Adorar a Jesus “sem formalidades”, mas com respeito, reverência, temor e carinho

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Uma homenagem aos meus irmãos Jackson e Rafaela –

UM CASAL PARA HONRA E GLÓRIA DO SENHOR.

Não importa em qual denominação evangélica que vcs estejam, SOMOS TODOS IRMÃOS porque no Reino de Deus NÃO HÁ PLACA DE IGREJAS !!!

Adorar a Deus é MARAVILHOSO. Infelizmente, algumas denominações evangélicas impõem regras (legalismos / formalismos) desnecessárias para tal (e que, até, ATRAPALHAM). Precisamos de LIBERDADE para ADORAR a Jesus Cristo de Nazaré na BELEZA DE SUA SANTIDADE, porém, temos que ter cuidado para não sermos LIBERTINOS, assim como não podemos ser desrespeitosos para com Deus e, muito menos, permitirmos PRÁTICAS PAGÃS dentro deste CLIMA de adoração (Ass.: Aldo Corrêa de Lima – http://malucoporjesus.wordpress.com).

A Verdadeira Prosperidade – A Vida Cristã Abundante (Revista CPAD da Escola Bíblica “dominical” – 1º trimestre de 2012)

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Lições, Subsídios, Comentários, Metodologias, Dinâmicas de Grupo

e Assuntos Correlatos:

Em construção

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1 – O Surgimento da Teologia da Prosperidade

2 – A Prosperidade no Antigo Testamento

3 – Os Frutos da Obediência da na Vida de Israel

4A Prosperidade no Novo Testamento   -   Clique aqui

5 – As Bênçãos de Israel e o que Cabe à Igreja

6 – A Prosperidade dos Bem-Aventurados

7 – “Tudo Posso Naquele que Me Fortalece”

8 – O Perigo de Querer Barganhar com Deus

9 – Dízimos e Ofertas

10 – Uma Igreja Verdadeiramente Próspera

11 – Como Alcançar a Verdadeira Prosperidade

12 – O Propósito da Verdadeira Prosperidade

13 – Somente em Jesus Cristo Temos a Verdadeira Prosperidade

O Caráter de Deus

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ÍNDICE

O Caráter de Deus

A justiça

O abuso humano

A justiça de Deus rejeitada pelos judeus

 A justiça de Deus

 A justiça de Deus através dos tempos

Como se aplica a justiça de Deus no cristão

A verdade

___________________________________________________

Capítulo 1

O Caráter de Deus

São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”

Mateus 6.22,23

      Essas simples palavras revelam todo o caráter de Deus e, por isso mesmo, o Senhor Jesus as proferiu a fim de fazer com que Seus seguidores pudessem compreender a natureza do Criador.

Assim como os olhos são a lâmpada do corpo, também o espírito do homem é a lâmpada do Senhor, a qual esquadrinha todo o mais íntimo do corpo (Provérbios 20.27). Ora, da mesma forma que o espírito do homem revela para Deus o seu íntimo, também os olhos do homem revelam exteriormente o seu caráter, o que ele tem dentro de si.

       Torna-se fácil saber o que está acontecendo com uma pessoa, quando se olha no fundo dos seus olhos. Se ela tem alguma coisa oculta no seu interior, naturalmente procura desviá-los, revelando incons­cientemente sua preocupação; mas se ela encara e não se intimida perante o outro, então, os seus olhos logo refletem a sua tranqüilidade por não estar escondendo nada.

 Diz-se que há uma raça de urubus, que somente comem a carniça depois que o urubu-rei, come­çando pela análise dos olhos do animal morto, liberar o corpo.

Quando o Senhor Jesus ensinou dessa maneira, certamente queria exortar os seus discípulos a tomarem todo o cuidado possível como seu interior, a fim de que este refletisse no exterior a plenitude da presença de Deus. Sim, porque não adianta anunciarmos a Palavra de Deus ao mundo apenas teoricamente, e viver- mos uma vida diferente daquilo que pregamos.

E preciso que tenhamos atitudes semelhantes às do nosso Senhor, pois de que vale pregarmos a Cristo e vivermos o anticristo? De que vale mani­festarmos amabilidade e simpatia no púlpito, se quando descemos dele, ou saímos da igreja, mudamos nossas atitudes?

Não podemos ser como o camaleão, que muda de cor conforme o ambiente em que se encontra. Nossos olhos retratam toda a nossa intimidade, o que está no coração, ainda que a boca esteja calada. Eles não apenas revelam o nosso caráter aos outros, como também nos fazem ver as coisas de acordo com o que temos no coração.

               Observemos os olhos de Deus na pessoa do seu Filho, o Senhor Jesus, quando Ele encontrou a prostituta Maria Madalena. Se os seus olhos fossem maus, certamente Ele a condenaria, a repreenderia e chamaria a sua atenção apenas para que ela não agisse daquela maneira; entretanto, Ele a compreendeu, porque olhou para ela com “bons olhos”, os olhos de amor, ternura e compaixão:

“Não podemos ser como o camaleão que muda de cor conforme o ambiente em que se encontra”

                Ela, como tantos outros que têm sido vistos pelo Mestre, possui o lado bom, isto é, as qualidades também. E é assim que nós cristãos devemos cultivar o nosso interior – fazê-lo acostumar-se a ver as pessoas, quer sejam cristãs ou contrárias à fé, pelo seu lado positivo e bom; com “bons olhos” para que todo o nosso interior seja iluminado.

Se olharmos as pessoas com preconceitos, é cer­to que, mais cedo ou mais tarde, a nossa língua, que vive a coçar, se manifestará e acabará por provocar uma inimizade contra aquela pessoa, chegando até a “vaciná-la” contra o Senhor Jesus, em quem nós tanto cremos.

Se os nossos olhos forem bons, por onde quer que formos, haveremos de manifestar a luz que há em nós… e todos os que nos verem saberão que somos diferentes das demais pessoas desse mundo, pois testemunharemos de modo eficaz d’Aquele que está em nós!

Do modo como vemos, seremos vistos. Como julgamos, seremos julgados; se amamos, seremos amados; se perdoamos, seremos perdoados; se abençoarmos, seremos abençoados.               

Capítulo 2

A justiça

A justiça é a virtude moral que inspira o respeito dos direitos de outrem e que faz dar a cada um o que lhe pertence. Ela revela o que é absolutamente correto, íntegro e verdadeiro e jamais pode se desviar, ainda que seja por uma insignificância, quer para a direita, quer para a esquerda, pois se isto acontecer, então, mais tarde, verificar-se-á o quão longe da verdade se coloca.

Se hoje, por exemplo, tomamos uma decisão de juízo e cometemos um mínimo de injustiça, certamente amanhã constataremos o estrago de todo o resto de justiça exercido. Quer dizer, muitas vezes uma injustiça, por menor que seja, atingindo uma parte, prejudica grandemente o todo

O abuso humano

O ser humano tem abusado, e muito, do amor de Deus, da Sua paciência e compaixão; e talvez por isso mesmo, ele tem omitido a mensagem do Evangelho, negado a fé total no Senhor Jesus Cristo, enfim, se marginalizado em relação a Deus.

Creio que, no fundo, ele acredita que a miseri­córdia divina abafará todos os erros e pecados, e que Deus não terá coragem de lançar os “filhos” desobedientes no lago do fogo.

Apoiado nas Suas misericórdias, muitos se esquecem de que Ele antes de ser amor, bondade, etc., é justiça, e por força da própria justiça ficará impedido de justificar a todos, até porque não poderá permitir que o injusto receba o mesmo tra­tamento que o justo; que aqueles que deram suas vidas por causa da fé cristã, vivam a eternidade com aqueles que lhes tiraram as suas vidas por causa da própria fé cristã.

Bem, o certo é que aqueles que pensam dessa forma desconhecem a Palavra de Deus, que afirma:

“O reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo.”

Romanos 14.17 

Quer dizer: a paz e a alegria não poderiam existir no reino de Deus sem que houvesse a justiça, pois aquelas dependem diretamente desta. E impossível se viver com a consciência tranqüila, sabendo-se que o tipo de vida que se está levando comporta ou é produto da injustiça.

A justiça de Deus rejeitada pelos judeus

O apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos romanos, disse:

“Irmãos, o bom desejo do meu coração e a minha súplica a Deus por Israel é para sua salvação. Porque lhes dou testemunho de que têm zelo por Deus, mas não com entendimento. Porquanto, não conhe­cendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, a, não se sujeitaram à justiça de Deus. Pois Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê.”

Romanos 10.1-4

“E certo que se alguém

conseguisse cumprir

todos, menos um

preceito da lei, ainda

assim estaria em débito”

Ora, isso significa que os judeus, desconhecendo a justiça de Deus, muito embora com zelo e cuidado, têm procurado guardar toda a Lei que Moisés lhes deu sem, entretanto, conseguir cumpri-la toda. Assim, perderam a visão dos propósitos de Deus com respeito à justificação pela fé no Senhor Jesus Cristo, pois, como está escrito:

“O meu justo viverá da fé”.

Hebreus 10.38

“É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: o justo viverá da fé; ora, a lei não é da fé, mas: O que fizer estas cousas, por elas viverá”.

Gálatas 3.11,12

Mas, pergunto eu, qual foi o judeu que durante toda a sua carreira aqui na terra conseguiu cumprir toda a lei? É certo que se alguém conseguisse cumprir todos, menos um preceito da lei, ainda assim estaria em débito. Esta é a principal razão pela qual o Senhor Jesus veio ao mundo, a fim de que cumprisse toda a Lei e assim pudesse servir como Salvador da humanidade, pois, conforme está escrito:

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; para que aos gentios viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa do Espírito. “

Gálatas 3.13,14

Muitos judeus sinceros querem ser justificados diante de Deus, mas cometem um grave erro, porque desejam-no pela obediência à Lei, esquecendo-se de que, mediante ela, ninguém foi ou será justificado.

Como exemplo, temos o pai da nação de Israel, Abraão, que, segundo a Bíblia, creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça (Gênesis 15.6).

Diante do exposto, há que se perguntar: Quais foram, então, os propósitos da Lei? Ora, ela serviu de freio contra os pecados mais grosseiros, conforme 1 Timóteo 1.9,10:

“Tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros, e para tudo quanto se opõe à sã doutrina.

A lei também mostra o pecado de todos os homens, como está escrito:

“Visto que ninguém será justificado diante d’Ele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. “

Romanos 3.20

Além de tudo isso, a Lei é uma clara demonstração da justiça de Deus para com os homens, servindo como base do próprio Direito Humano.

Infelizmente, o mesmo espírito judeu tem se aplicado também àqueles que se consideram cristãos e não o são, pois absorvem mais os mandamentos e preceitos humanos do que propriamente o que diz a Palavra de Deus. Estão mais preocupados no zelo de suas tradições religi­osas do que em abraçar a pureza da fé no Senhor Jesus e nas suas promessas.

Por isso mesmo, não se opõem a qualquer imposição sacrificial ou penitências por acharem que essas práticas trazem a justiça, ou méritos da parte de Deus para com elas; acreditam mais em suas obras de caridade do que na graça de Deus pela fé… Tudo isso é compreensível, pois que lhes têm sido negado, pelas suas próprias tradições, o conhecimento da verdade através da Escritura Sagrada.

Como vemos, não é nova a prática de certas lideranças religiosas em esconder propositalmente a verdade pois, assim sendo, podem controlar as mentes dos seus seguidores para fazerem aquilo que desejam os seus maus instintos (cobiçosos). Enquanto as pessoas leigas desconhecem as verdades eternas, continuarão na prática de

É consumir velas, santos e toda sorte de quinquilharias religiosas, enchendo assim os bolsos daqueles que lhes impõem filosofias baratas.

Uma ocasião o Senhor Jesus propôs a seguinte parábola para as pessoas desse tipo:

“Propôs também esta parábola a alguns que confiavam  em si mesmos por se considerarem justos, e desprezavam outros: Dois homens subiram ao templo como propósito de orar: um fariseu e o outro publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si  para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque e não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto, ganho.

O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta, será humi­lhado; mas o que se humilha, será exaltado. “

Lucas 18.9-14

A parábola surte o efeito esperado para aquilo que se propõe este estudo: sobre a justiça de Deus pela fé e a justiça humana pelas obrigações religiosas.

O publicano (coletor de impostos) representa a justiça de Deus pela fé, pura e simplesmente; enquanto que o fariseu (religioso erudito, prati­cante da lei e, aos seus próprios olhos, justificado pelos seus próprios esforços religiosos) apresenta-se como merecedor de todas as bênçãos de Deus, através de suas caridades. Este, representa uma determinada classe de religiosos hipócritas, que arregalavam os olhos para as suas supostas perfei­ções, mas que só tinham pensamentos contrários à misericórdia e à graça de Deus, através da fé salvadora no Senhor Jesus.

“Não é nova a prática
de certas lideranças
religiosas em esconder
propositalmente a verdade”

Capítulo 3

A justiça de Deus

Se pudéssemos registrar em ordem cronológica as atribuições ou qualificações de Deus, certamente teríamos de considerar, em primeiro lugar, Deus, o Senhor da Justiça. A própria Escritura aponta a base do Trono de Deus:

“Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem.’

                                      Salmos 89.14

Todo aquele que leu ou lê a Bíblia Sagrada, de Gênesis ao Apocalipse, pode sentir a maneira pela qual Deus faz o seu julgamento, ou seja, como Ele opera nas Suas ações e reações para com a Sua criatura, e em tudo isso pode-se constatar um Senhor perfeitamente justo, na Sua maneira de ser e agir.

Ele é um Deus justo, e, por isso mesmo, odeia a injustiça, assim também como nós a odiamos. Aliás, no plano amoroso de Deus, acreditamos ser esta a razão principal por que muitos têm a oportunidade de serem salvos. Devido ao fato de Deus odiar a injustiça, e de ter fome e sede de justiça. O Senhor Jesus disse:

“Bem-aventurado os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. “

Mateus 5.6

Somente aqueles que têm o caráter voltado à justiça  é que são fartos, e essa fartura é exatamente a salvação pela fé no Senhor Jesus Cristo.

O que é a justiça de Deus?

Justiça é uma virtude ou qualidade que consiste na conformidade com o que é direito, correto ou legal. Dentro destes parâmetros, somente poderemos encontrar justiça perfeita e imparcial no próprio Deus. que é a personificação da justiça.

De fato, se o ser humano deseja encontrar uma definição própria para o Senhor, quer seja pelo caráter divino, mostrado pela ações de Deus desde a criação do mundo até o Apocalipse, ou mesmo pelas próprias experiências com Ele, sem dúvida alguma, iniciar-se-á pela Sua Justiça.

Deus é justo, e é isso o que o povo de Israel compreendia como a maior diferença entre Ele e os falsos “deuses” dos outros povos.

A justiça de Deus através dos tempos

Deus sempre usou homens cheios de fé, tementes e corretos no seu caráter, para manifestar a Sua justiça para com eles. Depois da morte de Josué, durante os primeiros 300 anos em Israel, Deus suscitou cerca de 13 juízes para julgarem o Seu povo, porque “naqueles dias não havia rei em Israel: cada um fazia o que achava mais reto” (Juízes 21.25).

Estes juízes eram ungidos para fazer justiça, e assim promover no povo judeu a disciplina que envolve o respeito mútuo entre seus cidadãos e as tribos, com a finalidade de encaminhá-los a Deus. Aqui vemos uma característica importante da verdadeira justiça: a aplicação de uma disciplina que reflita o caráter divino.

Depois vieram os reis que, também ungidos, eram considerados juízes de toda a nação de Israel. Dentre eles se destaca a pessoa de Davi, “um homem segundo o coração de Deus”.

Hoje, Deus tem também os seus “juízes” na terra que, imbuídos de autoridade concedida pelo próprio Senhor Jesus, e ungidos pelo Espírito Santo, procuram levar aos povos a justiça divina através da fé, de acordo com a Palavra de Deus. Por isso é que o Senhor, com vista à implantação do Reino de Justiça ou Reino de Deus entre os homens:

A uns pôs na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. “

                           1 Coríntios 12.28

Como se aplica a justiça de Deus no cristão

Este é um dos pontos mais controvertidos na vida cristã, não porque Deus se mantém omisso às injustiças promovidas contra o Seu povo por parte dos não-cristãos ou dos próprios cristãos, absolu­tamente. A verdade é que quando o cristão se vê injustiçado, se ele não tem o caráter do Senhor Jesus Cristo, então, logo procura, pelos seus próprios meios ou recursos, tomar atitudes concernentes ao seu próprio caráter, isto é, defen­dendo-se com unhas e dentes, observando sua própria justiça ou, pior ainda, pagando a injustiça coma injustiça. Ora, temos aprendido que:

“Não resistais ao perverso, mas a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigara andar uma milha, vai com ele duas. “

                                  Mateus 5.39-41

E o que significa isso, senão, que devemos compreender a injustiça, uma vez que é nelas, e por meio delas, que sofremos e somos provados. Se desejamos conhecer o caráter verdadeiro de uma pessoa, devemos lhe observar, cuidadosamente, nos momentos da provação. O rei Davi disse:

“Fira-me o justo, será isso mercê; repreenda-me, será como óleo sobre a minha cabeça, a qual não há de rejeitá-lo”.

                                   Salmos 141.5

Se quisermos ter um caráter de acordo com o de Davi, o homem segundo o coração de Deus, então aprendamos esta lição: de que a nossa causa esteve, está e sempre estará diante dos olhos do Deus Justo.

Se alguém cometer alguma injustiça conosco, por mais cruel que ela seja, devemos confiar no nosso Justo Juiz que, mais cedo ou mais tarde, fará com que a injustiça cometida contra nós torne-se em justiça, e esta dará a vez ao gozo e à alegria de termos passado na provação.

Portanto, jamais devemos nos defender com nossas próprias forças mediante qualquer ofensa; pelo contrário, devemos nos humilhar confiando que o Justo Juiz defenderá a nossa causa e nos dará a vitória. Se procurarmos nos defender, não só estaremos deixando de lado o nosso Juiz Justo, mas também incorremos no grande erro de manifestar o velho homem corrupto e destinado ao fracasso total na vida cristã.

Para o homem natural é impossível ceder às injustiças cometidas contra ele, e até existem aqueles que afirmam categoricamente: “Pelos meus direitos eu vou até as últimas conseqüências.. .” É por isso mesmo que os cemitérios estão cheios. Quantos não perderam suas vidas defendendo “seus direitos”?! E o caráter deles é este: defender, defender… O Senhor Jesus disse:

“Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. “

Mateus 5.20

Ora, não é a nossa justiça a própria justiça de Deus? Não é o caráter divino que tem que fluir através de nós? Não somos o bom perfume de Cristo? A luz do Mundo? O sal da terra? Então, como poderemos permitir-nos perder a chance de exercer em muito a justiça que vem de Deus diante dos escribas e fariseus?

Sabemos de muitos cristãos e até ministros de Deus. cujas, vidas jamais podem expressar o caráter do Senhor Jesus Cristo. Isso porque jamais admitem ..perder”, e não podendo agredir fisicamente a quem lhe ofendeu, então o fazem com a língua; não podendo fazer pessoalmente, então fazem pelas costas, criando assim animosidade na própria igreja. Para estes está escrito:

“E quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal, e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.”

Mateus 5.22

Finalmente, aprendamos que a justiça de Deus se revela no Evangelho, de fé em fé, como está escrito:

0justo viverá por fé. “

Romanos 1.17

-Todavia, o meu justo viverá pela fé, e: se retroceder, nele não se compraza minha alma. “

Hebreus 10.38

Capítulo 4

A verdade

A verdade é a conformidade com o que é real ou exato. Biblicamente, o Senhor Jesus é a personificação da verdade, como Ele mesmo se auto definiu:

“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.

                                 João 14.6

A verdade jamais pode ser escondida. Nem o tempo consegue encobri-la; é como o óleo na água: está sempre em destaque, não se mistura. Pode até, por um breve período de tempo, parecer ter a mesma substância de outros elementos nos quais está inserida; entretanto, mais cedo ou mais tarde, flutua, assume a sua posição e aparece, conforme o próprio Senhor afirmou:

 ”Pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido. “

Mateus 10.26

Assim é a verdade. Uma vez conhecida não admite meio termo. Não existem meias verdades. Há quem concorde que a meia verdade, muitas vezes, é pior do que a mentira.

Todo pecado que se comete está fundamentado na omissão da verdade. Normalmente, ao cometer um pecado, a pessoa, de antemão, já preparou uma mentira a fim de escondê-lo. Por isso mesmo, o Senhor Jesus faz-nos uma séria advertência, quando repreendeu os judeus dizendo:

“Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe aos desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.

João 8.44

Ora, se o cristão tem o caráter de Deus, então a Sua palavra é como a do seu Deus, isto é, a verdade. Mas se o cristão anda e profere a mentira, então já não tem o caráter divino, mas diabólico, uma vez que ele satisfaz aos desejos de seu pai, que é o diabo.

A verdade é como Deus, provém d’Ele e está no caráter de Deus. Eis, então, a razão pela qual muitas vezes o Senhor Jesus usou a expressão: “Em verdade, em verdade vos digo…” Por outro lado, a mentira é como o diabo, provém do diabo e está

no caráter do diabo, razão por que a humanidade vive na mentira, satisfazendo assim ao seu im­perador da mentira. O Espírito Santo declara que:

A ira de Deus se revela do céu contra toda impie­dade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça. “

Romanos 1.18

“Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura, em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. “

Romanos 1.25

A verdade é também a base da armadura que Deus nos tem outorgado, a fim de vencermos os principados e potestades espirituais do mal; ela é a firmeza do caráter divino, onde estão assentados todos os demais componentes da armadura com­pleta de Deus, conforme Efésios 6.14 diz:

“Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade, e vestindo-vos da couraça da justiça.

Quando o Senhor Jesus disse:

 “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar, vem do maligno.”

Mateus 5.37

 Naturalmente que neste conselho está o âmago de uma atitude cristã genuína, pois que há uma definição do comportamento do seguidor do Senhor Jesus Cristo. É óbvio que  num  mundo incrivelmente injusto, onde se procura aparentar algo que realmente não é, a hipocrisia tem se alas­trado até mesmo dentro da igreja cristã, visto que as pessoas estão buscando a qualquer preço assumir posições de destaque, sem se preocupar com a vida espiritual, e por isso mesmo fingem, mentem, enganam, dizem meias verdades, enfim, estão sempre procurando uma maneira incorreta para alcançar seus objetivos.

Até parecem aqueles estudantes que não se importam com os meios para passar a um grau superior, desde que o façam; não tem, então, tanta importância a “cola”.

Infelizmente, tenho visto candidatos a obreiros e a pastores se apresentarem com o ar mais sonso possível, aparentando santidade, mas no íntimo estão cheios de engano. Pensam eles que o santo ministério é feito à base de engodo; o líder espiritual pode facilmente se enganar e permitir que isso aconteça. Entretanto, mais cedo ou mais tarde, toda a maledicência, engano e mentira aparecerão, porque o próprio Senhor já determinou:

 “Nada há encoberto, que não venha a ser revelado… “

Mateus 10.26

 Portanto, segui a verdade, porque nela está a Justiça de Deus!

Fim

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Costumes nos Tempos Bíblicos

9 Comentários

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Conceito - Procedimento particular de uma comunidade, normas a serem praticadas em determinados atos.

Entre os israelitas os costumes adquiridos pelos povos em geral foram substituídos pelos mandamentos impostos por Deus através das suas leis:

“Portanto guardareis o meu mandamento, de modo que não caiais em nenhum desses abomináveis costumes que antes de vós foram seguidos, e para que não vos contamineis com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.” Levítico 18: 30

“E não andareis nos costumes dos povos que eu expulso de diante de vós; porque eles fizeram todas estas coisas, e eu os abominei.” Levítico 20:23

“…e suportou-lhes os maus costumes no deserto por espaço de quase quarenta anos;” Atos 13: 18

Os cristão foram exortados a cuidar dos costumes bíblicos:

“Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.” 1 Coríntios 15:33

 Tanto os judeus como os cristãos eram avessos a qualquer mudança de seus costumes, isto causou alguns embaraços, que resultaram em controvérsias doutrinarias e até sangrentas perseguições:

“…porque nós o temos ouvido dizer que esse Jesus, o nazareno, há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos transmitiu.” Atos 6:14

“…e têm sido informados a teu respeito que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a se apartarem de Moisés, dizendo que não circuncidem seus filhos, nem andem segundo os costumes da lei.” Atos 21: 21

A noção dos costumes era tão importante que os governantes romanos se inteiravam deles para governar pacificamente:

“…mormente porque és versado em todos os costumes e questões que há entre os judeus; pelo que te rogo que me ouças com paciência.” Atos 26:3

Costumes diferentes das nações gentias causaram dificuldades aos cristãos:

“…e pregam costumes que não nos é lícito receber nem praticar, sendo nós romanos.” Atos 16: 21

Francisco Carlos Desideri

Elizete S. P. Desideri

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Consciência do Ministério de Louvor

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Deus contempla a necessidade de um país ou uma região menor, vê todas as circunstâncias e assim escolhe quem irá representá-lo.

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Verdadeiros Adoradores

Quando o Senhor convoca alguém para que lhe preste um serviço, Deus o faz por misericórdia, e para nos dar uma grande oportunidade de provar-lhe o quanto o amamos. O nosso serviço é como uma gratidão pelo grande favor da salvação que já temos conosco.

Outro detalhe que acho necessário apontar é que, em sua onisciência, Deus contempla a necessidade de um país ou uma região menor, vê todas as circunstâncias e assim escolhe quem irá representá-lo.

É um grande erro acreditar que Deus chamou alguém porque essa pessoa possuía determinados dotes artísticos, talentos incomuns ou coisa assim. O apóstolo Paulo é bem claro ao dizer que a nossa capacidade não é suficiente para realizar uma obra como essa, e que “a nossa capacidade vem de Deus” (2 Coríntios 3.5).

Em outras palavras, ingressar no ministério é infinitamente diferente de arrumar um emprego seguro. É preciso ter consciência missionária, ou consciência ministerial.

Isso irá fazer uma tremenda diferença antes, durante e depois de qualquer ação que façamos, seja um evangelismo, seja uma grande apresentação ou outro evento qualquer onde iremos participar.

Veja, então, quatro fatores que compõem essa consciência ministerial, e que fazem a distinção entre um artista e um bom ministro.

HUMILDADE

Em primeiro lugar, destaca-se o sentimento que guiará o nosso trabalho, o nosso louvor. Humildade é exatamene o extremo oposto de tudo aquilo que vemos em artistas seculares.

É verdade que muitos músicos não cristãos têm um espírito humilde, mas também é verdade que a maioria não é assim.

A humildade é um sentimento que nos faz esvaziar de nós mesmos. Quando esvaziamos nosso coração daqueles desejos ambiciosos, ficamos prontos para que o Senhor nos encha com os seus sentimentos mais sublimes.

Uma das funções do louvor é proporcionar um meio, um canal de aceso à presença de Deus. Ora, quem busca a Deus deve se esvaziar de si para receber tudo o que de mais precioso Deus tem para lhe dar.

Assim, esse canal que é o louvor é eficiente quando o desejo é aproximar-se do Criador. Se, portanto, quem busca aproximação de Deus, ou quem ministra essa aproximação, está cheio de auto-suficiência, como poderá acessar a presença de Deus ?

Não há nenhum mal em o ministro ser chamado de artista. Na verdade, ele o é. Mas, se é um artista que busca essa aproximação de Deus, estar seguro de que a humildade é um bom sentimento para se cultivar irá ajudar bastante a conservar esse caminho sempre aberto.

Afinal, apesar de toda a riqueza espiritual a que temos direito, Jesus disse:

“… aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mateus 11.29).

POSTURA

Quando disse que humildade é uma característica desejável em quem participa de todo e qualquer envolvimento com o louvor, não me referi em momento algum àquela visão equivocada de humildade exterior, cultivada por meio de vestimentas de qualidade inferior.

Posso não ser suficientemente humilde como músico, mas se minha postura for afinada com a visão espiritual de louvor, irei sempre me corrigir em possíveis ocasiões nas quais meu ego quiser ser exaltar.

Como conseqüência de um coração treinado na humildade, vamos falar diretamente de um efeito direto desse sentimento: a postura.

Normalmente o que fazemos e falamos são reflexos daquilo que cultivamos em nosso interior. Se somos vitoriosos, certamente essa característica irá se refletir em nossa conduta, em nossos atos, em nossa postura.

Jesus andou na terra certo de ser um vencedor. Como resultado disso, sua simples presença incomodava as pessoas.

Isso pode acontecer conosco também. Quando temos consciência da importância do nosso serviço a Deus, temos também a firmeza para impor o nosso chamado.

No entanto, ainda há pessoas que confundem autoridade com falta de educação, unção com ‘estrelismo’, serviço cristão com favor, entre outros.

À medida que nos destacamos no ministério, surgem dois problemas que podem ser facilmente resolvidos se diagnosticados rapidamente. Quando nos destacamos no ministério, dois grupos de pessoas estarão à nossa volta: o dos amigos e o dos invejosos.

O dos invejosos irá nos ver para tentar detectar qualquer falha: seja na apresentação visual, seja na apresentação do nosso louvor, se desafinamos uma nota, se falamos demais, se fazemos pose etc.

Já o grupo dos amigos irá interceder pelas almas, interceder por nós, enfim, irá somar à apresentação para que a bênção de Deus enriqueça a todos.

Assim, todo e qualquer bloqueio entre o ministro ou músico e a igreja será quebrado, uma vez que a postura seja coerente com o propósito. Ou seja, se o objetivo é louvar para alcançar o espírito de adoração, concentre-se em captar confiança e respeito por parte dos ouvintes. Com isso, o louvor fluirá de Deus para os corações das pessoas, sem que persista um clima hostil.

A postura do ministro de louvor abençoará a todos igualmente quando ele se colocar diante de Deus para louvá-lo e conduzir o seu rebanho ao alvo maior que é a adoração. O mais é da competência do próprio Espírito Santo.

PROPÓSITO

A continuidade dessa postura a que me referi anteriormente evoca outro fator diferencial em todo o serviço que prestamos a Deus: o propósito.

Como já disse de várias formas aqui, há quem se lance no ministério mesmo antes de acontecer o chamado de Deus. Há outros que vão por inveja, por estarem ansiosos por qualquer outro benefício que irão conseguir no ministério. Enfim, não faltam motivos pelos quais as pessoas ingressam no ministério.

Mas você já procurou responder a essa pergunta: qual o propósito do seu louvor?

Nesse caso, não interessa se você é ou não um renomado ministro, ou se canta bem ou não, se é um excelente músico ou se nunca tocou um instrumento musical.

Fomos todos chamados para sermos verdadeiros adoradores, independentemente de o Senhor ter ou não concedido a nós talentos específicos para o louvor.

O propósito de tudo o que se possa fazer ou falar é a adoração. Nunca devemos nos esquecer: adoração. Ainda que alguém esteja em uma cadeira de rodas, ou que tenha perdido todos os movimentos do corpo; ainda que não saiba cantar ou mesmo tocar um instrumento, fomos chamados para sermos verdadeiros adoradores, porque o Pai procura por esses.

Minha esposa e eu somos amigos de uma jovem tetraplégica. Ela mora no Hospital das Clínicas há vinte e três anos, e é cristã. O único movimento que seu corpo faz é com o pescoço. Essa jovem usa esse único movimento para louvar e adorar a Deus.

Ela é uma artista plástica conhecida, que pinta seus quadros segurando os pincéis com a boca e um mínimo auxílio de sua instrutora. O resultado são telas sobre a natureza, obras das mãos do Criador, que recebe a adoração verdadeira realizada por ela.

Por isso devemos considerar que é um grande equívoco alguém se perder no meio do caminho. Ao invés de alcançar ou levar as pessoas a alcançarem o espírito de adoração, desviam-se no meio do caminho e passam longe do propósito que, na verdade, é atingir, tocar, alcançar o trono do nosso Criador por meio de um louvor espiritual que nos conduza a uma adoração real.

SERVIÇO

Depois de nos esvaziar de todos os sentimentos que querem guiar nossos passos, e enchermo-nos da graça de Deus, estaremos prontos para servir.

Imagine que você é convidado para assistir a um culto na igreja de um amigo. Naquela noite irá um grande músico, conhecido artista gospel.

Quando lhe é dada a oportunidade para ministrar o louvor à igreja, antes mesmo de saudar os presentes, o músico anuncia que no final do culto ele estará autografando os CDs que trouxe.

Aí ele canta um hino no mais alto volume, faz uma pausa, e anuncia: a próxima canção está no meu terceiro CD, o qual você poderá “ver” no final do culto.

Ora, não podemos subestimar os irmãos. O mundo está tão infestado de merchandising, de propagandas em todo e qualquer espaço, que até mesmo o mais inocente ‘irmãozinho’ perceberá que esse artista está mais para vendedor-demonstrador de CDs do que para um verdadeiro homem de Deus, que se preocupa em trazer para a igreja textos e mensagens inspirados por Deus.

Enquanto o período for de louvor, a atenção e os esforços devem ser concentrados em prestar serviço aos ouvintes. Esse fator é decisivo para o sucesso de um ministro, de um pregador, de um membro.

O tipo de relacionamento que temos com Deus será exposto a todos os presentes quando abrirmos nossa boca para dizer o que há dentro de nosso coração. Se nossa relação com o Senhor for de Pai para filho, prestaremos um bom serviço a ele e à comunidade. Se nosso relacionamento com Deus for do tipo mercantil … falta-nos consciência de ministério.

André Paganelli

Importante, antes, AGRADAR A DEUS !

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Deus é Fiel

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Aqueles que estão no Ministério logo descobrem que podem conseguir grandes e amigáveis respostas as suas pregações, quando tentam agradar aos homens e mulheres de suas congregações. A. W. Tozer disse: “Nós que testemunhamos e proclamamos o Evangelho, não podemos pensar de nós mesmos como relações públicas enviados para estabelecer a boa vontade entre Cristo e o mundo”.

O número de pregadores, evangelistas, e missionários que falam prioritariamente para agradar as pessoas tem aumentado diariamente. Esta prática, no entanto, está cheia de perigos.

O perigo vem quando este esforço de agradar a homens e mulheres os leva a fazerem uma escolha errada: amando “a aprovação dos homens ao invés da aprovação de Deus” ( Jo 12:43). E quando fazem esta escolha errada, correm o risco de desagradarem a Deus.

Em meu julgamento, isto acontece porque eles acreditam que, fazendo assim, irão conseguir encher suas Igrejas mais rápido. Mas, norteando-se pelo que suas audiências desejam ouvir, eles serão obrigados a fazer mudanças que certamente hão de devastar seus ministérios.

A Bíblia sempre adverte os ministros com relação a agradar a homens, e os perigos que envolvem os que assim fazem. Você pode prevenir ou vencer estes problemas em seu ministério, identificando e evitando estes perigos. .

Esteja alerta em não estabelecer objetivos errados.

1. Buscando respeito – Freqüentemente o desejo do pastor de ganhar o respeito e a amizade do povo de sua Igreja ou comunidade é o começo de um ministério que pode desagradar a Deus. Tendo estabelecido estes objetivos, ele terá que diluir a sã doutrina que sustenta a verdade bíblica em equilíbrio.

Por exemplo, para agradar aos incrédulos, ele terá que ter em consideração o que eles gostam e o que não gostam. Isto é perigoso porque a Bíblia diz que eles amam o pecado e odeiam a justiça. Eles não têm interesse em um Deus que os chamará a prestar contas do que têm feito com a vida que Ele Lhes deu.

A fim de ganhar o respeito deles e sua amizade, o pastor terá que apelar à razão humana, emoções e experiência. Isto significa que ele terá de dar um ” bypass” na autoridade da Bíblia. O pecador deseja um Deus que ele possa manipular e com o qual possa sentir-se confortável. A fim de agradá-los, o pastor não poderá pregar sobre o infinito, imutável e santo Deus da Bíblia.

Esta é a razão por que muitas Igrejas e missões cujas doutrinas são centradas no homem, têm mudado o conceito bíblico de Deus num deus limitado, mutável e imperfeito. Deus, dizem eles, está caminhando para uma maturação ou em processo de crescimento da mesma forma como os homens estão. Esta visão, logicamente, leva a condenar a doutrina do pecado original, a necessidade de expiação, justiça imputada e a credibilidade de Deus e Sua Palavra.

Em seu livro Batalha dos Deuses, Dr. Robert A. Morey transcreve Alan Gomes, instrutor de teologia histórica do Talbot Schoolof Theology, quando diz que estes falsos conceitos tem penetrado em grupos como Jovens Com uma Missão. Diz Morey, “Gomes cuidadosamente documenta que líderes da JOCUM, tais como Roy Elseth e Gordon Olson ensinam que Deus pode pecar, que não conhece o futuro, não está operando Seu plano no mundo, que Ele não guarda a Sua Palavra e nem cumpre as Suas promessas” (pp. 13-14).

É evidente, que os crentes modernos são como muitos descrentes. Não estão dispostos a ficar para ouvir sermões sobre todo o conselho de Deus. O seu estilo de vida superficial os faz sentirem-se desconfortáveis diante do ensino que expõe seus deslizes e hipocrisias, além de mostrar suas tagarelices como tão malignas como fornicação e assassinato. Eles não podem tolerar um Evangelho que ordena a crentes, salvos pela Graça, a negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e a seguirem a Cristo por um caminho estreito.

Para ganhar o respeito e a amizade deles, o pastor tem que adocicar a doutrina do Evangelho de Cristo. Ele tem que transformá-lo num evangelho centrado no homem de “milagres , curas e riquezas” do “poder do pensamento positivo” e da “mente que domina a matéria”.

2. Buscando decisões fáceis - Um pastor irá tentar procurar agradar homens e mulheres, quando pensa que seu poder de persuasão pode produzir um regular crescimento de novos convertidos. Isto é como usurpar a ação divina que envia o Seu Espirito para operar, por meio de um avivamento, o aumento expressivo dos crentes através de genuínas conversões a Cristo. Se um pastor não pode esperar pelo tempo de Deus em matéria de avivamento, e deseja obter muitas “decisões fáceis para Cristo”, ele terá que apresentar conversões a Cristo através de processos espúrios, que não requerem nada mais que uma mera decisão, sem contemplar as verdadeiras implicações do que significa seguir a Jesus.

Assim, se ele quer estas decisões fáceis, não poderá enfatizar todas as verdades do Evangelho bíblico. Não terá coragem de dizer que Deus chama crentes para sofrer, que fé sem verdadeiro arrependimento não é fé, que um pecador não poderá ser salvo a menos que confesse Jesus Cristo como seu Senhor, que fé sem obediência é uma fé fingida. Você não encontrará “decisionismo” entre pessoas que sabem que Deus ordena a todos os crentes a “seguirem a santificação sem a qual ninguém verá ao Senhor” (Heb. 12:l4).

O pastor que desejar conversões fáceis terá que fazer o Evangelho atrativo para o homem natural, algo que ele possa gostar neste mundo. Muitos que professam sua fé em Jesus Cristo hoje não mostram nenhuma mudança na sua maneira de viver, porque pregadores, evangelistas e missionários, querem diluir a mensagem a fim de alcançar resultados. Ávidos por registrarem uma estatística de muitas decisões por Cristo, eles têm-se afastado do que requer a Palavra de Deus.

3. Buscando grandes audiências - Um dos maiores problemas do Cristianismo hoje é o grande número de pessoas não convertidas figurando como membros de Igreja. Se um pastor busca o aumento do número de membros de sua Igreja como seu alvo principal, ele terá que utilizar algumas das técnicas de promooção que os grandes centros de entretenimentos usam, a fim de atrair pessoas. Alguns fazem disputas de Escolas Dominicais entre Igrejas. Outros oferecem prêmios para que as pessoas venham aos cultos. Eu ouvi de uma Igreja que escondia notas de dez dólares debaixo do assento do ônibus da Igreja, a fim de atrair as crianças e estimulá-las a virem à Igreja. Usam ainda jantares especiais, shows modernos, e outras formas de entretenimento. Eu não encontro esse tipo de “esperteza” no Novo Testamento. As pessoas que acorriam às reuniões da Igreja primitiva, não esperavam outra coisa exceto perseguição. Crer em Cristo, no tempo apostólico, eqüivalia a assinar sua própria sentença de morte.

Com a diluição da sã doutrina, e a acomodação do Evangelho ao que as pessoas querem, não é de admirar que muitas Igrejas estejam cheias de crentes não salvos.

4. Buscando fugir da controvérsia – Os ministros tentam agradar a homens, procurando fugir da controvérsia. Numa conversa que eu tive com um líder batista canadense, ele descreveu um pastor amigo como um “causador de problemas”. Quando eu pedi que me explicasse como um homem de Deus podia ser classificado como um causador de problemas, ele disse.. “ele sempre trás à tona questões de controvérsia”.

Como alguém pode pregar o Evangelho e evitar questões de controvérsia? Há um grande conflito entre Deus e os homens, entre a verdade e o erro, entre o bem e o mal. Se um pastor deseja evitar toda controvérsia, ele precisa jogar fora sua Bíblia e dar ao povo uma dieta de sermões adocicados, designados a agradar ao homem natural.

“Eu prego um evangelho positivo!” disse um pastor e “procuro ficar longe de assuntos polêmicos”.

Quando perguntado que assuntos polêmicos ele evitava, então respondeu: soberania de Deus, eleição incondicional, expiação limitada e aquelas doutrinas que fazem diferença entre as denominações.

Um ministro evangélico disse que, para evitar controvérsia, ele estava disposto a aceitar em sua Igreja pessoas batizadas e doutrinadas na Igreja Católica Romana.

Cuidado para não perder a aceitação do Senhor

Alguns pastores vêem o agradar aos homens como o aspecto mais importante de seus ministérios. Um pastor costumava ir constantemente aos membros de sua igreja, para perguntar o que eles estavam achando de sua pregação. Ele estava tão ansioso em agradar as pessoas, que ele queria saber se eles estavam gostando de seus sermões. Quando alguém, com sinceridade, mostrava falhas na sua pregação, ele não podia suportar. Então resignado, deixava o local do culto sem sequer dar uma palavra de despedida aos membros. Há muita imaturidade emocional entre aqueles que fazem do agradar a homens e mulheres a prioridade em seus ministérios.

1. Critério exclusivo – Eu duvido que essa espécie de pregador seja aceito diante de Deus. Paulo disse que tinha por muita pouca coisa o ser julgado em seu ministério pelo homens. “O único que me examina” disse ele, “é o Senhor” (l Cor. 4..4). Devemos usar como meio de avaliação do ministério e conduta dos homens somente a Palavra de Deus. De outra forma como saberemos que um pastor tem a aprovação de Deus quanto ao seu ministério? Não é da aprovação dos homens que o pastor necessita, mas sim da aprovação de Deus.

2. Trabalhando em vão - Aqueles que fazem como seu alvo principal agradar a homens enveredam pelo caminho de fazer com que seus cultos agradem a todos. As pessoas acorrem para as suas reuniões a fim de serem entretidas pelo humor dos púlpitos e estórias engraçadas. Eles vêm porque esperam ver diversão, apresentações dramáticas, ventríloquos, celebridades, heróis esportistas, personalidades da televisão e as últimas novidades da música “gospel”.

A congregação do pastor que guia seu ministério por tais métodos de entretenimento, pode vê-los como ministros poderosos e populares. Porém, tendo assumido esta posição de tentar agradar as pessoas, eles estarão inevitavelmente na condição de não aceitos por Deus.

O primeiro objetivo deles deveria ser agradar a Deus, manifestando a Sua glória. E a não ser que Deus os aceite com o servos, todo o seu trabalho terá sido em vão. Tudo que eles fazem, como orações, estudo bíblico, preparação de sermões, pregação, visitação, testemunho e aconselhamento, será vazio da presença, do poder e da bênção do Senhor.

Fico pensando quantos pastores e ministros têm sempre na mente que terão que prestar contas diante do trono de Cristo? Quantos deles estão realmente apercebidos do alto nível de responsabilidade que têm, não diante dos homens, mas diante de Deus? Quantos se sentiriam confortáveis com a declaração que o apóstolo faz: “E por isso que também nos esforçamos quer presentes, quer ausentes, para lhe ser agradáveis. Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Cor. 5:9-10).

3. Consciência de Deus - Quando um pastor tenta agradar a homens, ele pode deixar de ter consciência de Deus. É muito fácil num ministério popular, procurando agradar as pessoas, alcançar tal sucesso quer resulte num esquecimento da onipresença de Deus. A não ser que um pastor esteja acuradamente cônscio da presença de Deus e O coloca sempre em primeiro lugar em todos os aspectos do seu ministério e vida, ele acabará adotando um estilo fútil de raciocínio e procedimento.

Por exemplo, ele poderá pensar que é mais importante obter direção da parte dos homens que ele está tentando agradar do que da parte de Deus e Sua Palavra. Eu não mencionaria isto se não tivesse visto e ouvido ministros colocarem a opinião de homens a frente da Palavra de Deus. Como é diferente esse tipo de raciocínio dos apóstolos!

Confrontados por homens que tentaram forçá-los a fazer sua vontade no ministério, os apóstolos não pensaram, “qual é a melhor coisa a fazer então?” ou “quais serão as conseqüências se nos opuser-mos à vontade deles? “Ao contrário, eles responderam e disseram-lhes: “Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus” (At. 4:19). Pouco depois, quando foram ordenados pelos mesmos homens e autoridades a pararem de pregar, eles de novo os enfrentaram: “importa antes obedecer a Deus que aos homens” (At. 5:29).

4. Os testes de Deus – Quando alguém estabelece um ministério que desagrada a Deus por tentar agradar a homens, certamente ele se esqueceu que Deus testa seus servos. Não há parte em nosso ministério ou vida onde possamos deixar de lado os interesses de Deus e escaparmos impunes. Deus testa as razões que o Seu povo dá em fazerem o que estão fazendo. Especialmente isso é verdade para aqueles que estão no ministério de Sua Igreja. Paulo, o apóstolo, disse que ele e seus companheiros apóstolos firmaram o propósito de falar ao homens e mulheres, não para lhes agradar, mas para agradar a Deus. E a razão que ele dá é que ele sabia que Deus estava constantemente checando suas motivações.

“Nós falamos” dizia ele, “não como quem agrada a homens, mas a Deus que examina nossos corações” (1 Ts. 2:4).

5. Abandonados por Deus - Curvando-se aos gostos e desprazeres dos homens; pode um pastor tornar-se um abandonado de Deus. Se ele se esforça por agradar a homens e mulheres do mundo; por exemplo; ele pode achar-se, ele mesmo, tão amigo e identificado com eles que chega a ser um com eles. O homem de Deus não pode ter esse tipo, de mistura com as pessoas do mundo, porque a separação do mundo é a marca do verdadeiro ministro de Cristo. “Não sabeis” pergunta Tiago, “que a amizade com o mundo se constitui em inimizade contra Deus?” (Tg. 4:4).

Cuidado para não esquecer que você está numa posição de confiança

Buscando popularidade com as pessoas, pode o pastor esquecer-se que Deus lhe confiou um grande tesouro, o Seu Evangelho da Graça. Em seu ministério apostólico, Paulo nunca se esqueceu de seu senso pessoal de mordomia. Ele repreendeu aqueles cristãos que procuravam seus líderes de acordo com sua popularidade. As pessoas deveriam julgar um ministro, ele disse, pela sua consciência de despenseiro, que vê como sua principal responsabilidade o ser fiel a Deus e Sua Palavra. (I Cor. 4:1-2) Ele também disse que Deus foi condescendente com os homens em permitir que fossem ministros. “Nós fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar Ele o Evangelho… ” (1 Ts. 2:4).

1. Hipocrisia e falta de sinceridade - Os ministros de Deus deveriam ser como Moisés que “permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível”(Heb. 11:27). Seus olhos da fé deveriam estar sobre o invisível, o reino espiritual de Deus, não no reino deste mundo. Quando eles rejeitam esta forma de visão espiritual e começam a olhar para o que é aprazível ao homem, eles caem no mal contra o qual Paulo os adverte na sua carta aos Efésios.

Após falar sobre obediência aos pais e mestres, ele diz que tal obediência deve ser prestada “Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus” (Ef.6:6). Isto também se aplica ao ministro. Um pastor não deveria buscar o olhar de aprovação do povo a quem serve. Isto é tentar fazer seu trabalho “servindo a vista, como para agradar a homens”.

Sua motivação nunca deveria ser o “ser visto” ou o “agradar a homens”. Como servo de Cristo, ele deveria buscar com sinceridade fazer “de coração a vontade de Deus”.

2. Edificação e Lucro - As epístolas do Novo Testamento têm muito que ensinar sobre a construção do caráter. Os apóstolos fazem do cultivo do caráter interior do homem ou a construção do caráter cristão a coisa mais importante, e é nisso que eles gastam a maior parte de suas pregações e escritos. As únicas razões legítimas e permitidas por eles para agradar aos homens eram a salvação de pecadores, o cultivo da alma e o desenvolvimento da personalidade de Cristo neles. Quando um pastor busca agradar a homens por qualquer outro propósito, ele trai sua confiança e falha em alimentar e guardar o rebanho de Deus.

“Portanto cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para a edificação”(Rom.15 :2).

Em seu trabalho evangelístico, os apóstolos também procuraram agradar aos homens para que os mesmos fossem beneficiados e, se possível até se convertessem a Cristo. Em outras palavras no intento de lhes fazer o bem é que se pode compreender essa atitude deles. Eles não faziam nada para alimentar os desejos mundanos dos incrédulos. Ao contrário, os apóstolos procuraram o proveito de todas as pessoas, sem prejuízo de quem quer que fosse, quer judeus, pagãos ou cristãos. Paulo explica isto desta maneira:

“Assim como também eu procurei em tudo ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse mas o de muitos para que sejam salvos” (1 Cor.10:33). Mais tarde ele escreve, “Há muito pensais que nos estamos desculpando convosco. Falamos em Cristo perante Deus, e tudo, ó amados, para vossa edificação ” (2 Co: 12:19).

Cuidado para não perder o senso bíblico dos valores

Os ministros do Novo Testamento sentiam que, se eles tentassem agradar a homens, eles não poderiam mais ser considerados servos de Cristo. Um pastor não pode esperar a sustentação divina em seu ministério, se ele não estiver mais qualificado como servo do Senhor Jesus Cristo. Como Esaú, ele trocou uma grande herança por um ganho temporário. Ele vendeu o dia por causa de uma hora.

1. Cristo, o Modelo – Tão logo um pastor começa a agradar às pessoas, ele perde sua ligação com o ministério de Cristo. Ele esquece que o Filho de Deus é o modelo para o seu ministério e falha em seguir o Seu exemplo. Mateus diz que mesmo os inimigos de Cristo, embora falassem com sarcasmo, sabiam que Ele não procurava agradar a homens, mas ensinava as verdades de Deus, arcando com as conseqüências.

“E enviaram-Ihe discípulos juntamente com os herodianos para dizer-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus, de acordo com a verdade, sem te importares com , quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens ” (Mat. 22:16).

2. Perder a Visão – Quando um pastor desagrada a Deus por tentar agradar a homens, ele pode se esquecer de que não pertence a si mesmo, pois foi comprado com preço. Pregando um Evangelho voltado para resultados e centrado no homem, pode ser levado para longe de Deus e Sua Verdade Eterna, e pode ainda diminuir sua percepção do valor de sua própria redenção. Como o homem que falha em acrescentar elementos do caráter cristão à sua fé, ele irá perder tanto sua visão escatológica como histórica.

Tal homem, diz Pedro, “…é cego, vendo só o que está perto (isto é cegueira escatológica), esquecido da purificação dos seus pecados de outrora (isto é cegueira histórica) ” (2 Pedro 1:9).

3. Comparação de Valores - Agradar aos homens constantemente pode alterar a habilidade de um ministro de fazer de um modo correto uma comparação de valores. Paulo apresenta a redenção como uma grande razão para que nós a apresentemos diante dos homens.

“Por preço fostes comprados; não s vos torneis escravos dos homens ” (1 Cor.7:23).

4. Alterando a Mensagem – Satisfazendo o interesse dos homens e mulheres, muitos ministros tem mudado a mensagem que Cristo lhes ordenou que pregassem. Receosos de receberem a desaprovação dos incrédulos e cristãos mundanos, eles dizem, com efeito, “Nós não nos atrevemos a dizer nada que lhes desagrade”.

Que diferença dos apóstolos! Diante do mais alto tribunal de Jerusalém, enfrentando a ameaça de punição e mesmo a morte, eles confrontaram seus opositores com coragem e disseram, “Pois não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido ” (At.4:20).

 

 

Nota sobre o Autor: George M. Bowman é editor-diretor da Operation Balance, um projeto de literatura destinado ao avanço da sã doutrina, que sustenta a verdade bíblica em equilíbrio. Ele é autor de inúmeros folhetos e panfletos.

Extraído do Jornal “Os Puritanos” ANO IV – Nº 1, com permissão.

Qual a Igreja (denominação evangélica) que Devo Congregar ?

1 Comentário

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“Como eu posso achar uma igreja onde eu ouvirei Cristo pregado por Sua Palavra, sem todos esses erros e distrações?” Esta é uma questão que tenho feito a mim mesmo em muitas ocasiões. É fácil entender a preocupação e até a frustração que acompanha a busca pelo lugar apropriado para adorar. Primeiro, assim como com os rótulos de produtos, é importante examinar o que os rótulos da igreja significam e o que eles não significam. Lendo os rótulos

Se você cresceu na Europa, escolher uma igreja não deve ser tão difícil. Depois da Reforma, cada denominação obteve sua própria “área”; assim, se você tivesse nascido, por exemplo, num cantão italiano na Suíça, você seria católico romano, enquanto uma pessoa nascida em Genebra, de língua francesa, provavelmente seria protestante. Algumas vezes, nações inteiras (ou a linhagem reinante de um monarca) compartilham uma confissão comum: A Igreja da Inglaterra, a Igreja da Escócia, a Igreja da Suécia, a Igreja Reformada Holandesa, e assim por diante.

Quando a América tornou-se o porto para grupos que queriam “recomeçar” no Novo Mundo, trazendo o Evangelho aos nativos e escapando da perseguição em suas igrejas estatais, muitos simplesmente trouxeram seu entendimento de igrejas estatais regionais do Velho Mundo. Por exemplo, os puritanos da Nova Inglaterra instituíram o Congregacionalismo e obstaram a cidadania aos quakers e católicos romanos. Isto foi, na verdade, mais generoso do que a perseguição da política na Europa, na época, quando os não-conformistas eram presos e algumas vezes até executados.

Entretanto, na época que nossa nação foi fundada, ficou claro que não haveria igrejas estatais sancionadas oficialmente pela república americana, mas que os americanos seriam livres para seguir suas consciências. Este processo, não obstante a todos os seus benefícios, criou um livre-para-tudo no qual as denominações competem pelas almas. Esta liberdade estimulou a criação de centenas de novas seitas e cultos no século dezenove; tudo desde mormonismo, racionalismo cristão e testemunhas de Jeová, até culto da comida saudável, seitas pentecostais radicais e grupos que aumentaram seus números de membros fazendo predições sobre os eventos proféticos do fim dos tempos. Os últimos dois anos têm sido um exercício de espiritualidade estilo cafeteria (onde os fregueses servem a si próprios) ou, como um amigo na Inglaterra chama, religião de livre empreendimento. A questão não é tanto a verdade que deve ser defendida e passada adiante, mas “o que funciona pra você”; em outras palavras, escolher uma igreja é uma questão de gosto.

Isto explica a origem dos rótulos. Como nós os lemos? Em primeiro lugar, há as denominações protestantes tradicionais que conceberam e modelaram a origem da maioria das instituições da América no século vinte: os Congregacionalistas, Presbiterianos e Reformados (Holandeses, Alemães, Húngaros, Franceses), Episcopais, Batistas, Luteranos e Metodistas. A primeira grande dissensão no protestantismo aconteceu entre os Luteranos e os Reformados, mas outras denominações protestantes (Congregacionalistas, Presbiterianos, Episcopais) são parte da árvore genealógica dos Reformados ou Calvinistas (nota: enquanto os Batistas Arminianos freqüentemente traçam sua ascendência até os Anabatistas, os Calvinistas Batistas consideram-se como aqueles que divergem do Calvinismo somente nos assuntos relacionados à teologia da aliança e aos sacramentos). Em outras palavras, eles compartilham uma crença comum sobre Deus, humanidade, Cristo, salvação e outras coisas essenciais, mas diferem sobre outros temas importantes. Por exemplo, Congregacionalistas crêem que as igrejas podem ser independentemente governadas pela congregação; Presbiterianos alegam que a palavra “presbítero” no Novo Testamento, significando “ancião”, pressupõe uma forma de governo eclesiástico baseado em irmãos-anciãos ordenando as igrejas em uma área determinada, e os Episcopais insistem numa hierarquia de pastores (bispos) sobre outros pastores (ministros).

Historicamente, a forma de governo da igreja, dividiu estas igrejas e não a discordância sobre o meio de salvação.

O reavivalismo e individualismo fronteiriço nos anos de 1800, levaram a uma explosão de cultos e seitas. Autoproclamados “profetas” afastaram muitas pessoas das igrejas protestantes tradicionais e muitos deles são hoje grupos organizados: a Igreja de Cristo, Discípulos de Cristo e uma hoste de grupos pentecostais. Grupos pietistas (a maioria descendendo dos Luteranos) acrescentaram divisões à lista. Eles criam que o protestantismo tradicional perdera seu primeiro amor por causa da ênfase doutrinária. Entre eles estão as denominações Brethren (dos Irmãos), Igrejas Livres (Evangélica Livre, Aliança Evangélica, etc), e uma multidão de igrejas independentes que surgiram no último século e meio. Na metade do século vinte muitas delas adotaram a teologia dispensasionalista de J. N. Darby.

Enquanto isto, as próprias denominações protestantes tradicionais começaram a tolerar e depois abraçar o Iluminismo, com sua crença na bondade humana, explicações naturais para tudo e a rejeição da necessidade da intervenção divina, revelação ou salvação.

Durante a primeira metade do século vinte, estas denominações experimentaram seu maior cisma. Isto deu origem a uma grande quantidade de novas denominações no cenário religioso. Por exemplo, somente entre os presbiterianos, onde havia somente uma Igreja Presbiteriana na América, existem hoje muitas. (…)[1]

Enquanto existem muitas divisões no protestantismo americano, existe também um constante estímulo à reunião das igrejas divididas, contanto que haja uma fé ortodoxa. Muitas das denominações há pouco mencionadas gozam de íntimas relações fraternas.

As denominações reformadas estão intimamente afiliadas com as presbiterianas; na verdade, a tradição é comumente chamada “a tradição reformada presbiteriana”. Muitas igrejas na Europa são parte das “igrejas regionais” mencionadas anteriormente. Elas têm histórias diferentes, não por causa de diferenças doutrinárias, mas porque vieram de diferentes contextos étnicos, lingüísticos, culturais e históricos. (…)

Congregacionalistas de modo geral, não têm uma confissão de fé ou catecismo. Os presbiterianos usam a Confissão de Fé de Westiminster e os Catecismos Menor e Maior; os reformados usam as “três formas de unidade” – a Confissão Belga, o Catecismo de Heidelberg e os Cânons do Sínodo de Dort; luteranos usam o Livro da Concórdia, que inclue a Confissão de Augsburg e empregam os Catecismos Menor e Maior de Lutero; os episcopais têm os Trinta e Nove Artigos da Religião como sua confissão. Cada uma destas confissões e catecismos foram escritos durante ou logo depois da Reforma. À medida que uma denominação ou igreja julga suas pregações, ensinos, culto e a vida da igreja por estes padrões, ela é “confessional”. A maioria das igrejas “mães” hoje, ou ignora suas confissões, ou permite que seus pastores e oficiais rejeitem sua confissão oficial de fé. Muitos “braços” evangélicos conservadores fazem o mesmo, não tanto pela rejeição absoluta do correto ensino, mas por uma apatia no que se refere a doutrina, credo, confissões e a instrução catequética dos jovens. Em ambos os casos o resultado é o mesmo: uma geração de cristãos professos que desconhece seus próprios credos o suficiente para ser capaz de questionar e examinar.

Seja cuidadoso para não ler os rótulos de muito perto. Por exemplo, embora a Igreja Unida de Cristo (não confundir com as Igrejas de Cristo ou Discípulos de Cristo) seja a mais liberal denominação da nação, julgando pela sua vanguarda diplomática, é possível achar uma paróquia decente desta igreja na sua vizinhança. De fato, é possível que uma congregação da Igreja Presbiteriana dos EUA (mãe) da vizinhança, possa atualmente ser mais comprometida com a fé reformada do que uma igreja que pertença a um ramo evangélico mais conservador do presbiterianismo. Não é provável, mas é possível. Hoje em dia, você não pode julgar sempre uma igreja pelo seu nome.

Tenha certeza que sua “igreja” é uma igreja

Até este século, cristãos de todos os tipos criam que há igrejas verdadeiras e igrejas falsas. Só porque está escrito “igreja” sobre a porta não significa que ela seja uma. Daí porque os reformadores retiraram das Escrituras duas inegáveis marcas da igreja verdadeira: é onde a Palavra de Deus é pregada de forma verdadeira e os sacramentos são administrados corretamente.

Certamente, os reformadores sabiam que isto acontece em graus variados. Por exemplo, mesmo numa igreja protestante conservadora alguém pode ser desapontado com o manuseio de um certo texto. Alguém pode estar absolutamente convencido que o pregador errou em sua explanação, mas isto não significa que esta igreja não deva mais ser considerada como uma igreja verdadeira. Os reformadores tinham em vista que ela tinha de ser uma igreja na qual a clara pregação do texto se focalizava na promessa de Cristo em salvar os pecadores. Em outras palavras, a pregação da Lei e do Evangelho deve ser claramente afirmada e proclamada na paróquia local, para ser considerada uma igreja verdadeira. Quando uma denominação ou uma igreja rejeita oficialmente o Evangelho ou qualquer ensino essencial do Credo Niceno, ela comete apostasia e não faz mais parte do corpo visível de Cristo. Indivíduos dentro dela podem ser salvos, mas a congregação ou denominação apartou-se oficialmente da igreja visível de Cristo.

A segunda marca da igreja verdadeira é que os sacramentos são aceitos e empregados, ao lado da Palavra, como meios de graça. Os protestantes reformados, presbiterianos e luteranos, tradicionalmente têm argüido que “a administração correta dos sacramentos” seguramente requer o batismo infantil e a rejeição de qualquer concepção da Ceia do Senhor que a reduza a um mero símbolo ou memorial. De novo, isto não significa que pessoas que discordam desta definição não são realmente cristãs; é uma questão do que propriamente constitui uma igreja visível ordenada corretamente.

Se uma igreja preenche estas definições, você precisa menosprezar outros problemas. Quando o gosto, ao invés da verdade, é o critério para a escolha de uma igreja, as pessoas colocarão estilo de música, programas e atividades infantis no topo da lista. O ponto mais importante é este: Este é um lugar onde Deus e Sua revelação na pessoa e obra de Cristo são claramente declarados, e onde as pessoas são sérias sobre crescimento em Cristo através da Palavra, sacramento, oração, evangelismo e missões? Este é um lugar onde meus filhos serão ensinados em adição as instruções que receberão em casa? Eles crescerão ouvindo o Evangelho?

De volta aos pontos essenciais – O que você pergunta ao pastor?

Se você não pode julgar uma igreja por seu rótulo, como poderá julgá-la? Aqui estão algumas perguntas para o pastor:

1. Qual é o ponto de vista da igreja sobre a Escritura? Ela é infalível, a única autoridade de fé e prática?

2. Qual é a confissão de fé da igreja? Onde este ministro específico se baseia nela? Ela é o critério para o ensino e a pregação da Palavra de Deus?

Se você realmente for “sortudo”, você pode até achar uma igreja que ainda use seu catecismo. Uma confissão de fé não é igual a Escritura, mas apresenta o que o corpo da igreja crê que a Palavra de Deus ensina e requer que nós saibamos. Um catecismo é simplesmente um meio de instrução sobre a confissão de fé, geralmente através de perguntas e respostas, com textos bíblicos sustentando cada resposta. Em muitas denominações confessionalmente consistentes, alguém poderá achar um currículo da escola dominical que acompanhará a pessoa por todo o caminho desde a idade pré-escolar até o crepúsculo dos anos. Isto é importante, porque organiza nossos pensamentos sobre Deus e o estudo da Escritura num conjunto coerente, claro e sistemático.

3. O culto é conduzido como um encontro de Deus com Seu povo para dar-lhes Sua graça e para que eles lhes respondam em agradecimento? Ou é modelado pelo entretenimento?

4. Jesus Cristo é proclamado como um herói moral ou como Redentor? Em outras palavras, Ele está em igualdade com Freud, Benjamim Franklin, um político e um profeta dos últimos dias, ou a pregação é concernente a “Cristo e este crucificado” como Paulo a colocou?

Se você deve sair

Os cristãos reformados “não jogam o bebê fora junto com a água da banheira” na rejeição dos erros do romanismo. Nós ainda temos uma elevada doutrina da igreja, e isto é o que torna excessivamente difícil deixar uma igreja ou denominação que está corrompida. Muitas vezes é difícil decidir quando chega o tempo da separação.

Se uma congregação local se aparta da fé, é legítimo permanecer nela para tentar mudá-la, enquanto a confissão de fé oficial não tiver sido ainda finalmente rejeitada? Eu creio que sim, e que Deus nos chama para manter nossas igrejas e denominações responsáveis por suas próprias confissões. Enquanto a confissão de fé oficial permanecer, é assumido que cada um no ministério daquela denominação concorda com seus artigos. Se não, os pastores que com suas bocas prometem preservar a confissão estão na realidade fazendo exatamente o oposto e são, portanto, desonestos. Não é você que tem que partir, porque você está sendo fiel à confissão de fé da igreja e até que a denominação oficialmente rejeite esta confissão, você está certamente livre (mas não obrigado) a permanecer nela com o objetivo de trazê-la de volta à prática confidência naquela fé. Aqui, dependendo do regime da denominação, um processo de tribunais eclesiásticos graduados provê reformas justas e ordeiras.

Muitos leitores podem fazer parte de uma igreja sem denominação que não possui um estatuto formal de fé. Como você pode manter seu pastor na pregação e ensino da mensagem evangélica se, pela leitura dele da Escritura, ele é convencido de outra interpretação, não importando o quanto ela seja estranha? Esta é a mais difícil situação. Se a Palavra não é corretamente pregada (ou seja, uma afirmativa clara dos credos essenciais) e os sacramentos não são corretamente ministrados, sendo os pastores responsáveis por alguém além deles mesmos e de seus admiradores, esta não é uma igreja verdadeira. Abandonar uma seita não só é tolerável, mas necessário. Reformar uma igreja é suficientemente difícil, mas se uma assembléia de crentes não é biblicamente propensa para chamar-se “igreja”, e não deseja caminhar nessa direção, o passo mais sábio seria buscar com devoção, uma igreja que está tentando, débil ou dedicadamente, ser uma igreja verdadeira.

O que quer que você faça, resista a tentação (e ela será grande) de abandonar ou diminuir sua freqüência na igreja. Esta não é uma opção para o crente, embora seja muito atrativa, especialmente quando se contentar com o cardápio local algumas vezes não é tão atraente.

Uma última colocação sobre este ponto. Se você precisa sair, faça-o com caridade e civilidade. Não faça alarde sobre isto, tornando sua partida um assunto de conhecimento público. Siga sua consciência, mas entenda que a razão pela qual outros não vêem as coisas do seu jeito é que eles simplesmente não estão persuadidos ainda das convicções que motivaram sua saída. Você precisará de oração, sabedoria e conselhos de vez em quando, como estes.

Buscando sentimento

Finalmente, esteja certo de que a igreja que você escolher “busca sentimento”. Isto tem sido a nova palavra-chave nos círculos de crescimento da igreja, e é geralmente usada como uma desculpa para legitimar o esvaziamento de todo pensamento, liturgia, dignidade e senso de transcendência e centralidade de Deus. A igreja é replanejada para ir ao encontro das necessidades do incrédulo. Depois de ser perguntado que tipo de igreja eles gostariam de freqüentar, os peritos em marketing da igreja moderna dizem aos pastores como construí-las.

Assim, porque eu sugiro a você que a igreja que você escolher deve “buscar sentimento”? Em João 4, Jesus diz a mulher samaritana, “Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo.4: 21-24). Note que assim como depositamos nossa confiança na nossa própria denominação ou congregação como a igreja verdadeira, Jesus nos diz que não é uma questão de em que montanha nós adoramos, porque agora Deus reside no corpo de Cristo, que é a igreja. Deus diz que a adoração deve ser em Espírito e em verdade. Ou seja, o Espírito e a Palavra devem andar juntos. Não pode haver atividade do Espírito Santo independentemente da Palavra, e qualquer atividade da Palavra depende do Espírito Santo para ser eficaz.

Certamente, devemos “buscar sentimento”, mas há uma importante distinção aqui: Deus diz que Ele procura adoradores. O moderno conceito de crescimento de igreja está baseado no erro do arminianismo, onde o homem acha a Deus. Assim, nós deixamos de lado a adoração a Deus pelo critério que Ele estabeleceu (o Espírito Santo e a verdade) com o propósito de “buscar sentimento”. Afinal de contas, nós salvamos pessoas e as trazemos para o reino, certo? Esta é a suposição. Mas se Deus é aquele que busca, nossa missão é achar uma congregação onde Deus é servido com adoração, mesmo quando a mensagem ou estilo possa ser estranho ou mesmo desagradável aos incrédulos. Se for, pode ser por nossa culpa ou também por causa da Palavra de Deus estar fazendo simplesmente o que ela faz. Se este é o caso, estamos em boa companhia com os apóstolos, mártires e reformadores antes de nós.

[1] Certas partes do texto dizem respeito ao desenvolvimento histórico americano das denominações. Por este motivo, foram retiradas do texto por ser específico à realidade norte americana. Estas partes estão identificadas por este sinal: (…)

Por Michael S. Horton

Biblioteca Reformada ARPAV

E dizem que o ISLÃ prega a Paz – Pastor condenado à morte por ser Cristão

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Um pastor cristão no Irã foi condenado à morte por alegadamente renunciar à sua religião muçulmana e enfrenta um possível indiciamento pela mesma acusação de apostasia, de acordo com um grupo ativista que trabalha pelos direitos humanos no país.

Youcef Nadarkhani (foto), um membro de 32 anos do ministério da Igreja do Irã (tradução livre) e pastor de uma congregação de aproximadamente 400 pessoas na cidade de Rasht, enfrenta a morte, segundo a Campanha Internacional para os Direitos Humanos no Irã (tradução livre).

No sul da cidade de Shiraz, outro pastor cristão, Behrouz Sadegh-Khanjani, 35 anos, enfrenta um possível indiciamento por apostasia.

“Isso é parte de uma maior tendência de perseguição contra os cristãos”, disse Firouz Sadegh-Khanjani, irmão de Behrouz e membro do Conselho da Igreja do Irã.

Onda de perseguição

Os cristãos estão sentindo a pressão em outras partes do mundo muçulmano.
No Iraque, os cristãos foram atacados e muitos fugiram de suas casas para outras terras.

No Paquistão, uma mulher cristã enfrenta uma sentença de morte por blasfêmia por ter supostamente ter profanando o nome do profeta Maomé.

Julgamento

Em 22 de setembro, 11º Circuito de Apelações do Tribunal Penal iraniano para a província Gilan, confirmou a sentença de morte e condenação de Nadarkhani por apostasia.

Apostasia é o “ato de renunciar a religião”, afirma o grupo de direitos humanos nesta terça-feira, 07 de dezembro. “Não é um crime contra o Código Penal do Irã islâmico. Em vez disso, o juiz-presidente no caso Nadarkhani concedeu sua opinião pelos textos de estudiosos da religião iraniana.”

“É um ponto negativo de todo o sistema judicial condenar uma pessoa à morte fora de seu próprio ordenamento jurídico”, disse Aaron Rhodes, um porta-voz para a campanha.

“Executar alguém com base na religião que escolher praticar ou não praticar é a melhor forma de discriminação religiosa e desprezo pela liberdade de consciência e de crença”, completa.

No julgamento diz que Nadarkhani nasceu em lar muçulmano, mas se converteu ao cristianismo quando tinha a idade de 19 e ele disse que “durante os interrogatórios Nadarkhani fez uma confissão por escrito de admitir ter deixado o islamismo pelo cristianismo.”

Ele disse que durante seu julgamento que seus “interrogadores o pressionou a fazer a declaração”.

“Eu não sou um apóstata… Antes dos 19 anos de idade eu não aceitava qualquer religião”, disse Nadarkhani no julgamento.

Fonte: Missão Portas Abertas (via G1 Gospel).

Natal – Tempo de HIPOCRISIA !!!

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Como muitas vezes acontece, a Igreja Evangélica Brasileira polemiza sobre assuntos dos mais diversos. Na verdade, têm sido assim no decorrer recente de sua história. Ultimamente, têm-se falado demasiadamente sobre o natal, sua história e implicações. Como era de se esperar, opiniões diferentes surgiram quanto ao assunto. Existem aqueles que não vêem nenhum problema quanto à celebração da data, e outros que radicalizaram abdicando de toda e qualquer celebração relacionada ao tema em questão.

Antes de qualquer coisa , por favor façamos algumas considerações:

o Natal não era considerado entre as primeiras festas da Igreja. Os primeiros indícios da festa provêm do Egito. Os costumes pagãos ocorridos durante as calendas de Janeiro lentamente modificaram-se na festa do Natal”. Foi no século V que a Igreja Católica determinou que o nascimento de Jesus Cristo fosse celebrado no dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do Sol, isto porque não se conhecia ao certo o dia do nascimento de Cristo. Não se pode determinar com precisão até que ponto a data da festividade dependia da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o “Novo Sol”. As festividades pagãs, Saturnália e Brumária estavam a demais profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã. A festividade pagã acompanhada de bebedices e orgias, agradavam tanto que os cristãos viram com benevolência uma desculpa para continuar a celebra-la em grandes alterações no espírito e na forma.

Ontem e Hoje:

A conclusão que chegamos é que o natal surgiu com a finalidade de substituir as práticas idólatras e pagãs que influenciava sociedade da época. Hoje como no passado à humanidade continua fazendo desta festa pretexto pra bebedeiras, danças e orgias. Se não bastasse isso, todos sabemos que milhões de pais em todo o mundo (Muitos destes cristãos) levam seus filhos pequenos a acreditarem em Papai Noel, dizendo-lhes que foi o bochechudo velhinho que lhes trouxe um presente. Ora, a figura do papai Noel tem origem nos países nórdicos, referindo-se a um senhor idoso, denominado Klaus, que saía distribuindo presentes a todos quanto podia. Infelizmente, numa sociedade materialista e consumista, o tal Papai Noel é mais desejado do que Jesus de Nazaré, afinal de contas, ele é o bom velhinho que satisfaz os luxos e desejos de todos quanto lhes escrevem missivas recheadas de vaidades e cobiças. Se não bastasse, junta-se a isso a centralidade em muitos lares cristãos de uma Árvore recheada de bolinhas coloridas.

O espírito consumista e mercantilista do natal, bem como a ênfase na árvore e no papai Noel, se contrapõe a mensagem do evangelho que anuncia que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho pra morrer por nós. Aliás, esta é a grande nova! Deus enviou seu filho em forma de Gente! Sem sombra de dúvidas, sou absolutamente contra, duendes, Papai Noel e outras coisas mais que incentivam este “espírito mercantilista natalino”. No entanto, acredito que antes de qualquer posição, decisão ou dogmatização, quanto ao que fazer “do e no natal” devemos responder sinceramente pelo menos três indagações:

1. Será que existe alguma festividade ou festa no mundo que tenha o poder de convergir tanta gente em torno da família, do lar como o natal?

2. Em virtude do grande poder e influência que o natal exerce na sociedade ocidental será que não deveríamos aproveitar a oportunidade e anunciar a todos quanto pudermos que um “menino nos nasceu e um filho se nos deu”?

3. Seria inteligente de nossa parte desconsiderarmos o natal extinguindo-o definitivamente do “nosso” calendário em virtude do“espírito mercantilista natalino” que impera na nossa sociedade?

Outras considerações:

Apesar de não observarmos textos bíblicos que incentivem a celebração do natal, é absolutamente perceptível em diversas passagens a importância e relevância do nascimento e encarnação do Filho de Deus. As escrituras, narram com efusão o nascimento do Messias. Se não bastasse isso, sem a sua vinda, não nos seria possível experimentarmos da salvação eterna e da vida vindoura. Portanto, comemorar o natal, (ainda que saibamos que o Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro) significa em outras palavras relembrar a toda a humanidade que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, pra que todo aquele que nele cresse não perecesse mais tivesse vida eterna.

Isto nos leva a seguinte conclusão:

1. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de evangelização. Em todos os registros históricos percebemos de forma impressionante o quanto os irmãos primitivos eram apaixonados, entusiastas e extremamente corajosos na proclamação do evangelho. Estes homens e mulheres de Deus eram movidos por um desejo incontrolável de pregar as Boas Novas. Eram pessoas provenientes de classes, níveis e posições sociais das mais diversas: artesãos, sacerdotes, empresários, escravos, gente sofisticada bem como pessoas simples e iletradas. Entretanto, ainda que diferentes, todos tinham em comum o sentimento de “urgência” em anunciar a Cristo. Vale a pena ressaltar que Jesus comumente usou as festas judaicas como meio de evangelização. Os 04 evangelhos, nos mostram o Senhor pregando e ensinando coisas concernentes ao reino de Deus a um número considerável de pessoas em situações onde a nação celebrava alguma festividade. Na verdade, ele aproveitava os festejos públicos pra anunciar as boas novas da salvação eterna. Ora, tanto nosso Senhor quanto à igreja do primeiro século tinham como missão prioritária à evangelização. Portanto, acredito que o natal seja uma excelente ocasião pra anunciar a cristo aos nossos familiares e amigos. Isto afirmo, porque geralmente é no natal onde a maioria das famílias se reúnem. O natal nos propicia uma grande oportunidade de proclamarmos com intrepidez a cristo. Junta-se a isso, que o período de fim de ano é um momento de reflexão e avaliação pra muitos. E como é de se esperar, em um mundo onde a sociedade é cada vez mais competitiva e egoísta, a grande maioria, sofre com as dores e marcas deste mundo caído e mau. É comum nesta época o cidadão chegar a conclusão de que o ano não foi tão bom assim. A conseqüência disto é a impressão na psique do individuo de sentimentos tais como frustração, depressão, angústia e ansiedade.E é claro que tais sentimentos contribuem consideravelmente a uma abertura maior a mensagem do evangelho.

Abertura pro Sagrado

Um outro fator preponderante que corrobora pra evangelização é significativa abertura ao sagrado e ao sobrenatural que a geração do século XXI experimenta. No inicio do século XX, acreditava-se que quanto mais o mundo absorvesse ciência menor seria o papel da religião. De lá pra cá a tecnologia moderna se tornou parte essencial do cotidiano da maioria dos habitantes do planeta e permitiu que até os mais pobres tivessem um grau de informação inimaginável 100 anos atrás. Apesar de todas essas mudanças, no inicio do século XXI o mundo continua inesperadamente místico. O fenômeno é global e no Brasil atinge patamares impressionantes.

A Revista Veja encomendou uma pesquisa ao Instituto Vox Populi, perguntando as pessoas se elas acreditavam em Deus. A maioria absoluta ou seja, 99% dos brasileiros responderam que acreditavam. Sem dúvida, o momento é impar na história, até porque, com exceção de alguns períodos da história mundial o mundo nunca esteve tão aberto ao sagrado como agora. Diante disto, será que o natal não representa uma excelente oportunidade de evangelização?

2. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de reconciliação e perdão.Você já se deu conta que a ambiência do natal proporciona uma abertura maior à reconciliação e perdão? Repare quantas famílias se recompõem, quantos lares são reconstruídos, quantos pais se convertem aos filhos e quantos filhos se convertem aos pais. Será que a celebração do natal não abre espaço nos corações pra reconciliação e perdão? Ora, O senhor Jesus é aquele que tem o poder de construir pontes de misericórdia bem como de destruir as cercas da indiferença e inimizade.

3. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de sermos solidários em uma terra de solitários.Por acaso você já percebeu que no natal as pessoas estão mais abertas a desenvolver laços de fraternidade e compaixão com o seu próximo? Tenho para mim que o natal pode nos auxiliar a lembrarmos que a vida deve ser menos solitária e mais solidária. Isto afirmo porque o natal nos aponta o desprendimento de Deus em dar o seu filho por amor a cada de um nós. O Nosso Deus se doou, se sacrificou e amou pensando exclusivamente no nosso bem estar e salvação eterna. Você já se deu conta que o natal é uma excelente oportunidade pra nos aproximarmos daqueles que ninguém se aproxima além de exercermos solidariedade com aqueles que precisam de amor e compaixão?

Conclusão

Sem qualquer sombra de dúvida devemos repulsar tudo aquilo que seja reflexo deste “espírito mercantilista natalino”. Duendes, Papai Noel, devem estar bem longe da nossa prática cristã. Entretanto, acredito que como portadores da Verdade Eterna, devemos aproveitar toda e qualquer oportunidade pra semear na terra árida dos corações a semente da esperança. Jesus é esta semente! Ele é a vida eterna! O Filho de Deus, que nasceu, morreu e ressuscitou por cada um de nós. A missão de pregar o Evangelho nos foi dada, e com certeza, cada um de nós deve fazer do natal uma estratégia de proclamação e evangelização.

Celebremos irmãos e anunciemos que o Salvador nasceu e vive pelos séculos dos séculos amém.

Soli Deo Gloria

Renato Vargens (Púlpito Cristão).

FALAR EM PÚBLICO – Comunicação, Motivação e Sucesso: Pequenos Segredos

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 Reveja o mito de que a arte de falar em público é um dom nato

Não se pode negar que algumas pessoas nasceram com o atributo da eloqüência eficaz. Em geral são pessoas carismáticas, persuasivas e envolventes. Mas são casos raros. Se a maioria quiser comunicar-se bem, deverá buscar subsídios nos treinamentos e dedicar muito esforço pessoal para administrar os medos, traçar objetivos e estratégias, buscar conhecimentos e treinamentos que desenvolvem e aprimoram essa arte.

Não se engane pensando que só os seres privilegiados terão uma atuação inteligente com seus interlocutores. É uma desculpa fácil para quem não quer enxergar que somos responsáveis pelas nossas crenças e mitos, e cabe a nós decidir se queremos ou não realizar nossos sonhos. Muda-se a crença, muda o caminho e muda o resultado. Muda o homem!

Trabalhe o medo conscientemente

É um engano imaginar que se pode eliminar totalmente o medo. Ele é fundamental para a sobrevivência, ao evitar a displicência e o relaxamento em demasia. Mas se ele conseguir impedir as suas ações durante uma apresentação, preocupe-se. Lembre-se de que não existe medo de falar em público, mas vários medos interagindo, como o de errar, de ser o centro das atenções, de ser questionado e outros tantos específicos de cada comunicador. Identificar as causas e criar um plano de ação facilita a administração racional do medo, tornando mais eficaz a comunicação.  

Administre as tensões e os medos antes de uma apresentação

- Prepare-se mental e fisicamente

- Ensaie

- Pratique, pratique e pratique, porque só a prática conduz à perfeição.

Não tenha medo do silêncio

Antes de planejar e organizar uma palestra, aula ou reunião há um estágio que muitas vezes queremos ignorar. É aquele espaço tão rico, de reflexão e silêncio que nos possibilita pensamentos mais consistentes e resultados mais equilibrados. Como vivemos envolvidos por palavras, sons e movimentos, o silêncio parece insuportável. Falando ou em silêncio, a comunicação está sempre presente.

O silêncio funciona como um sensível toque de recolher, quando o ser humano tem a chance de se conhecer realmente. É em silêncio que o homem tem a dimensão de seu valor e revela sua verdadeira imagem.

Aprender a linguagem do silêncio nos dá as ferramentas para lidar melhor com nossas emoções e efetivar uma interação mais profunda com a platéia.

Não comece uma apresentação sem aquecimento

O que é o aquecimento para quem vai apresentar-se em público?

- É fazer pelo menos vinte minutos de exercícios de dicção e articulação, e de relaxamento para os músculos da face e da região do pescoço.

- É repassar mentalmente o roteiro, reforçando a introdução e o encerramento.

- É concentrar-se para começar bem o trabalho.

O aquecimento do comunicador deve ser tanto físico quanto mental.

Faça um acordo com a platéia

Quando essa técnica for pertinente, pergunte aos espectadores o que esperam da apresentação. No flip chart, anote o que eles querem e não querem receber. Apresente o seu programa original e diga que, sempre que possível, vai inserir os pontos levantados. Assim se criará uma cumplicidade com a platéia, que passará a contribuir para a melhor interação durante a apresentação. No final, pergunte novamente aos presentes se eles estão satisfeitos com o que receberam. Assim você demonstra o seu interesse de democratizar a apresentação, inserindo-os no processo.  

Mantenha contato visual com a platéia

Essa é uma maneira de prender o interesse da platéia, além de transmitir confiança e segurança. É o elo entre apresentador e participante, através do qual muitos dados e intenções são transmitidos. O contato visual é um importante canal de identificação da personalidade do profissional.

Crie um clima propício para aprendizagem

Para os profissionais que falam em público, trabalhar o ambiente de atuação é fundamental para a boa comunicação. Algumas orientações para melhorar o desempenho:

- As teorias modernas destacam a importância da integração no processo de aprendizagem. As contribuições  dos participantes são fundamentais para que novos conceitos sejam apreendidos. Deixe claro, logo de início, que você está aberto ao diálogo. Transmita a idéia de que vão trabalhar juntos numa mesma proposta. Não seja apenas simpático, crie empatia, ponha-se no lugar da platéia, respeite suas crenças e seus valores. Aprender a lidar com as diferenças fará de você uma pessoa mais flexível.

- Demonstre que, para você, ensinar é uma paixão, uma missão prazerosa. Se os participantes perceberem isso, o interesse aumentará e as pessoas se sentirão à vontade para questioná-lo, porque querem conhecer a sua resposta.

- Não se desvie do assunto. Tudo o que for apresentado deve fazer parte do universo de seu público.

- Não prossiga a apresentação se notar que algo não ficou claro. Isso pode comprometer a qualidade.

Harmonize o conteúdo e a forma da mensagem

As pesquisas demonstram que nas comunicações há uma necessidade emergencial do equilíbrio entre aquilo que se diz e a maneira de dizer. Se houver incoerência entre palavras, voz e atitudes corporais, a platéia tende a confiar mais.

- no corpo (expressões faciais, gestos, movimentos) — 55%

- na voz (inflexões, tom, intensidade, ritmo, ênfase, volume) — 38%

- nas palavras — 7%

A maneira como veiculamos a mensagem à platéia é tão importante quanto o próprio conteúdo da mesma. Não basta preocupar-se só com as palavras. É preciso melhorar a forma (a linguagem corporal e vocal) de transmitir as idéias para uma comunicação equilibrada, fluente e segura.

Seja simples e natural

Lembre-se de que sua platéia quer se comunicar com você, por isso ela está ali, e cabe a você facilitar o processo. A comunicação, quando eficaz, se dá através de atos simples e naturais, resultados de muito tempo de treino e observação. Que atos são esses que demonstram simplicidade e naturalidade? Não há regra para identificá-los. Eles se manifestam naqueles momentos em que a comunicação flui e a leveza do ambiente é favorável à troca. A simplicidade e a naturalidade estão presentes quando identificamos e afastamos os obstáculos que interferem na comunicação.

Não se poupe

Os seres humanos, quando se encontram verdadeiramente, têm uma química irresistível. Em suas apresentações, procure estar presente integralmente, o tempo todo. Invista nas relações interpessoais, dê o melhor de si e busque o que o grupo tem de melhor. Chegue para valer. Energia atrai energia!

Tente por todos os meios transmitir as informações de maneira democrática, lúdica e motivadora. Esteja presente com seu coração, seu corpo, sua mente e sua alma. Não dê motivos para a platéia questionar sua autoridade sobre o assunto e muito menos o seu profissionalismo. Esteja presente com inteligência e sensibilidade. Seja criativo, humano e empático.

in Maluco por Jesus

TODOS temos que estudar TEOLOGIA

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Palavras como teologia e doutrina têm conotações negativas para muitos cristãos. Isto é uma grande tragédia, pois acredito firmamente que todo cristão precisa estudar teologia em algum momento de sua caminhada cristã. Em nenhuma ordem em particular, aqui vão cinco razões de porque você precisa estudar teologia, e possivelmente algumas delas você não tenha considerado antes.

1. Você já é um teólogo.

Por que você precisa estudar teologia? Porque teologia não é uma coisa que apenas o professor de teologia tem – todos nós cremos em alguma coisa sobre Deus e, portanto, somos teólogos à nossa própria maneira. No entanto, o que precisa ser questionado é se o que você crê é correto, e o estudo da teologia pode ajudar a responder essa pergunta.

2. Seu amor por Jesus é intrisicamente ligado com seu conhecimento de sua Palavra.

Por que você precisa estudar teologia? Porque Jesus disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14.15). Ouvi alguém dizendo que o certo cristão pode não ser grande teologicamente, mas estava tudo bem porque ele realmenteamava Jesus. Entretanto, Jesus diz que se nós o amamos, obedeceremos o que ele ordena. Como nós podemos obedecê-lo se nós não vamos à sua Palavra para conhecer corretamente seus mandamentos?

3. Sua doutrina determinará como você vive.

Por que você precisa estudar teologia? Porque o que você acredita (sua doutrina) determinará como você vive (sua prática). Isto pode ser visto em sua vida cotidiana. Se você acredita que alguma coisa é venenosa, você simplesmente não a bebe. Similarmente, suas crenças sobre Deus e sua Palavra determinam como você vive dia a dia. Por exemplo, se você acredita que Deus fala somente através de sua Palavra então você a estudará diligentemente. Entretanto, se você acredita que Deus fala através de impressões e coisas parecidas, então você procurará por aquela pequena voz silenciosa. O exemplo acima drasticamente muda como uma pessoa procurará encontrar a vontade de Deus para sua vida, e ilustra porque você precisa estudar teologia.

4. Suas afeições determinarão o que você estuda.

Por que você precisa estudar teologia? Porque onde suas afeições estão colocadas determinará o que você gastará tempo estudando. Se seu hobby é fotografia você desejará estudar o assunto para saber como melhorar suas fotografias e aumentar seu amor e apreciação por esse passatempo. Da mesma forma, se você é cristão e sua afeição principal está sobre Deus, por que você não desejaria estudar a Palavra para aumentar seu amor e apreciação por ele e sua Palavra?

5. Sua humildade depende disso.

Por que você precisa estudar teologia? Porque sem estudar teologia, é possível que você pense muito bem sobre você, mas não bem o bastante de Deus. Se é verdade que o conhecimento incha (1 Coríntios 8.1), as Escrituras, pelo contrário, quando corretamente entendidas e aplicadas, darão a você, por exemplo, o conhecimento da depravação e miserabilidade humana diante de Deus, e também darão conhecimento da magnificência, santidade, soberania e graça de Deus, o que somente pode servir para levar um verdadeiro convertido a ajoelhar-se em humildade.

Possa Deus ser glorificado quando você estudar teologia, com o desejo de saber mais sobre sua revelação especial ao homem.

Autor: Nathan W. Bingham
Fonte: [ Iprodigo ]
Via: [ Blog do Pedro Pamplona ]

Cultura Bíblica x Cultura das Igrejas

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A capacidade de produzir cultura é uma das coisas que torna a humanidade diferente de todo restante da criação. Um povo sem cultura certamente será uma civilização sem história. De forma resumida, a cultura de uma nação é construída através das experiências vivenciadas nas formas de pensamentos, hábitos, comportamentos, linguagens, artes, e organizações sociais. Portanto, se é certo afirmar que, cultura é o resultado das manifestações e experiências vividas por uma comunidade, logo a Igreja como um fenômeno histórico também desenvolveria sua própria cultura.

Deste modo, inconscientemente um cristão sempre estará envolvido no mínimo com três formas de culturas: (1) Social, (2) Igreja-instituição (3) Reino de Deus.

Na cultura brasileira, certamente encontraremos elementos positivos, como por exemplo – culinária, arte, música, e festas que são marcas caracteristicas do nosso povo. Porém, misturada ainda à cultura nacional estão infelizmente agregados inúmeros elementos negativos, como a passividade diante da corrupção, paganismo, idolatria, ou carnaval que são expressões características de nossa cultura, mas que efetivamente contradiz a cultura do Reino de Deus.

Ainda refletindo sobre as possíveis formas de culturas, quando nos propomos a conhecer as culturas ou subculturas denominacionais, descobrimos que são infinitas as formas de linguagem, vestimentas, ou liturgias expressadas por inúmeros segmentos dentro do meio evangélico. O objetivo não é criticar ou valorizar as subculturas da igreja, mas elucidar que elas não podem ser comparadas com a cultura do Reino de Deus. O lamento característico por parte daqueles que conseguem fazer distinção entre a cultura do Reino de Deus e as subculturas das igrejas é perceber que muitos cristãos valorizam mais suas culturas locais (gerando divisão e preconceito), do que a própria cultura do evangelho do Reino de Deus.

Quanto prejuízo já foi provocado por causa de questões relacionado à vestimenta, linguagem, liturgia, ou comportamento estritamente cultural? Conheço inúmeras pessoas que estão fora da igreja porque foram envergonhadas, excluídas e abandonadas por causa da roupa que vestia ou linguagem que falava. São inúmeros os problemas desta natureza. È óbvio que toda igreja desenvolverá sua própria cultura no contexto histórico, mas pessoalmente prefiro o modelo cultural do Reino de Deus ensinado por Cristo Jesus. De modo que, acho extremamente válido citar no mínimo dois elementos da cultura do Reino de Deus, para uma melhor compreensão:

(1) Linguagem. Tanto a linguagem objetiva como a subjetiva expressada por Cristo, promoviam o bem comum de todos os homens, ao mesmo tempo, que denunciava o ódio, a violência e a discriminação em todos os níveis. Com isto, Deus estava estabelecendo através de Cristo a linguagem universal, contida dentro da cultura do Reino dos céus – a linguagem do amor.

Essa linguagem quando adotada como cultura por qualquer individuo, pode subjugar e aniquilar a linguagem da morte, da injustiça e do sofrimento.

Quem não conhece a linguagem do amor? Assim, todo discípulo do Reino de Deus, teria acesso a tudo e a todos, porque a linguagem do amor destruiria as barreiras, descomplicaria a vida e restabeleceria os vínculos humanos.

(2) Relacionamento. Ainda, dentro da cultura do Reino de Deus, encontramos nos evangelhos o modelo de relacionamento ideal e desafiador para um mundo hostil, onde predomina a lei do cão. Os conflitos, guerras e hostilidades comuns na história da humanidade seriam substancialmente eliminados, caso a cultura relacional do Reino de Deus fosse respeitada e praticada – “ Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve.” Lc 22. 26

Seria impossível não estabelecer vínculos relacionais verdadeiros e duradouros, partindo da cultura de considerar o próximo com maior significado e importância.

Poderíamos citar outras expressões culturais do Reino de Deus, como por exemplo – comportamento ético, formas de pensamento, e outras, mas apenas com a reflexão acima nas duas formas culturais existentes no Reino de Deus (linguagem e relacionamento), já é possível observar a disparidade existente entre a cultura do Reino, quando comparada a qualquer outra forma de cultura.

Estou persuadido de que, quando os cristãos começaram a conhecer e a valorizar a cultura do Reino de Deus, as subculturas denominacionais não deixarão de existir, mas serão conhecidas apenas como uma simples expressão histórica secundária característica da igreja local. E assim, o mundo poderá conhecer não a subcultura local da igreja (muitas vezes cheia de defeitos ou preconceitos), mas descobrirá a grandiosidade da cultura do Reino de Deus, cheia de amor, dignidade e igualdade.

Samuel Torralbo é autor do livro “Em defesa da Igreja” (Ed. Pathos), e amigo da galera do Púlpito Cristão. Ele também crê que o evangelho é o princípio redentor de qualquer cultura.

Porque não podemos ser evangélicos (?)

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A Reforma Protestante redescobriu o evangelho da livre graça de Deus, que tinha sido obscurecido na igreja medieval por um moralismo que ignorava a profunda depravação do homem, por um sacerdotalismo que se colocava entre os homens e Deus, e por um eclesiasticismo que apagava a distinção Criador-criatura, tornado-se a própria igreja a nova Encarnação. No cerne da Reforma estava uma ênfase renovada sobre o evangelho bíblico-paulinoagostiniano: salvação somente pela graça de Deus, sobre a base da obra expiatória de Cristo, recebida pela fé somente. Os Reformadores e suas igrejas tinham orgulho de serem conhecidos como “evangélicos”, visto que viam a si mesmos como pregando o puro evangelho, a mensagem do evangelho. Esse é o evangelicalismo bíblico.

Mas o que se passa hoje por evangelicalismo está, em muitos pontos, bem longe do evangelicalismo da Reforma, assim como está em geral longe do ensino bíblico em outros pontos. Quando amigos perguntam se sou evangélico, rapidamente digo “Não”. Porque freqüentemente eles identificam “evangélico” com “crer na Bíblia” e “pregar o evangelho”, tento explicar que é precisamente devido ao fato do evangelicalismo não crer corretamente na Bíblia ou pregar o evangelho fielmente, que não me considero um evangélico e não posso ser um membro de uma igreja evangélica (isso é grandemente verdade do fundamentalismo moderno, que é simplesmente uma versão mais restritiva e provincial do evangelicalismo). O que talvez seja os seus três principais distintivos permanece em total contraste com a crença e prática bíblica e reformada do Cristianismo.

Um Evangelho Subjetivo, e não Objetivo

Embora os evangélicos modernos professem uma crença firme na Bíblia, no centro de sua religião não está a sua visão da Bíblia, mas sua visão do evangelho. O evangelicalismo orgulha-se sobre a centralidade do evangelho e da salvação. É justamente aqui, contudo, que o evangelicalismo está mais poluído. Na verdade, ironicamente o suficiente, a visão evangélica do evangelho está mais perto daquela da Roma medieval do que do evangelho bíblico da Reforma. O Concílio de Trento, a resposta católica romana à Reforma, sustentou que a salvação é um empreendimento cooperativo entre Deus e o homem. Deus coloca o processo em movimento (no batismo), mas o homem ajuda ao longo do processo. De acordo com Roma, o livre-arbítrio do homem desempenha uma grande parte em sua salvação. Os Reformadores reconheceram corretamente que isso destruiu o evangelho da graça de Deus. Abriu o caminho para o homem afirmar sua própria contribuição, bondade e justiça. Para os evangélicos, isso é quase uniformemente sua própria “decisão”. Nesse ponto, eles são um com Roma.

Os evangélicos são defensores da “regeneração por decisão”. O evangelicalismo é essencialmente uma deturpação do novo nascimento, a institucionalização da experiência de conversão. A coisa importante sobre a salvação é a experiência do homem, seus sentimentos sobre ser salvo. Uma dose pesada desse experiencialismo foi introduzida na igreja no Wesleyianismo do século dezoito, e tem sido uma marca do evangelicalismo desde então. A experiência de Wesley foi a de ficar “estranhamente aquecido” quando ouviu o evangelho, e essa experiência tornou-se uma peça central de sua teologia. (Para ser justo, a soteriologia de Lutero também era de certa forma autobiográfica, mas ela guiou-o em direção de uma salvação somente pela obra de Deus.

Para Calvino, em contraste, nossa salvação reside na obra objetiva da expiação de Cristo. Os homens não são salvos pelo que experimentam; eles são salvos pelo que Cristo realizou. Em Sua grande obra redentora sobre a cruz e em Sua ressurreição, Cristo assegurou a salvação do Seu povo, cumprindo as exigências da lei ao substituir judicialmente os pecados dos pecadores. Quando o evangelho é pregado, ele atrai eficaz e irresistivelmente aqueles a quem Deus escolheu. Eles são conquistados por Cristo, o seu Redentor. Eles são trazidos sob seus joelhos em humilde submissão, e não podem fazer nada senão exercer fé na obra redentora de Jesus Cristo. Essa experiência, embora essencial, é um resultado da expiação objetiva de Cristo e da aplicação do evangelho pelo Espírito Santo.

Para os evangélicos isso é muito sofisticado e também “intelectual”. O fato realmente central é que Deus perdoou os seus pecados, aceitou-os em Sua família, tornou-os felizes, e preparou-os um lar no céu. Para evangélicos, o evangelho centra-se na vontade e prazer do homem; para os Reformados, o evangelho centra-se na vontade e prazer de Deus.

Porque ser um evangélico significa abraçar a sua forma de evangelho centrado no homem, não podemos ser evangélicos.

Uma Religião do Novo Testamento, e Não Bíblica

A ala Reformada da Reforma expressava a unidade do pacto de Deus no Antigo e Novo Testamento. Os evangélicos enfatizam a falta de unidade entre esses pactos, pois para os evangélicos o objetivo da Fé é reproduzir “o Cristianismo do Novo Testamento”. Os evangélicos crêem em ¼ da Bíblia; os cristãos Reformados crêem numa Bíblia inteira. Evangélicos rotineiramente desprezam a autoridade do Antigo Testamento. A lei do Antigo Testamento, eles afirmam, é parte do “velho” pacto, e foi destinado somente para o antigo Israel; hoje ouvimos apenas as palavras de Jesus, João, Paulo e assim por diante. Os evangélicos estão entre os mais ruidosos em insistir sobre “crer na Bíblia de capa a capa”, mas não crêem que ¾ do que aparece entre as capas tenha qualquer relevância para hoje. Eles falam hipocritamente sobre “estrita inerrância bíblica”, mas isso em geral é simplesmente “conversa piedosa”, pois eles negam que as provisões do novo pacto estavam em operação no Antigo Testamento (Gl. 4:22-31). Eles não vêem muito do evangelho, se é que algo, no Antigo Testamento. E porque o evangelicalismo centra-se no evangelho, isso significa que o Antigo Testamento é largamente irrelevante. Funcionalmente, portanto, o termo “crente na Bíblia” não se aplica a maioria dos evangélicos.

Um Evangelho Limitado, não a Fé Plena

Isso leva diretamente à característica final do evangelicalismo, a qual os cristãos que crêem na Bíblia devem repudiar expressamente. Para os evangélicos, é o evangel, o evangelho (limitada e erroneamente definido, é claro) que deveria impressionar nossas vidas. Para os Reformados, é a soberania de Deus e Seu governo régio absoluto na Terra que é impressionante. O evangelho evangélico não é meramente deturpado; é limitado. O evangelho evangélico é um fim em si mesmo. “Manter nossas almas longe do inferno” é todo o significado da vida sobre a Terra. Para os Reformados, o significado da vida sobre a Terra é a submissão absoluta a Cristo, o nosso Redentor real, e o trabalho diligente para estender o Seu reinado na Terra. Evangelismo é um meio essencial para esse fim, mas não o próprio fim. Afirmar que o evangelismo é um fim em si mesmo é expor uma teologia deturpada e centrada no homem. O fim é a glória de Deus e, com referência ao Seu plano para a Terra, a expansão gradual, porém inexorável do Seu reino (Mt. 6:33; 13:31-34).

Os evangélicos estão intensamente interessados no tipo de evangelismo deles. Porque esse evangelismo não é apenas deturpado, mas também limitado, ele não se relaciona com muitos aspectos da vida. Porque o evangelismo é o centro de sua religião e por não se relacionar com muitos aspectos da vida, a própria religião não se relaciona com muitos aspectos da vida. Porque sua religião não se relaciona com muitos aspectos da vida, eles tendem a pensar como os humanistas mundanos naquelas áreas sem relação com sua religião limitada. Esse é o porquê, em primeiro lugar, o método apologético evangélico compromete o evangelho, como Cornelius Van Til tão poderosamente demonstrou.

Os evangélicos estão dispostos a comprometer tudo, até Deus mesmo, por causa de seu ídolo precioso, o seu evangelho deturpado e limitado. Esse é o motivo da maioria deles não ver nada de errado em enviar seus filhos para escolas do governo, adotar uma psicologia secular, ensinar uma ciência evolucionária, eleger políticos ateus e endossar traduções errôneas da Bíblia. Essas áreas estão além do alcance de seu evangelho limitado. Tudo além do escopo de seu evangelho limitado é algo legal para uma perspectiva “neutra” (isto é, violadora do pacto).

Por essas razões, onde quer que o evangelicalismo moderno tenha florescido, ele tem bombardeado a ortodoxia bíblica histórica; eviscerado uma fé forte e teologicamente ancorada; e castrado uma religião robusta, vigorosa e abrangente. Seu sucesso tem sido o fracasso do Cristianismo bíblico.

Conseqüentemente, ser um evangélico no sentido moderno é diluir e eventualmente destruir a Fé.

Por Andrew Sandlin

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Fonte: Faith for All of Life, Julho 2000
Via:Eleitos de Deus
Via: [ Ministério Batista Beréia ]

AI-5 Gay: “Não vos conformeis com esta era” (Romanos 12.2). NÃO ACEITO A DITADURA GAY !

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O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler a Universidade Mackenzie — homem inteligente, capaz, disciplinado na sua fé e respeitador das leis do país; sim, eu o conheço — está sendo alvo de uma violenta campanha de difamação na Internet. Na próxima quarta, grupos gays anunciam um protesto nas imediações da universidade que ele dirige com zelo exemplar. Por quê? Ele teve a “ousadia”, vejam só, de publicar, num cantinho que lhe cabe no site da instituição trecho de uma resolução da Igreja Presbiteriana do Brasil contra a descriminação do aborto e contra aprovação do PL 122/2006 — a tal lei que criminaliza a homofobia (aqui). O texto nem era seu, mas do reverendo Roberto Brasileiro, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. A íntegra do documento está aqui. Pode-se ler lá o que segue:
“Quanto à chamada Lei da Homofobia, que parte do princípio que toda manifestação contrária à homossexualidade é homofóbica (…), a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre a homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos”.
 
Respondam: o que há de errado ou discriminatório nesse texto? A PL 122 nem foi aprovada ainda, e as perseguições já começaram. Vamos tornar ainda mais séria essa conversa. Há gente que gosta das soluções simples e erradas para problemas difíceis. Eu estou aqui para mostrar que há coisas que, simples na aparência, são muito complicadas na essência. Afirmei certa feita que o verdadeiro negro do mundo era o branco, pobre, heterossexual e católico. Era um exagero, claro!, uma expressão de mordacidade. A minha ironia começa a se transformar numa referência da realidade. A PL 122 é flagrantemente inconstitucional; provocará, se aprovada, efeitos contrários àqueles pretendidos e agride a liberdade religiosa. É simples assim. Mas vamos por partes, complicando sempre, como anunciei.
 
Homofóbico ?
Repudio o pensamento politicamente correto, porque burro, e o pensamento nem-nem — aquele da turma do “nem isso nem aquilo”. Não raro, é coisa de covardes, de quem quer ficar em cima do muro. Procuro ser claro sobre qualquer assunto. Leitores habituais deste blog já me deram algumas bordoadas porque não vejo nada de mal, por exemplo, na união civil de homossexuais — que não é “casamento”. Alguns diriam que penso coisa ainda “pior”: se tiverem condições materiais e psicológicas para tanto, e não havendo heterossexuais que o façam, acho aceitável que gays adotem crianças. Minhas opiniões nascem da convicção, que considero cientificamente embasada, de que “homossexualidade não pega”, isto é, nem é transmissível nem é “curável”. Não sendo uma “opção” (se fosse, todos escolheriam ser héteros), tampouco é uma doença. Mais: não me parece que a promiscuidade seja apanágio dos gays, em que pese a face visível de certas correntes contribuir para a má fama do conjunto.
 
“Que diabo de católico é você?”, podem indagar alguns. Um católico disciplinado. É o que eu penso, mas respeito e compreendo a posição da minha igreja. Tampouco acho que ela deva ficar mudando de idéia ao sabor da pressão deste ou daqueles grupos católicos. Disciplina e hierarquia são libertadoras e garantem o que tem de ser preservado. Não tentem ensinar a Igreja Católica a sobreviver. Ela sabe como fazer. Outra hora volto a esse particular. Não destaco as minhas opiniões “polêmicas” para evitar que me rotulem disso ou daquilo. Eu estou me lixando para o que pensam a meu respeito. Escrevo o que acho que tem de ser escrito.
 
Aberração e militância
Ter tais opiniões não me impede de considerar que o tal PL 122 é uma aberração, que busca criar uma categoria especial de pessoas. E aqui cabe uma pequena história. Tudo começou com o Projeto de Lei nº 5003/2001, na Câmara, de autoria da deputada Iara Bernardes, do PT. Ele alterava a Lei nº 7716, de 1989, que pune preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional (íntegra aqui) acrescentando ao texto a chamada discriminação de gênero. Para amenizar o caráter de “pogrom gay”, o senador Marcelo Crivella acrescentou também a discriminação contra idoso e contra deficientes como passível de punição. Só acrescentou absurdos novos.
 
Antes que me atenha a eles, algumas outras considerações. À esteira do ataque contra três rapazes perpetrados por cinco delinqüentes na Avenida Paulista, que deveriam estar recolhidos (já escrevi a respeito), grupos gays se manifestaram. E voltou a circular a tal informação de que o Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo. É mesmo? Este também é um dos países que mais matam heterossexuais no mundo!!! São 50 mil assassinatos por ano. Se os gays catalogados não chegam a 200 — e digamos que eles sejam 5% da população; há quem fale em 9%; não importa —, há certamente subnotificação, certo? “Ah, mas estamos falando dos crimes da homofobia…” Sei. Michês que matam seus clientes são ou não considerados “gays”? Há crimes que não estão associados à “orientação sexual” ou à “identidade de gênero”, mas a um modo de vida. Cumpre não mistificar. Mas vamos ao tal PL.
 
Disparates
A Lei nº 7716 é uma lei contra o racismo. Sexualidade, agora, é raça? Ora, nem a raça é “raça”, não é mesmo? Salvo melhor juízo, somos todos da “raça humana”. O racismo é um crime imprescritível e inafiançável, e entrariam nessa categoria os cometidos contra “gênero, orientação sexual e identidade de gênero.” Que diabo vem a ser “identidade de gênero”. Suponho que é o homem que se identifica como mulher e também o contrário. Ok. A lei não proíbe ninguém de se transvestir. Mas vamos seguir então.
 
Leiam um trecho do PL 122:
Art. 4º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passa a vigorar acrescida do seguinte Art. 4º-A:
“Art. 4º-A Praticar o empregador ou seu preposto atos de dispensa direta ou indireta: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco)anos.”
 
Art. 5º Os arts. 5º, 6º e 7º da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 5º Impedir, recusar ou proibir o ingresso ou a permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público: Pena: reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos.”
 
Para demitir um homossexual, um empregador terá de pensar duas vezes. E cinco para contratar — caso essa homossexualidade seja aparente. Por quê? Ora, fica decretado que todos os gays são competentes. Aliás, na forma como está a lei, só mesmo os brancos, machos, heterossexuais e eventualmente cristãos não terão a que recorrer em caso de dispensa. Jamais poderão dizer: “Pô, fui demitido só porque sou hétero e branco! Quanta injustiça!”. O corolário óbvio dessa lei será, então, a imposição posterior de uma cota de “gênero”, “orientação” e “identidade” nas empresas. Avancemos.
 
“Art. 6º Recusar, negar, impedir, preterir, prejudicar, retardar ou excluir, em qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional: Pena – reclusão de 3 (três) a 5 (cinco) anos. ”
Cristãos, muçulmanos, judeus etc têm as suas escolas infantis, por exemplo. Sejamos óbvios, claros, práticos: terão de ignorar o que pensam a respeito da homossexualidade, da “orientação sexual” ou da “identidade de gênero” — e a Constituição lhes assegura a liberdade religiosa — e contratar, por exemplo, alguém que, sendo João, se identifique como Joana? Ou isso ou cana?
 
Art. 7º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar acrescida dos seguintes art. 8º-A e 8º-B:
“Art. 8º-B Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”
Pastores, padres, rabinos etc. estariam impedidos de coibir a manifestação de “afetividade”, ainda que os fundamentos de sua religião a condenem. O PL 122 não apenas iguala a orientação sexual a raça como também declara nulos alguns fundamentos religiosos. É o fim da picada! Aliás, dada a redação, estaríamos diante de uma situação interessante: o homossexual reprimido por um pastor, por exemplo, acusaria o religioso de homofobia, e o religioso acusaria o homossexual de discriminação religiosa, já que estaria impedido de dizer o que pensa. Um confronto de idéias e posturas que poderia ser exercido em liberdade acaba na cadeia. Mas o Ai-5 mesmo vem agora:
 
“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero:
§ 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.”
Não há meio-termo: uma simples pregação contra a prática homossexual pode mandar um religioso para a cadeia: crime inafiançável e imprescritível. Se for servidor público, perderá o cargo. Não poderá fazer contratos com órgãos oficiais ou fundações, pagará multa… Enfim, sua vida estará desgraçada para sempre. Afinal, alguém sempre poderá alegar que um simples sermão o expôs a uma situação “psicologicamente vexatória”. A lei é explícita: um “processo administrativo e penal terá início”, entre outras situações, se houver um simples “comunicado de organizações não governamentais de defesa da cidadania e direitos humanos.” Não precisa nem ser o “ofendido” a reclamar: basta que uma ONG tome as suas dores.
 
A PL 122 institui o estado policial gay! E o chanceler no Mackenzie, Augustus Nicodemus Lopes, já é alvo dessa patrulha antes mesmo de essa lei ser aprovada.
 
O que querem os proponentes dessa aberração? Proteger os gays? Não há o risco de que aconteça o contrário? A simples altercação com um homossexual, por motivo absolutamente alheio à sua sexualidade, poderia expor um indivíduo qualquer a um risco considerável. Se o sujeito — no caso, o gay — for honesto, bem: não vai apelar à sua condição de “minoria especialmente protegida”; se desonesto — e os há, não? —, pode decidir infernizar a vida do outro. Assim, haverá certamente quem considere que o melhor é se resguardar. É possível que os empregadores se protejam de futuros dissabores, preferindo não arriscar. Esse PL empurra os gays de volta para o gueto.
 
Linchamento moral
O PL 122 é uma aberração jurídica, viola a liberdade religiosa e cria uma categoria de indivíduos especiais. À diferença de suas “boas intenções”, pode é contribuir para a discriminação, à medida que transforma os gays numa espécie de “perigo legal”. Os homossexuais nunca tiveram tanta visibilidade. Um gay assumido venceu, por exemplo, uma das jornadas do BBB. Cito o caso porque houve ampla votação popular. A “causa” está nas novelas. Programas de TV exibem abertamente o “beijo gay”. Existe preconceito? Certamente! Mas não será vencido com uma lei que acirra as contradições e as diferenças em vez de apontar para um pacto civilizado de convivência. Segundo as regras da democracia, há, sim, quem não goste dessa exposição e se mobiliza contra ela. É do jogo.
 
Ninguém precisa de uma “lei” especial para punir aqueles delinqüentes da Paulista. Eles não estão fora da cadeia (ou da Fundação Casa) porque são heterossexuais, e sua vítima, homossexual. A questão, nesse caso, infelizmente, é muito mais profunda e diz muito mais sobre o Brasil profundo: estão soltos por causa de um preconceito social. Os homossexuais que foram protestar na Paulista movidos pela causa da “orientação sexual” reduziram a gravidade do problema.
 
Um bom caminho para a liberdade é não linchar nem física nem moralmente aqueles de quem não gostamos ou com quem não concordamos. Seria conveniente que os grupos gays parassem de quebrar lâmpadas na cabeça de Augustus Nicodemus Lopes, o chanceler do Mackenzie. E que não colocassem com tanta vontade uma corda no próprio pescoço sob o pretexto de se proteger. Mas como iluminar minimamente a mentalidade de quem troca o pensamento pela militância?

Quando trato de temas como esse, petralhas costumam invadir o blog com grosserias homofóbicas na esperança de que sejam publicadas para que possam, depois, sair satanizando o blog por aí. Aviso: a tática é inútil.  Não serão! Este blog é contra o PL 122 porque preza os valores universais da democracia, que protegem até os que não são gays…

E sobre o tal protesto na frente do Mackenzie, os organizadores mudaram o portão. Ao invés de ser na Consoloção, será na Itambé. A justificativa é o alto número de presenças confirmadas, acima dos 3.000. A página no Facebook ainda afirma que:

IMPORTANTE:

1. Diferente do que alguns estão pensando, nós NÃO entraremos no interior da universidade. Isto seria invasão de propriedade privada e acredito que ninguém quer ser preso!

2. BEXIGAS BRANCAS! Vamos todos também levá-las, como símbolo de paz. Vai ficar lindo!

Do colunista Reinaldo Azevedo, na Veja:

O AI-5 GAY JÁ COMEÇA A SATANIZAR PESSOAS; SE APROVADO, VAI PROVOCAR O CONTRÁRIO DO QUE PRETENDE: ACABARÁ ISOLANDO OS GAYS

in Nani e a Teologia

Instabilidade Espiritual (?) – Busque a Face do Senhor

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Embora eu me regozije com conversões súbitas, eu tenho sérias suspeitas quanto a essas pessoas repentinamente felizes que nunca parecem ter se entristecido com o próprio pecado. Receio que esses que vêm tão facilmente à sua religião que freqüentemente a perdem completamente com a mesma facilidade. Saulo de Tarso foi convertido subitamente, mas nenhum homem já passou por maior horror de escuridão do que ele, antes que Ananias viesse a ele com palavras de conforto.
Eu gosto do arado profundo.
A raspagem superficial do solo é trabalho pobre. O corte profundo da terra sob a superfície é grandemente necessário. Afinal de contas, os cristãos mais duradouros parecem ser aqueles que viram que o mal interior que neles há é profundo e repugnante, e depois de algum tempo foram levados a ver a glória da mão curativa do Senhor Jesus conforme Ele a estende no Evangelho.

Receio que em muito da religião moderna há uma carência de profundidade em todos os pontos. Eles não tremem profundamente nem se regozijam grandemente. Eles não se desesperam muito, nem acreditam muito. Oh, cuidado com um verniz piedoso! Proteja-se da religião que consiste em colocar uma fina camada de piedade sobre uma pesada massa de carnalidade. Nós precisamos de uma obra contínua no interior. A graça que alcança o centro e afeta o espírito mais interior é a única graça que vale a pena ter.
Para pôr tudo em uma palavra, uma ausência do Espírito Santo é a grande causa da instabilidade religiosa. Cuidado para não confundir excitação com o Espírito Santo ou as suas próprias resoluções com os profundos mecanismos do Espírito de Deus na alma. Tudo aquilo que a natureza pinta, Deus queimará com ferro quente. Qualquer coisa que a natureza põe em funcionamento, Ele fará parar e jogará fora com os trapos. Você precisa nascer de cima, você precisa ter uma nova natureza forjada em você pelo dedo do próprio Deus, já que de todos os seus santos está escrito, “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus.”
Oh, mas, em todos os lugares eu temo que haja uma ausência do Espírito Santo! Há muita coisa vindo de uma moralidade espalhafatosa, superficial, muitos clamores de “Paz, Paz” onde não há nenhuma paz; e muito pouca ansiedade profunda advinda de um exame do coração para ser completamente purificado do pecado. Verdades bem conhecidas e facilmente lembradas são cridas sem serem acompanhadas da devida uma impressão do peso delas; esperanças sem consistência e confianças infundadas são formadas e é isso que faz com que os enganadores sejam tão abundantes e os espetáculos carnais tão comuns.

“Para pôr tudo em uma palavra,uma ausência do Espírito Santo é a grande causa da instabilidade religiosa.”

Preparando-se para Pastorear !

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Às vezes, acontece que um pastor enfrenta oposição da parte daquelas pessoas que antes o promoviam de maneira entusiástica. Por que isso acontece? Com freqüência, isso ocorre por causa da comunicação superficial que houve entre o pastor em potencial e os membros da igreja, antes de ele assumir seu pastorado. Em nossos dias, é possível que um pastor seja escolhido para uma igreja sem que perguntas sérias lhe sejam dirigidas, e, menos ainda, perguntas a respeito de doutrina. Sugerimos que as igrejas tenham o mais completo diálogo possível sobre os assuntos de doutrina, prática e estilo de vida cristã. Se a igreja falhar em fazer isso, o próprio candidato ao pastorado deve procurar esse tipo de diálogo. Tal procedimento protege tanto o pastor quanto a igreja.

Dois outros assuntos são extremamente importantes. Primeiro, o candidato ao pastorado deve apresentar uma lista de referências. A igreja tem de seguir com muita atenção essas referências e solicitar que as pessoas citadas apresentem outros nomes como referência sobre o pastor. Deve-se tributar atenção ao fato de que, às vezes, pessoas deixam de gostar de outras não por causa dos erros destas. ( O próprio Senhor Jesus foi odiado.) A inquirição por meio de referências lhes assegura que o pastor tem um bom testemunho tanto da igreja como “dos de fora” (1 Tm 3.7). O questionamento das pessoas apresentadas deve centralizar-se na lista de 1 Timóteo 3.1-7 e Tito 1.5-9. Essas listas de qualificações foram escritas para servirem como instrumento de observação das vidas de candidatos à liderança das igrejas, e não como uma lista de perguntas a serem dirigidas aos candidatos. Essa observação é extremamente importante. O ideal seria que a igreja convivesse com o candidato ao pastorado, observando sua vida durante meses ou mesmo anos. Visto que, infelizmente, esse não é o padrão seguido pela maioria das igrejas, vocês têm de depender muito de atentarem às referências fornecidas. Respostas superficiais e subjetivas da parte do próprio candidato podem causar uma distorção da verdadeira situação. A avaliação que sugerimos em seguida se refere às passagens bíblicas mencionadas, mas a sua utilização pode ser mais abrangente. Vocês devem utilizá-las amplamente na conversa com as pessoas apresentadas como referências. Isso não significa que as passagens bíblicas citadas não são extremamente importantes no questionamento que o candidato pode fazer para si mesmo.

Relacionada à primeira, existe uma segunda consideração: devem ser feitos muitos esforços para apresentar à igreja os diversos aspectos da vida do pastor em perspectiva, durante tanto tempo quanto possível, antes de chegarem a alguma decisão. Esse tipo de apresentação não é um problema, quando a igreja tem de escolher pastores dentre os seus próprios membros; todavia, tal apresentação cria realmente um problema considerável para aqueles que trazem um novo pastor de fora da igreja. Um fim de semana de cultos não é suficiente para que as pessoas fiquem corretamente informadas. Devemos lembrar: o pastor, se for chamado a pastorear, estará na igreja durante um extenso período de tempo, influenciando nossas famílias e comunidade para Cristo. Sabemos que vocês estão prontos para receber um novo pastor. Mas existe algo pior do que não ter um pastor — ter o pastor errado.

Apresentamos nossa sugestão final: depois das conversas iniciais, pensem em ter gravadas ou escritas as respostas destas perguntas, por parte daquele que é o mais sério candidato ao pastorado da igreja. Perguntem-lhe se o seu interesse é tão grande, que ele aceitaria avançar para esse estágio de inquirição, dizendo-lhe que isso tomará boa parte de seu valioso tempo. Esse questionamento mais profundo é para aqueles que demonstram um nível de interesse elevado. Perguntas esclarecedoras podem ser feitas, posteriormente, por telefone ou conversas pessoais. Um grupo selecionado destas perguntas pode ser dirigido ao candidato nas grandes reuniões da igreja, a fim de permitir que o pastor em perspectiva fale sobre algumas de suas crenças e outras perguntas lhe sejam apresentadas.

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As perguntas alistadas em seguida não estão colocadas em ordem de significância. Algumas delas podem não ser importantes para vocês. Talvez vocês queiram acrescentar outras perguntas. Não existe o pastor perfeito. No entanto, atenção a estas questões, juntamente com extensos períodos de oração, ou mesmo jejum, pode lhes dar garantia de encontrar o pastor certo para a sua igreja.

  1. Existem muitas pessoas que professam seguir a Cristo, mas estão enganadas. Que evidências você tem de que Deus lhe deu vida?
  2. 

  3. O que significa para alguém amar a Deus? De que maneiras você percebe o verdadeiro amor bíblico para com Deus manifestado em sua própria vida? Você percebe o verdadeiro amor bíblico para com Deus na vida de sua esposa e de seus filhos?
  4. O que a sua esposa sente a respeito de seu compromisso com o pastorado? E como os seus filhos reagem?
  5. Por que você acredita que Deus o quer no pastorado?
  6. Examine cuidadosamente cada uma das qualificações bíblicas para pastores e diáconos (1 Tm 3; Tt 1.5-9; At 6.1-6; 1 Pe 5.1-4). Quais são as suas qualificações mais fortes? Com quais dessas qualificações você tem mais dificuldade? Por que você acredita que essas áreas de dificuldade não o desqualificam para o ministério? (Observe a expressão “é necessário” — 1 Tm 3.2).
  7. Um pastor é encarregado por Deus a pregar para a igreja e a pastorear as pessoas de maneira individual. Que aspecto do ministério apela mais a você? De que maneiras específicas você poderia ser auxiliado a desenvolver suas habilidades nessas duas áreas?
  8. Quais são os seus métodos de envolver-se nas vidas das pessoas, enquanto as pastoreia e vela por suas almas?
  9. Que atividades caracterizam seu interesse evangelístico? Como você lida com o assunto do evangelismo pessoal e do coletivo?
  10. O que você pensa a respeito do aconselhamento? Como você administra a abundante necessidade de aconselhamento?
  11. Quais são as suas práticas costumeiras e específicas a respeito de disciplina espiritual (ou seja, oração, estudo bíblico, meditação, mordomia, etc.)?
  12. Como você descreve um pastor bem-sucedido e uma igreja bem-sucedida?
  13. Em que bases o pastor pode ser considerado uma pessoa responsável? Que relacionamentos de sua vida fornecem senso de responsabilidade por suas atitudes e comportamento, tanto em sua vida pessoal como em seu ministério pastoral?
  14. Quais são os seus autores, teólogos e comentaristas evangélicos favoritos? Por quê? Que livros você leu recentemente?
  15. Descreva uma ocasião em que você fez tentativas de reformar a igreja em alguma área importante. Quais foram os resultados? O que isto custou para você mesmo?
  16. Descreva seu estilo de liderança. Quais têm sido alguns de seus pontos fracos e de seus pontos fortes?
  17. Quando você enfrentou oposição, isso ocorreu na maior parte das vezes por causa de seu estilo de liderança, de sua personalidade, de suas crenças ou de alguma outra coisa?
  18. De acordo com sua observação, que doutrinas precisam de ênfase especial em nossos dias?
  19. O que é o verdadeiro arrependimento bíblico?
  20. O que é a verdadeira fé bíblica?
  21. Explique a justificação pela fé. Qual a diferença entre o ponto de vista do Catolicismo Romano e o ponto de vista bíblico a respeito da justificação pela fé?
  22. Explique seu ponto de vista a respeito da santificação. Quais são os vários meios que Deus usa para santificar o crente?
  23. Uma pessoa pode ter Cristo como seu Salvador e não estar em sujeição a Ele como Senhor? Explique.
  24. Qual a sua posição a respeito da inerrância das Escrituras?
  25. Explique a expressão bíblica “Batismo do Espírito”. Quando ocorre esse batismo?
  26. Quais são as suas opiniões sobre o batismo em água?
  27. De que maneira a Bíblia relaciona a soberania de Deus à salvação?
  28. O que a Bíblia ensina a respeito da extensão da depravação do homem?
  29. O que a obra de expiação consumada por Cristo realizou em favor dos crentes?
  30. O que a Bíblia ensina a respeito da perseverança e da preservação dos crentes?
  31. Qual é a utilização correta da lei do Antigo Testamento?
  32. Como você articula sua opinião a respeito dos assuntos escatológicos e dos finais dos tempos?
  33. Você crê que Jesus nasceu de uma virgem? Qual a importância desta sua crença?
  34. Qual a sua interpretação dos ensinos bíblicos sobre o inferno?
  35. Você acredita que os acontecimentos descritos em Gênesis 1 a 11 são verdadeiros ou simbólicos?
  36. O que a Bíblia ensina em referência aos dons espirituais? Descreva sua opinião a respeito de profecias e falar em línguas.
  37. O que você pensa sobre o divórcio e o novo casamento? Você segue estritamente esses pensamentos em sua prática?
  38. Qual a sua opinião sobre a frase “é necessário, portanto, que o bispo [pastor] seja… esposo de uma só mulher” (1 Tm 3.2)?
  39. Quais são as suas exigências para realizar uma cerimônia de casamento?
  40. Explique suas opiniões sobre a disciplina da igreja. Relate alguma experiência pessoal.
  41. Como você lidaria com um caso de escândalo ou imoralidade praticado por um membro da igreja?
  42. O que você pensa a respeito do aborto?
  43. Muitas crianças que pareciam ter sido convertidas na infância não demonstram mais tarde qualquer evidência de conhecerem a Cristo. Como você lida com crianças quando elas o procuram, para aconselharem-se a respeito da conversão?
  44. Qual é um método útil para receber novos membros na igreja? Quais são os requisitos para isso?
  45. Qual a sua opinião sobre os estilos de música da igreja?
  46. Quem deve conduzir a adoração na igreja? Por quê? Que métodos de liderar a adoração corporativa são apropriados? Quais são impróprios?
  47. O que a Bíblia diz sobre o propósito das reuniões semanais da igreja?
  48. Qual o seu ponto de vista a respeito do levantamento de recursos monetários para os vários projetos da igreja? A igreja deveria pedir dinheiro a pessoas que não pertencem à sua membresia?
  49. Quais as suas convicções sobre dívidas na igreja local?
  50. O que a Bíblia ensina sobre mulheres no ministério pastoral?
  51. O que a Bíblia ensina a respeito de como a igreja deve tomar suas decisões?
  52. Como um pastor e sua igreja devem se relacionar com outras igrejas locais e (se filiada a uma denominação) no âmbito mais amplo? Você se sente tranqüilo em cooperar com outras denominações? Você estabelece algumas diretrizes?
  53. Quais são as responsabilidades bíblicas dos presbíteros? Existem distinções entre presbíteros, pastores e bispos?
  54. Quais são as responsabilidades bíblicas dos diáconos? Como devem se relacionar os diáconos e os pastores?
  55. Que ênfase você atribui à liderança dos pais em suas famílias, especialmente no que diz respeito à adoração familiar. Você se envolve pessoalmente na adoração familiar, juntamente com sua esposa e filhos?
  56. Qual a sua visão missionária para a igreja? De que maneira você está demonstrando interesse e envolvimento em missões?

Para ser um ministro bom e fiel, um pastor não tem de fornecer uma resposta completa e imediata para todas essas perguntas. Em algumas dessas perguntas, será aceitável se ele apenas disser: “Eu não sei”; ou: “Ainda não tenho a minha opinião completamente desenvolvida sobre este assunto”.

Entretanto, acautelem-se de um pastor que parece estar evitando apresentar respostas claras. Certamente, em algumas dessas perguntas, ele achará necessário definir termos e esclarecer sua resposta. Sigam em frente cautelosamente, até que ele torne sua opinião tão clara quanto possível.

Se necessário, podem ser feitas outras perguntas sobre assuntos como o Movimento de Crescimento de Igreja, educação familiar, maçonaria, o Movimento Nova Era, atividade política na igreja, relacionamento com outros ministérios ou movimentos evangélicos, etc. Perguntas sobre outros assuntos doutrinários de grande importância devem ser feitas, se necessário (por exemplo, a divindade de Cristo, a aceitação da Trindade, etc.). Tanto o comitê de avaliação como a igreja devem ficar satisfeitos a respeito de qualquer assunto sobre o qual desejem discutir.

Fonte: [ editorafiel.com.br ]
Extraído do site: [ Eleitos de Deus ]

Os gays não verão a Glória de Deus e PONTO FINAL (sem medo de falar as verdades bíblicas, apesar dos traumas)

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Gays

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Desabafo de um pai

Tenho um casal de filhos… (muitos sonham em ter um casal de filhos, mas daqui para frente, pra quê mesmo?)

pelo jeito não poderei mais destacar a diferença deles…

pelo jeito não posso mais falar para eles que um tipo de comportamento é coisa de meninA, ou de meninO…

não poderei mais orar pedindo ao Senhor um marido para minha filha, e uma esposa para meu filho… (capaz de ficarem ouvindo como aconteceu com Daniel)…

não poderei mais dizer para meu filho que ele é homem, ou como ele mesmo diz ‘homem macho’… será crime daqui uns dias… ? …

Não existe mais problema algum em meus filhos verem um ‘casal’(essa palavra é homofóbica?) de homens se beijando… Minha filha olha… ela tem seis anos, não entende… “Uai, [mineira] meu pai falava que mulher casa com homem…?” Não filha… me perdoe… agora eu não posso mais dizer isso…

Meu filho então… está todo empolgado que vai entrar num casamento junto com uma menina para levar… (aquelas coisas de casamento)… ele tem três anos, está achando que vai casar pois vai entrar de ‘noivinhO com a noivinhA’… se ele entrasse com outro menino, ele não diria que era casamento… mas ele agora estará errado?

Como explicarei a diferença e objetivos de seus órgãos sexuais… a desculpem-me… meus filhos, mas esse é o país que vocês enfrentarão quando forem adultos… Cristo, tenha misericórdia de meus filhos…

Brasil, Deus nos deu liberdade, não libertinagem…

… mas o que é isso mesmo?

Desabafo de um pai, presbiteriano…

Fonte: [ MCA ]

Quem ganhou e quem perdeu com DILMA ?

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Lista dos RELIGIOSOS DERROTADOS:

SILAS MALAFAIA (Pastor e líder da igreja Assembléia de Deus Vitória em Cristo)

Após anunciar apoio a Marina Silva (evangélica), três dias depois abraçou publicamente apoio fiel a José Serra.

Brigou com Edir Macedo por questões políticas mas acabou sendo derrotado nas urnas.

PAPA BENTO XVI

Segundo analistas, o papa Bento XVI tentou influênciar na escolha do futuro presidente do país ao fazer declarações contrarias ao aborto, aconselhando os sacerdotes católicos no Brasil que instruíssem os fiéis na escolha do candidato, a declaração do papa foi direcionada aos bispos católicos do Nordeste, exatamente onde Dilma Rousseff acabou ganhando com a maior porcentagem em relação ao tucano Serra.

O papa saiu derrotado.

VALDEMIRO SANTIAGO (“Apóstolo” e líder da Igreja Mundial do Poder de Deus).

Chegou a marcar uma reunião com Dilma Rousseff no início da corrida presidencial.

Não se sabe ao certo porque preferiu José Serra, mas acabou saindo derrotado.

Detalhe: Valdemiro apareceu mais ajeitado (elegante)  na campanha do Serra do que quando prega o Evangelho de Cristo

JOSÉ WELLINGTON BEZERRA DA COSTA (Pastor presidente da CGADB – Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil).

Surpreendeu a muitos ao aparecer no programa eleitoral de José Serra, quando acreditava-se que poderia apoiar Dilma Roussef.

Mesmo presidindo a maior denominação pentecostal do Brasil (12 milhões de almas), ainda assim acabou saindo derrotado.

CESINO BERNARDINO (Pastor da Assembléia de Deus e responsável pelo congresso do GMUH em Camboriú/SC).

No inicio da campanha eleitoral causou polêmica ao convidar José Serra para participar do congresso pentecostal. Segundo denuncias, o PSDB, partido de Serra teria “doado” 540 mil reais ao congresso.

Cesino Bernardino acabou saindo duplamente derrotado, nas urnas e na credibilidade do GMUH.

RENÊ DE ARAÚJO TERRA NOVA (Lider do ministério internacional da Restauração e adepto do modelo do G12), Renê é amigo íntimo de Silas Malafaia.

Abraçou a campanha de José Serra e numa demonstração de esperteza, ensinou alguns pastores a burlar a lei eleitoral pregando o nome de José Serra usando a Bíblia sem que fosse notado, ou seja; usando de mensagem subliminar.

Acabou derrotado.

CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Embora a Igreja Católica não tenha assumido oficialmente o apoio a José Serra, ficou evidente o empenho dos padres e bispos para que o candidato do PSDB ganhasse a eleição.

Com a confecção de 2 milhões de panfletos denegrindo a imagem de Dilma, a Igreja Católica acabou atrapalhando Serra e saindo derotada com o candidato.


ESPIRITISMO – Bezerra de Menezes (já falecido) incorporou num médium e pediu a convocação de 5.500 colaboradores para que realizassem preces ao espírito de Ismael que seria uma espécie de “protetor dos caminhos do Brasil” em favor de Zé Serra.

Mesmo com a invocação dos mortos (o que na Bíblia seriam espíritos malignos) Serra acabou derrotado e os espíritos (encostos/malignos) junto com ele.

 

Lista dos RELIGIOSOS VITORIOSOS:

 

BISPO EDIR MACEDO (Líder da Igreja Universal do Reino de Deus e amigo do presidente Lula, acabou se empenhando na eleição de Dilma Rousseff).

Criticou Silas Malafaia pelo apoio ao Serra.

O dono da Rede Record colocou a emissora (camufladamente) na eleição de Dilma, o que acabou ocorrendo.

Edir Macedo saiu vitorioso e por tabela derrotou a Rede Globo que contava com a vitória de Serra.

MAGNO MALTA (Senador, cantor evangélico, relator da CPI contra a pedofilia, se dedicou a campanha de Dilma Rousseff, mesmo contrariando a posição de muitos líderes evangélicos).

Acabou saindo vitorioso junto com a candidata petista.

MARCELO CRIVELLA (Senador, cantor evangélico, bispo da IURD e sobrinho do Bispo Macedo).

Reuniu a bancada evangélica eleita no primeiro turno das eleições para um apoio a Dilma Rousseff.

Com o empenho e a dedicação de Crivella, Dilma acabou ganhando a maioria dos eleitores evangélicos.

Crivella venceu a eleição com Dilma Rousseff.

MARCO FELICIANO (Pastor e líder do ministério Tempo de Avivamento).

Foi eleito deputado federal e declarou apoio a Dilma Rousseff.

Para tentar barrar os boatos contra Dilma, Marco Feliciano chegou a lançar a campanha “Tô na benção, tô com Dilma”.

Saiu vitorioso com a candidata do PT.

RR SOARES (Missionário e líder da Igreja Internacional da Graça de Deus).

No inicio da campanha de Dilma, foi recebido pelo presidente Lula, que pediu apoio ao missionário RR Soares em favor de Dilma Rousseff.

Discreto, nunca fez campanha em público, mas acertadamente acabou saindo vitorioso nas eleições ao preferir Dilma Rousseff.

ESTEVÃO E SÔNIA HERNANDES (Líderes da Igreja Renascer em Cristo).

O casal abraçou a eleição de Dilma Roussef.

Envolvidos em muitos escândalos, o casal que, se não conseguiram angariar muitos votos para a petista, ao que tudo indica, também não atrapalharam.

Saíram vitoriosos nas eleições.

MANOEL FERREIRA (Pastor e presidente da CONAMAD – Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil Ministério de Madureira).

Recentemente foi denunciado por ter ligação espiritual com o herege Rev. Moon.

Lutou pela eleição de Dilma Roussef e acabou saindo vitorioso

IRMÃO LÁZARO (Cantor evangélico, apoiou Dilma Rousseff publicamente e saiu em defesa da petista e do governo Lula).

Saiu vitorioso.

Já fui Católico, mas descobri a VERDADE !

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Não são poucos os católicos devotos da virgem Maria que se converteram ao Evangelho, e quando isso acontece, imediatamente eles deixar de ser devotos da Nossa Senhora de Aparecida, a pergunta que muitos se fazem é: porque isso acontece?

O conhecimento na Palavra de Deus e o uso do raciocínio lógico por parte desses ex-católicos é a resposta para a indagação acima.

Vamos entender:

Quando um católico devoto da Aparecida passa a freqüentar uma igreja Evangélica, alguns fatores indagatórios lhes ocorre, que são:

- Porque os pastores não adoram e não veneram a virgem Maria, e ao invés de serem “castigados” por Deus são ainda mais abençoados, ao ponto de enfermos e endemoninhados alcançarem a cura e a libertação por intermédio da oração desses pastores ?

- Porque os padres não ensinam e não comentam nada sobre o segundo mandamento “não farás para ti imagem de escultura, não as adorarás e não as servirás” conforme está escrito na Bíblia Sagrada nos DEZ MANDAMENTOS em Êxodo capítulo 20 ?

- Porque os padres não comentam sobre o salmo 115 onde diz que as imagens não podem abençoar ninguém uma vez que elas não conseguem ver, ouvir, falar, apalpar ou caminhar ?

- Eu aprendi que a virgem Maria seria nossa advogada diante de Deus, mas ao freqüentar uma igreja Evangélica, me mostraram na Bíblia que o Senhor Jesus é o único Advogado que temos diante de Deus, conforme está assim escrito:

Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” 1 João 2:1

- Na igreja católica me ensinaram que a virgem Maria seria a medianeira entre os homens e Deus, más na igreja Evangélica me ensinaram que na Bíblia o único mediador entre Deus e os homens é o Senhor Jesus:

Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” 1 Timóteo 2:5

- Quando eu era católico, aprendi que Maria a mãe do Senhor Jesus aqui na terra permaneceu sempre virgem, porém, ao frequentar uma igreja Evangélica, acabei aprendendo que após o nascimento do Salvador, Maria não só se casou com José como teve outros filhos com ele:

Não é este (Jesus) o filho do carpinteiro ? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas ?“ 

Mateus 13:55

- Ao frequentar uma igreja Evangélica, aprendi que adorar ou venerar “imagens de escultura” seria praticar o pecado de idolatria, e que na Bíblia Sagrada está escrito que os idólatras não herdarão o Reino de Deus:

Ficarão de fora (do Reino de Deus) os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.” Apocalipse 22:15

Após essas indagações, torna-se impossível um católico devoto da virgem Maria permanecer fiel a Nossa Senhora de Aparecida.

 http://www.bispoandresantos.com/

O Dia das Bruxas é AMALDIÇOADO por Deus

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 Halloween – A FESTAS DAS BRUXAS

Algumas escolas comemoram o dia das bruxas como uma festa da cultura americana ou uma festa qualquer sem ao menos conhecer o seu significado e origem. Esta festa é muito comemorada pelas escolas de inglês, e pasmem… tem até a festa de halloween gospel!

Para que eu não possa ser chamado de preconceituoso – (o uso desta palavra está distorcida, pois preconceito é dar um conceito antes de conhecer o objeto do que se fala. Para algumas pessoas o fato de não aceitar já é preconceito) este artigo tem pesquisas em fontes especializadas em bruxaria e dicionários de ocultismo.

Como todos têm o direito de seguir qualquer religião, eu também tenho o direito de levar a verdade sobre o Halloween.

Quero mostrar a você leitor o que as escrituras Sagradas falam sobre a prática da bruxaria. Desta os pais podem decidir se seus filhos devem ou não participar do dia das bruxas.

As escolas podem obrigar o meu filho participar do Halloween?

Não, elas não têm este direito. A constituição brasileira nos permite dizer “não” a qualquer tipo de participação de festas religiosas ou comemorações que vão contra a nossa fé.

Esta posição está amparada no Inciso 5º da Constituição Federal que reza : “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais dos cultos e suas liturgias”.

Fica claro que é inviolável a liberdade religiosa, os nossos filhos não podem ser obrigados a participar de qualquer festa religiosa mesmo que aqueles que as promova não tenha conhecimento da verdade sobre ela.

Mas o que é Bruxaria?
 
Bruxa não é aquela que voa de vassoura. Bruxa é uma praticante do paganismo ou neopaganismo.

A bruxaria é uma religião. Seus adeptos participam de convéns, seus “líderes” são sacerdotisas e sacerdotes, ela é uma religião matrifocal. A mulher tem uma importância maior dentro da bruxaria.

Sua prática de adoração é politeísta (possui diversos deuses) , tem rituais e tradições celtas e dias especiais em seus calendários que promovem a adoração a deusa e do deus.

A bruxaria nos dias de hoje é conhecida como WICCA , o neo paganismo que a cada dia tem alcançado adolescentes e jovens que são instigados pela fábrica do cinema com filmes como “Harry Potter” – O garoto propaganda da neo bruxaria.

O livro Wicca-Crenças e Práticas, Grary Cantrell, Madras Editora, traz a seguinte definição: “Nossa religião (bruxaria-Wicca), é legalmente reconhecida e está sob proteção da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos e, nosso isolamento do resto da comunidade religiosa deve e precisa terminar.”

O sacerdote bruxo afirma : “o nosso oficio está crescendo e se diversificando em alta velocidade fenomenal” (Pag 17 Wicca-Crenças e Práticas, Grary Cantrell, Madras Editora).

Mas o que este tipo de festa pode trazer ao meu filho?

No sentido pedagógico nada. Mas… Ela pode promover a idéia de que a bruxaria é apenas algo que existe na ficção. Através desta idéia, as crianças podem começar a se interessar na verdadeira pratica da bruxaria e buscar informações em outros livros, na internet etc…

O personagem da ficção que leva muitos adolescentes a realidade da bruxaria – Harry Potter – não se cansa em dizer em seus filmes que “quem não gosta de bruxaria é trouxa”.

Idéia que foi comprada e repassada por muitos adolescentes que, para não ser chamados de trouxas, buscaram informações sobre a prática da bruxaria em internet, livros etc… Nenhuma criança gosta de ser considerada trouxa. Você gosta?

Mas isso é um laço do inimigo para que seu filho comece a aceitar a bruxaria como uma fantasia. Bruxaria não é fantasia!

O Halloween pode despertar o interesse em muitas crianças como outras histórias religiosas já levaram a busca de um caminho religioso.

É claro que possuímos o livre arbítrio, mas todo livre arbítrio é influenciado por aquilo que nos cerca!

Não precisamos deixar com que os nossos filhos conheçam nenhuma religião precocemente antes que elas tenham formado o seu caráter ou tenha maturidade suficiente para ter uma escolha própria ou julgamento pessoal.

O exemplo vem do próprio cristianismo, algumas igrejas não batizam crianças porque elas não têm conhecimento suficiente para escolher se vão querer ou não seguir Jesus em sua vida.

O batismo tem uma conotação de testemunho público – como uma criança vai fazer o seu testemunho público se ela não tem conhecimento do que ela está fazendo?

O batismo deve ser feito quando existe consciência de sua escolha, desta forma nós também não queremos que as crianças sejam iludidas pelas festas das quais tem conotações espirituais sem o seu conhecimento prévio. Muitas crianças foram influenciadas por histórias ou musicas, contadas e cantadas, por professores. Veja o artigo feito por uma revista esotérica.

Interesses por religiões desde pequenos

A revista “Bons Fluidos” trouxe uma reportagem de crianças que se envolveram com outras religiões. Um garoto de 6 anos começou a se interessar por hinduísmo depois que a professora ensinou um mantra.

“No quarto de brinquedos de Pedro de Queiroz Ávila, 6 anos, bolas, carrinhos, dinossauros e cobras de borracha convivem com um pequeno altar ecumênico. Arrumadas em um canto do cômodo, imagens de divindades indianas, de Buda e de Nossa Senhora despertam a atenção de quem entra ali pela primeira vez.

O garoto falou do seu gosto sobre os deuses hindus: “Gosto de todos os deuses, mas meu preferido é Brahma, ele tem quatro cabeças e é o mais poderoso do Universo”, conta com desenvoltura.

“Também acho legais Shiva e Vishnu, que, junto com Brahma, comandam tudo”, continua. De modo simples e autêntico, Pedro demonstra que entende um pouco de uma cultura muito distante da sua. Seus três deuses favoritos formam a trindade sagrada que, para o hinduísmo, controla o mundo”.

Como surgiu o interesse pelo hinduísmo?

O interesse de Pedro, aluno da Escola Viva, de São Paulo, surgiu na escola. “Um dia, a gente escutou algumas histórias de deuses. Depois, sentamos e ficamos repetindo om, om, om, que é um mantra”, explica.

A sua mãe conta no artigo que ele se interessou também por mitologia grega. “Para satisfazer a curiosidade dele, passei a pesquisar na internet e a conversar com amigos”, lembra. Eles foram juntos assistir à peça infantil As Jóias de Krishna - “Gostei. Lá, aprendi por que Ganesha, deus da sabedoria, tem cara de elefante. Acho legal que nenhum deus seja só bonzinho. Eles lutam e fazem as pazes”, diz o garoto.

REALIZAR UMA MAGIA – ESTE É O MEU SONHO diz o menino de 9 anos…

“Sentado no alto de uma árvore, A.C.P.M. de 9 anos, tenta recitar um dos feitiços que aprendeu em seu ultramanuseado exemplar de O Livro Secreto dos Bruxos, de Janice Eaton Kilby, Deborah Morgenthal e Terry Taylor, (Ed. Melhoramentos), leitura de cabeceira diária e obrigatória.

“Realizar uma magia: esse é meu maior sonho. Se um dia eu conseguir, serei a criatura mais feliz do planeta”, confessa o menino”.

Fã de Harry Potter – o garoto mago da série homônima criada pela inglesa J. K. Rowling -, o garoto diz que troca qualquer jogo de futebol por uma sessão de bruxaria entre amigos.

“Bruxaria do bem, tá? Não gosto de violência nem de coisas negativas”, faz questão de esclarecer.

No último Natal, pediu de presente uma tenda roxa com estrelas bordadas porque queria um lugar especial para fazer rituais. “Não ganhei, mas tenho fantasia de mago, coleção de duendes e gnomos e minha mãe já disse que, quando eu crescer, vou estudar em uma escola de bruxos”, conta.

Sua mãe concorda que o garoto aprenda bruxaria : “Se encontrarmos um lugar bacana, por que não? Respeito a sensibilidade dele, que sempre teve inclinação para esses assuntos. Estimulo sua vontade de aprender e procuro fornecer leituras adequadas à sua idade”, afirma sua mãe que é católica.”

O que quero mostrar é que a criança possui uma tendência de se envolver a fundo naquilo que é passado através de histórias, programações ou até mesmo festas.

ORIGEM DO HALLOWEEN

Da mesma forma que nós cristãos comemoramos a páscoa e o natal com significados importantes para cristianismo, o Halloween também é comemorado e considerado um dia de suma importancia para a religião pagã.

Existem oito dias de cerimônias sagradas para as bruxas, os quatro maiores e quatro menores.

O Halloween está incluído nos principais Sabás ; IMBOLC, BELTAIN, LUGHNASADH e SAMHAIM (este último é o dia de Halloween).No dia 31 de Outubro é comemorado o festival que introduz a estação das trevas.

De acordo com a história, este dia originou-se nos antigos festivais de outono Celtas que eram ligados à feitiçaria e à magia. Os bruxos acreditam que o portal que separa os mortos dos vivos se abre e eles passam a ter contato com os vivos.

No livro Wicca de Gary Contrell, Wicca-Crenças e Práticas, na pagina 95, o autor faz o seguinte relato referente a Halloween:

“O Sabá do Samhaim celebra o ciclo eterno da reencarnação e marca o início do inverno céltico. O velho Deus morre nesta noite para renascer no Yule, dando continuação à Roda da Vida do Ano. Se o ritual for adequadamente feito, geralmente se percebe a presença de amigos invisíveis.”

Então este dia não é apenas um dia de doces e travessuras, mas o dia em que a religião pagã realiza a prática da necromancia.

Os rituais são marcados por cantos e oferendas de frutas como maças, melões, abóboras, além de cereais ou nozes de outono são decorações típicas do Samhaim. Por mais que pareça uma brincadeira, o dia das bruxas tem uma relação religiosa, ou você acha que ter um contato com mortos é brincadeira de criança?

Os processos ritualísticos a serem feitos são diversos. Um deles é purificar a área ou o círculo, invocar os quadrantes (vento, terra, água e fogo)e o Senhor e a Senhora (deuses) com orações de evocações.

Existem orações que invocam espíritos da morte e a deusa pedindo que os visitem e que os guiem pelo caminho que estes espíritos e a deusa quiser. Estes rituais são acompanhados por diversos processos de invocação, velas e musicas. Os cânticos evocam a reencarnação, a morte e a prática da adoração a deusa.

NECROMANCIA

Buscar as lembranças dos mortos ou até oferecer comida a eles são pontos marcantes nesta festa. Os adeptos a bruxaria neste dia falam de pessoas que já morreram, de amigos e animais que perderam naquele ano, pois o dia é celebrado com a influência da morte.

Depois o sacerdote indica o ritual do bolo e da cerveja para celebrar a possibilidade de contato com eles (em outros convéns podem ser feito outros rituais- cada grupo pode ter o seu ritual personalizado, não precisa ser necessariamente os mesmos).

DOCES OU TRAVESSURAS?

Esta prática é a mesma que os antigos tinham para proteger suas lavouras neste dia.

A prática de dar oferendas aos espíritos está ligada diretamente à proteção de suas lavouras, acreditavam que os mortos vinham com Samhaim e precisavam ser recebidos com oferendas de doces e frutas para que eles não fizessem nenhum dano as suas plantações.

Muitos colocavam fogueiras no canto de suas fazendas para afugentar os maus espíritos e aplacar poderes sobrenaturais que controlavam os processos da natureza.

Nesta festa, os praticantes de bruxaria dizem que deixar uma oferenda de alimentos ou bebida na entrada da casa serve para revigorar as almas dos mortos.( livro Wicca Crenças e Práticas, pág.95)

A invocação dos quadrantes e dos deuses são feitos em lugares purificados em alguns convéns.

Hoje se comemora este dia ao redor das fogueiras, com oferendas de doces e frutas etc…

HALLOWEEN VEM DOS AMERICANOS?

O Halloween foi introduzido nos Estados Unidos pelos Irlandeses. A sua origem remonta as tradições celtas, povo que viveram na Gália e nas ilhas da Grã-Betanha entre 600 e 800 d.C.

Esta prática foi sendo esquecida devido a evangelização cristã nestes territórios, a religião Celta começou a desaparecer. Como eles tinham uma tradição oral, eles não escreveram quase nada sobre a sua religião. Os Estados Unidos receberam estas festas com o surgimento da religião pagã em seu território.

SIMBOLISMO DO HALLOWEEN

Cada peça, brincadeira ou enfeite possui um simbolismo dentro da crença Wicca. Vamos ver algumas delas:

ABOBORA COM ROSTO – Esta vem de uma lenda: um homem chamado Jack morreu e foi lhe foi negado a sua entrada no céu e no inferno. Condenado a viver perambulando pela terra como uma alma penada, ele colocou uma brasa brilhante num grande nabo oco para iluminar o seu caminho à noite. A abóbora iluminada simboliza Jack.

NABOS – O nabo também eram as lanternas que os Celtas acreditavam que mandavam os espíritos embora, este símbolo continua com o uso das abóboras iluminadas.

VELAS - Neste dia é usado muitas velas marrons e alaranjadas. Muitos pentagramas possui estas velas em seus quadrantes.

USO DO PENTAGRAMA – O pentagrama tem sido usado como amuleto, mas ele é um símbolo básico da feitiçaria. É o ponto central do trabalho de encantamento e geralmente é colocado sobre ou na frente do altar – Ele representa o fogo, terra, ar, água e espírito.

PESCAR MAÇÃS EM UM TONEL – Esta antiga prática veio de adivinhar o futuro. O participante que obtinha sucesso poderia contar com a ajuda dos espíritos para uma realização amorosa .

PEDIR DOCES – Esse costume veio da tradição Irlandesa: um homem conduzia uma procissão para angariar contribuições dos agricultores para que suas colheitas não fossem amaldiçoadas por demônios.

Pare e Pense:

As crianças que saem pedindo doces ou travessuras representam o que?
O que acontece se elas não conseguem os doces? Elas fazem as travessuras.
Se você pensar um pouco, o agricultor pedia alguma coisa para dar de oferta aos demônios.

HALLOWEEN A LUZ DA PALAVRA DE DEUS

Pessoas que participam dessa festa têm que se conscientizar sobre estes rituais e práticas religiosas que estão envolvidas com o Halloween.

Nunca esqueça que nós estamos debaixo da lei de semeadura, o que semeamos vamos colher. Se deixarmos os nossos filhos se envolverem com estas práticas mesmo que não pareçam praticas religiosas – o que vamos colher?

Neste tipo de ritual encontramos a Necromancia, animismo, o Politeísmo e práticas pagãs. Estas práticas não condizem com as Sagradas Escrituras.

A bíblia nos da uma posição clara sobre a prática da bruxaria – Nós não devemos nos envolver com suas práticas mesmo que seja de brincadeira.

Feiticeiro é considerado por Deus e pela sua palavra aquele que faz contato com mortos, aquele que busca poder na magia, busca orientação ou conhecimento sobrenatural mediante as práticas mediúnicas e isso é abominação ao Senhor.

Deus pede ao seu povo que não se vire para os encantadores e adivinhadores –
Levíticos 19v. 31: “Não vos virareis para adivinhadores e encantadores, não os busqueis contaminando-vos com eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus”.

Deus não permite que seu povo se envolva com feiticeiros:

Deuteronômio 18 v. 9-12″Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos. Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor, e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti”.

Veja o que está preparado para os feiticeiros:

Apocalipse 21v. 8:”Mas quanto aos tímidos, aos incrédulos, aos abomináveis, aos homicidas, aos fornicadores, aos feiticeiros, aos idolatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte”.

CONTATO COM OS MORTOS

Não há possibilidade de alguém que está morto entrar em contato com o mundo dos vivos, isso é abominado por Deus. A Bíblia nos orienta para não consultar os espíritos.

Isaias 8 v. 19-20″Quando pois, vos disserem:Consultai os que tem espíritos familiares e aos adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo o seu Deus? A favor dos vivos, consultará aos mortos? Á lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles”.

Se estes espíritos não têm luz, quem são eles?

O que não posso deixar de dizer é que os que apóiam ou participam desta festa estão fazendo parte da mesa dos espíritos malignos e demônios.

I Co 10 v. 18-22 : “Vede a Israel segundo a carne; os que comem os sacrifícios não são porventura participantes do altar? Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo estas coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejas participantes com os demônios. Ou irritemos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?”

Seria possível invocar os mortos?

Não. A Bíblia é clara que estas invocações ou evocações são impossíveis. Os mortos não tem consciência do que está acontecendo no mundo dos vivos:

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos… Não têm eles parte em cousa alguma do que se faz debaixo do sol”. (Eclesiastes 9:5,6).

“Pois não pode louvar-te o Seol, nem a morte cantar-te os louvores; os que descem para a cova não podem esperar na tua verdade. O vivente, o vivente é que te louva, como eu hoje faço; o pai aos filhos faz notória a tua verdade” (Isaías 38:18-19).

O livro de Jó revela que aquele que desce a sepultura não volta , nunca tornará a subir.

“Tal como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar o conhecerá mais (Jó 7:9-10).

Uma das passagens do Evangelho diz que Jesus conta uma parábola sobre duas pessoas que morreram e foram para lugares diferentes. Em nenhum momento Jesus diz que existe possibilidade deles voltarem nem se fosse para dar um recado aos seus familiares. Um deles pede para ir até a sua casa para dizer o que acontece depois da morte e que o caminho que eles seguiam estava errado. Ele ainda diz que se ele fosse dar a noticia, eles se arrependeriam. Veja a resposta:

“Respondeu ele: Não! pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender. Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lucas 16:30-31).

A bíblia nos informa que os espíritos tem um juízo e não voltam mais. Então quem volta se dizendo espíritos de familiares que já faleceram?

Hebreus 9 v.27″Pois aos homens esta ordenado viver e morrer uma só vez, depois disso juízo”.

Pense comigo – Halloween é coisa de criança?

E os professores que são obrigados a participar destas festas?

Eu apenas deixo uma passagem para que eles leiam e reflitam sobre a decisão que devem tomar.

Pedro escreveu: “Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis; antes santificai ao Senhor Deus em vossos corações, e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir à razão da esperança que há em vós, tendo uma boa consciência, para que naquilo em que falam de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo. Porque melhor padeceis fazendo bem (se a vontade de Deus assim o quer), do que fazendo mal. (1ª Pe 3 13 -17)

E o que falar para os cristãos que dizem que não tem problema algum participar do Halloween? O que dizer para as “igrejas” que realizam HALLOWEEN GOSPEL?

A bíblia fala sobre esta situação…

“Mas o Espírito expressamente diz: que nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrina de demônios. (I Tm 4v.1)


Quero apenas Lembre que “a nossa luta não é contra carne, mas contra potestades, principados e príncipes das trevas, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais“. EFESIOS 6 V.12.

Deus abençoe

Autor: Pr. Alexandre Farias
Fonte: [ Blog Apologética Infantil ]

Ajude o HAITI, pelo amor de Deus

2 Comentários

Por Renato Vargens

Em Julho eu estive no Haiti juntamente com a equipe da M.A.I.S e posso testemunhar que a situação pós- terremoto já era grave, quanto mais agora, com o surto de cólera. Segundo Imogen Wall, a porta-voz da ONU no Haiti, em 48 horas foram registradas 1526 pessoas contaminadas e 138 mortes.

Isto posto, peço a todos que leiam o texto abaixo e divulgue para seus amigos e parentes. O Haiti precisa desesperadamente de nossa Ajuda!

Embora a imprensa esteja em estado de alerta geral acerca dos últimos ocorridos e da quantidade de mortes, nossas informações diretas do Haiti retratam situação ainda pior que o divulgado. A base nacional da missão JOCUM no Haiti fica em St. Marc, região exata onde o surto teria tido início. Terry Snow, diretor nacional da organização, tem enviado notícias alarmantes sobre o pânico que tem acometido a região.

No entanto, considerando os fatores populacionais, nossa grande causa de oração neste momento é a capital Porto Príncipe. Falamos ontem à tarde com Ted Steinhauer, diretor nacional da organização Medical Teams International, parceira direta da MAIS, e segundo Ted o surto ainda não atingiu em cheio a capital, mas a geografia da calamidade segue o fluxo do rio Artibonete, e a chegada da doença à cidade é questão de tempo. A proliferação nos acampamentos seria de proporções catastróficas, visto que as condições de habitação e saneamento são as mais precárias. Em Porto Príncipe são mais de 1,3 milhões de habitantes nos camps.

A M.A.I.S. possui sólidas parcerias no Haiti, e embora creiamos que a oração seja nosso maior recurso nesse momento, temos tentado fazer algo a mais. Foi-nos enviada uma lista de medicamentos e suprimentos médicos, os quais serão usadas por duas organizações de nosso relacionamento: a Medical Teams International e a Humedica. Nesse momento, ambas estão enviando equipes médicas às regiões afetadas pela cólera. Tínhamos em nossos estoques no país uma grande quantidade de soro e penicilina, e tudo já foi despachado. Agora, seguem abaixo outras necessidades, que pretendemos enviar nos próximos dias.

Precisamos de:

Þ Solução de Ringer c/ Lactato IV

Þ Sistema de infusão com agulhas (borboletas 21g e 23g)

Þ Clorin

Þ Doxiciclina

Þ Tetraciclina

Þ Eritromicina líquida

Þ Luvas descataveis

 
As doações em medicamento podem ser enviadas para a sede da M.A.I.S. em Belo Horizonte, e serão levadas por nossas equipes nas próximas 3 semanas. Mas sinta-se a vontade para efetuar a doação em dinheiro, visto que tem havido disponibilidade do referido material para compra no próprio Haiti, e isso seria mais prático e urgente. Seguem abaixo nosso endereço e conta bancária:
ENDERECO: M.A.I.S. – MISSAO EM APOIO A IGREJA SOFREDORA – Rua Uberlândia 620 – Carlos Prates – Belo Horizonte/MG – CEP 30710-230
  
CONTA BANCARIA: BANCO ITAÚ – AG.0937 – CC 44077-4 – CNPJ 12.492.298/0001-83
 
OBRIGADO POR LUTAR CONOSCO EM CRISTO,
 Pr. Mário Freitas – contato@maisnomundo.org

Vivendo em Santidade

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  Como ter uma vida de santidade, que é um dos atributos de Deus, porque sem santificação é impossível agradar a Deus. Lembre-se de que para haver santificação é necessário que antes haja arrependimento.Este artigo vai lhe mostrar como o seu lar, confuso, desorganizado, agradável ao diabo, pode ser transformado em um lar dirigido pelo Espírito Santo de Deus, no qual o Senhor derramará bênçãos para sempre. 

Que esta leitura venha mudar radicalmente o seu estilo de vida como representante de Deus aqui na terra, com a unção e o doce amor do Espírito de Santo de Deus. 

 O sonho de Deus

 Deus tem um sonho para sua casa. Ele deseja que ela seja um pedaço do céu aqui na Terra. Ele   quer que o lugar onde você habita seja fértil e produtivo, que o Espírito Santo reine nele e que seja o lugar onde você tenha  liberdade para falar das verdades do Senhor. Que as pessoas, ao olharem para você, possam ver que é um homem feliz porque é temente ao Senhor. Em Salmos 128: 1-4 está escrito: “Bem- aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos teus caminhos! Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da sua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor!” 

A maior riqueza que você tem é a sua casa, a sua família. Nada, nada mesmo, se compara à sua família. E quando você está bem, quando a sua casa está bem, pode ter certeza de que tudo vai bem. Mas, se você estiver vivendo problemas dentro de casa, pode saber que tudo vai mal. Quando vocês, marido e mulher estão brigados, podem orar que as coisas não mudam, porque há um céu de bronze sobre vocês e as suas orações não sobem. A sua família continua desorganizada, infeliz, porque Deus não pode realizar o sonho dEle em sua casa. Em primeiro lugar, é necessário que você reconheça onde está o erro e decida consertar. Tudo na vida é questão de escolha, de decisão. Você pode continuar a cair e a levantar, a levantar e a cair, ou ser avivado, sempre cheio do poder de Deus.  

O avivamento em tempo integral. 

O avivamento não se resume apenas no tempo em que você está cantando ou dançando na presença do Senhor. O avivamento deve ser o seu dia-a-dia. Mas quantas vezes tem acontecido de você sair da igreja, e na hora de ir embora você já sai resmungando, reclamando, blasfemando: alguém pisou no seu pé, você não gostou de alguma coisa, o pastor não terminou na hora certa – alguma coisa começou a acontecer. Depois, você chega em de casa, quanta discussão, acessos de raiva freqüentes… Onde esta o avivamento?Quantos homens casados trazem para os filhos e para as esposas palavras de maldição. Depois se queixam e se perguntam: O que há de errado com minha esposa? O que há de errado com meus filhos? Eu não lhes deixo faltar nada, na igreja agem tão corretamente, oram e glorificam o nome do Senhor, mas no dia-a-dia, dentro de casa, são implicantes com coisas às vezes tão bobas, tão sem sentido, como “O bife ficou pequeno, queria um maior”… essas bobeiras! Então você se enfurece e perde a bênção. Vigie, você não tropeça nas montanhas, e sim nas pedrinhas. 

O avivamento não é um sentimento para durar um dia. Pelo contrário, o avivamento deve extravasar, deve jorrar de forma intensa, começando em sua vida, em sua casa. Mas para isso é necessário que você se humilhe e se arrependa diante de Deus. Em 2 Crônicas 7:14 está escrito: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” A “terra”é sua vida, sua casa. A santidade é a característica desse avivamento, porque a santidade é a característica primeira de Deus  

É necessário arrependimento

A necessidade de arrependimento não é apenas para os novos convertidos. A necessidade de arrependimento de lágrimas e de acerto de vida diante do Senhor não termina quando a pessoa se converte. Arrependimento é uma atitude que deve ser constante, deve ser algo pleno em sua vida, dia após dia. O local de arrependimento é dentro de casa. É você voltar para sua esposa e dizer: “Perdoe-me” e vice-versa. É você, como pai, como mãe, pedir perdão aos filhos, e os filhos pedirem perdão aos pais.

Arrependimento é mudança de comportamento. Se você está assistindo a filmes pornográficos, se existem fitas revistas pornográficas dentro da sua casa e seus filhos sabem, eles não acreditam na sua fé. Você precisa experimentar algo chamado arrependimento. 

Filhos que crescem presenciando desavenças, brigas e confusões entre os pais não vão aceitar a disciplina deles. Eles vão é criar revolta no coração dos filhos, porque estes não vêem no dia-a-dia de seus pais o testemunho da fé que deveriam ter. Arrependimento é mudança, é exatamente uma volta para o Senhor.   

Deus é onisciente, sabe de todas as coisas. Deus sabe das coisas das quais você precisa se arrepender, das coisas que você precisa tirar da sua casa, tirar da sua vida. 

Em diversas situações, o Espírito Santo lhe fala que você precisa se arrepender, Você até reconhece, mas não toma decisão. Deus vê todas as coisas, Ele vê o pecado que torna a sua casa seca, estéril. 

O poder e a unção do avivamento vão cessar se você não fizer uma limpeza espiritual em sua casa e em você. 2 Pedro 2:21-22 diz: “Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado. Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal.” 

Lar fértil ou estéril 

Você precisa começar a perceber o que está errado em sua vida, ou em sua casa, que necessita ser mudado. Gritar e amaldiçoar são atitudes negativas e, conseqüentemente, destrutivas.  

Será que você tem prazer de estar em casa? Prazer de estar com a família? Seus filhos têm prazer em tê-lo como pai, como mãe? Porque a beleza da casa são as pessoas. Será que estão a brotar, a florescer, amadurecendo apropriadamente? Ou o crescimento tem sido atrofiado por palavras e por ações destruidoras?  

Deus lhe dá, por meio de Sua Palavra, todas as respostas de como acabar com a esterilidade em sua casa.  Leia o que está escrito no livro de Levítico 14: 33-35: “Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Quando entrardes na terra de Canaã, que vos darei por possessão, e eu enviar a praga da lepra a alguma casa da terra da vossa possessão, o dono da casa fará saber ao sacerdote, dizendo: Parece-me que há como que praga em minha casa.”  

O livro de Levítico dado por Deus a Moisés, a fim de instruir o povo hebreu antes que entrasse na terra prometida, já mostrava os acontecimentos futuros. Saiba que os habitantes de Canaã eram ímpios. Tudo o que você puder imaginar de imoralidade e de idolatria eles praticavam.  

Quem sabe você já começou a perceber a praga na sua casa. Sua casa não tem sido aquele céu que a Bíblia descreve. Sua vida familiar não tem sido o retrato do Salmo 128:3, que diz: “Tua esposa, no interior da tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa.”  

Incredulidade e murmuração  

O contemplar esta situação “Há um praga na minha casa”, alguma coisa está acontecendo; você não pode ficar inerte. Então você se pergunta: “Essa praga foi colocada por quem?”  Em Levítico 34:14, o Senhor diz: “Quando entrardes na terra de Canaã, que vos darei por possessão, e eu enviar a praga…” Deus está dizendo: “Eu vou enviar.” Se você ler esse trecho fora de todo o contexto bíblico,  poderá pensar que toda essa situação de praga foi Deus quem colocou. Todavia, não é exatamente do modo como você está pensando. Vamos verificar o contexto.  

O povo de Israel poderia ter saído do Egito e entrado em Canaã com uma marcha de apenas quarenta dias, porém levaram quarenta anos. Não entraram na terra por causa da incredulidade e porque murmuraram contra o Senhor.  

Quando os doze espias foram verificar a terra que Deus havia lhes prometido e trouxeram aqueles relatórios tão sem esperança, dos doze, apenas Josué e Calebe creram que o poder de Deus era maior que os gigantes e obstáculos que habitavam aquela terra.  

O poder de Deus era, é e continuará sendo maior do que você crê e vê. E justamente Josué e Calebe foram os únicos que saíram do Egito e entraram em Canaã, juntamente com os outros menores de vinte anos e os que nasceram durante a peregrinação,  porque creram no poder de Deus. Todos os outros morreram no caminho, porquanto não creram em Deus, murmuraram. No livro de Números 14:27-35 está escrito:  

“Depois, disse o Senhor a Moisés e a Arão: Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim. Dize-lhes: Por minha vida, diz o Senhor, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros. Neste deserto, cairá o vosso cadáver, como também todos os que de vós foram contados segundo o censo, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes; não entrareis na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. Mas os vossos filhos de que dizeis: Por presa serão, farei entrar nela; e eles conhecerão a terra que vós desprezastes. Porém, quanto a vós outros, o vosso cadáver cairá neste deserto. Vossos filhos serão pastores neste deserto quarenta anos e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que o vosso cadáver se consuma neste deserto. Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades e tereis experiência do meu desagrado. Eu, o Senhor, falei; assim farei a toda essa má congregação, que se levantou contra mim; neste deserto, se consumirão e aí falecerão.”  

Um abismo maior  

Os cananitas tremeram quando souberam que os filhos de Israel eram um grande exército que marchava para Canaã e que em apenas quarenta dias eles estariam possuindo suas casas. Ouviram falar que Deus habitava no meio deles e lhes aparecia face a face, e de como os livrara dos egípcios, abrindo o Mar Vermelho e fazendo perecer o exército de Faraó.  

A fim de derrotar o povo judeu, os cananitas tomaram o ouro, a prata e transformaram tudo em ídolos demoníacos e eróticos, colocando-os exatamente sob as paredes da casa, entre o tijolo e o reboco. Esconderam esses ídolos porque pensaram que os israelitas somente estariam  

de passagem por Canaã, e assim poderiam, depois, voltar e reaver os seus tesouros. Eles tiveram quarenta anos, e não apenas quarenta dias, para encher as suas casas de coisas malignas.  

Deus tudo vê  

Há um processo químico usado quando se fazem determinados exames que consiste em injetar no organismo uma substância corante para marcar alguma parte doente do corpo, a fim de ser melhor visualizada através de aparelhos especializados e devidamente combatida. Isso é necessário porque só podemos ver o que está  materialmente visível.  

A praga descrita no livro de Levítico seria como que essa substância corante ao indicar a doença. Nas casas onde houvesse ídolos ou coisas malignas, as pragas apareceriam, em forma de manchas esverdeadas ou avermelhadas, indicando onde havia sido escondida alguma coisa demoníaca, que poderia até estar incrustada no meio do alicerce da casa. Seria como se o Senhor dissesse: ‘Esconderam ali!”  

Seria como que uma reação química: alguma coisa ia ocorrer no mundo natural. Por isso,  o Senhor trouxe a palavra no livro de  Levítico 14:33-35:  

“Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Quando entrardes na terra de Canaã, que vos darei por possessão, e eu enviar a praga da lepra a alguma casa da vossa possessão, o dono da casa fará saber ao sacerdote, dizendo: Parece-me que há como que praga em minha casa.”  

Você, o sacerdote  

Ainda em Levítico 14: 36-38 está escrito: “O sacerdo       te ordenará que despejem a casa, antes que venha para examinar a praga, para que não seja contaminado tudo que está na casa; depois, virá o sacerdote, para examinar a casa, e examinará a praga. Se, nas paredes da casa, há manchas esverdeadas ou avermelhadas e parecem mais fundas que a parede, então o sacerdote sairá da casa e a cerrará por sete dias.”  

Tudo pode ser resumido em: “Examine a casa.”  A prioridade do sacerdote seria a casa; ele iria examiná-la. Se entrasse e percebesse aquela reação no mundo natural, ele iria fechá-la. Durante sete dias,  ninguém entraria ali.  

Hoje, você é o sacerdote de sua casa; não pode simplesmente fechá-la. Você tem de orar, de gemer na presença de Deus, de reconhecer a praga e de exterminá-la com arrependimento, decisão e mudança na maneira de viver.  

Conte com Jesus  

Nos versículos 39-42 de Levítico 14 está escrito: “Ao sétimo dia, voltará o sacerdote e examinará; se vir que a praga se estendeu nas paredes da casa, ele ordenará que arranquem as pedras em que estiver a praga e que as lancem fora da cidade num lugar imundo; e fará raspar a casa por dentro, ao redor, e o pó que houverem raspado lançarão, fora da cidade, num lugar imundo. Depois, tomarão outras pedras e as porão no lugar das primeiras; tomar-se-á outra argamassa e se rebocará a casa”.  

Como o sacerdote do livro de Livítico, você deve continuar procurando o mal que está contaminando a sua casa. Será necessária uma ação drástica. Um  trabalho de limpeza, não apenas um concerto.  

Talvez, não tenha nada escondido debaixo do reboco das paredes de sua casa, porém você assiste a fitas pornográficas, tem objetos roubados que não foram devolvidos, tem na geladeira uma cervejinha, tem no armário roupas eróticas, minissaias, sobre as quais você diz: “Não tem nada a ver, isso não faz mal”; ou, quem sabe, você tem ídolos que, segundo a Palavra, são esconderijo de demônios. São essas pequenas coisas que levam à destruição. E é por isso que sua casa está do jeito que está.  

Os objetos demoníacos devem de ser quebrados e retirados. O seu caráter precisa ser transformado de acordo com o caráter de Jesus, pois Ele exemplificou e ensinou  para que você tivesse um modelo a imitar. Limpe a sua casa. Jesus já pagou o preço.  

Mantenha a esperança  

Observe como a limpeza era feita. Leia novamente Levítico 14:39-42: “Ao sétimo dia, voltará o sacerdote e examinará; se vir que a praga se estendeu nas paredes da casa, ele ordenará que arranquem as pedras em que estiver a praga e que as lancem fora da cidade num lugar imundo; e fará raspar a casa por dentro, ao redor, e o pó que houverem raspado lançarão fora da cidade, num lugar imundo. Depois, tomarão outras pedras e as porão no lugar das primeiras; tomar-se-á outra argamassa e se rebocará a casa.”  

Se a sua casa ainda estiver com praga, não ignore os sintomas. Você é o sacerdote, a casa é sua. Faça o que for necessário. Mantenha a esperança de ver a sua casa liberta, pois não existe casa mal-assombrada. A pessoa quando morre vai para o céu ou para o inferno. O que existe é casa opressa. Por causa do pecado das pessoas que vivem nela. Se você mantém algum objeto demoníaco e não o joga fora porque não é seu, a opressão vai continuar. Você é o sacerdote. Peça direção ao Espírito Santo e aja.  

Persista na cura  

Diz aqui o texto do livro de Levítico 14: 43-45: “Se a praga tornar a brotar na casa, depois de arrancadas as pedras, raspada a casa e de novo rebocada, então, o sacerdote entrará e examinará. Se a praga se tiver estendido na casa, há nela lepra maligna; está imunda. Derribar-se-á, portanto, a casa, as pedras e suas madeiras, como também todo reboco da casa; e se levará tudo para fora da cidade, a um lugar imundo”.  

Existem situações que são fáceis de mudar. Outras exigem batalha e perseverança. O  que você vê pode quebrar, jogar fora. A casa é a expressão da pessoa. Ao mesmo tempo que você olhar a casa como um conjunto, você precisa olhar a si mesmo e mudar aquilo que precisa ser mudado.  

Leia Levítico 14:46-48:  

“Aquele que entrar na casa, enquanto está fechada, será imundo até à tarde. Também o que se deitar na casa lavará as suas vestes; e  quem nela comer lavará as suas vestes. Porém, tornando o sacerdote a entrar, e, examinando, se a praga na casa não se estiver estendido depois que a casa foi rebocada, o sacerdote a declarará limpa, porque a praga está curada.”  

É  preciso uma limpeza pessoal, uma declaração de cura pessoal, para que Deus declare você e a sua casa limpos, e seja aí local de sua morada. A presença de Deus numa casa traz paz. O Senhor deseja que você sempre possa experimentar a paz.  

A responsabilidade  

A vida de uma pessoa, o testemunho dela, pode com       prometer todo o avivamento. Pode trazer bênção ou maldição, vitória ou derrota na  história da Igreja. Quando o povo de Israel atravessou o Jordão, o primeiro obstáculo que teve pela frente foi vencer a cidade de Jericó. Os muros da cidade caíram. O segundo obstáculo era uma cidade bem pequena. O povo de Israel, após haver vencido Jericó, sofreu uma derrota terrível para esta pequena cidade. Leia o  que está escrito em Josué 7:12-13:  “Pelo  que os filhos de Israel não puderam resistir aos seus inimigos; viraram as costas diante deles, porque Israel se fizera condenado; já não serei convosco, se não eliminardes do vosso meio a cousa roubada. Dispõe-te, santifica o povo e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: Há cousas condenadas no vosso meio, ó Israel; aos vossos inimigos não podereis resistir, enquanto não eliminardes do vosso meio as cousas condenadas.”  

O que estava condenado lá era exatamente um homem chamado Acã, que escondeu ouro e prata em forma de ídolos, coisa condenada, pensando que ninguém estava vendo,  mas Deus viu. Acã levou maldição sobre Israel. Não existe nada que você possa fazer com as portas fechadas que Deus não esteja vendo, ou  uma única chamada telefônica que Ele não esteja ouvindo.  

Você pode até ter tudo para viver bem, cheio de alegria, de prazer, para ter uma família maravilhosa, mas de repente você vê só confusão. A paz não reina, não existe prazer, não existe gozo. É porque  há pecado não confessado, objetos condenados em sua casa. A limpeza é pessoal. A santidade, a pureza e a integridade devem ser constantes em sua vida, e você deve sempre buscá-las.  

As más conversações  

As situações podem ficar delicadas por causa das palavras – conversas que são lixo, coisas torpes que você leva  para  sua casa: fofocas, criticas, palavras de maldição. É como se trouxessem um caminhão de lixo e depositassem na sua casa. Lixo é para ser jogado fora, queimado. Numa casa quem deve dominar é o Espírito Santo, e não o  diabo.  

No livro de Levítico 14:49-54, deparamos com a palavra expiação (ato de expiar). Expiar não é olhar. É cobrir com o sangue. Problemas espirituais requerem soluções espirituais. A febre não é uma doença, é apenas um sintoma. Não adianta você cuidar dos sintomas; tem de cuidar da doença. Não adianta pintar por cima, quando aparecem as manchas, e achar que acabou. O problema não foi resolvido .  

Deus consente que você experimente os sentimentos de culpa, de tristeza,    porque você não pode viver como as pessoas do mundo. Você é uma outra pessoa,  tem outra natureza. Você se sente oprimido. Portanto, a  praga ainda está em sua casa.  

Restauração  

Em Levítico 14:49-54, Deus dá o caminho para restauração:   “Para purificar a casa, tomará duas aves, e pau de cedro, e estofo carmesim, e hissopo, imolará uma ave num vaso de barro sobre águas correntes, tomará o pau de cedro, e o hissopo, e o estofo carmesim, e a ave viva, e os molhará no sangue da ave imolada e nas águas correntes, e aspergirá a casa sete vezes. Assim, purificará aquela casa com o sangue da ave, e com as águas correntes, e com a ave viva, e com o pau de cedro, e com o hissopo e com o estofo carmesim. Então, soltará a ave viva para fora da cidade, para o campo aberto; assim, fará pela expiação da casa, e será limpa. Esta é a lei de toda sorte de praga de lepra e de tinha.”  

Tudo o que está aqui são figuras do Espírito Santo, do sangue de Jesus e do poder perdoador dEle.  

Deus chamou você para ser o sacerdote do seu lar. Se as coisas não vão bem, você, como sacerdote, deve examinar a parede de proteção em volta da sua casa. Faça um inventário da sua casa. Quem sabe não há um devorador, que está levando tudo da sua casa porque encontra legalidade, encontra brecha.  

Examine os que moram em sua casa, as companhias que você e eles têm. Examine se elas têm sido bênçãos na sua casa ou têm sido apenas maldição. A pessoa com quem você tem comunhão é alguém que puxa ou derruba você.  

Se você anda com  um fofoqueiro, você será igual a ele. Se anda com alguém que gosta de lixo, vai gostar também. Existem pessoas que só gostam de desgraça, de carniça. Se você me perguntar por escândalos de pastores, eu não sei, não tenho  prazer em carniça. As pessoas nem falam desses assuntos comigo, pois não dou lugar ao diabo.  

Semeando e colhendo  

Há um poder em nossas palavras. Jesus Cristo disse: “As palavras que vos tenho dito são espírito e são vida.” As palavras que você diz são espírito e vida, e também são espírito e morte. Você pode matar os sonhos dos seus filhos, você pode matar o ideal de Deus neles.  

Você precisa ter o espírito de compreensão. Seus filhos são exatamente o que você faz deles. Se você é crítico, tem o espírito duro, é fofoqueiro, eles também serão. Há uma transferência de espírito.  

Dos doze espias que foram observar a terra, dez falaram: “Nós não vamos conseguir, vamos ser mortos.” O espírito de incredulidade que estava sobre eles  passou para a multidão. Mais de dois milhões receberam o mesmo espírito de incredulidade e disseram: “Nós não vamos entrar na terra”,  por isso não entraram nela.  

No livro de Números 11:25, está escrito: “Então, o Senhor desceu na nuvem e lhe falou; e, tirando do Espírito que estava sobre ele (Moisés), o pôs sobre aqueles setenta anciãos; quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas, depois, nunca mais.” Do mesmo modo que você pode transferir malignidade, crítica, indiferença, sarcasmo, pecado, você também pode transferir o Espírito de Deus para sua família. Você pode passar bênção.  

Mulher, você, cujo marido não é salvo ainda, é a sacerdotisa na sua casa. Você tem de clamar, bradar, encharcar o coração de Deus de lágrimas para a praga que arruína a sua casa seja exterminada. Seus filhos precisam ver em você um exemplo de uma vida de santidade e de oração.  

Tudo na vida é questão de escolha. A febre não é uma doença, é só um sintoma; e é um sintoma para restaurar, é uma escolha natural do corpo, resultado do combate à alguma infecção. No livro de Deuteronômio 30:19 o Senhor disse: “Os céus e a terra tomo, hoje por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”.  

A herança  

O bem não é só para você. O bem é para os seus filhos, para os seus netos, para os seus bisnetos. Quando você tem uma vida santa, assume que é comprometido com o Senhor; você pode reivindicar a promessa que está no livro de Atos 16:31: “Crê no Senhor Jesus, e será salvo tu e a tua casa”. Mas se você leva uma vida errada, com sujeiras escondidas, e pensa que está firme na promessa, você está enganado, você não está vivendo nem crendo.  

“Os céus e a terra tomo, hoje por testemunhas contra ti, que te propus a vida…” O sonho de Deus é que seu lar seja um céu aqui na terra. Pode ser que seja a coisa mais perversa que você esteja vivendo e perceba que tem praga na sua casa. Mas hoje você está sendo confrontado com a Palavra do Senhor. Cuidado com as pessoas que vão à sua casa; cuidado com aqueles que vão lá para, muitas vezes, criticar, para zombar; cuidado com aqueles que muitas vezes têm uma vida perversa e você fica dando ouvido às perversidades deles; cuidado com o irmão que muitas vezes não é irmão, é falso irmão, é lobo vestido de ovelha. Você vai conhece-los pelos frutos, pela sua  vida.  

Procure ser bênção. Cuidado com a transferências de atitudes, de espírito. Não deixe lixo nenhum entrar em sua casa. Deus tem lhe dado todas as ferramentas necessárias para estabelecer uma casa cheia de graça, riso e amor. Deus está à porta e espera. Ele quer encher cada compartimento da sua casa com a doçura do Espírito, com o Seu poder e com a Sua unção.

E AS LÍNGUAS ? (versão presbiteriana)

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Conteúdo

- Prefácio

- Capítulo 1 – A História do Falar em Línguas

DO ANO 100 A 1900 D.C

1. O Montanismo
2. O Testemunho de Ireneu (aproximadamente 130 – 200 d.C.)
3. Tertuliano (aproximadamente 160 – 220 d.C.)
4. Crisóstomo (aproximadamente 345 – 405 d.C.)
5. Santo Agostinho (354 – 430 d.C.)
6. A Idade Média
7. Os Meninos Profetas de Cevennes
8. Os Jansenistas
9. A Igreja Católica Apostólica
10. Outros Grupos
O MOVIMENTO PENTECOSTAL
O NEOPENTECOSTALISMO

- Capítulo 2 – O Significado do Falar em Línguas para os Pentecostais

- Capítulo 3 – Uma Avaliação Bíblica do Falar em Línguas

1. Passagens dos profetas apresentadas pelos pentecostias que segundo alegam apoiam o falar em línguas.

2. Passagens apresentadas para demostrar que o falar em línguas tinha que permanecer na igreja.

3. Passagens apresentados para provar que há um batismo do Espírito distinto e posterior à regeneração, do qual o falar em línguas é a evidência física inicial

4. A discussão da glossolália em I Coríntios 12-14.

- Capítulo 4 – Uma Avaliação Teológica do Falar em Línguas

1. Não pode ser demonstrado conclusivamente que os dons milagrosos do Espírito, que incluem a glossolália, continuam na igreja.

2. A doutrina distintiva das denominações pentecostais que é básica em seus ensinamentos sobre a glossolália, a saber, que todo crente deve buscar um batismo do Espírito Santo posterior à conversão, não tem base nas Escrituras.

3. A teologia do pentecostalismo ensina erroneamente que uma bênção espiritual deve ser atestada por um fenômeno físico.

4. No pentecostalismo está implícita uma espécie de subordinação de Cristo ao Espírito Santo que não está em harmonia com a Escritura.

5. A teologia do pentecostalismo tende a criar dois níveis de cristãos: os que tem recebido o batismo do Espírito e os que não o tem recebido.

6. A teologia do pentecostalismo implica que a igreja tem estado sem condutor, sem poder adequado, sem a plena luz, e sem uma experiência cristã completa desde os fins do Século I até o princípio do Século XX.

- Capítulo 5 – O que podemos aprender do movimento que fala em Línguas.

1. Não pode ser demonstrado conclusivamente que os dons milagrosos do Espírito, que

Bibliografia

Obras escritas por pentecostais

Obras escritas por não pentecostais

Obras eminentemente históricas

Periódicos

PREFÁCIO

O propósito principal deste livro é fazer uma avaliação bíblica e teológica do fenômeno de falar em línguas. Inclui uma breve síntese histórica da glossolália, assim como um capítulo que aborda o que a igreja pode aprender do movimento que fala em línguas.

Inicialmente, devo deixar claramente estabelecido que me sinto muito agradecido pelo que Deus está realizando por meio desses cristãos de convicções pentecostais, especialmente nos campos missionários do mundo. Considero os pentecostais e neopentecostais irmãos em Cristo, e portanto, o que direi acerca de seus pontos de vista sob a questão das línguas, será com espírito de amor cristão. Gostaria que meus amigos pentecostais vissem este livro como um diálogo teológico com eles, que tem o propósito de alcançar uma melhor compreensão do que a Palavra de Deus ensina sobre o tema em questão.

Baseei minha exposição dos ensinamentos pentecostais e neopentecostais primeiramente em seus próprios escritos, especialmente em dois livros doutrinais de autores das Assembléias de Deus, publicados em castelhano pela Editorial Vida: O que isso significa? de Carl Brumback e O Espírito Mesmo Concedeu de Ralph M. Riggs. Tentei ser o mais justo e exato possível, mesmo assim reconheço que posso ter incorrido em alguma incorreção. Sentirei agradecido se me chamassem atenção para tais inexatidões.

Este livro nasceu de uma série de conferências dadas no Seminário Teológico Batista Conservador de Denver, Colorado, em outubro de 1964. Estou profundamente agradecido pelo convite para estas conferências e pela cordial hospitalidade a mim deferida.

Desejo expressar meu apreço por todas as pessoas que me enviaram material, proporcionaram informação e responderam às minhas cartas. Estou endividado com vários autores que escreveram sobre glossolália, e diversos amigos com os quais discutimos o tema. Gostaria também de agradecer aos meus alunos do Seminário Calvino, cujas questões suscitaram meu interesse neste tema.

Sobretudo, dou graças ao Senhor que me capacitou para fazer este estudo. Que este livro magnifique o Pai que nos escolheu, ao Filho que morreu por nós e ao Espírito Santo que habita em nós. 

ANTHONY HOEKEMA

Capítulo 1 – A História do Falar em Línguas

 Os anos recentes tem testemunhado um notável avivamento do interesse num fenômeno comumente conhecido como “falar em línguas”. O nome mesmo não nos diz muito; obviamente todo falar se faz com a língua. O que há de extraordinário em “falar em línguas”?

O falar em línguas, ou glossolália, para usar a expressão técnica, é a emissão espontânea de sons num idioma em que o falante jamais aprendeu e nem sequer o entende. Este falar em línguas é praticado normalmente em certos tipos de grupos religiosos.

No entanto, o surpreendente é que, ainda que por relativamente muito tempo o falar em línguas esteve majoritariamente limitado às igrejas pentecostais, a partir de 1960 este fenômeno tem-se estendido às principais denominações da cristandade. O falar em línguas entrou nas igrejas episcopais (a alta), presbiterianas, metodistas, batistas, luteranas e reformadas. Quando a glossolália saltou das igrejas com fachada de armazém e de tabernáculos pentecostais para os santuários góticos e as salas de casas particulares, os telégrafos começaram a soar, as máquinas de escrever trabalharam incessantes e as prensas rodaram pressurosamente. Da noite para o dia o falar em línguas converteu-se em notícia de primeira página.

Apesar do falar em línguas em grande escala não se iniciou antes do surgimento do pentecostalismo em 1906, o fenômeno havia-se apresentado anteriormente dentro e fora da igreja cristã. Contudo, dentro da Igreja e até os princípios do Século XX, o falar em línguas somente foi encontrado ocasionalmente, e isso entre grupos minoritários.

Para entender as atuais manifestações de glossolália[1] devemos conhecer algo de sua história. Ao apresentar esta breve história não vou discutir o falar em línguas fora da igreja cristã, apesar de que alguém possa encontrar muitos paralelos interessantes a este fenômeno entre os devotos de religiões não cristãs. Tampouco quero neste momento discutir as referências bíblicas à glossolália, uma vez que serão consideradas num capítulo adiante. Começarei essa breve síntese histórica no ano 100 d.C., aproximadamente, porque esta data marca o fim aproximado do que poderíamos chamar história bíblica e o começo aproximado do que normalmente chamamos História da Igreja. O tratamento histórico será realizado visualizando três fases distintas: o período que vai do ano 100 ao 1900 d.C., o movimento pentecostal e o neopentecostalismo.

DO ANO 100 A 1900 D.C.

Ao fazer esta síntese, o que nos surpreende é a falta de freqüência da glossolália na história da igreja cristã. Também nos chama a atenção o fato dos grupos em que se falavam em línguas eram grupos minoritários, que com freqüência encontravam-se sob perseguição. Ao examinar esta história, vemo-nos de encontro com a seguinte pergunta: Somos obrigados a supor que as modernas aparições de glossolália são a continuação do dom carismático de línguas como ocorreu, por exemplo, em Corinto? Ou é possível que haja explicações psicológicas para este fenômeno que tornam a primeira suposição desnecessária e sobretudo errônea.?

1. O Montanismo

Os escritores pentecostais às vezes se referem ao montanismo como um movimento na igreja antiga do Século II que se lhes assemelha. Um destes autores expressa deste modo: “Uma seita da igreja antiga que pode se classificada de pentecostal é a que foi fundada por Montano da Frigia, que defendia uma estrita disciplina eclesiástica e cria que a igreja receberia um novo batismo pentecostal”. O mesmo autor cita Eusébio, o historiador da igreja do Século IV, para assinalar que Montano “foi arrebatado em espírito, e introduziu-se numa espécie de frenesi e êxtase irregular, delirando, falando e proferindo coisas estranhas”. Duas companheiras de Montano, Priscila e Maximila, também falaram “numa espécie de extático frenesi”.

Entretanto, se é citado o montanismo como um precedente para o pentecostalismo, trata-se de um precedente pouco feliz, uma vez que a Igreja condenou-o considerando heréticos os ensinamentos de Montano. Sua posição era que havia chegado a Era do Espírito, e que o Espírito agora falava por meio de Montano. Ele recebia novas revelações que suplementavam e aumentavam a Bíblia. Considerando que então se iniciara a era final, Montano e seus associados conclamou as pessoas para se reunirem em Pepuza, Frigia, para esperar o fim do mundo. Montano e seus seguidores foram excluídos da Igreja porque julgou-se que a pretensão dele de haver recebido revelações superiores à Bíblia era contrária à finalidade da Escritura. Portanto, ainda que não se pode negar que entre os montanistas ocorreu o falar em línguas, o fato de ter ocorrido entre os membros deste grupo não é propriamente uma grande recomendação.

2. O Testemunho de Ireneu (aproximadamente 130 – 200 d.C.)

 A passagem de Ireneu que mais é citada como indicativa da continuação da glossolália na igreja antiga se encontra em Contra as Heresias, V, 6, 1:

Por esta razão, o Apóstolo declara: “Falamos sabedoria entre perfeitos”, denominando “perfeitos” a quem tem recebido o Espírito de Deus, e que por meio do Espírito de Deus falam em todos os idiomas, como ele[2] mesmo falava. De igual maneira, nós também ouvimos de muitos irmãos na igreja que possuem dons proféticos, e que por meio do Espírito falam toda classe de línguas, e trazem à luz coisas que estão escondidas dos homens, e declaram os mistérios de Deus para o beneficio geral, aos quais também o Apóstolo denomina “espirituais”, sendo espirituais porque participam do Espírito, e não porque tenham sido despojados de sua carne e se tenham convertido em seres puramente espirituais.

Os pentecostais citam freqüentemente esta passagem para provar que no Século II d.C. havia pessoas que falavam “toda classe de línguas”. Contudo, tanto P. Feine quanto G. B. Cutten assinalam que, dado que a palavra traduzida por “toda classe de” é um termo algo obscuro (a palavra grega dada por Eusébio é paritodapais), não é certeza que Ireneu esteja falando de idiomas estrangeiros ou de expressões extáticas que não fossem idiomas específicos conhecidos.

No entanto, consideremos esta passagem com um pouco mais de cuidado. Vale fazer os seguintes comentários:

(1) Quando em II. 32. 4. descreve-se os dons milagrosos do Espírito ainda na igreja de seu tempo, Ireneu menciona o exorcismo, a previsão do futuro, visões, profecias, curas e até a ressurreição de mortos (ainda que B. B. Warfield diz que esta última se refere somente a pessoas ressuscitadas dentre os mortos nos tempos apostólicos e dos quais Ireneu teve notícias). Como se vê, nesta lista dos dons do Espírito, Ireneu não menciona o falar em línguas. Porque não? Se o dom tivesse existido em seu tempo, poderíamos esperar que o mencionasse juntamente com o de profecia e de curas.

(2) Na passagem citada anteriormente, V, 6, 1, o propósito principal de Ireneu não é discutir que os dons permanecem na Igreja, mas explicar que as expressões perfeito e espiritual, quando as usa o apóstolo Paulo, não menosprezando de nenhum modo o valor do corpo humano. O argumento geral desta seção tem a ver com a doutrina da ressurreição do corpo, doutrina que os gnósticos negavam. Portanto, o que Ireneu diz aqui acerca de pessoas que “pelo Espírito falam toda classe de línguas” é puramente incidental com respeito ao seu propósito. Em outras palavras, o argumento que está apresentando teria o mesmo valor se estivesse falando tanto em relação ao Novo Testamento, como ao seu próprio tempo.

(3) Há alguma possibilidade de que Ireneu esteja falando aqui não de um fenômeno que estivesse ocorrendo em seu tempo, mas do que havia ocorrido no tempo do Novo Testamento. Evidentemente, isso é certo na primeira oração da citação em que o editor inseriu uma nota marginal que remete o leitor a 1 Coríntios 2:6; Ireneu está aqui falando de pessoas na igreja de Corinto, que pelo Espírito de Deus falavam em “todas as línguas”. A segunda oração, que descreve os irmãos da igreja que não só falam línguas, mas tem outros dons proféticos, desvenda coisas escondidas e declara os mistérios de Deus, termina com a declaração: “a quem também o apóstolo denomina “espirituais”[3] . A palavra traduzida “denomina” é no latim vocat, forma do presente do indicativo do verbo vocare ”chamar ou nomear”. Ireneu está dizendo que a estas pessoas Paulo as chama “espirituais”. Se Ireneu quisesse dizer que certas pessoas de seu tempo eram pessoas as quais Paulo chamaria espirituais se ainda estivesse vivo, porque não expressou isso de uma forma muito mais clara? E porque Ireneu não usou o perfeito do subjuntivo em vez do presente do indicativo? É também significativo que os dons espirituais dos quais fala a segunda oração são precisamente os descritos na Primeira Epístola aos Coríntios, o que alude a primeira oração da citação. Portanto, é possível que Ireneu, não esteja aqui falando acerca de um fenômeno ocorrido em seus dias, mas simplesmente acerca do ocorrido nos tempos do Novo Testamento.

(4)Ademais, devemos admitir que Eusébio, o historiador da igreja, entendeu que Ireneu descrevia algo que estava ocorrendo no Século II. E as palavras iniciais da citação parecem dar ao leitor essa impressão: “De igual maneira, nós também ouvimos[4] de muitos irmãos na igreja … que por meio do Espírito falam toda classe de línguas…”. As palavras “De igual maneira” e a repetição de “falar em línguas” (que já havia sido mencionado na oração precedente) fariam pensar que “Ireneu está-se referindo a algo que ocorria em seu tempo. Se é assim, temos evidência para a continuação do dom de línguas no Século II, ainda que não se nos diz se estes que falam línguas eram montanistas ou membros das igrejas regulares e fica então o problema do significado da expressão aos quais também o apóstolo denomina espirituais”.

3. Tertuliano (aproximadamente 160 – 220 d.C.)

 Há uma passagem de Tertuliano que indica que em seu próprio grupo era comum um certo tipo de falar extático. Em seu livro Contra Márcíon desafia a Márcíon para que lhe mostre os seguintes fenômenos:

Que Márcíon então mostre, como dons de seu deus, alguns profetas que não falem por sentido humano, mas com o Espírito de Deus, que predizem o futuro, e manifestem os segredos do coração; que mostre um salmo, uma visão, uma oração apenas que seja pelo Espírito, num êxtase, isto é, num arrebatamento (amentía), quem quer que haja experimentado uma interpretação de línguas; mostre-me também, que alguma mulher de língua jactanciosa de sua comunidade que profetize, alguma dentre essas suas irmãs especialmente santas. Pois agora, todos estes sinais (de dons espirituais) se produzem em meu partido sem nenhuma dificuldade …

Acerca desta citação devemos anotar duas coisas: (1) Quando Tertuliano escreveu Contra Márcion era montanista. Já temos visto o fato de que a glossolália ocorria entre os montanistas o  que dificilmente pode-se constituir em um argumento que a apoie. (2) Em toda a passagem nada se diz da glossolália, ainda que se menciona a interpretação de línguas. Menciona-se o falar em êxtase, falar num arrebatamento (amentia, sugere que a mente consciente não tem o controle, mas não se afirma especificamente que isso incluía o falar numa língua desconhecida. Alguém poderia falar em êxtase num idioma conhecido).

4. Crisóstomo (aproximadamente 345 – 405 d.C.)

Crisóstomo, pai da Igreja do Século IV, dá claro testemunho de que não havia glossolália na igreja de seu tempo. Ao comentar a discussão de Paulo sobre o falar em línguas em 1 Coríntios 12 e 14, diz: “Tudo isso é muito obscuro, mas a obscuridade produz-se da nossa ignorância dos fatos que se referem à sua cessação, que havendo ocorrido então, agora já não mais sucedem”.

5. Santo Agostinho (354 – 430 d.C.)

Agostinho também testificou que não se observava glossolália na igreja de seu tempo. Porque na Sexta Homilia Sobre I João escreveu:

Nos primeiros tempos, o Espírito Santo caiu sobre os que creram e eles falaram em línguas “segundo o Espírito os concedia que falassem”. Eram sinais adaptados para seu tempo. Porque correspondeu àquela demonstração do Espírito em todas as línguas para assinalar que o evangelho de Deus seria transmitido por meio de todas as línguas, por toda a terra. Aquilo foi feito como uma demostrarão ou sinal, e passou. Na imposição de mãos para que as pessoas recebam o Espírito Santo, devemos agora esperar que falem em línguas? Ou quando pomos as mãos sobre os infantes [nota do editor: os neófitos ou novos convertidos], espera-se que alguns de vós venha a falar em línguas; e acerca do não falar em línguas, espera-se que haja alguém tão insensato para dizer que alguém não tem recebido o Espírito Santo pois que se o tivesse recebido haveria de ter falado em línguas como era naqueles tempos?

Também afirmou em outro escrito: “Porque, há alguém que espera nestes dias que em quem se impõem as mãos para que recebam o Espírito devam imediatamente começar a falar em línguas?”

Portanto, parece que no tempo de Crisóstomo não há evidências de glossolália na igreja oriental, e que no tempo de Agostinho não há sinais de falar em línguas na igreja ocidental[5] . Neste ponto, uma pergunta nos sentimos impulsionados a formular: Se a glossolália é um dom do Espírito tão importante como os pentecostais e neopentecostais de hoje afirmam, porque Deus permitiu que simplesmente desaparecesse da igreja? Temos encontrado a glossolália entre os montanistas, mas lá estava associada com um movimento sectário que negava que as Escrituras estivessem encerradas na cânon. A declaração de Ireneu que muitos citam, como temos visto, poderia ser a descrição do falar em línguas em tempos do Novo Testamento mais do que um fenômeno ocorrido nos dias dele.

6. A Idade Média

George Barton Cutten, autor de Falando em Línguas, é louvado pelos que estudam este tema como o mais antigo historiador da glossolália no idioma inglês. Seu comentário sobre a relativa ausência de glossolália durante a Idade Média é muito interessante: “É realmente surpreendente… que nesta era de maravilhas (o período medieval) haja aparecido com tão pouca freqüência (o dom de línguas)” (p. 37).

Diz-se que uma certa quantidade de indivíduos do período medieval falaram em línguas, particularmente em idiomas que nunca haviam aprendido. Diz-se que São Vicente Ferrer (1357-1419) falou a gregos, alemães e húngaros em seu dialeto valenciano nativo e estes o entenderam. Diz-se que São Luís Bertrand (1526-81) converteu a 30.000 índios sul-americanos de diversas tribos e dialetos pelo uso do dom de línguas. Também informa-se que São Francisco Xavier (1506-52) teve o dom de línguas de forma tão notável que pôde pregar aos nativos da Índia, China e do Japão em seus próprios idiomas, ainda que jamais os tivessem estudado. Cutten chega a indicar, no entanto, que estes informes contradizem o testemunho do próprio Xavier e as declarações explícitas do historiador José Acosta. Este afirma que Xavier tinha que trabalhar arduamente para dominar o japonês e outros idiomas que estudou. O artigo sobre Xavier na Enciclopédia Britânica menciona especificamente que ele favorecia o esforço que os missionários faziam de estudar os idiomas nativos. Quando vemos, como se deu no caso de Xavier, o processo de floreamento da história dos santos com lendas fantásticas, damo-nos conta de que temos que ter muita sobriedade para com outros relatos medievais acerca do dom milagroso de línguas estrangeiras.

No tempo da Reforma algumas das melhores mentes da Europa esquadrinharam diligentemente as Escrituras para re-descobrir os padrões neo-testamentários de doutrina e vida. No entanto, nenhum dos reformadores achou que o falar em línguas pertenceria à categoria dos dons normais que Deus tem outorgado permanentemente à Sua Igreja.

7. Os Meninos Profetas de Cevennes

Ao seguir adiante na direção do período moderno, devemos notar brevemente o que se diz sobre a glossolália dos assim chamados “Pequenos Profetas de Cevennes”. Depois da revogação do Edito de Nantes em 1685, muitos protestantes saíram da França e a vida se fez cada vez mais difícil para quem ficou. Desde 1685 até princípios do Século XVIII os pobres camponeses huguenotes de Cevennes, região do Sul de França, tiveram que suportar terríveis provações e cruéis perseguições. Durante as perseguições, muitos destes campônios converteram-se em profetas. É especialmente interessante notar que um grande número destes profetas eram crianças. Estes profetas de Cevennes caíam em êxtase e pronunciavam frases que acreditavam ser inspiradas pelo Espírito Santo. Dizia-se que alguns deles haviam falado em hebraico e latim, sem que jamais tivessem aprendido esses idiomas. Um deles disse que o Espírito de um anjo ou de Deus mesmo havia feito uso de seus órgãos da voz; estava certo de que um poder superior falava por seu intermédio.

Dizem-se outras cosas interessantes sobre estes camisardos, como também se lhes chamou, diz-se que apareciam luzes no céu que os conduziam a lugares seguros, e vozes que cantavam para lhes dar alento. Warfield sublinhou que, em comum com os antigos montanistas, prediziam a pronta vinda do Senhor e o estabelecimento de seu reino sobre a terra, pretendendo que a difusão dos dons espirituais, evidentes em seus movimentos, fosse a preparação e sinal de seu iminente regresso. Warfield também nos fala da pregação de um tal Doutor Emes, morto no dia 22 de dezembro de 1707, que teria que se ressuscitar no 25 de março de 1708. Infelizmente, o Dr. Emes não ressuscitou, pelo que os profetas tiveram que publicar um panfleto dando “As razões de Squire Lacy por que Dr. Emes não ressuscitou”.

Quando refletimos no significado da glossolália como se apresentou entre os profetas de Cevennes ou camisardos, notamos várias semelhanças entre eles e os montanistas do Século II. Perguntamo-nos, até que ponto essas experiências eram alucinatórias, uma vez que as alucinações podem ser freqüentes em tempos de angústia ou perigo. No que diz respeito ao falar em línguas, Cutten assinala: “Não encontramos nada neste ou em casos similares que não possam ser explicados por leis psicológicas conhecidas”.

8. Os Jansenistas

Diz-se com freqüência que houve glossolália entre os jansenistas do Século XVIII na França. O artigo sobre o jansenismo na Enciclopédia Britânica explica que o falar em línguas era praticado pelos membros mais extravagantes do grupo, os quais com o tempo foram desqualificados pelos jansenistas de maior reputação.

9. A Igreja Católica Apostólica

 Uma manifestação mais extensa de glossolália apareceu no Século XIX na chamada Igreja Católica Apostólica fundada por Edward Irving (1792-1834). A glossolália começou neste grupo quando duas pessoas começaram a falar em línguas desconhecidas na Escócia. Irving, que era então pastor de uma congregação londrina, queria estes dons para sua igreja e desde então começou a orar por eles. Depois de um tempo, a glossolália ocorreu em seu grupo. Ainda que ao princípio tivesse a intenção de manter o falar em línguas como um exercício privado, logo Irving permitiu que os glossolalistas exibissem em público seu dom. Depois disso, como dizia Thomas Carlyle, amigo íntimo de Irving, os serviços de sua igreja converteram-se numa verdadeira Babel.

Ao princípio pensou-se que estas línguas eram idiomas estrangeiros verdadeiros. Mary Campbell, a jovem que foi a primeira a falar em línguas na Escócia, pretendia falar o idioma das Ilhas Palaos. Esta pretensão, segundo um escritor, era “certa… com poucas probabilidades de serem postas em dúvida com autoridade”. No entanto, mais adiante a opinião era que os idiomas eram sinais sobrenaturais e não idiomas específicos.

Para uma avaliação completa da glossolália entre os irvingistas, como se chamou os seguidores de Irving, convidamos o leitor que a faze-la mediante a leitura do Capítulo 4, do livro de Warfield, Miracles Yesterday and Today (Milagres, Ontem e Hoje). Neste capítulo Warfield conta de certo Robert Baxter que se fez membro da igreja de Irving em 1831. Durante um tempo, Baxter tomou parte ativa no movimento. Mas quando não se cumpriram as profecias que haviam feito, os seus olhos foram abertos. Rompeu publicamente com o movimento dizendo a Irving que estava convencido de que “todos falávamos por um Espírito mentiroso e não pelo Espírito do Senhor”. Baxter chegou a publicar um livro, em que expressou sua desilusão com os dons sobrenaturais supostamente outorgados à congregação de Irving. Warfield segue dizendo que até Mary Campbell confessou mais tarde que a algumas de suas impressões pessoais ela havia dado o nome de voz de Deus. Podemos concluir observando que não se recebe uma impressão muito favorável da glossolália ao estudar a história da Igreja Católica Apostólica.

10. Outros Grupos

Poderíamos seguir adiante apontando que já havia glossolália entre os quakers (tremedores) e entre os primeiros mórmons (o artigo 7 dos artigos de fé dos mórmons inclui o dom de línguas para os mórmons). Poderíamos observar que mais para frente houve manifestação de línguas entre alguns dos convertidos de Whitefield e Wesley, e que houve glossolália no grande avivamento dos Estados Unidos e nos avivamentos da Escócia e País de Gales. Poderíamos além disso tomar nota de alguns exemplos de glossolália na Rússia e Armênia. Mas já se tem feito um esboço suficiente desta história para provar que a glossolália tem ocorrido apenas ocasionalmente no passado, e que não se tem encontrado nos grandes segmentos da igreja cristã histórica, mas em grupos minoritários, alguns deles definitivamente heréticos. Portanto, a glossolália não é parte da grande tradição do cristianismo histórico, mas um fenômeno isolado que tem ocorrido esporadicamente sob circunstâncias anormais.

O silêncio comparativo destes muitos séculos de história quanto à glossolália deveria fazer pensar seriamente quem pretende que o dom de línguas seja um dos dons permanentes do Espírito para a sua igreja. A voz da história da igreja parece dizer-nos que o Espírito não tem seguido outorgando este dom ao povo de Deus, ao tempo em tem seguido guiando a sua igreja em toda a verdade. Os pentecostais contrargumentam que a razão do virtual desaparecimento deste dom da igreja é que durante esses séculos o povo de Deus estava pecando contra Deus[6] . Os cristãos não criam completamente em todas as promessas de Deus[7] , e o amor de muitos se esfriara. Contudo, a dificuldade desta interpretação é que se constitui em uma grande acusação contra 1800 anos de história eclesiástica. Devemos crer honestamente que nenhum cristão dos séculos passados mártires, missionários, guerreiros ou santos, teve a classe de fé, amor e dedicação mostrada pelos crentes pentecostais de hoje? Foi toda a história da igreja desde o ano 100 até 1900 uma história de apostasia?

O MOVIMENTO PENTECOSTAL

Em outubro de 1900, Charles Parham, ex-ministro metodista, inaugurou uma escola bíblica em Topeka, Kansas. Parham havia sido cativado pelo movimento de santidade que então estava em seu apogeu; cria que a santificação era uma segunda e definida obra da graça que destruía complemente o pecado inato. Também estava convencido de que depois que alguém tenha obtido uma santificação real e a unção que permanece, ainda faltava um grande derramamento de poder que os cristãos teriam que experimentar.

Antes do Natal de 1900, Parham, que devia sair por três dias, pediu aos seus estudantes que procurassem na Bíblia se haveria alguma evidência do que ocorre com o batismo do Espírito Santo – bênção que cria ainda dever receber o crente convertido e santificado[8] . Quando Parrana voltou, ficou maravilhado ao constatar que os quarenta estudantes haviam chegado a uma conclusão idêntica: “Quando caiu a bênção pentecostal, a prova indiscutível em cada ocasião foi que eles falaram em outras línguas”. A partir daí, o grupo começou a buscar ativamente o batismo do Espírito Santo, acompanhada da evidência que é um extático falar em línguas.

Em 1º de janeiro de 1901 (ou seja, como nos lembram os pentecostais, no começo mesmo do Século XX), a senhorita Agnes Ozman, uma das alunas de Parham, foi a primeira deste grupo que falou em línguas depois que Parham lhe impôs as mãos. Os pentecostais chamam a esta experiência de o começo do moderno avivamento pentecostal.

Logo, outros estudantes começaram a falar em línguas, como também o fez o próprio Param. Este se convenceu de que todo o cristão deveria receber o batismo do Espírito Santo que ele e seus estudantes haviam recebido, e que deveriam falar em línguas como evidência de haver recebido este batismo. Parham agora começou a levar “a mensagem pentecostal” ou “a mensagem do evangelho pleno”, como também foi chamado, e o pregou em varias cidades: Kansas City, em Kansas; Lawrence, em Missouri; El Dorado Springs, em Missouri, Galeria, em Kansas; Joplin, em Missouri; Orchard e Houston, no Texas. Em 1905, Parham estabeleceu um instituto bíblico em Houston, Texas.

Entre os que estudaram no instituto de Houston e se convenceram da verdade da mensagem de Pentecostes estava W. J. Seymour, pregador negro do movimento de santidade. Aproximadamente neste tempo visitou Houston, Neeley Terry, mulher negra de Los Angeles, que assistiu à igreja do Sr. Seymour e recebeu o batismo do Espírito Santo e o dom de línguas. Ficou tão impressionada com Seymour que persuadiu a igreja em Los Angeles a qual pertencia para que convidasse o irmão para pregar. No entanto, a primeira mensagem de Seymour em Los Angeles produziu tal hostilidade que o pregador visitante encontrou as portas fechadas para ele quando regressou para o culto da tarde. Impávido, Seymour começou a pregar numa casa. Em 9 de abril de 1906, sete pessoas foram batizadas com o Espírito Santo e começaram a falar em línguas. Estes acontecimentos chamaram tanto a atenção que o grupo logo se mudou para um edifício na Rua Azusa, que anteriormente havia sido igreja mas que por ora era uma cocheira. Neste lugar de poucas pretensões, Seymour seguiu dirigindo cultos que tiveram a assistência de crescentes números de pessoas de diversas denominações e raças. As reuniões se seguiram durante três anos, e chegaram a ser o centro do movimento pentecostal. De todo o país veio gente à missão da Rua Azusa para receber o batismo do Espírito e a evidência das línguas[9] .

Após isso seguiram anos de rápido crescimento. O assim chamado avivamento pentecostal estendeu-se a Chicago, Winnipeg e New York. Pouco depois de 1906, o “evangelho pleno” podia ser achado em todos os continentes. O movimento seguiu crescendo, até que hoje estima-se que há pelo menos 26 denominações que se consideram parte do movimento pentecostal.

Consideremos brevemente alguns dos maiores corpos pentecostais dos Estados Unidos. O maior e mais influente deles é as Assembléias de Deus com sede em Springfield, Missouri. Em abril de 1965 sua membresia total no país era de mais de 555.000. Tinham mais de 8.400 igrejas, 10.000 ministros ordenados e 5.000 licenciados nos Estados Unidos. Sua principal escola é o Instituto Bíblico Central em Springfield e seu semanário é o Pentecost Evangel. Uma idéia do tremendo alcance de sua atividade missionária pode-se deduzir do fato de que em abril de 1965 diziam ter 891 missionários no estrangeiro, 15.105 igrejas e pontos de pregação no exterior e uma membresia estrangeira (incluindo aderentes e membros em plena comunhão) de 1.472.766 pessoas. Isso significa que, de cada quatro pessoas que são membros ou aderentes das Assembléias de Deus, três estão no campo missionário, enquanto uma está nos Estados Unidos[10]

A segunda igreja pentecostal em importância nos Estados Unidos é a Igreja de Deus em Cristo. É uma igreja negra fundada por C. H. Mason e C. P. Jones. Segundo Kelsey, este grupo tinha mais de 400.000 membros em 1963 contra apenas 31.000 que tinha em 1936. É uma igreja de santidade que ensina que a santidade é considerado um requisito para a salvação e para o batismo do Espírito.

O terceiro corpo pentecostal em importância é a Igreja de Deus com sede em Cleveland, Tennessee. Esta é também a igreja pentecostal mais antiga do país, havendo começado em 1886 num avivamento dirigido no sudeste do Tennessee por Richard G. Spurling, pai, e seu. filho do mesmo nome. A. J. Tompson chegou a ser mais tarde o supervisor geral desta igreja, mas foi afastado em 1923. Esta também é uma igreja de santidade que ensina que à santificação segue a justificação e ao batismo do Espírito Santo segue a purificação ou santificação. Segundo cifras entregues por esta igreja em agosto de 1964, sua membresia total nos Estados Unidos e Canadá era de mais de 200.000; nestes países tinha quase 7.000 ministros (esta cifra provavelmente inclui ministros ordenados e licenciados) em aproximadamente 3.500 igrejas. No entanto, nessa data sua membresia mundial era de em torno de 400.000.

Segue em tamanho a Igreja Unida Pentecostal, que começou quando se uniram duas igrejas em 1945, e que segundo Kelsey tem 175.000 membros. É uma igreja das que se chamam “unitárias”: nega que há três pessoas na Trindade, e ensinam que Pai, Filho e Espírito Santo são uma única pessoa e que essa pessoa é Jesus Cristo. Em conseqüência, seu ensinamento é uma espécie singular de unitarismo que se centraliza na segunda pessoa e não na primeira; este unitarismo de tipo pentecostal é conhecido também como o movimento “Só Jesus”. As pessoas que tem sido batizadas no nome do Deus Trino têm que ser rebatizadas no nome de Jesus quando se fazem membros deste grupo. A maioria dos demais corpos pentecostais, as Assembléias de Deus em particular, tem repudiado firmemente este ensinamento unitário. Pode ser interessante notar que a Igreja Unida Pentecostal tem um código moral muito rígido. Oficialmente reprova coisas tais como o banho misto, a maquiagem, os desportos e as diversões mundanas, o uso da televisão, e proíbem que as mulheres cortem o cabelo. Num folheto publicado pela denominação entitulado “A Questão do Cabelo”, são dadas quinze razões pelas quais as mulheres devem ter o cabelo comprido.

Outro proeminente grupo pentecostal é a Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular (ou quadrado, ou ainda Foursquare em alguns países), fundada em 1927 por Almee Semple McPherson. Esta igreja também ensina que os crentes devem receber o batismo do Espírito Santo e que este batismo deve ser atestado pelo falar em línguas. Em 1965 este grupo dizia ter uma membresia total de 159.034 com 771 igrejas e 1647 ministros ordenados e licenciados em os Estados Unidos. Um folheto sobre missões publicado pela igreja em 1965 dá as seguintes cifras: 1368 pastores nacionais e evangelistas, 1402 igrejas e pontos de pregação no estrangeiro e 96.432 membros e aderentes no campo missionário.

Outro grupo pentecostal que deve ser considerado é a Igreja de Deus Pentecostal, pelo menos pelo fato de que Oral Roberts pertencia a ele. Doutrinariamente também é um grupo de santidade. A santificação é considerada uma segunda obra da graça instantânea (ainda que também sustentam que é progressiva). Considera o batismo do Espírito Santo como uma obra de graça adicional[11] . Portanto, é interessante notar que as cifras entregues pelo grupo em 1946 estavam classificadas em três categorias: 26.251 membros, 8.043 salvos, 3.179 santificados e 1.724 batizados com o Espírito. Contudo, estatísticas mais recentes indicam que, em julho de 1956, a igreja dizia ter 60.665 membros, 1.331 igrejas e 2.446 ministros em os Estados Unidos. A membresia mundial total naquela data era 84.915 com 85 missionários no estrangeiro.

Mais um grupo deve-se mencionar, Assembléias Pentecostais Mundiais. Esta também é uma igreja negra que tinha uma lista de 50.000 membros e 600 igrejas em 1959. Esta igreja se opõe às sociedades secretas, às datas de festas eclesiásticas, ao uso de jóias, de meias atrativas, de cabelo cortado ou alisado e de adereços de cores brilhantes.

Estes são pois, os principais corpos pentecostais nos Estados Unidos. Há vários outros grupos, a maior parte mais pequenos que os mencionados. Devido o crescimento rápido do pentecostalismo, não somente nos Estados Unidos mas em países estrangeiros, este movimento com freqüência é chamado “terceira força do cristianismo”. Há muitas igrejas pentecostais vigorosas em países europeus como Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Suíça, Rússia, Itália, Alemanha e Inglaterra. O pentecostalismo também é forte na América do Sul, especialmente no Brasil. As igrejas pentecostais tem sido muito ativas no trabalho missionário; Bloch-Hoell, dando cifras do ano 1954, estima que naquele tempo o contigente de missionários pentecostais era pelo menos três vezes e meia maior que o considerado “normal” no mundo protestante. Ainda que é difícil fazer uma estimativa de quantas pessoas no mundo poderiam se chamar pentecostais, é certo que as cifras mundiais alcançam a vários milhões. Enquanto Bloch Hoell estima que há aproximadamente seis milhões de seguidores pentecostais no mundo incluindo as crianças), John L. Sherril julga que há mais de 8.500.000 pentecostais no mundo, mais de 2.000.000 dos quais estão nos Estados Unidos.

O NEOPENTECOSTALISMO

Resta explorar mais uma fase da história deste tema, fase que Russell T. Hitt tem denominado neopentecostalismo. Com esta expressão quero significar a passagem da glossolália para as igrejas estabelecidas. Antes de 1960, o fenômeno da glossolália estava confinado exclusivamente às igrejas pentecostais, no entanto, na atualidade já não é assim.

Tudo começou com Dennis Bennett, reitor da Igreja Episcopal de São Marcos em Van Nuys, Califórnia, nos arredores de Los Angeles. Por meio da influência de um casamento celebrado em uma igreja vizinha recebeu o dom de línguas, e achou que seria uma estimulante experiência espiritual os efeitos da qual se introduziram em sua vida cotidiana. Logo, umas setenta pessoas na congregação começaram a falar em línguas, incluindo alguns dos mais conhecidos membros da congregação. Como a igreja estava dividida pelo problema, o Rev. Bennett renunciou à reitoria em 3 de abril de 1960. A publicidade que se seguiu à sua renúncia serviu para difundir ainda mais a notícia deste novo turbilhão de línguas.

Atualmente, muitos episcopais estão praticando a glossolália. Frank Farrell informou em setembro de 1963 que, segundo se dizia, uns 2.000 episcopais estavam falando línguas somente no sul da Califórnia. A glossolália também tem-se estendido pela Igreja Presbiteriana. Mais de 600 membros da Primeira Igreja Presbiteriana de Hollywood (a maior igreja local da denominação) haviam falado em línguas, segundo uma informação. Alguns membros da Igreja Reformada da América também tem começado a falar em línguas, provavelmente o mais conhecido deles seja o Rev. Harald Bredesen, pastor da Primeira Igreja Reformada de Mount Vernon, New York. O Rev. Bredesem recebeu o dom de línguas num acampamento pentecostal em Green Lane, Pennsylvania, e desde então tem sido um ativo propagandista da glossolália. Atualmente é presidente da Sociedade da Bendita Trindade, grupo que atua como ponta de lança do movimento neopentecostal, particularmente por meio de sua revista trimestral (Trindade). A visita do pastor Bredesen ao campus da Universidade de Yale foi o que acendeu a faisca de um incêndio de línguas ali.

A glossolália também tem-se infiltrado nas igrejas luteranas. Provavelmente, o pastor luterano mais conhecido e que tem recebido o dom seja o Rev. Larry Christenson, pastor da Igreja Luterana da Trindade em San Pedro, Califórnia, que tem escrito bastante sobre o tema. O movimento penetrou na igreja metodista, Morton Kelsey menciona uma quantidade de ministros metodistas que tem recebido o dom de línguas e tem sido instrumentos para dá-lo a outros. O falar em línguas também tem se estendido às igrejas batistas; o Senhor Kelsey descreve a experiência de dois ministros batistas que receberam o dom e cita o Dr. Francis Whiting, diretor do Departamento de Evangelismo da Convenção Batista de Michigan, como que tenho dito que a salvação do mundo está nos dons carismáticos tais como o dom de línguas.

Ademais, cabe destacar que a glossolália tem feito sua colheita também em pequenos grupos tais como InterVarsity Christiam Fellowship (grupo que em diversos países trabalha com estudantes universitários, com sede em Londres), Wycliff Bible Translators (missão dedicada à tradução da Bíblia a idiomas indígenas) e entre Os Navegantes. Também, o mesmo tem ocorrido em instituições bem conhecidas como Wheaton College, Westmont College e Fuller Seminary. Dentro do movimento neopentecostal, além das atividades da Sociedade da Bendita Trindade, há reuniões de pequenos grupos, denominados grupos de comunhão do Espírito Santo, que celebram reuniões e convenções de avanço cristão. Uma organização internacional denominada Associação Internacional de Homens de Negócios do Evangelho Pleno, com sede em Los Angeles, publica três revistas Voz, Visão e Ponto de Vista. Esta organização tem uma quantidade de diretores estrangeiros além dos Estados Unidos, e capítulos (organizações locais) em países tão distantes como Austrália e África do Sul.

De todo o exposto, é evidente que a glossolália na atualidade está-se estendendo para muito mais além das fronteiras das igrejas pentecostais. Ainda que não haja dados disponíveis, e ainda que o falar em línguas nas outras igrejas nem sempre é admitido abertamente, é óbvio que o número dos que falaram ou falam em línguas fora das igrejas pentecostais deve ser bastante considerável. Particularmente, a difusão das línguas em igrejas não pentecostais é o que faz que a questão das línguas seja um problema tão vivo na atualidade.

Capítulo 2 – O Significado do Falar em Línguas para os Pentecostais

A prática de falar em línguas é comum a todos os pentecostais, como também aos que comumente denominam-se neopentecostais. Antes de proceder a avaliação do falar em línguas, devemos primeiro entender o significado da glossolália para quem o pratica.

Desde o começo deve-se notar que há diferenças de opinião entre os pentecostais sobre se a “santificação completa” é necessária antes que alguém possa receber o batismo do Espírito que é acompanhado pela glossolália[12] . Por santificação completa entende-se quando alguém fica completamente imune da presença do pecado em face de uma experiência instantânea. No princípio do movimento houve muita ênfase na importância dessa santificação instantânea. Lembre-se que Charles F. Parhan, em cujo instituto bíblico começou o movimento pentecostal, era um pregador da santidade que cria na santificação completa como uma “segunda obra de graça” depois da conversão. Durante o avivamento em Los Angeles em 1906, muitas pessoas disseram haver recebido a santificação completa e consequentemente diziam que esta bênção era necessária antes que alguém pudesse receber o batismo do Espírito.

Entretanto, no decorrer do tempo, houve uma variação no ensinamento pentecostal. Ainda que alguns grupos pentecostais continuem com a ênfase na necessidade da santificação completa como uma experiência que deve anteceder o batismo do Espírito, de modo que o batismo do Espírito fosse considerado por eles como uma terceira obra da graça subsequente à regeneração (ou conversão) e a santificação instantânea[13] , a maioria dos grupos pentecostais tem abandonado esta posição. Hoje em dia, a maioria das igrejas pentecostais ensinam que a santificação não é uma experiência instantânea, mas um processo que segue pela vida, ainda depois que alguém recebe o batismo do Espírito. Portanto, a maioria dos pentecostais considera o batismo do Espírito como uma espécie de “segunda obra da graça” que ocorre depois da regeneração.

Mesmo assim, ambos os grupos de pentecostais concordam em que a glossolália é a evidência inicial do batismo do Espírito. Em virtude de não haver diferença de opinião entre ambos grupos sobre o ponto que nos ocupa (isto é, o significado da glossolália), passarei por alto pela diferença de opinião sobre a questão da santificação completa que deveria seguir.

Ao determinar o significado da glossolália para quem a pratica, devemos portanto levar em conta outra diferença de opinião que existe entre os pentecostais. Nem todos estão de acordo no ponto de a glossolália invariavelmente acompanhar o batismo do Espírito. Alguns pentecostais sustentam que, ainda que o falar em línguas seja uma das evidências do batismo do Espírito, não é necessariamente a única evidência, e que, portanto, uma pessoa pode receber o batismo do Espírito sem falar em línguas. Alguns líderes pentecostais europeus como T. B. Barratt de Noruega e Lewi Pethrus de Suécia estão dispostos a admitir que, como uma exceção, o batismo do Espírito pode ocorrer sem glossolália. J. E. Stiles Jr., escreveu em Cristianismo Hoje: “Há uma crescente minoria entre pessoas do evangelho pleno que crêem que as línguas não se constituem em “única” ou “necessária” evidência do recebimento inicial do Espírito Santo. Aceitamos que é uma evidência”. Ni1s Bloch-Hoell, cujo estudo histórico do movimento pentecostal é o mais completo até agora publicado, afirma:

A opinião dominante do movimento pentecostal é a que o batismo do Espírito é acompanhado pelo falar em línguas, mas, ao mesmo tempo, permite teoricamente, a possibilidade do batismo do Espírito sem glossolália.

Vê-se então que, em que pese uma minoria de pentecostais admitir a possibilidade de batismo do Espírito sem glossolália, a maioria considera que o batismo do Espírito sem glossolália estaria incompleto ou carente de evidência[14] .

Mesmo que o leitor deva recordar-se que há pentecostais que não estão na posição da maioria, apresentarei o ponto de vista da maioria como típico do movimento pentecostal. Ao apresentar o ponto de vista da maioria, reproduzirei até aonde for possível, a posição sustentada pelas Assembléias de Deus, a maior igreja pentecostal dos Estados Unidos, e provavelmente o grupo pentecostal de mais influência no mundo.

As Assembléias de Deus estabeleceram seus principais dogmas doutrinais no que chamam Declaração de Verdades Fundamentais, que compreende 19 artigos. O artigo 7 desta declaração diz:

Todos os crentes têm o direito a a promessa do Pai, a qual deveriam esperar ardente e intensamente: o batismo no Espírito Santo e no fogo, de acordo com o mandamento de nosso Senhor Jesus Cristo. Essa era a experiência normal de toda a Igreja Primitiva. Com ela chega  investidura do poder para a vida e o serviço, a concessão de dons e o uso deles na obra do ministério (Lucas 24:49, Atos 1:4, 8; I Coríntios 12:1-31). Esta experiência é distinta e posterior à experiência do novo nascimento (Atos 8:12-17; 10:44-46; 11:14-16; 15:7-9). Com o batismo do Espírito Santo vêm experiências tais como a completa plenitude do Espírito (João 7:37-39; Atos 1:4-8), uma reverência mais profunda a Deus (Atos 2:43; Hebreus 12:28), uma consagração mais intensa a Deus e dedicação à sua obra (Atos 2:42), e um amor mais ativo por Cristo, por sua Palavra e pelos perdidos (Marcos 16:20).

O Artigo 8 faz as seguintes afirmações:

O batismo dos crentes no Espírito Santo é testificado pelo sinal físico inicial de falar outras línguas conforme o Espírito as concede que falem (Atos 2:4). O falar em línguas neste caso é o mesmo em essência que o dom de línguas (1 Coríntios 12:4-10, 28), mas difere em propósito e uso.

Justapondo estes dois artigos, chegamos às seguintes conclusões:

1. Todos os crentes deveriam buscar o batismo do Espírito Santo.

2. Este batismo do Espírito é distinto e posterior à experiência do novo nascimento.

3. Este batismo do Espírito Santo outorga poder para a vida e o serviço, maior consagração, um amor mais ativo por Cristo, por sua Palavra e pelos perdidos.

4. O sinal físico inicial do batismo do Espírito é falar em outras línguas.

5. Este sinal físico inicial, ainda que seja o mesmo em essência que o dom de línguas de que fala I Coríntios 12, é diferente em propósito e uso.

Portanto, para as Assembléias de Deus – e sua posição nisso é típica dos pentecostais em geral – a glossolália é tão importante que todo crente deveria praticá-la como evidência inicial do batismo do Espírito Santo que todos devem buscar obter. Cito um proeminente autor das Assembléias de Deus:

UMA experiência deve ser recebida por todos os que querem entrar no reino – o novo nascimento …do mesmo modo, ordena-se a todos os crentes que recebam uma experiência – o batismo ou plenitude do Espírito. Novamente, as reações físicas, emocionais e intelectuais são tão variadas como os que a recebem, mas, outra vez, uma evidência acompanha uniformemente à experiência: o testemunho do Espírito através de nós em outras línguas[15] .

Ralph M. Riggs, outro escritor das Assembléias de Deus, dá dez razões por que deveríamos receber o batismo do Espírito Santo pouco depois da conversão[16] . A importância da glossolália para os pentecostais vem indicada pela seguinte declaração de Carl Brumback: “É nossa sincera crença que sem esta evidência (ou seja, a da glossolália) não pode haver um batismo completo com o Espírito Santo”[17] . Portanto, todo cristão deve buscar a glossolália, não por causa de si mesmo, mas como evidência de que se tem recebido o batismo do Espírito Santo.

Pois bem, o que é este batismo do Espírito, posterior e distinto do novo nascimento? Significa a entrada do Espirito Santo na vida de alguém como Pessoa em Seu próprio nome e direito. Ralph Riggs descreve a experiência da seguinte maneira:

Como Espírito de Cristo, Ele veio na conversão, trazendo a vida de Cristo, revelando a Cristo e o fazendo-se real. No batismo do Espírito, Ele mesmo, em Sua própria pessoa cai sobre o crente que espera e o enche. Esta experiência é tão distinta da conversão como o Espírito Santo é distinto de Cristo. Sua vinda ao crente no batismo é a vinda da terceira Pessoa da Trindade, após a vinda de Cristo, que ocorreu na conversão[18] .

Então, isso significa que alguém não recebe o Espírito Santo em nenhum sentido no momento da conversão? Pelo contrário, todo cristão tem o Espírito Santo uma vez que é Ele quem deve pô-lo em contato com Cristo, e é o Espírito quem deve operar a regeneração[19] . Mas somente depois do batismo do Espírito, a Terceira Pessoa da Trindade toma o controle definitivo por direito próprio, e dispensa todo o complemento de seus dons[20] . Em suma, ainda que se receba certos frutos do poder do Espirito no momento da regeneração ou conversão, não recebe ao Espírito como pessoa que o enche completamente até o momento do batismo do Espírito Santo. A glossolália é a evidência inicial deste batismo do Espírito.

Sobre que base bíblica estão fundamentados estes ensinamentos? Principalmente, no estudo de passagens do livro de Atos que descrevem certos grupos que falaram em línguas quando o Espírito caiu ou veio sobre eles. Mais adiante examinaremos registros das Escrituras com maior detalhe.

Deve-se recordar que os pentecostais distinguem entre glossolália como evidência inicial do batismo do Espírito e como um dom que o receptor pode continuar exercendo, Assim eles dão razão ao fato óbvio de que nem todos em Corinto tinham o dom de línguas[21] . Numa palavra, sua posição é esta: todos os que recebem o batismo do Espírito devem falar línguas como evidência física inicial deste batismo. Nem todos os que recebem esta evidência, no entanto, seguem exercendo o dom de línguas[22] .

Além disso, o dom de línguas opera de um modo duplo: devocional e congregacional. Como exercício devocional poderia ser usado como um meio para orar, dar graças, cantar. Pelo uso do dom nesta forma alguém edifica-se a si mesmo[23] . O outro uso do dom é congregacional. As línguas deveriam ser usadas nos serviços da igreja. Brumback afirma que é bom que o pregador seja interrompido ocasionalmente por uma expressão em línguas, ainda que não se propicia uma interrupção constante[24] . Donald Gee, outro escritor das Assembléias de Deus, refletindo sobre as diferenças entre os serviços pentecostais e os das igrejas protestantes regulares, expressa a questão de um modo mais bem ameno: “Melhor um pouco de desordem e o Senhor operando que a ‘ordem’ aparente da tumba e da morte”[25] . No entanto, quando se usam as línguas no serviço da igreja, devem ser interpretadas, por isso os pentecostais falam do dom de interpretação como um dom adicional. Sem intérprete, o que fala em línguas deve calar-se na igreja[26] .

Pode ser de interesse perguntar neste ponto: Segundo os pentecostais, como são estas línguas? São idiomas humanos reais, ou são apenas expressões extáticas que não têm similaridade com idiomas que atualmente se falam sobre a terra? Para responder a esta questão, devo, em primeiro lugar, reproduzir brevemente os ensinamentos pentecostais sobre as línguas descritas na Bíblia. Os pentecostais estão bem de acordo que as línguas faladas no dia de Pentecostes eram idiomas reais, uma vez que Lucas afirma que cada homem ouviu os discípulos em sua própria língua[27] . No que diz respeito à glossolália em Corinto, Brumback afirma que ainda que haja uma diferença entre as línguas em Atos e as de Corinto quanto ao propósito e operação, não há diferença entre elas quanto a sua natureza: noutras palavras, em Corinto assim como em Jerusalém, as línguas eram idiomas estrangeiros reais falados por pessoas que não haviam tido uma preparação prévia nesse idioma[28] .

Sobre a base do ponto de vista da glossolália na forma descrita nas Escrituras, Brumback sustenta que a glossolália na atualidade não é falar uma linguagem celestial desconhecida para o homem, mas falar um verdadeiro idioma humano que, no entanto, é desconhecido para a pessoa que fala[29] ; ainda afirma que há casos registrados em que expressões glossolálicas tem sido identificadas como idiomas existentes, tanto por crentes pentecostais como não pentecostais[30] . Brumback admite que às vezes a glossolália atual não é um idioma genuíno, mas uma pura algaravia; no entanto, esses casos são considerados fraudulentos, como uma tentativa de imitar o genuíno dom de línguas[31] . Donald Gee, escritor pentecostal britânico, está de acordo que na atualidade a glossolália é o falar de idiomas estrangeiros genuínos. Então pareceria que a posição pentecostal geral é que a glossolália segundo se pratica na atualidade é o falar um idioma estrangeiro genuíno por pessoas que nunca tenham estudado o idioma em que falam e que não o entende no momento em que os estão falando.

No entanto, deve-se observar que nem todos os pentecostais estão de acordo neste ponto. Alguns pentecostais dizem-me em conversações privadas que a glossolália de hoje poderia ser um falar um idioma estrangeiro existente, ou falar uma língua em êxtase que não tem similar na linguagem humana. Ademais é significativo que pelo menos um dos escritores das Assembléias de Deus não compartilha do ponto de vista de que a glossolália de hoje seja sempre um idioma genuíno. Stanley Frodsham, em um livro que sempre aparece recomendado no catálogo atual da Gospel Publishing House, agência oficial de publicações das Assembléias de Deus, tem isso a dizer acerca do dom de línguas:

O filho de Deus tem o privilégio de ter uma linguagem com Deus, e nenhum homem entende esta linguagem secreta, porque ao santo lhe é permitido falar no idioma da divindade, um idioma desconhecido para a humanidade… O santo mais humilde pode desfrutar de uma conversação sobrenatural com o que fez os mundos, num idioma não compreendido pelo homem nem pelo diabo.

Seguimos adiante agora para perguntar se o ponto de vista dos neopentecostais acerca do significado e valor da glossolália é o mesmo que o que se lhe dão os pentecostais segundo o que acabamos de descrever. É uma pergunta difícil de responder porque não há uma interpretação teológica autoritativa que seja obrigatória para todos os neopentecostais. No entanto, cabe destacar que o neopentecostalismo recebeu seu ímpeto inicial dos pentecostais, uma vez que vários líderes neopentecostais receberam o dom de línguas em reuniões pentecostais ou por meio da influência de pentecostais. Portanto, historicamente o neopentecostalismo nasceu do pentecostalismo.

Já se tem feito notar que há alguma diferença de opinião entre membros de igrejas pentecostais sobre se a glossolália invariavelmente acompanha o batismo do Espírito. Encontramos uma diferença de opinião similar entre os neopentecostais. Alguns neopentecostais crêem que a glossolália é uma das evidências de haver recebido o batismo do Espírito, mas que não é a única evidência nem a evidência indispensável. Para citar um exemplo, o Rev. Larry Christensom, pastor da Igreja Luterana da Trindade, em San Pedro, Califórnia, e líder do movimento pentecostal, não está de todo disposto a dizer que cada um dos que recebam o batismo do Espírito falarão em línguas, de modo que se uma pessoa que não fale em línguas esteja convencido de que não recebeu o batismo do Espírito. No entanto, concede que o livro de Atos nos da um padrão que serve de muita ajuda em nossas vidas de hoje: a saber, a recepção do Espírito é uma experiência instantânea que é acompanhada pelo falar em línguas[32] . Portanto, segue dizendo:

Consumar a experiência de alguém de receber o Espírito falando em línguas lhe dá objetividade à experiência; eu creio que esta objetividade tem um valor definitivo para o contínuo caminhar no Espírito, porque falar em línguas parece ter uma relação definida com a “poda” e “purificação” pela qual o cristão tem que passar.

Portanto, segundo Christensom, a glossolália, ainda que de um alto valor, não é a evidência indispensável de haver recebido o batismo do Espírito

Segundo Morton T. Ke1sey, reitor episcopal que escreveu um livro sobre o falar em línguas, o Rev. Tod Ewald, reitor da Igreja Episcopal de Corte Madera, Califórnia, compartilha dos pontos de vista de Christensom sobre as línguas. Ke1sey segue dizendo que, em sua opinião, a maioria de quem fala línguas nas mais antigas denominações protestantes compartilham dos pontos de vista do pastor Christensom sobre as línguas e sobre a experiência do Espírito Santo, isto é, que as línguas são uma sinal do batismo do Espírito, mas não o sinal indispensável do acontecimento. Se Ke1sey está correto, isso poderia significar que o ponto de vista da maioria dos neopentecostais difere da maioria dentre os pentecostais.

No entanto, não estou certo de que o Senhor Ke1sey tenha razão em seu juízo. Tem-se encontrado uma quantidade de declarações de proeminentes neopentecostais que afirmam que a glossolália não é apenas uma possível evidência, mas a evidência do batismo do Espírito Santo. Por exemplo, Robert Frost, professor de biologia no Colégio Westmont, escrevendo na revista Trindade, declara que, assim como uma confissão de fé é o sinal exterior de conversão, o falar em línguas é a evidência exterior do batismo do Espírito Santo (que ele chama “o dom do Espírito de Deus em sua plenitude”). Em uma edição anterior do mesmo periódico, o Rev. Edwin B. Stube, vigário de Saint Lawrence, Sidney, Montana, e diretor da Sociedade da Bendita Trindade, afirma:

No Novo Testamento, o sinal normal ou evidência do batismo do Espírito Santo é o de  falar em outras línguas segundo o Espírito dá que se fale … Claramente se vê que a intenção de Deus é que todos os crentes recebam o batismo do Espírito Santo com o sinal que o Novo Testamento indica (a saber, o sinal de falar em línguas).

Jean Stone, uma diretora da Sociedade da Bendita Trindade, e editora da revista Trindade, disse isso acerca da glossolália em um editorial: “Cremos que quando um crente é batizado com o Espírito Santo, ele falará em novas línguas segundo o Espírito lhe concede que fale e que esta investidura de poder (significada pela nova língua) é uma investidura para o serviço”. Neste mesmo editorial a Senhora Stone cita uma declaração oficial feita pela junta de diretores da Sociedade da Bendita Trindade em sua reunião de março de 1963. O quarto parágrafo da declaração diz:

Cremos que quando um cristão recebe o batismo do Espírito Santo prometido por Jesus (Atos 1: 5, 8), o Espírito Santo confirma isso com uma capacidade sobrenatural de falar em uma língua desconhecida para quem fala[33] .

Os membros da junta de diretores que aparecem na edição da revista em que consta a declaração citada são os seguinte: Rev. Harald Bredesen, Rev. David J. du Plessis, Rev. Tod W. Ewald, Donald D. Stone, o Rev. Willian T. Sherwood, Jean Stone, o Rev. Edwin B. Stube[34] . Pareceria que uma declaração feita pelos diretores da Sociedade da Bendita Trindade aproxima-se muito do que alguém poderia esperar razoavelmente como pronunciamento oficial sobre os pontos de vista dos neopentecostais.

Portanto, concluirei que, com a possível exceção de alguns, a posição dominante do neopentecostalismo sobre a significação da glossolália é a mesma que a dos pentecostais: o falar em línguas é a evidência necessária de que alguém recebeu o batismo do Espírito Santo.

Há que se reconhecer que a maioria dos neopentecostais não propicia o falar em línguas nos serviços dominicais regulares de suas igrejas, mas preferem o exercício da glossolália em suas devoções privadas ou em pequenos grupos de oração. Também há que se admitir livremente que o falar em línguas entre os neopentecostais está muito menos carregado de emoções que nos cultos de muitas igrejas pentecostais, sejam dominicais ou durante a semana. No entanto, estas diferenças não afetam o ponto básico que agora está em discussão: a importância da glossolália como evidência do batismo do Espírito. Neste ponto, vê-se claramente que a maioria dos neopentecostais está de acordo com os pentecostais.

Capítulo 3 – Uma Avaliação Bíblica do Falar em Língua

Evidentemente, reconhecemos que há muito o que a igreja pode aprender do pentecostalismo e do neopentecostalismo. Ainda que este ponto será discutido de forma mais ampla no Capítulo 5, permita-me dizer aqui que na igreja atual há uma premente necessidade de um maior enchimento do Espírito Santo, de um maior fervor em nossa adoração e um maior calor em nosso testemunho. Todos os que nos chamamos cristãos queremos viver vidas mais cheias do Espírito Santo. Todos desejamos receber bem qualquer coisa que nos ajude a andar mais plenamente no Espírito.

No entanto, nossa maior preocupação como cristãos bíblicos deve ser permanecermos fiéis aos ensinamentos da Palavra de Deus. Não poderíamos iniciar-nos em certo tipo de experiência religiosa e logo a seguir ir reivindicando uma doutrina a partir dela. Nossas doutrinas devem estar baseadas não na experiência mas nos ensinamentos das Escrituras. Portanto, devemos sujeitar o pentecostalismo, tanto em sua nova forma como na antiga, à prova da Escritura. Por isso, neste capítulo tenho o propósito de apresentar uma avaliação bíblica dos ensinamentos dos pentecostais e neopentecostais sobre o falar em línguas[35] .

Antes, devemo-nos lembrar que nem todos os pentecostais e muito menos todos os neopentecostais sustentam a mesma posição sobre o falar em línguas que foi esboçada no Capítulo 2. No entanto, ao fazer a avaliação bíblica tomo por base a posição sobre o falar em línguas sustentada pela maioria dos pentecostais e neopentecostais e que com toda certeza pode-se ter como típica do movimento como um todo.

Ao conduzir esta avaliação bíblica, pela ordem, tomarei os diversos grupos de passagens bíblicas que são apresentadas pelos pentecostais em sua tentativa de encontrar um apoio bíblico à glossolália.

1. Passagens dos profetas apresentadas pelos pentecostais que segundo alegam apoiam o falar em línguas.

Aqui devemos considerar duas passagens freqüentemente citadas. Os pentecostais encontram uma predição do dom de línguas em Isaías 28:11, 12. Na versão Revista e Atualizada esta passagem diz:

Pelo que por lábios gaguejantes e por língua estranha falará o SENHOR a este povo, ao qual ele disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; mas não quiseram ouvir.

Normalmente, ao citar esta passagem, os pentecostais deixam de lado a última frase, “mas não quiseram ouvir”. Logo começam a interpretar a passagem como se anunciasse a concessão do dom de línguas à igreja, aduzindo que, por meio deste dom, segundo o profeta, conceder-se-ía repouso ao povo de Deus[36] . No entanto, o que se esquece é que à luz do contexto, a passagem prediz claramente a vinda dos assírios contra o povo de Israel, como castigo pela sua desobediência. O versículo 12 refere-se às advertências proféticas prévias que haviam sido desprezadas; por isso o castigo agora está a caminho: “Ao qual ele disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado…; mas não quiseram ouvir.” Afirmar que o repouso de que aqui se fala é produto do falar em línguas, como afirmam nossos amigos pentecostais, é torcer o sentido do texto. O uso que Paulo faz desta passagem em I Coríntios 14:21, além disso, não apóia a interpretação pentecostal. Porque o argumento de Paulo não é que o falar línguas estranhas produz repouso, mas antes, como nos tempos do Antigo Testamento, assim é agora: esta forma de falar deixa as pessoas em sua incredulidade, em seus corações endurecidos: “não quiseram ouvir, diz o Senhor”.

Outra passagem profética apresentada pelos pentecostais encontra-se no segundo capítulo, de Joel. Na última parte deste capítulo ocorre a promessa do derramamento do Espírito sobre toda carne que Pedro citou no dia de Pentecostes. Desta parte do capítulo, os autores pentecostais dirigem-se ao versículo 23 para encontrar uma referência à chuva temporã e serôdia:

Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no SENHOR, vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia.

Este versículo se une a Tiago 5:7, 8 que diz assim:

Sede, pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência até receba a chuva temporã e serôdia. Sede vós também pacientes, e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima. (Edição Revista e Corrigida)

Como a passagem de Tiago refere-se à segunda vinda do Senhor, supõe-se engenhosamente que a “chuva serôdia” refira-se a um acontecimento que deve preceder imediatamente à vinda de Cristo. A chuva deve-se relacionar de algum modo com o derramamento do Espírito pregado por Joel. Então a conclusão é obvia: – “a chuva temporã” ou a primeiras chuva tem que se referir ao dom de línguas do dia de Pentecostes e na igreja primitiva, enquanto “a chuva serôdia” tem que ser a designação do movimento de línguas destes últimos tempos[37] . Com freqüência ouve-se que os pentecostais referem-se ao avivamento pentecostal que começou em 1901 como o movimento de “chuva serôdia”. Uma implicação desta expressão, à luz das passagens de Joel e Tiago, é que o movimento pentecostal é um sinal da proximidade da vinda de Cristo e do fim do mundo. No entanto, esta interpretação da chuva temporã e da chuva serôdia carece de todo apoio bíblico, como revelará o mais elementar estudo destas passagens em seu contexto[38] .

2. Passagens apresentadas para demostrar que o falar em línguas tinha que permanecer na igreja.

Carl Brumback, em O que Quer Ser Isso?, refuta o argumento de que a glossolália era temporária e não tinha o propósito de seguir na igreja assinalando duas passagens que, segundo ele acha, ensinam que Deus queria que o dom de línguas continuasse. A primeira passagem é Marcos 16:17-18.

Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.

Aqui Jesus deixa muito claro – diz Brumback – que as línguas devem permanecer na igreja: “Estes sinais hão se acompanhar aqueles que crêem… falarão novas línguas”[39] .

No entanto, há dúvidas quanto à autenticidade desta passagem. A conclusão longa de Marcos, na qual aparece este versículo, é ausente nos dois unciais mais antigos, o Vaticano e o Sinaítico, ambos do Século IV depois de Cristo[40] . Ainda que a conclusão longa encontra-se numa quantidade de manuscritos posteriores deste Evangelho, outros manuscritos tem uma conclusão breve; pelo menos um original (Códice Régio, ou Manuscritos L) tem as duas conclusões, a longa e a curta. Também há evidências internas contra a autenticidade da conclusão longa: usam-se certas construções e frases que não se usam comumente em Marcos ou que não aparecem em todo o Evangelho de Marcos. À luz destes atos, parece altamente improvável que a conclusão longa de Marcos tenha sido parte do evangelho original. Em conseqüência, a maior parte dos comentaristas evangélicos consideram que a conclusão longa de Marcos não é genuína, incluindo notórios conservadores como Ned Stonehouse do Seminário Westminster. Portanto, não pode ser correta nem é cortês sugerir, como Brumback, que os que têm dúvidas sobre a autenticidade de Marcos 16:15-20 são como os modernistas que tiram da Bíblia quaisquer passagens que lhes desagradam[41] . Isso não é questão de gostar ou não gostar, mas simplesmente uma questão de evidência textual precedente dos manuscritos. (Veja-se nota marginal em Marcos 16:9 na Edição Revista e Atualizada da Sociedade Bíblica do Brasil e nota de rodapé na Bíblia de Jerusalém – nota do tradutor) .

No entanto, suponhamos por um momento que Marcos 16:17-18 seja uma passagem com autoridade para nós (quem sabe aceitando-a como parte da Escritura ainda que estejamos de acordo que foi escrita por uma pessoa diferente de Marcos). Ainda assim teríamos dificuldades com esta passagem. Lembrem-se que a passagem não fala somente de novas línguas mas também de pegar em serpentes e beber alguma coisa mortífera, veneno mortal. Os pentecostais não se vêm muito desejosos de aconselhar a sua gente que comece a pegar serpentes ou a tomar veneno para provar que são crentes verdadeiros[42] . Então, como deixam de lado o pensamento de que os dois sinais que se nomeiam ao final e também seguem aos que crêem? Brumback sustenta que estes sinais milagrosas desapareceram da igreja por falta de fé do povo de Deus[43] . No entanto, o problema que há nesta explicação é que segundo Brumback os pentecostais agora têm a fé que a igreja não tinha nos séculos anteriores, e que por isso eles falam em línguas[44] . Mas então perguntamos, por que não pegam serpentes ou bebem venenos mortais? A única resposta que Brumback dá a esta pergunta é sugerir que na igreja primitiva o pegar em serpentes sem receber dano era feito “acidentalmente”, e que ser preservados de veneno mortal ocorre somente quando esse veneno tenha sido tomado inadvertidamente ou administrado por um inimigo[45] . No entanto, ao examinar o texto grego de Marcos 16:18, encontramos que ainda que a declaração acerca de beber veneno está em forma condicional (“se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum’” a declaração sobre pegar em serpentes não está na forma condicional, mas no futuro do indicativo: “pegarão em serpentes”, igual à declaração sobre as línguas: “falarão novas línguas”. Portanto, segundo o texto, estes sinais seguirão aos que crêem: falarão novas línguas e pegarão em serpentes. Se o falar em línguas deve ser tomado como um sinal que confirma os crentes na fé, porque não chegar à conclusão de que o pegar em serpentes também deve ter a mesma função de sinal? Há muita razão para aceitar um sinal do mesmo modo que o outro, uma vez que em ambos casos o verbo grego está no futuro do indicativo: lalésousimaraúsim. Se Marcos 16:17-18 é uma Escritura com autoridade, porque as igrejas pentecostais não tem cultos em que se pegam em serpentes?

Portanto, pelas razões esposadas, não creio que Marcos 16:17-18 prove que o dom de línguas está em vigência para a igreja de hoje.

Outra passagem apresentada por Brumback para demonstrar que a glossolália tinha que permanecer na igreja é I Coríntios l2:28[46] . Esta passagem diz assim:

E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.

Estou de acordo com Brumback que estas palavras são dirigidas não apenas à igreja de Corinto, mas à igreja de todos os tempos; a referência aos apóstolos prova Isso, porque certamente Deus não deu os apóstolos somente para a igreja de Corinto. Brumback vai mais adiante com seu argumento dizendo que uma vez que entre os dons de Deus se mencionam “os que tem dom de línguas”, o dom de línguas deve permanecer na igreja hoje[47] .

É isso que se prova nesta passagem? Não, de forma conclusiva. Porque o texto começa dizendo que Deus estabeleceu apóstolos na igreja. No entanto, os apóstolos já não estão conosco, como admite o próprio Brumback[48] . Podemos então estar certos de que todos os dons mencionados neste versículo permanecem na igreja de hoje? Além disso, há algumas expressões estranhas neste versículo. O quer dizer “milagres” (dunámeis)? Permanecem na igreja? Nossos irmãos pentecostais afirmam que o dom de cura (carísmatia iamáton) permanece na igreja. Mas, podemos estar certos disso? O que quer dizer “socorros” (antilépseis)? Podemos estar certos de que estes dons ainda existem? O que quer dizer por “governos” (kubernéseis)? Leon Morris assinala que falta a compreensão da natureza exata de alguns destes dons. Ele diz: “Podemos fazer… conjecturas… mas quando queremos reduzi-los a termos exatos, damo-nos conta que não sabemos nada acerca destes dons e as pessoas que os possuíam. Desvaneceram-se sem deixar vestígios”. Ora, eu não estou afirmando que posso provar com esta passagem que as línguas já não existem na igreja; apenas estou dizendo que os pentecostais não podem provar irrefutavelmente com este texto que os dons ai mencionados permanecem na igreja[49] .

3. Passagens apresentados para provar que há um batismo do Espírito distinto e posterior à regeneração, do qual o falar em línguas é a evidência física inicial

Aqui chegamos muito perto do coração mesmo do ensinamento pentecostal. Esta é a doutrina central que distingue as igrejas pentecostais dos demais grupos protestantes e que como temos visto, também é sustentada pela maioria dos neopentecostais. Devido o seu ensinamento sobre o batismo do Espírito Santo, há nas igrejas pentecostais uma enorme pressão para que os crentes busquem, recebam ou obtenham o batismo. Algumas vezes as pessoas agonizam durante anos com o desejo de receber este dom. Quando era estudante de seminário e vendia Bíblias em Louisiana, conversei uma vez com uma mulher que era membro de uma igreja pentecostal.

- E seu marido? – lhe perguntei.

- Ah! Ele está buscando – foi a resposta.

- Buscando? O que quer dizer?

- Está buscando o Espírito Santo.

- Quer dizer – insisti – que ele não é crente?

- Sim, é claro que é crente.

- Então não vai à igreja?

- Oh, sim, ele vai à igreja todos os domingos.

- Bom, então por que você diz que ele está buscando?

- Porque ainda não recebeu o batismo do Espírito Santo.

- Durante quanto tempo ele está buscando?

- Por uns dez anos.

É possível imaginar-se a tensão espiritual e psicológica que um ensinamento deste tipo pode produzir. Quando alguém não recebe o batismo do Espírito Santo de imediato, faz um maior esforço. Quando depois de várias tentativas não o recebe, esse alguém sente-se terrivelmente frustrado. Tenho lido de pessoas que tiveram problemas mentais porque não puderam “receber”. Os pentecostais ensinam que ainda que alguém possa até ser salvo sem o batismo do Espírito, quem não passa por essa experiência não tem uma inteira consagração nem todo o poder para o serviço; dai que sem o batismo do Espírito a vida cristã está incompleta e o seu ministério embaraçado.

Comumente estabelecem-se certas condições para obter o batismo do Espírito. O escritor Charles W. Conn, da Igreja de Deus, menciona as seguintes: separação do pecado, arrependimento e batismo, o ouvir com fé, obediência, desejo intenso, oração pelo dom. Ralph M. Riggs sugere as seguintes condições: (1) devemos ser salvos; (2) devemos obedecer – isto é, devemo-nos estar perfeitamente rendidos a Deus; 3) devemos pedir; (4) devemos crer[50] . Em relação a isso Riggs diz que é bom esperar ou ficar na presença do Senhor até receber esta bênção[51] . Por isso, os pentecostais com freqüência celebram reuniões de espera nas quais as pessoas ficam para receber o batismo do Espírito.

A questão básica que devemos enfrentar é de ordem exegética: ensina o Novo Testamento o que nossos irmãos pentecostais dizem que ensina? O batismo do Espírito é uma experiência distinta e posterior à regeneração – experiência pela qual todo o crente deverá passar, e cuja evidência inicial é o falar em línguas?

Vejamos em primeiro lugar o que ensina o Novo Testamento acerca de ser batizados com o Espírito Santo. Há quatro casos nos Evangelhos em que João Batista aparece dizendo que Jesus batizará com o Espírito Santo: Mateus 3:11; Marcos 1:8; Lucas 3:16; e João 1:33. As primeiras três são passagens paralelas; a passagem de Lucas (3:16) diz: “Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.” A referência óbvia é ao derramamento do Espírito que viria no dia de Pentecostes. Em João 1: 33 diz: “Aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo.” Aqui novamente a referência é ao derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes.

Estas palavras de João Batista são citadas por Lucas em Atos 1:5 como que tivessem sido pronunciadas pelo Senhor Jesus: “Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo não muito depois destes dias”. Novamente a referência óbvia é ao derramamento do Espírito no dia de Pentecostes. No segundo capítulo de Atos, Lucas descreve este derramamento, e apresenta Pedro dizendo acerca de Cristo: “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isso que vedes e ouvis” (At. 2:33). O derramamento do Espírito em Pentecostes, então, é o batismo do Espírito que João Batista e Jesus haviam anunciado. Portanto, nas passagens até aqui citadas a expressão “ser batizados com o Espírito Santo” não se refere a uma experiência que cada crente individualmente deve ter algum tempo depois de sua regeneração, mas a um acontecimento histórico que ocorreu no dia de Pentecostes.

Tinha que repetir-se este batismo pentecostal com o Espírito? Há uma referência a uma repetição deste batismo em Atos 11: 16. Pedro está em Jerusalém, relatando aos irmãos da Judéia o que havia ocorrido na casa de Cornélio em Cesaréia poucos dias antes. Enquanto começou a falar a Cornélio, diz Pedro, o Espírito Santo caiu sobre Cornélio e sobre os que estavam com ele, como sobre nós ao princípio. E agora segue o versículo 16: “Então, me lembrei da palavra do Senhor, quando disse: João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo”. Temos que reconhecer que esta é uma repetição do batismo do Espírito ocorrido em Pentecostes. Ao mesmo tempo, quando Cornélio e sua casa e amigos receberam o batismo, falaram em línguas e magnificaram a Deus (At. 10:46). Teremos que indagar mais acerca do significado deste batismo com o Espírito Santo antes de podermos determinar se é para esperar que todo crente passe por uma experiência semelhante nos dias de hoje. No entanto, cabe destacar que alguém não pode usar a história de Cornélio para provar que os crentes devem ter o batismo do Espírito após à regeneração, a qual se dá mediante a fé, uma vez que neste caso a fé e o batismo do Espírito Santo ocorreram simultaneamente.

Há outro lugar onde a palavra batizar está relacionada com o Espírito Santo: I Coríntios 12:13. A verdade que se discute no contexto é a da unidade da igreja. O capítulo trata dos dons espirituais, mas já no versículo 4, Paulo argumenta que, ainda que haja diversidade de dons, há um só Espírito que distribui estes dons. No versículo 12, Paulo usa a analogia do corpo humano: “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo”. Agora segue o versículo 13:

Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

Alguns comentaristas (Calvino, Lenski, Grosheide no Novo Comentário Internacional de Eardmans) entendem que batismo aqui refere-se ao batismo literal com água; vários outros (Hodge, Barnes) pensam na regeneração que então é chamada figurativamente de batismo do Espírito. No entanto, todos estes autores concordam que a passagem não se refere a um batismo do Espírito específico, distinto e posterior à regeneração, mas descreve a unidade em Cristo que todos os crentes desfrutam em virtude da obra regeneradora do Espírito Santo. Os pentecostais estão de acordo em que a primeira parte desta passagem refere-se à experiência original de salvação dos crentes a quem se dirige[52] . No entanto, Riggs sustenta que a segunda frase do versículo, “e a todos nós foi dado beber de um só Espírito”, refere-se ao batismo do Espírito Santo no sentido pentecostal; portanto, afirma que esta passagem fala de duas experiências: a salvação e o batismo do Espírito Santo[53] . No entanto, a segunda oração é, sem sombra de dúvidas, paralela à primeira, e ambas as orações enfatizam a unidade de todos os crentes, usando a palavra todos para indicar que a palavra aplica-se a todos os crentes. Se a segunda oração omitisse alguns crentes, a argumentação de Paulo seria prejudicada, haja vista que nem todos os crentes seriam membros de um corpo. Sugerir, como Riggs, que todos os membros da igreja de Corinto haviam tido o batismo do Espírito no sentido pentecostal[54] , vai de encontro com a designação que Paulo faz dos Coríntios como carnais e meninos em Cristo (3: l). Ademais, sobre a premissa de que este capitulo 12 aplica-se não apenas aos coríntios, mas a todos os cristãos[55] , o versículo então ensinaria que todos os cristãos regenerados também são batizados com o Espírito no sentido pentecostal, o qual os pentecostais negam. Portanto, devemos concluir que I Coríntios 12:13 usa a expressão “em um só Espírito todos somos batizados em um corpo” como uma descrição da regeneração de todos os crentes que é simbolizada pelo batismo com água, e não descreve uma “segunda obra de graça” ou “um segundo enchimento com o Espírito” ou “uma segunda bênção”, posterior e distinta da regeneração[56] .

Estes são os únicos lugares no Novo Testamento que falam de um batismo com o Espírito. No entanto, os pentecostais dizem que outras passagens falam deste batismo do Espírito com termos diferentes. Por exemplo, diz-se que a expressão “selados com o Espírito” descreve o batismo do Espírito Santo[57] . Diz-se que passagens tais como II Coríntios 1:22, Efésios 1:13 e Efésios 4:30 descrevem o batismo do Espírito[58] . Consideremos algumas destas passagens, e vejamos de que forma são vistas pelos pentecostais: Efésios 1: 13 diz assim

Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa.

Ralph M. Riggs sustenta que, nesta passagem, “selados com o Santo Espírito da promessa”, designa o batismo do Espírito Santo[59] . Ernest S. Willians, outro escritor das Assembléias de Deus, adota a mesma posição. Segundo a interpretação pentecostal, o batismo do Espírito é uma experiência posterior e distinta do novo nascimento, uma experiência em que alguém é completamente cheio com o Espírito Santo. Conforme a base da exegese pentecostal de Efésios 1: 13, Paulo está falando aqui de uma experiência, que nem todos, mas somente alguns crentes desfrutam, que é posterior à regeneração.

No entanto, este não pode ser o sentido que Paulo dá, uma vez que ele está falando claramente de uma bênção que vem a todos os crentes. Toda a doxologia dos versículos 3 a 14 oferece um louvor a Deus pelas bênçãos concedidas a todos os crentes. Paulo começa referindo-se a todos os que recebem sua carta, quando diz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo” (v. 3). Segue louvando a Deus por estas bênçãos espirituais nos versículos seguintes. No versículo 13, muda da primeira para segunda pessoa: “Em quem também vós”, referindo-se agora a seus leitores, sem incluir ele mesmo – no entanto, não apenas a alguns deles, mas a todos eles. “depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa”, é uma oração dirigida a todos os crentes. Dizer que a intenção aqui é dirigir-se a um grupo específico de crentes, distintos dos demais – pessoas que tiveram experiência da qual não teve a participação dos demais crentes – é fazer violência ao contexto.

O aludido “selo do Espírito” refere-se à possessão do Espírito como um “penhor” (v. 14) ou a  garantia da herança da vida eterna que temos recebido pela fé. O Espírito que agora habita sela em nós, e para nós, essa herança, dá-lhe valor, atribui-nos a segurança de recebê-la. Mas esta referendação não é uma bênção de que participam uns poucos crentes; é compartilhada por todos os que crêem verdadeiramente em Cristo. Para confirmação deste ponto, veja-se outro versículo desta epístola, 4:30: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção”. Em versículos anteriores deste capítulo 4, Paulo dirigi-se a todos seus leitores; é permitido a nós agora supormos que o versículo 30 repentinamente venha limitar-se a um grupo seleto deles?[60]

Nossos irmãos pentecostais também sustentam que a expressão “cheios do Espírito” ou “cheios do Espírito Santo” descreve um batismo do Espírito que ocorre após a conversão[61] . Ora, é certo que a vinda do Espírito sobre os discípulos no dia de Pentecostes é descrita em Atos 2:4 com estas palavras: “Todos ficaram cheios do Espírito”. No entanto, diz-se do grupo dos crentes em Atos 4:31: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo”… Muitos dos que estavam aqui devem ter feito parte do grupo que recebeu o Espírito em Pentecostes. Se “cheios do Espírito Santo” quer dizer um batismo do Espírito posterior à conversão, Atos 4:31 não tem sentido; muitos destes discípulos já haviam recebido seu batismo do Espírito (como os pentecostais reconhecem)[62] , e não necessitavam recebê-lo novamente. Se a expressão “cheios do Espírito” significa um novo enchimento do Espírito, como eu creio, então a passagem nada diz acerca do ensinamento em discussão. Nessas palavras, Atos 4:31 permite deduzir o ensinamento de que os crentes necessitam ser cheios do Espírito repetidas vezes; mas não é justo deduzir desta passagem que depois que alguém se converte necessita ser batizado com o Espírito como uma espécie de segunda bênção.

Os pentecostais também evocam Efésios 5:18 como uma passagem que ordena aos crentes que busquem o batismo do Espírito: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”[63] . É certo que aqui ordena-se aos crentes que sejam cheios do Espírito – isso nenhum cristão o nega. Mas a questão é: este enchimento do Espírito é uma específica segunda bênção posterior à conversão? Um estudo cuidadoso de Efésios 5:18 revelará que nesta passagem Paulo não está falando de um batismo do Espírito que é uma segunda bênção. Em meio de uma série de exortações muito práticas ele diz: “Deixem de embriagar-vos com vinho, mas estejas continuamente cheios com o Espírito”. Ambos imperativos estão no presente. A proibição no presente (“Não vos embriagueis com vinho”) significa “deixai de fazer o que estás fazendo”; a exortação no tempo presente (“enchei-vos do Espírito”) significa “faça isso continuamente”, ou “segue fazendo isso”. Noutras palavras, o que Paulo está ordenando aqui é um estado contínuo de ser cheio com o Espírito, não uma experiência simples, de uma vez para sempre, de segunda bênção. Longe de sugerir que seus leitores não haviam recebido o Espírito, ele supõe que estão selados com o Espírito (1: 13), e agora lhes pede que estejam sempre cheios com aquele Espírito que lhes tem dado a nova vida em Cristo. Portanto, Efésios 5:18 não ensina que os crentes devem buscar um batismo com o Espírito Santo como uma experiência de segunda bênção assim de uma vez por todas[64] .

Portanto, o único exemplo claro no Novo Testamento de um batismo do Espírito posterior a Pentecostes é o caso de Cornélio. No entanto, devemos aceitar imediatamente que há outros dois casos em que lemos de um recebimento do Espírito Santo em uma espécie de experiência pública depois de Pentecostes: em Atos 8 – onde não se menciona especificamente o falar em línguas – e em Atos 19, em que se menciona o falar em línguas e o profetizar. Os pentecostais dizem que estes três casos, os samaritanos em Atos 8, Cornélio em Atos 10 e os crentes efésios em Atos 19, tomados conjuntamente com Atos 2, constituem uma clara evidência bíblica da necessidade de um batismo do Espírito posterior à conversão. Na realidade, o argumento pentecostal em favor do batismo do Espírito fica em pé ou cai com o material que Atos apresenta, porque Brumback admite que em “I Coríntios 12-14 não há o menor apoio à idéia de que o dom de línguas esteja associado, em algum sentido direto, com o enchimento do Espírito Santo…”[65] Assim, se não se pode provar com I Coríntios que a glossolália é a evidência física inicial do batismo do Espírito; então tem que prová-lo com o livro de Atos. Passemos em revista de forma mais detida as aludidas passagens de Atos.

No dia de Pentecostes, todos os discípulos “ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem”. (At. 2:4). Por que foi dado o dom de línguas aos 120 discípulos nesta ocasião? Podem ser dadas pelo menos duas razões: (1) sua capacidade de falar em línguas era um sinal de que verdadeiramente haviam recebido a prometida plenitude do Espírito – este sinal foi dado, a propósito, com outros dois sinais: “vento impetuoso” e as “línguas como de fogo que apareceram sobre cada um deles”; (2) sua capacidade de falar em línguas era para dar-lhes a segurança de que o Espírito Santo lhes daria a capacidade necessária para comunicar a verdade do evangelho a todo o mundo. Não estou sugerindo que os discípulos realmente usaram línguas para testificar aos estrangeiros, porque não temos evidências que assim o fizeram (ainda no dia de Pentecostes Pedro pregou, segundo parece, em aramaico, ou em linguagem comum da Palestina), mas estou dizendo que a glossolália serviu como um sinal alentador de que o Espírito lhes daria o poder para testificar a todas as nações do mundo.

Portanto, o que os 120 receberam no dia de Pentecostes foram três sinais milagrosos que lhes asseguravam que havia sido concretizada a promessa do derramamento do Espírito. O falar em línguas era apenas um desses sinais. Quando os pentecostais sustentam que a experiência dos discípulos em Pentecostes é o padrão para todos os crentes na atualidade[66] , por que pensam somente na glossolália e não no som do vento impetuoso e nas línguas de fogo?

Nesta ocasião, Pedro disse à multidão: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.” (At. 2:38). Os pentecostais dizem que o “dom do Espírito Santo” aqui descrito, significa o batismo do Espírito acompanhado das línguas[67] . Evidentemente, esta é uma interpretação possível. No entanto, não é provável por duas razões: (1) Ainda que lemos que muitas maravilhas e sinais eram realizados pelos apóstolos (v.43), não se diz que os 3.000 convertidos no dia de Pentecostes falaram em línguas; e (2) quando se interpreta assim, a passagem prova além daquilo que querem os pentecostais, uma vez que Pedro estaria sugerindo que o arrependimento, que faz com que alguém entre na posse da remissão de pecados, é suficiente para a recepção do batismo do Espírito – noutras palavras, que todos os crentes automaticamente recebem o batismo do Espírito Santo seguido pelas línguas. Eu prefiro crer, com Calvino, Lenski e Bruce, que “o dom do Espírito Santo” aqui significa quando o mesmo Espírito Santo infunde a bênção da salvação, sem nenhuma referência específica aos dons carismáticos tais como a glossolália. Quando assim se entende, Atos 2 não prova que todo crente deve receber um batismo do Espírito algum tempo depois de ter chegado à fé. Na realidade a exortação de Pedro à multidão sugere melhor que quando alguém se arrepende e crê recebe o Espírito Santo e não nalgum tempo depois.

O ponto em discussão tem relação com os demais incidentes de Atos que falam de receber o Espírito? Consideremos agora Atos 8:4-24. Felipe teria ido à cidade de Samaria proclamar a Cristo aos samaritanos – raça mista, parte judia e parte gentia. Os samaritanos se distanciaram da fé judaica, a religião deles era uma mescla de verdade e erro. Sendo como eram uma raça mista, e porquanto teriam até tentado obstaculizar a reconstrução do templo de Jerusalém e dos seus muros (Esd. 4:4,5), os judeus tinham razão para odiar os samaritanos e não tinham relacionamentos com eles (Jo. 4:9). Estes fatos fizeram com que o avivamento em Samaria fosse muito significativo.

Felipe não somente pregou, mas também realizou milagres: expulsou espíritos imundos e curou paralíticos. O resultado desta obra foi que muitos creram e foram batizados. Depois dois apóstolos, Pedro e João, foram enviados a Samaria. “Oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles,… Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo.” (At. 8:15-17). Note-se que esta recepção do Espírito foi realizada pela ação dos apóstolos.

A primeira vista esta passagem parece ser uma prova firme da posição pentecostal. Essas eram pessoas que, sendo crentes, aparentemente não haviam recebido o Espírito Santo. Quando os apóstolos lhes impuseram as mãos eles receberam o Espírito Santo. Então os pentecostais concluem que por esta razão, os crentes hoje devem receber o batismo do Espírito em uma experiência distinta e posterior à chegada à fé[68] .

O que aconteceu realmente em Samaria? Antes da vinda de Pedro e João, Felipe havia operado muitos milagres. Depois que os crentes samaritanos receberam o Espírito, Simão, o mago quis comprar o poder de outorgar o Espírito Santo. Ainda que não se nos diz explicitamente que os samaritanos falaram em línguas depois que os apóstolos lhes impuseram as mãos, é óbvio que tem que ter havido alguma evidência pública de que haviam recebido o Espírito. Portanto, podemos concordar com nossos irmãos pentecostais neste ponto de que os samaritanos provavelmente falaram em línguas, ainda que deve-se lembra que Lucas não diz que o fizeram. Também pode ser que os samaritanos revelaram a presença de outros dons carismáticos: quem sabe profecia, ou dons de cura. Este último dom havia sido exercido previamente por Felipe; ao exercê-lo posteriormente um número de samaritanos, isso poderia ter causado impressão a Simão, que antes havia estado assombrando com os poderes mágicos dos discípulos.

Mas agora surge a pergunta: Por que foram concedidos dons especiais do Espírito aos samaritanos? Uma resposta, e importante, seria dizer que aqui em Samaria o poder do evangelho derrotava desse modo o poder oculto das artes mágicas. Isso seria importante devido à situação local. Mas, uma razão ainda mais importante seria esta: assim a igreja samaritana ficava em um plano de completa igualdade com a de Jerusalém, já que os samaritanos haviam recebido igualmente os dons especiais do Espírito. Assim os judeus cristãos, que tinham a tendência de olhar em menos os samaritanos, poderiam estar seguros de que os samaritanos tinham iguais direitos na igreja que eles. Por isso, poderíamos dizer que o ocorrido em Samaria foi uma espécie de extensão de Pentecostes, necessária porque a igreja agora se expandia para um território que antes era hostil. Dado o preconceito judaico contra os samaritanos, alguém poderia imaginar que se necessitava de uma tremenda demonstração do poder do Espírito para convencer os mais duros dos judeus cristãos de que era correto levar o evangelho aos samaritanos.

Esta passagem prova que todo crente deve receber o batismo do Espírito após a sua conversão? Como veremos um pouco mais adiante, no livro dos Atos há muitos casos em que estes dons especiais do Espírito não foram concedidos depois que se chegaram à fé. Portanto, obviamente, o ocorrido em Samaria foi algo excepcional. Assim, não temos direito de concluir que todo crente deve receber os dons especiais do Espírito comparáveis aos outorgados em Samaria.

Passemos agora a Atos 10:44-46, a passagem que descreve a descida do Espírito sobre Cornélio e os que estavam com ele. Enquanto Pedro estava falando na casa de Cornélio, assim diz a passagem, o Espírito caiu sobre todos os que ouviam o discurso; e os judeus que estavam com Pedro (mais adiante se diz que eram seis) ficaram assombrados, porque ouviram estes gentios falando em línguas e magnificando a Deus. No capítulo 11: 15-17 encontramos Pedro relatando estes acontecimentos diante dos irmãos de Jerusalém; lembre-se que aqui ele descreve o ocorrido como um batismo do Espírito Santo. Pedro também estabelece uma semelhança com o ocorrido no dia de Pentecostes: “Pois, se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós nos outorgou quando cremos no Senhor Jesus, quem era eu para que pudesse resistir a Deus?” (vs. 17). Noutras palavras, Pedro aduz a especial concessão do Espírito sobre Cornélio e seu grupo como uma evidência inquestionável de que Deus estava aceitando os gentios em sua aliança.

Esta passagem apoia a posição pentecostal de que todo crente deve ter um batismo do Espírito posterior à conversão?[69] Não. Já temos notado que no caso de Cornélio a concessão do Espírito foi simultânea com a chegada deles à fé. Ademais, deveríamos observar que outra vez a concessão a Cornélio e seu grupo de certos dons especiais do Espírito (falaram em línguas e magnificaram a Deus) serviu a um propósito único. Durante séculos os judeus não haviam levado a verdade salvadora de Deus aos gentios, salvo casos muito raros. Pedro mesmo tinha tantas objeções que lhe impediam ir à casa de Cornélio que teve de receber uma visão especial e ouvir uma voz especial do céu que o convencera de que deveria ir. Necessitava-se uma poderosa demonstração do poder do Espírito para convencer os judeus cristãos ultraconservadores de Jerusalém de que agora os gentios tinham igual oportunidade que os judeus de receber o evangelho. A barreira entre judeus e gentios era ainda maior que a que havia entre judeus e samaritanos.

Assim agora podemos ver a razão para a concessão de dons especiais a Cornélio e sua família. Era uma clara demonstração de que os gentios poderiam ser salvos e que os judeus cristãos não tinham que hesitar em receber os gentios convertidos em sua comunhão. Portanto, o ocorrido em Cesaréia foi outra extensão de Pentecostes, desta vez no círculo dos gentios. Esta foi uma extensão ou repetição de Pentecostes, o que fica completamente fora de dúvidas em Atos 11: 15, onde Lucas escreve que Pedro disse: “Quando, porém, comecei a falar, caiu o Espírito Santo sobre eles, como também sobre nós, no princípio.”, e no versículo 17 Pedro segue dizendo: “Se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós.” A recepção de dons carismáticos do Espírito colocava estes gentios em igualdade com os cristãos samaritanos e com os cristãos judeus. Mas não se diz que todos os que vieram à fé naqueles dias receberam estes dons carismáticos, como veremos mais adiante. Em conseqüência, o fato de que Cornélio e sua casa receberam o poder de falar em línguas de nenhum modo prova que cada crente deve receber este dom.

Passemos agora para Atos 19:1-4, a passagem mais desconcertante de todas as de Atos relacionadas com a glossolália. Quando Paulo chegou a Éfeso em sua terceira viagem missionária, encontrou ali certos discípulos, uns doze no total. A pergunta que lhes fez por vezes é citada deste modo[70] : “Recebestes o Espírito Santo depois que crestes?” (v. 2. Versão Espanhola Reina-Valera, 1909). Quando a pergunta é lida dessa maneira parece apoiar a posição pentecostal de que alguém deve receber o Espírito Santo algum tempo depois de ter-se tornado crente. No entanto, poder-se-ia perguntar com justa razão se temos de preferir aqui essa versão citada. O grego diz: ho pneúma hágiom elábete pisteúsantes. Temos aqui um verbo definido no tempo aoristo (elábete), seguido por um particípio aoristo (pisteúsantes). Por conseqüência, reconhecemos que o tempo do particípio no grego não dá idéia de tempo, e que um particípio aoristo, portanto, pode expressar um tempo contemporâneo com o verbo principal ou anterior ao do verbo principal. A determinação do tempo do particípio depende do contexto.

Portanto, em tese, a tradução da versão espanhola Reina-Valera-1909[71] até seria possível. No entanto, a pergunta é se o contexto exige tal tradução. Realmente, aqui o contexto não é decisivo, uma vez que os discípulos não haviam recebido o Espírito Santo no tempo em que a pergunta foi formulada. Os intérpretes da passagem geralmente supõem que receber o Espírito Santo refere-se especificamente à recepção especial de manifestações carismáticas do Espírito, tais como o falar em línguas. Se solucionarmos a questão considerando os precedentes, não podemos tampouco receber uma resposta decisiva, uma vez que em Samaria os dons carismáticos foram concedidos depois do primeiro exercício da fé, enquanto em Cesaréia estes dons foram outorgados simultaneamente com a fé.

Se houvesse a intenção de fazer questão da anterioridade da fé para a recepção do Espírito, Lucas poderia ter feito outra construção para a oração para deixar bem claro isso. A tradução mais natural da pergunta do versículo 2 é esta: “Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes?” (conforme se encontra nas versão mais modernas da Escrituras, a ARA de Almeida, por exemplo; literalmente, poderia assim traduzir “recebestes o Espírito Santo crendo? – Nota do Tradutor). Ainda que a interpretação de toda a passagem não depende da tradução deste versículo, e ainda que se admita que aquela outra tradução seja possível, creio que devemos preferir aqui a tradução da Edição Revista e Atualizada de Almeida da SBB: “Recebestes o Espírito Santo quando crestes?”

A resposta dos doze discípulos é reveladora: ‘Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo”. O texto grego diz literalmente: “Nem sequer temos ouvido que há o Espírito Santo”. No entanto, temos uma construção similar em João 7:39, aonde o melhor texto grego diz: “Pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”; aqui a generalidade dos tradutores tem dado este sentido ao versículo: “Pois ainda não havia ainda o Espírito”(BJ). Ora, o que significa a resposta deles é esta: estes crentes efésios ainda não haviam ouvido do derramamento do Espírito – noutras palavras, eram ignorantes no que dizia respeito ao ocorrido em Pentecostes.

Logo, Paulo descobriu que haviam sido batizados no batismo de João. Seria possível que eles tivessem sido batizados por Apolo, que havia chegado a Éfeso antes da chegada de Paulo, e que conhecia somente o batismo de João (At. 18:25). O batismo de João era um batismo pré-pentecostal. Agora Paulo explicou a estes crentes uma vez que Cristo havia vindo, cumprido sua missão na terra, ressuscitado de entre os mortos e derramado o Espírito Santo sobre a igreja, este batismo anunciatório era inadequado. Consequentemente, Paulo agora os batizou no nome do Senhor Jesus – este não foi realmente um rebatismo, mas seu primeiro batismo cristão, necessário porque eles haviam sido batizados somente no batismo de João. Depois que os batizou, Paulo lhes impôs as mãos, “veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam.” (At. 19:6).

Assim, por que estes doze discípulos em Éfeso receberam o dom de línguas e o dom de profecia, dois dons especiais do Espírito Santo? Porque eles nem sequer haviam ouvido do derramamento do Espírito Santo, e portanto deviam ser convencidos sem que ficasse a menor dúvida de que este grande fato redentor havia certamente ocorrido. Ainda que Paulo provavelmente lhes falara do Pentecostes, descrevendo-lhes os sinais especiais concedidos aos discípulos naquele dia, o caminho mais seguro de convencer a estes efésios de que o Pentecostes havia ocorrido era dar-lhes dois dos dons especiais do Espírito que haviam sido outorgados aos discípulos naquele dia: glossolália e profecia. Noutras palavras, esta foi uma espécie de prolongação de Pentecostes a Éfeso, necessária devido a que um grupo proeminente de crentes ali (Bruce os chama de o núcleo da igreja dos efésios) tinha uma compreensão inadequada do cristianismo. Enquanto a glossolália em Samaria e em Cesaréia havia ocorrido por causa da igreja toda, a glossolália em Éfeso ocorreu primariamente por causa destes crentes efésios, e por amor à igreja de Éfeso da que eles eram o núcleo. Lembre-se que foi em Éfeso que Áquila e Priscila tiveram que expor mais exatamente o caminho de Deus, e que Apolo havia sido muito influente nesta cidade, Noutras palavras, pode ter havido outros em Éfeso que apenas haviam sido batizados com o batismo de João, e que portanto, também necessitavam da prova incontestável de que o Espírito Santo verdadeiramente havia sido derramado no dia de Pentecostes.

Voltando à nossa pergunta principal, o incidente ocorrido em Éfeso prova que todo crente após a sua conversão deve receber o batismo do Espírito Santo evidenciado pelas línguas? Não. Por duas razões: (1) A fé que estes crentes efésios tinham quando Paulo foi a eles não era uma fé cristã em todo o sentido, mas uma fé incompleta. (2) Haviam circunstâncias especiais que fizeram com que a concessão da glossolália a esses discípulos fosse necessária; dai que não  vermos justificativas para a conclusão de que a recepção do dom de línguas constitui um padrão normativo para todos os crentes.

Cumpre-me, a vista destes argumentos, fazer três observações acerca da concessão de dons especiais do Espírito aos grupos já descritos:

(1) Em cada um dos quatro casos mencionados (Pentecostes, Samaria, Cesaréia e Éfeso), o dom especial do Espírito, incluindo o falar em línguas (supondo que houve línguas entre os samaritanos), foram outorgados a grupos inteiros. Em nenhum destes casos encontramos, o que é comum entre as igrejas pentecostais, a saber, alguns na congregação recebem o batismo do Espírito, e portanto experimentam a glossolália, enquanto outros não passam por tal experiência.

(2) Nos últimos três casos que acabamos de examinar, os dons especiais do Espírito (incluindo a capacidade particular de falar em línguas) foram outorgados a pessoas que não os pediram. Foi assim em Samaria (os apóstolos oraram pedindo que os samaritanos recebessem o Espírito Santo, mas não diz que os samaritanos o pediram), em Cesaréia (aonde a vinda do Espírito sobre a casa de Cornélio foi tão surpreendente para Cornélio como para Pedro), e em Éfeso (aonde Paulo impôs as mãos aos crentes efésios, mas não diz que os efésios mesmos pediram um derramamento especial do Espírito sobre eles). Quando os pentecostais sugerem que o batismo do Espírito Santo, que deve ser seguido pela glossolália, é algo pelo qual o crente tem que lutar com Deus por meio de uma agonia em oração, estão estabelecendo um requisito que não existiu no caso dos samaritanos, nem no da casa de Cornélio ou muito menos no dos discípulos em Éfeso.

(3) Ainda que seja certo que os discípulos permaneceram em Jerusalém enquanto esperavam o derramamento do Espírito Santo, uma vez que essa era a ordem de Jesus (Lc. 24:49), não encontramos uma passagem sequer que nos diga que os outros três grupos estiveram comprometidos com uma espécie similar de “espera do Espírito Santo”. Os convertidos samaritanos não estavam fazendo tal coisa antes da chegada de Pedro e João, e tampouco era essa a situação dos discípulos em Éfeso antes da chegada de Paulo. Cornélio, ainda que esperava que Pedro viesse, porquanto havia sido instruído mediante uma visão que dizia que deveria buscar a Pedro (10:5). Apesar disso, ele não estava esperando de forma particular o batismo do Espírito Santo, mas esperava que a mensagem do evangelho lhe fora levado por Pedro. Portanto, quando os pentecostais pedem que se participem em reuniões de “espera” – reuniões que com freqüência duram até muito tarde da noite e nas quais se esperam receber o batismo do Espírito Santo – apelando à Lucas 24:49 como apoio bíblico[72] , estão fazendo uma aplicação imprópria desta passagem. O texto diz: “eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder”. Jesus deu aos seus discípulos estas instruções em relação a um acontecimento histórico específico que estava por ocorrer: o derramamento do Espírito Santo. Converter as ”reuniões de espera” em uma parte regular do programa da igreja é reduzir a uma prática normativa algo que foi ordenado em um momento específico da história como uma preparação para um acontecimento único.

Antes de deixar este material de Atos,

Capítulo 4 – Uma Avaliação Teológica do Falar em Línguas

Temos considerado certas passagens bíblicas acerca das quais os pentecostais baseiam a afirmação de que cada crente deverá buscar o batismo do Espírito Santo que inicialmente é evidenciado pela glossolália, e temos encontrado que a evidência bíblica que apelam não apoia o seu ensinamento. Agora, consideraremos a glossolália à luz dos ensinamentos de toda a Bíblia, e à luz da herança teológica do cristianismo histórico. Noutras palavras, assim como fizemos uma avaliação bíblica da glossolália, agora avaliaremos o movimento das línguas de um ponto de vista teológico. Farei esta análise por meio de uma série de afirmações que sintetizam juízos teológicos.

1. Não pode ser demonstrado conclusivamente que os dons milagrosos do Espírito, que incluem a glossolália, continuam na igreja.

Quando alguém examina a lista de dons espirituais que se encontra em I Coríntios 12:8-10 e 28, fica inteiramente claro que alguns destes dons eram de natureza milagrosa. Indubitavelmente, os “dons de curar” (carísmata lamátom, v. 9) e o de “operações de milagres” ou o “poder de fazer milagres” (BJ; no Gr. energémata dunámeom, v. 10) ficam dentro desta categoria e provavelmente vários outros. Na realidade, muitos escritores (como John Owen e Charles Hodge) afirmam que toda a lista de dons espirituais que se encontra em I Coríntios 12:8-10 consiste de dons sobrenaturais ou milagrosos. Uma distinção que freqüentemente se faz dentro da categoria dos dons espirituais é o de dons ordinários e extraordinários do Espírito. Quando consideramos a lista de dons dada em Romanos 12:6-8, por exemplo, ficamos com a impressão de que Paulo ali está enumerando os dons ordinários do Espírito, dons que não necessariamente incluem o elemento sobrenatural ou milagroso: profecia, ministério, ensinamento, exortação, contribuição, presidência e o exercício da misericórdia[73] . É também significativo que noutra lista dos ofícios dados por Cristo à sua igreja, a de Efésios 4: 11, não são mencionadas as curas, milagres, línguas ou interpretação de línguas.

Pentecostais e não pentecostais reconhecem que o dom de línguas (assim como seu companheiro dom de interpretação de línguas) era um dom sobrenatural e extraordinário. e desde logo, isso imediatamente suscita a pergunta: Permanecem na igreja estes dons extraordinários do Espírito depois do período apostólico? John Owen, cujo “Discurso sobre os Dons Espirituais”, em sua obra monumental Sobre o Espírito Santo, é o tratamento mais completo que se pode encontrar sobre o tema, expressa a opinião da maioria dos teólogos conservadores quando diz:

Tampouco temos testemunhos indubitáveis de que algum dos dons que eram verdadeiramente milagrosos, e que estavam acima das faculdades do homem, tenha sido comunicado a alguém depois da expiração do tempo da geração dos que conviveram com Cristo na carne, ou de quem receberam o Espírito Santo por seu ministério (On the Holy Spirit, pp. 474-475).

Em uma página posterior ele afirma que estes dons milagrosos foram necessários para permitir que o evangelho fosse ouvido, quando foi proclamado pela primeira vez, uma vez que os preconceitos dos homens apenas podiam ser vencidos por esta demonstração de poder milagroso.

Também podemos destacar a posição de Benjamim B. Warfield acerca dos dons milagrosos do Espírito ou carísmata, como com freqüência são chamados. Sustenta que estes dons especiais do Espírito foram dados para identificar os apóstolos como mensageiros de Deus. Os apóstolos não apenas tinham estes dons, tinham também autoridade para outorgá-los a algumas pessoas. Warfield continua dizendo que não há um caso registrado de que estes dons foram outorgados a alguém pela imposição de mãos de outra pessoa que não fora apóstolo[74] . Em conseqüência, Warfield chega à conclusão de que estes dons terminaram na igreja depois da morte dos apóstolos:

Eles (estes dons milagrosos) eram parte das credenciais dos apóstolos como agentes autorizados por Deus na fundação da igreja. Sua função deste modo os confinava à igreja distintivamente apostólica, e necessariamente deixaram de existir com ela (Warfield, Miracles Yesterday ande Today –Milagres, Ontem e Hoje, p. 21).

Agora, como respondem nossos amigos pentecostais a estas objeções contra a continuação das línguas? Já foi considerada a evocação deles a Marcos 16:17-18 e I Coríntios 12:28 para apoiar a posição de que o dom de línguas tinha o propósito de permanecer na igreja, e como foi visto,  estas passagens não nos impulsam a aceitar essa conclusão. Nesse sentido que Brumback  afirma que não temos uma declaração conclusiva do Senhor de sua intenção de fazer que as línguas e outros poderes cessassem pouco depois do estabelecimento da igreja[75] . Isso é certo. Mas, é uma prova convincente? No sermão do monte, Jesus deu instruções acerca da forma adequada de levar ofertas ao altar – referência óbvia ao modo judaico de adoração. Em nenhuma parte lemos especificamente que ele aboliu o altar judeu e seus sacrifícios, no entanto, estamos seguros de que este modo de culto já não é requerido em nosso tempo. Ademais, em I Coríntios 12:28, aonde se menciona o dom de línguas, Paulo afirma que Deus estabeleceu apóstolos na igreja. No entanto, nossos amigos pentecostais estão de acordo em que esta passagem não nos obriga a afirmar que deve haver homens na igreja de hoje que tenham o oficio de apóstolo. Então, como podem estar seguros de que quando Paulo fala aqui de diversos gêneros de línguas temos que ter a certeza de que ainda há pessoas na igreja atual que possuem este dom especial do Espírito?

Eu creio que há algumas considerações de grande peso para sustentar que os dons especiais do Espírito, como o dom de línguas, já não operam na igreja de hoje. Vejamos algumas destas considerações[76] .

A. Certas passagens da Escritura associam especificamente os dons milagrosos do Espírito com a obra dos apóstolos. A primeira destas a que dirigimos nossa atenção é Atos 14:3: “Entretanto, demoraram-se ali muito tempo, falando ousadamente no Senhor, o qual confirmava a palavra da sua graça, concedendo que, por mão deles, se fizessem sinais e prodígios”. Estas palavras descrevem as atividades de Paulo e Barnabé em Icônio durante a primeira viajem missionária de Paulo. Note-se que estes sinais e maravilhas foram concedidas por Deus a estes apóstolos[77] com a finalidade de confirmar a mensagem do evangelho de que eram portadores. No grego o particípio dativo didonti (dando) segue ao particípio dativo marturounti (testificando) com o propósito de dar explicação. Noutras palavras, o sentido da oração é que Deus deu testemunho às palavras de sua graça concedendo sinais e prodígios por meio das mãos dos apóstolos. As maravilhas que os apóstolos fizeram eram um testemunho de Deus de que eram verdadeiramente mensageiros de Deus.

Como temos visto, a igreja de Corinto estava ricamente dotada de dons especiais do Espírito. É altamente significativo notar que Paulo em sua segunda carta aos Coríntios, provavelmente escrita pouco depois da primeira, diga: “Pois as credenciais do apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos” (2 Co. 12:12). No contexto Paulo está defendendo seu apostolado. Para provar que verdadeiramente era um apóstolo, Paulo aqui lembra aos seus leitores os sinais, prodígios e milagres que foram feitos por meio dele, reivindicando para estas manifestações do poder do Espírito “credenciais do  apóstolado”. Não sugere enfaticamente esta passagem que os dons especiais do Espírito não eram para que permanecessem na igreja, mas que se consisitiam nas credenciais dos apóstolos, como Warfield afirma?

Encontramos outra referência à importância como credencial dos dons especiais em Romanos 15:15-19

Entretanto, vos escrevi em parte mais ousadamente, como para vos trazer isto de novo à memória, por causa da graça que me foi outorgada por Deus, para que eu seja ministro de Cristo Jesus entre os gentios, no sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus, de modo que a oferta deles seja aceitável, uma vez santificada pelo Espírito Santo. Tenho, pois, motivo de gloriar-me em Cristo Jesus nas coisas concernentes a Deus. Porque não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os gentios à obediência, por palavra e por obras, por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo; de maneira que, desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de Cristo.

Paulo aqui recorda aos irmãos de Roma que foi pela graça de Deus que foi feito ministro de Cristo aos gentios, e que portanto, gloria-se em Cristo Jesus mais do que em si mesmo. Segue recordando a seus leitores as coisas que Cristo operou por seu intermédio para conduzir os gentios à obediência “por palavra e por obras, por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo”. É claro que os sinais e maravilhas que se concederam que Paulo fizesse eram meios pelos quais Cristo lhe deu poder para conduzir os gentios à obediência, e assim foram inseparavelmente conectados ao seu ministério de apóstolo aos gentios.

Hebreus 2:3, 4 lança uma luz muito clara sobre a questão do propósito dos dons especiais do Espírito:

Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.

Segundo esta passagem, a palavra de salvação foi anunciada inicialmente pelo próprio Senhor Jesus Cristo. Logo foi confirmada ao escritor e aos leitores desta epístola pelos que ouviram o Senhor. Os “que a ouviram” pode-se referir aos apóstolos ou a um círculo mais amplo que os apóstolos; a referência a sinais e prodígios no versículo seguinte, no entanto, faz que seja muito provável uma referência limitada aos apóstolos. O tempo do particípio no versículo 4 que se traduz “testificando” é presente, indicando que o testemunho que se apresenta era contínuo. Agora, como Deus deu testemunho com os apóstolos acerca da autenticidade da mensagem do evangelho? Por meio de “sinais e prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo” (v. 4). A palavra distribuições, literalmente, significa repartimentos (merismois); é claro que se refere aos diversos dons do Espírito como os descritos em I Coríntios 12, e sem dúvida  inclui a glossolália. Então a função de todos estes dons especiais ou carísmatas do Espírito é descrita aqui como de confirmação: Deus continuamente dava testemunho por meio destes dons, e portanto, confirmava a mensagem de salvação à segunda geração de leitores da Epístola aos Hebreus.

Das passagens que já temos discutido, aprendemos que o propósito e função dos dons milagrosos especiais do Espírito era confirmar os apóstolos como verdadeiros mensageiros de Deus, e deste modo confirmar o evangelho da salvação. Sendo este o caso, podemos entender por que estes sinais milagrosos tinham que ser tão importantes como evidência no tempo apostólico. Mas, sendo este o caso, também podemos entender por que estes sinais milagrosos deviam desaparecer quando os apóstolos desapareceram do cenário. Se os sinais milagrosos tinham o propósito de acreditar os apóstolos, já não eram necessários depois que os apóstolos cumpriram sua tarefa.

No entanto, os nossos amigos pentecostais apressam em dizer: estes dons milagrosos especiais do Espírito ainda são necessários para os fins de evangelização.

…A igreja, em seu estudo dos métodos de evangelização da igreja primitiva, tem passado por alto uma parte vital, isto é, a confirmação divina da mensagem com sinais milagrosos. O fato da igreja desde os dias apostólicos não buscar e receber tal confirmação tem sido um fator de importância em sua lentidão no cumprimento da Grande Comissão[78] .

Aqui argumenta-se que se uma igreja pode manifestar fenômenos milagrosos, tais como a glossolália, chamará muito mais atenção e será muito mais abençoada em seu programa evangelístico e missionário do que quando faltam estes fenômenos. No entanto, a resposta a esta pretensão é precisamente esta: a igreja atual já não necessita deste tipo de confirmação de sua mensagem. Nos dias dos apóstolos era necessário que a mensagem fosse confirmada por sinais milagrosos. Mas atualmente temos a Bíblia completa, incluindo todo o Novo Testamento. Sustentar que a igreja ainda necessite dos sinais milagrosos para confirmar a mensagem do evangelho é, parece-me, desconhecer o caráter completo das Escrituras. As palavras de Abraão ao rico na parábola podem ser lembradas aqui: “Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão (os irmãos do rico) persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lc. 16:31).

B. A forma como Paulo trata a glossolália em I Coríntios 12-14 sugere que este dom já não se necessita urgentemente na igreja. Como temos visto, Paulo conclusivamente rebaixa o dom de línguas nestes capítulos. A ênfase principal de sua discussão é que o dom de profecia deve ser buscado com maior fervor que o dom de línguas. Deixa bem claro que nos cultos públicos da igreja deve-se preferir a profecia ao invés do dom de línguas. Ainda que permite um uso restringido da glossolália no culto, todavia esse falar em línguas deve ter interpretação. Uma pessoa que estude com cuidado esta carta logo compreenderá, pelas declarações de Paulo, que a congregação seria mais edificada se qualquer mensagem fosse dada por meio de profecia do que se fosse veiculada por meio de línguas, e que portanto ficaria muito melhor sem a prática de falar em línguas e logo a interpretação seria simplesmente eliminada.

No diz respeito a testificar a pessoas de fora da igreja, Paulo diz que as línguas são um sinal, não para os que crêem, mas para os que não crêem. Assim a glossolália tem algum valor ao testemunhar a autenticidade da mensagem do evangelho ante os incrédulos. Mas ainda com o propósito de testificar aos incrédulos, Paulo segue dizendo nestes capítulos que a profecia é superior às línguas. Porque é muito mais provável que um incrédulo seja levado à fé por meio da profecia do que por meio das línguas (14:24,25).

Não estou sustentando que Deus não poderia haver continuado com o dom da glossolália na igreja, se essa fosse a sua vontade. Apenas estou dizendo que o valor muito limitado que Paulo atribui a este dom em I Coríntios 12-14 sugere que parecia haver escassas razões para que este dom continuasse.

C. O fato de não haver referências à glossolália nas demais epístolas do Novo Testamento à parte de I Coríntios também sugere fortemente que este dom não foi dado com o propósito de que permanecesse na igreja. Se Deus tivesse a intenção de conservar a glossolália na igreja, particularmente se este dom fosse servir de canal condutor de ricas bênçãos à igreja, seria de esperar que houvesse referências a respeito noutras epístolas do Novo Testamento além da de I Coríntios. mas não encontramos tais referências. Ainda que em I Coríntios Paulo discute a glossolália, como vimos, ele não volta a referir-se a ela em outra epístola sua. Pelo livro de Atos sabemos que todos os apóstolos falaram em línguas no dia de Pentecostes. No entanto, não encontramos referência alguma à glossolália nas epístolas escritas por Pedro, Tiago, João, Judas e o autor de Hebreus. Ainda que há muitas referências nessas epístolas à obra do Espírito, o testemunho do Espírito e o fruto do Espírito, não há referências à glossolália.

Ademais, é altamente significativo que a habilidade de falar em línguas não se menciona entre os requisitos de diáconos e anciãos ou bispos em I Timóteo 3:1-13 e Tito 1:5-9. Certamente, se o dom de línguas tinha que ficar na igreja, alguém esperaria encontrá-lo entre os requisitos de quem iria ocupar os ofícios na igreja. O fato de que as epístolas pastorais que acabamos de mencionar foram escritas muito depois de I Coríntios, sugere que já por este tempo a glossolália poderia ter desaparecido da igreja.

D. A ausência quase total da glossolália na história da igreja do ano 100 até 1900 d.C. é muito dificilmente compatível com a pretensão de que Deus queria que o dom de línguas permanecesse na igreja. Já vimos outrora que há muito poucos relatos de glossolália na história da igreja daqueles anos. Alguns relatos que temos são de duvidosa autenticidade; outros tem a ver com grupos que eram definitivamente heréticos como os montanistas. Ainda quando todos os casos de glossolália atribuídos a este período pudessem ser verdadeiros, os grupos que praticaram a glossolália ainda seriam poucos e muito esparsos no do tempo de uns e de outros. Simplesmente, não se pode negar que, falando em geral, a glossolália era virtualmente desconhecida nos grupos mais representativos do cristianismo até aproximadamente 1900.

Compreendo que o argumento da história não é completamente convincente. Desde logo, é concebível que Deus, por razões que ele bem conhece, decidiu privar à igreja da glossolália durante dezoito séculos e então, no princípio do Século XX, haja restaurado novamente este dom à igreja. Mas quando os pentecostais sustentam que uma igreja que não tem manifestações de línguas carece de uma das mais ricas fontes de bênçãos previstas por Deus para seu povo[79] , nos sentimos confundidos pelo imenso abismo que existe na história da glossolália. Se o falar em línguas é uma bênção tão grande como nossos irmãos pentecostais sustentam, porque esteve virtualmente ausente da igreja entre os anos 100 e 1900? Empobreceu Deus deliberadamente a seu povo?

As considerações apresentadas sugerem fortemente que os dons milagrosos do Espírito, tais como a glossolália, já não existem na igreja de hoje. Podem nossos amigos pentecostais provar de forma conclusiva, pelas Escrituras e pela história da igreja, que estes dons milagrosos ainda estão conosco?

2. A doutrina distintiva das denominações pentecostais que é básica em seus ensinamentos sobre a glossolália, a saber, que todo crente deve buscar um batismo do Espírito Santo posterior à conversão, não tem base nas Escrituras.

Já temos visto que as passagens do livro de Atos as quais os pentecostais comumente apelam não apoiam esta doutrina. Recebe esta doutrina apoio de outras passagens das Escrituras? Pelo contrário, o ensinamento de que uma pessoa regenerada ainda tem que passar por um batismo do Espírito em virtude do qual recebe a plenitude do Espírito está baseada em uma má compreensão da obra do Espírito. Quando o Espírito nos regenera, entra em nossas vidas, não como um poder mas como uma pessoa. Paulo expressa este pensamento de forma muito clara em Romanos 8:9: “Vós (o regenerado, o crente), porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós”. Paulo agrega na oração seguinte: “E se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. Noutras palavras, se alguém pertence a Cristo, tem o Espírito de Cristo, e se tem o Espírito de Cristo, o Espírito está habitando nele. Agora, que mais pode fazer o Espírito do que habitar nele? Por que haveria de ser necessário que o Espírito seja outorgado sobre a pessoa numa “segunda bênção” ou “segunda obra de graça” ou “batismo do Espírito” quando o Espírito já está morando dentro do crente? O mesmo ensina I Coríntios 3:16: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós??”

Na realidade, em nenhum lugar do Novo Testamento encontramos os crentes pedindo tal batismo do ou no Espírito Santo, e em nenhum lugar encontramos os apóstolos dando mandamento aos discípulos no sentido de buscar o dito batismo. Mas sim encontramos Paulo dizendo aos Gálatas: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Ga. 5:25). A implicação é clara: nascemos de novo, temos o Espírito, uma vez que somente o Espírito pode nos regenerar. Se é assim, argumenta Paulo, então no mesmo Espírito ou pelo mesmo Espírito em quem vivemos devemos caminhar. Paulo não diz: “para esperar o batismo do Espírito para que podeis caminhar nele”. Ele diz: “Andeis de forma mais completa no Espírito ou pelo Espírito que vós já tendes, que já vos foi dado no coração novo, com o qual vós já vives”.

Sem dúvida é verdade que necessitamos lutar continuamente para ter uma maior plenitude do Espírito. Mas isso não significa que depois de termos sido regenerados devemos esperar que o Espírito seja quem tome o próximo passo. Mas antes, se me permite expressá-lo assim, o próximo passo cabe a nós: devemos render-nos mais plenamente ao Espírito que já habita conosco[80] . Essa, como temos visto, é a ênfase de Efésios 5:18: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”. O presente do imperativo, pleroústhe, significa “sede continuamente cheios”, “permaneceis sendo cheios”. A passagem assinala uma luta de toda a vida, não por uma experiência de um momento. Tampouco Paulo implica com isso que os leitores da Epístola aos Efésios ainda não tivessem o Espírito, porque em 1: 13 havia escrito: “… tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa”.

Portanto, ainda que não quiséssemos, temos que chegar à conclusão de que a teologia do pentecostalismo neste particular está baseada mais sobre a experiência do que sobre a Escritura. Russell T. Hitt, editor de Eternity (Eternidade) expressa assim:

Todo ensinamento deve ser julgado por nós pela Palavra de Deus. Muitos que tem tido recentemente uma experiência pentecostal tem problemas para dar uma explicação bíblica adequada para o que tem ocorrido. Ao invés disso testificam de uma experiência, e levantam um estranho esquema doutrinal baseado no livro dos Atos para apoiar a duvidosa doutrina do “batismo do Espírito” (Eternity, julho 1963, página 7).

Mas não podemos basear a doutrina primariamente na experiência. Tenho ouvido os mórmons dizerem que se convenceram que Joseph Smith era um verdadeiro profeta de Deus porque tiveram uma maravilhosa experiência espiritual na religião mórmon. Se a experiência é básica para a doutrina, como se poderia provar que os mórmons estão em erro, ou, o que se poderia dizer dos budistas, hindus ou muçulmanos?

3. A teologia do pentecostalismo ensina erroneamente que uma bênção espiritual deve ser atestada por um fenômeno físico.

Diz-se que falar em línguas é a evidência física inicial de haver sido batizado com o Espírito Santo. Mas, como pode um sinal físico ser a prova de um estado espiritual? Os pentecostais assinalam quatro casos no livro de Atos em que o falar em línguas demonstrou que o Espírito havia sido recebido em sua plenitude (ainda que no caso dos samaritanos não se menciona o falar em línguas), mas estes casos estiveram associados com Pentecostes ou com uma extensão de Pentecostes, como temos visto; e, ademais, há muitos casos no livro de Atos onde não se faz menção das línguas, e isso em casos em que se nos diz que as pessoas foram cheias do Espírito Santo. Ademais, ainda os pentecostais reconhecem que o falar em línguas ocorrido em Corinto não tinha relação direta alguma com o ser cheios do Espírito[81] . Então, como podem nossos amigos pentecostais afirmar com tanta certeza que a glossolália é atualmente a evidência indispensável do batismo do Espírito?

Ora, não ensina a própria Bíblia que a prova de ser cheio do Espírito não é física, mas espiritual? Paulo diz acerca disso em Gálatas 5:22-23 “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”. Um dos maiores perigos do pentecostalismo e do neopentecostalismo, parece-me, é que a pessoa chega a estar cada vez mais preocupada por dons do Espírito e cada vez menos pelo fruto do Espírito. Pelo lado negativo, o nosso Senhor mesmo disse, contudo, que profetizar ou operar milagres em si não provam que uma pessoa está verdadeiramente cheia do Espírito

Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade (Mt. 7:22-23).

Nessa diretriz Santo Agostinho escreveu as seguintes palavras há mais de 1500 anos, que são tão adequadas agora como o foram então:

Nos primeiros tempos o Espírito Santo caiu sobre os que creram, e eles falaram em línguas que não haviam aprendido, “segundo o Espírito lhes dava que falassem”. Estes eram sinais adaptados para o tempo… Então, agora o testemunho da presença do Espírito não é dado por meio destes milagres. Por que meio é dado? Como chega alguém a saber que tem recebido o Espírito Santo? Que lhe pergunte ao seu próprio coração se ama ao seu irmão, o Espírito de Deus mora nele (Homilia sobre I João).

4. No pentecostalismo está implícita uma espécie de subordinação de Cristo ao Espírito Santo que não está em harmonia com a Escritura.

Notamos anteriormente que Ralph M. Riggs descreve o batismo do Espírito Santo com palavras que implicam uma espécie de subordinacionismo:

Esta experiência (de batismo do Espírito) é tão distinta da conversão como o Espírito Santo é distinto de Cristo. Sua vinda (a do Espírito) sobre o crente no batismo é a vinda da Terceira Pessoa da Trindade, após a vinda de Cristo, que ocorre na conversão[82] .

O que é o que Riggs diz aqui? Que a conversão é somente a vinda de Cristo, mas que o batismo do Espírito é a vinda do Espírito Santo. Se alguém não tem chega ao pedestal mais elevado da escalada espiritual até que venha receber o batismo do Espírito, é evidente que recebeu somente a Cristo é ficou apenas num subnível espiritual.

Noutro lugar, este mesmo escritor, depois de explicar que o Espírito Santo é o Diretor Pessoal da igreja, pergunta:

Como podemos viver e atuar efetivamente sem nosso Cabeça e Líder designado por Deus? Que desconcertante e frustrante é para o plano e propósito de Deus se nós não cooperarmos desde o começo de nossa experiência cristã recebendo a plenitude do batismo do Espírito Santo[83] .

A implicação é clara: se alguém não recebeu o batismo do Espírito, está vivendo sem o Líder estabelecido por Deus. Pode receber a Cristo no momento da conversão, mas todavia está sem líder! Ter somente a Cristo no coração é ter um cristianismo inferior, de segunda categoria!

Quanta diferença do que a Bíblia ensina! Cristo ensina de outro modo: “Ele (o Espírito Santo) me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo. 16:14). Exaltar a obra do Espírito é digno de louvor, mas exaltar o Espírito acima de Cristo é um erro comparável com a subordinação de Cristo ao Pai de que eram culpáveis os antigos arianos.

O comentário de Kurt Hutten é acertado:

A teologia pentecostal tem absolutizado a doutrina do Espírito Santo … Ao fazê-lo nega o testemunho da Escritura. Porque, segundo as Escrituras, o Crucificado e Ressuscitado é e segue sendo o centro que domina e penetra todo o demais. E segundo a Escritura, Cristo e o Espírito Santo não podem ser separados; a obra de um não pode distinguir-se da do outro em qualidade ou categoria. Não há obra do Espírito Santo fora da cruz; apenas há uma obra do Espírito sob a cruz (Seher, Gruebler, Enthusiastem, p. 520).

5. A teologia do pentecostalismo tende a criar dois níveis de cristãos: os que tem recebido o batismo do Espírito e os que não o tem recebido.

Os pentecostais deixam bem claro que a pessoa que não recebeu o batismo do Espírito Santo não chegou ao nível de cristão em toda sua plenitude, os escritores pentecostais fazem uma clara distinção entre batismo do Espírito e conversão[84] e entre batismo do Espírito e santificação[85] . Somente as pessoas batizadas no Espírito, dizem, tem sido seladas com o Espírito[86] e tem o penhor do Espírito[87] . O batismo do Espírito é descrito como o poder que vem do alto – poder que é chamado o sine qua non do serviço cristão[88] . Isso implicaria que as pessoas que não tem recebido o batismo do Espírito – a grande maioria dos que se denominam cristãos – não tem um poder adequado para o serviço cristão. Um escritor pentecostal descreve o batismo do Espírito como a vinda do equipamento divino para a batalha contra o diabo[89] ; a implicação disto é tem-se a impressão que o vasto exército de cristãos ordinários, não pentecostais, saem precipitadamente à batalha como soldados sem preparação e sem armas.

Uma pequena reflexão revelará o quão devastador pode ser este ponto de vista do cristianismo de dois níveis para a unidade da igreja. Não estou acusando os pentecostais de dizerem que uma pessoa não pode ser salva sem o batismo do Espírito Santo, mas o que estou observando é que sua teologia deixa uma grande multidão de cristãos ordinários, e um pequeno grupo de cristãos muito especiais. Isso é muito pouco fiel às Escrituras. Paulo diz em Gálatas 3:28: “Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. No entanto, os pentecostais deveriam interromper Paulo neste ponto: “Mas, Paulo, esquecestes da distinção entre cristãos que são batizados no Espírito e os que não o são?” Ainda mais, sugerir que somente as pessoas batizadas pelo Espírito são seladas com o Espírito, tem o penhor do Espírito, e tem sido equipadas com poder do alto, é dizer que há uma grande quantidade de passagens do Novo Testamento que realmente não tem mensagem para a mensa maioria dos crentes desde os dias apostólicos.

6. A teologia do pentecostalismo implica que a igreja tem estado sem condutor, sem poder adequado, sem a plena luz, e sem uma experiência cristã completa desde os fins do Século I até o princípio do Século XX.

H. J. Stolee, em Speaking in Tongues (Falando em Línguas), originalmente publicado em 1936, diz:

Sempre tem sido uma caraterística dos movimentos fanáticos o ignorar e ainda negar a continuidade do cristianismo. O decorrer dos séculos é considerado virtualmente como um fracasso total.

É triste dize-lo, mas tal tendência também é evidente no pentecostalismo. Antes vimos que, segundo os escritores pentecostais, a razão pela qual a glossolália desapareceu quase totalmente da igreja nos séculos que se estendem entre 100 d.C. e 1900 foi a falta de fé por parte do povo de Deus. Observemos mais de perto este assunto. Carl Brumback alega que ainda que Deus pôde ter feito aos homens responsáveis pela verdade do batismo do Espírito durante toda a era da história da igreja desde a idade apostólica, não aplicou estritamente suas normas durante todo o período porque seu povo, pelo pecado e o fracasso, havia-se feito incapaz de conformar-se com ditas normas[90] . Muitas verdades do Novo Testamento estiveram totalmente eclipsados durante a Idade Média[91] . Estas verdades em parte foram restauradas pela Reforma, mas a Reforma não foi completa[92] . Certas porções da verdade ficaram escondidas para os reformadores, esperando outro momento para sua revelação plena. Entre as grandes verdades que não foram completamente reveladas aos reformadores estava a doutrina do batismo do Espírito Santo[93] . Em princípios do Século XX, Deus considerou oportuno devolver esta verdade à Igreja[94] . Antes do Século XX a experiência dos santos pós-apostólicos não esteve à altura das normas bíblicas, porque não tinham “um batismo pleno do Espírito Santo, não tinha um caráter milagroso e não estava acompanhado com línguas”[95] .

O que isso quer dizer é que durante 1800 anos de história da igreja (com poucas e pequenas exceções) toda a igreja não logrou desfrutar a plenitude da experiência cristã que Deus tinha o propósito de conceder a seus filhos. Isso significa que gigantes como Calvino e Lutero não alcançaram a tamanha fé que os pentecostais têm hoje. Isso significa, como temos visto, que durante todos estes séculos a igreja esteve realmente sem condutor, sem todo o poder para o serviço, e sem a plena luz da verdade divina. Não apenas isso, mas que grande parte da igreja atual está similarmente impedida, posto que ainda não aceita esta última verdade que Deus tem revelado. A conclusão iniludível parece ser que somente os pentecostais estão com plena possessão da verdade divina; os demais permaneceremos em trevas parciais até que estejamos dispostos a aceitar seus ensinamentos.

No entanto, não nega esta doutrina que o Espírito Santo haja dirigido continuamente a sua igreja durante dezoito séculos de história eclesiástica? Esta pretensão, não faz periclitar seriamente a verdade da universalidade da igreja de Jesus Cristo? Não implica que somente os pentecostais são o verdadeiro povo de Deus, cheio do Espírito? Uma coisa é admitir que todos os crentes não alcançam fazer a vontade de Deus e a entender completamente sua revelação, mas é completamente distinto pretender que o grupo a que alguém pertence é o único que tem a verdade neste assunto, enquanto todos os demais estão no erro.

Poderia alguém ainda perguntar se as observações feitas se aplicam aos neopentecostais ou mesmo que aos pentecostais. Desde logo, não temos nenhum livro sistemático em doutrina em que os neopentecostais exponham o que tem em comum. Sem dúvidas, há matizes de opinião entre os neopentecostais como os há entre os pentecostais.

È muito possível que muitos neopentecostais não compartilhem da posição comum dos pentecostais de que a glossolália é a evidência indispensável de que alguém recebeu o batismo do Espírito Santo. Se é assim algumas das considerações apresentadas não se aplicariam a eles. Mas como temos demonstrado, ainda a posição de que a glossolália é uma evidência de que alguém é cheio do Espírito Santo está em condições de ser seriamente posta em dúvida.

No entanto, devemos lembrar que o neopentecostalismo surgiu do pentecostalismo; portanto, é de esperar que nas questões que compreendem a importância e significado da glossolália os neopentecostais tenham muito em comum com os pentecostais. Ademais, temos notado que uns quantos neopentecostais proeminentes tomam a posição comum dos pentecostais quanto às línguas. Ainda temos visto uma declaração oficial da junta de diretores da Sociedade da Bendita Trindade que afirma que o batismo do Espírito Santo é confirmado pela glossolália[96] . Portanto, pareceria provável que a maioria dos neopentecostais, até aonde tem pensado o assunto, tomem a mesma posição dos pentecostais quanto à importância da glossolália. Até onde este seja o caso, os comentários feitos neste capítulo se aplicam tanto aos neopentecostais quanto aos pentecostais.

Capítulo 5 – O que Podemos Aprender do Movimento que Fala em Línguas

A julgar pelo que temos aprendido acerca das doutrinas pentecostais até aqui, poder-se-ia ficar com a impressão de que nossa resposta ao pentecostalismo e ao neopentecostalismo deveria ser completamente negativa. No entanto, como se tem dado a entender antes, há muitas coisas que podemos aprender deste movimento. Portanto, neste último capitulo quero destacar os aspectos positivos do pentecostalismo e do neopentecostalismo, para ver que desafio tem apresentado o movimento da glossolália à igreja de hoje.

Um dos aspectos mais notáveis, e para os não pentecostais o mais assombroso, do movimento das línguas é o fato de que muitas pessoas que tem começado a falar em línguas informam que esta experiência lhes tem sido uma fonte de grandes bênçãos espirituais. Por exemplo, Carl Brumback, falando pelos pentecostais, afirma que há poucos exercícios espirituais mais edificantes para o indivíduo que o dom de línguas usado nas devocionais privadas[97] . O artigo 7 da Declaração de Verdades Fundamentais das Assembléias de Deus afirma que ao batismo do Espírito Santo, do qual a glossolália é a evidência inicial, segue-se uma mais profunda reverência a Deus, uma intensificada consagração a Deus e dedicação a sua obra, um amor mais ativo por Cristo, por sua Palavra e pelos perdidos. Norton Kelsey informa que as sete pessoas cujas experiências de glossolália descreve em seu livro Tongue Speaking (Falar em Línguas) declararam que esta experiência era uma das mais valiosas de que tivera. Freqüentemente se diz-se que as experiências que culminam com a glossolália tem transformado a vida das pessoas. Periódicos como Trindade e Voz estão cheios de testemunhos pessoais de indivíduos que dizem que tem recebido um novo impulso na vida espiritual por meio da glossolália.

Que diremos acerca de tudo isso? Como podemos explicar a explosão das línguas da atualidade? Como vamos explicar o novo vigor espiritual que a glossolália parece ter introduzido nas vidas de tantas pessoas?

V. Raymond Edman, ex-presidente de Wheaton College, resumiu muito bem o assunto quando disse que existem apenas três possibilidades: a glossolália atual é do diabo, ou é um dom genuíno do Espírito, ou é um fenômeno que sem ser primariamente inspirado pelo diabo ou pelo Espírito, tem sido induzido psicologicamente.

É possível que a glossolália que vemos na atualidade tenha sido instigada demoniacamente? Certamente não podemos descartar de todo esta possibilidade, Satanás, como Lutero dizia, é o “macaco imitador de Deus”, que constantemente vive imitando as obras genuínas do Espírito. Sabemos por 2 Coríntios 11: 14 que Satanás estava ocupado ainda em Corinto: “O próprio Satanás se transforma em anjo de luz”. Até os pentecostais admitem que às vezes o falar em línguas que se pratica nas igrejas pode ser uma algaravia fanática produto da carne e não do Espírito[98] . Sempre que a glossolália contribui para o orgulho, que conduz a orgias emocionais nas quais todo o domínio próprio é lançado aos ventos, e se provocam amargas discórdias entre os cristãos que se devem conduzir como um em Cristo – certamente o diabo tem sua mão metida nessa situação.

Ainda que reconheço que a glossolália pode ser demoniacamente induzida, sinto-me inclinado a estar de acordo com Edmam que este não é normalmente o caso. Que diria então acerca da segunda possibilidade, isto é, que a glossolália da atualidade seja um dom genuíno do Espírito? Novamente, não podemos descartar completamente esta possibilidade. Nós não vamos limitar o Espírito dizendo que é impossível que ele outorgue o dom de línguas na atualidade. Quem sabe o que Espírito tem guardado para a sua igreja? Quem sabe que dons do Espírito podem ser dados no futuro para capacitar à igreja ante novos desafios específicos?

De pronto, concedemos que Paulo não proíbe o uso da glossolália em I Coríntios 12-14. Também devemos admitir que o dom de línguas tinha certo valor para Paulo e para a igreja daquele tempo; ainda Paulo foi levado a dar graças a Deus porque falava línguas mais do que todos os coríntios (14:18). Certamente Paulo jamais diria isso se a glossolália não tivesse algum valor.

No entanto, se o dom de línguas como dom especial do Espírito está na igreja na atualidade é uma questão discutível. Num capítulo anterior apresentei algumas das razões pelas quais creio que devemos ter sérias dúvidas acerca da continuação da glossolália como um dom especial do Espírito; não tenho a intenção de repetir aqui essas razões. Se as línguas como um dom estivesse na igreja de hoje, os pentecostais não teriam direito de sustentar que a possessão deste dom, ainda como sinal físico inicial, prova de que alguém tem recebido a plenitude do Espírito. Se o dom estivesse ainda presente, as muitas restrições com que Paulo rodeia seu uso em I Coríntios 14 implicam que a glossolália está longe de ser tão importante como os pentecostais pensam que é, e que de nenhum modo é o sine qua non da maturidade espiritual. E fica a desconcertante pergunta: Como podem os pentecostais e neopentecostais estarem seguros que o que se pratica nos círculos que falam em línguas é o mesmo dos dias do Novo Testamento? Sabemos exatamente qual era a glossolália praticada pelos coríntios? Se não sabemos Isso, como pode alguém estar seguro que o que se pratica nos grupos que falam em línguas é exatamente o mesmo que ocorria nos dias do Novo Testamento?[99]

Sinto-me inclinado a concordar com Donald S. Metz que a glossolália que hoje vemos em sua maior parte, não é inspirada diretamente pelo Espírito de Deus, nem diretamente induzida pelos demônios, mas uma reação humana que tem sido psicologicamente induzida. Esta também parece ser a posição de George B. Cutten, reconhecida autoridade em glossolália, que disse: “Até onde tenho conhecimento, não existe um só caso de falar em línguas estranhas que haja sido estrita e cientificamente investigado, que não possa ser explicado por leis psicológicas reconhecidas”. No mesmo sentido há uma declaração do psiquiatra Stuart Bergsma, superintendente do Hospital Cristão Pine Rest, em Grand Rapids, Michigan. Depois de mencionar uma quantidade de experiências que lhe haviam auxiliado na realização de uma avaliação da glossolália, diz: “Todas estas experiências me deixam com a convicção de que especialmente a glossolália pode ser psicologicamente explicada e não é, em geral, um fenômeno espiritual”. Outro psiquiatra cristão dá uma avaliação similar em um artigo em que analisa o fenômeno da glossolália:

O produto de nossa análise é a demonstração dos mecanismos muito naturais que produzem a glossolália. Como fenômeno psicológico, a glossolália é fácil de produzir e prontamente compreensível (E. Mansell Pattison, “Speaking in Tongues and about Tongues” – Falando em Línguas e sobre Línguas, Christian Standard, Fev.15,1964).

Se as análises anteriores estão corretas, surge a pergunta: quais são os mecanismos psicológicos que operam na glossolália? Quando refletimos no fato de que a glossolália no passado ocorreu fora da religião cristã e ainda se dá noutras culturas, não é surpreendente que também se tenha  introduzido nos círculos cristãos. O estímulo emocional que por vezes induzem as línguas nos círculos não cristãos poderia também ocasionar a glossolália entre os cristãos. Deve-se reconhecer que o falar em línguas nem sempre se produz em uma situação que esteja altamente carregada no emocional e que poderia dar-se numa aprazível atmosfera devocional; mas ainda nessas circunstâncias debaixo da superfície poderia estar em atividade poderosas forças emocionais. Pode-se entender a atração que o misterioso tem em uma era que é eminentemente racional. É possível que grande parte da glossolália nos grupos não pentecostais na atualidade represente uma reação emocional contra um tipo de pregação friamente intelectual ou contra uma liturgia estereotipada e formalista.

Também há outras possibilidades. L. M. Van Eetveld Vivier, em uma tese de doutorado sobre a glossolália, informa que submeteu a provas um grupo de pentecostais que falavam em línguas e achou que haviam tido “um princípio próprio de vida psicologicamente pobre, caracterizado pela insegurança, conflito e tensões”. RusseI T. Hitt é da opinião de que muitos dos que tem experimentado o assim chamado “batismo do Espírito” esteja sofrendo profundos problemas pessoais e familiares, ou estão emocionalmente perturbados por suas próprias vidas espirituais. Para tais indivíduos o falar em línguas poderia prover uma válvula de escape para os problemas perturbadores, algum modo de obter um prestígio que de outro modo lhes resultaria inacessível.

Também podemos entender bem que a psicologia da sugestão poderia ter um grande papel na indução da glossolália. Quando alguém pertence a um grupo em que se espera que os mais adiantados espiritualmente falem em línguas, quando se aplica muita pressão emocional na busca do dom de línguas, quando os que buscam o dom de línguas recebem instrução no sentido de que relaxem a língua repetindo “glória, glória, glória, gló, gló, glória, aleluia, glória” e coisas semelhantes, certamente seria estranho que alguém não começasse a fazer o que todos esperam.

Mansell Pattison lança uma luz que ajuda muito acerca dos mecanismos psicológicos que podem estar em ação na glossolália:

A linguagem é um fenômeno complexo que inclui elementos conscientes, voluntários e padrões inconscientes, automáticos em circuitos psicológicos e fisiológicos Todos estamos conscientes de que existem distorções de linguagem que são freqüentes. Quando estamos excitados gaguejamos, esquecemos o que estamos dizendo, dizemos algo distinto do que queríamos (lapsus linguae), ou ficamos sem fala… Ás vezes quando começamos a falar nos sentimos confundidos e se nos trava a língua e dizemos uma punhado de sons e sílabas. As pessoas que falam em sonhos com freqüência emitem uma algaravia ininteligível. O mesmo ocorre com os pacientes que estão sob o efeito de sedativos ou de anestesia, ou em coma parcial. Todos estes exemplos indicam que há aberrações em nossos padrões usuais e normais da linguagem. Podemos observar que se nossa atenção é distraída do que estamos dizendo podemos seguir falando sob o controle de mecanismos inconscientes que poderiam ou não produzir uma linguagem inteligível. Qualquer um de nós poderia “falar em línguas” se adotasse uma atitude passiva quanto ao controle de nosso corpo e da linguagem e tivéssemos uma tensão emocional que estivesse pressionando por expressar-se. Um exemplo familiar é o riso explosivo e contagioso de um grupo que chega ao ponto em que cada um é “demasiado débil para deixar” de rir. Tentar falar enquanto alguém ri deste modo tem como resultado vocalizações que tem todas as caraterísticas da glossolália (Speaking in Tongues and About Tongues – Falando em Línguas e sobre Línguas- p. 2).

O doutor Pattisom encontra paralelos à glossolália em certos tipos de situações clínicas:

… Posso agregar minhas próprias observações em experiências clínicas com pacientes neurológicos e psiquiátricos. Em certos tipos de desordens cerebrais que são resultado de ataques, tumores cerebrais, etc., o paciente fica com certas desorganizações em seus padrões automáticos e físicos dos circuitos do linguagem. Se estudarmos estes pacientes afásicos podemos observar a mesma decomposição da linguagem que ocorre na glossolália. Decomposições similares se observam nos padrões de pensamento e linguagem do esquizofrênico, que é [sic] estruturalmente como o da glossolália.

Pode-se entender que estes dados demostram que os mesmos padrões de linguagem se dão quando o controle consciente e voluntário da linguagem se vê interferido por danos no cérebro, ou psicoses ou por uma renúncia passiva ao controle da linguagem pela vontade, isso confina nossa asseveração anterior de que a glossolália é um padrão estereotipado de conduta vocal controlada inconscientemente e que aparece sob específicas condições emocionais[100] .

A conclusão a que chega o Dr. Pattisom é que a glossolália pode ocorrer quando algo interfere no controle consciente e voluntário da linguagem, e que no presente é um acompanhante regular de intensas experiências emocionais estáticas.

Mas se poderia perguntar, se a glossolália na atualidade em sua maior parte não é um dom do Espírito, mas um fenômeno psicologicamente induzido, como explicamos os benefícios espirituais que se pretendem haver recebidos dessa prática? Deve-se observar, em primeiro lugar, que as línguas nem sempre tem trazido bênção espiritual, e que há casos registrados em que quem passou pelo dom de línguas mais tarde isso foi reconhecido como um engano, ou onde primeiro se pensou que era do Espírito mais tarde foi atribuído à carne. Já temos anotado a referência de Warfield a Robert Baxter da Igreja Católica Apostólica, que reconheceu que as línguas em que ele e outros falaram procediam de um espírito mentiroso e não do Espírito do Senhor. C. H. Darch, de Taunton, Inglaterra, conta de um homem que uma vez disse ter o dom de línguas mas que mais tarde lhe disse: “Agora estou convencido de que não tive nada disso”. D. Robert Lindberg, graduado do Seminário Teológico Dallas, que foi missionário na China durante alguns anos e agora é pastor da Igreja Presbiteriana Ortodoxa, conta que uma vez buscou e experimentou o que foi chamado dom de línguas. Ainda que no momento sentiu algo de gozo e  emoção da qual outros haviam falado, mais tarde foi constrangido a reavaliar sua experiência. Depois de aclarar que não está criticando pessoas, mas movimentos, e depois de haver afirmado que não deseja negar que alguém haja tido uma experiência transformadora por meio da glossolália, segue dizendo que agora está convencido que o movimento das línguas não é de Deus, mas que tem “em seu coração um falso misticismo que é contrário à palavra de Deus”. Depois de dar sete razões para emitir este juízo, conclui afirmando que a glossolália que observamos na atualidade não é de origem divina, mas é o resultado de “auto sugestão, auto induzida – piedosa, sim, mas errada e não bíblica”.

Tenho em meus arquivos uma carta pessoal de alguém que foi pastor pentecostal durante nove anos. Durante estes anos falou em línguas, considerando sua experiência inicial de glossolália como uma evidência do batismo do Espírito Santo. Depois chegou à convicção de que a ênfase particular do movimento pentecostal não tinha apoio bíblico; deixou a igreja pentecostal, e se fez ministro noutra denominação. Agora está seguro de que o falar em línguas que praticou no passado foi inteiramente da carne e não do Espírito. Escreve:

Eu não creio que as línguas tenham valor algum como exercício devocional, porque tenho provado isso em minha própria vida, porque minha devoção é mais espiritual agora que deixei de falar em línguas. Também meu ministério tem sido mais espiritual e frutífero desde que deixei a igreja pentecostal, e não tenho desejo de regressar.

Também afirma que nunca viu que as línguas foram legitimamente usadas como dom na igreja durante os anos que foi ministro pentecostal. “Houve ocasiões em que a gente falou em línguas na igreja, mas nunca se trouxe edificação a todo o grupo”.

No entanto, como temos notado anteriormente, muitas pessoas dizem que tem tido genuínas bênçãos espirituais por meio da glossolália, e alguns sustentam ainda que a experiência tem transformado suas vidas. Como podemos explicar estas afirmações? Creio que temos a resposta em duas afirmações feitas por duas pessoas que já temos citado. O Dr. Pattisom, ao final de sua análise da glossolália, faz o seguinte comentário:

 “a glossolália não tem valor espiritual intrínseco Poderia ser o adjunto psicológico de uma significativa experiência espiritual, mas deve ser considerada somente como incidental no alcance de metas espirituais” (obra citada, p. 2).

As palavras significativas aqui são: “Poderia ser o companheiro psicológico de uma significativa experiência espiritual. A outra declaração é da carta do ex-pastor pentecostal:

Na avaliação da glossolália em minha própria vida, diria que foi inteiramente da carne na análise final. No entanto, as muitas horas que passei sinceramente buscando ao Senhor foram de muita bênção.

Aqui vemos novamente expressado o mesmo pensamento, por uma pessoa que falou em línguas durante nove anos: ainda que a glossolália mesma não foi de ajuda espiritual, a busca do Senhor que acompanhou ou precedeu à glossolália o foi. Da mesma carta cito o seguinte:

A ênfase na oração tem trazido o calor da fé e experiência cristã ao povo pentecostal, coisa que muitas vezes falta em nossas igrejas. Penso que a maior parte do êxito do movimento carismático de hoje se deve a uma revolta contra o frio engessamento do ensinamento ortodoxo que não aprecia a vida do Espírito.

Aqui novamente se diz que o que foi benéfico não foi o falar em línguas mas a ênfase na oração que está inserida.

Penso que agora estamos em condições de ver como a experiência da glossolália pode ser uma fonte de bênçãos reais para o povo. Quando esta é a situação – e não nego que muito freqüentemente pode ser o caso – sugeriria que o que é realmente a fonte da bênção espiritual não é a glossolália como tal, mas o estado característico em que ocorre o que se diz que é a evidência, ou a disciplina espiritual que a tem precedido. Se um cristão tem buscado honestamente ser mais cheio do Espírito do que antes era, e se tem rendido mais completamente às indicações do Espírito, isso tem que trazer recompensa espiritual. Se um cristão tem estado mais tempo em oração que antes, buscando sinceramente seu enriquecimento espiritual, isso tem que produzir seus frutos. Ademais, quando uma pessoa começa a falar em línguas em um pequeno grupo neo-pentecostal, este fenômeno é a culminação de uma experiência de comunhão cristã, de estudo bíblico, e oração em um círculo estreito de amigos espiritualmente inclinados – experiência que tem que ser proveitosa. Noutras palavras, podemos dar razão do proveito ou das bênçãos espirituais experimentadas nestes casos deixando completamente de lado a glossolália. Não estou pondo em dúvidas a sinceridade dos irmãos cristãos que tem tido estas experiências, nem a autenticidade de seu crescimento espiritual; somente estou dizendo que é muito possível que a chave destas bênçãos não tem sido a glossolália mesmo, mas a busca de uma maior plenitude do Espírito que a precedeu.

Voltemos agora à pergunta com que começamos este capítulo: Qual é o desafio do pentecostalismo para a igreja de hoje? Certamente este turbilhão de línguas tem algo a dizer à igreja de hoje! A igreja jamais deve ficar satisfeita consigo mesma; sempre deve continuar confessando sua pobreza espiritual e seus fracassos. Em movimentos como o pentecostalismo e o neopentecostalismo podemos ouvir a voz de Deus. Se não houver fracassos na igreja, estes movimentos jamais encontrariam base.

Agora, quais são algumas das lições que o movimento pentecostal tem nos ensinado ao resto da igreja? Permita-me enumerar algumas:

(1) A igreja de hoje necessita desesperadamente uma ênfase mais forte na necessidade de sermos constantemente cheios do Espírito do Deus vivo. Sem esse Espírito, toda sua ocupação, sua organização e todo seu equipamento não terá poder.

(2) A igreja deve ter uma maior preocupação do que antes por satisfazer as necessidades emocionais do homem. Não que devamos ir aos extremos encontrados nalgumas igrejas pentecostais aonde, é de temer, a excitação emocional às vezes é confundida com espiritualidade, e aonde o êxito do serviço às vezes é julgado pela altura que tem alcançado o fervor emocional. O emocionalismo excessivo não glorifica a Deus; “tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (1 Co. 14:40). Mas o homem tem um lado emocional, e a igreja não deve descuidá-lo. Se perdermos as inescrutáveis riquezas de Cristo com a animação fúnebre que o locutor de uma radio dá o informe do tempo, provavelmente conseguiremos que as pessoas abandonem a vida da igreja. Os que deixam uma denominação para unir-se a outra, normalmente não o fazem por questões doutrinárias, mas porque a igreja que estão deixando não satisfaz algumas de suas necessidades básicas. Quem não assiste à igreja de sua vizinhança não será atraída por igrejas que são frias como o gelo ou por pregadores que são secos como poeira.

(3) Na igreja deveremos dar mais lugar à espontaneidade e mais lugar à resposta dos assistentes do que o que agora se acostuma. Não estou defendendo uma liturgia de “santa desordem”, mas o que estou dizendo é que um culto de igreja que se carateriza pelo que Andrew Blackwood do Princeton Seminary chamava “imperfeição, insipidez e monotonia” não será de muita ajuda para as pessoas. Por que tem que ser sempre o mesmo indivíduo o centro do serviço litúrgico? Por que não pode haver mais intervenções do auditório? Se a ênfase corrente na execução especial dos hinos por umas poucas vozes treinadas traz um decréscimo na ênfase do encontro com o verdadeiro sentimento espiritual por toda a congregação, estamos realmente fazendo um progresso litúrgico, ou estamos retrocedendo?

(4) Também podemos aprender de nossos irmãos pentecostais e neopentecostais a importância da oração e do fato de nossa constante dependência de Deus. Em nossos fortificados castelos eclesiásticos, substituímos às vezes as reuniões de juntas, comitês, e de negócios por reuniões de oração? Tiago não teria uma palavra para nós: “não tendes, porque não pedis”?

(5) Podemos aprender de novo a importância de estar dispostos a testificar de nosso Senhor em todo tempo, e a necessidade de um maior zelo missionário. Os pentecostais normalmente não tem medo de testificar, e seus empreendimentos missionários de longo alcance deixam envergonhados a muitos outros grupos cristãos. Como vimos anteriormente, estima-se que o número de missionários pentecostais nos campos missionários na década do 1950 era três vezes e meia maior que a cifra estimada normal dentro do mundo protestante. Verdadeiramente o Senhor está falando à igreja de nosso tempo por meio deste movimento.

(6) Dos neopentecostais, particularmente, podemos aprender de novo o valor das reuniões de grupos pequenos para o estudo da Bíblia, a oração e a comunhão cristã. Em essas reuniões alguém se sente estimulado a entrar na vida de seus irmãos cristãos de um modo noutras circunstâncias seria quase impossível em nossas grandes e muito dispersas congregações urbanas. Os pequenos grupos de comunhão deste tipo podem proporcionar uma das melhores formas em que a igreja de nosso tempo pode enfrentar o problema da vida crescentemente impessoal.

Muito mais se poderia dizer acerca destas coisas. Apreciamos o cálido espírito evangélico de nossos irmãos pentecostais. Apreciamos sua posição teológica conservadora e sua oposição ao liberalismo teológico[101] . Apreciamos seu enorme zelo evangelizador, na pátria como no estrangeiro, e sua exemplar preocupação por estender-se o evangelho.

No entanto, neste ponto, quisera retornar ao primeiro ponto mencionado, nossa necessidade de estarmos mais cheios do Espírito de Deus. Nenhum de nós negaria que esta é a maior necessidade da igreja de hoje – a chave mais importante para a vida cristã vitoriosa e para o testemunho cristão radiante. Este é o verdadeiro coração do pentecostalismo. A ênfase nesta verdade bíblica pelo movimento moderno das línguas é a contribuição mais importante ao mundo cristão contemporâneo – contribuição pela qual nos sentimos profundamente agradecidos.

Quero fazer justiça a esta dívida. A igreja tem freqüentemente se confrontado com o perigo de esquecer a importância do ministério do Espírito e nosso tempo não é excepção nisso. Todos os que estudamos ou ensinamos teologia deveríamos estar dispostos a admitir que a doutrina da pessoa e obra do Espírito Santo não tem sido tratado de forma tão completa como, por exemplo, o tem sido a da obra de Jesus Cristo. As obras teológicas mais ambiciosas sobre o Espírito Santo que se tem escrito até agora são as de John Owen, puritano inglês, e Abraham Kuyper, o calvinista holandês, escritas em 1674 e 1888 respectivamente. Poderíamos dar um tratamento melhor a este tema vital, que possa levar em conta os recentes acontecimentos bíblicos e teológicos. Portanto, sentimos gratidão pelos pentecostais e neopentecostais por terem avivado a preocupação da igreja pela obra e o ministério do Espírito Santo.

No entanto, como se tem evidenciado, tenho sérias dificuldades com muitos ensinamentos pentecostais sobre o Espírito Santo. Não vejo que a Bíblia ensine que os crentes necessitam esperar um “batismo do Espírito” antes que possam desfrutar da plenitude do Espírito Santo. Na realidade, este ensinamento pode ser muito prejudicial. Ajuda, ou é uma perturbação, dizer a um cristão que espere o Espírito para fazer algo, quando realmente o passo seguinte, no que diz respeito a fruir a plenitude do poder do Espírito, cabe ao crente mesmo?[102] Na realidade, a doutrina acerca de que alguém deve ficar esperando o batismo do Espírito, não poderia dar aos crentes uma desculpa pré-fabricada para deixar de lado toda a rendição ao Senhor por um longo período? (lembre-se do homem que havia sido um “buscador” durante dez anos). Ademais, não se introduz uma confusão total quando se ensina aos crentes que a menos que falem em línguas lhes falta a prova mais importante de que tem recebido a plenitude do Espírito? Em contrapartida, se apenas a habilidade de falar em línguas é exaltada como prova positiva de que alguém recebeu a plenitude, não estará este ensinamento favorecendo um certo tipo de relaxamento posterior ao batismo do Espírito Santo? Não existe o perigo muito real de que os cristãos que recebem o pretendido batismo do Espírito possam agora começar a pensar que tendo “chegado lá” espiritualmente, não necessitam mais “seguir adiante”?

Aqui queremos chamar a atenção do leitor para um livreto muito útil do qual tenho tido um grande proveito, O Batismo e a Plenitude do Espírito Santo, de John R. Stott. Este livreto contém a substância de uma mensagem dada na Conferência Eclesiástica de Islington em 7 de janeiro de 1964. Ainda que vá de encontro com a posição de que todo crente deve experimentar um batismo do Espírito Santo, posterior à conversão e evidenciado pela glossolália, o Dr. Stott reconhece que muitos cristãos necessitam estar mais cheios do Espírito do que estão.

O argumento é este: ainda que os cristãos recebam o Espírito no momento da conversão, não permanecem necessariamente cheios do Espírito. Podem afastar-se da vontade de Deus e podem chegar a ser orgulhosos, contenciosos, desamorosos ou indulgentes consigo mesmos. Em tais casos, necessitam da recuperação da plenitude do Espírito que tinham quando se converteram. Bem, poderia ser verdade em muitos de nós na atualidade que ainda que temos o Espírito Santo, o Espírito Santo não nos tem a nós. Então, como podemos ser mais cheios do Espírito? A resposta a esta pergunta é fácil de enunciar, mas difícil de executar: rendendo nossas vidas de forma mais completa ao Espírito.

Por exemplo, consideremos a ensinamento de Efésios 5:18-21:

E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo..

Esta passagem deixa bem claro que a evidência de estar cheios do Espírito não é um sinal milagroso como a glossolália, mas que consiste em certas qualidades e atividades espirituais. Segundo esta passagem, como revela alguém que está cheio do Espírito? (1) “Falando entre vós com salmos e hinos e cânticos espirituais” – provável referência à atividade de adorar juntos a Deus; (2) entoando e louvando de coração ao Senhor[103] – o crente cheio do Espírito se deleitará cantando com o coração os louvores a Deus; (3) “dando sempre graças por tudo ao Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”; e (4) submetendo-nos “uns a outros no temor de Cristo” – o cristão cheio do Espírito é caraterizado não por fazer valer seus direitos, mas pela submissão de si mesmo. Então, estas são as marcas de que uma pessoa está cheia do Espírito.

Voltando a considerar o mandamento “enchei-vos do Espírito”, notamos três coisas a respeito[104] :

(1) O verbo está no plural “sede todos vós cheios do Espírito” (pleroúthe). Portanto, o ser cheios do Espírito não é um privilegio reservado a uns poucos; todos os crentes tem que estar cheios. “A plenitude do Espírito Santo, como a sobriedade e o domínio próprio, é obrigatória, não é opcional[105] .

(2) O verbo está na voz passiva: “enchei-vos do Espírito”[106] . O pensamento é: deixe que o Espírito te encha. Como podes fazer isso? Obviamente, rendendo-se completamente ao Espírito. O Espírito não é uma substância que se possa colocar dentro de alguém; ele é uma Pessoa que vive dentro do crente, e nós podemos ser cheios dele somente rendendo-nos mais a ele e a sua bendita influência. Outras passagens da Escritura lançam luz sobre a forma que se deve realizar essa rendição: “se vivemos no Espírito” (Gál. 5:25); “pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rom. 8:14); “não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rom. 8:4) ; “não apagueis o Espírito” (1 Ts. 5:19); “e não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção” (Ef. 4:30).

(3) O verbo grego está no tempo presente. Tendo em vista que o tempo presente em grego significa ação continua, a ênfase específica do imperativo presente é indicar que algo que já começou deve continuar ou que algo que ainda não começou deve ser feito desde agora em diante como uma ação continua. Portanto, o mandamento poderia ser traduzido do modo seguinte: “continues sendo cheios com o Espírito Santo” ou “sede continuamente cheios do Espírito”. “O presente do imperativo “enchei-vos do Espírito…” indica não alguma experiência dramática ou decisiva que solucionará de uma vez por todas o problema, mas indica uma aprovação continua”[107] .

Note-se que as pessoas a quem se dirige esta epistola são aquelas que já estão seladas pelo Espírito segundo se disse anteriormente (1:13; 4:30). Em cada uma destas duas passagens o verbo que se traduz selados está no tempo aoristo, que em grego denota uma ação simples que se faz de uma vez por todas. Como vimos anteriormente, não temos direito de restringir este selo do Espírito a certos crentes em distinção dos demais; todo crente foi selado pelo Espírito, e portanto foi marcado como pertencente ao povo de Deus. Ao comparar Efésios 1: 13 e 4:30 com 5:18, chegamos a saber que ainda que todo crente tem sido selado com o Espírito Santo, nem todo o  crente permanece cheio do Espírito. Os crentes que tem sido selados com o Espírito devem ser exortados a ser continuamente cheios do Espírito.

Por certo, isso não é modo algum uma coisa fácil. O presente imperativo nos ensina que não podemos em hipótese alguma pretender que temos recebido este enchimento de uma vez para sempre. Na realidade, o ser cheios continuamente do Espírito é o desafio de toda uma vida. Apenas a oração continua, o uso continuado e fiel dos meios de graça, e a vigilância constante permitirão ao crente manter-se continuamente cheio do Espírito.

No entanto, há outras passagens das Escrituras que lançam mais luz sobre esta questão de ser cheios continuamente do Espírito. Pensemos, por exemplo, no ensinamento de Paulo no capítulo 5 de Gálatas. O argumento principal de todo o capítulo é que o povo de Deus no Novo Testamento, em distinção dos crentes do Antigo Testamento, já não necessita estar rodeado de uma rede de leis que cobre cada possível contingência moral, cerimonial e espiritual, porque agora tem que caminhar no Espírito que tem sido derramado sobre a igreja. Na realidade, este é o coração da liberdade cristã descrita em Gálatas: viver por princípio sob a direção do Espírito Santo, e à luz da Palavra de Deus. Agora notemos o que Paulo diz em 5:16: “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne”. O tempo grego da palavra traduzida andai é presente, denotando uma ação continuada: “seguis andando no Espírito”. Isso não é algo que devemos fazer ocasionalmente, certos dias da semana, ou quando estamos com certo tipo de pessoas, mas todo o tempo. A vida não pode ser dividida em departamentos sagrados e seculares; toda a vida é sagrada.

No entanto, alguém poderia perguntar: O que significa andar no ou pelo Espírito? Eu diria que significa duas coisas: viver sob a direção do Espírito, e viver pela força do Espírito. Viver sob a direção do Espírito significa esperar no Espírito, perguntando que é o que o Espírito quer que façamos, aonde que o Espírito quer que vamos. Isso inclui o estudo diário das Escrituras, uma vez que o Espírito não nos guiará a menos que pela Palavra. As supostas revelações diretas do Espírito jamais deve ser exaltadas acima da Palavra escrita, nem devemos esperar simplesmente receber uma espécie de mística “luz interior”. Quanto melhor conhecermos a Bíblia, melhor fruiremos o caminhar no Espírito. Negativamente, caminhar no Espírito é calar o clamor das vozes da carne, reprimir a energia da parte carnal, restringir todo impulso até que se haja provado o que é de Deus. Positivamente, caminhar no Espírito significa ser guiados por ele, prestar-lhe atenção a cada momento (a medida que ele se revela na Palavra), render-se a ele continuamente. Como a agulha da bússola que se volta para o norte, assim nossas vontades deverão voltar-se para o Espírito regular e habitualmente.

Viver pela força do Espírito significa apoiar-se nele para receber o necessário poder espiritual. Significa crer que o Espírito pode dar-nos a força adequada para cada necessidade, pedindo esse poder em oração sempre que o necessitarmos e usando esse poder pela fé na vida cotidiana. A única maneira que podemos caminhar no Espírito é mantermos em contato contínuo com ele. A diferença entre um aparelho de radio movido a pilha ou a bateria e o que se conecta à corrente elétrica é que este último sempre deve ser conectado com a fonte de poder para que funcione. Deus nos dá força não segundo o princípio da pilha ou bateria, mas segundo o princípio da conexão à corrente elétrica; necessitamos dele em cada momento.

Quando andamos continuamente no Espírito, podemos pedir o cumprimento da promessa “jamais satisfareis à concupiscência da carne”. Este não é um segundo mandamento; é uma promessa. Deus sabe quão fácil é ainda para o crente cair em modos carnais de vida e de pensamento. Mas aqui está a promessa: se andarmos no Espírito, não satisfaremos os desejos carnais. Porque estes dois se opõem como o fogo e a água. É impossível combater o pecado com apenas dizer-lhe não; quanto mais se luta com um limpador de chaminé, mais sujo fica. Não devemos ser vencidos do mal, mas temos que vencer com o bem o mal.

Portanto, de Gálatas 5:16 aprendemos novamente que ser cheios do Espírito é muito mais que uma experiência de um momento instantâneo que um homem pode ter tal ou qual dia, às 10:45 da noite. Trata-se antes de um andar com Deus que dura toda uma vida, e que inclui uma dependência vitalícia da direção e da força do Espírito.

Consideremos mais uma passagem do Novo Testamento que se relaciona com isso, Romanos 12:1, 2:

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Nos capítulos anteriores desta epístola, Paulo apresenta de uma maneira magistral o caminho da salvação pela fé em Cristo. Nos versículos mencionados, que se inicia a seção de vida prática da epístola, Paulo resume numa oração magnífica todo o dever do redimido: “Rogo-vos”, diz, “pelas misericórdias de Deus” – as mesmas misericórdias que de forma comovedora e inspirada é  descrita nos capítulos anteriores “que apresenteis vosso corpo por sacrifício vivo”. A palavra apresenteis, usada comumente para descrever a ação de levar um sacrifício ao sacerdote do templo, faz recordar a imagem de um fiel que conduz uma ovelha ou um bezerro ao átrio do templo, com a finalidade de oferecer como sacrifício a Deus. Atualmente, diz Paulo, vós que sois crentes do Novo Testamento, ainda sois chamados a oferecer sacrifício a Deus. Apenas que os sacrifícios que vós deveis oferecer já não são os sacrifícios sangrentos prescritos pela lei do Antigo Testamento – estes foram todos abolidos. Os sacrifícios que deveis oferecer são vossos próprios corpos. Deveis oferecer vossos corpos a Deus de forma tão completa, tão irrevogavelmente como os fiéis do Antigo Testamento ofereciam os carneiros ou bezerros no templo. Uma vez que tendes dado vossos corpos a Deus, não podeis retornar pedindo-os de volta. Esta oferta é uma transação de uma vez para sempre; é uma decisão que determina o curso de uma vida[108] .

Ainda que esta oferta deve ser apresentada de uma vez para sempre, no entanto, envolve um processo contínuo de transformação. Isso depreendemos do versículo 2. Aqui são usados dois  imperativos, ambos em tempo presente, o primeiro na forma de proibição, o segundo na forma de um mandamento positivo. “Não vos conformeis com este século”, e Paulo prossegue, “mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”. Não sigais sendo moldados por este mundo – de modo que alguém tenha que usar um lente de aumento para notar a diferença entre vós os cristãos e a gente do mundo. Não sigais tentando ser como são os vossos vizinhos e amigos mundanos, o que evita que sejais destacados da multidão deste mundo, ou que pensem que sois de mente estreita ou exótico. Mas sede continuamente transformados pela renovação de vossa mente. Isto é, deixem que em vós haja uma gloriosa novidade! Que hajam novos motivos, novas metas, novos propósitos, novos valores e novos motivos de deleite! Sejas cada vez mais distintos do mundo que os rodeia – o mundo de egoísmo, de cobiça, de concupiscências, de loucura pelo dinheiro. Porque esta transformação não é algo que ocorre instantaneamente; é um processo dinâmico que toma toda a vida. Cada ano, cada dia, cada hora, a transformação deve seguir. Somente o poder de Deus pode produzir isso. Somente pela oração perseverante podeis seguir sendo transformados cada vez mais à imagem de Cristo.

Então, que aprendemos de Romanos 12:1,2? Primeiro, aprendemos que deve haver uma rendição de uma vez para sempre na qual apresentamos nossos corpos a Deus como sacrifício vivo, para que por nosso meio seja feita sua vontade, esta rendição deve ter ocorrido no momento da conversão. No entanto, pode ocorrer que uma pessoa que pensa que se converteu ainda na pouca idade se dê conta de que realmente nunca havia se rendido a Deus antes, e portanto o faz mais tarde na sua vida. Não seria adequado chamar isso de uma experiência de pós-conversão uma vez que a primeira experiência não foi uma experiência de conversão genuína. Outra possibilidade é muito mais comum. Os cristãos que se tem convertido verdadeiramente podem-se encontrar em períodos de relaxamento espiritual, de modo que necessitam de vez em quando render-se novamente a Deus. Tais experiências, no entanto, deverão ser confirmações ou reafirmações de decisões feitas antes, não seria justo chamar a tais reafirmações “batismos com o Espírito” uma vez que as Escrituras ensinam que o Espírito mora dentro do crente desde o momento da regeneração e da conversão. Portanto, o argumento de Romanos 12: 1 é que deve haver uma rendição de nosso ser a Deus de uma vez por todas, ainda que esta rendição tenha que ser reafirmada de vez em quando.

No entanto, este não é o encerramento da questão. Mediante Romanos 12:2 sabemos que não apenas deve haver uma rendição decisiva de nossos corpos a Deus, mas que deve haver uma transformação continua de nossas vidas, uma renovação diária de nossa mente, um provar a cada instante de qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Depois que alguém tem oferecido seu corpo a Deus como um sacrifício vivo, não pode ficar dormindo sobre os lauréis; deve continuar seguindo nessa rendição por meio de uma vida sacrificial cotidiana. Portanto,  ter de reiteradamente nos render a Deus e sermos cheios do Espírito não é uma experiência de um momento na forma de crise, mas uma disciplina espiritual que compreende toda uma vida de esforço de consagração em oração, estudo e meditação da Palavra e participação em outros meios de graça.

Não podemos neste ponto nos acharmos num terreno comum com nossos irmãos pentecostais e neopentecostais? Damos graças a Deus por tudo o que ele tem feito por seu Espírito Santo nos corações e vidas destes irmãos cristãos na forma de uma maior devoção a Cristo, de um testemunho mais fervoroso do seu amor, e de um andar mais íntimo com Deus. No entanto, não estarão eles de acordo conosco em que não importa que experiências alguém tenha tido, não importa que “batismos do Espírito” creia haver recebido, não importa que dons espirituais tenha exercido, nunca poderiam nesta vida dizer que por fim tem chegado ao alvo? Não é a vida cheia do Espírito Santo um desafio para toda a vida? E não deveríamos todos seguir dizendo o que um homem cheio do Espírito Santo, escrevendo sob a inspiração do Espírito, disse de forma tão eloqüente: “Uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”?

por Anthony Hoekema

Traduzido do Anamim Lopes da Silva
Presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil em Brasília-DF

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[1] Esta palavra, derivada do grego glossa, língua e lalia, falar, será usada como sinônimo de falar em línguas.

[2] Ainda que neste ponto a tradução do grego para o inglês põe Himself (Ele mesmo), com maiúscula, obviamente é um erro, posto que a referência é a Paulo e não ao Espírito.

[3] Infelizmente, não temos o texto grego desta parte. No entanto, o texto latino diz: quos et spirituais Apostolus vocat (Migne, Patrologia Graeca, VII, 1137). Note-se que et precede à palavra spirituales. O argumento é este: aqui temos uma palavra diferente da que o apóstolo usa para um grupo similar de pessoas. Dai que uma melhor tradução seria “a quem o apóstolo também chama espirituais”.

[4] No entanto, cabe destacar que no texto latino o verbo ouvir está no tempo perfeito: audivimus, isto é, ouvimos. Em relação a isso é significativo o comentário de Warfield: “A juventude de Ireneu passou-se em companhia de discípulos dos apóstolos…” (Miracles Yesterday and Today, [Milagres no Passado e no Presente] p. 25). Ireneu poderia simplesmente estar informando do que ainda jovem havia ouvido daqueles que haviam estado com os apóstolos.

[5] Um proeminente autor pentecostal cita Agostinho dizendo: “Todavia fazemos o que os apóstolos praticavam quando punham as mãos sobre os samaritanos e pediram que o Espírito Santo descessem sobre eles pela a imposição de mãos. Espera-se que os convertidos falem novas línguas” (Carl Brumback – O quer dizer isso?, pp. 103, 104, Editorial Vida, Florida). A mesma citação encontra-se em With Signs Following (Estes Sinais Seguirão) de Stanley Frodsham (p. 254, edição de 1946) e em They Speak With Others Tongues (Eles Falavam em Outras Línguas, p. 83) de John L. Sherrill. No entanto, e nenhum caso se faz referência à documentação desta afirmação. Em face da citação documentada apresentada acima, que deixa uma impressão complemente oposta, podemos ter a certeza de que Agostinho realmente disse o que Brumback e Frodsham disseram que disse?

[6] Carl Brumback, O que quer dizer Isso?, pp. 333, 338.

[7] Ralph M. Riggs, O Espírito Mesmo, pp. 99 -101.

[8] Note-se a idéia que há por trás desta concepção: além da conversão e da santificação, há uma terceira obra da graça.

[9] Como exemplo da influência mundial do avivamento da Rua Azusa basta mencionar T. B. Barratt, fundador do pentecostalismo norueguês, considerado pela maioria como o apóstolo do movimento pentecostal na Europa. Ele recebeu o batismo do Espírito e começou a falar em línguas por influência da missão da Rua Azusa (Nils Bloch Hoefi, The Pentecost Movement (O Movimento Pentecostal), pp. 66, 67, 75).

[10] Estas cifras foram entregues pela sede denominacional das Assembléia de Deus em julho de 1965.

[11] Note-se que esta igreja ensina três obras da graça distintas.

[12] Entende-se por “batismo do Espírito”, “batismo no Espírito”, “batismo com o Espírito” ou “batismo espiritual” (estas expressões as usaremos como sinônimas) a experiência instantânea em que uma pessoa que já é crente é completamente cheia do Espírito Santo, e assim recebe todo o poder para o serviço cristão. Todas as igrejas pentecostais devem buscar este batismo espiritual.

[13] Entre os grupos pentecostais que sustentam esta posição estão a Igreja de Deus, a Igreja de Deus em Cristo, e a Igreja Pentecostal da Santidade.

[14] Neste ponto somente estamos considerando a posição de membros das igrejas pentecostais. A questão dos pontos de vista dos neopentecostais será considerada mais adiante neste capítulo.

[15] Carl Brumback, O Que Quer Ser Isso? pp. 296, 297 (as cursivas são de Brumback). Este livro me foi recomendado por Russell Spittler, membro da faculdade do Instituto Bíblico Central, como um dos dois melhores livros que apresentam os ensinamentos das Assembléias de Deus sobre a glossolália. O outro livro mencionado era o de Ralph M. Riggs, O Espírito Mesmo. Os outros grupos pentecostais não tem publicado estudos doutrinais tão completos como estes. Portanto, será nestes dois livros que nos basearemos principalmente para apresentar o ensinamento pentecostal sobre o batismo espiritual e a glossolália.

[16] Ralph Riggs, O Espírito Mesmo, pp. 84-85.

[17] Obra citada pp. 221, 222. Note-se também a seguinte afirmação que aparece em uma nota de rodapé de uma página: “Não é prerrogativa de nenhum autor interpretar infalivelmente as crenças de todo o movimento pentecostal acerca das línguas. No entanto, sentimos que na maioria dos casos este volume apresentará somente o que geralmente crê o movimento; e naqueles casos em que possamos apresentar uma convicção pessoal que não é aceita pelo movimento em geral, temos que ter muito cuidado em faze-lo saber”. Na página referida não há indicação de que a “crença sincera” citada acima não seja aceita geralmente pelo movimento pentecostal. O alcance do contexto, em realidade, é que esta crença é uma que todos, ou certamente, a maioria dos pentecostais sustentam em comum.

[18] Ralph Riggs, o Espírito Mesmo, p. 81.

[19] Ibid., pp, 81, 123.

[20] Ibid., pp. 123, 124. Compare-se com a declaração de Morton Kelsey, Tongue Speaking, p. 78: “O cristão que recebe o batismo espiritual e fala em línguas entra então em uma vida carismática em que está aberto para receber todos os demais dons do Espírito”. Ke1sey reproduz aqui o ensinamento pentecostal,

[21] Brumback, O Que Quer Ser Isso?, pp. 313-328.Segundo Bloch-Hoell, o movimento pentecostal em suas primeiras etapas não distinguiu entre glossolália como sinal do batismo do Espírito e como dom da graça. Geralmente se cria naquele tempo, segue dizendo, que a glossolália em conexão com o batismo do Espírito era um dom permanente da graça. No entanto, mais tarde se introduz a distinção descrita acima; esta distinção agora é feita comumente, se não por todos, pelo menos pela maioria dos pentecostais (obra citada p. 142).

[22] Segundo Bloch-Hoell, o movimento pentecostal em suas primeiras etapas não distinguiu entre glossolália como sinal do batismo do Espírito e como dom da graça. Geralmente se cria naquele tempo, segue dizendo, que a glossolália em conexão com o batismo do Espírito era um dom permanente da graça. No entanto, mais tarde se introduz a distinção descrita acima; esta distinção agora é feita comumente, se não por todos, pelo menos pela maioria dos pentecostais (obra citada p. 142).

[23] Brumback, obra citada, pp, 329-348.

[24] Ibid., p. 393. Sobre o uso congregacional das línguas, veja-se as páginas 349-358.

[25] Riggs, obra citada, pp. 189-200.

[26] Brumback, obra citada, pp. 359-383. Está implícito nesta discussão que nem todas as igrejas pentecostais observam as restrições que o Apóstolo Paulo estabelece sobre o falar em línguas em I Coríntios 14:27-28.

[27] Ibid., p. 13. Riggs sugere que os discípulos falaram 15 idiomas diferentes naquele dia (obra citada, p. 89).

[28] Brumback, obra citada, pp. 298, 313, 314.

[29] Ibid., pp. 354-355.

[30] Ibid., pp. 132-133.

[31] Ibid, p. 129, n. 1.

[32] Note-se que aqui “receber o Espírito” significa ser batizado com o Espírito. Pentecostais e neopentecostais com freqüência usam a expressão “receber” como sinônimo de batismo do Espírito.

[33] Note-se que aqui não há uma expressão qualificativa como “normalmente”, “geralmente”, ou “na maioria dos casos”.

[34] Note-se que entre as pessoas que respaldam esta declaração está Tod Ewald, a quem o Senhor KeIsey, como vimos, o apresenta como de uma opinião diferente.

[35] No entanto, ao reproduzir estes ensinamentos, nos apoiamos abundatemente em escritos pentecostais, especialmente em homens tais como Carl Brumback e Ralph M. Riggs, uma vez que estes nomens falam representativamente pelo movimento pentecostal, e portanto eles apresentam os ensinamentos pentecostais em maior detalhe que outros escritores. Como temos visto, a posição majoritária do neopentecostalismo acerca da importância das línguas é a mesma do pentecostalismo; geralmente não se encontra nos escritos neopentecostais os mesmo tipos de passagens e a mesma interpretação básica das passagens que se encontram na literatura pentecostal. Mas quanto a isso, cremos que o tratamento da posição pentecostal sobre as línguas também servirá como tratamento da posição neopentecostal.

[36] CArl Brumback, O que Quer Ser Isso? pp. 352-353; Ralph M. Riggs, O Espírito Mesmo, pp. 66, 79, 162.

[37] P. C. Nelson, Doutrinas Bíblicas; Riggs, obra citada p. 96; Brunback, obra citada, pp. 134, 339.

[38] Em Joel a chuva temporã e a chuva serôdia simplesmente são figuras simbólicas que representam as bênçãos do Senhor que seguirão às pragas e desastres descritos nos primeiros capítulos do livro. Na passagem de Tiago a figura do lavrador que espera a chuva temporâ e sarôdia se usa para ensinar a paciência na espera da vinda do Senhor.

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 [73] Se por profecia aqui se entende um dom milagroso que compreendia a capacidade de receber revelações diretas de Deus, seria uma exceção à declaração feita anteriormente. No entanto, é possível que a palavra profecia segundo se usa aqui signifique simplesmente o dom de pregar a palavra, posto que os demais dons mencionados no contexto imediato não são do tipo sobrenatural ou milagroso.

[74] O caso dos samaritanos é citado em particular para efeito de confirmação, uma vez que em Samaria os dons especiais do Espírito não foram outorgados até que os apóstolos tivessem descido de Jerusalém (Warfield, p. 23).

[75] O que Quer Ser Isso?, pp. 65, 66.

[76] Incidentalmente, não creio ser aceitável que alguém evoque em relação ao que ora se discute I Coríntios 13:8: “as línguas cessrão”. Porque o mesmo versículo diz que também “cessarão as profecias e a ciência”, e o contexto posterior esclarece que o contraste aqui não é entre a idade apostólica e a era que segue, mas entre o período que está antes da segunda vinda e o que segue depois da segunda vinda, “quando virá o que é perfeito” (v. 10).

[77] Barnabé também é chamado apóstolo no versículo 14.

[78] Brumback, obra citada, p. 387.

[79] Ibid., pp. 349, 388-399.

[80] Aqui não pretendo sugerir que podemos nos render a nós mesmos de forma mais completa ao Espírito por nossas próprias forças. Nós podemos fazer isso somente pelo poder de Deus (Jo. 15:5; Fil. 4:13). Mas meu argumento é: não necessitamos esperar uma experiência adicional de batismo do Espírito Santo antes de nos rendermos completamente ao Espírito.

[81] Brumback, obra citada, p. 320.

[82] O Espírito Mesmo p. 81.

[83] Ibid., p. 83.

[84] Ibid., p. 81.

[85] P. C. Nelson, Doutrinas Bíblicas.

[86] Riggs., p. 75.

[87] Ibid., p. 76.

[88] Ibid., p. 82.

[89] Ibid., p. 84.  

[90] Brumback, obra citada, p. 325.

[91] Ibid., p. 335.

[92] Ibid., p. 335.

[93] Ibid., p. 335.

[94] Ibid., p. 336.

[95] Ibid., pp. 337-338.  

[96] Veja-se o capítulo 2

[97] O que quer ser isso?, p. 349.

[98] Ibid., p. 310.

[99] Parece particularmente difícil manter esta identidade quando se tem em conta os muitos séculos em que a glossolália esteve virtualmente ausente da igreja.

[100] Nesta conexão, é importante notar que pelo menos dois lingüistas competentes, depois de analisar mossas de glossolália gravadas em fitas magnéticas, chegaram a conclusões idênticas: o que ouviram não são idiomas reais mas formas de linguagem extática, com uma peculiar estrutura baseada em consonantes e com um muito limitado uso de vogais, que não tem semelhança com nenhum idioma falado na terra.

[101] Se bem que se deve lembrar que há denominações pentecostais, como a Igreja Pentecostal Unida (Só Jesus), que são unitários, negando que há três Pessoas na Trindade. No entanto, a maioria das denominações pentecostais repudiam este ensinamento.

[102] Aqui não se afirma que alguém pode render-se mais completamente ao Espírito por sua própria força, sem ajuda. Apenas estou dizendo que a Bíblia não ordena aos crentes que esperem um batismo do Espírito depois da conversão; mais bem lhes ordena que sigam andando no mesmo Espírito em quem vivem (Gál. 5:25).

[103] É boa esta tradução de ARA/SBB “de coração”, que sugere que este louvor pode ser até silencioso. O grego permite também a  tradução “com os vossos corações”.

[104] Com muita gratidão reconheço minha dívida ao Sr. Stott por estas observações sobre esta passagem (Obra citada, pp. 30-31).

[105] Ibid., p. 31.

[106] Realmente, o verbo poderia ser voz média ou passiva, mas aqui se ajusta melhor ao sentido a voz passiva.

[107] Ibid., p. 31.

[108] O tempo do verbo traduzido por “apresenteis” é aoristo, implicando que é uma ação que se realiza de uma vez para sempre.

Você é “Cristão” ? TEM CERTEZA ?

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A Bíblia não esconde o fato de que além do cristianismo verdadeiro, legítimo, renascido da “água e do espírito”, há também um cristianismo aparente, formado por “cristãos” que não estão ligados a Jesus, não estão enraizados nEle, não vivem nEle e nem por Ele. Mesmo que tudo pareça legítimo, eles não passam de uma imitação. É desses “cristãos” que Paulo fala ao escrever a Timóteo, em sua segunda carta: “…tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2 Tm 3.5). A Edição Revista e Corrigida diz: “…tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”. Na Nova Versão Internacional lemos: “…tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também”.

Sendo cristão sem ser cristão

De acordo com pesquisas nos EUA, quase metade dos americanos se dizem cristãos renascidos. Mas uma análise mais aprofundada revelou que muitos confundem o novo nascimento com uma sensação positiva a respeito de Deus e de Jesus.

Um levantamento estatístico entre os cristãos praticantes nos EUA apresenta resultados desanimadores, o que também é representativo em relação à Europa:

  • 20% nunca oram
  • 25% nunca lêem a Bíblia
  • 30% nunca vão à igreja
  • 40% não apóiam a “obra do Senhor” por meio de ofertas
  • 50% nunca vão à Escola Bíblica Dominical (de todas as faixas etárias)
  • 60% nunca vão a um culto vespertino
  • 70% nunca dão dinheiro para missões
  • 80% nunca freqüentam uma reunião de oração
  • 90% nunca realizam culto em família [1]

Se a situação já é assim na América marcada pela influência do puritanismo, quanto mais na superficial Europa.

O próprio Senhor Jesus advertiu a respeito da confissão nominal, que carece de conteúdo verdadeiro, ou seja, que não está de acordo com o que vai no coração: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mt 7.21-23). Com isso, o Senhor esclarece quatro pontos básicos: há duas coisas que não são de forma alguma suficientes para que alguém seja salvo, e outras duas são imprescindíveis para que alguém seja redimido.

Duas coisas insuficientes para a salvação

Nem a simples confissão “Senhor, Senhor” (1) nem as obras em nome de Jesus (2) são suficientes para alcançar a salvação eterna. Em muitas igrejas, denominações e entidades cristãs as orações são meramente formais, os atos de caridade são feitos em nome de Jesus sem que aqueles que os realizam pertençam a Ele ou sejam filhos de Deus. Quantos indivíduos “cristãos” realizam atos cristãos sem pertencerem a Cristo! É assustador que no fim Jesus até mesmo condena as suas ações como sendo iníquas: “Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

Duas coisas imprescindíveis para a salvação

Precisamos fazer a vontade de Deus (1) e precisamos ser conhecidos por Deus (2).

1. Fazer a vontade do Pai celeste não é realizar muitas boas ações, pequenas e grandes, mas ter fé em Jesus Cristo, entregar conscientemente a vida a Ele e obedecer-Lhe na prática.

O judaísmo da época de Jesus tinha “boas ações” para apresentar: muitos eram fanáticos em seguir a lei, lidavam com a Palavra de Deus, expulsavam maus espíritos e faziam milagres. Mas uma coisa eles não queriam: crer em Jesus Cristo e, assim, aceitar a misericórdia que recebemos por meio dEle. Pensavam que chegariam ao céu sem Ele, que Deus reconheceria as suas obras e lhes permitiria entrar. Porém, foi justamente nesse ponto que Jesus tratou de contrariar seus planos. Eles tinham de aprender e aceitar que a vontade de Deus era que reconhecessem sua própria falência espiritual e cressem em Jesus.

Nós enfrentamos o mesmo problema hoje. “Cristãos” nascidos em um ambiente cristão pensam que conseguirão ir para o céu por meio de obras cristãs. Ao lhes dizermos que nada disso serve, que no fim das contas as suas ações são iniqüidades inaceitáveis aos olhos de Deus e que eles continuam perdidos, a grande maioria reage de forma irritada, por pensar que não precisam de Jesus pessoalmente. Quando Jesus foi questionado: “Que faremos para realizar as obras de Deus?”, Ele respondeu: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado” (Jo 6.28-29).

2. Precisamos ser conhecidos por Deus. Haverá pessoas das quais Jesus dirá naquele dia:“Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

Não é suficiente crer em Jesus de forma superficial, reconhecê-lO, acreditar em Sua existência ou aceitá-lO até certo ponto. Não – é preciso que haja um encontro pessoal com Ele.

Posso dizer: “Conheço o presidente do Brasil”. De onde o conheço? De suas aparições na mídia. Mas será que ele me conhece? Claro que não! No entanto, se eu fosse convidado a visitá-lo, teria a oportunidade de ser conhecido por ele.

O Senhor Jesus convida cada ser humano, de forma pessoal, a entregar-se a Ele: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Quem aceita esse convite, quem se achega a Ele com todos os seus pecados, quem O aceita em seu coração e em sua vida e crê em Seu nome (Jo 1.12), esse é conhecido por Ele. Quem fez isso reconheceu o Pai e o Filho de Deus e entrará no céu: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3).

“Tens nome de que vives…

…e estás morto” (Ap 3.1). Há muitos que se chamam de “cristãos”, mas o são apenas nominalmente. O Senhor Jesus falou de pessoas que imaginariam servir a Deus matando justamente Seus verdadeiros filhos: “Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus. Isto farão porque não conhecem o Pai, nem a mim” (Jo 16.2-3).

Em muitas igrejas, denominações e entidades cristãs as orações viraram rotinas, sem que aqueles que oram pertençam a Jesus.

Eles reivindicam autoridade teológica, pensam servir a Deus, mas não conhecem nem o Pai nem Jesus Cristo. Isso aconteceu, por exemplo, na época das Cruzadas e da Inquisição. Hoje também existe uma teologia que reivindica toda autoridade para si e rejeita os que se baseiam na Palavra de Deus. Basta lembrar das muitas seitas e do islamismo, que afirmam que Deus não tem um Filho.

Já no século VII antes de Cristo, na época do profeta Jeremias, havia dignitários religiosos meramente nominais. Ouvimos o lamento de Jeremias: “Os sacerdotes não disseram: Onde está o Senhor? E os que tratavam da lei não me conheceram, os pastores prevaricaram contra mim, os profetas profetizaram por Baal e andaram atrás de coisas de nenhum proveito” (Jr 2.8).

Mesmo um cristão pode apostatar da fé. Quem com sua boca confessa ser cristão, mas não pratica o cristianismo no dia-a-dia, precisa aceitar que outros lhe perguntem se não está enganando a si mesmo.

Não é exatamente isso que vemos hoje? Muitos teólogos abandonaram a fé bíblica e correm atrás de convicções que não servem para nada. Eles se abriram para religiões e correntes espirituais que não têm absolutamente nada a ver com Jesus Cristo. Isso também já aconteceu na época em que o povo de Israel peregrinou pelo deserto. Depois de ter louvado a grandeza e a soberania de Deus (Dt 32.3-4), Moisés emendou uma declaração sobre os infiéis: “Procederam corruptamente contra ele, já não são seus filhos, e sim suas manchas; é geração perversa e deformada” (v.5). Portanto, realmente é possível que aqueles que não são Seus filhos se tornem infiéis a Ele.

É dito a respeito dos filhos de Eli: “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não se importavam com o Senhor… Era, pois, mui grande o pecado destes moços perante o Senhor, porquanto eles desprezavam a oferta do Senhor” (1 Sm 2.12,17). Não reconheceram ao Senhor porque desprezaram o sacrifício. Enquanto uma pessoa (por mais cristã que se considere) desprezar o sacrifício de Jesus pelo pecado, não reconhecerá o Senhor.

Todos os israelitas saíram do Egito, mas da maior parte deles Deus não se agradou, motivo pelo qual tiveram de morrer no deserto (veja 1 Co 10.1-12).

Como exemplo especial de alguém que era crente nominal e que realizava obras, mas que ainda assim estava espiritualmente morto, lembro de Balaão (veja Nm 22-24):

  • Ele era um homem a quem Deus se revelava, com quem Deus falava (Nm 22.9).
  • No começo ele foi obediente (Nm 22.12-14).
  • Ele afirmava conhecer o Senhor e O chamou de “meu Senhor” e “meu Deus” (Nm 22.18).
  • Ele adorava o Senhor (Nm 22.31).
  • Ele reconhecia a sua culpa (Nm 22.34).
  • Ele estava disposto a servir (Nm 22.38).
  • Deus colocou Suas próprias palavras na boca de Balaão (Nm 23.5).
  • Balaão abençoou Israel três vezes (Nm 23 e 24).
  • Ele testemunhou da sinceridade e da fidelidade de Deus (Nm 23.19).
  • Ele falou três vezes do Messias como Rei de Israel (Nm 23.21; Nm 24.7,17-19).
  • O Espírito Santo veio sobre ele (Nm 24.2).
  • Ele testemunhava ser um profeta de Deus (Nm 24.3-4).
  • Balaão confirmou a bênção e a maldição de Deus sobre os amigos e inimigos de Abraão (Nm 24.9, Gn 12.3).
  • Ele colocou o mandamento de Deus acima de bens materiais (Nm 24.13).
  • Ele falou profeticamente a respeito do futuro dos povos, sobre a chegada do Messias e chegou a mencionar o Império Mundial Romano [Quitim] (Nm 24.14-24).

Apesar de tudo isso, a Bíblia chama Balaão de falso profeta, vidente e sedutor (veja Nm 31.16; Js 13.22; Ne 13.1-3; 2 Pe 2.15-16; Jd 11; Ap 2.14-16). Por quê? Porque Balaão fazia concessões e aceitava comprometimentos, e levou o povo de Deus a se misturar com outros povos. Havia uma discrepância entre suas palavras e ações. “Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas. Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel” (Nm 25.1-3). Balaão havia levado Israel a essa prostituição (Nm 31.16; Ne 13.1-3). Pedro chama Balaão de alguém que“amou o prêmio da injustiça”. Na Epístola de Judas ele é chamado até mesmo de enganador (“erro de Balaão”) e no Apocalipse ele é apresentado como alguém que “armou ciladas”.

A Bíblia diz a respeito das pessoas nos últimos tempos que “os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm 3.13). Quem tende a prostituir-se espiritualmente ou a comprometer sua fé e suporta, permite e pratica essas coisas sem que sua consciência o acuse, tem motivo para crer que, apesar das aparências, não é um cristão verdadeiro. Com isso não estou me referindo à luta contra o pecado, que qualquer filho de Deus enfrenta. Não, aqui não se trata de “derrotas” na fé e na obediência, mas de lidarmos com o pecado de forma consciente e indiferente, de deliberadamente escolhermos a prática pecaminosa.

Não somos salvos por nossas próprias obras, mas somente pela fé em Jesus Cristo, pela conversão a Ele. Só aqueles que O aceitam, ao Filho de Deus, em seu coração e em sua vida, com fé infantil, poderão realizar obras que testemunhem a veracidade de sua fé. Essa fé precisa estar “enraizada” na Palavra de Deus. Em Sua parábola sobre o semeador, Jesus diz que há pessoas que aceitam a Palavra de Deus com alegria, mas não criam raízes para ela e mais tarde a abandonam (Mt 13.20-21). A raiz liga a planta à terra, da qual ela vive, lhe dá firmeza, extrai alimento e o conduz à planta. A raiz é um símbolo do Espírito Santo, por meio do qual estamos enraizados em Deus. O Espírito Santo nos traz a vida em Deus, à medida que extrai alimento das Escrituras.

Podemos aceitar a Palavra de Deus de forma superficial, podemos simpatizar com o Senhor, podemos acompanhar os cristãos durante algum tempo, mas depois nos afastar novamente, porque nunca nascemos realmente de novo e por isso nunca tivemos “raízes”.

Jesus disse aos Seus discípulos, àqueles que O seguiam: “Contudo, há descrentes entre vós. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quais eram os que não criam e quem o havia de trair” (Jo 6.64). De acordo com Hebreus 6.4-6, há pessoas que foram “iluminadas”, que “provaram o dom celestial”, e que até “se tornaram participantes do Espírito Santo” e ainda assim caíram. Por quê?

  • Porque foram iluminadas, mas elas mesmas nunca se tornaram luz. A luz pode se refletir em mim, e então estou iluminado; mas é preciso mais para que eu mesmo seja luz.
  • Porque provaram, mas não comeram (aceitaram). Posso sentir o cheiro do pão, provar o seu sabor (assim como o enólogo, que toma um pouco de vinho na boca para testar seu aroma, mas depois o cospe fora). Mas é preciso que aconteça mais: precisamos comer o pão, ingeri-lo. Não basta “provar” Jesus, ou seja, experimentá-lO – precisamos aceitá-lO em nós (Jo 6.53-56,63; Jo 1.12).
  • Porque participaram do efeito do Espírito Santo, mas nunca O receberam pessoalmente. Ao ler a Palavra de Deus, ao freqüentar um culto, posso participar do efeito do Espírito Santo. Mas isso não é suficiente. Não – é preciso que haja uma renovação espiritual real.

É possível que pessoas assim imitem o cristianismo durante algum tempo, acompanhem e participem de uma igreja local. Mas um dia elas “cairão” e negarão a Jesus. Então muitos se perguntam espantados: “Como isso é possível?”

Quando o Senhor Jesus falou de comer Sua carne e beber Seu sangue para ganhar a vida eterna (Jo 6.53-59), muitos de Seus discípulos disseram: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (v. 60) e se afastaram dEle (v. 66), apesar dEle ter lhe explicado de antemão o que isso significava: “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (v. 63).

Tornar-se cristão apesar de ser “cristão”

Enganam-se a si mesmos os que pensam que todos são cristãos! Muitas vezes, quando questionei pessoas que davam a entender isso, a resposta era: “Meus pais são cristãos”, ou: “Minha família é cristã!” Um conhecido evangelista costumava responder a essas afirmativas: “Se alguém nasce em uma garagem, isso não significa que seja um automóvel! E quando alguém nasce em uma família cristã, ainda falta muito para que se torne cristão!” (extraído de um livro de Wilhelm Busch).

Jesus disse a Pedro: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22.32). Por um lado, o Senhor confirmou a fé de Pedro. Por outro lado, porém, Ele falou da necessidade de sua conversão futura. Pedro poderia ter retrucado: “Senhor, sou judeu, um filho de Abraão. Cumpro os mandamentos, fui circuncidado ao oitavo dia, guardo o sábado, oro três vezes ao dia, celebro a Páscoa e faço os sacrifícios. E  já Te sigo há três anos…” Mesmo assim, ele ainda precisava converter-se. Da mesma forma Paulo, o grande defensor da lei, precisou se converter, assim como todos os outros apóstolos e discípulos.

Toda pessoa precisa se converter se quiser ser salva – inclusive os “cristãos”, sejam eles membros da igreja católica romana, protestantes, evangélicos ou de uma família cristã. Não são poucos os que nascem no cristianismo, da mesma forma como os judeus nascem no judaísmo. Mas, não é esse nascimento que dá a salvação, alcançada somente através de um “novo nascimento”: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3). Precisamos nos converter mesmo que tenhamos sido batizados quando pequenos, freqüentado aulas de catecismo ou participado de cultos. Se não nascermos de novo, continuaremos perdidos.

Mais tarde, quando o apóstolo Pedro se converteu e experimentou o novo nascimento, ele escreveu em sua primeira carta: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros” (1 Pe 1.3-4).

Quem carrega em si o testemunho do Espírito Santo a respeito de seu novo nascimento (Rm 8.16) deve alegrar-se com essa certeza e agradecer a Jesus Cristo por ela. Mas quem não possui esse testemunho inconfundível do Espírito Santo e ainda assim pensa ser cristão, está sujeito a um grande engano. Mas hoje esses “cristãos”, e qualquer pessoa que queira ser salva, pode alcançar a certeza da salvação, se converter-se de forma muito séria a Jesus Cristo. Então, por que esperar mais?

Norbert Lieth

Fonte: Título original, “O Grande Engano”, Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2006.

in Discernimento Cristão (blog)

A Tradução da Bíblia NVI e suas Controvérsias

6 Comentários

EXPONDO OS ERROS DA SOCIEDADE BÍBLICA INTERNACIONAL:

E da Bíblia NVI

http://www.baptistlink.com/creationists/marycontraniv.htm

Quem quer vomitar a Bíblia NVI sobre os crentes brasileiros?
(1ª edição Set/2000)

 1. Introdução

Lá vem mais uma Bíblia Moderna! O mercado insaciável de Bíblias está em festa! Será lançada no Brasil a Bíblia NVI (Nova Versão Internacional). Quem seria, ou quais seriam os responsáveis por mais essa empreitada? A resposta vem dos Estados Unidos. A International Bible Society (IBS) tem agora um nome brasileiro: A Sociedade Bíblica Internacional (SBI). Só muda o “I” e o “S” de lugar. Se a americana despejou a NIV (New International Version) sobre os crentes norte-americanos, a filial brasileira está tentando empurrar a NVI (Nova Versão Internacional) sobre os brasileiros. Quais são as credenciais da dobradinha IBS/SBI? Podemos confiar nela?

 2. Histórico

Em 1809, foi fundada em Nova York, a New York Bible Society, que posteriormente, em 1970, mudou de nome para IBS (International Bible Society). No início, ela era composta de crentes dedicados que distribuíam as Escrituras baseadas no único texto digno de respeito naquela época: O Texto Recebido, que era a base para o Novo Testamento e o Texto Massorético de Ben Chayyim para o Velho. Os anos se passaram e os ataques ao Texto Recebido aumentaram até que, em 1881, surge um texto grego falso, produzido por dois heréticos e incrédulos chamados Westcott e Hort. Em 1970, já com o nome mudado para International Bible Society, a IBS começou a trabalhar em parceria com Wycliffe Bible Translators até que, em 1978, nasceu a NIV (New International Version), baseada naquele texto grego, que difere em 9.970 palavras do Texto Recebido 3. Para querer provar a qualidade da sua Bíblia NIV, a IBS argumenta que foram anos de muito trabalho e sacrifício da seleta comissão, resultando na espetacular campeã em vendas com milhões de exemplares distribuídos a cada ano (em 2002 alegam ter atingido 160 milhões de NIV vendidas). No final da década de 80 a IBS se mudou de Nova Yorque para Colorado Springs e em 1992 a IBS se fundiu com a Living Bibles International (os detentores dos direitos de uma das mais heréticas e piores Bíblias em inglês: a Living Bible). No final da década de oitenta, também, a IBS entrou no Brasil, onde atende pelo nome de Sociedade Bíblica Internacional (SBI). Em 1994, foi publicado o Novo Testamento NVI em português, que pela má qualidade, omissões e heresias, já provocou repúdio imediato por muitos crentes. A qualquer momento, espera-se pelo pior [nota de atualização: o "pior" já aconteceu no ano de 2000]: A Bíblia completa NVI que só irá colaborar para que o crente desses dias fique mais confuso ainda com a presença de tantas versões Bíblicas contraditórias nas livrarias. Cada uma prometendo ser melhor que a outra. Para esclarecer essa confusão, vamos expor os erros da IBS (International Bible Society) que se repetem na sua irmã siamesa brasileira:

3. A Sociedade Bíblica Internacional usa na NVI, um texto grego falso e corrupto!

O texto grego usado no Novo Testamento da NVI é uma mistura estranha de 2 manuscritos provenientes de Alexandria, Egito. Note que essa cidade, que era o berço do Gnosticismo, foi o local das mais perversas heresias da igreja cristã, sendo de lá os hereges Orígenes e Árius. Os manuscritos usados para compor esse texto grego são parte de uma pequena minoria, compondo menos de 1 por cento dos manuscritos gregos existentes. Eles são tão ruins e claramente falsos, que o maior lingüista crente do século 19 chamado John William Burgon, declarou o seguinte sobre eles:

“É de fato mais fácil achar dois versos consecutivos nos quais esses dois manuscritos diferem um do outro, do que dois versos consecutivos nos quais eles concordam inteiramente.” 1

Por falar em discordância e corrupção, quantas palavras alguém estaria disposto a abrir mão da sua Bíblia? Uma palavra? Duas palavras? Cem palavras? E que tal 64 MIL palavras? Veja quantos erros e quantas palavras estão faltando na corrupta NVI e na sua irmã NIV. E que tal versos inteiros? Na NIV, PASMEM, estão faltando DEZESSETE VERSOS INTEIROS! Veja a lista:

Em Mateus:              3 versos:        17:21, 18:11 e 23:14.

Em Marcos:              5 versos:        7:16, 9:44, 9:46, 11:26 e 15:28.

Em Lucas:                2 versos:        17:36, 23:17.

Em João:                  1 verso:          5:4.

Em Atos:                   4 versos:        8:37, 15:34, 24:7, 28:28,

Em Romanos:          1 verso:          16:24 e

Em 1João:                1 verso:          5:7.

Total:                        17 versos subtraídos!

 4 A Sociedade Bíblica Internacional usa na NVI, um texto hebraico falso e corrupto!

Os tradutores da NIV americana criaram problemas sérios no Velho Testamento dessa Bíblia, pois usaram outras fontes que não a Palavra revelada de Deus preservada no Texto Massorético. Tais fontes extra-Bíblicas não tem autoridade da Palavra Revelada de Deus! Elas causaram erros com respeito aos títulos de Deus suprimindo “Senhor”, erros de omissões e adições, erros enfraquecendo as doutrinas criacionistas, erros de desrespeito aos eufemismos no hebraico que mantém a nobreza na linguagem e muito mais. 19 Espere o desastre que virá na NVI

5. A Sociedade Bíblica Internacional usa na NVI, o falso método da Equivalência Dinâmica.

Esse método é a maior desonestidade que um tradutor pode cometer. Isso foi inventado por um apóstata chamado Eugene Nida15. A Equivalência Dinâmica é uma mentira que se comete com o leitor, pois as palavras de uma língua não são vertidas para outra, ficando o tradutor numa posição de manipular o texto ao seu bel-prazer.

6. Na International Bible Society, nos EUA, havia até homossexual traduzindo a NIV.

Durante os anos em que a NIV esteve sendo preparada (1968-1978), duas pessoas da comissão eram homossexuais. Uma delas era Virginia Mollenkott. Ela declarou sem a menor cerimônia:

“Meu lesbianismo sempre tem sido parte de mim…” 18

Confirme isso aqui.

Leia mais isso de sua própria autoria confirmando que ela era lésbica enquanto trabalhava na comissão:

So far as I know, nobody including Dr. Palmer suspected that I was lesbian while I was working on the NIV; it was information I kept private at that time.”

Tradução:

“Até onde eu sei, ninguém incluindo o Dr. Palmer suspeitava que eu era lésbica enquanto eu estava trabalhando na NIV; era informação que eu mantinha privada naquela época”

(Carta de Virginia Mollenkott a Michael J. Penfold datada em 18 Dez. 1996)

Como resultado natural de seu homossexualismo Virginia Mollenkott certamente influenciou o texto da NIV, que suprimiu palavras contundentes sobre a condenação que o Senhor faz ao homossexualismo. A mais escancarada foi em 1Cor 6:10 onde as palavras “efeminados” e “sodomitas” [em grego literalmente "arsenokoites" - homem que pratica coito com outro homem] foram retiradas e substituídas por “male prostitutes” (homens prostitutos) e “homosexual offenders” (ofensores de homossexuais!). Veja, agora, que se você prega para um homossexual que ele está em pecado, você o está ofendendo e você é que está cometendo o pecado imperdoável!!!

Completamente diferente da condenação Bíblica!

A outra figura que levantou muita discussão, foi o Dr. Marten Woudstra, o, “nada mais, nada menos”, chefe da comissão do Velho Testamento da NIV! Ver também o livro de Carl Graham com o título “Sodomy and the NIV” (Sodomia e a NIV) de 1991. Vejamos 4 fatos sobre essa figura chamada Marten Woudstra:

Fato 1: Ele nunca se casou (fato que, isoladamente, não quer dizer nada, não fossem os 3 outros abaixo…).
Fato 2: Retirou todas as palavras “sodomita(s)” no Velho Testamento da Bíblia NIV!
Fato 3: Declarou que a Bíblia não condena o homossexualismo! (isso não é ignorância, mas rebeldia)
Fato 4: Era amigo de uma organização sodomita e do seu fundador (Dr. Ralph Blair) que promove o homossexualismo chamada Evangelicals Concerned Inc.!

Cada um que tire suas conclusões!

 7. Veja quem são os donos da International Bible Society nos EUA

“A corporação Zondervan, que costumava ser uma respeitada editora cristã de Grand Rapids, Michigan, tornou-se uma companhia pública via uma oferta inicial de ações há uns 15 anos atrás [1978?]. Isto foi em torno da mesma época em que a Bíblia NIV foi publicada por um grupo em Nova York chamado de Sociedade Bíblica Internacional, que financiou o projeto. Eles então deram à Zondervan Corp., os direitos exclusivos da edição/publicação da versão NIV da Bíblia. Após a oferta inicial, o preço das ações subiu moderadamente, porém, mais tarde o preço caiu abruptamente e muitos investidores perderam dinheiro. Em 1985, um investidor entrou com um processo judicial onde disse que ele foi induzido a comprar as ações Zondervan por causa de declarações falsas que a companhia fez à Comissão de Bolsa de Títulos Públicos e Valores (SEC). Em 1989, isto foi bem difundido pela imprensa: ‘Corp. Zondervan de Grand Rapids, Michigan, alcançou um acordo fora do tribunal de $3.57 milhões com investidores que contestavam sua perda de dinheiro quando irregularidades foram encontradas nos registros/livros/arquivos financeiros da editora religiosa.’” 17

Em 1988, a Zondervan, sofrendo com a queda de vendas, estava em apuros financeiros como conseqüência de ter expandido muito rapidamente no início dos anos 80. Em julho de 1985, The Wall Street Journal relatou:

“Em 1978, a companhia introduziu a versão New International Version da Bíblia, a qual é a líder de mercado na venda de Bíblias. Nos dois últimos anos, muitos investidores compraram e venderam ações da Zondervan, espalhando especulação que a companhia tinha achado um comprador. Em maio, um grupo investidor tinha feito uma oferta de $ 10.50 por ação, mas os dois lados não chegaram a um acordo.”

Então, um agressivo magnata da mídia chamado Rupert Murdoch (dono da Fox television), comprou a Zondervan por 56,7 milhões de dólares, ou seja, $13.50 dólares por ação. A cotação da Zondervan subiu $4,25 dólares por ação com o anúncio. Murdoch, um cidadão do mundo internacional, começou na Austrália, via sua companhia, a News Corp. Nos anos recentes, Murdoch construiu um Mega império da mídia, com faturamento de 10 bilhões de dólares por ano (dado desatualizado). A Zondervan Corp. se tornou, então, a sua subsidiária, adquirida pela publicadora Harper Collins (a mesma companhia que publica a “Satanic Bible” e “Satanic Rituals“). Veja o organograma abaixo:

Agora pergunto:

Será que se pode confiar em uma editora que se propõe a distribuir Bíblias e ao mesmo tempo lança suas ações no mercado para dar lucro a investidores que não têm compromisso algum com Deus? Será que se pode confiar em uma editora cujo dono é um magnata da MÍDIA SECULAR e dono da 20th Century Fox e da revista Seventeen, cheios de erotismo? Ao leitor CRENTE: Irmão! Acorda! Abra os olhos! Coloque sua mão na consciência e acorde! Ponha isso diante do Senhor e saiba que Deus irá trazer a juízo os corruptores da Sua Palavra! Você quer tomar parte nisso?

Esse homem já citado, dono da Bíblia NIV, Rupert Murdoch recentemente fêz uma “pequena” oferta de 10 milhões de dólares (!) adivinha para quem… Para a construção da nova catedral católica em Los Angeles, Califórnia. Parte do dinheiro, é claro, pode ter sido retirado dos lucros da venda na NIV, comprada por ingênuos crentes “fundamentalistas”… Murdoch é dono dessa vasta rede da mídia mencionada, incluindo cinema, TV, a Fox Television, 20th Century Fox Films, Direct TV (com seus canais de pornografia…) London Times, o jornal New York Post, a Harper Collins e é claro, a Zondervan. O fato que suas estações de TV e produções de filmes indecorosos, não impediu o cardeal de Los Angeles, Roger Mahony, de ungí-lo juntamente com sua esposa (agora já é “ex”, depois de ser trocada por outra de metade da idade) como membros da Ordem Pontifícia de São Gregório, o Grande, em janeiro de 1998. Esse título de cavalheiro foi concedido da parte do Papa que é dado a pessoas de “caráter imaculado” e que têm “promovido os interesses da sociedade, da Igreja [Católica] e da Santa Sé [Vaticano].”

Quando se diz que a Bíblia NVI / NIV é uma Bíblia católica, os fundamentalistas que não sabem nada desses fatos, não pesquisam nada, e só vão na onda do que os outros dizem, fazem cara feia e dizem que é um exagero. Está aí para quem quiser ver, a prova incontestável de um homem que é dono da NIV e que doa 10 milhões de dólares de bandeja para o Papa.

Não só isso, note também, que o ecumenismo escancarado está impregnado na International Bible Society, que patrocinou uma conferência na qual um sacerdote católico romano chamado Cosme Damian Vivas foi um dos palestrantes! Isso ocorreu em 13-15 de agosto de 2002, no Larson Center em Quito, Equador. Esse palestrante é pertencente ao Seminário da Grande Arquidiocese de Colom, Equador21. Tal afiliação, que é uma blasfêmia e uma afronta ao evangelho, não parece impressionar a International Bible Society, que revela abertamente seu ecumenismo, demonstrando claramente aos crentes com um mínimo de discernimento, sua total incompetência espiritual para produzir qualquer tradução Bíblica! (tarefa completamente inútil em vista da existência da Bíblia King James – que é a Palavra de Deus intacta na língua inglesa)

8. Veja o que a Zondervan publica nos EUA. 20

Deixe-me perguntar uma coisa: se a Comissão de Tradução da NVI em português está tão preocupada em negar e se desassociar da herética linguagem inclusiva “unisex“, porque a Zondervan, que é o patrão da Sociedade Bíblica Internacional, publica também a New Revised Standard, NIrV, a NIV na Inglaterra, e a mais recente TNIV (Today’s New International Version) 22 que são escândalos de radicalidade “unisex“? A resposta é óbvia! Os crentes que comprarem a Bíblia NVI vão estar sustentando uma organização que não tem o menor compromisso com a fidelidade e sim com a moda dessa insaciável apostasia atual!

Por exemplo, a TNIV muda pai (father) para genitores (parent), filho (son) para crianças ou pessoas (children ou people), irmão (brother) para irmão e irmã (brother, sister, someone ou person), etc. Isso é só o começo… É só uma questão de tempo para que algum “iluminado” erudito da seita Alexandrina resolva produzir mais essa BARBARIDADE que será a Bíblia dos homossexuais. Quem viver verá! De modo irônico, espantoso e vergonhoso, a NIV - edição em linguagem inclusiva, forma um incrível e blasfemo acróstico. Creio que isso não é coincidência, mas foi permitido pela providência de Deus para alertar os crentes de olhos abertos Veja:
New International Version Inclusive Language Edition (NIVILE) ou…: NI-VILE
VILE” em inglês significa: Vil, abominável, perverso, depravado, imoral, detestável…
Mentiras para promover a NIV. . .
MENTIRA 1 A NIV “apenas” atualiza as palavras “arcaicas” e as tornam “mais fáceis de entender”. Nada é “realmente mudado”. FATO: A NIV nega a divindade de Jesus Cristo; o nascimento virginal; glorifica Satanás; mente abertamente; remove 17 versos completos e 64.576 palavras!
MENTIRA 2 A NIV é mais fácil de ler e entender. FATO: De acordo com o método de pesquisa de nível de escolaridade chamado Flesch-Kincaid, a Bíblia King James é de longe a mais fácil! Em português o resultado seria equivalente dando vitória folgada à Almeida… A King James obteve uma média de 5.8 – a NIV : 8.4! (New Age Bible Versions, Riplinger, pp.195-209)
MENTIRA 3 Manuscritos mais velhos e confiáveis foram descobertos desde que foi produzida a King James. FATO: O Dr. Samuel Gipp escreve, “O fato é que, os tradutores da King James tinham em seu poder TODAS AS LEITURAS disponíveis que os críticos modernos têm hoje.” (The Answer Book, Gipp, p.110) Além do mais, é um fato bem documentado que 90 – 95 porcento de todas as leituras concordam com a Bíblia King James!
MENTIRA 4 A NIV é mais precisa. FATO: A Bíblia King James é uma tradução literal palavra por palavra (bem como a Almeida Corrigida Fiel). Quando os tradutores tinham que adicionar palavras para a estrutura da sentença, eles colocavam em itálicos para todo o mundo ver. A NIV usa “equivalência dinâmica”. Ao invés de se ter uma tradução palavra por palavra, eles adicionam, mudam e subtraem para fazer com que o verso expresse o “pensamento” que eles acham que deveria! O Prefácio da NIV até mesmo diz com a maior cara-de-pau, “. . .eles se esforçaram para uma tradução mais palavra-por-palavra. . .” Mentira!

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“. . . pois torceis as palavras do Deus vivo. . .” Jeremias 23:36

 9. Veja o que a International Bible Society já inventou de variedades de NIV nos Estados Unidos. 20

A New International Version é uma das mais populares versões modernas, e muitos que se dizem fundamentalistas, até mesmo alguns batistas fundamentalistas, a defendem como uma tradução exata. Os editores dizem que a NIV já vendeu 100 milhões de cópias. Desde 1995 não tem havido uma NIV, mas uma multiplicidade. Se alguém aceita o argumento de que a Bíblia deve ser continuamente retraduzida, para o inglês contemporâneo, então não haverá fim para as mudanças e inovações que resultam disso. Ao invés de uma Bíblia estabelecida e certa que pode ser aceita pelo povo de Deus, e usada com autoridade como a Palavra Inspirada de Deus, você tem uma Bíblia nunca-estabelecida, sempre-mutante. Isso é o que os criadores da New International Version deram ao mundo de fala inglesa e que os da NVI vão dar ao mundo de fala portuguesa: Lembre-se que o patrão de ambas Bíblias é o mesmo.

10. Conclusão

Citando o Dr. Donald Waite3, ele nos relembra um conceito da GEOMETRIA que pode ser usado na TEOLOGIA: “Duas coisas iguais a uma terceira, são iguais entre si”. Nas feiras livres do Nordeste, quando se vê um saco de farinha aberto e duas cumbucas cheias de farinha bem próximas a ele, concluímos que as cumbucas possuem FARINHA DO MESMO SACO! Até aqui dá para perceber que NIV e NVI são “farinha do mesmo saco”. Os erros cometidos nos Estados Unidos se repetem no Brasil. O princípio Bíblico é que, de uma árvore má, só podem vir maus frutos. De uma fonte poluída, só pode vir água podre. O resultado só pode dar em indigestão espiritual. Veja o que Satanás, usando as versões modernas da Bíblia, já fez de estrago nos Estados Unidos! Cabe aos crentes com discernimento rejeitarem a NVI e se engajarem na defesa da pura Palavra de Deus, preservada no Texto Recebido e no Texto Massorético, tão atacados pelo erudiólatras que coam mosquitos e engolem esse monstruoso camelo!

Rejeitemos, portanto, as versões modernas8, dentre as quais a NVI é uma legítima representante, pois se baseiam no texto corrupto, falso e mutilado de Westcott e Hort, e valorizemos o Textus Receptus, que serviu de base para a monumental Bíblia King James e, em português, a Corrigida e Fiel de João Ferreira de Almeida9 publicada pela Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.

“E se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, que estão escritas neste livro.” (Apoc. 22:19)

“Por que nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus.” (2 Cor. 2:17)

Elaborado por: J. P. M. A.

1ª edição SET/2000

BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS:

1- Revision Revised, Dean John W. Burgon

2- Modern Bibles-The Dark Secrets, Dr. Jack Moorman.

3- Defending The King James Bible – Dr. D.A. Waite.

4- A Creationist’s Defense of the KJB, Dr. Henry Morris

5- An Understandable History of the Bible, Dr. Samuel Gipp

6- A Bíblia Na Linguagem de Hoje, artigo, Júlio Carrancho, 1999.

7- Life & Letters, FJA Hort, Vol. 1 pág 458

8- RV, NIV, NASB, NKJV, TEV, Atualizada, Linguagem de Hoje, Revisada, Viva, NVI, ECA, etc…

9- A Bíblia Sagrada - Edição Almeida Corrigida e Fiel Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, 1995.

10- Modern Bible Versions, Dr. David Cloud, 1994.

11- The Living Bible, Blessing Or Curse, David Cloud, 1991.

12- Counterfeit Or Genuine?, Dr. David Otis Fuller, 1975.

13- Expondo Os Erros Da NVI, Pr. Emídio Viana, 1999.

14- Unholy Hands On God’s Holy Book, Report On The United Bible Societies, Dr. David Cloud, 1985.

15- For Love Of The Bible, Dr. David Cloud, 1999

16-Forever Settled - Dr. Jack Moorman, 1985, págs. 265, 266.

17- Artigos por Jay Klopfenstein The Christian News“, 20 Dez. 1993, pg.20

18- Episcopal monthly, June 1991, coluna The Witness.

19- New International Version - What today’s Christian needs to know about the NIV, G.W. & D.E. Anderson, article no. 74 TBS.

20- An NIV for Every Person, 1997, David Cloud.

21- Friday News Notes — Aug., 30, 2002, David Cloud.

22- Fooly of Today’s NIV,  Ivonne S. Waite

23- New Age Bible Version, Gail Riplinger

24- NI-VILE A brief Analysis of the NIV  Inclusive Language Edition, Dr. DA Waite

Para mais informações sobre os erros das versões modernas contate:

  1. Os seguintes websites em português:

www.solascripturatt.cjb.net

www.geocities.com/athens/olympus/1563

2. Ou os seguintes endereços:

-Pr. Alberto Johnson, (falecido) Cx. Postal 1,

CEP 63180-000, Barbalha, CE

adorjohn@hotmail.com

-Prof. Hélio de Menezes Silva

hmenezes@di.ufpb.br

A Depravação do Homem

1 Comentário

 “Como está escrito: Não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.”  

Romanos 3.10-12 

O Evangelho de Jesus Cristo é uma boa nova, mas, como já foi, visto a boa nova começa com más notícias. É neste ponto que Paulo inicia sua exposição da mensagem da redenção em Jesus Cristo, nesta carta à igreja em Roma. As más notícias consistem em ser o homem reconhecido como pecador. Sua natureza é corrompida e ele está condenado à morte. A Bíblia não nos deixa nunca perder de vista essa verdade. Quando fala acerca do amor de Deus ou da Sua graça salienta sempre esse amor que é oferecido somente àqueles que reconhecem ser pecadores. E esta verdade é ressaltada no versículo freqüentemente conhecido como o versículo de ouro da Bíblia: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). E para não perdermos o ensino desta verdade, ele é explicado e amplificado no versículo 18: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito filho de Deus” (João 3.18). São estas, pois, as más notícias: o homem, por si mesmo, está perdido, condenado e arruinado. 

 

Foi neste ponto também que o catecismo histórico das Igrejas Reformadas começa sua exposição da fé cristã. Depois de registrar-se uma declaração introdutória, o catecismo propriamente dito começa com a seguinte pergunta: “Quantas coisas deves conhecer para viveres e morreres na bem-aventurança da consolação?” A resposta é: “Três. Primeiro, a grandeza do meu pecado e miséria. Segundo, como seou libertado de todos os meus pecados e de suas miseráveis conseqüências. Terceiro, que gratidão devo a Deus por essa redenção” (Catecismo de Heidelberg). Os que conhecem o Novo Testamento perceberão que esta declaração é, na realidade, o esboço básico da carta aos Romanos.  

A exposição compreensiva do evangelho cristão histórico, que achamos em Romanos, começa com uma análise completa do pecado e da culpabilidade dos homens. Esta doutrina é a mais relegada nas pregações dos nossos dias, e, na verdade, não erraríamos muito se disséssemos que temos quase perdido a noção da doutrina bíblica do pecado e da culpa humanos. Ou em hipótese alguma deixamos de mencionar o assunto, ou tratamos o mesmo muito superficialmente. É mister restaurarmos o interesse por esta doutrina, porque, sem ela, nunca entenderemos o valor do glorioso evangelho de Jesus Cristo, nunca entenderemos de que fomos salvos.  

Em primeiro lugar, examinemos a acusação formal. Paulo, após ter demonstrado, até esta altura na carta, que todos os homens vivem sob o poder do pecado, passa a lavrar em ata a acusação formal contra o homem. Vamos agora ler a acusação formal registrada contra nós na Palavra de Deus:  

 “Não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis, não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; como língua urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca deles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos.”  

Romanos 3.10-18  

 É esta a acusação formal. Não conseguimos sentir-lhe a força porque a maior parte de nós já perdeu de vista a autoridade com que ela esta revestida. Ressaltamos de tal maneira os escritores humanos da Bíblia, que nos esquecemos de entendê-la e obedecê-la como ela é. A Palavra de Deus. Falamos sobre o conceito que Paulo tem de Deus, o seu ponto de vista no que diz respeito ao homem, ou acerca da doutrina paulina acertca da culpa e do pecado, e mesmo dentro dos círculos evangélicos, esquecemo-nos do fato de que Romanos faz parte das Sagradas Escrituras, que são a própria Palavra de Deus, e que esta declaração é o pronunciamento do próprio Deus no que diz respeito ao homem.  

Esta acusação formal contrao homem é sustentada em toda a Palavra de Deus. A corrupção do coração humano é o tema geral dos Profetas, Salmistas, de todos os Apóstolos, e concentra-se nos ensinos de Jesus. A declaração de Jeremias é o exemplo característico da Palavra do Senhor anunciada em profecia: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, que o conhecerá?” (Jeremias 17.9). A exclamação de Davi é característica dos Salmos: “Eu nasci na iniqüidade, em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51.5). O gentil e bondoso João e discípulo amado fala em nome de todos os apóstolos, quando diz: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (1 João 1.8).  

É este, pois, o ensino da Bíblia quanto à natureza do homem. Na doutrina cristã, é denominada doutrina da depravação total. Isto não quer dizer que todo homem vai até as últimas conseqüências da prática do mal, nem tampouco, quer dizer que ele não possua qualquer grau de bondade. Pessoas há que, sem estarem em Cristo, são decentes e bondosas, graciosas e inteligentes, mas nem por isso deixam de ser pecadoras. A sua própria natureza é depravada. A depravação total implica em duas coisas. Significa primeiro que o pecado se espalhou ao ponto de penetrar e afetar cada aspecto de nossa natureza. A personalidade no seu total é corrupta. Um estudioso no Novo Testamento (Trench), possuindo grande cultura e discernimento, chama a atenção para o grande número de diferentes vocábulos empregados por Paulo, na sua descrição do pecado. Cita as palavras gregas, com seus respectivos equivalentes, que descrevem as variedades do pecado, segundo o Novo Testamento como a seguir: ignorância, carência, violação da lei, errar o alvo, ir além dos limites, desobedecer à razão, relegar a lei, tropeçar, entrar em discórdia etc.  

O segundo aspecto do significado da doutrina da depravação total do homem é que este não tem a mínima capacidade de salvar-se a si mesmo. “Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei” (Romanos 3.20). Paulo desenvolve esta verdade um pouco mais adiante neste mesmo capítulo, ao iniciar a sua explicação sobre a justificação pela fé. Indica que não há nenhum outro caminho para a salvação do pecador, a não ser mediante a fé no Senhor Jesus Cristo, e apresenta a seguinte razão: “Porque não há distinção; pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”.  

Uma vez ouvida a acusação formal, passemos agora a considerar as evidências aduzidas para sustentá-la. Paulo não deixa este assunto da depravação do homem e da sua natureza corrupta como mera asseveração sem evidências que a comprovem. Traça três linhas de evidências que, nesta passagem, apóiam a veracidade da acusação de que todos os homens pecaram e carecem da glória de Deus, não havendo um que faça o bem, que todos se desviaram do caminho e seguiram seus próprios desejos. A primeira linha de evidência advém  de observação. Paulo faz considerável uso deste tipo de evidência, por ser ela acessível a todos; tinha aguçados poderes de percepção, e também a oportuinidade de ver todos os lados da vida no mundo dos seus dias. Fizera viagens de grande alcance pelo mundo pagão, e sua descrição da total corrupção daquela sociedade, que se pode ler no capítulo primeiro da sua carta, é amplamente comprovada nos escritos dos poetas, filósofos, moralistas e estadistas da sua época. Na realidade, Paulo ainda amenizou a sua descrição, sendo que as outras feitas com referência à maldade e corrupção do mundo no primeiro século, pelos próprios pagãos, nem sequer poderiam ser mencionadas entre pessoas decentes.  

Além disso, Paulo era testemunha qualificada do fracasso moral do judaísmo do primeiro século. Era judeu nato, hebreu de hebreus, como ele mesmo disse, e fariseu. Foi educado nas escolas rabínicas, e, quando, no segundo capítulo, lançou um desafio à moralidade daqueles que somente seguiam a conformidade externa da religião, perguntando: “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Dizes que não se deve cometer adultério, e o cometes, abominas os ídolos, e lhes roubas os templos; tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei” (Romanos 2.21-23). As perguntas que surgem daquilo que ele já presenciara e soubera acerca do fracasso moral e espiritual dos judeus.  

A segunda linha de evidência da qual a acusação formal contra o homem foi desenvolvida, surgiu das suas próprias experiências e do seu conhecimento do próprio coração. Há, não somente em Romanos, como em todas as cartas de Paulo, extensas passagens autobiográficas que demonstram que ninguém jamais meditou tão profundamente na maldade e corrupção do seu próprio coração, nem falou objetivamente acerca disso como esse mesmo homem que acusa toda a raça humana de ser pecadora. Diz ele: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço”. Devemos saber isso quando falamos da depravação do homem, que não se trata apenas da prática de atos errados: esta clara e exaustiva asseveração da depravação da natureza humana demonstra quão errada é esta própria natureza; afirma mesmo que a própria pessoa está no erro. Foi o que Paulo aprendeu sobre o seu próprio coração quando disse: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço”. Mais uma vez verifica-se que há uma linha de evidência que é acessível a todos nós. Haveria alguém com ousadia suficiente para com toda a honestidade dizer-se a si mesmo que tem o coração puro ou a consciência perfeitamente limpa? Não clamamos todos nós, juntamente com o poeta?:  

“Oxalá surja em mim um homemque ponha fim ao homem que eu sou.”   

Moule, na sua calorosa e comovente exposição de Romano, em “Expositor’s Bible”, citando o crítico francês, Adolphe Monde, disse que no início da vida de expositor considerava grande e lamentavelmente exagerada a descrição que Paulo faz da natureza humana, pensando que fosse apenas o extravasamento de retórica religiosa. Confessou sentir-se totalmente incapaz de submeter-se a esta terrível verdade, mas, no decurso dos anos, ao sondar sempre mais profundamente os recônditos do próprio coração, a veracidade dessa passagem foi-se imprimindo em sua consciência. Nem assim foram dissipadas todas as dúvidas, mas em seu leito de morte disse: “Tenho certeza que, ao desfazer-se este tabernáculo de carne mortal – reconhecerei naquela passagem o mais verídico retrato que já foi pintado do meu próprio coração natural”. Faço a minha oração no sentido de que ninguém entre nós precise esperar até chegar as umbrais da morte antes de chegar a acertada conclusão quanto ao estado do nosso próprio coração, que este crítico francês percebeu tão tarde na vida.  

A terceira linha de evidência que Paulo oferece para corroborar a acusação da corrupção total da natureza humana é a das Escrituras. A acusação formal que li no começo deste capítulo e que se acha em Romanos 3.10-18, é feita em termos de passagens tiradas exclusivamente do Antigo Testamento. Paulo apresenta-a como uma fórmula familiar de autoridade: “Como está escrito”. Há aqui seis passagens dos Salmos e uma de Isaías. Na maioria dos casos, Paulo apenas tirou uma ou duas linhas da passagem original, havendo, portanto, aqui, sete versículos tirados de sete partes diferentes do Antigo Testamento, não deixando por isso de possuir unidade e coerência marcantes, demonstrando que a Bíblia possui, na sua totalidade, uma doutrina do pecado, e uma só mensagem quanto à salvação. Percebemos, portanto, que a última linha de evidência de Paulo, e a autoridade final a que apela ao edificar a sua doutrina da culpa e do pecado do homem, bem como a total corrupção do seu coração, é a autoridade das Escrituras. A expressão “Como está escrito” encerra a questão. O homem é um pecador perdido. Esta é a palavra de Deus. É esta a acusação que faz contra nós; é dessa forma que Deus nos fala.  

Falta agora salientar mais um só ponto nesse capítulo, e vou fazê-lo na forma de uma pergunta: Você já ouviu a acusação formal. Qual é a sua contestação ao respondê-la? Sinto-me sempre impressionado com esse procedimento no foro. Quando o réu fica em pé diante do juiz, e é lida a acusação, o juiz faz apenas uma pergunta: “Culpado ou inocente?” Nestes dias nos quais é tão difícil e às vezes quase impossível escolher uma alternativa, há pessoas que sempre procuram andar no meio do caminho – mas a justiça não permite o meio termo: você terá que declarar sua culpa ou inocência.  

E agora pergunto-lhe enquanto você está ali, um réu diante do Juiz de todos os homens, o Juiz de toda a terra, que não deixará de exercer a justiça: Qual é a sua resposta? É com Deu que você terá de se haver. O primeiro comentário feito por Paulo após a acusação constatada nessa passagem é: “Ora, sabemos que tudo o que a lei diz ao que vivem na lei o diz, para que se cale toda boca, e todo homem seja culpável perante Deus” (Romanos 3.19). Dessa forma você entende, pois, que terá de prestar contas a Deus? Se nunca confessou uma culpa, se nunca lançou-se aos pés de Jesus Cristo implorando-lhe misericórdia e graça, faça-o agora.  

Comecei declarando neste capítulo que a Palavra de Deus se constitui em más notícias antes de ser uma boa nova. Já anunciei todas as notícias más: que você é pecador, que não pode salvar-se a si mesmo. Você já está sob condenação. Portanto, passo a anunciar a boa nova: independentemente da gravidade do seu pecado, independentemente da grande corrupção que você percebe em seu coração, se você pedir a Deus o perdão, se confessar a Ele a sua culpa e apresentar-lhe suas necessidades, elas lhe serão instantaneamente removidas, e sua natureza será inteiramente renovada. Você preisa apenas dizer, em Nome de Jesus, “Deus, tem compaixão de mim, pecador”, e Ele o salvará no mesmo instante.  

Estudos em Romanos 1.18 – 5.21 

  

Dr. Henry Bast 

A Igreja Emergente !

2 Comentários

Veja também: A Nova Reforma Protestante (clique aqui)

Uma coisa pouco agradável aconteceu quando estávamos a caminho do século XXI. No final do século XX, certos líderes saíram afirmando que precisávamos de “uma maneira nova de fazer igreja”. A religião dos tempos antigos não era boa o suficiente. Então vieram os novos truques, substituindo o Evangelho sólido. Vimos o surgimento do movimento da igreja que é “sensível aos que buscam” e que não ofende a ninguém. A “esquerda religiosa” tornou-se mais proeminente, promovendo seu evangelho social. E depois veio a Igreja Emergente.

Se você perguntar a dez cristãos o que é a Igreja Emergente, provavelmente nove deles ficarão sem ter o que dizer. Não obstante, ela está devorando denominações e igrejas inteiras que antes eram sólidas.

Então, o que é realmente esse fenômeno? Primeiro, ele é místico. Baseia-se em práticas dos antigos “padres do deserto”,* tais como oração contemplativa e meditar caminhando por um labirinto. Inclui também a yoga – tudo para chegar mais perto de Deus. Algumas de suas práticas deixam a pessoa em um estado alterado de consciência. Os emergentes não estão realmente interessados em doutrina; em vez disso, eles querem coisas que se possa sentir, tocar, e cheirar, tais como incenso e ícones.

Esse movimento reinventa o Cristianismo

Ele tira seus olhos da cruz e faz com que você enfoque a experiência. A Escritura já não é autoridade. Não há absolutos, nem na Bíblia. Os emergentes afirmam que, para levarmos o mundo e a igreja para a frente, devemos voltar atrás na história da igreja e abraçar até mesmo as crenças católicas. A doutrina deles está realmente mais perto do budismo, do hinduísmo e da Nova Era do que do cristianismo tradicional.

O inferno, o pecado e o arrependimento são deixados de lado para que ninguém se ofenda. Além disso, eles afirmam que não há absolutos suficientes para podermos falar sobre inferno, pecado e céu.

Os emergentes dizem que estão tentando proporcionar “significado a esta geração”. O que isso significa? No final do século XX, surgiu um anseio para atingir a geração pós-moderna. Conheça o termo pós-moderno! Ele é usado para descrever a geração de menos de 30 anos. E, conforme os emergentes, para alcançar essas pessoas, as tradições antigas tinham que ser abolidas.

Para os pós-modernos, a mensagem sólida do Evangelho é dogmática demais e arrogante. Os emergentes diriam que um evangelho mais moderado tinha que ser inventado para ser aceito pelas massas dentro dessa geração mais jovem.

Infelizmente, os recursos que eles escolheram para fazer isso estão mais de acordo com a adivinhação do que com qualquer outra coisa.

E, o que dizer sobre a escatologia deles? E sobre Israel? Como o enfoque deles é o evangelho social, eles estariam mais de acordo com a teologia do “Reino Agora”, de “tornar o mundo perfeito”. Eles não entendem literalmente nenhuma parte da escatologia bíblica (doutrina das coisas futuras, profecia) – consideram-na alegórica. Israel seria comparável a uma “república de bananas”. A ênfase está no Reino de Deus agora e não nas admoestações das Escrituras sobre o retorno iminente de Cristo em um julgamento que está por vir.

Agora chegamos a um problema muito importante

Essas pessoas são chamadas de evangélicas. De fato, a revista Time disse que o líder emergente Brian McLaren era um dos 25 evangélicos mais influentes no mundo. Um dos livros de McLaren tem o título de Everything Must Change (Tudo Tem Que Mudar). Aí está, a partir do próprio líder: a igreja deve mudar para a cultura dos tempos modernos. As maneiras antigas devem ser descartadas e novas maneiras estão aí; mas elas não são sensatas nem confiáveis.

Outro líder destacado é Rob Bell. Seus vídeos têm sido vistos em todo tipo de igreja evangélica. Em torno deles os grupos de estudos bíblicos das igrejas se juntam, examinando-os e adotando-o como um cristão fantástico do século XXI com novas idéias. O problema é que uma de suas  chocantes afirmações foi: “Essa não é apenas aquela mesma mensagem com novos métodos. Estamos redescobrindo o cristianismo como uma religião oriental”.

Para os pós-modernos, a mensagem sólida do Evangelho é dogmática demais e arrogante. Os emergentes diriam que um evangelho mais moderado tinha que ser inventado para ser aceito pelas massas dentro dessa geração mais jovem. Na foto, o líder emergente Rob Bell

Outros líderes proeminentes da Igreja Emergente incluem: Doug Pagitt, Dan Kimbal, Tony Jones, Dallas Willard e Robert Webber. Há outros, mas a lista é longa.

 Em poucas palavras, a ação social supera as questões eternas; os sentimentos subjetivos são preferidos à verdade absoluta; a experiência se sobrepõe à razão.

Agora você tem alguns dos pontos básicos à sua frente. Espalhe a notícia de que um movimento relativamente novo está seduzindo milhões e que ele não é sadio, não é bíblico, e é alarmante. Essa Igreja Emergente pode fazer a sua igreja afundar!

Fonte: Jan Markell, Israel My Gloryhttp://www.chamada.com.br)

Jan Markell é fundadora/presidente de Olive Tree Ministries em Minneapolis, MN, EUA.

Por DISCERNIMENTO CRISTÃO

Covardes e/ou Corajosos – O Perfil do Apóstolo Pedro

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Como é tremenda a mudança na vida do apostolo Pedro, de falastrão a sábio, do que nega o Mestre ao que ousadamente se torna um grande pregador e expositor dos planos de Deus aos homens.

Pedro é esse que nos dá exemplo de nossa humanidade, de nossas fragilidades e limitações. Sua jornada com o Mestre, fala a respeito de nossa própria jornada.

Quando observamos este discípulo em suas afirmações, questionamentos e ações tempestivas de seu temperamento sanguíneo, vemos que Pedro era este para quem num instante o Mestre dizia, “foi Deus quem te revelou” para logo em seguida ser repreendido por apresentar ideias que vieram do inferno. (Mateus 16:16)

Podemos ver em Pedro o desejo de seguir os passos de Jesus, como ele mesmo dizia: “estou disposto a morrer por ti ou contigo”, no entanto, nos momentos de provas reais, vacilou, acovardou-se e fugiu da luta e exposição pública. (Mateus 26:69)

Era um homem como nós, de duplo ânimo, inconstante, incapaz de levar os seus compromissos até o fim, como vemos em várias passagens de sua caminhada com Jesus.

Mas num determinado momento da vida deste apóstolo, algo ocorreu e Pedro passou a ser o grande líder da igreja naqueles primeiros passos.

Aquele que havia negado o amigo e Mestre diante do confronto foi quem se levantou e fez uma das maiores exposições do plano eterno de Deus. O homem que se acovardara agora está cheio de ousadia, se expõe sem medo e restrições. Naquele primeiro sermão de Pedro mais de 3 mil pessoas se agregaram à Igreja. (Atos:14)

O que ocorreu com o Pedro para que tal mudança acontecesse? Como podemos ver estas mudanças em nossa própria vida no dia-a-dia? Como podemos viver a vida que Deus, o Pai, propõe para nós? Como vencer o medo, a timidez, o pecado que tão de perto nos cerca?

Como ter um vida constante diante dos homens e na presença de Deus?

O segredo está na experiência pessoal com o Espírito Santo de Deus que agora já não é mais um Deus distante e externo, mas a vida de Deus em nós. O Espírito de Deus passa habitar no nosso ser. Se quisermos viver a vida de Deus temos que ter uma experiência com o Espírito Santo e precisamos de ser cheios Dele. (Atos 2:3)

Foi isso que mudou a vida de Pedro, ele foi cheio do Espírito Santo e deixou de ser o que se acovardava para ser o homem cheio de coragem que Deus usa.

E se pedirmos do seu Espírito, o Pai nos dará.

Trocando idéias – Olgálvaro Bastos Jr. - Aug 7, 2009

Não Existem Super-Heróis

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Leia e reflita sobre como ser submisso e amável com seus líderes, seja em que âmbito for…

Texto Base: 1Rs 19.1 – 13.

Crescemos vendo super-heróis na TV. Eles eram sempre perfeitos, com seus poderes inimagináveis. A humanidade busca homens perfeitos, que nunca erram. Crescemos, contudo, continuamos buscando esses “super-heróis”. Cobramos muito daqueles que são autoridade sobre nós. Chega a ser uma perfeição subumana. Sejam essas pessoas nossos líderes, pastores, chefes, professores, e principalmente, os nossos pais. Não suportamos ou não sabemos lidar com o erro de quem está num patamar acima do nosso em autoridade. Tudo isso, não justifica as falhas, os erros. E não tira a responsabilidade dos erros das pessoas. Existe uma diferença entre o erro moral e erro comportamental (comportamentos que adquirimos ao longo da vida). Mas esta reflexão serve para alertar, para estimular o amor e o perdão e considerar aqueles que são lideres sobre as nossas vidas. Além disso, traz à tona a velha discussão acerca de alguns crentes que saem de suas igrejas devido à alguma decepção.

Lembremo-nos de Elias, profeta de Israel. Na época de Elias, Acabe e Jezabel reinavam em Israel. Baal era o deus adorado por eles. O capítulo 18 do livro de 1 Reis retrata algumas relatos sobre Elias. Ele era um homem de Deus que foi usado de uma forma maravilhosa. Ele também passou por maus momentos, muitas dificuldades. No entanto, ele permaneceu fiel diante de Deus e dos homens. Elias foi arrebatado por Deus, ele não morreu – 2 Rs 2.9. Quando analisamos a história deste homem de Deus, parece que não conseguimos observar erros em sua trajetória, mas ele errou. Nem por isso, sua história deixa de ter sua importância.

Cada um tem seu limite (vs. 1 a 4)
A rainha Jezabel ficou sabendo de tudo o que Elias fez no monte Carmelo com os profetas de Baal. Ela mandou dizer a ele que iria dar o troco. Com muito medo Elias fugiu para Berseba, ele andou aproximadamente 210 km e depois foi ao deserto. Lá ele assentou debaixo de um zimbro (árvore juniperácea), pegou uma sombra e clamou pela morte. Elias afinou para Jezabel. Ele não esperou pacientemente no Senhor. Ele se sentiu só e errou em não confiar em Deus. E Deus em seu amor e compaixão esperou o momento certo para confrontar Elias e mostrar a ele que há sempre um caminho, cuidando dele em amor e zelo.

Muitas vezes cobramos que as pessoas não errem. E quando elas erram não aceitamos e muitas vezes as rejeitamos, tratando-as com indiferença. Pessoas decepcionadas, em muitos casos até desviam-se da fé que professam, ou da igreja que frequentam, por causa dos erros do próximo. Está escrito na Bíblia em Jeremias 17.5: “Maldito o homem que confia no homem”. Achamos muitas vezes que o próximo é perfeito, um super-herói. Outra coisa que acontece é que achamos que os líderes são perfeitos, como super-heróis. Os líderes geralmente são alvo desses atos de insubmissão e rebeldia, ou ainda, retaliação.

Da mesma forma, os pais: alguns magoam com palavras, ficam muito nervosos, fazem diferença entre os filhos. Cobram demais, exigem tudo (estudo, casa, trabalho, irmãos). Além disso, descontam nos filhos os problemas pessoais. Muitos não têm tempo para estar com os filhos, substituindo a companhia dos filhos por outras coisas. Tantas razões levam muito adolescentes e até mesmo jovens dizerem: “Quero outro pai, outra mãe. Não agüento mais meus pais, não quero morar em casa”. Então o ódio, a raiva, o rancor e mágoa tomam conta do coração

Quem também geralmente enfrenta problemas de submissão e respeito à autoridade, são os professores e patrões. Há muita dificuldade por parte de muitos em respeitá-los e até mesmo em amá-los. Contudo, a maior parte das pessoas esquece que esses também erram. Eles são alvos de comentários e atos de julgamento.

Procure considerar (vs. 5 a 8)
Elias, o personagem dessa reflexão, teve seu limite. Deus buscou ajudá-lo no momento de agonia. Deus mostrou paciência, zelo, cuidado e amor para com Elias, ao enviar alimento e direcionamento a ele por diversas vezes, por meio de um anjo.  

Aplicação
Procure compreender os limites dos outros, cada um tem o seu. Entender, considerar, passar por cima reflete o caráter de Deus em nós.

Algumas coisas a considerar:
Busque entender o momento (crise finaceira, problema no trabalho, TPM, pressão, tristeza) das pessoas. Você também erra, porque as autoridades em sua vida não podem errar? Busque considerar a história do próximo (na família, no trabalho etc). Procure enxergar as coisas boas também. Quando consideramos algumas questões para entender o outro, entendemos a linguagem do amor e mudamos nosso parâmetro de cobrança. Não é fácil ser mãe, pai, padrasto, madrasta, líder, pastor, professor, patrão etc.

Perdão e Amor (vs. 9 a 13)
Depois de tudo, Deus ainda fala com Elias. Elias foi para Horebe, foi envidado por Deus. Ele é levado para que Deus se revelasse, e assim voltaria aos momentos de origem do seu ministério como profeta. Deus se revela a Elias através de um ciclo suave. Deus não queria que Elias estivesse na situação difícil eu estava vivendo. O amor e o perdão são marcas fortes na atitude de Deus para com Elias.

Aplicação
“O amor encobre multidões de pecados”. Existem coisas que só o amor e o perdão podem resolver. Encarar, discutir, ódio, rancor, responder mal, não resolve nada. Ame apesar do erro. Líderes, Pai, mãe não deixam de ser seus pais por causa dos erros. Líderes, pastores, professores não deixarão de ser autoridades por causa do erro deles. As autoridades não aguentam tudo, como você também, mesmo que às vezes eles se mostrem super- heróis. Se coloque um minuto no lugar do próximo, e você será um pouco mais compreensivo.
 
Reflita
Como tem sido a minha relação com as autoridades que tenho em minha vida? Será que tenho buscado nas autoridades super-heróis? Seja mais compreensivo, paciente, amoroso, considere algumas coisas. Perdão e amor são atitudes que devem ser presentes na sua relação com as pessoas. A cura para qualquer dor e trauma familiar passa pelo perdão. Os maiores problemas que temos são dentro família e em nosso relacionamentos mais próximo. Se você deseja crescer, busque o perdão como remédio. Faça da mesma forma que Deus fez com Elias, exerça amor e zelo por aquelas pessoas que Deus colocou próximo a você, e que de alguma forma exercem autoridade a vocês.

::Pastor Bruno Barcelar
Integrante da liderança da Rede de Adolescentes da Lagoinha
Contato: (31) 8404-6457 – E-mail: bruno.barcelar@lagoinha.com
Texto adaptado: Redação Atos Hoje.

Sua vida pode naufragar como o Titanic ! ENTREGUE-SE A JESUS CRISTO AGORA MESMO ! Ele é o ÚNICO Senhor que Salva !

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Jesus disse: “Erguei os vossos olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa. O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para a vida eterna.” 

                                       João 4:35 e 36   

  Leia este livreto meditando na situação das pessoas que você conhece e sabe que estão perdidas. Tente entender o que significa estar perdido eternamente.  

Procure compreender o que representa o seu melhor amigo estar em tormentos eternos, onde não há água para refrescar a língua, conforme sentia o rico no inferno. Luc. 16,24. Com este sentimento leia esta mensagem, como um recado de Deus para sua vida.   

O navio mais famoso do mundo foi construído nos estaleiros de Belfat, na Irlanda – entre a primavera de 1909 e maio de 1911. 

No dia 31 de maio de 1911 o navio deslizou do estaleiro da construção Naval White Star Line. Naquele dia de festa um empregado da construtora disse: “Nem mesmo o próprio Deus pode afundar esse navio.” 

A Sra. Albert Caldwell, embarcava no navio quando perguntou a um tripulante: “É verdade que este navio não pode afundar? “ 

O marujo respondeu arrogantemente: “Minha Senhora, nem Deus poderia afundar este navio.” 

A primeira e última viagem partiu de Southampton, da Inglaterra. 

As 12 h do dia 10 de abril de 1912, o Titanic partiu com destino a Nova Iorque, USA. 

No dia seguinte o navio fez uma última parada, ancorado  ao largo da costa da Irlanda, em Queenstown. Lanchas trouxeram para bordo passageiros para sua viagem à eternidade. 

Existem poucas fotos deste histórico embarque, somente o padre Francis M. Browne, tirou algumas fotos de seus companheiros, a maioria deles embarcou para a eternidade. 

O Titanic levava um total de 2.228 pessoas. 

No início do século XX, este navio era o maior objeto móvel manufaturado do mundo. 

Foi na época o navio mais longo já construído, com mais de 4 quadras de comprimento. 

Acomodações para uma tripulação de 860 pessoas e capacidade para 3.500 passageiros. (Capacidade total era 4.360 pessoas.) 

O Titanic pesava 66.000 toneladas. 

Cada máquina de vapor tinha  9 metros de altura e os motores trabalhavam com 50.000 HP de potência. 

Para transportar a âncora do navio foi necessária uma carroça com 20 cavalos. 

Às 23.40h do dia 14 de abril 1912 o vigia Frederick Fleet avistou um Eisberg bem à proa do navio. 

Imediatamente acionou o alarme. O Primeiro oficial William Murdoch, ordenou: ”Invertam a marcha das máquinas.” 

Mas já era tarde demais. Após meio minuto, embora a proa do navio houvesse se desviado da montanha de gelo, ouviu-se um barulho vindo do fundo do navio. O Titanic havia sido ferido de morte. 

Exatamente as 00:05 horas do dia 14 de abril de 1912, – 25 minutos após a colisão, o capitão Edward Smith, ordenou que os barcos salva-vidas fossem arriados, para transportar os passageiros ao mar. 

Às 2,30h ao som do hino “Mais perto quero estar meu Deus de ti,” e  executado pela orquestra de bordo, do maestro Wallace Harthey, o Titanic mergulhou rapidamente para as profundezas do oceano. 

O radiotelegrafista John Philips, que mandou o telegrafista do navio The Californian “calar a boca” quando o avisava que avia Eisberg na proximidade rogou entre soluços: “Deus me perdoe… Deus me perdoe.” 

300 corpos foram recuperados das águas e entregue às famílias, ou sepultadas em um cemitério na costa do Canadá, onde até hoje as sepulturas são cuidadas pela companhia marítima que sucedeu a White Star Line. 

Os demais 1.223 corpos estão sepultadas no túmulo do vasto Oceano Atlântico Norte, junto ao próprio Titanic, a      4. 000 metros de profundidade. 

Certo dia, quando eu estava começando a preparar a mensagem para o culto, a irmã Mônica Kagiva  chegou a Livraria, contou como sua alma ardia em temor, ao testemunhar para um homem estranho dizendo-lhe: “Se eu não lhe falo da graça de Deus, da salvação que você precisa, imagine, você pode cruzar a rua, morrer ali mesmo e irá para o inferno, e eu serei culpada de sua perdição pois eu não lhe falei nada do socorro que Deus, em Jesus pode dar. O Sr. estará eternamente no inferno, e eu que nada lhe falei do Evangelho de Cristo, como ficarei?” 

Ao sentir como o Espírito Santo agiu no coração desta irmã, que sentia o calor do inferno lançando suas chamas sobre aquele homem estranho, senti o dever de falar sobre o grito de Socorro daqueles que naufragaram com seu “Titanic.” 

Entendemos o que representa o grito de uma alma que está afundando para as chamas do inferno? Ouvimos ainda o pedido de SOS dos náufragos que afundam ao nosso lado? 

A grande maioria dos próprios cristãos estão surdos para com os clamores de multidões de pessoas que estão se agarrando nos últimos destroços de seu “Titanic” que afundou. O “Titanic” mais importante é o barquinho de sua existência e a sua família. 

Quem se importa de socorrer a alma que está se agarrando nos últimos destroços de sua vida, antes de afundar?

A maioria dos cristão dorme tranqüilamente, e ainda critica aqueles que querem ajudar a socorrer os náufragos.

Há muitos cristão que sabem do fogo do inferno, sabem do castigo eterno para os perdidos, mas ficam de braços cruzados, nas poltronas confortáveis de suas igrejas. O problema não é a poltrona, é a preguiça espiritual.

O pior é que muitos reclamam quando é requerido algum sacrifício para ajudar aos que estão se afogando.

Segundo a enciclopédia “Brockhaus,”  morreram no naufrágio do Titanic 1500 pessoas. Outros livros dizem que foram 1523 pessoas. Isso significa que, mais de 1500 pessoas clamaram por socorro depois do naufrágio, na noite escura, nas águas geladas do Atlântico Norte. 

O dia 15 de Abril de 1912 amanheceu com uma frota de botes salva-vidas dispersos, com 705 sobreviventes do Titanic.

Todos os demais flutuavam no lugar do naufrágio, agarrados em pedaços de madeira, uns ainda com vida, outros já mortos.

Um dos navios mais próximos do naufrágio do Titanic, na noite da tragédia,  foi o S.S. Carpathia, da Cunard  Line.

Demorou algumas horas para chegar até o lugar onde os últimos sobreviventes estavam se batendo nas águas geladas.

Muitas vezes já é tarde quando chegamos à casa, ao hospital, ou ao lugar do acidente para socorrer as pessoas que estão morrendo sem Deus.

Mas, em alguns casos as pessoas estão gritando por socorro, ao nosso lado na igreja, na família e na vizinhança, mas existe alguém que quer e pode ajudar aos que estão agarrados nos últimos destroços de sua existência?

O Titanic zarpou  sem Deus e naufragou!

Muitos saíram com sonhos altos, como o filho pródigo, mas em plena viagem da festa, afundaram como o “Titanic”.

Saíram da casa do Pai. Levaram sua herança para o mundo sem Deus.

Viveram felizes até que seu “Titanic”  afundou na lama do sexo, da droga, do fumo e do álcool.

O “Titanic” da vida fácil naufragou!

O CD de Fábio e Ricardo, narra a história de Maria:

Ela saiu de casa, foi trabalhar na cidade. O salário era pouco, então descobriu que vender o corpo na prostituição seria uma saída fácil.

Até que grávida, sozinha e perdida, estava gritando por socorro.

Foi nesta miséria que Deus ainda achou uma saída e salvação para sua alma.

Quantas “Marias” estão se afogando e não há quem lhes estenda a mão.

Com certeza, a criança cresceu, e a solução que Deus lhe deu, ainda trouxe muitas dores e mágoas para ela.

Mas, o socorro de Deus existe e a vida pode ser refeita.

Procure ajuda quando o seu “Titanic” está afundando.

Os “Titanics”  da vida fácil estão afundando mais e mais pela Aids.

Um pastor amigo, socorreu uma jovem, entregou a vida da jovem em oração ao Senhor; carregou a moça algumas vezes ao hospital e logo a jovem morreu, mas sua alma foi salva, no último momento. O pastor ainda levou sua alma aos braços de Jesus.

O que vamos presenciar nos próximos anos pode ser horrível! A revista Veja publicou um relato dos sepultamentos das pessoas que estão morrendo de Aids, na África. Caixões são vendidos como se vende gás em nossas cidades.

Em alguns vilarejos, funerárias vendem milhares de caixões por mês, pois a Adis, está exterminando o povo.

Este é o nosso mundo. Esta é a água gelada onde um “Titanic” após o outro, está naufragando.

Segundo informações extra-oficiais, em uma universidade do PR, foi feita uma campanha para doação sangue. 70% dos alunos cooperaram, mas em 30% do sangue foi constado Aids.

O que vamos  fazer?   A vida de muitos jovens já está com o “casco do Titanic” quebrado.

Já não há mais como reverter o quadro para milhares de pessoas. Mas, podemos ainda lhes falar do único barco salva-vidas no qual ainda devem embarcar, antes que cheguem ao inferno.

O Pastor batista John Harper, segundo o Livro: “Titanic o naufrágio da Soberba” de Arlindo Alves (pg.67) foi visto ainda na última noite antes do naufrágio evangelizando um jovem.

Enquanto outros se divertiam com danças e bebidas fortes, o pastor ouvia o grito da alma do jovem, que estava vivendo sua última chance de salvação.

Segundo o mesmo livro (pg 69) o pastor Harper, ao ouvir o alarme do naufrágio, tomou sua filha Nana que estava com ele, entregou-a a um capitão do convés, com ordens para colocá-la num barco salva-vidas.

(Nana, a filha do pastor, foi resgatada, mandada de volta à Escócia, onde cresceu, casou-se com um pastor, e dedicou toda sua vida ao Senhor a quem seu pai tinha servido.)

O pastor, depois de entregar sua filha, foi socorrer os outros.

Logo o Titanic deslizou para as profundezas do oceano, centenas de pessoas ficaram a se debater nas águas geladas, buscando agarrar-se a qualquer coisa que flutuasse, entre elas estava o pastor John Harper.

A sobrevivente Eva Hart, descrevendo a cena que presenciou afirmou: “O som das pessoas se afogando é algo que não posso descrever…”

O pastor Harper que lutava com as ondas para se manter vivo, vendo se aproximar dele um homem agarrado a uma tábua, gritou-lhe: Você é salvo?” Ante a resposta negativa, retrucou-lhe: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.” Nesse momento a correnteza arrastou o homem para a escuridão. Instantes depois, voltaram a se reencontrar, e Harper, que já estava prestes a se afogar, indagou-lhe novamente: “Você é salvo? “ Outra vez a resposta foi “Não”. E Harper voltou a repetir-lhe: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.”

Não houve tempo para mais nada. Exausto, Harper escorregou do objeto que segurava e afundou, indo ao encontro do Senhor. 

O “Titanic” da vida sem Deus afundou!

O comunismo queria eliminar o cristianismo do mundo. Mas, a Cortina de Ferro caiu, e o Muro da Vergonha foi derrubado.

Caíram as teorias de Karl Max. A fúria de Lenin e do comunismo deixou somente os “náufragos” em terror e pobreza, matando milhões de seres humanos.

Adolf Hitler queria eliminar os judeus e também os cristãos, deixou o “Titanic”  Alemanha no fundo do mar e seu povo clamando por socorro.

Morreram 51 milhões de pessoas, durante a II Guerra Mundial.

Assim acontece com todos aqueles que viajam sem Deus e sem Jesus. Minha avó, nascida em Berlim, que viveu nos dias do naufrágio do Titanic, contava que no Titanic havia um cartaz que dizia: “Viajamos sem Deus e também não precisamos de Jesus.”

O Titanic que zarpou do porto de Southampton na Inglaterra, sem Deus e sem Jesus, matou 1523 pessoas e deixou centenas de pessoas gritando por socorro nas águas geladas, no meio do oceano.

Será simplesmente sem efeito um governante iniciar seu governo sem Deus e sem Jesus?

Será sem efeito um empresário construir sua fábrica ou empresa sem Deus e sem Jesus? 

Será possível conduzir sem tragédia o “Titanic” sem Deus, e sem Jesus, onde dezenas, ou até milhares de pessoas trabalham duramente para manter o barquinho de suas famílias?

Um homem rico de São Paulo, dono de uma grande fábrica, dizia: “Meu deus é o meu dinheiro. Eu não preciso de Deus.”

Alguns dias depois perdeu sua fábrica e ficou sem nada. Onde ficou o seu deus quando toda a sua riqueza derreteu da noite para o dia?

Você talvez está boiando nas águas geladas depois do naufrágio de sua vida sem Deus? Clame por socorro enquanto ainda há tempo.

Peça ajuda!  Aceite o socorro de Deus quando o seu “Titanic” afundar.

O Titanic do crente desviado afundou!

Temos em nossos dias incontáveis  “Titanics” de ex-crentes no fundo do mar, e os ex-irmãos estão clamando por socorro no mar gelado da vida sem Deus. Milhares  de crentes  saíram de suas igrejas, sem Deus, sem Jesus e sem o Espírito Santo.

Muitos deles estão lutando agarrados aos últimos destroços de sua existência.

Alguns já não têm coragem de pedir socorro, nem para seus amigos, e até não possuem mais a coragem de pedir ajuda para Deus.

Lembro de meu amigo, filho de um pastor muito importante, este homem de Deus abriu a porta para o mundo diante de minha vida.

O jovem, aos 18 anos de idade, era o tradutor deu seu próprio pai no púlpito da igreja.

Quando passávamos o domingo juntos, o moço brincava de repórter, fazendo simulações de reportagens, com seu gravador, que na época era algo fantástico. Mas, quando retornou com seus pais para Alemanha, desviou-se dos caminhos de Deus. Tornou-se um solitário que trouxe muito sofrimento ao seu velho pai.

Na última visita a seu pai na Alemanha, o idoso homem disse-me na despedida: “Mário, ore pelo meu filho R.”

Este jovem poderia ser um grande instrumento nas mãos de Deus.

Quando zarpou para uma vida sem Deus, levou ao fundo do mar todos as grandes possibilidades que Deus lhe havia dado pelo nome que seu pai lhe havia deixado.

Você é um ex-crente?  Um ex-irmão da família de fé? 

O seu “Titanic” afundou chocado contra os icesbergs que existem nas fileiras da igreja?

Você quebrou sua fé, sua confiança e seu amor, no choque com um irmão, talvez com o pastor de sua igreja?

Há muitos anos atrás um médico de Curitiba disse-me: “Fazem 8 anos que me desviei de minha igreja.”

O motivo do naufrágio de seu barquinho  de fé foi um desentendimento com o diretor do Hospital, e membro de sua igreja.

Por um saquinho com pedras de gelo, o diretor do hospital, ofendeu seu irmão de fé, seu colega médico da clínica em Belém do Pará. Foi num domingo de muito calor, por algumas pedrinhas de gelo.

O gelo já derreteu há muitos anos, mas o “Titanic” de um médico missionário afundou pela ofensa de seu irmão, diretor do hospital.

Quando o médico concluiu sua triste história, eu estava deitado em sua clínica tomando soro. Levantei-me com todo esforço e disse: “Dr., algum dia o Senhor nosso Deus vai dizer: “Filhos, acabou o jardim de infância. Venham todos para casa.  Eu somente espero que não tenhamos nada de que nos envergonhar quando ele mandar guardar os “brinquedos” de nossa vida.”

Há terríveis brigas entre grandes homens por “brinquedos”.

Grandes homens e grandes mulheres afundam com toda sua existência, porque se chocaram com “icebergs” nas mais insignificantes questões da vida.

Seu “Titanic”, digo a sua vida espiritual, afundou por grandes ou pequenas ofensas?  Talvez pela ofensa do pastor Mário Hort? 

Todos nós somos falhos, tropeçamos, na luta pisamos nos “dedos” de nossos mais queridos irmãos, e eles nos nossos.

Se você foi atingido por algum destes icebergs, chame por socorro!

Se você foi ferido por um pecado ou por algum irmão, peça ajuda de Deus e de seus irmãos.

Se você está se afogando em pequenos “copos de água” ou em grandes oceanos, o inferno tem a mesma temperatura para crentes com razão, como para o maior ladrão.

Volte para casa de seu Pai Celestial e de sua igreja, antes que seja tarde demais.

O “Titanic” de sua família afundou?

Como eu gostaria de ignorar este capitulo de nosso tema! Até a lembrança desta página da vida já nos entristece.

Como seria agradável saber que todas as famílias do mundo estão viajando em plena paz e segurança.

Se ao menos fosse assim, que todas as famílias cristãs estivessem em plena paz e segurança.

Infelizmente o “Titanic”  de muitas famílias afundou, e os familiares estão agarrados em destroços da família, prestes a afundar.

Muitos casais se desentenderam por “objetos da caixa de brinquedos”   do jardim de infância, mas quando já têm cabelos grisalhos, estão dormindo em quartos separados, ou em hotéis  solitários.

Você está vivendo os momentos após o naufrágio de seu “Titanic” familiar?

Seu casamento desabou? 

Seus familiares estão esparramados na casa de pais e parentes, agarrados nos últimos destroços daquilo que era tudo o que vocês, sonhavam?

Ou você está percebendo o seu barquinho familiar ir a pique dia após dia?

Tempos atrás recebemos uma carta de Juiz de Fora – MG  que dizia:

“Trabalho entre muitos funcionários numa metalúrgica de Juiz de Fora.

Notei um rapaz que havia se separado de sua esposa. Foi ele quem tomou esta decisão. Apesar disso, podia-se perceber a grande tristeza estampada em seu rosto, pois foi ele o causador da separação, e no fundo do coração ele amava a sua esposa.

Como nós viajávamos no mesmo ônibus da firma, foi possível observá-lo.

Comecei a orar por ele, para que o Senhor Jesus me desse forças para consertar o erro que ele havia cometido, e pedi graça ao Senhor para aproximar-me dele.

Eu tinha em casa alguns exemplares da revista Ecos da Liberdade nº 49, em cuja capa trás um casal de noivos e no seu interior mensagens maravilhosas para casais.

Orei a Deus e quando ele  passou por mim no ônibus, entreguei-lhe um exemplar dizendo:” Márcio, leia este folheto com muita atenção e medite, ele vai te ajudar muito.”

Ele tomou agradecido e “devorou” a leitura.

No outro dia levou a revista para a esposa de quem estava separado. Alguns dias depois, eu voltava do culto, quando contemplei os dois passeando juntos com alegria no rosto.”     A. D.

Por que você não clama por socorro?  Por que não busca o auxílio do Altíssimo?

Muitas famílias foram resgatadas do inferno, justamente porque suas famílias caíram em ruínas.

Deus é o grande artista que faz dos troncos mais exóticos, a escultura de sua obra da arte de sua misericórdia.

O nosso Deus de amor parece passear pelas praias da vida à procura dos “troncos” expulsos pelas ondas do mar.

Ele, Deus, toma os “troncos”  rejeitados, considerados pelos homens próprios somente para o fogo, mas Ele os leva para sua oficina de escultura, e faz deles a mais bela obra de arte.

O testemunho de várias pessoas que Cristo resgatou depois que seu “Titanic” familiar naufragou, é muito dramático, nem todos podem ser relatados.

Quero lhes apresentar uma história de um jovem que foi resgatado, depois que sua família e tudo o que sonhava afundou:

Será ocultado o nome do jovem pois combinei de que ele me apresentasse sua família, sua esposa e filhos depois de 20 anos, se eu e ele estivermos vivos.

O jovem chegou ao meu escritório desesperado, vendo como única saída o fim de sua vida, pois nada mais lhe restava de esperança.

Ele tinha sido recebido em um orfanato, quando já estava quase morto de fome.

Quando cresceu teve negadas as oportunidades de ser adotado por importantes famílias, inclusive um cônsul queria sua adoção.

No dia em que me procurou ele dizia que já foi crente, abandonou sua fé, e não conseguia mais crer em nada.

Ele lembrava de um erro que cometeu, e achava que jamais Deus lhe perdoaria.

Sentado em nosso escritório chorava inconsolavelmente, pelo seu erro.

Quando eu também não mais sabia como achar consolo e saída para sua vida profetizei para o jovem dizendo:      “Jovem, vamos entregar sua vida agora novamente ao Senhor Jesus. Ele vai perdoar toda sua culpa que você sente sobre sua vida.

Vejo que você é sincero porque confessa claramente os seus erros.”

Depois de entregar o caminho do jovem ao Senhor disse: “Jovem, se eu estiver vivo daqui ha 20 anos, você terá 38 anos de idade e eu 68.

Quero que você venha me visitar com sua esposa e filhos.”  Pois Deus vai cuidar de sua vida e achar uma família para você.

Alguns anos depois da visita do jovem, preparando esta mensagem, recebi uma carta que dizia:

“Querido pastor Mário Hort. Há três anos atrás tive uma longa conversa com o Sr.

Depois daquela conversa comecei a ser dirigido por Deus.

Trabalhei lavando piscinas para ganhar dinheiro.

Lembro como um dia de calor, perambulando pela cidade,  sem rumo e sem onde inclinar a cabeça, uma senhora procurou o meu trabalho e me convidou para ir a um jantar do Ano Novo.

Eu não tinha roupa, nem calçado, mas ela disse: ‘Vem, o importante é participar.’  Então fui e a Sra. me deu um presente. Com o dinheiro na mão corri para a rodoviária para comprar uma passagem à Curitiba.

Sem rumo procurei emprego, mas ninguém queria me aceitar pois eu era menor de idade. Até que conheci uma Sra. que me deu socorro e me hospedou. Fui orando e pedindo a graça de Deus. Hoje dou graças a Deus porque constituí aquilo que o pastor falou para mim naquele dia.

Conheci uma jovem. Ela é cristã e de muita oração. Então Deus preparou tudo.

Comecei a trabalhar em uma igreja da capital. Gostaram muito de mim e disseram que iriam me ajudar.

Pouco tempo depois noivamos, e oito meses depois casamos. Recebi tudo, festa de casamento, tudo, tudo. Aleluia!

Hoje sou servo de Deus. Prego a Palavra de Deus em grandes e pequenos congressos. Deus me levantou.

No último dia 31 de julho 99, nasceu o meu primeiro filho.

Quero agradecer de coração por sua ajuda naquele dia. Estou pronto para testemunhar em sua igreja em M.C.Rondon.”  C.A.D.

Como o jovem colocou seu número de telefone na carta, telefonei imediatamente para falar com o moço.

Sua esposa atendeu o telefone e disse: “Sim é aqui que C. está. Um momento.”

Quando C. chegou ao telefone, disse: “Justamente estou trocando as fraldas de meu filho.”

Este foi um dos sobreviventes de um “Titanic” que foi resgatado das águas pelo orfanato.

Quando depois em sua adolescência  foi novamente jogado na rua, no último momento foi socorrido por Deus, quando pediu ajuda em oração.

Eu não pude fazer nada por ele. Mas o levei em oração ao Senhor Jesus.

Jesus primeiro lavou seu coração do pecado que o separava de Deus.

Depois de algumas provas, ele já está vivendo os primeiros passos de uma caminhada nos fortes braços do Bom Pastor.

Alguns momentos depois de transcrever a carta do jovem C. A. D.,  tocou o telefone, e era o irmão B. de Nova Prata, RS.

Não posso deixar de relatar o socorro que Deus conseguiu depois de afundar o “Titanic” de sua família.

B. saiu de sua casa e ninguém sabia ao certo onde ele estava.

Muitos anos depois da separação, a esposa chegou a um culto em M. C.Rondon, como visitante desconhecida.

Mais tarde aceitou a graça em Cristo e passou a servir ao Senhor com todo seu coração.

Passaram-se 20 anos desde que a Sra. e seu filho não tinham visto seu pai.

Certo dia um homem bem vestido e muito gentil chegou ao meu escritório.

Assim dizia o estranho visitante: “Pastor, o que fizeram com minha esposa e meu filho? Encontrei duas pessoas completamente transformadas.

Que moço educado é meu filho e como ficou diferente minha ex-esposa. Ouço seus cultos pela rádio e quero saber mais sobre o que tem a me dizer.”

Não é fácil retirar o “Titanic” de uma família naufragada há 20 anos.

B. queria saber o que ele deveria fazer agora depois de tantos anos de conflitos de sua vida.

O único conselho que pude lhe dar, foi aquele que eu havia dado a sua esposa e filho: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais o Senhor fará.” Sal.37,5

Foi isso que também G.B. fez. Quando falamos ao  telefone, preparando este seu testemunho ele disse: “Pastor, pode dizer a todos que a partir daquele dia a minha vida começou a mudar. Ainda não alcancei tudo quanto desejo pela fé. Mas, creio que vamos chegar lá.”

Nem sempre é possível retirar o  “Titanic” de uma família arruinada do “fundo do mar.”

Mas, aquele que clama por socorro pode salvar a sua alma da morte e do inferno.

Quem é resgatado, mesmo depois do naufrágio de sua família, pode reconstruir uma vida guiada pelo Espírito Santo, onde o Senhor dia a dia, fará o que é melhor para a sua vida.

Quem deseja sair conosco para buscar os náufragos?

Quando estou sobre a pequena sacada de nosso apartamento pastoral, vejo os telhados do salão social e do templo, mas meus olhos espirituais vêem uma longa história de resgate de pessoas, que já se aproxima para o final de três décadas.

Olhando para tudo o que nos uniu em M. C. Rondon nestes, quase 30 anos, vi a coragem daqueles que conosco foram resgatar os perdidos no “oceano” do pecado.

Muitas vezes temo que venhamos a perder o ânimo e a coragem de para sair sempre mais uma vez, e mesmo depois de estar exaustos, retomar mais novas iniciativas de salvamento, para os que estão agarrados aos últimos destroços de sua existência, à beira da morte.

Naquela noite lembrei de uma antiga história que durante muitos anos nos impeliu a sair, sair e sair sempre novamente para resgatar pessoas:

Há mais um homem morrendo lá fora.

Foi numa noite de forte tempestade, o mar agitado lançou um navio sobre as rochas e a tripulação esperava agonizada a morte certa.

A fúria do mar aumentava, e além de tudo, a noite chegava rapidamente.

Um bote de salva-vidas, com homens corajosos, apareceu e salvou os homens que já tinham perdido toda esperança.

Quando o bote de salva-vidas chegou à praia, João Holden gritou perguntando se todos foram salvos, e a resposta foi: “Todos, menos um homem.”

“E por que não o trouxeram?”

Os homens responderam: “Teríamos colocado em risco a vida de todos, por este motivo o deixamos sobre o navio encalhado.”

Então João disse: “Todos os homens que trabalharam no resgate estão exaustos, quem dos outros quer ir comigo para buscar aquele homem que ficou no navio?”

Seis homens fortes se prontificaram, mas neste mesmo instante veio a mãe de João, agarrou-se ao pescoço de seu filho e disse: “João não vá. Seu pai foi tragado pelas águas enfurecidas, e faz dois anos que seu irmão Guilherme embarcou e nunca mais foi visto. Você é o meu único filho em quem posso confiar e que pode me sustentar. Quem cuidará de mim, se as ondas irão engolir também você?”

João arrancou as mãos de sua mãe de seu pescoço e disse: “ Mãe, há um homem morrendo lá fora. Eu devo ir. Se o mar me tragar, Deus cuidará da Sra., estou certo disso.”

Beijou sua mãe e foi, juntamente com os demais homens para a escuridão da noite.

Encontraram o homem, ainda agarrado no navio, conseguiram tirá-lo e voltaram com ele.

Ao aproximar-se da praia, João Holden gritou: “Salvamos o homem, e digam a minha mãe, que ele é o meu irmão Guilherme.”

Entendemos o nosso compromisso de buscar aquele homem que está morrendo lá fora?

Sabemos o que representa a vida e a alma de um homem que é nosso irmão?

Temos ainda sentimentos por aquele homem estranho que está morrendo lá fora?

Ou estamos apenas preocupados com nosso bem-estar e nossa segurança, não nos importando por aqueles que estão morrendo lá fora?

Quem está disposto a sair conosco para salvar as pessoas que não podem sair das águas geladas sem que alguém lhes estenda a mão?

Quem está disposto a arriscar sua vida para salvar outros?

Quem está disposto a sacrificar sua segurança, sua tranqüilidade, seu bem-estar e colocar em jogo a sua vida no resgate de outros?

Segundo o filme “O Titanic” a Sra Rose, uma sobrevivente encontrada pelo produtor do filme disse:

“Quando o Titanic afundou, 1500 pessoas caíram no mar. Havia 20 barcos nas proximidades do naufrágio, somente um único (O Carpathia)  voltou para socorrer os náufragos.

Os 19 navios se evadiram do lugar e não prestaram socorro às 1500 pessoas que, em sua maioria morreram congeladas, boiando em seus salva-vidas.

Milhões de cristão são omissos para com os “náufragos” que morrem sem Deus e sem Jesus.

Que será daqueles que enterraram seus dons e talentos e não os usaram para resgatar os perdidos?

Que será daqueles que simplesmente tinham muitas ocupações e não foram ajudar os perdidos?

Que será daqueles que simplesmente não fizeram nada pelos perdidos?

O capitão de um navio não socorreu as vítimas de um naufrágio, pois queria vender suas mercadorias. (não sei se foi um dos 19 navios que se evadiram do lugar da tragédia)  O capitão foi levado ao tribunal e condenado à prisão.

Lamentando, ele se desculpava dizendo: “Sr. juiz, eu não fiz nada de mal. Por que sou condenado?” O juiz respondeu: “É exatamente por que o Sr. não fez nada, por este motivo é condenado.”

A omissão do crente que não quer ajudar no serviço de salvamento, é crime contra o irmão que está morrendo lá fora. 

Segundo o filme, a Sra. Rose disse que foram salvos somente 6 pessoas, (entre estas estava Rose) entre as 1500 que caíram no mar. Tudo porque o socorro chegou tarde demais. As águas geladas mataram os sobreviventes nas águas do Atlântico Norte.

Não estamos falando apenas em visitar os cultos e estudos bíblicos.

Não nos referimos apenas à fidelidade nos dízimos e nas ofertas que devemos oferecer para a evangelização.

Não falamos apenas em testemunhos esporádicos que todos nós damos do amor de Deus.

Estamos convidando você para tudo isso e muito mais, para formar uma equipe de SALVA-VIDAS  das almas que estão gritando por socorro.

Estamos convidando para um trabalho de resgate de pessoas que estão a poucos passos do inferno.

Estamos convidando para investir seu corpo e sua alma no resgate de nossos irmãos que estão morrendo lá fora.

Seu irmão está morrendo lá fora.

Muitos que hoje são chamados de irmãos, ainda há  alguns anos estavam morrendo lá fora no pecado.

Muitos deles navegavam cantando e dançando para o inferno, nunca pensaram em pedir socorro, pois não sabiam que seu “Titanic”  navegava para o inferno.

Quero relatar alguns breves testemunhos de pessoas, que eram nossos irmãos, mas ainda estavam lá fora e precisavam de nosso socorro.

Alguns deles viviam muito bem, sem preocupação; sentados em confortáveis poltronas. Mas, caindo no precipício do inferno:

Narci e Hilaine Mensch

Creio que uma das pessoas que mais transmite alegria é  Hilaine Mensch.

Ela sabe sorrir e traz felicidade onde quer que esteja. Assim ela foi antes de sua conversão a Cristo, e assim é depois. Mas, o casal estava mergulhando no abismo da eterna separação de Deus, em viagem com festa a todo vapor.

Certo dia Hilaine encontrou a salvação em Cristo.  Algum tempo depois também o esposo foi achado pela graça de Deus.

Mas, tudo começou quando um dia, um de seus filhos chegou à Hedwich Tierling e disse: “Tia, você não pode me dizer onde existe uma benzedeira, que possa me ajudar, pois eu preciso de ajuda.” Hedwich Tierling lhe disse: “Jovem você precisa é de uma igreja. Procure um pastor, fale com ele. Deus pode lhe ajudar.”

Este jovem ainda não foi resgatado, mas seus pais foram salvos, não por uma feiticeira, mas pelo amor de Deus.

Naqueles dias a família Mensch era estranha e nada significava para nós. Mas, já imaginaram o que aconteceria entre a igreja, se alguém hoje dissesse que o Narci e a Hilaine estão lá fora sobre um navio encalhado?

Ivo e Sônia Scheitel

Quem sabia onde estava Ivo e sua esposa Sônia há  alguns anos atrás?

Jamais alguém imaginava que ele seria o nosso irmão. Algumas vezes sua esposa chegava ao meu escritório. Chorava amargamente. Tremíamos juntos, pois percebíamos claramente que o “Titanic” da família já estava afundado.

Quando telefonei para o Ivo, perguntando se poderia relatar seu testemunho, eu queria saber também quando foi que sua vida foi resgatada. Ele disse: “Foi no dia 29 de setembro, há dois ou três anos atrás.” E disse mais:  “Pastor, pode contar tudo de minha vida.” Hoje ele é nosso irmão, pois alguém lhe estendeu a mão. Cristo lhe estendeu a mão e a família Scheitel pôde ser resgatada das águas que os arrastavam para o inferno.

Famílias Gruber

Arci Pfeifer trabalhava na casa de Olinda Kurz, irmã de Hulda Gruber. A jovem gostava de cantar e convidou a família para os cultos.

A vovó, Ana Sapka, foi a primeira a ser resgatada por Cristo.

Elizane, a neta de Ana, foi a segunda a aceitar a Cristo. Elizane é hoje a esposa do pastor Günter Müller, converteu-se certa noite no velho fusquinha da Igreja, em frente a casa, quando a levamos para casa, pois ela era muito jovem.

Também o pai, Albino e sua esposa Hulda Gruber  foram resgatados pelo braço forte de Jesus. Naquela época Albino estava prestes a naufragar pela bebida alcoólica.

Os três filhos homens: Nahor, Aleri e Norli, também foram resgatados pelo forte braço do Salvador, como também a filha caçula, Nirvane.

No dia do falecimento de João Pedro o genro, Jair Triches queria ir para o baile. Mas, foi convidado para o culto, pois dizia seu amigo Aleri: “Faleceu meu amigo João Pedro. Ele bebia.” Este curto convite mudou o rumo da vida do jovem. 

Jair não foi para o baile, mas chegou à igreja. Sua vida foi resgatada no domingo, depois do sepultamento do jovem pai, João Pedro Albino.

Uma grande árvore genealógica foi resgatada pelo cântico  alegre de Arci Pfeifer e os constantes convites para os cultos.

 Ismael e Amália Morosov   

Quem sabia que Ismael Morosov estava morrendo lá fora, sendo tragado pelas ondas da cerveja? Se ele hoje é nosso irmão, por que ele não o teria sido naqueles dias? Faltava apenas que ele     fosse resgatado.

Certo dia, conforme seu testemunho dado na igreja, na empresa onde trabalhava, o exame de sangue colocou-o diante da realidade: indicando que seu quadro clínico já era o de um alcoólatra.

Mas, a palavra de Deus atingiu fortemente o coração deste homem.

Durante uma visita em sua casa, numa segunda-feira, ele e sua esposa Amália aceitaram a mão de Jesus que se estendeu para resgatar as suas  almas.

No último estudo bíblico Ismael me disse: “Quem esteve no ponto onde eu cheguei, deve saber que nunca pode tomar um gole. Pois aquele único gole pode fazer o vulcão adormecido entrar novamente em erupção.

A Palavra de Deus, os cultos e uma visita pastoral em sua casa, foi como um braço forte usado por Deus para resgatar a família de Ismael e Amália Morosov.

Nelson e Lurdes Mattes

Nelson Mattes estava sentados na igreja entre as pessoas, mas sua alma estava perdida, como os náufragos do Titanic. O tema da mensagem daquela noite foi: “O ponto de onde ainda é possível retornar”

Tudo começou no dia 18 de julho de 97. Lurdes Mattes,  naqueles dias, uma Sra. desconhecida, pediu ajuda espiritual na secretaria da Igreja.

Ela sentia-se perdida e estava aflita à morte, pois o “Titanic” de sua família estava afundando.

Eu não tive o que fazer, a não ser orar com ela e entregar sua família nas mãos do Senhor Jesus. Para nossa alegria, Deus não salvou somente a sua alma, salvou também o “Titanic,” o seu casamento.

Que alegria foi quando o esposo, Nelson Mattes, naquela noite, sentiu que chegou ao ponto de onde ainda seria possível retornar.

Naquela mesma noite de culto, Deus resgatou também o esposo das águas, antes que a família afundasse, e salvou também suas almas da condenação do inferno.

Por este motivo somos gratos pela “torre de vigília”  que temos em nossa clínica pastoral.  

Sempre temos um pastor de plantão, para atender aos chamados de socorro daqueles que querem salvar suas almas da morte eterna.

Cláudio e Tina Metzner

O resgate deste casal começou na clínica de Estética, de Tina. (As vezes não precisamos sair com barco de salva-vidas para o alto mar.)

Herta Tierling era uma cliente que sempre convidava para os cultos.

Certo dia Cláudio e Tina estavam muito felizes, pois souberam que estavam esperando o nascimento de sua filha Barbara.

Então Herta disse em tom claro e sério: “Antes de nascer esta criança, façam algo concreto com Deus. Permitam que esta criança nasça em uma família de Deus.”

Este foi o toque mais forte. Numa segunda-feira pela manhã, Cláudio e Tina compareceram ao meu escritório, e ali tomaram a forte mão de Jesus que os resgatou da perdição e da morte eterna. O trabalho de resgate foi o testemunho e o constante convite de uma cliente que, ao entrar na clínica, se transformou no mais importante salva-vidas da família Metzner.

Deus nos chama para sermos “pescadores” de almas.

Somos chamados para pescar almas.  Não para fisgar os “peixes” com anzóis e redes de traição. Somos chamados para estender-lhes as mãos.

Somos chamados para tirá-los das correntezas que os levam ao inferno.

Somos chamados para erguê-los para o os braços do Salvador Jesus e a “arca” da salvação, que é a igreja do Senhor.

Vamos fazer a nossa parte. No lugar onde o Senhor nos colocou. Com os dons que Deus nos equipou, para a pescaria de almas.

Vamos lembrar que é um resgate de vidas, que não irão para o fundo do oceano, mas para o fundo do inferno.

Vamos nos dar as mãos e formar uma grande corrente humana, de mãos que se estendem até o mais distante irmão, que ainda está perdido pelo Brasil, na África, na Ásia e em outros continentes.

Unidos cumpriremos nosso dever ou morreremos em pleno trabalho de resgate, mas não seremos covardes, e sim soldados valentes que lutam até o fim!

Não podemos sair sozinhos para socorrer os náufragos

É triste sentir-se sozinho, lutando contra as ondas furiosas que tentam tragar os nossos filhos e irmãos.

Sozinhos, nos ensaios do coral, do conjunto, nos dízimos e nas ofertas, perderemos a luta contra as ondas gigantes que a igreja precisa enfrentar.

Sozinhos no testemunho, no convite, na busca do mais religioso como do mais depravado cidadão, desmaiaremos exaustos da luta.

Sozinhos no cuidado e na proteção do rebanho, ficamos sem condições de defender aqueles que já foram resgatados.

Precisamos de sua participação inteligente.

Precisamos do calor de suas mãos. Precisamos da força de seu braço para socorrer e levar até em casa, aqueles que salvamos das correntezas do mar da vida.

Você vai nos ajudar nesta missão de resgate do seu irmão que ainda está lá fora?

Solicite nossa literatura para seu trabalho de Evangelização, escrevendo ao nosso endereço.  

Você também pode ajudar!

Você ainda está se afogando depois do naufrágio de sua família? Sabe que precisa da mão estendida do Salvador para retirar sua vida da perdição?

Entregue agora a sua alma ao Senhor em uma sincera oração. Clame pelo nome de Jesus. Peça que Ele salve sua vida da eterna condenação.

Diga ao Senhor: “Jesus, salva agora a minha alma. Apaga todos os meus pecados. Eu creio que o Senhor é o meu Salvador. A partir deste momento quero viver em plena comunhão com o Senhor pelo Espírito Santo. E desejo ajudar a salvar a vida de outros que estão se naufragando. Em Tuas mãos, Senhor Jesus, entrego a minha alma. Amém”

Ouça a:

“Hora da Irmandade Cristã”

O programa radiofônico internacional das Organizações Ecos da Liberdade, apresentado pelo Pr Mário Hort

Ondas curtas:

Curitiba – PR  – Rádio Marumbi

Aos domingos – 8,00h às 8,30h Fixa 25 – 31 e 49m  e em AM.

Rádio HCJB – Quito, Equador

Faixa  25 – 11.925 khz –16m-17,490

As terças-feiras, das 21:00 às 21,15h

Angola e Moçambique

Rádio HCJB as quartas-feiras 5,30h-Angola e 6,30 h Moçambique.(h. de Brasília) 

Este livreto foi impresso graças a iniciativa dos “Missionários” que se propuseram a pagar os custos da 1º edição de 3.000 de exemplares.

Os “Missionários” são:

Jacob e Susi Klassen

Gerson e Liane Schneider  

Você deseja participar do próximo grupo de “missionários” para divulgar a mensagem do Evangelho de Cristo? Comunique-nos ainda hoje sua decisão.

Necessitamos de sua participação na divulgação do Evangelho de Cristo por rádio e literatura.

Não podemos salvar os náufragos de mãos vazias. É preciso oferecer material apropriado para as pessoas que querem levar a mensagem de salvação aos que estão naufragando.

A contribuição de outros colocou em suas mãos este livreto gratuitamente.

Ajude você também!

Endereço bancário:

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(Envie-nos o comprovante de depósito)

Solicite este tema em CD ou fita K7 pagando somente o preço de custo do material virgem.

Solicite gratuitamente os livretos para seus trabalhos de evangelização.

Oferecemos os seguintes temas:

“O ponto de onde ainda é possível retornar”

“Que é o homem para que Deus lembre-se dele?”

“O Senhor vai bater a sua porta”

“O que acontece quando Deus entra em campo”

“Você também é responsável”

“A melhor notícia de todos os tempos”

Organizações Ecos da Liberdade

C. P. 100

85 960 000 M. C. Rondon, PR – Brasil

Telefone – FAX 045 254 14 83

E-Mails: hort@rondonet.com.br

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