Como Jesus tratou as Mulheres

Ainda não vimos mulheres trabalhando com britadeiras, mas as mulheres agora são motoristas de caminhão, atendentes de postos de gasolina e policiais. E algumas pessoas têm feito grandes discussões e reconsideração sobre o papel das mulheres na igreja. Se o direito das mulheres tem mérito em outras áreas, por que não temos mulheres no pastorado ou ancianato da igreja?

Para aqueles que levantam tais questões e, quem sabe, também para os outros, o assunto de como Jesus tratava as mulheres é muito interessante. Isso deveria ser do interesse de pelo menos 50% dos leitores – embora eu não tenha certeza de qual dos 50%.

Em anos recentes, mais de um autor têm descrito Jesus como um defensor das mulheres. É isso verdade, de acordo com o relato dos quatro Evangelhos? Se Ele era, realmente, um defensor das mulheres, em que sentido e como Ele atuava como tal?

Se considerarmos os aspectos culturais e sociais dos dias de Cristo, notaremos que os líderes da igreja – os rabinos – eram qualquer coisa, menos defensores dos direitos das mulheres. De fato, uma oração originada da literatura dos rabinos, que pode ter sido usada inclusive naquela época, diz alguma coisa assim:

“Bendito és Tu, ó Senhor nosso Deus, Rei do Universo, que não me fizeste um gentio. Bendito és Tu, ó Senhor nosso Deus, Rei do Universo, que não me fizeste um escravo. Bendito és Tu, ó Senhor nosso Deus, Rei do Universo, que não me fizeste uma mulher.”

A oração mudou em anos recentes – alterada um pouquinho – mas esse era o tipo de coisas que eles diziam e pensavam nos dias de Cristo. Uma outra expressão na literatura rabínica diz: “Feliz é aquele cujos filhos são homens, infeliz ou desgraçado é aquele cujos filhos são mulheres.”

Agora, por favor – essas não são minhas palavras ! Estou apenas tentando dar uma pequena noção dos dias de Cristo. Certamente, não era comum naqueles dias ser defensor dos direitos femininos.

Em primeiro lugar vamos considerar brevemente os ensinos de Jesus. Ele Se referia freqüentemente a mulheres em suas histórias e parábolas. Nós todos conhecemos bem a parábola da mulher que colocou fermento na massa do pão – uma história explicando o reino do Céu. Nós temos ouvido as parábolas da ovelha perdida, o filho perdido e a moeda perdida – uma moeda perdida por uma mulher e talvez parte de seu dote. Temos ouvido sobre as dez virgens em uma parábola que tem significado até o final dos tempos.

Jesus contou a história de uma pobre e persistente viúva, ilustrando a importância da persistência na oração. Jesus falou da mulher de Ló em uma ilustração, bem como a rainha de Sabá. E nós já notamos alguns detalhes de como Ele elogiou a viúva no templo que deu suas duas moedas.

Em S. Mateus 21, após a história dos dois filhos – apenas um dos quais realmente obedecia a seu pai – Jesus disse que até mesmo as prostitutas entrariam no reino do Céu antes dos líderes religiosos de Seus dias. Exatamente em Seu primeiro sermão em Nazaré, Ele fez referência à viúva de Sarepta nos dias de Elias. Quando falou aos Seus discípulos sobre a segunda vinda, Ele falou sobre duas mulheres trabalhando num moinho. Jesus falava freqüentemente de mulheres e Se referia a elas ao ilustrar Seus ensinos.

Agora, consideremos uns poucos exemplos no real relacionamento de Jesus com as mulheres. Um escritor analisou isso desta maneira:

“Em Seu relacionamento com as mulheres, a conduta de Jesus era tão marcante que somente se pode chamar isso de admirável. Ele tratava as mulheres como totalmente humanas, iguais aos homens em todos os aspectos. Nenhuma palavra de depreciação sobre as mulheres jamais se encontrou em seus lábios. Como o Salvador que Se identificava com os oprimidos e os deserdados, ele falava às mulheres e sobre as mulheres com completa liberdade e afabilidade.”

Ao considerarmos o relacionamento de Jesus com as mulheres, vamos em primeiro lugar observar Seu relacionamento com Sua própria mãe.

Quando estava com doze anos de idade, na ocasião de sua primeira viagem ao acampamento em Jerusalém, Ele ficou separado de Seus pais, e eles continuaram pelo caminho, não percebendo que Ele não estava com eles. Quando finalmente O encontraram outra vez, após O procurarem por três dias, eles O censuravam, e mesmo tendo doze anos, Ele disse: “Por que procuram por Mim? Vocês não sabem que Eu devo estar envolvido com os negócios, de Meu Pai?” Veja S. Lucas 2.

À primeira vista você pode ter a idéia de que Ele estava sendo insolente, talvez. Mas não. Porque o evangelho relata que Ele voltou com eles e lhes foi submisso pelos próximos 18 anos. Mas a nítida implicação aqui é que Jesus estava – talvez pela primeira vez – percebendo uma tensão e um conflito entre a lealdade familiar e a lealdade a Seu Pai no Céu.

A segunda referência ao relacionamento de Jesus com Sua mãe aparece na hist6ria do casamento em Caná. Eles precisavam de mais suco de uva, como você se lembra. A mãe de Jesus veio a Ele e contou-Lhe da necessidade deles e Jesus respondeu: “Mulher, que tenho Eu contigo?” Veja S. João 2.

Muitas pessoas têm pensado que isso foi um pouco rude. Mas um estudo das formas de comunicação verbal daqueles dias revelará que isso não era rude. Na verdade, isso poderia até mesmo ter sido uma resposta respeitosa. Entretanto, ainda há a sugestão de que, enquanto Jesus tinha respeito pela mãe, Ele tinha que observar cuidadosamente o equilíbrio entre isso e a obra que Seu Pai O havia enviado para fazer.

A terceira referência ocorre em Cafarnaum, onde a mãe e os irmãos de Jesus tentaram vê-Lo, mas não puderam – a multidão era muito grande. Em vez de interromper Seus ensinos, Ele disse: “Quem faz a vontade de Deus é irmão, irmã ou mãe. ” Outra vez Ele enfatiza que o serviço de Deus não pode tomar o segundo lugar – até mesmo quanto ao relacionamento familiar. E Sua própria mãe, bendita que era entre as mulheres, não poderia entrar no reino do Céu simplesmente porque era Sua mãe. Ela precisaria ter seu próprio relacionamento com Deus.

A quarta referência ao relacionamento de Jesus com Sua mãe, ocorre na cruz, quando Ele olhou para baixo e a viu ali com João – João, aquele que estava sempre ali. E Ele disse: “Mulher, eis aí, o teu filho!” e para João: ”Eis aí tua mãe.” S. João 19:26 e 27. Assim Ele revelou uma terna consideração por Sua mãe até o fim.

Agora, uma outra área do relacionamento de Jesus com as mulheres, tinha que ver com as mulheres que eram Suas seguidoras.

“Aconteceu depois disto que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus, e os doze iam com Ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Suzana e muitas outras, as quais Lhe prestavam assistência com os seus bens. ” S. Lucas 8:1-3.

Os seguidores de Jesus consistiam em 12 apóstolos e um grupo de mulheres da Galiléia. Por que elas O seguiam? Vieram por convite? Jesus disse uma vez aos Seus apóstolos: “Não fostes vós que Me escolhestes a Mim; pelo contrário, Eu vos escolhi a vós outros.” S. João 15:16. Isso bem poderia indicar que Jesus também tivesse escolhido essas mulheres.

O que elas faziam? Elas O acompanhavam. E você pode bem especular o problema que isso pode ter criado, quando eles vinham a uma cidade procurando alojamento. Elas O mantinham. Há evidência de que algumas dessas mulheres eram ricas. Elas O acompanharam até o próprio fim; quando os doze discípulos fugiram, tentando salvar a própria vida, as mulheres permaneceram ali. Elas foram as primeiras a receber a mensagem da ressurreição.

Um outro exemplo do relacionamento de Jesus com as mulheres é Sua amizade com Maria e Marta. Você conhece a história. Ela se encontra em S. Lucas 10. Aí diz que Maria assentou-se aos pés de Jesus. O que isso significa? Nos dias de Cristo, eram os estudantes que se assentavam aos pés dos professores. Na verdade, Marta chamou a Jesus “o Mestre” em S. João 11, quando ela falou a Maria dizendo: “O Mestre está aqui. ” Não se ouvia nos dias de Cristo que um rabino ensinasse uma mulher. Na verdade os rabinos diziam que era melhor ensinar um samaritano do que uma mulher, e você sabe como eles se sentiam em relação aos samaritanos!

Entretanto Maria se assentou aos pés de Jesus, e dos lábios de sua irmã Marta veio uma das maiores afirmações sobre Jesus e quem Ele era. Isso foi quando Lázaro faleceu, e Jesus tinha justamente chegado a Betânia. “Eu creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo.” Veja S. João 11.:27. Como poderia você pedir uma fé maior do que esta?

Uma outra situação ilustra o relacionamento de Jesus com as mulheres, ocorrida quando Ele foi ungido. Todos os quatro evangelhos relatam que isso aconteceu no banquete na casa de Simão. O que ocorreu ali teria sido horrível para todos os judeus daqueles dias – Jesus permitiu que uma mulher O tocasse. Ele permitiu que uma mulher cujo cabelo estava solto O tocasse. (Naqueles dias, soltar o cabelo era alguma coisa que apenas as mulheres da rua faziam.) Não apenas isso, mas Jesus disse, relatando isso para todas as gerações, que ela havia feito uma bela coisa.

Então você tem Jesus e a mulher samaritana. Nos dias de Cristo, eles tinham uma regra que dizia: “Um homem não ficará sozinho com uma mulher em um cômodo nem mesmo com sua irmã ou sua filha, por causa do que os homens possam pensar. Um homem não falará com uma mulher na rua, nem mesmo com sua própria esposa, e especialmente com qualquer outra mulher, por causa do que os homens possam pensar.” Você fica questionando sobre que tipo de homens existiam naqueles dias! Mas Jesus falou com a mulher junto ao poço, sem constrangimento, quebrando o costume de todos os judeus.

A experiência de Jesus e a mulher adúltera que foi arrastada até Ele, também é relatada. Ele ergueu-Se por ela, na presença daqueles que estavam desejosos de condená-la. O quê! as experiências de Jesus em relação às mulheres, parecem não ter fim!

O que dizer de Jesus curando mulheres? Ele curou a sogra de Pedro – e no sábado. Ele transgrediu duas regras ao mesmo tempo, pois não somente a curou num dia de sábado, mas Ele a tocou – segurou-lhe a mão.

Um outro episódio está relatado em S. Lucas 13:10-17 – a mulher que havia sido afligida por 18 anos. Outra vez, Ele a curou no dia de sábado e Jesus colocou as mãos sobre ela publicamente um absoluto não-não entre o povo judeu.

Também está relatada a história do filho da viúva da vila de Naim, que foi ressuscitado. Jesus interrompeu o funeral e trouxe alegria a um coração cheio de dor. Quando a filha de Jairo foi ressuscitada Jesus outra vez quebrou todos os costumes judaicos, tocando a garota que estava morta e trazendo-a de volta à vida. Em Seu caminho para aquele compromisso, uma mulher na multidão esforçou-se para tocar a orla de Sua túnica. Jesus parou e perguntou: “Quem Me tocou?” Ele chamou essa mulher de seu lugar escondido e apresentou como uma mulher digna de cura. Ele reconheceu sua fé e determinação. Ele tratou-a como uma pessoa em seu próprio direito.

Uma última experiência de Jesus e Seu relacionamento com as mulheres aconteceu no caminho do Calvário. As mulheres estavam chorando. Elas talvez não houvessem tido muito contato com Jesus antes, mas seu coração foi tocado com Seu sofrimento. Nós deveríamos ter mais homens como essas mulheres! Homens como Simão, o Cireneu, que não pôde ficar quieto quando viu um Homem sofrendo sob uma cruz. Mas as mulheres choraram e Jesus as percebeu.

Nenhuma ocorrência é relatada nos evangelhos de alguma mulher ter sido alguma vez hostil para com Jesus. Jesus associava-Se livremente com homens e mulheres e apresentava Sua mensagem para ambos. As mulheres eram tratadas como iguais em todos os aspectos. Ele escolheu mulheres, bem como homens, para ser Seus amigos especiais. Ele aceitava graciosamente sua afeição e honrava isso como algo belo. Ele nunca hesitou em ministrar às mulheres. Ele demonstrou que é possível associar-se com as mulheres em um elevado plano espiritual. Assim, por Sua própria aceitação delas, Ele pode verdadeiramente ser descrito como um defensor das mulheres.

Morris Venden.

Como Jesus Tratou os Gentios

 

Um médico judeu em Los Angeles estava na equipe de um hospital pertencente a uma denominação protestante. Uma vez ele contou de suas experiências, sendo um “de fora” e se tornando um “de dentro”. Ele disse que estava quase pronto a graduar-se em sua especialidade em Medicina, e uma parte do exame final era ir ao quarto de uma paciente que ele nunca vira antes e sair em minutos com um diagnóstico. Os pacientes haviam sido bem orientados a não revelarem suas doenças.

Assim, esse médico judeu foi ao quarto designado e ali havia uma mulher na cama. Ele pensou que poderia muito bem arriscar-se. Assim, ele disse:

– O que você tem?

– Você é o médico, descubra – disse ela.

Assim, ele começou seu exame. Após alguns momentos, ele pediu a ela que se virasse de bruços, e ela virou alguns centímetros.

– Desculpe-me, eu gostaria que a senhora virasse de bruços – disse ele. E ela virou mais um pouquinho. Nesse momento ele expressou algumas palavras em hebraico, não imaginando que sua paciente também fosse judia. Ela olhou para ele e perguntou:

– Você é judeu?

– Sim – disse ele.

– Eu tenho diabetes! – disse ela.

E ele me disse que nunca tinha se sentido tão “por dentro” em sua vida!

Se você está falando sobre prática médica, sobre a igreja, ou sobre o mundo em geral, é possível ser um “de dentro” – ou um “de fora”. Na verdade, se exercitássemos a nossa mente um pouquinho, provavelmente veríamos que é possível ser um “de dentro”, mesmo que você esteja por fora, ou ser um de fora quando você está por dentro! Com isso em mente, é intrigante notarmos como Jesus tratava “os de fora” em Seus dias, para descobrirmos quem realmente são os “de dentro”.

“E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte.

“Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-Lhe que viesse curar o seu servo.

“Estes, chegando-se a Jesus, com instância Lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga.

“Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-Lhe amigos para Lhe dizer: Senhor, não Te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa.

“Por isso eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo: porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado.

“Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz; “Ouvidas estas palavras, admirou-Se Jesus dele e, voltando-Se para o povo que O acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta.

“E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo.” S. Lucas 7:2-10.

Jesus admirou-Se diante da fé desse centurião Os evangelhos mencionam duas ocasiões específicas em que Jesus Se admirou – ou maravilhou-Se – e por razões opostas. Aqui Ele maravilhou-Se diante da fé de um “de fora”. No outro caso, Ele admirou-Se pela falta de fé dos “de dentro” – as pessoas religiosas de Seus dias.

Suponho que você já tenha ouvido sobre as dez maravilhas do mundo. A última vez que eu conferi havia cerca de 280 delas! Mas vamos considerar sete maravilhas desta história, sete coisas que nós poderíamos admirar ou das quais nos maravilharmos, ao considerar esta experiência.

A primeira se refere ao centurião que enviou palavras a Jesus sobre seu servo que estava doente. Não é admirável que um gentio – considerado um cão pelas pessoas religiosas daqueles dias tivesse até mesmo a coragem de fazer o que ele fez? Os gentios eram “de fora”. Eles não eram nem mesmo considerados como dignos do cuidado, da bênção, ou de salvação de Deus. Assim, ele deve ter possuído um grau de fé verdadeiramente maravilhoso até mesmo para tentar violar o sistema judaico.

Não apenas era ele um gentio; ele era um romano. Os romanos no tempo de Cristo eram o tipo de pessoa que pararia você na rua se estivesse frio e insistiria que você lhe entregasse seu casaco. Se um romano tivesse uma pesada bagagem para carregar, ele forçaria algum judeu a carregá-la para ele. Os soldados romanos não eram conhecidos por sua bondade, cortesia, ou virtudes. E esse homem não apenas era um soldado romano, ele era um centurião, chefe responsável por uma centena de homens do exército romano. Que difícil candidato para ser alguém de grande fé.

A segunda coisa da qual podemos nos admirar nesta história é o fato de que esse centurião era um cristão. Evidentemente sua fé veio de uma experiência pessoal com Deus e ele sabia alguma coisa sobre Deus mesmo antes de ter-se encontrado com Jesus. Na verdade, ele sabia o suficiente sobre Deus para reconhecer Jesus como Deus. Até mesmo judeus daqueles dias não fizeram isso. Eles estavam tão ocupados sendo bons externamente, que não tinham tempo algum para saber quem era aquele Galileu. Mas o centurião sabia.

Ele disse: “Eu tenho autoridade.” E continuou a descrever os limites da autoridade que tinha. Mas ele se viu apenas como um reflexo na presença dAquele que tinha todo o poder no Céu e na Terra. Ele reconheceu em Jesus Aquele que tinha autoridade; sua fé aceitou Jesus como Alguém enviado de Deus. Aparentemente, ele não tinha dúvidas sobre isso, e todas as pessoas religiosas de seus dias podiam ter-se unido a ele, se assim tivessem escolhido.

A terceira coisa que eu gostaria de convidar você para surpreender-se, com relação a esse centurião, é que ele não pediu sinais. As pessoas naqueles dias estavam sempre pedindo sinais. “Mostra-nos um sinal, e então nós creremos.” Jesus contou-lhes uma vez: ”Vocês não creriam mesmo que um fosse ressuscitado.”

Mais tarde Ele provou Sua declaração, ressuscitando Lázaro da morte, e não apenas não creram, mas planejaram matar tanto Jesus como Lázaro – aquele que Ele havia ressuscitado da morte. O sinal não fez diferença.

Aos nobres judeus, que vieram a Jesus, Ele disse: “Se porventura não virdes sinais e prodígios, de modo nenhum crereis.” S. João 4:48. Quão fácil é basearmos nossa fé em Deus no fato de recebermos ou não as respostas pelas quais pedimos. Jesus viu no coração do nobre judeu uma fé condicional que não creria a menos que sinais e prodígios fossem produzidos. Mas isso não ocorria com o centurião romano. Ele aceitou Jesus pelo que Ele era antes dos sinais e prodígios.

Uma quarta razão por que deveríamos nos maravilhar com essa história é por causa da condição do servo. Ele era um homem mortal. O pedido do centurião era mais do que pedir que Jesus curasse um resfriado comum. Esse homem estava com um grave problema. Ele estava em seu leito de morte. Ainda assim o centurião estava desejando pedir algo que parecia o impossível. Ele cria que o Criador do Universo podia falar uma palavra e seu servo seria curado.

Está você disposto a pedir a Deus alguma grande coisa? Ou você tem medo de que se pedir alguma coisa grande isso não aconteça? Você tem apenas suficiente fé para trazer a Deus pequenos pedidos? Ou você, como esse centurião, traz a Deus os pedidos impossíveis?

Uma quinta coisa com a qual devemos nos maravilhar é o fato de que a fé desse centurião foi tão grande a ponto de dizer a Jesus que apenas proferisse a palavra. Imagine ir a um médico hoje em favor de um ente querido com sério problema de saúde. Você preferiria que ele examinasse seu ente querido pessoalmente, ou você estaria disposto a dizer: “Apenas fale uma palavra, conte-nos qual o remédio que curará a doença e isso será suficiente”?

A esse homem foi dada a escolha de ter o Grande Médico, fazendo uma consulta domiciliar ou não. E ele recusou-a dizendo: “Isso não será necessário. Apenas fale uma palavra. ” Isso requer muita fé, não é?

Exatamente aqui podemos ver a lição espiritual nessa história. Ao olharmos para a cura física, não percamos a mais profunda lição. Todos nós sabemos que não são todas as pessoas que oram e pedem uma cura física que são curadas de seus problemas hoje. Até mesmo os mais fervorosos sofrem e morrem neste mundo de pecados.

Mas isto é um princípio universal e permanente, que Deus é responsável pelo perdão do pecado, e não há outra condição, exceto irmos a Ele e pedirmos. Em Sua sabedoria, Deus tem um plano que não inclui curar cada um de seus males físicos. Do contrário, Ele teria há muito tempo atrás desenvolvido um mundo cheio de “uma linhagem cristã” – pessoas que serviriam a Ele apenas por aquilo que pudessem receber dEle. Deus quer um povo que seja fiel até a morte, para testemunhar diante do Universo que eles ainda O amarão, confiarão nEle, não importa o que aconteça.

Mas, quando se trata do perdão dos pecados, Ele perdoa todos os nossos pecados, e ainda faz mais. Ele cura todas as nossas doenças espirituais também. Nós vamos ao Grande Médico para receber mais do que perdão. Vamos a Ele para ficarmos bem. E é Seu plano que nós nos levantemos para caminhar em novidade de vida. Vitória, obediência e sucesso, não meramente perdão – estão disponíveis a cada um que vem a Ele.

É Seu desejo para cada um de nós que não apenas encontremos perdão para nossos pecados quando os confessamos a Ele, mas que também sejamos lavados de toda injustiça. Esta é a Sua palavra e, à medida que aceitamos Sua palavra pela fé, encontramos seu cumprimento na mesma hora.

Uma sexta razão para nos maravilharmos com o centurião é por causa de sua humildade. Os líderes judeus que vieram com seu pedido disseram a Jesus: ele é digno. Ele é digno. Se você está procurando alguém que seja digno, a quem você quer dar seus bons presentes, temos alguém para você. Ele construiu para nós uma sinagoga. Ele merece uma bênção extra por isso.

O centurião, entretanto, enviou o recado: “Eu não sou digno. Eu não sou digno nem mesmo que venhas sob meu telhado. Manda com uma palavra apenas e meu servo será curado.”

Há uma grande diferença entre ser digno de receber alguma coisa e ser digno. Nós freqüentemente sentimos que não somos dignos de nada. Este é um dos grandes problemas do mundo de hoje. Muitas pessoas se sentem indignas. Jesus na cruz provou que nós merecemos todas as coisas. Mas isto não nos faz dignos por nossos próprios méritos.

Quando o centurião disse: “Não sou digno”, ele estava dando a evidência da fé genuína. Fé genuína é confiar em outro, e quando nós confiamos em outro, admitimos que necessitamos de outro. Admitir que necessitamos de Jesus dia a dia é uma experiência de humildade. Mas apenas a pessoa que se curva o suficiente aos pés da cruz é quem pode experimentar as bênçãos da cruz.

Eu gostaria de me unir ao centurião hoje e dizer: ”Senhor, eu não sou digno do menor dos Seus favores, mas Jesus deixou o Céu por mim.” E Jesus provou que nós somos merecedores do Universo todo desde que seja através dEle.

A sétima razão para nos maravilharmos com o centurião, hoje, é que embora ele fosse um “de fora” – um gentio aos olhos dos líderes judeus – ele havia sido transformado por Deus para ter real cuidado por seu servo, por alguém mais. Ele disse: “Por favor o Senhor poderia vir e curá-lo porque ele é muito estimado por mim.” Pode você ouvir um oficial do exército dizer isto?

Você tem alguém que lhe é caro? Você pode ir a Jesus, hoje e dizer: “Por favor, o Senhor pode fazer alguma coisa por essa pessoa? Ele é estimado por mim – ela é estimada por mim.” É isto que faz alguém realmente “de dentro”, membro da comunidade cristã – quando você tem a compaixão e o espírito de Jesus e está mais preocupado com as pessoas do que com qualquer outra coisa.

Pode você ver em sua imaginação a conclusão dessa história? Quando Jesus ouviu sobre o servo do centurião, Ele disse sem hesitação: “Eu irei e o curarei.”

Séculos já passaram e estamos vivendo às portas da eternidade. Posso ver Jesus hoje – Jesus que está à destra do Pai, Jesus que tem todo o poder no Céu e na Terra. Ele olha para o mundo em problemas, um mundo cheio de dor, morte e lágrimas. E posso ouvi-Lo dizer outra vez: “Eu irei. Eu irei e os curarei.”

Chegará um dia, muito em breve, quando Ele virá e curará todos os Seus servos que são estimados por Ele. A controvérsia estará terminada. A questão do amor e justiça de Deus será para sempre reivindicada. E Jesus fará o que Ele tem desejado fazer desde o início. Ele curará todos nós – todos nós que temos aceitado Seu amor. O próprio Deus virá para habitar conosco e enxugará todas as lágrimas.

Que belo quadro! Que bela esperança! Que belo amor Deus tem por nós!

Morris Venden

Como Jesus tratou os Publicanos e os Coletores de Impostos

 

Em S. Lucas 19 encontra-se a história de Zaqueu, que era um homem pequeno – sim, ele era um homem pequeno. Sua história é intrigante. Tem todo o drama da vida real. Tem um lado cômico. E tem um convite profundamente espiritual para um verdadeiro seguidor de Deus.

“Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade.

“Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos, e rico, procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura.

“Então correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-Lo, porque por ali havia de passar.

“Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa.

“Ele desceu a toda a pressa e O recebeu com alegria.

“Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que Ele se hospedara com homem pecador.

“Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.

“Então Jesus lhe disse: Hoje houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão.

“Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido.” S. Lucas 19:1-10.

Jericó era uma cidade interessante. Ela tem captado a imaginação de muitos meninos e meninas como o local da batalha de Jericó no tempo de Josué, quando os muros caíram. A maldição sobre Jericó naquele tempo resultou em que a velha cidade nunca chegou a ser reconstruída. Porém mais tarde uma outra cidade foi construída, uma cidade moderna, que foi o lar de Zaqueu nos dias de Jesus.

Jericó era uma bela cidade, mas era conhecida por seus publicanos e coletores de impostos. Ali, um judeu podia tomar-se um traidor de seu próprio povo, entregar-se aos romanos e então viver uma boa vida. Ali, um homem podia tornar-se rico, porque recebia uma porcentagem de sua arrecadação. E se sua arrecadação fosse grande, assim seria sua comissão. Zaqueu era não apenas um publicano, ele era chefe entre os publicanos. Ele era o diretor do Serviço de Renda Interna, uma espécie de Secretário da Fazenda para a área de Jericó.

Mas ele era pequeno. A despeito de sua pequena estatura, ele havia alcançado a posição em que podia caminhar pelas ruas da cidade de Jericó e fazer as pessoas tremerem por causa de seu poder e seu trabalho e autoridade. Ele dificilmente pareceria um pequeno candidato para o reino dos Céus, pelo menos em nosso padrão. Mas ele tinha ouvido falar de Jesus. O Espírito Santo já estava operando em seu coração, e Zaqueu queria desesperadamente ver a Jesus.

O relato diz que ele queria ver quem Ele era – quem Ele era. Isso não diz que ele queria ver o que Ele fazia ou ouvir o que Ele dizia. Ele queria ver quem. Ele era. Ele queria ir ao âmago da questão. É uma coisa saber algo sobre o que Jesus fazia e o que Ele dizia. E outra coisa saber quem Ele era. A verdade é que muito do que Jesus disse já tinha sido dito na literatura rabínica. E houve milagres nos dias de Elias e Eliseu e os outros profetas. Natanael e Filipe, dois dos discípulos de Jesus, tinham considerado Jesus como algo mais do que o filho de José de Nazaré. Ele era o Filho do Deus do Céu. E isso fez toda a diferença no mundo.

Isso ainda faz hoje, não é? Abraão Lincoln fez muitas coisas boas. Nós podemos aprender muito dos dizeres de Confúcio ou outros homens sábios. Líderes religiosos de todos os tempos têm falado sobre Deus. Mas o que deu tal força às palavras e ações de Jesus era quem Ele era. Zaqueu, por pequeno que fosse, parecia compreender isso, e queria ver por si mesmo quem Jesus era.

Mas ele não podia ver Jesus por causa da multidão. Isso acontecia freqüentemente nós dias de Cristo. Em S. Marcos, no segundo capítulo, notamos a história do paralítico que queria ser curado e ter seus pecados perdoados. Ele não podia ir até Jesus por causa da multidão – por causa da enorme multidão. E eles finalmente tiveram que fazer um furo no telhado para deixar que descesse à presença de Jesus. No capítulo 5 de S. Marcos está a história da mulher enferma que queria apenas tocar a orla de Sua veste, mas quase perdeu até isso, por causa da enorme multidão de pessoas. No capítulo 8 de S. Lucas, até mesmo a própria mãe e irmãos de Jesus estiveram ansiosos por vê-Lo, mas não puderam chegar por causa da multidão.

Isso ainda pode acontecer hoje, não pode? E possível estarmos tão ocupados, estarmos tão pressionados em vários aspectos com as necessidades de outras pessoas, até mesmo em fazer a obra do Senhor, que esquecemos o Senhor da obra. E possível até mesmo na igreja não vermos o Senhor por causa da multidão.

E assim você vê esse homem, Zaqueu, que normalmente caminhava com grande dignidade pelas ruas de Jericó, subitamente correndo em desespero até a árvore mais próxima. Obviamente, na busca por Deus ele tinha se esquecido de si mesmo em grande medida. Sua necessidade era tão grande que, buscando auxílio, ele perdeu sua inibição usual.

Isso tem acontecido freqüentemente. Eu me lembro de ter ouvido sobre um terremoto na Califórnia vários anos atrás. Durante a ocorrência do terremoto um homem estava tentando confortar seus desesperados vizinhos. Ele estava na cerca em frente da casa, dizendo às mulheres e crianças que não deveriam gritar assim – tudo ia ficar bem.

Então ele descobriu que tudo que tinha em si era um par de sapatos. Ele correu de volta à sua casa e viu que a porta da frente ainda estava fechada por dentro – e havia um furo na parede por onde havia saído. Ele havia esquecido toda sua inibição quando a vida estava em risco.

Zaqueu tinha uma motivação suprema. Jesus estava vindo à cidade. Ele tinha que ver Jesus. Tinha que ver quem Ele era. Se essa fosse a menor chance de que pudesse encontrar a solução para as noites de insônia, a culpa e o remorso, de jeito nenhum perderia essa chance. Assim, ele acaba no topo de uma árvore olhando para o lugar por onde Jesus passaria.

Quando Jesus parou debaixo da árvore, olhou para cima e deu a Zaqueu a surpresa de sua vida. Ele não apenas o viu lá em cima nos galhos, mas o chamou pelo nome: “Zaqueu, desce depressa.” Verso 5.

Agora essa poderia ter sido uma situação embaraçosa. Conheço um pouco sobre isso por experiência pessoal. Quando estávamos morando em Grand Junction, Colorado, vários anos atrás, aconteceu um rodeio na cidade. Nosso menino – com dez ou doze anos de idade naquela época – ficou eufórico. Ele queria ver o rodeio.

Em Grand Junction, Colorado, o rodeio é um tipo de festa com venda de bolos e lanches – sabe, o maior acontecimento de uma cidade pequena no ano. Todos estavam indo ao rodeio, inclusive muitos dos meus membros de igreja. Entretanto, eu não tinha certeza de que todos os meus membros de igreja gostariam que o pastor deles fosse. Mas o meu garoto queria ir ao rodeio. Assim, finalmente decidimos ir juntos ao local do rodeio e subir numa das árvores próximas à cerca e assistirmos dali.

Eu não esperava ver outros membros da igreja lá nas árvores! Mas para minha surpresa, tão logo estávamos instalados, onde poderíamos ter uma visão do rodeio, alguns jovens na árvore próxima nos reconheceram e disseram: “O quê! Pastor Venden!”

Eu havia perdido a inibição em meu interesse pelo meu filho e seu desejo de ver o rodeio. Mas subitamente tive minha inibição de volta outra vez e achei isso muito embaraçoso.

Zaqueu estava tão envolvido em ver Jesus e quem Ele era que, aparentemente, ele nem mesmo se sentiu envergonhado em ser descoberto ali com a rua superlotada. Apesar da multidão estar olhando, a Bíblia diz que ele respondeu alegremente, apressou-se e desceu. A grande oportunidade de sua vida havia chegado.

Ele desceu com toda pressa. Isaías disse no capítulo 57, verso 15: “Eu habito com o contrito e abatido de espírito.” Jesus disse: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos Céus.” S. Mateus 5:3.

Zaqueu estava em cima de uma árvore por mais de uma razão. Ele estava lá não apenas fisicamente, mas espiritualmente. E Jesus convidou-o a descer e prostrar-se aos pés da cruz, reconhecendo sua grande necessidade.

Zaqueu desceu. A árvore não lhe pertencia. Ela pertencia a uma outra Pessoa, e Ele foi pregado na árvore não muito depois.

Zaqueu recebeu Jesus alegremente. E quando isso aconteceu, a multidão começou a murmurar e reclamar. Eles disseram que Jesus tinha ido para ser companheiro de um homem que era pecador. Por que Ele tinha que escolher esse miserável como companheiro de refeição? Não havia ali pessoas respeitáveis e influentes na cidade de Jericó para a casa de quem Jesus poderia ter ido?

A multidão reclamou sobre a mesma coisa outra vez, quando disseram: “Este recebe pecadores e come com eles. ” S. Lucas 15:2. Mas isto é uma boa nova. Isto é o evangelho em uma frase. Se não fosse pelo fato de que Jesus recebe pecadores e come com eles, não haveria esperança para você ou para mim hoje. Não está você alegre que Ele esteja desejoso em ser companheiro de pessoas pecadoras?

Bem aqui vem uma estranha alteração na história – algo que tem freqüentemente incomodado alguns de nós. Zaqueu evidentemente começou a bater seus próprios tambores morais. Ele “se levantou e disse: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais”. S. Lucas 19:8. O que estava ele fazendo? Bem, alguém poderia dizer que ele estava tentando ganhar sua salvação. Mas note a resposta de Jesus. Jesus disse: “Hoje houve salvação nesta casa.” Verso 9.

Zaqueu não teve que esperar até que ele houvesse coberto seus rastros e dado 50%, e restaurado 400%. Não, salvação não estava nisso. Salvação veio no dia em que ele recebeu Jesus em sua casa e no coração. Só quando Cristo é recebido como um Salvador pessoal é que a salvação vem à alma.

E o desejo da parte de Zaqueu em restaurar e dar àqueles em necessidade era uma indicação de que ele já havia aceitado essa salvação – isso não era um passo para receber salvação. Há alguma diferença ai? Isso era o resultado da salvação, não a causa. Naquele dia – o dia em que Zaqueu aceitou Jesus – a salvação veio a sua casa.

Mas o que dizer sobre o próximo dia? Há uma outra frase-chave nessa história. Jesus disse: ”Hoje Eu devo habitar em tua casa.” Veja o verso 5. Uma vez que você tenha aceitado a salvação, uma vez que você desça de seus galhos, uma vez que você deixe que Jesus seja Aquele a ser levantado, você ainda deve ouvir outra vez, cada dia aquelas palavras familiares: Desce depressa hoje – desce depressa amanhã – desce depressa cada dia, descendo e deixando Jesus habitar em sua casa.

Não é suficiente aceitá-Lo apenas uma vez. Não importa quão grande seja a sua necessidade. Jesus quer habitar conosco – permanecer conosco. Em Apocalipse 3:20 Ele diz: “Eis que estou à porta, e bato: se alguém ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo.” Jesus está ainda dizendo: Hoje Eu quero habitar em sua casa, em seu coração, em sua vida.

Morris Venden.

Como Jesus tratou os Pobres

 

 Um de meus amigos e seu filho estavam dirigindo ao longo de uma quente rodovia na Califórnia, vários anos atrás, e passaram por uma sorveteria. Meu amigo decidiu que seu menino de dez anos poderia querer um sorvete. Assim, ele parou o carro, deu ao menino dez moedas que correspondiam ao valor do sorvete. E disse-lhe que corresse e comprasse o sorvete.

Em poucos momentos o menino voltou da sorveteria quase chorando, ele ainda tinha as moedas, e contou ao seu pai que o homem da sorveteria não lhe venderia o sorvete. Então, o pai desceu do carro, foi até o homem e perguntou-lhe: “Qual é o problema aqui? Por que você não vende um sorvete para meu filho?”

O proprietário da banca de sorvete disse: ”Nós não vendemos sorvetes de ‘nove’ moedas. Seu garoto queria um sorvete de nove moedas.”

Então ocorreu à mente de meu amigo pastor o fato de que seu garoto de dez anos já havia dedicado seu dízimo das moedas ao Senhor, entre o carro e a sorveteria. Assim, ele se tranqüilizou. Explicou ao proprietário da sorveteria o que havia acontecido e pediu desculpas pelo mal-entendido.

O homem disse: “É isso que você faz com suas moedinhas? Você dá ao Senhor?” “Bem”, disse ele, “vou dizer-lhe o que você vai fazer, filho. Dê todas as suas moedas ao Senhor e eu lhe darei um sorvete. ” Ele serviu uma bola, duas bolas, três bolas – até que o copinho ficou superlotado – e deu ao menino. Outra vez a promessa cumpriu-se de que Deus abriria as janelas do Céu e derramaria bênçãos. Deus Se alegra em honrar aqueles que O honram.

Em S. Marcos 12 há uma história de como Jesus tratava os pobres – aqueles que tinham muito pouco, mas preferiam pôr a Deus em primeiro lugar em suas dádivas. A história começa no verso 41: “Assentado diante do gazofilácio, observava Jesus como o povo lançava ali o dinheiro.”

Você pode se lembrar de que nos dias de Cristo, aparentemente, a maneira costumeira de receber ofertas era colocar uma caixa junto à entrada do templo. E quando as pessoas deixavam a igreja, elas colocavam ali suas ofertas. Eu, pessoalmente, desejaria que pudéssemos reviver esse método, para recolher as ofertas! Mas aquele era o método nos dias de Jesus.

Jesus estava em condições de ficar ali, próximo no rol da entrada, e observar: “Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias. Vindo, porém, uma viúva pobre depositou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante. ” Versos 41 e 42.

Uma moeda dessas valia apenas uma fração de uma de nossas moedas. Até mesmo a moeda que o filho de meu amigo pôs de lado quando foi comprar o sorvete valia mais do que aquela que a viúva tinha. Mas ela entregou sua oferta, e Jesus viu.

“E, chamando os Seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento.” Versos 43 e 44.

Essa era uma viúva pobre, mas eu gostaria de sugerir que ela era uma rica viúva pobre. A Bíblia fala daqueles que são ricos na fé. E se você tivesse que escolher entre ser rico na fé e rico nos bens desse mundo, qual você escolheria? E fácil dar uma resposta rápida, mas o que você realmente preferiria?

Essa era uma rica viúva pobre e ela recebeu boa apreciação do próprio Jesus – o que ela deve ter ouvido. Aparentemente Jesus estava tão próximo que ela foi capaz de ouvir o que se passava entre Jesus e Seus discípulos.

Esse encontro ocorreu na metade da última semana da vida de Jesus, justamente poucos dias antes da crucifixão. Isso deve ter trazido encorajamento ao coração de Jesus, ver a fé dessa mulher, e deve ter sido encorajador para ela ouvir o que Jesus disse.

Freqüentemente Jesus falava palavras de apreciação. Quando criança, Ele era conhecido por falar palavras de ânimo e encorajamento. Essa viúva deve ter saído do templo com passos luminosos, com esperança no coração, com coragem para outros dias, por causa de seu contato com Jesus naquele dia.

Várias lições concernentes a dar e princípios bíblicos de dar emergem dessa história. Em primeiro lugar, nossa habilidade de dar depende de três coisas: O dinheiro que temos, os bens que temos e os rendimentos que temos. Às vezes, o dinheiro das pessoas ou riquezas se perdem na aquisição de bens. Em S. Mateus 19, Jesus disse ao jovem rico: “Vai vende os teus bens, dá… ” (Veja verso 21.) Livre-se de alguns dos seus investimentos.

O padrão bíblico para dar se encontra em Malaquias, onde o método de Deus é descrito. Ele nos pede que demos num plano percentual. Realmente, esse é o único meio justo de medir a dádiva. Às vezes, podemos nos iludir pensando que temos dado muito, apenas porque temos dado mais dinheiro do que muitos outros. Mas, na história dessa viúva, temos um outro princípio: Deus mede nossas dádivas, não pela quantia de dádivas, mas pela quantia que sobrou após termos dado. E por Sua avaliação essa mulher havia dado mais do que todos os outros, pois ela deu tudo que tinha.

Vamos tomar uma ilustração dos dias atuais. Suponha que um aluno da faculdade, tentando trabalhar para custear seus estudos, seja apto a ganhar mil reais extras durante o mês. De acordo com o princípio bíblico do dízimo, que é 10%, ele deveria devolver a Deus 100 reais, o que realmente não é uma dádiva. Isto é apenas ser honesto. Isto não é ser generoso. O ensino da Bíblia é que 10% de nossas entradas pertencem de qualquer maneira a Deus.

Mas, se este mesmo estudante, fosse também entregar 25 reais na sacola da oferta, durante o mês, além de seu dízimo, ele não poderia pensar que havia dado muito.

Uma outra pessoa, com sólido emprego e um salário regular, poderia obter 10 mil reais durante o mês, pagar mil reais de dízimo, e entregar 25 reais na sacola de oferta. Tal pessoa teria dado a mesma quantia quanto o aluno.

E a pessoa que consegue 20 mil reais em um mês, devolve 2 mil reais de dízimo, e põe 50 reais na sacola da oferta, deu a mesma porcentagem que deu o estudante. Isso realmente nos conta algo sobre a justiça de Deus, não é?

Seria possível compreender mal a lição da história da viúva e dizer: “Nós deveríamos dar tudo o que temos para a igreja.” Não, isso não é o que Jesus está dizendo – e não é o que Ele espera. É certo ter alguma coisa sobrando. Abraão tinha alguma coisa sobrando. Abraão era rico. E Abraão tinha bom conceito. Outros, nas Escrituras, tinham grandes riquezas: Jó, Davi, e Salomão, para mencionar apenas poucos. É legítimo ter uma base da qual fazer mais dinheiro, desde que tal aumento não obstrua nosso censo de necessidade e se torne mais importante a nós do que o tesouro celestial. Davi disse isso muito bem em Salmo 62:10: “Se as vossas riquezas prosperam não ponhais nelas o coração.”

Consideremos um outro relato – a história do rico louco. Ela se encontra em S. Lucas 12, começando com o verso 16: ”E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos?”

E bem aí ele se perdeu. De quem eram esses frutos?

“E disse: Farei isto: Destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então direi à minha alma: Tens em depósito muitos bens para muitos anos: descansa, come e bebe, e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco.”

Tu és um homem louco. Esqueceste quem é Aquele que mantém o teu coração batendo. Esqueceste quem é Aquele que realmente possui os frutos e os rebanhos sobre mil montanhas e o ouro e a prata e todas as minas.

“Esta noite te pedirão a tua alma: e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.” Versos 16 e 21.

Aqui você tem um contraste com a viúva pobre. Ela deu tudo que tinha – ele guardou tudo que tinha. Que diferença!

A natureza humana é esta: quanto mais dinheiro você tem, mais dinheiro você gasta. Nós construímos maiores celeiros. Celeiros? Bem, talvez não estejamos muito interessados em celeiros. Mas quão fácil é usarmos nossos recursos para maiores casas, melhores carros, férias mais dispendiosas – e esquecer da necessidade do pobre, negligenciar a obra do Senhor, esquecer quem é que nos dá o poder para termos riquezas.

Uma outra lição de como Jesus tratou a viúva pobre é que o mais pobre, o mais humilde, e não notado – pelos padrões mundanos – ainda é de grande valor aos olhos de Jesus. Pelos padrões e avaliações de Seus dias, as mulheres eram cidadãs de segunda classe. Uma mulher que tinha perdido a companhia de seu esposo tinha perdido mais do que apenas isso – tinha perdido seu status na sociedade. E uma mulher que era viúva e pobre estava entre as mais baixas de todas.

As pessoas dos dias de Cristo avaliavam a espiritualidade pela riqueza e bens materiais. Até mesmo os discípulos de Cristo, quando Jesus lhes contou quão difícil era para um homem rico entrar no reino dos Céus, perguntaram: “Quem então pode ser salvo?” Veja S. Mateus 19:23-25.

Era comumente aceito que quanto mais rico você fosse, mais alto você estaria aos olhos do Céu e aos olhos dos homens.

Nessa história, porém, vemos que a base é nivelada aos pés da cruz. Essa viúva, em sua pobreza e humildade, estava apta a dar mais do que todos os demais, mais do que todos os ricos e os honrados e os notados.

Isto era verdade não apenas na porcentagem que ela deu, mas também nos resultados de sua dádiva. Por causa do elogio de Jesus a sua pequena oferta, outros têm sido encorajados a trazer o pouco que eles têm, o que de outra maneira eles poderiam ter considerado muito pequeno para ser aceito. E enquanto as ofertas dos ricos fariseus há muito tempo já foram esquecidas, as duas moedas dessa viúva têm sido o inicio de uma corrente de pequenas dádivas espalhando-se até o dia de hoje.

Ela deu porque amava, e isso é o que fez a diferença. E o amor de Jesus que faz todas as nossas dádivas, grandes ou pequenas, de valor aos olhos do Céu.

Nossa dádiva deve ser uma resposta, uma reflexão, do dom de Jesus. “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por amor de vós, para que pela Sua pobreza vos tornásseis ricos.” II Coríntios 8:9.

Quão gratos podemos ser pelas riquezas que são nossas em Cristo Jesus. E quão gratos podemos ser pela maneira como Ele tratou a viúva pobre dando-lhe riquezas eternas.

Morris Venden.

Como Jesus tratou os endemoniados

O coral havia justamente terminado de cantar o hino da manhã. Com um suave agitar das becas, os coristas voltaram para seus lugares e se assentaram. Uma pequena agitação ocorreu na congregação, enquanto as pessoas se moviam em seus assentos, procurando a posição mais confortável para se assentar durante o sermão.

A igreja estava lotada naquela manhã, e havia uma forte excitação no ar, pois o orador tinha uma reputação muito polêmica. Ele não era freqüentemente convidado para expressar suas idéias publicamente, e havia o rumor de que uma cerimônia semelhante havia realmente terminado quase em tumulto. O ancião da plataforma estava compreensivelmente um tanto nervoso, ao olhar para o orador convidado e acenar discretamente, indicando que chegara a hora de ele começar.

O orador mal havia alcançado o púlpito e aberto a boca para falar, quando as portas do fundo do santuário se abriram ruidosamente. Contraindo-se e cambaleando pelo corredor central, um endemoninhado lançou-se na presença de Jesus.

Você pode ler sobre isso em S. Lucas 4:33-36.

”Achava-se na sinagoga um homem possesso de espírito de demônio imundo, e bradava em alta voz.”

A descrição é um pouco humorística – “um demônio imundo!” Afinal quantos demônios limpos existem? Mas, pelo menos podemos pressupor que, como os demônios são, esse demônio em particular era muito mau.

O endemoninhado gritou em alta voz, dizendo: “Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para destruir-nos? Bem sei quem és: O Santo de Deus!”

Note os pronomes – eles são muito interessantes. “Que temos nós contigo?” “Vieste para destruir-nos?” Evidentemente o demônio começou falando por si mesmo, bem como pelo homem que possuía. Mas ele então terminou com: “Bem sei quem és. ” Talvez o homem não entendesse em presença de quem ele havia sido tão violentamente colocado. Mas o demônio certamente reconhecia com quem ele estava confrontando.

Esse deve ter sido um demônio muito nervoso. Talvez ele tenha se sentido especialmente ousado naquele dia quando decidiu interromper o serviço da igreja onde Jesus – Aquele que o havia criado – estava oficiando. Mas, nervoso ou não, ele também não deve ter sido particularmente esperto. Ele deveria saber melhor, pois terminou em derrota – como os demônios sempre terminam na presença de Jesus. Pois,

“Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai desse homem. O demônio, depois de o ter lançado por terra no meio de todos, saiu dele sem lhe fazer mal. Todos ficaram grandemente admirados e comentavam entre si, dizendo: Que palavra é esta, pois, com autoridade e poder ordena aos espíritos imundos, e eles saem?”

Na Bíblia há sete situações relatadas do confronto de Jesus com os demônios. Antes que continuemos, considerando a segunda ocasião, por favor note três coisas:

1. O contato e conversação de Jesus com o demônio foi breve.

2. O demônio foi forçado a deixar imediatamente sua vítima.

3. Pelo menos nesse caso particular, nenhum intercessor estava presente.

Ninguém esteve envolvido em trazer o homem afligido a Jesus, ou em buscar o auxílio de Jesus em seu favor. Ele veio sozinho. Na verdade ele não era nem mesmo capaz de pedir auxílio para si mesmo, pois, quando ele tentou falar, o demônio falou através dele. Mesmo assim, Jesus ainda estava apto a livrá-lo e salvá-lo.

O segundo relato, em S. Mateus 9:32 a 34, é muito curto. “Ao retirarem-se eles, foi-Lhe trazido um mudo endemoninhado. E, expelido o demônio, falou o mudo; e as multidões se admiravam, dizendo: Jamais se viu tal coisa em Israel!”

Nesse caso houve intercessão, pois diz: “Eles Lhe trouxeram um homem mudo endemoninhado.” Outra vez, entretanto, o encontro foi breve. E a evidência é que os demônios foram forçados a sair imediatamente à palavra de Jesus. As pessoas que trouxeram esse homem a Jesus, não podiam fazer nada para ajudá-lo. Mas eles sabiam o suficiente para trazê-lo a Jesus, e esta é a coisa certa a ser feita. Você não acha? Qualquer um hoje, que conheça alguém que está atormentado ou oprimido ou com um problema, pode seguir o exemplo dessas pessoas em trazer tal pessoa a Jesus. Ele é o Único que tem o poder de trazer cura e restauração.

O terceiro relato se encontra em S. Mateus 12. “Então Lhe trouxeram um endemoninhado, cego e mudo; e Ele o curou, passando o mudo a falar e a ver.” Verso 22.

O relatório continua com um diálogo entre Jesus e os fariseus. Mas esse encontro de Jesus com os demônios, outra vez foi breve e outra vez terminou na total derrota deles. Os líderes religiosos acusaram Jesus de expulsar demônios pelo poder do demônio. Entretanto, Jesus deu-lhes alguns argumentos de difícil resposta e contou-lhes uma parábola sobre uma casa vazia, onde muitos demônios voltaram para tomar o lugar de um. Voltaremos a esse ponto, mas por agora continuemos com o quarto relato.

Este é um dos encontros mais conhecidos – os endemoninhados que foram libertos e os demônios que levaram os porcos pelo despenhadeiro ao mar. Ele está relatado em S. Mateus 8 e S. Lucas 8. Neste caso Jesus envolveu-Se em um breve diálogo com os demônios. De acordo com S. Lucas 8, Ele perguntou: “Qual é o teu nome?”

E eles responderam: “Nosso nome é Legião.” Verso 30.

Nos dias de Cristo, o exército romano, era dividido em legiões. Cada legião era composta de 3 a 5 mil homens. Aparentemente o demônio tinha uma equipe de demônios suficiente para que ele pudesse gastar 3 a 5 mil deles em um ou dois homens!

Um enfoque popular do assunto de exorcismo diz que você tem que falar individualmente com cada demônio e expulsá-los um por um. Se Jesus tivesse usado tal método nessa experiência, provavelmente Ele ainda estivesse lá! Assim, embora haja evidências bíblicas sobre múltiplas possessões, não há evidência de que cada demônio deva ser tratado individualmente. Quando Jesus ordenou, todos eles saíram. Um negócio por atacado, se você permite. Os demônios foram para a manada. E a manada correu para o mar, e o povo veio e suplicou a Jesus que saísse dos limites da sua cidade, antes que eles perdessem mais de seus recursos.

Nesse caso, não houve intercessor. Outra vez, os demônios exibiram falta de juízo ou talvez uma falta de autocontrole, por virem à presença de Jesus voluntariamente. Mas eles eram suficientemente perceptivos para dizerem, como relatado em S. Mateus 8:31: ”Se nos expeles, manda-nos para a manada de porcos.” Eles certamente sabiam qual seria o resultado do encontro!

O quinto relato encontra-se em S. Mateus 15:21-28. Esta é a história da mulher fenícia cuja fé era muito grande. Ela persistiu, permanecendo na presença de Jesus por algumas das migalhas da mesa do Mestre. O problema era que sua filha estava gravemente dominada por um demônio. Ao concluir a conversação, Jesus disse: “Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres.” Mateus conclui seu relato desse milagre dizendo: “E desde aquele momento sua filha ficou sã.”

Havia um intercessor nesse relato, mas a filha que estava possessa não estava nem mesmo presente. Ela recebeu livramento em ausência, poderíamos dizer. Mas, embora ela não estivesse em Sua presença, imediatamente ela foi curada por Sua palavra.

O sexto relato se encontra em S. Marcos 9:14-29. Este é um relato longo. Jesus desceu do Monte da Transfiguração. Ele havia levado três de Seus discípulos em uma viagem especial. Os outros nove estavam com inveja e discutindo entre si quem seria o maior. Nessas condições, eles tentaram tirar os demônios mas, em vez disso, os demônios os tiraram. Embora Jesus nunca perdesse um caso, Seus discípulos perdiam.

Quando Jesus chegou ao local, o pai do menino explicou-Lhe a situação e disse: “… Mas, se Tu podes alguma coisa. …”

Jesus respondeu: “Se podes! Tudo é possível ao que crê.”

Então o homem respondeu: “Eu creio, mas, evidentemente, não creio o suficiente. Por favor, ajuda-me na minha falta de fé.”

Jesus levantou o menino e houve uma grande libertação naquele dia. Depois que a multidão foi embora, os discípulos perguntaram a Jesus por que eles não tinham sido aptos a expulsar os demônios, Jesus então disse: “Esta casta não pode sair senão por meio de oração [e jejum].” Mar. 9:29; Mat. 17:21.

Mas Jesus, que expulsou o demônio, não tinha estado jejuando, tanto quanto nós sabemos. E fácil tomarmos uma interpretação natural disso e pensar que Deus, de alguma maneira, é impressionado se nos privamos do alimento. Mas isso não combina com o que Jesus disse sobre Deus, que está desejoso de dar boas dádivas aos Seus filhos. Os dons de Deus não são ganhos – eles são dados livremente. Assim, o que Jesus queria dizer?

Jesus estava falando do contínuo relacionamento com o Pai. Ele não tentou apresentar a Si mesmo como superior em algum tipo de grandeza espiritual apenas para essa ocasião. Ao contrário, ele gastava tempo cada dia em comunhão e companheirismo com o Pai. Isso era mais importante para Ele do que comer. Era através desse relacionamento que Ele Se mantinha sob o controle do Pai e estava pronto para cada observação momentânea ou qualquer tipo de astúcia do diabo que Ele tivesse que enfrentar.

Por outro lado, Seus discípulos não haviam gasto a noite ou início da manhã em companheirismo com o Céu como Ele tinha feito. Eles haviam adormecido, enquanto discutiam entre si quem seria o maior.

Por sua própria escolha, eles haviam se separado do poder do Céu e foram assim deixados a encontrar o inimigo em sua própria fragilidade.

Se a qualquer momento tentássemos enfrentar o poder da escuridão por nós mesmos, seguramente seríamos vencidos. A menos que tenhamos o poder de Jesus, seria pura tolice até mesmo tentarmos um confronto com o diabo. Ele é mais forte do que nós, e sempre levará vantagem. Somente o poder de Jesus é suficientemente forte para vencer o inimigo, e esse poder está disponível para cada um de nós, através de um relacionamento diário com Ele.

Nós não apenas somos incapazes de lidar com a possessão do diabo na sua mais extrema forma, mas somos também incapazes de lidar com as tentações e astúcia do diabo em nossa própria vida. Não podemos vencer o pecado em nossa própria força, mas somente através da força do Céu, ao irmos a Jesus e permitirmos que Ele lute por nós.

Finalmente o sétimo relato – encontra-se em S. Marcos 16:9. Aqui, não temos uma história como nos outros casos. Temos apenas uma referência a alguma coisa que já havia acontecido.

“Havendo Ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios.”

Provavelmente poderíamos especular sobre isso, sobre se Jesus expulsou os sete demônios todos de uma vez, ou expulsou os demônios de Maria em sete vezes diferentes. Estou escolhendo a última possibilidade por causa da parábola que Jesus contou em S. Mateus 12. Voltemos aos versos 43 e 45.

”Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra. Por isso diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa.”

O que Jesus está dizendo? Que há alguma coisa mais importante do que expulsar o diabo para fora de você. Também é necessário mantê-lo fora. Não é verdade? E Maria teve que aprender isso – evidentemente de um modo difícil.

Uma pessoa pode conhecer um poderoso livramento do pecado – mesmo da possessão do diabo – mas a menos que conheça uma conexão vital com Deus e um contínuo companheirismo com Ele dia a dia, através do estudo da Bíblia e da oração, isso não será suficiente.

O pecado nunca é mantido expulso por nós. Ele só é conservado fora, quando Jesus entra.

Podemos tirar várias conclusões desses relatos:

Primeiro, quando Jesus expulsa os demônios, Ele os expulsa imediatamente.

Segundo, Ele lança todos os demônios para fora de uma vez, não um por vez.

Terceiro, às vezes há um intercessor, às vezes não. Evidentemente não é essencial ter um intercessor.

Quarto, expulsar demônios não é grande coisa! Em S. Lucas 10, quando os setenta voltaram e disseram: “Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo Teu nome!”, Jesus disse, essencialmente: “É? Satanás foi lançado do Céu muito tempo atrás, ele é um inimigo derrotado.” Veja versos 17 a 20.

Como Jesus tratou os endemoninhados? É uma boa nova. Era uma boa nova na Palestina; é uma boa nova hoje. Jesus nunca perdeu um caso. Os demônios gritaram por misericórdia em Sua presença. Portanto, eles não são nada para nos assustar, pois o poderoso nome de Jesus ainda é o maior poder na Terra. Através de Seu poder, podemos ser libertados do poder do inimigo.

Morris Venden.

Como Jesus tratou os Pecadores

Quando eu era menininho, eu me assentava e chorava, sempre que meu irmãozinho um bolo maior ganhava.

 Meu pai costumava citar esse verso para meu irmão e para mim nas ocasiões em que precisávamos ouvi-lo!

 Uma vez um bondoso membro da igreja deu um pacote de caramelos de Natal para o meu irmão e outro para mim, daqueles que ficam na boca por horas. Meus pais ficaram logo preocupados. Eles não queriam que estragássemos os dentes e o estômago. Assim, estabeleceram uma regra: somente um pedaço de caramelo por vez – e isso na hora da refeição. Nenhum caramelo entre as refeições.

Bem, aquilo era demais para um menino. Assim, eu peguei meu pacote de caramelos entre as refeições. Meu pai descobriu isso e rapidamente destruiu meu pacote de caramelo. E nesse momento eu me tornei tão preocupado com a saúde do meu irmão que joguei o pacote dele no sanitário!

Por que fazemos esse tipo de coisa? Por que tentamos tanto nos manter na frente um do outro, quer na extrema manifestação de guerra, quer numa brincadeira inocente? O que faz o futebol e outros esportes – uma diversão nacional? Por que competimos tanto em torno da questão, quem vai ganhar, quem vai ser o campeão, quem vai ser o primeiro?

Tudo isso começou com o pecado, não é verdade? Isso tudo começou quando Lúcifer decidiu que queria ser o maior. Isto parece estar integrado em nossa própria natureza. Mesmo os discípulos de Jesus incorreram várias vezes nessa tendência de querer ser o maior. Examinando a experiência deles, encontramos um belo exemplo de como Jesus tratava os pecadores conscientes.

É possível que os santos pequem? Como Jesus trata os santos que pecam? E possível pecar e saber que você está pecando e continuar fazendo o que você está fazendo errado e ainda ser um cristão? Eu sugeriria que esta é a própria questão prática, e essa é uma questão que tem uma resposta tão excitante que eu dificilmente consigo esperar para apresentá-la! Mas vamos tentar construir o nosso caso, ao notarmos nas Escrituras como Jesus tratava esse tipo de pessoa.

“Tendo eles partido para Cafarnaum, estando Ele em casa, interrogou os discípulos: De que é que discorríeis pelo caminho?

“Mas eles guardaram silêncio: porque pelo caminho haviam discutido entre si qual era o maior.” S. Marcos 9:33 e 34.  

Havia chegado o tempo de Jesus voltar o rosto para Jerusalém. Os discípulos estavam certos de que o tempo havia chegado para Ele estabelecer Seu reino – Seu reino terrestre. E eles tinham negócios incompletos, dos quais precisavam cuidar. O negócio incompleto deles era decidir quem seria o presidente da classe, quem seria o primeiro-ministro, quem seria o maior do reino.

Os discípulos continuaram sua discussão ao longo do caminho para Jerusalém, cuidando em resolver tais problemas. Porém, eles sabiam que o que estavam fazendo era errado, porque foram ficando para trás de Jesus. Na verdade, quando Jesus alcançou os limites da cidade de Cafarnaum Seus discípulos estavam tão distantes que Ele não pôde nem mesmo ouvir o que estavam dizendo.

Isto é quase engraçado. Esses discípulos haviam estado com Jesus por três anos. Eles haviam repetidamente declarado sua fé nEle, que Ele era o Filho de Deus. Entretanto aqui, você os vê tentando falar baixinho para que Deus não pudesse ouvi-los!

Isso nos ensina a]guina coisa muito interessante sobre o pecado. E difícil pecar na presença de Jesus. Você já descobriu isso? Até mesmo as pessoas mais fracas acham difícil pecar na presença de alguém que elas amam e respeitam. E de alguma maneira, temos que sentir que estamos longe de Deus, longe de Jesus, para continuarmos pecando.

Mas os discípulos chegam a Cafarnaum e vão com Jesus para a casa onde permaneceriam. Quando Jesus encontrou uma ocasião oportuna, perguntou: “Sobre o que estavam vocês conversando lá atrás na estrada?”

Os discípulos começaram a chutar o chão. Eles começaram a agitar-se. E não responderam. A Bíblia diz: “E eles guardaram silêncio.” Essa era uma boa hora para guardarem silêncio! Quando meus pais me perguntaram o que aconteceu com o pacote de caramelos do meu irmão, eu guardei silêncio!

Mas Jesus continuou a pressionar nesse ponto, e finalmente um dos discípulos disse: “Bem, hum, sabe… – nós estávamos questionando quem será o maior no reino.”

Agora, a vida de Jesus era uma vida de humildade. Ele havia se esvaziado e feito de Si mesmo de nenhuma reputação, de acordo com Filipenses 2. Ele, que havia recebido a homenagem e a adoração de todas as hostes celestiais, viera para nascer numa manjedoura. Ele, que havia sido rico, tornou-Se pobre para que nós, através de Sua pobreza, pudéssemos nos tornar ricos. Outra vez e novamente Ele havia tentado apresentar esse ponto através dos discípulos, de que a real grandeza está baseada na humildade. E eles não haviam captado a mensagem.

Nesse ponto parece que Jesus poderia ter dito: “Saiam do Meu lado, seus doze miseráveis. Dá-Me outros doze para começar outra vez.”

Mas, em vez disso, Ele Se assentou com eles e disse: “Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos.”

”Trazendo uma criança, colocou-a no meio deles e, tomando-a nos braços, disse-lhes:

“Qualquer que receber uma criança, tal como esta, em Meu nome, a Mim Me recebe; e qualquer que a Mim Me receber, não recebe a Mim, mas ao que Me enviou.” S. Marcos 9:35-37.

Jesus estava sempre usando crianças para mostrar com que o reino do Céu é realmente semelhante.

Jesus era bondoso com Seus discípulos. Ele não os condenou. Continuou pacientemente tentando ensinar-lhes as lições que eles tanto precisavam aprender. Além de tudo, Ele continuou a caminhar com eles, a partilhar com eles. Continuou a trabalhar com eles, a viajar com eles, a confiar-lhes Seu trabalho e Sua missão.

Dessa lição da Escritura vemos que os discípulos eram culpados do pecado. Que pecado? O pecado do orgulho. Oh, dizemos, todos têm um pouquinho de orgulho, é nisto que nosso mundo está baseado. Isto é o que torna interessante o jogo da vida! E a santificação é obra de uma vida toda. Talvez, antes de morrer, venceremos esse pequeno problema.

Mas se você estudar isso, descobrirá que o orgulho é um dos piores pecados aos olhos de Deus. O orgulho é um dos pecados mais ofensivos a Deus, porque ele é tão contrário a Sua própria natureza. E o orgulho foi o pecado que começou toda essa tragédia.

Assim, o pecado do qual os discípulos eram culpados, não era apenas pecado, ele era um mau pecado. E eles sabiam que isso estava errado, e sabiam o que estavam fazendo, mas continuaram fazendo. Eles continuaram fazendo isso o tempo todo, enquanto caminhavam com Jesus. Na verdade, eles ainda estavam nisso na noite da Última Ceia no cenáculo, logo antes da crucifixão. Isso se qualifica na minha definição como pecado consciente, pecado contínuo, pecado habitual, pecado acariciado, pecado persistente.

A Escritura nos ensina como Jesus trata os pecadores constantes – que sabem que estão pecando e continuam pecando.

Alguém tem dito que o problema com esses discípulos é que eles não eram convertidos. Mas eles tinham sido enviados para expulsar demônios, limpar leprosos e ressuscitar os mortos. Pessoas não convertidas fazem isto?

Esses eram aqueles a quem Jesus disse – quando eles voltaram da missão com os setenta – “Alegrai-vos … porque os vossos nomes estão escritos nos Céus”. Ver S. Lucas 10:20. Mas S. João 3:3 diz que você não pode nem mesmo ver o reino do Céu se não tiver nascido de novo. Assim, eu não posso aceitar a remissa de que esses discípulos não estavam convertidos. E daí?

Como Jesus trata discípulos culpados de pecados conscientes? Ele fez Sua clássica declaração em S. Mateus 12:31: “Todo pecado. . . será perdoado aos homens.” Não é isso uma boa nova? E se todo tipo de pecado for perdoado, então isso teria que incluir pecado consciente, pecado persistente, pecado habitual. Isso incluiria perdão dos piores pecados tais como orgulho, bem como outros pecados tais como assassinato e adultério, e tudo que você queira mencionar.

Jesus ofereceu perdão para todos os pecados e continuou a caminhar com os discípulos ao eles aprenderem o que Ele estava tentando ensinar-lhes.

Poderia ser fácil concluir que talvez pecar, afinal, não seja tão mau. Talvez pecar não seja grande coisa. Talvez obediência e vitória não sejam necessárias ou nem mesmo possíveis. Mas precisamos relembrar o que Jesus disse a Maria quando ela foi arrastada até Ele. Ele disse: “Eu não te condeno.” Isto é uma boa nova.

Mas Ele não parou aí. O que mais disse Ele? Ele disse: “Vai e não peques mais.” Isso é igualmente uma boa nova.

Deus ama os pecadores, isto é verdade. Mas Ele odeia o pecado. Ele provê poder para vencer o pecado. Ele provê poder para obedecer – poder para ser vitorioso. Ele também tem provido perdão para cristãos em crescimento, fracos, imaturos – e Ele continua a caminhar com eles.

O poder está disponível para ir e não pecar mais. Mas é a aceitação e amor de Jesus, o contínuo relacionamento com Ele, que nos traz esse poder de ir e não pecar mais. Essa é a razão por que é absolutamente necessário que qualquer pecador constante seja apto a contar com a aceitável presença de Jesus enquanto ainda está aprendendo como experimentar o poder que está disponível.

A única pessoa que cresce além de seus erros é aquela que sabe que é amada e aceita mesmo enquanto erra. Isso dá permissão para pecar? Não! É exatamente esse relacionamento com Jesus que leva à vitória.

Com base nessa história da Bíblia, podemos concluir que é possível ter ao mesmo tempo na vida um relacionamento contínuo com Deus e cometer pecados conscientes. Os discípulos tinham contínuo relacionamento com Deus e cometiam pecados conscientes ao mesmo tempo – certo ou errado?

Mas embora seja possível ter ao mesmo tempo um relacionamento com Deus e pecados conscientes, mais cedo ou mais tarde um dos dois deixará de ocorrer.

Judas era esperto. Ele compreendia esse princípio. Ele decidiu que não queria que seu pecado deixasse de ocorrer. Assim deliberadamente, rompeu seu relacionamento com Jesus em favor do pecado.

Agora chegamos ao ponto real do pecado acariciado, pecado aparatoso, pecado consciente. Judas sabia o que fazer para vencer o pecado e escolheu deliberadamente não fazê-lo. E quando alguém rompe um relacionamento com Jesus a favor de continuar no pecado, está em terreno excessivamente perigoso. Talvez você tenha encontrado pessoas que não queriam ser muito religiosas, porque tinham medo de que seu estilo de vida mudasse. Esse era o caso de Judas.

Os demais discípulos, porém, queriam continuar com Jesus, apesar de tudo. João, por exemplo. Ele era o discípulo que estava sempre ali. Nada podia tirá-lo do lado de Jesus. Ainda assim, ele gastou três anos para aprender como aceitar a vitória que Jesus tinha a oferecer. E a despeito de seus problemas, que eram plenamente tão maus quanto os de Judas, ele continuou a caminhar com Jesus.

Os anos passam. João é o último que resta – o último dos discípulos. Todos os demais haviam morrido como mártires. Talvez os amigos tenham vindo visitá-lo ali em Roma. Eles o ouviram dizer coisas como: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus.” I S. João 4:7.

E eles dizem: “João, você mudou.”

João olha para eles e pergunta: “Quem, eu?”

Porque as pessoas que mudam são as últimas a saberem disso – as últimas a anunciarem isso. Mas, a graça de Deus tinha feito sua obra em João. João tinha sido conhecido como um dos “Filhos do Trovão”, mas agora, ele diz: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque havemos de vê-Lo como Ele é.” I S. João 3:2.

Por favor, meu amigo, posso relembrá-lo que se você continua a conhecer Jesus como seu amigo pessoal dia a dia – pela oração e pelo estudo de Sua Palavra – se nada tira você de Seu lado, você se unirá a João, o amado, experimentando uma transformação do caráter. Seja qual for o pecado com o qual você luta, ele se extinguirá.

Às vezes ficamos impacientes e tentamos cronometrar nosso crescimento. É melhor não fazermos isso. Essa tarefa cabe a Deus. É a obra do Espírito Santo. O princípio do crescimento cristão é primeiro a erva, depois a espiga e, por fim, o grão cheio na espiga. Isso toma tempo para desenvolver o fruto.

Mas o amor tem sua própria defesa construída contra a permissão para pecar. Quanto mais amamos, mais nos distanciamos de querer jogar “par ou ímpar” com a graça de Deus. E enquanto crescemos, enquanto aprendemos com os discípulos a amar e confiar plenamente nEle, quão gratos podemos ser pela mensagem de como Jesus tratava os pecadores conscientes.

 Morris Venden.