Adorar a Jesus “sem formalidades”, mas com respeito, reverência, temor e carinho

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Uma homenagem aos meus irmãos Jackson e Rafaela –

UM CASAL PARA HONRA E GLÓRIA DO SENHOR.

Não importa em qual denominação evangélica que vcs estejam, SOMOS TODOS IRMÃOS porque no Reino de Deus NÃO HÁ PLACA DE IGREJAS !!!

Adorar a Deus é MARAVILHOSO. Infelizmente, algumas denominações evangélicas impõem regras (legalismos / formalismos) desnecessárias para tal (e que, até, ATRAPALHAM). Precisamos de LIBERDADE para ADORAR a Jesus Cristo de Nazaré na BELEZA DE SUA SANTIDADE, porém, temos que ter cuidado para não sermos LIBERTINOS, assim como não podemos ser desrespeitosos para com Deus e, muito menos, permitirmos PRÁTICAS PAGÃS dentro deste CLIMA de adoração (Ass.: Aldo Corrêa de Lima – http://malucoporjesus.wordpress.com).

AMOR PELOS PERDIDOS: Eis-me aqui Deus !

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O Mundo está se afogando no LAMAÇAL do PECADO !

As pessoas estão se dirigindo a passos largos pro INFERNO !!!

Portanto, PREGUE A PALAVRA DE DEUS URGENTEMENTE !!!

Você acha que sua vida tá ruim ? Então assista esse vídeo e mude de idéia:

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Sua vida é maravilhosa !

Agradeça a Deus !

Ah ! e por falar em gratidão, PREGUE O EVANGELHO e pratique AÇÃO SOCIAL !

Ameis uns aos outros …

Pregue o Evangelho – EM TEMPO E FORA DE TEMPO !

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Não podemos ficar esperando o “melhor” momento para anunciar Cristo às pessoas !

Pregue o Evangelho agora mesmo !

Tá esperando o quê ? 

Só Cristo Jesus Liberta – Cuidado com a Cultura do Mundo !

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Jesus Cristo é o ÚNICO Caminho, a ÚNICA Verdade e a ÚNIC A Verdadeira Vida !

Ninguém vai ao Pai senão pelo Cordeiro de Deus !!!

Igreja Perseguida

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Precisa dizer mais alguma coisa ?

ORE POR ELES !!!

E dizem que o ISLÃ prega a Paz – Pastor condenado à morte por ser Cristão

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http://malucoporjesus.wordpress.com

Um pastor cristão no Irã foi condenado à morte por alegadamente renunciar à sua religião muçulmana e enfrenta um possível indiciamento pela mesma acusação de apostasia, de acordo com um grupo ativista que trabalha pelos direitos humanos no país.

Youcef Nadarkhani (foto), um membro de 32 anos do ministério da Igreja do Irã (tradução livre) e pastor de uma congregação de aproximadamente 400 pessoas na cidade de Rasht, enfrenta a morte, segundo a Campanha Internacional para os Direitos Humanos no Irã (tradução livre).

No sul da cidade de Shiraz, outro pastor cristão, Behrouz Sadegh-Khanjani, 35 anos, enfrenta um possível indiciamento por apostasia.

“Isso é parte de uma maior tendência de perseguição contra os cristãos”, disse Firouz Sadegh-Khanjani, irmão de Behrouz e membro do Conselho da Igreja do Irã.

Onda de perseguição

Os cristãos estão sentindo a pressão em outras partes do mundo muçulmano.
No Iraque, os cristãos foram atacados e muitos fugiram de suas casas para outras terras.

No Paquistão, uma mulher cristã enfrenta uma sentença de morte por blasfêmia por ter supostamente ter profanando o nome do profeta Maomé.

Julgamento

Em 22 de setembro, 11º Circuito de Apelações do Tribunal Penal iraniano para a província Gilan, confirmou a sentença de morte e condenação de Nadarkhani por apostasia.

Apostasia é o “ato de renunciar a religião”, afirma o grupo de direitos humanos nesta terça-feira, 07 de dezembro. “Não é um crime contra o Código Penal do Irã islâmico. Em vez disso, o juiz-presidente no caso Nadarkhani concedeu sua opinião pelos textos de estudiosos da religião iraniana.”

“É um ponto negativo de todo o sistema judicial condenar uma pessoa à morte fora de seu próprio ordenamento jurídico”, disse Aaron Rhodes, um porta-voz para a campanha.

“Executar alguém com base na religião que escolher praticar ou não praticar é a melhor forma de discriminação religiosa e desprezo pela liberdade de consciência e de crença”, completa.

No julgamento diz que Nadarkhani nasceu em lar muçulmano, mas se converteu ao cristianismo quando tinha a idade de 19 e ele disse que “durante os interrogatórios Nadarkhani fez uma confissão por escrito de admitir ter deixado o islamismo pelo cristianismo.”

Ele disse que durante seu julgamento que seus “interrogadores o pressionou a fazer a declaração”.

“Eu não sou um apóstata… Antes dos 19 anos de idade eu não aceitava qualquer religião”, disse Nadarkhani no julgamento.

Fonte: Missão Portas Abertas (via G1 Gospel).

Carta aos MUÇULMANOS …

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Se você é muçulmano – Uma Breve Declaração de Fé Cristã

Há um Deus verdadeiro e vivente, que é Espírito e Criador de todos os espíritos, sejam humanos ou angelicais, e de todo o universo que a ciência já nos revelou. Somente Ele é eterno e existente em Si mesmo, dependendo tudo o mais dEle. Deus está presente em Seu universo em todo lugar e em toda época, mas Se dá a conhecer em lugares e momentos específicos. As Escrituras do Antigo e Novo Testamento (a Torá, o Zabur e o Injil) constituem o registro supremo desta revelação que Deus nos dá de Si mesmo.

Atualmente existem cópias autênticas dos livros do Antigo Testamento em hebraico original, anteriores à Era Cristã, e também dos livros do Novo Testamento em grego, de uma data anterior à do ano 300 da Era Cristã (ou seja, vários séculos antes do profeta Maomé). As traduções da Bíblia baseiam-se em tais documentos históricos. Há pequenas variações entre as diferentes cópias antigas (manuscritos, códigos, etc.), mas são insignificantes. Não existe a menor evidência de que os judeus ou os cristãos tenham alterado deliberadamente as Escrituras, ou que tenha existido uma Torá ou um Injil diferentes do tempo em que Maomé disse:

Somente há um Deus: o Deus vivo e eterno. Ele enviou o livro que contém a verdade, para confirmar as Escrituras que o precederam. Antes deixou o Pentateuco e o Evangelho, para que servisse de guia aos homens…” (Sura 3.1, 2)

O fato de que deus é um só, é o fundamento da Torá de Moisés. No Injil repete-se várias vezes este princípio, que sempre foi a fé dos cristãos. Ao mesmo tempo, a experiência dos primeiros discípulos ao observar a vida de Jesus e ouvir Suas palavras, levou-os à convicção de que Ele era, num sentido muito especial e divino: “Meu Senhor e meu Deus”, são as palavras de um deles.

Além disso, quando após a ascensão de Jesus ao céu e de acordo com sua clara promessa, o Espírito Santo desceu sobre os discípulos que O esperavam, e eles comprovaram que Deus estava trabalhando entre os homens sem ser visto, não somente como um poder ou uma influência, mas em forma pessoal. Portanto, o Espírito Santo também é uma pessoa. Os cristãos tradicionalmente falavam de três “Pessoas” em um só Deus, a Santíssima Trindade, mas neste caso, a palavra “Pessoa” não deve ser entendida no seu sentido mais comum. As “Pessoas” divinas estão vinculadas entre si na unidade da Trindade, mais intimamente do que jamais poderiam estar os seres humanos.

Nenhuma analogia terrena pode explicar adequadamente o que é a divina Trindade; portanto, não devemos nos surpreender que a mente humana seja incapaz de compreender totalmente o mistério de nosso maravilhoso Deus, que é o verdadeiramente “Al Ghaib” (O Escondido). Nossa capacidade para entender Sua grandeza e Seu mistério é tão limitada como a de um gato (para usar uma ilustração familiar) para compreender o que faço quando leio um livro, ou oro.

Mas, nenhuma explicação sobre a Trindade é válida se não reafirma a unidade de Deus.

Deus enviou Seus profetas através dos tempos para revelar à humanidade Sua vontade e algo sobre Sua natureza e para chamar o homem ao arrependimento e à obediência. Mas, quando chegou o momento propício, Deus mesmo tomou a forma humana na pessoa de Jesus, o filho de Maria. Não fez isso para apagar Sua divindade e aparentar ser um homem, mas para que a natureza humana e a divina fossem combinadas maravilhosamente em Uma só pessoa. Quando O chamamos de “Filho de Deus” não nos referimos à Sua concepção milagrosa, já que Cristo é o Filho de Deus desde toda a eternidade, e seria uma blasfêmia pensar que de alguma forma o Deus glorioso tomou forma humana para ter relações físicas com uma pessoa humana (Maria), por mais pura que ala fosse.

Esse título é uma metáfora que fala daquele que possui a natureza de seu Pai (como os filhos humanos), mas está mais perto do coração de Deus. Como homem, Jesus teve fome, sede, cansaço, sentiu tristeza, foi tentado, sofre e morreu. Ao mesmo tempo, através de Sua vida de perfeição, mostrou o que Deus queria que o ser humano fosse. Como verdadeiro Deus, manifestou a glória divina por toda a Sua vida, e na ressurreição, triunfou sobre a morte. Sofrendo pela humanidade, oferecendo-Se a Si mesmo como sacrifício perfeito pelo pecado humano, revelou o assombroso amor de Deus, pois o amor, por sua própria natureza, supõe sofrimento e um Deus amoroso também deve ser um Deus sofredor. Por isso a cruz é um símbolo tão significativo para os cristãos. Um discípulo de Cristo pode dizer: “amou-me e Se entregou a Si mesmo por mim.”

Este amor sacrificial foi a grande e fantástica motivação para o amor e o serviço entre os Seus seguidores.

Por que teve de sofrer? Porque desde Adão os homens e as mulheres são pecadores e se rebelaram contra o Deus Santo, tornando-se merecedores de Seu juízo. Nem as boas obras, nem o sofrimento voluntário, podem compensar os pecados de ninguém, por mais justo que aparente ser. Somente o sacrifício de um homem perfeito que é o próprio Deus será suficiente para apagar seus pecados. Ao derrubar a barreira das transgressões, o sacrifício de Cristo restabelece o vínculo entre Deus e o homem, para que assim este possa receber o Dom de Deus que é o perdão gratuito e a vida eterna.

Somente pela fé, pode-se receber a assombrosa graça de Deus que Cristo nos oferece. Esta fé, entretanto, não implica somente crer com o intelecto, também significa confiar em Jesus com todo o coração e consagrar a Ele nossa vontade.

Desta forma, podemos ver que não se trata, como disseram alguns, de que a propiciação de Cristo nos dá liberdade para pecar. Ao contrário, ela nos transforma em novas pessoas, e por isso, não temos mais desejo de pecar.

A nova vida em Cristo traz consigo o Dom do Espírito Santo, que entra em nossas vidas e pouco a pouco produz em nós as qualidades de Jesus: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança. Mas para isso, devemos cooperar ativamente e utilizar os meios que Deus nos deu para crescer espiritualmente: a adoração com outros cristãos, a oração individual e pessoal, o estudo inteligente da Bíblia e sua meditação, não a mera repetição de suas palavras. O Espírito Santo nos fortalece para servir a Cristo e nos reveste de dons especiais, os quais podem ser usados para ajudar outros e edificar a comunidade cristã.

Finalmente, chegará o dia como Cristo prometeu, em que Deus intervirá uma vez mais na história do homem mediante a volta gloriosa de Jesus Cristo, com o que esta era terá fim e o mundo tal qual o conhecemos desaparecerá. O cristão espera, seja nesse momento ou depois de sua morte, viver na presença de Deus, sem ser assediado pelo poder e a presença do pecado, naquele reino celestial onde todo o mal terá desaparecido, e o povo de Deus desfrutará por toda a eternidade da visão perfeita de Sua beleza.

Por R F. Wooton in Muçulmanos que encontraram a Cristo – Testemunhos Vivos do Poder do Evangelho entre os seguidores de Maomé.

http://malucoporjesus.wordpress.com

A Igreja e sua Responsabilidade Social (mas com observância e obediência à Bíblia)

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Proposta de responsabilidade social do Pacto de Lausanne.

A responsabilidade social cristã no Pacto de Lausanne.

O testemunho histórico da Missão Integral

Base bíblico-teológica para a responsabilidade social

Os desafios que pesam sobre a Igreja diante da questão social à luz do Pacto de Lausanne 

Introdução

Vivemos num mundo em ebulição. A transformação promovida pela globalização é algo inquestionável. Ao invés de apenas facilitar processos, ela, a globalização, tem aumentado a crise. A miséria tem mostrado sua cara feia, como cm poucos momentos da história. O abismo entre uns poucos que têm muito e a maioria que não possui o suficiente tem aumentado no mundo.

Se a globalização tem acentuado a desigualdade social no mundo, no Brasil cm particular e na América Latina de um modo geral, a história não é diferente.

Caio Fábio D’Araújo Filho afirma que:

O Brasil é um país completamente tomado por antagonismos. De um lado, tem-se uma economia forte, um parque industrial moderno e uma das maiores riquezas naturais do planeta; de outro lado, tem-se a sexagésima quarta renda per capita do mundo, uma concentração econômica na qual urna minoria da população controla cerca de 70% dos bens do país, e uma dívida social descomunal, caracterizada pela existência de milhões de miseráveis.

Lado a lado, convivem mansões – copiadas das revistas mais sofisticadas do primeiro mundo – e casebres feitos de papelões e cheios de tanta sujeira que, nem mesmo os cães, acostumados à boa vida da casa dos ricos, conseguiriam neles viver… É dentro deste caldeirão de ambigüidades e antagonismos, que emerge, vive e acontece a Igreja Evangélica. A Igreja Evangélica não pode ficar fora de qualquer análise que se faça desse país.1

Infelizmente, essa é a cara do Brasil. Um país em crise. E é no meio de toda esta crise que a Igreja está inserida e, de alguma forma, precisa dar uma resposta que crie a possibilidade de transformação.

Quanto à América Latina, Samuel Escobar afirma que a década de 80 tem sido chamada de “década perdida”, por causa da deterioração visível das condições sociais em toda a América Latina.2

Qual deve ser a resposta da Igreja num momento difícil como o que vivenciamos, principalmente, como lembra-nos Paul Freston, a coincidência do crescimento evangélico com as crises sociais e religiosas não produzirá, por si só, efeitos históricos saudáveis. Pelo contrário, a visibilidade crescente tem deixado dolorosamente expostas as carências teológicas, éticas e pastorais? 3 Sem dúvida alguma o desafio que temos diante de nós é maior do que normalmente aquilatamos.

Entendo que, diante do aumento da pobreza, do aumento da violência e da criminalidade que testemunham o caos estabelecido no mundo, a compreensão da prática de Jesus diante do sofrimento humano poderá, não apenas nos desafiar, mas, nos dará bases para que encontremos o paradigma para uma Ação Social da Igreja.

É por causa do caos estabelecido que me sinto impulsionado a refletir sobre a responsabilidade social da igreja, de maneira especial, voltar a minha atenção ao Congresso internacional de Evangelização Mundial, realizado em Lausanne, Suíça, em 1974.

Capítulo 1

Proposta de responsabilidade social do Pacto de Lausanne

O Congresso Internacional de Evangelização Mundial, ocorrido na cidade de Lausanne, Suíça, entre os dias 16 e 25 de julho de 1974, tornou-se o mais importante referencial dos evangelicais espalhados pelo mundo. “Um foro formidável, possivelmente a reunião mais global já realizada pelos cristãos””, foi o comentário da “Revista Time” sobre o encontro, como lembra René Padilla em seu livro, “Missão Integral”.

Lausanne 74 foi, indubitavelmente, o maior evento da história do evangelicalismo, demonstrando que a Igreja encontrava-se em perfeita harmonia com sua época. Evidencia-se tal assertiva ao ser observado o leque de temas propostos, encabeçado pela evangelização e tratado pelos congressistas. Alguns deles merecem destaque: a questão cultural, a realidade da pobreza que vem atingindo milhões de pessoas, a responsabilidade social cristã, a batalha espiritual, dentre outros. Estas sintonia e preocupação com a realidade foram um dos fatores que tornaram o referido encontro tão significativo e contundente para as décadas que se seguiram.

É preciso, todavia, compreender o que motivou a realização do Congresso de Lausanne. Assim sendo, imperioso historiar e analisar o contexto no qual se deu o congresso, a fim de que seja possível verificar a proposta nele apresentada sobre a responsabilidade social da Igreja.

O Congresso Internacional de Evangelização Mundial foi convocado pela Associação Evangelística Billy Graham e cerca de 4000 líderes do mais amplo espectro denominacional, oriundos de 151 países, acorreram ao magno congraçamento que apresentou como tema: “Que o Mundo Ouça a Sua Voz”. A Igreja, espalhada pelo mundo, estava sendo desafiada a reafirmar a sua vocação, no intuito de considerar estratégias c programas para cumprir a grande comissão. Em outras palavras, procurava-se visualizar desafios e recursos, visando à evangelização de todo o mundo.

O congresso pretendia reunir evangélicos desejosos de afirmar a autoridade da Bíblia. John Stott afirma que a razão para tanto foi, pelo menos cm parte, a existência de uma crise de confiança em relação ao Conselho Mundial de Igrejas -CMI. A existência de uma tensão entre os evangelicais (como eram chamados) e os ecumênicos era evidente à época, até porque, segundo o CMI, aos primeiros faltava um envolvimento social mais relevante.5

Billy Graham, cm sua mensagem de abertura do Congresso de Lausanne, fez e respondeu à seguinte pergunta: Por que Lausanne? Para que o mundo ouça a Sua voz! Na ótica de Graham, nunca tantas pessoas estiveram tão sensíveis à mensagem do evangelho de Jesus quanto nos últimos tempos, mas, ao mesmo tempo, nunca se viu uma influência do secularismo tão presente no seio da Igreja como nos últimos dias. Sendo assim, revela-se necessário que a Igreja una-se para proclamar a divindade de Jesus, bem como a salvação que Ele oferece. Graham afirmou que sua esperança e sua oração eram ver a Igreja, ainda que não política ou sociologicamente, voltar teologicamente às visões e aos conceitos das grandes conferências do início do século XX, dentre elas a de Nova Iorque em 1900 e a de Edimburgo, na Escócia, em 1910. Isto porque, sob o prisma de Billy Graham, a Igreja vem perdendo muito da sua visão e do seu fervor por três razões elementares:

1 – Perda de autoridade da mensagem do Evangelho;

2 – Preocupação com problemas político-sociais;

3 – Preocupação com a unidade organizacional da igreja.6

Na mesma mensagem ainda, Grahan esboçou quatro convicções que deveriam caracterizar Lausanne:

  • A autoridade das Escrituras;
  • O homem, fora de Jesus Cristo, está perdido;
  • Só há salvação em Jesus Cristo;
  • O testemunho cristão deve englobar tanto a palavra, como também as obras.7

 

Lausanne 1974 nasceu num contexto muito amplo. Desde a década de 1920, os cristãos têm-se inclinado à polarização. Enquanto uma ala da Igreja experimenta um crescente declínio do seu ímpeto evangelizador, a ala fundamentalista experimenta uma grande vitalidade e faz um significativo investimento na obra evangelizadora. Enquanto a primeira preocupa-se com o social, a segunda imagina que a necessidade fundamental do ser humano é ouvir uma mensagem evangelizadora que lhe apresente o céu como destino último, por isso sua mensagem inclina-se numa única direção, a evangelização. Stott lembra que, durante cerca de cinqüenta anos (1920-1970) os evangélicos, tentando defender a fé histórica bíblica contra os ataques do liberalismo, reagiram em oposição ao seu “evangelho social”, concentrando-se na evangelização. O capítulo 3 preocupa-se mais sobre esta questão histórica em particular.

A partir do Congresso sobre a Missão Mundial da Igreja, ocorrido em Wheaton, entre os dias de 9 a 16 de abril de 1966, os evangelicais reafirmaram que a mais urgente necessidade da Igreja é a evangelização e a implantação de novas igrejas. O tema, crescimento da Igreja, entrou na pauta e tornou-se a bandeira de uma parcela mais fundamentalista da Igreja. Wheaton foi marcado por freqüentes ataques ao movimento ecumênico, acusado de liberalismo teológico, perda da convicção evangélica, universalismo da teologia, substituição da evangelização pela ação social e a busca da unidade em preterição da verdade bíblica.8 No entanto, o congresso deu um passo significativo em direção a uma visão holística do evangelho, visto que nele foi possível discutir a relação entre evangelização e ação social. Foi também uma inegável oportunidade para ouvir outras vozes evangélicas, provenientes de outros países que não os Estados Unidos da América. Naquele mesmo ano de 1966, entre os dias de 24 de outubro e 4 de novembro, realizou-se o Congresso Mundial de Evangelização de Berlim, patrocinado pela Christianity Today, que trouxe à tona, novamente, a urgência da evangelização. O congresso estava comprometido com a autoridade última da Bíblia e rejeitava todo pensamento sobre evangelização que não houvesse encontrado esteio nas Sagradas Escrituras. O esforço evangelístico foi reafirmado como tarefa primordial da Igreja, ao mesmo tempo em que se evidenciou uma sensível preocupação com a relação evangelização-ação social. Berlim indagou acerca do racismo, fazendo-lhe uma severa crítica e entendendo-o como empecilho ao testemunho evangelístico. Talvez uma das principais atitudes ali ressaltadas foi destinar maior visibilidade à causa evangelical. Luiz Longuini Neto afirma que o citado congresso deu início ao movimento evangelical contemporâneo.9

David M. Howard, Secretário da Aliança Evangélica Mundial apresentou, na Conferência de Wheaton, uma palestra intitulada “De Wheaton 66 a Wheaton 83″. Neste trabalho ele traçou a história do esforço do evangelicalismo pata definir a natureza e a missão da igreja. Enquanto em Wheaton 66 e Berlim 66 a tendência foi definir a missão da Igreja quase que exclusivamente em termos de evangelismo, Lausanne 74 representou uma compreensão mais ampla ao enfatizar tanto o evangelismo como a responsabilidade social, enquanto dava primazia ao evangelismo.10

Lausanne sofreu grande influência de Wheaton e de Berlim. A investigação indica, contudo, que Lausanne nasceu com o objetivo de encontrar um equilíbrio entre evangelização e ação social, mas onde a evangelização deveria receber prioridade, sem que isto significasse uma alienação quanto à questão social. Neste sentido o congresso suíço foi um formidável avanço em relação aos encontros evangelicais anteriores que, conquanto tenham abordado o tema, não conseguiram ampliar a visão da missão da Igreja.

O congresso foi significativo em três sentidos principais. Primeiro, como com as reuniões do Concilio Mundial de Igrejas, a partir dos anos sessenta, o Terceiro Mundo manteve presença em Lausanne. Metade dos participantes, dos oradores e do comitê de planejamento era do Terceiro Mundo. Além disso, alguns dos documentos pronunciados mais provocativos e influentes foram de dois latino-americanos, Samuel Escobar e René Padilla.

Em segundo lugar, como aconteceu com o catolicismo romano no Segundo Concilio Vaticano, a atitude anterior dos evangélicos de “triunfalismo” foi substituída por uma atitude de arrependimento. Lausanne representa a importância e influência crescente do Evangelicalismo universal, mas isto tem sido acompanhado por um reconhecimento de que nem tudo foi saudável no passado e que lições podem ser aprendidas com os outros.

Em terceiro lugar, este arrependimento é manifesto, especialmente na área de responsabilidade social cristã. Enquanto os evangélicos estavam em primeiro plano na preocupação social no século passado, este século tem visto uma inversão e, em muitos casos, uma total retirada do campo.11

O Pacto de Lausanne destaca-se entre as muitas contribuições significativas do congresso. Formulou-se esta declaração, dividida em quinze parágrafos, a qual, ainda hoje é lida com todo o respeito, já que, de certa maneira, ousou posicionar-se contra um evangelho mutilado e um conceito estreito de missão cristã. Dentre os vários temas contemplados pelo pacto, talvez o de maior melindre haja sido a questão da responsabilidade social da Igreja. Robinson Cavalcanti, referindo-se ao pacto, afirmou que, por excelência, ele é uma confissão de fé para os dias hodiernos.12

Loguini Neto menciona outras reações ao Pacto, demonstrando que houve um significativo boicote ao mesmo.

O boicote ao Pacto de Lausanne aconteceu, desde então, articulado por grupos fundamentalistas que o achavam extremamente progressista. Dentre esses grupos podemos citar: a Associação Evangelística de Luis Palau; a Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo; e a Escola de Missões do Seminário Fuller, cujo líder é Peter Wagner. No ano de 1988, alguns líderes eclesiásticos solicitaram ao Celep que promovesse uma consulta sobre o impacto do Movimento de Lausanne na América Latina, demonstrando uma preocupação legítima, uma vez que a intuição daqueles líderes estava correta: havia realmente um boicote ao Pacto de Lausanne na América Latina. No Brasil, uma publicação que traz o sugestivo título “Depois de Lausanne… Evangelismo na América Latina” apresenta relatórios e mensagens do 1º e 2º Encontros de Líderes Evangélicos na América Latina. Este material foi auspiciado por um “Comitê pós-Lausanne” em junho de 1977 e tinha como presidente o pastor batista Nilson do Amaral Fanini, que atualmente preside a Convenção Batista Brasileira. O único mérito da publicação, que a identifica com o espírito de Lausanne, é apresentar o pacto; o restante é quase uma traição aos princípios estabelecidos por ele.16

Não obstante as reações haverem sido tão diversas contra o Pacto de Lausanne, ele continua sendo um documento de constante leitura e releitura, pois conseguiu visitar e tratar, com absoluta seriedade, temas presentes na agenda da Igreja. Entendo que, para uma melhor compreensão do Pacto, cabe citá-lo, não integralmente, mas de maneira sucinta, dando ênfase aos seus parágrafos, numa adaptação do comentário ao Pacto feito por John Stott. Abaixo, é transcrito o termo de abertura do Pacto de Lausanne e, em seguida, uma síntese do mesmo, enfatizando especialmente o quinto parágrafo que trata sobre a responsabilidade social da Igreja.

Nós, membros da igreja de Jesus Cristo, procedentes de 150 nações, participantes do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne, louvamos a Deus por sua grande salvação, e regozijamo-nos com a comunhão que, por graça dele mesmo, podemos ter com ele e uns com os outros. Estamos profundamente tocados pelo que Deus vem fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos pecados e desafiados pela tarefa inacabada da evangelização. Acreditamos que o evangelho são as boas novas de Deus para todo o mundo e, por sua graça, decidimo-nos a obedecer ao mandamento de Cristo de proclamá-lo a toda a humanidade e fazer discípulos de todas as nações. Desejamos, público o nosso pacto.17

O propósito de Deus

A autoridade e o poder da Bíblia

A unicidade e a universalidade de Cristo

A natureza da evangelização

A responsabilidade social cristã

A Igreja e a evangelização

Cooperação na evangelização

Esforço conjugado de Igrejas na evangelização

Urgência da tarefa evangelística

Evangelização e cultura

Educação e liderança

Conflito espiritual

Liberdade e perseguição

O poder do Espírito Santo

O retorno de Cristo

1. O propósito de Deus

O Pacto de Lausanne começa mencionando a vocação divina, porque em Deus a Igreja é chamada e enviada à missão. Ele é o Deus missionário. Tudo começa com Ele.

John Stott comenta que “o primeiro parágrafo do Pacto expressa a compreensão trinitária da missão e encara a tarefa missionária da Igreja como uma vocação dos membros do povo de Deus de serem servidores e testemunhas com vistas à expansão do reino de Deus”.18

A) O caráter de Deus

A convenção não pretende fazer uma análise acurada sobre o Ser de Deus. Mesmo assim, o primeiro parágrafo demonstra que Nele residem as nossas motivação e vocação. Ele é o único Deus eterno, Criador e Senhor do mundo.

B) O propósito de Deus

O propósito divino foi chamar um povo para Si. Quando o acordo faz esta afirmação, apresenta-nos o caráter redentor de Deus.

C) A vocação humana

O Deus que redime é o mesmo que envia o povo redimido, mesmo em vasos de barro, o Evangelho continua sendo um tesouro precioso.

2. A autoridade e o poder da Bíblia

A Bíblia são as Escrituras do Antigo e do Novo Testamentos, que, em sua totalidade, refletem aquilo que dá autoridade à vocação da Igreja. É a partir das Escrituras que a Igreja ouve a voz de Deus, a qual a chama e a envia à missão.

A) O poder da Bíblia

O Pacto afirma o poder da Palavra de Deus. Quando Deus fala, também age. Sua Palavra nunca volta vazia para Ele; sempre cumpre o seu propósito (Is. 55:11).

B) A interpretação da Bíblia

O Pacto esclarece que a mensagem bíblica é a mesma para todos os homens, em todos os lugares e em todos os tempos. Entretanto, ao mesmo tempo, enfatiza a participação do Espírito Santo, iluminando as mentes para que as Escrituras tornem-se verdade constantemente inovadora no coração do ser humano.

3. A unicidade e a universalidade de Cristo

O terceiro parágrafo é intransigente em sua visão cristocêntrica, bem como em sua leitura sobre o pecado do ser humano, seu afastamento de Deus e sua incapacidade de encontrar salvação de per si. Deus, em Cristo Jesus, tomou a iniciativa de alcançar o ser humano com Sua graça.

A) Ele é o único Salvador

O ser humano dispõe de algum conhecimento sobre Deus, isto se dá em face da revelação geral. Contudo, este conhecimento não lhe confere a capacidade de experimentar a salvação. Jesus Cristo é o único Salvador.

B) Ele é o Salvador do mundo

Por ser Ele, Jesus Cristo, o único Salvador, a Igreja precisa fazê-lo conhecido universalmente. Proclamar a Jesus Cristo como “o Salvador do mundo” é anunciar o amor de Deus a um mundo de pecadores. Amor tamanho, que fez o Senhor dar seu único Filho à morte na cruz.

4. A natureza da evangelização

No seu sermão de início, Billy Graham expressou, como esperança primeira em relação ao congresso, o desejo de que ele formulasse uma declaração bíblica sobre a evangelização. Ao final, Grahan, declarou-se satisfeito, porque entendeu que tal expectativa foi concretizada, tornando-se esta um fato de consenso em todo o encontro.

No quarto parágrafo, o Pacto inicia com uma definição e prossegue descrevendo o contexto da evangelização; a saber, o que deve vir antes e depois dela.

A) Definindo evangelização

A palavra “evangelização” deriva de um termo grego que representa, em seu sentido literal, “trazer ou difundir boas novas”. Sendo assim, ao falar sobre evangelização, é preciso haver em mente o conteúdo da evangelização, a pessoa de Cristo Jesus.

B) Prelúdio à evangelização

A verdadeira evangelização nunca ocorre num vácuo. Ela pressupõe um contexto do qual não se pode isolar. Certa situação necessariamente a precede. Ao referir-se a tão imprescindível pressuposto, o Pacto deliberadamente usa as palavras “presença”, “proclamação”, “persuasão” e “diálogo”.

O prelúdio da proclamação é a presença. Como partilhar o Evangelho de Jesus Cristo com pessoas com as quais não mantemos nenhum contato? A presença cristã no mundo não substitui a proclamação, a persuasão ou o diálogo, antes, vem a ser o preâmbulo de todos estes elementos.

C) Os resultados da evangelização

A evangelização traz como resultado a obediência a Cristo, o ingresso em sua Igreja (pertencer a Cristo é pertencer ao povo de Cristo, At 2.40, 47) e um serviço responsável no mundo.

5. A responsabilidade social cristã

Indubitavelmente este foi o tema mais controverso de todo o Pacto, que, inclusive, precisou ser discutido, com mais vagar, em Grand Rapids, 1982. Se, por um lado, o enfoque cristocêntrico demonstrou o conservadorismo da convenção, de outro modo, quanto ao aspecto social, testemunhou-se em Lausanne uma visão, no mínimo, progressista. Por agora, não há a pretensão de desenvolver o prisma do qual partiu o Congresso quanto à questão social, fá-lo-ei adiante e de forma mais acurada.

6. A Igreja e a evangelização

Neste parágrafo, acentua-se limpidamente que a Igreja foi enviada ao mundo da mesma forma que o Senhor Jesus o foi e isso requer uma penetração profunda e sacrificial na sociedade não-cristã.

A) Deixando os guetos eclesiásticos

A Igreja foi chamada para deixar os seus guetos. Fomos convocados a abandonar as quatro paredes de um templo c, ao nos dirigirmos ao mundo, impactá-lo com a verdade do Evangelho.

B) Prioridade evangelística

Na missão de serviço sacrificial da Igreja, a evangelização é primordial. Partindo da premissa do sexto parágrafo, o referido serviço é inarredável, todavia, a evangelização é algo prioritário.

7. A cooperação na evangelização

No primeiro parágrafo do ajuste há uma referencia ao propósito de Deus para a Igreja, mas esse propósito encontra-se melhor trabalhado em dois parágrafos que podem ser estudados conjuntamente. Eles aludem à missão da Igreja e às suas integridade e unidade.

A) Unidade diante da verdade

O que reveste o testemunho de autoridade é a unidade, o divisionismo simplesmente depõe contra nós.

B) Unidade mais ampla

A unidade que o sétimo parágrafo enfatiza passa necessariamente pela uniformidade na verdade, na adoração, na santidade, na missão e na cooperação, em que o compartilhar recursos e experiências faça-se presente.

8. Esforço conjugado de Igrejas na evangelização

O oitavo parágrafo lembra o papel da Igreja, todo o corpo de Cristo, como comunidade missionária que envia missionários para as mais diversas, longínquas partes do mundo.

A) Todo o corpo de Cristo, um povo missionário

Esta alínea enfatiza que, no passado, a função dominante das missões do Ocidente era muito clara, mas hoje, esta função tem desaparecido rapidamente. Sendo assim, novas frentes missionárias devem ser levantadas, nesse sentido, todo o corpo de Cristo deve sentir-se responsável pela evangelização, tanto na sua própria área, na sua própria realidade, como a partir do envio de missionários a localidades mundiais diversas.

9. Urgência da tarefa evangelística

Tanto o parágrafo oitavo, quanto o nono tratam do mesmo tema: evangelização. Ambos podem ser lidos e entendidos de forma conjugada, pois este é o âmago do Pacto de Lausanne.

A) Urgência diante dos esquecidos

Lausanne lembra que mais de dois bilhões e setecentos milhões de pessoas, dois terços da humanidade, ainda precisam ser alcançados com o Evangelho de Jesus. Muita gente tem sido esquecida. A Igreja precisa ser sensível, percebendo que, nos últimos dias, tem existido uma significativa receptividade à mensagem do Evangelho, sendo assim, ela não pode desprezar tão considerável oportunidade.

B) Instituições Para-Eclesiásticas

Não obstante o pacto, em seu sexto parágrafo, destacar que o “meio designado por Deus para difundir o Evangelho” seja a Igreja, reconhece-se a validade das instituições para-eclesiásticas, as quais, na missão, devem tornar-se parceiras da Igreja.

C) Missionários estrangeiros

O parágrafo nono sugere que o número de missionários estrangeiros, bem como o dinheiro enviado para um país evangelizado sofra significativa diminuição, entendendo que o redutor pode facilitar o crescimento da igreja nacional e assegurar a autonomia desta.

D) Os milhões empobrecidos

A pobreza de milhões deveria chocar a Igreja. Infelizmente, o que se tem visto é um acostumar-se com a desgraça alheia, como se isto representasse apenas um reflexo do juízo divino. A Igreja precisa sentir-se indignada diante da miséria do outro, abrindo mão de sua opulência, optando por um estilo de vida simplificado e tornando-se mais generosa diante da necessidade do outro. Não se pode abrir morada para a alienação no seio da Igreja de Jesus.

10. Evangelização e cultura

O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. A Igreja precisa ser sábia para proclamar o Evangelho dentro de culturas distintas, respeitando-as, posto que, parte delas, é rica em beleza e em bondade.

A) Não existe uma cultura superior à outra

O Evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre outra.

11. Educação e liderança

O décimo e o décimo primeiro parágrafos lidam com dois temas relacionados entre si: educação e liderança. Ambos estão atrelados a Igrejas nascidas do labor missionário.

A) Crescimento com lucidez

Infelizmente a busca por resultados quantitativos tem caracterizado a Igreja. O crescimento numérico tem sido um grande anseio em detrimento do crescimento espiritual. Imprescindível haver um nítido equilíbrio. A igreja deve crescer numericamente sem prejuízos à educação e ao amadurecimento, demonstrando insofismável interesse pela edificação de cada crente.

B) Preparando a liderança

A Igreja necessita preparar uma liderança dentro de sua própria cultura. Os pastores e leigos devem ser treinados e preparados em doutrina, discipulado, evangelização, edificação e serviço. Esse treinamento deve ser desenvolvido a partir de iniciativas locais ativas e criativas e sob o esteio do padrão bíblico.

12. Conflito espiritual

A realidade espiritual hodiernamente vivenciada vislumbra maior ênfase na décima segunda disposição. O conflito com principados e potestades do mal que almejam destruir a Igreja e impedir a sua tarefa de evangelização mundial é uma realidade. Ainda, observa-se que esta mesma alínea exalta a influência do mundo sobre a Igreja. A “mundanidade” no cerne da Igreja deve ser vista com preocupação, pois a mesma pode afetar a sua mensagem e os métodos de evangelização. Sob o eco de João 17.14-16, a Igreja é advertida a estar no mundo, porém o mundo não necessita estar na Igreja.

13. Liberdade e perseguição

A Igreja deve desfrutar da liberdade expressa na Declaração dos Direitos Humanos, enfoca o décimo terceiro parágrafo. Neste ponto, existe um desafio para que a Igreja denuncie as injustiças que têm solapado muitos países e, por conseguinte, atingido a Igreja. Existe uma ostentação sobre a fidelidade, a qualquer custo, lembrando-nos de que servir a Jesus fielmente pode trazer perseguição.

14. O poder do Espírito Santo

A décima quarta disposição realiza uma afirmação categórica: “cremos no poder do Espírito Santo”. Este parágrafo estimula a Igreja e desperta-a para viver e caminhar na dependência c no poder do Espírito Santo.

15. O retorno de Cristo

O décimo quinto parágrafo está revestido de esperança. O retorno de Jesus será o ápice daquilo que a Igreja anseia.19

Para melhor discorrer sobre o tema e o significado do mesmo para a Igreja de Jesus, transcreve-se abaixo o quinto parágrafo do Pacto de Lausanne:

Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar Seu interesse pela justiça e pela reconciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de havermos, algumas vezes, considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar, mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.20

16. O caráter de Deus

A primeira parte da disposição acima transcrita focaliza o Ser de Deus, Ele é o Criador e Juiz de todos os homens. Como afirmou Stott, “é significativo que uma disposição inteiramente relacionada com a ‘responsabilidade social cristã’ tenha origem com uma afirmação acerca de Deus. Isto está certo, pois a nossa teologia deve sempre governar a nossa conduta”.21

Quando a assertiva acima inicia falando sobre Deus, está querendo dizer que o pilar de sustentação de nossas ações está no caráter do próprio Deus. Sendo assim, nada melhor do que olhar para o Deus missionário, o Deus que toma a iniciativa de resgatar a humanidade, o Deus que envia o próprio filho, filho que não apenas vem como Salvador, incumbido de transferir o ser humano da terra para o céu, mas, inclusive, disposto a tratá-lo com dignidade, carinho e atenção. A nossa motivação para agir em favor do próximo deve ser a ação divina em favor da humanidade.

17. O ser humano

Se na primeira parte da assertiva a exaltação recai sobre o caráter divino, na segunda, destaca o ser humano. A motivação da igreja na ação social passa inevitavelmente pela percepção de que Deus criou o ser humano à sua imagem. Esta percepção deve levar a Igreja ao arrependimento pelos tempos em que se omitiu e acomodou, deixando de agir de modo que gerasse transformação e libertação da humanidade em face de qualquer tipo de opressão.

O pacto, com muita felicidade, instiga os cristãos a partilhar do interesse divino pela justificação e reconciliação de toda a sociedade humana, pois o ser imagem de Deus e o ser por Ele criado, torna o homem indistintamente especial, de cujo valor a Igreja não se pode deslustrar, independentemente de raça, cor, religião, cultura, classe social, sexo ou idade.

18. Evangelização e ação social

Pretendendo evitar maiores delongas, neste momento, sobre a relação evangelização-responsabilidade social o que farei posteriormente. Porém, desde já, saliento o que o Pacto afirma sobre este aspecto.

Lausanne estabelece que a Igreja foi chamada, tanto para a evangelização, quanto para a ação social, entendendo que são elementos distintos e que devem integrar o dever cristão, pois ambos relacionam-se com o Ser de Deus e com o caráter c a necessidade do ser humano. Evangelização e ação social não são excludentes, ao contrário, devem ser parceiras na missão.

19. Uma voz profética

O parágrafo que ora se destaca também dá ênfase ao papel profético da Igreja. A mensagem de salvação é mensagem de juízo sobre toda alienação, opressão e discriminação, desta forma, ela também deve denunciar o mal e a injustiça onde quer que estes se façam presentes.

20. Salvação deve ser sinônimo de transformação

A alínea conclui com um desafio ao compromisso cristão pessoal. Ser cidadão do reino evidencia, na prática, aquilo que aconteceu na vida por causa da presença de Jesus. E esta presença deve revolucionar a vida do cristão. Ser cristão, significa ter passado por uma metamorfose, conceitos e posturas são revistos e transformados.

De alguma maneira, o que foi dito até aqui permite dispor de um vislumbre do que Lausanne afirmou sobre a responsabilidade social da Igreja. Mas, se a afirmação de Lausanne foi um progresso, tal atitude não foi vista com tanta tranqüilidade. O Pacto coloca, lado a lado, a evangelização e a responsabilidade social, mas não define a relação existente entre as duas. A responsabilidade social da igreja suscitou discussões quanto à preeminência. Afinal, quem virá primeiro: a evangelização ou a responsabilidade social?

As discussões e a desconfiança sobre a questão social em preterição da evangelização foram instrumentos que, em 1 982, em Grand Rapids, motivaram um grupo a debater e definir mais claramente qual a relação entre evangelização e responsabilidade social. Com maior exatidão, o tema será desenvolvido a posteriori.

 

Capítulo 2

A responsabilidade social cristã no Pacto de Lausanne

1. A relação entre responsabilidade social e evangelização

Na primeira parte deste trabalho, foi apresentada a proposta de responsabilidade social do Pacto de Lausanne. Posteriormente, revelou-se a dificuldade em reconhecer-se a relação entre evangelizaçao e responsabilidade social, o que inevitavelmente gerou um certo conflito no Congresso Suíço. Indaga-se, porém qual dos dois seria mais importante. Será que evangelizaçao exclui a ação social da Igreja? Ou será que a ação social é que exclui a ação evangelizadora?

Cada época tem conhecido controvérsias e debates no campo da teologia, alguns de difícil aplicação para o cotidiano, como o clássico debate sobre o “sexo dos anjos” na Igreja Bizantina, outros de caráter mais relevante como “para que serve a Igreja?”, ou seja, qual a natureza de sua missão? Uma influência platônica tem estado presente ao longo da História do Cristianismo, separando corpo e alma, matéria e metafísica. Em nossos tempos essa influência tem sua face visível naqueles cristãos apenas preocupados com a “alma’1, a “vida espiritual” (contrastada com a vida material), o “outro mundo”, a vida após a morte, de tendência ascética, separatista e alienada. Para essas pessoas, a missão da Igreja é resgatar indivíduos isolados, garantindo-lhes a vida abençoada após a morte, enquanto aqui deve se separar do mundo, cultivar uma religiosidade intimista, lutando contra a “carne”, manifestada em usos e costumes. O mundo não tem futuro, nada nos resta fazer por ele, e não nos devemos meter em questões políticas, sociais e econômicas. A vida do homem deve se resumir a ir para o trabalho, para a igreja e para sua casa… e que tudo o mais vá para o inferno…22

Por ora, discorre-se detalhadamente sobre a controvérsia acima referida, a qual indubitavelmente despertou os mais significativos entraves para os participantes de Lausanne. As respostas às questões acima verificam o que de fato afirmou o mencionado congresso, levantando-se um apanhado de posições que encontram uma enorme dificuldade em relacionar a evangelização com a responsabilidade social.

O assunto em questão leva inevitavelmente a definições, mesmo sabendo que a conceituação importa enclausurar os termos “Evangelização” e “Responsabilidade Social”. Paralelamente, analisa-se o que o Pacto de Lausanne afirmou sobre a questão, bem como o que a Consulta de Grand Rapids, concluiu sobre o assunto, buscando entender como os dois elementos relacionam-se.

Falar sobre responsabilidade social encontra, ainda hoje, certa resistência de alguns, porque existe considerável receio de que a ação social engendre algum tipo de alienação evangelística. Peter Wagner afirma que vários grupos de trabalho foram nomeados pelas sete maiores denominações nos Estados Unidos da América, onde a maioria dos membros é branca (a Igreja Metodista Unida, a Igreja Evangélica Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Luterana — Sínodo de Missouri — a Igreja Episcopal, a Igreja de Cristo Unida e as Igrejas Batistas), para verificar a razão do decréscimo ocorrido em sua membresia no período entre 1946 a 1996, quando perderam dois terços de seus membros. Os relatórios concluíram que a forte preocupação com o social, em detrimento da obediência ao mandamento evangelístico, tem sido uma das principais causas do declínio das igrejas.23

A impressão é de que a resistência de certa ala da Igreja à questão social está diretamente relacionada com a influência do evangelho social, sendo este um tema defendido pelos liberais e que suscitou, da parcela conservadora da Igreja, o que ficou conhecido como os fundamentos, os quais eram artigos escritos por conservadores americanos de todas as denominações históricas que se coligaram para defender a fé cristã da intrusão do liberalismo nos seus seminários e igrejas. Os fundamentos deram origem ao termo Fundamentalismo, conforme o conhecemos, embora, hodiernamente, haja se tornado um conceito pejorativo.

Por um lado, se os fundamentalistas, como ficaram conhecidos aqueles que produziram e acolheram esse documento, resgataram a importância das Escrituras (inspiração, infalibilidade e inerrância), a divindade de Cristo, o nascimento virginal de Cristo e os milagres, o sacrifício propiciarório de Cristo e sua ressurreição literal e física e seu retorno, por outro lado, radicalizaram, chegando mesmo a atingir extremos tão perigosos quanto o liberalismo de que tentavam defender-se. Numa tentativa de rechaçar a teologia liberal com todos os seus “perigos” resolveram também repelir o que de melhor havia nos teólogos liberais, especialmente quanto à sua visão holística do ser humano e sobre a responsabilidade social da Igreja.

Ás vezes a diferença entre estes pontos de vista se evidencia não apenas em tensão, mas até numa polarização estéril, geralmente ao longo das linhas divisórias entre evangelicais e liberais, cada um deles manifestando uma reação exagerada em relação à posição do outro. Os primeiros tendem a concentrar-se exclusivamente na evangelização, negligenciando a necessidade social, seja ela comida para os famintos ou libertação e justiça para os oprimidos. Os últimos vão para o extremo oposto, tendendo a negligenciar a evangelização ou tentando reinterpretá-la em termos de ação sócio-polítíca, tais como a humanização de comunidades ou a libertação dos oprimidos. Assim o estereótipo evangelical tem sido espiritualizar o evangelho, negando suas implicações sociais, enquanto que o estereótipo ecumênico tem sido politizado, negando sua oferta de salvação para os pecadores. Esta polarização tem sido um desastre.24

Definindo Evangelização

Poder-se-ia esperar que a Igreja de Jesus estivesse habilitada a definir facilmente o significado de evangelização, tendo em vista a primazia que ela sempre destinou ao tema. Curiosamente é possível perceber que existem maneiras distintas de fazê-lo.

J. I. Packer, em seu livro, “Evangelização e Soberania de Deus”, esclarece a definição de evangelização apresentada pela Comissão de Arcebispos da Igreja Anglicana, em seu relatório sobre a obra evangelística da Igreja em 1918, nos seguintes termos: “Evangelizar é apresentar Cristo Jesus de tal modo que, no poder do Espírito Santo, os homens venham a depositar sua confiança em Deus através d’Ele, aceitando-O como seu Salvador e servindo-O como seu. Rei na comunhão de Sua Igreja”.25

Por sua vez, Wadislau Martins Gomes afirma que “mais que pregar, evangelizar é fazer discípulos, isto é, fazer seguidores de Jesus”.26

O que causa maior surpresa nas definições acima apresentadas é perceber que evangelização acaba confundindo-se com resultado. Sem resultados, conversão, discípulos, servos, não houve evangelização. Os dois conceitos esquecem-se de que o papel da Igreja é evangelizar, é proclamar as boas novas do reino de Deus, no entanto, o resultado não depende dela, mas da ação soberana de Deus. O Espírito Santo é aquele que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo.

Em Caruaru, cidade do Estado de Pernambuco, foi possível verificar-se que a busca por resultados levou as igrejas a se envolverem com o ministério de casais, na esperança de que, ao atingir um casal em crise, abrir-se-iam portas bem maiores, posto que os filhos, pais, sogros, parentes mais próximos que, de alguma forma vivenciaram o problema familiar, igualmente seriam alcançados. Quando o Encontro de casais com Cristo (E.C.C.) foi apresentado às igrejas evangélicas da cidade, estas se sentiram motivadas a investir no projeto. A reboque, implementaram encontros de jovens e de amigos, tentando, neste último caso, tratar de pessoas solitárias, solteiras, viúvas e divorciadas.

Os encontros de casais levaram inúmeras pessoas para dentro das Igrejas. Infelizmente, porém, as pessoas que eram convidadas a participar dos encontros não estavam concomitantemente repensando seus lares, mas sutilmente estavam sendo apenas evangelizadas. Tal afirmação refere-se à idéia defendida por alguns de que os fins justificariam os meios. Os resultados surgiram com velocidade vertiginosa. Em muito pouco tempo, as igrejas que introduziram os encontros puderam alegrar-se com os resultados, com os frutos. Mas, sem que percebessem, algo de errado estava acontecendo. Houve uma espécie de “constantinização” no seio da igreja caruaruense. As pessoas que foram chegando não estavam preparadas para o novo, até porque o ambiente dos encontros era bem diferente daquilo que as igrejas ofereciam em seus cultos, o que gerou um desconforto natural. Muitos dos que se aproximaram das igrejas e tornaram-se membros não foram preparados, discipulados, sequer acompanhados, mas passaram a integrar as respectivas comunidades que promoviam os encontros como fruto dessa busca desesperada por resultados por parte da liderança, gerando enorme mal estar e em seguida divisão nas igrejas.

Os encontros logo se depararam com opositores que entenderam que a postura das igrejas, diante do novo método evangelístico, limitava-se à busca de resultados imediatos, sem interesse pela transformação de vidas. A crise familiar era a ponte usada para a evangelização. A experiência em Caruaru reflete um pouco dos desvios que podem surgir na busca por resultados.

Carlos Caldas Filho apresenta ao menos quatro críticas, que julga as principais desse método que busca resultados a qualquer preço.

1 – A preocupação excessiva com quantidade, em detrimento da qualidade;

2 – Espiritualização da tarefa missionária da igreja em detrimento de outros aspectos importantes, como a luta pela justiça e o atendimento das necessidades humanas concretas;

3 – Uma “jejuitização” da metodologia missionária, no sentido de que “os fins justificam os meios”;

4 – Escassa (ou nenhuma) base bíblica para justificar a metodologia empregada.”

Não se pode ser injusto com os encontros de casais, de jovens e de amigos. Em alguns casos, houve transformação social. Maridos que eram alcoólatras experimentaram conversão e consequentemente tornaram-se melhores pais, maridos e profissionais. Houve também no seio das igrejas uma maior conscientização da sua tarefa evangelística. As comunidades evangélicas saíram do seu “gueto” e começaram a perceber a crise de outros e não somente as crises da família da fé.

Evangelização é a proclamação das boas novas da salvação em Jesus Cristo, visando a levar a efeito a reconciliação entre o pecador e Deus Pai, mediante o poder regenerador do Espírito Santo. Evangelização é parte essencial da missão da Igreja. Originalmente o termo evangelizomai, significa trazer ou anunciar o evangelion, as boas novas. O Congresso sobre Evangelização realizado na cidade de Berlim em 1966 descreve, de maneira prática e precisa, o que vem a ser evangelização:

Evangelização é a proclamação do Evangelho do Cristo crucificado e ressurreto, o único redentor do homem, de acordo com as Escrituras, com o propósito de persuadir pecadores condenados e perdidos a pôr sua confiança em Deus, recebendo e aceitando a Cristo como Senhor em todos os aspectos da vida e na comunhão de sua igreja, aguardando o dia de Sua volta gloriosa.2S

Existe uma lenda sobre a volta de Jesus à glória, após o seu tempo na terra que reflete a responsabilidade evangelística da Igreja. No céu, Ele continuava com as marcas de sua peregrinação na terra e, inclusive, as marcas da cruz e sua vergonha, Exatamente no céu tem lugar um diálogo entre o anjo Gabriel e Jesus.

— “Mestre, tu deves ter sofrido muito por causa dos homens na terra, disse Gabriel”.

— “Sim, de fato”, respondeu Jesus.

— “Jesus, eles sabem tudo sobre o teu amor e sobre o que fizeste por eles?”

— “Ó, não”, disse Jesus, “Ainda não. Neste momento apenas um punhado de gente na Palestina sabe”. Diante da resposta de Jesus, Gabriel ficou admirado e perguntou:

— “O que fizeste para que teu amor fosse conhecido?”

— “Pedi a Pedro, Tiago, João e alguns amigos para contarem sobre mim a outras pessoas. Quem me conhecer, por sua vez, contará a outras pessoas, que contarão a outras, até que toda a humanidade saiba do meu amor”.

Gabriel, conhecendo a natureza humana, perguntou com certo ceticismo:

“E se aqueles a quem de tal tarefa foi incumbida se esquecerem de proclamar a verdade? E se no século XX as pessoas não contarem umas às outras acerca do teu amor? Não existe um plano de emergência?”

— “Não. Estou contando com eles”, respondeu Jesus.”29

A evangelização continua sendo a tarefa prioritária da Igreja de Jesus e Ele continua contando com o Seu povo para proclamar as boas novas do reino. As seguintes definições foram adotadas pelo Comitê de Lausanne para a Evangelização Mundial:

Natureza: A natureza da evangelização é a comunicação das boas-novas.

Propósito: O propósito da evangelização é dar a indivíduos e grupos uma oportunidade válida de aceitar a Jesus Cristo.

Alvo: O alvo mensurável da evangelização é persuadir homens e mulheres a aceitar Jesus Cristo como Senhor e Salvador e servi-lo na comunhão de sua Igreja.30

O Pacto de Lausanne conceituou evangelização nos seguintes termos:

Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito Santo a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, a tomarem a sua cruz e a identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.31

Em sentido mais amplo, evangelização pode ser vista como a obra integral da Igreja para proclamar o Reino de Deus (Marcos 1.15). Ela compreende três amplas categorias:

Evangelismo - proclamação do evangelho aos ainda não alcançados dentro de nossa própria sociedade ou cultura;

Atividade missionária - uma proclamação que interage com a cultura do público-alvo;

Atividade pastoral – ato de prover e aprofundar o evangelho entre aqueles que já o aceitaram.32

É, no mínimo, interessante perceber que a Igreja tem discutido um tema, ao qual se lhe atribui ênfase e certa primazia e, ao mesmo tempo, notar que a evangelização como ação proclamatória limita-se aos púlpitos e ao nosso gueto. O “indo” de Jesus na grande comissão parece não estar recebendo a importância que nosso discurso delega a ele. Quiçá algum dia a Igreja brasileira seja mais coerente com suas proposições. Se a evangelização deve ter primazia, que esta atinja a nossa práxis e afete a nossa criatividade, para que a ação proclamatória aconteça onde a Igreja está e não apenas onde o templo está. Para que isto aconteça, é preciso fazer uma releitura da grande comissão, a fim de que o nosso agir seja transformado. Restamos corroborar com Orlando Costas que, ao definir evangelização, diz:

Evangelizar é participar de uma ação transformadora, isto é, as boas-novas da salvação. Neste sentido, a evangelização não é um conceito, mas sim uma tarefa dinâmica, encarnada na vida e ação salvifica de Jesus Cristo. Portanto, ela não pode ser reduzida a uma fórmula verbal. Evangelizar pelo poder do Espírito Santo a salvação que foi revelada em Jesus Cristo.”

Definindo responsabilidade social

Este tema reveste-se de profundo significado, ao ser confrontado com as afirmações bíblicas e ao voltar-se os olhos para a história da cristandade e ainda, ao constatar-se a crise social, cujas estruturas encontram-se marcadas e maculadas pelo pecado e pela injustiça.

Referir-se à responsabilidade social não significa apenas destacar a filantropia, área muito bem visitada pela Igreja. A Igreja consegue, com cestas básicas, serviço médico ambulatorial, dentistas, tratar de questões que tocam à carência imediata do povo. Numa tragédia é possível ver a Igreja sendo solícita. Na região da mata pernambucana, depois de uma grande tragédia provocada pelas chuvas, foi possível ver a Igreja Evangélica mobilizar-se e engajar-se no socorro às vitimas. Toda essa ação, por mais saliente e importante, continua apenas no campo da filantropia, não alcança as estruturas mais profundas que visem a uma grande transformação. Ao falar sobre responsabilidade social precisamos ir mais adiante. Insofismável abarcar os atos de misericórdias e os atos de justiça.

A fim de explicitar o pensamento deste subscritor sobre responsabilidade social passo a delinear a definição de Hélcio da Silva Lessa que dividiu o tema em três categorias: Assistência Social, Serviço Social e Ação Social. Para facilitar sua definição, Lessa tenta contextualizá-la com uma história:

Nos idos do escravagismo, alguns cristãos, sensibilizados com os escravos castigados e violentados no pelourinho, resolviam ajudá-los com água, pão ou tratamento de suas feridas. Aquela atitude nobre, que não se relacionava com as causas da escravatura e mantinha o escravo na mesma situação, exemplifica o que se pode chamar de Assistência Social.

Na assistência social existe compaixão e manifestações práticas dessa compaixão. Existe coragem para, mesmo numa ínfima proporção, confrontar o erro, mas não existe transformação histórica, o escravo continuará sendo escravo e permanecerá sofrendo no pelourinho, esperando que uma alma caridosa venha cuidar de suas necessidades mais urgentes.

Outros cristãos, com uma visão mais aberta, mais ampla, vão além da assistência. De alguma forma, buscam assegurar a liberdade do escravo, através de levantamento de recursos para que ele seja comprado e libertado. Buscar-se-ão mecanismos para que o liberto encontre um trabalho e possa sobreviver nessa nova condição. Esse tipo de atitude, por mais louvável que seja, pode ser chamado de serviço social.

O problema neste tipo de ação, conquanto o senso de misericórdia tenha ultrapassado em muito a assistência social, pois neste caso se conseguiu a liberdade e um meio de subsistência do livre, é que de fato não operou aqui uma transformação histórica. Resolveu-se o problema de um escravo, mas a escravidão continuará a passos rápidos atingindo a outros e estes continuarão a ser espancados, levados ao pelourinho e muitas vezes violentados até à morte.

Alguns cristãos lançar-se-ão na luta contra a escravatura, para que se elimine definitivamente a opressão sobre o ser humano. Ação esta verdadeiramente eficaz, pois as estruturas serão alcançadas, a instituição escravagista será afetada significativamente. Agora sim, a possibilidade de uma transformação histórica se avizinha. Tal atitude pode ser chamada de ação social.34

O Comitê de Lausanne convocou uma consulta para discutir o tema da relação entre responsabilidade social e evangelização. A consulta julgou mais fácil dividir a responsabilidade social cristã em duas categorias, as quais, para fins de simplificação, podem ser chamadas de “serviço social” e “ação social” e foram distinguidas da seguinte maneira:

SERVIÇO SOCIAL AÇÃO SOCIAL
Socorrer o ser humano em suas necessidades Eliminar as causas das necessidades
Atividades filantrópicas Atividades Políticas e econômicas
Procurar ministrar a indivíduos e Famílias Procurar transformar as estruturas da sociedade
Obras de caridade Busca da Justiça 35

 

Pesa sobre a Igreja a responsabilidade de lutar contra essas estruturas de pecado que continuam oprimindo o ser humano. Não é possível ser Igreja e, ao mesmo tempo, alienar-se. A Igreja é o povo de Deus alerta às injustiças e que não se cala diante delas, ao contrário, esforça-se para que se faça justiça, para que o ser humano seja tratado com dignidade e experimente qualidade de vida já, aqui na terra, pois no céu, sem dúvida alguma, haverá plenitude de vida.

2. A relação entre a evangelização e responsabilidade social

Não é tarefa fácil estabelecer termos, mas tarefa mais complexa é relacionar os já definidos, isto porque, nem sempre é fácil harmonizar palavras e ações; pregação e prática; denúncia e ação transformadora. Além desta dificuldade, é sabido que na caminhada da Igreja, principalmente a partir do final do século XIX e início do século XX, em função do temor da influência do liberalismo, tentou-se separar Evangelização de Responsabilidade Social, entendendo-se com isso que a Igreja seria poupada de todo e qualquer desvio de sua responsabilidade precípua que é a evangelização.

Talvez a única tarefa mais urgente de missões hoje seja relacionar evangelização e ação social. Os cristãos do movimento ecumênico tendem a desconsiderar ou então redefinir a evangelização de tal maneira que a necessidade de um relacionamento novo, pessoal com Deus por meio de Cristo fica diminuída. Outros se inclinam a manter as duas tarefas totalmente separadas, considerando que apenas a evangelização tem valor eterno.

Os cristãos de muitas nações são missionários no mundo hoje – cruzando fronteiras culturais com o amor de Deus. A obra missionária é agora mais extensa e mais internacional do que nunca. Essa obra não está isenta do fracasso de solucionar as questões atualmente debatidas. Mas sem dúvida os missionários cristãos serão mais bem equipados para a tarefa do seu Senhor e Mestre quando se chegar a um equilíbrio adequado entre os diversos aspectos de missões. Em particular:

1 – O evangelho deve ser proclamado tanto em palavras como em ação;

2 – Precisamos tanto identificar-nos com os não-cristãos em suas necessidades, quanto lhes contar as “boas novas” cristãs;

3 – A igreja não está envolvida apenas com a própria expansão, também é o agente da missão de Deus.36

Diante das conclusões do Pacto de Lausanne, que não conseguiu relacionar os dois temas, ação evangelizadora e ação social, conquanto, para ser fiel ao Pacto, em seu sexto parágrafo, faça menção da relação entre os dois temas, afirmando que “o serviço de evangelização abnegada figura como a tarefa mais urgente da igreja” 37. Mesmo assim, James Scherer lembra que algumas questões padeceram de respostas, face às várias alternativas ou opções que interligaram os dois temas. Senão, vejamos:

4 – A de que a responsabilidade social é um afastamento, ou mesmo uma traição da evangelização;

5 - A de que responsabilidade social é evangelização;

6 – A de que a responsabilidade social é uma manifestação – ou uma conseqüência – ou uma parceira da evangelização etc;

7 – A de que responsabilidade social e evangelização são componentes distintos, mas iguais do ministério da Igreja.38

Adiante se encontram delineadas alternativas ou opções que tentam relacionar evangelização e responsabilidade social, conforme Scherer e Nascimento. Num primeiro momento, mais precisamente nos dois primeiros tópicos, são tratadas as reações negativas a tal relacionamento, fruto de uma visão radical daqueles que acreditam que a ação social é uma traição ao evangelismo. Posteriormente, nos tópicos seguintes, são apresentadas as opções que tentam relacionar positivamente os dois temas.

Ação social é um alheamento do evangelismo

Cristãos conservadores, que sustentam uma visão dispensasionalista, portanto destituída de esperança para o mundo, a qual se restringe ao céu, pois o mundo caminha rapidamente de mal a pior e ainda, que consideram a ação evangelizadora a única tarefa da Igreja, entendem que o envolvimento da Igreja com ações sociais é um ato de alheamento do evangelismo.

Ação social é uma traição ao evangelismo

Neste sentido, a reação contra a ação social certamente tem uma relação com o liberalismo defendido pelo evangelho social. Para poupar a Igreja de qualquer desvio da verdade, de qualquer associação com as heresias liberais, desprezou-se a ação social, crendo que tal envolvimento seria, na prática, uma traição ao chamado da Igreja para fazer discípulos.

Ação social como evangelismo

Para alguns, ação social e evangelismo andam juntos, um não existe sem o outro. Nascimento cita Emílio Castro em seu livro, “Liberation Development and Evangelism: Must we Choose in Mission” em que afirma que “o evangelismo existe somente onde há preocupação social, sem ela pode haver propaganda, proselitismo, mas dificilmente boa-nova” 39

Esta opção se torna perigosa, pois acredita que se não houve ação social não houve evangelização, no entanto é possível perceber que, na caminhada da Igreja e mesmo em textos bíblicos, como na parábola do Samaritano, houve ação social sem necessariamente haver evangelização como proclamação.

Ação social como um meio para o evangelismo

Dentre as várias opções sobre o relacionamento evangelização-ação social está aquela que acredita que a ação social pode ser um instrumento, um meio para a evangelização. Na Consulta de Grand Rapids, a ação social foi vista como ponte para a evangelização. Ela pode ser um mecanismo facilitador, derrubando preconceitos, desconfianças e abrindo portas para que a verdade do Evangelho fale ao coração do ser humano.

Como é sabido, as pessoas vêem os cristãos evangélicos como uma Igreja alheia à tragédia humana. Sendo assim, a ação abriria o ser humano para ouvir o que o Evangelho tem a dizer. A leitura da história das missões modernas apresentar-nos-á missionários que, v.g., investiram na saúde pública para facilitar a comunicação com aqueles que deveriam ser alcançados pelo evangelho.

Ação social como uma manifestação do evangelismo

Os defensores desta opção acreditam no envolvimento social como uma demonstração do evangelho. A ação social dá visibilidade à evangelização. Conforme Nascimento, “a analogia da fé e obra na epístola de Tiago é muitas vezes usada para explicar este ponto de vista”.40 Esta leitura utiliza-se do ministério de Jesus para mostrar que, com Ele, palavra e ação andavam de mãos dadas, como irmãs gêmeas.

Ação social como um resultado ou conseqüência do evangelismo

A Consulta de Grand Rapids afirma que a ação social é uma conseqüência da evangelização, ou seja, a evangelização é o meio pelo qual Deus produz nas pessoas um novo nascimento e este novo nascer manifesta-se no serviço prestado aos outros. A definição vai mais adiante e assevera que mais do que simples conseqüência da evangelização, a responsabilidade social é um dos seus principais objetivos. Nesse sentido, entende-se que a resposta natural de uma pessoa alcançada pelo evangelho será o seu envolvimento em ações sociais transformadoras. Parece tratar-se de postura bastante perigosa, visto que se verifica, (ao voltar os olhos para a Igreja, mesmo sabendo que aqueles que a ela pertencem foram alcançados pelo evangelho), a falta de uma ação social séria e radicalmente transformadora. Parece, ainda, que o grande perigo revela-se na perpetuação do status quo, fruto de uma alienação, posto que a Igreja, em sua trajetória, muitas vezes se preocupa com assuntos periféricos, como construção de templo, modernização do som, aquisições de veículo para a comunidade, de terreno para o acampamento da igreja – que não dispõe de tempo, nem de condições financeiras para se envolver com o problema social alheio.

Obviamente não se pretende ser pessimista ao realizar tal critica, posto que teoricamente parece que a teoria alberga congruência com a visão bíblica. Povo transformado deveria ser povo engajado, mas, na prática, percebe-se exatamente o contrário. A Igreja tem exercitado o “ensimesmamento” e toda a sua estrutura parece voltar-se para o benefício da própria comunidade, o que, de alguma maneira, a conduz à alienação quanto à tragédia do outro.

Ação social como parceira do evangelismo

Grand Rapids revelou também que a ação social foi vista igualmente como parceira do evangelismo e, no intuito de ilustrar essa parceria fez-se a seguinte comparação:

elas são como as duas lâminas de uma tesoura, ou como as duas asas de um pássaro.41

Essa parceria aplica-se tanto ao cristão, individualmente, como à igreja local. Obviamente, cada cristão recebe um dom e um chamado diferente que o habilita a concentrar-se em ministérios específicos, assim como os doze foram chamados para um ministério pastoral e os sete para um ministério social. É igualmente óbvio que diferentes cristãos encontram-se em diferentes situações de necessidade, e que cada uma requer uma resposta específica. Nós nãos estamos acusando o “bom samaritano”, por atar as feridas do viajante sem indagar sobre o seu estado espiritual, nem Filipe por compartilhar o evangelho sem inquirir as suas necessidades sociais. Estes foram, no entanto, chamados específicos e situações específicas. Falando em termos gerais, todos os seguidores de Jesus Cristo tem a responsabilidade de testemunhar e de servir, de acordo com as oportunidades que lhes forem dadas.42

 

Ação social e evangelismo como igualmente importantes

Esta, que se traduz na oitava idéia, trata da valorização eqüitativa entre ação social e evangelismo. Nascimento apresenta, como alguns dos expoentes desta concepção, Ronald Síder, Samuel Escobar e David Bosch. Se alguma palavra pode ser vista como adequada para caracterizar a missão da Igreja, de acordo com Bosch, ela é o conceito bíblico de martyria (testemunha), que pode ser subdividida em kerigma (proclamação), koinonia (comunhão), diakonia (serviço) e leitougia (liturgia). Na história da Igreja é possível perceber esta inter-relação que valoriza tanto a ação social, quanto a evangelização.

Ação social como parte da proclamação do evangelho

Sendo este o último expediente de análise, afirmou-se que a ação social é parte da proclamação do evangelho. Em outras palavras, os defensores desta postura, advogam que a ação social da Igreja é mais do que alimentar os famintos, curar os doentes e providenciar recursos para que a sua tragédia seja minimizada. Entende-se que ela exige uma ação social mais profunda que possa trazer justiça social. A tarefa da Igreja continua sendo a de proclamar o Evangelho, no entanto, isto, em hipótese alguma, poderá fazer com que a Igreja cale-se diante dos desmandos sociais.

Você deve lembrar que este é um fenômeno um tanto novo. Os velhos reavivamentos são mencionados com grande carinho pelos líderes evangélicos. Contudo, parece que se esqueceram do que foram esses reavivamentos. Sim, os velhos reavivamentos da Grã-Bretanha, Escandinávia, e assim por diante, conclamavam com grande clareza e sem dúvida alguma, a uma salvação pessoal. Mas conclamavam também a uma ação social resultante. Leia a história dos grandes reavivamentos. Cada um deles seguiu este mesmo padrão, e não há melhor exemplo do que os grandes avivamentos de John Wesley (1703-1791) e George Whitefield (1714-1770).

Os reavivamentos de Wesley e Whitefield foram tremendos no chamado para a salvação individual, e milhares de milhares foram salvos. Contudo, até mesmo os historiadores seculares reconhecem que os resultados sociais do avivamento wesleyano, salvaram a Inglaterra de sua própria versão da Revolução Francesa. Devemos mencionar os nomes de alguns dos nossos precursores cristãos, com um grito de orgulho e gratidão a Deus: Lorde Schaftesbury (1801-1855), que ousou defender a justiça para o pobre em meio à revolução industrial; William Wilberforce (1759-1833), que foi a maior força pessoal solitária a mudar a Inglaterra de um país escravocrata para um país que, muito antes dos Estados Unidos, abandonou a escravatura legalmente e de fato. Estes homens não realizaram estas coisas por acaso, mas porque viam tudo isso como parte das Boas Novas cristãs. Deus usou pessoas envolvidas nos avivamentos para produzir os resultados não só de salvação individual, mas também de social.”

Afinal, qual a relação entre responsabilidade social e evangelização? Esta pergunta permanece no ar e como lembra Stott:

Muitos temem que quanto mais nós, os evangelicais, nos comprometermos com um, tanto menos estaremos comprometidos com o outro, e que, caso nos comprometamos com ambos, um dos dois com certeza sairá prejudicado; e, especialmente, que uma preocupação com a responsabilidade social certamente acabará embotando nosso zelo evangelístico.44

Ao contrário do que muitos pensam, entendo que a tarefa da Igreja deve abarcar as duas ações, a evangelizadora e a social. Ora, se houver fidelidade ao Evangelho de Jesus, a Igreja não cometerá o equívoco de priorizar uma ação em detrimento da outra. No entanto, creio, ainda, que se deve usar o bom senso ao decidir qual será a atividade a encabeçar o contato da Igreja com dada comunidade. Conquanto devam andar juntas, a evangelização e a ação social podem existir independentemente.

A consulta reafirmou que a ação prioritária da Igreja é a evangelização, por duas razões elementares: primeiro, referida prioridade não é temporal, mas lógica, pois existem situações em que o ministério social precisará vir inicialmente. No entanto, em alguns países, o progresso social tem sido obstaculizado devido à predominância de uma cultura religiosa e somente a evangelização pode modificar este cenário; em segundo e último lugar, a evangelização relaciona-se com o destino eterno das pessoas. Raras serão as vezes em que a Igreja haverá de optar entre ação social ou evangelização, mas em acontecendo, ela precisa lembrar-se de que a necessidade suprema e máxima de todo ser humano é a graça salvadora do Senhor Jesus.45 id., p.22.

Concluindo este segundo capítulo, quero citar aquilo que Manfred Grellert afirmou com muita propriedade:

“A evangelização pode ter prioridade na missão integral da igreja, conforme a ênfase de Lausanne. Mas ela não será bem-sucedida sem o equilíbrio na missão integral da mesma. Uma comunhão patológica, uma edificação anêmica, um culto festivo e vazio e uma ação social ausente geralmente resultam numa elefantíase evangelística e numa inchação das igrejas.46

3. Perspectiva histórica sobre a responsabilidade social da igreja

Em trecho de determinado artigo, abaixo transcrito, observa-se que o autor fez severa crítica à falta de influencia da Igreja Evangélica Brasileira. Segundo este mesmo autor, a Igreja se diz grande, mas essa superdimensão não transforma o estado de miséria e desigualdade social presentes no país, Senão, vejamos:

Dizem que o total dos supostos evangélicos é de 30 milhões. Mas por que o padrão moral e a ética da sociedade degeneram-se a cada dia? Onde está a influência dos supostos evangélicos? Será que a miséria, a desigualdade social e os salários de fome não incomodam aqueles que deveriam não se conformar com este século, mas transformá-lo pela renovação da mente? A população não tem perspectiva de vida, as pessoas não têm mais rumo, onde estão os padrões éticos, morais e religiosos que são a base da sociedade? A Reforma Protestante abalou o mundo, os puritanos diziam que a ignorância é a maior aliada de satanás. A diferença entre os protestantes do passado e os supostos evangélicos de hoje é que: 1. Os do passado criam no verdadeiro evangelho que necessariamente gera o não-conformismo com o mundo, e o desejo de implantar os aspectos do Reino de Deus nesta sociedade: justiça, paz e alegria. 2. Eram reformados de verdade, temiam verdadeiramente a Deus. É por isso que as coisas estão desse jeito… dizem que crêem no mesmo Evangelho de nossos pais. Será?47

O texto acima comete o equívoco de não fazer uma análise histórica dos fatos que influenciaram a Igreja Evangélica no Brasil, tornando-a o que é hoje. Consubstancia-se fácil colocar a Igreja na berlinda e atirar-lhe pedras. Essa posição reveste-se de comodidade e simplismo, pois não detecta os fatores que a levaram a ser o que ela é. Se, por um lado, o artigo peca por desprezar a história, por outro, tem a virtude de enfatizar a necessidade de coerência entre discurso e prática.

Neste capítulo, revisita-se a história da Igreja, buscando entender porque uma Igreja como a evangélica brasileira, com tanto potencial e que continua a experimentar um crescimento tão expressivo, denominado por alguns de avivamento, não consegue exercer uma influência mais significativa e transformadora no contexto em que está inserida e ainda, porque contínua restringindo sua ação social à filantropia e, muitas vezes, limitando-a à igreja local. Relendo a história, será possível perceber o enorme desafio que pesa sobre a Igreja, isto porque, tanto na história da Igreja Cristã, como na história da Igreja Evangélica no Brasil é possível vislumbrar dados maravilhosos sobre o papel social da Igreja.

A Igreja Evangélica é filha da Reforma Protestante do século XVI, movimento que havia algo a dizer, não apenas sobre eclesiologia e espiritualidade, mas sobre questões políticas e sociais, mesmo assim, infelizmente, a Igreja Evangélica distanciou-se da práxis e do discurso reformado. Afastamento que parece encontrar influência em eventos históricos mais recentes, os quais levam a Igreja à alienação quanto aos aspectos sociais.

Elementos inibidores

Entende-se que um dos elementos inibidores da ação social da Igreja é a influência do Fundamentalismo sobre ela, mas antes de demonstrá-la, necessário se faz compreender o seu nascimento, o seu contexto histórico e o seu desvirtuamento. A melhor compreensão do tema, porém, requer o entendimento acerca da influência do liberalismo teológico.

A) O liberalismo teológico

O liberalismo teológico teve sua origem na Alemanha, onde convergiam várias correntes teológicas e filosóficas no século XIX. O pensamento alemão teve um impacto profundo sobre as teologias britânica e norte-americana, mas movimentos autóctones nos dois lugares, a tradição da igreja Ampla na Inglaterra e o Unitarismo nos Estados Unidos, moldaram de modo significativo o desenvolvimento do liberalismo ali.48

A melhor maneira de compreender a origem do Fundamentahsmo faz-se quando se entende que ele nasce tentando combater o crescimento do liberalismo teológico radical nas principais denominações históricas dos Estados Unidos ao final do século XIX e início do século XX.

Augustus Nicodemus Lopes apresenta as principais doutrinas do liberalismo:

1 – O caráter de Deus é de puro amor, sem padrões morais;

2 – Existe uma centelha divina em cada pessoa;

3 – Jesus Cristo é Salvador somente no sentido em que ele é o exemplo perfeito do homem;

4 – O Cristianismo só é diferente das demais religiões quantitativamente e não qualitativamente;

5 – A Bíblia não é o registro infalível e inspirado da revelação divina, mas o testamento escrito da religião que os judeus e os cristãos praticavam;

6 – A doutrina ou declarações proposicionais, como as que encontramos nos credos e confissões da Igreja, não são essenciais ou básicas para o Cristianismo, visto que o que molda e forma a religião é a experiência e não a revelação.49

Se a teologia liberal afetou alguns aspectos fundamentais da fé, não se pode esquecer que, de alguma maneira, os liberais dispunham de uma visão sobre o ser humano que o aproximava do prisma bíblico. Acredita-se que uma das virtudes daquele período foi estabelecer-se uma visão integral do ser humano. Os teólogos liberais entendiam que Deus estava interessado no ser humano e em seu sofrimento. O que nos gera inquietude é perceber que, se eles acertam na práxis, cometem um erro elementar ao desprezar aquelas verdades essenciais da fé cristã.

B) O evangelho social

No final do século XIX e início do século XX, os teólogos liberais desenvolveram o chamado ‘evangelho social’ que nada mais era do que uma tentativa de construir o reino de Deus na terra, por causa dessa tentativa o ‘evangelho social’ foi visto como uma perversão do verdadeiro evangelho.

O termo, ‘evangelho social’, com sua associação atual com o pensamento social protestante teologicamente liberal e modernamente reformista, veio a ser usado por volta de 1900, para descrever aquele esforço protestante no sentido de aplicar princípios bíblicos aos crescentes problemas urbano-industriais dos Estados Unidos emergindo durante as décadas entre a Guerra Civil e a Primeira Guerra Mundial.50

O mais popular porta-voz do chamado evangelho social foi Walter Rauschenbusch. Sua visão foi influenciada pela experiência pessoal ao deparar-se com opressiva pobreza, essa experiência determinou sua mensagem. John Stott cita duas afirmações de Rauschenbusch que certamente significou uma reação de rejeição, por parte da ala mais ortodoxa da Igreja evangélica a qualquer programa social. Ele contrastou:

1 — ‘O antigo evangelho da salvação de almas com’ ‘o novo evangelho do Reino de Deus.’ ‘Não se trata de levar indivíduos para o céu’, escreve, ‘mas transformar a vida aqui na terra na harmonia do céu’.

2 – ‘O propósito essencial do cristianismo’ é ‘transformar a sociedade humana em Reino de Deus através da regeneração de todos os relacionamentos humanos’ 51

Como a atitude de Rauschenbusch foi politizar o Reino de Deus, é compreensível e lamentável que a reação dos evangélicos tenha sido concentrar-se na evangelização e na filantropia pessoal, mantendo-se distantes da ação sócio-política.52

C) O fundamentalismo

O Fundamentalismo foi um movimento que surgiu nos Estados Unidos durante e imediatamente após a Primeira Guerra Mundial e tinha por escopo reafirmar o Cristianismo ortodoxo e defendê-lo contra os desafios e a influência da teologia liberal, da alta crítica alemã, do darwinismo e de outros pensamentos considerados danosos ao Cristianismo, mais precisamente no seio das principais denominações históricas dos Estados Unidos no final do século XIX e início do século XX.

Segundo Lopes, o termo “Fundamentalista’ foi usado por três razões:

1 – Os conservadores insistiam que o liberalismo atacava determinadas doutrinas bíblicas que eram fundamentais do Cristianismo, e que, ao negá-las, transformava o Cristianismo em outra religião, diferente do Cristianismo bíblico.

2 – A publicação cm 1910-1915 da série Os Fundamentos, 12 volumes de artigos, escritos por conservadores, onde defendiam os pontos fundamentais do Cristianismo e atacavam o modernismo, a teoria da evolução, etc. Foram publicadas 3 milhões de cópias e espalhadas pelos Estados Unidos. Há artigos de eruditos conservadores como J. G. Machen, John Murtay, B. B. Warfield, R. A. Torrey, Campbell Morgan e outros.

3 – Muito embora o conflito entre os liberais e fundamentalistas envolvesse muito mais do que somente os pontos abaixo, os mesmos foram considerados na época, pelos conservadores, como os pontos fundamentais da fé e do Cristianismo evangélicos e acabaram se tornando o slogan dos conservadores e a bandeira do movimento fundamentalista:

- A inspiração, infalibilidade e inerrância das Escrituras;

- A divindade de Cristo;

- O nascimento virginal de Cristo e os milagres;

- O sacrifício propiciatório de Cristo;

- Sua ressurreição literal e física e seu retorno. 53

Discorre-se no tópico seguinte sobre o desenvolvimento histórico e teológico do fundamentalismo na Igreja Cristã nos Estados Unidos e no Brasil, dividindo-o em quatros partes ou fases.

1ª FASE – Durante a década de 1920

A fase inicial englobou a articulação daquilo que era fundamental ao Cristianismo e ao início de uma batalha urgente almejando expulsar das fileiras das igrejas os inimigos do protestantismo ortodoxo. Nesse período, os avessos à ortodoxia foram nominados e dentre eles, encontram-se o romanismo, o socialismo., a filosofia moderna, o ateísmo, o mormonismo, e, acima de tudo, a teologia liberal fulcrada numa interpretação naturalista das doutrinas da fé.

Nessa época, publicou-se a série Os Fundamentos. O alvo era atacar o naturalismo, o liberalismo e todos os males a eles associados. A inerrância das Escrituras é reafirmada como sendo doutrina bíblica e fundamental. Ainda no mencionado período, gradativamente começou-se a adotar o dispensacionalismo como um dos pontos fundamentais da fé cristã, o que provocaria, na fase subseqüente, uma importante divisão no movimento.

2ª FASE – Fim da década de 1920 até o início dos anos 1940

Até cerca de 1926, o movimento fundamentalista percebe ter fracassado na tentativa de fazer uma limpeza no arraial protestante dos modernistas. A época foi gravada pelo divisionismo e o nascimento de novas igrejas, instituições e associações. Foram formadas novas denominações como a Associação Geral de Igrejas Batistas Regulares (1932), a Igreja Presbiteriana da América, ou PCA (1936), Associação Batista Conservadora da América (1947), as Igrejas Fundamentalistas Independentes da América (1930) entre outras.

Naquela fase, a lição teológica mais marcante era a de que os fundamentalistas representavam o Cristianismo verdadeiro, baseado numa interpretação literal das Escrituras, e essa verdade devia ser expressa concretamente, desvinculada dos liberais e dos modernistas. Chegou-se a estabelecer, nesse momento, uma prática carregada daquilo que eles acreditavam ser puro na moralidade pessoal e na cultura norte-americana. Torna-se marcante a indiferença aos problemas sociais e o termo fundamentalismo ganha uma conotação de ‘divisionismo’, intolerância’ e de ‘antiintelectualismo’.

3ª FASE – Fim da década de 1940 até à década de 1970

No período acima compreendido, o fundamentalismo continua a batalha contra o liberalismo, de fora das denominações e contra um novo inimigo, o neo-evangelicalismo. O movimento ganha repercussão internacional.

Em 1948 foi criado o Concilio Internacional de Igrejas Cristãs, formado por denominações, igrejas e indivíduos que se identificaram com a bandeira fundamentalista, em oposição ao Concilio Mundial de Igrejas, que possuía uma visão ecumênica e liberal. Os ataques fundamentalistas dirigiram-se aos neo-evangelicais ou evangelicais, uma ala dentro do fundamentalismo que deseja preservar os pontos fundamentais da fé, mas não havia interesse no divisionismo da primeira geração, por julga-lo um grande perigo ao verdadeiro Cristianismo, em virtude da sua abertura para outros cristãos e associação com os liberais.

4ª FASE – Fim da década de 1970 e a década de 1980

O fundamentalismo Norte Americano adentrou uma nova fase, principalmente a partir da campanha de Ronald Reagan à presidência dos Estados Unidos, o que o fez ganhar novo impulso, pois se dispôs a dar respostas para a crise social, econômica, moral e religiosa que se estabelecera no país. Percebeu-se, então, um resgate dos princípios que marcaram a década de 1920.

Lopes apresenta algumas características desta fase:

1 – Surgem novos ministérios de uma nova geração de fundamentalistas, utilizam-se da mídia, televisiva e impressa. Entre eles: Jerry Falwell, Tim LaHaye, Hal Lindsey, James Dohson, Pat Robertson.

2 – O alvo principal dos ataques fundamentalistas era o domínio do governo por humanistas e as conseqüências disto para a nação, em termos de libertinagem e relaxamento dos valores morais. O grande receio é de que o Cristianismo seja banido da América.

3 – Estes líderes e outros mantinham os mesmos pontos doutrinários e a mesma visão separatista da primeira geração de fundamentalistas, embora o inimigo fosse outro, nesse caso o humanismo.

4 – É formada a Maioria Moral (1979) sob a liderança de Jerry Falwell, para combater o liberalismo moral e social nos Estados Unidos,

5 – O fundamentalismo ganhou maior torça com o ato de que o movimento evangelical começou a dar mostras de que a política de boa vizinhança com liberais e católicos terminava em prejuízo para a fé bíblica. 6 – Por outro lado, os escândalos na década de 1980, envolvendo o casal Bakker, televangelístas fundamentalistas, causaram um grande revés no movimento dentro dos Estados Unidos.54

Sem dúvida alguma, o fundamentalismo, atualmente nos Estados Unidos continua sua caminhada. Seu crescimento e sua influência não se fazem mais por meios denominacionais, mas sim por intermédio da multiplicação de uma mentalidade fundamentalista nos aspectos teológicos e apologéticos.

Parece que se pode concluir que, sem resquícios duvidosos, o movimento fundamentalista teve seus aspectos positivos, como, por exemplo, a luta pela fidelidade às Escrituras, uma busca contínua pelo resgate do Cristianismo histórico. No entanto, é preciso lamentar o seu separatismo, seu preconceito, sua omissão quanto à responsabilidade social, fruto de uma visão escatológica dispensacionalista.

D) O celeste porvir ou o protestantismo peregrino

O período do protestantismo peregrino marcou o momento em que a Igreja perdeu o sentido sobre sua vocação, “no mundo sem ser do mundo”. Ela tinha tanto medo de contaminar-se e perder seu real significado, que preferiu olhar para o céu. Inevitavelmente constatou-se que a alienação fez-se presente, afinal, somos apenas peregrinos, gente que não tem residência aqui no mundo, mas tem um lar no céu, preparado desde a eternidade. Ela se tornou a Igreja que não pode pensar o transitório porque tem a eternidade diante de si. Antonio G. Mendonça afirma que:

Protestante comum vive no provisório. Sua ética de negação do mundo o conduz à constante expectação do porvir, do mundo ahistórico do além, muito melhor do que o presente. Se essa expectação o leva a cantar as glórias e os prazeres de sua futura e verdadeira pátria, leva-o, em contrapartida a recusar os valores do presente. O mundo presente é um tempo de peregrinação. Ele não tem morada. Ele não tem repouso e está rodeado de inimigos. Sente-se estrangeiro na terra, de modo que o seu viver é um penoso caminhar para a pátria celestial. Repete-se a velha alegoria puritana de João Bunyam. 55

Mendonça crê que o final do século XIX e, em boa parte, o início do século XX, foram marcados pelo sentimento de peregrinação, fato que, de algum modo, parece haver perdido sua característica por causa das mudanças sociais muito acentuadas, ocorridas no período da industrialização urbana.

Submetendo os hinários à análise, percebe-se inegavelmente que aquilo que reflete muito bem essa postura alienante, marca do protestantismo peregrino. Abaixo são alistados dois hinos que retratam esse período.

ASPIRAÇÃO DO CÉU

Vou à Pátria – eu peregrino -,

A viver eternamente com Jesus,

Que concedeu-me feliz destino

Quando ferido, por mim morreu na cruz.

Vou à Pátria – eu peregrino -

A viver eternamente com Jesus!

Vou à Pátria – eu peregrino -,

A viver eternamente com Jesus! 56

A MENSAGEM REAL

Sou forasteiro aqui, em terra estranha estou,

Celeste Pátria, sim, é para onde vou.

Embaixador por Deus, do Reino lá dos céus,

Venho em serviço do meu Rei!

É a mensagem que me deu

Provinda lá dos altos céus:

Que nos reconcilieis

Com o Senhor Rei meu!

Reconciliai-vos já com Deus! 57

F) Visão escatológica

Outro elemento que alimentou essa alienação social pela Igreja foi a sua visão escatológica pré-milenista. Embora não se pretenda fazer um estudo escatológico, delineia-se apenas uma breve análise desse ponto de vista para que se entenda a sua influência sobre a igreja brasileira.

Os pré-milenistas crêem que Jesus voltará antes dos mil anos (milênio) em que Cristo reinará sobre o mundo, o qual sobreviverá à destruição e ao julgamento que visitarão a terra na grande tribulação, eliminando-se assim, todas as mazelas e injustiças sociais. A idéia elimina a necessidade de preocupar-se com os problemas sociais de hoje, pois, quando Jesus voltar, todos serão resolvidos.

Eu sei que alguns vêem as tragédias mundiais com uma ponta de prazer, afinal isto é apenas o prenuncio de que a volta de Jesus para buscar sua Igreja é iminente. Nota-se que alguns crêem, sinceramente, que tentar reverter o quadro social do mundo é lutar contra o inexorável, pois entendem que a pobreza é algo a nos acompanhar em escala cada vez maior (Mt. 26.11), porque esta é a passada da humanidade em direção ao final dos tempos. O Senhor Jesus, falando proféticamente, ensina-nos que o mundo caminha de mal a pior — filhos estarão contra os pais, pais contra os filhos, irmãos contra irmãos, guerra e rumores de guerras, marcas comuns no final dos tempos (Mt. 224.6, Mc. 13.7). Eles perguntam: “Como transformar aquilo que é inevitável?”

“A adoção da teologia fundamentalista, que quase sempre também é pré-milenista, gera, na prática, alienação sócio-política, como se tem observado na maior parte da comunidade evangélica brasileira”. 58

G) Adoção de uma política direitista

Como se não bastasse uma teologia fundamentalista conservadora; que abriu mão de uma ação social relevante e chegou ao Brasil na bagagem dos missionários advindos da América do Norte, a visão política de tais missionários era direitista e anticomunista, sendo assim, tudo o que cheirasse a comunismo ou a esquerda deveria ser veementemente combatido pela Igreja como sendo algo que fatalmente afetaria a visão bíblica desta e não somente isto, ela correria o risco de ver sua liberdade religiosa cerceada.

Nesse pacote, a Teologia da Libertação tornou-se uma grande ameaça e uma revolução como a de 1964 e foi vista como manifestação da bênção de Deus contra os ameaçadores comunistas.

Depois de fazer uma visita à história buscando entender o que levou a Igreja a uma clara alienação quanto à questão social, segue-se a viagem pela história, verificando o testemunho histórico da missão integral, entendendo-o como um desafio à Igreja.

Capítulo 3

O testemunho histórico da Missão Integral

1. Ação social da igreja na Patrística

Os pais apostólicos foram influenciados, de maneira insuspeitável, pela pessoa de Jesus. O Senhor sempre teve uma atitude diferenciada diante do ser humano. Ele anunciava a chegada do Reino, que deveria produzir arrependimento, mas sem dúvida alguma, a influência do Reino deveria levar às boas obras que testificariam do Senhor.

Antonio José do Nascimento Filho cita “O Pastor de Hermas” como um homem de fé, que não se expressava apenas em palavras. Sua fé foi traduzida em gestos por meio de amor e da preocupação pelas pessoas necessitadas ao seu redor. A dedicação social e a prática foram o resultado inevitável de sua conversão espiritual. Clemente de Roma expõe esta íntima relação entre justificação e boas obras, quando diz:

Por meio da fé, pela qual Deus todo-poderoso tem justificado todos os homens desde o início do mundo… o que faremos, pois, irmãos? Que o forte cuide do fraco e que o fraco reverencie o forte. Que o homem rico ajude o pobre e que o pobre dê graças a Deus por aquele que supriu sua necessidade? 59

No século III d.C, o pagão Celso e o cristão Origines se engajaram num debate sobre o Cristianismo. Durante a discussão, Celso haveria declarado: quando a maioria dos mestres sai a ensinar, gritam: “venham a mim, os que são limpos e dignos”, e os que o seguem são as pessoas do mais alto gabarito existente. Mas seu mestre é néscio e grita: “Venham a mim os abatidos e afligidos pela vida”, de forma que se acumulam ao seu redor os marginalizados e excluídos da humanidade.

A resposta de Origines a Celso é descrita como uma das declarações mais profundas, jamais feita acerca do poder do Cristianismo:

sim, eles são os marginalizados e excluídos da humanidade. Mas Jesus não os deixa assim. De um material que alguém diz ser inútil, ele forma “pessoas fortes”, devolvendo-lhes seu respeito próprio, capacitando-os para se sustentarem sobre seus próprios pés e olhar em Deus nos olhos. Eles eram objetos amedrontados, desprezados, quebrantados. Mas o Filho os libertou! 60

2. Ação social da igreja na idade média

Em seu livro “O Nome da Rosa”, que serviu de fonte para um filme homônimo, Umberto Eco conseguiu descrever o que acontecia num mosteiro da Idade Média e como, naqueles dias, a Igreja encontrava-se distante de sua vocação. Os pobres eram apresentados como pessoas miseráveis que comiam das sobras que lhes eram dadas pela Igreja.

Sem dúvidas, a visão de que dispomos sobre a Idade Média é a de que a Igreja viveu sem produzir transformação — aquela era a idade das trevas — pois perdeu o propósito da sua missão. Warren Wiersbe cita um fato entre Rafael e alguns líderes da Igreja: Rafael pintava os famosos afrescos do Vaticano, quando alguns cardeais pararam perto, a fim de observar e julgar o trabalho. “O rosto do apóstolo Paulo está vermelho demais”, disse um deles. Rafael respondeu: “Ele cora ao ver nas mãos de quem está a igreja”.61

Felizmente, mesmo nesses momentos mais obscuros, a Igreja ainda conseguiu desenvolver a missão. Nascimento Filho lembra que:

“a atividade social cristã na Igreja medieval era fortemente influenciada pela crença em um estado cristão universal em que, tanto a Igreja como o estado, eram instrumentos de Deus para alcançar os propósitos para o homem. Era, portanto, responsabilidade tanto da Igreja como do estado promover o evangelismo e responsabilidade social” 62

3. Ação social na Reforma Protestante

O período reformista foi bastante conturbado, mas, mesmo diante de todas as dificuldades surgidas por causa das vozes que se levantaram contra o caos presente no seio da Igreja, a Igreja nascente, fruto da Reforma Protestante, foi marcada pela presença da missão integral. Ela era uma Igreja preocupada com a salvação pela graça, mas que entendia que o ser humano deveria ser tratado integralmente com dignidade. Não se deve limitar a Reforma Protestante do século XVI a um movimento espiritual e eclesiástico. Sem dúvida alguma, a ação dos reformadores também trouxe conotações e implicações políticas e sociais.

Ainda que superficialmente, adiante são delineados os papéis de dois reformadores no que tange à questão social, Martinho Lutero e João Calvino. Dos textos de Augustus Nicodemus Lopes e, principalmente, do livro de André Biéler são extraídas algumas informações sobre Calvino.

A) Martinho Lutero

Lutero ficou conhecido como teólogo, pregador e reformador, mas o seu agir não é fruto apenas de uma reflexão teológica, e sim, de sua experiência com o cotidiano. “O dado religioso se constrói na história, em meio aos fenômenos sociais, políticos e econômicos” 63

O reformador reconhece que o cristão é cidadão pertencente a dois reinos, o Reino de Deus e o reino deste mundo e isto nos ensina que, sob o prisma de Lutero, o ser humano é responsável diante de Deus e da autoridade civil. Por isso mesmo, ele dá ênfase ao papel social do cristão em suas 95 teses:

43º – Os cristãos devem ser ensinados que aquele que dá ao pobre ou empresta ao necessitado pratica uma obra melhor do que comprar perdões.

45º – Os cristãos devem ser ensinados que aquele que vê um homem em necessidade, e passa por ele, e dá (seu dinheiro) por perdões, não compra as indulgências do papa, mas a indignação de Deus. 64

Nascimento Filho afirma que “Lutero, em oposição à visão anabatista de separação entre igreja e estado, acreditava que Deus pode usar o governo secular para estabelecer a justiça social”. 65

B) João Calvino

Pensar sobre a ação social na perspectiva de João Calvino é pensar, inevitavelmente, sua teologia, pois esta é pressuposto para formular sua reflexão e motivar aqueles que estavam ao seu redor a uma ação efetiva. Ocorre, porém, que toda a leitura de Calvino sobre o aspecto social passa pela realidade por ele vivenciada. Ele pastoreou uma igreja na cidade de Genebra e ali, os problemas sociais comuns por toda a Europa se faziam presentes, dentre eles: pobreza extrema, altos impostos, salários miseráveis e uma jornada de trabalho extenuante. Ademais, o analfabetismo era igualmente habitual, a ignorância estava presente, bem como os vícios e a prostituição. Aquela era uma sociedade enferma.

No seio de uma sociedade achacada foi que Calvino desenvolveu sua teologia e sua visão sobre a responsabilidade social da Igreja. Na leitura daquele reformador, a miséria era um claro sinal da corrupção humana, fruto da queda. Ele faz sérias denúncias sobre os pecados sociais, falando sobre a estocagem de alimentos que visam ao enriquecimento de poucos, denunciando a especulação financeira oriunda do egoísmo e da avareza do ser humano.

Mas Calvino dispunha de uma teologia que ultrapassava questões individuais e espirituais. Cristo Jesus é o Senhor de toda a existência humana, sendo assim, era dever da Igreja dar atenção também aos temas sociais e políticos.

Três aspectos resumem a visão de Calvino sobre a responsabilidade social da Igreja: os ministérios didático, político e social.

4. Ação social da igreja no pós-reforma

A contento, a Igreja não limitou sua ação a um momento particular da história. No período do pós-reforma, ainda podemos encontrar o bom cheiro do agir da Igreja tratando de assuntos sociais que eram tão importantes naqueles dias. Destacaram-se, naquela época, dois personagens que desempenharam papéis relevantes na sociedade em que estavam inseridos no que pertine ao tema sociológico.

A) John Wesley

Ao voltar-se os olhos para o período conhecido como dos Reavivamentos, certamente se aperceberá a brilhante figura de John Wesley. Como lembra muito bem Clóvis Pinto de Castro, Wesley certamente fez a seguinte afirmação: “O mundo é minha paróquia”. 66 Essa leitura da relação Igreja/mundo teve uma influência significativa em seu ministério. Segundo Cavalcanti: “Ninguém foi mais holista e mais integral em sua visão missionária do que Wesley”.67

O despertamento espiritual do século XVII revelou-se, de um modo maravilhoso, no desenvolvimento das obras sociais de caráter cristão. O amor de Deus, sentido e experimentado com o novo poder que procedeu do reavivamento anunciado por toda parte, constrangia os homens ao amor e ao serviço em favor do próximo.

René Padilla afirma que a última carta de Wesley foi escrita em 24 de fevereiro de 1791, apenas seis dias antes de sua morte, e foi dirigida a William Wilberforce em sua luta no Parlamento a favor da abolição da escravatura. Na carta, o grande pregador dizia ao político:

A menos que Deus tenha te levantado justamente para a tarefa, a oposição dos homens e dos demônios será inesgotável; mas se Deus está contigo ‘quem será contra ti?’ Siga adiante em nome de Deus e no poder de sua fortaleza, até que a escravidão norte-americana, a mais vil que jamais fora vista à luz do sol, se desvaneça diante dele.68

Wesley trabalhou incessantemente para o bem estar espiritual e material daqueles a quem proclamava o Evangelho de Jesus. Dentre as muitas ações transformadoras na área social, encontramos a abertura de clínicas gratuitas, o estabelecimento de uma espécie de cooperativa de crédito, escolas e orfanatos. Stott lembra que “os historiadores atribuem à influência de Wesley — muito mais que a qualquer outra coisa — o fato de a Inglaterra haver sido poupada dos horrores de uma revolução sangrenta como a da França”.69

B) William Wilberforce

William Wilberforce (1759-1833) era um jovem aristocrata rico da Inglaterra do século XVIII. Ele era um promissor membro do Parlamento. Viveu uma vida tolerante de acordo com os padrões da sociedade dos seus dias. Após experimentar uma profunda conversão, afastou-se dos excessos e das frivolidades, dedicando sua visão política à causa de Deus.

Logo depois de sua conversão, Wilberforce sentiu-se motivado a se envolver com o ministério pastoral. Por essa razão, imaginou que deveria afastar-se da política, entendendo que as duas coisas não poderiam andar juntas. No entanto, naquele momento, o ex-comerciante de escravos, John Newton, autor do hino “Amazing Grace” convenceu Wilberforce de que Deus o queria envolvido com a política ao invés de entrar para o ministério. Ainda assim, o jovem envolveu-se com a evangelização e a proclamação da Palavra; no entanto, sua vocação era política, o que o fez entender que Deus o havia levado ao poder público para lutar contra a terrível maldade da escravidão e do tráfico de escravos.

Em 1787, o jovem político iniciou sua cruzada. Os navios negreiros, pertencentes a europeus cristãos, transportavam, por ano, 100 mil africanos capturados para a América do Norte. Todavia, a Inglaterra, seu país natal, era a líder desta tirania selvagem. Wilberforce sabia que a escravidão era um terrível pecado contra Deus e contra o próximo, por isso ele se posicionou tão ferrenhamente contra tal instituição.

Segundo Francis Schaeffer, William Wilberforce foi a maior força pessoal solitária a transformar a Inglaterra de um país escravocrata para um país que, muito antes dos Estados Unidos, abandonou a escravatura de fato e de direito. 70

5. O testemunho histórico da missão integral da igreja no Brasil

Diante da história, é importante identificar as realizações da Igreja Evangélica Brasileira. Neste trabalho, sucintamente é apresentada a posição de algumas denominações históricas sobre a questão social, bem como um extrato do pronunciamento social dessas denominações, dentre elas as Igrejas Presbiteriana do Brasil, Batista e Metodista, bem como o pensamento da Confederação Evangélica, o envolvimento dos evangélicos com a Liga Camponesa e o nascimento da Associação Evangélica Brasileiro (AEVB).

A) A Igreja Presbiteriana do Brasil e a questão social

Em 12 de agosto de 1859, desembarcava no Rio de Janeiro o primeiro missionário presbiteriano. Era um jovem de 26 anos, solteiro, formado recentemente no seminário de Princeton e recém ordenado ao sagrado ministério, seu nome, Ashbel Green Simonton.

Na reunião do Presbitério do Rio de Janeiro em julho ele 1867, menos de cinco meses antes ele morrer prematuramente de febre amarela em São Paulo, Simonton propôs a seguinte estratégia missionária: 1) a santidade da igreja deve ser ciosamente mantida no testemunho de cada crente; 2) é preciso inundar o Brasil de Bíblias, livros e folhetos; 3) cada crente deve comunicar o evangelho a outra pessoa; 4) é necessário formar um ministério nacional idôneo; 5) escolas paroquiais para os filhos dos crentes devem ser estabelecidas. 71

Parece que as últimas palavras de Simonton podem dar uma pequena noção do perfil da Igreja Presbiteriana do Brasil que estava nascendo em meados do século XIX.

Mais recentemente, segundo o Supremo Concilio da IPB, impõe-se sobre a Igreja que a obrigação de fazer pronunciamentos sobre questões sociais da atualidade nacional e internacional deriva de sua vocação profética de proclamadora e de testemunha do reino e de sua submissão e fidelidade à Palavra de Deus. Às Igrejas Presbiterianas do Brasil, competem, portanto:

1 – Dar, pelo púlpito e por todos os meios de doutrinação, expressão do Evangelho total de redenção do indivíduo e da ordem social;

2 – Incentivar seus membros a assumirem uma cidadania responsável, como testemunhas de Cristo, nos sindicatos, nos Partidos Políticos, nos Diretórios Acadêmicos, nas fábricas, nos Escritórios, nas Cátedras, nas Eleições e nos Corpos Administrativos, legislativos e Judiciários do País;

3 – Clamar contra a injustiça, a opressão e a corrupção, e tomar a iniciativa de esforços para aliviar os sofrimentos dos infelicitados, por uma ordem social iníqua; colaborando, também, com aqueles que, movidos por espírito de temor a Deus e respeito à dignidade do homem, busquem esses mesmos fins, assim como aceitando sua colaboração;

4 – Opor, por uma pregação viva e poderosa, relevante e atual, uma barreira inexpugnável contra as forças dissolventes do materialismo e do secularismo;

5 – Lutar pela preservação e integridade da família e pela integração de grupos marginalizados pela ignorância e analfabetismo, pelos vícios, pelas doenças e pela opressão na plena comunhão do corpo social;

6 – Dar à infância e à juventude uma formação cristã que as capacite a enfrentarem vitoriosamente o impacto dos paganismos contemporâneos, com a força da interpretação cristã da vida total do homem à luz de Deus;

7 – Defender, pelo exemplo de seus membros, a dignidade do trabalho, quer manual quer intelectual;

8 – fazer a proclamação profética incessante dos princípios éticos e sociais do evangelho de modo que sejam denunciados todos os erros dos poderes públicos, sejam de omissão, ou comissão, que resultem em ameaças ou obstáculos à paz social ou tendam à destruição da nossa estrutura democrática;

9 – Defender a necessidade de mais eqüitativa distribuição das riquezas, inclusive da propriedade da terra, e advertir, em nome da justiça de Deus e da fraternidade cristã, aqueles cujo enriquecimento seja fruto da exploração do próximo;

10 – Tornar o Estado consciente de todos os seus deveres, transmitindo-lhe corajosamente a palavra profética, especialmente nas horas de crise, prestigiando sua ação no estabelecimento da justiça social e oferecendo-lhe colaboração para solução cristã de todos os problemas da comunidade.

B) A Igreja Metodista e a questão social

Como movimento, o metodismo tem a sua origem com John Wesley, ministro da Igreja da Inglaterra. Durante seu ministério, Wesley introduziu a pregação ao ar livre (influenciado por George Whitifield) e a pregação leiga. Conquanto haja suscitado estranheza no seio da Igreja da Inglaterra, não se desligou da Igreja Anglicana até à sua morte.

O metodismo chegou aos Estados Unidos a partir dos adeptos que emigraram para as “Treze Colônias”. Os leigos eram enviados por Wesley para a propagação do Evangelho, o que gerou crescimento. Mas criou-se uma situação inusitada: os leigos precisavam do clero anglicano para oficiar os sacramentos. Diante disto, Wesley resolveu organizar os metodistas norte-americanos em Igreja. O que caracterizou aquele grupo naqueles dias não era sua doutrina ou forma de culto, mas a sua política eclesiástica que dava ênfase tanto ao ministério itinerante quanto ao laicato.

Os metodistas enviaram ao Brasil os seus dois primeiros missionários, em 1836, R. Justus Spanding e, em 1837, Daniel Parish Kidder. Por questões ligadas à escravidão, houve uma ruptura no seio da Igreja nascente, fazendo com que os trabalhos fossem suspensos até 1867, quando Junius E. Newman desembarcou no Brasil, vindo dos Estados Unidos.

Depois de uma pincelada na história do metodismo, menciona-se a seguir o credo social da Igreja Metodista e para entendê-lo, cabe salientar que a Igreja Metodista do Brasil não identifica o Cristianismo com nenhum sistema sócio-político-econômico. Também se acredita que a melhor maneira de transformar a sociedade é levar a Cristo o indivíduo que nela se insere, orientando-a com os princípios do Evangelho de Jesus. A referida igreja igualmente defende uma distribuição de renda mais eqüitativa, a fim de que o homem tenha uma vida marcada pela dignidade. Eis o que se tornou o credo social para os metodistas:

1 – Direitos iguais de justiça rápida e econômica para todos os homens;

2 – Provisão de habitação adequada para todas as famílias, tanto nos perímetros urbanos como nos rurais;

3 – Regulamentação e proteção do trabalho da mulher, especialmente da mulher mãe, e previdência social que lhe assegure proteção física, social e moral;

4 – Abolição do emprego de menores em condições que prejudiquem o seu desenvolvimento normal e sua educação espiritual, física, intelectual e moral;

5 – Proteção da criança e dos adultos contra enfermidades, da subnutrição, de hábitos e vícios que atentam contra sua saúde;

6 – Regulamentação do trabalho e direito de todos os homens a uma oportunidade de manutenção própria;

7 – Proteção do operário contra toda usurpação e exploração injusta e de acidentes do trabalho;

8 – Salário que garanta a subsistência do trabalhador rural e urbano e de suas famílias, em circunstâncias que assegurem a dignidade da pessoa humana;

9 – Melhor distribuição de terras agricultáveis e contra toda a forma de exploração do trabalhador rural. 74

C) A questão social e a Igreja Batista

Os batistas foram a quarta denominação evangélica a implantar igrejas no Brasil. Thomas Jefferson Bowen chegou ao Brasil, enviado pela Junta de Missões Estrangeiras da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, cerca de quatro meses depois do primeiro missionário congrrgacional e aproximadamente seis meses depois do primeiro missionário presbiteriano.

Por motivos de saúde, Bowen retornou para sua pátria em 1861. Ao retornar à sua pátria e apresentar seu relatório, a Jun ta de Missões Estrangeiras entendeu que não era interessante o grande esforço para evangelizar um campo tão difícil quanto o Brasil.”’

Depois de cerca de vinte anos de ausência, a Junta de Missões Estrangeiras enviou novos missionários batistas para o Brasil, eram eles: William Buck Bagby e sua esposa Anne Luther Bagby, que desembarcaram no Rio de Janeiro, no dia 2 de março de 1881, após 48 dias de viagem. Um ano depois, também no Rio de Janeiro, no dia 23 de fevereiro de 1882, o casal Zachery Clay Taylor e Kate Crawford Taylor, chegou ao solo brasileiro. 75

Em traços históricos, foi brevemente relatada a chegada dos batistas ao Brasil. A partir de então, passa-se à análise de um documento mais recente produzido pela Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, entidade que congrega os pastores que servem às igrejas da Convenção Batista Brasileira, a qual, reunida na cidade de Vitória-ES, formulou o seguinte manifesto sobre a questão social:

“Reconhecemos ser privilégio dos Batistas brasileiros a iniludível responsabilidade de contribuir não somente para a solução dos problemas que no momento assoberbam o nosso povo, como também para a determinação do seu destino histórico”. 76

1 – Os direitos da pessoa humana

Reconhecem-se a importância e a significação das instituições, acreditando-se ser o homem o esteio das preocupações, porquanto “criado à imagem e semelhança de Deus”. Imprescindível a defesa da liberdade em todas as suas formas de expressão.

2 – Igreja e Estado

Inspirados no preceito bíblico, “dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22.21), pugna-se pela existência de Igrejas livres num Estado livre, preconizando a delimitação inteligente e respeitosa das esferas de responsabilidade e ação da Igreja e do Estado, sem interferências abusivas ou relações aviltantes de dependência, embora permitindo a cooperação construtiva entre ambos.

3 – Justiça social

Reconhecemos a inadequação da presente estrutura social, política e econômica para a realização plena da justiça social, pelo que insistimos na necessidade de um reexame corajoso, objetivo e não-preconcebido da presente realidade brasileira, com vistas à sua reestruturação em moldes que possibilitem o atendimento às justas aspirações e necessidades do povo.”

No Congresso Batista de Ação Social, ocorrido em 1987, no Rio de Janeiro, deu-se, sem dúvida alguma, um passo importante na direção de uma releitura do papel da denominação de um trabalho mais efetivo no que versa sobre a questão social. Naquele congresso, Irland Pereira de Azevedo, fez uma retrospectiva histórica da obra social da Igreja Batista no Brasil, citando, dentre muitas ações, aquelas ligadas a orfanatos, casas de idosos, cursos de alfabetização, cursos profissionalizantes, ambulatórios, casa de saúde e hospitais, creches, trabalho com viciados em drogas, dentre outros ministérios sociais.78

4. A Confederação Evangélica do Brasil

Nos idos de 1934, a Confederação Evangélica Brasileira (CEB) foi formada e funcionou até o golpe militar de 1964.

Nessas três décadas, ela reuniu boa parte das igrejas evangélicas históricas, ou seja, os não-pentecostais.

De 1955 a 1964, a CEB dispunha de um setor que tratava especificamente do aspecto social da Igreja o qual, dentre as várias atividades desenvolvidas, esteve promovendo a chamada “Conferência do Nordeste”, no ano de 1962. O golpe militar de 64 foi fatal para a confederação, mas em junho de 1987 ela acabou renascendo das cinzas com o apoio de vários constituintes evangélicos. A nova CEB congregava uma maioria pentecostal, grupo que encontrou grande resistência das igrejas históricas. Mas recebeu significativas doações do governo do então presidente, José Sarney, principalmente no período da Assembléia Constituinte.

A partir de 1988, denúncias foram feitas contra a chamada “bancada evangélica”, levando Paul Freston a fazer comparação desse escândalo com os escândalos dos televangelistas nos Estados Unidos. 79

Obviamente, antes desse período fatídico, marcado por denúncias e escândalos, a confederação teve o seu período de relevância e seriedade. Domício Mattos cita algumas das declarações sociais feitas pela Confederação Evangélica do Brasil:

1 – Os propósitos de Deus incluem a justiça nas relações pessoais entre indivíduo e indivíduo, como também nas relações coletivas entre grupos sociais;

2 – Nos grandes setores evangélicos se tem interpretado a fé cristã em termos individuais, sem preocupar-se adequadamente pelas obrigações que impõe a fé crista na ordem político-social;

3 – Cristo nos chama ao arrependimento individual e coletivo, pois todos estamos implicados no pecado de nossas nações;

4 – Uma expressão do pecado que cometem todos os seres humanos é a tendência a dar maior importância aos interesses pessoais do que aos da sociedade;

5 – O homem é uma pessoa integral; portanto, seu espírito é afetado pelo que afeta o seu corpo, e grande parte de sua personalidade surge das relações sociais que desfruta;

6 – Os cristãos são responsáveis por tudo, diante de Cristo e da obra de Deus em Cristo, e esta responsabilidade os faz livres da influência de todas as ideologias;

7 – Cristo chama-nos para que demos testemunho de nossa fé, partilhando-a com os outros e apresentando-a aos homens todos, não como uma série de idéias que eles possam debater e sim como um modo de viver com os homens e com Deus, afirmada por uma decisão diária e por uma permanente companhia divina. Essa partilha nos leva a servir-nos uns aos outros em amor e por amor;

8 – Por outro lado há uma necessidade de sermos até certo ponto inconformados, de não nos submetermos às coisas que são do mundo, aos seus esquemas, às suas estruturas falsas; de não sermos — a pretexto de respeitar pura e simplesmente a ordem histórica — adesistas ou conservadores no sentido estático do vocábulo, mas de nos renovarmos continuamente na busca incansável da vontade divina.80

O documento apresentado por Mattos é extenso e inclui temas relevantes tratados pela confederação como o problema educacional, a necessidade de uma reforma universitária, as questões urbanas e a reforma agrária. Inegavelmente, a confederação cumpriu um importante papel na história da Igreja Evangélica Brasileira, infelizmente perdendo-se na sua caminhada, principalmente a partir de 1964, mas a sua relevância não pode ser desprezada. Nesse contexto e marcada por escândalos e desgaste da imagem dos evangélicos no Brasil, a partir da década de 80, nasceu a Associação Evangélica Brasileira a AEVB.

7. A Associação Evangélica Brasileira

Como foi visto até agora, os evangélicos tiveram voz no Brasil. Chegaram a apresentar seus pontos de vista sobre questões sociais importantes, mas, infelizmente, as divisões internas e o golpe militar de 1964 afetaram significativamente o rumo da CEB que, posteriormente reorganizada, já não tinha o mesmo escrúpulo dos primeiros anos, o que desencadeou os escândalos dos anos oitenta. Diante de tais escândalos, a Igreja Evangélica sente necessidade de ter uma voz que seja mais coerente, uma associação que possa ser ouvida e respeitada. À luz desse sonho, a Associação Evangélica Brasileira – AEVB foi criada, precisamente no dia 17 de maio de 1991, no templo da sede da Igreja Evangélica Pentecostal ”O Brasil para Cristo”, na cidade de São Paulo, onde líderes de diversas denominações evangélicas reuniram-se para organizá-la. Paul Freston lista algumas das razões porque a AEVB foi criada naquele ano:

1 – O desgaste da imagem pública dos evangélicos em conseqüência da publicidade negativa em torno da ‘”bancada evangélica” na Constituinte, inclusive a apropriação do nome da Confederação Evangélica para fins considerados fisiológicos.

2 – A campanha em setores da mídia e da Igreja Católica contra as chamadas “seitas”. A união é a melhor forma de enfrentar tais ataques.

3 – A necessidade dos “evangelicais” de constituírem espaços institucionais.

4 – O crescimento numérico dos evangélicos e o natural espaço para influenciar os rumos da sociedade e a necessidade de se assumir o seu papel social no país.81

Parece-me que, revisitando a história da Igreja Evangélica no Brasil, é possível perceber que, em muitos momentos, ela exerceu um papel relevante quanto ao aspecto sociológico. Recentemente, ela tem sido cognominada de omissa, o que não se pode considerar muito justo, conquanto esteja, à evidência, aquém do seu potencial numérico e das suas reais condições. As críticas, por mais que se revistam de coerência, não podem levar ao menosprezo os evangélicos no Brasil.

A ausência de menção, até agora, às igrejas pentecostais e ao seu papel social neste país, não obstante sua grandeza e expressão, é proposital, posto que se pretende enfatizar, particularmente, apenas algumas igrejas históricas. Contudo, destaca-se a participação e o envolvimento dos evangélicos, dentre eles os pentecostais, sobretudo dos membros da Assembléia de Deus, no movimento agrário, sobretudo no que tange às ligas camponesas. Carlos Pinheiro Queiroz enfatiza com muita propriedade essa participação.

Não deixemos apagar em nossa memória as ligas camponesas, movimento pela defesa dos sem-terra, que tinham Francisco Julião como mentor intelectual, e contavam principalmente com o apoio dos líderes batistas e pentecostais. Segundo Cartaxo Rolim, “Julião conseguia sensibilizar os crentes, ao dizer-lhes que podiam entrar para as ligas com os cânticos, a Bíblia, citando principalmente os profetas, enquanto ele, Julião iria com a lei civil”.82

Tais considerações parecem dar um vislumbre do papel da Igreja Evangélica no Brasil quanto à sua visão e ação social.

Entende-se que, passando pela história da Igreja e verificando, mesmo que com objetividade, a sua atuação social, a Igreja hoje deve sentir-se desafiada a resgatar essa história bem como a sua atuação social. A Igreja não pode se deixar influenciar apenas por aspectos fundamentalistas alienantes, nem se pode permitir que uma escatologia dispensacionalista a torne alheia ao que acontece ao seu redor, uma crise real. A Igreja não foi chamada apenas para o céu, mas, para, em nome de Jesus, se levantar como sal e luz e produzir um grande reboliço na sociedade. O que precisa gerar influência não é a visão teológica reducionista que marcou a história, mas aquela visão presente nos Pais da Igreja, em homens como Lutero, Calvino, Wesley, Wilberforce, na CEB, na AEVB, sonhadores que sempre acreditaram que o papel da igreja não é o de transferir gente da terra para o céu, mas de transformar as condições de injustiça e degradação humanas em lugar de justiça e promoção da vida.

Capítulo 4

Base bíblico-teológica para a responsabilidade social

No capítulo anterior, demonstrou-se a omissão da Igreja no Brasil quanto ao caráter sociológico, cuja afirmação parece encontrar esteio em raízes históricas, fruto de um aprendizado preconceituoso e de uma hermenêutica equivocada e deficiente. Usa-se o dizer de Jesus em Mateus 26.11 “porque os pobres, sempre os tendes convosco…”, citação do livro de Deuteronômio 15.11, e interpreta-se como se Jesus estivesse vaticinando sobre a impossibilidade de fazer algo pelos pobres. Por mais que se tente praticar determinados atos, tudo permanecerá como está. Indubitavelmente, não era isso o que Jesus queria dizer. Ele estava repreendendo a atitude preconceituosa dos discípulos que criticaram uma mulher que, demonstrando carinho e querendo honrar o mestre, derramou sobre a cabeça do Filho de Deus um precioso perfume. Os discípulos, indignados, imaginaram que seria mais interessante vender tão precioso ungüento e socorrer aos pobres com os recursos levantados. Cristo, no texto apresentado, não estava prenunciando sobre a perpetuação da miséria, mas lembrando seus discípulos que aquela mulher fez algo excepcional e que tal ato não afetara o exercício prático do socorro aos pobres. Os pobres estariam sempre sujeitos a serem socorridos, oportunidades não faltariam e que eles fizessem bom uso destas, portanto.

O segundo problema interpretativo relaciona-se com a escatologia que a Igreja no Brasil acabou herdando. Ela assevera que o mundo irá de mal a pior e que, por conseguinte, não podemos fazer algo capaz de transformar esse caminho inexorável. Essa doutrina precisa ser revista à luz das escrituras, pois o desafio deixado pelo Senhor e pelos seus apóstolos continua muito atual: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações…” (Tg 1.27).

A Igreja Evangélica apregoa que a Bíblia é a sua única regra de fé e prática. Se isto é verdade absoluta, faz-se necessário voltar os olhos a Bíblia, buscando nela referenciais para uma práxis social relevante.

Para fundamentar este estudo e dar sustentação àquilo que ora se apresenta como sendo a missão social da Igreja, há que se refletir o entendimento da Bíblia e da teologia, buscando pilares de sustentação para aquilo que deve motivar o agir social da Igreja.

O Antigo Testamento será visitado, mas sem a pretensão de adentrar profundamente no mesmo, conquanto esse se constitua uma das divisões desta sessão. Analisa-se, sem maior detalhismo, o Pentateuco e o que relataram e entenderam alguns profetas sobre a questão social. Ainda, nesta sessão, percorrendo o Novo Testamento e, de modo específico, o ministério de Jesus, tendo como ponto de partida o texto de Mateus 9.35-38. Por fim, destinar-se-á maior atenção à teologia, descobrindo nela aspectos que sejam relevantes para a ação social da Igreja.

1. Visitando o Antigo Testamento

Ao pensarmos a responsabilidade social da Igreja, quase que instintivamente, reportamo-nos ao Novo Testamento, seus Evangelhos e Epístolas. No entanto, é certo também, que o Antigo Testamento tem algo a dizer sobre o tema, que precisa ser revisto atualmente.

Impressiona perceber que o interesse divino pelo povo de Israel manifestou-se de muitas maneiras, dentre elas encontram-se preciosas instruções legais sobre um período que deveria ser respeitado, guardado e observado para benefício do povo que entrasse na nova terra, Canaã. Porém, fica explícito que, mais do que beneficiar o povo, o interesse de Deus toca a vida daqueles que, de alguma forma, encontram-se quebrados, feridos, empobrecidos. O ano sabático, por exemplo, como lembra Alan Cole, tinha o único propósito de que os pobres pudessem comer e, depois deles, os animais do campo.83

Já R. K. Harrison afirma que a legislação do Jubileu tem como tema básico, a libertação daquilo que era preso. A lei dava claras indicações de que os primeiros beneficiários de tal período eram os concidadãos judeus que viviam em servidão.84 Naqueles dois períodos festivos, com o coração agradecido, o povo deveria recordar-se do ato libertário de Deus no Egito e do Deus provedor, porém, tanto o ano sabático como o jubileu colocavam sobre os ombros do povo a responsabilidade de participar do socorro e da libertação do outro. Esta era uma maneira pedagógica de Deus ensinar-lhes sobre generosidade, solidariedade c misericórdia.

O ano sabático

Na lista das festas sagradas, encontram-se o sétimo dia da semana, como sábado (descanso), e o sétimo mês, como o mês sabático, em que se celebravam três festas. Mas este notável sistema de sabatismos estendia-se ainda mais e alcançava o sétimo ano. Depois desse, como última expressão da idéia sabática, vinha o ano santificado, o ano sabático. Intimamente relacionado ao sábado, o ano sabático aplicava-se aos israelitas que entrassem na terra de Canaã. A cada sete anos era designado um período de tempo, um ano, para o descanso do solo.

Disse o Senhor a Moisés, no monte Sinai: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra que vos dou, então, a terra guardará um sábado ao Senhor. Seis anos semearás o teu campo, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos. Porém, no sétimo ano, haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha (Lv 25.1-4).

Durante o referido período, os israelitas não semeavam o campo e nem podavam as videiras. Tudo quanto colhessem naquele ano deveria ser partilhado igualitariamente pelo proprietário entre os servos, estrangeiros e até animais. Somente em Deuteronômio é apresentado como o ano em que os débitos deveriam ser cancelados. Os credores eram instruídos a cancelar as dívidas dos pobres, assumidas durante os seis anos anteriores (Dt 15.1-11). Provavelmente, esse era o período da alforria de escravos. (Ex 2.12-6, Dt 15-12-18). O ano sabático era um instrumento pedagógico que servia para lembrar aos judeus que um dia foram escravos e que experimentaram libertação pela intervenção divina.

O ano do jubileu

Observados sete anos sabáticos, era chegado o ano do jubileu; a cada quarenta e nove anos, um era observado como período de descanso para as terras agricultáveis que deveriam ficar sem cultivo durante aquele ano. (Ex 23.10-11). O termo jubileu corresponde, em hebraico, a yobel, que também indica o toque do “clarim”, som extraído de um corno de carneiro. Em português, é usado para referir-se a um grito de alegria. Sua presença, nas traduções modernas, vem do nome que lhe dá a versão Vulgata Latina, annus jubilei ou jubileus.85

Aquele ano caracterizava um período de restituição da herança familiar para aqueles que a haviam perdido, uma época de libertação de escravos e de descanso da terra. (Lv 25.8-55, Dt 15-12-18). O cuidado em restituir a herança tem uma relação com o fato de que a terra pertencia a Deus; Ele dava à família o direito de administrá-la, o que passaria de geração a geração. Quanto aos escravos, eles deveriam servir a seus senhores no máximo por um período de seis anos. Chegando o jubileu, mesmo que o escravo houvesse servido um período menor que seis anos, deveria ser libertado. (Ex 21.1-11, Lv 25.39-55).

O povo de Deus está investido de uma responsabilidade ética especial em favor do pobre. No Antigo Testamento, a lembrança do povo de Deus como escravo no Egito era razão para motivá-lo a mostrar misericórdia ao oprimido (vide Deuteronômio 24.14-22; Levítico 19-15; Amós 2.6-7; Zacarias 7.9-10). Todos esses ensinos a respeito do pobre fazem parte da Palavra de Deus. O Antigo Testamento enfatiza que o Senhor requer justiça para os pobres e julgará aqueles que os oprimem. 86

Russel Shedd afirma que as leis de Israel foram instituídas por Deus, objetivando produzir uma sociedade justa para todos os cidadãos, independentemente de sua classe social. A leitura da lei e sua compreensão levariam a nação a entender a paixão, a justiça e a imparcialidade de Deus ao tratar com seu povo. O objetivo do período do descanso sabático, tanto no jubileu quanto no ano sabático, era prover descanso para a terra e alimento para os destituídos. Esse benefício alcançaria os pobres, as viúvas, os órfãos, os estrangeiros e os escravos sem qualquer distinção, todos seriam tratados com o mesmo zelo.87

A Palavra de Deus proporciona uma percepção do caráter divino e ao percebê-lo, nota-se que, desde a criação, Deus está interessado no bem-estar do ser humano.

Na criação, descobre-se que o ser humano foi tratado com deferência, tornando-se a coroa da criação. Mesmo depois da queda, o Pai demonstra estar solícito ao ser humano pois em sua promessa (Gn 3) reside uma palavra redentiva que objetiva resgatar a humanidade e a criação. Encontramos semelhante cuidado na vocação abraâmica, ao ser Abraão chamado para ser uma bênção, e finalmente, na lei mosaica encontramos essa intensa demonstração de que Deus está interessado no bem-estar do ser humano. É preciso lembrar que o Deus da revelação bíblica é tanto criador como redentor.88

A leitura dos profetas confere idêntica perspectiva. Na denúncia feita por Isaías sobre o pecado do povo de Israel, que tornava o seu culto inaceitável perante Deus, encontra-se o seguinte: “Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas”. (Is 1.15-17). Junte-se a esta queixa a queixa do profeta Amós (Am 2.6-8; 5.7,10-12.) e também a voz de Oséias ao dizer o que Deus espera do seu povo: “Pois, misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos”. (Os 6.6).

2. Visitando o Novo Testamento

São muitos os desafios lançados no Novo Testamento e nele se verifica a riqueza de textos que desafiam a Igreja a agir de maneira solidária e justa diante da realidade social em que está inserida. Tiago 2.14-16 fala-nos sobre a necessidade de a fé tornar-se uma realidade mais contundente por meio das obras. Afinal, qual valor de uma fé que contempla a necessidade do outro com indiferença? João, o evangelista, na sua primeira carta (I Jo 3.17-18), pergunta como o amor de Deus pode permanecer no coração de alguém que tem recursos, mas não os compartilha com o irmão necessitado. Em outras palavras, João entende que o amor de Deus, derramado em nossos corações precisa ser vertido sobre o outro de maneira prática. O apóstolo Paulo também aduz algo sobre a questão da generosidade do cristão diante da necessidade do outro e, em sua segunda carta aos Coríntios (II Co 8 e 9), debruça-se sobre a questão da coleta que a igreja na Macedônia levantou em favor das igrejas da Judéia. É possível acrescentar textos, como: At 10.38, Gl 6.9-10, II Ts 3.13 e Hb 13-16 e perceber que o desafio é o mesmo: a Igreja de Jesus precisa ser generosa, precisa dispor-se a fazer o bem.

Visitando o ministério de Jesus

“Nosso estilo de vida como cristãos depende da imagem que temos de Cristo, do Cristo no qual depositamos a nossa fé”. 89 Na caminhada com Jesus pelo seu ministério, é possível perceber uma nova maneira de ver a vida. Em Cristo, o velho torna-se novo, a justiça estabelece-se, o miserável sai da marginalidade, o órfão é amado, a viúva é respeitada, o estrangeiro é acolhido, o pecador pode ser amado. NEle, todo carente, tem a oportunidade de ser acolhido e abraçado.

Causa verdadeiro encanto a menção feita, repetidas vezes, pelos evangelistas acerca da palavra compaixão como parte do ministério de Jesus. Ele via as multidões e compadecia-se delas. O sofrimento do ser humano sempre atraiu a atenção de Jesus, Ele não era indiferente à tragédia humana (Mc. 1.40-41; Lc. 7.11-14; Mt. 14.14; Mt. 15.32). Ele via a dor do outro e dela se compadecia. Mas a compaixão de Jesus não era algo restrito ao sentimento. Parece que a igreja não se porta com total indiferença à miséria do homem, até consegue emocionar-se e chorar. Jesus, no entanto, não apenas sentia, mas seu sentir, sua emoção, sempre se transformava em ação prática. Mateus afirma que ele curava toda sorte de doenças e enfermidades (Mt 4.25-25, 9.35-38).

Recorrendo aos Evangelhos e notando a ação de Jesus no mundo, percebe-se Seu anseio de ver as necessidades dos seres humanos supridas e, olhando-O, é possível entender que Jesus constitui o paradigma da missão da Igreja. Os Evangelhos levam a constatar que a encarnação, devoção, serviço e ressurreição formaram os pilares da vida de Jesus e da mensagem das boas novas do Rei.

No evangelho de João, verifica-se a oração de Jesus, conhecida como Oração Sacerdotal. Nela, Ele faz o seguinte pedido: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (Jo. 17.1 8). Aquele que segue a Jesus precisa trilhar o mesmo caminho que seu mestre trilhou. Em sua oração, Jesus ensina que é preciso ser Igreja no mundo, a este não pertence, mas nele está como sal e luz; Igreja que não se aliena, mas torna-se sensível àquilo que acontece ao seu redor e, muitas vezes, à sua porta.

A ação de Jesus na crise humana não se deu apenas como manifestação da presença do Reino, mas se deu porque Jesus era alguém movido por compaixão. Diante da dor do outro, Ele se emocionava. Ele não via o sofrimento com prazer ou como se ele representasse uma realidade cotidiana com a qual precisava se acostumar e por isso alienar-se. Jesus compadecia-se daqueles que, pelas circunstâncias e pela opressão social, encontram-se na miséria ou marginalizados. Senão, vejamos:

“Ora, descendo ele do monte, grandes multidões o seguiram. E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra. Disse-lhe, então, Jesus: Olha, não o digas a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo”. (Mt 8.1-4)

De modo fascinante, ainda que seja a interpretação que nem todos se lhe atribui, entende-se haver sido estabelecido nesse encontro, uma cura com nuanças bem particulares. Jesus acabara de pregar o sermão do monte e estava sendo seguido por uma grande multidão, instante em que foi procurado por um leproso e, embora tendo uma multidão diante de si, Ele não estava interessado na popularidade, mas em gente de carne e osso. Diferentemente de nós, Jesus não se deixa seduzir pela popularidade, por isso consegue ver além daquele aglomerado humano.

Jesus compadeceu-se daquele homem e fez algo muito especial, contrariando todos os padrões judaicos: Ele o tocou. Na minha leitura, se Jesus apenas tivesse curado aquele homem da sua lepra, não haveria resolvido um problema ligado às emoções, à psique daquele homem. O texto não informa há quantos anos ele carregava aquele estigma, mas simplesmente que o carregava. O leproso, enquanto caminhava, precisaria anunciar sua maldição dizendo-se ”impuro, impuro, impuro”. Se fora tocado por alguém nos últimos anos, fora tocado por outros leprosos, gente que carregava a mesma marca, mas não por diferentes. Agora, Jesus, o Messias, passa por ali, deixa a multidão para atendê-lo em sua necessidade, tocando-o. Só depois de tocá-lo, Jesus ordena que ele seja curado. Mas existe outra verdade no texto que igualmente causa encanto. Jesus enviou aquele homem (purificado) ao sacerdote para que se cumprissem os preceitos da lei mosaica. Nesse sentido, a cura estabelecida por Jesus tinha direta relação com a cura social. Ele precisaria de uma carta de alforria que lhe desse o direito de transitar pelas cidades sem medo do preconceito.

“… dirigia-se Jesus a uma cidade chamada Naim, e… como se aproximasse da porta da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela. Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores! Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: Levanta-te”. (Lc 7.11-14) “Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos”. (Mt 14.14)

Jesus entendia muito bem a sua vocação, por isso mesmo, no evangelho de Lucas, Ele, absolutamente convicto, declara:

“Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor… Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4.17-21).

Jorge Barro denomina o texto acima como sendo a agenda programática da missão de Jesus, que era:

1. Pregar as boas novas aos pobres;

2. Proclamar libertação aos cativos;

3. Restaurar a vista aos cegos;

4. Libertar os oprimidos e;

5. Proclamar o ano aceitável do Senhor 90.

É comumente aceito que os cativos, os cegos e os oprimidos estão na categoria dos pobres. Existem “boas novas” para eles — as boas novas de que o Reino de Deus é aqui e agora, trazendo esperança para o seu futuro, a esperança do ano aceitável do Senhor. Finalmente, os pobres tinham alguém que não estava contra eles, mas a seu favor; alguém que tinha a coragem de incluir os que foram excluídos da sociedade tornando-os receptores da graça do Senhor.91

A leitura de Mateus 9.35-38 proporciona uma rica visão sobre o ministério de Jesus. E Ele, decididamente, não exerceu um ministério estático. Não tinha um endereço fixo onde normalmente estivesse recebendo as pessoas quando de suas necessidades. Normalmente os quatro evangelhos mostram Jesus em ação dinâmica. Ele percorre os povoados, as vilas e ruas. Constatam-se algumas características no ministério de Jesus. Ele não estava preso a determinado lugar. O texto em questão menciona a dinâmica desenvolvida pelo Filho de Deus. Ele exercia um ministério urbano. Qualquer mestre estaria restringindo seu ensino à sinagoga, Jesus prefere as ruas, os becos, os lugarejos, aproximando-se do povo, sem abandonar as sinagogas. Ele vai ao encontro do povo em sua carência; come com pecadores; deixa-se tocar pelos marginalizados e também os toca. Em seu ministério existe lugar para crianças, mulheres, corruptos cobradores de impostos. Ninguém é desprezado e a todos se destina a devida atenção.

Diferente da enclausurada visão da Igreja, que se restringe a um endereço fixo e espera que os desesperados venham até ela, Jesus envolve-se com o outro onde o outro estiver. Sua atitude torna-se desafiadora. Diferentemente de certos grupos religiosos, Jesus não se envolve com os pobres para tirar-lhes algo ou para promoção pessoal — diferentemente do que alguns “espertos” corruptos têm feito em nome da religião. Cristo está no meio do povo e produz um grande reboliço na vida daqueles a quem alcança. O agir de Jesus é profundamente significativo para a missão da Igreja nesses dias em que se busca um rumo.

No texto de Mateus 9.35-38, o ministério de Jesus ganha três características específicas, as quais são aqui denominadas de “o conteúdo da Missão de Jesus”: Ele ensinava, proclamava e curava.

Jorge Barro, tratando da questão urbana no ministério de Jesus, diz que:

O segundo elemento da missão urbana diz respeito ao conteúdo. Jesus percorria todas as cidades e povoados (contexto) fazendo três coisas: (1) pregando, (2) ensinando e (3) curando. Isso demonstra a tríplice ação de Jesus: querigma, didaquê e serviço. Através da proclamação (querigma) das boas novas, a Igreja apresenta a vida eterna. Através do ensino (didaquê) a igreja educa para a vida eterna, para os valores do reino de Deus. Através do serviço (diaconia) a igreja demonstra o poder do reino de Deus no “já-ainda-não”; isso demonstra a integralidade da missão. Isso demonstra uma igreja que está preocupada com a salvação, educação e ação social.92

Querigma

O verbo “kerysso” aparece 61 vezes no Novo Testamento (19 vezes nas epístolas Pastorais, 8 vezes em Atos, 9 vezes no Evangelho de Mateus e 9 vezes em Lucas, 14 vezes em Marcos, 1 em I Pedro e 1 vez em Apocalipse) e significa anunciar. Uma análise do objeto gramatical do verbo revela que, nas passagens mais antigas de Paulo (I Ts 2.9; Gl 2.2, mas também em Cl 1.23) e em alguns contextos de Marcos (Mc 1.14, 13.10, 14.9) e de Mateus (4.23, 9.35, 24.14 3 26.13), o objeto é to evangelion, o evangelho.

Quando percebemos o conteúdo daquilo que tem sido ensinado em muitas igrejas, a preocupação precisa invadir o coração de todos os que amam o Senhor. O evangelho tem-se diluído e o evangelho que vem sendo pregado não reflete todo o desígnio do Pai, mas apenas aquilo que alguns líderes querem ensinar segundo sua conveniência. Muito disso é fruto de uma hermenêutica alegórica, que não leva a sério aquilo que as Escrituras ensinam, mas vale-se de visão pluralista de que cada um tem a sua verdade, portanto, vêem-se no direito de proclamá-la. Sobre essa superficialidade, o clérigo alemão que se opôs a Hitler e ao nazismo, chamou essa teologia de “graça barata”. Ele disse:

“Graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, batismo sem disciplina eclesiástica, comunhão sem confissão, absolvição sem confissão pessoal. Graça barata é graça sem discipulado, graça sem cruz, graça sem o Jesus Cristo vivo e encarnado”. 93

Mateus, falando sobre o ministério de Jesus, informa que Ele “pregava o Evangelho do Reino”. A mensagem do Deus-Filho não era uma mensagem fragmentada, segundo um modelo pré-concebido da verdade. Ao contrário, Ele proclamava todo o desígnio de Deus e não dicotomizava sua mensagem. Sua pregação não se limitava a falar da esperança celestial, mas trazia esperança para o aqui e agora e isto aconteceu em várias oportunidades, tocando a vida de muita gente. Sua mensagem era uma nítida declaração de que Ele via o ser humano integralmente. Sendo assim, Ele tratou da saúde de um paralítico, mas lembrou-o de que não deveria pecar para que não sucedesse coisa pior (Jo 5.1-14); Ele cuidou de outro paralítico, que foi levado por 4 homens à sua presença (Mc 2), mas, desta feita, Ele começa a falar sobre o perdão de pecados e somente depois, para testificar sobre sua autoridade, cura o paralítico do mal acometido.

Didaquê

O segundo elemento presente no ministério de Jesus é o ensino, e este se refere à instrução dada ao povo. O objetivo é que o povo seja ensinado a partir da autoridade e não dos “estatutos humanos”.

O verbo didaskõ transmite a idéia de estender a mão repetidas vezes para aceitar algo; a palavra, portanto, sugere a idéia de fazer alguém aceitar alguma coisa. No Novo Testamento, didaskõ, ocorre 95 vezes, das quais 38 aparecem nos evangelhos sinóticos.

Os evangelhos sinóticos são uma clara testemunha de que havia ensino no ministério de Jesus. Ele ensinava publicamente, isto é, nas sinagogas (Mt 9.35, 13.54), no templo (Mc 12.35, Lc 21.37), ao ar livre (Mt 5.2, Mc 6.34) ou ainda, nos lares (Mc 2.1-12). Lucas, o médico amado, é o único que diz algo sobre a forma externa do seu ensino (Lc 4.16), esclarecendo que o Salvador permanecia em pé para ler a Palavra e sentava-se para ensiná-la, conforme o costume rabínico.

O que Jesus ensinava? Em resumo, a resposta é:

Deus, Seu reino e Sua vontade, sendo que todos os mencionados temas também pertenciam ao judaísmo contemporâneo, acerca dos quais Jesus, segundo o modo de um rabino ou de um profeta, falava nas Suas conversas com os judeus”.94

Nota-se, com grande fascínio, que Jesus não teoriza sobre Deus, Sua providencia, Sua graça ou Sua ira, mas demonstra a bondade e a ira de Deus em operação em várias situações concretas.

Diaconia

O verbo diakoneõ, servir, pode ser entendido como o trabalho feito para outra pessoa, voluntária ou compulsoriamente. O substantivo derivado diakonia ocorre 34 vezes no Novo Testamento e significa “serviço”, “cargo”. Outro substantivo derivado, diakonos, denota uma pessoa que leva a efeito a tarefa, logo, o significado primário secular era um “garçom”, e assim é usado mais tarde com referência às refeições rituais.

No judaísmo, existiam cuidados organizados para os pobres. A cada sexta-feira, aqueles que viviam na localidade recebiam dinheiro suficiente da cesta dos pobres para quatorze refeições; os estrangeiros recebiam comida diariamente da tigela dos pobres. A comida havia sido anteriormente coletada, de casa cm casa, pelos oficiais dos pobres.95

Das 34 vezes que diakonia ocorre no Novo Testamento, os significados variam, podendo estar relacionados com serviço à mesa (Lc 10.40, At 6.1), serviço amoroso (I Co 16.15, Ap 2.19), serviço amoroso mediante o levantamento de uma coleta (At 11.29, 12.25), para todos os serviços da comunidade cristã (Ef 4.12).

“O significado neo-restamentário de diakoneõ deriva da pessoa de Jesus e do Seu evangelho (Mt.20.28, Mc 10.45). Quando Jesus serviu aos Seus discípulos e aos homens em geral, tratava-se de uma demonstração do amor de Deus e da humanidade desejada por Deus”.96

O espírito servil parece ganhar um profundo significado no ministério de Jesus. Ele é o Senhor-Servo de Marcos 10, “que não veio para ser servido, mas para servir”. Ele é o servo sofredor de Isaías 53; Ele é o servo que lava os pés aos discípulos no cenáculo; Ele é o servo de Filipenses 2 que deixa a glória para, encarnado, alcançar-nos com graça. Ele é o servo de João 1.14, que veio tabernacular, ou, como disse tantas vezes José Cássio Martins no púlpito da Igreja Presbiteriana de Vila Mariana: “Veio morar no apartamento ao lado do nosso”; Ele é o Jesus que não apenas ensina, proclama e se emociona, antes, Ele é o Senhor que serve, que estende a mão, que socorre o necessitado, que consola o enlutado, que alivia a dor do sofrido, que acolhe os inacolhíveis, que toca os intocáveis.

Invariavelmente, nos Evangelhos, quando se descreve sobre a missão de Jesus entre os pobres, o mesmo texto apresenta um conjunto de ações da parte de Jesus que diz respeito às necessidades físicas, psico-emocionais, sociais, econômicas e políticas dos pobres. Além de praticar boas obras em favor dos pobres e oprimidos Jesus orientou seus discípulos a darem de comer aos famintos, de beber aos sedentos, a vestirem os despidos, a visitarem os encarcerados e a acolherem os estrangeiros e marginalizados (Mt 25-31-46). 97

É imperioso observar que a Igreja precisa voltar-se para o ministério de Jesus, pois nele se encontra o rumo certo para o seu próprio ministério. Ele, Jesus, deve ser o paradigma para a Igreja hoje. Um povo que não apenas está no mundo, mas que realiza a Missio Dei de tal forma, que, aqueles que estão à margem da sociedade, possam ganhar dignidade e ter uma nova experiência na vida.

Com muita propriedade, Barro lembra ainda que:

É necessário deixar claro que essas ações querigma-didaquê-diaconia não são ações separadas ou isoladas. Ao mesmo tempo em que a igreja proclama, ela ensina. Ao mesmo tempo em que ensina, serve. Ao mesmo tempo em que serve, proclama. Não podemos ter igrejas, cuja ênfase está “apenas” na evangelização, ou “apenas” no ensino, ou “apenas” no serviço. É muito fácil encontrar igrejas que são fortes em “apenas” uma destas áreas. Uma igreja só será equilibrada e integral quando entender que esses elementos não podem ser separados.98

3. Visitando a Teologia

Recentemente, Martorelli Dantas, contou uma estória que resumidamente dizia: Certo mestre budista estava experimentando aquele momento de meditação. Sentado num quarto, pernas cruzadas e olhos fechados, ele meditava, quando um gatinho entrou no recinto e começou a roçar-lhe a perna, como é comum aos gatos. Com toda a paciência, o monge afastou o pequeno animal, mas, teimosamente, o gato voltou ao recinto, roçando-lhe novamente a perna. O monge pacientemente afastou o pequeno animal, que insistiu em roçar-lhe a perna, até que aquele mestre pegou o gatinho, uma fita e amarrou-o cuidadosamente a uma cadeira. A partir dai o monge conseguiu voltar à sua meditação.

Os discípulos daquele monge passaram pelo recinto e viram aquela cena inusitada. O monge sentado, meditando, um gato e uma cadeira, sendo que o animal permanecia amarrado à cadeira. Eles não tiveram dúvidas, imaginaram que aquela era uma nova maneira de meditar, por isso correram até a cidade e foram buscar os gatos da cidade para poderem fazer o mesmo exercício do mestre budista. Meditar num pequeno quarto com um gato amarrado a uma cadeira.

Aqueles discípulos fizeram a mesma coisa que muita gente tem feito em nossas igrejas. Eles não sabiam o que significava aquele gato amarrado à cadeira, mas pelo menos parecia ser uma nova técnica, uma nova maneira de meditar. O novo, o desconhecido, mesmo sem entender a razão, tornou-se um novo estilo para aqueles discípulos. Muito daquilo que vemos na Igreja hoje parece ser apenas reflexo dessa ignorância e encantamento com o novo.

Diante da colcha de retalhos que integra a Igreja, não é possível tomar uma posição sobre algum tema apenas ao sabor da paixão. É necessário um embasamento que possa dar plena sustentação ao pensar e ao falar, sem que se encontrem apenas repetidores, mas gente que compreendeu a razão da sua fé e da encarnação dessa fé.

O Pacto de Lausanne, em seu quinto parágrafo, traz afirmações que, com o devido suporte bíblico, podem ajudar a igreja a entender o papel da teologia quanto à sua responsabilidade social.

A doutrina de Deus

O Breve Catecismo de Westminster, em sua pergunta quatro, traz o seguinte:

“O que é Deus?” E responde: “Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade”.99

O quinto parágrafo do Pacto de Lausanne igualmente começa sua exposição sobre a responsabilidade social da igreja fazendo referência ao caráter divino, usando dois atributos, um incomunicável e outro comunicável. Atributo incomunicável é aquele que não encontra nenhuma analogia no ser humano e tem a ver com o ser absoluto de Deus. Atributo comunicável é aquele que encontra alguma ressonância no ser humano. O atributo foi transmitido em algum grau ao ser humano, e tem a ver com o ser pessoal de Deus (poder, amor, bondade, justiça, etc.), e aponta para o Deus revelatus, o Deus revelado que se dá a conhecer mais facilmente.100

A) Deus, o Criador

“Afirmamos que Deus é o Criador”, relata inicialmente o parágrafo recém mencionado.

“No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). A criação deu-se por meio do Fiat, do latim: faça-se, sem qualquer material pré-existente; sua decisão de que as coisas deveriam existir fez com que estas surgissem e formou-as em ordem com uma existência que dependia de sua vontade e que era, no entanto, distinta de sua essência divina. Pai, Filho e Espírito Santo envolveram-se juntamente (Gn 1.2, Sl 11.3, 14.8, 33.6-9).

Quando o pacto apresenta Deus como criador, segundo Stott, corrobora uma clara demonstração do interesse divino pelo ser humano, bem como de seu envolvimento com a história da humanidade. Ele reafirma que tal evidência deve servir de motivação para a igreja partilhar do interesse divino pela humanidade também.101

O Deus da revelação bíblica, que é tanto Criador como Redentor, é um Deus que se preocupa com o total bem-estar (espiritual e material) de todos os seres humanos que ele criou. Tendo criado cada um à sua própria imagem, ele deseja que eles descubram a sua verdadeira humanidade ao se relacionarem com Deus e uns com os outros.102

J. I. Packer afirma que:

Saber que Deus criou o mundo à nossa volta e nós mesmos como parte dele, é básico à verdadeira religião. Deus deve ser louvado como Criador, em razão de sua maravilhosa ordem, variedade e beleza de suas obras. Os Salmos, como o 104, são modelos desse louvor. Deus deve ser crido como o Senhor Soberano, com um plano eterno abrangendo todos os eventos e destinos, sem exceção, e com poder de redimir, recriar e renovar; tal crença torna-se racional quando nos lembramos de que é no Criador todo-poderoso que estamos crendo. Reconhecer a cada momento nossa dependência do Deus Criador para nossa existência faz com que se torne apropriado viver vida de devoção, compromisso, gratidão e lealdade para com Ele, sem qualquer impureza. A retidão começa aqui com Deus, o soberano Criador, como o primeiro ponto de convergência de nossos pensamentos.103

O reconhecimento de Deus como criador deve levar a uma vida em que não se dicotomizem o espiritual e o material, o religioso e o secular, nem podemos negligenciar a política, a economia e a questão da riqueza do homem.104

B) Deus, o Juiz

O antedito parágrafo, referindo-se a Deus diz: “afirmamos que Deus é o criador e o Juiz de todos os homens”. Percebe-se inicialmente a menção ao Criador, mas inclui-se a justiça divina, sendo assim, esse deve ser um sério lembrete de que todos os homens darão contas a Deus de sua vida no dia do juízo (Ec 12.14).

Pode-se entender a justiça divina como manifestação da sua retidão, que não consegue compactuar com nenhuma atitude que reflita injustiça, opressão e espoliação.

Deus de justiça — ressaltam no livro de Amós os trechos que falam da natureza justa do Deus de Israel, a anunciar o juízo sobre o seu povo e sobre algumas nações vizinhas. Os oráculos que constituem a primeira parte do livro (1.3-2.1 6) são a mais forte expressão desta afirmação. Ele é o Deus que declarou sua lei aos homens (2.4), que chama justos os seus filhos (2.6), que abomina o pecado (6.8), que se ira contra todas as transgressões (cf. a fórmula estereotipada nos oráculos iniciais). Ninguém pode escapar de seu julgamento (2.14s; 9.2s). Ele exige de seu povo a justiça social, religiosa e moral (5-7; cp. 5-15ss) e condena todo aquele que não cumpre a sua lei (5.7ss; passim).105

Como outrora delineado, os atributos divinos dividem-se em comunicáveis e não comunicáveis; a justiça divina é um atributo comunicável de Deus. Significa dizer que Deus exige que esta justiça deve ser vivenciada pelo ser humano. Como diz o Pacto: “Devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela reconciliação em toda a sociedade…”106

A doutrina do homem

Nascimento Filho diz que “toda obra cristã filantrópica (isto é, a obra inspirada no amor pelo semelhante) depende da avaliação que os cristãos fazem do beneficiário. Quanto mais alto o valor dos seres humanos, mais os cristãos se inclinam a ajudá-lo”.107

Lausanne afirma, com muita propriedade, que “a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual ela deve ser respeitada e servida e não explorada”. Sabendo que a humanidade foi feita à imagem de Deus, é conseqüente lógico entender que a igreja deve sentir-se motivada a fazer pelo outro aquilo que Deus fez e tem feito. É preciso demonstrar o mesmo interesse de Deus.

O ato criador de Deus deu ao ser humano dignidade. Não é a sua cor, sua cultura, sua conta bancária, mas o haver sido criado por Ele e à semelhança dEle, o que torna o ser humano especial.

Ressalte-se que, além da imago Dei, o cristão deve sentir-se despertado a servir o outro porque esta é a vocação da humanidade. A igreja foi chamada e enviada para amar ao outro, ao próximo e nesse sentido, o próximo é qualquer um independentemente da distância a que ele se encontra.

A doutrina de Cristo

Ao buscar a base teológica para o agir social, necessário se torna voltar-se à pessoa de Jesus, conquanto, na exposição aqui apresentada da base bíblica, o paradigma cristológico já tenha sido traçado de forma mais extensa. Cristo é apresentado neste capítulo como o modelo de amor e vocação para o contexto social. Vejamos:

No tocante ao exemplo de Jesus, o modelo bíblico mais desafiador para a missão é a encarnação. O Filho de Deus não permaneceu na segura imunidade de Céu. Ele esvaziou-se de sua condição e entrou no mundo humano com grande humildade. Fez-se um com o gênero humano em sua fragilidade e tornou-se vulnerável às suas tentações e dor. Tomou sobre si o pecado da humanidade c morreu a morte que cabia a eles. Ele não poderia identificar-se mais completamente com as pessoas do que havia feito. E, no entanto, tornando-se humano, nunca cessou de ser divino. Foi uma total identificação com a humanidade, mas sem qualquer perda da identidade deísta. A missão da igreja deve ser modelada pela do filho (João 20.21).108

Essa percepção da missão de Jesus deve servir de instrumento motivacional para que, como Igreja, esta seja impulsionada a fazer da missão de Cristo a sua própria missão.

Capítulo 5

Os desafios que pesam sobre a Igreja diante da questão social à luz do Pacto de Lausanne

Talvez a parcela mais difícil deste estudo passe a ser agora delineada, posto que serão tratados tanto os obstáculos como os desafios que pesam sobre a Igreja Evangélica Brasileira diante do aspecto sociológico.

1. Obstáculos a uma ação social efetiva

É triste observar que os membros das igrejas evangélicas, bem como a igreja como instituição, não compreendem a dimensão social do evangelho. E, diante dessa incompreensão e ignorância, quando se deparam com desafios sociais, levantam vários argumentos contra a missão integral. Abaixo, são transcritos alguns dos obstáculos que se têm tornado mais comuns.

O individualismo evangélico

Tristemente ainda é possível perceber no seio das igrejas evangélicas, uma postura individualista. O privativo sempre foi o que imperou na Igreja. ´É comum perceber aquela autocelebração, uma comunidade apenas preocupada com os interesses privatísticos. René Padilla diz que:

“o evangelho de Jesus Cristo é uma mensagem pessoal: revela um Deus que chama cada um dos seus pelo nome. Mas é ao mesmo tempo uma mensagem cósmica: revela um Deus, cujo propósito abarca o mundo inteiro”.109

O autor vai mais longe e assevera que:

A falta de valorização das dimensões mais amplas do evangelho inevitavelmente conduz a uma distorção da missão da igreja. O resultado é uma evangelização que concebe o indivíduo como urna unidade autônoma – um Robinson Crusoé a quem o chamado de Deus chega na solidão da sua ilha — cuja salvação se realiza exclusivamente em termos de sua relação com Deus. Perde-se de vista que o indivíduo não existe isoladamente e que, portanto, não se pode falar de salvação sem que se faça referência à relação do homem com o mundo do qual ele faz parte.110

Esse individualismo leva a igreja a viver no isolamento, na alienação, na ausência do mundo, mundo do qual ela foi chamada, mas para o qual foi enviada a fim de ser sal e luz.

Alienação

Alienação é definida como indiferentismo moral, político, social ou apenas intelectual. A comunidade evangélica vive alheia à realidade vigente por causa da sua miopia, que a leva a ver apenas as coisas mais próximas, aquelas que envolvem a própria igreja, por causa de um certo sentimento de impotência diante dos desafios que têm ganhado proporções significativas.

Para mim é uma tristeza que muitos cristãos se deixem contaminar pela alienação. “Naturalmente”, dizem eles, “a luta pela justiça é interesse nosso; não podemos fugir desse fato. Os obstáculos, porem, são imensos. Além das questões serem complexas (não somos especialistas), e a sociedade pluralista (não dispomos de qualquer monopólio do poder ou de privilégios), as forças da reação predominam (não temos influência alguma). A maré vazante da fé cristã na comunidade tem nos deixado no seco. Além disso, os seres humanos são egoístas e a sociedade está podre. Contar com uma transformação social é irrealismo total”.111

 

A perpetuação da pobreza

É até comum ouvir pessoas citando Deuteronômio 15.11: “Pois nunca deixará de haver pobres na terra…”, na tentativa de argumentar que é tolice fazer algo mais significativo contra a injustiça e a pobreza, porque factualmente os pobres sempre estarão aí. O texto em questão não deve servir de justificativa para uma deformação do evangelho. Como comentou J. A. Thompson, a pobreza em Israel seria uma grande possibilidade em razão de sua desobediência a Deus. Se a primeira parte de Deuteronômio 15.11 fala sobre a presença da pobreza, não se pode esquecer de ler o restante do versículo, e a segunda parte do mesmo estimula à generosidade e ao exercício da misericórdia. Em favor do necessitado, ao dizer: “… por isso, eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra”.

O custo é elevado

Outro elemento que tem sido comum e vem servindo como obstáculo à ação social é a preocupação da igreja com o custo. A igreja evangélica parece não demonstrar ser muito sábia na administração dos seus recursos. Outrossim, muito da preocupação da igreja está mais atrelada a aspectos administrativos do que a uma práxis social. Tem-se visto a construção de templos suntuosos que refletem a preocupação última de muitas comunidades interessadas apenas no luxo e no conforto, reflexo do individualismo protestante, já mencionado anteriormente, mas que não tem uma noção do que significa ser “Igreja fora dos portões”.

Indaga-se sobre o que é mais dispendioso: cuidar hoje de uma criança carente ou tratar o marginal de amanhã? Parece ser mais barato conferir dignidade à criança. Ainda, se o custo é elevado, a comunidade pode procurar alternativas para definir como incentivar o recolhimento de material reciclável para posterior venda. Com o levantamento de recursos, via reciclagem, o custo poderá ser consideravelmente minimizado.

A presença de aproveitadores

Jesus ensinou que se deve ser manso como a pomba e sagaz como a serpente. Infelizmente, parece que os cristãos aprenderam apenas parte da lição. São sagazes e desconfiados em demasia, e a mansidão não tem sido uma característica muito presente na vida de muitos.

Essa sagacidade deveria despertar o zelo, mas o que se tem visto é o exercício da desconfiança. É notório ver aproveitadores, mentirosos, espertalhões, quando o assunto é dinheiro. Mas a possibilidade de encontrá-los não deve servir de desculpa para a omissão e ineficiência social da igreja.

Carlos Queiroz, numa palestra realizada no Congresso Brasileiro de Evangelização (CBE-83), confessou sobre sua leitura da pobreza. Ele afirmou que, quando acordou para os problemas sociais, via a pobreza como conseqüência de preguiça e malandragem. Sem dúvida alguma essa leitura é no mínimo preconceituosa, apesar de que não se pode ser ingênuo posto que, nesse universo de miseráveis, muitos estão excluídos porque lhes falta coragem para enfrentar os desafios do trabalho, por isso preferem pedir a produzir, mas esta é uma exceção. A pobreza continua sendo fruto da injustiça social vigente.

O conformismo ou a síndrome da “Rã na Chaleira”

Às vezes, tem-se a nítida impressão de que a presença sistemática da miséria vem empedrando os corações. A violência cerca a todos, a miséria bate à porta, a morte revela-se com tanta intensidade que, ao contemplar todo esse cenário, a humanidade parece ter-se tornado dura e cínica. Já não há comoção diante das barbáries, ao contrário, constrói-se um terrível conformismo. “O final dos tempos trará isto”, dizem alguns. “O que você espera do final dos tempos?”, perguntam outros. Diante desta situação fatalista é possível lembrar a história da “Rã na Chaleira”.

Coloque uma rã na chaleira com água fervente e ela rapidamente pulará fora ao sentir que o ambiente a sua volta é hostil. Coloque uma rã na chaleira cheia de água à temperatura ambiente e vagarosamente vá esquentando a temperatura da água até que ela ferva. A rã permanecerá na água até morrer cozida.112

Objetivando acrescer outros aspectos que obstaculizam a efetiva ação social da igreja, apresenta-se o que Queiroz perguntou em seu livro, “Eles Herdarão a Terra”, e sua conseqüente resposta a tão relevante questão.

“Por que a Igreja, no Brasil, tem-se distanciado do compromisso com os pobres?’.

1 – Mantemos atitudes egoístas e cômodas;

2 – Sacralizamos a riqueza e profanamos o pobre;

3 – Utilizamos mecanismos de seleção por exclusão;

4 – Dicotomizamos devoção X responsabilidade social;

5 – Trocamos os desafios das boas novas do Reino de Deus pela ameaçadora “evangelização pé-na-cova”;

6 – Usamos uma escatologia escapista e alienante;

7 – Temos uma visão distorcida da Criação, da Queda e da Redenção;

8 – Reduzimos a proclamação comunitária a um apelo individualista;

9 – Fomos afetados pelo rompimento com o movimento norte-americano do “evangelho social” no final do século XIX;

10 – No Brasil, fomos afetados pela revolução de 1964.113

2. Os desafios e as alternativas

Até os vinte e quatro anos, aquele jovem nascido na Nova Zelândia, numa família saudável e próspera, dividira seu tempo entre seu país e a Austrália. Formou-se em engenharia elétrica e em matemática, mas o que o fascinou foi a conclusão de seu curso em missiologia no Instituto Fuller, (EUA). Seu nome é Viv Grigg, um cristão que, desde cedo, tem uma paixão pelo ministério urbano e especialmente pelos pobres. Por isso, algum tempo depois de concluir seus estudos, o jovem foi morar em Manila, nas Filipinas, e isso não seria significativo se ele não houvesse optado por morar em uma favela. A atitude de Grigg foi marcada por uma verdadeira inserção naquele ambiente, tanto que ele, em pouco tempo, identificara-se com os moradores daquela favela, a ponto de fazer refeição em suas casas.

Em entrevista para a “Revista Kerigma”, o missionário afirmou que “missões e ação social andam juntos” e que, “quando entendemos o conceito de Reino de Deus, representado aqui na terra de uma maneira abrangente, um dos componentes da Igreja seria então estar envolvida com os necessitados, com os pobres…”

A decisão de Grigg foi, sem dúvida alguma, radical, mas ele só pôde tomá-la porque dispunha de uma clara convicção do seu chamado para aquele ministério. Poder-se-iam incluir nesse rol de pessoas que se sentem chamadas para desempenhar tão apaixonadamente o trabalho com o pobre, com o necessitado, o Médico Paul Brand, que tem trabalhado com leprosos em Calcutá, ou Madre Tereza de Calcutá, que se envolveu com o mesmo povo que Brand, dedicando sua vida ao marginalizado.

É sabido que o ministério desses três servos de Deus é diferenciado. Eles tiveram um chamado específico, mas a Igreja de Jesus também tem sido chamada e precisa, (entendendo este mesmo chamado), viabilizar alternativas para criar um ministério social sério, efetivo e que faça a diferença neste mundo sofrido.

Enumeram-se adiante algumas alternativas para o exercício efetivo de um ministério social.

É preciso ter voz profética

Cavalcanti sugere que a Igreja faça uso daquilo que ele resolveu denominar de profetismo, dizendo que:

A ação profética se dá quando representamos a consciência moral da nação; a voz da ira de Deus contra a iniqüidade. E para sermos adversários dessa iniqüidade, inimigos do mal, não temos necessidade de pertencer a nenhum partido político, nem sermos candidatos a coisa nenhuma…

Acontece que, quando uma comunidade se levanta e clama contra a iniqüidade existente, ela absolutamente não está fazendo política partidária, nem vestindo bandeira ideológica. Nós estaremos realmente mexendo nas formas quando fizermos filantropia, projetos de desenvolvimento, ação política, na retaguarda, intercessão, ensino, apoio e profecia nesse sentido.114

No evangelho de Lucas (Lc 1e.40}, Jesus afirma que “… se eles se calarem, as próprias pedras clamarão”. Indubitavelmente esse profetismo por parte da Igreja tem estado ausente. A igreja tem silenciado como se não tivesse nada a ver com o problema, ou porque sabe que, no momento cm que isso for exposto, fatalmente enfrentará problemas. Mas se a Igreja calar-se, certamente Deus levantará outras vozes. Isto aconteceu no diálogo entre a rainha Ester e Mordecai. Havia opressão e um iminente holocausto estava mostrando a sua face, a rainha parecia estática diante do problema, por isso Mordecai afirmou: “Porque, se de todo te calares agora, de outra parte se levantará para os judeus socorro e livramento, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para conjuntura como esta é que foste elevada a rainha?” (Et 4.14). Mordecai acreditava que de alguma forma Deus proveria livramento para o povo, se Ester não exercesse o seu papel profético, denunciando Hamã.

Philip Yancey, em seu livro, “Encontrando Deus nos Lugares mais Inesperados”, dedicou um capítulo para falar sobre o envolvimento de William Shakespeare com política. O que chama a atenção é perceber que Shakespeare foi uma espécie de “pedra falante”; com suas peças, ele acabou denunciando a opressão e a injustiça sociais dos seus dias. Um trecho da peça o Rei Lear, que conta a história do rei que foi abandonado pelas filhas e expulso do seu castelo, mostra que ele fez uma enorme descoberta, pois descobriu as dificuldades dos pobres e sem-teto, e diz o seguinte:

Pobres miseráveis nus, onde quer que estejam, que amargam o rigor desta impiedosa tempestade, como podem suas cabeças desabrigadas e barrigas vazias, evidente e patente andrajosidade, protegê-los de intempéries como esta? Ah, quão pouca atenção dou a tal! Expõe-te para sentir o que sentem os miseráveis, e poderás proporcionar-lhes a abundância e exibir o paraíso de forma mais justa.115

Valorizar os desafios independentemente de sua dimensão

É, no mínimo, ingenuidade imaginar que a ação social resolverá totalmente o complexo problema da injustiça sociológica. Mas, com certeza, o agir da Igreja, independentemente de sua dimensão e alcance, fará diferença na vida de alguém, por isso vale a pena lançar essa semente que poderá abençoar o outro.

Henri Nouwen nasceu na Holanda e, como padre e professor, ensinou em Universidades como as de Notre Dame, Yale Divinity School e Harvard. Como escritor, produziu pelo menos trinta livros. Porém chegou um dia na vida de Nouwen quando ele conheceu um trabalho social com deficientes mentais, o da Comunidade L’Arche, na França. Encantado com o que viu, decidiu abandonar sua vida acadêmica e dedicar-se à atividade com os deficientes. Os últimos dez anos de sua vida Nouwen passou numa comunidade chamada Daybreak, em Toronto, no Canadá, cidade onde, conforme se observa no seu livro, “Adam, o Amado de Deus”, vivencia uma experiência particular que teve com um amigo que o visitou naquela comunidade. O amigo ficou surpreso e chocado ao ver Nouwen, um homem tão habilitado, cuidando de um deficiente chamado Adam, banhando-lhe, cortando-lhe a barba e até servindo-lhe a refeição na boca, pois Adam não tinha o controle necessário para fazê-lo sozinho. O visitante fez as seguintes perguntas: “Henri, é aqui que você está gastando seu tempo?”. “Você deixou a universidade, onde era grande inspiração para tantas pessoas para gastar seu tempo e sua energia com Adam?”. Nesse momento, Nouwen percebeu que seu amigo não compreendera sua vocação e missão. Philip Yancey, em um artigo intitulado: “A Santa Ineficiência de Henry Nouwen”, conta este mesmo episódio, com uma diferença, Yancey identifica-se como o amigo que visitou Nouwen em Daybreak e apresenta a resposta que recebeu daquele sábio: “Eu não estou dando nada”, ele insistiu. “Sou eu, não Adam, quem tira o maior benefício da nossa amizade”.116

Em sua humildade, Nouwen afirmou que Adam estava sendo uma bênção em sua vida, de alguma forma, todos os que se envolvem com o socorro ao próximo fazem a mesma descoberta. Mas, em última instância, de fato Henri Nouwem estava exercendo um maravilhoso ministério na vida daquele jovem deficiente. Talvez aquele trabalho não fizesse muita diferença no âmbito geral, mas fez enorme diferença na vida de Adam. É imperioso aprender a valorizar pequenas ações que podem causar transformação na vida do outro.

Identificar os desafios que estão próximos

Em Atos dos Apóstolos (At 1.6-11), diante da ascensão de Jesus, os discípulos que contemplavam a cena ficaram com os olhos fitos nos céus, até que foram exortados a lembrar-se de que o Jesus que foi assunto ao céu voltaria do mesmo modo como o viram subir. Ainda hoje, a Igreja faz a mesma coisa, seus olhos estão fitos no infinito, olhares distantes, alheios à realidade. A igreja precisa ver o que está à sua volta, pois muitas igrejas se estabeleceram bem próximo a bairros onde a necessidade social é gritante e mesmo assim, ainda não conseguiram se aperceber da realidade em que estão inseridas.

Partilhar os recursos

Passando pela BR 232, no agreste pernambucano, aproximando-se da cidade de Caruaru, ao longe se avista o morro Bom Jesus. Em certa ocasião, certo membro de uma das igrejas evangélicas de Caruaru relatou o seguinte: “Sempre dizem que minha igreja tem potencial”, mas, segundo ele, o morro Bom Jesus também tem potencial, só que ele permanece no mesmo lugar, se ele pudesse se movimentar teria condições de destruir a cidade de Caruaru, mas ali estagnado, parado, ele tornou-se apenas parte da paisagem. Com esta análise, este senhor tenciona fazer uma análise crítica de sua comunidade em Caruaru, que tem potencial, mas potencial sem ação não faz diferença.

A igreja evangélica no Brasil também tem potencial. Quantos colégios, faculdades, terrenos, acampamentos, templos, prédios destinados à educação religiosa e seminários pertencem à comunidade evangélica brasileira e quão pouco estes bens são usados na perspectiva da partilha.

Templos e prédios de educação religiosa ficam fechados durante a semana, sem a menor utilidade para a comunidade que a cerca. É preciso aprender a dividir os recursos, que necessariamente não se limitam ao dinheiro, mas podem estar ligados à estrutura, aos imóveis, ao tempo, aos profissionais (médicos, professores, assistentes sociais, empresários) que poderiam usar sua profissão e seu potencial para dirimir o sofrimento e a diferença social.

A) Assistência jurídica

Nas cidades, existe uma necessidade de apoio jurídico. Muita gente não tem sequer um documento de identidade, alguns não têm o registro de nascimento, existem outras questões como a posse de um terreno, ou problemas ligados à moradia, afora isso, existem problemas em lares, onde se faz necessária uma assistência jurídica que facilite a vida desse povo tão sofrido.

B) Assistência médica

A igreja evangélica brasileira conta, em suas fileiras, com profissionais de saúde (médicos, dentistas, enfermeiros), o que permite estabelecer um projeto que vise a assistir àqueles que não têm acesso facilitado à saúde. A igreja pode – quem sabe? -criar um projeto de saúde, que trabalhe com noções de higiene, podendo ampliar sua assistência, criando uma policlínica que possibilite à população carente uma vida mais digna.

C) Assistência educacional

Em Caruaru, no ano de 2002, a Escola Mamãe Natureza abraçou um projeto social, na vila Padre Inácio, que recebeu o nome de Projeto Tatear. O corpo docente da escola entendeu que deveria levar um trabalho pedagógico à periferia para crianças carentes, dando a elas a preciosa oportunidade da alfabetização. O projeto tem provido material e recursos humanos para que crianças carentes tenham o mínimo de dignidade e possam ter acesso àquilo que é tão difícil em nosso país, a educação.

É insofismável que a comunidade evangélica pode fazer alguma coisa pelas crianças carentes. Sobram espaço físico e professores nas comunidades e, portanto, perfeitamente possível estabelecer um projeto social que faça a diferença na vida das crianças que moram na periferia.

D) Assistência aos meninos de rua

Há algum tempo, meninos cheirando cola nas ruas era uma marca registrada dos grandes centros urbanos. Hoje, esta é uma cena que tem se repetido diariamente em cidades pequenas. De alguma forma está na hora da igreja evangélica perceber que alguma coisa pode ser feita de maneira efetiva para que esses meninos de rua venham a ser assistidos com dignidade. Caruaru apresenta também um projeto chamado “Desafio Criança”, que tem dado assistência a crianças que, por viverem em uma família desestruturada, foram parar nas ruas e já se envolveram (inclusive) com a criminalidade. Os meninos são recolhidos pelo projeto e recebem assistência para que, ao saírem dali, tenham novos hábitos e conceitos de vida.

É preciso aprender com a história

Foi possível mencionar os aspectos históricos que fizeram da Igreja o que ela é hoje. Verifica-se que homens como Wesley, Wilbeforce, Calvino em Genebra, entre outros, tiveram um papel social relevante e o exemplo desses homens deve servir como desafio para a Igreja dos dias atuais. Ainda mencionando a história, verifica-se na chegada dos protestantes ao Brasil, de maneira especial, uma preocupação e um zelo pelas questões educacionais e de saúde, tanto que escolas e hospitais foram construídos com o patrocínio e por causa da visão da igreja nascente. Olhando para o potencial da igreja evangélica no Brasil do século XXI, percebe-se que é possível investir novamente nestas áreas, já que a saúde e a educação no Brasil são tão sofridas e os pobres, os que mais carecem de uma estrutura educacional e de saúde adequadas.

É preciso estabelecer um projeto de encarnação

É indispensável definir um projeto de encarnação. Um projeto em que os valores do reino sejam colocados em prática pela comunidade. René Padilla sugere, como sustentação da atividade da igreja, três elementos chaves: o ponto de partida de nossa responsabilidade social é a identificação e isto foi o que o Senhor Jesus fez, quando, encarnado, visitou a terra; a norma de ação conhecida é o sacrifício, voltando-se para Jesus, percebe-se a mais eloqüente expressão deste, a cruz; a dinâmica da igreja precisa ser a nova vida.117

Verificou-se até aqui que alguns obstáculos têm inibido a ação social da Igreja, mas também que as alternativas propostas podem ser instrumento facilitador para a ação social da mesma. Embora não se tenha realizado quaisquer distinções entre ação social e evangelização, o certo é que as propostas formuladas podem e devem vincular ação social e evangelização de forma que as duas se complementem, posto que não existe evangelização genuína sem uma dimensão social, nem responsabilidade social realmente cristã sem uma dimensão evangelística.118

Lausanne 74 cumpriu um papel relevante no seio da Igreja Evangélica Brasileira. A partir daquele magno congresso foi possível ver aflorar no Brasil uma nova leitura, uma leitura holítistica, uma leitura baseada no evangelho integral. Longuini lembra que:

“No Brasil a chegada do Pacto de Lausanne, efetivamente, deu-se em 1983, quando foi realizado o Congresso Brasileiro de Evangelização (CBE-83) em Belo Horizonte.” 119

O CBE-83 não foi o único congresso influenciado por Lausanne, pode-se incluir o Congresso Nordestino de Missões, bem como é possível incluir a formação da Associação Evangélica Brasileira (AEVB), e a realização do seu primeiro congresso.

A) Congresso Brasileiro de Evangelizaçáo

O Congresso Brasileiro de Evangelização (CBE-83) se deu na cidade de Belo Horizonte nos dias 31 de outubro a 5 de novembro, e sem dúvida alguma entrou para a história da igreja evangélica brasileira como um dos mais importantes eventos. Falando sobre a importância do CBE, Steuernagel afirma que:

A marca do CBE na vida de muitíssimos irmãos foi enorme. Isto se pode constatar de Norte a Sul e o fazemos com um sentido de gratidão ao Senhor. Vidas marcadas, desafios assumidos, objetivos elaborados, irmãos que se consagraram ao campo missionário, novas visões e perspectivas missionárias que foram percebidas, horizontes que foram ampliados e posições teológicas reformuladas. Estes são apenas alguns poucos aspectos de uma vida inteira que ocorreu naqueles poucos dias no Mineirinho.120

B) Congresso Nordestino de Evangelização

O processo iniciado com a realização do CBE-83 teve continuidade com a realização do Congresso Nordestino de Evangelizaçáo (CNE-88) realizado em Recife, cm 1988. O CNE-88 culminou com um movimento pelo resgate da ética evangélica e por uma representação oficial dos evangélicos no Brasil diante dos escândalos provocados por alguns deputados federais evangélicos que reorganizaram a Confederação Evangélica do Brasil.121

C) Congresso AEVB

Em julho de 1994 (18-23), evangélicos de diversas regiões do Brasil se reuniram em Brasília para o I Congresso Nacional da Associação Evangélica Brasileira; o tema foi relevante: “A Igreja Evangélica na Virada do Milênio”.

Os objetivos do congresso foram formulados no material de divulgação e estão expressos num texto compilado por Rubem Amorese.

1 – DISCERNIR a vontade de Deus quanto à missão no tempo e na realidade em que vivemos. A comunidade de adoração que somos, o testemunho que damos e a unidade que experimentamos (exalamos), estão a serviço do cumprimento desta missão.

2 – CELEBRAR a fidelidade de Deus para com o Seu povo. O crescimento extensivo da Igreja, a riqueza de iniciativas nas áreas de missões e de serviço e as manifestações de unidade do Corpo de Cristo no Brasil são expressões da fidelidade de Deus e se constituem em motivo para a nossa celebração.

3 – ACEITAR o desafio de viver a fé em meio à crise de nossos dias como um compromisso de discipulado integral e solidário. O convite para o reencontro com a esperança do Reino é fonte de vida em meio à crise, dentro e fora da Igreja.

4 – BUSCAR por rumos para uma espiritualidade cristã alimentada por Deus, fiel ã Palavra, sensível ao Espírito, alicerçada na justiça, edificada na comunidade, voltada para o mundo, íntegra no comportamento e disposta ao serviço.122

Em todos estes encontros o espírito de Lausanne esteve presente. No entanto, é preciso estender os horizontes, é preciso alargar a visão para que a Igreja brasileira não apenas volte a discutir os temas presentes nesses congressos, mas que exista uma encarnação daquele espírito que, sem dúvida alguma, revolucionará a maneira de ser Igreja.

Conclusão

Esta pesquisa teve como objetivo levar o leitor a perceber que a Igreja, o povo de Deus, foi vocacionado para exercer sua missão de maneira a extrapolar as suas próprias fronteiras. Ela foi chamada e enviada, não para viver numa autocelebração, mas para demonstrar misericórdia por aqueles que carecem de amor. Diante desta certeza, recomendo duas ações práticas por parte da Igreja.

1. A Igreja precisa tornar-se uma comunidade amorosa

Conta-se que Madre Tereza participou de reuniões com reis, presidentes e chefes de Estado do mundo inteiro. Eles compareciam com os seus ornamentos que falavam de sua condição na sociedade. Enquanto Madre Tereza usava o seu tradicional sári, preso por um alfinete de segurança.

Um nobre conversou com ela a respeito de seu trabalho com a camada mais pobre da população de Calcutá. Ele perguntou se ela não se sentia desanimada ao ver tão pouco sucesso em seu ministério. Madre Tereza respondeu: “- Não, eu não me sinto desanimada. Veja, Deus não me chamou para o sucesso. Ele me chamou para um ministério de misericórdia.”

A Igreja precisa perceber a sua vocação, entendendo que o desafio que está diante de si é precioso e não deve despertar um desejo por resultados. Os resultados são importantes, no entanto, a nossa vocação deve ser exercida em obediência àquele que nos arregimentou e ao mesmo tempo com o cotação engravidado de misericórdia. Essa misericórdia precisa desembocar em ações práticas, efetivas que possam, em alguma proporção fazer diferença nesse mundo de indiferentes.

2. A Igreja precisa ser sensível ao desafio que tem diante de si

Barro, citando Orlando Costas, afirma ser “essencial que procuremos entender, ainda que de forma breve, a urgência da missão na cidade”.123

Barro, na verdade, está sugerindo que olhemos com o devido cuidado o que acontece ao nosso redor, percebendo que

o desafio não pode ser minimizado, antes, deve ser encarado com a devida seriedade e urgência.

Lendo a história do rei Salomão, logo quando ele ascendeu ao trono de Israel, após a morte de seu pai Davi, descobrimos que ele resolveu buscar a Deus em oração. Em seu pedido encontramos o rei, primeiro, admitindo que o desafio que tinha diante de si era enorme; em segundo lugar, ele percebe que o seu papel como rei não é maior do que o de um mordomo. Ele percebeu que foi colocado naquela condição para servir a nação e em terceiro lugar, o rei pediu discernimento para governar com justiça, podendo distinguir entre o bem e o mal (I Rs 3.7-9).

É impressionante perceber que o rei de Israel não minimizou o desafio que tinha diante de si; antes possuía uma noção exata do mesmo, mas ele não quis enfrentá-lo de qualquer jeito, desejou fazê-lo com justiça. Talvez esta seja a hora de clamar por discernimento, admitindo a dimensão do desafio e as nossas limitações para superá-lo. Salomão pediu discernimento para julgar com justiça.

Que a Igreja clame por discernimento para fazer justiça.

* * *

Notas

1 Caio Fábio D’ARAÚJO FILHO, A Igreja Evangélica e o Brasil: Profecia, Utopia e realidade, p. 16, 17 e 20

2 Samuel ESCOBAR, Desafios da Igreja na América Latina, p. 17

3 Paul FRESTON, Fé Bíblica e Crise Brasileira, p. 5-6

4 C. René PADILLA, Missão Integral, p.9.

5 John STOTT, Evangelização e Responsabilidade Social, p.7.

6 Billy GRAHAM, A Missão da Igreja no Mundo de Hoje, p. 17.

7 James A. SCHERER, Evangelho, Igreja e Reino, p. 125.

8 James A. SCHERER, op. Cit., p. 192

9 Luiz LONGUINI NETO, O Novo Rosto da Missão, p. 186.

10 Valdir STEUERNAGEL, A Evangelização do Brasil: Uma tarefa Inacabada, p.38-39.

11 Tony LANE, Pensamento Cristão, vol.2, p.204-205.

12 Robinson CAVALCANTI, A Utopia Possível, p.44.

13 René C. PADILLA, op. cit., p.57-58

14 Luiz LONGUINI NETO, op. cit., p. 187

15 Idem. p.76

16 id., p.188.

17 John STOTT, John Stott comenta o Pacto de Lausanne, p.9.

I8 James SCHERER, op. cit., p. 126.

19 John STOTT, op. cit.. livre adaptação ao Comentário de Stott sobre o Pacto.

20 John STOTT, op. cit., p.27.

21 íd., 28.

22 Robinson CAVALCANTI, OP. CIT., p.43

23 Peter WAGNER, A igreja Saudável, p. 151.

24 John STOTT, Ouça o Espírito, Ouça o Mundo. p.376-377.

25 James I. PACKER, Evangelização e Soberania de Deus, p.28.

26 Wadislau Martins GOMES, Sal da Terra em Terras dos Brasis, p.29.

27 Carlos R. CALDAS FILHO, Fé e Café, p.67.

28 Russell P. SHEDD, Fundamentos Bíblicos da Evangelização, p.8.

29 Joseph C. ALDRICH, Amizade, a Chave para a Evangelização, p13, (texto adaptado).

30 Edward R. DAYTON, O Desafio da Evangelização do Mundo. p. 18.

31 John STOTT, op.cit., p.23.

32 Antonio José do NASCIMENTO FILHO, América Latina e seus Problemas, in Fides Reformata, p. 95.

33 id. p. 96.

34 Hélcio da Silva LESSA, Missão da Igreja e Responsabilidade Social, p.76-77.

35 John STOTT, op. cit., p.38.

36 Andrew KIRK, O Debate a Respeito da Missão Cristã, in Fundamen­tos da Teologia Cristã, p.269.

37 John STOTT, op. cit., p.31.

38 James A. SCHERER, op. cit., p. 136.

39 A. J. do NASCIMENTO FILHO, O Papel da Ação Social na Evangelização e Missão na América Latina, p.28.

40 id., p.29.

41 John STOTT, op. cit., p.21.

42 John Stott, op. cit., p.380

43 Francis A. SCHAEFFER. Manifesto Cristão, p.63-65.

44 John STOTT, op. cit., p. 10.

45 Manfred GRELLERT, Os Compromissos da Missão, p.73-74

47 Jaziel C. CUNHA, O Reformador, p. 1

48 Walter A. ELWELL, Enciclopédia Teológica da Igreja Cristã, vol. II, p. 426-429

49 Augustus Nicodemus LOPES, Liberalismo e Fundamentalismo, p.6-7

50 Walter A. ELWELL, Enciclopédia Teológica da igreja Cristã, vol. III, p. 112-113

51 John STOTT. O Cristão em uma Sociedade não Cristã, p.23

52 Idem, p.24

53 Augustus Nicodemus LOPES. Op. Cit..p.7

54 Idem, p. 10

55 Antonio Gouvêa MENDONÇA, O Celeste Porvir, p. 242

56 M. S. B. DANA e I. G. ROCHA, Hinário Novo Cântico, p. 168

57 E. T. CASSEL e E. R. SMART, Hinário Novo Cântico, p. 258-259

58 Carlos CALDAS, O Último Missionário, p.43

59 Antônio José do NASCIMENTO FILHO, O Papel da Ação Social na Evangelização e Missão na América Latina, p.58

60 Robert C. LINTHICUM, Revitalizando a Igreja, p.87-88

61 Warren W. WIERSBE, A Crise de Integridade, p.29

62 Robert C. LINTHICUM, op.cit.. p.60

63 Caio Fábio D’ARAUJO FILHO, Igreja: Evangelização, serviço e transformação histórica, p.20

64 H. BETTENSON, Documentos da Igreja Cristã, p. 235

65 Antonio José do NASCIMENTO FILHO, op.cit., p. 64-65

66 Clóvis Pinto de CASTRO, A Cidade é Minha Paróquia, p.47

67 Robinson CAVALCANTE op. Cit., p.39

68 René PADILLA e Carlos DEL PINO. Reino, Igreja e Missão, p.68

69 John STOTT, op. cit.. p. 17

70 Francis A. SCHAEFFER, Manifesto Cristão, p.65

71 Elben M. Lenz CÉSAR, História da Evangelização do Brasil. p.89

72 Domício P. MATTOS, A Posição social da Igreja, p.49-50

73 Idem, 52-54

74 Elben M. Lenz CÉSAR, op. cit., p.96

75 Duncan Alexander RELLY, História Documental do Protestantismo no Brasil, p. 134

76 Domício MATTOS. op. Cit., p.55

77 Idem.p.55-59

78 Irland P. de AZEVEDO, Missão da Igreja e Responsabilidade Social, p. 11-24

79 Paulo FRESTON, Fé Bíblica e Crise Brasileira, p. 142

80 Domício MATTOS, op. cit., p. 61-62

81 Paul FRESTON. op. cit.. p. 143

82 Carlos Pinheiro QUEIROZ, Eles Herdarão a Terra, p. 113

83 R. Alan COLE, Êxodo, Introdução e Comentário, p. 172

84 R. K. HARRISON, Levítico, Introdução e Comentário, p.206

85 R. N. CHAMPLIN, Dicionário do Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, p.4583

86 Antônio José do NASCIMENTO FILHO, Fidas Reformata, p. 107

87 Russel P. SHEDD, A Justiça Social, p.8

88 John STOTT, Ouça o Espírito, Ouça o Mundo, p.383

89 John STOTT, Tive Fome, p.21

90 Jorge H. BARRO, De Cidade em cidade, p.50

91 Idem, p.50-51

92 Jorge H. BARRO, op.cit., p.26

93 James Montegomery BOICE, O Discipulado Segundo Jesus, p. 17

94 Colin BROWN, Dicionário de Teologia do Novo Testamento, vol. II, p.45

95 Colin BROWN. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, vol. IV. p.449

96 Idem, p.451

97 Carlos Pinheiro QUEIROZ. Jornal AETAL, p.5

98 Jorge H. BARRO, Ações Pastorais da Igreja com a Cidade, p.25-26

99 O Breve Catecismo de Westminster, p. 10

100 Heber Carlos CAMPOS, O Ser de Deus, p. 164

101 John STOTT, John Stott Comenta o Pacto de Lausanne, p.28

102 John STOTT, op.cit., p.383

103 J. I. PACKER, teologia Concisa, p.20

104 Dieter BREPOHL, Afluência e Pobreza, in A Evangelização do Brasil; Uma Tarefa Inacabada, p.133

105 Júlio Paulo Tavares ZABATIERO, Liberdade e Paixão, p.29

106 Antônio José do NASCIMENTO FILHO, op.cit., p.49

107 Ibid

108 ldem, p.45

109 René PADILLA, Missão Integral, p. 15

110 Ibid

111 John STOTT, op. cit., p.94

112 George Barna, A Rã na Chaleira, capa

113 Carlos Pinheiro QUEIROZ. Eles Herdarão a Terra, p.71-85

114 Robinson CAVALCANTI, Igreja: Agência de Transformação Histórica, p.51-53

115 Philip YANCEY, Encontrando Deus nos Lugares mais Inesperados, p.105

116 Philip YANCEY, Enfoque Gospel, p.90

117 René PADILLA, Evangelio Hoy, p.82-88

118 René PADILLA, Servindo com os Pobres na América Latina, p.35

119 Luiz LONGUINI NETO, op. cit., p.77

120 Valdir STEUERNAGEL (Editor), A Evangelização do Brasil: Uma tarefa inacabada, p. 10

121 Luiz LONGUIN1 NETO, op. cit.. p.28 e 78

122 Rubem AMORESE (Editor), A igreja Evangélica na Virada do Milênio, p.31

123 Jorge Henrique BARROS, op. cit. p.11

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LIDERANÇA, Evangélicos Unidos do Brasil. São Paulo: Editora SEPAL, Vol. 10, número 90, Dez/Jan 92.

Nossos e-books são disponibilizados gratuitamente, com a única finalidade de oferecer leitura edificante a todos aqueles que não tem condições econômicas para comprar.

Se você é financeiramente privilegiado, então utilize nosso acervo apenas para avaliação, e, se gostar, abençoe autores, editoras e livrarias, adquirindo os livros.

Responsabilidade Social da Igreja/ Calvino Teixeira da Rocha

ISBN-85-8714374-3

1. Teologia Social 2. Igreja – Responsabilidade social 1. Título.

Copyright ©2003 by Descoberta Editora Ltda.

1ª edição: Verão 2003

Capa: Eduardo Pellissier

Impressão: Imprensa da Fé

Todos os direitos reservados para Descoberta Editora Ltda., Rua Pequim, 148, Londrina/PR 86050-310, Tel/fax: (43) 3337 0077 -  editora@descoberta.com.br - descoberta.com.br

 Editora filiada à ABEC – Associação Brasileira de Editores Cristãos

Por Calvino Rocha

Estratégias Missionárias – Evangelismo e Missões Internacionais (Um chamado LINDO)

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“Sendo Missionário No Campo Primitivo” 6

“Desbravando Missões Em Uma Terra Estrangeira” 22

“Respondendo ao chamado para as nações” 53

“Reconhecendo e dedicando-se à chamada missionária” 66

“Mudando Para o Campo Missionário – Nossa Maior Aventura!” 84

“Reconhecendo, Desenvolvendo e Utilizando sua Chamada Para Missões” 100

“Chamada Para a Preparação” 113

“Equipe ministerial estrangeira: Compartilhando a Palavra viva através do Centro de Treinamento Palavra Viva” 126

“Mulher e solteira no campo missionário” 147

“Permanecendo fiel à sua visão” 163
 

ASSOCIAÇÃO MINISTERIAL INTERNACIONAL RHEMA

Apresentação

 

Caro Amigo:

É um grande prazer apresentar este manual em que missionários da Associação Ministerial Internacional RHEMA compartilham aspectos espirituais e naturais no seu ministério. Tem sido uma alegria tremenda ver centenas de homens e mulheres formados no Centro de Treinamento Bíblico RHEMA e continuado a seguir o chamado de Deus em suas vidas estendendo até atingir pessoas em outros países.

As pessoas que colaboraram para este manual são todas formados e membros da Associação Ministerial Internacional RHEMA. Todos eles tiveram que se adaptar à diferentes culturas e costumes. Alguns deles vivem em nações remotas e subdesenvolvidas. Muitos deles variam em seus níveis de experiência, alguns tem estado muitos anos em missões, enquanto outros são mais novatos no campo.

Nós desejamos que as informações contidas neste manual sejam de grande benefício para outros que seguem nos passos destes missionários que levam o Evangelho de Jesus Cristo até os confins da Terra. Oramos também para que muitos pastores usem um tempo para ler este manual e sejam desafiados a aumentar o envolvimento deles com missões e com missionários. Como pastores, nossas responsabilidades alcançam além das nossas congregações locais. E juntando forças com missionários através da oração e sustento financeiro, somos capazes de não apenas impactar nossas próprias comunidades como também o mundo.

Durante a leitura desse manual, tenha sempre em mente que os diferentes colaboradores relataram aqui como Deus os guiou. Por favor, lembre-se que o que trabalha no ministério ou em missões pode nem sempre estar disponível. Isso porque temos tido uma demasiada pressão no Centro de Treinamento Bíblico RHEMA, o que faz com que os nossos ministros aprendam a serem guiados pelo Espírito de Deus, e não apenas imitar alguém.

Esperamos que, ao ler as páginas que se seguem, você seja inspirado, instruído, edificado e desafiado! Esperamos que a Igreja fique consciente e obediente à sua missão: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.” Marcos 16:15.

Seu servo em Cristo:

Rev. Kenneth Hagin Jr.

Diretor da Associação Ministerial Internacional RHEMA

CAPÍTULO 1

“Sendo Missionário No Campo Primitivo”

Por: Dennis Cook

Dennis e Jeanne Cook são graduados desde 1980 no Centro de Treinamento Bíblico RHEMA em Broken Arrow, Oklahoma e fundadores do Ministério Vida em Panamá, sul da América Central.

Próximo da formatura do RHEMA, Dennis serviu como pastor auxiliar por 18 meses em uma pequena igreja em Kokomo, Indiana. Em novembro de 1981, Dennis, Jeanne e seus quatro filhos deixaram os Estados Unidos para trabalhar em uma colônia de leprosos no Panamá. Após dois anos na colônia, Deus os chamou para trabalhar entre os índios Choco na selva Darien do Panamá. Depois de dez anos de ministério na selva Darien, os Cooks agora inspeciona oito igrejas no sul da América Central.

O filho mais jovem dos Cooks, Chad com 21 anos, está trabalhando com eles no Panamá. Seus outros filhos, Chris, 26, Jennifer, 25 e Jason 23, juntamente com seus dois netos Brittany, 4 e Kristen 1 ano, residem nos Estados Unidos.

* * *

Pouco depois que eu fui salvo, ouvi um missionário pregar em uma igreja Carismática em um encontro. Logo após ouvi-lo, me lembro de ter falado que gostaria de fazer algo para o Senhor parecido com aquilo que ele estava fazendo. Depois que eu recebi o batismo no Espírito Santo, trabalhei como um líder-leigo em dois grupos de estudos Bíblicos. Eu estava contente em fazer qualquer coisa que pudesse fazer pelas minhas mãos para o Senhor.Mais tarde, meu irmão, uma outra pessoa e eu iniciamos uma pequena igreja.

Então em 1977 os Estados Unidos estava negociando o Tratado Carter-Torrijos, que tratava com o território do Canal Panamá. Foi durante este período que eu li um artigo no jornal sobre a colônia de leprosos no Panamá, então o Senhor me falou para orar pelo povo daquele país.

Minha esposa e eu fizemos disso uma prática diária. Uma vez ficamos toda uma noite adorando ao Senhor (não perguntei por nada, apenas demos graças a Ele). Durante aqueles períodos de oração, três dias depois o Senhor me instruiu a orar pelo povo daquela colônia de leprosos, então eu tive uma visão. Na visão, eu vi um homem desembarcando do avião no Panamá e indo para aquela colônia e pregando o evangelho.

Embora minha esposa não tenha visto a visão, recebemos com alegria em nosso espírito simultaneamente enquanto eu compartilhava a visão. Ambos assumimos que o Senhor tinha enviado alguém para ajudar essas pessoas queridas, então continuamos a adorá-lo e dar graças por Seu amor e fidelidade.

Logo depois, o Rev. Kenneth Hagin realizou um seminário em Indianápolis, Indiana, e nós assistimos todo o encontro. Foi durante aquele encontro que o Senhor colocou em nossos corações para estudarmos no RHEMA. Fomos fazer a matrícula pensando em fazer a Escola Bíblica RHEMA por correspondência, mas o Senhor nos guiou a assistir as aulas no Centro de Treinamento Bíblico RHEMA por dois anos.

Aquela não foi uma decisão fácil para nós. Estávamos vivendo em nossa primeira casa, tínhamos quatro filhos, três que estavam na escola, e eu estava há 13 anos em um emprego ganhando um bom salário. Mas fizemos a decisão certa em assistir as aulas no RHEMA. Deus sempre paga quando o obedecemos.

Durante o nosso primeiro ano no RHEMA, recebemos tantos ensinamentos ricos que nos perguntamos se seríamos capazes de nos lembrar de tudo isso! O Senhor também começou a nos revelar mais e mais de Seu plano para nossas vidas. Por exemplo, durante um tempo de adoração em casa, o Espírito Santo revelou que aquele homem daquela visão desembarcando no Panamá era eu!

Jeanne e eu sabíamos que eventualmente estaríamos trabalhando no Panamá. Depois que estávamos lá, quando víamos um missionário pregando, nossos espíritos soluçavam pelo mundo perdido.

Depois da formatura do Rhema e dez dias de visita à Guatemala, voltamos à Indiana para trabalhar na igreja que tínhamos ajudado a começar dois anos e meio antes. Durante os próximos 18 meses que servimos ao Senhor lá, aprendemos muito acerca do ministério.

“Preparando-se Para O Campo Missionário”

Depois de seis meses em Indiana, o Senhor nos falou para ficarmos preparados porque estaríamos partindo dentro de um ano. Pagamos todas as nossas contas existentes e ficamos sem nenhum débito. Nos correspondemos com todos os ministros que conhecíamos tentando achar um contato em Panamá, mas não obtivemos nenhum sucesso.

Havia muitos obstáculos e impedimentos. Trabalhamos contra a resistência de parentes que não podiam entender porque os seus netos estavam sendo levados para um “Deus miserável” de um país estranho para sofrer, passar fome e serem torturados! Também escrevemos para duas organizações de leprosos do mundo para descobrir mais sobre a colônia em Panamá. Ambas as organizações responderam que não sabiam da existência de uma colônia de leprosos no Panamá, e se nós encontrássemos uma deveríamos informá-los.

Levantar sustento pode ser também muito desencorajador para um novo missionário. Na verdade essa parte do ministério tem derrotado muitos missionários chamados por Deus, até mesmo antes deles derem um passo em solo estrangeiro.

Eu visitei muitas igrejas tentando levantar sustento para a visão do Senhor dentro do meu coração. Umas poucas igrejas, amigos e pessoas no RHEMA prometeram nos manter. Isto chegou aproximadamente a 350 dólares por mês.

Quando o ano terminou e chegou o tempo de irmos ao Panamá como o Senhor havia dito, estávamos completamente sem débitos e tínhamos comprado nossas passagens de avião. Nossa igreja prometeu orar por nós e lidar com as nossas finanças (você precisa de uma igreja onde você pode ser coberto por orações). Assim em 30 de Novembro de 1981, deixamos o Panamá com 1.000,00 dólares no bolso, 29 malas na bagagem e Paz nos nossos corações.

“EXPERIMENTANDO O SOBRENATURAL: A GRAÇA DE DEUS PARA PAGAR O PREÇO”

Antes de darmos o primeiro passo em direção ao avião, o Senhor me mostrou que poderíamos trabalhar na colônia de leprosos com o exército americano e com o povo Panamenho. Precisávamos daquele encorajamento para ir adiante.

Quando chegamos ao Panamá, estávamos mal preparados. Não falávamos a língua deles, tínhamos pouco dinheiro, não conhecíamos ninguém e naturalmente não sabíamos nem se a colônia de leprosos realmente existia. Tudo o que tínhamos era o “RHEMA” da Palavra de Deus e sua Paz em nossos corações.

Mas Deus respondeu nossa fé. Em três dias localizamos uma igreja inglesa localizada em uma área do alojamento militar e que ficava apenas a cinco milhas da colônia de leprosos!

Nosso aluguel era de 350 dólares por mês. Como trouxemos apenas 1.000,00 dólares, não demorou muito para que precisássemos de um milagre. Praticamente não tínhamos dinheiro suficiente para viver, mas não podíamos deixar de ministrar.

Entretanto nosso Deus Pai providenciou todos os negócios e pudemos testemunhar o trabalho miraculoso de Deus durante todo aquele tempo! Por exemplo, uma vez quando não havia alimento em casa, o Senhor sobrenaturalmente providenciou alimento para nós três vezes por dia durante três dias.

Depois que comíamos uma refeição, Jeanne guardava os potes quase vazios dentro da geladeira e sobrenaturalmente Deus os enchia totalmente! Comemos o mesmo tipo de comida por nove refeições contínuas, mas pelo menos tínhamos comida! Depois de três dias, recebemos um cheque pelo correio. Então quando fomos comer a comida que estava no pote ela já não estava mais lá!

Embora não tivéssemos nenhum meio de transporte para o primeiro ano e seis meses que estávamos no Panamá, o Senhor nos providenciou a força e a graça para andarmos através do calor extremo (acima de 120 graus) e da chuva ( a média da chuva é de 150 polegadas por ano no Panamá ) para ministrarmos ao povo da colônia de leprosos.

Quando chegamos primeiramente ao Panamá, fizemos tudo que estava em nosso alcance. Conduzíamos estudos bíblicos entre o exército americano, evangelizando nossa comunidade e trabalhando com uma igreja Panamenha. Isso ajudou-nos a conhecer o povo e estarmos sensível ao Espírito Santo para permanecer ligados ao coração das pessoas que nos ajudam financeiramente, materialmente, emocionalmente e assim por diante.

Como ministro do evangelho especialmente como missionário estrangeiro, tentar achar pessoas que crêem como você e fazer amizades com elas é muito bom. Mas não desconsidere aqueles ministérios que estão “fora” de seu campo no sentido que eles não entendem da Palavra como você. Nós descobrimos que o que o Rev. Kenneth Hagin Jr. nos ensinou no RHEMA foi verdade: você pode aprender algo apenas a respeito de alguém. Também aprendemos em sua aula aquele sucesso no ministério soletrado: T-R-A-B-A-L-H-O!

No primeiro dia que chegamos em Palo Seco, a colônia dos leprosos eu fiquei espantado porque era exatamente como eu vi na visão, e eram exatamente as mesmas pessoas que eu tinha visto naquela visão.

O povo religioso no Panamá tinha contado a estas pessoas que seus sofrimentos era sua cruz e que tinham que suportar para a glória de Deus. Quando fomos contar-lhes que Deus os amava eles mostravam as partes feridas em seus corpos e diziam sarcasticamente, “Sim, Ele realmente nos ama”.

Passei muitos meses amando e compartilhando a Palavra de Deus a essas pessoas antes que nos permitisse orar por eles. Até então eles apenas permitiam que orássemos por doenças menores. Depois de muitas manifestações de cura foi que eles finalmente nos deixaram orar pela cura da lepra.

Enquanto trabalhávamos na colônia de leprosos e numa igreja Panamenha, ouvimos a respeito dos índios Choco na selva Darien. Fizemos duas visitas à selva e soubemos em nossos corações que Deus estava nos movendo àquela direção. Em circunstâncias normais, Deus não instruirá um líder de uma igreja ou grupo para deixar aquela posição sem primeiro ter um substituto. Um rebanho sem pastor ou líder é um perigo. Então o Senhor começou a trazer pessoas do exército americano da comunidade para trabalhar com o povo da colônia dos leprosos.Vimos que seus corações estavam cheios do amor de Deus e começamos a treinarmos os americanos. Todos na colônia de leprosos foram salvos e muitos foram curados!

Existe muita diferença entre o que chamamos de missões na cidade grande e missões no cenário primitivo. Missões num cenário primitivo você sente falta de comodidade tais como eletricidade, água, estradas, comunicações, escolas para as crianças, hospitais, transporte e principalmente a companhia de pessoas do seu próprio ministério.

Quando o Senhor nos dirigiu para ir à selva (a National Geografic diz que lá contém algumas das mais densas selvas no mundo) sabíamos que seria muito duro e dependíamos da habilidade de Deus em ação do que nossas próprias habilidades. Nossa primeira atitude foi visitar diferentes lugares na selva e desenvolver relacionamento entre os índios.

“O INÍCIO DO MINISTÉRIO: CONSTRUINDO CONFIANÇA”

Passamos um ano buscando conhecer essas pessoas e às ajudando em muitas coisas (materialmente,praticamente) antes que pudéssemos fazer uma campanha de evangelismo. Comíamos com os índios, dormíamos em suas cabanas, trabalhávamos no barro com eles e o escutávamos. Ministramos individualmente porque queríamos manter um relacionamento e conhecer seus corações.

Quando decidimos ter nossa primeira campanha ao ar livre fomos recebidos de braços abertos porque o povo sabia que queríamos o melhor para eles. Tínhamos estabelecido motivos para essa proeza e Deus foi fiel para nos estabelecer e confirmar sua Palavra com manifestações de Sinais e Maravilhas. Muitos conversões e curas naquele lugar. Em um caso, três bruxas que tentaram interromper a campanha ficaram cegas! Depois elas se arrependeram, o Senhor restaurou suas visões e elas O receberam como Seu Salvador!

Decidimos não competir com qualquer outro trabalho ou igreja em qualquer área ou local determinado. Se uma certa área já tem um trabalho em andamento, oferecemos nossa ajuda e procuramos outro lugar para começar evangelizando e desenvolvendo um corpo local de crentes.

Embora haja muitas igrejas na selva, para os Panamenhos e Colombianos, não havia para os índios Choco. Desde que não havia trabalho com os índios, então começamos dividindo o evangelho com eles. Fui questionado por vários pastores na área porque perdíamos tempo com os índios. Esses pastores diziam que os índios eram duros demais para ouvirem o evangelho e era muito difícil alcançar suas vilas. “Porque não usam seu tempo com os Panamenhos?” me perguntavam.

Mas Deus não disse para ir a todo o mundo e pregar o Evangelho quando as coisas estão fáceis. Ele disse para ir a todo mundo e pregar o Evangelho a toda criatura!

As coisas não eram fáceis para nós porque não estávamos representando uma denominação.Uma vez os índios nos contaram que o fato de não haver Bíblias em seus dialetos, eles iam nos assistir e nos consideravam sua Bíblia! Que pressão!

O ministério de um missionário é seu chamado. Uma pessoa que Deus usa nesse tipo de ministério operará em alguns dos quíntuplos dons. Seguindo o exemplo de Jesus, começamos ensinando uns poucos índios e nos esforçamos para colocar dentro deles a visão para alcançar seu próprio povo.

Isso fez com que fossemos viver entre eles. Assim alugamos um pedaço de terra e armamos nossas barracas! Depois que nosso sustento financeiro começou a crescer, compramos essa terra e começamos a construir nossa própria casa.

Vivemos em barracas por um ano e meio antes que colocássemos o alicerce para nossa casa. Depois de oito anos vivendo sem eletricidade e sem água, finalmente terminamos e nos mudamos para nossa casa!

Em breve tornou-se aparente que precisávamos de um lugar para ensinar aqueles que Deus estava chamando para o ministério. Assim, começamos uma escola Bíblica em nossa terra e iniciamos com sete alunos. Dois anos depois graduamos seis dessas pessoas.

Descobrimos que a localização da escola impedia muitos de ir assistir as aulas. Então prosseguimos com a escola nas vilas. Isso fez com que fizéssemos muitas viagens de várias maneiras: carro, motocicleta, barco, cavalo, e à pé! Em um caso, andei 15 milhas duas vezes por semana para uma das vilas. Quando se está compelido pelo amor de Deus pelas pessoas, você experimentará Sua graça para superar muitos tipos de inconveniência.

“PRIMEIRO A FAMÍLIA: ESTABELECENDO PRIORIDADES NO CAMPO MISSIONÁRIO”

Durante este tempo ministerial na selva, outras considerações tinham que ser feitas. Uma delas foi a educação de nossas crianças. Depois que chegamos do Panamá, sabíamos que era necessária uma escola em casa para nossos filhos. Esta decisão tomaria muito do tempo de ambas as partes, tanto dos pais como dos filhos, mas não tínhamos outra alternativa pois as escolas na selva eram apenas para crianças acima da sexta série e a qualidade da educação era muito pobre.

Um pastor em Indiana tinha ouvido minha esposa e meus filhos contarem nosso testemunho na televisão e ficou comovido pela honestidade da resposta das crianças sobre a vida missionária. Esse pastor ofereceu-se para nos ajudar com um programa educativo para crianças. Isso fez com que minha esposa solicitasse um professor em tempo integral. Ela e as crianças gastavam praticamente 24 horas por dia juntas, e havia muitos desafios para se vencer.

Embora nosso sustento continuasse a crescer conforme trabalhávamos no ministério, as conveniências para minha família não melhoraram. Houve um tempo durante o qual eu negligenciei as necessidades da minha família a fim de satisfazer as necessidades do ministério. Fiquei preocupado a respeito do que meus defensores pudessem pensar se eu gastasse qualquer dinheiro com minha família. Esse tipo de pensamento é errado!

Não negligencie sua família por causa do ministério. Sua família é sua primeira responsabilidade. Providencie o melhor que você pode para seu conforto e necessidades. Durante nossos primeiros oito anos no campo missionário, tínhamos um salário e eu gastei apenas o necessário para mal suprir minha família. Eu usava o resto no ministério.

Quando meus filhos retornaram para os Estados Unidos a fim de entrar em um colégio, fui forçado a pagar um salário para que eles tivessem ajuda educacional. (Por falar nisso, um de meus filhos obteve nota máxima em seu exame S.A.T. entre 10 por cento na nação).

“COMPARTILHANDO SUA VISÃO E LEVANTANDO SUSTENTO”

  A fim de aumentar sua base de sustento, você deve expor sua visão do ministério de Jesus Cristo para prováveis mantenedores. Assim, a fim de deixar as pessoas conhecerem mais completamente o que Deus nos chamou para fazer, decidimos voltar para os Estados Unidos a cada dois anos para levantar sustento.

A primeira vez que eu voltei foi um pesadelo! A maioria das cartas que eu tinha enviado para as igrejas a fim de planejar encontros, não foram enviadas pelo sistema de correios panamenho. Eu conhecia pouquíssimos pastores para fazer contatos. Depois descobri que os pastores recebiam muitos visitantes vindo para suas igrejas e não podiam atender a todos os pedidos. E também a forma mais ineficiente para planejar encontros é por correspondência.

O resultado de minha primeira tentativa foi triste. Eu gastei muito mais dinheiro viajando pelo Estados Unidos do que eu consegui com essas viagens. Entretanto, Deus é fiel e um pastor se ofereceu para levantar meu itinerário na próxima vez que eu fosse aos Estados Unidos.

É muito importante que você tenha alguém em seu país de origem que o ame e que consiga encontros para você! Por causa da ajuda desse pastor em montar nosso itinerário, nosso tempo gasto nos Estados Unidos se tornou mais frutífero e proveitoso.

Um erro comum que muitos missionários cometem é desenvolverem um pensamento de que as igrejas são obrigadas a sustentá-los. Mas Deus é o único que chamou você. Ele o enviou, e Ele falará com as igrejas que devem participar de seu trabalho.

Nós confiamos que o Espírito Santo falará aos corações das pessoas que serão parte do nosso trabalho no Panamá. Sua parte é expor seu ministério a quantas pessoas possíveis. A parte de Deus é falar aos corações daqueles que Ele quer envolvido.

Um outro erro comum que os missionários fazem é usar todo o tempo tentando levantar sustento. Isso não o ajudará muito porque enquanto tenta levantar sustento, não está recebendo ajuda para seu homem espiritual. E também sua família começará a ressentir-se do ministério porque não há tempo para eles ou para relaxar e se reanimarem.

Eu encorajo todos os missionários que são formados no RHEMA a tentar assistir um ou mais encontros do RHEMA. Sendo um encontro regional ou um encontro em Tulsa. Também fazer algo especial com sua família que não envolva o ministério. Faça algumas extravagâncias de vez em quando. Seus mantenedores vão entender.

Para manter seu sustento você deve comunicar-se regularmente com seus mantenedores. Nós começamos escrevendo cartas de uma página escrita à mão para nossos mantenedores mensalmente. Também incluíamos uma fotografia em preto e branco do trabalho que começamos no Panamá. Quando pudemos aumentar a correspondência, incluíamos um boletim mensal que enviávamos para alguém que desejasse recebê-lo. Fizemos tudo como aprendemos no RHEMA sobre as publicações. Quando podíamos, melhorávamos o nível de qualidade. Sempre fizemos boletim pessoal e incluíamos apenas notícias verdadeiras

Há uma tentação em dirigir o foco do seu ministério de tal modo que produza mais notícias excitantes para o seu boletim. Não faça isso! Embora você tenha a oportunidade de aumentar alguns dólares para o seu sustento, seja guiado pelo Espírito Santo e mantenha sempre sua fé em Deus para o seu sustento.

Você é responsável por cumprir o que Deus tem lhe chamado para fazer. O povo do qual Deus tem tratado para manter seu ministério será fiel para você o tanto quanto você seja fiel a Deus. Assim coloque sua fé nEle e faça apenas como Ele direcionar.

Quando você continua seu trabalho para o Senhor, seu ministério desenvolverá em muitas áreas diferentes, uma delas é seu relacionamento com a comunidade local. Por exemplo, quando chegamos na selva Darien, não tínhamos nenhum relacionamento com essa comunidade, especialmente com os oficiais públicos. Estávamos constantemente sendo importunados pela polícia.

Fomos baleados duas vezes, detidos pela polícia umas poucas vezes. Fui processado certa vez por um chefe da vila não-crente em uma tentativa de livrar a área de nossa influência cristã. Naquela situação o povo da vila, crentes e não crentes, reuniram-se e ficaram do meu lado! O resultado foi que a corte expulsou o chefe não-crente e fez o pastor de nossa igreja o novo chefe da vila!

Agora, alcançamos a simpatia da polícia local. Ajudamos a clínica médica local, participamos e ajudamos com as diferentes funções da vila,e nos misturamos com o povo. O Senhor tem falado desde o começo quando começamos o trabalho na selva como desenvolvermos boas relações com ambos cristãos e não cristãos. A polícia trabalhou em nosso favor várias vezes, quando as pessoas onde nós vivíamos nos avisaram de planos para roubar nossa casa e causar outros danos.

“SEJA EDUCADO QUANDO DEUS LHE CONVIDA A EXPANDIR SUA VISÃO”

Como o ministério cresceu, tivemos que expandir nossas operações. Debatemos com líderes, lemos livros sobre liderança e até fizemos decisões para mudar nossas personalidades em áreas que nos impediam de crescer no ministério e torna-nos os líderes que Deus nos chamou para sermos. Nós simplesmente ampliamos a visão!

Eventualmente incorporamos nosso ministério e escritório nos Estados Unidos para tirar um pouco o fardo fora da igreja. Nós agora temos um advogado para nos instruir sobre mudanças da lei e taxas pessoais, assim não nos sobrecarregamos muito. Adquirimos fitas e livros para nos instruir em diversas áreas que eram novas para nós no ministério.

Quando nossos filhos foram conosco, o papel de Jeanne no ministério foi muito importante e muito facetado. Ela era esposa, mãe, hóspede, professora e oradora guerreira. Ela escutava, encorajava e orava. Trabalhava do nascer ao pôr-do-sol. Ela fazia toda a correspondência, algumas vezes acima de 90 cartas por mês à mão, planejava viagens em grupo e conferências de pastores. Ela usou muitos chapéus.

Agora nossos filhos estão crescidos, ela viaja comigo e continua fazendo muitas das mesmas funções como antes. Homens, suas esposas são seu “braço direito”. Apreciem suas qualidades no ministério. Sem sua participação, você não poderá ser bem sucedido.

A seguir seguem importantes sugestões para aqueles que crêem que são chamados para o campo missionário:

1. Tenha certeza que você é chamado para ser um missionário.

Como cristãos nós somos chamados para viver pela fé. E sem fé não podemos agradar a Deus. Se você não tem certeza que é chamado, você não andará em fé. Muitas vezes é o saber que colocará você por cima.

2. Depois de se formar na Escola Bíblica RHEMA, ache um ministério onde você possa trabalhar e mostrar fidelidade.

Faça algum trabalho na igreja ou ministério que nenhuma outra pessoa queira fazer e então faça-o fielmente. Se você não quiser trabalhar em serviços que são menos desejáveis, então você provavelmente não o fará no campo missionário. Há um claro roteiro nas escrituras sagradas para quem quer entrar no ministério.

Também me lembro de que Deus não está com pressa. Se ele precisar de você para estar em um lugar mais cedo, então Ele teria chamado você mais cedo. Não seja direcionado para fazer algo ao invés de ser guiado pelo Espírito Santo. Pressão usualmente é um passo para erros. Entretanto não perca esse tempo que você tem para se preparar.

3. Investigue o país.

Se você sabe qual país está sendo chamado, visite aquele país para aprender sobre as leis, costumes, custo de vida e assim por diante. Algumas vezes isto requererá mais do que uma visita. Se você não está certo sobre qual país é chamado faça viagens para vários países a fim de permitir que Deus fale ao seu coração. Se você não tem amor pelo povo de um determinado país então você não é chamado para esse país. O RHEMA e outras organizações oferecem oportunidades para visitar o campo missionário.

4. Comece a aprender a língua, e aprenda também sobre coisas como construção, mecânica, sistemas de água, medicamentos, etc.

Todas as áreas em que você desenvolver salvará seu tempo, dinheiro e frustração em um campo primitivo. Há algumas organizações que preparará você para viver em uma área primitiva.

5. Saia das dívidas.

 

6. Encontre alguém para lidar com suas finanças, correspondência e requisitos gerais de escritório.

Seja quem for que você escolher, tenha certeza que eles realmente amam você e estão totalmente apoiando você. Ao lidar com seus assuntos de negócios, eles estarão se comprometendo com uma grande quantidade de trabalho importante a seu favor.

7. Se você tem filhos e estará indo para missões em um campo primitivo, prepare-se para a educação e aprendizagem no lar.

Ache alguém que deixará você trabalhar na escola da igreja deles para comprar materiais e conceder certificados de formatura.

8. Levante um “mais do que suficiente” nível de sustento antes que você vá para o campo.

Esta é talvez uma das áreas mais difíceis, mas também uma em que a graça de Deus é suficiente. Converse com amigos e ministros, visite outras igrejas ou escolas bíblicas, vá a lugares compartilhar sua visão e levantar sustento.

Suas viagens antecipadas ao país ajudarão a confirmar seu compromisso em viver lá. Quando o Senhor der a você uma data anuncie e trabalhe nesta direção a partir daquela data. Lembre-se: Você terá gastos imediatos ao entrar no país, assim vá preparado com abundância de dinheiro para ficar estabelecido fisicamente e legalmente.

9. Se você puder, ache uma organização naquele país com o qual você pode trabalhar. Se não, ache uma área sem um trabalho e comece por lá.

Em qualquer que seja a situação, coopere com outras igrejas e ministérios. Não vá competir com eles; há fartura de não-salvos ao redor! Você pode poupar muito tempo, dinheiro e frustração aprendendo com um outro ministério que já está estabelecido naquele país.

  As seguintes sugestões são para você que já está estabelecido em um país:

1. Desenvolva e mantenha uma correspondência pessoal regular com seus mantenedores.

Ponha a melhor qualidade possível em sua correspondência. As pessoas julgam você na qualidade de seu boletim. Tente incluir um retrato ou retratos de seu trabalho.

2. Obedeça às leis do país.

Violar as leis apenas para salvar a conveniência é contra as Escrituras e nunca faça isso (Rm 13:1-5). Isto inclui pagar subornos. Você é um representante de Deus e suas ações sempre representariam as ações Dele.

Eu não estou dizendo que você não receberia isto como de Deus se um oficial que tem a autoridade para fazer exceções concede a você proteção. Eu estou dizendo que você nunca deve iniciar a ação oferecendo alguma forma de compensação imprópria.

Também um governo mudaria politicamente se você é legal e ético em todas as suas atividades, ambas passado e presente, você terá uma chance bem melhor de permanecer no país.

3. Não pregue contra ninguém, pregue o Evangelho.

Nós temos sido protegidos pelos chefes e cabeças de reservas indígenas porque não pregamos o evangelho contra suas tradições. Outros que tem vindo aqui antes de nós contou às pessoas que era um pecado usar tangas, comer porco, e as mulheres estarem de peito nú. Estas pessoas disseram que os homens tinham que usar camisas de manga longa e assim por diante. Mas se você simplesmente pregar a palavra de Deus, o Espírito Santo convencerá as pessoas em seu coração para mudar os costumes que não estão agradando a Ele.

4. Conheça seu povo e nunca tenha uma atitude de superioridade.

Temos aprendido muitas lições valiosas dos índios de como sobreviver e viajar dentro da selva, que de outro modo não aprenderíamos, se não tivéssemos conservado as linhas de comunicação aberta.

5. Sempre mantenha e preserve sua família muito bem.

Na maioria dos casos, mulheres e crianças pagarão um preço mais alto do que os homens quando entram em um campo primitivo no ministério. Lembre-se, você será o pastor de sua família em assuntos espirituais. Ensine-lhes, encoraje-os e orem juntos. Nunca esteja ocupado demais para eles. Não sacrifique sua família pelo ministério.

6. Sempre conserve sua visão diante de você, e lembre-se que é a Deus que você deve agradar.

Você receberá críticas injusta sobre como você usa o dinheiro no ministério e sobre que tipos de objetivos você tem. Eu acredito que há usualmente uma pequena quantidade de verdade em cada crítica, assim eu olho para isso, mudo o que precisa ser mudado e esqueço o resto.

7. Compreenda e esteja preparado para o fato que em muitos casos as pessoas de quem você estará ajudando no ministério é analfabeta e ignorante.

Você precisará de muita paciência e fé antes que você comece a ver o crescimento espiritual. Por exemplo, você pode precisar ensinar o povo como ler antes que você os ensine sobre a Bíblia.

Seja simples, repetitivo e básico em seu ensino da Palavra de Deus!

8. Lembre-se que Deus tem fé em você!

Deus sabe onde Ele está lhe enviando, ele sabe quais as suas habilidades. Mantenha uma constante comunicação com Deus através da oração e da Palavra e você verá sua graça agir em sua vida completamente!

CAPÍTULO 2

“Desbravando Missões Em Uma Terra Estrangeira”

 Por: Ed e Laurie Elliott

Ed Elliott é o fundador e diretor do Word of Life World Outreach. Ele tem estado trabalhando e vivendo na África com sua esposa Laurie e seus filhos (Eddie com seis anos e Chase com dois) por mais de dez anos desde a sua formatura no RHEMA Bible Training Center em 1984. Laurie é formada pela Universidade Oral Roberts em Tulsa. A base da missão dos Elliotts é localizada apenas na extremidade de Johannesburg, África do Sul.

O ministério de Ed leva-o e toda sua equipe por todo o Sul e África Central, evangelizando e ensinando. Em 1992, o presidente de Zâmbia convidou Ed a pregar em uma celebração da independência que foi transmitida ao vivo de um canto ao outro de toda a nação. Ed também tem viajado aos países de Zimbábue, Moçambique, Namíbia, Botswana, Suazilândia, Malawi e África do Sul, realizando cruzadas e estabelecendo igrejas.

* * *

Quando você aceita o desafio de ir para o campo missionário desbravar um novo trabalho, você estará em uma das mais excitantes aventuras de toda sua vida! Você e o povo da qual você ministra nunca será o mesmo. Diariamente, você encontrará oportunidades para a vitória, mas não sem uns poucos desafios.

Durante o passar de dez anos, minha esposa e eu temos tido o privilégio de ver mais do que 2.000.000 de pessoas virem receber Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador e de prestar assistência na abertura de mais do que 40 igrejas. Temos visto mais de 50.000 pessoas batizadas no Espírito Santo de uma só vez. Também vimos curas espantosas e numerosos milagres tomando todo o lugar.

Eu estou dividindo isto com você não para me gabar sobre o que temos feito, mas para mostrar como Deus usará você para fazer trabalhos grandes e poderosos que você pode pensar serem impossíveis.

Eu acredito que missões estão resumidas na história dos 12 espias relatados em Números capítulo 13. Quando você responde o chamado de Deus para ser um missionário e ir para uma terra estrangeira, seu sucesso será baseado não em quanto dinheiro você tem levantado ou quantas pessoas estão orando pó você, ou ainda se você tem uma palavra profética de Deus. Não! Seu sucesso será baseado em quanto você conhece de Deus e o quanto você conhece sobre quem você é como seu filho ou filha.

“Desenvolva Um Espírito Pioneiro”

Números 13:30

Então Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque certamente prevaleceremos contra ela.

Para ser bem sucedido em seu ministério você precisará ter o mesmo espírito que Josué e Calebe tiveram. Haverá muitos que falarão a você, “Isto não pode ser feito!”

“Os corações das pessoas estão duros demais!” ou “Ninguém jamais teve algum sucesso nesse lugar!”

Até os membros de sua família cheios de boas intenções tentarão convencer você que estará cometendo um grave erro indo para o campo missionário. Estas vozes estarão contando-lhe sobre os gigantes da terra e que seria bem melhor ficar onde você está.

Desde que me tornei um cristão, tenho tido um ardente desejo de ver pessoas salvas e terem o conhecimento de como Deus é bom. Eu também senti desde o começo que eu trabalharia em terras estrangeiras pregando o Evangelho. Durante minhas aulas no RHEMA, aquela fome e desejo continuaram a crescer. E quando a formatura chegou ao fim, comecei a buscar a Deus em oração sobre o próximo passo para a minha vida.

Uma tarde, enquanto orava e discutia com Deus, Ele falou para mim muito claramente e disse: “Eu vou enviar você para Zimbábue e Moçambique.” Ele também me falou que ia me enviar lá em outubro e novembro. Eu sabia que estes países estavam na África mas eu tinha que achá-los no mapa!

“Fugindo Daqui Para Lá!”

Eu estava excitado pelo que Deus estava fazendo, mas eu me perguntava como Deus ia me colocar nos dois lugares ao mesmo tempo. Na ocasião, tudo o que podia fazer era orar e confiar no Senhor. Cerca de duas semanas depois, um amigo me apresentou dois homens de Zimbábue que estavam fazendo um trabalho missionário em Moçambique.

Depois de uma noite de conversa amigável, eles perguntaram se eu gostaria de vir para a África e ajudá-los com seu trabalho. Eu disse que amaria ir com eles e perguntei quando eles gostariam que eu fosse. Eles disseram: Que tal outubro e novembro? Eu lhes disse que podiam me esperar.

Quando eu deixei aqueles homens naquela noite, estava tão emocionado de ver o trabalhar da mão de Deus, mas também compreendi que tinha muito trabalho a fazer. Tinha que conseguir passaporte, vistos, imunizações, reservas de vôo e fazer uma boa pesquisa a respeito das nações que eu estava prestes a visitar.

Depois de algumas pesquisas, descobri que eu precisava levar medicamentos a fim de prevenir a malária. Todas essas coisas são importantes para descobrir quando vamos ao campo missionário.

O maior obstáculo para a maioria das pessoas que vão para o campo são as finanças, e eu não era nenhuma exceção. Minha esposa e eu estávamos trabalhando servindo mesas em um restaurante na escola. Como a maioria dos estudantes, nós não tínhamos abundância de dinheiro flutuando ao redor a fim de voar para a África por dois meses. Este seria o primeiro grande milagre que veríamos Deus fazer para levar-nos para a África.

Antes que eu compartilhe este testemunho com você, deixe-me primeiro enfatizar um ponto de vista espiritual muito importante. Salmo 127:1 diz, “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam…”

O que quer que seja que o Senhor chame você para fazer por Ele, Ele trabalhará com você. Ele abrirá portas que precisam ser abertas e porá você em contato com pessoas que assistirão você na realização da sua visão. Proteção, benção e inspiração divina são apenas uma pequena parte de como Deus trabalhará por você. As escrituras dizem: “…não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito diz o Senhor.” Zc 4:6

No decorrer dos anos, minha esposa e eu temos observado outros missionários trabalhando em vão. Até parece que eles não tinham nenhuma visão de Deus. O favor de Deus parece estar ausente e eles estão sempre lutando por provisão, sofrendo constantes ataques e tem pouquíssimos sucesso e vitória em seus trabalhos de missões.

Anos atrás eu ouvi um missionário muito bem sucedido dizer, “Quando Deus me diz para fazer algo, Deus pagará, mas quando eu digo a Ele que vou fazer algo então Ele me deixa pagar!”

Se certifique que você está seguindo os planos de Deus para sua vida! Quando você trabalha em vão, ficará cansado e insatisfeito e terá que combater a mágoa e o ciúme quando outras pessoas ao redor têm sucesso e você não. Você é muito valioso para o Reino de Deus e não pode perder anos de trabalho duro produzindo pouquíssimos frutos para nosso Pai Celestial.

As grandes vitórias que minha esposa e eu temos obtido no campo missionário não poderiam ter vindo sem a intervenção divina. A força de Deus, proteção, sabedoria e provisão foram todos necessários para realizar nosso trabalho para Ele.

Como eu mencionei anteriormente, um dos nossos maiores obstáculos no campo missionário foram as finanças. Tínhamos visto Deus suprir nossas necessidades sobrenaturalmente nos levando para Tulsa a fim de estudarmos no RHEMA. Agora precisávamos de uma tremenda quantidade de dinheiro para minha empreendedora viagem para a África e mais alguns fundos adicionais para cobrir minhas despesas enquanto estivesse por lá.

Uma tarde enquanto orava e discutia com o Senhor, Ele me falou que eu deveria guardar todas as moedas acima de 50 centavos que ganhássemos de gorjeta cada noite no nosso trabalho. Eu contei a minha esposa e estávamos perplexos porque raramente fazíamos mais de 50 centavos em gorjeta por noite com exceção dos finais de semanas! Até nos finais de semanas não passava de 60 centavos.

Durante a semana fizemos entre 25 a 30 centavos por noite em gorjetas. Mas nos perguntávamos como guardar 20 centavos por dia pagaria minha viagem pra África principalmente que seria daqui a 6 meses! Não há muito que você possa fazer nessas situações, mas apenas confiar em Deus e manter-se numa atitude de fé!

Naquela noite depois que o Senhor falou para mim, Laurie e eu fomos ao trabalho. Era segunda-feira, usualmente a noite mais lenta da semana. Os negócios estavam bons àquela noite e as gorjetas também, aparentemente não muitas fora do comum. Quando chegamos em casa e começamos a contar, fomos surpreendidos em ver que eu fiz 74 centavos e Laurie 84! Ficamos tão emocionados e agradecemos a Deus pelo o que ele estava fazendo em nossas vidas!

Daquele ponto em diante nunca fizemos menos de 50 centavos por noite. Quando alguns de nossos fregueses descobriram que eu estava planejando uma viagem missionária para a África, eles me davam 20 centavos. Começamos a ver o trabalhar de Deus de um modo maravilhoso, proporcionando as finanças necessárias para a viagem e para as despesas da minha estadia por lá.

Muitas vezes a vontade de Deus é progressiva e quanto mais você começa a andar na visão, mais você visualiza o foco. Por exemplo, estamos fazendo coisas hoje no ministério que eu apenas tive um vislumbre anos atrás. Quando você é obediente em seguir a vontade de Deus, sua visão para o ministério será pouco a pouco grandemente definida. Atos 9:6 diz,”…Senhor, que queres que eu faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que convém fazer.”

“Mantenha-se Focalizado e Comprometido Na Sua Visão”

Enquanto eu estava em Moçambique, o Senhor outra vez falou comigo sobre a minha chamada. Ele me falou que tinha me chamado para o Sul e para a África Central e que Ele me levaria para cidades grandes, pequenas, vilas e campos de refugiados onde eu pregaria Sua Palavra. Ele me contou que multidões O receberiam e que logo depois que eu fosse embora muitas dessas pessoas morreriam por causa de doenças, seca, fome e guerra, mas que eu não chorasse porque o Senhor era com eles.

Todos os anos eu tenho visto o cumprimento desta Palavra muitas vezes. Meu coração está cheio de alegria porque eu sei que muitas das pessoas que eu tenho orado estão na Presença de Deus.

O destino eterno das pessoas que você está alcançando será sempre o seu foco. Eu tenho assistido missionários ficarem na mesma situação das necessidades física e social das pessoas. Porque eles perderam seu alvo e muitas vezes seu amor pelas coisas de Deus. Eles não mais desejam compartilhar essas verdades com as pessoas.

Alguns missionários estão tão envolvidos em programas sociais que eles eventualmente não tem tempo de fazer o que Deus lhes chamou para fazer em primeiro lugar. O inimigo pode ser muito sutil ao seduzir você e guiar você para longe de sua visão.

Por favor não entenda mal o que estou dizendo. Eu acredito que é importante ministrar em cada área da vida das pessoas, nosso ministério tem feito isso por anos. Mas em primeiro lugar somos chamados para ministrar a Palavra. Tudo o que fazemos é visado a fim de trazer as pessoas ao pleno conhecimento de Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.

Sempre fique focalizado e totalmente comprometido na sua visão e não permita a si mesmo se desviar dela.

“INICIANDO UM NOVO TRABALHO PIONEIRO”

Quando você sabe onde Deus está guiando você para iniciar um novo trabalho, há muitas coisas a serem consideradas.

1. Aprender sobre as leis e os requisitos básicos para viver e trabalhar naquele país.

1A. Vstos e Permissão de Trabalho. Pesquise os muitos diferentes tipos de vistos e permissão de trabalho que estão disponíveis para você. Pergunte quanto tempo o governo do país permitirá que você fique e se os vistos e a permissão de trabalho são renováveis.

As condições são diferentes para um visto de turista do que para um visto de residência ou trabalho. Você pode precisar de uma combinação de vistos e permissões para fazer o que Deus está chamando você para fazer. Você pode achar facilmente essas informações contactando a embaixada do país.

1B. Finanças. Alguns países exigem uma declaração financeira mostrando quanto dinheiro você estará trazendo para dentro do país deles. Descubra o que eles exigem. Quando você visita o país no qual pretende trabalhar, tudo isso pode ser mais bem pesquisado. Falaremos sobre finanças detalhadamente mais adiante.

Todos os anos, minha esposa e eu transferimos dinheiro de um modo concebível dos Estados Unidos para a África. Deixe-me dividir com você algo prático que salvará você de muitos agravamentos. Se você não tem crédito no seu país de origem, então vá trabalhar longe a fim de corrigir isso e mantenha com você algum cartão como Visa, Mastercard e American Express.

Um dos melhores modos de transferir dinheiro é através de depósito bancário porque é relativamente seguro e rápido e um meio de enviar seu sustento mensalmente. Ache um bom banco em sua área que tem conecções internacionais, experiência em transferir fundos e que aceita a maioria dos cartões de créditos. Alguns bancos oferecem uma taxa de câmbio mais baixa do que outras. Assim faça sua pesquisa porque isso pode salvar seu dinheiro.

2. Escolha uma localização para sua base de missão.

2A. Pessoas. Comunicar-se com as pessoas da qual você foi chamado para alcançar é uma das principais considerações.

2B. Equipamento. Você pode conseguir o que precisa para trabalhar tais como suprimentos, alimentos, Bíblias, etc? Tente adquirir no país estrangeiro tudo o que você puder conseguir, isso abençoará suas economias.

Esperar por objetos vindos de outro país pode custar a você semanas e muito dinheiro. Pode ser mais vantajoso comprar os produtos no país, mas em último caso, analise bem e você se salvará.

Eu conheço missionários que tinham caminhões e Jipes especiais que levaram para fora da América e o país onde eles estavam ministrando também vendiam transportes muito bons e adequados. Então esses missionários ficaram desamparados e sem recursos por semanas não fazendo nada por causa desse prejuízo. Tinham que mandar comprar as peças necessárias do seu país de origem. Isso não aconteceria se tivessem comprado seus veículos no local.

2C. Acomodações. A habitação está disponível, proporcionável e habitável? Quando nos mudamos para a África a fim de levantar nossa base de operações, nosso quadro financeiro estava muito baixo. Algumas pessoas que tinham se comprometido a nos apoiar não especificaram a quantia. Nós alugamos a casa mais barata e fizemos de tudo para manter nossas despesas abaixo do mínimo possível.

Eventualmente, fomos capazes de determinar nosso sustento mensalmente, e depois desenvolvemos um orçamento.

2D. Comunicações. Indispensável quando decidimos a localização para uma base. É importante para o nosso ministério termos um fax ou um telefone, não apenas para nos comunicarmos com o escritório ou a casa, mas também por todo o país planejando nosso trabalho e alcances.

  Muitas vezes uma máquina de fax tem no salvo de dirigir para longe, ou esperando dias por um documento valioso que precisávamos para viajar. Um fax é um item de alta prioridade para seu escritório no campo.

2E. Necessidades Funcionais. Escolaridade, transporte e hospitais precisam ser levados em consideração quando escolhemos um local para nossa base de missão. Estas necessidades variarão com os diferentes tipos de ministérios. Nosso ministério requer muita viagem pela estrada e pelo ar.

Também usamos muito equipamento técnico em nosso trabalho, assim é importante para nós que sejamos capazes de fazer a manutenção. Eu viajei de avião poucas vezes para comprar peças de equipamento de som nos Estados Unidos, assim podíamos manter nosso programa de cruzadas.

Assim, como você pode ver, a localização de sua base de missões é uma decisão importante que precisa ser pesquisada minuciosamente para aumentar ao máximo seu potencial e eficácia para o Reino de Deus.

3. Vigie a Terra.

3A. Reconhecimento. Antes da batalha, no exército ser iniciada, uma equipe de reconhecimento é enviada para investigar as forças do inimigo e fazer uma figura clara do país que vai ser invadido. O reconhecimento é um estudo tático desenhado para adquirir tanta informação quanto possível antes que um ataque seja iniciado.

Números 13:1,2; 17-20

Disse o Senhor a Moisés:

Envia homens que espiem a terra de Canaã, que eu hei de dar aos filhos de Israel, de cada tribo de seus pais enviarei um homem, sendo cada qual príncipe entre eles…

Enviou-os, pois, Moisés, espiar a terra de Canaã, e disse-lhes: Subi ao Neguebe e penetrai nas montanhas.

Vede a terra, que tal é, e o povo que nela habita, se é forte ou fraco, se pouco ou muito.

E qual é a terra em que habita, se boa ou má, e que tais são as cidades em que habita, se em arraiais, se em fortalezas.

Também qual é a terra, se fértil ou estéril, se nela há matas ou não. Tende ânimo e trazei do fruto da terra. Eram aqueles dias os dias das primícias das uvas.

Se você quer ter um bom começo e apreciar o sucesso mais cedo no seu novo trabalho pioneiro eu recomendo que você visite e “vigie” o país no qual você está desejando trabalhar.

Veja como são as pessoas lá e durma na casa deles. Você precisa andar pelas vilas e cidades atentos para identificar-se e entendê-los em cada área de suas vidas. Ouça os sonhos, desejos, esperanças e medo deles.

I Coríntios 9:20-23

Procedi, para com os judeus como judeu a fim de ganhá-los, para os que vivem sob o regime da lei como se eu mesmo assim vivesse, para ganhá-los embora eu não esteja debaixo da lei.

Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei.

Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de por todos os modos salvar algum.

Tudo fiz por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele.

Quando você visita o país em que você acredita que Deus o está enviando, você rapidamente descobrirá se é ou não chamado para aquela terra. Muitas pessoas têm uma idéia muito romântica sobre o que significa ser um missionário. Eles estão apaixonados com a imagem, mas a realidade é bem diferente. Haverá muito trabalho duro e você não estará mais na América. Tudo leva para mais longe e a corrupção e o roubo são freqüentemente desenfreados.

Você terá que ser tão sábio quanto espiritualmente sensível ou você será roubado da visão. Temos aprendido o duro caminho e o caminho de Deus. Nós vemos muitos missionários perderem milhões de dólares em equipamentos valiosos por não andar em sabedoria ou escutar a voz do Espírito Santo.

Há gigantes na terra que não querem você por lá. Pobreza, religião, cultura, tradições, inflação desenfreada e preconceito racial são algumas das realidades que você encontrará em abundância no campo missionário. Sua atitude em direção a estes desafios e obstáculos determinará seu sucesso.

Uma visita ao país trará maior entendimento, mas também fará com que você esteja mais preparado e equipado para ter sucesso e produzir frutos para o Reino de Deus. Quando você puder dizer com audácia e a confiança que Calebe disse, “…Eia! Subamos e possuamos a terra, porque certamente prevaleceremos contra ela.” (Nm 13:30), então você é provavelmente chamado e pronto para sacudir o reino da escuridão tornando-se um gigante matador!

4. Visão e Estratégia.

4A. Visão. É importante que você entenda seu propósito e chamado para o campo missionário. Uma visão bem definida é necessária para conservá-lo no caminho, porque sem isto seu trabalho parecerá sem objetivo, e você terá um tempo difícil julgando se você está ou não alcançando suas metas e realizando sua visão.

4B. Estratégia. Apenas dizer que você vai pregar o evangelho é simplificar demais um procedimento muito complexo e revelará uma falta de planejamento. E planejamento é necessário a fim de ter um longo tempo de eficácia e sucesso. Por exemplo, como você vai pregar o evangelho? Através de cruzadas? Seminários? Rádio? Televisão? Escolas Bíblicas? Se você quer acertar o alvo sua pontaria deve ser certa, assim, não faça desperdícios de recursos valiosos apenas “tentando algo até finalmente trabalhar”.

Nós escrevemos nossa visão, quando realizamos o que fomos chamados pra fazer.

Habacuque 2:2-3

O Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passar correndo.

Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque certamente, virá, não tardará.

Anote por escrito que o Senhor diz para fazer três coisas: escrever, correr e ler.

Escrevendo a visão ajuda a estabelecer em seu coração.

Correndo com a visão é a direção e estratégia que você seguirá para a realização daquela visão.

Lendo a visão ajuda você, tão bem quanto aqueles que trabalharão com você, para ficar no curso desta visão. Isto ajudará aqueles que trabalham com você apoderar e entender o que Deus está chamando para fazer.

4C. Metas. Em minha opinião, a armação do cenário é essencial para calcular o progresso e o sucesso tão bem quanto ajuda a determinar seu plano para a expansão.

Certifique-se que você colocará metas a longo e curto prazo que estão em foco e em linha com o que Deus tem chamado você para realizar por Ele. Quando você alcança suas metas curto prazo, eles trarão você mais perto de suas metas a longo alcance!

Colocando metas também ajudará você a planejar adiante e dará ao Espírito Santo uma oportunidade para revelar para você o que precisa para confiar em Deus para a área de provisão e necessidades espirituais.

João 16:13

Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.

É melhor começar a confiar em Deus pelas coisas que você precisará no futuro do que desejar que você tivesse aquelas coisas ontem! Lembre-se, conserve suas metas consistentes com sua visão e com o foco de seu ministério.

5. Desenvolver um orçamento.

5A. Gastos. Como eu disse antes, tente conservar todas as suas despesas para um mínimo, até você ser capaz de averiguar o que vai ser sua manutenção mensalmente. Em nossa situação, nós não estávamos certos qual seria nossa manutenção mensal. Nós tínhamos uma idéia geral, mas algumas das igrejas que nos mantinham não nos contavam exatamente quando eles estariam nos mantendo.

Entretanto, depois de quatro para seis meses no campo, nós tivemos uma média da quantidade por mês que nós podíamos contar. Isto não significa que nós não fazíamos nada por seis meses. Nós fizemos bastante! Nós sacrificamos algumas de nossas necessidades pessoais para executar o que Deus nos trouxe para fazer na África. Mais tarde, nós tivemos um pouco mais de deriva financeira, e os “extras” que nós precisava pessoalmente tornou-se proporcionável.

5B. Considerações de orçamento. Algumas das coisas que você terá que conservar em mente quando desenvolver um orçamento no campo de missão é os custos de condução e manutenção de um veículo, seguro, o preço de alimentação para alimentar sua família, aluguel e despesas de viagem.

Também que tipos de suprimentos (literatura, folhetos, Bíblias e etc.). O que você precisa para te dar assistência em seu trabalho? Não esqueça as contas de água e energia elétrica. Verifique o preço da gasolina. Na média, e dependendo de qual país você está indo trabalhar, nós pagamos U$3 – U$5 um galão. Ter cuidado na pesquisa é necessário para planejar um orçamento para o campo de missão. Os velhos dizem “ser prevenido é ser adiantado” é um bom pedaço de conselho para lembrar.

Você também terá despesas tais como boletim, uma conta de telefone ou fax para os Estados Unidos, e possivelmente um salário ou taxa para alguém lidar com suas finanças e negócios nos Estados Unidos.

Durante nosso primeiro ano no campo de missão, nós calculamos entre U$700 e U$1000 por mês em manutenção. A casa que nós estávamos alugando custava-nos U$140 por mês, que incluía o pagamento de água e energia elétrica. Nós gastamos cerca de U$100 por mês em alimento, e nossa maior despesas no ministério foi comprar combustível para viajar de país a país, pregando e ensinando a Palavra de Deus.

Como o ministério cresceu, nós fizemos um novo orçamento e tivemos habilidade para realizar mais com pouco. Não esqueça o que a Palavra de Deus tem para dizer: “… Pois quem despreza os primeiros começos?…” e “… Bem está, servo bom e fiel, sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei, entra no gozo do teu senhor.” (Mt 25:21).

6. Faça a coisa certa!

6A. Integridade. Quando Jesus contou a parábola do Semeador em Marcos 4, Ele descreveu um tipo de solo nos versos 18 e 19: “E outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra; mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.”

Guarde seu coração para todas as ocasiões, e não permita as pressões do ministério para afetar a você e comprometer sua integridade. Eu tenho assistido outros missionários expulsos de países por quebrar todos os tipos de leis tentando ficar no campo de missão. Nós conhecemos um casal que trabalhou em uma nação usando um visto de turista por dois anos, e o governo finalmente alcançou-os. Eles disseram, “ninguém é um turista por dois anos”, e expulsou-os do país.

Você tem permissão para entrar num país com um visto de turista, mas começa trabalhando imediatamente num serviço com permissão a visto de residente. Obedeça a leis da terra. Você é uma visita naquele país, e você representa o Senhor Jesus Cristo.

Como o ditado diz, o que quer que seja que você se comprometa a guardar, você certamente acabará perdendo.

Enquanto naquela nação, certifique-se de conservar o seu ministério legal. Se necessitar ser registrado, faça isto e contrate os serviços de um bom advogado para aconselhar você (ele será tão importante para você quanto sua máquina de fax!).

Lembre-se de perguntar muitas das questões e descobrir de outros ministérios no país o que será exigido de você. Fique legal e ande em integridade e amor. Sua fé trará você através de todos os obstáculos difícies. Sempre se lembre que Deus é por você e Ele tem te dada proteção.

Atos 2:47

Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentavam o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

Atos 7:10

E livrou-o de todas as suas tribulações, e lhe deu graça e sabedoria ante Faraó, rei do Egito, que o constitui governador sobre o Egito e toda a sua casa.

Se Deus é por você, quem poderá ser contra você, então faça a coisa certa!

7. Idéias e sugestões.

7A. Recursos. Deixe-me compartilhar com você um par de idéias úteis para ajuda-lo a ficar estabelecido: adquira um bom mapa da nação em que você está planejando trabalhar. Estude-o e torne-se familiar com país. Conheça as cidades grandes, as cidades pequenas, e pontos de referência.

Eu também recomendaria conseguir todos os livros de viagem que você puder encontrar. Eles te fornecerão muita informação valiosa. Nós encontramos um que tem nos salvo tempo e dinheiro que conseguimos agora. O livro é chamado África on the cheap, publicado por Lonely Planet. É um guia do empacotador para os países da África e ele lista lugares para ficar, comer e ver.

Eu sei que esta companhia tem pesquisado muitos países, assim verifique isto: você podia achar esta companhia muito útil. Vá para sua biblioteca local e verifique todos os livros que você pode sobre seu país de destino. Certifique-se que você estuda e lê a história. Também, procure vídeos de viagem e documentários sobre o seu futuro lar.

7B. Camaradagem e relacionamento. Você terá a oportunidade de encontrar algumas pessoas muito interessantes no campo de missão – missionários, trabalhadores, ajudantes e Americanos em contratos de trabalho e em férias, apenas para nomear uns poucos. O povo local também enriquecerá grandemente suas vidas. O campo de missão pode ser um lugar muito solitário se você deixá-lo.

Eu estou encorajando você a não permitir que aconteça. Faça amigos até se você não concorda com eles teologicamente. Você será abençoado, e fora daqueles relacionamentos Deus derramará bençãos maravilhosas na forma de conselhos, e em outras áreas numerosas.

Nós temos visto missionários que tem mantido sofrendo em solidão, depressão, e problemas em seus casamentos por que eles não alcançariam as pessoas que não podiam acreditar exatamente como eles. Isto é estupidez total e vai contra o que a Palavra De Deus ensina.

Efésios 4:16

Do qual todo corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.

Trabalhe na construção de relacionamentos com as igrejas estabelecidas no país. Existem missionários que sofrerão uma grande quantidade de perseguição desnecessária por não desenvolver um relacionamento com as igrejas existentes no país. Lembre-se, você está lá para construir o Reino de Deus, não seu próprio reino.

7C. Estabelecendo a si mesmo. Eu conto às pessoas todo o tempo que onde o querer de Deus está para você, esse é o seu lar. Desde que Deus tem nos chamado para viver e trabalhar na África, a África é o nosso lar. Você precisa sentir o mesmo modo a respeito de seu país de destino. Você pode ter nascido na América, mas agora você tem um novo lar. Veja a vontade de Deus como seu lar, e isto ajudará a apropriar-se da graça de Deus em sua vida.

A maioria das pessoas na África nasceu lá, e elas não tinham uma escolha. Mas minha esposa e eu escolhemos obedecer a Deus e vir para a África, assim nós somos africanos por escolha. Você pode dizer que nós somos africanos – americanos!

7D. Prosperidade. Eu espero que você preste cuidadosa atenção para o que eu vou dividir com você, assim ajudará a você grandemente. Muitos missionários sofrem de uma pobreza de mentalidade que é freqüentemente empurrada sobre eles pela religião e o mundo. Quando as pessoas descobriram que nós estávamos indo para o campo de missão, eles inconscientemente pensaram que minha esposa e eu tomamos um voto de pobreza. Eles nos conta que nós seríamos pobres e nunca teríamos nada bom.

Isto é uma fortaleza que o inimigo envia para tentar e bloquear a verdade da Palavra de Deus. Levante-se firme contra esta mentira.

Deus é sua fonte. Não esqueça jamais que Ele quer nada mais que o melhor para você em cada área de sua vida. Se você começa a aceitar a mentira que um missionário é sempre pobre, você roubará a si mesmo e sua família, e você também desencorajará outros de tornar-se missionários.

As pessoas têm tentado me convencer de não me vestir tão bem porque ninguém me dará nenhum dinheiro se eu me vestisse bem. Eles diziam que se eu parecesse pobre e necessitado, eu poderia levantar mais dinheiro. Mas parecendo pobre e necessitado apenas produz uma oferta de culpa porque você manipulou as pessoas. Isto produz sustento que não dura, e quando você é abençoado, você tem que esconde-lo, assim as pessoas não descobrirão. Então você torna-se um impostor e um mentiroso.

Eu conheço missionário que Deus tem abençoado com carros novos, e quando um pastor visitante da América vem ver seu trabalho missionário, eles escondem o carro, assim ele não o verá. Eles têm medo que se ele o vê, ele pode parar seu sustento ou pensar que o missionário tem usado mal os fundos da missão. Eu não sei você, mas para mim, isso é desonesto!

Uns poucos anos atrás quando sua primeira criança nasceu, um outro missionário contou a minha esposa que ela iria a uma certa loja e lhes contariam que ela era uma missionária pobre, eles dariam a ela fraldas quase de graça.

Se nós podemos proporcionar fraldas, então não vamos mentir ou obter algo de graça que nós mesmos podemos proporcionar. Além disso, eu não vou confessar sobre mim mesmo e meu ministério que nós somos pobres. Nós todos sabemos como nossas palavras são poderosas.

Nos últimos poucos anos, lá têm estado alguns livros sobre missão que tem aconselhado pessoas a sustentar apenas missionários que vivem no nível das pessoas que eles estão ministeriando naquele país. Eu acredito que isto é muito errado por umas poucas razões.

Primeiro, é injusto penalizar alguém por ter fé e acreditar em Deus, ou por ser abençoado por Deus. Outra vez, isto é pobreza de pensamento com o acompanhamento da mentalidade que o Deus que é mais do que o bastante tem se tornado o Deus que é mal o bastante

Não há retrocesso no céu, e Deus não está repavimentando as ruas do céu com cobre porque nós gastamos todo o ouro. Algumas pessoas acreditam que os missionários devem ser pobres para se tornarem pessoas de respeito, coisa que Deus não é.

Missionários que aceitam uma pobreza mental “pensará pobre” em cada área de suas vidas. Eles serão espiritualmente pobre, fisicamente pobre (faltando saúde), e materialmente pobre. E eles produzirão resultados pobres para o Reino de Deus.

Eu tenho assistido isto de primeira mão. Por muitos anos, missionárias crianças cresceram pensando que Deus podia apenas abençoar você se você vivesse na América. Mas olhe para o que a Palavra de Deus diz: “Se quiserdes e me ouvir, comereis o melhor desta terra”.(Is 1:19) o Salmo 112 também tem algo para dizer sobre as bençãos de Deus:

Salmos 112:1-3

Aleluia! Bem aventurado o homem que teme ao Senhor e se compraz nos seus mandamentos.

A sua descendência será poderosa na terra; será abençoada a geração dos justos.

Na sua casa há prosperidade e riqueza, e a sua justiça permanece para sempre.

Eu espero que você repare que não há cláusulas legais ligadas a estes versos na Escritura que exclui missionário. Graças a Deus! Nós podemos andar em todas as bençãos de Deus e não ser envergonhado, porque as promessas são todas sim e amém em Cristo. (2Co 1:20)

Eu acredito em dar, e eu ensino isto em todo o lugar que nós vamos. Nós temos visto igrejas que “pobres sujos” começaram a experimentar a prosperidade de Deus em suas vidas quando eles começaram a confiar em Deus nesta área.

Não esqueça o valor de semeadura e ceifa. Este artigo não é longo o bastante para mim para compartilhar com você todas as coisas maravilhosas que Deus tem fornecido para nós através desta avenida de benção.

Como um missionário, não se veja como alguns outros que sempre tem para dar. Comece a sustentar outros missionários e outros missionários. Alguns dos melhores solos que nós já temos semeado é o RHEMA, e nosso sustento cresce constantemente por causa deste fato.

Uma última coisa neste assunto que você precisa lembrar é o fato que quando Jesus ensinou no assunto de prosperidade, Ele disse também que a perseguição sempre seguirá.

Marcos 10:29,30

E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho,

Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna.

Se você não tem já reparado por agora, algumas daquelas perseguições virão de sua própria família espiritual, e que pode ferir o maior. Mas não esqueça o que Jesus disse para fazer por aqueles que perseguem você.

Mateus 5:11,12,44,45

Bem aventurados sois vós, quando vos injuriaram e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.

Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos cèus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

Eu, porém vos digo: Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem;

Para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; por que faz que o seu sol se levanta sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.

Quando você orar por aqueles que perseguem você, você os ajudará fora da cegueira espiritual deles e guarda seu próprio coração de sentimentos de rancor e raiva que obstruirá você.

Não permita que a opinião pública determine o seu prestígio econômico. As bençãos de Deus pegam você de surpresa de um modo maravilhoso porque Deus é sua fonte. As pessoas nunca se elevam acima do nível daquele que estão trazendo-lhes a verdade. O exemplo que você coloca inspirará e motivará as pessoas à não limitar Deus em suas vidas (Sl 78:40-42).

8. A Família do Missionário

8A. Prioridades. Uma das maiores histórias que eu ouvi no campo missionário foi do filho de um missionário. Seu filho estava com quarenta anos e tinha assumido a direção do trabalho do seu pai. Ele dividiu comigo algumas coisas quando eles foram morar na África. Ele era apenas uma criança e eles estavam em um lugar que era muito quente e úmido durante quase todo o ano. A primeira coisa que seu pai fez para sua família foi construir uma piscina.

Ele ficou com o pai um mês inteiro vendo-o trabalhar sem interrupção até o projeto chegar ao fim. Mas quando estava pronto seu pai e eles foram nadar e se refrescar juntos.

Esta segunda geração de missionários me contou que o seu pai ao construir aquela piscina ele deixou sua família saber como eles eram importantes e que eles vinham em primeiro lugar na sua vida.

Não faça sua família sofrer pelo trabalho no ministério. Eles não escolheram ser missionários; você escolheu. Faça o seu melhor sem negligenciá-los. Gaste tempo de qualidade com eles. Deixe-os saber que depois de Jesus, eles são mais importantes do que tudo, incluindo seu trabalho.

Se você faz isto, você não perderá seus filhos e eles não crescerão pensando que Deus roubou o pai deles para longe. A escritura diz, “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, negou a fé e é pior que o incrédulo.” (1 TM 5:8)

Nós temos visto algumas situações muito tristes aumentar porque o pai negligenciou suas responsabilidades em cuidar e suprir sua família. Divórcio, infidelidade conjugal e crianças rebeldes são todas conseqüências de alguma forma de negligência. Houve vezes quando eu senti necessário arrumar minha agenda para que eu pudesse ter mais tempo com a minha família.

Nós tínhamos férias regulares juntos e fazíamos coisas divertidas todo o tempo. Minha esposa e meus filhos sabem como eles são importantes para mim. Uma família feliz e satisfeita será a fonte de sucesso e confiança quando o missionário tem que estar longe de sua família. Enquanto você está ministrando a vida para outros, não esqueça a sua própria família.

9. Levantando Sustento Financeiro (A Vaca Sagrada).

9A. Permaneça em Fé. Quando eu voltei da minha primeira viagem de missões, eu sabia o que Deus havia me chamado pra fazer, mas não tinha a menor idéia de como financiar este trabalho. Quando eu falei com outros missionários e perguntei a eles como ia levantar meu sustento a maioria deles estava com os lábios muito apertados e não eram muitos prestativos. Quando falei com eles tive a impressão de que eles estavam guardando a sagrada receita do coronel para frango frito.

Assim, eu tive que confiar no Espírito Santo para me mostrar o que fazer. Deixe-me dividir algo com você que eu tenho aprendido nestes anos: não deixe o sustento mensal tornar-se sua vaca sagrada! Muitos missionários vêem seu sustento mensal como sua fonte. Mas Deus é sua fonte e sempre será. Lembre-se disso e você estará no caminho

Nós passamos meses com nosso sustento mensal quando parecia que iam durar semanas. Certa vez, estava em Moçambique fazendo cruzadas quando o nosso sustento cessou de vir. Mas o Senhor providenciou para nós sobrenaturalmente em Moçambique e nós apenas fizemos nosso trabalho e vimos 250.000 pessoas serem salvas!

O sustento mensal é uma necessidade para você realizar seu trabalho no campo estrangeiro. Assim, comece agora a crer em Deus por mantenedores e parceiros para ficar por detrás do que Deus tem chamado você para fazer.

9B. Apresentação. É importante que você apresente e comunique o que você vai fazer no campo de missões de um modo claro e no mais curto espaço de tempo possível. Coloque juntos uma brochura e um boletim dividindo a visão e as realizações de seu ministério.

Fotos são importantes, assim arranje um grande álbum de recortes e encha-o com fotos que mostrem seu trabalho em sua nação e a cultura e cenário do país. Vídeo também é uma ferramenta muito útil para compartilhar sua visão. Traga de volta artefatos e curiosidades que ajudam como estimuladores da conversação.

Lembre-se, uma apresentação mal feita refletirá pobremente em você e causará uma perda de confiança naqueles que procuram investir em seu trabalho de missões. Ponha junto de sua apresentação excelência e as pessoas saberão e verão que você está comprometido a dar a Deus o seu melhor no campo de missões.

Quando você está dando a oportunidade de dividir sua visão em uma igreja, não implore por dinheiro ou chore, e não faça a igreja se sentir culpada por não poder abençoá-lo. A manipulação é errada. Há várias razões porque a América é tão abençoada, assim não tente fazer as pessoas se sentirem culpadas a respeito disso.

Excitamento e entusiasmo revelarão o fogo que Deus tem colocado em seu coração pela nação. Ele tem chamado você para alcançar. Se aquela igreja não tem uma visão de missão, e muitas igrejas não têm, esta é sua oportunidade de voltar para aquela redondeza para lhes mostrar a grande necessidade do mundo! Mostre-lhes quão madura a colheita é em sua nação. As pessoas geralmente querem investir em algo que progredirá o Reino de Deus.

Durante o seu tempo de ministério naquela igreja, não apenas vendeu sua visão, mas colocou um depósito de verdade dentro daquela congregação. Se você estiver interessado em ser uma benção para aquela igreja e assistir seu crescimento, eles irão querer voltar para assistir você no seu.

Quando eu visito uma igreja pela primeira vez, eu tomarei algum tempo no começo do meu ministério para dar a congregação uma vista por baixo do que nós estamos prestes a fazer e quais grandes vitórias nós temos vistos no campo de missão.

Durante minha pregação, eu incluirei histórias do campo que relata minha mensagem. Lembre-se, você está ungido para pregar a Palavra, não levantar dinheiro. Fé e obediência supriram suas necessidades financeiras. Lembre-se, “Se quiserdes e me ouvir, comereis o melhor desta terra” (Is 1:19).

Deixe o pastor saber que sua meta é levantar sustento mensal. Você será surpreendido como muitos pastores não sabem que um missionário precisa de sustento mensal. Uma de suas responsabilidades é educar pessoas. Ignorância e “fábulas” envolvem a mística de um missionário. Traga-os para dentro da luz da vontade e da realidade.

9C. Apoiadores e parceiros. Estas são as pessoas que Deus está levantando em seu favor para financiar o trabalho que ele tem chamado você para fazer por Ele. Eles podem ser individuais tão bem quanto igrejas. Juntos, você verá grandes vitórias. Eles não darão apenas para você financeiramente, mas sustentarão em oração.

Você está provavelmente querendo saber onde achar estas pessoas! Você os encontrará em todo lugar. Alguns serão membros da família e outros serão amigos e conhecidos. Até homens de negócios que descobrem o que você está fazendo, desejarão você para apóia-lo.

Pegue cada oportunidade que vem em seu caminho para dividir seu chamado e visão com as pessoas, se o povo está no Clube Rotary, Clube Lions, Clube de jardinagem, estudos da Bíblia, ou encontros da igreja. Em nossos poucos anos, 50% de nosso sustento veio de indivíduos. Como nós temos crescido, isto temos descido cerca de 20%, mas nossa igreja em sustento tem crescido grandemente. Eu estou te contando isto, assim você não concentrará exclusivamente em igrejas. Amplie seu entendimento e não limite a Deus.

Quando você está partindo, muitas pessoas não conhecem você ou tem ouvido sobre você. Eles dirão algumas coisas muito cruéis para você parar, algumas vezes tentar desencorajar você ou fazer você sentir-se que está sentindo falta de Deus. A maioria desses comentários está fora da ignorância pura e falta de entendimento das pessoas.

Quando minha esposa e eu estávamos viajando e dividindo nosso trabalho e visão, pessoas diriam coisas como, “Nós apoiamos missões no lar. Há muitas pessoas aqui nos Estados Unidos que não tem ouvido”. Ou eles diriam, “Nós apoiamos fulano de tal, e ele está conseguindo que todos se salvem na África, assim você está apenas desperdiçando seu tempo!” ou “Nós apenas acreditamos em apoiar nacionais porque eles podem fazer mais por menos”.

Isto pode ser muito desencorajante de ouvir, mas não perca o coração apenas porque muitas pessoas têm opiniões muito confusas sobre as realidades de missão. Não deixe que opiniões ignorantes e desinformadas detenham você de sua meta.

Use seu tempo sabiamente e visite tantos pastores e igrejas quanto possíveis. Isto pode soar fácil, mas tomará um bocado de trabalho em sua parte. Lembre-se, Jesus disse, “Procure, e você achará!” seus parceiros estão lá fora. Você terá que acha-los.

Contate tantos pastores quanto você possa em sua área e visite a eles. Se você puder é melhor falar para a congregação da igreja deles, mas isso não é necessário no primeiro contato e provavelmente não acontecerá desde que eles não saibam quem você é.

Muitas vezes, sentar no escritório dos pastores ou almoçar com eles abre uma oportunidade de retornar e dividir com sua igreja o que você está fazendo. Divida suas fotos e histórias os ajudarão a ver a necessidade deles para nos tornarmos envolvidos.

Algumas vezes eles dirão que no presente momento, eles já estão comprometidos em seu orçamento, mas que eles estarão orando por você. Você pode ouvir deles mais tarde que seu orçamento tem aumentado e que eles estão levantando você pelo sustento! Muitas vezes os pastores não podiam nos ajudar com sustento mensal, mas antes que eu partisse, eles me entregaram um cheque para abençoar nosso trabalho.

Não faça o erro de tentar entrar em contato apenas com pastores do RHEMA para apoio. Eu tenho contactado igrejas que não acreditam exatamente no modo que nós fazemos, mas eles têm um coração para alcançar o mundo com o evangelho, e eles não conheciam nenhum missionário até eu contactá-los. Nós temos Batistas, Presbiterianos, Assembléias de Deus e igrejas da Igreja de Deus, que sustentam nosso trabalho. Algumas destas igrejas tem recursos inacreditáveis para semear em missões, mas eles nunca são aproximados aos missionários.

Quando você está viajando para uma nova área, abra uma agenda telefônica e comece a ligar para as igrejas naquela área. Pergunte ao pastor se você pode passar por perto e dividir com ele sobre seu trabalho no campo de missão. Explique para ele muito educadamente que você está levantando sustento e que você está excitado sobre o que Deus está fazendo em sua terra. Pergunte se ele gostaria de ouvir sobre isto. A pior coisa que pode acontecer a você e que ele pode dizer que não está interessado.

Antes que a maioria dos pastores apóie um missionário, eles querem conhecer o missionário e a família do missionário. Isto é vitalmente importante que você entenda que o Reino de Deus é construído nos relacionamentos.

1 Tessalonicenses 5:12

Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós…

Parceiros e apoiadores de seu trabalho seriam mais do que doadores anônimos. Eles são parte de sua família. Em uma crise, eles estarão lá para extrair-lo através de suas orações e finanças. Construa relacionamentos com pastores e igrejas, e quando eles crescerem, assim lhe apoiarão pelo seu trabalho.

Tome tempo para visitar conferências e seminários que ajudarão a pôr você em contato com outros pastores. Estes encontros providenciam uma atmosfera não muito ameaçadora para encontrar pessoas que perguntará a você o que você faz. Isto trará a você muitas oportunidades de dividir sobre seu trabalho.

Alguns dos pastores que você visita não pode fisgar com você imediatamente. Muitos tomarão um “espere e veja” aproximar-se em sua direção e de seu trabalho. A razão para isto é que tantos missionários param depois de um ano, aproximadamente, e as igrejas sentem que falharam também, assim eles começam a procurar por aqueles missionários que estão estabelecidos e que tem raízes. Você notará que quanto mais tempo que você está no campo, é mais fácil aumentar seu sustento mensal.

Um pensamento final neste assunto é começar agora a crer em Deus por aqueles parceiros que você precisa. Aqui está uma boa Escritura para começar a se levantar: “O presente que o homem faz alarga-lhe o caminho e leva-o perante os grandes” (Pv18:16).

Você necessitará do que esta Escritura promete, ambas aqui na América e no campo de missão. Eu acredito que todos os pastores são grandes homens, e grandes homens são sempre generosos, prestativos e patrocinador. Deus trará pastores como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, cruzando sua trilha para ficar com você e não permitir que você dobre seu joelho para qualquer forma de compromisso. Eles encorajarão você a ficar firme na fé não hesitado.

9D. Boletins. Os pastores têm dividido comigo que uma das formas que eles gostam e não ouvir regularmente do missionário que eles estão apoiando é de boletins. Seu trunfo mais valioso em comunicar seus sucessos, julgamentos e necessidades do ministério é seu boletim.

Seu boletim é o equipamento de um prato de oferta da igreja. Você não o está usando para mendigar por dinheiro mas para dar as pessoas uma oportunidade para abençoar você com uma oferta. Muitas vezes seu boletim lembrará seus parceiros que eles estão apoiando você. “Fora da vista, fora da mente”, é um problema real para missionários, e o boletim age com um prazenteiro lembrete para apoiadores orarem e darem.

A satisfação de seu boletim contará o que você está fazendo no campo. Isto dividiria seus triunfos e bons relatórios tão bem quanto alguns dos grandes esforços, assim seus amigos e apoiadores poderão orar por você. Se de modo algum for possível, tente incluir fotos, porque foto fala muito alto o que você está tentando compartilhar em impressão.

Não transforme seu boletim em um formato de ensino. Eu conheço alguns missionários que fazem isto, e são constantemente combatidos a conseguir sustento. As pessoas querem saber o que você está fazendo, e que é um modo maior de responsabilizar as pessoas que estão apoiando você.

10. Negócios.

10A. Incorporação. Quando nós primeiro partimos, nós estávamos embaixo da incorporação de nossa casa paroquial. Eles eram muito apoiadores no começo, mas como nosso trabalho começou a crescer, eles não foram capazes de manter o mesmo nível todas as nossas necessidades estatais. Os problemas começaram a crescer, e nosso sustento mensal não estava sendo recolhido no correio tão rapidamente quanto teria sido e depositado em nosso banco. Isto criou problemas muito agravantes para nós.

Nosso pastor nunca tinha tido a oportunidade para nos visitar no campo estrangeiro, assim ele não tinha idéia nenhuma do custo de vida lá. Há uma opinião na América que é mais barata viver no terceiro mundo do que na América. Em minhas viagens e conversações com outros missionários, eu tenho descoberto que isto não é verdade. Nosso pastor também tinha esta opinião e constantemente perguntava por certos gastos do missionário. Isto nos impedia na aquisição de equipamento muito necessário e até em nossos gastos de vida.

Se eu tivesse que fazer tudo outra vez, eu teria fisgado uma agência de serviços de missões. Há algumas excelentes. Assim, faça sua pesquisa e pergunte a outros missionários como eles se sentem a respeito do serviço que eles estão recebendo. Agências de serviços entendem as necessidades de um missionário muito melhor do que a maioria das igrejas. A maioria destas agências cobra cerca de 10% de seu sustento mensal como taxa de serviço, é que não é excessivo comparado a tudo o que eles providenciarão para você.

Por exemplo, se seu rendimento ou orçamento é de U$1500 por mês, as agências de serviços cobrarão U$150 por seu serviço. Isto usualmente inclui pegar sua correspondência e depositar dinheiro em sua conta bancária, receber todos os seus doadores, e enviar um boletim. Você usualmente terá que pagar postagem, e há muitos outros serviços que eles apresentaram por você por um cheque nominal. Este é o melhor modo de ir se você está apenas começando.

Quando você crescer, será imperativo que você monte seu próprio escritório. Quando seu sustento cresce para o ponto que os 10% que você está pagando de agência pode pagar por um tempo integral de uma pessoa no escritório cujo foco completo está em seu ministério, tome esse passo e nunca olhe para trás, porque será uma das melhores decisões que você pode fazer.

Fazendo isso significará que você terá que formar sua própria incorporação. Todo estado tem requisitos diferentes, assim consiga um bom advogado que é especialista neste campo. Eu sei que algumas pessoas tentam fazer o trabalho de um advogado para si mesmo, para salvar os honorários do advogado. Mas sobre os anos que eu tenho ouvido muitas histórias de horror e tenho visto ministérios com sérios problemas legais tentando salvar um dólar. Lembre-se, nós servimos o El Shaddai, não “El Cheapo”. Nosso Deus pode proporcionar um bom advogado!

Quando escolhemos o quadro de membros, nós apenas temos pessoas em nosso quadro que tem nos visitado e trabalhado conosco no campo de missão. Este caminho, eles tem um conhecimento íntimo sobre nosso trabalho, as coisas que nós negociamos e as condições. Eles entendem nossa economia a nossas necessidades pessoais, e isto é importante. Mais trabalhando conosco, eles tem visto de primeira mão como a vida tem sido e está sendo realizada.

Tome meu conselho: Um membro do quadro será capaz de servi-lo para um degrau mais alto se ele tem visitado e trabalhado com você no campo de missão.

11. Visitando o lar e itinerando.

11A. Descanso e relaxamento. É muito importante que você vá para casa para os Estado Unidos ou seu país nativo para descansar e relaxar. Missionários em demasia têm se consumido porque não tiram um tempo para descansar. Até Deus descansou, e nós vemos nos Evangelhos que Jesus tomou seus discípulos e mandou-os embora para um descanso (Mc 6:31,32).

Ir embora de um trabalho diário de ministério de tempo em tempo recarregará você e refocalizará. Houve vezes que eu estava deitado na praia molhado demais com algum brilho do sol e Deus começou a me mostrar nova direção para nosso trabalho! Ele até me mostrou alguma coisa que eu precisava para negociar com o que eu não tinha notado enquanto eu estava no meio dele. O descanso não é apenas importante para você, mas sua família provavelmente precisará tanto ou até mais do que você.

11B. Itinerando. É importante durante o seu tempo nos Estados Unidos que você volte para as igrejas que apóia você para compartilhar com eles seu progresso e visitar novas igrejas.

Quando nós vamos para casa nos Estados Unidos, nós temos muitas metas diferentes para realizar, dois dos quais são aumentar nosso sustento mensal e criar fundos adicionais para cobrir projetos especiais tais como compra de veículos, terra, ou construindo um prédio. Todos estas está fora do alcance de nosso sustento mensal.

Freqüentemente um missionário vem de casa e depende de muitas coisas. O custo do retorno é a consideração maior, e a propósito da visita é uma outra. Um missionário independente virá para casa mais freqüente porque ele é responsável unicamente para criar seu sustento, não tendo uma denominação atrás dele para financiar seus programas.

Nós temos estado longe tão longamente quanto dois anos antes que nós visitássemos o lar nos Estados Unidos, e alguns anos nós estivemos nos Estados Unidos duas vezes, assim varia com a necessidade e os tipos de trabalho na missão.

Nos primeiros anos de nosso trabalho, quando nós fomos para casa para uma visita, nós ficamos algumas vezes por três meses itinerando. Nós não temos crescido, e nosso catálogo está cheio demais na África. Com o crescimento vêm os empregados e muitas outras responsabilidades, então agora nos vamos para casa por um período mais curto, algumas vezes, duas vezes por ano.

  Como uma regra, quando nós voltamos para uma visita, nós tentamos para o tempo dele com o maior evento do RHEMA, tais como Winter Bible Seminer ou Campmeeting. Estes são todos os tempos de grande refrescamento para nós e um modo importante para nós ficar fisgando com nossas raízes espirituais. Seu tempo em casa seria usado sabiamente e seria produtivo ambos para você e seu ministério.

12. Conserve-se montado.

A. Fique ligado. Uma das maiores razões para os missionários fracassarem em seu trabalho é que eles não fazem um esforço consciente para conservar a si mesmos no topo da condição espiritual. No começo deste capítulo, eu disse que era importante para você saber que é como um filho de Deus, e que conhecimento vem de dois modos: Pelo estudo e pela sua intimidade com Deus.

Com toda a disciplina que você estará fazendo, não perca a visão que você também é um discípulo e que você precisa crescer na sabedoria e conhecimento.

Eu tenho um número de amigos que me enviam bons livros e fitas. Eu tenho um círculo de amigos no campo de missão de quem eu posso fazer amizade, aviso e conselho. Eu tenho relacionamentos com pastores nos Estados Unidos de quem eu posso chamar dia ou noite (a cobrar!), para conversar e orar comigo. Muitas vezes, eles me chamam apenas para me deixar saber que eles estão orando por nós.

Quando eu volto na América, eu sempre assisto algum encontro para estar farto da Palavra de Deus.

Daniel 11:32

…mas o povo que conhece a seu Deus se tornará forte e ativo.

Siga este conselho e você peneirará em poder!

CAPÍTULO 3

“Respondendo ao chamado para as nações”

 Por: Jim e Brenda Puhr

Jim e Brenda Puhr são formados no RHEMA Bible Training Center. Eles têm sido missionários por mais de 13 anos. Em 1982 eles se mudaram para Costa Rica na América Central, onde eles serviram por seis anos. Juntamente com vários outros, os Puhrs também ajudaram a estabelecer o Calvary International, uma agência de missões baseada em Jackson Ville, Flórida, que agora tem mais que 200 missionários em 16 nações.

Com o passar de três anos, eles foram servir em Moscou, Rússia, onde eles tem ajudado a começar uma escola bíblica. Eles também viajam toda a Rússia ajudando igrejas locais.

Os Puhrs tem três filhos: Nathan, com 11 anos, Ryan com 8 e Alexandra com 1.

* * *

Nós nunca esqueceremos o dia em que fomos à Costa Rica, América Central. Era 3 de janeiro de 1982, era um dia em que nós havíamos sonhado e orado e um dia em que muitas vezes nos perguntamos se já não tínhamos visto aquilo ali. Era nosso primeiro dia como missionários estrangeiros.

Tem sido mais do que 13 anos desde aquele dia. Desde esse tempo nós temos viajado para mais que uma dúzia de países, ajudando a começar várias escolas bíblicas. Temos vivido em quatro daqueles países e temos visto dezenas de milhares de pessoas vindo para Cristo.

Ainda nos lembramos claramente as minhas perguntas quando fizemos a decisão de nos tornamos missionários (era apenas um ano e meio atrás antes que partíssemos para o campo missionário). Eram perguntas que a maioria dos missionários faz quando decidem ir para o campo: “Como”, “Quem”, “O que”, “Quando” e “Onde” – perguntas tais como, “Como levantaremos o dinheiro necessário para ir?”, “Quem nos apoiará?”, “Onde exatamente estamos supondo ir?”, “Qual a barreira lingüística?”, “O que faremos quando chegarmos lá?”. As questões continuam.

Embora nós estejamos dividindo aqui nossos pensamentos e idéias sobre missões, nem tudo pode ser dito sobre o T-R-A-B-A-L-H-O que está envolvido nesse ministério. Do simples começo de nosso planejamento até o exato dia que em que viajamos o trabalho nunca parou! E é a prática de todas essas coisas que são algumas vezes a maioria dos desafios.

Gostaríamos de compartilhar “dois estágios” para tornar-se um missionário bem sucedido. Temos experimentado estes estágios de primeira mão. Os assuntos abordados aqui são as áreas que mais somos questionados por aqueles que estão orando sobre uma chamada missionária. Cada um desses estágios tem seus próprios desafios e vitórias.

Primeiro Estágio: Decisão & Preparação

O primeiro estágio para tornar-se um missionário bem sucedido é freqüentemente o estágio que a maioria das pessoas que são chamadas encontram uma certa dificuldade. Esse estágio consiste no processo de permanecer no campo de missões.

Brenda e eu tivemos formações bem diferentes. Ela é de Lakeland, Flórida e cresceu em uma igreja Batista do Sul. O avô dela tem sido um ministro na Batista do Sul por mais de 50 anos! Ela assistiu às aulas no RHEMA com seus pais em 1978 quando estava com 18 anos de idade.

Eu sou de Boulder, Colorado e cresci em uma forte família católica. Eu não tinha nenhum desejo de entrar no ministério. Eu recebi Cristo como meu Salvador a primeira vez que ouvi sobre o evangelho. Foi em uma cruzada em Loveland, Colorado. Em 1979 eu assisti o RHEMA com alguns amigos da minha igreja Calvary Temple em Denver, Colorado.

Foi enquanto estava estudando no RHEMA que eu senti pela primeira vez que eu seria um missionário. Depois que Brenda e eu nos encontramos no RHEMA, uma das primeiras coisas que conversamos quando começamos a namorar foi sobre o chamado de Deus em nossas vidas.Sentimos que seríamos missionários no estrangeiro.

Depois de me graduar no RHEMA em 1980, nós nos mudamos para Gainesville, Flórida, e nos casamos. Começamos a servir como ministros na igreja de crianças em uma igreja nova e pequena lá. Nós não recebíamos salário da igreja mas estávamos felizes em apenas estar ministrando.

Descubra a Vontade de Deus Pra Sua Vida.

Imediatamente depois de graduado do RHEMA, tínhamos contado às pessoas que estávamos indo para o campo missionário. Freqüentemente, as pessoas não nos levavam a sério, ou tentavam nos desencorajar. Eles diziam que havia abundância de trabalho para fazer nos Estados Unidos, assim nós não podíamos ir ao estrangeiro para ministrar.

Temos sempre buscado a vontade de Deus para nossas vidas, e acreditamos que Deus põe o desejo no coração das pessoas para tornar-se missionário. Quando você conhece a vontade do Senhor para sua vida, você pode por sua fé no que ele tem colocado em seu coração. Então quando os testes e desafios vierem, você terá a fé suficiente para ir através dos obstáculos.

Concordância no Casamento.

Naturalmente, é essencial que o marido e a esposa estejam em completa concordância sobre o chamado missionário em suas vidas. A concordância é essencial antes que você embarque num avião e vá para um país estrangeiro. Sabe porque? Porque quando você sair para fazer a vontade de Deus, você pode estar certo que o inimigo contará repetidas vezes que você não está na vontade de Deus.

Depois que fomos desencorajados várias vezes por várias organizações de missões que diziam que nós não tínhamos qualificações por vários motivos. Convidamos um missionário que tinha ministrado uma das matérias em nossa classe no RHEMA que estava vivendo na cidade de Victoria naquele tempo.

Depois que fizemos contato com ele, ele nos sugeriu que fossemos ao México e ficasse lá por uma semana. Ele disse que passando uma semana em um país estrangeiro onde eles comem alimentos diferentes, falam uma língua diferente e tem uma cultura diferente, pode algumas vezes ajudar a confirmar o chamado na vida de uma pessoa.

Assim nós empacotamos nossas coisas no nosso pequeno Chevy e dirigimos para a cidade de Victoria. Eu nunca esquecerei o dia 8 de novembro de 1981 – nós cruzamos de Brownsville, Texas, para Matamoros, México. Aquele dia Deus pôs um amor sobrenatural em nossos corações pelo povo latino. Era também nosso primeiro aniversário de casamento.

Passando aquela semana lá, realizamos três coisas distintas em nossas vidas:

Primeiro: confirmou-se em nossos corações que Deus nos chamou para sermos missionários!

Segundo: o Senhor nos deu direção de qual seria nosso próximo passo. Se nós iríamos ser missionários na América Latina, precisávamos aprender espanhol. Por isso, nós decidimos que iríamos para uma escola de língua espanhola projetada especificamente por missionários. A única disponível estava localizada em São José, Costa Rica.

Terceiro: aquela semana no México nos encheu de informações a respeito de fazer um orçamento tão bem quanto vários outros passos simples em como crescer em sustento financeiro. Nós recebemos respostas para muitas questões que nós tínhamos sobre os aspectos práticos da vida missionária, tais como: boletins, listas de postais, aspectos legais e o senso de oportunidade como quando partir para o campo.

Nós encorajamos as pessoas que estão pensando em tornar-se missionário estrangeiro e que nunca saíram de seu país a fazerem uma viagem para um país ou para o país que ele(a) tem no coração para trabalhar. Os dólares gastos nesta viagem são usualmente bem válidos. Para nós, a viagem para o México foi uma mudança de vida.

Nós encorajamos aqueles que querem nos ajudar na Rússia onde nós estamos servindo agora para fazer-nos uma visita antes de se mudarem para cá. Se são casados, nós trazemos marido e mulher para nos visitar.

Se os que esperam ser missionário já tem viajado muito para o estrangeiro, pode não ser necessário fazer uma outra viagem, quando eles provavelmente tem a maioria das suas questões já respondidas.

Depois Que Você Conhece a Vontade de Deus, Seja Determinado a Cumprí-la!

Eu bem me lembro no final de 1981, semanas antes de nossa viagem para Costa Rica, Brenda começou a ter dúvidas se realmente nós estávamos fazendo a coisa certa. A razão por ela ter começado a duvidar foi porque as coisas não estavam saindo do jeito que pensávamos que sairia. Nós tínhamos a concepção errada que se estávamos fazendo a vontade de Deus tudo viria junto.

Em vez disso, tudo começou a desmoronar! Brenda sofreu um acidente de carro (ela não se feriu), a casa que possuíamos naquela época não foi vendida, nosso sustento financeiro não estava vindo como pensávamos que viria, e nossos amigos e família foram desencorajando-nos a ir ao estrangeiro.

Imediatamente quando ela começou a duvidar, nós sentamos para conversar sobre as coisas que Deus tinha posto em nossos corações, e ela foi capaz de voltar à fé. Desde aquela hora, nós nunca mais duvidamos qual a vontade de Deus para nossas vidas. Como eu disse, é absolutamente essencial que essa questão sobre a vontade de Deus pra sua vida em ser um missionário seja respondida antes que você vá para o campo missionário, porque o inimigo desafiará você nisso continuamente.

Quando algo saia errado ou não saia como nós pensávamos, nós descansávamos em nossa fé porque sabíamos que estávamos na vontade de Deus.

Seja Aplicado Em Seus Assuntos De Negócios.

Ao preparar-se para o campo missionário,não deixe que o diabo ache alguma brecha, uma vez que você já está no estrangeiro. Por causa de nosso zelo em ficar no campo, nós tomamos alguns cuidados práticos tanto no lado pessoal como no ministério. Coisas do tipo: alugar e vender casas, seguros, débitos e assim por diante.

Nós aprendemos a um longo tempo atrás que mais difícil do que ir para o campo de missões é permanecer lá! Nós podemos nomear aqui pelo menos uma dúzia de missionários que tiveram que deixar o campo missionário ou que ficaram grandemente prejudicados em seu trabalho porque não tomaram cuidado em algumas coisas antes de deixarem seu país.

Por exemplo, temos testemunhado alguns missionários que alugaram suas casas enquanto estavam no estrangeiro, mas eles perderam todo o dinheiro porque os inquilinos tornaram-se verdadeiros delinqüentes e não pagavam o aluguel. E poucos meses mais tarde os inquilinos abandonaram a casa! Então os missionários tiveram que usar grande parte de seu sustento missionário para fazer pagamentos de sua casa. E freqüentemente dentro de um ano esses missionários estavam fora do campo de missões.

Recebendo Ajuda

Naturalmente, um dos mais importantes aspectos de decisão antes de ir para o campo é decidir que cuidará de suas finanças. Lidar com casos de declaração ou procuração é uma atividade importante na vida de um missionário.

Sobre finanças há pelo menos três modos de se fazê-lo: através de organizações missionárias, através da igreja local ou através do próprio ministério sem fins lucrativos do missionário.

Há alguns prós e contras para cada um desses três meios. Cada missionário tem que buscar em Deus o melhor meio para sua situação. Temos visto os três modos funcionarem bem e também funcionarem desastrosamente!

A maioria dos missionários ao redor do mundo vão para o campo através das organizações de missões, tais como Campus Crusade, Wycliffe, Youth Witn 2 Mission, ou denominações tais como Assembléias de Deus.

A vantagem de ir através de organizações de missões é que estas organizações usualmente tem registros e são fortes na administração. As desvantagens são que as organizações podem algumas vezes ser limitadas e muitas vezes tem gastos administrativos pesados. Muitos gastos são justificáveis, tais como seguro, saúde, etc.

As organizações de missões da qual fizemos parte não tinham seus próprios desafios. É importante entender mais adiante que não há organização ou ministério perfeito.

Nossa organização de missões, Calvary International, tem cerca de 200 missionários servindo em cerca de 16 países. A organização cobra um serviço de 10% da taxa das ofertas que vem através do ministério. A organização providencia supervisão no campo e ajuda o povo a ficar no campo por 10 dias de treinamento em nossos escritórios internacionais na Flórida.

O treinamento inclui tudo sobre sustento e boletins, como obter segurança no exterior e conseguir vistos a longo-prazo. Essencialmente todos os aspectos práticos do dia-a-dia no campo e como ter sucesso são abordados nestas sessões.

Como a maioria das agências de missões carismáticas, nós temos tido nossos desafios em qual papel realizar na vida de um missionário uma vez que ele chega ao campo. Alguns missionários querem muita supervisão e direção, enquanto outros apenas querem a organização como um meio de chegar no campo. Uma vez que eles chegam, eles querem estar por conta própria sem a necessidade de entrarem em nossos escritórios.

Um outro modo de muitos missionários cuidarem de suas finanças e necessidades administrativas é através da sua igreja. Nós temos visto este trabalho ser feito excelentemente, mas também temos visto tornarem-se frustrantes para os missionários. Naturalmente, a vantagem de trabalhar através de sua igreja depende do que a igreja representa para sua vida. Eles tem em mão quanto dinheiro você precisa. Mas problemas podem ocorrer quando a igreja muda os pastores ou o secretário.

Também precisa ser entendido que o pastor e o secretário estão supervisionando ou estão envolvidos em pelo menos a metade de outras áreas da igreja e não apenas em um trabalho de missões. Trabalhando através de sua igreja quando a igreja trabalha bem quando tem um departamento de missões.

Um outro modo que os missionários usam para lidar com os aspectos financeiros e administrativos é colocar em seu próprio ministério. Desse modo eles tem um certo controle do que quer que aconteça. Esse meio pode depender muito entre uma ou duas pessoas. Nós nunca optamos por esse meio, assim não podemos falar muito sobre isso.

Levantando Sustento Financeiro

Um dos mais desafiantes e algumas vezes assustadoras para aqueles que pensam sobre ser um missionário é a idéia de levantar sustento. Talvez seja porque temos visto tantos maus exemplos de ministros “suplicando” por dinheiro, e nós não queremos estar vivendo nessa mesma direção.

Uma outra razão para esgotar a vida dos missionários é a pergunta do povo sobre dinheiro. Simplesmente é contra nossos costumes perguntar às pessoas sobre dinheiro.

Qualquer que seja a razão, este é um dos maiores obstáculos das pessoas que querem ir para o estrangeiro. Geralmente nós aconselhamos a não deixar as finanças ser o fator decisivo para o seu avanço ou não. Como já dissemos, sua motivação seria, “Qual é a vontade de Deus para minha vida?” Se a vontade de Deus é que você seja um missionário, então você precisa estar de acordo com aquela visão e fazer o que for para realizar essa vontade em sua vida!

Uma das chaves para o sucesso no desenvolvimento financeiro é sua atitude. Muitos missionários dizem: “Quando eu levantar meu sustento e conseguir ir para o campo missionário, então começarei meu ministério.” Eles vêem o desenvolvimento do sustento em missões como um mal necessário – algo que eles tem que fazer. Esta atitude vem a atrapalhar as outras coisas.

Nós encorajamos aqueles que sentem o chamado pra missões em olhar o seu desenvolvimento no sustento como um ministério no corpo de Cristo! Isso pode abranger a visão dos crentes para missões e aumentar o relacionamento com pastores e sua equipe de sustento – aqueles que orarão por você. Estes relacionamentos ajudarão a você quando estiver no campo.

Quando alguns missionários são perguntados de quanto dinheiro eles precisam para viver em um certo país, nós os ouvimos responder: “é tanto…”, que é usualmente muito menos do que eles realmente precisam para fazer o que Deus os chamou para fazer.

Como já falamos o fator decisivo em realizar a chamada de Deus pra sua vida e no sucesso em levantar sustento está em você saber qual a vontade de Deus pra sua vida. Se ele quer que você seja um missionário estrangeiro, Ele providenciará os meios para realizá-lo.

Cremos fortemente que a fé começa onde a vontade de Deus é conhecida. Mas ao mesmo tempo, fé sempre envolve ação ou T-R-A-B-A-L-H-O. Em outras palavras, coisas não acontecerão apenas porque você está na vontade de Deus. Você faz sua parte e Deus fará a Dele no que diz respeito a levantar sustento.

Por exemplo, mais de 98% de todos os missionários no campo hoje são sustentados pelas igrejas ou mantenedores. Os outros 2% são sustentados através de suas próprias economias ou outra fonte de renda.

Se você torna-se parte de uma organização de missões, aquela organização ensinará você a respeito do modo ético em levantar sustento.

Uma outra opção para aprender sobre sustento é contatar uma organização de missões que ensina seminários de desenvolvimento financeiro para missionários. Pergunte-lhes se você pode assistir um de seus seminários (se você é casado sua esposa deve assistir também).

Segundo Estágio: O Primeiro ano no campo

Alguns novos missionários no campo são muito idealistas. Eles tem sonhado a respeito de ser um missionário, e quando eles finalmente chegam no campo, pensam que alcançarão a cidade inteira no primeiro ano.

Isso me faz lembrar de um missionário que chegou no México (a maior cidade do mundo) e perguntou a um missionário veterano que já estava lá por mais de 30 anos porque ele ainda não havia ganhado aquela cidade para Cristo. O sábio missionário não quis reprimir o entusiasmo do novo missionário e decidiu ajudar o canal daquela energia a alcançar a cidade. O novo missionário descobriu em pouco tempo que alcançar uma cidade é muito mais difícil do que dizer!

Não Negligencie o Tempo de Preparação, Uma Vez Que Você Já Esteja No Campo.

Um missionário no estrangeiro precisa planejar de acordo com a duração do tempo em que planeja ficar. Quando Brenda e eu fomos à primeira vez em Costa Rica, planejamos estudar a língua para os primeiros oito meses que estivéssemos lá. Nós encaramos esse tempo gasto tão importante quanto o fato de pregar. Depois de seis meses de escola, eu já comecei a ministrar em espanhol. Depois de dois anos eu já interpretava para outras pessoas que vinham nos visitar.

Quando fomos pra Rússia, gastamos os três primeiros meses aprendendo a língua mesmo quando estávamos planejando ficar um ano. Aprender russo era um bocado difícil do que aprender espanhol. Mas com três meses de aulas nós já éramos capazes de nos comunicar com os pastores. E agora estávamos muito felizes por termos aprendido o básico da língua russa. Assim nosso tempo aqui aumentou para três anos!

Nós aprendemos que durante o primeiro ano no campo, o novo missionário deve se concentrar em aprender a língua e a cultura local e habituar sua família em seu novo meio-ambiente. Muitas vezes os missionários são pressionados em apresentar resultados rapidamente para suas igrejas, para as pessoas que o apóiam, etc. Muitos colocam pressão neles mesmos para provar que são preparados para estar lá.

Em todos os anos que temos nos envolvido em missões, temos visto poucos missionários preguiçosos mas também muitos que tem trabalhado e pregado em excesso, estão sempre ocupados. Eu me lembro de um certo ano quando estávamos em Costa Rica, eu preguei cerca de 175 vezes. Isto parece grande mas o problema era que minha família sofria e minhas mensagens estavam ficando ruins e meus motivos para fazer aquilo não estavam sempre certo. Também o meu tempo gasto com o Senhor não estava tão bom assim.

Ficar No Plano de Deus Para Seu Campo de Colheita.

Enquanto vivemos em Costa Rica, estávamos no meio de um ressurgimento. O número de igrejas na nação tinha crescido de 700 para mais de 2.000 em um período de poucos anos.

Nossa estratégia era ajudar a começar um centro de treinamento bíblico (Cristo no Mundo) para ajudar a treinar pastores e muitos líderes que tinham vindo para Cristo recentemente. Durante aquele tempo mais do que 1.000 estudantes graduaram-se em um ano na escola.

Na Rússia nossa estratégia é apenas um pouco diferente. Em 1989 quando a cortina de ferro tinha acabado de ser descida e as portas para a União Soviética estavam começando a se abrir, nós decidimos ir para esse campo. Tínhamos ouvido falar dos ministérios de Jim Kaseman, Terry Law e muitos outros ministérios que estavam durante os muitos anos na União Soviética quando ainda era muito difícil se ministrar.

Dois membros do Calvary International visitaram a União Soviética no final de 1989 e encorajaram os líderes do Calvary International para explorar a possibilidade de trabalhar lá.

Nós fizemos uma viagem à União Soviética em abril de 1990 e decidimos abrir a escola bíblica lá. Nós enviamos várias famílias e solteiros para lá e em janeiro de 1991 abriram a escola com 121 alunos. Eles têm vindo da Verânia, Estonia, Geórgia Soviética, Uzbequistão, Sibéria e de toda a parte da União Soviética.

Desde aquele tempo, mais do que 450 estudantes tem se formado, e nós continuamos a ter a escola aqui em Moscou. Mais que 100 igrejas tem sido iniciadas pelos formandos da escola bíblica.

Nossa estratégia na Rússia tem sido ajudar a alcançar o grande número de novos convertidos e estabelecê-los em igrejas. Nós temos uma rede ligada com muitas outras organizações que também trabalham aqui incluindo: CBN, Teen Mania Ministries e Campus Crusade for Christ.

Muitos campos ao redor do mundo são como Costa Rica e Rússia onde há grandes colheitas. Ainda em muitos países, tais como aqueles na Europa Ocidental o povo ainda não está tão íntimo do evangelho. Em cada país em que trabalhamos, nós desenvolvemos uma única estratégia por aquela nação. Cada chão do país ceifa uma colheita diferente. Por exemplo, o que trabalha na Europa Oriental pode não trabalhar na Europa Ocidental.

A chave é ter uma estratégia. Se você tem uma visão e um plano, você pode realizar seu ministério. Se você perde aquela visão, você se tornará frustrado e perderá a meta da sua visão.

Sugestões Para Prováveis Missionários

1. Não seja rápido em julgar outros missionários ou ministérios no país que você está trabalhando. Freqüentemente suas atitudes em direção deles mudarão depois de alguns meses.

2. Não critique jamais ou escute as pessoas criticarem igrejas, pastores, missionários ou ministérios. Fazer isso freqüentemente voltará para ferir você. Também, com freqüência as coisas que você escuta nem sempre é verdade, o diabo tentará semear discórdia em todo lugar.

3. Não seja rápido em deixar o ministério ou as pessoas que você está trabalhando por causa de problemas. Freqüentes vezes novas missionárias têm uma visão idealista de trabalho em conjunto. Tente olhar as coisas por fora para ver se o problema possivelmente não é com você e suas atitudes.

4. Conserve suas prioridades em linha: Deus, Família, Ministério. A maioria destas três áreas de sua vida sai de ordem e não e se ficarem fora de ordem, um grande dano poderá acontecer.

5. Tente continuamente se educar. Leia e estude tudo o que você pode sobre seu campo e suas áreas de ministério. A maioria das informações que você tiver, mais eficazmente você agirá.

6. Desenvolva pessoas hábeis. Esta é uma área importante. Leia livros para ajudá-lo a entender os traços e personalidades das pessoas. Há vários ministérios que tratam especificamente com esta área. Eles providenciam fitas e livros que podem ser de grande ajuda.

7. Não desenvolva uma atitude de superioridade. É fácil para missionários pensarem que eles têm feito um sacrifício maior do que os outros cristãos porque eles têm “deixado tudo” para servir ao Senhor, e querem deixar pastores e amigos de um modo bem sutil cientes de como eles tem feito sacrifícios por causa da obra. Muitos pensam que são especiais. Esta atitude desvia pessoas.

8. Não se compare com outros missionários. Não compare seus resultados com os resultados dos outros. Seja interessado sobre o que Deus tem chamado você pra fazer. O apóstolo Paulo disse em 2 Coríntios 10:12 que quem se compara com outro não é sábio.

9. Tenha tempo para orar.

10. Desenvolva metas à longo prazo. Não planeje apenas para a próxima semana ou próximo ano. Faça metas a respeito de fazer uma retirada da conta ou levantar finanças para a faculdade de seus filhos.

Conclusão

Com um pensamento final para aqueles que pensam sobre tornarem-se missionários ou até para aqueles que estão agora servindo ao redor do mundo: apenas a eternidade contará de todas as vidas que estão e serão mudadas por causa da sua decisão a respeito de ser um missionário.

O diabo faz tudo que pode para nos impedir de realizar a vontade de Deus para nossas vidas. Assim, arme-se com aquele conhecimento, nunca desista!, Não desista jamais!

CAPÍTULO 4

“Reconhecendo e dedicando-se à chamada missionária”

 Por: Joe Purcell

Joe e Mary Purcell são missionários no interior da Sibéria, uma região da Rússia conhecida como Chukotka, que está situada diretamente do outro lado do mar de Bering do Alasca. Eles vivem na cidade de Provideniya com seus quatro filhos, Joe com 11 anos, Peter com 9, John com 7 e Katie com 4.

Joe formou-se no RHEMA em 1988. Antes de entrar no ministério em tempo integral em 1989, ele advogou por 11 anos. Antes de se mudar para a Rússia, Joe estava envolvido em um ministério evangelístico no sertão do Alasca. Ele começou viajando para Provideniya em Março de 1991. Desde setembro de 1992, os Purcells tem vivido em Provideniya, onde eles têm estabelecido uma igreja e estão desenvolvendo uma equipe de missionários para levar o Evangelho pleno para a parte do mundo sem Evangelho.

* * *

Se você nunca foi um missionário em terra estrangeira mas você sente que Deus o está chamando para esse ministério, você sem dúvida tem muitas questões como, “Será que eu realmente sou chamado para ser um missionário?”, “Como eu me prepararei?”, “Como eu levantarei meu sustento?”, “E os nossos filhos?”

Resumindo: se você quer saber como iniciar, esse é o caminho!

“A CHAMADA MISSIONÁRIA”

O caminho básico para você saber se é chamado para missões é particularmente o mesmo caminho da qual você sabe que é chamado para o ministério: através de testemunho interior do Espírito Santo!

Sua chamada pode ser espetacular, pode ser sutil. Em qualquer evento, você saberá pelo testemunho interior em seu espírito. Muito já se tem escrito sobre esse assunto e não é minha intenção repetir aqui o que os outros tem expressado melhor em qualquer outro lugar. Ao invés disso, eu quero mencionar umas poucas coisas que me ajudaram a reconhecer e a seguir o plano principal de Deus para minha vida.

A direção para sua vida é a graça de Deus. Um modo de como descobrir é começar ajudando em sua igreja local em qualquer área que o pastor deseje. Seus dons e habilidades começarão a vir à tona. O dom de Deus em você começará a manifestar-se. Esse dom em você é a direção.

O desejo que Deus coloca em seu coração é também a direção. levei um bom tempo para aprender sobre isso. Eu cresci em uma denominação que ensinava que o que quer que você deseje na sua vida, isso é o que verdadeiramente Deus quer que você se prive. Que absurdo! Se você tem consagrado sua vida e seu ministério ao Senhor, espere que Ele dará a você o desejo no seu coração.

Você tem um desejo sincero de estar no campo estrangeiro, viver em uma outra cultura, ver Cristo formado em um povo ou nação, aprender sua língua e amá-los com o Evangelho? Se você tem amigo, isso é uma chamada! Para o missionário, talvez a seguinte frase tenha mais valor do que em qualquer outro ministério, “O lar é onde meu coração está!” E se o seu coração está no estrangeiro você nunca estará satisfeito em lugar algum.

Estou particularmente convencido que orar no espírito é um dos melhores modos de receber direção e confirmação do Senhor. Quando você toma tempo de qualidade para orar no espírito, direção divina começará a crescer em seu espírito dando iluminação para sua mente. Aquelas coisas que Deus tem colocado dentro de seu coração irão crescer mais forte.

Você pode receber orientação ou apenas uma impressão em seu espírito. Você não conseguirá um quadro completo,mas conseguirá o suficiente para agir.

“Preparando-se Para Ir”

01. Preparação Espiritual: A melhor preparação espiritual para o campo missionário é a escola bíblica. No RHEMA nós estivemos ensinando a Palavra de Deus e a operação do Espírito de Deus. Fomos instruídos em ambos os aspectos práticos e espirituais do ministério. Depois da formatura tivemos a oportunidade de receber as credenciais ministeriais e tornar-se uma parte de uma organização ministerial internacional.

No RHEMA desenvolvemos relacionamentos com estudantes e equipes que tem provado ser um sustentáculo em nosso ministério hoje. Sem dúvida, recebendo instrução formal na Palavra de Deus é o primeiro passo mais importante que você pode tomar na preparação para ir ao campo.

Ser digno de confiança em qualquer área da sua igreja local é um dever de todo missionário! Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmo justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus (I TM 3:13).

Você se prova a si mesmo servindo na igreja local. Você também desenvolve um caminho para a fidelidade que seguirá você em vários caminhos.

Finalmente vá sabendo que o tempo gasto em preparação não foi tempo perdido!

Mary e eu tomamos algum tempo esperando em Deus e orando no Espírito no que diz respeito a nosso futuro ministerial. Muitas pessoas não passam um tempo orando e buscando o plano de Deus pra suas vidas e acabam sem um compromisso divino. Quando você chega em um novo campo onde as pessoas nunca têm ouvido o Evangelho, onde não há outros crentes, nenhuma igreja, e você não falam a língua deles, você necessitará desse compromisso divino.

02. Preparação Natural: De um ponto de vista natural, há várias coisas que você pode e deve fazer para tornar-se pronto para o campo, o mínimo é desenvolver um orçamento e levantar sustento. Esses dois assuntos merecem atenção especial e serão discutidos mais adiante. Nesse capítulo teremos outros assuntos a considerar.

Você precisará encontrar alguém digno de confiança para lidar com assuntos do seu ministério e pessoalmente na sua ausência. No começo você pode usar um voluntário. Em última análise, você pode pagar alguém. Isto envolve uma grande quantidade de trabalho e pagando alguém tende a ser mais receptivo para suas necessidades do que voluntariamente. Uma procuração seria executada dando a essa pessoa a autoridade de lidar com seus negócios.

Faça o seu melhor para determinar os tipos de roupas e suprimentos que você precisará no campo por todo o ano. Nas lojas onde moramos na Rússia nós temos uma seleção escassa de mercadorias de qualidade inferior. Coisas simples como clipes para papel, fita adesiva, esponja, produtos de limpeza, lâmpadas, baterias, são raramente ou nunca disponíveis em nossas lojas.

Se você compra roupas no seu país para seus filhos, não esqueça de planejar que eles crescerão! A senha é: “Planeje para frente!”Uma viajem em curto prazo pode custar consideráveis dividendos a esse respeito.

Antes de você partir faça exames físico e dental para toda a família. Você também deve obter uma apólice de seguro de vida e saúde. Você também deve nomear um guardião para seus filhos menores.

Apólices em termo de seguro de vida podem ser compradas relativamente barato. Alguns seguros de saúde incluem um pequeno seguro de vida como parte do plano. Há companhias que providenciam seguro de saúde com cobertura especial para missionários. Orçamento para seguro de saúde não é falta de fé! Nada pode levar você para fora do campo mais rápido do que um fracasso financeiro.

Se você aumenta o deduzível você diminui o prêmio mensal. Escolha um plano e diminua aquele termo de suas necessidades individuais. Esteja certo que o plano cobrirá você no seu estado e no estrangeiro.

Finalmente faça passos largos em direção ao controle total da língua onde você estará servindo. Isso é sempre um tempo bem gasto! Aprenda a língua antes de você assumir seus deveres ministeriais no campo. Estudando uma língua estrangeira no seu país raramente resulta em fluência, mas pode dar a você um significativo começo naquela direção, uma vez que você fica no campo e começa a ouvir a língua falada, já é uma base consistente.

03. Considerações da Família: Se Deus tem chamado você para o campo de missões, Ele também tem chamado sua família. Foi um grande conforto para eu realizar aquele chamado de Deus em minha vida que foi entranhadamente atado com o chamado Dele sobre as vidas de nossos filhos. Nenhum de nós vive para nós mesmos! Quando você responde ao chamado de Deus pra sua vida, você não está privando seus filhos; você está ajudando-os a realizarem seus futuros em Deus!

O melhor e a maior herança que você pode deixar para seus filhos em vida é sua obediência a Deus. No final suas crianças serão reembolsadas! Conte a seus filhos isto.

Obviamente, um marido e uma esposa devem estar em concordância para irem ao campo missionário. Discordância conjugal abalará sua eficácia em qualquer tipo de ministério. Há muitas pressões sutis e não sutis que surgem quando você está vivendo embaixo das condições impostas no estrangeiro. Trabalhe a fim de desenvolver um bom casamento. Orem juntos. Comuniquem-se.

Torne sua mulher (ou case-se com uma) especial, a ponto de ela querer privar-se da satisfação de ter seu próprio lar para ter a satisfação de alcançar o inalcançável do mundo.

Quando fizemos uma decisão para viver e ministrar no estrangeiro, minha esposa disse que seguiria a direção do Espírito na minha vida e que acima de tudo seu coração estava disposto a servir ao Senhor. Conseqüentemente ela estava disposta a vir comigo e com nossos quatro filhos pequenos para o fim da terra que é exatamente onde nós estamos! Seria impossível estar aqui com algo menos do que aquele tipo de dedicação total e consagrada da sua parte.

Se possível adiante sua viajem a fim de providenciar para sua família habitação limpa e proporcional, garantir mercadorias e mobília a fim de colocar no orçamento doméstico aos membros da casa. Esposas, se seu marido fizer essa viajem sem você, dê a ele uma lista das coisas que você gostaria que ele fizesse.

A respeito da educação, crianças em idade escolar tem a habilidade de aprender outras línguas rapidamente e juntando-se com outras crianças na escola, não apenas acelera sua aprendizagem mas também proporciona a oportunidade de fazer amigos e serem uma boa testemunha cristã na escola.

Nós optamos pela aprendizagem no lar porque nós não queríamos que nossos filhos aprendessem solidamente os rudimentos da gramática Inglesa, literatura e História Americana mas sim terem um currículo baseado na Bíblia. Se você escolher que seus filhos vão à escola você pode suplementar a educação deles com materiais cristãos de escola doméstica enquanto eles estão dominando a barreira da língua.

Há excelentes materiais cristãos para a escola doméstica disponível nos Estados Unidos. Esses materiais freqüentemente podem ser adquiridos em um desconto substancial através de seu estado na Associação Cristã para escola doméstica ou através de uma escola Cristã que é sensível às necessidades dos missionários.

O segredo para o sucesso na aprendizagem no lar é obter um currículo que vem pré-empacotado junto com manuais do professor e planos de aula. As pessoas que freqüentemente fracassam em aprendizagem no lar são aqueles que tentam pegar materiais daqui e dali e colocar junto do seu próprio plano de aula.

Você ficará espantado com o tipo de rotina em outro país. Sua família será um grande testemunho de Cristo lá. Um certo juiz me relatou, “Eu recebi Jesus depois que vi que você tinha trazido seu maior tesouro – sua família – debaixo dessas condições, eu vi que você era sincero!”

04. Negócios e Considerações Legais

Ser ou não ser incorporado, eis a questão! Ao menos que você vá como um “construtor de barraca” e trabalhe secularmente. Há essencialmente dois caminhos para chegar ao campo missionário: 1)- seja isento de imposto e corporação sem fins lucrativos; 2)- receba ofertas de uma outra organização isenta de impostos. Vamos olhar para cada organização considerando os prós e os contras:

A. Incorporação: Incorporar seu ministério depende muito da parte em que Deus tem chamado você para fazer. Também depende das considerações legais e taxa que estão além do âmbito deste artigo. É suficiente dizer que você deveria consultar um advogado ou perito em impostos no que diz respeito a sua situação particular.

Ao buscar o conselho de um advogado ou contador, ache um bom conhecedor da lei sobre religião, organizações, isenção de impostos, etc. A maioria dos advogados e contadores, até aqueles que trabalham regularmente com corporações de negócios, não tem muita familiaridade com estes assuntos. Essas consultas freqüentemente podem ser obtidas por um mínimo de honorários possíveis ou quase nenhum.

Se você quer garantir doações de taxas reduzidas para o seu ministério você deve aplicar ao Serviço Interno de Rendas para isenção das taxas como manda a seção 501(c)(3) do Código Interno de Rendas.

Eu sei que muitas pessoas têm feito isso pessoalmente, entretanto, apesar de conhecermos a lei por 11 anos, nós contratamos um advogado e um contador para lidar com estes assuntos para nós. Há várias armadilhas escondidas nessas taxas sem fins lucrativos!

Uma vez que você se associa você deve manter a corporação. Você deve formar um quadro composto de membros com sabedoria e com certa impressão de julgamento de negócios. Algumas ações podem ser feitas pelo correio.

Você deve seguir as leis de seu estado e os estatutos da corporação, e você deve ter cuidado em distinguir entre sua propriedade e a propriedade da corporação, seus fundos e aqueles que pertencem à corporação. Você não pode misturar seus fundos com aqueles da corporação, nem utilize suas propriedades para seu uso pessoal.

Há milhares de formas de arquivamentos, relatórios e impedimentos que devem ser feitos em um modo oportuno para a corporação e seus empregados (você também). Implemente um sistema de calendários para essas datas e seja sábio para lidar com as datas deles.

Seu advogado ajudará você com esses detalhes. Ele pode lhe sugerir um sistema fácil para manter seus cadastros financeiros associados.

Obviamente você não pode fazer todas essas coisas do campo.Você deve implementar um sistema para ver o andamento dessas coisas na sua ausência e você deve ter alguém responsável e com muito conhecimento para fazer isto por você. Nós preparamos um manual do ministério cujo detalhe se aproxima de cada aspecto dos negócios de nosso ministério. È um manual de referência prática para nosso administrador estadual.

Há muitas boas razões para associar-se. A incorporação pode ajudar as pessoas a identificar-se com o seu ministério. Ela pode adquirir seguro de saúde se você não tiver adquirido com o imposto de renda pessoal. Uma outra vantagem é que você mantém um certo controle e supervisão sobre as operações do ministério.

Nós decidimos nos associar por várias razões. Sabíamos que associar ajudaria o povo a identificar-se com nossa missão. Nosso escritório estadual é no Alasca e estamos servindo no nordeste da Sibéria – não é exatamente um local conveniente para fazer comércio bancário, loja ou outros aspectos práticos do ministério.

Sabíamos que necessitaríamos de nosso administrador por perto. Nossa corporação foi um veículo muito útil para realizar nossas metas de longo alcance. Todas as coisas a serem consideradas, a incorporação pareciam ser a melhor rota para nós.

B. Agências Missionárias: o segundo modo de ir para o campo missionário é através de uma outra organização missionária isenta de imposto. Há basicamente dois tipos de agências missionárias. Agências de serviços e agências de remessa.

Geralmente, agências de serviço recebem ofertas de impostos deduzível em seu favor e enviam sua oferta em cartas de reconhecimento. Algumas vezes eles também enviarão seu boletim e até preparará para você, baseado sobre as informações que você fornecerá para eles.

A maioria das agências de serviços cobram uma taxa, outras não. As taxas variam em quantidade, mas 10% das ofertas recebidas é usual. Essa quantidade não é injusta, particularmente se a agência prepara o boletim, envia pelo correio e paga a franquia postal. Outras agências de serviços, tais como igrejas, receberão suas ofertas, enviarão as ofertas e transmitirão seus fundos a você sem nenhuma cobrança.

Agências de serviços não impõe controle sobre as atividades dos missionários, exceto que eles sejam obrigados a determinar aqueles fundos desembolsados para o propósito que promovem e mais adiante, da organização do serviço.

Agências de remessa geralmente são formados com um ministério de missão específica em mente. Eles também receberão ofertas, enviarão cartas e boletins em seu favor. Além disso, dão assistência aos missionários na ida e no estabelecimento para o campo.

Geralmente eles mais ou menos retêm o controle sobre o missionário, que é enviado para o campo para realizar a visão da organização que envia. Freqüentemente o missionário oferta seu rendimento ou contribui de outro modo para o fundo geral da organização.

Se você associar-se ou ir através de uma agência de serviço ou remessa, dependerá sobre o que Deus tem chamado você para fazer, até você sentir que Deus tem chamado você para o seu próprio ministério, você pode começar com uma agência até que você ganhe experiência e veja qual o novo rumo que seu ministério deve tomar.

Um dos pontos negativos para trabalhar através de agências é a falta de contato pessoal entre o missionário e seus parceiros e a percepção de anonimato. Se a agência tem um ministério com nome, as pessoas tendem a identificar com a organização ao invés de com você e seu ministério.

Esse problema pode ser resolvido em parte pela tomada de tempo para escrever um cartão postal ou uma nota pessoal para seus parceiros periodicamente. Quando você começa no ministério, isso pode ser feito facilmente pela escrita para umas poucas pessoas em sua lista de correspondência toda semana. Desse modo, seus parceiros escutarão de você pessoalmente sua visão várias vezes por ano.

05. Ministério das Finanças

Para o candidato a missões, a perspectiva de levantar o sustento exigido para estar no campo pode parecer tão formidável quanto o Monte Everest! Você precisará usar sua fé e para sua fé, adicione conhecimento! Os passos a seguir são alguns passos simples e práticos que você pode pegar que ajudará você a obter seus objetivos.

A. Desenvolva um Orçamento: O orçamento é uma meta de esquema, também ajudará você a manter controle sobre seus gastos colocando certos limites. Para preparar seu orçamento simplesmente avalie tão precisamente e especificamente quanto você pode e faça despesas antecipadas para o ano que vem, levando em conta seus gastos no estado e no estrangeiro.

Inclua categorias como habitação, alimentação, vestuário, utilitários, telefone, igreja, seguros, passagem aérea, outros transportes, postagem, fornecimento e despesas de escritório, despesas pessoais, economias pessoais e uma categoria mista para despesas desconhecidas e não antecipadas. Adicione todas as suas despesas, dividida por doze e você terá uma boa idéia de quanto sustento você precisará mensalmente e anualmente!

Seja conservador em avaliar se você tem finanças suficientemente. Geralmente as pessoas estão tão ansiosas que não avaliam quanto tem em dinheiro. Mas a fim de permanecer no campo você precisará ter o bastante em sustento! Pessoas fracassam muitas vezes em seus compromissos em apoiar você. As igrejas podem fechar, você terá despesas não previstas. Sua visão e seu ministério expandirão. Você precisa de sustento o bastante para continuar andando adiante com sua visão.

Quando você mantém o ímpeto adiante de seu ministério, torna-se cada vez mais fácil para manter o nível de sustento que você deseja. Considere levantando pelo menos 15 a 25% mais sustento do que você pensa que precisará, ao menos até que você tenha tido tempo para verificar a exatidão de seu orçamento.

B. Levantando Sustento: Hudson Taylor, o grande missionário da China, dizia, “Fazendo o trabalho de Deus seu suprimento nunca fracassará”. A responsabilidade para levantar seu sustento permanecerá com Deus que o deixará livre de um dos maiores obstáculos para os missionários. Faça seu trabalho e sua atitude levantará o seu próprio sustento.

Nós começamos a levantar sustento enviando boletins para nossa família, amigos e alguns conhecidos no RHEMA que queriam ficar em contato conosco. Eu contatei alguns pastores que tinham estudado no RHEMA comigo para ver se eles estariam interessados em me manter e dividir nossa visão. Eu sempre ofereci livre arbítrio para as ofertas e nunca tenho fracassado em cobrir minhas despesas e recebo o bastante para abençoar nosso ministério.

Nós fazíamos vários intercâmbios do nosso RMAI regional e outros encontros do RHEMA sempre que podíamos. Embora fosse caro viajar para aqueles encontros, em último caso era muito vantajoso em termos de aumento de parceiros e sustento mensal, sem falar no refrigério espiritual que recebíamos.

Nosso RMAI regional me deu boa chance de conhecer os pastores em nossa região. Eles alegremente tinham vindo até mim e dividi minha visão com eles. Alguns deles até ajudaram a arranjar outros encontros para mim! Tínhamos cartões de negócios e brochuras simples impressas do modo quando solicitado, e dávamos a pessoas interessadas em nosso ministério.

Também pedíamos às pessoas em nossa lista de correspondência para deixar que os outros nos conhecêssemos. Imprimíamos alguns cartões de “Compromissos com Parceiros e solicitação de boletim”, de modo que quando viajamos é fácil para as pessoas assinarem para tornar-se um parceiro ou solicitar boletim.

Quando as portas começarem a se abrir, você terá oportunidades de dividir sua visão em outras igrejas locais. Muitos missionários têm medo de itinerar. Seja honesto com você! É uma oportunidade refrescante para ministrar em inglês sem intérprete, e eu aproveito meu companheirismo com os pastores. Eu os escuto e aprendo deles como a maioria deles têm estado no ministério mais tempo que eu.

Estes pastores têm sido extremamente sensíveis aos desafios de missões. E eles não só nos apóiam financeiramente como têm abraçado as necessidades da nossa família inteira!Que diferença isso faz para os missionários no campo.

Nós nunca colocamos as pessoas sobre pressão para dar. Não pedimos dinheiro. Nós simplesmente dividimos o que o Senhor tem feito através de nossas vidas e damos ao povo a oportunidade de tornar-se parte dele. Alguns querem outros não, mas eu vou com a confiança de que há pessoas chamadas para nos apoiar e eu simplesmente confio no Senhor para falar aos seus corações.

Se você pode demonstrar para seus parceiros que você está fazendo progresso visível em direção à sua meta enquanto você está levantando sustento, será um grande benefício pois seus parceiros são encorajados, você é encorajado e a visão se moverá para frente.

Um bom caminho para quem vai iniciar no campo é fazer uma pequena viajem ao campo. Isso dará a você riquezas de informações. Também ajudará a expandir a visão em seu coração e conservar vivo dentro dela até você adquirir um maior estágio no seu ministério. Você pode inspirar seus parceiros mais uma vez com o que Deus tem chamado você para fazer.

Viagens de missão à curto prazo dará a você registro de trajetória e credibilidade. Ajuda você a abrir portas e compartilhar sua visão. E seus parceiros serão animados a ver que você está fazendo progresso na sua visão.

É importante saber o que o seu ministério desenvolverá pouco a pouco. É decisivo que você veja a importância de tomar passos em fé enquanto você se guia na direção do Espírito. Isto faz com que as finanças que você precisa entre e seja visível em seu ministério para seus parceiros.

C. Seu Boletim: A sociedade é baseada de relacionamentos e esses relacionamentos começam a formar-se quando você compartilha sua visão e pessoas podem conhecer você. É essencial que você se comunique com eles diligentemente e freqüentemente. Uma das principais razões das pessoas pararem de apoiar os missionários é que eles raramente se comunicam!

Um boletim é um dos mais eficazes modos de compartilhar sua visão e permanecer em comunicação com seus parceiros e manter a contabilidade para eles.

Comece enviando para as pessoas que conhecem você e que estariam interessadas em ouvir sobre o que você está fazendo.

Boletins não solicitados e aqueles feitos onde não se sabe quem geralmente você é são ineficazes. Entretanto não hesite em encorajar de uma maneira graciosa aqueles que conhecem você para contar aos outros sobre o seu ministério. Pouco a pouco seus contatos e suas bases de sustento começarão a crescer.

Seja consistente com o senso de oportunidade de seu boletim. Se você enviá-lo mensalmente, bimestralmente, trimestralmente, durante o tempo anote rapidamente embaixo às idéias para a próxima distribuição. Quando for escrever seu boletim, veja os tipos de estilos diferentes, formatos e métodos. Dê uma olhada nos boletins dos outros missionários e pegue algumas idéias para si mesmo.

Certamente você quer fazer um boletim atrativo com o mínimo de consumo. E com um pouco de esforço você pode utilizar uma larga variedade de técnicas publicitárias. Entretanto eu sugiro a você que o mais importante no aspecto do seu boletim não seja os gráficos impressos ou o formato mas que você transmita o que você realmente é mesmo.

Um certo ministro me perguntou,”O que você aconselharia a alguém sobre como escrever boletins?”, e eu respondi, “Apenas escreva com seu coração!”. Faça isso e você será bem sucedido. Simplesmente “fale” com seus parceiros através de seus boletins. Seus parceiros são uma extensão do seu ministério.

Embora você deva dividir a visão com seus parceiros em geral, quando vem algo para especificar, você é bem melhor relatando do que pensando no que escrever. Há várias variáveis no campo missionário e há coisas que mudam seu modo de trabalhar como você tinha planejado!

Para realizar o chamado de Deus pra sua vida, você deve escrever a visão e fazer planos não apenas por si mesmo, mas também por seus parceiros, porque Deus não chamará você somente. Ele levantará pessoas para apoiar você, orar por você e encorajar você.

Seus parceiros precisam ser encorajados e envolvidos na visão. Eles devem ouvir o que você ouve, ver o que você vê e sentir o que você sente. Vocês são responsáveis por eles ao Senhor. É absolutamente essencial que você mantenha uma comunicação vital com vínculos entre seus parceiros.

“Desenvolvendo Um Ministério No Campo Estrangeiro”

Há três modos de se desenvolver um ministério em solo estrangeiro. O primeiro é assistir um trabalho já existente de algum ministro nacional, o segundo é assistir um trabalho de algum missionário estrangeiro que já está estabelecido no campo, e o terceiro é ir estabelecer seu próprio trabalho.

Os dois primeiros têm várias vantagens óbvias sobre o terceiro, pois é uma oportunidade de trabalhar embaixo e aprender de um missionário amadurecido ou um ministro nacional. Eu preferia ter feito essa rota mas nós somos o único ministério do Evangelho Pleno em nossa área da Rússia.

Estabelecendo seu próprio trabalho, freqüentemente você começa com apenas uma direção de Deus guiando você, e quando você começa a tomar alguns passos de fé novas direções específicas vem. Veja em Atos 16:6-15 quando o Espírito guiou Paulo para a Macedônia.

Como Paulo, algumas vezes você descobre onde você não está supondo ir! Mesmo assim esta é a direção! Eu particularmente gosto de Provérbios 4:12 que diz:

“Quando andares, não se embaraçarão seus passos, quando correres, não tropeçaras!”

  Depois da formatura do RHEMA eu queria ir diretamente para o campo de missão, mas havia dois obstáculos. Primeiro eu não sabia aonde ir, e segundo as pessoas não formavam fila em nossa porta para tornar-se parceiros em nosso ministério!

O único comando que eu tinha era aceitar uma proposta para uma posição de meio expediente como pastor auxiliar de nossa igreja em Wasilla, Alasca. Isso parecia para mim uma direção oposta do que eu queria, mas era um testemunho interior então obedecemos.

Nós vendemos nosso carro para pagar nossas passagens aéreas de volta para o Alasca, e aterrissamos lá com dinheiro bastante para alimentar nossa família por um mês.

Depois daquele passo de obediência a provisão financeira de Deus começou a derramar-se. Nós ainda não tínhamos parceiros, mas éramos abundantemente prevenidos e sem saber estávamos sendo posicionados na nossa capacidade de ir ao campo missionário.

Uns meses depois de retornarmos do Alasca, eu comecei a viajar para a remota Índia e Vilas Esquimós nas regiões do ártico do estado para ministrar. Com cada viagem para o sertão eu ganhei experiência e confiança em seguir o testemunho interior quando sair em novos territórios sem contatos. Foi também durante este período que nós começamos enviando boletins e nossa base de sustento começou a se desenvolver.

Finalmente, em junho de 1990, o Senhor pôs em meu coração que eu poderia ir para a Rússia, do Alasca. Naquele tempo eu ainda não sabia se era possível! Pouco tempo depois com a ajuda de uma rena de um esquimó a esposa de um pastor nos trouxe uma carta de convite de uma família em Provideniya.

Eu fiz minha primeira viajem lá sozinho. Eu não conhecia ninguém e quase nenhum russo. Havia poucos crentes de verdade. Entretanto eu fui com uma confiança dentro do meu coração porque eu tinha um testemunho em meu espírito para ir. Tudo o que eu tinha aprendido viajando pelas vilas nos sertões do Alasca seguindo passo a passo à direção do espírito eu pude colocar em prática. Apenas seguindo cada passo em quanto Deus vai mostrando o resto.

Nós não fomos pioneiros no trabalho em Chukotka. Eu fiz três viagens para Provideniya em Setembro de 1992 para pioneirar uma igreja.

Durante cada viajem que eu fazia para a Rússia mais e mais pessoas receberam Jesus. Começamos a ter crescimento no que diz respeito a aqueles que tinham ouvido o Evangelho como um resultado de nosso ministério, mas que não tinham nenhum pastor para cuidar deles ou ensiná-los.

Realmente não tínhamos nenhuma orientação em qualquer época para mudarmos para a Rússia. Naquele tempo nós nos mudamos de volta para o Alasca depois da formatura do RHEMA e então comecei a viajar para o sertão, simplesmente continuamos a seguir o testemunho interior do Espírito Santo em nossas vidas.

Gradualmente, fomos nos mudamos até que alcançamos a Provideniya. Embora não tivéssemos nenhuma direção espetacular, tínhamos o testemunho sobrenatural do Espírito Santo em nossos espíritos e a confirmação ao longo do caminho que o Senhor nos foi guiando. Naturalmente eu devo adicionar que tivemos um monte de obstáculos e dificuldades ao longo do caminho.

Determinando um local para a nossa missão dentro de Chukotka, vários fatores influenciaram para que fosse em Provideniya. Primeiro, uma porta grande e eficaz de pronúncia nos foi aberta em Chukotka. Segundo, enquanto nós ministrávamos para o povo do Nordeste da Sibéria, nós o amávamos cada vez mais em nossos corações.

Esse povo estava em nosso coração e nenhum outro mais! Provideniya é a cidade principal de nossa região em particular, facilmente acessível ao Alasca. Tínhamos paz em nossos corações de permanecer morando lá por enquanto.

Desde que havia igrejas evangélica nas outras vilas e cidades, nós iniciamos uma igreja lá para os crentes começarem a ser alimentados da Palavra de Deus e serem ensinados do Evangelho pleno.

Nós temos usado muitas avenidas para pregar o Evangelho, incluindo rádio e tv, mais o ministério no jardim de infância primário e secundário e escolas secundárias, orfanato, escola técnica, hospital, e até base militar. Nós também já alcançamos várias vilas. Uma coisa que tem trazido eficácia no alcance de pessoas foi à distribuição de aproximadamente 4.500 livros do Rev. Kenneth Hagin traduzidos para a língua Russa. Nós também temos distribuído suprimentos médicos, vitaminas e uma modesta quantidade de ajuda financeira.

Por uns poucos anos antes de vir à Rússia, sentimos que o Senhor queria desenvolver um grupo de missionários. Tentamos fazer algo enquanto estávamos no Alasca, mas, só começamos a fazer isso no segundo ano em Provideniya. Foi então que nós começamos a apoiar outros missionários, particularmente russos a fim de ajudar e alcançar as vilas e cidades em Chukotka.

Este conceito está ainda se desenvolvendo, mas nossa igreja em Provideniya agora sustenta inteiramente uma equipe de quatro missionários americanos (incluindo minha esposa e eu) e dois missionários russos.

Nossa meta é apoiar missionários até eles se tornarem “auto-sustentadores”, assim que ele puder fazer isso, desviamos esse dinheiro para outro missionário e assim por diante.

Naturalmente sabemos que isso é uma direção que o Senhor tem nos dado e que enquanto pudermos e tivermos direção continuaremos a andar na direção do Senhor.

“Alimente sua fé para conquistar desafios e obstáculos”

Foi dito de Hudson Taylor que ele considerava o maior desafio missionário manter uma meditação constante na Palavra de Deus. Haverá muitas coisas que ao longo do caminho será um desafio e até impedirá você de levar o Evangelho para o povo que Deus escolheu. Pode ser perseguições, condição de vida precária, barreira lingüística, água suja ou apenas falta de encorajamento.

Entretanto se você tomar tempo para alimentar sua fé através da Palavra de Deus, orando no espírito, lendo livros de fé, ouvindo boas fitas, nenhuma dessas coisas moverão você! O ministério de Kenneth Hagin oferece mensalmente aos ministros o “Maná do Ministro” é um grande caminho para alimentar seu espírito regularmente.

Considerações Finais: Eu nunca esquecerei de algo que aconteceu na primeira noite da minha primeira viagem a Provideniya. As pessoas de lá disseram pra mim que depois de 70 anos de ateísmo eles queriam acreditar em Deus, mas foi muito difícil para eles porque eles tinham sido treinados como materialistas desde a juventude.

Então, pelos próximos dias, eu ensinei-lhes sobre a Palavra de Deus, mostrando-lhes nas escrituras quem é Jesus, porque Ele veio, e que sem Deus os homens estão sem esperança neste mundo. Finalmente, na última noite comecei a mostrar a eles suas condições de pecadores e que eles deveriam nascer de novo.

Nesse ponto, uma mulher olhou para mim com lágrimas e disse, “Que maravilha a sua vinda aqui! É como se tivéssemos enchido de cargas e agora nossos olhos têm sido abertos. Você estava em seu país diferente e tinha sua própria vida mas Deus o enviou para cá!”

Para mim isso é a essência da chamada missionária. Nós somos embaixadores de Cristo, pelo qual Deus está reconciliando o mundo para Ele! Se você é chamado para as missões não seja desencorajado pelos obstáculos. Não permita a si mesmo ser lançado fora da sua chamada. Se você é chamado para missões você nunca será feliz fazendo qualquer outra coisa. E qualquer sacrifício que você faça a fim de levar o Evangelho ao mundo, estará longe de ser superado pelas recompensas que você ganhará por ter ido.

CAPÍTULO 5

“Mudando Para o Campo Missionário – Nossa Maior Aventura!”

 Por: Larry e Angela Keeton

Larry e Angela Keeton são os fundadores e pastores do Krestanske Centrum Viry (Faith Christian Center) em Praga, República Tcheca e são também diretores do Domata Centrum Biblickeho Studia (Domata Center for Biblical Studies), uma escola de treinamento de ministros nacionais. Eles se mudaram para a República Tcheca em 1992.

Anteriormente, eles trabalhavam na Igreja Bíblica RHEMA do ministério de Kenneth Hagin e no Centro de Treinamento Bíblico RHEMA por vários anos. Larry se formou no RHEMA em 1988 e Ângela se graduou no seminário em 1977 e em 1992 recebeu um diploma honorário do RBTC, onde ensinou a várias classes.

Juntos eles ensinaram em uma classe da Escola Dominical no RHEMA para solteiros. Larry viajou como evangelista depois de trabalhar no RBC por quatro anos. Ângela trabalhou no RBC por 10 anos como assistente administrativa do Rev. E Sra. Kenneth Hagin Jr. e como instrutora no Centro de Treinamento.

* * *

Nossa jornada para o campo missionário começou muito antes de nós chegarmos lá. Era um passo no qual tínhamos estado em preparação por muitos anos.

Durante os dias de aula em 1975 de Ângela, ela já tinha missões em seu coração juntamente com o ensino das aulas na escola bíblica, mas ainda não era o tempo certo para ir. Então, durante 1983 e 1984 enquanto trabalhava no RHEMA, ela regularmente assistia os encontros de oração semanal pela Rússia e Europa Oriental conduzido pelo RHEMA, então o coração dela tornou-se atraído para a Europa Oriental.

Quando Larry nasceu de novo em 1983 ele disse ao Senhor, “Eu irei para qualquer lugar e farei tudo pelo Senhor, mas se você quiser que eu me escolha vou preferir não ir para o campo missionário!”

Entretanto, esta atitude mudou completamente em 1988 quando estudava no RHEMA. Larry foi a uma viagem de missões para uma reserva indígena Navajo. Enquanto ele estava lá Deus tratou em seu coração sobre missões. Pouco tempo depois ele voltou dessa viagem, nós dois nos encontramos e estávamos casados mais tarde naquele mesmo ano. Sabíamos desde o começo que serviríamos a Deus no estrangeiro.

Em 1990, nós fomos numa viagem missionária para a Áustria, Hungria e Romênia. Nós nunca mais fomos os mesmos! Nossos corações foram movidos de compaixão pela necessidade de testemunharmos o Evangelho nas nações do Oriente Europeu.

No próximo ano e meio Larry fez duas viagens para a Europa Ocidental para a antiga Tchecoeslováquia, ficando um mês em cada viagem. Por todo esse período a visão da escola bíblica na Europa Ocidental se formou em nossos corações. Depois de sua segunda viagem começamos a orar seriamente sobre a mudança para a Europa Oriental.

Um amigo nos sugeriu que conversássemos com Mark e Janet Brazee que também tinham um projeto de escola bíblica européia em seus corações. Depois do encontro com Mark e Janet e orando muito o plano de Deus tornou-se muito claro em nossos corações. Ficamos sabendo que nos mudaríamos para Praga, Tchecoeslováquia para começar e dirigir uma Escola Bíblica trabalhando em conjunto com os Brazees. Larry também tinha em seu coração pioneirar uma igreja em Praga.

Não conhecíamos ninguém em Praga e não tinha nenhum outro missionário lá para ajudar-nos quando chegássemos. Em resumo, nós estávamos entrando na maior aventura de nossas vidas!

“Preparação é essencial – Especialmente mudando-se para o estrangeiro!”

Com apenas seis meses para preparar nossa mudança, Larry era um ministro itinerante e tinha vários encontros agendados até dois meses antes que viajássemos, Ângela deixaria seu trabalho no Kenneth Hagin Ministries um mês antes de irmos. Diferentes do trabalho em tempo integrais, foram encarados a fazer uma tarefa maior e da qual nunca tínhamos feito antes e não tínhamos quase informações para a judar-nos a como proceder.

Através de muita oração, já estávamos nos preparando espiritualmente para esta mudança, mas agora nossas orações já estavam mais focalizadas. Agora nos empenhamos para orar a vontade de Deus para nossas vidas. Orávamos, falávamos a Palavra e críamos por coisas específicas que sabíamos que íamos precisar tais como finanças, moradia, intérpretes, transportes, estudos, favor perante os homens, etc.

Nós cremos e estamos mais convencidos agora desde que chegamos ao campo missionário que a Palavra de Deus é nosso triunfo. A fé é mais importante do que o cartão American Express – não saia de casa sem ele!

Mesmo preparados espiritualmente, nós ainda tínhamos várias perguntas e decisões naturais para encarar. Parecia que cada dia tinha algo novo para decidir!

Por exemplo, sabíamos que tínhamos que embarcar nossas mercadorias para Praga, mas como? O que estava na lei Tcheca uma vez que chegássemos lá? O que pegaríamos e o que deixaríamos para trás? E o seguro de saúde? O que precisaríamos para planejar nosso orçamento? Como iríamos levantar finanças? E a nossa família que estamos deixando pra trás?

Tendo encarado estes assuntos, nós confiamos que as nossas experiências e observações podem beneficiar outros que estarão fazendo a transição para o campo missionário.

“Aspectos práticos não devem ser negligenciados”

Depois de entrar em contato com cerca de 15 companhias de navegação diferentes, vimos que tínhamos muitas variedades e preços diferentes. Podíamos empacotar nossas mercadorias e levar por terra a uma cidade costeira onde eles seriam levados dos E.U.A. para Praga, ou para um país vizinho. De lá teríamos que levá-los para Praga.

Nós escolhemos a companhia fazer o empacotamento e desempacotamento de nossa casa para Praga, mesmo sendo um pouco mais caro. Não tínhamos nenhum contato na República Tcheca, não sabíamos como transportar nossas coisas de nossa cidade para outro país!

A opção mais barata também nos foi disponível que era o cofre de carga de navegação que consiste em você dividir um cofre com uma companhia ou outra família que vai para o mesmo destino. Aconselhamos a possíveis missionários que contatem vários expedidores diferentes, faça várias perguntas e obtenha todas as opções possíveis antes de fazer uma decisão. Pode haver uma diferença muito grande em preços!

Que tal deixar os costumes de seu país de origem? Nós achávamos que os expedidores dos E.U.A. podiam nos ajudar sobre os regulamentos e costumes Tchecos, regulamentos e possíveis custos. A embaixada da Tchecoeslováquia em Washington e a embaixada americana em Praga foram ligeiramente prestativos. Mais tarde percebi que algumas das informações que eles nos deram estavam incorretas.

Sua melhor fonte pode ser um outro missionário dentro do seu país de destino. Para nós americanos pode ser que o regulamento seja um pouco diferente do que em outros países.

Aprendemos que a melhor rota teria sido embarcar nossas mercadorias por alguma igreja ou organização estabelecida dentro do país para evitar cobranças alfandegárias. Infelizmente não conhecíamos ninguém para embarcar nossas coisas! Pagamos 2.000 libras de mercadorias, 3.000 de taxas alfandegárias para a chegada de nosso carregamento em Praga!

Agradeço a Deus pela fé! Nós oramos e encontramos favor perante o povo holandês movendo a companhia que lidou com a porção européia de nosso pagamento. Eles falaram que a cobrança Tcheca equivalia a menos de $500 e nós tivemos nosso dinheiro restituído de volta já que registramos nossa organização com o governo Tcheco!

Obter um seguro de saúde foi um outro obstáculo que tivemos que enfrentar. Nós não achávamos justo que a nossa família ou mantenedores tivesse que providenciar algum tipo de cobertura de saúde. Nosso conselho é que você cheque várias companhias. Nós achávamos que no início as companhias poderiam nos ajudar em viagens em curto prazo, mas muitas poucas companhias nos garantiriam viver em outro país.

No início, estávamos sendo muito honestos sobre a intenção de se estabelecer no estrangeiro. Não queríamos cobertura para mais tarde ser negados pelo fato da companhia pensar que estávamos vivendo no Estado.

Uma outra opção para obter seguro de saúde é dentro do país de destino. Isso dependeria de vários fatores tais como a qualidade do cuidado médico dentro do país, o custo, os requisitos para estrangeiros, etc. Outra vez sua melhor fonte de informação pode ser outros missionários vivendo dentro do país.

Que tipos de coisas você embarcaria para o estrangeiro? Nosso conselho é: Não pague para embarcar algo que você pode obter por um preço razoável dentro do país de destino. Se você puder fazer contato com alguém dentro do país para lhe informar sobre mobília, aparelhos, veículos, alimentos, etc, para que você veja quais os custos adicionais.

Poupe apenas as coisas que não podem ser obtidas no país tais como livros e fitas de estudo, itens necessários para o seu ministério e de natureza pessoal.

Nós levamos alguns transformadores de redução 100/220 volts e alguns plugues de conversão para adaptar aparelhos para diferentes tipos de tomadas no receptáculo.

“FAÇA de seu lar no estrangeiro um refúgio”

Uma consideração importante é a aparência do seu lar. Os missionários veteranos uma vez nos deram um conselho que tem provado ser inestimável. Eles disseram, “Faça do campo estrangeiro seu lar tanto quanto a América!” (ou sua terra natal) como você puder dentro da razão.

“Todo dia você estará imerso em uma linguagem diferente, cultura e modo de pensar. Seu lar precisa ser um santuário onde você, sua família e seus familiares se sintam confortáveis ao redor!”

Nós pegamos o conselho deles. Fizemos os retoques finais em nosso apartamento com quadros de familiares, fizemos a decoração estilo americano, muro difundido com algumas coisas da cultura Tcheca. É um lugar no qual verdadeiramente sentimos paz e conforto. Podemos estudar, orar e se refugiar em nosso lar.

“Levantando Fundos, orçamentando, fé e outras coisas essenciais”

Quando chegou a hora de planejar nosso orçamento, nós incluímos os seguintes itens de despesas: o custo de navegação de nossas mercadorias, passagens aéreas, aluguel de um apartamento, mobília, aparelhos eletrodomésticos, equipamentos básico para nossa igreja e um veículo novo ou usado.

Nosso orçamento mensal começou primeiro de tudo com o dízimo e ofertas. Alguns missionários sentem que eles não precisam dar já que todos os seus rendimentos estão direcionados para o ministério. Mas isso não é verdade! Suas fontes secarão se você não der! Nós damos o dízimo em nossa igreja local em Praga. Também apoiamos outros missionários mensalmente e damos para vários outros quando necessitam. Nós ajudamos com despesas para alguns estudantes que são também membros do Word Partner Club do ministério de Kenneth Hagin.

Nós determinamos que seremos canais de benção financeira para o bem do evangelho. Acreditamos naquela frase que diz, “Se Deus pode conseguir através, Ele conseguirá para você!”

Outros itens de orçamento mensal incluíram aluguel, utilitários, alimento, postal, seguro de saúde, transporte (combustível ou passagem de ônibus), telefone, despesas quaisquer nos estados em nossa ausência, itens pessoais, vestuário, despesas do ministério, etc.

Você pode não saber ao certo até chegar no campo o quanto você precisará de dinheiro para as despesas, você pode estimar um valor para essas coisas tais como literatura, aluguel ou compra de prédio, equipamento, salário para ajudantes nacionais, etc.

Levantar sustento foi uma decisão delicada já que tínhamos seis meses para a viagem. Desde o início de nosso casamento já sabíamos que iríamos para o campo estrangeiro, então trabalhamos para ficarmos livre de dívidas, só faltando um pagamento da casa.

Embora Larry já tivesse encontros programados em várias igrejas que ele havia programado antes mesmo de saber que íamos para o campo, nós não achamos certo irmos lá e levantarmos fundos pra missões.

Então apenas fizemos o que sabíamos fazer no natural e confiar em Deus para o resto. Nós contamos ao povo o que planejávamos fazer. Desse modo eles poderiam se envolver financeiramente se quisessem. Informamos às pessoas ao nosso redor boca-a boca e enviamos cartas para cada.

Nós dividíamos os nossos planos com as pessoas sem colocar pressão em ninguém para dar. Nos decidimos quando casamos que Deus seria sempre nossa fonte e não o homem. Nós estamos muito felizes em ter feito essa escolha bem cedo!

Nós tivemos uma resposta rápida de nossas cartas: os pais de Ângela, os melhores amigos de Larry e um homem que já estava mantendo o ministério de Larry! É desnecessário dizer que aquelas finanças não forneciam tudo o que precisávamos. O tempo passou e houve pouca mudança em nossa situação. Do dinheiro que nós tínhamos compramos as passagens aéreas e fomos em frente.

Um mês antes de partimos não havia mais rendas de nossos empregos e nossas economias estavam esgotadas. Tínhamos cerca de $200 o mês em sustento. Nem mesmo o suficiente para deixar o país! Mas tínhamos acreditado e falado a Palavra chamando a existência de dinheiro. Assim continuamos a tomar passos na direção que sabíamos que Deus estava nos guiando e continuamos com nossos planos de partida.

Não insinuamos a ninguém que precisávamos de dinheiro. Ao invés disso confiamos em Deus. Então cerca de duas a três semanas antes de nossa partida, repentinamente o dinheiro começou a chegar de todos os lados e já tínhamos o suficiente para irmos!

Alguém pode perguntar, “O que você teria feito se o dinheiro não tivesse vindo antes da sua partida?” Essa é uma boa pergunta. Nós teríamos continuado a confiar em Deus pois se Ele estava dizendo para a gente ir, então teríamos ido de qualquer jeito. Mas se houvesse qualquer inquietação em nossos corações, então teríamos permanecido no estado e continuado a levantar sustento suficiente para partir.

Freqüentemente há uma fina divisão entre a fé e a presunção – a diferença está em ser guiado pelo Espírito de Deus.

Nós temos visto missionários se esforçando muito financeiramente no campo e temos visto outros voltarem para sua terra devida à falta de finanças. Isso é extremamente difícil para ambos os missionários e para as pessoas com quem eles estão trabalhando.

Quando você está tentando começar no campo missionário, você não precisa estar debaixo de pressão financeira. Você pode ajustar-se à cultura, linguagem e estilo de vida tão bem quantos as condições e situações diferentes no ministério sem ter que estar debaixo de um fardo financeiro. Nós aconselhamos fortemente aos missionários para levantar sustento adequado antes de partir ao menos que eles tenham um mandato de Deus para fazerem de outro modo.

Em nossa experiência, a maioria do nosso sustento financeiro chega de fontes inesperadas. Temos conversado com outros missionários que tem dito a mesma coisa. Deus ainda requer que você viva pela fé.

Todo mês, oramos e concordando por uma quantia específica de sustento e então agradecemos a Deus porque está vindo! Quando recebemos aquela quantia nós crescemos Nele! Deus é Fiel! Nós sempre dizemos: ”Nunca faltará finanças ou qualquer outro recurso que precisaremos para realizar a vontade de Deus!”

“Mantendo linhas de sustento através da comunicação”

Uma vez que o sustento está levantado, entretanto deve ser mantido. Uma coisa que acreditamos ser muito importante nessa área é manter um contato constante com nossos contribuintes para deixá-los saber o que nós estamos fazendo no campo.

Temos falado com pastores que tem dito que raramente ouve de alguns de seus missionários o que eles estão fazendo. Isso não é bom. Nós precisamos ser responsáveis por aqueles que dão suas ofertas e orações para ajudar-nos em nosso trabalho.

Uma ou duas vezes por mês nossos parceiros ouvem de nós qualquer coisa na forma de relatório ou agradecimento pela ajuda deles. Sabemos que o campo pode tomar muito nosso tempo. Mas nós temos reservado um tempo especialmente para conservar contato com nossos mantenedores. Eles são nossos cooperadores na colheita e nós os queremos envolvidos no que nós estamos fazendo. Eles podem se envolver de uma forma mais intensa se forem informados.

Nossos negócios são conduzidos diretamente de Praga. Os escritórios dos Brazees em Tulsa lida com a receptação e recebimento de finanças dos nossos contribuintes e envia-nos uma cópia mensalmente. Nós enviamos reconhecimentos, boletins e outras correspondências de Praga. Lidamos com nossos negócios todos daqui do estado. Antes de deixamos Oklahoma nós fizemos contas em bancos automáticos para fazer os saques mais fáceis pra nós.

Não tivemos nenhuma necessidade de incorporar nosso ministério até agora. Mas somos registrados na República Tcheca, assim temos um quadro do ministério composto de Tchecos, Mark Brazee e nós mesmos. Conservamos em nossa igreja os registros financeiros da escola e um programa no computador sobre a contabilidade de nossos encontros regularmente. No caso de sermos questionados pelas autoridades, tudo está em ordem.

“Dizendo adeus para as pessoas amadas”

Uma área que foi muito difícil para nós antes de irmos para o campo foi o fato de deixarmos nossa família para trás. Sabemos o que é chorar nos aeroportos depois de deixar nossa família para trás. Mas eu te digo que você será uma maior ajuda e benção para sua família fazendo a vontade de Deus do que fora da vontade de Deus!

Você pode estar deixando para trás pais idosos, membros da família sem salvação, etc, mas coloque-os nas mãos de Deus. Quando nos mudamos definitivamente para a República Tcheca sabíamos de uma coisa, “Nós estamos indo cuidar dos negócios de Deus e Ele cuidará da nossa família!” E Ele está! Nós e outros missionários que conhecemos temos visto a intervenção divina de Deus para curar, prosperar e trazer membros da família para a salvação enquanto estávamos do outro lado do mundo! Ele é fiel para cumprir sua Palavra!

“Estabelecendo seu ministério através da fé e paciência”

Sabíamos que uma vez que chegássemos em Praga, nós estávamos para estabelecer um centro de treinamento de ministros e uma igreja. Agora que estamos aqui há algum tempo, outras áreas tem sido acrescentadas a nossa visão tais como traduzindo e imprimindo livros, distribuição de fitas cassetes, cruzadas e implantando igrejas.

A visão é maravilhosa e muito importante, mas é ampliada a cada dia e cada tempo passo a passo. Temos que exercitar muita paciência para ampliar nossa visão no tempo certo de Deus e termos pessoas para ajudar-nos.

O primeiro passo foi conseguir estabelecer o ministério em um fundamento sólido. Queríamos algo que durasse e não algo que voasse do dia pra noite. Não queríamos ter que começar no ministério e depois ter que parar pelas autoridades ou ter barricadas para vencer devido às legalidades. Isso significou o registro de nosso ministério com o governo Tcheco.

Abaixo do sistema pós-comunista, o processo de registro exigiu muito trabalho, meses de tempo empregado e paciência inacreditável! De primeiro ninguém sabia o que precisávamos para registrar nosso ministério com o governo. Gastamos dias indo de um escritório a outro de Praga para obter informações. Mas Deus nos guiou para um homem Tcheco que conhecia o procedimento e nosso ministério foi registrados dez meses depois que iniciamos!

Também obtemos visto de residência a longo-prazo. Também tivemos que crer por causa dos requerimentos para o visto. Chegamos a preencher uma página inteira e os requerimentos eram praticamente impossíveis. Nós oramos e dizemos ao Senhor que se fosse necessário ele era capaz de mudar a lei para nos dar os vista!

Três meses mais tarde a Tchecoeslováquia se dividiu em dois países – a República Tcheca e a Slováquia e a exigência para os vistos mudaram totalmente! Em seis meses obtivemos os nossos vistos.

Um grande desafio para nós foi estarmos sozinhos sem intérpretes para os primeiros sete meses que estávamos no país. Deus moveu-se sobre uma mulher nos E.U.A. em uma igreja onde Larry tinha ministrado. Ela foi criada em Praga e ainda tinha amigos lá. Dentro de dois dias da nossa chegada ela nos encontrou no apartamento da cidade onde várias pessoas estavam na lista de espera por apartamentos à vários anos! O que é testemunho da provisão de Deus! Depois que ela voltou para os Estados Unidos ficamos sem ninguém para nos ajudar a se comunicar.

Nós usávamos o melhor que podíamos na linguagem. Finalmente encontramos outro intérprete e achamos um prédio para alugar. Estávamos prontos para iniciar a nossa igreja Centro Cristão da Fé. Passamos a distribuir impressos no metrô, aeroportos, mostrando o filme Jesus em Tcheco três vezes no período de duas semanas. Fizemos nosso primeiro culto no domingo, ninguém apareceu. O que fizemos? Pregamos como se o prédio estivesse cheio! No próximo domingo havia duas pessoas!

“Seja fiel em cumprir sua parte e Deus fará a parte Dele!”

Algumas vezes ouvimos histórias de sucessos de missionários da noite para o dia e graças a Deus por cada um deles! Mas muitas vezes o trabalho missionário é apenas planejar e se fortalecer em fé e paciência. Um ano mais tarde nossa igreja tinha 48 pessoas como membros e os líderes estavam começando a se fortalecer no centro do nosso grupo.

Domata Center for Biblical Studies seguiram o mesmo modelo de desenvolvimento como fizeram a igreja. Estes nove meses de escola de treinamento para ministros está funcionando de segunda à sexta por três horas e meia. Começamos a escola uma semana depois da igreja. Embora fizéssemos tudo o que sabíamos fazer para conseguir estudantes, no primeiro ano tivemos apenas seis alunos. E três deles fizeram a matrícula de última hora!

Mas no segundo ano nossa matrícula tinha quase triplicado. Agora os formandos do último ano estavam começando a dar frutos. Uma igreja de graduados está explodindo com novos convertidos e ele está para começar novas igrejas nas vilas.

Tivemos que crer em Deus por cada estudante e por cada membro da igreja. Todo o tempo que estávamos crendo parecia no natural que não tínhamos pessoas para ministrar. Mas Deus é verdadeiro e sua Palavra nunca falha! Dentro dos últimos seis meses foram capazes de começar a imprimir os livros de Kenneth Hagin para a língua Tcheca. Nosso progresso não tem abalado a Terra. Ao invés disso, tem devagar e constante mas podemos ver que está aumentando no tempo certo.

Todos os países a até cidades dentro do mesmo país são diferentes. Há diferentes graus de oposição das igrejas ou religiões estabelecidas, situações diferentes, estações de colheita diferentes. Alguns missionários chegam no país onde outros têm lavrado a terra e preparado o caminho, é tempo de colheita!

Outros têm que ir primeiro e fazer a aração e plantação a fim de haver uma colheita. Não permita a si mesmo se tornar desencorajado e comparando-se a outros em outros lugares. Você apenas precisa responder essa questão, “Estou fazendo o que Deus me mandou fazer?”

Se a resposta é positiva, continue sendo fiel. Deixe Deus fazer sua parte. Se você tenta fazer a parte de Deus você se frustrará e continuará depressivo. Você nunca crescerá e se crescer, será um crescimento sem valor. Permaneça firme, mesmo que pareça algo insignificante e sem valor, mesmo que as circunstâncias digam que você nunca conseguirá. Deus está com você e Ele recompensará seu trabalho com crescimento.

A maioria dos casos desafiadores que temos tido é os ataques de desencorajamento, a língua e as diferenças culturais, sentimentos de isolamento e o fato de que o progresso visível não tem vindo tão rapidamente quanto desejássemos.

Isto é onde nós temos tido que aprender a nos encorajar no Senhor. Oração, adoração e ações de graça. É fácil gritar depois que os muros caíram, mas temos que aprender a gritar quando os muros surgem diante de nós como montanhas.

Conservando nossos olhos na Palavra tem nos ajudado a ficar firmes em fazer o necessário, vendo sempre o resultado do que se manter focalizado nas circunstâncias. Nós temos escrituras específicas colocadas em nosso lar que regularmente concordamos juntos para nossas vidas pessoais e ministeriais. Nós conservamos a Palavra lendo ou como música alegre tocando em nossa casa junto com fitas de ensino que ministrarão para nós pessoalmente em áreas de fé, cura, vitória, etc e podemos ficar bem ocupados!

“A IMPORTÂNCIA DO COMPANHEIRISMO DENTRO E FORA DO CAMPO”

Temos solicitado a outros missionários para serem nossos companheiros e temos particularmente dois amigos que necessariamente não crêem como nós mas reconhecem a importância do companheirismo.

Nós paramos para falar com eles não para entrar em conflitos doutrinários, em vez disso focalizamos os assuntos que concordamos e aproveitamos a companhia um do outro. Sendo americanos e amigos de sulistas nos deram muita coisa em comum. Tínhamos refeições mexicanas, negócios úteis, informações ministeriais, noticiam do estado e oramos uns pelos outros. Nós até os ajudamos a começar uma igreja antes mesmo da nossa.

Se você estiver na linha da “Palavra da Fé” como missionário em uma área que não têm muitos como nós, sentimentos de isolamento podem vir, mas não se isole pelo fato de não querer ser companheiro de outros missionários de outros grupos. O corpo de Cristo é grande e diversificado e cada parte é útil e precisamos uns dos outros.

Ao menos uma ou duas vezes por ano, nós voamos de volta para os Estados Unidos. Nós incluímos esta despesa em nosso orçamento, e por voar na mesma linha constantemente, já ganhamos passagens de graça com nossas milhas. Sentimos que é muito importante para o nosso próprio bem-estar voltar aos Estados Unidos periodicamente. Se nós não nos desenvolvermos o ministério sofrerá conseqüência. Assim voltamos por três motivos: visitar a família, refrigério espiritual e visitar as igrejas que nos apóiam ou que gostariam de ter nossa visita.

Em nossa agenda planejamos assistir encontros onde sabemos que podemos ser ministrados e nós passamos tempo com outros ministros a fim de sermos companhia pra eles e sermos ajudados. Também gostaríamos de encontrar pessoalmente o tanto quanto for possível de mantenedores. Durante cada viagem temos que planejar tudo cuidadosamente e cada passo dado lá dentro. Por outro lado, voltamos para o campo exaustos e com a agenda cheia e muitas vezes pensamos em não voltarmos aos Estados Unidos.

“se tivéssemos que fazer tudo outra vez…”

Os mais velhos sempre dizem, “Percepção tardia é melhor do que previsão”; e se nós tivéssemos que fazer tudo novamente, definitivamente faríamos algumas coisas diferentes. Mas primeiramente nós teríamos nos concentrado em duas áreas: sendo mais específicos em oração para certas ajudas pessoais que precisaríamos e aprender a língua mais cedo.

Se você sabe que estará indo para um lugar que você não fala a língua, comece a aprender a língua deles. Faça cursos ou consiga fitas e comece aprendendo tanto quanto você puder antes de partir. Você não pode contar com um intérprete para sempre!

Também ore até o fim pelo o plano de Deus pra sua vida antes de deixar o seu país. Orando em outras línguas e também em seu entendimento. Ore e creia por ajuda específica que você vai precisar tais como intérpretes, músicos, secretárias, ministros de crianças. Você precisará mais cedo do que você pensa e é melhor ter por eles esperando por você antes do que você esperando por eles.

 Além disso, permita que o Espírito Santo ajude você a orar por pessoas e coisas que você ainda não sabe que vai precisar. Não fique preocupado, para que não naufrague na fé, você terá muito que orar quando chegar em seu país de destino!

Outras Considerações:

Concluindo, se pudermos compartilhar alguma coisa com um futuro missionário seria isso: o campo missionário como qualquer outra área do ministério requer duro trabalho e obstinada persistência diante dos obstáculos. O contrário do que algumas pessoas pensam, o campo missionário não é glamoroso. Ele não é um lugar para se criar fama internacional para si mesmo ou um modo de escapar de uma vida problemática ou insatisfeita em seu país. Qualquer que seja os problemas de uma pessoa em seu país, será ampliado no campo missionário.

O campo não é um bom lugar para aqueles que tem um casamento com problemas ou uma vida em casa problemática, quando as pressões de uma diferente cultura e novo modo de viver colocará tensão adicional nos relacionamentos.

Uma pessoa deve ter certeza que Deus o chamou para o campo antes de fazer as malas e se mudar para um outro país. Se estabelecer no estrangeiro não é algo que é facilmente desfeito uma vez que tenha sido feito e haverá muitas oportunidades para questionamento porque você retornou do campo. Todo o tempo os questionamentos chegam, mas nós fomos capazes de enfrentar o diabo de frente porque sabíamos que Deus tinha nos enviado. Entretanto, nós não partimos até Deus dizer: Vai! Ouvindo de Deus faz toda a diferença.

Também recomendamos ficarem livres de débitos o máximo possível. Além disso seria bom fazer uma viagem prolongada ao país onde você vai servir antes que se mude completamente para lá. Tudo pode parecer bom por uns poucos dias ou uma semana, assim, esteja certo de dar a si mesmo um tempo para se passar por turista. Você precisa realmente conhecer o país, suas condições de vida, trabalho que precisa ser realizado lá. É tolice se mudar para o campo simplesmente na base da emoção ou inspiração.

Educando-se a si mesmo sobre o país e a necessidade de lá e visitando pessoas dará ao Espírito Santo algo para trabalhar enquanto você ora. Então ore até você esteja certo em seu coração.

Quando você for para o campo missionário, vá com o coração para servir, querendo fazer algo para ser um abençoador. Trabalho missionário é muito mais que pregar e ensinar. Há também um grande trabalho físico que precisa ser feito, principalmente se você está iniciando seu próprio ministério ou então indo trabalhar com alguém mais. Determine antes do tempo que nenhum emprego será indigno de sua “dignidade” para trabalhar em qualquer área necessária. Tendo esta atitude você será uma grande benção no campo e as portas do ministério se abrirão prontamente pra você.

Deus está enviando você para o campo missionário, isso será uma grande aventura para você! Os campos do mundo estão prontos para colheita e a necessidade de trabalhadores nunca foi tão necessária! Nações inteiras esperam para serem alcançadas com o Evangelho da vida. Deus está preparando os corações daqueles que você ministrará e eles estarão prontos para você quando você chegar lá.

Vá com confiança e audácia, determinação em fazer o plano de Deus se cumprir através de você. Nós podemos afirmar a você que nem sempre será fácil, mas a alegria em levar a Palavra àqueles que jamais ouviram é muito compensador.

Estamos nos últimos dias do grande ressurgimento da história do mundo! A glória de Deus vai cobrir toda a Terra e Ele manifestará sua glória através dos seus vasos humanos. Então permaneça no lugar que Ele o colocou e seja fiel. Deus usará você no lugar que você está para mudar o curso dos povos e nações!

CAPÍTULO 6

“Reconhecendo, Desenvolvendo e Utilizando sua Chamada Para Missões”

Por: John Romick

   Em 1980, John Romick se formou em Bacharel em Ciências de Computação na National College de Rapid City, South Dakota. Ele se formou no RHEMA em 1984 e após três meses da sua formatura, partiu para o campo missionário em Quetzaltenango, Guatemala, onde ele encontrou e casou-se com sua esposa, Alba.

No final de 1988 o Senhor enviou os Romicks para Bogotá, Colômbia. Eles são os diretores do Mission Colômbia, que consiste de uma igreja local, escola bíblicas e uma associação ministerial.

Jonh e Alba têm dois filhos: Jonh David com cinco anos e Daniel com dois.

* * *

“Missões – Ensinando fidelidade aos homens”

II Timóteo 2:2

E o que de mim entre muitas testemunhas ouvistes, confia-o a homens fiéis que sejam idôneos para também ensinarem a outros.

Isso tem sido dito que a missão das missões é a Igreja, e a missão da Igreja é missões. Para mim que estou no coração de missões, ensino fidelidade aos homens que voltarão a ensinar outros. Isto é, porque concentramos nosso trabalho de missões nas Escolas Bíblicas, Centros de Treinamento, igrejas locais, etc. Agora estamos em uma posição no ministério que a maioria das aulas em nossa Escola são ensinadas pelos ministros nacionais.

Atos 19:8-10

E entrando na sinagoga e falou ousadamente por três meses, discutindo e persuadindo acerca do Reino de Deus;

Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho perante a multidão, retirou-se deles. Levou consigo os discípulos, e discutia todos os dias na escola de Tirano;

Durou isso dois anos, de modo que todos os que habitavam na Ásia ouviram a Palavra do Senhor Jesus, tanto judeus como gregos.

Lendo o versículo 9, podemos ver que Paulo estava na escola de Tirano pregando a Palavra de Deus diariamente. O resultado foi que dentro de dois anos, toda a Ásia Menor tinha ouvido a Palavra de Deus.

Não acredito que toda a Ásia Menor ouviu a Palavra de Deus por intermédio somente de Paulo. No verso 9 diz que ele ministrava diariamente na escola. Eu creio que os estudantes da escola bíblica de Tirano conseguiram se incendiar e voltaram para seus próprios países, cidades, família e amigos e começaram a pregar o Evangelho. O que aconteceu como resultado? Dentro de dois anos, toda a Ásia Menor ouviu o Evangelho!

Esse é o modo como conduzimos nosso trabalho em missões. Treinamos os trabalhos de missões nacionais para seu próprio governo, sustento e propagação. Os missionários estrangeiros precisam aprender a confiar mais nos nacionais e delegar responsabilidades.

Um missionário pode fazer cruzadas evangelísticas, mas se não tiver nenhum acompanhamento, não haverá nenhum impacto duradouro. Nós queremos fazer algo de valor eterno para o Reino de Deus na Colômbia para o fruto permanecer, e nós cremos que treinar ministros nacionais é o modo de se fazer isso.

“Escolas Bíblicas”

Começamos nossa Escola Bíblica interdenominacional em Bogotá, mantendo aulas aos sábados, assim seria fácil para a maioria das pessoas assistir. Muitas pessoas têm que trabalhar durante a semana e as aulas à noite são muito difíceis para muitos devido à distância.

Depois que iniciamos a escola bíblica, começamos a expandir escolas. Uma expansão da escola é uma escola móvel que vai para diferentes cidades para ajudar pastores de pequenas igrejas e preparar o povo deles para liderar. Através das escolas em expansão, aulas são ensinadas como na escola bíblica, só que menos extensas.

As escolas em expansão são um grande benefício para os pastores locais que participam. Os formandos destas escolas em expansão tornam-se nossos ajudadores no ministério.

Tentamos fazer a escola tão barata quanto possível. Nossos estudantes pagam cerca de sete dólares por mês, incluindo livros. Nós trabalhamos com aqueles que não podem proporcionar dando-lhes um desconto de acordo com seus rendimentos e circunstâncias.

Todos aqueles que recebem o desconto são esperados para ajudar a limpar o prédio depois dos encontros. Há um intervalo de meia hora para os alunos lancharem na cafeteira, que colocamos exatamente pra ocasião. Os lucros da cafeteira ajudam a manter a escola bíblica, incluindo o ensino dos estudantes.

Os ministros nacionais que ensinam recebem uma oferta de amor no final das aulas se eles não já foram pagos pelos membros da equipe. Os missionários recebem o sustento deles dos Estados Unidos. Temos tido isso com eficácia e agora estamos no sétimo ano das Escolas Bíblicas.

Nossa meta é cobrir a Colômbia com a Palavra de Deus! Com isso em mente nossos alunos dão um resumo de suas aulas no fim do ano escolar, para que eles mesmos possam ensinar para outros. Queremos até o fim do ano distribuir os resumos para que eles mesmos tomem suas notas durante o ano para estudar seus testes. Também temos planos de expandir nossa escola em tempo integral brevemente.

“A Visão”

  Nossa visão é manter e aumentar nossos alcances em quatro áreas: (1)nossa igreja local; (2)nossas Escolas Bíblicas; (3)a missão na Colômbia com patrocinadores em seminários e cruzadas evangelísticas e (4)viagens missionárias.

Em nossa igreja local na Colômbia, atualmente temos cerca de 250 membros ativos que estão crescendo na graça e no conhecimento de Deus. A Igreja tem uma associação ministerial e patrocinadores de um programa de rádio diário que pode ser ouvido por toda cidade.

Temos várias extensões da escola bíblica por toda a Colômbia. Através dessas escolas nós estamos levantando líderes qualificados no Corpo de Cristo. Esses líderes são bem equipados para ensinar e pregar o Evangelho de Jesus nas várias cidades deles, centros e vilas e até outras nações. Temos formado mais de 1.200 estudantes nessas escolas.

Nosso ministério, a Missão Colômbia tem patrocinadores em seminários e cruzadas evangelísticas. Esses seminários têm sido uma ferramenta eficaz usada por Deus para promover as escolas bíblicas em diferentes partes da Colômbia e para focalizar os ensinos da Bíblia que são confirmadas pelos sinais.

Através dos seminários e cruzadas, temos visto centenas de pessoas saírem do poder da escuridão para o Reino de Deus. Aqueles crentes juntamente com outros querem conhecer mais sobre o poder de Deus e transformar a vida pela Palavra de Deus.

As viagens missionárias são também uma parte fundamental no trabalho que estamos realizando aqui na Colômbia. Essas viagens ajudam os crentes a olharem os campos que já estão brancos para a colheita (João 4:35). Aqueles que participam experimentam diferentes aspectos do ministério, incluindo testemunho na rua, ajudando na igreja e orando por pessoas em campanhas. Eles obtêm uma perspectiva mais ampla sobre missões no estrangeiro e é uma experiência de mudança de vida para todos os envolvidos.

“Minha própria chamada”

Antes de assistir as aulas no RHEMA, o Senhor já tinha me falado durante um período de oração que eu ia para o sul. Durante o meu tempo no RHEMA, o Senhor colocou a América do Sul em meu coração e eu comecei a orar por isto continuamente. Depois de ir a Guatemala para treinamento, o Senhor falou comigo para ir a Bogotá na Colômbia. Minha esposa da qual eu encontrei em Guatemala, deixamos Guatemala na direção do Senhor.

“Aprendendo a Língua”

A importância de aprender uma língua faz disso uma prioridade. Você pode dobrar sua eficácia e eliminar muita frustração concentrando-se na aprendizagem de uma língua tão rápido quanto possível. Isso levará tempo e dedicação e quanto mais você conhecer, melhor será para as pessoas que você estará ministrando!

Tornando-se fluente na língua não é uma sugestão, é um dever para toda missão em longo prazo se você quer trabalhar eficazmente no campo. Recomendamos que nos primeiros seis meses do primeiro ano, você gaste 50% do seu dia estudando a língua.

Muitas pessoas têm o conceito errado nessa área. Alguns pensam que Deus lhes dará a linguagem sobrenaturalmente. Isso está errado! Deus ajudará você, o Espírito Santo trará à sua memória aquilo que você tem aprendido – mas você deve estudar e preparar-se.

II Timóteo 2:15 diz, “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” Se nós devemos estudar para nós mesmos sermos aprovados por Deus no que diz respeito à sua Palavra, o que nos faz pensar que Ele nos “daria” a língua sem estudarmos?

Certamente eu entendo que em várias vezes o Espírito Santo nos dará uma mensagem em outras línguas. Havia 120 pessoas naquele lugar no pentecostes que falaram sobrenaturalmente, cada um que os ouvia falar, escutava na sua própria língua nativa. Mas estas coisas não acontecem diariamente, e quando acontece, não é como desejamos, mas sim como o Espírito quer (I Co 12:11).

Quanto mais jovem você começar a estudar outra língua, mais fácil será para você! Por exemplo, as crianças aprendem a falar mais rapidamente quando são rodeadas por outros que falam a mesma língua. E uma pessoa mais jovem entre 15 e 20 anos pode aprender uma língua e ser fluente em apenas seis meses. Alguém que tem entre 20 e 25 anos pode aprender em um período de um ano.

Aqueles que tem entre 25 e 30 anos, podem aprender em média em dois anos para se tornar fluente. Aqueles que tem entre 30 e 35 usualmente tiram cerca de três anos. Para cada cinco anos em idade, o tempo geralmente que tomam para aprender e serem fluentes em uma nova língua aumenta um ano.

A meta do missionário é tornar-se fluente o bastante na nova língua para pregar o evangelho e ensinar sem um intérprete. Assim, minha recomendação é que comece a aprender a língua tão cedo quanto for possível, conservando na mente que quanto mais jovem você começar, mais fácil será para você.

“Choque cultural”

O choque cultural é bastante natural e é esperado quando nos mudamos para outro país. Algumas pessoas parecem reagir mais do que outras, mas todos nós podemos ficar prontos para experimentar isso em algum tipo de grau de reação. Isso é normal e saiba que você não está sozinho.

Eu li um livro chamado Great Commission Handbook (How To Build na Anti-Shock Kit) que define quatro fases para um missionário ajustar-se em um outro país ou cultura. Durante a primeira fase você ainda é um turista. Você chega no país com ares romântico, tudo parece estranho. Seu novo país parece tão interessante! A euforia de sua experiência turva-se nas diferenças culturais.

Na segunda fase sua nova cultura já não parece tão fascinante. Você torna-se muito frustrado com as diferenças culturais, na verdade elas podem parecer tão grande que parecem intoleráveis. Sentimentos de raiva, irritação e desamparo junto com a fadiga produzem os sintomas clássicos de choque cultural.

A terceira fase é um período de recomeço. A idéia de fazer eventos não parece mais tão estranho. A confiança retorna e os sentimentos negativos vão dando lugar aos positivos.

A quarta fase é a aceitação. Entendimento e senso de humor retornarão e você começa a relaxar. Você agora é um “expert” pronto para compartilhar conselhos com recém chegados que estarão prontos a ouvir você porque eles ainda estarão na primeira fase.

Quando você se muda para um país estrangeiro, você tem que contar com outros para tudo o que você for fazer. Você terá que aprender muitas informações e quanto mais informações você tiver, melhor. Perguntas como “quem”, “o que”, “quando”, “onde” e “porque” é necessário, mas não seja tímido a fazer perguntas nem exagere, isto ajudará você em sua nova cultura.

Aprenda a fluir com a cultura onde você está. Ponha a idéia de que a cultura da sua terra é superior fora da sua cabeça! Olhe para a sua nova cultura como uma mera cultura diferente.

Um exemplo simples de uma cultura diferente aqui na Colômbia é que os colombianos misturam diferentes tipos de ingredientes doces em suas comidas e bebidas. Por exemplo, eles não colocam marshmallows no seu chocolate quente como os americanos fazem, ao invés disso ele colocam queijo no chocolate quente deles! É perfeitamente “normal” para um americano por marsmallows no seu chocolate quente, mas para um Colombiano isso seria considerado muito anormal. É um modo melhor que o outro? Não, simplesmente uma diferença de cultura.

Se você tem uma atitude superior, poucos vão querer ouvir você. Aprenda a ser “um judeu para os judeus e um grego para os gregos” (I Co 9:20-22). Você verá que as pessoas serão mais receptivas a você.

Um outro potencial de diferença na cultura que você encontrará é a questão da pontualidade. Muitos países não consideram a pontualidade uma virtude. Na verdade eles não consideram em nada a pontualidade. É um conceito estrangeiro para eles! Para muitos, conseguir que uma tarefa seja realizada no dia planejado é a maior realização!

Aqui na Colômbia, chegar tarde é culturalmente aceitável. Por outro lado não é aceitável ou educado entrar na presença de alguém ou em uma sala sem falar com cada um individualmente. E quando se despedir tem que apertar a mão de cada um e dar um beijo no rosto. Por essa razão, muitas vezes os americanos são vistos como rudes ou mal educados, quando o que acontece são as diferenças culturais!

É importante aprender a se adaptar à cultura onde quer que você vá sem criticar.

“Boletins”

Achamos que enviar um boletim trimestralmente com fotos para nossos cooperadores seria muito bom. Então uma vez por mês, nós enviamos uma carta de agradecimento para cada apoiador com atualização dos eventos do mês.

Também achamos que com um pouco de experiência já podíamos produzir boletins de boa-qualidade em um computador usando um scanner para as fotos e um programa de gráficos no computador. Uma impressora a lazer é necessária para obter melhores resultados.

Produzindo cópias de qualidade como no original, pudemos reduzir nos desgastes de nosso computador e de tinta, porque ambos gráficos e fotos gastam muitas tintas. Desse modo nós podemos ser bons administradores e conservar nossos mantenedores bem informados de um modo mais econômico.

“Itinerando”

Temos visto muitos missionários que gastam mais tempo itinerando do que no campo. Nós não sentimos que isso seria necessário. Gastamos um mês por ano itinerando e nós confiamos em Deus para o resto. Ministrando nas igrejas que nos apóiam têm sido um modo de manter um relacionamento sólido com eles e nos tem adicionado bençãos financeiras extras.

Tentamos ministrar em novas igrejas enquanto o Senhor abria as portas. Nós temos descoberto que meses itinerando não é necessário ao menos que se esteja começando um novo trabalho. Nosso conselho para os missionários é confiar no Senhor. E para os novos missionários encorajamos vocês a não desprezarem o dia dos pequenos começos. Dificuldades e obstáculos financeiros não são incomuns no começo do ministério no estrangeiro. Temos visto que as bençãos de Deus são acumulativas e a prosperidade é um processo.

“Economia”

A fim de assegurar seu auto-sustento nós acreditamos que é um pensamento errado que o trabalho deve ter fundos para o estado (ou fundos de outras nações) a fim de ser mantido. Se esse fosse o caso, então o que aconteceria se o missionário que começou a trabalhar foi chamado por Deus para um outro país ou começar um outro trabalho no mesmo país? Se o trabalho do missionário já tem começado não é auto- sustento, isso desabará e não haverá nenhum fruto sobrando.

Um outro inconveniente de permitir um trabalho para depender das finanças do lado de fora é que as pessoas tornam-se dependentes da ajuda de fora e começam a olhar para o missionário e a ajuda de fora como a fonte deles ao invés de olhar para Deus.

O orçamento para nosso trabalho na Colômbia, incluía aluguel, utilitários, finanças para operar a extensão das escolas, salários, etc, vem inteiramente da Colômbia. O trabalho é completamente auto-sustento, que foi nossa meta desde o início.

Noventa por cento de nosso programa de construção têm sido fundado por nossos membros da igreja por vontade deles mesmos. O projeto custará $320,000 dólares. Talvez não muito para os dólares americanos, mas para um país de terceiro mundo onde o salário mínimo é 77 centavos por hora, é uma quantia enorme. Mas Deus fornecerá, não somente através de fontes exteriores!

Alguns missionários têm a idéia de que algumas pessoas são pobres demais para dar alguma coisa. Nós temos visto pessoas serem abençoadas e prósperas por Deus enquanto eles davam do que tinham. Nós acreditamos que a igreja será construída por seus membros.

Projetos e criação de fundos são bons métodos de trazer unidade à igreja enquanto eles trabalham juntos para realizar a meta. Cremos que ensinar nosso povo a dar e dar-lhes a oportunidade de fazerem assim, sem colocar pressão, então Deus os prosperará por sua fé e obediência, eles devem aprender por si mesmos a benção de semear e colher. Para parafrasear um velho ditado,”Se você der ao homem um peixe ele terá uma refeição, mas se você ensinar um homem a pescar ele pode comer todos os dias de sua vida!”

“Estilo de vida missionária”

A pessoa que deseja tornar-se um missionário deve ser essencialmente fiel em sua igreja local e submeterem-se a um pastor. Fidelidade é uma chave muito importante para ser um sucesso no campo. Por exemplo, se você não tem sido uma benção em seu próprio país, você não será uma benção no país dos outros.

Seu pastor ficaria triste ao ver você partir por causa da ajuda que você têm dado a ele e à igreja local. Mas se você não tem sido um servo em sua própria igreja e em seu próprio país, simplesmente cruzando a fronteira não mudará você. Aqueles que são fiéis e que são uma benção em casa, será o mesmo no campo missionário. Em outras palavras, aqueles que são fiéis no pouco também serão no muito (Lc 19:17).

Umas vidas de oração bem equilibradas e boas hábitos de estudo são essenciais se você espera ter algo para dar ao povo espiritualmente. Estes hábitos devem ser desenvolvidos antes que você vá para o campo. Águas vivas não podem fluir de uma pessoa que não está cheia. Elas podem pingar mas você precisa mais de um pingo para impacta os corações das pessoas.

É também importante fazer amigos e ter bons relacionamentos com as pessoas uma vez que você chega no campo. É necessário ter contato íntimo com as pessoas para que você as possa conhecer melhor e ministrar nas necessidades delas.

Jesus ficou conhecido como amigo dos pecadores e publicanos. E da mesma forma precisamos escutar os corações das pessoas de quem nós vamos ministrar e aprender sobre elas. Não devemos ser conhecidos como pessoas que sobem ao púlpito para ministrar uma palavra, alguém que vêm dar alguns folhetos e mostrar filmes ou pedir dinheiro.

Um estilo de vida missionária não deve ser de muita luxúria. Por exemplo, se ministros nacionais vêem você comer em um restaurante onde a comida é o preço do que eles ganham em uma semana, isso provavelmente trará um grande conflito entre você e eles. Eles podem começar a ver você como aquele “gringo rico” e pode não ser bom para o relacionamento de vocês.

“aspectos legais”

Recomendamos a você que investigue as leis correntes do país onde Deus tem chamado você. Também encorajamos você a ficar lado a lado das mudanças, especialmente quando há uma mudança de governo ou mudança de administração.

Tente fazer tudo de acordo com a lei tanto quanto for possível (a única exceção para isso é quando é contra a lei pregar o Evangelho). Seja paciente com as legalidades. A maioria dos países fora dos Estados Unidos é extremamente devagar com o trabalho no papel, e algumas vezes leva anos para as coisas ficarem realizadas.

Se possível tenha seu contador fazendo sua contabilidade dentro do país onde você está ministrando. Não somos registrados nos Estados Unidos mas na Colômbia. Temos sido muito abençoados em ter o RHEMA Bible Church lidando com as nossas finanças no estado, assim não tivemos necessidade de se registrar no estado.

“você é verdadeiramente chamado?”

Como você sabe se é realmente chamado para missões? Aqui na Missão Colômbia, não aceitamos ninguém que venha trabalhar conosco a menos que ele venha a uma viagem de missões à curto prazo.

Observar a terra esta nas escrituras. Por exemplo, Moisés enviou os filhos de Israel para a terra de Canaã a fim de observar o que fosse possível (Nm 13:17). Muitas vezes, Deus confirma a chamada durante a viagem à curta prazo da pessoa.

Depois de pegar uma viagem à curto prazo, a pessoa que é verdadeiramente chamada para aquela missão particular vai querer voltar apesar das dificuldades que possam experimentar tais como falta de água quente (ou falta de água), problemas com poluição, etc. Essas são algumas coisas que você pode experimentar aqui em Bogotá.

A pessoa com uma chamada têm a graça de tolerar as dificuldades quando é confrontado com elas. Seu foco está na colheita, não nas dificuldades.

Muitas pessoas têm o desejo de ir para o campo estrangeiro, mas muito freqüentemente seus motivos são errados. A aventura de viajar para uma terra distante, dormir em uma cabana de lama ou experimentar uma cultura exótica é para muitos sedutores.

Mas eles querem resistir às dificuldades de todos os dias que quase sempre vêm no campo de missão? É a compaixão a força motivadora que os compele? Uma pessoa precisa ser honesta consigo mesma e com Deus. Se sua motivação está errada, ele não fará isto e ele não resistirá quando sua fé for provada pelo fogo!

O excitamento e aventura de uma viagem missionária podem algumas vezes fazer com que as pessoas pensem que Deus os está chamando para o campo. Nós recomendamos que o candidato a missões que viajou em curto prazo para o campo retorne para seu lar e comece a orar consistentemente sobre a vontade de Deus pra sua vida. Se depois de vários meses de oração o desejo ainda continua e ele tem um testemunho interior em seu espírito, é seguro dizer que ele não está fazendo uma decisão baseada em uma experiência emocional.

“Mais viagens de missões a curto-prazo”

Temos visto que aquelas viagens à curto prazo são uma visão ampliada de experiência para todos os que participam. Essas viagens dão às pessoas a oportunidade de serem trabalhadores na colheita tão bem quanto à experiência de primeira mão no campo. Os participantes são envolvidos em vários aspectos do ministério de ajuda e pregação nas ruas para orar pelas necessidades das pessoas durante as campanhas.

Como eu disse, Deus freqüentemente confirma uma chamada missionária sobre as vidas das pessoas durante esses tipos de viagens. E muitas vezes depois de visitar o campo, até aqueles que descobrem que não são chamados para missões tornam-se mais ativos nas missões através de suas habilidades.

“considerações finais”

Em missões, tanto quanto qualquer outro ministério, nós concentramos nossas atenções à promoção do Reino de Deus e não em nosso próprio reino. Nós não estamos interessados com a nossa “imagem” ou com a tentativa de nos promover ou o nosso ministério.

Quando missionários tentam promover sua própria imagem, seus boletins tornam-se mais ficção do que fato. Então eles começam a ministrar às pessoas não para o benefício das pessoas, mas para seu próprio benefício, assim eles terão algo para relatar de volta para seu país.

Nós precisamos manter nosso amor pelo Senhor e nosso amor pelas pessoas sempre. O sucesso está em fazer o que Deus lhe chamou para fazer, não o que as pessoas querem que você faça. Não seja movido pelo o que as pessoas pensam de você ou seu ministério ou pelo o que eles esperam de você. Sempre conserve seu coração puro e você será uma benção para muitos!

CAPÍTULO 7

“Chamada Para a Preparação”

 Por: Jim Andrews

Depois da formatura do RHEMA, Jim (‘79’80) e Faye Andrews, passaram três anos na Guatemala trabalhando com ministério estabelecido. Em 1984, eles se mudaram para realizar um novo trabalho em Lima, Peru. Além da escola bíblica em Lima os Andrews tem pioneirado uma igreja naquela cidade e tem começado igrejas satélites e escolas bíblicas por toda a nação do Peru. Os Andrews também ministram por todo o Peru com campanhas evangelísticas e têm sido anfitriões em várias missões em viagens a curto-prazo feitos no Peru pelo Rhema Bible Training Center por estudantes e membros de várias igrejas nos Estados Unidos.

* * *

Depois que Faye e eu recebemos o Senhor Jesus em 1975, começamos a ouvir os ensinamentos do Rev. Kenneth Hagin. Então ficamos sabendo do Acampamento do Ministério Kenneth Hagin e assistimos nosso primeiro encontro em 1976. Foi no encontro do acampamento que fomos movidos pelo Espírito Santo a fazer o RHEMA Bible Training Center. Para nós, como muitos, assistir as aulas do RHEMA foi a maior decisão para nós. Mas agradeço a Deus porque fizemos a decisão certa!

Agradecemos a Deus pelo RHEMA e pelo espírito de fé que nos foi concedido lá. Quando nos mudamos mais tarde para Guatemala como missionários, nossa filha ficou muito doente com uma febre muito estranha, e se não fosse a Palavra que foi ministrada a nós no RHEMA, nossa filha poderia ter morrido.

“Seguindo a liderança do Senhor”

O chamado para as missões foi algo que eu não pensei com seriedade até o primeiro ano no RHEMA. Mas agora eu posso ver que a chamada para missões já ardia em mim desde o dia que recebi o Senhor Jesus. Por exemplo, muitas vezes quando os missionários vinham para a nossa igreja ministrar, meu coração se movia para aquela direção. Uma vez eu perguntei a um dos meus líderes o que ele achava sobre eu ir para o campo. Ele me desencorajou contando que o tempo que eu levaria para receber treinamento necessário para ir ao campo eu ficaria velho demais para ir!

Eu estava com 30 anos naquela época e com quatro filhos. Hoje estamos em nosso 14º ano no campo como missionários!

Durante nosso primeiro ano no RHEMA, meu coração começou a se mover outra vez em direção a missões. Eu pensei que nós iríamos para a África. Eu achava que missão era ir pra África e viver em uma cabana de lama!

Agradecemos a Deus que não nos deixou ir para o campo precipitadamente enquanto estávamos no segundo ano do centro de treinamento. Temos aprendido que dias de preparação não é tempo perdido! A verdade é que o que aprendemos no segundo ano no RHEMA ajudou a salvar a vida de nossa filha.

“como tudo começou para nós”

Eu sei que há diversas maneiras do Espírito Santo guiar pessoas, mas eu estou compartilhando sobre como o Senhor nos guiou.

Olhando para trás em minha vida eu percebo a profundidade do plano de Deus pra minha vida. Sempre havia pensado em ir para outro país para viver, como muitos, entretanto, eu nunca tinha estado em um país estrangeiro.

Depois da nossa formatura do RHEMA, uma oportunidade surgiu para eu ir à Guatemala. Decidimos que iríamos. Não orei exatamente sobre isso, mas senti que era a coisa certa a se fazer no momento. O Senhor ministrou para mim de uma forma especial naquela viagem, mesmo eu estando doente havia três dias.

Uma vez que retornei aos Estados Unidos, eu vi que era necessário mas não senti uma chamada de Deus para retornar à Guatemala. Então em janeiro de 1981, depois de buscar ao Senhor em oração continuamente e depois de trabalhar fielmente em uma igreja local, o Senhor falou para mim em uma oração no café da manhã em uma voz audível e autoritária para irmos à Guatemala.

Quando eu recebi aquela direção do Senhor, tentei por uma indireta ver qual a direção que minha esposa havia recebido. Eventualmente fiquei sabendo que ambos tinham recebido do Senhor que devíamos nos mudar para Guatemala.

Tivemos uma reunião familiar e anunciamos a nossa família e filhos a nossa decisão de mudarmos para Guatemala. Para nossa surpresa, o Senhor já tinha tratado com eles! Nunca tivemos problemas com nossos filhos por causa de nossa chamada missionária!

Tudo isso ocorreu em janeiro de 1981. Levou um mês para cumprirmos nossos compromissos com nossos empregados. Levou dois meses para chegarmos ao campo. Eu senti uma urgência em ficar no campo naquela época. Depois que recebemos a aprovação da missão com a qual trabalhávamos na época em Guatemala, nos mudamos rapidamente para lá.

“Permanecendo no Campo”

Muitos missionários novatos têm que abandonar aquela impressão de que estão mendigando dinheiro. Os missionários devem fazer a parte deles e dividir a visão e levantar sustento. Mas eles precisam de apoio da igreja local. No início, todo o sustento do missionário vem de um outro país do que aquele no qual ele está vivendo e ministrando.

Na maioria dos países um missionário não é permitido trabalhar naquele país porque ele não está ali para trabalhar. Em muitos casos o missionário pode até trabalhar mas o salário é tão baixo que não faz nenhuma diferença.

Provavelmente o maior desafio para os novos missionários é levantar sustento. Eu li recentemente em um livro que a vidas dos missionários ocidentais estavam acabando e que as igrejas apenas apoiariam ministros nacionais! Mas Deus ainda têm chamado missionários “ocidentais” e Ele tem suprimento e provisão o suficiente para enviar aqueles que Ele chama!

Ainda que um missionário seja chamado por Deus, o desafio financeiro ainda se encontrará presente. O problema que ele deve encarar no início é a credibilidade enquanto ele não tem feito nada no ministério. Prudência para realizar as coisas por si mesmo significa mérito de confiança para os outros.

Uma das coisas que sugiro às pessoas é que sejam fiéis em sua igreja local e que por suas mãos você abrirá seu caminho. Novos missionários precisam de uma base de sustento em sua igreja local.

Quando chegamos em Guatemala, havia muito poucas igrejas com a Palavra e levou algum tempo até termos uma base financeira. A missão que nós trabalhávamos em Guatemala nos queria por lá e se ofereceu para nos ajudar financeiramente. Tínhamos muitas poucas coisas e levou três meses para conseguirmos a mobília da casa. Durante esse período nossos filhos dormiam em camas desmontáveis (e nunca se queixaram disso).

“A Voz da Experiência”

Todo aquele que é chamado para missões deve ir ao campo pelo menos uma vez em uma viagem a curto-prazo.

Há dois motivos principais para isso: primeiro, ele iria confirmar sua chamada e se o missionário for casado sua esposa deve ir também. Esposas precisam conhecer o campo onde eles são chamados antes que eles cheguem ao campo para morar lá. As mulheres são simplesmente mais práticas do que os homens e vendo o campo eliminarão muito dos interesses que possam ter como fazedoras de lar e especialmente de serem mães.

Segundo, ele precisa de experiência. Essa experiência aliada com a sua confiança na chamada o capacitará a falar com convicção sobre sua chamada ao campo. A maioria das pessoas não é movida para dar ou ajudar você financeiramente apenas porque você quer ir tentar fazer algo lá fora!

“Maneiras de manter contato com seus mantenedores”

O novo missionário deve fazer contato com as igrejas locais. Eu creio que isso é um plano de Deus para abençoar as igrejas locais. Quando uma igreja se dá para missões eles realmente estão se dando em fé porque eles não podem ver para onde o dinheiro vai, ao menos que eles visitem o campo. O contato do missionário com a igreja será o elo entre eles e o campo e inspirará eles em seu desejo de apoiar os trabalhos de missões.

Certamente que temos um boletim. Entretanto, contatos visuais falam mais alto do que cartas, assim, tentem fazer contatos pessoais com seus mantenedores antes que você vá para o campo e quando você voltar para o seu país depois de já ter se mudado para o campo.

Quando fazemos contato pessoal, se lembre de algumas coisas. Os pastores são pessoas ocupadas, assim se você contatar um pastor, seja consciente de seu tempo. O que você não respeita, você eventualmente perde. Não seja ignorante a ponto de não saber que o pastor também tem uma visão e uma chamada para realizar. Você deve estar querendo ajuda-lo em sua visão e chamada. Sua meta é preparar as pessoas para o ministério, tanto leigas quantos ministros de tempo integral, pois muitos deles irão para o campo um dia!

Quando você se encontrar com um pastor, sempre deixe algo na sua mão sobre seu ministério para que ele medite e reveja. Seu boletim deve ser simples, fácil de ler e informativo. Ele deve informar aos leitores sobre o país no qual você irá, o que você fará, sua data de partida programada, se você é um novo missionário, onde e como seu dinheiro será manuseado.

Há vários caminhos para manusear suas finanças. Você pode ter suas finanças manuseadas através da sua igreja local se esse serviço estiver disponível. A igreja local pode ser uma grande benção para você em sua arriscada missão.

  Para os graduados do RHEMA que são membros da Associação Ministerial Internacional RHEMA, o RHEMA oferece esses serviços. Graduados do RHEMA entram em contato com o RMAI para uma lista de requerimentos e outras informações necessárias.

“Comprando, Embalando e Embarcando”

Tão claro quanto parece, o missionário precisa conseguir suas coisas para o campo, e há modos certos e errados de se fazer isto! Por exemplo, não compre bagagens caras; viagens internacionais são cara em questão de bagagem. Algo leve, como 70 libras por pessoa é normalmente o limite que você pode levar em um avião. Fechaduras são uma obrigação, e objetos de valor devem ser colocados em sua mala de viagem não em sua bagagem.

A embarcação poderia ser o caminho para transportar seus pertences. Entretanto, informações sobre costumes, taxas e assim por diante deve ser adquirido antes de embarcar. Sempre ponha no seguro o que você embarca.

Quando você compra roupas para levar ao estrangeiro, compre roupas de qualidade, pois em muitos países a água e o detergente são muito resistentes em roupas. Quando empacotar as novas roupas, tire as etiquetas de preço e lave as roupas se possível. Alguns países cobrarão impostos de você em uma certa quantia de novos tecidos que você leva para o país, especialmente se você tem visto de residência.

“Primeiro as Primeiras Coisas”

Há várias coisas que devem ser feitas primeiro quando você chegar no país onde estará ministrando.

Primeiro: Estabeleça seu lar. Solteiros têm isso mais fácil do que famílias porque eles podem viver na casa de um ministro por enquanto, o qual também facilitará a aprendizagem da língua nativa (apesar de você ser solteiro ou casado, a língua deve ser aprendida com antecedência!).

Segundo: Uma vez que você já está localizado em seu novo país, contas no banco devem ser abertas. Certidão de nascimento, casamento e outros documentos legais devem ser levados com você para o país – originais e não cópias.

“Dinheiro é Muito Importante”

É necessário levar com você dinheiro suficiente para levantar moradia e facilidades para o ministério. A quantia dependerá de como você planeja receber finanças no país. Lembre-se que isto pode levar um longo tempo para receber dinheiro do seu país de origem. Moradia em um outro país deve custar a você pelo menos um ano de pagamento adiantado.

O melhor modo que encontramos para lidar com as nossas finanças é ter nosso dinheiro depositado em nossas contas no Estado. Então podemos depositar ou transferir o dinheiro para o país onde estamos vivendo. Mas eu tenho uma palavra de advertência: seja cuidadoso com quanto dinheiro você conserva nos bancos nos países estrangeiros. Nos últimos dez anos no Peru, temos tido três mudanças na moeda corrente, e várias vezes todas as contas no banco foram congeladas.

“Linguagem, não Línguas”

 Eu tenho ouvido histórias sobre o dom da capacidade de comunicar-se em outra língua pela manifestação do Espírito Santo. Mas não acontece a maioria do tempo. Para o missionário ser eficaz à longo prazo, ele simplesmente deve aprender a linguagem do país no qual estará ministrando.

Eu certamente faço jus da oração em línguas, enquanto oro no Espírito em outras línguas, um dos melhores modos de se fortalecer espiritualmente. Mas eu estou falando sobre linguagem – a linguagem do país – não línguas.

A aprendizagem de uma outra linguagem e a habilidade para pregar de coração naquela linguagem ao invés de ler o seu sermão é a disciplina para praticar o que você estuda. Quando chegamos no Peru, esquecemos o inglês e mergulhamos no espanhol, a linguagem do povo. Lia muito pouco em inglês e quase nunca lia minha Bíblia em inglês.

“Conserve a Visão Viva e Não Lance Fora Sua Confiança”

A Bíblia diz que sem visão o povo perece! (Prov. 23:18) Isso se aplica a você também!

Uma visão, uma meta para sua vida e ministério conservará sua alma ancorada. Eu creio que no começo de qualquer novo trabalho o maior perigo está no começo do trabalho. É durante esse estágio que é mais fácil se desencorajar. Você deve conservar a visão mesmo que não seja algo tão específico.

Para nós, apenas chegar ao campo em Guatemala e fixar nosso ministério nos levou a passar certas dificuldades em levantar sustento. Então no caminho para o Peru onde nós agora ministramos, uma visão mais específica começou a desenvolver-se. O Senhor não falou comigo em uma voz audível, apenas surgiu dentro do meu coração fazer essas três coisas: 1) Erguer uma igreja forte na capital da cidade de Lima; 2) Conduzir seminários da bíblia para pastores e líderes ensinando-lhes a Palavra; 3) Erguer um Centro de Treinamento Bíblico.

“O Nascimento de Uma Igreja”

Para realizar nossa visão, começamos vagarosamente. Através de uma série de eventos, começamos mantendo encontros em nossa casa, onde ministramos cura a muitos.

Nós ensinávamos vários estudos da bíblia e as pessoas começaram a nos chamar “pastor”. Nós nunca contamos a eles que estávamos ali para levantar uma igreja.

Começamos mantendo encontros em nossa casa, ensinando às quintas-feiras à noite. Depois de um mês, decidimos começar a ensinar nos domingos de manhã. O Senhor falou para nós que estes seriam cultos de milagres.

Não estávamos localizados no lado pobre da cidade, mas no lado da cidade onde a classe alta vive. Nós temos aprendido que as pessoas se formarão para cima melhor do que para baixo. As classes sociais são predominantes no Peru.

 No primeiro culto de milagres no domingo de manhã em nossa casa, pernas cresceram, um homem cego recebeu sua visão e um surdo foi instantaneamente curado. Naquele tempo, o que aconteceu no Peru foi difícil de se explicar. As pessoas começaram a vir de todos os lugares! Nós não estávamos preparados para isso! Nossa casa se encheu, o pátio se encheu, as pessoas vinham e ficavam em pé por várias horas!

Então nos mudamos para um teatro abandonado. Na primeira manhã em que estávamos lá, a igreja dobrou de número! Literalmente centenas de pessoas estavam vindo para o Senhor. Eu agora acredito depois de dez anos que hoje estamos preparados para tal coisa, naquela época não.

Um bom caminho para lidar com o crescimento de uma igreja, é o pastor treinar e desenvolver bons líderes. Muito de nosso crescimento veio de pessoas de outras igrejas, embora não fosse a nossa intenção ter pessoas de outras igrejas vindo para a nossa. Pessoas sedentas por Deus, que queriam mais da Palavra.

Olhando para os primeiros cinco anos de existência da nossa igreja, eu vejo que nós funcionamos principalmente como um centro de renascimento. Mas temos aprendido que a evolução é um dever da igreja se ela quer sobreviver. Em outras palavras, o trabalho deve evoluir para tornar-se uma boa igreja local.

Uma igreja local é uma família, e é um lugar onde o ministério é iniciado para todo o homem e para a toda família. De 1986 até 1990, 8.000 pessoas novas vieram para aceitar Jesus na igreja em Lima. Nós mantemos apenas uma porcentagem destas pessoas em nossa igreja porque como eu disse, simplesmente não estávamos preparados para tal ressurgimento.

“Mantendo Boas Relações Com os Ministros Nacionais”

Há um ditado que diz, “As pessoas não se preocupam com o que você sabe até que eles conheçam o quanto você se preocupa.” Se você vai ministrar no campo, você deve aprender a relatar para eles no local como eles vivem. Fora de Lima não tínhamos esse problema mas em Lima foi outra história.

Não tínhamos nenhum problema com outros pastores, até que nossa igreja começou a crescer rapidamente. Então começamos a ter alguns problemas. Por exemplo, centenas de pessoas de diferentes denominações foram batizadas com o Espírito Santo e isto causou-nos problemas com alguns pastores. O medo de perder pessoas na igreja deles é um dos maiores obstáculos com pastores nacionais. Entretanto, se você desenvolver um relacionamento com eles, será mais fácil.

Como missionário, você deve aprender a lidar com a rejeição, porque nem todos serão bem-vindos em sua chegada a outro país.

Ministrando para ministros ou pastores é diferente do que ministrar para pessoas leigas. Minha chamada particularmente é pregar, ensinar e ajudar a igreja local a desenvolver-se espiritualmente. Eu entendo melhor minha chamada hoje e os aspectos práticos de realiza-la do que no começo.

Eu digo isto porque os missionários podem destruir o relacionamento deles com os pastores locais se eles agem excessivamente zelosos em ensinar ou desenvolver os pastores ou rápidos demais em dar folhetos de propaganda.

Por exemplo, é fácil apresentar a imagem do grande “Pai” ao invés de simplesmente dar às pessoas a Palavra. Mas dê a Palavra primeiro e então ajude aqueles que realmente absorverem a Palavra. Então você não estará trabalhando no Reino em vão.

As finanças também são um dos maiores problemas entre missionários e pastores locais e muitas vezes há vários abusos na área de finanças de ambos os lados.

Lidando com pastores locais, o que você se comprometer a fazer, faça! Lembre-se que o que você faz com consistência produzirá melhores resultados. Assim, mantenha sua palavra. Se você não tem palavra, sua credibilidade será perdida. Uma vez que você perdeu o respeito como ministro, você perderá sua eficácia em ensinar a Palavra de Deus.

Mantenha escritas todas as suas concordâncias. Isto evitará muita confusão e ofensas com os ministros locais. Uma palavra aos pastores do estado: Não faça promessas aos ministros nacionais. Sempre trate através do missionário porque se você tem tratado diretamente com o ministro nacional, então quando você deixar a área ou o país, o missionário terá que fazer bem a sua promessa a fim de manter sua integridade no país.

“Treinamento de Ministros Locais é Um Dever”

 Ser capaz de causar uma mudança em um país, o Evangelho deve atingir as pessoas. Ministros devem ser bem treinados não apenas na Palavra mas também nas coisas do Espírito. Você deve responder o “quando”, “onde”, “como” e “quem” realizando esta tarefa. Áreas diferentes do país requer métodos diferentes de ministérios.

Decidimos desde o começo gravar em vídeo todas as nossas aulas. Câmeras de vídeo, quer sejam super-8mm ou câmeras VHS, não são caras, e a qualidade tem melhorado grandemente. Porque do tamanho do país e a economia, é virtualmente impossível para muitos viajar para Lima para estudar. Isso é porque o vídeo das escolas da Bíblia tem sido uma benção. Nós agora temos quatro escolas e planejamos abrir cinco no futuro. Com os vídeos, é fácil montar as escolas quase em todo lugar, e é um custo muito eficaz.

Entretanto, o tipo de ensino que deve ser ensinado às pessoas “ao vivo” é com demonstrações do Espírito Santo. Eu posso enfatizar que é importante uma demonstração missionária da operação do Espírito.

Materiais de estudo são prêmios de valor. Nós colocamos os livros dos Revs. Kenneth Hagin e Kenneth Hagin Jr. nas mãos dos pastores locais. Lembre-se, você treina de diferentes modos mas de um mesmo sentido. Tudo o que você faz é treinar seja bom ou ruim.

“Estava me Consumindo ao Invés de Enfraquecendo?”

Você já deve ter escutado esse ditado, mas eu disse que você não tem que fazer nada! Você não tem que se consumir ou se enfraquecer! Você pode terminar seu curso e conservar sua saúde e sanidade enquanto faz isso!

Há uma tendência em ter no ministério a “Síndrome do Salvador” e uma atitude de “devo fazer tudo”. Enquanto a diligência é necessária no campo de missões, você não pode fazer tudo.

O missionário encara alguns desafios únicos no campo. Ele é seu próprio patrão, separado por terra ou mar de seus apoiadores. Apenas ficar no campo tem exigido um grande grau de motivação pessoal e normalmente o missionário é uma pessoa motivada. Ele ou ela vive em uma terra estrangeira, fala uma língua diferente, e as diferenças culturais são várias.

Por causa do desejo de alcançar o mundo, os missionários freqüentemente operam no “ide” todo tempo. Ele está apresentado às necessidades todo tempo. Por exemplo, quando ele vai à uma loja, pode haver 10 ou 15 crianças ou adultos pedindo esmolas. Isso podia ser uma ocorrência normal de todos os dias. Então, não importa aonde ele vai, as necessidades dos pobres e inutilizados estarão com ele constantemente.

O missionário deve tirar um tempo para descansar. Ele também deve tomar tempo com sua família. E é um dever que o missionário mantenha sua vida na Palavra e oração. Muitos têm me perguntado como eu consigo. Eu sempre confiei na Palavra e na oração.

O missionário deve ter um tempo para descansar, comer direito, conservar seu corpo em forma, e ter algumas horas de recreação. Eu também acredito que um missionário deve ter um lar bom e bem confortável.

Os missionários assim não retornariam aos Estados Unidos consumidos. Lembre-se, quando sua despesa aumenta mais do que sua renda, sua manutenção será sua ruína. Então quando você retornar aos Estados Unidos programe algum tempo apenas para amizades com aqueles que crêem na Palavra, seus companheiros. Depois que nos formamos no RHEMA, nós ficamos em contato com o RHEMA e seus eventos e atividades. Sabemos de onde nós viemos, o que nós temos sido ensinados no RHEMA e o testemunho que nós temos tido como resultado. Portanto, nós escolhemos permanecer unidos com nossas raízes espirituais no RHEMA.

“Ampliando Seus Horizontes”

Enquanto seu trabalho cresce, você continuamente será encarado com mudanças. Nem tudo será bom. Temos experimentado isso muitas vezes no campo. Já fomos processados várias vezes, nosso carro já foi apreendido e afiançado várias vezes porque nossa prisão foi publicada em três ocasiões diferentes.

Também temos encarado perseguições de irmãos em Cristo. E o sistema legal em outros países não é como o sistema legal nos Estados Unidos. Em muitos países estrangeiros,a aceitação de suborno é uma ocorrência comum, e muitas vezes, é melhor para você ter uma discordância do que um bom caso na corte.

Satanás é um mestre em tentar conservar você fora do alvo. Evite casos judiciais pois consome seu tempo, seu dinheiro e sua paz!

A fim de ampliar seus horizontes, você deve ampliar suas funções – seus recursos financeiros tanto quanto seus recursos físicos. Este controle é um dever. E como diz o ditado, o único modo de usar mais tempo é usar alguém a mais. A delegação é um grande fator no controle do tempo.

Como missionário, não fique com pressa, e não vá além de suas habilidades financeiras. Pressões no excesso financeiro tem sido a causa de destruição de muitos bons trabalhos. Mas não importa o quão grande e bem sucedido o seu ministério se torne, se você não tirar tempo para se ampliar espiritualmente no Senhor e na sua Palavra, qualquer crescimento na sua vida ou ministério serão difíceis de ser mantidos. Em outras palavras, o crescimento começa com você. Seu ministério será bem sucedido tanto quanto sua vida e seu relacionamento com o Senhor. Então você pode confiar Nele para ampliar seus horizontes ministeriais e prosperar o trabalho de suas mãos.

CAPÍTULO 8

“Equipe ministerial estrangeira: Compartilhando a Palavra viva através do Centro de Treinamento Palavra Viva”

 Por: Carol Leaphart (‘89’90)

Em novembro de 1990, Carol mudou-se para as Filipinas a fim de trabalhar no Centro de Treinamento Palavra Viva. Antes de se tornar missionária, ela assistiu as aulas no RHEMA bible training center em Broken Arrow, Oklahoma, formando-se em maio de 1990. Ela trabalhava na Igreja Bíblica RHEMA enquanto estudava no RHEMA. Também servia como voluntária na Igreja das crianças, no Prayer and Healing Center, como conselheira por telefone.

Carol é diretora do Centro de Treinamento Palavra Viva. Ela ensina no Centro e conduz seminários de pastores e encontros de ministros por toda as Filipinas.

Carol têm três filhos: Bernard Leaphart e sua esposa Jeanine; April Thrusten e seu esposo Charles; e Terri, sua filha mais nova. Carol também têm dois netos: Joya, três anos e Samuel que têm dez meses.

* * *

Eu queria ser uma missionária desde que eu tinha 12 anos, mas as circunstâncias da vida, incluindo a criação de três filhos como uma viúva, adiou a chamada para 30 anos.

Então o que você faz se você sabe que está sendo chamado para o campo missionário, mas você é uma mulher passada dos 40 anos e solteira? Primeiro, esteja confiante de sua chamada. Desde o início do mundo do evangelismo, mulheres têm sido chamadas, ungidas e grandemente usadas por Deus.

Missionárias casadas têm servido fielmente ao lado de seus maridos em incontáveis campos estrangeiros. Essas mulheres vitoriosamente criaram seus filhos diante de tremendos desafios e muitas vezes circunstâncias adversas. Ser uma missionária no estrangeiro é um desafio. E sou privilegiada para contar a você minha história.

“Como Eu Soube Que Fui Chamada Para Missões”

Enquanto eu estava cursando o segundo ano no Centro de Treinamento Bíblico RHEMA, estavam dando uma oportunidade para participamos de uma viagem de missões por 10 dias às Filipinas. Um grupo especial de oração orou durante alguns meses antes pela viagem e pelo dinheiro necessário.

Durante uma dessas sessões de orações, eu tive uma visão. Eu vi um grupo de pessoas estranhas rodeadas pela escuridão. Eles não eram pretos nem brancos. Enquanto eles andavam na escuridão, não se queixavam, era como se eles não soubessem ou não percebessem que a escuridão os estavam engolindo. Eles estavam apenas “existindo”. O desânimo e a falta de propósito nos olhos dele penetraram meu coração. Eu estava grandemente movida pelo o que estava vendo.

Então eu ouvi o Espírito Santo dizer para mim, “Eu estou enviando você para levá-los para fora.”

Durante um outro período de oração com o grupo, eu vi uma outra visão. Um fazendeiro de arroz asiático em pé no meio de um campo de arroz que estava pronto para ser colhido. Ele gritou do centro daquele campo, “Venha cá e ajude-nos!”

Quando chegamos nas Filipinas em nossa viagem de missões, as pessoas se pareciam com aquelas que eu havia visto na visão – aquelas que estavam no meu coração. O que eu vi e experimentei naquele ministério que visitei mudou minha vida. Eu nunca mais fui à mesma.

“Há Graça Em Ir”

Uma vez que eu fiz a decisão de ser missionária nas Filipinas que era à vontade de Deus para minha vida, eu precisei escolher um local naquele país. Aqueles dias eu gastei em oração e em ouvir o Espírito Santo em meu espírito.

Eu senti que estava no caminho certo no que diz respeito às Filipinas. Eu não tinha perguntas sobre a nação para a qual estava a ir. Entretanto, eu precisei articular o método que Deus tinha escolhido a fim de levar a mensagem para aquela nação.

Em outras palavras, eu iria sozinha e começaria um trabalho pioneiro ou me uniria à uma equipe de missões já estabelecida no local?

Eu tinha ouvido muito das vantagens de começar seu próprio trabalho de missões. Você seria o diretor, não haveria conflitos de visão ou propósitos, seria mais fácil levantar sustento. Entretanto, eu também aprendi que você se torna mais eficaz no campo se você se une a uma equipe de missões já existente no campo.

Depois de considerar esses fatores, eu decidi me tornar parte de uma equipe do ministério em uma área remota das Filipinas.

“Equipe Ministerial No Campo”

Uma vez que eu decidi me unir a uma equipe, eu sabia que seria com a equipe que havíamos visitado à curto prazo em nossa viagem de missões. Parte do ministério deles, Keys to Freedom Ministries, estava em uma área remota das Filipinas chamada Catbalogan Samar.

Paul Chase e sua esposa Shoddy, são fundadores daquele ministério. Eles são formados no Centro de Treinamento Bíblico RHEMA. Meu primeiro passo foi contatar o escritório do estado deles para perguntar se eles considerar-me-iam como membro da equipe deles.

É sempre melhor contatar um escritório do estado do missionário para perguntar tais coisas. Escritório pessoal pode responder suas questões mais rapidamente. Depois de fazer contato com o escritório dos Chase, um requerimento foi enviado para minha casa. Eram cerca de cinco longas páginas. Eu estava intimidada por tantas perguntas sobre minha vida pessoal e perguntas sobre o que Deus estava falando ao meu coração e quais áreas do ministério eu sentia que Ele estava me guiando.

No requerimento do Keys to Freedon estava uma lista de cada um de seus objetivos. Apenas lendo a lista me deixou bastante emocionada e me inspirou: Ministério Evangelístico de barco; Centro de Treinamento Bíblico; Cordeirinhos de Deus (um centro de alimentação para crianças mal nutridas); Farol (Um projeto voltado à juventude); Cruzadas Ministeriais; Hospital e Igreja local.

Eu era uma “missionária no céu” apenas lendo o requerimento! Então eu tinha que escolher as áreas que eu pensei que Deus me usaria. Preencher aquele requerimento ajudou-me a ter um quadro mais forte dentro de mim daquilo que Deus tinha me chamado pra fazer.

Nos meses que se seguiram, enquanto eu estava esperando para ouvir a resposta do Keys to Freedom Ministries, as pessoas me perguntavam, “O que você está indo fazer lá?” Eu apenas dizia o que estava no requerimento, “Estou indo ensinar na escola e nas igrejas locais.”

Eu continuei dizendo isso e tornou-se real dentro de mim. Eu cria nisso. Eu me via ensinando aqueles homens e mulheres filipinos que estariam vindo de toda a parte das Filipinas para serem treinados a fim de alcançar a nação com o Evangelho.

“O dia em que recebi a notícia”

Um dia depois da minha formatura no RHEMA, dia 20 de maio de 1990, o Rev. Paul Chase estava em um encontro de missões em Tulsa, Oklahoma. Um dos administradores do irmão Paul tinha me chamado um dia antes e me pediu para assistir aquele encontro. Foi lá que o irmão Paul me anunciou, “Nós queremos que você se junte à nossa equipe nas Filipinas!”

Então ele completou – “Você ensinará na Escola Bíblica em Catbalogan Samar!” Esse dia mudou minha vida inteira para sempre!

“preparações naturais”

Depois de ouvir as notícias, eu estava tão entusiasmada! Meu espírito estava voando, mas havia coisas que eu precisava fazer no natural para andar mais adiante. Eu sabia que tinha um chamado. Eu sabia o local e como ministraria. Mas agora eu precisava de finanças.

Como você consegue pessoas atrás de você para apoiá-lo quando você ainda não tem um caminho percorrido? Como você conta para alguém, “Eu estou indo para um lugar que apenas visitei em 10 dias. São dez mil milhas de distância, eu estarei fazendo algo que nunca fiz antes, por falar nisso, eu estou indo sozinho, e um detalhe, eu sou uma mulher!”

Naqueles maravilhosos dias de preparação – dias de dura realidade, meu precioso pastor me deu pra ler Provérbios 3:5 e 6:

Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento;

Reconhece-o em todos os teus caminho e Ele endireitará as tuas veredas.

Na essência o Senhor me falou, “Confia em mim de todo o seu coração e não se incline em seu próprio entendimento para levá-la ao campo de missões.”

A pior coisa que você pode fazer em seus dias de preparação em reunir finanças é depender do que você conhece para te promover! Ao invés disso, confie em Deus; Ele não ungirá você para ir sem ungir as pessoas que irão enviar você.

Em novembro de 1990, eu estava vivendo na nação das Filipinas. Do tempo da minha formatura de maio para novembro eu tinha seis meses para conseguir coisas de ordem financeira, natural e espiritual.

“Preparação Financeira”

Eu trabalhava no RHEMA Bible Church na época que eu soube que estaria indo trabalhar com Paul e Shoddy Chase. Mas eu não tinha dinheiro no banco, ninguém me conhecia, eu nunca tinha pregado em um púlpito exceto na aula de laboratório no Centro de Treinamento.

Eu era contratada do RHEMA como recepcionista no Ninowski Recreation Center. Mas na luz de meus mais novos planos, eu pedi para ser transferida para trabalhar no Complexo Student Housing. Eu não podia ficar sentada atrás de uma mesa! Algo grande estava dentro de mim e eu senti que precisava ficar em uma situação onde pudesse orar, escutar as fitas e alimentar minha fé. Assim, naquele verão inteiro, eu limpei os banheiros e orei, lavei os carpetes e orei, lavei paredes e orei, limpei fornos e orei mais ainda!

Todo dia eu acreditava em Deus por apoiadores. Eu não tinha apoiadores no natural! Então começou a acontecer! O favor de Deus começou a vir sobre mim.

Um dia quando eu estava saindo de uma das salas com minha colega, um carro para em nossa frente, onde estávamos sujas e suadas com nossos uniformes de trabalho, com esfregões e balde na mão. No carro estava um pastor que era formado no RHEMA. Ele estava visitando o campus no RHEMA e precisava de ajuda.

Depois de dar-lhe as direções que ele precisava, minha colega começou a contar a esse pastor que Deus estava me enviando para as Filipinas. O pastor olhou pra mim e disse: -“Minha esposa e eu estávamos orando em Deus para uma nova missionária para apoiar!” Aquele pastor e sua igreja têm me apoiado desde 1990.

“Outras vitórias financeiras”

Como uma empregada do RHEMA, eu estava convocada para trabalhar na rádio durante o encontro no campo em 1990. Enquanto trabalhava, uma mulher veio para a cabine e começamos a conversar. Ela e seu marido pastoreavam uma igreja em Connecticut. Antes que eu soubesse, ela e seu esposo me convidaram para vir pregar na igreja deles. Eles me pediram para fazer um seminário de um ministério de ajuda. Como eu disse, eu nunca tinha pregado ou ensinado a não ser na minha aula de laboratório, mas eu tinha um certo trabalho de entendimento do ministério de ajuda.

Se você sabe que tem uma chamada missionária e especialmente em um país de terceiro mundo, se envolva em todas as áreas que precisarem de ajuda que você puder! Você precisará de experiência. Você poderá ser o único no campo de missão com um ponto de referência para organizar escolas, igrejas, encontros de jovens, seminários de pastores e etc! Então se prepare ficando envolvido em sua igreja local!

Como missionário você será o único a ensinar e treinar os líderes naquele país. Eles olharão para você como alguém com sabedoria prática. Antes que eu assistisse o RHEMA, eu tinha ajudado em várias áreas na igreja de Arizona. Eu também fiquei envolvida em várias áreas no RHEMA Bible Church enquanto eu estava no Centro de Treinamento.

Quando eu fui para Connecticut para ajudar no seminário, eu ensinei às pessoas por cinco horas seguidas em um sábado com apenas 10 minutos de intervalo entre cada hora. Eu estava exausta e podia andar duramente quando acabei. Mas aquela noite, a esposa do pastor levantou um dos meus boletins e disse para a congregação: – “Esse final de semana eu creio que nós podemos conseguir a passagem aérea para Carol ir às Filipinas!” Você deve imaginar a alegria que eu estava experimentando dentro de mim!

Minha passagem para as Filipinas foi $900. Na manhã seguinte depois que eu entreguei a mensagem no domingo de manhã, o pastor e sua esposa me deram em mãos um envelope com $1,200! Mas aqui está o verdadeiro milagre: Havia apenas 30 pessoas naquela igreja!

Havia uma igreja em particular que eu esperava que me apoiasse. O pastor me deixou pregar e me deu uma oferta de amor, mas sem apoio mensal. Entretanto, ele me encaminhou para uma igreja que se tornou um de meus maiores apoiadores e que têm me apoiado desde 1990.

Também um evangelista e sua esposa ouviram que eu estava indo para as Filipinas e me encaminharam para duas igrejas que também têm me apoiado desde 1990.

A razão pela qual estou dividindo tudo isso com você é para que você não somente busque ao Senhor para saber qual sua chamada, mas também o busque durante sua chamada. Ele tem um plano financeiro para você. Como eu já disse, Deus não ungiu somente você pra ir, mas também ungirá pessoas para se engancharem a você financeiramente.

“o papel do boletim em seus dias de preparação”

Dê a Deus algo para trabalhar. Você precisa escrever uma carta que claramente afirme sua visão ou metas e seus planos para realiza-los. Conserve sempre em mente que muitas pessoas sempre lêem esses tipos de cartas muitas vezes. Pergunte a si mesmo as seguintes questões: o que é especial ou diferente em meus boletins? É interessante e atual? Fácil de ler?

Se você não é talentoso para formular uma carta oportuna, clara, informativa, consiga alguma ajuda para fazer então. Imprima seu boletim, há muitas lojas de impressão na América para lhe dá assistência.

Depois que você elaborou seu boletim, então se posicione na direção do Espírito Santo. Vá onde ele conta com você para ir. Antes de você ir ao campo, as finanças são os mais duros requisitos para se obter, mas se você possui verdadeiramente a chamada em seu coração e a determinação em honrar a Deus cumprindo esse chamado, com certeza isso será realizado.

“a motivação durante a preparação”

Um missionário tem que ser a pessoa mais motivada do mundo! Esta verdade ecoou em meus ouvidos durante aqueles meses de planejamento. Todo dia realizava algo, mesmo se fosse uma coisa aparentemente pequena, mas se isso significasse um passo a mais para a minha meta, eu fazia.

Uma vez eu ouvi um ministro dizer, “O destino está dia a dia se recusando a desistir, deitar-se ou ficar quieto.”

Sabendo da chamada de Deus em sua vida, seus amigos poderão lhe dizer, “Fique em casa conosco. Você precisa guardar seus sonhos e agir normalmente!” Mas se você é um missionário, não há um “osso” normal em seu corpo!

Um missionário é um dos mais incomuns de todos os seres criados por Deus. Eles são audaciosos, determinados, inflexíveis, corajosos, instigadores, iniciadores. Eles têm a audácia de pregarem a Palavra à uma nação e esperarem para que sejam transformados pelo poder do Evangelho da fé viva em Cristo Jesus.

“Sustento mensal e o primeiro ano no campo”

Depois que eu cheguei nas Filipinas, uma outra realidade me bateu: Sustento Mensal – eu realmente precisava disso.

Os apoiadores mensais são um diferente tipo de doadores daqueles que abençoam com uma única dádiva. Como eu já afirmei, eu estou convencida de que alguns são chamados para ir e outros para enviar. E existe graça para ambos.

Em meu primeiro ano no campo, havia dias que eu apenas vivia pela fé. Eu realmente não tenho nenhuma história triste pra contar, apenas aventuras excitantes de como Deus respondeu minhas orações inspirando pessoas a me sustentarem.

Uma vez durante meu primeiro ano, houve o caso dos trigêmeos. Eles nasceram em uma ilha próxima. Eu já estava lá cerca de sete meses e as pessoas me conheciam como a americana que comprava leite para os bebês moribundos. Eles vieram até mim e a mãe já tinha cinco filhos e por razões médicas estava incapaz de cuidar dos trigêmeos.

Os bebês estavam muito mal. Eu tinha $50 dólares, o único dinheiro que eu tinha, mas meu Senhor tocou em alguém para me enviar dinheiro diretamente para as Filipinas! Assim, eu fui capaz de ajudar aqueles bebês. Esses tipos de incidentes aumentaram minha fé!

Durante os primeiros dois anos no campo missionário, você terá uma oportunidade maravilhosa de desenvolver uma fé sólida – o tipo de fé que você precisa para alicerçar seu ministério.

Meu orçamento total no meu primeiro ano foi $ 6.000 dólares. Mas eu permaneci fiel sem me importar com as coisas assustadoras que podem aparecer no campo, especialmente durante seu primeiro ano no campo. Se você cair, volte a subir. Faça uma decisão determinada para durar mais que as dificuldades. A glória de Deus naquela nação está em jogo. Não permita que as circunstâncias enviem você de volta para casa mais cedo do que você imagina.

“obrigações financeiras de sua equipe ministerial”

Tanto quanto eu puder, eu quero ajudar você a permanecer no campo cumprindo sua visão. Há muitas coisas que você pode fazer para se preparar espiritualmente e naturalmente, e fazer com que sua caminhada seja mais fácil.

Se você está junto à uma equipe no ministério, uma das coisas que você deve saber antes de ir é que sua obrigação financeira será para com o ministério que você está se juntando. Cada ministério é diferente, então só porque conhece um ministério estrangeiro, não quer dizer que você saiba tudo sobre ele.

Eu tenho amigos missionários que têm se juntado à outras equipes de missões e suas únicas obrigações são as despesas pessoais de economia doméstica, aluguel, carro, etc. Nesse caso, o fundador daquele ministério particular é levantar todas as finanças para aquela operação no ministério.

Nos outros ministérios são diferentes. Em alguns casos, você concorda em dividir as responsabilidades daquele ministério com uma base mensal. Nosso ministério está organizado deste modo e eu pessoalmente gosto de investir no que acredito. Eu vejo o fruto bom e forte que nós estamos produzindo e eu quero dividi-lo através da minha doação.

O Senhor tem me abençoado durante estes anos com grandes parceiros que têm uma grande visão para a Ásia. Eu realmente creio no trabalho que estamos fazendo aqui nas Filipinas.

“a importância do sustento mensal: Ensinando seus mantenedores”

Como missionário, parte de seu trabalho será ensinar seus mantenedores sobre missões e comunicar-lhes sua visão tão bem quanto seu avanço no trabalho.

Um avanço no trabalho precisa de um avanço no sustento. O que muitos mantenedores de igrejas e indivíduos não sabem é que mesmo que eles falhem em mandar seu sustento mensal ou parem de lhe apoiar completamente sem aviso, você ainda tem que cumprir suas obrigações financeiras. E há vidas em jogo.

Depois de alguns anos no campo, a maioria dos missionários contrata uma equipe para trabalhar com eles. Eles desenvolvem seu próprio ministério. Assim, se há uma carência de fundos em um certo mês, o missionário certamente compensará a falta com seus próprios fundos pessoais mesmo sendo um grande sacrifício. O ministério não é apenas uma palavra; o ministério é povo. Um missionário faria tudo para levar o evangelho a um povo, mesmo faminto, ferido ou impedido de pregar o Evangelho.

“Lealdade à equipe ministerial: sendo fiel a Deus, à chamada e à equipe”

Como missionário, se você escolheu trabalhar em uma equipe local, por favor, não escolha fazer um trampolim para seu ministério. Tome tempo para desenvolver-se como missionário. A nova cultura de um país e a equipe que você trabalha são ferramentas esculpidas por Deus para modelar você, seu caráter e sua visão. No natural, leva dois anos para ganhar um grau na universidade e quatro anos para ganhar um grau de bacharel. Porque então ficar com pressa em deixar o ministério enquanto você ainda está sendo modelado? Como você vai atravessar cada obstáculo ou crise, se dimensões vitais estão sendo somadas a seu caráter e seu andar com Deus?

Quando Deus me chamou primeiro para o Centro de Treinamento Palavra Viva, Ele claramente disse que eu estaria ali por dois anos. Eu ouvi e obedeci. A obediência encima do conhecimento que você têm de Deus ancorará você através dos bons e dos maus tempos.

Perto do fim dos meus primeiros dois anos eu ouvi Deus dizer, “Invista em outros cinco anos”. Eu estava sendo guiada e eu tinha uma outra âncora.

Eu quero enfatizar a importância da lealdade para com a equipe que você ministra, para a chamada e para o senso de oportunidade de Deus. Ministério não vem sobre nós, ela vêm fora de nós em uma época apropriada.

Isso tudo significa ficar no mesmo lugar, até quando as coisas parecem difíceis com os amigos da equipe na igreja local. Quando alguém ofende você, tudo o que você tem a fazer é sentar do outro lado da igreja? No campo de missões você não pode viver com isto, mas sim lidar com os problemas.

Eu também sei que quase tudo o que diz respeito a nós como ofensas é resultado direto de como nós vemos e pensamos sobre uma situação ou pessoa. Eu recomendaria que cada missionário levasse para o campo o livro “fale a verdade consigo mesmo” de William Backus e Marie Chapian. Se você é solteiro esse livro ajudará você a fazer um balanço dos seus pensamentos e mudar o que você está pensando sobre si mesmo e seus colegas de equipe.

“Identificando um ministério”

Nossa escola, o Centro de Treinamento Palavra Viva, é o batimento cardíaco do ministério. A escola é a principal razão porque a equipe do Ministério Keys of Freedom existe.

Em 1990, nossa escola tinha apenas um alvo que era levantar líderes para as Filipinas. Mas isso têm mudado e Deus nos usou como uma equipe para trazer essa mudança.

Uma das grandes vantagens da equipe no ministério é que Deus começará a falar e dará novas direções para a equipe inteira ao mesmo tempo. Por exemplo, em 1992, um de nossos membros da equipe filipina, foi o primeiro a ouvir de Deus sobre a mudança na direção para a escola. Ele disse que Deus usaria nossa escola para treinar filipinos para saírem por toda a Ásia e não somente dentro de nossa nação.

Nós começamos a orar sobre isso como uma equipe e o Senhor começaram a soltar dentro de cada um de nós essa nova visão e começamos a trabalhar na direção desse novo objetivo.

A visão é um processo. Temos ensinado dois anos para conseguir que os filipinos acreditem que eles também podem “ir” em toda a Ásia.

Enviamos recentemente um de nossos filipinos para ensinar aos membros da equipe no Vietnã. Ele é graduado em nossa escola. Deus usou este jovem rapaz poderosamente enquanto ele estava lá. Durante o final de 1992, Deus me mostrou que não apenas estaríamos treinando filipinos para ‘ir’, mas que Deus estaria enviando líderes de toda a Ásia para serem ensinados na nossa escola para uma grande colheita neste continente.

Este ano em nossa escola, nós admitimos nossa primeira aluna interasiática da Korea. Ela tem uma chamada para o ensino. Deus é verdadeiramente um mestre em estratégias!

A próxima fase no desenvolvimento da visão em nosso ministério era somar um segundo ano em nossos estudos. Vamos fazer isso em breve; por enquanto estamos planejando e preparando estágios por agora. Estamos felizes a respeito da adição de cursos de especialização. Por exemplo, no futuro o maior estudo poderia ser o Ministério Pastoral e o menor o Ministério de Ensino ou Ministério para Jovens ou Crianças.

Embora nos movemos apenas dentro de nossa escola local, ainda nos falta espaço para sete novos cursos que estamos instituindo. Assim nós fazemos ensino fora do meio ambiente. Compramos novas cadeiras, quadros de fórmicas e cavaletes (tínhamos quadros de fórmicas e cavaletes de alumínio feitos aqui nas Filipinas e economizamos muito dinheiro!).

Eventualmente, nós teremos mais construções, mas agora nós despejamos um chão de concreto, adicionamos quatro varas de madeira de coco e colocamos um telhado coberto de colmo no topo das varas. O tempo aqui é quente todo o ano, assim isso será muito útil para nós.

Se você é chamado para iniciar uma escola em uma nação do terceiro mundo, alimentar esses estudantes é fundamental. Nossa escola é uma escola-residência onde abrigamos e alimentamos 40 estudantes. No próximo ano abrigaremos 70 estudantes. Deus nos deu vários caminhos para compensar este custo. Temos nossa própria horta de vegetais, criamos nossas próprias galinhas e temos várias árvores frutíferas.

Além disso, para os estudos acadêmicos, os estudantes do Centro de Treinamento Bíblicos Palavra Viva também recebem diariamente treinamento prático ministerial. Isto lhes capacita a desenvolverem habilidades e aprender lições importantes de autodisciplina, trabalho em equipe e relacionamento interpessoal.

Nosso treinamento prático no ministério inclui vários alcances estabelecidos pelo Centro de Treinamento, tais como: testemunhando na rua, ministério na prisão, evangelismo casa-a-casa, ministério no hospital, acompanhamento e o programa de estudo bíblico.

Colocamos uma meta muito ousada em conseguir 40 famílias cristãs estabelecidas no mundo através de nosso novo programa de estudo bíblico. Este programa têm tido um grande impacto em nossa área nas Filipinas e nós já alcançamos nossa meta!

Todas as 40 famílias foram salvas através de nosso alcance evangelístico. Depois de estarem em nosso programa de acompanhamento eficaz por quatro semanas, eles começaram regularmente a assistirem um de nossos grupos de estudo bíblico.

Nosso programa de estudo bíblico duro sete meses. No final dos sete meses nossa meta é deixar os novos discípulos atuando em cada área que nós evangelizamos. Somos muitos sérios nesse trabalho de famílias.

Deus colocou o programa de estudo bíblico em meu coração como uma visão onde Ele me chamou para desenvolvê-la. No programa, nós estamos usando o livro Getting a Grip on the Basics de Beth Jones que também é graduada no RHEMA. Você pode adquiri-lo no RHEMA mesmo ou em outros lugares. Eu recomendo altamente este livro.

Uma das coisas para se lembrar quando trabalhar com equipe é que cada nova idéia leva tempo para aceitação. Assim, se você apresentar uma nova visão, venda-a! A maioria das pessoas tem boas idéias; eles apenas não sabem como comunica-las para conseguir que outros aceitem e abracem essa idéia!

Uma visão ineficazmente expressada é como um pássaro que não pode voar: Têm todo o equipamento necessário, mas ele nunca voa utilizando seu equipamento.

Toda semana eu ensino no encontro de líderes do estudo bíblico. Em cada me encontro examino a visão do programa. Eu fiz isso desde o começo do estágio do programa e faço isso até hoje. Eu falo alto a visão e os líderes repetimos. Até fizemos cartazes na sala para ajudar a conservar a visão diante deles.

Quando estava em meu coração desenvolver o programa de estudo bíblico, eu continuamente discuti a visão com a equipe ministerial. Eu também discuti isso com os outros missionários. Em um ponto, todos no campus estavam falando sobre o programa! Todos ficamos envolvidos. Nós apenas andamos no que víamos por dentro em nossos corações. O programa está com apenas cinco meses e nós já temos 40 famílias cristãs fortes no programa.

“Treinando Pastores”

Quando você chega ao campo de missão, você provavelmente gastará muito tempo desenvolvendo relacionamentos com os pastores locais. Relacionamentos são a chave para sermos eficazes na nação para a qual você é chamado.

Na nação onde eu sirvo as pessoas são bastante orientadas. Eles dizem, “As pessoas são nossos recursos nacionais!”

Conheça os homens e mulheres de seu País. Aprenda o que eles necessitam em suas igrejas. Um encontro de ministros ou um encontro de pastores é um excelente investimento. Você pode alcançar de 50 a 100 igrejas de uma só vez. Se você está voltado especificamente para uma área, você verá a mudança e o crescimento nas igrejas e nos homens de Deus que guia aquelas igrejas.

Com uma equipe ministerial tal como a nossa, nós estamos individualmente livres para desenvolver o que quer que esteja ao alcance do ministério que Deus coloca em nossos corações. Isto nos dá um senso de independência, ainda que saibamos que temos uma rede de segurança! Nós somos completamente responsáveis pelas finanças para aplicar no que quer que seja o alcance que nós desenvolvemos. Isto nos faz cuidadosos administradores dos investimentos de nossos parceiros.

“Conduzindo os encontros de ministros”

O primeiro e mais destacado roteiro que eu poderia sugerir para você sobre seu ministério no estrangeiro é não fazer coisas somente para justificar sua existência naquele país. Busque a Deus, fique em seus planos. Por exemplo, onde está o grupo de pastores ele deseja que você ensine? Gaste tempo em oração por aquele grupo. É importante que você saiba não apenas se vai ensinar mas quando e como.

Outros roteiros sugeridos para ser anfitrião em encontros de ministros:

1)- Quando for anfitrião em um encontro de ministros tais como seminários de pastores, tenha um pastor local e sua igreja para ser sua igreja-hospedaria para aquela cidade. Encontre o “influenciador” daquela cidade, o pastor que todos escutam e respeitam.

2)- Tempo de preparação: Pré-seminário deve durar pelo menos 3 meses.

Pode não haver telefone onde você ministrar e se você quiser um grupo muito pequeno de pastores em seu encontro, é melhor ir você mesmo ou enviar um de seus membros da equipe para preparar o encontro.

3)- Visite o local e dê assistência em qualquer que seja a recepção ministerial que eles tem naquela cidade.

  Divida seu coração com estes pastores; conserve-os estimulados o bastante para ajudar você a colocar a Palavra fora daquele encontro. Volte um mês depois do encontro e conserve-os animados sobre isso outra vez.

4)- Ressalte que o seminário será não denominacional.

Este é um grande modo para assegurar que todos os pastores locais e seus trabalhadores assistirão.

5)- Você deve procurar o lugar do encontro ou pelo menos vê-lo antes do seminário.

6)- Tenha o roteiro do encontro em sua cabeça; preste atenção em cada detalhe que precisam ser assistidos. Por exemplo, retrate você mesmo entrando na sala onde o encontro será feito. Precisará de uma mesa de registros? Canetas? Tinteiros e etc? Quem trabalhará na mesa? Quais são as facilidades? Você precisará pedir cadeiras emprestadas?

A maioria das igrejas em nossa parte do mundo não tem ainda cem pessoas em suas congregações, assim provavelmente não haverá cem cadeiras disponíveis em uma igreja. Essa é uma outra razão para encontrar o “influenciador”. Ele saberá como ajuda-lo a achar as coisas que você precisa.

Eu me lembro do meu primeiro seminário de pastores em Naval. Eu pensei que tinha todos os detalhes em mente, mas um escorregou por mim. Um dia antes do seminário, depois de viajar sozinha por seis horas, eu cheguei no lugar do encontro para olhar o prédio. Íamos usar o prédio por toda noite alojando 100 pastores.

Foi horrível! O lugar estava muito sujo. Havia um cão solto e os banheiros – Oh, meu Deus! Eu tive que limpar aquele lugar inteiro sozinha porque tinha me esquecido de um detalhe.

7)- Você estará usando algum equipamento multimídia? Lembre-se que você mesma terá que carregar tudo isso até lá. Também não espere para ter qualquer suprimento disponível quando você chegar em seu lugar no encontro, nem mesmo uma extensão.

8)- Que tal o alojamento? Muitos destes pastores estarão vindo de longe. Você pode consultar os pastores locais para perguntar se os pastores visitantes podem dormir em suas igrejas. Isto é uma prática normal e comum.

9)- Que tal o alimento? Os pastores podem estar em seu seminário por vários dias. Nós pessoalmente alimentamos todos os pastores que assistem nossos seminários. Você pode considerar a contratação de uma cozinheira de uma das igrejas locais.

10)- Seu ensino será mais eficaz para a maioria das pessoas através dos anos se você tira xerox de suas lições e distribuí-as. Nos seminários eu coloco junto um pacote da lição inteira que eu ensino.

11)- Sempre planeje uma atividade divertida somando ao ensino.

Estas são apenas algumas das sugestões para planejar seus seminários. Adapte-os para seu próprio uso, de acordo com cada país e lugar onde você irá ministrar.

“Itinerando no estrangeiro”

Pode uma missionária solteira ser eficaz itinerando, viajando sozinha por toda a nação para a qual é chamada? Sim! Como eu disse, há graça no que quer que o Senhor tenha chamado você para você.

Qualquer mulher que Deus tenha chamado para o campo missionário, solteiro ou casado, têm uma graça especial de Deus para realizar a tarefa. Minha escritura favorita é Lucas 1:45 na tradução amplificada: “…abençoada-feliz quem creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor.”

Durante meu primeiro ano nas Filipinas, eu preguei e ensinei a Palavra de Deus mais que 280 vezes. Isso inclui ensinar em nossa escola, viajando todo final de semana de ônibus, barco ou Jipe.

Eu tenho tido tantas aventuras maravilhosas viajando e levando a Palavra do Senhor para as pessoas. Uma vez que as pessoas descobrem que você está querendo vir e ensinar a eles a Palavra, eles manterão você ocupado! Minha agenda está registrada de 8 a 10 meses de adiantamento.

Eu sinto amor pelos filipinos para visitá-los onde quer que eles estejam. Eu tenho dormido várias vezes no chão e nos topos das mesas porque o chão estava sujo. Eu tenho escalado montanhas, andado em botes de bombas (pequenos barcos tipo canoa) em 12 pés e andado através de lixo. Eu penso nessas experiências e começo a sorrir. Valeu a pena!

Quando você finalmente chega em seu ministério de destino e as pessoas estão juntas em multidão na igreja, ansiosamente esperando para ouvir a mensagem de Deus, você percebe que tudo valeu para conseguir chegar até lá!

Vivendo aqui e aprendendo sobre as pessoas, tenho aprendido como ministrar as suas necessidades. Nossa parte nas igrejas locais é ensinar as pessoas e ajudar a criar uma expectativa e um desejo para as coisas de Deus. Deus se move onde o povo deseja que Ele se mova. O desejo para Deus vem do conhecimento que temos sobre Ele.

“como começamos a ministrar às crianças carentes”

Um outro ministério que o Senhor colocou em meu coração foi chamado “Jesus ama as crianças de rua”. Um ministério que alcança as crianças maltratadas e sem lar.

Em 1992, eu gastei um tempo orando e pedindo a Deus para me mostrar às necessidades espirituais do povo filipino. Eu queria ver a feiúra que satanás tem trazido sobre a vida deles a fim de oprimi-los e rouba-los.

Num domingo de manhã enquanto eu estava me preparando para ir à cidade pregar a Palavra eu estava sentada no ônibus no centro de Catbalogan. Enquanto eu olhava para fora da janela eu pude ver uma visão horrível para meus olhos americanos.

Haviam duas crianças deitadas na calçada, dormindo na sujeira. Eu rapidamente desviei minha cabeça para longe. Foi quando ouvi Deus me dizer, “Não, você orou para ver, agora olhe!” Eu olhei e pensei em Mateus 9:36 que diz que Jesus sentiu compaixão daquela multidão, porque estavam cansados e desgarrados como ovelhas que não tem pastor.

Haviam crianças dispersas e confusas. Elas estavam sem lar e não tinham ninguém. Deus tinha realmente que tratar comigo. Eu não era professora de crianças, eu ensino adultos. Mas Deus me deu a habilidade de organizar um programa para as crianças a fim de realizar o trabalho para Deus.

A primeira coisa que eu tinha que fazer era ir até os trabalhadores de assistência social do governo para descobrir quantas crianças de rua havia naquela cidade. Eles não sabiam. Eles se animaram com o que Deus me falou e começaram a me ajudar a encontra-las.

Nós fomos capazes de juntar 30 crianças. Começamos ajudando-as com as coisas básicas. Eu contratei uma cozinheira e um professor e outro missionário filipino concordou em ajudar a ensinar as crianças, alimenta-las e ensina-las a Palavra de Deus.

Deus não me falou nada sobre começar a ter uma casa naquele tempo. Ele apenas me contou para limpa-las e alimenta-las ensinando a Palavra e especialmente que Jesus os ama.

Temos visto um progresso incrível com estas crianças nos últimos dois anos. Eu também sei que algumas destas crianças assistirão um dia nossa escola bíblica, como também algumas delas serão líderes com uma chamada de Deus sobre suas vidas.

Começamos em uma sala do prédio do governo o ministério “Jesus ama as crianças de rua”. O número de crianças começou a crescer de 30, 40, 52 – e isso no primeiro ano! Mas o Senhor, meus parceiros no ministério e meus mantenedores eram todos fiéis!

Recentemente eu recebi um sinal verde de Deus para começar um lar para as crianças. Isto levou tempo para achar um lugar que acomodasse nossas necessidades. Mas finalmente encontrei o lugar perfeito. Talvez leve uns cinco anos para fazer tudo o que queremos fazer nesse prédio, uma sala de aula, uma horta, um criadouro, etc. Talvez chamaremos o lugar de “A cidade de Deus”.

“Última palavra para aqueles que sabem que têm que ir – especialmente os solteiros”

Se você é solteiro ou casado, eu encorajo você a fazer algum estudo e conseguir saber o seu papel. Aqueles que têm ido para o campo antes de você podem lhe ajudar.

Para aquelas que são solteiras e que são mulheres como eu, conheça sobre suas irmãs missionárias do passado. Uma missionária Johanna Veenstra, que serviu a Deus na África por volta do século passado, disse o seguinte, “Não tenho tido nenhum sacrifício da minha parte porque o Senhor Jesus tem sido minha companhia constante.”

Você também pode ler sobre Mary Slessor de Calabar. Eu tenho lido a história de sua vida três vezes desde que cheguei nas Filipinas. Sustentada por sua fé em Deus, ela plantou igrejas, escolas e até um hospital.

Eu tenho dito ao Senhor, “Se você quer me usar em qualquer área, aqui estou eu!” E se Deus pode usar essas grandes mulheres, Ele pode usar você também e Ele quer!

A única coisa que temos para oferecer à Deus são nossas vidas. Assim, vamos oferecer a Ele todos os nossos dias em obediência à sua vontade, sendo fiéis no “Ide”!

CAPÍTULO 9

“Mulher e solteira no campo missionário”

 Por Melinda (Osburn) Koehler (’84 ’85)

Melinda Koehler, formada na Universidade do Estado de Portland, em 1992 em Educação em Saúde. Ela formou-se no RHEMA Bible Training Center em Maio de 1985. Ela se mudou para o Zaire, África Central como missionária em Janeiro de 1986.

O esposo de Melinda, Dan, formado em física, matemática e ciências de computação na Universidade Central de Michigan em 1985. Ele trabalhou na corporação química antes de assistir o RHEMA em 1986 e se formar em 1987.

Dan foi ao Zaire onde ele encontrou Melinda em Dezembro de 1988 (Melinda interpretou Dan durante seu primeiro ano no campo). Dan e Melinda se casaram em Janeiro de 1991. Eles tiveram dois filhos: Hannah, que nasceu em setembro de 1992 no Estado e Caleb que nasceu em Nairobi no Kenya, em junho de 1994.

Os Koehlers têm trabalhado no Zaire por um tempo de nove anos, pregando em seminários e ensinando em escolas bíblicas, traduzindo os livros dos Hagins para as línguas Swahili e Kinyarwanda. Eles recentemente têm começado novos trabalhos em Rwanda, um país onde nenhuma igreja tem ensinado sobre a fé. Eles também têm começado uma igreja, uma escola bíblica e escolas elementares.

* * *

Desde a época que eu tinha sete anos, eu sabia que era chamada para ser missionária! Aos sete anos eu fui envolvida em um sério acidente e fui hospitalizada por uma semana. Uma noite durante minha estada no hospital, minha mãe sonhou que eu tinha morrido. Ela acordou apavorada e imediatamente ligou para o hospital.

A equipe do hospital assegurou minha mãe que eu estava bem e falou para ela que voltasse a dormir. Quando ela dormiu novamente, foi acordada pelo mesmo sonho. Ela ligou para o hospital uma segunda vez e eles continuaram a afirmar à minha mãe que eu estava bem.

Quando minha mãe voltou a dormir ela teve o mesmo sonho. Ela não ligou para o hospital. Ao invés disso, ela se ajoelhou e orou a Deus para poupar minha vida. Ela orou ao Senhor que se Ele me livrasse, ela dedicaria todos os dias da minha vida a ele.

Repentinamente, minha mãe teve uma visão. Ela me viu com cerca de 40 anos com meu marido. Tínhamos um olhar muito determinado em nossas faces para servir a Deus. Minha mãe sentiu que eu viveria muitos quilômetros longe dela, mas ela sabia que Deus estava confirmando a ela que eu viveria e não morreria.

Minha mãe não me contou sobre essa visão até muitos anos mais tarde. Mas imediatamente depois que eu saí do hospital eu comecei a contar às pessoas que iria ser missionária na África! Eu não sabia o que era um missionário ou mesmo onde a África ficava, mas Deus tomou a oração da minha mãe e colocou a chamada de missões em meu coração!

“Seguindo o plano de deus passo à passo”

Depois da escola secundária, Deus me guiou a ir para a faculdade antes de assistir o RHEMA. Em retrospecto, agora posso ver porque ele me guiou para me formar na faculdade. Tendo me formado ganhei o respeito dos governos estrangeiros. Os governos estrangeiros estão mais interessados em projetos que você possa realizar para eles do que um evangelismo ou ensino da Bíblia.

Eu assisti o RHEMA de 1983 a 1985. Deus usou as pessoas que eu ajudei durante aquele tempo a me dar “ligações divinas” para o campo no qual ele me queria – a África.

Durante os dois anos que eu estava no RHEMA eu meditei nas escrituras sobre o ser guiado pelo Espírito Santo e eu orei sobre onde Deus me guiaria. Não espere até você terminar a escola bíblica para começar a orar sobre onde ir. Eu sempre conservei meu coração sensível e aberto a Deus, assim eu estaria escutando e ouvindo claramente quando Ele se dirigisse a mim.

Durante o meu segundo ano no RHEMA, enquanto um de nossos professores missionários Ralph Hagemeier ensinava durante uma aula de missões, eu ouvi uma voz atrás de eu dizer, “Você trabalhará com ele”. Eu pensei que um dos outros estudantes estava pregando uma peça comigo! Eu olhei atrás de mim para ver quem era mas todos estavam escutando atentamente o Rev. Ralph.

Então ouvi a voz outra vez, “Um dia você trabalhará com esse homem!” Então eu disse dentro de mim, bem Senhor, se isso é o Senhor falando para mim, você terá que abrir a porta. Meses depois eu estava com os Hagemeiers em Kalemie, Zaire.

“Espere que deus abra as portas das oportunidades”

Uma vez que você ouviu de Deus sobre a sua vontade na sua vida, você pode apenas recostar-se e deixar que Deus abra a porta pra você. Você não tem que forçar a porta de entrada de seu ministério. Deus abrirá a porta antes que você chegue no lugar aonde ele quer.Como eu tenho orado e tirado tempo para esperar no Senhor, eu nunca tive dúvida sobre qualquer decisão que eu tenha tomado. Eu me levanto eu fé em tais escrituras como João 10:3-5; I Coríntios 2:16; Provérbios 3:5-6; Romanos 8:14-16. Por exemplo, eu confessei João 10:4-5 e dizia, “Eu conheço a voz do meu Pastor e a voz de um estranho não seguirei!” Deus é fiel para nos guiar.

“A importância de ser guiado pelo espírito em cada área da vida”

Eu não posso ressaltar quão importante é orar, levantar-se na Palavra e ser guiado pelo Espírito. Apenas recentemente, meu marido Dan e eu tivemos uma advertência interna sobre uma viagem que nós estávamos indo fazer, mas nós não tomamos tempo para orar e descobrir em quê Deus estava nos advertindo. (Dan e eu nos casamos em 1991 e desde então temos servido ao Senhor na África).

Nós estávamos indo para Kigali, Rwanda, para ministrar sobre o feriado da Páscoa. Eu estava grávida naquele tempo. De Kigali nós fomos pegar um avião para Nairobi, Kenya, assim eu podia conseguir um exame completo de pré-natal.

Queríamos voar de nossa cidade natal para Kigali e então para Nairobi, mas decidi dirigir para Kigali e voar para Nairobi de lá, economizando $100. Um dia depois nós voamos de Kigali para Nairobi, foi o dia em que o presidente de Rwanda foi assassinado. Nosso veículo que deixamos estacionado em Kigali foi roubado.

Se tivéssemos tirado tempo para descobrir o que Deus estava tentando nos avisar, nós tínhamos voado para Kigali ao invés de dirigindo. Se tivéssemos tomado tempo para orar, não teríamos ficado tão preocupados em economizar $100 dólares enquanto perdíamos $27,000 mil!

Esteja atento a tirar sempre tempo para Deus e estar sensível à sua direção. Isto pode ser um assunto de vida ou morte.

“O valor da experiência e da preparação”

Quando eu me formei no RHEMA em 1985, fui cheia com a Palavra de Deus mas nunca havia tido qualquer experiência no campo estrangeiro. O único estrangeiro que eu conhecia era de Oregon para Oklahoma! Eu senti como se eu precisasse de alguma experiência em mão, então eu fiz duas viagens à curto-prazo.

Minha primeira viagem foi à cidade do México no México, pouco tempo depois da devastação do terremoto de outubro em 1985. Nós tivemos lá 500 pessoas nascidas de novo em uma semana. Minha segunda viagem foi ao Quetzaltenango na Guatemala, onde nós tivemos 700 pessoas nascidas de novo em quatro dias! Aquelas viagens ajudaram a me dar experiência no trabalho em um campo estrangeiro e usando intérprete!

Eu creio que fazer viagens à curto prazo é uma das mais valiosas experiências que alguém que tenha chamado pode ter. Isso levará embora muito do medo do desconhecido e dará a você confiança em como Deus poderá te usar.

“Tenha fé durante sua caminhada na vida”

As finanças são sempre o maior obstáculo no trabalho de missões. Deus dirige algumas pessoas a itinerar para levantar sustento, o que é especialmente importante se você têm uma família. Mas quando eu era solteira eu não tinha as mesmas necessidades no campo que uma família tem como alimentação e vestuário de crianças, escola, etc. Deus me guiou a fazer planos para ir à África me assegurando que lá Ele supriria todas as minhas necessidades.

Não levantar sustento vai contra o que geralmente é ensinado em missões, mas a chave para o sucesso em qualquer ministério é aprender a seguir o testemunho interior do Espírito Santo e ser obediente ao que Deus dirige você à fazer! Ele me disse “apenas vá” e eu fui!

Minha mente me dizia que eu estava louca! Pessoas bem intencionadas que eram próximas à mim se sentaram para me explicar que eu não poderia ir porque não iria sobreviver no campo de missões, pois quem cuidaria de mim?

Eu já estava bem familiarizada com o meu Pai celestial durante a escola, e eu sabia que como ele me supriu durante a escola, Ele continuaria a ser fiel a mim durante meu tempo no campo!

Viajando para o outro lado do mundo sozinha me fez até mais ciente da Presença de Deus. Há algo especial entre aquelas situações que é só você e Deus! Isso proporciona uma oportunidade maravilhosa para Deus lhe mostrar o seu grande favor por você.

Uma vez que tive que viajar para o Zaire a fim de obter um carro fora do porto, eu gastei um mês viajando sozinha cruzando metade do continente. Quando veio o tempo de cruzar o lago Tanganyika, eu embarquei em um navio de passageiro e o carro iria mais tarde em uma barcaça.

No navio alguns homens jovens me viram sozinha por completo – a única moça jovem branca viajando no navio. Eles começaram a me importunar falando coisas imorais.

Eu poderia ter tido uma autopiedade dizendo,”Pobre de mim, viajando completamente sozinha!” Então eu decidi que se aqueles homens estavam sendo ousados para o diabo eu estava sendo mais ousada para Deus!

Eu comecei testemunhando para aqueles homens jovens e lhes disse que se eles eram salvos não falariam aquilo. Eu lhes expliquei como nascer de novo e como se tornar uma nova criatura.

Antes que eu começasse a falar, uma multidão de cerca de 40 pessoas reunidas queriam ouvir o que esta “moça branca” tinha para dizer! Então eu agarrei minha Bíblia Swahili e preguei para uma multidão cativa por cerca de duas horas. Então eu fiz o apelo e cerca de 18 pessoas aceitaram o Senhor e 14 foram imediatamente enchidas com o Espírito Santo e falaram em novas línguas – exatamente lá no topo do convés do navio!

Nós podemos mudar cada situação para a Glória de Deus – até viajando sozinho para a África!

“O justo viverá da fé no campo missionário mesmo sendo na área de finanças!”

Assim que terminei a escola bíblica, eu comecei a me preparar para o campo missionário mesmo que eu tivesse apenas $10 dólares por mês. Dois dias antes que viajasse eu tinha $1.000 dólares. Um mês mais tarde Deus começou a usar pessoas diferentes e o dinheiro veio mais do que o suficiente (entre $500 e $1000 por mês). Havia o suficiente para a minha passagem. A maioria dos meus recursos eu nunca imaginei de onde viria. Deus gosta de usar a avenida menos suspeita!

O testemunho de Dan como homem solteiro no campo é quase o mesmo que o meu. Ele partiu sem jamais itinerar e com apenas $45 dólares por mês para sustento. Quando chegou lá, ele recebeu cerca de $500 por mês.

Deus tem sido fiel para nós tanto hoje depois que casamos quanto antes de nos casarmos. Teve um ano que tivemos muitas despesas extras por causa de nosso primeiro bebê e parecia que íamos cair financeiramente. Quando fomos ao encontro ministerial no RHEMA em Tulsa aquele ano, Dan sentiu-se guiado a semear $1,000 para o RHEMA Bible Training Center. Minha mente estava me dizendo, “Onde vamos conseguir esse dinheiro? Mas eu me coloquei em concordância com Dan e nós decidimos enviar a oferta parcelada em cinco meses, $200 cada mês”.

No mês que pagamos a última parcela, alguém que não conhecíamos achou nosso endereço e nos deu $10,000!

“Tenha Deus como sua fonte no ministério”

Enquanto eu estava no RHEMA, Deus me revelou a minha parte no ministério Dele. Ele me deu uma tripla visão:

1)- Ser uma extensão do Rev. Kenneth Hagin no ensino da fé para a África via seminários bíblicos. Este plano incluiria gastar várias semanas em uma área do sertão se necessário;

2)- Levantar centros de treinamento onde pessoas em sua nação poderiam ser ensinadas a alcançar seu próprio povo com o Evangelho;

Este plano cria um efeito de multiplicação. Por exemplo, no Zaire há mais de 200 dialetos diferentes e é impossível aprender todas as línguas deles. Mas nós podemos ensinar os nacionais a alcançar seu próprio povo com a Palavra da fé.

3)- Traduzir os livros dos Hagin’s e outros livros de fé na linguagem do povo.

Não pode haver sempre uma porta aberta à sua disposição no ministério nesses países, mas a Palavra escrita pode ir dentro e permanecer em lugares que nós não podemos. Mesmo distantes, nós temos traduzido muitos livros nas línguas Swahili e Kinyarwanda.

“Não comprometa a sua chamada”

Deus tem me dado uma visão muito específica para realizar e eu sabia que se fosse me casar, teria que ser com alguém exatamente com a mesma chamada que eu. Houve muitos homens bonitos que estavam interessados em mim, mas eu não podia comprometer a chamada de Deus em minha vida. É melhor ser uma solteira com êxito e realizar o plano de Deus do quê se casar com a pessoa errada e frustrar os planos de Deus em sua vida. Mas se você é obediente no ir, Deus levará seu companheiro onde você estiver no campo missionário como fez comigo!

Eu sabia que Dan era o homem certo para mim porque ele tinha exatamente a mesma visão de Deus que eu tinha. Antes que eu encontrasse Dan, eu ainda não tinha dividido completamente a visão com alguém na terra. Em uma noite quando estávamos apenas compartilhando sobre o trabalho de Deus em nossas vidas, Dan começou a contar sua visão para a África e era palavra por palavra o plano que Deus tinha colocado secretamente em meu coração para a África! Então eu sabia que ele era a pessoa certa para mim e desde que nos casamos nos últimos quatro anos temos trabalhado juntos a fim de realizarmos aquela visão.

Recentemente nos mudamos do Zaire para Kigali, Rwanda e nós estamos iniciando um trabalho pioneiro lá. Começamos uma igreja e já conseguimos um grupo de louvor para louvarmos à Deus em um país que tem um espírito de assassinato e melancolia lá.

Enquanto nós cantamos, as pessoas vêm escutar e depois eles nos ouvem pregar as Boas Novas. Breves começarão uma escola bíblica tão boa quanto escolas elementares. (A maioria dos professores era massacrados no genocídio e agora o sistema de educação deve começar outra vez).

“Vantagens na vida de um missionário solteiro”

Eu estou grata por ter vindo para o campo solteira, porque de algum modo me tornou uma missionária mais eficaz. Paulo disse em I Coríntios 7:34 e 35 que a mulher solteira é devota a Deus em ambos corpo e espírito. E como isso é verdade! Como solteira eu era capaz de dar-me por completo ao Senhor e ao Seu trabalho. Eu fui capaz de aprender a linguagem muito mais rápida do que muitas de minhas colegas de trabalho casadas porque eu tinha mais tempo para mim mesma – mais tempo para usar em oração e estudo.

Aprender uma língua é essencial se você planeja trabalhar em uma área por muito tempo. As mulheres solteiras em nossa missão particularmente têm sempre estado bem mais bem sucedida na aprendizagem da língua por serem capaz de dar atenção completa ao estudo.

“as armadilhas”

A habitação pode ser o aspecto mais difícil ao se chegar no campo estrangeiro principalmente mulheres solteiras. A menos que você vá com uma amiga e dividam um quarto, você deve ter que se alojar com quem quer que esteja por lá. As mulheres freqüentemente têm problemas em achar uma colega de quarto compatível. As pressões já são grandes demais para se viver em um país de terceiro mundo como uma pessoa de raça diferente e ainda ter conflitos no local do seu lar.

Assim, faça uma seleção de uma colega de quarto e coloque como prioridade em oração. Mulheres em geral tendem a ser mais exigentes sobre como elas gostam de conservar suas casas. É melhor viver sozinha ou tentar ir para o campo com alguém que você já conhece e que é compatível com você. Isso pode lhe evitar muitos problemas!

Alguém uma vez me disse, “Eu amaria o campo de missões se não fosse os outros missionários!” Infelizmente isso pode ser verdade algumas vezes. Se você ficar em uma situação difícil, lembre-se, a chave para a vitória é amor e perdão. Quando você vive nessas regras, você será um vencedor em todo tempo.

Estive em uma situação quando cheguei no campo no qual minhas colegas de quarto escolheram não gostar de mim antes mesmo de me conhecerem! As palavras delas no início, cheias de dor, me devastaram no início. Mas eu estava determinada a andar em amor e bondade apesar de como elas me tratavam. Não foi fácil e levou um ano para realmente vencê-las. Mas eu estou contente em dizer que porque eu continuei a andar em amor, as pessoas que mais me feriram, hoje se tornaram minhas amigas mais íntimas.

Uma coisa também relativamente difícil para mulheres solteiras no ministério é trabalhar com homens. Nos países subdesenvolvidos, a maioria das mulheres não é educada. Na verdade, no Zaire, muitas poucas mulheres sabem ler e escrever. Quando eu fui de início ao Zaire eu pensei que as mulheres lá não me aceitariam porque eu não era casada e não tinha filhos. Nós não tínhamos nada em comum. Algumas me olhavam de um jeito de baixo pra cima na cultura africana. Mas desde que me casei e tive filhos, tenho tido alguns encontros tremendos com mulheres.

Quando eu era solteira, a maioria do meu ministério foi dirigida ao ensino na escola e nas igrejas. Os estudantes especialmente eram muito entusiasmados em aprender a Palavra. Vários deles até diziam que a razão de Deus ter-los enviado para a escola era para ficarem em fé como em Marcos 11:23-24 que eu lhes dei. Isso era revolucionário para a vida deles.

A vida de solteiro é especialmente difícil na cultura Africana porque o adultério é um problema desenfreado mesmo na Igreja. Quando as pessoas estão vivendo em pecado, eles esperam que alguém mais esteja como eles. A coisa importante a fazer é evitar mesmo a “aparência do mal”.

É difícil saber de inicio apenas o que as pessoas estão pensando em uma outra cultura, mas tente ser sensível. Como em qualquer ministério, evite estar sozinho com alguém do sexo oposto ou passar qualquer tempo extenso com ele ou ela. Então você não providenciará oportunidade para as pessoas falarem. Deus sempre defenderá você enquanto você esforçar-se para conservar seu caminho puro.

“Lidando com a solidão”

Aquelas longas noites africanas! A escuridão vem para África às 6:00 da tarde e fica até 6:00 da manhã. Assim, a doze horas de escuridão e doze horas d claridade. Como um solteiro no campo, há potencial para solidão. Não há nada a fazer no Sertão da África depois da escurecer. Eu percebo que outras culturas não são tão atrasadas, mas houve muitas noites largas quando eu estava sozinha. É duro quando outros estão em casa com as famílias deles e você está sozinho. Trazendo bons materiais de leitura ou ter uma televisão e VCR podem ser uma benção tremenda (isto é, se você tem eletricidade).

“Deus te dará graça para a tarefa e recompensa por sua obediência!”

Um benefício de ser solteiro é ter mais oportunidade para se unir as nacionais. Antes que eu estivesse cansada, eu gastei mais de meu tempo com os nacionais ou ministrando. Eu estava com a lotação esgotada para o ministério toda semana por três meses adiantado e podia ter aceitado mais convites se eu tivesse querido. Eu era capas de fluir por mim mesmo 100% em estudo e ministério da Palavra de Deus. Embora vivendo sozinho é um grande desafio, o que faz valer o sacrifício é ver pessoas sendo liberto pela Palavra de Deus.

Quando eu fosse atravessar um tempo difícil e começasse a penas que o sacrifício era grande demais, Deus me daria uma medida extra de unção Dele e graça, e o ministério seria até mais doce.

Depois de um tempo particularmente difícil, eu me lembro de uma senhora que tinha sido uma espiritualista que foi salva em um de meus encontros. Eu estava ensinando sobre o Deus Pai e compartilhando meu testemunho de que Deus cuida de mim. O marido desta senhora tem deixado a ela com cinco filhos, e ela fazia sua vida conversando com os espíritos dos mortos. Quando ela ouviu que deus tinha cuidado de mim, milhares de milhas longe de casa, ela soube que Ele podia cuidar dela também. Ela arrependeu-se por servir o diabo e foi gloriosamente salva. Enquanto eu permaneci em fé durante aqueles duros tempos, Deus recompensaria com bençãos extraordinárias.

Há um prejuízo contra solteiros no campo de missões que nunca experimentei nos Estados Unidos. Aparentemente, tudo é suspeito. Uma amiga minha trabalhou com uma organização particular que tinha um tempo de desencorajamento e eventualmente voltou para casa. Ela queria trabalhar em parceria com uma outra família entre os pigmeus, mas sua liderança teve medo de uma situação de adultério desenvolvida apenas porque ela era solteira sem um parceiro. Ela disse, “eu me sinto como culpada até que prove a inocência”. Sua superior disse, “você é!”.

Há muito trabalho contra a mulher solteira, mas você pode vencer a provar que você pode viver para a gloria de Deus acima do pecado e reprovação.

“Pague o preço de conservar-se espiritualmente forte”

É um grande desafio conservar-se erguido espiritualmente. Usualmente não há ninguém mais para alimentar você. Em cada lugar que nós temos trabalhado, nunca havia mais ninguém que acreditasse no caminho que nós fazemos. Raramente há uma outra pessoa cheia do Espírito ao redor, uma quase nunca há uma pessoa com a palavra de fé.

Eu achei importante trazer livros e fitas para a construção da fé. Eu gosto de ler livros de Smith Wiggleswort, John Lake, e Lílian B. Yeomans. Depois de minha primeira fase na África, e achei que trazendo meus livros de escola de Bíblia era de longe mais importante do que apenas sobre alguma coisa mais – até mais importante de que meu sopro mais seco e aspiral de ferro!

Construindo minha fé diária nas áreas de cura e proteção é essencial. Nós estamos em uma área onde não há doutores, telefones, ou qualquer tipo de ajuda do outro lado. Esta é uma grande oportunidade de por em pratica o que nós aprendemos no RHEMA!

“Seja um exemplo para outros missionários”

Associar-se com outros de igual fé preciosa é importante. Eu valorizo então aquela sociedade. Infelizmente não há pessoas de fé em nossa parte do país. Em Bukavu, Zaire, nós tínhamos uma sociedade Inglesa aos domingos à noite, mais me incomodava ouvir tanta descrença às vezes. Quando eu estava através sendo um julgamento, eu tive que evitar associar-me, então eu não encararia oposição do qual eu estava crendo em Deus. Mas nós podemos associar-nos com outras missões ao redor do salvador. Algumas de minhas melhores amigas tem sido de outras missões tais como a Anglicana e a Batista Conservadora.

É importante ser um bom testemunho para outros missionários também. Minha amiga Batista disse que ela era capaz de aprender muito de mim, que ela teve que realizar sua própria doutrina. Uma outra missionária Pentecostal com o qual eu vinha em contato no Kinshosa (cidade da capital do Zaire) me contou algo negativo sobre cada pessoa de fé em que ela jamais conheceu e falou que elas eram todas “faíscas!”

Por exemplo, vários deles tem sido tolos e tem ido à bancarrota enquanto confessava que suas taxas tinham sido pagas. Naquele tempo, eu estava procurando uma exoneração do governo para a Land Cruiser que tinha sido doada por mim. As exonerações foram não freqüentemente dadas, mas em sabia que Deus tinha uma para mim!

Esta missionária Pentecostal continuou me contando como era impossível e que eu nunca conseguiria a exoneração. Ela disse que até missões bem estabelecidas tinham folhado em receber uma, assim nossa missão que não tinha recebido ainda tudo de seu governo em papéis nunca seria capaz de conseguir uma exoneração.

Todo o tempo esta missionária me deu um mau relatório, eu voltei para o meu gabinete de oração e contei a Deus o que ela disse. Então eu lembrei a Deus que eu acreditava Nele. Ele é maior do que qualquer escritório do governo! Ele é maior que toda a corrupção do governo do Zaire! Ele é maior do que meus relatórios.

Um par de dias mais tarde quando esta missionária veio para visitar, sem dizer uma palavra para ela, eu apenas mostrei a ela meus papéis de exoneração. Ele começou a chorar e disse, “Melinda, você é a primeira pessoa que eu jamais trabalhar com fé!” Louvo a Deus que nós podemos ser um exemplo não apenas para os nacionais, mas também para outros missionários!

“Boletins são um dever”

Algo que eu sei que é muito importante é o boletim mensal. Boletins conservam seus mantenedores informados em qual área do ministério você está envolvido atualmente e ajuda seus mantenedores a ficarem perto de você. É importante que nos seus boletins você divida a sua história dia-a-dia sobre o que é a vida no campo de missões.

Não é importante pregar para eles em suas cartas, mas deixá-los sentirem-se como uma parte de sua vida. Deixe que sua vida seja um testemunho vivo do que você prega! Qual tipo de comida você come? Quais são suas acomodações? Divida os seus acontecimentos diários, tipo, “Outro dia uma coisa estranha me aconteceu…”

A vida em uma terra estrangeira é tão diferente da vida que nós estamos acostumados. Assim divida as diferenças da cultura com seus parceiros. Meus parceiros dizem que eles esperam ansiosamente por nossas cartas todo mês porque eles intitularam: As aventuras de Dan e Melinda!

Por exemplo, recentemente eu experimentei o desafio de minha vida missionária – comer o pavoroso dagaa! Um alimento favorito no Zaire que é um pequeno peixe miúdo de água doce (usado para isca nos Estados Unidos). Por quase dois anos eu tinha evitado vitoriosamente comê-los. Mas um dia eu andei pela cafeteira da escola bíblica quando os estudantes estavam comendo o dagaa, e eles me convidaram a comer com eles.

Eu pude ver o desapontamento deles quando eu dei uma dúzia de desculpas porque eu não podia. Assim eu aceitei o convite e sentei perto de um prato desses peixes feios com seus pequenos olhos arregalados para mim! Eu respirei profundamente e empurrei o primeiro. A areia no peixe fez um som entre meus dentes. Eu quase me engasguei! Eu planejei comer dois deles antes de me desculpar. Os estudantes estavam tão assustados porque eu estava comendo com eles que em breve eu me tornei sua professora favorita.

Estes tipos de incidentes diários(e acreditem, eles são diários!) são divertido para compartilhar com seus parceiros.

Também se lembre, não olhe para as igrejas ou seus boletins como sua fonte de sustento. Deus é sempre nossa fonte, mas nós temos a responsabilidade para continuar informando aqueles que estão orando e nos apoiando.

“Não caia na armadilha do rancor”

Há uma armadilha que freqüentemente eu vejo os missionários caírem e é o rancor. É duro estar longe da sua nação, família e amigos. O diabo tentará desencorajar você e fazer você pensar que ninguém pensa ou cuida de você. Eu tenho ficado muitas vezes por longos períodos de tempo sem receber nenhuma carta. Eu me sentia ferida e esquecida por todos. Eu pensava, eu estou aqui batalhando no outro lado do deserto tentando levar a Palavra de Deus para um grupo de pessoas com torcicolo e ninguém liga!

É fácil ficar com ciúmes, rancor ou autopiedade. Mas é durante esse tempo que você tem a oportunidade de louvar à Deus e não perder sua alegria. Se nós somos fiéis para realizar o ministério que Deus tem nos dado, haverá uma recompensa.

  Algum dia quando estivermos na Ceias das Bodas do Cordeiro (você pode olhar para mim sentado na seção Zairian comendo o ugali e dagaa celestial!) haverá aqueles que dirão, “obrigado, Melinda, por vir para nós com a Palavra. Nós estamos aqui apenas porque você veio!” os sacrifícios temporais que nós fizemos não são nada comparado às recompensas eternas que estão sendo armazenadas para nós.

Ninguém nos deve nada. Alguns missionários têm tentado fazer o povo voltar para casa sentindo culpa por não fazer mais. Nós não tentamos extrair dinheiro de ninguém ou acumular culpa sobre eles. Mesmo nos Estados Unidos, nossa meta é ministrar para o pastor e as pessoas das igrejas que nós visitamos. Assim nós ministramos para as necessidades da igreja, Deus sempre vê isso que nossas necessidades estão encontradas também. Se você realmente crê que Deus sozinho é nossa fonte, então todos estão se esforçando muito para levantar sustento apenas cairá pela beira da estrada.

Levantar sustento é uma grande oportunidade para usar sua fé e começar confessando que Deus está levantando pessoas para fisgar com sua visão. Reclame em favor das escrituras em oração sobre igrejas e pastores. Se nós fazemos nosso trabalho de casa em oração, então Deus pode abrir as portas que Ele tem para nós.

“o que você prega deve ser real para você”

Durante o meu primeiro período, eu realmente precisei de um veiculo. Era uma tentação querer olhar para varias igrejas ou indivíduos para encontrar o que precisam. Mas Deus me lembrou que lê sozinho foi muito forte. Muitas vezes eu tive que andar ou usar transporte publica, ou eu tinha que pedir emprestado um veiculo de outros missionários.

Eu lembro que um domingo andei para três serviços diferentes e tinha bolhas sobre os meus pés. Eu vi isto como um desafio da fé, assim enquanto ou andava, eu agradeci a Deus. Eu queria ser um exemplo para o povo do Zaire na palavra e em ação. Eu queria mostrar a eles como confiar em Deus para suas necessidades enquanto eu estava confiando Nele para a minha.

Deus era fiel, e algumas vezes mais tarde os missionários Kenneth Copeland doou uma Toyota Land Cruiser novo em folha para mim. Em todo lugar que eu tinha orado em fé, eu contava as pessoas que Deus estava para me dar um carro. Eles foram selvagens com excitação e regozijaram – se quando viram aquele bonito caminhão que eu chamei “Nsango Malamu” (significam as Boas Novas na linguagem Lingala). Nosso ministério é sem valor se não podemos viver o que nós pregamos.

“O amor nunca falha”

Meu lema no ministério é uma citação d Lloyd Jonh Ogilvie. Ele disse, “Quando as pessoas sabem quanto você tem cuidado, então elas cuidarão do quanto você sabe!” Eu tenho visto missionários tornarem – se militantes e duras sobre as pessoas, como um major do exercito seria. Isto isolou estes missionários das nacionais, e faz os missionários rancorosos sobre a rejeição deles. Eles se espantaram porque as pessoas não as aceitaram! Mas o que atrai a atenção das pessoas é a compaixão e o amor. Seu ministério nunca se importará com alguém se você não mostrar o amor de Deus. O amor nunca falha!

CAPÍTULO 10

“Permanecendo fiel à sua visão”

Por Bill e Shelli Pafford (’89 ’90)

Cinco meses depois que Bill e Shelli Pafford se formaram no RHEMA Bible Training Center, eles foram para o campo missionário nas Filipinas. Desde esse tempo, os Paffords tem estado trabalhando com os missionários Paul e Shoddy Chase, ensinando e treinando nacionais para o ministério no Centro de Treinamento Bíblico Palavra Viva. Bill e Shelli também conduzem encontros em igrejas por toda as Filipinas.

Os Paffords sabem que um dia estará se mudando para a China como missionários, fazendo o mesmo tipo de trabalho que eles fazem atualmente. Eles têm três filhos: Scott com 11 anos, Brad com 10 e Brittany com seis anos.

* * *

Alguns anos antes de assistirmos as aulas no RHEMA, nós sabíamos que seríamos missionários na China um dia. Embora nesse momento não estamos na China, mas tudo o que estamos fazendo agora no campo missionário nas Filipinas é uma preparação para as coisas que estaremos fazendo na China.

Uma coisa que eu tenho aprendido é que tempo de preparação não é tempo perdido. É conseguir que você esteja preparado pelo o que vem em frente. A beleza disto é que até agora nós estamos mudando as vidas e os destinos eternos das pessoas na Ásia.

O Senhor falou comigo sobre a China uma tarde enquanto estava o adorando em minha sala. Ele disse, “Eu estou levantando pessoas na China que se tornaram para Mim evangelistas, pastores e mestres. E você será uma parte daqueles que eu enviarei para lá a fim de ensiná-los e treiná-los”.

Bem, como eu disse, nós não temos alcançado a China ainda, mas até agora Deus esta nos preparando. A China está sempre em nosso coração. Nós não podemos ir à África porque não está em nossos corações. Nós podemos orar pela África, visitar a África mas não poderíamos viver lá.

O Senhor disse algo interessante à Paulo quando Ele lhe apareceu na estrada de Damasco em Atos 26:16 e 18:

Mas levanta-te e firma teus pés porque Te apareci por isso, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda;

Para lhes abrires os olhos e das trevas os converteres à luz e do poder de satanás a Deus: a fim de que recebam a remissão dos pecados e herança entre os que estão santificados pela fé em Mim.

 Eu sempre me atraído por essas escrituras; elas significam algo muito forte para mim pessoalmente.

 Há também dois versículos que parecem estar impressos em meu coração:

II Timóteo 2:2

E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, transmite-os à homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.

Filipenses 2:13

Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.

Estas escrituras falam para mim no mais íntimo do meu espírito e me dá direção para a minha vida. Elas me mostram o que fazer me mostrando o propósito de Deus e o plano para a minha vida na Terra.

Nas Filipinas desde Outubro de 1990, temos pregado e ensinado coisas que temos aprendido e visto no Reino de Deus. Temos pregado e treinado Filipinos que são chamados no ministério, assim eles podem levar as Boas Novas de Jesus por toda a nação deles e até mesmo para as outras nações do mundo!

Temos trazido ressurgimento para a igreja nas congregações enquanto temos ido ensiná-los. Também temos enriquecido os ministérios de pastores e professores da bíblia ensinando-lhes um conhecimento mais complexo e mais profundo das Escrituras.

Estamos desenvolvendo bons professores da Bíblia que podem ministrar para as pessoas aqui e seguirem a liderança do Espírito Santo. Temos visto grande crescimento no Corpo de Cristo nas Filipinas.

Isto é o que Deus tem chamado Shelli e eu para fazer e estamos muito contentes em fazê-lo. É um prazer servir ao Senhor na Ásia!

Muitos, não poucos, das pessoas que nós temos ensinado a conhecer Deus e chamando-os para as nações da Ásia. Enquanto Deus tem estado nos preparando para China, nós temos estado preparando outros para ir também – para a China tão bem quanto os outros países asiáticos. Que alegria e privilegio é fazer isso!

Então, outra vez, o tempo de preparação não é um tempo perdido desperdiçado. O tempo de preparação prepara você apenas para aquelas coisas que estão adiante. Quando Shelli e eu ficamos na China, nós já teremos muitos anos de experiência que nos ajudará enquanto nós começamos a ensinar e treinar as pessoas da China.

“Ficando no campo de missão”

Como eu mencionei antes, o tempo de preparação não é tempo desperdiçado. Ao contrario, ele pavimenta o caminho pelo qual à vontade de Deus será realizada em sua vida.

Assistindo ao RHEMA Bible Training Center como parte de nossa preparação não apenas nos ensinou o que a escritura diz, mas deu-nos certa sabedoria sobre a igreja e a vida cristã. Também nos coloca na posição de começar nosso trabalho missionário na Ásia.

Depois da noite de cerimônia de formatura do RHEMA, nós assistimos a festa de formatura no Ninowski Recreation Center. Eu ouvir por acaso dois de meus amigos falando sobre o ministério futuro, e eu disse para eles, “não se apressem sobre o que você estarão fazendo no futuro, apenas aproveite esta noite de formatura. O Senhor mostrará a vocês mais tarde o que Ele quer você para fazer”.

Shelli e eu não fomos ansiosos sobre o futuro, porque nós já sabíamos que de algum modo, e em algum tempo, nós estaríamos indo para o campo de missão e para a China.

Por anos antes assistindo o RHEMA e enquanto assistia o RHEMA, nós sabíamos que nós estaríamos indo a China um dia. Durante os últimos poucos meses nós fomos ao RHEMA, eu sabia que dentro de um ano nós estaríamos no campo de missão. Eu não sabia como acharia a resposta para tudo, mas eu assumi que nós estaríamos na China dentro de um ano.

Em cinco meses, bem, dentro de um ano, nós estávamos no campo de missão – não na China – mas nas Filipinas. Deus tem estado nos usando nas Filipinas e preparando-nos para o que está adiante ao mesmo tempo.

O dia depois da formatura do RHEMA, um companheiro colega de classe e bom amigo veio a nós e nos convidou para ouvir um missionário da Ásia que estaria na cidade aquele dia. Shelli e eu rapidamente decidimos ir. Nós fomos apenas alegres em ir e ouvir uma temporada, um missionário falar. Nós não tínhamos nenhuma expectativa de atualmente nos juntar a ele ou ao seu ministério.

Bem, para encurtar a historia, durante o tempo de compartilhar aquele dia do missionário Paul Chase, veio em ambos os nossos corações para começar nosso trabalho missionário nas Filipinas, trabalhando com Paul Chase e sua esposa, Shoddy!

A próxima semana nós retornamos do RHEMA para nossa casa paroquial em Lakeland, Florida, Family Worship Center, no qual é pastoreado por Reggie Scarborough. Nós dividimos com ele como nós viemos para nossa decisão de ir para as Filipinas, e ele concordou conosco. Cinco meses depois, ele e a igreja nos enviaram para as Filipinas – para a Ásia – para o outro lado da terra!

Durante os cinco meses entre nossa formatura do RHEMA e nossa primeira viagem para o campo de missão, nós ficamos envolvidos em nossa igreja. Eu comecei a ministrar outra vez cada quarta – feira na prisão do condado. Era um estabelecimento fora do alcance de nossa igreja.

O Pastor Reggie me pediu para vir na equipe e ficar mais experiente no ministério e ver mais sobre como a igreja funcionava. Eu sempre serei grato a ele por sua confiança em mim e por me permitir à oportunidade de aprender de seu maravilhoso ministério. Ele é verdadeiramente um homem bom que tem fé em um grande Deus, e acredita e confia na liderança do Espírito Santo.

O Pastor tem feito ricos depósitos em nossas vidas, apenas como o RHEMA tem, e apenas como os hagins e outros grandes ministros de Deus tem. Aqueles ricos depósitos são para nós, nossa família, e para o povo que Deus envia para nós.

Nós encontramos com Paul Chase um par de vezes durante aqueles cinco meses depois da formatura do RHEMA. Eu tinha escrito embaixo, mais do que cem questões para ele responder para nós e algumas daquelas questões tem duas ou três partes! Eu tinha bastantes questões porque nós nunca tínhamos feito o que nós estávamos para fazer. As perguntas eram não para determinar se ou não, nós poderíamos ir, mas como fazer nossa primeira experiência no campo de missão mais confortável e bem sucedida. Nós realmente não sabíamos o que esperar no campo de missão.

Eu suponho que aquelas questões me ajudaram um pouco, mas eu tenho conseguido contar a vocês, a primeira viagem para o campo de missão pode ser um choque real. Como eu disse, eu realmente não sabíamos o que esperar. Vivendo em uma América moderna não prepara você para o campo de missão. A pobreza, a falta de esperança, os hábitos, os modos de pensar, a falta de algo conveniente, e os cheiros em nosso campo de missão tudo toma algo que ficamos acostumados.

Mas nós ficamos acostumados, e assim você pode, por causa da graça que é disponível para aqueles que Deus chama. Nós sabíamos que Deus nos queria aqui, e nós propomos em nossos corações que nós seguiríamos Sua vontade.

“Preparação Espiritual”

Sabendo o “que”, “onde”, “quando”, “quem” e “como” da vontade de Deus para qualquer iniciativa missionária é exatamente importante. Recobrindo dos custos dos erros do tempo e dinheiro são valiosos. É verdade que algumas pessoas até serão abençoadas através de seu ministério para eles, mas se você não esta aonde Deus quer que você esteja, fazendo o que Ele quer que você faca, então você esta no lugar errado, fazendo coisa errada. Em outras palavras, você não esta fazendo a vontade de Dele no que refere a Sua chamada.

O missionário precisa conseguir e seguir a visão de Deus para seu trabalho missionário. Ele será responsável para Deus por isso. Deus dá planos, propósitos, e vista ou visão para Seus missionários. 0 missionário apenas precisa conseguir, receber e fazer.

Conseguir aqueles planos, propósitos, e vista ou visão de Deus não é duro se você está fazendo o que pega para conseguir-los. E o que leva para conseguir-los é a mesma coisa que leva para saber “o que, onde, quem, quando e como” da realização da vontade de Deus. Em outras palavras, mantendo uma amizade íntima com Deus coloca você em uma posição de ouvir as instruções de Deus.

A oração é tão necessária a fim de encontrar tudo o que você precisa saber o que diz respeito da vontade de Deus. Sem comunicação entre você e deus, você não pode saber a vontade de Deus. Se você não sabe a vontade de deus no que diz respeito a seu trabalho de missão, então você não pode fazer a vontade de Deus nas missões. É tão simples quanto isso. A oração é a comunicação entre você e Deus, é o veículo que coloca você e seu Pai em contato um com o outro.

A oração coloca você em uma posição de ser verdadeiramente um com Deus em seus planos e propósitos para sua vida. Permite a você a oportunidade de estar em acordo com Deus em alguma coisa e tudo sobre seu trabalho missionário. É através da oração que o missionário encontrará o “que, onde, quando, quem e como” da realização de sua chamada missionária!

Sem oração – sem comunicação entre você e Deus – você pode ter uma unção íntima para missões, mas você não saberá qualquer dos específicos acima – mencionado, que você deve conhecer. Assim, comunique-se com Deus, e Ele deixará você saber alguma coisa que você precisa saber.

Se você que é chamado para ser um missionário, vá a um bom centro de treinamento da Bíblia, como o RHEMA, para aprender a palavra de Deus, para obter sabedoria, e para aprender como aplicar praticamente a Palavra de Deus, conhecendo os caminhos do Espírito Santo, conhecendo como ser prático, e aplicando o que você conhece para a sua vida e ministério fará de você um sucesso. Não é o que Josué 1:8 nos conta?

Josué 1:8

Não cesses de falar deste livro da lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, fará prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.

“Ache alguma coisa para colocar a sua mão”

Até se você não conhece ainda todas as coisas necessárias que você precisaria conhecer para seguir a vontade de deus para seu trabalho missionário, você pode ainda ficar envolvida na área de sua chamada e ganhar algumas experiência valiosa.

Sempre esteja movido na direção que Deus tem chamado você para fazer, mesmo se você não possa especificamente faze-lo ainda. Por exemplo, transmita com um outro missionário e trabalhe lá por um ano ou mais. Você aprenderá muito. Tempo no campo de missão dá a você uma oportunidade de lidar com seus sentimentos e mudar em áreas que você precisa mudar.

Ficando envolvido causará a você saber mais do que você já sabe. Use aquele tempo como um meio de “aprendizagem” até que seja a hora de você mudar-se para a vontade especifica de Deus para você. Ficar envolvido também dará a você direção para a oração – há coisas, situações, circunstancias, e diariamente no que se refere ao campo de missão que você poderia orar no tempo adiante.

Mais – como um bônus adicional para você – mesmo enquanto você está ajudando alguém mais no campo de missão, Deus pode usar você lá. Com todas aquelas experiências e conhecimentos valiosos, você estará em uma posição melhor de fazer o que Deus quer que você faça.

Quem então trabalharia com você? Seria alguém que é provado no campo de missão. Se você é um formado do RHEMA, você poderia contatar o RHEMA. Eles podem contar a você de algum grande missionário que trabalha para uma transmissão de radio com o que ajudará você a desenvolver-se como um missionário. Enquanto você começa a falar sobre certos trabalhos missionários, seu espírito terá a paz de Deus no que diz respeito a um deles. Aquele ministério ajudará a retornar para sua lembrança. Segue-se depois a paz. Tome um passo de fé (você não morrerá!)

Três coisas que eu sempre confio são as seguintes:

1. A Paz de Deus Por Dentro:

A paz de Deus deve reinar em nossos corações (Cl 3:15). A paz de Deus ultrapassa nosso entendimento (Fl 4:7). Nós devemos perseguir as coisas que trazem a paz.

2. A Sabedoria Que Deus Está Trabalhando em Mim:

Filipenses 2:13 diz, “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” Eu sei que Deus esta energizando e criando em mim tudo o que é preciso e não apenas conhecer sua vontade. Dele vem o querer ou o desejo para fazer a vontade Dele. Então Ele trabalha em mim a habilidade de que vai me ajudar a fazê-lo.

Salmos 37:4 e 5 dizem, “Agrada-te do Senhor e Ele satisfará os desejos do teu coração.” Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele e o mais Ele fará!

3. O Fato é Que o Espírito Santo Me Lembrará da Vontade de Deus Para Minha Vida!

Jesus disse em João 14:26 que o Consolador, o Espírito Santo, “…vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” Em outras palavras, o Espírito Santo lembrará a você à vontade de Deus em sua vida.

Como eu já mencionei, oração é essencial para o conhecimento da vontade especifica de Deus para você. E uma vez que você está onde Deus quer que você esteja, e você está fazendo as coisas que Deus quer que você faça, a oração conservará você no caminho certo.

As coisas que você recebe em oração do Senhor revelam mais do plano de Deus para sua vida e ministério, alertará você de perigos, alertará você dos homens maus, mostrará a você como se corrigir, evitar e dominar problemas, e conservará você no amor de Deus.

A oração eficaz fará você bem sucedido. Assim mantenha o seu relacionamento íntimo com o Senhor.

  Vivendo uma vida de oração – sempre levando para Deus Pai – tem provado ser eficaz para mim. Mas algumas vezes minha esposa e eu precisamos de horas especificas de oração para nossa vida e ministério. Há também horas especificas para orar quando a equipe de missão vem juntas, cada semana, para orar e falar com Deus a respeito de nosso trabalho missionário.

“A preparação espiritual do“como – Para””

1. Orando no Espírito é um modo maravilhoso de falar com Deus sobre as coisas que você não sabe como falar com seu entendimento. Quando você ora no Espírito, você esta falando sobre mistérios, mas eles não são mistérios para Deus! Ele sabe o que esta adiante, o que precisa ser feito, como fazê-lo, e o que Ele quer fazer.

No campo de missão, há muito “desconhecidas” – coisas que variarão vastamente de seu caminho de vida – especialmente se você esta em um lugar novo que é estranho para você. Ore no Espírito. Ore fora de sua boca à vontade de Deus no que se refere às pessoas, seu tempo lá, e seu ministério para eles. Transmita com o Senhor. Ore no Espírito, orando a vontade de Deus. ore no espírito em fé. Uma unção virá sobre você, produzindo o ministério sobrenatural para as pessoas.

2. Alimentando-se da Palavra de Deus é uma outra parte importante da preparação espiritual. Alimentando-se da Palavra não é apenas para a preparação, entretanto, é para a manutenção espiritual. É uma coisa para ser capaz de pregar a mensagem para aqueles que querem escutar, é uma outra coisa para viver a mensagem antes das pessoas – todo tempo.

No campo de missão, os cristãos podem perdoar suas falhas, mas perder pessoas não! Alimentando-se da Palavra de Deus permite que a Palavra caia profundamente em seu coração. Colocando a Palavra em seu coração em base regular desenvolve caráter bem cristão e traz adiante boas coisas de seu espírito.

Se você não é cuidadoso, o que quer que você seja, mas especialmente no campo de missão, você pode ficar ocupado demais. No campo de missão, as pessoas em todo lugar precisam de você para ir e pregar ou ensinar. E aqui, tão bem quanto na maioria dos países estrangeiros – missionários não são “uma dúzia de moedas de dez centavos”. A ultima estatística que eu li dizia que na Ásia, há apenas um missionário por 170.000 pessoas! Assim, a necessidade para você ir “em todo lugar” e ministrar definitivamente existe!

Agora se o Senhor quer que você vá “a todo lugar”, Ele mostrará a você “o que, onde, quando, quem e como”, assim você pode realizar o que Ele esta guiando você para fazer. Mas Ele quer que você vá para aqueles lugares espiritualmente construído e forte, não fraco. Oração e alimento na Palavra ajudará você a fazer-se espiritualmente forte. Se você omite aquelas duas coisas, então você sempre será o único necessitado de alguém que vem e ministra para você! Mas se você realmente ajuda e abençoa alguém mais.

Desenhe o seu dia, mesmo se você esta viajando ou ministrando por muitas horas, ter algum tempo para alimentar-se na Palavra. O que aconteceria para você se você trabalhasse duro todo o dia e você deixa de comer alimento físico para o seu corpo? Você não duraria tanto.

Em nossos trabalhos de missões, nós trabalhamos duro todo dia. Alguns dias nós pregamos ou ensinamos por cinco horas, algumas vezes mais do que isso. Alguns dias nós apenas ensinamos por uma hora, mas com preparo para nossos seminários e encontros, mas a preparação das pistas, folhetos de propaganda, ensinos, e outros materiais tão bem quanto acompanhamento nos convertidos, nosso próprio papel de trabalho, e tempo pessoal e familiar, tempo pode ir embora rápido. E irá embora.

Mais, há a inconveniência da falta de equipamento moderno e transporte pobre para lidar. Em algumas nações, tudo tem que ser feito escondido (em segredo), que significa que podia levar muito mais longo para faze-lo.

Então se você não tirar um tempo para alimentar-se regularmente e freqüentemente na palavra, você ficará fraco espiritualmente e torna-se menos eficaz para outros, incluindo a sua família, e para si mesmo. O campo de missão não é nenhum lugar para ministros espiritualmente fracos.

3. Aproveite a si mesmo de boa referência e livros de estudos, fitas cassetes, e vídeos. Estas coisas ajudarão você grandemente no campo de missão. Trago livros para sua biblioteca que cobre uma larga variedade de assuntos. Você pode adicionar aqueles livros enquanto o tempo passa. Como um missionário, você estará disciplinando aqueles que você vence para o Senhor, assim você precisará saber como ajuda-los em cada área da Palavra.

Bons discípulos produzirão outros novos cristãos através de testemunho de suas vidas e seus depoimentos. Em muitos lugares de mundo, o testemunho cristão e depoimentos são facilmente visto por causa do estilo de vida cristão que contrasta grandemente com religião, corrupção, tradição, e todos os tipos de estilos de vida injusta.

Traga muitas fitas de ensino para o campo de missão com você. Também, tenta alguém enviado fitas em uma base regular para você. Não apenas escute a si mesmo pregando, escute outros provando ministros do Evangelho também.

Escute as fitas de pastores que realmente falam a seu coração. Missionários precisam de bom ensino pastoral também. Se você não ouvir bom ensino pastoral por si mesmo, você pode ficar espiritualmente um “floco”. Eu tenho realmente apreciado escutar as fitas de ministros provados pelo Evangelho. Os ministros que nós escutamos realmente alimentam nossos espíritos, corrige-nos, e conserva-nos na pista certa. Eles mesmos alimentam a visão que nós temos dentro de nós.

Ensino pastoral ajudará você em disciplinar outros. Por exemplo, se você é o único missionário que as pessoas tem para escutar, e tudo o que você prega é salvação e cura, ou você pode apenas ensinar em dois ou três assuntos, ambos você e seu povo serão desequilibrados. Assim aprenda e esteja sempre aprendendo da palavra – por seu próprio beneficio e para o beneficio das pessoas de quem Deus tem enviado você.

4. Música de louvor e adoração é um dever para o missionário. Você terá que trazer com você a boa musica de louvor e adoração que você pode ter usado em sua casa paroquial, porque mais do que provável, não será disponível em seu país de destino! Agora, ao invés de seu ministro de musica de igreja, você será o único que liderarão outros de musicas, vídeos, e livros de canções. Você precisará deles primeiro para si mesmo, e então você precisará deles para ensinar as canções para as pessoas.

Se um missionário já tem estado em sua área de missões, alguns dos nacionais cristãos podem conhecer canção que você aprendeu 25 anos atrás na igreja! Algumas daquelas são ótimas, mas você quererá apresentar-lhes a um nível mais alto e mais intimo de louvor e adoração. Bom louvor e adoração também ajudarão a abrir os corações das pessoas para receber o que quer que seja que o Senhor queira dar a elas. Deus pode fazer grandes coisas no meio de uma atmosfera que está sendo carregada pelo louvor e adoração. As pessoas virão escuta-lo, e eles podem dividir as Boas Novas.

Considere os fatos que você estará indo para as pessoas que não conhecem o Senhor de todo ou que são bebês cristãos. Eles usualmente não sabem nada sobe a verdade do louvor e adoração. Por exemplo, eles podem acabar cada canção que eles cantam como uma estrela de rock acaba sua canção, porque eles não sabem algo melhor! Isso pode ter sido tudo o que eles tem visto. Ou eles podem tocar o que nós chamamos “musica de circo” com as canções deles. Ou, as canções deles podem ser apenas canções felizes que ministra para cada carne e mentes de outros e não para o Senhor. Assim eles terão que ser ensinados, e você terão que ensina-los. Mas eles podem aprender, e eles querem aprender.

Eu procuro musicas e canções que anunciam a Presença de Deus, o Espírito Santo, e a unção, e então “mantenho” a presença deles. Por exemplo, em muitas das viagens do ministério, eu toco certas fitas com musicas ungidas para criar a atmosfera certa para as pessoas responderem a chamada para o altar e para liderança e prontidão do Espírito Santo.

Desde que nenhum grupo musical viaja comigo, eu criei a minha própria musica de chamada-do-altar para levar comigo. Trabalha bem. Eu também costumo usar musica ungida antes do serviço começar para criar a atmosfera certa e para ajudar a preparar os corações das pessoas para receber o que está à frente. Se eu estou tendo um encontro o dia todo em uma vila, entre os serviços eu tocarei musica que “fala para os corações”, não apenas como um testemunho para o perdido, mas para alimentar os corações dos cristãos com o amor e o poder de Deus.

As pessoas em outros países não estão acostumadas a ouvir tal musica ungida. Mas eles realmente gostam, e eles querem tocar nas igrejas e lares deles. É uma grande oportunidade de expor as “maravilhas” do pai e seu Filho, Jesus. E as pessoas estão carregadas e prontas para receber antes que o próximo serviço comece!

Lendo livros e assistindo vídeos de ensino alarga nem conhecimento da Palavra e me mostra modos de comunicar melhor as verdades que tenho aprendido então que os outros podem aprender deles. Ilustrações, como um de meus professores coloca, “são como janelas olhando para o céu”. Bem, eu quero o povo asiático que eu ministro olhando para o céu todo o tempo!

Eu às vezes gosto de dramatizar a Palavra enquanto eu estou ministrando. Eu uso ilustrações, exemplos, e objetos que as pessoas podem relatar. Isto abre os corações das pessoas e até causa aos pecadores e religiosos vir e ouvir as maravilhas verdades que eu estou compartilhando.

Nós temos diversão, o Espírito Santo é permitido trabalhar em seus corações, e as vidas das pessoas são mudadas, enriquecidas, e fortalecidas. As igrejas tornam-se um lugar onde as pessoas são realmente ministradas! Eles vão para casa com um testemunho e um depoimento. Nós estamos constantemente expondo as pessoas deste país à mensagem do Evangelho Pleno, e nós estamos treinando-os para fazer o mesmo pelos outros. Livros, fitas, e vídeos ajudam-nos a realizar esta tarefa.

“Coisas naturais para trazer no campo de missões”

Boa habitação em itens é cara e são geralmente duras de encontrar no campo de missão. Eletrônicas (refrigeradores, fogões, rádios, estéreos, computadores) custam duas ou três vezes, ou mais, o preço de algo de qualidade que é importado em uma nação. Mercadoria importada é ainda muito caro e a seleção é limitada. Tudo isto faz obter certas coisas que você precisa caro e consumível. Nosso conselho é este: Traga o que você pode proporcionar trazer e que você tem que ter no quarto para sua bagagem.

Nós temos três filhos, e as passagens aéreas no qual nós viajamos permite-nos trazer duas malas de 70 libras ou caixas por pessoa. Naquelas malas ou caixas, nós trazemos dos Estados unidos as coisas que nós precisaremos por um tempo de um ou dois anos.

Tais itens incluem: desodorante, pasta de dente, xampu, vitaminas, itens de cuidado do cabelo, lençóis e toalhas, vestuários, temperos, misturador de molhos, essências, talhares, potes e panelas, decorações de casa, blocos de nota Post-It, blocos legais, cola adesiva, corretivo, marcadores, papel especial para uso de escritório, o equipamento A-Beka Home Vídeo e suprimentos para nossos três filhos (que toma muito espaço!), presentes de natal e Aniversario, material do ministério de crianças (livros, fitas de ensino, fitas de musica, vídeos, Bíblias, livros de referencia, equipamento de computador, software e etc.).

Nós temos que comprar estas coisas nos Estados Unidos para trazer conosco para o campo de missão porque nós não podemos consegui-los onde nós vivemos nas Filipinas. Então quando nós estamos viajando no Estado e encontrando pastores e pregando nas igrejas, nós também estamos gastando muito tempo e dinheiro em itens necessários para o futuro de nossa família e nosso ministério. Nós temos que comprar estes suprimentos bem adiantado de seu uso, mas é divertido ir para as lojas com a família para comprá-los. É como o Natal para nós, mas é uma parte muito necessária de ser um missionário.

Este é um aspecto da vida missionária que pode parecer inconveniente às vezes. Você terá que comprar coisas bem adiantadas de seu uso. Você terá que planejar. Mas tendo as coisas que você precisa, fará você mais eficaz e contente. Isso é tão importante. Faz a vida no campo de missão muito mais fácil. Aquelas coisas – mesmo as “pequenas coisas” – ministrará grandemente para você no campo.

“Encontro de pastores e levantando sustento financeiro”

Em nossa primeira viagem para o campo de missão, nós fomos lá por dois anos. Dois anos são um longo tempo, especialmente quando você vai atravessar todos os tipos de choque de cultura! O choque de cultura não pega enquanto passa por cima, e algumas coisas você terá que aceitar. Em outras palavras, aquelas coisas são apenas o modo que eles sempre tem estado, o modo que eles estão agora, e o modo que eles estarão até que as pessoas por si mesmas comecem a mudar.

Algumas coisas você apenas tem que “engolir” ou aceitar e ir em frente. Se você não aprende a lidar com coisas, eles se apresentarão incompetente. O choque de cultura é real. E o choque de cultura associou-se com finanças esparsas que farão você querer ir para casa nos Estados Unidos!

Nós fomos para as Filipinas com apenas uma idéia de quantas finanças nós precisaríamos por mês. Nós teríamos estado mais confortáveis e produtivos se nós tivéssemos mais dinheiro naqueles primeiros dois anos. Mas nós não tínhamos querido largar, depois de tudo, nós fomos apenas ficando. Se nós largássemos, o que nós faríamos para contar ao Senhor? O que mais nós podíamos fazer? O que podíamos usar como desculpa para justificar a partida do campo de missão no qual o Deus nos chamou?

Tendo ganhado missões valiosas em experiência, nós fomos olhados adiante para itinerar nos Estados Unidos. Durante nossa primeira viagem de volta para os Estados Unidos, eu pessoalmente encontrei com 38 pastores. Eu dividi com eles sobre nosso trabalho nas Filipinas e sobre nossa visão. A maioria estava impressionada, alguns não expressaram nada, mas apenas uns poucos deles decidiram nos ajudar.    

Para dizer a verdade, nós fomos desapontados. Eu pensei que nós realmente aumentaríamos nossas finanças durante aquele tempo. Mas nossas finanças aumentaram apenas $U 600 por mês. Entretanto, nós temos tido um aumento constante desde o começo, e nós temos jamais tido fome. Nós temos tido realmente meses escassos, e nós temos tido alguns meses bem fartos! Deus tem sido fiel para nós, tem sido um prazer servi-lo na Ásia.

Estou contente em ter encontrado todos os pastores que eu tenho conservado. Eu aprendi muitas coisas do encontro com cada um. Depois de tanto tempo no campo de missão, eu aprecio o encontro com os pastores que podem colocar algo dentro de mim, mesmo se não seja finanças. Eu preciso sua amizade e ouvir algo das historias deles sobre o trabalho de missões e suas próprias experiências no ministério.

Eu aprecio estar ao redor de ministros bem sucedidos. Gosto de ouvir o que o Senhor tem dito a eles. Isso aumenta e me refresca. Ministra à minha vida. No campo estrangeiro nós sempre estamos anunciando às pessoas, mas de volta aos Estados Unidos, algumas vezes os pastores anunciam para mim. Eu gosto disso.

Atualmente, eu volto aos Estados Unidos todo ano. Shelli e nossos três filhos vão a cada dois anos. Dois anos é tempo demais para eu ficar longe daqueles que me apóiam no campo missionário. Eu realmente gosto de estar com aqueles pastores, igrejas e as pessoas que nos sustentam. Temos um propósito divino e uma meta que nós estamos realizando juntos! Enquanto nos Estados Unidos, eu visito outros pastores dividindo a visão e o trabalho. Eu quero dar-lhes uma oportunidade em trazer asiáticos para Cristo. Eu também vou para qualquer encontro do RHEMA ou Ministérios Kenneth Hagin que está acontecendo no momento. Eu quero ficar na pista com a Palavra e com o que Deus está fazendo.

Quando eu volto para os Estados Unidos, eu gasto quase todo o meu tempo fazendo contatos com pastores. Eu visito e/ou faço todos os meus contatos previamente. Eu quero conservar nossas linhas de comunicação aberta, e eu desejo a amizade deles.

  Outra coisa,nós dependemos de nosso Deus para suprir as nossas necessidades. Quando nos encontramos com pastores, é apenas para encontrá-los e nos entrosarmos com eles, não para tentar extrair dinheiro deles. Nós esperamos que Deus traga certos pastores para nós como um resultado do encontro com Ele e de acordo com o propósito e plano Dele. Nós cremos que Deus dirige as igrejas para contribuir com missões como Ele quer. Encontrar estes pastores é muito importante como parte do trabalho de missões por muitas razões.

“As famílias no campo de missão”

Nas Filipinas, nós vivemos em uma cidade rural com cerca de 60.000-80.000 pessoas. A cidade é fechada por montanhas e pelo mar. Pátios para crianças brincarem são quase inexistentes.

Nós não temos tido um pátio por quatro anos e meio. A habitação é antiga. Nos mudamos para nossa segunda casa seis meses antes. As casas precisam ser remodeladas para que você possa viver. Eles não alugam casas. Você tem que crer por uma casa disponível aqui.

Tão rápido quanto você possa, compre uma casa. Faça sua casa tão confortável possível. Então você terá um belo lugar no qual você possa recolher-se todos os dias. Se você esta desconfortável em sua casa, isso afetará o seu ministério. Quase sempre você encontrará algo que possa se desconfortável no campo de missão. Então sua casa precisa ser um lugar que ministra à você.

Brinquedos para seus filhos e coisas modernas que você usa em seu país podem não ser achados onde você vive ou viverá no campo de missão. Há muito poucos brinquedos em nossa cidade e quando nós os achamos eles são usualmente de qualidade pobres e muitos simples. Nós viajamos para Manila uma ou duas vezes por ano, mas brinquedos ainda são muito limitados lá. Eles também custam duas ou três vezes mais caros. Por isso que trazemos brinquedos e presentes de aniversário e natal dos Estados Unidos tanto quanto possível.

Também poucos itens modernos de eletrodomésticos e utensílios de casa em nossa cidade são encontrados. Você pode encontrar em qualquer outro lugar, mas você vai pagar duas ou três vezes mais do que nos Estados Unidos. Traga o que você puder com você. Use sua fé!

Traga jogos, livros e vídeos com você porque apenas nas grandes cidades você encontrará atividades recreativas. “Sobrevivência” é a palavra para as pessoas na maioria do mundo, então você tem que trazer seu próprio entretenimento.Vivendo na América, seria duro imaginar uma cidade sem muitas formas de atividades recreativas, mas é a realidade no campo de missão.

Como pais, você precisará gastar mais tempo com seus filhos no campo. Seus filhos olharão para você mais do que nunca para fornecer as necessidades deles, especialmente recreativo, social e emocional. Atualmente, isso pode ser uma boa coisa, mas você deve estar preparado para isso.

Providencie uma boa educação para seus filhos. Enviar nossos filhos para um bom colégio interno em Manila não está em nossos planos. Nós queremos nossos filhos conosco e nossos filhos querem estar conosco. Somos uma família.

Usamos o programa de educação no lar A-Beka para nossos filhos. Eles estão conseguindo uma educação de primeira classe em casa. Os primeiros dois anos, usamos os livros de texto apenas. Mas agora eles vão para a escola pelo vídeo. Eles conseguem ver outras crianças na classe, mas não podem se comunicar com eles! Os professores são excelentes e explicam realmente as coisas.

Queremos que nossos filhos prosperem na educação até no campo missionário! Isso custa menos que um colégio interno e por causa desses vídeos, as crianças não perdem contato com as crianças americanas e com os modos americanos. O A-Beka é um programa educacional com base cristã, e temos achado que é bom para nossos filhos. Ensinar três crianças em casa pode ser desafiante e algumas vezes estressante. É importante estabelecer seu coração nesta área.

Nós sempre enfatizamos aos nossos filhos a importância de nosso trabalho no campo missionário. Queremos que Eles saibam que estamos fazendo o que Deus nos chamou para fazer. Conversamos com eles sobre nossos encontros e sobre o que Deus fez pelas pessoas. Nossos filhos oram sobre aqueles encontros e pelas pessoas que estão assistindo. Eles sabem que o que estamos fazendo está fazendo diferença na vida das pessoas. Algumas vezes nossos filhos vão conosco nestas viagens e encontros ministeriais. Quando fomos para Manila no último natal, tivemos que andar de barco por uma hora e Scott Michael, nosso filho de 11 anos, já tinha levado cinco homens para Jesus!

A última vez que ele tomou uma viagem de ônibus comigo, voltando de um encontro de dois dias, ele levou um homem próximo a ele para Jesus. Seus testemunhos sempre abençoam os pastores que ele conversa. Brad, nosso filho de 10 anos, ora pelas pessoas na mesa do jantar, mas ainda não tem levado pessoas para Jesus. Ele me conta sempre que quer ser um pregador como eu. Seu coração é macio diante de Jesus. E o mesmo com Brittany, nossa filha de seis anos. Ela ama cantar canções cristãs. O campo missionário tem sido bom para nossas crianças, mesmo com toda a dificuldade que algumas vezes temos enfrentado.

“Preenchendo a visão”

O Centro de Treinamento Bíblico em Catbalogan, Samar, Filipinas, é onde nós ensinamos e treinamos ministros para o Evangelho. Os estudantes da escola vêm de toda nação. Este ano, nós temos estudantes de outras nações. O Centro de Treinamento ´´e em tempo integral. Os ensinos são de manhã como no RHEMA Bible Training Center nos Estados Unidos. Nas tardes, estudantes vão às ruas, hospitais e cadeias. Eles também testemunham de porta-a-porta e conduzem semanalmente estudos da Bíblia para ensinar as pessoas que eles guiam para Jesus.

Estes estudantes estão sendo ensinados e treinados em como fazer a vontade de Deus em suas vidas. Eles aprendem como ouvir e ser guiado pelo Espírito Santo. Eles oram duas horas e meia diariamente. Através do Centro de Treinamento, nós somos capazes de nos duplicar através deles, fazendo discípulos. Então depois de todo ensino e treino, nós os enviamos de volta para onde eles vieram, assim eles podem ministrar em sua cidade e ser uma benção.

Fora do Centro de Treinamento, nós conduzimos todo tipo de encontro por toda as Filipinas. Temos encontros de igreja, encontros de multi-igrejas, seminários de pastores e líderes, encontros evangelísticos, encontros para nossos alunos, encontros de jovens e encontros de ministério de crianças.

Constantemente viajamos para conduzir estes diferentes encontros em uma proposta quádrupla: ajudar na colheita, ajudar pessoas a crescer espiritualmente, trazer renovação para a Igreja e fortalecer a liderança na Igreja.

Nós preparamos ensinos, lições bíblicas e outros materiais para pastores e líderes. Nós ensinamos o primeiro material, então, deixamos os líderes para estudar folhetos detalhados. Está fazendo uma grande diferença nesta nação!

Eu gasto muito tempo em meu computador digitando meus sermões, lições bíblicas e materiais para diferentes tipos de encontros. Tantas pessoas na igreja nas Filipinas não têm uma Bíblia, então quando eu digito sermões e lições bíblicas eu sempre digito as escrituras fora. Isso é um modo das pessoas poderem ler continuamente a Palavra junto com o comentário que segue. Se eu deixo a Palavra nas mãos deles, então a Palavra pode falar continuamente para eles depois que eu partir.

Também, eles usam estas lições para ensinar outros. E agora que eu tenho que por esta lições e ensinos no computador, tudo o que eu tenho que fazer é imprimir e entregar a Palavra de Deus impressa!

Trabalhar com missões é absolutamente maravilhoso. Suas recompensas estão longe de exceder este mundo presente. A graça de Deus brilha naqueles chamados para missões. 

“O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz!” Mt 4:16

ESTRATÉGIAS MISSIONÁRIAS - RHEMA Ministerial Association International

 Tradutor: ?

Doado por Konig
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Como Pescar Homens para Cristo Jesus ?

1 Comentário

1. Introdução ao Evangelismo Pessoal, 6 

(A defini­ção • A importância • O alvo • As vantagens • O manual do obreiro • Como devemos estu­dar a Bíblia)

2.            Um exame na obra do Evangelismo Pessoal, 14 

(Porque devemos evangelizar • Quando devemos evangelizar • Onde devemos evangelizar • Resultado de evangelizar)

3. Como entrar no assunto da Salvação, 29

(O tem­po disponível • O local • As circunstâncias • Os tipos de pessoas)         

4. A salvação da alma, 37 

(O pecado • A universali­dade do pecado • As conseqüências do pecado • Todos necessitam de um salvador • Homem nenhum pode salvar-se a si mesmo • Deus já providenciou a salvação • O plano da salvação • Os três passos para a salvação • A importância do sangue no plano da salvação)

5. O evangelista pessoal em ação, 43 

(Desculpas, escusas e objeções • Tratando com judeus • Tratando com desviados • Tratando com novos convertidos • Tratando com crentes adul­tos na fé)

Prefácio

Evangelismo é evangelizar, isto é, espalhar as boas-novas da salvação em Cristo.

O evangelismo pessoal foi o meio básico empre­gado por Jesus e seus apóstolos no princípio, e tem sido um dos mais eficientes meios usados pelos crentes há quase 2000 anos para salvação dos peca­dores. Todo o tipo de evangelização é válido, mas nenhum dispensa o apoio, a cooperação do evange­lismo pessoal. Vemos, assim, a necessidade de co­nhecer esta matéria para nos aperfeiçoarmos na arte de ganhar almas para o Senhor, pois, a verda­de é que todos nós, de uma maneira ou de outra, so­mos o resultado da obra de evangelismo pessoal.

A minha experiência cristã ilustra esta verdade. Na longínqua Suécia, a minha mãe, quando jovem, assistia a cultos realizados pelos batistas numa casa particular, entre ferreiros, que fabricavam foices. Um dos ferreiros chamava-se Per Tiger e era crente fervoroso. Ele notou o interesse que aquela jovem demonstrava pelas coisas de Deus. Começou então a testificar de Jesus a ela e a explicar-lhe como a pessoa pode nascer de novo e ter uma expe­riência viva com Cristo. Ela, tendo nascido em lar luterano, necessitava desses esclarecimentos. Per Tiger continuou com seu amparo espiritual até a jo­vem nascer de novo. Anos depois, quando ela já era minha mãe, repetia comigo a mesma tática que Per Tiger usara com ela. Assim foi o evangelismo pes­soal o fator decisivo tanto na experiência de salva­ção de minha mãe, como também na minha.

O autor, Pr. Antônio Gilberto da Silva, reuniu neste livro todos os pontos-chaves da matéria. A pessoa que, em oração, aplicar-se ao estudo desta obra, muito lucrará espiritualmente pelos conheci­mentos que adquirir. E, como é natural, esses co­nhecimentos resultarão em numerosas almas ga­nhas para Jesus.

Para mim é motivo de muita alegria ver o pre­sente livro vir a lume, para servir aos alunos dos di­versos Institutos Bíblicos, e a todos que amam a obra do Senhor Jesus.

Que Deus use este trabalho para despertamento de muitos jovens vocacionados, para bem servirem na seara do Senhor.

Pr. N.Lawrence Olson

Introdução ao Evangelismo Pessoal

1.  DEFINIÇÃO” DE EVANGELISMO PESSOAL

Evangelismo Pessoal é a obra de falar de Cristo aos perdidos individualmente: é levá-los a Cristo, o Salvador (Jo 1.41,42; At 8.30).

2.  A IMPORTÂNCIA DO EVANGELISMO PES­SOAL

A importância vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último assunto de Jesus aos seus discípulos antes de ascender ao céu. Nessa ocasião, Ele ordenou à Igreja o encargo da evangelização do mundo (Mc 16.15,19; At 1.8,9).

3.  O ALVO DO EVANGELISMO PESSOAL

O alvo é tríplice: salvar os perdidos, restaurar os desviados e edificar os crentes. O irmão já experimentou o gozo que há em ganhar uma alma para Jesus? É uma bênção e uma experiência inesquecí­veis… Há um gozo inexplicável em vermos alguém no caminho para o céu, ou já na glória, por nosso in­termédio… Ganhar almas foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19.10; 1 Tm 1.15). Paulo, o grande homem de Deus, do Novo Testa­mento, tinha o mesmo alvo e visão (1 Co 9.20). Uma grande parte dos crentes pensa que a obra de ganhar almas para Jesus está afeta exclusivamente aos pregadores, pastores e obreiros em geral. Con­tentam-se em, comodamente sentados, ouvir os sermões, culto após culto, enquanto os campos es­tão brancos para a ceifa, como disse o Senhor da seara em João 4.35. O “ide” de Jesus para irmos aos Derdidos (Mc 16.15), não é dirigido a um grupo es­pecial de salvos, mas a todos, indistintamente, co­mo bem revela o texto citado. Portanto, a evangelização dos pecadores pertence a todos os salvos. Cada crente pode e deve ser um ganhador de almas. Nada o pode impedir, irmão, de ganhar almas para Jesus, se propuser isso agora em seu coração. A cha­mada especial de Deus para o ministério está reser­vada a determinados crentes, mas a chamada geral para ganhar almas é feita a todos os crentes.

O evangelismo pessoal, como já vimos acima, vai além do pecador perdido: ele alcança também o desviado e o crente necessitado de conforto, dire­ção, ânimo, auxílio e vitória. Ele reaviva a fé e a es­perança nas promessas das Santas Escrituras.

4. VANTAGENS DO EVANGELISMO PESSOAL

Aqui estão algumas:

4.1. Adapta-se às condições espirituais de qual­quer pessoa

O que o sermão não consegue fazer no auditório, na evangelização coletiva, o evangelismo pessoal o faz. Na evangelização em massa, a pregação não satisfaz a todos, porque cada um tem problemas es­pirituais diferentes. No evangelismo pessoal, a mensagem é direta, incisiva. Muitas vezes, a prega­ção apenas inicia a evangelização, que será comple­mentada com o contato pessoal do ganhador de al­mas.

3.2.  Promove o crescimento da igreja

A igreja dos dias primitivos cresceu muito de­pressa porque os crentes, cheios do Espírito Santo, evangelizavam sem parar (At 5.42; 8.4). O resulta­do foi o maravilhoso crescimento registrado no livro de Atos dos Apóstolos. Hoje, também, a igreja que tiver um número regular de ganhadores de almas, seu crescimento será notório. A semeadura da Pala­vra de Deus promove o crescimento e a edificação da igreja. (Ver At 2.41,47; 4.4; 5.14; 9.31, e princi­palmente em 21.20.) A maior e melhor maneira de ajudar o pastor no crescimento do rebanho de Deus é ganhar almas individualmente. O irmão tem feito assim? Está fazendo assim? Se hoje, na igreja, cada um ganhasse outro, qual seria o resultado? Se todos ganhassem almas como você, qual seria o cresci­mento da igreja?

4.3.Vence todos os preconceitos

Há casos e ocasiões em que somente o evangelis­mo pessoal alcança o pecador. Há pessoas que ja­mais assistiriam reuniões evangelísticas em tem­plos, ou seja onde for, devido a preconceitos, falsa concepção, ignorância, ordens recebidas, imposi­ções religiosas, falsas informações, falsas idéias, etc. É aí que o evangelismo pessoal presta seus ser­viços de modo ímpar. Há inúmeras grandes igrejas por toda parte, que começaram através do evangelismo pessoal. A origem foi uma alma ganha, cultos em sua casa e em seguida uma congregação forma­da. O pioneirismo missionário na América Latina e o estabelecimento da obra das Sociedades Bíblicas também foi assim – através do evangelismo pessoal.

5. O MANUAL DO OBREIRO NO EVANGELIS­MO PESSOAL

É a Bíblia, é evidente. Ela é a Palavra de Deus, e, dele temos a extraordinária promessa: “Porque assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” (Is 55.11 -vide também Sl 126.5,6; Rm 1.16; Tg 1.21b.)

Sabendo nós que a Bíblia é o manual do evange­lismo pessoal, é evidente que para termos êxito nes­ta obra, duas coisas precisamos considerar por en­quanto:

a. Na obra de ganhar almas emprega-se a Pala­vra de Deus (Jo 3.5; Rm 10.17; 1 Pe 1.23).

b. Para empregar a Palavra de Deus é preciso conhecê-la devidamente (2 Tm 2.15). A expressão “maneia bem”, neste versículo, significa de fato dissecar, dividir ou cortar corretamente, como por exemplo, no preparo das vítimas para os diversos sacrifícios. Refere-se principalmente à correta apli­cação do texto e da mensagem de toda a Bíblia.

É fato reconhecido que é muito mais fácil falar a Palavra de Deus a uma multidão do que a uma só pessoa. Quem fala a um auditório não é interrompi­do para perguntas, apartes, argumentação, etc; já quem fala a uma só pessoa poderá vir a enfrentar tudo isso. Há pecadores que aceitam a mensagem da salvação sem objeções e sem argumentação, mas outros apresentam escusas tais, que, se o crente não conhecer devidamente as Escrituras, ficará em si­tuação vexatória.

É verdade que o Espírito Santo guia e inspira na obra de ganhar almas, mas no tocante às Escritu­ras, Ele só pode lembrar-nos daquilo que conhece­mos antes (Jo 14.26). não sei? que não ouvi? que não li? Que não aprendi? Por sua vez, o pregador ou ganhador de almas não é adivinhador de versículos… Muitos, a essa altura, firmam-se em Mateus 10.19,20 para declararem que, na hora precisa, o Espírito Santo dará tudo, mas é bastante o contexto da referida passagem (v.18), para ver a que ocasião Jesus se es­tá referindo. (Leia também, quanto a isto, Pv 9.9:1 Tm 4.13;1 Pe 3.15.)À Bíblia é a “espada do Senhor”, mas também “de Gideão” (Jz 7.20). Isto é, ela é a arma que o Espírito Santo usa, mas o elemento que a conduz é o crente. Portanto, é im­perioso que o crente aprenda a manejar bem o Livro de Deus. Há crentes que até evitam falar de Jesus, por causa do seu pouco ou nenhum conhecimento das Escrituras.

No evangelismo pessoal, a doutrina principal é a de salvação da alma. É preciso que o crente co­nheça bem os textos, para apresentá-los à medida que a necessidade for exigindo. Não é um texto qualquer que vamos citar, mas aquele apropriado pura o momento, pois a Bíblia tem uma mensagem adequada para cada caso, cada coração, cada cir­cunstância. Não é abrir a Bíblia em qualquer lugar e dizer: “Vou ler esta passagem que o Senhor me deu”, quando geralmente o Senhor não deu coisa nenhuma… O que é preciso é conhecer a Bíblia e depender do Espírito Santo. Assim sendo, Deus abre a porta, guia e dá a mensagem adequada e un­gida pelo seu Espírito.

É oportuno lembrar aqui que o Espírito Santo e a Palavra de Deus jamais se contradizem. Quem se julga espiritual deve conhecer e amar a Bíblia, e quem seguir a Bíblia, deve andar segundo o Espíri­to.

A razão por que muitos crentes chamados espi­rituais são cheios de meninices; são escandalosos e extremistas, é porque não estudam a Palavra, para nela aprenderem a ordenar seus passos. O que lhes falta é o conhecimento das doutrinas desse Livro. Ter o Espírito Santo e não conhecer a Palavra conduz ao fanatismo. Conhecer a Palavra e não ter o Espirito, conduz ao formalismo. Em religião, fa­natismo é zelo excessivo, paixão cega; é chamar ao certo, errado; e ao errado, certo. É ser extremista.É zelo sem entendimento (Rm 10.2). Se você deseja que o Espírito Santo o use, inclusive na obra de ga­nhar almas, procure ter o instrumento que Ele em­prega – a Palavra de Deus (Ef 6.17).

6. COMO DEVEMOS ESTUDAR A BÍBLIA – O MANUAL DO OBREIRO CRISTÃO

Aqui estão algumas maneiras: 6.1. Leia a Bíblia conhecendo o seu autor O primeiro passo para entender as Escrituras é conhecer o autor delas – Deus. Assim sendo, Ele no-las explicará (Sl 119.18,125; Lc 24.32,45; Jo 16.13).A melhor maneira de estudar a Bíblia é fazer como Maria – quedar-se aos pés do Autor (Lc 10.39). 6.2. A leitura diária, seguida e total

É um dos segredos da vitória espiritual (Js 1.8b) a leitura sistemática e constante da Bíblia, ano após ano, pois constitui o contato direto e pessoal com a Palavra de Deus. Nada pode substituir esse aspecto da vida devocional do cristão, (vide Dt 17. 19: Is 34.16: Ap 1.3.) A leitura ocasional, irregular, não basta. Há crentes que só se alimentam espiri­tualmente quando alguém põe comida em sua bo­ca. É a colher do pastor, do professor da Escola Dominical, etc, etc. Não comem por si mesmos. Quando mudam de igreja, às vezes morrem de fo­me espiritual.

É muito bom ler bons livros, mas o máximo de tempo deve ser da Bíblia. Os livros são bons, mas não são substitutos da Bíblia. Nos livros, muitas vezes prevalece o individualismo do autor, mas na Bíblia não há este particular. Leiamos livros, mas tendo sempre a Bíblia como a autoridade principal e final. Ninguém fique preocupado, pensando que por ler muito a Bíblia vai esgotar seu conteúdo… Ela vem sendo lida por milhões de leitores através de milênios e nunca ficou esgotada. Seu conteúdo é inesgotável! Não há ninguém “formado” na Bíblia. Isto é uma das grandes evidências de sua origem di­vina.

 

6.3. Leia a Bíblia com a melhor atitude espiri­tual para com ela

É de máxima importância que o estudante da Bíblia estude o Santo Livro com reverente atitude mental, tendo-a como a Palavra de Deus e não como uma obra literária comum. O autor da Bíblia é Deus. Seu assunto central é Cristo. Seu real intérprete é o Espírito Santo. Considerando-a sob esses pontos de vista, ela é o único livro cujo autor está sempre presente quando o lemos. Estude-a pois com espírito sequioso, devocional, receptivo, aber­to, buscando conhecer mais de Deus e seu amor. A atitude de que tratamos aqui inclui o prazer (Mc 12.37).

 

6.4. Leia a Bíblia com meditação e oração

Assim fez Davi, no que foi grandemente aben­çoado por Deus (Sl 119.12,40,64,68). É na presença do Senhor em oração, que as coisas secretas divinas são reveladas (Sl 73.16,17). Daniel orou e as Escri­turas lhe foram reveladas (Dn 9). Não convém ler depressa, sem prestar atenção ao sentido, que às vezes é bem claro, mas outras vezes demanda uma meditação mais demorada e profunda. Também é infrutífero fazer concorrência para estabelecer re­corde de leitura. É melhor ler pouco, meditando, do que ler às pressas, sem meditar. Quem lê às pressas não pode dizer como Samuel: “Fala, porque o teu servo ouve” (1 Sm 3.10).

 

6.5. Aplique a leitura da Bíblia primeiro a você mesmo

Nunca leia somente para instruir o próximo. Tome a Bíblia primeiro para a sua edificação. Há pessoas que, na leitura da Bíblia, tudo que é bên­ção, conforto, promessas, elas aplicam a si; tudo que é ameaça, exortação, avisos, repreensão, casti­go, aplicam aos outros. Quando ler a Bíblia irmão, pergunte sempre a Deus, como fez Josué diante do mensageiro celestial: “Que diz meu Senhor ao seu servo?” (Js 5.14).

 

6.6. Leia a Bíblia toda

A Bíblia é a revelação progressiva da verdade. Isto é, nada é dito duma vez, nem uma vez por todas. É comum um assunto começar num livro e daí prosseguir através de muitos outros, até que o as­sunto se complete. Por exemplo: a doutrina da Re­denção, vai do livro de Gênesis ao de Apocalipse. Não podemos entender uma carta recebida, lendo-a um pouco aqui, um pouco ali, mas, de modo com­pleto. A Bíblia é a carta de Deus à humanidade. Estudando-a toda, conhecemos todo o plano divi­no através dos séculos.

Não espere compreender a Bíblia toda. Leia Dt 29.29; 1 Co 13.12. Na Bíblia há dificuldades e mis­térios insondáveis, isto porque, sendo ela a Palavra de Deus, é inesgotável. É de se esperar que Deus saiba mais que o homem… Um Deus sobrenatural deve ter um livro sobrenatural. Uma mente finita, limitada e deficiente como a nossa, não pode abranger as coisas infinitas de Deus (Rm 11.33,34).

Muitos deixam de ler a Bíblia, e outros perdem o interesse nela só porque não compreendem tudo o que lêem. Ora, quando na refeição, encontramos osso, espinha ou qualquer coisa estranha, deixamos isso de lado e continuamos a comer. Façamos assim no tocante à Bíblia. Deixemos as dificuldades de lado e continuemos a comer. Quanto a este particu­lar, tenha-se em mente Sl 25.14; 1 Co 2.9-14.

 

6.7. Observações úteis e práticas no estudo da Bíblia

 

6.7.1.Apontamentos individuais.

Habitue-se a tomar notas de suas meditações na Palavra de Deus. A nossa memória falha com o tempo. Distri­bua seus apontamentos por assuntos.

6.7.2.Aprenda a ler e escrever referências bíbli­cas.

O sistema mais simples e rápido para escrever referências bíblicas é o adotado pela Sociedade
Bíblica do Brasil: duas letras abreviativas, sem ponto, para cada livro da Bíblia. Esse sistema cons­ta do índice das Bíblias editadas pela referida So­ciedade. Entre o capítulo e o versículo põe-se um ponto. Exemplos: Jo 2.4 (João 2.4); Jó 2.4; 1 Pe 5.5 (1 Pedro 5.5); Fp 1.29 (Filipenses 1.29); Fm v.14 (Filemon v.14), etc.

6.7.3.     Diferença entre texto e referência.

Texto - são as palavras contidas numa passagem.

Referên­cia é a indicação de livro, capítulo e versículo. Uma referência pode levar indicações como:

-  “a” – indicando a parte inicial do versículo:Rm 1.17a.

-  “b” – indicando a parte final do versículo: Rm 1.17b.

-  “ss” – indicando os versículos que se seguem até o fim ou não, do capítulo: Rm 1.17ss

-  “qv” – que veja, recomendação para não dei­xar de ler o texto indicado: Rm 1.17qv.

6.7.4.     Siglas das diferentes versões da Bíblia em vernáculo. Isso poupa tempo e trabalho.

-  ARC —Almeida Revisada e Corrigida. É o tex­to da Almeida antiga, impressa e distribuída pela
Imprensa Bíblica Brasileira.

-  ARA = Almeida Revisada e Atualizada. É o texto da Almeida revisada por uma comissão de eruditos brasileiros e estrangeiros, e editada pela Sociedade Bíblica do Brasil. Começou a ser publi­cada completa, em 1958.

-  Fig. = Antônio Pereira de Figueiredo. Atual­mente é impressa e distribuída pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, Londres.

-  M. Soares = Matos Soares. Versão popular dos católicos brasileiros.

-  Rhoden = Huberto Rhoden. Versão particular desse padre brasileiro.

6.7.5.   O tempo antes e depois de Cristo. É indi­cado pelas letras:

a.C. = Antes de Cristo. d.C. = Depois de Cristo.

6.7.6. Contexto. É a parte que fica antes e de­pois da passagem que estamos lendo. Pode ser ime­diato ou remoto. O contexto pode ser um versículo,um capítulo, e até um livro todo.

6.7.7. Manuseio do volume sagrado.

Obtenha completo domínio no manuseio do volume sagrado, a fim de encontrar com rapidez qualquer referência
bíblica. Jesus fazia assim. Veja Lucas 4.17, onde está dito que Ele “achou” o lugar onde estava escri­to. Ora, naquele tempo isso era muito mais difícil do que hoje, quando dispomos de papel, editoras modernas e livros.

QUESTIONÁRIO

  1. Defina o que é evangelismo pessoal.
  2. Cite o último assunto de Jesus aos seus discípu­los, antes de ascender ao Céu. Dê as duas refe­rências estudadas.
  3. Cite uma referência estudada, mostrando que a obra de ganhar almas concerne a todos os cren­tes.
  4. Dentre as vantagens do evangelismo pessoal, mencione duas das estudadas.
  5. Dê a referência de Isaías, onde Deus diz que sua Palavra não voltará vazia.
  6. Mostre a inter-relação entre a Palavra de Deus e o Espírito Santo, na obra de ganhar almas, bem como no serviço do Senhor em geral.

7. Cite quatro modos dos estudados neste capítulo, sobre como estudar a Bíblia.

8. Explique a razão de a Bíblia ter muita coisa in­compreensível.

9. A que conduz, ter o Espírito Santo e não conhe­cer a Palavra, e vice-versa?

2

Um exame na obra

do Evangelismo

Pessoal

Tendo em vista a obra de ganhar almas para Je­sus, mediante a evangelização pessoal, vamos con­siderar este assunto sob os cinco pontos seguintes:

  1. Porque devemos evangelizar
  2. Quando devemos evangelizar
  3. Onde devemos evangelizar
  4. Como devemos evangelizar
  5. Resultados de evangelizar

 

1. PORQUE DEVEMOS EVANGELIZAR

1.1. Porque o nosso Senhor ordenou (Mc 16.15)

Para muitos cristãos, Jesus é apenas o Salvador de suas almas, mas não Senhor e Rei de suas vidas. O evangelho integral apresenta Jesus não só como Salvador, mas também como Senhor (At 16.31). A ordem de evangelizar vem do Senhor para os seus súditos. Não é um convite: é um mandamento do nosso Senhor. Mas não devemos evangelizar só por­que é um mandamento, mas porque amamos a Je­sus e queremos ser-lhe gratos. Vejamos as descul­pas mais comuns dos crentes quanto a esta ordem do Senhor:

a.“Estou muito ocupado”; “Não tenho tempo”. Entretanto o Senhor Jesus não estava tão ocupado a ponto de não poder vir morrer em nosso lugar. Aqui no mundo Ele sempre cumpria na hora o pro­grama do Pai, mesmo sabendo que o final seria o Calvário (Mt 26.45; Lc 22.14; Jo 2.4; 13.1; 17.1). Ele não andava tão ocupado a ponto de não ouvir o clamor das almas aflitas (Mc 5.30; Lc 18.40).

b.“Estou muito cansado “. Jesus, no sol de meio-dia, junto à fonte de Jacó, não estava tão cansado a ponto de não poder atender a samaritana perdida (Jo 4.6,7).

c.“Não sei falar”; “Não dou para nada na igreja”.

d.“Não tenho capacidade“. Outros também já de­ram as mesmas desculpas, mas ao obedecerem à or­dem do Senhor, foram maravilhosamente usados por Ele. Estude os exemplos de:

-Moisés (Ex 3.11)

-  Gideão (Jz 6.15)

-  Isaías (Is 6.5)

-  Jeremias (Jr 1.6)
-Amos (Am 7.14)

Portanto, entregue ao Senhor o que você tem, ir­mão. Ele transformará o pouco no muito (Jo 6.9-13). Ele dará a capacidade necessária (Mt 4.19; 2 Co 3.5).

A missão de evangelizar o mundo, entregue por Jesus à sua Igreja, implica em dever e responsabili­dade (Ez 33.8,9; Rm 1.14; 1 Co 9.16). Uma das ra­zões da inatividade de muitas igrejas e crentes na obra de evangelização vem do seu descuido quanto à vinda de Jesus. Os cristãos primitivos foram ati­vos na evangelização, não só porque eram cheios do Espírito Santo, mas também porque esperavam a volta de Jesus em seus dias.

1.2.Porque temos recebido de Deus talentos, e assim temos uma mordomia para dar conta (Mt 25.14-30; Lc 16.2; 19.13)

O dia da prestação de contas com o nosso Se­nhor está perto (Rm 14.10; 1 Co 3.13-15; 2 Co 5.10).

1.3.Porque Deus nos concedeu o privilégio de participar do seu trabalho

Servir ao Senhor não é apenas um dever cristão, é também um grande privilégio. Deus podia usar outros meios para levar a mensagem de salvação ao pecador. Ele assim faz quando lhe apraz, mas isto não é regra geral; é exceção. Seu método é usar ho­mens para falar a homens. O trabalho de ganhar al­mas para Deus é um privilégio que Ele nos concede para obtermos galardão no dia de Cristo (Fp 2.16). Há, neste sentido, uma solene declaração da Bíblia em Pv 11. 30. A salvação é dádiva de Deus, mas ga­lardão é recompensa que o crente obtém mediante sua atividade na obra do Senhor.

1.4.Porque o pecador sem Jesus está perdido (Rm 5.12)

A palavra perdido, significa perdido mesmo, isto é, sem solução, desenganado, extraviado, des­garrado, arruinado. Jesus usou esta palavra em Lc 19.10. Precisamos compreender que esta é a situa­ção atual do pecador não-salvo. Jesus não usou ter­mos menores, nem arrodeios.

Aqui, entre nós, quando desaparece um avião, um navio, uma expedição ou mesmo uma pessoa, todos os recursos disponíveis são mobilizados para salvar o que está perdido. Vamos nós fazer menos, ou cruzar os braços ante o perdido pecador, que se não aceitar Jesus como seu Salvador, irá para o In­ferno eterno?

Se, como parte de um curso de evangelismo pes­soal, tivéssemos de passar 24 horas no Inferno, para ver o que se passa lá entre os perdidos, ao voltar­mos, toda nossa vida giraria em torno da obra de evangelizar e ganhar almas perdidas, e também desviados, e jamais pôr tropeço na vida de alguém.

Uma alma vale mais do que todo o mundo (Mc 8.36,37). O amor que Jesus demonstrou por nós no Calvário deve nos constranger (2 Co 5.14). A visão deste sublime amor de Jesus torna-se mais real quando meditamos a respeito do seu suor de san­gue, da traição de Judas, das vergastadas, do esbofeteamento, dos pregos nas mãos e nos pés; na sede, na zombaria; sim, quando sentimos seu coração rasgado de dor; quando vemos seu rosto desfigura­do pelos maus-tratos; quando ouvimos seu brado pungente nas trevas e contemplamos a sua cabeça pendente na cruz!

Na mensagem ao profeta Isaías, Deus dirige-se a todos nós: “A quem enviarei eu? E quem irá por nós?” (Is 6.8). O irmão já teve a visão horrível das almas condenadas caminhando nas trevas para o abismo? Lembre-se de que está agora salvo porque alguém duma maneira ou de outra o levou a Cristo, meu caro irmão! Queremos somente receber e não dar também?

2. QUANDO DEVEMOS EVANGELIZAR

A única resposta é: AGORA! Como os pecado­res crerão agora, se eu não falar agora? (Ml 1.9; At 17.30; Hb 3.7). As almas precisam ser ganhas para Jesus agora, porque:

AGORA é que estamos vivos. Em Lucas 16 te­mos a história de um homem que se interessou pela salvação dos outros, mas só depois de morto, quan­do nada mais podia fazer.

AGORA temos pouco tempo. Jesus não tarda a vir. Se no tempo do apóstolo João, sua vinda já estava próxima (Ap 22.20), que diremos nós hoje? Urge atentar para Jo 9.4. Nosso tempo também pode ser pouco no sentido de a liberdade religiosa ser cerceada ou mesmo cassada, como já aconteceu e está acontecendo em certos países.

Quanto à idade daqueles a quem devemos evangelizar, a resposta sempre será – agora. Crianças, jovens e velhos podem ser ganhos para Jesus agora. Na igreja, um dos grandes setores de evangelização das crianças é a Escola Dominical, quando devida­mente aparelhada. Nela, o professor de crianças tanto pode levar as crianças a Cristo, como ensiná-las a viver para Cristo. Quem ganha uma criança para Jesus salva uma vida inteira. Quem ganha um adulto, salva apenas meia vida, pois a outra meta­de o mundo já levou. Cuidado, pois! Uma oportuni­dade perdida pode nunca mais voltar. Um coração hoje aberto pode amanhã estar fechado, e… para sempre.

3. ONDE DEVEMOS EVANGELIZAR

Nem em todos os locais podemos fazer cultos de pregação, mas ganhar almas individualmente, sim. Vejamos alguns locais onde isso pode suceder:

3.1. Nos cultos

Os crentes ganhadores de almas devem ficar alerta nos cultos de pregação, especialmente quando estes chegam ao término. Há pecadores que, mesmo depois de convencidos pelo Espírito Santo, precisam de ajuda para fazer sua decisão. Muitos têm dúvidas, temores e dificuldades internas. Nes­sas horas, uma palavra de encorajamento da parte de Deus é decisiva. Há pessoas que nunca entraram num templo. Acham tudo estranho. Uma voz ami­ga vence tais barreiras. Quantos milhares de peca­dores fizeram sua decisão porque alguém os condu­ziu à frente. Não convém insistir demais nem tam­bém forçar. Deixe o Espírito Santo dirigir as coisas. Muitas almas se extraviam por falta de uma pala­vra amiga, portanto, dê atenção pessoal a elas. Nos cultos ao ar livre, o trabalho pessoal com os circunstantes é valiosíssimo. Muitos frutos têm sido colhidos assim.

3.2. Nos lares

O lar pode ser o nosso. Muitas vezes o campo de trabalho não é o interior do país nem o exterior, mas a nossa própria casa, isto é, pais, irmãos, fi­lhos, parentes. Jesus disse que o campo é o mundo (Mt 13.38); ora, o mundo começa à nossa porta. Os crentes primitivos evangelizavam de casa em casa (Mc. 5.19; At 5.42; 20.20). Muitas grandes igrejas de hoje, começaram em casas particulares. O lar foi a primeira instituição divina, e Deus tem em mira a salvação de todos no lar (Gn 19.12; Êx 12.3; Js 6.23-25; Al 11.14; 16.31).

3.3. Em público

Aqui, há muitos locais a considerar. O apóstolo Paulo pregou em praças (At 17.17). À beira de rios (At 16.13). Na parábola das bodas, o Senhor Jesus fez menção disso (Lc 14.21). Há pessoas de tal tem­peramento e formação; de tais superstições e pre­conceitos, que jamais entrarão num templo evangélico. Muitas vezes há também proibição. Tais pes­soas só poderão ser atingidas pelo evangelismo pes­soal em público. Evangelizar é ir ao encontro do po­vo. Jesus não disse: “Venha todo o povo ouvir a pre­gação do Evangelho”, mas, “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”.

3.4. No trabalho (indústrias, profissões particu­lares, etc.)

Jesus chamou vários discípulos quando ocupa­dos em seus trabalhos habituais (Mt 9.9; Mc 1.16-19). O grande evangelista D.L. Moody foi salvo quando trabalhava no interior duma sapataria. Há ocasiões em que a melhor maneira de falar de Jesus em .tais lugares é através da própria vida, vivendo diante dos patrões, empregados e colegas como um verdadeiro filho de Deus, deixando a luz brilhar nas trevas. Uma vida assim atrai os outros para Cristo. “A única Bíblia que muitas pessoas lêem é a vida de um crente” (D.V. Hurst). É como se fosse o “Evangelho Segundo Fulano de Tal”.

É preciso prudência para falar nos locais acima mencionados, de modo que não haja violação de ro­tinas, quebra de instruções, etc. A hora de almoço e. o tempo de descanso podem ser as ocasiões apro­priadas. Não é preciso um sermão. Muita gente po­de ser alcançada em público: barbeiros, ascenso­ristas, engraxates, comerciantes, comerciários, em­pregados em geral, balconistas etc. O irmão R.A. Torrey dava cinco características de uma boa opor­tunidade em público. Ei-las: – Quando a pessoa está só

-  Quando desocupada

-  Quando de bom humor

-  Quando comunicativa

-  Quando em atitude séria.

3.5.   Nos transportes em geral (trens, navios, aviões, ônibus, etc)

Em viagem, normalmente as pessoas estão dis­postas: gostam de conversar e ler. Outras ficam apreensivas. O transporte em que viajamos diaria­mente pode ser o meio de ganharmos muitas al­mas para o reino de Deus. Peça, irmão, ardentemen­te ao Senhor que o dirija a falar aos pecadores. Às vezes, quando não é possível falar, podemos entre­gar um folheto apropriado. (Quanto a isto, estuda­remos mais adiante.)

3.6.      Nas instituições públicas (hospitais, pri­sões, abrigos, penitenciárias, institutos, etc)

Aqui, a primeira providência é obter a devida permissão para o serviço que se pretende fazer. É um ato nobre e cristão levar alegria e prazer aos in­ternos de tais instituições. Muitos deles, dali não voltarão mais ao convívio dos seus. A única oportu­nidade que terão de ouvir o Evangelho será pelo testemunho pessoal, pelo rádio ou pela página im­pressa. “Estando enfermo e na prisão, não me visitaste” (Mt 25.43).

Paulo ganhou o carcereiro dentro da prisão (At 16.23,24). Há pessoas que em são estado de saúde e em plena liberdade, jamais ouviriam o Evangelho, mas nas instituições de internamento podem ouvir de boa mente. O campo é vasto nas organizações deste tipo. Milhares têm aceitado Cristo nas pri­sões, sanatórios, abrigos, etc. Outros estão a espera que alguém lhes leve a mensagem da salvação. (Le­de Hb 13.3.)

3.7. Aproveitando as ocasiões

Pessoas atingidas por infortúnios, desgraças, ca­tástrofes, etc, ouvindo do poder salvador de Cristo, poderão render-se a Ele. Quando uma pessoa acha-se no centro de tais acontecimentos, esvaem-se-lhe a vaidade, o egoísmo, os pontos de vista, os pre­conceitos, etc. Numa situação assim, o Evangelho deve ser indicado como a felicidade eterna.

Há pessoas que em situações normais não dão qualquer importância ao assunto da salvação, mas atingidas pela adversidade, tornam-se receptivas. Muitos têm sido salvos em tais circunstâncias. Por exemplo: ali está um homem morrendo sem salva­ção. Ele treme ao enfrentar a eternidade sem Deus. Em tais momentos o testemunho de Jesus pode ser vital e decisivo. Quantos já estão na glória, tendo sido salvos nos últimos momentos de vida? O mal­feitor ao lado de Cristo, foi salvo assim (Lc 23.42,43). Momentos de decisões importantes tam­bém são ocasiões próprias para se falar de Jesus.

4. COMO DEVEMOS EVANGELIZAR

Para começar, o ganhador de almas tem de ter experiência própria da salvação. É um paradoxo al­guém conduzir um pecador a Cristo, sem ele pró­prio conhecer o Salvador. Isto é apontar o caminho do Céu sem conhecê-lo. Quem fala de Jesus deve ter experiência própria da salvação. (Ver Sl 34.8 e 2 Tm 1.12.)

4.1. O uso da Palavra de Deus e seu estudo cons­tante (2 Tm 2.15)

Este é um dos fatores do crescimento espiritual e da prática de ganhar almas. Estando nosso cora­ção cheio da Palavra de Deus, nossa boca falará dela (Mt 12.34). É evidente que o ganhador de al­mas precisa de um conhecimento prático da Bíblia; conhecimento esse, não só quanto à mensagem do Livro, mas também quanto ao volume em si, suas divisões, estrutura em geral, etc. Sim, para ganhar almas é preciso “começar pela Escritura” (At 8.35).

Aquilo que a eloqüência, o argumento e a per­suasão humana não podem fazer, a Palavra de Deus faz, quando apresentada sob a unção do Espí­rito Santo. Ela é qual espelho. Quando você fala a Palavra, está pondo um espelho diante do homem. Deixe o pecador mirar-se neste maravilhoso espe­lho! Assim fazendo, ele aborrecerá a si mesmo ao ver sua situação deplorável.

Está escrito que “Pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm 3.20). Através da poderosa Pala­vra de Deus, o homem vê seu retrato sem qualquer retoque, conforme Is 1.6. No estudo da obra de ga­nhar almas, há muito proveito no manuseio de li­vros bons e inspirados sobre o assunto. Há livros deste tipo que focalizam métodos de ganhar almas; outros focalizam experiências adquiridas, o desafio, o apelo e a paixão que deve haver no ministério em apreço. A igreja de Éfeso foi profundamente espiri­tual pelo fato de Paulo ter ensinado a Palavra ali durante três anos, expondo todo o conselho de Deus (At 20.27-31). Em Corinto ele ensinou dezoito me­ses (At 18.11). Veja a diferença entre essas duas igrejas através do texto das duas epístolas (Coríntios e Efésios).

4.2. Uma vida correta

Paulo evangelizando pessoalmente a Félix, o go­vernador da Judéia, disse: “Procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens” (At 24.16). A consciên­cia nos seus dois lados – para com Deus e para com os homens – deve estar limpa. Muitos crentes têm sido desaprovados por Deus por falharem nesta parte. Trabalham à toda força e frutos não há. Perguntam: “Por que não há frutos no meu trabalho?” As Escrituras respondem em Is 52.11. Davi com­preendia que o pecado é um impedimento à conver­são dos pecadores (Sl 51.2-13). Consideremos aqui os seguintes textos:

-  1 Pe 1.15 – Aqui a santidade é requerida em to­das as maneiras de viver.

-  Fp 1.27 – Mostra que a nossa conduta deve ser conforme o Evangelho.

-  Rm 12.1,2 – O ensino aqui é que não devemos ter uma vida conformada com o mundo. O povo de Deus deve caminhar o mais possível distante do mundo.

Certo patrão estava examinando um grupo de motoristas, a fim de selecionar um deles para ficar como empregado de sua firma. A certa altura do teste, surgiu a seguinte pergunta dele: “Se vocês fossem por uma estrada, beirando um precipício, qual seria a menor distância a que chegariam da beira do abismo, respeitando os limites de seguran­ça?” Os motoristas querendo demonstrar habilida­de e experiência, foram dizendo: “um metro”, “me­nos de um metro”, “meio metro”. Nenhuma res­posta agradava o patrão até que um deles disse: “Eu caminharia tão longe quanto possível do pre­cipício”. Este candidato foi aceito para o emprego. Assim deve ser também na vida espiritual… O des­crente não lê a Bíblia, mas lê a vida do crente, que de fato deve ser uma Bíblia aberta! (2 Co 3.2).

4.3. Aprendendo com o supremo ganhador de al­mas – Jesus (Mt 4.19)

Em sacrifício, amor, serviço e métodos na obra de ganhar almas, Jesus é o nosso perfeito exemplo. Entre os diversos casos de evangelização pessoal do Senhor Jesus, abordaremos um – o da mulher samaritana, em João cap.4. Se seguirmos os passos de Jesus para ganhar a samaritana, muito aprendere­mos quanto à evangelização pessoal. Em seu minis­tério, inúmeras vezes Jesus pregou a milhares de ouvintes; entretanto, um dos seus mais belos ser­mões – o de João cap. 4 -, foi proferido perante uma só alma. Isto revela também a importância do tes­temunho pessoal. Noutra ocasião, Jesus dirigiu um extenso estudo bíblico para dois discípulos (Lc 24.27).

Sigamos, pois, os passos do Senhor ao ganhar a samaritana:

4.3.1.Ter amor, espírito de sacrifício (vv. 4,6,8). O v.4 fala de sacrifício; o v.6, de cansaço; e v.8, de necessidade (fome). Tudo por causa duma alma perdida. É interessante notar que Jesus estava can­sado da viagem (v.6), mas não do trabalho. O ga­nhador de almas deve estar possuído de ardente amor e compaixão pelos perdidos. O apóstolo Paulo tinha a mesma paixão (Rm 9.2,3).

4.3.2.Ir ao encontro do pecador (v.5). Notai como o Senhor Jesus foi do geral ao particular: primeiro, à província de Samaria (v.4), depois à cidade de Sicar (v.5), e por último à fonte de Jacó, para onde a mulher deveria vir (v.6). Jamais deveremos esperar que os pecadores venham ao nosso encontro. Jesus mostrou, em Mt 4.19, que a obra de ganhar almas é comparada a uma pescaria espiritual. O pescador tem de colocar-se no local da pesca, se quiser apanhar peixes. Noutras passagens da Bíblia encontramos o mesmo ensino, como em Lc 15.4. O profeta Ezequiel, conduzido pelo Espíri­to Santo, foi até os cativos do seu povo e sentou-se entre eles (Ez 3.14,15).

4.3.3.Paciência (v.6). Diz o texto: “Assentou-se”. Assim fez, esperando pelo pecador. (Ler At 17. 2.)

4.3.4.Entrar logo no assunto da salvação (v. 7).

Há sempre uma porta aberta para se falar da salvação. No caso da samaritana, o assunto do mo­ mento era água e sede, e logo Jesus falou da água da vida que sacia a sede da alma. Vemos um caso idêntico em Atos capítulo 8. Aí o assunto era leitura e logo o servo de Deus iniciou a conversa com uma pergunta também sobre leitura (v.30). Em João, capítulo 2, quando Jesus conversava com Nicodemos, talvez soprasse uma brisa, e logo Ele usou o vento como figura (v.8).

4.3.5.Ficar a sós com quem está falando (v. 8).
Quando alguém estiver falando com um peca­dor a respeito da salvação, evite perturbá-lo, a me­ nos que seja convidado.

4.3.6.     Deixar os preconceitos raciais ou sociais (vv.9,10). Jesus veio desfazer todas as barreiras que impe­dem a perfeita relação entre Deus e o homem, e en­tre este e seu semelhante. Os preconceitos têm cau­sado grandes males na sua ação destruidora de se­parar, ao passo que Jesus veio unir (Ef 2.11-22).

4.3.7.     Não se afastar do assunto da salvação (vv.9-13). No v.9, a mulher alega o problema do preconcei­to. No v.12, Jesus volta ao assunto inicial: água, mas agora água da vida. Nos w.11,12, a mulher apresenta dificuldades. Nos w.13,14, Jesus volta ao assunto inicial: salvação. Resultado: no v.15 já
há na pecadora um certo grau de interesse.

4.3.8.Fazer ver ao ouvinte que ele é pecador (v.16). Jesus sabia que a samaritana não tinha marido, mas para motivar uma declaração dela, disse-lhe: “Chama o teu marido e vem cá”. Muitos pecadores não se podem salvar porque não querem reconhecer que são pecadores e muito menos perdidos.

4.3.9.     Não atacar defeitos, nem condenar (v. 18).
Isto não quer dizer que vamos bajular alguém ou concordar com sua vida ímpia e pecaminosa.

4.3.10.     Evitar discussão (vv.20-24). Não permi­tir que a conversa degenere em discussão. No v.20, a mulher aponta o fato de os judeus desacreditarem na religião dos samaritanos. É costume também o pecador apontar falhas nas igrejas e nas vidas de certas pessoas crentes. Isto mostra que tais ouvin­tes, em lugar de olhar para Cristo, estão atrás de igrejas e pessoas. O alvo perfeito é Cristo (Hb 12.2).Crentes errados darão conta de si mesmos (Rm 14.12).

Diz uma autoridade em Relações Humanas: “Você nunca vencerá uma discussão. Se perder, perdeu mesmo, e se ganhar perdeu também, por­que um homem convencido contra a vontade, con­serva sempre a opinião anterior. Quem perde numa discussão fica ferido no seu amor próprio”.

4.3.11. O sexo influi, às vezes (v.27). O ideal é falar com pessoas do mesmo sexo, sem contudo fa­zer disso uma lei. É provável que se uma mulher falasse à samaritana, talvez não prendesse tanto a sua atenção.

Outros exemplos de Jesus evangelizando pes­soalmente:

a)  Jesus e Nicodemos (Jo 3.1-21).

b) Zaqueu, o publicano (Lc 19.1-28).

c)     O cego Bartimeu (Mc 10.46-52).

d) O malfeitor na cruz (Lc 23.39-43).

e)     O doutor da lei (Lc 10.25-37).

f)        O jovem rico (Mt 19.16-30).

g)     A mulher adúltera (Jo 8.1-11).

h) A mulher enferma (Mc 5.25-34).

i) A mulher siro-fenícia (Mc 7.24-30).

j) O paralítico de Cafarnaum (Mc 2.1-12).

4.4. Ser cheio do Espírito Santo •

Nos negócios puramente humanos, o homem pode ter êxito e promover o progresso. Isto acontece nas construções, nas indústrias, no comércio, na ar­te, nas ciências, etc, mas no tocante à obra de Deus, só pode de fato haver avanço quando ela é acionada pelo Espírito de Deus. Ele é que comuni­ca vida. Quando o trabalho do Senhor passa a ser dirigido exclusivamente pelo homem, torna-se em organização mecânica, fria e estéril. A Igreja de Deus, quando dinamizada pelo Espírito Santo, é de fato um organismo vivo, que cresce sempre para a glória de Deus. A ordem de Jesus à Igreja para pre­gar o Evangelho está intimamente ligada à ordem para receber o poder do alto, como se vê em Lc 24.49; At 1.8. O poder de Deus faz a diferença. O apóstolo Pedro, fraco e tímido antes do Pentecoste, tornou-se coluna, após o revestimento de poder.

Todo o crente nascido de novo tem em si o Espí­rito Santo (1 Co 3.16), mas o poder glorioso para o testemunho e serviço de Cristo, vem com toda ple­nitude aos servos batizados com o Espírito Santo (At 1.4,5,8; 2.1-4). Após o crente ter sido cheio do Espírito Santo é preciso permanecer cheio sempre (Ef 5.18). Aí não se trata de um convite divino, mas de uma ordem.

4.5. É preciso orar sempre (Ef 6.18,19)

A oração abre portas e remove barreiras. Ela é o meio de comunicação com Deus. A Igreja nasceu quando em oração, e é nesse ambiente que ela cres­ce e se desenvolve (At 1.14). Pedro estava orando quando Deus o usou para a salvação de Cornélio, seus parentes e amigos (At 10). (Ver Sl 126.6; At 20.31.) É mais fácil falar ao pecador sobre Deus, depois que falamos com Deus sobre o pecador…

4.6. Fé na operação da Palavra de Deus.

Quando falamos a Palavra de Deus, precisamos confiar no seu autor. À nós crentes compete anun­ciar a Palavra; a Deus, operar. Aquele que disse “I-de por todo o mundo”, também disse “Eis que es­tou convosco”. Devemos falar a Palavra com plena convicção de que é o poder de Deus para salvação de todo o que crê (Is 55.11; Rm 1.16). Há pecadores que aceitam a mensagem da sal­vação com toda a simplicidade, outros não. Se o ir­mão está procurando levar uma alma a Cristo, nun­ca desanime. Certo irmão sueco orou 50 anos para Jesus salvar determinada pessoa, e viu-a aceitar o Salvador. O Dr. R. A. Torrey, célebre ganhador de almas, orou 15 anos por uma pessoa, e esta veio a crer em Jesus. Os homens que conduziam o paralítico de Lucas cap.5 só conseguiram chegar à pre­sença de Jesus, subindo ao eirado, o que não era muito fácil. Mas não desanimaram. Isto é perseve­rança. Às vezes é preciso um esforço assim. Qual­quer caso, mesmo os piores, acham solução no Se­nhor Jesus. Para Deus nunca houve impossíveis. Ele é especialista nisso! Portanto, é preciso anun­ciar a Palavra com plena confiança na sua divina ação. Quando você estiver falando de Jesus, ore em espírito para que Deus honre a Palavra dele e mani­feste o seu poder salvador.

 

4.7. É preciso amor

Fé e amor andam juntos na evangelização. Quaisquer outros recursos serão meros paliativos, como relações humanas, sociologia etc. Jesus foi a personificação do amor. Ele salvou os pecadores amando-os até o fim (Jo 13.1). Sua posição ao mor­rer de braços abertos na cruz é a expressão máxima do amor. Ali, num gesto de infinito alcance, Ele uniu os dois povos com seus braços acolhedores (ju­deus e gentios).

4.8. A apresentação pessoal

Cuide disso. Sua aparência é importante, como é importante a mensagem que você leva. Deus pode usar quem Ele quiser e o que Ele quiser, até uma queixada de jumento, como no caso de Sansão, mas quanto à sua aparência pessoal, irmão, fica a seu critério. Cuide de sua apresentação, mas sem exa­gero. Roupa passada, gravata no lugar, limpeza ge­ral, inclusive das unhas; barba bem feita, cuidado com o hálito. O traje deve ser modesto, decente e de bom gosto. Um traje mundano, imoral e indecente não é próprio do cristão; pode atrair o povo, mas não para Cristo. Não permita que seu traje seja mo­tivo de atração para os ímpios, desviando, assim, a atenção a Cristo. Diz a Palavra de Deus no Sl 103.1: “Tudo o que há em mim bendiga o seu santo no­me”.

4.9. O uso da fala (1 Co 14.9)

Ao ler a Bíblia ou falar ao pecador, procure evi­tar solecismos prosódicos, observando a pronúncia correta das palavras, o que inclui todas as suas le­tras. Evite o pedantismo a todo o custo, porque logo será descoberto. Pedantismo é falsa cultura. Na pronúncia da língua portuguesa atente para a acentuação, entonação e pontuação. Uma dicção exata impõe-se e dá destaque. Jesus certamente observava bem estas regras. O correto emprego das palavras é também muito importante. Por exem­plo, nunca dizer “verso” em lugar de “versículo”, quando referir-se às divisões dos capítulos da Bíblia o certo é “versículo”.

Jesus ensinou seus discípulos a orar, mas não a pregar, porque aprender a falar e pregar é tarefa nossa. Jesus unge a mensagem e opera por meio de­la. Por meio da oração buscamos o Senhor para que Ele inspire e ilumine a pregação. O que é para o ho­mem fazer. Deus não executa. (Ver Jo 11.39.) Um auxiliar valioso para a grafia e pronúncia correta dós nossos vocábulos é o “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”, edição de 1981.

O meio ambiente de pessoas cultas também in­flui poderosamente na boa formação lingüística e cultural. O apóstolo Paulo nunca desprezou os li­vros (2 Tm 4.13). É de grande valor o estudo de bons livros, como concordância, dicionários, gra­máticas, manuais doutrinários, etc.

4.10. O manuseio prático da Bíblia

É muito importante o pleno desembaraço no manuseio do volume sagrado. Isto significa saber onde estão as passagens necessárias e localizá-las no volume sagrado com rapidez. É imperioso co­nhecer a abreviatura de cada livro. Como já foi di­to, este curso de evangelismo pessoal adota o siste­ma mais simples de abreviar os livros da Bíblia: apenas duas letras para cada livro, sem ponto abreviativo.

Há outros sistemas, mas esse é o mais simples.

Nunca cite um versículo incompleto ou de ma­neira duvidosa. Isso compromete. Também nunca acrescente ou subtraia palavras do texto bíblico, mutilando-o. Quanto a isso. é bom atentar para a advertência de Dt 4.2; 12.32; Pv 30.5,6; Ap 22.18,19. Neste curso temos de memorizar muitos textos da Palavra de Deus. Se isso parecer difícil ou im­possível, lembremo-nos de Fp 4.13.

4.11. O uso de folhetos e literatura em geral

Nunca distribua nada sem primeiro ler para si. Há um provérbio que diz: “Nem tudo que brilha é ouro”. Ande sempre munido de porções impressas da Palavra de Deus: folhetos, revistas, Novos Tes­tamentos. Bíblias completas ou porções dela. Há ocasiões em que não se pode falar nem ingressar em determinados lugares, mas a Palavra de Deus pode fazer tudo isso. Milhares já foram salvos pela men­sagem impressa. Distribua a mensagem conforme a situação do momento.

O agricultor, quando semeia, escolhe a semente antes de lançá-la ao solo; ele assim faz porque os terrenos são diferentes. Também se pode evangelizar por meio de cartas pessoais. Neste caso, as car­tas devem sempre ser manuscritas, a fim de condu­zir o toque pessoal. Na Bíblia temos muitas mensa­gens em forma epistolar.

5. RESULTADO DE EVANGELIZAR

Aqui estão algumas das bênçãos resultantes da evangelização pessoal:

5.1. Crescimento da obra do Senhor Quem ganha almas está ajudando a edificar a Igreja. Ela na Bíblia é comparada a um edifício que se completa pela edificação. A igreja no seu iní­cio, cresceu depressa porque os crentes evangelizavam sem cessar. Isto é visto nos primeiros oito capí­tulos do livro de Atos, que é o livro histórico da Igreja. Uma igreja local que possui um grupo de crentes cheios de zelo e paixão pelas almas crescerá

sempre. E se toda uma igreja for despertada para evangelizar o crescimento será tal, que despertará uma região, um estado, um país e mesmo o mundo.

5.2.  Maior paixão pelas almas

 Isso tem acontecido com os servos de Deus atra­vés dos tempos. Por exemplo, Paulo – o grande ga­nhador de almas, após 25 anos de labor constante, sua paixão pelos perdidos era tal, que exclamou certa vez: “Tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração. Porque eu mesmo poderia desejar ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos” (Rm 9.2,3). Tal amor e paixão pelos perdidos não encon­tra palavras para descrever-se.

5.3. Fortalecimento na fé

Nossa fé é fortalecida quando testemunhamos Deus cumprir sua Palavra. É maravilhoso e edifi­cante ver como Deus cumpre o que está escrito no que tange à salvação das almas, quando as condi­ções exigidas por Ele são satisfeitas. Paulo di­zia com confiança nesse sentido: “Não me envergo­nho do evangelho” (Rm 1.16). Isto significa que por onde quer que ele falasse a Palavra, Deus confirma­va a pregação com salvação de pecadores e demais bênçãos.

5.4. Estímulo a outros irmãos

A prática de ganhar almas e as bênçãos daí de­correntes estimulam outros a se renderem ao Se­nhor para que Ele os use de igual modo. Crentes in­flamados pela salvação dos pecadores transmitem influência aos descuidados e indiferentes.Tendo apreciado o porquê, quando, onde, como e os resultados da evangelização dos pecadores, peca­mos a Deus que nos revele e ajude a deixar tudo aquilo que impede a nossa participação efetiva na evangelização das almas perdidas, e que Ele derrame sobre nós o seu Espírito, dotando-nos, assim, de poder para a tarefa de evangelizar e ganhar os per­didos para Ele. Que Ele nos faça homens e mulhe­res segundo o seu coração.Você, irmão, está sinceramente disposto a orar assim? Oh! que Deus desperte seu povo enquanto é tempo de falar aos perdidos, do seu amor e da sua salvação, antes que entrem no Inferno!

QUESTIONÁRIO

  1. Cite três razões por que devemos evangelizar, conforme o estudo do presente capítulo. Dê refe­rências bíblicas.
  2. Cite duas razões por que devemos evangelizar agora, conforme o estudo do presente capítulo.
  3. Cite cinco lugares onde podemos ganhar almas individualmente.
  4. Cite as cinco primeiras divisões do ponto “como devemos evangelizar”.
  5. Cite três exemplos de Jesus evangelizando indi­vidualmente.
  6. Qual o capítulo inteiro da Bíblia (por nós focali­zado), onde Jesus aparece evangelizando um pe­cador.
  7. Cite mais três exemplos de Jesus evangelizando pecadores individualmente, conforme foi estuda­do.
  8. Cite três resultados da evangelização pessoal dentre os estudados.

 

3

Como entrar no

assunto da Salvação

Com que palavras ou de que maneira podemos nos dirigir ao pecador, ao iniciar o assunto da salva­ção? Há quatro fatores que determinam isto:

  1. O tempo disponível
  2. O local
  3. As circunstâncias
  4. Os tipos de pessoas

A melhor maneira de aprender a entrar no as­sunto é praticando. O maior erro de todos é deixar passar a oportunidade e não tratar do assunto da salvação. Estudemos um por um, os quatro fatores que determinam a entrada no assunto da salvação:

1. O TEMPO DISPONÍVEL

1.1. Quando há muito tempo Havendo muito tempo, é mais interessante e proveitoso travar primeiro conhecimento e ganhar a confiança da pessoa, antes de entrar no assunto. Isto levará pouco tempo. Seja como for, é bom atender para Tg 4.14.

1.2. Quando há pouco tempo

Num transporte na cidade ou em situação se­melhante, em que o tempo é reduzido, e provavel­mente não veremos a pessoa outra vez, o melhor é entrar logo no assunto. Às vezes o próprio pecador, ao mencionar um acontecimento, fornece o tema para a entrada no assunto. É melhor entrar no as­sunto assim, de modo natural, do que nós mesmos darmos origem.

1.3. Quando há um mínimo de tempo

Em situações em que não é possível falar senão algumas palavras, pode-se dar início ao assunto por meio dum folheto, jornal ou porções das Sagradas Escrituras. Quantos têm sido salvos por meio da página impressa, e, de modo especial, as Escritu­ras? Os folhetos deverão levar o carimbo com ende­reço da igreja. Devem ser examinados primeiro.

É evidente que em qualquer desses casos é pre­ciso orar e ter a direção do Espírito Santo. Deus tem interesse nesse tipo de trabalho e nos conduzi­rá devidamente. Nunca, irmão, perca a oportunidade, mesmo tendo um mínimo de tempo. Os fatos revelam que em cada minuto que passa, pessoas morrem sem salvação! Isto dá 9.000 por hora e 216.000 por dia.

2. O LOCAL

Exemplos:

2.1. Passando próximo a festas e outros locais de diversão

Mostrar que a vida aqui é passageira e que bre­ve estaremos na presença do nosso Criador. O mundo passa e seus prazeres também. Ao findar a vida aqui, iremos prestar contas a Deus. O gozo terrestre é efêmero. Textos: Ec 11.9; 12.1; Jo 14.17; Rm 14. 12; Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17.

2.2.       Num hospital, ou local semelhante
 Podemos entrar no assunto falando do Médico Divino que cura a doença da alma – o pecado pior, sem comparação, do que a doença do corpo. Mos­trar que o preço dessa cura Ele já pagou por nós. Textos: Sl 103.3; Is 53.5; Mt 6.33; Lc 5.17-26.

2.3.       Na igreja, na hora do culto

Podemos convidar, conduzir à frente, etc. Numa hora dessa devemos ter toda prudência para não perturbar o culto nem o pregador. Uma per­gunta muito costumeira é: “O Sr. já pensou em aceitar Jesus como seu Salvador?” Nunca se deve perguntar “O Sr. já é crente?” Uma pessoa pode ser crente em vários sentidos.

Outra coisa que podemos fazer durante o culto é orar pelo pregador e pelos pecadores, para que Deus opere em ambos. Na hora do apelo, muitos não têm coragem de se manifestarem, apesar de sentirem a chamada de Deus para a salvação. Numa hora des­sas, Deus pode guiar-nos a tais pessoas e ajudá-las, assim como dirigiu o evangelista Filipe na estrada deserta de Gaza. Para que Deus nos use assim, é preciso estarmos conforme Is 6.8b.

3. AS CIRCUNSTÂNCIAS

As circunstâncias e fatos do momento à nossa volta servem para introduzir o assunto da salvação. Exemplos:

3.1. A natureza ao redor, isto é, montanhas, mar, céus. Podemos começar declarando que Deus fez isso para a sua glória e para o bem do homem (Gn 1.26,28; Sl 19.1).

3.2.      A falta de tempo que todo mundo reclama. Podemos começar declarando que Deus deve ter toda prioridade do nosso tempo, e que o assunto da salvação não deve ser adiado, porque quando Ele nos chama para a outra vida, não podemos dizer não. Textos: Is 55.6; Jr 8.20; Am 4.12; Mt 25.10-12.

3.3.      Se o assunto é o espantoso progresso da Ciência, podemos começar dizendo que isto é sinal do fim dos tempos, segundo a Palavra de Deus. Textos: Dn 12.4; Lc 21.11.

3.4.      As catástrofes que acontecem cada vez mais amiúde aqui e ali, como tufões, inundações, terre­motos, epidemias, etc. Também são sinais do fim e avisos de Deus, dado o aumento do pecado na face da terra. Textos: Jl caps. 1 e 2.

3.5.      O estado de tensão, guerra fria (e quente), inquietação, levantes, greves, tumultos pelo mundo afora. Perigos de guerra atômica e suas conseqüên­cias imprevisíveis. Podemos falar de Cristo – o abri­go seguro e eterno contra todos os perigos e incerte­zas. Textos: Sl 91; 94.22; 121; Jo 14.1. Podemos mostrar que a paz vem pela justiça (Is 32.17).

3.6.      Em ambiente de tristezas e dificuldades, podemos afirmar que, para os fiéis do Senhor, isso
breve findará e entrarão no gozo eterno com o mes­mo Senhor. Textos: Rm 8.18-23; Ap 7.15-17.

3.7.      Em caso de morte ou falecimento, podemos afirmar que para os que estão com Cristo, a morte é o outro lado da vida – e de uma vida melhor. Tex­tos: Jó 19.25,26; Lc 16.22,23; Fp 1.21-23.

3.8.      Em caso de morte repentina, inesperada, podemos falar sobre a necessidade de se estar pre­parado para encontrar o nosso Criador a qualquer instante. Textos: 1 Sm 20.3; Am 4.12; Mt 25.10; Lc 12.20.

3.9. Se o assunto é política em geral, podemos falar do Rei dos reis e Senhor dos senhores, que em breve reinará com justiça e paz perfeita. Textos: Is 9.6; 11.1-9; Jr 23.5; Lc 1.32,33; Ap 19.15,16.

4. OS TIPOS DE PESSOAS

São três os tipos ou classes de pessoas com que temos de tratar:

-  Não-crentes

-  Crentes

-  Desviados

Estes tipos ou classes de pessoas são um dos fa­tores que determinam a maneira de entrarmos no assunto da salvação. Vejamos cada um.

4.1. Os não-crentes

4.1.1. Os que não conhecem o Evangelho. Se são pessoas sinceras, brandas, gentis e que sinceramen­te desejam ser salvas, use o “Plano da Salvação” no capítulo seguinte deste curso. Mais alguns textos: Is 55.6; Jo 7.37; Hb 7.25; Ap 22.7. Se são pessoas in­diferentes, despercebidas, desinteressadas, cheias de desculpas, zombeteiras, religiosas ou opostas à religião, podemos começar mostrando-lhes que:

-  A vida pecaminosa conduz à condenação eter­na. Textos: Mt 7.22,23; Rm 6.23; 1 Co 6.9,10; Ap 21.8.

-  Que Deus os ama apesar de seus pecados. Mi­lhões de descrentes fogem do Evangelho porque fi­cam convencidos de que Deus não os ama, antes os odeia. Sabemos que isso procede do Diabo. Se qual­quer ser humano perguntar “Deus me ama?”, Deus responde apontando para seu Filho morrendo no Calvário por todo mundo. Textos: Jo 3.16; Rm 5.8.

- O resultado final de persistir no pecado. Pode­mos ver isso em Rm 2.4,5; 6.23; Tg 1.15.

4.1.2. Os que conhecem o Evangelho, isto é, co­nhecem, mas não sáo salvos. São os freqüentadores de igrejas; os que têm o Evangelho apenas como uma religião e nada mais. São crentes nominais. Preci­sam levar a sério Lc 13.3; Jo 3.5; At 3.19. Neste gru­po estão os filhos de crentes, bem como pessoas nascidas e criadas em ambiente ou lar cristão, mas não nascidas de novo. Não sabem se estão salvas. Sabe o leitor se está salvo mesmo? (1 Jo 5.19). Para tratar com uma pessoa assim, que conhece o Evangelho mas não é convertida, é mais interes­sante fazer primeiro amizade com ela e ganhar sua simpatia, e, então, com intimidade, falar da salva­ção de sua alma. Isto tem aplicação especial aos fi­lhos de crentes, não convertidos. Normalmente, pessoas como as que acabamos de mencionar costu­mam dizer, quando alguém lhes fala do Evangelho: “Conheço a Bíblia, a igreja e os crentes, e quando eu quiser, serei crente”. Outras se aborrecem, reti­ram-se ou procuram evitar que alguém lhes fale do Evangelho. Por isso, é melhor conquistar primeiro sua simpatia antes de falar-lhes.

4.2. Os crentes

O evangelismo pessoal entre crentes salvos tem aspecto um pouco diferente. É tão-somente assis­tência e auxílio espiritual através das Escrituras. Mais uma vez é preciso conhecermos devidamente o Livro Sagrado para que o Espírito Santo use o texto que Ele quiser. Isso pode acontecer de várias maneiras.

Às vezes o crente enfrenta lutas, provações, so­frimentos, tentações, correções, etc. São casos como o de José, o filho de Jacó; os de Jó, Jeremias, Paulo, Abraão e muitos outros. Ao visitarmos um crente assim, não é um texto qualquer que vamos ler, mas o adequado para o caso. A Bíblia tem men­sagens para cada caso, seja qual for. Conhecendo a Bíblia e agindo na dependência do Espírito Santo, tudo nos irá bem. Há pessoas que, ao verem qual­quer adversidade na vida dum servo do Senhor, a única coisa que sabem dizer é que há pecado ou que ele está pagando o que deve. Observe a gentileza de Jesus para com os sofredores em Mt 12.20. Adiante trataremos mais a fundo dos textos apropriados para tais circunstâncias, mas aqui estão alguns: Sl 50.15; 72.12-14; 91.15; Jo 16.33; Fp 1.2; Cl 1.24; 1 Pe 1.6,7; 5.8-10. Observe o conforto que Jônatas le­vou a Davi, em 1 Sm 23.16.

4.3. Os desviados

Estes são os que, uma vez salvos, deixaram o ca­minho do Senhor. Se eram membros da igreja, fo­ram disciplinados. Nessa situação, ficam sem co­munhão com a igreja. Se não eram membros, estão sem comunhão com o Senhor da mesma maneira. Pode haver casos de exclusão ilegal, como em 3 Jo vv. 9,10.

Para tratar com tal classe de pessoas, é de mui­ta importância procurar saber primeiro a causa de se desviarem. Aqui estão alguns dos motivos:

a. Não terem recebido a devida orientação espi­ritual (Ez 34.5,6).

b. Manterem amizade e comunhão com incré­dulos (2 Cr 19.2; 1 Co 15.33; 2 Co 6.12-17; Tg 4.5).

c. Vida espiritual superficial (Lc 8.13). Crentes assim, ofendem-se por qualquer coisa; aprendem a se queixar de tudo, e escandalizam-se ao verem maus exemplos ou quando fatos e acontecimentos transcendem sua compreensão. Exemplo: At 7.52, 60; 12.2.

d. Desobediência consciente à Palavra de Deus (Pv 4.6). Se isso continuar, a queda não demorará muito. A desobediência cega a visão espiritual. Um crente assim, vê o mal nos outros, mas não o vê em
si próprio.

e. Exaltação ao ser abençoado, e esquecimento de Deus. Há muitos que, ao serem abençoados nos negócios e nas coisas materiais, atribuem tudo isso aos seus esforços e capacidade, e não à bênção de Deus. Exemplo: o rei Uzias (2 Cr 26.14-16).

f. Viver vazio e seco espiritualmente. Uma casa, sem habitantes, logo se torna abrigo de insetos, ani­ mais e sujeira. O mesmo acontece com a vida espi­ritual. O Diabo sempre tem material para encher
quem anda vazio. Há um provérbio que diz: “Uma vida vazia é oficina do Diabo”. (Lede Lc 11.24 e Ef 5.18.)

g. Falta de discernimento e percepção espiri­tual. Exemplo: Jo 6.66-69.

h. Encanto, admiração e apego pelo mundo e suas coisas pecaminosas (Tg 4.4-6; 1 Jo 2.15; 5.19).

Quanto aos desviados, há duas classes: Os que têm saudade, desejam voltar, oram e ficam comovi­dos quando se lhes fala a Palavra de Deus, enfim, continuam com a mensagem do Evangelho no cora­ção. Nesse grupo estão os melindrados, queixosos, feridos, escandalizados, para os quais necessitamos muita graça, tato e paciência para tratar com eles. (Vide Pv 18.19.) Para desviados como os acima des­critos podemos mostrar:

1)      O caminho de volta para Deus (2 Cr 7.14; Is 55.7).

2)  O grande amor de Deus para com os desviados (Is 43.23-25; Jr 3.22; Ez 18.23.30-32; Os 14.1-4; Lc 15.32).

3) Exemplos de como Deus aceitou outras pes­soas na mesma situação, mostrando a sua miseri­córdia e amor:

-  O apóstolo Pedro (Mc 16.7).

-  Manasses (2 Cr 33.2,12,13).

Se o desviado clamar, Deus o ouvirá (Dt 4.29,30; Lm 3.31,32,55-57; Jn 2.1,2). Aqui em Lm 3.31, devemos compreender que não existe o que chamam de “rejeição divina”. Em Gl 5.4, “cair da graça” significa o homem rejeitar o princípio da justificação, que é unicamente pela fé. (Lede o con­texto do dito versículo.)

A outra classe de desviados compreende os indi­ferentes, os insensíveis, os blasfemos, os apóstatas. Para esses, só a misericórdia de Deus. Podemos fa­lar-lhes perguntando:

-  Que falta o Sr. encontrou em Deus para aban­doná-lo? (Jr 2.5).

-  Em que tempo o Sr. vivia mais feliz: quando servia a Deus, ou agora quando o abandonou? (Sl 1.1; 119.1).

Podemos também falar-lhes que:

-  a ira de Deus é contra os que voltam atrás (1 Rs 11.9);

-  não desprezem os avisos solenes de Deus (Os 4.6; Am 4.11,12). Vemos aqui que os filhos do des­viado podem vir a sofrer.

- O resultado de permanecer desviado (Jr 2.13,19; Ez 18.24; 2 Pe 2.20-22).

Estude as referências bíblicas deste capítulo, de Bíblia aberta, e com oração diante de Deus, para que o Espírito Santo revele as profundezas do ensino nelas contida, e também para que Ele nos grave na memória para o seu uso.

O capítulo seguinte trata da salvação da alma. É o capítulo central deste curso de evangelismo pessoal.

QUESTIONÁRIO

  1. Quais os quatro fatores que determinam a ma­neira de entrarmos no assunto da salvação?
  2. Cite a melhor maneira de aprendermos a tratar com os perdidos.
  3. Como devemos proceder com relação ao tempo,quando temos muito, pouco ou um mínimo de tempo?
  4. Dê exemplo de uma referência bíblica, realmente apropriada para qualquer das circunstâncias abaixo:

- Hospital.

- Locais de diversões.

- Hora de culto.

- A natureza.

- O progresso da Ciência.

- As catástrofes.

- As guerras e os estados de tensão.

- Tristezas e dificuldades.

- Morte repentina.

- Política.

  1. Cite os três tipos de pessoas a quem havemos de falar a Palavra de Deus.

 

  1. Cite uma referência realmente apropriada que usaria para:

- Pessoas que desejam a salvação.

- Crentes nominais ou de formação cristã, mas não salvos.

- Crentes em angústia, provações, sofrimentos.

7. Cite três causas de desvio espiritual.

4

A salvação da alma

Neste capítulo trataremos da salvação da alma. Considerando o assunto quanto à evangelização no sentido doutrinário e teológico, não é da alçada des­te livro.

- Que é a salvação?—É um extraordinário mila­gre de Deus! Que falem os irmãos! (2 Co 5.17). Sal­vação é mais que arrependimento; é mais que uma confissão de fé; é mais que ser membro duma igre­ja.

Trataremos primeiramente do pecado, pois sal­vação infere perdição, que é ocasionada pelo peca­do. Os homens sem Deus consideram o pecado como coisa inexistente ou de somenos importância, mas a Palavra de Deus descreve-o como realmente ele é.

1. O PECADO

O que é o pecado.

a. Ê transgredir a lei de Deus (Sl 51.1; Lc 15.29; 1 Jo 3.4 ARA).Sendo o pecado uma transgressão, é uma rebe­lião contra Deus. Em suma, é o homem fazer sua própria vonta­de.

b. É toda injustiça (1 Jo 5.17). Isto é, tudo aqui­lo que não é reto segundo o padrão divino.

c. É uma dívida para com Deus (Mt 6.12). Cada pecado cometido -é uma dívida contraída com Deus. Tal dívida o homem não pode jamais pagar. O homem, uma vez cometendo pecado contra Deus, não pode desfazer esse pecado. A sua única esperança está no lado divino – no perdão que obtemos de Deus mediante a morte viçaria de nosso Se­nhor Jesus Cristo.

d. Ê não cumprir com os deveres cristãos (Tg 4.17). Pecado não é somente praticar o mal; deixar de fazer o bem também é pecado.

e. É não dar crédito a Cristo; não ter fé em Cris­to (Jo 16.8,9). Não dar crédito a Cristo é um insulto a Deus que o enviou.

f. É praticar coisas duvidosas (Rm 14.23).

g. Ê errar o alvo verdadeiro (Rm 3.23). Um dos principais significados da palavra pecado (no origi­nal gr. “hamartia”), é “errar o alvo”. De fato, o pe­cado é um alvo que o homem acerta quando erra o alvo verdadeiro. O alvo certo é Deus e sua glória, mas, quando pecamos, erramos o alvo certo e fica­mos separados de Deus. Só o perdão pelo sangue de Jesus pode restabelecer a comunhão com Deus. O homem foi criado para temer a Deus, adorá-lo e glorificá-lo, mas quando peca, erra esse alvo. Nota: O pecado pode ser por comissão ou omissão.

2. A UNIVERSALIDADE DO PECADO

Os textos bíblicos que se seguem provam que to­dos pecaram. Ninguém é excluído a não ser o Se­nhor Jesus, porque apesar de ser o Filho do homem, é também o Filho de Deus. É Deus quem diz na sua Palavra que todos pecaram. Inúmeras pessoas não se podem salvar porque não querem reconhecer que são pecadoras e muito menos perdidas. Se o ho­mem não reconhecer que é pecador, Jesus não po­derá salvá-lo, pois Ele veio salvar pecadores.

Textos que mostram a universalidade do peca­do: Pv 20.9; Ec 7.20; Is 53.6; Mc 16.15; Rm 3.23; 5.12; 1 Jo 1.8,10. (Ver a palavra “todos” e “todo” nessas passagens.) Também Sl 51.5 e 58.3, mos­tram que o homem não é pecador porque peca; ele peca porque é pecador por natureza. Estas passa­gens revelam que o homem para errar não precisa de instrutor.

3. AS CONSEQÜÊNCIAS DO PECADO

a)    Traz aflição e inquietação ao pecador (Is 48 22; Jr. 2.19; Lm 3.39).

b)   Interrompe a comunhão com Deus (Is 59.2).

c)    Escraviza o homem (Jo 8.34).

d)   Conduz à morte eterna, ou “segunda morte”(Rm 6.23).

e)    Exclui o homem do Céu – sua herança (1 Co 6.9).

4. TODOS NECESSITAM DE UM SALVADOR PORQUE TODOS PECARAM

a.  Sendo pecador, como todos são, deve o peca­dor reconhecer isso (1 Rs 8.46). Isto foi dito por Sa­lomão o homem mais sábio que já existiu. Quem pode contestar? Quem sabe mais?

b.  Sendo todos pecadores, estão todos sob con­denação (Ez 18.4).

c.   O resultado de morrer no pecado (Rm 6.23).

d.  Como escapar da condenação? (Hb 2.3).

e.   Obras não podem salvar (Is 64.6; Ef 2.8,9; Tt 3.5).

f.   Só Jesus pode salvar (Jo 12.47; At 4.12; 1 Tm 1.15; Hb 7.25).

5. HOMEM NENHUM PODE SALVAR-SE A Sl MESMO

a.  Deus mesmo é a nossa salvação (Is 12.2; Jo 15.5; At 4.12).

b.  Tudo o que o homem fizer para salvar-se é debalde (Is 64.6).

c. Os caminhos do homem não são os de Deus (Pv 14.12; Is 55.8).

d.  Somos salvos pela misericórdia de Deus; não por obras ou qualquer outra coisa que fizermos para merecer a salvação (Ef 2.8,9; Tt 3.5). Até a fé, me­diante a qual recebemos a salvação, vem de Deus.Portanto, nem igreja, nem batismo, nem condu­ta ou qualquer outra coisa pode salvar o homem, a não ser o Senhor Jesus Cristo.

e. Só Jesus é o caminho para Deus (Jo 14.6).

6.  DEUS MESMO JÁ PROVIDENCIOU A SAL­VAÇÃO

a.  Deus deu seu bendito Filho como sacrifício pelo pecado (Jo 1.29; 3.16; 1 Jo 2.1).

b.  Jesus já morreu para salvar o pecador (Rm 5.8; 1 Co 15.3).

c.   Ele, ao morrer, levou sobre si os nossos peca­dos (1 Pe 2.24).

d.  Esta salvação é gratuita. É por graça. Vem de Deus (Ef 2.8; Tt 3.5).

7.  O PLANO DA SALVAÇÃO

É de suma importância que o ganhador de al­mas compreenda bem o plano ou caminho da salva­ção, para poder explicá-lo claramente à alma que busca a Deus. O plano é simples, pois Deus afastou todas as dificuldades. Ele fez tudo em lugar do pe­cador. A parte que toca a este é apenas aceitar a salvação consumada. É como está escrito na pará­bola das bodas: “Tudo já está preparado; vinde às bodas” (Mt 22.4).

A Palavra de Deus afirma que todos pecaram e destituídos ficaram da glória de Deus (Rm 3.23). Deus, porém, na sua misericórdia, não quer que ninguém pereça (1 Tm 2.4; 2 Pe 3.9), e proveu sal­vação para todos que quiserem. Jesus morreu em lugar do pecador, levando sobre si o pecado do mundo (Is 53.6b; Jo 1.29; 2 Co 5.21; 1 Pe 2.24). Quem quiser pode agora ser salvo mediante o Se­nhor Jesus Cristo (Mt 1.21; Lc 2.10,11; 19.10; Jo 3.16; At 10.43; Rm 10.13; Ap 22.17). O castigo do pecado, que era a morte (Ez 18.4), o Senhor Jesus levou em seu corpo no Calvário.

 

8. OS TRÊS PASSOS PARA O HOMEM OBTER A SALVAÇÃO:

8.1.       Reconhecer que é pecador (Rm 3.23)

O primeiro passo para a salvação é o homem re­conhecer que é pecador. Esse passo é efetuado pelo Espírito Santo, ao ouvir o pecador a mensagem da salvação. (Ver Jo 16.7.8.) Esse reconhecimento do pecado é acompanhado de profunda tristeza, por ter a pessoa vivido no pecado até agora. (Ver At 2.37.) – “compungiram-se em seu coração”; 2 Co 7.10 – “a tristeza segundo Deus”.)

8.2.  Confiar em Jesus como o seu Salvador (Jo 1.12; At 16.31)

Aqui se trata de fé. Este é o segundo passo. “Crer”, no sentido bíblico, é confiar de modo abso­luto, apoiando-se ou descansando plenamente sobre aquilo em que’se crê. Não é. como alguém pensa, um ato puramente do intelecto, mas de todo o seu ser interior. O requisito que Deus requer é crer. e nada mais. mas crer honestamente. Este se­gundo passo para a salvação inclui em si o arrepen­dimento (Mc 1,15; 2 Co 7.10). O pecador, ao sentir tristeza pelo pecado, e ajudado pelo Espírito Santo, decide mudar de vida. deixar o pecado e voltar-se para Deus. Arrepender-se é andar em sentido con­trário àquele em que se vinha.

8.3. Confessar que Cristo é o seu Salvador (Rm 10.10b)

Isto é a decisão em si (At 3.19b). Confessar é a pessoa declarar publicamente que aceitou o Salva­dor. Após crer com o coração (segundo passo – Rm 10.10a), é preciso confessar ou declarar que agora é crente. Nesse momento o pecador confessa também a Deus os seus pecados, decidindo abandoná-los, e recebe o perdão (1 Jo 1.9). Portanto, o perdão de­pende de arrependimento e confissão. Somente o homem reconhecer que é pecador e compreender que o Evangelho é a verdade de Deus para a salva­ção nada adianta se ele não aceitar o Salvador, con-fessando-o publicamente. Não pode haver crente secreto, isto é, só de coração. Quem aceita a Jesus como seu Salvador tem logo um desejo intenso e es­pontâneo de manifestar isso. Cada salvo sabe mui­to bem disso por experiência.

A obediência do pecador a estes três passos re­sulta na salvação. Isso é infalível, operando a Pa­lavra e o Espírito Santo. Crer em Jesus sem confes­sá-lo é covardia. Confessá-lo sem crer é hipocrisia.

9. A IMPORTÂNCIA DO SANGUE NO PLANO DA SALVAÇÃO

Muita gente não entende porque as Escrituras mencionam tanto os sacrifícios cruentos. Uns che­gam até a dizer que o Evangelho é a “religião do matadouro”. Mas o derramamento de sangue tão enfatizado na Bíblia para expiar o pecado, tão-somente evidencia a hediondez deste e que o salário do pecado é a morte. Os sacrifícios do AT eram im­perfeitos e não podiam expiar de vez o pecado, mas o Cordeiro de Deus – o Senhor Jesus Cristo, com seu sacrifício no Calvário, resolveu para sempre o problema do pecado.

Em cada sacrifício do AT. o ofertante queria di­zer o seguinte: a) eu pequei; b) eu mereço a morte; c) outro vai morrer em meu lugar. (Ler Lv 17.11; Mt 20.28; 2 Co 5.14.) Esses são pontos básicos con­cernentes ao sangue, no plano da salvação.

9.1. “Sem derramamento de sangue não há re­missão de pecados” (Hb 9.22 – 1 Pe 1.8,9). Somos remidos do poder do pecado pelo sangue de Jesus – o Cordeiro de Deus (Jo 1.29).

9.2.     No Antigo Testamento, Deus deu o sangue de animais para fazer expiação pelas almas (Lv 17.11). Esse sangue sacrificial de animais tipificava o sangue de Cristo. Esses sacrifícios repetiram-se
até que veio o perfeito sacrifício (Is 53.10).

9.3.     O Senhor Jesus deu o seu sangue para a re­missão dos pecados (Mt 26.28). Esse precioso san­gue não só prove o perdão dos pecados cometidos, mas também a purificação do pecado congênito da nossa natureza humana (1 Jo 1.7-10).

9.4.     E pelo sangue de Jesus que somos justifica­ dos diante de Deus. Só desse modo é satisfeita a justificação requerida por Deus (Rm 5.9,10). Há muitas religiões e seitas que negam a eficá­cia do sangue de Jesus na redenção da humanida­de. É evidente que são religiões e seitas falsas.

 

 

 

QUESTIONÁRIO

 

MEMORIZE O CONTEÚDO DESTE QUESTIO­NÁRIO, INCLUSIVE AS REFERÊNCIAS E SEUS TEXTOS.

1.  Pecado:

É transgredir a lei de Deus (1 Jo 3.4). É toda a injustiça (1 Jo 5.17). É uma dívida para com Deus (Mt 6.12).

  1. A universalidade do pecado (Rm 3.23).
  2. As conseqüências do pecado: Afasta o homem de Deus (Is 59.2). Conduz à morte eterna (Rm 6.23).
  3. Homem nenhum pode salvar-se a si mesmo (At 4.12).
  4. Deus mesmo já providenciou a salvação (Jo 3.16).
  5. Os três passos para a salvação: Reconhecer que é pecador (Rm 3.23). Confiar em Jesus como o seu Salvador (At 16.31). Confessar que Cristo é o seu Salvador (Rm 10.10).
  6. Que nos mostra o derramamento de sangue para expiar o pecado, desse sangue tão mencionado na Bíblia?
  7. Que tipificava o sangue de animais, dado por expiação do pecado no Antigo Testamento?

9. Quais as duas coisas estudadas, que o sangue de Jesus prove, para salvar o pecador?

 

5

O evangelista pessoal em ação

Deus, para operar, usa o que Ele quer. Até uma queixada de jumento. Se Ele fez uma jumenta fa­lar, sem dúvida dará muita graça para você falar bastante a Sua Palavra. Neste capítulo trataremos das respostas bíbli­cas aos casos com que se defronta o evangelista pes­soal. É na Bíblia que achamos a resposta para cada caso. Seja qual for a situação da alma, é preciso co­nhecermos bem, de preferência de memória, o texto bíblico que vamos usar, e explicá-lo com toda a simplicidade à alma necessitada. Os textos da Pa­lavra de Deus são quais medicamentos espirituais para a alma, mas é preciso que saibamos onde se encontram na “farmácia divina”. A Bíblia descreve o estado pecaminoso do homem como doentio (Is 1.4-6; Lc 5.31,32). Na língua original do NT, a palavra salvar é a mesma que curar, o que mostra que o pecado é de fato uma doença espiritual.

O obreiro pessoal, ao diagnosticar cada caso, deve aplicar a mensagem bíblica acertada; sem isso não conseguirá o resultado esperado, uma vez que a mensagem para o perdido não pode ser a mesma para o desviado, o duvidoso, o vencido, o aflito, o tentado, o judeu, etc.

Algumas coisas que devem ser observadas ao se tratar com as almas:

a. Evite argumentação quando tratar com peca­dores perdidos. (Ver a pág.onde este ponto é abordado). Muitos pecadores quererão argumentar com você, inclusive com perguntas inusitadas e alheias ao assunto da salvação. Diga-lhes que mais tarde cuidará disso. O que o pecador precisa agora é ser salvo. Perguntas desse jaez são curiosas e es­peculativas, e uma sempre origina outra. Se você se puser a responder perguntas, não cuidará da salva­ção da alma, e o resultado será o fracasso. Faça como Jesus: quando a pergunta não for honesta,responda com outra pergunta!

b. Dependa a todo custo do Espírito Santo. Ele é quem faz a obra. Somente Ele pode convencer e converter. Você não pode converter ninguém. Se o Espírito Santo não operar, não pode haver conver­são. Nossa educação, conhecimentos, cursos e pre­paro não podem, tomar o lugar dele ou substituí-lo. Os homens de Deus através dos séculos têm sido pessoas ungidas pelo Espírito Santo. Um homem (ou uma mulher) cheio do Espírito Santo pode fa­zer em poucos dias o que não faria em anos de tra­balho sem a operação poderosa do Espírito. Se você deseja que Deus o use e que salve os pecadores por seu intermédio, esteja cheio do poder do alto.

c. Dependa também da Palavra de Deus. Ela é garantida por Deus (Is 55.11). Precisamos conhecer e confiar na Palavra de Deus. O que dizemos de nós mesmos não vai muito longe, mas aquilo que Deus diz na sua Palavra, sim. Portanto, leiamos e estu­demos a Palavra até conhecê-la bem. Aqui estão sete coisas que a Palavra de Deus é e pode fazer:

-  É eficaz na sua ação, isto é, funciona! (Sl 126.5,6).

-  É poderosa para a salvação (2 Tm 3.15; Tg 1.21b. – “pode”).

- Produz fé (Rm 10.17).

- Lava (Jo 3.5; Ef 5.26).

- Corta (Ef 6.17; Hb 4.12).

- Quebra, isto é, humilha (Jr 23.29).
- Queima, arde, desperta (Jr 5.14; Lc 24.32).

d. Ore sempre. Ore antes de começar o trabalho. Ore em espírito durante o trabalho. Depois do trabalho realizado, regue-o com oração. Deus respon­de à oração.

e. Use poucos versículos para cada caso. Um ou dois versículos bastam. Muitas receitas podem confundir o “doente”, além disso, poucos versículos firmam melhor a verdade na memória do pecador.
Use versículos o menos possível. Davi muitas vezes baseou sua fé numa única palavra de Deus (Sl
119.49). Neste caso apresentamos uma série de tex­tos para cada caso, com o fito de enriquecer o conhecimento do ganhador de almas, mas não para serem empregados todos de uma vez. Cuidaremos
agora das diversas classes de pessoas.

f. Não espere que o pecador seja salvo como você o foi. Não duvide da genuinidade do fato só porque não foi igual ao seu. Deus tem modos diferentes de agir. Ou você pensa que Ele é limitado como nós?

1. O PERDIDO. DESCULPAS, ESCUSAS E OBJEÇÕES ANTE O EVANGELHO.

Chamamos perdidos, aqui, aos que nunca acei­taram o Salvador Jesus. Estritamente falando, nin­guém diante de Deus tem desculpas de não estar salvo, mui especialmente após ouvir o Evangelho. A Bíblia diz que o homem é indesculpável (Rm 1.20; 2.1). Ele tem internamente a lei da consciên­cia (Rm 2.15), e, externamente, a lei da natureza (Jó 12.7-9). Romanos 1.20 prova que no princípio o homem conhecia a Deus. De acordo com Lv 4.1 a 5.13, pecados cometidos por ignorância não eram isentos de expiação. Em Lc 14.16-20, o Senhor Je­sus proferiu a parábola da grande ceia que prefigura o banquete da salvação. Vemos ali a nulidade e a gravidade de o homem querer desculpar-se diante de Deus. Seja qual for a desculpa, evasiva, argu­mento ou objeção, a Bíblia tem sempre a mensa­gem adequada.

Estudemos agora algumas desculpas mais co­muns do pecador.

Alegações:

1.1. “Para mim não há solução. Deus não me a-ceita mais. Sou o pior dos pecadores. “

Oh! se esse número crescesse! O homem já ven­ceu metade da batalha ao reconhecer-se pecador. Isto é obra do Espírito Santo. Satanás nunca diz ao pecador que este é pecador, a não ser para acusá-lo.

Isaías Í.18 É o Senhor mesmo quem nos fala nas palavras deste v.: “Assim diz o Senhor”. Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34).

Mateus 9.13 – Se fôssemos justos, Jesus não te­ria vindo ao mundo, pois não precisaríamos de Sal­vador nenhum. Logo, Ele veio para salvar pecado­res. Notai que Ele viveu entre pecadores, foi cha­mado “amigo de pecadores”, recebeu pecadores, e morreu entre dois deles…

Lucas 19. 10 – Pensai um instante no que signifi­ca perdido no sentido pleno da palavra! Se você está perdido mesmo, então é a você que Jesus pro­cura para salvar! Ninguém é demasiado ruim para ser salvo, a ponto de Jesus dizer: “Este não serve”.

João 6.37 – Notai as palavras do Salvador: “TO­DO O QUE VEM A MIM”. Isto quer dizer todos mesmo, inclusive você. Quando Deus diz todos, não exclui ninguém. (Ver também a palavra inclusiva todos, de Is 53.6.) Portanto, Deus não rejeita peca­dor nenhum que venha a Ele em busca de perdão e salvação. Também Ez 33.11 fala deste assunto.

1.2. “Esta religião é muito fina para mim. Vou regenerar-me primeiro.”

Tudo o que o homem fizer de si próprio para melhorar sua situação espiritual só servirá para piorar as coisas. O homem jamais melhora seu esta­do espiritual à parte de Deus. Jesus disse: “Assim como foi nos dias de Noé… de Ló, assim será no dia em que o Filho se manifestar.” Isto mostra que o mundo por si mesmo não vai melhorar.

Mateus 9.12,13 – Perguntamos: Procura-se o médico depois de curados, ou quando estamos en­fermos?

Lucas 15.15-22 – Em que condições chegou o fi­lho pródigo à casa do pai? Era bom o seu estado?

Além de transgressor e rebelde, sua situação em geral era das piores. Como o pai o recebeu?

Mateus 6.33 – A primeira coisa a fazer, é buscar o reino de Deus e a sua justiça. Deve-se fazer em primeiro lugar aquilo que Deus recomenda que deve ser feito.

Jeremias 13.23 - Se o homem não pode mudar seu aspecto externo, que é de natureza material, quanto mais transformar seu estado espiritual, que integra outra esfera muito mais elevada!

/ João 1.7 – Remédio para debelar o pecado só se encontra em Deus. (Veja também Jr 2.22.) Se o ho­mem tivesse recursos próprios para dominar o pe­cado, Deus não teria feito o que fez: dar seu bendito Filho para morrer pelo pecador.

1.3. “Quando eu sentir vontade, procurarei ser crente.”

Deixe de lado seus sentimentos e emoções e tome a Palavra de Deus. Nossos sentimentos e emoções mudam diariamente. A salvação é basea­da no que está escrito na Palavra de Deus e não nos nossos sentimentos. O sentimento não tem lugar na esfera da fé (Jr 17.9). Chegue-se a Cristo, pela fé, e não pelo que você sente.

A Bíblia não diz: “Estas coisas vos fiz sentir”, mas “Estas coisas vos escrevi para que saibais que tende a vida eterna…” (1 Jo 5.13).

João 5.24 - Deus não pede sentimentos ou dese­jos; Ele pede fé na sua Palavra. (Ver Hb 11.6:) Seus desejos, sentimentos, concepções, emoções e pontos de vista, podem mudar amigo, mas aquilo que Deus escreveu jamais muda. Portanto, se você quer ser salvo, consulte o que Deus diz na sua Palavra, e não os seus próprios sentimentos. Salvação é maté­ria de fé; e, depender dos sentimentos não é ter fé.

Fé é crer no que Deus diz, e agir em seguida. Vai de mal a pior quem busca seguir e servir a Deus atra­vés de seus sentimentos, e não por fé na Palavra de Deus.

João 1.12 - Esta passagem também expõe o fato de que a salvação não é obtida mediante sentimen­tos. O que é preciso é receber Jesus como Salvador pessoal. “Receber” quer dizer aceitar.

Apocalipse .3.20 - Aqui não diz: “Quem ouvir a minha voz e sentir,” mas, “Quem ouvir a minha voz e abrir a porta”, isto é, abrir seu coração para o Senhor fazer morada. Se o amigo já ouviu o Evan­gelho e não está salvo, a culpa é sua. (Ver também Pv. 28.26 e Jr 17.9.)

Deus já jurou que o ímpio não entrará no Céu!, Que você quer mais? Hb 4.3.

1.4. “Toda religião é boa: eu sendo sincero é o que importa. “

Você pode ser cem por cento sincero em sua crença, e ainda assim estar totalmente perdido. Sua sinceridade, estando você errado, não lhe vai salvar. Você estará certo em sua crença somente quando seguir a Jesus por meio da sua Palavra.

A sinceridade é um dever do homem para com Deus e seus semelhantes, mas não um requisito pri­mordial para a salvação. De nada adianta o peca­dor ser sincero, se está fora do caminho da salvação traçado por Deus. Religião é aquilo que o homem faz para Deus; salvação é aquilo que Deus fez pelo homem.

João 14.6 - O caminho para o Céu é Jesus Cristo e mais nenhum outro. (Ver At 4.12.) Religião é coi­sa externa; são as práticas e conduta religiosas. A prática da vida cristã não é meramente uma reli­gião, mas uma relação bendita de vida em Cristo (Jo 15.4,5). Religião é o homem tentando achar Deus. Jesus não veio fundar uma religião, mas, “Eu vim para que tenham vida” (Jo 10.10b).

Lucas 13.3 – As condições para a salvação são fé e arrependimento; não é religião. A religião quando muito, pode reformar socialmente uma pessoa e isso por algum tempo; ao passo que o Evangelho, como o poder de Deus, pode transformar radical­mente o pecador.

/ João 5.12 – Para ter a vida eterna não basta ter uma religião e nela ser sincero, mas é necessário ter a pessoa em si o Filho de Deus.

1.5. “Há muita coisa na Bíblia e no meio evan­gélico que não consigo entender.”

Primeiramente, nosso conhecimento atual dos propósitos de Deus é muito limitado. Eis uma razão de não entendermos muita coisa.

Há também muitas coisas nesta vida, as quais não entendemos, entretanto não nos preocupamos com elas. Por exemplo:

Ninguém quer deixar de comer nem durante um só dia porque não entende nem vê o mistério da as­similação dos alimentos pelo nosso organismo, isto é, como as verduras, carne, ovos, pão, etc, trans­formam-se em músculos, unhas, cabelos, energia, etc.

Ninguém quer viver no escuro só porque não en­tende a complicada teoria eletrônica.

Ninguém quer deixar de consumir leite, somen­te porque não entende como é que uma vaca de cor preta e branca e comendo capim verde, produz leite branco. Então, por que só a mensagem divina da Bíblia é que não merece a nossa confiança?

Confiamos cegamente no motorista do nosso ônibus, que joga com nossas vidas; confiamos de igual modo no piloto do avião; no médico que nos opera; na moça ou no rapaz com quem casamos, e em inúmeras outras coisas e não confiaremos em Deus?! Ele já falhou alguma vez no passado? “Se recebemos o testemunho dos homens, o testemu­nho de Deus é maior” (1 Jo5.9). Medite bem nisso!

/ Coríntios 13.12 – Nosso conhecimento das coi­sas de Deus por maior que seja é simplesmente par­cial. Ninguém há que possa abarcar as profundezas de Deus. (Vide também Rm 11.33.)

Lucas 24.45 - Jesus pode abrir o nosso entendi­mento.

/ Coríntios 2.14-O homem natural, isto é, o ho­mem no seu eu, em sua natureza adâmica, irregenerado, não entende as coisas de Deus, porque elas se discernem espiritualmente. Compreendemos as coisas espirituais quando Jesus está “no meio” (Lc 24.36,45). Portanto, o homem sem o concurso do Espírito Santo não compreende a revelação divina.

Deuteronômio 29.29; Atos 1.7; Romanos 11.33. Não é você só (o leitor não-crente) que não entende muitas coisas da Bíblia e da vida cristã; com os crentes acontece também o mesmo.

O texto de Deuteronômio foi escrito por Moisés -um dos maiores homens de Deus. Ele aqui reconhe­ce que há muitos mistérios que pertencem somente ao domínio de Deus.

O texto de Atos registra palavras de Jesus, re­velando a mesma verdade que acabamos de esbo­çar no caso de Moisés. Será o leitor a única exceção em não concordar com a Palavra de Deus? Seu saber, amigo, suplanta o de todos os outros?! Sai­bamos que tudo aquilo que não está revelado agora, ou que agora não podemos compreender, será escla­recido um dia, na outra vida, se estivermos com o Senhor (Pv 4.18,19; Jo 13.7). Há coisas que só nos convém compreender na glória. Atente bem para isso! Deixe com Deus as coisas que você não enten­de e as irreveladas. Ele sabe o que faz!

O texto da Epístola aos Romanos, acima men­cionado, foi escrito por Paulo – o maior teólogo de todos os tempos -, e ele, nesse mesmo texto, reco­nhece as profundezas da sabedoria divina que ele não podia alcançar.

Isaías 35.8 – Não é por não compreender certas coisas, que você errará o caminho para o Céu. Se­guindo fielmente a Jesus, não há perigo de errar o caminho. Ele é o caminho (Jo 14.6). Quanto ao crente, deve ler a Bíblia toda para poder entendê-la. Do contrário, não se queixe…

1.6. “Terei de abandonar muitas coisas que aprecio, inclusive, meus amigos. “

Não se preocupe com seus amigos e com o mun­do; eles mesmos se afastarão de você, se você viver para Jesus (Jo 17.14). Deixe esses problemas para depois.

Cuide agora da salvação.

Marcos 8.36,37 – Você pode responder às duas perguntas deste versículo? Veja o que diz a Palavra de Deus em 2 Cr 25.9b e 1 Jo 2.17.

Lucas 18.29,30 – Você nada perde quando deixa o que é preciso deixar para seguir a Jesus. Leia a promessa de Jesus neste versículo. Também no Sl 84.11; e em Rm 8.32.

Salmo 116.12 – Pergunta Davi, o homem de Deus, que daremos a Deus em troca do que Ele tem feito por nós? (Ver Fp 3.7-9.)

Lucas 16.5 - Pergunto: Quanto deve você a Deus??? Donde vem sua vida, saúde, bens, prospe­ridade, bênçãos, família, pátria, emprego, êxito, tudo, enfim??? Tudo o que temos vem de Deus. Tudo é dele. Só teremos tais coisas até o dia que Ele quiser .

Salmo 16.11 – Aqui está declarado que na pre­sença do Senhor há fartura de alegria!

1.7. “A vida cristã é um fardo!”

Você não pode dizer tal coisa se ainda não expe­rimentou a vida cristã. É preciso prová-la (Sl 34.8).

Mateus 11.30 – A vida com Cristo é leve. Ele mesmo diz “O meu fardo é leve.”

Provérbios 3.17 – “Seus caminhos são caminhos de delícias.”

Esse é o testemunho do povo de Deus através dos séculos.

1 João 5.3 – Em lugar de peso, seus mandamen­tos são como asas que nos elevam à comunhão com Ele. Seus mandamentos são também vida! (Jo 12.50). (Veja também Sl 19.9,10.)

1.8. “Já sou filho de Deus e Deus é amor. Ele
não vai condenar um ser humano que veio dele. No fim, todos serão salvos.”

Realmente, Deus não condena ninguém (Jo 3.17 ARC). O homem é que se condena a si mesmo quando rejeita o Salvador Jesus. Salmo 9.17 – A Palavra de Deus, que é a autori­dade final nesse assunto, não diz que “Deus é amor e não vai condenar ninguém”. Este desejo do cora­ção humano parece muito bom, isto é, que todos se­jam salvos sem exceção, mas isso não é o que afir­ma a Palavra de Deus. Se fosse assim, como muitos pensam, a vida futura no Céu seria pior do que na Terra. Temos de nortear-nos pela Palavra de Deus e não pelo que o nosso coração sente. (Ver Sl 1.5; Mc 16.16.)

João 3.18 - Deus mesmo não condena ninguém. Os homens é que se condenam a si mesmos quando rejeitam a Cristo como Salvador. Quando alguém recusa o Salvador Jesus, está fechando a porta do Céu para si mesmo, pois Jesus é essa porta (Jo 10.9).

João 12.48 – Esta é uma passagem onde vemos que Deus deu ao homem livre arbítrio. Tudo depen­de da escolha que fizermos: Salvação, aceitando o Salvador; perdição, rejei­tando-o. (Ver Js 24.15; 1 Rs 18.21.) Ora, se alguém me avisa: “Perigo!” e eu continuo avançando, quem é o culpado da morte?

Lucas 13.3 - A simples leitura deste versículo mostra como é falsa a premissa da desculpa acima. O certo é: arrependimento ou perdição. (Ver Mt 18.3.)

2 Pedro 2.4 – Este versículo é mais uma confir­mação do que acabamos de dizer, isto é, que é falsa a premissa de que Deus, por ser amor, não deixará ninguém ir para o Inferno.

João 1.12 – Logo, quem são os filhos de Deus? Qualquer um é filho de Deus?

1.9. “Vou ser perseguido, zombado, observado, visado.”

É preciso saber que o sofrimento é uma escola (Sl 119.71). Ele faz parte da vida cristã aqui na ter­ra (Lc 9.23; Jo 16.33; Fp 1.29). Pode ser uma bên­ção (Hb 12.11). Foi na prisão que José tonificou sua alma com ferro (Sl 105.18). O vaso de barro tem de passar pelo forno na sua fabricação. As estrelas só brilham à noite! Se o sol brilhasse sempre sobre nós, ficaríamos loucos!

1 Pedro 2.21 - Jesus sofreu primeiro por nós, dei­xando-nos o exemplo. O discípulo não pode ser mais que o seu mestre (Jo 15.20). Tudo o que alguém vier a sofrer por Jesus, Ele já sofreu primeiro por esse alguém.

Marcos 8.38 – A sua sorte na eternidade, leitor, depende também da sua coragem agora. É justo ter vergonha daquele que fez tudo por você? E Ele so­freu publicamente!

Romanos 8.18 – Tudo o que sofremos pelo Se­nhor aqui, será suplantado com o que dele vamos receber. Aqui neste versículo Paulo, após sofrer açoites, prisões, apedrejamentos, etc, considerava a perseguição como coisa insignificante. Se o sofri­mento nos atingir, lembremo-nos da glória que nos vai ser revelada.

2 Timóteo 3.12 – A declaração bíblica aqui é que todos os justos sofrem tribulações, uns duma ma­neira, outros doutra. Você quer ser uma exceção, quando a Bíblia diz “todos”?

Outros textos para ler: Sl 34.19; Pv 29.25; At 14.22; Ap 2.10.

Atos 5.41 – Para o crente, deve ser um privilégio poder sofrer por seu Senhor. Que o sofrimento do crente nunca seja conforme vem descrito em 1 Pe 4.15!

1.10. “Hoje não; mais tarde!” (Ver At 17.30, “a-gora”.)

Lucas 12.19,20 – O jogo mais perigoso do mundo é este: o de jogar com o destino eterno da alma. Há muita gente hoje no Inferno que tinha a intenção de ser crente um dia. (Ver também Pv 27.1; Tg 4.13,14.) Você, amigo, tem um encontro marcado com Deus e não pode evitá-lo (Sl 139.7). Será horrí­vel ter de jurar fidelidade a Deus quando já for tar­de demais (Is 45.23).

Josué 24.15 - O dia da decisão para Cristo é ho­je. O amanhã pertence ainda ao futuro. (Ver 2 Co 6.2.)

Provérbios 29.1 – Existe um limite! Cuidado! Não é para sempre que Deus insiste com o pecador. Ele não é obrigado a dar aviso prévio como os ho­mens fazem aqui na terra. Note estas expressões da Palavra de Deus:

“O tempo aceitável” (2 Co 6.2). Há um tempo aceitável.

“Buscai o Senhor enquanto se pode achar” (Is 55.6).

“Muitos procurarão entrar e não poderão” (Lc 13.24).

Atos 22.16- “E agora, por que você demora?” Que está retardando a sua ida a Jesus?

Isaías 43.1 – “Mas agora tu és meu.” Deus pensa em agora.

 

 

QUESTIONÁRIO

Aprenda de memória as referências e textos das passagens citadas junto a cada desculpa abaixo. Trata-se de desculpas e objeções do pecador ante o Evangelho.

1.   “Para mim não há solução. Deus não me aceita mais. Sou o pior dos pecadores.”Jo 6.37.

2.   “Esta religião é muito fina para mim. Vou rege­nerar-me primeiro.”Mt 9.12,13.

3.   “Quando eu sentir vontade procurarei ser cren­te.”Jo 1.12.

4.   “Toda religião é boa; eu sendo sincero é o que importa.” Lc 13.3.

5.   “Há muita coisa na Bíblia e no meio evangélico que não consigo entender.” 1 Co 2.14.

6.   “Terei de abandonar muitas coisas que aprecio, inclusive meus amigos.”Mc 8.36,37.

  1. “A vida cristã é um fardo.”Mt 11.30.

8. “Já sou filho de Deus e Deus é amor. Ele não vai condenar um ser humano que veio dele. No fi­nal, todos serão salvos.”Jo 3.18.

9.   “Vou ser perseguido, zombado, observado, visa­do.”1 Pe 2.21.

10. “Hoje não; mais tarde!” Js 24.15.

1.11. “Não vejo necessidade de ser crente. Creio em Deus e procuro sempre fazer o bem. Sou tão bom quanto posso.”

Bom, humanamente falando, você poderá ser, mas salvo não! O seu pensar é obra de Satanás; ele é quem diz que somos bons mesmo sem aceitarmos Jesus Cristo como o nosso Salvador. Você sem Je­sus é um pecador perdido, não importa quão bom você seja. A salvação não vem por aquilo que esta­mos fazendo (obras de justiça, isto é, obras da Lei), mas por aquilo que Jesus já fez por nós. Trata-se da “justiça de Cristo”, descrita em Romanos. A este grupo também pertencem os que são sin­ceros em seus esforços para viver uma vida agradável a Deus, porém sem saber o que é realmente a vida cristã. Querem operar a justiça própria me­diante boas obras e uma vida regrada, julgando que este é o caminho da salvação. Com o auxílio do Espírito Santo, podemos mostrar a tais pessoas o que é o cristianismo real, estudando os textos abai­xo:

Atos 16.31 - Boas obras, moral, etc, não têm va­lor para a salvação. O que importa é crer em Jesus Cristo, confiando nele como o único Salvador. A salvação não é por obras; é por fé.

Romanos 4.3-5 – Não se ganha a salvação por trabalho ou merecimento. É uma dádiva de Deus, e não pagamento por um serviço ou esforço que faze­mos.

Efésios 2.8,9 – Até a fé, mediante a qual somos salvos, vem de Deus. A salvação é pois inteiramen­te de Deus (Is 12.2). A parte do homem é apenas crer e aceitar a salvação. (Ver Gl 2.16.)

Isaías 64.6 – Nossa justiça, por boa que seja, não é comparável nem a pano, mas sim a trapos, e as­sim mesmo imundos!

Provérbios 1.24-31 – Esta mensagem é muito apropriada para os indiferentes. Há muitos que dão a desculpa acima, movidos tão-somente por indife­rença (Lc 16.16).

Nota – As perguntas que se seguem são muito oportunas para serem feitas na ocasião. (Adiante-se ao pecador que as respostas só podem ser sim ou não.)

Você (ou o senhor, a senhora) crê que existe um Deus criador de todas as coisas?

Você (…) crê na existência do Diabo?

Você (…) crê no prosseguimento da vida após a morte?

Você (…) crê no que a Bíblia ensina sobre a vida após a morte?

Você (…) crê num inferno literal, de fogo arden­te?

Você (…) crê num céu com ruas de ouro, como a Bíblia declara?

Você (…) crê que morrerá um dia e comparecerá perante Deus?

Você (…) crê que os salvos irão para o Céu e os perdidos para o Inferno?

Você (…) deseja ir para o Inferno?

Você (…) deseja ir para o Céu?

Você (…) pode salvar-se a si mesmo?

Você (…) crê que Jesus pode salvá-lo?

Você (…) está pensando em obter a salvação so­mente após a morte?

Você (…) tem certeza de que estará vivo ama­nhã?

Você (…) tem certeza de que estará vivo hoje até ao pôr do sol?

Se você (…) não sabe se estará vivo amanhã, vo­cê (…) não devia aceitar o Salvador Jesus agora mesmo?

Você (…) tem alguma razão (não desculpa) para não aceitar o Senhor Jesus agora mesmo? (Ver Rm 2.1.)

(Note a mudança de tratamento de “você” para senhor, senhora, dependendo do grau de conheci­mento, intimidade e idade do pecador.)

O crente deve obedecer a Deus não porque a obe­diência o salve, ou o conserve salvo, mas para ma­nifestar o seu amor ao Senhor.

1.12. “Acho que se eu me tornar crente não fica­rei firme.”

Romanos 14.4 - Aqui a Palavra de Deus diz que “poderoso é Deus para o firmar”. Se Jesus tem tan­to interesse em salvar o pecador, abandoná-lo-á de­pois de salvá-lo? (Ler também Ez 36.25-27, espe­cialmente o v. 27 onde Deus mesmo diz: “Farei que andeis nos seus estatutos”. ) Aleluia!

João 10.28,29 – Aqui o nosso amado Senhor de­clara que nos guarda segurando a nossa mão, junta­mente com o Pai Eterno. Dupla segurança!

Salmo 91.4 - Há perfeita segurança debaixo de suas asas. Se alguém permanecer nesse lugar estará garantido, mas se não…

Filipenses 1.6 – Se Deus já operou a salvação em você, o que é a parte mais difícil, não fará tudo o mais, até você chegar à sua santíssima presença, perante seu trono no Céu? Qual é mais difícil para Deus: salvar um pecador carregado de pecados e misérias, ou guardar um crente justificado e que busca andar em santificação?

/ Pedro 1.5- Aqui a Palavra diz que somos guar­dados “pelo poder de Deus”. Se eu me entrego em suas mãos, a minha guarda e proteção não é tarefa minha, é de Deus. Todo aquele que procura guar­dar-se a si próprio quanto à salvação, fracassa. Aqui se nos diz que somos guardados pelo poder de Deus. A segurança da minha salvação não depende de mim; depende de Deus! (2 Tm 1.12). Há outros sentidos em que o crente deve guardar-se, mas quanto à salvação, ele deve depender tão-somente da eficácia e da autoridade que dimanam da obra e da pessoa do Senhor Jesus Cristo. Pedro, o escritor deste texto, sofrerá uma queda!!!

Hebreus 7.25 – Aqui está escrito que Jesus, no Céu, se ocupa conosco agora. (Ver também 2 Tm 1.12; Jd v.24.) Conforme 1 Sm 17.34 e 2 Tm 4.17, Deus pode arrancar suas ovelhas da boca do leão!

1.13. “Conheço muitos crentes errados e hipó­critas, por isso não vou ser crente.”

Bem, um crente pode tornar-se hipócrita, mas Jesus nunca! Você não está aqui para seguir um crente e sim a Jesus.

Salmo 16.8-O único que deve estar à nossa frente é o Senhor. Se você está tropeçando num crente, é prova de que esse crente está à sua frente e que você está atrás dele. Só podemos tropeçar na­quilo que está à nossa frente. De nada adianta ficar atrás de um hipócrita com essa desculpa. É melhor suportar o hipócrita aqui por algum tempo do que ficar toda eternidade com ele no Inferno… Somente Jesus deve ser o seu exemplo e modelo. (Ler Is 45.22 ; Mt 19.17.) Cuidado com essa mania de viver procurando erros nos outros, e de andar “caçando hipócritas!” Se você for observar os hipócritas, ja­mais será um crente, pois os hipócritas só cessarão no fim do mundo (Mt 13.41).

1 Samuel 16.7 – Você não tem capacidade com­pleta de julgar corretamente seu semelhante, por­que os atos que determinam a conduta de cada pes­soa têm origem no coração, e, só Deus conhece os corações. Você também não sabe os motivos que originam os atos. Ninguém pode atirar a primeira pedra (Jo 7.24; 8.7).

Jeremias 17.10 – Julgar e recompensar os ho­mens não é tarefa nossa: é de Deus. Não entre na seara alheia (Rm 14.4).

Lucas 6.41 – Diz um provérbio inglês: “Quem mora em casa de vidro não apedreje a casa dos ou­tros”. (Veja Rm 2.13.) Quem cuida da vida dos ou­tros, esquece-se da sua. Quem tem uma trave no olho (Mt 7.3b) tem de ver as coisas de modo defei­tuoso.

Mateus 7.1 – Atente bem para o aviso que há neste versículo.

Romanos 14.12 - O causador de tropeços dará conta de suas faltas; você dará das suas somente. A Bíblia diz: “cada um”. É necessário que o escânda­lo se manifeste para que o hipócrita fique conheci­do.

Mateus 13.30a - Jesus ensinou que o “trigo” e o “joio” crescem juntos aqui. Sabe o que é joio? É uma gramínea quase igual ao trigo. É preciso muito cuidado para não confundir os dois.

1.14. “Quando eu morrer, Deus que faça comigo como Ele quiser.”

Josué 24.15 – A sua eternidade feliz ou infeliz depende da escolha que você fizer aqui na terra. Só há dois caminhos e dois destinos eternos — o da vida e o da morte; o do Céu e o do Inferno. É o homem quem escolhe. A mesma verdade bíblica aparece em Pv 8.35,36; Mt 7.13,14; Jo 10.9.

1.15. “A salvação é somente após a morte; não devo preocupar-me com isso agora.”

João 5.24 – A salvação começa aqui na terra. Tem início no momento em que o pecador aceita o Salvador Jesus. Note que o tempo do verbo está no presente: tem. A Bíblia menciona a nossa salvação no tempo passado (2 Tm 1.9; Tt 3.5).

Hebreus 9.27 – Mensagem tão clara como esta dispensa qualquer comentário. O pecador é salvo aqui na terra e não ao chegar à eternidade. Nossos pecados são perdoados aqui na terra (Lc 5.24a).

1.16. “Eu tenho notado que Deus age de modo cruel e injusto para com a humanidade.”

Os que assim se expressam são geralmente pes­soas que anos a fio vêm sofrendo muitas amarguras e revezes na vida. É preciso muita paciência e consideração ao tratar com tais pessoas. Muitos deste grupo são vítimas de frustrações e complexo de in­ferioridade.

Romanos 1.27b – “Recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro.” Os sofrimentos e males da humanidade vêm do pecado: são os frutos dele decorrentes. São também o resultado da atitu­de de desobediência e rebeldia do homem para com o seu Criador (Dt 11.26-28; Is 3.10,11; Lc 19.14).

Lucas 4.18 – Jesus é a solução. Ele veio para per­doar os pecados e curar o coração magoado. Ele veio desfazer, (não apenas combater) as obras do Diabo, que são o pecado e os frutos amargos que dele procedem.

Salmo 147.3 – Aqui temos a promessa de que Deus restaura o sofredor, sem acepção de pessoas. A parte do pecador é reconhecer o que afirma a Pa­lavra de Deus, e orar segundo o Salmo 41.4.

Mateus 11.28,29 – Jesus é a solução, mas é preci­so ir a Ele (“Vinde a Mim”). Você já foi? Você já to­mou sobre si o jugo de Jesus para aprender com Ele?

Isaías 32.17 - A paz e a tranqüilidade vêm da justiça, da retidão – Eis a resposta!

1.17. “Que devo fazer para me salvar?”

Isto não é propriamente uma desculpa; é a mais importante pergunta de todos os tempos. Se esta pergunta for sincera, use Jo 1.12; 14.6; At 16.31, ou então use o Plano da Salvação.

1.18. “Nasci na religião de meus pais, portanto, já tenho minha religião. Nela quero viver e morrer. “

Lucas 13.3; João 3.5 – Não importa o que você é; o que é preciso é nascer de novo. Para a salvação da alma não se trata de ter ou seguir uma religião, filosofia ou igreja. O que é preciso é ser regenerado pelo Senhor Jesus Cristo (2 Co 5.17). Não é o caminho dos pais que conduz ao Céu, mas o caminho provi­do por Deus – Jesus Cristo. Ser religioso, ter reli­gião, pertencer a uma igreja cristã, nada disso pro­ve salvação a ninguém. A salvação é uma experiên­cia que só se verifica quando vamos a Jesus me­diante o Evangelho. Dar a desculpa acima, é ser meramente um eco ou reflexo dos outros. Não im­porta o que você é; o que é preciso é nascer de novo! 1 Timóteo 2.5 – A religião não pode ser interme­diária ou mediadora entre Deus e o homem. Media­dor é Jesus somente.

1.19. “Já tentei ser crente mas fracassei.”Use o item 12.

1.20. “Não creio no Inferno nem no castigo eter­no. Também não creio noutra vida além desta.Com a morte tudo finda. O Inferno é aqui mesmo.”

Quanto a essas desculpas, aquilo que você pen­sa ou sente não é o que prevalece e sim o que Deus diz na sua Palavra. A Escritura Sagrada declara um fato, e pronto, o assunto está resolvido. O ra­ciocínio do homem não anula o que Deus diz na sua Palavra. Ora, entre outras coisas, as Escrituras afirmam que Deus é amor, mas também que é jus­tiça. Vejamos algo do que está escrito quanto a es­sas desculpas:

-   Sobre a realidade do Inferno: Sl 9.17; Mt 10.28.

-   Sobre a realidade do castigo eterno: Se aqui na terra o mal é julgado e a justiça humana julga o malfeitor, que diremos nós de Deus, cujas leis são perfeitas?

Textos: Mt 25.46; Mc 9.49; Lc 16.19-31; Ap 14.9-11; 20.15.

Estes versículos mostram que o fogo do Inferno é conservador; não destruidor. Ele “salga” como sal, isto é, conserva. E daí? Quem sabe mais do que Jesus? O Inferno não foi preparado para o homem, e sim para o Dia­bo e seus anjos (Mt 25.41), mas se o homem não se apartar do pecado irá para lá também.

- Sobre a vida além-túmulo (Sl 22.29; Mt 10.28; Jo 5.28,29; Hb 9.27). Nesta referência, a ressurrei­ção corporal está também implícita.

1.21. “Não creio que a Bíblia seja um livro real­mente divino.”

1 Coríntios 2.14-O homem natural, isto é, o ho­mem no seu eu, não entende a Palavra de Deus.

Marcos 7.13 – Aqui Jesus chama as Escrituras de “A Palavra de Deus”. Ele aprovou as Escrituras. Quem tem autoridade para desaprová-las e desme­recê-las? (Leia também Jo 10.35.)

2 Pedro 1.21 – A Bíblia foi escrita por homens inspirados ou movidos pelo Espírito Santo. Isso deve ser o bastante.

O testemunho dos homens da Bíblia – escritores e outros:

 - Davi (2 Sm 23.3; Sl 119.160).

- Salomão (1 Rs 8.56).

- Ezequiel (Ez 11.5).

- Paulo (1 Co 14.37).

- João, o apóstolo (Ap 21.5). Davi, além de escritor, foi rei, poeta, compositor e gênio militar. Salomão, além de rei e escritor foi o homem mais sábio que já existiu (2 Cr 1.12). Eze­quiel, além de escritor, foi um grande profeta e pie­doso sacerdote. Paulo foi o maior teólogo de todos os tempos, além de apóstolo e de ter cultura univer­sitária. João, o apóstolo, tinha profunda comunhão com o Senhor Jesus, foi escritor e o último sobrevi­vente dos doze apóstolos. Pois bem, todos esses grandes homens além de inúmeros outros, através da Bíblia; e ainda incontáveis vultos de primeira grandeza da história secular atestam, acatam, acei­tam e deleitam-se nas Escrituras Sagradas como a revelação de Deus ao homem, e você se julga, sozi­nho, maior que todos esses?

1.22. “A Bíblia está cheia de erros.”

Se o local e a ocasião forem convenientes, dê-lhe uma Bíblia e peça-lhe que aponte os erros. Não te­nha medo de fazer isso, uma vez que você conheça o Livro! Textos apropriados: Sl 12.6; Pv 30.5; 2 Pe 2.12,18.

1.23. “A Bíblia só tem tolices. É também anti­quada. “

1 Coríntios 1.18; 2.14- Ela só tem tolices para os que se perdem…

1.24. “Sou ateu ou materialista.”

Em nenhum lugar da Bíblia Deus procura pro­var sua existência, usando provas formais como en­tre os homens, isto porque a crença em Deus é dou­trina admitida, é um fato auto-evidente. É uma crença natural do homem. A Bíblia não ensina a prova da existência de Deus como coisa preliminar à fé. Deus não vai apresentar provas de sua existên­cia à criação em geral, cujo autor é Ele mesmo. As Escrituras declaram um fato de Deus e o homem aceita isso por fé. Quem se chega a Deus, creia que há Deus (Hb 11.6); este é o ponto de partida nas re­lações entre Deus e o homem. O dizer que não há Deus é loucura (Sl 14.1). Os argumentos que estu­damos nos cursos de teologia não são para fazer al­guém crer em Deus, mas para fortalecer a fé dos que já crêem. Deus se tem revelado ao homem de modo sempre crescente, porém o Diabo tudo faz para entenebrecer a mente do homem (2 Co 4.4). Essa re­velação de Deus ao homem é tríplice:

-   Deus se tem revelado por meio da criação. As obras de Deus nos céus, na terra e no mar; enfim, em todo o Universo, revelam sua existência, sabe­doria, grandeza e poder. Textos: Jó 12.6-9; Sl 19.1; Jr 5.21,22; Rm 1.20.

-   Deus se tem revelado por meio da Bíblia. A Bíblia é a Palavra de Deus escrita. Por ela Deus
fala (Hb 1.1), ela é o Livro do Senhor (Is 34.16); é a Palavra de Deus (Is 40.8; Jr 1.12).

-   Deus se tem revelado por meio do Senhor Je­sus, Cristo. Ele é a Palavra viva de Deus (Jo 1.1,18; Hb 1.3). A pseudo-descrença do homem em Deus vem da sua impiedade, que o cega e o separa do Criador.

Nota: Na excusa nº 30 falaremos algo da revela­ção de Deus ao homem através da consciência.

1.25. “Não tenho prazer em viver. Queria antes morrer e assim terminar meus sofrimentos. “

A morte não é o fim de nossa existência nem acaba com os nossos sofrimentos. Textos: Lc 16.22-25; Jo 5.28,29; Hb 9.27.

1.26. “Não posso ser crente, porque não posso perdoar a certa pessoa. “

Ezequiel 36.26- Deixe este problema para de­pois que aceitar Jesus. Em doenças espirituais do coração, não há especialista igual a Deus, quando nos entregamos a Ele.

Mateus 18.23-35 – Sua dívida com Deus é muito maior do que a do seu vizinho com você. Atente bem no que o Senhor diz nos vv.32,33.

Filipenses 4.13 - Estando em Cristo, tudo é possível inclusive perdoar aos que nos ofendem.

1.27. “Como vou saber que estou salvo?”
Romanos 8.16
- O Espírito Santo dará testemu­nho com o seu espírito de que você está salvo. Esta é a evidência interna da salvação. A evidência ex­terna é uma vida de justiça e santidade (2 Co 5.17).
Um remédio só produz efeito depois de tomado.(Ver Jo 6.47.) Deus cumpre o que diz. Se você con­fiar na sua Palavra, verá que as promessas dele são verdadeiras e não falham jamais.

1 João 5.10 – “Aquele que crê no Filho de Deus tem em si mesmo testemunho”.

1.28. “Terei de procurar uma igreja e ficar aí?”
1 João 1.3 –
Você, como cristão nascido de novo, sentirá o desejo de ter comunhão com os irmãos da mesma fé. Aí está o provérbio que diz: “Pássaros da mesma plumagem vivem juntos”. A igreja proverá comunhão, assistência espiritual e trabalho para você.

Atos 2.42,44 – Estes versículos retratam o am­biente dos primeiros dias da Igreja. Vê-se que, des­de o início, os crentes sempre quiseram estar juntos em comunhão. A Igreja é um corpo e, assim sendo, para trabalhar para seu Senhor é necessário que seus membros se reúnam, a fim de que o trabalho harmônico tenha lugar. Nunca abandone a igreja (Hb 10.25).

1.29.       “Eu já nasci na igreja e me criei assim, de modo que sempre fui crente. “

João 3.5 – Para ser salvo não se trata de ser ape­nas crente, ir à igreja ou ter uma religião. É preciso nascer de novo. É preciso ter um encontro pessoal com o Salvador Jesus; você já fez isso?

1.30. “Sigo a minha consciência.”

Milhões estão dando tal desculpa. A consciência não é autoridade nem guia em matéria de salva­ção. Essa autoridade repousa nas Sagradas Escri­turas (Sl 119.105; 2 Tm 3.15). Examine a Bíblia e veja se o seu destino é o Céu! A consciência apenas aponta a existência de uma lei. Ela é a faculdade que Deus colocou no homem para que este possa co­nhecer a lei interior, isto é, o conhecimento de Deus e sua vontade. A consciência apenas vigia sobre os nossos atos: se eles estão de acordo ou contra as nossas convicções. É esta a sua atividade; ela não transmite conhecimentos. Também é passível de ser cauterizada pelo pecado (Ef 4.19; 1 Tm 4.2). Deus fala ao homem através da consciência (Rm 2.15; 9.1), mas o guia para a salvação é a Palavra de Deus.

2. TRATANDO COM JUDEUS

Chegamos à segunda divisão deste capítulo. Trata-se da evangelização de judeus.

Alegações:

2.1. “Nós os judeus não podemos crer em três deuses.”

1 Timóteo 2.5 – Os crentes adoram a um só Deus. (Leia também 1 Co 8.4.)

Gênesis 1.26; Isaías 6.3,8 – A Divindade é consti­tuída de três pessoas em um só Ser divino. (Ver Gn 3.22; 11.7.) Outro caso interessante é o da letra ini­cial da palavra Shaddai – um dos nomes simples de Deus. Ela é formada de três linhas verticais ligadas por uma horizontal. De igual modo, Gn 1.26, em hebraico, é fascinante no que tange ao nome Deus – Elohim.

Isaías 48.16b - A Trindade está no Antigo Testa­mento.

Deuteronômio 6.4 - A unidade de Deus é uma unidade composta. Nela há três pessoas distintas, sendo cada uma delas a própria Divindade, isto é, há uma Trindade na Unidade (Mt 3.16,17; 28.19; Jo 15.26; 1 Co 13.13; Gl 4.6; Ef 2.18; Hb 9.14; 1 Pe 1.2; 1 Jo 5.7 ARC). As três pessoas da Trindade são coeternas e iguais entre si (Mt 28.19; 2 Co 13.13). Como é possível três pessoas subsistirem numa só? Ora, a forma de existência de Deus é muito diferen­te da nossa. Os sentidos físicos do homem viram as três pessoas da Trindade por ocasião do batismo de Jesus: o Pai falou, o Espírito Santo apareceu em forma de pomba, e o Filho estava sendo batizado por João.

2.2. “Deus não tem filho nenhum”, dizem os ju­deus.

(Comp. Sl 2.7 com At 13.13 e Hb 1.5).

E no Salmo 110.1 e Mateus 22.41-46, quem é o segundo Senhor?

2 João, v.3. (Esta epístola parece tão pequena e, no entanto, tem uma revelação tão sublime!)Provérbios 30.4.

Isaías 9.6.

2.3. “Não podemos crer que uma criança nasça de uma virgem.”

Gênesis 2.7 – Muito mais difícil teria sido Deus formar o homem do pó da terra, e Deus o fez com toda a simplicidade.

O Antigo Testamento não relata tantos mila­gres?

-   O surgimento da nação israelita foi um mila­gre.

-   A existência do povo judeu atualmente é um milagre.

-  Isaque, o filho da promessa, nasceu por um milagre.

-  A partição do mar Vermelho foi um milagre.

-  As codornizes, o maná e água da rocha, foram milagres.

-  O livramento dos judeus no tempo de Hamã foi outro milagre. Isto para não falar nos muitos outros, registrados no AT.

Isaías 7.14-O nascimento virginal do Messias fora prometido nas Sagradas Escrituras. Também estava predito que Ele nasceria de uma mulher (Gn 3.15).

2.4. “O homem não herda uma natureza peca­minosa. “

Gênesis 5.3; 6.5; Salmo 51.5; Isaías 64.6 – Todos os descendentes de Adão caíram no pecado.

Jeremias 17.9 – O coração do homem à parte de Deus, é perverso.

Salmo 14.1-3; Isaías 53.6- Todos .deliberada-mente se desviaram de Deus.

2.5. “A salvação obtém-se por meio da obediên­cia. “

Isto equivale a dizer: por meio das obras. É puro engano, porque:

-  Abraão, o pai dos judeus (Sl 105.6; Jo 8.56), foi justificado pela fé, não por obras (Gn 15.6).

-  Jó foi homem reto e cheio de boas obras (Jó 1.1), porém quando defrontou-se com Deus, viu sua insuficiência (Jó 40.3,4; 42.5,6). Ele logo viu que não era justo de fato.

-  Obras não justificam ninguém (Is 64.6). É Deus quem justifica o homem mediante seu Filho (Jr 23.5,6).

- Aí se trata de uma profecia sobre o Messias. Também Is 53.11.

- A real felicidade do homem vem por sua fé no Filho (Sl 2.12).

2.6. “Não cremos que o Jesus do Novo Testa­mento seja o Messias prometido.”

Compare sinceramente os 4 Evangelhos com Isaías 53.1-12, juntamente com inúmeras outras passagens das Escrituras hebraicas que falam do Messias vindouro e veja que tudo se cumpriu em Jesus Cristo. Só no Evangelho Segundo São Ma­teus há cerca de 70 referências ao Antigo Testa­mento concernentes a Jesus como aquele de quem falaram os profetas. Dezenas de milhares de judeus já creram (At 21.20).

3. TRATANDO COM DESVIADOS

Há desviados por toda a parte. Há os que caí­ram de vez, por tentação direta e laço do Diabo, e há os que esfriaram aos poucos até perderem todo o primeiro amor. Há ainda os que se desviaram por verem escândalos no meio cristão, por sofrerem in­justiça ou ficaram melindrados. Outros não resisti­ram às zombarias, aflições e perseguições por causa da fé. Há também os problemas domésticos que tanto desvio têm consumado.

Esse povo precisa ser restaurado à comunhão com Deus. Uma excelente receita é 1 João 1.9. Aí, a Bíblia fala de pecados, não pecado. Trata-se de confissão detalhada a Deus das faltas cometidas, começando por onde se caiu (Ap 2.5).

4. TRATANDO COM NOVOS CONVERTIDOS

Se a igreja cuidasse mais dos novos convertidos, ela seria muito maior. É oportuno lembrar aqui que a Igreja somos nós mesmos – eu e você que somos crentes. Há muito descuido e negligência nessa par­te. O Evangelho tem dois lados: Ganhar almas e ensiná-las (Mt 28.19). O mesmo Senhor que disse: “Ide e pregai”, também disse: “e ensinai”. Estes dois lados do Evangelho precisam andar juntos pa­ra que haja pleno sucesso. Cuida-se, em geral, da primeira parte, mas da segunda?!

Todas as igrejas devem ter reuniões rápidas para os novos convertidos, após o término do cul­to. Para isso o apelo deve ser feito em seguida à pregação. Há igrejas que, após o convite aos pe­cadores, deixam os novos convertidos ajoelhados muito tempo, enquanto tratam de outros assun­tos. Essa lacuna entre o convite e o trato com o pecador não faz bem. O tempo que os pecadores le­vam ajoelhados daria para uma rápida reunião com todos eles, mediante obreiros previamente treina­dos para isso. Além disso, cada igreja deve ter cul­tos e classes de estudos bíblicos para os novos con­vertidos. Na parábola do semeador, Jesus mostra que foi quando os trabalhadores dormiram que o inimigo semeou a falsa semente (Mt 13.25).. O novo crente necessita muito de ajuda, orientação e ali­mento espiritual adequado (1 Pe 2.2). Nas palavras de Jesus a Marta: “Desligai-o e deixai-o ir” concernentes a Lázaro, que revivera (Jo 11.44), há uma ordem de Jesus à Igreja quanto aos novos convertidos que acabam de renascer “da água e do Espírito” (Jo 3.5). Lázaro ressuscitou cheio de vida, porém, com as mãos e pés ligados e o rosto vendado. Isso é um quadro do novo convertido sem saber andar e sem visão espiritual para discer­nir as coisas corretamente. Lembremo-nos de que, em Atos 12.10,16, o primei­ro portão da prisão, o anjo abriu; o segundo, não. Este, Pedro podia abrir. O anjo não ia abri-lo. Salvar é com Jesus, mas “fazer discípulos” é com a Igreja. À igreja dos dias primitivos dava muita importância a esse ministério. Paulo e Barnabé, por exemplo, passaram um ano todo ensinando na igreja de Antioquia; quando de lá partiram deixaram substitu­tos. Em Éfeso, Paulo ficou três anos ensinando os crentes ali (At 20.3). Em Corinto, um ano e seis me­ses (At 18.11). Seja você assim também! Não largue o novo-convertido. Faça o serviço completo! Ore por ele. Assista-o. Ajude-o. Prossiga assim com o trabalho já começado. O novo convertido é uma criança na fé. É como um bebê. Precisa de atenção especial. Abandone uma criança ou deixe-a fazer o que jul­gar certo, e veja o resultado…

4.1. A integração dos novos convertidos

A integração dos novos convertidos deve ser parte integrante de qualquer esforço evangelístico em que haja decisões de pecadores. A finalidade da integração é a conservação dos resultados. Sem isso, quase todo o esforço será nulo. “Integrar” é unir, complementar, completar, introduzir, ajustar reciprocamente, identificar pro­pósitos, incorporar num todo.

4.1.1. Integração, em evangelismo pessoal, ou em evangelismo em massa, é o trabalho pessoal e geral, realizado durante e após os resultados, visan­do a:

a.  Integrar à igreja o novo convertido ou desvia­do.

b.  Promover o discipulado do novo convertido.

c. Estimulá-lo à frutificação espiritual.

d. Guiá-lo à vida vitoriosa.

A tarefa entregue por Jesus à Igreja, não é so­mente a da salvação das almas, mas também a da edificação dos crentes. Ler e estudar os seguintes textos pertinentes: Mt 28.19 ARA (“fazei discípu­los”); Jo 11.44; 1 Tm 2.4 ARA; At 9.27.

4.1.2.     Ocasião da integração de novos crentes.

a.  No final dos cultos, em sala à parte, e em reu­niões especiais para isso. Há necessidade de conse­lheiros especialmente preparados para este impor­tante trabalho. Crianças requerem conselheiros es­peciais. O método mais eficaz é o pessoal.

b.  Programa de visitação sistemática.

c.   As Escolas Dominicais devem ter classes es­peciais para novos convertidos.

4.1.3.     As cinco formas de decisão pessoal

Os obreiros empenhados na integração espiri­tual dos que vêm ao altar nos cultos e campanhas devem identificar logo o tipo de decisão que a pes­soa está tomando. Estes tipos são:

a.   Decisão para salvação (não-crentes).

b.  Decisão para certeza de salvação (pseudo-crentes).

c.   Decisão para restauração espiritual (desvia­dos).

d.  Decisão para trabalho específico para Deus (crentes).

e.   Decisão para dedicação pessoal (crentes).

4.1.4.     As necessidades básicas do novo converti­do

a.      Amor (Jo 15.12). Alimentação e cuidado sem amor, gera desequilíbrio.

b.      Alimentação (1 Pe 2.2). Sadia e apropriada para a idade.

c.        Energia, poder (At 1.8). O batismo no Espíri­to Santo.

d.       Proteção (1 Pe 5.8). Tentações. Crises espiri­tuais. Doutrinas falsas. Que é o “joio” de Mt 13.25?

e.        Doutrinas bíblicas, bem como ética e deveres cristãos em geral.

f.        Maturidade (Mt 5.48; Ef 4.13,14; Cl 1.28).
4.2. Assuntos prioritários a serem ensinados na fase da integração do novo convertido

4.2.1. Sua dedicação total a Deus. Jesus não somente quer ser o nosso Salvador, mas também o nosso Senhor. Ê preciso inteira submissão a Cristo. Ê o que Ele ensinou no Sermão do Monte: “Seja feita a Tua vontade”. A vontade de Deus deve pre­dominar em todas as esferas de nossa vida. Para muitos crentes, Jesus é apenas o Salvador de suas almas, mas não o Senhor de suas vidas e de tudo quanto têm. Não é de admirar que sejam raquíticos espiritualmente e tenham um testemunho fraco.

4.2.2. Testemunhar de Cristo. Isto deve ser es­pontâneo, além de ser um dever para com o Salva­
dor Jesus. Esse testemunho deve incluir os paren­tes (Mt 10.32,33).

4.2.3. Batismo em água. Ê uma ordenança bíblica. É necessário para tornar-se membro da igreja local e participar de seus privilégios. Ê tam­bém um testemunho público da identificação e da nova vida com Cristo (Mc 16.16; Rm 6.4; Cl 2.12).

4.2.4. Batismo com o Espírito Santo. Ê a pro­messa do Pai e de Cristo (Jl 2.28,29 com At 2.16; Lc 24.49; Jo 15.26; 16.7; At 1.8; 2.1-4). Busque esse batismo glorioso para que a plenitude do Espí­rito Santo seja uma realidade em sua vida. Há mui­ta diferença em ter o Espírito Santo na conversão, e ser cheio dele depois disso. Na conversão recebemos vida; no batismo com o Espírito Santo recebe­mos poder.

4.2.5.Comunhão constante com Deus. Isto atra­vés da oração, meditação, estudo da Bíblia, reu­niões, etc. Textos para o novo convertido nesse par­ticular: Sl 119.11,105; At 20.32; Rm 12.1,2; 1 Ts 5.17; 2 Tm 2.15. Você, como novo convertido, não dê um só passo sem a direção do Senhor. Ande com sua mão na mão dele.

4.2.6.Mordomia cristã. De tudo o que você tem, você é apenas administrador, não dono. A mordo­
mia cristã, além dos talentos e do tempo, inclui as finanças, isto é dízimos e ofertas. Textos: Lv 27.30; 1 Cr 29.5; Ml 3.8-10; 2 Co caps. 8,9.

4.2.7.     A importância e os benefícios de pertencer a uma igreja local:

  • Receber a ministração da Palavra.
  • Ter oportunidade de trabalhar para Jesus, lo­calmente.
  • Gozar do privilégio do culto coletivo.
  • Receber assistência espiritual quando em ne­cessidade.
  • Manter comunhão espiritual com o povo da mesma fé e experiência espiritual. Atos 2.44: “E to­dos os que criam estavam juntos”.

4.2.8.      Participação efetiva nos trabalhos da igreja local. Trabalhe sempre para o crescimento e edificação de sua igreja, nunca para sua redução (Jo 9.4; 1 Co 15.58). Fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras (Ef 2.10). O crescimento espiri­tual do crente não é só para torná-lo santo e sábio,mas útil.

4.2.9. Deveres para com os irmãos na fé. Amor, consideração, apreço e apoio aos conservos na fé.

4.2.10.Estudo bíblico. Procure aprofundar-se nas Sagradas Escrituras. Faça do estudo bíblico a coisa mais importante da vida. Cultive e promova uma vida espiritual sadia, livre de fanatismo e cos­tumes sem qualquer base na Palavra de Deus. Pro­cure adquirir um conhecimento geral das doutrinas fundamentais da Bíblia; domine bem o manuseio do Santo Livro. Isto é um dever. A sua não-observância é pecado contra Deus. O descuido nessa parte pode ocasionar desvio (Is 5.13).

4.2.11.Deveres domésticos, sociais e cívicos.
Cumpra seus deveres humanitários e sociais para com a família, seus semelhantes, e o Estado, o que inclui as autoridades constituídas. Verifique até onde vão os seus direitos e onde começam os dos outros. Faça tudo de acordo com a Palavra de Deus. Se achar que anda direito com Deus, verifi­que se anda também direito com os homens.

4.2.12.Problemas espirituais. Nunca duvide da Palavra de Deus. Muitas vezes o cristão desce ao vale das dificuldades, das provas e apertos. Quando isso acontecer, ele jamais deve guiar-se por seus sentimentos, porque estes mudam conforme as cir­cunstâncias. Numa hora dessas, o crente que cami­nhar segundo seus sentimentos pode até pensar ou julgar que está perdido ou rejeitado. O Diabo pode fazer isso.

Não é aquilo que sentimos que deve prevalecer, mas aquilo que Deus diz na Sua Palavra. É nela que está escrito: “Estas coisas vos escrevi para que saibas que tendes a vida eterna” (1 Jo 5.13). Aí não diz que tereis a vida eterna, mas: “Para que saibais que tendes a vida eterna”! Não é glorioso? Se sou um cristão segundo o plano da salvação traçado na Palavra de Deus, jamais deverei duvidar dessa Palavra no tocante à salvação. O crente não “pensa” que tem a vida eterna; ele tem a vida eterna. A Bí­blia o diz, e ele crê na Bíblia. O que Deus escreveu não pode ser mudado.

Se você pecar, proceda imediatamente segundo a Palavra de Deus para obter o necessário perdão. Saiba que Deus só perdoa o pecado quando o con­fessamos e o abandonamos. Caso contrário, é per­der tempo. Deus aceita o pecador (Lc 15.2). Esta é a grande boa-nova para a humanidade. Uma coisa é você pecar porque foi instigado, acusado, condu­zido vencido, tentado, e outra bem diferente é vo­cê pecar porque procura e gosta do pecado.

Há três tipos de confissão de pecados, os quais o crente deve observar, conforme o caso, ao buscar o perdão:

a.      Confissão particular. Entre o crente e Deus somente. O crente faz confissão assim, quando se trata de pecados que só Deus sabe. Se são pecados que só Deus sabe, não leve isto a público!

b.      Confissão pessoal. Entre o crente e seu seme­lhante. Deus só perdoa o pecado cometido contra alguém quando acertamos tudo com esse alguém, pois todo pecado é cometido primeiramente contra Deus. Se você não se põe em dia primeiramente com seu semelhante, nada conseguirá de Deus, e quanto mais tempo passar, mais se agravará a si­tuação. Jamais o crente pode andar direito com Deus e errado com os homens.

c.       Confissão pública. Quando se trata de pecado público, sabido por todos. Todavia, há casos tão in­decentes que sua confissão em público traz mais mal do que bem (Ef 5.12). Tais casos confesse ao pastor e só. Sua confissão pública escandaliza.O grande texto bíblico sobre o perdão para o crente penitente é 1 Jo 1.7-9; 2.1. Há muita gente que tem prazer em comentar e espalhar os erros do crente fraco ou desviado. Tais pessoas estão necessitando de auxílio espiritual tanto quanto o crente fraco ou desviado.

Graças a Deus que o sangue de Jesus prove, não somente o perdão dos pecados, mas também a sua purificação. No texto de 1 Jo 1.9, a Palavra de Deus revela o duplo aspecto do pecado: o pecado cometi­do e o pecado congênito. O primeiro é o pecado pra­ticado. O segundo, o pecado inato, residente na na­tureza humana. Pecados cometidos Jesus perdoa, mas o pecado residente tem de ser purificado, do­minado, mortificado. Graças a Deus que, mediante o precioso sangue de Jesus, podemos obter tanto o perdão como a purificação de nossos pecados. Em 1 Jo 1.9 (e nas demais passagens paralelas) o termo “perdão” refere-se a pecados cometidos, e “purifi­car”, a pecados congênitos. O pecado congênito não pode ser perdoado e sim vencido. (Veja o Salmo 51.)

Quando alguém cai sempre num mesmo pecado e sempre está a pedir perdão, o que precisa não é propriamente de perdão, mas de purificação atra­vés do poderoso sangue de Jesus. Um caso clássico de perdão e purificação temos em Davi, no Salmo 51. No v.l, perdão; nos vv. 2-7, purificação. Ele ti­nha sido perdoado, mas continuava a sentir a instigação irresistível para pecar. Esta purificação do pecado é a santificação obtida mediante o sangue de Jesus, conforme Hb 13.12. No Calvário, Jesus venceu para sempre o pecado.

Mais uma palavra: Se você é um filho de Deus segundo a Bíblia, vivendo em obediência, você nunca está só. Deus sempre estará a seu lado. Se um crente vier a perguntar “Será que Deus se inte­ressa por mim?” A resposta divina será sempre João 3.16. (Vide também Isaías 40.11.) Deus não tem prediletos! (At 10.34).

4.2.13. Viva uma vida santificada (Lv 20.26). Deus só pode usar vasos limpos (2 Tm 2.21). Deus opera a santificação no crente, mediante:

-   O precioso e poderoso sangue de Jesus Cristo (Hb 9.12,13; Hb 13.12).

-   O Espírito Santo (Rm 8.2; 1 Pe 1.2). Ele livra da lei do pecado. Aleluia!

-   A Palavra de Deus (Jo 17.17).

-   A oração: Estimule o novo-convertido a uma vida de oração (Lc 18.1; 1 Ts 5.17).

-    

 

5. TRATANDO COM CRENTES ADULTOS NA FÉ

As passagens abaixo são apropriadas ao tratar-se com crentes. As partes sublinhadas parecem ser mais tocan­tes. Use estas mensagens divinas quando:

a. Tudo estiver bem: 1 Cr 29.11-20; Sl 1; 33.12-22; 96; 100; 103; 104; 150; 1 Tm 6.6-21.

b.       Estiver satisfeito consigo mesmo, egocêntri­co, descuidado: Dt 7; Pv 11; Lc 16.

c.       Estiver galgando posições melhores na vida: Pv 16; Mt 5.1-16; Fp 3.7-21. Salmo para homens públicos: Sl 101.

d.      Estiver atribulado, cansado, aflito, inquieto,em prova: Sl 4; 37.1-11; 50.15; 91.15; Jo 16.33; Rm 8.18; / Co 10.13; 2 Co 4.17; Fp 1.29; Hb 3.17-19; 1Pe 1.6,7; 2.21; 5.7.

e. Estiver desanimado, triste, abandonado, pe­saroso: Sl 23; 42; 43; 46; 130; 90; Mt 11.28-30; Jo 14; 20: 1 Co 15; 1 Ts 4.13 a 5.28; Hb 13.5; Ap 21;22.

f.       Estiver sendo tentado ou instigado a pecar: Sl 52; 139; Ef 6; Fp 4; Tg 1.

g.       Sentir-se fraco ou tiver cometido pecado: Sl 27; 51; 61; Is 43; Mt 18.21,22; Lc 15; Hb 4.14,15; Tg 5.16; 1 Jo 1.

h. Estiver enfermo, passando por sofrimentos diversos, ou sendo perseguido: Êx 15.26; Sl 6; 23; 37; 41; 91; 103; 118; Is 35.4; 53.4,5; Jr 20.11; Tg 5. 14-16.

i. Não puder dormir devido a preocupações vá­rias: Sl 3; 4; 121; Pv 3 (especialmente o v.24); Is 41.10.

j. Sentir que está próximo da morte: Jo 14; 1 Co 15; 2 Co 5.1-8; Ap 21.1-7.

1. Estiver enfrentando uma crise: Sl 32.8; 37; 94; 121; 725; Ec 5; Is 55.6-9.

m. Sentir-se sobrecarregado de ocupações: Ec 3.1-13; Is 40.28-31.

n. Sair para divertir-se: Pv 21.17; Mt 6.24; Mt 13.32; 1 Co 10.21,31; 2 Co 6; Gl 5; Tg 4.4.

o. Estiver impaciente: Sl 40; 90; Ec 3.1-8.

p. Guardar rancor contra alguém e não quiser perdoar: Sl 37; Mt 5:38^48; 18.23-35; Mc 11.25,26; 1 Co 13; Ef 4: 1 Pe 3.8-17; 1 Jo 4.7-21.

q. Sentir-se com medo, inclusive nas tempesta­des: Sl 14.15-18; 23; 29; 34.4; 91; Is 40.18-31; 49.14,15: Jo 15.12-15.

r. Achar que ter apenas título de crente ou membro da Igreja é o suficiente: Mt 7.21,22; Jo 3.5; Ef 2.8.9; Tt 1.16; Hb 12.14; Tg 2.14.

s. Achar que ser crente somente em casa sem nunca ir à igreja é o suficiente: Sl 27.4; 122; At 2.42-46; Hb 10.25. A igreja precisa de seus mem­bros (1 Co 12.22), e você precisa da Igreja (Ef 4. 12,13).

t. Não quiser deixar companhias e amizades pre­judiciais: 2 Cr 19.2; Sl 1.1; Pv 1.10-15; 24.1,2; 1 Co 15.33; 2 Co 6.15; Tg 4.4.

u. O Diabo estiver atacando: Js 1.5; Sl 72.4; Sl 91.13; Jr 20.11; Mt 4.4a, 7a, 10a; Lc 10.19; Jo 10.27-29; Rm 16.20; Ef 6.11-18; 2 Tm 4.18; Hb 13.5; Tg 4.7; 1 Pe 5.8,9; Ap 12.11.

v. Estiver avançado em idade: Sl 71; 90

x. For viúva: Isaías 34 (todo).

z. For perseguido por amigos (?): Sl 41; 55.

Medite diante do Senhor, e chegue a uma con­clusão definida para saber como você poderá evangelizar mais, utilizando

Seu tempo

Seus talentos

Seu dinheiro

Que os fatos abaixo, a partir de agora, sejam uma realidade em sua vida:

Meu alvo: O mundo para Cristo.

Meu anseio: Ser revestido da nossa habitação celestial (2 Co 5.2).;

Minha visão: A Ampliacão do reino de Deus.

Meu receio: A noite vem quando ninguém pode trabalhar (Jo 9.4).

Observação final - Uma das razões da indife­rença e da inatividade de igrejas e crentes na obra da evangelização dos perdidos vem do seu descuido quanto a vinda de Jesus.

Os cristãos primitivos foram ativos na evangeli­zação, não só porque eram cheios do Espírito San­to, mas também porque esperavam a volta de Jesus naqueles dias – em seus dias!

E nós ?

* * *

A Grande Ocupação do Pastor

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Esta ocupação é descrita de duas formas: primeiro, de modo geral – pregar a Palavra; segundo, entrando em detalhes – redargüir, repreender, exortar.

1. Pregar a Palavra.

A grande obra do pastor, na qual deve depositar as forças dos seu corpo e mente, é a pregação. Por fraco, passível de menosprezo, ou louco (no mesmo sentido chamaram a Paulo de louco) que possa parecer, este é o grande instrumento que Deus tem em suas mãos e para que, por ele, pecadores sejam salvos e os santos sejam feitos aptos para a glória. Aprouve a Deus, pela loucura da pregação, salvar aos que crêem. Foi para isto que nosso bendito Senhor dedicou os poucos anos de seu próprio ministério. Ó, quanta honra deu Jesus à obra da pregação ao pregar nas sinagogas, no templo ou mesmo sobre as calmas águas do mar da Galiléia! Não fez Ele a este mundo o campo de Sua pregação? Esta foi a grande obra de Paulo e de todos os apóstolos. Por isso Ele deu este mandamento: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho”. Ó irmãos, esta é nossa grande obra! Boa coisa é visitar os enfermos, ensinar às crianças e vestir aos que estão nus. Bom é também atender ao ministério do diaconato, escrever ou ler livros. Porém, a principal e maior missão é pregar a Palavra. ”O púlpito – como disse Jorge Herbert – é nosso gozo e trono”. É nossa torre de alerta. Dela temos de avisar ao povo. A trombeta de prata nos tem sido concedida. O inimigo nos alcançará se não pregarmos o Evangelho.

O Tema. A Palavra.

Em vão pregamos se não pregarmos a Palavra, a verdade, tal como está em Cristo Jesus.

A) Não há outro tema a nos ocupar. “Vós sois minhas testemunhas”. “Este (João Batista) veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz” (Jo 1:7). Não podemos falar de nada, senão só do que temos visto e ouvido de Deus. Não é obra do pastor aclarar temas da sabedoria humana ou expor suas próprias idéias ou teorias, mas só falar da glória e fatos do Evangelho. Devemos falar o que está contido na Palavra de Deus.

B) Pregar a Palavra, especialmente as partes mais importantes. Se você estivesse com um moribundo e soubesse que ele tinha apenas meia hora de vida, de que lhe falaria? Explicaria alguma curiosidade da Bíblia? Falaria da exigências dos mandamentos de Deus? Não lhe falaria daquilo que é mais importante: sobre sua condição de perdido em que se acha por natureza e do seu estado de inimizade com Deus, urgindo-o a arrepender-se? Não lhe contaria a respeito do amor e da morte do Senhor Jesus Cristo? Não lhe diria do poder do Espírito Santo? São estas as coisas vitais que o homem deve receber, e sem as quais perecerá. Estes são os grandes temas da pregação. Não devemos pregar tal como fez Jesus aos discípulos de Emaús, iniciando desde Moisés e passando pelos profetas, e das coisas relativas a

Ele mesmo? “Haja muito de Cristo no vosso ministério”, disse Eliot. Rowland Hill costumava dizer: “Olhe que não tenhas nenhum sermão sem os três R.: A Ruína da queda; a Justiça (righteousness, em inglês) em Cristo; e a Regeneração pelo Espírito”. Temos de pregar a Cristo para despertar as almas, confortá-las, e santificá-las. “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6:14).

C) Pregar exatamente o que há na palavra de Deus. Quero sugerir humildemente para consideração de todos os ministros que é nossa obrigação pregar a Palavra de Deus na forma em que se acha nas suas páginas sagradas. Não é a Palavra a espada do Espírito? Não deve ser nossa grande obra tomá-la da sua bainha, limpá-la de todo mofo que a cobre e aplicar seu penetrante fio nas consciências dos homens? Certamente nossos antepassados no ministério costumavam pregar desta maneira. Brow de Haddington costumava pregar como se ele não houvesse lido outro livro senão a Bíblia. A verdade de Deus em sua desnuda simplicidade é o que o Espírito desejará honrar e bendizer grandemente. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”.

2. Redargüir, repreender, exortar.

A primeira obra do Espírito sobre o coração natural é redargüi-lo do pecado. Mesmo que seja o Espírito de amor e a pomba seu símbolo, mesmo que seja comparado ao doce vento e à suave brisa, apesar de tudo, sua primeira obra é convencer os homens dos seus pecados. Se os pastores estão cheios do mesmo Espírito realizarão esta obra da mesma maneira. É o método que normalmente é usado por Deus: despertar aos homens e levá-los a desesperar de sua própria justiça antes de revelar-lhes a Cristo. Assim foi com o carcereiro de Filipos. Aconteceu o mesmo a Paulo que ficou cego por três dias. Todo fiel ministro deve esforçar-se por isto. Colocar o arado sobre o terreno e não semear entre cardos e espinhos. Os homens devem ser humilhados pela Lei para ver sua culpa e miséria. Se não for assim toda nossa pregação é como “desferindo golpes no ar” (I Co 9:26). Ó, irmãos! Tem sido este o nosso ministério? Cumprimos o ministério da Palavra sensível e claramente? Eu temo que a maioria de nossas congregações tenham membros seguindo um rumo equivocado, navegando a favor da corrente, estando a ponto de entrar na eternidade não convertidos e não nascidos de novo. Estes não nos agradecerão na eternidade pelo fato de termos falado só de coisas doces a seus ouvidos carnais.

Não, talvez possam pedir-nos que falemos assim, agora, mas nos amaldiçoarão com todo ódio na eternidade. Ó, por Cristo, que cada um de nós seja achado fiel na pregação.

Exortar.

A palavra original significa consolar, falar como faz o Consolador. Esta é a segunda parte da obra do Espírito Santo, guiar a alma a Cristo para falar-lhe das boas novas. Esta é a obra mais difícil, ou a parte mais difícil do ministério cristão. João Batista fez também esta obra: “Eis o Cordeiro de Deus”. Isaías disse: “Consolai-os, consolai-os”. Tal foi a ordem do nosso Senhor: “Ide e pregai o evangelho a toda criatura…”. As boas novas fazem formosos os pés dos que anunciam coisas boas (Rm 10:15). O pastor tem de pregar acerca de um todo poderoso, completo e livre Salvador divino.

É aqui que há um defeito na pregação de minha amada Escócia de hoje. Muitos pastores estão acostumados a mostrar Jesus diante do povo. Expõem de forma clara e bela o Evangelho, porém não urgem aos homens para que entrem no reino. Mas Deus diz: Exorta! (roga aos homens); persuade-os! Não somente mostre a porta estreita aberta, mas insta-os a que entrem por ela. Ó, sejamos mais misericordiosos para com as almas, para que possamos por nossas mãos sobre os homens e os guiemos com suave a doce contato ao Senhor Jesus.

Rev. Robert Murray McCheyne (The Banner of Truth Trust).

Metade dos pastores evangélicos nunca leu a Bíblia toda, aponta estudo

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Cerca de 50,68% dos pastores e líderes nunca leram a Bíblia Sagrada por inteira pelo menos uma vez. O resultado é fruto de uma pesquisa feita pelo atual editor e jornalista da Abba Press & Sociedade Bíblica Ibero-Americana Oswaldo Paião, com 1255 entrevistados de diversas denominações, sendo que 835 participaram de um painel de aprofundamento. O motivo é a falta de tempo, apontaram os entrevistados.

Oswaldo conta que a pesquisa se deu através de uma amostragem confiável e que foi delimitada. Segundo ele a falta de tempo e ênfase na pregação expositiva são os principais impedimentos. “A falta de uma disciplina pessoal para determinar uma leitura sistemática, reflexiva e contínua das escrituras sagradas e pressão por parte do povo, que hoje em dia cobra por respostas rápidas, positivas e soluções instantâneas para problemas urgentes, sobretudo os ligados a finanças, saúde e vida sentimental”, enumera Oswaldo.

A maioria dos pastores corre o dia todo para resolver os problemas práticos e urgentes dos membros de suas igrejas e os pessoais. Outros precisam complementar a renda familiar e acaba tendo outra atividade, fora a agenda lotada de compromisso. Os pastores da atualidade, em geral, segundo Paião,são mais temáticos, superficiais, carregam na retórica, usam (conscientemente ou não) elementos da neurolinguística, motivação coletiva, força do pensamento positivo e outras muletas didáticas e psicológicas. Oswaldo arrisca dizer que muitos ‘pastores precisam rever seus conceitos teológicos e eclesiológicos, sem falar de ética e moral, simplesmente ao ler com atenção e reflexão os livros de Romanos, Hebreus e Gálatas. E antes de ficarem tocando Shofar e criando misticismo, deveriam ler a Torá com toda a atenção, reverência e senso crítico’.

Fonte: Creio / Gospel+

OBS: Doa em quem doer, mas acho isso ABSURDO, pois, como é que o Espírito Santo de Deus vai revelar algo das Sagradas Escrituras a alguém, se este não a ler COMPLETAMENTE ???????????????

Vamos ler a Bíblia ?

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Participe do concurso “Vamos ler a Bíblia” 2010 – Leia a Bíblia e concorra a prêmios

O concurso Vamos Ler a Bíblia, tem o objetivo de incentivar pessoas a lerem a Bíblia inteira, em 300 dias (De 1.º de abril de 2010 a 25 de janeiro de 2011).

Ao longo do concurso, os inscritos farão 10 provas online, referentes aos textos bíblicos lidos, e os melhores colocados ganharão prêmios: Bíblias, livros cristãos, CDs MP3 do Novo Testamento (SBB), câmeras fotográficas digitais, MP4 Players, MP3 Players e o melhor colocado ganhará, no final do concurso, um Notebook.

A novidade deste ano é que o concurso está aberto também para as pessoas que falam a língua portuguesa em qualquer país do mundo, sejam brasileiros ou não.

A participação é gratuita. Para se inscrever basta entrar no site do concurso, na página Inscreva-se, e preencher seus dados:

www.vamoslerabiblia.com.br

Volte imediatamente ao 1º amor.

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Ame, busque a presença do Senhor e O obedeça (para que muitos [e você também] não caiam nas desgraças do maldito).

Antes de encararmos qualquer alvoroço social (vida cotidiana, trabalho e, até mesmo, cultos, evangelismo, etc.), precisamos, primeiramente, conversar em particular com Deus, a fim de que possamos ouvir a Sua voz (em oração) a nos dizer o que fazer, como proceder (etc.), até porque, Jesus é o Senhor de nossa vida e, como tal, quem DETERMINA tudo é Ele.

Muitas vezes tropeçamos porque não buscamos escutar a voz do Senhor ou, escutando, não obedecemos com retidão.

João: 3. 36.

Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

Porém, a obediência ao Senhor só se torna verdadeira (consequentemente, prazerosa), quando Ele habita em nós e o fogo do Espírito Santo de Deus queima ardentemente em nosso peito. Esse queimor é geralmente bastante intenso quando nos convertemos e que produz muitos frutos e grande vontade de servir a Deus.

Com o passar do tempo, acabamos por deixar esta chama da paixão por Cristo se apagar, ainda que sejamos bastante religiosos (e os motivos são vários, tanto de nosso cotidiano, quanto das próprias doutrinas inócuas da própria igreja local).

Conseqüência do esfriamento espiritual: perdemos a comunhão com Deus e os frutos do Espírito Santo param de se manifestar em nossas vidas, o que nos deixa vulneráveis, momento em que o pecado fica bastante propenso para adentrar (e, na maioria das vezes, mais intensamente) novamente em nossas vidas e, pior, nem percebemos direito.

É por isso que é tão importante VOLTAR ao primeiro amor, ou seja: sentir aquele ardor do amor de Deus queimando em nossos peitos, intensamente.

Aquilo que sentimos inicialmente na conversão nos impulsionava para servir cegamente ao Senhor: uma grande vontade de conhecer melhor a Palavra de Deus, lendo e meditando nas Escrituras; um anseio incontrolável de evangelizar, participar ativamente dos trabalhos da igreja local, pregar, visitar os enfermos e encarcerados, etc., etc., etc.

E Deus nos reprova quando não temos esse amor intenso por Ele (devemos ser entorpecidos de amor por Cristo o tempo todo, seja lá quais forem as circunstâncias).

Apocalipse: 2. 4.

Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.

Portanto, temos que dizer para nós mesmos e para Deus: Quero voltar imediatamente Senhor a ser perdidamente apaixonado por Ti ó Pai ! QUERO VOLTAR AO PRIMEIRO AMOR !

Pedirdes e Deus vos concederá:

João: 11. 22.

E mesmo agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.

Ó Jesus, tenho tanta vontade de Ti servir que não consigo mais pensar direito em outras coisas do cotidiano. Nem consigo mais pensar direito em trabalho, laser, saúde, etc.

Sei que isso não é normal, mas não sei dizer se isso é bom (como sou novo convertido e, apesar de ler e meditar nas Escrituras Sagradas constantemente, não tenho muita experiência e nem vivência cristã. Ainda sou um bebesinho na fé), afinal de contas, todos nós temos que trabalhar para nos mantermos, no entanto, não consigo identificar se este é o fogo da minha chamada ministerial.

Por isso, Ó Deus eterno e maravilhoso, peço que me dê discernimento para que eu possa fazer apenas aquilo que for da Tua vontade, que é perfeita e boa e ser um VERDADEIRO discípulo Teu.

Mateus: 28. 16.

Partiram, pois, os onze discípulos para a Galiléia, para o monte onde Jesus lhes designara.

Muitos dos acontecimentos bíblicos após o nascimento de Jesus Cristo, deu-se em Jerusalém, antes de sua morte e ressurreição, no entanto, após ressuscitar, Jesus marcou um encontro com seus discípulos na Galiléia.

Jerusalém era o local onde “tudo” aconteceu e acontecia; era uma cidade badalada; era o centro das atenções de muitos, no entanto, Jesus mandou os seus discípulos para a Galiléia, que era pequena, pacata, em fim, uma cidade secundária, que ninguém dava atenção.

Até o deslocamento era incômodo.

E, naquele local, sereno e pacato, tornara-se possível escutar a voz do Senhor com clareza, sem que suas atenções fossem desviadas pela “agitação” de Jerusalém e isso significa que, antes de ouvirmos a voz de Deus, precisamos estar no lugar certo, na hora certa.

É por isso que devemos procurar Deus no secreto de nossas vidas.

Mateus: 6, 6.

Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

Deus não quer que sejamos hipócritas. Precisamos viver para Ele e não para este mundo corrupto e isso significa dizer que, mesmo que fiquemos no anonimato, Deus nos honrará porque estamos vivendo para Ele e por Ele e só a Ele interessa os nossos atos (o reconhecimento de bons atos são importantes para Deus, por isso, nossa preocupação não é com o “mundo”).

Mateus: 6. 5.

E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orarem pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.

E porque Jesus os convocou para se deslocarem até a Galiléia ?

Justamente, para ter com os 12 o mandamento que selaria o nosso futuro com Ele:

Mateus: 28. 19-20.

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.

Se milhões e milhões de pessoas conheceram a Palavra de Deus e, consequentemente, creram e, por isso, se salvaram, foi justamente porque os discípulos obedeceram a ordem do Senhor Jesus, cujo propósito é perfeito.

Jesus não deu uma sugestão. Deu um ordem !

Preciso obedecer as ordens do nosso Senhor e único Salvador:

Nossa DESOBEDIÊNCIA é fatal para a vida de muitos “perdidos” (e para nossa vida também), que acabam terminando os seus dias na terra sem ter conhecido a Palavra Santa do Senhor e, consequentemente, não creram na salvação.

A culpa é nossa, os desobedientes, pelas muitas almas que se vão para distante de Cristo e, um dia, frente a Ele, prestaremos contas de nossa inércia e irresponsabilidade.

Precisamos voltar ao 1º AMOR imediatamente, a fim de que, com o coração ardendo em chamas (do Espírito Santo de Deus), possamos obedecê-Lo, levando Sua Palavra Bendita até os confins do Planeta, fazendo discípulos, batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando tais novos convertidos a OBEDECER os mandamentos do Senhor !

Caso contrário, Jesus não estará conosco todos os dias até a consumação dos séculos, pois estaremos afastados Dele porque O DESOBEDECEMOS !

Pense nisso !

Por Aldo Corrêa de Lima (Inspiração após o culto ministrado pela Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte, Minas Gerais, transmitida pela REDE SUPER, ao vivo, em 28.03.2010, através do Satélite BrasilSat B-4) – Toda a honra e Glória sejam dadas ao Senhor.

http://malucoporjesus.wordpress.com

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A Pregação do Evangelho tem que ser PURA !

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Vejo em nossos dias certa preocupação em alguns pastores – principalmente a liderança mais jovem – em estabelecer para o futuro uma igreja que entenda e respeite as diferenças culturais, promovendo um intercambio cultural sadio. A preocupação com os temas sociais também aumentou, e o eco de Lausanne ressoa timidamente no Brasil, com três décadas de atraso. Finalmente, visionários começam a enxergar a possibilidade de termos uma igreja que expresse o amor de Deus aos homens de forma plena, prática, integral.

Neste caminho, porém, há certos riscos que precisam ser evitados, para não cair na cilada de, neste afã por ser relevante, acabar assimilando tudo de ruim que o secularismo e o pós-modernismo gerou. Dentre os perigos que encontramos neste emocionante caminho, destaco alguns que são os mais comuns:

O perigo do relativismo

Talvez a maior mentira que a sociedade pós-moderna inventou, seja a idéia errada de que não existem verdades absolutas. Aliás, a própria afirmação de que “não há verdade” é uma contradição óbvia, pois quem afirma que não há verdade está dizendo que “a verdade é que não existe verdade!” Toda verdade é absoluta, e nem adianta torcer o nariz para isso, pois os seus (e os meus) sentimentos em relação à ela não poderão jamais modificá-la.

Quer a gente goste ou não, precisamos admitir uma coisa: O cristianismo é uma religião dogmática. Ele é absolutismo puro, e quem quiser negar isso tem que fazer as malas e partir para outra trincheira!

Jesus foi dogmático quanto ao conhecimento de Deus. “Ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o filho quiser revelar” (Mt 11.27). O homem pode espernear, teologizar o quanto quiser, filosofar, mas o conhecimento experimental/empírico de Deus sempre será uma verdade revelada. Tal conhecimento é um ato monérgico, obra da livre graça de Deus.

Jesus foi dogmático quanto ao caminho para chegar a Deus. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). O uso do artigo definido dá ainda mais peso a esta afirmação.

Muitos têm defendido a idéia de uma expiação universal, dizendo que “Deus vai salvar todo mundo, independente da sua crença”. É incrível como os crentes pós-modernos estão ficando semelhantes aos católicos de antigamente: “não importa o que você crê; o que vale é ser sincero”, dizem. Que mentira mais escrachada! E dita por um cristão, é ainda mais dissonante. Jesus disse que “estreita é a porta e apertado o caminho que conduz à vida” (Mt 7.14), e quem não entrar por ela, por mais “bonzinho” que seja, não pode achar Deus.

Jesus foi dogmático quanto a natureza do pecado. “Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.34). Para Jesus, o pecado não é um “vacilo”, e sim um vício escravizador! O inclusivismo, nova tendência teológica que apregoa a conivência com o pecado, é invencionice nossa. Todo pecado é contra Deus, e só é perdoado mediante confissão e arrependimento.

Jesus foi dogmático quanto à possibilidade do homem produzir sua própria salvação. “Ninguém pode vir a mim se o pai que me enviou não o trouxer” (Jo 6.44). Essa é uma afirmação absoluta, exclusiva, dogmática. Só Deus pode iniciar em nós a salvação, e qualquer outra fórmula no que tange a este aspecto é conversa fiada.

Não sacrifique as verdades absolutas do cristianismo no altar do relativismo religioso. Defenda com ousadia as verdades do evangelho, mesmo que isso não faça de você um “cara legal”. Não dá pra relativizar uma fé dogmática como o cristianismo. Ou bem aceitamos o que Cristo diz, ou então largamos mão de tudo em nome da “tolerância”.

O perigo do secularismo

Secularismo é uma cosmovisão baseada nos valores humanos. Dentro da religião, o secularismo é aquela influência doutrinal centralizada no homem, que se opõe diretamente aos conceitos estabelecidos por Deus. Segundo o coloquialismo “crente”, secularismo é o mesmo que mundanismo.

As correntes seculares sintetizam o conhecimento humano e baseiam nele todas as suas conclusões; o cristianismo, no entanto, depende da revelação. É fato que muitos cristãos, por medo de “contaminar-se” com as idéias de seu tempo, se afastam de todo conhecimento secular. Filosofia, psicologia, sociologia, todas estas ciências ainda são “coisa do capeta” para muitos evangélicos. Isso é um fanatismo burro! O conhecimento científico é importantíssimo, e de muitas formas podem servir de auxilio ao apologista cristão. Como diz Philip E. Johnson, “a bíblia bem compreendida e a ciência bem explicada, não são excludentes” (ad tempora). Contudo, precisamos ter sempre em mente que o nosso livro texto é a Bíblia. Muitos pregadores têm deixado a bíblia de lado, e hoje “pregam” segundo a cartilha humanista. Em cada mensagem, abordam as principais descobertas da ciência, enchem seus sermões com citações de textos acadêmicos, e acabam olvidando o mais importante, a Palavra de Deus.

Apesar da grande importância das ciências para a humanidade, ninguém vai ser salvo pela filosofia, pela psicologia e – entenda bem – nem pela teologia! A fé vem pela proclamação do evangelho (Rm 10.17). Arrependimento, fé e vida com Deus são pautas muito mais importantes do que qualquer epistemologia humana.

O perigo do liberalismo teológico

Outro grande erro no qual não se pode incorrer, é o de abraçar a teologia liberal. Muita gente ao ler isso vai me criticar, me chamar de quadrado, mas a experiência tem se encarregado de demonstrar que a maioria dos crentes que bajulam os teólogos liberais, não conhecem muito sobre o tema, e apenas repetem como papagaio aquilo que algum dia ouviram destes modernos discípulos dos saduceus.

Em termos práticos, o liberalismo teológico (para quem não o conhece) é uma corrente teológica que, no afã de alcançar relevância social, abriu mão de verdades inegociáveis do cristianismo. A teologia liberal se opõe, quase sempre frontal e preconceituosamente, a toda manifestação sobrenatural. Um dos maiores teólogos liberais que já existiu, Rudolph Bultmann, negou a veracidade dos milagres, interpretando-os apenas como narrativas míticas. Paul Tillich, aclamado por muitos modernistas como o maior teólogo de todos os tempos, dá a Deus uma conotação vaga e impessoal. Jesus, segundo sua cosmogonia liberal, possui apenas valor simbólico.

O mais engraçado, no entanto, é que esses caras foram movidos por um sentimento muito nobre. Assim como muitos jovens de hoje, eles queriam achar uma forma de relacionar a mensagem da Bíblia com as necessidades do homem moderno, mas acabaram se perdendo no caminho. Este liberalismo tem ressurgido em nossos dias, quase sempre embrulhado no pacote “emergente”. Brian McLaren, um dos porta-vozes do movimento de igrejas emergentes, é um exemplo prático do que estamos falando. Sua “Ortodoxia Generosa” é muito mais generosa que ortodoxa. Totalmente influenciado pelas tendências relativistas e pelo conceito pós-moderno de tolerância, este autor – talvez inconscientemente – tem prestado um grande desserviço ao cristianismo.

O perigo do politicismo


É claro que o cristão não deve ser uma criatura alienada. Apesar de termos uma identidade celestial, ainda estamos na terra, e com o nobre dever de ser sal e luz, influenciando e promovendo mudanças neste sistema decadente. A preocupação com temas políticos, bem como o descontentamento com a má distribuição de rendas e a necessidade de reformas sociais deve fazer parte da nossa agenda.

O grande perigo, porém, é que neste bom desejo de prestar um serviço ao mundo, os cristãos acabem cedendo a um romantismo político que não leva a lugar nenhum, abraçando a bandeira de movimentos socialistas e filosofias humanistas, como se a resposta para todos os nossos dramas sociais estivesse em um ajuste político, e nada mais.

Se no capitalismo o que prevalece é o homem explorando o homem, no socialismo é exatamente o contrário. [Se não entendeu a piada, sugiro que releia em voz alta a frase anterior] É verdade que milhares de pessoas vivem na miséria, marginalizadas, famintas, mas não é mediante acordos políticos, nem votando em candidato evangélico, que vamos solucionar esta equação. Ao invés de encher o congresso nacional de políticos crentes, vamos colocar uma mão no bolso e a outra na consciência, a fim de promovermos, nós mesmos, as mudanças que a sociedade precisa. Agindo assim, não teremos que ficar respondendo aos questionamentos dos incrédulos quando os nossos “homens de Deus” aderirem ao mensalão do Panetone, por exemplo.

O perigo do orgulho geracional

Quando eu era adolescente, tinha uma dificuldade enorme em aceitar os conselhos sábios dos meus pais. Apesar de estar consciente de que eles sabiam muito mais que eu, me recusava a crer que os conselhos deles pudessem ser aplicados aos meus problemas. Os tempos mudaram, eu dizia. Assim, suas asserções [por mais inteligentes que parecessem] eram rejeitadas no final.

Hoje em dia, vejo algo semelhante acontecendo com o cristianismo. Os modernos “descobridores da roda” podem ser vistos por todo lado, e como a maioria dos crentes pouco lê a bíblia (e muitos dos que lêem, o fazem com lentes relativistas/pós-modernistas), acabamos sendo presas fáceis destes teólogos de fundo que quintal.

Estes caras não estão muito preocupados com a herança do cristianismo histórico, nem com as interpretações sensatas dos pais da igreja, nem dos nossos irmãos reformadores. Em busca de uma nova espiritualidade, eles desprezam a herança pietista e reformada, e vão aprender a adorar com os santos católicos da idade média!

Adolescentes espirituais não gostam de ler a bíblia. A maioria deles jamais leu o Novo Testamento completo, mas estão absolutamente convictos de que “A Cabana” é o supra-sumo da revelação! Falta-nos bom senso e humildade para aprender com aqueles que no passado trilharam o mesmo caminho, reconhecendo e honrando estes homens e mulheres de fé.

Concluindo …

Atualmente, há muita coisa boa (e ruim!) sendo escrita neste sentido, o que nos dá a entender que há muita preocupação com a relevância da igreja. Comunidades emergentes têm levado este debate à sério, e algumas igrejas estão conseguindo contextualizar o evangelho sem comprometer a mensagem. A Mars Hill Church, comunidade emergente liderada por Mark Driscoll, é um claro exemplo do que estou falando. Cada vez mais me dou conta de que é possível ter uma igreja ao mesmo tempo bíblica e engajada, teológica e dinâmica, de fé e de obras.

Caminhemos, então, com muita calma, sempre fazendo uma autocrítica da nossa fé. A igreja pode (e deve), através de uma empolgada ação social, conferir dignidade àqueles que se encontram na miséria. Além disso, é nosso dever levar o evangelho para além das barreiras culturais, despojando-nos da linguagem do gueto gospel, acessível apenas para os “iniciados”. Podemos usar as artes de forma positiva, como ferramenta pedagógica, evangelística e inclusiva.

Finalmente, quero deixar um conselho aos emergentes brasileiros, principalmente aos jovens – a minha geração: “não rejeitem o velho apenas por ser velho, nem abracem o novo somente por ser novo”. Ambos, antigo e o novo, só têm valor quando se conformam à Verdade. Tenham cuidado com os “inventores da roda”! A busca de vocês é inteligente e nobre; o conceito de uma igreja “emergente” é necessário. Há muitas coisas que precisam ser reformadas, mas se essa nova reforma tomar o rumo errado agora, vai ser muito, mas muito difícil reencontrar os trilhos lá na frente.

Leonardo Gonçalves

Evangelismo e Missões URGENTE !

1 Comentário

Muitos ainda não conhecem a PALAVRA DO SENHOR e, por isso, são escravos de SATANÁS.

Precisamos EVANGELIZAR esses povos, URGENTEMENTE !

Onde estão as Igrejas que Deveriam Promover o VERDADEIRO Reino de Deus COM ATITUDES ?

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Este texto é baseado em um caso real.

Certa família humilde passava por graves privações. E a comunidade cristã tradicional, próxima, não se apercebeu.

Então, um senhor espírita se aproximou; esforçou-se e arranjou um emprego para o pai daquela família. Com o passar do tempo as privações se foram, os filhos se graduaram tornaram-se prósperos e, naturalmente, espíritas.

Quando o Senhor Jesus mostrou para o doutor da Lei quem era o “próximo” do homem ferido pelos ladrões, na parábola, referiu-se a um samaritano. Um homem de um povo estranho transportado de longe por Nabucodonosor, para as terras de Israel. Cristo confrontava uma religiosidade desprovida de compaixão. E compaixão significa estar atento às necessidades do próximo. Nossas mãos a serviço dos olhos do SENHOR.

Eu fico meditando: O que estamos vendo no meio evangélico é bem parecido com o relato da parabóla. Muitas palavras e poucas atitudes. Muitos críticos e poucos “samaritanos”. Muito individualismo e pouca solidariedade. Muitas palestras, escolas de liderança e poucos mestres em SERVIR.

E diante de tudo isso, como falar do amor de Deus para quem só conheceu a generosidade de “Samaritanos”? É, você e eu temos mesmo muito a melhorar!

Joao Cruzué é um dos pioneiros da blogosfera cristã evangélica, e há anos edita o excelente blog OLHAR CRISTÃO. Título original: A parábola do bom samaritano contextualizada.

Estratégias Missionárias

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ASSOCIAÇÃO MINISTERIAL INTERNACIONAL RHEMA

ÍNDICE

Apresentação 4
“Sendo Missionário No Campo Primitivo” 6
“Desbravando Missões Em Uma Terra Estrangeira” 22
“Respondendo ao chamado para as nações” 53
“Reconhecendo e dedicando-se à chamada missionária” 66
“Mudando Para o Campo Missionário – Nossa Maior Aventura!” 84
“Reconhecendo, Desenvolvendo e Utilizando sua Chamada Para Missões” 100
“Chamada Para a Preparação” 113
“Equipe ministerial estrangeira: Compartilhando a Palavra viva através do Centro de Treinamento Palavra Viva” 126
“Mulher e solteira no campo missionário” 147
“Permanecendo fiel à sua visão” 163

“SENDO MISSIONÁRIO NO CAMPO PRIMITIVO”
Por: Dennis Cook

Dennis e Jeanne Cook são graduados desde 1980 no Centro de Treinamento Bíblico RHEMA em Broken Arrow, Oklahoma e fundadores do Ministério Vida em Panamá, sul da América Central.
Próximo da formatura do RHEMA, Dennis serviu como pastor auxiliar por 18 meses em uma pequena igreja em Kokomo, Indiana. Em novembro de 1981, Dennis, Jeanne e seus quatro filhos deixaram os Estados Unidos para trabalhar em uma colônia de leprosos no Panamá. Após dois anos na colônia, Deus os chamou para trabalhar entre os índios Choco na selva Darien do Panamá. Depois de dez anos de ministério na selva Darien, os Cooks agora inspeciona oito igrejas no sul da América Central.
O filho mais jovem dos Cooks, Chad com 21 anos, está trabalhando com eles no Panamá. Seus outros filhos, Chris, 26, Jennifer, 25 e Jason 23, juntamente com seus dois netos Brittany, 4 e Kristen 1 ano, residem nos Estados Unidos.

* * *

Pouco depois que eu fui salvo, ouvi um missionário pregar em uma igreja Carismática em um encontro. Logo após ouvi-lo, me lembro de ter falado que gostaria de fazer algo para o Senhor parecido com aquilo que ele estava fazendo. Depois que eu recebi o batismo no Espírito Santo, trabalhei como um líder-leigo em dois grupos de estudos Bíblicos. Eu estava contente em fazer qualquer coisa que pudesse fazer pelas minhas mãos para o Senhor.Mais tarde, meu irmão, uma outra pessoa e eu iniciamos uma pequena igreja.
Então em 1977 os Estados Unidos estava negociando o Tratado Carter-Torrijos, que tratava com o território do Canal Panamá. Foi durante este período que eu li um artigo no jornal sobre a colônia de leprosos no Panamá, então o Senhor me falou para orar pelo povo daquele país.
Minha esposa e eu fizemos disso uma prática diária. Uma vez ficamos toda uma noite adorando ao Senhor (não perguntei por nada, apenas demos graças a Ele). Durante aqueles períodos de oração, três dias depois o Senhor me instruiu a orar pelo povo daquela colônia de leprosos, então eu tive uma visão. Na visão, eu vi um homem desembarcando do avião no Panamá e indo para aquela colônia e pregando o evangelho.
Embora minha esposa não tenha visto a visão, recebemos com alegria em nosso espírito simultaneamente enquanto eu compartilhava a visão. Ambos assumimos que o Senhor tinha enviado alguém para ajudar essas pessoas queridas, então continuamos a adorá-lo e dar graças por Seu amor e fidelidade.
Logo depois, o Rev. Kenneth Hagin realizou um seminário em Indianápolis, Indiana, e nós assistimos todo o encontro. Foi durante aquele encontro que o Senhor colocou em nossos corações para estudarmos no RHEMA. Fomos fazer a matrícula pensando em fazer a Escola Bíblica RHEMA por correspondência, mas o Senhor nos guiou a assistir as aulas no Centro de Treinamento Bíblico RHEMA por dois anos.
Aquela não foi uma decisão fácil para nós. Estávamos vivendo em nossa primeira casa, tínhamos quatro filhos, três que estavam na escola, e eu estava há 13 anos em um emprego ganhando um bom salário. Mas fizemos a decisão certa em assistir as aulas no RHEMA. Deus sempre paga quando o obedecemos.
Durante o nosso primeiro ano no RHEMA, recebemos tantos ensinamentos ricos que nos perguntamos se seríamos capazes de nos lembrar de tudo isso! O Senhor também começou a nos revelar mais e mais de Seu plano para nossas vidas. Por exemplo, durante um tempo de adoração em casa, o Espírito Santo revelou que aquele homem daquela visão desembarcando no Panamá era eu!
Jeanne e eu sabíamos que eventualmente estaríamos trabalhando no Panamá. Depois que estávamos lá, quando víamos um missionário pregando, nossos espíritos soluçavam pelo mundo perdido.
Depois da formatura do Rhema e dez dias de visita à Guatemala, voltamos à Indiana para trabalhar na igreja que tínhamos ajudado a começar dois anos e meio antes. Durante os próximos 18 meses que servimos ao Senhor lá, aprendemos muito acerca do ministério.

“Preparando-se Para O Campo Missionário”
Depois de seis meses em Indiana, o Senhor nos falou para ficarmos preparados porque estaríamos partindo dentro de um ano. Pagamos todas as nossas contas existentes e ficamos sem nenhum débito. Nos correspondemos com todos os ministros que conhecíamos tentando achar um contato em Panamá, mas não obtivemos nenhum sucesso.
Havia muitos obstáculos e impedimentos. Trabalhamos contra a resistência de parentes que não podiam entender porque os seus netos estavam sendo levados para um “Deus miserável” de um país estranho para sofrer, passar fome e serem torturados! Também escrevemos para duas organizações de leprosos do mundo para descobrir mais sobre a colônia em Panamá. Ambas as organizações responderam que não sabiam da existência de uma colônia de leprosos no Panamá, e se nós encontrássemos uma deveríamos informá-los.
Levantar sustento pode ser também muito desencorajador para um novo missionário. Na verdade essa parte do ministério tem derrotado muitos missionários chamados por Deus, até mesmo antes deles derem um passo em solo estrangeiro.
Eu visitei muitas igrejas tentando levantar sustento para a visão do Senhor dentro do meu coração. Umas poucas igrejas, amigos e pessoas no RHEMA prometeram nos manter. Isto chegou aproximadamente a 350 dólares por mês.
Quando o ano terminou e chegou o tempo de irmos ao Panamá como o Senhor havia dito, estávamos completamente sem débitos e tínhamos comprado nossas passagens de avião. Nossa igreja prometeu orar por nós e lidar com as nossas finanças (você precisa de uma igreja onde você pode ser coberto por orações). Assim em 30 de Novembro de 1981, deixamos o Panamá com 1.000,00 dólares no bolso, 29 malas na bagagem e Paz nos nossos corações.

“EXPERIMENTANDO O SOBRENATURAL: A GRAÇA DE DEUS PARA PAGAR O PREÇO”
Antes de darmos o primeiro passo em direção ao avião, o Senhor me mostrou que poderíamos trabalhar na colônia de leprosos com o exército americano e com o povo Panamenho. Precisávamos daquele encorajamento para ir adiante.
Quando chegamos ao Panamá, estávamos mal preparados. Não falávamos a língua deles, tínhamos pouco dinheiro, não conhecíamos ninguém e naturalmente não sabíamos nem se a colônia de leprosos realmente existia. Tudo o que tínhamos era o “RHEMA” da Palavra de Deus e sua Paz em nossos corações.
Mas Deus respondeu nossa fé. Em três dias localizamos uma igreja inglesa localizada em uma área do alojamento militar e que ficava apenas a cinco milhas da colônia de leprosos!
Nosso aluguel era de 350 dólares por mês. Como trouxemos apenas 1.000,00 dólares, não demorou muito para que precisássemos de um milagre. Praticamente não tínhamos dinheiro suficiente para viver, mas não podíamos deixar de ministrar.
Entretanto nosso Deus Pai providenciou todos os negócios e pudemos testemunhar o trabalho miraculoso de Deus durante todo aquele tempo! Por exemplo, uma vez quando não havia alimento em casa, o Senhor sobrenaturalmente providenciou alimento para nós três vezes por dia durante três dias.
Depois que comíamos uma refeição, Jeanne guardava os potes quase vazios dentro da geladeira e sobrenaturalmente Deus os enchia totalmente! Comemos o mesmo tipo de comida por nove refeições contínuas, mas pelo menos tínhamos comida! Depois de três dias, recebemos um cheque pelo correio. Então quando fomos comer a comida que estava no pote ela já não estava mais lá!
Embora não tivéssemos nenhum meio de transporte para o primeiro ano e seis meses que estávamos no Panamá, o Senhor nos providenciou a força e a graça para andarmos através do calor extremo (acima de 120 graus) e da chuva ( a média da chuva é de 150 polegadas por ano no Panamá ) para ministrarmos ao povo da colônia de leprosos.
Quando chegamos primeiramente ao Panamá, fizemos tudo que estava em nosso alcance. Conduzíamos estudos bíblicos entre o exército americano, evangelizando nossa comunidade e trabalhando com uma igreja Panamenha. Isso ajudou-nos a conhecer o povo e estarmos sensível ao Espírito Santo para permanecer ligados ao coração das pessoas que nos ajudam financeiramente, materialmente, emocionalmente e assim por diante.
Como ministro do evangelho especialmente como missionário estrangeiro, tentar achar pessoas que crêem como você e fazer amizades com elas é muito bom. Mas não desconsidere aqueles ministérios que estão “fora” de seu campo no sentido que eles não entendem da Palavra como você. Nós descobrimos que o que o Rev. Kenneth Hagin Jr. nos ensinou no RHEMA foi verdade: você pode aprender algo apenas a respeito de alguém. Também aprendemos em sua aula aquele sucesso no ministério soletrado: T-R-A-B-A-L-H-O!
No primeiro dia que chegamos em Palo Seco, a colônia dos leprosos eu fiquei espantado porque era exatamente como eu vi na visão, e eram exatamente as mesmas pessoas que eu tinha visto naquela visão.
O povo religioso no Panamá tinha contado a estas pessoas que seus sofrimentos era sua cruz e que tinham que suportar para a glória de Deus. Quando fomos contar-lhes que Deus os amava eles mostravam as partes feridas em seus corpos e diziam sarcasticamente, “Sim, Ele realmente nos ama”.
Passei muitos meses amando e compartilhando a Palavra de Deus a essas pessoas antes que nos permitisse orar por eles. Até então eles apenas permitiam que orássemos por doenças menores. Depois de muitas manifestações de cura foi que eles finalmente nos deixaram orar pela cura da lepra.
Enquanto trabalhávamos na colônia de leprosos e numa igreja Panamenha, ouvimos a respeito dos índios Choco na selva Darien. Fizemos duas visitas à selva e soubemos em nossos corações que Deus estava nos movendo àquela direção. Em circunstâncias normais, Deus não instruirá um líder de uma igreja ou grupo para deixar aquela posição sem primeiro ter um substituto. Um rebanho sem pastor ou líder é um perigo. Então o Senhor começou a trazer pessoas do exército americano da comunidade para trabalhar com o povo da colônia dos leprosos.Vimos que seus corações estavam cheios do amor de Deus e começamos a treinarmos os americanos. Todos na colônia de leprosos foram salvos e muitos foram curados!
Existe muita diferença entre o que chamamos de missões na cidade grande e missões no cenário primitivo. Missões num cenário primitivo você sente falta de comodidade tais como eletricidade, água, estradas, comunicações, escolas para as crianças, hospitais, transporte e principalmente a companhia de pessoas do seu próprio ministério.
Quando o Senhor nos dirigiu para ir à selva (a National Geografic diz que lá contém algumas das mais densas selvas no mundo) sabíamos que seria muito duro e dependíamos da habilidade de Deus em ação do que nossas próprias habilidades. Nossa primeira atitude foi visitar diferentes lugares na selva e desenvolver relacionamento entre os índios.

“O INÍCIO DO MINISTÉRIO: CONSTRUINDO CONFIANÇA”
Passamos um ano buscando conhecer essas pessoas e às ajudando em muitas coisas (materialmente,praticamente) antes que pudéssemos fazer uma campanha de evangelismo. Comíamos com os índios, dormíamos em suas cabanas, trabalhávamos no barro com eles e o escutávamos. Ministramos individualmente porque queríamos manter um relacionamento e conhecer seus corações.
Quando decidimos ter nossa primeira campanha ao ar livre fomos recebidos de braços abertos porque o povo sabia que queríamos o melhor para eles. Tínhamos estabelecido motivos para essa proeza e Deus foi fiel para nos estabelecer e confirmar sua Palavra com manifestações de Sinais e Maravilhas. Muitos conversões e curas naquele lugar. Em um caso, três bruxas que tentaram interromper a campanha ficaram cegas! Depois elas se arrependeram, o Senhor restaurou suas visões e elas O receberam como Seu Salvador!
Decidimos não competir com qualquer outro trabalho ou igreja em qualquer área ou local determinado. Se uma certa área já tem um trabalho em andamento, oferecemos nossa ajuda e procuramos outro lugar para começar evangelizando e desenvolvendo um corpo local de crentes.
Embora haja muitas igrejas na selva, para os Panamenhos e Colombianos, não havia para os índios Choco. Desde que não havia trabalho com os índios, então começamos dividindo o evangelho com eles. Fui questionado por vários pastores na área porque perdíamos tempo com os índios. Esses pastores diziam que os índios eram duros demais para ouvirem o evangelho e era muito difícil alcançar suas vilas. “Porque não usam seu tempo com os Panamenhos?” me perguntavam.
Mas Deus não disse para ir a todo o mundo e pregar o Evangelho quando as coisas estão fáceis. Ele disse para ir a todo mundo e pregar o Evangelho a toda criatura!
As coisas não eram fáceis para nós porque não estávamos representando uma denominação.Uma vez os índios nos contaram que o fato de não haver Bíblias em seus dialetos, eles iam nos assistir e nos consideravam sua Bíblia! Que pressão!
O ministério de um missionário é seu chamado. Uma pessoa que Deus usa nesse tipo de ministério operará em alguns dos quíntuplos dons. Seguindo o exemplo de Jesus, começamos ensinando uns poucos índios e nos esforçamos para colocar dentro deles a visão para alcançar seu próprio povo.
Isso fez com que fossemos viver entre eles. Assim alugamos um pedaço de terra e armamos nossas barracas! Depois que nosso sustento financeiro começou a crescer, compramos essa terra e começamos a construir nossa própria casa.
Vivemos em barracas por um ano e meio antes que colocássemos o alicerce para nossa casa. Depois de oito anos vivendo sem eletricidade e sem água, finalmente terminamos e nos mudamos para nossa casa!
Em breve tornou-se aparente que precisávamos de um lugar para ensinar aqueles que Deus estava chamando para o ministério. Assim, começamos uma escola Bíblica em nossa terra e iniciamos com sete alunos. Dois anos depois graduamos seis dessas pessoas.
Descobrimos que a localização da escola impedia muitos de ir assistir as aulas. Então prosseguimos com a escola nas vilas. Isso fez com que fizéssemos muitas viagens de várias maneiras: carro, motocicleta, barco, cavalo, e à pé! Em um caso, andei 15 milhas duas vezes por semana para uma das vilas. Quando se está compelido pelo amor de Deus pelas pessoas, você experimentará Sua graça para superar muitos tipos de inconveniência.

“PRIMEIRO A FAMÍLIA: ESTABELECENDO PRIORIDADES NO CAMPO MISSIONÁRIO”
Durante este tempo ministerial na selva, outras considerações tinham que ser feitas. Uma delas foi a educação de nossas crianças. Depois que chegamos do Panamá, sabíamos que era necessária uma escola em casa para nossos filhos. Esta decisão tomaria muito do tempo de ambas as partes, tanto dos pais como dos filhos, mas não tínhamos outra alternativa pois as escolas na selva eram apenas para crianças acima da sexta série e a qualidade da educação era muito pobre.
Um pastor em Indiana tinha ouvido minha esposa e meus filhos contarem nosso testemunho na televisão e ficou comovido pela honestidade da resposta das crianças sobre a vida missionária. Esse pastor ofereceu-se para nos ajudar com um programa educativo para crianças. Isso fez com que minha esposa solicitasse um professor em tempo integral. Ela e as crianças gastavam praticamente 24 horas por dia juntas, e havia muitos desafios para se vencer.
Embora nosso sustento continuasse a crescer conforme trabalhávamos no ministério, as conveniências para minha família não melhoraram. Houve um tempo durante o qual eu negligenciei as necessidades da minha família a fim de satisfazer as necessidades do ministério. Fiquei preocupado a respeito do que meus defensores pudessem pensar se eu gastasse qualquer dinheiro com minha família. Esse tipo de pensamento é errado!
Não negligencie sua família por causa do ministério. Sua família é sua primeira responsabilidade. Providencie o melhor que você pode para seu conforto e necessidades. Durante nossos primeiros oito anos no campo missionário, tínhamos um salário e eu gastei apenas o necessário para mal suprir minha família. Eu usava o resto no ministério.
Quando meus filhos retornaram para os Estados Unidos a fim de entrar em um colégio, fui forçado a pagar um salário para que eles tivessem ajuda educacional. (Por falar nisso, um de meus filhos obteve nota máxima em seu exame S.A.T. entre 10 por cento na nação).

“COMPARTILHANDO SUA VISÃO E LEVANTANDO SUSTENTO”
A fim de aumentar sua base de sustento, você deve expor sua visão do ministério de Jesus Cristo para prováveis mantenedores. Assim, a fim de deixar as pessoas conhecerem mais completamente o que Deus nos chamou para fazer, decidimos voltar para os Estados Unidos a cada dois anos para levantar sustento.
A primeira vez que eu voltei foi um pesadelo! A maioria das cartas que eu tinha enviado para as igrejas a fim de planejar encontros, não foram enviadas pelo sistema de correios panamenho. Eu conhecia pouquíssimos pastores para fazer contatos. Depois descobri que os pastores recebiam muitos visitantes vindo para suas igrejas e não podiam atender a todos os pedidos. E também a forma mais ineficiente para planejar encontros é por correspondência.
O resultado de minha primeira tentativa foi triste. Eu gastei muito mais dinheiro viajando pelo Estados Unidos do que eu consegui com essas viagens. Entretanto, Deus é fiel e um pastor se ofereceu para levantar meu itinerário na próxima vez que eu fosse aos Estados Unidos.
É muito importante que você tenha alguém em seu país de origem que o ame e que consiga encontros para você! Por causa da ajuda desse pastor em montar nosso itinerário, nosso tempo gasto nos Estados Unidos se tornou mais frutífero e proveitoso.
Um erro comum que muitos missionários cometem é desenvolverem um pensamento de que as igrejas são obrigadas a sustentá-los. Mas Deus é o único que chamou você. Ele o enviou, e Ele falará com as igrejas que devem participar de seu trabalho.
Nós confiamos que o Espírito Santo falará aos corações das pessoas que serão parte do nosso trabalho no Panamá. Sua parte é expor seu ministério a quantas pessoas possíveis. A parte de Deus é falar aos corações daqueles que Ele quer envolvido.
Um outro erro comum que os missionários fazem é usar todo o tempo tentando levantar sustento. Isso não o ajudará muito porque enquanto tenta levantar sustento, não está recebendo ajuda para seu homem espiritual. E também sua família começará a ressentir-se do ministério porque não há tempo para eles ou para relaxar e se reanimarem.
Eu encorajo todos os missionários que são formados no RHEMA a tentar assistir um ou mais encontros do RHEMA. Sendo um encontro regional ou um encontro em Tulsa. Também fazer algo especial com sua família que não envolva o ministério. Faça algumas extravagâncias de vez em quando. Seus mantenedores vão entender.
Para manter seu sustento você deve comunicar-se regularmente com seus mantenedores. Nós começamos escrevendo cartas de uma página escrita à mão para nossos mantenedores mensalmente. Também incluíamos uma fotografia em preto e branco do trabalho que começamos no Panamá. Quando pudemos aumentar a correspondência, incluíamos um boletim mensal que enviávamos para alguém que desejasse recebê-lo. Fizemos tudo como aprendemos no RHEMA sobre as publicações. Quando podíamos, melhorávamos o nível de qualidade. Sempre fizemos boletim pessoal e incluíamos apenas notícias verdadeiras
Há uma tentação em dirigir o foco do seu ministério de tal modo que produza mais notícias excitantes para o seu boletim. Não faça isso! Embora você tenha a oportunidade de aumentar alguns dólares para o seu sustento, seja guiado pelo Espírito Santo e mantenha sempre sua fé em Deus para o seu sustento.
Você é responsável por cumprir o que Deus tem lhe chamado para fazer. O povo do qual Deus tem tratado para manter seu ministério será fiel para você o tanto quanto você seja fiel a Deus. Assim coloque sua fé nEle e faça apenas como Ele direcionar.
Quando você continua seu trabalho para o Senhor, seu ministério desenvolverá em muitas áreas diferentes, uma delas é seu relacionamento com a comunidade local. Por exemplo, quando chegamos na selva Darien, não tínhamos nenhum relacionamento com essa comunidade, especialmente com os oficiais públicos. Estávamos constantemente sendo importunados pela polícia.
Fomos baleados duas vezes, detidos pela polícia umas poucas vezes. Fui processado certa vez por um chefe da vila não-crente em uma tentativa de livrar a área de nossa influência cristã. Naquela situação o povo da vila, crentes e não crentes, reuniram-se e ficaram do meu lado! O resultado foi que a corte expulsou o chefe não-crente e fez o pastor de nossa igreja o novo chefe da vila!
Agora, alcançamos a simpatia da polícia local. Ajudamos a clínica médica local, participamos e ajudamos com as diferentes funções da vila,e nos misturamos com o povo. O Senhor tem falado desde o começo quando começamos o trabalho na selva como desenvolvermos boas relações com ambos cristãos e não cristãos. A polícia trabalhou em nosso favor várias vezes, quando as pessoas onde nós vivíamos nos avisaram de planos para roubar nossa casa e causar outros danos.

“SEJA EDUCADO QUANDO DEUS LHE CONVIDA A EXPANDIR SUA VISÃO”
Como o ministério cresceu, tivemos que expandir nossas operações. Debatemos com líderes, lemos livros sobre liderança e até fizemos decisões para mudar nossas personalidades em áreas que nos impediam de crescer no ministério e torna-nos os líderes que Deus nos chamou para sermos. Nós simplesmente ampliamos a visão!
Eventualmente incorporamos nosso ministério e escritório nos Estados Unidos para tirar um pouco o fardo fora da igreja. Nós agora temos um advogado para nos instruir sobre mudanças da lei e taxas pessoais, assim não nos sobrecarregamos muito. Adquirimos fitas e livros para nos instruir em diversas áreas que eram novas para nós no ministério.
Quando nossos filhos foram conosco, o papel de Jeanne no ministério foi muito importante e muito facetado. Ela era esposa, mãe, hóspede, professora e oradora guerreira. Ela escutava, encorajava e orava. Trabalhava do nascer ao pôr-do-sol. Ela fazia toda a correspondência, algumas vezes acima de 90 cartas por mês à mão, planejava viagens em grupo e conferências de pastores. Ela usou muitos chapéus.
Agora nossos filhos estão crescidos, ela viaja comigo e continua fazendo muitas das mesmas funções como antes. Homens, suas esposas são seu “braço direito”. Apreciem suas qualidades no ministério. Sem sua participação, você não poderá ser bem sucedido.
A seguir seguem importantes sugestões para aqueles que crêem que são chamados para o campo missionário:

1. Tenha certeza que você é chamado para ser um missionário.
Como cristãos nós somos chamados para viver pela fé. E sem fé não podemos agradar a Deus. Se você não tem certeza que é chamado, você não andará em fé. Muitas vezes é o saber que colocará você por cima.

2. Depois de se formar na Escola Bíblica RHEMA, ache um ministério onde você possa trabalhar e mostrar fidelidade.
Faça algum trabalho na igreja ou ministério que nenhuma outra pessoa queira fazer e então faça-o fielmente. Se você não quiser trabalhar em serviços que são menos desejáveis, então você provavelmente não o fará no campo missionário. Há um claro roteiro nas escrituras sagradas para quem quer entrar no ministério.
Também me lembro de que Deus não está com pressa. Se ele precisar de você para estar em um lugar mais cedo, então Ele teria chamado você mais cedo. Não seja direcionado para fazer algo ao invés de ser guiado pelo Espírito Santo. Pressão usualmente é um passo para erros. Entretanto não perca esse tempo que você tem para se preparar.

3. Investigue o país.
Se você sabe qual país está sendo chamado, visite aquele país para aprender sobre as leis, costumes, custo de vida e assim por diante. Algumas vezes isto requererá mais do que uma visita. Se você não está certo sobre qual país é chamado faça viagens para vários países a fim de permitir que Deus fale ao seu coração. Se você não tem amor pelo povo de um determinado país então você não é chamado para esse país. O RHEMA e outras organizações oferecem oportunidades para visitar o campo missionário.

4. Comece a aprender a língua, e aprenda também sobre coisas como construção, mecânica, sistemas de água, medicamentos, etc.
Todas as áreas em que você desenvolver salvará seu tempo, dinheiro e frustração em um campo primitivo. Há algumas organizações que preparará você para viver em uma área primitiva.

5. Saia das dívidas.

6. Encontre alguém para lidar com suas finanças, correspondência e requisitos gerais de escritório.
Seja quem for que você escolher, tenha certeza que eles realmente amam você e estão totalmente apoiando você. Ao lidar com seus assuntos de negócios, eles estarão se comprometendo com uma grande quantidade de trabalho importante a seu favor.

7. Se você tem filhos e estará indo para missões em um campo primitivo, prepare-se para a educação e aprendizagem no lar.
Ache alguém que deixará você trabalhar na escola da igreja deles para comprar materiais e conceder certificados de formatura.

8. Levante um “mais do que suficiente” nível de sustento antes que você vá para o campo.
Esta é talvez uma das áreas mais difíceis, mas também uma em que a graça de Deus é suficiente. Converse com amigos e ministros, visite outras igrejas ou escolas bíblicas, vá a lugares compartilhar sua visão e levantar sustento.
Suas viagens antecipadas ao país ajudarão a confirmar seu compromisso em viver lá. Quando o Senhor der a você uma data anuncie e trabalhe nesta direção a partir daquela data. Lembre-se: Você terá gastos imediatos ao entrar no país, assim vá preparado com abundância de dinheiro para ficar estabelecido fisicamente e legalmente.

9. Se você puder, ache uma organização naquele país com o qual você pode trabalhar. Se não, ache uma área sem um trabalho e comece por lá.
Em qualquer que seja a situação, coopere com outras igrejas e ministérios. Não vá competir com eles; há fartura de não-salvos ao redor! Você pode poupar muito tempo, dinheiro e frustração aprendendo com um outro ministério que já está estabelecido naquele país.
As seguintes sugestões são para você que já está estabelecido em um país:

1. Desenvolva e mantenha uma correspondência pessoal regular com seus mantenedores.
Ponha a melhor qualidade possível em sua correspondência. As pessoas julgam você na qualidade de seu boletim. Tente incluir um retrato ou retratos de seu trabalho.

2. Obedeça às leis do país.
Violar as leis apenas para salvar a conveniência é contra as Escrituras e nunca faça isso (Rm 13:1-5). Isto inclui pagar subornos. Você é um representante de Deus e suas ações sempre representariam as ações Dele.
Eu não estou dizendo que você não receberia isto como de Deus se um oficial que tem a autoridade para fazer exceções concede a você proteção. Eu estou dizendo que você nunca deve iniciar a ação oferecendo alguma forma de compensação imprópria.
Também um governo mudaria politicamente se você é legal e ético em todas as suas atividades, ambas passado e presente, você terá uma chance bem melhor de permanecer no país.

3. Não pregue contra ninguém, pregue o Evangelho.
Nós temos sido protegidos pelos chefes e cabeças de reservas indígenas porque não pregamos o evangelho contra suas tradições. Outros que tem vindo aqui antes de nós contou às pessoas que era um pecado usar tangas, comer porco, e as mulheres estarem de peito nú. Estas pessoas disseram que os homens tinham que usar camisas de manga longa e assim por diante. Mas se você simplesmente pregar a palavra de Deus, o Espírito Santo convencerá as pessoas em seu coração para mudar os costumes que não estão agradando a Ele.

4. Conheça seu povo e nunca tenha uma atitude de superioridade.
Temos aprendido muitas lições valiosas dos índios de como sobreviver e viajar dentro da selva, que de outro modo não aprenderíamos, se não tivéssemos conservado as linhas de comunicação aberta.

5. Sempre mantenha e preserve sua família muito bem.
Na maioria dos casos, mulheres e crianças pagarão um preço mais alto do que os homens quando entram em um campo primitivo no ministério. Lembre-se, você será o pastor de sua família em assuntos espirituais. Ensine-lhes, encoraje-os e orem juntos. Nunca esteja ocupado demais para eles. Não sacrifique sua família pelo ministério.

6. Sempre conserve sua visão diante de você, e lembre-se que é a Deus que você deve agradar.
Você receberá críticas injusta sobre como você usa o dinheiro no ministério e sobre que tipos de objetivos você tem. Eu acredito que há usualmente uma pequena quantidade de verdade em cada crítica, assim eu olho para isso, mudo o que precisa ser mudado e esqueço o resto.

7. Compreenda e esteja preparado para o fato que em muitos casos as pessoas de quem você estará ajudando no ministério é analfabeta e ignorante.
Você precisará de muita paciência e fé antes que você comece a ver o crescimento espiritual. Por exemplo, você pode precisar ensinar o povo como ler antes que você os ensine sobre a Bíblia.
Seja simples, repetitivo e básico em seu ensino da Palavra de Deus!

8. Lembre-se que Deus tem fé em você!
Deus sabe onde Ele está lhe enviando, ele sabe quais as suas habilidades. Mantenha uma constante comunicação com Deus através da oração e da Palavra e você verá sua graça agir em sua vida completamente!

CAPÍTULO 2
“DESBRAVANDO MISSÕES EM UMA TERRA ESTRANGEIRA”
Por: Ed e Laurie Elliott

Ed Elliott é o fundador e diretor do Word of Life World Outreach. Ele tem estado trabalhando e vivendo na África com sua esposa Laurie e seus filhos (Eddie com seis anos e Chase com dois) por mais de dez anos desde a sua formatura no RHEMA Bible Training Center em 1984. Laurie é formada pela Universidade Oral Roberts em Tulsa. A base da missão dos Elliotts é localizada apenas na extremidade de Johannesburg, África do Sul.
O ministério de Ed leva-o e toda sua equipe por todo o Sul e África Central, evangelizando e ensinando. Em 1992, o presidente de Zâmbia convidou Ed a pregar em uma celebração da independência que foi transmitida ao vivo de um canto ao outro de toda a nação. Ed também tem viajado aos países de Zimbábue, Moçambique, Namíbia, Botswana, Suazilândia, Malawi e África do Sul, realizando cruzadas e estabelecendo igrejas.

* * *
Quando você aceita o desafio de ir para o campo missionário desbravar um novo trabalho, você estará em uma das mais excitantes aventuras de toda sua vida! Você e o povo da qual você ministra nunca será o mesmo. Diariamente, você encontrará oportunidades para a vitória, mas não sem uns poucos desafios.
Durante o passar de dez anos, minha esposa e eu temos tido o privilégio de ver mais do que 2.000.000 de pessoas virem receber Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador e de prestar assistência na abertura de mais do que 40 igrejas. Temos visto mais de 50.000 pessoas batizadas no Espírito Santo de uma só vez. Também vimos curas espantosas e numerosos milagres tomando todo o lugar.
Eu estou dividindo isto com você não para me gabar sobre o que temos feito, mas para mostrar como Deus usará você para fazer trabalhos grandes e poderosos que você pode pensar serem impossíveis.
Eu acredito que missões estão resumidas na história dos 12 espias relatados em Números capítulo 13. Quando você responde o chamado de Deus para ser um missionário e ir para uma terra estrangeira, seu sucesso será baseado não em quanto dinheiro você tem levantado ou quantas pessoas estão orando pó você, ou ainda se você tem uma palavra profética de Deus. Não! Seu sucesso será baseado em quanto você conhece de Deus e o quanto você conhece sobre quem você é como seu filho ou filha.

“Desenvolva Um Espírito Pioneiro”
Números 13:30
Então Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque certamente prevaleceremos contra ela.

Para ser bem sucedido em seu ministério você precisará ter o mesmo espírito que Josué e Calebe tiveram. Haverá muitos que falarão a você, “Isto não pode ser feito!”
“Os corações das pessoas estão duros demais!” ou “Ninguém jamais teve algum sucesso nesse lugar!”
Até os membros de sua família cheios de boas intenções tentarão convencer você que estará cometendo um grave erro indo para o campo missionário. Estas vozes estarão contando-lhe sobre os gigantes da terra e que seria bem melhor ficar onde você está.
Desde que me tornei um cristão, tenho tido um ardente desejo de ver pessoas salvas e terem o conhecimento de como Deus é bom. Eu também senti desde o começo que eu trabalharia em terras estrangeiras pregando o Evangelho. Durante minhas aulas no RHEMA, aquela fome e desejo continuaram a crescer. E quando a formatura chegou ao fim, comecei a buscar a Deus em oração sobre o próximo passo para a minha vida.
Uma tarde, enquanto orava e discutia com Deus, Ele falou para mim muito claramente e disse: “Eu vou enviar você para Zimbábue e Moçambique.” Ele também me falou que ia me enviar lá em outubro e novembro. Eu sabia que estes países estavam na África mas eu tinha que achá-los no mapa!

“Fugindo Daqui Para Lá!”
Eu estava excitado pelo que Deus estava fazendo, mas eu me perguntava como Deus ia me colocar nos dois lugares ao mesmo tempo. Na ocasião, tudo o que podia fazer era orar e confiar no Senhor. Cerca de duas semanas depois, um amigo me apresentou dois homens de Zimbábue que estavam fazendo um trabalho missionário em Moçambique.
Depois de uma noite de conversa amigável, eles perguntaram se eu gostaria de vir para a África e ajudá-los com seu trabalho. Eu disse que amaria ir com eles e perguntei quando eles gostariam que eu fosse. Eles disseram: Que tal outubro e novembro? Eu lhes disse que podiam me esperar.
Quando eu deixei aqueles homens naquela noite, estava tão emocionado de ver o trabalhar da mão de Deus, mas também compreendi que tinha muito trabalho a fazer. Tinha que conseguir passaporte, vistos, imunizações, reservas de vôo e fazer uma boa pesquisa a respeito das nações que eu estava prestes a visitar.
Depois de algumas pesquisas, descobri que eu precisava levar medicamentos a fim de prevenir a malária. Todas essas coisas são importantes para descobrir quando vamos ao campo missionário.
O maior obstáculo para a maioria das pessoas que vão para o campo são as finanças, e eu não era nenhuma exceção. Minha esposa e eu estávamos trabalhando servindo mesas em um restaurante na escola. Como a maioria dos estudantes, nós não tínhamos abundância de dinheiro flutuando ao redor a fim de voar para a África por dois meses. Este seria o primeiro grande milagre que veríamos Deus fazer para levar-nos para a África.
Antes que eu compartilhe este testemunho com você, deixe-me primeiro enfatizar um ponto de vista espiritual muito importante. Salmo 127:1 diz, “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam…”
O que quer que seja que o Senhor chame você para fazer por Ele, Ele trabalhará com você. Ele abrirá portas que precisam ser abertas e porá você em contato com pessoas que assistirão você na realização da sua visão. Proteção, benção e inspiração divina são apenas uma pequena parte de como Deus trabalhará por você. As escrituras dizem: “…não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito diz o Senhor.” Zc 4:6
No decorrer dos anos, minha esposa e eu temos observado outros missionários trabalhando em vão. Até parece que eles não tinham nenhuma visão de Deus. O favor de Deus parece estar ausente e eles estão sempre lutando por provisão, sofrendo constantes ataques e tem pouquíssimos sucesso e vitória em seus trabalhos de missões.
Anos atrás eu ouvi um missionário muito bem sucedido dizer, “Quando Deus me diz para fazer algo, Deus pagará, mas quando eu digo a Ele que vou fazer algo então Ele me deixa pagar!”
Se certifique que você está seguindo os planos de Deus para sua vida! Quando você trabalha em vão, ficará cansado e insatisfeito e terá que combater a mágoa e o ciúme quando outras pessoas ao redor têm sucesso e você não. Você é muito valioso para o Reino de Deus e não pode perder anos de trabalho duro produzindo pouquíssimos frutos para nosso Pai Celestial.
As grandes vitórias que minha esposa e eu temos obtido no campo missionário não poderiam ter vindo sem a intervenção divina. A força de Deus, proteção, sabedoria e provisão foram todos necessários para realizar nosso trabalho para Ele.
Como eu mencionei anteriormente, um dos nossos maiores obstáculos no campo missionário foram as finanças. Tínhamos visto Deus suprir nossas necessidades sobrenaturalmente nos levando para Tulsa a fim de estudarmos no RHEMA. Agora precisávamos de uma tremenda quantidade de dinheiro para minha empreendedora viagem para a África e mais alguns fundos adicionais para cobrir minhas despesas enquanto estivesse por lá.
Uma tarde enquanto orava e discutia com o Senhor, Ele me falou que eu deveria guardar todas as moedas acima de 50 centavos que ganhássemos de gorjeta cada noite no nosso trabalho. Eu contei a minha esposa e estávamos perplexos porque raramente fazíamos mais de 50 centavos em gorjeta por noite com exceção dos finais de semanas! Até nos finais de semanas não passava de 60 centavos.
Durante a semana fizemos entre 25 a 30 centavos por noite em gorjetas. Mas nos perguntávamos como guardar 20 centavos por dia pagaria minha viagem pra África principalmente que seria daqui a 6 meses! Não há muito que você possa fazer nessas situações, mas apenas confiar em Deus e manter-se numa atitude de fé!
Naquela noite depois que o Senhor falou para mim, Laurie e eu fomos ao trabalho. Era segunda-feira, usualmente a noite mais lenta da semana. Os negócios estavam bons àquela noite e as gorjetas também, aparentemente não muitas fora do comum. Quando chegamos em casa e começamos a contar, fomos surpreendidos em ver que eu fiz 74 centavos e Laurie 84! Ficamos tão emocionados e agradecemos a Deus pelo o que ele estava fazendo em nossas vidas!
Daquele ponto em diante nunca fizemos menos de 50 centavos por noite. Quando alguns de nossos fregueses descobriram que eu estava planejando uma viagem missionária para a África, eles me davam 20 centavos. Começamos a ver o trabalhar de Deus de um modo maravilhoso, proporcionando as finanças necessárias para a viagem e para as despesas da minha estadia por lá.
Muitas vezes a vontade de Deus é progressiva e quanto mais você começa a andar na visão, mais você visualiza o foco. Por exemplo, estamos fazendo coisas hoje no ministério que eu apenas tive um vislumbre anos atrás. Quando você é obediente em seguir a vontade de Deus, sua visão para o ministério será pouco a pouco grandemente definida. Atos 9:6 diz,”…Senhor, que queres que eu faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que convém fazer.”

“Mantenha-se Focalizado e Comprometido Na Sua Visão”
Enquanto eu estava em Moçambique, o Senhor outra vez falou comigo sobre a minha chamada. Ele me falou que tinha me chamado para o Sul e para a África Central e que Ele me levaria para cidades grandes, pequenas, vilas e campos de refugiados onde eu pregaria Sua Palavra. Ele me contou que multidões O receberiam e que logo depois que eu fosse embora muitas dessas pessoas morreriam por causa de doenças, seca, fome e guerra, mas que eu não chorasse porque o Senhor era com eles.
Todos os anos eu tenho visto o cumprimento desta Palavra muitas vezes. Meu coração está cheio de alegria porque eu sei que muitas das pessoas que eu tenho orado estão na Presença de Deus.
O destino eterno das pessoas que você está alcançando será sempre o seu foco. Eu tenho assistido missionários ficarem na mesma situação das necessidades física e social das pessoas. Porque eles perderam seu alvo e muitas vezes seu amor pelas coisas de Deus. Eles não mais desejam compartilhar essas verdades com as pessoas.
Alguns missionários estão tão envolvidos em programas sociais que eles eventualmente não tem tempo de fazer o que Deus lhes chamou para fazer em primeiro lugar. O inimigo pode ser muito sutil ao seduzir você e guiar você para longe de sua visão.
Por favor não entenda mal o que estou dizendo. Eu acredito que é importante ministrar em cada área da vida das pessoas, nosso ministério tem feito isso por anos. Mas em primeiro lugar somos chamados para ministrar a Palavra. Tudo o que fazemos é visado a fim de trazer as pessoas ao pleno conhecimento de Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.
Sempre fique focalizado e totalmente comprometido na sua visão e não permita a si mesmo se desviar dela.

“INICIANDO UM NOVO TRABALHO PIONEIRO”
Quando você sabe onde Deus está guiando você para iniciar um novo trabalho, há muitas coisas a serem consideradas.

1. Aprender sobre as leis e os requisitos básicos para viver e trabalhar naquele país.
1A. Vstos e Permissão de Trabalho. Pesquise os muitos diferentes tipos de vistos e permissão de trabalho que estão disponíveis para você. Pergunte quanto tempo o governo do país permitirá que você fique e se os vistos e a permissão de trabalho são renováveis.
As condições são diferentes para um visto de turista do que para um visto de residência ou trabalho. Você pode precisar de uma combinação de vistos e permissões para fazer o que Deus está chamando você para fazer. Você pode achar facilmente essas informações contactando a embaixada do país.

1B. Finanças. Alguns países exigem uma declaração financeira mostrando quanto dinheiro você estará trazendo para dentro do país deles. Descubra o que eles exigem. Quando você visita o país no qual pretende trabalhar, tudo isso pode ser mais bem pesquisado. Falaremos sobre finanças detalhadamente mais adiante.
Todos os anos, minha esposa e eu transferimos dinheiro de um modo concebível dos Estados Unidos para a África. Deixe-me dividir com você algo prático que salvará você de muitos agravamentos. Se você não tem crédito no seu país de origem, então vá trabalhar longe a fim de corrigir isso e mantenha com você algum cartão como Visa, Mastercard e American Express.
Um dos melhores modos de transferir dinheiro é através de depósito bancário porque é relativamente seguro e rápido e um meio de enviar seu sustento mensalmente. Ache um bom banco em sua área que tem conecções internacionais, experiência em transferir fundos e que aceita a maioria dos cartões de créditos. Alguns bancos oferecem uma taxa de câmbio mais baixa do que outras. Assim faça sua pesquisa porque isso pode salvar seu dinheiro.

2. Escolha uma localização para sua base de missão.
2A. Pessoas. Comunicar-se com as pessoas da qual você foi chamado para alcançar é uma das principais considerações.

2B. Equipamento. Você pode conseguir o que precisa para trabalhar tais como suprimentos, alimentos, Bíblias, etc? Tente adquirir no país estrangeiro tudo o que você puder conseguir, isso abençoará suas economias.
Esperar por objetos vindos de outro país pode custar a você semanas e muito dinheiro. Pode ser mais vantajoso comprar os produtos no país, mas em último caso, analise bem e você se salvará.
Eu conheço missionários que tinham caminhões e Jipes especiais que levaram para fora da América e o país onde eles estavam ministrando também vendiam transportes muito bons e adequados. Então esses missionários ficaram desamparados e sem recursos por semanas não fazendo nada por causa desse prejuízo. Tinham que mandar comprar as peças necessárias do seu país de origem. Isso não aconteceria se tivessem comprado seus veículos no local.

2C. Acomodações. A habitação está disponível, proporcionável e habitável? Quando nos mudamos para a África a fim de levantar nossa base de operações, nosso quadro financeiro estava muito baixo. Algumas pessoas que tinham se comprometido a nos apoiar não especificaram a quantia. Nós alugamos a casa mais barata e fizemos de tudo para manter nossas despesas abaixo do mínimo possível.
Eventualmente, fomos capazes de determinar nosso sustento mensalmente, e depois desenvolvemos um orçamento.

2D. Comunicações. Indispensável quando decidimos a localização para uma base. É importante para o nosso ministério termos um fax ou um telefone, não apenas para nos comunicarmos com o escritório ou a casa, mas também por todo o país planejando nosso trabalho e alcances.
Muitas vezes uma máquina de fax tem no salvo de dirigir para longe, ou esperando dias por um documento valioso que precisávamos para viajar. Um fax é um item de alta prioridade para seu escritório no campo.

2E. Necessidades Funcionais. Escolaridade, transporte e hospitais precisam ser levados em consideração quando escolhemos um local para nossa base de missão. Estas necessidades variarão com os diferentes tipos de ministérios. Nosso ministério requer muita viagem pela estrada e pelo ar.
Também usamos muito equipamento técnico em nosso trabalho, assim é importante para nós que sejamos capazes de fazer a manutenção. Eu viajei de avião poucas vezes para comprar peças de equipamento de som nos Estados Unidos, assim podíamos manter nosso programa de cruzadas.
Assim, como você pode ver, a localização de sua base de missões é uma decisão importante que precisa ser pesquisada minuciosamente para aumentar ao máximo seu potencial e eficácia para o Reino de Deus.

3. Vigie a Terra.
3A. Reconhecimento. Antes da batalha, no exército ser iniciada, uma equipe de reconhecimento é enviada para investigar as forças do inimigo e fazer uma figura clara do país que vai ser invadido. O reconhecimento é um estudo tático desenhado para adquirir tanta informação quanto possível antes que um ataque seja iniciado.

Números 13:1,2; 17-20
Disse o Senhor a Moisés:
Envia homens que espiem a terra de Canaã, que eu hei de dar aos filhos de Israel, de cada tribo de seus pais enviarei um homem, sendo cada qual príncipe entre eles…
Enviou-os, pois, Moisés, espiar a terra de Canaã, e disse-lhes: Subi ao Neguebe e penetrai nas montanhas.
Vede a terra, que tal é, e o povo que nela habita, se é forte ou fraco, se pouco ou muito.
E qual é a terra em que habita, se boa ou má, e que tais são as cidades em que habita, se em arraiais, se em fortalezas.
Também qual é a terra, se fértil ou estéril, se nela há matas ou não. Tende ânimo e trazei do fruto da terra. Eram aqueles dias os dias das primícias das uvas.

Se você quer ter um bom começo e apreciar o sucesso mais cedo no seu novo trabalho pioneiro eu recomendo que você visite e “vigie” o país no qual você está desejando trabalhar.
Veja como são as pessoas lá e durma na casa deles. Você precisa andar pelas vilas e cidades atentos para identificar-se e entendê-los em cada área de suas vidas. Ouça os sonhos, desejos, esperanças e medo deles.

I Coríntios 9:20-23
Procedi, para com os judeus como judeu a fim de ganhá-los, para os que vivem sob o regime da lei como se eu mesmo assim vivesse, para ganhá-los embora eu não esteja debaixo da lei.
Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei.
Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de por todos os modos salvar algum.
Tudo fiz por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele.

Quando você visita o país em que você acredita que Deus o está enviando, você rapidamente descobrirá se é ou não chamado para aquela terra. Muitas pessoas têm uma idéia muito romântica sobre o que significa ser um missionário. Eles estão apaixonados com a imagem, mas a realidade é bem diferente. Haverá muito trabalho duro e você não estará mais na América. Tudo leva para mais longe e a corrupção e o roubo são freqüentemente desenfreados.
Você terá que ser tão sábio quanto espiritualmente sensível ou você será roubado da visão. Temos aprendido o duro caminho e o caminho de Deus. Nós vemos muitos missionários perderem milhões de dólares em equipamentos valiosos por não andar em sabedoria ou escutar a voz do Espírito Santo.
Há gigantes na terra que não querem você por lá. Pobreza, religião, cultura, tradições, inflação desenfreada e preconceito racial são algumas das realidades que você encontrará em abundância no campo missionário. Sua atitude em direção a estes desafios e obstáculos determinará seu sucesso.
Uma visita ao país trará maior entendimento, mas também fará com que você esteja mais preparado e equipado para ter sucesso e produzir frutos para o Reino de Deus. Quando você puder dizer com audácia e a confiança que Calebe disse, “…Eia! Subamos e possuamos a terra, porque certamente prevaleceremos contra ela.” (Nm 13:30), então você é provavelmente chamado e pronto para sacudir o reino da escuridão tornando-se um gigante matador!

4. Visão e Estratégia.
4A. Visão. É importante que você entenda seu propósito e chamado para o campo missionário. Uma visão bem definida é necessária para conservá-lo no caminho, porque sem isto seu trabalho parecerá sem objetivo, e você terá um tempo difícil julgando se você está ou não alcançando suas metas e realizando sua visão.

4B. Estratégia. Apenas dizer que você vai pregar o evangelho é simplificar demais um procedimento muito complexo e revelará uma falta de planejamento. E planejamento é necessário a fim de ter um longo tempo de eficácia e sucesso. Por exemplo, como você vai pregar o evangelho? Através de cruzadas? Seminários? Rádio? Televisão? Escolas Bíblicas? Se você quer acertar o alvo sua pontaria deve ser certa, assim, não faça desperdícios de recursos valiosos apenas “tentando algo até finalmente trabalhar”.
Nós escrevemos nossa visão, quando realizamos o que fomos chamados pra fazer.

Habacuque 2:2-3
O Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passar correndo.
Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque certamente, virá, não tardará.

Anote por escrito que o Senhor diz para fazer três coisas: escrever, correr e ler.
Escrevendo a visão ajuda a estabelecer em seu coração.
Correndo com a visão é a direção e estratégia que você seguirá para a realização daquela visão.
Lendo a visão ajuda você, tão bem quanto aqueles que trabalharão com você, para ficar no curso desta visão. Isto ajudará aqueles que trabalham com você apoderar e entender o que Deus está chamando para fazer.

4C. Metas. Em minha opinião, a armação do cenário é essencial para calcular o progresso e o sucesso tão bem quanto ajuda a determinar seu plano para a expansão.
Certifique-se que você colocará metas a longo e curto prazo que estão em foco e em linha com o que Deus tem chamado você para realizar por Ele. Quando você alcança suas metas curto prazo, eles trarão você mais perto de suas metas a longo alcance!
Colocando metas também ajudará você a planejar adiante e dará ao Espírito Santo uma oportunidade para revelar para você o que precisa para confiar em Deus para a área de provisão e necessidades espirituais.

João 16:13
Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.

É melhor começar a confiar em Deus pelas coisas que você precisará no futuro do que desejar que você tivesse aquelas coisas ontem! Lembre-se, conserve suas metas consistentes com sua visão e com o foco de seu ministério.

5. Desenvolver um orçamento.
5A. Gastos. Como eu disse antes, tente conservar todas as suas despesas para um mínimo, até você ser capaz de averiguar o que vai ser sua manutenção mensalmente. Em nossa situação, nós não estávamos certos qual seria nossa manutenção mensal. Nós tínhamos uma idéia geral, mas algumas das igrejas que nos mantinham não nos contavam exatamente quando eles estariam nos mantendo.
Entretanto, depois de quatro para seis meses no campo, nós tivemos uma média da quantidade por mês que nós podíamos contar. Isto não significa que nós não fazíamos nada por seis meses. Nós fizemos bastante! Nós sacrificamos algumas de nossas necessidades pessoais para executar o que Deus nos trouxe para fazer na África. Mais tarde, nós tivemos um pouco mais de deriva financeira, e os “extras” que nós precisava pessoalmente tornou-se proporcionável.

5B. Considerações de orçamento. Algumas das coisas que você terá que conservar em mente quando desenvolver um orçamento no campo de missão é os custos de condução e manutenção de um veículo, seguro, o preço de alimentação para alimentar sua família, aluguel e despesas de viagem.
Também que tipos de suprimentos (literatura, folhetos, Bíblias e etc.). O que você precisa para te dar assistência em seu trabalho? Não esqueça as contas de água e energia elétrica. Verifique o preço da gasolina. Na média, e dependendo de qual país você está indo trabalhar, nós pagamos U$3 – U$5 um galão. Ter cuidado na pesquisa é necessário para planejar um orçamento para o campo de missão. Os velhos dizem “ser prevenido é ser adiantado” é um bom pedaço de conselho para lembrar.
Você também terá despesas tais como boletim, uma conta de telefone ou fax para os Estados Unidos, e possivelmente um salário ou taxa para alguém lidar com suas finanças e negócios nos Estados Unidos.
Durante nosso primeiro ano no campo de missão, nós calculamos entre U$700 e U$1000 por mês em manutenção. A casa que nós estávamos alugando custava-nos U$140 por mês, que incluía o pagamento de água e energia elétrica. Nós gastamos cerca de U$100 por mês em alimento, e nossa maior despesas no ministério foi comprar combustível para viajar de país a país, pregando e ensinando a Palavra de Deus.
Como o ministério cresceu, nós fizemos um novo orçamento e tivemos habilidade para realizar mais com pouco. Não esqueça o que a Palavra de Deus tem para dizer: “… Pois quem despreza os primeiros começos?…” e “… Bem está, servo bom e fiel, sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei, entra no gozo do teu senhor.” (Mt 25:21).

6. Faça a coisa certa!
6A. Integridade. Quando Jesus contou a parábola do Semeador em Marcos 4, Ele descreveu um tipo de solo nos versos 18 e 19: “E outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra; mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.”
Guarde seu coração para todas as ocasiões, e não permita as pressões do ministério para afetar a você e comprometer sua integridade. Eu tenho assistido outros missionários expulsos de países por quebrar todos os tipos de leis tentando ficar no campo de missão. Nós conhecemos um casal que trabalhou em uma nação usando um visto de turista por dois anos, e o governo finalmente alcançou-os. Eles disseram, “ninguém é um turista por dois anos”, e expulsou-os do país.
Você tem permissão para entrar num país com um visto de turista, mas começa trabalhando imediatamente num serviço com permissão a visto de residente. Obedeça a leis da terra. Você é uma visita naquele país, e você representa o Senhor Jesus Cristo.
Como o ditado diz, o que quer que seja que você se comprometa a guardar, você certamente acabará perdendo.
Enquanto naquela nação, certifique-se de conservar o seu ministério legal. Se necessitar ser registrado, faça isto e contrate os serviços de um bom advogado para aconselhar você (ele será tão importante para você quanto sua máquina de fax!).
Lembre-se de perguntar muitas das questões e descobrir de outros ministérios no país o que será exigido de você. Fique legal e ande em integridade e amor. Sua fé trará você através de todos os obstáculos difícies. Sempre se lembre que Deus é por você e Ele tem te dada proteção.

Atos 2:47
Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentavam o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

Atos 7:10
E livrou-o de todas as suas tribulações, e lhe deu graça e sabedoria ante Faraó, rei do Egito, que o constitui governador sobre o Egito e toda a sua casa.

Se Deus é por você, quem poderá ser contra você, então faça a coisa certa!

7. Idéias e sugestões.
7A. Recursos. Deixe-me compartilhar com você um par de idéias úteis para ajuda-lo a ficar estabelecido: adquira um bom mapa da nação em que você está planejando trabalhar. Estude-o e torne-se familiar com país. Conheça as cidades grandes, as cidades pequenas, e pontos de referência.
Eu também recomendaria conseguir todos os livros de viagem que você puder encontrar. Eles te fornecerão muita informação valiosa. Nós encontramos um que tem nos salvo tempo e dinheiro que conseguimos agora. O livro é chamado África on the cheap, publicado por Lonely Planet. É um guia do empacotador para os países da África e ele lista lugares para ficar, comer e ver.
Eu sei que esta companhia tem pesquisado muitos países, assim verifique isto: você podia achar esta companhia muito útil. Vá para sua biblioteca local e verifique todos os livros que você pode sobre seu país de destino. Certifique-se que você estuda e lê a história. Também, procure vídeos de viagem e documentários sobre o seu futuro lar.

7B. Camaradagem e relacionamento. Você terá a oportunidade de encontrar algumas pessoas muito interessantes no campo de missão – missionários, trabalhadores, ajudantes e Americanos em contratos de trabalho e em férias, apenas para nomear uns poucos. O povo local também enriquecerá grandemente suas vidas. O campo de missão pode ser um lugar muito solitário se você deixá-lo.
Eu estou encorajando você a não permitir que aconteça. Faça amigos até se você não concorda com eles teologicamente. Você será abençoado, e fora daqueles relacionamentos Deus derramará bençãos maravilhosas na forma de conselhos, e em outras áreas numerosas.
Nós temos visto missionários que tem mantido sofrendo em solidão, depressão, e problemas em seus casamentos por que eles não alcançariam as pessoas que não podiam acreditar exatamente como eles. Isto é estupidez total e vai contra o que a Palavra De Deus ensina.

Efésios 4:16
Do qual todo corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.

Trabalhe na construção de relacionamentos com as igrejas estabelecidas no país. Existem missionários que sofrerão uma grande quantidade de perseguição desnecessária por não desenvolver um relacionamento com as igrejas existentes no país. Lembre-se, você está lá para construir o Reino de Deus, não seu próprio reino.

7C. Estabelecendo a si mesmo. Eu conto às pessoas todo o tempo que onde o querer de Deus está para você, esse é o seu lar. Desde que Deus tem nos chamado para viver e trabalhar na África, a África é o nosso lar. Você precisa sentir o mesmo modo a respeito de seu país de destino. Você pode ter nascido na América, mas agora você tem um novo lar. Veja a vontade de Deus como seu lar, e isto ajudará a apropriar-se da graça de Deus em sua vida.
A maioria das pessoas na África nasceu lá, e elas não tinham uma escolha. Mas minha esposa e eu escolhemos obedecer a Deus e vir para a África, assim nós somos africanos por escolha. Você pode dizer que nós somos africanos – americanos!

7D. Prosperidade. Eu espero que você preste cuidadosa atenção para o que eu vou dividir com você, assim ajudará a você grandemente. Muitos missionários sofrem de uma pobreza de mentalidade que é freqüentemente empurrada sobre eles pela religião e o mundo. Quando as pessoas descobriram que nós estávamos indo para o campo de missão, eles inconscientemente pensaram que minha esposa e eu tomamos um voto de pobreza. Eles nos conta que nós seríamos pobres e nunca teríamos nada bom.
Isto é uma fortaleza que o inimigo envia para tentar e bloquear a verdade da Palavra de Deus. Levante-se firme contra esta mentira.
Deus é sua fonte. Não esqueça jamais que Ele quer nada mais que o melhor para você em cada área de sua vida. Se você começa a aceitar a mentira que um missionário é sempre pobre, você roubará a si mesmo e sua família, e você também desencorajará outros de tornar-se missionários.
As pessoas têm tentado me convencer de não me vestir tão bem porque ninguém me dará nenhum dinheiro se eu me vestisse bem. Eles diziam que se eu parecesse pobre e necessitado, eu poderia levantar mais dinheiro. Mas parecendo pobre e necessitado apenas produz uma oferta de culpa porque você manipulou as pessoas. Isto produz sustento que não dura, e quando você é abençoado, você tem que esconde-lo, assim as pessoas não descobrirão. Então você torna-se um impostor e um mentiroso.
Eu conheço missionário que Deus tem abençoado com carros novos, e quando um pastor visitante da América vem ver seu trabalho missionário, eles escondem o carro, assim ele não o verá. Eles têm medo que se ele o vê, ele pode parar seu sustento ou pensar que o missionário tem usado mal os fundos da missão. Eu não sei você, mas para mim, isso é desonesto!
Uns poucos anos atrás quando sua primeira criança nasceu, um outro missionário contou a minha esposa que ela iria a uma certa loja e lhes contariam que ela era uma missionária pobre, eles dariam a ela fraldas quase de graça.
Se nós podemos proporcionar fraldas, então não vamos mentir ou obter algo de graça que nós mesmos podemos proporcionar. Além disso, eu não vou confessar sobre mim mesmo e meu ministério que nós somos pobres. Nós todos sabemos como nossas palavras são poderosas.
Nos últimos poucos anos, lá têm estado alguns livros sobre missão que tem aconselhado pessoas a sustentar apenas missionários que vivem no nível das pessoas que eles estão ministeriando naquele país. Eu acredito que isto é muito errado por umas poucas razões.
Primeiro, é injusto penalizar alguém por ter fé e acreditar em Deus, ou por ser abençoado por Deus. Outra vez, isto é pobreza de pensamento com o acompanhamento da mentalidade que o Deus que é mais do que o bastante tem se tornado o Deus que é mal o bastante
Não há retrocesso no céu, e Deus não está repavimentando as ruas do céu com cobre porque nós gastamos todo o ouro. Algumas pessoas acreditam que os missionários devem ser pobres para se tornarem pessoas de respeito, coisa que Deus não é.
Missionários que aceitam uma pobreza mental “pensará pobre” em cada área de suas vidas. Eles serão espiritualmente pobre, fisicamente pobre (faltando saúde), e materialmente pobre. E eles produzirão resultados pobres para o Reino de Deus.
Eu tenho assistido isto de primeira mão. Por muitos anos, missionárias crianças cresceram pensando que Deus podia apenas abençoar você se você vivesse na América. Mas olhe para o que a Palavra de Deus diz: “Se quiserdes e me ouvir, comereis o melhor desta terra”.(Is 1:19) o Salmo 112 também tem algo para dizer sobre as bençãos de Deus:

Salmos 112:1-3
Aleluia! Bem aventurado o homem que teme ao Senhor e se compraz nos seus mandamentos.
A sua descendência será poderosa na terra; será abençoada a geração dos justos.
Na sua casa há prosperidade e riqueza, e a sua justiça permanece para sempre.

Eu espero que você repare que não há cláusulas legais ligadas a estes versos na Escritura que exclui missionário. Graças a Deus! Nós podemos andar em todas as bençãos de Deus e não ser envergonhado, porque as promessas são todas sim e amém em Cristo. (2Co 1:20)
Eu acredito em dar, e eu ensino isto em todo o lugar que nós vamos. Nós temos visto igrejas que “pobres sujos” começaram a experimentar a prosperidade de Deus em suas vidas quando eles começaram a confiar em Deus nesta área.
Não esqueça o valor de semeadura e ceifa. Este artigo não é longo o bastante para mim para compartilhar com você todas as coisas maravilhosas que Deus tem fornecido para nós através desta avenida de benção.
Como um missionário, não se veja como alguns outros que sempre tem para dar. Comece a sustentar outros missionários e outros missionários. Alguns dos melhores solos que nós já temos semeado é o RHEMA, e nosso sustento cresce constantemente por causa deste fato.
Uma última coisa neste assunto que você precisa lembrar é o fato que quando Jesus ensinou no assunto de prosperidade, Ele disse também que a perseguição sempre seguirá.

Marcos 10:29,30
E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho,
Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna.

Se você não tem já reparado por agora, algumas daquelas perseguições virão de sua própria família espiritual, e que pode ferir o maior. Mas não esqueça o que Jesus disse para fazer por aqueles que perseguem você.

Mateus 5:11,12,44,45
Bem aventurados sois vós, quando vos injuriaram e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos cèus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.
Eu, porém vos digo: Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem;
Para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; por que faz que o seu sol se levanta sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.

Quando você orar por aqueles que perseguem você, você os ajudará fora da cegueira espiritual deles e guarda seu próprio coração de sentimentos de rancor e raiva que obstruirá você.
Não permita que a opinião pública determine o seu prestígio econômico. As bençãos de Deus pegam você de surpresa de um modo maravilhoso porque Deus é sua fonte. As pessoas nunca se elevam acima do nível daquele que estão trazendo-lhes a verdade. O exemplo que você coloca inspirará e motivará as pessoas à não limitar Deus em suas vidas (Sl 78:40-42).

8. A Família do Missionário
8A. Prioridades. Uma das maiores histórias que eu ouvi no campo missionário foi do filho de um missionário. Seu filho estava com quarenta anos e tinha assumido a direção do trabalho do seu pai. Ele dividiu comigo algumas coisas quando eles foram morar na África. Ele era apenas uma criança e eles estavam em um lugar que era muito quente e úmido durante quase todo o ano. A primeira coisa que seu pai fez para sua família foi construir uma piscina.
Ele ficou com o pai um mês inteiro vendo-o trabalhar sem interrupção até o projeto chegar ao fim. Mas quando estava pronto seu pai e eles foram nadar e se refrescar juntos.
Esta segunda geração de missionários me contou que o seu pai ao construir aquela piscina ele deixou sua família saber como eles eram importantes e que eles vinham em primeiro lugar na sua vida.
Não faça sua família sofrer pelo trabalho no ministério. Eles não escolheram ser missionários; você escolheu. Faça o seu melhor sem negligenciá-los. Gaste tempo de qualidade com eles. Deixe-os saber que depois de Jesus, eles são mais importantes do que tudo, incluindo seu trabalho.
Se você faz isto, você não perderá seus filhos e eles não crescerão pensando que Deus roubou o pai deles para longe. A escritura diz, “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, negou a fé e é pior que o incrédulo.” (1 TM 5:8)
Nós temos visto algumas situações muito tristes aumentar porque o pai negligenciou suas responsabilidades em cuidar e suprir sua família. Divórcio, infidelidade conjugal e crianças rebeldes são todas conseqüências de alguma forma de negligência. Houve vezes quando eu senti necessário arrumar minha agenda para que eu pudesse ter mais tempo com a minha família.
Nós tínhamos férias regulares juntos e fazíamos coisas divertidas todo o tempo. Minha esposa e meus filhos sabem como eles são importantes para mim. Uma família feliz e satisfeita será a fonte de sucesso e confiança quando o missionário tem que estar longe de sua família. Enquanto você está ministrando a vida para outros, não esqueça a sua própria família.

9. Levantando Sustento Financeiro (A Vaca Sagrada).
9A. Permaneça em Fé. Quando eu voltei da minha primeira viagem de missões, eu sabia o que Deus havia me chamado pra fazer, mas não tinha a menor idéia de como financiar este trabalho. Quando eu falei com outros missionários e perguntei a eles como ia levantar meu sustento a maioria deles estava com os lábios muito apertados e não eram muitos prestativos. Quando falei com eles tive a impressão de que eles estavam guardando a sagrada receita do coronel para frango frito.
Assim, eu tive que confiar no Espírito Santo para me mostrar o que fazer. Deixe-me dividir algo com você que eu tenho aprendido nestes anos: não deixe o sustento mensal tornar-se sua vaca sagrada! Muitos missionários vêem seu sustento mensal como sua fonte. Mas Deus é sua fonte e sempre será. Lembre-se disso e você estará no caminho
Nós passamos meses com nosso sustento mensal quando parecia que iam durar semanas. Certa vez, estava em Moçambique fazendo cruzadas quando o nosso sustento cessou de vir. Mas o Senhor providenciou para nós sobrenaturalmente em Moçambique e nós apenas fizemos nosso trabalho e vimos 250.000 pessoas serem salvas!
O sustento mensal é uma necessidade para você realizar seu trabalho no campo estrangeiro. Assim, comece agora a crer em Deus por mantenedores e parceiros para ficar por detrás do que Deus tem chamado você para fazer.

9B. Apresentação. É importante que você apresente e comunique o que você vai fazer no campo de missões de um modo claro e no mais curto espaço de tempo possível. Coloque juntos uma brochura e um boletim dividindo a visão e as realizações de seu ministério.
Fotos são importantes, assim arranje um grande álbum de recortes e encha-o com fotos que mostrem seu trabalho em sua nação e a cultura e cenário do país. Vídeo também é uma ferramenta muito útil para compartilhar sua visão. Traga de volta artefatos e curiosidades que ajudam como estimuladores da conversação.
Lembre-se, uma apresentação mal feita refletirá pobremente em você e causará uma perda de confiança naqueles que procuram investir em seu trabalho de missões. Ponha junto de sua apresentação excelência e as pessoas saberão e verão que você está comprometido a dar a Deus o seu melhor no campo de missões.
Quando você está dando a oportunidade de dividir sua visão em uma igreja, não implore por dinheiro ou chore, e não faça a igreja se sentir culpada por não poder abençoá-lo. A manipulação é errada. Há várias razões porque a América é tão abençoada, assim não tente fazer as pessoas se sentirem culpadas a respeito disso.
Excitamento e entusiasmo revelarão o fogo que Deus tem colocado em seu coração pela nação. Ele tem chamado você para alcançar. Se aquela igreja não tem uma visão de missão, e muitas igrejas não têm, esta é sua oportunidade de voltar para aquela redondeza para lhes mostrar a grande necessidade do mundo! Mostre-lhes quão madura a colheita é em sua nação. As pessoas geralmente querem investir em algo que progredirá o Reino de Deus.
Durante o seu tempo de ministério naquela igreja, não apenas vendeu sua visão, mas colocou um depósito de verdade dentro daquela congregação. Se você estiver interessado em ser uma benção para aquela igreja e assistir seu crescimento, eles irão querer voltar para assistir você no seu.
Quando eu visito uma igreja pela primeira vez, eu tomarei algum tempo no começo do meu ministério para dar a congregação uma vista por baixo do que nós estamos prestes a fazer e quais grandes vitórias nós temos vistos no campo de missão.
Durante minha pregação, eu incluirei histórias do campo que relata minha mensagem. Lembre-se, você está ungido para pregar a Palavra, não levantar dinheiro. Fé e obediência supriram suas necessidades financeiras. Lembre-se, “Se quiserdes e me ouvir, comereis o melhor desta terra” (Is 1:19).
Deixe o pastor saber que sua meta é levantar sustento mensal. Você será surpreendido como muitos pastores não sabem que um missionário precisa de sustento mensal. Uma de suas responsabilidades é educar pessoas. Ignorância e “fábulas” envolvem a mística de um missionário. Traga-os para dentro da luz da vontade e da realidade.

9C. Apoiadores e parceiros. Estas são as pessoas que Deus está levantando em seu favor para financiar o trabalho que ele tem chamado você para fazer por Ele. Eles podem ser individuais tão bem quanto igrejas. Juntos, você verá grandes vitórias. Eles não darão apenas para você financeiramente, mas sustentarão em oração.
Você está provavelmente querendo saber onde achar estas pessoas! Você os encontrará em todo lugar. Alguns serão membros da família e outros serão amigos e conhecidos. Até homens de negócios que descobrem o que você está fazendo, desejarão você para apóia-lo.
Pegue cada oportunidade que vem em seu caminho para dividir seu chamado e visão com as pessoas, se o povo está no Clube Rotary, Clube Lions, Clube de jardinagem, estudos da Bíblia, ou encontros da igreja. Em nossos poucos anos, 50% de nosso sustento veio de indivíduos. Como nós temos crescido, isto temos descido cerca de 20%, mas nossa igreja em sustento tem crescido grandemente. Eu estou te contando isto, assim você não concentrará exclusivamente em igrejas. Amplie seu entendimento e não limite a Deus.
Quando você está partindo, muitas pessoas não conhecem você ou tem ouvido sobre você. Eles dirão algumas coisas muito cruéis para você parar, algumas vezes tentar desencorajar você ou fazer você sentir-se que está sentindo falta de Deus. A maioria desses comentários está fora da ignorância pura e falta de entendimento das pessoas.
Quando minha esposa e eu estávamos viajando e dividindo nosso trabalho e visão, pessoas diriam coisas como, “Nós apoiamos missões no lar. Há muitas pessoas aqui nos Estados Unidos que não tem ouvido”. Ou eles diriam, “Nós apoiamos fulano de tal, e ele está conseguindo que todos se salvem na África, assim você está apenas desperdiçando seu tempo!” ou “Nós apenas acreditamos em apoiar nacionais porque eles podem fazer mais por menos”.
Isto pode ser muito desencorajante de ouvir, mas não perca o coração apenas porque muitas pessoas têm opiniões muito confusas sobre as realidades de missão. Não deixe que opiniões ignorantes e desinformadas detenham você de sua meta.
Use seu tempo sabiamente e visite tantos pastores e igrejas quanto possíveis. Isto pode soar fácil, mas tomará um bocado de trabalho em sua parte. Lembre-se, Jesus disse, “Procure, e você achará!” seus parceiros estão lá fora. Você terá que acha-los.
Contate tantos pastores quanto você possa em sua área e visite a eles. Se você puder é melhor falar para a congregação da igreja deles, mas isso não é necessário no primeiro contato e provavelmente não acontecerá desde que eles não saibam quem você é.
Muitas vezes, sentar no escritório dos pastores ou almoçar com eles abre uma oportunidade de retornar e dividir com sua igreja o que você está fazendo. Divida suas fotos e histórias os ajudarão a ver a necessidade deles para nos tornarmos envolvidos.
Algumas vezes eles dirão que no presente momento, eles já estão comprometidos em seu orçamento, mas que eles estarão orando por você. Você pode ouvir deles mais tarde que seu orçamento tem aumentado e que eles estão levantando você pelo sustento! Muitas vezes os pastores não podiam nos ajudar com sustento mensal, mas antes que eu partisse, eles me entregaram um cheque para abençoar nosso trabalho.
Não faça o erro de tentar entrar em contato apenas com pastores do RHEMA para apoio. Eu tenho contactado igrejas que não acreditam exatamente no modo que nós fazemos, mas eles têm um coração para alcançar o mundo com o evangelho, e eles não conheciam nenhum missionário até eu contactá-los. Nós temos Batistas, Presbiterianos, Assembléias de Deus e igrejas da Igreja de Deus, que sustentam nosso trabalho. Algumas destas igrejas tem recursos inacreditáveis para semear em missões, mas eles nunca são aproximados aos missionários.
Quando você está viajando para uma nova área, abra uma agenda telefônica e comece a ligar para as igrejas naquela área. Pergunte ao pastor se você pode passar por perto e dividir com ele sobre seu trabalho no campo de missão. Explique para ele muito educadamente que você está levantando sustento e que você está excitado sobre o que Deus está fazendo em sua terra. Pergunte se ele gostaria de ouvir sobre isto. A pior coisa que pode acontecer a você e que ele pode dizer que não está interessado.
Antes que a maioria dos pastores apóie um missionário, eles querem conhecer o missionário e a família do missionário. Isto é vitalmente importante que você entenda que o Reino de Deus é construído nos relacionamentos.

1 Tessalonicenses 5:12
Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós…

Parceiros e apoiadores de seu trabalho seriam mais do que doadores anônimos. Eles são parte de sua família. Em uma crise, eles estarão lá para extrair-lo através de suas orações e finanças. Construa relacionamentos com pastores e igrejas, e quando eles crescerem, assim lhe apoiarão pelo seu trabalho.
Tome tempo para visitar conferências e seminários que ajudarão a pôr você em contato com outros pastores. Estes encontros providenciam uma atmosfera não muito ameaçadora para encontrar pessoas que perguntará a você o que você faz. Isto trará a você muitas oportunidades de dividir sobre seu trabalho.
Alguns dos pastores que você visita não pode fisgar com você imediatamente. Muitos tomarão um “espere e veja” aproximar-se em sua direção e de seu trabalho. A razão para isto é que tantos missionários param depois de um ano, aproximadamente, e as igrejas sentem que falharam também, assim eles começam a procurar por aqueles missionários que estão estabelecidos e que tem raízes. Você notará que quanto mais tempo que você está no campo, é mais fácil aumentar seu sustento mensal.
Um pensamento final neste assunto é começar agora a crer em Deus por aqueles parceiros que você precisa. Aqui está uma boa Escritura para começar a se levantar: “O presente que o homem faz alarga-lhe o caminho e leva-o perante os grandes” (Pv18:16).
Você necessitará do que esta Escritura promete, ambas aqui na América e no campo de missão. Eu acredito que todos os pastores são grandes homens, e grandes homens são sempre generosos, prestativos e patrocinador. Deus trará pastores como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, cruzando sua trilha para ficar com você e não permitir que você dobre seu joelho para qualquer forma de compromisso. Eles encorajarão você a ficar firme na fé não hesitado.

9D. Boletins. Os pastores têm dividido comigo que uma das formas que eles gostam e não ouvir regularmente do missionário que eles estão apoiando é de boletins. Seu trunfo mais valioso em comunicar seus sucessos, julgamentos e necessidades do ministério é seu boletim.
Seu boletim é o equipamento de um prato de oferta da igreja. Você não o está usando para mendigar por dinheiro mas para dar as pessoas uma oportunidade para abençoar você com uma oferta. Muitas vezes seu boletim lembrará seus parceiros que eles estão apoiando você. “Fora da vista, fora da mente”, é um problema real para missionários, e o boletim age com um prazenteiro lembrete para apoiadores orarem e darem.
A satisfação de seu boletim contará o que você está fazendo no campo. Isto dividiria seus triunfos e bons relatórios tão bem quanto alguns dos grandes esforços, assim seus amigos e apoiadores poderão orar por você. Se de modo algum for possível, tente incluir fotos, porque foto fala muito alto o que você está tentando compartilhar em impressão.
Não transforme seu boletim em um formato de ensino. Eu conheço alguns missionários que fazem isto, e são constantemente combatidos a conseguir sustento. As pessoas querem saber o que você está fazendo, e que é um modo maior de responsabilizar as pessoas que estão apoiando você.

10. Negócios.
10A. Incorporação. Quando nós primeiro partimos, nós estávamos embaixo da incorporação de nossa casa paroquial. Eles eram muito apoiadores no começo, mas como nosso trabalho começou a crescer, eles não foram capazes de manter o mesmo nível todas as nossas necessidades estatais. Os problemas começaram a crescer, e nosso sustento mensal não estava sendo recolhido no correio tão rapidamente quanto teria sido e depositado em nosso banco. Isto criou problemas muito agravantes para nós.
Nosso pastor nunca tinha tido a oportunidade para nos visitar no campo estrangeiro, assim ele não tinha idéia nenhuma do custo de vida lá. Há uma opinião na América que é mais barata viver no terceiro mundo do que na América. Em minhas viagens e conversações com outros missionários, eu tenho descoberto que isto não é verdade. Nosso pastor também tinha esta opinião e constantemente perguntava por certos gastos do missionário. Isto nos impedia na aquisição de equipamento muito necessário e até em nossos gastos de vida.
Se eu tivesse que fazer tudo outra vez, eu teria fisgado uma agência de serviços de missões. Há algumas excelentes. Assim, faça sua pesquisa e pergunte a outros missionários como eles se sentem a respeito do serviço que eles estão recebendo. Agências de serviços entendem as necessidades de um missionário muito melhor do que a maioria das igrejas. A maioria destas agências cobra cerca de 10% de seu sustento mensal como taxa de serviço, é que não é excessivo comparado a tudo o que eles providenciarão para você.
Por exemplo, se seu rendimento ou orçamento é de U$1500 por mês, as agências de serviços cobrarão U$150 por seu serviço. Isto usualmente inclui pegar sua correspondência e depositar dinheiro em sua conta bancária, receber todos os seus doadores, e enviar um boletim. Você usualmente terá que pagar postagem, e há muitos outros serviços que eles apresentaram por você por um cheque nominal. Este é o melhor modo de ir se você está apenas começando.
Quando você crescer, será imperativo que você monte seu próprio escritório. Quando seu sustento cresce para o ponto que os 10% que você está pagando de agência pode pagar por um tempo integral de uma pessoa no escritório cujo foco completo está em seu ministério, tome esse passo e nunca olhe para trás, porque será uma das melhores decisões que você pode fazer.
Fazendo isso significará que você terá que formar sua própria incorporação. Todo estado tem requisitos diferentes, assim consiga um bom advogado que é especialista neste campo. Eu sei que algumas pessoas tentam fazer o trabalho de um advogado para si mesmo, para salvar os honorários do advogado. Mas sobre os anos que eu tenho ouvido muitas histórias de horror e tenho visto ministérios com sérios problemas legais tentando salvar um dólar. Lembre-se, nós servimos o El Shaddai, não “El Cheapo”. Nosso Deus pode proporcionar um bom advogado!
Quando escolhemos o quadro de membros, nós apenas temos pessoas em nosso quadro que tem nos visitado e trabalhado conosco no campo de missão. Este caminho, eles tem um conhecimento íntimo sobre nosso trabalho, as coisas que nós negociamos e as condições. Eles entendem nossa economia a nossas necessidades pessoais, e isto é importante. Mais trabalhando conosco, eles tem visto de primeira mão como a vida tem sido e está sendo realizada.
Tome meu conselho: Um membro do quadro será capaz de servi-lo para um degrau mais alto se ele tem visitado e trabalhado com você no campo de missão.

11. Visitando o lar e itinerando.
11A. Descanso e relaxamento. É muito importante que você vá para casa para os Estado Unidos ou seu país nativo para descansar e relaxar. Missionários em demasia têm se consumido porque não tiram um tempo para descansar. Até Deus descansou, e nós vemos nos Evangelhos que Jesus tomou seus discípulos e mandou-os embora para um descanso (Mc 6:31,32).
Ir embora de um trabalho diário de ministério de tempo em tempo recarregará você e refocalizará. Houve vezes que eu estava deitado na praia molhado demais com algum brilho do sol e Deus começou a me mostrar nova direção para nosso trabalho! Ele até me mostrou alguma coisa que eu precisava para negociar com o que eu não tinha notado enquanto eu estava no meio dele. O descanso não é apenas importante para você, mas sua família provavelmente precisará tanto ou até mais do que você.

11B. Itinerando. É importante durante o seu tempo nos Estados Unidos que você volte para as igrejas que apóia você para compartilhar com eles seu progresso e visitar novas igrejas.
Quando nós vamos para casa nos Estados Unidos, nós temos muitas metas diferentes para realizar, dois dos quais são aumentar nosso sustento mensal e criar fundos adicionais para cobrir projetos especiais tais como compra de veículos, terra, ou construindo um prédio. Todos estas está fora do alcance de nosso sustento mensal.
Freqüentemente um missionário vem de casa e depende de muitas coisas. O custo do retorno é a consideração maior, e a propósito da visita é uma outra. Um missionário independente virá para casa mais freqüente porque ele é responsável unicamente para criar seu sustento, não tendo uma denominação atrás dele para financiar seus programas.
Nós temos estado longe tão longamente quanto dois anos antes que nós visitássemos o lar nos Estados Unidos, e alguns anos nós estivemos nos Estados Unidos duas vezes, assim varia com a necessidade e os tipos de trabalho na missão.
Nos primeiros anos de nosso trabalho, quando nós fomos para casa para uma visita, nós ficamos algumas vezes por três meses itinerando. Nós não temos crescido, e nosso catálogo está cheio demais na África. Com o crescimento vêm os empregados e muitas outras responsabilidades, então agora nos vamos para casa por um período mais curto, algumas vezes, duas vezes por ano.
Como uma regra, quando nós voltamos para uma visita, nós tentamos para o tempo dele com o maior evento do RHEMA, tais como Winter Bible Seminer ou Campmeeting. Estes são todos os tempos de grande refrescamento para nós e um modo importante para nós ficar fisgando com nossas raízes espirituais. Seu tempo em casa seria usado sabiamente e seria produtivo ambos para você e seu ministério.

12. Conserve-se montado.
A. Fique ligado. Uma das maiores razões para os missionários fracassarem em seu trabalho é que eles não fazem um esforço consciente para conservar a si mesmos no topo da condição espiritual. No começo deste capítulo, eu disse que era importante para você saber que é como um filho de Deus, e que conhecimento vem de dois modos: Pelo estudo e pela sua intimidade com Deus.
Com toda a disciplina que você estará fazendo, não perca a visão que você também é um discípulo e que você precisa crescer na sabedoria e conhecimento.
Eu tenho um número de amigos que me enviam bons livros e fitas. Eu tenho um círculo de amigos no campo de missão de quem eu posso fazer amizade, aviso e conselho. Eu tenho relacionamentos com pastores nos Estados Unidos de quem eu posso chamar dia ou noite (a cobrar!), para conversar e orar comigo. Muitas vezes, eles me chamam apenas para me deixar saber que eles estão orando por nós.
Quando eu volto na América, eu sempre assisto algum encontro para estar farto da Palavra de Deus.

Daniel 11:32
…mas o povo que conhece a seu Deus se tornará forte e ativo.

Siga este conselho e você peneirará em poder!

CAPÍTULO 3
“RESPONDENDO AO CHAMADO PARA AS NAÇÕES”
Por: Jim e Brenda Puhr

Jim e Brenda Puhr são formados no RHEMA Bible Training Center. Eles têm sido missionários por mais de 13 anos. Em 1982 eles se mudaram para Costa Rica na América Central, onde eles serviram por seis anos. Juntamente com vários outros, os Puhrs também ajudaram a estabelecer o Calvary International, uma agência de missões baseada em Jackson Ville, Flórida, que agora tem mais que 200 missionários em 16 nações.
Com o passar de três anos, eles foram servir em Moscou, Rússia, onde eles tem ajudado a começar uma escola bíblica. Eles também viajam toda a Rússia ajudando igrejas locais.
Os Puhrs tem três filhos: Nathan, com 11 anos, Ryan com 8 e Alexandra com 1.

* * *

Nós nunca esqueceremos o dia em que fomos à Costa Rica, América Central. Era 3 de janeiro de 1982, era um dia em que nós havíamos sonhado e orado e um dia em que muitas vezes nos perguntamos se já não tínhamos visto aquilo ali. Era nosso primeiro dia como missionários estrangeiros.
Tem sido mais do que 13 anos desde aquele dia. Desde esse tempo nós temos viajado para mais que uma dúzia de países, ajudando a começar várias escolas bíblicas. Temos vivido em quatro daqueles países e temos visto dezenas de milhares de pessoas vindo para Cristo.
Ainda nos lembramos claramente as minhas perguntas quando fizemos a decisão de nos tornamos missionários (era apenas um ano e meio atrás antes que partíssemos para o campo missionário). Eram perguntas que a maioria dos missionários faz quando decidem ir para o campo: “Como”, “Quem”, “O que”, “Quando” e “Onde” – perguntas tais como, “Como levantaremos o dinheiro necessário para ir?”, “Quem nos apoiará?”, “Onde exatamente estamos supondo ir?”, “Qual a barreira lingüística?”, “O que faremos quando chegarmos lá?”. As questões continuam.
Embora nós estejamos dividindo aqui nossos pensamentos e idéias sobre missões, nem tudo pode ser dito sobre o T-R-A-B-A-L-H-O que está envolvido nesse ministério. Do simples começo de nosso planejamento até o exato dia que em que viajamos o trabalho nunca parou! E é a prática de todas essas coisas que são algumas vezes a maioria dos desafios.
Gostaríamos de compartilhar “dois estágios” para tornar-se um missionário bem sucedido. Temos experimentado estes estágios de primeira mão. Os assuntos abordados aqui são as áreas que mais somos questionados por aqueles que estão orando sobre uma chamada missionária. Cada um desses estágios tem seus próprios desafios e vitórias.

Primeiro Estágio: Decisão & Preparação
O primeiro estágio para tornar-se um missionário bem sucedido é freqüentemente o estágio que a maioria das pessoas que são chamadas encontram uma certa dificuldade. Esse estágio consiste no processo de permanecer no campo de missões.
Brenda e eu tivemos formações bem diferentes. Ela é de Lakeland, Flórida e cresceu em uma igreja Batista do Sul. O avô dela tem sido um ministro na Batista do Sul por mais de 50 anos! Ela assistiu às aulas no RHEMA com seus pais em 1978 quando estava com 18 anos de idade.
Eu sou de Boulder, Colorado e cresci em uma forte família católica. Eu não tinha nenhum desejo de entrar no ministério. Eu recebi Cristo como meu Salvador a primeira vez que ouvi sobre o evangelho. Foi em uma cruzada em Loveland, Colorado. Em 1979 eu assisti o RHEMA com alguns amigos da minha igreja Calvary Temple em Denver, Colorado.
Foi enquanto estava estudando no RHEMA que eu senti pela primeira vez que eu seria um missionário. Depois que Brenda e eu nos encontramos no RHEMA, uma das primeiras coisas que conversamos quando começamos a namorar foi sobre o chamado de Deus em nossas vidas.Sentimos que seríamos missionários no estrangeiro.
Depois de me graduar no RHEMA em 1980, nós nos mudamos para Gainesville, Flórida, e nos casamos. Começamos a servir como ministros na igreja de crianças em uma igreja nova e pequena lá. Nós não recebíamos salário da igreja mas estávamos felizes em apenas estar ministrando.

Descubra a Vontade de Deus Pra Sua Vida.
Imediatamente depois de graduado do RHEMA, tínhamos contado às pessoas que estávamos indo para o campo missionário. Freqüentemente, as pessoas não nos levavam a sério, ou tentavam nos desencorajar. Eles diziam que havia abundância de trabalho para fazer nos Estados Unidos, assim nós não podíamos ir ao estrangeiro para ministrar.
Temos sempre buscado a vontade de Deus para nossas vidas, e acreditamos que Deus põe o desejo no coração das pessoas para tornar-se missionário. Quando você conhece a vontade do Senhor para sua vida, você pode por sua fé no que ele tem colocado em seu coração. Então quando os testes e desafios vierem, você terá a fé suficiente para ir através dos obstáculos.

Concordância no Casamento.
Naturalmente, é essencial que o marido e a esposa estejam em completa concordância sobre o chamado missionário em suas vidas. A concordância é essencial antes que você embarque num avião e vá para um país estrangeiro. Sabe porque? Porque quando você sair para fazer a vontade de Deus, você pode estar certo que o inimigo contará repetidas vezes que você não está na vontade de Deus.
Depois que fomos desencorajados várias vezes por várias organizações de missões que diziam que nós não tínhamos qualificações por vários motivos. Convidamos um missionário que tinha ministrado uma das matérias em nossa classe no RHEMA que estava vivendo na cidade de Victoria naquele tempo.
Depois que fizemos contato com ele, ele nos sugeriu que fossemos ao México e ficasse lá por uma semana. Ele disse que passando uma semana em um país estrangeiro onde eles comem alimentos diferentes, falam uma língua diferente e tem uma cultura diferente, pode algumas vezes ajudar a confirmar o chamado na vida de uma pessoa.
Assim nós empacotamos nossas coisas no nosso pequeno Chevy e dirigimos para a cidade de Victoria. Eu nunca esquecerei o dia 8 de novembro de 1981 – nós cruzamos de Brownsville, Texas, para Matamoros, México. Aquele dia Deus pôs um amor sobrenatural em nossos corações pelo povo latino. Era também nosso primeiro aniversário de casamento.
Passando aquela semana lá, realizamos três coisas distintas em nossas vidas:
Primeiro: confirmou-se em nossos corações que Deus nos chamou para sermos missionários!
Segundo: o Senhor nos deu direção de qual seria nosso próximo passo. Se nós iríamos ser missionários na América Latina, precisávamos aprender espanhol. Por isso, nós decidimos que iríamos para uma escola de língua espanhola projetada especificamente por missionários. A única disponível estava localizada em São José, Costa Rica.
Terceiro: aquela semana no México nos encheu de informações a respeito de fazer um orçamento tão bem quanto vários outros passos simples em como crescer em sustento financeiro. Nós recebemos respostas para muitas questões que nós tínhamos sobre os aspectos práticos da vida missionária, tais como: boletins, listas de postais, aspectos legais e o senso de oportunidade como quando partir para o campo.
Nós encorajamos as pessoas que estão pensando em tornar-se missionário estrangeiro e que nunca saíram de seu país a fazerem uma viagem para um país ou para o país que ele(a) tem no coração para trabalhar. Os dólares gastos nesta viagem são usualmente bem válidos. Para nós, a viagem para o México foi uma mudança de vida.
Nós encorajamos aqueles que querem nos ajudar na Rússia onde nós estamos servindo agora para fazer-nos uma visita antes de se mudarem para cá. Se são casados, nós trazemos marido e mulher para nos visitar.
Se os que esperam ser missionário já tem viajado muito para o estrangeiro, pode não ser necessário fazer uma outra viagem, quando eles provavelmente tem a maioria das suas questões já respondidas.
Depois Que Você Conhece a Vontade de Deus, Seja Determinado a Cumprí-la!
Eu bem me lembro no final de 1981, semanas antes de nossa viagem para Costa Rica, Brenda começou a ter dúvidas se realmente nós estávamos fazendo a coisa certa. A razão por ela ter começado a duvidar foi porque as coisas não estavam saindo do jeito que pensávamos que sairia. Nós tínhamos a concepção errada que se estávamos fazendo a vontade de Deus tudo viria junto.
Em vez disso, tudo começou a desmoronar! Brenda sofreu um acidente de carro (ela não se feriu), a casa que possuíamos naquela época não foi vendida, nosso sustento financeiro não estava vindo como pensávamos que viria, e nossos amigos e família foram desencorajando-nos a ir ao estrangeiro.
Imediatamente quando ela começou a duvidar, nós sentamos para conversar sobre as coisas que Deus tinha posto em nossos corações, e ela foi capaz de voltar à fé. Desde aquela hora, nós nunca mais duvidamos qual a vontade de Deus para nossas vidas. Como eu disse, é absolutamente essencial que essa questão sobre a vontade de Deus pra sua vida em ser um missionário seja respondida antes que você vá para o campo missionário, porque o inimigo desafiará você nisso continuamente.
Quando algo saia errado ou não saia como nós pensávamos, nós descansávamos em nossa fé porque sabíamos que estávamos na vontade de Deus.

Seja Aplicado Em Seus Assuntos De Negócios.
Ao preparar-se para o campo missionário,não deixe que o diabo ache alguma brecha, uma vez que você já está no estrangeiro. Por causa de nosso zelo em ficar no campo, nós tomamos alguns cuidados práticos tanto no lado pessoal como no ministério. Coisas do tipo: alugar e vender casas, seguros, débitos e assim por diante.
Nós aprendemos a um longo tempo atrás que mais difícil do que ir para o campo de missões é permanecer lá! Nós podemos nomear aqui pelo menos uma dúzia de missionários que tiveram que deixar o campo missionário ou que ficaram grandemente prejudicados em seu trabalho porque não tomaram cuidado em algumas coisas antes de deixarem seu país.
Por exemplo, temos testemunhado alguns missionários que alugaram suas casas enquanto estavam no estrangeiro, mas eles perderam todo o dinheiro porque os inquilinos tornaram-se verdadeiros delinqüentes e não pagavam o aluguel. E poucos meses mais tarde os inquilinos abandonaram a casa! Então os missionários tiveram que usar grande parte de seu sustento missionário para fazer pagamentos de sua casa. E freqüentemente dentro de um ano esses missionários estavam fora do campo de missões.

Recebendo Ajuda
Naturalmente, um dos mais importantes aspectos de decisão antes de ir para o campo é decidir que cuidará de suas finanças. Lidar com casos de declaração ou procuração é uma atividade importante na vida de um missionário.
Sobre finanças há pelo menos três modos de se fazê-lo: através de organizações missionárias, através da igreja local ou através do próprio ministério sem fins lucrativos do missionário.
Há alguns prós e contras para cada um desses três meios. Cada missionário tem que buscar em Deus o melhor meio para sua situação. Temos visto os três modos funcionarem bem e também funcionarem desastrosamente!
A maioria dos missionários ao redor do mundo vão para o campo através das organizações de missões, tais como Campus Crusade, Wycliffe, Youth Witn 2 Mission, ou denominações tais como Assembléias de Deus.
A vantagem de ir através de organizações de missões é que estas organizações usualmente tem registros e são fortes na administração. As desvantagens são que as organizações podem algumas vezes ser limitadas e muitas vezes tem gastos administrativos pesados. Muitos gastos são justificáveis, tais como seguro, saúde, etc.
As organizações de missões da qual fizemos parte não tinham seus próprios desafios. É importante entender mais adiante que não há organização ou ministério perfeito.
Nossa organização de missões, Calvary International, tem cerca de 200 missionários servindo em cerca de 16 países. A organização cobra um serviço de 10% da taxa das ofertas que vem através do ministério. A organização providencia supervisão no campo e ajuda o povo a ficar no campo por 10 dias de treinamento em nossos escritórios internacionais na Flórida.
O treinamento inclui tudo sobre sustento e boletins, como obter segurança no exterior e conseguir vistos a longo-prazo. Essencialmente todos os aspectos práticos do dia-a-dia no campo e como ter sucesso são abordados nestas sessões.
Como a maioria das agências de missões carismáticas, nós temos tido nossos desafios em qual papel realizar na vida de um missionário uma vez que ele chega ao campo. Alguns missionários querem muita supervisão e direção, enquanto outros apenas querem a organização como um meio de chegar no campo. Uma vez que eles chegam, eles querem estar por conta própria sem a necessidade de entrarem em nossos escritórios.
Um outro modo de muitos missionários cuidarem de suas finanças e necessidades administrativas é através da sua igreja. Nós temos visto este trabalho ser feito excelentemente, mas também temos visto tornarem-se frustrantes para os missionários. Naturalmente, a vantagem de trabalhar através de sua igreja depende do que a igreja representa para sua vida. Eles tem em mão quanto dinheiro você precisa. Mas problemas podem ocorrer quando a igreja muda os pastores ou o secretário.
Também precisa ser entendido que o pastor e o secretário estão supervisionando ou estão envolvidos em pelo menos a metade de outras áreas da igreja e não apenas em um trabalho de missões. Trabalhando através de sua igreja quando a igreja trabalha bem quando tem um departamento de missões.
Um outro modo que os missionários usam para lidar com os aspectos financeiros e administrativos é colocar em seu próprio ministério. Desse modo eles tem um certo controle do que quer que aconteça. Esse meio pode depender muito entre uma ou duas pessoas. Nós nunca optamos por esse meio, assim não podemos falar muito sobre isso.

Levantando Sustento Financeiro
Um dos mais desafiantes e algumas vezes assustadoras para aqueles que pensam sobre ser um missionário é a idéia de levantar sustento. Talvez seja porque temos visto tantos maus exemplos de ministros “suplicando” por dinheiro, e nós não queremos estar vivendo nessa mesma direção.
Uma outra razão para esgotar a vida dos missionários é a pergunta do povo sobre dinheiro. Simplesmente é contra nossos costumes perguntar às pessoas sobre dinheiro.
Qualquer que seja a razão, este é um dos maiores obstáculos das pessoas que querem ir para o estrangeiro. Geralmente nós aconselhamos a não deixar as finanças ser o fator decisivo para o seu avanço ou não. Como já dissemos, sua motivação seria, “Qual é a vontade de Deus para minha vida?” Se a vontade de Deus é que você seja um missionário, então você precisa estar de acordo com aquela visão e fazer o que for para realizar essa vontade em sua vida!
Uma das chaves para o sucesso no desenvolvimento financeiro é sua atitude. Muitos missionários dizem: “Quando eu levantar meu sustento e conseguir ir para o campo missionário, então começarei meu ministério.” Eles vêem o desenvolvimento do sustento em missões como um mal necessário – algo que eles tem que fazer. Esta atitude vem a atrapalhar as outras coisas.
Nós encorajamos aqueles que sentem o chamado pra missões em olhar o seu desenvolvimento no sustento como um ministério no corpo de Cristo! Isso pode abranger a visão dos crentes para missões e aumentar o relacionamento com pastores e sua equipe de sustento – aqueles que orarão por você. Estes relacionamentos ajudarão a você quando estiver no campo.
Quando alguns missionários são perguntados de quanto dinheiro eles precisam para viver em um certo país, nós os ouvimos responder: “é tanto…”, que é usualmente muito menos do que eles realmente precisam para fazer o que Deus os chamou para fazer.
Como já falamos o fator decisivo em realizar a chamada de Deus pra sua vida e no sucesso em levantar sustento está em você saber qual a vontade de Deus pra sua vida. Se ele quer que você seja um missionário estrangeiro, Ele providenciará os meios para realizá-lo.
Cremos fortemente que a fé começa onde a vontade de Deus é conhecida. Mas ao mesmo tempo, fé sempre envolve ação ou T-R-A-B-A-L-H-O. Em outras palavras, coisas não acontecerão apenas porque você está na vontade de Deus. Você faz sua parte e Deus fará a Dele no que diz respeito a levantar sustento.
Por exemplo, mais de 98% de todos os missionários no campo hoje são sustentados pelas igrejas ou mantenedores. Os outros 2% são sustentados através de suas próprias economias ou outra fonte de renda.
Se você torna-se parte de uma organização de missões, aquela organização ensinará você a respeito do modo ético em levantar sustento.
Uma outra opção para aprender sobre sustento é contatar uma organização de missões que ensina seminários de desenvolvimento financeiro para missionários. Pergunte-lhes se você pode assistir um de seus seminários (se você é casado sua esposa deve assistir também).

Segundo Estágio: O Primeiro ano no campo
Alguns novos missionários no campo são muito idealistas. Eles tem sonhado a respeito de ser um missionário, e quando eles finalmente chegam no campo, pensam que alcançarão a cidade inteira no primeiro ano.
Isso me faz lembrar de um missionário que chegou no México (a maior cidade do mundo) e perguntou a um missionário veterano que já estava lá por mais de 30 anos porque ele ainda não havia ganhado aquela cidade para Cristo. O sábio missionário não quis reprimir o entusiasmo do novo missionário e decidiu ajudar o canal daquela energia a alcançar a cidade. O novo missionário descobriu em pouco tempo que alcançar uma cidade é muito mais difícil do que dizer!

Não Negligencie o Tempo de Preparação, Uma Vez Que Você Já Esteja No Campo.
Um missionário no estrangeiro precisa planejar de acordo com a duração do tempo em que planeja ficar. Quando Brenda e eu fomos à primeira vez em Costa Rica, planejamos estudar a língua para os primeiros oito meses que estivéssemos lá. Nós encaramos esse tempo gasto tão importante quanto o fato de pregar. Depois de seis meses de escola, eu já comecei a ministrar em espanhol. Depois de dois anos eu já interpretava para outras pessoas que vinham nos visitar.
Quando fomos pra Rússia, gastamos os três primeiros meses aprendendo a língua mesmo quando estávamos planejando ficar um ano. Aprender russo era um bocado difícil do que aprender espanhol. Mas com três meses de aulas nós já éramos capazes de nos comunicar com os pastores. E agora estávamos muito felizes por termos aprendido o básico da língua russa. Assim nosso tempo aqui aumentou para três anos!
Nós aprendemos que durante o primeiro ano no campo, o novo missionário deve se concentrar em aprender a língua e a cultura local e habituar sua família em seu novo meio-ambiente. Muitas vezes os missionários são pressionados em apresentar resultados rapidamente para suas igrejas, para as pessoas que o apóiam, etc. Muitos colocam pressão neles mesmos para provar que são preparados para estar lá.
Em todos os anos que temos nos envolvido em missões, temos visto poucos missionários preguiçosos mas também muitos que tem trabalhado e pregado em excesso, estão sempre ocupados. Eu me lembro de um certo ano quando estávamos em Costa Rica, eu preguei cerca de 175 vezes. Isto parece grande mas o problema era que minha família sofria e minhas mensagens estavam ficando ruins e meus motivos para fazer aquilo não estavam sempre certo. Também o meu tempo gasto com o Senhor não estava tão bom assim.

Ficar No Plano de Deus Para Seu Campo de Colheita.
Enquanto vivemos em Costa Rica, estávamos no meio de um ressurgimento. O número de igrejas na nação tinha crescido de 700 para mais de 2.000 em um período de poucos anos.
Nossa estratégia era ajudar a começar um centro de treinamento bíblico (Cristo no Mundo) para ajudar a treinar pastores e muitos líderes que tinham vindo para Cristo recentemente. Durante aquele tempo mais do que 1.000 estudantes graduaram-se em um ano na escola.
Na Rússia nossa estratégia é apenas um pouco diferente. Em 1989 quando a cortina de ferro tinha acabado de ser descida e as portas para a União Soviética estavam começando a se abrir, nós decidimos ir para esse campo. Tínhamos ouvido falar dos ministérios de Jim Kaseman, Terry Law e muitos outros ministérios que estavam durante os muitos anos na União Soviética quando ainda era muito difícil se ministrar.
Dois membros do Calvary International visitaram a União Soviética no final de 1989 e encorajaram os líderes do Calvary International para explorar a possibilidade de trabalhar lá.
Nós fizemos uma viagem à União Soviética em abril de 1990 e decidimos abrir a escola bíblica lá. Nós enviamos várias famílias e solteiros para lá e em janeiro de 1991 abriram a escola com 121 alunos. Eles têm vindo da Verânia, Estonia, Geórgia Soviética, Uzbequistão, Sibéria e de toda a parte da União Soviética.
Desde aquele tempo, mais do que 450 estudantes tem se formado, e nós continuamos a ter a escola aqui em Moscou. Mais que 100 igrejas tem sido iniciadas pelos formandos da escola bíblica.
Nossa estratégia na Rússia tem sido ajudar a alcançar o grande número de novos convertidos e estabelecê-los em igrejas. Nós temos uma rede ligada com muitas outras organizações que também trabalham aqui incluindo: CBN, Teen Mania Ministries e Campus Crusade for Christ.
Muitos campos ao redor do mundo são como Costa Rica e Rússia onde há grandes colheitas. Ainda em muitos países, tais como aqueles na Europa Ocidental o povo ainda não está tão íntimo do evangelho. Em cada país em que trabalhamos, nós desenvolvemos uma única estratégia por aquela nação. Cada chão do país ceifa uma colheita diferente. Por exemplo, o que trabalha na Europa Oriental pode não trabalhar na Europa Ocidental.
A chave é ter uma estratégia. Se você tem uma visão e um plano, você pode realizar seu ministério. Se você perde aquela visão, você se tornará frustrado e perderá a meta da sua visão.

Sugestões Para Prováveis Missionários
1. Não seja rápido em julgar outros missionários ou ministérios no país que você está trabalhando. Freqüentemente suas atitudes em direção deles mudarão depois de alguns meses.
2. Não critique jamais ou escute as pessoas criticarem igrejas, pastores, missionários ou ministérios. Fazer isso freqüentemente voltará para ferir você. Também, com freqüência as coisas que você escuta nem sempre é verdade, o diabo tentará semear discórdia em todo lugar.
3. Não seja rápido em deixar o ministério ou as pessoas que você está trabalhando por causa de problemas. Freqüentes vezes novas missionárias têm uma visão idealista de trabalho em conjunto. Tente olhar as coisas por fora para ver se o problema possivelmente não é com você e suas atitudes.
4. Conserve suas prioridades em linha: Deus, Família, Ministério. A maioria destas três áreas de sua vida sai de ordem e não e se ficarem fora de ordem, um grande dano poderá acontecer.
5. Tente continuamente se educar. Leia e estude tudo o que você pode sobre seu campo e suas áreas de ministério. A maioria das informações que você tiver, mais eficazmente você agirá.
6. Desenvolva pessoas hábeis. Esta é uma área importante. Leia livros para ajudá-lo a entender os traços e personalidades das pessoas. Há vários ministérios que tratam especificamente com esta área. Eles providenciam fitas e livros que podem ser de grande ajuda.
7. Não desenvolva uma atitude de superioridade. É fácil para missionários pensarem que eles têm feito um sacrifício maior do que os outros cristãos porque eles têm “deixado tudo” para servir ao Senhor, e querem deixar pastores e amigos de um modo bem sutil cientes de como eles tem feito sacrifícios por causa da obra. Muitos pensam que são especiais. Esta atitude desvia pessoas.
8. Não se compare com outros missionários. Não compare seus resultados com os resultados dos outros. Seja interessado sobre o que Deus tem chamado você pra fazer. O apóstolo Paulo disse em 2 Coríntios 10:12 que quem se compara com outro não é sábio.
9. Tenha tempo para orar.
10. Desenvolva metas à longo prazo. Não planeje apenas para a próxima semana ou próximo ano. Faça metas a respeito de fazer uma retirada da conta ou levantar finanças para a faculdade de seus filhos.

Conclusão
Com um pensamento final para aqueles que pensam sobre tornarem-se missionários ou até para aqueles que estão agora servindo ao redor do mundo: apenas a eternidade contará de todas as vidas que estão e serão mudadas por causa da sua decisão a respeito de ser um missionário.
O diabo faz tudo que pode para nos impedir de realizar a vontade de Deus para nossas vidas. Assim, arme-se com aquele conhecimento, nunca desista!, Não desista jamais!

CAPÍTULO 4

“RECONHECENDO E DEDICANDO-SE À CHAMADA MISSIONÁRIA”
Por: Joe Purcell
Joe e Mary Purcell são missionários no interior da Sibéria, uma região da Rússia conhecida como Chukotka, que está situada diretamente do outro lado do mar de Bering do Alasca. Eles vivem na cidade de Provideniya com seus quatro filhos, Joe com 11 anos, Peter com 9, John com 7 e Katie com 4.
Joe formou-se no RHEMA em 1988. Antes de entrar no ministério em tempo integral em 1989, ele advogou por 11 anos. Antes de se mudar para a Rússia, Joe estava envolvido em um ministério evangelístico no sertão do Alasca. Ele começou viajando para Provideniya em Março de 1991. Desde setembro de 1992, os Purcells tem vivido em Provideniya, onde eles têm estabelecido uma igreja e estão desenvolvendo uma equipe de missionários para levar o Evangelho pleno para a parte do mundo sem Evangelho.

* * *

Se você nunca foi um missionário em terra estrangeira mas você sente que Deus o está chamando para esse ministério, você sem dúvida tem muitas questões como, “Será que eu realmente sou chamado para ser um missionário?”, “Como eu me prepararei?”, “Como eu levantarei meu sustento?”, “E os nossos filhos?”
Resumindo: se você quer saber como iniciar, esse é o caminho!

“A CHAMADA MISSIONÁRIA”
O caminho básico para você saber se é chamado para missões é particularmente o mesmo caminho da qual você sabe que é chamado para o ministério: através de testemunho interior do Espírito Santo!
Sua chamada pode ser espetacular, pode ser sutil. Em qualquer evento, você saberá pelo testemunho interior em seu espírito. Muito já se tem escrito sobre esse assunto e não é minha intenção repetir aqui o que os outros tem expressado melhor em qualquer outro lugar. Ao invés disso, eu quero mencionar umas poucas coisas que me ajudaram a reconhecer e a seguir o plano principal de Deus para minha vida.
A direção para sua vida é a graça de Deus. Um modo de como descobrir é começar ajudando em sua igreja local em qualquer área que o pastor deseje. Seus dons e habilidades começarão a vir à tona. O dom de Deus em você começará a manifestar-se. Esse dom em você é a direção.
O desejo que Deus coloca em seu coração é também a direção. levei um bom tempo para aprender sobre isso. Eu cresci em uma denominação que ensinava que o que quer que você deseje na sua vida, isso é o que verdadeiramente Deus quer que você se prive. Que absurdo! Se você tem consagrado sua vida e seu ministério ao Senhor, espere que Ele dará a você o desejo no seu coração.
Você tem um desejo sincero de estar no campo estrangeiro, viver em uma outra cultura, ver Cristo formado em um povo ou nação, aprender sua língua e amá-los com o Evangelho? Se você tem amigo, isso é uma chamada! Para o missionário, talvez a seguinte frase tenha mais valor do que em qualquer outro ministério, “O lar é onde meu coração está!” E se o seu coração está no estrangeiro você nunca estará satisfeito em lugar algum.
Estou particularmente convencido que orar no espírito é um dos melhores modos de receber direção e confirmação do Senhor. Quando você toma tempo de qualidade para orar no espírito, direção divina começará a crescer em seu espírito dando iluminação para sua mente. Aquelas coisas que Deus tem colocado dentro de seu coração irão crescer mais forte.
Você pode receber orientação ou apenas uma impressão em seu espírito. Você não conseguirá um quadro completo,mas conseguirá o suficiente para agir.

“Preparando-se Para Ir”
01. Preparação Espiritual: A melhor preparação espiritual para o campo missionário é a escola bíblica. No RHEMA nós estivemos ensinando a Palavra de Deus e a operação do Espírito de Deus. Fomos instruídos em ambos os aspectos práticos e espirituais do ministério. Depois da formatura tivemos a oportunidade de receber as credenciais ministeriais e tornar-se uma parte de uma organização ministerial internacional.
No RHEMA desenvolvemos relacionamentos com estudantes e equipes que tem provado ser um sustentáculo em nosso ministério hoje. Sem dúvida, recebendo instrução formal na Palavra de Deus é o primeiro passo mais importante que você pode tomar na preparação para ir ao campo.
Ser digno de confiança em qualquer área da sua igreja local é um dever de todo missionário! Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmo justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus (I TM 3:13).
Você se prova a si mesmo servindo na igreja local. Você também desenvolve um caminho para a fidelidade que seguirá você em vários caminhos.
Finalmente vá sabendo que o tempo gasto em preparação não foi tempo perdido!
Mary e eu tomamos algum tempo esperando em Deus e orando no Espírito no que diz respeito a nosso futuro ministerial. Muitas pessoas não passam um tempo orando e buscando o plano de Deus pra suas vidas e acabam sem um compromisso divino. Quando você chega em um novo campo onde as pessoas nunca têm ouvido o Evangelho, onde não há outros crentes, nenhuma igreja, e você não falam a língua deles, você necessitará desse compromisso divino.

02. Preparação Natural: De um ponto de vista natural, há várias coisas que você pode e deve fazer para tornar-se pronto para o campo, o mínimo é desenvolver um orçamento e levantar sustento. Esses dois assuntos merecem atenção especial e serão discutidos mais adiante. Nesse capítulo teremos outros assuntos a considerar.
Você precisará encontrar alguém digno de confiança para lidar com assuntos do seu ministério e pessoalmente na sua ausência. No começo você pode usar um voluntário. Em última análise, você pode pagar alguém. Isto envolve uma grande quantidade de trabalho e pagando alguém tende a ser mais receptivo para suas necessidades do que voluntariamente. Uma procuração seria executada dando a essa pessoa a autoridade de lidar com seus negócios.
Faça o seu melhor para determinar os tipos de roupas e suprimentos que você precisará no campo por todo o ano. Nas lojas onde moramos na Rússia nós temos uma seleção escassa de mercadorias de qualidade inferior. Coisas simples como clipes para papel, fita adesiva, esponja, produtos de limpeza, lâmpadas, baterias, são raramente ou nunca disponíveis em nossas lojas.
Se você compra roupas no seu país para seus filhos, não esqueça de planejar que eles crescerão! A senha é: “Planeje para frente!”Uma viajem em curto prazo pode custar consideráveis dividendos a esse respeito.
Antes de você partir faça exames físico e dental para toda a família. Você também deve obter uma apólice de seguro de vida e saúde. Você também deve nomear um guardião para seus filhos menores.
Apólices em termo de seguro de vida podem ser compradas relativamente barato. Alguns seguros de saúde incluem um pequeno seguro de vida como parte do plano. Há companhias que providenciam seguro de saúde com cobertura especial para missionários. Orçamento para seguro de saúde não é falta de fé! Nada pode levar você para fora do campo mais rápido do que um fracasso financeiro.
Se você aumenta o deduzível você diminui o prêmio mensal. Escolha um plano e diminua aquele termo de suas necessidades individuais. Esteja certo que o plano cobrirá você no seu estado e no estrangeiro.
Finalmente faça passos largos em direção ao controle total da língua onde você estará servindo. Isso é sempre um tempo bem gasto! Aprenda a língua antes de você assumir seus deveres ministeriais no campo. Estudando uma língua estrangeira no seu país raramente resulta em fluência, mas pode dar a você um significativo começo naquela direção, uma vez que você fica no campo e começa a ouvir a língua falada, já é uma base consistente.

03. Considerações da Família: Se Deus tem chamado você para o campo de missões, Ele também tem chamado sua família. Foi um grande conforto para eu realizar aquele chamado de Deus em minha vida que foi entranhadamente atado com o chamado Dele sobre as vidas de nossos filhos. Nenhum de nós vive para nós mesmos! Quando você responde ao chamado de Deus pra sua vida, você não está privando seus filhos; você está ajudando-os a realizarem seus futuros em Deus!
O melhor e a maior herança que você pode deixar para seus filhos em vida é sua obediência a Deus. No final suas crianças serão reembolsadas! Conte a seus filhos isto.
Obviamente, um marido e uma esposa devem estar em concordância para irem ao campo missionário. Discordância conjugal abalará sua eficácia em qualquer tipo de ministério. Há muitas pressões sutis e não sutis que surgem quando você está vivendo embaixo das condições impostas no estrangeiro. Trabalhe a fim de desenvolver um bom casamento. Orem juntos. Comuniquem-se.
Torne sua mulher (ou case-se com uma) especial, a ponto de ela querer privar-se da satisfação de ter seu próprio lar para ter a satisfação de alcançar o inalcançável do mundo.
Quando fizemos uma decisão para viver e ministrar no estrangeiro, minha esposa disse que seguiria a direção do Espírito na minha vida e que acima de tudo seu coração estava disposto a servir ao Senhor. Conseqüentemente ela estava disposta a vir comigo e com nossos quatro filhos pequenos para o fim da terra que é exatamente onde nós estamos! Seria impossível estar aqui com algo menos do que aquele tipo de dedicação total e consagrada da sua parte.
Se possível adiante sua viajem a fim de providenciar para sua família habitação limpa e proporcional, garantir mercadorias e mobília a fim de colocar no orçamento doméstico aos membros da casa. Esposas, se seu marido fizer essa viajem sem você, dê a ele uma lista das coisas que você gostaria que ele fizesse.
A respeito da educação, crianças em idade escolar tem a habilidade de aprender outras línguas rapidamente e juntando-se com outras crianças na escola, não apenas acelera sua aprendizagem mas também proporciona a oportunidade de fazer amigos e serem uma boa testemunha cristã na escola.
Nós optamos pela aprendizagem no lar porque nós não queríamos que nossos filhos aprendessem solidamente os rudimentos da gramática Inglesa, literatura e História Americana mas sim terem um currículo baseado na Bíblia. Se você escolher que seus filhos vão à escola você pode suplementar a educação deles com materiais cristãos de escola doméstica enquanto eles estão dominando a barreira da língua.
Há excelentes materiais cristãos para a escola doméstica disponível nos Estados Unidos. Esses materiais freqüentemente podem ser adquiridos em um desconto substancial através de seu estado na Associação Cristã para escola doméstica ou através de uma escola Cristã que é sensível às necessidades dos missionários.
O segredo para o sucesso na aprendizagem no lar é obter um currículo que vem pré-empacotado junto com manuais do professor e planos de aula. As pessoas que freqüentemente fracassam em aprendizagem no lar são aqueles que tentam pegar materiais daqui e dali e colocar junto do seu próprio plano de aula.
Você ficará espantado com o tipo de rotina em outro país. Sua família será um grande testemunho de Cristo lá. Um certo juiz me relatou, “Eu recebi Jesus depois que vi que você tinha trazido seu maior tesouro – sua família – debaixo dessas condições, eu vi que você era sincero!”

04. Negócios e Considerações Legais
Ser ou não ser incorporado, eis a questão! Ao menos que você vá como um “construtor de barraca” e trabalhe secularmente. Há essencialmente dois caminhos para chegar ao campo missionário: 1)- seja isento de imposto e corporação sem fins lucrativos; 2)- receba ofertas de uma outra organização isenta de impostos. Vamos olhar para cada organização considerando os prós e os contras:
A. Incorporação: Incorporar seu ministério depende muito da parte em que Deus tem chamado você para fazer. Também depende das considerações legais e taxa que estão além do âmbito deste artigo. É suficiente dizer que você deveria consultar um advogado ou perito em impostos no que diz respeito a sua situação particular.
Ao buscar o conselho de um advogado ou contador, ache um bom conhecedor da lei sobre religião, organizações, isenção de impostos, etc. A maioria dos advogados e contadores, até aqueles que trabalham regularmente com corporações de negócios, não tem muita familiaridade com estes assuntos. Essas consultas freqüentemente podem ser obtidas por um mínimo de honorários possíveis ou quase nenhum.
Se você quer garantir doações de taxas reduzidas para o seu ministério você deve aplicar ao Serviço Interno de Rendas para isenção das taxas como manda a seção 501(c)(3) do Código Interno de Rendas.
Eu sei que muitas pessoas têm feito isso pessoalmente, entretanto, apesar de conhecermos a lei por 11 anos, nós contratamos um advogado e um contador para lidar com estes assuntos para nós. Há várias armadilhas escondidas nessas taxas sem fins lucrativos!
Uma vez que você se associa você deve manter a corporação. Você deve formar um quadro composto de membros com sabedoria e com certa impressão de julgamento de negócios. Algumas ações podem ser feitas pelo correio.
Você deve seguir as leis de seu estado e os estatutos da corporação, e você deve ter cuidado em distinguir entre sua propriedade e a propriedade da corporação, seus fundos e aqueles que pertencem à corporação. Você não pode misturar seus fundos com aqueles da corporação, nem utilize suas propriedades para seu uso pessoal.
Há milhares de formas de arquivamentos, relatórios e impedimentos que devem ser feitos em um modo oportuno para a corporação e seus empregados (você também). Implemente um sistema de calendários para essas datas e seja sábio para lidar com as datas deles.
Seu advogado ajudará você com esses detalhes. Ele pode lhe sugerir um sistema fácil para manter seus cadastros financeiros associados.
Obviamente você não pode fazer todas essas coisas do campo.Você deve implementar um sistema para ver o andamento dessas coisas na sua ausência e você deve ter alguém responsável e com muito conhecimento para fazer isto por você. Nós preparamos um manual do ministério cujo detalhe se aproxima de cada aspecto dos negócios de nosso ministério. È um manual de referência prática para nosso administrador estadual.
Há muitas boas razões para associar-se. A incorporação pode ajudar as pessoas a identificar-se com o seu ministério. Ela pode adquirir seguro de saúde se você não tiver adquirido com o imposto de renda pessoal. Uma outra vantagem é que você mantém um certo controle e supervisão sobre as operações do ministério.
Nós decidimos nos associar por várias razões. Sabíamos que associar ajudaria o povo a identificar-se com nossa missão. Nosso escritório estadual é no Alasca e estamos servindo no nordeste da Sibéria – não é exatamente um local conveniente para fazer comércio bancário, loja ou outros aspectos práticos do ministério.
Sabíamos que necessitaríamos de nosso administrador por perto. Nossa corporação foi um veículo muito útil para realizar nossas metas de longo alcance. Todas as coisas a serem consideradas, a incorporação pareciam ser a melhor rota para nós.

B. Agências Missionárias: o segundo modo de ir para o campo missionário é através de uma outra organização missionária isenta de imposto. Há basicamente dois tipos de agências missionárias. Agências de serviços e agências de remessa.
Geralmente, agências de serviço recebem ofertas de impostos deduzível em seu favor e enviam sua oferta em cartas de reconhecimento. Algumas vezes eles também enviarão seu boletim e até preparará para você, baseado sobre as informações que você fornecerá para eles.
A maioria das agências de serviços cobram uma taxa, outras não. As taxas variam em quantidade, mas 10% das ofertas recebidas é usual. Essa quantidade não é injusta, particularmente se a agência prepara o boletim, envia pelo correio e paga a franquia postal. Outras agências de serviços, tais como igrejas, receberão suas ofertas, enviarão as ofertas e transmitirão seus fundos a você sem nenhuma cobrança.
Agências de serviços não impõe controle sobre as atividades dos missionários, exceto que eles sejam obrigados a determinar aqueles fundos desembolsados para o propósito que promovem e mais adiante, da organização do serviço.
Agências de remessa geralmente são formados com um ministério de missão específica em mente. Eles também receberão ofertas, enviarão cartas e boletins em seu favor. Além disso, dão assistência aos missionários na ida e no estabelecimento para o campo.
Geralmente eles mais ou menos retêm o controle sobre o missionário, que é enviado para o campo para realizar a visão da organização que envia. Freqüentemente o missionário oferta seu rendimento ou contribui de outro modo para o fundo geral da organização.
Se você associar-se ou ir através de uma agência de serviço ou remessa, dependerá sobre o que Deus tem chamado você para fazer, até você sentir que Deus tem chamado você para o seu próprio ministério, você pode começar com uma agência até que você ganhe experiência e veja qual o novo rumo que seu ministério deve tomar.
Um dos pontos negativos para trabalhar através de agências é a falta de contato pessoal entre o missionário e seus parceiros e a percepção de anonimato. Se a agência tem um ministério com nome, as pessoas tendem a identificar com a organização ao invés de com você e seu ministério.
Esse problema pode ser resolvido em parte pela tomada de tempo para escrever um cartão postal ou uma nota pessoal para seus parceiros periodicamente. Quando você começa no ministério, isso pode ser feito facilmente pela escrita para umas poucas pessoas em sua lista de correspondência toda semana. Desse modo, seus parceiros escutarão de você pessoalmente sua visão várias vezes por ano.

05. Ministério das Finanças
Para o candidato a missões, a perspectiva de levantar o sustento exigido para estar no campo pode parecer tão formidável quanto o Monte Everest! Você precisará usar sua fé e para sua fé, adicione conhecimento! Os passos a seguir são alguns passos simples e práticos que você pode pegar que ajudará você a obter seus objetivos.

A. Desenvolva um Orçamento: O orçamento é uma meta de esquema, também ajudará você a manter controle sobre seus gastos colocando certos limites. Para preparar seu orçamento simplesmente avalie tão precisamente e especificamente quanto você pode e faça despesas antecipadas para o ano que vem, levando em conta seus gastos no estado e no estrangeiro.
Inclua categorias como habitação, alimentação, vestuário, utilitários, telefone, igreja, seguros, passagem aérea, outros transportes, postagem, fornecimento e despesas de escritório, despesas pessoais, economias pessoais e uma categoria mista para despesas desconhecidas e não antecipadas. Adicione todas as suas despesas, dividida por doze e você terá uma boa idéia de quanto sustento você precisará mensalmente e anualmente!
Seja conservador em avaliar se você tem finanças suficientemente. Geralmente as pessoas estão tão ansiosas que não avaliam quanto tem em dinheiro. Mas a fim de permanecer no campo você precisará ter o bastante em sustento! Pessoas fracassam muitas vezes em seus compromissos em apoiar você. As igrejas podem fechar, você terá despesas não previstas. Sua visão e seu ministério expandirão. Você precisa de sustento o bastante para continuar andando adiante com sua visão.
Quando você mantém o ímpeto adiante de seu ministério, torna-se cada vez mais fácil para manter o nível de sustento que você deseja. Considere levantando pelo menos 15 a 25% mais sustento do que você pensa que precisará, ao menos até que você tenha tido tempo para verificar a exatidão de seu orçamento.

B. Levantando Sustento: Hudson Taylor, o grande missionário da China, dizia, “Fazendo o trabalho de Deus seu suprimento nunca fracassará”. A responsabilidade para levantar seu sustento permanecerá com Deus que o deixará livre de um dos maiores obstáculos para os missionários. Faça seu trabalho e sua atitude levantará o seu próprio sustento.
Nós começamos a levantar sustento enviando boletins para nossa família, amigos e alguns conhecidos no RHEMA que queriam ficar em contato conosco. Eu contatei alguns pastores que tinham estudado no RHEMA comigo para ver se eles estariam interessados em me manter e dividir nossa visão. Eu sempre ofereci livre arbítrio para as ofertas e nunca tenho fracassado em cobrir minhas despesas e recebo o bastante para abençoar nosso ministério.
Nós fazíamos vários intercâmbios do nosso RMAI regional e outros encontros do RHEMA sempre que podíamos. Embora fosse caro viajar para aqueles encontros, em último caso era muito vantajoso em termos de aumento de parceiros e sustento mensal, sem falar no refrigério espiritual que recebíamos.
Nosso RMAI regional me deu boa chance de conhecer os pastores em nossa região. Eles alegremente tinham vindo até mim e dividi minha visão com eles. Alguns deles até ajudaram a arranjar outros encontros para mim! Tínhamos cartões de negócios e brochuras simples impressas do modo quando solicitado, e dávamos a pessoas interessadas em nosso ministério.
Também pedíamos às pessoas em nossa lista de correspondência para deixar que os outros nos conhecêssemos. Imprimíamos alguns cartões de “Compromissos com Parceiros e solicitação de boletim”, de modo que quando viajamos é fácil para as pessoas assinarem para tornar-se um parceiro ou solicitar boletim.
Quando as portas começarem a se abrir, você terá oportunidades de dividir sua visão em outras igrejas locais. Muitos missionários têm medo de itinerar. Seja honesto com você! É uma oportunidade refrescante para ministrar em inglês sem intérprete, e eu aproveito meu companheirismo com os pastores. Eu os escuto e aprendo deles como a maioria deles têm estado no ministério mais tempo que eu.
Estes pastores têm sido extremamente sensíveis aos desafios de missões. E eles não só nos apóiam financeiramente como têm abraçado as necessidades da nossa família inteira!Que diferença isso faz para os missionários no campo.
Nós nunca colocamos as pessoas sobre pressão para dar. Não pedimos dinheiro. Nós simplesmente dividimos o que o Senhor tem feito através de nossas vidas e damos ao povo a oportunidade de tornar-se parte dele. Alguns querem outros não, mas eu vou com a confiança de que há pessoas chamadas para nos apoiar e eu simplesmente confio no Senhor para falar aos seus corações.
Se você pode demonstrar para seus parceiros que você está fazendo progresso visível em direção à sua meta enquanto você está levantando sustento, será um grande benefício pois seus parceiros são encorajados, você é encorajado e a visão se moverá para frente.
Um bom caminho para quem vai iniciar no campo é fazer uma pequena viajem ao campo. Isso dará a você riquezas de informações. Também ajudará a expandir a visão em seu coração e conservar vivo dentro dela até você adquirir um maior estágio no seu ministério. Você pode inspirar seus parceiros mais uma vez com o que Deus tem chamado você para fazer.
Viagens de missão à curto prazo dará a você registro de trajetória e credibilidade. Ajuda você a abrir portas e compartilhar sua visão. E seus parceiros serão animados a ver que você está fazendo progresso na sua visão.
É importante saber o que o seu ministério desenvolverá pouco a pouco. É decisivo que você veja a importância de tomar passos em fé enquanto você se guia na direção do Espírito. Isto faz com que as finanças que você precisa entre e seja visível em seu ministério para seus parceiros.

C. Seu Boletim: A sociedade é baseada de relacionamentos e esses relacionamentos começam a formar-se quando você compartilha sua visão e pessoas podem conhecer você. É essencial que você se comunique com eles diligentemente e freqüentemente. Uma das principais razões das pessoas pararem de apoiar os missionários é que eles raramente se comunicam!
Um boletim é um dos mais eficazes modos de compartilhar sua visão e permanecer em comunicação com seus parceiros e manter a contabilidade para eles.
Comece enviando para as pessoas que conhecem você e que estariam interessadas em ouvir sobre o que você está fazendo.
Boletins não solicitados e aqueles feitos onde não se sabe quem geralmente você é são ineficazes. Entretanto não hesite em encorajar de uma maneira graciosa aqueles que conhecem você para contar aos outros sobre o seu ministério. Pouco a pouco seus contatos e suas bases de sustento começarão a crescer.
Seja consistente com o senso de oportunidade de seu boletim. Se você enviá-lo mensalmente, bimestralmente, trimestralmente, durante o tempo anote rapidamente embaixo às idéias para a próxima distribuição. Quando for escrever seu boletim, veja os tipos de estilos diferentes, formatos e métodos. Dê uma olhada nos boletins dos outros missionários e pegue algumas idéias para si mesmo.
Certamente você quer fazer um boletim atrativo com o mínimo de consumo. E com um pouco de esforço você pode utilizar uma larga variedade de técnicas publicitárias. Entretanto eu sugiro a você que o mais importante no aspecto do seu boletim não seja os gráficos impressos ou o formato mas que você transmita o que você realmente é mesmo.
Um certo ministro me perguntou,”O que você aconselharia a alguém sobre como escrever boletins?”, e eu respondi, “Apenas escreva com seu coração!”. Faça isso e você será bem sucedido. Simplesmente “fale” com seus parceiros através de seus boletins. Seus parceiros são uma extensão do seu ministério.
Embora você deva dividir a visão com seus parceiros em geral, quando vem algo para especificar, você é bem melhor relatando do que pensando no que escrever. Há várias variáveis no campo missionário e há coisas que mudam seu modo de trabalhar como você tinha planejado!
Para realizar o chamado de Deus pra sua vida, você deve escrever a visão e fazer planos não apenas por si mesmo, mas também por seus parceiros, porque Deus não chamará você somente. Ele levantará pessoas para apoiar você, orar por você e encorajar você.
Seus parceiros precisam ser encorajados e envolvidos na visão. Eles devem ouvir o que você ouve, ver o que você vê e sentir o que você sente. Vocês são responsáveis por eles ao Senhor. É absolutamente essencial que você mantenha uma comunicação vital com vínculos entre seus parceiros.

“Desenvolvendo Um Ministério No Campo Estrangeiro”
Há três modos de se desenvolver um ministério em solo estrangeiro. O primeiro é assistir um trabalho já existente de algum ministro nacional, o segundo é assistir um trabalho de algum missionário estrangeiro que já está estabelecido no campo, e o terceiro é ir estabelecer seu próprio trabalho.
Os dois primeiros têm várias vantagens óbvias sobre o terceiro, pois é uma oportunidade de trabalhar embaixo e aprender de um missionário amadurecido ou um ministro nacional. Eu preferia ter feito essa rota mas nós somos o único ministério do Evangelho Pleno em nossa área da Rússia.
Estabelecendo seu próprio trabalho, freqüentemente você começa com apenas uma direção de Deus guiando você, e quando você começa a tomar alguns passos de fé novas direções específicas vem. Veja em Atos 16:6-15 quando o Espírito guiou Paulo para a Macedônia.
Como Paulo, algumas vezes você descobre onde você não está supondo ir! Mesmo assim esta é a direção! Eu particularmente gosto de Provérbios 4:12 que diz:

“Quando andares, não se embaraçarão seus passos, quando correres, não tropeçaras!”

Depois da formatura do RHEMA eu queria ir diretamente para o campo de missão, mas havia dois obstáculos. Primeiro eu não sabia aonde ir, e segundo as pessoas não formavam fila em nossa porta para tornar-se parceiros em nosso ministério!
O único comando que eu tinha era aceitar uma proposta para uma posição de meio expediente como pastor auxiliar de nossa igreja em Wasilla, Alasca. Isso parecia para mim uma direção oposta do que eu queria, mas era um testemunho interior então obedecemos.
Nós vendemos nosso carro para pagar nossas passagens aéreas de volta para o Alasca, e aterrissamos lá com dinheiro bastante para alimentar nossa família por um mês.
Depois daquele passo de obediência a provisão financeira de Deus começou a derramar-se. Nós ainda não tínhamos parceiros, mas éramos abundantemente prevenidos e sem saber estávamos sendo posicionados na nossa capacidade de ir ao campo missionário.
Uns meses depois de retornarmos do Alasca, eu comecei a viajar para a remota Índia e Vilas Esquimós nas regiões do ártico do estado para ministrar. Com cada viagem para o sertão eu ganhei experiência e confiança em seguir o testemunho interior quando sair em novos territórios sem contatos. Foi também durante este período que nós começamos enviando boletins e nossa base de sustento começou a se desenvolver.
Finalmente, em junho de 1990, o Senhor pôs em meu coração que eu poderia ir para a Rússia, do Alasca. Naquele tempo eu ainda não sabia se era possível! Pouco tempo depois com a ajuda de uma rena de um esquimó a esposa de um pastor nos trouxe uma carta de convite de uma família em Provideniya.
Eu fiz minha primeira viajem lá sozinho. Eu não conhecia ninguém e quase nenhum russo. Havia poucos crentes de verdade. Entretanto eu fui com uma confiança dentro do meu coração porque eu tinha um testemunho em meu espírito para ir. Tudo o que eu tinha aprendido viajando pelas vilas nos sertões do Alasca seguindo passo a passo à direção do espírito eu pude colocar em prática. Apenas seguindo cada passo em quanto Deus vai mostrando o resto.
Nós não fomos pioneiros no trabalho em Chukotka. Eu fiz três viagens para Provideniya em Setembro de 1992 para pioneirar uma igreja.
Durante cada viajem que eu fazia para a Rússia mais e mais pessoas receberam Jesus. Começamos a ter crescimento no que diz respeito a aqueles que tinham ouvido o Evangelho como um resultado de nosso ministério, mas que não tinham nenhum pastor para cuidar deles ou ensiná-los.
Realmente não tínhamos nenhuma orientação em qualquer época para mudarmos para a Rússia. Naquele tempo nós nos mudamos de volta para o Alasca depois da formatura do RHEMA e então comecei a viajar para o sertão, simplesmente continuamos a seguir o testemunho interior do Espírito Santo em nossas vidas.
Gradualmente, fomos nos mudamos até que alcançamos a Provideniya. Embora não tivéssemos nenhuma direção espetacular, tínhamos o testemunho sobrenatural do Espírito Santo em nossos espíritos e a confirmação ao longo do caminho que o Senhor nos foi guiando. Naturalmente eu devo adicionar que tivemos um monte de obstáculos e dificuldades ao longo do caminho.
Determinando um local para a nossa missão dentro de Chukotka, vários fatores influenciaram para que fosse em Provideniya. Primeiro, uma porta grande e eficaz de pronúncia nos foi aberta em Chukotka. Segundo, enquanto nós ministrávamos para o povo do Nordeste da Sibéria, nós o amávamos cada vez mais em nossos corações.
Esse povo estava em nosso coração e nenhum outro mais! Provideniya é a cidade principal de nossa região em particular, facilmente acessível ao Alasca. Tínhamos paz em nossos corações de permanecer morando lá por enquanto.
Desde que havia igrejas evangélica nas outras vilas e cidades, nós iniciamos uma igreja lá para os crentes começarem a ser alimentados da Palavra de Deus e serem ensinados do Evangelho pleno.
Nós temos usado muitas avenidas para pregar o Evangelho, incluindo rádio e tv, mais o ministério no jardim de infância primário e secundário e escolas secundárias, orfanato, escola técnica, hospital, e até base militar. Nós também já alcançamos várias vilas. Uma coisa que tem trazido eficácia no alcance de pessoas foi à distribuição de aproximadamente 4.500 livros do Rev. Kenneth Hagin traduzidos para a língua Russa. Nós também temos distribuído suprimentos médicos, vitaminas e uma modesta quantidade de ajuda financeira.
Por uns poucos anos antes de vir à Rússia, sentimos que o Senhor queria desenvolver um grupo de missionários. Tentamos fazer algo enquanto estávamos no Alasca, mas, só começamos a fazer isso no segundo ano em Provideniya. Foi então que nós começamos a apoiar outros missionários, particularmente russos a fim de ajudar e alcançar as vilas e cidades em Chukotka.
Este conceito está ainda se desenvolvendo, mas nossa igreja em Provideniya agora sustenta inteiramente uma equipe de quatro missionários americanos (incluindo minha esposa e eu) e dois missionários russos.
Nossa meta é apoiar missionários até eles se tornarem “auto-sustentadores”, assim que ele puder fazer isso, desviamos esse dinheiro para outro missionário e assim por diante.
Naturalmente sabemos que isso é uma direção que o Senhor tem nos dado e que enquanto pudermos e tivermos direção continuaremos a andar na direção do Senhor.

“Alimente sua fé para conquistar desafios e obstáculos”
Foi dito de Hudson Taylor que ele considerava o maior desafio missionário manter uma meditação constante na Palavra de Deus. Haverá muitas coisas que ao longo do caminho será um desafio e até impedirá você de levar o Evangelho para o povo que Deus escolheu. Pode ser perseguições, condição de vida precária, barreira lingüística, água suja ou apenas falta de encorajamento.
Entretanto se você tomar tempo para alimentar sua fé através da Palavra de Deus, orando no espírito, lendo livros de fé, ouvindo boas fitas, nenhuma dessas coisas moverão você! O ministério de Kenneth Hagin oferece mensalmente aos ministros o “Maná do Ministro” é um grande caminho para alimentar seu espírito regularmente.
Considerações Finais: Eu nunca esquecerei de algo que aconteceu na primeira noite da minha primeira viagem a Provideniya. As pessoas de lá disseram pra mim que depois de 70 anos de ateísmo eles queriam acreditar em Deus, mas foi muito difícil para eles porque eles tinham sido treinados como materialistas desde a juventude.
Então, pelos próximos dias, eu ensinei-lhes sobre a Palavra de Deus, mostrando-lhes nas escrituras quem é Jesus, porque Ele veio, e que sem Deus os homens estão sem esperança neste mundo. Finalmente, na última noite comecei a mostrar a eles suas condições de pecadores e que eles deveriam nascer de novo.
Nesse ponto, uma mulher olhou para mim com lágrimas e disse, “Que maravilha a sua vinda aqui! É como se tivéssemos enchido de cargas e agora nossos olhos têm sido abertos. Você estava em seu país diferente e tinha sua própria vida mas Deus o enviou para cá!”
Para mim isso é a essência da chamada missionária. Nós somos embaixadores de Cristo, pelo qual Deus está reconciliando o mundo para Ele! Se você é chamado para as missões não seja desencorajado pelos obstáculos. Não permita a si mesmo ser lançado fora da sua chamada. Se você é chamado para missões você nunca será feliz fazendo qualquer outra coisa. E qualquer sacrifício que você faça a fim de levar o Evangelho ao mundo, estará longe de ser superado pelas recompensas que você ganhará por ter ido.

CAPÍTULO 5
“MUDANDO PARA O CAMPO MISSIONÁRIO – NOSSA MAIOR AVENTURA!”
Por: Larry e Angela Keeton
Larry e Angela Keeton são os fundadores e pastores do Krestanske Centrum Viry (Faith Christian Center) em Praga, República Tcheca e são também diretores do Domata Centrum Biblickeho Studia (Domata Center for Biblical Studies), uma escola de treinamento de ministros nacionais. Eles se mudaram para a República Tcheca em 1992.
Anteriormente, eles trabalhavam na Igreja Bíblica RHEMA do ministério de Kenneth Hagin e no Centro de Treinamento Bíblico RHEMA por vários anos. Larry se formou no RHEMA em 1988 e Ângela se graduou no seminário em 1977 e em 1992 recebeu um diploma honorário do RBTC, onde ensinou a várias classes.
Juntos eles ensinaram em uma classe da Escola Dominical no RHEMA para solteiros. Larry viajou como evangelista depois de trabalhar no RBC por quatro anos. Ângela trabalhou no RBC por 10 anos como assistente administrativa do Rev. E Sra. Kenneth Hagin Jr. e como instrutora no Centro de Treinamento.

* * *

Nossa jornada para o campo missionário começou muito antes de nós chegarmos lá. Era um passo no qual tínhamos estado em preparação por muitos anos.
Durante os dias de aula em 1975 de Ângela, ela já tinha missões em seu coração juntamente com o ensino das aulas na escola bíblica, mas ainda não era o tempo certo para ir. Então, durante 1983 e 1984 enquanto trabalhava no RHEMA, ela regularmente assistia os encontros de oração semanal pela Rússia e Europa Oriental conduzido pelo RHEMA, então o coração dela tornou-se atraído para a Europa Oriental.
Quando Larry nasceu de novo em 1983 ele disse ao Senhor, “Eu irei para qualquer lugar e farei tudo pelo Senhor, mas se você quiser que eu me escolha vou preferir não ir para o campo missionário!”
Entretanto, esta atitude mudou completamente em 1988 quando estudava no RHEMA. Larry foi a uma viagem de missões para uma reserva indígena Navajo. Enquanto ele estava lá Deus tratou em seu coração sobre missões. Pouco tempo depois ele voltou dessa viagem, nós dois nos encontramos e estávamos casados mais tarde naquele mesmo ano. Sabíamos desde o começo que serviríamos a Deus no estrangeiro.
Em 1990, nós fomos numa viagem missionária para a Áustria, Hungria e Romênia. Nós nunca mais fomos os mesmos! Nossos corações foram movidos de compaixão pela necessidade de testemunharmos o Evangelho nas nações do Oriente Europeu.
No próximo ano e meio Larry fez duas viagens para a Europa Ocidental para a antiga Tchecoeslováquia, ficando um mês em cada viagem. Por todo esse período a visão da escola bíblica na Europa Ocidental se formou em nossos corações. Depois de sua segunda viagem começamos a orar seriamente sobre a mudança para a Europa Oriental.
Um amigo nos sugeriu que conversássemos com Mark e Janet Brazee que também tinham um projeto de escola bíblica européia em seus corações. Depois do encontro com Mark e Janet e orando muito o plano de Deus tornou-se muito claro em nossos corações. Ficamos sabendo que nos mudaríamos para Praga, Tchecoeslováquia para começar e dirigir uma Escola Bíblica trabalhando em conjunto com os Brazees. Larry também tinha em seu coração pioneirar uma igreja em Praga.
Não conhecíamos ninguém em Praga e não tinha nenhum outro missionário lá para ajudar-nos quando chegássemos. Em resumo, nós estávamos entrando na maior aventura de nossas vidas!

“Preparação é essencial – Especialmente mudando-se para o estrangeiro!”
Com apenas seis meses para preparar nossa mudança, Larry era um ministro itinerante e tinha vários encontros agendados até dois meses antes que viajássemos, Ângela deixaria seu trabalho no Kenneth Hagin Ministries um mês antes de irmos. Diferentes do trabalho em tempo integrais, foram encarados a fazer uma tarefa maior e da qual nunca tínhamos feito antes e não tínhamos quase informações para a judar-nos a como proceder.
Através de muita oração, já estávamos nos preparando espiritualmente para esta mudança, mas agora nossas orações já estavam mais focalizadas. Agora nos empenhamos para orar a vontade de Deus para nossas vidas. Orávamos, falávamos a Palavra e críamos por coisas específicas que sabíamos que íamos precisar tais como finanças, moradia, intérpretes, transportes, estudos, favor perante os homens, etc.
Nós cremos e estamos mais convencidos agora desde que chegamos ao campo missionário que a Palavra de Deus é nosso triunfo. A fé é mais importante do que o cartão American Express – não saia de casa sem ele!
Mesmo preparados espiritualmente, nós ainda tínhamos várias perguntas e decisões naturais para encarar. Parecia que cada dia tinha algo novo para decidir!
Por exemplo, sabíamos que tínhamos que embarcar nossas mercadorias para Praga, mas como? O que estava na lei Tcheca uma vez que chegássemos lá? O que pegaríamos e o que deixaríamos para trás? E o seguro de saúde? O que precisaríamos para planejar nosso orçamento? Como iríamos levantar finanças? E a nossa família que estamos deixando pra trás?
Tendo encarado estes assuntos, nós confiamos que as nossas experiências e observações podem beneficiar outros que estarão fazendo a transição para o campo missionário.

“Aspectos práticos não devem ser negligenciados”
Depois de entrar em contato com cerca de 15 companhias de navegação diferentes, vimos que tínhamos muitas variedades e preços diferentes. Podíamos empacotar nossas mercadorias e levar por terra a uma cidade costeira onde eles seriam levados dos E.U.A. para Praga, ou para um país vizinho. De lá teríamos que levá-los para Praga.
Nós escolhemos a companhia fazer o empacotamento e desempacotamento de nossa casa para Praga, mesmo sendo um pouco mais caro. Não tínhamos nenhum contato na República Tcheca, não sabíamos como transportar nossas coisas de nossa cidade para outro país!
A opção mais barata também nos foi disponível que era o cofre de carga de navegação que consiste em você dividir um cofre com uma companhia ou outra família que vai para o mesmo destino. Aconselhamos a possíveis missionários que contatem vários expedidores diferentes, faça várias perguntas e obtenha todas as opções possíveis antes de fazer uma decisão. Pode haver uma diferença muito grande em preços!
Que tal deixar os costumes de seu país de origem? Nós achávamos que os expedidores dos E.U.A. podiam nos ajudar sobre os regulamentos e costumes Tchecos, regulamentos e possíveis custos. A embaixada da Tchecoeslováquia em Washington e a embaixada americana em Praga foram ligeiramente prestativos. Mais tarde percebi que algumas das informações que eles nos deram estavam incorretas.
Sua melhor fonte pode ser um outro missionário dentro do seu país de destino. Para nós americanos pode ser que o regulamento seja um pouco diferente do que em outros países.
Aprendemos que a melhor rota teria sido embarcar nossas mercadorias por alguma igreja ou organização estabelecida dentro do país para evitar cobranças alfandegárias. Infelizmente não conhecíamos ninguém para embarcar nossas coisas! Pagamos 2.000 libras de mercadorias, 3.000 de taxas alfandegárias para a chegada de nosso carregamento em Praga!
Agradeço a Deus pela fé! Nós oramos e encontramos favor perante o povo holandês movendo a companhia que lidou com a porção européia de nosso pagamento. Eles falaram que a cobrança Tcheca equivalia a menos de $500 e nós tivemos nosso dinheiro restituído de volta já que registramos nossa organização com o governo Tcheco!
Obter um seguro de saúde foi um outro obstáculo que tivemos que enfrentar. Nós não achávamos justo que a nossa família ou mantenedores tivesse que providenciar algum tipo de cobertura de saúde. Nosso conselho é que você cheque várias companhias. Nós achávamos que no início as companhias poderiam nos ajudar em viagens em curto prazo, mas muitas poucas companhias nos garantiriam viver em outro país.
No início, estávamos sendo muito honestos sobre a intenção de se estabelecer no estrangeiro. Não queríamos cobertura para mais tarde ser negados pelo fato da companhia pensar que estávamos vivendo no Estado.
Uma outra opção para obter seguro de saúde é dentro do país de destino. Isso dependeria de vários fatores tais como a qualidade do cuidado médico dentro do país, o custo, os requisitos para estrangeiros, etc. Outra vez sua melhor fonte de informação pode ser outros missionários vivendo dentro do país.
Que tipos de coisas você embarcaria para o estrangeiro? Nosso conselho é: Não pague para embarcar algo que você pode obter por um preço razoável dentro do país de destino. Se você puder fazer contato com alguém dentro do país para lhe informar sobre mobília, aparelhos, veículos, alimentos, etc, para que você veja quais os custos adicionais.
Poupe apenas as coisas que não podem ser obtidas no país tais como livros e fitas de estudo, itens necessários para o seu ministério e de natureza pessoal.
Nós levamos alguns transformadores de redução 100/220 volts e alguns plugues de conversão para adaptar aparelhos para diferentes tipos de tomadas no receptáculo.

“FAÇA de seu lar no estrangeiro um refúgio”
Uma consideração importante é a aparência do seu lar. Os missionários veteranos uma vez nos deram um conselho que tem provado ser inestimável. Eles disseram, “Faça do campo estrangeiro seu lar tanto quanto a América!” (ou sua terra natal) como você puder dentro da razão.

“Todo dia você estará imerso em uma linguagem diferente, cultura e modo de pensar. Seu lar precisa ser um santuário onde você, sua família e seus familiares se sintam confortáveis ao redor!”
Nós pegamos o conselho deles. Fizemos os retoques finais em nosso apartamento com quadros de familiares, fizemos a decoração estilo americano, muro difundido com algumas coisas da cultura Tcheca. É um lugar no qual verdadeiramente sentimos paz e conforto. Podemos estudar, orar e se refugiar em nosso lar.

“Levantando Fundos, orçamentando, fé e outras coisas essenciais”
Quando chegou a hora de planejar nosso orçamento, nós incluímos os seguintes itens de despesas: o custo de navegação de nossas mercadorias, passagens aéreas, aluguel de um apartamento, mobília, aparelhos eletrodomésticos, equipamentos básico para nossa igreja e um veículo novo ou usado.
Nosso orçamento mensal começou primeiro de tudo com o dízimo e ofertas. Alguns missionários sentem que eles não precisam dar já que todos os seus rendimentos estão direcionados para o ministério. Mas isso não é verdade! Suas fontes secarão se você não der! Nós damos o dízimo em nossa igreja local em Praga. Também apoiamos outros missionários mensalmente e damos para vários outros quando necessitam. Nós ajudamos com despesas para alguns estudantes que são também membros do Word Partner Club do ministério de Kenneth Hagin.
Nós determinamos que seremos canais de benção financeira para o bem do evangelho. Acreditamos naquela frase que diz, “Se Deus pode conseguir através, Ele conseguirá para você!”
Outros itens de orçamento mensal incluíram aluguel, utilitários, alimento, postal, seguro de saúde, transporte (combustível ou passagem de ônibus), telefone, despesas quaisquer nos estados em nossa ausência, itens pessoais, vestuário, despesas do ministério, etc.
Você pode não saber ao certo até chegar no campo o quanto você precisará de dinheiro para as despesas, você pode estimar um valor para essas coisas tais como literatura, aluguel ou compra de prédio, equipamento, salário para ajudantes nacionais, etc.
Levantar sustento foi uma decisão delicada já que tínhamos seis meses para a viagem. Desde o início de nosso casamento já sabíamos que iríamos para o campo estrangeiro, então trabalhamos para ficarmos livre de dívidas, só faltando um pagamento da casa.
Embora Larry já tivesse encontros programados em várias igrejas que ele havia programado antes mesmo de saber que íamos para o campo, nós não achamos certo irmos lá e levantarmos fundos pra missões.
Então apenas fizemos o que sabíamos fazer no natural e confiar em Deus para o resto. Nós contamos ao povo o que planejávamos fazer. Desse modo eles poderiam se envolver financeiramente se quisessem. Informamos às pessoas ao nosso redor boca-a boca e enviamos cartas para cada.
Nós dividíamos os nossos planos com as pessoas sem colocar pressão em ninguém para dar. Nos decidimos quando casamos que Deus seria sempre nossa fonte e não o homem. Nós estamos muito felizes em ter feito essa escolha bem cedo!
Nós tivemos uma resposta rápida de nossas cartas: os pais de Ângela, os melhores amigos de Larry e um homem que já estava mantendo o ministério de Larry! É desnecessário dizer que aquelas finanças não forneciam tudo o que precisávamos. O tempo passou e houve pouca mudança em nossa situação. Do dinheiro que nós tínhamos compramos as passagens aéreas e fomos em frente.
Um mês antes de partimos não havia mais rendas de nossos empregos e nossas economias estavam esgotadas. Tínhamos cerca de $200 o mês em sustento. Nem mesmo o suficiente para deixar o país! Mas tínhamos acreditado e falado a Palavra chamando a existência de dinheiro. Assim continuamos a tomar passos na direção que sabíamos que Deus estava nos guiando e continuamos com nossos planos de partida.
Não insinuamos a ninguém que precisávamos de dinheiro. Ao invés disso confiamos em Deus. Então cerca de duas a três semanas antes de nossa partida, repentinamente o dinheiro começou a chegar de todos os lados e já tínhamos o suficiente para irmos!
Alguém pode perguntar, “O que você teria feito se o dinheiro não tivesse vindo antes da sua partida?” Essa é uma boa pergunta. Nós teríamos continuado a confiar em Deus pois se Ele estava dizendo para a gente ir, então teríamos ido de qualquer jeito. Mas se houvesse qualquer inquietação em nossos corações, então teríamos permanecido no estado e continuado a levantar sustento suficiente para partir.
Freqüentemente há uma fina divisão entre a fé e a presunção – a diferença está em ser guiado pelo Espírito de Deus.
Nós temos visto missionários se esforçando muito financeiramente no campo e temos visto outros voltarem para sua terra devida à falta de finanças. Isso é extremamente difícil para ambos os missionários e para as pessoas com quem eles estão trabalhando.
Quando você está tentando começar no campo missionário, você não precisa estar debaixo de pressão financeira. Você pode ajustar-se à cultura, linguagem e estilo de vida tão bem quantos as condições e situações diferentes no ministério sem ter que estar debaixo de um fardo financeiro. Nós aconselhamos fortemente aos missionários para levantar sustento adequado antes de partir ao menos que eles tenham um mandato de Deus para fazerem de outro modo.
Em nossa experiência, a maioria do nosso sustento financeiro chega de fontes inesperadas. Temos conversado com outros missionários que tem dito a mesma coisa. Deus ainda requer que você viva pela fé.
Todo mês, oramos e concordando por uma quantia específica de sustento e então agradecemos a Deus porque está vindo! Quando recebemos aquela quantia nós crescemos Nele! Deus é Fiel! Nós sempre dizemos: ”Nunca faltará finanças ou qualquer outro recurso que precisaremos para realizar a vontade de Deus!”

“Mantendo linhas de sustento através da comunicação”
Uma vez que o sustento está levantado, entretanto deve ser mantido. Uma coisa que acreditamos ser muito importante nessa área é manter um contato constante com nossos contribuintes para deixá-los saber o que nós estamos fazendo no campo.
Temos falado com pastores que tem dito que raramente ouve de alguns de seus missionários o que eles estão fazendo. Isso não é bom. Nós precisamos ser responsáveis por aqueles que dão suas ofertas e orações para ajudar-nos em nosso trabalho.
Uma ou duas vezes por mês nossos parceiros ouvem de nós qualquer coisa na forma de relatório ou agradecimento pela ajuda deles. Sabemos que o campo pode tomar muito nosso tempo. Mas nós temos reservado um tempo especialmente para conservar contato com nossos mantenedores. Eles são nossos cooperadores na colheita e nós os queremos envolvidos no que nós estamos fazendo. Eles podem se envolver de uma forma mais intensa se forem informados.
Nossos negócios são conduzidos diretamente de Praga. Os escritórios dos Brazees em Tulsa lida com a receptação e recebimento de finanças dos nossos contribuintes e envia-nos uma cópia mensalmente. Nós enviamos reconhecimentos, boletins e outras correspondências de Praga. Lidamos com nossos negócios todos daqui do estado. Antes de deixamos Oklahoma nós fizemos contas em bancos automáticos para fazer os saques mais fáceis pra nós.
Não tivemos nenhuma necessidade de incorporar nosso ministério até agora. Mas somos registrados na República Tcheca, assim temos um quadro do ministério composto de Tchecos, Mark Brazee e nós mesmos. Conservamos em nossa igreja os registros financeiros da escola e um programa no computador sobre a contabilidade de nossos encontros regularmente. No caso de sermos questionados pelas autoridades, tudo está em ordem.

“Dizendo adeus para as pessoas amadas”
Uma área que foi muito difícil para nós antes de irmos para o campo foi o fato de deixarmos nossa família para trás. Sabemos o que é chorar nos aeroportos depois de deixar nossa família para trás. Mas eu te digo que você será uma maior ajuda e benção para sua família fazendo a vontade de Deus do que fora da vontade de Deus!
Você pode estar deixando para trás pais idosos, membros da família sem salvação, etc, mas coloque-os nas mãos de Deus. Quando nos mudamos definitivamente para a República Tcheca sabíamos de uma coisa, “Nós estamos indo cuidar dos negócios de Deus e Ele cuidará da nossa família!” E Ele está! Nós e outros missionários que conhecemos temos visto a intervenção divina de Deus para curar, prosperar e trazer membros da família para a salvação enquanto estávamos do outro lado do mundo! Ele é fiel para cumprir sua Palavra!

“Estabelecendo seu ministério através da fé e paciência”
Sabíamos que uma vez que chegássemos em Praga, nós estávamos para estabelecer um centro de treinamento de ministros e uma igreja. Agora que estamos aqui há algum tempo, outras áreas tem sido acrescentadas a nossa visão tais como traduzindo e imprimindo livros, distribuição de fitas cassetes, cruzadas e implantando igrejas.
A visão é maravilhosa e muito importante, mas é ampliada a cada dia e cada tempo passo a passo. Temos que exercitar muita paciência para ampliar nossa visão no tempo certo de Deus e termos pessoas para ajudar-nos.
O primeiro passo foi conseguir estabelecer o ministério em um fundamento sólido. Queríamos algo que durasse e não algo que voasse do dia pra noite. Não queríamos ter que começar no ministério e depois ter que parar pelas autoridades ou ter barricadas para vencer devido às legalidades. Isso significou o registro de nosso ministério com o governo Tcheco.
Abaixo do sistema pós-comunista, o processo de registro exigiu muito trabalho, meses de tempo empregado e paciência inacreditável! De primeiro ninguém sabia o que precisávamos para registrar nosso ministério com o governo. Gastamos dias indo de um escritório a outro de Praga para obter informações. Mas Deus nos guiou para um homem Tcheco que conhecia o procedimento e nosso ministério foi registrados dez meses depois que iniciamos!
Também obtemos visto de residência a longo-prazo. Também tivemos que crer por causa dos requerimentos para o visto. Chegamos a preencher uma página inteira e os requerimentos eram praticamente impossíveis. Nós oramos e dizemos ao Senhor que se fosse necessário ele era capaz de mudar a lei para nos dar os vista!
Três meses mais tarde a Tchecoeslováquia se dividiu em dois países – a República Tcheca e a Slováquia e a exigência para os vistos mudaram totalmente! Em seis meses obtivemos os nossos vistos.
Um grande desafio para nós foi estarmos sozinhos sem intérpretes para os primeiros sete meses que estávamos no país. Deus moveu-se sobre uma mulher nos E.U.A. em uma igreja onde Larry tinha ministrado. Ela foi criada em Praga e ainda tinha amigos lá. Dentro de dois dias da nossa chegada ela nos encontrou no apartamento da cidade onde várias pessoas estavam na lista de espera por apartamentos à vários anos! O que é testemunho da provisão de Deus! Depois que ela voltou para os Estados Unidos ficamos sem ninguém para nos ajudar a se comunicar.
Nós usávamos o melhor que podíamos na linguagem. Finalmente encontramos outro intérprete e achamos um prédio para alugar. Estávamos prontos para iniciar a nossa igreja Centro Cristão da Fé. Passamos a distribuir impressos no metrô, aeroportos, mostrando o filme Jesus em Tcheco três vezes no período de duas semanas. Fizemos nosso primeiro culto no domingo, ninguém apareceu. O que fizemos? Pregamos como se o prédio estivesse cheio! No próximo domingo havia duas pessoas!

“Seja fiel em cumprir sua parte e Deus fará a parte Dele!”
Algumas vezes ouvimos histórias de sucessos de missionários da noite para o dia e graças a Deus por cada um deles! Mas muitas vezes o trabalho missionário é apenas planejar e se fortalecer em fé e paciência. Um ano mais tarde nossa igreja tinha 48 pessoas como membros e os líderes estavam começando a se fortalecer no centro do nosso grupo.
Domata Center for Biblical Studies seguiram o mesmo modelo de desenvolvimento como fizeram a igreja. Estes nove meses de escola de treinamento para ministros está funcionando de segunda à sexta por três horas e meia. Começamos a escola uma semana depois da igreja. Embora fizéssemos tudo o que sabíamos fazer para conseguir estudantes, no primeiro ano tivemos apenas seis alunos. E três deles fizeram a matrícula de última hora!
Mas no segundo ano nossa matrícula tinha quase triplicado. Agora os formandos do último ano estavam começando a dar frutos. Uma igreja de graduados está explodindo com novos convertidos e ele está para começar novas igrejas nas vilas.
Tivemos que crer em Deus por cada estudante e por cada membro da igreja. Todo o tempo que estávamos crendo parecia no natural que não tínhamos pessoas para ministrar. Mas Deus é verdadeiro e sua Palavra nunca falha! Dentro dos últimos seis meses foram capazes de começar a imprimir os livros de Kenneth Hagin para a língua Tcheca. Nosso progresso não tem abalado a Terra. Ao invés disso, tem devagar e constante mas podemos ver que está aumentando no tempo certo.
Todos os países a até cidades dentro do mesmo país são diferentes. Há diferentes graus de oposição das igrejas ou religiões estabelecidas, situações diferentes, estações de colheita diferentes. Alguns missionários chegam no país onde outros têm lavrado a terra e preparado o caminho, é tempo de colheita!
Outros têm que ir primeiro e fazer a aração e plantação a fim de haver uma colheita. Não permita a si mesmo se tornar desencorajado e comparando-se a outros em outros lugares. Você apenas precisa responder essa questão, “Estou fazendo o que Deus me mandou fazer?”
Se a resposta é positiva, continue sendo fiel. Deixe Deus fazer sua parte. Se você tenta fazer a parte de Deus você se frustrará e continuará depressivo. Você nunca crescerá e se crescer, será um crescimento sem valor. Permaneça firme, mesmo que pareça algo insignificante e sem valor, mesmo que as circunstâncias digam que você nunca conseguirá. Deus está com você e Ele recompensará seu trabalho com crescimento.
A maioria dos casos desafiadores que temos tido é os ataques de desencorajamento, a língua e as diferenças culturais, sentimentos de isolamento e o fato de que o progresso visível não tem vindo tão rapidamente quanto desejássemos.
Isto é onde nós temos tido que aprender a nos encorajar no Senhor. Oração, adoração e ações de graça. É fácil gritar depois que os muros caíram, mas temos que aprender a gritar quando os muros surgem diante de nós como montanhas.
Conservando nossos olhos na Palavra tem nos ajudado a ficar firmes em fazer o necessário, vendo sempre o resultado do que se manter focalizado nas circunstâncias. Nós temos escrituras específicas colocadas em nosso lar que regularmente concordamos juntos para nossas vidas pessoais e ministeriais. Nós conservamos a Palavra lendo ou como música alegre tocando em nossa casa junto com fitas de ensino que ministrarão para nós pessoalmente em áreas de fé, cura, vitória, etc e podemos ficar bem ocupados!

“A IMPORTÂNCIA DO COMPANHEIRISMO DENTRO E FORA DO CAMPO”
Temos solicitado a outros missionários para serem nossos companheiros e temos particularmente dois amigos que necessariamente não crêem como nós mas reconhecem a importância do companheirismo.
Nós paramos para falar com eles não para entrar em conflitos doutrinários, em vez disso focalizamos os assuntos que concordamos e aproveitamos a companhia um do outro. Sendo americanos e amigos de sulistas nos deram muita coisa em comum. Tínhamos refeições mexicanas, negócios úteis, informações ministeriais, noticiam do estado e oramos uns pelos outros. Nós até os ajudamos a começar uma igreja antes mesmo da nossa.
Se você estiver na linha da “Palavra da Fé” como missionário em uma área que não têm muitos como nós, sentimentos de isolamento podem vir, mas não se isole pelo fato de não querer ser companheiro de outros missionários de outros grupos. O corpo de Cristo é grande e diversificado e cada parte é útil e precisamos uns dos outros.
Ao menos uma ou duas vezes por ano, nós voamos de volta para os Estados Unidos. Nós incluímos esta despesa em nosso orçamento, e por voar na mesma linha constantemente, já ganhamos passagens de graça com nossas milhas. Sentimos que é muito importante para o nosso próprio bem-estar voltar aos Estados Unidos periodicamente. Se nós não nos desenvolvermos o ministério sofrerá conseqüência. Assim voltamos por três motivos: visitar a família, refrigério espiritual e visitar as igrejas que nos apóiam ou que gostariam de ter nossa visita.
Em nossa agenda planejamos assistir encontros onde sabemos que podemos ser ministrados e nós passamos tempo com outros ministros a fim de sermos companhia pra eles e sermos ajudados. Também gostaríamos de encontrar pessoalmente o tanto quanto for possível de mantenedores. Durante cada viagem temos que planejar tudo cuidadosamente e cada passo dado lá dentro. Por outro lado, voltamos para o campo exaustos e com a agenda cheia e muitas vezes pensamos em não voltarmos aos Estados Unidos.

“se tivéssemos que fazer tudo outra vez…”
Os mais velhos sempre dizem, “Percepção tardia é melhor do que previsão”; e se nós tivéssemos que fazer tudo novamente, definitivamente faríamos algumas coisas diferentes. Mas primeiramente nós teríamos nos concentrado em duas áreas: sendo mais específicos em oração para certas ajudas pessoais que precisaríamos e aprender a língua mais cedo.
Se você sabe que estará indo para um lugar que você não fala a língua, comece a aprender a língua deles. Faça cursos ou consiga fitas e comece aprendendo tanto quanto você puder antes de partir. Você não pode contar com um intérprete para sempre!
Também ore até o fim pelo o plano de Deus pra sua vida antes de deixar o seu país. Orando em outras línguas e também em seu entendimento. Ore e creia por ajuda específica que você vai precisar tais como intérpretes, músicos, secretárias, ministros de crianças. Você precisará mais cedo do que você pensa e é melhor ter por eles esperando por você antes do que você esperando por eles.
Além disso, permita que o Espírito Santo ajude você a orar por pessoas e coisas que você ainda não sabe que vai precisar. Não fique preocupado, para que não naufrague na fé, você terá muito que orar quando chegar em seu país de destino!

Outras Considerações:
Concluindo, se pudermos compartilhar alguma coisa com um futuro missionário seria isso: o campo missionário como qualquer outra área do ministério requer duro trabalho e obstinada persistência diante dos obstáculos. O contrário do que algumas pessoas pensam, o campo missionário não é glamoroso. Ele não é um lugar para se criar fama internacional para si mesmo ou um modo de escapar de uma vida problemática ou insatisfeita em seu país. Qualquer que seja os problemas de uma pessoa em seu país, será ampliado no campo missionário.
O campo não é um bom lugar para aqueles que tem um casamento com problemas ou uma vida em casa problemática, quando as pressões de uma diferente cultura e novo modo de viver colocará tensão adicional nos relacionamentos.
Uma pessoa deve ter certeza que Deus o chamou para o campo antes de fazer as malas e se mudar para um outro país. Se estabelecer no estrangeiro não é algo que é facilmente desfeito uma vez que tenha sido feito e haverá muitas oportunidades para questionamento porque você retornou do campo. Todo o tempo os questionamentos chegam, mas nós fomos capazes de enfrentar o diabo de frente porque sabíamos que Deus tinha nos enviado. Entretanto, nós não partimos até Deus dizer: Vai! Ouvindo de Deus faz toda a diferença.
Também recomendamos ficarem livres de débitos o máximo possível. Além disso seria bom fazer uma viagem prolongada ao país onde você vai servir antes que se mude completamente para lá. Tudo pode parecer bom por uns poucos dias ou uma semana, assim, esteja certo de dar a si mesmo um tempo para se passar por turista. Você precisa realmente conhecer o país, suas condições de vida, trabalho que precisa ser realizado lá. É tolice se mudar para o campo simplesmente na base da emoção ou inspiração.
Educando-se a si mesmo sobre o país e a necessidade de lá e visitando pessoas dará ao Espírito Santo algo para trabalhar enquanto você ora. Então ore até você esteja certo em seu coração.
Quando você for para o campo missionário, vá com o coração para servir, querendo fazer algo para ser um abençoador. Trabalho missionário é muito mais que pregar e ensinar. Há também um grande trabalho físico que precisa ser feito, principalmente se você está iniciando seu próprio ministério ou então indo trabalhar com alguém mais. Determine antes do tempo que nenhum emprego será indigno de sua “dignidade” para trabalhar em qualquer área necessária. Tendo esta atitude você será uma grande benção no campo e as portas do ministério se abrirão prontamente pra você.
Deus está enviando você para o campo missionário, isso será uma grande aventura para você! Os campos do mundo estão prontos para colheita e a necessidade de trabalhadores nunca foi tão necessária! Nações inteiras esperam para serem alcançadas com o Evangelho da vida. Deus está preparando os corações daqueles que você ministrará e eles estarão prontos para você quando você chegar lá.
Vá com confiança e audácia, determinação em fazer o plano de Deus se cumprir através de você. Nós podemos afirmar a você que nem sempre será fácil, mas a alegria em levar a Palavra àqueles que jamais ouviram é muito compensador.
Estamos nos últimos dias do grande ressurgimento da história do mundo! A glória de Deus vai cobrir toda a Terra e Ele manifestará sua glória através dos seus vasos humanos. Então permaneça no lugar que Ele o colocou e seja fiel. Deus usará você no lugar que você está para mudar o curso dos povos e nações!

CAPÍTULO 6
“RECONHECENDO, DESENVOLVENDO E UTILIZANDO SUA CHAMADA PARA MISSÕES”
Por: John Romick
Em 1980, John Romick se formou em Bacharel em Ciências de Computação na National College de Rapid City, South Dakota. Ele se formou no RHEMA em 1984 e após três meses da sua formatura, partiu para o campo missionário em Quetzaltenango, Guatemala, onde ele encontrou e casou-se com sua esposa, Alba.
No final de 1988 o Senhor enviou os Romicks para Bogotá, Colômbia. Eles são os diretores do Mission Colômbia, que consiste de uma igreja local, escola bíblicas e uma associação ministerial.
Jonh e Alba têm dois filhos: Jonh David com cinco anos e Daniel com dois.

* * *

“Missões – Ensinando fidelidade aos homens”
II Timóteo 2:2
E o que de mim entre muitas testemunhas ouvistes, confia-o a homens fiéis que sejam idôneos para também ensinarem a outros.

Isso tem sido dito que a missão das missões é a Igreja, e a missão da Igreja é missões. Para mim que estou no coração de missões, ensino fidelidade aos homens que voltarão a ensinar outros. Isto é, porque concentramos nosso trabalho de missões nas Escolas Bíblicas, Centros de Treinamento, igrejas locais, etc. Agora estamos em uma posição no ministério que a maioria das aulas em nossa Escola são ensinadas pelos ministros nacionais.

Atos 19:8-10
E entrando na sinagoga e falou ousadamente por três meses, discutindo e persuadindo acerca do Reino de Deus;
Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho perante a multidão, retirou-se deles. Levou consigo os discípulos, e discutia todos os dias na escola de Tirano;
Durou isso dois anos, de modo que todos os que habitavam na Ásia ouviram a Palavra do Senhor Jesus, tanto judeus como gregos.

Lendo o versículo 9, podemos ver que Paulo estava na escola de Tirano pregando a Palavra de Deus diariamente. O resultado foi que dentro de dois anos, toda a Ásia Menor tinha ouvido a Palavra de Deus.
Não acredito que toda a Ásia Menor ouviu a Palavra de Deus por intermédio somente de Paulo. No verso 9 diz que ele ministrava diariamente na escola. Eu creio que os estudantes da escola bíblica de Tirano conseguiram se incendiar e voltaram para seus próprios países, cidades, família e amigos e começaram a pregar o Evangelho. O que aconteceu como resultado? Dentro de dois anos, toda a Ásia Menor ouviu o Evangelho!
Esse é o modo como conduzimos nosso trabalho em missões. Treinamos os trabalhos de missões nacionais para seu próprio governo, sustento e propagação. Os missionários estrangeiros precisam aprender a confiar mais nos nacionais e delegar responsabilidades.
Um missionário pode fazer cruzadas evangelísticas, mas se não tiver nenhum acompanhamento, não haverá nenhum impacto duradouro. Nós queremos fazer algo de valor eterno para o Reino de Deus na Colômbia para o fruto permanecer, e nós cremos que treinar ministros nacionais é o modo de se fazer isso.

“Escolas Bíblicas”
Começamos nossa Escola Bíblica interdenominacional em Bogotá, mantendo aulas aos sábados, assim seria fácil para a maioria das pessoas assistir. Muitas pessoas têm que trabalhar durante a semana e as aulas à noite são muito difíceis para muitos devido à distância.
Depois que iniciamos a escola bíblica, começamos a expandir escolas. Uma expansão da escola é uma escola móvel que vai para diferentes cidades para ajudar pastores de pequenas igrejas e preparar o povo deles para liderar. Através das escolas em expansão, aulas são ensinadas como na escola bíblica, só que menos extensas.
As escolas em expansão são um grande benefício para os pastores locais que participam. Os formandos destas escolas em expansão tornam-se nossos ajudadores no ministério.
Tentamos fazer a escola tão barata quanto possível. Nossos estudantes pagam cerca de sete dólares por mês, incluindo livros. Nós trabalhamos com aqueles que não podem proporcionar dando-lhes um desconto de acordo com seus rendimentos e circunstâncias.
Todos aqueles que recebem o desconto são esperados para ajudar a limpar o prédio depois dos encontros. Há um intervalo de meia hora para os alunos lancharem na cafeteira, que colocamos exatamente pra ocasião. Os lucros da cafeteira ajudam a manter a escola bíblica, incluindo o ensino dos estudantes.
Os ministros nacionais que ensinam recebem uma oferta de amor no final das aulas se eles não já foram pagos pelos membros da equipe. Os missionários recebem o sustento deles dos Estados Unidos. Temos tido isso com eficácia e agora estamos no sétimo ano das Escolas Bíblicas.
Nossa meta é cobrir a Colômbia com a Palavra de Deus! Com isso em mente nossos alunos dão um resumo de suas aulas no fim do ano escolar, para que eles mesmos possam ensinar para outros. Queremos até o fim do ano distribuir os resumos para que eles mesmos tomem suas notas durante o ano para estudar seus testes. Também temos planos de expandir nossa escola em tempo integral brevemente.

“A Visão”
Nossa visão é manter e aumentar nossos alcances em quatro áreas: (1)nossa igreja local; (2)nossas Escolas Bíblicas; (3)a missão na Colômbia com patrocinadores em seminários e cruzadas evangelísticas e (4)viagens missionárias.
Em nossa igreja local na Colômbia, atualmente temos cerca de 250 membros ativos que estão crescendo na graça e no conhecimento de Deus. A Igreja tem uma associação ministerial e patrocinadores de um programa de rádio diário que pode ser ouvido por toda cidade.
Temos várias extensões da escola bíblica por toda a Colômbia. Através dessas escolas nós estamos levantando líderes qualificados no Corpo de Cristo. Esses líderes são bem equipados para ensinar e pregar o Evangelho de Jesus nas várias cidades deles, centros e vilas e até outras nações. Temos formado mais de 1.200 estudantes nessas escolas.
Nosso ministério, a Missão Colômbia tem patrocinadores em seminários e cruzadas evangelísticas. Esses seminários têm sido uma ferramenta eficaz usada por Deus para promover as escolas bíblicas em diferentes partes da Colômbia e para focalizar os ensinos da Bíblia que são confirmadas pelos sinais.
Através dos seminários e cruzadas, temos visto centenas de pessoas saírem do poder da escuridão para o Reino de Deus. Aqueles crentes juntamente com outros querem conhecer mais sobre o poder de Deus e transformar a vida pela Palavra de Deus.
As viagens missionárias são também uma parte fundamental no trabalho que estamos realizando aqui na Colômbia. Essas viagens ajudam os crentes a olharem os campos que já estão brancos para a colheita (João 4:35). Aqueles que participam experimentam diferentes aspectos do ministério, incluindo testemunho na rua, ajudando na igreja e orando por pessoas em campanhas. Eles obtêm uma perspectiva mais ampla sobre missões no estrangeiro e é uma experiência de mudança de vida para todos os envolvidos.

“Minha própria chamada”
Antes de assistir as aulas no RHEMA, o Senhor já tinha me falado durante um período de oração que eu ia para o sul. Durante o meu tempo no RHEMA, o Senhor colocou a América do Sul em meu coração e eu comecei a orar por isto continuamente. Depois de ir a Guatemala para treinamento, o Senhor falou comigo para ir a Bogotá na Colômbia. Minha esposa da qual eu encontrei em Guatemala, deixamos Guatemala na direção do Senhor.

“Aprendendo a Língua”
A importância de aprender uma língua faz disso uma prioridade. Você pode dobrar sua eficácia e eliminar muita frustração concentrando-se na aprendizagem de uma língua tão rápido quanto possível. Isso levará tempo e dedicação e quanto mais você conhecer, melhor será para as pessoas que você estará ministrando!
Tornando-se fluente na língua não é uma sugestão, é um dever para toda missão em longo prazo se você quer trabalhar eficazmente no campo. Recomendamos que nos primeiros seis meses do primeiro ano, você gaste 50% do seu dia estudando a língua.
Muitas pessoas têm o conceito errado nessa área. Alguns pensam que Deus lhes dará a linguagem sobrenaturalmente. Isso está errado! Deus ajudará você, o Espírito Santo trará à sua memória aquilo que você tem aprendido – mas você deve estudar e preparar-se.
II Timóteo 2:15 diz, “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” Se nós devemos estudar para nós mesmos sermos aprovados por Deus no que diz respeito à sua Palavra, o que nos faz pensar que Ele nos “daria” a língua sem estudarmos?
Certamente eu entendo que em várias vezes o Espírito Santo nos dará uma mensagem em outras línguas. Havia 120 pessoas naquele lugar no pentecostes que falaram sobrenaturalmente, cada um que os ouvia falar, escutava na sua própria língua nativa. Mas estas coisas não acontecem diariamente, e quando acontece, não é como desejamos, mas sim como o Espírito quer (I Co 12:11).
Quanto mais jovem você começar a estudar outra língua, mais fácil será para você! Por exemplo, as crianças aprendem a falar mais rapidamente quando são rodeadas por outros que falam a mesma língua. E uma pessoa mais jovem entre 15 e 20 anos pode aprender uma língua e ser fluente em apenas seis meses. Alguém que tem entre 20 e 25 anos pode aprender em um período de um ano.
Aqueles que tem entre 25 e 30 anos, podem aprender em média em dois anos para se tornar fluente. Aqueles que tem entre 30 e 35 usualmente tiram cerca de três anos. Para cada cinco anos em idade, o tempo geralmente que tomam para aprender e serem fluentes em uma nova língua aumenta um ano.
A meta do missionário é tornar-se fluente o bastante na nova língua para pregar o evangelho e ensinar sem um intérprete. Assim, minha recomendação é que comece a aprender a língua tão cedo quanto for possível, conservando na mente que quanto mais jovem você começar, mais fácil será para você.

“Choque cultural”
O choque cultural é bastante natural e é esperado quando nos mudamos para outro país. Algumas pessoas parecem reagir mais do que outras, mas todos nós podemos ficar prontos para experimentar isso em algum tipo de grau de reação. Isso é normal e saiba que você não está sozinho.
Eu li um livro chamado Great Commission Handbook (How To Build na Anti-Shock Kit) que define quatro fases para um missionário ajustar-se em um outro país ou cultura. Durante a primeira fase você ainda é um turista. Você chega no país com ares romântico, tudo parece estranho. Seu novo país parece tão interessante! A euforia de sua experiência turva-se nas diferenças culturais.
Na segunda fase sua nova cultura já não parece tão fascinante. Você torna-se muito frustrado com as diferenças culturais, na verdade elas podem parecer tão grande que parecem intoleráveis. Sentimentos de raiva, irritação e desamparo junto com a fadiga produzem os sintomas clássicos de choque cultural.
A terceira fase é um período de recomeço. A idéia de fazer eventos não parece mais tão estranho. A confiança retorna e os sentimentos negativos vão dando lugar aos positivos.
A quarta fase é a aceitação. Entendimento e senso de humor retornarão e você começa a relaxar. Você agora é um “expert” pronto para compartilhar conselhos com recém chegados que estarão prontos a ouvir você porque eles ainda estarão na primeira fase.
Quando você se muda para um país estrangeiro, você tem que contar com outros para tudo o que você for fazer. Você terá que aprender muitas informações e quanto mais informações você tiver, melhor. Perguntas como “quem”, “o que”, “quando”, “onde” e “porque” é necessário, mas não seja tímido a fazer perguntas nem exagere, isto ajudará você em sua nova cultura.
Aprenda a fluir com a cultura onde você está. Ponha a idéia de que a cultura da sua terra é superior fora da sua cabeça! Olhe para a sua nova cultura como uma mera cultura diferente.
Um exemplo simples de uma cultura diferente aqui na Colômbia é que os colombianos misturam diferentes tipos de ingredientes doces em suas comidas e bebidas. Por exemplo, eles não colocam marshmallows no seu chocolate quente como os americanos fazem, ao invés disso ele colocam queijo no chocolate quente deles! É perfeitamente “normal” para um americano por marsmallows no seu chocolate quente, mas para um Colombiano isso seria considerado muito anormal. É um modo melhor que o outro? Não, simplesmente uma diferença de cultura.
Se você tem uma atitude superior, poucos vão querer ouvir você. Aprenda a ser “um judeu para os judeus e um grego para os gregos” (I Co 9:20-22). Você verá que as pessoas serão mais receptivas a você.
Um outro potencial de diferença na cultura que você encontrará é a questão da pontualidade. Muitos países não consideram a pontualidade uma virtude. Na verdade eles não consideram em nada a pontualidade. É um conceito estrangeiro para eles! Para muitos, conseguir que uma tarefa seja realizada no dia planejado é a maior realização!
Aqui na Colômbia, chegar tarde é culturalmente aceitável. Por outro lado não é aceitável ou educado entrar na presença de alguém ou em uma sala sem falar com cada um individualmente. E quando se despedir tem que apertar a mão de cada um e dar um beijo no rosto. Por essa razão, muitas vezes os americanos são vistos como rudes ou mal educados, quando o que acontece são as diferenças culturais!
É importante aprender a se adaptar à cultura onde quer que você vá sem criticar.

“Boletins”
Achamos que enviar um boletim trimestralmente com fotos para nossos cooperadores seria muito bom. Então uma vez por mês, nós enviamos uma carta de agradecimento para cada apoiador com atualização dos eventos do mês.
Também achamos que com um pouco de experiência já podíamos produzir boletins de boa-qualidade em um computador usando um scanner para as fotos e um programa de gráficos no computador. Uma impressora a lazer é necessária para obter melhores resultados.
Produzindo cópias de qualidade como no original, pudemos reduzir nos desgastes de nosso computador e de tinta, porque ambos gráficos e fotos gastam muitas tintas. Desse modo nós podemos ser bons administradores e conservar nossos mantenedores bem informados de um modo mais econômico.

“Itinerando”
Temos visto muitos missionários que gastam mais tempo itinerando do que no campo. Nós não sentimos que isso seria necessário. Gastamos um mês por ano itinerando e nós confiamos em Deus para o resto. Ministrando nas igrejas que nos apóiam têm sido um modo de manter um relacionamento sólido com eles e nos tem adicionado bençãos financeiras extras.
Tentamos ministrar em novas igrejas enquanto o Senhor abria as portas. Nós temos descoberto que meses itinerando não é necessário ao menos que se esteja começando um novo trabalho. Nosso conselho para os missionários é confiar no Senhor. E para os novos missionários encorajamos vocês a não desprezarem o dia dos pequenos começos. Dificuldades e obstáculos financeiros não são incomuns no começo do ministério no estrangeiro. Temos visto que as bençãos de Deus são acumulativas e a prosperidade é um processo.

“Economia”
A fim de assegurar seu auto-sustento nós acreditamos que é um pensamento errado que o trabalho deve ter fundos para o estado (ou fundos de outras nações) a fim de ser mantido. Se esse fosse o caso, então o que aconteceria se o missionário que começou a trabalhar foi chamado por Deus para um outro país ou começar um outro trabalho no mesmo país? Se o trabalho do missionário já tem começado não é auto- sustento, isso desabará e não haverá nenhum fruto sobrando.
Um outro inconveniente de permitir um trabalho para depender das finanças do lado de fora é que as pessoas tornam-se dependentes da ajuda de fora e começam a olhar para o missionário e a ajuda de fora como a fonte deles ao invés de olhar para Deus.
O orçamento para nosso trabalho na Colômbia, incluía aluguel, utilitários, finanças para operar a extensão das escolas, salários, etc, vem inteiramente da Colômbia. O trabalho é completamente auto-sustento, que foi nossa meta desde o início.
Noventa por cento de nosso programa de construção têm sido fundado por nossos membros da igreja por vontade deles mesmos. O projeto custará $320,000 dólares. Talvez não muito para os dólares americanos, mas para um país de terceiro mundo onde o salário mínimo é 77 centavos por hora, é uma quantia enorme. Mas Deus fornecerá, não somente através de fontes exteriores!
Alguns missionários têm a idéia de que algumas pessoas são pobres demais para dar alguma coisa. Nós temos visto pessoas serem abençoadas e prósperas por Deus enquanto eles davam do que tinham. Nós acreditamos que a igreja será construída por seus membros.
Projetos e criação de fundos são bons métodos de trazer unidade à igreja enquanto eles trabalham juntos para realizar a meta. Cremos que ensinar nosso povo a dar e dar-lhes a oportunidade de fazerem assim, sem colocar pressão, então Deus os prosperará por sua fé e obediência, eles devem aprender por si mesmos a benção de semear e colher. Para parafrasear um velho ditado,”Se você der ao homem um peixe ele terá uma refeição, mas se você ensinar um homem a pescar ele pode comer todos os dias de sua vida!”

“Estilo de vida missionária”
A pessoa que deseja tornar-se um missionário deve ser essencialmente fiel em sua igreja local e submeterem-se a um pastor. Fidelidade é uma chave muito importante para ser um sucesso no campo. Por exemplo, se você não tem sido uma benção em seu próprio país, você não será uma benção no país dos outros.
Seu pastor ficaria triste ao ver você partir por causa da ajuda que você têm dado a ele e à igreja local. Mas se você não tem sido um servo em sua própria igreja e em seu próprio país, simplesmente cruzando a fronteira não mudará você. Aqueles que são fiéis e que são uma benção em casa, será o mesmo no campo missionário. Em outras palavras, aqueles que são fiéis no pouco também serão no muito (Lc 19:17).
Umas vidas de oração bem equilibradas e boas hábitos de estudo são essenciais se você espera ter algo para dar ao povo espiritualmente. Estes hábitos devem ser desenvolvidos antes que você vá para o campo. Águas vivas não podem fluir de uma pessoa que não está cheia. Elas podem pingar mas você precisa mais de um pingo para impacta os corações das pessoas.
É também importante fazer amigos e ter bons relacionamentos com as pessoas uma vez que você chega no campo. É necessário ter contato íntimo com as pessoas para que você as possa conhecer melhor e ministrar nas necessidades delas.
Jesus ficou conhecido como amigo dos pecadores e publicanos. E da mesma forma precisamos escutar os corações das pessoas de quem nós vamos ministrar e aprender sobre elas. Não devemos ser conhecidos como pessoas que sobem ao púlpito para ministrar uma palavra, alguém que vêm dar alguns folhetos e mostrar filmes ou pedir dinheiro.
Um estilo de vida missionária não deve ser de muita luxúria. Por exemplo, se ministros nacionais vêem você comer em um restaurante onde a comida é o preço do que eles ganham em uma semana, isso provavelmente trará um grande conflito entre você e eles. Eles podem começar a ver você como aquele “gringo rico” e pode não ser bom para o relacionamento de vocês.

“aspectos legais”
Recomendamos a você que investigue as leis correntes do país onde Deus tem chamado você. Também encorajamos você a ficar lado a lado das mudanças, especialmente quando há uma mudança de governo ou mudança de administração.
Tente fazer tudo de acordo com a lei tanto quanto for possível (a única exceção para isso é quando é contra a lei pregar o Evangelho). Seja paciente com as legalidades. A maioria dos países fora dos Estados Unidos é extremamente devagar com o trabalho no papel, e algumas vezes leva anos para as coisas ficarem realizadas.
Se possível tenha seu contador fazendo sua contabilidade dentro do país onde você está ministrando. Não somos registrados nos Estados Unidos mas na Colômbia. Temos sido muito abençoados em ter o RHEMA Bible Church lidando com as nossas finanças no estado, assim não tivemos necessidade de se registrar no estado.

“você é verdadeiramente chamado?”
Como você sabe se é realmente chamado para missões? Aqui na Missão Colômbia, não aceitamos ninguém que venha trabalhar conosco a menos que ele venha a uma viagem de missões à curto prazo.
Observar a terra esta nas escrituras. Por exemplo, Moisés enviou os filhos de Israel para a terra de Canaã a fim de observar o que fosse possível (Nm 13:17). Muitas vezes, Deus confirma a chamada durante a viagem à curta prazo da pessoa.
Depois de pegar uma viagem à curto prazo, a pessoa que é verdadeiramente chamada para aquela missão particular vai querer voltar apesar das dificuldades que possam experimentar tais como falta de água quente (ou falta de água), problemas com poluição, etc. Essas são algumas coisas que você pode experimentar aqui em Bogotá.
A pessoa com uma chamada têm a graça de tolerar as dificuldades quando é confrontado com elas. Seu foco está na colheita, não nas dificuldades.
Muitas pessoas têm o desejo de ir para o campo estrangeiro, mas muito freqüentemente seus motivos são errados. A aventura de viajar para uma terra distante, dormir em uma cabana de lama ou experimentar uma cultura exótica é para muitos sedutores.
Mas eles querem resistir às dificuldades de todos os dias que quase sempre vêm no campo de missão? É a compaixão a força motivadora que os compele? Uma pessoa precisa ser honesta consigo mesma e com Deus. Se sua motivação está errada, ele não fará isto e ele não resistirá quando sua fé for provada pelo fogo!
O excitamento e aventura de uma viagem missionária podem algumas vezes fazer com que as pessoas pensem que Deus os está chamando para o campo. Nós recomendamos que o candidato a missões que viajou em curto prazo para o campo retorne para seu lar e comece a orar consistentemente sobre a vontade de Deus pra sua vida. Se depois de vários meses de oração o desejo ainda continua e ele tem um testemunho interior em seu espírito, é seguro dizer que ele não está fazendo uma decisão baseada em uma experiência emocional.

“Mais viagens de missões a curto-prazo”
Temos visto que aquelas viagens à curto prazo são uma visão ampliada de experiência para todos os que participam. Essas viagens dão às pessoas a oportunidade de serem trabalhadores na colheita tão bem quanto à experiência de primeira mão no campo. Os participantes são envolvidos em vários aspectos do ministério de ajuda e pregação nas ruas para orar pelas necessidades das pessoas durante as campanhas.
Como eu disse, Deus freqüentemente confirma uma chamada missionária sobre as vidas das pessoas durante esses tipos de viagens. E muitas vezes depois de visitar o campo, até aqueles que descobrem que não são chamados para missões tornam-se mais ativos nas missões através de suas habilidades.

“considerações finais”
Em missões, tanto quanto qualquer outro ministério, nós concentramos nossas atenções à promoção do Reino de Deus e não em nosso próprio reino. Nós não estamos interessados com a nossa “imagem” ou com a tentativa de nos promover ou o nosso ministério.
Quando missionários tentam promover sua própria imagem, seus boletins tornam-se mais ficção do que fato. Então eles começam a ministrar às pessoas não para o benefício das pessoas, mas para seu próprio benefício, assim eles terão algo para relatar de volta para seu país.
Nós precisamos manter nosso amor pelo Senhor e nosso amor pelas pessoas sempre. O sucesso está em fazer o que Deus lhe chamou para fazer, não o que as pessoas querem que você faça. Não seja movido pelo o que as pessoas pensam de você ou seu ministério ou pelo o que eles esperam de você. Sempre conserve seu coração puro e você será uma benção para muitos!

CAPÍTULO 7
“CHAMADA PARA A PREPARAÇÃO”
Por: Jim Andrews
Depois da formatura do RHEMA, Jim (‘79’80) e Faye Andrews, passaram três anos na Guatemala trabalhando com ministério estabelecido. Em 1984, eles se mudaram para realizar um novo trabalho em Lima, Peru. Além da escola bíblica em Lima os Andrews tem pioneirado uma igreja naquela cidade e tem começado igrejas satélites e escolas bíblicas por toda a nação do Peru. Os Andrews também ministram por todo o Peru com campanhas evangelísticas e têm sido anfitriões em várias missões em viagens a curto-prazo feitos no Peru pelo Rhema Bible Training Center por estudantes e membros de várias igrejas nos Estados Unidos.

* * *

Depois que Faye e eu recebemos o Senhor Jesus em 1975, começamos a ouvir os ensinamentos do Rev. Kenneth Hagin. Então ficamos sabendo do Acampamento do Ministério Kenneth Hagin e assistimos nosso primeiro encontro em 1976. Foi no encontro do acampamento que fomos movidos pelo Espírito Santo a fazer o RHEMA Bible Training Center. Para nós, como muitos, assistir as aulas do RHEMA foi a maior decisão para nós. Mas agradeço a Deus porque fizemos a decisão certa!
Agradecemos a Deus pelo RHEMA e pelo espírito de fé que nos foi concedido lá. Quando nos mudamos mais tarde para Guatemala como missionários, nossa filha ficou muito doente com uma febre muito estranha, e se não fosse a Palavra que foi ministrada a nós no RHEMA, nossa filha poderia ter morrido.

“Seguindo a liderança do Senhor”
O chamado para as missões foi algo que eu não pensei com seriedade até o primeiro ano no RHEMA. Mas agora eu posso ver que a chamada para missões já ardia em mim desde o dia que recebi o Senhor Jesus. Por exemplo, muitas vezes quando os missionários vinham para a nossa igreja ministrar, meu coração se movia para aquela direção. Uma vez eu perguntei a um dos meus líderes o que ele achava sobre eu ir para o campo. Ele me desencorajou contando que o tempo que eu levaria para receber treinamento necessário para ir ao campo eu ficaria velho demais para ir!
Eu estava com 30 anos naquela época e com quatro filhos. Hoje estamos em nosso 14º ano no campo como missionários!
Durante nosso primeiro ano no RHEMA, meu coração começou a se mover outra vez em direção a missões. Eu pensei que nós iríamos para a África. Eu achava que missão era ir pra África e viver em uma cabana de lama!
Agradecemos a Deus que não nos deixou ir para o campo precipitadamente enquanto estávamos no segundo ano do centro de treinamento. Temos aprendido que dias de preparação não é tempo perdido! A verdade é que o que aprendemos no segundo ano no RHEMA ajudou a salvar a vida de nossa filha.

“como tudo começou para nós”
Eu sei que há diversas maneiras do Espírito Santo guiar pessoas, mas eu estou compartilhando sobre como o Senhor nos guiou.
Olhando para trás em minha vida eu percebo a profundidade do plano de Deus pra minha vida. Sempre havia pensado em ir para outro país para viver, como muitos, entretanto, eu nunca tinha estado em um país estrangeiro.
Depois da nossa formatura do RHEMA, uma oportunidade surgiu para eu ir à Guatemala. Decidimos que iríamos. Não orei exatamente sobre isso, mas senti que era a coisa certa a se fazer no momento. O Senhor ministrou para mim de uma forma especial naquela viagem, mesmo eu estando doente havia três dias.
Uma vez que retornei aos Estados Unidos, eu vi que era necessário mas não senti uma chamada de Deus para retornar à Guatemala. Então em janeiro de 1981, depois de buscar ao Senhor em oração continuamente e depois de trabalhar fielmente em uma igreja local, o Senhor falou para mim em uma oração no café da manhã em uma voz audível e autoritária para irmos à Guatemala.
Quando eu recebi aquela direção do Senhor, tentei por uma indireta ver qual a direção que minha esposa havia recebido. Eventualmente fiquei sabendo que ambos tinham recebido do Senhor que devíamos nos mudar para Guatemala.
Tivemos uma reunião familiar e anunciamos a nossa família e filhos a nossa decisão de mudarmos para Guatemala. Para nossa surpresa, o Senhor já tinha tratado com eles! Nunca tivemos problemas com nossos filhos por causa de nossa chamada missionária!
Tudo isso ocorreu em janeiro de 1981. Levou um mês para cumprirmos nossos compromissos com nossos empregados. Levou dois meses para chegarmos ao campo. Eu senti uma urgência em ficar no campo naquela época. Depois que recebemos a aprovação da missão com a qual trabalhávamos na época em Guatemala, nos mudamos rapidamente para lá.

“Permanecendo no Campo”
Muitos missionários novatos têm que abandonar aquela impressão de que estão mendigando dinheiro. Os missionários devem fazer a parte deles e dividir a visão e levantar sustento. Mas eles precisam de apoio da igreja local. No início, todo o sustento do missionário vem de um outro país do que aquele no qual ele está vivendo e ministrando.
Na maioria dos países um missionário não é permitido trabalhar naquele país porque ele não está ali para trabalhar. Em muitos casos o missionário pode até trabalhar mas o salário é tão baixo que não faz nenhuma diferença.
Provavelmente o maior desafio para os novos missionários é levantar sustento. Eu li recentemente em um livro que a vidas dos missionários ocidentais estavam acabando e que as igrejas apenas apoiariam ministros nacionais! Mas Deus ainda têm chamado missionários “ocidentais” e Ele tem suprimento e provisão o suficiente para enviar aqueles que Ele chama!
Ainda que um missionário seja chamado por Deus, o desafio financeiro ainda se encontrará presente. O problema que ele deve encarar no início é a credibilidade enquanto ele não tem feito nada no ministério. Prudência para realizar as coisas por si mesmo significa mérito de confiança para os outros.
Uma das coisas que sugiro às pessoas é que sejam fiéis em sua igreja local e que por suas mãos você abrirá seu caminho. Novos missionários precisam de uma base de sustento em sua igreja local.
Quando chegamos em Guatemala, havia muito poucas igrejas com a Palavra e levou algum tempo até termos uma base financeira. A missão que nós trabalhávamos em Guatemala nos queria por lá e se ofereceu para nos ajudar financeiramente. Tínhamos muitas poucas coisas e levou três meses para conseguirmos a mobília da casa. Durante esse período nossos filhos dormiam em camas desmontáveis (e nunca se queixaram disso).

“A Voz da Experiência”
Todo aquele que é chamado para missões deve ir ao campo pelo menos uma vez em uma viagem a curto-prazo.
Há dois motivos principais para isso: primeiro, ele iria confirmar sua chamada e se o missionário for casado sua esposa deve ir também. Esposas precisam conhecer o campo onde eles são chamados antes que eles cheguem ao campo para morar lá. As mulheres são simplesmente mais práticas do que os homens e vendo o campo eliminarão muito dos interesses que possam ter como fazedoras de lar e especialmente de serem mães.
Segundo, ele precisa de experiência. Essa experiência aliada com a sua confiança na chamada o capacitará a falar com convicção sobre sua chamada ao campo. A maioria das pessoas não é movida para dar ou ajudar você financeiramente apenas porque você quer ir tentar fazer algo lá fora!

“Maneiras de manter contato com seus mantenedores”
O novo missionário deve fazer contato com as igrejas locais. Eu creio que isso é um plano de Deus para abençoar as igrejas locais. Quando uma igreja se dá para missões eles realmente estão se dando em fé porque eles não podem ver para onde o dinheiro vai, ao menos que eles visitem o campo. O contato do missionário com a igreja será o elo entre eles e o campo e inspirará eles em seu desejo de apoiar os trabalhos de missões.
Certamente que temos um boletim. Entretanto, contatos visuais falam mais alto do que cartas, assim, tentem fazer contatos pessoais com seus mantenedores antes que você vá para o campo e quando você voltar para o seu país depois de já ter se mudado para o campo.
Quando fazemos contato pessoal, se lembre de algumas coisas. Os pastores são pessoas ocupadas, assim se você contatar um pastor, seja consciente de seu tempo. O que você não respeita, você eventualmente perde. Não seja ignorante a ponto de não saber que o pastor também tem uma visão e uma chamada para realizar. Você deve estar querendo ajuda-lo em sua visão e chamada. Sua meta é preparar as pessoas para o ministério, tanto leigas quantos ministros de tempo integral, pois muitos deles irão para o campo um dia!
Quando você se encontrar com um pastor, sempre deixe algo na sua mão sobre seu ministério para que ele medite e reveja. Seu boletim deve ser simples, fácil de ler e informativo. Ele deve informar aos leitores sobre o país no qual você irá, o que você fará, sua data de partida programada, se você é um novo missionário, onde e como seu dinheiro será manuseado.
Há vários caminhos para manusear suas finanças. Você pode ter suas finanças manuseadas através da sua igreja local se esse serviço estiver disponível. A igreja local pode ser uma grande benção para você em sua arriscada missão.
Para os graduados do RHEMA que são membros da Associação Ministerial Internacional RHEMA, o RHEMA oferece esses serviços. Graduados do RHEMA entram em contato com o RMAI para uma lista de requerimentos e outras informações necessárias.

“Comprando, Embalando e Embarcando”
Tão claro quanto parece, o missionário precisa conseguir suas coisas para o campo, e há modos certos e errados de se fazer isto! Por exemplo, não compre bagagens caras; viagens internacionais são cara em questão de bagagem. Algo leve, como 70 libras por pessoa é normalmente o limite que você pode levar em um avião. Fechaduras são uma obrigação, e objetos de valor devem ser colocados em sua mala de viagem não em sua bagagem.
A embarcação poderia ser o caminho para transportar seus pertences. Entretanto, informações sobre costumes, taxas e assim por diante deve ser adquirido antes de embarcar. Sempre ponha no seguro o que você embarca.
Quando você compra roupas para levar ao estrangeiro, compre roupas de qualidade, pois em muitos países a água e o detergente são muito resistentes em roupas. Quando empacotar as novas roupas, tire as etiquetas de preço e lave as roupas se possível. Alguns países cobrarão impostos de você em uma certa quantia de novos tecidos que você leva para o país, especialmente se você tem visto de residência.

“Primeiro as Primeiras Coisas”
Há várias coisas que devem ser feitas primeiro quando você chegar no país onde estará ministrando.
Primeiro: Estabeleça seu lar. Solteiros têm isso mais fácil do que famílias porque eles podem viver na casa de um ministro por enquanto, o qual também facilitará a aprendizagem da língua nativa (apesar de você ser solteiro ou casado, a língua deve ser aprendida com antecedência!).
Segundo: Uma vez que você já está localizado em seu novo país, contas no banco devem ser abertas. Certidão de nascimento, casamento e outros documentos legais devem ser levados com você para o país – originais e não cópias.

“Dinheiro é Muito Importante”
É necessário levar com você dinheiro suficiente para levantar moradia e facilidades para o ministério. A quantia dependerá de como você planeja receber finanças no país. Lembre-se que isto pode levar um longo tempo para receber dinheiro do seu país de origem. Moradia em um outro país deve custar a você pelo menos um ano de pagamento adiantado.
O melhor modo que encontramos para lidar com as nossas finanças é ter nosso dinheiro depositado em nossas contas no Estado. Então podemos depositar ou transferir o dinheiro para o país onde estamos vivendo. Mas eu tenho uma palavra de advertência: seja cuidadoso com quanto dinheiro você conserva nos bancos nos países estrangeiros. Nos últimos dez anos no Peru, temos tido três mudanças na moeda corrente, e várias vezes todas as contas no banco foram congeladas.

“Linguagem, não Línguas”
Eu tenho ouvido histórias sobre o dom da capacidade de comunicar-se em outra língua pela manifestação do Espírito Santo. Mas não acontece a maioria do tempo. Para o missionário ser eficaz à longo prazo, ele simplesmente deve aprender a linguagem do país no qual estará ministrando.
Eu certamente faço jus da oração em línguas, enquanto oro no Espírito em outras línguas, um dos melhores modos de se fortalecer espiritualmente. Mas eu estou falando sobre linguagem – a linguagem do país – não línguas.
A aprendizagem de uma outra linguagem e a habilidade para pregar de coração naquela linguagem ao invés de ler o seu sermão é a disciplina para praticar o que você estuda. Quando chegamos no Peru, esquecemos o inglês e mergulhamos no espanhol, a linguagem do povo. Lia muito pouco em inglês e quase nunca lia minha Bíblia em inglês.

“Conserve a Visão Viva e Não Lance Fora Sua Confiança”
A Bíblia diz que sem visão o povo perece! (Prov. 23:18) Isso se aplica a você também!
Uma visão, uma meta para sua vida e ministério conservará sua alma ancorada. Eu creio que no começo de qualquer novo trabalho o maior perigo está no começo do trabalho. É durante esse estágio que é mais fácil se desencorajar. Você deve conservar a visão mesmo que não seja algo tão específico.
Para nós, apenas chegar ao campo em Guatemala e fixar nosso ministério nos levou a passar certas dificuldades em levantar sustento. Então no caminho para o Peru onde nós agora ministramos, uma visão mais específica começou a desenvolver-se. O Senhor não falou comigo em uma voz audível, apenas surgiu dentro do meu coração fazer essas três coisas: 1) Erguer uma igreja forte na capital da cidade de Lima; 2) Conduzir seminários da bíblia para pastores e líderes ensinando-lhes a Palavra; 3) Erguer um Centro de Treinamento Bíblico.

“O Nascimento de Uma Igreja”
Para realizar nossa visão, começamos vagarosamente. Através de uma série de eventos, começamos mantendo encontros em nossa casa, onde ministramos cura a muitos.
Nós ensinávamos vários estudos da bíblia e as pessoas começaram a nos chamar “pastor”. Nós nunca contamos a eles que estávamos ali para levantar uma igreja.
Começamos mantendo encontros em nossa casa, ensinando às quintas-feiras à noite. Depois de um mês, decidimos começar a ensinar nos domingos de manhã. O Senhor falou para nós que estes seriam cultos de milagres.
Não estávamos localizados no lado pobre da cidade, mas no lado da cidade onde a classe alta vive. Nós temos aprendido que as pessoas se formarão para cima melhor do que para baixo. As classes sociais são predominantes no Peru.
No primeiro culto de milagres no domingo de manhã em nossa casa, pernas cresceram, um homem cego recebeu sua visão e um surdo foi instantaneamente curado. Naquele tempo, o que aconteceu no Peru foi difícil de se explicar. As pessoas começaram a vir de todos os lugares! Nós não estávamos preparados para isso! Nossa casa se encheu, o pátio se encheu, as pessoas vinham e ficavam em pé por várias horas!
Então nos mudamos para um teatro abandonado. Na primeira manhã em que estávamos lá, a igreja dobrou de número! Literalmente centenas de pessoas estavam vindo para o Senhor. Eu agora acredito depois de dez anos que hoje estamos preparados para tal coisa, naquela época não.
Um bom caminho para lidar com o crescimento de uma igreja, é o pastor treinar e desenvolver bons líderes. Muito de nosso crescimento veio de pessoas de outras igrejas, embora não fosse a nossa intenção ter pessoas de outras igrejas vindo para a nossa. Pessoas sedentas por Deus, que queriam mais da Palavra.
Olhando para os primeiros cinco anos de existência da nossa igreja, eu vejo que nós funcionamos principalmente como um centro de renascimento. Mas temos aprendido que a evolução é um dever da igreja se ela quer sobreviver. Em outras palavras, o trabalho deve evoluir para tornar-se uma boa igreja local.
Uma igreja local é uma família, e é um lugar onde o ministério é iniciado para todo o homem e para a toda família. De 1986 até 1990, 8.000 pessoas novas vieram para aceitar Jesus na igreja em Lima. Nós mantemos apenas uma porcentagem destas pessoas em nossa igreja porque como eu disse, simplesmente não estávamos preparados para tal ressurgimento.

“Mantendo Boas Relações Com os Ministros Nacionais”
Há um ditado que diz, “As pessoas não se preocupam com o que você sabe até que eles conheçam o quanto você se preocupa.” Se você vai ministrar no campo, você deve aprender a relatar para eles no local como eles vivem. Fora de Lima não tínhamos esse problema mas em Lima foi outra história.
Não tínhamos nenhum problema com outros pastores, até que nossa igreja começou a crescer rapidamente. Então começamos a ter alguns problemas. Por exemplo, centenas de pessoas de diferentes denominações foram batizadas com o Espírito Santo e isto causou-nos problemas com alguns pastores. O medo de perder pessoas na igreja deles é um dos maiores obstáculos com pastores nacionais. Entretanto, se você desenvolver um relacionamento com eles, será mais fácil.
Como missionário, você deve aprender a lidar com a rejeição, porque nem todos serão bem-vindos em sua chegada a outro país.
Ministrando para ministros ou pastores é diferente do que ministrar para pessoas leigas. Minha chamada particularmente é pregar, ensinar e ajudar a igreja local a desenvolver-se espiritualmente. Eu entendo melhor minha chamada hoje e os aspectos práticos de realiza-la do que no começo.
Eu digo isto porque os missionários podem destruir o relacionamento deles com os pastores locais se eles agem excessivamente zelosos em ensinar ou desenvolver os pastores ou rápidos demais em dar folhetos de propaganda.
Por exemplo, é fácil apresentar a imagem do grande “Pai” ao invés de simplesmente dar às pessoas a Palavra. Mas dê a Palavra primeiro e então ajude aqueles que realmente absorverem a Palavra. Então você não estará trabalhando no Reino em vão.
As finanças também são um dos maiores problemas entre missionários e pastores locais e muitas vezes há vários abusos na área de finanças de ambos os lados.
Lidando com pastores locais, o que você se comprometer a fazer, faça! Lembre-se que o que você faz com consistência produzirá melhores resultados. Assim, mantenha sua palavra. Se você não tem palavra, sua credibilidade será perdida. Uma vez que você perdeu o respeito como ministro, você perderá sua eficácia em ensinar a Palavra de Deus.
Mantenha escritas todas as suas concordâncias. Isto evitará muita confusão e ofensas com os ministros locais. Uma palavra aos pastores do estado: Não faça promessas aos ministros nacionais. Sempre trate através do missionário porque se você tem tratado diretamente com o ministro nacional, então quando você deixar a área ou o país, o missionário terá que fazer bem a sua promessa a fim de manter sua integridade no país.

“Treinamento de Ministros Locais é Um Dever”
Ser capaz de causar uma mudança em um país, o Evangelho deve atingir as pessoas. Ministros devem ser bem treinados não apenas na Palavra mas também nas coisas do Espírito. Você deve responder o “quando”, “onde”, “como” e “quem” realizando esta tarefa. Áreas diferentes do país requer métodos diferentes de ministérios.
Decidimos desde o começo gravar em vídeo todas as nossas aulas. Câmeras de vídeo, quer sejam super-8mm ou câmeras VHS, não são caras, e a qualidade tem melhorado grandemente. Porque do tamanho do país e a economia, é virtualmente impossível para muitos viajar para Lima para estudar. Isso é porque o vídeo das escolas da Bíblia tem sido uma benção. Nós agora temos quatro escolas e planejamos abrir cinco no futuro. Com os vídeos, é fácil montar as escolas quase em todo lugar, e é um custo muito eficaz.
Entretanto, o tipo de ensino que deve ser ensinado às pessoas “ao vivo” é com demonstrações do Espírito Santo. Eu posso enfatizar que é importante uma demonstração missionária da operação do Espírito.
Materiais de estudo são prêmios de valor. Nós colocamos os livros dos Revs. Kenneth Hagin e Kenneth Hagin Jr. nas mãos dos pastores locais. Lembre-se, você treina de diferentes modos mas de um mesmo sentido. Tudo o que você faz é treinar seja bom ou ruim.

“Estava me Consumindo ao Invés de Enfraquecendo?”
Você já deve ter escutado esse ditado, mas eu disse que você não tem que fazer nada! Você não tem que se consumir ou se enfraquecer! Você pode terminar seu curso e conservar sua saúde e sanidade enquanto faz isso!
Há uma tendência em ter no ministério a “Síndrome do Salvador” e uma atitude de “devo fazer tudo”. Enquanto a diligência é necessária no campo de missões, você não pode fazer tudo.
O missionário encara alguns desafios únicos no campo. Ele é seu próprio patrão, separado por terra ou mar de seus apoiadores. Apenas ficar no campo tem exigido um grande grau de motivação pessoal e normalmente o missionário é uma pessoa motivada. Ele ou ela vive em uma terra estrangeira, fala uma língua diferente, e as diferenças culturais são várias.
Por causa do desejo de alcançar o mundo, os missionários freqüentemente operam no “ide” todo tempo. Ele está apresentado às necessidades todo tempo. Por exemplo, quando ele vai à uma loja, pode haver 10 ou 15 crianças ou adultos pedindo esmolas. Isso podia ser uma ocorrência normal de todos os dias. Então, não importa aonde ele vai, as necessidades dos pobres e inutilizados estarão com ele constantemente.
O missionário deve tirar um tempo para descansar. Ele também deve tomar tempo com sua família. E é um dever que o missionário mantenha sua vida na Palavra e oração. Muitos têm me perguntado como eu consigo. Eu sempre confiei na Palavra e na oração.
O missionário deve ter um tempo para descansar, comer direito, conservar seu corpo em forma, e ter algumas horas de recreação. Eu também acredito que um missionário deve ter um lar bom e bem confortável.
Os missionários assim não retornariam aos Estados Unidos consumidos. Lembre-se, quando sua despesa aumenta mais do que sua renda, sua manutenção será sua ruína. Então quando você retornar aos Estados Unidos programe algum tempo apenas para amizades com aqueles que crêem na Palavra, seus companheiros. Depois que nos formamos no RHEMA, nós ficamos em contato com o RHEMA e seus eventos e atividades. Sabemos de onde nós viemos, o que nós temos sido ensinados no RHEMA e o testemunho que nós temos tido como resultado. Portanto, nós escolhemos permanecer unidos com nossas raízes espirituais no RHEMA.

“Ampliando Seus Horizontes”
Enquanto seu trabalho cresce, você continuamente será encarado com mudanças. Nem tudo será bom. Temos experimentado isso muitas vezes no campo. Já fomos processados várias vezes, nosso carro já foi apreendido e afiançado várias vezes porque nossa prisão foi publicada em três ocasiões diferentes.
Também temos encarado perseguições de irmãos em Cristo. E o sistema legal em outros países não é como o sistema legal nos Estados Unidos. Em muitos países estrangeiros,a aceitação de suborno é uma ocorrência comum, e muitas vezes, é melhor para você ter uma discordância do que um bom caso na corte.
Satanás é um mestre em tentar conservar você fora do alvo. Evite casos judiciais pois consome seu tempo, seu dinheiro e sua paz!
A fim de ampliar seus horizontes, você deve ampliar suas funções – seus recursos financeiros tanto quanto seus recursos físicos. Este controle é um dever. E como diz o ditado, o único modo de usar mais tempo é usar alguém a mais. A delegação é um grande fator no controle do tempo.
Como missionário, não fique com pressa, e não vá além de suas habilidades financeiras. Pressões no excesso financeiro tem sido a causa de destruição de muitos bons trabalhos. Mas não importa o quão grande e bem sucedido o seu ministério se torne, se você não tirar tempo para se ampliar espiritualmente no Senhor e na sua Palavra, qualquer crescimento na sua vida ou ministério serão difíceis de ser mantidos. Em outras palavras, o crescimento começa com você. Seu ministério será bem sucedido tanto quanto sua vida e seu relacionamento com o Senhor. Então você pode confiar Nele para ampliar seus horizontes ministeriais e prosperar o trabalho de suas mãos.

CAPÍTULO 8
“EQUIPE MINISTERIAL ESTRANGEIRA: COMPARTILHANDO A PALAVRA VIVA ATRAVÉS DO CENTRO DE TREINAMENTO PALAVRA VIVA”
Por: Carol Leaphart (‘89’90)
Em novembro de 1990, Carol mudou-se para as Filipinas a fim de trabalhar no Centro de Treinamento Palavra Viva. Antes de se tornar missionária, ela assistiu as aulas no RHEMA bible training center em Broken Arrow, Oklahoma, formando-se em maio de 1990. Ela trabalhava na Igreja Bíblica RHEMA enquanto estudava no RHEMA. Também servia como voluntária na Igreja das crianças, no Prayer and Healing Center, como conselheira por telefone.
Carol é diretora do Centro de Treinamento Palavra Viva. Ela ensina no Centro e conduz seminários de pastores e encontros de ministros por toda as Filipinas.
Carol têm três filhos: Bernard Leaphart e sua esposa Jeanine; April Thrusten e seu esposo Charles; e Terri, sua filha mais nova. Carol também têm dois netos: Joya, três anos e Samuel que têm dez meses.

* * *

Eu queria ser uma missionária desde que eu tinha 12 anos, mas as circunstâncias da vida, incluindo a criação de três filhos como uma viúva, adiou a chamada para 30 anos.
Então o que você faz se você sabe que está sendo chamado para o campo missionário, mas você é uma mulher passada dos 40 anos e solteira? Primeiro, esteja confiante de sua chamada. Desde o início do mundo do evangelismo, mulheres têm sido chamadas, ungidas e grandemente usadas por Deus.
Missionárias casadas têm servido fielmente ao lado de seus maridos em incontáveis campos estrangeiros. Essas mulheres vitoriosamente criaram seus filhos diante de tremendos desafios e muitas vezes circunstâncias adversas. Ser uma missionária no estrangeiro é um desafio. E sou privilegiada para contar a você minha história.

“Como Eu Soube Que Fui Chamada Para Missões”
Enquanto eu estava cursando o segundo ano no Centro de Treinamento Bíblico RHEMA, estavam dando uma oportunidade para participamos de uma viagem de missões por 10 dias às Filipinas. Um grupo especial de oração orou durante alguns meses antes pela viagem e pelo dinheiro necessário.
Durante uma dessas sessões de orações, eu tive uma visão. Eu vi um grupo de pessoas estranhas rodeadas pela escuridão. Eles não eram pretos nem brancos. Enquanto eles andavam na escuridão, não se queixavam, era como se eles não soubessem ou não percebessem que a escuridão os estavam engolindo. Eles estavam apenas “existindo”. O desânimo e a falta de propósito nos olhos dele penetraram meu coração. Eu estava grandemente movida pelo o que estava vendo.
Então eu ouvi o Espírito Santo dizer para mim, “Eu estou enviando você para levá-los para fora.”
Durante um outro período de oração com o grupo, eu vi uma outra visão. Um fazendeiro de arroz asiático em pé no meio de um campo de arroz que estava pronto para ser colhido. Ele gritou do centro daquele campo, “Venha cá e ajude-nos!”
Quando chegamos nas Filipinas em nossa viagem de missões, as pessoas se pareciam com aquelas que eu havia visto na visão – aquelas que estavam no meu coração. O que eu vi e experimentei naquele ministério que visitei mudou minha vida. Eu nunca mais fui à mesma.

“Há Graça Em Ir”
Uma vez que eu fiz a decisão de ser missionária nas Filipinas que era à vontade de Deus para minha vida, eu precisei escolher um local naquele país. Aqueles dias eu gastei em oração e em ouvir o Espírito Santo em meu espírito.
Eu senti que estava no caminho certo no que diz respeito às Filipinas. Eu não tinha perguntas sobre a nação para a qual estava a ir. Entretanto, eu precisei articular o método que Deus tinha escolhido a fim de levar a mensagem para aquela nação.
Em outras palavras, eu iria sozinha e começaria um trabalho pioneiro ou me uniria à uma equipe de missões já estabelecida no local?
Eu tinha ouvido muito das vantagens de começar seu próprio trabalho de missões. Você seria o diretor, não haveria conflitos de visão ou propósitos, seria mais fácil levantar sustento. Entretanto, eu também aprendi que você se torna mais eficaz no campo se você se une a uma equipe de missões já existente no campo.
Depois de considerar esses fatores, eu decidi me tornar parte de uma equipe do ministério em uma área remota das Filipinas.

“Equipe Ministerial No Campo”
Uma vez que eu decidi me unir a uma equipe, eu sabia que seria com a equipe que havíamos visitado à curto prazo em nossa viagem de missões. Parte do ministério deles, Keys to Freedom Ministries, estava em uma área remota das Filipinas chamada Catbalogan Samar.
Paul Chase e sua esposa Shoddy, são fundadores daquele ministério. Eles são formados no Centro de Treinamento Bíblico RHEMA. Meu primeiro passo foi contatar o escritório do estado deles para perguntar se eles considerar-me-iam como membro da equipe deles.
É sempre melhor contatar um escritório do estado do missionário para perguntar tais coisas. Escritório pessoal pode responder suas questões mais rapidamente. Depois de fazer contato com o escritório dos Chase, um requerimento foi enviado para minha casa. Eram cerca de cinco longas páginas. Eu estava intimidada por tantas perguntas sobre minha vida pessoal e perguntas sobre o que Deus estava falando ao meu coração e quais áreas do ministério eu sentia que Ele estava me guiando.
No requerimento do Keys to Freedon estava uma lista de cada um de seus objetivos. Apenas lendo a lista me deixou bastante emocionada e me inspirou: Ministério Evangelístico de barco; Centro de Treinamento Bíblico; Cordeirinhos de Deus (um centro de alimentação para crianças mal nutridas); Farol (Um projeto voltado à juventude); Cruzadas Ministeriais; Hospital e Igreja local.
Eu era uma “missionária no céu” apenas lendo o requerimento! Então eu tinha que escolher as áreas que eu pensei que Deus me usaria. Preencher aquele requerimento ajudou-me a ter um quadro mais forte dentro de mim daquilo que Deus tinha me chamado pra fazer.
Nos meses que se seguiram, enquanto eu estava esperando para ouvir a resposta do Keys to Freedom Ministries, as pessoas me perguntavam, “O que você está indo fazer lá?” Eu apenas dizia o que estava no requerimento, “Estou indo ensinar na escola e nas igrejas locais.”
Eu continuei dizendo isso e tornou-se real dentro de mim. Eu cria nisso. Eu me via ensinando aqueles homens e mulheres filipinos que estariam vindo de toda a parte das Filipinas para serem treinados a fim de alcançar a nação com o Evangelho.

“O dia em que recebi a notícia”
Um dia depois da minha formatura no RHEMA, dia 20 de maio de 1990, o Rev. Paul Chase estava em um encontro de missões em Tulsa, Oklahoma. Um dos administradores do irmão Paul tinha me chamado um dia antes e me pediu para assistir aquele encontro. Foi lá que o irmão Paul me anunciou, “Nós queremos que você se junte à nossa equipe nas Filipinas!”
Então ele completou – “Você ensinará na Escola Bíblica em Catbalogan Samar!” Esse dia mudou minha vida inteira para sempre!

“preparações naturais”
Depois de ouvir as notícias, eu estava tão entusiasmada! Meu espírito estava voando, mas havia coisas que eu precisava fazer no natural para andar mais adiante. Eu sabia que tinha um chamado. Eu sabia o local e como ministraria. Mas agora eu precisava de finanças.
Como você consegue pessoas atrás de você para apoiá-lo quando você ainda não tem um caminho percorrido? Como você conta para alguém, “Eu estou indo para um lugar que apenas visitei em 10 dias. São dez mil milhas de distância, eu estarei fazendo algo que nunca fiz antes, por falar nisso, eu estou indo sozinho, e um detalhe, eu sou uma mulher!”
Naqueles maravilhosos dias de preparação – dias de dura realidade, meu precioso pastor me deu pra ler Provérbios 3:5 e 6:

Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento;
Reconhece-o em todos os teus caminho e Ele endireitará as tuas veredas.

Na essência o Senhor me falou, “Confia em mim de todo o seu coração e não se incline em seu próprio entendimento para levá-la ao campo de missões.”
A pior coisa que você pode fazer em seus dias de preparação em reunir finanças é depender do que você conhece para te promover! Ao invés disso, confie em Deus; Ele não ungirá você para ir sem ungir as pessoas que irão enviar você.
Em novembro de 1990, eu estava vivendo na nação das Filipinas. Do tempo da minha formatura de maio para novembro eu tinha seis meses para conseguir coisas de ordem financeira, natural e espiritual.

“Preparação Financeira”
Eu trabalhava no RHEMA Bible Church na época que eu soube que estaria indo trabalhar com Paul e Shoddy Chase. Mas eu não tinha dinheiro no banco, ninguém me conhecia, eu nunca tinha pregado em um púlpito exceto na aula de laboratório no Centro de Treinamento.
Eu era contratada do RHEMA como recepcionista no Ninowski Recreation Center. Mas na luz de meus mais novos planos, eu pedi para ser transferida para trabalhar no Complexo Student Housing. Eu não podia ficar sentada atrás de uma mesa! Algo grande estava dentro de mim e eu senti que precisava ficar em uma situação onde pudesse orar, escutar as fitas e alimentar minha fé. Assim, naquele verão inteiro, eu limpei os banheiros e orei, lavei os carpetes e orei, lavei paredes e orei, limpei fornos e orei mais ainda!
Todo dia eu acreditava em Deus por apoiadores. Eu não tinha apoiadores no natural! Então começou a acontecer! O favor de Deus começou a vir sobre mim.
Um dia quando eu estava saindo de uma das salas com minha colega, um carro para em nossa frente, onde estávamos sujas e suadas com nossos uniformes de trabalho, com esfregões e balde na mão. No carro estava um pastor que era formado no RHEMA. Ele estava visitando o campus no RHEMA e precisava de ajuda.
Depois de dar-lhe as direções que ele precisava, minha colega começou a contar a esse pastor que Deus estava me enviando para as Filipinas. O pastor olhou pra mim e disse: -“Minha esposa e eu estávamos orando em Deus para uma nova missionária para apoiar!” Aquele pastor e sua igreja têm me apoiado desde 1990.

“Outras vitórias financeiras”
Como uma empregada do RHEMA, eu estava convocada para trabalhar na rádio durante o encontro no campo em 1990. Enquanto trabalhava, uma mulher veio para a cabine e começamos a conversar. Ela e seu marido pastoreavam uma igreja em Connecticut. Antes que eu soubesse, ela e seu esposo me convidaram para vir pregar na igreja deles. Eles me pediram para fazer um seminário de um ministério de ajuda. Como eu disse, eu nunca tinha pregado ou ensinado a não ser na minha aula de laboratório, mas eu tinha um certo trabalho de entendimento do ministério de ajuda.
Se você sabe que tem uma chamada missionária e especialmente em um país de terceiro mundo, se envolva em todas as áreas que precisarem de ajuda que você puder! Você precisará de experiência. Você poderá ser o único no campo de missão com um ponto de referência para organizar escolas, igrejas, encontros de jovens, seminários de pastores e etc! Então se prepare ficando envolvido em sua igreja local!
Como missionário você será o único a ensinar e treinar os líderes naquele país. Eles olharão para você como alguém com sabedoria prática. Antes que eu assistisse o RHEMA, eu tinha ajudado em várias áreas na igreja de Arizona. Eu também fiquei envolvida em várias áreas no RHEMA Bible Church enquanto eu estava no Centro de Treinamento.
Quando eu fui para Connecticut para ajudar no seminário, eu ensinei às pessoas por cinco horas seguidas em um sábado com apenas 10 minutos de intervalo entre cada hora. Eu estava exausta e podia andar duramente quando acabei. Mas aquela noite, a esposa do pastor levantou um dos meus boletins e disse para a congregação: – “Esse final de semana eu creio que nós podemos conseguir a passagem aérea para Carol ir às Filipinas!” Você deve imaginar a alegria que eu estava experimentando dentro de mim!
Minha passagem para as Filipinas foi $900. Na manhã seguinte depois que eu entreguei a mensagem no domingo de manhã, o pastor e sua esposa me deram em mãos um envelope com $1,200! Mas aqui está o verdadeiro milagre: Havia apenas 30 pessoas naquela igreja!
Havia uma igreja em particular que eu esperava que me apoiasse. O pastor me deixou pregar e me deu uma oferta de amor, mas sem apoio mensal. Entretanto, ele me encaminhou para uma igreja que se tornou um de meus maiores apoiadores e que têm me apoiado desde 1990.
Também um evangelista e sua esposa ouviram que eu estava indo para as Filipinas e me encaminharam para duas igrejas que também têm me apoiado desde 1990.
A razão pela qual estou dividindo tudo isso com você é para que você não somente busque ao Senhor para saber qual sua chamada, mas também o busque durante sua chamada. Ele tem um plano financeiro para você. Como eu já disse, Deus não ungiu somente você pra ir, mas também ungirá pessoas para se engancharem a você financeiramente.

“o papel do boletim em seus dias de preparação”
Dê a Deus algo para trabalhar. Você precisa escrever uma carta que claramente afirme sua visão ou metas e seus planos para realiza-los. Conserve sempre em mente que muitas pessoas sempre lêem esses tipos de cartas muitas vezes. Pergunte a si mesmo as seguintes questões: o que é especial ou diferente em meus boletins? É interessante e atual? Fácil de ler?
Se você não é talentoso para formular uma carta oportuna, clara, informativa, consiga alguma ajuda para fazer então. Imprima seu boletim, há muitas lojas de impressão na América para lhe dá assistência.
Depois que você elaborou seu boletim, então se posicione na direção do Espírito Santo. Vá onde ele conta com você para ir. Antes de você ir ao campo, as finanças são os mais duros requisitos para se obter, mas se você possui verdadeiramente a chamada em seu coração e a determinação em honrar a Deus cumprindo esse chamado, com certeza isso será realizado.

“a motivação durante a preparação”
Um missionário tem que ser a pessoa mais motivada do mundo! Esta verdade ecoou em meus ouvidos durante aqueles meses de planejamento. Todo dia realizava algo, mesmo se fosse uma coisa aparentemente pequena, mas se isso significasse um passo a mais para a minha meta, eu fazia.
Uma vez eu ouvi um ministro dizer, “O destino está dia a dia se recusando a desistir, deitar-se ou ficar quieto.”
Sabendo da chamada de Deus em sua vida, seus amigos poderão lhe dizer, “Fique em casa conosco. Você precisa guardar seus sonhos e agir normalmente!” Mas se você é um missionário, não há um “osso” normal em seu corpo!
Um missionário é um dos mais incomuns de todos os seres criados por Deus. Eles são audaciosos, determinados, inflexíveis, corajosos, instigadores, iniciadores. Eles têm a audácia de pregarem a Palavra à uma nação e esperarem para que sejam transformados pelo poder do Evangelho da fé viva em Cristo Jesus.

“Sustento mensal e o primeiro ano no campo”
Depois que eu cheguei nas Filipinas, uma outra realidade me bateu: Sustento Mensal – eu realmente precisava disso.
Os apoiadores mensais são um diferente tipo de doadores daqueles que abençoam com uma única dádiva. Como eu já afirmei, eu estou convencida de que alguns são chamados para ir e outros para enviar. E existe graça para ambos.
Em meu primeiro ano no campo, havia dias que eu apenas vivia pela fé. Eu realmente não tenho nenhuma história triste pra contar, apenas aventuras excitantes de como Deus respondeu minhas orações inspirando pessoas a me sustentarem.
Uma vez durante meu primeiro ano, houve o caso dos trigêmeos. Eles nasceram em uma ilha próxima. Eu já estava lá cerca de sete meses e as pessoas me conheciam como a americana que comprava leite para os bebês moribundos. Eles vieram até mim e a mãe já tinha cinco filhos e por razões médicas estava incapaz de cuidar dos trigêmeos.
Os bebês estavam muito mal. Eu tinha $50 dólares, o único dinheiro que eu tinha, mas meu Senhor tocou em alguém para me enviar dinheiro diretamente para as Filipinas! Assim, eu fui capaz de ajudar aqueles bebês. Esses tipos de incidentes aumentaram minha fé!
Durante os primeiros dois anos no campo missionário, você terá uma oportunidade maravilhosa de desenvolver uma fé sólida – o tipo de fé que você precisa para alicerçar seu ministério.
Meu orçamento total no meu primeiro ano foi $ 6.000 dólares. Mas eu permaneci fiel sem me importar com as coisas assustadoras que podem aparecer no campo, especialmente durante seu primeiro ano no campo. Se você cair, volte a subir. Faça uma decisão determinada para durar mais que as dificuldades. A glória de Deus naquela nação está em jogo. Não permita que as circunstâncias enviem você de volta para casa mais cedo do que você imagina.

“obrigações financeiras de sua equipe ministerial”
Tanto quanto eu puder, eu quero ajudar você a permanecer no campo cumprindo sua visão. Há muitas coisas que você pode fazer para se preparar espiritualmente e naturalmente, e fazer com que sua caminhada seja mais fácil.
Se você está junto à uma equipe no ministério, uma das coisas que você deve saber antes de ir é que sua obrigação financeira será para com o ministério que você está se juntando. Cada ministério é diferente, então só porque conhece um ministério estrangeiro, não quer dizer que você saiba tudo sobre ele.
Eu tenho amigos missionários que têm se juntado à outras equipes de missões e suas únicas obrigações são as despesas pessoais de economia doméstica, aluguel, carro, etc. Nesse caso, o fundador daquele ministério particular é levantar todas as finanças para aquela operação no ministério.
Nos outros ministérios são diferentes. Em alguns casos, você concorda em dividir as responsabilidades daquele ministério com uma base mensal. Nosso ministério está organizado deste modo e eu pessoalmente gosto de investir no que acredito. Eu vejo o fruto bom e forte que nós estamos produzindo e eu quero dividi-lo através da minha doação.
O Senhor tem me abençoado durante estes anos com grandes parceiros que têm uma grande visão para a Ásia. Eu realmente creio no trabalho que estamos fazendo aqui nas Filipinas.

“a importância do sustento mensal: Ensinando seus mantenedores”
Como missionário, parte de seu trabalho será ensinar seus mantenedores sobre missões e comunicar-lhes sua visão tão bem quanto seu avanço no trabalho.
Um avanço no trabalho precisa de um avanço no sustento. O que muitos mantenedores de igrejas e indivíduos não sabem é que mesmo que eles falhem em mandar seu sustento mensal ou parem de lhe apoiar completamente sem aviso, você ainda tem que cumprir suas obrigações financeiras. E há vidas em jogo.
Depois de alguns anos no campo, a maioria dos missionários contrata uma equipe para trabalhar com eles. Eles desenvolvem seu próprio ministério. Assim, se há uma carência de fundos em um certo mês, o missionário certamente compensará a falta com seus próprios fundos pessoais mesmo sendo um grande sacrifício. O ministério não é apenas uma palavra; o ministério é povo. Um missionário faria tudo para levar o evangelho a um povo, mesmo faminto, ferido ou impedido de pregar o Evangelho.

“Lealdade à equipe ministerial: sendo fiel a Deus, à chamada e à equipe”
Como missionário, se você escolheu trabalhar em uma equipe local, por favor, não escolha fazer um trampolim para seu ministério. Tome tempo para desenvolver-se como missionário. A nova cultura de um país e a equipe que você trabalha são ferramentas esculpidas por Deus para modelar você, seu caráter e sua visão. No natural, leva dois anos para ganhar um grau na universidade e quatro anos para ganhar um grau de bacharel. Porque então ficar com pressa em deixar o ministério enquanto você ainda está sendo modelado? Como você vai atravessar cada obstáculo ou crise, se dimensões vitais estão sendo somadas a seu caráter e seu andar com Deus?
Quando Deus me chamou primeiro para o Centro de Treinamento Palavra Viva, Ele claramente disse que eu estaria ali por dois anos. Eu ouvi e obedeci. A obediência encima do conhecimento que você têm de Deus ancorará você através dos bons e dos maus tempos.
Perto do fim dos meus primeiros dois anos eu ouvi Deus dizer, “Invista em outros cinco anos”. Eu estava sendo guiada e eu tinha uma outra âncora.
Eu quero enfatizar a importância da lealdade para com a equipe que você ministra, para a chamada e para o senso de oportunidade de Deus. Ministério não vem sobre nós, ela vêm fora de nós em uma época apropriada.
Isso tudo significa ficar no mesmo lugar, até quando as coisas parecem difíceis com os amigos da equipe na igreja local. Quando alguém ofende você, tudo o que você tem a fazer é sentar do outro lado da igreja? No campo de missões você não pode viver com isto, mas sim lidar com os problemas.
Eu também sei que quase tudo o que diz respeito a nós como ofensas é resultado direto de como nós vemos e pensamos sobre uma situação ou pessoa. Eu recomendaria que cada missionário levasse para o campo o livro “fale a verdade consigo mesmo” de William Backus e Marie Chapian. Se você é solteiro esse livro ajudará você a fazer um balanço dos seus pensamentos e mudar o que você está pensando sobre si mesmo e seus colegas de equipe.

“Identificando um ministério”
Nossa escola, o Centro de Treinamento Palavra Viva, é o batimento cardíaco do ministério. A escola é a principal razão porque a equipe do Ministério Keys of Freedom existe.
Em 1990, nossa escola tinha apenas um alvo que era levantar líderes para as Filipinas. Mas isso têm mudado e Deus nos usou como uma equipe para trazer essa mudança.
Uma das grandes vantagens da equipe no ministério é que Deus começará a falar e dará novas direções para a equipe inteira ao mesmo tempo. Por exemplo, em 1992, um de nossos membros da equipe filipina, foi o primeiro a ouvir de Deus sobre a mudança na direção para a escola. Ele disse que Deus usaria nossa escola para treinar filipinos para saírem por toda a Ásia e não somente dentro de nossa nação.
Nós começamos a orar sobre isso como uma equipe e o Senhor começaram a soltar dentro de cada um de nós essa nova visão e começamos a trabalhar na direção desse novo objetivo.
A visão é um processo. Temos ensinado dois anos para conseguir que os filipinos acreditem que eles também podem “ir” em toda a Ásia.
Enviamos recentemente um de nossos filipinos para ensinar aos membros da equipe no Vietnã. Ele é graduado em nossa escola. Deus usou este jovem rapaz poderosamente enquanto ele estava lá. Durante o final de 1992, Deus me mostrou que não apenas estaríamos treinando filipinos para ‘ir’, mas que Deus estaria enviando líderes de toda a Ásia para serem ensinados na nossa escola para uma grande colheita neste continente.
Este ano em nossa escola, nós admitimos nossa primeira aluna interasiática da Korea. Ela tem uma chamada para o ensino. Deus é verdadeiramente um mestre em estratégias!
A próxima fase no desenvolvimento da visão em nosso ministério era somar um segundo ano em nossos estudos. Vamos fazer isso em breve; por enquanto estamos planejando e preparando estágios por agora. Estamos felizes a respeito da adição de cursos de especialização. Por exemplo, no futuro o maior estudo poderia ser o Ministério Pastoral e o menor o Ministério de Ensino ou Ministério para Jovens ou Crianças.
Embora nos movemos apenas dentro de nossa escola local, ainda nos falta espaço para sete novos cursos que estamos instituindo. Assim nós fazemos ensino fora do meio ambiente. Compramos novas cadeiras, quadros de fórmicas e cavaletes (tínhamos quadros de fórmicas e cavaletes de alumínio feitos aqui nas Filipinas e economizamos muito dinheiro!).
Eventualmente, nós teremos mais construções, mas agora nós despejamos um chão de concreto, adicionamos quatro varas de madeira de coco e colocamos um telhado coberto de colmo no topo das varas. O tempo aqui é quente todo o ano, assim isso será muito útil para nós.
Se você é chamado para iniciar uma escola em uma nação do terceiro mundo, alimentar esses estudantes é fundamental. Nossa escola é uma escola-residência onde abrigamos e alimentamos 40 estudantes. No próximo ano abrigaremos 70 estudantes. Deus nos deu vários caminhos para compensar este custo. Temos nossa própria horta de vegetais, criamos nossas próprias galinhas e temos várias árvores frutíferas.
Além disso, para os estudos acadêmicos, os estudantes do Centro de Treinamento Bíblicos Palavra Viva também recebem diariamente treinamento prático ministerial. Isto lhes capacita a desenvolverem habilidades e aprender lições importantes de autodisciplina, trabalho em equipe e relacionamento interpessoal.
Nosso treinamento prático no ministério inclui vários alcances estabelecidos pelo Centro de Treinamento, tais como: testemunhando na rua, ministério na prisão, evangelismo casa-a-casa, ministério no hospital, acompanhamento e o programa de estudo bíblico.
Colocamos uma meta muito ousada em conseguir 40 famílias cristãs estabelecidas no mundo através de nosso novo programa de estudo bíblico. Este programa têm tido um grande impacto em nossa área nas Filipinas e nós já alcançamos nossa meta!
Todas as 40 famílias foram salvas através de nosso alcance evangelístico. Depois de estarem em nosso programa de acompanhamento eficaz por quatro semanas, eles começaram regularmente a assistirem um de nossos grupos de estudo bíblico.
Nosso programa de estudo bíblico duro sete meses. No final dos sete meses nossa meta é deixar os novos discípulos atuando em cada área que nós evangelizamos. Somos muitos sérios nesse trabalho de famílias.
Deus colocou o programa de estudo bíblico em meu coração como uma visão onde Ele me chamou para desenvolvê-la. No programa, nós estamos usando o livro Getting a Grip on the Basics de Beth Jones que também é graduada no RHEMA. Você pode adquiri-lo no RHEMA mesmo ou em outros lugares. Eu recomendo altamente este livro.
Uma das coisas para se lembrar quando trabalhar com equipe é que cada nova idéia leva tempo para aceitação. Assim, se você apresentar uma nova visão, venda-a! A maioria das pessoas tem boas idéias; eles apenas não sabem como comunica-las para conseguir que outros aceitem e abracem essa idéia!
Uma visão ineficazmente expressada é como um pássaro que não pode voar: Têm todo o equipamento necessário, mas ele nunca voa utilizando seu equipamento.
Toda semana eu ensino no encontro de líderes do estudo bíblico. Em cada me encontro examino a visão do programa. Eu fiz isso desde o começo do estágio do programa e faço isso até hoje. Eu falo alto a visão e os líderes repetimos. Até fizemos cartazes na sala para ajudar a conservar a visão diante deles.
Quando estava em meu coração desenvolver o programa de estudo bíblico, eu continuamente discuti a visão com a equipe ministerial. Eu também discuti isso com os outros missionários. Em um ponto, todos no campus estavam falando sobre o programa! Todos ficamos envolvidos. Nós apenas andamos no que víamos por dentro em nossos corações. O programa está com apenas cinco meses e nós já temos 40 famílias cristãs fortes no programa.

“Treinando Pastores”
Quando você chega ao campo de missão, você provavelmente gastará muito tempo desenvolvendo relacionamentos com os pastores locais. Relacionamentos são a chave para sermos eficazes na nação para a qual você é chamado.
Na nação onde eu sirvo as pessoas são bastante orientadas. Eles dizem, “As pessoas são nossos recursos nacionais!”
Conheça os homens e mulheres de seu País. Aprenda o que eles necessitam em suas igrejas. Um encontro de ministros ou um encontro de pastores é um excelente investimento. Você pode alcançar de 50 a 100 igrejas de uma só vez. Se você está voltado especificamente para uma área, você verá a mudança e o crescimento nas igrejas e nos homens de Deus que guia aquelas igrejas.
Com uma equipe ministerial tal como a nossa, nós estamos individualmente livres para desenvolver o que quer que esteja ao alcance do ministério que Deus coloca em nossos corações. Isto nos dá um senso de independência, ainda que saibamos que temos uma rede de segurança! Nós somos completamente responsáveis pelas finanças para aplicar no que quer que seja o alcance que nós desenvolvemos. Isto nos faz cuidadosos administradores dos investimentos de nossos parceiros.

“Conduzindo os encontros de ministros”
O primeiro e mais destacado roteiro que eu poderia sugerir para você sobre seu ministério no estrangeiro é não fazer coisas somente para justificar sua existência naquele país. Busque a Deus, fique em seus planos. Por exemplo, onde está o grupo de pastores ele deseja que você ensine? Gaste tempo em oração por aquele grupo. É importante que você saiba não apenas se vai ensinar mas quando e como.
Outros roteiros sugeridos para ser anfitrião em encontros de ministros:

1)- Quando for anfitrião em um encontro de ministros tais como seminários de pastores, tenha um pastor local e sua igreja para ser sua igreja-hospedaria para aquela cidade. Encontre o “influenciador” daquela cidade, o pastor que todos escutam e respeitam.

2)- Tempo de preparação: Pré-seminário deve durar pelo menos 3 meses.
Pode não haver telefone onde você ministrar e se você quiser um grupo muito pequeno de pastores em seu encontro, é melhor ir você mesmo ou enviar um de seus membros da equipe para preparar o encontro.

3)- Visite o local e dê assistência em qualquer que seja a recepção ministerial que eles tem naquela cidade.
Divida seu coração com estes pastores; conserve-os estimulados o bastante para ajudar você a colocar a Palavra fora daquele encontro. Volte um mês depois do encontro e conserve-os animados sobre isso outra vez.

4)- Ressalte que o seminário será não denominacional.
Este é um grande modo para assegurar que todos os pastores locais e seus trabalhadores assistirão.

5)- Você deve procurar o lugar do encontro ou pelo menos vê-lo antes do seminário.

6)- Tenha o roteiro do encontro em sua cabeça; preste atenção em cada detalhe que precisam ser assistidos. Por exemplo, retrate você mesmo entrando na sala onde o encontro será feito. Precisará de uma mesa de registros? Canetas? Tinteiros e etc? Quem trabalhará na mesa? Quais são as facilidades? Você precisará pedir cadeiras emprestadas?
A maioria das igrejas em nossa parte do mundo não tem ainda cem pessoas em suas congregações, assim provavelmente não haverá cem cadeiras disponíveis em uma igreja. Essa é uma outra razão para encontrar o “influenciador”. Ele saberá como ajuda-lo a achar as coisas que você precisa.
Eu me lembro do meu primeiro seminário de pastores em Naval. Eu pensei que tinha todos os detalhes em mente, mas um escorregou por mim. Um dia antes do seminário, depois de viajar sozinha por seis horas, eu cheguei no lugar do encontro para olhar o prédio. Íamos usar o prédio por toda noite alojando 100 pastores.
Foi horrível! O lugar estava muito sujo. Havia um cão solto e os banheiros – Oh, meu Deus! Eu tive que limpar aquele lugar inteiro sozinha porque tinha me esquecido de um detalhe.

7)- Você estará usando algum equipamento multimídia? Lembre-se que você mesma terá que carregar tudo isso até lá. Também não espere para ter qualquer suprimento disponível quando você chegar em seu lugar no encontro, nem mesmo uma extensão.

8)- Que tal o alojamento? Muitos destes pastores estarão vindo de longe. Você pode consultar os pastores locais para perguntar se os pastores visitantes podem dormir em suas igrejas. Isto é uma prática normal e comum.

9)- Que tal o alimento? Os pastores podem estar em seu seminário por vários dias. Nós pessoalmente alimentamos todos os pastores que assistem nossos seminários. Você pode considerar a contratação de uma cozinheira de uma das igrejas locais.

10)- Seu ensino será mais eficaz para a maioria das pessoas através dos anos se você tira xerox de suas lições e distribuí-as. Nos seminários eu coloco junto um pacote da lição inteira que eu ensino.

11)- Sempre planeje uma atividade divertida somando ao ensino.

Estas são apenas algumas das sugestões para planejar seus seminários. Adapte-os para seu próprio uso, de acordo com cada país e lugar onde você irá ministrar.

“Itinerando no estrangeiro”
Pode uma missionária solteira ser eficaz itinerando, viajando sozinha por toda a nação para a qual é chamada? Sim! Como eu disse, há graça no que quer que o Senhor tenha chamado você para você.
Qualquer mulher que Deus tenha chamado para o campo missionário, solteiro ou casado, têm uma graça especial de Deus para realizar a tarefa. Minha escritura favorita é Lucas 1:45 na tradução amplificada: “…abençoada-feliz quem creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor.”
Durante meu primeiro ano nas Filipinas, eu preguei e ensinei a Palavra de Deus mais que 280 vezes. Isso inclui ensinar em nossa escola, viajando todo final de semana de ônibus, barco ou Jipe.
Eu tenho tido tantas aventuras maravilhosas viajando e levando a Palavra do Senhor para as pessoas. Uma vez que as pessoas descobrem que você está querendo vir e ensinar a eles a Palavra, eles manterão você ocupado! Minha agenda está registrada de 8 a 10 meses de adiantamento.
Eu sinto amor pelos filipinos para visitá-los onde quer que eles estejam. Eu tenho dormido várias vezes no chão e nos topos das mesas porque o chão estava sujo. Eu tenho escalado montanhas, andado em botes de bombas (pequenos barcos tipo canoa) em 12 pés e andado através de lixo. Eu penso nessas experiências e começo a sorrir. Valeu a pena!
Quando você finalmente chega em seu ministério de destino e as pessoas estão juntas em multidão na igreja, ansiosamente esperando para ouvir a mensagem de Deus, você percebe que tudo valeu para conseguir chegar até lá!
Vivendo aqui e aprendendo sobre as pessoas, tenho aprendido como ministrar as suas necessidades. Nossa parte nas igrejas locais é ensinar as pessoas e ajudar a criar uma expectativa e um desejo para as coisas de Deus. Deus se move onde o povo deseja que Ele se mova. O desejo para Deus vem do conhecimento que temos sobre Ele.

“como começamos a ministrar às crianças carentes”
Um outro ministério que o Senhor colocou em meu coração foi chamado “Jesus ama as crianças de rua”. Um ministério que alcança as crianças maltratadas e sem lar.
Em 1992, eu gastei um tempo orando e pedindo a Deus para me mostrar às necessidades espirituais do povo filipino. Eu queria ver a feiúra que satanás tem trazido sobre a vida deles a fim de oprimi-los e rouba-los.
Num domingo de manhã enquanto eu estava me preparando para ir à cidade pregar a Palavra eu estava sentada no ônibus no centro de Catbalogan. Enquanto eu olhava para fora da janela eu pude ver uma visão horrível para meus olhos americanos.
Haviam duas crianças deitadas na calçada, dormindo na sujeira. Eu rapidamente desviei minha cabeça para longe. Foi quando ouvi Deus me dizer, “Não, você orou para ver, agora olhe!” Eu olhei e pensei em Mateus 9:36 que diz que Jesus sentiu compaixão daquela multidão, porque estavam cansados e desgarrados como ovelhas que não tem pastor.
Haviam crianças dispersas e confusas. Elas estavam sem lar e não tinham ninguém. Deus tinha realmente que tratar comigo. Eu não era professora de crianças, eu ensino adultos. Mas Deus me deu a habilidade de organizar um programa para as crianças a fim de realizar o trabalho para Deus.
A primeira coisa que eu tinha que fazer era ir até os trabalhadores de assistência social do governo para descobrir quantas crianças de rua havia naquela cidade. Eles não sabiam. Eles se animaram com o que Deus me falou e começaram a me ajudar a encontra-las.
Nós fomos capazes de juntar 30 crianças. Começamos ajudando-as com as coisas básicas. Eu contratei uma cozinheira e um professor e outro missionário filipino concordou em ajudar a ensinar as crianças, alimenta-las e ensina-las a Palavra de Deus.
Deus não me falou nada sobre começar a ter uma casa naquele tempo. Ele apenas me contou para limpa-las e alimenta-las ensinando a Palavra e especialmente que Jesus os ama.
Temos visto um progresso incrível com estas crianças nos últimos dois anos. Eu também sei que algumas destas crianças assistirão um dia nossa escola bíblica, como também algumas delas serão líderes com uma chamada de Deus sobre suas vidas.
Começamos em uma sala do prédio do governo o ministério “Jesus ama as crianças de rua”. O número de crianças começou a crescer de 30, 40, 52 – e isso no primeiro ano! Mas o Senhor, meus parceiros no ministério e meus mantenedores eram todos fiéis!
Recentemente eu recebi um sinal verde de Deus para começar um lar para as crianças. Isto levou tempo para achar um lugar que acomodasse nossas necessidades. Mas finalmente encontrei o lugar perfeito. Talvez leve uns cinco anos para fazer tudo o que queremos fazer nesse prédio, uma sala de aula, uma horta, um criadouro, etc. Talvez chamaremos o lugar de “A cidade de Deus”.

“Última palavra para aqueles que sabem que têm que ir – especialmente os solteiros”
Se você é solteiro ou casado, eu encorajo você a fazer algum estudo e conseguir saber o seu papel. Aqueles que têm ido para o campo antes de você podem lhe ajudar.
Para aquelas que são solteiras e que são mulheres como eu, conheça sobre suas irmãs missionárias do passado. Uma missionária Johanna Veenstra, que serviu a Deus na África por volta do século passado, disse o seguinte, “Não tenho tido nenhum sacrifício da minha parte porque o Senhor Jesus tem sido minha companhia constante.”
Você também pode ler sobre Mary Slessor de Calabar. Eu tenho lido a história de sua vida três vezes desde que cheguei nas Filipinas. Sustentada por sua fé em Deus, ela plantou igrejas, escolas e até um hospital.
Eu tenho dito ao Senhor, “Se você quer me usar em qualquer área, aqui estou eu!” E se Deus pode usar essas grandes mulheres, Ele pode usar você também e Ele quer!
A única coisa que temos para oferecer à Deus são nossas vidas. Assim, vamos oferecer a Ele todos os nossos dias em obediência à sua vontade, sendo fiéis no “Ide”!

CAPÍTULO 9
“MULHER E SOLTEIRA NO CAMPO MISSIONÁRIO”
Por Melinda (Osburn) Koehler (’84 ’85)

Melinda Koehler, formada na Universidade do Estado de Portland, em 1992 em Educação em Saúde. Ela formou-se no RHEMA Bible Training Center em Maio de 1985. Ela se mudou para o Zaire, África Central como missionária em Janeiro de 1986.
O esposo de Melinda, Dan, formado em física, matemática e ciências de computação na Universidade Central de Michigan em 1985. Ele trabalhou na corporação química antes de assistir o RHEMA em 1986 e se formar em 1987.
Dan foi ao Zaire onde ele encontrou Melinda em Dezembro de 1988 (Melinda interpretou Dan durante seu primeiro ano no campo). Dan e Melinda se casaram em Janeiro de 1991. Eles tiveram dois filhos: Hannah, que nasceu em setembro de 1992 no Estado e Caleb que nasceu em Nairobi no Kenya, em junho de 1994.
Os Koehlers têm trabalhado no Zaire por um tempo de nove anos, pregando em seminários e ensinando em escolas bíblicas, traduzindo os livros dos Hagins para as línguas Swahili e Kinyarwanda. Eles recentemente têm começado novos trabalhos em Rwanda, um país onde nenhuma igreja tem ensinado sobre a fé. Eles também têm começado uma igreja, uma escola bíblica e escolas elementares.

* * *

Desde a época que eu tinha sete anos, eu sabia que era chamada para ser missionária! Aos sete anos eu fui envolvida em um sério acidente e fui hospitalizada por uma semana. Uma noite durante minha estada no hospital, minha mãe sonhou que eu tinha morrido. Ela acordou apavorada e imediatamente ligou para o hospital.
A equipe do hospital assegurou minha mãe que eu estava bem e falou para ela que voltasse a dormir. Quando ela dormiu novamente, foi acordada pelo mesmo sonho. Ela ligou para o hospital uma segunda vez e eles continuaram a afirmar à minha mãe que eu estava bem.
Quando minha mãe voltou a dormir ela teve o mesmo sonho. Ela não ligou para o hospital. Ao invés disso, ela se ajoelhou e orou a Deus para poupar minha vida. Ela orou ao Senhor que se Ele me livrasse, ela dedicaria todos os dias da minha vida a ele.
Repentinamente, minha mãe teve uma visão. Ela me viu com cerca de 40 anos com meu marido. Tínhamos um olhar muito determinado em nossas faces para servir a Deus. Minha mãe sentiu que eu viveria muitos quilômetros longe dela, mas ela sabia que Deus estava confirmando a ela que eu viveria e não morreria.
Minha mãe não me contou sobre essa visão até muitos anos mais tarde. Mas imediatamente depois que eu saí do hospital eu comecei a contar às pessoas que iria ser missionária na África! Eu não sabia o que era um missionário ou mesmo onde a África ficava, mas Deus tomou a oração da minha mãe e colocou a chamada de missões em meu coração!

“Seguindo o plano de deus passo à passo”
Depois da escola secundária, Deus me guiou a ir para a faculdade antes de assistir o RHEMA. Em retrospecto, agora posso ver porque ele me guiou para me formar na faculdade. Tendo me formado ganhei o respeito dos governos estrangeiros. Os governos estrangeiros estão mais interessados em projetos que você possa realizar para eles do que um evangelismo ou ensino da Bíblia.
Eu assisti o RHEMA de 1983 a 1985. Deus usou as pessoas que eu ajudei durante aquele tempo a me dar “ligações divinas” para o campo no qual ele me queria – a África.
Durante os dois anos que eu estava no RHEMA eu meditei nas escrituras sobre o ser guiado pelo Espírito Santo e eu orei sobre onde Deus me guiaria. Não espere até você terminar a escola bíblica para começar a orar sobre onde ir. Eu sempre conservei meu coração sensível e aberto a Deus, assim eu estaria escutando e ouvindo claramente quando Ele se dirigisse a mim.
Durante o meu segundo ano no RHEMA, enquanto um de nossos professores missionários Ralph Hagemeier ensinava durante uma aula de missões, eu ouvi uma voz atrás de eu dizer, “Você trabalhará com ele”. Eu pensei que um dos outros estudantes estava pregando uma peça comigo! Eu olhei atrás de mim para ver quem era mas todos estavam escutando atentamente o Rev. Ralph.
Então ouvi a voz outra vez, “Um dia você trabalhará com esse homem!” Então eu disse dentro de mim, bem Senhor, se isso é o Senhor falando para mim, você terá que abrir a porta. Meses depois eu estava com os Hagemeiers em Kalemie, Zaire.

“Espere que deus abra as portas das oportunidades”
Uma vez que você ouviu de Deus sobre a sua vontade na sua vida, você pode apenas recostar-se e deixar que Deus abra a porta pra você. Você não tem que forçar a porta de entrada de seu ministério. Deus abrirá a porta antes que você chegue no lugar aonde ele quer.Como eu tenho orado e tirado tempo para esperar no Senhor, eu nunca tive dúvida sobre qualquer decisão que eu tenha tomado. Eu me levanto eu fé em tais escrituras como João 10:3-5; I Coríntios 2:16; Provérbios 3:5-6; Romanos 8:14-16. Por exemplo, eu confessei João 10:4-5 e dizia, “Eu conheço a voz do meu Pastor e a voz de um estranho não seguirei!” Deus é fiel para nos guiar.

“A importância de ser guiado pelo espírito em cada área da vida”
Eu não posso ressaltar quão importante é orar, levantar-se na Palavra e ser guiado pelo Espírito. Apenas recentemente, meu marido Dan e eu tivemos uma advertência interna sobre uma viagem que nós estávamos indo fazer, mas nós não tomamos tempo para orar e descobrir em quê Deus estava nos advertindo. (Dan e eu nos casamos em 1991 e desde então temos servido ao Senhor na África).
Nós estávamos indo para Kigali, Rwanda, para ministrar sobre o feriado da Páscoa. Eu estava grávida naquele tempo. De Kigali nós fomos pegar um avião para Nairobi, Kenya, assim eu podia conseguir um exame completo de pré-natal.
Queríamos voar de nossa cidade natal para Kigali e então para Nairobi, mas decidi dirigir para Kigali e voar para Nairobi de lá, economizando $100. Um dia depois nós voamos de Kigali para Nairobi, foi o dia em que o presidente de Rwanda foi assassinado. Nosso veículo que deixamos estacionado em Kigali foi roubado.
Se tivéssemos tirado tempo para descobrir o que Deus estava tentando nos avisar, nós tínhamos voado para Kigali ao invés de dirigindo. Se tivéssemos tomado tempo para orar, não teríamos ficado tão preocupados em economizar $100 dólares enquanto perdíamos $27,000 mil!
Esteja atento a tirar sempre tempo para Deus e estar sensível à sua direção. Isto pode ser um assunto de vida ou morte.

“O valor da experiência e da preparação”
Quando eu me formei no RHEMA em 1985, fui cheia com a Palavra de Deus mas nunca havia tido qualquer experiência no campo estrangeiro. O único estrangeiro que eu conhecia era de Oregon para Oklahoma! Eu senti como se eu precisasse de alguma experiência em mão, então eu fiz duas viagens à curto-prazo.
Minha primeira viagem foi à cidade do México no México, pouco tempo depois da devastação do terremoto de outubro em 1985. Nós tivemos lá 500 pessoas nascidas de novo em uma semana. Minha segunda viagem foi ao Quetzaltenango na Guatemala, onde nós tivemos 700 pessoas nascidas de novo em quatro dias! Aquelas viagens ajudaram a me dar experiência no trabalho em um campo estrangeiro e usando intérprete!
Eu creio que fazer viagens à curto prazo é uma das mais valiosas experiências que alguém que tenha chamado pode ter. Isso levará embora muito do medo do desconhecido e dará a você confiança em como Deus poderá te usar.

“Tenha fé durante sua caminhada na vida”
As finanças são sempre o maior obstáculo no trabalho de missões. Deus dirige algumas pessoas a itinerar para levantar sustento, o que é especialmente importante se você têm uma família. Mas quando eu era solteira eu não tinha as mesmas necessidades no campo que uma família tem como alimentação e vestuário de crianças, escola, etc. Deus me guiou a fazer planos para ir à África me assegurando que lá Ele supriria todas as minhas necessidades.
Não levantar sustento vai contra o que geralmente é ensinado em missões, mas a chave para o sucesso em qualquer ministério é aprender a seguir o testemunho interior do Espírito Santo e ser obediente ao que Deus dirige você à fazer! Ele me disse “apenas vá” e eu fui!
Minha mente me dizia que eu estava louca! Pessoas bem intencionadas que eram próximas à mim se sentaram para me explicar que eu não poderia ir porque não iria sobreviver no campo de missões, pois quem cuidaria de mim?
Eu já estava bem familiarizada com o meu Pai celestial durante a escola, e eu sabia que como ele me supriu durante a escola, Ele continuaria a ser fiel a mim durante meu tempo no campo!
Viajando para o outro lado do mundo sozinha me fez até mais ciente da Presença de Deus. Há algo especial entre aquelas situações que é só você e Deus! Isso proporciona uma oportunidade maravilhosa para Deus lhe mostrar o seu grande favor por você.
Uma vez que tive que viajar para o Zaire a fim de obter um carro fora do porto, eu gastei um mês viajando sozinha cruzando metade do continente. Quando veio o tempo de cruzar o lago Tanganyika, eu embarquei em um navio de passageiro e o carro iria mais tarde em uma barcaça.
No navio alguns homens jovens me viram sozinha por completo – a única moça jovem branca viajando no navio. Eles começaram a me importunar falando coisas imorais.
Eu poderia ter tido uma autopiedade dizendo,”Pobre de mim, viajando completamente sozinha!” Então eu decidi que se aqueles homens estavam sendo ousados para o diabo eu estava sendo mais ousada para Deus!
Eu comecei testemunhando para aqueles homens jovens e lhes disse que se eles eram salvos não falariam aquilo. Eu lhes expliquei como nascer de novo e como se tornar uma nova criatura.
Antes que eu começasse a falar, uma multidão de cerca de 40 pessoas reunidas queriam ouvir o que esta “moça branca” tinha para dizer! Então eu agarrei minha Bíblia Swahili e preguei para uma multidão cativa por cerca de duas horas. Então eu fiz o apelo e cerca de 18 pessoas aceitaram o Senhor e 14 foram imediatamente enchidas com o Espírito Santo e falaram em novas línguas – exatamente lá no topo do convés do navio!
Nós podemos mudar cada situação para a Glória de Deus – até viajando sozinho para a África!

“O justo viverá da fé no campo missionário mesmo sendo na área de finanças!”
Assim que terminei a escola bíblica, eu comecei a me preparar para o campo missionário mesmo que eu tivesse apenas $10 dólares por mês. Dois dias antes que viajasse eu tinha $1.000 dólares. Um mês mais tarde Deus começou a usar pessoas diferentes e o dinheiro veio mais do que o suficiente (entre $500 e $1000 por mês). Havia o suficiente para a minha passagem. A maioria dos meus recursos eu nunca imaginei de onde viria. Deus gosta de usar a avenida menos suspeita!
O testemunho de Dan como homem solteiro no campo é quase o mesmo que o meu. Ele partiu sem jamais itinerar e com apenas $45 dólares por mês para sustento. Quando chegou lá, ele recebeu cerca de $500 por mês.
Deus tem sido fiel para nós tanto hoje depois que casamos quanto antes de nos casarmos. Teve um ano que tivemos muitas despesas extras por causa de nosso primeiro bebê e parecia que íamos cair financeiramente. Quando fomos ao encontro ministerial no RHEMA em Tulsa aquele ano, Dan sentiu-se guiado a semear $1,000 para o RHEMA Bible Training Center. Minha mente estava me dizendo, “Onde vamos conseguir esse dinheiro? Mas eu me coloquei em concordância com Dan e nós decidimos enviar a oferta parcelada em cinco meses, $200 cada mês”.
No mês que pagamos a última parcela, alguém que não conhecíamos achou nosso endereço e nos deu $10,000!

“Tenha Deus como sua fonte no ministério”
Enquanto eu estava no RHEMA, Deus me revelou a minha parte no ministério Dele. Ele me deu uma tripla visão:

1)- Ser uma extensão do Rev. Kenneth Hagin no ensino da fé para a África via seminários bíblicos. Este plano incluiria gastar várias semanas em uma área do sertão se necessário;

2)- Levantar centros de treinamento onde pessoas em sua nação poderiam ser ensinadas a alcançar seu próprio povo com o Evangelho;
Este plano cria um efeito de multiplicação. Por exemplo, no Zaire há mais de 200 dialetos diferentes e é impossível aprender todas as línguas deles. Mas nós podemos ensinar os nacionais a alcançar seu próprio povo com a Palavra da fé.

3)- Traduzir os livros dos Hagin’s e outros livros de fé na linguagem do povo.
Não pode haver sempre uma porta aberta à sua disposição no ministério nesses países, mas a Palavra escrita pode ir dentro e permanecer em lugares que nós não podemos. Mesmo distantes, nós temos traduzido muitos livros nas línguas Swahili e Kinyarwanda.

“Não comprometa a sua chamada”
Deus tem me dado uma visão muito específica para realizar e eu sabia que se fosse me casar, teria que ser com alguém exatamente com a mesma chamada que eu. Houve muitos homens bonitos que estavam interessados em mim, mas eu não podia comprometer a chamada de Deus em minha vida. É melhor ser uma solteira com êxito e realizar o plano de Deus do quê se casar com a pessoa errada e frustrar os planos de Deus em sua vida. Mas se você é obediente no ir, Deus levará seu companheiro onde você estiver no campo missionário como fez comigo!
Eu sabia que Dan era o homem certo para mim porque ele tinha exatamente a mesma visão de Deus que eu tinha. Antes que eu encontrasse Dan, eu ainda não tinha dividido completamente a visão com alguém na terra. Em uma noite quando estávamos apenas compartilhando sobre o trabalho de Deus em nossas vidas, Dan começou a contar sua visão para a África e era palavra por palavra o plano que Deus tinha colocado secretamente em meu coração para a África! Então eu sabia que ele era a pessoa certa para mim e desde que nos casamos nos últimos quatro anos temos trabalhado juntos a fim de realizarmos aquela visão.
Recentemente nos mudamos do Zaire para Kigali, Rwanda e nós estamos iniciando um trabalho pioneiro lá. Começamos uma igreja e já conseguimos um grupo de louvor para louvarmos à Deus em um país que tem um espírito de assassinato e melancolia lá.
Enquanto nós cantamos, as pessoas vêm escutar e depois eles nos ouvem pregar as Boas Novas. Breves começarão uma escola bíblica tão boa quanto escolas elementares. (A maioria dos professores era massacrados no genocídio e agora o sistema de educação deve começar outra vez).

“Vantagens na vida de um missionário solteiro”
Eu estou grata por ter vindo para o campo solteira, porque de algum modo me tornou uma missionária mais eficaz. Paulo disse em I Coríntios 7:34 e 35 que a mulher solteira é devota a Deus em ambos corpo e espírito. E como isso é verdade! Como solteira eu era capaz de dar-me por completo ao Senhor e ao Seu trabalho. Eu fui capaz de aprender a linguagem muito mais rápida do que muitas de minhas colegas de trabalho casadas porque eu tinha mais tempo para mim mesma – mais tempo para usar em oração e estudo.
Aprender uma língua é essencial se você planeja trabalhar em uma área por muito tempo. As mulheres solteiras em nossa missão particularmente têm sempre estado bem mais bem sucedida na aprendizagem da língua por serem capaz de dar atenção completa ao estudo.

“as armadilhas”
A habitação pode ser o aspecto mais difícil ao se chegar no campo estrangeiro principalmente mulheres solteiras. A menos que você vá com uma amiga e dividam um quarto, você deve ter que se alojar com quem quer que esteja por lá. As mulheres freqüentemente têm problemas em achar uma colega de quarto compatível. As pressões já são grandes demais para se viver em um país de terceiro mundo como uma pessoa de raça diferente e ainda ter conflitos no local do seu lar.
Assim, faça uma seleção de uma colega de quarto e coloque como prioridade em oração. Mulheres em geral tendem a ser mais exigentes sobre como elas gostam de conservar suas casas. É melhor viver sozinha ou tentar ir para o campo com alguém que você já conhece e que é compatível com você. Isso pode lhe evitar muitos problemas!
Alguém uma vez me disse, “Eu amaria o campo de missões se não fosse os outros missionários!” Infelizmente isso pode ser verdade algumas vezes. Se você ficar em uma situação difícil, lembre-se, a chave para a vitória é amor e perdão. Quando você vive nessas regras, você será um vencedor em todo tempo.
Estive em uma situação quando cheguei no campo no qual minhas colegas de quarto escolheram não gostar de mim antes mesmo de me conhecerem! As palavras delas no início, cheias de dor, me devastaram no início. Mas eu estava determinada a andar em amor e bondade apesar de como elas me tratavam. Não foi fácil e levou um ano para realmente vencê-las. Mas eu estou contente em dizer que porque eu continuei a andar em amor, as pessoas que mais me feriram, hoje se tornaram minhas amigas mais íntimas.
Uma coisa também relativamente difícil para mulheres solteiras no ministério é trabalhar com homens. Nos países subdesenvolvidos, a maioria das mulheres não é educada. Na verdade, no Zaire, muitas poucas mulheres sabem ler e escrever. Quando eu fui de início ao Zaire eu pensei que as mulheres lá não me aceitariam porque eu não era casada e não tinha filhos. Nós não tínhamos nada em comum. Algumas me olhavam de um jeito de baixo pra cima na cultura africana. Mas desde que me casei e tive filhos, tenho tido alguns encontros tremendos com mulheres.
Quando eu era solteira, a maioria do meu ministério foi dirigida ao ensino na escola e nas igrejas. Os estudantes especialmente eram muito entusiasmados em aprender a Palavra. Vários deles até diziam que a razão de Deus ter-los enviado para a escola era para ficarem em fé como em Marcos 11:23-24 que eu lhes dei. Isso era revolucionário para a vida deles.
A vida de solteiro é especialmente difícil na cultura Africana porque o adultério é um problema desenfreado mesmo na Igreja. Quando as pessoas estão vivendo em pecado, eles esperam que alguém mais esteja como eles. A coisa importante a fazer é evitar mesmo a “aparência do mal”.
É difícil saber de inicio apenas o que as pessoas estão pensando em uma outra cultura, mas tente ser sensível. Como em qualquer ministério, evite estar sozinho com alguém do sexo oposto ou passar qualquer tempo extenso com ele ou ela. Então você não providenciará oportunidade para as pessoas falarem. Deus sempre defenderá você enquanto você esforçar-se para conservar seu caminho puro.

“Lidando com a solidão”
Aquelas longas noites africanas! A escuridão vem para África às 6:00 da tarde e fica até 6:00 da manhã. Assim, a doze horas de escuridão e doze horas d claridade. Como um solteiro no campo, há potencial para solidão. Não há nada a fazer no Sertão da África depois da escurecer. Eu percebo que outras culturas não são tão atrasadas, mas houve muitas noites largas quando eu estava sozinha. É duro quando outros estão em casa com as famílias deles e você está sozinho. Trazendo bons materiais de leitura ou ter uma televisão e VCR podem ser uma benção tremenda (isto é, se você tem eletricidade).

“Deus te dará graça para a tarefa e recompensa por sua obediência!”
Um benefício de ser solteiro é ter mais oportunidade para se unir as nacionais. Antes que eu estivesse cansada, eu gastei mais de meu tempo com os nacionais ou ministrando. Eu estava com a lotação esgotada para o ministério toda semana por três meses adiantado e podia ter aceitado mais convites se eu tivesse querido. Eu era capas de fluir por mim mesmo 100% em estudo e ministério da Palavra de Deus. Embora vivendo sozinho é um grande desafio, o que faz valer o sacrifício é ver pessoas sendo liberto pela Palavra de Deus.
Quando eu fosse atravessar um tempo difícil e começasse a penas que o sacrifício era grande demais, Deus me daria uma medida extra de unção Dele e graça, e o ministério seria até mais doce.
Depois de um tempo particularmente difícil, eu me lembro de uma senhora que tinha sido uma espiritualista que foi salva em um de meus encontros. Eu estava ensinando sobre o Deus Pai e compartilhando meu testemunho de que Deus cuida de mim. O marido desta senhora tem deixado a ela com cinco filhos, e ela fazia sua vida conversando com os espíritos dos mortos. Quando ela ouviu que deus tinha cuidado de mim, milhares de milhas longe de casa, ela soube que Ele podia cuidar dela também. Ela arrependeu-se por servir o diabo e foi gloriosamente salva. Enquanto eu permaneci em fé durante aqueles duros tempos, Deus recompensaria com bençãos extraordinárias.
Há um prejuízo contra solteiros no campo de missões que nunca experimentei nos Estados Unidos. Aparentemente, tudo é suspeito. Uma amiga minha trabalhou com uma organização particular que tinha um tempo de desencorajamento e eventualmente voltou para casa. Ela queria trabalhar em parceria com uma outra família entre os pigmeus, mas sua liderança teve medo de uma situação de adultério desenvolvida apenas porque ela era solteira sem um parceiro. Ela disse, “eu me sinto como culpada até que prove a inocência”. Sua superior disse, “você é!”.
Há muito trabalho contra a mulher solteira, mas você pode vencer a provar que você pode viver para a gloria de Deus acima do pecado e reprovação.

“Pague o preço de conservar-se espiritualmente forte”
É um grande desafio conservar-se erguido espiritualmente. Usualmente não há ninguém mais para alimentar você. Em cada lugar que nós temos trabalhado, nunca havia mais ninguém que acreditasse no caminho que nós fazemos. Raramente há uma outra pessoa cheia do Espírito ao redor, uma quase nunca há uma pessoa com a palavra de fé.
Eu achei importante trazer livros e fitas para a construção da fé. Eu gosto de ler livros de Smith Wiggleswort, John Lake, e Lílian B. Yeomans. Depois de minha primeira fase na África, e achei que trazendo meus livros de escola de Bíblia era de longe mais importante do que apenas sobre alguma coisa mais – até mais importante de que meu sopro mais seco e aspiral de ferro!
Construindo minha fé diária nas áreas de cura e proteção é essencial. Nós estamos em uma área onde não há doutores, telefones, ou qualquer tipo de ajuda do outro lado. Esta é uma grande oportunidade de por em pratica o que nós aprendemos no RHEMA!

“Seja um exemplo para outros missionários”
Associar-se com outros de igual fé preciosa é importante. Eu valorizo então aquela sociedade. Infelizmente não há pessoas de fé em nossa parte do país. Em Bukavu, Zaire, nós tínhamos uma sociedade Inglesa aos domingos à noite, mais me incomodava ouvir tanta descrença às vezes. Quando eu estava através sendo um julgamento, eu tive que evitar associar-me, então eu não encararia oposição do qual eu estava crendo em Deus. Mas nós podemos associar-nos com outras missões ao redor do salvador. Algumas de minhas melhores amigas tem sido de outras missões tais como a Anglicana e a Batista Conservadora.
É importante ser um bom testemunho para outros missionários também. Minha amiga Batista disse que ela era capaz de aprender muito de mim, que ela teve que realizar sua própria doutrina. Uma outra missionária Pentecostal com o qual eu vinha em contato no Kinshosa (cidade da capital do Zaire) me contou algo negativo sobre cada pessoa de fé em que ela jamais conheceu e falou que elas eram todas “faíscas!”
Por exemplo, vários deles tem sido tolos e tem ido à bancarrota enquanto confessava que suas taxas tinham sido pagas. Naquele tempo, eu estava procurando uma exoneração do governo para a Land Cruiser que tinha sido doada por mim. As exonerações foram não freqüentemente dadas, mas em sabia que Deus tinha uma para mim!
Esta missionária Pentecostal continuou me contando como era impossível e que eu nunca conseguiria a exoneração. Ela disse que até missões bem estabelecidas tinham folhado em receber uma, assim nossa missão que não tinha recebido ainda tudo de seu governo em papéis nunca seria capaz de conseguir uma exoneração.
Todo o tempo esta missionária me deu um mau relatório, eu voltei para o meu gabinete de oração e contei a Deus o que ela disse. Então eu lembrei a Deus que eu acreditava Nele. Ele é maior do que qualquer escritório do governo! Ele é maior que toda a corrupção do governo do Zaire! Ele é maior do que meus relatórios.
Um par de dias mais tarde quando esta missionária veio para visitar, sem dizer uma palavra para ela, eu apenas mostrei a ela meus papéis de exoneração. Ele começou a chorar e disse, “Melinda, você é a primeira pessoa que eu jamais trabalhar com fé!” Louvo a Deus que nós podemos ser um exemplo não apenas para os nacionais, mas também para outros missionários!

“Boletins são um dever”
Algo que eu sei que é muito importante é o boletim mensal. Boletins conservam seus mantenedores informados em qual área do ministério você está envolvido atualmente e ajuda seus mantenedores a ficarem perto de você. É importante que nos seus boletins você divida a sua história dia-a-dia sobre o que é a vida no campo de missões.
Não é importante pregar para eles em suas cartas, mas deixá-los sentirem-se como uma parte de sua vida. Deixe que sua vida seja um testemunho vivo do que você prega! Qual tipo de comida você come? Quais são suas acomodações? Divida os seus acontecimentos diários, tipo, “Outro dia uma coisa estranha me aconteceu…”
A vida em uma terra estrangeira é tão diferente da vida que nós estamos acostumados. Assim divida as diferenças da cultura com seus parceiros. Meus parceiros dizem que eles esperam ansiosamente por nossas cartas todo mês porque eles intitularam: As aventuras de Dan e Melinda!
Por exemplo, recentemente eu experimentei o desafio de minha vida missionária – comer o pavoroso dagaa! Um alimento favorito no Zaire que é um pequeno peixe miúdo de água doce (usado para isca nos Estados Unidos). Por quase dois anos eu tinha evitado vitoriosamente comê-los. Mas um dia eu andei pela cafeteira da escola bíblica quando os estudantes estavam comendo o dagaa, e eles me convidaram a comer com eles.
Eu pude ver o desapontamento deles quando eu dei uma dúzia de desculpas porque eu não podia. Assim eu aceitei o convite e sentei perto de um prato desses peixes feios com seus pequenos olhos arregalados para mim! Eu respirei profundamente e empurrei o primeiro. A areia no peixe fez um som entre meus dentes. Eu quase me engasguei! Eu planejei comer dois deles antes de me desculpar. Os estudantes estavam tão assustados porque eu estava comendo com eles que em breve eu me tornei sua professora favorita.
Estes tipos de incidentes diários(e acreditem, eles são diários!) são divertido para compartilhar com seus parceiros.
Também se lembre, não olhe para as igrejas ou seus boletins como sua fonte de sustento. Deus é sempre nossa fonte, mas nós temos a responsabilidade para continuar informando aqueles que estão orando e nos apoiando.

“Não caia na armadilha do rancor”
Há uma armadilha que freqüentemente eu vejo os missionários caírem e é o rancor. É duro estar longe da sua nação, família e amigos. O diabo tentará desencorajar você e fazer você pensar que ninguém pensa ou cuida de você. Eu tenho ficado muitas vezes por longos períodos de tempo sem receber nenhuma carta. Eu me sentia ferida e esquecida por todos. Eu pensava, eu estou aqui batalhando no outro lado do deserto tentando levar a Palavra de Deus para um grupo de pessoas com torcicolo e ninguém liga!
É fácil ficar com ciúmes, rancor ou autopiedade. Mas é durante esse tempo que você tem a oportunidade de louvar à Deus e não perder sua alegria. Se nós somos fiéis para realizar o ministério que Deus tem nos dado, haverá uma recompensa.
Algum dia quando estivermos na Ceias das Bodas do Cordeiro (você pode olhar para mim sentado na seção Zairian comendo o ugali e dagaa celestial!) haverá aqueles que dirão, “obrigado, Melinda, por vir para nós com a Palavra. Nós estamos aqui apenas porque você veio!” os sacrifícios temporais que nós fizemos não são nada comparado às recompensas eternas que estão sendo armazenadas para nós.
Ninguém nos deve nada. Alguns missionários têm tentado fazer o povo voltar para casa sentindo culpa por não fazer mais. Nós não tentamos extrair dinheiro de ninguém ou acumular culpa sobre eles. Mesmo nos Estados Unidos, nossa meta é ministrar para o pastor e as pessoas das igrejas que nós visitamos. Assim nós ministramos para as necessidades da igreja, Deus sempre vê isso que nossas necessidades estão encontradas também. Se você realmente crê que Deus sozinho é nossa fonte, então todos estão se esforçando muito para levantar sustento apenas cairá pela beira da estrada.
Levantar sustento é uma grande oportunidade para usar sua fé e começar confessando que Deus está levantando pessoas para fisgar com sua visão. Reclame em favor das escrituras em oração sobre igrejas e pastores. Se nós fazemos nosso trabalho de casa em oração, então Deus pode abrir as portas que Ele tem para nós.

“o que você prega deve ser real para você”
Durante o meu primeiro período, eu realmente precisei de um veiculo. Era uma tentação querer olhar para varias igrejas ou indivíduos para encontrar o que precisam. Mas Deus me lembrou que lê sozinho foi muito forte. Muitas vezes eu tive que andar ou usar transporte publica, ou eu tinha que pedir emprestado um veiculo de outros missionários.
Eu lembro que um domingo andei para três serviços diferentes e tinha bolhas sobre os meus pés. Eu vi isto como um desafio da fé, assim enquanto ou andava, eu agradeci a Deus. Eu queria ser um exemplo para o povo do Zaire na palavra e em ação. Eu queria mostrar a eles como confiar em Deus para suas necessidades enquanto eu estava confiando Nele para a minha.
Deus era fiel, e algumas vezes mais tarde os missionários Kenneth Copeland doou uma Toyota Land Cruiser novo em folha para mim. Em todo lugar que eu tinha orado em fé, eu contava as pessoas que Deus estava para me dar um carro. Eles foram selvagens com excitação e regozijaram – se quando viram aquele bonito caminhão que eu chamei “Nsango Malamu” (significam as Boas Novas na linguagem Lingala). Nosso ministério é sem valor se não podemos viver o que nós pregamos.

“O amor nunca falha”
Meu lema no ministério é uma citação d Lloyd Jonh Ogilvie. Ele disse, “Quando as pessoas sabem quanto você tem cuidado, então elas cuidarão do quanto você sabe!” Eu tenho visto missionários tornarem – se militantes e duras sobre as pessoas, como um major do exercito seria. Isto isolou estes missionários das nacionais, e faz os missionários rancorosos sobre a rejeição deles. Eles se espantaram porque as pessoas não as aceitaram! Mas o que atrai a atenção das pessoas é a compaixão e o amor. Seu ministério nunca se importará com alguém se você não mostrar o amor de Deus. O amor nunca falha!

CAPÍTULO 10
“PERMANECENDO FIEL À SUA VISÃO”
Por Bill e Shelli Pafford (’89 ’90)

Cinco meses depois que Bill e Shelli Pafford se formaram no RHEMA Bible Training Center, eles foram para o campo missionário nas Filipinas. Desde esse tempo, os Paffords tem estado trabalhando com os missionários Paul e Shoddy Chase, ensinando e treinando nacionais para o ministério no Centro de Treinamento Bíblico Palavra Viva. Bill e Shelli também conduzem encontros em igrejas por toda as Filipinas.
Os Paffords sabem que um dia estará se mudando para a China como missionários, fazendo o mesmo tipo de trabalho que eles fazem atualmente. Eles têm três filhos: Scott com 11 anos, Brad com 10 e Brittany com seis anos.

* * *

Alguns anos antes de assistirmos as aulas no RHEMA, nós sabíamos que seríamos missionários na China um dia. Embora nesse momento não estamos na China, mas tudo o que estamos fazendo agora no campo missionário nas Filipinas é uma preparação para as coisas que estaremos fazendo na China.
Uma coisa que eu tenho aprendido é que tempo de preparação não é tempo perdido. É conseguir que você esteja preparado pelo o que vem em frente. A beleza disto é que até agora nós estamos mudando as vidas e os destinos eternos das pessoas na Ásia.
O Senhor falou comigo sobre a China uma tarde enquanto estava o adorando em minha sala. Ele disse, “Eu estou levantando pessoas na China que se tornaram para Mim evangelistas, pastores e mestres. E você será uma parte daqueles que eu enviarei para lá a fim de ensiná-los e treiná-los”.
Bem, como eu disse, nós não temos alcançado a China ainda, mas até agora Deus esta nos preparando. A China está sempre em nosso coração. Nós não podemos ir à África porque não está em nossos corações. Nós podemos orar pela África, visitar a África mas não poderíamos viver lá.
O Senhor disse algo interessante à Paulo quando Ele lhe apareceu na estrada de Damasco em Atos 26:16 e 18:

Mas levanta-te e firma teus pés porque Te apareci por isso, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda;
Para lhes abrires os olhos e das trevas os converteres à luz e do poder de satanás a Deus: a fim de que recebam a remissão dos pecados e herança entre os que estão santificados pela fé em Mim.

Eu sempre me atraído por essas escrituras; elas significam algo muito forte para mim pessoalmente.
Há também dois versículos que parecem estar impressos em meu coração:

II Timóteo 2:2
E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, transmite-os à homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.

Filipenses 2:13
Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.

Estas escrituras falam para mim no mais íntimo do meu espírito e me dá direção para a minha vida. Elas me mostram o que fazer me mostrando o propósito de Deus e o plano para a minha vida na Terra.
Nas Filipinas desde Outubro de 1990, temos pregado e ensinado coisas que temos aprendido e visto no Reino de Deus. Temos pregado e treinado Filipinos que são chamados no ministério, assim eles podem levar as Boas Novas de Jesus por toda a nação deles e até mesmo para as outras nações do mundo!
Temos trazido ressurgimento para a igreja nas congregações enquanto temos ido ensiná-los. Também temos enriquecido os ministérios de pastores e professores da bíblia ensinando-lhes um conhecimento mais complexo e mais profundo das Escrituras.
Estamos desenvolvendo bons professores da Bíblia que podem ministrar para as pessoas aqui e seguirem a liderança do Espírito Santo. Temos visto grande crescimento no Corpo de Cristo nas Filipinas.
Isto é o que Deus tem chamado Shelli e eu para fazer e estamos muito contentes em fazê-lo. É um prazer servir ao Senhor na Ásia!
Muitos, não poucos, das pessoas que nós temos ensinado a conhecer Deus e chamando-os para as nações da Ásia. Enquanto Deus tem estado nos preparando para China, nós temos estado preparando outros para ir também – para a China tão bem quanto os outros países asiáticos. Que alegria e privilegio é fazer isso!
Então, outra vez, o tempo de preparação não é um tempo perdido desperdiçado. O tempo de preparação prepara você apenas para aquelas coisas que estão adiante. Quando Shelli e eu ficamos na China, nós já teremos muitos anos de experiência que nos ajudará enquanto nós começamos a ensinar e treinar as pessoas da China.

“Ficando no campo de missão”
Como eu mencionei antes, o tempo de preparação não é tempo desperdiçado. Ao contrario, ele pavimenta o caminho pelo qual à vontade de Deus será realizada em sua vida.
Assistindo ao RHEMA Bible Training Center como parte de nossa preparação não apenas nos ensinou o que a escritura diz, mas deu-nos certa sabedoria sobre a igreja e a vida cristã. Também nos coloca na posição de começar nosso trabalho missionário na Ásia.
Depois da noite de cerimônia de formatura do RHEMA, nós assistimos a festa de formatura no Ninowski Recreation Center. Eu ouvir por acaso dois de meus amigos falando sobre o ministério futuro, e eu disse para eles, “não se apressem sobre o que você estarão fazendo no futuro, apenas aproveite esta noite de formatura. O Senhor mostrará a vocês mais tarde o que Ele quer você para fazer”.
Shelli e eu não fomos ansiosos sobre o futuro, porque nós já sabíamos que de algum modo, e em algum tempo, nós estaríamos indo para o campo de missão e para a China.
Por anos antes assistindo o RHEMA e enquanto assistia o RHEMA, nós sabíamos que nós estaríamos indo a China um dia. Durante os últimos poucos meses nós fomos ao RHEMA, eu sabia que dentro de um ano nós estaríamos no campo de missão. Eu não sabia como acharia a resposta para tudo, mas eu assumi que nós estaríamos na China dentro de um ano.
Em cinco meses, bem, dentro de um ano, nós estávamos no campo de missão – não na China – mas nas Filipinas. Deus tem estado nos usando nas Filipinas e preparando-nos para o que está adiante ao mesmo tempo.
O dia depois da formatura do RHEMA, um companheiro colega de classe e bom amigo veio a nós e nos convidou para ouvir um missionário da Ásia que estaria na cidade aquele dia. Shelli e eu rapidamente decidimos ir. Nós fomos apenas alegres em ir e ouvir uma temporada, um missionário falar. Nós não tínhamos nenhuma expectativa de atualmente nos juntar a ele ou ao seu ministério.
Bem, para encurtar a historia, durante o tempo de compartilhar aquele dia do missionário Paul Chase, veio em ambos os nossos corações para começar nosso trabalho missionário nas Filipinas, trabalhando com Paul Chase e sua esposa, Shoddy!
A próxima semana nós retornamos do RHEMA para nossa casa paroquial em Lakeland, Florida, Family Worship Center, no qual é pastoreado por Reggie Scarborough. Nós dividimos com ele como nós viemos para nossa decisão de ir para as Filipinas, e ele concordou conosco. Cinco meses depois, ele e a igreja nos enviaram para as Filipinas – para a Ásia – para o outro lado da terra!
Durante os cinco meses entre nossa formatura do RHEMA e nossa primeira viagem para o campo de missão, nós ficamos envolvidos em nossa igreja. Eu comecei a ministrar outra vez cada quarta – feira na prisão do condado. Era um estabelecimento fora do alcance de nossa igreja.
O Pastor Reggie me pediu para vir na equipe e ficar mais experiente no ministério e ver mais sobre como a igreja funcionava. Eu sempre serei grato a ele por sua confiança em mim e por me permitir à oportunidade de aprender de seu maravilhoso ministério. Ele é verdadeiramente um homem bom que tem fé em um grande Deus, e acredita e confia na liderança do Espírito Santo.
O Pastor tem feito ricos depósitos em nossas vidas, apenas como o RHEMA tem, e apenas como os hagins e outros grandes ministros de Deus tem. Aqueles ricos depósitos são para nós, nossa família, e para o povo que Deus envia para nós.
Nós encontramos com Paul Chase um par de vezes durante aqueles cinco meses depois da formatura do RHEMA. Eu tinha escrito embaixo, mais do que cem questões para ele responder para nós e algumas daquelas questões tem duas ou três partes! Eu tinha bastantes questões porque nós nunca tínhamos feito o que nós estávamos para fazer. As perguntas eram não para determinar se ou não, nós poderíamos ir, mas como fazer nossa primeira experiência no campo de missão mais confortável e bem sucedida. Nós realmente não sabíamos o que esperar no campo de missão.
Eu suponho que aquelas questões me ajudaram um pouco, mas eu tenho conseguido contar a vocês, a primeira viagem para o campo de missão pode ser um choque real. Como eu disse, eu realmente não sabíamos o que esperar. Vivendo em uma América moderna não prepara você para o campo de missão. A pobreza, a falta de esperança, os hábitos, os modos de pensar, a falta de algo conveniente, e os cheiros em nosso campo de missão tudo toma algo que ficamos acostumados.
Mas nós ficamos acostumados, e assim você pode, por causa da graça que é disponível para aqueles que Deus chama. Nós sabíamos que Deus nos queria aqui, e nós propomos em nossos corações que nós seguiríamos Sua vontade.

“Preparação Espiritual”
Sabendo o “que”, “onde”, “quando”, “quem” e “como” da vontade de Deus para qualquer iniciativa missionária é exatamente importante. Recobrindo dos custos dos erros do tempo e dinheiro são valiosos. É verdade que algumas pessoas até serão abençoadas através de seu ministério para eles, mas se você não esta aonde Deus quer que você esteja, fazendo o que Ele quer que você faca, então você esta no lugar errado, fazendo coisa errada. Em outras palavras, você não esta fazendo a vontade de Dele no que refere a Sua chamada.
O missionário precisa conseguir e seguir a visão de Deus para seu trabalho missionário. Ele será responsável para Deus por isso. Deus dá planos, propósitos, e vista ou visão para Seus missionários. 0 missionário apenas precisa conseguir, receber e fazer.
Conseguir aqueles planos, propósitos, e vista ou visão de Deus não é duro se você está fazendo o que pega para conseguir-los. E o que leva para conseguir-los é a mesma coisa que leva para saber “o que, onde, quem, quando e como” da realização da vontade de Deus. Em outras palavras, mantendo uma amizade íntima com Deus coloca você em uma posição de ouvir as instruções de Deus.
A oração é tão necessária a fim de encontrar tudo o que você precisa saber o que diz respeito da vontade de Deus. Sem comunicação entre você e deus, você não pode saber a vontade de Deus. Se você não sabe a vontade de deus no que diz respeito a seu trabalho de missão, então você não pode fazer a vontade de Deus nas missões. É tão simples quanto isso. A oração é a comunicação entre você e Deus, é o veículo que coloca você e seu Pai em contato um com o outro.
A oração coloca você em uma posição de ser verdadeiramente um com Deus em seus planos e propósitos para sua vida. Permite a você a oportunidade de estar em acordo com Deus em alguma coisa e tudo sobre seu trabalho missionário. É através da oração que o missionário encontrará o “que, onde, quando, quem e como” da realização de sua chamada missionária!
Sem oração – sem comunicação entre você e Deus – você pode ter uma unção íntima para missões, mas você não saberá qualquer dos específicos acima – mencionado, que você deve conhecer. Assim, comunique-se com Deus, e Ele deixará você saber alguma coisa que você precisa saber.
Se você que é chamado para ser um missionário, vá a um bom centro de treinamento da Bíblia, como o RHEMA, para aprender a palavra de Deus, para obter sabedoria, e para aprender como aplicar praticamente a Palavra de Deus, conhecendo os caminhos do Espírito Santo, conhecendo como ser prático, e aplicando o que você conhece para a sua vida e ministério fará de você um sucesso. Não é o que Josué 1:8 nos conta?

Josué 1:8
Não cesses de falar deste livro da lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, fará prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.

“Ache alguma coisa para colocar a sua mão”
Até se você não conhece ainda todas as coisas necessárias que você precisaria conhecer para seguir a vontade de deus para seu trabalho missionário, você pode ainda ficar envolvida na área de sua chamada e ganhar algumas experiência valiosa.
Sempre esteja movido na direção que Deus tem chamado você para fazer, mesmo se você não possa especificamente faze-lo ainda. Por exemplo, transmita com um outro missionário e trabalhe lá por um ano ou mais. Você aprenderá muito. Tempo no campo de missão dá a você uma oportunidade de lidar com seus sentimentos e mudar em áreas que você precisa mudar.
Ficando envolvido causará a você saber mais do que você já sabe. Use aquele tempo como um meio de “aprendizagem” até que seja a hora de você mudar-se para a vontade especifica de Deus para você. Ficar envolvido também dará a você direção para a oração – há coisas, situações, circunstancias, e diariamente no que se refere ao campo de missão que você poderia orar no tempo adiante.
Mais – como um bônus adicional para você – mesmo enquanto você está ajudando alguém mais no campo de missão, Deus pode usar você lá. Com todas aquelas experiências e conhecimentos valiosos, você estará em uma posição melhor de fazer o que Deus quer que você faça.
Quem então trabalharia com você? Seria alguém que é provado no campo de missão. Se você é um formado do RHEMA, você poderia contatar o RHEMA. Eles podem contar a você de algum grande missionário que trabalha para uma transmissão de radio com o que ajudará você a desenvolver-se como um missionário. Enquanto você começa a falar sobre certos trabalhos missionários, seu espírito terá a paz de Deus no que diz respeito a um deles. Aquele ministério ajudará a retornar para sua lembrança. Segue-se depois a paz. Tome um passo de fé (você não morrerá!)
Três coisas que eu sempre confio são as seguintes:

1. A Paz de Deus Por Dentro:
A paz de Deus deve reinar em nossos corações (Cl 3:15). A paz de Deus ultrapassa nosso entendimento (Fl 4:7). Nós devemos perseguir as coisas que trazem a paz.

2. A Sabedoria Que Deus Está Trabalhando em Mim:
Filipenses 2:13 diz, “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” Eu sei que Deus esta energizando e criando em mim tudo o que é preciso e não apenas conhecer sua vontade. Dele vem o querer ou o desejo para fazer a vontade Dele. Então Ele trabalha em mim a habilidade de que vai me ajudar a fazê-lo.
Salmos 37:4 e 5 dizem, “Agrada-te do Senhor e Ele satisfará os desejos do teu coração.” Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele e o mais Ele fará!

3. O Fato é Que o Espírito Santo Me Lembrará da Vontade de Deus Para Minha Vida!
Jesus disse em João 14:26 que o Consolador, o Espírito Santo, “…vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” Em outras palavras, o Espírito Santo lembrará a você à vontade de Deus em sua vida.
Como eu já mencionei, oração é essencial para o conhecimento da vontade especifica de Deus para você. E uma vez que você está onde Deus quer que você esteja, e você está fazendo as coisas que Deus quer que você faça, a oração conservará você no caminho certo.
As coisas que você recebe em oração do Senhor revelam mais do plano de Deus para sua vida e ministério, alertará você de perigos, alertará você dos homens maus, mostrará a você como se corrigir, evitar e dominar problemas, e conservará você no amor de Deus.
A oração eficaz fará você bem sucedido. Assim mantenha o seu relacionamento íntimo com o Senhor.
Vivendo uma vida de oração – sempre levando para Deus Pai – tem provado ser eficaz para mim. Mas algumas vezes minha esposa e eu precisamos de horas especificas de oração para nossa vida e ministério. Há também horas especificas para orar quando a equipe de missão vem juntas, cada semana, para orar e falar com Deus a respeito de nosso trabalho missionário.

“A preparação espiritual do“como – Para””
1. Orando no Espírito é um modo maravilhoso de falar com Deus sobre as coisas que você não sabe como falar com seu entendimento. Quando você ora no Espírito, você esta falando sobre mistérios, mas eles não são mistérios para Deus! Ele sabe o que esta adiante, o que precisa ser feito, como fazê-lo, e o que Ele quer fazer.
No campo de missão, há muito “desconhecidas” – coisas que variarão vastamente de seu caminho de vida – especialmente se você esta em um lugar novo que é estranho para você. Ore no Espírito. Ore fora de sua boca à vontade de Deus no que se refere às pessoas, seu tempo lá, e seu ministério para eles. Transmita com o Senhor. Ore no Espírito, orando a vontade de Deus. ore no espírito em fé. Uma unção virá sobre você, produzindo o ministério sobrenatural para as pessoas.
2. Alimentando-se da Palavra de Deus é uma outra parte importante da preparação espiritual. Alimentando-se da Palavra não é apenas para a preparação, entretanto, é para a manutenção espiritual. É uma coisa para ser capaz de pregar a mensagem para aqueles que querem escutar, é uma outra coisa para viver a mensagem antes das pessoas – todo tempo.
No campo de missão, os cristãos podem perdoar suas falhas, mas perder pessoas não! Alimentando-se da Palavra de Deus permite que a Palavra caia profundamente em seu coração. Colocando a Palavra em seu coração em base regular desenvolve caráter bem cristão e traz adiante boas coisas de seu espírito.
Se você não é cuidadoso, o que quer que você seja, mas especialmente no campo de missão, você pode ficar ocupado demais. No campo de missão, as pessoas em todo lugar precisam de você para ir e pregar ou ensinar. E aqui, tão bem quanto na maioria dos países estrangeiros – missionários não são “uma dúzia de moedas de dez centavos”. A ultima estatística que eu li dizia que na Ásia, há apenas um missionário por 170.000 pessoas! Assim, a necessidade para você ir “em todo lugar” e ministrar definitivamente existe!
Agora se o Senhor quer que você vá “a todo lugar”, Ele mostrará a você “o que, onde, quando, quem e como”, assim você pode realizar o que Ele esta guiando você para fazer. Mas Ele quer que você vá para aqueles lugares espiritualmente construído e forte, não fraco. Oração e alimento na Palavra ajudará você a fazer-se espiritualmente forte. Se você omite aquelas duas coisas, então você sempre será o único necessitado de alguém que vem e ministra para você! Mas se você realmente ajuda e abençoa alguém mais.
Desenhe o seu dia, mesmo se você esta viajando ou ministrando por muitas horas, ter algum tempo para alimentar-se na Palavra. O que aconteceria para você se você trabalhasse duro todo o dia e você deixa de comer alimento físico para o seu corpo? Você não duraria tanto.
Em nossos trabalhos de missões, nós trabalhamos duro todo dia. Alguns dias nós pregamos ou ensinamos por cinco horas, algumas vezes mais do que isso. Alguns dias nós apenas ensinamos por uma hora, mas com preparo para nossos seminários e encontros, mas a preparação das pistas, folhetos de propaganda, ensinos, e outros materiais tão bem quanto acompanhamento nos convertidos, nosso próprio papel de trabalho, e tempo pessoal e familiar, tempo pode ir embora rápido. E irá embora.
Mais, há a inconveniência da falta de equipamento moderno e transporte pobre para lidar. Em algumas nações, tudo tem que ser feito escondido (em segredo), que significa que podia levar muito mais longo para faze-lo.
Então se você não tirar um tempo para alimentar-se regularmente e freqüentemente na palavra, você ficará fraco espiritualmente e torna-se menos eficaz para outros, incluindo a sua família, e para si mesmo. O campo de missão não é nenhum lugar para ministros espiritualmente fracos.
3. Aproveite a si mesmo de boa referência e livros de estudos, fitas cassetes, e vídeos. Estas coisas ajudarão você grandemente no campo de missão. Trago livros para sua biblioteca que cobre uma larga variedade de assuntos. Você pode adicionar aqueles livros enquanto o tempo passa. Como um missionário, você estará disciplinando aqueles que você vence para o Senhor, assim você precisará saber como ajuda-los em cada área da Palavra.
Bons discípulos produzirão outros novos cristãos através de testemunho de suas vidas e seus depoimentos. Em muitos lugares de mundo, o testemunho cristão e depoimentos são facilmente visto por causa do estilo de vida cristão que contrasta grandemente com religião, corrupção, tradição, e todos os tipos de estilos de vida injusta.
Traga muitas fitas de ensino para o campo de missão com você. Também, tenta alguém enviado fitas em uma base regular para você. Não apenas escute a si mesmo pregando, escute outros provando ministros do Evangelho também.
Escute as fitas de pastores que realmente falam a seu coração. Missionários precisam de bom ensino pastoral também. Se você não ouvir bom ensino pastoral por si mesmo, você pode ficar espiritualmente um “floco”. Eu tenho realmente apreciado escutar as fitas de ministros provados pelo Evangelho. Os ministros que nós escutamos realmente alimentam nossos espíritos, corrige-nos, e conserva-nos na pista certa. Eles mesmos alimentam a visão que nós temos dentro de nós.
Ensino pastoral ajudará você em disciplinar outros. Por exemplo, se você é o único missionário que as pessoas tem para escutar, e tudo o que você prega é salvação e cura, ou você pode apenas ensinar em dois ou três assuntos, ambos você e seu povo serão desequilibrados. Assim aprenda e esteja sempre aprendendo da palavra – por seu próprio beneficio e para o beneficio das pessoas de quem Deus tem enviado você.
4. Música de louvor e adoração é um dever para o missionário. Você terá que trazer com você a boa musica de louvor e adoração que você pode ter usado em sua casa paroquial, porque mais do que provável, não será disponível em seu país de destino! Agora, ao invés de seu ministro de musica de igreja, você será o único que liderarão outros de musicas, vídeos, e livros de canções. Você precisará deles primeiro para si mesmo, e então você precisará deles para ensinar as canções para as pessoas.
Se um missionário já tem estado em sua área de missões, alguns dos nacionais cristãos podem conhecer canção que você aprendeu 25 anos atrás na igreja! Algumas daquelas são ótimas, mas você quererá apresentar-lhes a um nível mais alto e mais intimo de louvor e adoração. Bom louvor e adoração também ajudarão a abrir os corações das pessoas para receber o que quer que seja que o Senhor queira dar a elas. Deus pode fazer grandes coisas no meio de uma atmosfera que está sendo carregada pelo louvor e adoração. As pessoas virão escuta-lo, e eles podem dividir as Boas Novas.
Considere os fatos que você estará indo para as pessoas que não conhecem o Senhor de todo ou que são bebês cristãos. Eles usualmente não sabem nada sobe a verdade do louvor e adoração. Por exemplo, eles podem acabar cada canção que eles cantam como uma estrela de rock acaba sua canção, porque eles não sabem algo melhor! Isso pode ter sido tudo o que eles tem visto. Ou eles podem tocar o que nós chamamos “musica de circo” com as canções deles. Ou, as canções deles podem ser apenas canções felizes que ministra para cada carne e mentes de outros e não para o Senhor. Assim eles terão que ser ensinados, e você terão que ensina-los. Mas eles podem aprender, e eles querem aprender.
Eu procuro musicas e canções que anunciam a Presença de Deus, o Espírito Santo, e a unção, e então “mantenho” a presença deles. Por exemplo, em muitas das viagens do ministério, eu toco certas fitas com musicas ungidas para criar a atmosfera certa para as pessoas responderem a chamada para o altar e para liderança e prontidão do Espírito Santo.
Desde que nenhum grupo musical viaja comigo, eu criei a minha própria musica de chamada-do-altar para levar comigo. Trabalha bem. Eu também costumo usar musica ungida antes do serviço começar para criar a atmosfera certa e para ajudar a preparar os corações das pessoas para receber o que está à frente. Se eu estou tendo um encontro o dia todo em uma vila, entre os serviços eu tocarei musica que “fala para os corações”, não apenas como um testemunho para o perdido, mas para alimentar os corações dos cristãos com o amor e o poder de Deus.
As pessoas em outros países não estão acostumadas a ouvir tal musica ungida. Mas eles realmente gostam, e eles querem tocar nas igrejas e lares deles. É uma grande oportunidade de expor as “maravilhas” do pai e seu Filho, Jesus. E as pessoas estão carregadas e prontas para receber antes que o próximo serviço comece!
Lendo livros e assistindo vídeos de ensino alarga nem conhecimento da Palavra e me mostra modos de comunicar melhor as verdades que tenho aprendido então que os outros podem aprender deles. Ilustrações, como um de meus professores coloca, “são como janelas olhando para o céu”. Bem, eu quero o povo asiático que eu ministro olhando para o céu todo o tempo!
Eu às vezes gosto de dramatizar a Palavra enquanto eu estou ministrando. Eu uso ilustrações, exemplos, e objetos que as pessoas podem relatar. Isto abre os corações das pessoas e até causa aos pecadores e religiosos vir e ouvir as maravilhas verdades que eu estou compartilhando.
Nós temos diversão, o Espírito Santo é permitido trabalhar em seus corações, e as vidas das pessoas são mudadas, enriquecidas, e fortalecidas. As igrejas tornam-se um lugar onde as pessoas são realmente ministradas! Eles vão para casa com um testemunho e um depoimento. Nós estamos constantemente expondo as pessoas deste país à mensagem do Evangelho Pleno, e nós estamos treinando-os para fazer o mesmo pelos outros. Livros, fitas, e vídeos ajudam-nos a realizar esta tarefa.

“Coisas naturais para trazer no campo de missões”
Boa habitação em itens é cara e são geralmente duras de encontrar no campo de missão. Eletrônicas (refrigeradores, fogões, rádios, estéreos, computadores) custam duas ou três vezes, ou mais, o preço de algo de qualidade que é importado em uma nação. Mercadoria importada é ainda muito caro e a seleção é limitada. Tudo isto faz obter certas coisas que você precisa caro e consumível. Nosso conselho é este: Traga o que você pode proporcionar trazer e que você tem que ter no quarto para sua bagagem.
Nós temos três filhos, e as passagens aéreas no qual nós viajamos permite-nos trazer duas malas de 70 libras ou caixas por pessoa. Naquelas malas ou caixas, nós trazemos dos Estados unidos as coisas que nós precisaremos por um tempo de um ou dois anos.
Tais itens incluem: desodorante, pasta de dente, xampu, vitaminas, itens de cuidado do cabelo, lençóis e toalhas, vestuários, temperos, misturador de molhos, essências, talhares, potes e panelas, decorações de casa, blocos de nota Post-It, blocos legais, cola adesiva, corretivo, marcadores, papel especial para uso de escritório, o equipamento A-Beka Home Vídeo e suprimentos para nossos três filhos (que toma muito espaço!), presentes de natal e Aniversario, material do ministério de crianças (livros, fitas de ensino, fitas de musica, vídeos, Bíblias, livros de referencia, equipamento de computador, software e etc.).
Nós temos que comprar estas coisas nos Estados Unidos para trazer conosco para o campo de missão porque nós não podemos consegui-los onde nós vivemos nas Filipinas. Então quando nós estamos viajando no Estado e encontrando pastores e pregando nas igrejas, nós também estamos gastando muito tempo e dinheiro em itens necessários para o futuro de nossa família e nosso ministério. Nós temos que comprar estes suprimentos bem adiantado de seu uso, mas é divertido ir para as lojas com a família para comprá-los. É como o Natal para nós, mas é uma parte muito necessária de ser um missionário.
Este é um aspecto da vida missionária que pode parecer inconveniente às vezes. Você terá que comprar coisas bem adiantadas de seu uso. Você terá que planejar. Mas tendo as coisas que você precisa, fará você mais eficaz e contente. Isso é tão importante. Faz a vida no campo de missão muito mais fácil. Aquelas coisas – mesmo as “pequenas coisas” – ministrará grandemente para você no campo.

“Encontro de pastores e levantando sustento financeiro”
Em nossa primeira viagem para o campo de missão, nós fomos lá por dois anos. Dois anos são um longo tempo, especialmente quando você vai atravessar todos os tipos de choque de cultura! O choque de cultura não pega enquanto passa por cima, e algumas coisas você terá que aceitar. Em outras palavras, aquelas coisas são apenas o modo que eles sempre tem estado, o modo que eles estão agora, e o modo que eles estarão até que as pessoas por si mesmas comecem a mudar.
Algumas coisas você apenas tem que “engolir” ou aceitar e ir em frente. Se você não aprende a lidar com coisas, eles se apresentarão incompetente. O choque de cultura é real. E o choque de cultura associou-se com finanças esparsas que farão você querer ir para casa nos Estados Unidos!
Nós fomos para as Filipinas com apenas uma idéia de quantas finanças nós precisaríamos por mês. Nós teríamos estado mais confortáveis e produtivos se nós tivéssemos mais dinheiro naqueles primeiros dois anos. Mas nós não tínhamos querido largar, depois de tudo, nós fomos apenas ficando. Se nós largássemos, o que nós faríamos para contar ao Senhor? O que mais nós podíamos fazer? O que podíamos usar como desculpa para justificar a partida do campo de missão no qual o Deus nos chamou?
Tendo ganhado missões valiosas em experiência, nós fomos olhados adiante para itinerar nos Estados Unidos. Durante nossa primeira viagem de volta para os Estados Unidos, eu pessoalmente encontrei com 38 pastores. Eu dividi com eles sobre nosso trabalho nas Filipinas e sobre nossa visão. A maioria estava impressionada, alguns não expressaram nada, mas apenas uns poucos deles decidiram nos ajudar.
Para dizer a verdade, nós fomos desapontados. Eu pensei que nós realmente aumentaríamos nossas finanças durante aquele tempo. Mas nossas finanças aumentaram apenas $U 600 por mês. Entretanto, nós temos tido um aumento constante desde o começo, e nós temos jamais tido fome. Nós temos tido realmente meses escassos, e nós temos tido alguns meses bem fartos! Deus tem sido fiel para nós, tem sido um prazer servi-lo na Ásia.
Estou contente em ter encontrado todos os pastores que eu tenho conservado. Eu aprendi muitas coisas do encontro com cada um. Depois de tanto tempo no campo de missão, eu aprecio o encontro com os pastores que podem colocar algo dentro de mim, mesmo se não seja finanças. Eu preciso sua amizade e ouvir algo das historias deles sobre o trabalho de missões e suas próprias experiências no ministério.
Eu aprecio estar ao redor de ministros bem sucedidos. Gosto de ouvir o que o Senhor tem dito a eles. Isso aumenta e me refresca. Ministra à minha vida. No campo estrangeiro nós sempre estamos anunciando às pessoas, mas de volta aos Estados Unidos, algumas vezes os pastores anunciam para mim. Eu gosto disso.
Atualmente, eu volto aos Estados Unidos todo ano. Shelli e nossos três filhos vão a cada dois anos. Dois anos é tempo demais para eu ficar longe daqueles que me apóiam no campo missionário. Eu realmente gosto de estar com aqueles pastores, igrejas e as pessoas que nos sustentam. Temos um propósito divino e uma meta que nós estamos realizando juntos! Enquanto nos Estados Unidos, eu visito outros pastores dividindo a visão e o trabalho. Eu quero dar-lhes uma oportunidade em trazer asiáticos para Cristo. Eu também vou para qualquer encontro do RHEMA ou Ministérios Kenneth Hagin que está acontecendo no momento. Eu quero ficar na pista com a Palavra e com o que Deus está fazendo.
Quando eu volto para os Estados Unidos, eu gasto quase todo o meu tempo fazendo contatos com pastores. Eu visito e/ou faço todos os meus contatos previamente. Eu quero conservar nossas linhas de comunicação aberta, e eu desejo a amizade deles.
Outra coisa,nós dependemos de nosso Deus para suprir as nossas necessidades. Quando nos encontramos com pastores, é apenas para encontrá-los e nos entrosarmos com eles, não para tentar extrair dinheiro deles. Nós esperamos que Deus traga certos pastores para nós como um resultado do encontro com Ele e de acordo com o propósito e plano Dele. Nós cremos que Deus dirige as igrejas para contribuir com missões como Ele quer. Encontrar estes pastores é muito importante como parte do trabalho de missões por muitas razões.

“As famílias no campo de missão”
Nas Filipinas, nós vivemos em uma cidade rural com cerca de 60.000-80.000 pessoas. A cidade é fechada por montanhas e pelo mar. Pátios para crianças brincarem são quase inexistentes.
Nós não temos tido um pátio por quatro anos e meio. A habitação é antiga. Nos mudamos para nossa segunda casa seis meses antes. As casas precisam ser remodeladas para que você possa viver. Eles não alugam casas. Você tem que crer por uma casa disponível aqui.
Tão rápido quanto você possa, compre uma casa. Faça sua casa tão confortável possível. Então você terá um belo lugar no qual você possa recolher-se todos os dias. Se você esta desconfortável em sua casa, isso afetará o seu ministério. Quase sempre você encontrará algo que possa se desconfortável no campo de missão. Então sua casa precisa ser um lugar que ministra à você.
Brinquedos para seus filhos e coisas modernas que você usa em seu país podem não ser achados onde você vive ou viverá no campo de missão. Há muito poucos brinquedos em nossa cidade e quando nós os achamos eles são usualmente de qualidade pobres e muitos simples. Nós viajamos para Manila uma ou duas vezes por ano, mas brinquedos ainda são muito limitados lá. Eles também custam duas ou três vezes mais caros. Por isso que trazemos brinquedos e presentes de aniversário e natal dos Estados Unidos tanto quanto possível.
Também poucos itens modernos de eletrodomésticos e utensílios de casa em nossa cidade são encontrados. Você pode encontrar em qualquer outro lugar, mas você vai pagar duas ou três vezes mais do que nos Estados Unidos. Traga o que você puder com você. Use sua fé!
Traga jogos, livros e vídeos com você porque apenas nas grandes cidades você encontrará atividades recreativas. “Sobrevivência” é a palavra para as pessoas na maioria do mundo, então você tem que trazer seu próprio entretenimento.Vivendo na América, seria duro imaginar uma cidade sem muitas formas de atividades recreativas, mas é a realidade no campo de missão.
Como pais, você precisará gastar mais tempo com seus filhos no campo. Seus filhos olharão para você mais do que nunca para fornecer as necessidades deles, especialmente recreativo, social e emocional. Atualmente, isso pode ser uma boa coisa, mas você deve estar preparado para isso.
Providencie uma boa educação para seus filhos. Enviar nossos filhos para um bom colégio interno em Manila não está em nossos planos. Nós queremos nossos filhos conosco e nossos filhos querem estar conosco. Somos uma família.
Usamos o programa de educação no lar A-Beka para nossos filhos. Eles estão conseguindo uma educação de primeira classe em casa. Os primeiros dois anos, usamos os livros de texto apenas. Mas agora eles vão para a escola pelo vídeo. Eles conseguem ver outras crianças na classe, mas não podem se comunicar com eles! Os professores são excelentes e explicam realmente as coisas.
Queremos que nossos filhos prosperem na educação até no campo missionário! Isso custa menos que um colégio interno e por causa desses vídeos, as crianças não perdem contato com as crianças americanas e com os modos americanos. O A-Beka é um programa educacional com base cristã, e temos achado que é bom para nossos filhos. Ensinar três crianças em casa pode ser desafiante e algumas vezes estressante. É importante estabelecer seu coração nesta área.
Nós sempre enfatizamos aos nossos filhos a importância de nosso trabalho no campo missionário. Queremos que Eles saibam que estamos fazendo o que Deus nos chamou para fazer. Conversamos com eles sobre nossos encontros e sobre o que Deus fez pelas pessoas. Nossos filhos oram sobre aqueles encontros e pelas pessoas que estão assistindo. Eles sabem que o que estamos fazendo está fazendo diferença na vida das pessoas. Algumas vezes nossos filhos vão conosco nestas viagens e encontros ministeriais. Quando fomos para Manila no último natal, tivemos que andar de barco por uma hora e Scott Michael, nosso filho de 11 anos, já tinha levado cinco homens para Jesus!
A última vez que ele tomou uma viagem de ônibus comigo, voltando de um encontro de dois dias, ele levou um homem próximo a ele para Jesus. Seus testemunhos sempre abençoam os pastores que ele conversa. Brad, nosso filho de 10 anos, ora pelas pessoas na mesa do jantar, mas ainda não tem levado pessoas para Jesus. Ele me conta sempre que quer ser um pregador como eu. Seu coração é macio diante de Jesus. E o mesmo com Brittany, nossa filha de seis anos. Ela ama cantar canções cristãs. O campo missionário tem sido bom para nossas crianças, mesmo com toda a dificuldade que algumas vezes temos enfrentado.

“Preenchendo a visão”
O Centro de Treinamento Bíblico em Catbalogan, Samar, Filipinas, é onde nós ensinamos e treinamos ministros para o Evangelho. Os estudantes da escola vêm de toda nação. Este ano, nós temos estudantes de outras nações. O Centro de Treinamento ´´e em tempo integral. Os ensinos são de manhã como no RHEMA Bible Training Center nos Estados Unidos. Nas tardes, estudantes vão às ruas, hospitais e cadeias. Eles também testemunham de porta-a-porta e conduzem semanalmente estudos da Bíblia para ensinar as pessoas que eles guiam para Jesus.
Estes estudantes estão sendo ensinados e treinados em como fazer a vontade de Deus em suas vidas. Eles aprendem como ouvir e ser guiado pelo Espírito Santo. Eles oram duas horas e meia diariamente. Através do Centro de Treinamento, nós somos capazes de nos duplicar através deles, fazendo discípulos. Então depois de todo ensino e treino, nós os enviamos de volta para onde eles vieram, assim eles podem ministrar em sua cidade e ser uma benção.
Fora do Centro de Treinamento, nós conduzimos todo tipo de encontro por toda as Filipinas. Temos encontros de igreja, encontros de multi-igrejas, seminários de pastores e líderes, encontros evangelísticos, encontros para nossos alunos, encontros de jovens e encontros de ministério de crianças.
Constantemente viajamos para conduzir estes diferentes encontros em uma proposta quádrupla: ajudar na colheita, ajudar pessoas a crescer espiritualmente, trazer renovação para a Igreja e fortalecer a liderança na Igreja.
Nós preparamos ensinos, lições bíblicas e outros materiais para pastores e líderes. Nós ensinamos o primeiro material, então, deixamos os líderes para estudar folhetos detalhados. Está fazendo uma grande diferença nesta nação!
Eu gasto muito tempo em meu computador digitando meus sermões, lições bíblicas e materiais para diferentes tipos de encontros. Tantas pessoas na igreja nas Filipinas não têm uma Bíblia, então quando eu digito sermões e lições bíblicas eu sempre digito as escrituras fora. Isso é um modo das pessoas poderem ler continuamente a Palavra junto com o comentário que segue. Se eu deixo a Palavra nas mãos deles, então a Palavra pode falar continuamente para eles depois que eu partir.
Também, eles usam estas lições para ensinar outros. E agora que eu tenho que por esta lições e ensinos no computador, tudo o que eu tenho que fazer é imprimir e entregar a Palavra de Deus impressa!
Trabalhar com missões é absolutamente maravilhoso. Suas recompensas estão longe de exceder este mundo presente. A graça de Deus brilha naqueles chamados para missões.

“O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz!” Mt 4:16

Neo-Evagélico ?

1 Comentário

A definição seguinte procede de muitos anos de trato e de estudo dos Neo-Evangelicos. Quando cheguei à Ásia do Sul, em 1979, para iniciar o nosso trabalho missionário, era muito ignorante sobre a natureza do Neo-Evangelicalismo. Mal sabia do problema que iria enfrentar. Em minha ignorância e inexperiência, eu tinha a impressão de que o Neo-Evangelicalismo era, basicamente, um fenômeno dos Estados Unidos e que os crentes das outras partes do mundo, mesmo tendo aderido às organizações típicas dos Neo-Evangélicos, não estariam necessariamente infectadas com este tipo de comprometimento. Como eu estava enganado!

Durante o nosso primeiro ano no Nepal, fui convidado pela organização nacional Campus Crusade for Christ para pregar numa reunião evangelística, e o fiz. (A obra do Evangelho era ilegal, nesse tempo). Usando o Livro de Romanos como esboço, preguei o Evangelho, começando pelo pecado do homem e pela santidade e julgamento de Deus, terminando com o amor e a graça de Deus, através de Jesus Cristo. Comecei onde o apóstolo Paulo começou e terminei onde ele terminou. Após o culto, o líder principal me levou à parte e disse que minha pregação havia sido “negativa demais”. Era o que se esperava, suponho, tendo em vista que as Quatro Leis Espirituais da Campus Crusade for Christ começam com a nota positiva de que “Deus ama você e tem um plano maravilhoso para a sua vida”. Esta foi a primeira vez, embora eu já tivesse tido contatos diretos com os que haviam conscientemente rejeitado as partes negativas do Cristianismo bíblico e sempre se esforçavam para colocar uma pitada positiva em tudo, e fiquei chocado com a sua ostensiva desconsideração pela Escritura. Discutimos o fato de que os apóstolos lidaram com os homens de maneira negativa, tratando primeiro do pecado do homem e da santidade de Deus, antes de falar do Seu amor e de Sua misericórdia; mas eles continuaram impassíveis em sua filosofia de que isto era “negativo demais”, para ser pregado hoje em dia. Nada que eu pude mostrar-lhes na Palavra de Deus parece ter tido impacto algum sobre eles.

Após alguns meses, fui convidado pelos líderes da Nepal Christian Fellowship (cujo líder, naquele tempo, era um dos líderes da Campus Crusade for Christ, no Nepal), para falar em alguns estudo bíblicos nos lares. Escolhi o tópico da salvação bíblica, o qual se tornou um item controverso, sabendo que os jesuítas exerciam uma grande influência naquela área, e que alguns crentes não católicos tinham uma estreita comunhão com eles, descrevi a apostasia do Catolicismo Romano e expliquei o que a Bíblia diz sobre a separação do erro.

A resposta foi rápida e severa! Quando fechei minha Bíblia, uma missionária que estava trabalhando com uma organização ecumênica, e que ensinava numa escola de moças, levantou-se e proclamou em alta voz: ”O senhor não vai me dizer que eu não posso ter comunhão com meus amigos católicos! Eu assisto a missa com eles e eles frequentam a igreja comigo; não vejo coisa alguma de errado com isto!” Embora eu estivesse escalado para dar uma série de estudos bíblicos, aquele primeiro foi o último, pois minha anfitriã decidiu que o meu ensino era controverso demais.

Depois disso, fui convidado pela mesma Fellowship para falar a um grupo de pastores nepalenses. Disseram-me que eles não tinham qualquer erudição bíblica e precisavam de toda ajuda que eu pudesse dar. Eles vieram à capital, de várias partes do Nepal para estas reuniões e resolvi usar o Livro de Tito como esboço, tratando de vários assuntos da vida eclesiástica. Parecia ser um lugar ideal para começar. Tito foi deixado pelo apóstolo Paulo, em Creta, “para que pusesse em boa ordem as coisas que ainda restavam, e de cidade em cidade ele estabelecesse presbíteros, como Paulo já o havia mandado” (Tito 1:5). Era exatamente isto que estava sendo necessário no Nepal. Havia ali uma porção de igrejas pequenas competindo, as quais não possuíam uma organização e instruções apropriadas. Comecei por onde o apóstolo Paulo havia começado, no capítulo 1 de Tito, com o modelo de Deus para os líderes da igreja e de como lidar com os hereges (versos 6-16), porém minha pregação “negativa” comprovou, mais uma vez, ser um tópico controverso!

Um dos homens que assistiam às reuniões, do Nepal Oriental, era considerado o pastor chefe entre uma porção de igrejas espalhadas pela região. Ele foi um dos mais entusiastas em me dizer que o meu ensino era maravilhoso. Depois de cada sessão, ele se aproximava de mim, apertava efusivamente minha mãe e me dizia como essas reuniões lhe serviam de ajuda pessoal. Fiquei encorajado. Meu ministério estava sendo apreciado! Meus dons estavam sendo reconhecidos! Eu estava conseguindo! Haveria algumas mudanças piedosas para a glória de Cristo.

Como eu estava enganado! Logo descobri que aquele homem, exatamente aquele homem, estava vivendo em completa desobediência em relação ao que estávamos observando na Palavra de Deus. Ele tinha três esposas. Não duas, mas três! Estava vivendo com a mais nova dentro do complexo da igreja principal, numa cidade perto da fronteira com a Índia, enquanto as duas esposas mais velhas estavam vivendo com os filhos, em duas outras fazendas que ele possuía. Ele as visitava, de tempos em tempos.

Quando o confrontei sobre o assunto de sua poligamia e o admoestei que não era qualificado para ser um pastor, ele ficou aborrecido. Na sessão seguinte, ele se levantou e se dirigiu a um grupo de homens, descrevendo uma visão, na qual Deus lhe ordenava a “pregar às minhas ovelhas”. Expliquei que ele podia pregar e servir ao Senhor de várias maneiras, mas não estava qualificado para ser um pastor e que Deus não iria contradizer as Escrituras através de uma visão. Ele se recusou a escutar o líder da Campus Crusade e os outros homens o encorajaram a não abandonar o pastorado! Estes ficaram ao lado dele, na maior parte daquela noite, conversando com ele e encorajando-o e não obedecer ao claro ensino da Palavra de Deus.

Não mais fui convidado a falar nas reuniões evangélicas no Nepal. Fiquei ali durante um ano ou coisa assim, e minha carreira como um popular preletor ecumênico chegou ao fim.

Louvo o Senhor pela Sua misericórdia e bondade com um jovem missionário ignorante.

Aprendi que se desejarmos permanecer estritamente na Palavra de Deus, vamos nos tornar [de uma certa forma] “negativos demais”, para a população Neo-Evangelica e que logo haverá uma separação de caminhos.

Um Repúdio aos Aspectos Negativos do Cristianismo Bíblico

Desde aquele tempo, tenho estudado amplamente os Neo-Evangelicos. Aprendi que o que predomina entre eles, numa grande parte do Cristianismo de hoje, além do Catolicismo, do Modernismo e das seitas, e tenho desejado compreendê-los mais ainda.

Descobri que os Neo-Evangelicos repúdiam aos aspectos negativos do Cristianismo bíblico.

É isto que confunde tantas pessoas. Elas ouvem Charles Colson, Charles Swindoll, Billy Graham, Luiz Palau ou Jack Van Impe[Ricardo Gondim, Armando Bispo, R.R. Soares...] e proclamam: “Tudo que eles disseram foi bom. Nada que escutei foi não bíblico”. É o que sempre acontece. O problema maior dos Neo-Evangelicos não é tanto que eles preguem heresias, mas que omitem [parte da] a verdade.

Os Neo-Evangelicos jamais vão pregar abertamente contra o pecado. Não vão pregar sobre a separação [pregada por Cristo e seus apóstolos]. Não vão denunciar os falsos mestres. Eles tem repudiado este tipo de negativismo, embora este seja claramente uma parte do conselho de Deus. Considerem alguns exemplos disto. Começaremos pelas declarações de Billy Graham, um dos pais do Novo Evangelicalismo:

“Sou muito mais tolerante com outros tipos de cristãos do que era antes. Meu contato com os católicos, luteranos e outros líderes – pessoas muito distanciadas de minha tradição Batista do Sul – felizmente me ajudou a seguir a direção certa” (Billy Graham:“I Can’t Play God Any More”, McCall’s Magazine, Janeiro, 1978).

O lider evangélico Billy Graham e o Papa João Paulo II

Observem a palavra ”tolerante”. Esta é a nota chave do Neo-Evangelico. Meus amigos, é absolutamente impossível ser tolerante, no sentido em que Billy Graham está falando, e ser fiel à Palavra de Deus. Deus não é tolerante com o pecado e o erro. Como podem os Seus pregadores achar que podem ser tolerantes com essas coisas e estarem agradando-O? Isto é confusão!

Em 1966, foram feitas a Billy Graham as seguintes perguntas, por um repórter da muito liberal Igreja Unida do Canadá:

P – “Em seu livro, o senhor fala dos falsos profetas. O senhor diz que ‘um esforço em tempo integral de muitos intelectuais é o de evadir-se do plano de Deus’ e fez uma citação de Paul Tillich. O senhor considera Paul Tillich um falso profeta?”

R – “Fiz uma prática de não fazer julgamento a outro clérigo”.
P – “O senhor acha que igrejas como a Igreja Unida do Canadá e as grandes igrejas liberais dos Estados Unidos, as quais são ativas no Movimento Ecumênico… são apóstatas?”

R – Eu jamais poderia, de modo algum, fazer este tipo de julgamento sobre igrejas individuais e clérigos, dentro da Igreja Unida do Canadá… Nossa Associação Evangelística não se preocupa em fazer julgamento… favorável ou contrário … sobre qualquer denominação em particular” (“Billy Graham Answers 26 Provocative Questions”, United Church Observer, 01/07/1966).

A partir desta entrevista, observamos outra característica do Neo-Evangelico. Ele vai admoestar sobre o falso ensino num sentido geral e vago, porém vai se recusar a identificar claramente os falsos ensinos. Os ouvintes dos Neo-Evangélicos não são, portanto, protegidos do erro. Não lhes é dito claramente quem o ensina. Além disso, o Neo-Evangélico vai ter comunhão com os falsos mestres que ele cita, indiscriminadamente, dando, assim sinais de que estes são genuínos irmãos em Cristo.

Em 1986, o mestre evangélico muito popular, Warren Wiersbe, deu-me o seguinte conselho em uma carta:

“Muito francamente, meu irmão, eu gostaria que alguns irmãos retirassem as luvas de boxe e apanhassem uma toalha. Talvez, se as pessoas começassem a lavar os pés umas das outras, houvesse mais amor e unidade” (Warren Wiersbe, Carta a David Cloud, em 23/05/1986).

Eu havia escrito a Warren Wiersbe indagando por que ele havia se associado à Christianity Today (ele era um editor chefe, nesse tempo) e a outras organizações do Neo-Evangelicas, as quais se negavam a falar claramente contra tais coisas como o Catolicismo Romano e o Modernismo. Ele respondeu com o comentário acima. Sem dúvida, precisamos retirar nossas luvas de boxe, quando estamos lutando apenas por um assunto do nosso interesse pessoal, o qual não faça parte da Palavra de Deus; ou quando estamos nos esforçando apenas por um amor carnal à disputa, ou quando somos apenas um causador carnal de problemas. Mas o conselho de Wiersbe foi dado no contexto de contender pela fé e se já existiu um tempo em que precisamos colocar as luvas para batalhar diligentemente pela fé uma vez entregue aos santos, este tempo é o de hoje.

A declaração seguinte foi feita na Conferência de 1986, em Amsterdã, para os evangelistas itinerantes:

“É um erro espiritual… evitar o liberal. Amo estar com os liberais, especialmente quando eles estão querendo ser ensinados, muito mais do que os enrustidos fundamentalistas, que têm todas as respostas… Os evangélicos deveriam construir pontes” (Stephen Olford, citado por Dennis Costella, na “Fundação Amsterdam’s 86, usando o Evangelismo Para Promover o Ecumenismo”, Julho/Agosto, 1986).

A declaração seguinte foi feita por David Hubbard, presidente do Seminário Fuller:

“No Fuller, somos caracterizados pela convicção de que somos uma instituição de ’tanto como’ [N.Tradutora: “tanto aceitemos isto como seu opositor”], em vez de ‘ou/ou’ [N.Tradutora: “ou aceitemos isto ou seu opositor, mas não ambos”], Procuramos ser tanto evangélicos como ecumênicos…”(Hubbard, “Christianity Today”, 03/02/1989, p. 71).

Que linguagem dobre! Um Cristianismo “tanto como” não é tão bíblico como deveria ser; mas, mesmo assim, o Neo-Evangélico se esforça em se gloriar nele.

O muito popular Charles Swindoll fez a seguinte declaração:

“Não sou carismático[pentecostal]. Contudo, acho que não é minha vocação fazer grandes lançamentos de artilharia teológica contra meus irmãos e irmãs carismáticos… Mais do que nunca, precisamos de ministérios de despertamento da graça, os quais libertam, em vez de aprisionar: Vida além da letra da Escritura… Ausência de dogmática imposição bíblica.” (Charles Swindoll, The Grace Awakening, pp. 188, 233).

A “dogmática imposição bíblica”, que Swindoll tanto despreza, é uma descrição perfeita de como os apóstolos apresentavam a Palavra de Deus. Considerem a mensagem de Pedro na 2 Pedro 2. Seria impossível uma linguagem mais áspera ou mais clara do que esta, para descrever os falsos mestres. Um ministério de “despertamento da graça”, segundo a definição de Swindoll, é um que seja mais tolerante com o erro e enfatize o positivo em cada situação. Esta não foi uma característica do ministério do apóstolo Paulo. Somente nas epístolas pastorais, ele identificou os falsos mestres e comprometidos por dez vezes (1 Timóteo 1:20; 2Timóteo 1:15; 2:17; 3:8; 4:10,14).

Os apóstolos não eram Neo-Evangélicos. Com referência aos falsos mestres, eles davam as seguintes instruções: (1) notá-los e deles se desviarem (Romanos 16:17-18); (2) Desviar-se deles (2 Coríntios 6:14-18); (3) Evitar os falatórios profanos (2 Timóteo 2:16-18); (4) Não recebê-lo em casa, nem tampouco saudá-los (2 João 10-11).

Outro exemplo do coração dos Neo-Evangelicos é o ministério de Luis Palau:

“A forma de adoração de Luis Palau apresenta uma mensagem cristã que apela, do mesmo modo, aos protestantes e católicos… [Palau] evita cuidadosamente quaisquer diferenças e controvérsias entre católicos e protestantes”. (The Arizona Republic, 31/10/1992).

Existe uma boa descrição dos Neo-Evangelicos. Eles apresentam uma ampla mensagem cristã, evitando assuntos controversos. É interessante que esta descrição seja dada pela imprensa secular.

Considerem a seguinte descrição do ministério de Peter Wagner: “Wagner não faz afirmações negativas sobre pessoa alguma. Ele tem feito uma carreira buscando o que é bom nas igrejas em crescimento e afirmando isto, sem fazer muitas perguntas críticas.” (Tim Stafford, “Testing the Wine from John Wimber’s Vineyard”, Christianity Today, 08/08/1986, p. 18).

Wagner é um perito popular no Movimento pentecostal da igreja, nos círculos evangélicos. Esta descrição do seu ministério ilustra o que ele quer dizer sobre o Neo-Evangelico. Seu objetivo é ser positivo e até mesmo ignorar ou desprezar o erro.

Desse modo, podemos ver que a principal característica do Neo-Evangelico é o seu repúdio aos aspectos negativos do Cristianismo. Se o pregador que você escuta evita falar de coisas como inferno, julgamento, separação; se ele nunca identifica a apostasia, falando do erro em termos gerais; se ele cautelosamente evita controvérsias; se ele fala mais de auto-estima do que de autonegação, sem dúvida você está escutando um pregador do Neo-Evangelico.

Um Modo de Neutralismo

Outra maneira de identificar o Neo-Evangelico é o seu modo de neutralismo. O Neo-Evangelicalismo é uma filosofia, mas também um modo. Em seu livro discernido sobre o assunto, John Ashbrook observa que o Neo-Evangelicalismo “deveria ser mais apropriadamente rotulado de Novo Neutralismo. Ele procura o campo neutro, não sendo peixe nem galinha, nem direita nem esquerda, nem a favor nem contra… fica em cima do muro” (p. 2).

“O Neo- Evangelho não admite que se veja nem se fale nada em relação ao que esteja errado na espiritualidade, e isso supostamente em nome da “unidade”.

Esse Neo-Evangelho pode ser identificado pelos seguintes termos: macio, cauteloso, hesitante, tolerante, pragmático, acomodado, flexível, não controverso, não ofensivo, não passional e não dogmático.

Sempre que você escutar igrejas e pregadores caracterizados com estes termos, terá encontrado o Neo-Evangelho.

Contrastando o modo de neutralidade do Neo-Evangelho, o Cristianismo bíblico se caracteriza por termos como: forte, audacioso, destemido, dogmático, claro, intolerante, não acomodado (ao pecado e ao erro), inflexível (em relação à verdade), controverso, ofensivo (aos que desobedecem a Deus) e passional.

Enquanto ruge a batalha entre a verdade e o erro, nas últimas horas da era da igreja, o Neo-Evangelico tenta instalar-se na linha do meio.

Cuidado com o Neo-Evangelho. Trata-se de um grande erro, e adotá-lo é entrar numa trilha descendente, a qual conduz a uma crescente cegueira. [espiritual].

Cuidado com Billy Graham. Em seus antigos tempos de ministério, ele pregava contra o Romanismo, o Comunismo e o Modernismo, mas hoje ele não vê problema algum com qualquer destes. Hoje, ele chama o papa de Roma de grande evangelista e amigo dos santos.

Cuidado com Jack Van Impe. Há três décadas, ele pregava em círculos cristãos sérios; contudo, hoje ele sustenta que o papa é um grande defensor da fé.

Cuidado com James Robinson. Há poucos anos apenas, ele levantava ousadamente sua voz contra a apostasia; mas hoje, ele diz que o papa [falecido] era um homem salvo e um grande exemplo de moralidade.

Alguns Neo-Evangélicos Brasileiros:

O pessoal do “Diante do Trono” e sua Lagoinha, “Sara a Nossa Terra”, a turma do “caminho” de Caio Fábio, Ricardo Gondim e suas igrejas Betesda, Igreja Peniel de Fortaleza, R. R. Soares, Igreja Bola de Neve, Igreja Videira de Fortaleza, I Igreja Batista de Fortaleza, Igreja Renascer, Igreja da Paz, as Vineyard, JOCUM, a igreja IBC do pastor Armando Bispo de Fortaleza, Igreja Canaã de Fortaleza, igreja Logos de Fortaleza, igreja Paz e Vida, só para citar uma pequenina parcela.

David Cloud

Título original: “No Coração do Neo-Evangelicalismo” traduzido por Mary Schultze e uma pequenina adaptação de Roberto Aguiar

Pobreza é coisa do Diabo ou Falta de Fé ?

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Pobre é aquele “que não tem o necessário à vida; sem dinheiro ou meios” (Dicionário Aurélio).

“Pobreza – A lei judaica era cuidadosa acerca dos pobres.

Eles tinham direito de apanhar aquém e além o que se deixava ficar no campo depois da ceifa, ou depois da vindima, ou depois da colheita de azeitonas (Lv 19.9,10. Dt 24.19,21; Rt 2.2). No ano sabático eram os pobres autorizados a ter parte nas novidades (Êx 23.11; Lv 25.6); e se eles tinham vendido alguma porção da sua terra, ou tinham cedido a sua liberdade pessoal, tudo isso lhes devia ser restaurado no ano do Jubileu (Lv 25.26 e seg.; Dt 15.12 e seg.).

Além disso, eram protegidos contra a usura (Lv 25.35, 37; Dt 15.7,8; 24.10 a 13); recebiam uma porção de dízimos (Dt 26.12.13); e ainda sob outros pontos de vista tinha de ser considerada a sua situação (Lv 19.13; Dt 16.11,14)” (Dic. Bíblico Universal – Buckland).

A lei mosaica não considerava a pobreza uma falta de fé ou uma obra demoníaca.

Os israelitas amparavam os pobres: “Não fecharás a mão ao teu irmão pobre” (Dt 15.7). Notem que existiam pobres que, apesar dessa condição, eram chamados de irmãos. Deus não garantiu que todos os justos seriam ricos, pelo contrário: “Nunca deixará de haver pobres na terra. Portanto eu te ordeno: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na terra” (Dt 15.11).

Com base nessa palavra, os filhos da teologia da prosperidade deveriam lançar uma campanha nacional em favor dos irmãos pobres, e destinar parte do dízimo para esse fim, utilizando a mesma energia com que usam o Antigo Testamento (Malaquias 3.10) para arrecadar dinheiro. O apóstolo Paulo deixou o exemplo: “Pois pareceu bem a Macedônia e a Acaia fazer uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles” (Rm 15.26-27). Fala-se em ajuda e não em falta de fé.

Jesus teve a mesma postura com relação aos pobres. O auxílio aos pobres foi por Ele usado como um dos requisitos à salvação do jovem rico (Mt 19.21); repetiu a profecia do Pentateuco: “Sempre tereis convosco os pobres” (Mt 26.11), elogiou uma “viúva pobre” que fez uma oferta pequena, mas de bom coração (Mc 12.43) e nunca expulsou um espírito de pobreza. Em nenhum momento, em toda a Bíblia, há qualquer indício de que a pobreza é conseqüência direta da falta de fé.

Jesus curou muitos pobres, pregou as boas novas para milhares de necessitados, mas nunca ensinou que a riqueza provém da fé.

Agora, vejam o contraste nas palavras dos mestres da confissão positiva: “Não somente a ansiedade é um pecado, mas também o ser pobre, quando Deus promete a prosperidade” (Robert Tilton, citado por Hank Hanegraafff, “Cristianismo em Crise”, p.200).

Para Tilton, o pobre é um miserável pecador.

“O diabo é que impede o dinheiro de chegar a você…”. “A doença e a enfermidade procedem de Satanás…” (Kenneth Hagin, citado por John Ankerberg e John Weldon, em Os Fatos sobre o Movimento da Fé).

“Não ore mais por dinheiro … Exija tudo o que precisar. Deus quer que seus filhos usem a melhor roupa. Ele quer que dirijam os melhores carros e quer que eles tenham o melhor de tudo … simplesmente exija o que você precisa” (Kenneth Hagin, citado por Paulo Romeiro, em Supercrentes, 9a edição, 2001, p. 43).

Quão longe estão estas palavras do evangelho do arrependimento, do perdão, do caminho estreito, do carregar a cruz, da humildade!

“Você quer prosperar? O dinheiro vai cair sobre você da esquerda, da direita e do centro. Deus começará a fazê-lo prosperar, pois o dinheiro sempre se segue à retidão … Diga comigo: Tudo que eu possa desejar já está em mim” (Benny Hinn, citado por John Ankerberg).

Os seguidores desses “heróis da fé” ficam sabendo que a vida cristã é um mar de rosas. É só fazer o sacrifício pecuniário e dinheiro vai chover do céu. Jesus disse que os que quisessem segui-lo deveriam carregar sua cruz. Seria carregar uma cruz recheada de dinheiro?

Papas da prosperidade

Ao dizer que pobreza é do diabo, as estrelas da teologia da ganância fazem ouvidos moucos às palavras de Paulo: “Menosprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo” (1 Co 11.22). Nas igrejas onde a pobreza é conseqüência de falta de fé, os pobres são envergonhados e os ricos exaltados. Estes, porque são mais generosos nas ofertas, recebem uma oração especial, específica e demorada. Os gurus exigem das ovelhas ofertas cada vez maiores para que possam – eles ou elas? – receber bênçãos cada vez maiores. Quando o pobre ofertante continua pobre; quando o aposentado, a professora e o operário continuam ano após ano recebendo o mesmo salário, sem perspectiva de melhora, os arautos chegam à mais perversa das conclusões: falta de fé ou espírito maligno. A solução é se submeterem a novos sacrifícios, sempre em dinheiro. Se cem, duzentos ou trezentos ficam desiludidos e se libertam desse ciclo vicioso, não há problema: outros, em maior número, tomam seus lugares e a arrecadação continua crescendo.

Diante dessa situação de crise por que passa o Cristianismo, muito bem se expressou Hank Hanegraaff: “A coragem de Lutero estabeleceu uma poderosa reforma que expôs todas as chantagens e extorsões que grassavam naqueles dias de trevas. Atualmente, uma nova reforma é urgentemente necessária. A pilhagem dos pobres, santificada pelas bulas papais dos anos passados, é estranhamente similar, hoje, aos apelos duma nova geração de “papas da prosperidade”.

Tetzel espoliava os pobres de seus dias prometendo-lhes libertação do purgatório. Os falsos mestres da atualidade estão engrupindo toda uma geração com promessas de liberdade da pobreza e prosperidade” (Cristianismo em Crise, p.211).

Os arautos dessa doutrina ensinam que os cristãos devem ser ricos, buscar a riqueza, exigir de Deus a riqueza. Em contraste, a Palavra aconselha: “Porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos levar dele; tendo, porém, sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Os que querem ficar ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6.7-10).

A Bíblia diz que Deus escolheu os pobres para serem ricos na fé e herdeiros do Reino (Tg 2.5). Eis a prova de que pobreza não é falta de fé. Os pobres, não tendo bens para neles depositar sua confiança, depositam-na exclusivamente no Senhor.

Jesus nasceu em um lar pobre. A oferta de um par de rolas ou dois pombinhos, quando da apresentação do menino ao Senhor, em Jerusalém (Lc 2.24), indica que José e Maria eram pobres, pois assim dizia a lei: “Se os seus recursos não forem suficientes para um cordeiro, então tomará duas rolas ou dois pombinhos, um para o holocausto e outro para a oferta pelo pecado” (Lv 12.8). Tal fato significa dizer que todos devemos ser pobres? Não. Significa que José e Maria não tinham fé suficiente? Que estavam sendo atormentados por um espírito maligno? Inadmissível. Pedro não tinha “nem ouro nem prata” para dar ao mendigo, mas tinha algo muito mais valioso, que era fé em Jesus Cristo, o Nazareno (At 3.6). Se o modismo da confissão positiva existisse no tempo de Paulo, ele seria considerado um fracassado na fé, ou possuído pelo demônio da pobreza. Contrariando a teologia da prosperidade e sem medo de ser chamado de incrédulo, declarou que passou fome, sede, frio e nudez, situação em que os crentes da prosperidade não querem nem ouvir falar (2 Co 11.27).

Além disso teve a ousadia de dizer que sentia prazer nas fraquezas e nas necessidades, “pois quando estou fraco, então é que sou forte” (2 Co 12.10). Nos dias de hoje, se algum filho da confissão positiva fizer declaração semelhante será aconselhado a fazer uma série de sacrifícios pecuniários e a submeter-se a uma sessão de libertação.

Em substituição à teologia da prosperidade e da ganância não podemos pregar a teologia da pobreza. Mas podemos dizer com segurança que a riqueza não deve ser a meta principal do crente. Devemos buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33). Se a riqueza vier, que seja para glória de Deus; se não, estejamos contentes e conformados com o que temos, confiantes em que Deus suprirá nossas necessidades (1 Tm 6.8; cf. Mt 6.25,31,34).

Pontos de contato

Quase todos os desvios doutrinários apresentados no Brasil pelos representantes da teologia da prosperidade são copiados dos gurus norte-americanos. A estratégia do “ponto de contato” (figas, cordões, lenços e lençóis, cajados, água benta, etc) assemelha-se à tática usada por Robert Tilton para aumentar o saldo de sua conta bancária. Vejam sua tática: “Envie-me seu pano verde de oração como meu ponto de contato com você!… Quando eu tocar em seu plano será como se estivesse tocando em você!… Quando você tocar nesse pano, será como pegar minha mão e tocar-me. Quero que a unção que Deus pôs sobre a minha vida, em favor de milagres financeiros e de prosperidade fluam diretamente da minha mão para a sua… Então você reinará na vida como um rei”.

Os falsos mestres da extorsão dizem possuir unção para dar e vender, mais para vender do que para dar. Desejam igualar-se Àquele que disse: “Alguém me tocou; senti que de mim saiu poder” (Lc 8.46).

A idéia é fixar na mente das ovelhas a necessidade de serem ricas, de ajuntarem tesouros aqui na terra, como meio de serem felizes. A felicidade em Cristo, todavia, não advém do ter, mas do ser.

Por Airton Evangelista da Costa.

Evangelismo

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Como podem os Cristãos envolver-se no evangelismo?

Eles devem pessoalmente assumir a responsabilidade de transmitir o evangelho.

Mateus 9:37-38

“Então disse a seus discípulos: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”

O evangelismo é um trabalho para todos os Cristãos em todo o mundo.

Mateus 28:19-20

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”

Compartilhar Jesus Cristo com outros deve ser parte do nosso estilo de vida.

Colossenses 1:26-29

“O mistério que esteve oculto dos séculos, e das gerações; mas agora foi manifesto aos seus santos, a quem Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória; o qual nós anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; para isso também trabalho, lutando segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente.”

As Boas Novas devem ser pregadas em toda a parte antes de Jesus voltar.

Mateus 24:14

“E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”

Não precisa ser sofisticado, ou ter muitos diplomas para compartilhar Jesus Cristo com outros.

1 Coríntios 2:1-5

“E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.”

Deus nos chama a ser representantes de Jesus.

2 Coríntios 5:20

“De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus.”

Evangelismo é falar sobre Cristo, mas é também ser um modelo da verdade.

Marcos 16:15

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura”.

João 13:35

“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.”

Evangelismo é mais que pregar e dar testemunho.

Isaías 61:1

“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos.”

Nascer de novo (?) !

1 Comentário

A Bíblia é bem clara sobre a necessidade de uma pessoa nascer de novo para receber a vida eterna. Jesus cunhou esse termo em João 3:3-7, quando disse ao líder religioso Nicodemos: “Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” Como essa necessidade é tão importante, Satanás a tem atacado com todo o seu poder nos últimos dois mil anos, fazendo a maioria das igrejas cristãs deixar de ensinar essa doutrina, apesar de que ninguém pode ser salvo sem passar por essa maravilhosa conversão espiritual. No entanto, a arma mais eficiente de Satanás contra a doutrina do Novo Nascimento sempre foi a confusão.

Felizmente, Jesus tornou esse processo de transformação bem simples, tão simples que todas as pessoas, independente de seu grau de instrução ou de inteligência, podem compreender. Existem vários passos para nascer de novo e eles estão relacionados a seguir:

1. Compreenda que TODOS os homens nascem pecadores. Romanos 3:23, diz “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” Essa mensagem que todos os homens são pecadores é amplamente repetida nas Escrituras, tanto no Velho quanto no Novo Testamento. Isso significa que você é um pecador diante dos olhos de um Deus que é santo e que precisa punir todo o pecado. Você reconhece que é um pecador?

2. Como todo homem é um pecador imperfeito, e Deus é um Deus perfeito, nenhum homem pode salvar a si mesmo. Jesus deixou esse fato bem claro em Mateus 5:48, quando disse: “Portanto, sede vós perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celeste.” Se todos precisamos ser perfeitos aos olhos de Deus, como alguém poderá ir ao céu, especialmente se a Bíblia declara diversas vezes que TODOS são pecadores? Obviamente, ninguém irá ao céu assim, tentando ser bom para merecê-lo. Como a Bíblia diz que milhões de pessoas estarão no céu, deve haver outro modo de chegar lá, além de tentar ser bom o suficiente.

Você precisa estar arrependido dos seus pecados e querer obter o perdão. Isso se chama Arrependimento. A palavra arrependimento significa que você se arrepende dos pecados passados e que não quer pecar mais. Arrependimento significa o desejo de dar uma volta de 180 graus em sua vida. Não significa que você nunca mais pecará, mas significa que o pecado será uma exceção na sua vida, não a regra. Não se preocupe — o Espírito Santo de Deus lhe dará o poder espiritual para se transformar nesse tipo de pessoa.

3. Jesus Cristo, oferecendo seu sangue derramado no Calvário, morreu como um sacrifício substituto pelos seus pecados, e agora está oferecendo vida eterna no céu para você como um Dom Gratuito!! Parece bom demais para ser verdade? Em Romanos 6:23, temos: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” A vida eterna é um dom, um dom gratuito, de Deus por meio do sacrifício de Jesus na cruz. Você não pode comprar a vida eterna, e com certeza não a merece, mas ela é oferecida como um DOM GRATUITO.

4. Em Efésios 2:8-9, o apóstolo Paulo reitera esse ensino que a vida eterna com Deus é um dom gratuito. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Nenhum homem poderá estar diante de Deus na eternidade, e se gloriar que “comprou” sua entrada no céu. Ao contrário, todas as pessoas no céu estarão ali somente por causa do Dom GRATUITO de Deus, que Jesus obteve com sua morte em nosso lugar na cruz. Em vez de punir os pecados individuais de cada pessoa, Deus acumulou esses pecados sobre Jesus quando Ele estava na cruz. [Isaías 53:2-12].

Agora, você provavelmente está pensando, ‘Como posso receber esse dom gratuito da vida eterna?’ Em Atos 16:25-33, o carcereiro perguntou a Paulo, “O que devo fazer para que seja salvo?” Paulo respondeu: “Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e tua casa.” Você precisa CRER em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal. Para crer realmente, você precisa colocar toda sua fé e confiança em Cristo e depender somente dEle como sua única esperança de salvação e de vida eterna. Essa é uma questão de crer no coração e você não pode fingir e enganar a Deus, pois Ele sabe tudo a seu respeito. Muitas pessoas erroneamente pensam que aceitando os fatos acerca da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo, automaticamente receberão o dom da vida eterna. No entanto, esse não é o caso. Normalmente, os pregadores chamam isso de “conhecimento mental, mas sem aceitação no coração”. A salvação é dada gratuitamente, mas somente para aqueles que creram genuinamente.

5. Em João 1:1,14, vemos que Jesus Cristo é Deus, igual com Deus, presente com Deus antes do início dos tempos, e o verdadeiro criador do Universo e de tudo o que nele há. Jesus fez repetidamente essa afirmação durante seu ministério. Ele é 100% Deus e 100% humano ao mesmo tempo, e é essa a razão pela qual Ele usou ambos os títulos durante seu ministério, Filho de Deus e Filho do homem. Para nascer de novo, você precisa crer nessa doutrina acerca de Jesus Cristo.

O verso 14 é o mais importante, o ensino que o Filho de Deus, Jesus Cristo, tornou-se homem. Esse ensino torna-se um ponto de separação entre os seguidores de Cristo e do Anticristo. Em 1 João 4:1-3, vemos que se alguém nega que Jesus veio em carne tem o espírito do Anticristo. Logicamente, isso era exatamente o que os gnósticos daquele tempo estavam dizendo, isto é, que o Jesus humano não era o Deus Messias vindo em carne; em vez disso, a ‘Consciência do Cristo’ a Consciência do Messias veio sobre Jesus por ocasião do seu batismo e O deixou quando Ele estava na cruz. Eles não criam que Jesus fosse Deus e homem. O Movimento de Nova Era e a Maçonaria ressuscitaram essa blasfêmia.

6. Isaías 53:6 prediz exatamente o que Jesus Cristo fez por nós na cruz; “O SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.” Glória a Deus!! Somente a sabedoria, a graça e o poder do Deus Todo Poderoso poderia conceber um Plano de Salvação tão gracioso!! A natureza de Deus exige a punição de todo pecado. Ponto final! No entanto, Deus teve um plano por meio do qual um substituto inocente seria punido no lugar do pecador. No Antigo Testamento, Deus permitia que um cordeiro fosse o sacrifício substituto para o pecado; Jesus então se tornou o sacrifício perfeito, para todos os pecados do mundo. Seu sacrifício foi perfeito, nunca precisa ser repetido e salva todas as pessoas em todas as épocas.

Para nascer de novo, você precisa compreender e crer nesse princípio da morte substitutiva de Jesus na cruz do Calvário em seu lugar.

Agora que você compreende essas verdades, e crê nelas, precisa compreender como pode receber esse Dom GRATUITO da vida eterna por meio de Jesus Cristo. Afinal, se eu estivesse tentando lhe dar um presente GRATUITO, esse presente não se tornaria seu se você se recusasse a estender o braço e pegá-lo da minha mão. Você precisa ir até o Senhor Jesus e receber o Dom GRATUITO da Vida Eterna das mãos dEle. Como você faz isso?

Por meio da fé salvadora.

Observe que eu disse fé salvadora. Existem tipos de fés que não o salvarão. Você pode entender intelectualmente os fatos sobre a pessoa de Jesus Cristo, mas essa não é uma fé salvadora. Você pode estar em uma ‘igreja’ ou em uma seita que ensina muitas verdades sobre Jesus Cristo, mas que ensina que você precisa fazer outras coisas para ganhar sua entrada no céu. Essa também não é a fé salvadora.

Fé salvadora é confiar em Jesus Cristo e nEle somente, para sua salvação.

Se você acha que precisa de algo mais do que confiar na obra de Jesus Cristo na cruz, está contrariando Efésios 2:8-9 e Isaías 53:6b. A maioria das seitas e as falsas religiões cristãs erram nesse ponto; acrescentam outras coisas que são “necessárias” para a salvação, ou oferecem um caminho falso para o céu (por exemplo, salvação por meio do batismo).

Você recebe esse maravilhoso Dom GRATUITO de Vida Eterna aceitando-o pela fé salvadora. Essa é a maior história já contada, sobre a maior oferta que já foi feita, pela maior de todas as pessoas que já viveu. Verdadeiramente, somente um Deus sábio e gracioso poderia conceber um plano maravilhoso assim por meio do qual os homens pudessem ter seus pecados perdoados, e obter a vida eterna. Pense nisso! Deus, por sua própria natureza, precisa punir todo pecado, mas como é misericordioso, oferece o Plano da Punição Substitutiva, por meio de Seu Filho Jesus Cristo. Historicamente, chamamos esse plano maravilhoso de Evangelho, ou Boas Novas!!

Quer receber esse Dom da Vida Eterna que Jesus Cristo oferece? Se sua resposta for “Sim”, pode receber imediatamente a vida eterna.

Deixe-me deixar bem claro o que está envolvido. Primeiro, você vai transferir sua confiança, sua esperança de vida eterna do que está fazendo para o que Jesus fez por você na cruz. Jesus removerá seus pecados e transferirá para você a justiça dEle. Isso significa que embora você tenha falhado continuamente em guardar os mandamentos de Deus, e em viver de acordo com Sua palavra, Cristo obedeceu perfeitamente todas essas leis de Deus. Ele viveu uma vida imaculada e pode ser o sacrifício substitutivo perfeito, inocente que Deus aceitou pelos seus pecados e os de todo o mundo, para todos os que aceitarem essa dádiva.

Você deseja arrepender-se de seus pecados agora, e tornar-se um membro responsável da família de Deus para sempre, seguindo-o, servindo-o como membro do corpo de Cristo, a igreja? Se a resposta do seu coração for ‘Sim’, então podemos ir a Ele agora em oração e podemos dizer-lhe que você quer deixar de confiar em qualquer outra coisa, especialmente naquilo que você mesmo tentou fazer para obter a salvação eterna. Você pode colocar sua confiança nEle e nEle somente para sua salvação, recebendo-o agora como seu Salvador pessoal. Antes de orarmos uma oração simples, preciso enfatizar que o Senhor Jesus Cristo está olhando mais para o seu coração do que para seus lábios. Como Ele prometeu, “Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo vosso coração”. [Jeremias 29:13].

Se for isso que você quer, então o Senhor ouvirá sua oração e lhe dará a vida eterna, agora, na privacidade do seu lar. Vamos orar.

“Pai, peço que concedas o Dom GRATUITO da vida eterna. Que teu Santo Espírito leve esta pessoa até ti. Conceda-lhe a fé para crer nas tuas maravilhosas promessas. Dá-lhe o arrependimento para converter-se dos seus pecados. Revele a ela Jesus Cristo crucificado como o sacrifício substitutivo perfeito.”

O Senhor Jesus Cristo está com você a partir deste momento. Você não está falando com ninguém agora, somente com Ele. Se você realmente quer nascer de novo, entrar na família de Deus por meio de Jesus Cristo, faça esta oração, no seu coração:

“Senhor Jesus, quero receber-te na minha vida e que passes a ter o controle dela. Sou um pecador. Até aqui confiei em mim mesmo e nas minhas boas obras, e em outras coisas. Mas, agora, coloco minha confiança em Ti. Eu Te aceito como meu Salvador pessoal. Creio na Tua morte em meu lugar. Eu Te recebo como Senhor e Mestre da minha vida. Ajude-me a deixar os pecados e a Te seguir. Aceito Tua oferta do Dom GRATUITO da vida eterna. Sou indigno dela, mas agradeço a Tua graça. Amém.”

Agora, permita que eu ore por você. “Pai, ouvistes a oração feita por esta pessoa. Que neste momento silencioso, Teu Santo Espírito lhe dê segurança absoluta da vida eterna; conceda-lhe a certeza que seus pecados estão perdoados. Que ela possa ouvir, no fundo de sua alma, Tua voz dizendo ‘Perdoados estão teus pecados. Vá em paz.’ Que possa ouvir Tua voz dizendo, “Quanto dista o oriente do ocidente, assim afastarei de ti as transgressões, e nunca mais me lembrarei dos teus pecados.” Aquele que crê em Jesus Cristo passou da morte para a vida, não perecerá, mas terá a vida eterna. Oro no nome de Jesus. Amém.” [Salmo 103:12; João 3:16,18, 5:24, paráfrase].

Você acaba de fazer a oração mais importante da sua vida. Se foi sincero nisso, quero que veja o que Jesus diz sobre o que você acaba de fazer. Em João 6:47, Ele diz, “Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que crê em mim tem a vida eterna.” Durante sua oração, você não ouviu um coral de anjos ou teve alguma visão; no entanto, por um simples ato de fé, colocou sua confiança para sua salvação eterna em Jesus Cristo.

Fé salvadora é confiar em Jesus Cristo SOMENTE para a sua salvação. Se no seu coração, você concordou com o que seus lábios disseram, tem a promessa de Jesus Cristo que Ele perdoa seus pecados, o adota no Reino dos Céus, e que concede vida eterna nos céus com Ele.

Se isso tudo parece simples e você acha inacreditável que possa ser verdade, a Bíblia garante que é assim mesmo. Ao longo dos séculos, o homem complicou o Plano de Salvação e a maioria das pessoas não sabe o quão simples e descomplicado é esse plano por meio de Jesus Cristo! Se você foi genuíno na sua oração, tem agora a vida eterna e a certeza dela como se já estivesse no céu. Jesus disse que ninguém pode tomar aquele que está em Suas mãos. Não há nada no céu ou na terra que possa tirá-lo de lá!!

Como você pode saber com certeza que nasceu de novo? Não espere uma experiência de “tremor no chão”, porque na maioria dos casos ela vem de uma forma tranqüila, uma sensação de alívio, de ter uma carga removida dos ombros. Você não verá fogos de artifício ou bandas tocando, mas sentirá uma calma maravilhosa no coração. Com o passar do tempo, descobri que um dos melhores indicadores do novo nascimento é uma genuína compreensão da Palavra de Deus. Antes de nascer de novo, o “homem natural” (a pessoa perdida), não pode compreender as Escrituras porque elas se discernem espiritualmente (1 Coríntios 2:14). Na verdade, a Bíblia é uma tolice para essa pessoa. Assim, quando a Palavra de Deus começar a fazer sentido, a falar ao seu coração e a convencê-lo do pecado, esse é um indicador muito bom que você tem o Espírito Santo de Deus habitando em sua vida. O cristão obtém uma nova natureza espiritual por meio do novo nascimento, mas não se liberta da velha natureza pecaminosa com a qual nasceu. Portanto, é vitalmente importante que “cresçamos na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.” [2 Pedro 3:18]. Precisamos cooperar com o Espírito Santo durante o tempo em que vivemos rodeados pelo pecado neste mundo. O Espírito Santo literalmente passa a residir dentro de nós quando nascemos de novo e nunca nos deixará ou nos esquecerá.

Outra evidência maravilhosa da salvação genuína encontra-se no “fruto do Espírito” [Gálatas 5:22] que ocorre nas nossas vidas cotidianas à medida que o Espírito Santo opera dentro de nós. A presença dEle será manifesta ao mundo exterior por meio do amor, da alegria, da paz, da longanimidade, da fé, etc. que o mundo verá em nós! A Bíblia diz em Romanos 8:16 que, “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” Em outras palavras, o Espírito Santo que habita dentro de nós nos diz que pertencemos a Deus.

No entanto, há muito mais!! Em Apocalipse 3:20, Jesus prometeu: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo.” Jesus Cristo acaba de entrar NO SEU CORAÇÃO por meio da atuação do Espírito Santo, para viver nele para o resto da sua vida! É uma grande notícia, pois agora temos o mesmo poder do Espírito Santo que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos. [Romanos 8:11] Na verdade, recomendo que você leia o Capítulo 8 de Romanos para ver todas as vantagens que temos pelo fato de o Espírito Santo habitar em nós.

A salvação por meio do sangue que Jesus derramou no Calvário lhe dá um relacionamento pessoal e profundo com o Espírito Santo enquanto você viver!! Quando você começar a ler a Bíblia, e especialmente o Novo Testamento, compreenderá a maravilhosa profundidade do relacionamento que pode ter com o Criador! A salvação produz um relacionamento que enriquecerá diariamente sua vida! Você nunca conseguirá acreditar, até que nasça de novo, o tipo de vida que perdeu por tanto tempo!

Se você tomou sua decisão de nascer de novo, escreva e conte-nos, para que possamos lhe dar alguns conselhos práticos sobre como garantir sua crescente maturidade e produtividade no Senhor. Quando nos escrever, coloque “Nascido de Novo” no campo Assunto.

Outro bom artigo que pode ler em nosso site, é Se Você For Novo na Fé Cristã. Ele oferece ótimas diretrizes para você crescer na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo.

Nós o amamos no Senhor. Ore por este ministério, que procura alertar as pessoas no mundo inteiro acerca da Nova Ordem Mundial. Precisamos das suas orações, pois Satanás está nos atacando fortemente.

Por causa do amor de Jesus Cristo por nós no Calvário,

David Bay, diretor da Cutting Edge Ministries

Envie sua mensagem de correio eletrônico para jeremias@espada.eti.br.

Que Deus o abençoe.

Texto revisado por: V. D. M. — Campo Grande / MS
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/salvacao.asp

NASCER DE NOVO

A Bíblia é bem clara sobre a necessidade de uma pessoa nascer de novo para receber a vida eterna. Jesus cunhou esse termo em João 3:3-7, quando disse ao líder religioso Nicodemos: “Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” Como essa necessidade é tão importante, Satanás a tem atacado com todo o seu poder nos últimos dois mil anos, fazendo a maioria das igrejas cristãs deixar de ensinar essa doutrina, apesar de que ninguém pode ser salvo sem passar por essa maravilhosa conversão espiritual. No entanto, a arma mais eficiente de Satanás contra a doutrina do Novo Nascimento sempre foi a confusão.

Felizmente, Jesus tornou esse processo de transformação bem simples, tão simples que todas as pessoas, independente de seu grau de instrução ou de inteligência, podem compreender. Existem vários passos para nascer de novo e eles estão relacionados a seguir:

1. Compreenda que TODOS os homens nascem pecadores. Romanos 3:23, diz “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” Essa mensagem que todos os homens são pecadores é amplamente repetida nas Escrituras, tanto no Velho quanto no Novo Testamento. Isso significa que você é um pecador diante dos olhos de um Deus que é santo e que precisa punir todo o pecado. Você reconhece que é um pecador?

2. Como todo homem é um pecador imperfeito, e Deus é um Deus perfeito, nenhum homem pode salvar a si mesmo. Jesus deixou esse fato bem claro em Mateus 5:48, quando disse: “Portanto, sede vós perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celeste.” Se todos precisamos ser perfeitos aos olhos de Deus, como alguém poderá ir ao céu, especialmente se a Bíblia declara diversas vezes que TODOS são pecadores? Obviamente, ninguém irá ao céu assim, tentando ser bom para merecê-lo. Como a Bíblia diz que milhões de pessoas estarão no céu, deve haver outro modo de chegar lá, além de tentar ser bom o suficiente.

Você precisa estar arrependido dos seus pecados e querer obter o perdão. Isso se chama Arrependimento. A palavra arrependimento significa que você se arrepende dos pecados passados e que não quer pecar mais. Arrependimento significa o desejo de dar uma volta de 180 graus em sua vida. Não significa que você nunca mais pecará, mas significa que o pecado será uma exceção na sua vida, não a regra. Não se preocupe — o Espírito Santo de Deus lhe dará o poder espiritual para se transformar nesse tipo de pessoa.

3. Jesus Cristo, oferecendo seu sangue derramado no Calvário, morreu como um sacrifício substituto pelos seus pecados, e agora está oferecendo vida eterna no céu para você como um Dom Gratuito!! Parece bom demais para ser verdade? Em Romanos 6:23, temos: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” A vida eterna é um dom, um dom gratuito, de Deus por meio do sacrifício de Jesus na cruz. Você não pode comprar a vida eterna, e com certeza não a merece, mas ela é oferecida como um DOM GRATUITO.

4. Em Efésios 2:8-9, o apóstolo Paulo reitera esse ensino que a vida eterna com Deus é um dom gratuito. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Nenhum homem poderá estar diante de Deus na eternidade, e se gloriar que “comprou” sua entrada no céu. Ao contrário, todas as pessoas no céu estarão ali somente por causa do Dom GRATUITO de Deus, que Jesus obteve com sua morte em nosso lugar na cruz. Em vez de punir os pecados individuais de cada pessoa, Deus acumulou esses pecados sobre Jesus quando Ele estava na cruz. [Isaías 53:2-12].

Agora, você provavelmente está pensando, ‘Como posso receber esse dom gratuito da vida eterna?’ Em Atos 16:25-33, o carcereiro perguntou a Paulo, “O que devo fazer para que seja salvo?” Paulo respondeu: “Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e tua casa.” Você precisa CRER em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal. Para crer realmente, você precisa colocar toda sua fé e confiança em Cristo e depender somente dEle como sua única esperança de salvação e de vida eterna. Essa é uma questão de crer no coração e você não pode fingir e enganar a Deus, pois Ele sabe tudo a seu respeito. Muitas pessoas erroneamente pensam que aceitando os fatos acerca da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo, automaticamente receberão o dom da vida eterna. No entanto, esse não é o caso. Normalmente, os pregadores chamam isso de “conhecimento mental, mas sem aceitação no coração”. A salvação é dada gratuitamente, mas somente para aqueles que creram genuinamente.

5. Em João 1:1,14, vemos que Jesus Cristo é Deus, igual com Deus, presente com Deus antes do início dos tempos, e o verdadeiro criador do Universo e de tudo o que nele há. Jesus fez repetidamente essa afirmação durante seu ministério. Ele é 100% Deus e 100% humano ao mesmo tempo, e é essa a razão pela qual Ele usou ambos os títulos durante seu ministério, Filho de Deus e Filho do homem. Para nascer de novo, você precisa crer nessa doutrina acerca de Jesus Cristo.

O verso 14 é o mais importante, o ensino que o Filho de Deus, Jesus Cristo, tornou-se homem. Esse ensino torna-se um ponto de separação entre os seguidores de Cristo e do Anticristo. Em 1 João 4:1-3, vemos que se alguém nega que Jesus veio em carne tem o espírito do Anticristo. Logicamente, isso era exatamente o que os gnósticos daquele tempo estavam dizendo, isto é, que o Jesus humano não era o Deus Messias vindo em carne; em vez disso, a ‘Consciência do Cristo’ a Consciência do Messias veio sobre Jesus por ocasião do seu batismo e O deixou quando Ele estava na cruz. Eles não criam que Jesus fosse Deus e homem. O Movimento de Nova Era e a Maçonaria ressuscitaram essa blasfêmia.

6. Isaías 53:6 prediz exatamente o que Jesus Cristo fez por nós na cruz; “O SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.” Glória a Deus!! Somente a sabedoria, a graça e o poder do Deus Todo Poderoso poderia conceber um Plano de Salvação tão gracioso!! A natureza de Deus exige a punição de todo pecado. Ponto final! No entanto, Deus teve um plano por meio do qual um substituto inocente seria punido no lugar do pecador. No Antigo Testamento, Deus permitia que um cordeiro fosse o sacrifício substituto para o pecado; Jesus então se tornou o sacrifício perfeito, para todos os pecados do mundo. Seu sacrifício foi perfeito, nunca precisa ser repetido e salva todas as pessoas em todas as épocas.

Para nascer de novo, você precisa compreender e crer nesse princípio da morte substitutiva de Jesus na cruz do Calvário em seu lugar.

Agora que você compreende essas verdades, e crê nelas, precisa compreender como pode receber esse Dom GRATUITO da vida eterna por meio de Jesus Cristo. Afinal, se eu estivesse tentando lhe dar um presente GRATUITO, esse presente não se tornaria seu se você se recusasse a estender o braço e pegá-lo da minha mão. Você precisa ir até o Senhor Jesus e receber o Dom GRATUITO da Vida Eterna das mãos dEle. Como você faz isso?

Por meio da fé salvadora.

Observe que eu disse fé salvadora. Existem tipos de fés que não o salvarão. Você pode entender intelectualmente os fatos sobre a pessoa de Jesus Cristo, mas essa não é uma fé salvadora. Você pode estar em uma ‘igreja’ ou em uma seita que ensina muitas verdades sobre Jesus Cristo, mas que ensina que você precisa fazer outras coisas para ganhar sua entrada no céu. Essa também não é a fé salvadora.

Fé salvadora é confiar em Jesus Cristo e nEle somente, para sua salvação.

Se você acha que precisa de algo mais do que confiar na obra de Jesus Cristo na cruz, está contrariando Efésios 2:8-9 e Isaías 53:6b. A maioria das seitas e as falsas religiões cristãs erram nesse ponto; acrescentam outras coisas que são “necessárias” para a salvação, ou oferecem um caminho falso para o céu (por exemplo, salvação por meio do batismo).

Você recebe esse maravilhoso Dom GRATUITO de Vida Eterna aceitando-o pela fé salvadora. Essa é a maior história já contada, sobre a maior oferta que já foi feita, pela maior de todas as pessoas que já viveu. Verdadeiramente, somente um Deus sábio e gracioso poderia conceber um plano maravilhoso assim por meio do qual os homens pudessem ter seus pecados perdoados, e obter a vida eterna. Pense nisso! Deus, por sua própria natureza, precisa punir todo pecado, mas como é misericordioso, oferece o Plano da Punição Substitutiva, por meio de Seu Filho Jesus Cristo. Historicamente, chamamos esse plano maravilhoso de Evangelho, ou Boas Novas!!

Quer receber esse Dom da Vida Eterna que Jesus Cristo oferece? Se sua resposta for “Sim”, pode receber imediatamente a vida eterna.

Deixe-me deixar bem claro o que está envolvido. Primeiro, você vai transferir sua confiança, sua esperança de vida eterna do que está fazendo para o que Jesus fez por você na cruz. Jesus removerá seus pecados e transferirá para você a justiça dEle. Isso significa que embora você tenha falhado continuamente em guardar os mandamentos de Deus, e em viver de acordo com Sua palavra, Cristo obedeceu perfeitamente todas essas leis de Deus. Ele viveu uma vida imaculada e pode ser o sacrifício substitutivo perfeito, inocente que Deus aceitou pelos seus pecados e os de todo o mundo, para todos os que aceitarem essa dádiva.

Você deseja arrepender-se de seus pecados agora, e tornar-se um membro responsável da família de Deus para sempre, seguindo-o, servindo-o como membro do corpo de Cristo, a igreja? Se a resposta do seu coração for ‘Sim’, então podemos ir a Ele agora em oração e podemos dizer-lhe que você quer deixar de confiar em qualquer outra coisa, especialmente naquilo que você mesmo tentou fazer para obter a salvação eterna. Você pode colocar sua confiança nEle e nEle somente para sua salvação, recebendo-o agora como seu Salvador pessoal. Antes de orarmos uma oração simples, preciso enfatizar que o Senhor Jesus Cristo está olhando mais para o seu coração do que para seus lábios. Como Ele prometeu, “Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo vosso coração”. [Jeremias 29:13].

Se for isso que você quer, então o Senhor ouvirá sua oração e lhe dará a vida eterna, agora, na privacidade do seu lar. Vamos orar.

“Pai, peço que concedas o Dom GRATUITO da vida eterna. Que teu Santo Espírito leve esta pessoa até ti. Conceda-lhe a fé para crer nas tuas maravilhosas promessas. Dá-lhe o arrependimento para converter-se dos seus pecados. Revele a ela Jesus Cristo crucificado como o sacrifício substitutivo perfeito.”

O Senhor Jesus Cristo está com você a partir deste momento. Você não está falando com ninguém agora, somente com Ele. Se você realmente quer nascer de novo, entrar na família de Deus por meio de Jesus Cristo, faça esta oração, no seu coração:

“Senhor Jesus, quero receber-te na minha vida e que passes a ter o controle dela. Sou um pecador. Até aqui confiei em mim mesmo e nas minhas boas obras, e em outras coisas. Mas, agora, coloco minha confiança em Ti. Eu Te aceito como meu Salvador pessoal. Creio na Tua morte em meu lugar. Eu Te recebo como Senhor e Mestre da minha vida. Ajude-me a deixar os pecados e a Te seguir. Aceito Tua oferta do Dom GRATUITO da vida eterna. Sou indigno dela, mas agradeço a Tua graça. Amém.”

Agora, permita que eu ore por você. “Pai, ouvistes a oração feita por esta pessoa. Que neste momento silencioso, Teu Santo Espírito lhe dê segurança absoluta da vida eterna; conceda-lhe a certeza que seus pecados estão perdoados. Que ela possa ouvir, no fundo de sua alma, Tua voz dizendo ‘Perdoados estão teus pecados. Vá em paz.’ Que possa ouvir Tua voz dizendo, “Quanto dista o oriente do ocidente, assim afastarei de ti as transgressões, e nunca mais me lembrarei dos teus pecados.” Aquele que crê em Jesus Cristo passou da morte para a vida, não perecerá, mas terá a vida eterna. Oro no nome de Jesus. Amém.” [Salmo 103:12; João 3:16,18, 5:24, paráfrase].

Você acaba de fazer a oração mais importante da sua vida. Se foi sincero nisso, quero que veja o que Jesus diz sobre o que você acaba de fazer. Em João 6:47, Ele diz, “Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que crê em mim tem a vida eterna.” Durante sua oração, você não ouviu um coral de anjos ou teve alguma visão; no entanto, por um simples ato de fé, colocou sua confiança para sua salvação eterna em Jesus Cristo.

Fé salvadora é confiar em Jesus Cristo SOMENTE para a sua salvação. Se no seu coração, você concordou com o que seus lábios disseram, tem a promessa de Jesus Cristo que Ele perdoa seus pecados, o adota no Reino dos Céus, e que concede vida eterna nos céus com Ele.

Se isso tudo parece simples e você acha inacreditável que possa ser verdade, a Bíblia garante que é assim mesmo. Ao longo dos séculos, o homem complicou o Plano de Salvação e a maioria das pessoas não sabe o quão simples e descomplicado é esse plano por meio de Jesus Cristo! Se você foi genuíno na sua oração, tem agora a vida eterna e a certeza dela como se já estivesse no céu. Jesus disse que ninguém pode tomar aquele que está em Suas mãos. Não há nada no céu ou na terra que possa tirá-lo de lá!!

Como você pode saber com certeza que nasceu de novo? Não espere uma experiência de “tremor no chão”, porque na maioria dos casos ela vem de uma forma tranqüila, uma sensação de alívio, de ter uma carga removida dos ombros. Você não verá fogos de artifício ou bandas tocando, mas sentirá uma calma maravilhosa no coração. Com o passar do tempo, descobri que um dos melhores indicadores do novo nascimento é uma genuína compreensão da Palavra de Deus. Antes de nascer de novo, o “homem natural” (a pessoa perdida), não pode compreender as Escrituras porque elas se discernem espiritualmente (1 Coríntios 2:14). Na verdade, a Bíblia é uma tolice para essa pessoa. Assim, quando a Palavra de Deus começar a fazer sentido, a falar ao seu coração e a convencê-lo do pecado, esse é um indicador muito bom que você tem o Espírito Santo de Deus habitando em sua vida. O cristão obtém uma nova natureza espiritual por meio do novo nascimento, mas não se liberta da velha natureza pecaminosa com a qual nasceu. Portanto, é vitalmente importante que “cresçamos na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.” [2 Pedro 3:18]. Precisamos cooperar com o Espírito Santo durante o tempo em que vivemos rodeados pelo pecado neste mundo. O Espírito Santo literalmente passa a residir dentro de nós quando nascemos de novo e nunca nos deixará ou nos esquecerá.

Outra evidência maravilhosa da salvação genuína encontra-se no “fruto do Espírito” [Gálatas 5:22] que ocorre nas nossas vidas cotidianas à medida que o Espírito Santo opera dentro de nós. A presença dEle será manifesta ao mundo exterior por meio do amor, da alegria, da paz, da longanimidade, da fé, etc. que o mundo verá em nós! A Bíblia diz em Romanos 8:16 que, “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” Em outras palavras, o Espírito Santo que habita dentro de nós nos diz que pertencemos a Deus.

No entanto, há muito mais!! Em Apocalipse 3:20, Jesus prometeu: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo.” Jesus Cristo acaba de entrar NO SEU CORAÇÃO por meio da atuação do Espírito Santo, para viver nele para o resto da sua vida! É uma grande notícia, pois agora temos o mesmo poder do Espírito Santo que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos. [Romanos 8:11] Na verdade, recomendo que você leia o Capítulo 8 de Romanos para ver todas as vantagens que temos pelo fato de o Espírito Santo habitar em nós.

A salvação por meio do sangue que Jesus derramou no Calvário lhe dá um relacionamento pessoal e profundo com o Espírito Santo enquanto você viver!! Quando você começar a ler a Bíblia, e especialmente o Novo Testamento, compreenderá a maravilhosa profundidade do relacionamento que pode ter com o Criador! A salvação produz um relacionamento que enriquecerá diariamente sua vida! Você nunca conseguirá acreditar, até que nasça de novo, o tipo de vida que perdeu por tanto tempo!

Se você tomou sua decisão de nascer de novo, escreva e conte-nos, para que possamos lhe dar alguns conselhos práticos sobre como garantir sua crescente maturidade e produtividade no Senhor. Quando nos escrever, coloque “Nascido de Novo” no campo Assunto.

Outro bom artigo que pode ler em nosso site, é Se Você For Novo na Fé Cristã. Ele oferece ótimas diretrizes para você crescer na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo.

Nós o amamos no Senhor. Ore por este ministério, que procura alertar as pessoas no mundo inteiro acerca da Nova Ordem Mundial. Precisamos das suas orações, pois Satanás está nos atacando fortemente.

Por causa do amor de Jesus Cristo por nós no Calvário,

David Bay, diretor da Cutting Edge Ministries

Envie sua mensagem de correio eletrônico para jeremias@espada.eti.br.

Que Deus o abençoe.

Texto revisado por: V. D. M. — Campo Grande / MS
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br

Gideões Missionários da Última Hora em Caruaru – PE

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Gideões Missionários da Última Hora em Caruaru – PE

 A cidade de Caruaru – PE estará sediando o MAIOR CONGRESSO DE MISSÕES já realizado no estado de Pernambuco, nos dias 13,14 e 15 de fevereiro de 2010 (FERIADO DE CARNAVAL) serão dias de muito pentecostes na quadra poliesportiva do Colégio Álvaro Lins ( colégio municipal), estarão a frente deste congresso os GMUH (Gideões Missionários da Última Hora) da Assembléia de Deus em Camboriú – SC  presidida pelo honrado Pastor Cesino Bernardino, os GMUH sustenta mais de 700 missionários (e suas respectivas famílias) em todos os continentes e realiza anualmente o mairo congresso de missões do mundo,  a abertura do eevento em Caruaru será no dia 13 DE FEVEREIRO e nos dias 14 e 15 a programação será de 08 da manhã até 22 horas, a igreja que está dando suporte como representante dos GMUH e igreja anfitriã é a ASSEMBLÉIA DE DEUS – MINISTÉRIO DE CARUARU (ligada à COMADESPE e CGADB), cujo pastor presidente é o Pr. Antonio André da Silva.

Veja o cartaz abaixo e venha e faça a sua caravana!

VEJA NO SITE OFICIAL DOS GIDEÕES:

http://www.gideoes.com.br/index.php/component/option,com_eventlist/Itemid,160/view,categoriesdetailed/

Vai ser uma bênção !

A VITÓRIA É NOSSA!!!

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A Vitória é nossa!

Nosso maior inimigo é a morte. A morte implica em certo temor.

A Bíblia diz que: “O aguilhão da morte é o pecado,” e a partir do momento em que o primeiro casal sepultou seu filho em uma cova, as pessoas vêm temendo a morte. É o grande monstro misterioso cujos grandes dedos gelados fazem muitos se estremecerem aterrorizados.

O testemunho unânime da história é que a morte é inevitável. Gerações vêm e vão, e cada uma tem deitado seus mortos na tumba. A Bíblia sempre relaciona a morte com o pecado. Ela diz que: “Como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim a morte infectou a todos os homens porquanto todos pecaram.” Rm 5.12

Estamos procurando prolongar a vida mediante fórmulas químicas nos laboratórios científicos de todo o mundo. Mas até que a ciência não pode encontrar uma solução para o problema da morte. Ainda assim, os cientistas descobriram um segredo que prolonga a vida terrena, ao mesmo tempo só conseguiriam êxito em estender nossos dias de tristeza e aflição.

Centenas de filósofos de todas as épocas têm procurado esquadrinhar mais e além do véu da morte. Suas especulações enchem volumes com respeito às possibilidades de vida além da sepultura.

 A morte ronda entre ricos e pobres, eruditos e ignorantes. A morte não faz distinção de raça, cor nem credo. Suas sombras nos acercam dia e noite. Nunca sabemos quando chegará o momento temido.

 Procuramos dissimular o desastre custeando um seguro de vida, e temos inventado outros mecanismos para tornar mais confortáveis nossos últimos dias; todavia sempre está presente a dura realidade da morte.

Muitos se perguntam: Há alguma esperança? Existe alguma porta de escape? Há uma possibilidade de imortalidade?

Não vou levá-los a um laboratório científico, nem à aula de um filósofo, nem ao consultório de um psicólogo. Em seu lugar, vou levá-lo à tumba vazia de José de Arimateia. Maria, Maria Madalena e Salomé tinham ido à tumba para ungir o corpo do Cristo crucificado. Elas ficaram surpresas ao ver a tumba vazia. Um anjo se colocou ao lado do sepulcro e lhes disse: “Buscais a Jesus nazareno? E logo adiantou: Ele ressuscitou, não está mais aqui.”

 Esta foi a maior notícia que o mundo jamais tinha ouvido. Jesus Cristo havia ressuscitado dentre os mortos, como havia prometido.

A ressurreição de Jesus Cristo é a verdade primordial da fé cristã. Ela descansa na mesma raiz do Evangelho. Sem uma fé na ressurreição não pode haver salvação pessoal. A Bíblia diz: “Se confessares com tua boca que Jesus é o Senhor, e creres em teu coração que Deus o levantou dos mortos, serás salvo.” Temos que crer nisto ou nunca poderemos ser salvos.

 Para muitas pessoas a ressurreição tem chegado a ser pouco mais que um símbolo consolador da imortalidade da alma. Porém, a ressurreição abarca muito mais que a perpetuidade da vida. Crer na imortalidade por si mesma poderia ser algo trágico e horrível. A Bíblia ensina que a fé deve ser acompanhada de uma segura convicção de que Deus uma existência eterna em sua presença gloriosa, através do conhecimento pessoal de seu Filho.

Começamos com o fato de que ao terceiro dia, Jesus Cristo havia ressuscitado dos mortos, saiu do sepulcro e apareceu aos desanimados e assombrados discípulos que haviam perdido toda a esperança de revê-lo. Sem nossa aceitação da realidade da ressurreição, essa celebração não é mais que uma ilusão. Como escreveu o apóstolo Paulo há muito tempo: “E se Cristo não ressuscitou, então é vã nossa pregação e vã também será a nossa fé.”

 Quando se contempla a ressurreição de Cristo como um feito histórico, o Domingo da Ressurreição se converte no dia dos dias e se deve reconhecer e celebrar como a maior vitória de todos os tempos.

A ressurreição foi, em um sentido, uma vitória suprema para a raça humana. Foi uma vitória sobre a morte: “Mas agora Cristo tem ressuscitado dos mortos; e foi feito as primícias dos que dormem.” Sua ressurreição dos mortes é a garantia que também para nós a sepultura será aberta e que seremos também ressuscitados: Porque assim como em Adão todos morreram, também em Cristo todos serão vivificados.” A Ressurreição foi também uma vitória sobre o pecado: “O salário do pecado é a morte.” O pecado de Adão no jardim do Éden teve como resultado a culpa, a condenação e a separação da presença de Deus. De fato, ali também se deu a gloriosa promessa de que apareceria a semente da mulher, e que Deus poria inimizade entre sua semente (Cristo) e a serpente (Satanás).

 No conflito resultante, a semente da mulher seria ferida no calcanhar, porém a troca feriria a cabeça da serpente, infligindo-lhe uma chaga mortal. Isto se cumpriu e manifestado abertamente na ressurreição de Cristo.

 A ressurreição também nos dá vitória sobre as dúvidas. Parece que há milhares de cristãos escravos das dúvidas. Não quero dizer que tais pessoas duvidam da existência de Deus ou das verdades bíblicas. Podemos aceitar tudo isso enquanto seguimos duvidando em nossa relação pessoa com o Deus em quem professamos crer. Algumas pessoas têm dúvidas quanto ao perdão de seus pecados, outras duvidam que sua esperança de ir ao céu, e ainda outras desconfiam de sua própria experiência interior.

Durante seu ministério terreno, Jesus fez uma série de assombrosas afirmações e promessas a seus discípulos, que podem ter lhes parecido inacreditáveis enquanto ele estava no sepulcro. Jesus lhes havia dito: “Eu vim para que tenham vida… todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá eternamente.” Porém agora ele que havia feito essas promessas estava morto, e o sepulcro estava fechado sobre aquele que havia prometido vida eterna a todos os que creram nele. SE ele não tivesse ressuscitado, teríamos motivos suficientes para duvidar da validade de suas promessas.

Mas quando ele saiu do sepulcro, todas suas promessas e suas palavras saíram com ele e hoje vivem em gloriosa vitalidade, poder e autoridade.

 A ressurreição é também uma garantia da vitória sobre nossos temores. Os temores são íntimos aliados das dúvidas. O presidente da faculdade de história de uma de nossas grandes universidades uma vez me confidenciou esta opinião: “Nós temos nos convertido em uma nação de covardes.” Não aceitei sua declaração, porém ele arguiu que muitas pessoas têm se mostrado resistentes a seguir um curso não se trata de algo popular. Inclusive se estamos convencidos de que algo é correto, procuramos não nos comprometer porque ficamos com temor. Se as probabilidades nos favorecem, nos colocamos a seu favor, porém se implica em algum risco em defender o que é correto, procuramos nos colocar a salvo.

Você que tem medo da morte, medo de perder a saúde ou de perder os amigos, examine as palavras de Paulo: “Porque Deus não nos tem dado um espírito de covardia, mas de poder, e de amor, e de domínio próprio.” Deus nos tem dado uma viva esperança mediante a ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos. Este e outras passagens similares assinalam o fato de que nenhum cristão tem razão alguma perante os olhos da vontade de Deus; “Se Deus é por nós, quem será contra nós.

 O poder do Espírito Santo levantou o corpo de Cristo dentre os mortos. Esse mesmo Espírito Santo, agora operando em nós, pode nos livrar dos poderes da ansiedade e do temor, e fazer com que nos regozijemos na segura e gloriosa esperança que ele tem preparado para nós.

A ressurreição nos garante a vitória em nosso dia a dia. A vitória que Cristo conquistou para nós quando ressuscitou do sepulcro pode ser vista em nossa vida diária. Pode ser manifesta em nós e por meio de nós em todo lugar, e em toda circunstância pelo seu poder ressuscitador para a glória de Deus.

Podemos estar conscientes cada dia de seu poder vitorioso operando em nós, por nós e por meio de nós para sua glória. Podemos exclamar como o apóstolo Paulo: “Mas graças sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” I Co 15.57.

Se você fizer este compromisso com Cristo hoje, por favor, conte-nos a respeito.

Billy Graham

www.billygraham.org

O Poder da Página Impressa

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O Poder da Página Impressa

Não há meio mais barato nem mais rápido de evangelizar o mundo do que pela literatura evangélica

Eu creio que é plano de Deus que cada homem tenha o Evangelho em sua própria língua, e há várias que ainda não têm nenhuma porção da Palavra de Deus. Se nós a temos em nossa própria língua, por que vamos negá-la aos outros?

Você percebe que deve à página impressa tudo o que é? Não fora pela Palavra de Deus você não seria cristão. A Bíblia diz: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10.17). Como podemos então esperar que um incrédulo ouça e seja salvo, se nem ao menos ele a possui?

O que foi que a Reforma Protestante nos deu? Dizem que foi a pregação de Martinho Lutero. Eu não creio que tenha sido. Martinho Lutero escreveu quase 100 livros e os fez circular por toda a Europa Ocidental e, como conseqüência dos escritos dele, veio a Reforma. Onde estaria você hoje se não fosse a Reforma?

Acho que o maior milagre dos nossos dias e da nossa geração é a crescente alfabetização ao redor do mundo inteiro. Milhões de pessoas aprendem a ler a cada ano. Mas o que elas irão ler?

O leitor já ouviu falar alguma vez de um homem chamado Charles Darwin? Já ouviu alguma vez de um livro que ele escreveu intitulado “A Origem das Espécies”? E percebe que, como resultado deste único livro, os seus filhos e filhas estão sendo submetidos à teoria da evolução praticamente em todas as escolas e universidades do mundo? Nada jamais pôs em xeque a Palavra de Deus como tem feito a teoria da evolução. Isto lhe dará uma idéia da influência de um único livro?

Os comunistas se jactam de haverem tomado a China por meio da página impressa. Se nós, ao invés de construirmos hospitais e instituições educacionais, tivéssemos canalizado o nosso dinheiro para a mensagem do Evangelho na China, aquele país poderia nunca ter passado para detrás da Cortina de Bambu. A China poderia ter sido evangelizada pela página impressa. Durante 25 anos antes da Revolução Russa, os comunistas derramaram sua literatura dentro do país.

O neto de Ghandi, da Índia, disse certa vez: “Os missionários nos ensinaram a ler, mas os comunistas nos deram os livros”. Veja se é possível uma coisa dessas! “Os missionários nos ensinaram a ler, mas os comunistas nos deram os livros”. Por que os missionários não lhes deram também os livros? Simplesmente porque as igrejas que haviam mandado os missionários nunca tiveram essa visão.

A ação das seitas

Sim, e quero dizer-lhe algo mais, quer acredite, quer não: as falsas religiões estão agindo! Você sabia que as Testemunhas de Jeová têm o maior parque gráfico do mundo? Por que não a Igreja Cristã? Simplesmente porque a Igreja Cristã nunca se apercebeu do valor da literatura!

Já viu os pequeninos e modestos salões do reino que as TJ’s mantêm? O leitor nunca ouviu que eles tivessem construído uma catedral. Por quê? Porque eles entendem que a mensagem é mais importante que o edifício.
É aí que a Igreja Cristã tem cometido o seu maior erro. Temos empatado o nosso dinheiro em edifícios em lugar de investi-lo na mensagem. A mensagem é que é dinamite: “O evangelho é o poder de Deus para a salvação” (Rm 1.16). Não o edifício, mas a mensagem!

Meu amigo, temos de decidir se vamos empregar o nosso dinheiro no edifício ou na mensagem, se é que queremos evangelizar o mundo. Em alguns lugares do mundo custa apenas 14 centavos de dólar para se ganhar uma alma para Jesus Cristo por meio da página impressa. Isto significa que não há meio mais barato para levar avante a obra missionária. Se pudermos colocar sistematicamente um exemplar da página impressa em cada lar do país, teremos alcançado “toda criatura” neste país, pois iremos alcançar todos os membros da família.

De casa em casa

Nossos missionários podem organizar um grupo de obreiros e enviá-los de porta em porta, de casa em casa, com a mensagem. Esse foi o método de Paulo e, portanto, é o método das Escrituras. Ele evangelizava “de casa em casa” a fim de atingir “toda criatura” com a mensagem do Evangelho. Não podemos fazer melhor do que seguir o seu exemplo.

Jesus disse “toda criatura”. A única maneira pela qual se pode alcançar toda criatura é alcançar cada lar e cada família. Isso não pode ser obtido somente pelo envio de missionários nem por meio do rádio. O único meio pelo qual se pode fazer isso é pelo uso da página impressa. Não há outro meio de que eu tenha conhecimento para executar a ordem do Senhor.

Dêem-nos as ferramentas!

Foi na época da Segunda Guerra Mundial. A França havia caído. Os Estados Unidos não tinham entrado. A Inglaterra estava ficando sozinha, encostada na parede, à espera da invasão iminente. Winston Churchill, que era o primeiro-ministro, decidiu falar diretamente ao povo americano.

Eu estava dirigindo numa estrada com minha esposa ao lado. Manobrei meu carro para a margem da estrada e desliguei o motor, para não perder uma palavra sequer, e então sintonizei Londres. O primeiro-ministro falou apenas uns dois ou três minutos, mas disse algo que nunca mais esqueci desde aquele dia até hoje. Winston Churchill, falando ao povo americano, disse: “Dêem-nos as ferramentas, e nós acabaremos a obra”.

É isto que eu lhe digo agora. Tão depressa quanto o dinheiro entra, a mensagem sai! Tudo o que necessitamos são os recursos com que fazer a obra. O leitor já investiu na página impressa? Já deu qualquer coisa para publicar a mensagem? Que Deus o ajude a fazer qualquer coisa que estiver ao seu alcance. “Dêem-nos as ferramentas, e nós acabaremos a obra”.

 Oswald J. Smith (1890-1986)

PENTECOSTES

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PENTECOSTES

Lorde Montgomery, aquele imprevisível Marshall Inglês, disse recentemente que a Inglaterra entrou na Segunda Guerra Mundial equipada para lutar a Primeira Guerra Mundial. Isto foi um modo gentil de dizer que na Segunda Guerra Mundial a Inglaterra estava atrasada em equipamento e estratégia para batalha.

 Quando o Sr. Christopher Wren desenhou a grande catedral de São Paulo em Londres, ele planejou uma coisa de permanente beleza e imarcescível encanto, porém não a pediu com ar condicionado. Quando George Stephenson construiu seu potente motor, ele não era silencioso e à diesel, mas uma máquina pouco motorizada que assobiava. Em outras palavras, tanto Wren como Stephenson subestimaram as necessidades de nossos dias, pois projetaram unicamente para os seus dias.

Muitos têm hoje um patrocínio benevolente da igreja de Jesus Cristo (ou do que eles equivocadamente pensam ser a igreja de Jesus Cristo). Estes “sábios” pensam que estes santos que ainda cantam salmos estão tão fora de lugar com a era atômica, como uma bicicleta sem valor estaria comparada com um motor comprimido numa rodovia de quatro vias. Foi Jesus Cristo culpado, então, de subestimar a necessidade deste século vinte? É a Igreja que Cristo fundou uma coisa enfadonha e de lenta mudança, gravemente necessitando de uma gigantesca revisão e de um subsídio do governo para conseguir ser atualizada e comovente? Não! A igreja não necessita de auxílio do estado.

Admitimos, contudo, que a Igreja necessita de um poderoso recondicionamento pelas mãos Divinas, isto é, ela necessita o batismo com o Espírito Santo e com fogo. Quando o Senhor Jesus Cristo ascendeu aos céus no Monte das Oliveiras, Ele declarou aos seus discípulos que eles deveriam “esperar a promessa do Pai” – o “batismo do Espírito Santo” com seu poder resultante.

A promessa foi exclusiva – “Vós recebereis poder”. Quem recebeu esta promessa? Somente os seguidores de Cristo.

 A promessa foi emocionante – “Vós recebereis poder”. Em ávida antecipação desta benção, a espera podia ver toda sua fraqueza evaporando no batismo de fogo.

A promessa foi explícita – “Não muito depois destes dias”.

A promessa foi expansiva – Esta coisa não era para ser feita em uma esquina, nem sussurrada entre os redimidos. Ela deveria estender-se através deles à Judéia, Samaria, e até aos confins da terra.

 A promessa foi exaltante – No mundo inteiro das coisas criadas não há poder maior do que o do Espírito Santo de Deus. Eles foram cheios com o Espírito do Deus vivo. A terra não poderia ter nenhuma honra maior do que esta.

Anjos, contemplai e maravilhai-vos!

Cada coisa que há em cima nos céus, ou em baixo na terra, ou nas águas debaixo da terra – todas estas são obras dos Seus dedos e Poderoso é Aquele que condescendeu em vir e habitar entre os mortais.

Mas apesar do Pentecostes significar poder aos discípulos – ele também significou prisão para eles. Pentecostes significava revestimento – ele também significava exclusão. Pentecostes significava favor com Deus – ele também trazia ódio da parte dos homens. Pentecostes trouxe grandes milagres – ele também trouxe poderosos obstáculos. Pentecostes trouxe unção para os pregadores do cenáculo – ele também trouxe unção para um mero diácono que virou Samaria de cabeça para baixo.

Na Europa, o Domingo de Pentecostes é sempre chamado Domingo Branco, e as crianças usualmente vestem-se de branco. Os discípulos foram “feitos brancos” no primeiro Pentecoste – isto é, seus corações foram “purificados pela fé” (Atos 15:8,9). Esta purificação é uma ênfase perdida atualmente na interpretação do Batismo com o Espírito. Sob o título de igrejas cheias do Espírito, há algumas coisas estranhas e frívolas operando no presente.

 Se muita ênfase não fosse dada aos dons do Espírito, então não seria tão pouco falado sobre os frutos do Espírito. Note quão poucos livros disponíveis falam sobre os frutos do Espírito; porém, quantos sobre os dons do Espírito. Todavia o Filho de Deus disse: “Pelos seus frutos os conhecereis”.

A primeira coisa essencial para a vinda do Espírito Santo em um coração hoje é: que o coração esteja limpo do pecado, porque o Espírito Santo não enche um coração sujo. O que Deus limpou, Ele então enche. Finalmente, quem Deus enche, Ele usa. Uma vida santa é o autêntico sinal de ser cheio do Espírito.

Necessitamos hoje de um reavivamento de vida santa. Porque temos que pendurar um letreiro do lado de fora de nossas igrejas para anunciar que somos Fundamentais e Bíblicos? Porque sem um letreiro ninguém poderia nos identificar? Quando passei por uma cidade que há poucos dias tinha sido despedaçada por um tornado, lhes asseguro que não precisava que alguém me contasse que um poderoso vento tinha despedaçado o lugar. Um incêndio não necessita de publicidade. Quando o fogo do Espírito Santo cai novamente e o poderoso vento do Espírito vem (estou certo de que Ele está vindo), então nossa “sarça” queimará também, e um Moisés tornará a ver uma grande visão. Assim pois, venha Espírito Santo! Venha rapidamente!

Leonard Ravenhill  (1907-1994)

DONS ESPIRITUAIS

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DONS ESPIRITUAIS

 ”Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados. Portanto vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo. Ora há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro a operação de maravilhas: e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.”  I Carta de Paulo aos Coríntios. 12.1-12

Deus quer que entendamos os aspectos relativos aos dons espirituais, e que cobicemos com inteireza os melhores dons, e que entremos no caminho sobremodo excelente dos frutos do Espírito. Devemos suplicar a Deus por esses dons. É algo muito sério ser batizado no Espírito e mesmo assim, ficar acomodado; viver um dia após outro no mesmo nível espiritual é uma tragédia. Precisamos estar dispostos a negar a nós mesmos para receber a revelação da verdade de Deus e assim, receber a plenitude do Espírito. Apenas isso satisfará a Deus, e nada menos que isso deve nos satisfazer.

Sim, existe um poder, uma benção, uma convicção, uma paz na presença do Espírito Santo. Você pode sentir Sua presença e saber que Ele está com você. Você não precisa passar nem uma hora sequer sem esta íntima compreensão da Sua presença santa.

É impossível se superestimar a importância de ser cheio do Espírito. É impossível andar na luz como na luz Ele está, subjugar reinos, operar a justiça e amarrar satanás a menos que estejamos cheios do Espírito Santo.

Precisamos ser cheios do Espírito Santo para ter a revelação plena do Senhor Jesus Cristo.

O mandamento de Deus é para que sejamos cheios do Espírito. Não estaremos bem se tivermos o cálice apenas cheio; precisamos ter um cálice transbordante todo o tempo. É uma tragédia não viver em toda plenitude. Cuide para que você nunca viva de maré rasa.

Alguns crêem nos dons, e na profecia, mas usam esses dons sem o poder do Espírito Santo. Devemos olhar para o Espírito Santo a fim de que nos mostre a aplicabilidade dos dons, para que servem, e quando usá-los, de modo que não venhamos a usar os dons sem o Seu poder.

Um homem que é cheio do Espírito Santo, ainda que não tenha consciência de possuir qualquer dom do Espírito, pode ter a manifestação dos dons por Seu intermédio.

Qualquer homem que esteja pleno de Deus, cheio do Seu Espírito, pode, a qualquer hora, ter qualquer um dos nove dons manifestado através dele, mesmo que ele não saiba que possui algum dom

Se você recebeu os dons do Espírito – e eles são bênçãos, jamais os use, sob qualquer circunstância, sem o poder de Deus sobre sua vida. Algumas pessoas usam o dom da profecia sem o toque de santidade, e entram pelo reino natural, trazendo ruína, causando insatisfação, despedaçando corações e entristecendo congregações. Não busque os dons, a menos que se proponha submeter-se ao Espírito Santo. Eles devem se manifestar apenas no poder do Espírito Santo.

É correto buscar com zelo os melhores dons. Mas você tem que admitir que o mais importante é ser cheio do poder do Espírito Santo. Você nunca terá problemas com pessoas que são cheias do Espírito Santo. Mas terá muitos problemas com as pessoas que possuem dons e não tem nenhum poder. Deus não quer que nos escondamos atrás de qualquer dom. Ele quer que sejamos cheios do Espírito Santo, e que o próprio Espírito se manifeste através dos dons. Quando o nosso real desejo é a glória do Deus único, podemos buscar a manifestação de todo dom necessário. Glorificar a Deus é melhor do que idolatrar os dons.

Nós preferimos o Espírito de Deus a qualquer dom. Procuremos a Trindade na manifestação dos diferentes dons. Os dons são diferentes, mas o Espírito é o mesmo. Podemos ter direções diferentes, mas o mesmo Senhor. Diversidade de operações, mas o mesmo Deus operando tudo em todos.

Você pode imaginar o que significará o nosso triúno Deus manifestar-se em Sua plenitude nas nossas igrejas?

É maravilhoso estar cheio do poder do Espírito Santo, para que Ele sirva aos Seus próprios propósitos através de nós. Através de nossos lábios, expressões espirituais fluem, nossos corações se regozijam, e a nossa língua se alegra. É um poder interior que se manifesta em expressão exterior. Jesus Cristo é glorificado. A medida que sua fé nEle é avivada, do seu interior fluirão rios de água viva. O Espírito Santo se derramará através de você como um grande rio de vida e milhares de pessoas serão abençoadas porque você quebrantado será um canal por meio do qual o Espírito poderá fluir.

A coisa mais importante, o que conta mesmo, é ser cheio do Espírito Santo, cheio até transbordar. Qualquer coisa menos que isso é ofensivo a Deus. Somos ordenados por Deus a sermos cheios do Espírito, e à medida que falhamos nesta área, nos afastamos do Seu plano. A vontade do Senhor é que andemos de fé em fé, de glória em glória, da plenitude ao transbordamento.

Não é bom estarmos sempre pensando no passado. Devemos caminhar para uma posição na qual ousemos crer em Deus. Ele revelou que quando o Espírito Santo descesse sobre nós teríamos poder. Eu creio que há uma avalanche do poder de Deus a ser liberada se nós tão somente percebermos a visão.

Certa vez Paulo escreveu: “mas passarei as visões e revelações do Senhor”. Deus nos colocou numa posição na qual espera que recebamos Sua revelação do maravilhoso fato – Cristo em nós – e o que isso realmente significa. Só podemos assimilar Cristo plenamente, quando estamos cheios e transbordando do Espírito de Deus.

Nossa única garantia contra a inclinação da nossa mente carnal, contra a qual nada podemos fazer por nós mesmos, é estar mais e mais cheios do Espírito de Deus, ficando encantados nas visões e revelações do Senhor. O motivo pelo qual eu enfatizo a importância da plenitude do Espírito Santo é levá-los além de todos os pensamentos humanos para a plenitude da visão, numa revelação plena do Senhor Jesus Cristo: – você quer descansar?

Descanse em Jesus. Você quer ser salvo de tudo quanto o diabo tem criado nestes últimos tempos? Receba e continue na plenitude do Espírito Santo, e Ele estará sempre revelando a você que tudo o que nos é necessário está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Desejo enfatizar a importância do ministrar do Espírito e da manifestação do Espírito que é dada a todo o homem para um fim proveitoso. A medida que você se entrega ao Espírito do Senhor, Ele derrama poder sobre seu intelecto, sobre seu coração, e sobre sua voz.

O Espírito Santo tem poder para revelar Cristo e projetar a visão de Cristo sobre os véus do seu pensamento. E assim Ele usa a sua língua para glorificá-lo de uma maneira que você jamais poderia fazer sem o poder do Espírito.

Creio que quando o Espírito de Deus está sobre você e o impulsiona a falar como Ele lhe concede, será sempre para a edificação.

Quem prejudica a reunião de oração? O homem que começa pelo Espírito e termina na carne. Aprenda a parar imediatamente quando a unção do Espírito se afastar.

O Espírito Santo tem ciúmes. Seu corpo é o templo do Espírito Santo. Mas Ele não encherá o templo para a glória do homem, somente para a glória de Deus. Você não tem licença para continuar alem do “Assim diz o Senhor”.

É da vontade de Deus que a congregação seja tão livre quanto possível. E não se deve interferir na obra do Espírito. Se o fizermos, certamente teremos problemas. Temos que buscar em Deus sabedoria para não interferir ou reprimir o Espírito ou extinguir o poder de Deus quando Ele se manifesta em nossas reuniões. Se você quer ter uma congregação cheia de vida, você precisa ter uma congregação onde haja a manifestação do Espírito. Poucos comparecerão se não houver manifestação. Precisamos buscar em Deus uma graça especial para não tornemos atrás, atentando para as coisas sob um ponto de vista natural.

O pregador, depois que perde a unção, deveria arrepender-se e acertar-se com Deus para recuperá-la de novo. Sem a unção do Espírito de Deus ficamos impotentes.

Enquanto vivermos, vamos precisar dos nossos corpos. Porém, nosso corpo é para ser usado e controlado pelo Espírito de Deus. Devemos apresentar nossos corpos santos e aceitáveis diante de Deus, que é o nosso culto racional. Cada membro do nosso corpo deve estar tão santificado a ponto de funcionar harmonicamente com o Espírito de Deus. Nossos próprios olhos devem ser santificados. Desejo que meus olhos possam estar tão santificados que possam ser sempre usados para o Senhor. O Espírito de Deus nos constrangerá a uma compaixão pelas almas que serão testemunhadas por nossos próprios olhos.

Deus nunca mudou a ordem das coisas. Primeiro vem o natural, depois o espiritual. Por exemplo, quando está em seu coração orar, você começa no natural e sua segunda palavra será provavelmente sob o poder do Espírito. Você começa e Deus vai terminar. O mesmo acontece quando nos expressamos sob o poder do Espírito. Você sente o move do Espírito em si, e começa a falar e o Espírito de Deus se expressará em mistérios. Milhares de pessoas perderam bênçãos maravilhosas porque não tiveram fé para ir além do natural. Não tivera fé que o Senhor as levaria ao reino do sobrenatural. Quando você recebe o Espírito Santo recebe o Dom de Deus e com ele todos os dons espirituais. Paulo aconselhava a Timóteo a despertar o dom que havia nele. Você tem poder para despertar o poder de ação de Deus há dentro de você.

Para despertar o dom que há dentro de nós, começamos pela fé. E depois o Senhor dá continuidade ao que for necessário a ocasião que se apresenta. Você jamais começaria a obra de Deus a menos que estivesse pleno de Deus. Quando nos rendemos à timidez e receios simplesmente nos entregamos a satanás. Ele cochicha: “é tudo carnal”. Mas ele é um mentiroso.

Quando um homem está cheio do Espírito não tem idéia daquilo que possui. Somos tão limitados em nossa percepção daquilo que recebemos!

O único modo de conhecer o poder que nos foi concedido é através da manifestação do Espírito de Deus. Quanto mais próximos estamos de Deus mais conscientes ficamos da pobreza do ser humano e clamamos como Isaias: “estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros”. Porém o Senhor traz o Seu sangue precioso com brasas vivas para nos purificar, nos refinar e nos enviar para trabalhar para Ele, habilitados pelo seu Espírito.

Deus enviou esse derramamento para que nós fôssemos levados a revelação de nossa filiação – que somos filhos de Deus. E homens de poder. E também que devemos ser como o Senhor Jesus Cristo, ter a autoridade de filhos e poder de dominar a fraqueza. O batismo do Espírito santo é para nos fazer filhos de Deus com poder. Devemos ter consciência de nossas limitações humanas. Mas nós não limitaremos Aquele que é Santo, que veio para habitar em nós. Precisamos crer que desde que o Espírito Santo veio sobre nós, somos, de fato, filhos de Deus com poder. Nunca diga que você não pode. Todas as coisas são possíveis aos que crêem. Se Entregue totalmente e creia que Deus tem tudo para você e que você pode todas as coisas Naquele que o fortalece.

O segredo do poder é a revelação de Cristo todo poderoso, a revelação de Deus que veio para permanecer em nós.

Exemplo de Pedro e João com o paralítico à Porta Formosa.

É tudo no Nome de Jesus. A partir daí começou a operação de Deus. Você começa pela fé e depois vê o que acontece. No inicio fica oculto em nós, mas à medida que temos fé em Deus, Ele se apresenta. O poder não vem de nós, mas de Deus. Não há limites para o que Ele vai fazer. Tudo se resume em você crer em Deus.

 

Artigo do Pr. Smith Wigglesworth (1859-1947)

Um dos homens que foram mais usados por Deus em sinais e prodígios.

O ARREPENDIMENTO

1 Comentário

 
Arrependimento
 
 
Eu não me dirijo somente ao não convertido, porque sou daqueles que crêem que a igreja precisa se arrepender muito antes que muita coisa de valor possa ser feita no mundo. Acredito firmemente que o baixo padrão de vida cristã está mantendo muita gente no mundo e nos seus pecados. Se o incrédulo vê que o povo cristão não se arrepende, não se pode esperar que ele se arrependa e se converta de seu pecado. Eu tenho me arrependido dez mil vezes mais depois que conheci a Cristo, do que em qualquer época anterior, e penso que a maioria dos cristãos precisa se arrepender de alguma coisa.
 
Assim, quero pregar tanto para os cristãos como para os não-convertidos, tanto para mim mesmo quanto para aquele que nunca conheceu a Cristo como seu Salvador.
 
Há cinco coisas que fluem do verdadeiro arrependimento:
 
1. Convicção.
2. Contrição.
3. Confissão de pecado.
4. Conversão.
5. Confissão de Cristo diante do mundo.
 
Convicção
 
Quando um homem não está profundamente convicto de seus pecados, é um sinal bem certo de que ainda não se arrependeu de verdade. A experiência tem me ensinado que as pessoas que têm uma convicção muito superficial de seus pecados, cedo ou tarde recaem em suas velhas vidas. Nos últimos anos tenho estado bem mais ansioso por uma profunda e verdadeira obra de Deus entre os já convertidos do que em alcançar grandes números. Se um homem confessa ser convertido sem reconhecer a atrocidade de seus pecados, provavelmente se transformará num ouvinte endurecido que não irá muito longe. No primeiro sopro de oposição, na primeira onda de perseguição ou ridículo, eles serão carregados de volta para o mundo.
 
Creio que é um erro lamentável conduzirmos tantas pessoas à igreja que nunca experimentaram a verdadeira convicção de pecados. O pecado no coração do homem é tão negro hoje quanto o foi em qualquer outra época. Às vezes penso que está mais negro. Porque quanto maior a luz que uma pessoa tiver, maior sua responsabilidade, e por conseguinte maior a sua necessidade de profunda convicção.
 
Até que a convicção de pecados nos faça cair de joelhos, até que estejamos completamente humilhados, até que tenhamos perdido toda esperança em nós mesmos, não podemos encontrar o Salvador.
 
Há três coisas que nos levam à convicção: (1) A Consciência; (2) A Palavra de Deus; (3) O Espírito Santo. Todos os três sao usados por Deus.
 
Muito antes de existir a Palavra escrita, Deus tratava com o homem através da consciência. Foi por isto que Adão e Eva se esconderam da presença do Senhor Deus entre as árvores do Jardim do Éden. Foi isto que convenceu os irmãos de José quando disseram: “Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos. Por isso,” disseram eles (e lembre-se, mais de vinte anos haviam se passado depois que eles o venderam como cativo), “por isso nos vem essa ansiedade.”
 
É a consciência que devemos usar com nossos filhos antes de atingirem uma idade quando possam entender a Palavra e o Espírito de Deus. E é a consciência que acusa ou inocenta o ímpio.
 
A consciência é “uma faculdade divinamente implantada no homem, que o pede a fazer o que é certo.” Alguém disse que ela nasceu quando Adão e Eva comeram do fruto proibido, quando seus olhos foram abertos e “conheceram o bem e o mal.” Ela julga, mesmo contra nossa vontade, os nossos pensamentos, palavras, e ações, aprovando ou condenando-os de acordo com a sua avaliação de certo ou errado. Uma pessoa não pode violar sua consciência sem sentir a sua condenação.
 
Mas a consciência não é um guia seguro, porque freqüentemente ela só dirá que uma coisa é errada depois de você a praticar. Ela precisa ser iluminada por Deus porque faz parte de nossa natureza caída. Muitas pessoas fazem o que é errado sem serem condenadas pela consciência. Paulo disse: “Na verdade, a mim me parecia que muitas cousas devia eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno” (At 26.9). A própria consciência precisa ser educada.
 
Outra vez, a consciência freqüentemente é como um relógio despertador, que a princípio desperta e acorda, mas com o tempo a pessoa se acostuma com ele, e então perde o seu efeito. A consciência pode ser asfixiada. Creio que cometemos um erro em não dirigirmos as pregações mais para a consciência.
 
Portanto, no devido tempo a consciência foi suplantada pela Lei de Deus, que no seu tempo foi cumprida em Cristo.
 
Neste país cristão, onde as pessoas têm Bíblias, a Palavra de Deus é o meio que Deus usa para produzir convicção. A Bíblia nos diz o que é certo e o que é errado antes de você cometer o pecado, e assim o que você precisa é aprender e apropriar-se de seus ensinos, sob a direçao do Espírito Santo. A consciência comparada à Bíblia é como uma vela comparada ao sol lá no céu.
 
Veja como a verdade convenceu aqueles judeus no dia de Pentecostes. Pedro, cheio do Espírito Santo, pregou que “este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” “Ouvindo eles estas cousas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?” (At 2.36, 37).
 
Em terceiro lugar, enfim, o Espírito Santo convence. Algumas das mais poderosas reuniões de que já participei foram aquelas em que houve uma espécie de quietude sobre o povo e parecia que um poder invisível se apoderava das consciências. Lembro-me de um homem que veio à reunião e no momento em que entrou, sentiu que Deus estava lá. Um senso de reverência veio sobre ele, e naquela mesma hora sentiu convicção e se converteu.
 
Contrição
 
A próxima coisa é a contrição, o profundo sentimento de tristeza segundo Deus e humillhação de coração por causa do pecado. Se não houver verdadeira contrição, o homem voltará direto para o seu velho pecado. Esse é o problema com muitos cristãos.
 
Um homem pode sentir raiva e se não houver muita contrição, no dia seguinte sentirá raiva outra vez. A filha pode dizer coisas indignas, ofensivas à sua mãe, e porque sua consciência lhe perturba ela diz: “Mãe, sinto muito. Perdoe-me.”
 
Mas logo há um outro impulso genioso, porque a contrição não foi profunda nem verdadeira. Um marido diz palavras agressivas à sua esposa, e então para aliviar sua consciência, compra um buquê de flores para ela. Ele não quer enfrentar a situação como um homem e dizer que errou.
 
O que Deus quer é contrição, e se não houver contrição, não há arrependimento completo. “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os de espírito oprimido.” “Coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus.” Muitos pecadores lamentam por seus pecados, lamentam por não poderem continuar pecando; mas se arrependem apenas com corações que não estão quebrantados. Não creio que saibamos como nos arrepender atualmente. Precisamos de um João Batista, que ande pelo país, gritando: “Arrependam-se! Arrependam-se!”
 
Confissão de pecado
 
Se tivermos verdadeira contrição, ela nos levará a confessarmos nossos pecados. Creio que nove décimos dos problemas em nossa vida cristã são resultado de não fazermos isso. Tentamos esconder e cobrir nossos pecados. Há muito pouca confissão deles. Alguém disse: “Pecados não confessados na alma são como uma bala no corpo.”
 
Se você não tiver poder, talvez seja porque há algum pecado que precisa ser confessado, alguma coisa em sua vida que necessita ser removida. Não importa quantos salmos você cante, ou a quantas reuniões você compareça, ou o quanto você ore e leia a sua Bíblia, nada disso encobrirá esse tipo de problema. O pecado deve ser confessado, e se o meu orgulho me impede de confessar, não devo esperar misericórdia de Deus nem respostas às minhas oraçoes.
 
A Bíblia diz: “O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará” (Pv 28.13). Pode ser um homem no púlpito, um sacerdote por trás do altar, um rei no trono – não me importo quem ele seja. O homem está tentando fazer isso há seis mil anos. Adão o tentou e falhou. Moisés o tentou quando enterrou o egípcio que matou, mas falhou.
 
“Sabei que o vosso pecado vos há de achar.” Por mais que você tente enterrar o seu pecado, este tornará a aparecer mais cedo ou mais tarde, se não for apagado pelo Filho de Deus. Se o homem nunca conseguiu fazer isso em seis mil anos, é melhor você e eu desistirmos de tentar.
 
Há três maneiras de se confessar pecados. Todo pecado é contra Deus, e a Ele deve ser confessado. Há pecados que eu não preciso confessar a pessoa alguma no mundo. Se o pecado foi entre mim e Deus, devo confessá-lo sozinho no meu quarto. Não preciso cochichá-lo no ouvido de nenhum mortal. “Pai, pequei contra o céu e diante de Ti.” “Pequei contra Ti, contra Ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos.”
 
Mas se fiz algo errado a alguma pessoa, e ela sabe que a prejudiquei, devo confessar o pecado não somente a Deus mas também a esta pessoa. Se o meu orgulho me impede de confessar meu pecado, não preciso ir a Deus. Posso orar, posso chorar, mas isso não adiantará. Primeiro confesse àquela pessoa, e depois a Deus, e veja com que rapidez Ele lhe ouvirá e lhe enviará a paz. “Se pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta.” (Mt 5.23, 24). Esse é o caminho bíblico.
 
Há outra classe de pecados que devem ser confessados publicamente. Suponha que fui conhecido como um blasfemador, um alcoólatra ou um depravado. Se me arrependo de meus pecados, devo ao público uma confissão. A confissão deve ser tão pública quanto foi a trangressão. Muitas vezes uma pessoa dirá algo maldoso a respeito de outra na presença de terceiros, e então tentará apaziguar isso indo somente à pessoa prejudicada. A confissão deve ser feita de forma que todos os que ouviram a transgressão possam ouvir a confissão.
 
Somos bons em confessar o pecado de outras pessoas, mas se experimentarmos um verdadeiro arrependimento, ficaremos mais que ocupados cuidando dos nossos próprios pecados. Quando alguém dá uma boa olhada no espelho de Deus, não encontrará ali faltas dos outros; tem coisas demais a ver em si mesmo.
 
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9). Obrigado Senhor pelo Evangelho! Crente, se há algum pecado em sua vida, resolva confessá-lo, e seja perdoado. Não deixe nenhuma nuvem entre você e Deus. Garanta o seu título para a mansão que Cristo foi preparar para você.
 
Conversão
 
A confissão leva à verdadeira conversão, e não pode haver uma verdadeira conversão, até que se tenha dado esses três passos.
 
Agora a palavra conversão significa duas coisas. Dizemos que uma pessoa é “convertida” quando nasce de novo. Mas conversão também tem um significado diferente na Bíblia. Pedro disse: “Arrependei-vos… e convertei-vos” (At 3.19). Existe uma versão que traduz assim: “Arrependei-vos e voltai-vos.” Paulo disse que não foi desobediente à visao celestial, mas começou a pregar a judeus e gentios para que se arrependessem e se voltassem para Deus. Um certo teológo de outra época disse: “Todos nós nascemos de costas para Deus. O arrependimento é uma mudança de trajetória. É uma volta de cento e oitenta graus.”
 
Pecado é afastar-se de Deus. Como alguém disse, é aversão a Deus e conversão para o mundo; enquanto que o verdadeiro arrependimento significa conversão a Deus e aversão ao mundo. Quando há verdadeira contrição, o coração está entristecido por causa do pecado; quando há verdadeira conversão, o coração fica liberto do pecado. Deixamos a velha vida, somos transportados do reino das trevas para o reino da luz. Maravilhoso, não é?
 
A não ser que nosso arrependimento inclua essa conversão, não vale muito. Se alguém continua em pecado, é a prova de uma profissão inútil. É como bombear água para fora do navio, sem tampar os vazamentos. Salomão disse: “Se o povo orar… e confessar teu nome, e se converter dos seus pecados…” (2Cr 6.26).
 
Oração e confissão não seriam de proveito nenhum enquanto o povo continuasse em pecado. Vamos prestar atenção à chamada de Deus. Vamos abandonar o velho caminho perverso. Voltemos ao Senhor, e Ele terá misericórdia de nós, e ao nosso Deus, porque Ele perdoará abundantemente.
 
Confissão de Cristo
 
Se você é convertido, o próximo passo é confessar isso abertamente. Ouça: “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Rm 10.9, 10).
 
A confissão de Cristo é o clímax da obra de verdadeiro arrependimento. Devemos isso ao mundo, aos nossos semelhantes cristãos e a nós mesmos. Ele morreu para nos redimir, e podemos estar envergonhados ou com medo de confessá-Lo? A religião como uma abstraçao, como uma doutrina, tem pouco interesse para o mundo, mas aquilo que as pessoas podem testemunhar da experiência pessoal sempre tem peso.
 
Ah, amigos, estou tão cansado de cristianismo medíocre. Vamos nos entregar cem por cento por Cristo. Não vamos dar um som inseguro. Se o mundo quer nos chamar de tolos, que o faça. É apenas por um pouco. O dia da coroação está chegando. Graças a Deus pelo privilégio que temos de confessar a Cristo.
Dwight Lyman Moody (1837 -  1899) – Um dos maiores evangelistas da história da Igreja.

Alimentando as Ovelhas ou divertindo os Bodes?

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     Alimentando as Ovelhas ou Divertindo os Bodes?

Existe um mal entre os que professam pertencer aos arraiais de Cristo, um mal tão grosseiro em sua imprudência, que a maioria dos que possuem pouca visão espiritual dificilmente deixará de perceber. Durante as últimas décadas, esse mal tem se desenvolvido em proporções anormais. Tem agido como o fermento, até que toda a massa fique levedada. O diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas, tendo em vista ganhá-las para Cristo. A igreja abandonou a pregação ousada, como a dos puritanos; em seguida, ela gradualmente amenizou seu testemunho; depois, passou a aceitar e justificar as frivolidades que estavam em voga no mundo, e no passo seguinte, começou a tolerá-las em suas fronteiras; agora, a igreja as adotou sob o pretexto de ganhar as multidões.
Minha primeira contenção é esta: as Escrituras não afirmam, em nenhuma de suas passagens, que prover entretenimento para as pessoas é uma função da igreja. Se esta é uma obra cristã, por que o Senhor Jesus não falou sobre ela? “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15) — isso é bastante claro. Se Ele tivesse acrescentado: “E oferecei entretenimento para aqueles que não gostam do evangelho”, assim teria acontecido. No entanto, tais palavras não se encontram na Bíblia. Sequer ocorreram à mente do Senhor Jesus. E mais: Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres” (Ef 4.11). Onde aparecem nesse versículo os que providenciariam entretenimento? O Espírito Santo silenciou a respeito deles. Os profetas foram perseguidos porque divertiam as pessoas ou porque recusavam-se a fazê-lo? Os concertos de música não têm um rol de mártires.

Novamente, prover entretenimento está em direto antagonismo ao ensino e à vida de Cristo e de seus apóstolos. Qual era a atitude da igreja em relação ao mundo? “Vós sois o sal”, não o “docinho”, algo que o mundo desprezará. Pungente e curta foi a afirmação de nosso Senhor: “Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos” (Lc 9.60). Ele estava falando com terrível seriedade! Se Cristo houvesse introduzido mais elementos brilhantes e agradáveis em seu ministério, teria sido mais popular em seus resultados, porque seus ensinos eram perscrutadores. Não O vejo dizendo: “Pedro, vá atrás do povo e diga-lhe que teremos um culto diferente amanhã, algo atraente e breve, com pouca pregação.

Teremos uma noite agradável para as pessoas. Diga-lhes que com certeza realizaremos esse tipo de culto. Vá logo, Pedro, temos de ganhar as pessoas de alguma maneira!” Jesus teve compaixão dos pecadores, lamentou e chorou por eles, mas nunca procurou diverti-los. Em vão, pesquisaremos as cartas do Novo Testamento a fim de encontrar qualquer indício de um evangelho de entretenimento. A mensagem das cartas é: “Retirai-vos, separai-vos e purificai-vos!” Qualquer coisa que tinha a aparência de brincadeira evidentemente foi deixado fora das cartas. Os apóstolos tinham confiança irrestrita no evangelho e não utilizavam outros instrumentos. Depois que Pedro e João foram encarcerados por pregarem o evangelho, a igreja se reuniu para orar, mas não suplicaram: “Senhor, concede aos teus servos que, por meio do prudente e discriminado uso da recreação legítima, mostremos a essas pessoas quão felizes nós somos”. Eles não pararam de pregar a Cristo, por isso não tinham tempo para arranjar entretenimento para seus ouvintes. Espalhados por causa da perseguição, foram a muitos lugares pregando o evangelho. Eles “transtornaram o mundo”. Essa é a única diferença! Senhor, limpe a igreja de todo o lixo e baboseira que o diabo impôs sobre ela e traga-nos de volta aos métodos dos apóstolos.

Por último, a missão de prover entretenimento falha em conseguir os resultados desejados. Causa danos entre os novos convertidos. Permitam que falem os negligentes e zombadores, que foram alcançados por um evangelho parcial; que falem os cansados e oprimidos que buscaram paz através de um concerto musical. Levante-se e fale o alcoólatra para quem o entretenimento na forma de drama foi um elo no processo de sua conversão! A resposta é óbvia: a missão de prover entretenimento não produz convertidos verdadeiros. A necessidade atual para o ministro do evangelho é uma instrução bíblica fiel, bem como ardente espiritualidade; uma resulta da outra, assim como o fruto procede da raiz. A necessidade de nossa época é a doutrina bíblica, entendida e experimentada de tal modo, que produz devoção verdadeira no íntimo dos convertidos.

Esse comentário foi feito por aquele que é considerado ” O Principe dos Pregadores”, Charles H. Spurgeon. (1834-1892).

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