A Programação da Televisão Ensina Adultério e Perversões Sexuais

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Os autores da Nova Ordem Mundial afirmam que o “Cristo” deles só poderá aparecer quando uma porcentagem suficiente da população estiver condicionada a aceitar seus valores e sua pessoa. A televisão e o cinema há muito estão sendo utilizados para realizar essa transformação nas atitudes e valores da população. Veja o quanto afundamos na área de moralidade sexual e perceba o quão perto estamos dos valores do satanismo do Anticristo.

A Nova Ordem Mundial está chegando! Você está preparado?

Compreendendo o que realmente é essa Nova Ordem Mundial, e como está sendo implementada gradualmente, você poderá ver o progresso dela nas notícias do dia a dia!!

Aprenda a proteger a si mesmo e aos seus amados !

Você nunca mais verá as notícias da mesma forma.

Agora você está na THE CUTTING EDGE

Resumo da notícia: “O Sexo Predomina nas Atuais Comédias de Situação”,

The Providence Journal Bulletin, 28/01/97, pg G-1.

 ”É uma noite de janeiro do início de 1967, e com a louça do jantar já lavada, a família nuclear senta-se diante do televisor Magnavox preto-e-branco. Samantha se agita em Endora para transformar Darrin em um burro na noite anterior a uma apresentação importante. A irmã Bertrill, a Noviça Voadora, se meteu em encrencas outra vez, ao tentar arrecadar dinheiro para o orfanato. Batman e Robin estão perseguindo o Charada pelos canais subterrâneos de esgoto de Gotham City.”

“Avance 30 anos, para uma noite no início de janeiro de 1997. Caixas vazias de pizza estão no lixo e o que restou da família nuclear liga o televisor Sony de 27 polegadas e assiste a um programa no horário nobre. Em The Nanny, Fran, vestindo uma minissaia bem apertada, provoca seu chefe bonitão fazendo alusões pouco veladas sobre sua vida sexual. Em Men Behaving Badly, Jamie descobre que está sem filtro de papel e usa uma cueca para coar o café para a mulher que está tentando conquistar. Em The Jamie Foxx Show, a comediante sai seminua de dentro de um bolo. Um anúncio de Spin City diz que o famoso Michael J. Fox fará o papel de um homem impotente, que mora junto com a namorada.”

Que enormes diferenças entre as cenas nos parágrafos 1 (1967), e 2 (1997) acima! Rapidamente, vamos examinar as diferenças entre as duas cenas:

Parágrafo 1 – A família retratada está intacta.

Parágrafo 2 – A família está dividida, provavelmente separada pelo divórcio ou foi formada sem um matrimônio.

Parágrafo 1 – Alguém, possivelmente a mãe, preparou o jantar para a família.

Parágrafo 2 – O jantar não foi preparado; em vez disso, encomendou-se uma pizza.

Parágrafo 1 – A tecnologia é um velho televisor Magnavox preto-e-branco, de tela muito pequena.

Parágrafo 2 – A tecnologia é a nova Sony em cores, com tela de 27 polegadas.

Parágrafo 1 – As cenas dos programas mostram comédias, preocupações com os menos afortunados, e inocentes perseguições polícia contra bandido, em que não há derramamento de sangue, e dificilmente alguém é morto.

Parágrafo 2 – As cenas dos programas são de sexo, sexo e mais sexo.

Antes de continuamos com esse artigo de jornal, vamos revisar alguns fatos básicos, citados de duas Bíblias. Primeiro, citarei a Bíblia Satânica, de Anton Lavey, e depois citarei a Bíblia Sagrada, de Deus. Quando eu terminar, você terá uma idéia mais clara do ponto para o qual nossa sociedade está sendo levada e quais resultados podemos esperar.

No Seminário 1, America’s Leadership of the New World Order [disponível em fitas cassetes no site da The Cutting Edge] quando afirmo categoricamente que a maior parte da população já é “satanista praticante”, as pessoas riem ou ficam com raiva. No entanto, quando cito a Bíblia Satânica sobre quais são os valores satânicos, a risada e a raiva desaparecem imediatamente, quando os ouvintes reconhecem que a população já aderiu aos valores do satanismo em suas vidas diárias. A maioria das pessoas começou a praticar satanismo sem perceber que esteja fazendo isso. Certamente, elas não se reúnem em cerimônias à meia-noite, vestindo roupas estranhas, proferindo mantras e sacrificando animais e pessoas; no entanto, começaram a praticar o satanismo diariamente em suas vidas. Satanás já controla seus corações, suas atitudes e seus sistemas de valores.

Segundo a Bíblia Satânica, qual é o núcleo, quais são os valores básicos do satanismo? Quais são os valores predominantes do satanismo?

O satanismo estimula a indulgência em cada das seguintes áreas: [pg 46]

Egoísmo pessoal e ganância

Orgulho

Lascívia

Raiva

Inveja

Glutonaria

Indolência (preguiça)

Contemple por alguns instantes esses valores satânicos, e compare-os com as pessoas ‘normais’ em sua vida. Em seguida, tenha esses valores satânicos em mente ao ler os jornais. Você não vê que a maior parte das notícias, a maior parte dos crimes e a maior parte dos nossos problemas procedem de cidadãos ‘normais’ que adotaram esses valores satânicos? Vejo muito crime decorrente da prática dos valores satânicos 1, 2, 3, 4 e 5, você não? Nos crimes como homicídios, roubos, violência doméstica, consumo de drogas e do álcool, no abuso sexual das crianças, e na problemática das doenças sexualmente transmissíveis e suas enormes conseqüências sociais, vemos que todos esses problemas são causados por cidadãos ‘normais’ que aderiram aos valores satânicos.

Se o valor satânico número 6 não fosse um verdadeiro problema, não teríamos tantas pessoas obesas em nossa sociedade e as dietas não seriam a ordem do dia. Também não teríamos tanta ênfase em trabalhar fora, em manter a boa forma e viver “jovem para sempre”.

E, você não vê nossos programas de Bem-Estar Social no valor número 7?

Agora, compreenda este princípio: o Anticristo vai adotar exatamente essas mesmas atitudes e valores. Portanto, os cidadãos ‘normais’ que formam nossa sociedade terão de mudar para aderir a esses valores em sua vida cotidiana. Assim, quando o Anticristo surgir, essas pessoas acharão os valores dele “normais”, porque são exatamente iguais aos seus valores! Já estamos nesse ponto? Se estamos, então é exatamente mais um sinal de que o aparecimento do Anticristo está muito próximo. Lembre-se, essas mudanças em valores individuais básicos devem ter ocorrido silenciosamente, quase de forma invisível, para que as vítimas não saibam o que aconteceu com elas; em vez disso, defenderão esses valores como sendo “normais”, e não sentirão que estão vivendo em pecado. Como escreveu um autor, “Esta mudança cultural é sinistra, porque é invisível para aqueles que já se tornaram cativos da sua mentira…. Eles nem mesmo percebem que as luzes estão apagadas.” [Charles Colson, Against The Night: Living In The New Dark Ages (Contra A Noite: Vivendo na Nova Era das Trevas), Servant Publications, 1989, pg 98.]

Para compreender quão completamente chegamos a esse ponto, precisamos continuar com nosso artigo do jornal.

“Em todos os aspectos, as comédias de situação da televisão mudaram radicalmente nos últimos trinta anos. Algumas pessoas lamentam o fim da Era de Ouro, dizendo há muito pouco humor original. [Nota do autor: Observe que a queixa aqui não é sobre a moralidade da comédia de situação, mas que elas contenham " muito pouco humor original"]. Outros afirmam que séries como Seinfeld e The Larry Sanders Show (e Cheers poucos anos atrás) representam uma forma híbrida, que mistura comédia inteligente com crítica social afiada [Nota do autor: Isto é o que são essas comédias de situação recheadas de sexo, "crítica social afiada"?]“

“Mas, há uma coisa com a qual virtualmente qualquer pessoa que assista às comédias na televisão concordará: o sexo está em toda a parte.” Isso soa como os valores satânicos 1 e 2! Todos os que assistem a essas comédias de situação regularmente, é lógico, porque gostam delas, estão praticando satanismo! Quem diz isso não sou eu; é a Bíblia Satânica. É hora de acordar do estupor espiritual e compreender os tempos desesperadores em que estamos vivendo! Nossa sociedade está muito próxima do ponto em que poderá aceitar os valores de Anticristo. E, quando você une isso às muitas outras outras coisas que estão acontecendo, como o aumento no número de homicídios, tanto dos muitos novos quanto dos idosos, pode facilmente ver que o Anticristo está muito próximo!

Agora, voltemos ao nosso artigo.

“Um estudo realizado em dezembro pela Children Now e pela Fundação Família Kaiser, dois grupos de política pública, descobriu que três de cada quatro programas na hora da família’ – das 20 às 21 horas – contêm diálogos ou comportamento com referências sexuais, quatro vezes mais que em 1976.” Esse dado estatístico é francamente inacreditável: três de cada quatro programas [75%] são escritos com diálogos e/ou comportamento sexuais.Pais cristãos, vocês percebem que ao mesmo tempo que tentam transmitir valores cristãos aos seus filhos, os programas da televisão estão ensinando valores satânicos a eles? Percebem por que a Bíblia contém tantas advertências para nos separarmos completamente de tentações carnais? Nossa natureza carnal corrupta está naturalmente inclinada para esses pecados e acha mais fácil e “mais natural” segui-los do que seguir os padrões espirituais de Deus; conseqüentemente, as crianças, que enfrentam tantos desafios na vida quando estão na pré-adolescência e na adolescência, provavelmente selecionarão os valores pecaminosos, se forem bombardeadas constantemente com estímulos sexuais!!!Pais, é tempo de ou desligar seu televisor, exceto para o notíciário e esportes, ou então jogá-lo fora. Eu joguei fora meu televisor durante os anos de adolescência dos meus filhos, e minha família prosperou emocional, mental, e espiritualmente.

Agora, entretanto, vamos voltar à notícia principal. Ouçamos o adepto da Nova Era Norman Lear, tentar definir melhor esse debate. “‘O maior problema com quanto sexo há na TV não é se é ou não ofensivo’, diz Norman Lear, uma das pessoas que quebraram os tabus sexuais na televisão nos anos 70, para elevar a consciência social. ‘É simplesmente que a maior parte do sexo na TV hoje não é engraçada. É estúpida e chata.’”

Que afirmação! Primeiro, Lear tenta se evadir da questão da moralidade cristã que está sendo ofendida aqui – de fato, implicitamente reconhece que a moralidade de fato está sendo ofendida, mas está simplesmente dizendo que não importa – dizendo que o problema com todo esse sexo hoje é que ele não é engraçado; é “estúpido e chato”. O que ele está dizendo é que, se o conteúdo sexual das comédias de situação fosse engraçado, e não estúpido e chato, tudo estaria bem! E, observe a admissão dos autores desse artigo de jornal, quando declaram que a razão de Lear quebrar tabus sexuais na televisão nos anos 70 com seus programas foi “elevar a consciência social”! Esta é a primeira vez que vejo alguém admitir que os autores da televisão escrevem seu material a partir de um plano para a sociedade, com o objetivo de mudar as atitudes e os valores das pessoas, dos valores cristãos tradicionais para os valores da Nova Era/Nova Ordem Mundial! Que grande admissão do autor desse artigo!

Agora, esse artigo entra em alguns assuntos específicos que deixarão qualquer cristão profundamente chocado. “Das assim chamadas comédias de situação de qualidade (Mad About You e 3rd Rock From The Sun) às versões voltadas às camadas sociais inferiores (Martin, e Casado… Com Filhos) uma grande maioria dos enredos no horário nobre desenrola-se em torno da gratificação sexual dos personagens – ou da falta dela.” Quantos desses programas você está assistindo? Um dos maiores problemas em nossa sociedade hoje é que muitos cristãos regularmente se divertem assistindo a esse tipo de programas. Você é um deles?

“Nas últimas décadas, o retrato que a televisão faz da vida deu uma guinada de 180 graus em direção à lascívia, mas virtualmente ninguém – incluindo os autores e produtores responsáveis pelos programas – diz que todo esse sexo torna as comédias de situação mais engraçadas.” Bem, essa admissão é interessante! Por que incluir tanto sexo em virtualmente todas as comédias de situação, se não torna os programas mais engraçados? Nenhuma resposta é realmente dada; em vez disso, o foco do debate é sutilmente mudado, para saber se o conteúdo sexual está sendo tratado “apropriadamente”.

“Como muitos autores de comédias de situação, Larry Charles faz uma distinção entre bom e mau sexo na televisão. O sexo em Seinfeld, por exemplo, é tratado com grande sofisticação, diz ele. Até mesmo o famoso episódio em que os quatro personagens principais competiram para ver quem conseguia se abster por mais tempo da masturbação … foi tratado com destacada sutileza. ‘Mais importante’, diz ele, ‘é que aquilo foi muito, muito divertido’.”

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Que ultraje! Que falência moral! Nenhum cristão pode justificar tornar a masturbação o assunto de um programa de televisão. Em minha pesquisa sobre a Nova Ordem Mundial, tomei conhecimento da importância da pornografia para o progresso do reino vindouro do Anticristo [Nova Ordem Mundial]. Por que? Porque a pornografia interfere no desenvolvimento das virtudes e dos valores cristãos na vida do rapaz adolescente em desenvolvimento, ou do pré-adolescente. E, a pornografia é cumulativa, de modo que leva a níveis mais sérios de pornografia, especialmente para as perversões de todos os tipos; e leva ao comportamento imoral. De fato, a pornografia mais profunda pode conduzir o indivíduo a um comportamento criminal em muitas situações, sendo responsável por muitos casos de homicídio, abuso sexual de crianças e abuso do cônjuge, para mencionar somente algumas poucas conseqüências. Além disso, minha pesquisa revelou que o objetivo número um dos pornógrafos é fazer os homens se masturbarem! Visto que a masturbação é uma parte tão integral da pornografia, podemos observar quão vil isso pode se tornar, e podemos também compreender quão vil é uma comédia de situação fazer disso o tema principal de um episódio em particular. Quantos jovens, reagindo a essa comédia de situação em particular, da maneira prescrita no Plano das Seis Etapas de Mudanças de Comportamento [leia o artigo N1055], acabaram de assistir a esse programa com o sentimento distinto de que masturbação não é errada? Suas atitudes teriam sido mudadas somente um pouquinho, não teriam?

Casado … Com Filhos, começou como uma inteligente, porém vulgar paródia das açucaradas comédias de situação familiar dos anos 50 mas tornou-se, na opinião de muitos críticos, uma tremenda paródia de si mesma. ‘Não temos qualquer espécie de razão filosófica profunda para fazer piada com sexo,’ diz Ron Leavitt, o criador do programa. ‘Nossa intenção era somente subverter o gênero de diversão de família estridentemente limpo.’” Outra vez, que admissão extraordinária, de abrir os olhos para os planos ocultos que estão por trás dos programas de televisão atuais. Os autores e produtores desejam “subverter” os valores normais da família. Quanto mais claro precisa ficar, amigos?

“Após dez temporadas… até mesmo as grosserias dos personagens tornaram-se previsíveis. As poucas piadas que não se referem aos hábitos sexuais dos personagens (uma mãe frustrada sexualmente, um pai que é ejaculador precoce, uma filha promíscua, um filho relaxado) giram em torno da má higiene pessoal deles.” É esse o retrato da família “normal” hoje? A mãe é sexualmente frustrada porque o pai é um ejaculador precoce, a filha é promíscua, o que significa que faz sexo com qualquer um, e o filho é relaxado e vulgar, o que significa a mesma coisa. Que diferença para os quadros de “I Love Lucy” e Papai Sabe Tudo da “típica” família dos anos 50. O quanto caímos!

Para compreender absolutamente que espécie de nação a indústria da televisão sabe que nos tornamos, ouça o criador da comédia de situação Ned and Stacey, Michael Weithorn. “É a realidade comercial que força os autores atuais a explorar o filão do humor sexual. ‘As redes de televisão estão direcionando sua programação para o público na faixa de 18 a 49 anos e, às vezes, dos 18 aos 34 anos. O estilo do humor é voltado para esse público. Isso é o que é necessário para fazê-los rir.’” Você percebeu o que ele acabou de dizer? Acabou de dizer que a pesquisa sofisticada realizada pelas redes de televisão descobriu que a público principal – entre os 18 e 49 anos – deseja esse tipo de programa sexualmente explícito. As pessoas desejam isso, e assim, na economia de livre mercado, o que o cliente deseja, o cliente recebe! O ponto é simplesmente que essas comédias de situação da televisão, carregadas com sexo, refletem exatamente o tipo de indivíduos que forma nossa sociedade. Tempos atrás, em minha atividade comercial, observei a obsessão da maioria das pessoas, tanto homens quanto mulheres, com sexo.

Agora, gastemos alguns momentos no fim deste artigo para examinar essa situação deplorável de uma perspectiva bíblica. Estamos treinando nossas crianças e adultos jovens para perseguir uma vida cheia de imoralidade sexual, um pecado a que Bíblia chama de adultério. Citando o Holman Bible Dictionary, “Adultério é o ato da falta de fidelidade no casamento, que ocorre quando um dos cônjuges voluntariamente se envolve em intercurso sexual com uma pessoa do sexo oposto que não seja seu cônjuge.” As palavras-chave nessa definição são “no casamento”. Deus concebeu o sexo para ocorrer unicamente dentro do seu plano para o casamento, isto é, entre marido e mulher. Isso proíbe o sexo entre um homem e uma mulher que não sejam casados, assim como o “sexo” homossexual ou lésbico.

“A lei da aliança de Israel do Velho Testamento proibia o adultério [Êxodo 20:14] e, portanto, tornou a fidelidade no casamento central na vontade divina para os relacionamentos humanos. Muitas determinações no Velho Testamento tratam o adultério como uma ofensa do homem adúltero contra o marido da mulher adúltera. Além disso, ambos, o homem e a mulher adúlteros, eram vistos como culpados, e a punição de morte estava prescrita para ambos [Levítico 20:10]. A severidade da punição indica as sérias conseqüências que o adultério tem para o relacionamento divino-humano [Salmos 51:4] assim como para o casamento, a família, e os relacionamentos na comunidade.” [Holman Bible Dictionary]

Você compreendeu essa última sentença? A razão de Deus ver a atividade sexual fora do casamento como pecado é que o casamento humano é um tipo, ou um retrato, da vontade divina para o relacionamento entre Deus e o homem! Quando uma pessoa é infiel ao seu cônjuge, viola o casamento divino entre o próprio Deus e a humanidade. Foi por isso que Davi orou da forma como fez após o profeta Natã confrontá-lo sobre seu relacionamento adúltero com Bate-Seba. “Tem misericóridia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.” [Salmos 51:1-4]

O verso 4 é a chave para nossa compreensão aqui. Apesar de o rei Davi ter tomado Bate-Seba de seu marido legítimo, destruindo o casamento dela, e apesar de ter feito com que o marido dela ficasse exposto na batalha para que morresse, Davi corretamente compreendeu que seu pecado foi contra Deus. “Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista … “

No Novo Testamento vemos esse casamento entre Deus e o homem ainda mais claramente quando o Messias Jesus casa-se com a igreja cristã, e a chama de sua “noiva” [Apocalipse 19:7-9].

Visto que o adultério entre marido e mulher é uma violação do casamento espiritual que Deus estabeleceu entre ele mesmo e a humanidade, podemos esperar que esse pecado tenha conseqüências muito severas. Deus decretou a pena de morte para qualquer um, homem ou mulher, pego em flagrante de adultério, como mencionamos anteriormente.

Permita-me agora fazer uma pergunta teórica. Visto que uma nação é simplesmente um conjunto de indivíduos que compartilham um mesmo idioma, um território comum, e leis comuns, como Deus reage quando um povo comete continuamente o pecado do adultério? Além disso, nossa sociedade está cometendo o pecado de também ensinar os jovens a cometer adultério, desse modo sentenciando suas almas ao Inferno. A Bíblia está repleta de advertências sobre esse tipo de pecado. Em Romanos 1:32, Deus adverte que aqueles que sabem o que é errado, mas insistem em praticar o erro e estimulam outros a praticar o mesmo pecado, estão sujeitas a um julgamento muito especial.

Assim, como Deus lida com uma nação cujos cidadãos estão pecando grandemente todos os dias, neste caso, o pecado do adultério? A resposta é simples, mas profunda:

A Moralidade Particular Coletiva Rapidamente Torna-se a Moralidade Nacional aos Olhos de Deus.

Portanto, quando os líderes de uma nação em particular, recusam-se a aplicar as determinações de Deus para a punição aos pecados graves, Deus então pune a nação inteira, como faria com o indivíduo. No caso do adultério, em que a punição é a morte física, Deus pode, no tempo apropriado, executar fisicamente toda a nação.

No Velho Testamento, vemos várias execuções de cidades ou nações pela mão de Deus. O episódio do Dilúvio em Gênesis 6:1-9:19 é a primeira vez que Deus executou nações inteiras, nesse caso, o mundo inteiro, como punição pelo pecado. Embora Deus não tivesse ainda codificado seus mandamentos, eles eram bens conhecidos por meio de suas instruções verbais.

Então, no caso de Sodoma e Gomorra, Deus puniu duas grandes cidades por causa do pecado sexual. A maioria pensa que o pecado da homossexualidade tenha sido a razão básica para a destruição física dessas duas cidades, mas, como diz o Holman Bible Dictionary, “A luxúria anormal dos homens de Sodoma [Gênesis 19:4-8; Judas 7] deu origem ao termo moderno ‘sodomia’, mas a cidade era culpada de uma série completa de pecados, incluindo o orgulho, a opressão dos pobres, a soberba, e ‘coisas abomináveis’ [Ezequiel 16:49-50]. Juntas, Sodoma e Gomorra deram um ponto de comparação para a pecaminosidade de Israel e outras nações [Deuteronômio 32:32; Isaías 1:10; Jeremias 23:14]. A memória de sua destruição dava uma imagem do julgamento de Deus [Isaías 13:19; Jeremias 49:18; Mateus 10:14-15; 11:23-24] e as fez um exemplo a ser evitado [Deuteronômio 29:23-25; II Pedro 2:6].”

Há um aspecto interessante nessa história de Sodoma e Gomorra que a maioria dos eruditos, pastores e professores deixa de observar. Eu gostaria de compartilhar com você, porque é terrivelmente verdadeiro em nossa sociedade atual.

Toda a sociedade de Sodoma apoiava a atividade homossexual. As escolas, as igrejas, os tribunais e todas as demais organizações sociais ofereciam todo o apoio. Todos ensinavam que aquela era uma atividade sexual normal.

Por que digo isso? Por causa do relato bíblico em Gênesis 19:2-4. Os anjos santos de Deus [que tinham tomado a forma de homens] enviados para resgatar Ló e sua família antes de Deus destruir as cidades, passaram a noite na casa de Ló, onde ele lhes preparou uma refeição. No verso 4, vemos que tipo de espetáculo aconteceu. A população homossexual de toda a cidade, tanto jovens quanto velhos, cercou a casa, para exigir que os visitantes viessem para fora. Por que eles queriam que aqueles anjos disfarçados saissem para fora? Para que pudessem fazer sexo com eles. Agora, espere um minuto! A população homossexual que estava do lado de fora da casa de Ló pretendia fazer sexo grupal com aqueles “homens” em público! Em público! No nosso país ainda temos leis que proibem atos sexuais em lugares abertos, em público. Muitos pontos de parada nas rodovias foram fechados porque homens homossexuais estavam se encontrando lá e fazendo sexo. Temos leis que teriam feito aqueles homens de Sodoma temerem fazer sexo em locais públicos.

Portanto, como aqueles homens não demostravam receio de serem presos, podemos unicamente concluir que, antes desse evento, as leis de Sodoma foram mudadas, permitindo atos sexuais em público, as leis conferiram um manto de proteção social para o sexo em público!

Tal era a condição de Sodoma e Gomorra quando Deus as destruiu fisicamente, uma execução nacional. Jesus predisse que, no tempo da Grande Tribulação, a sociedade exibirá o mesmo comportamento que a população de Sodoma exibiu antes de Deus destruir a cidade. Leia Lucas 17:28-30.

Isto significa que os EUA, e as outras nações do mundo vão em breve mudar suas leis para descriminalizar a homossexualidade, possivelmente permitindo os atos sexuais em público? Acredito que seja a conclusão lógica do processo que estamos vendo hoje, em que a aceitação governamental da homossexualidade está crescendo aos saltos. O presidente Clinton proibiu que as Forças Armadas afastem qualquer indivíduo por causa da orientação homossexual. As escolas públicas estão ensinando a aceitação aos homossexuais e temos essa mesma mensagem na mídia. Até mesmo os escoteiros estão sob fogo cruzado, por não permitirem que indivíduos homossexuais sejam comandantes de tropa.

Em breve, provavelmente após o arrebatamento da igreja, as leis serão mudadas, provavelmente para permitir atos sexuais em público, não somente dos homossexuais mas também dos heterossexuais. Vemos um aperitivo disso hoje, quando os participantes das marchas do Orgulho Gay simulam atos sexuais ao desfilarem pelas ruas.

E, quando a sociedade finalmente aceitar o sexo público, podemos olhar para trás, para o trabalho que a televisão e o cinema fizeram para preparar o caminho para que essa mudança acontecesse. A televisão e o cinema prepararam as mentes e os corações das pessoas para essa transformação final.

Pais, vocês precisam ter nas mãos o controle de seu televisor, mesmo que tal ação crie uma grande luta com seus filhos. Estamos no fim dos tempos, em que a guerra espiritual será muito intensa. Muito em breve, vocês estarão diante do tribunal de Cristo para prestar contas de sua vida. Quando Jesus avaliar a forma como você educou seus filhos, poderá ouvir elogios pelo esforço que fez para criar as crianças “no caminho e na admoestação do Senhor?” Não seremos responsabilizados pelo caminho espiritual por que nossos filhos decidiram seguir, mas seremos responsabilizados pela forma como lutamos a batalha espiritual envolvida na criação deles.

Pais, DESLIGUEM SUA TELEVISÃO. OU MELHOR, JOGUEM FORA O APARELHO !

O fim dos tempos está vindo rapidamente, e vemos muitos sinais da condição de sociedade que a Bíblia predisse que haveria nesta época. Esse assalto à moralidade é apenas um dos eventos profetizados.

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Qual a Igreja (denominação evangélica) que Devo Congregar ?

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“Como eu posso achar uma igreja onde eu ouvirei Cristo pregado por Sua Palavra, sem todos esses erros e distrações?” Esta é uma questão que tenho feito a mim mesmo em muitas ocasiões. É fácil entender a preocupação e até a frustração que acompanha a busca pelo lugar apropriado para adorar. Primeiro, assim como com os rótulos de produtos, é importante examinar o que os rótulos da igreja significam e o que eles não significam. Lendo os rótulos

Se você cresceu na Europa, escolher uma igreja não deve ser tão difícil. Depois da Reforma, cada denominação obteve sua própria “área”; assim, se você tivesse nascido, por exemplo, num cantão italiano na Suíça, você seria católico romano, enquanto uma pessoa nascida em Genebra, de língua francesa, provavelmente seria protestante. Algumas vezes, nações inteiras (ou a linhagem reinante de um monarca) compartilham uma confissão comum: A Igreja da Inglaterra, a Igreja da Escócia, a Igreja da Suécia, a Igreja Reformada Holandesa, e assim por diante.

Quando a América tornou-se o porto para grupos que queriam “recomeçar” no Novo Mundo, trazendo o Evangelho aos nativos e escapando da perseguição em suas igrejas estatais, muitos simplesmente trouxeram seu entendimento de igrejas estatais regionais do Velho Mundo. Por exemplo, os puritanos da Nova Inglaterra instituíram o Congregacionalismo e obstaram a cidadania aos quakers e católicos romanos. Isto foi, na verdade, mais generoso do que a perseguição da política na Europa, na época, quando os não-conformistas eram presos e algumas vezes até executados.

Entretanto, na época que nossa nação foi fundada, ficou claro que não haveria igrejas estatais sancionadas oficialmente pela república americana, mas que os americanos seriam livres para seguir suas consciências. Este processo, não obstante a todos os seus benefícios, criou um livre-para-tudo no qual as denominações competem pelas almas. Esta liberdade estimulou a criação de centenas de novas seitas e cultos no século dezenove; tudo desde mormonismo, racionalismo cristão e testemunhas de Jeová, até culto da comida saudável, seitas pentecostais radicais e grupos que aumentaram seus números de membros fazendo predições sobre os eventos proféticos do fim dos tempos. Os últimos dois anos têm sido um exercício de espiritualidade estilo cafeteria (onde os fregueses servem a si próprios) ou, como um amigo na Inglaterra chama, religião de livre empreendimento. A questão não é tanto a verdade que deve ser defendida e passada adiante, mas “o que funciona pra você”; em outras palavras, escolher uma igreja é uma questão de gosto.

Isto explica a origem dos rótulos. Como nós os lemos? Em primeiro lugar, há as denominações protestantes tradicionais que conceberam e modelaram a origem da maioria das instituições da América no século vinte: os Congregacionalistas, Presbiterianos e Reformados (Holandeses, Alemães, Húngaros, Franceses), Episcopais, Batistas, Luteranos e Metodistas. A primeira grande dissensão no protestantismo aconteceu entre os Luteranos e os Reformados, mas outras denominações protestantes (Congregacionalistas, Presbiterianos, Episcopais) são parte da árvore genealógica dos Reformados ou Calvinistas (nota: enquanto os Batistas Arminianos freqüentemente traçam sua ascendência até os Anabatistas, os Calvinistas Batistas consideram-se como aqueles que divergem do Calvinismo somente nos assuntos relacionados à teologia da aliança e aos sacramentos). Em outras palavras, eles compartilham uma crença comum sobre Deus, humanidade, Cristo, salvação e outras coisas essenciais, mas diferem sobre outros temas importantes. Por exemplo, Congregacionalistas crêem que as igrejas podem ser independentemente governadas pela congregação; Presbiterianos alegam que a palavra “presbítero” no Novo Testamento, significando “ancião”, pressupõe uma forma de governo eclesiástico baseado em irmãos-anciãos ordenando as igrejas em uma área determinada, e os Episcopais insistem numa hierarquia de pastores (bispos) sobre outros pastores (ministros).

Historicamente, a forma de governo da igreja, dividiu estas igrejas e não a discordância sobre o meio de salvação.

O reavivalismo e individualismo fronteiriço nos anos de 1800, levaram a uma explosão de cultos e seitas. Autoproclamados “profetas” afastaram muitas pessoas das igrejas protestantes tradicionais e muitos deles são hoje grupos organizados: a Igreja de Cristo, Discípulos de Cristo e uma hoste de grupos pentecostais. Grupos pietistas (a maioria descendendo dos Luteranos) acrescentaram divisões à lista. Eles criam que o protestantismo tradicional perdera seu primeiro amor por causa da ênfase doutrinária. Entre eles estão as denominações Brethren (dos Irmãos), Igrejas Livres (Evangélica Livre, Aliança Evangélica, etc), e uma multidão de igrejas independentes que surgiram no último século e meio. Na metade do século vinte muitas delas adotaram a teologia dispensasionalista de J. N. Darby.

Enquanto isto, as próprias denominações protestantes tradicionais começaram a tolerar e depois abraçar o Iluminismo, com sua crença na bondade humana, explicações naturais para tudo e a rejeição da necessidade da intervenção divina, revelação ou salvação.

Durante a primeira metade do século vinte, estas denominações experimentaram seu maior cisma. Isto deu origem a uma grande quantidade de novas denominações no cenário religioso. Por exemplo, somente entre os presbiterianos, onde havia somente uma Igreja Presbiteriana na América, existem hoje muitas. (…)[1]

Enquanto existem muitas divisões no protestantismo americano, existe também um constante estímulo à reunião das igrejas divididas, contanto que haja uma fé ortodoxa. Muitas das denominações há pouco mencionadas gozam de íntimas relações fraternas.

As denominações reformadas estão intimamente afiliadas com as presbiterianas; na verdade, a tradição é comumente chamada “a tradição reformada presbiteriana”. Muitas igrejas na Europa são parte das “igrejas regionais” mencionadas anteriormente. Elas têm histórias diferentes, não por causa de diferenças doutrinárias, mas porque vieram de diferentes contextos étnicos, lingüísticos, culturais e históricos. (…)

Congregacionalistas de modo geral, não têm uma confissão de fé ou catecismo. Os presbiterianos usam a Confissão de Fé de Westiminster e os Catecismos Menor e Maior; os reformados usam as “três formas de unidade” – a Confissão Belga, o Catecismo de Heidelberg e os Cânons do Sínodo de Dort; luteranos usam o Livro da Concórdia, que inclue a Confissão de Augsburg e empregam os Catecismos Menor e Maior de Lutero; os episcopais têm os Trinta e Nove Artigos da Religião como sua confissão. Cada uma destas confissões e catecismos foram escritos durante ou logo depois da Reforma. À medida que uma denominação ou igreja julga suas pregações, ensinos, culto e a vida da igreja por estes padrões, ela é “confessional”. A maioria das igrejas “mães” hoje, ou ignora suas confissões, ou permite que seus pastores e oficiais rejeitem sua confissão oficial de fé. Muitos “braços” evangélicos conservadores fazem o mesmo, não tanto pela rejeição absoluta do correto ensino, mas por uma apatia no que se refere a doutrina, credo, confissões e a instrução catequética dos jovens. Em ambos os casos o resultado é o mesmo: uma geração de cristãos professos que desconhece seus próprios credos o suficiente para ser capaz de questionar e examinar.

Seja cuidadoso para não ler os rótulos de muito perto. Por exemplo, embora a Igreja Unida de Cristo (não confundir com as Igrejas de Cristo ou Discípulos de Cristo) seja a mais liberal denominação da nação, julgando pela sua vanguarda diplomática, é possível achar uma paróquia decente desta igreja na sua vizinhança. De fato, é possível que uma congregação da Igreja Presbiteriana dos EUA (mãe) da vizinhança, possa atualmente ser mais comprometida com a fé reformada do que uma igreja que pertença a um ramo evangélico mais conservador do presbiterianismo. Não é provável, mas é possível. Hoje em dia, você não pode julgar sempre uma igreja pelo seu nome.

Tenha certeza que sua “igreja” é uma igreja

Até este século, cristãos de todos os tipos criam que há igrejas verdadeiras e igrejas falsas. Só porque está escrito “igreja” sobre a porta não significa que ela seja uma. Daí porque os reformadores retiraram das Escrituras duas inegáveis marcas da igreja verdadeira: é onde a Palavra de Deus é pregada de forma verdadeira e os sacramentos são administrados corretamente.

Certamente, os reformadores sabiam que isto acontece em graus variados. Por exemplo, mesmo numa igreja protestante conservadora alguém pode ser desapontado com o manuseio de um certo texto. Alguém pode estar absolutamente convencido que o pregador errou em sua explanação, mas isto não significa que esta igreja não deva mais ser considerada como uma igreja verdadeira. Os reformadores tinham em vista que ela tinha de ser uma igreja na qual a clara pregação do texto se focalizava na promessa de Cristo em salvar os pecadores. Em outras palavras, a pregação da Lei e do Evangelho deve ser claramente afirmada e proclamada na paróquia local, para ser considerada uma igreja verdadeira. Quando uma denominação ou uma igreja rejeita oficialmente o Evangelho ou qualquer ensino essencial do Credo Niceno, ela comete apostasia e não faz mais parte do corpo visível de Cristo. Indivíduos dentro dela podem ser salvos, mas a congregação ou denominação apartou-se oficialmente da igreja visível de Cristo.

A segunda marca da igreja verdadeira é que os sacramentos são aceitos e empregados, ao lado da Palavra, como meios de graça. Os protestantes reformados, presbiterianos e luteranos, tradicionalmente têm argüido que “a administração correta dos sacramentos” seguramente requer o batismo infantil e a rejeição de qualquer concepção da Ceia do Senhor que a reduza a um mero símbolo ou memorial. De novo, isto não significa que pessoas que discordam desta definição não são realmente cristãs; é uma questão do que propriamente constitui uma igreja visível ordenada corretamente.

Se uma igreja preenche estas definições, você precisa menosprezar outros problemas. Quando o gosto, ao invés da verdade, é o critério para a escolha de uma igreja, as pessoas colocarão estilo de música, programas e atividades infantis no topo da lista. O ponto mais importante é este: Este é um lugar onde Deus e Sua revelação na pessoa e obra de Cristo são claramente declarados, e onde as pessoas são sérias sobre crescimento em Cristo através da Palavra, sacramento, oração, evangelismo e missões? Este é um lugar onde meus filhos serão ensinados em adição as instruções que receberão em casa? Eles crescerão ouvindo o Evangelho?

De volta aos pontos essenciais – O que você pergunta ao pastor?

Se você não pode julgar uma igreja por seu rótulo, como poderá julgá-la? Aqui estão algumas perguntas para o pastor:

1. Qual é o ponto de vista da igreja sobre a Escritura? Ela é infalível, a única autoridade de fé e prática?

2. Qual é a confissão de fé da igreja? Onde este ministro específico se baseia nela? Ela é o critério para o ensino e a pregação da Palavra de Deus?

Se você realmente for “sortudo”, você pode até achar uma igreja que ainda use seu catecismo. Uma confissão de fé não é igual a Escritura, mas apresenta o que o corpo da igreja crê que a Palavra de Deus ensina e requer que nós saibamos. Um catecismo é simplesmente um meio de instrução sobre a confissão de fé, geralmente através de perguntas e respostas, com textos bíblicos sustentando cada resposta. Em muitas denominações confessionalmente consistentes, alguém poderá achar um currículo da escola dominical que acompanhará a pessoa por todo o caminho desde a idade pré-escolar até o crepúsculo dos anos. Isto é importante, porque organiza nossos pensamentos sobre Deus e o estudo da Escritura num conjunto coerente, claro e sistemático.

3. O culto é conduzido como um encontro de Deus com Seu povo para dar-lhes Sua graça e para que eles lhes respondam em agradecimento? Ou é modelado pelo entretenimento?

4. Jesus Cristo é proclamado como um herói moral ou como Redentor? Em outras palavras, Ele está em igualdade com Freud, Benjamim Franklin, um político e um profeta dos últimos dias, ou a pregação é concernente a “Cristo e este crucificado” como Paulo a colocou?

Se você deve sair

Os cristãos reformados “não jogam o bebê fora junto com a água da banheira” na rejeição dos erros do romanismo. Nós ainda temos uma elevada doutrina da igreja, e isto é o que torna excessivamente difícil deixar uma igreja ou denominação que está corrompida. Muitas vezes é difícil decidir quando chega o tempo da separação.

Se uma congregação local se aparta da fé, é legítimo permanecer nela para tentar mudá-la, enquanto a confissão de fé oficial não tiver sido ainda finalmente rejeitada? Eu creio que sim, e que Deus nos chama para manter nossas igrejas e denominações responsáveis por suas próprias confissões. Enquanto a confissão de fé oficial permanecer, é assumido que cada um no ministério daquela denominação concorda com seus artigos. Se não, os pastores que com suas bocas prometem preservar a confissão estão na realidade fazendo exatamente o oposto e são, portanto, desonestos. Não é você que tem que partir, porque você está sendo fiel à confissão de fé da igreja e até que a denominação oficialmente rejeite esta confissão, você está certamente livre (mas não obrigado) a permanecer nela com o objetivo de trazê-la de volta à prática confidência naquela fé. Aqui, dependendo do regime da denominação, um processo de tribunais eclesiásticos graduados provê reformas justas e ordeiras.

Muitos leitores podem fazer parte de uma igreja sem denominação que não possui um estatuto formal de fé. Como você pode manter seu pastor na pregação e ensino da mensagem evangélica se, pela leitura dele da Escritura, ele é convencido de outra interpretação, não importando o quanto ela seja estranha? Esta é a mais difícil situação. Se a Palavra não é corretamente pregada (ou seja, uma afirmativa clara dos credos essenciais) e os sacramentos não são corretamente ministrados, sendo os pastores responsáveis por alguém além deles mesmos e de seus admiradores, esta não é uma igreja verdadeira. Abandonar uma seita não só é tolerável, mas necessário. Reformar uma igreja é suficientemente difícil, mas se uma assembléia de crentes não é biblicamente propensa para chamar-se “igreja”, e não deseja caminhar nessa direção, o passo mais sábio seria buscar com devoção, uma igreja que está tentando, débil ou dedicadamente, ser uma igreja verdadeira.

O que quer que você faça, resista a tentação (e ela será grande) de abandonar ou diminuir sua freqüência na igreja. Esta não é uma opção para o crente, embora seja muito atrativa, especialmente quando se contentar com o cardápio local algumas vezes não é tão atraente.

Uma última colocação sobre este ponto. Se você precisa sair, faça-o com caridade e civilidade. Não faça alarde sobre isto, tornando sua partida um assunto de conhecimento público. Siga sua consciência, mas entenda que a razão pela qual outros não vêem as coisas do seu jeito é que eles simplesmente não estão persuadidos ainda das convicções que motivaram sua saída. Você precisará de oração, sabedoria e conselhos de vez em quando, como estes.

Buscando sentimento

Finalmente, esteja certo de que a igreja que você escolher “busca sentimento”. Isto tem sido a nova palavra-chave nos círculos de crescimento da igreja, e é geralmente usada como uma desculpa para legitimar o esvaziamento de todo pensamento, liturgia, dignidade e senso de transcendência e centralidade de Deus. A igreja é replanejada para ir ao encontro das necessidades do incrédulo. Depois de ser perguntado que tipo de igreja eles gostariam de freqüentar, os peritos em marketing da igreja moderna dizem aos pastores como construí-las.

Assim, porque eu sugiro a você que a igreja que você escolher deve “buscar sentimento”? Em João 4, Jesus diz a mulher samaritana, “Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo.4: 21-24). Note que assim como depositamos nossa confiança na nossa própria denominação ou congregação como a igreja verdadeira, Jesus nos diz que não é uma questão de em que montanha nós adoramos, porque agora Deus reside no corpo de Cristo, que é a igreja. Deus diz que a adoração deve ser em Espírito e em verdade. Ou seja, o Espírito e a Palavra devem andar juntos. Não pode haver atividade do Espírito Santo independentemente da Palavra, e qualquer atividade da Palavra depende do Espírito Santo para ser eficaz.

Certamente, devemos “buscar sentimento”, mas há uma importante distinção aqui: Deus diz que Ele procura adoradores. O moderno conceito de crescimento de igreja está baseado no erro do arminianismo, onde o homem acha a Deus. Assim, nós deixamos de lado a adoração a Deus pelo critério que Ele estabeleceu (o Espírito Santo e a verdade) com o propósito de “buscar sentimento”. Afinal de contas, nós salvamos pessoas e as trazemos para o reino, certo? Esta é a suposição. Mas se Deus é aquele que busca, nossa missão é achar uma congregação onde Deus é servido com adoração, mesmo quando a mensagem ou estilo possa ser estranho ou mesmo desagradável aos incrédulos. Se for, pode ser por nossa culpa ou também por causa da Palavra de Deus estar fazendo simplesmente o que ela faz. Se este é o caso, estamos em boa companhia com os apóstolos, mártires e reformadores antes de nós.

[1] Certas partes do texto dizem respeito ao desenvolvimento histórico americano das denominações. Por este motivo, foram retiradas do texto por ser específico à realidade norte americana. Estas partes estão identificadas por este sinal: (…)

Por Michael S. Horton

Biblioteca Reformada ARPAV

Natal – Tempo de HIPOCRISIA !!!

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Como muitas vezes acontece, a Igreja Evangélica Brasileira polemiza sobre assuntos dos mais diversos. Na verdade, têm sido assim no decorrer recente de sua história. Ultimamente, têm-se falado demasiadamente sobre o natal, sua história e implicações. Como era de se esperar, opiniões diferentes surgiram quanto ao assunto. Existem aqueles que não vêem nenhum problema quanto à celebração da data, e outros que radicalizaram abdicando de toda e qualquer celebração relacionada ao tema em questão.

Antes de qualquer coisa , por favor façamos algumas considerações:

o Natal não era considerado entre as primeiras festas da Igreja. Os primeiros indícios da festa provêm do Egito. Os costumes pagãos ocorridos durante as calendas de Janeiro lentamente modificaram-se na festa do Natal”. Foi no século V que a Igreja Católica determinou que o nascimento de Jesus Cristo fosse celebrado no dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do Sol, isto porque não se conhecia ao certo o dia do nascimento de Cristo. Não se pode determinar com precisão até que ponto a data da festividade dependia da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o “Novo Sol”. As festividades pagãs, Saturnália e Brumária estavam a demais profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã. A festividade pagã acompanhada de bebedices e orgias, agradavam tanto que os cristãos viram com benevolência uma desculpa para continuar a celebra-la em grandes alterações no espírito e na forma.

Ontem e Hoje:

A conclusão que chegamos é que o natal surgiu com a finalidade de substituir as práticas idólatras e pagãs que influenciava sociedade da época. Hoje como no passado à humanidade continua fazendo desta festa pretexto pra bebedeiras, danças e orgias. Se não bastasse isso, todos sabemos que milhões de pais em todo o mundo (Muitos destes cristãos) levam seus filhos pequenos a acreditarem em Papai Noel, dizendo-lhes que foi o bochechudo velhinho que lhes trouxe um presente. Ora, a figura do papai Noel tem origem nos países nórdicos, referindo-se a um senhor idoso, denominado Klaus, que saía distribuindo presentes a todos quanto podia. Infelizmente, numa sociedade materialista e consumista, o tal Papai Noel é mais desejado do que Jesus de Nazaré, afinal de contas, ele é o bom velhinho que satisfaz os luxos e desejos de todos quanto lhes escrevem missivas recheadas de vaidades e cobiças. Se não bastasse, junta-se a isso a centralidade em muitos lares cristãos de uma Árvore recheada de bolinhas coloridas.

O espírito consumista e mercantilista do natal, bem como a ênfase na árvore e no papai Noel, se contrapõe a mensagem do evangelho que anuncia que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho pra morrer por nós. Aliás, esta é a grande nova! Deus enviou seu filho em forma de Gente! Sem sombra de dúvidas, sou absolutamente contra, duendes, Papai Noel e outras coisas mais que incentivam este “espírito mercantilista natalino”. No entanto, acredito que antes de qualquer posição, decisão ou dogmatização, quanto ao que fazer “do e no natal” devemos responder sinceramente pelo menos três indagações:

1. Será que existe alguma festividade ou festa no mundo que tenha o poder de convergir tanta gente em torno da família, do lar como o natal?

2. Em virtude do grande poder e influência que o natal exerce na sociedade ocidental será que não deveríamos aproveitar a oportunidade e anunciar a todos quanto pudermos que um “menino nos nasceu e um filho se nos deu”?

3. Seria inteligente de nossa parte desconsiderarmos o natal extinguindo-o definitivamente do “nosso” calendário em virtude do“espírito mercantilista natalino” que impera na nossa sociedade?

Outras considerações:

Apesar de não observarmos textos bíblicos que incentivem a celebração do natal, é absolutamente perceptível em diversas passagens a importância e relevância do nascimento e encarnação do Filho de Deus. As escrituras, narram com efusão o nascimento do Messias. Se não bastasse isso, sem a sua vinda, não nos seria possível experimentarmos da salvação eterna e da vida vindoura. Portanto, comemorar o natal, (ainda que saibamos que o Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro) significa em outras palavras relembrar a toda a humanidade que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, pra que todo aquele que nele cresse não perecesse mais tivesse vida eterna.

Isto nos leva a seguinte conclusão:

1. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de evangelização. Em todos os registros históricos percebemos de forma impressionante o quanto os irmãos primitivos eram apaixonados, entusiastas e extremamente corajosos na proclamação do evangelho. Estes homens e mulheres de Deus eram movidos por um desejo incontrolável de pregar as Boas Novas. Eram pessoas provenientes de classes, níveis e posições sociais das mais diversas: artesãos, sacerdotes, empresários, escravos, gente sofisticada bem como pessoas simples e iletradas. Entretanto, ainda que diferentes, todos tinham em comum o sentimento de “urgência” em anunciar a Cristo. Vale a pena ressaltar que Jesus comumente usou as festas judaicas como meio de evangelização. Os 04 evangelhos, nos mostram o Senhor pregando e ensinando coisas concernentes ao reino de Deus a um número considerável de pessoas em situações onde a nação celebrava alguma festividade. Na verdade, ele aproveitava os festejos públicos pra anunciar as boas novas da salvação eterna. Ora, tanto nosso Senhor quanto à igreja do primeiro século tinham como missão prioritária à evangelização. Portanto, acredito que o natal seja uma excelente ocasião pra anunciar a cristo aos nossos familiares e amigos. Isto afirmo, porque geralmente é no natal onde a maioria das famílias se reúnem. O natal nos propicia uma grande oportunidade de proclamarmos com intrepidez a cristo. Junta-se a isso, que o período de fim de ano é um momento de reflexão e avaliação pra muitos. E como é de se esperar, em um mundo onde a sociedade é cada vez mais competitiva e egoísta, a grande maioria, sofre com as dores e marcas deste mundo caído e mau. É comum nesta época o cidadão chegar a conclusão de que o ano não foi tão bom assim. A conseqüência disto é a impressão na psique do individuo de sentimentos tais como frustração, depressão, angústia e ansiedade.E é claro que tais sentimentos contribuem consideravelmente a uma abertura maior a mensagem do evangelho.

Abertura pro Sagrado

Um outro fator preponderante que corrobora pra evangelização é significativa abertura ao sagrado e ao sobrenatural que a geração do século XXI experimenta. No inicio do século XX, acreditava-se que quanto mais o mundo absorvesse ciência menor seria o papel da religião. De lá pra cá a tecnologia moderna se tornou parte essencial do cotidiano da maioria dos habitantes do planeta e permitiu que até os mais pobres tivessem um grau de informação inimaginável 100 anos atrás. Apesar de todas essas mudanças, no inicio do século XXI o mundo continua inesperadamente místico. O fenômeno é global e no Brasil atinge patamares impressionantes.

A Revista Veja encomendou uma pesquisa ao Instituto Vox Populi, perguntando as pessoas se elas acreditavam em Deus. A maioria absoluta ou seja, 99% dos brasileiros responderam que acreditavam. Sem dúvida, o momento é impar na história, até porque, com exceção de alguns períodos da história mundial o mundo nunca esteve tão aberto ao sagrado como agora. Diante disto, será que o natal não representa uma excelente oportunidade de evangelização?

2. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de reconciliação e perdão.Você já se deu conta que a ambiência do natal proporciona uma abertura maior à reconciliação e perdão? Repare quantas famílias se recompõem, quantos lares são reconstruídos, quantos pais se convertem aos filhos e quantos filhos se convertem aos pais. Será que a celebração do natal não abre espaço nos corações pra reconciliação e perdão? Ora, O senhor Jesus é aquele que tem o poder de construir pontes de misericórdia bem como de destruir as cercas da indiferença e inimizade.

3. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de sermos solidários em uma terra de solitários.Por acaso você já percebeu que no natal as pessoas estão mais abertas a desenvolver laços de fraternidade e compaixão com o seu próximo? Tenho para mim que o natal pode nos auxiliar a lembrarmos que a vida deve ser menos solitária e mais solidária. Isto afirmo porque o natal nos aponta o desprendimento de Deus em dar o seu filho por amor a cada de um nós. O Nosso Deus se doou, se sacrificou e amou pensando exclusivamente no nosso bem estar e salvação eterna. Você já se deu conta que o natal é uma excelente oportunidade pra nos aproximarmos daqueles que ninguém se aproxima além de exercermos solidariedade com aqueles que precisam de amor e compaixão?

Conclusão

Sem qualquer sombra de dúvida devemos repulsar tudo aquilo que seja reflexo deste “espírito mercantilista natalino”. Duendes, Papai Noel, devem estar bem longe da nossa prática cristã. Entretanto, acredito que como portadores da Verdade Eterna, devemos aproveitar toda e qualquer oportunidade pra semear na terra árida dos corações a semente da esperança. Jesus é esta semente! Ele é a vida eterna! O Filho de Deus, que nasceu, morreu e ressuscitou por cada um de nós. A missão de pregar o Evangelho nos foi dada, e com certeza, cada um de nós deve fazer do natal uma estratégia de proclamação e evangelização.

Celebremos irmãos e anunciemos que o Salvador nasceu e vive pelos séculos dos séculos amém.

Soli Deo Gloria

Renato Vargens (Púlpito Cristão).

FALAR EM PÚBLICO – Comunicação, Motivação e Sucesso: Pequenos Segredos

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 Reveja o mito de que a arte de falar em público é um dom nato

Não se pode negar que algumas pessoas nasceram com o atributo da eloqüência eficaz. Em geral são pessoas carismáticas, persuasivas e envolventes. Mas são casos raros. Se a maioria quiser comunicar-se bem, deverá buscar subsídios nos treinamentos e dedicar muito esforço pessoal para administrar os medos, traçar objetivos e estratégias, buscar conhecimentos e treinamentos que desenvolvem e aprimoram essa arte.

Não se engane pensando que só os seres privilegiados terão uma atuação inteligente com seus interlocutores. É uma desculpa fácil para quem não quer enxergar que somos responsáveis pelas nossas crenças e mitos, e cabe a nós decidir se queremos ou não realizar nossos sonhos. Muda-se a crença, muda o caminho e muda o resultado. Muda o homem!

Trabalhe o medo conscientemente

É um engano imaginar que se pode eliminar totalmente o medo. Ele é fundamental para a sobrevivência, ao evitar a displicência e o relaxamento em demasia. Mas se ele conseguir impedir as suas ações durante uma apresentação, preocupe-se. Lembre-se de que não existe medo de falar em público, mas vários medos interagindo, como o de errar, de ser o centro das atenções, de ser questionado e outros tantos específicos de cada comunicador. Identificar as causas e criar um plano de ação facilita a administração racional do medo, tornando mais eficaz a comunicação.  

Administre as tensões e os medos antes de uma apresentação

- Prepare-se mental e fisicamente

- Ensaie

- Pratique, pratique e pratique, porque só a prática conduz à perfeição.

Não tenha medo do silêncio

Antes de planejar e organizar uma palestra, aula ou reunião há um estágio que muitas vezes queremos ignorar. É aquele espaço tão rico, de reflexão e silêncio que nos possibilita pensamentos mais consistentes e resultados mais equilibrados. Como vivemos envolvidos por palavras, sons e movimentos, o silêncio parece insuportável. Falando ou em silêncio, a comunicação está sempre presente.

O silêncio funciona como um sensível toque de recolher, quando o ser humano tem a chance de se conhecer realmente. É em silêncio que o homem tem a dimensão de seu valor e revela sua verdadeira imagem.

Aprender a linguagem do silêncio nos dá as ferramentas para lidar melhor com nossas emoções e efetivar uma interação mais profunda com a platéia.

Não comece uma apresentação sem aquecimento

O que é o aquecimento para quem vai apresentar-se em público?

- É fazer pelo menos vinte minutos de exercícios de dicção e articulação, e de relaxamento para os músculos da face e da região do pescoço.

- É repassar mentalmente o roteiro, reforçando a introdução e o encerramento.

- É concentrar-se para começar bem o trabalho.

O aquecimento do comunicador deve ser tanto físico quanto mental.

Faça um acordo com a platéia

Quando essa técnica for pertinente, pergunte aos espectadores o que esperam da apresentação. No flip chart, anote o que eles querem e não querem receber. Apresente o seu programa original e diga que, sempre que possível, vai inserir os pontos levantados. Assim se criará uma cumplicidade com a platéia, que passará a contribuir para a melhor interação durante a apresentação. No final, pergunte novamente aos presentes se eles estão satisfeitos com o que receberam. Assim você demonstra o seu interesse de democratizar a apresentação, inserindo-os no processo.  

Mantenha contato visual com a platéia

Essa é uma maneira de prender o interesse da platéia, além de transmitir confiança e segurança. É o elo entre apresentador e participante, através do qual muitos dados e intenções são transmitidos. O contato visual é um importante canal de identificação da personalidade do profissional.

Crie um clima propício para aprendizagem

Para os profissionais que falam em público, trabalhar o ambiente de atuação é fundamental para a boa comunicação. Algumas orientações para melhorar o desempenho:

- As teorias modernas destacam a importância da integração no processo de aprendizagem. As contribuições  dos participantes são fundamentais para que novos conceitos sejam apreendidos. Deixe claro, logo de início, que você está aberto ao diálogo. Transmita a idéia de que vão trabalhar juntos numa mesma proposta. Não seja apenas simpático, crie empatia, ponha-se no lugar da platéia, respeite suas crenças e seus valores. Aprender a lidar com as diferenças fará de você uma pessoa mais flexível.

- Demonstre que, para você, ensinar é uma paixão, uma missão prazerosa. Se os participantes perceberem isso, o interesse aumentará e as pessoas se sentirão à vontade para questioná-lo, porque querem conhecer a sua resposta.

- Não se desvie do assunto. Tudo o que for apresentado deve fazer parte do universo de seu público.

- Não prossiga a apresentação se notar que algo não ficou claro. Isso pode comprometer a qualidade.

Harmonize o conteúdo e a forma da mensagem

As pesquisas demonstram que nas comunicações há uma necessidade emergencial do equilíbrio entre aquilo que se diz e a maneira de dizer. Se houver incoerência entre palavras, voz e atitudes corporais, a platéia tende a confiar mais.

- no corpo (expressões faciais, gestos, movimentos) — 55%

- na voz (inflexões, tom, intensidade, ritmo, ênfase, volume) — 38%

- nas palavras — 7%

A maneira como veiculamos a mensagem à platéia é tão importante quanto o próprio conteúdo da mesma. Não basta preocupar-se só com as palavras. É preciso melhorar a forma (a linguagem corporal e vocal) de transmitir as idéias para uma comunicação equilibrada, fluente e segura.

Seja simples e natural

Lembre-se de que sua platéia quer se comunicar com você, por isso ela está ali, e cabe a você facilitar o processo. A comunicação, quando eficaz, se dá através de atos simples e naturais, resultados de muito tempo de treino e observação. Que atos são esses que demonstram simplicidade e naturalidade? Não há regra para identificá-los. Eles se manifestam naqueles momentos em que a comunicação flui e a leveza do ambiente é favorável à troca. A simplicidade e a naturalidade estão presentes quando identificamos e afastamos os obstáculos que interferem na comunicação.

Não se poupe

Os seres humanos, quando se encontram verdadeiramente, têm uma química irresistível. Em suas apresentações, procure estar presente integralmente, o tempo todo. Invista nas relações interpessoais, dê o melhor de si e busque o que o grupo tem de melhor. Chegue para valer. Energia atrai energia!

Tente por todos os meios transmitir as informações de maneira democrática, lúdica e motivadora. Esteja presente com seu coração, seu corpo, sua mente e sua alma. Não dê motivos para a platéia questionar sua autoridade sobre o assunto e muito menos o seu profissionalismo. Esteja presente com inteligência e sensibilidade. Seja criativo, humano e empático.

in Maluco por Jesus

Ex Gay: É possível a REGENERAÇÃO (!)

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O testemunho que você está prestes a ler foi escrito por um pastor adventista, que usa o pseudônimo de Victor J. Adamson, para proteger sua identidade. Ele escreveu seu testemunho em grande parte como resposta ao artigo “Are Homosexual God’s Children? São os Homossexuais Filhos de Deus?” que apareceu na Adventist Review de Abril de 1997. O artigo, como indicado acima, via a homossexualidade como uma orientação hereditária permanente que não pode ser mudada.

Adamson não partilha desta opinião. A história de sua peregrinação da escravidão à liberdade mostra que, pela graça de Deus “Homossexuais podem ser curados!”. Eu acredito que você gostará de ler este testemunho. Sinta-se livre para compartilhar com seus amigos.

Se você tivesse me perguntado há nove anos, porque eu tinha escolhido ser gay, eu teria respondido a você como eu fiz inúmeras vezes antes, “Eu não escolhi ser gay! Eu escolhi ser um cristão adventista do sétimo dia. Eu escolhi ser educado nas escolas cristãs Adventistas do Sétimo. Eu escolhi ser um estudante missionário. Eu escolhi me graduar e pós graduar em Teologia com distinção. Eu escolhi me casar com uma jovem adventista. Eu escolhi ter filhos adventistas do Sétimo Dia. Eu não escolhi ser gay! Eu finalmente cheguei ao confronto com a realidade e aceitei o fato de que eu era gay. cheguei a acreditar que eu nasci gay”.

Durante anos depois de minha “saída” do armário e experimentando a separação devastadora do meu lar, eu duvidava que alguém me dissesse que a minha “condição” era uma questão de escolha. Eu tinha feito todas as “escolhas” certas na minha vida. Embora lutando com os anseios irritantes do meu coração, eu tinha orado incessantemente para que Deus “Criasse em mim um coração puro, e renovasse um espírito reto dentro de mim.” Eu queria que Deus me ajudasse a amar e ser apaixonado pela minha esposa. Mas, todos os meus esforços foram em vão.

Por fim, eu sucumbi àqueles anseios lancinantes e cai na vida “gay” de relações homossexuais, totalmente convencido de que a minha “condição”, ou “comportamento”, não era o resultado da minha escolha deliberada. Que cristão estaria disposto a optar por estar tão radicalmente fora de sincronia com a sociedade e a igreja? Eu tinha de ser a vítima do meu próprio ambiente, ou eu simplesmente nascera assim.

Meus pais, amigos e familiares todos pensavam em mim como uma pessoa gentil, amável e atenciosa com os outros. Aos seus olhos eu era inteligente, simpático, cortês e talentoso em muitas áreas. Acima de tudo, eu era conhecido por ser profundamente espiritual.

As Tensões do Meu Estilo de Vida “Gay”

Ao entrar no estilo de vida “gay”, eu ainda vivia de acordo com essa imagem, só que eu já não era mais “profundamente espiritual.” Recusei-me a ser um hipócrita. Não havia nenhuma maneira que eu pudesse conciliar a minha homossexualidade com o chamado para fazer parte do povo remanescente que ama a Deus e guarda os seus mandamentos. Para mim a Bíblia era muito clara ao ensinar que “os sodomitas” não entrarão no Reino de Deus (1 Coríntios. 6:9).

Olhando para trás nos anos gastos no estilo de vida “gay”, eu posso honestamente dizer que minha vida se tornou cheia de comportamentos nojentos, depravados e pervertidos. Como todo homossexual que eu conhecia, fiquei lascivo e obcecado por sexo. Em público e entre os amigos, porém, mantia magistralmente a imagem de uma pessoa decente, gentil, atenciosa, educada, amorosa e adorável.

Antes de voltar para Deus, por dezesseis anos eu O culpava por tudo de errado com minha vida, especialmente a minha homossexualidade, porque eu tinha orado para que Ele a tirasse de mim, e ele não o fez. Assim, eu raciocinava, que a culpa de eu ser gay era de Deus e não minha.

Durante esses egoístas anos de “amor”, de promiscuidade, de prazer, de auto-exaltação e auto-satisfação, sentia muita solidão, miséria e sofrimento. No entanto, meus pais e famíliares nunca me fizeram sentir que eu não fosse amado, apreciado, ou aceito. Em Sua misericórdia e paciência, o Senhor cooperava com os membros da minha família para me revelar o verdadeiro significado do amor incondicional para comigo, um pecador, sem condenar meu estilo de vida pecaminoso. Eles manifestaram seu amor incondicional e aceitação, não só para mim, mas também para com os meus amigos e amantes. A sua aceitação incondicional de mim demonstrou o significado das palavras de Jesus: “Nem eu te condeno.”

Em sua aceitação amorosa, no entanto, eles não descartaram o resto da declaração de Jesus: “vá e não peques mais” (João 8:11).

Algumas Perguntas Inquietantes, e um Sonho

A aceitação incondicional dos meus familiares me levaram a parar de culpar a Deus por minha condição. Em vez disso, comecei a olhar honestamente para mim. Afinal, pensei, eu posso culpar a Deus por toda a minha vida e ainda estar perdido. Eu me perguntava: “Qual é o ponto: fingir que não existem consequências para o meu estilo de vida, ou que eu poderia ser salvo apesar disso?” Aos poucos, percebi que eu estava enganando a mim mesmo. Eu precisava parar de correr e de me esconder de Deus, em vez de buscar orientação na Sua Palavra.

A declaração “Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás” (O Grande Conflito, pág 620), parecia falar com a minha própria situação. Aquele era eu. Eu tinha me tornado totalmente vencido por Satanás.

Comecei a pensar: “Não seria trágico me achar algum dia fora da Nova Jerusalém, com uma “boa desculpa”. Por muitos anos fiquei perturbado com um sonho recorrente no qual eu experimentei o horror de estar perdido, enquanto eu olhava para o rosto de Jesus, que vinha nas nuvens de glória. Aparentemente, Jesus usou este sonho para chegar a mim, um homossexual, dizendo: “Meu filho, dá-me o teu coração, antes que seja tarde demais.” Aliás, desde que voltei para ele, eu nunca experimentei outra vez o pesadelo deste sonho!

Jesus nos adverte sobre o destino dos ímpios, dizendo: “Apartai- vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos; …” (Mateus 7:23, 25:41). Tragicamente, o lago de fogo irá conter um número incontável de pessoas a quem Deus ama incondicionalmente. Ele os ama tanto que deu o seu Filho unigênito, para que eles não precisassem morrer. Mas eles optaram por rejeitar o dom da vida eterna. Deus honrou a escolha deles. O resultado é a eterna separação da fonte da vida eterna.

O Desafio de Começar uma Nova Vida

No raciocínio e lógica infantil, eu orava estudando a Palavra de Deus para encontrar qualquer justificativa para a minha homossexualidade, ou o remédio para ela. Por mais que tentasse, não conseguia encontrar justificativa em qualquer lugar na palavra de Deus para continuar meu estilo de vida homossexual. Quanto mais eu estudava as Escrituras mais eu me convencia de que Deus criara o casamento como a união de um homem com uma mulher, tornando os dois uma só carne.

A relação íntima de um homem com um homem ou uma mulher com uma mulher não pode cumprir o propósito de Deus para o casamento. Além disso, a Escrituras condenam relacionamentos do mesmo sexo como “abominação” (Lv 20:13), que vai impedir a entrada no Reino de Deus (1 Coríntios 6:9-10). Estes e outros textos me convenceram de que não havia nenhuma maneira para mim legitimar o meu estilo de vida homossexual.

Era presunçoso para mim viver como se eu tivesse o dom da vida eterna, quando, na realidade, eu estava consciente recebendo o salário do pecado a “morte”. Quando eu comecei a ponderar o meu destino eterno, gradualmente, fiquei convencido de que minha vida tinha que ser mudada. Mas, me sentia impotente para fazer essa mudança. Em retrospecto, posso compreender que a sensação de impotência resultante da minha violação aos princípios morais de Deus, era concebida para despertar em mim a realização da minha necessidade de um Salvador.

No meu desespero eu encontrei conforto no fato de que Deus é o Criador onipotente e Re-Criador de nossas vidas. Através da iluminação da Sua Palavra e do poder capacitador do Seu Espírito, senti que eu poderia ser purificado e curado. Eu vim a perceber que não importa se eu nasci homossexual ou se eu tinha escolhido me tornar um. Todos os descendentes de Adão nascem com tendências para o pecado. Ganhei confiança na promessa de que a graça de Deus poderia permitir-me superar as tendências pecaminosas tanto as herdadas como as cultivadas.

Conforme eu continuava a estudar e orar, sentia mais e mais o amor incondicional de Deus por mim, que era homossexual. Percebi que não importa quão pecador meu passado tivesse sido, Deus podia perdoar e purificar-me. O que eu precisava fazer era desenvolver um ódio pelo pecado e um amor pela verdade e pela justiça.

Foi-me dada a garantia em 1 Coríntios 6:9-11 que eu poderia ser curado de minha homossexualidade. Paulo fala deste pecado, entre outros, quando ele diz: “E tais fostes alguns de vós [pretérito], mas fostes lavados [tempo presente], mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus, [Como?] pelo Espírito do nosso Deus”.

Como eu continuei a minha auto-avaliação, eu vim a perceber mais e mais que eu tinha estado enganado em pensar que eu estava vivendo uma vida de liberdade, quando na realidade eu estava em uma terrível escravidão. O que eu precisava desesperadamente, não era a liberdade da lei de Deus, mas a liberdade da escravidão do pecado: a minha perversão sexual viciante. Essa liberdade se tornou possível graças à habilitação da graça de Deus, que pode trazer “cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:5). Agradeço a Deus por Sua maravilhosa graça, que restaurou um pecador como eu para a família de Deus e fez de mim um membro produtivo trabalhando em Sua causa.

Talvez o maior desafio de começar uma nova vida, fosse convencer meus companheiros crentes adventistas que, pela graça de Deus eu já não era um homossexual. Minha atitude e orientação sexual tinham mudado. Como era angustiante para mim ouvir ministros e leigos desacreditarem a minha experiência de conversão, dizendo: “Claro, eu acredito na vitória sobre o pecado. Mas as pessoas nunca deixam de ser gay! Nunca ninguém que saiu do estilo de vida gay, permaneceu em linha reta por mais de dois anos! Cuidado com ele e mantenha suas crianças longe dele”. Tais críticas revelam uma falta de fé no poder de Deus para perdoar e purificar os pecadores penitentes de todas as práticas pecaminosas, inclusive a homossexualidade.

Questionando a Alma

Os comentários sarcásticos que muitas vezes ouvi de outros crentes, me levaram a questionar a minha alma e a freqüentemente me perguntar: “Teriam os meus sentimentos e emoções em relação aos homens milagrosamente mudado devido a minha conversão? Será que eu realmente experimentei uma mudança radical de atitude, uma mudança psicológica na minha orientação sexual? Ou, ainda tenho a mesma orientação sexual?

Estas questões são de extrema importância para aqueles que estão sinceramente buscando a libertação do pecado de qualquer natureza que nos assedia. Elas merecem uma explicação definitiva. Mas a resposta nem sempre é fácil de encontrar, especialmente quando alguém, como eu, passou por uma experiência traumática. Eu terminei o meu relacionamento com o homem que eu amava profundamente. Meus sentimentos e emoções em relação a ele, não tinham mudado, mas a minha atitude para com o Homem Jesus Cristo e os ensinamentos da Palavra de Deus tinham mudado radicalmente.

A luta de uma Nova Vida

Estando diante de uma escolha entre o meu amante e o homem Jesus, eu decidi seguir o meu Salvador, independentemente das consequências. Como as palavras do hino popular, para mim, tornou-se uma questão de “confiar e obedecer.” Comecei a confiar no meu Criador, sabendo que o “Pai realmente sabe o que é melhor.” E nessa confiança cada vez maior, comecei a obedecê-lo, apesar dos meus sentimentos e emoções, sabendo que Sua vontade para mim era para minha própria felicidade presente e eterna.

Eu aceitei a verdade bíblica de que “o justo viverá pela fé”, não por sentimentos e emoções. Na prática deste princípio bíblico, descobri que os sentimentos e emoções corretos não surgem de imediato. Eles chegam aos poucos, aprendi a aceitar pela fé a vontade do meu Criador para minha vida. Se eu tivesse esperado até conseguir uma vitória sobre minhas inclinações pecaminosas antes de confiar e obedecer a Cristo, então eu já não precisaria de um Salvador!

Como homossexual, eu precisava ser salvo dos meus pecados, exatamente como um cônjuge infiel, um ladrão, um assassino, ou um mentiroso precisa ser salvo dos seus pecados. A salvação do pecado não é uma conquista humana, mas uma provisão da graça divina. É um trabalho de terapia, reprogramação e redirecionamento divinos.

Deixando para trás o amor da minha vida pecaminosa, entrei em meu novo mundo como um indefeso bebê, recém-nascido. Como uma criança começa sua vida com tendências hereditárias para o mal, eu comecei a minha nova vida com todas as tendências que eu havia cultivado durante a minha vida anterior. Mas, confiando em Deus, meu Pai e Cristo, meu Salvador, eu renunciei a minha homossexualidade e me submeti as diretivas divina e comunhão buscada dentro da família de Deus.

Um princípio importante que eu aprendi foi a “proteger o meu novo ambiente.” As tendências herdadas e cultivadas para o mal são como um leão faminto procurando a quem possa tragar. Essa “besta” deve morrer de fome, enquanto o Cordeiro de Deus, deve ser alimentado e cultivado. O mal deve ser substituído com o bem. Os sentimentos e emoções pervertidos podem ser gradualmente substituídos por sentimentos e emoções corretos quando seguimos as instruções estabelecidas para nós, no “Manual do Operador” dado pelo Criador da sexualidade.

A nova luta que enfrentei quando eu decidi virar as costas a tudo e todos que eu tinha conhecido, me fez lembrar da luta que enfrentei quando fugi de Deus no início da minha vida. Eu tive que me separar totalmente da cena e estilo de vida gay, fugindo deles para minha própria vida, como que fugindo das condenadas Sodoma e Gomorra.

Eu comecei uma nova vida rodeando-me de tudo o que eu sabia ser certo para mim. E não era necessariamente tudo que eu queria ao meu redor! Mas, nenhum cristão pode se dar ao luxo de depender do que o faz se sentir bem. Nem eu poderia! A mente espiritual é para governar e trazer em sujeição a concupiscência da carne.

Guardando as Avenidas da Minha Mente

Eu aprendi a importância de guardar bem as vias para a minha mente, ao não me colocar no caminho da tentação. Isto implica ser cuidadoso em relação ao que eu vejo, ao que leio e ao que eu ouço. Isto requer uma determinação diária para não dar a Satanás uma vantagem sobre mim. Como o apóstolo Paulo, também eu, devo “morrer diariamente” (1 Coríntios 15:21), “subjugando o meu corpo, e o reduzindo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado” (1 Coríntios. 9:27 ).

E quando Satanás plantar estes pensamentos e desejos impuros no coração, (e ele o faz), Deus permite que Sua graça seja suficiente para a minha luta contra a homossexualidade. Sua graça permite-me, como Paulo coloca, a trazer “cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Coríntios. 10:5). Eu pratico usando o meu poder de escolha para “virar a página” e “mudar de assunto”. Deus me ajuda a fazer isso, quando eu coloco a minha vontade em Suas mãos.

A injunção bíblica de “Sujeitai-vos pois, a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7), tornou-se muito significativa para mim. Quando tentado, repito as palavras de Filipenses 4:8: “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.

Outro princípio que eu aprendi a colocar em prática é aceitar com gratidão o dom de uma companheira que me foi dispensada por Deus. No Jardim do Éden, Deus criou uma mulher, não um homem, como uma companheira para Adão. Em Sua infinita sabedoria e amor Deus deu ao homem o dom de uma mulher para estar ao lado dele. Não havia alternativa melhor. Deus não cometeu nenhum erro. Ele sabia o que estava fazendo quando Ele criou uma parceira para o homem.

Deus fez um grande esforço para proporcionar ao homem o dom maravilhoso de uma mulher. Alguns dos homens têm torcido o nariz a este dom, “deixando o uso natural da mulher, se inflamando em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro” (Rm 1:27). Eu era um deles. Será que Deus deixou de me amar? Não! Claro que não! Ele continuou a me amar embora eu tenha escolhido usar a minha sexualidade para amar um homem, em vez de uma mulher. É com grande desapontamento que o Criador vê os homens perverterem o destino de sua sexualidade.

Não é pecado uma pessoa viver sem o dom de um parceiro conjugal. Por diversos motivos muitas pessoas acabam vivendo suas vidas sem os prazeres do casamento. Também é errado para as pessoas entregarem-se a um comportamento sexual fora do casamento. E é errado para nós, homens, pervertermos o dom da nossa sexualidade, que foi projetado para uma função procriativa e relacional. É igualmente errado para uma mulher cobiçar e desejar outra mulher a quem Deus criou para o homem. Levou tempo para eu aprender a ser grato a Deus pelo que Ele tem provido para o meu melhor interesse.

Superando a Homossexualidade

O segredo para vencer o pecado da homossexualidade, ou de qualquer outro pecado que nos assedia, encontra-se em ajudar alguém a superar o pecado. Essa premissa é baseada no princípio bíblico de felicidade: A verdadeira felicidade vem em ajudar alguém a ser feliz: Jesus em primeiro lugar, os outros em segundo, você por último.

José, longe de casa na terra de seu cativeiro, nunca se esqueceu deste princípio. “Como posso eu cometer este grande mal e pecar contra Deus?” , ele gritou quando ele fugiu da tentação da esposa de Potifar. Sua preocupação não era “o medo do castigo”, nem era “a esperança de recompensa.” Não, sua fidelidade na obediência resultou em desgraça e confinamento em um calabouço. A preocupação de José era uma total obediência a vontade e a honra do seu Deus, independentemente das consequências. Ele também amou e honrou seu mestre Potifar, pondo os interesses do seu senhor acima dos seus.

Todo o exército celestial estão centrados sobre a felicidade e bem-estar dos outros, incluindo eu e você. Exceto o homem pecador, todos os seres não caídos vivem para o benefício do resto da criação. Este princípio tem sido de grande valia no processo de recondicionar a mim mesmo do meu antigo estilo de vida homossexual. Ajudou-me a abandonar a velha prática da auto-satisfação, buscando o cumprimento dentro do domínio sagrado do casamento.

Ao praticar estes e outros princípios bíblicos, tornei-me totalmente à vontade na minha nova vida como heterossexual. O pensamento de voltar a minha antiga vida tornou-se estranho e repugnante para mim. Submeter-me ao recondicionamento e terapia divina tem realmente resultado em uma nova criação. E Eu me regozijo nas palavras de Paulo sobre a minha nova vida em Cristo: “Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Co 5:17 ).

Por que os cristãos devem duvidar de que essa promessa possa ser verdade para o homossexual, bem como para qualquer outra pessoa? Minha nova e vitoriosa vida heterossexual é um testemunho do poder de Deus para salvar as pessoas da profundidade de seus pecados. E eu O louvo todos os dias por demonstrar o poder da Sua graça em perdoar, limpar e renovar a minha vida.

Pela limpeza e renovação de minha vida, o Salvador encomendou-me com as mesmas palavras que Ele falou ao endemoninhado limpo em Marcos 5:19, “Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes o quanto o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti”. Assim, eu gosto de contar a história através da palavra falada e de minha autobiografia publicada, de como o Senhor me resgatou das profundezas da degradação, para uma nova vida de serviço para Ele.

Essa história de minha peregrinação da escravidão para a liberdade, é projetada para incentivar não só os homossexuais em busca de libertação divina, mas também alguém lutando com o assedio de pecados de qualquer natureza. Neste testemunho eu compartilho os princípios bíblicos que me ajudaram a ganhar a vitória sobre a homossexualidade e agora a me sustentar na heterossexualidade.

Para encerrar eu gostaria de testemunhar que minha vida não foi alterada por meio do raciocínio humano, lógica, filosofia e aconselhamento, mas através da Palavra de Deus e da graça salvadora de Jesus Cristo. Por Sua graça, este pródigo filho homossexual foi libertado de seu pecado e redirecionado para uma vida produtiva e frutífera , para um novo tipo de serviço como um adventista do sétimo dia e ministro do evangelho. Estou alegremente casado e com filhos.

Eu louvo ao Senhor por Sua compaixão, piedade e maravilhoso poder me salvando da minha vida de pecados! Para aqueles que acreditam que os homossexuais nunca mudam, eu posso dizer: “Sim, eles podem mudar ! O poder transformador e a graça de Deus pode torná-los inteiros. Isto é o que Ele fez por mim.”

Texto extraído da newsletter Endtime Issues No. 57, do já falecido Samuele Bacchiocchi, Ph. D. Professor aposentado de Teologia da Universidade Andrews, publicado em seu site Biblical Perspectives. Crédito da tradução: Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/

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Porque não podemos ser evangélicos (?)

1 Comentário

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A Reforma Protestante redescobriu o evangelho da livre graça de Deus, que tinha sido obscurecido na igreja medieval por um moralismo que ignorava a profunda depravação do homem, por um sacerdotalismo que se colocava entre os homens e Deus, e por um eclesiasticismo que apagava a distinção Criador-criatura, tornado-se a própria igreja a nova Encarnação. No cerne da Reforma estava uma ênfase renovada sobre o evangelho bíblico-paulinoagostiniano: salvação somente pela graça de Deus, sobre a base da obra expiatória de Cristo, recebida pela fé somente. Os Reformadores e suas igrejas tinham orgulho de serem conhecidos como “evangélicos”, visto que viam a si mesmos como pregando o puro evangelho, a mensagem do evangelho. Esse é o evangelicalismo bíblico.

Mas o que se passa hoje por evangelicalismo está, em muitos pontos, bem longe do evangelicalismo da Reforma, assim como está em geral longe do ensino bíblico em outros pontos. Quando amigos perguntam se sou evangélico, rapidamente digo “Não”. Porque freqüentemente eles identificam “evangélico” com “crer na Bíblia” e “pregar o evangelho”, tento explicar que é precisamente devido ao fato do evangelicalismo não crer corretamente na Bíblia ou pregar o evangelho fielmente, que não me considero um evangélico e não posso ser um membro de uma igreja evangélica (isso é grandemente verdade do fundamentalismo moderno, que é simplesmente uma versão mais restritiva e provincial do evangelicalismo). O que talvez seja os seus três principais distintivos permanece em total contraste com a crença e prática bíblica e reformada do Cristianismo.

Um Evangelho Subjetivo, e não Objetivo

Embora os evangélicos modernos professem uma crença firme na Bíblia, no centro de sua religião não está a sua visão da Bíblia, mas sua visão do evangelho. O evangelicalismo orgulha-se sobre a centralidade do evangelho e da salvação. É justamente aqui, contudo, que o evangelicalismo está mais poluído. Na verdade, ironicamente o suficiente, a visão evangélica do evangelho está mais perto daquela da Roma medieval do que do evangelho bíblico da Reforma. O Concílio de Trento, a resposta católica romana à Reforma, sustentou que a salvação é um empreendimento cooperativo entre Deus e o homem. Deus coloca o processo em movimento (no batismo), mas o homem ajuda ao longo do processo. De acordo com Roma, o livre-arbítrio do homem desempenha uma grande parte em sua salvação. Os Reformadores reconheceram corretamente que isso destruiu o evangelho da graça de Deus. Abriu o caminho para o homem afirmar sua própria contribuição, bondade e justiça. Para os evangélicos, isso é quase uniformemente sua própria “decisão”. Nesse ponto, eles são um com Roma.

Os evangélicos são defensores da “regeneração por decisão”. O evangelicalismo é essencialmente uma deturpação do novo nascimento, a institucionalização da experiência de conversão. A coisa importante sobre a salvação é a experiência do homem, seus sentimentos sobre ser salvo. Uma dose pesada desse experiencialismo foi introduzida na igreja no Wesleyianismo do século dezoito, e tem sido uma marca do evangelicalismo desde então. A experiência de Wesley foi a de ficar “estranhamente aquecido” quando ouviu o evangelho, e essa experiência tornou-se uma peça central de sua teologia. (Para ser justo, a soteriologia de Lutero também era de certa forma autobiográfica, mas ela guiou-o em direção de uma salvação somente pela obra de Deus.

Para Calvino, em contraste, nossa salvação reside na obra objetiva da expiação de Cristo. Os homens não são salvos pelo que experimentam; eles são salvos pelo que Cristo realizou. Em Sua grande obra redentora sobre a cruz e em Sua ressurreição, Cristo assegurou a salvação do Seu povo, cumprindo as exigências da lei ao substituir judicialmente os pecados dos pecadores. Quando o evangelho é pregado, ele atrai eficaz e irresistivelmente aqueles a quem Deus escolheu. Eles são conquistados por Cristo, o seu Redentor. Eles são trazidos sob seus joelhos em humilde submissão, e não podem fazer nada senão exercer fé na obra redentora de Jesus Cristo. Essa experiência, embora essencial, é um resultado da expiação objetiva de Cristo e da aplicação do evangelho pelo Espírito Santo.

Para os evangélicos isso é muito sofisticado e também “intelectual”. O fato realmente central é que Deus perdoou os seus pecados, aceitou-os em Sua família, tornou-os felizes, e preparou-os um lar no céu. Para evangélicos, o evangelho centra-se na vontade e prazer do homem; para os Reformados, o evangelho centra-se na vontade e prazer de Deus.

Porque ser um evangélico significa abraçar a sua forma de evangelho centrado no homem, não podemos ser evangélicos.

Uma Religião do Novo Testamento, e Não Bíblica

A ala Reformada da Reforma expressava a unidade do pacto de Deus no Antigo e Novo Testamento. Os evangélicos enfatizam a falta de unidade entre esses pactos, pois para os evangélicos o objetivo da Fé é reproduzir “o Cristianismo do Novo Testamento”. Os evangélicos crêem em ¼ da Bíblia; os cristãos Reformados crêem numa Bíblia inteira. Evangélicos rotineiramente desprezam a autoridade do Antigo Testamento. A lei do Antigo Testamento, eles afirmam, é parte do “velho” pacto, e foi destinado somente para o antigo Israel; hoje ouvimos apenas as palavras de Jesus, João, Paulo e assim por diante. Os evangélicos estão entre os mais ruidosos em insistir sobre “crer na Bíblia de capa a capa”, mas não crêem que ¾ do que aparece entre as capas tenha qualquer relevância para hoje. Eles falam hipocritamente sobre “estrita inerrância bíblica”, mas isso em geral é simplesmente “conversa piedosa”, pois eles negam que as provisões do novo pacto estavam em operação no Antigo Testamento (Gl. 4:22-31). Eles não vêem muito do evangelho, se é que algo, no Antigo Testamento. E porque o evangelicalismo centra-se no evangelho, isso significa que o Antigo Testamento é largamente irrelevante. Funcionalmente, portanto, o termo “crente na Bíblia” não se aplica a maioria dos evangélicos.

Um Evangelho Limitado, não a Fé Plena

Isso leva diretamente à característica final do evangelicalismo, a qual os cristãos que crêem na Bíblia devem repudiar expressamente. Para os evangélicos, é o evangel, o evangelho (limitada e erroneamente definido, é claro) que deveria impressionar nossas vidas. Para os Reformados, é a soberania de Deus e Seu governo régio absoluto na Terra que é impressionante. O evangelho evangélico não é meramente deturpado; é limitado. O evangelho evangélico é um fim em si mesmo. “Manter nossas almas longe do inferno” é todo o significado da vida sobre a Terra. Para os Reformados, o significado da vida sobre a Terra é a submissão absoluta a Cristo, o nosso Redentor real, e o trabalho diligente para estender o Seu reinado na Terra. Evangelismo é um meio essencial para esse fim, mas não o próprio fim. Afirmar que o evangelismo é um fim em si mesmo é expor uma teologia deturpada e centrada no homem. O fim é a glória de Deus e, com referência ao Seu plano para a Terra, a expansão gradual, porém inexorável do Seu reino (Mt. 6:33; 13:31-34).

Os evangélicos estão intensamente interessados no tipo de evangelismo deles. Porque esse evangelismo não é apenas deturpado, mas também limitado, ele não se relaciona com muitos aspectos da vida. Porque o evangelismo é o centro de sua religião e por não se relacionar com muitos aspectos da vida, a própria religião não se relaciona com muitos aspectos da vida. Porque sua religião não se relaciona com muitos aspectos da vida, eles tendem a pensar como os humanistas mundanos naquelas áreas sem relação com sua religião limitada. Esse é o porquê, em primeiro lugar, o método apologético evangélico compromete o evangelho, como Cornelius Van Til tão poderosamente demonstrou.

Os evangélicos estão dispostos a comprometer tudo, até Deus mesmo, por causa de seu ídolo precioso, o seu evangelho deturpado e limitado. Esse é o motivo da maioria deles não ver nada de errado em enviar seus filhos para escolas do governo, adotar uma psicologia secular, ensinar uma ciência evolucionária, eleger políticos ateus e endossar traduções errôneas da Bíblia. Essas áreas estão além do alcance de seu evangelho limitado. Tudo além do escopo de seu evangelho limitado é algo legal para uma perspectiva “neutra” (isto é, violadora do pacto).

Por essas razões, onde quer que o evangelicalismo moderno tenha florescido, ele tem bombardeado a ortodoxia bíblica histórica; eviscerado uma fé forte e teologicamente ancorada; e castrado uma religião robusta, vigorosa e abrangente. Seu sucesso tem sido o fracasso do Cristianismo bíblico.

Conseqüentemente, ser um evangélico no sentido moderno é diluir e eventualmente destruir a Fé.

Por Andrew Sandlin

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Fonte: Faith for All of Life, Julho 2000
Via:Eleitos de Deus
Via: [ Ministério Batista Beréia ]

AI-5 Gay: “Não vos conformeis com esta era” (Romanos 12.2). NÃO ACEITO A DITADURA GAY !

4 Comentários

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O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler a Universidade Mackenzie — homem inteligente, capaz, disciplinado na sua fé e respeitador das leis do país; sim, eu o conheço — está sendo alvo de uma violenta campanha de difamação na Internet. Na próxima quarta, grupos gays anunciam um protesto nas imediações da universidade que ele dirige com zelo exemplar. Por quê? Ele teve a “ousadia”, vejam só, de publicar, num cantinho que lhe cabe no site da instituição trecho de uma resolução da Igreja Presbiteriana do Brasil contra a descriminação do aborto e contra aprovação do PL 122/2006 — a tal lei que criminaliza a homofobia (aqui). O texto nem era seu, mas do reverendo Roberto Brasileiro, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. A íntegra do documento está aqui. Pode-se ler lá o que segue:
“Quanto à chamada Lei da Homofobia, que parte do princípio que toda manifestação contrária à homossexualidade é homofóbica (…), a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre a homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos”.
 
Respondam: o que há de errado ou discriminatório nesse texto? A PL 122 nem foi aprovada ainda, e as perseguições já começaram. Vamos tornar ainda mais séria essa conversa. Há gente que gosta das soluções simples e erradas para problemas difíceis. Eu estou aqui para mostrar que há coisas que, simples na aparência, são muito complicadas na essência. Afirmei certa feita que o verdadeiro negro do mundo era o branco, pobre, heterossexual e católico. Era um exagero, claro!, uma expressão de mordacidade. A minha ironia começa a se transformar numa referência da realidade. A PL 122 é flagrantemente inconstitucional; provocará, se aprovada, efeitos contrários àqueles pretendidos e agride a liberdade religiosa. É simples assim. Mas vamos por partes, complicando sempre, como anunciei.
 
Homofóbico ?
Repudio o pensamento politicamente correto, porque burro, e o pensamento nem-nem — aquele da turma do “nem isso nem aquilo”. Não raro, é coisa de covardes, de quem quer ficar em cima do muro. Procuro ser claro sobre qualquer assunto. Leitores habituais deste blog já me deram algumas bordoadas porque não vejo nada de mal, por exemplo, na união civil de homossexuais — que não é “casamento”. Alguns diriam que penso coisa ainda “pior”: se tiverem condições materiais e psicológicas para tanto, e não havendo heterossexuais que o façam, acho aceitável que gays adotem crianças. Minhas opiniões nascem da convicção, que considero cientificamente embasada, de que “homossexualidade não pega”, isto é, nem é transmissível nem é “curável”. Não sendo uma “opção” (se fosse, todos escolheriam ser héteros), tampouco é uma doença. Mais: não me parece que a promiscuidade seja apanágio dos gays, em que pese a face visível de certas correntes contribuir para a má fama do conjunto.
 
“Que diabo de católico é você?”, podem indagar alguns. Um católico disciplinado. É o que eu penso, mas respeito e compreendo a posição da minha igreja. Tampouco acho que ela deva ficar mudando de idéia ao sabor da pressão deste ou daqueles grupos católicos. Disciplina e hierarquia são libertadoras e garantem o que tem de ser preservado. Não tentem ensinar a Igreja Católica a sobreviver. Ela sabe como fazer. Outra hora volto a esse particular. Não destaco as minhas opiniões “polêmicas” para evitar que me rotulem disso ou daquilo. Eu estou me lixando para o que pensam a meu respeito. Escrevo o que acho que tem de ser escrito.
 
Aberração e militância
Ter tais opiniões não me impede de considerar que o tal PL 122 é uma aberração, que busca criar uma categoria especial de pessoas. E aqui cabe uma pequena história. Tudo começou com o Projeto de Lei nº 5003/2001, na Câmara, de autoria da deputada Iara Bernardes, do PT. Ele alterava a Lei nº 7716, de 1989, que pune preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional (íntegra aqui) acrescentando ao texto a chamada discriminação de gênero. Para amenizar o caráter de “pogrom gay”, o senador Marcelo Crivella acrescentou também a discriminação contra idoso e contra deficientes como passível de punição. Só acrescentou absurdos novos.
 
Antes que me atenha a eles, algumas outras considerações. À esteira do ataque contra três rapazes perpetrados por cinco delinqüentes na Avenida Paulista, que deveriam estar recolhidos (já escrevi a respeito), grupos gays se manifestaram. E voltou a circular a tal informação de que o Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo. É mesmo? Este também é um dos países que mais matam heterossexuais no mundo!!! São 50 mil assassinatos por ano. Se os gays catalogados não chegam a 200 — e digamos que eles sejam 5% da população; há quem fale em 9%; não importa —, há certamente subnotificação, certo? “Ah, mas estamos falando dos crimes da homofobia…” Sei. Michês que matam seus clientes são ou não considerados “gays”? Há crimes que não estão associados à “orientação sexual” ou à “identidade de gênero”, mas a um modo de vida. Cumpre não mistificar. Mas vamos ao tal PL.
 
Disparates
A Lei nº 7716 é uma lei contra o racismo. Sexualidade, agora, é raça? Ora, nem a raça é “raça”, não é mesmo? Salvo melhor juízo, somos todos da “raça humana”. O racismo é um crime imprescritível e inafiançável, e entrariam nessa categoria os cometidos contra “gênero, orientação sexual e identidade de gênero.” Que diabo vem a ser “identidade de gênero”. Suponho que é o homem que se identifica como mulher e também o contrário. Ok. A lei não proíbe ninguém de se transvestir. Mas vamos seguir então.
 
Leiam um trecho do PL 122:
Art. 4º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passa a vigorar acrescida do seguinte Art. 4º-A:
“Art. 4º-A Praticar o empregador ou seu preposto atos de dispensa direta ou indireta: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco)anos.”
 
Art. 5º Os arts. 5º, 6º e 7º da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 5º Impedir, recusar ou proibir o ingresso ou a permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público: Pena: reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos.”
 
Para demitir um homossexual, um empregador terá de pensar duas vezes. E cinco para contratar — caso essa homossexualidade seja aparente. Por quê? Ora, fica decretado que todos os gays são competentes. Aliás, na forma como está a lei, só mesmo os brancos, machos, heterossexuais e eventualmente cristãos não terão a que recorrer em caso de dispensa. Jamais poderão dizer: “Pô, fui demitido só porque sou hétero e branco! Quanta injustiça!”. O corolário óbvio dessa lei será, então, a imposição posterior de uma cota de “gênero”, “orientação” e “identidade” nas empresas. Avancemos.
 
“Art. 6º Recusar, negar, impedir, preterir, prejudicar, retardar ou excluir, em qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional: Pena – reclusão de 3 (três) a 5 (cinco) anos. ”
Cristãos, muçulmanos, judeus etc têm as suas escolas infantis, por exemplo. Sejamos óbvios, claros, práticos: terão de ignorar o que pensam a respeito da homossexualidade, da “orientação sexual” ou da “identidade de gênero” — e a Constituição lhes assegura a liberdade religiosa — e contratar, por exemplo, alguém que, sendo João, se identifique como Joana? Ou isso ou cana?
 
Art. 7º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar acrescida dos seguintes art. 8º-A e 8º-B:
“Art. 8º-B Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”
Pastores, padres, rabinos etc. estariam impedidos de coibir a manifestação de “afetividade”, ainda que os fundamentos de sua religião a condenem. O PL 122 não apenas iguala a orientação sexual a raça como também declara nulos alguns fundamentos religiosos. É o fim da picada! Aliás, dada a redação, estaríamos diante de uma situação interessante: o homossexual reprimido por um pastor, por exemplo, acusaria o religioso de homofobia, e o religioso acusaria o homossexual de discriminação religiosa, já que estaria impedido de dizer o que pensa. Um confronto de idéias e posturas que poderia ser exercido em liberdade acaba na cadeia. Mas o Ai-5 mesmo vem agora:
 
“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero:
§ 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.”
Não há meio-termo: uma simples pregação contra a prática homossexual pode mandar um religioso para a cadeia: crime inafiançável e imprescritível. Se for servidor público, perderá o cargo. Não poderá fazer contratos com órgãos oficiais ou fundações, pagará multa… Enfim, sua vida estará desgraçada para sempre. Afinal, alguém sempre poderá alegar que um simples sermão o expôs a uma situação “psicologicamente vexatória”. A lei é explícita: um “processo administrativo e penal terá início”, entre outras situações, se houver um simples “comunicado de organizações não governamentais de defesa da cidadania e direitos humanos.” Não precisa nem ser o “ofendido” a reclamar: basta que uma ONG tome as suas dores.
 
A PL 122 institui o estado policial gay! E o chanceler no Mackenzie, Augustus Nicodemus Lopes, já é alvo dessa patrulha antes mesmo de essa lei ser aprovada.
 
O que querem os proponentes dessa aberração? Proteger os gays? Não há o risco de que aconteça o contrário? A simples altercação com um homossexual, por motivo absolutamente alheio à sua sexualidade, poderia expor um indivíduo qualquer a um risco considerável. Se o sujeito — no caso, o gay — for honesto, bem: não vai apelar à sua condição de “minoria especialmente protegida”; se desonesto — e os há, não? —, pode decidir infernizar a vida do outro. Assim, haverá certamente quem considere que o melhor é se resguardar. É possível que os empregadores se protejam de futuros dissabores, preferindo não arriscar. Esse PL empurra os gays de volta para o gueto.
 
Linchamento moral
O PL 122 é uma aberração jurídica, viola a liberdade religiosa e cria uma categoria de indivíduos especiais. À diferença de suas “boas intenções”, pode é contribuir para a discriminação, à medida que transforma os gays numa espécie de “perigo legal”. Os homossexuais nunca tiveram tanta visibilidade. Um gay assumido venceu, por exemplo, uma das jornadas do BBB. Cito o caso porque houve ampla votação popular. A “causa” está nas novelas. Programas de TV exibem abertamente o “beijo gay”. Existe preconceito? Certamente! Mas não será vencido com uma lei que acirra as contradições e as diferenças em vez de apontar para um pacto civilizado de convivência. Segundo as regras da democracia, há, sim, quem não goste dessa exposição e se mobiliza contra ela. É do jogo.
 
Ninguém precisa de uma “lei” especial para punir aqueles delinqüentes da Paulista. Eles não estão fora da cadeia (ou da Fundação Casa) porque são heterossexuais, e sua vítima, homossexual. A questão, nesse caso, infelizmente, é muito mais profunda e diz muito mais sobre o Brasil profundo: estão soltos por causa de um preconceito social. Os homossexuais que foram protestar na Paulista movidos pela causa da “orientação sexual” reduziram a gravidade do problema.
 
Um bom caminho para a liberdade é não linchar nem física nem moralmente aqueles de quem não gostamos ou com quem não concordamos. Seria conveniente que os grupos gays parassem de quebrar lâmpadas na cabeça de Augustus Nicodemus Lopes, o chanceler do Mackenzie. E que não colocassem com tanta vontade uma corda no próprio pescoço sob o pretexto de se proteger. Mas como iluminar minimamente a mentalidade de quem troca o pensamento pela militância?

Quando trato de temas como esse, petralhas costumam invadir o blog com grosserias homofóbicas na esperança de que sejam publicadas para que possam, depois, sair satanizando o blog por aí. Aviso: a tática é inútil.  Não serão! Este blog é contra o PL 122 porque preza os valores universais da democracia, que protegem até os que não são gays…

E sobre o tal protesto na frente do Mackenzie, os organizadores mudaram o portão. Ao invés de ser na Consoloção, será na Itambé. A justificativa é o alto número de presenças confirmadas, acima dos 3.000. A página no Facebook ainda afirma que:

IMPORTANTE:

1. Diferente do que alguns estão pensando, nós NÃO entraremos no interior da universidade. Isto seria invasão de propriedade privada e acredito que ninguém quer ser preso!

2. BEXIGAS BRANCAS! Vamos todos também levá-las, como símbolo de paz. Vai ficar lindo!

Do colunista Reinaldo Azevedo, na Veja:

O AI-5 GAY JÁ COMEÇA A SATANIZAR PESSOAS; SE APROVADO, VAI PROVOCAR O CONTRÁRIO DO QUE PRETENDE: ACABARÁ ISOLANDO OS GAYS

in Nani e a Teologia

Os gays não verão a Glória de Deus e PONTO FINAL (sem medo de falar as verdades bíblicas, apesar dos traumas)

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Gays

http://malucoporjesus.wordpress.com

Desabafo de um pai

Tenho um casal de filhos… (muitos sonham em ter um casal de filhos, mas daqui para frente, pra quê mesmo?)

pelo jeito não poderei mais destacar a diferença deles…

pelo jeito não posso mais falar para eles que um tipo de comportamento é coisa de meninA, ou de meninO…

não poderei mais orar pedindo ao Senhor um marido para minha filha, e uma esposa para meu filho… (capaz de ficarem ouvindo como aconteceu com Daniel)…

não poderei mais dizer para meu filho que ele é homem, ou como ele mesmo diz ‘homem macho’… será crime daqui uns dias… ? …

Não existe mais problema algum em meus filhos verem um ‘casal’(essa palavra é homofóbica?) de homens se beijando… Minha filha olha… ela tem seis anos, não entende… “Uai, [mineira] meu pai falava que mulher casa com homem…?” Não filha… me perdoe… agora eu não posso mais dizer isso…

Meu filho então… está todo empolgado que vai entrar num casamento junto com uma menina para levar… (aquelas coisas de casamento)… ele tem três anos, está achando que vai casar pois vai entrar de ‘noivinhO com a noivinhA’… se ele entrasse com outro menino, ele não diria que era casamento… mas ele agora estará errado?

Como explicarei a diferença e objetivos de seus órgãos sexuais… a desculpem-me… meus filhos, mas esse é o país que vocês enfrentarão quando forem adultos… Cristo, tenha misericórdia de meus filhos…

Brasil, Deus nos deu liberdade, não libertinagem…

… mas o que é isso mesmo?

Desabafo de um pai, presbiteriano…

Fonte: [ MCA ]

Ah ! Se o Nordeste fosse independente !

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A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”. (clique aqui para entender o caso)

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…

Ah! Nordestinos…

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!

Autor: José Barbosa Junior, na madrugada de 03 de novembro de 2010.
Fonte: [ Crer e Pensar ]
Via: [ Púlpito Cristão ]

in Maluco por Jesus

Quem ganhou e quem perdeu com DILMA ?

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Lista dos RELIGIOSOS DERROTADOS:

SILAS MALAFAIA (Pastor e líder da igreja Assembléia de Deus Vitória em Cristo)

Após anunciar apoio a Marina Silva (evangélica), três dias depois abraçou publicamente apoio fiel a José Serra.

Brigou com Edir Macedo por questões políticas mas acabou sendo derrotado nas urnas.

PAPA BENTO XVI

Segundo analistas, o papa Bento XVI tentou influênciar na escolha do futuro presidente do país ao fazer declarações contrarias ao aborto, aconselhando os sacerdotes católicos no Brasil que instruíssem os fiéis na escolha do candidato, a declaração do papa foi direcionada aos bispos católicos do Nordeste, exatamente onde Dilma Rousseff acabou ganhando com a maior porcentagem em relação ao tucano Serra.

O papa saiu derrotado.

VALDEMIRO SANTIAGO (“Apóstolo” e líder da Igreja Mundial do Poder de Deus).

Chegou a marcar uma reunião com Dilma Rousseff no início da corrida presidencial.

Não se sabe ao certo porque preferiu José Serra, mas acabou saindo derrotado.

Detalhe: Valdemiro apareceu mais ajeitado (elegante)  na campanha do Serra do que quando prega o Evangelho de Cristo

JOSÉ WELLINGTON BEZERRA DA COSTA (Pastor presidente da CGADB – Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil).

Surpreendeu a muitos ao aparecer no programa eleitoral de José Serra, quando acreditava-se que poderia apoiar Dilma Roussef.

Mesmo presidindo a maior denominação pentecostal do Brasil (12 milhões de almas), ainda assim acabou saindo derrotado.

CESINO BERNARDINO (Pastor da Assembléia de Deus e responsável pelo congresso do GMUH em Camboriú/SC).

No inicio da campanha eleitoral causou polêmica ao convidar José Serra para participar do congresso pentecostal. Segundo denuncias, o PSDB, partido de Serra teria “doado” 540 mil reais ao congresso.

Cesino Bernardino acabou saindo duplamente derrotado, nas urnas e na credibilidade do GMUH.

RENÊ DE ARAÚJO TERRA NOVA (Lider do ministério internacional da Restauração e adepto do modelo do G12), Renê é amigo íntimo de Silas Malafaia.

Abraçou a campanha de José Serra e numa demonstração de esperteza, ensinou alguns pastores a burlar a lei eleitoral pregando o nome de José Serra usando a Bíblia sem que fosse notado, ou seja; usando de mensagem subliminar.

Acabou derrotado.

CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Embora a Igreja Católica não tenha assumido oficialmente o apoio a José Serra, ficou evidente o empenho dos padres e bispos para que o candidato do PSDB ganhasse a eleição.

Com a confecção de 2 milhões de panfletos denegrindo a imagem de Dilma, a Igreja Católica acabou atrapalhando Serra e saindo derotada com o candidato.


ESPIRITISMO – Bezerra de Menezes (já falecido) incorporou num médium e pediu a convocação de 5.500 colaboradores para que realizassem preces ao espírito de Ismael que seria uma espécie de “protetor dos caminhos do Brasil” em favor de Zé Serra.

Mesmo com a invocação dos mortos (o que na Bíblia seriam espíritos malignos) Serra acabou derrotado e os espíritos (encostos/malignos) junto com ele.

 

Lista dos RELIGIOSOS VITORIOSOS:

 

BISPO EDIR MACEDO (Líder da Igreja Universal do Reino de Deus e amigo do presidente Lula, acabou se empenhando na eleição de Dilma Rousseff).

Criticou Silas Malafaia pelo apoio ao Serra.

O dono da Rede Record colocou a emissora (camufladamente) na eleição de Dilma, o que acabou ocorrendo.

Edir Macedo saiu vitorioso e por tabela derrotou a Rede Globo que contava com a vitória de Serra.

MAGNO MALTA (Senador, cantor evangélico, relator da CPI contra a pedofilia, se dedicou a campanha de Dilma Rousseff, mesmo contrariando a posição de muitos líderes evangélicos).

Acabou saindo vitorioso junto com a candidata petista.

MARCELO CRIVELLA (Senador, cantor evangélico, bispo da IURD e sobrinho do Bispo Macedo).

Reuniu a bancada evangélica eleita no primeiro turno das eleições para um apoio a Dilma Rousseff.

Com o empenho e a dedicação de Crivella, Dilma acabou ganhando a maioria dos eleitores evangélicos.

Crivella venceu a eleição com Dilma Rousseff.

MARCO FELICIANO (Pastor e líder do ministério Tempo de Avivamento).

Foi eleito deputado federal e declarou apoio a Dilma Rousseff.

Para tentar barrar os boatos contra Dilma, Marco Feliciano chegou a lançar a campanha “Tô na benção, tô com Dilma”.

Saiu vitorioso com a candidata do PT.

RR SOARES (Missionário e líder da Igreja Internacional da Graça de Deus).

No inicio da campanha de Dilma, foi recebido pelo presidente Lula, que pediu apoio ao missionário RR Soares em favor de Dilma Rousseff.

Discreto, nunca fez campanha em público, mas acertadamente acabou saindo vitorioso nas eleições ao preferir Dilma Rousseff.

ESTEVÃO E SÔNIA HERNANDES (Líderes da Igreja Renascer em Cristo).

O casal abraçou a eleição de Dilma Roussef.

Envolvidos em muitos escândalos, o casal que, se não conseguiram angariar muitos votos para a petista, ao que tudo indica, também não atrapalharam.

Saíram vitoriosos nas eleições.

MANOEL FERREIRA (Pastor e presidente da CONAMAD – Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil Ministério de Madureira).

Recentemente foi denunciado por ter ligação espiritual com o herege Rev. Moon.

Lutou pela eleição de Dilma Roussef e acabou saindo vitorioso

IRMÃO LÁZARO (Cantor evangélico, apoiou Dilma Rousseff publicamente e saiu em defesa da petista e do governo Lula).

Saiu vitorioso.

E AS LÍNGUAS ? (versão presbiteriana)

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Conteúdo

- Prefácio

- Capítulo 1 – A História do Falar em Línguas

DO ANO 100 A 1900 D.C

1. O Montanismo
2. O Testemunho de Ireneu (aproximadamente 130 – 200 d.C.)
3. Tertuliano (aproximadamente 160 – 220 d.C.)
4. Crisóstomo (aproximadamente 345 – 405 d.C.)
5. Santo Agostinho (354 – 430 d.C.)
6. A Idade Média
7. Os Meninos Profetas de Cevennes
8. Os Jansenistas
9. A Igreja Católica Apostólica
10. Outros Grupos
O MOVIMENTO PENTECOSTAL
O NEOPENTECOSTALISMO

- Capítulo 2 – O Significado do Falar em Línguas para os Pentecostais

- Capítulo 3 – Uma Avaliação Bíblica do Falar em Línguas

1. Passagens dos profetas apresentadas pelos pentecostias que segundo alegam apoiam o falar em línguas.

2. Passagens apresentadas para demostrar que o falar em línguas tinha que permanecer na igreja.

3. Passagens apresentados para provar que há um batismo do Espírito distinto e posterior à regeneração, do qual o falar em línguas é a evidência física inicial

4. A discussão da glossolália em I Coríntios 12-14.

- Capítulo 4 – Uma Avaliação Teológica do Falar em Línguas

1. Não pode ser demonstrado conclusivamente que os dons milagrosos do Espírito, que incluem a glossolália, continuam na igreja.

2. A doutrina distintiva das denominações pentecostais que é básica em seus ensinamentos sobre a glossolália, a saber, que todo crente deve buscar um batismo do Espírito Santo posterior à conversão, não tem base nas Escrituras.

3. A teologia do pentecostalismo ensina erroneamente que uma bênção espiritual deve ser atestada por um fenômeno físico.

4. No pentecostalismo está implícita uma espécie de subordinação de Cristo ao Espírito Santo que não está em harmonia com a Escritura.

5. A teologia do pentecostalismo tende a criar dois níveis de cristãos: os que tem recebido o batismo do Espírito e os que não o tem recebido.

6. A teologia do pentecostalismo implica que a igreja tem estado sem condutor, sem poder adequado, sem a plena luz, e sem uma experiência cristã completa desde os fins do Século I até o princípio do Século XX.

- Capítulo 5 – O que podemos aprender do movimento que fala em Línguas.

1. Não pode ser demonstrado conclusivamente que os dons milagrosos do Espírito, que

Bibliografia

Obras escritas por pentecostais

Obras escritas por não pentecostais

Obras eminentemente históricas

Periódicos

PREFÁCIO

O propósito principal deste livro é fazer uma avaliação bíblica e teológica do fenômeno de falar em línguas. Inclui uma breve síntese histórica da glossolália, assim como um capítulo que aborda o que a igreja pode aprender do movimento que fala em línguas.

Inicialmente, devo deixar claramente estabelecido que me sinto muito agradecido pelo que Deus está realizando por meio desses cristãos de convicções pentecostais, especialmente nos campos missionários do mundo. Considero os pentecostais e neopentecostais irmãos em Cristo, e portanto, o que direi acerca de seus pontos de vista sob a questão das línguas, será com espírito de amor cristão. Gostaria que meus amigos pentecostais vissem este livro como um diálogo teológico com eles, que tem o propósito de alcançar uma melhor compreensão do que a Palavra de Deus ensina sobre o tema em questão.

Baseei minha exposição dos ensinamentos pentecostais e neopentecostais primeiramente em seus próprios escritos, especialmente em dois livros doutrinais de autores das Assembléias de Deus, publicados em castelhano pela Editorial Vida: O que isso significa? de Carl Brumback e O Espírito Mesmo Concedeu de Ralph M. Riggs. Tentei ser o mais justo e exato possível, mesmo assim reconheço que posso ter incorrido em alguma incorreção. Sentirei agradecido se me chamassem atenção para tais inexatidões.

Este livro nasceu de uma série de conferências dadas no Seminário Teológico Batista Conservador de Denver, Colorado, em outubro de 1964. Estou profundamente agradecido pelo convite para estas conferências e pela cordial hospitalidade a mim deferida.

Desejo expressar meu apreço por todas as pessoas que me enviaram material, proporcionaram informação e responderam às minhas cartas. Estou endividado com vários autores que escreveram sobre glossolália, e diversos amigos com os quais discutimos o tema. Gostaria também de agradecer aos meus alunos do Seminário Calvino, cujas questões suscitaram meu interesse neste tema.

Sobretudo, dou graças ao Senhor que me capacitou para fazer este estudo. Que este livro magnifique o Pai que nos escolheu, ao Filho que morreu por nós e ao Espírito Santo que habita em nós. 

ANTHONY HOEKEMA

Capítulo 1 – A História do Falar em Línguas

 Os anos recentes tem testemunhado um notável avivamento do interesse num fenômeno comumente conhecido como “falar em línguas”. O nome mesmo não nos diz muito; obviamente todo falar se faz com a língua. O que há de extraordinário em “falar em línguas”?

O falar em línguas, ou glossolália, para usar a expressão técnica, é a emissão espontânea de sons num idioma em que o falante jamais aprendeu e nem sequer o entende. Este falar em línguas é praticado normalmente em certos tipos de grupos religiosos.

No entanto, o surpreendente é que, ainda que por relativamente muito tempo o falar em línguas esteve majoritariamente limitado às igrejas pentecostais, a partir de 1960 este fenômeno tem-se estendido às principais denominações da cristandade. O falar em línguas entrou nas igrejas episcopais (a alta), presbiterianas, metodistas, batistas, luteranas e reformadas. Quando a glossolália saltou das igrejas com fachada de armazém e de tabernáculos pentecostais para os santuários góticos e as salas de casas particulares, os telégrafos começaram a soar, as máquinas de escrever trabalharam incessantes e as prensas rodaram pressurosamente. Da noite para o dia o falar em línguas converteu-se em notícia de primeira página.

Apesar do falar em línguas em grande escala não se iniciou antes do surgimento do pentecostalismo em 1906, o fenômeno havia-se apresentado anteriormente dentro e fora da igreja cristã. Contudo, dentro da Igreja e até os princípios do Século XX, o falar em línguas somente foi encontrado ocasionalmente, e isso entre grupos minoritários.

Para entender as atuais manifestações de glossolália[1] devemos conhecer algo de sua história. Ao apresentar esta breve história não vou discutir o falar em línguas fora da igreja cristã, apesar de que alguém possa encontrar muitos paralelos interessantes a este fenômeno entre os devotos de religiões não cristãs. Tampouco quero neste momento discutir as referências bíblicas à glossolália, uma vez que serão consideradas num capítulo adiante. Começarei essa breve síntese histórica no ano 100 d.C., aproximadamente, porque esta data marca o fim aproximado do que poderíamos chamar história bíblica e o começo aproximado do que normalmente chamamos História da Igreja. O tratamento histórico será realizado visualizando três fases distintas: o período que vai do ano 100 ao 1900 d.C., o movimento pentecostal e o neopentecostalismo.

DO ANO 100 A 1900 D.C.

Ao fazer esta síntese, o que nos surpreende é a falta de freqüência da glossolália na história da igreja cristã. Também nos chama a atenção o fato dos grupos em que se falavam em línguas eram grupos minoritários, que com freqüência encontravam-se sob perseguição. Ao examinar esta história, vemo-nos de encontro com a seguinte pergunta: Somos obrigados a supor que as modernas aparições de glossolália são a continuação do dom carismático de línguas como ocorreu, por exemplo, em Corinto? Ou é possível que haja explicações psicológicas para este fenômeno que tornam a primeira suposição desnecessária e sobretudo errônea.?

1. O Montanismo

Os escritores pentecostais às vezes se referem ao montanismo como um movimento na igreja antiga do Século II que se lhes assemelha. Um destes autores expressa deste modo: “Uma seita da igreja antiga que pode se classificada de pentecostal é a que foi fundada por Montano da Frigia, que defendia uma estrita disciplina eclesiástica e cria que a igreja receberia um novo batismo pentecostal”. O mesmo autor cita Eusébio, o historiador da igreja do Século IV, para assinalar que Montano “foi arrebatado em espírito, e introduziu-se numa espécie de frenesi e êxtase irregular, delirando, falando e proferindo coisas estranhas”. Duas companheiras de Montano, Priscila e Maximila, também falaram “numa espécie de extático frenesi”.

Entretanto, se é citado o montanismo como um precedente para o pentecostalismo, trata-se de um precedente pouco feliz, uma vez que a Igreja condenou-o considerando heréticos os ensinamentos de Montano. Sua posição era que havia chegado a Era do Espírito, e que o Espírito agora falava por meio de Montano. Ele recebia novas revelações que suplementavam e aumentavam a Bíblia. Considerando que então se iniciara a era final, Montano e seus associados conclamou as pessoas para se reunirem em Pepuza, Frigia, para esperar o fim do mundo. Montano e seus seguidores foram excluídos da Igreja porque julgou-se que a pretensão dele de haver recebido revelações superiores à Bíblia era contrária à finalidade da Escritura. Portanto, ainda que não se pode negar que entre os montanistas ocorreu o falar em línguas, o fato de ter ocorrido entre os membros deste grupo não é propriamente uma grande recomendação.

2. O Testemunho de Ireneu (aproximadamente 130 – 200 d.C.)

 A passagem de Ireneu que mais é citada como indicativa da continuação da glossolália na igreja antiga se encontra em Contra as Heresias, V, 6, 1:

Por esta razão, o Apóstolo declara: “Falamos sabedoria entre perfeitos”, denominando “perfeitos” a quem tem recebido o Espírito de Deus, e que por meio do Espírito de Deus falam em todos os idiomas, como ele[2] mesmo falava. De igual maneira, nós também ouvimos de muitos irmãos na igreja que possuem dons proféticos, e que por meio do Espírito falam toda classe de línguas, e trazem à luz coisas que estão escondidas dos homens, e declaram os mistérios de Deus para o beneficio geral, aos quais também o Apóstolo denomina “espirituais”, sendo espirituais porque participam do Espírito, e não porque tenham sido despojados de sua carne e se tenham convertido em seres puramente espirituais.

Os pentecostais citam freqüentemente esta passagem para provar que no Século II d.C. havia pessoas que falavam “toda classe de línguas”. Contudo, tanto P. Feine quanto G. B. Cutten assinalam que, dado que a palavra traduzida por “toda classe de” é um termo algo obscuro (a palavra grega dada por Eusébio é paritodapais), não é certeza que Ireneu esteja falando de idiomas estrangeiros ou de expressões extáticas que não fossem idiomas específicos conhecidos.

No entanto, consideremos esta passagem com um pouco mais de cuidado. Vale fazer os seguintes comentários:

(1) Quando em II. 32. 4. descreve-se os dons milagrosos do Espírito ainda na igreja de seu tempo, Ireneu menciona o exorcismo, a previsão do futuro, visões, profecias, curas e até a ressurreição de mortos (ainda que B. B. Warfield diz que esta última se refere somente a pessoas ressuscitadas dentre os mortos nos tempos apostólicos e dos quais Ireneu teve notícias). Como se vê, nesta lista dos dons do Espírito, Ireneu não menciona o falar em línguas. Porque não? Se o dom tivesse existido em seu tempo, poderíamos esperar que o mencionasse juntamente com o de profecia e de curas.

(2) Na passagem citada anteriormente, V, 6, 1, o propósito principal de Ireneu não é discutir que os dons permanecem na Igreja, mas explicar que as expressões perfeito e espiritual, quando as usa o apóstolo Paulo, não menosprezando de nenhum modo o valor do corpo humano. O argumento geral desta seção tem a ver com a doutrina da ressurreição do corpo, doutrina que os gnósticos negavam. Portanto, o que Ireneu diz aqui acerca de pessoas que “pelo Espírito falam toda classe de línguas” é puramente incidental com respeito ao seu propósito. Em outras palavras, o argumento que está apresentando teria o mesmo valor se estivesse falando tanto em relação ao Novo Testamento, como ao seu próprio tempo.

(3) Há alguma possibilidade de que Ireneu esteja falando aqui não de um fenômeno que estivesse ocorrendo em seu tempo, mas do que havia ocorrido no tempo do Novo Testamento. Evidentemente, isso é certo na primeira oração da citação em que o editor inseriu uma nota marginal que remete o leitor a 1 Coríntios 2:6; Ireneu está aqui falando de pessoas na igreja de Corinto, que pelo Espírito de Deus falavam em “todas as línguas”. A segunda oração, que descreve os irmãos da igreja que não só falam línguas, mas tem outros dons proféticos, desvenda coisas escondidas e declara os mistérios de Deus, termina com a declaração: “a quem também o apóstolo denomina “espirituais”[3] . A palavra traduzida “denomina” é no latim vocat, forma do presente do indicativo do verbo vocare ”chamar ou nomear”. Ireneu está dizendo que a estas pessoas Paulo as chama “espirituais”. Se Ireneu quisesse dizer que certas pessoas de seu tempo eram pessoas as quais Paulo chamaria espirituais se ainda estivesse vivo, porque não expressou isso de uma forma muito mais clara? E porque Ireneu não usou o perfeito do subjuntivo em vez do presente do indicativo? É também significativo que os dons espirituais dos quais fala a segunda oração são precisamente os descritos na Primeira Epístola aos Coríntios, o que alude a primeira oração da citação. Portanto, é possível que Ireneu, não esteja aqui falando acerca de um fenômeno ocorrido em seus dias, mas simplesmente acerca do ocorrido nos tempos do Novo Testamento.

(4)Ademais, devemos admitir que Eusébio, o historiador da igreja, entendeu que Ireneu descrevia algo que estava ocorrendo no Século II. E as palavras iniciais da citação parecem dar ao leitor essa impressão: “De igual maneira, nós também ouvimos[4] de muitos irmãos na igreja … que por meio do Espírito falam toda classe de línguas…”. As palavras “De igual maneira” e a repetição de “falar em línguas” (que já havia sido mencionado na oração precedente) fariam pensar que “Ireneu está-se referindo a algo que ocorria em seu tempo. Se é assim, temos evidência para a continuação do dom de línguas no Século II, ainda que não se nos diz se estes que falam línguas eram montanistas ou membros das igrejas regulares e fica então o problema do significado da expressão aos quais também o apóstolo denomina espirituais”.

3. Tertuliano (aproximadamente 160 – 220 d.C.)

 Há uma passagem de Tertuliano que indica que em seu próprio grupo era comum um certo tipo de falar extático. Em seu livro Contra Márcíon desafia a Márcíon para que lhe mostre os seguintes fenômenos:

Que Márcíon então mostre, como dons de seu deus, alguns profetas que não falem por sentido humano, mas com o Espírito de Deus, que predizem o futuro, e manifestem os segredos do coração; que mostre um salmo, uma visão, uma oração apenas que seja pelo Espírito, num êxtase, isto é, num arrebatamento (amentía), quem quer que haja experimentado uma interpretação de línguas; mostre-me também, que alguma mulher de língua jactanciosa de sua comunidade que profetize, alguma dentre essas suas irmãs especialmente santas. Pois agora, todos estes sinais (de dons espirituais) se produzem em meu partido sem nenhuma dificuldade …

Acerca desta citação devemos anotar duas coisas: (1) Quando Tertuliano escreveu Contra Márcion era montanista. Já temos visto o fato de que a glossolália ocorria entre os montanistas o  que dificilmente pode-se constituir em um argumento que a apoie. (2) Em toda a passagem nada se diz da glossolália, ainda que se menciona a interpretação de línguas. Menciona-se o falar em êxtase, falar num arrebatamento (amentia, sugere que a mente consciente não tem o controle, mas não se afirma especificamente que isso incluía o falar numa língua desconhecida. Alguém poderia falar em êxtase num idioma conhecido).

4. Crisóstomo (aproximadamente 345 – 405 d.C.)

Crisóstomo, pai da Igreja do Século IV, dá claro testemunho de que não havia glossolália na igreja de seu tempo. Ao comentar a discussão de Paulo sobre o falar em línguas em 1 Coríntios 12 e 14, diz: “Tudo isso é muito obscuro, mas a obscuridade produz-se da nossa ignorância dos fatos que se referem à sua cessação, que havendo ocorrido então, agora já não mais sucedem”.

5. Santo Agostinho (354 – 430 d.C.)

Agostinho também testificou que não se observava glossolália na igreja de seu tempo. Porque na Sexta Homilia Sobre I João escreveu:

Nos primeiros tempos, o Espírito Santo caiu sobre os que creram e eles falaram em línguas “segundo o Espírito os concedia que falassem”. Eram sinais adaptados para seu tempo. Porque correspondeu àquela demonstração do Espírito em todas as línguas para assinalar que o evangelho de Deus seria transmitido por meio de todas as línguas, por toda a terra. Aquilo foi feito como uma demostrarão ou sinal, e passou. Na imposição de mãos para que as pessoas recebam o Espírito Santo, devemos agora esperar que falem em línguas? Ou quando pomos as mãos sobre os infantes [nota do editor: os neófitos ou novos convertidos], espera-se que alguns de vós venha a falar em línguas; e acerca do não falar em línguas, espera-se que haja alguém tão insensato para dizer que alguém não tem recebido o Espírito Santo pois que se o tivesse recebido haveria de ter falado em línguas como era naqueles tempos?

Também afirmou em outro escrito: “Porque, há alguém que espera nestes dias que em quem se impõem as mãos para que recebam o Espírito devam imediatamente começar a falar em línguas?”

Portanto, parece que no tempo de Crisóstomo não há evidências de glossolália na igreja oriental, e que no tempo de Agostinho não há sinais de falar em línguas na igreja ocidental[5] . Neste ponto, uma pergunta nos sentimos impulsionados a formular: Se a glossolália é um dom do Espírito tão importante como os pentecostais e neopentecostais de hoje afirmam, porque Deus permitiu que simplesmente desaparecesse da igreja? Temos encontrado a glossolália entre os montanistas, mas lá estava associada com um movimento sectário que negava que as Escrituras estivessem encerradas na cânon. A declaração de Ireneu que muitos citam, como temos visto, poderia ser a descrição do falar em línguas em tempos do Novo Testamento mais do que um fenômeno ocorrido nos dias dele.

6. A Idade Média

George Barton Cutten, autor de Falando em Línguas, é louvado pelos que estudam este tema como o mais antigo historiador da glossolália no idioma inglês. Seu comentário sobre a relativa ausência de glossolália durante a Idade Média é muito interessante: “É realmente surpreendente… que nesta era de maravilhas (o período medieval) haja aparecido com tão pouca freqüência (o dom de línguas)” (p. 37).

Diz-se que uma certa quantidade de indivíduos do período medieval falaram em línguas, particularmente em idiomas que nunca haviam aprendido. Diz-se que São Vicente Ferrer (1357-1419) falou a gregos, alemães e húngaros em seu dialeto valenciano nativo e estes o entenderam. Diz-se que São Luís Bertrand (1526-81) converteu a 30.000 índios sul-americanos de diversas tribos e dialetos pelo uso do dom de línguas. Também informa-se que São Francisco Xavier (1506-52) teve o dom de línguas de forma tão notável que pôde pregar aos nativos da Índia, China e do Japão em seus próprios idiomas, ainda que jamais os tivessem estudado. Cutten chega a indicar, no entanto, que estes informes contradizem o testemunho do próprio Xavier e as declarações explícitas do historiador José Acosta. Este afirma que Xavier tinha que trabalhar arduamente para dominar o japonês e outros idiomas que estudou. O artigo sobre Xavier na Enciclopédia Britânica menciona especificamente que ele favorecia o esforço que os missionários faziam de estudar os idiomas nativos. Quando vemos, como se deu no caso de Xavier, o processo de floreamento da história dos santos com lendas fantásticas, damo-nos conta de que temos que ter muita sobriedade para com outros relatos medievais acerca do dom milagroso de línguas estrangeiras.

No tempo da Reforma algumas das melhores mentes da Europa esquadrinharam diligentemente as Escrituras para re-descobrir os padrões neo-testamentários de doutrina e vida. No entanto, nenhum dos reformadores achou que o falar em línguas pertenceria à categoria dos dons normais que Deus tem outorgado permanentemente à Sua Igreja.

7. Os Meninos Profetas de Cevennes

Ao seguir adiante na direção do período moderno, devemos notar brevemente o que se diz sobre a glossolália dos assim chamados “Pequenos Profetas de Cevennes”. Depois da revogação do Edito de Nantes em 1685, muitos protestantes saíram da França e a vida se fez cada vez mais difícil para quem ficou. Desde 1685 até princípios do Século XVIII os pobres camponeses huguenotes de Cevennes, região do Sul de França, tiveram que suportar terríveis provações e cruéis perseguições. Durante as perseguições, muitos destes campônios converteram-se em profetas. É especialmente interessante notar que um grande número destes profetas eram crianças. Estes profetas de Cevennes caíam em êxtase e pronunciavam frases que acreditavam ser inspiradas pelo Espírito Santo. Dizia-se que alguns deles haviam falado em hebraico e latim, sem que jamais tivessem aprendido esses idiomas. Um deles disse que o Espírito de um anjo ou de Deus mesmo havia feito uso de seus órgãos da voz; estava certo de que um poder superior falava por seu intermédio.

Dizem-se outras cosas interessantes sobre estes camisardos, como também se lhes chamou, diz-se que apareciam luzes no céu que os conduziam a lugares seguros, e vozes que cantavam para lhes dar alento. Warfield sublinhou que, em comum com os antigos montanistas, prediziam a pronta vinda do Senhor e o estabelecimento de seu reino sobre a terra, pretendendo que a difusão dos dons espirituais, evidentes em seus movimentos, fosse a preparação e sinal de seu iminente regresso. Warfield também nos fala da pregação de um tal Doutor Emes, morto no dia 22 de dezembro de 1707, que teria que se ressuscitar no 25 de março de 1708. Infelizmente, o Dr. Emes não ressuscitou, pelo que os profetas tiveram que publicar um panfleto dando “As razões de Squire Lacy por que Dr. Emes não ressuscitou”.

Quando refletimos no significado da glossolália como se apresentou entre os profetas de Cevennes ou camisardos, notamos várias semelhanças entre eles e os montanistas do Século II. Perguntamo-nos, até que ponto essas experiências eram alucinatórias, uma vez que as alucinações podem ser freqüentes em tempos de angústia ou perigo. No que diz respeito ao falar em línguas, Cutten assinala: “Não encontramos nada neste ou em casos similares que não possam ser explicados por leis psicológicas conhecidas”.

8. Os Jansenistas

Diz-se com freqüência que houve glossolália entre os jansenistas do Século XVIII na França. O artigo sobre o jansenismo na Enciclopédia Britânica explica que o falar em línguas era praticado pelos membros mais extravagantes do grupo, os quais com o tempo foram desqualificados pelos jansenistas de maior reputação.

9. A Igreja Católica Apostólica

 Uma manifestação mais extensa de glossolália apareceu no Século XIX na chamada Igreja Católica Apostólica fundada por Edward Irving (1792-1834). A glossolália começou neste grupo quando duas pessoas começaram a falar em línguas desconhecidas na Escócia. Irving, que era então pastor de uma congregação londrina, queria estes dons para sua igreja e desde então começou a orar por eles. Depois de um tempo, a glossolália ocorreu em seu grupo. Ainda que ao princípio tivesse a intenção de manter o falar em línguas como um exercício privado, logo Irving permitiu que os glossolalistas exibissem em público seu dom. Depois disso, como dizia Thomas Carlyle, amigo íntimo de Irving, os serviços de sua igreja converteram-se numa verdadeira Babel.

Ao princípio pensou-se que estas línguas eram idiomas estrangeiros verdadeiros. Mary Campbell, a jovem que foi a primeira a falar em línguas na Escócia, pretendia falar o idioma das Ilhas Palaos. Esta pretensão, segundo um escritor, era “certa… com poucas probabilidades de serem postas em dúvida com autoridade”. No entanto, mais adiante a opinião era que os idiomas eram sinais sobrenaturais e não idiomas específicos.

Para uma avaliação completa da glossolália entre os irvingistas, como se chamou os seguidores de Irving, convidamos o leitor que a faze-la mediante a leitura do Capítulo 4, do livro de Warfield, Miracles Yesterday and Today (Milagres, Ontem e Hoje). Neste capítulo Warfield conta de certo Robert Baxter que se fez membro da igreja de Irving em 1831. Durante um tempo, Baxter tomou parte ativa no movimento. Mas quando não se cumpriram as profecias que haviam feito, os seus olhos foram abertos. Rompeu publicamente com o movimento dizendo a Irving que estava convencido de que “todos falávamos por um Espírito mentiroso e não pelo Espírito do Senhor”. Baxter chegou a publicar um livro, em que expressou sua desilusão com os dons sobrenaturais supostamente outorgados à congregação de Irving. Warfield segue dizendo que até Mary Campbell confessou mais tarde que a algumas de suas impressões pessoais ela havia dado o nome de voz de Deus. Podemos concluir observando que não se recebe uma impressão muito favorável da glossolália ao estudar a história da Igreja Católica Apostólica.

10. Outros Grupos

Poderíamos seguir adiante apontando que já havia glossolália entre os quakers (tremedores) e entre os primeiros mórmons (o artigo 7 dos artigos de fé dos mórmons inclui o dom de línguas para os mórmons). Poderíamos observar que mais para frente houve manifestação de línguas entre alguns dos convertidos de Whitefield e Wesley, e que houve glossolália no grande avivamento dos Estados Unidos e nos avivamentos da Escócia e País de Gales. Poderíamos além disso tomar nota de alguns exemplos de glossolália na Rússia e Armênia. Mas já se tem feito um esboço suficiente desta história para provar que a glossolália tem ocorrido apenas ocasionalmente no passado, e que não se tem encontrado nos grandes segmentos da igreja cristã histórica, mas em grupos minoritários, alguns deles definitivamente heréticos. Portanto, a glossolália não é parte da grande tradição do cristianismo histórico, mas um fenômeno isolado que tem ocorrido esporadicamente sob circunstâncias anormais.

O silêncio comparativo destes muitos séculos de história quanto à glossolália deveria fazer pensar seriamente quem pretende que o dom de línguas seja um dos dons permanentes do Espírito para a sua igreja. A voz da história da igreja parece dizer-nos que o Espírito não tem seguido outorgando este dom ao povo de Deus, ao tempo em tem seguido guiando a sua igreja em toda a verdade. Os pentecostais contrargumentam que a razão do virtual desaparecimento deste dom da igreja é que durante esses séculos o povo de Deus estava pecando contra Deus[6] . Os cristãos não criam completamente em todas as promessas de Deus[7] , e o amor de muitos se esfriara. Contudo, a dificuldade desta interpretação é que se constitui em uma grande acusação contra 1800 anos de história eclesiástica. Devemos crer honestamente que nenhum cristão dos séculos passados mártires, missionários, guerreiros ou santos, teve a classe de fé, amor e dedicação mostrada pelos crentes pentecostais de hoje? Foi toda a história da igreja desde o ano 100 até 1900 uma história de apostasia?

O MOVIMENTO PENTECOSTAL

Em outubro de 1900, Charles Parham, ex-ministro metodista, inaugurou uma escola bíblica em Topeka, Kansas. Parham havia sido cativado pelo movimento de santidade que então estava em seu apogeu; cria que a santificação era uma segunda e definida obra da graça que destruía complemente o pecado inato. Também estava convencido de que depois que alguém tenha obtido uma santificação real e a unção que permanece, ainda faltava um grande derramamento de poder que os cristãos teriam que experimentar.

Antes do Natal de 1900, Parham, que devia sair por três dias, pediu aos seus estudantes que procurassem na Bíblia se haveria alguma evidência do que ocorre com o batismo do Espírito Santo – bênção que cria ainda dever receber o crente convertido e santificado[8] . Quando Parrana voltou, ficou maravilhado ao constatar que os quarenta estudantes haviam chegado a uma conclusão idêntica: “Quando caiu a bênção pentecostal, a prova indiscutível em cada ocasião foi que eles falaram em outras línguas”. A partir daí, o grupo começou a buscar ativamente o batismo do Espírito Santo, acompanhada da evidência que é um extático falar em línguas.

Em 1º de janeiro de 1901 (ou seja, como nos lembram os pentecostais, no começo mesmo do Século XX), a senhorita Agnes Ozman, uma das alunas de Parham, foi a primeira deste grupo que falou em línguas depois que Parham lhe impôs as mãos. Os pentecostais chamam a esta experiência de o começo do moderno avivamento pentecostal.

Logo, outros estudantes começaram a falar em línguas, como também o fez o próprio Param. Este se convenceu de que todo o cristão deveria receber o batismo do Espírito Santo que ele e seus estudantes haviam recebido, e que deveriam falar em línguas como evidência de haver recebido este batismo. Parham agora começou a levar “a mensagem pentecostal” ou “a mensagem do evangelho pleno”, como também foi chamado, e o pregou em varias cidades: Kansas City, em Kansas; Lawrence, em Missouri; El Dorado Springs, em Missouri, Galeria, em Kansas; Joplin, em Missouri; Orchard e Houston, no Texas. Em 1905, Parham estabeleceu um instituto bíblico em Houston, Texas.

Entre os que estudaram no instituto de Houston e se convenceram da verdade da mensagem de Pentecostes estava W. J. Seymour, pregador negro do movimento de santidade. Aproximadamente neste tempo visitou Houston, Neeley Terry, mulher negra de Los Angeles, que assistiu à igreja do Sr. Seymour e recebeu o batismo do Espírito Santo e o dom de línguas. Ficou tão impressionada com Seymour que persuadiu a igreja em Los Angeles a qual pertencia para que convidasse o irmão para pregar. No entanto, a primeira mensagem de Seymour em Los Angeles produziu tal hostilidade que o pregador visitante encontrou as portas fechadas para ele quando regressou para o culto da tarde. Impávido, Seymour começou a pregar numa casa. Em 9 de abril de 1906, sete pessoas foram batizadas com o Espírito Santo e começaram a falar em línguas. Estes acontecimentos chamaram tanto a atenção que o grupo logo se mudou para um edifício na Rua Azusa, que anteriormente havia sido igreja mas que por ora era uma cocheira. Neste lugar de poucas pretensões, Seymour seguiu dirigindo cultos que tiveram a assistência de crescentes números de pessoas de diversas denominações e raças. As reuniões se seguiram durante três anos, e chegaram a ser o centro do movimento pentecostal. De todo o país veio gente à missão da Rua Azusa para receber o batismo do Espírito e a evidência das línguas[9] .

Após isso seguiram anos de rápido crescimento. O assim chamado avivamento pentecostal estendeu-se a Chicago, Winnipeg e New York. Pouco depois de 1906, o “evangelho pleno” podia ser achado em todos os continentes. O movimento seguiu crescendo, até que hoje estima-se que há pelo menos 26 denominações que se consideram parte do movimento pentecostal.

Consideremos brevemente alguns dos maiores corpos pentecostais dos Estados Unidos. O maior e mais influente deles é as Assembléias de Deus com sede em Springfield, Missouri. Em abril de 1965 sua membresia total no país era de mais de 555.000. Tinham mais de 8.400 igrejas, 10.000 ministros ordenados e 5.000 licenciados nos Estados Unidos. Sua principal escola é o Instituto Bíblico Central em Springfield e seu semanário é o Pentecost Evangel. Uma idéia do tremendo alcance de sua atividade missionária pode-se deduzir do fato de que em abril de 1965 diziam ter 891 missionários no estrangeiro, 15.105 igrejas e pontos de pregação no exterior e uma membresia estrangeira (incluindo aderentes e membros em plena comunhão) de 1.472.766 pessoas. Isso significa que, de cada quatro pessoas que são membros ou aderentes das Assembléias de Deus, três estão no campo missionário, enquanto uma está nos Estados Unidos[10]

A segunda igreja pentecostal em importância nos Estados Unidos é a Igreja de Deus em Cristo. É uma igreja negra fundada por C. H. Mason e C. P. Jones. Segundo Kelsey, este grupo tinha mais de 400.000 membros em 1963 contra apenas 31.000 que tinha em 1936. É uma igreja de santidade que ensina que a santidade é considerado um requisito para a salvação e para o batismo do Espírito.

O terceiro corpo pentecostal em importância é a Igreja de Deus com sede em Cleveland, Tennessee. Esta é também a igreja pentecostal mais antiga do país, havendo começado em 1886 num avivamento dirigido no sudeste do Tennessee por Richard G. Spurling, pai, e seu. filho do mesmo nome. A. J. Tompson chegou a ser mais tarde o supervisor geral desta igreja, mas foi afastado em 1923. Esta também é uma igreja de santidade que ensina que à santificação segue a justificação e ao batismo do Espírito Santo segue a purificação ou santificação. Segundo cifras entregues por esta igreja em agosto de 1964, sua membresia total nos Estados Unidos e Canadá era de mais de 200.000; nestes países tinha quase 7.000 ministros (esta cifra provavelmente inclui ministros ordenados e licenciados) em aproximadamente 3.500 igrejas. No entanto, nessa data sua membresia mundial era de em torno de 400.000.

Segue em tamanho a Igreja Unida Pentecostal, que começou quando se uniram duas igrejas em 1945, e que segundo Kelsey tem 175.000 membros. É uma igreja das que se chamam “unitárias”: nega que há três pessoas na Trindade, e ensinam que Pai, Filho e Espírito Santo são uma única pessoa e que essa pessoa é Jesus Cristo. Em conseqüência, seu ensinamento é uma espécie singular de unitarismo que se centraliza na segunda pessoa e não na primeira; este unitarismo de tipo pentecostal é conhecido também como o movimento “Só Jesus”. As pessoas que tem sido batizadas no nome do Deus Trino têm que ser rebatizadas no nome de Jesus quando se fazem membros deste grupo. A maioria dos demais corpos pentecostais, as Assembléias de Deus em particular, tem repudiado firmemente este ensinamento unitário. Pode ser interessante notar que a Igreja Unida Pentecostal tem um código moral muito rígido. Oficialmente reprova coisas tais como o banho misto, a maquiagem, os desportos e as diversões mundanas, o uso da televisão, e proíbem que as mulheres cortem o cabelo. Num folheto publicado pela denominação entitulado “A Questão do Cabelo”, são dadas quinze razões pelas quais as mulheres devem ter o cabelo comprido.

Outro proeminente grupo pentecostal é a Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular (ou quadrado, ou ainda Foursquare em alguns países), fundada em 1927 por Almee Semple McPherson. Esta igreja também ensina que os crentes devem receber o batismo do Espírito Santo e que este batismo deve ser atestado pelo falar em línguas. Em 1965 este grupo dizia ter uma membresia total de 159.034 com 771 igrejas e 1647 ministros ordenados e licenciados em os Estados Unidos. Um folheto sobre missões publicado pela igreja em 1965 dá as seguintes cifras: 1368 pastores nacionais e evangelistas, 1402 igrejas e pontos de pregação no estrangeiro e 96.432 membros e aderentes no campo missionário.

Outro grupo pentecostal que deve ser considerado é a Igreja de Deus Pentecostal, pelo menos pelo fato de que Oral Roberts pertencia a ele. Doutrinariamente também é um grupo de santidade. A santificação é considerada uma segunda obra da graça instantânea (ainda que também sustentam que é progressiva). Considera o batismo do Espírito Santo como uma obra de graça adicional[11] . Portanto, é interessante notar que as cifras entregues pelo grupo em 1946 estavam classificadas em três categorias: 26.251 membros, 8.043 salvos, 3.179 santificados e 1.724 batizados com o Espírito. Contudo, estatísticas mais recentes indicam que, em julho de 1956, a igreja dizia ter 60.665 membros, 1.331 igrejas e 2.446 ministros em os Estados Unidos. A membresia mundial total naquela data era 84.915 com 85 missionários no estrangeiro.

Mais um grupo deve-se mencionar, Assembléias Pentecostais Mundiais. Esta também é uma igreja negra que tinha uma lista de 50.000 membros e 600 igrejas em 1959. Esta igreja se opõe às sociedades secretas, às datas de festas eclesiásticas, ao uso de jóias, de meias atrativas, de cabelo cortado ou alisado e de adereços de cores brilhantes.

Estes são pois, os principais corpos pentecostais nos Estados Unidos. Há vários outros grupos, a maior parte mais pequenos que os mencionados. Devido o crescimento rápido do pentecostalismo, não somente nos Estados Unidos mas em países estrangeiros, este movimento com freqüência é chamado “terceira força do cristianismo”. Há muitas igrejas pentecostais vigorosas em países europeus como Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Suíça, Rússia, Itália, Alemanha e Inglaterra. O pentecostalismo também é forte na América do Sul, especialmente no Brasil. As igrejas pentecostais tem sido muito ativas no trabalho missionário; Bloch-Hoell, dando cifras do ano 1954, estima que naquele tempo o contigente de missionários pentecostais era pelo menos três vezes e meia maior que o considerado “normal” no mundo protestante. Ainda que é difícil fazer uma estimativa de quantas pessoas no mundo poderiam se chamar pentecostais, é certo que as cifras mundiais alcançam a vários milhões. Enquanto Bloch Hoell estima que há aproximadamente seis milhões de seguidores pentecostais no mundo incluindo as crianças), John L. Sherril julga que há mais de 8.500.000 pentecostais no mundo, mais de 2.000.000 dos quais estão nos Estados Unidos.

O NEOPENTECOSTALISMO

Resta explorar mais uma fase da história deste tema, fase que Russell T. Hitt tem denominado neopentecostalismo. Com esta expressão quero significar a passagem da glossolália para as igrejas estabelecidas. Antes de 1960, o fenômeno da glossolália estava confinado exclusivamente às igrejas pentecostais, no entanto, na atualidade já não é assim.

Tudo começou com Dennis Bennett, reitor da Igreja Episcopal de São Marcos em Van Nuys, Califórnia, nos arredores de Los Angeles. Por meio da influência de um casamento celebrado em uma igreja vizinha recebeu o dom de línguas, e achou que seria uma estimulante experiência espiritual os efeitos da qual se introduziram em sua vida cotidiana. Logo, umas setenta pessoas na congregação começaram a falar em línguas, incluindo alguns dos mais conhecidos membros da congregação. Como a igreja estava dividida pelo problema, o Rev. Bennett renunciou à reitoria em 3 de abril de 1960. A publicidade que se seguiu à sua renúncia serviu para difundir ainda mais a notícia deste novo turbilhão de línguas.

Atualmente, muitos episcopais estão praticando a glossolália. Frank Farrell informou em setembro de 1963 que, segundo se dizia, uns 2.000 episcopais estavam falando línguas somente no sul da Califórnia. A glossolália também tem-se estendido pela Igreja Presbiteriana. Mais de 600 membros da Primeira Igreja Presbiteriana de Hollywood (a maior igreja local da denominação) haviam falado em línguas, segundo uma informação. Alguns membros da Igreja Reformada da América também tem começado a falar em línguas, provavelmente o mais conhecido deles seja o Rev. Harald Bredesen, pastor da Primeira Igreja Reformada de Mount Vernon, New York. O Rev. Bredesem recebeu o dom de línguas num acampamento pentecostal em Green Lane, Pennsylvania, e desde então tem sido um ativo propagandista da glossolália. Atualmente é presidente da Sociedade da Bendita Trindade, grupo que atua como ponta de lança do movimento neopentecostal, particularmente por meio de sua revista trimestral (Trindade). A visita do pastor Bredesen ao campus da Universidade de Yale foi o que acendeu a faisca de um incêndio de línguas ali.

A glossolália também tem-se infiltrado nas igrejas luteranas. Provavelmente, o pastor luterano mais conhecido e que tem recebido o dom seja o Rev. Larry Christenson, pastor da Igreja Luterana da Trindade em San Pedro, Califórnia, que tem escrito bastante sobre o tema. O movimento penetrou na igreja metodista, Morton Kelsey menciona uma quantidade de ministros metodistas que tem recebido o dom de línguas e tem sido instrumentos para dá-lo a outros. O falar em línguas também tem se estendido às igrejas batistas; o Senhor Kelsey descreve a experiência de dois ministros batistas que receberam o dom e cita o Dr. Francis Whiting, diretor do Departamento de Evangelismo da Convenção Batista de Michigan, como que tenho dito que a salvação do mundo está nos dons carismáticos tais como o dom de línguas.

Ademais, cabe destacar que a glossolália tem feito sua colheita também em pequenos grupos tais como InterVarsity Christiam Fellowship (grupo que em diversos países trabalha com estudantes universitários, com sede em Londres), Wycliff Bible Translators (missão dedicada à tradução da Bíblia a idiomas indígenas) e entre Os Navegantes. Também, o mesmo tem ocorrido em instituições bem conhecidas como Wheaton College, Westmont College e Fuller Seminary. Dentro do movimento neopentecostal, além das atividades da Sociedade da Bendita Trindade, há reuniões de pequenos grupos, denominados grupos de comunhão do Espírito Santo, que celebram reuniões e convenções de avanço cristão. Uma organização internacional denominada Associação Internacional de Homens de Negócios do Evangelho Pleno, com sede em Los Angeles, publica três revistas Voz, Visão e Ponto de Vista. Esta organização tem uma quantidade de diretores estrangeiros além dos Estados Unidos, e capítulos (organizações locais) em países tão distantes como Austrália e África do Sul.

De todo o exposto, é evidente que a glossolália na atualidade está-se estendendo para muito mais além das fronteiras das igrejas pentecostais. Ainda que não haja dados disponíveis, e ainda que o falar em línguas nas outras igrejas nem sempre é admitido abertamente, é óbvio que o número dos que falaram ou falam em línguas fora das igrejas pentecostais deve ser bastante considerável. Particularmente, a difusão das línguas em igrejas não pentecostais é o que faz que a questão das línguas seja um problema tão vivo na atualidade.

Capítulo 2 – O Significado do Falar em Línguas para os Pentecostais

A prática de falar em línguas é comum a todos os pentecostais, como também aos que comumente denominam-se neopentecostais. Antes de proceder a avaliação do falar em línguas, devemos primeiro entender o significado da glossolália para quem o pratica.

Desde o começo deve-se notar que há diferenças de opinião entre os pentecostais sobre se a “santificação completa” é necessária antes que alguém possa receber o batismo do Espírito que é acompanhado pela glossolália[12] . Por santificação completa entende-se quando alguém fica completamente imune da presença do pecado em face de uma experiência instantânea. No princípio do movimento houve muita ênfase na importância dessa santificação instantânea. Lembre-se que Charles F. Parhan, em cujo instituto bíblico começou o movimento pentecostal, era um pregador da santidade que cria na santificação completa como uma “segunda obra de graça” depois da conversão. Durante o avivamento em Los Angeles em 1906, muitas pessoas disseram haver recebido a santificação completa e consequentemente diziam que esta bênção era necessária antes que alguém pudesse receber o batismo do Espírito.

Entretanto, no decorrer do tempo, houve uma variação no ensinamento pentecostal. Ainda que alguns grupos pentecostais continuem com a ênfase na necessidade da santificação completa como uma experiência que deve anteceder o batismo do Espírito, de modo que o batismo do Espírito fosse considerado por eles como uma terceira obra da graça subsequente à regeneração (ou conversão) e a santificação instantânea[13] , a maioria dos grupos pentecostais tem abandonado esta posição. Hoje em dia, a maioria das igrejas pentecostais ensinam que a santificação não é uma experiência instantânea, mas um processo que segue pela vida, ainda depois que alguém recebe o batismo do Espírito. Portanto, a maioria dos pentecostais considera o batismo do Espírito como uma espécie de “segunda obra da graça” que ocorre depois da regeneração.

Mesmo assim, ambos os grupos de pentecostais concordam em que a glossolália é a evidência inicial do batismo do Espírito. Em virtude de não haver diferença de opinião entre ambos grupos sobre o ponto que nos ocupa (isto é, o significado da glossolália), passarei por alto pela diferença de opinião sobre a questão da santificação completa que deveria seguir.

Ao determinar o significado da glossolália para quem a pratica, devemos portanto levar em conta outra diferença de opinião que existe entre os pentecostais. Nem todos estão de acordo no ponto de a glossolália invariavelmente acompanhar o batismo do Espírito. Alguns pentecostais sustentam que, ainda que o falar em línguas seja uma das evidências do batismo do Espírito, não é necessariamente a única evidência, e que, portanto, uma pessoa pode receber o batismo do Espírito sem falar em línguas. Alguns líderes pentecostais europeus como T. B. Barratt de Noruega e Lewi Pethrus de Suécia estão dispostos a admitir que, como uma exceção, o batismo do Espírito pode ocorrer sem glossolália. J. E. Stiles Jr., escreveu em Cristianismo Hoje: “Há uma crescente minoria entre pessoas do evangelho pleno que crêem que as línguas não se constituem em “única” ou “necessária” evidência do recebimento inicial do Espírito Santo. Aceitamos que é uma evidência”. Ni1s Bloch-Hoell, cujo estudo histórico do movimento pentecostal é o mais completo até agora publicado, afirma:

A opinião dominante do movimento pentecostal é a que o batismo do Espírito é acompanhado pelo falar em línguas, mas, ao mesmo tempo, permite teoricamente, a possibilidade do batismo do Espírito sem glossolália.

Vê-se então que, em que pese uma minoria de pentecostais admitir a possibilidade de batismo do Espírito sem glossolália, a maioria considera que o batismo do Espírito sem glossolália estaria incompleto ou carente de evidência[14] .

Mesmo que o leitor deva recordar-se que há pentecostais que não estão na posição da maioria, apresentarei o ponto de vista da maioria como típico do movimento pentecostal. Ao apresentar o ponto de vista da maioria, reproduzirei até aonde for possível, a posição sustentada pelas Assembléias de Deus, a maior igreja pentecostal dos Estados Unidos, e provavelmente o grupo pentecostal de mais influência no mundo.

As Assembléias de Deus estabeleceram seus principais dogmas doutrinais no que chamam Declaração de Verdades Fundamentais, que compreende 19 artigos. O artigo 7 desta declaração diz:

Todos os crentes têm o direito a a promessa do Pai, a qual deveriam esperar ardente e intensamente: o batismo no Espírito Santo e no fogo, de acordo com o mandamento de nosso Senhor Jesus Cristo. Essa era a experiência normal de toda a Igreja Primitiva. Com ela chega  investidura do poder para a vida e o serviço, a concessão de dons e o uso deles na obra do ministério (Lucas 24:49, Atos 1:4, 8; I Coríntios 12:1-31). Esta experiência é distinta e posterior à experiência do novo nascimento (Atos 8:12-17; 10:44-46; 11:14-16; 15:7-9). Com o batismo do Espírito Santo vêm experiências tais como a completa plenitude do Espírito (João 7:37-39; Atos 1:4-8), uma reverência mais profunda a Deus (Atos 2:43; Hebreus 12:28), uma consagração mais intensa a Deus e dedicação à sua obra (Atos 2:42), e um amor mais ativo por Cristo, por sua Palavra e pelos perdidos (Marcos 16:20).

O Artigo 8 faz as seguintes afirmações:

O batismo dos crentes no Espírito Santo é testificado pelo sinal físico inicial de falar outras línguas conforme o Espírito as concede que falem (Atos 2:4). O falar em línguas neste caso é o mesmo em essência que o dom de línguas (1 Coríntios 12:4-10, 28), mas difere em propósito e uso.

Justapondo estes dois artigos, chegamos às seguintes conclusões:

1. Todos os crentes deveriam buscar o batismo do Espírito Santo.

2. Este batismo do Espírito é distinto e posterior à experiência do novo nascimento.

3. Este batismo do Espírito Santo outorga poder para a vida e o serviço, maior consagração, um amor mais ativo por Cristo, por sua Palavra e pelos perdidos.

4. O sinal físico inicial do batismo do Espírito é falar em outras línguas.

5. Este sinal físico inicial, ainda que seja o mesmo em essência que o dom de línguas de que fala I Coríntios 12, é diferente em propósito e uso.

Portanto, para as Assembléias de Deus – e sua posição nisso é típica dos pentecostais em geral – a glossolália é tão importante que todo crente deveria praticá-la como evidência inicial do batismo do Espírito Santo que todos devem buscar obter. Cito um proeminente autor das Assembléias de Deus:

UMA experiência deve ser recebida por todos os que querem entrar no reino – o novo nascimento …do mesmo modo, ordena-se a todos os crentes que recebam uma experiência – o batismo ou plenitude do Espírito. Novamente, as reações físicas, emocionais e intelectuais são tão variadas como os que a recebem, mas, outra vez, uma evidência acompanha uniformemente à experiência: o testemunho do Espírito através de nós em outras línguas[15] .

Ralph M. Riggs, outro escritor das Assembléias de Deus, dá dez razões por que deveríamos receber o batismo do Espírito Santo pouco depois da conversão[16] . A importância da glossolália para os pentecostais vem indicada pela seguinte declaração de Carl Brumback: “É nossa sincera crença que sem esta evidência (ou seja, a da glossolália) não pode haver um batismo completo com o Espírito Santo”[17] . Portanto, todo cristão deve buscar a glossolália, não por causa de si mesmo, mas como evidência de que se tem recebido o batismo do Espírito Santo.

Pois bem, o que é este batismo do Espírito, posterior e distinto do novo nascimento? Significa a entrada do Espirito Santo na vida de alguém como Pessoa em Seu próprio nome e direito. Ralph Riggs descreve a experiência da seguinte maneira:

Como Espírito de Cristo, Ele veio na conversão, trazendo a vida de Cristo, revelando a Cristo e o fazendo-se real. No batismo do Espírito, Ele mesmo, em Sua própria pessoa cai sobre o crente que espera e o enche. Esta experiência é tão distinta da conversão como o Espírito Santo é distinto de Cristo. Sua vinda ao crente no batismo é a vinda da terceira Pessoa da Trindade, após a vinda de Cristo, que ocorreu na conversão[18] .

Então, isso significa que alguém não recebe o Espírito Santo em nenhum sentido no momento da conversão? Pelo contrário, todo cristão tem o Espírito Santo uma vez que é Ele quem deve pô-lo em contato com Cristo, e é o Espírito quem deve operar a regeneração[19] . Mas somente depois do batismo do Espírito, a Terceira Pessoa da Trindade toma o controle definitivo por direito próprio, e dispensa todo o complemento de seus dons[20] . Em suma, ainda que se receba certos frutos do poder do Espirito no momento da regeneração ou conversão, não recebe ao Espírito como pessoa que o enche completamente até o momento do batismo do Espírito Santo. A glossolália é a evidência inicial deste batismo do Espírito.

Sobre que base bíblica estão fundamentados estes ensinamentos? Principalmente, no estudo de passagens do livro de Atos que descrevem certos grupos que falaram em línguas quando o Espírito caiu ou veio sobre eles. Mais adiante examinaremos registros das Escrituras com maior detalhe.

Deve-se recordar que os pentecostais distinguem entre glossolália como evidência inicial do batismo do Espírito e como um dom que o receptor pode continuar exercendo, Assim eles dão razão ao fato óbvio de que nem todos em Corinto tinham o dom de línguas[21] . Numa palavra, sua posição é esta: todos os que recebem o batismo do Espírito devem falar línguas como evidência física inicial deste batismo. Nem todos os que recebem esta evidência, no entanto, seguem exercendo o dom de línguas[22] .

Além disso, o dom de línguas opera de um modo duplo: devocional e congregacional. Como exercício devocional poderia ser usado como um meio para orar, dar graças, cantar. Pelo uso do dom nesta forma alguém edifica-se a si mesmo[23] . O outro uso do dom é congregacional. As línguas deveriam ser usadas nos serviços da igreja. Brumback afirma que é bom que o pregador seja interrompido ocasionalmente por uma expressão em línguas, ainda que não se propicia uma interrupção constante[24] . Donald Gee, outro escritor das Assembléias de Deus, refletindo sobre as diferenças entre os serviços pentecostais e os das igrejas protestantes regulares, expressa a questão de um modo mais bem ameno: “Melhor um pouco de desordem e o Senhor operando que a ‘ordem’ aparente da tumba e da morte”[25] . No entanto, quando se usam as línguas no serviço da igreja, devem ser interpretadas, por isso os pentecostais falam do dom de interpretação como um dom adicional. Sem intérprete, o que fala em línguas deve calar-se na igreja[26] .

Pode ser de interesse perguntar neste ponto: Segundo os pentecostais, como são estas línguas? São idiomas humanos reais, ou são apenas expressões extáticas que não têm similaridade com idiomas que atualmente se falam sobre a terra? Para responder a esta questão, devo, em primeiro lugar, reproduzir brevemente os ensinamentos pentecostais sobre as línguas descritas na Bíblia. Os pentecostais estão bem de acordo que as línguas faladas no dia de Pentecostes eram idiomas reais, uma vez que Lucas afirma que cada homem ouviu os discípulos em sua própria língua[27] . No que diz respeito à glossolália em Corinto, Brumback afirma que ainda que haja uma diferença entre as línguas em Atos e as de Corinto quanto ao propósito e operação, não há diferença entre elas quanto a sua natureza: noutras palavras, em Corinto assim como em Jerusalém, as línguas eram idiomas estrangeiros reais falados por pessoas que não haviam tido uma preparação prévia nesse idioma[28] .

Sobre a base do ponto de vista da glossolália na forma descrita nas Escrituras, Brumback sustenta que a glossolália na atualidade não é falar uma linguagem celestial desconhecida para o homem, mas falar um verdadeiro idioma humano que, no entanto, é desconhecido para a pessoa que fala[29] ; ainda afirma que há casos registrados em que expressões glossolálicas tem sido identificadas como idiomas existentes, tanto por crentes pentecostais como não pentecostais[30] . Brumback admite que às vezes a glossolália atual não é um idioma genuíno, mas uma pura algaravia; no entanto, esses casos são considerados fraudulentos, como uma tentativa de imitar o genuíno dom de línguas[31] . Donald Gee, escritor pentecostal britânico, está de acordo que na atualidade a glossolália é o falar de idiomas estrangeiros genuínos. Então pareceria que a posição pentecostal geral é que a glossolália segundo se pratica na atualidade é o falar um idioma estrangeiro genuíno por pessoas que nunca tenham estudado o idioma em que falam e que não o entende no momento em que os estão falando.

No entanto, deve-se observar que nem todos os pentecostais estão de acordo neste ponto. Alguns pentecostais dizem-me em conversações privadas que a glossolália de hoje poderia ser um falar um idioma estrangeiro existente, ou falar uma língua em êxtase que não tem similar na linguagem humana. Ademais é significativo que pelo menos um dos escritores das Assembléias de Deus não compartilha do ponto de vista de que a glossolália de hoje seja sempre um idioma genuíno. Stanley Frodsham, em um livro que sempre aparece recomendado no catálogo atual da Gospel Publishing House, agência oficial de publicações das Assembléias de Deus, tem isso a dizer acerca do dom de línguas:

O filho de Deus tem o privilégio de ter uma linguagem com Deus, e nenhum homem entende esta linguagem secreta, porque ao santo lhe é permitido falar no idioma da divindade, um idioma desconhecido para a humanidade… O santo mais humilde pode desfrutar de uma conversação sobrenatural com o que fez os mundos, num idioma não compreendido pelo homem nem pelo diabo.

Seguimos adiante agora para perguntar se o ponto de vista dos neopentecostais acerca do significado e valor da glossolália é o mesmo que o que se lhe dão os pentecostais segundo o que acabamos de descrever. É uma pergunta difícil de responder porque não há uma interpretação teológica autoritativa que seja obrigatória para todos os neopentecostais. No entanto, cabe destacar que o neopentecostalismo recebeu seu ímpeto inicial dos pentecostais, uma vez que vários líderes neopentecostais receberam o dom de línguas em reuniões pentecostais ou por meio da influência de pentecostais. Portanto, historicamente o neopentecostalismo nasceu do pentecostalismo.

Já se tem feito notar que há alguma diferença de opinião entre membros de igrejas pentecostais sobre se a glossolália invariavelmente acompanha o batismo do Espírito. Encontramos uma diferença de opinião similar entre os neopentecostais. Alguns neopentecostais crêem que a glossolália é uma das evidências de haver recebido o batismo do Espírito, mas que não é a única evidência nem a evidência indispensável. Para citar um exemplo, o Rev. Larry Christensom, pastor da Igreja Luterana da Trindade, em San Pedro, Califórnia, e líder do movimento pentecostal, não está de todo disposto a dizer que cada um dos que recebam o batismo do Espírito falarão em línguas, de modo que se uma pessoa que não fale em línguas esteja convencido de que não recebeu o batismo do Espírito. No entanto, concede que o livro de Atos nos da um padrão que serve de muita ajuda em nossas vidas de hoje: a saber, a recepção do Espírito é uma experiência instantânea que é acompanhada pelo falar em línguas[32] . Portanto, segue dizendo:

Consumar a experiência de alguém de receber o Espírito falando em línguas lhe dá objetividade à experiência; eu creio que esta objetividade tem um valor definitivo para o contínuo caminhar no Espírito, porque falar em línguas parece ter uma relação definida com a “poda” e “purificação” pela qual o cristão tem que passar.

Portanto, segundo Christensom, a glossolália, ainda que de um alto valor, não é a evidência indispensável de haver recebido o batismo do Espírito

Segundo Morton T. Ke1sey, reitor episcopal que escreveu um livro sobre o falar em línguas, o Rev. Tod Ewald, reitor da Igreja Episcopal de Corte Madera, Califórnia, compartilha dos pontos de vista de Christensom sobre as línguas. Ke1sey segue dizendo que, em sua opinião, a maioria de quem fala línguas nas mais antigas denominações protestantes compartilham dos pontos de vista do pastor Christensom sobre as línguas e sobre a experiência do Espírito Santo, isto é, que as línguas são uma sinal do batismo do Espírito, mas não o sinal indispensável do acontecimento. Se Ke1sey está correto, isso poderia significar que o ponto de vista da maioria dos neopentecostais difere da maioria dentre os pentecostais.

No entanto, não estou certo de que o Senhor Ke1sey tenha razão em seu juízo. Tem-se encontrado uma quantidade de declarações de proeminentes neopentecostais que afirmam que a glossolália não é apenas uma possível evidência, mas a evidência do batismo do Espírito Santo. Por exemplo, Robert Frost, professor de biologia no Colégio Westmont, escrevendo na revista Trindade, declara que, assim como uma confissão de fé é o sinal exterior de conversão, o falar em línguas é a evidência exterior do batismo do Espírito Santo (que ele chama “o dom do Espírito de Deus em sua plenitude”). Em uma edição anterior do mesmo periódico, o Rev. Edwin B. Stube, vigário de Saint Lawrence, Sidney, Montana, e diretor da Sociedade da Bendita Trindade, afirma:

No Novo Testamento, o sinal normal ou evidência do batismo do Espírito Santo é o de  falar em outras línguas segundo o Espírito dá que se fale … Claramente se vê que a intenção de Deus é que todos os crentes recebam o batismo do Espírito Santo com o sinal que o Novo Testamento indica (a saber, o sinal de falar em línguas).

Jean Stone, uma diretora da Sociedade da Bendita Trindade, e editora da revista Trindade, disse isso acerca da glossolália em um editorial: “Cremos que quando um crente é batizado com o Espírito Santo, ele falará em novas línguas segundo o Espírito lhe concede que fale e que esta investidura de poder (significada pela nova língua) é uma investidura para o serviço”. Neste mesmo editorial a Senhora Stone cita uma declaração oficial feita pela junta de diretores da Sociedade da Bendita Trindade em sua reunião de março de 1963. O quarto parágrafo da declaração diz:

Cremos que quando um cristão recebe o batismo do Espírito Santo prometido por Jesus (Atos 1: 5, 8), o Espírito Santo confirma isso com uma capacidade sobrenatural de falar em uma língua desconhecida para quem fala[33] .

Os membros da junta de diretores que aparecem na edição da revista em que consta a declaração citada são os seguinte: Rev. Harald Bredesen, Rev. David J. du Plessis, Rev. Tod W. Ewald, Donald D. Stone, o Rev. Willian T. Sherwood, Jean Stone, o Rev. Edwin B. Stube[34] . Pareceria que uma declaração feita pelos diretores da Sociedade da Bendita Trindade aproxima-se muito do que alguém poderia esperar razoavelmente como pronunciamento oficial sobre os pontos de vista dos neopentecostais.

Portanto, concluirei que, com a possível exceção de alguns, a posição dominante do neopentecostalismo sobre a significação da glossolália é a mesma que a dos pentecostais: o falar em línguas é a evidência necessária de que alguém recebeu o batismo do Espírito Santo.

Há que se reconhecer que a maioria dos neopentecostais não propicia o falar em línguas nos serviços dominicais regulares de suas igrejas, mas preferem o exercício da glossolália em suas devoções privadas ou em pequenos grupos de oração. Também há que se admitir livremente que o falar em línguas entre os neopentecostais está muito menos carregado de emoções que nos cultos de muitas igrejas pentecostais, sejam dominicais ou durante a semana. No entanto, estas diferenças não afetam o ponto básico que agora está em discussão: a importância da glossolália como evidência do batismo do Espírito. Neste ponto, vê-se claramente que a maioria dos neopentecostais está de acordo com os pentecostais.

Capítulo 3 – Uma Avaliação Bíblica do Falar em Língua

Evidentemente, reconhecemos que há muito o que a igreja pode aprender do pentecostalismo e do neopentecostalismo. Ainda que este ponto será discutido de forma mais ampla no Capítulo 5, permita-me dizer aqui que na igreja atual há uma premente necessidade de um maior enchimento do Espírito Santo, de um maior fervor em nossa adoração e um maior calor em nosso testemunho. Todos os que nos chamamos cristãos queremos viver vidas mais cheias do Espírito Santo. Todos desejamos receber bem qualquer coisa que nos ajude a andar mais plenamente no Espírito.

No entanto, nossa maior preocupação como cristãos bíblicos deve ser permanecermos fiéis aos ensinamentos da Palavra de Deus. Não poderíamos iniciar-nos em certo tipo de experiência religiosa e logo a seguir ir reivindicando uma doutrina a partir dela. Nossas doutrinas devem estar baseadas não na experiência mas nos ensinamentos das Escrituras. Portanto, devemos sujeitar o pentecostalismo, tanto em sua nova forma como na antiga, à prova da Escritura. Por isso, neste capítulo tenho o propósito de apresentar uma avaliação bíblica dos ensinamentos dos pentecostais e neopentecostais sobre o falar em línguas[35] .

Antes, devemo-nos lembrar que nem todos os pentecostais e muito menos todos os neopentecostais sustentam a mesma posição sobre o falar em línguas que foi esboçada no Capítulo 2. No entanto, ao fazer a avaliação bíblica tomo por base a posição sobre o falar em línguas sustentada pela maioria dos pentecostais e neopentecostais e que com toda certeza pode-se ter como típica do movimento como um todo.

Ao conduzir esta avaliação bíblica, pela ordem, tomarei os diversos grupos de passagens bíblicas que são apresentadas pelos pentecostais em sua tentativa de encontrar um apoio bíblico à glossolália.

1. Passagens dos profetas apresentadas pelos pentecostais que segundo alegam apoiam o falar em línguas.

Aqui devemos considerar duas passagens freqüentemente citadas. Os pentecostais encontram uma predição do dom de línguas em Isaías 28:11, 12. Na versão Revista e Atualizada esta passagem diz:

Pelo que por lábios gaguejantes e por língua estranha falará o SENHOR a este povo, ao qual ele disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; mas não quiseram ouvir.

Normalmente, ao citar esta passagem, os pentecostais deixam de lado a última frase, “mas não quiseram ouvir”. Logo começam a interpretar a passagem como se anunciasse a concessão do dom de línguas à igreja, aduzindo que, por meio deste dom, segundo o profeta, conceder-se-ía repouso ao povo de Deus[36] . No entanto, o que se esquece é que à luz do contexto, a passagem prediz claramente a vinda dos assírios contra o povo de Israel, como castigo pela sua desobediência. O versículo 12 refere-se às advertências proféticas prévias que haviam sido desprezadas; por isso o castigo agora está a caminho: “Ao qual ele disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado…; mas não quiseram ouvir.” Afirmar que o repouso de que aqui se fala é produto do falar em línguas, como afirmam nossos amigos pentecostais, é torcer o sentido do texto. O uso que Paulo faz desta passagem em I Coríntios 14:21, além disso, não apóia a interpretação pentecostal. Porque o argumento de Paulo não é que o falar línguas estranhas produz repouso, mas antes, como nos tempos do Antigo Testamento, assim é agora: esta forma de falar deixa as pessoas em sua incredulidade, em seus corações endurecidos: “não quiseram ouvir, diz o Senhor”.

Outra passagem profética apresentada pelos pentecostais encontra-se no segundo capítulo, de Joel. Na última parte deste capítulo ocorre a promessa do derramamento do Espírito sobre toda carne que Pedro citou no dia de Pentecostes. Desta parte do capítulo, os autores pentecostais dirigem-se ao versículo 23 para encontrar uma referência à chuva temporã e serôdia:

Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no SENHOR, vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia.

Este versículo se une a Tiago 5:7, 8 que diz assim:

Sede, pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência até receba a chuva temporã e serôdia. Sede vós também pacientes, e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima. (Edição Revista e Corrigida)

Como a passagem de Tiago refere-se à segunda vinda do Senhor, supõe-se engenhosamente que a “chuva serôdia” refira-se a um acontecimento que deve preceder imediatamente à vinda de Cristo. A chuva deve-se relacionar de algum modo com o derramamento do Espírito pregado por Joel. Então a conclusão é obvia: – “a chuva temporã” ou a primeiras chuva tem que se referir ao dom de línguas do dia de Pentecostes e na igreja primitiva, enquanto “a chuva serôdia” tem que ser a designação do movimento de línguas destes últimos tempos[37] . Com freqüência ouve-se que os pentecostais referem-se ao avivamento pentecostal que começou em 1901 como o movimento de “chuva serôdia”. Uma implicação desta expressão, à luz das passagens de Joel e Tiago, é que o movimento pentecostal é um sinal da proximidade da vinda de Cristo e do fim do mundo. No entanto, esta interpretação da chuva temporã e da chuva serôdia carece de todo apoio bíblico, como revelará o mais elementar estudo destas passagens em seu contexto[38] .

2. Passagens apresentadas para demostrar que o falar em línguas tinha que permanecer na igreja.

Carl Brumback, em O que Quer Ser Isso?, refuta o argumento de que a glossolália era temporária e não tinha o propósito de seguir na igreja assinalando duas passagens que, segundo ele acha, ensinam que Deus queria que o dom de línguas continuasse. A primeira passagem é Marcos 16:17-18.

Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.

Aqui Jesus deixa muito claro – diz Brumback – que as línguas devem permanecer na igreja: “Estes sinais hão se acompanhar aqueles que crêem… falarão novas línguas”[39] .

No entanto, há dúvidas quanto à autenticidade desta passagem. A conclusão longa de Marcos, na qual aparece este versículo, é ausente nos dois unciais mais antigos, o Vaticano e o Sinaítico, ambos do Século IV depois de Cristo[40] . Ainda que a conclusão longa encontra-se numa quantidade de manuscritos posteriores deste Evangelho, outros manuscritos tem uma conclusão breve; pelo menos um original (Códice Régio, ou Manuscritos L) tem as duas conclusões, a longa e a curta. Também há evidências internas contra a autenticidade da conclusão longa: usam-se certas construções e frases que não se usam comumente em Marcos ou que não aparecem em todo o Evangelho de Marcos. À luz destes atos, parece altamente improvável que a conclusão longa de Marcos tenha sido parte do evangelho original. Em conseqüência, a maior parte dos comentaristas evangélicos consideram que a conclusão longa de Marcos não é genuína, incluindo notórios conservadores como Ned Stonehouse do Seminário Westminster. Portanto, não pode ser correta nem é cortês sugerir, como Brumback, que os que têm dúvidas sobre a autenticidade de Marcos 16:15-20 são como os modernistas que tiram da Bíblia quaisquer passagens que lhes desagradam[41] . Isso não é questão de gostar ou não gostar, mas simplesmente uma questão de evidência textual precedente dos manuscritos. (Veja-se nota marginal em Marcos 16:9 na Edição Revista e Atualizada da Sociedade Bíblica do Brasil e nota de rodapé na Bíblia de Jerusalém – nota do tradutor) .

No entanto, suponhamos por um momento que Marcos 16:17-18 seja uma passagem com autoridade para nós (quem sabe aceitando-a como parte da Escritura ainda que estejamos de acordo que foi escrita por uma pessoa diferente de Marcos). Ainda assim teríamos dificuldades com esta passagem. Lembrem-se que a passagem não fala somente de novas línguas mas também de pegar em serpentes e beber alguma coisa mortífera, veneno mortal. Os pentecostais não se vêm muito desejosos de aconselhar a sua gente que comece a pegar serpentes ou a tomar veneno para provar que são crentes verdadeiros[42] . Então, como deixam de lado o pensamento de que os dois sinais que se nomeiam ao final e também seguem aos que crêem? Brumback sustenta que estes sinais milagrosas desapareceram da igreja por falta de fé do povo de Deus[43] . No entanto, o problema que há nesta explicação é que segundo Brumback os pentecostais agora têm a fé que a igreja não tinha nos séculos anteriores, e que por isso eles falam em línguas[44] . Mas então perguntamos, por que não pegam serpentes ou bebem venenos mortais? A única resposta que Brumback dá a esta pergunta é sugerir que na igreja primitiva o pegar em serpentes sem receber dano era feito “acidentalmente”, e que ser preservados de veneno mortal ocorre somente quando esse veneno tenha sido tomado inadvertidamente ou administrado por um inimigo[45] . No entanto, ao examinar o texto grego de Marcos 16:18, encontramos que ainda que a declaração acerca de beber veneno está em forma condicional (“se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum’” a declaração sobre pegar em serpentes não está na forma condicional, mas no futuro do indicativo: “pegarão em serpentes”, igual à declaração sobre as línguas: “falarão novas línguas”. Portanto, segundo o texto, estes sinais seguirão aos que crêem: falarão novas línguas e pegarão em serpentes. Se o falar em línguas deve ser tomado como um sinal que confirma os crentes na fé, porque não chegar à conclusão de que o pegar em serpentes também deve ter a mesma função de sinal? Há muita razão para aceitar um sinal do mesmo modo que o outro, uma vez que em ambos casos o verbo grego está no futuro do indicativo: lalésousimaraúsim. Se Marcos 16:17-18 é uma Escritura com autoridade, porque as igrejas pentecostais não tem cultos em que se pegam em serpentes?

Portanto, pelas razões esposadas, não creio que Marcos 16:17-18 prove que o dom de línguas está em vigência para a igreja de hoje.

Outra passagem apresentada por Brumback para demonstrar que a glossolália tinha que permanecer na igreja é I Coríntios l2:28[46] . Esta passagem diz assim:

E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.

Estou de acordo com Brumback que estas palavras são dirigidas não apenas à igreja de Corinto, mas à igreja de todos os tempos; a referência aos apóstolos prova Isso, porque certamente Deus não deu os apóstolos somente para a igreja de Corinto. Brumback vai mais adiante com seu argumento dizendo que uma vez que entre os dons de Deus se mencionam “os que tem dom de línguas”, o dom de línguas deve permanecer na igreja hoje[47] .

É isso que se prova nesta passagem? Não, de forma conclusiva. Porque o texto começa dizendo que Deus estabeleceu apóstolos na igreja. No entanto, os apóstolos já não estão conosco, como admite o próprio Brumback[48] . Podemos então estar certos de que todos os dons mencionados neste versículo permanecem na igreja de hoje? Além disso, há algumas expressões estranhas neste versículo. O quer dizer “milagres” (dunámeis)? Permanecem na igreja? Nossos irmãos pentecostais afirmam que o dom de cura (carísmatia iamáton) permanece na igreja. Mas, podemos estar certos disso? O que quer dizer “socorros” (antilépseis)? Podemos estar certos de que estes dons ainda existem? O que quer dizer por “governos” (kubernéseis)? Leon Morris assinala que falta a compreensão da natureza exata de alguns destes dons. Ele diz: “Podemos fazer… conjecturas… mas quando queremos reduzi-los a termos exatos, damo-nos conta que não sabemos nada acerca destes dons e as pessoas que os possuíam. Desvaneceram-se sem deixar vestígios”. Ora, eu não estou afirmando que posso provar com esta passagem que as línguas já não existem na igreja; apenas estou dizendo que os pentecostais não podem provar irrefutavelmente com este texto que os dons ai mencionados permanecem na igreja[49] .

3. Passagens apresentados para provar que há um batismo do Espírito distinto e posterior à regeneração, do qual o falar em línguas é a evidência física inicial

Aqui chegamos muito perto do coração mesmo do ensinamento pentecostal. Esta é a doutrina central que distingue as igrejas pentecostais dos demais grupos protestantes e que como temos visto, também é sustentada pela maioria dos neopentecostais. Devido o seu ensinamento sobre o batismo do Espírito Santo, há nas igrejas pentecostais uma enorme pressão para que os crentes busquem, recebam ou obtenham o batismo. Algumas vezes as pessoas agonizam durante anos com o desejo de receber este dom. Quando era estudante de seminário e vendia Bíblias em Louisiana, conversei uma vez com uma mulher que era membro de uma igreja pentecostal.

- E seu marido? – lhe perguntei.

- Ah! Ele está buscando – foi a resposta.

- Buscando? O que quer dizer?

- Está buscando o Espírito Santo.

- Quer dizer – insisti – que ele não é crente?

- Sim, é claro que é crente.

- Então não vai à igreja?

- Oh, sim, ele vai à igreja todos os domingos.

- Bom, então por que você diz que ele está buscando?

- Porque ainda não recebeu o batismo do Espírito Santo.

- Durante quanto tempo ele está buscando?

- Por uns dez anos.

É possível imaginar-se a tensão espiritual e psicológica que um ensinamento deste tipo pode produzir. Quando alguém não recebe o batismo do Espírito Santo de imediato, faz um maior esforço. Quando depois de várias tentativas não o recebe, esse alguém sente-se terrivelmente frustrado. Tenho lido de pessoas que tiveram problemas mentais porque não puderam “receber”. Os pentecostais ensinam que ainda que alguém possa até ser salvo sem o batismo do Espírito, quem não passa por essa experiência não tem uma inteira consagração nem todo o poder para o serviço; dai que sem o batismo do Espírito a vida cristã está incompleta e o seu ministério embaraçado.

Comumente estabelecem-se certas condições para obter o batismo do Espírito. O escritor Charles W. Conn, da Igreja de Deus, menciona as seguintes: separação do pecado, arrependimento e batismo, o ouvir com fé, obediência, desejo intenso, oração pelo dom. Ralph M. Riggs sugere as seguintes condições: (1) devemos ser salvos; (2) devemos obedecer – isto é, devemo-nos estar perfeitamente rendidos a Deus; 3) devemos pedir; (4) devemos crer[50] . Em relação a isso Riggs diz que é bom esperar ou ficar na presença do Senhor até receber esta bênção[51] . Por isso, os pentecostais com freqüência celebram reuniões de espera nas quais as pessoas ficam para receber o batismo do Espírito.

A questão básica que devemos enfrentar é de ordem exegética: ensina o Novo Testamento o que nossos irmãos pentecostais dizem que ensina? O batismo do Espírito é uma experiência distinta e posterior à regeneração – experiência pela qual todo o crente deverá passar, e cuja evidência inicial é o falar em línguas?

Vejamos em primeiro lugar o que ensina o Novo Testamento acerca de ser batizados com o Espírito Santo. Há quatro casos nos Evangelhos em que João Batista aparece dizendo que Jesus batizará com o Espírito Santo: Mateus 3:11; Marcos 1:8; Lucas 3:16; e João 1:33. As primeiras três são passagens paralelas; a passagem de Lucas (3:16) diz: “Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.” A referência óbvia é ao derramamento do Espírito que viria no dia de Pentecostes. Em João 1: 33 diz: “Aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo.” Aqui novamente a referência é ao derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes.

Estas palavras de João Batista são citadas por Lucas em Atos 1:5 como que tivessem sido pronunciadas pelo Senhor Jesus: “Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo não muito depois destes dias”. Novamente a referência óbvia é ao derramamento do Espírito no dia de Pentecostes. No segundo capítulo de Atos, Lucas descreve este derramamento, e apresenta Pedro dizendo acerca de Cristo: “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isso que vedes e ouvis” (At. 2:33). O derramamento do Espírito em Pentecostes, então, é o batismo do Espírito que João Batista e Jesus haviam anunciado. Portanto, nas passagens até aqui citadas a expressão “ser batizados com o Espírito Santo” não se refere a uma experiência que cada crente individualmente deve ter algum tempo depois de sua regeneração, mas a um acontecimento histórico que ocorreu no dia de Pentecostes.

Tinha que repetir-se este batismo pentecostal com o Espírito? Há uma referência a uma repetição deste batismo em Atos 11: 16. Pedro está em Jerusalém, relatando aos irmãos da Judéia o que havia ocorrido na casa de Cornélio em Cesaréia poucos dias antes. Enquanto começou a falar a Cornélio, diz Pedro, o Espírito Santo caiu sobre Cornélio e sobre os que estavam com ele, como sobre nós ao princípio. E agora segue o versículo 16: “Então, me lembrei da palavra do Senhor, quando disse: João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo”. Temos que reconhecer que esta é uma repetição do batismo do Espírito ocorrido em Pentecostes. Ao mesmo tempo, quando Cornélio e sua casa e amigos receberam o batismo, falaram em línguas e magnificaram a Deus (At. 10:46). Teremos que indagar mais acerca do significado deste batismo com o Espírito Santo antes de podermos determinar se é para esperar que todo crente passe por uma experiência semelhante nos dias de hoje. No entanto, cabe destacar que alguém não pode usar a história de Cornélio para provar que os crentes devem ter o batismo do Espírito após à regeneração, a qual se dá mediante a fé, uma vez que neste caso a fé e o batismo do Espírito Santo ocorreram simultaneamente.

Há outro lugar onde a palavra batizar está relacionada com o Espírito Santo: I Coríntios 12:13. A verdade que se discute no contexto é a da unidade da igreja. O capítulo trata dos dons espirituais, mas já no versículo 4, Paulo argumenta que, ainda que haja diversidade de dons, há um só Espírito que distribui estes dons. No versículo 12, Paulo usa a analogia do corpo humano: “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo”. Agora segue o versículo 13:

Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

Alguns comentaristas (Calvino, Lenski, Grosheide no Novo Comentário Internacional de Eardmans) entendem que batismo aqui refere-se ao batismo literal com água; vários outros (Hodge, Barnes) pensam na regeneração que então é chamada figurativamente de batismo do Espírito. No entanto, todos estes autores concordam que a passagem não se refere a um batismo do Espírito específico, distinto e posterior à regeneração, mas descreve a unidade em Cristo que todos os crentes desfrutam em virtude da obra regeneradora do Espírito Santo. Os pentecostais estão de acordo em que a primeira parte desta passagem refere-se à experiência original de salvação dos crentes a quem se dirige[52] . No entanto, Riggs sustenta que a segunda frase do versículo, “e a todos nós foi dado beber de um só Espírito”, refere-se ao batismo do Espírito Santo no sentido pentecostal; portanto, afirma que esta passagem fala de duas experiências: a salvação e o batismo do Espírito Santo[53] . No entanto, a segunda oração é, sem sombra de dúvidas, paralela à primeira, e ambas as orações enfatizam a unidade de todos os crentes, usando a palavra todos para indicar que a palavra aplica-se a todos os crentes. Se a segunda oração omitisse alguns crentes, a argumentação de Paulo seria prejudicada, haja vista que nem todos os crentes seriam membros de um corpo. Sugerir, como Riggs, que todos os membros da igreja de Corinto haviam tido o batismo do Espírito no sentido pentecostal[54] , vai de encontro com a designação que Paulo faz dos Coríntios como carnais e meninos em Cristo (3: l). Ademais, sobre a premissa de que este capitulo 12 aplica-se não apenas aos coríntios, mas a todos os cristãos[55] , o versículo então ensinaria que todos os cristãos regenerados também são batizados com o Espírito no sentido pentecostal, o qual os pentecostais negam. Portanto, devemos concluir que I Coríntios 12:13 usa a expressão “em um só Espírito todos somos batizados em um corpo” como uma descrição da regeneração de todos os crentes que é simbolizada pelo batismo com água, e não descreve uma “segunda obra de graça” ou “um segundo enchimento com o Espírito” ou “uma segunda bênção”, posterior e distinta da regeneração[56] .

Estes são os únicos lugares no Novo Testamento que falam de um batismo com o Espírito. No entanto, os pentecostais dizem que outras passagens falam deste batismo do Espírito com termos diferentes. Por exemplo, diz-se que a expressão “selados com o Espírito” descreve o batismo do Espírito Santo[57] . Diz-se que passagens tais como II Coríntios 1:22, Efésios 1:13 e Efésios 4:30 descrevem o batismo do Espírito[58] . Consideremos algumas destas passagens, e vejamos de que forma são vistas pelos pentecostais: Efésios 1: 13 diz assim

Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa.

Ralph M. Riggs sustenta que, nesta passagem, “selados com o Santo Espírito da promessa”, designa o batismo do Espírito Santo[59] . Ernest S. Willians, outro escritor das Assembléias de Deus, adota a mesma posição. Segundo a interpretação pentecostal, o batismo do Espírito é uma experiência posterior e distinta do novo nascimento, uma experiência em que alguém é completamente cheio com o Espírito Santo. Conforme a base da exegese pentecostal de Efésios 1: 13, Paulo está falando aqui de uma experiência, que nem todos, mas somente alguns crentes desfrutam, que é posterior à regeneração.

No entanto, este não pode ser o sentido que Paulo dá, uma vez que ele está falando claramente de uma bênção que vem a todos os crentes. Toda a doxologia dos versículos 3 a 14 oferece um louvor a Deus pelas bênçãos concedidas a todos os crentes. Paulo começa referindo-se a todos os que recebem sua carta, quando diz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo” (v. 3). Segue louvando a Deus por estas bênçãos espirituais nos versículos seguintes. No versículo 13, muda da primeira para segunda pessoa: “Em quem também vós”, referindo-se agora a seus leitores, sem incluir ele mesmo – no entanto, não apenas a alguns deles, mas a todos eles. “depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa”, é uma oração dirigida a todos os crentes. Dizer que a intenção aqui é dirigir-se a um grupo específico de crentes, distintos dos demais – pessoas que tiveram experiência da qual não teve a participação dos demais crentes – é fazer violência ao contexto.

O aludido “selo do Espírito” refere-se à possessão do Espírito como um “penhor” (v. 14) ou a  garantia da herança da vida eterna que temos recebido pela fé. O Espírito que agora habita sela em nós, e para nós, essa herança, dá-lhe valor, atribui-nos a segurança de recebê-la. Mas esta referendação não é uma bênção de que participam uns poucos crentes; é compartilhada por todos os que crêem verdadeiramente em Cristo. Para confirmação deste ponto, veja-se outro versículo desta epístola, 4:30: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção”. Em versículos anteriores deste capítulo 4, Paulo dirigi-se a todos seus leitores; é permitido a nós agora supormos que o versículo 30 repentinamente venha limitar-se a um grupo seleto deles?[60]

Nossos irmãos pentecostais também sustentam que a expressão “cheios do Espírito” ou “cheios do Espírito Santo” descreve um batismo do Espírito que ocorre após a conversão[61] . Ora, é certo que a vinda do Espírito sobre os discípulos no dia de Pentecostes é descrita em Atos 2:4 com estas palavras: “Todos ficaram cheios do Espírito”. No entanto, diz-se do grupo dos crentes em Atos 4:31: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo”… Muitos dos que estavam aqui devem ter feito parte do grupo que recebeu o Espírito em Pentecostes. Se “cheios do Espírito Santo” quer dizer um batismo do Espírito posterior à conversão, Atos 4:31 não tem sentido; muitos destes discípulos já haviam recebido seu batismo do Espírito (como os pentecostais reconhecem)[62] , e não necessitavam recebê-lo novamente. Se a expressão “cheios do Espírito” significa um novo enchimento do Espírito, como eu creio, então a passagem nada diz acerca do ensinamento em discussão. Nessas palavras, Atos 4:31 permite deduzir o ensinamento de que os crentes necessitam ser cheios do Espírito repetidas vezes; mas não é justo deduzir desta passagem que depois que alguém se converte necessita ser batizado com o Espírito como uma espécie de segunda bênção.

Os pentecostais também evocam Efésios 5:18 como uma passagem que ordena aos crentes que busquem o batismo do Espírito: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”[63] . É certo que aqui ordena-se aos crentes que sejam cheios do Espírito – isso nenhum cristão o nega. Mas a questão é: este enchimento do Espírito é uma específica segunda bênção posterior à conversão? Um estudo cuidadoso de Efésios 5:18 revelará que nesta passagem Paulo não está falando de um batismo do Espírito que é uma segunda bênção. Em meio de uma série de exortações muito práticas ele diz: “Deixem de embriagar-vos com vinho, mas estejas continuamente cheios com o Espírito”. Ambos imperativos estão no presente. A proibição no presente (“Não vos embriagueis com vinho”) significa “deixai de fazer o que estás fazendo”; a exortação no tempo presente (“enchei-vos do Espírito”) significa “faça isso continuamente”, ou “segue fazendo isso”. Noutras palavras, o que Paulo está ordenando aqui é um estado contínuo de ser cheio com o Espírito, não uma experiência simples, de uma vez para sempre, de segunda bênção. Longe de sugerir que seus leitores não haviam recebido o Espírito, ele supõe que estão selados com o Espírito (1: 13), e agora lhes pede que estejam sempre cheios com aquele Espírito que lhes tem dado a nova vida em Cristo. Portanto, Efésios 5:18 não ensina que os crentes devem buscar um batismo com o Espírito Santo como uma experiência de segunda bênção assim de uma vez por todas[64] .

Portanto, o único exemplo claro no Novo Testamento de um batismo do Espírito posterior a Pentecostes é o caso de Cornélio. No entanto, devemos aceitar imediatamente que há outros dois casos em que lemos de um recebimento do Espírito Santo em uma espécie de experiência pública depois de Pentecostes: em Atos 8 – onde não se menciona especificamente o falar em línguas – e em Atos 19, em que se menciona o falar em línguas e o profetizar. Os pentecostais dizem que estes três casos, os samaritanos em Atos 8, Cornélio em Atos 10 e os crentes efésios em Atos 19, tomados conjuntamente com Atos 2, constituem uma clara evidência bíblica da necessidade de um batismo do Espírito posterior à conversão. Na realidade, o argumento pentecostal em favor do batismo do Espírito fica em pé ou cai com o material que Atos apresenta, porque Brumback admite que em “I Coríntios 12-14 não há o menor apoio à idéia de que o dom de línguas esteja associado, em algum sentido direto, com o enchimento do Espírito Santo…”[65] Assim, se não se pode provar com I Coríntios que a glossolália é a evidência física inicial do batismo do Espírito; então tem que prová-lo com o livro de Atos. Passemos em revista de forma mais detida as aludidas passagens de Atos.

No dia de Pentecostes, todos os discípulos “ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem”. (At. 2:4). Por que foi dado o dom de línguas aos 120 discípulos nesta ocasião? Podem ser dadas pelo menos duas razões: (1) sua capacidade de falar em línguas era um sinal de que verdadeiramente haviam recebido a prometida plenitude do Espírito – este sinal foi dado, a propósito, com outros dois sinais: “vento impetuoso” e as “línguas como de fogo que apareceram sobre cada um deles”; (2) sua capacidade de falar em línguas era para dar-lhes a segurança de que o Espírito Santo lhes daria a capacidade necessária para comunicar a verdade do evangelho a todo o mundo. Não estou sugerindo que os discípulos realmente usaram línguas para testificar aos estrangeiros, porque não temos evidências que assim o fizeram (ainda no dia de Pentecostes Pedro pregou, segundo parece, em aramaico, ou em linguagem comum da Palestina), mas estou dizendo que a glossolália serviu como um sinal alentador de que o Espírito lhes daria o poder para testificar a todas as nações do mundo.

Portanto, o que os 120 receberam no dia de Pentecostes foram três sinais milagrosos que lhes asseguravam que havia sido concretizada a promessa do derramamento do Espírito. O falar em línguas era apenas um desses sinais. Quando os pentecostais sustentam que a experiência dos discípulos em Pentecostes é o padrão para todos os crentes na atualidade[66] , por que pensam somente na glossolália e não no som do vento impetuoso e nas línguas de fogo?

Nesta ocasião, Pedro disse à multidão: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.” (At. 2:38). Os pentecostais dizem que o “dom do Espírito Santo” aqui descrito, significa o batismo do Espírito acompanhado das línguas[67] . Evidentemente, esta é uma interpretação possível. No entanto, não é provável por duas razões: (1) Ainda que lemos que muitas maravilhas e sinais eram realizados pelos apóstolos (v.43), não se diz que os 3.000 convertidos no dia de Pentecostes falaram em línguas; e (2) quando se interpreta assim, a passagem prova além daquilo que querem os pentecostais, uma vez que Pedro estaria sugerindo que o arrependimento, que faz com que alguém entre na posse da remissão de pecados, é suficiente para a recepção do batismo do Espírito – noutras palavras, que todos os crentes automaticamente recebem o batismo do Espírito Santo seguido pelas línguas. Eu prefiro crer, com Calvino, Lenski e Bruce, que “o dom do Espírito Santo” aqui significa quando o mesmo Espírito Santo infunde a bênção da salvação, sem nenhuma referência específica aos dons carismáticos tais como a glossolália. Quando assim se entende, Atos 2 não prova que todo crente deve receber um batismo do Espírito algum tempo depois de ter chegado à fé. Na realidade a exortação de Pedro à multidão sugere melhor que quando alguém se arrepende e crê recebe o Espírito Santo e não nalgum tempo depois.

O ponto em discussão tem relação com os demais incidentes de Atos que falam de receber o Espírito? Consideremos agora Atos 8:4-24. Felipe teria ido à cidade de Samaria proclamar a Cristo aos samaritanos – raça mista, parte judia e parte gentia. Os samaritanos se distanciaram da fé judaica, a religião deles era uma mescla de verdade e erro. Sendo como eram uma raça mista, e porquanto teriam até tentado obstaculizar a reconstrução do templo de Jerusalém e dos seus muros (Esd. 4:4,5), os judeus tinham razão para odiar os samaritanos e não tinham relacionamentos com eles (Jo. 4:9). Estes fatos fizeram com que o avivamento em Samaria fosse muito significativo.

Felipe não somente pregou, mas também realizou milagres: expulsou espíritos imundos e curou paralíticos. O resultado desta obra foi que muitos creram e foram batizados. Depois dois apóstolos, Pedro e João, foram enviados a Samaria. “Oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles,… Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo.” (At. 8:15-17). Note-se que esta recepção do Espírito foi realizada pela ação dos apóstolos.

A primeira vista esta passagem parece ser uma prova firme da posição pentecostal. Essas eram pessoas que, sendo crentes, aparentemente não haviam recebido o Espírito Santo. Quando os apóstolos lhes impuseram as mãos eles receberam o Espírito Santo. Então os pentecostais concluem que por esta razão, os crentes hoje devem receber o batismo do Espírito em uma experiência distinta e posterior à chegada à fé[68] .

O que aconteceu realmente em Samaria? Antes da vinda de Pedro e João, Felipe havia operado muitos milagres. Depois que os crentes samaritanos receberam o Espírito, Simão, o mago quis comprar o poder de outorgar o Espírito Santo. Ainda que não se nos diz explicitamente que os samaritanos falaram em línguas depois que os apóstolos lhes impuseram as mãos, é óbvio que tem que ter havido alguma evidência pública de que haviam recebido o Espírito. Portanto, podemos concordar com nossos irmãos pentecostais neste ponto de que os samaritanos provavelmente falaram em línguas, ainda que deve-se lembra que Lucas não diz que o fizeram. Também pode ser que os samaritanos revelaram a presença de outros dons carismáticos: quem sabe profecia, ou dons de cura. Este último dom havia sido exercido previamente por Felipe; ao exercê-lo posteriormente um número de samaritanos, isso poderia ter causado impressão a Simão, que antes havia estado assombrando com os poderes mágicos dos discípulos.

Mas agora surge a pergunta: Por que foram concedidos dons especiais do Espírito aos samaritanos? Uma resposta, e importante, seria dizer que aqui em Samaria o poder do evangelho derrotava desse modo o poder oculto das artes mágicas. Isso seria importante devido à situação local. Mas, uma razão ainda mais importante seria esta: assim a igreja samaritana ficava em um plano de completa igualdade com a de Jerusalém, já que os samaritanos haviam recebido igualmente os dons especiais do Espírito. Assim os judeus cristãos, que tinham a tendência de olhar em menos os samaritanos, poderiam estar seguros de que os samaritanos tinham iguais direitos na igreja que eles. Por isso, poderíamos dizer que o ocorrido em Samaria foi uma espécie de extensão de Pentecostes, necessária porque a igreja agora se expandia para um território que antes era hostil. Dado o preconceito judaico contra os samaritanos, alguém poderia imaginar que se necessitava de uma tremenda demonstração do poder do Espírito para convencer os mais duros dos judeus cristãos de que era correto levar o evangelho aos samaritanos.

Esta passagem prova que todo crente deve receber o batismo do Espírito após a sua conversão? Como veremos um pouco mais adiante, no livro dos Atos há muitos casos em que estes dons especiais do Espírito não foram concedidos depois que se chegaram à fé. Portanto, obviamente, o ocorrido em Samaria foi algo excepcional. Assim, não temos direito de concluir que todo crente deve receber os dons especiais do Espírito comparáveis aos outorgados em Samaria.

Passemos agora a Atos 10:44-46, a passagem que descreve a descida do Espírito sobre Cornélio e os que estavam com ele. Enquanto Pedro estava falando na casa de Cornélio, assim diz a passagem, o Espírito caiu sobre todos os que ouviam o discurso; e os judeus que estavam com Pedro (mais adiante se diz que eram seis) ficaram assombrados, porque ouviram estes gentios falando em línguas e magnificando a Deus. No capítulo 11: 15-17 encontramos Pedro relatando estes acontecimentos diante dos irmãos de Jerusalém; lembre-se que aqui ele descreve o ocorrido como um batismo do Espírito Santo. Pedro também estabelece uma semelhança com o ocorrido no dia de Pentecostes: “Pois, se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós nos outorgou quando cremos no Senhor Jesus, quem era eu para que pudesse resistir a Deus?” (vs. 17). Noutras palavras, Pedro aduz a especial concessão do Espírito sobre Cornélio e seu grupo como uma evidência inquestionável de que Deus estava aceitando os gentios em sua aliança.

Esta passagem apoia a posição pentecostal de que todo crente deve ter um batismo do Espírito posterior à conversão?[69] Não. Já temos notado que no caso de Cornélio a concessão do Espírito foi simultânea com a chegada deles à fé. Ademais, deveríamos observar que outra vez a concessão a Cornélio e seu grupo de certos dons especiais do Espírito (falaram em línguas e magnificaram a Deus) serviu a um propósito único. Durante séculos os judeus não haviam levado a verdade salvadora de Deus aos gentios, salvo casos muito raros. Pedro mesmo tinha tantas objeções que lhe impediam ir à casa de Cornélio que teve de receber uma visão especial e ouvir uma voz especial do céu que o convencera de que deveria ir. Necessitava-se uma poderosa demonstração do poder do Espírito para convencer os judeus cristãos ultraconservadores de Jerusalém de que agora os gentios tinham igual oportunidade que os judeus de receber o evangelho. A barreira entre judeus e gentios era ainda maior que a que havia entre judeus e samaritanos.

Assim agora podemos ver a razão para a concessão de dons especiais a Cornélio e sua família. Era uma clara demonstração de que os gentios poderiam ser salvos e que os judeus cristãos não tinham que hesitar em receber os gentios convertidos em sua comunhão. Portanto, o ocorrido em Cesaréia foi outra extensão de Pentecostes, desta vez no círculo dos gentios. Esta foi uma extensão ou repetição de Pentecostes, o que fica completamente fora de dúvidas em Atos 11: 15, onde Lucas escreve que Pedro disse: “Quando, porém, comecei a falar, caiu o Espírito Santo sobre eles, como também sobre nós, no princípio.”, e no versículo 17 Pedro segue dizendo: “Se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós.” A recepção de dons carismáticos do Espírito colocava estes gentios em igualdade com os cristãos samaritanos e com os cristãos judeus. Mas não se diz que todos os que vieram à fé naqueles dias receberam estes dons carismáticos, como veremos mais adiante. Em conseqüência, o fato de que Cornélio e sua casa receberam o poder de falar em línguas de nenhum modo prova que cada crente deve receber este dom.

Passemos agora para Atos 19:1-4, a passagem mais desconcertante de todas as de Atos relacionadas com a glossolália. Quando Paulo chegou a Éfeso em sua terceira viagem missionária, encontrou ali certos discípulos, uns doze no total. A pergunta que lhes fez por vezes é citada deste modo[70] : “Recebestes o Espírito Santo depois que crestes?” (v. 2. Versão Espanhola Reina-Valera, 1909). Quando a pergunta é lida dessa maneira parece apoiar a posição pentecostal de que alguém deve receber o Espírito Santo algum tempo depois de ter-se tornado crente. No entanto, poder-se-ia perguntar com justa razão se temos de preferir aqui essa versão citada. O grego diz: ho pneúma hágiom elábete pisteúsantes. Temos aqui um verbo definido no tempo aoristo (elábete), seguido por um particípio aoristo (pisteúsantes). Por conseqüência, reconhecemos que o tempo do particípio no grego não dá idéia de tempo, e que um particípio aoristo, portanto, pode expressar um tempo contemporâneo com o verbo principal ou anterior ao do verbo principal. A determinação do tempo do particípio depende do contexto.

Portanto, em tese, a tradução da versão espanhola Reina-Valera-1909[71] até seria possível. No entanto, a pergunta é se o contexto exige tal tradução. Realmente, aqui o contexto não é decisivo, uma vez que os discípulos não haviam recebido o Espírito Santo no tempo em que a pergunta foi formulada. Os intérpretes da passagem geralmente supõem que receber o Espírito Santo refere-se especificamente à recepção especial de manifestações carismáticas do Espírito, tais como o falar em línguas. Se solucionarmos a questão considerando os precedentes, não podemos tampouco receber uma resposta decisiva, uma vez que em Samaria os dons carismáticos foram concedidos depois do primeiro exercício da fé, enquanto em Cesaréia estes dons foram outorgados simultaneamente com a fé.

Se houvesse a intenção de fazer questão da anterioridade da fé para a recepção do Espírito, Lucas poderia ter feito outra construção para a oração para deixar bem claro isso. A tradução mais natural da pergunta do versículo 2 é esta: “Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes?” (conforme se encontra nas versão mais modernas da Escrituras, a ARA de Almeida, por exemplo; literalmente, poderia assim traduzir “recebestes o Espírito Santo crendo? – Nota do Tradutor). Ainda que a interpretação de toda a passagem não depende da tradução deste versículo, e ainda que se admita que aquela outra tradução seja possível, creio que devemos preferir aqui a tradução da Edição Revista e Atualizada de Almeida da SBB: “Recebestes o Espírito Santo quando crestes?”

A resposta dos doze discípulos é reveladora: ‘Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo”. O texto grego diz literalmente: “Nem sequer temos ouvido que há o Espírito Santo”. No entanto, temos uma construção similar em João 7:39, aonde o melhor texto grego diz: “Pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”; aqui a generalidade dos tradutores tem dado este sentido ao versículo: “Pois ainda não havia ainda o Espírito”(BJ). Ora, o que significa a resposta deles é esta: estes crentes efésios ainda não haviam ouvido do derramamento do Espírito – noutras palavras, eram ignorantes no que dizia respeito ao ocorrido em Pentecostes.

Logo, Paulo descobriu que haviam sido batizados no batismo de João. Seria possível que eles tivessem sido batizados por Apolo, que havia chegado a Éfeso antes da chegada de Paulo, e que conhecia somente o batismo de João (At. 18:25). O batismo de João era um batismo pré-pentecostal. Agora Paulo explicou a estes crentes uma vez que Cristo havia vindo, cumprido sua missão na terra, ressuscitado de entre os mortos e derramado o Espírito Santo sobre a igreja, este batismo anunciatório era inadequado. Consequentemente, Paulo agora os batizou no nome do Senhor Jesus – este não foi realmente um rebatismo, mas seu primeiro batismo cristão, necessário porque eles haviam sido batizados somente no batismo de João. Depois que os batizou, Paulo lhes impôs as mãos, “veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam.” (At. 19:6).

Assim, por que estes doze discípulos em Éfeso receberam o dom de línguas e o dom de profecia, dois dons especiais do Espírito Santo? Porque eles nem sequer haviam ouvido do derramamento do Espírito Santo, e portanto deviam ser convencidos sem que ficasse a menor dúvida de que este grande fato redentor havia certamente ocorrido. Ainda que Paulo provavelmente lhes falara do Pentecostes, descrevendo-lhes os sinais especiais concedidos aos discípulos naquele dia, o caminho mais seguro de convencer a estes efésios de que o Pentecostes havia ocorrido era dar-lhes dois dos dons especiais do Espírito que haviam sido outorgados aos discípulos naquele dia: glossolália e profecia. Noutras palavras, esta foi uma espécie de prolongação de Pentecostes a Éfeso, necessária devido a que um grupo proeminente de crentes ali (Bruce os chama de o núcleo da igreja dos efésios) tinha uma compreensão inadequada do cristianismo. Enquanto a glossolália em Samaria e em Cesaréia havia ocorrido por causa da igreja toda, a glossolália em Éfeso ocorreu primariamente por causa destes crentes efésios, e por amor à igreja de Éfeso da que eles eram o núcleo. Lembre-se que foi em Éfeso que Áquila e Priscila tiveram que expor mais exatamente o caminho de Deus, e que Apolo havia sido muito influente nesta cidade, Noutras palavras, pode ter havido outros em Éfeso que apenas haviam sido batizados com o batismo de João, e que portanto, também necessitavam da prova incontestável de que o Espírito Santo verdadeiramente havia sido derramado no dia de Pentecostes.

Voltando à nossa pergunta principal, o incidente ocorrido em Éfeso prova que todo crente após a sua conversão deve receber o batismo do Espírito Santo evidenciado pelas línguas? Não. Por duas razões: (1) A fé que estes crentes efésios tinham quando Paulo foi a eles não era uma fé cristã em todo o sentido, mas uma fé incompleta. (2) Haviam circunstâncias especiais que fizeram com que a concessão da glossolália a esses discípulos fosse necessária; dai que não  vermos justificativas para a conclusão de que a recepção do dom de línguas constitui um padrão normativo para todos os crentes.

Cumpre-me, a vista destes argumentos, fazer três observações acerca da concessão de dons especiais do Espírito aos grupos já descritos:

(1) Em cada um dos quatro casos mencionados (Pentecostes, Samaria, Cesaréia e Éfeso), o dom especial do Espírito, incluindo o falar em línguas (supondo que houve línguas entre os samaritanos), foram outorgados a grupos inteiros. Em nenhum destes casos encontramos, o que é comum entre as igrejas pentecostais, a saber, alguns na congregação recebem o batismo do Espírito, e portanto experimentam a glossolália, enquanto outros não passam por tal experiência.

(2) Nos últimos três casos que acabamos de examinar, os dons especiais do Espírito (incluindo a capacidade particular de falar em línguas) foram outorgados a pessoas que não os pediram. Foi assim em Samaria (os apóstolos oraram pedindo que os samaritanos recebessem o Espírito Santo, mas não diz que os samaritanos o pediram), em Cesaréia (aonde a vinda do Espírito sobre a casa de Cornélio foi tão surpreendente para Cornélio como para Pedro), e em Éfeso (aonde Paulo impôs as mãos aos crentes efésios, mas não diz que os efésios mesmos pediram um derramamento especial do Espírito sobre eles). Quando os pentecostais sugerem que o batismo do Espírito Santo, que deve ser seguido pela glossolália, é algo pelo qual o crente tem que lutar com Deus por meio de uma agonia em oração, estão estabelecendo um requisito que não existiu no caso dos samaritanos, nem no da casa de Cornélio ou muito menos no dos discípulos em Éfeso.

(3) Ainda que seja certo que os discípulos permaneceram em Jerusalém enquanto esperavam o derramamento do Espírito Santo, uma vez que essa era a ordem de Jesus (Lc. 24:49), não encontramos uma passagem sequer que nos diga que os outros três grupos estiveram comprometidos com uma espécie similar de “espera do Espírito Santo”. Os convertidos samaritanos não estavam fazendo tal coisa antes da chegada de Pedro e João, e tampouco era essa a situação dos discípulos em Éfeso antes da chegada de Paulo. Cornélio, ainda que esperava que Pedro viesse, porquanto havia sido instruído mediante uma visão que dizia que deveria buscar a Pedro (10:5). Apesar disso, ele não estava esperando de forma particular o batismo do Espírito Santo, mas esperava que a mensagem do evangelho lhe fora levado por Pedro. Portanto, quando os pentecostais pedem que se participem em reuniões de “espera” – reuniões que com freqüência duram até muito tarde da noite e nas quais se esperam receber o batismo do Espírito Santo – apelando à Lucas 24:49 como apoio bíblico[72] , estão fazendo uma aplicação imprópria desta passagem. O texto diz: “eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder”. Jesus deu aos seus discípulos estas instruções em relação a um acontecimento histórico específico que estava por ocorrer: o derramamento do Espírito Santo. Converter as ”reuniões de espera” em uma parte regular do programa da igreja é reduzir a uma prática normativa algo que foi ordenado em um momento específico da história como uma preparação para um acontecimento único.

Antes de deixar este material de Atos,

Capítulo 4 – Uma Avaliação Teológica do Falar em Línguas

Temos considerado certas passagens bíblicas acerca das quais os pentecostais baseiam a afirmação de que cada crente deverá buscar o batismo do Espírito Santo que inicialmente é evidenciado pela glossolália, e temos encontrado que a evidência bíblica que apelam não apoia o seu ensinamento. Agora, consideraremos a glossolália à luz dos ensinamentos de toda a Bíblia, e à luz da herança teológica do cristianismo histórico. Noutras palavras, assim como fizemos uma avaliação bíblica da glossolália, agora avaliaremos o movimento das línguas de um ponto de vista teológico. Farei esta análise por meio de uma série de afirmações que sintetizam juízos teológicos.

1. Não pode ser demonstrado conclusivamente que os dons milagrosos do Espírito, que incluem a glossolália, continuam na igreja.

Quando alguém examina a lista de dons espirituais que se encontra em I Coríntios 12:8-10 e 28, fica inteiramente claro que alguns destes dons eram de natureza milagrosa. Indubitavelmente, os “dons de curar” (carísmata lamátom, v. 9) e o de “operações de milagres” ou o “poder de fazer milagres” (BJ; no Gr. energémata dunámeom, v. 10) ficam dentro desta categoria e provavelmente vários outros. Na realidade, muitos escritores (como John Owen e Charles Hodge) afirmam que toda a lista de dons espirituais que se encontra em I Coríntios 12:8-10 consiste de dons sobrenaturais ou milagrosos. Uma distinção que freqüentemente se faz dentro da categoria dos dons espirituais é o de dons ordinários e extraordinários do Espírito. Quando consideramos a lista de dons dada em Romanos 12:6-8, por exemplo, ficamos com a impressão de que Paulo ali está enumerando os dons ordinários do Espírito, dons que não necessariamente incluem o elemento sobrenatural ou milagroso: profecia, ministério, ensinamento, exortação, contribuição, presidência e o exercício da misericórdia[73] . É também significativo que noutra lista dos ofícios dados por Cristo à sua igreja, a de Efésios 4: 11, não são mencionadas as curas, milagres, línguas ou interpretação de línguas.

Pentecostais e não pentecostais reconhecem que o dom de línguas (assim como seu companheiro dom de interpretação de línguas) era um dom sobrenatural e extraordinário. e desde logo, isso imediatamente suscita a pergunta: Permanecem na igreja estes dons extraordinários do Espírito depois do período apostólico? John Owen, cujo “Discurso sobre os Dons Espirituais”, em sua obra monumental Sobre o Espírito Santo, é o tratamento mais completo que se pode encontrar sobre o tema, expressa a opinião da maioria dos teólogos conservadores quando diz:

Tampouco temos testemunhos indubitáveis de que algum dos dons que eram verdadeiramente milagrosos, e que estavam acima das faculdades do homem, tenha sido comunicado a alguém depois da expiração do tempo da geração dos que conviveram com Cristo na carne, ou de quem receberam o Espírito Santo por seu ministério (On the Holy Spirit, pp. 474-475).

Em uma página posterior ele afirma que estes dons milagrosos foram necessários para permitir que o evangelho fosse ouvido, quando foi proclamado pela primeira vez, uma vez que os preconceitos dos homens apenas podiam ser vencidos por esta demonstração de poder milagroso.

Também podemos destacar a posição de Benjamim B. Warfield acerca dos dons milagrosos do Espírito ou carísmata, como com freqüência são chamados. Sustenta que estes dons especiais do Espírito foram dados para identificar os apóstolos como mensageiros de Deus. Os apóstolos não apenas tinham estes dons, tinham também autoridade para outorgá-los a algumas pessoas. Warfield continua dizendo que não há um caso registrado de que estes dons foram outorgados a alguém pela imposição de mãos de outra pessoa que não fora apóstolo[74] . Em conseqüência, Warfield chega à conclusão de que estes dons terminaram na igreja depois da morte dos apóstolos:

Eles (estes dons milagrosos) eram parte das credenciais dos apóstolos como agentes autorizados por Deus na fundação da igreja. Sua função deste modo os confinava à igreja distintivamente apostólica, e necessariamente deixaram de existir com ela (Warfield, Miracles Yesterday ande Today –Milagres, Ontem e Hoje, p. 21).

Agora, como respondem nossos amigos pentecostais a estas objeções contra a continuação das línguas? Já foi considerada a evocação deles a Marcos 16:17-18 e I Coríntios 12:28 para apoiar a posição de que o dom de línguas tinha o propósito de permanecer na igreja, e como foi visto,  estas passagens não nos impulsam a aceitar essa conclusão. Nesse sentido que Brumback  afirma que não temos uma declaração conclusiva do Senhor de sua intenção de fazer que as línguas e outros poderes cessassem pouco depois do estabelecimento da igreja[75] . Isso é certo. Mas, é uma prova convincente? No sermão do monte, Jesus deu instruções acerca da forma adequada de levar ofertas ao altar – referência óbvia ao modo judaico de adoração. Em nenhuma parte lemos especificamente que ele aboliu o altar judeu e seus sacrifícios, no entanto, estamos seguros de que este modo de culto já não é requerido em nosso tempo. Ademais, em I Coríntios 12:28, aonde se menciona o dom de línguas, Paulo afirma que Deus estabeleceu apóstolos na igreja. No entanto, nossos amigos pentecostais estão de acordo em que esta passagem não nos obriga a afirmar que deve haver homens na igreja de hoje que tenham o oficio de apóstolo. Então, como podem estar seguros de que quando Paulo fala aqui de diversos gêneros de línguas temos que ter a certeza de que ainda há pessoas na igreja atual que possuem este dom especial do Espírito?

Eu creio que há algumas considerações de grande peso para sustentar que os dons especiais do Espírito, como o dom de línguas, já não operam na igreja de hoje. Vejamos algumas destas considerações[76] .

A. Certas passagens da Escritura associam especificamente os dons milagrosos do Espírito com a obra dos apóstolos. A primeira destas a que dirigimos nossa atenção é Atos 14:3: “Entretanto, demoraram-se ali muito tempo, falando ousadamente no Senhor, o qual confirmava a palavra da sua graça, concedendo que, por mão deles, se fizessem sinais e prodígios”. Estas palavras descrevem as atividades de Paulo e Barnabé em Icônio durante a primeira viajem missionária de Paulo. Note-se que estes sinais e maravilhas foram concedidas por Deus a estes apóstolos[77] com a finalidade de confirmar a mensagem do evangelho de que eram portadores. No grego o particípio dativo didonti (dando) segue ao particípio dativo marturounti (testificando) com o propósito de dar explicação. Noutras palavras, o sentido da oração é que Deus deu testemunho às palavras de sua graça concedendo sinais e prodígios por meio das mãos dos apóstolos. As maravilhas que os apóstolos fizeram eram um testemunho de Deus de que eram verdadeiramente mensageiros de Deus.

Como temos visto, a igreja de Corinto estava ricamente dotada de dons especiais do Espírito. É altamente significativo notar que Paulo em sua segunda carta aos Coríntios, provavelmente escrita pouco depois da primeira, diga: “Pois as credenciais do apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos” (2 Co. 12:12). No contexto Paulo está defendendo seu apostolado. Para provar que verdadeiramente era um apóstolo, Paulo aqui lembra aos seus leitores os sinais, prodígios e milagres que foram feitos por meio dele, reivindicando para estas manifestações do poder do Espírito “credenciais do  apóstolado”. Não sugere enfaticamente esta passagem que os dons especiais do Espírito não eram para que permanecessem na igreja, mas que se consisitiam nas credenciais dos apóstolos, como Warfield afirma?

Encontramos outra referência à importância como credencial dos dons especiais em Romanos 15:15-19

Entretanto, vos escrevi em parte mais ousadamente, como para vos trazer isto de novo à memória, por causa da graça que me foi outorgada por Deus, para que eu seja ministro de Cristo Jesus entre os gentios, no sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus, de modo que a oferta deles seja aceitável, uma vez santificada pelo Espírito Santo. Tenho, pois, motivo de gloriar-me em Cristo Jesus nas coisas concernentes a Deus. Porque não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os gentios à obediência, por palavra e por obras, por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo; de maneira que, desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de Cristo.

Paulo aqui recorda aos irmãos de Roma que foi pela graça de Deus que foi feito ministro de Cristo aos gentios, e que portanto, gloria-se em Cristo Jesus mais do que em si mesmo. Segue recordando a seus leitores as coisas que Cristo operou por seu intermédio para conduzir os gentios à obediência “por palavra e por obras, por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo”. É claro que os sinais e maravilhas que se concederam que Paulo fizesse eram meios pelos quais Cristo lhe deu poder para conduzir os gentios à obediência, e assim foram inseparavelmente conectados ao seu ministério de apóstolo aos gentios.

Hebreus 2:3, 4 lança uma luz muito clara sobre a questão do propósito dos dons especiais do Espírito:

Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.

Segundo esta passagem, a palavra de salvação foi anunciada inicialmente pelo próprio Senhor Jesus Cristo. Logo foi confirmada ao escritor e aos leitores desta epístola pelos que ouviram o Senhor. Os “que a ouviram” pode-se referir aos apóstolos ou a um círculo mais amplo que os apóstolos; a referência a sinais e prodígios no versículo seguinte, no entanto, faz que seja muito provável uma referência limitada aos apóstolos. O tempo do particípio no versículo 4 que se traduz “testificando” é presente, indicando que o testemunho que se apresenta era contínuo. Agora, como Deus deu testemunho com os apóstolos acerca da autenticidade da mensagem do evangelho? Por meio de “sinais e prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo” (v. 4). A palavra distribuições, literalmente, significa repartimentos (merismois); é claro que se refere aos diversos dons do Espírito como os descritos em I Coríntios 12, e sem dúvida  inclui a glossolália. Então a função de todos estes dons especiais ou carísmatas do Espírito é descrita aqui como de confirmação: Deus continuamente dava testemunho por meio destes dons, e portanto, confirmava a mensagem de salvação à segunda geração de leitores da Epístola aos Hebreus.

Das passagens que já temos discutido, aprendemos que o propósito e função dos dons milagrosos especiais do Espírito era confirmar os apóstolos como verdadeiros mensageiros de Deus, e deste modo confirmar o evangelho da salvação. Sendo este o caso, podemos entender por que estes sinais milagrosos tinham que ser tão importantes como evidência no tempo apostólico. Mas, sendo este o caso, também podemos entender por que estes sinais milagrosos deviam desaparecer quando os apóstolos desapareceram do cenário. Se os sinais milagrosos tinham o propósito de acreditar os apóstolos, já não eram necessários depois que os apóstolos cumpriram sua tarefa.

No entanto, os nossos amigos pentecostais apressam em dizer: estes dons milagrosos especiais do Espírito ainda são necessários para os fins de evangelização.

…A igreja, em seu estudo dos métodos de evangelização da igreja primitiva, tem passado por alto uma parte vital, isto é, a confirmação divina da mensagem com sinais milagrosos. O fato da igreja desde os dias apostólicos não buscar e receber tal confirmação tem sido um fator de importância em sua lentidão no cumprimento da Grande Comissão[78] .

Aqui argumenta-se que se uma igreja pode manifestar fenômenos milagrosos, tais como a glossolália, chamará muito mais atenção e será muito mais abençoada em seu programa evangelístico e missionário do que quando faltam estes fenômenos. No entanto, a resposta a esta pretensão é precisamente esta: a igreja atual já não necessita deste tipo de confirmação de sua mensagem. Nos dias dos apóstolos era necessário que a mensagem fosse confirmada por sinais milagrosos. Mas atualmente temos a Bíblia completa, incluindo todo o Novo Testamento. Sustentar que a igreja ainda necessite dos sinais milagrosos para confirmar a mensagem do evangelho é, parece-me, desconhecer o caráter completo das Escrituras. As palavras de Abraão ao rico na parábola podem ser lembradas aqui: “Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão (os irmãos do rico) persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lc. 16:31).

B. A forma como Paulo trata a glossolália em I Coríntios 12-14 sugere que este dom já não se necessita urgentemente na igreja. Como temos visto, Paulo conclusivamente rebaixa o dom de línguas nestes capítulos. A ênfase principal de sua discussão é que o dom de profecia deve ser buscado com maior fervor que o dom de línguas. Deixa bem claro que nos cultos públicos da igreja deve-se preferir a profecia ao invés do dom de línguas. Ainda que permite um uso restringido da glossolália no culto, todavia esse falar em línguas deve ter interpretação. Uma pessoa que estude com cuidado esta carta logo compreenderá, pelas declarações de Paulo, que a congregação seria mais edificada se qualquer mensagem fosse dada por meio de profecia do que se fosse veiculada por meio de línguas, e que portanto ficaria muito melhor sem a prática de falar em línguas e logo a interpretação seria simplesmente eliminada.

No diz respeito a testificar a pessoas de fora da igreja, Paulo diz que as línguas são um sinal, não para os que crêem, mas para os que não crêem. Assim a glossolália tem algum valor ao testemunhar a autenticidade da mensagem do evangelho ante os incrédulos. Mas ainda com o propósito de testificar aos incrédulos, Paulo segue dizendo nestes capítulos que a profecia é superior às línguas. Porque é muito mais provável que um incrédulo seja levado à fé por meio da profecia do que por meio das línguas (14:24,25).

Não estou sustentando que Deus não poderia haver continuado com o dom da glossolália na igreja, se essa fosse a sua vontade. Apenas estou dizendo que o valor muito limitado que Paulo atribui a este dom em I Coríntios 12-14 sugere que parecia haver escassas razões para que este dom continuasse.

C. O fato de não haver referências à glossolália nas demais epístolas do Novo Testamento à parte de I Coríntios também sugere fortemente que este dom não foi dado com o propósito de que permanecesse na igreja. Se Deus tivesse a intenção de conservar a glossolália na igreja, particularmente se este dom fosse servir de canal condutor de ricas bênçãos à igreja, seria de esperar que houvesse referências a respeito noutras epístolas do Novo Testamento além da de I Coríntios. mas não encontramos tais referências. Ainda que em I Coríntios Paulo discute a glossolália, como vimos, ele não volta a referir-se a ela em outra epístola sua. Pelo livro de Atos sabemos que todos os apóstolos falaram em línguas no dia de Pentecostes. No entanto, não encontramos referência alguma à glossolália nas epístolas escritas por Pedro, Tiago, João, Judas e o autor de Hebreus. Ainda que há muitas referências nessas epístolas à obra do Espírito, o testemunho do Espírito e o fruto do Espírito, não há referências à glossolália.

Ademais, é altamente significativo que a habilidade de falar em línguas não se menciona entre os requisitos de diáconos e anciãos ou bispos em I Timóteo 3:1-13 e Tito 1:5-9. Certamente, se o dom de línguas tinha que ficar na igreja, alguém esperaria encontrá-lo entre os requisitos de quem iria ocupar os ofícios na igreja. O fato de que as epístolas pastorais que acabamos de mencionar foram escritas muito depois de I Coríntios, sugere que já por este tempo a glossolália poderia ter desaparecido da igreja.

D. A ausência quase total da glossolália na história da igreja do ano 100 até 1900 d.C. é muito dificilmente compatível com a pretensão de que Deus queria que o dom de línguas permanecesse na igreja. Já vimos outrora que há muito poucos relatos de glossolália na história da igreja daqueles anos. Alguns relatos que temos são de duvidosa autenticidade; outros tem a ver com grupos que eram definitivamente heréticos como os montanistas. Ainda quando todos os casos de glossolália atribuídos a este período pudessem ser verdadeiros, os grupos que praticaram a glossolália ainda seriam poucos e muito esparsos no do tempo de uns e de outros. Simplesmente, não se pode negar que, falando em geral, a glossolália era virtualmente desconhecida nos grupos mais representativos do cristianismo até aproximadamente 1900.

Compreendo que o argumento da história não é completamente convincente. Desde logo, é concebível que Deus, por razões que ele bem conhece, decidiu privar à igreja da glossolália durante dezoito séculos e então, no princípio do Século XX, haja restaurado novamente este dom à igreja. Mas quando os pentecostais sustentam que uma igreja que não tem manifestações de línguas carece de uma das mais ricas fontes de bênçãos previstas por Deus para seu povo[79] , nos sentimos confundidos pelo imenso abismo que existe na história da glossolália. Se o falar em línguas é uma bênção tão grande como nossos irmãos pentecostais sustentam, porque esteve virtualmente ausente da igreja entre os anos 100 e 1900? Empobreceu Deus deliberadamente a seu povo?

As considerações apresentadas sugerem fortemente que os dons milagrosos do Espírito, tais como a glossolália, já não existem na igreja de hoje. Podem nossos amigos pentecostais provar de forma conclusiva, pelas Escrituras e pela história da igreja, que estes dons milagrosos ainda estão conosco?

2. A doutrina distintiva das denominações pentecostais que é básica em seus ensinamentos sobre a glossolália, a saber, que todo crente deve buscar um batismo do Espírito Santo posterior à conversão, não tem base nas Escrituras.

Já temos visto que as passagens do livro de Atos as quais os pentecostais comumente apelam não apoiam esta doutrina. Recebe esta doutrina apoio de outras passagens das Escrituras? Pelo contrário, o ensinamento de que uma pessoa regenerada ainda tem que passar por um batismo do Espírito em virtude do qual recebe a plenitude do Espírito está baseada em uma má compreensão da obra do Espírito. Quando o Espírito nos regenera, entra em nossas vidas, não como um poder mas como uma pessoa. Paulo expressa este pensamento de forma muito clara em Romanos 8:9: “Vós (o regenerado, o crente), porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós”. Paulo agrega na oração seguinte: “E se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. Noutras palavras, se alguém pertence a Cristo, tem o Espírito de Cristo, e se tem o Espírito de Cristo, o Espírito está habitando nele. Agora, que mais pode fazer o Espírito do que habitar nele? Por que haveria de ser necessário que o Espírito seja outorgado sobre a pessoa numa “segunda bênção” ou “segunda obra de graça” ou “batismo do Espírito” quando o Espírito já está morando dentro do crente? O mesmo ensina I Coríntios 3:16: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós??”

Na realidade, em nenhum lugar do Novo Testamento encontramos os crentes pedindo tal batismo do ou no Espírito Santo, e em nenhum lugar encontramos os apóstolos dando mandamento aos discípulos no sentido de buscar o dito batismo. Mas sim encontramos Paulo dizendo aos Gálatas: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Ga. 5:25). A implicação é clara: nascemos de novo, temos o Espírito, uma vez que somente o Espírito pode nos regenerar. Se é assim, argumenta Paulo, então no mesmo Espírito ou pelo mesmo Espírito em quem vivemos devemos caminhar. Paulo não diz: “para esperar o batismo do Espírito para que podeis caminhar nele”. Ele diz: “Andeis de forma mais completa no Espírito ou pelo Espírito que vós já tendes, que já vos foi dado no coração novo, com o qual vós já vives”.

Sem dúvida é verdade que necessitamos lutar continuamente para ter uma maior plenitude do Espírito. Mas isso não significa que depois de termos sido regenerados devemos esperar que o Espírito seja quem tome o próximo passo. Mas antes, se me permite expressá-lo assim, o próximo passo cabe a nós: devemos render-nos mais plenamente ao Espírito que já habita conosco[80] . Essa, como temos visto, é a ênfase de Efésios 5:18: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”. O presente do imperativo, pleroústhe, significa “sede continuamente cheios”, “permaneceis sendo cheios”. A passagem assinala uma luta de toda a vida, não por uma experiência de um momento. Tampouco Paulo implica com isso que os leitores da Epístola aos Efésios ainda não tivessem o Espírito, porque em 1: 13 havia escrito: “… tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa”.

Portanto, ainda que não quiséssemos, temos que chegar à conclusão de que a teologia do pentecostalismo neste particular está baseada mais sobre a experiência do que sobre a Escritura. Russell T. Hitt, editor de Eternity (Eternidade) expressa assim:

Todo ensinamento deve ser julgado por nós pela Palavra de Deus. Muitos que tem tido recentemente uma experiência pentecostal tem problemas para dar uma explicação bíblica adequada para o que tem ocorrido. Ao invés disso testificam de uma experiência, e levantam um estranho esquema doutrinal baseado no livro dos Atos para apoiar a duvidosa doutrina do “batismo do Espírito” (Eternity, julho 1963, página 7).

Mas não podemos basear a doutrina primariamente na experiência. Tenho ouvido os mórmons dizerem que se convenceram que Joseph Smith era um verdadeiro profeta de Deus porque tiveram uma maravilhosa experiência espiritual na religião mórmon. Se a experiência é básica para a doutrina, como se poderia provar que os mórmons estão em erro, ou, o que se poderia dizer dos budistas, hindus ou muçulmanos?

3. A teologia do pentecostalismo ensina erroneamente que uma bênção espiritual deve ser atestada por um fenômeno físico.

Diz-se que falar em línguas é a evidência física inicial de haver sido batizado com o Espírito Santo. Mas, como pode um sinal físico ser a prova de um estado espiritual? Os pentecostais assinalam quatro casos no livro de Atos em que o falar em línguas demonstrou que o Espírito havia sido recebido em sua plenitude (ainda que no caso dos samaritanos não se menciona o falar em línguas), mas estes casos estiveram associados com Pentecostes ou com uma extensão de Pentecostes, como temos visto; e, ademais, há muitos casos no livro de Atos onde não se faz menção das línguas, e isso em casos em que se nos diz que as pessoas foram cheias do Espírito Santo. Ademais, ainda os pentecostais reconhecem que o falar em línguas ocorrido em Corinto não tinha relação direta alguma com o ser cheios do Espírito[81] . Então, como podem nossos amigos pentecostais afirmar com tanta certeza que a glossolália é atualmente a evidência indispensável do batismo do Espírito?

Ora, não ensina a própria Bíblia que a prova de ser cheio do Espírito não é física, mas espiritual? Paulo diz acerca disso em Gálatas 5:22-23 “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”. Um dos maiores perigos do pentecostalismo e do neopentecostalismo, parece-me, é que a pessoa chega a estar cada vez mais preocupada por dons do Espírito e cada vez menos pelo fruto do Espírito. Pelo lado negativo, o nosso Senhor mesmo disse, contudo, que profetizar ou operar milagres em si não provam que uma pessoa está verdadeiramente cheia do Espírito

Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade (Mt. 7:22-23).

Nessa diretriz Santo Agostinho escreveu as seguintes palavras há mais de 1500 anos, que são tão adequadas agora como o foram então:

Nos primeiros tempos o Espírito Santo caiu sobre os que creram, e eles falaram em línguas que não haviam aprendido, “segundo o Espírito lhes dava que falassem”. Estes eram sinais adaptados para o tempo… Então, agora o testemunho da presença do Espírito não é dado por meio destes milagres. Por que meio é dado? Como chega alguém a saber que tem recebido o Espírito Santo? Que lhe pergunte ao seu próprio coração se ama ao seu irmão, o Espírito de Deus mora nele (Homilia sobre I João).

4. No pentecostalismo está implícita uma espécie de subordinação de Cristo ao Espírito Santo que não está em harmonia com a Escritura.

Notamos anteriormente que Ralph M. Riggs descreve o batismo do Espírito Santo com palavras que implicam uma espécie de subordinacionismo:

Esta experiência (de batismo do Espírito) é tão distinta da conversão como o Espírito Santo é distinto de Cristo. Sua vinda (a do Espírito) sobre o crente no batismo é a vinda da Terceira Pessoa da Trindade, após a vinda de Cristo, que ocorre na conversão[82] .

O que é o que Riggs diz aqui? Que a conversão é somente a vinda de Cristo, mas que o batismo do Espírito é a vinda do Espírito Santo. Se alguém não tem chega ao pedestal mais elevado da escalada espiritual até que venha receber o batismo do Espírito, é evidente que recebeu somente a Cristo é ficou apenas num subnível espiritual.

Noutro lugar, este mesmo escritor, depois de explicar que o Espírito Santo é o Diretor Pessoal da igreja, pergunta:

Como podemos viver e atuar efetivamente sem nosso Cabeça e Líder designado por Deus? Que desconcertante e frustrante é para o plano e propósito de Deus se nós não cooperarmos desde o começo de nossa experiência cristã recebendo a plenitude do batismo do Espírito Santo[83] .

A implicação é clara: se alguém não recebeu o batismo do Espírito, está vivendo sem o Líder estabelecido por Deus. Pode receber a Cristo no momento da conversão, mas todavia está sem líder! Ter somente a Cristo no coração é ter um cristianismo inferior, de segunda categoria!

Quanta diferença do que a Bíblia ensina! Cristo ensina de outro modo: “Ele (o Espírito Santo) me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo. 16:14). Exaltar a obra do Espírito é digno de louvor, mas exaltar o Espírito acima de Cristo é um erro comparável com a subordinação de Cristo ao Pai de que eram culpáveis os antigos arianos.

O comentário de Kurt Hutten é acertado:

A teologia pentecostal tem absolutizado a doutrina do Espírito Santo … Ao fazê-lo nega o testemunho da Escritura. Porque, segundo as Escrituras, o Crucificado e Ressuscitado é e segue sendo o centro que domina e penetra todo o demais. E segundo a Escritura, Cristo e o Espírito Santo não podem ser separados; a obra de um não pode distinguir-se da do outro em qualidade ou categoria. Não há obra do Espírito Santo fora da cruz; apenas há uma obra do Espírito sob a cruz (Seher, Gruebler, Enthusiastem, p. 520).

5. A teologia do pentecostalismo tende a criar dois níveis de cristãos: os que tem recebido o batismo do Espírito e os que não o tem recebido.

Os pentecostais deixam bem claro que a pessoa que não recebeu o batismo do Espírito Santo não chegou ao nível de cristão em toda sua plenitude, os escritores pentecostais fazem uma clara distinção entre batismo do Espírito e conversão[84] e entre batismo do Espírito e santificação[85] . Somente as pessoas batizadas no Espírito, dizem, tem sido seladas com o Espírito[86] e tem o penhor do Espírito[87] . O batismo do Espírito é descrito como o poder que vem do alto – poder que é chamado o sine qua non do serviço cristão[88] . Isso implicaria que as pessoas que não tem recebido o batismo do Espírito – a grande maioria dos que se denominam cristãos – não tem um poder adequado para o serviço cristão. Um escritor pentecostal descreve o batismo do Espírito como a vinda do equipamento divino para a batalha contra o diabo[89] ; a implicação disto é tem-se a impressão que o vasto exército de cristãos ordinários, não pentecostais, saem precipitadamente à batalha como soldados sem preparação e sem armas.

Uma pequena reflexão revelará o quão devastador pode ser este ponto de vista do cristianismo de dois níveis para a unidade da igreja. Não estou acusando os pentecostais de dizerem que uma pessoa não pode ser salva sem o batismo do Espírito Santo, mas o que estou observando é que sua teologia deixa uma grande multidão de cristãos ordinários, e um pequeno grupo de cristãos muito especiais. Isso é muito pouco fiel às Escrituras. Paulo diz em Gálatas 3:28: “Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. No entanto, os pentecostais deveriam interromper Paulo neste ponto: “Mas, Paulo, esquecestes da distinção entre cristãos que são batizados no Espírito e os que não o são?” Ainda mais, sugerir que somente as pessoas batizadas pelo Espírito são seladas com o Espírito, tem o penhor do Espírito, e tem sido equipadas com poder do alto, é dizer que há uma grande quantidade de passagens do Novo Testamento que realmente não tem mensagem para a mensa maioria dos crentes desde os dias apostólicos.

6. A teologia do pentecostalismo implica que a igreja tem estado sem condutor, sem poder adequado, sem a plena luz, e sem uma experiência cristã completa desde os fins do Século I até o princípio do Século XX.

H. J. Stolee, em Speaking in Tongues (Falando em Línguas), originalmente publicado em 1936, diz:

Sempre tem sido uma caraterística dos movimentos fanáticos o ignorar e ainda negar a continuidade do cristianismo. O decorrer dos séculos é considerado virtualmente como um fracasso total.

É triste dize-lo, mas tal tendência também é evidente no pentecostalismo. Antes vimos que, segundo os escritores pentecostais, a razão pela qual a glossolália desapareceu quase totalmente da igreja nos séculos que se estendem entre 100 d.C. e 1900 foi a falta de fé por parte do povo de Deus. Observemos mais de perto este assunto. Carl Brumback alega que ainda que Deus pôde ter feito aos homens responsáveis pela verdade do batismo do Espírito durante toda a era da história da igreja desde a idade apostólica, não aplicou estritamente suas normas durante todo o período porque seu povo, pelo pecado e o fracasso, havia-se feito incapaz de conformar-se com ditas normas[90] . Muitas verdades do Novo Testamento estiveram totalmente eclipsados durante a Idade Média[91] . Estas verdades em parte foram restauradas pela Reforma, mas a Reforma não foi completa[92] . Certas porções da verdade ficaram escondidas para os reformadores, esperando outro momento para sua revelação plena. Entre as grandes verdades que não foram completamente reveladas aos reformadores estava a doutrina do batismo do Espírito Santo[93] . Em princípios do Século XX, Deus considerou oportuno devolver esta verdade à Igreja[94] . Antes do Século XX a experiência dos santos pós-apostólicos não esteve à altura das normas bíblicas, porque não tinham “um batismo pleno do Espírito Santo, não tinha um caráter milagroso e não estava acompanhado com línguas”[95] .

O que isso quer dizer é que durante 1800 anos de história da igreja (com poucas e pequenas exceções) toda a igreja não logrou desfrutar a plenitude da experiência cristã que Deus tinha o propósito de conceder a seus filhos. Isso significa que gigantes como Calvino e Lutero não alcançaram a tamanha fé que os pentecostais têm hoje. Isso significa, como temos visto, que durante todos estes séculos a igreja esteve realmente sem condutor, sem todo o poder para o serviço, e sem a plena luz da verdade divina. Não apenas isso, mas que grande parte da igreja atual está similarmente impedida, posto que ainda não aceita esta última verdade que Deus tem revelado. A conclusão iniludível parece ser que somente os pentecostais estão com plena possessão da verdade divina; os demais permaneceremos em trevas parciais até que estejamos dispostos a aceitar seus ensinamentos.

No entanto, não nega esta doutrina que o Espírito Santo haja dirigido continuamente a sua igreja durante dezoito séculos de história eclesiástica? Esta pretensão, não faz periclitar seriamente a verdade da universalidade da igreja de Jesus Cristo? Não implica que somente os pentecostais são o verdadeiro povo de Deus, cheio do Espírito? Uma coisa é admitir que todos os crentes não alcançam fazer a vontade de Deus e a entender completamente sua revelação, mas é completamente distinto pretender que o grupo a que alguém pertence é o único que tem a verdade neste assunto, enquanto todos os demais estão no erro.

Poderia alguém ainda perguntar se as observações feitas se aplicam aos neopentecostais ou mesmo que aos pentecostais. Desde logo, não temos nenhum livro sistemático em doutrina em que os neopentecostais exponham o que tem em comum. Sem dúvidas, há matizes de opinião entre os neopentecostais como os há entre os pentecostais.

È muito possível que muitos neopentecostais não compartilhem da posição comum dos pentecostais de que a glossolália é a evidência indispensável de que alguém recebeu o batismo do Espírito Santo. Se é assim algumas das considerações apresentadas não se aplicariam a eles. Mas como temos demonstrado, ainda a posição de que a glossolália é uma evidência de que alguém é cheio do Espírito Santo está em condições de ser seriamente posta em dúvida.

No entanto, devemos lembrar que o neopentecostalismo surgiu do pentecostalismo; portanto, é de esperar que nas questões que compreendem a importância e significado da glossolália os neopentecostais tenham muito em comum com os pentecostais. Ademais, temos notado que uns quantos neopentecostais proeminentes tomam a posição comum dos pentecostais quanto às línguas. Ainda temos visto uma declaração oficial da junta de diretores da Sociedade da Bendita Trindade que afirma que o batismo do Espírito Santo é confirmado pela glossolália[96] . Portanto, pareceria provável que a maioria dos neopentecostais, até aonde tem pensado o assunto, tomem a mesma posição dos pentecostais quanto à importância da glossolália. Até onde este seja o caso, os comentários feitos neste capítulo se aplicam tanto aos neopentecostais quanto aos pentecostais.

Capítulo 5 – O que Podemos Aprender do Movimento que Fala em Línguas

A julgar pelo que temos aprendido acerca das doutrinas pentecostais até aqui, poder-se-ia ficar com a impressão de que nossa resposta ao pentecostalismo e ao neopentecostalismo deveria ser completamente negativa. No entanto, como se tem dado a entender antes, há muitas coisas que podemos aprender deste movimento. Portanto, neste último capitulo quero destacar os aspectos positivos do pentecostalismo e do neopentecostalismo, para ver que desafio tem apresentado o movimento da glossolália à igreja de hoje.

Um dos aspectos mais notáveis, e para os não pentecostais o mais assombroso, do movimento das línguas é o fato de que muitas pessoas que tem começado a falar em línguas informam que esta experiência lhes tem sido uma fonte de grandes bênçãos espirituais. Por exemplo, Carl Brumback, falando pelos pentecostais, afirma que há poucos exercícios espirituais mais edificantes para o indivíduo que o dom de línguas usado nas devocionais privadas[97] . O artigo 7 da Declaração de Verdades Fundamentais das Assembléias de Deus afirma que ao batismo do Espírito Santo, do qual a glossolália é a evidência inicial, segue-se uma mais profunda reverência a Deus, uma intensificada consagração a Deus e dedicação a sua obra, um amor mais ativo por Cristo, por sua Palavra e pelos perdidos. Norton Kelsey informa que as sete pessoas cujas experiências de glossolália descreve em seu livro Tongue Speaking (Falar em Línguas) declararam que esta experiência era uma das mais valiosas de que tivera. Freqüentemente se diz-se que as experiências que culminam com a glossolália tem transformado a vida das pessoas. Periódicos como Trindade e Voz estão cheios de testemunhos pessoais de indivíduos que dizem que tem recebido um novo impulso na vida espiritual por meio da glossolália.

Que diremos acerca de tudo isso? Como podemos explicar a explosão das línguas da atualidade? Como vamos explicar o novo vigor espiritual que a glossolália parece ter introduzido nas vidas de tantas pessoas?

V. Raymond Edman, ex-presidente de Wheaton College, resumiu muito bem o assunto quando disse que existem apenas três possibilidades: a glossolália atual é do diabo, ou é um dom genuíno do Espírito, ou é um fenômeno que sem ser primariamente inspirado pelo diabo ou pelo Espírito, tem sido induzido psicologicamente.

É possível que a glossolália que vemos na atualidade tenha sido instigada demoniacamente? Certamente não podemos descartar de todo esta possibilidade, Satanás, como Lutero dizia, é o “macaco imitador de Deus”, que constantemente vive imitando as obras genuínas do Espírito. Sabemos por 2 Coríntios 11: 14 que Satanás estava ocupado ainda em Corinto: “O próprio Satanás se transforma em anjo de luz”. Até os pentecostais admitem que às vezes o falar em línguas que se pratica nas igrejas pode ser uma algaravia fanática produto da carne e não do Espírito[98] . Sempre que a glossolália contribui para o orgulho, que conduz a orgias emocionais nas quais todo o domínio próprio é lançado aos ventos, e se provocam amargas discórdias entre os cristãos que se devem conduzir como um em Cristo – certamente o diabo tem sua mão metida nessa situação.

Ainda que reconheço que a glossolália pode ser demoniacamente induzida, sinto-me inclinado a estar de acordo com Edmam que este não é normalmente o caso. Que diria então acerca da segunda possibilidade, isto é, que a glossolália da atualidade seja um dom genuíno do Espírito? Novamente, não podemos descartar completamente esta possibilidade. Nós não vamos limitar o Espírito dizendo que é impossível que ele outorgue o dom de línguas na atualidade. Quem sabe o que Espírito tem guardado para a sua igreja? Quem sabe que dons do Espírito podem ser dados no futuro para capacitar à igreja ante novos desafios específicos?

De pronto, concedemos que Paulo não proíbe o uso da glossolália em I Coríntios 12-14. Também devemos admitir que o dom de línguas tinha certo valor para Paulo e para a igreja daquele tempo; ainda Paulo foi levado a dar graças a Deus porque falava línguas mais do que todos os coríntios (14:18). Certamente Paulo jamais diria isso se a glossolália não tivesse algum valor.

No entanto, se o dom de línguas como dom especial do Espírito está na igreja na atualidade é uma questão discutível. Num capítulo anterior apresentei algumas das razões pelas quais creio que devemos ter sérias dúvidas acerca da continuação da glossolália como um dom especial do Espírito; não tenho a intenção de repetir aqui essas razões. Se as línguas como um dom estivesse na igreja de hoje, os pentecostais não teriam direito de sustentar que a possessão deste dom, ainda como sinal físico inicial, prova de que alguém tem recebido a plenitude do Espírito. Se o dom estivesse ainda presente, as muitas restrições com que Paulo rodeia seu uso em I Coríntios 14 implicam que a glossolália está longe de ser tão importante como os pentecostais pensam que é, e que de nenhum modo é o sine qua non da maturidade espiritual. E fica a desconcertante pergunta: Como podem os pentecostais e neopentecostais estarem seguros que o que se pratica nos círculos que falam em línguas é o mesmo dos dias do Novo Testamento? Sabemos exatamente qual era a glossolália praticada pelos coríntios? Se não sabemos Isso, como pode alguém estar seguro que o que se pratica nos grupos que falam em línguas é exatamente o mesmo que ocorria nos dias do Novo Testamento?[99]

Sinto-me inclinado a concordar com Donald S. Metz que a glossolália que hoje vemos em sua maior parte, não é inspirada diretamente pelo Espírito de Deus, nem diretamente induzida pelos demônios, mas uma reação humana que tem sido psicologicamente induzida. Esta também parece ser a posição de George B. Cutten, reconhecida autoridade em glossolália, que disse: “Até onde tenho conhecimento, não existe um só caso de falar em línguas estranhas que haja sido estrita e cientificamente investigado, que não possa ser explicado por leis psicológicas reconhecidas”. No mesmo sentido há uma declaração do psiquiatra Stuart Bergsma, superintendente do Hospital Cristão Pine Rest, em Grand Rapids, Michigan. Depois de mencionar uma quantidade de experiências que lhe haviam auxiliado na realização de uma avaliação da glossolália, diz: “Todas estas experiências me deixam com a convicção de que especialmente a glossolália pode ser psicologicamente explicada e não é, em geral, um fenômeno espiritual”. Outro psiquiatra cristão dá uma avaliação similar em um artigo em que analisa o fenômeno da glossolália:

O produto de nossa análise é a demonstração dos mecanismos muito naturais que produzem a glossolália. Como fenômeno psicológico, a glossolália é fácil de produzir e prontamente compreensível (E. Mansell Pattison, “Speaking in Tongues and about Tongues” – Falando em Línguas e sobre Línguas, Christian Standard, Fev.15,1964).

Se as análises anteriores estão corretas, surge a pergunta: quais são os mecanismos psicológicos que operam na glossolália? Quando refletimos no fato de que a glossolália no passado ocorreu fora da religião cristã e ainda se dá noutras culturas, não é surpreendente que também se tenha  introduzido nos círculos cristãos. O estímulo emocional que por vezes induzem as línguas nos círculos não cristãos poderia também ocasionar a glossolália entre os cristãos. Deve-se reconhecer que o falar em línguas nem sempre se produz em uma situação que esteja altamente carregada no emocional e que poderia dar-se numa aprazível atmosfera devocional; mas ainda nessas circunstâncias debaixo da superfície poderia estar em atividade poderosas forças emocionais. Pode-se entender a atração que o misterioso tem em uma era que é eminentemente racional. É possível que grande parte da glossolália nos grupos não pentecostais na atualidade represente uma reação emocional contra um tipo de pregação friamente intelectual ou contra uma liturgia estereotipada e formalista.

Também há outras possibilidades. L. M. Van Eetveld Vivier, em uma tese de doutorado sobre a glossolália, informa que submeteu a provas um grupo de pentecostais que falavam em línguas e achou que haviam tido “um princípio próprio de vida psicologicamente pobre, caracterizado pela insegurança, conflito e tensões”. RusseI T. Hitt é da opinião de que muitos dos que tem experimentado o assim chamado “batismo do Espírito” esteja sofrendo profundos problemas pessoais e familiares, ou estão emocionalmente perturbados por suas próprias vidas espirituais. Para tais indivíduos o falar em línguas poderia prover uma válvula de escape para os problemas perturbadores, algum modo de obter um prestígio que de outro modo lhes resultaria inacessível.

Também podemos entender bem que a psicologia da sugestão poderia ter um grande papel na indução da glossolália. Quando alguém pertence a um grupo em que se espera que os mais adiantados espiritualmente falem em línguas, quando se aplica muita pressão emocional na busca do dom de línguas, quando os que buscam o dom de línguas recebem instrução no sentido de que relaxem a língua repetindo “glória, glória, glória, gló, gló, glória, aleluia, glória” e coisas semelhantes, certamente seria estranho que alguém não começasse a fazer o que todos esperam.

Mansell Pattison lança uma luz que ajuda muito acerca dos mecanismos psicológicos que podem estar em ação na glossolália:

A linguagem é um fenômeno complexo que inclui elementos conscientes, voluntários e padrões inconscientes, automáticos em circuitos psicológicos e fisiológicos Todos estamos conscientes de que existem distorções de linguagem que são freqüentes. Quando estamos excitados gaguejamos, esquecemos o que estamos dizendo, dizemos algo distinto do que queríamos (lapsus linguae), ou ficamos sem fala… Ás vezes quando começamos a falar nos sentimos confundidos e se nos trava a língua e dizemos uma punhado de sons e sílabas. As pessoas que falam em sonhos com freqüência emitem uma algaravia ininteligível. O mesmo ocorre com os pacientes que estão sob o efeito de sedativos ou de anestesia, ou em coma parcial. Todos estes exemplos indicam que há aberrações em nossos padrões usuais e normais da linguagem. Podemos observar que se nossa atenção é distraída do que estamos dizendo podemos seguir falando sob o controle de mecanismos inconscientes que poderiam ou não produzir uma linguagem inteligível. Qualquer um de nós poderia “falar em línguas” se adotasse uma atitude passiva quanto ao controle de nosso corpo e da linguagem e tivéssemos uma tensão emocional que estivesse pressionando por expressar-se. Um exemplo familiar é o riso explosivo e contagioso de um grupo que chega ao ponto em que cada um é “demasiado débil para deixar” de rir. Tentar falar enquanto alguém ri deste modo tem como resultado vocalizações que tem todas as caraterísticas da glossolália (Speaking in Tongues and About Tongues – Falando em Línguas e sobre Línguas- p. 2).

O doutor Pattisom encontra paralelos à glossolália em certos tipos de situações clínicas:

… Posso agregar minhas próprias observações em experiências clínicas com pacientes neurológicos e psiquiátricos. Em certos tipos de desordens cerebrais que são resultado de ataques, tumores cerebrais, etc., o paciente fica com certas desorganizações em seus padrões automáticos e físicos dos circuitos do linguagem. Se estudarmos estes pacientes afásicos podemos observar a mesma decomposição da linguagem que ocorre na glossolália. Decomposições similares se observam nos padrões de pensamento e linguagem do esquizofrênico, que é [sic] estruturalmente como o da glossolália.

Pode-se entender que estes dados demostram que os mesmos padrões de linguagem se dão quando o controle consciente e voluntário da linguagem se vê interferido por danos no cérebro, ou psicoses ou por uma renúncia passiva ao controle da linguagem pela vontade, isso confina nossa asseveração anterior de que a glossolália é um padrão estereotipado de conduta vocal controlada inconscientemente e que aparece sob específicas condições emocionais[100] .

A conclusão a que chega o Dr. Pattisom é que a glossolália pode ocorrer quando algo interfere no controle consciente e voluntário da linguagem, e que no presente é um acompanhante regular de intensas experiências emocionais estáticas.

Mas se poderia perguntar, se a glossolália na atualidade em sua maior parte não é um dom do Espírito, mas um fenômeno psicologicamente induzido, como explicamos os benefícios espirituais que se pretendem haver recebidos dessa prática? Deve-se observar, em primeiro lugar, que as línguas nem sempre tem trazido bênção espiritual, e que há casos registrados em que quem passou pelo dom de línguas mais tarde isso foi reconhecido como um engano, ou onde primeiro se pensou que era do Espírito mais tarde foi atribuído à carne. Já temos anotado a referência de Warfield a Robert Baxter da Igreja Católica Apostólica, que reconheceu que as línguas em que ele e outros falaram procediam de um espírito mentiroso e não do Espírito do Senhor. C. H. Darch, de Taunton, Inglaterra, conta de um homem que uma vez disse ter o dom de línguas mas que mais tarde lhe disse: “Agora estou convencido de que não tive nada disso”. D. Robert Lindberg, graduado do Seminário Teológico Dallas, que foi missionário na China durante alguns anos e agora é pastor da Igreja Presbiteriana Ortodoxa, conta que uma vez buscou e experimentou o que foi chamado dom de línguas. Ainda que no momento sentiu algo de gozo e  emoção da qual outros haviam falado, mais tarde foi constrangido a reavaliar sua experiência. Depois de aclarar que não está criticando pessoas, mas movimentos, e depois de haver afirmado que não deseja negar que alguém haja tido uma experiência transformadora por meio da glossolália, segue dizendo que agora está convencido que o movimento das línguas não é de Deus, mas que tem “em seu coração um falso misticismo que é contrário à palavra de Deus”. Depois de dar sete razões para emitir este juízo, conclui afirmando que a glossolália que observamos na atualidade não é de origem divina, mas é o resultado de “auto sugestão, auto induzida – piedosa, sim, mas errada e não bíblica”.

Tenho em meus arquivos uma carta pessoal de alguém que foi pastor pentecostal durante nove anos. Durante estes anos falou em línguas, considerando sua experiência inicial de glossolália como uma evidência do batismo do Espírito Santo. Depois chegou à convicção de que a ênfase particular do movimento pentecostal não tinha apoio bíblico; deixou a igreja pentecostal, e se fez ministro noutra denominação. Agora está seguro de que o falar em línguas que praticou no passado foi inteiramente da carne e não do Espírito. Escreve:

Eu não creio que as línguas tenham valor algum como exercício devocional, porque tenho provado isso em minha própria vida, porque minha devoção é mais espiritual agora que deixei de falar em línguas. Também meu ministério tem sido mais espiritual e frutífero desde que deixei a igreja pentecostal, e não tenho desejo de regressar.

Também afirma que nunca viu que as línguas foram legitimamente usadas como dom na igreja durante os anos que foi ministro pentecostal. “Houve ocasiões em que a gente falou em línguas na igreja, mas nunca se trouxe edificação a todo o grupo”.

No entanto, como temos notado anteriormente, muitas pessoas dizem que tem tido genuínas bênçãos espirituais por meio da glossolália, e alguns sustentam ainda que a experiência tem transformado suas vidas. Como podemos explicar estas afirmações? Creio que temos a resposta em duas afirmações feitas por duas pessoas que já temos citado. O Dr. Pattisom, ao final de sua análise da glossolália, faz o seguinte comentário:

 “a glossolália não tem valor espiritual intrínseco Poderia ser o adjunto psicológico de uma significativa experiência espiritual, mas deve ser considerada somente como incidental no alcance de metas espirituais” (obra citada, p. 2).

As palavras significativas aqui são: “Poderia ser o companheiro psicológico de uma significativa experiência espiritual. A outra declaração é da carta do ex-pastor pentecostal:

Na avaliação da glossolália em minha própria vida, diria que foi inteiramente da carne na análise final. No entanto, as muitas horas que passei sinceramente buscando ao Senhor foram de muita bênção.

Aqui vemos novamente expressado o mesmo pensamento, por uma pessoa que falou em línguas durante nove anos: ainda que a glossolália mesma não foi de ajuda espiritual, a busca do Senhor que acompanhou ou precedeu à glossolália o foi. Da mesma carta cito o seguinte:

A ênfase na oração tem trazido o calor da fé e experiência cristã ao povo pentecostal, coisa que muitas vezes falta em nossas igrejas. Penso que a maior parte do êxito do movimento carismático de hoje se deve a uma revolta contra o frio engessamento do ensinamento ortodoxo que não aprecia a vida do Espírito.

Aqui novamente se diz que o que foi benéfico não foi o falar em línguas mas a ênfase na oração que está inserida.

Penso que agora estamos em condições de ver como a experiência da glossolália pode ser uma fonte de bênçãos reais para o povo. Quando esta é a situação – e não nego que muito freqüentemente pode ser o caso – sugeriria que o que é realmente a fonte da bênção espiritual não é a glossolália como tal, mas o estado característico em que ocorre o que se diz que é a evidência, ou a disciplina espiritual que a tem precedido. Se um cristão tem buscado honestamente ser mais cheio do Espírito do que antes era, e se tem rendido mais completamente às indicações do Espírito, isso tem que trazer recompensa espiritual. Se um cristão tem estado mais tempo em oração que antes, buscando sinceramente seu enriquecimento espiritual, isso tem que produzir seus frutos. Ademais, quando uma pessoa começa a falar em línguas em um pequeno grupo neo-pentecostal, este fenômeno é a culminação de uma experiência de comunhão cristã, de estudo bíblico, e oração em um círculo estreito de amigos espiritualmente inclinados – experiência que tem que ser proveitosa. Noutras palavras, podemos dar razão do proveito ou das bênçãos espirituais experimentadas nestes casos deixando completamente de lado a glossolália. Não estou pondo em dúvidas a sinceridade dos irmãos cristãos que tem tido estas experiências, nem a autenticidade de seu crescimento espiritual; somente estou dizendo que é muito possível que a chave destas bênçãos não tem sido a glossolália mesmo, mas a busca de uma maior plenitude do Espírito que a precedeu.

Voltemos agora à pergunta com que começamos este capítulo: Qual é o desafio do pentecostalismo para a igreja de hoje? Certamente este turbilhão de línguas tem algo a dizer à igreja de hoje! A igreja jamais deve ficar satisfeita consigo mesma; sempre deve continuar confessando sua pobreza espiritual e seus fracassos. Em movimentos como o pentecostalismo e o neopentecostalismo podemos ouvir a voz de Deus. Se não houver fracassos na igreja, estes movimentos jamais encontrariam base.

Agora, quais são algumas das lições que o movimento pentecostal tem nos ensinado ao resto da igreja? Permita-me enumerar algumas:

(1) A igreja de hoje necessita desesperadamente uma ênfase mais forte na necessidade de sermos constantemente cheios do Espírito do Deus vivo. Sem esse Espírito, toda sua ocupação, sua organização e todo seu equipamento não terá poder.

(2) A igreja deve ter uma maior preocupação do que antes por satisfazer as necessidades emocionais do homem. Não que devamos ir aos extremos encontrados nalgumas igrejas pentecostais aonde, é de temer, a excitação emocional às vezes é confundida com espiritualidade, e aonde o êxito do serviço às vezes é julgado pela altura que tem alcançado o fervor emocional. O emocionalismo excessivo não glorifica a Deus; “tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (1 Co. 14:40). Mas o homem tem um lado emocional, e a igreja não deve descuidá-lo. Se perdermos as inescrutáveis riquezas de Cristo com a animação fúnebre que o locutor de uma radio dá o informe do tempo, provavelmente conseguiremos que as pessoas abandonem a vida da igreja. Os que deixam uma denominação para unir-se a outra, normalmente não o fazem por questões doutrinárias, mas porque a igreja que estão deixando não satisfaz algumas de suas necessidades básicas. Quem não assiste à igreja de sua vizinhança não será atraída por igrejas que são frias como o gelo ou por pregadores que são secos como poeira.

(3) Na igreja deveremos dar mais lugar à espontaneidade e mais lugar à resposta dos assistentes do que o que agora se acostuma. Não estou defendendo uma liturgia de “santa desordem”, mas o que estou dizendo é que um culto de igreja que se carateriza pelo que Andrew Blackwood do Princeton Seminary chamava “imperfeição, insipidez e monotonia” não será de muita ajuda para as pessoas. Por que tem que ser sempre o mesmo indivíduo o centro do serviço litúrgico? Por que não pode haver mais intervenções do auditório? Se a ênfase corrente na execução especial dos hinos por umas poucas vozes treinadas traz um decréscimo na ênfase do encontro com o verdadeiro sentimento espiritual por toda a congregação, estamos realmente fazendo um progresso litúrgico, ou estamos retrocedendo?

(4) Também podemos aprender de nossos irmãos pentecostais e neopentecostais a importância da oração e do fato de nossa constante dependência de Deus. Em nossos fortificados castelos eclesiásticos, substituímos às vezes as reuniões de juntas, comitês, e de negócios por reuniões de oração? Tiago não teria uma palavra para nós: “não tendes, porque não pedis”?

(5) Podemos aprender de novo a importância de estar dispostos a testificar de nosso Senhor em todo tempo, e a necessidade de um maior zelo missionário. Os pentecostais normalmente não tem medo de testificar, e seus empreendimentos missionários de longo alcance deixam envergonhados a muitos outros grupos cristãos. Como vimos anteriormente, estima-se que o número de missionários pentecostais nos campos missionários na década do 1950 era três vezes e meia maior que a cifra estimada normal dentro do mundo protestante. Verdadeiramente o Senhor está falando à igreja de nosso tempo por meio deste movimento.

(6) Dos neopentecostais, particularmente, podemos aprender de novo o valor das reuniões de grupos pequenos para o estudo da Bíblia, a oração e a comunhão cristã. Em essas reuniões alguém se sente estimulado a entrar na vida de seus irmãos cristãos de um modo noutras circunstâncias seria quase impossível em nossas grandes e muito dispersas congregações urbanas. Os pequenos grupos de comunhão deste tipo podem proporcionar uma das melhores formas em que a igreja de nosso tempo pode enfrentar o problema da vida crescentemente impessoal.

Muito mais se poderia dizer acerca destas coisas. Apreciamos o cálido espírito evangélico de nossos irmãos pentecostais. Apreciamos sua posição teológica conservadora e sua oposição ao liberalismo teológico[101] . Apreciamos seu enorme zelo evangelizador, na pátria como no estrangeiro, e sua exemplar preocupação por estender-se o evangelho.

No entanto, neste ponto, quisera retornar ao primeiro ponto mencionado, nossa necessidade de estarmos mais cheios do Espírito de Deus. Nenhum de nós negaria que esta é a maior necessidade da igreja de hoje – a chave mais importante para a vida cristã vitoriosa e para o testemunho cristão radiante. Este é o verdadeiro coração do pentecostalismo. A ênfase nesta verdade bíblica pelo movimento moderno das línguas é a contribuição mais importante ao mundo cristão contemporâneo – contribuição pela qual nos sentimos profundamente agradecidos.

Quero fazer justiça a esta dívida. A igreja tem freqüentemente se confrontado com o perigo de esquecer a importância do ministério do Espírito e nosso tempo não é excepção nisso. Todos os que estudamos ou ensinamos teologia deveríamos estar dispostos a admitir que a doutrina da pessoa e obra do Espírito Santo não tem sido tratado de forma tão completa como, por exemplo, o tem sido a da obra de Jesus Cristo. As obras teológicas mais ambiciosas sobre o Espírito Santo que se tem escrito até agora são as de John Owen, puritano inglês, e Abraham Kuyper, o calvinista holandês, escritas em 1674 e 1888 respectivamente. Poderíamos dar um tratamento melhor a este tema vital, que possa levar em conta os recentes acontecimentos bíblicos e teológicos. Portanto, sentimos gratidão pelos pentecostais e neopentecostais por terem avivado a preocupação da igreja pela obra e o ministério do Espírito Santo.

No entanto, como se tem evidenciado, tenho sérias dificuldades com muitos ensinamentos pentecostais sobre o Espírito Santo. Não vejo que a Bíblia ensine que os crentes necessitam esperar um “batismo do Espírito” antes que possam desfrutar da plenitude do Espírito Santo. Na realidade, este ensinamento pode ser muito prejudicial. Ajuda, ou é uma perturbação, dizer a um cristão que espere o Espírito para fazer algo, quando realmente o passo seguinte, no que diz respeito a fruir a plenitude do poder do Espírito, cabe ao crente mesmo?[102] Na realidade, a doutrina acerca de que alguém deve ficar esperando o batismo do Espírito, não poderia dar aos crentes uma desculpa pré-fabricada para deixar de lado toda a rendição ao Senhor por um longo período? (lembre-se do homem que havia sido um “buscador” durante dez anos). Ademais, não se introduz uma confusão total quando se ensina aos crentes que a menos que falem em línguas lhes falta a prova mais importante de que tem recebido a plenitude do Espírito? Em contrapartida, se apenas a habilidade de falar em línguas é exaltada como prova positiva de que alguém recebeu a plenitude, não estará este ensinamento favorecendo um certo tipo de relaxamento posterior ao batismo do Espírito Santo? Não existe o perigo muito real de que os cristãos que recebem o pretendido batismo do Espírito possam agora começar a pensar que tendo “chegado lá” espiritualmente, não necessitam mais “seguir adiante”?

Aqui queremos chamar a atenção do leitor para um livreto muito útil do qual tenho tido um grande proveito, O Batismo e a Plenitude do Espírito Santo, de John R. Stott. Este livreto contém a substância de uma mensagem dada na Conferência Eclesiástica de Islington em 7 de janeiro de 1964. Ainda que vá de encontro com a posição de que todo crente deve experimentar um batismo do Espírito Santo, posterior à conversão e evidenciado pela glossolália, o Dr. Stott reconhece que muitos cristãos necessitam estar mais cheios do Espírito do que estão.

O argumento é este: ainda que os cristãos recebam o Espírito no momento da conversão, não permanecem necessariamente cheios do Espírito. Podem afastar-se da vontade de Deus e podem chegar a ser orgulhosos, contenciosos, desamorosos ou indulgentes consigo mesmos. Em tais casos, necessitam da recuperação da plenitude do Espírito que tinham quando se converteram. Bem, poderia ser verdade em muitos de nós na atualidade que ainda que temos o Espírito Santo, o Espírito Santo não nos tem a nós. Então, como podemos ser mais cheios do Espírito? A resposta a esta pergunta é fácil de enunciar, mas difícil de executar: rendendo nossas vidas de forma mais completa ao Espírito.

Por exemplo, consideremos a ensinamento de Efésios 5:18-21:

E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo..

Esta passagem deixa bem claro que a evidência de estar cheios do Espírito não é um sinal milagroso como a glossolália, mas que consiste em certas qualidades e atividades espirituais. Segundo esta passagem, como revela alguém que está cheio do Espírito? (1) “Falando entre vós com salmos e hinos e cânticos espirituais” – provável referência à atividade de adorar juntos a Deus; (2) entoando e louvando de coração ao Senhor[103] – o crente cheio do Espírito se deleitará cantando com o coração os louvores a Deus; (3) “dando sempre graças por tudo ao Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”; e (4) submetendo-nos “uns a outros no temor de Cristo” – o cristão cheio do Espírito é caraterizado não por fazer valer seus direitos, mas pela submissão de si mesmo. Então, estas são as marcas de que uma pessoa está cheia do Espírito.

Voltando a considerar o mandamento “enchei-vos do Espírito”, notamos três coisas a respeito[104] :

(1) O verbo está no plural “sede todos vós cheios do Espírito” (pleroúthe). Portanto, o ser cheios do Espírito não é um privilegio reservado a uns poucos; todos os crentes tem que estar cheios. “A plenitude do Espírito Santo, como a sobriedade e o domínio próprio, é obrigatória, não é opcional[105] .

(2) O verbo está na voz passiva: “enchei-vos do Espírito”[106] . O pensamento é: deixe que o Espírito te encha. Como podes fazer isso? Obviamente, rendendo-se completamente ao Espírito. O Espírito não é uma substância que se possa colocar dentro de alguém; ele é uma Pessoa que vive dentro do crente, e nós podemos ser cheios dele somente rendendo-nos mais a ele e a sua bendita influência. Outras passagens da Escritura lançam luz sobre a forma que se deve realizar essa rendição: “se vivemos no Espírito” (Gál. 5:25); “pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rom. 8:14); “não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rom. 8:4) ; “não apagueis o Espírito” (1 Ts. 5:19); “e não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção” (Ef. 4:30).

(3) O verbo grego está no tempo presente. Tendo em vista que o tempo presente em grego significa ação continua, a ênfase específica do imperativo presente é indicar que algo que já começou deve continuar ou que algo que ainda não começou deve ser feito desde agora em diante como uma ação continua. Portanto, o mandamento poderia ser traduzido do modo seguinte: “continues sendo cheios com o Espírito Santo” ou “sede continuamente cheios do Espírito”. “O presente do imperativo “enchei-vos do Espírito…” indica não alguma experiência dramática ou decisiva que solucionará de uma vez por todas o problema, mas indica uma aprovação continua”[107] .

Note-se que as pessoas a quem se dirige esta epistola são aquelas que já estão seladas pelo Espírito segundo se disse anteriormente (1:13; 4:30). Em cada uma destas duas passagens o verbo que se traduz selados está no tempo aoristo, que em grego denota uma ação simples que se faz de uma vez por todas. Como vimos anteriormente, não temos direito de restringir este selo do Espírito a certos crentes em distinção dos demais; todo crente foi selado pelo Espírito, e portanto foi marcado como pertencente ao povo de Deus. Ao comparar Efésios 1: 13 e 4:30 com 5:18, chegamos a saber que ainda que todo crente tem sido selado com o Espírito Santo, nem todo o  crente permanece cheio do Espírito. Os crentes que tem sido selados com o Espírito devem ser exortados a ser continuamente cheios do Espírito.

Por certo, isso não é modo algum uma coisa fácil. O presente imperativo nos ensina que não podemos em hipótese alguma pretender que temos recebido este enchimento de uma vez para sempre. Na realidade, o ser cheios continuamente do Espírito é o desafio de toda uma vida. Apenas a oração continua, o uso continuado e fiel dos meios de graça, e a vigilância constante permitirão ao crente manter-se continuamente cheio do Espírito.

No entanto, há outras passagens das Escrituras que lançam mais luz sobre esta questão de ser cheios continuamente do Espírito. Pensemos, por exemplo, no ensinamento de Paulo no capítulo 5 de Gálatas. O argumento principal de todo o capítulo é que o povo de Deus no Novo Testamento, em distinção dos crentes do Antigo Testamento, já não necessita estar rodeado de uma rede de leis que cobre cada possível contingência moral, cerimonial e espiritual, porque agora tem que caminhar no Espírito que tem sido derramado sobre a igreja. Na realidade, este é o coração da liberdade cristã descrita em Gálatas: viver por princípio sob a direção do Espírito Santo, e à luz da Palavra de Deus. Agora notemos o que Paulo diz em 5:16: “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne”. O tempo grego da palavra traduzida andai é presente, denotando uma ação continuada: “seguis andando no Espírito”. Isso não é algo que devemos fazer ocasionalmente, certos dias da semana, ou quando estamos com certo tipo de pessoas, mas todo o tempo. A vida não pode ser dividida em departamentos sagrados e seculares; toda a vida é sagrada.

No entanto, alguém poderia perguntar: O que significa andar no ou pelo Espírito? Eu diria que significa duas coisas: viver sob a direção do Espírito, e viver pela força do Espírito. Viver sob a direção do Espírito significa esperar no Espírito, perguntando que é o que o Espírito quer que façamos, aonde que o Espírito quer que vamos. Isso inclui o estudo diário das Escrituras, uma vez que o Espírito não nos guiará a menos que pela Palavra. As supostas revelações diretas do Espírito jamais deve ser exaltadas acima da Palavra escrita, nem devemos esperar simplesmente receber uma espécie de mística “luz interior”. Quanto melhor conhecermos a Bíblia, melhor fruiremos o caminhar no Espírito. Negativamente, caminhar no Espírito é calar o clamor das vozes da carne, reprimir a energia da parte carnal, restringir todo impulso até que se haja provado o que é de Deus. Positivamente, caminhar no Espírito significa ser guiados por ele, prestar-lhe atenção a cada momento (a medida que ele se revela na Palavra), render-se a ele continuamente. Como a agulha da bússola que se volta para o norte, assim nossas vontades deverão voltar-se para o Espírito regular e habitualmente.

Viver pela força do Espírito significa apoiar-se nele para receber o necessário poder espiritual. Significa crer que o Espírito pode dar-nos a força adequada para cada necessidade, pedindo esse poder em oração sempre que o necessitarmos e usando esse poder pela fé na vida cotidiana. A única maneira que podemos caminhar no Espírito é mantermos em contato contínuo com ele. A diferença entre um aparelho de radio movido a pilha ou a bateria e o que se conecta à corrente elétrica é que este último sempre deve ser conectado com a fonte de poder para que funcione. Deus nos dá força não segundo o princípio da pilha ou bateria, mas segundo o princípio da conexão à corrente elétrica; necessitamos dele em cada momento.

Quando andamos continuamente no Espírito, podemos pedir o cumprimento da promessa “jamais satisfareis à concupiscência da carne”. Este não é um segundo mandamento; é uma promessa. Deus sabe quão fácil é ainda para o crente cair em modos carnais de vida e de pensamento. Mas aqui está a promessa: se andarmos no Espírito, não satisfaremos os desejos carnais. Porque estes dois se opõem como o fogo e a água. É impossível combater o pecado com apenas dizer-lhe não; quanto mais se luta com um limpador de chaminé, mais sujo fica. Não devemos ser vencidos do mal, mas temos que vencer com o bem o mal.

Portanto, de Gálatas 5:16 aprendemos novamente que ser cheios do Espírito é muito mais que uma experiência de um momento instantâneo que um homem pode ter tal ou qual dia, às 10:45 da noite. Trata-se antes de um andar com Deus que dura toda uma vida, e que inclui uma dependência vitalícia da direção e da força do Espírito.

Consideremos mais uma passagem do Novo Testamento que se relaciona com isso, Romanos 12:1, 2:

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Nos capítulos anteriores desta epístola, Paulo apresenta de uma maneira magistral o caminho da salvação pela fé em Cristo. Nos versículos mencionados, que se inicia a seção de vida prática da epístola, Paulo resume numa oração magnífica todo o dever do redimido: “Rogo-vos”, diz, “pelas misericórdias de Deus” – as mesmas misericórdias que de forma comovedora e inspirada é  descrita nos capítulos anteriores “que apresenteis vosso corpo por sacrifício vivo”. A palavra apresenteis, usada comumente para descrever a ação de levar um sacrifício ao sacerdote do templo, faz recordar a imagem de um fiel que conduz uma ovelha ou um bezerro ao átrio do templo, com a finalidade de oferecer como sacrifício a Deus. Atualmente, diz Paulo, vós que sois crentes do Novo Testamento, ainda sois chamados a oferecer sacrifício a Deus. Apenas que os sacrifícios que vós deveis oferecer já não são os sacrifícios sangrentos prescritos pela lei do Antigo Testamento – estes foram todos abolidos. Os sacrifícios que deveis oferecer são vossos próprios corpos. Deveis oferecer vossos corpos a Deus de forma tão completa, tão irrevogavelmente como os fiéis do Antigo Testamento ofereciam os carneiros ou bezerros no templo. Uma vez que tendes dado vossos corpos a Deus, não podeis retornar pedindo-os de volta. Esta oferta é uma transação de uma vez para sempre; é uma decisão que determina o curso de uma vida[108] .

Ainda que esta oferta deve ser apresentada de uma vez para sempre, no entanto, envolve um processo contínuo de transformação. Isso depreendemos do versículo 2. Aqui são usados dois  imperativos, ambos em tempo presente, o primeiro na forma de proibição, o segundo na forma de um mandamento positivo. “Não vos conformeis com este século”, e Paulo prossegue, “mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”. Não sigais sendo moldados por este mundo – de modo que alguém tenha que usar um lente de aumento para notar a diferença entre vós os cristãos e a gente do mundo. Não sigais tentando ser como são os vossos vizinhos e amigos mundanos, o que evita que sejais destacados da multidão deste mundo, ou que pensem que sois de mente estreita ou exótico. Mas sede continuamente transformados pela renovação de vossa mente. Isto é, deixem que em vós haja uma gloriosa novidade! Que hajam novos motivos, novas metas, novos propósitos, novos valores e novos motivos de deleite! Sejas cada vez mais distintos do mundo que os rodeia – o mundo de egoísmo, de cobiça, de concupiscências, de loucura pelo dinheiro. Porque esta transformação não é algo que ocorre instantaneamente; é um processo dinâmico que toma toda a vida. Cada ano, cada dia, cada hora, a transformação deve seguir. Somente o poder de Deus pode produzir isso. Somente pela oração perseverante podeis seguir sendo transformados cada vez mais à imagem de Cristo.

Então, que aprendemos de Romanos 12:1,2? Primeiro, aprendemos que deve haver uma rendição de uma vez para sempre na qual apresentamos nossos corpos a Deus como sacrifício vivo, para que por nosso meio seja feita sua vontade, esta rendição deve ter ocorrido no momento da conversão. No entanto, pode ocorrer que uma pessoa que pensa que se converteu ainda na pouca idade se dê conta de que realmente nunca havia se rendido a Deus antes, e portanto o faz mais tarde na sua vida. Não seria adequado chamar isso de uma experiência de pós-conversão uma vez que a primeira experiência não foi uma experiência de conversão genuína. Outra possibilidade é muito mais comum. Os cristãos que se tem convertido verdadeiramente podem-se encontrar em períodos de relaxamento espiritual, de modo que necessitam de vez em quando render-se novamente a Deus. Tais experiências, no entanto, deverão ser confirmações ou reafirmações de decisões feitas antes, não seria justo chamar a tais reafirmações “batismos com o Espírito” uma vez que as Escrituras ensinam que o Espírito mora dentro do crente desde o momento da regeneração e da conversão. Portanto, o argumento de Romanos 12: 1 é que deve haver uma rendição de nosso ser a Deus de uma vez por todas, ainda que esta rendição tenha que ser reafirmada de vez em quando.

No entanto, este não é o encerramento da questão. Mediante Romanos 12:2 sabemos que não apenas deve haver uma rendição decisiva de nossos corpos a Deus, mas que deve haver uma transformação continua de nossas vidas, uma renovação diária de nossa mente, um provar a cada instante de qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Depois que alguém tem oferecido seu corpo a Deus como um sacrifício vivo, não pode ficar dormindo sobre os lauréis; deve continuar seguindo nessa rendição por meio de uma vida sacrificial cotidiana. Portanto,  ter de reiteradamente nos render a Deus e sermos cheios do Espírito não é uma experiência de um momento na forma de crise, mas uma disciplina espiritual que compreende toda uma vida de esforço de consagração em oração, estudo e meditação da Palavra e participação em outros meios de graça.

Não podemos neste ponto nos acharmos num terreno comum com nossos irmãos pentecostais e neopentecostais? Damos graças a Deus por tudo o que ele tem feito por seu Espírito Santo nos corações e vidas destes irmãos cristãos na forma de uma maior devoção a Cristo, de um testemunho mais fervoroso do seu amor, e de um andar mais íntimo com Deus. No entanto, não estarão eles de acordo conosco em que não importa que experiências alguém tenha tido, não importa que “batismos do Espírito” creia haver recebido, não importa que dons espirituais tenha exercido, nunca poderiam nesta vida dizer que por fim tem chegado ao alvo? Não é a vida cheia do Espírito Santo um desafio para toda a vida? E não deveríamos todos seguir dizendo o que um homem cheio do Espírito Santo, escrevendo sob a inspiração do Espírito, disse de forma tão eloqüente: “Uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”?

por Anthony Hoekema

Traduzido do Anamim Lopes da Silva
Presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil em Brasília-DF

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VOICE (Voz), (Revista dos Homems de Negócios do Pleno Evangelho), Ed. Jerry Jensen. Publicada trimestralmente em Los Angeles, Calif. Várias edicões.


[1] Esta palavra, derivada do grego glossa, língua e lalia, falar, será usada como sinônimo de falar em línguas.

[2] Ainda que neste ponto a tradução do grego para o inglês põe Himself (Ele mesmo), com maiúscula, obviamente é um erro, posto que a referência é a Paulo e não ao Espírito.

[3] Infelizmente, não temos o texto grego desta parte. No entanto, o texto latino diz: quos et spirituais Apostolus vocat (Migne, Patrologia Graeca, VII, 1137). Note-se que et precede à palavra spirituales. O argumento é este: aqui temos uma palavra diferente da que o apóstolo usa para um grupo similar de pessoas. Dai que uma melhor tradução seria “a quem o apóstolo também chama espirituais”.

[4] No entanto, cabe destacar que no texto latino o verbo ouvir está no tempo perfeito: audivimus, isto é, ouvimos. Em relação a isso é significativo o comentário de Warfield: “A juventude de Ireneu passou-se em companhia de discípulos dos apóstolos…” (Miracles Yesterday and Today, [Milagres no Passado e no Presente] p. 25). Ireneu poderia simplesmente estar informando do que ainda jovem havia ouvido daqueles que haviam estado com os apóstolos.

[5] Um proeminente autor pentecostal cita Agostinho dizendo: “Todavia fazemos o que os apóstolos praticavam quando punham as mãos sobre os samaritanos e pediram que o Espírito Santo descessem sobre eles pela a imposição de mãos. Espera-se que os convertidos falem novas línguas” (Carl Brumback – O quer dizer isso?, pp. 103, 104, Editorial Vida, Florida). A mesma citação encontra-se em With Signs Following (Estes Sinais Seguirão) de Stanley Frodsham (p. 254, edição de 1946) e em They Speak With Others Tongues (Eles Falavam em Outras Línguas, p. 83) de John L. Sherrill. No entanto, e nenhum caso se faz referência à documentação desta afirmação. Em face da citação documentada apresentada acima, que deixa uma impressão complemente oposta, podemos ter a certeza de que Agostinho realmente disse o que Brumback e Frodsham disseram que disse?

[6] Carl Brumback, O que quer dizer Isso?, pp. 333, 338.

[7] Ralph M. Riggs, O Espírito Mesmo, pp. 99 -101.

[8] Note-se a idéia que há por trás desta concepção: além da conversão e da santificação, há uma terceira obra da graça.

[9] Como exemplo da influência mundial do avivamento da Rua Azusa basta mencionar T. B. Barratt, fundador do pentecostalismo norueguês, considerado pela maioria como o apóstolo do movimento pentecostal na Europa. Ele recebeu o batismo do Espírito e começou a falar em línguas por influência da missão da Rua Azusa (Nils Bloch Hoefi, The Pentecost Movement (O Movimento Pentecostal), pp. 66, 67, 75).

[10] Estas cifras foram entregues pela sede denominacional das Assembléia de Deus em julho de 1965.

[11] Note-se que esta igreja ensina três obras da graça distintas.

[12] Entende-se por “batismo do Espírito”, “batismo no Espírito”, “batismo com o Espírito” ou “batismo espiritual” (estas expressões as usaremos como sinônimas) a experiência instantânea em que uma pessoa que já é crente é completamente cheia do Espírito Santo, e assim recebe todo o poder para o serviço cristão. Todas as igrejas pentecostais devem buscar este batismo espiritual.

[13] Entre os grupos pentecostais que sustentam esta posição estão a Igreja de Deus, a Igreja de Deus em Cristo, e a Igreja Pentecostal da Santidade.

[14] Neste ponto somente estamos considerando a posição de membros das igrejas pentecostais. A questão dos pontos de vista dos neopentecostais será considerada mais adiante neste capítulo.

[15] Carl Brumback, O Que Quer Ser Isso? pp. 296, 297 (as cursivas são de Brumback). Este livro me foi recomendado por Russell Spittler, membro da faculdade do Instituto Bíblico Central, como um dos dois melhores livros que apresentam os ensinamentos das Assembléias de Deus sobre a glossolália. O outro livro mencionado era o de Ralph M. Riggs, O Espírito Mesmo. Os outros grupos pentecostais não tem publicado estudos doutrinais tão completos como estes. Portanto, será nestes dois livros que nos basearemos principalmente para apresentar o ensinamento pentecostal sobre o batismo espiritual e a glossolália.

[16] Ralph Riggs, O Espírito Mesmo, pp. 84-85.

[17] Obra citada pp. 221, 222. Note-se também a seguinte afirmação que aparece em uma nota de rodapé de uma página: “Não é prerrogativa de nenhum autor interpretar infalivelmente as crenças de todo o movimento pentecostal acerca das línguas. No entanto, sentimos que na maioria dos casos este volume apresentará somente o que geralmente crê o movimento; e naqueles casos em que possamos apresentar uma convicção pessoal que não é aceita pelo movimento em geral, temos que ter muito cuidado em faze-lo saber”. Na página referida não há indicação de que a “crença sincera” citada acima não seja aceita geralmente pelo movimento pentecostal. O alcance do contexto, em realidade, é que esta crença é uma que todos, ou certamente, a maioria dos pentecostais sustentam em comum.

[18] Ralph Riggs, o Espírito Mesmo, p. 81.

[19] Ibid., pp, 81, 123.

[20] Ibid., pp. 123, 124. Compare-se com a declaração de Morton Kelsey, Tongue Speaking, p. 78: “O cristão que recebe o batismo espiritual e fala em línguas entra então em uma vida carismática em que está aberto para receber todos os demais dons do Espírito”. Ke1sey reproduz aqui o ensinamento pentecostal,

[21] Brumback, O Que Quer Ser Isso?, pp. 313-328.Segundo Bloch-Hoell, o movimento pentecostal em suas primeiras etapas não distinguiu entre glossolália como sinal do batismo do Espírito e como dom da graça. Geralmente se cria naquele tempo, segue dizendo, que a glossolália em conexão com o batismo do Espírito era um dom permanente da graça. No entanto, mais tarde se introduz a distinção descrita acima; esta distinção agora é feita comumente, se não por todos, pelo menos pela maioria dos pentecostais (obra citada p. 142).

[22] Segundo Bloch-Hoell, o movimento pentecostal em suas primeiras etapas não distinguiu entre glossolália como sinal do batismo do Espírito e como dom da graça. Geralmente se cria naquele tempo, segue dizendo, que a glossolália em conexão com o batismo do Espírito era um dom permanente da graça. No entanto, mais tarde se introduz a distinção descrita acima; esta distinção agora é feita comumente, se não por todos, pelo menos pela maioria dos pentecostais (obra citada p. 142).

[23] Brumback, obra citada, pp, 329-348.

[24] Ibid., p. 393. Sobre o uso congregacional das línguas, veja-se as páginas 349-358.

[25] Riggs, obra citada, pp. 189-200.

[26] Brumback, obra citada, pp. 359-383. Está implícito nesta discussão que nem todas as igrejas pentecostais observam as restrições que o Apóstolo Paulo estabelece sobre o falar em línguas em I Coríntios 14:27-28.

[27] Ibid., p. 13. Riggs sugere que os discípulos falaram 15 idiomas diferentes naquele dia (obra citada, p. 89).

[28] Brumback, obra citada, pp. 298, 313, 314.

[29] Ibid., pp. 354-355.

[30] Ibid., pp. 132-133.

[31] Ibid, p. 129, n. 1.

[32] Note-se que aqui “receber o Espírito” significa ser batizado com o Espírito. Pentecostais e neopentecostais com freqüência usam a expressão “receber” como sinônimo de batismo do Espírito.

[33] Note-se que aqui não há uma expressão qualificativa como “normalmente”, “geralmente”, ou “na maioria dos casos”.

[34] Note-se que entre as pessoas que respaldam esta declaração está Tod Ewald, a quem o Senhor KeIsey, como vimos, o apresenta como de uma opinião diferente.

[35] No entanto, ao reproduzir estes ensinamentos, nos apoiamos abundatemente em escritos pentecostais, especialmente em homens tais como Carl Brumback e Ralph M. Riggs, uma vez que estes nomens falam representativamente pelo movimento pentecostal, e portanto eles apresentam os ensinamentos pentecostais em maior detalhe que outros escritores. Como temos visto, a posição majoritária do neopentecostalismo acerca da importância das línguas é a mesma do pentecostalismo; geralmente não se encontra nos escritos neopentecostais os mesmo tipos de passagens e a mesma interpretação básica das passagens que se encontram na literatura pentecostal. Mas quanto a isso, cremos que o tratamento da posição pentecostal sobre as línguas também servirá como tratamento da posição neopentecostal.

[36] CArl Brumback, O que Quer Ser Isso? pp. 352-353; Ralph M. Riggs, O Espírito Mesmo, pp. 66, 79, 162.

[37] P. C. Nelson, Doutrinas Bíblicas; Riggs, obra citada p. 96; Brunback, obra citada, pp. 134, 339.

[38] Em Joel a chuva temporã e a chuva serôdia simplesmente são figuras simbólicas que representam as bênçãos do Senhor que seguirão às pragas e desastres descritos nos primeiros capítulos do livro. Na passagem de Tiago a figura do lavrador que espera a chuva temporâ e sarôdia se usa para ensinar a paciência na espera da vinda do Senhor.

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 [73] Se por profecia aqui se entende um dom milagroso que compreendia a capacidade de receber revelações diretas de Deus, seria uma exceção à declaração feita anteriormente. No entanto, é possível que a palavra profecia segundo se usa aqui signifique simplesmente o dom de pregar a palavra, posto que os demais dons mencionados no contexto imediato não são do tipo sobrenatural ou milagroso.

[74] O caso dos samaritanos é citado em particular para efeito de confirmação, uma vez que em Samaria os dons especiais do Espírito não foram outorgados até que os apóstolos tivessem descido de Jerusalém (Warfield, p. 23).

[75] O que Quer Ser Isso?, pp. 65, 66.

[76] Incidentalmente, não creio ser aceitável que alguém evoque em relação ao que ora se discute I Coríntios 13:8: “as línguas cessrão”. Porque o mesmo versículo diz que também “cessarão as profecias e a ciência”, e o contexto posterior esclarece que o contraste aqui não é entre a idade apostólica e a era que segue, mas entre o período que está antes da segunda vinda e o que segue depois da segunda vinda, “quando virá o que é perfeito” (v. 10).

[77] Barnabé também é chamado apóstolo no versículo 14.

[78] Brumback, obra citada, p. 387.

[79] Ibid., pp. 349, 388-399.

[80] Aqui não pretendo sugerir que podemos nos render a nós mesmos de forma mais completa ao Espírito por nossas próprias forças. Nós podemos fazer isso somente pelo poder de Deus (Jo. 15:5; Fil. 4:13). Mas meu argumento é: não necessitamos esperar uma experiência adicional de batismo do Espírito Santo antes de nos rendermos completamente ao Espírito.

[81] Brumback, obra citada, p. 320.

[82] O Espírito Mesmo p. 81.

[83] Ibid., p. 83.

[84] Ibid., p. 81.

[85] P. C. Nelson, Doutrinas Bíblicas.

[86] Riggs., p. 75.

[87] Ibid., p. 76.

[88] Ibid., p. 82.

[89] Ibid., p. 84.  

[90] Brumback, obra citada, p. 325.

[91] Ibid., p. 335.

[92] Ibid., p. 335.

[93] Ibid., p. 335.

[94] Ibid., p. 336.

[95] Ibid., pp. 337-338.  

[96] Veja-se o capítulo 2

[97] O que quer ser isso?, p. 349.

[98] Ibid., p. 310.

[99] Parece particularmente difícil manter esta identidade quando se tem em conta os muitos séculos em que a glossolália esteve virtualmente ausente da igreja.

[100] Nesta conexão, é importante notar que pelo menos dois lingüistas competentes, depois de analisar mossas de glossolália gravadas em fitas magnéticas, chegaram a conclusões idênticas: o que ouviram não são idiomas reais mas formas de linguagem extática, com uma peculiar estrutura baseada em consonantes e com um muito limitado uso de vogais, que não tem semelhança com nenhum idioma falado na terra.

[101] Se bem que se deve lembrar que há denominações pentecostais, como a Igreja Pentecostal Unida (Só Jesus), que são unitários, negando que há três Pessoas na Trindade. No entanto, a maioria das denominações pentecostais repudiam este ensinamento.

[102] Aqui não se afirma que alguém pode render-se mais completamente ao Espírito por sua própria força, sem ajuda. Apenas estou dizendo que a Bíblia não ordena aos crentes que esperem um batismo do Espírito depois da conversão; mais bem lhes ordena que sigam andando no mesmo Espírito em quem vivem (Gál. 5:25).

[103] É boa esta tradução de ARA/SBB “de coração”, que sugere que este louvor pode ser até silencioso. O grego permite também a  tradução “com os vossos corações”.

[104] Com muita gratidão reconheço minha dívida ao Sr. Stott por estas observações sobre esta passagem (Obra citada, pp. 30-31).

[105] Ibid., p. 31.

[106] Realmente, o verbo poderia ser voz média ou passiva, mas aqui se ajusta melhor ao sentido a voz passiva.

[107] Ibid., p. 31.

[108] O tempo do verbo traduzido por “apresenteis” é aoristo, implicando que é uma ação que se realiza de uma vez para sempre.

DOA EM QUEM DOER: Louvor, Música e Adoração são para o Senhor, e não, para os Cantores (IDOLATRIA manifesta)

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Como músico percebo muito a qualidade dos músicos da igreja, a melodia, a linha de baixo, o riff da guitarra e etc. Sendo assim, também não poderia deixar passar em branco o trabalho dos vocalistas. Enumero aqui alguns problemas com os cantores brasileiros à título de aprimoramento, uma critica construtiva.

Um dos erros mais comuns é a influência. Influência não significa plágio. Influencia é quando um músico admira um outro músico e começa a compor, cantar ou tocar “na linha” do admirado. Aqui, o que vemos é plágio. Todo homem canta igual ao André Valadão, Alex Gonzaga ou Kleber Lucas e toda mulher igual a Ana Paula Valadão, Cassiane ou Aline Barros. É desgastante ouvir plágio.O mundo evangélico precisa de originalidade. Tenha suas influencias, mas cultive seu próprio estilo.

Outro erro muito comum é a postura. A maioria dos cantores evangélicos se comportam como artistas e não como servos. A postura é a de um ídolo e não de um irmão que recebeu um talento. Isso é decisivo para a comunicação do Evangelho através da música. A forma como você conduz seu ministério contagia ou afasta pessoas de Cristo.

Achar que barulho é sinal de relevância. Alguns cantores acham que incitando o povo a fazer barulho, levando-os a histeria coletiva estarão promovendo um mover de Deus. Isso não é verdade. Barulho não é sinal de relevância. Nosso culto precisa ser racional, isso é, lógico. Precisa ser inteligível. A gritaria é extravasar de emoção e não sinal de espiritualidade.

Tratar irmãos e irmãs como fãs. Cantor evangélico não pode alimentar idolatria nas pessoas, mas precisa ser exemplo de simplicidade e serviço. Hoje, as notícias que temos são as piores. cantores que saem do “show” e rumam pro motel com suas fãs, cantores que esnobam as pessoas que querem conversar com eles e por aí à fora.

O erro clássico do cantor evangélico é negociar seu talento. Em nome da fama e do dinheiro ele deixa a gravadora mexer na essência de sua composição e até ditar a composição que ele deve gravar. Alguns chamam isso de profissionalismo, eu chamo de falta de personalidade. Além disso cobram cachês astronômicos para ministrar. Na minha igreja não tem vez… Se quiser, expõe o CD e o que vender, vendeu.

Pois é, esses são apenas alguns dos erros mais comuns entre os cantores evangélicos, existem muitos outros, mas resolvi expôr apenas esses.

E no mais, tudo na mais santa paz!

Márcio de Souza é pastor, escritor e blogueiro conscientizador no Púlpito Cristão

A Nova REFORMA Protestante !!!

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Matéria publicada na Revista Época
Rani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.

Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.

Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.

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Irani Rosique (crédito: Revista Época)
Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade”. Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.

Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”

Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da“religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”

Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”

Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”

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Miguel Uchôa e bispo Robinson Cavalcanti,
da Diocese do Recife (crédito: Revista Época)
Uchôa lidera a maior comunidade anglicana da América Latina. Seu trabalho é reconhecido por toda a cúpula da denominação como um dos mais dinâmicos do país. Ele é um dos grandes entusiastas do movimento inglês Fresh Expressions, cujo mote é “uma igreja mutante para um mundo mutante”. Seu trabalho é orientar grupos cristãos que se reúnem em cafés, museus, praias ou pistas de skate. De maneira genérica, esses grupos são chamados de “igreja emergente” desde o final da década de 1990. “O importante não é a forma”, afirma Uchôa. “É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando.”

No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis (leia o quadro na última pág.). Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de recriação de estruturas entre as denominações históricas. A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus frequentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de “palestras” e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda.

“Os seminários teológicos formam ministros para um Brasil rural em que os trabalhos são de carteira assinada, as famílias são papai, mamãe, filhinhos e os pastores são pessoas respeitadas”, diz Ricardo Agreste, pastor da Comunidade e autor dos livros Igreja? Tô fora e A jornada (ambos lançados pela Editora Socep). “O risco disso é passar a vida oferecendo respostas a perguntas que ninguém mais nos faz. Há muita gente séria, claro, dizendo verdades bíblicas, mas presas a um formato ultrapassado.”

Outro ponto em comum entre esses questionadores é o rompimento declarado com a face mais visível dos protestantes brasileiros: os neopentecostais. “É lisonjeador saber que atraímos gente com formação universitária e que nos consideram ‘pensadores’”, afirma Ricardo Agreste. “O grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência, é de ética e honestidade.” Segundo ele, a velha discussão doutrinária foi substituída por outra. “Não é mais uma questão de pensar de formas diferentes a espiritualidade cristã”, diz. “Trata-se de entender que há gente usando vocabulário e elementos de prática cristã para ganhar dinheiro e manipular pessoas.”

Esse rompimento da cordialidade entre os evangélicos históricos e os neopentecostais veio a público na forma de livros e artigos. A jornalista (evangélica) Marília Camargo César publicou no final de 2008 o livro Feridos em nome de Deus (Editora Mundo Cristão), sobre fiéis decepcionados com a religião por causa de abusos de pastores. O teólogo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicou O que estão fazendo com a Igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro (Mundo Cristão), retrato desolador de uma geração cindida entre o liberalismo teológico, os truques de marketing, o culto à personalidade e o esquerdismo político. Em um recente artigo, o presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas, João Flavio Martinez, definiu como “macumba para evangélico” as práticas místicas da Igreja Universal do Reino de Deus, como banho de descarrego e sabonete com extrato de arruda.

Tais críticas, até pouco tempo atrás, ficavam restritas aos bastidores teológicos e às discussões internas nas igrejas. Livros mais antigos – como Supercrentes, Evangélicos em crise, Como ser cristão sem ser religioso e O evangelho maltrapilho (todos da editora Mundo Cristão) – eram experiências isoladas, às vezes recebidos pelos fiéis como desagregadores. “Parece que a sociedade se fartou de tanto escândalo e passou a dar ouvidos a quem já levantava essas questões há tempos”, diz Mark Carpenter, diretor-geral da Mundo Cristão.

O pastor Kivitz – que publicou pela Mundo Cristão seus livros Outra espiritualidade e O livro mais mal-humorado da Bíblia – distingue essa crítica interna daquela feita pela mídia tradicional aos neopentecostais “A mídia trata os evangélicos como um fenômeno social e cultural. Para fazer uma crítica assim, basta ter um pouco de bom-senso. Essa crítica o (programa) CQC já faz, porque essa igreja é mesmo um escracho”, diz ele. “Eu faço uma crítica diferente, visceral, passional, porque eu sou evangélico. E não sou isso que está na televisão, nas páginas policiais dos jornais. A gente fica sem dormir, a gente sofre e chora esse fenômeno religioso que pretende ser rotulado de cristianismo.”

A necessidade de se distinguir dos neopentecostais também levou essas igrejas a reconsiderar uma série de práticas e até seu vocabulário. Pastores e “leigos” passam a ocupar o mesmo nível hierárquico, e não há espaço para “ungidos” em especial. Grandes e imponentes catedrais e “cultos shows” dão lugar a reuniões informais, em pequenos grupos, nas casas, onde os líderes podem ser questionados, e as relações são mais próximas. O vocabulário herdado da teologia triunfalista do Antigo Testamento (vitória, vingança, peleja, guerra, maldição) é reconsiderado. Para superar o desgaste dos termos, algumas igrejas preferem ser chamadas de “comunidades”, os cultos são anunciados como “reuniões” ou “celebrações” e até a palavra “evangélico” tem sido preterida em favor de “cristão” – o termo mais radical. Nem todo mundo concorda, evidentemente. “Eles (os neopentecostais) é que não deveriam ser chamados de evangélicos”, afirma o bispo anglicano Robinson Cavalcanti, da Diocese do Recife. “Eles é que não têm laços históricos, teológicos ou éticos com os evangélicos.”

Um dos maiores estudiosos do fenômeno evangélico no Brasil, o sociólogo Ricardo Mariano (PUC-RS), vê como natural o embate entre neopentecostais e as lideranças de igrejas históricas. Ele lembra que, desde o final da década de 1980, quando o neopentecostalismo ganhou força no Brasil, os líderes das igrejas históricas se levantaram para desqualificar o movimento. “O problema é que não há nenhum órgão que regule ou fale em nome de todos os evangélicos, então ninguém tem autoridade para dizer o que é uma legítima igreja evangélica”, afirma.

Procurado por ÉPOCA, Geraldo Tenuta, o Bispo Gê, presidente nacional da Igreja Renascer em Cristo, preferiu não entrar em discussões. “Jesus nos ensinou a não irmos contra aqueles que pregam o evangelho, a despeito de suas atitudes”, diz ele. “Desde o início, éramos acusados disto ou daquilo, primeiro porque admitíamos rock no altar, depois porque não tínhamos usos e costumes. Isso não nos preocupa. O que não é de Deus vai desaparecer, e não será por obra dos julgamentos.” A Igreja Universal do Reino de Deus – que, na terceira semana de julho, anunciou a construção de uma “réplica do Templo de Salomão” em São Paulo, com “pedras trazidas de Israel” e “maior do que a Catedral da Sé” – também foi procurada por ÉPOCA para comentar os movimentos emergentes e as críticas dirigidas à igreja. Por meio de sua assessoria, o bispo Edir Macedo enviou um e-mail com as palavras: “Sem resposta”.

O sociólogo Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Editora Loyola), oferece uma explicação pragmática para a ruptura proposta pelo novo discurso evangélico. Ateu, ele afirma que o objetivo é a busca por uma certa elite intelectual, um público mais bem informado, universitário, mais culto que os telespectadores que enchem as igrejas populares. “Vivemos uma época em que o paciente pesquisa na internet antes de ir ao consultório e é capaz de discutir com o médico, questionar o professor”, diz. “Num ambiente assim, não tem como o pastor proibir nada. Ele joga para a consciência do fiel.”

A maior parte da movimentação crítica no meio evangélico acontece nas grandes cidades. O próprio pastor Kivitz afirma que “talvez não agisse da mesma forma se estivesse servindo alguma comunidade em um rincão do interior” e que o diálogo livre entre púlpito e auditório passa, necessariamente, por uma identificação cultural. “As pessoas não querem dogmas, elas querem honestidade”, diz ele. “As dúvidas delas são as minhas dúvidas. Minha postura é, juntos, buscarmos respostas satisfatórias a nossas inquietações.”

Por isso mesmo, Ricardo Mariano não vê comparação entre o apelo das novas igrejas protestantes e das neopentecostais. “O destino desses líderes será ‘pescar no aquário’, atraindo insatisfeitos vindos de outras igrejas, ou continuar falando para meia dúzia de pessoas”, diz ele. De acordo com o presbiteriano Ricardo Gouveia, “não há, ou não deveria haver, preocupação mercadológica” entre as igrejas históricas. “Não se trata de um produto a oferecer, que precise ocupar espaço no mercado”, diz ele. “Nossa preocupação é simplesmente anunciar o evangelho, e não tentar ‘melhorá-lo’ ou torná-lo mais interessante ou vendável.”

O advento da internet foi fundamental para pastores, seminaristas, músicos, líderes religiosos e leigos decidirem criar seus próprios sites, portais, comunidades e blogs. Um vídeo transmitido pela Igreja Universal em Portugal divulgando o Contrato da fé – um “documento”, “autenticado” pelos pastores, prometendo ao fiel a possibilidade de se “associar com Deus e ter de Deus os benefícios” – propagou-se pela rede, angariando toda sorte de comentários. Outro vídeo, em que o pregador americano Moris Cerullo, no programa do pastor Silas Malafaia, prometia uma “unção financeira dos últimos dias” em troca de quem “semear” um “compromisso” de R$ 900 também bombou na rede. Uma cópia da sentença do juiz federal Fausto De Sanctis condenando os líderes da Renascer Estevam e Sônia Hernandes por evasão de divisas circulou no final de 2009. De Sanctis afirmava que o casal “não se lastreia na preservação de valores de ética ou correção, apesar de professarem o evangelho”. “Vergonha alheia em doses quase insuportáveis” foi o comentário mais ameno entre os internautas.

Sites como Pavablog , Veshame Gospel , Irmãos.com , Púlpito Cristão , Caiofabio.net ou Cristianismo Criativo fazem circular vídeos, palestras e sermões e debatem doutrinas e notícias com alto nível de ousadia e autocrítica. De um grupo de blogueiros paulistanos, surgiu a ideia da Marcha pela ética, um protesto que ocorre há dois anos dentro da Marcha para Jesus (evento organizado pela Renascer). Vestidos de preto, jovens carregam faixas com textos bíblicos e frases como “O $how tem que parar” e “Jesus não está aqui, ele está nas favelas”.

A maior parte desses blogueiros trafega entre assuntos tão diversos como teologia, política, televisão, cinema e música popular. O trânsito entre o “secular” e o “sagrado” é uma das características mais fortes desses novos evangélicos. “A espiritualidade cristã sempre teve a missão de resgatar a pessoa e fazê-la interagir e transformar a sociedade”, diz Ricardo Agreste. “Rompemos o ostracismo da igreja histórica tradicional, entramos em diálogo com a cultura e com os ícones e pensamento dessa cultura e estamos refletindo sobre tudo isso.”

Em São Paulo, o capelão Valter Ravara criou o Instituto Gênesis 1.28, uma organização que ministra cursos de conscientização ambiental em igrejas, escolas e centros comunitários. “É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia”, afirma Ravara. “O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar.” Ravara publicou em 2008 a Bíblia verde, com laminação biodegradável, papel de reflorestamento e encarte com textos sobre sustentabilidade.

A então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, escreveu o prefácio da Bíblia verde. Sua candidatura à Presidência da República angariou simpatia de blogueiros e tuiteiros, mas não o apoio formal da Assembleia de Deus, denominação a que ela pertence. A separação entre política e religião pregada por Marina é vista como um marco da nova inserção social evangélica. O vereador paulistano e evangélico Carlos Bezerra Jr. afirma que o dever do político cristão é “expressar o Reino de Deus” dentro da política. “É o oposto do que fazem as bancadas evangélicas no Congresso, que existem para conseguir facilidades para sua denominação e sustentar impérios eclesiásticos”, diz ele.

O raciocínio antissectário se espalhou para a música. Nomes como Palavrantiga, Crombie, Tanlan, Eduardo Mano, Helvio Sodré e Lucas Souza se definem apenas como “música feita por cristãos”, não mais como “gospel”. Eles rompem os limites entre os mercados evangélico e pop. O antissectarismo torna os evangélicos mais sensíveis a ações sociais, das parcerias com ONGs até uma comunidade funcionando em plena Cracolândia, no centro de São Paulo. “No fundo, nossa proposta é a mesma dos reformadores”, diz o presbiteriano Ricardo Gouveia. “É perceber o cristianismo como algo feito para viver na vida cotidiana, no nosso trabalho, na nossa cidadania, no nosso comportamento ético, e não dentro das quatro paredes de um templo.”

A teologia chama de “cristocêntrico” o movimento empreendido por esses crentes que tentam tirar o cristianismo das mãos da estrutura da igreja – visão conhecida como “eclesiocêntrica” – e devolvê-lo para a imaterialidade das coisas do espírito. É uma versão brasileiramente mais modesta do que a Igreja Católica viveu nos tempos da Reforma Protestante. Desta vez, porém, dirigida para a própria igreja protestante. Depois de tantos desvios, vozes internas levantaram-se para propor uma nova forma de enxergar o mundo. E, como efeito, de ser enxergadas por ele. Nas palavras do pastor Kivitz: “Marx e Freud nos convenceram de que, se alguém tem fé, só pode ser um estúpido infantil que espera que um Papai do Céu possa lhe suprir as carências. Mas hoje gostaríamos de dizer que o cristianismo tem, sim, espaço para contribuir com a construção de uma alternativa para a civilização que está aí. Uma sociedade que todo mundo espera, não apenas aqueles que buscam uma experiência religiosa”.

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Comentário de Leonardo Gonçalves:

O leitor do Púlpito Cristão sabe que não endossamos, sob nenhuma hipótese, o open theism (ou teologia relacional – pintam o poço, mas a água é a mesma) que transparece nos textos do Ricardo Gondim e de Ed René Kvitz, ao mesmo tempo que nos identificamos com Paulo Romeiro, Augustus Nicodemus e Ricardo Agreste, bem como apoiamos a marcha pela ética evangélica, realizada por Paulo e Vera nos dois últimos anos. Somos conservadores em nossa teologia, embora amplamente abertos ao debate cultural e novas perspectivas missiológicas.

Definitivamente não somos um grupo de teólogos liberais querendo modificar o cristianismo; somos cristãos apaixonados que buscam viver e ensinar a essência perdida do evangelho de Cristo. No entanto, a presente matéria é extremamente importante, pois nela fez-se distinção entre a liderança corrupta, mensaleira e vergonhosa, e crentes sinceros – ainda que imperfeitos, demonstrando que nem todo mundo é farinha do mesmo saco-gospel.

Espero (e oro) para que cada vez mais pessoas possam reconhecer essas diferenças, que mais gente entenda que existem pastores honrados, comunidades sérias e crentes pensantes – não intelectualóides, mas pensantes – que estão seriamente preocupados com os rumos da igreja evangélica brasileira.

Púlpito Cristão (Por Ricardo Alexandre)

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Semana passada (*) eu colaborei com a revista Época, edição nacional, com a reportagem de capa “A nova reforma protestante”. Foram nove meses para apurar, escrever, pautar fotos e editar sob condições de trabalho que raramente temos nessa profissão. Em termos de repercussão e alcance, talvez seja o trabalho mais importantes nos meus 17 anos de carreira. E também o que envolveu a maior quantidade de sentimentos e convicções pessoais e profissionais.

Evidentemente, apesar do espaço ocupado (nove páginas), a reportagem era só uma introdução a um tema sem fim, a saber: há uma movimentação entre igrejas e movimentos evangélicos que dialoga com o público mais esclarecido leitor da Época e que não só não se parece com o tipo de “gospel” que ele vê nas páginas policiais como o rechaça tanto quanto o nosso leitor. Que esse movimento, no fundo, é mais uma tentativa de recuperar a “igreja” a qual Jesus Cristo se referia em Mateus 16:18, daí o título – “nova reforma protestante”, sem pretensões de cunhar nenhum termo realmente. Para quem ainda não leu a reportagem, o link oficial é este aqui, mas um monte de gente reproduziu o texto na íntegra, como o Pavablog.

Fiquei muito feliz e grato a Deus pela forma com que o espírito da reportagem foi bem compreendido. A própria página de comentários do site da Época se transformou em palco de discussões muito lúcidas e inteligentes. Confira aqui.

E achei muito bacana que o texto tenha dado origem a discussões importantes em outros fóruns. Abaixo, peço licença para fazer uma pequena lista dos que mais me chamaram a atenção:

Augustus Nicodemus Lopes, a quem respeito e admiro enormemente, usou da reportagem para aprofundar a discussão sobre o liberalismo teológico em seu blog O Tempora! O Mores!

Paulo Siqueira, do site As Pedras Clamam, fez uma excelente prospecção do texto à luz do pentecostalismo. Ele toca em um ponto para o qual eu nunca havia atentado: a falta de uma teologia pentecostal. Seu texto está aqui.

Quem se interessa por design e jornalismo, eu recomendaria este post do blog Faz Caber explicando como a capa da revista foi concebida.

Uma das críticas mais comuns feitos pelos irmãos pentecostais é que eu teria pegado pesado demais em definir a visão neopentecostal do dízimo. No texto, eu disse que o discurso de igrejas adeptas da teologia da prosperidade é que a fidelidade do crente é usada pelo fiel na esperança de constranger Deus a resolver seus problemas pessoais. “Ninguém pode constranger a Deus!”, várias pessoas me escreveram dizendo. Bem, não fui eu quem disse isso, foi o Edir Macedo. Veja com seus próprios olhos: “Se nós fizermos nossa parte num pacto com Deus, passamos a ter o direito de cobrar dEle Suas Promessas. E Ele, por sua vez, fica obrigado a cumprir a parte dEle.”

O bispo anglicano dom Robinson Cavalcanti escreveu uma carta muito interessante dizendo-se “deslocado” do contexto da reportagem. Ele tem razão: a versão original do texto, muito maior, tinha outras aspas do bispo em contextos mais adequados, como o papel da igreja protestante na política brasileira. Na edição final, ele acabou entrando em um contexto que pode sugerir que ele, que não tem nada a ver com todo aquele papo de “desinstitucionalização” estivesse contrariando seus princípios. Ele escreveu um comunicado no site da sua Diocese e nós o publicamos na última seção de Cartas da revista.

Evidentemente, como bem notou o Caio Fábio, o texto não defende em nenhum momento o fim das denominações tradicionais ou a destruição das igrejas instituídas. Minha intenção era mostrar que alguns movimentos mais alternativos estão, pela primeira vez, sendo analisados com seriedade pelas igrejas históricas e muitas de suas lições estão sendo debatidas e, eventualmente, assimiladas. O pastor Miguel Uchoa, também da Diocese do Recife da Igreja Anglicana publicou um post muito interessante e equilibrado sobre isso. [Em grande parte, o texto de Uchôa é a reproduçao de um artigo deste blog - Nota do editor]

Bem, e falando em Caio Fábio, no vídeo abaixo, o pastor diz que a reportagem não tem nada de novo e mostra “todo o seu carinho” aos pastores entrevistados por mim. Você pode tirar suas próprias conclusões, mas não pode deixar comentários na página do Youtube:

No dia seguinte, ele postou novo vídeo, talvez para se fazer entender melhor. Chamou todo mundo de “bundão” outra vez:

Por último, gostaria de fazer um esclarecimento e uma correção. O esclarecimento é que, ao contrário do que o Caio sugere, eu não congrego em nenhuma das comunidades citadas na reportagem e nunca havia sequer conversado com nenhum dos pastores antes de começar a reportagem. Muito menos recebi a pauta por encomenda. Foi uma idéia minha que eu apresentei à Época no final do ano passado e que assumi com a condição de não ter data para entregar – e a própria pauta mudou algumas vezes durante a apuração, como deve ser durante um trabalho de apuração honesto. Desculpe se isso soa arrogante, mas eu jamais faria um trabalho nas condições de isenção e ética discutíveis como as que o reverendo sugere.

A correção que eu gostaria de fazer já foi publicada na edição 639 que está nas bancas, mas vale aprofundar aqui: há um erro de informação histórica naquele quadro “Redenção e rupturas” que tenta explicar graficamente a história e os principais grupos cristãos. Fui frustrado na tentativa de sintetizar a frase original, que falava da conversão de Constantino e da oficialização do cristianismo como religião oficial do Império Romano, feita por Teodósio em 380 dC. O que Constantino fez, convertido ao cristianismo do jeito dele, foi garantir a liberdade religiosa e revogar o culto imperial como religião oficial. Evidentemente, ele lançou as bases de prática cristã que seriam oficializadas algumas décadas depois, mas a informação editada estava mesmo errada. Fui cortando e cortando até caber no lay-out e o texto ficou com o nome de um e a data do outro. Milhões de perdões e obrigado pelas dezenas de pessoas que escreveram notando o vacilo.

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Fonte: Causa Própria. Divulgação: Púlpito Cristão

Comentário de Leonardo Gonçalves:

Conforme já expressei no comentário que fiz à matéria por ocasião da sua publicação, eu mesmo não endosso, sob nenhuma hipótese, a teologia liberal de alguns dos caras citados na matéria, nem estou tentando destruir nenhuma instituição. Definitivamente não quero nem por um segundo modificar o cristianismo; apenas desejo viver e ensinar a essência perdida do evangelho de Cristo.

A matéria de Ricardo Alexandre na revista Época foi singular ao fazer distinção entre a liderança corrupta, mensaleira e vergonhosa, e crentes sinceros – ainda que imperfeitos, demonstrando que nem todo mundo é farinha do mesmo saco-gospel. Por isso, mesmo havendo citado liberais, neo-ortodoxos e conservadores como se fossem jogadores de um mesmo time (não intencionalmente, talvez, mas foi o que acabou parecendo), esta foi uma das poucas matérias que tratou não retratou os evangélicos de modo estereotipado. Mais uma vez, parabéns ao Alexandre e à revista.

Quanto ao reverendo Caio Fábio e seus pronunciamentos videografados, penso que ele definitivamente estava “com a bunda na boca”, e isso de um modo assustadoramente literal (risos). Concordo plenamente com Caio quando ele diz que a igreja evangélica precisa de regeneração, mas não entendo esta obsessão por “desinstitucionalizar” o cristianismo, como se as instituiçoes fossem o demônio. Concordo menos ainda quando o caminho da desinstitucionalização passa pela criação de uma nova instituição (como o Caminho da Graça), o que denota pouco bom senso.

Precisamos continuar repensando o cristianismo, não em suas doutrinas centrais, mas buscando melhores formas de transmití-las com fidelidade, e confrontando todo despotismo, simonismos neopentecostais e a avareza da liderança evangélica, mas devemos ter muito cuidado enquanto fazemos isso, pois se esta “nova reforma” perder o rumo agora, será muito difícil reencontrar os trilhos lá na frente.

(*) A reportagem saiu na Época, dia 9 de agosto de 2010

As Ilusões do Movimento Gay

12 Comentários

por Julio Severo

Recentemente, um programa de TV, voltado para os telespectadores de Minas Gerais, tratou do tema da parceria civil para indivíduos que praticam os atos homossexuais.

Normalmente, o programa tenta dar uma aparência de debate, permitindo que pessoas de ambos os lados de uma questão tenham a oportunidade de dar uma opinião.

Contudo, dessa vez não havia ninguém no programa para falar sobre as desvantagens e riscos de tornar socialmente aceita uma relação sexual contrária à natureza. Só havia participantes louvando os supostos benefícios de tal união.

Entrei em contato com a produção e manifestei minha preocupação com a ausência de opiniões diferentes no programa. A resposta da produção foi que anunciaram o tema do programa nas universidades de Belo Horizonte e convidaram quem quisesse participar. Só três pessoas aceitaram ir a fim de expor a idéia de que o comportamento gay é prejudicial à saúde e à sociedade, porém desistiram na última hora.

Então só acabou ficando espaço para os que defendem a união civil para indivíduos que praticam os atos homossexuais. Um deles chegou a afirmar que foi Deus quem criou os indivíduos para o homossexualismo.

Nota-se, cada vez mais, que as pessoas que não aprovam os atos homossexuais são colocadas na posição de preconceituosas e ficam assim encurraladas, sentindo medo de falar a verdade. Esse temor tem base. Pessoas que expõem uma opinião bíblica sobre a conduta gay são cruelmente criticadas por indivíduos que não aceitam o sexo natural homem/mulher.

O que eu pude dizer para a produção é que a união civil de um homem e uma mulher leva normalmente aos bebês, ao passo que uma união sexual entre dois indivíduos do mesmo sexo leva normalmente a doenças.

E as doenças que estão atingindo a população gay põem em sério perigo o restante da população. Será que podemos ajudar a tornar socialmente aceito um comportamento que prejudica fisicamente tanto os gays quanto o restante da sociedade?

Entretanto, muitos evangélicos, até mesmo líderes, não têm muitas informações e assim têm medo de dar uma opinião ou não sabem o que falar sobre as questões envolvendo o movimento homossexual. Mas com esse livro em mãos, eles terão mais recursos para conscientizar as pessoas. As informações apresentadas nesse livro respondem às questões mais importantes que os ativistas gays tentam defender.

O propósito de As Ilusões do Movimento Gay não é servir como um instrumento para atacar um homossexual comum que precisa ser evangelizado e experimentar o amor de Jesus. O objetivo é equipar os cristãos para poderem mostrar sua posição cristã na questão em debates em programas de TV, rádio, em artigos, etc. Tantas vezes, os meios de comunicação se mostram a favor do comportamento gay que todos, até mesmo os homossexuais comuns, acabam acreditando realmente que o homossexualismo é natural! Tal distorção da realidade coloca em risco o próprio homossexual, que poderá se sentir sem ânimo de buscar sua libertação. Coloca também em risco quem não é homossexual, que passa a apoiar o pecado homossexual só porque não se cansa de ouvir e ver pela TV que essa conduta é normal. Afinal, quem vai querer largar de algo que os programas de TV elogiam como normal? Quem vai querer reprovar algo que é mostrado como natural nas novelas e filmes?

Por causa dessa pressão, muitos evangélicos estão cada vez mais em dúvida sobre a questão, pois permitem que a Palavra de Deus ocupe em suas vidas um espaço bem menor do que a esmagadora influência diária da mídia. É natural e inevitável: se nos alimentarmos mais dessa influência do que da Palavra, passaremos a ter o mesmo modo de pensar e sentir do mundo. Acharemos normal o que Deus acha anormal.

Para que um homem oprimido por inclinações homossexuais sinta que precisa de ajuda para se libertar de sua escravidão ao homossexualismo, ele precisa ouvir e conhecer a verdade sobre suas inclinações. Para que possam entender que os homossexuais precisam de transformação, as pessoas também precisam ouvir e conhecer a verdade. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (João 8:32 RC, o destaque é meu.)

Contudo, o que é que todos costumam ouvir constantemente em nossa época? Os meios de comunicação comentam favoravelmente tudo sobre a homossexualidade (direitos especiais, discriminação, tolerância, respeito, casamento, adoção de crianças para casais gays, etc.), menos a verdade. Tudo sobre a questão gay tem recebido um tratamento favorável da imprensa e da TV, menos a verdade. Tudo é elogiado, menos a verdade.

É hora de sermos corajosos e não escondermos aquilo que tão bem conhecemos.

Use então essas informações para ajudar a conscientizar as pessoas. Não vai ser preciso fazer mais nada. A verdade sozinha vai demolir os argumentos e pesquisas que defendem o pecado. As pessoas oprimidas pelo homossexualismo precisam de nosso amor e compreensão, como todos os outros pecadores. Mas nenhum pecado merece tolerância e aceitação, nem de nós nem da sociedade. As mentiras propagadas para promover e favorecer o homossexualismo precisam de nossa firme refutação. Este livro, pois, é uma refutação aos argumentos dos ativistas que querem nos fazer acreditar que a conduta gay é normal.

Origem Genética?

O movimento homossexual costuma citar pesquisas que dizem provar que um indivíduo pode se tornar homossexual por causa de fatores genéticos. O Dr. Gerard van den Aardweg, psicólogo holandês especializado em tratamento psicoterapêutico da homossexualidade e problemas de família, oferece a seguinte opinião:

…os padrões de comportamento comprovam a improbabilidade de que a orientação sexual tenha uma origem genética. Sabe-se, por exemplo, que até mesmo em pessoas com cromossomos anormais a orientação sexual depende principalmente do papel sexual em que a criança foi criada. Sem mencionar os tratamentos psicoterapêuticos que têm tido sucesso em mudar radicalmente a orientação de indivíduos homossexuais. Será que esses tratamentos então causam mudanças genéticas nas pessoas? Isso é improvável.[1]

A questão mais séria é que os ativistas gays estão, de uma forma ou de outra, por trás das pesquisas que “provam” que o homossexualismo tem origem genética. Quem diz isso é o Dr. Vern L. Bullough, defensor do movimento homossexual e da pedofilia. Ele afirma:

A política e a ciência andam de mãos dadas. No final é o ativismo gay que determina o que os pesquisadores dizem sobre os gays.[2]

Um Ex-Homossexual Fala

No entanto, ainda que conseguissem provar algum dia que o homossexualismo é causado por algum fator na natureza, isso não quer dizer que somos obrigados a aceitá-lo. Sinclair Rogers, que foi homossexual por muitos anos até entregar sua vida para Jesus Cristo, diz:

Certamente, as pessoas não escolhem desenvolver sentimentos homossexuais. Mas isso não significa que quando alguém nasce ele já está pré-programado para ser homossexual para sempre. Não somos robôs biológicos. E não podemos ignorar as influências ambientais e nossa reação a essas influências. Ainda que em certos casos alguns indivíduos se tornassem homossexuais como “produto” da natureza, isso quer dizer que poderíamos desejar o homossexualismo e considerá-lo normal? A natureza produz muitas condições por influência biológica, tais com depressão, desordens obsessivas, diabetes… mas não consideramos esses problemas “normais” só porque ocorrem “naturalmente”. Então por que é que o homossexualismo é colocado numa categoria diferente? Vale a pena mencionar que há alguns estudiosos sugerindo que a atração sexual de um adulto por crianças poderia ser também produto de alguma influência biológica inerente. Se conseguirem provar isso, então teremos que aprovar a relação sexual entre adultos e crianças?… Por exemplo, alguns cientistas crêem que há pessoas que nascem com influências biológicas para com o alcoolismo, vício de drogas, comportamento criminoso e até mesmo o divórcio. Mas isso significa que tais pessoas são obrigadas a se tornarem e permanecerem viciados e criminosos? A biologia pode influenciar, mas não justifica automaticamente a possível conseqüência de todo comportamento. E também não elimina nossa responsabilidade pessoal, vontade, consciência ou nossa capacidade de escolher controlarmos ou ser controlados por nossas fraquezas.[3]

Nem mesmo o famoso Dr. Alfred Kinsey, que os ativistas gays não se cansam de citar para apoiar suas práticas sexuais, parecia acreditar que o homossexualismo tem causas genéticas. Ele disse: “Eu mesmo cheguei à conclusão de que o homossexualismo é em grande parte uma questão de condicionamento.”[4]

A Homossexualidade é Doença?

O movimento homossexual diz que a conduta sexual dos homossexuais não é doença.[5] Concordamos que o homossexualismo não é doença, e também concordamos com o Dr. Sigmund Freud quanto à categoria em que a homossexualidade está. Embora rejeitasse a tradição judaico-cristã, Freud, psiquiatra e fundador da psicanálise, recomendou um critério útil pelo qual podemos avaliar as atividades sexuais. Ele disse:

Nosso dever é oferecer uma teoria satisfatória que esclareça a existência de todas as perversões descritas e explicar sua relação com a chamada sexualidade normal.

Tais desvios do objetivo sexual, tais relacionamentos anormais ao propósito sexual, têm se manifestado desde o começo da humanidade em todas as épocas das quais temos conhecimento, e em todas as raças, das mais primitivas às mais altamente civilizadas. Às vezes têm tido êxito em alcançar a tolerância e a aceitação geral.

Além disso, uma característica comum a todas as perversões é que nelas se coloca de lado a reprodução. Este é realmente o critério pelo qual julgamos se uma atividade sexual é pervertida — quando ela não tem em vista a reprodução e vai atrás da obtenção de prazer independente.

Você entenderá, pois, que o ponto decisivo no desenvolvimento da vida sexual está em subordiná-la ao propósito da reprodução… tudo o que se recusa a se adaptar a essa finalidade e só é útil para a busca de prazer é chamado pelo vergonhoso título de “perversão” e como tal é desprezado.[6]

A Homossexualidade é Natural?

Os ativistas homossexuais declaram que “a homossexualidade é natural.”[7] Os grupos gays, e todas as pesquisas modernas que defendem a conduta homossexual, se baseiam direta ou indiretamente no Relatório Kinsey de 1948, o qual afirma que 10% da população são exclusivamente homossexuais.

As alegadas “descobertas” básicas de Kinsey são:

•     Todos os orgasmos são meios de vazão e iguais entre marido e esposa, menino e cão, homem e menino, menina ou bebê — pois não há normalidade e anormalidade.

•     O objetivo da relação sexual é o orgasmo…

•     Os tabus sexuais e as leis envolvendo questões sexuais são rotineiramente quebrados. Portanto, todos esses tabus e leis têm de ser eliminados, inclusive na área de estupro de mulheres e crianças, a menos que haja o uso de “força” excessiva e sejam comprovados graves danos.

•     Todo contato sexual antes do casamento aumentará a probabilidade de um casamento duradouro e bem-sucedido…

•     Os seres humanos são por natureza bissexuais. O fanatismo e o preconceito religioso forçam as pessoas a viver na castidade, heterossexualidade e monogamia.

•     As crianças são sexuais e podem ter orgasmos a partir do nascimento. Elas não sofrem nenhum dano quando têm relações sexuais com indivíduos da família e com adultos…

•     Não há nenhuma razão médica para se proibir o incesto e o sexo entre adultos e crianças.

•     Todas as formas de sodomia são naturais e saudáveis.

•     Os homossexuais representam de 10 a 37% da população ou mais.[8]

Um ativista gay, que usou a pesquisa de Kinsey para avançar o movimento homossexual nos EUA, declarou:

“Eu fiz campanha com os grupos gays, nos meios de comunicação em todo o país, para promover a descoberta que Kinsey fez, de que os homossexuais estão em todos os lugares. E as questões que vieram por causa das implicações dos dados de Kinsey se tornaram as chaves para as campanhas políticas, educacionais e legislativas nacionais durante meus anos na Aliança Ativista Gay de Nova Iorque e na Força Tarefa Gay Nacional. Depois de anos trabalhando para educar os meios de comunicação e os legisladores, o conceito de que 10 por cento da população são gays se tornou um fato aceito pela maioria. Embora seja necessário continuar citando esse dado, o número de 10 por cento é regularmente utilizado por estudiosos, pela imprensa e pelas estatísticas do governo. Contar repetidas vezes um mito ou informação faz com que pareça realidade.”[9]

Os homossexuais são realmente 10% da população? De acordo com uma pesquisa nacional realizada nos EUA, só 1% dos entrevistados se declarou exclusivamente homossexual.[10] Então por que a pesquisa de Kinsey não conseguiu refletir a realidade?

Kinsey e os Pedófilos

Dois excelentes livros escritos pela Drª Judith Reisman revelam não só a metodologia fraudulenta de Kinsey, mas também o envolvimento dele com estupradores de crianças.[11]

Wardell Pomeroy, co-autor do Relatório Kinsey, conta a reação de Kinsey à preocupação (que Kinsey chamava de histeria) da sociedade com o grave problema de adultos que têm relações sexuais com crianças da família:

Kinsey zombava da idéia… Kinsey… afirmou, com relação ao abuso sexual de crianças, que a criança sofre mais danos com a histeria dos adultos [do que com o próprio estupro].[12]

Essa revelação deixa de ser estranha pelo fato de que Kinsey colaborava e mantinha amizade com o filósofo francês Rene Guyon, que era pedófilo. Ele também era amigo do Dr. Harry Benjamin, inglês que apoiava a pedofilia.[13] Pedofilia é o termo geral que define a relação sexual, hetero ou homo, entre adultos e crianças. Pederastia só se aplica à relação homossexual entre homens e meninos.

Guyon, que era jurista, propunha leis para defender o relacionamento sexual de adultos com crianças como necessidade tão normal quanto a alimentação e a respiração.[14] No livro A Ética dos Atos Sexuais, de Guyon, há menções ao Relatório Kinsey e a introdução foi escrita pelo próprio Kinsey.[15]

Pornografia & Pedofilia

Um fato também interessante é que foi o Relatório Kinsey que inspirou Hugh Hefner a fundar a revista Playboy.[16] Na década de 1960, a Fundação Playboy, de Hefner, foi o principal patrocinador do Instituto Masters e Johnson, que ajudou a moldar a visão dos especialistas na área sexual no mundo inteiro. Graças a essa nova visão, as pessoas (casadas ou não, hetero ou homo, adultos ou menores) foram ensinadas a se abrir para gozar todos os tipos de sexo genital, anal, oral, etc. A Fundação Playboy também deu a primeira verba para dar início ao maior programa para a educação sexual nas escolas americanas.[17]

Parece que a pornografia pode ter sérias ligações com o crime de pedofilia, conforme já constatou o Centro de Crianças Desaparecidas e Exploradas, uma organização de investigação de Washington, DC, financiada pelo Ministério da Justiça dos EUA. Essa organização relata que a revista Playboy (que é o mais acessível, aceitável e atraente tipo de pornografia) é tipicamente usada por pedófilos hetero e homossexuais para sexualmente atrair as crianças e levá-las a cair em armadilhas sexuais. Em seu testemunho no Senado americano sobre os efeitos da pornografia nas mulheres e crianças, John Rabun, diretor dessa organização, disse que em 100% dos casos os pedófilos tinham em sua posse, no momento da prisão, a Playboy e outras publicações pornográficas.[18]

Em seu testemunho também no Senado, o Detetive William Dworin menciona o caso de um pedófilo:

Trabalho como detetive na Unidade de Crianças Sexualmente Exploradas do Departamento de Polícia de Los Angeles… Relatarei o caso de um pedófilo que investigamos:

John Duncan era diretor do setor de parques e recreações da cidade de Los Angeles. Em nossas investigações temos visto que os pedófilos freqüentemente procuram empregos ou preferem trabalhar como voluntários em ocupações onde há crianças. Eles querem ficar perto de crianças porque elas são o interesse sexual preferido deles…

Duncan usava o seguinte método de aproximação. Ele se tornava um amigo de confiança da família, um tipo de pai substituto para as crianças. Então ele as levava para a Disneylândia e lhes comprava roupas e brinquedos, e tornava-se assim o melhor amigo delas.

Quando as crianças começavam a visitar a casa dele, Duncan espalhava pela casa revistas com fotos de meninos e meninas apenas sem roupa. Ele não as forçava a pegar as revistas. Ele simplesmente as deixava ao alcance delas. Os pedófilos sabem que as crianças são curiosas e acabarão olhando para algo que estiver ao alcance dos olhos delas. E era isso mesmo que elas faziam.

As crianças então perguntavam para Duncan o motivo por que os meninos e as meninas das fotos estavam sem roupa. E ele explicava que não havia nada de errado em estar nu, que o corpo é belo, que as pessoas precisam ver o corpo e sentir orgulho em estar nu.

Ele elogiava as crianças seduzidas, comparando-as com as fotos das revistas: “Você é muito mais bonito do que essas crianças”. Ele então prometia levá-las à Disneylândia se elas não contassem nada para suas mães sobre as revistas. Ele explicava que suas mães não entenderiam. Então as crianças guardavam esse segredo. Ele não as forçava a fazer nada. Era pura sedução. Ele apenas dava condições lhes favoráveis para olhar para as revistas.

Quando ele tinha certeza de que elas guardariam seu segredo, na próxima visita ele deixaria perto delas revistas pornográficas mais fortes. Essas revistas mostravam crianças no ato sexual: sexo oral, sexo genital, sodomia, masturbação, etc. As crianças olhavam para as fotos e perguntavam: “Isso não dói? Isso não é errado?” A resposta do pedófilo era que tudo o que estava nas fotos não doía, mas dava uma sensação muito boa. Esse é o começo do abuso sexual.

A principal função da pornografia infantil é diminuir as inibições naturais da criança e mostrar-lhe que é normal as crianças se envolverem em atividade sexual… O pedófilo usa sedução, e essa sedução vem na forma de afeição e atenção.

Os pedófilos se orgulham do que fazem. Eles crêem que a sociedade está errada em condenar esse tipo de atividade. Eles não vêem nada de errado no fato de um adulto ter relações sexuais com uma criança que consente. Há organizações que realmente incentivam a atividade sexual entre adultos e crianças que consentem. Por exemplo: A Associação Norte Americana de Amor entre Homens e Meninos (mais conhecida pela sigla inglesa NAMBLA) e a Sociedade Rene Guyon que tem um lema: “A melhor relação sexual é antes dos oitos anos de idade. Depois é tarde demais”.

No caso de Duncan, quando fizemos a investigação, descobrimos que ele estava se correspondendo com umas trezentas pessoas no mundo inteiro, gabando-se de sua atividade sexual com crianças e até enviando fotos para provar isso.

No andamento das investigações, identificamos dezesseis crianças, de bebês até adolescentes de 16 anos de idade, que ele estava abusando.[19]

Pesquisa Aponta

a Metodologia Fraudulenta de Kinsey

Além do envolvimento de Kinsey com conhecidos pedófilos como Rene Guyon, há indicações que mostram a ligação dele com experimentos sexuais de um número incontável de bebês e crianças. O Dr. John Gagnon, sócio do Instituto Kinsey, confessou a ilegalidade desses experimentos. Em seu livro Sexualidades Humanas, o Dr. Gagnon diz que esses experimentos “envolviam contato sexual entre adultos e crianças”.[20]

Em seu trabalho, Kinsey contava com uma equipe de “pesquisadores qualificados”. Wardell Pomeroy, um dos sócios de Kinsey, descreve um desses “pesquisadores”:

 

“Esse homem teve relações homossexuais com 600 meninos, relações heterossexuais com 200 meninas e relações sexuais com adultos de ambos os sexos, com animais de muitas espécies e tinha além disso criado elaboradas técnicas de masturbação. Dos trinta e três membros de sua família, ele teve contato sexual com dezessete. Sua avó o introduziu à relação sexual, e sua primeira experiência sexual foi com seu pai.”[21]

Não é sem razão, pois, que até a imprensa especializada esteja finalmente duvidando das suposições de Kinsey. A revista médica britânica The Lancet, por exemplo, declarou que a valiosa pesquisa científica da Drª Reisman demoliu o Relatório Kinsey.[22] Poucos sabem que o desejo real de Kinsey era, conforme relata o Dr. Gagnon, “justificar estilos desaprovados de conduta sexual mediante um apelo a origens biológicas… [Por exemplo:] A colocação de um número percentual em frente de um assunto convence mais”.[23] De fato, foi com métodos desse tipo que Kinsey conseguiu convencer muitos especialistas. Gershon Legman, um dos colaboradores de Kinsey, revelou:

“A intenção de Kinsey, que não era segredo, era fazer com que o homossexualismo e certas perversões sexuais passassem a receber respeito… Ele não hesitava em extrapolar suas amostras insuficientes e inconclusivas e aplicá-las à população americana como um todo, sem mencionar o mundo inteiro… Isso é pura propaganda, e está bem longe da ciência estatística e matemática que fingia apresentar.”[24]

Se a pesquisa da Drª Reisman tivesse aparecido há mais tempo, em 1973 o movimento homossexual não teria conseguido, com base no Relatório Kinsey, pressionar a Associação Psiquiátrica Americana (APA) para remover o homossexualismo da categoria de desordens de seu Manual Estatístico e Diagnóstico de Desordens Psiquiátricas.[25] Em 1995, só 22 anos depois de normalizar o homossexualismo, a APA, numa ação mais ousada, removeu também o sadismo e a pedofilia da categoria de desordens de seu manual.[26] Esse manual é uma importante obra de referência usada por toda a classe médica americana para uniformemente definir as patologias do paciente nos hospitais e nos tribunais.[27]

Como parece que o Brasil não quer, infelizmente, ficar atrás nessas inovações, o Conselho Federal de Psicologia já tomou as primeiras medidas para imitar a APA, declarando que o homossexualismo “não constitui doença, nem distúrbio, nem perversão”.[28]

O que Estudos Mais Sérios Dizem

Embora o Relatório Kinsey tenha por muitos anos servido de fonte de referência para os meios de comunicação com relação à questão homossexual, estão começando a aparecer pesquisas científicas melhores e mais sérias sobre o assunto.

O Dr. Thomas E. Schmidt diz:

Entre os homossexuais, “o uso de drogas e álcool, depressão e suicídio são problemas epidêmicos virtualmente inegáveis, mas esses não são os únicos problemas. Outra preocupação que merece atenção é o número desproporcional de homossexuais masculinos que preferem se relacionar sexualmente com meninos. Os homens homossexuais não são necessariamente pedófilos. No entanto, embora vários estudos revelem que menos de 2% dos homens adultos sejam homossexuais, aproximadamente 35% dos pedófilos são homossexuais. Além disso, já que os homossexuais pedófilos violentam um número muito maior de crianças do que os heterossexuais pedófilos, aproximadamente 80% das vítimas de pedofilia são meninos que foram violentados por homens adultos. O número de meninos americanos violentados é aproximadamente 3 milhões. É impossível apurar o número de pedófilos masculinos, mas eles podem constituir até 10% dos homossexuais masculinos. Repito, isso não significa que qualquer homem homossexual também seja pedófilo, mas apenas que a pedofilia é, proporcionalmente, um problema bem maior entre os homossexuais do que entre os heterossexuais… o que piora ainda mais o problema é o fato de que muitos pedófilos negam que a pedofilia seja um problema e reivindicam ser plenamente incluídos no movimento de liberação homossexual. A resposta dos revisionistas aos problemas que descrevi [tais como suicídio, promiscuidade sexual, pedofilia, etc.] é que esses problemas têm origem não no homossexualismo, mas na homofobia. Isto é, os homossexuais ‘internalizam’ as atitudes negativas da sociedade se envolvendo em comportamentos auto-destrutivos. Embora esse nível de negação possa revelar ainda outra forma de psicopatologia, deixo para os especialistas a tarefa de fazer a diferença entre a questão política e a realidade — se é que eles puderem realmente entrar em acordo entre si de que há uma diferença”.[29]

Em 1985 a revista Los Angeles Times entrevistou 2.628 adultos nos EUA. Nesse estudo, 27% das mulheres e 16% dos homens afirmaram ter sido estuprados. De cada 10 estupros, pelo menos 4 foram cometidos por homossexuais.[30]

A Luta dos Ativistas Gays em Favor da Liberação Sexual das Crianças

A organização não-governamental Family Research Council de Washington, DC, publicou um importante documento intitulado Homosexual Activists Work to Lower the Age of Sexual Consent (Os Ativistas Homossexuais Estão Trabalhando para Abaixar a Idade Legal de Consentimento Sexual). Esse documento revela:

Embora a maioria dos ativistas homossexuais negue publicamente que querem acesso a meninos, muitos grupos homossexuais em vários países estão trabalhando agressivamente para abaixar a idade legal de consentimento sexual. Sua causa está recebendo a ajuda de entidades profissionais de psiquiatria e psicologia. Nos anos recentes, essas entidades têm começado a apoiar a normalização da pedofilia, da mesma forma como fizeram com relação à questão homossexual no começo da década de 1970.

Kevin Bishop, um pederasta (pedófilo) confesso, está promovendo o trabalho da Associação Norte Americana de Amor entre Homens e Meninos (mais conhecida pela sigla inglesa NAMBLA) na África do Sul. Bishop, que foi violentado aos 6 anos de idade, é também um confesso homossexual que não tenta esconder a ligação que há entre o homossexualismo e a pedofilia. “Tire a capa do homossexual comum e você encontrará um pedófilo”, disse Bishop em entrevista no jornal Electronic Mail & Guardian de 30 de junho de 1997.

Bishop começou a estudar a questão da pedofilia quando era estudante na Universidade de Rhodes. Ali ele também descobriu a literatura socialista de Karl Marx, que o ajudou a formar suas opiniões.

Bishop está em campanha na África do Sul para ajudar a abolir as leis que limitam a idade para o consentimento sexual. Ele diz que as crianças devem receber o direito a uma educação “que lhes ensine sobre os relacionamentos amorosos na infância e que dê a elas a oportunidade de tomar decisões conscientes de ter relações sexuais”.

Os grupos de ativistas homossexuais no mundo inteiro estão trabalhando para abaixar ou abolir as leis de idade de consentimento sexual a fim de “liberar” as crianças das restrições sociais. Kate Millett, uma feminista radical e teórica marxista, descreveu essa filosofia numa entrevista publicada no livro homossexual Amando Meninos. Millett afirma: “Um dos direitos mais importantes das crianças é expressar-se sexualmente, principalmente umas com as outras, mas também com adultos. Então, a liberdade sexual das crianças é uma parte importante de toda revolução sexual”. Millett diz que a revolução sexual começa trazendo a emancipação das mulheres e termina trazendo a emancipação homossexual…

Os ativistas homossexuais estão suavizando a opinião pública com respeito à questão da relação sexual entre adultos e crianças usando várias instituições: os meios de comunicação, o sistema educacional e principalmente a classe psiquiátrica e psicológica.[31]

Num importante estudo em 1985, o Dr. Paul Cameron, psicólogo americano, descobriu que o abuso sexual contra as crianças é um problema muito mais grave e elevado entre os homens homossexuais do que entre os homens heterossexuais. Aqui estão suas descobertas:

•     153 pederastas homossexuais tinham estuprado 22.981 meninos por um período, em média, de 22 anos.

•     224 pedófilos heterossexuais tinham estuprado 4.435 meninas por um período, em média, de 18 anos.

•     Cada pederasta homossexual violentou em média 150 meninos, enquanto cada pedófilo heterossexual violentou em média 20 meninas.[32]

De acordo com a pesquisa do Family Research Council, graças aos esforços do movimento homossexual os “especialistas” na área de abuso de crianças, inclusive psicólogos e psiquiatras, estão dando acobertamento para os pedófilos.[33] Para piorar ainda mais a delicada situação de proteção das crianças, escritores e filmes popularizam o relacionamento sexual entre adultos e crianças.

A Normalização da Pedofilia?

Como parte das campanhas para normalizar a relação sexual com crianças, alguns ativistas homossexuais estão promovendo a idéia de que impedir as crianças de ter relações sexuais é realmente uma forma de abuso contra elas. Aliás, uma revista homossexual elogiou os pedófios como profetas da revolução sexual. Um editorial na edição de julho de 1995 da revista Guide declarou:

Até o momento as crianças estão aprendendo mentiras destrutivas sobre o sexo. Elas são ensinadas que antes de alcançarem a maioridade… qualquer expressão sexual delas equivale a um ato criminoso. Podemos nos orgulhar de que o movimento gay abriga em seu meio indivíduos que têm tido a coragem de declarar publicamente que as crianças têm uma natureza sexual e que elas merecem o direito de se expressar sexualmente com quem quiserem… Contudo, nem sempre podemos nos orgulhar do modo como a sociedade trata nossos profetas… Precisamos dar atenção aos nossos profetas. Em vez de ficarmos com medo de nos considerarem pedófilos, devemos ter orgulho de proclamar que o sexo é bom, inclusive a sexualidade das crianças… Embora vivamos cercados de moralistas religiosos que pregam destrutivas regras contra o sexo, é nosso dever não ter vergonha de quebrar essas regras e demonstrar que somos leais a um conceito mais elevado de amor. Temos de fazer isso por amor às crianças.[34]

Por razões óbvias, muitos ativistas gays preferem, por enquanto, não defender a pederastia diante do público. Veja o que um deles comenta:

“Do ponto de vista de quem quer ter uma boa apresentação diante do público, é puro desastre deixar que indivíduos que defendem a legalização do ‘amor’ entre homens e meninos participem de marchas do orgulho gay. Não vem ao caso se o sexo entre homens e meninos é bom ou mal. O que é importante considerar é que é difícil refutar as opiniões contra a pederastia. Além disso, a maioria das pessoas a vê com nojo, sem mencionar que em todo o mundo há rígidas sanções legais contra essa prática.”[35]

Em que os Pedófilos Acreditam?

Vejam o que eles mesmos dizem:

NOSSO CREDO

(1)                                                  Cremos que todo adulto e criança tem o direito de decidir por si sua própria orientação sexual.

(2)                           Cremos que todo indivíduo ou grupo que condena o homossexualismo como errado ou pecaminoso é culpado de intolerância.

(3)                           Cremos que toda criança tem o direito a aulas de educação sexual livres de discriminação e sem interferência dos pais… e o direito de cumprir seu destino de acordo com sua orientação sexual.

(4)                           Definimos orientação sexual como toda e qualquer inclinação ou impulso que a natureza dá a uma pessoa [então isso significa que também devemos reconhecer os impulsos dos que querem sexo com animais?].

(5)                           Rejeitamos a noção de que qualquer conduta ou ato praticado em particular entre adultos ou crianças que consentem é antinatural e anormal.

(6)                           Reivindicamos que o homossexualismo seja reconhecido como um estilo de vida alternativo igual em todos os aspectos aos estilos de vida tradicionais.

(7)                           Reivindicamos ações judiciais, legislativas e executivas para proteger nossa orientação e preferência sexual.

(8)                           Condenamos todos os grupos — religiosos ou não — que pregam a intolerância e a discriminação sexual.

(9)                           Condenamos os pais mal informados que impõem em seus filhos preconceitos contra o homossexualismo.

(10)                       Declaramos que nada é mais elevado do que a própria pessoa decidir seus próprios valores morais e éticos e que deus criou o homem supremo.

(11)                       Defendemos o direito dos ateus, anarquistas e agnósticos de viver de acordo com seus valores e crenças.[36]

A NAMBLA, uma organização gay, tem a seguinte filosofia:

“A Associação Norte Americana de Amor entre Homens e Meninos (NAMBLA) é uma organização fundada em resposta à extrema opressão que sofrem homens e os meninos envolvidos em relacionamentos sexuais consensuais e outros relacionamentos uns com os outros. A NAMBLA aceita como membros todos os indivíduos simpatizantes da liberdade sexual em geral, mas principalmente do amor entre homens e meninos. A NAMBLA se opõe fortemente às leis de consentimento sexual e outras restrições que impedem os adultos e os jovens de ter pleno prazer físico e controle sobre suas vidas. A meta da NAMBLA é acabar com a antiga opressão contra os homens e meninos envolvidos em relacionamentos mutuamente consensuais. A NAMBLA pretende alcançar essa meta:

(1)                           construindo uma rede de apoio para tais homens e meninos;

(2)                           educando o público acerca da natureza benéfica do amor entre homens e meninos;

(3)                           apoiando a liberação das pessoas de todas as idades do preconceito e opressão sexual.”[37]

“Objetivo Geral: Melhorar a condição social e a imagem pública dos pedófilos, eliminar as sanções legais contra a conduta pedófila e conscientizar o público acerca das necessidades emocionais e sexuais das crianças. Pretendemos alcançar esse objetivo:

1. Buscando melhorar a imagem pública dos pedófilos mediante:

  1. Supervisão de currículos de aulas de psicologia e educação sexual em escolas públicas, faculdades e universidades, buscando eliminar os velhos estereótipos e falsidades com relação à pedofilia e à sexualidade das crianças.
  2. Consulta com autoridades na área de doença mental e conduta sexual humana para encorajar uma atitude compassiva para com a pedofilia.
  3. Lobby legislativo para reduzir as sanções legais contra a conduta pedófila em particular e contra toda conduta sexual em geral, e para aumentar os direitos da criança para que ela possa decidir o que quiser.
  4. Alianças com grupos feministas e outras organizações para estabelecer o princípio de que os objetivos de todos os grupos de liberação são essencialmente os mesmos: a eliminação de leis sexistas e autoritárias que controlam a vida humana: e que a liberação das crianças é a essência de toda liberação humana.

2. Publicação e disseminação de literatura apoiando as metas da liberação pedófila.

3. Publicação e disseminação de literatura para conscientizar o público acerca das necessidades emocionais e sexuais das crianças, principalmente à luz das pesquisas do desenvolvimento cognitivo.”[38]

O que os Ativistas Gays Dizem?

A seguir estão declarações de vários ativistas gays:

“O amor entre homens e meninos é o alicerce do homossexualismo… Não devemos deixar que a imprensa e o governo nos seduzam e nos façam acreditar em informações erradas. O estupro de crianças realmente existe, mas há também as relações sexuais boas. E precisamos apoiar os homens e os meninos nesses relacionamentos.”[39]

“A maioria dos pedófilos (pessoas que sentem interesse sexual em crianças) são gentis e amorosos. Eles não são perigosos do jeito que os estupradores de crianças são considerados, por estereótipo, perigosos.”[40]

“Pode ser que a pedofilia seja não um desvio sexual, mas uma orientação sexual. Isso nos leva a perguntar se os pedófilos podem ter direitos.”[41]

“Naqueles casos onde crianças têm relações sexuais com um irmão mais velho que é homossexual… minha opinião é que muitas vezes é a própria criança que deseja essa relação, e talvez a peça, por curiosidade natural… ou porque ela é homossexual e instintivamente sabe disso… Diferente de casos de meninas e mulheres estupradas à força e traumatizadas, a maioria dos gays tem boas memórias de seus primeiros encontros sexuais quando eram crianças.”[42]

“Os amantes de meninos e as lésbicas que têm amantes mais jovens são as únicas pessoas que estão se oferecendo para ajudar os jovens… Eles não são estupradores de crianças. Os estupradores de crianças são os padres, os professores, os terapeutas, os policiais e os pais que forçam os jovens, que estão sob sua responsabilidade, a aceitar sua moralidade fora de moda. Em vez de condenar os pedófilos por seu envolvimento com jovens gays e lésbicas, devíamos apoiá-los.”[43]

“Na minha opinião, a pederastia devia receber o selo de aprovação. Acho que é verdade que os amantes de meninos [os pederastas] são muito melhores para as crianças do que os pais…”[44]

“Sexo entre jovens e adultos é uma das questões mais difíceis no movimento gay. Quando é que um jovem tem o direito e a autoridade de fazer suas próprias decisões sexuais? De que modo as leis contra sexo entre adultos e crianças são usadas especificamente para mirar os gays?”[45]

“Se eu fosse examinar o caso de um menino de 10 ou 11 anos que sente intensa atração por um homem de 20 ou 30 anos, se o relacionamento é totalmente mútuo e o amor é totalmente mútuo, então eu não chamaria isso de doentio de forma alguma… Quando os ativistas gays começaram suas campanhas políticas, não havia suficientes informações científicas com que basear sua luta para promover os direitos gays. Mas não se precisa de informações cientificas essenciais a fim de se trabalhar ativamente para promover uma ideologia específica, enquanto se está preparado para ir para a cadeia. Não é desse jeito realmente que sempre ocorrem as mudanças sociais?”[46]

“Nosso trabalho só estará concluído quando pudermos dizer que o mundo todo virou gay”.[47]

“Nos casos de consentimento mútuo e atração sexual mútua, a própria atividade sexual [entre homens e meninos] parece não produzir nenhum efeito danoso. Espera-se que isso possa tranqüilizar os pais e ajudá-los a evitar preocupações e desilusões desnecessárias.”[48]

“Quando as igrejas conservadoras condenam os gays, só há duas coisas que podemos fazer para confundir a homofobia dos crentes verdadeiros. Primeira, podemos utilizar debates para obscurecer as opiniões morais. Isso significa publicar o apoio que igrejas mais moderadas dão aos gays… Segunda, podemos minar a autoridade moral das igrejas homofóbicas mostrando-as como antiquadas e estagnadas, em descompasso com os dias de hoje e com as descobertas mais recentes da psicologia. Contra a força das igrejas institucionais, devemos usar a influência mais forte da ciência e da opinião pública… Tal aliança profana já funcionou contra as igrejas antes, em tais questões como divórcio e aborto. Com suficientes debates abertos mostrando que o homossexualismo é uma prática comum e aceita, essa aliança poderá novamente funcionar nessa questão.”[49]

“Tive mais de 1.000 parceiros sexuais. Já tive gonorréia provavelmente umas 40 vezes e tive sífilis umas quatro ou cinco vezes.”[50]

“Nunca houve um só caso documentado de mudança de orientação sexual.”[51]

“A base inteira das atuais leis que inibem o homossexualismo é moralista e em grande parte um conceito medieval do Cristianismo que, nós cremos, não tem lugar numa sociedade democrática e pluralística.”[52]

“Aí estava um cara [Jesus] que foi criado pela mãe, sem pai — típico da síndrome homossexual… Ele nunca casou e andava com doze caras o tempo todo. Não só isso, ele tinha contato físico com outro homem: João o discípulo amado deitou-se no peito de Jesus na última Ceia. Não só isso, mas um cara o traiu com um beijo.” [53]

O que a Bíblia diz sobre Sexo entre Homens e Meninos?

O tratamento da pederastia encontra-se na Palavra de Deus ligado diretamente à questão homossexual, em 1 Coríntios 6:9: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus?  Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus”. (1 Coríntios 6:9-10 RC, o destaque é meu.)

De acordo com o léxico analítico do programa Bible Windows  (versão 6.01), a palavra sodomita nesse versículo vem da palavra grega arsenoko°tjv (arsenokoites), que significa um adulto do sexo masculino que pratica relações sexuais com outro adulto ou menino do sexo masculino. Assim, o termo sodomita aí pode ser traduzido homossexual e pederasta. A palavra arsenokoites também se encontra em 1 Timóteo 1:10.

 

Qual é a Causa do Homossexualismo?

O movimento homossexual diz que a causa da homossexualidade é um mistério e que todos os povos a praticam.[54] Devemos acrescentar que todos os povos praticam o estupro, o assassinato, o adultério, etc. O mundo sem Deus acha um mistério a causa de todos esses desvios da conduta saudável. Mas há milhares de anos a Bíblia oferece a única resposta: A semente do pecado está em todas as pessoas, independente de cor, raça, condição social, sexo, religião, etc. Contudo, as respostas a seguir darão explicações mais detalhadas sobre as causas da homossexualidade.

A Explicação da Psicologia

O Dr. Gerard van den Aardweg, psicólogo holandês, diz:

Se uma pessoa sem nenhum preconceito e sem nenhuma idéia das origens da homossexualidade tivesse de decidir, na base dos melhores fatos disponíveis, onde procurar a solução da questão da causa, ela acabaria tendo de se apoiar em fatores psicológicos na infância… Quem acreditaria que um menino criado pela mãe e pela tia, sem a presença do pai… se tornaria um tipo masculino firme? Quando analisamos os relacionamentos de infância, fica claro que muitos homossexuais efeminados tinham uma vida muito dependente da mãe na ausência física ou psicológica do pai. Essa ausência psicológica é o caso, por exemplo, do homem fraco dominado pela esposa ou que não consegue ser uma boa figura de pai para o menino”.[55]

O Dr. Paul Cameron indica as seguintes causas do desejo homossexual nas pessoas:

Experiência homossexual:

•    Qualquer experiência homossexual na infância, principalmente se for a primeira experiência sexual e com um adulto.

•    Qualquer contato homossexual com um adulto, principalmente com um parente ou figura de autoridade (tais como professores).

Anormalidade familiar:

•    Mãe possessiva, dominante ou rejeitadora.

•    Pai ausente, distante ou rejeitador.

•    Pai com inclinações homossexuais, particularmente um que abusa da criança do mesmo sexo.

•    Irmão com tendências homossexuais, particularmente um que abusa do irmão ou da irmã.

•    Falta de ambiente cristão dentro do lar.

•    Divórcio, que muitas vezes leva a problemas sexuais para crianças e adultos.

•    Pais que vivem diante dos filhos modelos de papéis sexuais fora do normal.

•    Tolerância ao homossexualismo como um estilo de vida legítimo, tais como hospedar homossexuais.

Experiência sexual fora do normal, particularmente na infância:

•    Masturbação precoce ou excessiva.

•    Contato com pornografia na infância.

•    Sexo grupal e sexo com animais.

•    Para as meninas, contato sexual com homens adultos.

Influências culturais:

•    Uma subcultura visível e socialmente aceita que atrai a curiosidade das pessoas e as encoraja a se envolver no homossexualismo.

•    Educação sexual a favor do homossexualismo.

•    Figuras de autoridade abertamente homossexuais, tais como professores.

•    Tolerância social e legal aos atos homossexuais.

•    A apresentação do homossexualismo como uma conduta normal ou desejável.[56]

O Dr. Cameron também nota em seu estudo que muitas pessoas conseguiram abandonar a conduta homossexual com a ajuda da psicoterapia ou através de uma conversão espiritual.[57]

Uma das Explicações: Fatores Sociais

Talvez nada esteja contribuindo tanto para o aumento do homossexualismo hoje na sociedade do que a tentativa de tornar os homens e as mulheres iguais em seus papéis e funções. Esse condicionamento vem ocorrendo principalmente através dos meios de comunicação e das escolas.

O Ministério da Educação (MEC) produziu e distribuiu um currículo escolar moderno para o Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série de todas as escolas públicas do Brasil. A fim de mudar a mentalidade das crianças com relação ao papel masculino e feminino e ensiná-las que as mulheres podem trabalhar em todas as ocupações dos homens e vice-versa, esse currículo instrui os professores das escolas públicas a “trabalhar as relações de gênero em qualquer situação do convívio escolar”.[58] Por exemplo, quando os alunos acham que algumas brincadeiras, atividades e condutas só são para meninos e outras só para meninas, “o professor… pode intervir para combater as discriminações e questionar os estereótipos associados ao gênero”.[59]

O termo gênero, que o MEC usa no lugar da palavra sexo, expressa a idéia de que qualquer variedade sexual é aceitável e normal, inclusive a homossexualidade. Os educadores que crêem nessa teoria empregam o conceito gênero para ensinar que os papéis masculinos e femininos tradicionais são pura invenção da sociedade. Conforme mostra o MEC:

O uso desse conceito permite abandonar a explicação da natureza como a responsável pela grande diferença existente entre os comportamentos e lugares ocupados por homens e mulheres na sociedade.[60]

Assim é que, para combater a chamada “discriminação de gênero”, inverte-se a imagem do homem e da mulher. Em nome da igualdade sexual, princípios socialistas e feministas são sutilmente ensinados em muitas salas de aula do Brasil. As lições mostram para as crianças mães casadas trabalhando fora e maridos em casa cuidando dos deveres domésticos.[61] Mostram também como normal um menino se envolver em atividades de menina.[62] Tudo isso porque o governo estabeleceu “o compromisso de o Brasil não aceitar livros [didáticos] que contenham posturas tradicionais em relação ao papel do homem e da mulher”.[63] O governo brasileiro está assim atendendo diretamente as recomendações das feministas na ONU.[64]

No entanto, essas mudanças na área da educação também estão ocorrendo por pressão dos grupos feministas nacionais que atuam no Congresso Nacional em Brasília. Em sua edição de janeiro de 2000, o jornal do Centro Feminista de Estudos e Assessoria de Brasília elogia o plano do governo para todas as escolas do Brasil:

Plano Nacional de Educação Ganha Perspectiva de Gênero

O Plano Nacional de Educação, aprovado na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados… ganha três emendas que chamam a atenção para a necessidade de se trabalhar as relações de gênero na educação brasileira.[65]

Esse mesmo jornal diz que a legalização do “aborto traria mais democracia” para o Brasil.[66] As parlamentares integrantes do Centro Feminista de Estudos e Assessoria destacam-se no Congresso Nacional não só pelo forte apoio aos projetos de lei a favor do aborto, mas também da união dos chamados “casais” gays.

Para as feministas, trabalhar as relações de gênero nada menos é do que eliminar as diferenças tradicionais entre homens e mulheres. O feminismo luta para que seja censurada e eliminada das escolas e dos meios de comunicação a imagem tradicional do homem como pai trabalhando para sustentar a família e da mulher como mãe totalmente ocupada com seu lar e filhos. A jornalista Dale O’Leary revela:

…as feministas exigem que os “estereótipos” e as “imagens tradicionais” sejam removidos dos materiais educacionais e dos meios de comunicação. A fim de alcançar a meta de que os homens e as mulheres tenham igualmente os mesmos desejos e interesses, as feministas exigem que os livros escolares, os desenhos, as comédias, os anúncios comerciais e as peças teatrais mostrem os homens e as mulheres trabalhando em número igual como soldados, cientistas, bombeiros e motoristas de caminhão, até mesmo quando isso não tem nada a ver com a realidade. As atividades em que só há a participação de homens deverão ser classificadas como más, opressivas e discriminatórias. As mulheres nunca deverão ser mostradas como mães e donas de casa de tempo integral, a não ser como vitimas de violência doméstica, mulheres com distúrbios mentais e comportamento anti-social ou esposas casadas com maridos fanáticos religiosos. [67] 

O livro O Movimento Homossexual comenta:

A eliminação das diferenças entre o sexo masculino e o feminino é extremamente prejudicial à saúde psicológica das crianças. Foi o que notou, por exemplo, certa mãe cuja filha de dez anos voltava da escola com atitudes cada vez mais hostis em relação ao trabalho doméstico como função da mulher. Depois de muito pesquisar, ela acabou descobrindo algo. Na sala de aula, a professora, sem o conhecimento dos pais, apresentava uma boneca e um boneco de papel nus. Os estudantes deveriam vestir-lhes uma roupa masculina de trabalho a fim de mostrar que ambos os sexos podem escolher qualquer profissão. Além disso, os livros didáticos só apresentavam figuras opostas aos papéis tradicionais, como a de um pai dando mamadeira ao bebê e a de uma mãe trabalhando como bombeiro. Tudo feito em nome da “igualdade sexual”.[68]

No padrão bíblico para os comportamentos humanos, homens e mulheres são iguais em valor diante de Deus, porém têm funções e papéis diferentes. Contudo, a igualdade sexual que as feministas estão impondo está produzindo uma sociedade onde homens e mulheres ocupam um a função do outro e perdem a referência bíblica de identidade sexual masculina e feminina. Essa tendência unissex para os comportamentos está criando muita confusão sexual e favorecendo a homossexualização social.

O fato é que o movimento homossexual e o feminista estão tentando minimizar as diferenças entre os homens e as mulheres no trabalho, lazer e moda. A finalidade é demolir os padrões sexuais tradicionais e criar um ambiente favorável à homossexualização da sociedade. Conforme diz o Dr. James Dobson, conhecido psicólogo americano:

A tendência de misturar os papéis masculinos e femininos está em moda na sociedade atual. As mulheres jogam futebol e usam calças. Os homens assistem a novelas e usam brincos. Vê-se pouca identidade sexual no comprimento de seus cabelos, em suas maneiras, interesses ou ocupações, e a tendência é se igualar ainda mais. Tal falta de distinção entre os homens e as mulheres causa muita confusão na mente das crianças com relação à sua própria identidade de papel sexual. Elas ficam sem um modelo claro para imitar e acabam tendo de andar sozinhas como que cegas, à procura da conduta e atitudes apropriadas para elas.

É quase certo que esse obscurecimento dos papéis sexuais está contribuindo para a explosão do homossexualismo e da confusão sexual que enfrentamos hoje. A História mostra que as atitudes unissex sempre apareceram antes da deterioração e destruição das sociedades que se deixaram levar por essa tendência. O Dr. Charles Winick, professor de Antropologia na Universidade Municipal de Nova Iorque, estudou duas mil culturas diversas e encontrou cinqüenta e cinco que se caracterizavam pela ambigüidade sexual. Nenhuma delas sobreviveu…[69]

 

Uma das Explicações da Bíblia

De acordo com a feminista Kate Millett, a liberação homossexual sempre vem logo depois da chegada da liberação feminista. Mary Pride, ex-feminista e hoje líder presbiteriana de um importante movimento feminino para a volta das esposas para as responsabilidades do lar, parece ter a mesma opinião. Ela diz:

A Bíblia define perversão como “trocar as relações naturais pelas que não são naturais”. (Romanos 1.26) Essa passagem é interessante,  pois mostra as mulheres liderando o caminho para a perversão.

“Por causa disso [a má vontade de eles o adorarem], Deus os entregou [a raça humana rebelde] a lascívias vergonhosas. Até mesmo suas mulheres trocaram as relações naturais pelas que não são naturais. Do mesmo modo os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram lascivamente uns com os outros. Homens cometeram atos indecentes com outros homens, e receberam em si mesmos a devida penalidade por sua perversão”. (Romanos 1.26-27)

Literalmente essa passagem diz: “As fêmeas trocaram a função natural pelo que é contra a natureza, e do mesmo modo os machos abandonaram a função natural das fêmeas…” A palavra mulheres dessa passagem que eu traduzi fêmeas e a palavra homens que eu traduzi machos são usadas nas referências de Jesus ao relato da criação do homem — Deus “os fez macho e fêmea”. (Mateus 19.4; Marcos 10.6) Mas o ponto mais notável dessa passagem é que a palavra mulheres, ou fêmeas, vem da raiz de uma palavra grega cujo significado é “cuidar de bebês ou amamentar”.

Os teólogos muitas vezes interpretam essa passagem dizendo que quando Deus abandona uma raça ou nação, primeiro as mulheres se tornam lésbicas e então os homens seguem seu exemplo e se tornam homossexuais. Isso sem dúvida é parte da verdade, mas não acho que é a verdade toda. A História humana mostra que é muito mais fácil os homens se tornarem homossexuais, e isso em grande número, antes  de as mulheres se tornarem lésbicas. E nem é necessário que essa passagem esteja falando alguma coisa de lesbianismo. Tudo o que diz é que as fêmeas trocaram sua função natural pelo que é contra a natureza. Então perguntamos: “Qual é a função natural delas?” Já que a palavra usada para fêmeas está tão fortemente ligada à idéia de cuidar de bebês, e considerando que não tem ligação nenhuma com a idéia de atividade sexual, creio que o que Deus está dizendo aqui é que quando as mulheres trocam sua função natural de ter filhos e ser mãe pelo que é “contra a natureza” (isto é, tentar se igualar ao homem, vivendo, como ele, uma vida sexual e profissional independente do papel de mãe), os homens tendem a abandonar a função sexual natural das mulheres e se tornarem homossexuais. Quando os homens param de ver as mulheres como mães, o sexo perde a sua virtude sagrada. O sexo se torna “recreativo”, e assim os impulsos começam a buscar novas excitações.[70]

Por que Jesus Nunca Condenou os Homossexuais?

O movimento homossexual declara:

O homossexualismo não é pecado. Apesar de muitos pastores e padres dizerem o contrário, Jesus Cristo nunca falou sequer uma palavra contra gays e lésbicas… Cada vez mais importantes teólogos e estudiosos da Bíblia confirmam que também os homossexuais foram criados por Deus, pois nasceram assim do ventre de suas mães. Muitas religiões, desde o tempo dos gregos até os orixás, respeitam [o homossexualismo] e há até divindades que praticam [o homossexualismo].[71]

Jesus nunca falou nada contra os estupradores, adúlteros, assassinos, etc., porque ele veio ao mundo com o propósito claro de salvar esses indivíduos de seus pecados. A Bíblia diz: “Com certeza vocês sabem que os maus não herdarão o Reino de Deus. Não se enganem, não herdarão o Reino de Deus os imorais, os que adoram ídolos, os adúlteros, os homossexuais, os ladrões, os avarentos, os bêbados, os difamadores, os marginais”. (1 Coríntios 6.9-10 BLH) Na cidade de Corinto, na Grécia antiga, havia indivíduos envolvidos no pecado da imoralidade, idolatria, adultério, homossexualismo, roubo, etc. Alguns começaram a ir para a igreja e experimentaram a manifestação do poder sobrenatural do Espírito Santo. Então, eles foram totalmente transformados! Agora, por causa de Jesus Cristo, os pecados deles, inclusive o homossexualismo, pertenciam ao passado (cf. 1 Coríntios 6.11 BLH). Deus sempre dá oportunidades para quem está disposto a ir para Jesus com um coração arrependido e pronto para abandonar totalmente o pecado.

A Conexão Satânica

Os ativistas gays mencionam o fato de que até os orixás respeitam a homossexualidade. Mas isso não é de estranhar. Os demônios têm uma inclinação radical pelo pecado e pela destruição do ser humano, ainda que muitas vezes disfarcem suas atividades nefastas com uma fachada de bondade. Uma jovem funcionária de um hemocentro do Rio de Janeiro contou-me de um paciente pai-de-santo gay e aidético que se relacionava sexualmente com crianças. O homossexualismo parece ser um problema comum entre os praticantes dos cultos afro-brasileiros, onde há entidades demoníacas específicas que causam e valorizam a homossexualidade e outras perversões sexuais. Aliás, a palavra quimbanda, do ritual de macumba, era usada em Angola para designar os homossexuais.[72]

Em seu livro Porque Deus Condena o Espiritismo, o jornalista Jefferson Magno Costa revela:

Homossexualismo no candomblé

Estudioso insuspeito, o antropólogo Edison Carneiro (irmão do famoso político Nelson Carneiro), afirma, no seu livro Candomblés da Bahia (p. 140) que o candomblé arrasta muitos homens ao homossexualismo, confirmando assim o que já havia sido observado por outro estudioso desse assunto, o sociólogo Roger Bastide. Segundo Edison Carneiro, é difícil esses efeminados não serem “cavalos de Yansã, orixá que geralmente se manifesta em mulheres inquietas, de grande vida sexual, que se entregam a todos os homens que encontram…” [73]

O jornalista Jefferson conta um caso:

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Era pouco mais de meio-dia quando ele encontrou o pequeno Fernando, de nove anos de idade, perambulando pelos trilhos da linha férrea que passa nas proximidades da cidade de São Roque, interior de São Paulo. Levou o menino para casa, pediu à mulher com quem vivia há poucas semanas, Dalva Braga Medeiros, que desse comida ao garoto e lhe trocasse a roupa. Dalva demorou a atendê-lo, e ele mesmo pegou a roupa de um dos filhos da mulher e vestiu em Fernando. Após beber aguardente, pegou o menino pela mão e saiu, alegando que ia comprar mais bebida. Ao voltar, Dalva viu manchas de sangue na roupa do pequeno Fernando. E imediatamente entendeu que o menino havia sido estuprado.

Instantes depois, ele convidou Fernando para sair outra vez, mas diante da recusa e do medo do menino, resolveu chamar Rogério, de 12 anos, filho de Dalva, para fazer companhia àquela assustada e indefesa criança, e “para ver como se mata um porquinho”. Conduzindo os dois meninos até uma clareira situada no alto de um morro, desenhou um tridente no chão, e em seguida, segundo contou Rogério, pegou o pequeno Fernando pelo pescoço e enterrou-lhe uma faca no peito; porém, insatisfeito por não ver a criança morrer imediatamente, ele, o pai-de-santo Josué Rodrigues de Souza, deu um talho de dez centímetros no pescoço da pequena vítima, e começou a lamber-lhe o sangue.

Após praticar esse ato abominável, monstruoso e demoníaco, o pai-de-santo assassino foi chamar Dalva, “pois ela nunca tinha visto um sacrifício”, mostrou-lhe a criança toda ensangüentada e morta, confessou-lhe haver praticado aquilo incorporado pelo caboclo Zé Capoeira, e que havia estuprado a criança antes de matá-la “porque satanás não aceita a alma de gente pura” (Jornal O Globo, 13/03/1986). “Eu tinha de matar uma pessoa e dar o sangue para exu. Ele estava pedindo”, foram suas palavras ao ser preso três dias após o crime. (Revista Veja, 19/03/1986, p. 111).[74]

Escândalos e crimes no rastro das religiões africanas

O bárbaro crime praticado pelo pai-de-santo Josué é mais um entre centenas de casos envolvendo pessoas que, julgando estar servindo a Deus estão servindo ao diabo… Diante dos inúmeros casos desse gênero registrados pela imprensa, é uma pena que a indignação popular não tenha memória. O povo se esquece com muita facilidade. Há alguns anos, por ter assassinado, em rituais de magia negra, seis crianças seqüestradas em diferentes lugares do Estado do Rio, foi preso em Cantagalo, RJ, o pai-de-santo Waldir Souza Lima.[75]

Os casos de crianças desaparecidas que são estupradas e sacrificadas em rituais de pais-de-santo parecem ser um problema sério envolvendo os cultos afro-brasileiros. Assim, além de levarem os indivíduos ao homossexualismo, os demônios também os levam a abusar sexualmente de crianças e até matá-las.

Talvez o pior assassino em série do mundo seja o homossexual Gilles de Rais, que matou brutalmente oitocentos meninos. Cada garoto era atraído à sua casa, onde recebia banho e comida. Então, quando o pobre menino pensava que aquele era o seu dia de sorte, Gilles o estuprava e queimava, ou o cortava e comia.[76] Em seu livro The Devil’s Web (A Teia do Diabo), Pat Pulling revela o envolvimento do satanismo com o estupro e o sacrifício ritual de crianças. Ela cita o caso de Gilles:

Gilles de Rais era um nobre europeu do século 15 que estava totalmente envolvido na alquimia e outras ciências ocultas. Ele era também um pervertido sexual e sadista que matava… crianças antes de ser preso, julgado e condenado à morte. Outras evidências mostram que no passado os praticantes de adoração aos demônios realmente sacrificavam criancinhas durante suas cerimônias rituais.[77]

Em sua pesquisa do ocultismo, Pulling chegou a entrevistar pessoalmente na prisão o homossexual Henry Lucas, um satanista que comia carne humana e que afirmou ter matado 360 pessoas em sacrifício ao diabo.[78] Satanistas como Lucas e até cantores de rock famosos seguem as idéias de Aleister Crowley, o mais conhecido ocultista do século 20 e provavelmente o responsável pela enorme popularidade da magia negra hoje nos EUA e Europa, onde ele é considerado o pai do moderno ocultismo.[79] Sua filosofia principal era “Deixa-te levar pelos desejos carnais!” e “Fazei o que quiserdes”[80], que se parece muito com a resposta que um gay aidético deu quando as autoridades médicas lhe disseram que ele estava colocando vidas em perigo. O gay aidético declarou: “Tenho o direito de fazer o que quiser com o meu corpo”.[81] Crowley, que também era conhecido como A Besta, era viciado em drogas e tinha um prazer especial na prática da bruxaria homossexual. Seus seguidores (e provavelmente ele também) faziam sacrifícios rituais ao diabo com tanta crueldade e sadismo que o governo italiano o expulsou da Itália depois que se ficou sabendo das sangrentas orgias fatais com crianças que ocorriam em seu templo na Sicília.[82] Pouco antes de morrer, Kinsey visitou esse templo e, de acordo com a Drª Reisman, ele era admirador de Crowley.[83]

Embora as três principais religiões do mundo (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo) condenem o homossexualismo, as religiões ocultas seguem um rumo diferente. Nessas religiões, os homossexuais ocupam posições elevadas. Quando as civilizações pagãs governavam o mundo, o comportamento homossexual e a relação sexual entre homens e meninos eram amplamente praticados e aceitos, Os praticantes do homossexualismo eram respeitados e muitas vezes tinham funções de destaque nas religiões e na sociedade. A escritora Judy Grahn, que apóia os ativistas gays, diz:

Muitos aspectos do shamanismo continham homossexualismo, e muitos dos deuses, espíritos e divindades do mundo têm ligação com a homossexualidade. No Taiti, havia divindades especiais para a adoração homossexual. Os antigos templos Shinto do Japão mostram cenas de orgias em rituais sexuais semelhantes às bacanais dos romanos… a Grande Deusa Mãe da antiga China, Kwan-Yin, era adorada com rituais sexuais que incluíam o homossexualismo. Quando os conquistadores espanhóis chegaram à América Central e ao Yucatan, eles viram que o que mais predominava eram sacerdotes gays e estátuas mostrando a união homossexual como ato sagrado. No Yucatan o deus Chin instituiu a homossexualidade sagrada e sacerdotes gays serviam nos templos exatamente como acontecia na antiga Babilônia… [84]

A Prescrição da Bíblia para Proteger a Sociedade do Homossexualismo

Na época do Antigo Testamento, as autoridades civis eram orientadas por Deus a aplicar a pena mais elevada para os atos sexuais dos homossexuais:

Se um homem tiver relações com outro homem, os dois deverão ser mortos por causa desse ato nojento; eles serão responsáveis pela sua própria morte. (Levítico 20.13 BLH)

O movimento homossexual diz que o homossexualismo não é crime. Então por que no sistema civil da Bíblia os atos homossexuais eram tratados com a penalidade máxima, juntamente com os crimes mais graves? Considerando que as práticas sexuais dos homossexuais muitas vezes trazem uma série de riscos à própria saúde de seus praticantes e ao bem-estar da sociedade em geral, o único modo de desencorajar essas práticas e trazer alguma proteção contra esses perigos era mediante o uso de leis rígidas. Pode-se dizer, com toda justiça, que é útil o estabelecimento de leis que tratam como crimes as condutas e os atos, sejam homossexuais ou não, que propagam doenças e influências fisica e moralmente nocivas para as crianças e para as famílias.

O movimento gay vê como crueldade toda tentativa de ajudar as crianças e adolescentes a se libertar de tendências homossexuais.[85] Mas crueldade mesmo seria manter as pessoas, principalmente crianças, na ignorância e escravidão de atos sexuais fora do normal. A ignorância nessa área tem ajudado a trazer muitas doenças, sofrimento e morte para os homens e as mulheres que se encontram enjaulados no estilo de vida homossexual. O Dr. Thomas Schmidt afirma:

Os atos sexuais dos homossexuais masculinos envolvem práticas que são prejudiciais ao corpo e que envolvem um risco elevado de doenças infecciosas. As práticas de sexo oral-genital, genital-anal e oral-anal são responsáveis por muitos tipos de crises de saúde de grandes proporções entre os homens homossexuais. Muitas doenças comuns, e uma variedade de outros problemas, comprovam o fato de que a AIDS é só a mais noticiada e mortal das várias pragas [atingindo os homossexuais].[86]

O Dr. Paul Cameron comenta:

Quando um indivíduo se torna homossexual, ele passa a desenvolver hábitos anti-sociais. Quase toda criança é ensinada a evitar as fezes. Quando a mãe educa seu filho a usar o pinico, ela explicitamente o ensina a ver as fezes como sujas, nojentas e prejudiciais à saúde. No entanto, a maioria dos homossexuais acaba aprendendo a se envolver completamente com as fezes. Pesquisas passadas sugerem a seguinte progressão seqüencial típica da atividade gay. A idade média de contato sexual genital dos gays é 13 anos. Dois anos mais tarde, eles usam o ânus para ter relações sexuais… um ou dois anos depois, eles deixam que outros gays lhe lambam o ânus por “prazer sexual”. Quando chegam aos 21 anos, a maioria dos gays já aprendeu a fazer tudo. Eles aprenderam a buscar e gozar atividades que os teriam deixado com nojo quando eram crianças. Alguns buscam excitações maiores como o sadomasoquismo, enfiar o punho inteiro pelo ânus, comer fezes ou beber urina.[87]

Sexualidade Sem Propósito: Os Riscos da Atividade Homossexual

Embora os ativistas gays tentem constantemente passar para o público a idéia de que o estilo de vida homossexual não oferece perigo algum para ninguém, suas práticas sexuais os tornam vulneráveis a uma variedade de doenças. O Dr. Thomas Schmidt explica:

É importante entender que ainda que venham a descobrir uma cura para o HIV e a AIDS, os homens homossexuais continuariam a pagar um preço físico horrível por suas atividades, da mesma forma que eles já estavam pagando antes do começo da epidemia. Classificarei esses problemas em termos de trauma físico, infecções não-virais e infecções virais. Em alguns desses problemas de saúde, os homens homossexuais perfazem pelo menos 70 por cento do total de casos registrados. Os médicos que trabalham com homens homossexuais agora recebem treinamento para regularmente procurar em seus clientes pelo menos 15 doenças comuns, sem contar o HIV e a AIDS, e esse número poderia ser duplicado ou triplicado se levássemos em consideração problemas menos comuns.

Antes de prosseguirmos, precisamos de uma breve e simples lição de anatomia. Não é necessário um diploma médico para compreender o risco de infecção que há quando a boca entra em contato com o pênis ou o ânus, mas poucas pessoas entendem que internamente o ânus é vulnerável a danos. A parte final do sistema digestivo, o intestino grosso, é um longo tubo de uns 15 cm que consiste principalmente do cólon. O cólon termina fazendo uma virada bem acentuada para baixo, onde fica estreito e curto, criando outra área chamada o reto. O último centímetro do tubo é o canal anal, uma área cheia de nervos, alinhada com células epiteliais cubóides estratificadas e cercada pelo músculo esfíncter anal. O reto é alinhado com uma única camada de células epiteliais, em forma de colunas, cujo propósito é absorver líqüidos.

Em contraste, a vagina é alinhada com células fortes e resistentes chamadas epitélio escamoso estratificado. Essas células têm uma camada de muco que, junto com outras secreções e a parede grossa e flexível da vagina, dão proteção contra abrasões e infecções. A parede do reto não é cercada de apoio muscular e secreta uma pequena quantidade de muco que não protege bem contra as abrasões. Mas as diferenças mais importantes entre a vagina e o reto são os tipos de células e a espessura das camadas de células. Os dois orifícios dão uma sensação bem parecida para o dedo intruso ou o pênis. Mas enquanto a vagina tende a repelir, o ânus tende a aceitar qualquer microorganismo que acompanhe o dedo ou o pênis penetrador…

Antes de consideramos mais a questão da infecção, é importante compreender que o trauma físico, ou os danos às estruturas físicas, é um problema comum entre os homossexuais… A relação sexual anal estica a abertura do ânus ao tamanho necessário para um grande trabalho de evacuação do intestino. O problema, porém, não é o tamanho da abertura, mas a direção… O ânus é uma válvula só de saída, e só se abre com um estímulo vindo de pressão interna, ao passo que um estímulo vindo de pressão externa o faz contrair-se. Uma penetração súbita ou mal lubrificada pode rasgar o ânus. Mas o que mais costuma ocorrer é que os efeitos que se acumulam com as relações sexuais anais acabam causando o mal funcionamento do músculo do esfíncter, e a conseqüência é que de cada três homens que praticam essa relação, um tem grave problema de incontinência ou urgência para defecar.

Contudo, isso não é tudo. Quando o ânus é penetrado, o perigo de trauma físico piora. A irritação da sensível camada de muco do reto causa muitas reações, inclusive diarréia, cólicas, hemorróidas, danos na próstata e úlceras ou fissura, que são um convite a infecções. A fina camada de células do reto é fácil de perfurar e sua sensibilidade à dor pode levar a sérias complicações antes que a pessoa tome consciência dos danos. Extensivas operações cirúrgicas são muitas vezes necessárias para corrigir os danos causados pela penetração do pênis, o dedo ou outros objetos no reto.

Além das complicações traumáticas, um grande número de doenças sexualmente transmissíveis atinge a população homossexual. A magnitude do problema não é mostrada simplesmente com o registro oficial dos indivíduos que estão doentes atualmente. Alguns indivíduos, sem aparentar nenhum sinal de doença, são portadores de microorganismos (patogenias) e infectam outras pessoas. Outros indivíduos são assintomáticos (não aparentam nenhum sintoma), ou aparentam sintomas só periodicamente, ou contraem a mesma doença várias vezes. Algumas doenças não parecem graves em si, mas levam à (ou aumentam a probabilidade de adquirir) doenças mais sérias. Outras enfermidades, normalmente raras, crescem até atingir proporções epidêmicas quando entram na população homossexual. Novas doenças e novas formas de doenças antigas estão, mesmo hoje, sendo descobertas no curso das pesquisas sobre o HIV e a AIDS.

…parece que pelo menos 75 por cento dos homens homossexuais são hoje portadores de uma ou mais patogenias… As infecções não-virais mais comuns entre os homossexuais são, na ordem de prevalência, amebiase, giardíase, shigelose, clamídia, sífilis e ectoparasitas. Essas doenças são causadas por patogenias que são transmitidas por contato oral-genital, contato genital-anal e contato oral-anal.

…A doença mais comum é a amebiase, que causa inflamação do reto e do cólon, provocando grave problema de diarréia e cólicas. Afeta 25-40 por cento dos homens homossexuais. A amebiase está ligada principalmente ao contato oral-anal…

A giardíase, que afeta 10-30 por cento dos homens homossexuais, está também ligada ao contato oral-anal… produz diarréia, inchações, cólicas e náuseas.

A gonorréia pode causar dor e corrimento de muco do pênis ou ânus, e há o caso em que a infecção pode ser assintomática (principalmente a forma oral), que lhe dá liberdade para se propagar com facilidade. Na década de 1970, conforme mostram os registros oficiais, aproximadamente 40 por cento dos homens homossexuais tinham tido um caso de gonorréia, mas após um período de declínio o índice da infecção quase duplicou no final da década de 1980.

A shigelose é a mais comum das várias infecções bacteriais semelhantes (inclusive a salmonela e a campylobacter) que produzem febre, dores abdominais, diarréia de água ou sangue e úlceras no reto ou cólon. Como a amebiase e a giardíase, essas infecções estão ligadas ao contato oral-anal. Uma ou mais dessas patogenias está presente em 10-20 por cento dos homens homossexuais.

A clamídia, que afeta 5-15 por cento dos homens homossexuais, é difícil de detectar porque é muitas vezes assintomática ou só levemente sintomática. Como a gonorréia, essa infecção produz corrimento de muco do pênis ou ânus, ou garganta inflamada. Em casos mais sérios produz graves dores abdominais, corrimento de sangue, diarréia e úlceras no reto.

A sífilis ocorre em várias fases, muitas vezes começando com úlceras indolores nos órgãos sexuais ou no reto. Mais tarde produz fissuras, pólipos e verrugas que são facilmente confundidas com sintomas de outras doenças sexualmente transmissíveis. Na fase avançada, a sífilis pode atacar o cérebro e o coração, às vezes fatalmente. Embora seja tratável nas fases iniciais, a sífilis pode escapar a uma detecção durante um longo e quieto período de latência enquanto os sintomas estão escondidos dentro do reto. Como no caso da gonorréia, a erradicação da doença exige que os indivíduos infectados sejam identificados e que seus parceiros sexuais sejam notificados —  e isso é um grande problema na população homossexual, onde é comum ter muitos parceiros, muitas vezes anônimos. E como no caso da gonorréia, o índice da infecção parece ter aumentado durante a década de 1980, e hoje, conforme os registros oficiais, aproximadamente 30 por cento dos homens homossexuais têm sífilis.

Os comuns ectoparasitas entre os homossexuais criam grande incômodo, mas não são perigosos. Os ectoparasitas mais comuns são piolhos púbicos e sarna. Os piolhos púbicos, oficialmente registrados em 69 por cento dos homens homossexuais, são transmitidos principalmente por íntimo contato físico. Esses piolhos causam coceira e inflamação… O problema da sarna foi registrado em 22 por cento dos homens homossexuais…

As infecções virais que são comuns entre os homossexuais incluem, na ordem de prevalência, condilomas, herpes, hepatite B e hepatite A. Como as infecções bacterianas, essas doenças são fáceis de transmitir por contato oral-genital, contato genital-anal e contato oral-anal.

Os condilomas, ou verrugas anais, são causados pelo vírus papiloma humano que é transmitido pela relação sexual anal. Essa doença afeta 30-40 por cento dos homens homossexuais, com o vírus presente em 69 por cento. As verrugas ocorrem principalmente no ânus e em sua volta, normalmente várias juntas, muitas vezes causando coceira e queimação. Embora os médicos possam remover as verrugas… seu índice de reaparecimento é elevado. Além disso, os casos de verrugas oficialmente registrados no passado estavam fortemente ligados ao câncer anal, cuja incidência está aumentando rapidamente entre os homens homossexuais.

O herpes afeta 10-20 por cento dos homossexuais e, como no caso das várias outras doenças sexualmente transmissíveis, o número pode estar aumentando. Até o momento não há nenhuma cura ou vacina para o herpes: um indivíduo que o pega ficará com ele a vida inteira. Entre os homossexuais a doença geralmente é transmitida pela relação sexual anal, embora o contato oral-anal com um indivíduo que tem o herpes oral possa também transmitir a doença. Nos homens homossexuais o herpes pode causar dor no ânus e no reto, dores de cabeça e problemas de urinação e defecação. Os sintomas mais sérios são lesões ou úlceras na região dos órgãos sexuais e do ânus, às vezes dentro do reto. Essas lesões ou úlceras ficam abertas durante duas ou três semanas, são bem dolorosas e, ainda que com menos gravidade, reaparecem de tempos em tempos depois da cura das primeiras feridas. Essas úlceras que reaparecem depois são muitas vezes assintomáticas, permanecem escondidas no reto e não causam dor, e por isso são porta aberta para a transmissão de outros vírus — inclusive o HIV, o mais mortal.

A hepatite infecciosa vem em duas formas que são epidêmicas na população homossexual por dois motivos diferentes. Surtos da hepatite A (HAV) em várias grandes cidades no começo da década de 1990 indicam que o índice de prevalência subiu de modo considerável desde os primeiros estudos, que mostravam que o vírus está presente em aproximadamente 40 por cento dos homens homossexuais. Entre 5 e 7 por cento dos homens homossexuais pegam a doença anualmente — e esse índice é três vezes maior do que o da população geral. Como muitas doenças bacteriais e virais, a HAV está presente nas fezes humanas, e está ligada ao contato oral-anal entre parceiros homossexuais. Os sintomas iniciais (que se parecem com os sintomas da gripe) de febre, dor de cabeça e vômitos cedem à icterícia quando o fígado é atingido…

A hepatite B (HBV) — que está presente em todos os fluídos do corpo, inclusive a saliva, o sêmen e o muco do reto — é transmitida entre os homossexuais principalmente através da relação sexual anal. Pelo menos, 65 por cento dos homens homossexuais são portadores da doença ou já a tiveram no passado, conforme mostram os registros oficiais, e pelo menos 16 por cento deles contraem a HBV anualmente. Os sintomas são iguais aos da hepatite A, mas são mais graves e incluem a possibilidade de doença crônica do fígado e, em casos raros, morte. Dos que contraem a doença, entre 5 e 10 por cento se tornam portadores crônicos que podem não aparentar sintoma algum, a não ser fadiga. Não é possível curar a hepatite B, mas há uma vacina para impedi-la.

Ainda que fizéssemos uma comparação com o segmento mais sexualmente promíscuo da população geral, é de chamar a atenção o índice anual de 40 por cento de incidência de doenças sexualmente transmissíveis entre os homens homossexuais e o índice de 75 dessas doenças durante a vida inteira deles. Na população geral, entre os que tiveram mais que 21 parceiros a vida inteira, 40 por cento tiveram, conforme indicam dados oficiais, uma ou mais infecções a vida inteira. Além disso, a população geral tem um índice de 16 por cento de incidência de doenças sexualmente transmissíveis a vida inteira…

Esses problemas de saúde crescem muito na população homossexual por causa da facilidade de transmissão através da promiscuidade sexual e da maioria das práticas que os homossexuais preferem. Parece que algumas doenças estão aumentando em parte porque o medo da infecção do HIV tem levado os homossexuais a diminuir a relação sexual anal em favor do contato oral-anal e oral-genital, práticas que carregam consigo seus próprios riscos de trazer doenças debilitantes e até fatais.

Paulo escreveu em Romanos 1.27 que os homossexuais “recebem em si mesmos o castigo que o erro deles merece”. Não se sabe exatamente o que ele quis dizer com “castigo” em sua época, mas é difícil não fazer uma ligação entre suas palavras e a crise de saúde que observamos em nossa época. A liberação sexual tirou os homossexuais de sua condição social obscura e os levou ao mundo tenebroso dos problemas físicos, onde espreita um número grande de doenças. E se isso não fosse sombrio o suficiente, o espectro mais mortal da infecção do HIV aprofunda essa escuridão, não só para o número cada vez maior dos que morrem, mas também dos que ficam para trás para chorar e imaginar quem será o próximo a morrer.[88]

Pesquisas médicas sérias revelam então que os indivíduos que praticam o homossexualismo têm mais facilidade de pegar doenças sexualmente transmissíveis do que as pessoas que não são homossexuais. Além disso, os gays têm relações sexuais com tantos parceiros diferentes que eles mesmos aumentam o risco de pegar e transmitir essas doenças. Alguns gays não se importam se infectarão seus parceiros ou não, e às vezes até decidem deliberadamente fazer com que os outros sejam contaminados e sofram tanto quanto eles. E é difícil tentar eliminar esse tipo de irresponsabilidade, pois os ativistas do movimento homossexual pregam que ninguém tem o direito de interferir na vida sexual privada de um gay.[89]

Para mudar essa situação e ajudar os homossexuais e a população geral, seriam necessárias no mínimo campanhas regulares de educação e prevenção à sodomia. No entanto, atualmente não há mais leis rigorosas protegendo a sociedade da sodomia por influência direta de pesquisas fraudulentas. A Drª Judith Reisman afirma que o falecido Kinsey teve importante papel em influenciar e abrandar as atitudes da sociedade para com o estupro, o incesto, a pedofilia e a pederastia. Embora a pederastia seja um grave abuso contra as crianças, o movimento de defesa dos direitos dos gays a vê apenas como “amor entre homens e meninos”. Líderes homossexuais citam o trabalho “pioneiro” de Kinsey como o grande responsável pela revolução sexual e pela normalização do que antes era considerado ato criminoso: a sodomia.[90]

Mesmo sabendo que as práticas homossexuais representam sério risco para a saúde e expõem o corpo ao perigo da AIDS, muitos praticantes do homossexualismo acham que vale a pena dar a vida para praticar seus desejos sexuais. Um ativista gay declarou: “Decidimos que é melhor morrer [de AIDS] do que levar uma vida sexual chata.”[91]

O Homossexualismo Não Leva à Decadência?

Os ativistas gays afirmam que a  homossexualidade sempre existiu e nunca vai acabar.[92] Eles dizem:

Antes mesmo de ter sido escrita a primeira linha da Bíblia, já existiam documentos antigos, de dois mil anos antes de Cristo, que descrevem relações sexuais entre dois homens… Homossexualismo não é sinal de decadência, nem leva os povos à ruína. Prova disso é a Grécia, que teve seu momento de maior glória e grandeza exatamente quando a “pederastia” foi mais praticada e respeitada…[93]

A mais antiga civilização tolerante ao homossexualismo vivia na região de Sodoma e Gomorra, há mais de 2000 anos antes de Cristo. O famoso historiador Josefo, do primeiro século A.D., afirma claramente que a relação homossexual era o vício característico de Sodoma.[94]

O que Significa Sodomia

Embora sodomita devesse designar somente o habitante de Sodoma, a palavra acabou ganhando um sentido negativo por causa do pecado sexual específico que os cidadãos dessa cidade toleravam. Hoje sodomita, de acordo com o Dicionário Universitário Webster, significa aquele que pratica a sodomia. E o Webster assim define essa prática:

Sodomia (palavra originária das inclinações homossexuais dos homens da cidade de Sodoma, em Gênesis 19.1-11): 1. Cópula com uma pessoa do mesmo sexo ou com um animal. 2. Cópula sem coito, principalmente anal ou oral, com uma pessoa do sexo oposto.[95]

O Dr. Thomas Schmidt explica:

Com o tempo, a palavra Sodoma simplesmente se tornou uma espécie de código para designar a perversão sexual — mais especificamente, na época de Paulo, para os tipos de relações homossexuais comuns no mundo não-judeu… Sem dúvida alguma, os primeiros cristãos conectaram o pecado de Sodoma ao pecado das relações homossexuais e usaram o nome da cidade como símbolo para designar o homossexualismo e outras condutas sexuais muito imorais.[96]

Sodoma: Exemplo do Destino Final para as Sociedades que Toleram a Sodomia

A Bíblia não tenta esconder o fato assustador de que Sodoma e Gomorra acabaram sendo dominadas pelo homossexualismo. Por isso, Deus teve de permitir que essas cidades fossem totalmente destruídas pelo homossexualismo como um sinal para as futuras gerações do acontecerá com as civilizações que toleram a sodomia. Judas 7 diz:

O que aconteceu com Sodoma e Gomorra e as cidades vizinhas é, para nós, um exemplo do castigo do fogo eterno. O povo daquelas cidades sofreu o mesmo destino que o povo de Deus e os anjos sofreram, pois cometeram pecados sexuais e se engajaram em atividades homossexuais.[97]

Os ativistas gays dizem que a Grécia era grande enquanto praticava e respeitava a pederastia. Contudo, não é bem assim! O homossexualismo praticado na Grécia era limitado a alguns homens da elite social. Eles se relacionavam sexualmente com meninos de 12 a 17 anos de idade, mas geralmente acabavam abandonando essa conduta em favor de relações sexuais normais. Além disso, essa prática não era aceita por toda a sociedade. Alguns escritores gregos famosos condenaram o homossexualismo como um comportamento contrário à capacidade natural de gerar nova vida.[98] A resistência às práticas homossexuais, por menor que seja, pode livrar uma sociedade inteira da total decadência. Lamentavelmente, tal resistência não existia em Sodoma e Gomorra. Pelo contrário, o que havia lá era muita tolerância ao homossexualismo.

O Homossexualismo Não Tem Nada a Ver com a Sodomia?

O movimento homossexual afirma que o homossexualismo não é sinônimo de relação sexual anal.[99] Esse argumento é usado com o único propósito de desviar a atenção do público do quadro sujo e nojento das relações sexuais dos homossexuais. Um ativista gay disse:

A maior vitória do movimento gay na década passada foi mudar a direção do debate. Em vez de se discutir sobre a conduta, fala-se sobre identidade. Qualquer um que se opõe ao homossexualismo passou a ser visto como agressor dos direitos civis do cidadãos homossexuais…[100]

Cuidando da Imagem Homossexual

Em todas as notícias envolvendo o homossexualismo, há uma pressão tremenda para proteger sua imagem. O alvo é sempre evitar mencionar os fatos negativos que possam prejudicá-lo. Os ativistas gays permitem que os meios de comunicação destaquem o homossexualismo somente quando a exposição lhe é favorável. Por exemplo, quando são noticiados crimes, até mesmo horríveis casos de pederastia (sexo entre homens e meninos), a imprensa é orientada (ou melhor dizendo, pressionada) a não revelar a identidade homossexual do criminoso. Aliás, a palavra homossexual nunca é mencionada nesses casos, apesar dos fatos óbvios. Mas quando um indivíduo se torna vítima de algum abuso e se descobre que ele pratica o homossexualismo, o tratamento é totalmente oposto. Grande destaque é dado à sua sexualidade, muitas vezes de modo bem exagerado, com muitos apelos em favor da aprovação de leis especiais para proteger e favorecer o homossexualismo. Esse rumo de tratamento da questão homossexual segue as recomendações dos ativistas gays. [101]

A Questão Real da Violência

Entretanto, o que a realidade mostra sobre os efeitos do homossexualismo? Conforme indicam pesquisas do Dr. Paul Cameron, a taxa de criminalidade é mais elevada entre os praticantes do homossexualismo do que entre as pessoas sexualmente normais.[102] Duas lésbicas, uma com 16 e a outra com 17 anos de idade, raptaram uma menina de 12 anos, a quem elas tinham acusado de tentar “roubar uma namorada”. Elas deram várias facadas na menina e a surraram com um pesado pedaço de metal. Enquanto a menina ainda estava viva, elas jogaram gasolina nela e a queimaram. Em outro caso, um rapaz de 14 anos foi condenado por ajudar a assassinar o próprio pai de 40 anos. O pai recebeu 45 facadas e foi surrado com uma frigideira, e a violência foi tanta que a frigideira ficou em pedaços. O rapaz confessou que ele e o ex-amante homossexual de seu pai cometeram o assassinato para que o rapaz e o amante “pudessem viver juntos”.[103]

Esses assassinatos se encaixam na opinião psiquiátrica tradicional: Violência excessiva tem ligação natural com outras formas de patologias sociais. Sob essa perspectiva, os que se rebelam contra as normas da sociedade (as prostitutas, os homossexuais, os alcoólatras, etc.) têm uma tendência maior para a violência. Os líderes gays respondem que eles não são rebeldes nem pervertidos sexuais. Eles afirmam que os gays são bons e gentis e que a violência que eles experimentam é prova de que eles precisam de leis especiais para protegê-los do preconceito dos que odeiam o comportamento homossexual.[104]

Quem está certo? Qual é o peso mais importante na questão da violência: a violência excessiva que está vindo do meio dos próprios homossexuais ou a violência que é dirigida contra eles? O que mais se deve ter em mente nesse debate é que esses dois tipos de violência são errados e só deixarão de existir quando a sociedade conseguir erradicar completamente o pecado da sodomia.

No entanto, uma pergunta que precisa ser respondida é: como é que um segmento tão pequeno da população consegue desencadear tanta violência contra a sociedade? Embora os homossexuais não sejam mais que 2 por cento da população total, alguns deles são responsáveis por um número bem elevado de casos de violência e assassinato na sociedade geral. Por exemplo, Henry Lucas, um homossexual americano, foi condenado por muitos assassinatos e afirmou ter tirado a vida de pelo menos 350 pessoas. Na Rússia, o homossexual Andrei Chikatilo foi condenado em 1992 por estuprar, matar e comer partes de pelo menos 21 meninos, 17 mulheres e 14 meninas.[105] Coincidência ou não, todos os seis maiores assassinatos em série dos Estados Unidos foram cometidos por gays. São casos envolvendo até quadrilhas homossexuais que estupravam, torturavam e matavam meninos.[106]

Muitas vezes a população é informada desses crimes sem jamais suspeitar que seus autores são escravos do homossexualismo. O que acontece é que, para não atrair a perigosa intolerância do movimento homossexual, a imprensa se sente forçada a noticiar esses crimes sem mencionar a identidade homossexual dos criminosos. Pelo que tudo indica, parece que os meios de comunicação aprenderam a temer e respeitar os desejos dos ativistas gays.

     As Táticas do Movimento Gay

Dois estrategistas gays, Marshall Kirk e Hunter Madsen, revelam em seu livro para gays suas táticas para avançar o movimento homossexual na sociedade:

Nossos inimigos acusam os gays de seguir uma estratégia planejada e forte. Realmente, temos em mente tal estratégia… Os gays devem lançar uma campanha de grande escala para alcançar as pessoas normais através dos meios de comunicação. Estamos falando sobre usar propaganda. [Pág. 161]

 O propósito e efeito da propaganda pró-gay é promover um clima de mais tolerância para com os homossexuais. E isso, nós dizemos, é bom… Primeiro, a propaganda se apóia em manipulações mais emocionais do que racionais. Aliás, sua meta é provocar mudanças nos sentimentos do público [162].

Em fevereiro de 1988, uma “conferência de guerra” de 175 líderes ativistas gays, representando organizações de todas as partes dos EUA, se reuniram em Warrenton, Virginia, para estabelecer uma agenda de quatro pontos para avançar o movimento gay. A conferência deu prioridade para “uma campanha nacional, através dos meios de comunicação, para promover uma imagem positiva dos gays e lésbicas”, e sua declaração final concluía: “Devemos considerar os meios de comunicação em todos os projetos que começamos. Além disso, devemos tirar toda vantagem que pudermos para incluir anúncios de utilidade pública e anúncios pagos e ajudar a promover repórteres e editores de jornais, rádio e televisão. Para ajudar a alcançar esses objetivos, precisamos realizar seminários com a mídia nacional para treinar nossos líderes… Nossas campanhas através dos meios de comunicação são fundamentais para que a sociedade nos aceite completamente. Estamos começando a reconhecer que a discriminação, assim como a guerra, começa na mente das pessoas, e deve assim ser parada aí com a ajuda de propaganda.” [Págs. 163,163].

Converter as pessoas [a aceitar o homossexualismo] é muito mais do que só amortecer-lhes os sentimentos de revolta contra o homossexualismo: envolve fazê-las realmente gostar e aceitar os homossexuais como um grupo, ajudando-os a se identificar com eles. [Pág. 168].

Uma das vantagens especiais de uma campanha através dos meios de comunicação é que pode — e deve — apresentar só o lado mais favorável dos gays… Por exemplo, em média o televisor fica ligado 50 horas por semana em cada lar, trazendo filmes, seriados, comédias, programas de entrevistas e noticiários bem na sala de estar. Essas horas são uma porta de entrada para a vida particular das pessoas normais. Através dessa porta, podemos fazer passar um cavalo de Tróia. [Págs. 170,179]

A meta é formar uma pequena coalizão de conspiração com a elite de poder, para pularmos à frente dos sentimentos do público ou ignorá-lo completamente. Às vezes essa tática funciona: muitas ordens executivas (que passam por cima do processo democrático) e leis aprovadas por câmaras municipais agora protegem certos direitos civis para os gays em algumas cidades. [Pág. 171].

Duas coisas podem ser feitas para confundir o ódio ao homossexualismo nas pessoas moderadamente religiosas. Primeira, os gays podem apelar para debates para obscurecer as opiniões morais, isto é, enfraquecer as desculpas que “justificam” a intolerância religiosa… Isso envolve publicar o apoio das igrejas moderadas e levantar sérias objeções teológicas aos ensinos bíblicos conservadores. [Pág. 179].[107]

Os Homossexuais Têm Direitos?

Na sua primeira carta aos cristãos da cidade de Corinto, o Apóstolo Paulo faz uma lista de alguns indivíduos que não herdarão o Reino de Deus: “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”. (1 Cor 6:9-10) Nessa passagem o Apóstolo usa duas palavras gregas para designar os homossexuais: malakos (efeminados) e arsenokoites (sodomitas).

Será que os indivíduos que foram colocados nessa lista não têm direitos? Com toda certeza, eles têm. Por exemplo, o ladrão que rouba tem direito à vida e por isso ninguém pode matá-lo. Mas ele não tem direito à vida pelo fato de que ele pratica roubos, e sim pelo fato de que ele é uma pessoa.

Portanto, se o homossexual tem algum direito, não é pelo fato de praticar atos homossexuais, mas pelo fato de que ele é uma pessoa. E assim como não faz sentido elaborar uma Carta dos Direitos dos Ladrões ou uma Declaração dos Direitos dos Bêbados, faria menos sentido permitir uma lei que defenda os Direitos dos Homossexuais.

Sendo um comportamento contra a natureza, o homossexualismo não faz com que uma pessoa mereça direitos a mais. Pelo contrário, o estilo de vida gay lhe traz a perda de direitos, a começar pelo direito ao Reino de Deus.[108]

A Redefinição da Palavra Tolerância

Os ativistas homossexuais dizem em que tipo de espiritualidade eles acreditam. Eles declaram:

“A única espiritualidade autêntica é a espiritualidade gay… Os homens heterossexuais não conseguem sentir paixão por Jesus por causa de sua própria homofobia. Jesus quer que sintamos amor erótico por ele, e isso não é possível no caso dos homófobos.”[109]

“Você é abençoado e favorecido, pois Deus criou você gay! Ele lhe deu uma honra bem mais elevada do que a honrar de gerar um bebê. Ele exaltou você acima dos anjos e lhe deu, entre os homens, um lugar elevado no céu. Ele lhe deu uma canção celestial que só você poderá cantar. Não se preocupe quando outros cristãos lhe dizem que a Bíblia condena nosso estilo de vida. A Bíblia não condena. Satanás os cegou de tal modo que eles não conseguem enxergar as grandes Verdades que Deus deu só para os gays. Ele nos deu no Antigo Testamento a Grande Comissão Gay. Jesus disse que há três maneiras de nos tornarmos gays. Deus nos deu um Salmo louvando o casamento gay…”[110]

Para os ativistas homossexuais, verdadeira tolerância é aceitar suas práticas e idéias. Mas eles não têm receio dos cristãos que não as aceitam: “Os extremistas religiosos nos farão lutar cada passo do caminho. Mas eles já perderam. Fizemos dos direitos gays e lésbicos uma causa legítima na sociedade.”[111] Eles então dão o seguinte conselho para o homossexual que está numa igreja que aceita o homossexual, mas não aceita os atos homossexuais:

Se a sua religião discrimina contra os homossexuais… abandone e denuncie essa igreja, pois ela desrespeita nossa Constituição e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.[112]

Embora não aprovem o homossexualismo, as igrejas cristãs saudáveis aceitam de braços abertos o indivíduo escravo do pecado homossexual e lhe oferecem a libertação que Jesus Cristo dá gratuitamente. Contudo, os ativistas gays acham que toda oposição à sodomia é uma violação dos direitos humanos de seus praticantes. O movimento homossexual prega a tolerância, mas quer obrigar todas as pessoas a respeitar a sodomia como um comportamento sexual inteiramente normal. A definição tradicional de tolerância significa simplesmente reconhecer e respeitar as opiniões de outros indivíduos, sem necessariamente concordar ou simpatizar com eles. A idéia que normalmente a maioria das pessoas tem é que tolerância quer dizer que cada um tem o direito de ter sua própria opinião.

Mas em nossa época a palavra tolerância é usada com um sentido completamente diferente. Hoje considera-se que todas as opiniões, valores e modos de vida são igualmente válidos. Por exemplo, as opiniões e práticas dos cristãos, homossexuais, comunistas, etc., têm a mesma importância. Ser tolerante agora significa não só respeitar as opiniões dos outros, mas também elogiar e apoiar seus modos de vida, mesmo quando são biblicamente imorais.

O que mais chama a atenção é que enquanto os ativistas gays estão empenhados em usar os meios de comunicação para nos educar a valorizar todos os tipos de conduta, isso parece não se aplicar às opiniões e práticas dos cristãos fiéis à Bíblia. Basta ver os filmes que representam de modo negativo e sarcástico os cristãos e seus valores. Se um tratamento negativo também fosse dado aos praticantes do comportamento homossexual, haveria protestos e ameaças de processos contra tal “intolerância”. Aliás, há um grupo nos EUA, chamado Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação, que faz campanhas agressivas para que os meios de comunicação só apresentem imagens positivas dos homossexuais.

Esse grupo está pressionando os executivos de uma rede de televisão americana para que não dêem espaço de televisão para a Drª Laura Schlessinger. A  Drª Schlessinger é uma judia ortodoxa e uma sincera defensora do ensino bíblico de que a homossexualidade é uma conduta imoral, mas curável.[113] Eles estão tentando silenciá-la só porque as opiniões dela não estão de acordo com a ideologia gay, ao mesmo tempo em que eles afirmam ter plenos direitos constitucionais para fazer todos os tipos de propaganda para promover a conduta homossexual. Esse paradoxo reflete a transformação da sociedade. As pressões em favor da aceitação do estilo de vida gay e outras perversões são tão fortes, que é provável que em breve muitas pessoas fiéis entre os evangélicos, católicos e judeus (e talvez até alguns muçulmanos praticantes) tenham de enfrentar uma onda de impopularidade e perseguição por não aceitarem a sodomia e outros comportamentos imorais.

Evangélicos Sofrem Intolerância de Ativistas Gays

O Dr. Charles McIlhenny é pastor da Primeira Igreja Presbiteriana Ortodoxa da cidade de San Francisco, Califórnia. Muito embora sua igreja tenha sido alvo de protestos de ativistas gays, ele disse que nunca viu um protesto tão intenso quanto o que ocorreu contra a Igreja Batista de Hamilton Square em 19 de setembro de 1993. O Rev. Lou Sheldon, presidente da entidade evangélica Coalizão de Valores Tradicionais, havia sido convidado para pregar nessa igreja batista. O testemunho a seguir foi dado pessoalmente pelo Dr. McIlhenny:

Nós [minha esposa e outros de minha congregação] pudemos ouvir apitos a distância quando saímos de nossos carros no estacionamento… Quando caminhamos em direção à igreja, os apitos e a gritaria dos manifestantes foram ficando cada vez mais alto. Duas mulheres e uma menininha [membros da igreja batista] estavam acabando de sair de seu carro quando nós chegamos à frente da igreja. Havia uns duzentos homossexuais protestando, apitando, gritando e zombando de nós.

Eles estavam por todas as partes da entrada da igreja. Quando nos aproximamos da porta, eles começaram a nos apertar e formaram uma “parede” humana contra nós. Eles disseram: “Não entrem nesta igreja. Eles ensinam ódio e preconceito”. A multidão empurrava nosso pequeno grupo e nos afastava uns dos outros. Olhei ao redor e consegui ver meu filho bem atrás de nós com seu amigo. Outras famílias que estavam ao nosso lado foram tão empurradas que já não dava nem para ver onde estavam. Eu e minha esposa estávamos agora literalmente nariz a nariz, corpo a corpo com os manifestantes. Eles gritavam: “Vocês não vão entrar nesta igreja!” Avancei com muita força e consegui chegar até a porta. Mas quando me virei minha esposa não estava mais comigo. Vi a mão dela erguida na minha direção do meio das cabeças dos ativistas gays e um deles a pegou pela cintura e a levantou completamente do chão. Consegui agarrar a mão dela, e puxei-a para fora daquela situação perigosa.

Quando enfim conseguimos entrar na igreja, vimos que uma das mulheres e a menininha [que tínhamos visto no estacionamento], minha esposa e eu fomos os únicos de nosso grupo que puderam entrar. A menininha estava apavorada… Quando tentamos abrir a porta para os outros entrarem, a multidão a apertou tanto que ninguém conseguiu abri-la.

O louvor do culto já havia começado, e quando nos sentamos minha esposa sentiu as mãos ardendo. Foi então que ela viu que sua pele estava esfolada. Graças a Deus, não havia sangue nos arranhões, pois vários manifestantes eram aidéticos com feridas bem visíveis e perigosas.

Depois do culto, a polícia veio e teve, para nossa própria segurança, de nos escoltar até nossos carros. Os três pastores que fizeram o culto tiveram uma escolta especial porque os manifestantes haviam lhes ameaçado a vida.

Assim foi o culto de 19 de setembro de 1993 na Igreja Batista Hamilton Square em San Francisco: Essa cidade se gaba de ser a cidade mais tolerante dos EUA… Mas é um modelo de anarquia.[114]

Poderíamos acrescentar que San Francisco (considerada hoje a cidade mais homossexual dos EUA) é um exemplo do que acontece quando o movimento homossexual ganha espaço social para fazer o que quer. Outro exemplo de intolerância dos ativistas gays vem da cidade de Pittsburgh:

Em Pittsburgh, ativistas homossexuais locais pressionaram o Ministério das Comunicações (MC) a limitar o conteúdo religioso na televisão pública. O MC sucumbiu a essa pressão e decretou que a programação não deve ser “principalmente dedicada à exortação religiosa, ao proselitismo ou a declarações de crenças e opiniões religiosas pessoais”.

Com esse decreto, o MC está declarando que os direitos constitucionais não se aplicam ao papel social das igrejas e que a vontade dos ativistas homossexuais é mais importante do que a vontade das pessoas e famílias que têm valores morais religiosos.

O lobby homossexual está tentando minar o papel da família e da igreja na sociedade…[115]

Para os ativistas gays, pregar a verdade bíblica sobre o homossexualismo é o mesmo que ensinar ódio e preconceito. Eles não estão dispostos a aceitar nada que contrarie sua ideologia. A única mensagem bíblica que eles aceitam ouvir é a reinterpretação da Bíblia feita por teólogos favoráveis ao comportamento homossexual. O único tipo de pregação tolerada é a pregação a favor da sodomia. Tudo o mais é rejeitado. Para eles, o cristão que não sabe pregar o que eles querem ouvir tem no mínimo de ficar com a boca fechada.

Nesse clima, pode ser difícil falar a verdade, mas Jesus disse: “A verdade os libertará”. (João 8.32b BLH) Embora tenhamos o chamado de dar atenção e amor a todas as pessoas, precisamos ter a humildade e a coragem de falar a verdade, mesmo quando os outros nos fazem alvo de críticas, zombaria e preconceito.

A tendência atual de tolerância exige que aceitemos, respeitemos e apoiemos o pecador e seus pecados: a relação sexual antes do casamento, o adultério, a sodomia, etc. Contudo, será que seria uma atitude correta deixarmos que as pessoas envolvidas nesses pecados caminhem despreocupadamente para o inferno? Não. Precisamos lhes falar a verdade, com amor.[116] Quando somos movidos pelo amor de Jesus, não temos medo de ajudar os pecadores, porque sabemos que a verdade os libertará de seus pecados. Não é nossa tolerância ao pecado que poderá salvá-los, mas sim nossa fidelidade à responsabilidade de mostrar-lhes a verdade de Jesus Cristo.

A Necessidade de uma Conscientização Cristã Urgente

Ainda que o mundo resolva fazer discriminação contra as pessoas que não valorizam os comportamentos moralmente destrutivos, o amor de Jesus nos incentiva a continuar ajudando as pessoas a sair de seus caminhos errados e a entrar nos caminhos certos. Se é o amor de Jesus que nos guia, não precisamos nos preocupar se a sociedade desaprova e critica o que estamos fazendo por amor à verdade e às pessoas. Deus diz: “O mundo passa, com tudo aquilo que as pessoas desejam, porém quem faz a vontade de Deus vive para sempre”. (1 João 2.17 BLH)

Entretanto, se passarmos a aceitar o tipo de tolerância ao pecado que os ativistas favoráveis ao homossexualismo pregam, a sociedade acabará mais cedo ou mais tarde sendo intolerante para com o que a Bíblia prega e intolerante para com os que vivem de acordo com essa pregação, pois há uma campanha enorme para converter nossa maneira de pensar e agir.

O Dr. Gerard van den Aardweg explica:

É óbvio que a vasta maioria das pessoas ainda pensa que o homossexualismo (que é a atração sexual por membros do mesmo sexo, juntamente com uma redução substancial dos interesses heterossexuais) é anormal. Uso a palavra “ainda” pois isso é fato, apesar do prolongado bombardeio de propaganda que quer normalizar o homossexualismo. Essa propaganda está vindo de grande parte do mundo acadêmico, os políticos e os ignorantes ideólogos sociais e políticos que governam os meios de comunicação, ideólogos que são submissos a tudo o que mais está na moda no momento. Embora a elite social de nossa época tenha perdido o bom senso, a grande maioria das pessoas não. Talvez o povo terá de ser forçado a aceitar as medidas sociais vindas da ideologia de “direitos iguais” dos ativistas que lutam pela emancipação do homossexualismo… Para as muitas pessoas que perguntam como é possível que indivíduos “estudados” consigam acreditar que o homossexualismo é normal, talvez a melhor resposta seja o que o escritor George Orwell disse: há coisas “tão tolas que só os intelectuais conseguem crer”…[117]

Uma parte considerável da sociedade já está cedendo às muitas e variadas pressões do movimento homossexual. As revistas, os livros e a educação de hoje procuram combater a “homofobia” e encorajar os homossexuais a abraçar sua sexualidade. Conselheiros e psicólogos agora cooperam com escolas e empresas para dar aulas (muitas vezes obrigatórias) para ensinar as pessoas a ver o homossexualismo como normal. Um número cada vez maior de terapeutas está se juntando ao ativistas gays para proclamar que o homossexualismo é imutável. Embora os evangélicos preguem que Jesus tem o poder de perdoar, curar e transformar todos os tipos de pecadores, esses terapeutas dizem que no caso dos homossexuais essa mudança é um mito e uma forma cruel de impor valores espirituais na vida dos indivíduos que praticam a homossexualidade. Aliás, a classe psiquiátrica e psicológica tem demonstrado um interesse crescente em proibir oficialmente que seus profissionais utilizem a terapia reparativa em seus clientes homossexuais.[118]

Muitos especialistas de psicologia e psiquiatria usam a terapia reparativa para ajudar os homens e as mulheres oprimidos por sentimentos ou comportamentos homossexuais indesejados. Mas os ativistas gays querem inverter de tal forma o normal do anormal que eles estão realmente lutando para que esse tipo de terapia seja dirigido para as pessoas que não aceitam a sodomia. O livro O Movimento Homossexual diz: “Aos olhos do lobby homossexual, os heterossexuais que demonstram homofobia são emocionalmente doentes e precisam de tratamento”.[119] Homofobia é o termo que os ativistas gays inventaram para definir a aversão que as pessoas normais têm às práticas sexuais dos homossexuais.

Especialistas Criticam Programas Cristãos que Ajudam na Recuperação de Gays

Esses “especialistas” em psicologia declaram:

Os programas cristãos extremistas de conversão exercem uma influência enorme em muitas pessoas… Tais programas buscam separar o indivíduo de seus sentimentos ‘pecaminosos’ ou pelo menos tornar possível que ele busque levar um estilo de vida heterossexual ou celibato. Esses programas se baseiam teoricamente em interpretações bíblicas que condenam a conduta homossexual. Seus métodos de tratamentos, que se apóiam na oração, não são muitas vezes especificados e seus resultados são geralmente limitados a testemunhos pessoais. Apesar de tudo, esses programas deveriam ser examinados, por causa do tremendo impacto psicológico que têm nos muitos gays e lésbicas infelizes que buscam seus serviços e por causa da disposição de alguns psicólogos de encaminhá-los a esses programas. Por último, muitos programas desse tipo estão ligados a importantes problemas éticos. Os gays que têm inclinação religiosa têm menos auto-estima, vêem o homossexualismo como pecado, sentem mais preocupação com a reação negativa dos outros e sentem mais depressão em geral. (Weinberg & Williams, 1974) Esses indivíduos são alvos vulneráveis para ministérios de “ex-gays”…[120]

“Sugerir que alguém vem voluntariamente para mudar sua orientação sexual é ignorar as fortes pressões (ou até mesmo opressões) ao redor… O que leva um [homossexual] ao aconselhamento de psicólogos é a culpa, a vergonha e a solidão que ele sente com o segredo que tem. Se desejamos realmente ajudá-lo a escolher com liberdade, sugiro que primeiro lhe amorteçamos os sentimentos para que ele não sinta sua culpa, para que se dissolva seu sentimento de vergonha por seu desejos e ações e para que ele se sinta bem com sua sexualidade. Depois disso, e só depois, deixe que ele escolha.[121]

A Necessidade de Agir Agora!

Se permitirmos que os ativistas gays influenciem totalmente os meios de comunicação e o sistema educacional com suas idéias incorretas de tolerância, as leis acabarão favorecendo de tal maneira o homossexualismo que no futuro a oposição dos cristãos à sodomia e à pederastia poderá ser tratada como crime de homofobia. A tentativa de ajudar um amigo, um parente ou um adolescente a se libertar das práticas homossexuais poderá ser considerada como violação dos direitos humanos. E a tentativa de afastar uma criança de indivíduos que gostam de se relacionar sexualmente com menores poderá ser vista como uma forma de abuso contra as crianças!

Esse é o futuro que enfrentamos, a menos que decidamos agora fazer uma oposição unida e forte contra o movimento homossexual e contra todos os pedófilos mascarados de defensores dos direitos das crianças. Michael Swift, um ativista gay, espera que um dia a sociedade seja dominada pelo homossexualismo. Ele declarou:

Nós sodomizaremos seus filhos…

Todas as leis que proíbem a atividade homossexual serão revogadas…

Todas as igrejas que nos condenam serão fechadas…[122]

Que essas palavras nos ajudem a lembrar que uma das principais metas do movimento homossexual é abolir todas as leis de idade de consentimento sexual, impedir as igrejas cristãs de pregarem a verdade bíblica sobre a homossexualidade e dar para a sociedade um futuro onde os pedófilos serão reconhecidos como “profetas” de uma nova revolução sexual.[123]

Prioridade Desvalorizada?

Em vez de abraçar uma sexualidade saudável que protege, valoriza e trata as crianças com carinho — como verdadeiros presentes de Deus[124] —, a sociedade atual não só está sendo cada vez mais tolerante com leis que favorecem a prática de matar bebês através do aborto, mas também tolerante com comportamentos sexuais que têm um elevado índice de envolvimento com a pedofilia. O Dr. Calvin J. Eichhorst, teólogo luterano americano, acha que “um dos fatores mais importantes na presente mudança de valores da sociedade é que o ato sexual está sendo totalmente separado da reprodução”.[125]

Embora seja o favor da contracepção, o Dr. Eichhorst faz a seguinte pergunta:

Mas, se o ato sexual perder seu propósito de procriar e em vez disso se tornar uma ameaça (por causa da chamada explosão demográfica), que será o seu propósito?[126]

Ele afirma então que, se a finalidade do ato sexual é o prazer…

…não há nenhum motivo forte por que deva ser mantido dentro do casamento, e nenhuma boa razão por que deva ser heterossexual. O contexto e o meio pelo qual se alcança o prazer deixa de ser importante. O fato é que o relacionamento homossexual pode ser visto como ideal, porque nunca apresenta o risco de produzir aquilo que traz para a humanidade a ameaça da explosão populacional: mais seres humanos. Nesse modo de pensar, pode-se evitar com eficácia o único mal que o ato sexual produz: o bebê.[127]

A diferença inescapável entre o sexo normal e a conduta sexual dos homossexuais é a capacidade natural de gerar nova vida. Embora seja plenamente aberto ao prazer sexual, o homossexualismo é um comportamento totalmente fechado para a transmissão natural da vida. Só um homem e uma mulher casados têm chamado para cumprir o primeiro e mais importante mandamento de Deus para a sexualidade humana.

O Rev. Larry Christenson, teólogo luterano americano e autor do famoso livro A Família Cristã (publicado pela Editora Betânia), explica:

…o prazer sexual é uma prioridade que Deus deu no casamento. A Bíblia incentiva o marido e a esposa a terem prazer sexual um no outro. Essa, porém, não é a primeira prioridade de Deus.

O primeiro mandamento que Deus deu depois que Ele criou o homem conforme Sua própria imagem foi:

Tenham muitos e muitos filhos; espalhem-se por toda a terra e a dominem. (Gênesis 1.28 BLH)

No final do Antigo Testamento o Senhor frisou a mesma prioridade:

…Deus sabe que você tem sido infiel à sua esposa, a mulher com quem se casou quando era moço. Ela era sua companheira, mas você quebrou a promessa que fez na presença de Deus de que seria fiel a ela. Não é verdade que Deus criou um único ser, feito de carne e de espírito? E o que é que Deus quer dele? Que tenha filhos que sejam dedicados a Deus. (Malaquias 2.14,15 BLH)

Certa vez, quando eu estava num avião de Los Angeles para Minneapolis, me encontrei por acaso com um dos meus professores favoritos do seminário. Passamos bons momentos conversando sobre diversos assuntos atuais. Mais de 25 anos depois, daquela conversa de três horas ficou gravada em minha memória algo que o Dr. Gerhard Frost declarou. Ele disse:

Um dos sinais mais perturbadores que vejo na sociedade de hoje é o fato de que as crianças não são mais vistas com carinho.

Da perspectiva de Deus, a primeira prioridade no casamento é gerar e criar filhos.

É claro que isso não significa que os casais que não têm capacidade de ter filhos desapontam a Deus ou não estão cumprindo Sua vontade. A Bíblia freqüentemente apresenta a vontade de Deus em sua aplicação à humanidade em geral ou ao povo de Deus visto como um todo. Dentro dessa estrutura, Ele lida conosco em nossas circunstâncias individuais. A questão mais importante é que quando Deus olha para a humanidade como um todo, ou mesmo quando Ele olha de modo mais especial para a igreja como um todo, as crianças ainda estão no primeiro lugar em Sua lista de prioridades para a sexualidade humana no casamento.

As horrendas estatísticas de aborto e a crescente evidência de negligência para com as crianças e abuso contra meninos e meninas revelam os valores distorcidos de nossa sociedade.

As normas sociais agora pregam que não devemos deixar que nada fique no caminho do nosso direito de viver a vida do jeito que queremos. Se ter filhos não se encaixa em nossos planos, temos o direito de escolher o que fazer. Cabe a nós decidir se o bebê em gestação viverá ou morrerá. Se criar filhos interfere com nossa vida, podemos encarregar outros de cuidarem deles. Quem faz isso não dá importância à esmagadora maioria de evidências que mostram que as crianças criadas no próprio lar se desenvolvem muito melhor em todos os aspectos.

Não dá para estranhar o que disse um sociólogo da Universidade de Chicago: “Nós seres humanos somos a primeira espécie no planeta que está demonstrando ser incapaz de criar a próxima geração”. Animais sem inteligência mostram que compreendem melhor a vontade do Criador do que algumas pessoas de hoje. Impulsionados por seus instintos simples, os animais mostram uma disposição dada por Deus de se sacrificar por seus filhotes.

O que será de um povo que não tem mais disposição de se sacrificar pela próxima geração?

Em resumo, as prioridades de Deus para a sexualidade humana são:

•    Ter e criar filhos no ambiente de um lar que honre a Deus;

•    Marido e esposa tendo um compromisso exclusivo um com o outro e tendo prazer sexual um com o outro.

A ordem e exatidão dessas prioridades não têm origem na mera sabedoria humana. Essas prioridades fazem parte do mistério determinado por Deus que envolve a sexualidade humana.[128]

Contudo, sabendo que não têm condições de vencer a realidade do sexo normal, os ativistas gays tentam argumentar que um relacionamento tão importante como o casamento tem como características fundamentais o amor, a atração sexual e a amizade. Embora essas características sejam importantes e devam fazer parte do casamento, a natureza deu à união sexual normal uma qualidade que a torna diferente de todos os outros relacionamentos humanos, inclusive as melhores amizades: a capacidade natural de gerar nova vida.

Se não fosse por essa capacidade, o casamento poderia ser qualquer tipo de união e amizade entre as pessoas, do mesmo sexo ou não, exatamente conforme quer o movimento homossexual com suas campanhas para redefinir o casamento.

A tendência atual é valorizar somente o prazer sexual. Esse tipo de valorização pode trazer a perda da visão correta do que é um casamento normal e saudável. A esperança dos ativistas gays é que, perdendo essa visão, a sociedade passe a valorizar o casamento somente na base do “amor, atração sexual e amizade”. Assim, a sociedade passaria a ver a capacidade natural de gerar nova vida não como uma das características fundamentais do relacionamento conjugal, mas apenas como mais uma “opção” entre muitas outras que os casais podem escolher ou não.

Lutero Fala Sobre Sexo e Casamento

Martinho Lutero (1483-1546), que foi poderosamente usado por Deus para iniciar a Reforma protestante, via o casamento como um meio indispensável para a transmissão natural da vida. Sem esse meio, não haveria geração após geração de seres humanos. Para Lutero, sem esse meio, não haveria um verdadeiro casamento e família. Ele repreendeu fortemente alguns casais normais de sua época por tentarem evitar o chamado natural do casamento, chamado que nenhum “casal” gay poderia ter, mesmo que quisesse. Lutero declarou:

…o propósito principal do casamento não é ter prazer e ficar sem fazer nada, mas gerar e criar filhos e sustentar um lar.[129]

Hoje vemos muitas pessoas que não querem ter filhos… Mas esses fatos servem para frisar o pecado original. Se não fosse o pecado original, nós ficaríamos maravilhados com a capacidade humana de gerar nova vida, vendo-a como a maior obra de Deus e respeitando-a como um presente espetacular.[130]

…a capacidade natural de gerar nova vida era considerada uma bênção extraordinária, conforme se pode ver em Deuteronômio 28.4, onde Moisés coloca essa capacidade entre as bênçãos. “Não haverá entre vocês nenhuma mulher fisicamente incapaz de gerar nova vida”, diz ele. Hoje nós já não damos tanta importância para isso. Desejamos que os bois e as vacas se multipliquem, porém poucas pessoas vêem como bênção a capacidade natural que a mulher tem de gerar nova vida. Aliás, há muita gente que tem aversão a essa capacidade e vê a incapacidade física de gerar nova vida como uma bênção especial. Não há dúvida que isso é contrário à natureza, e não tem nada de puro e santo, pois foi Deus quem implantou no homem o desejo de se multiplicar. Por isso, é desumano e contrário à vontade de Deus sentir aversão a bebês. Recentemente, um homem chamou sua esposa de porca porque ela teve vários filhos. Sujeito imprestável e imundo! Os santos servos de Deus do passado jamais pensaram dessa forma, de jeito algum. Eles reconheciam como bênção especial de Deus uma esposa que gera várias vidas e, por outro lado, consideravam a incapacidade física de gerar nova vida como maldição. E essa maneira de ver vem da Palavra de Deus em Gênesis 1.28, onde Deus disse: “Tenham muitos e muitos filhos” [BLH]. Quando liam essa passagem eles entendiam que os filhos são um presente de Deus.[131]

Embora seja bem fácil casar com uma mulher, é muito difícil sustentá-la juntamente com os filhos e a família. Portanto, ninguém repara na fé que Jacó tinha. Aliás, muitos detestam a capacidade natural que uma esposa tem de gerar nova vida, só por causa dos filhos que devem ser sustentados e criados. E em geral é isto o que eles dizem: “Por que devo me casar quando sou apenas um mendigo, sem um centavo no bolso? Acho melhor carregar sozinho o peso da minha pobreza do que me sobrecarregar com mais miséria”. Mas eles injustamente colocam a culpa no casamento e na capacidade natural de gerar nova vida. A verdade é que quando duvidamos da bondade de Deus, estamos acusando nossa própria incredulidade. E quando damos pouca importância às bênçãos de Deus, trazemos sobre nós mesmos maior miséria. Não tenho a menor dúvida de que só seremos sustentados quando confiarmos na graça e nas promessas de Deus. O motivo por que nunca prosperamos é porque não esperamos no Senhor.[132]

Para Lutero, casamento tem tudo a ver com filhos. Ele entendeu corretamente que a Palavra de Deus ensina que a capacidade natural de gerar nova vida é uma parte indispensável e prioritária da sexualidade saudável, principalmente no caso dos casais fiéis que amam e obedecem a Deus. Aliás, a própria natureza mostra que a capacidade de gerar nova vida é uma parte normal e natural do sexo normal. No entanto, a homossexualidade não tem nenhum chamado nem apoio da natureza para a formação de um lar com filhos. A união homossexual jamais consegue gerar filhos. O sexo homossexual só alcança um prazer passageiro, e nada mais. Isso viola completamente o projeto de Deus para o sexo e o casamento. Conhecendo bem o que a Palavra de Deus ensina, Lutero deu a seguinte opinião com relação às práticas homossexuais:

O vício dos sodomitas é uma barbaridade sem paralelo… Os desejos homossexuais são totalmente contrários à natureza. De onde vem essa perversão? Sem dúvida vem do diabo.[133]

Desperdiçando a Semente da Vida

Entretanto, o movimento homossexual acha que a lei anti-sodomia de Levítico 20.13 não tem validade nem sentido pelo simples fato de que as mulheres homossexuais são poupadas e só os homens homossexuais são condenados à morte.[134] O versículo diz:

Se um homem tiver relações com outro homem, os dois deverão ser mortos por causa desse ato nojento; eles serão responsáveis pela sua própria morte. (Levítico 20.13 BLH)

O Dr. Charles Provan, médico e escritor luterano americano, comenta:

O leitor notará que não há nenhum versículo bíblico mandando executar as mulheres homossexuais. O motivo disso é que no Antigo Testamento não há castigos prescritos para as atividades lésbicas. É claro que isso não significa que não haja nada de errado com o lesbianismo diante de Deus — apenas quer dizer que não há castigos civis. (Casos semelhantes seriam a cobiça e a lascívia, as quais Deus proíbe, mas não são punidas com castigos civis.) Portanto, vemos que os homens homossexuais devem ser executados, mas as mulheres homossexuais são poupadas.

Alguns poderiam explicar isso dizendo que Deus é mais bondoso com as mulheres. Nossa resposta é que no Antigo Testamento Deus não tem nada contra a execução de mulheres criminosas, como bem dá para ver no fato de que Deus decretou a pena de morte para: mulheres assassinas (Gênesis 9.6), feiticeiras (Levítico 20.27), mulheres idólatras (Deuteronômio 13.6-9), mulheres culpadas de ter relações sexuais com animais (Levítico 20.16), adúlteras (Levítico 20.10), etc. Aliás, não conhecemos nenhum pecado pelo qual Deus condena à morte os homens culpados, mas poupa as mulheres, exceto no caso da atividade homossexual.

A Palavra de Deus cometeu um erro? A Bíblia é incoerente? É claro que a resposta é não. O Novo Testamento declara que os castigos de morte do Antigo Testamento são justos diante de Deus. Hebreus 2.2 diz que na Lei de Moisés: “…toda transgressão e desobediência recebeu uma recompensa justa…” A Bíblia prescreve morte para os homens homossexuais e vida para as mulheres porque os homens desperdiçam o sêmen. Isso mostra que o desperdício [deliberado] de sêmen é algo horrendo aos olhos de Deus.[135]

 O livro O Movimento Homossexual explica:

Do ponto de vista do protestantismo histórico, a opinião do Dr. Provan está em plena harmonia com o melhor das tradições da Reforma. Todos os teólogos protestantes mais importantes do passado afirmaram categoricamente, com base em Gênesis 38.9,10, que toda relação sexual em que a capacidade natural de gerar nova vida é deliberadamente desperdiçada ou rejeitada em favor do prazer (como a masturbação, a relação anal e oral, o coito interrompido, etc.) perverte o ato sexual originalmente planejado por Deus.

Lutero também mantinha essa posição. Para ele, o pecado dos homossexuais é comparado ao de Onã. E João Calvino, um dos maiores teólogos que a cristandade já conheceu, não só condenou o homossexualismo, mas também declarou que “o desperdício do sêmen… é algo monstruoso”. Tanto Lutero quanto Calvino acreditavam ser o sêmen a semente da vida e, conforme seu posicionamento, o pecado de Onã e os atos sexuais dos homossexuais masculinos têm um elemento em comum: o desperdício intencional dessa semente.[136]

Então a imensa diferença entre a homossexualidade e a sexualidade normal é que a capacidade natural de gerar nova vida jamais faz parte da atividade homossexual! Não foi para isso que Deus criou o sexo.

O Plano de Deus para a Sexualidade

O Family Research Council, em sua publicação The Bible and Homosexuality (A Bíblia e a Homossexualidade), diz:

…não é necessário que tenhamos confirmações explícitas de Jesus condenando o homossexualismo para que possamos entender bem a questão, pois Ele lidou com toda a sexualidade de uma forma mais ampla. Em vez de nos dizer para o que a sexualidade não foi criada, Ele ensinou o motivo para o qual a sexualidade da humanidade foi criada. Ao fazer isso, Ele considerou o plano original criado e a primeira união sexual no Jardim do Éden, onde Deus ordenou a instituição do casamento:

Mas no começo, quando foram criadas todas as coisas, foi dito: “Deus os fez homem e mulher. Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe [para se unir à sua mulher], e os dois se tornam uma só pessoa”. Assim, não são duas pessoas, mas uma só. Portanto, que ninguém separe o que Deus uniu. (Marcos 10.6-9 BLH)

Com essas palavras, Jesus confirmou o ensino de Gênesis 1.27 e 2.24, onde Deus declarou claramente os princípios fundamentais da sexualidade humana: “homem e mulher unidos como uma só carne”. Portanto, todos os relacionamentos sexuais humanos foram estabelecidos para serem uniões heterossexuais, entre só um homem e uma só mulher, para durar a vida inteira… O ensino de Jesus sobre o padrão sexual de Gênesis encontra-se também em dois Evangelhos. Paulo, escrevendo às igrejas de Corinto e Éfeso, compara a união de um homem e uma mulher à santa união de Cristo com Sua Igreja.

Além do ensino do Novo Testamento, a natureza também confirma a ética sexual de Gênesis 1 e 2. John F. Harvey, O.S.F.S., escreve: “O sexo, por sua própria natureza, dá vida”. A atividade sexual, diz ele, “…une duas pessoas por um tipo especial de amor… Esse amor tem qualidade exclusiva e permanente, precisamente porque tem ligação com a finalidade transmissora de vida que faz parte da atividade sexual”. Contudo, “…não é possível expressar esse tipo de amor na atividade homossexual”. Em resumo, a atividade homossexual não é uma expressão adequada nem realizadora da sexualidade, pois falta-lhe a verdadeira união física completa e o elemento transmissor de vida da procriação.

O modelo de conduta sexual humana que Deus determinou é claro: a união exclusiva e permanente de um só homem e uma só mulher. Qualquer coisa que se afaste dessa ordem original que Deus criou não cumpre a vontade de Deus para a sexualidade humana, inclusive a conduta homossexual, o estupro, o incesto, a pedofilia, o sexo antes do casamento, o adultério, o sexo com animais, a pornografia e qualquer outra forma de expressão sexual fora dos limites do padrão bíblico. Em outras palavras, conforme diz o teólogo P. Michael Ukleja: “Todos os pecados sexuais mostram que a sociedade não conseguiu seguir o que Deus quer”. Jesus não salientou todos os erros sexuais que há. O que Ele fez foi frisar o modo certo de cumprir a vontade de Deus para a sexualidade.[137]

Sexualidade com Propósito

A sexualidade tem tudo a ver com prazer e… vida. Aliás, a sexualidade bíblica normal vê como bênção a capacidade natural de gerar nova vida que Deus lhe deu.[138] O que a realidade do comportamento sexual humano mostra é bem clara: A sexualidade que é dirigida pelo propósito de Deus abraça sua função natural de gerar, criar, proteger e valorizar as crianças. Contudo, quando não segue esse propósito, inevitavelmente a sexualidade é levada a comportamentos que só buscam o prazer e acabam tolerando o aborto, a pedofilia, a negligência para com as crianças, etc. Vale a pena repetir aqui o que o Dr. Sigmund Freud disse com muita sabedoria:

…uma característica comum a todas as perversões é que nelas se coloca de lado a reprodução. Este é realmente o critério pelo qual julgamos se uma atividade sexual é pervertida — quando ela não tem em vista a reprodução e vai atrás da obtenção de prazer independente.[139]

Separar deliberadamente a sexualidade de sua função de transmissão natural da vida é abrir a porta para a normalização de estilos de vida sexual que valorizam o prazer. O livro O Movimento Homossexual diz:

O moderno ativismo a favor de direitos gays teve origem na revolução sexual dos anos 60, nos Estados Unidos. Desde então, com os tabus abolidos, as leis que proibiam a sodomia foram sendo quebradas. Toda essa mudança de comportamento, somada aos avanços tecnológicos na área da contracepção e do aborto, criou uma nova ordem social, a qual exalta o prazer sexual e o separa da transmissão da vida. Essa nova maneira de ver a sexualidade humana era tudo o que o movimento homossexual precisava para se lançar contra as leis anti-sodomia. Na sodomia, o alvo supremo é sempre a busca de prazer através do sexo.[140]

Com ou sem mudanças sociais, a Palavra de Deus mostra que o homossexualismo é uma conduta sempre longe do ideal sexual saudável, normal e bom. Ainda que não houvesse nenhum versículo na Bíblia desaprovando diretamente os atos sexuais dos homossexuais, mesmo assim seria uma conduta fora do plano de Deus, pois a relação homossexual é incapaz de cumprir o propósito de união conjugal normal e transmissão natural da vida que o homem e a mulher conseguem realizar por chamado direto de Deus. A ex-feminista Mary Pride afirma:

Deus deu Eva para Adão para que ela fosse a sua ajudante. Por que? Porque Adão havia sido designado para um projeto. Deus lhes disse que “fossem férteis e se multiplicassem; enchessem a terra e a dominassem”. Sem Eva, Adão não teria condições de ser fértil e se multiplicar. Sozinho, ele também não podia encher a terra. Eva era necessária para o casal dar fruto. O motivo bíblico para a existência do casamento é produzir fruto para Deus. Casamento é produzir filhos e tornar a terra frutífera para Deus.[141]

É bem fácil ver que Deus criou a sexualidade para a formação da família. Família, no plano de Deus, é basicamente um homem e uma mulher casados gerando e criando filhos num ambiente que honre a Deus. A própria natureza foi abençoada por Deus para levar o homem e a mulher à formação da família. Isso é natural para eles. Quando um homem e uma mulher vivem casados, eles têm o potencial de multiplicar-se naturalmente. Esse potencial jamais existe nos chamados casais homossexuais, que são proibidos pela própria natureza de se multiplicar.

Conclusão: Deus Tem o Melhor para a Sexualidade

Citando então Romanos 1.26-27 e 1 Coríntios 6.9-10, o Rev. Larry Christenson diz:

Os avisos da Bíblia [contra o homossexualismo] têm um propósito simples: Proteger a sexualidade humana — proteger o homem e a mulher criados conforme a imagem de Deuscontra os danos que as condutas ignorantes e teimosas causam.

Em toda a sua história, a igreja cristã sempre entendeu e ensinou que a atividade sexual só é certa entre um homem e uma mulher casados. Esse é o claro sentido do ensino sexual da Bíblia. A Bíblia e a história da doutrina cristã desconhecem completamente a noção moderna de que alguém já nasce com uma “orientação homossexual” e que por isso devemos aceitar e celebrar essa orientação como uma expressão legítima da sexualidade. Hoje, alguns indivíduos estão se levantando dentro de algumas igrejas para defender a aceitação da atividade sexual física entre pessoas do mesmo sexo e entre pessoas que não são casadas…

Vozes estridentes estão reivindicando novas normas sexuais. Esses indivíduos dizem: “O que a Bíblia chama de pecado não mais deve ser chamado de pecado”.

Não podemos deixar isso abalar nosso compromisso de respeitar a Deus, pois sabemos que foi Sua sabedoria que criou e determinou a sexualidade humana do jeito que Ele a fez. Sabemos que Ele tem o melhor para nossa sexualidade. É como se Ele estivesse nos dizendo:

Criei vocês conforme Minha Imagem, como homens e mulheres. Vocês foram criados como coroas de tudo o que criei e como a expressão do meu amor. O que Eu revelei para vocês em Minha Palavra também é a expressão do Meu amor.

Se falharam em algum aspecto da sexualidade, olhem para o Meu Filho. O Sangue dEle cobre todos os pecados e limpa da culpa e vergonha.

Dependam do Espírito Santo. Para se protegerem do pecado, confiem no poder do Espírito. Deixem Minha Imagem brilhar através de vocês, do jeito que planejei quando criei vocês como… HOMEM… e MULHER.[142]

Copyright 2003 Julio Severo. Proibida a reprodução deste livro sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. E-mail: juliosevero@hotmail.com


[1]Dr. Gerard van den Aardweg, The Battle for Normality (Ignatius Press: San Francisco-EUA, 1997), p. 29.

[2]Drª Judith Reisman, Kinsey, Sex & Fraud (Huntington House Publishers: Lafayette-EUA, 1990), p. 212.

[3]QUESTIONS I’M ASKED MOST ABOUT HOMOSEXUALITY, An Interview with Sinclair Rogers (Choices: Singapura, 1993), p. 4.

[4] ‘Sexologist’ Alfred Kinsey, quoted in Wardell B. Pomeroy.  Dr. Kinsey and the Institute for Sex Research.  New York:  Harper & Row, 1972, pages 247 and 273.

[5]Dez Verdades sobre a Homossexualidade, folheto sem data publicado pelo Grupo Gay da Bahia e guardado no arquivo do autor.

[6]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), pp. 78,79.

[7]Dez Verdades sobre a Homossexualidade, folheto sem data publicado pelo Grupo Gay da Bahia e guardado no arquivo do autor.

[8]Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 170,171.

[9] Bruce Voeller.  “Some Uses and Abuses of the Kinsey Scale.”  .  The Kinsey Institute Series, June Machover Reinisch (general editor), Oxford University Press, 1990, pages 35 and 36.

[10] J. Gordon Muir, Homosexuals and the 10% Fallacy, The Wall Street Journal, 31 de março de 1993.

[11]Veja os livros Kinsey, Sex & Fraud (Huntington House Publishers: Lafayette-EUA, 1990) e Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998).

[12]Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 234.

[13]Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 313.

[14]Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 221.

[15]Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 222.

[16]Dr. Judith Reisman, “Soft Porn” Plays Hardball (Huntington House Publishers: Lafayette-EUA, 1991), p. 38.

[17]Drª Judith Reisman, Kinsey, Sex & Fraud (Huntington House Publishers: Lafayette-EUA, 1990), p. 4

[18]Dr. Judith Reisman, “Soft Porn” Plays Hardball (Huntington House Publishers: Lafayette-EUA, 1991), p. 151,152.

[19]Adaptado de: Pornography’s Victims, Excerpts from Official Transcript of Proceedings of the United States Department of Justice . Editado por Phyllis Schlafly (Crossway Books: Westchester-EUA, 1987), pp. 182-187.

[20]Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 66.

[21] Wardell Pomeroy, Dr. Kinsey and the Institute for Sex Research, Harper & Row, 1972.

[22]The Lancet (volume 337: 2 de março de 1991; 547), conforme citado em Kinsey: Crimes & Consequences .

[23]Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 167.

[24] Gershon Legman.  The Horn Book:  Studies in Erotic Folklore and Bibliography.  New Hyde Park, New York:  University Books, 1964 [Legman was the original compiler for Alfred Kinsey's pornography collection].

[25]Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 245.

[26]Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 236.

[27]Idem, p. 245.

[28]Conforme o artigo intitulado “Conselho Federal de Psicologia condena tratamentos para ‘cura’ de gays e lésbicas”, publicado no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, de 23 de março de 1999.

[29]Adaptado de: Thomas E. Schmidt, Straight & Narrow (InterVarsity Press: Downers Grove-EUA, 1995), pp. 114,115.

[30]Dr. Paul Cameron, Child Molestation and Homosexuality (Family Research Institute, Inc.: Washington, D.C., 1993).

[31]Adaptado de: Frank V. York & Robert H. Knight, Homosexual Activists Work to Lower the Age of Sexual Consent  [documento] (Family Research Council: Washington, DC, 1999), pp. 2,3,9.

[32]Adaptado de: Frank V. York & Robert H. Knight, Homosexual Activists Work to Lower the Age of Sexual Consent  [documento] (Family Research Council: Washington, DC, 1999), p. 8.

[33]Adaptado de: Frank V. York & Robert H. Knight, Homosexual Activists Work to Lower the Age of Sexual Consent  [documento] (Family Research Council: Washington, DC, 1999), pp. 12-14.

[34]Adaptado de: Frank V. York & Robert H. Knight, Homosexual Activists Work to Lower the Age of Sexual Consent  [documento] (Family Research Council: Washington, DC, 1999), p. 4.

[35] Marshall Kirk and Hunter Madsen, After the Ball:  How America Will Conquer Its Fear & Hatred of Gays in the 90′s (New York:  Plume Books, 1989), p. 146.

[36] National Committee for Gay Civil Rights.  1984 Draft III internal review copy entitled “This is Our Creed”

[37] The official philosophy and goals of the North American Man-Boy Love Association (NAMBLA), from “Introducing the North American Man-Boy Love Association.”  Undated basic promotional brochure of NAMBLA National Headquarters in New York City.  Reproduced in Father Enrique T. Rueda’s The Homosexual Network:  Private Lives & Public Policy.  1982:  Old Greenwich, Connecticut; Devin Adair Publishers, page 177.

[38] Social action agenda of NAMBLA’S “Task Force on Child-Adult Relations,” as described in Richard C. Bishop.  “A Proposal for Pedophile Groups.”  NAMBLA Journal, New York, New York, July 1, 1979, page 5.  Reproduced in Father Enrique T. Rueda’s The Homosexual Network:  Private Lives & Public Policy.  1982:  Old Greenwich, Connecticut; Devin Adair Publishers, pages 214 and 215.

[39] Unnamed author in “Point of View:  No Place for Homo-Homophobia.”  San Francisco [homosexual newspaper], March 26, 1992.

[40] Robert O. Hawkins.  “The Uppsala Connection:  The Development of Principles Basic to Education for Sexuality.”  SIECUS [Sexuality Information and Education Council of the United States] , January 1980.

[41] Behavior Today, December 5, 1988, page 5.

[42] Larry Kramer, writer and founder of the AIDS Coalition to Unleash Power (ACT-UP), in Reports from the Holocaust, New York:  St. Martin’s Press, 1991.  This quote was downloaded from the Web site of the North American Man-Boy Love Association (NAMBLA) at http://www.nambla.org on April 15, 1998.

[43] Pat Califia, lesbian author and activist, The Advocate [‘mainstream’ homosexual magazine], October, 1980.  This quote was downloaded from the Web site of the North American Man-Boy Love Association (NAMBLA) at http://www.nambla.org on April 15, 1998, under the section entitled “What People Are Saying About NAMBLA and Man/Boy Love.”

[44] Convicted pedophile and NAMBLA [North American Man-Boy Love Association] member David Thorstad, quoted in Joseph Sobran.  “The Moderate Radical.”  Human Life Review, Summer 1983, pages 59 and 60.

[45] John Preston, quoted in The Big Gay Book:  A Man’s Survival Guide for the ’90s (New York: Plume, 1991).  This quote was downloaded from the Web site of the North American Man-Boy Love Association (NAMBLA) at http://www.nambla.org on April 15, 1998, under the section entitled “What People Are Saying About NAMBLA and Man/Boy Love.”

[46] John Money, Ph.D., retired professor of medical psychology and pediatrics at Johns Hopkins University and Hospital.  Quoted in “Interview:  John Money.”  Paidika:  The Journal of Paedophilia, The Netherlands, 2(7), [Spring 1991] pages 5 to 9.  This quote was downloaded from the Web site of the North American Man-Boy Love Association (NAMBLA) at http://www.nambla.org on April 15, 1998, under the section entitled “What People Are Saying About NAMBLA and Man/Boy Love.”

[47] Editorial in Guide Magazine, May 1991, page 6.

[48] Dr. Preben Hertoft, Copenhagen ‘sexologist.’  “Introduction:  Paedophiles Don’t Hurt Children.”  Crime Without Victims (Amsterdam:  Global Academic Publishers, 1993).  This quote was downloaded from the Web site of the North American Man-Boy Love Association (NAMBLA) at http://www.nambla.org on April 15, 1998, under the section entitled “What People Are Saying About NAMBLA and Man/Boy Love.”

[49] Marshall K. Kirk and Erastes Pill.  “The Overhauling of Straight America.”  Guide Magazine, October and November 1987.

[50] Homosexual actor Douglas Lambert, who died of AIDS in December 1986, quoted in the Toronto Daily Sun of March 1, 1987.  Also quoted in a letter to Fidelity Magazine by James H. Cotter of Barrie, Ontario, April 1987, page 9.

[51] A. Damien Martin of the Institute for the Protection of Lesbian and Gay Youth, quoted in Warren Bird.  “New York Tax Dollars Fund a High School for Homosexuals.”  Christianity Today, August 9, 1985, page 37.

[52] Submission to the British House of Commons by the homosexual group OutRage, led by Peter Tatchell, in support of lowering the age of consent for sex. Cited in “Britain Panders to Homosexual Pedophiles.”  LifeSite Daily News at http://www.lifesite.net, February 11, 2000; and Philip Johnston, Home Affairs Editor.  “Gay Groups Seek to Legalise Sex in Public Lavatories.”  Daily Telegraph, February 11, 2000.

[53] Troy Perry, fundador da Igreja da Sodomia (posteriormente a Igreja da Comunidade Metropolitana), em seu livro The Lord Is My Shepherd and He Knows I’m Gay.  Citado in David A. Noebel.  The Homosexual Revolution.  Tulsa:  American Christian College Press.  1977, págs 126, 129, e 130.

[54]Dez Verdades sobre a Homossexualidade, folheto sem data publicado pelo Grupo Gay da Bahia e guardado no arquivo do autor.

[55]Dr. Gerard van den Aardweg, The Battle for Normality (Ignatius Press: San Francisco-EUA, 1997), pp. 33,34.

[56]Dr. Paul Cameron, What Causes Homosexual Desire (Family Research Institute, Inc.: Washington, D.C., 1992).

[57]Dr. Paul Cameron, What Causes Homosexual Desire (Family Research Institute, Inc.: Washington, D.C., 1992).

[58] Parâmetros Curriculares Nacionais (Pluralidade Cultural e Orientação Sexual), Vol. 10, Ministério da Educação, Brasília, 1997. Atenção: Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série, p. 145.

[59] Idem, p. 145.

[60] Idem, p. 144

[61] Idem, p. 152

[62] Idem, p. 126

[63] Relatório Geral sobre a Mulher na Sociedade Brasileira, República Federativa do Brasil, Brasília, 1994, p. 50.

[64] Idem.

[65] Jornal Fêmea, publicado pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria de Brasília, janeiro de 2000, p. 5.

[66] Idem, p. 8.

[67] Dale O’Leary, The Gender Agenda (Lafayette-EUA: Vital Issues Press, 1997), pp. 130.

[68]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), p. 86.

[69]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), p. 86.

[70]Mary Pride, The Way Home (Crossway Books: Westchester-EUA, 1985), pp. 27,28.

[71]Dez Verdades sobre a Homossexualidade, folheto sem data publicado pelo Grupo Gay da Bahia e guardado no arquivo do autor.

[72]Dez Verdades sobre a Homossexualidade, folheto sem data publicado pelo Grupo Gay da Bahia e guardado no arquivo do autor.

[73]Jefferson Magno Costa, Porque Deus Condena o Espiritismo (CPAD: Rio de Janeiro, 1987), p. 81.

[74]Jefferson Magno Costa, Porque Deus Condena o Espiritismo (CPAD: Rio de Janeiro, 1987), pp. 66-68.

[75]Jefferson Magno Costa, Porque Deus Condena o Espiritismo (CPAD: Rio de Janeiro, 1987), p. 73..

[76]Cf. Dr. Paul Cameron, The Gay 90s (Adroit Press: Franklin-EUA, 1993), p. 46.

[77]Pat Pulling, The Devil’s Web (Huntington House, Inc.: Lafayette-EUA, 1989), p. 148.

[78]Pat Pulling, The Devil’s Web (Huntington House, Inc.: Lafayette-EUA, 1989), p. 54.

[79]Pat Pulling, The Devil’s Web (Huntington House, Inc.: Lafayette-EUA, 1989), p. 30,149.

[80]Bob Larson, Satanismo (Editora Vida: Deerfield-EUA, 1994), pp. 177,178.

[81]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), p. 67.

[82]Cf. Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 270.

[83]Cf. Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 271,272.

[84] Citação no e-book Homosexuality in the Nazi Party, escrito por Kevin E. Abrams e Scott Lively. E-book disponível com o autor.

[85]Dez Verdades sobre a Homossexualidade, folheto sem data publicado pelo Grupo Gay da Bahia e guardado no arquivo do autor.

[86]Thomas E. Schmidt, Straight & Narrow? (InterVarsity Press: Downers Grove-EUA, 1995), p. 163.

[87]Adaptado de: Dr. Paul Cameron, The Psychology of Homosexuality (folheto publicado pelo Family Research Institute de Washington, DC, 1993).

[88]Adaptado de: Thomas E. Schmidt, Straight & Narrow? (InterVarsity Press: Downers Grove-EUA, 1995), pp. 116-122.

[89]Cf. Dr. Paul Cameron, The Gay 90s (Adroit Press: Franklin-EUA, 1993), p. 48.

[90]Cf. Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 244.

[91] An unnamed homosexual radio spokesperson, quoted in David A. Noebel, Wayne C. Lutton, and Paul Cameron.  AIDS:  Acquired Immune Deficiency Syndrome.  Summit Ministries Research Center, Manitou Springs, Colorado, 80829.  1985, 149 pages, $3.95.  Reviewed by Chilton Williamson, Jr. on page 58 of the April 11, 1986 issue of National Review.  This is a review of the literature that has been written about AIDS, and an examination of the tactics used by homosexuals to take advantage of the plague to further their own goals.

[92]Dez Verdades sobre a Homossexualidade, folheto sem data publicado pelo Grupo Gay da Bahia e guardado no arquivo do autor.

[93]Dez Verdades sobre a Homossexualidade, folheto sem data publicado pelo Grupo Gay da Bahia e guardado no arquivo do autor.

[94]Thomas E. Schmidt, Straight & Narrow? (InterVarsity Press: Downers Grove-EUA, 1995), p. 89.

[95]Wesbster’s Ninth New Collegiate Dictionary.

[96]Thomas E. Schmidt, Straight & Narrow? (InterVarsity Press: Downers Grove-EUA, 1995), pp. 89,97.

[97]Versão bíblica God’s Word. Copyright 1995 by God’s Word to the Nations Bible Society.

[98]Thomas E. Schmidt, Straight & Narrow? (InterVarsity Press: Downers Grove-EUA, 1995), p. 65.

[99]Dez Verdades sobre a Homossexualidade, folheto sem data publicado pelo Grupo Gay da Bahia e guardado no arquivo do autor.

[100]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), p. 58.

[101]Cf. Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), pp. 60,61.

[102]Cf. Dr. Paul Cameron, The Psychology of Homosexuality (folheto publicado pelo Family Research Institute de Washington, DC, 1993).

[103]Cf. Dr. Paul Cameron, The Gay 90s (Adroit Press: Franklin-EUA, 1993), p. 44.

[104]Cf. Dr. Paul Cameron, The Gay 90s (Adroit Press: Franklin-EUA, 1993), p. 44.

[105]Cf. Dr. Paul Cameron, The Gay 90s (Adroit Press: Franklin-EUA, 1993), pp. 44, 45.

[106]Cf. Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), p. 66.

[107] Marshall Kirk and Hunter Madsen.  After the Ball:  How America Will Conquer Its Fear & Hatred of Gays in the 90′s.  New York:  Plume Books, 1989.  This book is an expansion of the article by Marshall K. Kirk and Erastes Pill entitled “The Overhauling of Straight America,” published in the October and November 1987 issues of Guide Magazine.

[108] A seção Os Homossexuais têm Direitos? foi adaptada de mensagem do Pe. Carlos Lodi, de Anápolis.

[109] Father Kenneth Waibel, Richmond, Kentucky, during his seminar on gay and lesbian spirituality, fourth annual National Association of Catholic Diocesan Lesbian and Gay Ministries, September 4-7, 1997, Long Beach Sheraton Hotel.  “Little Notes.”  , October 1997, page 5.

[110] “An Open Letter to a Gay Christian” from “Father. Thomas.”  “Scripture Supports Homosexuality.”  in Magazine [homosexual publication], April 1989, page 4.

[111] Rand Schrader, an openly homosexual appointee to the Los Angeles Municipal Court, quoted in Betina Boxall.  “Gay Rights Gain Political Forum Outside Closet.”  The Oregonian, September 29, 1992, page A3.

[112]Dez Verdades sobre a Homossexualidade, folheto sem data publicado pelo Grupo Gay da Bahia e guardado no arquivo do autor.

[113]Carta de Chuck Donovan, de fevereiro de 2000, para Julio Severo. O Sr. Donovan é o diretor do Family Research Council de Washington, DC.

[114]Adaptado de: The Other Side of Tolerance, Victims of Homosexual Activism (documento publicado pelo Family Research Council de Washington, DC, 1998), p. 32.

[115]Carta de Chuck Donovan, de fevereiro de 2000, para Julio Severo. O Sr. Donovan é o diretor do Family Research Council de Washington, DC.

[116]Cf. Efésios 4.15.

[117]Dr. Gerard van den Aardweg, The Battle for Normality (Ignatius Press: San Francisco-EUA, 1997), pp. 21,22.

[118]Adaptado de: Thomas E. Schmidt, Straight & Narrow (InterVarsity Press: Downers Grove-EUA, 1995), p. 153.

[119]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), p. 53.

[120] Haldeman, D. (1994) The practice and ethics of sexual orientation conversion therapies. Journal of Consulting and Clinical Psychology.  62: 221 -227.

[121] C. Silverstein.  “Behavior Modification and the Gay Community.”  Paper presented at the annual convention of the Association for Advancement of Behavior Therapy (AABT) in New York City, October 1972.

[122]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), p. 54.

[123]Adaptado de: Frank V. York & Robert H. Knight, Homosexual Activists Work to Lower the Age of Sexual Consent  [documento] (Family Research Council: Washington, DC, 1999), p. 19.

[124]Cf. Salmo 127.3 BLH.

[125]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), p. 83

[126]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), p. 83

[127]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), p. 83

[128]Adaptado de: Larry Christenson, The Facts of Life 2, publicado no boletim International Lutheran Renewal (International Lutheran Renewal Center: Minneapolis-EUA, junho de 1992). Traduzido e usado com a permissão do autor.

[129]Charles Provan, The Bible and Birth Control (Zimmer Printing: Mononhahela-EUA, 1989), p. 34.

[130]Charles Provan, The Bible and Birth Control (Zimmer Printing: Mononhahela-EUA, 1989), p. 62.

[131]Obras de Lutero, volume 5, p. 325 (em inglês). Citado em: Charles Provan, The Bible and Birth Control (Zimmer Printing: Mononhahela-EUA, 1989), p. 5,6.

[132]Obras de Lutero, volume 5, p. 332 (em inglês). Citado em: Charles Provan, The Bible and Birth Control (Zimmer Printing: Mononhahela-EUA, 1989), p. 6.

[133]Citado em: Dr. Paul Cameron, Exposing the AIDS Scandal (Huntington House, Inc.: Lafayette-EUA, 1988), p. 159.

[134]O que Todo Cristão Deve Saber Sobre a Homossexualidade, folheto sem data publicado pelo Grupo Gay da Bahia e guardado no arquivo do autor.

[135]Adaptado de: Charles Provan, The Bible and Birth Control (Zimmer Printing: Mononhahela-EUA, 1989), p. 17,18.

[136]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), p. 78.

[137]Ben Irwin, The Bible and Homosexuality, Confronting the Challenge to Scriptural Authority, (Family Research Council: Washington, DC, 1997), pp. 9,10.

[138]Cf.  Salmo 127.3-5; 128.3. 1 Crônicas 25.5; Deuteronômio 28.4,11.

[139]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), pp. 78,79.

[140]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), p. 18.

[141]Mary Pride, The Way Home (Crossway Books: Westchester-EUA, 1985), pp. 19,20.

[142]Adaptado de: Larry Christenson, The Facts of Life 2, publicado no boletim International Lutheran Renewal (International Lutheran Renewal Center: Minneapolis-EUA, junho de 1992). Traduzido e usado com a permissão do autor.

Assembléias de Deus – Cada vez mais ridícula na POLÍTICA !!!

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No dia 03 de outubro de 2010, serão realizadas eleições para todos cargos políticos desta nação, exceto para prefeitos e vereadores. As principais matérias de cunho anti-cristão, tais como aborto, casamento gay, projeto de lei da homofobia, projeto de direitos autorais da internet e outras, estão estrategicamente escondidas nas gavetas do Congresso esperando que o término dessas eleições para voltarem com toda força. No momento, os crentes que sempre foram considerados o atraso da sociedade brasileira pela grande maioria dos políticos, estão sendo paparicados e adulados.

Creio que isto não é novidade para nenhum dos leitores.

Como também não é novidade a certeza que muitos políticos descrentes têm, que é muito fácil comprar o voto dos evangélicos a partir de propostas indecentes para seus pastores. Eles sabem que a fé e a moral desses pastores são bem relativas – com as raras e abençoadas exceções de sempre.

Pois bem, assim que os próximos deputados federais e senadores tomarem posse, em 2011, todos os assuntos anti-bíblicos engavetados e camuflados, voltarão à pauta. E os crentes voltarão a ter o cheiro ruim de fundamentalismo e atraso que eles sempre disseram, depois de eleitos.

Se estes projetos contrários à Bíblia se converterem em Lei – como já aconteceu na Argentina, no Chile e na Suécia – berço dos missionários que fundaram e organizaram a Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Brasil – eu tenho algo muito grave a dizer. Se estas leis vieram a prejudicar a sociedade brasileira, é por culpa principalmente dos Pastores da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

Por que?

Porque seus templos recebem a visita de todos os candidatos com pretensão ao Congresso Nacional. Os homens que decidirão o destino das leis. Esses pastores sabem exatamente o que deve e o que não deve ser feito com os votos dos membros das suas Igrejas. E digo mais, que é muito difícil um aspirante ao Congresso Nacional, hoje, conquistar seu cargo – sem votos de evangélicos.

Se na próxima legislatura, as crianças e adolescentes de nossas Igrejas voltarem para casa com um cartilha de homoafetividade na mão, impressa com autorização do MEC. como está acontecendo no Chile. Se no dia de amanhã, pastores forem obrigados a mudar a liturgia ministerial em suas Igrejas para se adequar à lei de homofobia – como aconteceu na Suécia. Se no dia de amanhã quebraram as portas de templos evangélicos para celebrar casamentos e outros eventos para gays e lésbicas, eu vou culpar e responsabilizar principalmente os pastores da “minha” Igreja – a Igreja Evangélica Assembléia de Deus.

Vou culpar por não conscientizarem seus membros, porque eu não me atreveria a pensar que os culparia por negociar os votos potenciais de suas Igrejas em favor de ímpios por dinheiro ou vantagens inescrupulosas. Ou por empregos para parentes, terrenos para templos ou cinco milheiros de blocos.

Senhores pastores, o voto evangélico representa, no mínimo, 25% dos eleitores desta nação. Não costumamos votar com base em vida religiosa dos candidatos, mas por sua potencial competência. Mas de agora em diante, os candidatos comprometidos com causas inimigas da Igreja, ainda que vierem vestidos de branco e trazendo auréola de santos – não merecem o nosso voto. Não devem recerber um voto que seja de um cristão, que tenha temor de Deus.

E por falar em temor de Deus, antes de votar em outubro pergunte para seu travesseiro: o deputado federal e os dois senadores que estiver pensando em votar, vai respeitar os interesses cristãos diante de um projeto que venha a prejudicar a Igreja? Se tiver dúvidas – não vote neles.

E se seu pastor estiver fazendo campanha ostensiva ou disfarçada na Igreja em favor de candidatos, que só aparecem na Igreja no período eleitoral, reuna alguns irmãos e peçam explicações a ele. Não seja omisso, pois no dia que seu filho ou neto voltar para casa com uma cartilha gay ou sua Igreja for obrigada a realizar casamentos gay, ou ser proibido ler a Bíblia inteiro no púlpito, a culpa vai ser do seu pastor e também sua porque não fez nada – a não ser criticar.

Isto é muito duro, mas é melhor dizer agora – antes das eleições.

Por João Cruzué (Púlpito Cristão)

O “PARAFRASEAR” nas pregações induzem os desavisados a crer naquilo que NÃO ESTÁ NA BÍBLIA (“versículos não-bíblicos”) !

1 Comentário

A Síndrome do Papagaio

Você já percebeu como as pessoas gostam de repetir o que os outros falam? Não vou lhe dizer que essa prática seja imprópria, mas é bom conferir tudo o que se ouve, para evitar situações constrangedoras… Na famosa igreja de Beréia, os cristãos recebiam de bom grado as pregações. Mas não as recebiam como verdades bíblicas sem antes conferir nas Escrituras (At 17:11).
 
Essa síndrome do papagaio se verifica nos diversos versículos “novos” que alguns pregadores insistem em repetir. Ouviram alguém, um dia, pronunciar um desses versículos e começaram a citá-los como verdade, sem, antes, ter o cuidado de confirmar a sua autenticidade bíblica.
 
Há alguns anos, tive o cuidado de reunir, com a ajuda de meus alunos do seminário teológico, várias “pérolas” que muitos repetem pensando ser versículos bíblicos… Você está curioso para conhecê-las? Quer saber se tem empregado alguma?
 
“A voz do povo é a voz de Deus”
Ouvi um pregador citando essa frase antibíblica e extrabíblica, oriunda do latim vox populi, vox Dei, como se fosse bíblica! Quando Jesus andou na terra, a opinião do povo a seu respeito era variada. Uns o consideravam pecador (Jo 9:16) ou endemoninhado (Mt 12:24), e outros criam que ele era um profeta (Mt 16:13,14). Enquanto isso, a voz de Deus ecoava: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3:17). Como a voz do povo pode ser a voz de Deus?
 
“Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”
Esse provérbio popular alude à persistência. Trata-se de um bom pensamento, mas extrabíblico! Conquanto não apareça nas páginas sagradas, realça o princípio da perseverança na oração (Mt 7:7,8; Lc 18:1-8). Isso, porém, não nos autoriza a citar a frase como se fosse um versículo inspirado da Palavra de Deus.
 
“Até 1000 irá; de 2000 não passará”
Essa frase já virou história… Muitos “profetas da última hora” a usaram para alertar acerca da iminente volta de Cristo, antes ou durante o ano 2000. Mas o que a Bíblia realmente diz acerca da vinda de Jesus? As palavras de Cristo quanto ao Arrebatamento da Igreja são mais do que claras: “… daquele dia e hora ninguém sabe…” (Mt 24:36). Leia também Atos 1:7, I Tessalonissenses 5:1 e II Pedro 3:8.
 
“Da semente da mulher levantarei um que esmagará a cabeça da serpente”
É comum ouvir pregadores citando essa frase como sendo a primeira promessa com relação à obra redentora de Jesus. Mas essa promessa não aparece nas Escrituras. Em Gênesis 3:15, Deus disse para Satanás, personificado em uma serpente: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”.
É importante observar que o texto bíblico não usa o verbo “esmagar” e sim “ferir”. De acordo com a Palavra de Deus, o inimigo ainda não foi esmagado, isto é, derrotado por completo. Ele já está julgado (Jo 16:11), e, na cruz, Jesus o feriu (Cl 2:14,15). Entretanto, “… o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo de vossos pés” (Rm 16:20).
 
“Deus cegou os entendimentos dos incrédulos”
É sério! Ouvi um pregador dizendo isso… Mas não foi Deus quem cegou o entendimento dos incrédulos! A Bíblia diz: “… o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (II Co 4:4). Esse “deus” é o diabo, e não o Deus verdadeiro que ilumina os que estão em trevas (Jo 8:12; I Jo 1:7).
 
“Diga-me com quem tu andas, e eu te direi quem és”
Clássica, não? Quantos pregadores não usam esse versículo… Alguém já chegou a dizer acerca dele: “Não está na Bíblia? Então devia estar!” Bem, a Bíblia apresenta versículos parecidos, que podem ser usados em lugar da frase em questão: “O homem violento persuade o seu companheiro, e guia-o por caminho não bom” (Pv 16:29); “Não entres na vereda dos ímpios, nem andes pelo caminho dos maus. Evita-o, não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo” (Pv 4:13,14).
 
“É dando que se recebe”
Essa conhecida frase é extrabíblica, mas não chega a ser antibíblica. Ela confirma as palavras de Jesus em Lucas 6:38. Não deve, porém, ser usada como um versículo bíblico inspirado. O pregador só deve usar a frase “A Bíblia diz” quando for citar uma passagem sagrada. Caso contrário, deve deixar claro aos ouvintes que se trata apenas de uma boa frase.
 
“Esforça-te, e eu te ajudarei”
A expressão “Esforça-te” aparece 12 vezes na Bíblia, mas nunca acompanhada da frase “Eu te ajudarei”. Observe: “Esforça-te, e tem bom ânimo” (Js 1:6,7,9,18; I Cr 22:13; 28:20); “Esforça-te, e esforcemo-nos” (I Cr 19:13); “Esforça-te, e faze a obra” (I Cr 28:10); “Esforça-te, e clama” (Gl 4:27). No plural, ela aparece oito vezes, sem o complemento citado (Nm 13:20; Js 10:25; 23:6; I Sm 4:9; 13:28; II Cr 15:7; Sl 31:24; Ag 2:4). Apesar disso, não há dúvida de que o Senhor ajuda os que se esforçam.
 
“Eu venci o mundo, e vós vencereis”
É claro que através da vitória de Cristo todos os seus seguidores autênticos, nascidos de Deus (1 Jo 5:4), se tornam mais do que vencedores (Rm 8:37). Não obstante, as palavras de Jesus ditas em João 16:33 foram apenas: “Tenho-vos dito isto para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. O complemento “e vós vencereis” é um acréscimo às palavras do Mestre, prática que ele mesmo proibiu (Ap 22:18).
 
“Fazei o bem sem olhar a quem”
Essa frase é uma distorção de Gálatas 6:10: “Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé”. O cristão deve fazer o bem, pois ele tem a bondade, um dos elementos do fruto do Espírito (Gl 5:22). Mas fazer o bem “de olhos fechados” pode ser perigoso.
Existem muitos vigaristas dizendo-se missionários ou pastores. Eles sempre contam casos tristes para aplicar os seus golpes, e os irmãos bondosos, por não olharem a quem estão ajudando, acabam sendo lesados. Cabe-nos ajudar as pessoas comprovadamente necessitadas: “Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra” (Dt 15:11).
 
“Jesus é o Médico dos médicos”
Certos pregadores afirmam: “A Bíblia diz que Jesus é o Médico dos médicos”. Nas Escrituras, não existe esta menção. Jesus é chamado de Senhor dos senhores e Rei dos reis (Ap 17:14). Em nenhum lugar ele é chamado de Médico dos médicos. A expressão hebraica que demonstra o seu poder de curar os enfermos é “Yahweh-Roph´eka”, que significa “O Senhor que te sara”, também traduzida como: “O Senhor, teu Médico” (Êx 15:26).
 
“Mente vazia é oficina do diabo”
De fato, a pessoa que não ocupa a sua mente com as “coisas que são de cima” (Cl 3:1,2) acaba ficando vulnerável aos ataques do adversário. Como ser espiritual, ele tem influência sobre a mente dos incrédulos (2 Co 4:4; Ef 6:17). Segue-se que a frase é apenas apropriada para ilustrar o papel do diabo como tentador, não devendo ser usada com um versículo sagrado.
 
“Não cai uma folha de uma árvore sem a vontade de Deus”
A Bíblia mostra claramente que Deus é o Controlador da natureza. Em Isaías 40:12-31, vemos como ele tem o Universo em sua mão e faz o que lhe apraz. Apesar disso, a frase em questão não é um versículo bíblico!
 
“O amor encobre uma multidão de pecados”
Essa frase possui um acréscimo sutil, capaz de torcer a mensagem bíblica. Encobrir significa esconder, ocultar. E, de acordo com a Bíblia, “O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará” (Pv 28:13). É preciso atentar para o que realmente as Escrituras dizem: “… a caridade cobrirá uma multidão de pecados” (I Pe 4:8).
Dentro do contexto bíblico, cobrir significa perdoar. E a diferença entre cobrir e encobrir pecados é vista principalmente no Salmo 32: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto” (v. 1); “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri” (v. 5).
 
“O cair é do homem, mas o levantar é de Deus”
É comum o uso dessa frase para animar irmãos que fracassam na fé. Quem a usa, tenta demonstrar que a pessoa caída não precisa se preocupar. Deus a levantará em tempo oportuno. Entretanto, se o homem não tomar uma posição, levantando-se, tal como o filho pródigo, Deus não o socorrerá (Lc 15:17-24).
O texto de Tiago 4:8 mostra que o primeiro passo deve ser dado pelo homem. A Bíblia não diz: “Quando Deus se chegar a ti, chega-te para ele”. O homem precisa querer, desejar se chegar a Deus. Em toda a Escritura, observa-se que Deus convida o homem a se levantar, pois o cair é do homem, e o levantar também é do homem (Pv 24:16; Ef 5:14)!
 
“O dinheiro é a raiz de todos os males”
Às vezes, por não lerem a Bíblia com atenção, alguns pregadores caem no erro de omitir parte dos versículos bíblicos, gerando confusão. O dinheiro é importante e precisamos dele para a nossa manutenção. O errado é pôr o coração nele (Mt 6:19-21). É por esse motivo que Paulo não condenou o dinheiro, mas sim a ganância e a avareza: “Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (I Tm 6:10).
 
“O pouco com Deus é muito”
Há pregadores citando essa frase como se fosse bíblica. É verdade que a matemática de Deus é diferente, pois quanto mais se tira tanto mais é acrescentado (Pv 11:24). Todavia, conquanto a frase em questão seja correta, ela não está registrada no Livro Sagrado.
 
“Os viciados não herdarão o reino de Deus”
A palavra “viciado” se aplica à pessoa que possui qualquer tipo de vício (do latim vitiu, tendência habitual para o mal). Mas a Bíblia não condena de forma explícita os viciados, como ocorre neste pseudo-versículo bíblico. Alguém poderá perguntar: “Se a Bíblia não condena especificamente o cigarro ou algum tipo de droga, eu tenho permissão para usá-los?”
Quando o cânon do Novo Testamento foi encerrado, ainda não havia o cigarro nem as drogas conhecidas hoje, não havendo razão para os escritores neotestamentários condená-los de modo específico. Contudo, está claro nas páginas sagradas que os que destroem o corpo, independentemente da maneira como o fazem, não herdarão o reino de Deus (I Co 6:10-20; Gl 5:19-21). Ademais, Zofar alertou: “Porque ele [Deus] conhece os homens vãos, e vê o vício; e não o terá em consideração?”, Jó 11:11.
 
“Quem com ferro fere, com ferro será ferido”
Essa frase, empregada para enfatizar a justiça de Deus, não está registrada na Bíblia Sagrada. É uma deturpação das palavras de Jesus ditas a Pedro, em Mateus 26:52: “Mete no seu lugar a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão”.
 
“Quem dá aos pobres, empresta a Deus”
Usada principalmente pelos católicos romanos, essa frase já está nos lábios de alguns cristãos. Todavia, o versículo bíblico que mais se aproxima de tal afirmação é Provérbios 19:17: “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, e ele lhe pagará o seu benefício”. Alguém dirá: “Mas não é a mesma coisa?” Não! Pois o versículo bíblico possui o selo da inspiração!
 
“Quem não vem pelo amor, vem pela dor”
É verdade que muitas pessoas, depois de passarem por uma dolorosa experiência, entendem a vontade de Deus (Dn 4:30-37; At 9). Entretanto, isso não é uma regra. Existem pessoas que nem mesmo pela dor se arrependem. Por isso, a Palavra de Deus alerta: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura” (Pv 29:1).
 
“Vem a mim como estás”
Jesus recebe o pecador arrependido na condição em que está. Todavia, a frase em questão não está registrada nos Evangelhos, apesar de ser usada com freqüência por muitos pregadores. Em seu lugar, pode-se usar um versículo bíblico autêntico, como Mateus 11:28: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”.
Portanto, não seja como o papagaio, que repete, repete, repete… Seja como os bereanos, que examinavam nas Escrituras tudo o que ouviam. Afinal, a própria Bíblia Sagrada diz: “Examinai tudo. Retende o bem” (I Ts 5:21).
 
Autor: Pr. Ciro Sanches Zibordi

VERSÍCULOS “NÃO-BÍBLICOS” (?)

1. “Onde está seu coração, ali está o seu tesouro.”

Este “versículo” é tão usado pelos presbíteros, e citado pelos cristãos em geral, que é difícil encontrar alguém que identifique sua falsidade. De forma que podemos considerá-lo até como um “aspirante a versículo”. Na verdade, a maioria dos evangélicos acredita que, tão certo quanto o fato de Deus ser composto por três Pessoas, estas palavras são da própria Bíblia. A confecção deste texto inverídico deve ter sido feita após uma leitura desatenta do Sermão da Montanha, especificamente na parte em que o Mestre prega sobre o ajuntamento ilícito de riquezas na terra. Repare a diferença entre o trecho original e o texto distorcido pelos homens:

“Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”
(Mt 6.21)

Os descuidados invertem o dito do Senhor Jesus: colocam “coração” onde está escrito “tesouro” e põe “tesouro” onde está escrito “coração”. Isso para que dê a aparência de que Cristo ensinava que não importa a quantidade de bens materiais que a pessoa possua: bastaria ela colocar o coração em Deus que estaria tudo resolvido.

O que Jesus disse, realmente, é que nós podemos saber onde está o coração de uma pessoa observando onde ela ajunta suas riquezas: no céu ou na terra.

Vale lembrar que isso não condena o enriquecimento material, defendido como uma bênção divina em toda a Bíblia (Ec 5.19; 1Tm 6.17). O Messias estava apenas usando um recurso semítico de linguagem, comum na Bíblia, onde o lado natural era enfraquecido para enfatizar o lado espiritual. Por exemplo:

a) “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna…” (Jo 6.27)

Será que Jesus estava condenando o hábito de trabalhar pelo sustento material, ou Ele queria apenas dar importância ao ato de buscar as coisas de Deus? Outro exemplo do recurso semítico usado por Jesus é encontrado no Antigo Testamento, onde José diz:

b) “…não fostes vós que me enviastes para cá, e, sim, Deus…” (Gn 45.8)

Assim, poderíamos concluir que os irmãos de José não o mandaram para Egito. Mas, quatro versículos antes, ele havia dito: “Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito.” (vs. 4)

Pregando sobre a forma de amar aos semelhantes, o apóstolo João declara:

c) “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.” (1Jo 3.18)

Fica claro que João não desejava proibir o uso de palavras no exercício do amor, mas somente afirmar que o amor não pode se limitar ao uso delas. De qualquer forma, não devemos e não podemos criar textos bíblicos para defender o ajuntamento de riquezas terrenas, pois a própria se encarrega de fazer tal defesa em inúmeras outras porções.

2. “A fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus.”

Igual ao versículo anterior, esta frase é corriqueiramente declarada aqui e ali, sempre que o assunto tocado é fé. Ele é tão engenhosamente elaborado que muitos homens e mulheres de Deus o “soltam” de vez em quando, crendo piamente de que estão proferindo a Palavra de Deus. Na verdade, o que a Bíblia ensina é:

“De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus.”
(Rm 10.17) [ARC]

O apóstolo dos gentios está afirmando que o “ouvir” é produzido pela Palavra de Deus, e que é por esse “ouvir” que vêm a fé. É bem diferente do que os descuidados fazem a Bíblia parecer ensinar, pois, conforme a “pérola” pseudo-escriturística que eles criaram, é o ouvir do homem que gera a fé. Para entender melhor a diferença entre as versões de Rm 10.17, veja o que diz a Revista e Atualizada:

“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.”

A palavra “ouvir”, empregada em várias traduções, tem o sentido de “entender”, “compreender” a mensagem do evangelho, por meio da pregação expositiva, e não ao mero ato de escutar.

3. “Os anjos queriam pregar o Evangelho, mas Deus reservou esta tarefa aos homens.”

É difícil entender de onde se originou esta tese teológica. Ela é tão espalhada pelas igrejas que se tornou quase um “adendo” popular à Bíblia, um versículo extraído da cartola mágica cada vez que se fala sobre a necessidade de levar as boas-novas aos perdidos. Apesar da raiz desta árvore infrutuosa não ser de tão fácil identificação, podemos sugerir que ela se encontra nas palavras de Pedro, o apóstolo dos judeus:

“A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar.” (1Pe 1.12)

Talvez alguém que não conhece o sentido do termo “perscrutar” tenha lido o texto e daí tirado uma falsa conclusão, imaginando que o pescador de homens teria escrito que as “coisas” que os anjos anelam perscrutar é a atividade da pregação, e que perscrutar significa “fazer”. Embora seja essencial conhecer o sentido dos termos usados na Bíblia, o indivíduo que fez o versículo “abíblico”, que estamos desmascarando, vir à luz, não precisava recorrer ao dicionário para interpretar adequadamente o escrito de Pedro.

Veja o que diz a Revista e Corrigida:

“..para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.”

A tradução dos monges de Maredsous reza:

“Revelações estas, que os próprios anjos desejam contemplar.”

O que os seres celestiais desejam receber são as revelações proféticas de Deus, e não o encargo de levar o evangelho aos pecadores.

4. “E vi uma taça de ouro no céu. E perguntei: Que é isso, meu senhor? E me respondeu: Lágrimas de santos.”

Diferentemente das revelações divinas que os anjos queriam conhecer, as invenções humanas que vimos até aqui são pérolas baratas, recolhidas nas águas rasas do relaxo para com a Palavra de Deus. O pseudo-versículo transcrito acima foi citado duas ou três vezes por um querido pastor, a quem considero como grande pregador, e que possui uma igreja de tamanho médio, o que prova que ninguém está livre de soltar das suas “furadas” de vez em quando.

Este presbítero afirmou, com uma certeza tão segura quanto sua fé na auto-existência de Deus, que o diálogo acima foi tecido durante uma visão do apóstolo João, no livro de Apocalipse. Por incrível que pareça, ele não se preocupou em procurar este texto na Bíblia, quer antes de citá-lo, quer após, na repetição de seu erro. O mais próximo que lemos no livro das revelações ao que o referido pastor disse é o que segue:

“E, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.” (Ap 5.8)

“Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, que são e donde vieram? Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro (…) E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.” (Ap 7.13,14,17)

A junção desalinhada destes versículos deve ter resultado naquela prole híbrida que, infelizmente, foi apresentada no púlpito daquela congregação ao povo que ali estava, como sendo a Palavra de Deus. Resta saber quem foi o pai da criança, o qual não apareceu na apresentação da bastarda.

5. “Ficai em Jerusalém até que seja glorificado do alto”.

Igual ao versículo anterior, esta “muamba” é o resultado da fusão de dois textos inspirados. O que o torna mais abominável que todos os outros é que tem, em sua genealogia, um problema semelhante ao visto na distorção de 1Pe 1.12: a falta de compreensão acerca de uma determinada palavra.

“Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de águas vivas. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado.” (Jo 3.37-39)

“E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes” (At 1.4)

Durante um estudo bíblico que ocorria em uma célula um certo rapaz, a quem estimo e tenho como um servo de Deus, disse que havia uma parte da Bíblia em que Jesus aconselhava seus apóstolos a ficarem em Jerusalém até que Ele fosse glorificado, ocasião em que o Espírito Santo desceria sobre eles. De acordo com aquele jovem, isso significava que Cristo ficou esperando que os discípulos o louvassem, glorificando-o, a fim de que o batismo no Espírito Santo fosse concedido a eles. Na realidade, o apóstolo do amor, em sua biografia de Jesus, não empregou a palavra “glorificado” com o sentido de “elogiado” ou “louvado”. Eles quis dizer que Jesus, como homem, ainda não havia sido “engrandecido”, ou “exaltado”, o que só ocorreria quando fosse levado à presença de Deus, a fim de se sentar ao lado do trono e ser reconhecido como Deus por Sua criação (Fp 2.9-11; cf. Is 45.23).

Confira o que a Bíblia na Linguagem de Hoje verte em Jo 7.39:

“Jesus estava falando a respeito do Espírito Santo, que aqueles que criam nele iriam receber. Essas pessoas não tinham recebido o Espírito porque Jesus ainda não havia voltado para a presença gloriosa de Deus.”

O apóstolo Pedro confirmou que Cristo foi glorificado por Deus, na ocasião de sua assunção e exaltação divina:

“Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis. (…) Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” (At 2.33,36)

6. “Toda a terra se encherá da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar.”

Esta passagem fictícia é muito bonita – existe até uma canção que entoamos sobre ela em minha igreja – mas não faz parte dos escritos inspirados. Na realidade, o que a Bíblia afirma é:

“Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Is 11.9)

“Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Hc 2.14)

Como se vê, em momento algum se afirma que a terra se encherá da glória do Senhor. E isso para o desgosto dos que, mesmo com dezenas de anos de Evangelho nos ombros, tinham a frase supra-citada como sendo uma autêntica profecia divina.

7. “E Moisés disse: Que hei de fazer, Senhor? Pois eis que os egípcios se reúnem contra mim e contra este povo, a quem escolheste. E o Senhor disse a Moisés: Toca na águas.”

Deus não ordenou que Moisés tocasse no mar, e, realmente, não foi isso o que este profeta fez. Leia o relato singelo que se contrasta com a idéia exposta acima:

“Disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta o teu bordão, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar seco.(…) Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor, por um forte vento oriental que soprou toda aquela noite, fez retirar-se o mar, que se tornou terra seca, e as águas foram divididas.” (Êx 14.15,16,21)

Para quem possui dúvidas, basta atentar em que Moisés dividiu o mar não pelo toque de seu bordão na água do mar, mas pelo fato de estendê-lo sobre a água, fazendo com que um vento leste soprasse por toda a noite até dividir aquela massa líquida, que teria se juntado ao sangue hebreu caso Deus não houvesse intervindo com tal milagre (que, repetindo, não envolveu nenhum toque de vara).

Parece que há pessoas que não gostam do legislador de Israel, pois, como se não bastasse ele haver tocado na pedra para dela extrair água – desobedecendo à ordem de Deus para somente falar à pedra –, ainda querem fazê-lo incorrer em um delito de igual gravidade. Deste jeito, não era nem preciso esperar chegar nos limites de Canaã: nem mesmo da terra do Egito o escolhido de Deus teria passado. Tsc, tsc, tsc…

8. “Jovens, vós sois a força da igreja.”

A fim de defender a importância dos cristãos jovens, um querido e dedicado líder de igreja tinha por costume citar este “versículo”, a fim de dizer que eles seriam o motor do Corpo de Cristo. Isso é uma distorção grosseira e irresponsável da Palavra de Deus, que afirma algo muito diferente, porém também honroso acerca dos jovens convertidos do 1º século:

“Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.” (1Jo 2.14c)

Oremos fervorosamente para que os jovens da Igreja Contemporânea também exibam estas três características, removendo e enterrando o que é velho (cf. At 5.5,6) para dar lugar às coisas novas do Senhor, uma nova porção do Espírito que caia como vinho fresco sobre a Igreja (Lc 5.37-39; Ef 5.18), abundando em conhecimento da Palavra (Mt 13.51,52; 1Jo 2.20,27), para que esta venha a ter cumprimento: “…e os jovens terão visões” (At 2.17).

9. “E, aconteceu que, subindo a arca do Senhor a Jerusalém, ao som da harpa, do alaúde e da cítara, Davi dançava no Espírito, com todas as suas forças.”

Hoje em dia, há pessoas que não aceitam o que a Bíblia ensina, em sua totalidade, acerca do louvor a Deus. Apesar de tão espirituais, elas são atingidas por uma “micalite aguda” (cf. 2Sm 6.20), que soa como um gongo pseudo-moralista toda vez que, numa reunião de culto, um crente se coloca a expressar sua gratidão e alegria ao Senhor usando todo o seu corpo, além dos lábios e das mãos. Para disfarçar essa mentalidade carnal, alguns afirmam que Davi – e também a profetiza Miriã –, dançou tomado pelo Espírito Santo, em uma ocasião única e inigualável, ignorando outras porções escriturísticas (Jz 21.19,20; Sl 149.3; 150.4; At 3.8).

É certo que o rei hebreu dançou mesmo no Espírito. Afinal, tudo o que os servos de Deus fazem é sob a direção Dele.

“Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.” (Gl 5.25)

Se a dança davídica não fosse espiritual, o Senhor não teria se agradado dela, da mesma forma que Ele não se agrada quando alguém lhe entoa um cântico “na carne”, sem meios de render-lhe sacrifícios de louvor com os lábios (Hb 13.15).

Mas afirmar que o rei foi possuído por Deus enquanto levava a arca, dançando em estado de êxtase, é forçar o que está escrito e ir além da verdade – embora estas experiências fossem comuns entre os profetas daquele tempo.

10. “Tocava Davi sua harpa no palácio de Saul. E havia que, subindo sua adoração ao Senhor, o rei era liberto do espírito que o atormentava.”

Esse é um dos maiores mitos disseminados entre os evangélicos. As Escrituras não afirmam que Davi louvava a Deus perante o rei Saul, e tampouco que o demônio saía deste em razão da sua “adoração ungida”. Na verdade, os toques do jovem israelita, dedilhando as cordas de seu instrumento, acalmava a mente perturbada do monarca, causando-lhe um efeito terapêutico. Isso era meramente paliativo, pois o espírito voltava a atacar periodicamente, necessitando que Davi tocasse novamente para reverter o estado frenético em que o rei d’Israel ficava ao ser controlado por aquele demônio de loucura.

“E sucedia que, quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa e a dedilhava; então, Saul sentia alivio e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele.” (1Sm 16.23)

Isso revela que, muitas vezes, métodos humanos podem surtir efeitos benéficos sobre vítimas de espíritos de cegueira, epilepsia, mudez, transtornos mentais, e outros.

11. “Cristo virá, e os mortos ressuscitarão; num instante, num abrir e fechar de olhos, nós subiremos a ele, e para sempre estaremos com o Senhor.”

Creio que este seja um dos dez principais contrabandos, vendidos nas igrejas evangélicas, como autênticos versículos bíblicos. É de uma natureza tão torpe, que é triste averiguar a imensa popularidade que conquistou em todas as camadas, dos novos convertidos até os maiores mestres da Palavra. Veja por si mesmo o que ensina a Palavra divina:

“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” (1Co 15.51,52)

O que o ministro dos gentios está dizendo? Que o arrebatamento será tão rápido como um piscar d’olhos, ou que a transformação dos nossos corpos –de mortais a incorruptíveis– será assim? É claro que a segunda opção é correta.

Esta história de Jesus voltar e os cristãos serem transformados e transladados, num milésimo de segundo, conseguiu se entremear nas páginas bíblicas em razão da aceitação do dispensacionalismo, um sistema escatológico que ensina que a Igreja não passará pela Grande Tribulação. Como os crentes poderiam ser arrebatados sem que o mundo os visse subindo até o Senhor? A resposta está neste texto pseudo-escriturístico.

12. “Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução; antes, embriagai-vos com o Espírito Santo.”

Esse é usado para defender as experiências de êxtase, nas quais os crentes balançam, caem, riem e fazem outras coisas mais. É uma tolice recorrer a uma invencionice tão descarada para embasar estas coisas. Há textos verídicos que abrem espaço para crermos que o Espírito Santo pode fazer as pessoas ficarem como ébrias. Para saber mais sobre isso, consulte o estudo “As Escrituras e os Êxtases Espirituais”.

13. “Em verdade, em verdade vos digo: o diabo vem para matar, roubar e destruir. Mas eu vim para tenhais vida, e vida em abundância.”

“O ladrão não vem senão para matar, roubar e destruir. Mas eu vim para que tenhais vida, e vida em abundância.” (Jo 10.10)

Quem é o ladrão que mata, rouba e destrói? O contexto clarifica a identidade de tal personagem:

“Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.” (vs. 8)

No vs. 10, Cristo não está especificando uma pessoa em particular como “ladrão supremo”, que seria Satanás, mas afirmando um conceito genérico: uma pessoa que recebe o título de “ladrão” tem por ocupação a apropriação total do bem alheio, mesmo que isso inclua roubar, destruir e matar aos outros. Contrariamente a isso, Jesus não é ladrão, pois Sua obra é o oposto disso: trazer a vida abundante, que é a vida eterna, espiritual. Em momento algum o Mestre cita a existência ou atuação do diabo.

14. “Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas.”

15. “Vós escolhestes a Saul sobre vós e vossos filhos, mas eu, o Senhor, não o escolhi; eis agora a Davi, homem segundo o meu coração, a quem tirei do aprisco de seu pai para reinar em Israel.”

16. “Irmãos, não desfaleçais; pois nos últimos dias virá o enganador, transfigurado em anjo de luz, o diabo e Satanás, que seduzirá a terra inteira. Ele surgirá como homem, falando e enganando a muitos, mas os escolhidos não lhe darão crédito.”

17. “E Sansão crescia em força e graça diante do povo de Israel; e era o varão mais forte de toda a terra, pois ninguém se igualava a ele entre os hebreus, os filisteus, os egípcios ou dos do lado da banda do oriente.”

18. “Aproveitando o sono de seu marido, Dalila foi e cortou-lhe as madeixas da cabeça, nas quais não passara navalha desde o nascimento; pelo que perdeu ele suas forças.”

19. “E, após os apóstolos terem visto o Senhor manifestado, chegou Tomé ao lugar em que estavam reunidos; contando-lhe os discípulos que o Senhor ressuscitara, e que havia aparecido a eles, não creu ele, pois era incrédulo, e duro de coração.”

20. “Vigiando em todo o tempo acerca do vosso falar e do vosso trato com os outros, pois Satanás anda em derredor, anotando nossas palavras; vede, portanto, que vossos dizeres não sejam usados para condenação, mas para glória no Dia do Senhor Jesus.”

21. “Acautelai-vos, pois Satanás, vosso inimigo, aguarda o momento de vosso desânimo para vos arrastar para o inferno, onde há pranto e ranger de dentes.”

22. “O diabo marca toda palavra que falamos.”

23. “E aconteceu que, com a pregação de Pedro, mais de três mil almas se converteram no dia de Pentecostes.”

Com certeza, muitos outros versículos “falseados” tem aparecido pelo mundo afora. Estes são os que conheci até hoje, sem contar as conclusões totalmente infundadas que alguns têm feito sobre textos bíblicos, tais como:

a) Pregar que Jesus levou nossas doenças físicas, baseando-se em Is 53.4,5, que é uma profecia do Antigo Testamento, que deveria ser interpretada à luz do Novo Testamento, em Mt 8.16,17 e 1Pe 2.24;
b) Ensinar que a prosperidade é um direito dos cristãos, com base nas promessas de Dt 28.1-14, enquanto as instruções sobre as guerras aos cananeus são espiritualizadas;
c) Declarar que a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação, construindo um castelo de areia sobre 1Ts 5.9, em vez de ler este versículo à luz de Ap 14.10;
d) Isolar o texto de Dt 6.4 para negar a pluralidade de Pessoas na unidade de Deus, enquanto o Novo Testamento ensina que essa unicidade é formada por “o Pai, a Palavra e o Espírito Santo” (1Jo 5.7, Almeida), sendo que o próprio Antigo Testamento já deixa isso implícito (Gn 1.26 c.c. Is 44.24).

Além disso, ouvimos também as frases engraçadas, que são facilmente identificadas por qualquer conhecedor mediano das Escrituras:

“Se ajude, e Eu te ajudarei”.

“Quem pariu Mateus que o cuide”.

E por aí vai.

Rafael Gabas Thomé de Souza
bereianos.blogspot

Fofoca não edifica !

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Como algo tão detestável pode acontecer tão frequentemente?

Talvez a resposta seja: sutileza. Diz o sábio Salomão: “As palavras do mexeriqueiro são como doces bocados, penetram até o íntimo do homem” (Pv 18.8), ou seja, segundo a Bíblia, a fofoca é saborosa para quem a escuta. Na tradução desse mesmo versículo segundo a NVI, o termo comparativo é “apetitosos petiscos”.

E tal comparação é perfeita: ouvir uma fofoca é tão irresistível quanto comer um quitute ou um docinho atraente. E por que a fofoca não é comparada a um pernil assado ou uma pratada de feijoada? Porque comida enche e, uma vez cheio, você não come mais. Mas a fofoca é servida em pequenas porções. A fofoca é o quibezinho do mal, o cajuzinho da discórdia, o chocolate BIS da intriga. E uma vez no seu interior a fofoca não enche, pelo contrário, abre seu apetite.

Portanto, ainda que não sejamos fofoqueiros, se somos ‘consumidores de fofoca’, somos co-autores do mal. E da mesma forma que o prazer de saborear um acepipe fica explícito, a satisfação com a fofoca ouvida também. E o fofoqueiro-quitandeiro se sentirá à vontade para nos oferecer um segundo bombozinho de trufa de jararaca.

O apóstolo Paulo faz duas vezes a mesma recomendação a Timóteo: “Evita as conversas vãs e os falatórios” (I Tm 6.20; II Tm 2.16). Os termos originais em grego para tais vocábulos são: bebelos e kenophania. “Bebelos” significa profano, irreligioso e ímpio; e é o mesmo termo para a palavra ‘bibelôs’ que são bugigangas ou enfeites supérfluos. Já ‘kenophania’ vem da junção dos termos ‘kenos’ (vazio) e ‘phone’ (som). Ou seja: conversa vazia e inútil, linguagem vã e estéril.

Por que fofocamos? – Certamente diremos que não gostamos de fofoca. Diremos mais: diremos que odiamos fofoca e fofoqueiros. Então, como uma raça tão odiada se perpetua e se multiplica tanto? Porque nós a alimentamos: “Sem lenha o fogo se apaga; não havendo fofoqueiro, cessa a contenda” (Pv 26.20)

Não gostamos de fofoca, mas gostamos de condenar o outro – dizemos: “Não estou fofocando. É que não aprovo o que Fulano fez de errado.”

Não gostamos de fofoca, mas gostamos de bajular e fazer ‘média’ – Pois dizemos: “Só vou te contar isso porque sou muito seu amigo, sou de confiança…”

Não gostamos de fofocar, mas gostamos de autopromoção à custa da falha dos outros – Pois dizemos: “O Fulano fez… eu não faço”

Não gostamos de fofocar, mas gostamos que se compadeçam de nós – Pois dizemos: “Você imagina só o que o Fulano fez comigo?”

Não gostamos de fofoca, mas gostamos de acirrar os ânimos – Pois dizemos: “Assim que souberem o que o Fulano fez, eu só quero é ver o circo pegar fogo!”

Não gostamos de fofoca, mas gostamos de chocar o próximo – Pois dizemos: “Você não imagina o que o Fulano disse de você…”

E por que afinal a fofoca é ruim? Por que não podemos noticiar o mal que o outro fez?

Em primeiro lugar, porque não nos compete julgar. Não temos conhecimento dos fatos e corremos o sério risco de divulgar algo que não ocorreu exatamente da forma como relatamos.

Em segundo lugar, a fofoca NUNCA EDIFICA. Nunca promove o bem estar de quem ouve. Você já viu alguém ouvir uma fofoca e bradar: Graças a Deus! Ouviu?

A fofoca revela intimidades, segredos e confidências e a Bíblia diz: “O que anda mexericando descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre” (Pv 11.13).

A fofoca é injusta. Expõe o outro sem que lhe seja dado o direito de se defender.

A fofoca promove separação e discórdia“O que encobre a transgressão promove o amor, mas o que renova a questão separa os maiores amigos” (Pv 17.9)

O fim da fofoca é simples. Não existe autofofoca. O fofoqueiro precisa de alguém que lhe dê ouvidos. É extremamente difícil calar um fofoqueiro uma vez que ele iniciou a conversa. Então evite o fofoqueiro. Aprenda a identificá-lo:

Características do fofoqueiro

1. Quer se mostrar seu amigo (íntimo). Chega dando tapinhas nas costas e te pegando pelo braço – “Vem cá que tenho que te contar uma coisa…”

2. Quer se mostrar seu defensor, alertando-o – “Olha, só te conto porque quero o seu bem…”

3. Fala demasiadamente, o tempo todo, de tudo e de todos.

4. Toma conclusões precipitadas – Você nunca ouvirá um fofoqueiro dizer que é melhor apurar melhor os fatos. Pelo contrário, sua máxima é: “Eu já sabia. Eu sempre soube. Nunca me enganei com Fulano…”

5. Abre espaço para a crítica elogiando primeiro – “Não tenho nada contra o Fulano, mas…” ou “Gosto muito de Sicrano, só que…”

Diante do fofoqueiro, o antídoto é certo: elogie o ‘fofocado’, defenda-o e convide o fofoqueiro a orar por ele e a perdoá-lo. Pois é exatamente esse tratamento que recebemos de Jesus quando pecamos. Ele intercede por nós, nos defende e nos perdoa. Por isso que ninguém gosta de contar fofoca pra Ele.

Alessandro Mendonça

Orgulho

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O orgulho é perigoso.

Provérbios 16:18

“A soberba precede a destruição, e a altivez do espírito precede a queda.”

A humildade produz honra.

Provérbios 29:23

“A soberba do homem o abaterá; mas o humilde de espírito obterá honra.”

Deus é contra os orgulhosos.

1 Pedro 5:5-6

“Semelhantemente vós, os mais moços, sede sujeitos aos mais velhos. E cingi-vos todos de humildade uns para com os outros, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte.”

O orgulho pode separar-nos de Deus e das outras pessoas.

Lucas 18:14

“Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado.”

Uma humildade semelhante à de uma criança é de muito valor no céu.

Mateus 18:4

“Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.”

Os orgulhosos serão humilhados.

Mateus 23:12

“Qualquer, pois, que a si mesmo se exaltar, será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar, será exaltado.”

Os que são orgulhosos podem cair.

1 Coríntios 10:12

“Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe para que não caia.”

O “Verdadeiro” APOSTOLADO !

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O “Título” APÓSTOLO

Começa hoje uma micro-série aqui no blog sobre o verdadeiro apostolado. Além das denúncias que tenho feito no blog, acho importante que seja dado também o ensino sobre este tema. Minha base é a Teologia Sistemática de Wayne Grudem.

Quando sabemos o emprego da palavra apóstolo no Novo Testamento, fica simples respondermos a pergunta: existem apóstolos hoje?

A palavra apóstolo pode ser usada em um sentido amplo ou restrito. Em sentido amplo, ela significa “mensageiro” ou “missionário pioneiro”. Mas em sentido restrito, que é o mais comum no Novo Testamento, refere-se a um ofício específico, “apóstolo de Jesus Cristo”. Esses apóstolos tinham autoridade única para fundar e liderar a igreja primitiva e podiam falar e escrever a palavra de Deus. Muitas de suas palavras escritas tornaram-se as Escrituras do Novo Testamento.
Para se qualificar como apóstolo era preciso: (1) ter visto com os próprios olhos o Cristo ressurreto e (2) ter sido designado apóstolo pelo próprio Cristo. Houve um número limitado de apóstolos, talvez quinze ou dezesseis, ou alguns mais – o Novo Testamento não é explícito sobre o número. [...] Parece que nenhum apóstolo foi designado depois de Paulo e, certamente, já que ninguém hoje pode preencher o requisito de ter visto o Cristo ressurreto com os próprios olhos, não há apóstolos hoje. [...]
Embora alguns hoje usem a palavra apóstolo para referir-se a fundadores de igrejas e evangelistas, isso não parece apropriado e proveitoso, porque simplesmente confunde quem lê o Novo Testamento e vê a grande autoridade ali atribuída ao ofício de “apóstolo”. [...] Se alguns, nos tempos modernos, querem atribuir a si o título de “apóstolo”, logo levantam a suspeita de que são motivados por um orgulho impróprio e por desejos de auto-exaltação, além de excessiva ambição e desejo de ter na igreja mais autoridade do que qualquer outra pessoa deve corretamente ter.

Wayne Grudem, Teologia Sistemática (p. 764).
  

A questão dos MILAGRES

Segundo artigo da micro-série O verdadeiro apostolado. Novamente, Grudem nos dá uma posição bíblica sobre a questão dos milagres no apostolado.

No contexto mais amplo do Novo Testamento, fica claro que outros além dos apóstolos realizavam milagres, como Estevão (At 6,8), Filipe (At 8,6-7), cristãos das várias igrejas da Galácia (Gl 3,5) e pessoas agraciadas com dons de “milagres” no corpo de Cristo em geral (1Co 12,10;28). Os milagres, como tais, não podem ser considerados sinais exclusivamente dos apóstolos. Na verdade, os “operadores de milagres” e os agraciados com os “dons de cura” são de fato distinguidos dos “apóstolos” em 1Coríntios 12,28: “A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar…” [...]
O argumento de que muitos outros cristãos do Novo Testamento operavam milagres é às vezes rebatido pela alegação de que somente os apóstolos e os que eram muito ligados a eles, ou aqueles em quem os apóstolos impunham as mãos, é que operavam milagres. Contudo, isso na verdade prova bem pouca coisa, pois a história da igreja do Novo Testamento é a história daquilo que se fez por meio dos apóstolos e das pessoas intimamente ligadas a eles. Pode-se formular argumento semelhante sobre a evangelização e sobre a fundação de igrejas: “No Novo Testamento, as igrejas só eram fundadas pelos apóstolos ou por pessoas muito ligadas a eles; portanto, não devemos fundar igrejas hoje”.

Wayne Grudem, Teologia Sistemática (p. 294).
 

Os SINAIS

Esta é a última parte da micro-série sobre O verdadeiro apostolado. Para fixar bem a mensagem, este artigo tem algumas declarações dos auto-entitulados apóstolos brasileiros, demonstrando a gritante distância entre estes senhores e os verdadeiros apóstolos.
Grudem (Teologia Sistemática, p. 293) utiliza 2Co 12,12 para lembrar os sinais de um apóstolo:

Não precisamos adivinhar quais são esses sinais, pois noutra passagem de 2 Coríntios Paulo nos diz que o distinguia como verdadeiro apóstolo:

  1. poder espiritual no conflito contra o mal
  2. zeloso cuidado pelo bem-estar das igrejas
  3. verdadeiro conhecimento de Jesus e dos desígnios do seu evangelho
  4. auto-sustento (desprendimento)
  5. não tirar vantagem das igrejas; não atingir as pessoas fisicamente
  6. sofrimentos e dificuldades suportadas por Cristo
  7. ser arrebatado ao céu
  8. contentamento e fé para suportar o espinho na carne
  9. extrair força da fraqueza

[...]
Importa notar que nessa lista Paulo não arrola milagres para provar a legitimidade do seu apostolado. De fato, a maior parte das coisas que ele menciona não o distinguiria de outros cristãos verdadeiros. Mas essas coisas realmente o distinguem dos servos de Satanás, os falsos apóstolos que não são em absoluto cristãos: suas vidas não são marcadas pela humildade, mas pelo orgulho; não pelo desprendimento, mas pelo egoísmo; não pela generosidade, mas pela ganância; não por buscar o benefício dos outros, mas por tirar sua força natural; não por suportar o sofrimento e as dificuldades, mas por buscar o próprio conforto e bem-estar.

Os sinais dos apóstolos brasileiros…
não pela humildade, mas pelo orgulho
Na convenção internacional da qual faz parte, ele [Miguel Ângelo] tem a incumbência de ser o apóstolo para as igrejas de língua portuguesa. “Sou a voz de Deus em português para o mundo. Tenho coberto com o manto apostólico diversos ministérios pastorais na África e em outros continentes”, afirma, esbanjando convicção.
Revista Enfoque sobre os apóstolos brasileiros (2006).

não pelo desprendimento, mas pelo egoísmo
Subiu ainda mais o tom quando o assunto foi o tema “Pai Espiritual”. Estevam expressou seu enorme descontentamento com as discussões internas diante da adoção / orientação acerca desta nova forma dos membros se dirigirem a sua ilustre pessoa.[...] e encerrou a questão: “… eu tenho direito, em vocês, para ser chamado de pai, pois a Palavra foi ministrada a vocês por mim, o apóstolo…”.
Reportagem do Genizah sobre Estevam Hernandes (2010).

não pela generosidade, mas pela ganância
Apesar do perfil pobre do público, os pregadores não hesitam em estabelecer valores altos para as contribuições. Valdemiro já pediu até 30% da renda do fiel, o que foi batizado de “trízimo” : “Você vai dizer para Deus o seguinte: ‘Senhor, 70% de tudo o que o Senhor me der neste mês é meu. E 30% são da sua obra’”, disse. Depois, associou o “30” à “Santíssima Trindade”.
Revista Época em reportagem sobre a IMPD (2010).

não por buscar o benefício dos outros, mas por tirar sua força natural
“Herodes questionou a identidade de Jesus e foi comido por bichos. João Batista questionou a identidade de seu líder Jesus e por isso perdeu a cabeça. Todo aquele que duvida da identidade do líder perde a legitimidade e o legado da liderança de Jesus”, disse o Apóstolo. [...]
“Então não questione o EU SOU na sua vida, não questione a identidade do seu líder , e não questione a sua identidade de nova criatura em Cristo”, finalizou o Ap. Renê Terra Nova.
Rene Terra Nova em seu blog (2009)

não por suportar o sofrimento e as dificuldades, mas por buscar o próprio conforto e bem-estar
“Eles costumavam gastar mensalmente entre R$ 500 mil e R$ 600 mil só com despesas pessoais”, diz o promotor Marcelo Mendroni. Eram freqüentadores de restaurantes como Fogo de Chão e Rubaiyat e clientes de lojas de grife como a Ermenegildo Zegna, do Shopping Iguatemi, e a megabutique Daslu.
Revista Época sobre os Hernandes (2007). 
 
Blog: Nani e Teologia.

U2 e sua relação com Deus !

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 banda irlandesa U2 já é bastante conhecida por ter músicas com citações bíblicas e letras com mensagens positivas. Em sua nova turnê, 360°, mais uma vez Bono Vox surpreendeu aos fãs ao cantar o famoso hino cristão “Amazing Grace”.

Tocando guitarra, Bono canta o hino até a primeira estrofe (Maravilhosa graça/ quão doce é o som/ que salvou um miserável como eu/ Uma vez estive perdido, agora me achei/ Eu estava cego, mas agora enxergo). Depois a banda acompanha tocando a introdução da música “Where the streets have no name”.

O hino, composto no século XVIII pelo inglês John Newton, é uma das músicas mais famosas dos Estados Unidos, sendo tocadas até em eventos do governo. O fato de a banda mesclar o hino com “Where the streets have no name” se refere ao sentimento de Bono em relação a essa música.

Em uma entrevista concedida em 2005, Bono explicou que “Where the streets…” é a música que eles “chamam” a Deus. “Esta é a música em que podemos ter certeza que, assim que tocarmos, Deus entra pela porta”, disse Bono.

Em 2005 a banda recusou ceder a música para um comercial de TV. Foi oferecido à banda 12 milhões de libras, porém Bono afirmou que o dinheiro seria bem vindo, pois ele iria doá-lo a uma de suas instituições na África, mas ele não teria ter associada a sua música a um comercial. Para a banda, esta é uma música “especial”, pois clama a Deus a Sua Presença.

Confira o vídeo de Bono Vox cantando o hino cristão “Amazing Grace” clicando aqui.

Fonte: Gospel+

Rede Globo DETESTA Cristãos !!!

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Veja também: Cuidado com o conteúdo SATÂNICO da REDE GLOBO !

Telespectadores reclamaram de discriminação com a cobertura que o jornal O Globo fez do Dia D, megaevento cristão que reuniu mais de 8 milhões de pessoas em todo o Brasil nesta quarta-feira (21). Durante o programa Fala Que Eu Te Escuto, transmitido na madrugada desta sexta-feira (23) pela Rede Record, espectadores telefonaram para protestar contra a forma como o jornal carioca cobriu o encontro.

Com o título “Caos universal e autorizado”, o jornal concentrou suas notícias no congestionamento causado pelo evento na cidade do Rio de Janeiro, sem ouvir os participantes. De acordo com os telespectadores que participaram da atração via telefone, esta é mais uma prova de que a família Marinho, dona das Organizações Globo, é preconceituosa e move uma campanha difamatória não somente contra a Igreja Universal do Reino de Deus, mas contra todos os evangélicos, católicos, espíritas e seguidores de demais denominações religiosas que estiveram presentes ao encontro.

A telespectadora Ana Carolina, do Rio de Janeiro, protestou contra a cobertura:

– A Globo não tem argumento algum para falar. O trânsito estava ruim? Estava, mas se for assim vamos terminar com o Carnaval, promovido pela Globo.

Para o bispo Clodomir Santos, apresentador do programa, houve preconceito:

– Não estou defendendo a Universal. Estou defendendo essas 3 milhões de pessoas que estiveram na enseada de Botafogo.

Durante o programa, foram apresentados documentos que comprovam que a organização do evento recebeu permissão do poder público do Rio de Janeiro para que a concentração ocorresse na enseada de Botafogo e que, em nenhum momento subestimou o número de participantes do encontro. O jornal cita que a previsão passada seria de 100 mil pessoas. O bispo Clodomir foi enfático:
- É mentira. Nós já tínhamos feito eventos semelhantes no aterro do Flamengo, com mais de 1, 5 milhão de pessoas.

Do Rio de Janeiro, o bispo Darlan Ávila mostrou ao vivo as autorizações que os organizadores receberam das autoridades para o evento. Ele lembrou que os programas de TV e rádio do grupo realizaram intensa divulgação do Dia D na cidade.

Telespectador do programa, o radialista Ubiratan disse que a reportagem não mostrou como o Dia D foi um evento positivo, sem vandalismos ou qualquer tipo de desordem:

- Eles [Rede Globo] têm medo da força do povo evangélico.

Por e-mail, o telespectador Jean Carlos disse que a matéria do jornal era “uma pouca vergonha” e completou afirmando que “a Globo não tem respeito nem com a gente, os católicos”.

O apresentador criticou ainda a comparação feita pelo jornal entre o congestionamento desta quarta-feira e o caos no trânsito durante as chuvas que mataram mais de 250 pessoas no Estado do Rio de Janeiro no início deste mês.

Fonte: R7 / Gospel+
Via: Gospel Prime

Outras notícias sobre o Dia D

Você sabe ser líder ???

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São muitas as qualidades que uma pessoa tem que ter para ser um bom líder. Uma das mais importantes é a capacidade de reconhecer e estimular a equipe. Você é bom nisso?
Além disso, muitas pessoas que estão em cargos de liderança enxergam no espelho uma imagem diferente daquela projetada para os subordinados. É seu caso?

Certifique seu potencial respondendo as dez questões abaixo:

1) Você agradece cada um de seus subordinados por fazerem um bom trabalho, seja pessoalmente, por escrito, ou de ambas as formas?
A) Sim.
B) Não.

2) Você dedica tempo para reunir-se com sua equipe, ouvir idéias, críticas e sugestões?
A) Sim.
B) Não.

3) Você sempre faz comentários sobre a atuação de seus subordinados em projetos específicos?
A) Sim.
B) Não.

4) Você se esforça para criar um ambiente de trabalho aberto, que cultive a auto-confiança e seja descontraído?
A) Sim.
B) Não.

5) Você divide com sua equipe informações sobre novos produtos e estratégias, sobre como a empresa perde ou ganha dinheiro e como cada um poderá se adaptar nessa estrutura?
A) Sim.
B) Não.

6) Você envolve seus subordinados em decisões, especialmente aquelas que os afetam?
A) Sim.
B) Não.

7) Você encoraja sua equipe a se sentir parte da empresa, e responsável por cada projeto e pelo próprio ambiente de trabalho?
A) Sim
B) Não.

8) Você cria parcerias com seus empregados de forma que eles tenham a chance de crescer e aprender com isso?
A) Sim.
B) Não.

9) Você celebra o sucesso da empresa, do departamento e de seus profissionais?
A) Sim.
B) Não.

10) Você usa o desempenho do profissional como uma referência para reconhecê-lo, recompensá-lo e promovê-lo?
A) Sim.
B) Não.

• Confira o seu resultado:

Maioria A – Sim

Parabéns! Você é um chefe que sabe extrair um bom potencial e é capaz de motivar sua equipe. Contudo, nunca esqueça do conselho de John Maxwell no livro Líder 360º
“quem deseja ser líder deve fazer as coisas acontecerem e dar sua contribuição”. Além disso, Maxwell comenta que um equívoco que as pessoas cometem com freqüência é achar que a liderança é um lugar que se senta, quando na verdade é uma escolha. “O que você escolhe
fazer com o seu talento é o que o impulsiona para as grades realizações”, explica em sua obra Talento não é tudo.

Maioria B – Não

É hora de pensar com muito cuidado em uma forma de melhorar o relacionamento com seus colaboradores. Provavelmente você não está aproveitando todo o potencial de sua equipe. Segundo John Maxwell, número um em liderança, você deve aprender a desenvolver sua influência. “Ao ajudar outras pessoas, o líder se ajuda. Portanto, ele deve se relacionar
bem, com os diferentes níveis da organização”, afirma em seu livro Líder 360º.

Fonte: http://www.liderebrasil.com.br

Leia Também:

“Tudo” pode ser bom ou ruim para uma pessoa (dependendo do conceito que se tem das coisas) !

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Filosofia é boa e sem dúvida uma das maiores bênçãos da razão humana em todos os níveis. Só não pode e nem deve virar filosofia de botequim, de fundo de quintal, de beira de rua nem, segure-se por aí, de pseudocristianismo. Chegamos a uma posição interessante, na qual devemos pensar que é importante preservar o que é valoroso, sem jamais permitir que os tons desafinados dessa coisa a tornem proscrita ou merecedora de ser defenestrada de nosso conceito e de nossa vida. Logo, não é porque é possível termos deformidades da Filosofia que ela deve ser afastada, mas devemos ter em relação a ela a melhor das buscas, a fim de obtermos os melhores juízos dela advindos. E isso diz respeito a outras coisas de nossa existência. Filosofia, no sentido mais lato do sema, é sempre boa. Filosofia, em suas aplicações, entre as quais algumas podem ser até detestáveis, pode ser boa, mas pode ser muito ruim.

Igreja também é coisa boa, sem dúvida alguma. Mas, se analisarmos bem, Jesus instalou entre nós um conceito, sem determinar um modelo operacional rígido ou um regimento interno acabado e definido. Pelo contrário, parece que Sua maior preocupação foi a de estabelecer os pressupostos, os conceitos, o modelo interior e não o exterior da Igreja. Nós, como seres gregários e afeitos a organizar tudo o que tocamos, arrumamos a Igreja em moldes conhecidos de nossas estruturas sociais. Igreja, no sentido estrito de Jesus, é sempre e somente boa. Igreja, no sentido de nossa estruturação e organização, pode ser algo bom, mas pode ser algo muito ruim.

Por que será que boas coisas podem ter más finalidades ou maus andamentos, quando seu propósito é sempre bom? Via de regra, quando as coisas transitam do transcendente para o físico, do metafísico para o tangível, infelizmente – ou felizmente (?) – passam obrigatoriamente por nós, seres humanos. E aí reside o problema de tudo. Essa é a razão básica dos porquês desilusórios de tanta coisa que não deveria ter qualquer problema conjuntural.

Por causa disso e de tantas outras possibilidades, movimentos surgem a cada virada de relógio cósmico. Gente que vai e vem, que sobe e desce. Gente que aparece como salvação de uma lavoura que estava bem, talvez precisando de uma poda aqui ou um adubo ali. Ultimamente tenho ouvido e lido a respeito do debate dos “Com Igreja x Sem Igreja”. Não! Não me refiro aos que abandonam a Igreja, mas aos que insistem em uma nova (será tão nova assim?) forma de ser cristão: o cristão desigrejado. É uma categoria que insiste em ser cristão, diz que jamais abandonará a fé, diz ser preocupado ao extremo com sua espiritualidade, mas com uma diferença dos demais: não quer sequer ouvir falar em Igreja formal.

Muita coisa se usa como desculpa para isso. Muitas dessas justificativas, aliás, são mais que verdadeiramente justas e aceitáveis. Na Igreja de hoje, vê-se abertamente: manipulação das massas, espoliação do incauto, fé barata vendida por preço caríssimo, isolamento denominacional, destruição da unidade do Corpo, troca do espiritual pelo material, esvaziamento da escatologia da esperança eterna por um aqui e agora ralo e sem gosto, esfriamento nas igrejas históricas, aquecimento financeiro nas novas igrejas, perfilamento ecumênico panreligioso, etc e etc.

Mas, voltando ao fato de que tudo isso se dá por nossa ação, e não pela ação da Igreja transcendente ou pela do próprio Cristo, é justo nos esquecermos de outras facetas da Igreja? É nela que vivemos a comunidade, que comungamos que somos servidos por Deus como família ao redor da mesa farta, que dividimos nossas dores e achamos os ombros amigos, que vemos nossos filhos crescerem em Deus, que descobrimos a esperança em meio ao choro. É na Igreja que achamos Cristo através do irmão. É ali que somos saciados pelos sacramentos ou ordenanças, dependendo da forma de crer. É ali que a nossa mente cresce enquanto crescemos por fora. Na Igreja somos apresentados ou batizados ao chegarmos a este mundo; ali envelhecemos e ali somos velados quando dele nos despedimos.

Será mesmo que devemos jogar fora a Filosofia porque há formas menos nobres de tratá-la? Não, ouviríamos uníssono. Pergunto, então, diante de tão simplória reflexão: vamos jogar fora a Igreja porque há possibilidade de a vermos sendo maltratada? Não! Não! E definitivamente não! Sejamos honestos: deixemos de maltratar a Igreja e a veremos com melhores olhos que a vemos agora. Consertemos nossas vidas e a Igreja nos parecerá realmente excelente.

JOEL THEODORO (site Prazer da Palavra).

Vamos ler a Bíblia ?

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Participe do concurso “Vamos ler a Bíblia” 2010 – Leia a Bíblia e concorra a prêmios

O concurso Vamos Ler a Bíblia, tem o objetivo de incentivar pessoas a lerem a Bíblia inteira, em 300 dias (De 1.º de abril de 2010 a 25 de janeiro de 2011).

Ao longo do concurso, os inscritos farão 10 provas online, referentes aos textos bíblicos lidos, e os melhores colocados ganharão prêmios: Bíblias, livros cristãos, CDs MP3 do Novo Testamento (SBB), câmeras fotográficas digitais, MP4 Players, MP3 Players e o melhor colocado ganhará, no final do concurso, um Notebook.

A novidade deste ano é que o concurso está aberto também para as pessoas que falam a língua portuguesa em qualquer país do mundo, sejam brasileiros ou não.

A participação é gratuita. Para se inscrever basta entrar no site do concurso, na página Inscreva-se, e preencher seus dados:

www.vamoslerabiblia.com.br

Você concorda com isso ???

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Batismo ”divertido” ?!

Justiça

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A vida nem sempre é justa.

Eclesiastes 9:11

“Observei ainda e vi que debaixo do sol não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a peleja, nem tampouco dos sábios o pão, nem ainda dos prudentes a riqueza, nem dos entendidos o favor; mas que a ocasião e a sorte ocorrem a todos.”

Deus requer equidade nas transações de negócios.

Provérbios 16:11

“O peso e a balança justos são do Senhor; obra sua são todos os pesos da bolsa.”

A justiça é parte do caráter de Deus.

Isaías 11:5

“A justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade o cinto dos seus rins.”

A justiça é uma das condições para viver no reino de Deus.

Isaías 33:15

“Estes são os que viveram no reino de Deus: aquele que anda em justiça, e fala com retidão; aquele que rejeita o ganho da opressão; que sacode as mãos para não receber peitas; o que tapa os ouvidos para não ouvir falar do derramamento de sangue, e fecha os olhos para não ver o mal.”

Páscoa ? Não ! Isso é puro PAGANISMO !!!

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Quando você pensa em chocolate, bacalhau e coelho que comemoração te vem à mente? Com certeza você se lembrou da Páscoa. Conhecida mundialmente como uma festa cristã, ela é mais antiga do que se imagina, sendo comemorada muitos anos antes do nascimento de Jesus Cristo e por diversos povos da antiguidade.

A Páscoa, como conhecemos hoje (com ovos de chocolate, alusão ao coelho, etc) modelou-se com o passar dos anos, mas tem como principal influência a Páscoa Judaica. Antes de Jesus morrer na cruz e ressuscitar era este o tipo de Páscoa comemorada. Portanto, Páscoa cristã e judaica são diferentes, mas é a partir da festa judaica que os cristãos comemoram a ressurreição do Salvador.

Para os judeus a páscoa significa “passagem”, por isso o nome da festa é Pessach (passagem). De acordo com a tradição judaica, a primeira celebração de Pessach ocorreu há 3500 anos, quando o Senhor enviou dez pragas sobre o povo do Egito. Antes da décima praga, – que seria a morte dos primogênitos das famílias egípcias -  Moisés  foi instruído por Deus a pedir que cada família hebréia sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais (mezuzót) das portas, para que seus primogênitos não fossem exterminados.

Quando anoiteceu as famílias comeram a carne de um cordeiro sem mancha, pães sem fermento e ervas amargas. Depois um anjo, enviado por Deus, matou todos os primogênitos egipícios. Depois deste episódio Faraó libertou os hebreus da escravidão. Como memória desta libertação foi instituído para todas as gerações de judeus a celebração da festa de Pessach, como forma de lembrar o favor de Deus.

Pessach, então, significa a passagem do Senhor através de seu mensageiro, o anjo. Depois foi acrescentado a esta concepção a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, confirmando a sua libertação. Os judeus comemoram até hoje os valores que a história narrada no livro de Êxodo: liberdade, justiça e reinício do ciclo da vida.

Para os cristãos a Páscoa tem um significado semelhante, é a comemoração da passagem de Jesus da morte à ressurreição. Os primeiros cristãos passaram a comemorar a Páscoa, como conhecemos hoje, porque viram uma relação entre a libertação do povo de Deus no Egito e a libertação da morte para a vida, pregada por Jesus.

Outro motivo para que a grande festa cristã tenha o mesmo nome da festa judaica deve-se à Paixão de Cristo ter acontecido no início do Pessach. Então a última ceia teria sido um Seder, o jantar realizado na véspera do início da Páscoa judaica.

Embora as duas festas tenham o mesmo nome não ocorrem na mesma data. A Páscoa cristã é comemorada no primeiro domingo de lua cheia depois do equinócio de primavera (de outono, no hemisfério sul). Já as comemorações da Páscoa judaica têm início na primeira lua cheia do mesmo equinócio. O início do Pessach e a Páscoa cristã podem cair no mesmo dia, mas isso dificilmente ocorre.

A Páscoa de outros povos

Vários povos da antiguidade comemoravam uma espécie de Páscoa. Porém normalmente eram festas pagãs em homenagem aos seus deuses ou a comemoração da chegada da primavera. Atualmente a Páscoa cristã é a mais comemorada.

Em março de 250 a.C, em Roma, era celebrada uma festa religiosa, em que o protagonista era um ser meio homem, meio deus, filho de uma virgem e que ressuscitava todo ano. Essa festa era uma homenagem à deusa Réia ou Cibele e ao Attis, a pessoa que ressuscitava. Para o povo egípcio era uma festa para o deus Osíris, que também ressuscitava.

A partir do século IX, com a conversão do povo germânico ao cristianismo, alguns símbolos das festividades pagãs foram incorporadas na festa cristã. Este é o caso do coelho, que era a representação da deusa da primavera entre os povos bárbaros. Ainda hoje, Páscoa é chamada Ostern em alemão e Easter em inglês – derivações do nome da deusa Eostre.

Essa relação do coelho com a fertilidade foi mal interpretada por ingleses até meados do século XX. Durante a festa fazia-se brincadeiras eróticas, como levantar uma mulher três vezes para ganhar um beijo.

A tradição dos ovos de páscoa

Na maioria dos povos, desde as mais remotas épocas, o ovo é símbolo de nascimento e ressurreição. Diz a lenda que Simão, o cirineu que ajudou Jesus a carregar a cruz ao Calvário, era vendedor de ovos. Ao voltar para casa, depois da crucificação, percebeu que os ovos estavam todos milagrosamente coloridos feito um arco-íris. Já o coelho era o símbolo da fertilidade no Antigo Egito. Não foi difícil, portanto, escolher para a Páscoa um símbolo que fosse popular e facilmente reconhecível. Assim, o coelho esconde ovos coloridos em ninhos, para que as crianças possam procurá-los, como presente de Páscoa.

Fonte: Gospel+

Homossexualismo é CONTRÁRIO à Palavra do Senhor, mas é preciso respeitar socialmente os homossexuais (o PL 122/2006 é discriminatório) – PREGUE O EVANGELHO PRA “ELES” !

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Está por acontecer o maior retrocesso na história da proteção animal no Brasil – PARLAMENTARES que ODEIAM os animais – NÃO VOTEM NELES !

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Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL) nº 4.548 de 1998, de autoria do deputado José Thomaz Nono, que pretende modificar o art. 32 da Lei nº 9.605/98 – Lei de Crimes Ambientais, o qual diz:

“Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena – detenção de três meses a um ano, e multa.
§ 1º. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.”

O PL em questão tem como objetivo retirar a expressão “domésticos ou domesticados”, sob o argumento de que a realização de rodeios e vaquejadas tem sido prejudicada. Tal proposição está apensada ao Projeto de Lei nº. 3.981/2000 e foi relatada favoravelmente pelo Deputado Régis de Oliveira.

Se este projeto for aprovado, será consumado o maior retrocesso da história da proteção animal em nosso país. Por exemplo, o combate às condenáveis rinhas de galo e cães, além da cruel Farra do Boi, entre outras barbaridades.

A Constituição e o bem-estar animal

Nossos animais, independentemente da espécie, são protegidos pela Constituição Federal, que em seu artigo 225, inciso VII, diz:

“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º – Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.

http://saudecompleta.blogspot.com

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