bom preço, todos os males fogem. Além de Tiago 4.7, temos João 8.32, 36: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará; porque se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. O sabonete só limpará a sujeira do corpo. A sujeira da alma só sairá se deixar o pecado.

ÓLEO DE ISRAEL – O ensino de que o óleo de Israel ou de Jericó é ungido não encontra amparo na Palavra de Deus. Esse óleo, vendido a bom preço nas campanhas, não é em nada superior a qualquer óleo comprado em qualquer mercearia. O óleo não cura; é apenas um complemento. Veja: “Está alguém entre vós doente? Chame os prebísteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo com óleo em nome do Senhor” (Tiago 5.14). As dificuldades e os custos de frete para trazer um tonel de óleo de tão longe colocam dúvida sobre sua real origem.

GOTAS DO SANGUE DE JESUS – Esta é uma das maiores blasfêmias: a venda de doze gotinhas “vermelhinhas e milagrosas”, em cartelas. É o máximo de heresia e falta de temor a Deus. O nome e o sangue de Jesus não devem ser vulgarizados. Ademais, trata-se de uma mentira, e mentira é do diabo, o pai da mentira.

PEDRA DE ISRAEL – Leilão de pedra de Israel. Um absurdo. Muitos crentes pensam que tudo que vem de Israel é santo e purificador. O que nos purifica e santifica é Jesus em nós; é a justificação que recebemos no momento em que O aceitamos como Senhor e Salvador pessoal. Se forem muitas pedras, só servirão para algum serviço de construção, e nada mais.

PAGODE GOSPEL – Pistas de dança destinadas aos imitadores de Cristo. Dançar coladinho ou não coladinho é uma prática incompatível com a vida cristã. Não quis acreditar quando me contaram que há casos em que, após a cerimônia religiosa, afastam-se as cadeiras e a turma cai no embalo, com bebida alcoólica e tudo mais. Jesus faria isso? Jesus convidaria seus discípulos para um forrozinho, após um dia de trabalho? Jesus se agradaria se, ao entrar numa sinagoga, encontrasse um bacanal desse?

QUEIMAR PECADOS E PROBLEMAS – Consiste em cada um escrever seus problemas num papel para serem queimados no púlpito. Com isso, entendem que estão livres de suas aflições, dificuldades e pecados. Mentira do diabo. É preciso arrepender-se, confessar os pecados, e deixá-los (Provérbios 28.13; Atos 2.38; Romanos 10.9),

O MANTO DE JESUS – O manto foi ungido, então todos deverão tocar no manto de Jesus – antes dando sua oferta -, assim como fez a mulher com fluxo de sangue. Mentira do diabo. O manto não é de Jesus, e a graça não virá pelo simples toque num pedaço de tecido comprado na loja da esquina. A graça vem pela comunhão com Deus, pela fé na redenção que há em Jesus Cristo, que morreu para que tivéssemos vida abundante (João 3.16; 10.10).

SAL GROSSO – Sal grosso afasta demônios. Então compre sal grosso. Mentira do diabo. O que expulsa demônios é o poderoso nome de Jesus (Marcos16.17) e uma vida de sujeição a Deus (Tiago 4.7). O que se depreende desses atos indecorosos, é que os fiéis dessas seitas são consumidores cativos em potencial que consomem qualquer coisa, até capim queimado: “Mas os homens maus irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Timóteo 3.13). O sal grosso não serve nem como condimento na culinária doméstica.

CAJADO DE MOISÉS – A bênção estaria num pedaço de madeira, chamado “cajado de Moisés”. Mentira do diabo. O pedaço de madeira foi adquirido no carpinteiro da esquina, não é e não representa o cajado de Moisés. E ainda que fosse, tal objeto nenhuma bênção poderia trazer ao povo de Deus. O crente já é abençoado porque nele mora o Espírito Santo. Coisas não produzem favores divinos. . Já somos herdeiros das bênçãos celestiais: “Se somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo” (Romanos 8.17).

A Bíblia dá a receita para ficarmos livres das investidas do diabo e de seus demônios: “Sujeitai-vos, pois, a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.

Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Lavai as mãos, pecadores, e vós de duplo ânimo, purificai os corações” (Tiago 4.7-8). Para uma pessoa livrar-se do mal basta aproximar-se de Deus com fé e obediência, arrepender-se e afastar-se do pecado. Veja: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7.14).

Não é preciso enxotar o diabo. Ele fugirá diante de um crente fiel.

Dispensáveis, pois, vassoura santa, sabonete ungido, sal grosso, óleo de Jericó e tantas outras inutilidades.

Não sei por qual razão os mercadores ainda não lançaram no mercado da fé produtos de há muito conhecidos, tais como vela de sete dias, rosário, imagens e chifre de boi. E por que não uma pirâmide ungida, uma cabeça de bode, um tridente para ferrar o diabo? Ou uma corda para amarrar os demônios? Por que não santificar e ungir todos os símbolos do Movimento Nova Era e do ocultismo, e vendê-los? Poder-se-ia alegar que o sagrado estava tomando o lugar do profano.

Que tal a idéia da imagem ungida do Senhor Jesus na Glória? Pois o seu sangue e o seu manto já não estão nas prateleiras? Há realmente campo para diversificação nessa área: o perfume de Madalena, já cantado em hinos, poderia ser ungido para ser usado no dia-a-dia; os cabelos que enxugaram os pés de Jesus; o jumentinho ungido, que carregou Jesus; pedaços da cruz de Cristo; pequenas gotas do mar vermelho, por onde o povo passou.; a capa milagrosa de Elias; fios da barba de Arão. Prossigamos:

TUDO OU NADA – Esse é o último sacrifício para quem está no fundo do poço; para quem participou de muitas campanhas e nada conseguiu. É o tiro de misericórdia. As entrevistas televisivas não contemplam os casos de desespero; apresentam os que obtiveram sucesso. Realmente Deus opera por Sua infinita misericórdia, mas não pelo uso de objetos ou entrega de dinheiro. Se você continuar assim, meu amigo, minha amiga; se você continuar confiando em objetos, em coisas, você perderá tudo, ficará sem nada., e colocará em risco sua salvação.

ASSOCIADOS – Aquele que se tornar sócio, e contribuir mensalmente com certa quantia será ricamente abençoado. E já começam a surgiu “entrevistas” de sócios que receberam bênçãos. Os que não aceitam o papel de inscrição de contribuinte ficam numa situação de constrangimento diante da “real” possibilidade de perder a bênção. Isso é mentira do diabo. Na Igreja do Senhor Jesus temos crentes, irmãos, irmãos de Jesus, santos, salvos, justos, filhos de Deus; não temos associados. Igreja não é clube social. Contribua ou não, o crente é um filho de Deus, uma pessoa bem-aventurada e herdeiro das promessas.

As bênçãos recebidas são por sua condição de crente, e não pela qualidade de associado de um ministério.

ROSA DE SAROM – Rosa ungida, adquirida em campanha por bom preço, destinada a ungir a casa e afastar os males. Nada a ver com o evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Nada a ver com a igreja primitiva dos apóstolos. Essas rosas tiradas do jardim mais próximo ou compradas no floricultor nada têm a ver com a declaração da donzela sulamita, em Cantares 2.1: “Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales”. O nome é sugestivo e a rosa é bela… mas para nada serve. É meio de ganhar dinheiro fácil.

PALMILHA SANTA – Se o irmão calçar a palmilha, comprada em campanha por bom preço, conseguirá tudo o que desejar; se entrar num carro novo, numa concessionária, certamente irá ganhar o carro. Heresia e mentira do diabo. Vê-se em toda essa loucura inteligente uma forma criativa de aumentar a renda.

Nenhuma dessas invenções resiste a um confronto com a Palavra de Deus. A Bíblia diz: “Confia no Senhor e faze o bem; habita na terra, e vive tranqüilo” ; “deleita-te no Senhor e ele te concederá os desejos do teu coração”; “entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e ele tudo fará” (Salmos 37.3-5).

ROSÁRIO – O rosário de tal marca é ricamente ungido e beneficia quem o usa. Heresia pura. Rosário de fábrica nenhuma serve pra coisa alguma. Jesus ensinou de forma clara como devemos orar: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos” (Mateus 6.6-7).

Nenhum objeto pode ser veículo da graça de Deus. Jesus ensinou a orar ao Pai, e a adorá-lO em espírito e em verdade (João 4.23) Ouçam: “não useis de vãs repetições”, são palavras de Jesus.

EXIGIR DE DEUS – Uma interpretação estapafúrdia de Marcos 11.24 ensina que devemos exigir de Deus aquilo a que temos direito. O versículo diz: “Por isso vos digo que tudo o que PEDIRDES em oração, crede que recebestes, e será vosso”. Dizem que PEDIR pode ser entendido como EXIGIR. Milhares de pessoas estão de forma arrogante exigindo bênçãos. Quem somos nós para exigirmos de Deus alguma coisa? E a soberana vontade de Deus não conta? Então teremos que alterar outras passagens bíblicas, tais como: Mateus 7.7-8: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á”; “Pois aquele que PEDE, recebe’.

Mudemos para “Aquele que EXIGE, recebe”. Mudemos também todo o enunciado de 2 Crônicas 7.14, em que Deus declara que só responde a orações de pessoas humildes, arrependidas e convertidas. Mudemos então muitos outros versículos que nos ensinam a PEDIR a Deus, e não dEle exigir (João 16.24; Tiago 1.5). Se Paulo soubesse dessa novidade teria EXIGIDO a cura do seu espinho na carne, mas ele pediu três vezes a Deus e não foi atendido (2 Coríntios 12.8).

Devo dar nota dez pela criatividade dessas denominações chamadas “cristãs”.

Realmente o lançamento de objetos (coisas) no mercado da fé é bastante diversificado e tem alcançado os objetivos perseguidos, ou seja, o de elevar a arrecadação. Que essas palavras sirvam de alerta aos irmãos que, por fé, aceitam as orientações e ensinos de seus líderes religiosos. Deus não se manifesta através de objetos, de sabonete, vassoura, imagens, óleo importado, cajado, nem por meio de campanhas destinadas a arrecadar dinheiro. Quem confia num pedaço de pedra de Israel, também confia numa vela de sete dias e num chifre de boi para livrar-se das maldições. O crente não precisa de sal grosso para espantar demônios; ele próprio é sal da terra e luz do mundo, para combater a corrupção e as trevas. Reflitam nas palavras do apóstolo Paulo:

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja amaldiçoado” (Gl 1.8).

E os vendilhões do templo e mercadores da fé reflitam nessas palavras:

“Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniqüidade e ora a Deus, para que, porventura, te seja perdoado o pensamento do teu coração, pois vejo que estás em fel de amargura e em laço de iniqüidade” (Atos 8.20-23).

“E [Jesus] entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam, dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa é casa de oração, mas vós fizestes dela covil de salteadores” (Lucas 19.45-46).

Por Airton Evangelista da Costa.

Pobreza é coisa do Diabo ou Falta de Fé ?

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Pobre é aquele “que não tem o necessário à vida; sem dinheiro ou meios” (Dicionário Aurélio).

“Pobreza – A lei judaica era cuidadosa acerca dos pobres.

Eles tinham direito de apanhar aquém e além o que se deixava ficar no campo depois da ceifa, ou depois da vindima, ou depois da colheita de azeitonas (Lv 19.9,10. Dt 24.19,21; Rt 2.2). No ano sabático eram os pobres autorizados a ter parte nas novidades (Êx 23.11; Lv 25.6); e se eles tinham vendido alguma porção da sua terra, ou tinham cedido a sua liberdade pessoal, tudo isso lhes devia ser restaurado no ano do Jubileu (Lv 25.26 e seg.; Dt 15.12 e seg.).

Além disso, eram protegidos contra a usura (Lv 25.35, 37; Dt 15.7,8; 24.10 a 13); recebiam uma porção de dízimos (Dt 26.12.13); e ainda sob outros pontos de vista tinha de ser considerada a sua situação (Lv 19.13; Dt 16.11,14)” (Dic. Bíblico Universal – Buckland).

A lei mosaica não considerava a pobreza uma falta de fé ou uma obra demoníaca.

Os israelitas amparavam os pobres: “Não fecharás a mão ao teu irmão pobre” (Dt 15.7). Notem que existiam pobres que, apesar dessa condição, eram chamados de irmãos. Deus não garantiu que todos os justos seriam ricos, pelo contrário: “Nunca deixará de haver pobres na terra. Portanto eu te ordeno: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na terra” (Dt 15.11).

Com base nessa palavra, os filhos da teologia da prosperidade deveriam lançar uma campanha nacional em favor dos irmãos pobres, e destinar parte do dízimo para esse fim, utilizando a mesma energia com que usam o Antigo Testamento (Malaquias 3.10) para arrecadar dinheiro. O apóstolo Paulo deixou o exemplo: “Pois pareceu bem a Macedônia e a Acaia fazer uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles” (Rm 15.26-27). Fala-se em ajuda e não em falta de fé.

Jesus teve a mesma postura com relação aos pobres. O auxílio aos pobres foi por Ele usado como um dos requisitos à salvação do jovem rico (Mt 19.21); repetiu a profecia do Pentateuco: “Sempre tereis convosco os pobres” (Mt 26.11), elogiou uma “viúva pobre” que fez uma oferta pequena, mas de bom coração (Mc 12.43) e nunca expulsou um espírito de pobreza. Em nenhum momento, em toda a Bíblia, há qualquer indício de que a pobreza é conseqüência direta da falta de fé.

Jesus curou muitos pobres, pregou as boas novas para milhares de necessitados, mas nunca ensinou que a riqueza provém da fé.

Agora, vejam o contraste nas palavras dos mestres da confissão positiva: “Não somente a ansiedade é um pecado, mas também o ser pobre, quando Deus promete a prosperidade” (Robert Tilton, citado por Hank Hanegraafff, “Cristianismo em Crise”, p.200).

Para Tilton, o pobre é um miserável pecador.

“O diabo é que impede o dinheiro de chegar a você…”. “A doença e a enfermidade procedem de Satanás…” (Kenneth Hagin, citado por John Ankerberg e John Weldon, em Os Fatos sobre o Movimento da Fé).

“Não ore mais por dinheiro … Exija tudo o que precisar. Deus quer que seus filhos usem a melhor roupa. Ele quer que dirijam os melhores carros e quer que eles tenham o melhor de tudo … simplesmente exija o que você precisa” (Kenneth Hagin, citado por Paulo Romeiro, em Supercrentes, 9a edição, 2001, p. 43).

Quão longe estão estas palavras do evangelho do arrependimento, do perdão, do caminho estreito, do carregar a cruz, da humildade!

“Você quer prosperar? O dinheiro vai cair sobre você da esquerda, da direita e do centro. Deus começará a fazê-lo prosperar, pois o dinheiro sempre se segue à retidão … Diga comigo: Tudo que eu possa desejar já está em mim” (Benny Hinn, citado por John Ankerberg).

Os seguidores desses “heróis da fé” ficam sabendo que a vida cristã é um mar de rosas. É só fazer o sacrifício pecuniário e dinheiro vai chover do céu. Jesus disse que os que quisessem segui-lo deveriam carregar sua cruz. Seria carregar uma cruz recheada de dinheiro?

Papas da prosperidade

Ao dizer que pobreza é do diabo, as estrelas da teologia da ganância fazem ouvidos moucos às palavras de Paulo: “Menosprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo” (1 Co 11.22). Nas igrejas onde a pobreza é conseqüência de falta de fé, os pobres são envergonhados e os ricos exaltados. Estes, porque são mais generosos nas ofertas, recebem uma oração especial, específica e demorada. Os gurus exigem das ovelhas ofertas cada vez maiores para que possam – eles ou elas? – receber bênçãos cada vez maiores. Quando o pobre ofertante continua pobre; quando o aposentado, a professora e o operário continuam ano após ano recebendo o mesmo salário, sem perspectiva de melhora, os arautos chegam à mais perversa das conclusões: falta de fé ou espírito maligno. A solução é se submeterem a novos sacrifícios, sempre em dinheiro. Se cem, duzentos ou trezentos ficam desiludidos e se libertam desse ciclo vicioso, não há problema: outros, em maior número, tomam seus lugares e a arrecadação continua crescendo.

Diante dessa situação de crise por que passa o Cristianismo, muito bem se expressou Hank Hanegraaff: “A coragem de Lutero estabeleceu uma poderosa reforma que expôs todas as chantagens e extorsões que grassavam naqueles dias de trevas. Atualmente, uma nova reforma é urgentemente necessária. A pilhagem dos pobres, santificada pelas bulas papais dos anos passados, é estranhamente similar, hoje, aos apelos duma nova geração de “papas da prosperidade”.

Tetzel espoliava os pobres de seus dias prometendo-lhes libertação do purgatório. Os falsos mestres da atualidade estão engrupindo toda uma geração com promessas de liberdade da pobreza e prosperidade” (Cristianismo em Crise, p.211).

Os arautos dessa doutrina ensinam que os cristãos devem ser ricos, buscar a riqueza, exigir de Deus a riqueza. Em contraste, a Palavra aconselha: “Porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos levar dele; tendo, porém, sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Os que querem ficar ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6.7-10).

A Bíblia diz que Deus escolheu os pobres para serem ricos na fé e herdeiros do Reino (Tg 2.5). Eis a prova de que pobreza não é falta de fé. Os pobres, não tendo bens para neles depositar sua confiança, depositam-na exclusivamente no Senhor.

Jesus nasceu em um lar pobre. A oferta de um par de rolas ou dois pombinhos, quando da apresentação do menino ao Senhor, em Jerusalém (Lc 2.24), indica que José e Maria eram pobres, pois assim dizia a lei: “Se os seus recursos não forem suficientes para um cordeiro, então tomará duas rolas ou dois pombinhos, um para o holocausto e outro para a oferta pelo pecado” (Lv 12.8). Tal fato significa dizer que todos devemos ser pobres? Não. Significa que José e Maria não tinham fé suficiente? Que estavam sendo atormentados por um espírito maligno? Inadmissível. Pedro não tinha “nem ouro nem prata” para dar ao mendigo, mas tinha algo muito mais valioso, que era fé em Jesus Cristo, o Nazareno (At 3.6). Se o modismo da confissão positiva existisse no tempo de Paulo, ele seria considerado um fracassado na fé, ou possuído pelo demônio da pobreza. Contrariando a teologia da prosperidade e sem medo de ser chamado de incrédulo, declarou que passou fome, sede, frio e nudez, situação em que os crentes da prosperidade não querem nem ouvir falar (2 Co 11.27).

Além disso teve a ousadia de dizer que sentia prazer nas fraquezas e nas necessidades, “pois quando estou fraco, então é que sou forte” (2 Co 12.10). Nos dias de hoje, se algum filho da confissão positiva fizer declaração semelhante será aconselhado a fazer uma série de sacrifícios pecuniários e a submeter-se a uma sessão de libertação.

Em substituição à teologia da prosperidade e da ganância não podemos pregar a teologia da pobreza. Mas podemos dizer com segurança que a riqueza não deve ser a meta principal do crente. Devemos buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33). Se a riqueza vier, que seja para glória de Deus; se não, estejamos contentes e conformados com o que temos, confiantes em que Deus suprirá nossas necessidades (1 Tm 6.8; cf. Mt 6.25,31,34).

Pontos de contato

Quase todos os desvios doutrinários apresentados no Brasil pelos representantes da teologia da prosperidade são copiados dos gurus norte-americanos. A estratégia do “ponto de contato” (figas, cordões, lenços e lençóis, cajados, água benta, etc) assemelha-se à tática usada por Robert Tilton para aumentar o saldo de sua conta bancária. Vejam sua tática: “Envie-me seu pano verde de oração como meu ponto de contato com você!… Quando eu tocar em seu plano será como se estivesse tocando em você!… Quando você tocar nesse pano, será como pegar minha mão e tocar-me. Quero que a unção que Deus pôs sobre a minha vida, em favor de milagres financeiros e de prosperidade fluam diretamente da minha mão para a sua… Então você reinará na vida como um rei”.

Os falsos mestres da extorsão dizem possuir unção para dar e vender, mais para vender do que para dar. Desejam igualar-se Àquele que disse: “Alguém me tocou; senti que de mim saiu poder” (Lc 8.46).

A idéia é fixar na mente das ovelhas a necessidade de serem ricas, de ajuntarem tesouros aqui na terra, como meio de serem felizes. A felicidade em Cristo, todavia, não advém do ter, mas do ser.

Por Airton Evangelista da Costa.

“Mandingas” para afastar o MAL (?)

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Antes de conhecermos a verdade usávamos qualquer coisa para afastar o Maligno e obter bênçãos espirituais.

Vejam algumas das práticas:

1) Queima de incenso – Enchíamos nossas casas de fumaça com uma defumação geral. Acreditávamos que as forças do mal fugiriam. Ora, onde está escrito que os demônios não toleram fumaça?

2) Chifre de boi – Era colocado na porta principal ou em qualquer outro lugar da casa. Ainda se vê esse amuleto por aí, até em casas comerciais. O objetivo é o mesmo, o de afastar as forças malignas. Onde está escrito que o diabo e seus anjos têm medo de chifre de boi?

3) Sal grosso – Muitos usam o sal grosso misturado ao óleo. Espalham-no ao redor da casa; colocam em pontos estratégicos de uma rua ou bairro. A intenção é combater, repreender, resistir ao mal. O uso está relacionado ao ocultismo. Onde está escrito que o diabo e seus demônios detestam sal? E por que somente o sal grosso produz resultados?

4) Fitinhas amarradas no braço – As fitas permanecem no braço até que apodreçam e caiam. A intenção é atrair bênçãos, e, em conseqüência, afastar anjos maus. Onde está escrito que uma fitinha amarrada no braço produz benefícios espirituais?

5) Pedras preciosas ou semipreciosas – Muito usadas no esoterismo. Tal como a pirâmide e a figura do Buda, as pedras teriam o poder de transmitir energias positivas. Usam até pedras comuns, sem nenhum valor geológico.

Tendas e mais tendas são armadas nos shoppings para a venda de produtos esotéricos e ocultistas. E são muitos os que adquirem seus produtos.

O sal grosso também é vendido nessas tendas, onde também se utiliza a adivinhação: tarô, cartomancia, bola de cristal, etc.

É grande a parafernália de objetos usados com o fim de atraírem energias positivas, e, em conseqüência, afastarem as negativas.

Todavia, eis o que a Palavra de Deus diz: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós” (Tg 4.7-8). Outra versão: “Obedeçam a Deus, enfrentem o Diabo, e ele fugirá de vocês. Cheguem perto de Deus, e ele chegará perto de vocês” (BLH).

Dois caminhos estão postos diante das pessoas: escolher os valores do mundo ou os valores de Deus, pois “ser amigo do mundo é ser inimigo de Deus (4.4).

Algo semelhante está na primeira carta de João: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando; antes o guarda Aquele que nasceu de Deus, e o maligno não lhe toca” (1 Jo 5.18). BLH: “Sabemos que os filhos de Deus não continuam pecando, porque o Filho de Deus os guarda, e o Diabo não pode tocar nele”.

Então, o “sujeitar-vos a Deus” (Tg 4.7) tem muito a ver com o novo nascimento.

A palavra chave desse versículo é obediência irrestrita, conseqüência de uma nova vida em Cristo Jesus.

Não precisamos fugir do maligno; ele é que foge de nós.

A partir do momento em que passamos à condição de “luz do mundo”, as trevas fogem, pois não pode haver comunhão das trevas com a luz (2 Co 6.14; Jo 1.5).

Muitos, porém, procuram um atalho para driblar o caminho estreito da obediência a Deus. Em vez de obedecer e confiar, desobedecem e desconfiam.

Quem usa um amuleto de qualquer tamanho, peso, cor, tipo, origem não crê em Deus.

Sua confiança está depositada em coisas, em objetos, em pedaços de madeira, de vidro de porcelana ou de qualquer outro material. Ao seguir por um atalho, sempre muito florido e atraente, as pessoas perdem de vista o verdadeiro caminho. Ficam perdidos no meio da floresta. Ficam a procurar saídas para seus problemas, suas angústias, seus traumas, remorsos e padecimentos vários. Os amuletos são atalhos, são caminhos que levam à perdição. Em vez de afugentar o diabo, atraem-no.

Vamos ler Tiago 4.7 na forma negativa: “Não vos sujeitai a Deus; não resisti ao diabo, e ele não fugirá de vós”.

Uma vida sem Jesus é uma vida propensa a ser infernizada pelo diabo.

Uma pessoa que não resiste ao diabo estará com ele por todo o tempo; tem como companheiro e amigo inseparável o maior inimigo dos homens e de Deus. Realmente esta não é a melhor das opções.

A melhor é atender ao seguinte chamado: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).

Por Airton Evangelista da Costa.

A Heresia do Purgatório

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Aquele homem, ao crer em Jesus e clamar por misericórdia, foi imediatamente perdoado. Além disso, ficou sabendo que logo após sua morte iria descansar em paz. Segundo a doutrina católica do purgatório, ele seria imediatamente jogado numa espécie de masmorra, onde passaria um bom tempo, até que as rezas movessem o coração de Deus. Qual a doutrina certa? A dos homens ou a de Jesus? O purgatório também não existiu para Estêvão, que antes de morrer entregou seu espírito a Jesus (At 7.59). Ver meu artigo “O Purgatório e o Sangue de Jesus”.

Por Airton Evangelista da Costa.

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